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 Prof. A.F.Guimarães 
Física 1 – Questões 7 
Questão  1  
 
Uma  corda  é  usada  para  baixar  verticalmente  um  bloco  de  massa  m  até  uma  distância  d  com  uma 
aceleração constante e igual a g/5. Calcule o trabalho realizado pela tensão da corda sobre o bloco. 
Resolução: 
 
 
5
4
.
5
R P F F F
F
g
W W W m a d m g d W m d m g d W
W m g d
= + ⇒ ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ + ⇒ ⋅ ⋅ − ⋅ ⋅ =
∴ =− ⋅ ⋅
 
 
 
 
 
Questão  2  
 
Batman, cuja massa é de 80 kg, está dependurado na extremidade livre de uma corda de 12,0 m, com a 
outra extremidade fixa em um galho de árvore acima dele. Ele coloca a corda em movimento da forma 
que  só  o  Batman  consegue,  fazendo  finalmente  que  ela  oscile  o  suficiente  para  que  ele  alcance  uma 
saliência  quando  a  corda  faz  um  ângulo  de  60,0
0
  com  a  vertical.  Quanto  trabalho  é  feito  pela  força 
gravitacional nessa manobra? 
Resolução: 
 
 
0
12 12 60 6 .
80 9,8 6
4704 .
g g
g
y Lcos L y cos y m
W mgy W
W J
θ + = ⇒ = − ⇒ =
=− ⇒ =− ⋅ ⋅
∴ =−
 
 
 
 
 
Questão  3  
 
A força (em newtons) agindo sobre uma partícula é  ( ) 8,00 16,0
x
F x = − , em que x está em metros. 
a) Faça um gráfico dessa força contra x, de x = 0 até x = 3,00 m. 
b) A partir de seu gráfico, encontre o trabalho resultante feito por essa força sobre a partícula quando 
ela se desloca de x = 0 até x = 3,00 m. 
Resolução: 
a) 
 
 
 



60,0

y
 
Lcosθ
 
L = 12,0m
 
 
 
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b) Vamos determinar o trabalho a partir das áreas representadas no gráfico. 
 
 
 
 
 
 
 
0 3 1 2 0 3
0 3
2 16 1 8
2 2
12 .
W A A W
W J
→ →

⋅ ⋅
= + ⇒ =− +
∴ =−
 
 
 
 
 
 
Questão  4  
 
Quando  a força  F  for  variável,  o  trabalho  realizado  por  esta  força  deve  ser  determinado  pela  integral 
de  dW F dr = ⋅

,  sendo  a  integração  realizada  sobre  a  trajetória  curvilínea  descrita  pela  partícula. 
Deduza  uma  expressão  geral  (válida  em  qualquer  número  de  dimensões)  para  relacionar  o  trabalho 
realizado com a velocidade inicial v
0
 e com a velocidade final v da partícula (nos extremos da trajetória 
usada  para  a  determinação  do  trabalho).  Mostre  que  o  trabalho  é  dado  pela  variação  da  energia 
cinética nos extremos da trajetória considerada. 
Resolução: 
Seja 
1 2
1 2
n
x x x n
F dr F dx F dx F dx ⋅ = + + +

. Assim, 
 
1 2
1 2
1 2
1 2
1 2
1 2
1 2
1 2
;
;
n
f f f
n
n
i i i
n
f f f
n
n
i i i
x x x
x x x n
x x x
x x x
x x x n
x x x
W F dx F dx F dx F ma
dv
W m a dx a dx a dx a
dt
= + + + =
⎛ ⎞
⎟ ⎜

⎜ = + + + =



⎟ ⎜
⎝ ⎠
∫ ∫ ∫
∫ ∫ ∫

 
A
2
A

 
 
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2
1
1 2
1 2
2
1
1 1 2 2
2
1
1 2
1 2
1 2
2 2 2
2 2
;
2 2 2 2 2
n
f f
f
n
n
i i i
x x x
n
f f
f
n n
x x
x n
i i
i
n
f f f
i i
x x x
x x x
n
x x x
v v v
x x x x x x
v v v
x x x
x x
dv dv dv
dv dv dx dv
W m dx dx dx v
dt dt dt dt dx dt dx
W m v dv v dv v dv
v v v
v v v
W m
⎛ ⎞
⎟ ⎜

⎜ = + + + = ⋅ =



⎟ ⎜
⎝ ⎠
⎛ ⎞
⎟ ⎜


⎟ = + + +




⎜ ⎟
⎝ ⎠
= + + − + +
∫ ∫ ∫
∫ ∫ ∫

2
1 2
2
2 2 2 2
2
2 2
;
2
; , .
2 2 2
i
n
x
x x x
f
i
f i
v v v v
mv
mv mv
W W K K K
⎛ ⎞
⎛ ⎞
⎟ ⎜ ⎟ ⎜

⎟ ⎜

⎟ = + + + ⎟





⎜ ⎟

⎟ ⎜ ⎟ ⎜
⎝ ⎠
⎝ ⎠
∴ = − = − =

 
 
Questão  5  
 
Um  pequeno  corpo  de  massa  m  é  puxado  até  o  topo  de  um 
semicilindro sem atrito (de raio R) por uma corda que passa 
pelo topo do cilindro, como ilustrado na figura. 
a) Se  o  corpo  se  desloca  com  velocidade  escalar  constante, 
mostre  que  F m g cosθ = ⋅ ⋅ .  (Dica:  Se  o  corpo  se  desloca 
com  velocidade  constante,  a  componente  de  sua 
aceleração tangente ao cilindro tem de ser nula em todos 
os instantes.); 
b) Integrando  diretamente  W F dr = ⋅



,  encontre  o  trabalho  feito  ao  se  mover  o  corpo  com 
velocidade escalar constante da base até o topo do semicilindro. 
Resolução: 
a) 
 
 
 
 
 
 
 
Como a aceleração tangencial deve ser nula, teremos: 
 
. F Pcos F m g cos θ θ = ⇒ = ⋅ ⋅  
 
b) 
F
W F dr F dr = ⋅ = ⋅
∫ ∫

 
 
 
 
 
 
 
 

θ 
F
m
R
θ
m
F
P⋅cosθ
θ
P
R


dr ≅Rdθ
 
 
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Assim, teremos: 
 
2 2
2
0
0 0
cos
.
F
F
W m g cos R d m g R d m g R sen
W m g R
π π
π
θ θ θ θ θ = ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ ⋅
∴ = ⋅ ⋅
∫ ∫  
 
Questão  6  
 
Um  pequeno  bloco  com  massa  de  0,120  kg  está  ligado  a 
um  fio  que  passa  através  de  um  buraco  em  uma 
superfície horizontal sem atrito. O bloco inicialmente gira 
a uma distância de 0,40 m do buraco com uma velocidade 
de 0,70 m⋅s
‐1
. A seguir o fio é puxado por baixo, fazendo o 
raio  do  círculo  se  encurtar  para  0,10  m.  Nessa  nova 
distância  verifica‐se  que  sua  velocidade  passa  para  2,80 
m⋅s
‐1

a) Qual era a tensão do fio quando o bloco possuía velocidade v
i
 = 0,70 m⋅s
‐1

b) Qual é a tensão do fio quando o bloco possui velocidade v
f
 = 2,80 m⋅s
‐1

c) Qual foi o trabalho realizado pela pessoa que puxou o fio? 
Resolução: 
a) 
2
0,147 .
i
i
i cp i
i
i
mv
T F T
R
T N
= ⇒ =
∴ =
 
 
b) 
2
9,41 .
f
f
f cp f
f
f
mv
T F T
R
T N
= ⇒ =
∴ =
 
 
c) 
( ) ( )
2 2 2 2
0,120
2,80 0,70
2 2
0,441 441 .
i f f i f i i f
i f
m
W K K K v v W
W J mJ
→ →

= ∆ = − = − ⇒ = −
∴ = =
 
 
Questão  7  
 
BOMBARDEIO  COM  PRÓTON.  Um  próton  com  massa  igual  a  1,67⋅10
‐27
  kg  é  impulsionado  com  uma 
velocidade  inicial  de  3,00⋅10
5
  m⋅s
‐1
  diretamente  contra  um  núcleo  de  urânio  situado  a  uma  distância 
de 5,00 m. O próton é repelido pelo núcleo de urânio com uma força com módulo 
2
x
F x α

= ⋅ , onde x é 
a distância entre as duas partículas e α = 2,12⋅10
‐26
 N⋅m
2
. Suponha que o núcleo de urânio permaneça 
em repouso.  

v
 
 
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a) Qual  é  a  velocidade  do  próton  quando  ele  está  a  uma  distância  de  8,00⋅10
‐10
  m  do  núcleo  de 
urânio? 
b) À  medida  que  o  próton  se  aproxima  do  núcleo  de  urânio,  a  força  de  repulsão  faz  sua  velocidade 
diminuir  até  ele  ficar  momentaneamente  em  repouso,  depois  do  que  ele  passa  a  se  afastar  do 
núcleo de urânio. Qual é a distância mínima entre o próton e o núcleo de urânio? 
c) Qual é a velocidade do próton quando ele está novamente a uma distância de 5,00 m do núcleo de 
urânio? 
Resolução: 
a) 
( ) ( )
10
10
810
810
2 10 2 10
2
5
5
2 10
10
5 1
9 10 9 10
2 2
2 1 1
9 10
8 10 5
2,4 10 .
f
i f
i
f f
f
f
W F dr K
m m
dx v v
x x
v
m
v m s
α α
α







= ⋅ = ∆
⋅ = − ⋅ ⇒− = − ⋅
⎛ ⎞
⎟ ⎜
− − = − ⋅


⎟ ⎜
⎝ ⎠ ⋅
∴ = ⋅ ⋅

 
 
b) 
( )
10 10
2
5
5
10
10
0 9 10 9 10
2 2
2 1 1
9 10
5
2,8 10 .
mín
mín
f
i f
i
x
x
mín
mín
W F dr K
m m
dx
x x
m x
x m
α α
α


= ⋅ = ∆
⋅ = − ⋅ ⇒− =− ⋅ ⋅
⎛ ⎞
⎟ ⎜
⎟ − = ⋅ ⎜


⎟ ⎜
⎝ ⎠
∴ = ⋅

 
 
c)Como  a  força  que  retarda  é  a  mesma  que  acelera  o  próton,  o  módulo  da  velocidade  do  próton 
quando atingir a distância de 5,00 m será o mesmo, isto é, 3,00⋅10
5
 m⋅s
‐1
 .  
 
Questão  8  
 
Um  elevador  de  650  kg  parte  do  repouso.  Ele  sobe  durante  3,00  s  com  aceleração  constante  até 
alcançar sua velocidade escalar de operação de 1,75 m⋅s
‐1

a) Qual é a potência média do motor do elevador durante esse período? 
b) Como se compara essa potência com a potência do motor quando o elevador está em movimento à 
velocidade de operação? 
Resolução: 
a)Previamente, determinaremos a aceleração do elevador: 
 
2
1,75
0,583 .
3
v
a m s
t


= = = ⋅

 
 
De posse da aceleração poderemos determinar a distância percorrida pelo elevador durante a ação da 
força do motor. Assim, 
 
 
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2 2 2
2 1,75 0 2 0,583 2,627 .
f i
v v ay y y m = + ⇒ = + ⋅ ⇒ =  
 
Utilizando  novamente  o  valor  da  aceleração  do  elevador,  poderemos  determinar  o  valor  da  força 
efetuada pelo motor, com auxílio da força resultante. Assim, 
 
650 0,583 650 9,8 6748,95 .
R
F F m g F F N = − ⋅ ⇒ ⋅ = − ⋅ ⇒ =  
 
Agora  que  temos  a  força  efetuada  pelo  motor  e  também  a  distância,  poderemos  calcular  o  trabalho 
realizado pelo motor e a potência média. Logo, 
 
1
6748,95 2,627 17729,5
17729,5
5909,8 .
3
F
F
F
W F y J
W
P J s
t

= ⋅ = ⋅ =
= = = ⋅

 
 
b) 
1
650 9,81,75 11147,5 . P F v P P J s

= ⋅ ⇒ = ⋅ ⋅ ∴ = ⋅  
 
No  primeiro  caso  (a),  a  força  que  o  motor  exercia  no  elevador  necessariamente  era  maior  do  que  o 
peso. No segundo caso (b), a força exercida pelo elevador é igual a peso. 
 
Questão  9  
 
Trabalho  e  energia  cinética  em  referenciais  móveis.  Considere  um  observador  em  repouso  em  relação 
ao solo e um sistema de coordenadas fixo no solo. Considere outro observador no interior de um trem 
que se move com velocidade constante  u em relação ao sistema fixo no solo. Uma partícula de massa 
m,  inicialmente  em  repouso  em  relação  ao  sistema  fixo  no  solo  sofre  a  ação  de  uma  força  constante, 
paralela e com o mesmo sentido da velocidade u. 
a) Qual é a velocidade da partícula em relação ao sistema fixo? 
b) Qual é a velocidade da partícula em relação ao sistema solidário com o trem? 
c) A aceleração é a mesma nos dois sistemas? 
d) A  energia  cinética  medida  pelo  observador  fixo  no  solo  é  igual  à  energia  cinética  medida  pelo 
observador no interior do trem? 
e) O teorema que afirma que o “trabalho realizado é dado pela variação da energia cinética” continua 
válido nos dois sistemas? 
f) Calcule o trabalho no sistema fixo no solo. 
g) Calcule o trabalho em relação ao sistema do trem. 
Resolução: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
a)Com relação ao ponto fixo, a velocidade da partícula é dada por: 

x’ 
u⋅t


y’ 
z’ 
 
 
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dx F
v t
dt m
= = . 
 
b)Com relação ao trem, temos: 
.
dx dx
x x ut u
dt dt
dx F
v t u
dt m


= + ⇒ = +


∴ = = −
 
 
c)A aceleração é a mesma nos dois sistemas: 
2 2
2 2
d x d x
dt dt

= . 
 
d)Não. 
e)Sim. 
f) 
2
2
2 2
mv m F
W t
m
⎛ ⎞
⎟ ⎜
= =


⎟ ⎜
⎝ ⎠

 
g) 
2 2
2
2 2
2
2 2 2 2 2
.
2
mv m F m F m m
W t u t Fut u u
m m
m F
W t Fut
m
⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ′
⎟ ⎟ ⎜ ⎜

= = − = − + −
⎟ ⎟
⎜ ⎜
⎟ ⎟ ⎜ ⎜
⎝ ⎠ ⎝ ⎠
⎛ ⎞
⎟ ⎜

∴ = −


⎟ ⎜
⎝ ⎠
 
 
Questão  10  
 
Uma  cachoeira  despeja  um  volume  de  1,2  x  10
4
  m
3
  de  água  em  cada  intervalo  de  2  s.  A  altura  da 
cachoeira vale 100m. 
a) Obtenha uma expressão para o cálculo da potência teórica disponível. 
b) Supondo que quatro quintos desta potência possam ser transformados em eletricidade por  meio 
de um sistema gerador hidroelétrico, calcule a potência elétrica gerada. A densidade da água vale 
1g⋅cm
‐3

Resolução: 
a) 
;
.
g
g
W
mgh
W mgh P m V
t t
ghV
P
t
ρ
ρ
= ⇒ = = =
∆ ∆
∴ =

 
 
b) 
3 3 3
3 2 4
4 4
; 1 10
5 5
4 10 9,810 1,2 10
4,7 .
5 2
u u
u
ghV
P P P g cm kg m
t
P GW
ρ
ρ
− −
= ⇒ = ⋅ = ⋅ = ⋅

⋅ ⋅ ⋅ ⋅
= ⋅ = ⋅
 
 
 
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Questão  11  
 
Uma força resultante de 3,0 N atua sobre uma partícula que inicialmente está em repouso. Calcule: 
a) O trabalho realizado pela força no primeiro, no segundo e no terceiro segundo; 
b) A potência instantânea no terceiro segundo. 
Resolução: 
a) 
1º segundo: 
1
2
1
1 1 0
3 3
0 1
9
.
2 2
v
m m
mv
W K K
m
= + ⋅ =
= − = =
 
2º segundo: 
2
2 2 1
3 6
2
36 9 27
.
2 2 2
v
m m
W K K
m m m
= ⋅ =
= − = − =
 
3º segundo: 
3
3 3 2
3 9
3
81 36 45
.
2 2 2
v
m m
W K K
m m m
= ⋅ =
= − = − =
 
 
b) 
3
9 27
3 . P F v P
m m
= ⋅ ⇒ = ⋅ =  
 
Questão  12  
 
Uma carreta sobe uma estrada cuja inclinação em relação à horizontal é de 30
0
, a uma velocidade de 
30 km⋅h
‐1
. A força resistiva é igual a 0,75 do peso da carreta. Que velocidade teria a mesma carreta se 
descesse a estrada com a mesma potência? 
Resolução: 
Durante a subida, o moto da carreta deve efetuar uma força igual ao componente do peso ao longo da 
estrada mais a força resistiva. Assim, 
 
0
30 0,75 1,25 .
1,25 30 37,5 .
F mgsen mg mg
P F v mg mg
= + =
= ⋅ = ⋅ =
 
 
Durante  a  descida,  a  força  efetuada  pelo  motor  será  igual  à  força  resistiva  menos  a  componente  do 
peso ao longo da estrada. Logo teremos, 
 
0
1
0,75 30 0,25
0,25 37,5
150 .
F mg mgsen mg
P mg v mg
v km h

= − =

= ⋅ =

∴ = ⋅
 
 
 
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Questão  13  
 
Uma força atua sobre uma partícula de 2.5 kg de tal forma que a posição da  partícula varia em função 
do tempo de acordo com a expressão: 
4 3 2
3 2 x t t t = − − , onde x é expresso em metros e t em segundos. 
Calcule: 
a) O trabalho realizado pela força nos 3 segundos iniciais; 
b) A potência instantânea para t = 2,0s. 
Resolução: 
a) W
3
 = ? 
3 2
3 2 1
0 3
3 3 0
2
3
3
12 6 2;
0, 12 3 6 3 2 3 264
2,5 264
87120
2
87,12 .
dx
v t t t
dt
v v m s
W K W K K
W J
W kJ

= = − −
= = ⋅ − ⋅ − ⋅ = ⋅
= ∆ ⇒ = −

= =
∴ =
 
b)  
( )
( )
3 2 1
2
2 2
2
2
1
2
12 2 6 2 2 2 68
36 12 2 36 12 2
2,5 36 4 12 2 2 295
295 68
20060 .
inst
v m s
dv
a t t F m t t
dt
F N
P F v P
P J s


= ⋅ − ⋅ − ⋅ = ⋅
= = − − ⇒ = ⋅ − −
= ⋅ ⋅ − ⋅ − =
= ⋅ ⇒ = ⋅
∴ = ⋅
 
Questão  14  
 
Uma locomotiva possui uma potência máxima de 
6 1
1,5 10 J s

⋅ ⋅ . Esta locomotiva acelera um trem com 
1
1m s

⋅  de velocidade até 
1
2,5m s

⋅ , com potência máxima, num tempo de 30 s.  
a) Desprezando a força de atrito, calcule a massa do trem; 
b) Ache a velocidade do trem em função do tempo durante o intervalo. 
Resolução: 
a) m = ? 
( )
2 2
2 2
6
7
2
;
2
2
2 1,510 30
1,7 10 .
2,5 1
f i
f i
W K W P t K P t
m P t
v v P t m
v v
m m kg
= ∆ = ⋅∆ ⇒ ∆ = ⋅∆
⋅ ⋅∆
− = ⋅∆ ⇒ =

⋅ ⋅ ⋅
= ∴ ≅ ⋅

 
b)  
( )
2 2
2 2
1
2
2
; 0
2
1 0,176 .
f i
f i
f
P t
v v t t
m
P t
v v
m
v t
⋅∆
− = ∆ = −
⋅∆
= +
∴ = +
 
 
 
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10 
Questão  15  
 
Uma  partícula  é  ligada  entre  duas  molas  idênticas  sobre  uma  mesa  horizontal  sem  atrito.  As  duas 
molas têm constantes elásticas k e não estão esticadas nem comprimidas inicialmente.  
a) Se  a  partícula  é  puxada  a  uma  distância  x  ao  longo  de  uma  direção  perpendicular  à  configuração 
inicial das molas, como na figura, mostre que a força exercida sobre a partícula pelas molas é 
 
2 2
2 1
L
F kx i
x L
⎛ ⎞
⎟ ⎜

⎜ =− −



⎟ ⎜
⎝ ⎠ +


 
b) Determine a quantidade de trabalho feita por essa força ao mover a partícula de x =A até x = 0. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resolução: 
a) F = ? 
( )
1
2 2 2
y x L = + . 
 
A força restauradora é dada pela expressão: 
( ) ( )
1
2 2 2
F k y L F k x L L
⎡ ⎤
=− − ⇒ =− + − ⎢ ⎥
⎢ ⎥
⎣ ⎦

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A
L
L
k
k
y
F

A


α
y
F
x
 
 
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11 
As componentes da força restauradora na direção do vertical se  anulam mutuamente. Desta forma, a 
força restauradora resultante estará na direção horizontal, dada por: 
 
( )
( )
( )
1
2 2 2
1
2 2 2
1
2 2 2
2 2 ; .
2 1 .
r x r
r
x
F F F k x L L cos cos
x L
L
F kx i
x L
α α
⎡ ⎤
= ⋅ ⇒ =− + − = ⎢ ⎥
⎢ ⎥
⎣ ⎦
+
⎡ ⎤
⎢ ⎥
⎢ ⎥ ∴ =− −
⎢ ⎥
+
⎢ ⎥
⎣ ⎦

 
 
b) W = ? 
( )
( )
( )
0
0 1
2 2 2
0
1
2 2 2 2
0
1
2 2 2 2 2
0
2 1
2
2 2 .
f
i
r
i f
r
A
A
A
A
A
W F dr
L
W kx dx
x L
W kx kL x L
W kA kL kL A L




= ⋅
⎡ ⎤
⎢ ⎥
⎢ ⎥ =− −
⎢ ⎥
+
⎢ ⎥
⎣ ⎦
⎡ ⎤
= − + + ⎢ ⎥
⎢ ⎥
⎣ ⎦
∴ = + − +

 
 
Questão  16  
 
Em um dia de inverno em uma cidade que neva muito, o trabalhador de um armazém está empilhando 
caixas  sobre  uma  rampa  rugosa  inclinada  de  um  ângulo  α  acima  da  horizontal.  A  rampa  está 
parcialmente  coberta  de  gelo  e  na  sua  base  existe  mais  gelo  do  que  no  seu  topo,  de  modo  que  o 
coeficiente  de  atrito  aumenta  com  a  distância  x  ao  longo  da  rampa:  µ=Ax,  onde  A  é  uma  constante 
positiva e a base da rampa corresponde a x=0. (Para essa rampa, o coeficiente de atrito cinético é igual 
ao coeficiente de atrito estático: µ
c

e
=µ). Uma caixa é empurrada para cima da rampa, de modo que 
ela  sobe  a  partir  da  base  com  uma  velocidade  inicial  v
0
.  Mostre  que  quando  a  caixa  atingir 
momentaneamente o repouso ela continuará em repouso se: 
 
2
2
0
3gsen
v
Acos
α
α
≥ . 
 
Resolução: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
v
0
α
P

f
at 
P
N
x
 
 
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12 
Seja f
at
 a força de atrito. Assim, teremos: 
 
at at
f N f Ax mg cos µ α = ⇒ = ⋅ ⋅ . 
 
A força resultante na caixa é dada por: 
 
R
F Ax mg cos mgsen α α = ⋅ ⋅ +  
 
O trabalho da força resultante é expresso por: 
 
( )
0
2
.
2
x
R
R
W Ax mgcos mgsen dx
x
W Amgcos x mgsen
α α
α α
=− ⋅ +
⎛ ⎞
⎟ ⎜
⎟ =− ⋅ + ⋅



⎟ ⎜
⎝ ⎠

 
 
O  trabalho  da  força  resultante  é  resistente.  Por  sua  vez,  o  trabalho  da  força  resultante  é  igual  a 
variação da energia cinética. Assim, 
 
2 2
2 2
2 2
2 .
i
i
mv x
Amgcos x mgsen
v x Agcos xgsen
α α
α α
⎛ ⎞
/
⎟ ⎜
⎟ − =− ⋅ + ⋅ / / ⎜


⎟ ⎜
⎝ ⎠
∴ = ⋅ +
      (16.1) 
 
Ao se lançar a caixa ao longo da rampa com essa velocidade inicial, a caixa deverá parar na posição “x”. 
Para  que  a  caixa  permaneça  em  repouso  nesta  posição,  a  força  de  atrito  deverá  equilibrar  com  a 
componente P
x
. Assim, teremos: 
 
sen
mgsen Axmgcos x
Acos
α
α α
α
= ⇒ = / /
/ /
.   (16.2) 
 
Substituindo o resultado de (16.2) no resultado de (16.1), teremos: 
 
2 2
2
2 2
2
2
2
3
.
i
i
sen gsen
v Agcos
Acos A cos
gsen
v
Acos
α α
α
α α
α
α
/ /
/
= ⋅ +
=
  (16.3) 
       
 
Essa é a menor velocidade que atende às condições do problema. Portanto, qualquer velocidade inicial 
que seja igual ou maior do que o resultado (16.3), atende às condições do nosso problema. Assim,  
 
2
2 2
0
3
i
gsen
v v
Acos
α
α
∴ ≥ = . 
 
 
 
 
 
 
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13 
Questão  17  
 
Mola  com  Massa.  Geralmente  desprezamos  a  energia  cinética  das  espiras  da  mola,  porém  vamos 
agora  tentar  obter  uma  aproximação  razoável  sem  desprezar  este  fator.  Seja  M  a  massa  da  mola,  L
0
 
seu  comprimento  normal  antes  da  deformação,  e  k  a  constante  da  mola.  O  trabalho  realizado  para 
esticar ou comprimir a mola a uma distância L é dado por 
2
1
2
kX , onde 
0
X L L = − . 
a) Considere a mola descrita acima e suponha que uma de suas extremidades esteja fixa e a outra se 
mova  com  velocidade  V.  Suponha  que  a  velocidade  ao  longo  da  mola  varie  linearmente  com  a 
distância  l  da  extremidade  fixa.  Suponha  também  que  a  massa  M  seja  uniformemente  distribuída 
ao  longo  da  mola.  Calcule  a  energia  cinética  da  mola  em  função  de  M  e  de  V.  (Sugestão:  divida  a 
mola em segmentos de comprimentos dl, calcule a velocidade de cada segmento em função de l, de 
V e de L; ache a massa de cada segmento em função de dl, de M e de L; a seguir integre de 0 a L. O 
resultado  não  será  igual  a 
2
1
2
MV ,  porque  as  partes  da  mola  não  se  movem  com  a  mesma 
velocidade). 
Em uma espingarda de mola, a mola possui massa 0,243 kg e a constante da mola é igual a 3200 N⋅m
‐1

ela é comprimida 2,50 cm a partir do seu comprimento sem deformação. Quando o gatilho é puxado, a 
mola  exerce  uma  força  horizontal  sobre  uma  bala  de  massa  0,053  kg.  Despreze  o  trabalho  realizado 
pelo atrito. Calcule a velocidade da bala quando a mola atinge seu comprimento sem deformação. 
 
b) Desprezando a massa da mola; 
c) Incluindo a massa da mola usando o resultado da parte (a). 
d) Na parte (c), quais são a energia cinética da bala e a energia cinética da mola? 
Resolução: 
a)  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como a velocidade varia linearmente com o comprimento da mola,  poderemos construir um gráfico v 
x l. Assim, teremos: 
 
 
V V
tan v l
L L
α = ⇒ = ⋅  .  (17.1) 
 
 
 
L
0
L
0
  L l
dl
V
0  L  l 


α
 
 
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14 
Como a massa da mola está uniformemente distribuída, podemos definir uma densidade linear para a 
mola da seguinte forma: 
M
L
δ = . 
 
Assim, o elemento de comprimento dl possui massa dada por: 
 
M
dm dl dm dl
L
δ = ⋅ ⇒ = . 
 
Agora poderemos expressar a energia cinética deste elemento de massa, utilizando a equação (17.1) e 
a expressão da massa dada imediatamente acima: 
 
2 2 2
3
1
2 2
dm v MV l
dK dK dl
L

= ⇒ = . 
 
Agora poderemos integrar a expressão da energia cinética e obter a energia cinética da mola. Assim, 
 
2
2
3
0
2
3
3
0
2
1
2
1
6
1
6
L
L
MV
K l dl
L
MV
K l
L
K MV
= ⋅
= ⋅ ⋅
∴ = ⋅

(17.2) 
 
b) Desprezando  a  massa  da  mola,  o  trabalho  exercido  pela  força  elástica  restauradora  será  igual  a 
variação da energia cinética da bala.  
 
( )
2 2
2
2 2
1
2 2
3200 2,510 0,053
6,2 .
Fel B
kx mv
W K
v
v m s


= ∆ ⇒ =
⋅ =
∴ ≅ ⋅
 
 
c) Para  levar  em  consideração  a  massa  da  mola,  faz‐se  necessário  utilizar  o  resultado  (17.2).  Assim, 
teremos: 
2
1
0,243
2 0,053
3
3,9 .
Fel mola B
W K K v
v m s

⎛ ⎞
⎟ ⎜
= + ⇒ = +


⎟ ⎜
⎝ ⎠
∴ ≅ ⋅
 
 
d) Com velocidade obtida no item (c), poderemos determinar as energias cinéticas. 
 
2 2
2 2
0,243 3,9
0,6 .
6 6
0,053 3,9
0,4 .
2 2
mola mola
B B
Mv
K K J
mv
K K J

= ⇒ = ≅

= ⇒ = ≅