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FAINOR – FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE CURSO: FARMÁCIA – GENERALISTA COMPONENTE CURRICULAR: IMUNOLOGIA CLÍNICA

ANGÉLICA FREITAS ERLON LEITE MOITINHO FERNANDA BONFIM AGUIAR IGHOR BARRETO JOÃO PEDRO GUEDES DIAS PHYDEL PALMEIRA CARVALHO

DOENÇAS AUTO-IMUNES (ARTRITE REUMATÓIDE E ESCLEROSE MÚLTIPLA)

Vitória da Conquista – BA Novembro de 2013

Profº Dirceu Vitória da Conquista – BA Novembro de 2013 . turma 8º semestre vespertino.ANGÉLICA FREITAS ERLON LEITE MOITINHO FERNANDA BONFIM AGUIAR IGHOR BARRETO JOÃO PEDRO GUEDES DIAS PHYDEL PALMEIRA CARVALHO DOENÇAS AUTO-IMUNES (ARTRITE REUMATÓIDE E ESCLEROSE MÚLTIPLA) Trabalho apresentado como avaliação parcial para III unidade da disciplina Imunologia Clínica. Componente Curricular do curso de Farmácia – Generalista.

2008). As células envolvidas na resposta imunológica são: monócitos. 2008). ou inapropriadamente direcionadas para tecidos do hospedeiro. A defesa contra microrganismos é mediada pelas reações iniciais da imunidade natural e as respostas tardias da imunidade adquirida. . A imunidade natural ou inata é a linha de defesa inicial contra os microrganismos. células B e células assassinas naturais (NK). o sistema imune age basicamente da mesma forma. megacariócitos e granulócitos. 2008). sendo: artrite reumatoide e a esclerose múltipla. Dentre as várias doenças autoimunes existentes. erradicando os organismos infectantes sem lesionar os tecidos do hospedeiro. mecanismo imunológico. e para impedir que estas infecções aconteçam contamos com grupos celulares específicos cuja principal função baseia-se na defesa contra microrganismos infecciosos. (ABBAS. CUNHA. FILGUEIRA. macrófagos. além de células T. estas de origem mieloide. nosso organismo está sempre sujeito a infecções. este trabalho enfocará apenas duas. estas células protegem o organismo contra a ação deste agentes/microrganismos infecciosos. e estas causadas por diversos tipos de microrganismos. Com uma ação coletiva e coordenada. vírus bactérias e/ou fungos. Dentre as inúmeras doenças causadas por microrganismos. tal processo denomina-se resposta imunológica (ABBAS. de origem linfoide (ABBAS. este trabalho enfocará a autoimunidade citando algumas doenças autoimunes. sejam estes. Abordando os seguintes tópicos.INTRODUÇÃO Devido ao grande número de doenças. causando uma doença. consistindo em mecanismos de defesa celulares e bioquímicos já existentes antes da infecção e que estão programados para responder rapidamente a infecções. 2008). Já a imunidade adquirida ou adaptativa ocorre apenas após a exposição a agentes infecciosos e se adapta à infecção (ABBAS. células dendríticas. A autoimunidade é definida como a responsividade do Sistema Imune Adquirido (ou Adaptativo) para auto antígenos que ocorre quando os mecanismos de auto tolerância falham (ANTELO. 2008). Dentre as diversas anormalidades que levam o sistema imunológico a originar patologias. Porém. denominação estabelecida para doenças ocasionadas pelo sistema imunológico. algumas vezes estas respostas são inadequadamente controladas.

sintomatologia e diagnóstico laboratorial de cada uma das doenças autoimunes acima citadas. artrite infecciosa crônica. de causa desconhecida. 1. de caráter sistêmico. poliartrite crônica evolutiva (PACE). 2010).patogenia. 6 e 17). Este degrada a cartilagem tipo II. por intermédio das metaloproteinases da matriz (MMPs) e por enzimas sinoviais e condrocíticas. a partir da membrana sinovial de uma articulação. a membrana sinovial). Dor. 2010). não supurativa associada a alterações inflamatórias do tecido conjuntivo (FELLET & SCOTON. Outro importante constituinte da cartilagem é o agrecan que proporciona resistência à compressão à cartilagem. artrite deformante. tornando-o espesso. isto propicia a formação de um tecido cicatricial. havendo aumento do líquido sinovial e proliferação do tecido da membrana. Logo que se instala (ocorre uma migração de células sanguíneas e de mediadores inflamatórios para o interior das articulações. quadro designado sinovite (inflamação do tecido que reveste o interior da cápsula articular. resultando em hiperplasia sinovial e das células linfoides). ARTRITE REUMATÓIDE Também chamada de doença reumatóide. quando estimuladas por citocinas (TNFa. 2010). artrite anquilosante. crônica. . 2000) (REGO. inchaço patológico de um célula tecido ou órgão) das articulações além de manifestações relacionadas a outras patologias. são as manifestações características da Artrite Reumatóide (REGO. 2010). Na Artrite Reumatóide há diminuição do agrecan pela ação das agrecanases (outra metaloproteína) (REGO. Pannus é a designação do tecido inflamatório neoformado (formação de tecido novo). tumefacção (aumento de volume. revestindo-a de uma forma que impossibilite a sua detecção (REGO. e as IL. a artrite reumatoide (AR) é uma doença articular inflamatória. Esse tecido prolifera-se sobre a cartilagem articular. uma atividade autoimune contra a membrana sinovial (fina camada de tecido conjuntivo que reveste as articulações) das articulações. o Pannus.

que vai produzir enzimas proteolíticas. sub-luxações e anquilose (perda total da mobilidade da articulação) em fases mais avançadas (FELLET & SCOTON. acomete a membrana sinovial. que nutre a cartilagem e lubrifica a sua superfície. 2000). apresentados pelas células sinoviais. calor e rubor articular e acentuada limitação de movimentos (FELLET & SCOTON. edema.Além de afetar toda a articulação. causando sinovite (inflamação da membrana sinovial) e consequente ruptura dos tendões e perda do movimento articular (FELLET & SCOTON. e ativar o sistema complemento. que produzem citocinas para ativar os linfócitos B por estimulação policlonal. São os linfócitos B que vão produzir imunoglobulinas IgM e IgG (fatores reumatóides). luxações. 2000). A inflamação desta membrana acaba ocasionando dor. De caráter progressivo. permitindo o movimento normal da articulação. principalmente. uma estrutura que reveste a parede interna da cápsula fibrosa que envolve a articulação e cuja função é produzir o líquido sinovial. ativam os macrófagos. desvios. geralmente em caráter simétrico. PATOGENIA De etiologia desconhecida acomete predominantemente mulheres cuja faixa etária esteja entre 40 e 60 anos de idade. Os linfócitos T ligam-se a peptídeos artritogénicos. como ligamentos. gerando erosão da cartilagem articular e do osso subcondral MECANISMO IMUNOLÓGICO No espaço intra-articular existe uma linha de células que nos pacientes com artrite reumatóide aumenta devido à presença de macrófagos. fibroblastos sinoviais ativados e linfócitos T. SINTOMATOLOGIA Para caracterizar um paciente como portador de AR são necessários os seguintes sinais e sintomas. na maioria dos casos as mãos e. o pannus acaba se expandindo para outros tecidos. formando o dedo em fuso. 2000). que vão formar complexos-imunes. Na evolução produz impotência funcional. de acordo com o Colégio Americano de reumatologia: . atinge as articulações diartrodiais (livremente móveis). as articulações interfalangeanas proximais. atrofias interósseas e musculares. tendões e ossos.

Nódulos reumatoides.1. Os demais exames/teste. . 7. proteína C reativa. hemograma. 1 e 4 devem estar presentes por pelo menos 6 semanas. Artrite simétrica. Artrite de três ou mais áreas: pelo menos três áreas articulares com edema de partes moles ou derrame articular. entretanto os métodos atuais servem para sugerir a presença da doença. 4 dos sete itens são necessários para classificar um paciente como portador de AR (Sociedade Brasileira de Reumatologia. Rigidez matinal: rigidez articular por pelo menos 1 hora. 2. portanto quase exclusivamente do fator reumatóide IgM. Fator reumatoide sérico.e o exame do líquido sinovial .que determinam a presença de fator reumatoide . Além disso.útil não apenas para diagnóstico. entre outros. tais como. demonstrando que a maioria dos pacientes soronegativos apresentava fatores reumatóides da classe IgG. Os testes geralmente empregados para a determinação são de aglutinação e. 5. 4. eletroforese de proteínas. apresentam resultados inespecíficos ou inalterados. Artrite de articulações das mãos (punho. 6. 3. radioimunológia. são os exames/teste laboratoriais mais úteis na determinação de AR. interfalangeanas proximais e metacarpofalangeanas). afastar outras patologias e conhecer a intensidade do processo inflamatório. A modernização e evolução da investigação imunológica fez com que novos métodos surgissem: imunofluorescência indireta. formando complexos imunes intermediários. Alterações radiográficas: erosões ou descalcificações localizadas em radiografias de mãos e punhos. 2002) DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Não existem exames laboratoriais específicos para o diagnóstico da AR. observado pelo médico. Provas sorológicas . mas também para diferenciar de outra patologias -. imunoadsorção quantitativa.

2012). Não se sabe o que determina essa diferença. já que a concordância da doença entre gêmeos homozigotos é de cerca de 30 a 50%. encontradas nas placas da EM. . necessitando de um longo tempo de observação ou de diagnóstico de imagem por ressonância magnética nuclear seriada. onde aparecem como placas múltiplas. e desses 80% irão desenvolver a EM clinicamente definida. Entretanto.5 a 11 por 100. com predomínio entre mulheres (2:1). principalmente. vítreas pardo-acinzentadas. sendo também encontrados os LB. A influência anual da EM é de 1.000 indivíduos. O curso da doença é imprevisível. são observados de 100 a 300 casos por 100. cerca de 5 por 100.000 indivíduos. e a sua prevalência é variável em diferentes regiões geográficas. ao longo dos vasos e podem ser visualizadas na superfície do tronco encefálico e na medula espinhal. com predomínio no nervo ótico. O início da doença ocorre entre 20 e 40 anos de idade. O risco de desenvolver a doença é 20 a 60 vezes mais alto em parentes do primeiro grau em relação à população normal. com episódios de ataque neurológico. intercalados no tempo por períodos de remissão de duração variável e de novos ataques em espaços distintos. O fator genético parece ser fundamental na EM. inicia-se como uma síndrome clínica isolada.ESCLEROSE MÚLTIPLA A esclerose múltipla (EM) é uma doença desmielinizante. lesões da substância branca. As células inflamatórias. enquanto em regiões tropicais essa prevalência é baixa. coma formação de novas lesões (VAZ. Nos países de clima temperado. As lesões na EM são multifocais e podem ocorrer em qualquer parte do sistema nervoso central. A EM é mais comum dentre todas as doenças desmielinizantes. substância branca periventricular do cérebro e região cervical da medula espinhal (VAZ. Na maioria dos pacientes. podendo ser um fator ambiental ou genético da população que habita essas regiões. as localizações podem variar de paciente para paciente. de forma irregular e bem circunscritas. são predominantemente LT e macrófagos.000 indivíduos. As placas escleróticas conseqüentes à distruição da mielina e de infiltrado de células mononucleares ocorrem. 2012).

ao reconhecerem os auto-antígenos. seguida de infiltração perivenular de células mononucleares constituída. entretanto. Alguns mecanismos têm sido sugeridos para explicar como ocorre a exposição dos auto-antígenos ao sistema imune:  Infecção lítica por vírus. Nos modelos experimentais da EM. paralisia dos membros inferiores e superiores e outros (VAZ. mas outras regiões cromossômicas podem também estar envolvidas. de uma população restrita de linfócitos B. que. são oligoclonais.O HLA DR2 tem sido associado a EM em diferentes populações. A quebra da barreira hematoencefálica pode também permitir a passagem. incontinência urinária. Aspectos Clínicos A esclerose múltipla apresenta um espectro clínico altamente variável e de difícil prognóstico. em camundongos. Esses anticorpos de produção intratecal. em parte. os clones auto-reativos apresentam o fenótipo Th1. para o sistema nervoso central. resultando em rápida destruição da substância branca. Após o episódio inicial. principalmente. Parte dos pacientes pode cursar de forma progressiva. Estas reconhecem e atacam os componentes da mielina. cursa de forma intermitente. apresentando lesões características de hipersendibilidade do tipo IV. A doença. mas mecanismo adicional incluindo anti-corpos e complemento parece ser necesário para a produção de placas de desmielinização. intercalando períodos de remissão e de novos ataques. com evolução rápida. por serem provenientes de um número limitado de clones de linfócitos B. definido pelos sinais e sintomas característicos. ataxia. são ativados e secretam os anticorpos. de células T auto-reativas. 2012). acometendo outras áreas do sistema nervoso central. Acredita-se que seja uma doença auto-imune cujo evento inicial consiste na quebra da barreira hematoencefálica. resultando na destruição de oligodendrócitos e exposição de auto-antígenos. como acometimento visual. a remielinização ocorre. em áreas circunscritas de 1 milímetro a vários centímetros. Patogênese A etiopatogênese da esclerose múltipla é ainda pouco conhecida. . graças aos oligodendrócitos imaturos que conferem aparente recuperação clínica do paciente. fadiga.

que atinge o SNC. 2004). a mielina é responsável pela alta velocidade de condução desses impulsos. também com presumida origem autoimune (BARRETO. O paciente pode. Os indivíduos acometidos são geralmente jovens e do sexo feminino. em quatro formas principais (NOSEWORTHY. acordar pela manhã com perda ou diminuição da visão em um olho.  Forma progressiva primária: há uma progressão lenta desde o início da doença. basicamente. o equilíbrio e os movimentos do corpo (BARRETO. De etiologia desconhecida. podendo afetar a visão. É o que chamamos de SURTO. recuperando-a espontaneamente após alguns dias. que é um fio de condução dos impulsos nervosos. RODRIGUEZ. assim lesões que acometam a mielina acabam comprometendo a condução do impulso nervoso. sem a ocorrência de surtos. MECANISMO IMUNOLÓGICO Caracterizada por inflamação de linfócitos T. Expressão de antígeno viral na superfície de oligodendrócitos e conseqüente dano celular imunomediado. Incide em menos de 15% dos casos. 2004). 2004). Uma lesão desmielinizante é entendida como sendo uma inflamação e destruição da mielina. a esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica e progressiva do Sistema Nervoso Central (SNC). por exemplo. resultante de uma predisposição genética relacionada a algum fator ambiental. . principalmente a substância branca. Surtoremissão é o padrão de inicio da doença em cerca de 85% dos casos. 2000):  Forma surto-remissão (ou remitente-recorrente): os sintomas duram de 24 horas a três semanas e desaparecem totalmente. através de lesões desmielinizantes (BARRETO. podendo deixar mínima seqüela. PATOGENIA Conforme o curso. a doença pode ser classificada. esta é uma estrutura de revestimento da fibra nervosa. a sensibilidade. LUCHINETTI.

porém uma frequência menor de surtos no início com predomínio de sintomas sensoriais e visuais parece estar associada uma evolução mais favorável. Parestesias (sensação anormal e desagradável sobre a pele. Os sintomas duram pouco tempo e desaparecem após alguns dias. . Perda visual subaguda. a doença progride com agravamento da incapacidade. Utilizam-se as informações da anamnese para caracterizar a presença dos surtos e o exame neurológico para estabelecer correspondência entre os surtos e a estrutura do SNC lesada. os pacientes podem apresentar uma variedade de sintomas. Disestesias (enfraquecimento ou perda de algum dos sentidos).  Forma progressiva em surtos: raramente ocorre. Incide em cerca de 50% dos pacientes após dez anos do início da doença sob a forma surtoremissão. No laboratório:  Pesquisa de bandas oligoclonais nas imunoglobulinas do Liquído Cefalo Raquidiano (LCR). dormência. coceira). Diplopia (visão dupla). as queixas iniciais comuns são:       Fraqueza. queimação. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Os critérios para. SINTOMATOLOGIA Os sintomas iniciais surgem geralmente antes dos 55 anos de idade. estabelecer o diagnóstico da EM são clínicos. Não é possível estabelecer em determinado paciente como será a evolução da doença. podendo os sintomas inicial retornarem e progredirem. Forma progressiva secundária: após um longo período na forma surtoremissão. Desequilíbrio e alterações do funcionamento esfinctérico vesical ou intestinal. podendo haver um intervalo de meses ou anos até o aparecimento de outros sintomas. Caracteriza-se por recaídas agudas sobrepostas a um curso progressivo primário.

     Ativação policlonal de linfócitos (ex: infecção com produção de superantígenos). Compreende-se que a doença auto-imune ocorre quando o sistema imunológico produz anticorpos (células de defesa) que atacam estruturas do próprio organismo. processos inflamatórios e infecções). Reação cruzada entre antígenos próprios e microbianos. infecções e necrose tecidual. E estudo da imagem do encéfalo e medula espinal por resonância magnética. fundo genético que predispõe. como vírus e bactérias. permitindo que as exigências para os critérios de diagnóstico definido venham a ser preenchidas. Quando o diagnóstico se realiza com auxílio laboratorial recebe a denominação de EM laboratorialmente definida (Sociedade Brasileira de Neurologia. Perda da anergia da célula T: pode ocorrer nos processos inflamatórios. são um tipo de desordem imunológica caracterizada pela diminuição da tolerância aos componentes do próprio organismo. CONCLUSÃO A autoimunidade pode ser sistêmica ou órgão específica e resulta de uma falha nos mecanismos gerais que mantém tolerância ao próprio organismo. onde se tem APCs ativadas que poderão apresentar antígenos próprios aos linfócitos e expressar moléculas coestimulatórias. . Liberação de antígenos sequestrados (ex: processos inflamatórios). de modo que ocorre uma falha no mecanismo de distinção entre antígenos constituintes do organismo e aqueles externos. em outras palavras. Defeito na regulação de linfócitos Th1 e Th2. Existem alguns mecanismos de autoimunidade que podem ser representados por:   Defeito no mecanismo de deleção clonal (ex: falha na apoptose por anormalidades no FAS ou FAS-L. somados a fatores que contribuem para o desenvolvimento de autoimunidade (APCs e linfócitos anormais. Estes exames permitem evidenciar a existência de processo inflamatório no LCR e lesões em estruturas do SNC sem tradução clínica. 2001). Falha do linfócito T supressor.

e perde a capacidade de "desligar". pâncreas (Diabetes mellitus 1). doenças de pele: psoríase. Sociedade Brasileira de Neurologia. retocolite ulcerativa. Associação Médica Brasileira. que atacam e destroem esses agentes. Esses anticorpos podem atacar diversas estruturas e órgãos do nosso corpo. . o sistema imunológico entende que a função daquele anticorpo acabou e para de produzir. o sistema imunológico produz algumas células de defesa. Normalmente. doença neurológica: esclerose múltipla. 2002. doenças nos músculos: miastenia gravis. REFERÊNCIAS Associação Médica Brasileira. Nas doenças auto-imune. Exemplos desses agressores são os vírus. e esses anticorpos reconhecem alguma estrutura do organismo como o "agente agressor". lupus cutâneo. 15p. Sociedade Brasileira de Reumatologia. lúpus eritematoso. 10p. como um "liga" e "desliga". Diagnóstico e Tratamento da Esclerose Múltipla. conhecidas como anticorpos.  doenças hematológicas: anemia hemolítica auto-imune. Para combater esses agentes. Conselho Federal de Medicina – CFM. causando diversas doença. Alguns exemplos de doenças auto-imune:       doenças reumatológicas: artrite reumatóide. esclerodermia. púrpura trombocitopênica idiopática. passando a produzir anticorpos continuamente. doenças endócrinas: tireóide (Hashimoto). mecanismo não completamente conhecido. Artrite Reumatóide: Diagnóstico e Tratamento. o sistema imunológico "liga" por algum motivo. 2001. fazendo com que esse ataque se perpetue. Conselho Federal de Medicina – CFM.O sistema imunológico é o responsável pela "defesa" do corpo contra agentes considerados agressores ao mesmo. as bactérias. após ter destruído os agentes agressores. gastrite autoimune. doença gastrointestinal: doença de Crohn.

Patrícia Monteiro. VAZ. Multiple sclerosis. Geane Alves. Peter J. Fundamentos da Imunologia. Dutra. Artrite Reumatóide: Fisiopatologia e Terapêutica Biológica. . Fellet. Covilhã. 103p. Noseworthy. Imunoensaios: fundamentos e aplicações. Junho de 2010. ROITT & DELVES. Aloysio J. 2004. Moreira JR. M. Adelaide J. ed.H. Esclerose Múltipla: Considerações Gerais e Abordagem fisioterapêutica. Lucchinetti. Rodriguez. 2004. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. [Dissertação de Mestrado]. Artrite Reumatóide. J. Portugal. N Engl J Med. Guanabara Koogan – Editorial Médica panamericana. Souza. Catarina Messias.G. Antônio Scafuto. Danielle Marques. Rodrigues. Denadai.. Scotton. 2000. 10ª ed. Rafael Leite.Barreto. Weinshenker. Fayanny Mayara Ferreira. 2012. Universidade da Beira do Interior – Faculdade de Ciências da Saúde. Ivan M. 343:938-952p. B. C. Rego..