Alterada pelas Lei n.º 3.012, de 21-06-1996 (art. 107); Lei n.º 3.019, de 17-07-1996 (inciso VI art. 107); Lei n.º 3.

135, de 16-10-1997 (arts. 3.º, 7.º, 32, 48, 54, 62); Lei n.º 3.198, de 1.º-06-1998 (dispositivos da Lei n.º 3.135/97); Lei n.º 3.423, de 28-04-2000 (art. 48 - aprova projeto); Lei n.º 3.575, de 08-10-2001 (art. 48); Lei Complementar n.º 06, de 30-12-2004 (Quadro 1); Lei Complementar n.º 08, de 30-08-2005 (art. 31); Lei Complementar n.º 11, de 08-09-2006 (art. 31); Lei Complementar n.º 12, de 28-12-2007 (arts. 29 e 35); Lei Complementar n.º 15, de 04-06-2008 (regulamentada pelo Decreto n.º 25, de 0807-2008 - regularização indústrias). Lei Complementar n.º 24, de 02-12-2009 ((Quadro 1, Zona AUP, 1.º Distrito) Conselho do Plano Diretor Lei n.º 2.945, de 06-12-1995; Lei n.º 3.077, de 16-01-1997 (acrescenta incisos XVI e XVII); LEI MUNICIPAL Nº 2.902, DE 12 DE JULHO DE 1995. SANCIONA E PROMULGA O PROJETO DE LEI Nº 2.949/95 DE 26/06/95 QUE DISPÕE SOBRE O PLANO DIRETOR DE TORRES E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. CLÓVIS WEBBER RODRIGUES, Prefeito Municipal de Torres, faço saber que a Câmara Municipal de Vereadores APROVOU e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei: TÍTULO I AS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º - Fica instituído e aprovado o Plano Diretor do Município de Torres, para orientação e controle do desenvolvimento territorial do Município, de acordo com as diretrizes desta Lei. Art. 2º - O planejamento do desenvolvimento territorial do Município, compreenderá, ainda, o Programa Prioritário de Obras concernente à realização das obras previstas no Plano Diretor, conforme determina o inciso IV do art. 5º da Lei nº 10.116 de 23 de março 1994. Art. 3º - O Plano Diretor do Município somente será modificado pelo voto da maioria absoluta dos Vereadores, em duas sessões consecutivas e especialmente convocadas para tal fim. Parágrafo Único - O Plano Diretor será reavaliado no prazo máximo de 5 (cinco) anos a partir da data de sua promulgação.
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Art. 4º - A implantação de obras e serviços, arruamentos, loteamentos, desmembramentos e edificações na área urbana do Município fica sujeita às normas estabelecidas por este Plano Diretor, dependendo de aprovação do órgão técnico competente do Município. Art. 5º - Os alvarás de licença para localização e funcionamento de qualquer atividade somente poderão ser expedidos, se forem observadas as disposições desta Lei. Art. 6º - Integram a presente Lei, as pranchas 1, 2, 3A, 3B, 3C e os Quadros 1 e 2. TÍTULO II DO ORDENAMENTO TERRITORIAL CAPÍTULO I DO TERRITÓRIO MUNICIPAL Art. 7º - O território do Município de Torres é formado por 8 (oito) Distritos com as respectivas sedes, cujas Zonas Urbanas e Rurais se constituirão de acordo com a prancha 1. Primeiro Distrito: Segundo Distrito: Terceiro Distrito: Quarto Distrito: Quinto Distrito: Sexto Distrito: Sétimo Distrito: Oitavo Distrito: Sede - Torres, seus bairros e balneários. Sede - Vila São João. Sede - Pirataba Sede - Morro Azul Sede - São Pedro de Alcântara (Colônia São Pedro) Sede - Roça da Estância Sede - Rua Nova Sede - Rio De Dentro

Art. 8º - São permitidas, na Zona Rural, as atividades complementares à mesma e as demais dependerão da análise do Conselho do Plano Diretor e do Executivo Municipal. Art. 9º - O Município promoverá a melhoria da qualidade de vida, a fixação das populações rurais e a conservação do patrimônio ambiental. CAPITULO II DO PERÍMETRO URBANO Art. 10 - As Áreas Urbanas da Sede Municipal e do Segundo Distrito ficam determinadas conforme a prancha 2, integrante da presente Lei.
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onde se incentivará a conservação do patrimônio ambiental. conforme pranchas 3A. as Zonas Urbanas da Sede Municipal e da Vila São João ficam divididas em Áreas Urbanas de Ocupação Intensiva e Áreas Urbanas de Ocupação Extensiva. os Corredores e as Áreas Especiais serão delimitadas por vias. conforme pranchas 3A. fundos de lotes e outros traçados. Corredores de Comércio e Serviços e Áreas Especiais.Para fins de planejamento e controle. 13 . no prazo máximo de 90 (noventa) dias. 12 . 3B e 3C. § 2º . a contar da data da publicação da presente Lei. orla fluvial e marítima e demais fatores biofísicos condicionantes. e Quadro 1. através de mecanismos de proteção ecológica e paisagística.A descrição de que trata o presente artigo deverá ser executada por profissional legalmente habilitado e conterá o seguinte: a) coordenada dos vértices. Art. § 1º . § 1º . serão materializados no terreno por meio de marcos de concreto.A descrição técnica das Áreas Urbanas da Sede Municipal e do Segundo Distrito será feita através de Lei Complementar. § 1º .As Áreas Urbanas de Ocupação Intensiva são prioritárias para fins de urbanização.Os vértices do polígono que delimita as Áreas Urbanas. que se compõem por unidades territoriais classificadas como Zonas. c) comprimento dos alinhamentos.14 . CAPÍTULO III DO USO E DA OCUPAÇÃO DO SOLO SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. em especial quanto a elevações. Corredores e Áreas Especiais será feita mediante Lei.A delimitação de zonas e corredores que seccione quarteirões abrangerá os imóveis com frente para as vias limítrofes. 3B e 3C.A criação. extinção ou modificação das Zonas. 11 . SEÇÃO II DAS ZONAS E CORREDORES 3 .As Áreas Urbanas de Ocupação Extensiva são aquelas de urbanização rarefeita.As Zonas. § 2º . dunas. de que trata esta Lei. até a profundidade máxima estabelecida no Quadro 1 respectivo.As demais Áreas Urbanas do Município terão perímetros definidos em leis específicas. b) rumo dos alinhamentos.Art. § 2º . d) ângulos internos dos vértices. Art.

BR 101 .José Amâncio da Rosa Art.Engenho Velho Zona 17 .José Bonifácio Corredor 03 .Riacho Corredor 04 .IGRA Sul Zona 16 .Balneários. usos predominantes e tipologia edificada.Art.A Área Urbana do Segundo Distrito abrange: Zona 01 .Ronda Zona 12 .São João .Orla Zona 02 .A Área Urbana do Distrito Sede abrange: Zona 01 .Alto Comércio Zona 11 .Prainha Zona 07 .Mampituba II Zona 04 . 18 .Comercial / Industrial Corredor 01 . 4 .IGRA Norte Zona 15 .Salinas .Baixa Zona 03 .Mampituba I Zona 13 . 16 .São João . 15 .Os Corredores de Comércio e Serviços se caracterizam pela concentração dessas atividades ao longo de vias principais.São Jorge Corredor 01 .Praia Grande Zona 10 .Centenário Zona 19 .Orla Zona 09 .Campo Bonito Zona 18 .Praia da Cal Zona 04 .Orla Zona 05 .Praia da Cal .Cidade Baixa Zona 14 .Centro Tradicional Zona 08 .Alta Zona 02 .Histórica Zona 06 .Lagoa do Violão .Praia Grande .Castelo Branco Art. 17 .As Zonas são unidades territoriais que apresentam identidade própria quanto às suas características físicas.Balneários Zona 03 .Estrada do Mar Corredor 02 . Art.

sociais e econômicos. entre outros. Art. II .De acordo com as pranchas 3A. 20 .Art. culturais. 22 . VI . venham desvirtuar a principal característica dos corredores pela excessiva especialização.Caberá ao Executivo Municipal detalhar. SEÇÃO III DAS ÁREAS ESPECIAIS Art. III .características de localização. com vistas a assegurar a preservação. com esta denominação. Art.O Município promoverá a implantação da estrutura prevista para os Corredores utilizando-se. mediante: I .São Áreas Especiais aquelas que requerem projetos e regime urbanístico especiais condicionados às suas peculiaridades no que se refere a: I . visando a predominância do tráfego de pedestres e o estacionamento de veículos. condição topográfica.medidas institucionais. Art. ou do patrimônio histórico e ambiental. II .equipamentos urbanos.planos. em acordo com órgãos públicos. 3B e 3C ficam estabelecidas as Áreas Especiais que. paisagísticos. nos seus aspectos ecológicos.seus limites e descrições. situação. Corredores e Indústrias.implantação de serviços públicos municipais.O Município induzirá a localização de indústrias novas e a relocalização das existentes. programas e projetos setoriais. II .aplicação de dispositivos de controle das edificações. observando as determinações desta Lei. que. administrativas e tributárias. 21 . proteção à saúde pública e ao patrimônio ambiental. ali estejam identificadas e cujo detalhamento será procedido pelo Executivo.controle da implantação de atividades. programas e projetos governamentais implantados ou previstos. 5 . 19 . dos seguintes instrumentos: I . Art. de forma a proporcionar acesso adequados aos corredores.planejamento e implantação de rede de transportes públicos e sistema viário. 24 . embora permitidas. do qual constarão: I . elaborar projeto de Lei relativo a cada uma dessas áreas. em prazo a ser estabelecido em cronograma próprio. a implantação de Zonas.planos e programas de execução de obras nos corredores. ouvido o Conselho do Plano Diretor. federais e estaduais e órgãos privados. considerando aspectos econômicos e de impacto ambiental. conforme o caso.Caberá ao Executivo Municipal.investimentos públicos em infra-estrutura. restauração ou valorização. 23 . dos aspectos urbanísticos e sociais que lhe forem próprios. V . IV .

Turístico: III . Histórico-Cultural e I .Parque da Guarita. grutas e recantos. III . auditórios. Social: Art. Centro e Norte. 25 .Monumento do Belvedere junto à BR 101. desde já.Áreas de Interesse Paisagístico. tais como: centros administrativos e outros prédios destinados à administração pública. econômica.as áreas de lazer. estádios. IV . cultural ou arquitetônico.Constituem Áreas de Interesse Paisagístico. juntamente com os órgãos estaduais e federais ligados ao Patrimônio Histórico. Art. desde já. III . 29 .futuro aeroporto na Praia Paraíso.As Áreas Especiais classificam-se em: I . nos termos do art. 28 .Áreas de Interesse Público e Social são aquelas destinadas à implantação de equipamentos urbanos e projetos governamentais.II . Art.Áreas de Urbanização Preferencial (AUP). recreação e turismo. II .as diretrizes gerais de uso e ocupação do solo e exploração IV .Caberá ao Executivo Municipal.futuro Terminal Cargueiro. historicamente conhecidos como Torres Sul. como Áreas de Interesse Público e I .as paisagens notáveis. definindo tecnicamente e.São consideradas. 101). Parágrafo Único . II . comunitários e de serviço ao público.São consideradas.Áreas de Proteção Ambiental (APA). II . III . cadastrar as zonas e prédios de interesse histórico. 27 . 6 .Parque Municipal. de acordo com a legislação vigente.Lagoa do Violão e a margem hoje existente. 26 . II . V .totalidade dos morros. Histórico-Cultural e Turístico: I .Áreas de Revitalização Urbana (ARU). IV . como Áreas de Interesse Paisagístico. suas furnas. suas destinasses. 22 desta Lei. parques.os locais destinados à preservação da História de Torres.o regime urbanístico. Histórico-Cultural e Turístico(APT).Áreas de Interesse Público e Social (APS). III . clubes e áreas de recreação de grande porte e outros equipamentos urbanos. V .entorno da Igreja São Domingos. em especial a potencialidade de interesse ambiental.as principais características que lhe conferirem peculiaridades. Art.(a ser implantado nas proximidades da BR Art.

VI . áreas carentes de infraestrutura e equipamentos urbanos e outras áreas cujas características justifiquem a intervenção. o regime da área especial determinada pelo inciso XI passa a ser o mesmo da Zona Alto Comércio (Z10) exceto os lotes 23 e 25 da quadra 88 e o lote 4 da quadra zero que serão incorporados à Zona Lagoa do Violão . formam um ecossistema de importância no meio ambiente natural. somente serão permitidas edificações destinadas a habitação unifamiliar. IV . seu entorno.São consideradas.áreas de afloramento do lençol freático próximas ao Parque Municipal e ao aeroporto.local definido pela Embratur. suas margens. numa linha de cem 100m (cem metros) de largura. geológicas.Áreas de Revitalização Urbana são aquelas objeto de planos e programas específicos de reurbanização. recuperação e regularização fundiária.todas as praças."Barzinho do Abrigo". III . banhados. 12 e 13 da Quadra 1-C. e os lotes 9.Áreas de Proteção Ambiental são aquelas que. 11. Art.Lagoa Jardim e suas margens. grutas e cascatas. Parágrafo Único . hidrológicas e climatológicas.Z5 Parágrafo Único .faixa de mato.No caso não seja cumprido o prazo estabelecido no artigo 107 desta Lei.margens do Rio Mampituba até os Molhes da Barra (futuro Parque dos XI .Praia da Cal (Z03). XII . Art. 32 . Art. exigindo maiores restrições quanto ao seu uso e ocupação. como Áreas de Proteção Ambiental: I . pelas suas condições fisiográficas. 10. situado ao sul da Praia Grande. à Zona Histórica. ilhas e VI .margens da Lagoa Itapeva. tais como núcleos habitacionais deteriorados ou irregulares.todas as praias do litoral do Município. suas dunas. 7 . VIII .Ilha dos Lobos. conforme resolução de 25 de novembro IX . encravado no afloramento basáltico. desde já. matas e faixas alagadiças. 31 . contados paralelamente à faixa de marinha. jardins públicos e canteiros de avenidas.Praça XV de novembro.O regime urbanístico a ser estabelecido para as Áreas de Proteção Ambiental admitirá apenas edificações destinadas ao lazer e recreação. II . X . de 1981. ouvido o Conselho do Plano Diretor e os órgãos estaduais e federais competentes. Parágrafo Único .zonas de meandros do Rio Mampituba. suas ligações e visuais para a Lagoa do Violão. dunas e banhados que se prolongam desde o Curtume até o Morro da Itapeva. Meandros). V . VII .Enquanto não for estabelecido regime urbanístico específico para cada área de revitalização urbana. 30 . (Z05).Zona Histórica .

à ordenação e ao direcionamento do processo de urbanização. a destruição. excluindo-se as dunas. 35 .ao suprimento de equipamentos urbanos e comunitários.Áreas de Urbanização Preferencial são aquelas que requerem a implementação de ações prioritárias destinadas: I . ou reconstruir o que houver alterado ou desfigurado.Art. SEÇÃO IV Dos Usos 8 .São consideradas desde já. V . obedecendo as Diretrizes deste Plano e demais leis pertinentes.parte do bairro Getulio Vargas.A modificação não autorizada.O Executivo Municipal poderá instituir outras áreas especiais. em valor pecuniário.bairro São Jorge. somente serão admitidas edificações destinadas a habitação unifamiliar. comunicação de ocorrência danosa às Áreas de Interesse Ambiental.multa. IV .embargo da obra. de 18 de julho de 1989.bairro Salinas. como Áreas de Revitalização Urbana: I . V . desfiguração ou desvirtuamento de sua feição original das Áreas de Proteção Ambiental ou de Interesse Paisagístico.Enquanto não for estabelecido o regime urbanístico para a área referida no caput deste artigo. III . vigente. como Área de Urbanização Preferencial. II . sujeitam o infrator às seguintes penalidades: I . de acordo com a legislação municipal Parágrafo Único . III . 33 . Parágrafo Único . 36 .demolição de construção ou remoção de objetos que interfiram com o entorno de proteção ambiental do local de lazer. recreação e turismo. Histórico-Cultural e Turístico. 34 . 37 . de 15 de setembro de 1965 e Lei nº 7. Art. III . o Executivo fará às autoridades competentes. Art. em especial da Lei nº 4.interdição de atividades incompatíveis com os usos incentivados ou permissíveis nas áreas. II . para fins de aplicação da legislação federal. Art. II .obrigação de recuperar os danos que houver provocado.bairro Curtume.Apurada a autoria. sendo vedada a implantação de novos parcelamentos do solo ou condomínios por unidades autônomas.771.É considerada.803. desde já. Art.à indução da ocupação de áreas edificáveis. aquela situada entre a Praia da Guarita e a Pedra de Itapeva.

oficina de conserto de eletrodomésticos.CAMPING VII . no mínimo.estabelecimento destinado à comercialização de mercadorias que não se enquadrem na categoria de Comércio Varejista II.POUSADA .Os usos incentivados e proibidos em cada Zona ou Corredor estão estabelecidos no Quadro 1.é o uso capaz de desenvolver na Zona sem comprometer suas características básicas. será adotada a seguinte classificação: I .estabelecimento destinado à prestação de serviços tais como: salão de beleza. 12 (doze) unidades de alojamento. III . de gás e congêneres. VIII . 23 e Parágrafo Único. sapateiro. escritório.ALBERGUE . nos termos do art.estabelecimento de hospedagem com acomodações para mais de 3 (três) hóspedes por dormitório e sanitários coletivos.COMÉRCIO VAREJISTA II . manicure e pedicure. ateliê de costura.COMÉRCIO VAREJISTA I . tais como: veículos e implementos agrícolas. caracterizando-a. massagista.estabelecimento destinado à comercialização de artigos que exigem instalações especiais.USO PERMISSÍVEL . representações 9 .é o uso que deverá predominar na Zona.USO INCENTIVADO . locadora de vídeo. 39 . Art. Corredor ou Área Especial serão estabelecidos usos incentivados e proibidos.Estabelecimento de hospedagem que possua: a) no máximo. 66. 38 . estabelecimentos bancários. 2 (dois) pavimentos.HABITAÇÃO II .HOTEL . barbearia. sendo permissíveis quaisquer outros usos e adotandose para tal fim as seguintes definições: I . b) no máximo. 50% (cinqüenta por cento) da área do terreno. lavanderia e tinturaria.Em cada Zona. V . § 2º . reparação de instalação elétrica e hidráulica. para os efeitos desta Lei. alfaiataria. § c) áreas livres tratadas e equipadas para lazer e recreação correspondentes a.Art.estabelecimento de hospedagem que não se enquadre nas categorias Pousada. 2º.No estabelecimento dos usos incentivados e proibidos. II . IX . locação e venda de imóveis. artigos sanitários e materiais de construção. III .SERVIÇO .MOTEL VI . IV . Albergue. Motel ou camping. fotógrafo.Os usos incentivados e proibidos nas Áreas Especiais estão estabelecidos quando da elaboração dos projetos específicos referidos no art. § 1º . pela necessidade de amplas áreas de estocagem. consultório.é o uso conflitante em relação às características estabelecidas para a Zona.USO PROIBIDO . escritórios de corretagem de títulos e seguros.

agência de viagens. agência de publicidade.ESTABELECIMENTO DE LAZER E RECREAÇÃO .000 mais de 3. ocupando lote com área superior a 500m² (quinhentos metros quadrados) tais como: bebidas.000 Equivalência em botijões (13kg) até até até até 40 100 400 3.COMÉRCIO ATACADISTA III . XII .ESTABELECIMENTO DE DIVERSÕES . defensivos agrícolas.edificação destinada ao armazenamento de produtos que não ofereçam riscos à segurança ou à saúde da população. teatro. bares e restaurantes com música ao vivo e congêneres. XIII .COMÉRCIO ATACADISTA II .000 mais de 39.ESTABELECIMENTO CULTURAL E RELIGIOSO .estabelecimento destinado à venda por atacado de mercadorias que ofereçam riscos à segurança e à saúde da população.estabelecimento destinado à venda por atacado de mercadorias cujo armazenamento não ofereça riscos à segurança e à saúde da população e que não ocasione demasiada movimentação de veículos de carga.COMÉRCIO ATACADISTA I . laboratório de análises clínicas.classificado conforme quadro abaixo: Classe 1 2 3 4 5 Kg de GLP até até até até 520 1.comerciais.estabelecimento destinado à venda por atacado de mercadorias cujo armazenamento não ofereça riscos à segurança e à saúde da população. XV . cobranças e despachantes. parque de diversões. restaurantes. defensivos agrícolas. alimentos.auditório.200 39.000 XVI .edificação destinada ao armazenamento de produtos que ofereçam riscos à segurança ou à saúde da população. tabelionato e cartório. nem ocupe lote com área superior a 500m² (quinhentos metros quadrados). boliche. tais como: resinas. bilhar. centro cultural. cinema. XVII . produtos para dedetização e demais substâncias inflamáveis ou tóxicas. produtos para dedetização e demais substâncias inflamáveis ou tóxicas. fumo. XI . museu. X . XIV . agências de emprego e locação de mão-de-obra. XVIII . agência de locação de veículos.clube e local de uso recreativo ou esportivo. palco ao ar livre. biblioteca.casa noturna.DEPÓSITO E POSTO DE REVENDA DE GÁS . templo e local de culto em geral e congêneres. 10 . têxteis. madeira e metais.GINÁSIO DE ESPORTES. mas que ocasione demasiada movimentação de veículos de carga ou exija amplas áreas de estocagem. tais como: resinas. XIX .DEPÓSITO I .300 5. peles e couros. bares e congêneres.DEPÓSITO II . jogos eletrônicos.

centro social urbano e congêneres. escola de datilografia e demais escolas especiais.XX .SEDE DE ASSOCIAÇÃO . curso de idiomas. asilo.ESTABELECIMENTO DE ENSINO II . ambulatório.edificação destinada ao abastecimento de veículos automotores. XXV .POSTO DE ABASTECIMENTO E SERVIÇO . comércio ou locação de máquinas e equipamentos pesados. escola maternal e jardim de infância.estabelecimento de ensino formal de 1º. clube de serviços. empresa de mudança.Oficina que apresenta baixa potencialidade poluidora hídrica e atmosférica e que produz ruídos incômodos. associação de bairro.equipamento administrativo do governo municipal. XXIII . XXVII . clínica e policlínica.estabelecimento de ensino informal. XXVI . XXXII . conservação e suprimento de ar e água. vinculado à habitação.Transportadora. XXII . ALOJAMENTO E HOSPITAL VETERINÁRIO estabelecimento destinado à guarda. para produção de artigos tais como: alimentos. sanatório.hospital.OFICINA I . agência de locação de caminhões. como: funilaria. banco de sangue e congêneres.OFICINA III . casa de repouso. garagem de veículos de transporte coletivo. associação profissional. XXXV . associação em geral.edificação destinada à venda ou locação de espaços para estacionamento ou guarda de veículos.Oficina que ocupa lote com área superior a 500m² (quinhentos metros quadrados) e que apresenta média potencialidade poluidora hídrica ou atmosférica. XXVIII . hídrica ou atmosférica.SERVIÇO DE SAÚDE II .INDÚSTRIA I . como: curso técnico. estadual ou federal.SERVIÇO DE TRANSPORTE . 11 .estabelecimento industrial com baixa potencialidade poluidora hídrica e atmosférica e que ocupe lote com área igual ou inferior a 500m² (quinhentos metros quadrados).SERVIÇO DE SAÚDE I . oficina de reparação de veículos. posto de saúde.ESTABELECIMENTO COMUNITÁRIO E SOCIAL .ÓRGÃO PÚBLICO .Oficina que ocupa lote com área igual ou inferior a 500m² (quinhentos metros quadrados) e que apresenta média potencialidade poluidora. XXIX .OFICINA II .pronto-socorro.CLÍNICA.agência de serviço social. creche. manutenção temporária e tratamento de animais.estabelecimento de pequeno porte. XXI . XXIV .ESTABELECIMENTO DE ENSINO I . XXXI . artigos de malha e artesanato em geral. 2º e 3º graus.INDÚSTRIA CASEIRA E ARTESANATO . bem como à prestação de serviços de limpeza. sede de partido político.sede de sindicato. academia de ginástica e dança. XXXIV . XXX . escola de natação. clínica geriátrica e congêneres. e congêneres. lavagem e lubrificação de veículos coletivos e de carga. XXXIII . instituição para menores.GARAGEM COMERCIAL . garagem de veículos de transporte de cargas.

pousadas. Art.INDÚSTRIA IV . (H). 43 .O enquadramento das oficinas e indústrias. desde que o proprietário mantenha as características externas da edificação original. 42 .estabelecimento industrial que possua alta potencialidade poluidora hídrica ou atmosférica.A licença será condicionada ao parecer do Conselho do Plano Diretor. sanatório. casa de repouso e clínica geriátrica. poderá ser negada.estabelecimento industrial que possua baixa potencialidade poluidora hídrica e atmosférica e que ocupe lote com área superior a 500m² (quinhentos metros quadrados). mercado. Art. § 1º . II . posto de abastecimento. centro comercial. local para camping. garagem comercial. XXXVIII .Fundação Estadual de Proteção Ambiental. dependerá de parecer da FEPAM .Recuos Laterais e de Fundos. em função das características do sistema viário ou vizinhança.Independentemente de serem usos incentivados ou permissíveis em uma determinada Zona ou Corredor. estádio.Todas as indústrias que se instalarem no Município deverão contar com sistema de controle de poluição.INDÚSTRIA III . depósito de gás.A localização de depósitos e venda de explosivos ficará a critério da Prefeitura Municipal e do Ministério do Exército.Altura máxima (TO). SEÇÃO V DOS DISPOSITIVOS DE CONTROLE DAS EDIFICAÇÕES Art. presídio.O controle das edificações será exercido através dos seguintes instrumentos: I . Parágrafo Único . mediante parecer do órgão técnico municipal. 40 . albergues e centros de convenções. aprovado pelo órgão estadual competente. hospital. prédios e instalações vinculadas ao Corpo de Bombeiros e às policias Militar e Civil.Taxa de Ocupação III . escola. 41 . motéis. hortomercado. indústria. licença para a localização das seguintes atividades especiais: supermercado. de acordo com seu potencial poluidor hídrico ou atmosférico. poderá ser dispensada a exigência da alínea c) do inciso III deste artigo.No caso de aproveitamento de habitação unifamiliar ou prédio histórico para instalação de pousada. 12 . sendo que a concessão do "Habite-se" das mesmas dependerá de apresentação da Licença de Operação daquele órgão. ouvido o Conselho do Plano Diretor. instituição para menores.XXXVI . estação de televisão e estação de radiodifusão.estabelecimento industrial que possua média potencialidade poluidora hídrica ou atmosférica. casas noturnas.INDÚSTRIA II . cemitérios. XXXVII . hotéis. IV . loja de departamentos. § 2º .Índice de Aproveitamento (IA). quartel. Art. autódromo. aeroporto.

a área correspondente ao seu índice.os usos proibidos. VII . Art. diversas das vigentes no local. 49 .Recuo Frontal. II . integrante desta Lei.Índice de Aproveitamento é a relação entre a área máxima de construção permitida e a área total do terreno. 50 . 44 .as quotas ideais de habitação e alojamento. desde que sejam observadas: I . Art. o índice de aproveitamento e a taxa de ocupação incidirão sobre a área de uso privativo.Lote Mínimo.O regime urbanístico das Áreas Especiais será estabelecido quando da elaboração dos projetos específicos referidos nos artigos 23 e 24. Art. mediante parecer do órgão técnico municipal e aprovação final da Câmara de Vereadores. sendo que o uso permissível só poderá ocupar. ficando vedados a construção. § 1º . a soma da área da edificação existente com a área a ser construída não poderá ultrapassar a área total permitida pelo regime urbanístico fixado nesta Lei. compatibilizando-a com a capacidade da infra-estrutura instalada ou programada. 45 . o cálculo da área total permitida será feito com o índice do uso incentivado. 47 . Parágrafo Único .A aprovação do plano a que se refere este artigo será condicionada à decisão do Conselho do Plano Diretor. Art.V .Nas edificações de uso misto (incentivado com permissível). deste total. § 2º . fica facultada ao proprietário a apresentação de plano com normas próprias de edificação.É vinculada à edificação a parcela do terreno sobre a qual a mesma se assenta.Nos condomínios por unidades autônomas. Art. Art.Não serão computadas na aplicação do índice de Aproveitamento: 13 . 46 .Quota Ideal de Terreno (QI). 48 .Nos acréscimos. SUB-SEÇÃO I DO ÍNDICE DE APROVEITAMENTO (IA) Art. Parágrafo Único .Em terrenos com área igual ou superior a 5000m² (cinco mil metros quadrados) e com testada não inferior à indicada no Quadro 1. constituídos por casas térreas ou assobradadas. VI .O regime urbanístico das Zonas e Corredores está estabelecido no Quadro 1. a alienação e o desmembramento das áreas que devam ser mantidas livres em razão do regime urbanístico da Zona ou Corredor.O Índice de Aproveitamento tem por função o controle das densidades populacionais e das atividades incentivadas (IA incentivado) ou permissíveis (IA permissível) nas diversas zonas ou corredores.

as áreas destinadas aos serviços gerais do prédio.A Taxa de Ocupação tem por função: I . ar condicionado. III . II . em especial da vegetação existente. 51 . 52 .I .O controle da altura das edificações.As áreas referidas no inciso III. calefação. tais como: vestíbulos. tem por função preservar as características existentes ou estabelecidas pelo Plano 14 . II . Parágrafo Único .as vagas para estacionamento. V . tais como: casas de máquinas de elevadores. III . em prédios residenciais.incentivar áreas de lazer e recreação nas edificações situadas em locais carentes de equipamentos de lazer e cultura de uso permanente.a parcela de área das sacadas correspondente a uma profundidade máxima de 2m (dois metros). instalações centrais de gás. até o limite de 50% (cinqüenta por cento) da área do pavimento inferior. até o limite de 50% (cinqüenta por cento) da área do pavimento em que se situam.preservar áreas livres. SUB-SEÇÃO II DA TAXA DE OCUPAÇÃO (TO) Art. não deverão constituir dependências de serviços das unidades autônomas. escadas e poços de elevadores. contadores e medidores em geral. SUB-SEÇÃO III DAS ALTURAS (H) E DOS RECUOS LATERAIS E DE FUNDOS Art. respeitados os recuos obrigatórios estabelecidos no Quadro 1.adequar as construções às condições físicas do solo.as áreas de circulação dos prédios. VI . de bombas e transformadores.as construções em terraços situados na cobertura de prédios residenciais destinadas a salões de recreação de uso privativo. IV . corredores.Taxa de Ocupação é a relação entre a projeção horizontal máxima de construção e a área total do terreno. instalações de coleta e depósito de lixo. aquecimento de água e gás. em razão de seus aspectos visuais.No cálculo da projeção horizontal máxima de construção permitida não será computada a parcela de área das sacadas correspondente a uma profundidade máxima de 2m (dois metros). para efeito de exclusão na aplicação do índice de aproveitamento. de composição da paisagem urbana ou da ocorrência de elementos naturais.salões de recreação de uso coletivo. com os respectivos recuos. Parágrafo Único . no que se refere a sua permeabilidade e relevo. Art. 53 .

desde que utilizados elementos construtivos que assegurem permeabilidade visual. ouvido o Conselho do Plano Diretor e.No cálculo da altura das edificações.A altura máxima permitida e os recuos mínimos laterais e de fundos para as Zonas e Corredores estão estabelecidos no Quadro 1.Os recuos frontais destinam-se a criar espaços de transição entre a edificação e a via pública. quando necessárias pela conformação do terreno natural. 56 . até o ponto mais alto da edificação. Art. 59 .Nos casos de terrenos que sejam abrangidos por mais de um limite de altura. II . Art.condições mínimas de iluminação. quando eliminados os recuos viários. 54 .visuais.A altura (H) será medida do nível médio do terreno natural correspondente a cada um dos planos da fachada.guarita para guarda de segurança. 15 . III .vedações nos alinhamentos ou nas divisas laterais.nas vias predominantemente comerciais. insolação e aeração. 57 . considerando o nível natural do terreno. garantir sua aeração e insolação possibilitando o ajardinamento e a valorização da paisagem. SUB-SEÇÃO IV DOS RECUOS FRONTAIS Art. não serão computados a casa de máquinas dos elevadores. expedidos pelos órgãos ou entidades competentes. 58 . aplica-se a cada trecho de terreno a limitação correspondente.Diretor. quanto à volumetria das edificações. Art. outros serviços gerais do prédio e os pavimentos situados integralmente em subsolo. compreendido o telhado. da mesma forma. poderá o Município eliminá-los total ou parcialmente. IV . II . 55 . Art.ocorrência de elementos naturais. os reservatórios. com vistas a: I . mediante proposta.Fica vedada a construção em área de recuo frontal. 60 . tendo em vista garantir os seguintes aspectos: I . evitar o uso do passeio para implantação de equipamento de apoio à edificação.muros de arrimo decorrentes dos desníveis naturais do terreno. III . próximas e distantes. estes poderão ser transformados em recuos para ajardinamento. Parágrafo Único .nas demais vias.Quando os recuos frontais já existentes forem absorvidos por alargamentos viários. excetuados: I .O Plano Diretor manterá a limitação de altura das edificações decorrente de normas relativas aos serviços de telecomunicações. em especial os morros existentes. Art. II . Art. aos serviços e instalações de energia elétrica e à navegação aérea.escadarias ou rampas de acesso.

a critério da Prefeitura.Nos terrenos de esquina serão exigidos integralmente os recuos frontais em ambas as testadas. 61 . embora vinculados a outra atividade comercial.A dimensão ou o local de ocorrência dos recuos frontais poderão ser alterados. SUB-SEÇÃO VI DAS QUOTAS IDEAIS DE TERRENO (QI) Art.A Quota Ideal de Terreno para Habitação (QIh) imita o número de economias residenciais.A Quota Ideal de Terreno para Alojamento (Qla) limita o número de unidades de alojamento em hotéis. § 2º . motéis e albergues. somente serão permitidas ampliações que obedeçam as exigências de recuo estabelecidas no Quadro 1. § 3º . compatibilizando-a com a infra-estrutura instalada ou programada. Art. 62 .Depósitos e postos de revenda de gás liquefeito de petróleo são instalações destinadas ao armazenamento e venda do produto e sua localização deverá obedecer ao disposto no Quadro 1.Art.A Quota Ideal de Terreno tem por função o controle da densidade populacional.Os depósitos e postos de revenda de gás liquefeito do petróleo. pousadas. com vistas à preservação de árvores de porte no interior dos imóveis. Art. correspondendo cada unidade a 2 (dois) hóspedes.Nos prédios sem recuo frontal. Art.Quota Ideal de Terreno é a relação entre a área total do terreno e o número máximo de unidades de habitação ou de alojamento que nele podem ser edificadas. em especial aquelas declaradas imunes ao corte. conforme estabelecido no Quadro 1. mediante solicitação dos interessados. 63 . 66 . ouvido o Conselho do Plano Diretor. 16 . SEÇÃO VI DOS DEPÓSITOS E POSTOS DE REVENDA DE GÁS Art. dependerão de alvará de funcionamento próprio. do qual constará a capacidade máxima de armazenamento.O lote mínimo definido para cada Zona ou Corredor é especificado no Quadro 1. 64 . SUB-SEÇÃO V LOTE MÍNIMO Art. 65 . § 1º . 67 . existentes na data da aprovação da presente Lei.

Os prédios de habitação coletiva e os destinados a atividades geradoras de tráfego deverão contar com áreas próprias para estacionamento.Enquanto não houver legislação municipal específica. 76 . Art. 68 . os depósitos deverão observar relativamente a edificação e medidas de prevenção contra incêndio. Histórico-Cultural e Turístico.A disposição das vagas para estacionamento deverá permitir movimentação independente para cada veículo.Para efeito de aplicação desta Lei. 75 . II . nem a área livre garantida pela Taxa de Ocupação. § 1º . o número de vagas exigidas deverá ser igual à soma das vagas necessárias para cada um dos usos.nas proximidades de cruzamentos de importância viária. 71 . 73 . Art. 72 . às normas expedidas pela Comissão Nacional de Combustíveis.As vagas descobertas para estacionamento só poderão ocupar 50% (cinqüenta por cento) da área livre garantida pela Taxa de Ocupação. conforme as atividades nelas desenvolvidas. fracionamentos e condomínios por unidades autônomas somente serão permitidos dentro do perímetro 17 . adequadas às proporções do estabelecimento. § 2º . SEÇÃO VII DAS GARAGENS E ESTACIONAMENTOS Art.Poderá ser vedada a construção de garagens comerciais: I . ficam consideradas como estacionamento de veículos as áreas reservadas às vagas e aquelas destinadas à circulação interna. do terreno. onde a atividade possa descaracterizá-las.As rampas de acesso deverão ser edificadas integralmente dentro CAPÍTULO IV DO PARCELAMENTO DO SOLO Art.Os loteamentos. Art.Nas edificações destinadas a atividades industriais e comerciais é obrigatória a previsão de local de estacionamento interno e destinado à movimentação de veículos de carga. Art.Art. 74 . 70 . desmembramentos.As vagas de estacionamento edificadas ou apenas cobertas não poderão ocupar a área correspondente ao recuo frontal. ou em outros pontos onde a atividade possa dificultar funções urbanas previstas para o local. Art. 69 .nas Áreas de Interesse Paisagístico.Quando no mesmo terreno coexistirem usos e atividades diferentes. dimensionadas de acordo com o Quadro 2. Art.

urbano e deverão obedecer a Lei Municipal que dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano. 78 .A abertura de qualquer via urbana dependerá de prévia autorização da Prefeitura Municipal. reformas ou obras de qualquer espécie. devendo obedecer ao Plano Viário.Não se impedirá a construção em lotes que apresentem área menor do que aquela indicada no Quadro 1. § 2º . anterior à aprovação desta Lei.Solicitada a autorização para edificação em faixa ao longo de rodovias ou de linhas de transmissão de energia elétrica. Art. demolição ou obra de qualquer espécie poderá ser feita sem prévio licenciamento pelos órgãos competentes da Prefeitura. III . Art.As edificações.Nenhuma edificação. § 1º .proporá o traçado das vias principais e secundárias a serem implantadas. 79 . 77 .O Plano Viário: I . CAPÍTULO V DA EDIFICAÇÃO Art. CAPÍTULO VI DO SISTEMA VIÁRIO Art. em execução ou executadas em desacordo com a legislação pertinente.A regularização dos parcelamentos irregulares ou clandestinos existentes na data de promulgação da presente Lei será realizada na forma prevista pela Lei que dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano. conforme Quadro 1. estabelecido em lei municipal e ao que dispõe a Lei de Parcelamento do Solo Urbano. ficarão sujeitas a embargo administrativo e posterior demolição. 82 . 81 . Art.Os projetos deverão ser elaborados de acordo com este Plano Diretor e com as normas estabelecidas no Código de Edificações. inclusive fracionamentos.Os lotes resultantes de loteamentos e desmembramentos. desde que possuam registro daquela área. serão previamente ouvidos os órgãos estaduais e federais competentes. 18 . reforma. existentes ou projetadas. Art. definindo os perfis transversais das vias principais. 80 .fixará os recuos viários que se fizerem necessários para os alargamentos eventualmente previstos.estabelecerá a hierarquização do sistema viário. secundárias e locais. 83 . II . Art. deverão obedecer as exigências mínimas de testada e área fixadas para cada Zona ou Corredor.

serviços de telefone e correios.coleta e disposição dos resíduos sólidos e limpeza urbana.peculiaridade do sítio de implantação das edificações ou dos aglomerados urbanos. o qual permitirá a ampliação e a recuperação dos sistemas de abastecimento de água.coleta. Parágrafo único . 84 .abertura.Considera-se serviço urbano: I .circulação. esgotamento sanitário e pluvial.características sócio-econômicas das populações servidas.falta de condições técnicas adequadas. 88 . bem como as carências verificadas na área. 86 . VII . em função de: I . serão definidas a localização e a tipologia dos equipamentos de lazer e cultura. considerando-se os existentes. 85 .Os projetos de implantação de equipamentos de abastecimento deverão prever áreas independentes destinadas a: I . III . Art. carga e descarga dos veículos de transporte de produtos destinados a comercialização.circulação e estacionamento de veículos dos usuários. VI . Art. estacionamento. IV .tratamento e abastecimento de água. 2º. Art. por iniciativa pública ou particular serão objeto de planejamento pelo órgão municipal competente.Os equipamentos de abastecimento relativos a produtos essenciais de consumo e uso da população.Lei municipal disporá sobre a criação e o funcionamento do Fundo de Saneamento.O projeto e a execução das obras e dos serviços urbanos deverão atender as diretrizes básicas deste Plano Diretor e as prioridades estabelecidas pelo Programa Prioritário de Obras previsto no art.CAPÍTULO VII DOS SERVIÇOS E EQUIPAMENTOS URBANOS Art. Art. tratamento e disposição do esgoto sanitário. deverá ser ouvida a Câmara Municipal. 19 . Parágrafo Único: O local e o sistema adotado para disposição final dos resíduos sólidos deverão ser definidos a partir de estudos técnicos específicos para tal fim. Art. 90 . II . V . constituído de contribuição a ser exigida dos empreendimentos imobiliários e hoteleiros. Art.suprimento de energia elétrica e de iluminação pública. 89 . pavimentação e conservação de vias. 87 .O Executivo poderá instituir tarifas diferenciadas de remuneração dos serviços de sua competência. II .Na fase de detalhamento do Plano Diretor. III .coleta e escoamento das águas pluviais.Para instituição das tarifas diferenciadas. II .

92 . 91 . III . 20 . prejudiquem a paisagem. 93 .Telecomunicações.CAPÍTULO VIII DOS EQUIPAMENTOS RURAIS Art.Parque de máquinas agrícolas.Saúde. abrigos para pontos de ônibus e táxis. à prestação de serviços de: I .Recreação. IV . esporte e lazer. CAPÍTULO IX DOS EQUIPAMENTOS COMUNITÁRIOS Art. V .Cultura. II . CAPÍTULO X DA PAISAGEM URBANA Art.A preservação. uso e ocupação do solo e ainda das seguintes medidas: I . 9º desta Lei.padronização do mobiliário urbano: postes. que se constitui no seu valor mais significativo e importante base econômica. III .arborização das vias e demais logradouros públicos.São comunitários os equipamentos destinados.estabelecimento de normas para sinalização. serão asseguradas mediante os dispositivos de controle do parcelamento. câmaras frigoríficas).limitação ou proibição da colocação de cartazes e similares em locais onde. no cumprimento do art. silos.preservação e revitalização das edificações e dos espaços urbanos de interesse paisagístico ou cultural. III . nomenclatura e implantação de elementos de divulgação nos logradouros públicos. IV . II . telefones públicos. dentre outros: I . bancas de revistas e outros. em especial. bancos de praças.Consideram-se equipamentos rurais. proteção e valorização da paisagem urbana de Torres.Educação. caixas de correspondência. de qualquer forma. II . IV .Energia Elétrica.Sistema de armazenamento (armazéns.

As edificações e espaços urbanos considerados de interesse paisagístico e cultural serão arrolados em Decreto.instituição de facilidades fiscais em retribuição à execução de um programa voluntário de reparação e reabilitação e outras melhorias de edificações que tenham valor arquitetônico. coordenando e executando. § 1º . § 2º .). para tanto. c .A identificação das edificações e espaços urbanos de interesse paisagístico-cultural será feita pelo setor competente da Prefeitura. pelo não cumprimento de intimação. vinculado à Secretaria Municipal de Obras e com corpo técnico próprio. histórico. II . mediante os seguintes critérios: a .prazo de formulação dos planos e programas.imposição de penalidades adequadas. 94 . VIII . por seu valor formal. histórico. paisagístico e tradicional.VI . muros. Art.Consideram-se edificações e espaços urbanos de interesse paisagístico-cultural aqueles que.São atribuições do Departamento de Planejamento Municipal: 21 . os quais serão padronizados conforme estudo a ser desenvolvido pelo setor competente da Prefeitura.M. à atualização e à revisão do Plano Diretor. b . por força de Lei ou de regulamentos.indicação de planos e programas que devam ser executados. TÍTULO III DO SISTEMA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO CAPÍTULO I DO DEPARTAMENTO DE PLANEJAMENTO MUNICIPAL (D. arquitetura ou paisagem natural do Município. fica criado o Departamento de Planejamento Municipal (D. instalações e outras melhorias que.definição do tipo de pavimentação dos passeios públicos.A partir da aprovação da presente Lei.) Art. II . pinturas.valor arquitetônico.P.estado de conservação. tradicional ou ambiental. 95 .P. que terá a finalidade de acompanhar permanentemente o desenvolvimento urbano da Sede e dos Distritos do Município. os trabalhos técnicos necessários à aplicação. Art. 96 . deverão existir em bom estado de conservação. objetivando a construção de passeios.indicação de recursos e incentivos que serão utilizados para implantação dos mesmos planos e programas.M. constituam elementos representativos da história. funcional.raridade formal. contendo ainda: I . construtivo ou tradicional. VII .

urbanística.efetuar o detalhamento urbanístico das áreas especiais e das proposições expressas pelo Programa Prioritário de Obras. Parágrafo único . especialmente quanto a: uso do solo.manter atualizado o acervo de dados e informações obtidos para atualização do Plano Diretor. densidade populacional.I . VI .emitir parecer técnico sobre casos previstos na presente Lei. II . representantes de órgãos ligados 22 .Do Conselho farão parte as entidades representativas e associativas de pessoas físicas e jurídicas. atribuições: Art. na aplicação do Plano Diretor será efetivada através do Conselho do Plano Diretor.analisar e aprovar projetos de edificações e parcelamento do solo. demografia e renda. 98 . 99 . parcelamento do solo. 97 .acompanhar a aplicação do Plano Diretor. órgão colegiado de assessoramento do Executivo Municipal em matéria de caráter urbanístico.emitir parecer sobre todo projeto de Lei que trate de matéria IV . VIII . quer oriundo da iniciativa privada.A participação comunitária.analisar e conceder Alvará de Localização e Funcionamento de V . IX .promover pesquisas e estudos técnicos necessários à revisão periódica do Plano Diretor. volume edificado. infraestrutura e equipamentos urbanos e cadastro imobiliário.promover detalhamento dos dispositivos legais do Plano Diretor para seu melhor entendimento e interpretação. IV .propor prioridades de investimentos mediante relatório justificativo. que suscitem dúvidas na sua aplicação. III . bem como sobre casos omissos ou polêmicos.emitir parecer sobre casos omissos na presente Lei.acompanhar a aplicação do Plano Diretor. permanente. II . V . CAPÍTULO II DO CONSELHO DO PLANO DIRETOR Art. VII . III . atividades. representantes de setores da administração vinculados ao planejamento urbano.opinar sobre as prioridades de investimentos públicos urbanos. ou naqueles sujeitos a interpretação ou. quer de iniciativa das diferentes esferas da administração. Art.emitir parecer sobre todo projeto urbanístico ou projeto especial que venha alterar a estrutura urbana do Município. ainda.A composição do Conselho do Plano Diretor será fixada em regulamento próprio constante de lei específica que o instituir.Ao Conselho do Plano Diretor incumbem as seguintes I .

Parágrafo Único . Art. sob pena de caducidade. 105 .Avenida Silva Jardim. legalizadas e que estejam em pleno funcionamento. devidamente registradas. Art. 100 . entornos. 103 . conforme indicado nas pranchas 3A. que deverá ser submetido a nova aprovação e licença de acordo com as novas exigências legais. Art. Art.Parque dos Meandros do Rio Mampituba. deverão ser iniciadas no prazo de validade do licenciamento. 3B e 3C: I .As obras executadas irregularmente após a aprovação desta Lei estarão sujeitas à demolição e seus responsáveis sofrerão multas regulamentadas por Lei.Avenida do Riacho. Art. instância consultiva da municipalidade. por rede de esgoto sanitário. aplicar-se-á o Índice de Aproveitamento permissível para as referidas atividades. através de associações. até a implantação da nova estação de tratamento e também nos locais ainda não servidos por rede de esgoto sanitário e estação de tratamento.ao meio ambiente e representantes da comunidade em geral. TÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. Art. existentes na data da publicação desta Lei Municipal. 23 . vedada a revalidação do licenciamento de construção ou da provação do projeto.O Conselho do Plano Diretor é um órgão autônomo. pousada. albergue e prédio de escritórios somente será autorizada mediante apresentação de projeto de sistema autônomo de coleta. motel. II . Lagoa do Violão e seus III . tratamento e destinação final. 102 . devidamente aprovado e licenciado pelo órgão de saneamento do Estado e cuja execução terá seus custos integralmente cobertos pelo empreendedor. instalações e equipamentos. não serão permitidas ampliações.Nas Zonas atualmente servidas. ficando seus pareceres e decisões sujeitos à homologação pelo Prefeito.As obras cujo licenciamento da construção tenha sido concedido anteriormente à data de vigência desta Lei. admitindo-se apenas reformas e reparos essenciais à segurança das edificações.A Secretaria Executiva do Conselho será vinculada ao Departamento de Planejamento Municipal.No prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da data de publicação desta Lei deverão ser realizados concursos públicos de projeto para detalhamento e regulamentação das seguintes áreas especiais. hotel. 101 .Caso não seja atendido o disposto no caput deste artigo.Nas edificações de uso proibido. IV . a utilização do Índice de Aproveitamento incentivado para habitação coletiva. 106 . Praça XV de Novembro. 104 .Zona Histórica (Z5).

as Leis que regulamentam as Áreas Especiais. REGISTRE-SE. Art.no prazo máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias. 107 .no prazo máximo de 60 (sessenta) dias. JOÃO PEDRO FERNANDES PORTO Secretario Municipal da Administração * Este texto não substitui o publicado no mural da Prefeitura do Município.V . a contar da data da publicação da presente Lei: I . GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE TORRES. EM 12 de julho de 1995.Deverão ser submetidas à aprovação da Câmara Municipal. 108 .427 de 24 de dezembro de 1989. IV . II . às fls. FAÇAM-SE AS DEVIDAS COMUNICAÇÕES. nº _____ do Livro de Registro de Leis e Decretos nº _____ em data supra.Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação revogadas as demais leis concernentes à matéria e disposições em contrário.no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias. Art.no prazo máximo de 120 (cento e vinte) dias. a Lei do Fundo de Saneamento e o Programa Prioritário de Obras. 24 . PUBLIQUE-SE. o Código de Edificações e V .no prazo máximo de 90 (noventa) dias. a Lei do Plano Viário. III . a Lei que regulamenta o Conselho do Plano Diretor e a Lei de Parcelamento do Solo Urbano. CLÓVIS WEBBER RODRIGUES Prefeito Municipal Reg. o Código de Posturas e a Lei de Proteção Ambiental. excetuada a Lei Municipal nº 2.Área de Urbanização Preferencial (AUP).

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