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Aula 12 – Direito de Família - aspectos patrimoniais: regimes de bens no casamento, alimentos e bem de família.

 Regimes de bens no casamento: Noções Gerais. Princípios. Regimes em espécie.

Regimes de Bens –

o!"es #erais.

 $ergunta: Quando começa a vigorar o regime de bens? Art. 1 !"# $ 1% &&.  % &uando termina o regime de bens' a' pe(o te)to dos arts. 1.*+* e 1.*+ à separaç,o -udicia(. b' agora com a /ei 11.00112+ à separaç,o e)tra-udicia(. c' -urisprud3ncia 4567# 08 6.# Resp. !!2."*!195# re(. :in. 7orge 5carte;;ini' à com a separaç,o de <ato à término da conviv3ncia. Princípio da eticidade. d' con<irmando esse entendimento à art. 1. =! à reg. de participaç,o <ina( de a>uestos.

Regime de Bens - $rincípios:

 /iberdade de esco(?a do regime de bens 4art. 1. !"# &&'. @/imites: art. 1 01 do &&. Aormas de <a;er a esco(?a. Art. 1 02# par. Bnico do &&.C  Dariedade de regime de bens 4art. 1. *= e seguintes# &&'. @ Possibi(idade de esco(?er# misturar# ou criar.C

 :utabi(idade -usti<icada 4art. 1. !"# $ EF# &&' .

(utabilidade do Regime de Bens )* 2+ do art. 1.,-., //0

G G G

Quem pode re>uerer a a(teraç,o de regime de bens? Ambos os cHn-uges. Is casados pe(o reg. da sep. obrigatJria 4art. 1. 01'? 9m tese NKI. Is casados pe(o reg. da sep. obrigatJria à n,o mais subsiste a causa determinante à 5L:. 9): causa suspensiva à <oi <eita a parti(?a. Is >ue ten?am mais de +2 anos à apJs o casamento à 5L:. Is >ue se casaram antes do novo && à 5L: à apesar do art. E.2!" do &&.

G G

Possibi(idade de modi<icar o regime para os >ue se casaram antes do novo &&: M Necis,o do 567: &asamento. &&O11 . &omun?,o parcia( de bens. A(teraç,o de regime. &omun?,o universa(. Possibi(idade -urídica do pedido. Precedentes do 567. &&O1E22E# arts. 1. !"# $ EF e E.2!". G PAmbas as 6urmas de Nireito Privado desta &orte assentaram >ue o art. E.2!" do &&O1E22E n,o impede o p(eito de autori;aç,o -udicia( para mudança de regime de bens no casamento ce(ebrado na vig3ncia do &&O11"1 # con<orme a previs,o do artigo 1. !"# $ EF do &&O1E22E# respeitado os direitos de terceirosQ 4567 08 6urma Rec. Resp. 112.212R5M7. em 2E11E1E22=M N7 2E12E1E22"'.

Regimes em %sp3cies

6emos * regimes de bens:

 Regime da comun?,o universa( 4arts. 1.

+11 +1'. '.

 Regime da comun?,o parcia( 4arts. 1. *=11.

 Regime da separaç,o obrigatJria ou (ega( 4art. 1. 01'.  Regime da separaç,o convenciona( 4arts. 1. =+11. =='  Regime de participaç,o <ina( nos a>uestos 4arts. 1. +E11. =+' .

Regime da /omun45o de Bens – /omun45o 6ni7ersal.

5,o e)c(uídos da comun?,o 4art. 1.

=# &&':

L R os bens doados ou ?erdados com a c(Susu(a de incomunicabi(idade e os subMrogados em seu (ugar. LL R os bens gravados de <ideicomisso e o direito do ?erdeiro <ideicomissSrio# antes de rea(i;ada a condiç,o suspensiva. LLL R as dívidas anteriores ao casamento# sa(vo se provierem de despesas com seus aprestos# ou reverterem em proveito comum. LD R as doações antenupciais <eitas por um dos cHn-uges ao outro com a c(Susu(a de incomunicabi(idade. D R Is bens re<eridos nos incisos D a DLL do art. 1. *".

Regime da /omun45o $arcial de Bens – Regime 8egal

 Aundamento do regime (ega(:  9vitar o enri>uecimento sem causa.  Privi(egia o es<orço comum à presumido nos bens ad>uiridos depois do casamento.  5eparaç,o >uanto ao passado e comun?,o >uanto ao <uturo.

Regime da 9epara!5o de Bens – 8egal e /on7encional

 I regime de separaç,o de bens pode ser dividido em duas espécies:  Regime da separaç,o obrigatJria 4art. 1. 01'

 Regime da separaç,o convenciona( 4arts. 1. =+11. =='.

Regime da 9epara!5o de Bens – 8egal )art. 1.,:10

 Nuvidosa constituciona(idade da ?ipJtese do inciso LL do art. 1. 01.  Pressupõe seni(idade do maior de 2 anos.  Dio(a o estatuto do idoso 4art. EF da /ei 12.+011E22!'.  Para as demais ?ipJteses do art. 1. 01 à o -ui; pode e)c(uir a puniç,o à art. 1.*E!# parSgra<o Tnico.  Para o inciso LL à NKI.  6a( imposiç,o n,o e)iste para a constituiç,o de uni,o estSve(.

Regime da 9epara!5o de Bens – /on7encional )Arts. 1.,1;<1.,110 – ecessidade de $acto Antenupcial.

5,o ! princípios:  /iberdade de administraç,o dos bens.  /iberdade de a(ienaç,o dos bens.  /iberdade de gravar os bens. Art. 1. =+ R 9stipu(ada a separaç,o de bens# M estes permanecer,o sob a administraç,o e)c(usiva de cada um dos cHn-uges# M >ue os poderS (ivremente a(ienar M ou gravar de Hnus rea(.

Regime da $articipa!5o Final de A&uestros )arts. 1.,;2<1.,1,0

 Regime misto à ?íbrido.  Nepende de pacto antenupcia(.  Regime da participaç,o <ina( de a>uestos à cinco massas de bens:

 a do marido antes de casar.  a da mu(?er antes de casar.  o patrimHnio prJprio do marido ad>uirido depois do casamento.  o patrimHnio prJprio da mu(?er ad>uirido depois do casamento.  os bens comuns ad>uiridos pe(o casa( apJs o casamento.  Quais os AQU956I5 nesse regime de bens?  Is bens PRVPRLI5 ad>uiridos na constWncia do casamento  Is bens &I:UN5 ad>uiridos na constWncia do casamento.  Quais bens ser,o parti(?ados à na disso(uç,o do casamento?  Is &I:UN5 ad>uiridos na constWncia do casamento.

Alimentos

1. A nova sistemStica dos a(imentos no &&1E22E. E. A(imentos naturais ou necessSrios e civis ou cHngruos. !. A(imentos provisJrios e de<initivos. 0. Nivisibi(idade na obrigaç,o a(imentar. *. Ibrigaç,o dos avJs. . 5o(idariedade na obrigaç,o a(imentar. +. Princípio da irrepetibi(idade dos a(imentos =. A :aioridade e os a(imentos.

Bem de Família

I bem de <amí(ia tem origem norteMamericana 4X?omesteadY# 6e)as# 1=!"' tendo sido introdu;ido no ordenamento brasi(eiro pe(os arts. +2 a +! do &&11 e depois aco(?ido pe(a &onstituiç,o Aedera( de 1"== 4art. *o.# ZZDL# &A'.

I bem de <amí(ia (ega( 4obrigatJrio ou invo(untSrio' <oi instituído pe(a /ei n. =.22"1"2 e o bem de <amí(ia convenciona( introdu;ido pe(os arts. 1.+11 a 1.+EE# &&12E# ambos com evidente <unç,o socia( e carSter protetivo da <amí(ia.

&onceitua &aio :Srio da 5i(va Pereira 4E212# p. 2E' Po bem de <amí(ia é uma <orma de a<etaç,o de bens a um destino especia(# >ue é ser a resid3ncia da <amí(ia e# en>uanto <or# é impen?orSve( por dívidas posteriores a sua constituiç,o# sa(vo as provenientes de impostos devidos pe(o prJprio prédioQ.

A nature;a -urídica do bem de <amí(ia é controversa# ?S >uem a<irme se tratar de transmiss,o de domínio 4:ar>ues dos Reis'. outros a<irmam ser a trans<ormaç,o do domínio pessoa( do instituidor em um singu(ar condomínio 45erpa /opes'.

A transmiss,o no ordenamento brasi(eiro deve ser a<astada por>ue o bem n,o sai do domínio da <amí(ia ou instituidor. bem como# n,o se pode <a(ar em condomínio por>ue nen?um membro da <amí(ia tem cotas ideais.

Portanto# conc(uiMse ser <orma especia( de a<etaç,o de bens destinados [ resid3ncia da <amí(ia# n,o se con<undindo# assim# o direito com o imJve( residencia( sobre o >ua( incide.

Bem de Família 8egal \ regu(ado pe(a /ei n. =.22"1"2 >ue determina a impen?orabi(idade do bem imJve(# urbano ou pe>uena propriedade rura( 4restrito [ sede com os bens mJveis' destinado [ moradia da <amí(ia 4vide 5Tmu(a ! 0# 567'. Para os e<eitos da impen?orabi(idade consideraMse resid3ncia um Tnico imJve( uti(i;ado pe(o casa( ou entidade <ami(iar para moradia permanente 4art. *F.'. &omo decorre de (ei# n,o depende de registro para sua constituiç,o# uma ve; >ue o instituidor é o prJprio 9stado. A impen?orabi(idade compreende o imJve( sobre o >ua( se assenta a construç,o# p(antações# ben<eitorias de >ua(>uer nature;a e todos os e>uipamentos ou mJveis 4desde >ue >uitados' >ue guarneçam a casa 4art. 1F.# parSgra<o Tnico'. 9)c(uemMse da impen?orabi(idade: os veícu(os de transporte# as obras de arte e os adornos suntuosos 4art. EF.' e no caso de imJve( (ocado# a impen?orabi(idade abrange os bens mJveis >uitados de propriedade do (ocatSrio.

A 5Tmu(a E2*# 567# a<irma >ue a /ei n. =.22"1"2 ap(icaMse também [s pen?oras rea(i;adas antes de sua vig3ncia em virtude# -ustamente# da destinaç,o especia( dada ao bem: moradia da <amí(ia. /embreMse# ainda# >ue a impen?orabi(idade é oponíve( em >ua(>uer <ase do processo de e)ecuç,o 4art. !F.'# mas n,o pode ser invocada: em ra;,o dos créditos de traba(?adores da prJpria resid3ncia e das respectivas contribuições previdenciSrias# uma ve; >ue créditos a(imentares. pe(o titu(ar do crédito decorrente do <inanciamento 4inc(uiMse também contrato de mTtuo' [ construç,o ou [ a>uisiç,o do imJve(# no (imite dos créditos e acréscimos constituídos em <unç,o do respectivo contrato. pe(o credor de pens,o a(imentícia 4independente se decorrente de a(imentos regidos pe(o Nireito de Aamí(ia ou se a(imentos indeni;atJrios'. para cobrança de impostos# predia( ou territoria(# ta)as 4inc(usive condominiais' e contribuições# devidas em <unç,o do imJve( <ami(iar. para e)ecuç,o de ?ipoteca sobre o imJve( o<erecido como garantia rea( pe(o casa( ou pe(a entidade <ami(iar. por ter sido ad>uirido com produto de crime ou para e)ecuç,o de sentença pena( condenatJria a ressarcimento# indeni;aç,o ou perdimento de bens. por obrigaç,o decorrente de <iança concedida em contrato de (ocaç,o 4residencia( ou n,o residencia('. A impen?orabi(idade também n,o abrange as situações em >ue o devedor sabendoMse inso(vente ad>uire de mSM<é imJve( mais va(ioso para trans<erir a resid3ncia <ami(iar# des<a;endoMse ou n,o da moradia antiga 4art. 0F.'. Nestes casos# o -ui; pode trans<erir a impen?orabi(idade para o imJve( anterior ou anu(ar a venda# (iberando a mais va(iosa para a e)ecuç,o. &onc(ui :aria Oerenice Nias 4E22+# p. *E2' >ue o Pdireito [ moradia é considerado um dos direitos da persona(idade inerente [ pessoa ?umana# >uer como pressuposto do direito [ integridade <ísica# >uer como e(emento da integridade mora( do indivíduo. A moradia é tute(ada como ob-eto de direito# tratandoMse de um direito sub-etivo# representando um poder da vontade e >ue imp(ica no dever -urídico de respeito da>ue(e mesmo poder por parte dos outrosQ. Por isso# a proteç,o con<erida pe(o bem de <amí(ia vem de encontro a disposições constitucionais em especia( a>ue(as >ue versam sobre a de<esa da <amí(ia e proteç,o da dignidade da pessoa ?umana.

Bem de família /on7encional

A<irma 9duardo de I(iveira /eite 4E22+# p. 020' >ue Po bem de <amí(ia regu(ado no novo &Jdigo &ivi( é o vo(untSrio# convenciona( e tem por escopo a proteç,o do (ar <ami(iar# gerando a indisponibi(idade de parce(a do patrimHnio <ami(iar com vistas a isentSM(o de e)ecuç,o por dívidasQ. Nesta <orma# sJ pode constituir bem de <amí(ia o bem destinado [ resid3ncia da <amí(ia 4n,o é préMre>uisito# no entanto# >ue a <amí(ia -S ?abite o imJve('.

Nispõe o art. 1.+11# &&# >ue o bem de <amí(ia convenciona( pode ser instituído pe(os cHn-uges# ou pe(a entidade <ami(iar# por meio de escritura pTb(ica 4<orma Xad so(eminitatemY' ou testamento 4cu-a e<icScia se darS apenas Xpost mortemY'# n,o podendo o va(or do bem 4urbano ou rura(' u(trapassar um terço do patrimHnio (í>uido do instituidor e)istente [ época da instituiç,o. I bem de <amí(ia ainda pode ser constituído por terceiros 4Xdonationis causaY# art. 1.+11# parSgra<o Tnico# &&'# mas nesse caso serS necessSria a aceitaç,o e)pressa de ambos os cHn-uges ou da entidade <ami(iar bene<iciada. Lndependente da <orma de instituiç,o# para >ue gere e<eitos é necessSrio rea(i;ar registro do títu(o no Registro de LmJveis 4art. 1.+10# &&'. I bem de <amí(ia abrange n,o apenas o prédio# mas também as suas pertenças e acessJrios 4art. 1.+1E# &&' e va(ores mobi(iSrios 4(imitados ao va(or do prédio instituído como bem de <amí(ia e per<eitamente individua(i;ados' destinados [ conservaç,o do imJve( e sustento da <amí(ia 4art. 1.+1!# &&'. I instituidor pode determinar >ue a administraç,o desses va(ores se-a con<iada [ administraç,o por entidade <inanceira# >uando# ent,o# n,o poder,o ser a<etados por >ua(>uer <orma de (i>uidaç,o so<rida pe(a instituiç,o 4art. 1.+1=# &&'.

A impen?orabi(idade do bem de <amí(ia abrangerS apenas as dívidas posteriores [ sua constituiç,o. As dívidas anteriores e as re<erentes a tributos do imJve( ou despesas de condomínio 4obrigações Xpropter remY' s,o e)ceções [ impen?orabi(idade 4art. 1.+1*# &&'. A proteç,o do bem de <amí(ia dura en>uanto viver um dos cHn-uges# ou# na <a(ta destes# até a maioridade dos <i(?os 4art. 1.+1 # &&'# bem como# n,o se e)tingue com a disso(uç,o da sociedade con-uga( 4art. 1.+E1# &&'. Por isso# a<irma &aio :Srio da 5i(va Pereira 4E212# p. 2 ' >ue se veri<ica uma impen?orabi(idade re(ativa em dois sentidos: a' se(etivamente por>ue sJ se e)ime o bem de e)ecuç,o por dívidas subse>uentes [ constituiç,o do bem de <amí(ia e a impen?orabi(idade n,o abrange impostos re<erentes ao bem ou ta)as de condomínio. b' temporariamente por>ue somente subsiste en>uanto viverem os cHn-uges ou até a maioridade dos <i(?os. Lmpossibi(itada a manutenç,o do bem# podeMse# a re>uerimento dos interessados# e)tinguiM(o -udicia(mente ou autori;ar sua subMrogaç,o. Nestes casos# deverS o :inistério PTb(ico ser ouvido 4art. 1.+1"# &&'. 9m regra# a administraç,o do bem de <amí(ia serS <eita por ambos os cHn-uges ou compan?eiros# sa(vo disposiç,o em contrSrio 4art. 1.+E2# &&'. &om o <a(ecimento de ambos os pais# a administraç,o deverS passar ao <i(?o mais ve(?o e# se este <or incapa;# ao seu tutor ou curador. I cHn-uge sobrevivo poderS pedir a e)tinç,o do bem de <amí(ia se <or o Tnico bem do casa( 4art. 1.+E1# parSgra<o Tnico# &&'# no entanto# ressa(teMse >ue poderS o -ui; negar o pedido se veri<icado possíve( pre-uí;o a <i(?os menores ou incapa;es.

I bem de <amí(ia também se e)tingue se <a(ecidos ambos os cHn-uges ou compan?eiros e se n,o ?ouver <i(?os menores ou incapa;es 4art. 1.EEE# &&'. PercebeMse# portanto# >ue: 1M o bem de <amí(ia convenciona( n,o e)tinguiu o (ega(. EM sJ ?S necessidade de constituir o bem de <amí(ia convenciona( se a <amí(ia uti(i;a vSrios imJveis como resid3ncia e n,o dese-a >ue a impen?orabi(idade recaia sobre o de menor va(or. !M a (imitaç,o patrimonia( acaba servindo para proteger pessoas mais abastadas# va(endoMse as com menor patrimHnio apenas da proteç,o do bem de <amí(ia (ega(.

\ possíve(# portanto# a coe)ist3ncia do bem de <amí(ia (ega( com o convenciona(# por>ue ?avendo bem de <amí(ia pree)istente a /ei n. =.22"1"2 <a; coincidir a impen?orabi(idade (ega( sobre o mesmo imJve(.

Caso concreto:

João é um homem divorciado, proprietário de um único apartamento que se encontra alugado a Maria. Com o dinheiro do aluguel que recebe de Maria, João paga o aluguel de um outro imóvel na cidade vizinha, onde reside sozinho e trabalha. João está devendo aluguel do imóvel onde mora, está em débito com a operadora do cartão de crédito e há tr s meses dei!ou de pagar a pensão aliment"cia que deve ao #ilho $edro, de dois anos, #ilho que teve com sua e!%mulher. João o&a consulta, como advogado&a para receber esclarecimentos a respeito da possibilidade de vir a perder o imóvel de que é proprietário para pagamento das d"vidas. 'esponda #undamentadamente ao questionamento de João. Gabarito: Jurisprudencialmente (á se aceita uma interpreta)ão teleológica dos dispositivos legais acerca do bem de #am"lia. *e a idéia é a prote)ão do direito + moradia, é considerado protegido o bem alugado a terceiro, quando a #inalidade é empregar o dinheiro para alugar uma resid ncia. ,ambém (á se admite o bem de #am"lia para solteiros, divorciados e viúvos -*,J ./01. 2ntretanto, como João deve pensão aliment"cia a seu #ilho $edro, além de correr o risco da prisão civil também corre o risco de ver seu imóvel penhorado, nos termos do art..o, 333 da lei 4556&65.

Questões objetivas:

3 % 7 respeito dos regimes de bens entre os c8n(uges, assinale a op)ão correta. 7 % 9 sempre necessária para a aliena)ão de bem imóvel a autoriza)ão do outro c8n(uge. : % 7 lei imp;e ao maior de sessenta anos o regime obrigatório da separa)ão de bens. C % < regime de bens come)a a vigorar tão logo se(a escolhido perante o o#icial de registro de casamentos. = % 7 administra)ão dos bens próprios só é poss"vel quando adotado pelos c8n(uges o regime da separa)ão de bens. Gabarito: Letra “B” (art. 1.641, II CC)

33 % 7 respeito do bem de #am"lia, assinale a op)ão correta. 7 % < bem de #am"lia, o#erecido em garantia hipotecária de determinado contrato, perde o privilégio da impenhorabilidade para a e!ecu)ão de outras d"vidas, com e!ce)ão da garantida pela hipoteca do bem imóvel. : % Com a inalienável posteriores ao prédio e institui)ão do bem de #am"lia convencional, o prédio se torna impenhorável, permanecendo isento de e!ecu);es por d"vidas a essa institui)ão, salvo as relacionadas com tributos relativos as despesas de condom"nio.

C % *omente a pequena propriedade rural pode ser constitu"da como bem de #am"lia, e, ainda, restringindo%se a impenhorabilidade tão somente + sede ou + resid ncia da #am"lia. = % $ara que se(a reconhecida a impenhorabilidade do bem de #am"lia, é necessária a prova de que o imóvel em que reside a #am"lia do devedor se(a o único imóvel de propriedade do devedor e que necessariamente se(a utilizado e!clusivamente como a resid ncia da #am"lia. Gabarito: Letra “B” (art. 1. 1! e 1. 1 CC)