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O Que Significa a Economia política do Agronegócio no Brasil Atual (Anos 2000

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Guilherme C. Delgado

1 – ntrodu!"o Duas situações recentes no âmbito do legislativo – a tramitação da revisão do Código Florestal e a votação da PEC !"# $$$ %trans&ere ao Congresso as &unções de identi&icação'demarcação das terras ind(genas)* seriam inintelig(veis numa democracia de massas* sem a devida com+reensão sobre os arran,os de economia +ol(tica -ue con&ormam atualmente o +oder +ol(tico no .rasil* +raticamente desde a estruturação de virtual +acto de economia +ol(tica no in(cio dos anos $$$. /os dois casos citados* a denominada bancada ruralista %Frente Parlamentar da 0gro+ecu1ria) dominou e im+2s seu te3to* 4 revelia +arcial do E3ecutivo. /o caso da terra ind(gena* embora assunto ainda em aberto* a 5inistra Gleise 6o&&man da Casa Civil* ,1 se a+ressou em +rometer aos ruralistas a retirada da F7/08 do +rocesso de demarcação e sua remessa ao 5inist9rio da 0gricultura e Pecu1ria* tradicionalmente vinculado aos ruralistas. /ão obstante evid:ncias óbvias de -ue a +osse* +ro+riedade e uso da terra %recursos naturais) e sua concentração são ho,e uma estrat9gia essencial ao estilo de acumulação de ca+ital* -ue se re&orçou no .rasil na ;ltima d9cada* os arautos dessa economia %do agronegócio)* com com+lac:ncia dos desin&ormados* negam a situação real* +ara ,usti&icar interesses. /este te3to vou +ro+or uma leitura da economia do agronegócio como +acto de +oder* com estrat9gia &undamental de ca+tura da renda da terra* 4 revelia dos interesses mais gerais do Pa(s -ue ai não cabem. Esse +acto de +oder* contudo* 9 uma construção hegem2nica moderna e não uma dominação cl1ssica ao estilo <lati&;ndio im+rodutivo=. 0+resenta simultaneamente um car1ter de economia +ol(tica* no sentido das alianças de classe social +ara ca+tura do e3cedente econ2mico> +ol(tica econ2mica e3+l(cita de Estado %ver a generosidade dos Planos de ?a&ra h1 mais de uma d9cada)> e +ro,eto de hegemonia ideológica. 2 – #eestrutura!"o da Economia do Agronegócio nos anos 2000$

0-uilo -ue se reestrutura* rea&irma uma estrutura anterior em +rocesso de ada+tação 4s novas condições situacionais. 8sto 9 +recisamente o -ue ocorreu com a economia do agronegócio ' um sistema de relações de +rodução das cadeias agroindustriais com a agricultura* alavancado +elo sistema de cr9dito +;blico e +ela renda &undi1ria %mercado de terras). Colocado de &orma como realmente o 9 estruturalmente* e não da maneira su+er&icial – %agronegócio 9 em+iricamente de&inido como soma dos negócios no e com o agro)* a economia do agronegócio re-uer ação concertada do Estado* sem o -ue essa estrutura não e3istiria* na ace+ção de estrat9gia de economia +ol(tica. /este sentido* a construção histórica da atual economia do agronegócio vem l1 da 9+oca dos militares* aliados aos tecnocratas da @moderniAação conservadoraB* -ue escul+iram a +artir de !CDE* +articularmente desde !CDF* um ?istema /acional de Cr9dito Gural e um mercado de terras com+letamente desregulado do Estatuto da Herra %Iei E"$E#deA de !CDE) e do Código Florestal %Iei n. EFF!# de set de!CD"). %!) Em contra+artida* &or,a'se a acumulação de ca+ital no âmbito desses setores amalgamados +elo dinheiro +;blico ' com+le3os agroindustriais'agricultura* sistema de cr9dito e mercado de terras* como novo estilo de ca+italismo agr1rio* 4 margem da &unção social e ambiental da +ro+riedade &undi1ria* conceito criado +elo Estatuto da Herra e com+lemento ignorado +ela +ol(tica agr(cola do +er(odo. @Jbserve'se -ue a <moderniAação conservadoraB dos militares ocu+ou a cena @manu' militariB* e e3erceu esse +ro,eto im+ondo +ela &orça bruta suas estrat9gias de +oder. Geservou aos gru+os sociais não atendidos – os v1rios cam+esinatos e3clu(dos e e3+elidos da terra e os trabalhadores assalariados* a viol:ncia das armas das &orças de terra ' +oliciais e militares. J &im do regime militar* sucedido +or +er(odo de transição* -ue reorganiAa o Estado e suas ações +ol(ticas de+ois da Constituinte* d1 veA 4s novas demandas sociais %Jrdem ?ocial). 0&etaria este +ro,eto* desorganiAando'* de certa &orma.

Por outra via* a emerg:ncia de uma orientação neoliberal nas relações internacionais tamb9m iria a&etar a moderniAação conservadora da agricultura* sem* contudo abrir es+aço +ol(tico +ara uma re&orma +ro&unda da estrutura agr1ria. De maneira muito sint9tica* +odemos caracteriAar esse +er(odo dos meados dos anos K$ ao &inal dos anos C$* como +er(odo de transição entre duas grandes alianças do +oder agr1rio com o EstadoL !) !CD"' K" %5oderniAação Conservadora) e ) @Economia do 0gronegócioB %anos $$$). /ossa an1lise neste te3to concentra'se neste segundo +er(odo. 2$1 – #eestrutura!"o como %egemonia &olítica ,om-rcio E.terno /o &inal dos anos C$* +assada a invi1vel e3+eri:ncia do +rimeiro governo F6C ' de acumulação de d9&icits e3ternos crescentes e cont(nuos* o .rasil vira @bola da veAB da es+eculação &inanceira internacional em !CCC ' %crise cambial)* o -ue &orçaria o segundo Governo F6C a reorganiAar sua +ol(tica econ2mica e3terna* tendo em vista gerar saldos comerciais de divisas a -ual-uer custo. 0-ui começa a reestruturação econ2mica da economia do agronegócio* diretamente vinculada 4 e3+ansão mundial das @commoditiesB. Em +ouco mais de uma d9cada* !CCC' $! o Pa(s -uintu+lica em dólares suas e3+ortações – +assando de "$*$ bilhões a "$*$$ bilhões. /esse @boomB e3+ortador* os +rodutos +rim1rios – @b1sicosB e @semi'elaboradosB* ganham +osição +rotag2nica* en-uanto as manu&aturas vão saindo das @e3+ortaçõesB e ingressando +aulatinamente nas @im+ortaçõesB' %entre os anos !CC"#CC e $$K#!$ os +rodutos <+rim1rios= +ulam de EE*$M +ara "E.N M da +auta e3+ortadora* en-uanto os <manu&aturados decrescem +ro+orcionalmente). J +rocesso de reestruturação econ2mica 9 conhecido* não necessitando maiores detalhes. 5enos conhecido 9 o +a+el do Estado +elo lado do ?istema /acional de Cr9dito Gural %&ortemente e3+ansivo) e +ela +ol(tica &undi1ria %com+letamente desregulada)* -ue darão +ela via estatal o bene+l1cito 4 acumulação e 4 es+eculação &undi1ria. % ) O im+ortante constatar as similitudes e di&erenças da articulação econ2mica das cadeias agroindustriais* sistema de cr9dito +;blico* e +ro+riedade &undi1ria ora sob an1lise* com+arativamente ao arran,o econ2mico da 9+oca dos militares no +oder. /os dois +rocessos +ersegue'se lucro e renda &undi1ria +ro+iciados +elas @vantagens com+arativas 'oltada ( )#eprimari*a!"o+ do

naturaisB* -ue se tornam atrativos e3+lorar. 5as o arran,o +ol(tico atual 9 di&erente do anterior. 0 economia do agronegócio vai al9m da estrat9gia econ2mica* +ara construir ideologicamente uma hegemonia +elo alto – da grande +ro+riedade &undi1ria* das cadeias agroindustriais muito ligadas ao setor e3terno* e das burocracias de Estado %ligadas ao dinheiro e 4 terra)* tendo em vista realiAar um +eculiar +ro,eto de acumulação de ca+ital +elo setor +rim1rio. Essa estrat9gia tem agora certa centralidade no sistema econ2mico* di&erentemente da subsidiariedade 4 industrialiAação* como &ora no +assado. 0 esse +ro,eto* &ortemente assentado na ca+tura e su+er e3+loração das vantagens com+arativas naturais ou de sua outra &ace da moeda ' a renda &undi1ria* organiAam'se v1rios a+aratos ideológicos e de Estado* ausentes na @moderniAação conservadoraBL • • • • 7ma bancada ruralista ativa* com ousadia +ara construir leis casu(sticas e desconstruir regras constitucionais> 7ma 0ssociação de 0grobusiness* ativa +ara mover os a+aratos de +ro+aganda +ara ideologiAar o agronegócio na +erce+ção +o+ular> 7m gru+o de m(dias – im+rensa* r1dio e HP nacionais e locais* sistematicamente identi&icado com &ormação ideológicas e3+l(cita do agronegócio> 7ma burocracia %?/CG) ativa na e3+ansão do cr9dito +;blico %+rodutivo e comercial)* acrescido de uma ação es+ec(&ica +ara e3+andir e centraliAar ca+itais 4s cadeias do agronegócio %./DE?)> • 7ma o+eração +assiva das instituições vinculadas 1 regulação &undi1ria %8/CG0* 8.050 E F7/08)* desautoriAadas a a+licar os +rinc(+ios constitucionais da &unção social da +ro+riedade e de demarcação e identi&icação e da terra ind(gena> • 7ma &orte coo+tação de c(rculos acad:micos im+regnados +elo +ensamento em+irista e com+letamente avesso ao +ensamento cr(tico. / – 0imites e mplica!1es ao 2esen'ol'imento do &acto de &oder pelo Setor &rim3rio ?e analisarmos com a devida atenção o desem+enho recente %anos $$$) da economia brasileira* identi&icaremos uma caracter(stica +eculiar. Js setores e atividades -ue se e3+andem com maior velocidade* +u3ados +ela demanda e3terna e +elos investimentos

+;blicos ' a economia do agronegócio* a mineração* a e3+loração +etroleira e a hidroeletricidade* a+resentam a dotação %mono+ólio) de recursos naturais como causa +rimeira da mais elevada com+etitividade e3terna das @commoditiesB* +roduAidas ou +roduA(veis +or esses setores e atividades. 5esmo nesses @setoresB de+endentes dos mono+ólios naturais h1 di&erenças -ualitativas na-uilo -ue 9 o motor causal da e3+ansão econ2mica ' a +rodutividade do trabalho. 5as a-ui* h1 uma controv9rsia im+ortante sobre o vetor -ue a im+eleL o +rogresso t9cnico ou a vantagem com+arativa natural. /o caso es+ec(&ico do +etróleo* @commoditieB cu,o +reço e3terno vai de -uinAe a !$$*$$ dólares#barril ' do in(cio ao &inal da d9cada* 9* sobretudo o +rogresso t9cnico %tecnologia da e3+loração em 1guas +ro&undas)* com &ortes cone3ões com demandas interindustriais %mecânica* eletr2nica* -u(mica* etc)* o &ator de desenvolvimento -ue +ro+icia a e3tração do +etróleo* e +ortanto a ca+tura das vantagens internacionais de Pa(s detentor de reservas naturais. Por outro lado* +ara o g:nero das @commoditiesB agro+ecu1rias e minerais* em &orte e3+ansão no +er(odo recente – so,a* milho* carnes* aç;car'1lcool* celulose de madeira* ca&9* min9rio de &erro* bau3ita'alum(nio* etc.* o &ator causal da e3+ansão 9 a dotação natural de recursos* e3tensiva e intensivamente e3+lorados con&orme +adrão de uma tecnologia +r9'e3istente* largamente disseminada 4 escala internacional* h1 d9cadas. Em tais condições* a e3+ansão econ2mica das @commoditiesB +u3ada +elo setor e3terno* -ue +or sua veA conduA 4 es+ecialiAação +rim1rio'e3+ortadora* gera um +rocesso vicioso de crescimento econ2mico. 8sto +or-ue tal &orma de inserção es+ecialiAada no com9rcio e3terno* associada ao bin2mio vantagens com+arativas naturais – renda &undi1ria e a+enas secundariamente ao +rogresso t9cnico %industrial)* limita &ortemente o desenvolvimento econ2mico e social de um Pa(s industrialiAado* com mais de K$M de +o+ulação urbana. 0cresce observar -ue esse estilo da e3+ansão re&orça a concentração &undi1ria* visto ser a ca+tura da renda &undi1ria um dos seus motores. 0demais* e3+elido a +rogresso t9cnico 4 condição lateral da e3+ansão econ2mica* +raticamente o sistema industrial e de serviços &icam marginaliAadas do com9rcio e3terno %@locusB de a&erição da +rodutividade)* tornando' se &ortemente de&icit1rios* com 9 o caso atual.

Jbserve'se -ue 9 a es+ecialiAação na @+rodutividadeB dos recursos naturais e não o seu a+roveitamento racional o &ator de atraso* -ue ora estamos a+ontando. 8sto &ica ainda mais grave -uando a essa es+ecialiAação corres+onde no mesmo +er(odo histórico um +rocesso vis(vel do en&ra-uecimento do setor industrial* cu,os investimentos declinam ano a ano* +rovocando +erda de +rodutividade do trabalho no con,unto do sistema econ2mico.

/$1 – ,onse4u5ncias Sociais e Am6ientais 0 es+ecialiAação +rim1rio'e3+ortadora* da &orma como vem sendo constru(da* interna e e3ternamente* re-uer su+er e3+loração de recursos naturais* e3tensiva e intensiva* como res+osta aos re-uerimentos crescentes de solv:ncia das transações e3ternas. Estas* de longa data* geradoras do d9&icit nos @?erviçosB ' %,uros* lucros e dividendos* turismo* trans+orte* etc)* ora su+erdimensionados* agravam'se +elo emergente d9&icit comercial das manu&aturas. Em tais condições o setor +rim1rio &ica escalado +ara su+ere3+lorar recursos naturais com e3+ortação de @commoditiesB. Provoca evidentemente conse-u:ncias ambientais* -ue são custos sociais não internaliAados na conta do em+reendedor* mas com+letamente detect1veis na conta da sociedade – desmatamentos e -ueimadas +or um lado* com ineg1veis contribuições ao e&eito estu&a> e intensi&icação do +acote t9cnico agro-u(mico* e3+andido &ortemente* 4 ta3a de !"M a.a. na utiliAação de agrotó3icos. 0s contaminações de solos* 1gua su+er&iciais e subterrâneos* alimentos e +rinci+almente +essoas são um caldo de cultura desse estilo de agricultura de monocultivos. J agravante no caso 9 a relativa desarticulação dos órgãos +;blicos de +revenção e &iscaliAação %0/P8?0)* -ue não esca+am ao crivo de controle +ol(tico do agronegócio. Por sua veA* as relações agr1rias e trabalhistas criadas e recriadas +or esse estilo de e3+ansão* +romovem &orte concentração da +rodução e da +ro+riedade e bai3a densidade de incor+oração do trabalho humano.

Gecente artigo +ublicado +ela @Gevista de Pol(tica 0gr(colaB* do 5inist9rio da 0gricultura – @Iucratividade na 0griculturaB %N)* in&orma* com certa ,actância* -ue segundo dados do Censo 0gro+ecu1rio de $$D* cerca de F*$ mil grandes estabelecimentos* dos E*E milhões e3istentes* são res+ons1veis +or "!M do Palor de Produção .ruta da-uele ano. J mesmo Censo 0gro+ecu1rio de $$D revela duas outras in&ormações muito

+reocu+antesL !) não melhorou a concentração da +ro+riedade &undi1ria no +er(odo intercensit1rio !CCD# $$D* cu,o Qndice de G8/8 9 res+ectivamente de $*K"D e $*K"E*> ) cai o @Pessoal Jcu+adoB na agro+ecu1ria %–) K*CM não obstante crescimento de KN*"M das @Rreas de IavourasB %mais E!*K milhões de 61 no +er(odo.). 7 – ,rise do &ro8eto e as Articula!1es ,ontra %egem9nicas 2iferentemente de :;oderni*a!"o ,onser'adora< dos militares= suportada pelo crescimento industrial e pelas Armas da #ep>6lica= a economia do agronegócio se estruturou ao a6rigo da inser!"o prim3rio e.portadora de uma economia mundial em ciclo de forte e.pans"o do com-rcio internacional de :commodities<$ ;as for8ou?se internamente como 6loco @egem9nico= manipulando com grande compet5ncia a arma ideológica do consenso político$ Atra'essa 83 4uatro mandatos presidenciais – A%, = 0ula = 0ula e 2ilma= com completa ader5ncia do &oder E.ecuti'o Aederal a essa estrat-gia de acumula!"o de capital= cu8a pretens"o - de autolegitimar?se= su6metendo toda política agr3ria= am6iental e e.terna ao seu estilo$ E isto 'em sendo feito de maneira t3cita ou ostensi'a @3 mais de uma d-cada= sem 4ue ten@amos atentado para os ingredientes per'ersos desse pro8eto= 4ue aparentemente somente se discutem nas crises$ O primeiro sinal 'isí'el de crise desse pro8eto - precisamente a sei'a 4ue o alimentou ? o :6oom< das :commodities< agropecu3rias e minerais a ser'i!o do e4uilí6rio e.terno$ ;as no >ltimo tri5nio cresceram as e'id5ncias de declínio dos pre!os das :commodities<= agra'ado pela deteriora!"o crescente do d-ficit em ,onta ,orrente (seis anos de d-ficit crescente)$ Bm segundo sinal 'isí'el de crise do &ro8eto %egem9nico= malgrado sua in'isi6ilidade nos espa!os p>6licos= - certa articula!"o de '3rios setores e.cluídos

ou e.pelidos desse pacto de poder$

;o'imentos campesinos= a e.emplo da

:Articula!"o dos &o'os da Cerra= das Dguas e das Alorestas<= po'os indígenas= grupos 4uilom6olas= assentados de reforma a agr3ria e agricultores familiares em geral= tentam se articular= numa perspecti'a contra @egem9nica$ 2e outra parte= iniciati'as= tipicamente ur6anas como a :,ampan@a contra os Agrotó.icos<= fustiga= pelo lado de sa>de p>6lica= com den>ncias so6re as implica!1es epidemiológicas do agronegócio$ &or sua 'e*= do lado das políticas p>6licas @3 claramente redutos de prote!"o da contra @egemonia no campo – a educa!"o popular= a sa>de p>6lica= o meio am6iente= a pre'id5ncia social= seguran!a alimentar etc= e uma política de go'erno – O &rograma de A4uisi!"o de Alimentos de Agricultura Aamiliar$ ;as tais campos da a!"o do Estado n"o s"o articulados para esta6elecer limites ( estrat-gia do agronegócio= mas o contr3rio$ Aalta um pro8eto estrat-gico de desen'ol'imento da agricultura familiar= com autonomia relati'amente ( economia do agronegócio$ 2ependendo da e'olu!"o da crise e.terna= o(s) pro8eto(s) de desen'ol'imento contra @egem9nicos tornar?se?iam 'i3'eis ou n"o= a depender da mo6ili*a!"o social e das respostas políticas do go'erno$ At- o presente temos tido respostas no sentido negati'o= 4ual se8a o de aprofundar o pacto do agronegócio$

EOCAS (1) – &ara uma an3lise @istórica da moderni*a!"o t-cnica do período militar 'er – 2elgado= Fuil@erme ,$ –“Capital Financeiro e Agricultura no Brasil (19651985) – S"o &aulo – G,OEE?BE ,A;& – 1HIJ (cap$ 1?/)

(2) &ara uma an3lise da reestrutura!"o da economia do agronegócio nos anos 2000 ? 'er 2elgado= Fuil@erme ,$ :2o ‘Capital Financeiro na Agricultura’ à Econo ia !o Agroneg"cio # $u!an%as C&clicas e &orto Alegre – Ed$ BA#FS – 2012 (,ap$ J) (/) Al'es= Eliseu et alli – :0ucrati'idade na Agricultura< – in +e,ista !e -ol&tica Agr&cola – Ano KK = n$ 2 – A6rilL;aioL8un@o de 2012= pag$ 7J?M/ $eio '(culo (1965-)*1)) –