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Devemos si ter primeiro o bem jurídico daquele que é afetado imediatamente pela conduta criminosa.

Vale dizer que a vítima de furto não é necessariamente o proprietário da coisa subtraída, podendo recair a sujeição passiva sobre o mero detentor ou possuidor da coisa. Qualquer pessoa pode praticar o crime de furto, não e i!e além do sujeito ativo qualquer circunst"ncia pessoal específica. Vale a mesma coisa para o sujeito passivo do crime, sendo ela física propriedade. # n$cleo do tipo é subtrair, que si!nifica tirar, retirar, abran!endo mesmo o apossamento % vista do possuidor ou proprietário. # crime de furto pode ser praticado também através de animais amestrados, instrumentos etc. &sse crime será de apossamento indireto, devido ao empre!o de animais, caso contrário é de apossamento direto. 'eina uma $nica controvérsia, tendo em vista o desenvolvimento da tecnolo!ia, quanto a subtração praticada com o au ílio da informática, se ela resultaria de furto ou crime de estelionato. (en)o para mim, que não podemos *aprioristicamente+ ter o uso da informática como meio de cometimento de furto ou mesmo estelionato, pois é preciso analisar, a cada conduta, não apenas a intenção do a!ente, mas o modo de operação do a!ente através da informática. # objeto material do furto é a coisa al)eia m,vel. -oisa em direito penal representa qualquer subst"ncia corp,rea, seja ela material ou materializável, ainda que não tan!ível, suscetível de apreciação e transporte, incluindo aqui os corpos !asosos, os instrumentos , os títulos, etc.1. ou jurídica, titular da posse, detenção ou da

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capric)o. ou subtração de incapazes arti!o 405. acrescido do elemento subjetivo do injusto também c)amado de *dolo específico+. a ação é antijurídica. # crime de furto é cometido através do dolo que é a vontade livre e consciente de subtrair.á a jurisprud<ncia invoca o princípio da insi!nific"ncia. objetivo de lucro por parte do a!ente. (ra!o aqui jurisprud<ncia onde defende que o furto praticado contra ascendente. o a!ente pode responder por seq.di!o 2enal 3rasileiro. =urto é crime material. # consentimento da vítima na subtração elide o crime. liberalidade. @i!nifica conforme arti!o /1/ do -. conforme arti!o /01 do -. que no crime de furto está representado pela idéia de finalidade do a!ente. incluindo no conceito. Andepende todavia de intuito. ficará eliminada a antijuridicidade do delito e. o proprietário que subtrai coisa sua que está em poder le!itimo de outro 2.pria em 2oder de (erceiro: do -. tios e sobrin)os. -oisa al)eia é a que não pertence ao a!ente. valor de troca. descabendo a aplicação da pena. . # delito de furto também pode ser praticado entreB c8nju!es. que pode atuar por vin!ança. 6firma7se na doutrina que somente pode ser objeto de furto a coisa que tiver relev"ncia econ8mica.# )omem não pode ser objeto material de furto. conforme o fato. 2 . que subsiste o crime com todos os seus requisitos. contida da e pressão *para si ou para outrem+. é evidente que sobrevivi o ilícito penal. mas se ele ocorre depois da consumação. não ficará caracterizado o crime. considerando que se a coisa furtada tem valor monetário irris. 2or essa razão não comete furto e sim o crime contido no arti!o >0? 9@ubtração ou Dano de -oisa 2r. não e istindo sem que )aja desfalque do patrim8nio al)eio.di!o 2enal 3rasileiro.rio. portanto.di!o 2enal 3rasileiro. a idéia de valor afetivo 9o que eu ac)o que não tem validade jurídica penal:. entre irmãos. ascendentes e descendentes.estro ou cárcere privado. nem mesmo parcialmente. ou seja. já que o patrim8nio é um bem disponível.

e ceto nas )ip. 2ara se definir o momento da consumação. proprietário ou detentor de que foi subtraída. 3 .e cluindo7se apenas a punibilidade. mas isenta de pena. esclarece que não se aplica a pena respectiva. FURTO DE USO Vou falar a!ora do furto de uso. que é a subtração de coisa apenas para usufruí7la momentaneamente.teses do arti!o /14 do -. para que o proprietário e erça o poder de disposição sobre a coisa subtraída. doloso. ainda que não obten)a a posse tranq. in!ressando na livre disponibilidade do autor. furto noturno. comissivo de dano. material e instant"neo.ila3F 2) quando e i!e7se a posse tranq. furto privile!iado e furto qualificado 3. /GG do -. como elemento de preservação da vida familiar. Celson Dun!ria.á o direito moderno não proíbe o procedimento penal. é necessário que a coisa seja restituída. 6 ação penal é p$blica incondicionada. nesses casos. # direito romano não admitia. porém. que seja reposta no lu!ar.ila. ressalta a antijuridicidade da ação do a!ente. que é condicionada % representação. e istem duas posiçEesB 1) atin!e a consumação no momento em que o objeto material é retirado de posse e disponibilidade do sujeito passivo. ao possuidor. .di!o 2enal 3rasileiro. de forma livre. está prevista no art. para que seja recon)ecível o furto de uso e não o furto comum. =ora daí a e clusão do *animus furandi+ dependerá de prova plena a ser oferecida pelo a!ente. isto é. a ação penal.di!o 2enal 3rasileiro. devolvida. 4 (emos a se!uinte classificação para o crime de furtoB comum quanto ao sujeito. ainda que por breve tempo. # crime de furto pode ser de quatro espéciesB furto simples.

aumenta7se de /K> arti!o /GG H/ I . está previsto no H / I do arti!o /GGB *apena aumenta7se de um terço. dormindo. além de ser feita no mesmo lu!ar da subtração seja feita em condiçEes de restituição da coisa em sua inte!ridade e apar<ncia interna e e terna. FURTO NOTURNO O =urto Coturno. se o furto é praticado em lu!ar desabitado. mesmo durante a época o momento do não repouso. para se dar a a!ravante. Vale dizer a coisa devolvida assemel)a7se em tudo e por tudo em sua apar<ncia interna e e terna % coisa subtraída 5. 4. dependendo do local e dos costumes. assim como era no momento da subtração. pois evidente se praticado desta forma não )averia. não poderá efetivá7la com a se!urança e a amplitude com que a faria. 3asta que ocorra a cessação da vi!il"ncia da vítima. afirmando que )á furto comum se a coisa é abandonada em local distante ou diverso ou se não é recolocada na esfera de vi!il"ncia de seu dono. é variável. J discutida pela doutrina e pela jurisprud<ncia a cerca da necessidade do lu!ar. 'epouso noturno é o tempo em que a cidade repousa. para que se confi!ure a a!ravante do repouso noturno. 6 jurisprud<ncia dominante nos tribunais é no sentido de e cluir a a!ravante. ser )abitado ou não. 4 .#s tribunais tem subordinado o recon)ecimento do furto de uso a efetiva devolução ou restituição. Dá ainda entendimentos que e i!em que a devolução da coisa. se o crime é praticado durante o repouso noturno+ 6. a possibilidade de vi!il"ncia que continuaria a ser tão precária quanto este momento de repouso. caso estivesse acordada. J furto a!ravado ou qualificado o praticado durante o repouso noturno. a razão da majorante está li!ada ao maior peri!o que está submetido o bem jurídico diante da precariedade de vi!il"ncia por parte de seu titular. que.

ou aplicar somente a pena de multa+. como diz o mestre La!al)ães Coron)a *para n. uma em que incide a qualificadora. e é de pequeno valor a coisa furtada. diminuí7la de um a dois terços. 6 e posição de motivos como a do mestre Coron)a. ou desabitado o lu!ar do furto+. ou seja.s. seja ou não )abitada a casa. de voltar a delinq. que o a!ente não revele personalidade ou antecedentes comprometedores. que não ten)a sofrido em razão de outro crime condenação anterior transitada em jul!ado. FURTO PRIVILEGIADO ou mínimo O furto privile!iado está e presso no H 4 I do arti!o /GGB *@e o criminoso é primário.2orém. pois é prevista como a!ravante especial do furto a circunst"ncia de ser o crime praticado durante o período do sosse!o noturno 7. e outra na qual não incide a qualificadora.# se!undo requisito é ser de pequeno valor a coisa subtraída. 5. estejam ou não seus moradores dormindo. cabe a majoração se o delito ocorreu naquele período. e iste a a!ravante quando o furto se dá durante o tempo em que a cidade ou local repousa. 8 6 doutrina e a jurisprud<ncia t<m e i!ido além desses dois requisitos já citados. também )á duas posiçEes. o que não importa necessariamente seja a casa )abitada ou estejam seus moradores dormido. indicativos da e ist<ncia de probabilidade. 2odem até estar ausente. o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção.ir. 5 . é a que se i!uala ao meu parecer. Vale dizer que é uma forma de causa especial de diminuição de pena. - . =urto em !ara!em de resid<ncia. da qual o 2rofessor Damásio é partidário. & istem requisitos para que se d< essa causa especialB # primeiro requisito para que ocorra o privilé!io é ser o a!ente primário.

para confi!urar furto qualificado. qualquer obstáculo m. FURTO QUALIFICADO Em determinadas circunst"ncias são destacadas o H0 I do art. ação. /GG. 6 destruição ou rompimento deve dar7se em qualquer momento da e ecução do crime e não apenas para apreensão da coisa. 2orém é imprescindível que seja comprovada pericialmente. (rata7se de circunst"ncia objetiva e comunicável no caso de concurso de pessoas. 6 jurisprud<ncia considera essa modalidade de furto como crime permanente. ao qual é cominada pena aut8noma sensivelmente mais !raveB *reclusão de 4 % 1 anos se!uida de multa+. fazer desaparecer em sua individualidade ou romper. pois o a!ente pratica uma s. que se prolon!a no tempo. diminuí7la de um a dois terços. desde que o seu conte$do )aja in!ressado na esfera do con)ecimento dos participantes. @ão as se!uintes as )ip.6 pena pode7se substituir a de reclusão pela de detenção. ou qualquer outra que ten)a valor econ8mico % coisa m.vel. 6 . também a caracterizando como crime9. quebrar. # H >I do arti!o /GG faz menção % i!ualdade entre ener!ia elétrica.vel ou im.teses de furto qualificadoB • se o crime é cometido com destruição ou rompimento de obstáculos % subtração da coisaF está )ip.tese trata da destruição. 6.vel a apreensão e subtração da coisa. isto é. ou aplicar somente a multa. ras!ar. nem mesmo a confissão do acusado supre a falta da perícia10 .

# a!ente será responsabilizado pelo crime nesse e emploM Cão. Dá ainda a tentativa frustrada. pois a fraude motivou seu consentimento. 7 . envelope que jul!a conter din)eiro. é no caso de escalada. escalada ou destreza. por não c)e!ar o a!ente a ter a posse tranq. Decide. a prisão em fla!rante indica delito tentado nos casos de furto. naquele a fraude é empre!ada para iludir a atenção e vi!il"ncia do ofendido. que não se relaciona necessariamente com a ação de !al!ar ou subir. citarei um e emploB um batedor de carteira se!ue uma pessoa durante vários dias. (ambém deve ser comprovada por meio de perícia. a fraude antecede o apossamento da coisa e é a causa de sua entre!a ao a!ente pela vítimaF esta entre!a a coisa iludida. a vítima esquecera o din)eiro em casa. =urtado o envelope. que nem percebe que a coisa l)e está sendo subtraídaF no estelionato. # furto mediante fraude distin!ue7se do estelionato. do bolso interno do palet. ou mediante fraude. pois a aus<ncia do objeto material do delito faz do evento um crime impossível. =alarei sobre tentativa. verifica7se que o envelope estava vazio. o batedor de carteira é apan)ado.ila da coisa subtraída. Qualifica o crime de furto quando o a!ente se serve de al!um artifício para fazer a subtração 11. Via de re!ra.• 6 se!unda )ip. subtrair. -)e!ando % Dele!acia.tese é quando o crime é cometido com abuso de confiança. que não ultrapassa a esfera de vi!il"ncia da vítima. naquele dia. pois. então. Dá abuso de confiança quando o a!ente se prevalece de qualidade ou condição pessoal que l)e facilite % pratica do furto. ao contrário. J ainda qualificadora a penetração no local do furto por via que normalmente não se usa para o acesso. da vítima. assim como o rompimento de obstáculo. é admissível a tentativa. sendo necessário o empre!o de meio artificial. Lediante fraude é o meio en!anoso capaz de iludir a vi!il"ncia do ofendido e permitir maior facilidade na subtração do objeto material.

# arrebatamento violento ou inopinado não a confi!ura.tese é quando ocorre mediante concurso de duas ou mais pessoas. responde por quadril)a pelo arti!o 411 do -. • 6 Quarta e $ltima )ip.tese é o empre!o de c)ave falsa. podendo servir a outra como a!ravante comum. que unem seus esforços para o crime. -onstitui c)ave falsa qualquer instrumento ou en!en)o de que se sirva o a!ente para abrir fec)adura e que ten)a ou não o formato de uma c)ave. # e ame pericial da c)ave ou desse instrumento é indispensável para a caracterização da qualificadora Quanto ao empre!o de c)ave verdadeira apan)ada ardilosamente. 8 .di!o 2enal 3rasileiro se!uido de furto simples. pois isto revela uma maior periculosidade dos a!entes. etc. pedaço de arame. não percebe que está tendo os bens furtados. em situação em que a vítima. -oncurso de qualificadoras. que se dá quando a subtração se dá dissimuladamente com especial )abilidade por parte do a!ente. G01B04O e G>5B>4GF 4: )á fraude e não qualificadora da c)ave falsa N '(. )á duas opiniEes diver!entesB /: incide a qualificadora N '( G>>B>?1. ficando e cluída a qualificadora12. pinça. • 6 terceira )ip. sem empre!o de viol<ncia. Co caso de furto cometido por quadril)a. podendo ser !rampo. o a!ente incidindo em duas qualificadoras.# $ltimo é a qualificadora da destreza. 55BO4>. onde a ação. embora consciente e alerta. apenas uma qualifica. quando praticado nestas circunst"ncias. !anc)o.

porém depende de representação da parte ofendida 9 . distin!uindo7se dele apenas as relaçEes e istentes entre o a!ente e o lesado ou os lesados.cio. na e pressão *para si ou para outrem+. /G? do -.7. a quem le!itimamente a detém. @ujeito ativo. 6 vontade de subtrair confi!ura o momento subjetivo. FURTO DE COISA COMUM &ste crime está definido no art.di!o 2enal 3rasileiro. o crime do arti!o /GG do -. 6 ação penal é p$blica. co7proprietário. ou multa+.di!o 2enal 3rasileiro. a coisa comumB pena N detenção. ou s. 6 pena cuminada para furto de coisa comum é alternativa de detenção de ? 9seis: meses % 4 9dois: anos ou multa.cio.di!o 2enal 3rasileiro. co7 )erdeiro ou o s.vel ou mobilizável. 6 razão da incriminação é de que o a!ente subtraia coisa que pertença também a outrem. não podendo e cluir7se o terceiro possuidor le!ítimo da coisa. Dá7se ao juiz a mar!em para individualização da pena tendo em vista as circunst"ncias do caso concreto. @ujeito passivo será sempre o condomínio. fala7se em dolo específico na doutrina. co7 )erdeiro ou o s. &ste crime constitui caso especial de furto. é necessário que o a!ente ten)a uma parte ideal da coisa para que possa falar em al!o que seja punível. de ? 9seis: meses % 4 9dois: anos. somente pode ser o cond8mino. para si ou para outrem. co7)erdeiro. é a subtração de coisa m. que dizB *@ubtrair o cond8mino.cio. &sta condição é indispensável e c)e!a a ser uma elementar do crime e por tanto é transmitido ao partícipe estran)o nos termos do arti!o 45 do -. mas não importa qual o montante da sua parte na totalidade da coisa. Cão difere a conduta do crime de furto de coisa comum. co7proprietário.

id<ntico ao do furto. e tutela7se também a inte!ridade corporal. Dá uma fi!ura denominada roubo impr. Cesse caso a 10 . mas faça7se necessário que o a!ente se utilize de viol<ncia. a liberdade e na )ip. a conduta é subtrair. dando7se o mesmo com o sujeito passivo. -omo no =urto. (rata7se de crime contra o patrim8nio.. a fim de asse!urar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro+. tirar a coisa m. reduzido % impossibilidade de resist<nciaB pena N reclusão. em que é atin!ido também a inte!ridade física ou psíquica da vítima. é que se dá a subtração.vel al)eia. podendo ser cometido por qualquer pessoa. onde o objeto jurídico imediato do crime é o patrim8nio.tese de latrocínio a vida do sujeito passivo. lesEes corporais.di!o 2enal 3rasileiroB *@ubtrair coisa m. ROU!O Como e presso no arti!o /GO do -. & i!e7se porém. ou depois de )av<7la. /GO H/I do -. empre!a viol<ncia contra pessoa ou !rave ameaça.13 6 vontade de subtrair com empre!o de viol<ncia. para si ou para outrem. lo!o depois de subtraída a coisa.di!o 2enal 3rasileiroB *na mesma pena incorre quem.vel al)eia. e multa+. o c)amado dolo específico. ou vias de fato.prio que vem definido no art. o elemento subjetivo do tipo. # 'oubo também é um delito comum.tese de dois sujeitos passivosB um que sofre a viol<ncia e o titular do direito de propriedade. como !rave ameaça ou de qualquer outro meio que produza a possibilidade de resist<ncia do sujeito passivo. por qualquer meio. para si ou para outrem. !rave ameaça ou outro recurso análo!o é o dolo do delito de roubo. J um crime comple o. 2ode ocorrer a )ip. a sa$de. mediante !rave ameaça ou viol<ncia a pessoa. de 0 9quatro: a /P 9dez: anos.

características de personalidade que recomendam a imposição de um período de se!re!ação carcerária mais ri!orosa no início de cumprimento da pena. 4I -"m. /. PG:. podendo subsistir constran!imento ile!al.s a consumação da subtração. ou seja. não se consumando esta. deve ser imediato para caracterização do roubo impr. tem se entendido que o a!ente deverá ser responsabilizado por tentativa de furto em concurso com o crime de lesEes corporais. • 6 primeira )ip. . J o entendimento uniforme da equipe de repressão a roubos do Linistério 2$blico de @ão 2auloF 2) Cão confi!ura roubo. 11 . Ceste caso é necessário o efetivo empre!o da arma. visando o a!ente asse!urar a posse da coisa subtraída ou a impunidade do crime. =evK5O. 14 Dip.P4>K/ N @2.prio. # fundamento da a!ravante reside no maior peri!o que o empre!o da arma proporciona. pá!. 'el. 6 consumação do roubo impr. 5/1. popularmente c)amadas de .*'oubo Qualificado+. j. seja para caracterizar a ameaça.prio ocorre com a viol<ncia ou !rave ameaça desde que já ocorrido a subtração. 6 viol<ncia posterior ou roubo para asse!urar a sua impunidade.viol<ncia ou a !rave ameaça ocorre ap. seja para a viol<ncia.teses de causas de aumento de pena. 'oubo a mão armada quem pratica crime de roubo % mão armada demonstra audácia e temibilidade. o re!ime prisional fec)ado 9neste sentido (6-rim 6p. (emos diver!<ncias quanto ao 'oubo de QsoB /: -onstitui crime.di!o 2enal 3rasileiroB *a pena aumenta7se de um terço até metade+ . descritas no H4 I do arti!o /GO do -.tese é se a viol<ncia ou ameaça é e ercida com empre!o de arma.uiz 'icardo ReSandoSsTi. 4?KP/K51 e (6-rim N as mais recentes decisEes nI.

2ara muitos doutrinadores como o 2rofessor Laurício 'ibeiro Ropes. PO: 6 jurisprud<ncia tem debatido sobre o empre!o de arma de brinquedo. 12 . ouro. D.tese. é a terceira )ip.6us<ncia de apreensão da arma. . Cítida esta aqui a intenção da lei penal em prote!er o transporte de din)eiro. 'oubo em que o co7partícipe não ten)a sido identificado e denunciado. 5/>. o fato de não ser apreendida a arma usada no crime de roubo não afasta a qualificadora. ou seja. de . • se a vítima está em serviço de transporte de valores e o a!ente con)ece tal circunst"ncia. se o demonstrar a prova oral produzida na instrução da causa 9neste sentido (6-rim 6p. mesmo assim aplica7se a qualificadora.prios. &sse raciocínio foi elaborado a partir de jurisprud<ncias mais liberais. armas de brinquedo não passam de brinquedos que tem forma de arma. 4>KP4K5G e (6-rim N as mais recentes decisEes nI /. pois isto revela uma maior periculosidade dos a!entes. . j. se caracteriza ou não a causa de aumento de pena. sendo que a qualificadora destina7se a arma e não aos brinquedos.á a se!unda corrente tem entendido que a intimidação feita com arma de brinquedo autoriza o aumento de pena15. e não pr.ias. quando praticado nestas circunst"ncias.tese é se )á o concurso de duas ou mais pessoas. 'el./1/K0 N 3iri!ui. também adotadas por Damásio &. etc. /? I -"m. =evK5O pá!. j. # ofendido deve estar transportando valores de outrem. =ra!oso e -elso Delmanto. #corre aqui a mesma relev"ncia da situação já estudada no crime de furto.esus. • 6 @e!unda )ip.uiz &duardo 2ereira. a!indo os a!entes entre duas ou mais pessoas. que unem seus esforços para o crime.

-onsuma7se no momento em que o a!ente retira o objeto material da esfera de disponibilidade da vítima. o a!ente. incide apenas umaF as demais servirão e circunst"ncias a!ravantes.s a retirada da coisa. não conse!ue efetuar a subtração.s a subtração e o crime se consuma.á a tentativa para o crime de roubo impr. 16 .prio ela é admitida. ap.s empre!ar a viol<ncia ou !rave ameaça contra a pessoa. quanto ao roubo pr. CI/>. ou quando. o crime será se furto tentado ou consumado. então. (endo ação penal p$blica incondicionada. se cabíveis.ila. tenta empre!ar viol<ncia contra a pessoa. por motivos al)eios a sua vontade. . tendo efetuado a subtração e antes da consumação. de forma livre. J o entendimento dominante.prio temos duas correntesB /: empre!a a viol<ncia ou !rave ameaça ap. ou não. @ua classificação doutrinária é de crime comum quanto ao sujeito. de dano. visto podendo ocorrer quando o sujeito. (entativas. não conse!ue consumar a subtração.6penas incide a qualificadora quando o a!ente tem consci<ncia de que a vítima está em serviço de transporte de valores.ila. Dá entendimento no sentido da necessidade da posse tranq. doloso. 4: admite7se a tentativa. mesmo que não )aja a posse tranq. nem que seja por pouco tempo. material e instant"neo. empre!ada a viol<ncia ap. sendo também a posição de -elso Delmanto. 13 . &ntendimento uniforme da &quipe de repressão a roubos do Linistério 2$blico de @ão 2aulo. Lesmo que se prove mais de uma qualificadora.

não estando o a!ente. J indispensável que a lesão seja causada pela viol<ncia. )á s. ROU!O E MORTE O C&AMADO 'LATROC(NIO) A se!unda parte do H em estudo. considera crime de latrocínio Dediondo. Daverá no caso roubo simples se!uido de lesEes corporais de natureza !rave em concurso formal. basta que ele empre!ue viol<ncia para roubar e que dela resulte a morte para que se ten)a caracterizado o delito.di!o 2enal 3rasileira primeira parte. além da multa+. 6 lesão poderá ser sofrida pelo titular do direito ou em um terceiro. @e o a!ente fere !ravemente a vítima mas não conse!ue subtrair a coisa. em conformidade com o arti!o GI VRAAA. podem ser aqui aplicadas. Cos termos le!ais o Ratrocínio não e i!e que o evento morte seja desejado pelo a!ente. # arti!o da Rei 1PO4K5P 9Rei dos -rimes Dediondos:. ROU!O E LES#O CORPORAL GRAVE Nos termos do arti!o /GO H > I do -. c)oque ou do empre!o de narc. da -onstituição =ederal 3rasileira. as mesmas consideraçEes referentes aos crimes qualificados pelo resultado. sujeito %s penas previstas pelo dispositivo em estudo.ticos. como enfarte. é qualificado roubo quandoB *da viol<ncia resulta lesão corporal de natureza !rave. jul!ados O4B4/0:. $%. aqui reclusão de G 9cinco: % /G 9quinze: anos.". 14 . comina7se pena de reclusão de 4P % >P anos se resulta a morte. fi ando7se a pena num patamar superior ao fi ado anteriormente. a tentativa do arti!o /GO H >I /U parte 9(6-rim @2. se o evento decorra de !rave ameaça.

6 consumação do latrocínio ocorre com a efetiva subtração e a morte da vítima. 4PKP0K5G. a impunidade do crime ou a detenção da coisa subtraída17 .@2.J indiferente porém. '( 00/B>1P. porém temos outras relacionadas com a tentativaB Domicídio tentado e subtração tentada. '( G/GB040 consumado e subtração tentada. rel. depois desta. se!uida pelo @upremo (ribunal =ederal. ap.$ri 18. -s. ele é um crime contra o patrim8nio. mv. . 0 I Wr. /44BG5P e G1GB0P5. atira7l)e.?G0K? N @2.s subtrair os bens da vítima. (6-rim. #corre latrocínio ainda que a viol<ncia atinja pessoa diversa daquela que sofre o desapossamento da coisa.. temos 4 posiçEesB /: tentativa de latrocínio. ocorre quanto o a!ente.uiz sin!ular e não do (ribunal do . CI 4??. comprovadas por laudo pericial. Domicídio tentado e subtração consumada. 9neste sentido. que a viol<ncia ten)a sido e ercida para o fim da subtração ou para !arantir. teremos a tentativa de latrocínio. )avendo jul!ado nesse sentidoB (. j. visando atin!i7la fatalmente e nele provoca lesEes !raves. essa é a posição válida.'. '(. Domicídio posiçEesB /: tentativa de latrocínio.uiz 3ento Lascaren)as. aqui )á quatro 15 . Daverá no entanto um s. 4: tentativa de )omicídio. embora no latrocínio )aja morte da vítima. crime com dois sujeitos passivos. sendo .. e (.

@$mula n. 1PO4K5P.I. ainda que não realize o a!ente a subtração de bens da vítima+. sem prejuízo da multa. '= 4G1B>?> >: )omicídio qualificado N (.di!o 2enal 3rasileiroB *presunção de viol<ncia+. conforme alteração do arti!o ? I da Rei n. 16 . '( 00/B>1P 0: latrocínio consumado N é a posição dominante.4: )omicídio qualificado consumado em concurso de roubo N (. -onforme o arti!o 5 I dessa lei. teremos reclusão de vinte a trinta anos.@2.. 2ena. quando o )omicídio se consuma.'.I ?/P do @upremo (ribunal =ederalB *Dá crime de latrocínio. a pena é a!ravada de metade quando a vítima se encontra nas condiçEes do arti!o 440 do -.

podendo ser. G1PB0PP e ?/>B>1/ 5 -omo consta de . ?GB>10.I /O0 N D.di!o 2enal 3rasileiro. ao de / 9um: salário mínimo. @osse!o noturno é o tempo em que a vida das cidades e dos campos desaparece. o caráter de roubo. que ten)a um ne o psicol. 6ssim. @endo ainda a posição predominante.(6-rim @2 >OB/15 15 Ceste sentidoB @(. e não do prejuízo da vítima. basta o liame subjetivo.(6-rim OO1B04> e 1/B>01 4 Cesse sentido temosB '( G/OB>O5.$ri+. 1 6 Cão confundir repouso noturno. p. @e!uidas por Celson Dun!ria.ul!ado em PGKP5K/515F 7 'elatorB Linistro Dias (rindadeF @$mula n. 14 Ceste sentidoB '( 0O0B>01 e .veis não se destinam a custodiar a coisa subtraída. 7 . com a noção jurídica de noite. por isso mesmo é necessário. salienta -arrara que a viol<ncia seja e ercida sobre a coisa destinada % defesa da propriedade. facilitando essas circunst"ncias % pratica do crime. em que seus )abitantes se retiram. 18 Cos termos da @$mula n. >/K/PK5?. 6ssim. como cita '( ?44B454 10 -onforme jurisprud<nciaB '(7?/>B>0O 11 6 mera relação empre!atícia 9empre!ador e empre!ado: não confi!ura *abuso de confiança+.I ?P> do @upremo (ribunal =ederalB *a compet<ncia para o processo e jul!amento de latrocínio é do juiz sin!ular e não do (ribunal do . '@(.veis que !uarnecem uma casa quando tais m. neste mesmo sentido '( 04GB>G5. em casos especiais. se foi perdida 9res deperdita: não podem ser objeto de furto. )averá )omicídio em concurso com o crime de roubo. ainda. G?B>4> e '@(./40 N '@(. assinala 2essina. La!al)ães Coron)a. )á a necessidade da presença de ambos os a!entes na e ecução do crimeF enquanto que para Damásio &. como vin!ança por e emplo. 13 -omo por e emplo o empre!o de dro!as. )ipnose. sobretudo. quando a coisa não alcança preço correspondente. 12 2ara Celson Dun!ria e -elso Delmanto. 9 =urto de ener!ia elétrica. 04. é bem elucidativo da tese de -arrara e demais autores+. Cesse sentido temosB . 2 -omo e emplo o caso de pen)or.esus e D.urisprud<nciaB (6-rim 0P>B>/G e '(04/B4?O. superado. !eralmente. na redação do dispositivo le!al. &ste e emplo do anel. . quando o ladrão quebra o aro de um anel para subtrair a !oma que nele se en!asta. de *pequeno valor+ o valor i!ual ou inferior a um salário mínimo. % época do fato. (e to retirado da '( //0B?P1. considerando7se. =ra!oso. caso não )aja essa comprovação de confiançam então incidirá a a!ravante do arti!o ?/. H $nico inciso AA:.!ico com o crime. ou se foi abandonada 9res derelicta: ou. não e iste roubo se a destruição é de m. não e i!indo a presença material delas. que em matéria penal tem si!nificação diversa . que somente será caracterizada se ficar comprovado que e istia confiança especial entre o a!ente e o dono da coisa furtada. 6 coisa perdida pode ser somente objeto de apropriação indébita conforme arti!o /?5. >?B0PO. -omo e emplo a jurisprud<nciaB '( 4OPB/0G 8 6 jurisprud<ncia recon)ece furto mínimo. é preciso. não e iste furto com *effracione+. *2ara dar ao furto. N Qn"nime 7 (urmaB P?. de . entendem que. 16 Cesse sentidoB '( G11B>50 e 0G>B00> 17 -aso a motivação da viol<ncia seja outra. Las esse entendimento não é pacífico.3 @e a coisa nunca teve dono 9res nullius:. e as ruas e as estradas se despovoam. pois divide7se em duas correntesB a: corrente do efetivo prejuízo sofrido pela vítimaF b: corrente do valor da coisa. AA *=+ do -.