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CONSIDERAÇÕES AO PROVIMENTO 027/03-CGJ/RS Foi publicado, no Diário da Justiça de 25 de setembro de 2003, o Provimento nº 027/03, de !

de setembro de 2003, da "orre#edoria$%eral da Justiça do &stado do 'io %rande do (ul, aos e)eitos de re#ulamentar a convers*o da uni*o estável em casamento+ ,ecessário -ue se )açam al#umas consideraç.es -uanto aos seus aspectos le#ais+ &m primeiro lu#ar, o Provimento contraria o princ/pio constitucional de -ue a lei deve )acilitar a convers*o da uni*o estável em casamento+ &m se#undo, 0 de se -uestionar a le#alidade no procedimento da convers*o sem 1abilitaç*o pr0via, e, terceiro, especialmente com dispensa de publicaç*o dos proclamas+ Por )im, devem ser analisadas as disposiç.es -uanto ao estabelecimento de re#ime de bens independentemente de lavratura de escritura p2blica de pacto antenupcial, -uando o re#ime )or diverso do le#al+ PRIMEIRO $ 3 arti#o 224, 5 3º $ "F, disp.e6 7Para e)eito da proteç*o do &stado, 0 recon1ecida a uni*o estável entre o 1omem e a mul1er como entidade )amiliar, devendo a lei facilitar !a c"#$%r &" %' ca a'%#t"8+ 9#ri)ei: "abe -ue se per#unte6 re-uerer a convers*o da uni*o estável em casamento, por pedido ao ;ui<, -uando deveria ser diri#ido ao re#istrador civil, si#ni)ica )acilitar= 3s re-uerentes )ar*o o pedido atrav0s de advo#ado, ou poder*o postular, sem representaç*o, diretamente ao ;ui<= >avendo necessidade de contrataç*o de pro)issional 1abilitado, a -uem caberá o pa#amento de 1onorários, sen*o aos re-uerentes= 3 ;ui< desi#nará audi?ncia para -ual data, sendo sabido da sobrecar#a de sua a#enda= 3 #rande complicador, por0m, 0 a má redaç*o do c@di#o civil, contrariando le#islaç*o espec/)ica, sem revo#á$la, a #erar interpretaç.es as mais diversas+ Disp.e o "@di#o6 7Art+ +724 B A uni*o estável poderá converter$se em casamento, mediante pedido dos compan1eiros ao ;ui<, -ue desi#nará audi?ncia para ouvir os re-uerentes e duas testemun1as, n*o impedidas ou suspeitas8+ Fiel a essa redaç*o, o Provimento estabelece alteraç*o para a "onsolidaç*o ,ormativa Judicial, ao acrescentar$l1e o arti#o se#uinte6 7Art+ +004A B A trans)ormaç*o da uni*o estável em casamento será procedida mediante pedido ao ;ui<, -ue desi#nará audi?ncia para ouvir os re-uerentes e duas testemun1as B n*o impedidas ou suspeitas8+ Ceri)ica$se, com pe-uenas variaç.es, o mesmo teDto+

e at0 por analo#ia a esse entendimento. em princ/pio. H mar#em do assento ori#inal de nascimento. GGG $ "@di#o "ivil. pois. -uando disp.NDO B DG(P&.o livro dedicado H )am/lia. como previsto no c@di#o civil+ SEG. veri)icando$se ainda -ue dispensa. por0m. pelo novo c@di#o. por parte da pr@pria "orre#edoria$%eral de Justiça. o -ual determina se. ("r r%)!%ri'%#t" a" Oficial *" R%+i tr" Ci$il8+ 9#ri)ei: Ce. contrariando . lavrando$se novo assento+ Assim sendo. vol+ 4. ao dispor6 73s conviventes poder*o a -ual-uer tempo re-uerer a convers*o da uni*o estável em casamento. 2I ediç*o. resolvesse essas -uest. e n*o ao .o 'io %rande do (ul se )irmou entendimento. -ue cancelar$se$á o re#istro anti#o. de -ue prevalece a lei especial em relaç*o H lei ordinária. em ra<*o do con)lito #erado pelo arti#o 0. deve tamb0m prevalecer o estabelecido em lei especial -uanto H convers*o da uni*o estável em casamento.urisprudencial+++8 9Direito "ivil. )ica dispensando o processo de 1abilitaç*o matrimonial+ N ao menos o -ue se eDtrai do eDame per)unct@rio do teDto.e o &statuto da "riança e do Adolescente B &"A. -ue trata da convers*o da uni*o estável em casamento. o le#islador n*o revo#ou eDpressamente os diplomas anteriores+ . contradiç*o com as disposiç. )iel ao teDto do c@di#o civil. inclusive. o mandado de adoç*o.o entanto+++. a citada lei especial+ & a mel1or 1ermen?utica leva a concluir -ue n*o+ Para (/lvio de (alvo Cenosa 7a re#ra básica de 1ermen?utica do 5 º do art+ 2º da Fei de Gntroduç*o ao "@di#o "ivil aponta -ue a lei posterior derro#a a anterior -uando assim )or eDpressamente declarado. ao disciplinar a uni*o estável. e em sendo assim. ao meu ver correto. estabelecendo re-uerimento ao . o re-uerimento deverá diri#ido ao re#istrador das pessoas naturais. derro#a as leis anteriores sobre a mat0ria+ .a averbado.(A D& >AJGFGKALM3 Pelos termos do Provimento.3corre a/.ui< de direito. a publicaç*o dos editais de proclamas. lei especial estabelecendo -ue 0 ao 3)icial do 'e#istro "ivil -ue deve ser diri#ido o pedido de convers*o+ De outro lado. a uni*o estável 0 re#ulada em poucos dispositivos 9art+ +723 a +727:+++8+ & conclui6 7&ssas disposiç. o provimento editado pela "%J/'(. por )orça do art+ Eº da Fei nº !+27E/!4. 2002:+ .es.a$se o con)lito6 de um lado. ed+ Atlas.es lon#e est*o de estarem isentas de d2vidas e re-uerer*o intenso trabal1o interpretativo e .es contidas no art+ Eº da Fei !+27E/!4. -uando se.a com ela incompat/vel ou -uando re#ule inteiramente a mat0ria da lei anterior8+ "ontinua6 7&ra de a#uardar -ue o "@di#o "ivil de 2002.ui<+ 'esta ent*o saber se restou revo#ada. a partir de decis*o monocrática -ue levou mais adiante a normati<aç*o.

-uando estipula. com uma 2nica eDceç*o6 por motivo de ur#?ncia 9pará#ra)o 2nico do art+ +527 B "":+ Ouanto a isso. ve.ovo "@di#o "ivil "omentado. e ap@s a audi?ncia do Rinist0rio P2blico.a$se o comentário ao citado dispositivo 9 in . sendo este. a 1aver entendimento de -ue o . ou se. ao estabelecer -ue o pedido de convers*o da uni*o estável em casamento deve ser diri#ido ao juiz= .ui<.ui< de pa<+ Fo#o. re)ere$se simplesmente a juiz. -uando deveria re)erir$se ao registrador= &)etivamente.ui< a atuar nos processos de 1abilitaç*o matrimonial n*o 0 o . perante o juiz. mas o .ui< de pa<. e n*o ao re#istrador civil= . a-ui. 2003:6 7&m caso de ur#?ncia poderá a autoridade competente dispensar a publicaç*o do edital+ A avaliaç*o dos motivos de ur#?ncia )icará a car#o da a!t"ri*a*% c%l%-ra#t% *" ca a'%#t".usta dene#aç*o de consentimento dos pais 0 o .. pois o c@di#o. a sua vontade de estabelecer v/nculo matrimonial. ou o o)icial de re#istro.ui< de direito. ed+ (araiva.*o seria da/. e n*o a autoridade celebrante 9.ui< de direito+ &nt*o 0 pass/vel de 1aver con)us*o. pode ser suprida pelo juiz+ Assim como o arti#o +5 P n*o deiDa d2vida de -ue o juiz competente para celebrar casamentos 0 o . o c@di#o leva a interpretaç*o d2bia. ora para desi#nar uma autoridade. a autoridade a -ue se re)ere o c@di#o. 0 a-uele a -uem compete com eDclusividade celebrar casamentos. -uando in.ui< de pa<. será 1omolo#ada pelo . aliás. dispondo -ue se o . o )a< de )orma a n*o esclarecer qual juiz+ Pelo arti#o +5 P o casamento se reali<a no momento em -ue o 1omem e a mul1er mani)estam.a.e -ue a dene#aç*o do consentimento pelos pais. pará#ra)o 2nico. -ue imp. "oordenaç*o de 'icardo Fi2<a..o c@di#o civil./ 9#ri)ei:+ Particularmente atrevo$me a discordar dessa interpretaç*o+ Ken1o como autoridade competente.*o estaria o c@di#o se re)erindo. para a 1ip@tese de dispensa de pra<o e publicaç*o. o . posto -ue -uando se re)ere a juiz.*o poderia ser ao juízo de casamentos= Já o arti#o +5 ! do "@di#o "ivil disp. -uem sabe. e n*o a-uele. n*o -uererá re)erir$se a esse juiz o arti#o +724 do "@di#o "ivil. ao prever -ue o pedido deverá ser diri#ido ao juiz.usta.ui<8+ . será obri#ado a declará$lo+ A qual juiz se re)ere= 3 arti#o +524 re<a -ue 7a 1abilitaç*o será )eita perante o o)icial do 'e#istro "ivil.ui<+ . o arti#o +5 ! tamb0m n*o pode deiDar d2vidas6 o juiz competente para suprir a in. tiver con1ecimento da eDist?ncia de al#um impedimento.e obri#atoriedade de publicaç*o. ao juiz de paz. ao tratar do casamento.ui< de direito. a teor da disposiç*o contida no arti#o !E. GG B "F. ora para outra+ Kamb0m pode ocorrer d2vida na interpretaç*o do arti#o +522. na parte )inal do arti#o +524 -ue a 1abilitaç*o será 1omolo#ada pelo . o . a con)us*o )eita -uanto ao pedido de convers*o da uni*o estável em casamento.ovamente a per#unta6 qual juiz= .ui< de pa<:+ Percebe$se a verdadeira torre de babel -ue se cria em torno dos assuntos relacionados ao re#istro civil+ Kanto. ainda -ue e-uivocadamente. e o juiz os declara casados+ Qbvio -ue o juiz.

ao tratar do casamento nuncupativo. para estabelecer -ual o camin1o le#al. )erindo dispositivo constitucional+ Gmportante )risar. dispSs -ue 7+++ su. de 05 de a#osto de !!4. a #erar taman1a celeuma e a pre. dispondo -ue 7a convers*o da uni*o estável em casamento deverá ser re-uerida pelos conviventes ao 3)icial do 'e#istro "ivil das Pessoas . 1avendo ur#?ncia. -ue a lei facilite o casamento. na )orma estabelecida pelo c@di#o civil+ A -uest*o da convers*o da uni*o estável em casamento )oi. na )orma e se#undo os preceitos da lei civil8+ Destaco6 #a f"r'a % %+!#*" " (r%c%it" *a l%i ci$il + 3bviamente.*o 1á necessidade de mudar o -ue está certo+ Ceri)ica$se ent*o um tipo de procedimento. dispensá$la+ A inda#aç*o 0 -uanto a -uem se. em (*o Paulo.ovo "@di#o "ivil "omentado 9coordenaç*o de 'icardo Fi2<a:. re#ulada pela "orre#edoria$%eral da Justiça do &stado de (*o Paulo.á se mani)estou.á no ano de !!4.Aliás. -uanto a isso tamb0m a "orre#edoria$%eral de Justiça . -ue trata da dispensa da publicaç*o dos editais de proclamas. por-ue n*o 0 conveniente o con)lito de interpretaç*o ou de aplicabilidade da norma. por sua pertin?ncia ao tema.ui< de direito+ 'e)ere$se ainda o c@di#o.o pará#ra)o 2nico do arti#o +527.udicar. -uando a lei 0 a mesma para todo o pa/s+ .ui< de pa<. para a "%J/'(. re#ulou a mat0ria atrav0s do Provimento nº 0/!4.urisprud?ncia. 0 o . devendo constar dos editais -ue se trata de convers*o de uni*o estável em casamento8+ Ouanto ao re#ime de bens a partir da convers*o. a in)elicidade na redaç*o do c@di#o. portanto. -ue a "orre#edoria$%eral de Justiça do &stado de (*o Paulo. com bastante anteced?ncia. e com )ulcro na Fei nº !+27E/!4.ui< de direito+ . e outro no 'io %rande do (ul+ Parece -ue será preciso )irmar$se . acredito. para adoç*o de re#ime diverso da comun1*o parcial ou separaç*o le#al. portanto. . sem d2vida. nos arti#os +533 a +534+ & n*o deiDa d2vida -uanto a ser o . para os doutrinadores -ue elaboraram o . entendendo -ue a autoridade a -ue se re)ere o c@di#o 0 o . o -ue. possibilita H autoridade competente. mantendo$se inalterado tal procedimento mesmo ap@s a vi#?ncia do novo c@di#o civil. en-uanto -ue.ui< de pa<.eitando$se H adoç*o do re#ime matrimonial de bens. ao . pois o de)ine claramente6 autoridade judicial+ De ver$se.ui< de direito a -ue menciona no arti#o +5P e seus 55. inclusive. eDi#ir$se$á convenç*o por instrumento p2blico. 0 o .aturais de seu domic/lio8 e -ue 7recebido o re-uerimento será iniciado o processo de 1abilitaç*o.a a autoridade competente+ "omo visto antes. 0 o mais correto+ .

e -ue no re-uerimento deverá constar a opção quanto ao regime de bens.(A D3( P'3"FARA( 3 caput do arti#o +527 do "@di#o "ivil 0 taDativo6 7&stando em ordem a documentaç*o. n*o )a<endo re)er?ncia a -ue se. optar por -ual-uer dos re#imes -ue este c@di#o re#ula+ Ouanto H )orma. para os casos de ur#?ncia+ A )inalidade do edital. se publicará na imprensa local. pelo 3)icial do 'e#istro de Gm@veis do domic/lio dos cSn. por contrariar a disposiç*o le#al:+ & o arti#o +457 conclui -ue as convenç. como re)erido antes. se 1ouver8 9#ri)ei:+ A 2nica eDceç*o. a nulidade do processo+ "omo visto antes. no processo de 1abilitaç*o. vi#orará. ou da separaç*o le#al+ Kal disposiç*o )ere vários dispositivos do c@di#o civil.es antenupciais n*o ter*o e)eito perante terceiros sen*o depois de transcritas. -uanto aos bens entre os cSn.es do re#istro civil de ambos os nubentes.*o 1avendo convenç*o. redu<ir$se$á a opç*o pela comun1*o parcial.am opostos eventuais impedimentos a obstaculi<ar a convers*o da uni*o estável em casamento+ A )alta de publicidade poderá acarretar.TERCEIRO B DG(P&. ou sendo ela nula ou ine)ica<. no &stado de (*o Paulo n*o basta a simples publicaç*o do edital+ N eDi#ido -ue dele conste tratar$se de convers*o de uni*o estável em casamento+ 0. o re#ime da comun1*o parcial8+ & o pará#ra)o 2nico complementa6 7Poder*o os nubentes. o o)icial eDtrairá o edital.u#es+ . 0 nula a convenç*o -ue n*o se der por escritura p2blica.(A D& PA"K3 A. e ine)ica<.u#es.ARTO B DG(P&. )a<endo$se pacto antenupcial por escritura p2blica.TP"GAF 3 Provimento disp. 0 dar con1ecimento. de )orma a -ue se. em livro especial. -uiçá. e por isso obri#at@ria a publicaç*o. nas demais escol1as8+ 3 arti#o +453 assevera -ue 0 nulo o pacto antenupcial se n*o )or )eito por escritura p2blica.K&. -ue se a)iDará durante -uin<e dias nas circunscriç. tornar p2blico o )ato.a )eita por escritura p2blica -uando o re#ime )or diverso da comun1*o parcial. consta do pará#ra)o 2nico do arti#o. se n*o l1e se#uir o casamento+ 3 arti#o +455 tem por nula a convenç*o ou cláusula dela -ue contraven1a disposiç*o absoluta de lei+ 9Fo#o. e "-ri+at"ria'%#t%. como se pode ver+ 3 caput do arti#o +4P0 estabelece -ue6 7.

ser*o )eitos6 7 G B 3 re#istro6 +++ 2: das convenç. o "@di#o de Processo "ivil n*o deiDa nen1uma d2vida -uanto a necessidade da convenç*o se dar por escritura p2blica. -ue 0 nulo o ne#@cio . no re#istro de im@veis.ur/dico 7E determina -ue ser*o re#istrados no livro nº 3 B 'e#istro . a convenção+ & convenç*o por escritura p2blica. vérbis6 44. sob pena de #!li*a*% 9art+ +453:+ 3 c@di#o civil ainda prev?.es antenupciaisU +++ 8+ Portanto.es antenupciaisU +++ & o art+ AuDiliar6 +++ C B as convenç. nos termos do art+ 344. sempre. al0m da matr/cula.es antenupciaisU +++ GG B a averbaç*o6 +++ 1) das convenç. a lei se re)ere. no art+ -uando6 7 +++ GC: n*o revestir a )orma prescrita em leiU C: )or preterida al#uma solenidade -ue a lei considere essencial para a sua validadeU +++ 8+ Finalmente.Kamb0m a Fei dos 'e#istros P2blicos 9Fei 4+0 5/73: deiDa de ser observada+ 3 art+ 47 re#ula -ue.

n*o concordo: com o entendimento dado pela 7I "Vmara "/vel do KJ'(. antenupcial. ou ainda de separaç*o convencional. a situaç*o de casal -ue. ou de participaç*o )inal nos a-Westos. ou mesmo nos casos de separaç*o obri#at@ria.a$se a incoer?ncia ao se entender -ue. ser*o obri#ados a lavrar escritura p2blica para opç*o do re#ime de bens diverso do le#al. )ar$se$á averbaç*o 9averbaç*o. sendo ent*o imutável o re#ime patrimonial+ &ra. mesmo -ue se concordasse 9máDima v?nia. resolvendo simplesmente celebrar o casamento civil 9at0 por-ue o processo 0 mais c0lere:.e sobre pacto antenupcial. posto -ue nada substituiu a escritura p2blica. via mandado . ao interpretar a lei. assim. ent*o sim. se a escol1a )or por re#ime -ue n*o necessite escritura p2blica. sempre. a ser re#istrada. obri#atoriamente antes do casamento. nem mesmo sentença . . e dependerá. por re#ime de bens diverso do le#al. no cart@rio imobiliário.10!a#*" a l%i %2i+ir3 c"'" *a !. tratando$se de opç*o pelo re#ime da comun1*o universal de bens. -uando disp. tendo optado por re#ime diverso da comun1*o parcial. H vista de certid*o de casamento+ "ontrariamente. de -ue. de< ou vinte anos. ou mesmo da opç*o por esse ou a-uele re#ime. entender -ue o real si#ni)icado do termo 0 escritura pública de opção por regime de bens. por eDemplo. e n*o re#istro. necessitasse re#istrar a convenç*o no cart@rio de im@veis. n*o necessitar*o de escritura p2blica para tanto. -ue vivem como marido e mul1er 1á cinco. por ser a-uela da substVncia do ato. se Jo*o e Raria. onde se l? -ue a escritura pública de pacto antenupcial é da substância do ato . para a convers*o da uni*o estável em casamento n*o 1á necessidade de escritura p2blica.udicial. por imposiç*o de norma co#ente+ N necessário. 3corre -ue -uando da ediç*o da lei 4+0 5/73 n*o 1avia a possibilidade de -ue o ato )osse )eito a posteriori. a escol1a n*o será necessariamente antenupcial. portanto. isto 0. sob mandado. para alteraç*o do re#ime matrimonial.udicial+ Assim. na convers*o da uni*o estável em casamento. ou de convenç*o. de escritura p2blica. deve se ler -ue a escritura pública de opção pelo regime patrimonial é da substância ato + 3bviamente. será caso de re#istro. por-ue n*o 1averá escritura a re#istrar: no cart@rio de im@veis.e. ante a possibilidade de mudança no re#ime de bens. Por isso parece discut/vel a )orma como o Provimento 27/03 trata da escol1a do re#ime patrimonial+ "omo )icaria. sendo de)erida. o pacto+ >o.udicial= 3nde a previs*o le#al de re#istro de pacto. da/ por-ue. e obri#atoriamente se publicar*o os editais+ Percebe$se a/. dois pesos e duas medidas para o mesmo )im+ Assim. bastando simples opção. pena de nulidade+ Ce. resolvem re-uerer a convers*o dessa uni*o estável em casamento. para ter e)eito contra terceiros= Por mandado .t4#cia *" at"3 " i# tr!'%#t" (5-lic"3 #%#6!'a "!tra (r"$a3 ("r 'ai % (%cial )!% %7a3 ("*% !(rir-l6% a falta/. e nem se publicar*o os editais de proclamas+ Ao contrário. 7desnecessário será lavrar a escritura pública. portanto.

n2meros 23 9casos de divis*o ou demarcaç*o:. bastando que. de )orma n*o eDaustiva. at0 por-ue o pacto n*o poderá ser antenupcial. a -ue se deverá atribuir e)eitos retroativos. em pacto ou convenç*o nupcial de alteraç*o de re#ime patrimonial. arrolamentos e partil1as:. nem mesmo mandado . necessariamente. -ue parece seria o mais coerente+ Por0m. salvo mel1or . o re#ime vi#ente na uni*o estável 0 o da comun1*o parcial+ . isso sim. uma vez deferida 9a alteraç*o do re#ime de bens: pelo magistrado.a$se.udicaç*o em 1asta p2blica:. estaria se re#istrando um mandado.a opç*o deverá se dar. ou de -ue 7independe.es distintas+ .ui< -uase tudo pode. 24 9arremataç*o e ad. e 2E 9usucapi*o:+ Ce. 2P 9inventários. cu. 1á previs*o le#al. . inclusive. sob pena de nulidade+ 3ra.udicial+ . re#istro de mandado de pacto antenupcial 9ou de convenç*o de re#ime de bens. quanto ! forma. de re#istro de convenç*o. para esses casos. sendo a escritura p2blica de substVncia do ato+ Fo#o. n*o se poderia concordar com a dispensa da escritura p2blica para a convers*o da uni*o estável em casamento. mas n*o pode tudo+ & n*o pode. con)orme art+ 47. H trans)er?ncia de da propriedade. n*o se convalidará por mandado .unto ao cart@rio de re#istro de im@veis. em nen1um momento. inciso G. mas limitativa+ . salvo mel1or .*o se tratará de alteraç*o de re#ime.u/<o. se pressup. si#ni)ica -ue o re#ime adotado independia de sua lavratura+ Para alteraç*o de re#ime poderia n*o 1aver necessidade de pacto antenupcial. desde -ue eDpedido em con)ormidade com as normas le#ais vi#entes e com os princ/pios #erais do direito+ A pr@pria Fei dos 'e#istros P2blicos contempla a sentença como t/tulo 1ábil. como se -ueira:. da lavratura de escritura pública. por escritura p2blica. enquanto a alteração do regime matrimonial é ato judicial8.o caso de alteraç*o de re#ime de bens.sendo bastante a e pedição do competente mandado judicial. deverá igualmente e pedir$se mandado ao ofício imobiliário8. nunca antes+ Poderia se )alar. como determina a norma+ & a lei n*o prev?. porque o pacto antenupcial é ato notarial. mas de escol1a. para a 1ip@tese de convers*o da uni*o estável em casamento a situaç*o 0 outra+ (alvo contrato escrito entre os compan1eiros 9entenda$se contrato escrito por instrumento p2blico:. documento particular.ada pode supri$la 9art+ 344 "P":. n*o uma convenç*o por escritura p2blica. visto -ue a alteraç*o vai ocorrer durante a vi#?ncia do casamento. contrariar a lei+ Ao re#istrar$se um mandado do cart@rio de im@veis. at0 por-ue s*o situaç.*o se discute a validade do mandado em si.e pacto anterior ao casamento. e -ue 7para que obten"a eficácia #e $ nunc% com relação a terceiros.u/<o. a lei 0 clara e n*o comporta interpretaç*o diversa -uanto a isso+ A escritura p2blica 0 da substVncia do ato+ . seja e pedido mandado ao registro civil 8. ou n*o o 1avendo 9o pacto antenupcial:. ou simples 7declaraç*o8 de opç*o por esse ou a-uele re#ime de bens.udicial+ N certo -ue o . co#itando. sobretudo. 25 9le#ados:. sim.

a processada no re#istro civil. isso sim. e se deiDasse ao . provimento alterando o art+ 70 da ". em nen1um momento. ent*o -ue se acabasse de ve< com a obri#atoriedade de escritura p2blica para todo e -ual-uer ato contratual. ao autori<ar -ue a correç*o de erros evidentes se. se a lei o permitisse. tra<endo para o Jui< tare)a -ue n*o 0 sua. cristalina. sem a necessária escritura p2blica 9e a lei 0 clara.ui< pode supri$la #ratuitamente= Pois. primeiro.. sem inter)er?ncia do . possibilidade de mandado para re#istro de pacto antenupcial+ Gr al0m da lei si#ni)ica )erir de morte o direito+ & a lei 0 clara. via mandadoU nunca supri$la: ou de doaç*o. o -ue seria ben0)ico para as partes.á sobrecarre#ados ma#istrado e membro do Rinist0rio P2blico+ Gsto 0. a e ig)ncia de participação de magistrado e *inistério 'úblico em um ato perfeitamente e ecutável apenas no âmbito do pr&prio serviço registral. irre)utável6 70 nulo o pacto antenupcial 9leia$se opç*o pelo re#ime patrimonial: se n*o )or )eito por escritura p2blica8+ 3 -ue permite a lei.(GD&'ALX&( FG. diante da not&ria sobrecarga de serviço do 'oder (udiciário.urisdicional -uando a lei a prev? $ art+ 0 .udiciário a tare)a de )ormali<ar os ne#@cios .ui< )osse )acultado eDpedir mandado de re#istro de pacto nupcial. 0 indispensável para re#istro no cart@rio de im@veis do domic/lio do casal+ 3ra. en)im. se a escritura pudesse ser dispensada onde a lei a torna indispensável.AG( &stran1a$se a incoer?ncia+ A "orre#edoria$%eral de Justiça do 'io %rande do (ul editou.'. tornou a publicaç*o obri#at@ria:. recentemente. ou de sustVncia do ato.ur/dicos. n*o custa repetir6 a escritura p2blica 0 da substVncia do ato. n*o acabou com a necessidade de escritura p2blica para as convenç. se ao . 0 -ue se. nem com a publicaç*o dos editais 9pelo contrário. de )orma a mais sobrecarre#ar os . at0 mesmo contrariando a Fei dos 'e#istros P2blicos. ora.es sobre o re#ime de bens+ &nt*o. em especial para -ue se tornassem menos onerosos para as partes+ Por0m.udiciária #ratuita. cumpra$se a lei+ "3. ora+++ 3 novo c@di#o civil n*o acabou com o processo de 1abilitaç*o. em al#uns casos e em especial #o<ando de assist?ncia . sendo nula de outra )orma: ent*o poderia tamb0m suprir escritura p2blica de compra e venda 9o -ue 0 permitido ao . considerando a necessidade de evitar$se.ui< 0 autori<ar a sua lavratura. n*o prev? a lei. ou de -ual-uer outra. e em contrapartida editou o provimento ora estudado. criá$la+ 3ra. posto -ue )icariam assim dispensadas de pa#ar os emolumentos notariais pela lavratura do contrato+ Por -ue pa#ar pela escritura.a eDpedido mandado autori<ando o tabeli*o a lavrar escritura p2blica com e)eitos retroativos H determinada data+ A escritura.Di)erentemente. de um lado dispensa a prestaç*o . por0m.ui< e do minist0rio p2blico. em termos de custos. se o . o ato seria válido= Keria in#resso no serviço re#istral um mandado de trans)er?ncia de propriedade por ato 7inter$vivos8= 3nde a previs*o le#al= (eria necessário.

se dará necessariamente por escritura p2blica. e -ue a opç*o pelo re#ime patrimonial. al0m da eDpediç*o das respectivas certid. -uando diverso do le#al. acerca do erro evidente ocorrido no cart@rio de re#istro de im@veis:. torna ainda mais restrita a #ama de serviços praticados por estes @r#*os 9cart@rios:. por ser esta da substVncia do ato. -ue tem nos processos de casamento pe-uena )onte de renda. pois este trata. e de outro lado avoca para si a prestaç*o . considerando -ue a lei nº !+27E/!4 n*o )oi revo#ada pelo novo c@di#o civil. em especial do re#istro civil.urisdicional para atos de compet?ncia eDclusiva do re#istrador civil e do tabeli*o de notas+ Ao )a<?$lo. entendo -ue a convers*o da uni*o estável em casamento deve ser re-uerida ao o)icial do re#istro civil. parte )inal do 5 º. em outro cap/tulo -ue n*o a-uele.es aos comprovadamente pobres+ &m conclus*o. nos termos da lei+ Jos0 >ildor Feal B . dada a #ratuidade universal dos re#istros de nascimento e de @bito.da Fei dos 'e#istros P2blicos B 9e n*o se con)unda a correç*o de erros de #ra)ia no re#istro civil com a permiss*o contida na mesma lei dos re#istros p2blicos.otário e 'e#istrador . sendo obri#at@ria a publicaç*o dos editais. no art+ 2 3.