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- Existe toda uma estrutura para os artistas em destaque.

“Eles são expoentes de uma cena musical que tem artistas reconhecidos localmente, casas de shows especificas, produtores de músicas e bandas, produtoras de videoclipes, ambientes virtuais de compartilhamento de música e fóruns de debate também virtual para fãs.” - A disposição do cenário, carinhos de espetinho, de cachorro quente com cerveja barata. - Novinhas (difíceis) x Coroas +de 40 anos (Fáceis) - A calçada é um tipo de esquenta, às vezes se tornando a própria atração. - A relação entre bem material x status. No exemplo dos homens que chegam de bicicleta, moto ou carro. - Definição subjetiva para as novinhas “é o eco da ninfeta, da Lolita, a menina jovem e sedutora, sexualmente voraz e apta a convocar o homem para a noite de sexo.” - Questão muito fortes com a sexualidade. “São ambientes de performatização de jogos de sedução e flerte.” - A temática das músicas: traição, superação, “dar o troco” num homem traidor, entre outras abordagens. - Análise das músicas “Meu novo namorado” e “Primeira vez no carro” (p.57-58) - Os shows são performáticos - O uso do poder feminino nas letras, nas cantoras e nas frequentadoras. “Perfumes de aroma doces, batom vermelho, olhos marcados por delineador. Cara de desdém. Unhas pintadas.” - “Identidades – Passagens” é quando as identidades acompanham o espaço, diante da conveniência, segundo a geografia do desejo, proposta por Richard Parker. - Todas as mulheres (novinhas e coroas) transformam-se em periguetes naqueles momentos. - Problemas de gênero (Judith Butler) essa teoria propõe uma desconstrução das configurações de identidade de gênero e propõe um pensamento que se desloca da análise recorrente da questão relacionada a homem e mulher, inclui na questão os indivíduos inadequados ao ideal normativo” (P.59) - A teoria de Judith Butler questiona a identidade binária e linear, propondo uma incoerência (p.59). - Possíveis origens do termo piriguete: “Pretty Girl” ou mulher “no perigo” - “Não se é periguete, se está piriguete” (P.60) - A questão da voz sussurrada diretamente ligada a sensualização, também presente nas cantoras pop internacionais. Que também inspiram os figurinos das cantoras brega. - Identidades Omorfas

quase como uma performatização ao universo contado por artistas como Michelle Melo e MC Shelton e as materializações de poder encenadas através da posse de celulares.Gangsta – cafuçus – MC Sheldon . shows. . a presentificação do universo das letras das músicas em espaços codificados. Mas que te leva no brega e faz sentir mulher”. praias e clubes nortunos. 03 – No acionar das identidades de “piriguetes” e “cafuçus” dos frequentadores dos bailes de brega do Recife como uma maneira de desenvolver os embates de identidades marcadamente angariadas no desdém e no “ar de superioridade” e “atitude”.A associação da figura cafuçu para os homens. . .Ser fora da lei tem valos dentro da construção de uma masculinidade atrelada ao mercado de música.63) .” . . roupas justas e evidenciando braços e peitorais definidos e também performatização do poder através do desdém em relação a periguete.. Ninguém se assume cafuçu.A definição proposta para cafuçus é “homens de camadas populares que acentuam a masculinidade com cabelos curtos. atos performáticos e Dvds largamente difundidos através da pirataria. Tampouco liga pra moda. .Ficar com alguém é algo como convencer alguém (´p. como aportes que dialogam com formas consagradas de midiatização de matrizes identitárias do feminino (a figura diva do pop) 02 – Os ambientes nos quais estes atos performatização e encenação de gênero através do jogo de sedução e consequente.Diferente da figura piriguete.64) .Embates de identidades . câmeras fotográficas e distinção em ambientes como shopping.Blocos de carnaval: Cafuçu (PB) e I LOVE CAFUÇU (PE).RESUMÃO Temas abordados no texto: 01 – Os discursos encenados pelos artistas em suas canções. o cafuçu não é algo legitimado.“Cafuçu é aquele que não tem muito requinte intelectual nem disposição financeira. (P.