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Resumão Direito Administrativo

RESUMO
DIREITO
ADMINISTRATIVO
Conteúdo
1. Administração Pública pag. 02
2. Centralização e Descentralização pag. 04
3. Princípios da Administração Pública pag. 05
4. Relações Jurídicas da Administração Pública c/ Particulares pag. 08
5. Espécies de Regimes Jurídicos pag. 09
6. Regime Jurídico dos Servidores Públicos pag. 12
7. Contratos Administrativos pag. 19
8. Teoria Geral dos Atos Administrativos pag. 27
9. O Ato Administrativo e os Direitos dos Administrados pag. 32
10. Controle da Administração Pública pag. 33
11. O Regime Jurídico Administrativo pag. 37
12. Princípios Constitucionais do Direito Administrativo pag. 38
13. Organização Administrativa pag. 41
14. Servidores Públicos pag. 47
15. Responsabilidade Civil do Estado pag. 57
16. Licitação pag. 58
17. Bens Públicos pag. 67
Alexandre José Granzotto Julho a Outubro / !!

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Resumão Direito Administrativo
RESUM"O # DIREITO ADMINISTRATIVO
$% A ADMINISTRA&"O '()*I+A
$%$% +ON+EITO, É a atividade desenvolvida -elo Estado ou seus dele.ados, sob o
re.ime de Direito '/bli0o, destinada a atender de modo direto e
imediato, necessidades concretas da coletividade. É todo o
a-arelhamento do Estado -ara a -resta1ão dos servi1os -/bli0os,
para a .estão dos bens -/bli0os e dos interesses da 0omunidade.

• “A Administração Pública direta e indireta ou fundacional, de qualquer dos poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, obedecer aos
princípios de le!alidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici"ncia ###$
$%% +ARA+TER2STI+AS,
• -rati0ar atos tão somente de e3e0u1ão ÷ estes atos são denominados atos
administrativos; quem pratica estes atos são os órgãos e seus agentes, que são
sempre públicos;
• e3er0er atividade -oliti0amente neutra - sua atividade é vinculada à Lei e não à
Política;
• ter 0onduta hierar4ui5ada ÷ dever de obediência - escalona os poderes
administrativos do mais alto escalão até a mais humilde das funções;
• -rati0ar atos 0om res-onsabilidade t60ni0a e le.al ÷ busca a perfeição técnica
de seus atos, que devem ser tecnicamente perfeitos e segundo os preceitos legais;
• 0ar7ter instrumental ÷ a Administração Pública é um instrumento para o Estado
conseguir seus objetivos. A Administração serve ao Estado.
• 0om-et8n0ia limitada ÷ o poder de decisão e de comando de cada área da
Administração Pública é delimitada pela área de atuação de cada órgão.
$%9% 'ODERES ADMINISTRATIVOS
Vin0ulado: Quando a lei confere à Administração Pública poder para a prática de
determinado ato, estipulando todos os requisitos e elementos necessários à sua
validade.
Dis0ri0ion7rio: Quando o Direito concede à Administração, de modo explícito ou
implícito, poder para prática de determinado ato com liberdade de
escolha de sua conveniência e oportunidade. Existe uma gradação.
Normativo: Embora a atividade normativa caiba predominantemente ao Legislativo, nele
não se exaure, cabendo ao Executivo expedir regulamentos e outros atos
normativos de caráter geral e de efeitos externos. É inerente ao Poder
Executivo.
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Resumão Direito Administrativo
:ier7r4ui0o: É o meio de que dispõe a Administração Pública para distribuir e escalonar as
funções dos órgãos públicos; estabelecer a relação de subordinação entre
seus agentes; e ordenar e rever a atuação de seus agentes.
Dis0i-linar: É conferido à Administração para apurar infrações e aplicar penalidades
funcionais a seus agentes e demais pessoas sujeitas à disciplina
administrativa, como é o caso das que por ela são contratados;
'oder de 'ol;0ia: É a atividade da Administração Pública que, limitando ou disciplinando
direitos, interesses ou liberdades individuais, re.ula a -r7ti0a do ato ou
absten1ão de <ato, em razão do interesse público. É aplicado aos
particulares.
Segmentos ==
'oli0ia Administrativa = incide sobre bens, direitos e atividades;
= é regida pelo Direito Administrativo
'oli0ia Judi0i7ria = incide sobre as pessoas
= destina-se à responsabilização penal
Poderes
Administrativos
Características Básicas
Vin0ulado
 poder para a prática de determinado ato, esti-ulando todos os
re4uisitos e elementos ne0ess7rios = sua validade.
Dis0ri0ion7rio
 poder para a prática de determinado ato, 0om liberdade de
es0olha de sua 0onveni8n0ia e o-ortunidade. Existe uma gradação.
Normativo
 cabe ao Executivo e3-edir re.ulamentos e outros atos de
0ar7ter .eral e de e<eitos e3ternos. É inerente ao Poder Executivo
:ier7r4ui0o
 distribuir e es0alonar as <un1>es dos ?r.ãos -/bli0os;
estabele0er a rela1ão de subordina1ão entre seus agentes;
Dis0i-linar
 a-urar in<ra1>es e a-li0ar -enalidades <un0ionais a seus
agentes e demais pessoas su@eitas = dis0i-lina administrativa
'oder de 'ol;0ia
 limita ou dis0i-lina direitos, interesses ou liberdades individuais;
re.ula a -r7ti0a do ato ou absten1ão de <ato, em razão do interesse
público. É aplicado aos particulares.
*IMITA&AES DO 'ODER DE 'O*I+IA
• Ne0essidade  o Poder de policia só deve ser adotado para evitar ameaças reais ou
prováveis de pertubações ao interesse público;
• 'ro-or0ionalidade  é a exigência de uma relação entre a limitação ao direito
individual e o prejuízo a ser evitado;
• E<i070ia  a medida deve ser adequada para impedir o dano ao interesse público.
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ATRI)UTOS DO 'ODER DE 'O*I+IA
• Dis0ri0ionariedade  Consiste na livre escolha, pela Administração Pública, dos
meios adequados para exercer o poder de policia, bem como, na opção quanto ao
conteúdo, das normas que cuidam de tal poder.
• Auto#E3e0utoriedade  Possibilidade efetiva que a Administração tem de proceder
ao exercício imediato de seus atos, sem necessidade de recorrer, previamente, ao
Poder Judiciário.
• +oer0ibilidade  É a imposição imperativa do ato de policia a seu destinatário,
admitindo-se até o emprego da força pública para seu normal cumprimento, quando
houver resistência por parte do administrado.
• Atividade Ne.ativa  Tendo em vista o fato de não pretender uma atuação dos
particulares e sim sua abstenção, são lhes impostas obrigações de não fazer.
% +ENTRA*IBA&"O E DES+ENTRA*IBA&"O
MODA*IDADES E CORMAS DE 'RESTA&"O DO SERVI&O '()*I+O 
+ENTRA*IBA&"O, é a prestação de ser%iços diretamente pela pessoa política
pre%ista constitucionalmente, sem delegação a outras pessoas.
Diz-se que a atividade do Estado 6 0entrali5ada quando ele
atua diretamente, por meio de seus &r!ãos.

Obs%, Dr.ãos são simples repartições interiores da pessoa do Estado, e, por isso, dele não
se distinguem. São meros feixes de atribuições - não têm responsabilidade jurídica
própria ÷ toda a sua atuação é imputada às pessoas a que pertencem. São divisões
da Pessoa Jurídica.

• Se os servi1os estão sendo -restados -elas 'essoas 'ol;ti0as
constitucionalmente competentes, estará havendo 0entrali5a1ão.

DES+ENTRA*IBA&"O, é a trans<er8n0ia de e3e0u1ão do servi1o ou da titularidade do
serviço -ara outra -essoaE 4uer se@a de direito -/bli0o ou de
direito -rivado%

• São entidades des0entrali5adas de direito -/bli0o: Autarquias e Fundações
Públicas.
• São entidades des0entrali5adas de direito -rivado: Empresas Públicas,
Sociedades de Economia Mista.

• Pode, inclusive, a execução do serviço ser transferida para entidades que não
estejam integradas à Administração Pública, como: +on0ession7rias de Servi1os
'/bli0os e 'ermission7rias%

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• A des0entrali5a1ão, mesmo que se'a para entidades particulares, não retira o
0ar7ter -/bli0o do servi1oE a-enas trans<ere a e3e0u1ão%
9% 'RIN+2'IOS DA ADMINISTRA&"O '()*I+A

 Antigamente havia uma preocupação doutrinária no sentido de se orientar os
administradores públicos para terem um comportamento especial frente à
Administração Pública.
 Esse comportamento especial, regido por princípios básicos administrativos, no Brasil
foi aparecendo nas leis infraconstitucionais. Posteriormente, em 1988, os constituintes
escreveram no art. 37 da CF um capítulo sobre a Administração Pública, cujos
princípios são elencados a seguir:

$F P()*+,P)- DA .E/A.)DADE  segundo ele, todos os atos da Administra1ão têm
que estar em 0on<ormidade 0om os -rin0;-ios
le.ais.
 Este princípio observa não só as leis, mas também os regulamentos que contém as
normas administrativas contidas em grande parte do texto Constitucional. Quando a
Administração Pública se afasta destes comandos, pratica atos ilegais, produzindo,
por conseqüência, atos nulos e respondendo por sanções por ela impostas (Poder
Disciplinar). Os servidores, ao praticarem estes atos, podem até ser demitidos.
• Um administrador de empresa particular pratica tudo aquilo que a lei não
proíbe. 0 o administrador público, por ser obrigado ao estrito cumprimento da
lei e dos regulamentos, s& pode praticar o que a lei permite. É a lei que distribui
competências aos administradores.

F P()*+,P)- DA )MPE11-A.)DADE  no art. 37 da CF o legislador fala também da
impessoalidade. No campo do Direito
Administrativo esta palavra foi uma novidade.
O legislador não colocou a palavra finalidade.

Surgiram duas correntes para definir "impessoalidade¨:

)mpessoalidade relati%a aos administrados: segundo esta corrente, a Administração
só pode praticar atos impessoais se tais atos vão -ro-i0iar o bem 0omum (a coletividade).
A explicação para a impessoalidade pode ser buscada no próprio texto Constitucional
através de uma interpretação sistemática da mesma. Por exemplo, de acordo com o art. 100
da CF, "à exceção dos créditos de natureza alimentícia, os pagamentos devidos pela
Fazenda .....far-se-ão na ordem cronológica de apresentação dos precatórios ..¨ . Não se
pode pagar fora desta ordem, pois, do contrário, a Administração Pública estaria praticando
ato de impessoalidade;

)mpessoalidade relati%a 2 Administração : segundo esta corrente, os atos im-essoais
se originam da Administração, não importando quem os tenha praticado. Esse princípio
de%e ser entendido para e3cluir a promoção pessoal de autoridade ou ser%iços
públicos sobre suas relaç4es administrati%as no e3ercício de fato, pois, de acordo com
os que defendem esta corrente, os atos são dos ?r.ãos e não dos a.entes -/bli0os;
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Resumão Direito Administrativo


9F P()*+,P)- DA F)*A.)DADE  relacionado com a impessoalidade relativa à
Administração, este princípio orienta 4ue as normas
administrativas tem 4ue ter SEM'RE 0omo
O)JETIVO o ÌNTERESSE PÚBLÌCO%
 Assim, se o a.ente -/bli0o -rati0a atos em 0on<ormidade 0om a lei, encontra-se,
indiretamente, com a <inalidadeE 4ue est7 embutida na -r?-ria norma. Por exemplo,
em relação à finalidade, uma reunião, um comício ou uma passeata de interesse
coletivo, autorizadas pela Administração Pública, poderão ser dissolvidas, se se
tornarem violentas, a ponto de causarem problemas à coletividade (des%io da
finalidade).
• Nesse caso, quem dissolve a passeata, -rati0a um ato de interesse -/bli0o da
mesma <orma 4ue a4uele 4ue a autori5a. O desvio da <inalidade -/bli0a
também pode ser encontrado nos casos de desapropriação de imóveis pelo Poder
Público, com finalidade pública, atra%5s de indeni6aç4es ilícitas;

GF P()*+,P)- DA M-(A.)DADE  este princípio está diretamente rela0ionado 0om
os -r?-rios atos dos 0idadãos 0omuns em seu
convívio com a comunidade, ligando-se à moral e à
ética administrativa, estando esta última sempre
presente na vida do administrador público, sendo
mais rigorosa que a ética comum.
 Por exemplo, comete A7- )M-(A. o Prefeito Municipal que empre!ar a sua
%erba de representação em ne!&cios al8eios 2 sua condição de Administrador
Público, pois, É SABÌDO QUE O ADMINISTRADOR '()*I+O TEM HUE SER
:ONESTO, TEM QUE TER 'RO)IDADE E, QUE 7-D- A7- ADM)*)17(A7)9-,
A.:M DE 1E( .E/A., 7EM ;UE 1E( M-(A., sob -ena de sua nulidade.
 Nos casos de IM'RO)IDADE ADMINISTRATIVA, os governantes -odem ter
sus-ensos os seus direitos -ol;ti0os, além da -erda do 0ar.o -ara a
Administra1ão, seguindo-se o ressar0imento dos bens e a nulidade do ato
ili0itamente -rati0ado. Há um sistema de fiscalização ou mecanismo de controle de
todos os atos administrativos praticados. Por exemplo, o Congresso Nacional exerce
esse controle através de uma fiscalização contábil externa ou interna sobre toda a
Administração Pública.

<= P()*+,P)- DA PU>.)+)DADE  é a divul.a1ão o<i0ial do ato da Administra1ão
-ara a 0i8n0ia do -/bli0o em .eralE com efeito de
iniciar a sua atuação externa, ou seja, de gerar
efeitos jurídicos. Esses efeitos jurídicos podem ser
de direitos e de obrigações.
 Por exemplo, o Prefeito Municipal, com o ob@etivo de -reen0her determinada va.a
e3istente na sua Administra1ãoE NOMEÌA ALGUÉM para o cargo de Procurador
Municipal. No entanto, -ara 4ue esse ato de nomea1ão tenha validade, ELE DEVE
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Resumão Direito Administrativo
SER PUBLÌCADO. E a-?s a sua -ubli0a1ãoE o nomeado ter7 9! dias -ara tomar
-osse% Esse princípio da publicidade é uma generalidade. 7odos os atos da
Administração t"m que ser públicos#

A 'U)*I+IDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS sofre as se.uintes e30e1>es:

nos casos de se!urança nacional: seja ela de origem militar, econômica, cultural etc..
Nestas situações, os atos não são tornados públicos.
Por exemplo, os órgãos de espionagem não fazem
publicidade de seus atos;

nos casos de in%esti!ação policial? onde o Ìnquérito Policial é extremamente sigiloso (só
a ação penal que é pública);

nos casos dos atos internos da Adm#Pública: nestes, por não haver interesse da
coletividade, não há razão para serem
públicos.
 Por outro lado, embora os processos administrativos devam ser públicos, a
publicidade se restringe somente aos seus atos intermediários, ou seja, a
determinadas fases processuais.
 Por outro lado, a 'ubli0idadeE ao mesmo tempo que inicia os atos, tamb6m
-ossibilita =4ueles 4ue deles tomam 0onhe0imentoE de utili5arem os REMIDIOS
+ONSTITU+IONAIS contra eles. Assim, com base em diversos incisos do art. 5° da
CF, o interessado -oder7 se utili5ar,
• do Direito de Petição;
• do Mandado de 1e!urança (remédio heróico contra atos ilegais
envoltos de abuso de poder);
• da Ação Popular;
• @abeas Data;
• @abeas +orpus.
 A publicidade dos atos administrativos é feita tanto na esfera federal (através do Diário
Oficial Federal) como na estadual (através do Diário Oficial Estadual) ou municipal
(através do Diário Oficial do Município). Nos Municípios, se não houver o Diário Oficial
Municipal, a publicidade poderá ser feita através dos jornais de grande circulação ou
afixada em locais conhecidos e determinados pela Administração.
 Por último, a 'ubli0idade deve ter ob@etivo edu0ativoE in<ormativo e de interesse
so0ial, NÃO PODENDO SER UTÌLÌZADOS SÍMBOLOS, ÌMAGENS ETC. que
caracteri6em a promoção pessoal do A!ente Administrati%o.
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Resumão Direito Administrativo
G% RE*A&AES JUR2DI+AS DA ADMINISTRA&"O +OM 'ARTI+U*ARES
U*).A7E(A)1 ÷ "atos administrativos¨.
>).A7E(A)1 – “contratos administrati%os atípicos ou semipúblico da
Administração$ (regidos pelas normas do Direito Privado - Civil;
posição de igualdade com o particular contratante) ou
“contratos administrati%os típicos ou propriamente dito$ (regidos
pelas regras do Direito Público - Administrativo; supremacia do Poder
Público).
MODA*IDADES,
# de 0olabora1ão ÷ é todo aquele em que o -arti0ular se obri.a a -restar ou
reali5ar al.o -ara a Administra1ão, como ocorre nos ajustes de
obras, serviços ou fornecimentos; 5 reali6ado no interesse
precípuo da Administração#
# de atribui1ão ÷ é o em que a Administra1ão 0on<ere determinadas vanta.ens
ou 0ertos direitos ao -arti0ular, tal como uso especial de bem
público; 5 reali6ado no interesse precípuo do particular, desde
que não contrarie o interesse público.
ES'I+IES,
# 0ontrato de obra -/bli0a;
# 0ontrato de <orne0imento e servi1os;
# 0ontrato de 0onsultoria -/bli0a;
# 0ontrato de -ermissão e 0on0essão de uso e servi1o;
# 0ontrato de ris0o;
# 0ontrato de .estão etc.
'ARTES,
+-*7(A7A*7E ÷ é o órgão ou entidade signatária do instrumento contratual.
+-*7(A7AD- ÷ é a pessoa física ou jurídica signatária de contrato com a
Administração Pública.
'RIN+2'IOS E CUNDAMENTOS REJENTES,
)7si0os 
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Resumão Direito Administrativo
"le3 inter partes¨: (lei entre as partes) - im-ede a altera1ão do que as partes
convencionaram;
"pacta sunt ser%anda¨ : (observância do pactuado) - obri.a as -artes a 0um-rir
<ielmente o 4ue aven1aram e -rometeram reciprocamente.
Setoriais  norteadores dos contratos administrativos:
• vin0ula1ão da Administra1ão ao interesse p!lico;
• -res0ri1ão de le.itimidade das cláusulas contratuais celebradas;
• alterabilidade das cl"usulas regulamentares;
• e30e-0ionalidade dos contratos de atribuição.
+ONTE(DO, têm que obrigatoriamente, aterem-se aos termos da lei e a presença
inaportável da finalidade p!lica.
*EJIS*A&"O DIS+I'*INADORA, em nosso direito, compete à União expedir normas
gerais sobre contratação (art. 22, XXVÌÌ, CF) - as
referidas normas gerais, bem assim como a
legislação específica da União estão previstas:
• na .ei nA B#CCCDEF, com as alteraç4es introdu6idas pelas .eis nAs# B#BBFDEG e
E#CGBDEB.
• a .ei nA B#CCCDEF estabelece normas gerais sobre “licitaç4es$ e “contratos
administrati%os$ pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras,
alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do DF e dos
Municípios; além dos órgãos da administração direta, subordinam a esta lei, os
fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as
sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta e
indiretamente pela União, Estados, DF e Municípios.
REHUISITOS DE VA*IDADE, licitude do ob'eto e a própria forma do contrato, que
preferencialmente, deve ser a prescrita em lei, embora nada
obste à forma livre, desde que não vedada em lei.
REHUISITOS CORMAIS, deve mencionar:
• os nomes das partes e os de seus representantes;
• a finalidade;
• o ato que autori6ou a sua la%ratura;
• o nA do processo de licitação, da dispensa ou da ine3i!ibilidade;
• a su'eição dos contratantes 2s normas da .ei nA B#CCCDEF e 2s clusulas
contratuais,
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Resumão Direito Administrativo
• bem como a publicação resumida do “instrumento do contrato$H
K% ES'I+IES DE REJIMES JUR2DI+OS
REJIMES JURLDI+OS
• A Emenda Constitucional n° 19 E*IMINOU a e3i.8n0ia de REJIME JUR2DI+O
(NI+O para a administração direta, autrquica e fundacional.
• Sabemos que a CF previu a existência de um REJIME JUR2DI+O (NI+O MRJUF
para os servidores da Administração Direta, das Autarquias e das Fundações
Públicas ÷ esse Re.ime Jur;di0o (ni0o é de nature5a estatut7ria e no âmbito da
União está previsto na Lei 8112/90.
Re.ime Estatut7rio  estabelecido por lei em cada esfera de governo (nature5a le.al)
• A Lei nº9.962, de 22 de fevereiro de 2000 , dis0i-linou o re.ime de em-re.o
-/bli0o do pessoal da Administração federal direta, autárquica e fundacional, no
âmbito federal# Determinou a aplicação do re!ime celetista aos servidores
federais.
• No entanto, o referido regime apresenta peculiaridades, aplicandoIse a
le!islação trabal8ista naquilo que a lei não dispuser em contrrio. É
im-res0ind;vel a 0ria1ão dos em-re.os -/bli0osE -or leis es-e0;<i0as. Os
atuais cargos do regime estatutário poderão ser transformados em empregos,
também por leis específicas.
• *ão poderão submeterIse ao re!ime trabal8ista os car!os de pro%imento em
comissão, bem como os que forem ser%idores estatutrios anteriormente 2s
leis que criarem os empre!os públicos.
• A 0ontrata1ão dos servidores deverá ser -re0edida de 0on0urso -/bli0o de
-rovas ou de -rovas e t;tulos.
• A res0isão do 0ontrato de trabalho -or tem-o indeterminado NÃO PODERÁ
ser realizada livremente pela Administração. Será im-res0ind;vel 4ue se
0ara0teri5em as hi-?teses -revistas no art. 3º da mencionada lei:
• <alta .raveN
• a0umula1ão ile.al de 0ar.osE em-re.os ou <un1>es -/bli0asN
• ne0essidade de redu1ão do 4uadro de -essoalE -or e30esso de
des-esaN e
• insu<i0i8n0ia de desem-enho.
• Re.ime Estatut7rio significa a ine3ist"ncia de um acordo de %ontades no que
tan!e 2s condiç4es de prestação do ser%iço ÷ A Administração não celebra
contrato com o Servidor Estatutário ÷ as condiç4es de prestação do ser%iço
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Resumão Direito Administrativo
estão traçadas na .ei. O servidor ao tomar posse no cargo público, coloca-se sob
essas condições, não tendo, no entanto, o direito à persistência das mesmas
condições de trabalho existentes no momento em que ele tomou posse. Trata#se
de um REJIME *EJA*%
• No caso do servidor -/bli0o não e3iste 0ontrato, existe um Estatuto ao 4ual se
submete ÷ que é o Regime Jurídico Estatutário o qual se ajusta ao interesse
público. As modificações são unilaterais porque são ditadas pelo interesse público,
daí porque preservam a sua supremacia.
• Ìmportante é a exigência do Concurso Público, que não se limitou ao ingresso na
Administração Direta, mas também na Ìndireta, inclusive nas Empresas Públicas e
Sociedades de Economia Mista.
Re.ime Trabalhista  regido pela CLT, mas submete-se às normas constitucionais
(nature5a 0ontratual)

• O servidor 0eletista é o0u-ante de em-re.o -/bli0o.
• Não ad4uirir7 estabilidade. No entanto, a sua dispensa ter de fundamentarI
se em um dos moti%os le!ais#
• os empregados em geral re.idos -ela +*T possuem um re.ime 0ontratual o que
significa dizer que em princípio a@ustam as 0ondi1>es de trabalho e assim
ajustadas não podem ser modificadas unilateralmente.
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Resumão Direito Administrativo
O% REJIME JUR2DI+O DOS SERVI&OS '()*I+OS
+on0eito  Serviço Público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus
delegados, sob normas e controles estatais, para satisfazer necessidades essenciais ou
secundárias da coletividade ou simples conveniências do Estado.
• A atribuição primordial da Administração Pública é oferecer utilidades aos
administrados, não se justificando sua presença senão para prestar serviços à
coletividade.
• Esses serviços podem ser essen0iais ou a-enas /teis à comunidade, daí a
necessária distinção entre serviços públicos e serviços de utilidade pública; mas,
em sentido amplo e genérico, quando aludimos a serviço público, abrangemos
ambas as categorias.
'arti0ularidades do Servi1o '/bli0o 
• são vinculados ao princípio da legalidade;
• a Adm. Pública pode unilateralmente criar obrigações aos exploradores do serviço;
• continuidade do serviço ;
+ara0ter;sti0as 
 Elemento Sub@etivo # o serviço público é sempre incumbência do Estado. É permitido
ao Estado delegar determinados serviços públicos, sempre através de lei e sob regime de
0on0essão ou -ermissão e por li0ita1ão% É o próprio Estado que escolhe os serviços que,
em determinado momento, são considerados serviços públicos. #x.$ %orreios&
telecomunicaç'es& radiodifusão& energia elétrica& navegação aérea e infra-estrutura
portu"ria& transporte ferrovi"rio e marítimo entre portos !rasileiros e fronteiras nacionais&
transporte rodovi"rio interestadual e internacional de passageiros& portos fluviais e lacustres&
serviços oficiais de estatística, geografia e geologia – ()*#& serviços e instalaç'es
nucleares&
• Serviço que compete aos Estados  distribuição de gás canalizado;
 Elemento Cormal P o regime jurídico, a princípio, é de Direito Público. Quando, porém,
particulares prestam serviço em colaboração com o Poder Público o regime jurídico é híbrido,
podendo prevalecer o Direito Público ou o Direito Privado, dependendo do que dispuser a lei.
Em ambos os casos, a res-onsabilidade 6 ob@etiva. (os danos causados pelos seus
agentes serão indenizados pelo Estado)
 Elemento Material P o serviço público deve corresponder a uma atividade de interesse
público.
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Resumão Direito Administrativo
'rin0;-ios do Servi1o '/bli0o  Faltando qualquer desses requisitos em um serviço
público ou de utilidade pública, é dever da Administração intervir para restabelecer seu
regular funcionamento ou retomar sua prestação.
• 'rin0;-io da 'erman8n0ia ou 0ontinuidade # impõe continuidade no serviço; os
serviços não devem sofrer interrupções;
• 'rin0;-io da .eneralidade - impõe serviço igual para todos; devem ser prestados
sem discriminação dos beneficiários;
• 'rin0;-io da e<i0i8n0ia # exige atualização do serviço, com presteza e eficiência;
• 'rin0;-io da modi0idade # exige tarifas razoáveis; os serviços devem ser
remunerados a preços razoáveis;
• 'rin0;-io da 0ortesia # traduz-se em bom tratamento para com o público.
+lassi<i0a1ão dos Servi1os '/bli0os 
Servi1os '/bli0os  são os que a Administração presta diretamente à comunidade, por
reconhecer sua essen0ialidade e ne0essidade para a sobrevivência do grupo social e do
próprio Estado. Por isso mesmo, tais serviços são considerados privativos do Poder Público,
no sentido de que só a Administração deve prestá-los, sem delegação a terceiros.
#x.$ defesa nacional, de polícia, de preservação da sade p!lica.
Servi1os de Utilidade '/bli0a  Serviços de utilidade pública são os que a Administração,
reconhecendo sua 0onveni8n0ia (não essencialidade, nem necessidade) para os membros
da coletividade, presta-os diretamente ou aquiesce em que sejam prestados por terceiros
(concessionários, permissionários ou autorizatários), nas condições regulamentadas e sob
seu controle, mas por conta e risco dos prestadores, mediante remuneração dos usuários.
#x.$ os serviços de transporte coletivo, energia elétrica, g"s, telefone.
Servi1os -r?-rios do Estado  são aqueles que se relacionam intimamente com as
atribuições do Poder Público (#x.$ segurança, polícia, +igiene e sade p!licas etc.) e para a
execução dos quais a Administração usa da sua supremacia sobre os administrados. Não
podem ser delegados a particulares. Tais serviços, por sua essencialidade, geralmente são
gratuitos ou de baixa remuneração.
Servi1os im-r?-rios do Estado  são os que não afetam substancialmente as
necessidades da comunidade, mas satisfazem interesses comuns de seus membros, e, por
isso, a Administração os presta remuneradamente, por seus órgãos ou entidades
descentralizadas (#x.$ autar,uias, empresas p!licas, sociedades de economia mista,
fundaç'es governamentais), ou delega sua prestação.
Servi1os Jerais ou “uti uni%ersi$  são aqueles que a Administração presta sem Ter
usuários determinados, para atender à coletividade no seu todo. Ex.: polícia, iluminação
pública, calçamento. Daí por que, normalmente, os serviços uti universi devem ser mantidos
por imposto (tributo geral), e não por taxa ou tarifa, que é remuneração mensurável e
proporcional ao uso individual do serviço.
Servi1os Individuais ou Quti sin.uliR  são os que têm usuários determinados e
utilização particular e mensurável para cada destinatário. #x.$ o telefone, a "gua e a energia
elétrica domiciliares. São sempre serviços de utilização individual, facultativa e mensurável,
pelo quê devem ser remunerados por taxa (tributo) ou tarifa (preço público), e não por
imposto.
Servi1os Industriais  são os que produzem renda mediante uma remuneração da
utilidade usada ou consumida. #x.$ (-., %-..
13
Resumão Direito Administrativo
Servi1os Administrativos  são os que a administração executa para atender as suas
necessidades internas. #x.$ (mprensa /ficial.
+om-et8n0ias e Titularidades
• interesses próprios de cada esfera administrativa
• a natureza e extensão dos serviços
• a capacidade para executá-los vantajosamente para a Administração e para os
administrados.
Podem ser:
• 'rivativos 
 da União # defesa nacional; a polícia marítima, aérea e de fronteiras; a emissão de
moeda; o serviço postal; os serviços de telecomunicações em geral; de energia
elétrica; de navegação aérea, aeroespacial e de infra-estrutura portuária; os de
transporte interestadual e internacional; de instalação e produção de energia nuclear;
e a defesa contra calamidades públicas.
 dos Estados P distribuição de gás canalizado;
 dos Muni0;-ios # o transporte coletivo; a obrigação de manter programas de
educação pré-escolar e de ensino fundamental; os serviços de atendimento à saúde
da população; o ordenamento territorial e o controle do uso, parcelamento e ocupação
do solo urbano; a proteção ao patrimônio histórico-cultural local.
• +omuns 
 serviços de saúde pública (SUS); promoção de programas de construção de
moradia; proteção do meio ambiente;
• Usu7rios 
 o direito fundamental do usuário é o recebimento do serviço;
 os serviços uti sin!uli podem ser exigidos judicialmente pelo interessado que
esteja na área de sua prestação e atenda as exigências regulamentares para sua
obtenção;
 A transferência da execução do serviço público pode ser feita por OUTORJA ou por
DE*EJA&"O%

OUTORJA, implica na trans<er8n0ia da -r?-ria titularidade do servi1o.

• Quando, por exemplo, a União cria uma Autarquia e transfere para
esta a titularidade de um serviço público, não transfere apenas a
execução. Não pode mais a União retomar esse serviço, a não ser
por lei. Faz-se através de lei e só pode ser retirada através de lei.
14
Resumão Direito Administrativo
• Outorga significa, portanto, a transferência da própria titularidade
do serviço da pessoa política para a pessoa administrativa, que
desenvolve o serviço em seu próprio nome e não no de quem
transferiu. É sempre feita por lei e somente por outra lei pode ser
mudada ou retirada.

DE*EJA&"O, implica na mera trans<er8n0ia da e3e0u1ão do servi1o. Realiza-
se por ato ou 0ontrato administrativo. São as concess4es e
permiss4es do serviço público.

• Pode ser retirado por um ato de mesma natureza.
• Deve ser autori5ada -or lei.

• +on0entra1ão e Des0on0entra1ão ocorrem no âmbito de uma mesma pessoa.
DES+ON+ENTRA&"O, existe quando as atividades estiverem distribu;das entre os
?r.ãos de uma mesma -essoa ÷ quando forem as
atribuiç4es transferidas dos &r!ãos centrais para os
locaisDperif5ricos.

+ON+ENTRA&"O, ocorre o inverso da des0on0entra1ão. Há uma transfer"ncia
das ati%idades dos &r!ãos perif5ricos para os centrais#

Obs%, tanto a 0on0entra1ão como a des0on0entra1ão poderá ocorrer na
estrutura administrativa centralizada ou descentralizada.

• #x.$ o )*11 é exemplo de descentrali6ação%
• A União é um exemplo de 0entrali5a1ão administrativa ÷ mas as atribuições
podem ser exercidas por seus órgãos centrais ÷ 8 concentração dentro de uma
estrutura centrali6ada#

• Desconcentração dentro de uma estrutura centrali6ada ÷ quando há
dele.a1ão de atribui1ão%
• Administra1ão Direta: corresponde à centrali6ação.
• Administra1ão indireta: corresponde à des0entrali5a1ão.
OUTORJA DE*EJA&"O
• O Estado 0ria a entidade
• O servi1o 6 trans<erido -or lei
• Trans<ere#se a titularidade
• 'resun1ão de de<initividade
• o -arti0ular 0ria a entidade
• o servi1o 6 trans<erido -or leiE
0ontrato M0on0essãoF ou -or
ato unilateral M-ermissãoF
• trans<ere#se a e3e0u1ão
• transitoriedade

+on0essão e 'ermissão de Servi1os '/bli0os 
15
Resumão Direito Administrativo
 É in0umb8n0ia do 'oder '/bli0o, na forma da lei, diretamente ou sob re.ime de
0on0essão ou -ermissão, sempre atra%5s de licitação, a prestação de serviços
p!licos.
 Existe a necessidade de lei autorizativa
• A lei disporá sobre:
I - o re!ime das empresas concessionrias e permissionrias de
serviços públicos, o 0ar7ter es-e0ial de seu 0ontrato e de sua
prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e
rescisão da concessão ou permissão&
II - os direitos dos usuários;
III - política tarifária;
IV - a obrigação de manter serviço adequado.
+ON+ESS"O  é a delegação contratual da execução do serviço, na forma autorizada e
regulamentada pelo Executivo. O 0ontrato de Concessão é ajuste de
Direito Administrativo, bilateralE onerosoE 0omutativo e realizado
intuito personae
'ERMISS"O  é tradicionalmente considerada pela doutrina como ato unilateral,
dis0ri0ion7rioE -re07rioE intuito personae, podendo ser .ratuito ou
oneroso. O termo contrato, no que diz respeito à Permissão de serviço
público, tem o sentido de instrumento de delegação, abrangendo,
também, os atos administrativos.
• Doutrina  Ato Administrativo
• *ei  Contrato Administrativo (contrato de Adesão);
Direitos dos Usu7rios  participação do usuário na administração:
I - as re0lama1>es relativas = -resta1ão dos servi1os -/bli0os em geral,
asseguradas à manutenção de serviços de atendimento ao usu"rio e a
avaliação periódica, externa e interna, da ,ualidade dos servi1os;
II - o a0esso dos usu7rios a re.istros administrativos e a informações
sobre atos de governo;
III - a dis0i-lina da re-resenta1ão contra o exercício negligente ou a!usivo
de cargo, emprego ou função na administração p!lica.
'ol;ti0a Tari<7ria  os serviços públicos são remunerados mediante tarifa.
*i0ita1ão 
• +on0essão  Exige Licitação modalidade +oncorr"ncia
• 'ermissão  Exige Licitação
+ontrato de +on0essão 
16
Resumão Direito Administrativo
+ontratar ter0eiros  .tividades acessórias ou complementares
Sub#0on0essão  0ediante autorização
Trans<er8n0ia de 0on0essão e
+ontrole so0iet7rio 
1ó com anu2ncia
En0ar.os do 'oder +on0edente  re!ulamentar o ser%iço& fiscali6ar; poder de
realizar a rescisão através de ato unilateral;
En0ar.os da +on0ession7ria  prestar ser%iço adequado; cumprir as cl"usulas
contratuais&
Interven1ão nos Servi1os '/bli0os  para assegurar a regular execução dos
serviços, o 'oder +on0edente -ode, atra%5s
de Decreto, instaurar procedimentos
administrativos para intervir nos serviços
prestados pelas concessionárias.
E3tin1ão da +on0essão 
Advento do Termo +ontratual  ao término do contrato, o serviço é extinto;
En0am-a1ão ou Res.ate  é a retomada do ser%iço pelo Poder +oncedente
durante o pra6o da concessão, por motivos de
interesse público, mediante *ei Autori5ativa
específica e ap&s pr5%io pa!amento da
indeni6ação.
+adu0idade  corresponde 2 rescisão unilateral pela não e3e0u1ão ou
des0um-rimento de 0l7usulas 0ontratuais, ou quando por
qualquer motivo o 0on0ession7rio -aralisar os servi1os.
Res0isão  por iniciati%a da concessionria, no caso de descumprimento
das normas contratuais pelo 3oder %oncedente, mediante a1ão
@udi0ial%
Anula1ão  por ile!alidade na licitação ou no contrato administrati%o;
Cal8n0ia ou E3tin1ão da +on0ession7riaN
Cale0imento ou in0a-a0idade do titularE no 0aso de em-resa individualN
Autori5a1ão  a Administração autori5a o e3er0;0io de atividade que, por sua utilidade
pública, está su4eita ao poder de policia do #stado. É realizada por ato
administrati%o, discricionrio e precrio Jato ne!ocial). É a
transferência ao particular, de serviço público de fácil execução, sendo
de re!ra sem remuneração ou remunerado atra%5s de tarifas. #x.$
5espac+antes& a manutenção de canteiros e 4ardins em troca de placas
de pu!licidade.
+onv8nios e +ons?r0ios Administrativos 
17
Resumão Direito Administrativo
+onv8nios Administrativos  são acordos firmados por entidades -/bli0as de qualquer
espécie, ou entre estas e or.ani5a1>es -arti0ulares, para realização de objetivos de
interesse comum dos partícipes.
+ons?r0ios Administrativos  são acordos firmados entre entidades estataisE
aut7r4ui0asE <unda0ionais ou -araestataisE sem-re da mesma es-60ie, para realização
de objetivos de interesse comum dos partícipes.
A.8n0ias Re.uladoras  A Reforma Administrativa ora sendo implantada previu a
criação de autar4uias es-e0iais que vão e3er0er o -a-el
de -oder 0on0edente relativamente aos ser%iços
públicos transferidos para particulares através do
0ontrato de 0on0essão de servi1os -/bli0os. Elas irão
receber maior autonomia administrativa , orçament"ria e
financeira mediante contratos de !estão firmados pelos
seus administradores com o poder público. Já foram criadas
algumas Agências Reguladoras, como por exemplo:
• ANEEL ÷ Agência Nacional de Energia Elétrica;
• ANATEL ÷ Agência Nacional de Telecomunicações;
• ANP ÷ Agência Nacional do Petróleo
A.8n0ias E3e0utivas  também são autar4uias que vão desempen8ar ati%idades de
e3ecução na administração pública, desfrutando de
autonomia decorrente de contrato de gestão. É ne0ess7rio um
de0reto do 'residente da Re-/bli0a, recon8ecendo a
autarquia como A!"ncia E3ecuti%a. Ex.: INMETRO.
Or.ani5a1>es So0iais MONJSsF 
• São -essoas @ur;di0as de Direito 'rivado, sem fins lucrati%os, instituídas por
iniciativa de particulares, para desempenhar serviços sociais não exclusivos do
Estado, com incentivo e fiscalização do Poder Público, mediante vínculo jurídico
instituído por meio de 0ontrato de .estão.
18
Resumão Direito Administrativo
T% +ONTRATOS ADMINISTRATIVOS
+ontrato, é todo acordo de vontades, firmado livremente pelas partes, para criar
obrigações e direitos recíprocos

+ONTRATO ADMINISTRATIVO, é o a@uste 4ue a Administra1ão, agindo nessa
qualidade, <irma 0om o -arti0ular ou outra
entidade administrativa PARA A CONSECUÇÃO
DE OBJETÌVOS DE ÌNTERESSE PÚBLÌCO, nas
0ondi1>es estabele0idas -ela -r?-ria
Administra1ão%
+ARA+TER2STI+AS
+onsensual, acordo de vontades, e não um ato unilateral e impositivo da
Administração;
Cormal, expressado por escrito e com requisitos especiais;
Oneroso, remunerado na forma convencionada;
+omutativo, porque estabelece compensações recíprocas;
)ntuitu Personae? Deve ser executado pelo próprio contratado, vedadas, em princípio, a
sua substituição por outrem ou a transferência de ajuste.
MODA*IDADES DE +ONTRATOS ADMINISTRATIVOS
$% +ONTRATO DE O)RA '()*I+A, Trata-se do a@uste levado a e<eito -ela
Administra1ão '/bli0a 0om um -arti0ular, que
tem -or ob@eto A CONSTRUÇÃO, A REFORMA
OU AMPLÌAÇÃO DE CERTA OBRA PÚBLÌCA.
19
Resumão Direito Administrativo
Tais contratos só podem ser realizados com
profissionais ou empresa de engenharia,
registrados no +REA%
• Pela EM'REITADA, atribui-se ao particular a e3ecução da obra
mediante remuneração pre%iamente a'ustada.
• Pela Tare<a, outor.a#se ao -arti0ular contratante a e3ecução de
pequenas obras ou parte de obra maior, mediante remuneração
por preço certo, !lobal ou unitrio.
% +ONTRATO DE SERVI&O, Trata-se de a0ordo 0elebrado -ela Administra1ão
'/bli0a 0om 0erto -arti0ular. São serviços de
demolição, conserto, instalação, montagem, operação,
conservação, reparação, manutenção, transporte, etc.
Não -odemos 0on<undir 0ontrato de servi1o 0om
0ontrato de 0on0essão de servi1o. No Contrato de
Serviço a Administração recebe o serviço. Já na
Concessão, presta o serviço ao Administrado por
intermédio de outrem.
9% +ONTRATO DE CORNE+IMENTO, É o a0ordo atrav6s do 4ual a Administra1ão
'/bli0a ad4uireE -or 0om-raE 0oisas m?veis
de 0erto -arti0ularE 0om 4uem 0elebra o
a@uste. Tais bens destinam-se à realização de
obras e manutenção de serviços públicos. Ex.
materiais de consumo, produtos
industrializados, gêneros alimentícios, etc.
G% +ONTRATO DE JEST"O, é o a'uste celebrado pelo Poder Público com &r!ão ou
entidade da Administração Direta, )ndireta e
entidades pri%adas qualificadas como -*/Ks
K% +ONTRATO DE +ON+ESS"O, Trata-se de a@usteE oneroso ou .ratuitoE e<etivado
sob 0ondi1ão -ela Administra1ão '/bli0a,
chamada CONCEDENTE, 0om 0erto -arti0ular, o
CONCESSÌONÁRÌO, visando trans<erir o uso de
determinado bem -/bli0o. É contrato precedido de
autorização legislativa.
'E+U*IARIDADES DOS +ONTRATOS ADMINISTRATIVOS
 A Administração Pública aparece com uma s6rie de -rerro.ativas que .arantem sua
su-rema0ia sobre o -arti0ular. Tais peculiaridades constituem as chamadas
+*UUSU*AS EVOR)ITANTES, explícitas ou implícitas, em todo contrato
administrativo.
20
Resumão Direito Administrativo
+*UUSU*AS EVOR)ITANTES  jamais seriam possíveis no Direito Privado
1. Exigência de Garantia
2. Alteração ou Rescisão Unilateral por parte da Administração;
3. Fiscalização;
4. Retomada do Objeto;
5. Aplicação de Penalidades e Anulação
6. Equilíbrio Econômico e Financeiro;
7. Ìmpossibilidade do Particular Ìnvocar a Exceção do Contrato não Cumprido;
$% E3i.8n0ia de Jarantia, Após ter vencido a *i0ita1ão, é feita uma exig2ncia ao
contratado, a qual pode ser: +au1ão em dinheiroE T;tulos
da D;vida '/bli0aE Cian1a )an07riaE et0. Esta garantia
ser7 devolvida a-?s a e3e0u1ão do 0ontrato. Caso o
contratado tenha dado causa a rescisão contratual, a
Administração -oder7 reter a .arantia a t;tulo de
ressar0imento%
% Altera1ão ou Res0isão Unilateral, A Administração Pública tem o dever de zelar
pela eficiência dos serviços públicos e, muitas
vezes, celebrado um contrato de acordo com
determinados padrões, posteriormente,
observa-se que estes não mais servem ao
interesse público, quer no plano dos próprios
interesses, quer no plano das técnicas
empregadas. Essa A*TERA&"O não pode
sofrer resistência do particular contratado,
desde que o Poder Público observe uma
cláusula correlata, qual seja, o EHUI*2)RIO
E+ONWMI+O e <inan0eiro do 0ontrato%
• motivos ense@adores de altera1>es nos +ontratos
I # não 0um-rimento de 0l7usulas 0ontratuais, especificações, projetos
ou prazos;
ÌÌ - a lentidão do seu cumprimento, o atraso in@usti<i0ado no início da obra,
serviço ou fornecimento ou a -aralisa1ão da obra, do servi1o ou do
<orne0imento, sem justa causa e prévia comunicação à Administração;
ÌÌÌ - a decretação de <al8n0ia ou a instaura1ão de insolv8n0ia 0ivilN a
dissolu1ão da so0iedade ou o <ale0imento do 0ontratadoE ou ainda, a
altera1ão so0ial ou a modi<i0a1ão da <inalidade ou da estrutura da
em-resa que prejudique a execução do contrato;
ÌV - ra5>es de interesse -/bli0oN
V - a o0orr8n0ia de 0aso <ortuito ou de <or1a maior;
9% Cis0ali5a1ão, Os 0ontratos administrativos prevêem a possibilidade de 0ontrole e
<is0ali5a1ão a ser e3er0ido -ela -r?-ria Administra1ão. Deve a
Administração fiscalizar, acompanhar a execução do contrato, admitindo-
se, inclusive, uma intervenção do Poder Público no contrato, assumindo
a execução do contrato para eliminar falhas, preservando o interesse
público.
21
Resumão Direito Administrativo
G% Retomada do Ob@eto, O -rin0;-io da 0ontinuidade do servi1o -/bli0o
AUTORIBA a retomada do ob@eto de um 0ontrato,
sempre que a paralisação ou a ineficiente execução
possam ocasionar prejuízo ao interesse público.
K% A-li0a1ão de 'enalidades, Pode o Poder Público IM'OR 'ENA*IDADES em
decorrência da fiscalização e controle (aplicação de multas
e, em casos extremos, a proibição de contratar com a
Administração Pública). Resulta do -rin0;-io da Qauto#
e3e0utoriedadeR e do poder de polícia da Administração
Pública.
• O)S, É evidente que no contrato de direito privado seria inadmissível a aplicação
das sanções penais que exigem intervenção do Poder Judiciário.
O% E4uil;brio Cinan0eiro, Nos contratos administrativos, os direitos dos 0ontratados
estão basicamente voltados para as chamadas 0l7usulas
e0onXmi0as%

• O 0ontratado tem o direito = manuten1ão ao longo da execução do contrato, da
mesma -ro-or0ionalidade entre en0ar.os e vanta.ens estabele0idas no
momento em 4ue o 0ontrato <oi 0elebrado%
• Por isso, se a Administra1ão alterar 0l7usulas do servi1o, ÌMPONDO MAÌS
GASTOS ou ÔNUS AO CONTRATADO, DEVERUE de modo correlato,
-ro-or0ionar modi<i0a1ão na remunera1ão a 4ue o 0ontratado <a5 @us, sob
pena do contratado re0lamar @udi0ialmente '*EITEANDO O EHUI*2)RIO
E+ONWMI+O CINAN+EIRO, ,ue é a manutenção da comutatividade na execução
do contrato 6e,uival2ncia entre as prestaç'es – comutativo7.

T% E30e1ão do +ontrato não +um-rido, É a im-ossibilidade do Particular invocar a
E30e1ão do +ontrato não 0um-rido. Nos
contratos de direito privadoE de nature5a
bilateral, ou seja, naqueles em que existem
obrigações recíprocas, 6 admiss;vel a
e30e1ão do 0ontrato não 0um-rido ÷ a parte
pode dizer que somente cumprirá a obrigação
se a outra parte cumprir a sua.

• No entanto, nos contratos administrativos, afirma-se que o -rin0;-io da
0ontinuidade dos servi1os -/bli0os ÌMPOSSÌBÌLÌTA AO PARTÌCULAR argüir a
exceção do contrato não cumprido. Se a Administração descumpriu uma cláusula
contratual, o particular não deve paralisar a execução do contrato, mas postular
perante o Poder Judiciário as reparações cabíveis ou a rescisão contratual.
• a ino-onibilidade da e30e1ão do 0ontrato não 0um-rido só prevaleceria para
os contratos de serviços públicos. Nos demais, seria impossível a inoponibilidade
da exceção do contrato não cumprido. :o@eE a Lei 8.666/93 ÷ Contratos e
22
Resumão Direito Administrativo
Licitações ÷ -rev8 a -aralisa1ão da e3e0u1ão do 0ontrato não -a.o -or
-er;odo a0ima de Y! dias%
INTER'RETA&"O DOS +ONTRATOS
 As normas que regem os contratos administrativos são as de Direito Público,
suplementadas pelos princípios da teoria geral dos contratos e do Direito Privado.
 Nos contratos administrativos celebrados em prol da coletividade não se pode
interpretar suas cláusulas contra essa mesma coletividade.
 Existem princípios que não podem ser desconsiderados pelos intérpretes, tais como a
"vinculação da administração ao interesse público¨, "presunção de legitimidade das
cláusulas contratuais¨.
 Qualquer cláusula que contrarie o interesse público ou renuncie direitos da
Administração, deve ser interpretada como não escrita, salvo se autorizada por lei.
CORMA*IBA&"O DO +ONTRATO ADMINISTRATIVO

 Os contratos Administrativos regem-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos de
Direito Público, aplicando-lhes supletivamente os princípios da Teoria Geral do
Contratos e o Direito Privado.
 Os contratos administrativos têm que ser precedidos por Licitação, salvo nos casos de
INEVEJI)I*IDADE e DIS'ENSA%
 Terão que constar, obrigatoriamente, +l7usulas Obri.at?rias,
• as que definem o objeto;
• as que estabeleçam o regime de execução da obra;
• as que fixem o preço e as condições de pagamento;
• as que tragam os critérios de reajustamento e atualização monetária;
• as que marquem prazos de início, execução, conclusão e entrega do objeto do
contrato;
• as que apontem as garantias, etc.
Instrumento +ontratual, lavram-se nas próprias repartições interessadas;
• exige-se Escritura Pública quando tenham por objeto direito real sobre imóveis
• o contrato verbal constitui exceção, pois os negócios administrativos dependem
de comprovação documental e registro nos órgãos de controle interno.
• A ausência de contrato escrito e requisitos essenciais e outros defeitos de
forma  podem viciar as manifestações de vontade das partes e com isto
acarretar a ANULAÇÃO do contrato.
+onte/do, é a vontade das partes expressa no momento de sua formalização
23
Resumão Direito Administrativo
• surge então a necessidade de cláusulas necessárias, que fixem com fidelidade
o objeto do ajuste e definam os direitos e obrigações, encargos e
responsabilidades.
• Não se admite, em seu conteúdo, cláusulas que concedam maiores vantagens
ao contratado, e que sejam prejudiciais à Administração Pública.
• Ìntegram o Contrato: o Edital, o projeto, o memorial, cálculos, planilhas,etc.
EVE+U&"O DO +ONTRATO
 É o cumprimento de suas cláusulas firmadas no momento de sua celebração; é
cumpri-lo no seu ob@eto, nos seus -ra5os e nas suas 0ondi1>es%

E3e0u1ão 'essoal
• todo contrato é firmado “intuitu personae$, ou seja, só poderá executá-lo aquele
que foi o ganhador da licitação;
• nem sempre é personalíssimo, podendo exigir a participação de diferentes técnicos
e especialistas, sob sua inteira responsabilidade;
En0ar.os da E3e0u1ão
• o contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscal e
comerciais decorrentes da Execução do contrato;
• a inadimplência do contratado, com referência a esses encargos, não transfere a
responsabilidade à Administração e nem onera o objeto do contrato;
• outros encargos poderão ser atribuídos ao contratado, mas deverão constar do
Edital de Licitação;
A0om-anhamento da E3e0u1ão do +ontrato
• é direito da Administração e compreende a Fiscalização, orientação, interdição,
intervenção e aplicação de penalidades contratuais.
Eta-a Cinal da E3e0u1ão do +ontrato
• consiste na entrega e recebimento do objeto do contrato. Pode ser provisório ou
definitivo
INEVE+U&"O DO +ONTRATO
 É o des0um-rimento de suas 0l7usulas, no todo em parte. Pode ocorrer por ação
ou omissão, culposa ou sem culpa de qualquer das partes.

+ausas Justi<i0adoras, São causas que permitem justificar o descumprimento do contrato
por parte do contratado. A existência dessas causas pode levar à
extinção ou à revisão das cláusulas do contrato.

1. Teoria da Ìmprevisão
2. Fato do Príncipe
3. Fato da Administração
4. Caso Fortuito
24
Resumão Direito Administrativo
5. Força Maior
TEORIA DA IM'REVIS"O, Pressupõe situações imprevisíveis que afetam
substancialmente as obrigações contratuais, tornando
excessivamente oneroso o cumprimento do contrato.
• É a aplicação da antiga cláusula "rebus sic stantibus$#
• Os contratos são obrigatórios ("pacta sunt ser%anda$). No entanto, nos
contratos de prestações sucessivas está implícita a cláusula "rebus sic
stantibus¨ (a convenção não permanece em vigor se houver mudança da
situação existente no momento da celebração).

• A a-li0a1ão da TEORIA DA IM'REVIS"O permite o restabelecimento do
equilíbrio econLmicoIfinanceiro do contrato administrati%o.

CATO DO 'R2N+I'E, também denominada Q7lea administrativaRE é a medida de
ordem geral, -rati0ada -ela -r?-ria Administra1ão '/bli0a,
não relacionada diretamente com o contrato, MAS QUE NELE
REPERCUTE, -rovo0ando dese4uil;brio e0onXmi0o#<inan0eiro
em detrimento do contratado. #x.$ 0edida *overnamental ,ue
dificulte a importação de matéria-prima necess"ria à execução do
contrato.
CATO DA ADMINISTRA&"O, é toda ação ou omissão do Poder Público que , incidindo
direta e especificamente sobre o contrato, retarda ou
impede a sua execução. É falta contratual cometida pela
Administração.

+ASO CORTUITO, é o evento da natureza, inevitável e imprevisível, que impossibilita
o cumprimento do contrato. #x.$ inundação

COR&A MAIOR, é o a0onte0imento humano, imprevisível e inevitável, que impossibilita
a execução do contrato. #x.$ greve.

+onse4Z8n0ias da Ine3e0u1ão,
• -ro-i0ia sua res0isão;
• a0arreta -ara o inadim-lente, conseqüência de Ordem Civil e
Administrativa;
• a0arreta a sus-ensão -rovis?ria e a de0lara1ão de inidoneidade para
contratar com a Administração.
REVIS"O DO +ONTRATO ADMINISTRATIVO
25
Resumão Direito Administrativo
 Pode ocorrer por interesse da própria Administração ou pela superveniência de fatos
novos que tornem inexeqüível o ajuste inicial.
Interesse da Administra1ão, quando o interesse público exige a alteração do projeto ou
dos processos técnicos de sua execução, com aumento de
encargos;
Su-erveni8n0ia de Catos, quando sobrevem atos de Governo ou fatos materiais
imprevistos e imprevisíveis pelas partes, o qual dificulte ou
agravem a conclusão do objeto do contrato.
• em qualquer destes casos, o 0ontrato 6 -ass;vel de REVIS"O .
RES+IS"O DO +ONTRATO ADMINISTRATIVO
 É o t6rmino do 0ontrato durante a execução -or inadim-l8n0ia de uma das -artes,
pela super%eni"ncia de e%entos que impeçam ou tornem incon%enientes o
prosse!uimento do a'uste#
 A esse respeito distinguem-se as hipóteses de RES+IS"O:

a) ADMINISTRATIVA;
b) JUDI+IA*N
c) DE '*ENO DIREITO%


'*ENO DIREITO: não de-ende de mani<esta1ão das -artes, pois decorre de um <ato
e3tintivo @7 -revistoE que leva = res0isão do 0ontrato de -leno
direito. #x.$ a fal2ncia.

JUDI+IA*, é determinada -elo 'oder Judi0i7rio, sendo facultativa para a Administração
- esta, se quiser, pode pleitear judicialmente a rescisão. O 0ontratado somente
-oder7 -leitear a res0isãoE JUDI+IA*MENTE%

ADMINISTRATIVA,

• Por motivo de interesse público
• Por falta do contratado.

a) -or motivo de interesse -/bli0o, A Administração, zelando pelo interesse público,
considera inconveniente a sua manutenção.

Obs, o particular fará jus a mais ampla indenização, no caso de rescisão por motivo
de interesse público.

b) -or <alta do 0ontratado, Nesse caso, não está a Administração obrigada a entrar na
justiça e, então por seus próprios meios, de0lara a res0isão, observando o DEVIDO
'RO+ESSO *EJA*, ou seja, que se assegure o direito de defesa ao contratado.


26
Resumão Direito Administrativo
[% TEORIA JERA* DO ATO ADMINISTRATIVO
[%$% +ON+EITOS
ATO ADMINISTRATIVO, é o ato jurídico praticado pela Administração Pública; 6
todo o ato l;0itoE 4ue tenha -or <im imediato ad4uirirE
res.uardarE trans<erirE modi<i0ar ou e3tin.uir direitosN
• só pode ser praticado por agente público competente;
Cato Jur;di0o, é um acontecimento material involuntário, que vai produzir
conseqüências jurídicas.

Ato Jur;di0o, é uma manifestação de vontade destinada a produzir efeitos jurídicos.
Cato Administrativo, é o acontecimento material da Administração, que produz
conseqüências jurídicas. No entanto, não traduz uma
manifestação de vontade voltada para produção dessas
conseqüências. #x.$ . construção de uma o!ra p!lica& o ato de
ministrar uma aula em escola p!lica& o ato de realizar uma
cirurgia em +ospital p!lico,

 O Cato Administrativo não se destina a produzir efeitos no mundo jurídico, embora
muitas vezes esses efeitos ocorram, como exemplo, uma obra pública mal executada
27
Resumão Direito Administrativo
vai causar danos aos administrados, ensejando indenização. Uma cirurgia mal
realizada em um hospital público, que também resultará na responsabilidade do
Estado.

[%% ES'I+IES DE ATOS ADMINISTRATIVOS
Atos Normativos, aqueles que 0ont8m um 0omando .eral do E3e0utivo, visando a
correta aplicação da lei; estabele0em re.ras .erais e abstratas, pois
visam a explicitar a norma legal. #xs.$ 5ecretos, 8egulamentos,
8egimentos, 8esoluç'es, 5eli!eraç'es, etc.
Atos Ordinat?rios, visam dis0i-linar o <un0ionamento da Administra1ão e a 0onduta
<un0ional de seus a.entes. Emanam do -oder hier7r4ui0o da
Administração. #xs.$ (nstruç'es, %irculares, .visos, 3ortarias, /rdens
de 1erviço, /fícios, 5espac+os.
Atos Ne.o0iais, aqueles que 0ont8m uma de0lara1ão de vontade do 'oder '/bli0o
0oin0idente 0om a vontade do -arti0ular; visa a concreti6ar
ne!&cios públicos ou atribuir certos direitos ou %anta!ens ao
particular. #x.$ 9icença& .utorização& 3ermissão& .provação&
.preciação& :isto& ;omologação& 5ispensa& 8enncia&
Atos Enun0iativos, aqueles que se limitam a 0erti<i0ar ou atestar um <ato, ou emitir
o-inião sobre determinado assunto; NÃO SE VÌNCULA A SEU
ENUNCÌADO. #x.$ %ertid'es& .testados& 3areceres.
Atos 'unitivos, atos com que a Administra1ão visa a -unir e re-rimir as in<ra1>es
administrativas ou a 0onduta irre.ular dos administrados ou de
servidores. É a A'*I+A&"O do 'oder de 'oli0ia e 'oder
Dis0i-linar. #x.$ 0ulta& (nterdição de atividades& 5estruição de
coisas& .fastamento de cargo ou função.
[%9% REHUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO
REHUISITOS  +om-et8n0iaE CinalidadeE CormaE Motivo e Ob@eto
(COFÌFOMOB)
+OM'ET\N+IA, é o poder, resultante da lei, que dá ao agente administrativo a
capacidade de praticar o ato administrativo; 6 VIN+U*ADO;
 É o primeiro requisito de validade do ato administrativo. Ìnicialmente, é necessário
verificar se a 'essoa Jur;di0a tem atribui1ão -ara a -r7ti0a da4uele ato. É preciso
saber, em segundo lugar, se o ?r.ão da4uela 'essoa Jur;di0a 4ue -rati0ou o atoE
estava investido de atribui1>es para tanto. Finalmente, é preciso verificar se o
28
Resumão Direito Administrativo
a.ente -/bli0o 4ue -rati0ou o atoE <8#lo no e3er0;0io das atribui1>es do cargo. O
problema da competência, portanto, resolve-se nesses três aspectos.
• A 0om-et8n0ia ADMÌTE DE*EJA&"O E AVO+A&"O. Esses institutos
resultam da hierarquia.
CINA*IDADE , é o bem jurídico objetivado pelo ato administrativo; 6 VIN+U*ADO;
 O ato deve al0an1ar a <inalidade e3-ressa ou im-li0itamente -revista na norma
que atribui competência ao agente para a sua prática. O Administrador não -ode
<u.ir da <inalidade 4ue a lei im-rimiu ao ato, sob pena de NULÌDADE do ato pelo
DESVÌO DE FÌNALÌDADE específica. Havendo qualquer desvio, o ato 6 nulo por
DESVÌO DE FÌNALÌDADE, mesmo que haja relevância social.
CORMA, é a maneira re.rada (escrita em lei) de como o ato deve ser -rati0ado; É o
revestimento externo do ato; 6 VIN+U*ADO%
 Em princípio, e3i.e#se a <orma es0rita -ara a -r7ti0a do ato. Excepcionalmente,
admitem-se as ordens através de sinais ou de voz, como são feitas no trânsito. Em
alguns casos, a forma é particularizada e exige-se um determinado tipo de forma
escrita.


MOTIVO, é a situa1ão de direito que autori5a ou e3i.e a -r7ti0a do ato administrativo;
motivação obrigatória - ato vin0ulado  pode estar previsto em lei (a autoridade só
pode praticar o ato caso ocorra a situação
prevista),
motivação facultativa - ato dis0ri0ion7rio  ou não estar previsto em lei (a autoridade
tem a liberdade de escolher o motivo em vista
do qual editará o ato);
 A efetiva e3ist8n0ia do motivo 6 sem-re um re4uisito -ara a validade do ato. Se o
Administrador invoca determinados motivos, a validade do ato fica subordinada à
efetiva existência desses motivos invocados para a sua prática. É a teoria dos
Motivos Determinantes%
O)JETO, é o conteúdo do ato; é a própria alteração na ordem jurídica; é aquilo que o ato
dispõe. Pode ser VIN+U*ADO ou DIS+RI+IONURIO.
ato vin0ulado  o objeto já está predeterminado na lei (E x .$ aposentadoria do
servidor).
ato dis0ri0ion7rio  há uma margem de liberdade do Administrador para preencher o
conteúdo do ato (#x.$ desapropriação – ca!e ao .dministrador
escol+er o !em, de acordo com os interesses da .dministração).
29
Resumão Direito Administrativo

 M-7)9- e ->0E7-, nos c+amados atos discricionrios, caracterizam o ,ue se
denomina de M:()7- ADM)*)17(A7)9-.

MIRITO ADMINISTRATIVO  corresponde = es<era de dis0ri0ionariedade reservada ao
Administrador e, em princípio, não pode o Poder
0udicirio pretender substituir a discricionariedade do
administrador pela discricionariedade do 0ui6. Pode, no
entanto, examinar os motivos invocados pelo Administrador
para verificar se eles efetivamente existem e se porventura
está caracterizado um desvio de finalidade.
Ato *e.al e 'er<eito  é o ato administrativo completo em seus requisitos e eficaz em
produzir seus efeitos; portanto, 6 o ato e<i0a5 e e3e4Z;vel;
REHUISITOS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
Requisitos
Tipo do Ato
Características
+OM'ET\N+I
A
Vin0ulado
 é O 'ODER, resultante da lei, que dá ao agente
administrativo a capacidade de praticar o ato
administrati%o. Admite DE*EJA&"O e AVO+A&"O.
CINA*IDADE Vin0ulado
 é o bem @ur;di0o O)JETIVADO pelo ato
administrativo; é ao que o ato se compromete;
CORMA Vin0ulado
 é a maneira re.rada (escrita em lei) de como o ato
deve ser -rati0ado; É o revestimento externo do ato.
MOTIVO
Vin0ulado ou
Dis0ri0ion7rio
 é a situa1ão de direito que autori5a ou e3i.e a
-r7ti0a do ato administrativo; é o por que do ato !
O)JETO
Vin0ulado ou
Dis0ri0ion7rio
 é o 0onte/do do ato; é a própria alteração na
ordem jurídica; é aquilo de que o ato dispõe, trata.
[%G% ATRI)UTOS E HUA*IDADES DO ATO ADMINISTRATIVO M ' I A F
30
Resumão Direito Administrativo
'RESUN&"O DE *EJITIMIDADE, todo ato administrativo presume-se legítimo, isto é,
verdadeiro e conforme o direito; é presunção relativa
('uris tantum). #x.$ #xecução de 5ívida .tiva –
ca!e ao particular o <nus de provar ,ue não deve ou
,ue o valor est" errado.
IM'ERATIVIDADE, é a qualidade pela qual os atos dispõem de força executória e se
impõem aos particulares, independentemente de sua
concordância; #x.$ 1ecret"rio de 1ade ,uando dita normas de
+igiene – decorre do exercício do 3oder de 3olícia – pode impor
o!rigação para o administrado. É o denominado poder extroverso
da Administração.
AUTO#EVE+UTORIEDADE, é o atributo do ato administrativo pelo qual o Poder Público
pode obrigar o administrado a cumprí-lo,
independentemente de ordem judicial;
[%K% +*ASSICI+A&"O DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
Huant
o aos
ATOS
E3em-los
D
e
s
t
i
n
a
t
7
r
i
o
s
Jerais
 destinam#se a uma parcela grande de
su@eitos indeterminados e todos a4ueles
4ue se v8em abrangidos pelos seus
preceitos;
Edital;
Regulamentos;
Ìnstruções.
Individuais
 destina#se a uma -essoa em -arti0ular
ou a um .ru-o de -essoas determinadas .
Demissão;
Exoneração;
Outorga de
Licença
A
l
0
a
n
0
e
Internos
 os destinatários são os ?r.ãos e a.entes
da Administra1ão; não se dirigem a terceiros
Circulares;
Portarias;
Ìnstruções;
E3ternos
 al0an1am os administrados de modo
.eral (só entram em vigor depois de
publicados).
Admissão;
Licença.
O
b
@
e
t
o
Im-6rio
 aquele que a administra1ão -rati0a no
.o5o de suas -rerro.ativas; em -osi1ão
de su-rema0ia -erante o administradoN
Desapropriação;
Ìnterdição;
Requisição.
Jestão Alienação e
31
Resumão Direito Administrativo
 são os -rati0ados -ela Administra1ão
em situa1ão de i.ualdade 0om os
-arti0ulares, SEM USAR SUA
SUPREMACÌA;
Aquisição de
bens;
Certidões
E3-ediente
 aqueles -rati0ados -or a.entes
subalternos; atos de rotina internaN
Protocolo
R
e
.
r
a
m
e
n
t
o
Vin0ulado
 quando não h7, para o agente, liberdade
de es0olha, devendo se su'eitar 2s
determinaç4es da .eiM
Licença;
Pedido de
Aposentadoria
Dis0ri0ion7rio
 quando h7 liberdade de es0olha (na LEÌ)
para o agente, no que di5 res-eito ao m6rito
( +ONVENI\N+IA e O'ORTUNIDADE ).
Autorização
C
o
r
m
a
1
ã
o

d
o

A
T
O
Sim-les
 produzido por um /ni0o ?r.ão; podem
ser simples singulares ou simples colegiais.
Despacho
+om-osto
 -rodu5ido -or um ?r.ãoE mas
de-endente da rati<i0a1ão de outro ?r.ão
para se tornar e3eqNí%el.
Dispensa de
licitação
+om-le3o
 resultam da soma de vontade de ou
mais ?r.ãos% Não deve ser confundido com
procedimento administrativo (Concorrência
Pública).
Escolha em lista
tríplice
Y% O ATO ADMINISTRATIVO E O DIREITO DOS ADMINISTRADOS
EVTIN&"O DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
+ASSA&"O, embora legítimo na sua origem e formação, torna-se ilegal na sua execução;
quando o destinatário descumpre condições pré-estabelecidas. #x.$$ alguém
o!teve uma permissão para explorar o serviço p!lico, porém descumpriu
uma das condiç'es para a prestação desse serviço. :em o 3oder 3!lico e,
como penalidade, procede a cassação da permissão.
REVOJA&"O, é a e3tin1ão de um ato administrativo le.al e -er<eito, por ra5>es de
0onveni8n0ia e o-ortunidade, pela Administração, no e3er0;0io do
-oder dis0ri0ion7rio. O ato revogado conserva os efeitos produzidos
durante o tempo em que operou. A partir da data da revogação é que
cessa a produção de efeitos do ato até então perfeito e legal. Só pode ser
praticado pela Administração Pública por razões de oportunidade e
conveniência. A revogação não pode atingir os direitos adquiridos
EOI*U*+ P (nunca mais) - sem efeito retroativo

ANU*A&"O, é a su-ressão do ato administrativo, com e<eito retroativo, por razões de
ile.alidade e ile.itimidade. Pode ser examinado pelo Poder Judiciário
(razões de legalidade e legitimidade) e pela Administração Pública
(aspectos legais e no mérito).
EOI7U*+ P com efeito retroativo, invalida as conseqüências passadas,
presentes e futuras.
32
Resumão Direito Administrativo
+ADU+IDADE, É a 0essa1ão dos e<eitos do ato em ra5ão de uma lei su-erveniente,
com a qual esse ato 6 in0om-at;vel. A característica 5 a
incompatibilidade do ato com a norma subseqNente#
ATOS NU*OS E ATOS ANU*UVEIS 
Atos Ine3istentes, são os que contêm um comando criminoso (#x.$ alguém ,ue
mandasse torturar um preso).
Atos Nulos, são aqueles que atingem gravemente a lei ( #x.$ pr"tica de um ato por
uma pessoa 4urídica incompetente).
Ato Anul7vel, representa uma violação mais branda à norma (#x.$ um ato ,ue era de
compet2ncia do 0inistro e foi praticado por 1ecret"rio *eral. ;ouve
violação, mas não tão grave por,ue foi praticado dentro do mesmo
órgão7.

+ONVA*IDA&"O, É a prática de um ato -osterior 4ue vai 0onter todos os
re4uisitos de validade, ÌNCLUSÌVE a4uele 4ue não <oi
observado no ato anterior e determina a sua retroati%idade 2
data de %i!"ncia do ato tido como anul%el. Os efeitos passam
a contar da data do ato anterior ÷ é editado um novo ato.

+ONVERS"O, A-roveita#se, COM UM OUTRO CONTEÚDO, o ato 4ue ini0ialmente
<oi 0onsiderado nulo. #x.$ =omeação de alguém para cargo p!lico
sem aprovação em concurso, mas poder" +aver a nomeação para cargo
comissionado. A 0onversão dá ao ato a conotação que de%eria ter
tido no momento da sua criação. Produz efeito EOI7U*+.
$!% +ONTRO*E DA ADMINISTRA&"O '()*I+A
+on0eito, é a <a0uldade de vi.il]n0iaE orienta1ão e 0orre1ão que UM PODER, ÓRGÃO
OU AUTORÌDADE e3erce sobre a conduta funcional de outro.
Esp5cies de +ontrole
1. quanto à e3tensão do 0ontrole:
+-*7(-.E )*7E(*-? é todo aquele reali5ado -ela entidade ou ?r.ão res-ons7vel
pela atividade controlada, no ]mbito da -r?-ria administra1ão.
• exercido de forma integrada entre os Poderes
• responsabilidade solidária dos responsáveis pelo controle interno, quando
deixarem de dar ciência ao T+U de qualquer irregularidade ou ilegalidade.
+-*7(-.E EO7E(*-? ocorre quando o ?r.ão <is0ali5ador se situa em Administra1ão
DÌVERSA daquela de onde a 0onduta administrativa se
ori.inou.
• controle do Judiciário sobre os atos do Executivo em ações judiciais;
• sustação de ato normativo do Poder Executivo pelo Legislativo;
33
Resumão Direito Administrativo
+-*7(-.E EO7E(*- P-PU.A(? As 0ontas dos Muni0;-ios <i0arãoE durante O!
dias, anualmente, = dis-osi1ão de 4ual4uer
0ontribuinteE -ara e3ame e a-re0ia1ão, o qual
poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da
lei.
2. quanto ao momento em 4ue se e<etua:
+-*7(-.E P(:9)- -U P(E9E*7)9-? é o que 6 e3er0ido antes de 0onsumar#se a
0onduta administrativa, como ocorre, por
exemplo, 0om a-rova1ão -r6via, por parte do
Senado Federal, do Presidente e diretores do
Banco Central.
+-*7(-.E +-*+-M)7A*7E: a0om-anha a situa1ão administrativa no
momento em 4ue ela se veri<i0a. É o que ocorre,
por exemplo, com a <is0ali5a1ão de um 0ontrato
em andamento%
+-*7(-.E P-17E()-( -U +-((E7)9-: tem por objetivo a revisão de atos @7
-rati0adosE -ara 0orri.i#losE des<a58#
los ouE somenteE 0on<irm7#los.
ABRANGE ATOS como os de
apro%ação, 8omolo!ação, anulação,
re%o!ação ou con%alidação#
3. quanto à nature5a do 0ontrole:
+-*7(-.E DE .E/A.)DADE? é o que veri<i0a a 0on<ormidade da 0onduta
administrativa 0om as normas le.ais 4ue a
re.em. Esse controle -ode ser interno ou e3terno.
Vale dizer que a Administra1ão e3er0ita#o de o<;0io
ou mediante -rovo0a1ão: o Legislativo só o efetiva
nos casos constitucionalmente previstos; e o
Judiciário através da ação adequada. Por esse
controle o ato ile!al e ile!ítimo somente pode ser
anulado, e não re%o!ado#
+-*7(-.E D- M:()7-? é o que se 0onsuma -ela veri<i0a1ão da 0onveni8n0ia e
da o-ortunidade da 0onduta administrativa. A
0om-et8n0ia -ara e3er08#lo 6 da Administra1ão, e, em
casos excepcionais, expressos na Constituição, ao
Legislativo, mas nun0a ao Judi0i7rio.
4. quanto ao ?r.ão 4ue o e3er0e:
• Controle Administrativo;
• Controle Legislativo;
• Controle Judicial
34
Resumão Direito Administrativo
+-*7(-.E ADM)*)17(A7)9-? é e3er0ido -elo E3e0utivo e pelos ?r.ãos
administrativos do *e.islativo e do Judi0i7rio,
sob os ASPECTOS DE LEGALÌDADE E MÉRÌTO,
por iniciati%a pr&pria ou mediante pro%ocação.
Meios de +ontrole,
Cis0ali5a1ão :ier7r4ui0a: esse meio de controle 6 inerente ao -oder hier7r4ui0o.
Su-ervisão Ministerial, APLÌCÁVEL nas entidades de administra1ão indireta vinculadas
a um Ministério; super%isão não 5 a mesma coisa que
subordinaçãoM trata-se de 0ontrole <inal;sti0o.
Re0ursos Administrativos: são meios h7beis 4ue -odem ser utili5ados -ara
-rovo0ar o ree3ame do ato administrativo, pela
PRÓPRÌA ADMÌNÌSTRAÇÃO PÚBLÌCA.
Re0ursos Administrativos, em regra, o e<eito É NÃO SUSPENSÌVO.
Re-resenta1ão, denúncia de irregularidades feita perante a própria Administração;
Re0lama1ão, oposição expressa a atos da Administração que afetam direitos ou
interesses legítimos do interessado;
'edido de Re0onsidera1ão, solicitação de reexame dirigida à mesma autoridade
que praticou o ato;
Re0urso :ier7r4ui0o -r?-rio, dirigido à autoridade ou instância superior do mesmo
órgão administrativo em que foi praticado o ato; é
decorrência da hierarquia;
Re0urso :ier7r4ui0o E3-resso: dirigido à autoridade ou órgão estranho à
repartição que expediu o ato recorrido, mas
com competência julgadora expressa.
+-*7(-.E .E/)1.A7)9-? NÃO PODE e3orbitar =s hi-?teses 0onstitu0ionalmente
-revistas, sob pena de ofensa ao princípio da separação
de poderes. O 0ontrole al0an1a os ?r.ãos do 'oder
E3e0utivo e suas entidades da Administra1ão Indireta e
o 'oder Judi0i7rio (quando executa função administrativa).
+ontrole 'ol;ti0o, tem por base a possibilidade de fiscalização sobre atos ligados à
função administrativa e organizacional.
+ontrole Cinan0eiro, A fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial da União e das entidades da
administração direta e indireta, quanto à legalidade,
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e
renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso
Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de
controle interno de cada Poder.
+am-o de +ontrole, Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública
ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou
35
Resumão Direito Administrativo
administre dinheiro, bens e valores públicos ou pelos quais
a União responda, ou que, em nome desta, assuma
obrigações de natureza pecuniária.
T+U, é ?r.ão inte.rante do +on.resso Na0ional que tem a FUNÇÃO DE
au3ili7#lo no 0ontrole <inan0eiro e3terno da Administra1ão '/bli0a.
Obs%, No âmbito estadual e municipal, aplicam-se, no que couber, aos respectivos
Tribunais e Conselhos de Contas, as normas sobre fiscalização contábil,
financeira e orçamentária.
+-*7(-.E 0UD)+)A.? é o -oder de <is0ali5a1ão 4ue o Judi0i7rio e3er0e
ESPECÌFÌCAMENTE sobre a atividade administrativa do
Estado. Alcança, basicamente, os atos administrativos do
Executivo, mas também examina os atos do Legislativo e do
próprio Judiciário quando realiza atividade administrativa.
Obs%, É VEDADO AO JUDÌCÌÁRÌO a-re0iar o m6rito administrativo e
restringe-se ao controle da legalidade e da legitimidade do ato
impugnado.
Atos su@eitos a 0ontrole es-e0ial:
- atos políticos;
- atos legislativos;
- atos interna corporis.
REMIDIOS +ONSTITU+IONAIS +on0eito +onsidera1>es
:A)EAS +OR'US
 sempre que alguém so<rer (HC
Repressivo) ou se achar
amea1ado de so<rer (HC
Preventivo) violência ou coação em
sua *I)ERDADE DE
*O+OMO&"O, por ilegalidade ou
abuso de poder.
 pode sem impetrado pela
própria pessoa, por menor ou
por estrangeiro.
:A)EAS DATA
 para assegurar o conhecimento
de informações relativas à pessoa
do impetrante, constante de
registro ou banco de dados de
entidades governamentais ou de
caráter público;
 serve também para retificação
de dados, quando NÃO se prefira
fazê-lo por processo sigiloso,
judicial ou administrativo.
 a propositura da ação é
gratuita;
 é uma ação personalíssima
MANDADO DE SEJURAN&A
 -ara -rote.er direito l;4uido e
0erto não amparado por :+ ou
:D, quando o responsável pela
ilegalidade ou abuso de poder <or
autoridade -/bli0a ou a.ente de
-essoa @ur;di0a no e3er0;0io de
atribui1>es do 'oder '/bli0o.
 *;4uido e +erto: o direito
não desperta dúvidas, está
isento de obscuridades.
 qualquer pessoa física ou
jurídica pode impetrar, mas
36
Resumão Direito Administrativo
somente através de advogado.
MANDADO DE SEJURAN&A
+O*ETIVO
 instrumento que visa -rote.er
direito l;4uido e 0erto de uma
0oletividade, quando o
responsável pela ilegalidade ou
abuso de poder <or autoridade
-/bli0a ou a.ente de -essoa
@ur;di0a no e3er0;0io de
atribui1>es do 'oder '/bli0o.
 *e.itimidade -ara im-etrar
MS +oletivo: Organização
Sindical, entidade de classe ou
associa legalmente constituída a
-elo menos $ ano, assim como
partidos políticos com
representação no Congresso
Nacional.
 O)JETIVO: defesa do
interesse dos seus membros ou
associados.
MANDADO DE INJUN&"O
 sempre que a falta de norma
regulamentadora que torne inviável
o exercício dos direitos e
liberdades constitucionais e das
prerrogativas inerentes à
nacionalidade, à soberania e à
cidadania.
 4ual4uer -essoa (física ou
jurídica) pode impetrar, sempre
através de advogado.
A&"O 'O'U*AR
 visa a anulação ou à
declaração de nulidade de atos
lesivos ao: Patrimônio Público, à
moralidade Administrativa, ao Meio
Ambiente, ao Patrimônio Histórico
e Cultural.
 a -ro-ositura cabe a
4ual4uer 0idadão MbrasileiroF
no exercício de seus direitos
-ol;ti0os%
DIREITO DE 'ETI&"O
 Ob@etivo: Defender direito ou
noticiar ilegalidade ou abuso de
autoridade pública.
 qualquer pessoa pode
propor, brasileira ou estrangeira
$$% O REJIME JUR2DI+O # ADMINISTRATIVO
'RIN+2'IOS ÷ são re.ras 4ue sur.em 0omo -ar]metro -ara a inter-reta1ão das
demais normas @ur;di0as.
P()*+,P)- DA 1UP(EMA+)A D- )*7E(E11E PQ>.)+-
 havendo conflito de interesses, prevalece sempre o interesse público. É o princípio
que determina privilégios jurídicos e um patamar de superioridade do interesse público
sobre o particular

+onseqN"ncias?
a) a administra1ão -/bli0a 0omo DETENTORA DE 'RIVI*IJIOS.
• imunidade re0;-ro0a entre os entes públicos (não pagam impostos);
• -res0ri1ão 4Zin4Zenal (prazo único);
• e3e0u1ão <is0al de seus 0r6ditos ÷ a fazenda é credora (lei 6.830/ estabelece).
• a1ão re.ressiva 0ontra seus servidores culpados por danos a terceiros;
• im-enhorabilidade de seus bens e rendas;
• -ra5o 4u7dru-lo -ara 0ontestar;
• im-edimento de a0/mulo de 0ar.os -/bli0os.
37
Resumão Direito Administrativo
b) 'OSI&"O DE SU'ERIORIDADE nas rela1>es 0om os -arti0ulares
• +A'A+IDADE UNI*ATERA* DE RES+IS"O e ou de A*TERA&"O DO
+ONTRATO.

P()*+,P)- DA )*D)1P-*)>).)DADE D- )*7E(E11E PQ>.)+-
 LÌMÌTA A SUPREMACÌA, o interesse -/bli0o não -ode ser livremente dis-osto
-elo administrador que, NECESSARÌAMENTE, deve atuar nos limites da lei%
#x.$ . 9(%(-.>?/ @ /)8(*.-A8(.& é interesse p!lico ,ualificado, indisponível.
/ administrador não pode dispor .


$% 'RIN+2'IOS +ONSTITU+IONAIS DO DIREITO ADMINISTRATIVO
'rin0;-ios +onstitu0ionais 
* I M ' E
*e.alidade
É o princípio básico de todo o Direito Público. A doutrina costuma usar a seguinte
expressão:  na atividade -arti0ular tudo o 4ue não est7 -roibido 6 -ermitidoE na
Administra1ão '/bli0a tudo o 4ue não est7 -ermitido 6 -roibido%
O administrador está rigidamente preso à lei e sua atuação deve ser confrontada com a lei.
Im-essoalidade
Significa que o administrador deve orientar-se por 0rit6rios ob@etivos, não devendo fazer
distinções fundamentadas em critérios pessoais. Toda a atividade da Administração Pública
deve ser praticada tendo em vista a finalidade pública% Se não visar o bem público, ficará
sujeita à invalidação, por desvio de finalidade. É em decorrência desse princípio que
temos, por exemplo, o 0on0urso -/bli0o e a li0ita1ão%
• Desse princípio decorre a .eneralidade do servi1o -/bli0o ÷ todos que preencham
as exigências têm direito ao serviço público.
• A responsabilidade objetiva do Estado decorre do princípio da impessoalidade.
38
Resumão Direito Administrativo
Moralidade
O Direito Administrativo elaborou um conceito próprio de moral, diferente da moral comum. A
moral administrativa significa que o dever do administrador não é apenas cumprir a lei
formalmente, mas cumprir substancialmente, procurando sempre o melhor resultado para a
administração. Pressuposto de validade de todo ato da Administração Pública, tem a ver
com a ética, com a justiça, a honestidade, a conveniência e a oportunidade.
• Toda atuação do administrador é inspirada no interesse público.
• Jamais a moralidade administrativa pode chocar-se com a lei.
• Por esse princípio, o administrador não aplica apenas a lei, mas vai além, aplicando a
sua substância.
• A Constituição de 1988 enfatizou a moralidade administrativa, prevendo que "os
atos de im-robidade importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da
função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário na forma e
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível¨.

'ubli0idade
Requisito da eficácia e moralidade, pois é através da divulgação oficial dos atos da
Administração Pública que ficam assegurados o seu cumprimento, observância e controle;
destina-se, de um lado, à produção dos efeitos externos dos atos administrativos. Existem
atos que não se restringem ao ambiente interno da administração porque se destinam a
produzir efeitos externos ÷ daí ser necessária a publicidade.
E<i0i8n0ia
Exige resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das
necessidades dos administrados (público). Trata-se de princípio meramente retórico. É
possível, no entanto, invocá-lo para limitar a discricionariedade do Administrador, levando-o
a escolher a melhor opção.
Eficiência é a obtenção do melhor resultado com o uso racional dos meios. Atualmente, na
Administração Pública, a tendência é prevalência do controle de resultados sobre o controle
de meios.
Outros -rin0;-ios da Administra1ão '/bli0a 
Su-rema0ia do interesse -/bli0o
Os interesses públicos têm supremacia sobre os interesses individuais; é a essência do
regime jurídico administrativo.
'resun1ão de *e.itimidade
Os atos da Administração presumem-se legítimos, até prova em contrário (-resun1ão
relativa ou 'uris tantum R ou seja, pode ser destruída por prova contrária.)
Cinalidade
Toda atuação do administrador se destina a atender o interesse público e garantir a
observância das finalidades institucionais por parte das entidades da Administração Ìndireta.
A finalidade pública objetivada pela lei é a única que deve ser perseguida pelo administrador.
A Lei, ao atribuir competência ao Administrador, tem uma finalidade pública específica. O
administrador, praticando o ato fora dos fins, expressa ou implicitamente contidos na norma,
pratica DESVIO DE CINA*IDADE.
39
Resumão Direito Administrativo
Autotutela
A Administração tem o dever de zelar pela legalidade e eficiência dos seus próprios atos. É
por isso que se reconhece à Administração o -oder e dever de anular ou de0larar a
nulidade dos seus -r?-rios atos -rati0ados 0om in<ra1ão = *ei.
• A Administração não precisa ser provocada ou recorrer ao Judiciário para reconhecer
a nulidade dos seus próprios atos;
• A Administração pode revogar os atos administrativos que não mais atendam às
<inalidades -/bli0as ÷ sejam inoportunos, sejam inconvenientes ÷ embora legais.
• Em suma, a autotutela se justifica para garantir à Administração: a defesa da
legalidade e eficiência dos seus atos; nada mais é que um autocontrole;
+ontinuidade dos Servi1os '/bli0os
O serviço público destina-se a atender necessidades sociais. É com fundamento nesse
princípio que nos contratos administrativos não se permite que seja invocada, pelo particular,
a e30e1ão do 0ontrato não 0um-rido.
• Nos contratos civis bilaterais pode-se invocar a exceção do contrato não cumprido para
se eximir da obrigação.
• Hoje, a legislação já permite que o particular invoque a exceção de contrato não cumprido
÷ Lei 8666/93 ÷ Contratos e Licitações, apenas no caso de atraso superior a 90 dias dos
pagamentos devidos pela Administração.
• A exceção do contrato não cumprido é deixar de cumprir a obrigação em virtude da outra
parte não ter cumprido a obrigação correlata.
Ra5oabilidade
Os poderes concedidos à Administração devem ser exercidos na medida necessária ao
atendimento do interesse coletivo, sem exageros.
O Direito Administrativo consagra a supremacia do interesse público sobre o particular, mas
essa supremacia só é legítima na medida em que os interesses públicos são atendidos.
Exige proporcionalidade entre os meios de que se utilize a Administração e os fins que ela
tem que alcançar. A.ir 0om l?.i0aE ra5ãoE -ondera1ão% Atos dis0ri0ion7rios%
40
Resumão Direito Administrativo
Princípios Gerais Características
*e.alidade
 na atividade -arti0ular tudo o ,ue não est" proi!ido é
permitido; na Administra1ão '/bli0a tudo o ,ue não est"
permitido é proi!ido. O administrador est7 ri.idamente -reso =
lei e sua atua1ão deve ser 0on<rontada 0om a lei%
Im-essoalidade
 o administrador deve orientar-se por 0rit6rios ob@etivos, não
fazer distinções com base em critérios pessoais. Toda atividade da
Adm. Pública deve ser praticada tendo em vista a finalidade pública.
Moralidade
 o dever do administrador não é apenas cumprir a lei
<ormalmente, mas 0um-rir substan0ialmente, procurando sempre
o melhor resultado -ara a administra1ão.
'ubli0idade
 Re4uisito da e<i070ia e moralidade, pois 6 atrav6s da
divul.a1ão o<i0ial dos atos da Administra1ão '/bli0a que <i0am
asse.urados o seu 0um-rimentoE observ]n0ia e 0ontrole%
E<i0i8n0ia
 é a obten1ão do melhor resultado 0om o uso ra0ional dos
meios. Atualmente, na Adm. Pública, a tend8n0ia 6 -reval8n0ia
do 0ontrole de resultados sobre o 0ontrole de meios.
Su-rema0ia do
Interesse '/bli0o
 O interesse -/bli0o têm SU'REMA+IA sobre o interesse
individual; Mas essa su-rema0ia s? 6 le.;tima na medida em
4ue os interesses -/bli0os são atendidos%
'resun1ão de
*e.itimidade
 Os atos da Administração -resumem#se le.;timos, até prova
em contrário (-resun1ão relativa ou 'uris tantum R ou seja, pode
ser destruída por prova contrária.)
Cinalidade
 Toda atua1ão do administrador se destina a atender o
interesse -/bli0o e .arantir a observância das finalidades
institucionais por parte das entidades da Administração Ìndireta.
Auto#Tutela
 a autotutela se justifica para .arantir à Administração: a de<esa
da le.alidade e e<i0i8n0ia dos seus atos; nada mais é que um
auto0ontrole SO)RE SEUS ATOS%
+ontinuidade do
Servi1o '/bli0o
 O serviço público destina-se a atender necessidades sociais. É
com fundamento nesse princípio que nos contratos administrativos
não se permite que seja invocada, pelo particular, a e30e1ão do
0ontrato não 0um-rido. Os serviços não podem parar !
Ra5oabilidade
 Os poderes concedidos à Administração devem ser e3er0idos
na medida ne0ess7ria ao atendimento do interesse 0oletivo,
SEM EVAJEROS%
41
Resumão Direito Administrativo
$9% ORJANIBA&"O ADMINISTRATIVA
$9%$% DRJ"OS
 São centros de competência instituídos para o desempenho de funções estatais
através de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem.
• Cun1ão ^ é o encargo atribuído ao órgão. É a atividade exercida pelo órgão.
• A.entes ^ são as pessoas que exercem as funções, e os quais estão vinculados
a um órgão;
• +ar.os ^ são os lugares criados por lei. São reservados aos agentes.
+ara0ter;sti0as dos Dr.ãos
• não tem -ersonalidade @ur;di0aN
• e3-ressa a vontade da entidade a 4ue -erten0e MUniãoE EstadoE Muni0;-ioFN
• 6 meio instrumento de a1ão destas -essoas @ur;di0asN
• 6 dotado de 0om-et8n0iaE 4ue 6 distribu;da -or seus 0ar.os;
+lassi<i0a1ão dos Dr.ãos:
1. HUANTO _ 'OSI&"O ESTATA* 
Dr.ãos Inde-endentes, se ori.inam da -revisão 0onstitu0ional. São os
re-resentativos dos 9 'oderes (Executivo, Legislativo e
Judiciário).
 Não tem 4ual4uer subordina1ão hier7r4ui0aN
 Suas <un1>es são -ol;ti0asE @udi0iais e le.islativas;
 Seus a.entes são denominados A.entes 'ol;ti0osN
#xs.$ %ongresso =acional, %Bmara de 5eputados, 1enado
Dr.ãos AutXnomos, são os lo0ali5ados na 0/-ula da Administra1ão,
imediatamente abaixo dos órgãos independentes e
diretamente subordinados a seus chefes;
 tem am-la autonomia administrativaE <inan0eira e t60ni0a;
 são órgãos diretivos, de planejamento, coordenação e controle;
 seus a.entes são denominados A.entes 'ol;ti0os nomeados em
0omissãoN não são <un0ion7rios -/bli0osN
#xs.$ 0inistérios, 1ecretaria de 3lane4amento, etc.
42
Resumão Direito Administrativo
Dr.ãos Su-eriores, são os que det8m -oder de dire1ãoE 0ontroleE de0isão e
0omando, su!ordinando-se a um órgão mais alto.
 não .o5am de autonomia administrativa nem <inan0eira;
 liberdade restringida ao planejamento e soluções técnicas, dentro de sua
esfera de competência;
 responsabilidade pela execução e não pela decisão política ;
#xs.$ *a!inetes, %oordenadorias, 1ecretarias *erais, etc.
Dr.ãos Subalternos, são os ?r.ãos subordinados hierar4ui0amente a outro
órgão superior; realizam tare<as de rotina administrativa;
 redu5ido -oder de de0isão;
 é predominantemente ?r.ão de e3e0u1ão;
#xs.$ 8epartiç'es, 3ortarias, 1eç'es de #xpediente.
2. HUANTO _ ESTRUTURA 
Dr.ãos Sim-les, UM SÓ 0entro de 0om-et8n0ia. #xs.$ 3ortaria, 3osto Fiscal,
.g2ncia da 18F.
Dr.ãos +om-ostos, VÁRÌOS 0entros de 0om-et8n0ia (outros órgãos menores
na estrutura). A atividade 6 des0on0entrada, do órgão
central para os demais órgãos subalternos. #xs.$
5elegacia da 8eceita Federal, (nspetoria Fiscal.
3. HUANTO _ ATUA&"O CUN+IONA* 
Sin.ular, são os que de0idem atrav6s de um /ni0o a.ente. #xs.$ os
0inistérios, as %oordenadorias, as 1eccionais.
+ole.iado, de0idem -or mani<esta1ão 0on@unta da maioria de seus membros.
#xs.$ -ri!unais, 9egislativo, %onsel+o de %ontri!uintes.
$9%% AJENTES
 São todas as -essoas <;si0as incumbidas de e3er0er al.uma <un1ão estatal,
definitiva ou transitoriamente. Os AJENTES desempenham as funções dos órgãos a
que estão vinculados.
• os cargos e as funções são independentes dos agentes;
• +ar.o é o lugar, criado por lei, ao qual corresponde uma função e é provido por
um agente. O cargo, sendo lugar, é lotado no órgão.
• *ota1ão é o número de cargos de um órgão.
43
Resumão Direito Administrativo
• Os agentes públicos podem ser: -ol;ti0osE administrativosE honor;<i0os e
dele.ados%
A.entes 'ol;ti0os, e3er0em atribui1>es 0onstitu0ionais. O0u-am os cargos
dos ?r.ãos inde-endentes (que representam os poderes
do Estado) e dos ?r.ãos autXnomos (que são os
auxiliares imediatos dos órgãos independentes). #xs.$
3residente da 8ep!lica, 1enadores, *overnadores,
5eputados, 3refeitos, Cuízes, 0inistros, etc.
• exercem <un1>es e mandatos tem-or7rios;
• não são <un0ion7rios nem servidores -/bli0os  exceto para fins
penais, caso cometam crimes contra a Administração Pública;
A.entes Administrativos, são os a.entes -/bli0os que se vin0ulam =
Administra1ão '/bli0a Direta ou =s Autar4uias
por relações profissionais.
• sujeitam-se à hierarquia funcional;
• são <un0ion7rios -/bli0os 0om re.ime @ur;di0o /ni0o Mestatut7riosFN
• res-ondem por simples 0ul-a ou dolo pelos atos ilícitos civis, penais ou
administrativos que praticarem;
• <un0ion7rios de -ara#estatais , não são agentes administrativos,
todavia seus dirigentes são considerados funcionários públicos;
• <un0ion7rios das Cunda1>es '/bli0as , são agentes administrativos;
A.entes :onor;<i0os, são os agentes convocados ou nomeados para prestarem
serviços de natureza transitória, sem v;n0ulo
em-re.at;0io, e em geral, sem remunera1ão. Constituem
os munus publicos (serviços relevantes).
#xs.$ 4urados, comiss"rios de menores, mes"rios eleitorais
• enquanto exercerem a função  submetem-se à hierarquia e são
considerados funcionários públicos para fins penais.
A.entes Dele.ados, são os -arti0ulares 4ue e3er0em <un1>es dele.adas da
Administração Pública, e que são os servi1os
0on0edidosE -ermitidos e autori5ados# #xs.$ os
serventu"rios de %artório, os leiloeiros oficiais, os
tradutores,, etc.
• res-ondem 0riminalmente 0omo <un0ion7rios -/bli0os pelos
crimes que 0ometerem no e3er0;0io de sua <un1ão;
44
Resumão Direito Administrativo
• a Administração Pública responde pelos danos causados a 3ºs. por
este agente, voltando-se, depois, contra o agente público delegado;
$9%9% ENTIDADES
Entidade Estatal  PJ de Direito Público, que integra a estrutura constitucional
do Estado, e tem poder político e administrativo.
• tem autonomia -ol;ti0aE <inan0eira e administrativa;
• fazem parte da Administração Direta;
• APENAS a UNI"O tem soberania;
#xs.$ Dnião, #stados, 5istrito Federal e 0unicípios.
Autar4uias  PJ de Direito Público; é um serviço autônomo criado para auxiliar a
Administração Pública a executar ati%idades típicas da
Administração.
• +RIADA por *ei Es-e0;<i0a;
• or1amentoE -atrimXnio e re0eita -r?-rios (desvinculados da matriz);
• .estão administrativa e <inan0eira DES+ENTRA*IBADA;
• não tem subordina1ão hier7r4ui0a com a entidade que as criou;
• fazem parte da Administra1ão Indireta;
• submetem-se à supervisão do Ministério competente - controle finalístico;
• e3e0uta servi1os -r?-rios do Estado;
• administra a si mesma;
• funcionários  são estatut7rios (em regra), mas podem ser admitidos pela CLT
(excepcionalmente); -roibidos de a0umular 0ar.os remunerados na Adm%
'/bli0a; obede0em =s normas do 0on0urso -/bli0oN
• os 0ontratos são realizados através de LÌ CÌTAÇÃO ;
• -rivil6.ios  imunidade de impostos, prescrição qüinqüenal de suas dívidas,
impenhorabilidade de seus bens, prazo em dobro para recorrer e em quadruplo
para contestar;
#xs.$ )anco %entral, 5#8, (.3.1, 1#0.#, (mprensa /ficial do #stado, etc.
Cunda1>es '/bli0as  PJ de Direito Público; 6 a -ersonali5a1ão @ur;di0a
de um -atrimXnioE instituídas e mantidas pelo Poder
Público para executar atividades, obras ou serviços
sociais, ou seja, atividades at;-i0as da
Administra1ão '/bli0a.
• criada por *ei Autori5ativaN
• or1amentoE -atrimXnio e re0eita -r?-rios (desvinculados da matriz);
• .estão administrativa e <inan0eira des0entrali5ada;
• não tem subordina1ão hier7r4ui0a com a entidade que as criou;
• fazem parte da Administra1ão Indireta;
• submetem-se à supervisão do Ministério ou Secretaria competente - controle
finalístico;
• e3ecuta ser%iços sem fins lucrati%os;
• administra a si mesma;
45
Resumão Direito Administrativo
• funcionários  são estatut7rios (em regra), mas podem ser admitidos pela CLT
(excepcionalmente); -roibidos de a0umular 0ar.os remunerados na Adm%
'/bli0a, obede0em =s normas do 0on0urso -/bli0oN
• os 0ontratos são realizados através de LÌCÌTAÇÃO;
• -rivil6.ios  imunidade de impostos, prescrição qüinqüenal de suas dívidas,
impenhorabilidade de seus bens, prazo em dobro para recorrer e em quadruplo
para contestar;
#xs.$ F#)#0, D=), D13
Entidades 'ara#Estatais  PJ de Direito privado, cuja 0ria1ão 6 <eita atrav6s de *ei
Autori5ativa, para a reali5a1ão de obrasE servi1os ou
atividades e0onXmi0as de interesse 0oletivo% Ca5em
-arte da Administra1ão Indireta. São empresas para-
estatais: Em-resas '/bli0as, So0iedades de E0onomia
Mista e Servi1os So0iais AutXnomos%
Em-resa '/bli0a  PJ de Direito Privado, destinadas à prestação de serviços
industriais ou atividades econômicas em que o Estado tenha
interesse próprio ou considere convenientes à coletividade.
#xs.$ %orreios, %#F.
• autonomia administrativa e <inan0eira - o patrimônio próprio pode ser utilizado,
onerado ou alienado na forma regulamentar ou estatutária;
• capital e3clusi%o do poder público;
• criadas por *ei Autori5ativa;
• vale#se dos meios da ini0iativa -rivada para atingir seus <ins de interesse
-/bli0oN
• <i0am vin0uladas e não subordinadas aos respectivos Ministérios; são
supervisionadas e controladas finalisticamente pelos Ministérios;
• +ontratos ÷ realizados através de LÌCÌTAÇÃO
• Funcionários  são sem-re +E*ETISTAS (nun0a estatut7rios) e são
0onsiderados <un0ion7rios -/bli0os; é proibida a acumulação de cargos
PÚBLÌCOS remunerados (exceção: 2 cargos de professor, 2 cargos na área da
saúde ou 1 cargo de professor outro de técnico);
• Não tem privilégios administrativos ou processuais;
• 'a.am tributos;
So0iedade de E0onomia Mista  PJ de Direito Privado, autori5ada -ara a e3-lora1ão
de atividade e0onXmi0a, sob a forma de S/A
Msem-re), cujas a1>es 0om direito a voto
-erten1am, EM SUA MAIORIA (50% + 1) ao -oder
-/bli0o% #xs.$ )anco do )rasil.
• autonomia administrativa e <inan0eira - o patrimônio próprio pode ser utilizado,
onerado ou alienado na forma regulamentar ou estatutária;
• capital J<ST U V= pertencente ao poder público;
• criadas por *ei Autori5ativa;
• destinadas a atividades de utilidade -/bli0aE mas de nature5a t60ni0aE
industrial ou e0onXmi0a em que o Estado tenha interesse próprio na sua
execução, mas resulta inconveniente ou inoportuno ele próprio realizar;
46
Resumão Direito Administrativo
• ficam vinculadas e não subordinadas aos respectivos Ministérios; são
supervisionadas e controladas finalisticamente pelos Ministérios;
• +ontratos ÷ realizados através de LÌCÌTAÇÃO
• Funcionários - são sem-re +E*ETISTAS (nun0a estatut7rios) e são
0onsiderados <un0ion7rios -/bli0os; é proibida a acumulação de cargos
remunerados. Não tem privilégios administrativos ou processuais;
• 'a.am tributos;
Servi1os So0iais AutXnomos  PJ de Direito Privado, criadas para prestar serviços
de interesse social ou de utilidade pública, geridos
conforme seus estatutos, aprovados por Decreto e
podendo arrecadar contribuições parafiscais.
#xs.$ 1#1%, 1#=.(, 1#=.%, 1#1(, etc.
• não estão sujeitas à supervisão ministerial, mas se sujeitam a uma vinculação ao
ministério competente;
• utilizam-se de verbas -/bli0as; devem prestar contas conforme a lei competente;
Tabela sim-li<i0ada
ENTIDADE Cun1ão ` +ara0ter;sti0as
'J Direito
+ria1ão -/
Administra1ão
Jestão
Cun0ion7rios E3em-los
ENTIDADE
ESTATA*
- Ìntegra a estrutura constitucional do
Estado, com Poder Político e
Administrativo;
- tem autonomia política, financeira e
administrativa;
- apenas a UNÌÃO tem SO)ERANIAN
PJ D Público
Constituição
Adm. Direta
Centralizada
Estatutários
União,
Estados, DF
e Municípios
AUTARHUIA
- atividades típicas da Administração;
- imunidade de impostos;
- sem subordinação hierárquica;
- orçamento, patrimônio e receitas
próprios;
- submetem-se à supervisão do
Ministério competente ÷ controle
finalístico;
PJ D Público
Lei Específica
Adm. Ìndireta
Descentralizada
Estatutários
(podem ser CLT)
Banco Central,
DER, ÌNSS,
Ìmprensa
Oficial do
Estado,
SEMAE, etc
CUNDA&AES
'()*I+AS
- atividades atípicas da Administração
- executa serviços sem fins lucrativos;
- sem subordinação hierárquica;
- imunidade de impostos;
- orçamento, patrimônio e receitas
próprios;
- submetem-se à supervisão do
Ministério competente ÷ controle
finalístico;
PJ D Público
Autorização
Adm. Ìndireta
Descentralizada
Estatutários
(podem ser CLT)
FEBEM, USP,
UNB
EM'RESA
'()*I+A
- prestação de serviços industriais ou
atividades econômicas de interesse
do Estado, ou consideradas como
convenientes à coletividade;
- vinculadas e não subordinadas aos
respectivos Ministérios;
- sem privilégios administrativos ou
processuais;
- pagam tributos
PJ D Privado
Autorização
Adm. Ìndireta
Descentralizada
Sempre CLT
Nunca
estatutários
Correios CEF
SO+IEDADE
E+ONOMIA
MISTA
- exploração de atividade econômica
na forma de S/A (sempre);
- destinadas a atividades de utilidade
pública, mas de natureza técnica,
industrial ou econômica;
- Capital Estatal (50%+ 1 das ações)
- vinculadas e não subordinadas aos
PJ D Privado
Autorização
Adm. Ìndireta
Descentralizada
Sempre CLT
Nunca
estatutários
Banco do Brasil
47
Resumão Direito Administrativo
respectivos Ministérios;
- pagam tributos
SERVI&OS
SO+IAIS
AUTWNOMOS
- criadas para prestar serviços de
interesse social ou de utilidade
pública;
- vinculadas e não subordinadas aos
respectivos Ministérios;
- geridos conforme seus estatutos;
- podem arrecadar contribuições
parafiscais (através do ÌNSS);
- utilizam-se de verbas públicas;
PJ D Privado
Autorização
Adm. Ìndireta
Descentralizada
SESC, SENAÌ,
SESÌ, SENAC,
SEST
$G% SERVIDORES '()*I+OS
AJENTES '()*I+OS, São 'ESSOAS C2SI+AS incumbidas de uma função estatal, de
maneira transit&ria ou definiti%a, com ou sem remuneração.
O conceito é amplo ÷ abrange todas as pessoas que de uma
maneira ou de outra prestam um serviço público ÷ estão
abrangidos por esse conceito desde os titulares dos poderes do
Estado até pessoas que se vinculam contratualmente com o Poder
Público como é o caso dos concessionários.

Es-60ies de A.entes '/bli0os,
A.entes 'ol;ti0os, São agentes públicos nos mais altos escalões que decidem a
vontade soberana do Estado com atribuições constitucionais sem
subordinação hierárquica; são os titulares dos Poderes do
Estado. (Presidente, Governador, Deputado, Senador, membros
do Ministério Público e membros do Tribunal de Contas etc.)

A.entes Administrativos, 1ão os ser%idores públicos. Exercem as funções comuns
da Administração.

A.entes dele.ados, São os particulares que exercem função pública por delegação.
(concessionários, permissionários, cartorários, leiloeiros, etc)

SERVIDOR '()*I+O, são todas as pessoas físicas que mantêm relação de trabalho com
a Administração Pública, direta, indireta, autárquica e fundacional.
Os servidores Públicos constituem uma espécie de Agentes
Públicos.
• Os servidores públicos podem ser:
Estatut7rios (Funcionários Públicos)  possuem +ARJOS
Em-re.ados '/bli0os (celetistas)  possuem EM'REJOS
Servidores Tem-or7rios  possuem CUN&"O


+ar!os I são as mais simples e indivisíveis unidades de competência a
serem expressas por um agente público, previstos em número
certo, com determinação própria e remunerados por pessoas
jurídicas de direito público, devendo ser criados por Lei.
48
Resumão Direito Administrativo
Empre!os - são núcleos de encargo de trabalho a serem preenchidos por
agentes contratados para desempenhá-los sob uma relação
trabalhista (celetista). Sujeitam-se a uma disciplina jurídica que
embora sofra algumas influências, basicamente são aquelas
aplicadas aos contratos trabalhistas em geral.
Função I é a atribuição ou conjunto de atribuições que a Administração
confere a cada categoria profissional, ou comete individualmente a
determinados servidores para a execução de serviços eventuais
ou temporários.
CORMAS DE 'ROVIMENTO DOS +ARJOS '()*I+OS
 O Provimento 5 o preenc8imento do car!o público
Ori.in7ria, pressupõe a ine3ist8n0ia de uma rela1ão @ur;di0a anterior mantida entre o
Servidor e a Administra1ão% A única forma de Provimento Originário é a
nomeação, que pode ser realizada em 0ar7ter E<etivo ou para +ar.os de
'rovimento em +omissão%
• Nomea1ão
+ar.o E<etivo: pressupõe a a-rova1ão em 0on0urso -/bli0o de
provas ou de provas e Títulos ÷ sabemos que a
a-rova1ão em 0on0urso NÃO ENSEJA O DÌREÌTO
ADQUÌRÌDO À NOMEAÇÃO.
Derivada, As formas derivadas de provimento dos cargos públicos, de0orrem de um
v;n0ulo anterior entre Servidor e Administra1ão.
• 'romo1ão
• Reada-ta1ão
• Reversão
• A-roveitamento
• Reinte.ra1ão
• Re0ondu1ão

• O servidor poderá progredir na mesma carreira, nos diversos escalões
de uma mesma carreira. Diante do entendimento do STC, entendeu-se
que As0ensão Cun0ional e a Trans<er8n0ia S"O
IN+ONSTITU+IONAIS.

'romo1ão, é a eleva1ão de um Servidor de uma 0lasse -ara outra dentro de uma
mesma 0arreira. Com isso, houve a vacância de um cargo inferior e
conseqüentemente o provimento do cargo superior.
• +arreira: é o agrupamento de classes de cargos de uma mesma
atividade
Reada-ta1ão, é a -assa.em do Servidor para outro car!o compatí%el com a
defici"ncia física que ele %en8a a apresentar#

Reversão, é o retorno ao Servi1o Ativo do Servidor a-osentado -or invalide5
quando insubsistentes os motivos da aposentadoria ÷ pode acontecer
49
Resumão Direito Administrativo
para o mesmo cargo se ele ainda estiver vago ou para um outro
semelhante.
• Se não houver 0ar.o va.o, o Servidor que reverter ficará como
EXCEDENTE.
A-roveitamento, é o retorno ao Servi1o Ativo do Servidor que se en0ontrava em
dis-onibilidade e <oi a-roveitado ÷ deve realizar-se em cargo
semelhante àquele anteriormente ocupado.
• A Administração deve reali5ar o a-roveitamento de <orma
-riorit7ria, antes mesmo de realizar concurso para aquele cargo.

Reinte.ra1ão, é o retorno ao Servi1o Ativo do Servidor 4ue <ora demitido, quando a
demissão for anulada administrativamente ou judicialmente, voltando
-ara o mesmo 0ar.o 4ue o0u-ava anteriormente%
• Dá-se com o ressar0imento de todas as vanta.ens que o servidor
deixou de receber durante o período em que esteve afastado.

Re0ondu1ão, é o retorno ao 0ar.o anteriormente o0u-ado, do servidor que não
lo.rou 83ito no est7.io -robat?rio de outro 0ar.o -ara o 4ual <oi
nomeado decorrente de outro concurso.

In0onstitu0ionais 
Trans<er8n0ia, Era a passagem de um Servidor de um quadro para
outro dentro de um mesmo poder, também era uma
forma de vacância e de provimento.
• Ela implicava em uma mudança de um quadro
para outro, ferindo uma norma constitucional. Foi
considerada inconstitucional.
As0ensão, foi a modalidade considerada inconstitucional ÷
significava a passagem de uma carreira para outra
CORMA DE VA+aN+IA DOS +ARJOS '()*I+OS

E3onera1ão a -edido, Não assume caráter disciplinar; se o servidor estiver respondendo
a processo administrativo, não poderá ser exonerado a pedido.
E3onera1ão de O<;0io,

1. Em relação aos ocupantes de cargos em comissão : Administração não precisa motivar
o ato, pois o mesmo 6 dis0ri0ion7rio ÷ Servidor demissível "ad nutum¨.
• Se houver indicação dos motivos, a Administração ficará vinculada a esses motivos
÷ é a aplicação da TEORÌA DOS MOTÌVOS DETERMÌNANTES ÷ terá que
comprová-los.
2. Não aprovação no estágio probatório : Característica de ato vin0ulado, pois necessita
obedecer ao procedimento estabelecido na lei e apontar os moti%os em que se
fundamenta.

3. Quando o servidor que já tomou posse no cargo público, não entra em exercício no
prazo estabelecido na lei.
50
Resumão Direito Administrativo

Demissão, Não existe a -edido (exoneração), diferentemente do celetista.

• É sem-re -uni1ão dis0i-linar. Pressup4e processo
administrati%o disciplinar no qual se asse!ura a amplitude de
defesa.
• Relativamente aos 0ar.os em 0omissão e às <un1>es
0omissionadas o equivalente à demissão é a destitui1ão de <un1ão
ou de 0ar.o, quando houver cometimento de falta pelo servidor,
devendo ser observado o devido processo legal (defesa).

'osse em outro 0ar.o -/bli0o ina0umul7vel, Se o funcionário -restar 0on0urso e
<or nomeado -ara outro 0ar.o que
NÃO POSSA ACUMULAR ÷ tomando
posse, a va0]n0ia do outro 0ar.o é
declarada.

• Normalmente, o funcionário pede exoneração. Se voltar ao 0ar.o
anterior, por não ter sido a-rovado no est7.io -robat?rio, haverá
RECONDUÇÃO, voltando o atual ocupante ao cargo anterior.
Outras <ormas de va0]n0ia de 0ar.os '/bli0os,
• A-osentadoria
• Cale0imento%
NORMAS +ONSTITU+IONAIS
 Existem normas constitucionais dis0i-linadoras do Funcionalismo Público.


$F ESTA)I*IDADE 

+on0eito, é a !arantia constitucional de perman"ncia no ser%iço púbico,
outorgada a funcionário que, tendo sido nomeado em carter efeti%o,
ultrapassou o est!io probat&rio de F J7(W1= A*-1#
• É necessário distinguir efeti%idade e estabilidade 
E<etividade, é uma característica do pro%imento do car!o, os cargos públicos
podem ser providos em caráter efeti%o ou em comissão.

E<etivo, são aqueles cargos em que se exige aprovação em concurso
público e pressupõem uma situação de permanência.

+omissão: são os livremente nomeados, mas em caráter provisório. São de
livre nomeação e exoneração.

• A efetividade refere-se ao 0ar.o. É uma característica do provimento do
cargo.

Estabilidade, 5 a perman"ncia do 1er%idor Público, nomeado para cargo de
provimento efetivo em virtude de concurso p!lico, que satisfe6 o
est!io probat&rio. É por isso que se diz que estabilidade se dá
51
Resumão Direito Administrativo
no Serviço Público e não no cargo ÷ é o direito de permanência no
Serviço Público, mas não é o direito de permanência no mesmo
cargo para o qual o Servidor foi nomeado.
• durante o estágio probatório o funcionário pode ser e3onerado (simples
dispensa) ou demitido (se comete falta grave). Sempre se exige um
procedimento administrati%o, pois, há necessidade do controle da
legalidade, há necessidade de se justificar o ato.
• O estável não pode ser exonerado, a não ser a pedido. Para ser demitido
se exige processo administrativo onde se assegure ampla defesa, ou por
sentença transitado em julgado.
• O ser%idor público est%el s? PERDERÁ O CARGO:
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada
ampla defesa;
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho,
na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.
#x.$ (maginemos um 1er%idor Público, em car!o efeti%o e est%el. Dm !elo dia
: DEM)7)D- do serviço p!lico. 3ode ocorrer$
a) a demissão foi )*9A.)DADA por decisão 'udicial 
- ele será REINTEJRADO, e o eventual ocupante da vaga, se est%el, será
RE+ONDUBIDO ao cargo de origem, sem direito à indenização; A'ROVEITADO
em outro cargo (de natureza e vencimento compatíveis) ou 'OSTO EM
DIS'ONI)I*IDADE com remuneração proporcional ao tempo de serviço.
b= o car!o que ele ocupa%a foi EO7)*7-?
- EVTINTO o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o ser%idor est%el ficará
EM DIS'ONI)I*IDADE, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu
adequado A'ROVEITAMENTO em outro cargo.

F EVER+2+IO DE MANDATO E*ETIVO 
 Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de
mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:
I - tratando-se de mandato eleti%o federal, estadual ou distrital, CI+ARU
afastado de seu car!o, empre!o ou funçãoM
II - investido no mandato de Prefeito, SERU ACASTADO do car!o, empre!o ou
função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;
III - investido no mandato de 9ereador, havendo compatibilidade de horários,
perceber as %anta!ens de seu car!o, empre!o ou função, sem pre'uí6o
52
Resumão Direito Administrativo
da remuneração do car!o eleti%o, e, não havendo compatibilidade, será
aplicada a norma do in0iso anterior;
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo,
seu tempo de ser%iço ser contado para todos os efeitos le!ais, EV+ETO
para promoção por merecimento;
V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os %alores
serão determinados como se no e3ercício esti%esse.
9F A+ESSI)I*IDADE 
 os 0ar.osE em-re.os e <un1>es -/bli0as são a0ess;veis,
• aos brasileiros que -reen0ham os re4uisitos estabele0idos em lei,
• aos estran.eirosE na <orma da leiN
GF +ONDI&AES DE INJRESSO 
• a investidura em cargo ou emprego público de-ende de a-rova1ão -r6via
em +ON+URSO '()*I+O de -rovas ou de -rovas e t;tulos, na forma
prevista em lei, ressalvadas as nomea1>es -ara 0ar.o em 0omissão
declarado em lei de li%re nomeação e e3oneração;
• o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, -rorro.7vel
uma ve5E -or i.ual -er;odoN
<un1>es de 0on<ian1a  exercidas e30lusivamente por servidores
ocupantes de cargo efetivo;
0ar.os em 0omissão  a serem -reen0hidos -or servidores de
0arreira nos casos, condições e percentuais
mínimos previstos em lei,
• atribui1>es, de direção, chefia e assessoramento;
KF 'ORTADORES DE DECI+I\N+IAS 
• a lei reservar7 -er0entual dos cargos e empregos públicos para as pessoas
portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;
• não afasta a EVIJ\N+IA de 0on0urso -/bli0o.
53
Resumão Direito Administrativo
OF DIREITOS 
• I JARANTIDO ao servidor público civil o direito = livre asso0ia1ão sindi0al;
• o direito de .reve será e3er0ido nos termos e nos limites definidos em lei
es-e0;<i0aN
• aos servidores militares são -roibidas a sindi0ali5a1ão e a .reveN
TF SISTEMA REMUNERATDRIO 
Ven0imento ^ ven0imento#base = retribuição pelo exercício do cargo público;
Remunera1ão = Vencimento + vantagens pecuniárias (adicionais);
Subs;dio ^ espécie de remunera1ão que -ro;be o a0r6s0imo de qualquer
gratificação, adicionais, abonos, prêmios, verbas de representação ou
outra espécie remuneratória.
• O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de
Estado e os Secretários Estaduais e Municipais, Ministros do TCU,
membros do Ministério Público, integrantes da Advocacia Pública e
da Defensoria Pública e os servidores policiais: serão remunerados
e30lusivamente -or SU)S2DIO <i3ado em -ar0ela /ni0a%
• a REMUNERA&"O dos servidores públicos e os SU)S2DIOS somente
poderão ser fi3ados ou alterados por *EI ES'E+2CI+A, observada a
iniciativa privativa em cada caso, asse.urada revisão .eral anual, sempre
na mesma data e sem distin1ão de ;ndi0es;
• TETO REMUNERATDRIO , a remunera1ão e o subs;dio dos ocupantes
de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica
e fundacional, N"O 'ODER"O EV+EDER O SU)S2DIO MENSA*, em
espécie, dos Ministros do Su-remo Tribunal CederalN
• os VEN+IMENTOS dos cargos do 'oder *e.islativo e do 'oder
Judi0i7rio N"O 'ODER"O SER SU'ERIORES aos pagos pelo 'oder
E3e0utivoN
• I VEDADA,
• a VIN+U*A&"O (subordinação de um cargo a outro) ou EHUI'ARA&"O
(tratamento jurídico paralelo de cargos com funções desiguais) de
quaisquer esp5cies remunerat&rias para o e<eito de remunera1ão de
pessoal do serviço público;
54
Resumão Direito Administrativo
• ECEITO +AS+ATA - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor
público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de
acréscimos ulteriores;
• Irredutibilidade de ven0imentos e subs;dios 
• Observando-se: veda1ão do e<eito 0as0ata; o teto remunerat?rio
e o -rin0;-io da i.ualdade tribut7ria e in0id8n0ia do IR.
• A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão +onselho
de 'ol;ti0a de Administra1ão e Remunera1ão de 'essoal, integrado por
servidores designados pelos respectivos Poderes.
• A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do
sistema remuneratório observará:
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos
cargos componentes de cada carreira;
II - os requisitos para a investidura;
III - as peculiaridades dos cargos
[F 'ROI)I&"O DE A+UMU*A&"O DE +ARJOS 
 6 vedada a a0umula1ão remunerada de 0ar.os -/bli0os, exceto, quando houver
compatibilidade de horários, OU quando forem observados os requisitos do teto
remuneratório.
 Poderão acumular cargos (E30e1ão):
aF a de dois cargos de professor;
bF a de um cargo de professor com outro, técnico ou científico;
0F a de dois cargos privativos de médico;
• a -roibi1ão de a0umular estende-se a em-re.os e <un1>es e abrange
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas
subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público;
YF DIREITOS SO+IAIS DOS SERVIDORES O+U'ANTES DE +ARJOS '()*I+OS 
 sal7rio m;nimo, fixado em lei, 0om rea@ustes -eri?di0os que lhe preservem o poder
aquisitivo, sendo vedada sua vin0ula1ão para qualquer fim;
 d60imo ter0eiro sal7rio 0om base na remunera1ão inte.ral ou no valor da
a-osentadoriaN
 remunera1ão do trabalho noturno su-erior = do diurno;
 sal7rio#<am;lia -a.o em ra5ão do de-endente do trabalhador de bai3a N
55
Resumão Direito Administrativo
 dura1ão do trabalho normal não su-erior a oito horas di7rias e 4uarenta e 4uatro
semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante
acordo ou convenção coletiva de trabalho;
 re-ouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
 remunera1ão do servi1o e3traordin7rio su-erior, no mínimo, em 0in4Zenta -or
0ento = do normal;
 .o5o de <6rias anuais remuneradas com, pelo menos, um ter1o a mais do 4ue o
sal7rio normalN
 li0en1a = .estante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a dura1ão de 0ento
e vinte diasN
 li0en1a#-aternidade, nos termos fixados em lei;
 -rote1ão do mer0ado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos
termos da lei;
 redu1ão dos ris0os inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e
segurança;
 -roibi1ão de di<eren1a de sal7riosE de e3er0;0io de <un1>es e de 0rit6rio de
admissão -or motivo de se3oE idadeE 0or ou estado 0ivilN
Direitos So0iais su-rimidos -ela E+ nb $Y/Y[ 
 irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;
 adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas,
na forma da lei;
$!F A'OSENTADORIA 
 é o direito à inatividade remunerada.
 A EC nº 20/98 implantou a RECORMA 'REVIDEN+IURIA%
Titular de +ar.o E<etivo  SERVIDOR '()*I+O  Demais Servidores
+ Regime previdenciário + Regime geral da
dos servidores públicos observa o que couber Previdência Social;
+ Caráter contributivo;
Modalidades de A-osentadoria 
'or Invalide5 Inte.ral, acidente de serviço; moléstia profissional; doença grave,
contagiosa ou incurável;
'or Invalide5 'ro-or0ional, demais casos;
+om-uls?ria, aos T! anos; o valor da aposentadoria será proporcional
ao tempo de serviço;
Volunt7ria, requisitos mínimos? VS anos de efeti%o e3ercício no
ser%iço público e < anos no car!o em que se dar a
aposentadoriaM
56
Resumão Direito Administrativo
'roventos inte.rais
'roventos
'ro-or0ionais ao
tem-o de
0ontribui1ão
IDADE
Tem-o de
0ontribui1ão
IDADE
:OMEM
O! 9K OK
MU*:ER
KK 9! O!
• Professores de educação Ìnfantil, ensino fundamental e ensino médio, para efeito
de pedido de aposentadoria, devem reduzir em 5 anos os limites da tabela acima.
• é vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados, ressalvados os casos de
atividades sob condições que prejudiquem a saúde ou integridade física
'roventos da A-osentadoria,
1. totalidade da remunera1ão;
2. não -oderão e30eder a remunera1ão dos servidores ativos;
3. vedada a -er0e-1ão de mais de uma a-osentadoria estatut7ria, salvo as
decorrentes de 0ar.os a0umul7veis na atividade;
4. vedada a -er0e-1ão de a-osentadoria 0/ remunera1ão de 0ar.o, ressalvados os
0ar.os a0umul7veis, em 0omissão e eletivos, salvo anterior emenda, -or
0on0urso -/bli0oN
5. revisão na mesma data e na mesma -ro-or1ão (sempre que modificar a
remuneração dos servidores em atividade);
6. e3tensão de 4uais4uer vanta.ens ou bene<;0ios -osteriormente 0on0edidos,
inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo;
T% não -oderão e30eder o limite do teto remunerat?rioN
12) 'ENSAES 
 é o pagamento efetuado à família do servidor em virtude de seu falecimento.
• é igual ao valor dos proventos ou ao valor dos proventos a que teria direito o
servidor em atividade;
• revisão na mesma data e na mesma proporção (sempre que modificar a
remuneração dos servidores em atividade);
• extensão de quaisquer vantagens ou benefícios posteriormente concedidos,
inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo;
$9F RES'ONSA)I*IDADES DOS SERVIDORES '()*I+OS 
Im-robidade Administrativa, Os atos de im-robidade administrativa importarão a
sus-ensão dos direitos -ol;ti0os, a -erda da <un1ão
57
Resumão Direito Administrativo
-/bli0a, a indis-onibilidade dos bens e o ressar0imento
ao er7rio, na forma e gradação previstas em lei, SEM
PREJUÍZO DA AÇÃO PENAL CABÍVEL.
Il;0itos 4ue 0ausem -re@u;5o ao er7rio  A lei estabelecerá os -ra5os de -res0ri1ão
para ilícitos praticados por qualquer agente,
servidor ou não;
a1>es de ressar0imento, NÃO HÁ PRESCRÌÇÃO.3
RES'ONSA)I*IDADE O)JETIVA  As 'J Direito '/bli0o e 'rivado, prestadoras
de serviços públicos res-onderão -elos danos 4ue seus a.entes, NESSA QUALÌDADE,
0ausarem a ter0eiros ...
RES'ONSA)I*IDADE SU)JETIVA  assegurado o direito de regresso contra o
responsável nos 0asos de dolo ou 0ul-a%
$K% RES'ONSA)I*IDADE +IVI* DO ESTADO
+on0eito, A RES'ONSA)I*IDADE +IVI*, também dita EVTRA+ONTRATUAL, tem
como -ressu-osto o dano e se e3aure 0om a indeni5a1ão. Significa dizer
que sem dano não e3iste responsabilidade ci%il#
(E1P-*1A>).)DADE +)9).?
Res-onsabilidade Sub@etiva,  +-M +U.PA
Res-onsabilidade Ob@etiva,  1EM +U.PA
 as -essoas @ur;di0as de direito -/bli0o e as de direito -rivado -restadoras de
servi1os -/bli0os RES'ONDER"O 'E*OS DANOS HUE SEUS AJENTES, nessa
qualidade, 0ausarem a ter0eiros, assegurado o direito de re.resso 0ontra o
res-ons7vel nos 0asos de dolo ou 0ul-a%
Teorias E3-li0ativas
7eoria da +ulpa Administrati%a? leva em conta a falta de serviço, que compreende a
ine3ist8n0ia do servi1oE o mau <un0ionamento do
servi1o ou o seu retardamento, PARA QUE HAJA
res-onsabili5a1ão do Estado, exigindo da vítima a
efetiva comprovação da falta do serviço.
7eoria do (isco Administrati%o: é a adotada no direito brasileiro; por ela, exige-se
que a VÍTÌMA COMPROVE, tão somente:
• a e3ist8n0ia de um <ato administrativo;
• a e3ist8n0ia de dano;
• o ne3o 0ausal entre o fato administrativo e o
dano;
Obs%,
1) Para responsabilização do Estado, não h7 ar.Zi1ão de 0ul-a.
2) Para e3imir ou minorar sua res-onsabilidade, o ESTADO DEVERÁ PROVAR,
respectivamente, 4ue a 0ul-a 6 e30lusiva do lesado ou a 0ul-a 6 0on0orrente.
58
Resumão Direito Administrativo
7eoria do (isco )nte!ral? a teoria do risco integral é aquela 4ue não admite as
0ausas e30ludentes da res-onsabilidade do Estado, ou
seja, INDE'ENDE DA EVIST\N+IA DE +U*'A ou mesmo
de dolo do lesado%
DIREITO DE REJRESSO, existindo dolo ou culpa do agente, a Administração Pública
pode "cobrar¨ do agente as suas responsabilidades; a
responsabilidade é passada ao agente que cometeu o ato
infracional.
ATOS *EJIS*ATIVOS, Quando ocorrem efeitos concretos prejudiciais aos administrados,
advindo dos atos legislativos, admite-se a responsabilização do
Poder Público.
ATOS JUDI+IAIS,
1. o Estado indeni5ar7 o condenado por erro judiciário, assim 0omo o 4ue <i0ar -reso
al6m do tem-o <i3ado na senten1aN
2. Responderá por perdas e danos o juiz, quando:
Ì. no e3er0;0io de suas <un1>es, -ro0eder 0om dolo ou <raude;
ÌÌ. re0usarE omitir ou retardarE sem justo motivo, -rovid8n0ia 4ue
deva ordenar de o<;0ioE ou a re4uerimento da -arte.
$O% *I+ITA&"O
+ON+EITO, é o -ro0edimento administrativo, EXÌGÌDO POR LEÌ, para que o 'oder
'/bli0o -ossa 0om-rarE vender ou lo0ar bens ou, ainda, reali5ar obras e
ad4uirir servi1osE se.undo 0ondi1>es -reviamente esti-uladas, visando
selecionar a mel8or proposta, ou o mel8or candidato, conciliando os
recursos orçamentários existentes à promoção do interesse público. É um ato
administrativo Cormal (o procedimento administrativo da Licitação)
CINA*IDADES,
a) .arantir a observ]n0ia do -rin0;-io da isonomia # todos poderão
participar da licitação;
bF sele0ionar a -ro-osta mais vanta@osa -ara a administra1ãoN
0F mostrar a e<i0i8n0ia e a moralidade nos ne.?0ios administrativos%
'RIN+2'IOS A SEREM O)SERVADOS NA *I+ITA&"O,
*e.alidade, a!ir em conformidade com a .ei; impõe o administrador às prescrições
legais que regem o procedimento em todos os seus atos e fases;
Im-essoalidade, resguardar o interesse público, e%itar fa%oritismos e pri%il5!ios; todos
os licitantes de%em ser tratados i!ualmente, em termos de direitos e
obrigações.
Moralidade, pautarIse por uma conduta 8onesta, evitando conluios, acordos
escusos, etc. =em tudo ,ue é legal é moral !
'ubli0idade, os atos de%em ser amplamente di%ul!ados, para .arantir, inclusive, a
transpar"ncia da atuação administrati%a. Os atos licitatórios serão
públicos desde que resguardados o sigilo das propostas;
59
Resumão Direito Administrativo
Vin0ula1ão, adstritos ao permitido no instrumento con%ocat&rio da licitação, não
podendo mudar as regras depois de iniciado o procedimento;
Jul.amento, a decisão a ser tomada pela Administração DEVERÁ BASEAR-SE em
crit5rios concretos, claros e definidos no instrumento con%ocat&rioM
+om-etitividade, não podem haver re!ras que impeçam o acesso ao certame, de
interessadosM

ATEN&"O, os princípios acima enunciados são de ->1E(9X*+)A
->()/A7Y()A no procedimento licitat&rio# 1e um dos princípios
for afrontado, o procedimento licitat&rio ser *U.-#
O)JETO DA *I+ITA&"O, ressalvados os casos especificados na legislação, as
obrasE servi1osE 0om-ras e aliena1>es serão
0ontratados mediante -ro0esso de li0ita1ão -/bli0aE a
qual somente permitir as e3i!"ncias de qualificação
t5cnica e econLmica indispensáveis à garantia do
cumprimento das obrigações.
MODA*IDADE DA EVE+U&"O DOS SERVI&OS 
E3e0u1ão Direta # a que é feita pelos órgãos e entidades da Administração,
pelos próprios meios;
E3e0u1ão Indireta # a que o órgão ou entidade contrata com terceiros, sob
qualquer das seguintes modalidades:
a) em-reitada -or -re1o .lobal # quando se contrata a execução da obra
ou do serviço por -re1o 0erto e total;
b) em-reitada -or -re1o unit7rio # quando se contrata a execução da obra
ou do serviço por -re1o 0erto de
unidades determinadas;
c) tare<a # quando se ajusta mãoIdeIobra para pequenos trabal8os
por -re1o 0ertoE 0om ou sem <orne0imento de materiaisN
e) em-reitada inte.ral # quando se contrata um empreendimento em
sua inte!ralidade, compreendendo todas as
etapas das obras, serviços e instalações
necessárias, sob inteira res-onsabilidade da
0ontratada at6 a sua entre.a ao 0ontratante
em 0ondi1>es de entrada em o-era1ão;
REHUISITOS 'ARA *I+ITA&"O 
Obras, aF Existência de projeto básico;
bF Existência de orçamento detalhado;
0F Existência de Recursos Orçamentários;
dF Previsão no Plano Plurianual.
60
Resumão Direito Administrativo
• o descumprimento dos requisitos acima pode acarretar a NU*IDADE dos
atos (licitação e contrato) e a responsabilidade dos envolvidos; gera
IM'RO)IDADE ADMINISTRATIVAN
+om-ras, aF Caracterização do objeto (não pode haver a indicação da marca);
bF Existência de recursos orçamentários;
0F Condições de armazenamento compatíveis com a aquisição;
• o descumprimento dos requisitos acima acarreta a NU*IDADE dos atos
(licitação e contrato) e a res-onsabilidade administrativa e -enal de
4uem lhes deu 0ausa%
*I+ITANTE, quem se habilitou e participa do procedimento licitatório, atendendo ao
ato da convocação.
• NÃO PODEM SER *I+ITANTES:
• O autor do projeto, básico ou executivo;
• A empresa responsável pelo projeto básico ou executivo;
• Servidor, dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável
pela licitação;
• Os membros da Comissão de Licitação.
O)RIJATORIEDADE DE *I+ITAR, A licitação é uma EVIJ\N+IA +ONSTITU+IONA*
para toda a Administração Púbica Direta e Ìndireta.
 1u!ordinam-se ao regime desta lei, além dos órgãos da administração direta, os
fundos especiais, as autar,uias, as fundaç'es p!licas, as empresas p!licas, as
sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente
pela Dnião, #stados, 5istrito Federal e 0unicípios.
+OMISS"O DE *I+ITA&"O, PERMANENTE ou ESPECÌAL, criada pela Administração
com a função de receber, e3aminar e 'ul!ar todos os
documentos e procedimentos relati%os 2s licitaç4es e
ao cadastramento de licitantes#
ADJUDI+A&"O +OM'U*SDRIA, deve ser entendido no sentido de que, se a
Administração levar o procedimento a seu termo, a
ad'udicação somente pode ser feita ao %encedor;
não h7, portanto, um direito sub@etivo =
ad@udi0a1ão quando a Administração opta pela
revo.a1ão do -ro0edimento, porque a re%o!ação
moti%ada pode ocorrer em qualquer fase da
licitação, desde que 8a'a finalidade pública#
DIS'ENSA DE *I+ITA&"O, h7 -ossibilidade de 0om-eti1ão que justifique a
licitação, de modo que a lei faculta a dispensa; o
legislador decidiu não tornar o procedimento
obrigatório.
61
Resumão Direito Administrativo
• o0orre dis-ensa nos casos de situa1>es e30e-0ionais, pois a demora seria
incompatível com a urgência na celebração do contrato, contrariando o interesse público.
Pode também ocorrer por desinteresse dos particulares no ob'eto do contrato#
• os casos de Dis-ensa de *i0ita1ão são TAVATIVOS (não podem ser alterados).
• +ASOS DE DIS'ENSA DE *I+ITA&"O:
 a dispensa da licitação fica na competência discricionária da Administração
(*I+ITA&"O DIS'ENSUVE*):
Ì - para obras e serviços de engenharia de valor at6 $! c (dez por cento) do limite
-revisto na modalidade 0arta#0onvite (R$ 150.000,00),ou seja, at6 Rd
$K%!!!E!!;
ÌÌ - para outros serviços e compras de valor at6 $! c (dez por cento) do limite
-revisto na modalidade 0arta#0onvite (R$ 80.000,00), ou seja, até Rd
[%!!!E!!;
ÌÌÌ - nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem;
ÌV - nos 0asos de emer.8n0ia ou de 0alamidade -/bli0a, quando caracterizada
urgência de atendimento de situa1ão 4ue -ossa o0asionar -re@u;5o ou
0om-rometer a se.uran1a de -essoasE obrasE servi1osE -/bli0os ou
-arti0ulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação
emergencial ou calamitosa;
V - quando não e3istirem interessados 2 licitação anterior e esta,
justificadamente, não puder ser repetida sem pre'uí6o para a
Administração, mantidas, neste caso, todas as condições preestabelecidas. A
isto denomina-se *I+ITA&"O DESERTAN
VÌ - quando a União tiver que intervir no dom;nio e0onXmi0o para re.ular -re1os
ou normali5ar o abaste0imento;
VÌÌ - quando as -ro-ostas a-resentarem -re1os mani<estamente su-eriores ou
in0om-at;veis aos -rati0ados no mer0ado na0ional;
VÌÌÌ - para a a4uisi1ão ou restaura1ão de obras de arte e ob@etos hist?ri0osE de
autenti0idade 0erti<i0ada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades
do órgão ou entidade.
 existem casos de dispensa de licitação previstas na legislação (Lei 8666/93), e
que escapam da discricionariedade da Administração. (*I+ITA&"O
DIS'ENSADA):
Ì - 4uando im?veis, dependerá de autori5a1ão le.islativa para órgãos da
Administração direta e entidades autárquicas e fundacionais, e, -ara todos,
inclusive as entidades paraestatais, de-ender7 de avalia1ão -r6via e de
li0ita1ão na modalidade de 0on0orr8n0ia, DIS'ENSADA esta nos seguintes
casos:
a) dação em pagamento;
b) doação, permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da
Administração Pública;
c) permuta, por outro imóvel;
62
Resumão Direito Administrativo
ÌÌ - 4uando m?veis, dependerá de avalia1ão -r6via e de li0ita1ão,
DIS'ENSADA esta nos seguintes casos:
a) doação, permitida exclusivamente para fins e uso de interesse
social, após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-
econômica, relativamente à escolha de outra forma de alienação;
b) permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da
Administração Pública;
c) venda de ações, que poderão ser negociadas em bolsa,
observada a legislação específica;
d) venda de títulos, na forma da legislação pertinente;
e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou
entidades da Administração Pública, em virtude de suas
finalidades;
f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou
entidades da Administração Pública, sem utilização previsível por
quem deles dispõe.
• A D)1PE*1A DE9E(Z 1EMP(E 1E( M-7)9ADA JP()*+,P)- DA
M-7)9A[\-=#
INEVIJI)I*IDADE DE *I+ITA&"O: existe a impossibilidade 'urídica de competição
entre os contratantesM geralmente o0orre -ela
not?ria es-e0iali5a1ão de renomado -ro<issional
ou pela sin.ularidade do ob@eto, tornando o
certame inviável. O procedimento licitatório será
impossível de ser deflagrado.
• +ASOS DE INEVIJI)I*IDADE DE *I+ITA&"O
Ì - para aquisição de materiais, equipamentos; ou gêneros que só possam ser
fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo;
ÌÌ - para a contratação de serviços técnicos de natureza singular, com profissionais
ou empresas de notória especialização, vedada a ine3i.ibilidade -ara
servi1os de -ubli0idade e divul.a1ãoN
ÌÌÌ - para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou
através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica
especializada ou pela opinião pública.
• A )*EOE/)>).)DADE DE9E(Z 1EMP(E 1E( M-7)9ADA JP()*+,P)- DA
M-7)9A[\-=#
*I+ITA&"O CRA+ASSADA: Na licitação fracassada aparecem interessados, mas
nenhum é selecionado em de0orr8n0ia da
inabilita1ão ou des0lassi<i0a1ão% Na *i0ita1ão
Cra0assada a dispensa não 5 possí%el#
• os casos de INEVIJI)I*IDADE de *i0ita1ão N"O S"O TAVATIVOS (podem ser
alterados ou surgirem outros casos).
63
Resumão Direito Administrativo
SAN &AES 'ENAIS , O crime praticado no que diz respeito às Licitações é denominado
A1ão 'enal '/bli0a In0ondi0ionada, e cabe ao Ministério
Público promovê-la, sendo que é permitida, também, a qualquer
pessoa provocar a iniciativa do MP.
• a pena aplicada será DETEN&"O e MU*TA, em quantia fixada entre c a Kc do
valor do 0ontrato. As penas são cumulati%as#
• No caso da 0om-rova1ão de su-er<aturamento, devido à dispensa ou
inexigibilidade de licitação, RES'ONDEM SO*IDARIAMENTE pelo dano causado
à Fazenda Pública o <orne0edor ou o -restador de servi1os e o a.ente -/bli0o
res-ons7vel, sem prejuízo de outras sanções legais cabíveis
CASES DA *I+ITA&"O 
Case Interna, inicia-se na repartição interessada, com a abertura do processo
em que a autoridade determina sua realização. É definido o objeto
e indicado os recursos hábeis para a despesa.
Case E3terna: desenvolve-se através de: audi"ncia públicaM edital ou cartaI
con%iteM recebimento da documentação e propostasM
8abilitaçãoM 'ul!amento das propostasM ad'udicação e
8omolo!ação.
'RO+EDIMENTO DA *I+ITA&"O O procedimento será iniciado com a abertura de
processo administrativo, devidamente autuado,
protocolado e numerado, contendo a autorização
respectiva, a indicação sucinta de seu objeto e do
recurso próprio para a despesa, e ao qual serão
juntados oportunamente:
Edital: é o instrumento pelo qual a Administração leva ao 0onhe0imento do -/bli0o a
abertura da concorrência, tomada de preços, concurso ou leilão, di%ul!ando
as re!ras a serem aplicadas em determinado procedimento de licitação;
• É a lei interna da *i0ita1ão.
• *ão 5 utili6ado na modalidade cartaIcon%ite
• o que se publica não é o edital e seus anexos, mas tão somente o seu
resumo, chamado de aviso.
 Hual4uer 0idadão 6 -arte le.;tima -ara im-u.nar edital de li0ita1ão
por irre.ularidade na a-li0a1ão desta lei, devendo protocolar o pedido
até 5 (cinco) dias úteis antes da data fixada para a abertura dos
envelopes de habilitação, devendo a Administração julgar e responder à
impugnação em até 3 (três) dias úteis.
:abilita1ão: é a fase do procedimento em que a Administra1ão veri<i0a a a-tidão do
0andidato -ara <utura 0ontrata1ão% Na 0arta#0onviteE leilão e 0on0urso,
NÃO EXÌSTE A HABÌLÌTAÇÃO.
64
Resumão Direito Administrativo
• nesta fase são eliminados os proponentes que não atenderem aos termos
e condições do edital.
• Os habilitados são confirmados e os demais são alijados.
• Contra o ato de habilitação cabe recurso hierárquico (paralisa o
processo);
• É iniciada a aptidão, onde são examinados os documentos;
• Aten1ão ,
• O li0itante inabilitado não poderá participar dos atos subseqüentes;
• Ultra-assada a <ase de habilita1ão dos concorrentes e abertas as
propostas, não 0abe des0lassi<i07#los -or motivo rela0ionado
0om a habilita1ãoE salvo em razão de fatos supervenientes ou só
conhecidos após o julgamento;
• A-?s a <ase de habilita1ão, NÃO CABE DESÌSTÊNCÌA DE
PROPOSTA, salvo motivo justo decorrente de fato superveniente e
aceito pela Comissão.
Jul.amento: em local e dia designados, são abertos os envelopes dos proponentes
habilitados, ou seja, o envelope com as propostas. No julgamento das
propostas, a 0omissão levar7 em 0onsidera1ão OS CRÌTÉRÌOS
OBJETÌVOS de<inidos no edital ou 0onvite, os quais não devem
contrariar as normas e princípios estabelecidos pela lei.
Des0lassi<i0a1ão de 'ro-ostas: as que não atendam às exigências do ato
convocatório da licitação e as com valor global
superior ao limite estabelecido ou com preços
manifestamente inexeqüíveis.
*i0ita1ão Cra0assada  TODOS os li0itantes inabilitados ou
TODAS as -ro-ostas des0lassi<i0adas.
• Não se admitirá proposta que apresente preços global ou unitários simbólicos,
irrisórios ou de valor zero, incompatíveis com os preços dos insumos e salários de
mercado, acrescidos dos respectivos encargos, ainda que o ato convocatório da
licitação não tenha estabelecido limites mínimos.
• Ti-os de *i0ita1ão para obras, serviços e compras, exceto nas modalidades de
0on0urso e leilão:
Ì - a de menor preço ÷ (mais utilizada);
ÌÌ - a de melhor técnica;
ÌÌÌ - a de técnica e preço.
:omolo.a1ão, é o ato de controle da autoridade competente sobre o processo de
licitação, ou seja, e4Zivale = a-rova1ão do -ro0edimento.
65
Resumão Direito Administrativo
Ad@udi0a1ão: significa que a Administração confere ao licitante a qualidade de vencedor
do certame e o de titular da preferência para celebração do futuro contrato.
Da Adjudicação surtem os seguintes efeitos:
a) direito de contratar;
b) impedimento do licitante em contratar com terceiros;
c) liberação dos demais proponentes;
d) direito dos demais proponentes à retirada dos documentos
apresentados;
e) vinculação do adjudicatário aos encargos, termos e condições fixados
no edital.
MODA*IDADES DE *I+ITA&"O,

$% +ON+ORR\N+IA
% TOMADA DE 'RE&OS
9% +ONVITE
G% +ON+URSO
K% *EI*"O.
O% 'REJ"O%

$% +ON+ORR\N+IA, Modalidade de licitação entre 4uais4uer interessados que, na
fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os
requisitos mínimos exigidos no edital para execução de seu objeto.
I e3i.ida 0on0orr8n0ia , modalidade adequada para contratações de grande valor.
1. Para obras e servi1os de en.enharia a0ima de Rd $%K!!%!!!E!!;
2. Para 0om-ras e servi1os a0ima de Rd OK!%!!!E!!.
3. Hual4uer 4ue se@a o valor do seu objeto, na 0om-ra ou aliena1ão de bens
im?veisE nas 0on0ess>es de direito real de uso e nas li0ita1>es
interna0ionais%

'ubli0idade am-la, prazo de 30 dias corridos, no mínimo, antes da data de
encerramento da entrega dos envelopes;
% TOMADA DE 'RE&OS, Modalidade de licitação entre interessados devidamente
0adastrados ou 4ue atenderem a todas 0ondi1>es
e3i.idas -ara o 0adastramento até o 3º dia anterior à
data do recebimento das propostas.
I E3i.ida Tomada de 're1os, modalidade adequada para contratações de vulto médio.
1. Para obras e servi1os de en.enharia P at6 Rd $%K!!%!!!E!!;
2. Para 0om-ras e servi1os at6 Rd OK!%!!!E!!.
66
Resumão Direito Administrativo
3. Pode-se adotar Tomada de Preços nas Licitações internacionais, se a
Administração possuir cadastro internacional.
'ubli0idade am-la, prazo de 30 dias corridos, no mínimo, antes da data de
encerramento da entrega dos envelopes;
9% +ARTA # +ONVITE, É a modalidade de licitação entre interessados do ramo
-ertinente ao seu ob@etoE 0adastrados ou nãoE es0olhidos e
0onvidados em n/mero m;nimo de tr8s -ela unidade
administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do
instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados
na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse
com antecedência de até 24 horas da apresentação das
propostas.
I e3i.ida +arta # +onvite,
1. Para obras e servi1os de en.enharia P at6 Rd $K!%!!!E!!%
2. Para 0om-ras e servi1os P at6 Rd [!%!!!E!!%

• nos casos em que couber 0arta#0onvite, a Administração poderá utilizar a
Tomada de 're1os e, em qualquer caso, a +on0orr8n0ia%
'ubli0idade, feita diretamente aos convidados; a publicidade ampla é facultativa.
Prazo de 5 dias úteis, no mínimo, antes da data de encerramento da
entrega dos envelopes;
G% +ON+URSO, É a modalidade de licitação entre 4uais4uer interessados -ara
es0olha de trabalho t60ni0oE 0ient;<i0o ou art;sti0oE MEDÌANTE a
institui1ão de -r8mios ou remunera1ão aos ven0edores.

'ubli0idade am-la, Prazo de 45 dias corridos, no mínimo, entre a publicação do Edital
e antes da data de encerramento da entrega dos envelopes;
K% *EI*"O, É a modalidade de licitação entre 4uais4uer interessados -ara a
venda de bens m?veis inserv;veis -ara a Administração ou de
-rodutos le.almente a-reendidos. O leilão também pode ser utilizado
para a alienação de bens imóveis, cuja aquisição haja derivado de
procedimentos judiciais ou de dação em pagamento. É considerado
vencedor do leilão aquele que oferecer o maior lance, igual ou superior
ao valor da avaliação.
• permite a participação de qualquer interessado;
• não há exigência de habilitação;
'ubli0idade am-la, Prazo de 15 dias corridos antes da data da realização do leilão.
O% 'REJ"O, é a modalidade de licitação -ara a a4uisi1ão de bens e servi1os
0omunsE promovida EV+*USIVAMENTE NO aM)ITO DA UNI"O,
67
Resumão Direito Administrativo
qualquer que seja o valor estimado da contratação, em que a disputa
pelo fornecimento é feita por meio de propostas e lances em sessão
pública.

ANU*A&"O E REVOJA&"O,
 A autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá
REVOJAR a li0ita1ão por RABAES DE INTERESSE '()*I+O de0orrente de <ato
su-erveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal
conduta;
 A autoridade competente somente poderá ANU*U#*A por I*EJA*IDADE, de ofício
ou por provocação de terceiros, mediante -are0er es0rito e devidamente
<undamentado%
• A ANU*A&"O do -ro0edimento li0itat?rio por motivo de ile.alidade não gera
obri.a1ão de indeni5ar;
Anula1ão – Pressupõe a ÌLEGALÌDADE no procedimento.
Revo.a1ão – Fundamenta-se em CONVENÌÊNCÌA E OPORTUNÌDADE. O seu
fundamento deve ser posterior à abertura da licitação.
$T% )ENS E DOM2NIO '()*I+O
+on0eito  São todos os bens que pertencem às pessoas jurídicas de Direito Público, isto
é, União, Estados, Distrito Federal, Municípios, Autarquias e Fundações Públicas. O
Domínio Público em sentido amplo é o poder de dominação ou de regulamentação que o
Estado exerce sobre os bens do seu patrimônio (bens -/bli0os), ou sobre os bens do
patrimônio privado (bens -arti0ulares de interesse -/bli0o), ou sobre as coisas
inapropriáveis individualmente, mas de fruição geral da coletividade (res nullius).
+lassi<i0a1ão  os bens públicos podem ser federais, estaduais ou municipais, conforme a
entidade política a que pertençam ou o serviço autárquico, fundacional ou paraestatal a que
se vinculem.
FEDERAÌS ÷ são bens da União:
• os que atualmente lhe pertencem e os que vierem a ser atribuídos;
• as terras devolutas;
• os lagos, rios e correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem
mais de um Estado ou sirvam de limites com outros países, bem como os terrenos
marginais e as praias fluviais;
• as ilhas fluviais; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e costeiras;
• os recursos naturais da plataforma continental;
• o mar territorial e os terrenos de marinha e seus acrescidos;
• os potenciais de energia hidráulica e os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
• as cavernas e sítios arqueológicos;
68
Resumão Direito Administrativo
ESTADUAÌS ÷ incluem-se entre os bens dos Estados:
• as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito,
ressalvadas as decorrentes de obras da União;
• as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem em seu domínio;
• as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União;
• as terras devolutas não compreendidas entre as da União;
MUNÌCÌPAÌS ÷
• os que atualmente lhe pertencem e os que vierem a ser atribuídos;
• ruas, praças e áreas dominiais;
Obs%, Todos os bens públicos são bens nacionais, por integrantes do patrimônio da Nação,
na sua unicidade estatal, mas, embora politicamente componham o acervo nacional, civil e
administrativamente pertencem a cada uma das entidades públicas que os adquiriram.
+ate.orias  Segundo a destinação, o Código Civil reparte os bens públicos em três
categorias:
• I P )ens de uso 0omum do -ovo ou de Dom;nio '/bli0o são os que se
destinam à utilização geral pela coletividade. #x.$ mares, rios, estradas, ruas e
praças&
• II P )ens de uso es-e0ial ou do 'atrimXnio Administrativo Indis-on;vel  São
os que se destinam à execução dos serviços administrativos e serviços públicos
em geral. #x.$ um prédio em ,ue este4a instalado um +ospital p!lico ou sirva de
sede para determinado órgão p!lico& os veículos da administração&
• III P )ens domini0ais ou do 'atrimXnio Dis-on;vel  São os bens que embora
constituam o patrimônio público, não possuem uma destinação pública
determinada ou um fim administrativo específico. #x.$ as terras sem destinação
p!lica específica 6terras devolutas7, os prédios p!licos desativados e os móveis
inservíveis.
A<eta1ão  Diz-se que um bem está afetado quando está sendo utilizado para um fim
público determinado, seja diretamente pelo Estado, seja pelo uso de particulares em geral. É
a atribuição a um bem público de sua destinação específica. Pode ocorrer de modo explícito
(Lei) ou de modo implícito (não determinado em Lei). #x.$ os !ens de uso comum o os !ens
de uso especial são )#=1 .F#-.5/1, pois t2m em comum o fato de estarem destinados a
serviços específicos.
• /s )ens 5ominicais são desafetados
Desa<eta1ão  É a mudança da forma de destinação do Bem. Em regra, a desafetação
visa a incluir bens de uso comum ou do povo ou bens de uso especial na categoria de bens
dominicais. É feita com a autorização legislativa, através de Lei Específica. Um dos
propósitos para realizar a Desafetação é a possibilidade de alienação, através de
concorrência pública ou licitação.
• Para ser alienado, o bem não poderá estar afetado a um fim público;
Cormas de Utili5a1ão dos )ens '/bli0os -/ 'arti0ulares
Autori5a1ão de uso  é o ato unilateral, discricionário e precário pelo qual a Administração
consente na prática de determinada atividade individual incidente sobre um bem público. Não
tem forma nem requisitos especiais para sua efetivação, pois visa apenas a atividades
transitórias e irrelevantes para o Poder Público. #x.$ autorizaç'es para a ocupação de
terrenos !aldios, para a retirada de "gua em fontes não a!ertas ao uso comum do povo.
69
Resumão Direito Administrativo
• Tais autorizações não geram privilégios contra a Administração ainda que
remuneradas e fruídas por muito tempo, e, por isso mesmo, dispensam lei
autorizativa e licitação para seu deferimento.
'ermissão de uso  é o ato negocial (com ou sem condições, gratuito ou oneroso, por
tempo certo ou determinado), unilateral, discricionário e precário através do qual a
Administração faculta ao particular a utilização individual de determinado bem público. Esta
permissão é sempre modificável e revogável unilateralmente pela Administração, quando o
interesse público o exigir. #x.$ !ancas de 4ornais, os vesti"rios em praias, etc.
• A revogação faz-se, em geral, sem indenização, salvo se em contrário se dispuser,
pois a regra é a revogabilidade sem ônus para a Administração.
• O ato da revogação deve ser idêntico ao do deferimento da permissão e atender às
condições nele previstas.
• Qualquer bem público admite permissão de uso especial a particular, desde que a
utilização seja também de interesse da coletividade que irá fruir certas vantagens
desse uso, que se assemelha a um serviço de utilidade pública;
• Se não houver interesse para a comunidade, mas tão-somente para o particular, o
uso especial não deve ser permitido nem concedido, mas simplesmente
autorizado, em caráter precaríssimo.
+essão de uso  é a transferência gratuita da posse de um bem público de uma entidade
ou órgão para outro, a fim de que o cessionário o utilize nas condições estabelecidas no
respectivo termo, por tempo certo ou indeterminado. É ato de colaboração entre repartições
públicas, em que aquela que tem bens desnecessários aos seus serviços cede o uso a outra
que deles está precisando.
• A cessão de uso entre órgãos da mesma entidade não exige autorização legislativa
• Quando, porém, a cessão é para outra entidade, necessário se torna autorização
legal;
• Em qualquer hipótese, a cessão de uso é ato de administração interna que não
opera a transferência da propriedade e, por isso, dispensa registros externos.
+on0essão de uso  é o contrato administrativo pelo qual o poder Público atribui a
utilização exclusiva de um bem de seu domínio a particular, para que o explore segundo sua
destinação específica. A concessão pode ser remunerada ou gratuita, por tempo certo ou
indeterminado, mas deverá ser sempre precedida de autorização legal e, normalmente, de
concorrência para o contrato. #x.$ concessão de uso remunerado de um +otel municipal, de
"reas em mercado ou de locais para !ares e restaurantes em edifícios ou logradouros
p!licos.
• Sua outorga não é nem discricionária nem precária, pois obedece a normas
regulamentares e tem a estabilidade relativa dos contratos administrativos,
gerando direitos individuais e subjetivos para o concessionário;
• Tal contrato confere ao titular da concessão de uso um direito pessoal de uso
especial sobre o bem público, privativo e intransferível sem prévio consentimento
da Administração, pois é realizado intuitu personae, embora admita fins
lucrativos.
• -bs# ? O que caracteriza a concessão de uso e a distingue dos demais institutos
assemelhados ÷ autorização e permissão de uso ÷ é o caráter contratual e estável
da outorga do uso do bem público ao particular, para que o utilize com
exclusividade e nas condições convencionadas com a Administração.
+on0essão de direito real de uso  é o contrato pelo qual a Administração transfere o uso
remunerado ou gratuito de terreno público a particular, como direito real resolúvel, para que
70
Resumão Direito Administrativo
dele se utilize em fins específicos de urbanização, industrialização, edificação, cultivo ou
qualquer outra exploração de interesse social. #x.$ mini-distritos industriais&
• é transferível por ato inter vivos ou por sucessão legítima ou testamentária, a título
gratuito ou remunerado, como os demais direitos reais sobre coisas alheias, com a
diferença de que o imóvel reverterá à Administração concedente se o
concessionário ou seus sucessores não lhe derem o uso prometido ou o desviarem
de sua finalidade contratual.
• A concessão de direito real de uso pode ser outorgada por escritura pública ou
termo administrativo,
• Desde a inscrição o concessionário fruirá plenamente o terreno para os fins
estabelecidos no contrato e responderá por todos os encargos civis,
administrativos e tributários que venham a incidir sobre o imóvel e suas rendas.
En<iteuse ou a<oramento  é o instituto civil que permite ao proprietário atribuir a outrem o
domínio útil de imóvel, pagando a pessoa que o adquire (en<iteuta) ao senhorio direto uma
pensão ou foro, anual, certo e invariável. Consiste, pois, na transferência do domínio útil de
imóvel público a posse, uso e gozo perpétuos da pessoa que irá utilizá-lo daí por diante.
• Em linguagem técnica, aforamento ou enfiteuse é o direito real de posse, uso e
gozo pleno da coisa alheia que o titular (foreiro ou enfiteuta) pode alienar e
transmitir hereditariamente, porém, com a obrigação de pagar perpetuamente uma
pensão anual (foro) ao senhorio direto.
• Dom;nio /til consiste no direito de usufruir o imóvel do modo mais completo
possível e de transmiti-lo a outrem, por ato entre vivos ou por testamento.
• Dom;nio direto, também chamado domínio eminente, é o direito à substância
mesma do imóvel, sem as suas utilidades.
• CoroE 0]non ou -ensão é a contribuição anual e fixa que o foreiro ou enfiteuta
paga ao senhorio direto, em caráter perpétuo, para o exercício de seus direitos
sobre o domínio útil do imóvel.
*aud8mio  é a importância que o foreiro ou enfiteuta paga ao senhorio direto quando ele,
senhorio, renuncia seu direito de reaver esse domínio útil, nas mesmas condições em que o
terceiro o adquire.
+ara0ter;sti0as dos )ens '/bli0os 
Inalienabilidade  é característica original do bem público que restringe de forma efetiva a
possibilidade de sua alienação. Esta característica não se apresenta de modo absoluto, ou
seja, pode ser mudada atraáves de lei.
Im-res0ritibilidade  decorre como conseqüência lógica de sua inalienabilidade originária.
E é fácil demonstrar a assertiva: se os bens públicos são originariamente inalienáveis, segue-
se que ninguém os pode adquirir enquanto guardarem essa condição. Daí não ser possível a
invocação de usucapião sobre eles.
Im-enhorabilidade  os bens públicos não estão sujeitos a serem utilizados para
satisfação do credor na hipótese de não-cumprimento da obrigação por parte do Poder
Público. Decorre de preceito constitucional que dispõe sobre a forma pela qual serão
executadas as sentenças judiciárias contra a Fazenda Pública, sem permitir a -enhora de
seus bens. Admite, entretanto, o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito,
desde que ocorram certas condições processuais  através de -re0at?rio
Não#onera1ão  É a impossibilidade dos bens públicos serem gravados com direito real de
garantia em favor de terceiros. Os bens públicos não podem ser objeto de :i-ote0a.
71
Resumão Direito Administrativo
“1& aquele que pode alienar poder 8ipotecar ou empen8ar# 1& as coisas que se
podem alienar poderão ser dadas em pen8or ou 8ipoteca$ J++, art# ]<C=#

#CIM#
72