A Teologia da Prosperidade

Mauricio Mendonça Um fenômeno social que tem despertado a atenção de estudiosos na atualidade é o crescimento acentuado das igrejas neopentecostais que estão inseridas no grupo das religiões “evangélicas” (1) !e acordo com a recente pu"licação do Atlas da filiação religiosa e indicadores sociais do Brasil (#$%%) os pentecostais cresceram de &' para 1()&' da população "rasileira nos *ltimos nove anos + maior crescimento se d, nas camadas de menor renda das regiões metropolitanas onde os indicadores sociais são mais "ai-os. e tam"ém nas regiões norte e centro/oeste 0s causas desse fenômeno) a meu ver) são variadas Uma delas como mostra o estudo são as condições s1cio/econômicas. a maciça utili2ação da m3dia tam"ém tem seu peso de influ4ncia e a competente administração empresarial dessas igrejas é algo relevante 5as creio que a utili2ação da “teologia da prosperidade” seja a causa primordial desse sucesso) as outras dependem fundamentalmente dela

O que é a Teologia da Prosperidade?
0 teologia da prosperidade pode ser entendida como um conjunto de princ3pios que afirmam que o cristão verdadeiro tem o direito de o"ter a felicidade integral) e de e-igi/la) ainda durante a vida presente so"re a terra %astando para isso que ten6a confiança incondicional em 7esus 8eu desenvolvimento foi gradual desde a década de 19:( ;ejamos< =sse> ?illiam @enAon ($ova Bor>) =U0) 1C&D) =-/pastor das igrejas "atista) metodista e pentecostal) influenciado por idéias de seitas cristãsEmetaf3sicas) desenvolveu estudos que entre outras coisas tratava de< poder da mente) a ine-ist4ncia das doenças e o poder do pensamento positivo @ennet6 Fagin (Ge-as) =U0) 191C) !isc3pulo de @enAon sofreu v,rias enfermidades e po"re2a na juventude. 0os 1& anos di2 ter rece"ido uma revelação quando lia 5c

rio Jsso é a ess4ncia da K#onfissão LositivaK Moi pastor da igreja "atista. K !ou graças a !eus pela unção de profeta Necon6eço que se trata de uma unção diferente é a mesma unção) multiplicada cerca de cem ve2esK (Fagin) #ompreendendo a Unção) p D) 2) Bênçãos e Maldições da lei @ Fagin di2) com "ase em Ol I 1I)1:) que fomos li"ertos da maldição da lei) que são< 1) Lo"re2a.rias igrejas pentecostais) e ) finalmente) fundou sua pr1pria igreja) aos I( anos) fundando o Jnstituto %3"lico N6ema 0s idéias de Fagin que levaram ao esta"elecimento da teologia da prosperidade pode ser dividida em tr4s pontos principais< 1) Autoridade Espiritual 8egundo @ Fagin) !eus tem dado autoridade (unção) a profetas nos dias atuais) como seus porta/vo2es =le di2 que Krece"e revelações diretamente do 8en6orK. H) doença e I) morte espiritual =le toma emprestadas as maldições de !t HC contra os israelitas que pecassem 8egundo essa doutrina) o cristão tem direito a sa*de e rique2a.11 HI)H:) entendendo que tudo se pode o"ter de !eus) desde que confesse em vo2 alta) nunca duvidando da o"tenção da resposta) mesmo que as evid4ncias indiquem o contr. Confissão Positiva R o terceiro ponto da teologia da prosperidade =la est.K =ssa é a ess4ncia da confissão positiva H) "Faça a coisa". impedido ou rece"er. da 0ssem"léia de !eus) em seguida passou por v. K8eus atos derrotam/no ou l6e dão vit1ria !e acordo com sua ação) voc4 ser. e-ceções Lregam que Js QI :)Q é algo a"soluto Momos sarados e não e-iste mais doença para o crente +s seguidores de Fagin enfati2am muito que o crente deve ter carro novo) casa nova pr1pria) as mel6ores roupas) uma vida de lu-o 3. diante disso) doença e po"re2a são maldições da lei =les ensinam que Ktodo cristão deve esperar viver uma vida plena) isenta de doençasK e viver de D( a C( anos) sem dor ou sofrimento Puem ficar doente é porque não reivindica seus direitos ou não tem fé = não 6. inclu3da na Kf1rmula da féK) que Fagin di2 ter rece"ido diretamente de 7esus) que l6e apareceu e mandou escrever de 1 a :) a Kf1rmulaK 8e alguém deseja rece"er algo de 7esus) "asta segui/la< 1) "Diga a coisa" positiva ou negativamente) tudo depende do indiv3duo !e acordo com o que o indiv3duo quiser) ele rece"er.K .

ida) $acional do 8en6or 7esus #risto e pelas organi2ações 0d6onep) 5issão 86e>ina6 e Jnternacional da Oraça de !eus . por meio da #onfissão Lositiva) o cristão compreende que tem direito a tudo de "om e de mel6or que a vida pode oferecer< sa*de perfeita) rique2a material) poder para su"jugar 8atan.cil um camelo atravessar um "uraco de agul6a do que um rico entrar no Neino dos #éusK (5ateus 19)H: e 5arcos 1()HQ)) agora a novidade reside na possi"ilidade de desfrutar de "ens e rique2as) sem constrangimento e com a aquiesc4ncia de !eus Lara os po"res e desafortunados de uma em maneira geral) o direito de possuir as "4nçãos como fil6o de !eus tra2 al3vio e esperança na solução de todos os seus pro"lemas 8egundo =dir 5acedo) 7esus veio pregar aos po"res para que estes se tornassem ricos 0rrependimento e redenção) tema central no #ristianismo) e as dificuldades nesta vida para o justo de !eus são temas raramente tratados 0lém da JUN! temos as Jgrejas Nenascer em #risto) #omunidade =vangélica 8ara $ossa Gerra) $ova . jamais di2er< Kse for da tua vontadeK) pois isto destr1i a fé Introduç o no !rasil #omo vimos a Geologia da Lrosperidade teve sua origem na década de :( nos =stados Unidos) mas a efetiva introdução no meio evangélico se deu na década de D( 0dicionou um forte cun6o de auto/ajuda e valori2ação do indiv3duo) agregando crenças so"re cura) prosperidade e poder da fé através da confissão da KLalavraK em vo2 alta e K$o $ome de 7esusK para rece"imento das "4nçãos almejadas.s) uma vida plena de felicidade e sem pro"lemas =m contrapartida) dele é esperado que não duvide minimamente do rece"imento da "4nção) pois isto acarretaria em sua perda) "em como o triunfo do !ia"o 0 relação entre o fiel e !eus ocorre pela reciprocidade) o cristão semeando através de d32imos e ofertas e !eus cumprindo suas promessas $o %rasil a primeira e principal igreja seguidora dessa doutrina é a JUN! (Jgreja Universal do Neino de !eus)) fundada em 19DD por =dir 5acedo que adaptou as suas pr.ticas para as caracter3sticas "rasileiras) além de possuir metodologias e princ3pios pr1prios =m ve2 de ouvir num sermão que Ké mais f./lo :) "Conte a coisa" a fim de que outros tam"ém possam crerK Lara fa2er a Kconfissão positivaK) o cristão dever usar as e-pressões< e-ijo) decreto) declaro) determino) reivindico) em lugar de di2er < peço) rogo) suplico.I) "Receba a coisa".er"o da . #ompete a n1s a cone-ão com o d3namo do céuK 0 fé é o pino da tomada %asta conect.ive) .ida) %3"lica da La2) #risto 8alva) #risto .

"ulo ”encosto” que na linguagem popular corresponde apro-imadamente S “o"sessor” na nomenclatura esp3rita + encosto passou a ser a entidade que “pessoalmente” provoca todo e qualquer tipo de mal ao 6omem) aparentemente a serviço do !ia"o #reio que essa mudança estratégica se deva a dois fatores< Lrimeiro o de sugerir ao crente que ele pode vencer mais facilmente o inimigo) j.tico dos pastores que perce"eram que não estão tratando sempre com a mesma entidade durante as seções onde supostamente o !ia"o se manifestava através de alguns fiéis 0 este prop1sito devemos lem"rar) mais uma ve2) que segundo a doutrina da JUN!) o indiv3duo não é e-atamente a sede do pecado) o que e-igiria dele o arrependimento) mas uma v3tima da ação maligna< o ato de pecar não deriva de sua escol6a) mas o 5al é fruto do encosto que atrapal6a a sua vida) em especial a financeira) que consideram um sinal de "4nção Doutrina da Reciprocidade $a "usca da "4nção) o fiel deve determinar) decretar) reivindicar e e-igir de !eus que =le cumpra sua parte no acordo.O Papel do "Diabo# Um importante ponto dentro da doutrina da JUN!) assim como na maioria das outras igrejas neopentecostais "rasileiras é a intervenção do !ia"o na vida do 6omem =le) o !ia"o) é o elemento pertur"ador que est. ao fiel compete dar d32imos e ofertas 0 !eus ca"e a"ençoar 0o esta"elecer esta relação de reciprocidade com !eus) o que ocorre é que =le) !eus) fica na o"rigação de cumprir todas as promessas contidas na %3"lia na vida do fiel Gorna/se cativo de sua pr1pria Lalavra 5acedo ensina como proceder< . e segundo pelo aprendi2ado pr. entre a graça de !eus e os pedidos do crente 0s "4nçãos estão ao alcance de todos mediante a fé) inclusive com a alteração radical de realidades miser. que não se trata do pr1prio !ia"o em pessoa. agraciado $ão é primordialmente o pecado (individual ou social) que impede a posse dos "ens) mas o !ia"o) que age segundo seu pr1prio ar"3trio) contra quem o crente deve lutar Uma ve2 que a responsa"ilidade fica por conta do fiel e do !ia"o) cria/se uma lin6a de tensão entre a posse da "4nção e a atuação dia"1lica =ste mecanismo permite e-plicar porque muitos fiéis não alcançam a graça 0o longo do ano de H((1) a JUN! passou a utili2ar o voc. porém) se alguém tiver qualquer envolvimento direto ou indireto com o !ia"o ou não estiver disposto a KsacrificarK para a o"ra de !eus) não ser.veis em vidas pr1speras.

#omece 6oje) agora mesmo) a co"rar dT=le tudo aquilo que =le tem prometido ( ) + ditado popular de que Tpromessa é dividaT se aplica tam"ém para !eus Gudo aquilo que =le promete na sua palavra é uma d3vida que tem para com voc4 ( ) !ar d32imos é candidatar/se a rece"er "4nçãos sem medida) de acordo com o que di2 a %3"lia ( ) Puando pagamos o d32imo a !eus) =le fica na o"rigação (porque prometeu) de cumprir a 8ua Lalavra) repreendendo os esp3ritos devoradores ( ) Puem é que tem o direito de provar a !eus) de co"rar dT=le aquilo que prometeuU + di2imistaV ( ) #on6ecemos muitos 6omens famosos que provaram a !eus no respeito ao d32imo e se transformaram em grandes milion.ida com 0"undWncia) p I&) = prossegue< =le (7esus) desfe2 as "arreiras que 6avia entre voc4 e !eus e agora di2 X volte para casa) para o jardim da 0"undWncia para o qual voc4 foi criado e viva a .ida 0"undante que !eus amorosamente deseja para voc4 ( ) !eus deseja ser nosso s1cio ( ) 0s "ases da nossa sociedade com !eus são as seguintes< o que nos pertence (nossa vida) nossa força) nosso din6eiro) passa a pertencer a !eus. pelo contr. Oferta uma e!pressão de f .rios) como o sr #olgate) o sr Mord e o sr #aterpilar (50#=!+) . "e #eus não $onrar o %ue falou $& tr's ou %uatro mil anos( eu %ue vou ficar mal (50#=!+) + Olo"o) H9E:E199() #a"e ao fiel demonstrar revolta diante de !eus e Kde dedo em risteK e-igir que as promessas "3"licas se cumpram $acri%&cios Gorna/se imposs3vel não evidenciar que essa relação agrega um forte sim"olismo ao din6eiro< o fiel propõe trocas com !eus para conseguir a "4nção desejada $este discurso) a so"erania de !eus é compartil6ada pelo fiel na relação de troca R incentivado que o fiel se acomode ao mundo das novas tecnologias) acumule rique2as) more mel6or) possua carro e não ten6a sentimento de culpa por não negar o mundo.rio) a conduta ascética tem diminu3do entre os pentecostais desde a década de D( .ida com 0"undWncia) pp HQ)CQ/ C&) + $eopentecostalismo se caracteri2a e-atamente por este tipo de relacionamento do fiel com !eus) inspirada na Geologia da Lrosperidade< o cristão tem direito a tudo de "om e de mel6or neste mundo $as palavras de 5acedo< A Bíblia tem mais de 640 vezes escrita a palavra oferta. e o que é dT=le (as "4nçãos) a pa2) a felicidade) a alegria) e tudo de "om) passa a nos pertencer (50#=!+) .

) d. c. (50#=!+) 5ensagens) p HI) = ainda) O ditado popular de %ue +promessa dívida+ se aplica tamb m a #eus (#NJ.-imo que puder na espera da "4nção 5uitas pessoas dão tudo o que t4m naquele momento de sua vida< uma caderneta de poupança) o din6eiro para comprar comida) o din6eiro para o ôni"us) e assim por diante 0queles que v4em as doações das ofertas com maus ol6os) ou seja) do ponto de vista meramente mercadol1gico) principalmente do lado da Jgreja) tam"ém t4m dificuldades para compreender a ra2ão da vinda do Mil6o de !eus ao mundo ( ) 6aja vista que a oferta est.=YY0) Q(1 Lensamentos do %ispo 5acedo) p 1(I) 0 4nfase na necessidade de d32imos e ofertas é e-plicada pelos l3deres da JUN!< caso o fiel não alcance o sucesso almejado) a responsa"ilidade e a fal6a são suas 0s doações em din6eiro ou "ens são presentes colocados no altar de !eus) logo) para uma grande "4nção) um valioso presenteV 0 fé é um instrumento de troca.rio dar o que não se pode dar + din6eiro que se guarda na poupança para um son6o futuro) esse din6eiro é que tem importWncia) porque o que é dado por não fa2er falta não tem valor para o fiel e muito menos para !eus (50#=!+) Jsto R 8en6or) HHE11E19C9) = tem a garantia dos pastores de que !eus cumprir.$a relação de troca o fiel d. intimamente relacionada com a salvação eterna em #risto 7esus (50#=!+) + Lerfeito 8acrif3cio< o significado espiritual do d32imo e ofertas) p 1:) . sua parte< )le ficar& na obrigação de cumprir "ua *alavra. uma mercadoria) e nesta relação Ktoma l. um profundo laço de afeto) ternura e amor entre o que presenteia e o que rece"e) o presente nunca deve ser inferior ao mel6or que a pessoa tem condições de dar (50#=!+) + Lerfeito 8acrif3cio< o significado espiritual do d32imo e ofertas) p 1H) + fiel deve sacrificar o Kseu tudoK 0 JUN! tem uma campan6a em que estimula o fiel a doar o m. o d32imo) ofertas) participa das campan6as< R necess.K) a imagem de !eus torna/se mais pr1-ima e triviali2ada) em oposição S doutrina difundida pelo protestantismo 6ist1rico e pelo catolicismo tradicional) a partir da qual rever4ncia e su"missão são enfati2adas !ependendo do grau de interesse do ofertante) o presente) por mais caro que seja) ainda assim se torna "arato diante daquilo que est. proporcionando ao presenteado Puando 6.

amais con%uistarão %ual%uer vit-ria (#NJ.+ adepto é conclamado a concorrer por mel6ores condições num mundo de e-trema desigualdade social = ainda tem de assumir uma responsa"ilidade a mais< a de ter sucesso) senão sua vida pode estar comprometida com as forças malignas ou com sua pr1pria incapacidade de gerenciar suas possi"ilidades F.encem) entretanto) porque confiam na força do seu tra"al6o) e por isso) são possuidoras de uma rique2a 6onesta e digna ( ) Neafirmo que nossa vida depende de n1s mesmos (50#=!+) 5ensagens) pp HD) HH) 0lgumas das caracter3sticas do discurso iurdiano denotam a recomendação de autoconfiança. muitas oportunidades para aqueles que vivem nos "olsões de po"re2aU R onde se encontram muitas igrejas da Universal 5as) mesmo assim) é preciso KsacrificarK diante de !eus e) de prefer4ncia) em din6eiro< A%ueles %ue e!aminam o custo do sacrifício . "e perseverar( automaticamente con%uistar& as b'nçãos de #eus.amais sacrificarão uma grande oferta( e a%ueles %ue não sacrificam para a obra de #eus .udo depende de voc'. ao fiel ca"e e-pulsar 8atan.=YY0) Q(1 Lensamentos do %ispo 5acedo) pp 99/1(() 7. o fiel deve crer nele mesmo) em sua capacidade individual 0 estratégia oferecida pela JUN!) "aseada na Geologia da Lrosperidade) estimula o mem"ro da igreja a ser participativo nos cultos em relação a ofertas e d32imos e reivindicar perante !eus aquilo que l6e pertence por direito 8e todo o discurso so"re espiritualidade vem atrelado S intervenção do !ia"o) quando se trata de din6eiro) o fiel tem de ir S luta e "uscar a !eus com revolta) que neste caso) assume um sentido de inconformidade com a pr1pria situação< doença) pouco din6eiro) ser empregado assalariado) etc ) e é !eus quem tem que assumir 8ua posição diante do fiel< a JUN! . testemun6o nem ser.s) participar das correntes de prosperidade) ler so"re como muitos irmãos conseguiram resultados e-igindo de !eus o que t4m direito !e resto) aquele que não alcançar uma "4nção) não dar.=YY0) Q(1 Lensamentos do %ispo 5acedo) p H1) #olocado nestes termos) é o fiel quem decide< . citado nos livros Auto'a(uda R certo que muitas pessoas neste mundo são ricas) mesmo sem possu3rem !eus no coração . ) assim( entrar& na terra prometida (50#=!+) 5ensagens) p H1) = a igreja administra a sua doação/ A &rvore proibida( no paraíso( representava o dízimo( isto ( a parte de #eus na %ual o $omem não podia se%uer tocar( embora pudesse reg&0la e faz'0la crescer (#NJ.

oc4 deve dar o primeiro passo) pois !eus não o far.rias) onde eram reali2ados com o o"jetivo de pacificar os deuses e solicitar "oas col6eitas 0poiada nessa idéia) a “reciprocidade” de !eus não d. para ser levada a sério Uma leitura mesmo superficial dos evangel6os) mostra a total despreocupação de 7esus pelos "ens materiais 5esmo o seu reino) não era desse mundo 0 Puem quisesse segui/lo aconsel6ava a . R evidente que se trata de uma figura de linguagem) e é claro que devemos condicionar a reali2ação dos nossos desejos Ss leis e a “vontade” de !eus Lai) seja feita a tua vontade ZZ !isse 7esus =ste argumento refuta a idéia da confissão positiva) se tomada como algo a"soluto 8a"emos da e-ist4ncia de falanges de esp3ritos malévolos e da sua efetiva ação junto a 6umanidade encarnada) porém não podemos atri"uir a eles a causa de todo e qualquer mal que ocorra ao 6omem (alguns esp3ritas “fan.rea de a"rang4ncia das igrejas) inclusive a n3vel internacional $ão é o"jetivo desse artigo julgar se esse fenômeno (o crescimento dessas igrejas) é um fato positivo ou negativo =ntretanto não posso dei-ar de mostrar um confronto com os postulados da !outrina =sp3rita e até mesmo com os ensinamentos de 7esus nos evangel6os + poder da fé é um dos mais contundentes ensinamentos de 7esus) "asta lem"rar que segundo ele) se tivermos fé do taman6o de um grão de mostarda poderemos ordenar e a montan6a se mover.tica de sacrif3cios remonta o tempo das sociedades agr. e nem eles estão fora do controle da lei divina) eles são somente instrumentos da lei que permite as suas ações com um determinado fim +s sacrif3cios se ap1iam principalmente nos te-tos do antigo testamento 0 pr. fa2er a sua parte) e então falar ousadamente com !eus) revoltado com a situação .ticos” tam"ém pensam assim). não é !eus) nem o !ia"o ( ) $ão adianta ficar s1 jejuando ou orando R preciso "uscar o que voc4 quer.assim o e-ige Lorque !eus é o"rigado) como em um contrato) a fa2er sua parteV !epende apenas de voc4 o que ser. feito de sua vida) pois quem decide nosso destino somos n1s mesmos $ão são as outras pessoas. por voc4 (50#=!+) 5ensagens) p HC) Conclus o R evidente que esta teologia tem conseguido) até o momento) um grande sucesso tendo em vista o o"jetivo da e-pansão do n*mero de fiéis e da .

.rias) mas não pode fa2er disso a ra2ão principal da sua vida %uscai) em primeiro lugar) construir o reino de !eus dentro de v1sV !ibliogra%ia • • Re)ista !rasileira de *ist+ria ' )ol.vender seus "ens e d.. no.-. $P / +s pentecostais< entre a fé e a pol3tica /ARIA0O) Nicardo K+s pentecostais e a teologia da prosperidadeK Jn $ovos =studos 8L #=%N0L 1O/2$) ?ilson K$em anjos nem demôniosK interpretações do pentecostalismo Letr1polis< .o2es *A021RAAFF) Fan> #ristianismo em #rise #L0!) Nio) 199& • • ./los aos po"res !isse que a rique2a dificultava a entrada no reino de !eus 0os po"res) famintos e sofredores recomendou paci4ncia R evidente que essa doutrina é diametralmente oposta S teologia da prosperidade Jsso não significa que a rique2a) a sa*de e o "em estar devam ser repudiados pelo cristão pois que são necess.