! Ano 2 | Nº 8 | Jan 2014 ISSN 2316-8102

EDUARDO KAC E A ESCRITA DO CORPO NO ESPAÇO
por Bianca Tinoco
Este texto de Bianca Tinoco foi publicado em: Concinnitas (Ano 11, vol. 2, nº 17. Dezembro de 2010. ISSN 1415-2681).

Antes, muito antes de se tornar um artista de renome graças a pesquisas envolvendo computação, robótica e biotecnologia, Eduardo Kac tornou célebre sua paixão pela palavra. Mais especificamente pela palavra falada, incorporada, que se faz voz e movimento. De 1980 a 1983, período em que criou mais de uma centena de “poemas pornôs” e projetos correlatos, ele dedicou-se a uma produção que rejeitava o suporte do papel e era pensada para o corpo em ação na cidade. Mesmo sem intenção, durante suas experiências físicas com a poesia, Kac fez performances [1], demonstrando em seus primeiros trabalhos como é fluida e porosa a linha entre as duas linguagens. Quando escreveu seu primeiro poema pornô, em janeiro de 1980, Eduardo Kac tinha 18 anos. Na adolescência, travara contato com a poesia de autores que versaram sem pudores sobre a questão do corpo, como Gregório de Matos, Manuel du Bocage e os romanos Marcial e Catulo. Também já havia bebido, àquela época, do manancial de Ezra Pound, Charles Baudelaire e Arthur Rimbaud. Dessas leituras, e também de uma oposição à poesia marginal então em voga, Kac tirou a determinação de se despojar de uma sintaxe criada para a leitura silenciosa. Ainda que tenha publicado, em 1981, os livros Nabunada não vaidinha e 24, ele se empenhou em conceber uma poesia para ser gritada na multidão, para a participação do público em espaços públicos. Na poesia de Kac, o corpo era não apenas o meio, mas o tema de seus versos. “Nesses poemas, busquei eliminar barreiras entre pornografia e erotismo, poesia e política, arte e vida.” [2] Tirando de contexto palavrões e vocábulos estigmatizados, ele buscava subverter a carga semântica desses termos, revelando o preconceito depositado sobre as palavras e libertando-as para uma fruição mais aberta e menos conservadora. “Em outros termos, palavrões normalmente usados de forma agressiva eram recontextualizados, de forma a se

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em São Paulo. pansexual. Ana Miranda (A Cigana Sacana). na Cinelândia. Cynthia Dornelles e as crianças Daniel e Joana Trindade (Os Surubins). Eduardo Kac adaptava suas criações. mas foi acompanhada pelo Topless Literário. a Gang realizou uma série de intervenções em praças. A iniciativa não durou mais que um verão. que trazia carimbado em uma etiqueta. Sandra Terra (Lady Bagaceira). Nos muros. um dos integrantes do grupo Gang. Em fevereiro de 1980. foi ! ! .” [3] Para Kac. incorporando novas técnicas de acordo com o local e com as reações do público. “Dica pura”. Naquele ano. de um lado. ele se tornou O Bufão do Escracho. com três edições até setembro de 1981. para que pudessem tomar sol em pé de igualdade com os homens. mulher de Cairo). uma manifestação poética nas areias da praia.! transformarem em panfletos políticos progressistas ou instrumentos de crítica social bemhumorada. Teresa Jardim (A Dama da Bandalha). Ele deslocava. registrava o poema-grafite Overgoze. Em 1980 e 1981. além da voz e do gestual. sem sexualizar os seios. No espaço da rua. O coletivo também era formado por Cairo Assis Trindade (O Príncipe Pornô). praias e teatros no Rio de Janeiro. formado apenas pelo neologismo. e do outro. devido às pressões da sociedade. Denise Trindade (A Princesa Pornô. um grupo de mulheres protestou na Praia de Ipanema em prol do topless. em uma acepção plural. Introduzindo outros elementos às ações da Gang. Quando se apresentou com o grupo na Biblioteca Mário de Andrade. As vivências e descobertas do grupo eram publicadas na revista Gang. como em Eclipse: o dia amanheceu tesudo o mar chupa a bucetinha do horizonte escancara um sorriso azul enquanto o sol de pau duro goza junto cualua O poeta não era o único a tentar oferecer uma visão mais natural do corpo. os poemas também eram uma atitude política. braço performático do Movimento de Arte Pornô. palavras pornográficas para a descrição de uma paisagem idílica. sem aderir à visão machista e utilitarista das classes dominantes – na época ainda fortemente associadas à repressão e à ditadura militar. fazia charadas e oferecia aos acertadores o Poemazoide – objeto assim chamado por lembrar um espermatozoide de borracha. por exemplo. “Pica dura”. da qual Kac participou. incluindo uma série de encontros de poesia às sextas-feiras. uma vez que tratavam de sexo com naturalidade.

1981 ! ! . 1980 Eduardo Kac.! expulso do palco e passou a gritar seus versos nas escadarias do prédio. Overgoze. Totem. conquistando a simpatia da imprensa local. Eduardo Kac.

tipo punk. as únicas agressões de que fui alvo até agora foram escarradas e xingamentos. descolei uma bonita pulseira sadomasô. durante o período em que trabalhou como poeta e performador [4]. camisetas estampadas pelo artista traziam poemas como Filosofia: pra curar amor platônico só uma trepada homérica Ele também usava uma pontiaguda pulseira punk. que quase não tiro da munheca. uma minissaia rosa. e de quebra curto muito um batom bem vermelho (presente do broto também) que dá charm no contraste com a minha pele polonesa mais do que branca: transparente. batom vermelho nos lábios. 1981 Ao trazer para o corpo os poemas de sua autoria.! Eduardo Kac. [5] ! ! . daí que de repentelhamente (sim porque qualquer lance repetido repetido e repetido demais cai no abismo da diluição careta ou da ortodoxia cega) me invento de fundir estas esparsas proposições de décadas precedentes (a saia no novo traje masculino de Flávio de Carvalho (anos 50) mais o batom (anos 60) mais a pulseira punk (anos 70) e caminho pelas ruas como um cidadão qualquer. em ocasiões especiais. Overgoze. minha mina me deu de presente uma mini saia rosa que combina muito bem com minhas grossas & musculosas & cabeludas pernas. Kac os assumiu e. com um contraste marcante entre os adereços femininos. O resultado era uma figura andrógina. vestiu essa opção em tempo integral. ou melhor como um cidadão comum que na verdade sou. o cabelo longo e encaracolado e o físico de um jogador de basquete – à época. Kac era atleta no Clube de Regatas Flamengo. sandálias trançadas e. Em seu armário.

1980 Eduardo Kac.! Eduardo Kac. 1981 Eduardo Kac. Pornograma #1. Pornograma #3. Pornograma #2. 1982 ! ! .

1982 Eduardo Kac. Pornograma #5.! Eduardo Kac. 1982 Eduardo Kac. 1982 ! ! . Pornograma #6. Pornograma #4.

que retornava ao papel na revelação fotográfica. o poeta considerou concretizada sua ambição literária de tornar o espaço um meio de escritura para o corpo. Criou cerca de dez poemas visuais compostos com corpos. Ao fixar-se no ! ! . 1982 Em 1981. Kac deu início à série de trabalhos Pornogramas – aquela que. Pornograma #7. chegou mais perto de alcançar seu objetivo de uma poesia escrita com o corpo. Por meio deles. especificamente para serem fotografados [6].! Eduardo Kac. segundo ele.

realizada em 13 de fevereiro de 1982. 1980 O ponto culminante das ações da Gang foi a performance coletiva Interversão. também chamada Pelo strip-tease da arte. Tendo como pretexto os 60 anos da Semana de Arte Moderna de 1922. Folheto Movimento de arte pornô: manifesto feito nas coxas.]” [7] Durante a ação. passeata e mergulho coletivo. canções. como veremos adiante. apresentação de objetos. ações interativas. pensava Kac... foi ! ! . diálogos.. Tentaram atrair outros banhistas para um banho de mar ao natural (conseguiram algumas adesões).! suporte do papel. os performadores do grupo realizaram uma Passeata Pornô. e por pouco não foram presos por atentado ao pudor. Eduardo Kac. o corpo finalmente se dava à leitura – uma contradição em relação às ideias que levaram o artista à poesia pornô. O Posto 9 ficou eletrizado [. no Posto 9 da Praia de Ipanema.] fez uso de um amplo repertório de poemas. na qual ficaram nus.. “A performance no Posto 9 [.

Sem título. O tema da publicação era a realização da passeata. tendo os integrantes da Gang como personagens principais [8]. da série Interversão.! distribuída a revista de oito páginas Pornô Comics. da série Semana de Arte Fuderna. 1981 Eduardo Kac. 1982 ! ! . Eduardo Kac. Ipanema. Sem título. criada pelo cartunista Ota uma semana antes. com tiragem de mil exemplares.

da série Interversão.! Eduardo Kac. Sem título. Ipanema. Sem título. da série Interversão. da série Interversão. 1982 Eduardo Kac. Ipanema. 1982 Eduardo Kac. Ipanema. Sem título. 1982 ! ! .

apresentou-se no evento 14 Noites de Performance.! Após a performance em Ipanema. no SESC Pompéia. e realizou em 1985 a primeira exposição de holopoesia. letras tridimensionais esculpidas com raio laser flutuam no ar. Carlos Fadon Vicente. “Em meus holopoemas. Kac continuava a transportar a poesia para o espaço. Hudinilson Jr. mas dessa vez sem a presença do corpo do autor [9]. Escracho. Em 1983. Surgem e desaparecem. durante a década. mudam de forma e de cor. apropriando-se das técnicas do holograma. Kac lançou em 1983 o livro de artista Escracho. De certa maneira. com a poesia gritada – por temer uma institucionalização das atitudes irreverentes do coletivo. A publicação reuniu textos dele. Eduardo Kac julgou ter chegado ao fim de sua relação com a Gang – e. elaborou o primeiro holopoema ou poema holográfico. em São Paulo. e Mário Ramiro – com os quais estabeleceu ampla troca. estão Carlos Drummond de Andrade e o colunista Zózimo Barrozo do Amaral. 1983 Encerrando a fase de estudos da poesia corporificada. arte ! ! . em parte. Ainda em 1982. fruto de quase dois anos de trabalho. alteram sua posição no espaço em função do ângulo de observação do espectador. Wilson Sukorski. “Da mescla de linguagens de vanguarda (videoteatro. criou seu primeiro poema digital e sentiu-se atraído pela arte tecnológica produzida em São Paulo por Otávio Donasci. por meio de encontros e cartas.” [10] Eduardo Kac. no Museu da Imagem e do Som (MIS). de afetos e desafetos – nesta última categoria.

desconstruir um imaginário. O corpo que se inscreve em um determinado espaço deixa marcas tão efêmeras que estas logo são apagadas pelo vento. Ao se expor na rua. será apoiada em registros secundários – os quais. a movimentação de outros corpos ou o esquecimento. como a criada por Eduardo Kac no início da década de 1980. grafite. trabalhado graficamente. Assim.. A performance. Ou. a escrita do corpo desenvolve-se para um leitor atento ou então para ninguém. íntima por excelência. portanto. esse impulso se inscreve em “[. o ato de escrever é inseparável do papel que lhe serve de suporte – uma superfície delicada. cujo próximo número está previsto para 2983 [. Vivenciar um trabalho artístico dessa natureza. expressões.. nas percepções que este experimenta durante a apresentação. tal reprodução não estará apoiada na presença do corpo em ação. fotografia) resultou esta panaceia da criação pansemiótica. na oportunidade do outro de fazer-se também escrita. dada a fugacidade dessa caligrafia.]” [11] A capa é um dos Pornogramas. caso ocorra..] uma espécie de ressurgência das energias vocais da humanidade. tato. ela provavelmente não ocorrerá mais. energias que foram reprimidas ! ! . ser capaz de se sentir pleno. o ar. não é tarefa das mais simples associar a escrita e a poesia à performance. A escrita do corpo desenvolve-se.! ASCII. o artista abriu mão da segurança do papel para encarar as reações às obras dele.” [12] Aqui está a grande potência de uma poesia para ser gritada na multidão.. em contato com os ouvintes. ter disponibilidade para explorar até o ponto de se transformar. na possibilidade de contato e troca deste com o outro. mas que costuma sustentar registros por mais tempo que o chão.. A poesia do corpo em performance Em um primeiro momento. De acordo com Paul Zumthor. Mesmo os registros fotográficos. O risco é momentâneo. música eletroacústica) com outras formas de expressão (cartum. nem sempre positivas. silêncios. Na imensa maioria das vezes. enquanto encontro de artista(s) com participador(es) e compartilhamento de determinados espaço e tempo.] estar aberto a uma situação/sensação nova. Uma escrita efêmera. é “[. diz Maria Beatriz de Medeiros. o que todo indivíduo é naturalmente. não conseguem abarcá-la em sua mobilidade e nos múltiplos pontos de vista possíveis. a terra. sons. cuja inscrição mais fiel é gravada no corpo e na memória do interlocutor. sensações. de fácil destruição. enfim.. Mais ainda. em meio rarefeito: se não for imediata. configura-se como uma escrita executada pelo pensamento corporificado. sonoros e audiovisuais não são capazes de fixar essa escrita em toda sua multiplicidade de gestos. porém inegável. a água. coautoria. por mais fiéis que procurem ser. em uma fala de si consigo.

um recurso para dar corpo à poesia. seguindo esse raciocínio. presente em praticamente todos os trabalhos e inegável em sua incursão na bioarte. Ou seja. surge triunfante o corpo. convidava outros a uma participação não apenas intelectual e emocional. ampliando a pesquisa dos poetas concretos com novos elementos e desenvolvendo uma linguagem alternativa à dos poetas marginais cariocas.” [13] Nesse sentido. é uma das recorrências marcantes em toda a trajetória dele.. O artista se dilui nesse corpo coletivo. uma abertura para a experiência estética por meio da ativação dos sentidos. mas também física.! durante séculos no discurso social das sociedades ocidentais pelo curso hegemônico da escrita. ao propagar verbal e gestualmente uma liberdade de conceitos. é escrita também pelas vozes e atitudes em seu entorno. impressa. seriam como rascunhos. viabiliza-se um processo em que todos leem e redigem. em um só movimento. Kac reforça a importância desse momento para sua formação artística. ou qualquer outro nome que se queira dar. ampliado por Gilles Deleuze e Félix Guattari. ! ! . Analisando os primeiros trabalhos artísticos de Kac. ele lançou mão da performance como um meio. “Do significado de uma performance faz parte o entrelaçar artista e público.] movimento que. Cabe aqui esclarecer a posição do próprio Kac. de Antonin Artaud. a iniciativa de Kac integraria um “[. para quem as obras em questão fazem parte da incursão dele na literatura..] Não apenas o corpo físico do poeta. Na estirpe de Sade & Duchamp: uma Body Poetry. uma Energy Writing. e depois retornou ao papel com a série Pornogramas. Em Antolorgia. se tornasse definitiva e capaz de ser folheada.” [16] Tal corpo.] muito além da pornografia e do erotismo. aquela que julgou ser a melhor expressão de suas ideias ligadas à escrita do corpo no espaço. compele os poetas a realizarem vocalmente sua poesia. As ações na rua. intenso e não organizado – o Corpo sem Órgãos.. desde o início do século XX.. lida em um tempo e espaço distantes de sua realização. experimentos preliminares na busca de uma inscrição que.” [14] O corpo de Kac. a contribuição dos Pornogramas é ousada ao inserir no meio impresso “caracteres” e “tipologias” corporais. ele considera. onde esses se confundem. é possível localizar um aparente paradoxo: o poeta fez a experiência de realizar suas obras no espaço urbano. Do ponto de vista da literatura. agem e observam. A poesia corporificada permite versos alheios à vontade do performador. mesmo corporal.” [15] Sem o anteparo do papel. vaiam e exultam. Um outro corpo. destacando que “[. sem a proteção de uma separação de tempos entre escrita e leitura. [... arriscou-se a ser alvo de reações violentas ao questionar tabus envolvendo a sexualidade.

demonstrou coerência no caminho trilhado pelo artista. e precedem os de uma geração de performadores cariocas mais ligada ao contexto da Geração 80 – da qual podemos citar a Dupla Especializada. do qual a voz é apenas expansão. e assim necessariamente permanecerá. Qualquer traço de imprevisibilidade foi deixado de fora. Alex Hamburger e Márcia X. “[. o artista proclamou: “Hoje.. pois a imagem do corpo foi editada e escolhida entre tantas outras no contato fotográfico.! No campo da performance. o volume real do corpo. cabe ao artista redimensionar os vetores da visualidade. os Pornogramas constituem um desvio. A irreverência e a coragem da “cara para bater” justificam o reconhecimento dessa fase pouco alardeada e pesquisada. o entorno foi recortado e silenciado pelo clique da câmera. Tão distinta de sua trajetória posterior. como o uso artístico da telepresença. fantasmática. ! ! . porém. o peso. em voz e intervenções. é a corporeirdade. empregamos a palavra performance como sinônima de arte da performance ou performance art. social e cultural. agir na tênue fronteira da intersemioticidade e situar a palavra – matéria plástica – no domínio da eletrônica. o Grupo Seis Mãos. sozinhos ou com a Gang. ela é autêntica e exemplar da sede de Kac pela experimentação. entre muitos outros. No texto “Eletropoesia”. de um corpo ameaçado e massacrado pela ditadura militar. o cheiro. Calou-se a voz do artista. Como sublinha Zumthor. Notas [1] Neste texto. Seus primeiros trabalhos. A tactilidade. Após essa série.. com o desenvolvimento da Eletropoesia e da Poesia holográfica a partir de 1982. a presença corporal múltipla característica dos tempos da poesia pornô não perdurou – em muito devido às opções tecnológicas de Kac. mediada. o abandono temporário do corpo na produção de Kac. Não há mais uma possível coexistência com o interlocutor.” [18] Mesmo que não tenha prosseguido em sua produção performática. o que se tem em praticamente todas é um corpo com o qual o interlocutor estabelece uma relação remota.. Ao pregar a liberação. são exemplos de uma conexão inegável entre performance e poesia no país. Eduardo Kac faz parte – ainda que ele não admita – da história do gênero no Brasil. o então poema/performador ajudou a anunciar uma nova era na vida política. o calor.] aquilo que se perde com os media. matérica.” [17] Ainda que ele argumente que as Eletropoesias são suas únicas obras desatreladas de uma existência corporal. congelou-se o movimento. Aimberê Cesar.

Depoimento a Bianca Tinoco (inédito). 2007. p. recepção. São Paulo: Cosac Naify. 170. literatura e comunicação. 190. 37. 2004. ___________. 263.. São Paulo: Martins Fontes. Gilles e GUATTARI. foi amplamente adotado por Renato Ferracini (Unicamp/Grupo Lume) e Fernando Pinheiro Villar (UnB). [13] ZUMTHOR. Tradução de Jefferson Luiz Camargo. na Galeria Laura Marsiaj. 269. 10. Rio de Janeiro: Ed. 16. RoseLee. por conta própria. [5] KAC. Félix. 1984. Rio de Janeiro. 1984. Performance. 34.. Ed. GOLDBERG. [14] Ibid. ___________. Chicago/Brasília. 141. [7] KAC. 2004.! [2] KAC. Antolorgia: arte pornô. 1995. 2004. Vol. [11] Ibid. p. TRINDADE. p. educação e comunidades. 99. [17] KAC. em substituição ao anglicismo performer. Vol. 265. Maria Beatriz de. [12] MEDEIROS. São Paulo. Tradução de Peter Pál Pelbart e Janice Caiafa. 264. Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. 2006. assim como outros registros do período relatado. em uma leitura cinestésica. O artista afirma que é impossível ler o holopoema sem que o leitor faça. 1997. [3] Ibid. p. Eduardo. p. de 28 de janeiro a 13 de março de 2010. entre outros. A arte da performance: do futurismo ao presente. foram exibidos por Eduardo Kac na exposição Pornogramas: 1980-1982. p. [18] ZUMTHOR. Paul. No Brasil. 34. p. KAC. 2005. Aisthesis: estética. Cairo Assis (orgs. 2004. Bibliografia DELEUZE. ! ! . Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria. p.). leitura. [4] Termo utilizado por pesquisadores iberoamericanos. Eduardo. [9] De acordo com Kac. e que denomina o artista de performance. 1. p. [8] A história em quadrinhos foi reproduzida na compilação Antolorgia: arte pornô. p. 276. Eduardo. Luz e letra: ensaios de arte. 2004. [10] KAC. Luz e letra: ensaios de arte. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. Tradução de Jerusa Pires Ferreira e Suely Fenerich. [16] KAC & TRINDADE. 5. literatura e comunicação. Codecri. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria. p. Chapecó: Argos. 15. com destaque para o mexicano Felipe Ehrenberg. organizada por Kac e Cairo Trindade em 1984 (ver Bibliografia). [15] MEDEIROS. p.. 2007. sua performance (uma quase-dança) perante o holopoema. p. [6] Os Pornogramas. 2005. o papel do corpo não desaparece na holopoesia: ele é simplesmente levado do autor para o leitor. 15/10/2009.

2005. recepção. © 2014 eRevista Performatus e o autor ! ! . Aisthesis: estética. educação e comunidades. 2007. Eduardo. Antolorgia: arte pornô. Performance.).! KAC. Cairo Assis (Org. MEDEIROS. leitura. Chapecó: Argos. Maria Beatriz de. Tradução de Jerusa Pires Ferreira e Suely Fenerich. Rio de Janeiro. Paul. ZUMTHOR. 1984. Codecri. TRINDADE. São Paulo: Cosac Naify.