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TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO

AUTOR: MÁRIO BROCKMANN MACHADO COLABORAÇÃO: THAMY POGRENBINSCHI

9ª EDIÇÃO

GRADUAÇÃO 2013.1

Sumário

Teoria do Estado Democrático
I. ROTEIRO DO CURSO ........................................................................................................................................... 3

1. Apresentação Geral .................................................................................................................... 3 2. Objetivos ................................................................................................................................... 3 3. Método Didático ....................................................................................................................... 4 4. Desafios e Dificuldades .............................................................................................................. 4 5. Avaliação ................................................................................................................................... 4 6. Atividade Complementar........................................................................................................... 4
II. ROTEIRO DAS AULAS ........................................................................................................................................ 5

Aula 1: Apresentação do Curso ...................................................................................................... 5 Aula 2: o Significado das Palavras e o Feitiço da Linguagem........................................................... 6
PARTE I: POLÍTICA E CIÊNCIA POLÍTICA ..................................................................................................................... 7

Aula 3: a História Dos Estados e os Estados na História................................................................. 7 Aulas 4 e 5: Política e Direito ......................................................................................................... 8 Aula 6: Ideologia e Dominação .................................................................................................... 10
PARTE II: DEMOCRACIAS E SUAS TEORIAS ................................................................................................................ 11

Aulas 7, 8, 9 e 10: Origem e Atualidade da Democracia .............................................................. 11 Aula 11: Democracia e Liberalismo ............................................................................................. 13 Aula 12: a Regra da Maioria ........................................................................................................ 14 Aulas 13 e 14: Democracia, Participação e Capitalismo ............................................................... 15 Aulas 15 e 16: Inovando a Democracia ........................................................................................ 16
PARTE III: A DEMOCRACIA NO BRASIL .................................................................................................................... 17

Aulas 17 e 18: a República ........................................................................................................... 17 Aula 19: a Democracia Brasileira no Limiar do Século XXI ......................................................... 18 Aulas 20 e 21: Democracia e Reforma Política ............................................................................. 19 Aulas 22, 23 e 24: Democracia, Direito e Poder Judiciário ........................................................... 20 Aula 25: Revisão do Curso e Conclusão ....................................................................................... 21
III. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................................................................... 22

1. Leitura Complementar ............................................................................................................ 22 2. Bibliografia Básica Sobre Democracia ...................................................................................... 22
IV: ANEXO: SELEÇÃO DE FOTOS E DOCUMENTOS SOBRE A DEMOCRACIA BRASILEIRA E A HISTÓRIA POLÍTICA DO PAÍS ................ 27

1. Revolução de 1930 .................................................................................................................. 27 2. Estado Novo ............................................................................................................................ 28 3. Queda de Vargas ...................................................................................................................... 29 4. 1964 ....................................................................................................................................... 29 5. Campanha pelas Diretas .......................................................................................................... 37 6. Congresso Nacional, Brasília: Promulgação da Constituição de 1988 (05 de Outubro de 1988) ....38
V: ANEXO: TEMAS E ROTEIROS DAS AULAS ............................................................................................................... 39

TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO

I. ROTEIRO DO CURSO 1. APRESENTAÇÃO GERAL a) Tema. A democracia moderna é o tema do curso de ciência política. Ele constará de três partes: 1. O conceito de política; 2. Teorias da democracia; 3. A democracia no Brasil. A segunda parte será especialmente enfatizada. b) Abordagem: O curso buscará apresentar visões conflitantes sobre os assuntos tratados. c) Organização: O curso foi montado com base em tópicos, que serão analisados de maneiras distintas por diferentes autores. A ênfase nessas visões conflitantes justifica a extensão das leituras e a eventual repetição de assuntos ao longo do programa. A opção pelo estudo da democracia moderna levou necessariamente à exclusão de alguns autores clássicos na matéria, especialmente os mais antigos.

2. OBJETIVOS Os principais objetivos do curso são: • Apresentar os conceitos fundamentais da análise política contemporânea; • Identificar as idéias centrais das teorias do Estado democrático; • Examinar os principais problemas da construção democrática no Brasil dos séculos XX e XXI. Uma preocupação constante do curso é a relação entre política e direito. Haverá ênfase na dimensão política do direito. O curso tem duas metas: primeiro, desenvolver nos alunos a capacidade de visualizar a política e a democracia de forma menos convencional; segundo, estimular os alunos a perceberem a democracia como um processo em permanente aperfeiçoamento, para o qual todos são chamados a participar.

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3. MÉTODO DIDÁTICO O material didático do curso foi elaborado de modo a permitir que os alunos se preparem com antecedência para as aulas. O roteiro propõe questões sobre cada texto a ser trabalhado, enfatizando os principais pontos e temas a serem discutidos. A participação dos alunos será sempre estimulada.

4. DESAFIOS E DIFICULDADES Foram escolhidos alguns dos melhores autores contemporâneos, independentemente da dificuldade dos textos. Cabe ao professor torná-los inteligíveis. A outra opção seria adotar livros de divulgação, do tipo “Introdução à Ciência Política”. Estes não seriam difíceis de ler; entretanto, dariam aos alunos uma falsa sensação de segurança em assuntos muito controversos, entre outras limitações. O programa incorpora uma longa bibliografia de referência, em acréscimo aos textos que deverão ser lidos pelos alunos. Essa bibliografia será utilizada pelo professor e poderá servir, eventualmente, a futuros interesses dos alunos.

5. AVALIAÇÃO Os alunos serão avaliados com base em: a) Duas provas escritas e participação em aula; b) Uma prova final para aqueles que não obtiverem média semestral igual ou superior a sete (7,0). P.S. Eventualmente, poderá haver um trabalho escrito extra.

6. ATIVIDADE COMPLEMENTAR Está prevista a audição de trechos de um CD do Senado Federal contendo grandes discursos da história política brasileira. O excelente acervo do CPDOC também poderá ser utilizado (ver o “Anexo” deste roteiro).

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a bibliografia a ser lida. ROTEIRO DAS AULAS AULA 1: APRESENTAÇÃO DO CURSO Nesta primeira aula. o professor apresentará os objetivos do curso. a dinâmica de trabalho a ser empregada e os métodos de avaliação que serão utilizados. FGV DIREITO RIO 5 .TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO II. Aproveite este momento para tirar suas dúvidas iniciais sobre o curso de ciência política.

TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO AULA 2: O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS E O FEITIÇO DA LINGUAGEM Nesta aula. mas falar como falam as pessoas comuns”? • Em que consiste a armadilha da falsa segurança? • O que você acha da ideia de que se leva mais a sério um texto obscuro do que um claro e preciso? FGV DIREITO RIO 6 . São Paulo: Companhia das Letras. 173-183. pp. a serem distribuídas. além de uma breve notícia sobre “linguistic turn” e filosofia da linguagem. O Mercado das Crenças. Eduardo. 2003. E uma terceira do Pe. Trecho a ser lido: Capítulo 10. de John Locke e Morit Schlick. serão discutidos os seguintes textos: GIANNETTI. Duas breves citações. Antônio Vieira QUESTÕES PROPOSTAS • Como se responde a uma pergunta sobre o significado de uma palavra? • O que é uma definição? • De onde surgem os significados das palavras? • O que nos ensina a recomendação baconiana de “pensar como pensam os sábios. “Sobre o uso errôneo da linguagem”.

São Paulo: EDUSP. Coerção. Capital e Estados Europeus.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO PARTE I: POLÍTICA E CIÊNCIA POLÍTICA AULA 3: A HISTÓRIA DOS ESTADOS E OS ESTADOS NA HISTÓRIA Esta aula utilizará o seguinte texto de sociologia histórica: TILLY. Charles. 23-28 e 45-50. QUESTÕES PROPOSTAS • • • • Qual foi a importância das guerras para a formação dos Estados nacionais? Como nasceram os exércitos e as burocracias permanentes? Por que os Estados queriam o monopólio da coerção e da taxação? De que maneiras os governantes dos Estados europeus em formação podiam adquirir meios de coerção? • Por que o Estado brasileiro não tem cumprido a sua responsabilidade de garantir a segurança pública em todo o território nacional? O que pode ser feito a respeito? FGV DIREITO RIO 7 . Trechos a serem lidos: pp. 1996.

Política e Sociedade. Norberto. Norberto Bobbio: BOBBIO. 2000. os mesmos textos podem ser encontrados em: Bobbio. 243-257. 222-226. O Filósofo e a Política. Rio de Janeiro: Contraponto. pp. 371-380. pp. Política e Direito. 137-156.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO AULAS 4 E 5: POLÍTICA E DIREITO As aulas que se seguem utilizarão um texto de um importante pensador italiano. • Comente a seguinte frase: “o poder sem direito é cego. assim como de poder legal e poder arbitrário. pp. Trechos a serem lidos: Conceito de Política. pp. Norberto. Como são essas relações no Brasil? FGV DIREITO RIO 8 . • Como Weber define “Estado”? • Pense nas relações entre poder político e poderes econômico e religioso. 238-252. pp. Democracia. entre outras: Quem seleciona o objetivo a ser atingido? Quem define o significado desse objetivo? Quem define se e quando esse objetivo foi alcançado? • O que se entende por “bem comum”? • Quais são os três elementos constitutivos do Estado? • O que Bobbio quer dizer com “fim mínimo” da política? • O que se entende por “poder”?E o que significa “autoridade”? • Pense em casos de poder legítimo e de poder de fato. 2003. 159-173. Imagine exemplos. Direito e Poder. Poder Político. 216-222. • É melhor o governo das leis ou o governo dos homens? Por quê? • Como podemos classificar as formas modernas de poder? • O que seria o poder político? Qual seria o seu fundamento mais visível? • O que é “Estado de Direito”? Reflita sobre a dupla relação entre poder político e ordem jurídica. São Paulo: Campus. pp. Teoria Geral da Política. QUESTÕES PROPOSTAS • Qual é a origem etimológica da palavra “política”? E qual é o significado atual desse conceito? • Qual é a diferença entre definições descritivas e prescritivas de política? • No caso de definições prescritivas de política. Basicamente. pp. reflita sobre as seguintes indagações. mas o direito sem poder é vazio”. 232238.

Marx Weber. 57-66. 2009. Rio de Janeiro: Elsevier. • Quais são as principais “formas de governo”? E “formas de Estado”? LEITURA SUGERIDA: KRONMAN. b) Estado como mal necessário e Estado como mal não necessário. estabeleça a distinção entre: a) Estado e sociedade. FGV DIREITO RIO 9 . Anthony. pp.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO • Com base nos textos lidos.

Procure fazer uma leitura dinâmica. procure identificar de onde provêm os seus mais fundamentais valores políticos. passo a passo. pp. 23. definindo-lhes os significados empíricos e especificando as relações teóricas que se supõe existirem entre eles. mas não deixe de registrar alguns conceitos centrais: sistema político. 1980. 131-149. Eles são estáveis? Eles mudam com o tempo? • Quais são os critérios que você normalmente utiliza para avaliar o desempenho de um governo? • Em sua opinião. a problemática central de sua reflexão. dominação.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO AULA 6: IDEOLOGIA E DOMINAÇÃO Nesta aula. ideologia.) Este artigo apresenta uma teoria da ideologia política. os pressupostos de sua teoria. (Ler. será discutido o seguinte texto: MACHADO. socialização política e atores políticos. apenas. quais são os mais importantes atores do sistema político brasileiro? • Quais seriam os quatro requisitos fundamentais da dominação estável? FGV DIREITO RIO 10 . QUESTÕES PROPOSTAS: • Quais são as principais fontes de informação política que os jovens brasileiros têm hoje em dia? Quais são as mais confiáveis? Quais são as menos confiáveis? • Pensando em sua própria experiência de vida. pp. 131-138. Dados. Observe como o autor apresenta. 2. Mario Brockmann. socialização política e dominação”. Talvez contenha também o embrião de uma teoria geral da política. e os principais conceitos que serão utilizados. “Ideologia. sem se deter em cada parte.

Trechos a serem lidos: capítulos 1. pp. tal como a conhecemos hoje? Por quê? • Quais são as condições essenciais para a democracia? E as condições favoráveis? • Você concorda com Dahl quando ele afirma que o capitalismo de mercado favorece a democracia? E quando afirma que a prejudica? • Quais são as dificuldades da democracia? Como elas podem ser resolvidas? Com base em tudo o que você aprendeu neste livro de Dahl e nas demais aulas do curso até agora. (Nova versão: pp. procedimentos. 8. PNUD. (Há tradução pela editora da Universidade de Brasília). tente inventar respostas. será discutido um livro de um dos mais importantes cientistas políticos da atualidade: Robert Dahl. 9 E 10: ORIGEM E ATUALIDADE DA DEMOCRACIA Nestas aulas.) Disponível em www. Além disso. 2004.org. 29-53. 49 a 64. New Havan: Yale University Press. Como era a democracia em Atenas e em Roma? • Se a democracia refere-se ao mesmo tempo a um ideal e a uma realidade.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO PARTE II: DEMOCRACIAS E SUAS TEORIAS AULAS 7. Use toda a sua imaginação! FGV DIREITO RIO 11 . Você acha possível que um dia o ideal se torne real? • Quais são as vantagens da democracia em relação a qualquer alternativa viável? • Quais são as instituições políticas exigidas por uma moderna democracia representativa? • O que é a poliarquia ou a democracia poliárquica? • Descreva a “democracia de assembleia”. segundo o autor. 2. os principais adversários da democracia? • Faça um pequeno resumo das origens da democracia. instituições e experimentos possíveis para superar estas dificuldades.pdf QUESTÕES PROPOSTAS • Quais seriam.pnud. A Democracia na América Latina. 13 e 14. On Democracy. Nova York. DAHL. 2000.br/pdf/TextoProddal. 8. descreva o que é a democracia real e o que seria a democracia ideal na sua opinião. Robert. também analisaremos partes de um relatório da ONU sobre a democracia na América Latina. Ela lhe parece melhor ou pior do que a democracia representativa. mecanismos.

TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO Observacão: A tradução do livro de Dahl contém muitos problemas. LEITURA SUGERIDA: O’DONELL. and the State. FGV DIREITO RIO 12 . Agency. Democracy. pp. Oxford University Press. 13-29. Guillermo. sendo recomendável a leitura do livro em inglês.

3 e 8. Quais são as principais diferenças entre eles? • Você acha que no Brasil temos um “governo das leis” ou um “governo dos homens”? Por quê? • Qual é a relação entre liberalismo e democracia? • Quais são os pressupostos e as principais características do Estado liberal? • O que é o jusnaturismo? Qual a sua relação com o liberalismo? • O que é o contratualismo? O que o une à doutrina dos direitos do homem? • Quais são os mecanismos que impedem o uso abusivo do poder de Estado? • O que é o neoliberalismo? Em que ele se diferencia do liberalismo? • O que são as utopias? FGV DIREITO RIO 13 . O que você pensa disso? • O que é a apatia política? Você acha que ela existe no Brasil? Por quê? • Por que se fala em uma suposta “ingovernabilidade da democracia”? Você acha que a democracia brasileira é ingovernável? • Caracterize o “governa das leis” e o “governo dos homens. São Paulo: Brasiliense. Liberalismo e Democracia. mais uma vez. Trechos a serem lidos: capítulos 1. qual é o fundamento de uma sociedade democrática? • “Excesso de democracia” é um tema bastante discutido. em escritos de Norberto Bobbio: BOBBIO. 1988. 2.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO AULA 11: DEMOCRACIA E LIBERALISMO Esta aula será baseada. QUESTÕES PROPOSTAS: • De acordo com Bobbio. Norberto.

2003. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. pp.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO AULA 12: A REGRA DA MAIORIA Para esta aula a leitura será: LIJPHART. Modelos de Democracia. Trecho a ser lido: Emendas constitucionais e revisão judicial. 247-261. Arend. QUESTÕES PROPOSTAS: • O que é a “regra da maioria”? • O que é a “tirania da maioria”? • É possível impor limites democráticos ao poder legislativo das maiorias parlamentares? Como? • Quem deve decidir se uma lei é inconstitucional? Como as democracias estáveis lidam com esse problema? Como ele é tratado no Brasil? FGV DIREITO RIO 14 .

Adam. São Paulo: Companhia das Letras. Trechos a serem lidos: pp. 1994. Rio de Janeiro: Relume-Dumará. PARTICIPAÇÃO E CAPITALISMO Nestas duas aulas serão discutidas duas obras de outro autor central do curso. QUESTÕES PROPOSTAS: • Como se dá no capitalismo a tensão entre mercado e Estado? E como a democracia se relaciona com essa tensão? • O que significa dizer que a democracia é um governo pro tempore? • Qual é a relação entre democracia e incerteza? Você concorda que a incerteza é inerente à democracia? Que tipo de incerteza é essa? • O que leva os atores políticos a participar do jogo democrático? E o que os faz aceitar derrotas? • Qual foi o dilema eleitoral dos partidos socialistas europeus? • Qual é a diferença entre reforma e revolução? • Qual seria a importância dos fatores econômicos na manutenção e durabilidade das democracias? FGV DIREITO RIO 15 . PRZEWORSKI. 36-37. Capitalismo e Social-Democracia. 1989. Adam. 43-44 e 56-60. o cientista político polonês Adam Przeworski: PRZEWORSKI. Democracia e Mercado.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO AULAS 13 E 14: DEMOCRACIA. 25-31. 9-13. Trechos a serem lidos: pp. 37-44. 59-61.

será finalizada a segunda parte do curso.11-16. Democracia Realizada: a alternativa progressista. 49-67. ONG’s etc. Do mesmo autor: O que a Esquerda deve propor. Estude os seguintes textos: UNGER. 1999. Joaquim. QUESTÕES PROPOSTAS: • O que você entende por “experimentalismo democrático”? Como é possível reconstruir instituições? • Quais seriam os passos para se colocar em prática o experimentalismo democrático no Brasil? Quais são os riscos envolvidos? • Pense em formas alternativas de participação organizadas pela sociedade civil: associações voluntárias. Trechos a serem lidos: experimentalismo democrático. pp. 2004. 2008. Democracia. pp. Roberto Mangabeira. pp. 160-166. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. dedicada às teorias da democracia. 207-219. FALCÃO. resumo.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO AULAS 15 E 16: INOVANDO A DEMOCRACIA Nesta aula. Direito e Terceiro Setor. • O que significa o termo “democracia concomitante”? FGV DIREITO RIO 16 . mudança e terceiro setor”. Rio de Janeiro: FGV. pp. Identifique exemplos no caso brasileiro. 93-104. Trecho a ser lido: “Democracia. São Paulo: Boitempo.

251-310 (especialmente 251-261. 457-515. pp. 2001. São Paulo: EDUSP. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. fazermos uma reflexão sobre uma visão sintética da nossa história política no século XX. QUESTÕES PROPOSTAS: Sobre o texto de Bolívar Lamounier: • Qual foi a participação de Rui Barbosa no processo de elaboração da primeira constituição republicana? Qual a sua contribuição à construção institucional da democracia no Brasil?– Como você definiria o modelo político de Rui Barbosa? Em que ele ainda é atual e pode contribuir para o debate contemporâneo? • Quais eram as propostas de Rui Barbosa. 283-286 e 306-310). 111-123. “Introdução”. sobre a herança política de Rui Barbosa? Sobre o texto de Boris Fausto: • Qual é a importância da Guerra Fria para o entendimento de 1964? • O que significava a expressão “radicalização política”? • Como a ausência de uma ditadura pessoal durante os governos militares influenciou a transição para a democracia? Compare o caso brasileiro com o chileno. Rui Barbosa. em 1919. Do mesmo autor: História do Brasil. 9-12. Boris. examinaremos o papel de Rui Barbosa na organização da República em nosso país. FGV DIREITO RIO 17 . São Paulo: EDUSP. para. pp. LEITURA ALTERNATIVA: Adriana Lopez e Carlos Guilherme Motta. “Conclusão”. 51-54. Trechos a serem lidos: “Prefácio”. Bolívar. História Concisa do Brasil. com ênfase nos acontecimentos de 1964. Inicialmente. 1999. São Paulo: Editora SENAC. capítulo 28.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO PARTE III: A DEMOCRACIA NO BRASIL AULAS 17 E 18: A REPÚBLICA Nestas duas aulas será iniciado o terceiro e último módulo do curso: a democracia no Brasil. de direita e de esquerda. em seguida. Os textos escolhidos são: LAMOUNIER. História do Brasil: uma interpretação. 1994. pp. Trecho a ser lido: “O regime militar e a transição para a Democracia”. 2008. sobre a “questão social”? • Qual foi o impacto das ideologias do “Estado forte”. FAUSTO. pp. pp.

O que seria a democracia social? O que você pensa disso? • Por que a fragmentação partidária é vista como um problema? • Segundo Sérgio Abranches.133-135. reforma política. pp. In Carlos Ranulfo Melo e Manoel A. pp. “O Estado no Brasil Contemporâneo”. 2005. pp. QUESTÕES PROPOSTAS: • Como José Guilherme Merquior resumiu as causas da quebra do regime democrático em 1964? • Por que não houve conciliação entre os atores políticos de então? • Seriam os regimes parlamentaristas mais aptos a garantir a continuidade da democracia do que os regimes presidencialistas? • Como o autor define “democracia”? • Reflita sobre a extensão da democracia a ambientes não políticos. FGV DIREITO RIO 18 . A Democracia Brasileira. pp. Belo Horizonte: UFMG. 17-37. 235-260. Sáez.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO AULA 19: A DEMOCRACIA BRASILEIRA NO LIMIAR DO SÉCULO XXI Nesta aula. Trechos a serem lidos: 1964. globalização e Estado. São Paulo: Augurium. vamos examinar o seguinte livro de Bolívar Lamounier: Da Independência a Lula: dois séculos de política brasileira. o que é “presidencialismo de coalizão”? • Qual é o impacto das medidas provisórias na relação entre o Executivo e o Legislativo? • Como se comparam os sistemas eleitorais distrital e proporcional? • Como se dá a representação dos estados no Congresso? • O que é o populismo? • O que significa o termo “globalização”? • Que efeitos políticos pode a globalização acarretar? LEITURA SUGERIDA: Maria Hermínia Tavares de Almeida. 284-288. orgs.

2007. cláusula de desempenho e proibição de coligação em eleições proporcionais. “Engenharia e Decantação”. Felipe. Rio de Janeiro: Rocco. Décadas de Espanto e uma Apologia Democrática. 7-10. Wanderley Guilherme dos. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo/Instituto Cidadania. pp. Fátima. Reforma Política no Brasil. leia um dos dois seguintes textos: REIS. 45 (a partir do último parágrafo) – 48. Leonardo e ANASTASIA. Trecho a ser lido: pp. A Reforma da Representação. In Benevides. a saber: redução do número de partidos. voto distrital. 2003. Paulo Vannuchi e Fábio Kerche.Trecho a ser lido: pp. 17-29. SANTOS. Fátima e NUNES. Belo Horizonte: UFMG. Do mesmo autor: O Paradoxo de Rousseau: uma interpretação democrática da vontade geral.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO AULAS 20 E 21: DEMOCRACIA E REFORMA POLÍTICA Para esta aula. 2007. Maria Victoria. financiamento público de campanhas. fidelidade partidária. orgs. Rio de Janeiro: Rocco. 1998. FGV DIREITO RIO 19 . QUESTÃO PROPOSTA: • Posicione-se a respeito de algumas das recomendações de reforma política discutidas no Brasil nos últimos anos. 121-144. voto facultativo. QUESTÕES PROPOSTAS: • O que o autor denomina de “engenharia doutrinária”? • Você considera convincente a associação entre representação proporcional e fragmentação do eleitorado? Você acha que a adoção do sistema eleitoral majoritário resolveria esse suposto problema? • Qual seria a consequência do sistema eleitoral majoritário para as minorias políticas? • A fragmentação partidária sempre produz ingovernabilidade? LEITURAS SUGERIDAS: ANASTASIA. orgs. 20-32. In AVRITZER. Reforma Política e Cidadania. Fábio Wanderley. voto em lista fechada. pp.

DIREITO E PODER JUDICIÁRIO Para estas duas últimas aulas temáticas do curso. Ferejohn and P. “Raízes do controle externo do Judiciário”. Rogério Bastos. 5-9. 1996. 79-108. O que você pensa sobre isso? Concorda? Discorda? • Em que consiste a judicialização da política? Como ela ocorre no Brasil? • O que é o ativismo judicial? Você acha que ele constitui uma ameaça ao princípio da separação dos poderes? Ao Estado de direito? À soberania popular? • De que maneira a judicialização da política afeta o “jogo democrático” analisado por Przworski? • Qual seria a fundamentação da legitimidade do juciciário em um Estado democrático de direito? • O que diz Maus sobre o apelo do Judiciário alemão a “princípios de direito suprapositivos”? FGV DIREITO RIO 20 . 2003. ARANTES. 8. Poder não é querer: judicialização da política e preferência restritivas no STF pós-transição. orgs. pp. Montesquieu e os Federalistas podem nos ensinar sobre a separação de poderes? • Em que consiste o controle externo do Judiciário? • Por que o controle externo do Judiciário seria compatível e até mesmo requerido pelo princípio da separação dos poderes? Resuma e avalie os argumentos apresentados no texto. ARGUELHES. Maravall and A. 2011. Democracia e Supremacia Judicial: direito e política no Brasil contemporâneo. J. QUESTÕES PROPOSTAS: • O que Locke. Democracy and the Rule of Law. In J. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer. pp. 23 E 24: DEMOCRACIA. deverão ser lidos os seguintes textos: MACHADO. “Judiciário: entre a justiça e a política”. São Paulo: UNESP. In Lúcia Avelar e Antonio Octavio Cintra. 2010.M. Cambridge University Press. pp. 242-260. 2004. pp. Mario B.. Mimeo. Diego. Luís Roberto. Constituição. 1-5 e 24-30. “Rule of Democracy and Rule of Law”. BARROSO. eds. Mimeo. Sistema Político Brasileiro. Monitor Público.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO AULAS 22. Przeworski. Pasqualino.

O objetivo básico é fazer uma avaliação do curso. FGV DIREITO RIO 21 . revisar e debater alguns temas anteriormente trabalhados e esclarecer novas dúvidas e questões trazidas pelos alunos.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO AULA 25: REVISÃO DO CURSO E CONCLUSÃO Esta última aula não requer leituras prévias ou auxílio do material didático.

Octavio. Ann Arbor: The University of Michigan Press. Estado. Brian. 1196-202. 2006. BUCHANAN. Democracia. Liberalismo. HAMPTON. 933-43. 686-705. Examinar. Cambridge: Cambridge University Press. 2006. 5-33. Daron and Robinson. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Konrad Adenauer Stiftung. The Calculus of Consent: logical foundations of constitutional democracy. 1188-92. Poder. 1991. AVRITZER. 2006. 2006. Socialismo. Sérgio. Robert. Leonardo e Fátima Anastásia. Brasília: Senado Federal. DAHL. 2006. COPP. Pasquino. ABRANCHES. Política 954-62. 1989. 164-9. Pensamento e Ação de Rui Barbosa.) FGV DIREITO RIO 22 . John. Matteucci e G. Chicago: The University of Chicago Press. Reforma Política no Brasil. James and TULLOCK. A Preface to Democratic Theory. Democracy. Danilo. CASA DE RUI BARBOSA. AMORIM NETO. 2006. CARDOSO. A Arte da Política. CARVALHO. Cambridge: Cambridge University Press. 1999. BOBBIO. Brasília: Editora da Universidade de Brasília. pp. orgs. Presidencialismo de Coalizão: o dilema institucional brasileiro. Expanded edition. Direito e Poder. Fernando Henrique. Gordon. Dados. Dicionário de Política. 1986. Pietro e ZOLO. 31/1/1988. BARRY. 425-31. São Paulo: UNESP. 2. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. Rio de Janeiro: Editora FGV. Oxford: Clarendon Press. N.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO III. Presidencialismo e Governabilidade nas Américas. Norberto. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. N. 1993. David.. orgs. LEITURA COMPLEMENTAR BOBBIO. (Há tradução da versão original pela Zahar. orgs. Power. entre outros. James. Jean and ROEMER. The Idea of Democracy. COSTA. Social-democracia. 319-29. Cidadania no Brasil. Economic Origins of Dictatorship and Democracy. Belo Horizonte: UFMG. 2008. os seguintes verbetes: Ciência Política. São Paulo: Martins Fontes. BIBLIOGRAFIA BÁSICA SOBRE DEMOCRACIA ACEMOGLU. and Justice: essays in political theory 1. 2001. José Murilo de. O Estado de Direito.

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ed. Maria Teresa. Justiça e Cidadania no Brasil. Democracy and the Rule of Law. Armando Castelar. Oxford University Press. eds.) ROSENFELD. A Democracia Liberal: origens e evolução. Rio de Janeiro: Paz e Terra.. D. São Paulo: Paz e Terra. Rio de Janeiro: Bookling Publicações. Edições do Fundo Nacional de Cultura. Adam. Los Angeles: University of California Press. Bolívar.) MARTINS. Thamy. Gullermo. 1985. Thomas H. 2010. Michel and ARATO. 2-15. Democracy and the Limits of Self-Government. C. Reforma do Judiciário. POGREBINSKI. Ingeborg. Cambridge University Press. Rio de Janeiro. 2001. Luciano. 13-29. MARX. MACHADO. PRZEWORSKI. São Paulo: Fundação Konrad-Adenauer. MARAVAL. Political Liberalism. Rio de Janeiro: Zahar.Democracy. 1995. 2010. Adam. The Encyclopedia of Democracy. Adam et alii. Citizenship and Social Class and Other Essays. Leôncio Martins e LAMOUNIER. 1965. Agency an the State. Karl and ENGELS.B. New York: Cambridge University Press.C. pp. pp. Cambridge: Cambridge University Press. 2003. Mario B. pp. John. and Representation. SADEK. A General Theory of Domination and Justice. org. 1978. O Direito e a Política: Teoria de democracia. London: Laurence Wishart. 7. Judicialização ou Representação? Política. 1996 MACPHERSON.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO LIPSET. 2003. RAWS. direito e democracia no Brasil. pp. Fundação Casa de Rui Barbosa. Seymour Martin. 1998. Habermas on Lay and Democracy. Cambridge: Cambridge University Press. 1950. 1992. 161-171. PATEMAN. Andrew. F. Washington. Oxford University Press. Estado Capitalista e Burocracia no Brasil pós-64. A Reforma da Política. FGV DIREITO RIO 24 . Cambridge: Cambridge University Press. The German Ideology. Democracy. Participação e Teoria Democrática. org. Rio de Janeiro: Elsevier. Belo Horizonte: Del Rey Editora. LOVETT. 1999. 1-26 e 329-344. 2002. O’DONNELL.. Rio de Janeiro. Accountability. MARSHALL. PINHEIRO. Reforma Constitucional. (Traduzido pela Zahar em 1967. 1-21. Frank. RODRIGUES. PRZEWORSKI. 2005 (expanded edition). pp. MAUS. (Cadernos do Nosso Tempo – nova série. eds. José Maria and PRZEWORSKI. 2009. 2011. 2010. Carole.: Congressional Quarterly Books.

) SCHUMPETER. (Ler. “Cardoso and the struggle for reform in Brazil”. RJ: Vozes. Rio de Janeiro: Zahar. 2002. 1998. (www. 107-144. liberalismo. eleições e opinião pública. TOURAINE. IUPERJ. maioria e minoria. Berlin. Belo Horizonte. 40-61. STORING. ed. SHAPIRO. B. Ian et alii. Alexis de. SCHMITT. 1999. Philippe and KAHL. 3. O Que é a Democracia? Petrópolis.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO SANTOS. 2007. Gentile. democracia direta e indireta. 1999. Capitalismo. 34-58. SCHMITTER. SEN. The Concept of the Political. Journal of Democracy. Estabilidade e crise na política brasileira. Herbert. New York University Press. 7580. 49-63. 1977. Croce. São Paulo: Ática. 3. development. The State of Democratic Theory. SOUSA SANTOS. pp. Cambridge University Press. liberdade. pp. Belo Horizonte e São Paulo: Itatiaia e EDUSP. 17-39. 3-17. Alain. 2003. pp. Trotsky et alii. Lisboa: Gradiva. 2 (definição. Charles. 75-88. vol. pp. UFMG/ Rio de Janeiro. ed. The Anti-Federalist. Trechos de artigos de H. Giovanni. 91. Journal of Democracy. igualdade. Wanderley Guilherme dos. 127149. 7-52. 68-79 e 251-273. G. 1987. pp. 1 (definição de democracia. A Democracia na América. In Annual Review of Political Science. Journal of Democracy. “The origins. pp. 161-168. 1985. O Cálculo do Conflito. “How we got here: the rise of the modern order”. Chicago: The University of Chicago Press. Terry. Amaury de. 1. january/february 2012. The Real World of Democrtatic Theory. I. 181-199). pp. Princeton University Press. Ian. J. 5. Ian. Reinventar a Democracia. SHAPIRO. 59-106. pp. Hendrik.foreignaffairs. especialmente. 10.com/articles/136961/how-we-got-here) TILLY. Democracy. 2002. A Teoria da Democracia Revisitada. 2. Laski. Boaventura. 2011. participação. pp. 145-184). 123-156. vol. The Editors of Foreign Affairs. TOCQUEVILLE. 156-161. “Democracy as a universal value”. pp. 7-20. L. Amartya. 1996. tecnologia. pp. 1-38. Foreign Affairs. 10. 1996. pp. and possible decline of the modern State”. SHAPIRO. FGV DIREITO RIO 25 . Nomos XXXVI. The Rule of Law. pp. SOUZA. Carl. Socialismo e Democracia. 1994. Abridgment by Murray Dry. “What democracy is… and is not”. 1984. SPRUYT. pp. pp. Chicago: The Chicago University Press. 1996. Princeton: Princeton University Press. SARTORI. pp.

eds. Francisco.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO UNGER. México: Fondo de Cultura. São Paulo: Boitempo. Belo Horizonte e Rio de Janeiro: UFMG e IUPERJ/FAPERJ. 382-399. “Democracy and the State”. In J. Formação do Pensamento Político Brasileiro. 2002. 2006. WARREN. WEFFORT. Max. O Direito e o Futuro da Democracia. WEBER. org. The Oxford Handbook of Political Theory. Oxford University Press. Luis Werneck. 2006. 1964. Economía y Sociedad. Mark. Dryzek et alli. Roberto Mangabeira. São Paulo: Ática. 2004. FGV DIREITO RIO 26 . A Democracia e os Três Poderes no Brasil. pp. VIANNA.

Seu acervo é uma fonte privilegiada de consulta no Rio de Janeiro: o CPDOC possui o mais importante acervo de arquivos pessoais de homens públicos do país.cpdoc.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO IV: ANEXO: SELEÇÃO DE FOTOS E DOCUMENTOS SOBRE A DEMOCRACIA BRASILEIRA E A HISTÓRIA POLÍTICA DO PAÍS 1. E-mail: cpdoc@ fgv. O Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas abriga uma série de documentos relevantes sobre a história recente do país. fgv. RJ. Fax: (21) 2559-5679.30 h. REVOLUÇÃO DE 1930 a) Getúlio Vargas no Paraná. Fonte: CPDOC Fonte: CPDOC * Estas fotos e documentos fazem parte do arquivo do CPDOC. Telefone: (21) 2559-5676 / 2559-5677. informatizada e disponível na internet por meio do site www. 190 14° andar – Botafogo. O endereço do CPDOC é: Praia de Botafogo.br. FGV DIREITO RIO 27 . durante a Revolução de 1930.br. das 09. O horário de atendimento da sala de consulta é de segunda a sextafeira.00 h às 16.8 milhão de documentos. Rio de Janeiro. com cerca de 1. Cep-22253-900. Esses arquivos são abertos à consulta pública.

na presença de autoridades no palácio do Catete (1937). Fonte: CPDOC FGV DIREITO RIO 28 . ESTADO NOVO Getúlio Vargas fala à nação por ocasião da instauração do Estado Novo.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO b) Cavalaria Gaúcha no Obelisco da Avenida Rio Branco no Rio de Janeiro. Fonte: CPDOC 2.

TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO 3. 1964 a) Passagem das tropas de Minas Gerais por Petrópolis após a vitória do movimento militar. Fonte: CPDOC 4. QUEDA DE VARGAS Bustos de Getúlio Vargas após a queda de seu governo em 1945. Fonte: CPDOC FGV DIREITO RIO 29 .

24 de maio de 1964).TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO b) Parada da Vitória (Recife. Fonte: CPDOC FGV DIREITO RIO 30 .

em 09 de abril de 1964.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO c) Primeiro ‘Ato Institucional’ editado pelo regime militar. FGV DIREITO RIO 31 .

TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO FGV DIREITO RIO 32 .

TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO FGV DIREITO RIO 33 .

TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO FGV DIREITO RIO 34 .

TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO FGV DIREITO RIO 35 .

TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO Fonte: Arquivo Etelvino Lins / EL c 1964.04.09 doc 3 / CPDOC FGV DIREITO RIO 36 .

Fonte: CPDOC FGV DIREITO RIO 37 . Fonte: CPDOC b) Ulisses Guimarães e outros durante comício pró-diretas.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO 5. CAMPANHA PELAS DIRETAS a) Comício pela campanha das diretas (1984).

Fonte: CPDOC 6. CONGRESSO NACIONAL. BRASÍLIA: PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (05 DE OUTUBRO DE 1988) Fonte: CPDOC FGV DIREITO RIO 38 .TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO c)Campanha das diretas.

abordagem e organização. Não existe um trade-off necessário entre clareza e profundidade. FGV DIREITO RIO 39 .500 anos. Schlick e a necessidade de esclarecer o significado das proposições antes de discuti-las. posse e propriedade. Ao contrário: quanto mais difícil um tema. 173-183. “nothing” e “nothingness”.1 O problema das abstrações metafísicas. que deverão orientar as leituras e as discussões. ver o programa do curso. e não de autores e suas teorias. A diferença entre resolver e dissolver um problema. Termos comuns com significado difuso: política. Linguagem ideal e linguagem comum. Exemplos de proposições gramaticalmente corretas e logicamente absurdas. A teoria de Darwin não é formalizada. A história das palavras: “democracia” vem sendo usada há 2. avaliação do professor e dos alunos.) ROTEIRO DA AULA 2 Tema: O significado das palavras e o feitiço da linguagem. chamando a atenção sobre as perguntas constantes do programa. c) Breve comentário sobre cada aula. democracia. contradições lógicas. 2003. etc. Indefinições. falar como as pessoas comuns. e sobre o fato de o curso haver sido organizado em torno de temas/conceitos/ problemas. leituras prévias. etc. Notícia sobre Wittgenstein. mais importante será a clareza. O feitiço da linguagem: exemplo de Heidegger e seu discurso sobre “not”. Bacon: pensar como os sábios. direito. Termos técnicos com significado preciso: roubo e furto. Comentário de Locke sobre o risco de debates meramente verbais. participação dos alunos. O excesso de formalização e a “falsa segurança”. imprecisão conceitual. Breve notícia sobre filosofia da linguagem. O “linguistic turn” no âmbito da filosofia. culpa e dolo. São Paulo: Companhia das Letras. Impossibilidade de se analisar as democracias reais sem antes examinar a “biografia semântica” dessa palavra.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO V: ANEXO: TEMAS E ROTEIROS DAS AULAS ROTEIRO DA AULA 1 a) Apresentação do curso: objetivos. Reflexão sobre as origens dos significados das palavras. Referência ao Positivismo Lógico do Círculo de Viena. Texto: Eduardo Giannetti. (Para maiores informações. b) Exame da bibliografia obrigatória. O Mercado das Crenças. desafios e dificuldades. pp. Retórica da ostentação X qualidade da argumentação.

A origem dos estados modernos na Europa. Autoridade. Ausência de limites: Estado total. Legalidade e legitimidade do uso da força física. Crítica e autocrítica. Teoria Geral da Política. ROTEIRO DA AULA 3 Tema: Estado Texto: Charles Tilly. A nobreza. O fim da política e a utopia anarquista. As guerras de defesa e conquista. São Paulo: Campus. Origem etimológica de “política”. São Paulo: EDUSP. Significado e componentes da “polis”. base dos estados modernos. Rússia. 159-173. 2000. pp. 23-28. Aristóteles.” Vieira. FGV DIREITO RIO 40 . Sermão da Sexagésima. 222-226. Objetivos da política: níveis descritivo e prescritivo das definições de “política”. Soberania. Limites do estado na sua relação com a sociedade. e tão alto que tenham muito que entender nele os que sabem. Objetivo mínimo da política: ordem interna e defesa externa. pp. 216.) O expediente de encobrir a ignorância com uma teia de palavras desorientadoras para obter a admiração dos incautos. A dissolução do feudalismo. No caso de definições prescritivas: Quem seleciona o fim a ser atingido? Quem decide se e quando esse fim foi alcançado? O problema do “bem comum”. A gradativa centralização do poder nas mãos do rei: absolutismo monárquico. Poder: definição e tipologia. Por que o Estado brasileiro não tem cumprido a sua obrigação de garantir a segurança pública em todo o território nacional? O que pode ser feito a esse respeito? ROTEIRO DA AULA 4 Tema: Política.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO (“O estilo pode ser muito claro e muito alto. 45-50. tão claro que o entendam os que não sabem. O monopólio da força e da taxação sobre a população de um amplo território. 1996. o clero e a burguesia. Coerção e/ou negociação ante resistências sociais: Veneza e Holanda. Polônia. França e Inglaterra. Definição de estado em Weber. A formação de exércitos/marinhas permanentes e burocracias estáveis. Capital e Estados Europeus. Texto: Norberto Bobbio. 1655. Coerção.

pp. pp.) Democracia ateniense e república romana: participação direta com cidadania restrita. O que é o Estado de direito? Componentes formais e substantivos do Estado de direito. Ética e política. O conceito de sistema político. FGV DIREITO RIO 41 . 1980. do mesmo autor: O Filósofo e a Política. etc. Da oligarquia à democracia moderna. leia o original em inglês. Igualdade. (Atenção: graves problemas de tradução. Habermas. econômico e religioso nos tempos atuais. Abuso do poder. capítulos 1 e 2. O parlamento inglês. 243-257. Fundamentos da dominação: organização política. Bobbio. Dados. Schmitt. Cultura política. Questões conceituais: Weber. Alternativamente. 137-156. 232-238. 131-149. Brasília: Editora da UNB. legitimação ideológica. Soberania popular. 2001. Atores políticos. Machado. “Ideologia. proteção legal/judicial e sustentação econômica. Relações entre poderes político. ROTEIRO DA AULA 6 Tema: Ideologia e teoria política Texto: M. Dupla relação entre direito e política: produção e sustentação do direito. Formas de governo e de Estado.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO ROTEIRO DA AULA 5 Tema: Direito e política Texto: Norberto Bobbio. 2. Rio de Janeiro: Contraponto. Sobre a Democracia. Quais são os critérios que você normalmente utiliza para avaliar um governo? De onde provêm esses critérios? Eles mudam com o tempo? Por quê? ROTEIRO DA AULA 7 Tema: Democracia Texto: Robert Dahl. Legalidade e legitimidade. Sempre que possível. O surgimento da ideia de representação. Regime político. Poder de fato e poder arbitrário. ibidem. Limites do poder. Poder paralelo. 23. socialização política e dominação”. limitação e legitimação da política. pp. 2003.

capítulos 13 e 14. Rule of Law.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO ROTEIRO DA AULA 8 Tema: Poliarquia Texto: Robert Dahl. Estados Unidos e União Soviética. Limitação do poder e das funções do estado: estado mínimo. Decisões descentralizadas e centralizadas. As democracias modernas em grande escala. Consentimento. liberdade de informação. Democracia liberal e economia de mercado: o fim da história? FGV DIREITO RIO 42 . O debate sobre a democratização de outras áreas da sociedade. Distribuição do poder do estado: estado democrático. Partidos políticos. de expressão e de organização. Liberdade negativa e liberdade positiva. Se a democracia refere-se. Liberalismo versus neoliberalismo. ao mesmo tempo. Governantes eleitos. capítulos 1. O encontro entre liberalismo e democracia no século XX ante o fascismo e o comunismo. Locke. Demandas sociais e recursos políticos. Propriedade privada versus estatal dos meios de produção. Sufrágio universal. eleições periódicas. Sistemas econômicos. (Temos. no Brasil. Eficiência. Liberalismo clássico e liberalismo social. um governo de leis ou de pessoas?) Tolerância religiosa e liberdade econômica. ROTEIRO DA AULA 10 Tema: Democracia e capitalismo Texto: Robert Dahl. 2. livres e limpas. Burocracia. Contrato social. Revolução inglesa. Liberdade democrática: de resultados sócio-econômicos. 1988. capítulo 8. descreva o que é a democracia real e o que seria a democracia ideal em sua opinião. Liberalismo e Democracia. a um ideal e a uma realidade. O difícil casamento: o caso da China. Liberdade versus autoridade. ibidem. São Paulo: Brasiliense. Você acha possível que um dia o ideal se torne real? Use toda a sua imaginação para sugerir o que seria necessário para atingir esse fim. 3 e 8. ROTEIRO DA AULA 9 Tema: Liberalismo Texto: Norberto Bobbio. A democracia liberal e a social-democracia. Democracia direta e democracia representativa. Igualdade liberal: legal e de oportunidades. op. Mercado versus planejamento estatal. cidadania inclusiva.. cit.

Democracia e Mercado. A maior maioria.org. Por que os poderosos aceitam a democracia? Por que derrotas são aceitas? Por que as FGV DIREITO RIO 43 . As minorias e a tirania da maioria. pp.br) Definição ampliada de democracia: direitos civis e políticos + direitos sociais. Utilidade ou não do significado ampliado. 2003. Necessidades sociais e demandas políticas. Marshall. Rio de Janeiro: RelumeDumara. 43-44. 9-13. A fiscalização do legislativo e do executivo: decisões inconstitucionais. Sequências e ritmos históricos: Inglaterra e Brasil. 36-37. pp. Quem deve decidir se uma lei é inconstitucional? Como as democracias estáveis lidam com esse problema? Como ele é tratado no Brasil? Análise dos casos brasileiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 56-60. O que você pensa sobre isso? ROTEIRO DA AULA 13 Tema: Participação política Texto: Adam Przeworski.pnud.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO ROTEIRO DA AULA 11 Tema: Democracia ampliada Texto: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – A democracia na América Latina. Democracia real e ideal. Modelos de Democracia. Podemos impor limitações democráticas à vontade das maiorias parlamentares? Como? Tensões entre “rule of law” e “rule of democracy”. A democracia e a regra da maioria. Por que as pessoas participam da política? Como é a participação nas democracias? Qual a importância da participação quanto aos resultados do jogo político democrático? A incerteza relativa dos resultados. 1994. Tipos de maiorias. O tema das utopias. Redefinições conceituais e o perigo das linguagens privadas. ROTEIRO DA AULA 12 Tema: Regra da maioria Texto: Arend Lijphart. sociedade real e ideal. Democracia social ou justiça social? A democracia como fórmula de convivência minimamente civilizada com o fenômeno do poder político. 25-31. inglês e austríaco. O tema da “interpretação” das leis e da constituição. 247-261. O resultado aleatório e o resultado pré-fixado. (www.

1999. São Paulo: Companhia das Letras. a economia de mercado e a sociedade livre. pp. 37-44. 11-16. Reformas tópicas e reformas amplas e permanentes. pp. 207-219. Democracia Realizada: a alternativa progressista. Mecanismos de democracia direta. O “experimentalismo institucional”.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO decisões democráticas são temporárias? O que é a “judicialização da política”? Qual o seu impacto sobre o jogo democrático? ROTEIRO DA AULA 14 Tela: Socialismo e eleições Texto: Adam Przeworski. ROTEIRO DA AULA 15 Tema: Reformas Textos: Roberto Mangabeira Unger. A invenção de novas instituições que possam aperfeiçoar a democracia representativa. A comunicação direta com “o povo”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 59-61. FGV DIREITO RIO 44 . São Paulo: Boitempo. 93-104. As limitações da teoria social. 1989. 2008. Reforma e revolução. Reformas políticas. 160-166. Por que os partidos socialistas europeus decidiram participar do jogo democrático? Qual foi o dilema eleitoral que eles enfrentaram? Por que eles perdiam as eleições? Que estratégia o jogo eleitoral os forçou a adotar? Com que resultados? O que aquela experiência europeia nos ensina sobre a trajetória de partidos similares no Brasil? Qual a importância das coalizões na conquista e na manutenção do poder? “Presidencialismo de coalizão”. O Que a Esquerda Deve Propor. As consequências imprevistas e indesejadas de reformas. Capitalismo e Social-Democracia. O poder constituído e o poder constituinte. O pensamento de Burke e as revoluções americana e francesa. O problema da corrupção sistêmica na política. pp. A “temperatura” da política.

Rui Barbosa. São Paulo: EDUSP. O que significa a expressão “democracia concomitante”? Como podemos somar os aspectos positivos da democracia direta e da representativa? Variações nas taxas de participação. A Guerra Fria. pp. A ausência do ditador. São Paulo: EDUSP. História Concisa do Brasil. A revolução de 30. O autoritarismo civil-militar. 2001. O Estado Novo. Direito e Terceiro Setor. A participação nos períodos eleitorais. Argentina. A quebra do regime democrático. economia e sociedade no pensamento ocidental: quem manda em quem? ROTEIRO DA AULA 17 Tema: A república Texto: Bolívar Lamounier. Como se organiza a sociedade civil? O chamado “terceiro setor”. 2008. 11-123. As oligarquias na República Velha. Do liberalismo clássico ao social. 306-310). 9-12. 1999. Alternativamente. A participação fora das eleições. Rio de Janeiro: FGV. 283-286. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 457-515. a transição e a redemocratização. São Paulo: Editora SENAC. O papel político de Rui na organização da república brasileira. FGV DIREITO RIO 45 . pp. Chile e Uruguai: semelhanças e diferenças. pp. As ideologias do Estado forte. 49-67. O enfraquecimento do centro democrático. Adriana Lopez e Carlos Guilherme Motta. 2004. História do Brasil: uma interpretação. A abertura. Que outros instrumentos de ação política existem na sociedade civil? Estado. Brasil. Democracia. capítulo 28. A II Guerra Mundial e a FEB. 51-54. 1994. ROTEIRO DA AULA 18 Tema: 1964 Textos: Boris Fausto. 251-310 (especialmente 251-261.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO ROTEIRO DA AULA 16 Tema: Terceiro setor Texto: Joaquim Falcão. A redemocratização. Oliveira Vianna. A radicalização política. O que fazem as ONGs? Aspectos positivos e negativos das ações das ONGs. Construção de instituições democráticas. pp. Do mesmo autor: História do Brasil.

Monitor Público. a politização do Judiciário. Reforma Política e Cidadania. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO ROTEIRO DAS AULAS 19. Sistema Político Brasileiro. pp. Conflito de poderes e a Corte Constitucional de Kelsen. 284-288. Financiamento público de campanhas. Da Independência a Lula: dois séculos de política brasileira. 20-32. Executivo e Legislativo: medidas provisórias. (A relação completa das perguntas. Montesquieu e os Federalistas: variações sobre o tema da separação de poderes. 235260. São Paulo: UNESP. O Conselho Nacional de Justiça e a fiscalização do Judiciário. pp. nº 8. Rio de Janeiro: Rocco. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo/Instituto Cidadania. Fundamentação e limites da legitimidade do Judiciário em um Estado democrático de direito. 79-108. 2003. São Paulo: Novos Estudos CEBRAP. orgs. Machado. 2004. e Wanderley Guilherme dos Santos. 5-9. 2007. Rio de Janeiro: Rocco. In: Maria Vitória Benevides. pp. orgs. A federação e a representação na Câmara dos Deputados e no Senado. Fábio Wanderley Reis. consta do programa utilizado pelos alunos. 183-202. e M. A internet e a democracia virtual. 23 E 24 Tema: Judiciário e democracia Textos: Rogério Bastos Arantes. novembro 2000. Décadas de Espanto e uma Apologia Democrática. 1998. São Paulo: Augurium. Consultas populares. pp. Ingeborg Maus. presidencialismo e governabilidade. 20 E 21 Tema: Reforma política Textos: Bolívar Lamounier. Coligações em eleições proporcionais. pp. 1996. A representação das minorias. 121-144. 7-10. A judicialização da política. o ativismo judicial e a democracia. Os limites da engenharia política. Parlamentarismo. Fidelidade partidária. Paulo Vanuchi e Fábio Kerche. Locke. 45-48. pp. “Judiciário como superego da sociedade. proporcional aberto e de lista fechada. Voto facultativo. 133-135. pp. “Engenharia e Decantação”. em torno de cem. In: Lúcia Avelar e Antônio Octávio Cintra. 2005. Cláusula de barreira. Custos e benefícios das mudanças. etc.) FGV DIREITO RIO 46 . “Judiciário: entre a justiça e a política”. nº 58. “Raízes do controle externo do Judiciário”. Do mesmo autor: O Paradoxo de Rousseau: uma interpretação democrática da vontade geral. Fragmentação partidária: formação de maiorias parlamentares e os seus custos. ROTEIRO DAS AULAS 22. Sistemas eleitorais distrital e proporcional.

TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO LEANDRO MOLHANO RIBEIRO Graduado em Ciências Sociais pela UFMG(1997). FGV DIREITO RIO 47 . Políticas Públicas e Análise do Processo Decisório. Professor da Escola de Direito Rio da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Direito Rio). mestre (1999) e doutor (2005) em Ciência Política pelo IUPERJ.Realiza pesquisas nas seguintes áreas: Política e Direito.

PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO Rodrigo Vianna VICE-DIRETOR ADMINISTRATIVO Thiago Bottino do Amaral COORDENADOR DA GRADUAÇÃO Marília Araújo COORDENADORA EXECUTIVA DA GRADUAÇÃO Cristina Nacif Alves COORDENADORA DE ENSINO Andre Pacheco Mendes COORDENADOR DO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA – CLÍNICAS Paula Spieler COORDENADORA DE ATIVIDADES COMPLEMENTARES E DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS Thaís Maria L.TEORIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO FICHA TÉCNICA Fundação Getulio Vargas Carlos Ivan Simonsen Leal PRESIDENTE FGV DIREITO RIO Joaquim Falcão DIRETOR Sérgio Guerra VICE-DIRETOR DE ENSINO. Saporetti Azevedo COORDENADORA DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Márcia Barroso NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA – PLACEMENT FGV DIREITO RIO 48 .