You are on page 1of 45

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO FACULDADE DE DIREITO

Marcelo Adelino Asam ra A!e"edo

As Dire#ri!es im$os#as $elo Decre#o n%& '%()* de +, de mar-o de *.+/% No"as Re0ras so1re o Com2rcio Ele#r3nico%

SÃO PAULO

XLIII

Marcelo Adelino Asam ra A!e"edo

As Dire#ri!es im$os#as $elo Decre#o n%& '%()* de +, de mar-o de *.+/% No"as Re0ras so1re o Com2rcio Ele#r3nico%

Trabalho de Monografia Jurídica apresentado ao Curso de Graduação, como parte dos re uisitos para obtenção do título de bacharel em !ireito, na "rea de !ireito Comercial sob orientação da #rofessora$%rientadora Maria &ug'nia (eis )in*elstein+

,ão #aulo $ ,# ,etembro de -./0

XLI1

2os meus pais e ao meu irmão ue sempre me apoiaram em toda a minha 3ornada acad'mica e profissional+

XL1

(&,4M%

% !ecreto n+5 6+78- de /9 de março de -./0 regulamentou os direitos dos consumidores e os de:eres dos fornecedores no com;rcio eletr<nico+ Trata$se da introdução de no:as regras ue de:em ser obedecidas pelas lo3as :irtuais de todo o país no ue di= respeito > preser:ação dos direitos dos consumidores e a imposição de de:eres ao fornecedor+ Te:e por principal ob3eti:o reafirmar no mercado digital a aplicação de conceitos consubstanciados em princípios :aliosos pre:istos no C?digo de !efesa do Consumidor como o #rincípio da @oa$f;, #rincípio da Confiança, #rincípio da Transpar'ncia, #rincípio da Isonomia, #rincípio da Informação, entre outros princípios ue buscam resguardar os direitos fundamentais do consumidor+ % C?digo de !efesa do Consumidor não possuía leis específicas atinentes ao com;rcio :irtual e a publicação do referido !ecreto trouAe ino:açBes rele:antes no ue concerne > clare=a das informaçBes apresentadas pela empresa ue comerciali=a produtos e ser:iços pela Internet+ Com o crescimento acelerado deste tipo de com;rcio, no:as regras foram criadas para se ter informaçBes mais claras a respeito de produtos, ser:iços e sobre o fornecedorC a disponibili=ação de um atendimento facilitado ao consumidor e os meios para eAercício do direito de arrependimento pre:isto no artigo D7 do C!C ue de:em ser informados de forma clara e ostensi:a ao comprador+ 2inda no ue tange >s compras :irtuais, o !ecreto apresentou no:as regras para os sites de compras coleti:as uanto ao nEmero de pessoas para efeti:ação do contrato, o pra=o para utili=ação da oferta pelo consumidor e a identificação completa do respons":el pela di:ulgação da oferta no site e dados do fornecedor do produto ou ser:iço ofertado+

XL1I

2@,T(2CT

!ecree 678-, of /9 March -./0 regulates consumer rights and duties of suppliers in electronic commerce+ This is the introduction of neF rules to :irtual stores across the countrG must meet in relation to the preser:ation of consumer rights and the imposition of duties to suppliers+ The main goal of the referred !ecree Fas to reaffirm in the digital mar*et concepts embodied in :aluable principles of the Code of Consumer #rotection such as #rinciple of Good )aith , #rinciple of Trust, #rinciple of TransparencG, #rinciple of & ualitG , #rinciple of Information, among other principles see*ing to protect the fundamental rights of the consumer+ The Code of Consumer #rotection had no specific laFs for e$commerce and the publication of the !ecree brought significant inno:ations regarding the claritG of the information presented bG the companG that sells products and ser:ices :ia the Internet+ Hith the rapid groFth of e$commerce , neF rules Fere created to ha:e clearer information regarding products, ser:ices and the supplier, the a:ailabilitG of a consumer ser:ice and facilitated means to eAercise the right of cancellation pro:ided for in 2rticle D7 C!C should be informed in a clear and conspicuous FaG to the purchaser+ Hhen it comes to collecti:e purchases, the !ecree introduced neF rules for this *ind of sites+ These rules relates to the number of persons for the eAecution of the contract, the time limit for use of the offer bG the consumer and the complete identification of the responsible for the ad:ertiser of the offer on the Febsite and information about the supplier of product or ser:ice offered+

XL1II

SUM4RIO

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................LXXIX ANEXOS........................................................................................................................ LXXXII

/+!ecreto 6+78-I-./0 ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++LXXXII -+Lei n5 /D+79/I-./0 +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++LXXX1 In#rod -5o % presente trabalho tem por finalidade analisar as no:as regras sobre o com;rcio eletr<nico apresentadas no !ecreto nJ 6+78- de /9 de março de -./0+ Tais regras buscam assegurar os direitos dos consumidores :irtuais e esclarecer sobre os de:eres dos fornecedores de produtos e ser:iços pela Internet+ Kos dias atuais, com a ascensão do com;rcio :irtual e conse uentemente a necessidade de regramento das operaçBes de compra e :enda na Internet, ; cada :e= mais importante ue o C?digo de !efesa do Consumidor se3a aplicado para garantir a proteção dos consumidores ue muitas :e=es são :ítimas de abusos de direitos e pela falta de clare=a nas informaçBes prestadas pela empresa contratada+ % !ecreto nJ 6+78-I-./0 trouAe maior detalhamento > regulamentação sobre as regras 3" dispostas no C!C de forma a asse:erar a manutenção dos direitos e garantias consitucionais do consumidor Internet+ % trabalho est" organi=ado em cinco capítulos, o primeiro capítulo trata do com;rcio eletr<nico e da Internet, apresentando conceitos fundamentais e dados informati:os sobre o crescimento desta forma de com;rcio :irtual+ @usca$se demonstrar como o mercado eletr<nico tem se desen:ol:ido rapidamente e as conse u'ncias ue esse crescimento trouAe para os consumidores :irtuais+ % capítulo 0 apresenta a dinLmica das relaçBes de consumo no com;rcio eletr<nico, adu=indo a respeito dos direitos do consumidor e de:eres do fornecedor assegurados no C?digo de !efesa do Consumidor+ % tema do capítulo D são os contratos eletr<nicos ue buscam regular as relaçBes de consumo entre consumidores e fornecedores no meio :irtual+ Tais contratos possuem especificidades uanto > sua forma principalmente por ocorrerem por meio da rede mundial de computadores+ ue reali=a compras de produtos e ser:iços por meio da

XL1III

% Eltimo capítulo trata do assunto principal do presente trabalho ue ; o !ecreto nJ 6+78-I -./0 e suas implicaçBes no cotidiano das empresa fornecedores e dos e$consumidores+ % intuito deste trabalho ; apresentar conceitos atinentes ao direito do consumidor ue participa do com;rcio eletr<nico, apresentando tamb;m aplicação da Lei em casos concretos+

XLIX

+%

Com2rcio Ele#r3nico e Internet 2 Internet foi respons":el por di:ersas mudanças na forma em ue os indi:íduos

interagem em di:ersas partes do mundo+ Muitos autores entendem

ue a Internet foi

respons":el pelo processo de Globali=ação+ &la mudou a forma como os pes uisadores, as pessoas, instituiçBes acad'micas e go:ernamentais e as empresas interagem, possibilitando uma troca muito mais r"pida de informaçBes+ Com o ad:ento da Internet, ficou muito mais simples manter contato entre os di:ersos países do mundo para praticamente ual uer finalidade+ M possí:el en:iar ar ui:os uantias de dinheiro para familiares possibilidades+ Katuralmente, a Internet se tornou parte do cotidiano das pessoas e das empresas o ue possibilitou a criação do com;rcio eletr<nico ue pretendemos tratar mais adiante no ue tange ao seu hist?rico e conceitos+ eletr<nicos, ou:ir mEsica de outros países, en:iar outras

estrangeiros, receber notícias, con:ersar e trocar mensagens de e-mail e uma infinidade de

+%+%

6is#7rico da Internet

Conforme ensinamentos de ,heila Leal/, a Internet te:e origem na d;cada de 8., e partir de um pro3eto criado por militares americanos ue, no auge da Guerra )ria uando dois blocos econ<mico hegem<nicos eAerciam controle sobre o mundo+ Com receio de sofrer um ata ue nuclear russo e para e:itar ue as informaçBes arma=enadas em seus computadores se perdessem de:ido > obstrução de um tronco de tr"fego de sinais eletr<nicos, in:estiram na criação de um sistema descentrali=ado ue permitisse a interação de :"rios computadores simultaneamente+ )oi assim ue, em /787, surgiu a 2rpanet NAdvanced Research Projects AgencyO, respons":el pela coneAão de uni:ersidades e centros de pes uisaP as sedes da 4ni:ersidade da Calif?rnia em Los 2ngeles e ,anta @arbaraC o Instituto de #es uisa de ,tanford e a 4ni:ersidade de 4tah+

1

LEAL, Sheila do Rocio Cercal Santos. Contratos Eletr nicos! "alidade #$r%dica dos Contratos "ia Internet. apud ARR&'A AL(I), *os+ )anoel et al. C,di-o do cons$.idor co.entado. S/o 0a$lo! R1, 1221, 3.14 e 15.

L

!e acordo com Maria &ug'nia )in*elstein -, essa rede foi desen:ol:ida para testar tecnologias, le:ando em conta a hip?tese de uma guerra termonuclear global+ Kos meios acad'micos, por;m, acredita$se ue a Internet surgiu com o ob3eti:o de pes uisa de um pro3eto de ag'ncia norte$americana 2rpa+ 2 coneAão te:e início ao interligarem$se os computadores de uatro uni:ersidades, passando a partir disso, a ser conhecida como 2rpanet &m /76., esse pro3eto foi intensamente estudado por pes uisadores, o concepção de um con3unto de protocolos ue ; a base da Internet+ &m ue resultou na de /76/, meados

1inton Cerf e sua e uipe de cientistas tenta:am conectar tr's redes diferentes em um processo descrito em ingl's como interneting+ #osteriormente, esse nome foi abre:iado na pala:ra ue se tornou sin<nimo de toda a rede mundial de compurtadores QInternetR+ Ko início da d;cada de /7S., a 2rpa iniciou a integração das redes de computadores dos outros centros de pes uisa > 2rpanet+ 2ssim, :"rias uni:ersidades conectaram$se > 2rpanet+ J" em /7S9, a entidade americana K,) interligou os supercomputadores de seus centros de pes uisa, criando a K,)K&T+ #ouco depois, o National Center for Supercomputing Applications, da 4ni:ersidade de Illinois N&42O, ue 3" reunia alguns dos melhores pes uisadores nas "reas de física, engenharia de materiais e astrofísica do mundo, começou a perseguir o desen:ol:imento de um software ue tornasse mais abrangente o acesso a este con3unto de redes+ &m /7S8, a K,)K&T foi conectada > 2rpanet+ % con3unto de todos os computadores e redes ligados a essas duas estruturas físicas de rede tornou$se conhecido oficialmente como Internet+ &m /7SS, a K,)K&T passou a ser mantida com o apoio das empresas, I@M, MCI e M&(IT, ue formaram uma associação conhecida como 2K,+ 1ale ressaltar ue em /7S7, Tim @erners$Lee desen:ol:eu um pro3eto de hiperteAtos a fim de facilitar a passagem de um teAto para outro, dentro de um sistema mundialmente reconhecido como Horld Hide Heb, ue entrou em funcionamento na d;cada subse uente+ &m /77., a 2rpanet foi desati:ada, criando$se em seu lugar o !(I+ &m /77/, a 2K, desen:ol:eu uma no:a estrutura física, a 2nsnet, ue passou a Internet uma estrutura europ;ia N&boneO, interligando alguns países da &uropa > Internet+

4

)IKT&L,T&IK, Maria &ug'nia (eis+ !ireito do Com;rcio &letr<nico+ -U ed+ $(io de Janeiro, &lse:ier, -.//, p+-0 e -D+

LI

2 partir de /770, a Internet deiAou de ser um instituição de nature=a apenas acad'mica e passou a ser eAplorada comercialmente, em Lmbito mundial, tamb;m para fornecimento de ser:iços di:ersos+ &m /77/ foi criada a World Wide We , cu3a autoria ; reputada a Tim @erners$Lee, sob a forma de um sistema de documentos interligados na:egadores+ 2 World Wide We Internet+ +%+%+% 6is#7rico da Internet no 8rasil Conforme indica Maria &ug'ncia )in*elstein0, o ano de /7SS foi considerado o ano de início da Internet no @rasil+ 2 iniciati:a pioneira coube > )undação de 2mparo > #es uisa no &stado de ,ão #aulo N)apespO, ligada > ,ecretaria &stadual de Ci'ncia e Tecnologia+ 2 necessidade de utili=ar a Internet foi apresentada pelos bolsistas da )apesp, ue retorna:am dos cursos nos &stados 4nidos e sentiam falta do intercLmbio mantido no eAterior com outras instituiçBes científicas+ &m /7SS, di:ersas uni:ersidades e centros de pes uisa conectaram seus computadores a uma dessas instituiçBes americanas+ 2p?s di:ersos contatos, a troca de dados começou a ser feita, logo a seguir e o ser:iço foi inaugurado, oficialmente, em abril de /7S7+ &m /7S7, a linha da )apesp utili=ou a !itnet " !ecause is #ime to Networ$ , ue permitia apenas a retirada de ar ui:os e correio eletr<nico+ &m /77/, uma linha internacional foi conectada > )apesp para ue fosse liberado o acesso > Internet a instituiçBes educacionais, fundaçBes de pes uisa, entidades sem fins lucrati:os e ?rgãos go:ernamentais+ &m /77-, durante a &C%$7-, o Instituto @rasileiro de 2n"lises ,ociais e &con<micas NIbaseO, com sede no (io de Janeiro, firmou um con:'nio com a 2ssociação para o #rogresso das ComunicaçBes, para dar espaço > organi=açBes não go:ernamentais brasileiras na rede+ % con:'nio foi alterado em /77-, com a criação da (ede Kacional de &nsino e #es uisa N(K#O pelo Minist;rio da Ci'ncia e Tecnologia NMCTO+ Contou com o apoio da )apesp, )aper3 e )apergs sob a coordenação orçament"ria do CK# + (K# organi=ou o acesso > Internet, ue são acessados por meio de te:e fundamental importLncia no desen:ol:imento da

5

)IKT&L,T&IK, Maria &ug'nia (eis+ !ireito do Com;rcio &letr<nico+ -U ed+ $(io de Janeiro, &lse:ier, -.//, p+-9 e -8+

LII

criando uma estrutura física, estabelecendo pontos de presença nas capitais e operando no #aís+ 4ma portaria con3unta do Minist;rio das ComunicaçBes e do Minist;rio da Ci'ncia e Tecnologia, publicada em maio de /779, criou a figura do pro:edor de acesso pri:ado, liberando a operação comercial no @rasil+ Ko dia -9 de maio de /779, o @radesco lançou o primeiro site +com+br+ Kascia a Internet comercial em nosso país+ Ko @rasil, o nEmero de endereços :em crescendo :ertiginosamente, a cada m's+ 2 contagem feita pelo comit' gestor da Internet no @rasil indica ue, em 0/ de 3aneiro de /778, eAistiam /6+D-7 endereços+ &m agosto de /776, o total ha:ia subido para 9D+996+ 2tualmente o nEmero de endereços passa de / milhão+ Ko @rasil, de acordo com a pes uisa Q2cesso > Internet e #osse de Telefone M?:el Celular para 4so #essoalR da #es uisa Kacional por 2mostra de !omicílios N#K2!O -.// reli=ada pelo Instituto @rasileiro de Geografia e &statística NI@G&O, estima$se ue o nEmero de usu"rios ue ha:iam acessado a internet nos tr's meses anteriores > coleta da #K2! se3a de 66, 6 milhBes de brasileiros com /. ou mais anos de idade+ Conforme pes uisa do I@%#& Media, no primeiro trimeste de -./0, o nEmero de brasileiros com acesso > internet aumentou, segundo le:antamento da empresa, o total de internautas chegou a /.-,0 milhBes no período, um incremento de /-,7V em comparação ao primeiro trimestre do ano anterior uando ha:ia no país S0,D milhBes de usu"rios da rede digital+ &m -..7, o pro3eto de Lei #L -/-8I-.// do #oder &Aecuti:o > CLmara dos !eputados conhecido como Marco Ci:il da Internet foi apresentado e tem por ob3eti:o regular o uso da Internet no @rasil+ Tem por finalidade estabelecer princípios, garantias, direitos e de:eres para o uso da rede mundial de computadores no @rasil, tendo com um dos seus fundamentos basilares a defesa do consumidor conforme trecho abaiAoP
Q2rt+ /5 $ &sta Lei estabelece princípios, garantias, direitos e de:eres para o uso da Internet no @rasil e determina as diretri=es para atuação da 4nião, dos &stados, do !istrito )ederal e dos Municípios em relação > mat;ria+ 2rt+ -5 $ 2 disciplina do uso da Internet no @rasil tem como fundamentosP I $ o reconhecimento da escala mundial da redeC

LIII

II $ os direitos humanos e o eAercício da cidadania em meios digitaisC III $ a pluralidade e a di:ersidadeC I1 $ a abertura e a colaboraçãoC e 1 $ a li:re iniciati:a, a li:re concorr'ncia e a de9esa do cons midor+R

+%*%

Concei#o de In#erne# Conforme denota Leal, a Internet ; um sistema transnacional de comunicação,

operacionali=ado por um con3unto de computadores interligados, permitindo a consulta, recepção e transmissão de dados NteAtos, sons e imagensO, entre pessoas físicas e 3urídicas e entre m" uinas Nsistemas auto$aplicati:osO, de um ponto a outro do planeta+ !e acordo com 2lbertinP
Qa Internet NIntercontinetal networ$sO ; um sistema de distribuição de informação espalhado em :"rios países+ ,ua infraestrutura muito geral atinge, não apenas aplicaçBes de TI, tais como :ídeo sob demanda ou home shopping, mas tamb;m uma grande lista de ser:iços baseados em computador, tais como e-mail, %&I, publicação de informação, recuperação de informação e :ideoconfer'ncia+ % ambiente de internet ; uma combinação Enica de ser:iço postal, sistema de telefonia, pes uisa bibliogr"fica, supermercado e centro de tal$ show, ue permite >s pessoas compartilhar e comprar informaçBes+ &ssa troca acontece rapidamente, geralmente em uestão de segundos, usando tecnologia ra=oa:elmente barata e normalmente disponí:el+R

Kas pala:ras de Marcel LeonardiP
Q2 Internet pode ser definidida como uma rede internacional de compoutadores conectados entre si+ M uma meio de comunicação ue possibilita o intercLmbio de informaçBes de toda nature=a, em escala global, com um ní:el de interati:idade 3amais :isto anteriormente+ N+++O &m sua ess'ncia, a Internet funciona graças ao sistema TC#II#, acr<nimo de #ransmission Control Protocol'Internet Protocol , o ual transmite ue diferentes computadores se comuni uem entre si, bastando, para tanto, ue transmitam informaçBes utili=ando pacotes de dados+R

+%/%

6is#7rico do Com2rcio Ele#r3nico 2s primeiras aplicaçBes de com;rcio eletr<nico ocorreram no início da d;cada de 6.,

com no:idades como a transfer'ncia eletr<nica de fundos NT&)O, na ual se podia transferir dinheiro eletronicamente+ Ko entanto, suas aplicaçBes esta:am restritas apenas > grandes corporaçBes, instituiçBes financeiras e algumas empresas mais arro3adas+ ,urgiu então a troca eletr<nica de dados Nelectronic data interchange " %&IO, tecnologia ue permite a

LI1

transfer'ncia eletr<nica de documentos como ordens de compra, faturas e pagamentos eletr<nicos entre organi=açBes+ &ssa no:a possibilidade ampliou a participação de empresas financeiras, de manufatura, de re:enda e prestadoras de ser:iços, por eAemplo+ %utras aplicaçBes de com;rcio eletr<nico se se seguiram, en:ol:endo desde negociaçBes de esto ues at; o sistema de reser:as de :iagens+

W medida ue a Internet se tornou mais comercial e ue os usu"rios passaram a fa=er parte da World Wide We no início da d;cada de 7., a eApressão eletronic commerce passou a ser utili=ada, e suas aplicaçBes se eApandiram rapidamente+ 4m dos moti:os dessa r"pida eApansão foi o desen:ol:imento de no:as redes, protocolos, softwares e especificaçBes+ %utro moti:o foi o aumento da competiti:idade e das pressBes sobre os neg?cios+ !esde /779 os usu"rios da Internet :'m acompanhando o desen:ol:imento de di:ersas aplicaçBes, desde comerciais interati:os at; eAperi'ncias com realidade :irtual+ Xuase todas as empresas de m;dio e grande porte, em todo o mundo, 3" possuem um site, e a maioria das corporaçBes norte$americanas tem grandes portais em ue os funcion"rios, os parceiros comerciais e o pEblico podem acessar informaçBes corporati:as+ 2lguns possuem centenas de p"ginas e lin$s+ &m /777, o foco do com;rcio eletr<nico passou do @-C N usiness-to-consumerO para o @-@ N usiness-to- usinessO+ 2l;m disso, a consolidação de organi=açBes ue ingressam no com;rcio eletr<nico, tem ocorrido ap?s o fracasso de di:ersas iniciati:as no final da d;cada de 7. e nos primeiros anos deste s;culo+ +%:% Concei#o de Com2rcio Ele#r3nico 2ntes de adentrarmos no conceito de com;rcio eletr<nico, ; rele:ante apresentar o conceito de estabelecimento :irtual ue para )abio 4lhoa Coelho, ;P
Qo tipo de acesso ao estabelecimento empresarial define a classificação deste+ Xuando feito por deslocamento no espaço, ; físicoC uando por transmissão e recepção eletr<nica de dados, :irtual+ Y" aspectos comuns aos dois tipos de estabelecimento, como o fundo de empresa, mas h" direitos referentes ao estabelecimento físico ue não eAistem relati:amente ao :irtual, como o de reno:ação compuls?ria da locaçãoR+

#ara Turban e Ting apud Talalota e Hhinston N/776O, o com;rcio eletr<nico se define a partir de uatro perspecti:asP

L1

2 perspecti:a da comunicaçãoP o com;rcio eletr<nico ; a distribuição de produtos, ser:iços, informação ou pagamentos por meio de redes de computadores ou outros meios eletr<nicos+

2 perspecti:a de processo comercialP o com;rcio eletr<nico ; a aplicação de tecnologia para a automação de transaçBes e do fluAo de trabalho+

2 perspecti:a de ser:içosP o com;rcio eletr<nico ; uma ferramenta ue satisfa= a necessidade de empresas, consumidores e administradores atendimento+ uanto > diminuição de custos e > ele:ação dos ní:eis de ualidade e agilidade de

2 perspecti:a on-lineP o com;rcio eletr<nico ; a possibilidade de compra e :enda de produtos e informaçBes pela Internet e por outros ser:iços on-line+

!e acordo com Turban e Ting, adicionam$se mais duas perspecti:as > lista acimaP • 2 perspecti:a da cooperaçãoP o com;rcio eletr<nico ; um instrumento de mediação inter e intracooperati:a dentro de uma organi=ação+ • 2 perspecti:a comunit"riaP o com;rcio eletr<nico ; um ponto de encontro para os membros da comunidade poderem aprender, reali=ar neg?cios e cooperar uns com os outros+ #ara muitos, a definição mais ampla de com;rcio eletr<nico seria e- usiness, pois o termo al;m de concluir ue com;rcio eletr<nico ; a compra e :enda de produtos e ser:iços, ainda abarca a prestação de ser:iços a clientes, a cooperação entre parceiros comerciais e a reali=ação de neg?cios eletr<nicos dentro de uma organi=ação+ Tendo apresentado os conceitos acima, :ale ressaltar a perspecti:a dos 3uristas para a definição de com;rcio eletr<nico+ #ara )"bio 4lhoa CoelhoP
QCom;rcio eletr<nico ; a :enda de produtos N:irtuais ou físicosO ou a prestação de ser:iços reali=ados em estabelecimento :irtual+ 2 oferta e o contrato são feitos por transmissão e recepção de dados+ % com;rcio eletr<nico pode reali=ar$se por meio da rede mundial de computadores Ncom;rcio intern"uticoO ou fora delaR+

!e acordo com o #rofessor 2lberto Lui= 2lbertinP

L1I

Q; a reali=ação de toda a cadeia de :alor dos processos de neg?cios num ambiente eletr<nico, por meio da aplicação intensa das tecnologias de comunicação e informação, atendendo aos ob3eti:os do neg?cioR+

#ara Hagner Meira JEniorP
Qcom;rcio eletr<nico inclui todas as interaçBes entre empresas e consumidores ue possam ser reali=adas utili=ando a Internet ou outro meio de comunicação de dadosR+

2 diferenciação do com;rcio reali=ado entre empresas, ou se3a, !usiness-to-!usiness N@-@O e o com;rcio reali=ado com consumidores, ou se3a, !usiness-to-Consumer N@-CO ; importante para entendermos as operaçBes ue ocorrem na Internet+ ,egundo Maria &ug'nia (eis )in*elsteinP
Qo @-@ en:ol:e relaçBes comerciais entre empresas uanto > comerciali=ação de produtos e prestação de ser:iços entre produtores, fabricantes, fornecedores e importadores, sem a participação direta do consumidor final+ 2s mercadorias ad uiridas pelo @-@ normalmente são produtos, insumos e suprimentos por parte das empresas, com a Internet integrando as partesR+

Conforme %=a*i e 1asconcellos apud Taplan e ,aFheG N-...O, os mercados eletr<nicos @-@ são chamados de e-hu s, de:ido ao seu papel de ponto de distribuição+ &les separam os produtosIser:iços comprados por uma empresa entre insumos para manufatura e insumos operacionais+ !e acordo com Maria &ug'nia (eis )in*elsteinP
Qo @-C ; ditado por relaçBes de consumo do tipo fornecedor$consumidor+ Keste sentido, mediante a utili=ação da Internet, as empresas, na ualidade de produtoras eIou fabricantes eIou distribuidoras, :endem seus produtos ao consumidor final+ M o chamado :are3o eletr<nicoR+

!e:emos ressaltar ue as operaçBes de com;rcio eletr<nico ue nos interessam no presente trabalho são a ueles ue possuem um relação de consumo entre fornecedor e consumidor+ ,ão estas ue demandam uma especial atenção no ue tange aos direitos do consumidor no ambiente eletr<nico+

+%,%

Crescimen#o do Com2rcio "ia Internet % com;rcio eletr<nico :em crescendo :ertiginosamente no @rasil e no mundo+ Cada

:e= mais empresas estão criando operaçBes :irtuais para atender uma demanda crescente de e$ consumidores+

L1II

!e acordo com o relat?rio da &$bit, principal refer'ncia na a:aliação das lo3as :irtuais, conforme a -6U edição do Hebshoppers, o setor apresentou um crescimento nominal de -.V em relação ao ano anterior, atingindo um faturamento de --,9 bilhBes de reais+ &m -./-, 88,6 milhBes de pedidos foram reali=ados, um :alor -D,-V maior ue em -.//+ 2l;m disso, no ano de -./-, hou:e um aumento eApressi:o no nEmero de e$consumidores, /.,0 milhBes no:os entrantes, ou se3a, D-,- milhBes de pesssoas fi=eram, ao menos uma compra online at; ho3e no @rasil+ % tí uete m;dio ue representa o :alor gasto pelo consumidor em lo3as :irtuais di:idido pelo nEmero de pedidos pagos, foi de (Z 0D-,..+ Isso significa ue o e$ consumidor gasta em m;dia (Z 0D-,.. em cada compra reali=ada em lo3as :irtuais+ M importante apresentar ue o índice de satisfação do consumidor no ano de -./- foi de S8,/V, isso significa ue mais de S9V dos consumidores ficaram satisfeitos com as compras reali=adas em lo3as :irtuais+ % com;rcio eletr<nico brasileiro faturou (Z /-,6D bilhBes no primeiro semestre de -./0+ &sse :alor ;, nominalmente, -DV maior ue o registrado no mesmo período de -./-+ 2 uantidade de pedidos feitos :ia we aumentou -.V, chegando a 09,9D milhBes+ % com;rcio eletr<nico de:e fechar o ano de -./0 com um faturamento de (Z -S bilhBes, o ue representa um crescimento de -9V em relação a -./-+ Ko primeiro semestre de -./0, 0,7S milhBes de pessoas fi=eram a sua primeira compra online+ Com isso, o nEmero total de e$consumidores, ue 3" fi=eram ao menos um pedido :ia internet, chegou a D8,/8 milhBes+ % tí uete m;dio apresentou crescimento nominal de DV em relação > mesma ;poca do ano de -./-, ficando em (Z 097,D7+ Considerando ue temos um crescimeto eAponencial do com;rcio eletr<nico no @rasil e ue cada :e= mais consumidores acessam a internet para reali=ar compras, :erifica$se uma maior necessidade de preser:ar os direitos do consumidor na Internet+ *% Com2rcio Ele#r3nico e Direi#o do Cons midor

%s direitos do consumidor estão assegurados no C?digo de !efesa do Consumidor e da mesma forma ue estes direitos de:em ser respeitados no :are3o físico, eles tamb;m de:em ser respeitados no :are3o :irtual+ % ue diferencia uma compra no :are3o físico da compra no :are3o :irtual ; principalmente o acesso ao ue o produto ; ad uirido, pois trata$se de uma

L1III

operação em ambiente :irtual+ Kada difere portanto de um compra no estabelecimento físico, portanto de:em$se atribuir as mesmas regras ao :are3o :irtual ue são aplicadas no :are3o físico+ Kos Eltimos anos, :erificamos no com;rcio eletr<nico :are3ista, di:ersas pr"ticas por parte de lo3as :irtuais ue não esta:am em conssonLncia com os direitos pre:istos no C?digo de !efesa do Consumidor+ Temos como eAemplo a suspensão das ati:idades de com;rcio eletr<nico dos sites 2mericanas+com e ,ubmarino pertencentes > @-H Companhia Global de 1are3o por 6- horas pela )undação #rocon$,# em março de -./-+ Como penalidade, a empresa te:e ue pagar (Z /+6DD+0-.,..+ Isso ocorreu de:ido > um alto nEmero de reclamaçBes por parte de consumidores, ue foi de 8+--0 atendimentos ante -+--D em -./., uma alta de /S.V sendo a maior parte por falta de entrega de produtos ou defeitos no itens+ !e -..D a -.//, a @-H foi r; em // processos administrati:os ue resultaram em multa, segundo a entidade+ 2l;m disso, ti:emos a ascensão dos sites de compras coleti:as e por conse u'ncia do crescimento destas ofertas, foi e:idenciada a falta de preparo destas empresas e de seus parceiros no atendimento ao consumidor+ &m algumas situaçBes, os internautas ad uiriam um cupom com desconto para utili=ar em determinado estabelecimento e recebiam tratamento inade uado ue os diferencia:a dos demais consumidores+

*%+%

Com2rcio Ele#r3nico e as Rela-;es de Cons mo

Conforme )"bio 4lhoa, o com;rcio eletr<nico est" su3eito >s mesmas regras do fornecedor tradicionalP
Q2 circunstLncia de a :enda ter$se reali=ado num estabelecimento físico ou :irtual em nada altera os direitos dos consumidores e os correlatos de:eres dos empres"rios+ % contrato eletr<nico de consumo entre brasileiros est", assim, su3eito aos mesmos princípios e regras aplic":eis aos demais contratos Norais ou escritosO disciplinados pelo C?digo de !efesa do Consumidor+R

*%*%

Com2rcio Ele#r3nico e Le0isla-5o A$lic<"el

LIX

2 proteção do consumidor possui pre:isão legal na Constituição )ederal de /7SS no artigo 9J, XXXII em ue o &stado ter" ue promo:er na forma da lei a defesa do consumidor+ 2demais, pre:' tamb;m no artigo -D, 1III, o fato da 4nião, &stados e !istrito )ederal serem os entes competentesa para legislar concorrentemente sobre a responsabilidade por dano ao consumidor+ 2inda no ue tange > Magna Carta, no artigo /9., [95, de:erão ser apresentados ao consumidor por meio de medidas pre:itas e lei, os impostos ue incidam sobre mercadorias e ser:iços+ % C?digo de !efesa do Consumidor ue foi instituído em /77., dispBe sobre a proteção do consumidor, são normas ue estabelecem os direitos dos consumidores e os de:eres dos fornecedores de de produtos e ser:iços no @rasil+ % referido diploma legal busca assegurar aos cidadãos direitos b"sicos referente >s relaçBes consumeristas+ Ko C?digo Ci:il de -..-, temos algumas refer'ncias > proteção do consumidor+ &m seu artigo D-0, o C?digo Ci:il trata do contrato de adesão e confere ao aderente a interpretação mais fa:or":el, portanto, h" uma clara intenção de =elar pelos direitos do consumidor+ 2dicionalmente, o artigo 7-6, CC, h" uma pre:isão legal acerca dos direitos do consumidorP
Qa uele ue, por ato ilícito Narts+ /S8 e /S6O, causar dano a outrem, fica obrigado a repar"$lo+ #ar"grafo Enico+ Ya:er" obrigação de reparar o dano, nos casos especificados em lei, ou uando a ati:idade normalmente desen:ol:ida pelo autor do dano implicar, por sua nature=a, risco para os direitos de outremR+

% C?digo de #rocesso Ci:il estabelece ue ; do r;u o <nus de pro:ar a eAist'ncia de fatos impediti:os, modificati:os ou eAtinti:os do direito+ Considerando o #rincípio da hipossufici'ncia do consumidor, h" a necessidade de estabelecer uma igualdade entre as partes nas relaçBes de consumo+ !esta forma, o C?digo de !efesa do Consumidor determina, em seu artigo 85, 1III, ue ; um direito do consumidorP
Qa facilitação da defesa de seus direitos, inclusi:e com a in:ersão do <nus da pro:a, a seu fa:or, no processo ci:il, uando, a crit;rio do 3ui=, for :erossímil a alegação ou uando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordin"rias de eAperi'nciasR+

(ecentemente, foi promulgado o !ecreto nJ 6+78- de /9 de março de -./0 ue dispBe sobre a regulamentação do C?digo de !efesa do Consumidor no ue se refere > contratação de produtos e ser:iços no com;rcio eletr<nico+ &ste decreto busca reafirmar alguns dos de:eres dos fornecedores de produtos e ser:iços no com;rcio eletr<nico ao criar no:as regras >s lo3as :irtuais+ %s principais assuntos de ue trata o !ecreto foram a criação obrigat?ria de canais de atendimento, o direito de arrependimento e impor regras >s empresas ue oferecem

LX

ofertas em sítios de compras coleti:as na Internet+ Tais regras :alem para as empresas ue atendem ao consumidor final, ou se3a, para o destinat"rio da mercadoria e buscam garantir o respeito aos direitos dos consumidores+ 2 Lei nJ /0+6D6 de .6 de outubro de -..7 do &stado de ,ão #aulo foi alterada pela Lei &stadual nJ /D+79/ de fe:ereiro de -./0 e trata da entrega agendada+ Conhecida como Lei da &ntrega, esta Lei determina ueP
Qficam os fornecedores de bens e ser:iços ue atuam no mercado de consumo, no Lmbito do &stado, obrigados a fiAar uma data e turno para a reali=ação de ser:iços ou entrega dos produtos, sem ual uer <nus adicional aos consumidoresR+

&sta lei obriga o agendamento da entrega dos produtos em tr's turnos, manhã, das 6h.. >s //h.., tarde, das /-h.. >s /Sh.. e noite, das /7h.. >s -0h.. sem nenhum <nus adicional ao consumidor+ 2 lei determina ue se3a informado por escrito ao consumidor ual ser" a data de entrega e período do dia em ue a entrega ser" reali=ada+

*%/%

Os De"eres do Fornecedor no Com2rcio Ele#r3nico Conforme pre:isto no art+ 05 do C?digo de !efesa do ConsumidorP
Q)ornecedor ; toda pessoa física ou 3urídica, pEblica ou pri:ada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonali=ados, ue desen:ol:em ati:idade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, eAportação, distribuição ou comerciali=ação de produtos ou prestação de ser:iços+R

Kas pala:ras de Claudia Lima Mar uesD, este conceito ; amplo, pois uanto ao fornecimento de produtos, o ue o caracteri=a ; o desen:ol:imento de ati:idades profissionais, como a comerciali=ação, a produção, a importação, indicando tamb;m a necessidade de certa habitualidade, como a transformação, a distribuição de produtos+ !entro deste conceito, :amos nos atentar > ati:idade profissional de comerciali=ação de produto ou ser:iço, pois trata$se dos de:eres do fornecedor no com;rcio eletr<nico+ 2 definição legal de fornecedor abrange ual uer pessoa física, bem como ual uer pessoa 3urídica ue ofereça produtos e ser:iços, mediante desempenho habitual de ati:idade ci:il mercantil9+
6

)AR7&ES, Claudia Lima, Contratos no C?digo de !efesa do ConsumidorP o no:o regime das relaçBes contratuais, 8U edição, re:ista, atuali=ada e ampliada, &d+ (e:ista dos Tribunais, ,ão #aulo, -.//, p+ D.6 e D.S+
8

@2(@I&(I, !io:ana+ 2 #roteção do Consumidor no Com;rcio &letr<nico+ &studo Comparado > Lu= dos %rdenamentos Jurídicos @rasileiro e #ortugu's+ CuritibaP Juru", -./0, p+ D8+

LXI

Com relação ao conceito de fornecedor, ,heila do (ocio Leal, numa adaptação do conceito de fornecedor formulado por James Marins8, fornecedor no meio eletr<nico ; todo ente ue pro:isione o mercado de consumo de produtos e ser:iços, por meio eletr<nico, atra:;s da rede mundial de computadores+ Ko art+ 05 do C!C, ainda ; apresentado o conceito de produto e ser:içoP
Q[ /J #roduto ; ual uer bem, m?:el ou im?:el, material ou imaterial+ [ -J ,er:iço ; ual uer ati:idade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusi:e as de nature=a banc"ria, financeira, de cr;dito e securit"ria, sal:o as decorrentes das relaçBes de car"ter trabalhista+R

2s lo3as :irtuais são nas pala:ras de !io:ana @arbieri6P
Q&ntidades ue disponibili=am produtos ou prestam ser:iços atra:;s de sites alocados na Internet Ncy erstore ou virtual storeO+ 2tualmente 3" lo3as eletr<nicos para todos os segmentos de com;rcio, fornecendo os mais :ariados bens e ser:iços on-line+R

!esta forma, o comerciante ue reali=a :endas pela internet de produtos ou ser:iços est" su3eito >s normas pre:istas no C?digo de !efesa do Consumidor+ 4m dos aspectos rele:antes ue o art+ 05 do C!C pre:' ; ue o sistema de proteção do consumidor considera como fornecedores todos a ueles ue participam da cadeia de fornecimento de produtos e ser:içosS+ !esta forma, uando h" uma pluralidade de su3eitos na cadeia de fornecimento, eAiste a solidariedade entre os participantes pre:ista no artigo 65, par"grafo Enico ue ad:;m da teoria do risco da ati:idade profissional desempenhada pelos mesmos+ 2ssim, possuem responsabilidade ob3eti:a em caso de :ício de produto o fabricante e o comerciante conforme pre:isto no art+ /S do C!C+ Ko ue tange aos re uisitos 3urídicos do we site, ensina )"bio 4lhoa ueP
Qo empres"rio brasileiro ue pretende organi=ar estabelecimento :irtual de:e, ao disponibili=ar informaçBes no site, atentar ao pre:isto na legislação consumerista uanto aos re uisitos da oferta+ &m outros termos, os produtos e ser:iços ue os consumidores podem ad uirir atra:;s da internete de:em ser apresentados por meio
9

LEAL, Sheila do Rocio Cercal Santos. Contratos Eletr nicos! "alidade #$r%dica dos Contratos "ia Internet. apud ARR&'A AL(I), *os+ )anoel et al. C,di-o do cons$.idor co.entado. S/o 0a$lo! R1, 1221, 3.1:.
;

@2(@I&(I, !io:ana+ 2 #roteção do Consumidor no Com;rcio &letr<nico+ &studo Comparado > Lu= dos %rdenamentos Jurídicos @rasileiro e #ortugu's+ CuritibaP Juru", -./0, p+ 86+
:

)AR7&ES, Claudia Lima, Contratos no C?digo de !efesa do ConsumidorP o no:o regime das relaçBes contratuais, 8U edição, re:ista, atuali=ada e ampliada, &d+ (e:ista dos Tribunais, ,ão #aulo, -.//, p+ D --+

LXII

de informaçBes corretas, claras, precisas, ostensi:as e em portugu's e referir$se >s características, ualidade, uantidade, composição, preço, garantia, pra=os de :alidade, origem e e:entuais riscos > saEde ou segurança do consumidor NC!C, art+ 0/O+ 2l;m disso, os fabricantes dos produtos postos > :enda de:em estar identificados pelo nome e endereço NC!C, art+ 00O+ #ara a regularidade 3urídica do Febsite, não pode faltar nenhum desses re uisitos+R

Conforme apresentado pelo autor, os artigos 0/ e 00 do C!C tratam de alguns dos de:eres impostos aos fornecedores, respecti:amente a clare=a nas informaçBes sobre produtos e ser:iços e os contatos do fabricante+

*%:%

Os Direi#os do Cons midor no Com2rcio Ele#r3nico #ara ,heila do (ocio Leal, consumidor ;P
Qtoda pessoa física ou 3urídica, ente despersonali=ado ou coleti:idade de pessoas, sem eAclusão dos e uiparados por lei, ue, por meio eletr<nico, manifesta sua :ontade para utili=ar ou ad uirir, como destinat"rio final, produto ou ser:iço ofertados na Internet+R

Conforme adu= !io:ana @arbieri7, a destinação final do produto pode ser interpretada de duas maneirasP restriti:a ou eAtensi:a+
Q !e maneira restriti:a, como defende a corrente finalista, le:a$se em conta a finalidade com ue foi ad uirido o bem ou ser:iço e encarado como consumidor apenas o su3eito ue ad uire ou utili=a um produto para uso p?prio e de sua família e não a uele ue age com intuito de desen:ol:er a ati:idade mercantil+ !e forma eAtensi:a, segundo a corrente maAimalista, considera$se apenas a destinação f"tica do produtos ou do ser:iço, :ale di=er, a efeti:a retirada do mercado ou a efeti:a utili=ação, independentemente da destinação econ<mica do bem ou do intuito lucrati:o do consumidor+R

2 tend'ncia na doutrina e 3urisprud'ncia ; adotar a teoria finalista, eAceto uando o profissional esti:er agindo fora da sua especialidade, caso em ue poder" ser considerado consumidor+ % C?digo de !efesa do Consumidor reconhece duas categorias de consumidoresP os consumidores efeti:os, partícipes ati:os da relação de consumo conforme o artigo -5, caput e os consumidores e uiparados, uais se3am a coleti:idade Nart+ -5, pargrafo EnicoO, as :ítimas de acidentes de consumo Nart+ /6O e os su3eitos a determinadas pr"ticas comerciais Nart+ -7O, concedendo a todos, indistintamente, tratamento igualit"rio+
2

@2(@I&(I, !io:ana+ 2 #roteção do Consumidor no Com;rcio &letr<nico+ &studo Comparado > Lu= dos

%rdenamentos Jurídicos @rasileiro e #ortugu's+ CuritibaP Juru", -./0, p+ D0+

LXIII

2o ad uirir produtos ou ser:iços, o indi:íduo re:este$se de direitos inerentes > relação de consumo firmada+ &stes direitos estão pre:istos nos incisos do artigo 85 do C?digo de !efesa do ConsumidorP
,ão direitos b"sicos do consumidorP I $ a proteção da :ida, saEde e segurança contra os riscos pro:ocados por pr"ticas no fornecimento de produtos e ser:iços considerados perigosos ou noci:osC II $ a educação e di:ulgação sobre o consumo ade uado dos produtos e ser:iços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contrataçBesC III $ a informação ade uada e clara sobre os diferentes produtos e ser:iços, com especificação correta de uantidade, características, composição, ualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos ue apresentemC I1 $ a proteção contra a publicidade enganosa e abusi:a, m;todos comerciais coerciti:os ou desleais, bem como contra pr"ticas e cl"usulas abusi:as ou impostas no fornecimento de produtos e ser:içosC 1 $ a modificação das cl"usulas contratuais ue estabeleçam prestaçBes desproporcionais ou sua re:isão em ra=ão de fatos super:enientes ue as tornem eAcessi:amente onerosasC 1I $ a efeti:a pre:enção e reparação de danos patrimoniais e morais, indi:iduais, coleti:os e difusosC 1II $ o acesso aos ?rgãos 3udici"rios e administrati:os com :istas > pre:enção ou reparação de danos patrimoniais e morais, indi:iduais, coleti:os ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrati:a e t;cnica aos necessitadosC 1III $ a facilitação da defesa de seus direitos, inclusi:e com a in:ersão do <nus da pro:a, a seu fa:or, no processo ci:il, uando, a crit;rio do 3ui=, for :erossímil a alegação ou uando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordin"rias de eAperi'nciasC

% Consumidor ue ad uire produtos ou ser:iços pela Internet, tem direito a ue este bem ou ser:iço se3a seguro e este3a em perfeitas condiçBes, permitindo ue não ha3am danos ao seu patrim<nio ou a sua pessoa+ Keste sentido, o consumidor tem direito > reparação de danos causados pelo fornecedor ue de:em cumprir o contrato firmado na sua integralidade+ &m conssonLncia com as diretri=es pre:istas no C?digo de !efesa do Consumidor, encontramos 3urisprud'ncia referente > proteção do consumidor ue reali=a operaçBes de compra por meio da Internet, o Tribunal de Justiça do &stado de ,ão #aulo, em 2pelação nJ...DDD.$-D+-./-+S+-8+.098, da Comarca de Mirand?polis, deu pro:imento ao recurso do autor ue em contrato de compra e :enda com a empresa @-H Companhia Global de 1are3o, recebeu aparelho de celular com :ício de ualidade do produto ad uirido na lo3a :irtual 2mericanas+com+ 2 pretensão do autor na petição inicial foi 3ulgada parcialmente procedente, condenando a r; a substituir o produto :iciado por outro aparelho de telefonia celular, da

LXI1

mesma marca e modelo, em perfeitas condiçBes de uso e decorrente de sucumb'ncia recíproca, cada parte acaria com 9.V das custas, despesas processuais, al;m de honor"rio ad:ocatícios correspondente a cada patrono, obser:ado uanto ao autor ue, a eAigibilidade das :erbas, fica suspensa nos termos do art+/- da Lei n5 /+.8.I9., por ue benefici"rio da assist'ncia 3udiciaria gratuita+ Ko entanto, inconformado com a setença proferida, o autor interp<s recurso de apelação, pois de:e ser reformada a sentença no ue tange ao pedido de danos morais uma :e= ue a substituição do produto ocorreu ap?s 67 dias e tal fato utrapassou o mero dissabor, tornando$se eAcessi:amente demorado+

% pra=o para sanação de :ício de produto ; de no m"Aimo 0. dias conforme dispBe o [ /5, do art+ /S, do C?digo de !efesa do Consumidor tornando inaceit":el a isenção de responsabilidade da r; pelo :ício da mercadoria, imputando > fabricante > culpa eAclusi:a+ !iante de atraso recorrente da r; para atendimento ao consumidor, apresentada em documentos comprobat?rios, o atraso da r; na substituição do aparelho não poderia ser apenas um aborrecimento, mas tamb;m um constrangimento uma :e= ue o autor te:e ue emprestar o aparelho do seu genitor+ % não atendimento ao consumidor reiteradas :e=es trata$se de medida de necess"ria inter:enção do #oder Judici"rio na an"lise do caso concreto+ % aparelho celular nos dias atuais ser:e como instrumento necess"rio e indispens":el+ Com elementos suficientes para identificação do dano moral, arbitrou$se a uantia de (Z 0+...,.. com correção monet"ria e 3uros legais de mora desde a citação e pagamento de custas, despesas processuais, al;m de honor"rios ad:ocatícios arbitrados em -.V N:inte por centoO sobre o montante da condenação nos termos do art+ -., [05 do C#C+

&m posicionamento similar ao caso ante mencionado, o Tribunal de Justiça do &stado do (io Grande do ,ul acolheu a apelação cí:el n5 6..076886/- em ue o autor ingressou com o recurso para solicitar a reforma da sentença uanto ao pedido de danos morais em :irtude de contrato de compra e :enda pela Internet+

Compro:a$se o dano moral de:ido ao desgaste suficiente para causar dor e sofrimento em decorr'ncia da espera de mais de uarenta dias na entrega do produto sem nenhuma pro:id'ncia da demandada+ Trata$se de caso de in:ersão do <nus da pro:a, competindo a

LX1

demandada

ue compro:e

ue não hou:e pre3uí=o moral ao autor+ % autor alega

ue

despendeu tempo e esforço para encontrar uma solução perante a demandada, sem sucesso, acarretando perturbação de seu sossego e tran uilidade+

Tem$se configurado portanto o dano moral, suscetí:el de compensação pela indeni=ação pleiteada pelo fato da demandada ue tem por ob3eti:o oferecer uma operação de compra e :enda perfeita em meio eletr<nico o ue não ocorreu gerando frustração do autor ue mesmo buscando contato reiteradas :e=es com a empresa re uerida, não te:e uma 3ustificati:a plausí:el ou ao menos reconheceu a falha na prestação do ser:iço e a de:olução do preço+ % :alor determinado para compensação do mal impingido pela demandada ; de (Z S+...,.. Noito mil reaisO+ Tal uantia arbitrada :ai acrescida de correção monet"ria pela :ariação mensal do IG#$M e 3uros de mora de /V ao m's, ambos tendo como termo inicial a data do ac?rdão+

%s casos supracitados são típicos das relaçBes de consumo contemporLneas em ue h" e:idente desrespeito aos direitos assegurados ao consumidor no C?digo de !efesa do Consumidor+ /% Con#ra#os Ele#r3nicos

Kas pala:ras de Luis HieleFic*iP
Q ainda ue sucintamente os contratos eletr<nicos podem ser definidos como instrumentos obrigacionais de :eiculação digital, são todas as esp;cies de signos eletr<nicos transmitidos pela Internet ue permitem a determinação de de:eres e obrigaçBes 3urídicosR+

%s contratos eletr<nicos podem ser definidos nas pala:ras de ,emG Glan= comoP
Qa uele celebrado por meio de programas de computador ou de aparelhos com tais programas+ !ispensam a assinatura ou eAigem assinatura codificada ou senhaR+

#ara )"bio 4lhoa CoelhoP
Q% contrato eletr<nico ; celebrado por meio de transmissão eletr<nica de dados+ 2 manifestação de :ontade dos contratantes Noferta e aceitaçãoO não se :eicula nem oralmente, nem por documento escrito, mas pelo registro em meio :irtual Nisto ;, despapeli=adoO+R

Conforme esclarece ,heila do (ocio Leal, os contratos eletr<nicos não de:em ser confundidos com contratos deri:ados da inform"tica ou inform"ticos+ &stes se caracteri=am

LX1I

por possuírem Qob3eto contratual :oltado ao ambiente digital,R 1< tais comoP contratos de fornecimento de conteEdos a We site, contratos de desen:ol:imento de We sites e contratos de criação, :eiculação de anEncios publicit"rios em Internet, contratos de hot-sites e contratos de compra e :enda de domínios na Internet+

2 3urista ainda diferencia contratos concluídos por computador de contratos eAecutados por computador+ Ko primeiro caso, o computador atua como mecanismo de formação e manifestação da :ontade negocial, mediante elaboração de dados ue são fornecidos pelas partes como etapa do processo de desen:ol:imento da relação 3urídica contratual+ &ntretanto, os contratos eAecutados por computador tem as suas fases de formação no formato tradicional, ou se3a, as etapas não ocorrem em meio eletr<nico, o acordo de :ontades ocorre fora do espaço :irtual e portanto não são considerados contratos eletr<nicos+ #ara ue um contrato se3a considerado eletr<nico, a manifestação de :ontade de:er" ocorrer no meio :irtual+ Ko ue se refere ao C?digo de !efesa do Consumidor, apresenta$se a figura do contrato eletr<nico de consumo, contrato ue ocorre em meio eletr<nico sendo ue seu ob3eto ; a relação 3urídica consumerista+ &m toda relação de consumo, de:em as partes consumidor e fornecedor estarem presentes+ #ara ,heila do (ocio Leal os contratos eletr<nicos tem tr's fases para sua formação tais comoP as tratati:as ou negociaçBes preliminaresC a oferta ou policitaçãoC a aceitação ou oblação+ Ka primeira fase, uma das partes manifesta a :ontade ine uí:oca de contratar > outra parte+ 2 proposta ou oferta desde ue s;ria, clara e e:idente, torna o contrato :inculat?rio+ 2demais, a oferta tamb;m apresenta a característica de obrigatoriedade e irretratabilidade, de forma ue o fornecedor de:e atender integralmente ao conteEdo da oferta+ 2 autora ainda ressalta ue uando a oferta ; :eiculada em sites especiali=ados e lo3as :irtuais, a proposta ; permanente, estando disponí:el o tempo todo na (ede para adesão dos interessados em contratar+ Conforme ensinamentos de )"bio 4lhoaP

1<

LEAL, Sheila do Rocio Cercal Santos. Contratos Eletr nicos! "alidade #$r%dica dos Contratos "ia Internet. apud =IELE=IC>I, L$%s. Contratos e Internet! contornos de $.a ?re"e an@lise. In! LE)OS 'A SIL(A *R., Ronaldo, =AISBERG, I"o AOr-.B. Comércio Eletrônico. S/o 0a$lo! R1, 4<<1, 3. 12:.

LX1II

QKo com;rcio eletr<nico, considera$se feita a oferta no momento em ue os dados disponibili=ados pelo empres"rio em seu we site ingressam no computador do consumidor ou ad uirente+ 2 aceitação, por sua :e=, :erifica$se uando os dados transmitidos por estes ingressam nas m" uinas do empres"rio+R

!e acordo com ,heila do (ocio LealP
Q2 aceitação ou oblação ; a fase final de formação do contrato+ 2 uela na ual o aceitante a uiesce com as condiçBes estabelecidas, na oferta, ense3ando >s partes o de:er de dar cumprimento >s obrigaçBes pactuadas+

#ara oferecer maior segurança >s contrataçBes eletr<nicas, o #ro3eto de Lei n ° /+9S7I77 da %2@ de ,ão #aulo enumera di:ersos re uisitos para as ofertas em meio :irtual conforme transcre:e$se abaiAoP
2rt+ D5 $ 2 oferta de contratação eletr<nica de:e conter claras e ine uí:ocas infonnaçBes sobreP aO nome do ofertante e o nEmero de sua inscrição no cadastro geral do Minist;rio da )a=enda ainda, em se tratando de ser:ço su3eito ao regigme de profissão regulamentada, o nEmero de ínscrição no ?rgão fiscali=ador ou regulamentadorC bO endereço físico do estabelecimentoC oO idantificação e endereço físico do arma=enador, dO meio pelo ual ; possí:el contatar o ofertante, inclusi:e correio eletr<nicoC eO o ar ui:amento do contrato eletr<nico, pelo ofertanteP fO instruçBes para ar ui:amento do contrato eletr<nico, pelo aceitante, bem como pãra sua recupensção, em caso de necessidadeC e gO ,istemas de segurança empregados na operação+

Tais regras :ão de encontro com o disposto no !ecreto 6+78-I-./0 ue apresenta em seu teor inEmeras normas para regulamentação das relaçBes de consumo por meio da Internet+

:%

Decre#o '%()*=*.+/ e s as Im$lica-;es

% !ecreto 6+78-I-./0 trouAe di:ersas implicaçBes no ue tange ao regramento do com;rcio reali=ado no meio :irtual no @rasil+ Trataremos da regulação das relaçBes de com;rcio eletr<nico, compras coleti:as, os de:eres do fornecedor, o direito de arrependimento e as sançBes pelo não cumprimento ue foi regulamentado pelo !ecreto+

:%+%

A re0 la-5o das Rela-;es de Com2rcio Ele#r3nico % !ecreto de:e ser interpretado e aplicado em con3unto com as disposiçBes

consumeristas do C?digo de !efesa do Consumidor por se tratar de um subsistema+ 1e3a$se ue alguns princípios formadores do C!C foram utili=ados no !ecreto como a boa$f;, princípio geral do !ireito+

LX1III

% art+ 85 do C!C pre:' essas obrigaçBes, no entanto, a ui, são específicas e, mesmo assim, não eAcluem a uelas do C?digo de !efesa do Consumidor+ 2demais, h" conceitos do C?digo de !efesa do Consumidor ue de:em ser utili=ados no com;rcio eletr<nico+ • Consumidor ; toda pessoa física ou 3urídica ue ad uire ou utili=a produto ou ser:iço como destinat"rio final e e uipara$se a consumidor a coleti:idade de pessoas, ainda ue indetermin":eis, ue ha3a inter:indo nas relaçBes de consumo Nart+ -5 do C!COC • )ornecedor ; toda pessoa física ou 3urídica, pEblica ou pri:ada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonali=ados, ue desen:ol:em ati:idade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, eAportação, distribuição ou comerciali=ação de produtos ou prestação de ser:iços Nart+ 05O+ • • #roduto ; ual uer bem, m?:el ou im?:el, material ou imaterial+ ,er:iço ; ual uer ati:idade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusi:e as de nature=a banc"ria, financeira, de cr;dito e securit"ria, sal:o as decorrentes das relaçBes de car"ter trabalhista+ Ko artigo -o, o !ecreto estabeleceu informaçBesP • nome empresarial e nEmero de inscrição do fornecedor, uando hou:er, no Cadastro Kacional de #essoas )ísicas ou no Cadastro Kacional de #essoas Jurídicas do Minist;rio da )a=endaC • endereço físico e eletr<nico, e demais informaçBes necess"rias para sua locali=ação e contatoC Ka pr"tica ; obrigat?rio ue conste de maneira de f"cil :isuali=ação, algum nEmero de registro do fornecedor, se3a ele, C#), CK#J ou inscrição estadual, al;m de endereço físico, eletr<nico e meios de contato efeti:os+ Tais informaçBes de:em ter desta ue e f"cil ue os sítios eletr<nicos e demais meios

eletr<nicos de:em conter em local de desta ue ou de f"cil :isuali=ação, as seguintes

LXIX

:isuali=ação para ue o consumidor tenha condiçBes de eAercer seus direitos e manter$se protegido+ 2 ideia ; a de ue o fornecedor se3a facilmente contatado pelos consumidores ue ueiram tirar dE:idas ouIe reclamar sobre algo ue não ocorreu de forma esperada, garantido a transpar'ncia das transaçBes nas relaçBes eletr<nicas+ %u se3a, o atendimento de:e ocorrer de forma efica= e em pra=o ra=o":el+ :%*% Com$ras Cole#i"as % artigo 0o trata das transaçBes comerciais na modalidade de compra coleti:a e modalidades an"logas ue de:erão apresentar outras informaçBes ue :eremos abaiAo, al;m das pre:istas do artigo -o do !ecreto+ 2 modalidade de compra coleti:a, em resumo, ; a forma de oferta ue garante o neg?cio por um determinado preço e em determinadas condiçBes e pra=o, desde ue um determinado grupo de consumidores ad uira a uele produto ou ser:iço+ Kesse tipo de neg?cio h" um ofertante e um fornecedor+ Kormalmente uma empresa busca bons neg?cios para os consumidores em geral+ 2ssim, por eAemplo, uma empresa disponibili=a para os consumidores um 3antar em um restaurante, por um preço diferenciado em condiçBes ou preços, desde ue um nEmero de consumidores compre essa oferta+ % consumidor recebe um cupom, voucher ou similar ue tem as informaçBes e ; o documento ue garante a utili=ação do ue foi ad uirido+ ,e o ue foi ad uirido Nproduto, ser:iço, etcO não for utili=ado em determinado pra=o, o :alor pago pode ser perdido+ %s sítios eletr<nicos ou demais meios eletr<nicos utili=ados para ofertas de compras coleti:as ou modalidades an"logas de contratação de:erão conter, al;m das informaçBes pre:istas no item acima e Nart+ -o do !ecretoO, NaO uantidade mínima de consumidores para a efeti:ação do contratoC NbO pra=o para utili=ação da oferta pelo consumidorC e NcO identificação do fornecedor respons":el pelo sítio eletr<nico e do fornecedor do produto ou ser:iço ofertado, com as informaçBes de endereço, contato e registro desse fornecedor NC#), CK#J, inscrição estadual, endereço físico e eletr<nico, e demais informaçBes necess"rias para locali=ação e contato, de ofertante e fornecedorO+ &m sítios de compra coleti:a ou similares ; essencial ue as informaçBes e condiçBes para a utili=ação do ue foi ad uirido este3a em condiçBes de entendimento por todos, com

LXX

linguagem clara e simplificada+ #or isso ; interessante colocar

uadros ou campos bem

definidos, com o preço, descrição do ser:iço, condiçBes, limitaçBes e pra=o NsO de utili=ação da oferta+ &ssas informaçBes de:em estar bem eAplícitas e simplificadas, com os mesmos uadros e campos demonstrati:os no documento ue ficar em posse do consumidor, se3a digital ou impresso+ 2s informaçBes de contato do fornecedor são de suma importLncia, pois muitas ofertas eram :endidas e não era possí:el contatar o fornecedor, pois não ha:iam informaçBes de contato+ % documento gerado pela a uisição do produto ou ser:iço :incula as partes e as obriga, ou se3a, o ue esti:er escrito, de:e ser cumprido+ M claro ue h" determinadas eAceçBes eAcepcionais em caso de erro ou engano+ !e ual uer maneira, de:e$se sempre lembrar da boa$f; e comportamento do homem m;dio, ou se3a, como se comportaria uma pessoa em condiçBes de normalidade e honestidade+ Kão se pode imaginar ue um carro :endido em sítio :irtual normalmente estaria em :alor tão inferior ao de mercado+ M importante tamb;m ressaltar ue a cadeia de ofertantes ou fornecedores gera a responsabilidade coleti:a e solid"ria, como regra+ Todos os en:ol:idos e ue t'm apro:eitamento econ<mico respondem pelos riscos do neg?cio essa ; a regra no nosso sistema e ue :em tradu=ida em di:ersos dispositi:os legais, tais como o art+ 7-6, p"r+ En+ do C?digo Ci:il e no art+ /S do C?digo de !efesa do ConsumidorP
2rt+ /S+ %s fornecedores de produtos de consumo dur":eis ou não dur":eis respondem solidariamente pelos :ícios de ualidade ou uantidade ue os tornem impr?prios ou inade uados ao consumo a ue se destinam ou lhes diminuam o :alor, assim como por a ueles decorrentes da disparidade, com as indicaçBes constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicit"ria, respeitadas as :ariaçBes decorrentes de sua nature=a, podendo o consumidor eAigir a substituição das partes :iciadas+

#or nosso sistema, se hou:e apro:eitamento econ<mico, h" responsabili=ação+ %u se3a, essa ; a regra+ %utros e:entuais atores en:ol:idos na cadeia ue não tenham contribuído para o resultado danoso não podem ser responsabili=ados, por eAemplo, empresas ou pessoas ue façam a gestão de fideli=ação, ou ue disponibili=em ferramentas auAiliares mas como dito, desde ue não tenham contribuído diretamente para o dano N:+ p+ eA+, art+ D.0, CCO+

LXXI

!e nada :ale o discurso de ue somos empresas de di:ulgação e não podemos nos responsabili=ar por nossos fornecedores de produtos ou ser:iços+ &sse tipo de colocação ; um :erdadeiro atentado > boa$f; e intelig'ncia+ Ya:endo apro:eitamento econ<mico, h" reponsabilidade das partes+ :%/% De"eres do Fornecedor

% !ecreto n+ 6+78-I/0 te:e a preocupação de facilitar a maneira de oferecimento de informaçBes e atendimento ao consumidor+ !essa maneira, foram estabelecidos alguns de:eres do fornecedor ue se somam aos demais de:eres especialmente no C?digo de !efesa do Consumidor+ &m bre:es consideraçBes estão os de:eres do fornecedorP • apresentar sum"rio do contrato antes da contratação, com as informaçBes necess"rias ao pleno eAercício do direito de escolha do consumidor, enfati=adas as cl"usulas ue limitem direitos, assim como disponibili=ar o contrato ao consumidor em meio ue permita sua conser:ação e reprodução, imediatamente ap?s a contrataçãoC %s contratos de:em ser de f"cil compreensão e não podem gerar dE:idas ou contradiçBes em seu teAto+ M importante usar uma linguagem simples e acessí:el+ 2o menos de:e ser disponibili=ado um sum"rio do contrato, ou se3a, um resumo ue contenha todas as disposiçBes essenciais sobre o neg?cio, dentre elas, NfornecedorNesO, preço, forma e condiçBes do pagamento, custos di:ersos ou de frete, pontos essenciais sobre o produto ou ser:iço e e:entuais limitaçBes ou ad:ert'ncias N uando o produto oferecer risco ou perigoO, rescisão, de:olução e arrependimento+ Ka dE:ida, ; preferí:el disponibili=ar o contrato como um todo, especialmente uando se tratar de uestBes mais simples ou corri ueiras ou na uelas de maior compleAidade+ M recomend":el ue se3a possí:el sal:ar ou imprimir a :ersão de sum"rio ou contrato+ 2s cl"usulas ue limitarem direitos de:em ser destacadas, no sum"rio ou contrato de:em estar em negrito, sublinhadas ou em caiAa alta, por eAemplo+ &ssas cl"usulas são a uelas ue contenham disposiçBes ue limitem os direitos normalmente estabelecidos ; o caso de não reposição da mercadoria ou troca por outra igual por se tratar de peça Enica, s? restando a de:olução de :alores+ ue 3" esta:am na legislação,

LXXII

% contrato integral de:e ser disponibili=ado em meio ue permita sua conser:ação+ M preciso permitir a impressão ou ue o contrato possa ser ar ui:ado em meio eletr<nico pelo consumidor+ !e ual uer maneira, ; importante informar o meio pelo ual isso pode ocorrer para ue o consumidor tenha condiçBes de ter tais ferramentas, antes de concluir o contrato+ M recomend":el permitir ue o consumidor tenha mais de um meio para o ar ui:amento ou impressão, permitindo ue use programa ue 3" tenha ou baiAe para tanto+ 2 ineAist'ncia desses mecanismos, com a respecti:a pro:a poder" ser desfa:or":el ao fornecedor de maneira geral, sendo deste Eltimo, em regra, o <nus de pro:ar de:er, como eApressamente colocado no !ecreto n+ 6+78-I/0+ • fornecer ferramentas efica=es ao consumidor para identificação e correção imediata de erros ocorridos nas etapas anteriores > finali=ação da contratação e confirmar imediatamente o recebimento da aceitação da ofertaC 2 ui estamos tratando da uela famosa tela de confira seus dados+ ,ugere$se ue ha3a alguma participação ati:a sempre, com a concordLncia eApressa com os termos da tela ue confirma os dados do consumidor, neg?cio e pagamento+ Kão basta apenas isso+ M importante ue o consumidor tamb;m tenha a possibilidade de corrigir ual uer informação ali contida e mesmo cancelar o neg?cio+ • manter ser:iço ade uado e efica= de atendimento em meio eletr<nico, ue possibilite ao consumidor a resolução de demandas referentes a informação, dE:ida, reclamação, suspensão ou cancelamento do contrato com resposta no m"Aimo em 9 dias+ !e:e ha:er a confirmação imediata do recebimento das demandas do consumidor, pelo mesmo meio empregadoC % ser:iço em meio eletr<nico, se3a chat, mensagem ou outro meio de:e ser efica= e permitir a comunicação eficiente e em linguagem acessí:el para possibilitar ao consumidor a resolução de demandas referentes a informação, dE:ida, reclamação, suspensão ou cancelamento do contrato+ % pra=o estabelecido pelo !ecreto ; de 9 dias+ Kos ser:iços eApressos de entrega ; con:eniente manter ser:iço ue responda em pra=o inferior+ &m todos os casos de:e ha:er a confirmação imediata do recebimento das demandas do consumidor, pelo mesmo meio empregado, ou se3a se o consumidor mandar e-mail, de:e ha:er um e-mail de resposta de confirmação de recebimento desse e-mail+ @asta a confirmação de recebimento ue disponibili=ou tais meios para o consumidor NC!C, art+ 8, inc+ 1III, e art+ /D, [ 0JO, sendo um

LXXIII

dessa demanda do consumidor Ninformação, dE:ida, reclamação, suspensão ou cancelamento do contratoO, podendo a resposta seguir em at; 9 NcincoO dias+ 2 resposta de:e compro:ar o recebimento da demanda+ Kão ha:endo resposta, e:entual <nus pela desist'ncia ou e:entuais danos decorrentes da falta dessa resposta, poderão ser aplicados ao fornecedor+ • utili=ar mecanismos de segurança efica=es para pagamento e para tratamento de dados do consumidor+ %s dados pessoais são preser:ados por disposição constitucional+ ,ua recepção, guarda e proteção são responsabilidade do sítio fornecedor+ 2inda ue dependa de outros para o arma=enamento, a partir do momento ue coleta os dados passa a ser respons":el por sua guarda perante o consumidor+ !ifundir as informaçBes significa permitir ue os dados se3am utili=ados por terceiros, não relacionados ao neg?cio e sem a de:ida autori=ação+ (ecentemente começou a se discutir a necessidade da regulação da proteção de dados, especialmente em ra=ão do crescimento do comercio eletr<nico+ % pro3eto de Lei de proteção dos dados pessoais /0 ue trata do assunto regulou alguns assuntos, sendo interessante tra=er alguns dos conceitos utili=adosP • !ados pessoais são ual uer informação relati:a a uma pessoa identificada ou identific":el, direta ou indiretamente, incluindo todo endereço ou nEmero de identificação de um terminal utili=ado para coneAão a uma rede de computadoresC • TratamentoP toda operação ou con3unto de operaçBes, reali=adas com ou sem o auAílio de meios automati=ados, ue permita a coleta, arma=enamento, ordenamento, conser:ação, modificação, comparação, a:aliação, organi=ação, seleção, eAtração, utili=ação, blo ueio e cancelamento de dados pessoais, bem como o seu fornecimento a terceiros por meio de transfer'ncia, comunicação ou interconeAãoC • banco de dadosP todo con3unto estruturado de dados pessoais, locali=ado em um ou :"rios locais, em meio eletr<nico ou nãoC • dados sensí:eisP dados pessoais cu3o tratamento possa ense3ar discriminação do titular, tais como a ueles ue re:elem a origem racial ou ;tnica, as

LXXI1

con:icçBes religiosas, filos?ficas ou morais, as opiniBes políticas, a filiação sindical, partid"ria ou a organi=açBes de car"ter religioso, filos?fico ou político, os referentes > saEde e > :ida seAual, bem como os dados gen;ticos e biom;tricosC • difusãoP ato de re:elar dados pessoais a um ou mais su3eitos indeterminados di:ersos do seu titular, sob ual uer formaC :%:% Direi#o de Arre$endimen#o % consumidor pode arrepender$se de uma compra feita por meio eletr<nico+ M uma forma de resilição do contrato, ou se3a, de arrepender$se propriamente+ % fornecedor tem o de:er de informar de fora clara e ostensi:a, os meios ade uados e efica=es para o eAercício do direito de arrependimento pelo consumidor+ % consumidor poder" eAercer seu direito de arrependimento pela mesma ferramenta utili=ada para a contratação, sem pre3uí=o de outros meios disponibili=ados+ % eAercício do direito de arrependimento implica a rescisão dos contratos acess?rios, o ue ocorrer" sem ual uer <nus para o consumidor+ %s sítios de com;rcio eletr<nico de:em disponibili=ar de forma f"cil as informaçBes sobre como pode ser eAercido o direito de arrependimento, possibilitando ue se faça pelo mesmo mecanismo de compra, de:endo o fornecedor ter ferramentas ue informem imediatamente > instituição financeira ou administradora de cartão de cr;dito para ue ha3a o cancelamento da operação, sem o lançamento em conta ou fatura, ou a de:olução de :alores pagos+ Todas essas disposiçBes respeitam o ue 3" eAistia no C?digo de !efesa do

Consumidor ao se garantir a de:olução de produtos comprados pre:ista no art+ D7P
2rt+ D7+ % consumidor pode desistir do contrato, no pra=o de 6 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou ser:iço, sempre ue a contratação de fornecimento de produtos e ser:iços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio+ #ar"grafo Enico+ ,e o consumidor eAercitar o direito de arrependimento pre:isto neste artigo, os :alores e:entualmente pagos, a ual uer título, durante o pra=o de refleAão, serão de:ol:idos, de imediato, monetariamente atuali=ados+

LXX1

% pra=o para a de:olução, sem a necessidade de 3ustificati:a ; de sete dias a partir do recebimento do produto, ob:iamente não pode ha:er o uso ou consumo do produto, ele de:e ser de:ol:ido nas mesmas condiçBes em ue foi recebido+ &sse tipo de arrependimento gera efeitos retroati:os ao momento da contratação NeA tuncO, sem <nus para o consumidor+ Y" ainda os casos de não arrependimento, mas em ue h" um :ício do produto ou ser:iços Ndefeito ou não ade uado para o consumoO+ Kessa situação, o consumidor tem 0. NtrintaO dias para bens não dur":eis e 7. Nno:entaO para bens dur":eis, para reclamar+ % C?digo de !efesa do Consumidor ainda garanteP NaO a substituição do produto por outro da mesma esp;cie, em perfeitas condiçBes de usoC NbO refa=imento do ser:içoC NcO a restituição imediata da uantia paga, monetariamente atuali=adaC NdO o abatimento proporcional do preçoC ou NeO a complementação do peso ou medida do produto+ Kas pala:ras do 3urista Marcel LeonardiP
Q% teAto do artigo D7 do C?digo de !efesa do Consumidor ; eAtremamente gen;rico, não mencionando limitaçBes ou eAceçBes ao direito de arrependimento+ &m ra=ão disso, a doutrina brasileira se di:ide entre a ueles ue defendem ue esse direito ; absoluto, em ra=ão da interpretação literal do teAto desse artigo, e a ueles ue defendem ue o referido direito comporta restriçBes, ha:endo necessidade de interpretação teleol?gica do artigo+R

Keste sentido, na interpretação literal, o direito de arrependimento est" atrelado ao risco do neg?cio, cabendo ao fornecedor buscar alternati:as para se ade uar ao custo gerado pela desist'ncia do consumidor+ Ka interpretação e:itar abusos por parte do consumidor+ :%,% As San-;es $elo n5o C m$rimen#o do Decre#o n% '%()*=+/ %s contratos gerados no com;rcio eletr<nico de:erão obser:ar o cumprimento das condiçBes da oferta, com a entrega dos produtos e ser:iços contratados, obser:ados sempre os pra=os, uantidade, ualidade e ade uação+ Ko caso de não obser:Lncia dessas obrigaçBes, as condutas descritas do !ecreto de -./0, ense3am a aplicação das sançBes pre:istas no art+ 98 do C?digo de !efesa do Consumidor+ Tamb;m no ue couber, de:e ser aplicado o !ecreto n+ 9+7.0, de -. de ue comporta restriçBes, o direito de arrependimento não seria absoluto, sendo aplicado ap?s a:aliar o caso concreto, buscando

LXX1I

setembro de -..8, ue regulamentou a Lei no /.+78-, de // de outubro de -..D, e o pr?prio C!C+ % C?digo de !efesa do Consumidor, para as infraçBes ue descre:e, impBe sançBes administrati:as, sem pre3uí=o das demais aplic":eis, se3am elas, ci:is, penais, mesmo ue definidas em normas especiais ou esparsas+ 2ssim, mesmo administrati:as, nada impede percebidos por ele+ 2 fiscali=ação ; feita pelos #(%C%K, e outros ?rgãos competentes sendo as sançBes administrati:as, aplicadas pela autoridade administrati:a, no Lmbito de sua atribuição, podendo ser aplicadas cumulati:amente, inclusi:e por medida cautelar, antecedente ou incidente de procedimento administrati:o, sendo elasP I multa N2 pena de multa, graduada de acordo com a gra:idade da infração, a :antagem auferida e a condição econ<mica do fornecedor ser" aplicada mediante procedimento administrati:o nos termos da leiOC II $ apreensão do produtoC III $ inutili=ação do produtoC I1 $ cassação do registro do produto 3unto ao ?rgão competenteC 1 $ proibição de fabricação do produtoC 1I $ suspensão de fornecimento de produtos ou ser:içoC 1II $ suspensão tempor"ria de ati:idadeC 1III $ re:ogação de concessão ou permissão de usoC IX $ cassação de licença do estabelecimento ou de ati:idadeC X $ interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de ati:idadeC XI $ inter:enção administrati:aC XII $ imposição de contrapropaganda+ ue aplicadas as sançBes ue um consumidor eAi3a o ressarcimento pelos danos

LXX1II

2inda são pre:istos no art+ 8- do C?digo de !efesa do Consumidor, os crimes contra as relaçBes de consumo, sem pre3uí=o do disposto no C?digo #enal e leis especiais, as condutas tipificadas no C!C são suficientes para gerar a condenação pelos crimes ali tipificados+ %u se3a, a :iolação da Lei nas relaçBes de consumo, pode gerar condenação criminal+ 2 base dos crimes le:a especialmente em consideração as situaçBes em ue o consumidor ; enganado ou lhe não lhe são informadas característica pr?prias de periculosidade do produto+ % cerne sempre gira em torno da boa$f; e do direito a ser informado+ % produto ou ser:iço não pode ser usado para tirar inde:ida :antagem do consumidor e todas as informaçBes de:em ser direcionadas ao consumidor, mesmo a uelas negati:as, fa=endo parte, todos esses aspectos da ideia de tutela da confiança+ Cabe destacar ue em -8 de setembro de -./0, o Minist;rio da Justiça por meio da

,ecretaria Kacional do Consumidor $ ,&K2C%K, notificou /0 empresas de com;rcio
eletr<nico a apresentarem informaçBes sobre medidas tomadas a partir da promulgação do !ecreto 6+78-I-./0, entre as empresas notificadas estão @-H, Compra )"cil, Ko:a #ontoCom, M" uina de 1endas, Groupon, Mercado Li:re, #eiAe 4rbano, Clic*on, !ecolar+com, T2M, Gol, 2=ul e 2:ianca, ue ti:eram at; /. dias para responder a notificação+ Isso demonstra ue as empresas ue não se ade uarem >s regras pre:istas no !ecreto serão notificadas e caso não façam os de:idos a3ustamentos, poderão incorrer em sançBes+

,%

Considera-;es Finais

Conforme demonstrado no presente trabalho, o com;rcio eletr<nico tem se desen:ol:ido rapidamente e por esta ra=ão, as regras ue regulamentam as relaçBes de consumo entre fornecedor e consumidor de:em acompanhar esse r"pido crescimento+ 2 tend'ncia ; ue os conflitos, entre as partes da relação consumerista, ocorram com mais fre u'ncia, pois o mercado de com;rcio eletr<nico apresenta um crescimento superior a -.V desde o ano de -../, o ue implica em grande eApansão do nEmero de consumidores ue utili=am a Internet como meio de a uisição de produtos e ser:iços+ Todos os anos, no:os e-consumidores começam a reali=ar as suas compras por meio da Internet+ Com di:ersas lo3as

LXX1III

:irtuais em uase todos os segmentos do mercado e sites de compras coleti:as com uma infinidade de ofertas, os consumidores ue antes tinham o h"bito de reali=ar as suas compras no :are3o físico, acabam tendo o seu primeiro contato com o com;rcio :irtual+ 2pesar das relaçBes de consumo 3" serem regidas pelo C?digo de !efesa do Consumidor, o !ecreto 6+78-I-./0, buscou tra=er no:idades no ue se refere ao direito de arrependimento, informaçBes mais claras e precisas a respeito do fornecedor e do produtos ou ser:iço oferecido e melhoria do atendimento ao consumidor+ Tais disposiçBes oferecem maior garantia dos direitos dos consumidores na Internet+ %s sites de com;rcio eletr<nico e compras coleti:as agora estão sendo obrigados a promo:er maior segurança 3urídica ao consumidor de:ido >s no:as normas impostas pelo !ecreto 6+78-I-./0+ #ortanto, cabem aos fornecedores ue desrespeitarem as referidas normas, a imposição de sançBes administrati:as pre:istas no art+ 98 do C!C+ Considerando as regras eApostas no presente trabalho, podemos concluir ue a

legislação caminha no sentido de acompanhar as ino:açBes do com;rcio :irtual, se ade uando >s no:as relaçBes de consumo de forma a e:itar ue o consumidor on-line tenha ual uer direito fundamental desconsiderado pelo fornecedor+

LXXIX

REFER>NCIAS 8I8LIO?R4FICAS )IKT&L,T&IK, Maria &ug'nia (eis+ !ireito do Com;rcio &letr<nico+ -U ed+ $(io de Janeiro, &lse:ier, -.//+ L&2L, ,heila do (ocio Cercal ,antos+ Contratos &letr<nicosP :alidade 3urídica dos contratos :ia internet+ /U ed+ \ -+ reimpr+ \ ,ão #aulo, 2tlas, -..7+ 12KCIM, 2driano (oberto e M2TI%LI, Jefferson Lui=+ !ireito e InternetP contrato eletr<nicoP e responsabilidade ci:il na H&@P 3urisprud'ncia selecionada e legislação internacional correlata $ Leme, Lemos ] Cru=, -.//+ G(IK%1&(, 2da #ellegrini et al+ C?digo @rasileiro de !efesa do ConsumidorP coment"rios pelos autores do antepro3eto+ SU ed+ $(io de Janeiro, )orense 4ni:ersit"ria, -..9+ C%&LY%, )abio 4lhoa+ Curso de !ireito Comercial, :olume 0, /-U ed+ ,ão #auloP ,arai:a, -./-+ M&I(2 J(, Hagner et al+ ,istemas de Com;rcio &letr<nicoP #ro3eto e !esen:ol:imento+ (io de JaneiroP Campus, -..-+ 2L@&(TIK, 2lberto Lui=+ Com;rcio &letr<nicoP Modelos, 2spectos e ContribuiçBes de ,ua 2plicação+ ,ão #auloP 2tlas, -..-+ T4(@2K, &fraim e TIKG, !a:id+ Com;rcio &letr<nicoP &strat;gia e Gestão+ ,ão #auloP #rentice Yall, -..D+ 12,C%KC&LL%,, &duardo NcoordenadorO+ &$commerce nas empresas brasileiras+ /U ed+ D reimpr+ \ ,ão #auloP 2tlas, -./-+ )IL%M&K%, Jos; Geraldo @rito+ Curso )undamental de !ireito do Consumidor+ -U ed+$ ,ão #auloP 2tlas, -..S+ M2(X4&,, Claudia Lima+ Contratos no C?digo de !efesa do ConsumidorP % no:o regime das relaçBes contratuais+ 8U ed+ 1er+ 2tual+ 2mpl+ \ ,ão #auloP &ditora (e:ista dos Tribunais, -.//+ GL2K^, ,emG+ Internet e contrato eletr<nico+ ,ão #auloP + &d+ (e:ista dos Tribunais ,/77S+ !2 ,IL12, (egina @eatri= Ta:ares NcoordenadoraO e outros+ (esponsabilidade Ci:il na Internet e nos demais Meios de Comunicação+ -U ed+ $ ,ão #auloP ,arai:a, -./-+

LXXX

L4CC2, KeFton !e e ,IM_% )ILY%, 2dalberto NcoordenadoresO e outros+ !ireito ] Internet \ aspectos 3urídicos rele:antes -U ed+ \ ,ão #auloP Xuartier Latin, -..9+ @2(@I&(I, !io:ana+ 2 #roteção do Consumidor no Com;rcio &letr<nico+ &studo Comparado > Lu= dos %rdenamentos Jurídicos @rasileiro e #ortugu's+ CuritibaP Juru", -./0+ &@IT, -6U edição do (elat?rio Hebshoppers, -./-+ !isponí:el emP

`htt3!CCDDD.e?it.co..?rCDe?sho33ersE. Acesso e. .6I.7I-./0 &@IT, -SU edição do (elat?rio Hebshoppers, -./0+ !isponí:el emP

`htt3!CCDDD.e?it.co..?rCDe?sho33ersE. Acesso e. .6I.7I-./0 TL&IK2, Kilton+ 2 hist?ria da InternetP pr;$d;cada de 8. at; anos S.+ !isponí:el emP `httpPIIFFF+tecmundo+com+brIinfograficoI7SD6$a$historia$da$internet$pre$decada$de$8.$ate$ anos$S.$infografico$+htma+ 2cesso em .DI/.I-./0+ L&%K2(!I, Marcel+ #rodutos e ser:iços digitais e direito de arrependimento+ !isponí:el emP `htt3!CCleonardi.ad".?rC4<11C<4C3rod$tosFeFser"icosFdi-itaisFeFdireitoFdeF
arre3endi.entoCE 2cesso em .6I.7I-./0+

)(2KCI,CY&LLI, (enato+ Ko:as (egras para o &$Commerce \ !ecreto n5 678-I-./0+ !isponí:el emP`httpPIIadmad:+Fordpress+comI-./0I.9I/DIno:as$regras$para$o$e$commerce$ decreto$no$678--./0Ia+ 2cesso em .6I.7I-./0+ @%4b2,, Cibele+ Internet no @rasil ultrapassa /.. milhBes de usu"rios, aponta Ibope+ !isponí:el emP`httpPIIFFF+:alor+com+brIempresasI0/70978Iinternet$no$brasil$ultrapassa$ /..$milhoes$de$usuarios$aponta$ibopea+ 2cesso em .SI.7I-./0+ )%(!&L%K&, colanda+ /. direitos em compras online pouco conhecidos pelos consumidores+ !isponí:el emP`httpPIIblogs+estadao+com+brIno$a=ulI-./0I.DI-0I/.$direitos$ em$compras$online$pouco$conhecidos$pelos$consumidoresIa+ 2cesso em .SI.7I-./0+ #%(T2L @(2,IL+ KEmero de usu"rios de internet e de pessoas com celular cresceu mais de /..V !isponí:el no @rasil+ emP`httpPIIFFF+brasil+go:+brIinfraestruturaI-./0I.9Inumero$de$usuarios$de$

internet$e$de$pessoas$com$celular$cresceu$mais$de$/..$no$brasila+ 2cesso em .SI.7I-./0+

LXXXI

&C%K%MI2 T&((2+ #rocon$,#P 2mericanas+com e ,ubmarino t'm :endas suspensas+ !isponí:el emP `httpPIIeconomia+terra+com+brIprocon$sp$americanascom$e$submarino$tem$ :endas$suspensas,ffSS8D-8c7c-/D/.1gnCL!-.....bbcceb.a(C(!+htmla+ .DI/.I-./0+ Yist?ria .9I/.I-./0+ K&T%, 2ntonio (ulli, 2^&1&!%, (enato 2samura, 2^&1&!%, Marelo 2delino 2samura+ (egulamentação do com;rcio eletr<nico no @rasil e um conteAto de tutela > pessoa na ,ociedade da Informação !isponí:el emP `httpPIIpor$ leitores+3usbrasil+com+brInoticiasI/..D7//86Iregulamentacao$do$comercio$eletronico$no$ brasil$e$um$conteAto$de$tutela$a$pessoa$na$sociedade$da$informacaoa 2cesso em .9I/.I-./0+ G4&((&I(%, Lucas+ Compras Coleti:as no !ecreto 678-I/0+ !isponí:el emP `
htt3!CCl$cas-$erreiro.#$s?rasil.co..?rCarti-osC111996<28Cco.3rasFcoleti"asFnoFdecretoF;294F 15E 2cesso em .8I/.I-./0+

2cesso

em

da

Internet

no

@rasil

+

!isponí:el 2cesso

emP em

`httpPIIhomepages+dcc+ufmg+brIdmlbcIcursosIinternetIhistoriaI@rasil+htmla+

,2KTI, Gusta:o+ Confira dicas sobre Legislação ] Tributos no Com;rcio &letr<nico+ !isponí:el emP `httpsPIIFFF+ecommercebrasil+com+brIeblogI-./0I.6I.0Idicas$legislacao$ tributos$comercio$eletronicoIa 2cesso em .6I/.I-./0+

LXXXII

ANE@OS

/+

!ecreto 6+78-I-./0

#resid'ncia da (epEblica Casa Ci:il ,ubchefia para 2ssuntos Jurídicos !&C(&T% K5 6+78-, !& /9 !& M2(b% !& -./0 1ig'ncia (egulamenta a Lei no S+.6S, de // de setembro de /77., para dispor sobre a contratação no com;rcio eletr<nico+ 2 #(&,I!&KT2 !2 (&#e@LIC2, no uso da atribuição ue lhe confere o art+ SD, caput, inciso I1, da Constituição, e tendo em :ista o disposto na Lei no S+.6S, de // de setembro de /77., !&C(&T2P 2rt+ /o &ste !ecreto regulamenta a Lei no S+.6S, de // de setembro de /77., para dispor sobre a contratação no com;rcio eletr<nico, abrangendo os seguintes aspectosP I $ informaçBes claras a respeito do produto, ser:iço e do fornecedorC II $ atendimento facilitado ao consumidorC e III $ respeito ao direito de arrependimento+ 2rt+ -o %s sítios eletr<nicos ou demais meios eletr<nicos utili=ados para oferta ou conclusão de contrato de consumo de:em disponibili=ar, em local de desta ue e de f"cil :isuali=ação, as seguintes informaçBesP I $ nome empresarial e nEmero de inscrição do fornecedor, uando hou:er, no Cadastro Kacional de #essoas )ísicas ou no Cadastro Kacional de #essoas Jurídicas do Minist;rio da )a=endaC II $ endereço físico e eletr<nico, e demais informaçBes necess"rias para sua locali=ação e contatoC III $ características essenciais do produto ou do ser:iço, incluídos os riscos > saEde e > segurança dos consumidoresC I1 $ discriminação, no preço, de uais uer despesas adicionais ou acess?rias, tais como as de entrega ou segurosC

LXXXIII

1 $ condiçBes integrais da oferta, incluídas modalidades de pagamento, disponibilidade, forma e pra=o da eAecução do ser:iço ou da entrega ou disponibili=ação do produtoC e 1I $ informaçBes claras e ostensi:as a respeito de uais uer restriçBes > fruição da oferta+ 2rt+ 0o %s sítios eletr<nicos ou demais meios eletr<nicos utili=ados para ofertas de compras coleti:as ou modalidades an"logas de contratação de:erão conter, al;m das informaçBes pre:istas no art+ -o, as seguintesP I $ uantidade mínima de consumidores para a efeti:ação do contratoC II $ pra=o para utili=ação da oferta pelo consumidorC e III $ identificação do fornecedor respons":el pelo sítio eletr<nico e do fornecedor do produto ou ser:iço ofertado, nos termos dos incisos I e II do art+ -o+ 2rt+ Do #ara garantir o atendimento facilitado ao consumidor no com;rcio eletr<nico, o fornecedor de:er"P I $ apresentar sum"rio do contrato antes da contratação, com as informaçBes necess"rias ao pleno eAercício do direito de escolha do consumidor, enfati=adas as cl"usulas ue limitem direitosC II $ fornecer ferramentas efica=es ao consumidor para identificação e correção imediata de erros ocorridos nas etapas anteriores > finali=ação da contrataçãoC III $ confirmar imediatamente o recebimento da aceitação da ofertaC I1 $ disponibili=ar o contrato ao consumidor em meio ue permita sua conser:ação e reprodução, imediatamente ap?s a contrataçãoC 1 $ manter ser:iço ade uado e efica= de atendimento em meio eletr<nico, ue possibilite ao consumidor a resolução de demandas referentes a informação, dE:ida, reclamação, suspensão ou cancelamento do contratoC 1I $ confirmar imediatamente o recebimento das demandas do consumidor referidas no inciso, pelo mesmo meio empregado pelo consumidorC e 1II $ utili=ar mecanismos de segurança efica=es para pagamento e para tratamento de dados do consumidor+ #ar"grafo Enico+ 2 manifestação do fornecedor >s demandas pre:istas no inciso 1 do caput ser" encaminhada em at; cinco dias ao consumidor+ 2rt+ 9o % fornecedor de:e informar, de forma clara e ostensi:a, os meios ade uados e efica=es para o eAercício do direito de arrependimento pelo consumidor+ [ /o % consumidor poder" eAercer seu direito de arrependimento pela mesma ferramenta utili=ada para a contratação, sem pre3uí=o de outros meios disponibili=ados+

LXXXI1

[ -o % eAercício do direito de arrependimento implica a rescisão dos contratos acess?rios, sem ual uer <nus para o consumidor+ [ 0o % eAercício do direito de arrependimento ser" comunicado imediatamente pelo fornecedor > instituição financeira ou > administradora do cartão de cr;dito ou similar, para ueP I $ a transação não se3a lançada na fatura do consumidorC ou II $ se3a efeti:ado o estorno do :alor, caso o lançamento na fatura 3" tenha sido reali=ado+ [ Do % fornecedor de:e en:iar ao consumidor confirmação imediata do recebimento da manifestação de arrependimento+ 2rt+ 8o 2s contrataçBes no com;rcio eletr<nico de:erão obser:ar o cumprimento das condiçBes da oferta, com a entrega dos produtos e ser:iços contratados, obser:ados pra=os, uantidade, ualidade e ade uação+ 2rt+ 6o 2 inobser:Lncia das condutas descritas neste !ecreto ense3ar" aplicação das sançBes pre:istas no art+ 98 da Lei no S+.6S, de /77.+ 2rt+ So % !ecreto no 9+7.0, de -. de setembro de -..8, passa a :igorar com as seguintes alteraçBesP Q2rt+ /.+ ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ #ar"grafo Enico+ % disposto nos arts+ -o, 0o e 7o deste !ecreto aplica$se >s contrataçBes no com;rcio eletr<nico+R NK(O

2rt+ 7o &ste !ecreto entra em :igor sessenta dias ap?s a data de sua publicação+ @rasília, /9 de março de -./0C /7-5 da Independ'ncia e /-95 da (epEblica+

!ILM2 (%4,,&)) Jos; &duardo Cardo=o &ste teAto não substitui o publicado no !%4 de /9+0+-./0 $ &dição eAtra

LXXX1

*% Lei n& /D+79/I-./0

L&I K5 /D+79/, !& 8 !& )&1&(&I(% !& -./0 N#ro3eto de lei n5 8S-I/-, da !eputada 1anessa !amo $ #M!@O 2ltera a Lei n5 /0+6D6, de 6 de outubro de -..7, ue obriga os fornecedores de bens e ser:iços a fiAar data e turno para reali=ação de ser:iços ou entrega de produtos aos consumidores+ % G%1&(K2!%( !% &,T2!% !& ,_% #24L%P )aço saber ue a 2ssembleia Legislati:a decreta e eu promulgo a seguinte leiP 2rtigo /5 $ %s artigos /5, -5, 95 e 85 da Lei n5 /0+6D6, de 6 de outubro de -..7, passam a :igorar com a seguinte redaçãoP I $ o artigo /5P Q2rtigo /5 $ )icam os fornecedores de bens e ser:iços ue atuam no mercado de consumo, no Lmbito do &stado, obrigados a fiAar data e turno para a reali=ação dos ser:iços ou entrega dos produtos, sem ual uer <nus adicional aos consumidoresR+ NK(O II $ o artigo -5P Q2rtigo -5 $ %s fornecedores de bens e ser:iços de:erão estipular, antes da contratação e no momento de sua finali=ação, o cumprimento das suas obrigaçBes nos turnos da manhã, tarde ou noite, em conformidade com os seguintes hor"rios, sendo assegurado ao consumidor o direito de escolher entre as opçBes oferecidasP I $ turno da manhãP compreende o período entre 6h.. e //h.. Nsete e on=e horasOC II $ turno da tardeP compreende o período entre /-h.. e /Sh.. Ndo=e e de=oito horasOC III $ turno da noiteP compreende o período entre /7h.. e -0h.. Nde=eno:e e :inte e tr's horasO+ [ /5 $ Ko ato de finali=ação da contratação de fornecimento de bens ou prestação de ser:iços, o fornecedor entregar" ao consumidor documento por escrito contendo as seguintes informaçBesP / $ identificação do estabelecimento, da ual conste a ra=ão social, o nome de fantasia, o nEmero de inscrição no Cadastro Kacional de #essoas Jurídicas do Minist;rio da )a=enda NCK#JIM)O, o endereço e o nEmero do telefone para contatoC - $ descrição do produto a ser entregue ou do ser:iço a ser prestadoC 0 $ data e turno em ue o produto de:er" ser entregue ou reali=ado o ser:içoC

LXXX1I

D $ endereço onde de:er" ser entregue o produto ou prestado o ser:iço+ [ -5 $ Ko caso de com;rcio > distLncia ou não presencial, o documento a ue refere o par"grafo anterior de:er" ser en:iado ao consumidor, pre:iamente, > entrega do produto ou prestação do ser:iço, por meio de mensagem eletr<nica, fac$símile, correio ou outro meio ade uadoR+ NK(O III \ :etado+ I1 \ :etado+ 2rtigo -5 $ 2crescente$se o artigo 65 com o seguinte teorP Q2rtigo 65 $ % descumprimento do disposto nesta lei su3eitar" o infrator >s sançBes estabelecidas no C?digo de !efesa e #roteção ao Consumidor, Lei n5 S+.6S, de // de setembro de /77.R+ NK(O 2rtigo 05 $ :etado+ 2rtigo D5 $ &sta lei entra em :igor na data de sua publicação+ #al"cio dos @andeirantes, 8 de fe:ereiro de -./0+ G&(2L!% 2LCTMIK &loisa de ,ousa 2rruda ,ecret"ria da Justiça e da !efesa da Cidadania &dson 2parecido dos ,antos ,ecret"rio$Chefe da Casa Ci:il #ublicada na 2ssessoria T;cnico$Legislati:a, aos 8 de fe:ereiro de -./0+