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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
CENTRO DE TECNOLOGIA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA




MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO E TRANSPORTE

TRANSPORTADORES DE CORREIAS




Dariano da Silva Prates



Santa Maria, RS, Brasil
2014
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DEFINIÇÕES, CARACTERISTICAS, COMPONENTES, DIMENSIONAMENTO
E PRINCIPAIS FORNECEDORES DOS TRANSPORTADORES DE CORREIAS.
por
Dariano da Silva Prates

Trabalho apresentado ao Curso de Engenharia Mecânica, da
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, RS), como requisito parcial para
aprovação na Disciplina de Máquinas de Elevação e Transporte.


Orientador: Prof. Roberto Begnis Hausen


Santa Maria, RS, Brasil
2014

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ÍNDICE ANALÍTICO
1 INTRODUÇÃO .......................................................................... 5
2 TRANSPORTADORES DE CORREIA ...................................... 6
2.1 Definição ................................................................................................... 6
2.2 Caracteristicas ........................................................................................... 6
2.2.1 Formas ................................................................................................................. 6
2.2.2 Tamanhos ............................................................................................................ 7
2.2.3 Aplicações ............................................................................................................ 7
2.3 Componentes ............................................................................................ 8
2.4 Dimensionamento ...................................................................................... 9
2.4.1 Calculo da capacidade do transportador ........................................................... 10
2.5 Fornecedores .......................................................................................... 12
2.5.1 Maxbelt .............................................................................................................. 12
2.5.2 Systembelt ......................................................................................................... 12
3 CONCLUSÃO ......................................................................... 14
4 BIBLIOGRAFIA ....................................................................... 15
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1 INTRODUÇÃO

A necessidade de transporte de em pequenas distancias sem que seja necessário
um funcionário para fazer este serviço nos remete facilmente a utilização de um
equipamento que o faça. Sem muita necessidade de automação ou avançadas tecnologias as
esteiras ou transportadores de correias são uma forma simples e extremamente eficaz no
transporte de peças ou insumos dentro de uma fábrica ou mesmo quando há a necessidade
de movimentação de outras coisas.
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2 TRANSPORTADORES DE CORREIA
2.1 Definição
‘Uma esteira transportadora consiste em duas ou mais polias que movimentam uma
superfície em que determinados materiais ou objetos são transportados.
2.2 Caracteristicas
2.2.1 Formas
Correia transportadora de Chevron: Aplicação é aplicável em docas dos depósitos
da grão e em outros lugares transportar o pó, o grânulo, blocos pequenos, e sacos dos
materiais onde o grau da inclinação está abaixo de 40°.

Figura 1: Correia chevron

Correia transportadora com correntes: Utilizada para transporte de produtos leves





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Correia transportadora de minérios:

Figura 2:Correia de minérios
Correia com ranhuras: utilizada para transporte em inclinação

Figura 3:Correia com ranhuras

2.2.2 Tamanhos
Podem ser fabricadas nos mais variados tamanhos, adaptando-se a necessidade do
cliente, porém as vendidas a “pronta-entrega” são geralmente retas e com variação da elevação de
uma das extremidades e não ultrapassam os 20m.
2.2.3 Aplicações
Os principais usos das correias tranportadoras são:
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Indústria de produção: são usadas em várias indústrias para transportar materiais
em várias partes do processo. Usadas em plantas de processamento de comida para
transportar materiais culinários, selar os produtos e finalmente embalá-los.
Indústrias pesadas: Estas correias de borracha são também usadas em várias
indústrias pesadas para carregar materiais em bruto de um sítio para outro. Isto ajuda a reduzir as
lesões dos trabalhadores de forma considerável. Pode transportar materiais quer em linha reta ou
através de elevação e mudanças direcionais.
Armazéns: As correias transportadoras são também usadas em armazéns para carregar
camiões ou descarregar materiais pesados dos camiões.
Aeroportos: Hoje em dia a maior parte dos aeroportos também usa correias de
borracha para entregar bagagem aos clientes.
Escadas rolantes: Uma das utilidades mais usadas desta correia de borracha é em
escadas rolantes. É bastante usada na maior parte das lojas departamentais para movimentar as
pessoas de um piso para outro.

2.3 Componentes
- Estrutura de Suporte (1)
- Tambor de Acionamento (2)
- Tambor de Reenvio (3)
- Tambor de Esticamento (4)
- Suporte da Correia no Trecho Portante (5)
- Suporte da Correia no Trecho de Retorno (6)
- Sistemas de Limpeza da Correia (7)
- Carga do Transportador (8)
- Descarga do Transportador (9)
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Figura 4:Partes do Transportador
2.4 Dimensionamento
O acionamento em um transportador de correia pode ser feito, além da forma normal,
também em dois tambores de acionamento – chamado acionamento duplo. Neste caso são
utilizados dois conjuntos de acionamento independentes acionando cada um dos tambores. Esta
configuração é utilizada para transportadores que operam com tensões elevadas.
A potência utilizada para a movimentação do transportador é composta por quatro
parcelas:
· Parte necessária para vencer a inércia de roletes, tambores e correia.
· Parte necessária para deslocamento horizontal do material transportado;
· Parte necessária para deslocamento vertical do material, em transportadores montados
ema aclive ou declive; · Parte necessária para superar os atritos de acessórios (raspadores,
limpadores, etc.) – para conseguir aceleração do material, etc.
Para o cálculo desta potência podemos utilizar o método prático ou o método CEMA, que é
mais rigoroso e detalhista. Para demonstração será utilizado o método prático, que é utilizado para
transportadores simples com até 100 metros de comprimento e baixa capacidade.
As fórmulas a seguir estão descritas no Manual FAÇO, e dele devem ser obtidos os dados
constantes em tabelas para a conclusão dos cálculos.

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Para o cálculo da potência utilizamos:

N
c
= I ∙ (N
¡
= N
g
) +
µ
1uu
∙ (N
1
_N
h
)
Onde temos:
N
c
= potência total efetiva (HP);
N
¡
= potência para acionar o transportador vazio a uma velocidade de 1,0 m/s (HP);
N
1
= potência para deslocar 100 t/h de material de uma distância L na horizontal (HP);
N
h
= potência para elevar ou descer 100 t/h de material de uma altura H (HP);
N
g
= potência para vencer o atrito das guias laterais à velocidade de 1,0 m/s, que
deve ser desprezada se as guias forem de comprimento normal.
Obtendo esta potência Ne , pode-se determinar a potência do motor, e a
determinação da tensão efetiva da correia - Te - , que é a força tangencial que movimenta a correia.
I
c
=
7S ∙ N
c
I

Onde temos:
I
c
= tensão efetiva (kgf);
I = velocidade da correia (m/s).
2.4.1 Calculo da capacidade do transportador
A capacidade (Q) de um transportador é função da área de sua secção
transversal, da velocidade da correia (V) e do peso específico do material (Y). A área da
secção transversal é a soma das áreas da secção trapezoidal com a do segmento circular, e
função da largura da correia (B), do número de rolos e sua inclinação nos roletes (i) e do
ângulo de acomodação do material na correia (a). O ângulo de acomodação (a) é uma
característica do material em movimento na correia sendo, aproximadamente de 10 a 15º
menor que o seu ângulo de repouso, ocorrendo devido à tendência de nivelamento do
material causada pela trepidação da correia nos roletes sendo:

Ðp = u,uSS B + u,9
C = C
tubcIu
x I x K
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Onde:
dp= distância padrão do material à borda da correia (pol.)
B= largura da correia (pol.)
C= capacidade volumétrica m3/h de um transportador a uma velocidade V=x m/s.
Dimensionamento
O acionamento em um transportador de correia pode ser feito, além da forma
normal, também em dois tambores de acionamento – chamado acionamento duplo. Neste
caso são utilizados dois conjuntos de acionamento independentes acionando cada um dos
tambores. Esta configuração é utilizada para transportadores que operam com tensões
elevadas.
A potência utilizada para a movimentação do transportador é composta por
quatro parcelas:
· Parte necessária para vencer a inércia de roletes, tambores e correia.
· Parte necessária para deslocamento horizontal do material transportado;
· Parte necessária para deslocamento vertical do material, em transportadores montados
ema aclive ou declive; · Parte necessária para superar os atritos de acessórios (raspadores,
limpadores, etc.) – para conseguir aceleração do material, etc.
Para o cálculo desta potência podemos utilizar o método prático ou o método CEMA,
que é mais rigoroso e detalhista. Para demonstração será utilizado o método prático, que é
utilizado para transportadores simples com até 100 metros de comprimento e baixa
capacidade.
As fórmulas a seguir estão descritas no Manual FAÇO, e dele devem ser obtidos os
dados constantes em tabelas para a conclusão dos cálculos.

Para o cálculo da potência utilizamos:

N
c
= I ∙ (N
¡
= N
g
) +
µ
1uu
∙ (N
1
_N
h
)
Onde temos:
N
c
= potência total efetiva (HP);
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N
¡
= potência para acionar o transportador vazio a uma velocidade de 1,0 m/s (HP);
N
1
= potência para deslocar 100 t/h de material de uma distância L na horizontal (HP);
N
h
= potência para elevar ou descer 100 t/h de material de uma altura H (HP);
N
g
= potência para vencer o atrito das guias laterais à velocidade de 1,0 m/s, que
deve ser desprezada se as guias forem de comprimento normal.
Obtendo esta potência Ne , pode-se determinar a potência do motor, e a
determinação da tensão efetiva da correia - Te - , que é a força tangencial que
movimenta a correia.

I
c
=
7S ∙ N
c
I

Onde temos:
I
c
= tensão efetiva (kgf);
I = velocidade da correia (m/s).

2.5 Fornecedores
2.5.1 Maxbelt
MARINGÁ - PARANÁ – BRASIL
Av. Melvin Jones, 394 - 87070-030 - Pq. Ind. Bandeirantes
Telefone: 55 (44) 3218-1656 / 3304-2358
Fax: 55 (44) 3218-1669
Site: http://www.maxbelt.com.br
2.5.2 Systembelt
SYSTEMBELT Indústria de Máquinas e Equipamentos Ltda.
Condomínio Perini Business Park - Bloco C - Módulo 4
Rua Dona Francisca, 8300 - CEP 89.219-600
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Distrito Industrial - Joinville – SC
Telefone: +55 47 3426-2800
E-mail: systembelt@systembelt.com.br
Fornecem equipamentos de movimentação entre eles esteiras, dalas, calhas e
transportadoras de alta performance.





















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3 CONCLUSÃO
Visto isso, é perceptível a essencialidade das correias transportadoras pois são um
elemento que simplifica, agiliza e barateia o deslocamento de cargas, pois diminui a utilização de
outros meios de transportes, menos viáveis e quase que extingue a necessidade de mão de obra
nesse sentido.















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4 BIBLIOGRAFIA
HONÓRIO. OLAVO; Estudo de Aumento de capacidade da planta daa usina de britagemI de
Germano – SAMARCO MNERAÇÃO S.A. ; 2010. UFOP
LIVRO DA FAÇO - Fábrica de Aço Paulista S.A. Manual de transportadores Contínuos.
LIVRO DE PAULO ADIB ENGENHARIA S.A. Transporte Contínuo de Materiais a Granel -
Volumes I e II. APOSTILA DE MÁRCIO BONFIM DESSAUNE -Transportadores de Correia
APOSTILA DE JONES DE PAULA GAVI - Manual de Inspeção e Manutenção de Correias
Transportadoras, 3ª Edição: Março de 2000
MAGALHÃES, Francisco Rodrigo Paulino De. ANÁLISE DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
PARA TÉCNICAS DE ACIONAMENTO DE CORREIAS TRANSPORTADORAS. 2010. Dissertação de
Mestrado – Centro De Tecnologia, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2010.