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Geometria Sagrada

Esta pesquisa é uma desmistificação da intolerância matemática sobre o


Divino e o sutil.

Introdução

1 Mônada Ponto sem dimensão


2 Díade Reta bidimensional comprimento x largura
3 Tríade Plano tridimensional comprimento x largura x altura

O um (“aum”) (a melhor representação seria o ohm)

Segundo Leibniz, tudo o que existe provém do um, mas é cada vez
menos perfeito, isto é, a cada multiplicidade uma parte da essência é perdida,
formando algo novo. Um dos modos pelos quais a ordem da criação foi
explicada foi pelo sistema numérico das díades, que usa somente o 1 e o 0.
Assim, todos os numerais são expressos por esses dois:
2 = 10; 3 = 11; 4 = 100...
Para Leibniz, esta é a mais elevada expressão da criação do cosmos; ela
explica as unidades, as mônadas. Ao criar este sistema, inconscientemente,
não percebeu que era o inverso do sistema chinês I Ching.

A mônada não tem partes, não tem extensão, divisibilidade; só pode


começar ou terminar de uma só vez. Ela começa pela criação e termina pela
aniquilação.
Uma mônada é diferente das outras em suas qualidades (utilidades);
portanto, ela tem pluralidade de relacionamento.

Ponto Círculo
Sem dimensão Início = Fim
É o 1 para os maias É o bindu ou semente para os
hindus (o pensamento de Deus)

A natureza da mônada é representar, por isso ela pode representar


apenas parte das coisas, tornando confusa a assimilação dos detalhes do
universo como um todo. Tome como exemplo os conjuntos: um conjunto em si
é uma mônada com características latentes semelhantes, porém, os detalhes
das partes deste conjunto são perdidos. Seja um conjunto de 3 pessoas;
entende-se por pessoa um ser humano e ponto final. Mas quais os detalhes
dos elementos desse conjunto? Essas pessoas são do gênero feminino ou
masculino? Estão vivas ou mortas? São adultos ou crianças? São de que cor,
peso, altura, nacionalidade? Assim, podemos entender que a mônada que
representa estas 3 pessoas é constituída de 3 mônadas, cada qual com seu
conjunto de detalhes. Então, nessa linha de raciocínio, cada mônada contém
uma infinidade de mônadas; isto é, o um é a representação do todo, ou de
tudo.
Por essa falta de consciência de todas as suas percepções, a mônada é
limitada e imperfeita. Deus, por sua vez, é ilimitado e perfeito.
Segundo Leibniz, cada corpo vivo tem uma mônada que é a alma e
todos os corpos estão em constante mudança. Sendo Deus inteiramente
dissociado de corpo, só ele é perfeito.

- é a fonte
- é o original de todos os números

1 -
-
-
-
é indivisível
é o início e o fim
todas as coisas desejam aquele um
todos se esforçam para retornar a ele

Deus é a Unidade primordial.


Em Deus está todo o poder que é a fonte de tudo.

A complexidade do um

O que faz uma coisa ser? Existir?


Racionalmente, uma coisa só quando nega aquilo que não é. O frio só é
frio porque é a negação do calor. Para que uma coisa seja, seu oposto também
deve ser. Dá-se então no começo do mundo criado a contingência da divisão
da unidade em dois. Com o dois começaram os números.
Tudo o que existe em seu problema matemático ou em seu universo é
uma fração do uno desconhecido e, graças ao relacionamento entre essas
frações é que toma-se conhecimento dessas partes.

Diz Sri Aurobindo:


Na origem das coisas, deparamos com uma massa infinita que
contém finitos inexplicados; um indivisível pleno de divisões sem
fim (...) Este paradoxo apenas pode ser explicado como o um;
mas trata-se de uma unicidade infinita que pode conter as
centenas, os milhares, os milhões (...) Isto não significa (...)
que o um possa ser limitado ou descrito como uma soma de
muitos. Pelo contrário, pode conter o infinito porque excede toda
limitação ou descrição mediante a multiplicidade, e excede
mesmo assim toda limitação mediante uma unicidade finita,
conceitual.
A Vida Divina

A divisão da unidade

Utilizando de figuras geométricas mostra-se como uma unidade absoluta


pode tornar-se multiplicidade e diversidade. A unidade, enquanto símbolo
perfeito de Deus, se divide a si mesma a partir de dentro, criando assim o
dois: o “eu” e o “me” de Deus, por assim dizer: o criador unidade e a
multiplicidade criada.

eu me

A unidade se pode representar apropriadamente como um círculo, ou


seja, a unidade não manifesta; como também pode ser concebida como o
quadrado que, em sua simetria perfeita, também representa o todo e, por
assim dizer, está prestes a se manifestar. O quadrado representa as quatro
orientações primárias, o norte, o sul, o leste e o oeste, que tornam
compreensível o espaço, e é formado por dois pares de elementos
perfeitamente iguais e contudo opostos.

A “Vesica Piscis”

Nesta representação, a divisão com círculos ocorre desenhando círculos


que têm o centro respectivamente num ponto da circunferência do outro,
formando uma zona central em forma de peixe (uma das fontes de referência
a Cristo).
Cristo é simbolicamente a região que une o céu e a terra, o superior e o
inferior, o criador e a criação. Assim, a interseção dos círculos determina o
reino intermediário, que faz parte tanto do princípio imutável como do
mutável, do eterno e do efêmero. A consciência humana funciona como
mediadora, equilibrando os dois polos complementares da consciência.

Em estudos derivados de palestras e livros da nossa Ordem, temos que


a intersecção desses círculos representa a união da Energia Alma e da Energia
Espírito, representando a área das ações.

Consciência Consciência
Consciência
Equilibradora Empírica
Universal

Muitas são as representações geométricas à coisas religiosas e


espirituais que encontramos desde muitos séculos antes da era Cristã. O
próprio surgimento dos números como conhecemos, é uma grande evolução
dos simbolismos primitivos para contagem. Em nossa Ordem, vemos e
revemos o simbolismo do triângulo e suas pontas, simbolizando diversas
tríades especiais:
- pai, filho e espírito-santo
- a lei do triângulo
- início, meio e fim
- nascimento, morte e renascimento
- número, peso e medida
- altura, largura e comprimento
- cabeça, tronco e membros
- passado, presente e futuro
- Deus (Theos), o Verbo (Logos) e Alma (Psique), para Platão
- Pai, Mãe e Filho
- Osíris, Ísis e Hórus

A Matemática, principalmente a Geometria, está presente nas


referências simbólicas mais diversas, tanto numéricas, mundanas, quanto
espirituais, sutis e mágicas.
Podemos citar, entre as relações mais famosas, a Razão Áurea,
presente nas famosas criações de Leonardo da Vinci e nas construções dos
Templos Sagrados.
a b
A razão áurea diz que para um A B C
segmento, como o ao lado,
a a+b
temos: = =ϕ
b a

O valor de , arredondado a três casas decimais, é de 1,618.

O pentagrama é obtido traçando-se as diagonais de um


pentágono regular. O pentágono menor, formado pelas
interseções das diagonais, está em proporção com o
pentágono maior, de onde se originou o pentagrama. A
razão entre as medidas dos lados dos dois pentágonos é
igual ao quadrado da razão áurea. A razão entre as
medidas das áreas dos dois pentágonos é igual à quarta
potência da razão áurea.

Quando Pitágoras descobriu que as proporções no


pentagrama eram a proporção áurea, tornou este símbolo estrelado como a
representação da Irmandade Pitagórica. Este era um dos motivos que levava
Pitágoras a dizer que "tudo é número", ou seja, que a natureza segue padrões
matemáticos.

Retângulo Dourado

Trata-se do retângulo no qual a proporção entre o


comprimento e a largura é aproximadamente o
número Phi, ou seja, 1,618, que reflete, inclusive, as
proporções do Parténon.

Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides. Por


exemplo, cada bloco da pirâmide era 1,618 vezes
maior que o bloco do nível a cima. As câmaras no interior das pirâmides
também seguiam essa proporção, de forma que os comprimentos das salas
são 1,618 vezes maior que as larguras.

Efeitos

Algumas das correntes místicas acreditam que objetos cujas dimensões


sejam relacionadas a Phi, harmonizam-se com a glândula pineal, o que
provocaria ou estimularia uma sensação de beleza e harmonia no ser humano.

Ao estudarmos esse lado místico, encontramos referências à arquitetura


dos templos de igrejas e ordens místicas ou esotéricas. A disposição do altar,
as pirâmides ou estações, a localização dos convidados e da equipe
ritualística...

Uma série de místicos usufruem da simbologia geométrica para


representar suas crenças e estudos, como podemos ver a seguir:
- Astrologia
- Alquimia

- Taoísmo

- Cabalah
- Rosacruz
- Judaísmo

- Martinismo

- I Ching
- Mandalas

A Mandala pode servir como tema de meditação que leva ao


autoconhecimento e ao poder de concentração, e, por conseqüência, é uma
excelente ferramenta de auto-ajuda no controle do estresse e da depressão. É
elaborada a partir da Numerologia, Signo e Cor da pessoa, incorporando
dessa forma, desenhos e figuras geométricas que somente a ela dizem
respeito. Sua elaboração leva em conta ainda a prosperidade material assim
como as boas vibrações amorosas no sentido de obter sucesso nas relações.
Em suma, a mandala, simbolizada por um círculo e seu ponto central,
representa o ser e o mundo ao seu redor. Este mundo, onde as coisas
acontecem, mudam, transformam, é inquieto e perturbador. A chave da
mudança, ou compreensão, do ser, é o voltar-se para o centro, ou seja, olhar
para dentro de si e conhecer-se. Assim, numa mandala temos:
- Ação
- Transformação
- Agitação

- Quietude
- Auto-conhecimento
- Reflexão

Observando a 10ª carta do tarô, a Roda do Destino (ou Roda da


Fortuna), como uma mandala, podemos relacionar as mesmas características,
como:
- o movimento da roda representando o turbilhão de acontecimentos no
mundo ao nosso redor;
- seu incessante movimento giratório caracteriza as constante mudanças e
transformações, a partir do centro ou para o centro;
- considerando o duo macro x microcosmo, entendemos o mesmo
relacionamento de ação e reflexão, mutação e evolução.

Ao tomar consciência do centro, do nosso centro, ao nos conhecermos e


entendermos quem somos e o que queremos, nos prontificamos a girar a Roda
do Destino, às vezes tendo que dar uma volta completa em nosso centro, ou
seja, acatar uma grande mudança em nossa vida dando chance à Roda girar e
nos levar ao topo, ao nosso topo, ao nosso objetivo, ao nosso sucesso.

Assim, após vermos tantos simbolismos, matemática e geometria,


proponho que você experimente chegar ao seu centro através de uma
mandala.