O autor continua e nos dá uma visão mais positiva das sociedaddes primitivas não como embriões das socidades

industriais, não como sociedades doentes ou como ponto inicial de uma lógica histórica dividida em etapas, mas deve-se creditar às sociedades primitivas uma proibição, mesmo que não formulada, da desigualdade. Que é consequência da recusa ao trabalho, da produção de excedentes e também da concorrência. O autor diz que “(...) as sociedades primitivas são sociedades sem economia por recusarem a economia”. A partir desse ponto ponto o autor vai discorrer sobre a politica e a questão do poder nnas sociedades primitivas. Nos primeiros trechos, em específico, faz críticas ao modo evolucionista de ver a história e assim ele fala que em meio a tanta diversidade e abundância de sociedades diferentes, houve uma redução maciça de classificar as sociedades em: sociedades sem Estado e sociedades com Estado. O autor diz que foi com a aparição do Estado que se passou a dividir os mundo entre selvagens e civilizados e também foi quando o “Tempo se torna História”. Segundo Clastres, dentro dessa concepção, pode-se notar dois momentos de aceleração da história mundial: o pirmiero é a revolução neolítica e a segunda é a revolução industrial do século XIX. Na revolução neolítica começou “domesticação dos animais, agricultura, descoberta das artes da tecelagem e da cerâmica, sedentarização conseqüente dos grupos humanos etc”. Porém o autor nos mostra que é errado diser que houve uma mudança radical dos sistemas sociais depois da revolução neolítica. “A passagem do nomadismo à sedentarização seria a Conseqüência mais rica da revolução neolítica, no sentido de que permitiu, pela concentração de uma população estabilizada, a formação das cidades e, mais adiante, dos aparelhos de Estado”. Não podemos dizer quer a agricultura implica necessariamente em nomadismo. O autor que na América a ausência de agricultura é compatível com o sedentarismo e o único fator que explica essa não mudança de natureza das sociedades (sendentária ou nomade) são as necessidades dessas mesmas sociedades. E é esse argumento que o autor usa para criticar a visão marxisma de que é a partir da infra-estrutura ecônima que nasce a superestrutura política, nas sociedades pirmitivas essa última surge independente da base material. Em seguinda o autor vai falar que não é possível articular o aparecimento da máquina estatal com a transformação da estrutura social, pois os germes do Estado não pode aparecer em uma sociedade sem propriedade privada e mais que isso as máquinas estatal não pode aparecer em uma sociedade ignora a autoridade e a opressão. Esse tipo de sociedade não tem um fundamento ecônomico que permita a diferença entre ricos e pobres, pois não há um desejo de possuir mais que os outros e isso se deve ao fato que nessas sociedades não tem espaço para acúmulo de bens, para o desejo de posse e consequentemente para o desejo ao poder. Dada a impossibilidade do surgimento do Estado nas socieddades primitivas, Clastres vai falar sobre as condições do não-apareciemento da máquina estatal. Segundo o autor, o fator mais importante para o não-apareciemento do Estado é que as sociedades primitivas falta rei, como fonte legítima da lei, ou seja, o espaço da chefia não é lugar do poder [as sociedades primitivas têm chefe, porém esse chefe naão é como um chefe de Estado]. Desse modo, as funções do chefe nada tem aa ver com funcções de autoridades, ele é encarregado essencialmente de eliminar conflitos e tal função é feita com uso exclusivo da palavra, o que possibilita que as partes desentendidas não ouçam os chefes, pois a palavra do chefe não tem força de lei.

nada feito. dir-se-á como ao menos tanta verdade. implicava a condenação à morte da estrutura da sociedade e do seu sistema de normas”. ou seja. capacidade de coordenar as atividades guerreiras. esses porfetas conseguiram realizar o que o autor chama de “o “programa” dos chefes”. a palavra profética. E por fim. da sociedade tal como ela era. Assim. não há vazio que o Estado pudesse preencher” *a cada vez que o chefe “ganha” uma guerra ele adquiri prestígio. o autor dá um exemplo dos Tupi-Guarani que pela taxa demográfica alta estava se afastando dos moldes primitivos de vida e seus chefes estavam ganahndo poder. a sociedade da felicidade divina. ela jamais deixa uma superioridade técnica se transformar em autoridade política”. para alcançar a Terra sem Mal. Esses profetas conseguiram mobilizar muitos índiso e fizeram uma coisa que era impossível: “unificar na migração religiosa a diversidade múltipla das tribos” e assim. tornando. a história da luta de classes. Clastres usa esse exemplo para que seja possível perceber o esfoço dos selvagens em impedir que os chefes sejam chefes e que há uma recusa a unificação e daí ele conclui: “a história dos povos que têm um história é. porém isso é rapidamente esquecido pelo sociedade]. Segundo o autor. nela não há lugar. porém esse porcesso foi interrompido por um sobressalto dentro da sociedade: o surgimento do discurso dos karai. de forma alguma a sociedade deixa o chefe ir além desse limite técnico. A história dos povos sem história é. E. impossível que os chefes queiram colocar essas sociedades a seu serviço. porém se a vontade do chefe for maior que da sociedade. a história da sua luta contra o Estado. “O apelo dos profetas pra o abandono da terra má. diz-se. habilidade como caçador.” . ofensivas ou defensivas.Os chefes são escolhidos de acordo com suas capacidades técnicas: “dons oratórios. enquanto o desejo de guerra corresponder o desejo da tribo haverá guerra. os chefes das sociedades primitivas estão a serviços apenas dessas sociedades. pois a sociedades nunca tolerará que seu chefe se transforme em um déspota. isto é. abri-se uma execessão e o chefe ganha um mínimo de autoridade para a preparação e condução da expedição militar. assim. sem perceber. porém depois que termina a guerra tudo volta ao normal e não há possibilidade do prestígio da vitória transformar-se em autoridade. “O poder político isolado é impossível na sociedade primitiva. Essa tribo estava em um processo de construção de ccefes com poder o que poderia ter se tornado um Estado. Em momentos de guerra.