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Administração Autónoma Segundo o Professor Freitas do Amaral, quando este pensa em administração autónoma ele concebe-a como aquela

que prossegue interesses públicos próprios das pessoas que a constituem e por isso se dirige a si mesma, definindo com independência e orientação as suas actividades, sem sujeição a hierarquia ou superintendência do Governo. Em primeiro lugar, a administração autónoma prossegue interesses públicos próprios das pessoas que a constituem, ao contrário da administração indirecta que prossegue atribuições do Estado, ou se a, prossegue fins al!eios" Em segundo lugar, e em consequ#ncia, a administração autónoma dirige-se a si mesma, apresentando-se como um fenómeno de auto-administração$ quer di%er, são os seus próprios órgãos que definem com independ#ncia a orientação das suas acti&idades, sem estarem su eitos a ordens ou instruções, nem a directi&as ou orientações do 'o&erno" A administração directa do Estado, central ou local, depende sempre !ierarquicamente do 'o&erno( a administração estadual indirecta está su eita, em princ)pio, * superintend#ncia do 'o&erno( diferentemente se passam as coisas com a administração autónoma, uma &e% que esta de administra a si própria e não deve obediência a ordens ou instruções do Governo , nem tão pouco a quaisquer directi&as ou orientações dele emanadas" + ,nico poder que constitucionalmente o 'o&erno pode e-ercer sobre a administração autónoma . o poder de tutela /011"2 al" d3, art" 4412 e art" 4542"3 Entidades incumbidas da administração autónoma 6á &árias esp.cies de entidades p,blicas que pertencem * Administração Autónoma, são elas$ as Associações públicas; as autarquias locais e regiões autónomas. As primeiras são entidades de tipo associativo( as segundas e as terceiras são as c!amadas pessoas colectivas de população e território" Em todas elas !á um substracto !umano$ todas são agrupamentos de pessoas, diferentemente do que acontece na administração indirecta, onde tanto os institutos p,blicos como as empresas p,blicas são substractos materiais, organi%ações de meios 7 ser&iços, patrimónios, estabelecimentos ou empresas"

A. Associações Públicas Professor Freitas do Amaral define 89associações p,blicas99 como sendo as pessoas colectivas públicas, de tipo associativo, destinadas a assegurar autonomamente a prossecução de determinados interesses públicos pertencentes a um grupo de pessoas que se organizam com esse fim. +s institutos p,blicos e as empresas p,blicas são pessoas colecti&as p,blicas de tipo institucional, ao passo que as associações p,blicas t#m um substracto de natureza associativa, isto ., t#m por esteio um agrupamento de indivíduos e ou de pessoas colectivas com ob ectivo comum! As associações p,blicas e-istem para prosseguir interesses públicos próprios das pessoas que as constituem, pelo que, por essa ra%ão, fa%em parte da administração autónoma" :em interesses

o seu pessoal e as suas finanças sem estarem su eitos a directi&as ou a orientações e-teriores" At. são entes independentes do Estado" As associações p. reflectindo-se essa di&ersidade.blicas de entes p. a categoria mais importante de associações p.blicas( aliás. os seus bens.blicas que as criaram" >e igual modo.nea.e fins próprios e.m a optar pela atribuição de um amplo grau de autonomia a essas entidades. cu os titulares são designados democraticamente pelos associados nos termos estatutários. orientam e gerem os seus destinos. assistindo-se mesmo a um mo&imento de proliferação dessas entidades. mas tamb.blicos.m quanto *s suas origens !istóricas e quanto aos fins prosseguidos. de comum. poderes de fiscali%ação ou de tutela administrati&a" Associações p. no sentido que são mais directamente sentidos por estes. primeiramente. nos regimes ur)dicos que l!es são aplicá&eis" . de entidades p. certo ponto.blicas apenas t#m em comum duas coisas$ a personalidade urídica de direito público e um substracto pessoal de índole associativa! =as associações p. e não a comissários ou delegados nomeados pelo 'o&erno ou pelos órgãos e-ecuti&os das demais pessoas colecti&as p.blicas de entidades pri&adas . de entes particulares e. as associações p. bem como o peso crescente dos mecanismos de concertação social e de representação de interesses sectoriais um dos moti&os desta tend#ncia" A !eterogeneidade da própria categoria em estudo dificulta a apreensão da nature%a ur)dica das associações p. ainda quando desen&ol&em uma acti&idade económica rele&ante. ainda que se am coincidentes com interesses do Estado ou das pessoas colecti&as p. não se está apenas a confiar a prossecução de tarefas eminentemente p. mas tamb.blicos que são. simultaneamente. sendo uma de entre &árias categorias de associações p.blicas e pri&adas" As denominadas ordens profissionais são o paradigma das associações p. sobre as quais se renuncia ao e-erc)cio de poderes de orientação ou superintend#ncia. interesses próprios dos associados. quando se criam ou recon!ecem associações p.blicas. sobretudo quanto ao tipo de associados.blicas que estão na sua origem" A gestão das associações p. e-istem associações p.blicas.ltimo a obtenção de lucro( As associações p. nunca t#m por fim . nos termos constitucionais. mantendo-se apenas aberta a possibilidade de e-ercer sobre elas.blicas" As associações p.blicas o que está em causa . a prossecução de interesses p.blicas !á-de caber aos seus próprios órgãos.blicas. sendo a necessidade de fle-ibili%ar e di&ersificar as formas de organi%ação e os meios de actuação da AP. por isso mesmo. consequentemente.blicas constituem uma categoria unitária ou !omog.blicas t#m &indo a assumir uma import<ncia crescente no seio da AP.blicas" .oncreti%ando. tornando-a menos burocrati%ada e mais participada. dirigem.blicas a entidades de tipo associati&o.

a transformação de um organismo p. de autarquias locais( e-emplos desse tipo de entidades$ associações de freguesia de direito p. a . as associações p. tais como os princ)pios da legalidade."oda a associação pública tem sempre# como base# por natureza# um substracto pessoal e associativo! $ão três as esp%cies de associações públicas& Associações públicas de entidades públicas& . da ?egião >emarcada do >ouro( rege-se pelos seus estatutos /direito p. enquanto entes integradas na administração autónoma.blicas estão su eitas a todos os princ)pios constitucionais sobre acti&idade da Administração. a categoria mais antiga( como e-emplos$ ordens profissionais e .blicas e indi&)duos ou pessoas colecti&as pri&adas" 6á associados p.ria" • As associações p. tanto os representantes do Estado ou de outra ou outras pessoas colecti&as p.blicas menores e. e uns e outros t#m direito a participar na assembleia geral ou num órgão deliberati&o equi&alente.ria de reser&a relati&a de compet#ncia legislati&a da A? /0AD"2B0 al" s3( Por força do art" 011"2 al" d3. etc" Associações públicas compostas só por entidades privadas $ categoria mais importante de associações p.asa do >ouro /associação p.blicas em mat. em proporções &ariá&eis( nos órgãos e-ecuti&os estão tamb.blicas. em con unto.blicas( Cntegração das associações p.blicos e particulares. da proporcionalidade.m presentes.blica que tem por ob ecti&o a representação e a prossecução dos interesses de todos os &iticultores. mais precisamente$ só podem ser constitu)das para a satisfação de necessidades espec)ficas( não podem e-ercer funções próprias das decisões sindicais( t#m organi%ação interna baseada na formação democrática dos seus órgãos( + art" 0AD"2B0 significa que nem todas as associações p.PA em &igor declara e-pressamente a aplicação desse código *s associações p. especialmente. a categoria menos contro&ersa( trata-se de entidades que resultam da associação de entidades p.blicas( .blicas t#m que ser constitu)das e nihilo por lei parlamentar.blicas" E-$ centros de formação profissional de gestão partil!ada ou centros protocolares" Passemos * indicação dos preceitos constitucionais mais rele&antes sobre esta mat. podem ser submetidas por lei a poderes de tutela a e-ercer por parte do 'o&erno( =o art" 4AE"2B5.blico de tipo institucional. da igualdade.blicas. • • • • • .blico3@" Associações públicas compostas por entidades públicas e privadas $ numa mesma associação se agrupam uma ou mais pessoas p.blico( áreas metropolitanas( regiões de turismo. podendo ter estas na sua origem$ um acto pol)tico que procede * sua criação. da ustiça e da boa f. /art"4AA"23( Art" 4"2B4 al" b3 .onstituição impõe importantes limites * criação e ao funcionamento das associações p.

blicas subsidiariamente. funções do território$ identifica a autarquia local. sal&as as adaptações que fossem necessárias em função da nature%a associati&a destas entidades" B. determinado no art" 4FD"2 da . isto . e os órgãos representativos da população" a) "erritório$ . em regra. mas . a .?P" • + Professor Freitas do Amaral sustenta que se aplicam *s associações p. a administração local autárquica . um imperati&o constitucional.blicas de população e território. &erdade que as autarquias locais são pessoas colecti&as p. assentam sobre uma fracção do território( ?espondem * necessidade de assegurar a prossecução dos interesses próprios de um certo agregado populacional" Professor Freitas do Amaral define autarquias locais como sendo pessoas colecti&as p. o con unto das autarquias locais" Em sentido ob ecti&o ou material. definição da . a autonomia estatutária e mesmo a autonomia normati&a das associações p.um acto ur)dico dos seus associados ou um acto de publicitação de uma associação pri&ada pre-e-istente( • =o fundo. os interesses próprios deste.blicos.blicas( >epois. representati&os dos respecti&os !abitantes" + conceito de autarquia local acima apresentado tem 'uatro elementos essenciais$ o território.. uma parte do território do Estado( e essa parte c!ama-se circunscrição administrativa.blicas começam apenas onde acaba a reser&a estabelecida na al)nea s3 do n"20 do art" 0AD2 . a acti&idade administrati&a desen&ol&ida pelas autarquias locais" A e-periencia de autarquias locais no con unto da AP portuguesa .onstituição indica que as autarquias locais são pessoas colecti&as territoriais. . Autar'uias (ocais A administração local do Estado não se confunde com a administração local autárquica$ são formas de administração muito diferentes" Em sentido sub ecti&o ou org<nico. os princ)pios gerais definidos na lei para os institutos p. correspondentes aos agregados populacionais em di&ersas circunscrições do território nacional. e que asseguram a prossecução aos interesses comuns resultantes da &i%in!ança mediante órgãos próprios. o agregado populacional.?P$ • • • =ão di% no art".

a descentrali%ação permite a prossecução de fins do Estado( na administração autónoma.rio da resid#ncia( t#m como direito mais importante o direito de &oto.. &erificamos ainda descentrali%ação a n)&el pol)tico. permite a prossecução dos interesses das populações" Al. só !á poder local quando as autarquias locais são &erdadeiramente autónomas e t#m um amplo grau de autonomia administrati&a e financeira. em função dele que se definem os interesses a prosseguir pela autarquia( os residentes no território da autarquia constituem a sua população$ . administrada por órgãos representati&os das populações que as compõe( são eleitos em eleições li&res pelas respecti&as populações 7 são as c!amadas eleições locais autárquicas" +escentralização# auto-administração e poder local A e-ist#ncia constitucional de autarquias locais. o de&er de pagar impostos locais. e portanto os órgãos representati&os das populações locais são eleitos li&remente. e o recon!ecimento da sua autonomia face ao poder central. delimitação das atribuições e compet#ncias da autarquia e dos seus órgãos. as quais se formam para prosseguir os interesses pri&ati&os das populações locais. nomeadamente. quando forem suficientemente largas as suas atribuições e compet#ncias" .s de órgãos eleitos3" =a administração indirecta. em ra%ão do lugar( b) Agregado populacional$ constitui o substracto !umano da autarquia local e .egime das Autar'uias (ocais . o crit. fa%em parte da própria ess#ncia da democracia e tradu%em-se no conceito ur)dico-pol)tico de descentrali%ação /atra&.população respecti&a.m da descentrali%ação em sentido ur)dico. pelo que estamos presente um fenómeno que se c!ama auto-administração$ populações administramse a si próprias" =a opinião do Professor Freitas do Amaral. isto .m t#m determinados de&eres. etc( c) )nteresses comuns$ são estes interesses que ser&em de fundamento * e-ist#ncia das autarquias locais. unidos pelos laços de &i%in!ança( d) *rgãos representativos$ não !á autarquia local quando ela não . resultantes do facto de elas con&i&erem numa área restrita. mas tamb.

perante ela responsá&el /art"4F1"2B0 e 43( ?eferendo local /art" 45J"23( :utela administrati&a.cnica da enumeração ta-ati&a" E-tra&asadas estas atribuições.. e só pode ser e-ercida nos casos e segundo as formas pre&istas na lei /art" 454"23( Kuadros de pessoal próprios /art" 45F"23( Apoio do Estado /art" 45F"2BF3" • • • • • • • I.orrecção das desigualdades /art"4FH"2B43( Irgãos dirigentes 7 autarquias locais serão dirigidas por uma assembleia deliberati&a. 5reguesia >efinição do Professor Freitas do Amaral$ freguesias são as autarquias locais que. eleita por sufrágio uni&ersal.(A( 6(ei n!. ao que o legislador adoptou a t.autarquias locais estão su eitas * tutela do Estado. visam a prossecução de interesses próprios da população residente em cada circunscrição paroquial /paroquial.onstituição 7 art" 4FD"2( .PA em &igor" *rgãos da 8reguesia +s principais órgãos da freguesia são os seguintes$ . segundo o sistema de representação proporcional e por um órgão colegial e-ecuti&o. bem como a compet#ncia dos seus órgãos.!./01234 de 31 de $etembro7. art" 0FF"2B4 al" b3 do . mas esta tutela consiste unicamente na &erificação do cumprimento da lei por parte dos órgãos autárquicos.atribuições da freguesia..• • • • . tem que respeitar o princ)pio da descentrali%ação /art"4FE"23( Património e finanças locais /art"4FH"23( ./01234! "raços gerais • • >i&isão do território 7 só pode ser estabelecida por lei /art" 4FA"2B53( >escentrali%ação 7 a lei administrati&a ao definir as atribuições e compet#ncias e a organi%ação das autarquias locais. dentro do território municipal. mas em sentido administrati&o e não religioso3" Art!.ódigo Administrati&o Gei n"2 0A1B11 /não está integralmente re&ogada3 (ei n!.

:unicípio N a autarquia local que &isa a prossecução de interesses próprios da população residente na circunscrição concel!ia. entre órgãos deliberati&os e órgãos e-ecuti&os$ • +s órgãos deliberativos são os órgãos que tomam as grandes decisões de fundo e marcam a orientação ou definem o rumo a seguir pela entidade a que pertencem( .omo se estabelecem as fronteiras de um munic)pioO Por &ia de regra. no munic)pio que se estrutura e pratica a democracia local3( economicamente /o con unto da administração municipal c!ama a si a responsabilidade por um n.?P" b77 9unta de 5reguesia N o corpo administrati&o da freguesia e . de fomento.a) Lm órgão deliberati&o e representati&o dos !abitantes 7 Assembleia de Freguesia( b) Lm órgão e-ecuti&o 7 Munta de Freguesia" a77 Assembleia de 5reguesia Art" 5"2 e D"2 da Gei n"2 0A1B11 de 0H de Setembro referem a constituição e composição da freguesia" .ompet#ncias do presidente da Munta de Freguesia 7 art ! 0H"2 da GAG" Art" 45A"2 . os munic)pios empregam mil!ares de funcionários( financeiramente.mero muito significati&o de ser&iços prestados * comunidade3( administrati&amente. atra&. de colaboração.mero de &ogais" 6á &árias modalidades quanto * composição da Munta de Freguesia. de gestão.ompet#ncias da Assembleia$ art"0E"2 da G 0A1B11 e art" 1"2 e ss da GAG" Art" 45D"2 . neste sentido. a propósito das autarquias locais. que manifestam a &ontade própria da pessoa colecti&a em causa" +s órgãos das autarquias locais só podem di%er-se representati&os quando a designação dos seus titulares pro&ier de eleição$ só !á representação.blicas" . constitu)da por um Presidente 7 a pessoa que ti&er encabeçado a lista mais &otada para a AF 7 e por um certo n. a administração municipal tende a mo&imentar uma percentagem cada &e% mais significati&a do total das finanças p. etc" .?P distingue ainda no art" 4F1"2. &ide art" 45"2 Kuanto * sua compet#ncia &ide art" 0A"2 da GAG" :em funções e-ecuti&as. o . de estudo e proposta.nico tipo de autarquia que tem e-ist#ncia uni&ersal3( politicamente /. quando !ou&er auto-administração" A .s da delimitação do território das freguesias abrangidas em cada munic)pio que se fica a saber qual a delimitação do território do munic)pio" + munic)pio . uma pessoa colecti&a que tem os seus órgãos$ são os órgãos que tomam decisões. cada munic)pio tem os limites territoriais que corresponderem aos limites das freguesias que o integram$ . mediante órgãos representati&os por ela eleitos" :em grande import<ncia prática$ internacionalmente /.?P" II.

omparado podemos concluir que$ • • • • • 6á sempre. sempre um órgão eleito directamente pela população( + órgão representati&o do munic)pio tanto pode ser o presidente do órgão deliberati&o colegial. encarregando-se da gestão corrente dos assuntos compreendidos nas atribuições da pessoa colecti&a" . a AP não . na administração municipal. dois órgãos municipais$ um deliberati&o e um e-ecuti&o( + órgão administrati&o colegial. pelo menos. constitu)da por membros eleitos e por membros por iner#ncia 7 que são os presidentes das untas de freguesia" <onstituição da AP$ art" 54"2 da Gei n"2 0A1B11( 5uncionamento$ art" 4E"2. pela população do munic)pio( =os casos em que o órgão e-ecuti&o .ecutivos são os que aplicam essas orientações gerais no dia-a-dia. pela Assembleia Punicipal.<mara" =uma análise de >ireito . órgão deliberativo a Assembleia :unicipal ( são órgãos e. tipo assembleia. tipo assembleia. como pode ser o presidente do órgão e-ecuti&o do munic)pio( + órgão deliberati&o.<mara Punicipal( 3) Presidente da . a regra .oncretamente. sempre eleito directamente pelo po&o. eleito indirectamente. toda ela eleita directamente$ . funciona como autentico parlamento municipal" . isto .omo se depreende do art" 4D0"2 da .?P. no Punic)pio . 4H"2 e F0"2 da GAG( . .• +s órgãos e. o Presidente da <amara :unicipal! São assim os principais órgãos do munic)pio$ 1) Assembleia Punicipal( 2) .. ou se a. na opinião do Professor Freitas do Amaral.ecutivos a <=mara :unicipal e. . que o órgão e-ecuti&o será responsá&el perante o órgão deliberati&o" $istema de governo municipal português> ?s órgãos do município& a) A Assembleia :unicipal N o órgão deliberati&o do munic)pio.

a figura emblemática do munic)pio.3" Actualmente. sendo coordenados pelo presidente da c<mara municipal /art" FE"2 da GAG3" . decisória e função interlocutória( compet#ncia delegá&el 7 art" FH"2 GAG $erviços municipais + munic)pio 7 tal como qualquer outra pessoa colecti&a p.<mara Punicipal.s de órgãos" Pas essas decisões. em sentido restrito. ao contrário das de membro da Assembleia Punicipal( Funcionamento$ art" 5J"2 e ss da GAG( .omposição$ art" DA"2 e DE"2 da Gei n"2 0A1B11( o Presidente da . t#m de ser e-ecutadas" A preparação e a e.nero de órgãos. por e-emplo. .gio /e-cepções$ delegações3( c) Presidente da <=mara A .ompet#ncias$ art" FD"2 GAG. o primeiro candidato da lista mais &otada para a . a do e-erc)cio colecti&o ela . e-ecuti&a. etc" São estes criados pela assembleia municipal. não dispondo de autonomia. os ser&iços do munic)pio que. mas antes funções próprias deste g.ecução das decisões competem ao serviços! +s ser&iços pertencentes ao munic)pio c!amam-se serviços municipais. em sentido restrito( e o serviços municipalizados" . reunida em col. nem funções de gestão. a lei distingue duas grandes categorias$ os serviços municipais.mero de &ereadores que compõe a . contidas nos artigos 4D"2 e ss da GAG" b) A <=mara :unicipal N o órgão colegial de tipo e-ecuti&o a quem está atribu)da a gestão permanente dos assuntos municipais. um órgão com &asta compet#ncia e-clusi&a. sob proposta da . são directamente geridos pelos órgãos principais do munic)pio. &ariá&el conforme a dimensão do munic)pio 7 art" Art" DE"2B4 Gei n"20A1B11" As funções de Presidente e de &ereador são remuneradas.amara Punicipal( quando ao n. natural num órgão tipo parlamento.ompet#ncia$ art" FF"2 e ss da GAG( a forma de e-erc)cio da compet#ncia da . a AP não desempen!a funções e-ecuti&as.amara . antes de serem tomadas. sendo directamente eleito pela população residente no munic)pio" .onsideram-se ser&iços municipais.amara /P.blica 7 toma decisões atra&.onstituição quase dei-a em sil#ncio a figura do Presidente da . precisam de ser cuidadosamente estudadas e preparadas( e.<ompetência& como . e o &erdadeiro c!efe da administração municipal" .amara Punicipal . o &asto elenco de compet#ncias enunciadas no art" AD"2 da GAG confirmam que o P.amara Punicipal . em sentido amplo" >estes. uma &e% tomadas.<mara Punicipal" São ser&iços municipais em sentido restrito$ a secretaria da c<mara. a tesouraria da c<mara. função presidencial.<mara. pela .

sendo estas criadas por escritura p. um consulti&o e um e-ecuti&o" . não tendo personalidade ur)dica. entregue a um consel!o de administração pri&ati&o" São ser&iços de interesse local" São criados por deliberação da assembleia municipal.amara Punicipal" São.$erviços :unicipalizados São aqueles a que a lei permite conferir organi%ação autónoma adentro da administração municipal e cu a gestão . a associação de munic)pios seria inconstitucional.rico ou global semel!ante ao das autarquias locais" Sem este princ)pio da especialidade. estão integrados na pessoa colecti&a munic)pio" Empresas públicas municipais Empresas que go%am de personalidade ur)dica e autonomia administrati&a. do ponto de &ista material.dio entre o n)&el nacional e o n)&el municipal" . intermunicipais e regionais. um n)&el interm. cu a compet#ncia se cinge * e-ploração de acti&idades que prossigam fins de recon!ecido interesse p..blico cu o ob ecto se conten!a no <mbito das atribuições autárquicas" Podem !a&er empresas municipais.egiões Administrativas São autarquias locais supramunicipais. que &isam a prossecução daqueles interesses próprios das respecti&as populações que a lei considere serem mais bem geridas em áreas interm. não podendo ter como ob ecto um fim gen.blica e dotadas de estatutos próprios" Associações de municípios Agrupamentos de munic)pios para a reali%ação con ugada de interesses espec)ficos comuns" Podem ser distinguidas$ associações que t#m personalidade ur)dica e constituem uma pessoa colecti&a diferente dos munic)pios agrupados( e as associações sem personalidade ur)dica. &erdadeiras empresas p.dias entre o escalão nacional e o escalão municipal" + n)&el regional . que por conseguinte representam apenas uma modalidade de coordenação entre munic)pios" Estas só podem ser constitu)das para a prossecução de fins determinados.?P" =ão são pessoas colecti&as territoriais" @reas :etropolitanas Pessoa colecti&a p.blica de nature%a associati&a e de <mbito territorial. sob proposta da . destinada a prosseguir fins de carácter geral de um grupo de munic)pios com cone-ão territorial" As atribuições das áreas metropolitanas são iguais. financeira e patrimonial.blicas municipais que. pois. e ambas constam com tr#s órgãos$ um deliberati&o. por &iolação do art" 4FH"2B 0 e 4 .

blicos. mas precisamente aqueles interesses que a lei considere.blico" :rata-se de entidades pri&adas.!ama-se 'o&ernador .i&il e. os Cnstitutos P. como magistrado administrati&o.dias.m.m regula algumas categorias de entidades privadas. o órgão colegial e-ecuti&o do tipo go&erno da região3" >i% o art" 4A4"2 que 89 unto da região !a&erá um representante do 'o&erno. nomeadamente$ a assembleia regional /. mas o de um escalão interm.N uma autarquia supramunicipal$ a área compreende sempre necessariamente um n. o órgão deliberati&o do tipo parlamento3 e a unta regional /.dio entre ambos 7 o escalão regional" Sobre a mat.blicas 7 o Estado.?P. por.?P" a) *rgãos das regiões Segundo o art" 4D1"2 . que .onsel!o de Pinistros99" . precisamente aquelas que pela actividade a 'ue se dedicam não podem dei.blico e por isso ficam su eitas por lei. nomeado em . que o >A não regula apenas entidades p. a um regime parcialmente traçado pelo >A" Parcello . as empresas p. a região tem dois órgãos representati&os. o 'o&ernador . agora foi estudado a AP em sentido org<nico ou sub ecti&o. as associações publicas. as autarquias locais. em certa medida. que serão mais bem geridos em áreas interm.blicos cu o n)&el óptimo de decisão não se a nem o municipal nem o nacional. sobre os munic)pios e as freguesias e-istentes no território da respecti&a região" )nstituições Particulares de )nteresse Público At. em nome do Estado. composta por &árias Cnstituições p.i&il regional tem uma tripla função$ • • • ?epresentar o 'o&erno na área da região( Fiscali%ar a legalidade da actuação da própria região.blicos.ria das atribuições das região administrati&a os preceitos básicos neste assunto são os art" 4DE"2 e 4DH"2 . mas tamb. em cada momento.aetano c!ama&a-l!es 89pessoas colecti&as de direito pri&ado e regime administrati&o99" . enquanto autarquia local( E-ercer poderes de tutela administrati&a. do que o seriam se atribu)dos ao munic)pio ou * administração central" + legislador ordinário !á-de pois confiar *s regiões aqueles interesses p.blicas.ar de ser consideradas na óptica do interesse geral 7 são instituições particulares de interesse p. não todos os interesses p.mero maior ou menor de munic)pios" + interesse das regiões que incumbe * região prosseguir !ão-de ser. as regiões autónomas" Acontece.blicas. mas que possuem fins de interesse p.

necessário desen&ol&er em prol da colecti&idade. para efeitos de >A.blico. pelo que fa% apelo aos capitais particulares e encarrega empresas pri&adas de desempen!arem uma função administrati&a 7 acti&idades administrati&as cu o desempen!o . o regime ur)dico a que tais instituições estão su eitas .blico foram substitu)das pelas instituições particulares de solidariedade social.blicas e pri&adas" • • Traços característicos das instituições particulares de interesse público: • • • >o ponto de &ista org<nico ou sub ecti&o. um misto de direito pri&ado e de >ireito Administrati&o" Para o Professor Morge Piranda. outras &e%es e-ercem uma acti&idade de gestão pri&ada( >o ponto de &ista do direito aplicá&el. segundo o Professor Freitas do Amaral" E-istem. por iniciati&a pri&ada. quatro esp. t#m o de&er de cooperar com a AP e ficam su eitas. pessoas colecti&as pri&adas( >o ponto de &ista material. para se dedicarem unicamente * prossecução de tarefas de interesse geral 7 coe-ist#ncia colaborante entre acti&idades p.blico de acti&idades pri&adas( Gei admite que em determinadas áreas de acti&idade se am criadas entidades pri&adas. por prosseguirem fins de interesse p.mero de colecti&idades pri&adas são de tal forma rele&antes no plano do interesse colecti&o e decide submete-las a uma fiscali%ação permanente ou mesmo a uma inter&enção por parte da AP 7 controlo p. nomeadamente$ sociedades de interesse colectivo> pessoas colectivas de mera utilidade pública> as instituições particulares de solidariedade social> as pessoas colectivas de utilidade pública administrativa! .blicas3( A lei considera que um certo n. são entidades particulares. isto . a um regime especial de >A" Porque moti&os este fenómeno ocorreO • =em sempre a AP pode arcar com todas as tarefas que . as instituições particulares de interesse p.blica. o que não parece muito conforme com o direito positi&o. confiado a entidades particulares /e-erc)cio pri&ado de funções p. desempen!am por &e%es uma acti&idade administrati&a de gestão p.cies de instituições particulares de interesse p.blico. em parte..Professor Freitas do Amaral definia-as como pessoas colecti&as que.

do regime ur)dico das empreitadas de obras p. traçado pelo >A$ ou porque a empresa.blico.egime urídico& =o plano que . se dedica.blicos. &isto que estas não t#m fim lucrati&o" Estão subordinadas a um regime ur)dico espec)fico. .$ociedades de interesse colectivo Empresas pri&adas. ao e-erc)cio de poderes p.m por deveres ou su eições especiais" Entre as prerrogati&as e pri&il.blico( empresas que e-erçam acti&idades em regime de e-clusi&o ou de pri&il. um regime ur)dico duplo$ em parte constitu)do por privil%gios especiais e tamb.gios das sociedades de interesse colecti&o. definido pelo >A. o representante do Estado. embora pri&ada. que por e-ercerem poderes p.blicos ou estarem submetidas a uma fiscali%ação especial da AP.orpos ou agentes destas empresas podem encontrar-se su eitos a incompabilidades e limitações de remuneração estabelecidas por lei.blica. quanto *s obras que empreendem. de fim lucrati&o. de obras p. ficam su eitas a um regime ur)dico espec)fico traçado pelo >A" Estas t#m um fim lucrati&o. e nisto se distinguem das pessoas colecti&as de utilidade p.blicas" Aa categoria de deveres ou encargos& • • .blico" Algumas esp.blica de terrenos de que necessitem para se instalar( Possibilidade de beneficiar. que fiscali%a a acti&idade da .blicas ou de e-ploração de bens do dom)nio p.gio conferido por lei geral( empresas geridas por trabal!adores( sociedades participadas pelo sector p. por e-emplo( + funcionamento destas empresas ac!a-se submetido * fiscali%ação efectuada por >elegados de 'o&erno 7 . etc" .blicos que a Administração transferiu para ela( ou porque as circunstanciais obrigaram a Administração a colocar a empresa pri&ada num regime de fiscali%ação especial por moti&os de interesse p. podem citar-se os tr#s mais importantes$ • • • Csenções fiscais( >ireito de requerer ao Estado a e-propriação por utilidade p.cies$ sociedades concessionárias de ser&iços p. estatutária ou contratualmente.

empresa$ não . di&idem-se em associações e fundações( . ustamente este o caso$ as sociedades de interesse colecti&o são pessoas colecti&as pri&adas e. órgão da empresa.onstituição. pertencem ao sector pri&ado" +ra.?P &em di%er que fa%em parte do sector pri&ado 89os meios de produção cu a propriedade ou gestão pertence a pessoas singulares ou colecti&as pri&adas99" +ra. cooperando com a Administração central ou local. .blica em sentido org<nico ou sub ecti&o" Em princ)pio. não podem. e fiscali%a em nome do Estado a acti&idade desen&ol&ida pela empresa" Aatureza urídica das sociedades de interesse colectivo :em-se le&antado o problema de saber se as sociedades de interesse colecti&o fa%em parte ou não da Administração P. as pessoas colecti&as pri&adas não fa%em parte da AP" 6á duas teses principais sobre o assunto$ a) :ese clássica 7 porque são entidades pri&adas. posterior e . por definição.blica99" >esta definição resulta que$ • • • • As pessoas colecti&as de utilidade p.. se a este de <mbito nacional ou regional( :#m que cooperar com a AP( Precisam de obter da AP a declaração de utilidade p. . a tese clássica que está correcta" + n2 F do art" H4"2 da .blicas tornam-se órgãos indirectos da Administração" =o &er do Professor Freitas do Amaral. em termos de merecerem da parte desta a declaração de 89utilidade p.blica são pessoas colecti&as pri&adas( :em de prosseguir fins não lucrati&os de interesse geral. órgão do Estado. . não fa%em parte da AP. defendida por Parques 'uedes. pelo facto de e-ercerem funções p. por conseguinte. fa%er parte da Administração P. a propósito das sociedades concessionárias" :ais entidades. entre nós. se pertencem ao sector pri&ado. segundo a .blica" Esp%cies& • Kuanto * nature%a do substracto.blica$ são entidades que apenas colaboram com a Administração 7 são elementos e-teriores * Administração" Pessoas colectivas de utilidade pública Associações e fundações de direito pri&ado que prossigam fins não lucrati&os de interesse geral. pelo que são apenas colaboradoras da AP( b) Segunda tese 7 .

aceitando cooperar com a Administração( São diferenciadas num registo especial. regional ou local( Kuanto aos fins que prosseguem e ao regime ur)dico a que estão su eitas. bem como nos transportes p. dos terrenos que careçam para prosseguir os seus fins estatutários" Aatureza urídica das pessoas colectivas de utilidade pública .m de pri&il.blica.m. para al.m de pri&il. mesmo urgente.blica administrati&a( prosseguem quaisquer fins de interesse geral que não correspondam aos fins espec)ficos das outras duas categorias( não !á o en&ol&imento de tutela administrati&a nem de controlo financeiro" E-$ clubes desporti&os. são pessoas colecti&as de utilidade p.egime urídico das pessoas colectivas de utilidade pública& • • • • • :#m que actuar com consci#ncia da sua utilidade p. 89o registo das pessoas colecti&as de utilidade p. compreendam o caso das 89associações !umanitárias99.gios e limitações especiais. associações cientificas.• • Kuanto ao <mbito territorial de actuação.gios e restrições especiais. o direito ao apoio financeiro do Estado e a su eição * tutela administrati&a deste" E-$ Pisericórdias( c) Pessoas colectivas de utilidade pública administrativa B são as pessoas colecti&as de utilidade publica que. acidentes ou náufragos. para al. !á tr#s esp.cies$ a) Pessoas colectivas de mera utilidade pública B compreendem todas as pessoas colecti&as de utilidade p. a su eição * tutela administrati&a e ao controlo financeiro do Estado" . etc( b) )nstituições particulares de solidariedade social B são as que se constituem para dar e-pressão organi%ada ao de&er moral de solidariedade e de ustiça entre os indi&)duos( det.blica geral.blica que não se am instituições particulares de solidariedade social nem pessoas colecti&as de utilidade p. ou qualquer outra forma de protecção desinteressada de &idas !umanas e bens( incluem.blica99( 'o%am das isenções fiscais pre&istas nas leis tributárias( >ispõe de tarifas redu%idas no consumo de energia el. que &isam socorrer feridos.ctrica e gás. não sendo instituições particulares de solidariedade social.blicos estati%ados( Podem requerer a e-propriação por utilidade p.blica.

blica como as de utilidade p. legalmente. com bastante segurança.aetano &ia nessas entidades 89pessoas colecti&as de direito pri&ado e regime administrati&o99 e não pessoas colecti&as de direito p. definido pela . fundamentalmente por se ac!arem su eitas. que as pessoas colecti&as de utilidade publica são entidades pri&adas( que as pessoas colecti&as de utilidade p.blica administrati&a são consideradas.blicas /art" H4B43" As pessoas colecti&as de utilidade p. mas apenas as de utilidade p.blica administrati&a são !o e pri&adas e não constituem elementos da Administração.blico" • + sector p.As duas posições fundamentais sobre o tema eram as seguintes$ • A tese tradicional.blica administrati&a. >e onde podemos concluir. a tutela administrati&a resume-se a um mero controlo da legalidade" E a su eição aos tribunais administrati&os não abrange todas as pessoas colecti&as de utilidade p. a um regime ur)dico de direito p.blico. e não como entidades pri&adas. integradas na Administração. era defendida por Afonso Kueiró.blica como pessoas colecti&as de direito p.blico . no essencial. sustentada por Parcello . mas entidades particulares que com ela colaboram" . como entidades pri&adas que cooperam com a Administração. que considera&a as c!amadas pessoas colecti&as de utilidade p. e não como elementos integrantes desta" Por outro lado.blica.onstituição em termos de só abranger os meios de produção cu a propriedade e gestão pertençam ao Estado ou a outras entidades p.blico( A tese contrário.