| NOTA TÉCNICA | 07| 2009

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM Princípios e Diretrizes

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Brasília, 25 de maio de 2009.

| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 INTRODUÇÃO: Esta Nota Técnica apresenta a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem elaborada pelo Ministério da Saúde a ser apresentada para pactuação na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em 28 de maio de 2009. A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem tem como finalidade qualificar a saúde da população masculina na perspectiva de linhas de cuidado que resguardem a integralidade da atenção e está alinhada com a Política Nacional de Atenção Básica - porta de entrada do Sistema Único de Saúde - com as estratégias de humanização, e em consonância com os princípios do SUS, fortalecendo ações e serviços em redes e cuidados da saúde. Algumas considerações sobre o processo de construção dessa política: 1. Constituiu-se em uma das vinte e duas metas do discurso de posse do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão; 2. O CONASS, por decisão de sua diretoria, fez gestões junto à CIT e ao Ministro da Saúde pra inclusão da saúde do homem no Pacto pela Vida, e Portaria GM nº. 325, de 21/02/08 apresenta como meta, elaborar, publicar e implementar a Política de Saúde do Homem; 3. Foi criada no DAPEs/SAS a área técnica de Saúde do Homem em fevereiro de 2008, 4. Foram realizados cinco Seminários Nacionais sobre Atenção à Saúde do Homem em 2008, com a participação das diversas áreas do MS, das Sociedades Brasileiras de Urologia, Cardiologia, Psiquiatria, Gastroenterologia e Pneumologia, representações da Sociedade Civil, Universidades, CONASS e CONASEMS; 5. Submetido à Consulta Pública em setembro de 2008 – Consulta Pública, nº. 9, de 09/09/08 - com a 1º versão do documento base disponibilizada na internet; 6. Apresentado em Audiência Pública no Congresso Nacional em outubro de 2008; 7. Apresentada e discutida no CNS em 8/10/08; 8. Encaminhado, apresentado e discutido no GT de Atenção à Saúde da CIT em 04/03/09 e 19/5/09 respectivamente. 2
Brasília, 25 de maio de 2009.

metas. publicação e implantação dessa Política. objetivos. . A importância dos determinantes socioculturais. biológicos e comportamentais. bem como a necessidade de ampliar o acesso aos serviços de saúde para a população masculina nos diversos níveis de atenção. com a qual não há o que discordar. com priorização do fortalecimento da Atenção Básica. A proposta apresentada conten os princípios e diretrizes da política. porém é necessária a elaboração de um Plano de Ação que detalhe competências e responsabilidades das esferas de gestão. ações e o financiamento dessa política. reforçam a necessidade de mudança dos paradigmas no que concerne à percepção da população masculina em relação ao cuidado com a sua saúde e a necessidade de estabelecer uma política específica. 3 Brasília. 25 de maio de 2009.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 Análise da Proposta O processo de elaboração da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem está em consonância com os princípios do Pacto pela Saúde que incluiu na dimensão do Pacto pela Vida a construção. os dados de morbimortalidades da população masculina.

. Alegam que o horário do funcionamento dos serviços coincide com a carga horária do trabalho. em geral.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 SÍNTESE DA PROPOSTA DE POLÍTICA DE SAÚDE DO HOMEM APRESENTADA PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE JUSTIFICATIVA: De acordo com os dados dos sistemas de informações do SUS sabe-se que os homens adentram o sistema de saúde por meio da atenção especializada com maior custo para o SUS. visto que os esquemas terapêuticos exigem um grande empenho do paciente e em algumas circunstâncias. têm comprovado o fato de que os homens são mais vulneráveis às doenças. os serviços e as estratégias de comunicação privilegiam as ações de saúde para a criança. necessita modificar seus hábitos de vida para cumprir seu tratamento. e morrem mais precocemente que as mulheres. os homens não buscam na rotina. Tal afirmação também é válida para ações de promoção e prevenção à saúde. Uma questão apontada pelos homens para a não procura pelos serviços de saúde está ligada a sua posição de provedor. entre outras. Tratamentos crônicos ou de longa duração têm. que requerem. o adolescente. os serviços de atenção à saúde. mudanças comportamentais. As causas da baixa adesão aos serviços de saúde e as ações de saúde são constituídas. Além disso. A compreensão das barreiras sócio-culturais e institucionais é importante para a proposição estratégica de medidas que venham a promover o acesso dos homens aos serviços de atenção primária. a mulher e o idoso. como as mulheres. a fim de resguardar a prevenção e a promoção como eixos necessários e fundamentais de intervenção. sobretudo às enfermidades graves e crônicas. pelas barreiras sócio-culturais e barreiras institucionais. na maioria das vezes. 25 de maio de 2009. 4 Brasília. Vários estudos comparativos. A despeito da maior vulnerabilidade e das altas taxas de morbimortalidade. entre homens e mulheres. menor adesão dos homens.

5 Brasília. a política foi desenvolvida de modo articulado. Na formulação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem considerouse a necessidade de integrá-la transversalmente às outras políticas de saúde considerando a interdependência entre elas. Como referencial importante o Pacto pela Saúde em 2008 incluiu na dimensão do Pacto pela Vida a meta: elaborar. a Política Nacional de Saúde do Idoso e a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher. prevenção. com raízes em fatores socioculturais. alem das responsabilidades institucionais. Promoção da Saúde. ações. considerando que representações sociais sobre a masculinidade vigente comprometem o acesso à atenção integral. biológicos e comportamentais. tratamento e recuperação. diretrizes. Em documento posterior será apresentado um Plano de Ação no qual constarão objetivos. antes que os agravos requeiram atenção especializada e destaca a violência. principalmente. complexo. fenômeno difuso. bem como repercutem de modo crítico na vulnerabilidade dessa população à situações de violência e de risco para a saúde. metas. METODOLOGIA DE CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA: Este documento define os princípios. buscando estimular o acesso serviços de atenção primária. Identifica os determinantes sociais da saúde e as principais enfermidades e agravos à saúde do homem. indicadores e responsabilidades operacionais. econômicos e psico-biológicos. ANÁLISE DOS DADOS POPULACIONAIS E DA MORBIMORTALIDADE: A análise se concentra nos determinantes socioculturais. . políticos. estratégias. publicar e implantar a Política de Saúde do Homem. objetivos gerais e específicos. com as Diretrizes para o Cuidado Integral à Saúde de Adolescentes e de Jovens. examinando as necessidades de ações de promoção. 25 de maio de 2009. multi-causal.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 A política além de evidenciar os principais fatores de morbimortalidade explicita o reconhecimento de determinantes sociais que resultam na vulnerabilidade da população masculina aos agravos à saúde.

476 6. em relação às sofridas pelas mulheres (Souza.184.520. Tabela 1 .259 4.552. 1992-1999.1 6.1 10.132.489 2.055) e 49.716 90.5 10.019). 2005).319 9. seja como autor.568.780.671.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 Inclui a análise dos grupos da população masculina cujas características e peculiaridades demandam ações específicas de saúde e identifica as principais causas de morbimortalidade.084 9.0 4. O total da população residente do Brasil (IBGE. . A banalização ou naturalização.002.0 10.8 9.1 7. quer da doméstica.059 5.323 3.679 7.752.População masculina de acordo com faixa etária (2005): Idade 0a4 5a9 10 a 14 15 a 19 20 a 24 25 a 29 30 a 34 35 a 39 40 a 44 45 a 49 50 a 54 55 a 59 60 e mais TOTAL População 9.513.074.785. sendo.1 5. Os homens adolescentes e jovens são os que mais sofrem lesões e traumas devido a agressões. portanto imprescindível abordar a questão do 6 Brasília.457 8.470.300 7.7 100.248 9.6 7.691. 25 de maio de 2009.671.925. faz com que comportamentos violentos nem sejam percebidos como tais.068. quer da violência do espaço público (violência da sociabilidade).610 6. sendo 50.019 % 10.421.1 3. 2001-2006: IBGE . 2005). seja como vítima.8% de população feminina (93. segundo sexo e grupos de idade é de 184.2% de população masculina total (90.Estimativas preliminares para os anos intercensitários dos totais populacionais.0 Fonte: 1981-1990.7 8. Violência: O homem é mais vulnerável à violência.2 7. e as agressões sofridas são mais graves e demandam maior tempo de internação.

Embora não existam informações sistematizadas sobre a morbimortalidade nos ambientes prisionais. ou contra as mulheres.2% de todas as mortes e por 4% de todos os anos perdidos de vida útil. instituído pela Portaria Interministerial nº. 25 de maio de 2009. Como conseqüência da maior vulnerabilidade dos homens à autoria da violência. 7 Brasília. de 9 de setembro de 2003. a atenção para doenças e agravos nesse contexto deve primar pelo fomento a estudos que venham a evidenciar as condições de saúde da população privada de liberdade. O uso abusivo do álcool é responsável por 3. cerca de 2 bilhões de pessoas consomem bebidas alcoólicas no mundo. Segundo o CONASS (2007). e como tal pode e deve ser enfrentado”.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 comportamento violento de modo explícito e direto. prevê o cumprimento do direito à saúde para as pessoas privadas de liberdade. Não só pelas vítimas que a violência produz. seja nos presídios. Este índice é quatro vezes maior do que a média mundial e torna o problema da prevenção e do tratamento dos transtornos associados ao consumo de álcool. 1777. mas também pelas suas causas. “saúde e violência tem uma relação pouco explorada até hoje. A violência no sentido amplo deve ser compreendida como determinante dos indicadores de morbimortalidade por causas externas em todas as suas dimensões. quer se trate de violência entre homens. de acordo com os dados que serão apresentados na presente Política (CONASS. Alcoolismo e Tabagismo: Segundo dados da OMS. grande parte da população carcerária no Brasil é formada por homens. um grande problema de saúde pública. Na América Latina. 2007). seja nas instituições de cumprimento de medidas sócio-educativas para menores infratores em situação de semi-liberdade ou de internação. a saber: acidentes por transporte. Seu crescimento avassalador tem tido características de uma epidemia. Vale lembrar que o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário. garantindo ações de saúde em todos os níveis de complexidade. agressões e lesões autoprovocadas voluntariamente e/ou suicídios. . cerca de 16% dos anos de vida útil perdidos estão relacionados ao uso abusivo dessa substância.

representaram 2% de todas as internações por transtornos mentais e comportamentais. como apontam diversos estudos. as ações de promoção e prevenção para jovens e adolescentes também merecem mais investimento e monitoramento (Tabela 2). Tabela 2 – Freqüência de consumo de álcool a partir de 18 anos entre homens e mulheres: Frequência de consumo A partir de 18 anos Homens Mulheres 35% 59% Abstinentes (nunca bebeu ou menos de 1 vez por ano) 8% 12% Raramente (menos de 1 vez por mes) 19% 16% Ocasional (de 1 a 3 vezes por mes) 28% 11% Frequente (de 1 a 4 vezes por semana) 11% 2% Muito Frequente (todos os dias) Quantidade usual Homens Mulheres Ate 2 doses 38% 63% De 3 a 4 doses 25% 19% De 5 a 11 doses 27% 14% 11% 3% Bebe mais de 12 doses por ocasião Intensidade do beber Homens Mulheres Abstêmio 35% 59% Bebedor não frequente 12% 16% Bebedor menos frequente 16% 13% Bebedor frequente 22% 9% Bebedor freqüente pesado 14% 3% Dependência (critérios do CID-10) Homens 14% Mulheres 4% Média Brasileira 48% 10% 17% 19% 6% Média Brasileira 48% 22% 22% 7% Média Brasileira 48% 14% 15% 15% 9% Média Brasileira 9% Em relação ao tabagismo. as internações de mulheres por transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de álcool. Pessoas com Deficiência: 8 Brasília. está sendo iniciado cada vez mais precocemente por homens e mulheres. No Brasil. doenças pulmonares obstrutivas crônicas. cânceres. tendem a beber mais e a ter mais prejuízos em relação à saúde do que as mulheres. os homens consomem cigarros também com maior freqüência que as mulheres. enquanto os homens apresentaram um percentual de 20%. doenças bucais e outras. . segundo o DATASUS (2006). Na medida em que o uso do álcool. 25 de maio de 2009. o que acarreta maior vulnerabilidade às doenças cardiovasculares.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 Os homens iniciam precocemente o consumo de álcool.

Em relação à terceira idade. por não terem lançado mão de ações de prevenção ou de tratamento precoce para as enfermidades (WHO. .1 milhões de homens. A sexualidade é uma importante dimensão da vida subjetiva. há uma predisposição aos agravos à saúde pela não adoção de práticas preventivas (gravidez indesejável. 25 milhões de brasileiros declararam-se como pessoas com deficiência. Os altos índices de morbidade e mortalidade relativos a causas externas entre adolescentes e jovens também merecem destaque. 2001). os homens são levados a se confrontar com a própria vulnerabilidade. sendo 2. com graus diferentes de dificuldade ou de incapacidade de enxergar.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 De acordo com o CENSO/2000.5 milhões de pessoas de 40 a 49 anos com pelo menos uma deficiência ou incapacidade. ouvir. reconhecendo que o exercício da sexualidade não é necessariamente interrompido com o avanço da idade. 9 Brasília. Existem. o importante é assegurar condições para que a paternidade seja vivenciada de modo responsável. Predomina o grupo de pessoas com pelo menos alguma dificuldade para enxergar. quase 4. aproximadamente. Adolescência e Idoso: Na adolescência. O maior número absoluto de pessoas com deficiência encontra-se na população de 40 a 49 anos de idade. DST/AIDS) e por maior exposição a situações de risco (uso de drogas. no Brasil. Na eventualidade de uma gravidez. Na velhice. A eles devem ser disponibilizadas informações e métodos contraceptivos. Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos: É necessário conscientizar os homens do dever e do direito à participação no planejamento reprodutivo. sobretudo porque nessa etapa do ciclo de vida muitos homens são levados a procurar ajuda médica diante de quadros irreversíveis de adoecimento. locomover-se e/ou com deficiência intelectual. afetiva e relacional das pessoas. Do total das pessoas com deficiência. e podem ser compreendidos à luz da crença na invulnerabilidade e na necessidade social de auto-afirmação. situações de violência). 25 de maio de 2009. as pessoas devem ser consideradas como sujeitos de direitos sexuais. 11 milhões são homens.

68 30 a 34 19818 8. 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Cap II Cap IX Cap X Cap XI Cap XX Outros Fonte: MS/SVS/DASIS . II).39 35 a 39 22475 9.11 25 a 29 20486 8. são quantitativamente superadas pelas doenças do aparelho circulatório a partir dos 45 anos e pelos tumores a partir dos 50 anos.Taxa de incidência de óbitos por todas as causas na faixa etária de 15-59 anos da população masculina (2005) 15 a 19 Total de óbitos % 14935 6. embora apresentem uma alta incidência nas faixas etárias mais jovens (dos 15 aos 40 anos). É importante observar que o coeficiente de incidência de óbitos por todas as causas/100 mil homens aumenta progressivamente com o avanço da faixa etária. Há de se chamar atenção que. conforme demonstrado no Gráfico 1. Em 2005.SIM.Cap. X).33 20 a 24 21496 9. os tumores (CID 10 – Cap.73 55 a 59 40514 17.52 40 a 44 26845 11. se observou que em 78% dos casos os óbitos incidem em 5 (cinco) grupos principais : Causas externas (CID 10 . 2005. as causas externas de mortalidade. no ano de 2005.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 Análise da Mortalidade: Ao se analisar. 1454 óbitos/100 mil (Tabela 3).37 45 a 49 32383 13. XX). ocorreram 153 óbitos/100 mil na população de 15 a 19 anos e na de 55 a 59 anos. 25 de maio de 2009. IX).16 Total 236082 100 10 Brasília. as doenças do aparelho respiratório (CID 10 – Cap. . as doenças do aparelho digestivo (CID 10 – Cap. as causas de mortalidade na população masculina dos 15-59 anos.Sistema de Informações sobre Mortalidade . Tabela 3 .72 50 a 54 37130 15. as doenças do aparelho circulatório (CID 10 – Cap. XI).

a prevalência praticamente se repete nos anos de 2001 a 2005. 25 de maio de 2009. MS/SVS/DASIS . Gráfico 2 – Número de óbitos de acordo com as causas mais freqüentes por faixa etária de 15-59 anos (2005) 20000 18000 16000 14000 12000 CID IX CID XX CID II 10000 8000 6000 4000 CID XI 2000 0 15-19 20-24 25 a 29 30 a 34 35 a 39 40 a 44 45 a 49 CID X 50 a 54 55 a 59 Fonte: MS/SVS/DASIS . Observa-se que na faixa dos 20-24 anos encontra-se o maior percentual de óbitos por causas externas. 1992-1999. no entanto. .SIM. Os óbitos por causas externas constituem a primeira causa de mortalidade no grupo populacional dos 15 aos 59 anos de forma isolada. 2001-2006: IBGE . Não há dúvidas de que as causas externas constituem um grande problema de saúde pública com forte impacto na mortalidade e morbidade da população.SIM. Na série histórica referida na Tabela 4. 11 Brasília. 2005. 2005. como se pode observar no Gráfico 2. O Gráfico 2 mostra o número total de óbitos por causas mais freqüentes na população masculina de 15 a 59 anos. os valores na população de 25 29 anos ainda são bastante elevados.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 Taxa de incidencia por 153 246 276 286 347 483 709 1006 1454 100 mil homens Fonte: 1981-1990.Estimativas preliminares para os anos intercensitários dos totais populacionais.

25 de maio de 2009.4 7. Transporte 2377 4281 3779 3178 2834 2600 2300 1812 % 9.6 10.8 12. Os suicídios apresentam uma evolução lenta e irregular. dos 15 aos 44 anos.3 Ac.4 Suicídios 418 829 772 692 709 709 601 471 % 7.8 9.3 12.2 24.5 14.8 13.Principais causas externas de óbitos nas diferentes faixas população masculina de 15-59 anos (2005) Faixa etária 15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 50-54 7038 9870 7765 5229 3879 2822 1987 1364 Agressões % 17.0 12.6 12.6 10.9 3.9 4.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 Tabela 4 .7 8. predominam as agressões como principal determinante de óbitos por causas externas. são os acidentes de transporte os fatores predominantes.5 6. Tabela 5 . A partir dos 45 anos.5 15.4 13. Na Tabela 5.0 11.Série histórica das causas externas de óbitos por grupos etários 2001 Totais 0a4 5a9 10 a 14 15 a 19 20 a 24 25 a 29 30 a 34 35 a 39 40 a 44 45 a 49 50 a 54 55 a 59 + 60 TOTAL 1 834 1 262 2 083 11 926 16 933 15 722 11 261 9 612 7 941 6 143 4 602 3 308 9 752 100379 % 2 1 2 12 17 14 11 10 8 6 5 3 10 100 2002 Totais 1 822 1 304 1 979 12 634 18 469 14 468 11 463 9 789 8 040 6 375 4 739 3 558 9 847 104487 % 2 1 2 12 18 14 11 9 8 6 5 3 9 100 2003 Totais 1 775 1 245 1 865 12 164 18 618 14 640 11 288 9 820 8 083 6 440 4 890 3 837 10 314 104779 % 2 1 2 12 18 14 11 9 8 6 5 3 10 100 2004 Totais 1 734 1 217 1 922 11 918 18 274 14 578 11 106 9 728 8 302 6 525 5 168 3 809 10 966 105248 % 2 1 2 11 17 14 11 9 8 6 5 4 10 100 2005 Totais 1 696 1 114 1 959 11 958 17 487 14 530 11 110 9 552 8 225 6 731 5 312 3 881 11 507 105062 % 2 1 2 11 17 14 11 9 8 6 5 4 11 100 Fonte: MS / /SVS / DASIS .4 etárias da 12 Brasília.6 9. . diminuindo sua freqüência a partir dos 45 anos.SIM.2 19.7 17.

Cerca de 40% de todos os tumores assinalados na CID I0. RETO ESTOMAGO ESOFAGO BOCA 0 5 10 15 20 25 Fonte: MS / SVS / DASIS – SIM. teve sua maior expressão numérica no câncer de estômago. pode-se observar que a freqüência de óbitos por neoplasia maligna do aparelho digestivo vem aumentando.Mortalidade masculina (25-59 anos) no Brasil por neoplasias malignas do aparelho digestivo (2000-2005) 13 Brasília. ANUS. Gráfico 4 .| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 55-59 TOTAL 894 40848 2. 2005 Os tumores que incidem com maior freqüência na população masculina são oriundos dos aparelhos digestivo. respiratório e urinário. ainda que imediatamente seguida pelo câncer de boca e de esôfago Gráfico 3 – Percentual de mortalidade masculina por câncer do aparelho digestivo (2005) PANCREAS FIGADO COLO. 2005 No Gráfico 4. têm origem no aparelho digestivo. .3 100 Fonte: MS / SVS / DASIS .2 100 1304 24465 5. A mortalidade por câncer do aparelho digestivo em 2005. 25 de maio de 2009. Cap.SIM.3 100 408 5609 7.de acordo com o Gráfico 3. II. a despeito dos métodos diagnósticos cada vez mais precoces e do arsenal terapêutico utilizado.

404 2. só superado pelo câncer de pele nãomelanoma (Tabela 7). 25 de maio de 2009. Tabela 6 – Freqüência de óbitos no SUS por neoplasias malignas em 2005: Traquéia.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 Fonte: MS / SVS / DASIS . 858 2. brônquios. 840 3. pulmão Próstata Estômago Esôfago Boca e faringe Colon. traquéia e brônquios. 684 3. logo após o câncer de pulmão. 14 Brasília. tendo ocorrido um total de 12. como se pode observar na Tabela 6. aparece o câncer de próstata. 124 5.005 óbitos no ano de 2005. 789 Uma estimativa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o aparecimento de novos casos de cânceres no ano de 2008. No contexto geral das 10 neoplasias malignas que mais freqüentemente causaram a morte. aponta o câncer de próstata como sendo o mais freqüente. anus Fígado e vias biliares Sistema Nervoso Central Pâncreas Laringe Fonte: MS / SVS / DASIS . 022 4. reto.SIM. 214 8. 2005 As neoplasias malignas do aparelho respiratório determinaram o maior número de mortalidade na população masculina. 418 3. 2005 12. .SIM. 005 10.

530 17. pode-se destacar as doenças do fígado que.490 10. relacionado com as baixas condições sócio-econômicas e a má higiene intima. a peritonite (2%). duodenal e péptica (4%).080 12. estimativa 2008 Nº de casos 55. Observa-se ainda que o Gráfico 5 apresenta como causas de mortalidade no aparelho digestivo: a ulcera gástrica. 25 de maio de 2009. há muitas outras causas de mortalidade que podem ser assinaladas.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 Tabela 7 – Incidência projetada para o ano 2008 dos tumores malignos Localização Primária da Neoplasia Maligna Pele Não Melanoma Próstata Traquéia. 36% a fibrose e cirrose.220 2. Outras causas de mortalidade: Além das causas externas e dos tumores. e 18% a outras doenças do fígado.Incidência do câncer no Brasil.380 7. a colecistite (1%) e outras causas não especificadas (23%). Brônquio e Pulmão Estômago Cólon e Reto Cavidade Oral Esôfago Leucemias Pele Melanoma Outras localizações Fonte: INCA . produzindo diversos sintomas urinários com impacto bastante negativo sobre a qualidade de vida das pessoas. Dentre as doenças do aparelho digestivo. Entre os tumores há de se assinalar a hipertrofia prostática benigna que atinge a maioria da população masculina após os 50 anos. . em 2005. Gráfico 5 – Percentagem de mortalidade masculina de 25-59 anos por doenças do aparelho digestivo (2005) 15 Brasília.610 Sobre o câncer de pênis é um tumor raro. 46% deve-se a doença alcoólica. Destas.810 14.890 49.900 5. por exemplo. foram responsáveis por 70% das causas de morte de homens de 25-59 anos.950 55.

25 de maio de 2009. como era de se esperar. 16 Brasília. na população dos 25-59 anos. em torno de 26. após os 60 anos (72.SIM.8 0.8% – um percentual bastante expressivo. tivemos como óbitos por causas cardiovasculares. por doenças do aparelho circulatório ocorreu. no ano de 2005.2 26. 2005 No Gráfico 6.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 Doença Alcoólica 46% Fibrose e Cirrose 36% Outras causas 18% Fonte: MS / SVS / DASIS .7 Fonte: MS / SVS / DASIS . nota-se que a maior incidência de mortalidade masculina. 2005. .2%).3 0. Gráfico 6 – Percentagem de mortalidade masculina por doenças do aparelho circulatório (2005) 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Infância Adolescência 25-59 anos m ais de 60 72.SIM. No mesmo ano.

brônquios e pulmões foram responsáveis. 2007). cavidade oral e faringe foram as que apresentaram o maior número de internações (8. Dentre as internações por tumores do aparelho urinário. 25 de maio de 2009. .085) e pela neoplasia maligna de esôfago (4. No caso do aparelho respiratório. uma série histórica permite notar o aumento significativo das internações por câncer prostático (oscilação de 195. Durante o ano de 2007. por 3. entre os tumores do aparelho digestivo. Gráfico 10 – Série histórica entre número e custos de internações por câncer de próstata no Brasil (2000-2007) 17 Brasília. seguida pelo câncer de estômago (5. tendo aumentado os valores representativos das internações por tumores. a despeito dos dados das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) demonstrarem que 80% dos internamentos no SUS são motivados por estas causas. O conhecimento sobre a morbidade por causas externas ainda é precário.836 internações. no ano de 2007. com preponderância na faixa etária dos 20 aos 29 anos. pelo câncer de cólon (5.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 Análise da Morbidade: Observa-se a redução do número de pacientes internados por enfermidades do aparelho respiratório. doenças do aparelho circulatório e causas externas.377.316). destaca-se a neoplasia maligna da próstata com 2. as neoplasias malignas do lábio.744). seguidas pelo câncer de laringe com 3.237 casos (MS/SIH/SUS).715) (MS/SIH/SUS).510 casos de neoplasia maligna da bexiga (MS/SIH/SUS. seguidas de 1. as neoplasias malignas da traquéia. No Gráfico 10. enquanto que outros tumores malignos do aparelho genital masculino foram responsáveis por 2.183 internações. digestivo e de outras causas.3%) com uma variação de custos de 502%.

Os percentuais de internações por doenças do aparelho respiratório mais significativo são: pneumonias (43%). 18 Brasília. que acomete cerca da metade dos homens depois dos cinqüenta anos. 25 de maio de 2009.354) e colelitíase e colecistite (25. Em termos de doenças do aparelho circulatório.333). Pesquisas da Organização Mundial da Saúde identificam a saúde sexual como fator que mais interfere na qualidade de vida dos homens. Entre os fatores de morbidade as disfunções sexuais. a maior parte das internações. conforme os resultados das internações hospitalares se constata que. doenças do fígado (27. É importante destacar que a tuberculose representou 5% das internações por causas do aparelho respiratório. deve-se aos acidentes coronarianos (40. doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC) (12%) e asma em suas diversas formas (11%). notadamente a disfunção erétil. seguidos pela hipertensão arterial (18. 2007.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 Fonte: MS / DATASUS / SIH.5%). .782). As principais doenças do aparelho digestivo responsáveis pelo maior número de internações foram: doenças ácido-pépticas (35.7 %).

Captação precoce da população masculina nas atividades de prevenção primária relativa às doenças cardiovasculares e cânceres. com integralidade e equidade. Essa política tem como princípios a humanização e a qualidade. 25 de maio de 2009. com participação dos usuários. 4. tratamento e recuperação dos agravos e das enfermidades do homem. e 8. possibilitando melhoria do grau de resolutividade dos problemas e acompanhamento do usuário pela equipe de saúde. Informações e orientação à população masculina. com o setor privado e a sociedade. A implementação da política deverá ocorrer de forma integrada às demais políticas existentes. 5. obedecendo às suas peculiaridades sócio-culturais. Capacitação técnica dos profissionais de saúde para o atendimento do homem. 3. 19 Brasília. 2. A presente Política enfatiza a necessidade de mudanças de paradigmas no que concerne à percepção da população masculina em relação ao cuidado com a sua saúde e a saúde de sua família. equipamentos e materiais educativos. aos familiares e a comunidade sobre a promoção. proteção. numa lógica hierarquizada de atenção à saúde. priorizando a atenção primária como porta de entrada de um sistema de saúde universal. Estabelecimento de mecanismos de monitoramento e avaliação continuada dos serviços e do desempenho dos profissionais de saúde. Disponibilidade de insumos. Articular-se com as diversas áreas do governo. . integral e equânime. reconhecimento e respeito à ética e aos direitos do homem. primando pela humanização da atenção. compondo redes de compromisso e co-responsabilidade quanto à saúde e a qualidade de vida da população masculina. Elaboração e análise dos indicadores que permitam aos gestores monitorar as ações e serviços e avaliar seu impacto. redefinindo as estratégias e/ou atividades que se fizerem necessárias. Acesso da população masculina aos serviços de saúde hierarquizados nos diferentes níveis de atenção e organizados em rede. Para cumprir esses princípios de humanização e da qualidade da atenção integral devem-se considerar os seguintes elementos: 1. prevenção. 6.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 PRINCIPIOS: A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem objetiva orientar as ações e serviços de saúde para a população masculina. 7. entre outros agravos recorrentes. que implicam na promoção.

●Reorganizar as ações de saúde. programas. ● Deve-se priorizar a atenção básica. ● Promover a articulação interinstitucional. mas uma prerrogativa da cidadania. hierarquizado e regionalizado. na qual os homens considerem os serviços de saúde também como espaços masculinos e. princípios que devem permear todas as ações. factibilidade. princípios que devem permear todas as ações. estratégias e ações do Ministério da Saúde. . sendo norteadas pela humanização e a qualidade da assistência. através de uma proposta inclusiva. ● Reforçar a responsabilidade dos três níveis de gestão e do controle social. garantindo condições para a execução da presente Política. ● Aperfeiçoar os sistemas de informação de maneira a possibilitar um melhor monitoramento que permita tomadas racionais de decisão. coerência e viabilidade. e ● Realizar estudos e pesquisas que contribuam para a melhoria das ações da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. de acordo com as competências de cada um. ● Integrar as entidades da sociedade organizada na co-responsabilidade das ações governamentais pela convicção de que a saúde não é só um dever do Estado. ●Incluir na Educação permanente dos trabalhadores do SUS temas ligados a Atenção Integral à Saúde do Homem. em especial com o setor Educação. ● Integrar a execução da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem às demais políticas. 20 Brasília. os serviços de saúde reconheçam os homens como sujeitos que necessitem de cuidados. porta de entrada do sistema de saúde integral. como promotor de novas formas de pensar e agir.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 DIRETRIZES: Elaboradas tendo em vista a integralidade. por sua vez. com foco na Estratégia de Saúde da Família. ●Nortear a prática de saúde pela humanização e a qualidade da assistência a ser prestada. 25 de maio de 2009.

uma rede de atenção à saúde do homem que garanta linhas de cuidado. e 21 Brasília. bissexuais. travestis. no âmbito da atenção integral à saúde: Ampliar e qualificar a atenção ao planejamento reprodutivo masculino. dentro dos princípios que regem o Sistema Único de Saúde. em situação de risco. inclusive a assistência à infertilidade. em todo território brasileiro. implantar. Formar e qualificar os profissionais da rede básica para o correto atendimento à saúde do homem. Promover a atenção integral à saúde do homem nas populações indígenas. . 25 de maio de 2009. qualificar e humanizar. Estimular a implantação e implementação da assistência em saúde sexual e reprodutiva. homens com deficiência. negras. Garantir o acesso aos serviços especializados de atenção secundária e terciária para os casos identificados como merecedores destes cuidados. Estimular. implantar. a prevenção e o controle das doenças sexualmente transmissíveis e da infecção pelo HIV. Promover na população masculina. Objetivos Específicos • • • • • • • • • • • • • • Organizar. implementar e qualificar pessoal para a atenção às disfunções sexuais masculinas. Incentivar o uso de preservativo como medida de dupla proteção da gravidez inoportuna e das DST/aids.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 OBJETIVOS: Objetivo Geral Promover a melhoria das condições de saúde da população masculina do Brasil. através do enfrentamento racional dos fatores de risco e mediante a facilitação ao acesso. na perspectiva da integralidade. Fortalecer a assistência básica no cuidado com o homem. para a redução da morbidade e mortalidade dessa população. às ações e aos serviços de assistência integral à saúde. transexuais. de modo efetivo. ‘Estimular a participação e inclusão do homem nas ações de planejamento de sua vida sexual e reprodutiva. contribuindo. públicos e privados. Promover ações integradas com outras áreas governamentais. em situação carcerária. trabalhadores rurais. gays. enfocando inclusive a paternidade responsável. conjuntamente com o Programa Nacional de DST/aids. a atenção integral a saúde do homem. quilombolas. Garantir a oferta da contracepção cirúrgica voluntária masculina nos termos da legislação específica. entre outros. facilitando e garantindo o acesso e a qualidade da atenção necessária ao enfrentamento dos fatores de risco das doenças e dos agravos à saúde. desenvolvendo estratégias voltadas para a promoção da equidade para distintos grupos sociais. Implantar e/ou estimular nos serviços de saúde.

• Definir. a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. no âmbito do seu território. e Manter atenção permanente com as demais áreas governamentais no sentido de efetuar. 22 Brasília. tendo como base as diretrizes ora propostas. evitando a dispersão desnecessária de recursos. 25 de maio de 2009. educação e comunicação. ações conjuntas. orientação sexual. através da educação. RESPONSABILIDADES INSTITUCIONAIS As responsabilidades institucionais estão definidas de acordo com as diretrizes estabelecidas no Pacto pela Saúde 2006. a implantação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. coordenar.regionais. • Coordenar e implementar. promovendo as adequações necessárias. respeitando-se as especificidades loco-regionais. identidade de gênero e condição étnico-racial nas ações educativas. Estimular e prestar cooperação técnica e financeira aos Municípios visando a implantação e implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem valorizando e respeitando as diversidades loco-regionais. . o autocuidado com sua própria saúde. Ampliar. através da informação. na população masculina. Estimular. respeitando-se a autonomia e as competências das três esferas de gestão do SUS. de preferência. Promover a parceria com os movimentos sociais e populares. e outras entidades organizadas para divulgação ampla das medidas preventivas.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 • • • • • • Associar as ações governamentais com as da sociedade civil organizada para efetivar a atenção integral à saúde do homem com protagonismo social na enunciação das reais condições de saúde da população masculina. acompanhar e avaliar. Incluir o enfoque de gênero. o perfil epidemiológico e as especificidades loco . as estratégias nacionais de Educação permanente dos trabalhadores do SUS voltadas para a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. no âmbito estadual. Secretarias Estaduais de Saúde: • • Fomentar a implementação e acompanhar em seu território. o acesso dos homens às informações sobre as medidas preventivas contra os agravos e enfermidades que atingem a população masculina.

estadual e municipal. ações educativas que visem à promoção e atenção à saúde do homem. programas. AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO O processo de avaliação da implantação e implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem deverá ocorrer de acordo com as pactuações realizadas em âmbito federal. parâmetros. nas questões pertinentes à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Para essa avaliação de processo há de se definir critérios. protocolos assistenciais. a ser realizado pelo Conselho Nacional de Saúde e pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT). indicadores e metodologia específicos. Uma avaliação mais detalhada da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem deverá ocorrer no âmbito dos planos. projetos. Comissão Intergestores Tripartite e Conselho Nacional de Saúde. a partir de sugestões apresentadas pelo Ministério da Saúde.| NOTA TÉCNICA | 07| 2009 • • Implantar mecanismos de regulação das atividades relativas à Política. com destaque para o monitoramento dos indicadores do Pacto pela Vida. estratégias e atividades dela decorrentes. no âmbito estadual. e • Incentivar junto à rede educacional estadual. em consonância com as diretrizes nacionais da atenção. Elaborar e pactuar. ações de informação. educação e comunicação em saúde visando difundir a Política. junto à população. modificar e/ou incorporar novas diretrizes. apoiando os Municípios na implementação dos mesmos. Estabelecer parceria com as diversas organizações cujas atividades tenham afinidade com as ações propostas na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. 23 Brasília. com foco no controle social. 25 de maio de 2009. a articulação intersetorial e interinstitucional necessária à implementação da Política. na esfera de suas competências. • • Promover. . Estimular e apoiar em parceria com o Conselho Estadual de Saúde o processo de discussão com participação de todos os setores da sociedade. sendo através desta avaliação que será possível identificar. • • Promover.