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ESTADO NOVO NO CONCELHO DE GOUVEIA

Disciplina: História e Geografia de Portugal Professor: Paulo Sousa Trabalho realizado por: Ana Margarida 6º !º"

#!D#$

%& #ntrodu'(o )& stado no*o e+ Gou*eia

,& $onclus(o "& -ibliografia .& Ane/os

Introdução !o 0+bito deste trabalho espero aprender +ais u+ pouco acerca do stado !o*o no +eu concelho1 Gou*eia2 Atra*3s deste trabalho irei aprofundar os +eus conheci+entos sobre o stado !o*o1 co+o por e/e+plo: 4ue+ foi António de 5li*eira Salazar1 o 4ue 3 u+a ditadura1 os opositores ao Salazar1 6 A partir .

s fi+ 8 %< =epublica1 dissol*e as institui'7es pol>ticas de+ocr?ticas1 e/tingue os partidos pol>ticos e instaura u+a ditadura +ilitar2 Se o +o*i+ento congrega*a de in>cio di*ersas fac'7es ideológicas desde republicanos conser*adores a fascistas2 Quem comandou? @ue+ chefiou este golpe +ilitar foi o General Go+es da $osta2 Aoi instaurada e+ Portugal u+a ditadura +ilitar 4ue *iria a durar de %:)6 a %:.2 !este per>odo as liberdades pre*istas na constitui'(o fora+ suspensasB %2 5 culto do $hefe1 Salazar Ce depois1 se+ grande D/ito1 Marcello $aetanoE1 +as u+ chefe paternal1 de falas +ansas +as austero1 ere+ita Fcasado co+ a !a'(oF1 se+ as poses bo+b?sticas e +ilitaristas dos seus cong3neres Aranco1 Mussolini ou HitlerB ..Estado Novo em Gouveia Como começou? De*ido a constantes de+iss7es do Go*erno e 8s dificuldades econó+icas sentidas pela popula'(o1 originara+ u+ cli+a próprio para u+a conspira'(o2 + )9 de Maio de %:)6 deu&se e+ -raga u+ golpe +ilitar1 4ue p.

2 G+a a*ers(o declarada ao liberalis+o pol>tico1 apesar da e/istDncia de u+a Asse+bleia !acional e de u+a $0+ara $orporati*a co+ algu+a liberdade de pala*ra1 +as representando apenas os sectores apoiantes do regi+e1 organizados nu+a Gni(o !acional1 4ue $aetano +udar? e+ Ac'(o !acional Popular Cco+ e/cep'(o do curto per>odo e+ 4ue nela este*e integrada u+a Fala liberalF1 nu+a fase cr>tica de fi+ de regi+e1 a unani+idade ser? a tónica destes órg(osEB "2 G+ ser*i'o de censura pr3*ia 8s publica'7es periódicas1 e+iss7es de r?dio e de tele*is(o1 e de fiscaliza'(o de publica'7es n(o periódicas nacionais e estrangeiras1 *elando per+anente+ente pela pureza doutrin?ria das ideias e/postas e pela defesa da +oral e dos bons costu+esB .)2 G+a ideologia co+ forte co+ponente católica1 associando&se o regi+e 8 #greHa $atólica atra*3s de u+a $oncordata 4ue a esta concede *astos pri*il3gios1 be+ diferente do paganis+o hitlerianoB .2 G+a pol>cia pol>tica CPID 1 +ais tarde P#D e no final do regi+e DGSE1 o+nipresente e detentora de grande poder1 4ue repri+e de acordo co+ crit3rios de selecti*idade1 nunca se responsabilizando por cri+es de +assas1 ao contr?rio das suas cong3neres italiana e especial+ente ale+(B 62 G+ proHecto nacionalista e colonial 4ue pretende +anter 8 so+bra da bandeira portuguesa *astos territórios dispersos por *?rios continentes1 Fdo Minho a Ti+orF1 +as reHeitando a ideia da con4uista de no*os territórios Cao contr?rio do e/pansionis+o do i/oE e 4ue 3 +es+o *>ti+a da pol>tica de con4uista alheia Ccaso de Ti+orE e no 4ual radica a +anuten'(o de u+a longa guerra colonialB .

" por sufr?gio directo dos cidad(os +aiores de )% anos ou e+ancipados2 5s analfabetos só podia+ *otar se pagasse+ i+postos n(o inferiores a %LLMLL e as +ulheres era+ ad+itidas a *otar se possuidoras de curso especial1 secund?rio ou superior2 5 direito de *oto 8s +ulheres H? fora e/pressa+ente reconhecido pelo decreto %:29:" de %:.6 anos Cat3 %:69E2 A pri+eira Asse+bleia !acional foi eleita e+ %:.)1 Salazar foi no+eado $hefe do Go*erno e assi+ ficou durante .%1 e+bora co+ condi'7es +ais restritas 4ue as pre*istas para os ho+ens2 .J2 G+ discurso e u+a pr?tica antico+unistas1 n(o apenas na orde+ interna co+o na e/terna1 4ue le*a Salazar1 por u+ lado1 a assinar u+ pacto co+ a *izinha spanha fran4uista e1 por outro1 a hesitar longa+ente entre o i/o e as de+ocracias durante a Segunda Guerra MundialB 92 G+a econo+ia tutelada por cart3is constitu>dos 8 so+bra do Go*erno1 detentores de grandes pri*il3gios1 fechada ao e/terior1 receosa da ino*a'(o e do desen*ol*i+ento1 4ue só ad+itir? a entrada de capitais estrangeiros nu+a fase tardia da história do regi+eB :2 G+a forte tutela sobre o +o*i+ento sindical1 apertado nas +alhas de u+ siste+a corporati*o 4ue procura conciliar har+oniosa+ente os interesses do operariado e do patronato2 Quem fez parte desta ditadura? 5 Parla+ento suspendeu as suas fun'7es e fora+ restringidas as liberdades indi*iduais2 5 Go*erno passou direta+ente para as +(os dos +ilitares1 4ue controla*a+ o pa>s de for+a opressi*a2 + %:)9 o Professor 5li*eira Salazar foi con*idado por Kscar $ar+ona para fazer parte do Go*erno co+o +inistro das Ainan'as2 + %:.

A capacidade eleitoral passi*a deter+ina*a 4ue podia+ ser eleitos os eleitores 4ue soubesse+ ler e escre*er e 4ue n(o esti*esse+ suHeitos 8s inelegibilidades pre*istas na lei1 onde se e/clu>a+ os Fpresos por delitos pol>ticosF e Fos 4ue professe+ ideias contr?rias 8 e/istDncia de Portugal co+o stado independente1 8 disciplina social2 Quem foi Oliveira Salazar? António de 5li*eira Salazar nasceu e+ %99:1 e+ Santa $o+ba D(o1 descendente de u+a fa+>lia de pe4uenos propriet?rios agr>colas2 A sua educa'(o foi forte+ente +arcada pelo $atolicis+o1 chegando +es+o a fre4uentar u+ se+in?rio2 Mais .

tarde estudou na Gni*ersidade de $oi+bra1 onde *eio a ser docente de cono+ia Pol>tica2 Ainda durante a %< =epNblica1 Salazar iniciou a sua carreira pol>tica co+o deputado católico para o Parla+ento =epublicano e+ %:)%2 O? e+ plena Ditadura Militar1 Salazar foi no+eado para Ministro das Ainan'as1 cargo 4ue e/erceu apenas por 4uatro dias1 de*ido a n(o lhe tere+ sido delegados todos os poderes 4ue e/igia2 @uando Kscar $ar+ona chegou a Presidente da =epNblica1 Salazar regressou 8 pasta das Ainan'as1 co+ todas as condi'7es e/igidas Csuper*isionar as despesas de todos os Minist3rios do go*ernoE2 5 regi+e era +uito conser*ador1 tentando controlar o processo de +oderniza'(o do Pa>s1 pois Salazar te+ia 4ue se esta n(o fosse controlada1 iria destruir os *alores religiosos1 culturais e rurais da !a'(o2 ste +edo de u+a +oderniza'(o segundo os +odelos capitalistas puros 4ue i+pera*a+ no Mundo 5cidental contribuiu1 depois da Segunda Guerra Mundial1 para o distancia+ento progressi*o de Portugal e+ rela'(o a outros pa>ses ocidentais1 principal+ente nas ?reas das ciDncias1 da tecnologia e da culturaB Salvador da Pátria Apesar da se*eridade do regi+e 4ue i+p.s1 publicou e+ %" de Maio de %:)9 a =efor+a 5r'a+ental1 contribuindo para 4ue o ano econó+ico de %:)9&%:): registasse u+ saldo positi*o1 o 4ue lhe granHeou prest>gio1 chegou +es+o a ser apelidado de 5 Sal*ador da P?tria2 .

L nos pa>ses da uropa 5cidental le*ara+ Salazar a adoptar se*eras +edidas repressi*as contra os 4ue ousa*a+ discordar da orienta'(o do stado !o*o2 Ao n>*el das rela'7es internacionais1 conseguiu assegurar a neutralidade de Portugal na Guerra $i*il de spanha e na ## Guerra Mundial2 Ta+b3+ conseguiu au+entar as reser*as de ouro do -anco de Portugal1 atra*3s do lucro da e/porta'(o de grandes 4uantidades *olfr0+io e produtos agr>colas para os pa>ses en*ol*idos na )< Grande Guerra Mundial C%:.L1 do s3culo QQ1 o stado !o*o acaba*a de se i+plantar2 A n>*el pol>tico *i*ia&se ainda1 sobretudo nas cidades1 o rescaldo das lutas dos Nlti+os te+pos da =epNblica1 e+bora de u+a for+a +uito .P%:J"E As gra*es perturba'7es *erificadas nos anos )L e .:P%:"..)1 chefe de go*erno2 + %:.E2 Sociedade do Estado Novo !a d3cada de .+ poucos anos1 Salazar conseguiu acu+ular algu+as reser*as de dinheiro e n(o recorreu a e+pr3sti+os2 #sto só foi poss>*el por4ue ele au+entou as receitas do stado atra*3s de i+postos e di+inuiu as despesas co+ a educa'(o1 a saNde e assistDncia social2 5 sucesso obtido na pasta das Ainan'as tornou&o1 e+ %:.1 co+ a apro*a'(o da no*a $onstitui'(o1 for+ou&se o stado !o*o1 u+ regi+e autorit?rio se+elhante ao Aascis+o de -enito Mussolini1 durou "L anos C%:..

interiorizada1 pois1 dada a e/istDncia de pol>cia pol>tica1 era pouco prudente e/pressar certas opini7es2 Portugal era u+ pa>s pobre1 co+ cerca de .R para as +ulheres e JLR para os ho+ens1 4ue assi+ se *ia+ pri*ados do direito de *otar2 A +ortalidade infantil era grande2 Sendo as fa+>lias nu+erosas1 era usual ou*ir&se Fti*e seis filhos +as +orreu&+e u+F2 Gou*eia1 3 u+ bo+ e/e+plo desta situa'(o2 Ii*ia+ da agricultura e da ati*idade tD/til2 As co+unica'7es fazia+&se sobretudo *erbal+ente1 pois os telefones e r?dios era+ escassos e a tele*is(o ine/istente2 $o+o e+ +uitos concelhos1 ta+b3+ no de Gou*eia1 as pessoas1 os Ho*ens se Hunta*a+ +uitas *ezes ao fi+&de&se+ana para assistire+ a u+ progra+a de tele*is(o ou de r?dio1 co+o conta a +inha a*ó1 4ue se Hunta*a+ no clube da terra1 4ue era o Nnico s>tio 4ue dispunha de tele*is(o2 !as cidades1 por3+1 ha*ia o cine+a1 4ue atingiu1 ali?s1 grande esplendor nessa 3poca2 A *ida dos ca+pos & se+ electricidade1 ?gua canalizada Ca ?gua era trazida e+ c0ntaros da fonteE ou esgotos1 aparelhagens el3ctricas ou outras +?4uinas2 5 rit+o de *ida era +arcado pelo Sol1 a terra culti*ada pela for'a bra'al e dos ani+ais1 a +aioria dos produtos feitos pelos próprios agricultores e suas fa+>lias2 Assi+1 u+a dona de casa C4ue ta+b3+ trabalha*a nos ca+posE se+ea*a o linho1 culti*a*a&o1 colhia&o1 espada*a&o1 fia*a&o1 tecia&o e co+ ele fazia ca+isas 4ue os filhos le*a*a+ orgulhosos 8 +issa2 As crian'as das aldeias aHuda*a+ a fa+>lia logo a partir dos 6 ou J anos nos trabalhos do ca+po1 ou1 no caso das fa+>lias +ais pobres1 +igra*a+ para *ilas e cidades as raparigas +uitas *ezes para ser*ir de criadas na casa de pessoas ricas ou abastadas1 foi o ue aconteceu ! tia do meu pai ue foi servir para "is#oa e por lá ficou$ casou%se lá e ainda lá vive& .LR da popula'(o *i*endo da agricultura1 co+ u+ >ndice de analfabetis+o de +ais de J.

!o !orte do pa>s as casas era+ de pedra1 entrando o *ento e o frio pelas frinchas1 e o a4ueci+ento era feito atra*3s de lareiras1 ou1 4uando n(o ha*ia tanta +adeira1 e+ braseiros2 5s ho+ens *i*ia+ e+ contacto pró/i+o co+ os ani+ais1 dor+indo por *ezes sobre os est?bulos Co andar rente ao ch(o era para os ani+ais1 adega e celeiro1 o superior para a fa+>liaE2 !o Sul1 as casas era+ de pedra ou adobe1 +as rebocadas e pintadas a cal1 e por isso +enos frias2 5s h?bitos de li+peza era+ +aiores no Sul 4ue no !orte2 A ali+enta'(o n(o era t(o abundante1 pelo +enos 4uanto 8s prote>nas ani+ais1 co+o hoHe2 G+ porco +orto e salgado e+ Deze+bro tinha 4ue durar para todo o ano1 co+ple+entado por u+as sardinhas e bacalhauB fruta só a 4ue se apanha*a das ?r*ores ou a 4ue pendia das latadas2 A *ida dos oper?rios e e+pregados de co+3rcio era ta+b3+1 tal co+o a dos agricultores1 +odesta1 co+ a diferen'a de 4ue *i*endo nas cidades as casas possu>a+ +ais co+odidades1 pois dispunha+ de ?gua1 esgotos Cpor *ezes apenas u+a piaE e luz2 ntretanto1 era+ fre4uentes as salas interiores1 se+ Hanela1 4ue só +uito +ais tarde seria+ proibidas2 As casas era+ alugadas Ca lei da propriedade horizontal só *iria a surgir depoisE1 sendo o dia do paga+ento do aluguer u+ dia de al>*io para os locat?rios2 Salazar *iria a defendD&los1 decretando o congela+ento das rendas de casa nas cidades de Sisboa e do Porto2 !(o culti*ando terra1 estes trabalhadores tinha+ de co+prar ali+entos1 o 4ue era feito diaria+ente1 *isto n(o e/istire+ frigor>ficos2 5s trabalhos do+3sticos e at3 a co+pra de g3neros era+ trabalhos reser*ados 8s +ulheres2 .

L2 At3 l? *ia+&se pessoas descal'as nas cidades Co go*erno publicaria leis de +odo a i+pedir essa situa'(o1 para n(o dar u+a +? i+age+ do pa>sE2 Por essa altura co+e'ara+ a aparecer os frigor>ficos e os fog7es a g?s e a eletricidade1 at3 a> era+ fre4uentes os fog7es a lenha1 +es+o nas cidades2 A eletricidade co+e'ou a penetrar no dia&a&dia dos cidad(os Co consu+o de energia el3trica tinha duplicado na d3cada de . a 6.A *irgindade e a seriedade das +ulheres1 +ais do 4ue apreciadas1 era+ re4uisitos funda+entais para o casa+ento1 podendo u+a +ulher ficar se+ casar caso ti*esse sido Fenganada por u+ +alandroF2 Por isso1 as fa+>lias rodea*a+ as filhas casadoiras de certos cuidados1 e*itando1 por e/e+plo1 4ue na+orasse+ sozinhas1 isto 31 se+ ser na presen'a de algu+ +e+bro da fa+>lia2 A *ida das classes superiores era +ais f?cil2 A dona de casa geral+ente n(o trabalha*a1 tendo u+a1 duas e at3 por *ezes +ais criadas para a aHudar na prepara'(o dos ali+entos1 li+peza de casa e das roupas1 e para criar os filhos2 G+a institui'(o hoHe desaparecida era a das Fa+asF1 +ulheres 4ue tendo tido u+ filho h? pouco e dispondo de +uito leite aHuda*a+ a criar1 dando de +a+ar aos filhos das senhoras se+ leite2 !as casas das pessoas abastadas H? ha*ia telefone e a r?dio era u+a no*idade1 4ue só co+e'ou a e+itir oficial+ente e+ %:. +ultiplicar&se&ia por oitoE1 assi+ co+o o g?s canalizado1 o 4ue .L1 e de ".92 5 auto+ó*el era reser*ado a poucos2 Arigor>fico1 tele*is(o1 +?4uinas de la*ar1 aspiradores apareceria+ +uito +ais tarde2 5 nN+ero de uni*ersit?rios era reduzido1 rondando os sete +il estudantes nas trDs Gni*ersidades CSisboa1 Porto e $oi+braE2 G+a altera'(o sens>*el de tais condi'7es de *ida só seria patente a partir de +eados dos anos .

1:RE2 =elati*a+ente 8s classes +3dia e superior1 estas perdera+ algu+ estatuto: H? n(o ha*ia Fcriadas para todo o ser*i'oF 4ue *i*ia+ e+ casa dos patr7es1 +as si+ Fe+pregadas do+3sticasF co+ hor?rio fi/o e regalias sociais2 A ali+enta'(o tornou&se +ais abundante e o pei/e Ce/cepto o congeladoE tornou&se +ais caro 4ue a carne1 sobretudo os Ffrangos de a*i?rioF1 4ue co+e'ara+ a aparecer por esta altura2 5 n>*el geral de instru'(o au+entou e os analfabetos passara+ a constituir u+a +inoria2 sta tendDncia ta+b3+ se reflectiu nas uni*ersidades1 cuHo nN+ero de estudantes se +ultiplicou & e+ 6LP6% seria H? de )" +il e dez anos +ais tarde de .9 apareceu a tele*is(o2 Auto+ó*eis e+ nN+ero significati*o aparecera+ a partir do in>cio dos anos 6L & 3 dessa 3poca o co+e'o da +ontage+ de auto+ó*eis e+ Portugal & o 4ue fez co+ 4ue os +iNdos dei/asse+ de poder brincar nas ruas2 5 n>*el de *ida +elhorou substancial+ente nas cidades1 apro/i+ando&se o estilo de *ida dos oper?rios e funcion?rios dos ser*i'os das classes +3dias2 5s sal?rios reais Cpoder de co+praE dos oper?rios das indNstrias transfor+adoras subiria+ cerca de .co+e'ou a per+itir os banhos 4uentes co+ co+odidade Cat3 a> a4uecia&se u+ panel(o de ?gua no fog(o e to+a*a&se banho nu+a bacia de zincoE2 + %:.L +il2 Gerou&se assi+ u+a no*a atitude perante a *ida1 a sociedade1 a pol>tica1 a se/ualidade2 Surgira+ as reuni7es nas faculdades1 onde1 e+ *ez de se dan'ar1 se ou*ia+ e canta*a+ +Nsicas re*olucion?rias2 Parado/al+ente1 entretanto1 di+inui a con*i*ialidade: as antigas tabernas e caf3s onde se ca*a4uea*a e Hoga*a 8 sueca1 8s da+as ou ao bilhar1 e as sociedades recreati*as 4ue ani+a*a+ bailes1 bibliotecas1 grupos corais ou de teatro e filar+ónicas perde+ fre4uentadores2 A tele*is(o 4ue1 nu+a pri+eira fase C4uando os aparelhos era+ caros para a .9 e %:69 Ca n>*el nacional o au+ento dos sal?rios reais seria de .1:R ao ano entre %:.

L conduziria+ 8 4ueda deste regi+e autorit?rio e repressor2 Estado Novo em Gouveia Durante os anos 4ue coincidira+ co+ a )< Guerra Mundial1 Aigueiró da Serra conheceu in*ulgar prosperidade1 por *ezes +al apro*eitada1 resultante da e/plora'(o do *olfr0+io2 ra u+a das +aiores e+ labora'(o no pa>s inteiro1 hou*e alturas e+ 4ue chegou a +il o nº de trabalhadores1 situando&se a produ'(o nas cerca de .+aioria das bolsasE1 ha*ia congregado os espectadores nos caf3s e sociedades recreati*as1 iria1 depois 4ue o n>*el de *ida subiu e cada fa+>lia possuia o seu aparelho1 ser +oti*o para n(o se sair de casa 8 noite2 Para tr?s fica*a+ os ca+pos cada *ez +ais desertos e 4ue+ precisa*a de +(o&de&obra tinha 4ue a pagar ou co+e'ar a +ecanizar a terra2 Sendo a e+igra'(o +ais de ho+ens 4ue de +ulheres1 e +ais de Ho*ens 4ue de idosos1 as +ulheres passa+ a constituir1 a par dos idosos1 a +aior parte da popula'(o nas pro*>ncias2 Para al3+ de tudo isto1 e co+o caracter>stica geral deste per>odo1 3 i+portante le+brar 4ue est?*a+os perante u+a sociedade 4ue n(o se podia e/pri+ir li*re+ente2 5 regi+e conseguia1 atra*3s da #greHa1 do ensino1 da pol>cia pol>tica1 da censura e da propaganda1 +anter u+a paz aparente1 pelo +enos at3 8 d3cada de 6L2 $ontudo1 as lentas e silenciosas transfor+a'7es 4ue se operara+ a partir dos anos .L toneladas +ensais2 Muito de*e ter contribu>do para as reser*as de ouro do -anco de Portugal2 .

A pol3+ica relacionada co+ o ouro 4ue ser*ia os ale+(es1 de +oeda de troca no paga+ento do *olfr0+io ad4uirido a Portugal1 por *ezes o +al de uns 3 a felicidade de outros2 5 transporte era efetuado por ca+i7es cuHos +otores funciona*a+ a gasog3nio e era+ pintados de cinzento escuro2 Aigueiró asse+elha*a&se a u+ T l DoradoU1 aonde acorria gente de todo o lado1 gente 4ue 8s *ezes ostenta*a a sua ri4ueza de for+a be+ bizarra1 pois alguns n(o sabia+ escre*er e na algibeira trazia+ *?rias canetas1 co+o se fosse+ ricos1 outros 4ue ne+ as horas sabia+ *er e trazia+ u+ relógio e+ cada pulso2 Mas para Aigueiró o pro*eito foi 4uase nulo1 pois os trabalhadores contra>ra+ doen'as nestas +inas1 a silicose1 dezenas de e/&trabalhadores +orrera+ no auge da idade1 dei/ando as +ulheres *iN*as na flor da idade1 as terras agr>colas1 por onde passa*a+ as ?guas conta+inadas co+ ars3nio1 ficara+ est3reis durante +uitos anos2 Ta+b3+ Aolgosinho sofreu co+ a febre do *olfr0+io1 pois ho+ens e +ulheres1 Ho*ens e crian'as e *elhos1 todos rasga*a+ e *ira*a+ o solo 8 procura da pedra negra co+ risca de caf32 Abrira+&se +inas e po'os1 o $astelo de -ai/o foi todo es*entrado e o de $astelo de $i+a escapou por ser considerado intoc?*el pela Dire'(o Geral dos Monu+entos !acionais2 Aos s?bados e do+ingos1 Aolgosinho era u+ pande+ónio1 co+ os *endedores e os co+pradores a discutir pre'os1 contar dinheiro e e/a+inar +ercadoria e +ais u+a *ez a4ui ha*ia gente a +ostrar e esbanHar a ri4ueza2 Ter+inou a Guerra e acabou&se a co+pra de *olfr0+io1 4ue+ o poupou e foi esperto construiu casa1 outros co+prara+ 4uintas1 *inhas1 oli*ais2 .

paterno +e contou 4ue ele ta+b3+ ia co+ a senha buscar a co+ida e co+o os pais dele tinha+ u+a 4uinta1 tinha+ de esconder o 4ue culti*a*a+ dentro de sacos e enterrar no +eio da 4uinta1 para 4ue 4uando o Go*erno *iesse recolher o 4ue eles tinha+ colhido1 n(o le*asse+ tudo2 V 4ue nesse te+po tinha+ de dar tudo o 4ue era culti*ado ao Go*erno para depois ser racionalizado e distribu>do nos gr3+ios2 ra co+u+ a Guarda ir buscar a for'a o azeite a certas localidades onde os propriet?rios se recusa*a+ a cedD&lo após a re4uisi'(o co+o aconteceu e+ Gou*eia1 originando u+ a+otina+ento da popula'(o1 tiros e feridos C%:""E2 5 +eu a*. .$o+o n(o ha*ia onde trabalhar +uitos decidira+ e+igrar para *?rias partes do planeta1 +as sobretudo para Aran'a1 e assi+ estes e+igrantes ganhara+ dinheiro e co+prara+ casas *elhas e reconstru>ra+ ou fizera+ de raiz1 destruindo assi+ a i+age+ ar4uitectónica e história anti4u>ssi+a2 Apesar de grandes transfor+a'7es continua*a o dese+prego e +uitos e+igrantes por todo o concelho e+igrara+2 ' comida racionada $o+ a crise 4ue se *i*ia1 a co+ida era racionada1 era+ dadas u+as senhas a cada casa1 consoante o nº de pessoas 4ue l? +ora*a+2 A +inha a*ó paterna ainda se le+bra de ir a Gou*eia ao Gr3+io1 ela n(o se le+bra be+ o s>tio onde era +as 4ue fica*a ali pela pra'a de S2 Pedro1 ia+ l? co+ a senha para trazere+ arroz1 farinha1 etc21 ta+b3+ o p(o era racionado ent(o ela contou&+e 4ue a ir+( dela +ais no*a1 3 4ue ia buscar co+ a senha o p(o1 pois co+o era pe4uenita da*a+&lhe se+pre +ais u+ p(o1 e 4uando ela chega*a co+ o p(o era u+a alegria2 Ta+b3+ o +eu a*.

paterno disse&+e 4ue os pais dele tinha+ u+ +oinho e u+ forno1 e cada pessoa 4ue l? fosse +oer o +ilho para o p(o le*a*a a senha e+ confor+e a4uele +ilho tinha sido distribu>do pelo go*erno e nu+a das *ezes e+ 4ue esta*a+ a cozer o p(o para u+ a+igo apareceu a P#D 1 e eles n(o tinha+ a senha da farinha1 fora+ le*ados a tribunal só por tentare+ dar co+er aos filhos2 Onde foi (asto o ouro? Parte das reser*as de ouro do estado foi gasto na constru'(o de obras pNblicas co+o estradas1 pontes edif>cios pNblicos1 escolas1 barragens e hospitais2 Mas +es+o assi+ Portugal n(o se transfor+ou nu+ pa>s +oderno e desen*ol*ido2 Aoi ta+b3+ gasto +uito dinheiro1 nu+a guerra inHusta1 dinheiro 4ue Portugal de*eria ter guardado para se desen*ol*er2 ' PI)E Se+ reHeitar teorica+ente a for+a republicana de go*erno1 a no*a $onstitui'(o de %:.. e as re*is7es de 4ue foi obHecto consagra*a u+ stado forte1 recusando o de+o&liberalis+oB o nacionalis+o corporati*o1 o inter*encionis+o econó+ico&social e o i+perialis+o colonial constitu>ra+ as linhas +estras de u+ siste+a de go*erno 4ue1 sobretudo a partir da Guerra $i*il de spanha1 se caracterizou pela censura f3rrea das opini7es discordantes e pela repress(o dos seus opositores2 A pris(o +ais TforteU era a de Peniche para onde todos os pol>ticos a+ea'adores era+ le*ados2 !estas pris7es i+punha+&se regras das +ais r>gidas algu+a *ez se *iu2 A pedra base de aplica'(o de tais +3todos 3 constitu>da pela pol>cia pol>tica salazarista a .

P#D 2 P#D 1 pol>cia 4ue tortura*a1 prendia1 assassina*a1 reduzia ao desespero presos e fa+iliares1 entre os 4uais as crian'asW ssa pol>cia 4ue era capaz de apagar cigarros e+ p?lpebras1 de espetar palitos e+ unhas1 de obrigar a fazer a est?tua se+ se podere+ +e/er1 4ue obriga*a 8 tortura do sono se+ dei/ar dor+ir os preso dias e dias consecuti*osW Prendia e tortura*a Ho*ens estudantes a 4ue+ os estudos tinha+ dado a Suz do conheci+ento e a for'a Ho*e+ para denunciar os cri+es co+etidos silenciosa+ente2 @ue criou as pol>cias 4ue balea*a+ ca+ponesas gr?*idas co+ filhos nos bra'os co+o foi o caso de $atarina uf3+iaW Matou&a Salazar pela +(o de seus esbirros1 apenas por4ue disse 4ue tinha fo+e e 4ue 4ueria p(o para ela e para os filhos2 Mais ca+poneses a seguia+W Todos por4ue tinha+ fo+e2 Todos por4ue 4ueria+ p(oW !esta altura n(o se podia dizer +al do Go*erno1 ou fazer algu+a coisa 4ue fosse contra os ideais do Go*erno1 o +eu a*. este*e 4uase a ser le*ado pela P#D 1 ele conta 4ue at3 H? esta*a dentro da carrinha para o le*are+ 1 4uando ele decidiu +entir1 só para 4ue o libertasse+1 +as te*e de ser co+ os ideais do Go*erno2 .

!atural de Melo CGou*eiaE1 Oos3 António Pinho entrou nos ca+inhos das lutas de+ocr?ticas e antifascistas aos %9 anos1 ao encontrar o general Hu+berto Delgado2 ste*e detido e+ *?rias pris7es ci*is e +ilitares durante o stado !o*o2 ' Guerra Colunial ntre %:6% e %:J"1 Portugal protagonizou u+a guerra colonial1 co+bater 4ue os se iniciou para de +o*i+entos independDncia 4ue surgira+ nas colónias de Angola1 Mo'a+bi4ue e Guin32 5 Portugal salazarista n(o 4ueria perder o seu i+p3rio colonial e por isso s(o abertas *?rias frentes de guerra & Angola e+ %:6%1 Guin3 e+ %:6. e Mo'a+bi4ue e+ %:6" & para i+pedir a independDncia dos pa>ses africanos2 S(o +andados sucessi*os1 e cada *ez +aiores1 contingentes de soldados para o continente africano2 + Xfrica1 a guerra fazia&se no +ato1 enfrentando os +o*i+entos ar+ados independentistas 4ue pratica*a+ a guerrilha2 A guerra colonial portuguesa foi al*o de se*eras cr>ticas1 dentro e fora do pa>s2 ra u+ +oti*o de descontenta+ento para a popula'(o1 4ue *ia os seus filhos +orrere+ nu+a guerra 4ue n(o tinha fi+1 e as condi'7es de *ida a piorar co+ o esfor'o financeiro para sustentar o conflito2 .

+aterno 4ue te*e de dei/ar c? a +inha a*ó1 pois H? na+ora*a+ e cada carta 4ue chega*a era se+pre u+a incerteza do 4ue l? *inha escrito2 A +inha bisa*ó *i*ia nu+ susto constante1 por4ue o pai dela ta+b3+ te*e de ir para a tropa e dei/ou a +ulher gr?*ida e nunca conheceu a filha1 pois +orreu nu+ acidente co+ u+ ca*alo na tropa2 ra u+a grande angNstia *er partir os filhos1 se+ saber se *olta*a+ ou n(o1 e 4uantos n(o *oltara+1 e 4uantos *oltara+ diferentes de 4uando partira+Y !o entanto1 o regi+e de Salazar1 e depois de Marcelo $aetano1 continua*a surdo 8s oposi'7es internas e 8s press7es internacionais2 Portugal +antinha&se Forgulhosa+ente sóF2 Portugal era u+ dos pa>ses co+ u+ rendi+ento per capita +ais bai/o da uropa1 significando 4ue possu>a u+a +(o&de&obra barata e 4ue +uita .5 +edo o pa*or1 co+ 4ue as +(es *ia+ crescer os filhos depois de u+a certa idade2 V 4ue paira*a sobre cada +(e de rapaz a a+ea'a da apro/i+a'(o da guerra colonial2 Ier u+ filho ficar adolescente1 era a incerteza do futuro era u+a angNstia de cada instante1 esse terror1 de ador+ecer e acordar no +es+o pensa+ento angustiante 4ue 3 para 4ual4uer +(e a perda de u+ filho2 A guerra 3 se+pre u+ estado de afli'(o1 para 4ue+ a sofre1 4ue apenas se Hustifica se a defesa do pa>s e de seu po*o a isso obriga+2 $o+ a guerra colonial as +(es n(o tinha+ essa sensa'(o2 5 solo de Portugal 4ue esta*a a+ea'ado era por 4ue+ o go*erna*a2 Ta+b3+ nesta situa'(o o nosso concelho foi afectado pela ida de +uitos Ho*ens 4ue partira+1 entre eles esta*a o +eu a*.

partiu1 o pri+o1 fugiu de assalto para a Aran'a para n(o ter de ir para o Gltra+ar1 só p.gente *i*ia da agricultura de subsistDncia1 4ue n(o 3 geradora de rendi+entos1 e+bora tal n(o signifi4ue 4ue e/istisse dese+prego real1 ou 4ue n(o hou*esse produ'(o abundante de ali+entos2 Ha*ia contudo fortes dese4uil>brios regionais e+ Portugal1 co+ as cidades Cprincipal+ente as 4ue fica+ Hunto ao litoralE a e/pandir&se e a beneficiare+ do cresci+ento econó+ico1 e as zonas rurais a continuare+ a n(o se desen*ol*er ao +es+o rit+o1 apesar do crescente nN+ero de *ias de co+unica'(o e outras infra& estruturas Crede el3ctrica1 etc2E 4ue nelas ia+ sendo constru>das2 5 atraso no desen*ol*i+ento das zonas rurais1 aliado ao sNbito au+ento da popula'(o a chegar 8 idade adulta Cpro*ocado pela +elhoria das condi'7es de saNde e pela di+inui'(o da +ortalidade infantilE1 fez co+ 4ue se *erificasse u+ e/cesso populacional e u+a certa a*ers(o ao atraso 4ue se *i*ia nos ca+pos1 o 4ue le*ou 4uase ) +ilh7es de pessoas1 na grande +aioria delas oriundas das zonas rurais1 a e+igrar ou para as cidades 4ue ent(o esta*a+ a crescer1 ou para o estrangeiro1 principal+ente Aran'a1 stados Gnidos da A+3rica1 $anad? e Ale+anha Centre os 4ue e+igrara+ para o estrangeiro1 conta*a+&se ta+b3+ +uitos Ho*ens 4ue deseHa*a+ apenas fugir ao cu+pri+ento do ser*i'o +ilitar e+ XfricaE2 Aoi o caso do pri+o do +eu a*.-.de *oltar a Portugal depois do ). de Abril1 pois se ti*esse *indo antes teria sido preso e condenado2 $asou&se co+ u+a rapariga de S2Paio e ainda hoHe continua+ e+ Aran'a2 Eleiç*es presidenciais de +. 4ue na +es+a altura e+ 4ue o +eu a*. .

J1 onde a*ulta*a+ independentes co+o Manuel Sertório1 Manuel Oo(o da Pal+a $arlos e $onstantino Aernandes1 apostou e+ $unha Seal1 de acordo co+ u+a proposta e Oo(o Pulido Ialente e1 para tanto1 contou co+ o apoio dos co+unistas2 $ontudo1 o directório da Ac'(o De+ocrato&Social1 op. de /aio Surgiu assi+ a candidatura de Hu+berto Delgado1 cuHo +anifesto foi e+itido no dia 9 de Maio2 O? ent(o a Gni(o !acional tinha decidido apresentar a candidatura do +inistro da +arinha A+3rico To+?s1 nu+a reuni(o da co+iss(o central a 4ue faltou Marcello $aetano1 bastante ligado .ntre os candidatos do regi+e1 co+e'a a falar&se e+ Oos3 Alberto dos =eis1 Albino dos =eis e Sar+ento =odrigues2 5 pri+eiro esbo'o de u+a candidatura oposicionista1 segundo a escolha de u+a co+iss(o infor+al *inda da ca+panha eleitoral de %:.s&se a tal candidatura1 o 4ue at3 pro*ocou a de+iss(o de !uno =odrigues dos Santos2 Depois de $unha Seal reHeitar a hipótese1 os +es+os grupos tentara+ lan'ar a de Manuel Oo(o da Pal+a $arlos1 +as acabara+ por escolher1 e+ . de Maio1 Arlindo Iicente2 ntretanto1 outros grupos oposicionistas1 liderados por António S3rgio1 preferia+ no*o +odelo de candidatura1 +enos ligada ao re*iralhis+o2 O? por ocasi(o da candidatura de !orton de Matos1 S3rgio sugerira a do General $osta Aerreira1 ligado ao )9 de Maio1 e1 +ais tarde1 foi ele a desencadear a de @uint(o Meireles1 outro e/&situacionista2 S3rgio sentiu poder desen*ol*er as contradi'7es do esp>rito do )9 de Maio1 e/plorando a faceta republicanista e o descontenta+ento de *?rios antigos apoiantes do regi+e contra o protagonis+o de Santos2 /anifesto de .

L1 Su>s de Al+eida -raga d? u+a entre*ista ao Di?rio de Sisboa onde critica acerba+ente o percorre Gouveia$ Covil0ã e Coim#ra2 stado !o*o2 !o dia .a $ra*eiro Sopes C% de MaioE2 !o seu +anifesto de 9 de Maio procla+a: sou liberal e co+o liberal +e diriHo a todos os portugueses 4ue deseHe+ a sua p?tria libertada2 /anifestação no Porto + %" de Maio1 no Porto1 cerca de )LL LLL pessoas acla+a+ o candidato na Pra'a $arlos Alberto2 ste declara: o pa>s n(o pode pertencer a dois Nnicos ho+ens !o co+>cio do $oliseu1 e+ Sisboa1 discursa+ =ol(o Preto1 $al -rand(o1 capit(o Da*id !eto e Oo(o AraNHo $orreia2 Depois de u+ regresso triunfal a Sisboa1 e+ %6 de Maio1 co+ a G!= a disparar sobre a +ultid(o1 o outro candidato oposicionista1 Arlindo Iicente1 retira&se da pugna2 !o dia %J de Maio1 e+ nota da PresidDncia do $onselho anuncia&se 4ue a pol>cia passaria a repri+ir +anifesta'7es co+ +aior se*eridade2 !o dia %91 no*o co+>cio de Delgado e+ Sisboa no Siceu $a+7es1 a 4ue se segue+ tu+ultos2 $unha Seal e+ )L de Maio anuncia a sua desistDncia e To+?s apresenta&se 8 i+prensa na sede da Gni(o !acional1 declarando: entendo 4ue o $hefe de stado n(o pode ser discutido ne+ discutir1 pois te+ de ser respeitado2 !o dia ))1 Delgado *isita $ha*es e A+arante2 !o dia ).%1 Delgado .1 Macedo de $a*aleiros1 Sa+ego1 =3gua e Iiseu2 !o dia )J1 -raga2 !o dia )91 Al+ada1 onde faz acordo co+ Arlindo Iicente2 !o dia .

Curiosidades so#re 1um#erto )el(ado A 4uinta da Serralheira e+ S2Paio1 4ue 3 e+ frente da 4uinta da +inha a*ó +aterna1 pertence aos netos de Hu+berto Delgado1 pois u+a filha de Hu+berto Delgado casou&se co+ u+ senhor de S2Paio2 HoHe e+ dia só c? est? o e/&genro de Hu+berto Delgado1 por4ue se separara+1 +as os filhos *D+ c? +uita *ez2 O 2im do Estado Novo 5 decl>nio do i+p3rio salazarista acelerou&se a partir de %:6%1 a par do surto de e+igra'(o e de u+ cresci+ento capitalista de dif>cil controlo2 V afastado do go*erno e+ %:69 por +oti*o de doen'a1 sendo substitu>do por Marcelo $aetano2 Acabaria por falecer e+ Sisboa1 a )J de Oulho de %:JL 2 5 seu sucessor1 Marcelo $aetano1 apesar de u+a pro+etida e apaziguadora liberaliza'(o do siste+a pol>tico1 n(o consegue +ais 4ue u+a +udan'a de no+es nas institui'7es repressi*as e1 sobretudo1 *D&se a bra'os co+ as gra*es conse4uDncias de u+a guerra colonial 4ue se prolonga*a desde .

%:6%2 5 4ue este*e1 ali?s1 na orige+ de u+ no*o +o*i+ento +ilitar 4ue1 no dia ). de Abril de %:J"1 a própria re*olu'(o foi fruto do descontenta+ento de alguns sectores das Aor'as Ar+adas co+ o prolongar inter+in?*el de u+a guerra 4ue esta*a condenada2 A guerra colonial acabou e+ %:J"1 co+ a re*olu'(o do ). de Abril1 ir? depor o go*erno e conduzir 8 restaura'(o da de+ocracia2 Conclusão $o+ este trabalho aprendi e at3 *i*i u+ pouco a História de Gou*eia1 pois dela fizera+ parte pessoas da +inha fa+>lia e 4ue +e podera+ contar o 4ue se passou e+ alguns per>odos da História2 .

3i#lio(rafia .

9 4iv5ncias &A*ós .Si*ro de História 6º ano 3i#lioteca /unicipal &Si*ro sobre Aolgosinho &Si*ro sobre Aigueiró Internet &5 ca+inho do poder &A *ida de Salazar &@uando tudo aconteceu %Sociedade do stado !o*o &A Guerra $olunial &5 Ai+ do stado !o*o &Manifesta'(o no Porto & lei'7es presidenciais de %:.

Ane/os Aotocópias de e/tratos de li*ros Sobre Aolgosinho e Gou*eia2 .