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A COMPETÊNCIA NO PROCESSO PENAL BRASILEIRO Ludmila Martins Nóbrega

Bacharelanda em Direito pela Universidade Salvador – UNIFACS

RESUMO: O presente arti o tem como escopo tecer !reves coment"rios acerca da compet#ncia no processo penal !rasileiro$ se%s crit&rios de 'i(a)*o !em como hip+teses de deslocamento e elementos impeditivos,

- CONSIDERA./ES INICIAIS 0ara iniciar o est%do acerca da compet#ncia penal$ conv&m$ a princ1pio$ conceit%ar a 2%risdi)*o, Em!ora$ e3%ivocadamente$ as e(press4es 2%risdi)*o e compet#ncia se2am %sadas como se 'ossem sin5nimas$ n*o se deve con'%ndi6las$ tanto na do%trina como na 2%rispr%d#ncia, Em car"ter il%strativo$ veri'ica6se 3%e$ em!ora o C+di o de 0rocesso 0enal n*o cite a e(press*o 7con'lito de 2%risdi)*o8$ se %e %ma corrente do%trin"ria 3%e de'ende %ma distin)*o entre con'lito de 2%risdi)*o e con'lito de compet#ncia, Esta id&ia de se re a)*o nota6se$ claramente$ na li)*o de Fernando da Costa 9o%rinho Filho :-;<;$ p,=>?@: 7Se o con'lito se desse entre %m A%iB da A%sti)a Com%m Estad%al e o O%tro da A%sti)a Com%m Federal$ n*o se poderia 'alar$ tecnicamente$ em con'lito de compet#ncia e sim de 2%risdi)*o8, Nota6se$ assim$ %ma clara distin)*o conceit%al, > AURISDI.CO A 2%risdi)*o & %ma '%n)*o intrinsecamente li ada D so!erania do Estado$ 3%e reservo% e(cl%sivamente para si o e(erc1cio 2%risdicional$ este$ e'etivado atrav&s dos +r *os estatais, E %ma atividade '%ndamental do Estado assim como as atividades le islativas e administrativas, Em %ma sociedade$ em raB*o da m%ltiplicidade pec%liar da ra)a h%mana$ & com%m s%r irem diver #ncias de interesses e con'litos inters%!2etivos$ mas 3%e$ eralmente$ s*o resolvidos entre as partes, F" certas sit%a)4es$ em!ora n*o se2a

-I?@: Em amplo sentido$ 2%risdi)*o & o poder de conhecer e decidir com a%toridade dos ne +cios e contendas$ 3%e s%r em dos diversos c1rc%los de rela)4es da vida social J. O conceito de 2%risdi)*o nas li)4es de Aos& Frederico Mar3%es :-. O jus puniendi desponto% como %ma decorr#ncia indeclin"vel da pr+pria so!erania estatal8..-MN@ competentemente el%cida: ..<a$ p.-MN@ ensina 3%e: 7Com a 2%risdi)*o$ passo% o Estado$ ent*o$ a deter com e(cl%sividade o direito de p%nir al %&m pela pr"tica de %m determinado 'ato delit%oso.poss1vel alcan)ar a sol%)*o da lide$ tendo em vista 3%e & vedada a a%tot%tela em nosso ordenamento 2%r1dico$ o Estado avoca para si a responsa!ilidade de s%!6ro ar6se aos liti antes e compor o con'lito. A%risdi)*o & o poder6dever do 0oder 0G!lico de dirimir os event%ais con'litos 3%e possam s%r ir nas rela)4es sociais$ determinando o direito aplic"vel a cada caso concreto.>. Este direito n*o & mais o% o%tra coisa 3%e e(press*o da so!erania do Estado$ no ponto em 3%e se a'irma livre para ela!ora)*o de s%as leis. O Estado$ composto pelos poderes Le islativo$ E(ec%tivo e A%dici"rio$ por res %ardar tanto a ordem 2%r1dica como a a%toridade da lei$ at%a diretamente$ atrav&s do processo 2%dicial$ na composi)*o dos con'litos de interesse entre os indiv1d%os$ aplicando o direito positivado. Destarte$ em Om!ito penal$ e(iste$ ainda$ %ma pretens*o p%nitiva. R5m%lo de Andrade Moreira :>HHI$ p. Consiste na atividade preponderante do 0oder A%dici"rio$ e'etivada por meio do processo 2%dicial$ sendo este decorrente do e(erc1cio do direito de a)*o.K Em sentido restrito$ por&m & o poder das a%toridades 2%dici"rias re %larmente investidas no car o de diBer o direito no caso concreto. R5m%lo de Andrade Moreira :>HHI$ p..NMN@$ por s%a veB$ in'orma so!re o jus puniendi em %ma pesperctiva le islativa: Direito de p%nir e(erce o Estado 3%ando ela!ora a cria)*o dos tipos penais$ esta!elecendo padr4es de comportamento tolerados e modelos de cond%tas inaceit"veis$ as 3%ais$ por crit&rios de reprova!ilidade 3%anto "s cond%tas e 3%anto aos res%ltados 3%e delas emer em$ ser*o o!2eto de p%ni!ilidade$ se %ndo as re ras do Direito 0enal vi ente. E% #nio 0acelli de Oliveira :>HHI$ p.@: 7Da mesma 'orma 3%e no 2%1Bo civil a 2%risdi)*o penal consiste n%ma atividade s%!stit%tiva: o 2%iB criminal at%a$ para 'aBer 2%sti)a$ s%!stit%indo6se Ds partes em lit1 io$ o% se2a$ D ac%sa)*o e D de'esa8. Atente6se para os esclarecedores ensinamentos de A%lio Fa!!rini Mira!ete :>HH?$ p.

Em!ora se2a %na a 2%risdi)*o$ pela so!erania estatal 3%e a consa ra$ inconce!1vel seria a e(ist#ncia de %m Gnico 2%1Bo inc%m!ido de at%ar em todo o Estado. Neste conte(to$ todos e(erceriam a '%n)*o 2%risdicional$ dentro$ por&m$ de restri)4es delineadas em lei. N COM0E9PNCIA O instit%to 2%r1dico da compet#ncia s%r e$ atrav&s desta demarca)*o da 2%risdi)*o Estatal$ como sendo a parte da 2%risdi)*o a 3%e ca!e cada +r *o$ mais especi'icamente$ como sendo o Om!ito no 3%al ma istrado pode e(ercer a 2%risdi)*o. como se disse$ trad%B$ em verdade$ %ma das 'acetas da so!erania do Estado$ 3%e monopoliBo% a administra)*o da A%sti)a criminal$ responsa!iliBando6se pela aplica)*o das san)4es penais e$ mais$ desa%toriBando a vin an)a privada: & o se% poder de imp&rio. O Estado$ como interessado primeiro na paB social$ tro%(e para si o direito de p%nir todo a3%ele 3%e incidir em %m tipo penal$ direito 3%e se concretiBa com a pr"tica delit%osa :pretens*o p%nitiva@. E atrav&s da compet#ncia 3%e se alcan)a o e'etivo '%ncionamento dos +r *os 2%risdicionais dentro de %ma determinada limita)*o$ sempre imposta pela norma le al$ tendo em vista 3%e apenas a lei tem o poder de desi nar as compet#ncias dos . A Constit%i)*o Federal e a le isla)*o in'raconstit%cional tra)am re ras erais e espec1'icas de compet#ncia dos A%1Bes e 9ri!%nais$ 3%e o!2etivam$ atrav&s da e'etiva)*o da ordem 2%r1dica positivada$ a aplica)*o do poder 2%risdicional con'erido ao Estado.O jus puniendi. O 0oder 0G!lico$ !%scando via!iliBar s%a at%a)*o 2%risdicional em todo o territ+rio nacional$ instit%i% determinados +r *os$ os 3%ais e(ercem s%as atividades con'orme %m crit&rio le al de distri!%i)*o de compet#ncias. Em raB*o da vastid*o do territ+rio$ a dimens*o pop%lacional e o conse3Qente nGmero i antesco de controv&rsias presentes nas sociedades modernas$ das mais simples as mais comple(as$ & imprescind1vel n*o s+ a cria)*o de n%merosos +r *os 2%risdicionais$ como tam!&m a correlata limita)*o do poder 2%risdicional destes +r *os. A atividade 2%risdicional do Estado$ pela e(cl%siva a%toridade 3%e det&m de aplicar a norma 2%r1dica e p5r 'im ao lit1 io$ & 'eita por interm&dio do processo$ tendo em vista 3%e o processo & o meio instr%mental da 2%risdi)*o. Assim sendo$ o a%tor conceit%a compet#ncia como 7medida de 2%risdi)*o8$ mais precisamente como 7por)*o do 0oder A%risdicional 3%e cada +r *o pode e(ercer8 :9OURINFO FILFO$ -.$ p.<.M?@.

0ortanto$ a compet#ncia nada mais & do 3%e a '%n)*o de e(ercer a 2%risdi)*o nos limites le almente predeterminados.. Am!os os e(emplos e(plicitam a possi!ilidade de distri!%i)*o de compet#ncias de acordo com a 'ase 3%e o processo se encontra. E poss1vel a'astar do 2%iB certas atri!%i)4es 2%risdicionais$ sendo estas distri!%1das a o%tros 2%1Bes. Somente no caso de n*o haver o 2%iB da e(ec%)*o$ ao 2%iB do processo de conhecimento competir" D e(ec%)*o penal.Compet#ncia F%ncional A compet#ncia do 2%iB$ em re ra$ & re'erente a todos os atos process%ais desde o in1cio da a)*o$ conhecendo do pedido$ instr%indo o processo$ colhendo provas$ apreciando o m&rito$ e(arando a correlata senten)a e %ma poss1vel e(ec%)*o. Essa redistri!%i)*o de compet#ncia$ tam!&m denominada de compet#ncia '%ncional$ est" diretamente li ada aos atos do processo. E(pressa o arti o M= da Lei nR I. Assim como h" distin)*o entre os 2%1Bes de processo e de e(ec%)*o$ nos crimes dolosos contra a vida a %m determinado 2%iB compete a instr%)*o do processo e a o%tro compete o 2%l amento do 9ri!%nal do AGri.v"rios +r *os 2%risdicionais$ isto &$ somente atrav&s da lei & poss1vel esta!elecer as limita)4es do e(erc1cio de cada %m destes +r *os. Esta compet#ncia$ cont%do$ pode so'rer limita)4es.de 2%lho de -. A compet#ncia & delimitada$ ine(oravelmente$ por interm&dio do direito positivo$ principalmente no 3%e tan e D compet#ncia no Om!ito penal$ tendo em vista a ultima ratio do direito penal. N. A compet#ncia '%ncional & 'eita de acordo com tr#s aspectos: a 'ase do processo$ o o!2eto do 2%1Bo e o ra% de 2%risdi)*o. . No procedimento ordin"rio$ por e(emplo$ & poss1vel haver %m 2%iB competente para instr%ir e 2%l ar o processo de conhecimento e %m o%tro 2%iB para e(ec%tar a senten)a penal condenat+ria.<? :Lei de E(ec%)4es 0enais@: 7A e(ec%)*o penal competir" ao A%iB indicado na lei local de or aniBa)*o 2%dici"ria e$ na s%a a%s#ncia$ ao da senten)a8. O 2%iB 3%e deve e(ec%tar a senten)a$ a princ1pio$ & distinto da3%ele 2%iB 3%e a pro'eri%.>-H$ de -.

0or 'im$ a compet#ncia '%ncional con'orme o ra% de 2%risdi)*o$ tam!&m denominada de compet#ncia hier"r3%ica$ & considerada %ma compet#ncia '%ncional vertical$ distin %indo6se das demais compet#ncias '%ncionais mencionadas$ 3%e s*o compet#ncias '%ncionais horiBontais. A compet#ncia dos 9ri!%nais S%periores & esta!elecida o% 3%ando redistri!%1da na 'ase rec%rsal do processo$ o% 3%ando 'i(ada ori inariamente pela Constit%i)*o Federal$ nos casos e(cepcionais de 'oro por prerro ativa de '%n)*o$ posteriormente a!ordados no presente tra!alho. Em princ1pio$ pois$ as decis4es s*o pass1veis de rec%rso para %m ra% mais elevado de 2%risdi)*o$ n*o se podendo s%primi6lo se ho%ver '%ndamento 2%r1dico 3%e o s%stente.=N@ Em!ora n*o previsto e(pressamente pela Constit%i)*o Federal$ decorre ele do pr+prio sistema constit%cional$ 3%e prev# a compet#ncia para 2%l ar 7em ra% de rec%rso8 determinadas ca%sas. A compet#ncia '%ncional 'i(ada aos +r *os 2%risdicionais s%periores$ por&m$ pode n*o s+ advir de rec%rso$ como tam!&m ser ori in"ria$ con'orme a norma constit%cional vi ente. Ainda 3%e impl1cito em disposi)4es constit%cionais$ o ree(ame da ca%sa em %m +r *o de hierar3%ia s%perior & %m direito arantido pela Carta Ma na$ salvo raras e(ce)4es.Ocorre$ tam!&m$ a distri!%i)*o de compet#ncias con'orme o o!2eto do 2%1Bo$ 3%ando tal distri!%i)*o est" li ada D an"lise do pedido 3%e se apresente para conhecimento e 2%l amento. A sit%a)*o mais corri3%eira dessa hip+tese de separa)*o de compet#ncias ocorre no 9ri!%nal do AGri$ onde h" 2%1Bes pro'issionais e 2%1Bes de 'ato$ isto &$ 2%1Bes to ados e 2%1Bes pop%lares 3%e$ 2%ntos$ 2%l am m&rito da ca%sa$ con'orme o o!2eto 3%e lhes competem. A d%alidade de instOncias$ isto &$ o d%plo ra% de 2%risdi)*o$ est" diretamente li ada ao direito da parte de ver a lide na 3%al est" inserida ser 2%l ada por mais de %m +r *o$ atrav&s de interposi)*o de rec%rsos$ arantindo assim$ %m maior controle das decis4es tomadas. Se %ndo A%lio Fa!!rini Mira!ete :>HH?$ p.> Dele a)*o e 0rorro a)*o de Compet#ncia . Diante das hip+teses de compet#ncia '%ncional descritas$ o!serva6se$ portanto$ 3%e & le almente poss1vel dividir a compet#ncia entre mais de %m 2%iB n%m mesmo processo. N.

O '%ndamento da compet#ncia relativa seria o 'ato de 3%e esta eraria$ no m"(imo$ %ma n%lidade relativa$ se o pre2%1Bo restasse comprovado. :MIRABE9E$ >HH?$ p. En3%anto a compet#ncia a!sol%ta & inderro "vel por conven)*o das partes e n*o se modi'ica nem mesmo pela cone(*o o% contin#ncia$ a compet#ncia relativa & prorro "vel$ . Em re ra$ a compet#ncia se d" m%ito mais pela imposi)*o de ordem pG!lica$ 3%e pelo interesse da:s@ parte:s@. A dele a)*o consiste verdadeiramente em %ma trans'er#ncia de compet#ncia de %m 2%1Bo para %m o%tro$ em certas circ%nstOncias em 3%e os atos 2%risdicionais n*o possam o% prescindam realiBar6se no 'oro em 3%e se insta%ro% a instOncia.-<-@ E 3%e$ em certos casos$ o interesse pG!lico determina a distri!%i)*o da compet#ncia. A" na dele a)*o e(terna$ e assim distin %indo6se$ os atos process%ais s*o realiBados em 2%1Bos distintos$ como ocorre nas cartas de ordem dos tri!%nais para os 2%1Bes e nas cartas precat+rias. No caso de compet#ncia territorial$ todavia$ o le islador preBo% pelo interesse de %ma das partes$ ressalvando6a como hip+tese de compet#ncia relativa$ portanto$ prorro "vel. Em!ora a maioria das normas re'erentes D compet#ncia esta!ele)a a inderro a!ilidade como %ma de s%as caracter1sticas$ mencionando6a 3%ase sempre como a!sol%ta$ em certas veBes a lei determina o% possi!ilita as partes 3%e se s%!metam a 2%iB 3%e$ ori inariamente$ seria incompetente$ no 3%e se chama de compet#ncia relativa. A dele a)*o de compet#ncia pode ser e(terna o% interna$ en3%anto a prorro a)*o de compet#ncia pode ser necess"ria o% vol%nt"ria.F"$ tam!&m$ modi'ica)4es nas atri!%i)4es 2%risdicionais nos casos de dele a)*o e de prorro a)*o de compet#ncia. 0or motivos diversos$ 'aB6se necess"rio 3%e os tri!%nais e os 2%1Bes a%(iliem6se %ns aos o%tros$ podendo se trans'erir a atri!%i)*o 2%risdicional de %m para o%tro 2%1Bo. Na dele a)*o interna n*o se altera o 2%1Bo$ por3%anto ocorre dentro do mesmo 2%1Bo$ como & o caso dos 2%1Bes a%(iliares e 2%1Bes s%!stit%tos$ havendo %ma trans'er#ncia de compet#ncia para pr"tica de certos atos process%ais$ at& mesmo decis+rios. A essa possi!ilidade de s%!stit%i)*o de compet#ncia de %m 2%1Bo por o%tro se d" o nome de prorro a)*o. Ipso facto$ h" not+ria predominOncia da compet#ncia a!sol%ta.

=@ No 3%e tan e Ds a)4es e(cl%sivamente privadas$ como o e(emplo citado por F&lio 9orna hi :-. Esta Gltima & competente para 2%l ar crimes eleitorais e os a eles cone(os$ assim como .. A prorro a)*o vol%nt"ria em!ora remeta a id&ia de %ma prorro a)*o de compet#ncia por vontade das partes$ ressalte6se$ & %ma hip+tese re %lada por lei$ a 3%al 'oi e(cl%sivamente con'erida ao poder de le islar so!re o e(erc1cio da 2%risdi)*o$ devendo sempre a prorro a!ilidade da compet#ncia estar prevista em lei.modi'icando6se 3%ando n*o oposta a e(ce)*o de incompet#ncia do 'oro$ em tempo h"!il. . A prorro a)*o de compet#ncia & dita necess"ria 3%ando le almente o!ri at+ria$ tendo ela$ o!ri atoriamente$ determina)*o por 'or)a de lei. os rem&dios constit%cionais re'erentes a estes crimes :mandado de se %ran)a$ mandado de in2%n)*o$ habeas corpus o% habeas data@. A compet#ncia relativa & %ma possi!ilidade de s%!stit%i)*o da compet#ncia de %m 2%1Bo pelo o%tro$ sem erar v1cio process%al$ da1 por 3%e o 2%iB n*o pode$ de o'1cio$ se dar por incompetente$ como & de se% dever na incompet#ncia a!sol%ta. A norma so!re compet#ncia &$ por veBes$ inderro "vel pela vontade das partes: diB6se a compet#ncia a!sol%ta.N Crit&rios determinadores da compet#ncia A compet#ncia penal & disciplinada na Constit%i)*o Federal$ nas Constit%i)4es Estad%ais$ em leis complementares$ em leis ordin"rias 'ederais :destaca6 se$ o C+di o de 0rocesso 0enal@ e em leis ordin"rias estad%ais :os C+di os de Or aniBa)*o A%dici"ria$ principalmente@ e sendo ela delimitada em diversos planos do ordenamento 2%r1dico$ de modo 3%e$ lo icamente$ as normas constit%cionais so!repor6 se6iam Ds dos demais entes le islativos. A Constit%i)*o consi no% as A%sti)as Especiais$ 3%ais se2am a A%sti)a do 9ra!alho :sem compet#ncia de ordem penal@$ a A%sti)a Militar e a A%sti)a Eleitoral. N. E(emplo t1pico dessa Gltima & o 3%e decorre do art. :9ORNASFI$ -.. IN do C+di o de 0rocesso 0enal. De o%tras veBes$ a lei lhes con'ere disponi!ilidade: a compet#ncia & relativa.I@$ a le isla)*o con'ere ao 3%erelante a escolha entre o 'oro do domic1lio o% da resid#ncia do r&%$ mesmo sendo conhecido o l% ar da in'ra)*o.I$ p.. A" D A%sti)a Militar compete o 2%l amento dos crimes militares de'inidos no C+di o 0enal Militar.

A 2%risdi)*o$ pois$ & %na.$ prev# ta(ativamente a compet#ncia da A%sti)a Federal$ sendo a compet#ncia da A%sti)a Com%m Estad%al 'i(ada$ de certo modo$ por e(cl%s*o. Se %ndo E% #nio 0acelli de Oliveira :>HHI$ p.Nos crimes com%ns$ a Carta Ma na reservo% para a A%sti)a Federal a compet#ncia e(cl%siva de processar e 2%l ar determinadas mat&rias. Determinar" a compet#ncia 2%risdicional: I 6 o l% ar da in'ra)*o: II 6 o domic1lio o% resid#ncia do r&%U III 6 a nat%reBa da in'ra)*oU IT 6 a distri!%i)*oU T 6 a cone(*o o% contin#nciaU TI 6 a preven)*oU TII 6 a prerro ativa de '%n)*o.-I?@: 7E'etivamente$ como a compet#ncia da A%sti)a Federal & expressa$ en3%anto a da A%sti)a Estad%al & residual$ tem6se 3%e a 2%risdi)*o estad%al somente ter" lugar 3%ando previamente a'astadas as demais compet#ncias :militar$ eleitoral e 'ederal@8 : ri'os no ori inal@. :Sri'o no ori inal@.-I?@. As re ras in'raconstit%cionais de compet#ncia primam pela e'ici#ncia da instr%)*o criminal.>>>@ !%sca6se a prote)*o da qualidade da at%a)*o 2%risdicional$ pela via concreta$ isto &$ por meio do processo$ cercado$ ent*o$ de re ras procedimentais 3%e permitir*o o provimento 2%dicial 'inal mais ade3%ado aos interesses de todos os envolvidos na 3%est*o penal. E o 3%e ensina E% #nio 0acelli de Oliveira :>HHI$ p. Estes crit&rios le ais de determina)*o da compet#ncia penal s*o as re ras process%ais 3%e e'et%am a necess"ria delimita)*o da 2%risdi)*o$ o!2etivando o melhor provimento da presta)*o 2%risdicional. Em Om!ito in'raconstit%cional$ por s%a veB$ a le isla)*o vi ente determina os crit&rios de 'i(a)*o da compet#ncia$ elencados em se% arti o M. . Eis 3%e toda mat&ria 3%e n*o 'or de compet#ncia das A%sti)as especiais e da A%sti)a Federal &$ resid%almente$ da A%sti)a Com%m Estad%al. Assim$ ap+s dispor da compet#ncia determinada aos 9ri!%nais S%periores$ Federais e Especiais$ o te(to constit%cional reservo% D A%sti)a Estad%al$ dita de compet#ncia resid%al$ no se% arti o ->=$ dispondo: 7Os Estados or aniBar*o s%a 2%sti)a$ o!servados os princ1pios esta!elecidos nesta Constit%i)*o8. Em se% arti o -H.. do C+di o de 0rocesso 0enal: Art. Deste modo$ pode6 se concl%ir 3%e 7a compet#ncia residual & re ra de aplica)*o subsidiária$ condicionada ao a'astamento pr&vio e anterior da compet#ncia expressa8$ como e(plicita o re'erido a%tor :OLITEIRA$ >HHI$ p. M.

O C+di o de 0rocesso 0enal$ em se% arti o IN$ admite a possi!ilidade de insta%rar no 'oro da resid#ncia o% do domic1lio do r&% a a)*o penal$ 3%ando esta & e(cl%sivamente de iniciativa privada. E o l% ar onde se cons%mo% a in'ra)*o 3%e 'irma a compet#ncia para o processo 2%l amento da ca%sa. o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do r u.'ac%lta ao 3%erelante a escolha do -. A primeira re ra de 'i(a)*o da compet#ncia prevista no c+di o process%al penal$ como se pode o!servar na leit%ra do dispositivo citado$ & o l% ar da in'ra)*o$ devido D nat%ral 'l%ideB na prod%)*o pro!at+ria em 2%1Bo.$ p.I.NI>@: atende a %ma ordem de considera)4es$ sendo 'i(ada mais no interesse da atividade pro!at+ria das partes 6 da1 tratar6se de compet#ncia relativa$ s%2eita D precl%s*o 6$ %ma veB 3%e o interesse pG!lico no correto e ade3%ado e(erc1cio da 2%risdi)*o estar" res %ardado com a at%a)*o do 2%iB materialmente competente. Este & o 'oro com%m$ para as in'ra)4es penais em eral. A le isla)*o !rasileira adota a teoria do res%ltado$ isto &$ a compet#ncia & esta!elecida no 'oro onde o crime 'oi cons%mado e$ se na 'orma tentada$ no local onde ocorrera o Gltimo ato e(ec%t+rio$ se2a a cond%ta do a ente omissiva o% comissiva. .O le islador ordin"rio$ preoc%pando6se com a 3%alidade da instr%)*o pro!at+ria necess"ria para reconstr%)*o da verdade$ privile io% a compet#ncia ratione loci.@: Entende% o le islador 3%e o A%iB competente para processar e 2%l ar %ma ca%sa criminal & o do l% ar onde a in'ra)*o se cons%mo% : locus delicti commissi@. O dispositivo. 0or impossi!ilidade de determina)*o do l% ar e(ato da cons%ma)*o da in'ra)*o penal$ & aplicado o crit&rio s%!sidi"rio do domic1lio o% resid#ncia do r&%. Art. Como re ra de 'i(a)*o de compet#ncia penal$ a compet#ncia territorial$ se %ndo E% #nio 0acelli de Oliveira :>HHI$ p. E a re ra em mat&ria de compet#ncia penal. 0ara esta hip+tese de desconhecimento do locus delicti$ rar1ssima no m%ndo '"tico$ o le islador adoto% %m 'oro s%pletivo$ o forum domicilii. A teoria do res%ltado & e(plicitada pelo a%tor Fernando da Costa 9o%rinho Filho :-. :Sri'o no ori inal@. ainda quando con!ecido o lu"ar da infração. Sem dGvidas$ o l% ar do crime & o ideal para a ap%ra)*o dos 'atos$ tanto pela maior 'acilidade de colheita de provas acerca dos 'atos e circ%nstOncias do delito$ como tam!&m pela pr+pria 'inalidade da pena 3%e & a preven)*o eral$ isto &$ a p%ni)*o do criminoso servindo de e(emplo para todos a3%eles cientes e espectadores do crime.<.Nos casos de exclusiva ação privada. 73 .

? Art.-.A competência pela nature4a da infração será re"ulada pelas leis de or"ani4ação .ul"amento dos crimes previstos nos arts. A compet#ncia ratione materiae$ por s%a veB$ & esta!elecida em raB*o da nat%reBa do delito cometido. Assim como a distri!%i)*o$ este n*o & %m crit&rio de 'i(a)*o de 'oro$ tendo ele o escopo encontrar o 2%1Bo$ mais claramente o +r *o a 3%e compete o processo e 2%l amento da in'ra)*o.)ompete ao #ri3unal do $6ri o . ) sar de +oraes ' .. E o caso da compet#ncia territorial$ tanto pelo l% ar da in'ra)*o 3%anto pelo domic1lio o% resid#ncia do r&%. pará"rafo 6nico. -95. !ouver mais de um . Distri!%ir si ni'ica repartir$ dividir. N Art. 7 -8 . S%a event%al ino!servOncia n*o importa n%lidade8>. O crit&rio de compet#ncia em raB*o da mat&ria & re %lado pelas leis de or aniBa)*o 2%dici"ria$ e(cet%ada a compet#ncia privativa do 9ri!%nal do AGri 3%e$ por determina)*o constit%cional$ poss%i a compet#ncia de processar e 2%l ar os crimes dolosos contra a vida./0 ' *# 010233.>>I@ O dispositivo citado tam!&m prev# o crit&rio da distri!%i)*o$ como %ma das sol%)4es mais raBo"veis para ele er 3%al o 2%iB competente 3%ando h" v"rios 2%1Bes no 'oro competente para o processo e 2%l amento do crime.. -93.. >. salvo a competência privativa do #ri3unal do $6ri. Neste sentido$ h" 2%rispr%d#ncia 3%e a'irma 3%e 7A compet#ncia em raB*o do l% ar tem importOncia sec%nd"ria. Este crit&rio$ em!ora n*o !%s3%e o 'oro competente$ determina 3%al Tara Criminal 3%e se encaminhar" os a%tos. Consoante o arti o I= do C+di o de 0rocess%al 0enal N$ a distri!%i)*o consiste em %ma esp&cie de sorteio$ %ma divis*o$ entre 2%1Bes i %almente competentes$ sendo ela o!ri at+ria sempre 3%e ho%ver mais de %m ma istrado circ%nscri)*o 2%dici"ria. . Am!os os crit&rios de compet#ncia territorial tratam de %ma compet#ncia relativa$ de modo 3%e as s%as ino!servOncias n*o eram n%lidade process%al. #$%& ' () ' *el. A compet#ncia do AGri$ al&m de ser ressalvada no arti o I? do C+di o de 0rocesso 0enal?$ est" esta!elecida no arti o =R$ VVVTIII$ d$ da Constit%i)*o Federal= e 2amais %ma lei ordin"ria poderia alter"6la. -99.A precedência da distri3uição fixará a competência quando. :NUCCI$ >HHI$ p. -9-.'oro para a proposit%ra da a)*o – ressalte6se a inaplica!ilidade nos casos de a)*o penal privada s%!sidi"ria da pG!lica. 3-.udiciária.udiciária. -90. Chama6se relativa a hip+tese de 'i(a)*o de compet#ncia 3%e admite prorro a!ilidade$ o% se2a$ n*o invocada a tempo a incompet#ncia do 'oro$ rep%ta6se competente o 2%1Bo 3%e cond%B o 'eito$ n*o se admitindo 3%al3%er ale a)*o posterior de n%lidade. consumados ou tentados. 70 . 77 -8 e 98. 75 .ui4 i"ualmente competente. -9: e -97 do ).di"o &enal. na mesma circunscrição .

O 'oro especial$ tam!&m chamado de 'oro privile iado por m%itos do%trinadores$ em!ora aparente %m verdadeiro privil& io$ poss%i a rande desvanta em de red%Bir %ma instOncia na interposi)*o de rec%rsos$ restrin indo$ certas veBes o direito ao d%plo ra% de 2%risdi)*o das partes process%ais. Esclarece Fernando da Costa 9o%rinho Filho :-. O 'oro especial & determinado em raB*o da importOncia da '%n)*o 3%e a pessoa desempenha. A cone(*o e a contin#ncia n*o s*o crit&rios determinadores de compet#ncia e sim$ modi'icadores de compet#ncia.6ri. 0or 3%est4es de economia process%al$ maior se %ran)a 2%r1dica e coer#ncia entre decis4es$ & conveniente 3%e ha2a$ sempre 3%e poss1vel$ %m s+ processo para 2%l amento de crimes cone(os$ assim como nas hip+teses de contin#ncia.ul"amento dos crimes dolosos contra a vida.-H<@: F" pessoas 3%e e(ercem car os de especial relevOncia no Estado e$ em aten)*o a tais car os o% '%n)4es 3%e e(ercem no cen"rio pol1tico62%r1dico da nossa 0"tria$ oBam elas de 'oro especial$ isto &$ n*o ser*o processadas e 2%l adas como 3%al3%er do povo$ pelos +r *os com%ns$ e sim$ pelos +r *os s%periores$ de instOncia mais elevada. Esta compet#ncia denominada ratione personae.A prerro ativa de '%n)*o tam!&m & 'ator determinante da compet#ncia penal.-I?@: O princ1pio do 2%iB nat%ral$ instit%1do ratione materiae e ratione personae$ con'i %ra hip+tese de compet#ncia a!sol%ta$ ina'ast"vel por vontade das partes process%ais$ revelando a nat%reBa pG!lica do interesse em disp%ta$ somente se admitindo a s%a 'le(i!iliBa)*o por oport%nidade da aplica)*o de norma da mesma estat%ra$ o% se2a$ de norma o% princ1pio i %almente constit%cionais. .<. asse"urados? d@ a competência para o .$ p. com a or"ani4ação que l!e der a lei. Assim como o desa'oramento$ & %m crit&rio modi'icador de compet#ncia penal. entretanto$ n*o & %ma compet#ncia esta!elecida em raB*o de %ma certa pessoa$ mas sim em '%n)*o do car o e(ercido por ela. En3%anto as compet#ncias em raB*o do l% ar con'i %rem compet#ncias relativas$ como 'oi esclarecido$ as compet#ncias em raB*o da pessoa$ e em raB*o da mat&ria. E por 'im o crit&rio le al da compet#ncia penal por preven)*o$ 3%e & 'i(ado 3%ando %m 2%iB se antecipa 'rente aos demais 2%1Bes i %almente competentes$ por praticar al %m ato o% ordenar al %ma medida re'erente a %m determinado processo$ at& = <<<=>>> recon!ecida a instituição do . Como re'erido anteriormente$ esta & %ma previs*o de compet#ncia ori in"ria dos Wr *os A%risdicionais S%periores$ a 3%al a estes +r *os compete o processo e 2%l amento de determinadas pessoas. a contrario sensu$ s*o casos de compet#ncia a!sol%ta. Na maestria de E% #nio 0acelli de Oliveira :>HHI$ p.

nos outros casosC . 7 98 . será competente o .urisdiçBes. 7. Art. ou quando incerta a . <N.Auando incerto o limite territorial entre duas ou mais . Teri'icar6se6" a compet#ncia por preven)*o toda veB 3%e$ concorrendo dois o% mais 2%1Bes i %almente competentes o% com 2%risdi)*o c%m%lativa$ %m deles tiver antecedido aos o%tros na pr"tica de al %m ato do processo o% de medida a este relativa$ ainda 3%e anterior ao o'erecimento da denGncia o% da 3%ei(a. No tocante ao dispositivo le al 3%e esta!elece o crit&rio da compet#ncia por preven)*o$ Elmir D%clerc :>HH<$ p.urisdiçBes. O C+di o de 0rocesso 0enal prev# al %mas hip+teses espec1'icas de compet#ncia por preven)*o$ 3%ais se2am: 3%ando n*o se sa!e delimitar limite territorial entre d%as o% mais 2%risdi)4es$ 3%ando n*o se sa!e 2%risdi)*o e(ata por ter a in'ra)*o sido cons%mada o% tentada nas divisas de 2%risdi)4es :arti o IH X No @MU 3%ando o r&% n*o poss%ir resid#ncia certa o% poss%ir mais de %ma$ o% no caso de i norado o se% paradeiro :arti o I> X -o e >o@IU o% ainda 3%ando n*o 'or poss1vel 'irmar a compet#ncia por cone(*o o% contin#ncia no conc%rso de 2%risdi)4es da mesma cate oria :arti o I<$ II$ c@<.urisdiçBes da mesma cate"oria? c@ firmar-se-á a competência pela prevenção. F" v"rios 2%1Bes competentes$ no entanto$ diante de %m primeiro 2%iB ter conhecido a ca%sa$ a compet#ncia & restrin ida a %m s+ deles.. a competência firmar-se-á pela prevenção.%e o r u não tiver residência certa ou for i"norado o seu paradeiro.%e o r u tiver mais de uma residência. Assim$ o crit&rio da preven)*o desi na a 'i(a)*o da compet#ncia nas m*os da3%ele 2%iB 3%e primeiro pro'eri% decis*o acerca do determinado processo insta%rado o% em vias de se insta%rar. Art. O arti o . 79 7 -8 . Em Om!ito 2%r1dico penal$ 'irma a compet#ncia da3%ele 3%e por primeiro toma conhecimento da ca%sa$ nas ocasi4es em 3%e e(istam diversos 2%1Bes i %almente competentes. Art. I.mesmo antes do o'erecimento da 3%ei(a o% da denGncia$ con'orme prescrito no arti o <N do C+di o de 0rocesso 0enal: Art.ui4 que primeiro tomar con!ecimento do fato. 7/ >l . 7 38 . a competência firmar-se-á pela prevenção. O termo preven)*o si ni'ica al o 3%e avisa$ 3%e vem antes$ 3%e previne.no concurso de . <. <N do C00$ especi'icamente$ & preciso ter em mente 3%e$ em!ora o te(to le al 'a)a re'er#ncia e(pressa a al %mas sit%a)4es espec1'icas de preven)*o$ n*o se trata$ a ri or$ de %m rol e(a%stivo8.>I<@ salienta: 7So!re a norma do art.urisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais .do C+di o de 0rocesso 0enal$ encerrando o cap1t%lo de compet#ncia$ ele e a preven)*o como %m crit&rio nitidamente s%!sidi"rio$ a dispor 3%e: M.

-?>@: 7Esta re ra consa ra o princ1pio da perpetuatio jurisdictionis$ 3%e tem por '%ndamento o pr+prio princ1pio do 2%iB nat%ral$ 3%e repele inter'er#ncias estranhas na 'i(a)*o do 2%iB competente8. E% #nio 0acelli de Oliveira :>HHI$ p. <.H$ a compet#ncia se 'irmar" pela preven)*o8.@: 7De modo eral$ a preven)*o constit%i crit&rio s%!sidi"rio de determina)*o de compet#ncia$ no sentido de ser aplicado apenas diante da ins%'ici#ncia dos demais8.-?>@$ so!re a compet#ncia por preven)*o$ prevista por incid#ncia de al %ma das as hip+teses mencionadas$ salienta: Fi(ada a compet#ncia$ mediante a aplica)*o de todos os crit&rios anteriormente re'eridos$ ela n*o mais se altera$ ainda 3%e al %ma altera)*o de 'ato o% de direito venha ocorrer posteriormente$ como por e(emplo a m%dan)a de domic1lio do r&% o% a cria)*o de nova comarca com desmem!ramento de anterior.. 0osiciona6se S%ilherme de So%Ba N%cci :>HHI$ p. e . Este 'en5meno ocorre no caso de$ d%rante a instr%)*o$ desco!rir6se o l% ar da in'ra)*o$ at& ent*o oc%lto$ o% mesmo no caso de erro 3%anto ao local da in'ra)*o. Neste sentido & o 3%e a'irma E% #nio 0acelli de Oliveira :>HHI$ p.>M=@ 3%e: N*o sendo poss1vel %tiliBar os v"rios o%tros crit&rios para esta!elecer a compet#ncia do 2%iB$ por3%e h" mais de %m 3%e$ pela sit%a)*o erada$ poderia conhecer do caso$ deve6se aplicar o crit&rio da preven)*o :& o conhecimento$ em primeiro l% ar$ de %ma 3%est*o 2%risdicional$ pro'erindo 3%al3%er decis*o a se% respeito@. O 2%iB$ con'orme ensina A%lio Fa!!rini Mira!ete :>HH?@$ ao tomar conhecimento do 'ato e praticar atos 2%risdicionais$ impede a posterior distri!%i)*o dos a%tos de in3%&rito a o%tro 2%iB.>N-@$ por s%a veB$ ressalva: . N*o se pode dei(ar de olvidar 3%e atos 2%risdicionais s*o atos praticados no e(erc1cio da 2%risdi)*o$ e poss%em car a valorativa. Lo o$ & poss1vel in'erir a s%!sidiariedade contida na previs*o do crit&rio da preven)*o$ c%2a ocorr#ncia se 'aB 3%ando a'astados o%tros crit&rios determinadores de compet#ncia. A pr"tica de atos 2%risdicionais$ antecedentes ao processo 2%dicial$ impede %ma posterior distri!%i)*o dos a%tos do in3%&rito policial$ a%tos estes 3%e dever*o ser encaminhados ao 2%iB 3%e os pratico%. 9am!&m n*o h" deslocamento da compet#ncia se %m 'ato 3%e determinaria a compet#ncia de certa 'orma era desconhecido$ mas dei(o% de s#6lo$ mostrando 3%e$ se 'osse conhecido anteriormente$ o 2%iB competente seria o%tro. Consoante o entendimento de Ticente Sreco Filho :-.. O crit&rio da preven)*o$ portanto$ & %tiliBado 3%ando es otadas as possi!ilidades de %tiliBa)*o dos o%tros crit&rios le ais de compet#ncia.-$ p.>>.“Y%ando incerta e n*o se determinar de acordo com as normas esta!elecidas nos arts.-$ p. Ticente Sreco Filho :-.

H. a falta de ar"Iição nas ale"açBes finais. Como & poss1vel haver prorro a!ilidade de compet#ncia penal$ como ad%Bido anteriormente$ em certos casos o le islador ressalvo% determinadas hip+teses de compet#ncia relativa..7@ -.$. por delitos contra a ordem tri3utária e contra a previdência social. -G #urma. 3. )ompetência por prevenção? ale"ada violação que implicaria. que. %ep6lveda &ertence. H. 9.. (a3eas corpus indeferido.&en. A compet#ncia relativa era apenas %ma n%lidade relativa$ ainda 3%e restado comprovado o pre2%1Bo para a parte s%scitante$ en3%anto 3%e a compet#ncia a!sol%ta & classi'icada como inderro "vel.uí4o da execução. incompetência relativa sanada por preclusão a falta de arg!ição oportuna. !ão de proceder-se no . convalescem por preclusão. (a3eas corpus? pretensão D reunião de diversos processos instaurados contra o paciente. .--113@ . É da jurisprudência do Tribunal que é relativa a incompetência resultante de infração às regras legais da prevenção: daí a ocorrência de preclusão se como sucedeu no caso não foi arg!ida no procedimento ordin"rio de primeiro grau no pra#o da defesa prévia. a unificação das penas. -0--.. Impende salientar 3%e$ assim como os crit&rios de compet#ncia territorial$ a preven)*o & %m crit&rio de compet#ncia relativa. -G #urma. *esulta. O S%premo 9ri!%nal Federal adoto% %m entendimento 3%e relativiBa a compet#ncia pelo crit&rio da preven)*o. () 7.$. E poss1vel veri'icar a modi'ica)*o do crit&rio da compet#ncia por preven)*o como relativo no 2%l ado a se %ir$ 3%e$ al&m de con'irmar a relatividade do crit&rio$ ressalva a imprescindi!ilidade da ar Qi)*o da n%lidade process%al no praBo determinado$ so! pena de precl%s*o.011@. so3 ale"ada caracteri4ação de crime continuado. () /--35. O +r *o m"(imo do 0oder A%dici"rio !rasileiro edito%$ em >HHN$ a SGm%la nR IHM com o se %inte teor: 7E relativa a n%lidade decorrente da ino!servOncia da compet#ncia penal por preven)*o7. se"undo a . 9.urisprudência do %#F E() :1. Esem "rifos no ori"inal@ E%#F. por prevenção? nulidade relativa? preclusão.:-0. nos termos da parte final do art. Nulidades da instrução criminal? quando não a3solutas. %ep6lveda &ertence. Esem "rifos no ori"inal@ E%#F. *el? +in. Na compet#ncia relativa & a!erta %ma possi!ilidade de s%!stit%i)*o da compet#ncia de %m 2%1Bo por o%tro$ sem 3%e se2a con'i %rado %m v1cio process%al. 9odavia 3%ando ino!servado era %ma n%lidade relativa$ s%2eita a precl%ir6se 3%ando n*o ale ada no momento oport%no. *el? +in. tanto o .&r. .uí4o da existência do crime continuado.:-.1-9. quanto. )ompetência. se for o caso.N*o constit%ir*o ato de preven)*o$ por&m$ a simples anteced#ncia de distri!%i)*o de in3%&rito policial o% mesmo de a)*o penal ainda n*o despachada$ pela simples raB*o de n*o conterem$ am!os$ nenh%ma at%a)*o 2%risdicional$ ri orosamente 'alando.$ portanto$ con'irma a preven)*o como %m crit&rio le al. O!serve6se: . pois. A 2%rispr%d#ncia da Corte S%prema. /9 ).

0recedentes. >.CO. 0RETEN.CO. 0RECLUSCO DA O0OR9UNIDADE DE ARSZI. A c m!et"ncia ! r !re#en$% & relati#a' estand su(eita ) !r rr ga$% ' cas !reclu*da a ! rtunidade de arg+i$% da inc m!et"ncia.A. 0RORROSA. H>6H=6 >HH<@ 0or n*o lhe con'erir 'or)a a!sol%ta de imposi)*o$ in'ere6se 3%e o '%ndamento do esta!elecimento a preven)*o como crit&rio determinador da compet#ncia n*o & irre'%t"vel. :Sem ri'os no ori inal@ :S9F$ 9ri!%nal 0leno$ FC6A R <<I=. A compet#ncia 3%e %m dos crit&rios elencados 'i(o%$ para a'irmar6se$ depende da a%s#ncia de 'atores impeditivos. Ellen Sracie$ D.CO. A c m!et"ncia ! r !re#en$% & relati#a' estand su(eita ) !r rr ga$% ' cas !reclu*da a ! rtunidade de arg+i$% da inc m!et"ncia.CO. H. 0recedentes. A ravo re imental improvido. ASRATO IM0ROTIDO.CO. O C+di o de . Em 2%l ado ainda mais recente$ a precl%s*o & con'irmada como compet#ncia relativa$ prorro ando6se 3%ando n*o ar Qida tempestivamente: FABEAS COR0US. A ravo re imental improvido. 0RECLUSCO DA O0OR9UNIDADE DE ARSZI. Ellen Sracie$ D.$ Rel: Min. ? IM0EDIMEN9O A compet#ncia do 2%iB n*o & desi nada apenas pelos se%s crit&rios de determina)*o$ 2" pormenoriBados. N. COM0E9PNCIA RELA9ITA. -. 0RETEN. -. 0RORROSA. >. Na hip+tese$ reconhecida a incid#ncia de precl%s*o$ mant&m6se a relatoria previamente esta!elecida.FABEAS COR0US. :Sem ri'os no ori inal@ :S9F$ 9ri!%nal 0leno$ FC6A R <MHH=$ Rel: Min. Na hip+tese$ reconhecida a incid#ncia de precl%s*o l+ ica e cons%mativa$ mant&m6se a relatoria previamente esta!elecida.A. COM0E9PNCIA RELA9ITA.CO.6--6 >HHI@ No 2%l ado acima$ a re'erida Ministra pron%ncio%6se pelo reconhecimento das precl%s4es cons%mativa e l+ ica como ca%sas de prorro a)*o de compet#ncia por preven)*o. N. No ordenamento 2%r1dico !rasileiro$ o ma istrado & considerado imparcial 3%ando incide al %ma ca%sa de impedimento o% de s%spei)*o.

prio ou seu cKn. so3re a questãoC >= . Distin %em6se$ no entanto$ pois$ en3%anto a s%spei)*o decorre do v1nc%lo do 2%iB com al %ma das partes$ o impedimento & decorrente do v1nc%lo direito o% indireto com o o!2eto do processo.o caráter criminoso !a. at o terceiro "rau.se for credor ou devedor. :sem ri'os no ori inal@ As ca%sas de impedimento do ma istrado est*o li adas ao processo D s%a 2%risdi)*o inicialmente s%!metido$ decorrem do se% envolvimento$ de al %ma$ 'orma$ no m&rito da ca%sa.se for ami"o íntimo ou inimi"o capital de qualquer delesC >> . ou afim. autoridade policial.>=N@ ar %menta 3%e 7a distin)*o no tratamento da mat&ria & a!sol%tamente e3%ivocada$ %ma veB 3%e todas elas se oc%pam da t%tela de %m Gnico e mesmo valor positivado no ordenamento process%al: a imparcialidade da 2%risdi)*o8 : ri'o no ori inal@.ue estar/ em ( g & a im!arcialidade d (ui0' c l cand em risc de#id !r cess legal$ raB*o pela 3%al se permite Ds partes$ desde lo o$ o a'astamento do ma istrado. consan"Iíneo ou afim.se for s. tutor ou curador. inclusive. for parte ou diretamente interessado no feito.se ele. ou parente. O impedimento$ tal 3%al a s%spei)*o$ a'eta a parcialidade dos +r *os respons"veis pela cond%)*o do processo. Contra a di'erencia)*o dos instit%tos 2%r1dicos$ E% #nio 0acelli de Oliveira :>HHI$ p. so3re cu.J .urisdição no processo em que? > .>=?@ asservera: 9anto as ca%sas 3%e determinam a s%spei)*o 3%anto a3%elas 3%e esta!elecem casos de impedimento do 2%iB diBem respeito a 'atos e circ%nstOncias$ s%!2etivos o% o!2etivos$ 3%e de al %ma maneira$ ! dem a-etar a im!arcialidade d (ulgad r na a!recia$% d cas c ncret .prio !ouver desempen!ado qualquer dessas funçBes ou servido como testemun!aC >>> . 905 . se não o fi4er.ele pr.u"e. pronunciando-se. inclusive. acionista ou administrador de sociedade interessada no processo. -H Art. 909 . como defensor ou advo"ado.. poderá ser recusado por qualquer das partes? > .cio.u"e. inclusive.K o 3%e realmente importa & 3%e$ em todas elas$ se2a ca%sa de s%spei)*o$ se2a de impedimento$ .Art.u"e ou parente.ui4 de outra instLncia.tiver funcionado como . seu cKn. J. de qualquer das partesC => .ui4 não poderá exercer .u"e ou parente.se ele. auxiliar da . E 3%e$ para o a%tor$ independente da ca%sa do a'astamento do ma istrado 'or o!2etiva o% s%!2etiva$ o 3%e & realmente relevante & asse %rar a real 'inalidade$ a arantia do 2%1Bo imparcial. .. seu cKn.tiver funcionado seu cKn. .se tiver aconsel!ado qualquer das partesC = .ul"ado por qualquer das partesC >= .ui4 dar-se-á por suspeito. de fato ou de direito.r"ão do +inist rio &63lico. consan"Iíneo ou afim em lin!a reta ou colateral at o terceiro "rau. -. consan"Iíneo. estiver respondendo a processo por fato análo"o. em lin!a reta ou colateral at o terceiro "rau.J .ustiça ou peritoC >> .a controv rsiaC >>> . Assim & 3%e E% #nio 0acelli de Oliveira :>HHI$ p. sustentar demanda ou responder a processo que ten!a de ser . e. ascendente ou descendente.0rocesso 0enal traB no se% arti o >=> as hip+teses de impedimento-H e no arti o >=? a3%elas relativas D s%spei)*o--.ele pr.

A ocorr#ncia de impedimento a'asta completamente o ma istrado da atividade 2%risdicional. Se n*o ar Qida ao tempo certo$ precl%i. FOUCAL9$ Michel. As Mis&rias d !r cess !enal$ trad%)*o Aos& Antonio Cardinalli.- . A s%spei)*o precisa ser s%scitada$ se n*o pelo 2%iB$ pelas partes process%ais. CANO9ILFO$ Aos& Aoa3%im Somes.=. ed.terra.. S*o 0a%lo: Saraiva$ -.= DUCLERC$ Elmir. Internet: http:[[pa inas.!r[ed%cacao. 0etr+polis: ToBes$ -. C m!et"ncia Penal. 4igiar e Punir. O impedimento$ a contrario sensu$ & imperativo$ a norma 3%e o prev# & co ente.Com e'eito$ o impedimento & ca%sa mais rave de a'astamento do ma istrado ao 2%l amento da ca%sa. Ainda 3%e n*o ocorra %m pre2%1Bo$ imparcialidade 3%e se pres%me atin ida. A s%spei)*o & do interesse das partes$ en3%anto 3%e o impedimento & de interesse pG!lico$ pois o provimento 2%risdicional por %m +r *o imparcial & dever do 0oder A%dici"rio. 0onde vassalo. Coim!ra: CARNELU99I$ Francesco. 0ela leit%ra do arti o >=>$ perce!e6se 3%e$ se o ma istrado incide em al %ma das hip+teses dispostas$ ele n*o pode e(ercer 2%risdi)*o no processo. RE1ERÊNCIAS BIBLIO2RA1ICAS BRASA$ Elias. 3ireit Almedina$ -. O!2etiva6se evitar a impress*o de 3%e +r *o 2%dicial 2%l a de maneira imparcial. Manual de !r cess !enal. 9rad%)*o de Li ia M. CA0E\$ Fernando. M. Curs de Pr cess Penal.. Isso certamente a'etaria a con'ian)a da sociedade nos se%s +r *os de 2%sti)a. 3ireit Pr cessual Penal. S*o 0a%lo: Saraiva$ -. Campinas: Conan$ -.com. C nstituci nal.I. Rio de Aaneiro: LGmen AGris$ >HH<.. Um A%iB parcial era inse %ran)a 2%r1dica$ da1 por3%e a preoc%pa)*o com a apar#ncia da total imparcialidade do 2%iB 3%e deve ser transmitida aos 3%e se s%!metem D atividade da 2%sti)a.<. SRECO FILFO$ Ticente... Acesso em >HH<.

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