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Jurídicas

NOTAS

ANO

4

NÚMERO

97

23/01/09

FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL AR/MG

ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE
Conceito Área protegida nos termos dos artigos 2º e 3º do Código Florestal (Lei nº 4.771/65), coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

Áreas consideradas de Preservação Permanente Segundo o Código Florestal, em seu art. 2º: “as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima seja: 1) de 30 metros para os cursos d’água de menos de dez metros de largura; 2) de 50 metros para os cursos d’água que tenham de dez a 50 metros de largura; 3) de cem metros para os cursos d’água que tenham de 50 a 200 metros de largura; 4) de 200 metros para os cursos d’água que tenham de 200 a 600 metros de largura; 5) de 500 metros para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 metros. b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d’água naturais ou artificiais; c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados “olhos d’água”, qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 metros de largura; d) no topo de morros, montes, montanhas e serras; e) nas encostas ou partes destas, com declividade superior a 45°, equivalente a 100% na linha de maior declive; f) nas restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues; g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a cem metros em projeções horizontais; h) em altitude superior a 1.800 metros, qualquer que seja a vegetação.

Outras áreas consideradas de Preservação Permanente Segundo o art. 3º do Código Florestal, relaciona outras áreas de florestas e demais formas de vegetação natural, desde que declaradas por ato do Poder Público, e destinadas: a) a atenuar a erosão das terras; b) a fixar as dunas; c) a formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias;

quando for necessária à execução de obras. devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio. § 2º A supressão de vegetação em área de preservação permanente situada em área urbana dependerá de autorização do órgão ambiental competente. 3º do Código Florestal têm de ser reconhecidas pelo Poder Público. com área igual ou inferior a 20 hectares. Intervenção humana na Área de Preservação Permanente É permitida a intervenção humana. da vegetação em área de preservação permanente. assegurar condições de bem-estar público. assim definido em regulamento. quando couber. sem prejuízo da compensação ambiental. A supressão de vegetação em área de preservação permanente somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública ou de interesse social.309/02. 4º. desde que o município possua conselho de meio ambiente com caráter deliberativo e plano diretor. – em 30 metros para a lagoa ou reservatório situados em área urbana consolidada. – em 50 metros para reservatório natural de água situado em área rural.PÁG I N A 2 N O TAS J U R Í D I CAS 97 • FA E M G SE N A R 23/01/09 d) a e) a f) a g) a h) a auxiliar a defesa do território nacional a critério das autoridades militares. a supressão total ou parcial de florestas de preservação permanente só será admitida com autorização do Poder Executivo Federal. 4º do Código Florestal. quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto. Art. – em cem metros para reservatório natural de água situado em área rural. Averbação no registro do imóvel Não há necessidade de averbação no Cartório onde o imóvel se encontra registrado. manter o ambiente necessário à vida das populações silvícolas. Nos demais casos. atividades ou projetos de utilidade pública ou interesse social (§ 1º do mencionado artigo). . planos. proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico ou histórico. Áreas de Preservação Permanente e reconhecimento pelo Poder Público Apenas as APPs do art. condicionada também à autorização. asilar exemplares da fauna ou flora ameaçados de extinção. com anuência prévia. § 1º A supressão de que trata o caput deste artigo dependerá de autorização do órgão ambiental estadual competente. 3º do Código Florestal. com área superior a 20 hectares. § 3º O órgão ambiental competente poderá autorizar a supressão eventual e de baixo impacto ambiental. ressalvado o disposto no § 2º deste artigo. mediante anuência prévia do órgão ambiental estadual competente fundamentada em parecer técnico. – em 30 metros para corpo hídrico artificial. aplica-se o art. O Estado de Minas Gerais e as Áreas de Preservação Permanente Pela Lei Estadual 14. desde que com autorização do Poder Público. excetuados os tanques para atividade de aquicultura. do órgão federal ou municipal de meio ambiente. houve a especificação da extensão da APP para outras áreas além das especificadas no Código Florestal: – em 15 metros para o reservatório de geração de energia elétrica com até dez hectares. Nas hipóteses do art.

br. de acordo com a regulamentação específica e averiguação do órgão competente. [. cujos parâmetros e regime de uso serão definidos por resolução do Conama. no mínimo.703/08.023/08. Exigência para que a Área de Preservação Permanente seja não-tributável em relação ao ITR Nas hipóteses do art. declarar o ADA. § 5º A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes. (Código Florestal). desde que formalizado perante o órgão ambiental: 1. poderá ser permitida a utilização da faixa ciliar dos cursos d’água. em uma das margens. No caso das hipóteses do art.]§ 4° – Na propriedade rural em que o relevo predominante for marcadamente acidentado e impróprio à prática de atividades agrícolas e pecuárias e em que houver a ocorrência de várzeas apropriadas a essas finalidades. pelo empreendedor.. Antônio Carlos Arantes e José Henriques. no caso de ocupação antrópica consolidada. que reconhece que a extensão da Área de Preservação Permanente no entorno de reservatórios artificiais será de. Art. .” (Lei 14. desde que não haja alternativa locacional comprovada por laudo técnico e que sejam atendidas as recomendações técnicas do poder público para a adoção de medidas mitigadoras. Art.faemg. e.. quando esta comprovadamente pertencer ao mesmo proprietário. em Minas Gerais Foi sancionada a Lei Estadual 18. 2º deste Código. O Plano Diretor da Bacia Hidrográfica definirá a extensão da Área de Preservação Permanente. anualmente. será respeitada a ocupação antrópica já consolidada. de que tratam. devem ser declaradas pelo Poder Público. desde que não exija a supressão e não comprometa a regeneração e a manutenção a longo prazo da vegetação nativa. 11 – Nas áreas consideradas de preservação permanente. quando não houver o Plano Diretor da Bacia Hidrográfica. em até um quarto da largura prevista no art. considerada de preservação permanente. clicando em Artigos. nos casos de área situada em imóvel com relevo predominantemente acidentado e nas áreas de várzeas. § 6º Na implantação de reservatório artificial é obrigatória a desapropriação ou aquisição. respectivamente. inclusive perante o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.org. compensandose essa redução com a ampliação proporcional da referida faixa na margem oposta. original sem grifo). segundo. A definição nela contida reflete exatamente o que a FAEMG defendeu e sustentou. as medidas mitigadoras e compensatórias que deverão ser adotadas pelo empreendedor. Esta Lei decorre do Projeto de Lei nº 2. Veja no site www. mediante autorização e anuência do órgão ambiental competente.PÁG I N A 3 N O TAS J U R Í D I CAS 97 • FA E M G SE N A R 23/01/09 § 4º O órgão ambiental competente indicará. das áreas de preservação permanente criadas no seu entorno. basta apresentar. § 7º É permitido o acesso de pessoas e animais às áreas de preservação permanente. o Ato Declaratório Ambiental – ADA junto ao Ibama. Área de Preservação Permanente no entorno de Reservatórios Artificiais. ao longo dos anos. Intervenção humana antiga A Lei mineira prevê duas hipóteses de reconhecimento e continuidade da internvenção humana. 3º: primeiro. de autoria dos deputados Domingo Sávio. previamente à emissão da autorização para a supressão de vegetação em área de preservação permanente. ou de dunas e mangues. 2º do Código Florestal. 12 – A utilização de área de preservação permanente fica condicionada à autorização ou anuência do órgão competente. 10. para obtenção de água. 2. sendo vedada a expansão da área ocupada.309/02. somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública. as alíneas c e f do art. 30 metros.

..... Fax: (31) 3074-3018 www... 1115 . Editada pela Assessoria de Comunicação Social. ....309.. 10º . 2º .   § 4º . aos 9 de janeiro de 2009. de 19 de junho de 2002..CEP 30...... promulgo a seguinte Lei: Art.. ASSESSOR DE COM... MG IMPRESSO FECHADO PODE SER ABERTO PELA ECT Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais • Serviço Nacional de Aprendizagem Rural AR-MG FAEMG PRESIDENTE Roberto Simões..130-915 Fones: (31) 3074-3014 e 3074-3015. sem prejuízo da compensação ambiental e da obrigação de recuperar as áreas de preservação permanente degradadas. 1º . 10 da Lei nº 14.. DO EST.3º andar .........   O Povo do Estado de Minas Gerais..... exceto a área de preservação permanente de represa hidrelétrica.br USO EXCLUSIVO DOS CORREIOS Mudou-se Endereço insuficiente Recusado Não existe o número indicado Desconhecido Outros (especificar) Não procurado Data _______ / _______ / _______ Rubrica do Responsável / Visto 9912172282/2007-DR/MG FAEMG .No caso de reservatório artificial resultante de barramento construído sobre drenagem natural ou artificial....org... JORNALISTAS Ellen Vieira. de 19 de junho de 2002.. a área de preservação permanente corresponde à estabelecida nos termos das alíneas “d” e “e” do inciso III do caput deste artigo. PEC.FEDERAÇÃO DA AGRIC. 221º da Inconfidência Mineira e 188º da Independência do Brasil.. SOCIAL Lauro Diniz..faemg.... . inclusive para fins de exploração de atividades agrícolas com culturas perenes de porte arbóreo ou arbustivo.... Lucila Alves Guimarães e Silvana Matos.O § 2º do art...” (nr) Art.. AÉCIO NEVES Danilo de Castro Renata Maria Paes de Vilhena José Carlos Carvalho Apoio: FAEMG ASSESSORIA JURÍDICA (31) 3074-3020 Jurídicas NOTAS Av. observada a legislação pertinente. a área de preservação permanente de represa hidrelétrica terá a largura de 30m (trinta metros)..   § 2º .Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. por seus representantes... Fones: (31) 3074-3014 e 3074-3015.. 1115 . passa a vigorar com a redação que segue. de 9 de janeiro de 2009 Altera o art.   Palácio da Liberdade..... decretou e eu.... SENAR MINAS PRESIDENTE DO CONSELHO ADMINISTRATIVO Roberto Simões...Na inexistência do plano diretor a que se refere o § 2º deste artigo..senarminas.... Av...org........br / www.. ficando o artigo acrescido do seguinte § 4º:   “Art.. e os atos praticados até a data de publicação do plano diretor. Carandaí. que dispõe sobre as políticas florestal e de proteção à biodiversidade no Estado..PÁG I N A 4 N O TAS J U R Í D I CAS 97 • FA E M G SE N A R 23/01/09 Lei 18.130-915...... 10 da Lei nº 14. sem prejuízo da compensação ambiental. Carandaí. SUPERINTENDENTE Antônio do Carmo Neves....3º andar .023...... assegurados os usos consolidados.... em seu nome..309... que terá sua abrangência e sua delimitação definidas no plano diretor da bacia hidrográfica. em Belo Horizonte.. Artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores. O GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS.CEP 30.... Fax: (31) 3074-3018.