Instituto Politécnico de Santarém Escola Superior de Educação Mestrado em Educação Social e Intervenção Comunitária 2º Ano/1º Semestre Ano etivo

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Ética e Deontologia na Intervenção Social
$alores %ticos na Intervenção Social

Docente: &amiro Mar'ues Discentes: Simone (ueir)s* n+º 12!22,!!2 Paula Caneira* n+º 12!22,!!"

%tica e -eontolo.ia na Intervenção Social

/aneiro de 2!1#
Introdução Este tra0al1o* proposto na unidade curricular %tica e -eontolo.ia na Intervenção Social* tem como o02etivo reali3ar uma re4le5ão acerca da temática $alores %ticos na Intervenção Social* a escol1a deste tema recaiu so0re o 4acto de todos os elementos do .rupo demonstrarem interesse e curiosidade em apro4undar os con1ecimentos acerca dos dilemas éticos atuais na intervenção social+ Mas 4oi tam0ém .raças a uma 4rase 'ue lemos numa revista online 'ue perce0emos a import6ncia de apro4undar a temática dos valores éticos na intervenção social* passamos a citar a 4rase 78Sou por'ue n)s somos89 em uma 4rase* esse seria o resumo da ética u0untu+8* remontando assim para o povo :0untu1 com especi4icidades pr)prias* onde a 4elicidade do outro contri0ui para a nossa pr)pria 4elicidade+ ;uma intervenção é necessário por muito 'ue di4ira dos nossos princ<pios con1ecer o meio para podermos atuar so0re as necessidades reais dos indiv<duos* .rupos ou comunidades+ Valores Etimolo.icamente valor provém do latim valere* ou se2a* 'ue tem valor* custo+ Contudo* = lu3 dos autores não e5iste uma de4inição concreta do conceito de valor* assim poder>se>á mencionar 'ue para o autor ;icolai ?artmann o conceito de valor é a'uilo pelo 'ual as coisas são valiosas* por sua ve3 o autor (uintana Ca0anas re4ere 'ue é uma 'ualidade a0strata e 'ue são ideias consistentes do mundo+ Mas 'ual será a causa da criação dos valores@ Esta 'uestão remete para dois tipos de necessidades 1umanas* as racionais e as sensitivas+ Sendo 'ue as primeiras remetem para valores racionais e as se.undas para valores vitais* ou se2a* são o resultado do meio onde o indiv<duo está inserido+ A conceito de necessidade en.lo0a não s) os direitos 0ásicos* como tam0ém a 7BCD dimensão cultural* am0iental e psicossocial da vida+ Preceitos como a li0erdade* a i.ualdade de oportunidades* a se.urança BCD* a participação e o empoEerment assumem>se como aspetos 4undamentalmente necessários BCD8 BFeresa et al+* 2!1!* p+ "2D+ Assim sendo* e5istem necessidades 0iol).icas* sensitivas e racionais* esta Gltima en.lo0a as culturais* estéticas* reli.iosas e morais+ A indiv<duo poderá apreender os valores de diversas 4ormas* para o autor Marciano $idal e5istem 'uatro 4ormas* vivendo no meio onde estão implementados os
Fradução literal de u0untu9 7Eu sou por'ue Fu és+ Eu s) posso ser uma Pessoa com as outras Pessoas8
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valores apreciados* através do e5emplo* recusando valores não apreciados e pela co.nição ou ra3ão+ Autros autores mencionam outras 4ormas de apreensão* contudo todos mencionam 'ue o indiv<duo tem de estar inserido num conte5to* onde nasce e ad'uiriu/apreendeu os valores ai vi.entes 'ue condicionam inevitavelmente o seu comportamento e as suas atitudes+ Poder>se>á re4erir 'ue e5istem diversas escalas de valores* como tal será 4eita evidHncia a duas delas* para Platão o valor principal é o 0em* 2á para Arist)teles a 4elicidade vem em primeiro lu.ar+ Porém* os valores presentes nas escalas tradu3em as épocas e os conte5tos em 'ue o indiv<duo está inserido+ Para os a0solutistas a5iol).icos e5istem valores 'ue não são condicionados nem pelo conte5to* nem pela época* e5emplo desse 4acto são os valores racionais* por sua ve3 os valores sensitivos dependem de diversos 4atores+ Ao n<vel da 1ierar'ui3ação de valores poder>se>á mencionar 'ue cada um de n)s concede di4erentes n<veis de import6ncia aos valores+ Poder>se>á tam0ém re4erir 'ue não deverão e5istir escalas de valores* pois cada um tem a li0erdade de promover o seu 0em>estar e a re4le5ão cr<tica so0re o 'ue o rodeia+ Ética A termo %tica deriva do .re.o ethos Bcarácter* modo de ser de uma pessoaD+ En'uanto ramo da 4iloso4ia* a %tica lida com o 'ue é moralmente 0om ou mau* certo ou errado* tendo por 0ase um con2unto de valores morais e princ<pios 'ue norteiam a conduta 1umana na sociedade+ A %tica* tem por o02eto o estudo do comportamento 1umano do interior de cada sociedade e por o02etivo* 'ue esse estudo permita esta0elecer n<veis aceitáveis 'ue .arantam a convivHncia pac<4ica dentro das sociedades e entre elas+ ;o 4undo* a %tica 4unciona como um re.ulador da 2ustiça social* servindo para 'ue 1a2a um e'uil<0rio e 0om 4uncionamento social* possi0ilitando 'ue nin.uém saia pre2udicado+ Este estudo vem sendo desenvolvido 1á séculos e = medida 'ue é apro4undado novas teorias sur.iram* dando ori.em a várias éticas* e5emplo disso* são as 'uatro tradiçIes éticas 'ue sur.iram no Acidente* a %tica de $irtude* a %tica Cristã* a -eontol).ica e a %tica :tilitarista+ Com tantas %ticas é 4ácil de perce0er 'ue 4oram vários os autores 'ue apro4undaram o seu estudo* de entre os 'uais salienta>se Arist)teles e Jant+ Se.undo Arist)teles* um dos te)ricos da ética da virtude* os conceitos éticos são e5tra<dos da e5periHncia e do con1ecimento da 1umanidade+ Para este autor* o o02etivo do estudo da ética é a 4elicidade do indiv<duo e 'ue a mel1or 4orma de ser 4eli3* é
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desenvolvendo ao lon.o dos anos* da vida* 'ualidades 1umanas* 4avoráveis ou des4avoráveis+ &esumindo* para Arist)teles* a %tica constitui>se como uma disciplina muito importante para a vida* por'ue no 4undo ensinava a viver 0em+ Por seu lado* a ética Jantiana distin.ue>se pelo apelo = autonomia* ao valori3ar o indiv<duo* en'uanto le.islador da sua pr)pria moral e não de moralidade e5tr<nseca+ Fe)rico e 4undador da %tica -eontol).ica* ou ética do dever* Jant sustenta 'ue se deve a.ir considerando o dever* mas tal acção deve ser praticada* so0retudo* em 4unção de uma 0oa vontade* ou se2a* independente da conse'uHncia 'ue da< advém para o indiv<duo* centrando>se na noção do Imperativo Cate.)rico9 Ka.e sempre da 4orma 'ue tu 'ueres 'ue os outros a2amLM Knão uses os outros como meio mas como um 4im em si mesmo+L ;ão o0stante a e5istHncia de várias %ticas* cada 'ual com seus princ<pios e valores* %tica si.ni4ica no 4undo* praticar o 0em* sem ol1ar a 'uemN Valores éticos -e 4acto e5iste uma diversidade de valores* tais como os valores éticos* estéticos* reli.iosos* etc+ Contudo* com 0ase na temática a0ordada é importante 4ocar os valores éticos* sendo 'ue estes en.lo0am as normas ou critérios de comportamento 'ue condicionam todas as áreas em 'ue estamos envolvidos+ Como e5emplo dos valores éticos encontra>se a verdade e a lealdade+ Assim sendo* os valores éticos contri0uem para o 4uncionamento social* pois condicionam a conduta do 1omem na sociedade+ Sendo 'ue os valores éticos construem>se com 0ase na 1ist)ria e na cultura do meio+ E5istem tam0ém a'ueles 'ue não se.uem a ética da sociedade* ou se2a* podem ter um comportamento antiético* porém para tais atos e5istem sançIes+ Intervenção Social -a leitura reali3ada para a ela0oração deste tra0al1o* depreende>se 'ue %tica* Moral* $alores %ticos* são princ<pios 'ue se encontram presentes nos mais variados aspetos da nossa vida* se2a a n<vel pessoal ou pro4issional+ A di4erença reside em 'ue a n<vel pro4issional* os princ<pios anteriormente enunciados tendem a ser escritos* sur.indo>nos so0 a 4orma de C)di.os -eontol).icos por norma assente nas Ooas Práticas 'ue se 'uerem ver desenvolvidas e respeitadas+ ;o caso concreto dos técnicos de Intervenção Social* como os Educadores Sociais* os Animadores S)cioculturais e os Fécnicos do Serviço Social* os C)di.os -eontol).icos 'ue os re.em* 4undamentam>se na Constituição da &epG0lica* na -eclaração :niversal dos -ireitos ?umanos* na Convenção Europeia para a protecção
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dos -ireitos do ?omem e das

i0erdades Pundamentais* na Convenção so0re os

-ireitos da Criança e na Carta dos -ireitos Pundamentais da :nião Europeia+ Estes C)di.os -eontol).icos espel1am a %tica Pro4issional 'ue sur.e associada a cada uma das Pro4issIes e 'ue terá uma relação direta com a con4iança 'ue a sociedade deposita no especialista 'ue e5ecuta essa mesma pro4issão+ Muitos de4endem 'ue os Estatutos ou C)di.os -eontol).icos deveriam ser al.o minimalista e não redutores do .rau de li0erdade dos pro4issionais+ Ainda assim* sente> se necessidade de ver al.umas práticas salva.uardadas ou por'ue são 0oas e se dese2a replicá>las ou por'ue são más e não se 'uer ver desenvolvido+ Assim* a cada um destes pro4issionais* é>l1es pedido o respeito por cada Ser ?umano* pelos seus direitos e li0erdades* recon1ecendo e respeitando as suas opçIes e di4erenças+ A import6ncia em a0ordar a %tica -eontolo.ia na Intervenção Social é pelo 4acto de ser uma área em 'ue o tra0al1o é reali3ado com o outro* ou se2a* é desenvolvido com 0ase em necessidades e vulnera0ilidade reais* onde o indiv<duo é um con2unto de um todo 'ue não pode ser omisso+ Esta área torna>se sens<vel no sentido em 'ue é necessário consciHncia pro4issional e pessoal 'uando se 4a3 do outro o nosso tra0al1o+ As conceitos de respeito e di.nidade devem ser tidos em conta* sendo 'ue a intervenção deverá eliminar/minimi3ar os pro0lemas e necessidades do indiv<duo* numa atuação preventiva/construtiva+ Contudo* não poder<amos dei5ar de re4letir criticamente so0re a temática da ética deontol).ica* 'ue por ve3es poderá ser s) relem0rada nos meios de comunicação social e nos casos de antiética 'ue insistem em sur.ir+ -everá ser sim um t)pico presente no conte5to pro4issional e pessoal* 0em como uma consciHncia presente 'ue não se limita unicamente aos resultados positivos para os pro4issionais+ 7A 1omem vive* toma partido* crH numa multiplicidade de valores* 1ierar'ui3a> os e dá assim sentido = sua e5istHncia mediante opçIes 'ue ultrapassam incessantemente as 4ronteiras do seu con1ecimento e4ectivo+ ;o 1omem 'ue pensa* esta 'uestão s) pode ser raciocinada* no sentido em 'ue* para 4a3er a s<ntese entre a'uilo 'ue ele crH e a'uilo 'ue ele sa0e* ele s) pode utili3ar a re4le5ão* 'uer prolon.ando o sa0er* 'uer opondo>se a ele num es4orço cr<tico para determinar as suas 4ronteiras actuais e le.itimar a 1ierar'ui3ação dos valores 'ue o ultrapassam+82
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/ean Pia.et* Sa.e3a e Ilusão da Piloso4ia+ 5

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Bibliografia &amiro Mar'ues* Educar em $alores+ Feresa et al+ B2!1!D+ Q tona da á.ua I ;ecessidades em Portu.al* Fradição e FendHncias Emer.entes+ is0oa9 Finta da C1ina+ Webgrafia 1ttp9//pt+scri0d+com/doc/11R2"#RR1/Fipolo.ia>de>valores 1ttp9//EEE+i1uonline+unisinos+0r/inde5+p1p@ optionScomTcontentUvieESarticleUidS"VW1UsecaoS"," 1ttp9//EEE+suapes'uisa+com/oT'ueTe/eticaTconceito+1tm

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