EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS

Registros Públicos

2º PERÍODO

Antonio Ianowich Filho Fabiana Cotian Meireles Publio Borges Alves

PALMAS-TO/ 2006 1

EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS

Fundação Universidade do Tocantins

Reitor: Humberto Luiz Falcão Coelho Pró-Reitor Acadêmico: Galileu Marcos Guarenghi

Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Extensão: Maria Luiza C. P. do Nascimento

Pró-Reitora de Pesquisa: Antônia Custodia Pedreira

Pró-Reitor de Administração e Finanças: Maria Valdênia Rodrigues Noleto

Diretor de Educação a Distância e Tecnologias Educacionais: Claudemir Andreaci

Equipe Pedagógica – Unitins

Coordenação do Curso: José Kazuo Otsuka Conteúdos da Disciplina: Antonio Ianowich Filho Fabiana Cotian Meireles Publio Borges Alves

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EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS

APRESENTAÇÃO

Prezado(a) Acadêmico(a),

Após transcorridos os primeiros meses dessa caminhada que você se propôs a trilhar, começamos agora a adentrar mais a fundo no mundo jurídico, afinal, no semestre anterior, foi transmitido a vocês a base do estudo jurídico, restando a partir de agora o estudo das diversas especializações desse complexo e importante instrumento de manutenção e garantia da liberdade e da democracia. Para isso, dentre os diversos ramos do direito, um dos que mais influencia em nosso cotidiano é este que iremos discutir e compreender durante o transcorrer desse período, uma vez que em praticamente todos os atos de nossa vida civil, como por exemplo na celebração do casamento, na compra de uma casa, na assinatura de um contrato, enfim em praticamente todos os atos da vida civil. Portanto, fique atento ao material e siga a seqüência proposta para seus estudos, acompanhe as tele-aulas e não deixe de visitar freqüentemente as web-aulas, de forma a aprimorar e aprofundar seu aprendizado. Para auxiliar em seus estudos, optamos por manter a divisão do conteúdo em temas que abordam os diversos aspectos dos Registros Públicos. Para que você tenha um melhor aproveitamento da disciplina, é que optamos por essa divisão, pois acreditamos que essa organização irá proporcionar um maior entendimento da matéria. Esperamos que com a utilização de todos os recursos disponibilizados pelo curso, em conjunto com o material elaborado para utilização em nossa disciplina, você alcance o máximo de aproveitamento possível e acima de tudo, consiga vislumbrar a relação entre a teoria e o seu cotidiano.

Atenciosamente os Autores.

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Walter. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Aspectos históricos dos registros públicos no Brasil e no mundo Direito notarial e direito registral Princípios constitucionais Princípios da atividade notarial Princípios da atividade registral Protesto de títulos e documentos Registro civil das pessoas naturais Registro de imóveis Registro de títulos e documentos Tabelionato de notas Do registro civil das pessoas jurídicas BIBLIOGRAFIA BÁSICA CENEVIVA. Sândalo Bueno do. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR PESSOA JURIDICA. 3. Walter Cruz.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS PLANO DE ENSINO CURSO: Fundamentos e Práticas Judiciárias DISCIPLINA: Registros Públicos ANO/SEMESTRE: 2006/01 PROFESSORES: Antonio Ianowich Filho e Públio Borges Alves EMENTA: Estudo teórico e prático do Direito Notarial e Registral e das atribuições e atos dos Notários e Registradores. São Paulo: Juarez de Oliveira.. Márcio de Castro. 4 . Lair da Silva.1994.ed.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . Goiânia: Editora KELPS. 1. 2004. SWENSSON.ed. São Paulo: Saraiva. LOUREIRO FILHO. In: CASTRO. Flavio de. São Paulo: Saraiva. 2002. 4. 2003. Breves Anotações Sobre Registro de Imóveis. 1998. LOUREIRO. Compacto Dicionário Jurídico. Lei de Registros Públicos Anotada..247. NASCIMENTO. Claudia Regina de Oliveira Magalhães. Notas e Registros Públicos. Análise das disposições legais pertinentes. São Paulo: RT. MOLINARI. p.ed. Lei dos Notários e dos Registradores Comentada.

.......................................27 Tema 05 – Princípios da atividade registral...........................................Tabelionato de notas..............39 Tema 07 – Registro civil de pessoas naturais.93 Tema 11 – Registro civil das pessoas jurídicas.........................................67 Tema 09 – Registro de títulos e documentos.......................06 Tema 02 – Direito notarial e direito registral......................100 5 ...................................................................49 Tema 08 – Registro de imóveis..............32 Tema 06 – Protestos de títulos e documentos.........................................................21 Tema 04 – Princípios da atividade notarial...............................FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Sumário Tema 01 – Aspectos históricos dos registros públicos no Brasil e no mundo....................................................................................87 Tema 10 ........................13 Tema 03 – Princípios constitucionais administrativos.......EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS ........................................................................................

por fim. Na Mesopotâmia existem indícios fósseis provenientes de escavações e pesquisas. as primeiras regras jurídicas. No livro mais conhecido do planeta. em “Jeremias”. para que se conservem por muito tempo. 1700 a. 6 .C. culminando. seus principais marcos históricos e a evolução do Direito Notarial e Registral Brasileiro. este contrato de compra. contendo o selo do notário (kunuku). na emenda nº 45 de 2005 (Reforma do Judiciário). antes mesmo do Código de Hamurábi (c. na seguinte passagem: Javé ordena a Jeremias: “toma estes documentos. em que os contratos de transmissão imobiliária eram lavrados por escribas (notário) em tabuletas de argila. Introdução Neste tema faremos uma breve viagem ao passado para justificar e entender o presente.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 01 Aspectos Históricos dos Registros Públicos Objetivo Compreender os aspectos históricos e a evolução dos Registros Públicos no Brasil e no Mundo. registra-se a formalidade da compra de um imóvel nos tempos de Nabucodonosor. que apontam a existência de procedimentos destinados à publicidade registral. o exemplar selado e a cópia aberta e coloca-os em um lugar seguro.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS .). as Constituições brasileiras e a evolução do ordenamento jurídico. Os registros públicos modernos. datam de meados do século XIX. “A Bíblia”. Sob a ótica nacional. e vêm. o Deus de Israel: ainda se comprarão casas. Porque assim disse Iahweh dos Exércitos. 32:14-15). Veremos os primeiros sinais da presença dos Registros Públicos no Mundo. campos e vinhas nesta terra” (Jer. nos moldes conhecidos na atualidade. vamos analisar a influência do descobrimento do Brasil nos registros públicos. a partir de então. Primeiros Sinais A humanidade sempre se preocupou com a publicidade dos imóveis.

especificamente aos capitães donatários. que não fossem distribuídas. 179. Por outro lado. E'garantido o Direito de Propriedade em toda a sua plenitude. dentre eles o Brasil. A inviolabilidade dos Direitos Civis. Considerada a primeira lei agrária brasileira. o Brasil foi descoberto. a qual determinou que os registros estariam a cargo do Tabelião. (Livro II. pois aqui habitavam. principalmente a exploração do paubrasil. instituiu as Sesmarias. os mesmos poderiam adquirir o domínio pleno da terra. Descobrimento do Brasil No ano de 1500. de 18-09-1850). apenas populações indígenas. levando-se em consideração o local onde o imóvel estivesse situado. que nada mais eram do que Cartas de terras destacadas para o domínio privado.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . neste momento. pela maneira seguinte. se os beneficiários regulares da sesmaria cumprissem todas as condições e exigências legais. com efeito declaratório. O termo devoluto era considerado o solo que dado a particulares. voltavam para o Estado. e emprego da Propriedade do 7 . portanto ao senhor primitivo. implantando a princípio relações escravistas e atividades extrativistas. contudo. a Coroa Portuguesa. 179. Portugal estabeleceu o seu domínio e iniciou-se o período Colonial. tornando. e a propriedade. segundo as Ordenações do Reino. com finalidade de discriminar os bens do domínio público do domínio particular.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS passando por um processo evolutivo nos países ocidentais. pois reconhecia e legitimava a aquisição pela posse. inciso XXII. elaborada no período imperial. pessoa que estava incumbida de efetuar os primeiros registros junto aos livros da Paróquia Católica. a figura do registrador. XXII. os quais poderiam doá-las a quem pretendesse cultiva-la. As Ordenações do Reino de 1603 foram a primeira regra jurídica introduzida na então Colônia. e logo eram consideradas como devolutas. Se o bem publico legalmente verificado exigir o uso. As terras não registradas. e Políticos dos Cidadãos Brasileiros. um sistema geral de Registros Públicos. sendo distribuídas. ou que. O Registro do Vigário (Lei nº 601. sem existir. naquele momento. Espanha. § 15). a segurança individual. é garantida pela Constituição do Império. fora devolvido posteriormente ao poder público. Título XLV. Portugal etc. visando a incentivar a ocupação do solo. fossem concedidas a terceiros. que tem por base a liberdade. Sendo detentora do domínio das terras brasileiras. nomeados pelo Rei. da Constituição do Império de 1824: Art. conforme assegurava o art. Surge.

O § 4º do artigo 72 somente reconheceu o casamento civil. trazendo substancial avanço no sistema registral brasileiro. foram acrescentadas algumas exceções à lei anterior. pois possibilitava o negócio inter vivos e a constituição dos ônus real (art. exigindo-se a escritura pública como substância do contrato e sua inscrição no registro. dos menores e dos interditos. nos atos judiciais. mas não mencionava os registros públicos. Barão etc) e as ordens honoríficas existentes à época. Entretanto seu texto não contemplou matéria referente aos registros públicos. de 24-9-1864. Constituição de 1891 A primeira Constituição Republicana do Brasil nada dispôs sobre os registros públicos.10. Com o advento do Decreto 3. senão pela transcrição e desde a sua data. nos termos do artigo 72. O Registro Geral teve um papel econômico e social importantíssimo.. Apesar da omissão de dispositivos constitucionais acerca dos registros públicos. extinguindo privilégios como os foros de nobreza (Duque. 8 .FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Cidadão. houve. dispensando-se a exigência da inscrição junto ao Registro Geral nas transmissões “causa mortis”. determinando a competência legislativa ao Congresso Nacional para tratar do direito civil. porém garantiu igualdade e não admitia privilégios de nascimento. instituiu-se. para a época. um grande avanço nas garantias à inviolabilidade dos direitos civis e políticos dos cidadãos brasileiros. e dará as regras para se determinar a indenização. § 2º.453 de 1865. foi transformado em “Registro Geral” pela Lei nº 1. no tocante à liberdade. A Lei marcará os casos. que. e nas hipotecas gerais em favor da mulher casada. 7º) para que a transmissão não se operasse a respeito de terceiros. posteriormente. o Regime Hipotecário pela Lei Orçamentária nº 317.237.1843. será ele previamente indenizado do valor dela. em 21. Constituição de 1824 A Constituição de 1824 é a primeira norma fundamental brasileira. elaborada no regime Imperial. em que terá lugar esta única exceção. assim permanecendo até o Código Civil de 1916. segurança individual e à propriedade.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . Regime Hipotecário Em razão da necessidade de garantia para os primeiros negócios que se formavam.

tendo inclusive o legislador. tendo a referida Carta Política fixado a competência da União para legislar sobre a matéria registral. eram passados dos pais aos filhos. As demais constituições (1937. consolidaram-se numa instituição pública com a finalidade de operar a transmissão do domínio. Pela Constituição de 1988. civil. nos artigos 856 a 862 do Código Revogado.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Código Civil de 1916 Os Registros Públicos. com a entrada em vigor do Código Civil de 1916. acreditava-se erroneamente que as Serventias. 5º. à época.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . reconheceu-se o caráter privado da função registral e notarial. com a promulgação da Constituição Federal de 1988. Constituição de 1934 O termo Registro Público foi incorporado em uma Constituição Brasileira somente a partir da Constituição de 1934. 67 alínea “a”. segundo o art. por considerá-lo como um dos meios aquisitivos da propriedade.legislar sobre: a) direito penal. em seu art.” Além da inserção expressa da competência da União. separado dentro do corpo normativo um Livro para o Direito das Coisas e. bem como a necessidade da realização de concurso público para a obtenção da delegação pelo Poder Público. tais como a equiparação do casamento religioso ao casamento civil. desde que observados os impedimentos e as prescrições da lei (art. mais especificamente. ao Registro de Imóveis uma Seção distinta. alínea “a”: “Art 5º . Porém. foi determinado ainda que a atividade seria regulamentada por lei federal. 236. parágrafo 3º. conforme art. 1946 e 1967) mantiveram as disposições e fixações estabelecidas acerca do tema “Registros Públicos”. como se Direito Sucessório fosse.Compete privativamente à União: XIX . aéreo e processual. “Cartórios”. registros públicos e juntas comerciais. comercial. 163. § 1º Constituição de 1946). verificou-se ainda a fixação da competência dos Tribunais em elaborar seus regimentos internos e organizar seus cartórios e serviços auxiliares. o que ocorreu com a edição da Lei nº 9 . Constituição Federal de 1988 Até o advento da Constituição Federal de 1988.

e qual a exigência para a obtenção da delegação da atividade registraria? 10 . face às transações econômicas que surgiram. que em seu art. o Substituto imediato do Tabelião ou Registrador poderia assumir a serventia. 2 – Antes da Constituição de 1988. O ápice da evolução das funções registral e notarial ocorreu pela promulgação da Constituição Federal de 1988. independentemente de grau de parentesco com o Tabelião. Além do poder de fiscalização do Poder Judiciário.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS 8. Emenda Constitucional nº 45/04 A Emenda Constitucional nº 45/04 reformulou o Judiciário. 7º). pois possibilitava o negócio inter vivos e a constituição dos ônus real (art. ao longo da história. trazendo substancial avanço no sistema registral brasileiro. Dessa forma. evoluindo. autenticidade. instituindo-se para tanto o Conselho Nacional de Justiça. mediante a inescusável necessidade de concurso público para obtenção da delegação do Poder Público para o seu exercício. visa a garantir a publicidade. senão pela transcrição e desde a sua data. que reconheceu o caráter privado. o Conselho Nacional de Justiça ainda obteve a atribuição de receber e conhecer as reclamações contra serventias e órgãos prestadores notariais e registrais atuantes por delegação do poder público.O registro Geral teve um papel econômico e social importante. para que a transmissão não se operasse a respeito de terceiros. Atividades 1 . exigindo-se a escritura pública como substância do contrato e sua inscrição no registro. no caso específico do Brasil. como órgão de controle externo do Poder Judiciário. segurança e eficácia dos atos jurídicos.935/94. na prestação desta relevante função social. Qual a razão da instituição do Registro Geral? Comentário: A questão se fundamenta nas reais necessidades que surgiam àquela época. Síntese da Aula Os Registros Públicos existem desde a antiguidade e. 1º. qual o principal reconhecimento obtido pela atividade registral e notarial após a CF de 1988?.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . a partir do período colonial.

pessoa que estava incumbida de efetuar os primeiros registros junto aos livros da Paróquia Católica. c) Pela Constituição de 1988. que em seu art. para que ele possa identificar a mudança no caráter da atividade notarial. bem como a substancial necessidade imposta pela Constituição. d) A Emenda Constitucional nº 45/04 reformulou o Judiciário. Entretanto.Sobre os Aspectos Históricos dos Registros Públicos é correto afirmar: a) No momento em que surgiu o Registro do Vigário (Lei nº 601. segurança e eficácia dos atos jurídicos. para se evitar nomeações indesejáveis e prejudiciais à sociedade. b) A Constituição de 1824 é a primeira norma fundamental brasileira. de 18-091850). d) – A Emenda Constitucional nº 45/04 reformou o Judiciário. elaborada no regime Imperial. autenticidade. Referências Bibliográficas SILVA. como órgão de controle externo do Poder Judiciário. Aspectos da formação do espaço agrário brasileiro. não houve nenhuma manifestação de existência da figura do registrador.Siva. visa a garantir a publicidade. e identificar se no momento da vigência do Registro do Vigário existia a figura do registrador.935/94. o mesmo terá que voltar ao texto. Porém a alternativa visa obter a informação se o Conselho Nacional de Justiça obteve atribuições para conhecer das reclamações referentes às serventias. 1º.Domingos. o raciocínio jurídico.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . o Conselho Nacional de Justiça não obteve nenhuma atribuição para receber ou conhecer das reclamações contras as serventias e órgãos prestadores notariais e registrais. Comentário: a). b) – Na presente alternativa. levando-se em consideração o local onde o imóvel estivesse situado. que contemplou em seu texto normativo todas as matérias referentes aos registros públicos. o acadêmico deverá observar se a Constituição de 1824 contemplou matérias concernentes aos registros públicos c) – Verificar se a Constituição Federal de 1988 determinou a regulamentação por lei federal a atividade registral.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Comentário: O principal objetivo do enunciado é desenvolver no aluno.Nascimento. instituindo-se para tanto o Conselho Nacional de Justiça.Antes que o aluno possa marcar a alternativa correta. o que ocorreu com a edição da Lei nº 8. in: 11 . foi determinado que a atividade registral seria regulamentada por lei federal. Atividades 1 .

Ridalvo Machado de Arruda. O Notário no Brasil. MELO.Acessado.n ov.gov.br/emeron/sapem/2004/SETEMBRO/0309/ARTIGOS/A07 .br/revista/rev_1199/esp_agra.tj.gov.nov.seagri. Acessado em 13.ba. O Registro de imóveis e o cadastro.notariado.org.em. Marcelo Augusto Santana de Melo.2005.2005.em.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS .nov. Breves anotações sobre o Registro de Imóveis.13.2005.htm .asp.in:http://www.12nov. in: http://www. ARRUDA.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS http://www. in:http://www.Acessado.Acessado em 13.br/his..datavenia.ro.htm. 12 .2005.html.net/opiniao/rivmach.

Já no mundo jurídico. já a palavra “pública” é relativa ao povo. crédito. que atuam como representantes do Estado na sua atividade profissional. respectivamente: “fé” é a convicção em alguém ou alguma coisa. ou de funcionários autorizados. 1994. abordando importância dos serviços prestados por estes profissionais à sociedade. um estudo da relação de fé publica com estes indivíduos. ajustado com base no declarado ou praticado pelo profissional. é necessária a intervenção do Estado. por meio de uma atividade que será oferecida a uma sociedade. 886). sendo ele o detentor da fé publica.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS .FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 02 Direito Notarial e Direito Registral Objetivos Ser apresentado ao Direito Notarial e Registral. p. quanto à sua legitimidade e verdade” (CASTRO. para que tais atos possam ter validade. iremos abordar o Direito Registral e Notarial. 1999. A fé pública. o que é de todos. nesta aula. seria o Estado depositando confiança em um individuo. comum a todos (FERREIRA. afirmando a eficácia da atividade. p. portanto. Faremos. também. A fé pública que iremos estudar neste tema será aquela direcionada ao Notário e Registrador.164). juntamente com as atividades e funções de seus profissionais. Fé Pública Primeiramente para relatarmos sobre este conteúdo. 13 . Introdução Caro (a) Acadêmico (a). confiança. Existem alguns atos jurídicos da vida dos particulares que possuem tamanha importância que passam a ser de interesse da coletividade e. esta expressão significa dizer que “é a confiança que se tem em atos emanados de autoridade no exercício de sua função. devemos nos perguntar: QUAL O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS “FÉ” E “PÚBLICA”? As palavras fé e pública significam.

será necessário conhecermos melhor os indivíduos que estudaremos neste tema. de cunho patrimonial ou moral. referidas no art. dispondo: "Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado. mediante a fé pública que é outorgada a estes profissionais em razão da especificidade do seu ofício. Importante observar que os atos notariais são técnicos. dotados de fé pública. 61) Os serviços notariais e registrais são exercidos em caráter privado. são profissionais do direito. autenticidade. por delegação do Poder Público. p. querendo o ato em si e querendo também o resultado visado pelas partes. assim tornando o ato autêntico e válido. atendendo a interesses gerais da população. Fé pública na atividade registral e notarial A Constituição Federal de 1988. o que pode ser feito por meio da leitura do art.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . por serem representantes do Estado. pelo fato de preencherem os requisitos formais para sua consecução. 8. p. devendo ser redigidos de maneira clara e utilizando os meios jurídicos mais adequados à obtenção do fim visado. 1° da Lei n. De acordo com o disposto no art. Para entendermos melhor a fé pública. quer em caráter particular . os titulares de serviços de notas e registros são os: 14 . ou tabeliães. (CENEVIVA. E. em seu art. da Lei 8935/94 que regula as notas e registros. ou registrador. 236. segurança e eficácia dos atos jurídicos. assim com também existem atos notariais e registrais que não contêm declaração de vontade.” (Ferreira. atribuiu tratamento igualitário aos serviços notariais e de registros. apenas o reconhecimento do Estado. por delegação do Poder Público”. Delegação: “Comissão que dá a alguém o direito de agir em nome de outrem . a quem é delegado o exercício da atividade notarial e de registro. 3º da Lei 8935/94. quer com representante. Neste caso. Notários. O notário e o registrador são agentes delegados que exercem uma função pública. e oficial de registro. 1999. como no caso de reconhecimento de firma e autenticação de documentos.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS emitindo declaração de vontade.3). Sendo ela atribuída por lei "afirma a certeza e a verdade dos assentamentos que o notário e oficial de registro pratiquem e das certidões que expeçam nessa condição. 5º. com as qualidades de publicidade.935/94. 2002. visando a garantir segurança jurídica. possuem fé pública. quem representa o Estado são os indivíduos já mencionados.

IV . X . obedecida a sistemática processual fixada pela legislação respectiva. Art. regimentos. VII .fiscalizar o recolhimento dos impostos incidentes sobre os atos que devem praticar.observar os prazos legais fixados para a prática dos atos do seu ofício.manter em arquivo as leis. guardando-os em locais seguros. Mas mesmo contendo independência ele estará sujeito a fiscalização do Poder Judiciário. VI . provimentos. Não podem ser remunerados pelo Estado.guardar sigilo sobre a documentação e os assuntos de natureza reservada de que tenham conhecimento em razão do exercício de sua profissão.oficiais de registro de imóveis. V . Serventias não oficializadas seria aquelas que são determinadas pelo Estado a particulares. V . VI . assim se tratando de serviço não estatizado. III . II . o acesso à documentação existente às pessoas legalmente habilitadas.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS I .dar recibo dos emolumentos percebidos. IX . VII . 15 . XI . XIV .facilitar.afixar em local visível. papéis e documentos de sua serventia.encaminhar ao juízo competente as dúvidas levantadas pelos interessados. IV . resoluções. ordens de serviço e quaisquer outros atos que digam respeito à sua atividade. as tabelas de emolumentos em vigor. documentos. O trabalho desses profissionais passou a ser denominados “Serviços”.observar as normas técnicas estabelecidas pelo juízo competente. urbanidade e presteza. informações ou providências que lhes forem solicitadas pelas autoridades judiciárias ou administrativas para a defesa das pessoas jurídicas de direito público em juízo. XIII . III -tabeliães de protesto de títulos. II . São deveres dos notários e dos oficiais de registro: I .oficiais de registro civis das pessoas naturais e de interdições e tutelas.atender prioritariamente as requisições de papéis. o vocábulo “serviço” caracterizou os serviços registrais e notariais como trabalho técnico desenvolvido sob as ordens de um delegado do Poder Público. p.observar os emolumentos fixados para a prática dos atos do seu ofício. tanto nas atividades profissionais como na vida privada. 30. para assim fugir do termo tradicional cartório. são titulares de serventias não oficializadas. Notários e registradores são indivíduos remunerados por pessoas naturais ou jurídicas.atender as partes com eficiência.oficiais de registro de distribuição.manter em ordem os livros. XII . porem não sendo estes indivíduos considerados funcionários público.tabeliães e oficiais de registro de contratos marítimos. de fácil leitura e acesso ao público. para exclusivo cumprimento de funções ali indicadas. regulamentos. por todos os meios.tabeliães de notas. 21).EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . Como relata o autor Walter Ceneviva em sua obra “Lei dos Notários e dos Registradores Comentada” (2002. mas o termo ainda continua vigente na fala do povo.proceder de forma a dignificar a função exercida. VIII .oficiais de registro de títulos e documentos e civis das pessoas jurídicas.

autenticação de documentos etc. um deles seria o de Néri: "o direito notarial pode definir-se como o conjunto de normas positivas e genéricas que governam e disciplinam as declarações humanas formuladas sob o signo da autenticidade pública" (1980. §3º. em seu art. Função Notarial O art.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . relata quem exerce a função de notários. com fé publica. se o notário tem caráter institucional ou se é um serviço. II da lei 8935/94.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Esta lei também veio esclarecer a natureza da responsabilidade dos notários e registradores. É também motivo de muita discussão. Tabeliães e oficiais de registros de contrato marítimos (inciso II) são especialistas limitados a uma espécie contratual: a dos negócios relacionados com o comércio marítimo. sendo eles: Tabeliães de notas (inciso I) que exercem a função de receber e registrar informações pessoais do cidadão e atestar a sua autenticidade promovendo assim comum acordo e a paz social de um país. p. assegurado aos primeiros direito de regresso no caso de dolo ou culpa dos prepostos”. 322. afirmando que notário e registradores são profissionais do direito. a própria constituição federal. Apesar dos serviços notarias e de registros serem exercidos em caráter privado. impõe que o ingresso em tal atividade se dê mediante concurso publico de provas e títulos. por se constituírem delegação do poder público. a lei 8. são subordinados. Assim. de instrumentos que dão veracidade aos atos jurídicos extrajudiciais dos interesses dos solicitantes. Assim. Possuindo também um papel essencial na elaboração da documentação que valide os direitos dos cidadãos.22. mas praticante de serviços do interesse publico. se o tabelião é exercente de funções parajurisdicionais. como por exemplo: procurações. autorizados por lei. como no exterior. tanto em nosso país. Direito notarial São vários os conceitos dados a direito notarial. o qual relata que: ”os notários e oficiais de registros responderão pelos danos que eles e seus prepostos causem a terceiros.935/94 veio resolver este problema. veremos agora a função notarial. formalização e autenticação. 5º em seus incisos I. em seu art. II. 236. portanto aos 16 .) Mais claro seria dizer que são serviços prestados por notários ou tabeliões. de redação. sabendo que o direito notarial se trata de um conjunto de normas que regulam a função do notário. na prática de atos próprios da serventia.

assim visando a desobstruir o Judiciário do acúmulo de processos instaurados. A vontade das partes se refere à capacidade delas de quererem um resultado e de escolher livremente entre as alternativas expostas o que lhes é mais favorável. não podendo exercer a sua função por iniciativa própria. esclarecendo-os sobre a possibilidade jurídica de realizar-se determinado ato. conservando os originais e expedindo copias fidedignas de seu conteúdo.935/94: Aos notários compete: I . comparecendo em pessoa ou por representante aceito e identificado na forma da lei.Autenticar fatos. posto que são encarregados de lavrar protestos.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS principio gerais do Direito Comercial e aos preceitos próprios do Direito do Mar. O notário poderá também oferecer pareceres jurídicos a seus clientes. e atuando como instrumento de pacificação social. Ele dá forma e sanção pública nos atos em que intervém. o notário faz muito mais do que autenticar atos e documentos. *Importante ressaltar que no inciso II. O tabelião orienta as partes e concretiza a sua vontade na formulação do instrumento jurídico adequado à situação jurídica apresentada.Formalizar juridicamente à vontade das partes. De acordo com o art 6 º da lei 8. Os tabeliães de protesto de títulos (inciso III) atuam exclusivamente no Direito Comercial. autorizando a redação ou redigindo os instrumentos adequados. assim. deste artigo. a função do notário é de dar forma legal e conferir fé pública aos atos jurídicos. um caráter técnico por ser essencial o 17 . direcionando o direito e estabelecendo regras de convivência. A parte é a pessoa natural ou jurídica que participa do ato formalizado. E que o notário precisa ser provocado pela parte interessada para agir. sobre a forma jurídica adequada.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . II . no intuito de restabelecer a Ordem Jurídica do país. encontramos notários e registradores exercendo esta função. No exercer de sua função. autenticidade. A atividade notarial apresenta seu caráter jurídico pelo fato de ser apenas admitida quando praticada por profissional habilitado. III . bem como sobre as conseqüências que serão engendradas pelo ato.Intervir nos atos e negócios jurídicos a que as partes devam ou queiram dar forma legal ou autenticidade. segurança e eficácia dos atos jurídicos preventivamente. com interesses juridicamente protegidos. De acordo com a lei. Possui. garantindo a publicidade. consta que a denominação de tabeliães também lhes é reservada.

garantindo a segurança. sendo que.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . para garantir oponibilidade a todos os terceiros com a publicidade que lhes é inerente. com a intenção de revestir o ato de maior segurança jurídica. lavrar atas notariais. autenticar fotocópias. a qual o notário poderá com suas atribuições lavrar e proporcionando assim fé publica a este documento. portanto aos principio gerais do Direito Comercial e aos preceitos próprios do Direito do Mar. Oficiais de registros de títulos e documentos e civis das pessoas jurídicas: são profissionais titulares de duas serventias diversas. Os atos redigidos pelo notário deverão traduzir-se em instrumentos públicos. em seu artigo 7o. autenticidade e a eficácia dos atos da vida civil a que se refiram. Direito registral: O Direito Registral é voltado para o assentamento de títulos de interesse privado ou público. Os notários devem exercer sua função de forma absolutamente imparcial. no caso instrumentos notariais. 18 . 5º da lei 8935/94. iremos estudar os de registros. segue abaixo um modelo de procuração. lavrar testamentos públicos e aprovar os cerrados. pois possuem o dever de investigar os elementos levados pelas partes para a realização de um ato. Para melhor visualização deste conteúdo. visando a garantia de autenticidade. Oficial de registros de imóveis (inciso IV): sua existência no Direito Brasileiro demonstra claramente que os negócios jurídicos. relata tanto os titulares dos serviços notariais. segurança e eficácia. não transferem o domínio do bem imóvel. Função registral: Como já mencionado o art. por si só. conforme se colocou no tópico acima são subordinados. Neste momento. assegura ser de competência exclusiva dos tabeliães: lavrar escrituras e procurações públicas. quantos os registros. A lei 8935/94. buscando os meios mais adequados e condizentes com o sistema jurídico-normativo e a guarda de documentos. também são encarregados de matricular órgãos relacionados com a comunicação social.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS preenchimento dos requisitos formais para que haja uma validade jurídica dos atos. quais sejam: Tabeliães e oficiais de registro de contrato marítimos (inciso II) limitamse aos negócios relacionados com o comércio marítimo. reconhecer firmas. sendo necessário o registro do ato translativo de propriedade na circunscrição imobiliária competente. assim dar o seu parecer acerca de suas concretização.

d . Sintese da Aula Nesta aula abordamos o Direito Notarial e Registral. recebem remuneração do Estado para exercerem suas funções. dando publicidade registral erga omnes (ou seja. especificamos cada atividade desenvolvida por estes profissionais. dotando as relações jurídicas de segurança.Não pode ser considerado técnico o serviço desenvolvido pelos notários. Por fim.Consta que tantos os notários quanto os registradores. a função registral tem por finalidade constituir ou declarar o direito real. por não serem funcionários públicos. juntamente com suas funções e. Atividades 1. por não preencherem os requisitos formais para sua execução.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS - Oficiais de registros civis das pessoas naturais e de interdições e tutelas (inciso VI) são profissionais que assentam atos e fatos da vida da pessoa natural. como já visto primeiramente analisamos a fé pública que é atribuída aos notários e registradores. b. que possuem atos atribuídos por lei. através da inscrição do título respectivo. até prova em contrário. o qual são remunerados por pessoas naturais ou jurídicas. - Oficiais de registro de distribuição (inciso VII): a lei federal estendeu a obrigação do registro de distribuição a todas a comarcas em que haja mais de um serviço de protestos. a todos indistintamente).Os registradores e notários não são dotados de fé publica. podemos afirmar que: a . Logo após. 2. c.Os notário e registradores são dotados de fé pública. para assim podermos compreender a importância desse direito para sociedade. Qual a diferença de função Notarial e função Registral? 19 .EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . No que se refere ao Direito Notarial e Direito Registral.

20 . 1999. Questão nº 2: Na questão discursiva apresentada acima será necessário que verifiquem o conteúdo exposto na apostila e na bibliografia indicada. 3. FÉ. Referências Bibliográficas DELEGAÇÃO. 61. p. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. In: FERREIRA. ed.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . PÚBLICA. Aurélio Buarque de Holanda. 617. 886. será necessário que verifiquem o conteúdo exposto na apostila e a bibliografia indicada. Para obterem a resposta desta questão será necessário uma pesquisa na apostila na parte relata as funções dos notários e registradores. Dicionário de Língua Portuguesa.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Comentários Questão nº 1: para desenvolverem esta atividade.

publicidade. (. impessoalidade. de ordem pública e seus preceitos não podem 21 . os quais se encontram explicitados no caput do art. que as delega e mantém sob sua permanente fiscalização. Princípio da legalidade Vejamos a dimensão do princípio da legalidade. autenticidade. se fez imprescindível o surgimento dos serviços notariais e registrais para concretizar registros com fé pública.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 03 Princípios Constitucionais Administrativos Objetivo Conhecer os Princípios Constitucionais da Administração Pública e sua aplicação às atividades objeto dos Registros Públicos..82) A eficácia de toda atividade administrativa está condicionada ao atendimento da lei.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . segundo Hely Lopes Meirelles (1997. e publicidade dos atos.) As leis administrativas são. conforme as normas estabelecidas pelo Estado. Como já vimos. Logo. individualização e atualização dos atos da vida civil. instrumentos que garantam a eficácia dos atos. aos atos praticados terão que ser aplicados os Princípios Constitucionais que norteiam a Administração e as atividades públicas. Introdução Com a evolução da sociedade e das relações jurídicas estabelecidas entre os cidadãos. surgiram necessidades como a segurança jurídica. proteção da propriedade. Dessa forma. eficácia e segurança nas relações jurídicas e fatos naturais. moralidade administrativa e eficiência. normalmente.p. entre outros. além de garantir publicidade.. 37 da Constituição Federal. as atividades notariais e registrais são serviços públicos executados por particulares. a saber: legalidade.

Todos os atos praticados na função notarial e registral devem ser de modo impessoal.85. irrelegáveis pelos agentes públicos. no caso dos Registros Públicos não pode imperar. está prevista. 37. 31. § 1°). E o fim legal é unicamente aquele que a norma de direito indica expressa ou virtualmente como objetivo do ato. 3º. E a finalidade terá sempre um objetivo certo e inafastável de qualquer ato administrativo. nem mesmo por acordo ou vontade conjunta de seus aplicadores e destinatários. que prevalece nas relações privadas. qualifica os oficiais de registro ou registradores como profissionais do direito. o qual impõe ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim legal. 22 . inclusive. p. Esse princípio também deve ser entendido para excluir a promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos sobre suas realizações administrativas (CF. Princípio da impessoalidade. portanto. referido na Constituição de 1988 (art.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS ser descumpridos.935/94. I. em seu art. sanção disciplinar àqueles que não observarem as prescrições legais e normativas. A lei 8.): O princípio da impessoalidade. o interesse público. em seu art.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . detentores de conhecimento dos princípios e normas atinentes aos seus ofícios e à Administração Pública. a natureza de suas funções é pública: os mesmos deverão se submeter ao princípio da legalidade. logo devem prevalecer os princípios norteadores da Administração Pública. O princípio da autonomia da vontade. pois a função pública foi delegada pelo Estado ao particular. para não privilegiar e não prejudicar qualquer indivíduo que venha a se utilizar desses serviços. uma vez que contêm verdadeiros poderes-deveres. caput). só podendo praticar atos permitidos em lei. a natureza da função pública e a finalidade do Estado impedem que seus agentes deixem de exercitar os poderes e de cumprir os deveres que a lei lhes impõem. Na mesma norma. nada mais é que o clássico princípio da finalidade. de forma impessoal. 37. Apesar dos notários e registradores exercerem função em caráter privado. Para Meirelles (1997. Por outras palavras. art. Todo ato que se apartar desse objetivo sujeitar-se-á à invalidação por desvio de finalidade.

FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Dessa forma. Conforme Ceneviva (2002. O notário ou registrador poderá cobrar emolumentos. de acordo com o teor do art. 25) "a publicidade legal própria da escritura notarial registrada é. Na esfera administrativa o sigilo somente poderá ser admitido quando imprescindível à segurança da Sociedade e do Estado. (. Daí por que as leis. sob pena de responsabilidade. 5°. estando aberta aos interessados em conhecê-la. garante que: Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. em regra. entretanto. os valores éticos impostos aos 23 . se o notário ou registrador. que serão prestadas no prazo da lei. ou de interesse coletivo ou geral. isto é. de propiciação de conhecimento da conduta interna de seus agentes. passiva. como princípio de administração pública abrange toda atuação estatal. ante a oponibilidade afirmada em lei. procura-se resguardar o bem maior que são os direitos da sociedade. recusar o seu fornecimento se não houver clareza do objeto solicitado. também.) A publicidade. Este mesmo artigo 5º. p. podendo. inciso XXXIII. p.86): Publicidade é a divulgação oficial do ato para conhecimento público e início de seus efeitos externos. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. Princípio da publicidade Para Meirelles (1997. não só pelo aspecto de divulgação oficial de seus atos como. atos e contratos administrativos que produzem conseqüências jurídicas fora dos órgãos que os emitem exigem publicidade para adquirirem validade universal. perante as partes e terceiros. o mesmo estará sujeito às sanções administrativas que serão impostas pela Corregedoria de Justiça. O princípio da publicidade exige a ampla divulgação dos atos praticados pela Administração Pública. mas obrigatória para todos. para o fornecimento de certidões.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS ." Princípio da moralidade administrativa No princípio da moralidade administrativa. XXXIII da Constituição Federal. praticar atos contrários ao princípio da impessoalidade.. no exercício de seus ofícios. que representam a sua remuneração. que é o órgão fiscalizador dos serviços..

como os notários e registradores. tendo os mesmos que realizar suas tarefas de forma segura. a moral comum difere da moral administrativa. perfeição e rendimento funcional. juntamente com o princípio da legalidade e da finalidade." Para Bandeira de Melo (1997. direta. porquanto tal princípio assumiu foros de pauta jurídica. p. impessoalidade. Síntese da aula Neste tema estudamos os princípios administrativos constitucionais da legalidade. como é evidente. 37 da Constituição Federal. Para Meirelles (1997. de acordo com o princípio da moralidade administrativa: A Administração e seus agentes têm de atuar na conformidade de princípios éticos. na conformidade do art.72 e 73).EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . indiretamente ou de forma delegada.06. moralidade administrativa e eficiência. e aplica-se aos notários e registradores em razão da delegação da função pública pelo Estado. configurando ilicitude que a sujeita a conduta viciada a invalidação. de 04. Violá-los implicará violação ao próprio Direito. p. que devem ser observados no exercício das funções registrais e notariais 24 . visando ao melhoramento e capacitação dos serviços prestados pela Administração Pública.1998. 83) preleciona que a moralidade administrativa tornou-se. sendo esta "imposta ao agente público para sua conduta interna. É o mais moderno princípio da função administrativa. p. exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros (MEIRELLES. ágil e eficaz. 1997. pressuposto de validade de todo ato da Administração Pública. Compreendem-se em seu âmbito. que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade. Princípio da eficiência O princípio da eficácia incorporou no art. O princípio da eficiência pauta-se pelo bom andamento dos trabalhos da administração pública. segundo as exigências da instituição a que serve e a finalidade de sua ação: o bem comum. Para ele.90). por força da Emenda Constitucional nº 19. publicidade. Dever de eficiência é o que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza. 37 da Constituição Federal. os chamados princípios da lealdade e boa-fé.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS agentes públicos e àqueles que recebem uma função pública delegada. que promoveu a reforma administrativa.

FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS delegadas pelo Estado. d) Dever de eficiência é o que se impõem a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza. que as delega e mantém sob sua permanente fiscalização todos os atos praticados. b) No Princípio da Impessoalidade. 2 – O princípio da publicidade consiste na divulgação do ato para conhecimento público e início de seus efeitos externos. Portanto. quais os efeitos buscados pelo mesmos. e diante de quem os mesmos poderiam ser percebidos. c) No Princípio da Publicidade. os efeitos externos dos atos administrativos se manifestam antes que ocorra a divulgação oficial do ato para que todos os cidadãos dele conheçam. conforme as normas estabelecidas pelo Estado. apesar de exercidas em caráter privado. Assim. a natureza da função exercida. Atividades: 1 . porque é necessária a aplicação dos princípios constitucionais? Comentário: Para que o aluno(a) consiga resolver esta questão. o mesmo deverá identificar o caráter da atividade registral e notarial. a eficácia de toda atividade administrativa não está condicionada ao atendimento da lei.As atividades notariais e registrais são serviços públicos executados por particulares. Comentário: 25 . EXERCÍCIOS: 1 – Sobre os princípios Constitucionais da Administração Pública é correto afirmar que: a) No Principio da Legalidade. qual a importância da sua observância às atividades notariais e registrais? Comentário: O objetivo da questão é levar o acadêmico a refletir sobre as conseqüências do princípio da publicidade. perfeição e rendimento funcional.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . o exercício da atividade notarial e registral poderá ocasionar benefício de algum indivíduo. ou mesmo o prejuízo. entretanto. uma vez que estas são de natureza pública. observando.

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a) Para analisar esta alternativa, o aluno deverá observar qual o objetivo do Princípio da Legalidade para os atos praticados junto à administração pública. b) O objetivo desta alternativa é levar o acadêmico a refletir sobre o princípio da impessoalidade e sua função. c) Nesta opção é necessário observar se os efeitos ocorrem antes da publicação dos atos. d) Para analise desta alternativa, é preciso recorrer ao texto e verificar a forma pela qual, os agentes públicos praticaram os seus atos.

Referências Bibliográficas

MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 22.ed. São Paulo: Malheiros, 1997. MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 9.ed. São Paulo: Malheiros, 2000.

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Tema 04

Princípios da Atividade Notarial
Objetivo
Compreensão dos princípios que regem a função e sua importância para as atividades notariais.

Introdução
No tema anterior nós vimos que apesar da atividade notarial ser uma função pública delegada pelo Estado ao particular, portanto, de caráter privado, a mesma é regida pelos princípios constitucionais da legalidade,

impessoalidade, publicidade, moralidade administrativa e eficiência. Em razão de seu caráter privado, a atividade notarial deverá atender a outros princípios que lhe são próprios, quais sejam: fé publica notarial, forma e autenticidade.

Atividade notarial

A função notarial é uma função pública, de caráter privado exercida por um profissional de Direito (bacharel em Direito) que foi delegado pelo Estado, de maneira independente e sem vinculação hierárquica para com os funcionários da administração pública ou seus servidores. A função notarial está embasada na fé pública, e seu objetivo é formalizar atos jurídicos de interesse das partes, auxiliando o Estado no cumprimento das normas jurídicas, podendo, ainda, notificar e reconhecer como autênticos os atos públicos que lhe são apresentados. A Lei nº 8.935/94, em seu artigo 1º, disciplina que os serviços notariais e de registro são os de organização técnica e administrativa destinados a garantir a publicidade, autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos. Segundo Ceneviva (2005, p. 30), no direito brasileiro, notário e registrador são agentes públicos: o Poder Público lhes delega funções subordinadas subsidiariamente, e em certos casos, as regras colhidas no regime único da Constituição, sem jamais atingirem, porém, a condição de servidores públicos.

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O exercício da atividade notarial deve sempre se pautar pela imparcialidade, ao formalizar juridicamente a vontade das partes, na intervenção dos atos e negócios jurídicos que lhe são apresentados, ou ainda no momento da redação fidedigna de fatos, circunstâncias e documentos a serem autenticados. Tabelião de Notas A função de Tabelião de notas é concedida pelo Poder Público, mediante delegação, após o candidato ser submetido e aprovado em concurso público de provas e títulos, realizado pelo Poder Judiciário, com a participação obrigatória do Ministério Público e da Ordem dos Advogados e do respectivo Colégio Notarial do Estado. O indivíduo que executa a atividade notarial, conforme sua especialidade, será chamado de Tabelião de Notas ou Tabelião de Protestos. A competência do primeiro é a lavratura de escrituras e procurações públicas, testamentos públicos e aprovação dos cerrados, atas notariais, reconhecimento de firmas e autenticação de fotocópias, conforme o art. 7º da Lei nº 8.935/94. A competência do Tabelião de Protestos diz respeito à execução de todos os atos relacionados à inscrição de protesto dos títulos cambiários não adimplidos, tais como duplicatas, cheques, notas promissória, entre outros, cumprindo ao mesmo efetuar os protocolos dos documentos de dívida para prova do descumprimento da obrigação, intimações dos devedores do títulos para aceitá-los, devolvê-los ou pagá-los, podendo ainda receber o pagamento dos títulos protocolizados e dar quitação, entre outras funções enumeradas no art. 11 da Lei nº 8.935 de 1994. A atividade notarial é sempre remunerada pelas pessoas que utilizam seus serviços, mediante o pagamento de emolumentos que são fixados em uma tabela pelo Poder Público. A fiscalização do cumprimento desta e dos demais atos dos notários é de responsabilidade do Poder Judiciário, que em geral é a pessoa do Juiz Diretor do Foro de cada município onde está instalada a serventia, mais conhecida como “cartório”.

Princípios da atividade notarial

A atividade notarial é um serviço público de caráter privado, delegado a particulares, conforme normas estabelecidas pelo Estado, executados com a observância dos princípios administrativos da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Além dos princípios constitucionais, a atividade notarial, em todos os seus atos, obedece a outros princípios, quais sejam: Fé Pública Notarial, Forma e Autenticação.

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em determinadas 29 .935/94 que atribui aos Notários a fé pública. poderá ser considerado nulo ou anulado. para que sejam válidos e eficazes perante a sociedade. A fé pública pode ser considerada administrativa. e oficial de registro. A fé pública se dá pelo art. sendo a certificação dos atos e fatos executados por seus funcionários. obrigando-se os mesmos a serem praticados por profissionais habilitados. ou tabelião. Além da forma pública. Se algum ato notarial for praticado sem obediência aos requisitos formais e legais. dotados de fé pública. 22. que assim dispõe: “Notário.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Fé pública notarial A lei confere aos notários crédito para a declaração ou execução de seus atos. na prática de atos próprios da serventia. quando se trata de procedimentos da seara litigiosa. assegurado aos primeiros direito de regresso no caso de dolo ou culpa dos prepostos. A Lei nº 8. A fé pública notarial refere-se à presunção de veracidade e eficácia concedida às pessoas autorizadas pela lei para a execução dos atos pertinentes à função notarial. a quem é delegado o exercício da atividade notarial e de registro”. desde que esteja presente no âmbito do Poder Público. para que seja garantido o equilíbrio e a tutela dos direitos subjetivos dos usuários dos serviços. são profissionais do direito. os atos notariais deverão obedecer aos princípios do ordenamento jurídico. visando à plena eficácia das disposições de vontades das partes. Os notários e oficiais de registro responderão pelos danos que eles e seus prepostos causem a terceiros. visando a garantir a validade e a convalidação dos atos e certificações praticadas. A fé pública notarial tem por finalidade propiciar a segurança jurídica aos atos e certificações praticados pelos notários. Forma Os atos notariais devem obedecer a uma forma pública. administrativa e criminal pelos seus atos. a serem fiscalizados pelo Poder Judiciário. em livros e termos próprios.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . É considerada judicial.935/94. sendo a certificação dos atos e fatos executados pelos funcionários do Poder Judiciário. presumindo-se a veracidade e a eficácia dos negócios jurídicos que lhes são apresentados pelos usuários dos seus serviços. para que seja preservada a motivação e a veracidade buscada pelas partes. também lhes impõe o ônus da responsabilidade civil. ou registrador. Art. 3º da Lei 8.

Comentário: O acadêmico poderá encontrar a resposta. Síntese da aula Neste tema estudamos que a atividade notarial é uma função pública. para que os mesmos se constituam em acontecimentos dotados de certeza e de significância jurídica para a sociedade. podendo ainda notificar e reconhecer como autênticos os atos públicos que lhe são apresentados. 30 . será chamado de Tabelião de Notas ou Tabelião de Protestos. identificando. Atividades: 1 . imprimindo publicidade aos documentos apresentados pelo usuário do serviço público delegado. em todos os seus atos.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS situações específicas. que lhes são próprios.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . Autenticação Na atividade notarial. Forma e Autenticação. é necessário que a atividade notarial utilize-se dos princípios que a norteia. embasada na fé publica. e seu objetivo é formalizar atos jurídicos de interesse das partes. de caráter privado. que estiver em desconformidade aos requisitos e formalidades legais. quais os princípios atinentes a cada situação específica. Assim.O indivíduo que executa a atividade notarial. visando a formalizar o interesse jurídico das partes e auxiliar o Estado no cumprimento das normas jurídicas. logo a competência de cada profissional irá ser delimitada à respectiva classificação. obedece a outros princípios.Para responder ao enunciado. a autenticação é a confirmação da existência e das circunstâncias caracterizadoras do fato ou negócio jurídico apresentado pelo usuário do serviço. o aluno deverá observar que existem duas espécies de tabelião. Dessa forma. a saber: Fé Pública Notarial. qual a competência específica de cada um deles? Comentário: . auxiliando o Estado no cumprimento das normas jurídicas. A certeza trazida pela autenticação do ato notarial caracteriza a primeira e original manifestação de vontade. Portanto. para que ocorra o estabelecimento da vontade das partes e o cumprimento das leis. tais como: o testamento público. conforme sua especialidade. faça uma definição de cada um desses princípios. a atividade notarial. partindo-se da concepção de que a função notarial está embasada na fé pública. 2 – Além dos princípios constitucionais. “notas e protestos”. dessa maneira.

d) É imprescindível analisar se a fé publica é atribuída ao notário. presumindo-se a veracidade e a eficácia dos negócios jurídicos que lhes são apresentados pelos usuários dos seus serviços.br/revista/rev_1199/esp_agra.br/his.no.13. in: http://www.Notário. Referências Bibliográficas: SILVA. c) È importante nessa opção analisar a princípio o que significa a autenticidade dos atos notariais..EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . Aspectos da formação do espaço agrário brasileiro. e caso seja.Domingos.net/opiniao/rivmach.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Atividades 1 – Sobre a Atividade Notarial é correto afirmar: a) Os atos notariais não devem necessariamente obedecer a uma forma pública.935/94 que atribui aos Notários a fé pública. c) a autenticação não significa a confirmação da existência e das circunstâncias caracterizadoras do fato ou negócio jurídico apresentado pelo usuário do serviço.2005.Nascimento.O Registro de imóveis e o cadastro. e caso afirmativo.2005. in:http://www.asp 31 . Acesso em 13.Siva.gov. Comentários: a) Nesta alternativa o aluno deverá observar se para a validade e convalidação dos atos notariais é necessário o atendimento à forma pública. in: http://www.notariado.datavenia. se a responsabilidade civil também pode ser atribuída ao notário.Acesso em 13. Marcelo Augusto Santana de Melo.em. ARRUDA. O.Brasil. b) O aluno precisa nesta assertiva verificar se a fé publica é conferida pela lei.html.tj.nov. d) d) A Lei nº 8. porem não lhes impõe o ônus da responsabilidade civil em caso de danos aos usuários dos serviços.gov. quais as conseqüências para os atos notariais. 2005.ro.seagri. Breves anotações sobre o Registro de Imóveis.htm.org. b) A lei confere aos notários crédito (fé pública) para a declaração ou execução de seus atos. MELO.in: http://www.nov.br/emeron/sapem/2004/SETEMBRO/0309/ARTIGOS/A07 .ba. visando garantir a validade e a convalidação dos atos e certificações praticadas.htm .Acesso. Ridalvo Machado de Arruda.nov.

independentemente de prévia distribuição. São eles: os princípios da inscrição. desde que em conformidade com o ordenamento jurídico. especialidade ou determinação. e de imóveis. 32 . na esfera da federação competente. propiciando autenticidade.935/94 especifica no seu art. Atividade Registral A atividade registral é uma função de utilidade pública. Introdução Da mesma forma que a atividade notarial. disponibilizada a todos indistintamente. a função registral é proveniente da delegação estatal. de caráter privado. presunção e fé publica. as atribuições e competências dos oficiais de registros: Aos oficiais de registro de imóveis. segurança e eficácia dos atos jurídicos.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 05 Princípios da Atividade Registral Objetivo Trabalhar os princípios da atividade registral. sendo suas especificações: o registro de pessoas naturais. delegada pelo Estado. portanto. aos princípios constitucionais do art. 37. A função registral atende a demandas sociais básicas. de que são incumbidos. de extrema relevância para a execução da função delegada. títulos e documentos. de títulos e documentos e civis das pessoas jurídicas. obedecendo. qualificação e continuidade. jurídicas. civis das pessoas naturais e de interdições e tutelas compete a prática dos atos relacionados na legislação pertinente aos registros públicos. tutelando o direito da sociedade. Neste tema estudaremos os princípios norteadores da atividade registral. 12 e seguintes. que estudamos no Tema 03. publicidade.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . conceituá-los e apresentar suas principais características. A Lei 8. destinada a atender diretamente os interesses subjetivos das partes determinadas. mediante a publicidade dos registros e inscrições. prioridade.

O indivíduo que executa a atividade registral. informando sobre bens e direitos seus ou que lhes sejam referentes. Portanto. Para Ceneviva. podendo exercê-la junta a uma serventia específica. bens. não consumando assim. modificação ou extinção de um direito operar-se-á somente com a devida inscrição no registro competente. 33 . realizado pelo Poder Judiciário. caso ocorra estipulação negocial entre as partes. será chamado de Oficial Registrador. tal ato não adquirirá a publicidade. dentre as seguintes: registros de imóveis. (2005. O Oficial registrador é titular de uma serventia específica de interesse geral. registro de títulos e documentos civis das pessoas jurídicas.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS mas sujeitos os oficiais de registro de imóveis e civis das pessoas naturais às normas que definirem as circunscrições geográficas. Princípio da inscrição A partir da natureza específica do ato a ser realizado. Oficiais Registradores A função de Oficial registrador é concedida pelo Poder Público. a constituição. a mudança de propriedade na transferência de um imóvel. mediante delegação. registro civil das pessoas naturais. de interdições e tutelas. a benefício das garantias advindas do registro. por exemplo. com a participação obrigatória do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil e do respectivo Colégio Notarial do Estado. e esta não seja inscrita no registro compete. após o candidato ser submetido e aprovado em concurso público de provas e títulos. b) sacrifica parcialmente a privacidade e a intimidade das pessoas. 82) a publicidade registrária se destina ao cumprimento de tríplice função: a) transmite ao conhecimento de terceiros interessados ou não interessados a informação do direito correspondente ao conteúdo do registro. logo deverá obedecer aos princípios próprios da atividade registraria. “erga omnes”.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . conforme sua especialidade. e registros de distribuição. transmissão. Princípio da publicidade registral A publicidade registral é o meio utilizado para tornar público o estado jurídico de determinados atos. contra todos. os quais passamos a estudar a seguir. p. títulos e documentos.

portanto. visando à segurança jurídica. de interesse nacional ou de fiscalização pública. antes de executar seu trabalho. devendo o registrador observar rigorosamente a cronologia na ordem de apresentação do título. até prova em contrário. conforme disciplina a Lei n°. Portanto. será registrado o que primeiramente foi apresentado. O exercício da função registral não poderá se dar de forma aleatória. em seu art. o registrador deverá observar a forma. Tratando-se. Portanto. dão força probante de validade e legalidade às relações jurídicas. autenticidade e à eficácia para a realização do negócio aquisitivo imobiliário. em razão da função pública que exerce. de presunção relativa.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS c) serve para fins estatísticos. se reveste dos requisitos legais. A exemplo do Registro de imóveis. garantido. em caso de multiplicidade de títulos e direitos contraditórios. se existe a correta qualificação e capacidade das partes. quando presente o título válido. Princípio da prioridade A prioridade é dada rigorosamente de acordo com a apresentação dos registros. (art. Caso ocorra a compatibilidade de igual natureza ou mesmo diversa. Princípio da qualificação. 34 . mediante sua fé pública. observando a preferência excludente. o direito pertencente ao indivíduo em nome de quem o mesmo está transcrito. deverá analisar o objeto que irá receber a inscrição e certificar-se se o mesmo está sob a competente circunscrição registral. 182: "Todos os títulos tomarão no protocolo o número de ordem que lhes competir em razão da seqüência rigorosa de sua apresentação". subsistirá o título que tiver sido registrado em primeiro lugar. se todos tributos foram recolhidos. Princípio da presunção e fé pública registral Os registradores.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . da legalidade ou da legitimidade Ao receber a incumbência de registrar um título específico. 6015/73 (LRP). a fim de atender ao princípio da qualificação. legalidade ou legitimidade. o registrador. pois o número do protocolo é o indicador da preferência do direito tutelado. toda a inscrição presume-se verdadeira. 1231 do Código Civil). sendo o segundo título recusado por incompatibilidade com o primeiro. a validade e a conformidade com a norma jurídica.

número e de sua designação cadastral. da Lei n°. de suas características e confrontações. deverão. sua filiação. da Lei n°. 195.: separação judicial no registro civil de pessoas naturais. Princípio da especialidade ou determinação No princípio da especialidade ou determinação. à falta deste. confrontações. extinguir ou constituir algum direito. em se tratando de pessoa jurídica. sem que ocorra a pedido da parte interessada no ato a ser registrado. observando matrícula própria. No direito registral imobiliário.6015/73 (LRP): " Se o imóvel não estiver matriculado ou registrado em nome do outorgante. ex. profissão. qualquer que seja a sua natureza. conforme preceitua o art. o oficial exigirá a prévia matrícula e o registro do título anterior. devendo se pautar por um eficiente critério de organização. é necessário a qualificação do interessado. a identificação do imóvel. Averbação: registros das situações que venham a modificar. nome. se houver. domicílio. ou. localização. da denominação e de suas características. dos dados constantes do CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural). localização e área. 35 . bem como sobre os fatos ou bens particularizados no registro. por exemplo. para manter a continuidade do registro". constar no registro próprio. mantendo-se a conexão entre os distintos negócios modificativos.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Princípio da continuidade A atividade registral é um encadeamento de atos e fatos jurídicos. o princípio da continuidade é basilar. número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas do Ministério da Fazenda ou do Registro Geral da cédula de identidade. em se tratando de pessoa física. Princípio da instância ou rogação O princípio da instância ou rogação não permite atos de ofício pelo registrador. se urbano. área. 6. se rural.015/73. § 1°. nacionalidade e. A especificidade e a descrição visam a proporcionar maior segurança e eficácia jurídica para os atos praticados. a data. conforme o art. a sede social e o número de inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda. o estado civil.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . 176. logradouro. com o número de ordem. No caso específico do registro de imóveis. o mesmo deverá estar precisamente descrito e caracterizado. que será feita com indicação. do código do imóvel. extintivos ou constitutivos das situações jurídicas.

de outras circunstâncias que. como o nomes de logradouros. o art. Atividade 1.015/73: “Salvo as anotações e as averbações obrigatórias. tenham influência no registro ou nas pessoas nele interessadas. decretados pelo Poder Público comprovado por documento oficial. ou. extintivos ou constitutivos das situações jurídicas que lhe são apresentadas. estando ambas previstas no art.. civis das pessoas naturais e de interdições e tutelas compete a prática dos atos relacionados na legislação pertinente aos registros públicos.III a requerimento do Ministério Público. n. de que são incumbidos. independentemente de prévia distribuição. da demolição. e da alteração do nome por casamento ou por desquite. nós estudamos os princípios norteadores da atividade registral. Comentário: Para desenvolver esta atividade. os oficiais das respectivas serventias deverão exercê-los de forma vinculada. 13.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Na legislação brasileira. da edificação. que deve ser expressa. identificar cada princípio registral e conceituá-lo. a solicitação. quando a lei autorizar. II . as atribuições e competências dos oficiais de registros: Aos oficiais de registro de imóveis. entre outros.A Lei 8.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . 167. 167 da Lei nº 6015/73 permite que em algumas circunstâncias ocorram alterações no registro ex-oficio (sem provocação da parte interessada). No caso dos registros de imóveis. de forma a compreender que. da mudança de denominação e de numeração dos prédios. 12 e seguintes.935/94 especifica no seu art. da Lei nº 6. Síntese da Aula Neste tema. na prestação dos serviços delegados. o aluno deverá consultar o texto acima. de qualquer modo. poderá ser escrita ou verbal. mas sujeitos os oficiais de registro de imóveis e civis das pessoas naturais às normas que definirem as circunscrições geográficas. 4 e 5 da Lei nº 6015/73 (LRP). 36 . de títulos e documentos e civis das pessoas jurídicas.. os atos do registro serão praticados: I . Partindo dessas definições faça uma síntese e dê o conceito dos princípios que norteiam a atividade registral. do desmembramento e do loteamento de imóveis. Existem algumas exceções ao princípio da instância que se encontram no art. ainda. da reconstrução.por ordem judicial. inciso II.. para manter a segurança jurídica dos negócios modificativos.

dentre as seguintes: Tabelionato de Notas e documentos. da legalidade ou da legitimidade”. Sobre a atividade registral analise as proposições a seguir: I . registro civil das pessoas naturais. conforme sua especialidade será chamado de Notário ou Tabelião.Para resolução da questão. de interdições e tutelas.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Aticidades 1 . III – A atividade Registral não poderá ocorrer de forma aleatória. destinada a atender diretamente os interesses subjetivos das partes determinadas. IV – O exercício da função registral é um encadeamento de atos e fatos jurídicos. disponibilizando a todas as pessoas indistintamente. desde que em conformidade com o ordenamento jurídico. delegada pelo Estado. Assinale a alternativa correta: a) Somente a proposição I é verdadeira. podendo exercê-la junto a uma serventia específica. devendo o registrador observar rigorosamente a cronologia na ordem de apresentação do título. II – A pessoa que executa a atividade registral.O princípio apresentado é o da Continuidade. tabelionato de protesto.A Atividade Registraria tutela o direito da sociedade. a autenticidade. extintivos ou constitutivos das situações jurídicas. o aluno deverá observar qual o direito tutelado pela atividade registraria e o que está sendo disponibilizado pela mesma. pois o número do protocolo é o indicador da preferência do direito tutelado.A atividade registral é uma função de utilidade pública. d) As proposições I e IV são verdadeiras. na esfera da federação competente. de caráter privado.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . mantendo-se a conexão entre os distintos negócios modificativos. b) As proposições II e IV são falsas. e registros de distribuição. segurança e eficácia dos atos jurídicos. devendo se pautar por um eficiente critério de organização. 37 . mediante a publicidade dos registros e inscrições. c) As proposições I e III são verdadeiras. Estamos diante do “princípio da qualificação. Comentário: Proposição I .

Proposição III - O acadêmico deverá observar a maneira da execução da função registral e sua compatibilidade ao princípio específico.br/emeron/sapem/2004/SETEMBRO/0309/ARTIGOS/A07 .tj.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Proposição II – A resposta será encontrada a partir da identificação do profissional que executa a função registral.net/opiniao/rivmach.2005.2005. in: http://www. e quais as serventias que compreendem nesta atividade. Acessado em 13.gov. O Notário no Brasil. in: http://www. Breves anotações sobre o Registro de Imóveis.html. o aluno deverá observar a maneira da execução da função registral e sua compatibilidade ao princípio específico Referências Bibliográficas: SILVA. in:http://www.datavenia.org.Nascimento.asp 38 .Domingos.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . MELO.Siva.br/his.nov.ro. Marcelo Augusto Santana de Melo.Como na proposição anterior.O Registro de imóveis e o cadastro.notariado.nov. Aspectos da formação do espaço Ridalvo Machado de Arruda. Acessado em 13. Proposição IV .htm.

os tabeliães e cartórios devem realizar suas funções que a legislação atribui de forma a garantir os princípios que regem os registros públicos.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 06 Protestos de Títulos e Documentos Objetivo Conhecer as atribuições do Protesto de Títulos e Documentos. este será realizado imediatamente após a sua apresentação. sua importãncia e consequências dos registros. a emissão do recibo se dará pela distribuição (onde houver mais de um tabelionato de protesto de títulos e documentos. mais precisamente nas Leis nº 8.841/99. O regime jurídico do Protesto de Títulos e Documentos está definido na legislação federal. segurança e eficácia dos atos jurídicos. adotando critérios de eqüidade na distribuição) . Introdução Durante o estudo deste tema. precisamos inicialmente conhecer algumas características do mesmo.935/97. quais sejam: a publicidade.492/97 e 9. sendo que 39 . iremos trabalhar os conceitos e atribuições do Protesto de Títulos e Documentos. este terá que ser feito impreterivelmente no prazo de vinte e quatro horas a contar do momento do protocolo. obedecendo à ordem cronológica de entrada. No que diz respeito ao protocolo. será obrigatório a manutenção por parte destes de um centro de distribuição. a autenticidade. GENERALIDADES Ao iniciarmos o estudo deste tema. 9. sendo que o envio do títulos ao cartório para o qual foi distribuído deverá ocorrer na mesma data. e vislumbrar sua aplicação prática. de forma que ao estudar o tema você possa entender sua importância legal. mediante recibo contendo os dados essenciais do título.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . Havendo algum impedimento justificado para o imediato protocolo. principalmente naqueles que tratam dos diversos registros públicos. se houver mais de um Tabelionato. Assim como nos demais cargos públicos. enfocando sua aplicabilidade ao nosso cotidiano.

para a sua apresentação é necessária a sua conversão para a moeda nacional. este local não se constituir em requisito formal deste. desde que essa correção esteja devidamente prevista no próprio título. é imprescindível que se faça acompanhar de tradução juramentada. o protesto também não será devidamente efetivado quando for verificada a existência de vício formal. Para o recebimento dos títulos e documentos levados a protesto. os títulos e documentos serão devidamente entregues ao apresentante com os devidos apontamentos especificando as irregularidades que impossibilitam o apontamento e o protesto. e também por determinação judicial que determina a sustação do protesto. 40 . pois se o protocolo ocorrer após a emissão desta. Já nos títulos emitidos no Brasil. a praça será a do credor. mesmo após o devido protocolo do título. a praça será a do domícilio do sacado. é necessária a adoção de alguns procedimentos: Quando do recebimento dos títulos e documentos. na falta de local determinado no título ou documento e. mas em moeda estrangeira. uma vez que o título somente poderá ser pago em moeda corrente nacional. não sendo de sua competência tecer juízo de mérito a respeito de prescrição ou caducidade. As letras de Câmbio constituem-se em caso específico. pois desde que tenham circulado por endosso. sendo que por óbvio. Consistindo essas em características gerais desses Tabelionatos. Para a apresentação de títulos cuja emissão se deu fora do território brasileiro e em moeda estrangeira. serem devidamente transcritos no termo do protesto. é vedado seu apontamento ou protesto. também não se efetiva o protesto.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS este lançamento deve ser feito antes da expedição da intimação. cabe ao Tabelião verificar se estão presentes suas características de ordem formal. devendo ambos. a tradução e o título. com o pagamento do título no tabelionato. A comarca competente para se protestar ou protocolar o título é do local indicado neste e. no caso de cheque a competência para lavrar-se o protesto é a do domicílio do emitente ou do lugar do pagamento.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . Os valores constantes dos títulos podem ser devidamente corrigidos. será automaticamente irregular. sendo que se vrificada a existência de qualquer irregularidade de ordem formal. não possuam aceite e o sacador e o beneficiário consistam na mesma pessoa. DA RECEPÇÃO E APONTAMENTO DOS TÍTULOS. deverá ser observado o Decreto-Lei nº 857/69. que prevê quais os títulos e documentos passíveis de emissão em moeda estrangeira. ou ainda se houver a desistência volntária do protesto por parte do apresentante. Além dessa situação. mas se o título também não contiver essa indicação.

podemos dizer que: As duplicatas. especialmente no caso de sobrevir a sustação judicial do protesto. a entrega e o recebimento da mercadoria correspondente são mantidos em seu poder. mercantis ou de prestação de serviços.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS considerando-se como data final para conversão a data da apresentação e de acordo com o valor indicado pelo apresentante. devendo nela constar que o mandatário age em nome do mandante e todos os atos correm por conta e risco deste. Ao apresentante do título é facultado. que mantém consigo os documentos para uso futuro em caso de necessidade. que comprovam a causa do saque. no caso da duplicata mercantil. desde que todas estejam devidamente identificadas e individualizadas. assegurando que aqueles documentos originais. ou cópias devidamente autenticadas. é obrigatório a descrição dos documentos de forma resumida. 50. que devem constar do instrumento de protesto. bem como. do comprovante da efetiva entrega e do recebimento da mercadoria que deu origem ao saque da duplicata. no caso da duplicata mercantil. respectivamente. ou da declaração que veio em sua substituição.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . com exceção dos casos em que o protesto tem finalidade de instruir ação contra o próprio estabelecimento de crédito. Quando a duplicata contiver endosso não translativo. a partir de sua Obra “Notas e Registros Público”. Para a efetivação. pois se houver endosso ou aval o protesto poderá ser efetivado independente de intimação. com a finalidade única de autorizar a cobrança por terceiro com mandato do credor. com o compromisso de exibí-los a qualquer momento que exigidos. roubo ou perda também é vedado. do comprovante da efetiva prestação do serviço e o vínculo contratual que a autorizou. o pontamento de cheques devolvidos por motivo de furto. É pressuposto essencial para o apontamento e protesto de cheque a comprovação de sua apresentação ao banco e conseqüente recusa de pagamento. apontadas e protestadas mediante a apresentação de documento que comprove a venda e compra mercantil ou a efetiva prestação do serviço e o vínculo contratual que autorizou. pg. e em separado deverá ser elaborado índice com o nome do representante. 41 . que a apresentação dos documentos seja substituída por simples declaração escrita. feita sob as penas da lei . considerando o emitente desconhecido. no lugar em que for determinado. a declaração pode ser feita pelo credor-endossante e pelo apresentante e portador do título. Segundo Lair da Silva Loureiro Filho e Claudia Regina Magalhães Loureiro. Pode ainda a declaração versar por mais de uma duplicata. Editora Saraiva. sendo suprimido dos assentamentos o nome dos titulares da conta bancária de seus documentos pessoais. não aceitas somente poderão ser recepcionadas. 2004. a não ser que tenham circulado mediante endosso e não possuam aval. no que concerne às duplicatas mercantis. bem como. respectivamente. do portador do título e apresentante.

Para que se retire o protesto. As indicações de duplicatas mercantis poderão ser transmitidas e recepcionadas por meio magnético ou de gravação eletrônica de dados. Não havendo retorno dos avisos de recebimento no prazo legal. assim se manifestam Loureiro Filho e Loureiro (2004. proibindo-se a inclusão dos sacados que não assinaram o aceite e dos quais não há a prova da causa do saque. b) a advertência de que o pagamento do título. Segundo Loureiro Filho e Loureiro (2004.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS No que diz respeito à duplicata sem aceite mas que circulou sem endosso e o protesto tem a finalidade específica de assegurar o direito regressivo do portador contra qualquer das partes envolvidas. ocorrerá o protesto no dia útil imediatamente posterior a este. sendo devidamente cumprida quando for comprovada e entregue neste endereço. ela deverá ser expedida pelo tabelião para ser realizada no endereço fornecido pelo portador do documento. Caso a intimação ocorra no último dia do prazo legal. dos índices de protesto. quando se tratar de valor superior ao correspondente a quinze UFESPs. o prazo legal é de três dias úteis a contar da data do protocolo do título. as intimações deverão conter: a) o nome dos devedores com seus respectivos domicílios e residências. do termo e do instrumento de protesto. p. 53). sem a declaração substitutiva. em qualquer hipótese. o tabelião expedirá a intimação pessoal independente da intimação por outro meio. A legislação considera dia útil todo aquele em que o expediente judicial e bancário for normal. devendo ser devidamente mencionado no título o motivo do excesso de prazo. é permitido a apresentação para protesto pelo portador sem a documentação exigida por lei e. Para que a intimação seja válida.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . Ainda no que diz respeito as duplicatas. p. ou até mesmo após o término desse prazo por motivo de força maior. ou seja. Nesse caso. não sendo lavrado o protesto antes do decurso de um dia da útil data da efetiva intimação. aqueles que nele depositaram suas assinaturas. 52): O nome do sacado não aceitante não constará. apenas aqueles que estão efetivamente obrigados pelo título. entrega e recebimento da mercadoria que deu origem a duplicata. constando da certidão. excluindo-se o dia do início (protocolo) e acrescentando-se o dia do fim (vencimento). cujas declarações substitutivas poderão ser feitas e encaminhadas pelos mesmos meios. sendo efetivada por emissário do próprio tabelião ou por outro meio idôneo e do qual não paire qualquer dúvida sobre o efetivo recebimento da intimação como por exemplo por carta com aviso de recebimento. pelo nome do apresentante. só poderá ser efetuado mediante 42 . elaborando-se outro em separado.

Esses valores devem ter por base os valores de transporte coletivo. as intimações serão feitas apenas para as pessoas que tiverem obrigação em relação ao título e forem especificadas pelo representante.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS cheque visado e cruzado. no valor equivalente ao da obrigação. ficando esclarecido que a quitação é condicionada à efetiva liquidação do cheque. ou na sua falta o menos oneroso possível. e não de pagamento. assim como ocorre quando não há a sua localização. c) a advertência.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . o edital. ou cheque administrativo. Deverão ser realizadas todas as buscas necessárias à efetiva intimação do devedor. emitido em nome e à ordem do apresentante e pagável na mesma praça. elaborando-se contudo o índice normalmente. serão fixadas pelo juiz corregedor permanente. Lembrando ainda que a intimação por edital ocorrerá. expedindo-se. segundo Loureiro Filho e Loureiro (2004. deve ser devidamente certificado. As intimações podem ainda ser efetivadas por intermédio de empresas constituídas especificamente para prestar esse tipo de serviço. quando caso. As despesas decorrentes da intimação (condução). o valor e data do vencimento. de que o apontamento foi para protesto por falta de aceite. sem prejuízo dos emolumentos devidos que serão pagos no ato e em apartado. d) a data para o pagamento. que para efetuarem as intimações precisam primeiramente arquivar as procurações de seus mandatários no tabelionato de protesto de títulos competente. g) o endereço do tabelionato h) a data da apresentação do título e o número do respectivo protocolo. o número. e) o nome do apresentante do título. Sendo o protesto para garantir direito regressivo em caso de duplicata. o valor a ser pago será o correspondente ao cobrado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) para a remessa da intimação. Em se tratando de intimação por via postal. p. passando ao tabelião a incumbência de provocar a sua efetivação. e sendo o mesmo encontrado e recusando-se a receber a intimação. levando em consideração as peculiaridades de cada comarca. 55-56): 43 . f) a natureza do título. a data da emissão. assim intimando-se o sacado a vir a aceitar ou justificar a recusa.

ainda. sendo que essa desistência deverá ser feita de forma expressa e por meio de requerimento escrito. exceto se da decisão constar determinação diversa. ocasionando a indisponibilidade do mesmo. Outro fato que pode ocorrer é a sustação judicial do protesto. apresentar o original da decisão. o tabelião efetivara o protesto. desde que seja na Comarca ou numa das Comarcas agrupadas. é facultado ao apresentante desistir do protesto. Para a garantia da publicidade. Não o fazendo nesse prazo. quando deverá ser pago em cheque visado e cruzado ou cheque administrativo. Após a ordem de sustação tornar-se definitiva. será encaminhada ao juízo competente. incerta ou ignorada. pago ou retirado. quando for tentada a intimação pessoal no seu endereço. o protesto não será tirado no dia útil imediatamente posterior. DO PAGAMENTO Os títulos e documentos apresentados para protesto serão pagos ao tabelião no valor declarado quando de sua apresentação. contendo todos os requisitos da intimação e também a data de sua publicação. Havendo necessidade de consulta ao apresentante para a materialização do ato.. e tratando-se de protesto em que constata-se a falência do aceitante a intimação é facultativa. mediante expressa determinação do juízo que determinou a sua sustação. arquivando o pedido de desistência e anotando a devolução do título no livro de protocolo. ou. o tabelião cumprirá imediatamente a determinação. a não ser que o valor exceda a quinze UFESPs. sendo esse pagamento em dinheiro. Os mandados de sustação devem ser imediatamente cumpridos. se a pessoa indicada para aceitar ou pagar for desconhecida.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A intimação será feita por edital.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . no prazo de dois dias. o mesmo somente poderá ser protestado. cabendo aos interessados. ainda. nominal ao apresentante e da praça devendo as demais custas decorrentes serem pagas em espécie de forma 44 . os editais deverão ser divulgados por jornais locais e afixados no próprio tabelionato. desde que pague as devidas custas. acrescido das custas decorrentes do protesto. sendo que se a decisão for transmitida via fax. A intimação não é obrigatória quando o aceitante ou devedor tenha feito declaração no próprio título de recusa do aceite ou pagamento do título.. devendo posteriormente ser arquivados em ordem cronológica. uma vez que após sua sustação. DA DESISTÊNCIA E DA SUSTAÇÃO DO PROTESTO Anteriormente a efetiva lavratura do protesto. devolvendo o tabelião o título imediatamente após o protocolo do pedido.

o protesto por tais fundamentos poderá ser baseado nas indicações da duplicata ou por segunda via da letra de cãmbio. é vedado o apontamento. As duplicatas mercantis e de serviços sem aceite dependerão de comprovação de sua causa. p. aceite.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . sendo vedada sua lavratura sem previsão expressa em lei. É vedada a escusa do pagamento desde que efetuado no prazo legal. devolução. Com o efetivo pagamento. com a redação dada pela Lei Federal n. como furto roubo ou perda desses títulos. somente poderá ser protestado o título por falta de pagamento. obrigatoriamente. este será devidamente protestado no prazo legal. ou da efetiva prestação do serviço e do vínculo contratual que autorizou o saque. da entrega e do recebimento da mercadoria. mediante recibo. o título é imediatamente devolvido ao credor ou a quem efetuou o pagamento. são pertinentes os comentários de Loureiro Filho e Loureiro (2004. cujo nome não poderá ser apontado. após vencida a obrigação. como o pagamento e a sustação do mesmo. Os valores referentes à quitação do título serão disponibilizados ao credor no primeiro dia útil posterior ao pagamento. Se o pagamento consistir de parcela da dívida. de 1º de novembro de 1977. A lavratura de protesto por falta de aceite somente será efetivada antes de vencida a obrigação e dentro do prazo legal para o aceite ou a evolução. para que sejam tidas como exigíveis e possam ser protestadas. dentro do tabelionato em seu horário normal de funcionamento. vedada a exigência de qualquer formalidade não prevista na lei que regula a emissão e circulação das duplicatas. essa será devidamente quitada em documento separado e o original será devolvido ao apresentante. Salvo disposição legal expressa. de 18 de julho de 1968. DO PROTESTO Não ocorrendo nenhuma hipótese que impeça o protesto. Bem como nos casos em que o aceite é pressuposto de validade do título. constar no termo de protesto.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS individualizada. sendo entregue o respectivo instrumento ao apresentante no dia útil imediatamente posterior a sua lavratura. Os devedores dos títulos e documentos. 59-60): Quando o sacado retiver a letra de câmbio ou a duplicata enviada para aceite além do prazo legal. Sendo a quitação efetuada por meio de cheque. Este protesto será efetivado apenas por falta de pagamento. pois. No que diz respeito à duplicata e à letra de câmbio. na forma da Lei Federal n. excetuado o titular de conta corrente bancária que tenha cheques devolvidos por motivos justificáveis. 5474. fica condicionada à liquidação deste e a entrega do título somente se dará depois de efetivamente liquidado. na falta desse. bem como aqueles que forem indicados como responsáveis pelo cumprimento das obrigações neles contidos deverão. 6458. para fins falimentares específicos. não há juros nem tampouco comissão de permanência no cálculo do totak do débito. 45 .

natureza do título ou documento de dívida. com todas as folhas devidamente rubricadas e numeradas. nome dos devedores. que necessariamente possui índice. nome da pessoa que o apresenta. Sua escrituração é obrigatoriamente diária. por seu substituto legal ou escrevente com a devida autorização. o Livro Protocolo dos títulos e documentos que lhe são apresentados. DOS LIVROS E ARQUIVOS Assim como nos demais serviços registrais. ou a reprodução das indicações que tiverem sido feitas pelo apresentante. lavrando-se o devido termo de encerramento. nome e endereço do apresentante. O livro de protesto será iniciado e encerrado pelo tabelião. valor. por falta de pagamento. mas além destes. contendo necessariamente as seguintes informações: número de ordem. com o número total de títulos apresentados no dia. com seu respectivo endereço. Havendo. por seu substituto legal ou pelo escrevente autorizado. número do documento de identificação do devedor. havendo a necessidade de diariamente se realizar o seu fechamento. aquiescência do portador do aceite por honra. a transcrição literal é substituída por esta reprodução que passa a ser parte integrante do documento protestado. É nesse livro que são feitos os assentamentos dos protestos. “que será único e no qual serão lavrados os termos dos protestos especiais para fins falimentares. 46 . o protesto de títulos e documentos mantém os livros obrigatórios. tudo de acordo com a legislação. transcrição do título ou documento de dívida e de suas declarações. e o Livro de Protesto. certidão de não haver sido encontrada ou de ser desconhecida a pessoa indicada para aceitar ou pagar. possui dois livros específicos. data e assinatura do tabelião. indicação dos intervenientes voluntários e das firmas por eles honradas. certidão da intimação feita e de eventual resposta. O Livro Protocolo pode ser escriturado tanto manual como mecanicamente. seu substituto legal ou escrevente autorizado. instrumento de reprografia ou qualquer forma de gravação eletrônica da imagem do título.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . no tabelionato. Esses livros serão escriturados pelo tabelião.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Para a formação do termo do protesto é necessário a observãncia de alguns pressupostos: • • • • • • • • • data e número de protocolo. espécie de protesto e ocorrências. devidamente inscrito no termo.

alguns documentos que devem ser arquivados nos tabelionatos de protesto. devendo ser conservados. seu tipo e motivo do protesto. salvo por requerimento por escrito do próprio devedor ou por ordem 47 . a anuência será dada por este. pelo prazo legal. p. CANCELAMENTOS E AVERBAÇÕES As retificações de erros materiais podem ser realizadas de ofício ou por requerimento da parte. ficará vinculada à apresentação dos documentos que demonstrem o erro e com o eventual instrumento de protesto. que terá sua cópia devidamente arquivada. comprovantes de devolução dos títulos ou documentos de dívida irregulares que não possam ser apontados. Quando o cancelamento se der por outro motivo que não pelo pagamento. 63):. documentos apresentados para a expedição de certidões de homônimos. Já quando a retificação for oriunda de requerimento do próprio interessado. nota fiscal – fatura ou respectivo contrato de prestação de serviço. quando outorgantes e outorgados forem pessoas jurídicas. ainda. do requerimento. em documentos devidamente arquivados. Uma vez cancelado. poderá ser provado por declaração de anuência do credor originário devidamente reconhecida a firma deste. mediante a apresentação do título protestado. procurações e respectivos atos constitutivos que comprovem a representação legal. e se tratando de endossatário. desde que observadas as devidas formalidades. não isentando do pagamento dos emolumentos devidos ao tabelião. ordens de retirada de títulos pelo apresentante. Existem. As realizadas de ofício são pertinentes a assentamentos específicos do serviço realizado pelo próprio ofício ou. DAS RETIFICAÇÕES. o protesto não mais cosntará de nenhuma certidão. comprovantes de entrega de pagamento aos credores. ou devidamente guardados por meio eletrônico. pelo tabelião. somente ocorrerá pela via judicial. são eles: as intimações.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . conforme o caso.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS por falta de aceite ou de devolução” Loureiro Filho e Loureiro (2004. os documentos apresentados para a averbação e o cancelamento dos protestos. ou do respectivo comprovante da prestação do serviço. juntamente com os livros. os editais. documentos comprobatórios da causa das duplicatas mercantis ou de serviços. com todos os elementos para a identificação do título. além do comprovante da entraga e do recebimento das mercadorias. ainda. declarações substitutivas. e somente podendo ser descartados com expressa autorização do juízo corregedor. mandados de cancelamento e de sustação de protestos. além é claro. Qualque interessado pode solicitar ao tabelionato o cancelamento do protesto. Tendo o cancelamento base em pagamento e este não puder ser comprovado pelo título.

devendo a mesma ser entregue em no máximo cinco dias úteis. DAS INFORMAÇÕES E CERTIDÕES Todas as informações relativas aos protestos têm caráter sigiloso. atendo-se exclusivamente às quantidades. Atividades Leia o texto atentamente e faça um resumo estrutural. apontando os principais tópicos abordados.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . conseguindo assim fazer um apanhado geral sobre a legislação que trata do assunto.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS judicial. ou CNPJ. As certidões expedidas pelo Serviço de Protesto de Títulos e outros documentos deve sempre fornecer o nome do solicitante e seu documento de identidade. bem como seu documento de identidade ou CPF. dividimos o tema de forma a abordarmos todos os aspectos pertinentes ao assunto trabalhado. a menos que a parte especifique um protesto em especial ou solicite prazo superior. sua ou daqueles que lhe representam na qualidade de prepostos. de forma a resumir o texto em apenas uma lauda. também serão entregues em cinco dias úteis. se tratar de pessoa jurídica e o tipo de protesto. devendo ainda este ser comunicado. É permitida a emissão de certidão com fins estatísticos. sendo expressamente vedada a supressão do nome de qualquer dos devedores. seu fornecimento é de competência exclusiva dos tabeliães de protesto. mediante certidão a todas as entidades interessadas. Em função disso. de regra abrangerá os últimos cinco anos. No que diz respeito as certidões em forma de relação. por culpa ou dolo. Comentário Essa atividade tem por finalidade o auxiliar na compreensão do tema e o orientá para que alcance um melhor aproveitamento em seus estudos. Para alcançarmos nosso objetivo. principalmente aquelas de caráter econômico. uma vez que este serviço é imprescindível ao exercício de diversas atividades. inclusive certidões. de acordo com a legislação. o nome do devedor. em seu pedido. as características referentes aos nomes e documentos de seu interesse. especificando. Respondem ainda civilmente os tabeliães que por seus atos causarem prejuízos a terceiros. desde que solicitadas por entidade representativa de segmento econômico. Síntese da aula Neste tema vimos a importância do Cartório de Protesto de Títulos e Documentos. As certidões individuais emitidas pelo tabelião a pedido da parte. desde que não mencionem o nome de nenhuma das partes constantes dos títulos. Essas informações somente poderão ser fornecidas por meio de requerimento escrito do devedor ou por determinação judicial. 48 .

REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS Os Ofícios de Registro Civil de Pessoas naturais possuem a sua área de abrangência e circunscrição territorial delimitada em conformidade com a Lei de Organização Judiciária local do Estado da Federação a que pertencer. interdição. interdições. estudaremos o Registro Civil das Pessoas Naturais. entre outros casos. sentenças declaratórias de ausência. por fim. quais sejam: anotações em remissões recíprocas feitas em relação a registros e averbações posteriores em atos realizados no passado.015/73). casamento. casamentos. que no caso específico do Tocantins é denominada Lei Orgânica. Introdução Os principais atos e fatos jurídicos passíveis de registro e averbação no Registro Civil de Pessoas Naturais são estabelecidos ao longo dos dispositivos da Lei de Registros Públicos (Lei nº 6. óbitos. emancipações. identificando os principais institutos e as normas jurídicas reguladoras da atividade registral. sentença declaratória de ausência. opções de nacionalidade e sentenças que defiram a legitimação adotiva. averbações de sentenças de nulidades ou anulação do casamento. São os mesmos de extrema relevância para a vida das pessoas: esta norma jurídica disciplina o nascimento. sentença declaratória de ilegitimidade ou legitimidade dos filhos na constância do casamento. Todos os atos e fatos jurídicos que podem ser registrados ou averbados junto ao Registro Civil de Pessoas Naturais encontram-se determinados junto ao art. sentença que defere adoção a menores. como por exemplo: o casamento anotado no registro de nascimento. reconhecimentos de filhos ilegítimos. e o óbito anotado no registro de casamento etc.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 07 Registro Civil de Pessoas Naturais Objetivo Neste tema. emancipação. e alterações de nomes”. as principais anotações previstas na Lei de Registros Públicos. quais sejam: “registros de nascimentos.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . 29 da Lei nº 6015/73 (Registros Públicos). 49 . óbito. adoção. Veremos.

da CF) é de ser excluída a letra c. as custas e emolumentos são isentos aos comprovadamente pobres. inserido na letra d. bem como a supressão do termo “ilegítimos”. sendo feita portanto à margem deste. bem como a primeira certidão respectiva. a legitimação adotiva foi substituída pela adoção de menor. tais como o nascimento. da LRP. logo sendo gratuita sua celebração. vale lembrar que a falsidade da declaração ensejará a responsabilidade civil e criminal do declarante. onde se diz que “O casamento é civil e gratuita sua celebração”.512 do Código Civil. casamento. a saber.069/90 “Estatuto da Criança e do Adolescente”. § 5º. Considera-se necessitado. para os fins legais. 29. sem prejuízo do sustento próprio ou da família (Lei nº 1060/50). Entretanto. onde o próprio interessado poderá se declarar nesta condição. 1. emergindo ainda a figura do divórcio. são proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação (art. custas e emolumentos pelo registro civil de nascimento e de óbito. também deverá ser gratuito seu registro.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . ambas do § 1º. Isenção de Emolumentos A Lei de Registros Públicos estabelece condições de isenção de emolumentos para os atos mais importantes da vida de um ser humano. Swensson (2005. passou a se chamar separação judicial. e no art. O ato de Registrar compreende a fatos ou atos jurídicos relevantes da vida dos seres humanos. em razão da promulgação da Lei nº 8. em conformidade ao que determina a Lei nº1060/50. 227. p. que antes se denominava desquite.515/1977. 226 da Constituição Federal. Quanto às demais certidões extraídas do cartório de registro civil. a extinção da sociedade conjugal.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Em razão da promulgação da Lei nº 6. Nascimento Circunstancial 50 . 30) afirma que: Com a equiparação dos filhos havidos ou não da relação do casamento ou por adoção. emancipação etc. Outra hipótese de isenção está inserida pelo § 1º do art. mantido o vínculo. Da mesma forma. quanto aos direitos e qualificações. A averbação se dá em razão da modificação ou alteração do conteúdo do registro. do art. óbito. devendo obrigatoriamente ser mencionada nas certidões expedidas posteriormente ao ato. todo aquele cuja situação econômica não lhe permita pagar as custas do processo e os honorários de advogado.

O livro “B” destinado ao registro de casamento. em cada comarca. oportunamente. averbações e anotações. sendo que a escrituração e a ordem do serviço obedecerão em cada serventia a ordem dos livros.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Os nascimentos. 79). embora sejam considerados autênticos. devendo num caso ou noutro ser trasladados no Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais do Município da sede da Comarca em que se situa o domicílio do registrado ou no 1º Ofício do Distrito Federal. No cartório do 1º Ofício ou da 1ª Subdivisão Judiciária. Existe a possibilidade da ocorrência de erros ou omissões no assento. O livro “D” registro de proclama. segundo o art. da seguinte forma: O livro “A” destinado a registro de nascimento. deverá a respectiva certidão ser legalizada pelos cônsules. ao Ministério da Justiça para o devido registro. óbitos e casamentos de brasileiros no exterior. far-se-á declaração no assento. 150 (cento e cinqüenta) folhas. desde que. que conterão 300 (trezentas) folhas cada. p. antes de serem colhidas as assinaturas. O livro “C auxiliar” de registro de natimortos. 97) afirma que eventuais emendas ou alterações por ventura existentes. em falta de domicílio conhecido. que se derem a bordo dos navios mercantes ou de guerra. casamentos e óbitos. 31 da Lei de Registros Públicos. Livros Específicos O oficial manterá um índice alfabético dos assentamentos.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . para terem validade no Brasil. podendo ocorrer a adição. por sistema de fichas. existirá outro livro para inscrição dos demais atos relativos ao estado civil. para só assim surtirem efeitos no Brasil. Swensson (2005. O livro “C” ao registro de óbitos. e não tenha sido lavrado outro assento. afirma que os nascimentos. O livro “B auxiliar” de registro de casamento religioso para efeitos civis. obedecendo à ordem cronológica de declarações. inserindo-se nos livros respectivos as declarações de acordo com a lei ou conforme determinação sentencial. 32 da LRP. serão imediatamente registrados e comunicados. ou seus procuradores . e as testemunhas. com a metade dos livros principais. conforme o caso concreto. Swensson (2005. em viagem ou no exército em campanha. p. sobre o art. Os assentos deverão ser assinados pelas partes. e posteriores à lavratura do assento não ressalvadas ou 51 . Se os declarantes ou testemunhas não puderem assinar. assinando a rogo outra pessoa e tomando-se a impressão datiloscópica do não assinante à margem do assento. livro de letra “E”.

se no Brasil. (§ 2º. na vasta extensão do território nacional deverá ser registrado junto à serventia de pessoas naturais. Os nascimentos ocorridos a bordo de navios. Retardamento ou Recusa Havendo recusa por parte do oficial de registro civil em efetuar o registro. sendo que para os maiores de 12 (doze) anos é necessária a intervenção do Juiz de Direito para o registro. Prazo para o Registro O prazo para o registro é de 15 (quinze) dias. o destinatário do serviço que se sentir prejudicado poderá queixar-se junto à autoridade judiciária. respondendo o oficial registrador por perdas e danos. anotação ou fornecimento de certidões. sendo que na hipótese do impedimento paterno. e lavrará a certidão minuciosa a respeito das informações colhidas. se no estrangeiro. no prazo de 52 . 50 da LRP). Ultrapassado o prazo legal para o registro. o Juiz de Direito poderá impor uma multa de 01 (um) a 10 (dez) salários mínimos. ou no lugar da residência dos pais.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS na hipótese de serem desatendidas as regras mencionadas. Sujeitando tal fato às sanções disciplinares cabíveis. o oficial ouvirá testemunhas. serão tidas por inexistentes e sem efeitos jurídicos. casamento e óbito) do último trimestre de cada ano deverão ser remetidos ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). na serventia do local da residência dos pais. art. Constatando-se injustificada demora. NASCIMENTO O nascimento de toda e qualquer criança. que o legislador entendeu necessário que o poder judiciário. sendo que os dados registrais (nascimento. cabendo inclusive a aplicação de multa aos oficiais descumpridores. no lugar onde ocorreu o parto. a incumbência do registro caberá diretamente à mãe. 49 da LRP). Fiscalização e correição As atividades registrais no âmbito civil possuem tamanha relevância para o desenvolvimento social do país. sob pena de prisão de 05 (cinco) a 10 (dez) dias. por meio de seus magistrados realize correções nos livros de registros. que para isso disporá de 45 (quarenta e cinco) dias (art. averbação. deverão ser registrados em 05 (cinco) dias da chegada no destino. ou no consulado.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . o magistrado ordenar que o oficial cumpra os atos necessários. podendo ainda. ou aeronave.

FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS 15 dias. podendo em caso de dúvida o oficial se dirigir à casa do recém nascido. ou pessoa idônea da casa onde ocorreu. na seguinte ordem: - Ao pai. estabelece a ordem sucessiva. Na ausência ou impedimento do pai e da mãe. Se a criança morrer na ocasião do parto. uma vez que: “a personalidade civil do homem começa do nascimento com vida. o parente mais próximo. será o registro feito no livro “C auxiliar”. com os elementos cabíveis e com remissões recíprocas. em seu artigo 52. de 12 de dezembro de 1991. Telinho: A legislação não prevê sanção pela ausência de declaração. que “toda criança deverá ser registrada imediatamente após seu nascimento e deverá receber um nome” e que “toda criança terá direito de adquirir uma nacionalidade”. desde que não integrados à sociedade. Lembrando que tal distinção é importantíssima. será feito os dois assentos. que será ampliado a 90 (noventa) dias em caso de residência distante 30 quilômetros do local do registro. Sendo o referido texto internacional aprovado pelo Congresso Nacional pelo Decreto Legislativo nº. das pessoas que estão obrigadas a realizar a declaração do nascimento de uma criança. exigir atestado médico e testemunhas. entretanto. podendo o seu registro realizar-se em livro próprio do órgão federal de assistência aos indígenas (FUNAI). lembrando que falta não significa a morte do pai. Os índios não estão obrigados a ser registrados. em falta ou impedimento do pai. tendo sido estabelecido em seu art. A mãe. sendo neste caso o prazo para declaração prorrogado por 45 (quarenta e cinco). que assistiram o parto. 226. respirado. tendo. maior que se ache presente. se limitando a estabelecer uma ordem sucessiva. com os elementos que couberem ao livro de óbitos. o de nascimento e o de óbito. e na falta ou impedimento do parente.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . 25. para verificar sua existência. ou mesmo a recusa no reconhecimento do registrando como filho. a partir do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos na XXI Seção da Assembléia Geral das Nações Unidas em 16 de dezembro de 1966. A necessidade e conseqüente exigência do registro dos nascimentos foi abordada pela comunidade mundial. mas a lei põe a salvo desde a concepção os direitos dos nascituros” (art. estar em local incerto. podendo ocorrer o desconhecimento. Se a criança nasceu morta (não respirou). os administradores do hospital ou os médicos e parteiras. 2º do Código Civil 53 . A Lei de Registros Públicos.

os nomes e prenomes. e que. é o nome. a ordem de filiação de outros irmãos do mesmo prenome que existirem ou tiverem existido. individualizado. conforme estudado na disciplina Direito Civil I. pág. (art 54 da LRP). São exigências que deverão constar no assento do nascimento da criança junto ao registro civil. Alteração do Nome 54 .FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Brasileiro). no âmbito do Direito Civil. bem como na disciplina de Introdução ao Estudo do Direito. a profissão e residência das testemunhas do assento. Esse signo. a imputabilidade ou inimputabilidade. a naturalidade. na esfera penal. sendo possível determiná-la ou aproximá-la. na ocasião do parto. do registrando em anos completos. ano e lugar do nascimento e a hora certa. na falta. os nomes e prenomes dos avós paternos e maternos. o fato de ser gêmeo. Os dados referentes ao registrando são imprescindíveis para a perfeita individualização e identificação do indivíduo perante a sociedade. pois a partir das características pessoais. e o domicilio ou a residência do casal. entre nós. vem em primeiro lugar na enunciação do nome completo”. nome próprio da pessoa. correspondente ao antigo nome de batismo. se forem conhecidos. e.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . 124) novamente citando R. através de um signo exterior e preciso. os nomes e prenomes. o da mãe. Limong França afirma que “nome civil é a designação pela qual se identificam e distinguem as pessoas naturais. observada a seguinte ordem legal: “o dia. postos à criança. é necessário que a sua distinção se faça claramente. quando assim tiver acontecido. 55 da LRP) Swensson (2005. a idade da genitora. se definirá a capacidade ou incapacidade. Se o declarante no momento do registro não indicar o nome completo. o nome e o prenome. Swensson (2005. o lugar e cartório onde se casaram. diz Humblet. a declaração de que nasceu morta. (Art. Pelo nome o homem é designado. o oficial da serventia de pessoas naturais poderá lançar o adiante do prenome escolhido o nome do pai. Limong França afirma que “Sendo o homem distinto de seus semelhantes e devendo manter com eles relações de ordem social e jurídica. quando se tratar de parto ocorrido sem assistência médica em residência ou fora de unidade hospitalar ou casa de saúde”. a profissão dos pais. na vida social. nas relações concernentes ao aspecto civil da sua vida jurídica” e “prenome é o mesmo que nome individual. o sexo do registrando. 124) citando R. um homem que não tivesse nome”. pág. Não se compreende. ou morreu no ato ou logo depois do parto. mês.

Após 15 (quinze) dias da afixação dos editais em cartório. solteira. serão afixadas os proclamas de casamento em lugar ostensivo ao cartório e na impressa local. do CC). face à gravidade das conseqüências geradas pela celebração do casamento existindo impedimento (art. Os interessados poderão requerer ao juiz a dispensa de proclamas.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Após um ano de completada a maioridade civil. Depois de reunida a documentação e apresentada pelos nubentes. ou mediante procurador poderá alterar o nome. Regime de bens 55 . 1523 do CC). provando. As demais alterações somente poderão se realizar motivadamente após audiência do Ministério Público. deduzindo os motivos de urgência do casamento. (art. desde logo. desde que ocorra a publicação pela imprensa e averbação da mesma. ou ainda na hipótese de adoção por parte da companheira. Devem os interessados apresentarem os documentos exigidos na lei Civil. é necessário o atendimento a certos requisitos legais presentes no Código Civil e que não incidem nas proibições nele indicadas. requerendo ao oficial do registro que lhes expeça a certidão que expresse a condição de habilitados ao casamento. 67 e art. separada judicialmente. mediante sentença do juiz a que tiver sujeito o registro. com documentos ou indicando outras provas para demonstração dos fatos por eles alegados. não havendo a oposição de impedimento. se houver. 57 da LRP). Caso ocorra apresentação de impedimento. bem como a opção por determinado regime de bens (art. divorciada ou viúva. ouvindo sem seguida o órgão do Ministério Público. ouvindo o Ministério Publico o juiz decidirá. do sobrenome do seu companheiro na mesmas condições que as suas. 1. 56 da LRP).EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . 181 do Código Civil). o oficial entregará aos nubentes a certidão de habilitação para o casamento no prazo previsto em lei. o oficial dará ciência aos nubentes e oponentes. o próprio interessado. para que em 03 (três) dias indiquem provas. 1639 e ss. Habilitação para o Casamento Antes mesmo de um homem e uma mulher se casarem. Proclamas são editais expedidos pelo Oficial de Registro Civil dando notícia de que os nubentes pretendem se casar (§ 1º do art. quando por exemplo ocorrer a fundada coação ou ameaça decorrente de colaboração com a apuração de crime.521 do CC) ou causa suspensiva (art. (art.

640 do CC). nacionalidade. 1. testemunhas e oficial. data e lugar do nascimento. 1.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Os nubentes poderão optar por outro regime. o nome que passa a ter a mulher. e das testemunhas. (art. desde que apresentado pelos nubentes. 1. bem como dos pais. A cerimônia de celebração do casamento é disciplinada pelo Código Civil. e no § 2º do mesmo artigo prevê a possibilidade do casamento religioso ter efeito civil “o casamento religioso tem efeito civil. desde que mencionado na certidão o prazo de validade da habilitação.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . poderá ser registrado. poderão requerer certidão junto ao oficial do registro civil. a prova do ato religioso e os documentos exigidos pelo Código Civil.536 do CC) SWENSSON (2005. com o requerimento de registro. nos termos da lei”. domicílio e residência atual dos cônjuges.640 do CC) que deverá ser incorporado ao processo de habilitação de casamento e anotado no registro do casamento (inciso VII do art. profissão. que não seja o legal (comunhão parcial – art. celebrado sem a prévia habilitação perante o oficial da serventia. 1. assinado pelo oficial. data da publicação dos proclames. Após a celebração do casamento.533 e seguintes. Casamento em Iminente Risco de Vida 56 . para se casarem perante a autoridade religiosa de seu credo. regime de casamento. cônjuges. Registro do Casamento Religioso para efeitos Civis A Constituição Federal. sendo exarado o seguinte: os nomes. prenomes. pág. do cônjuge precedente (casamento anterior) se houver. no seu art. no art. 226. 167) CASAMENTO A Lei de Registros Públicos estabelece os requisitos que deverão ser preenchidos no momento da lavratura do assento do casamento junto à serventia do registro de pessoas naturais. Desde que os nubentes se encontrem habilitados para o casamento. O casamento no religioso. No prazo de 30 (trinta) dias da celebração poderá requerer o registro ao oficial do cartório expedidor da certidão de habilitação. desde que façam mediante pacto antenupcial por escritura pública (parágrafo único do art. § 1º dispõe que “o casamento é civil e gratuita a celebração”. será lavrado assento. 70 da LRP).

nervoso central e funções cerebrais. Para disciplinar a situação acima descrita. bem como os artigos 1. que comparecerão nos 05 (cinco) dias subseqüentes perante à autoridade judiciária mais próxima. O Código Civil em seu art. o casamento poderá ser realizado. Mesmo que as testemunhas não compareçam posteriormente ao ato. 50 da LRP.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Se algum dos nubentes se encontrar em iminente risco de vida. de duas pessoas qualificadas que presenciaram ou verificaram a morte. desde que firmado por dois médicos ou por um médico legista e. deverá o oficial da serventia observar os termos do art. pela distância ou qualquer outro motivo justificável. respiratório.(15 dias ou 03 meses para os lugares distantes 30 Km do óbito). 76 da Lei de Registros Públicos. Se. quais sejam: sistema cardiovascular (circulatório). e caso necessário realizar diligências para apurar possíveis impedimentos. 57 . ÓBITO A morte de um ser humano se dá com a cessação das manifestações vitais. caso não exista no local. o mesmo providenciará o registro. para reduzir-se a termo suas declarações. com a maior urgência nos prazos estabelecidos no art. Todo sepultamento deverá ser feito com a certidão do oficial de registro do lugar do falecimento. É possível que uma pessoa manifeste em vida o seu interesse de cremar seu cadáver. e nessa circunstancia não se verificar a presença do oficial para presidir o ato. sendo autuadas as mesmas e encaminhadas à autoridade judiciária. com ambos os efeitos (devolutivo e suspensivo).EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . com vista de médico ou. o oficial registrador se certificará primeiro da existência de registro de nascimento. presume-se esta. devendo a pessoa ser sepultada em local próprio. após a autorização judicial. nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva”. e caso não tenha ocorrido. no caso de morte violenta. podendo ainda ocorrer a necessidade de manifesto interesse público pela cremação. da qual caberá apelação. poderá o interessado requerer suas intimações. o assento poderá ser lavrado. Se uma criança falecer com menos de 01 (um) ano. desde que se encontrem presentes 06 (seis) testemunhas. quanto aos ausentes.540 e 1541 do Código Civil Brasileiro. o registro não puder ser feito em 24 (vinte e quatro) horas do falecimento. 6º dispõe que “A existência da pessoa natural termina com a morte. que ouvirá o Ministério Público. extraída após a lavratura do assento de óbito. decidindo o juiz no prazo de 05 (cinco) dias. antes de proceder o assento.

o lugar do falecimento. . estado civil. O registro do óbito deverá conter obrigatoriamente: (art. os nomes. as que tiverem assistido aos últimos momentos de vida do finado. numero do registro de nascimento e suas especificações. se deixou filhos. o sacerdote ou vizinho que do falecido tiver notícias. diretor ou gerente de qualquer estabelecimento público ou particular. podendo ser realizada por preposto autorizado pelo declarante por escrito. mês e ano do falecimento. a respeito de sua mulher.o filho. o nome do cônjuge sobrevivente. o assentamento deverá conter declaração de estatura ou medida. o lugar do sepultamento. 80 LRP). o legislador enumerou a obrigatoriedade da informação no assento de óbito de pelo menos o número de inscrição de algum dos documentos seguintes: PIS/PASEP. o prenome. agregados e . exceto na presença de algum dos parentes acima indicados. sexo. CPF. . tendo o legislador especificado as pessoas na ordem seguinte: (art. idade. se possível. . profissão. e de cada uma das pessoas indicadas no número antecedente.pessoas de casa. e demais . a respeito do pai ou da mãe. . com o nome dos atestantes. RG. ou número da carteira de trabalho. naturalidade. Existem situações em que o falecido seja desconhecido. com indicação precisa. nos casos acima. nome. cor. . 79. se faleceu com testamento conhecido. 58 . INSS. a respeito de pessoas encontradas mortas. hospedes.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A declaração de óbito é obrigatória. profissão. se era eleitor. Título de Eleitor.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS .o administrador. logo. o parente mais próximo maior e presente. domicílio e residência do morto. a hora. e o cartório e casamento de ambos os casos. se viúvo. naturalidade e residência dos pais.na ausência de pessoa competente indicada. filhos. dia. se a morte foi natural ou violenta e a causa conhecida. a respeito de seu marido. mesmo quando separado. o do cônjuge pré-defunto. o médico.a autoridade policial. se deixou bens e herdeiros menores ou interditos. LRP) .fâmulos. Além dos requisitos acima. se for possível. se era casado. nome e idade de cada um. prenomes. onde tenha falecido a pessoa.o chefe da família. o irmão a respeito dos irmãos.a viúva. indicadas no n. 1.

colação de grau em curso superior. 5º. e faltar atestado médico ou de duas pessoas qualificadas. dos pais ou tutores. que será publicado em boletim da corporação e posteriormente no registro civil. 59 . pelo oficial militar. e nada se saiba dessa pessoa. (art. prenome. exercício de emprego público efetivo. na serventia do 1º Ofício ou da 1ª Subdivisão Judiciária de cada comarca. No desaparecimento de pessoas em situações de naufrágio. inundação. conforme o art. Se ocorrer primeiramente o enterro. vestuário ou qualquer outra indicação que possa contribuir para uma futura identificação.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . óbitos em campanha ou guerra. se ambos forem mortos. se realizada. existência de relação de emprego. por sentença judicial. (art. que possam propiciar ao emancipado economia própria. Sendo encontrado morto. INTERDIÇÃO E AUSÊNCIA Emancipação A emancipação é uma das formas de cessação da incapacidade. idade presumida. estabelecimento civil ou comercial. profissão. das quais se presuma a morte. com a assinatura do médico chefe da corporação.a emancipação e conseqüente capacidade plena poderá se dar pelo casamento. incêndio. para que só então possa produzir os efeitos jurídicos. em ambos os casos. terremoto ou quaisquer outras catástrofes. se o menor tiver 16 anos completos. e a necropsia. Concedida pelo magistrado a emancipação. o nome. assinarão duas testemunhas que assistiram ao falecimento ou ao funeral.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS cor. 80 da LRP. os juizes poderão admitir a justificação para o assentamento. que pode ser concedida pelos pais mediante escritura pública ou. serão inseridos no registro as circunstâncias. idade. No registro da emancipação sempre constará: a data do registro e a data da emancipação. 89 LRP). naturalidade e residência do emancipado. 90 da LRP). este deverá comunicá-la de ofício ao oficial de registro. das quais a Lei de Registros Públicos prevê as seguintes regras específicas: falecimento a bordo de navio será lavrado de acordo com as regras do registro do nascimento do art. data e cartório em que foi registrado o seu nascimento. o lugar. inciso I do Código Civil. EMANCIPAÇÃO. nas formações de tropa. ouvido o tutor. Um ser humano pode falecer em diversas circunstâncias. Além da sentença judicial e autorização por instrumento público dos responsáveis. filiação. será registrado em livro próprio. sinais aparentes. Devendo a emancipação ser registrada.

último domicílio do ausente e do curador. todos do Código Civil).EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . nome e vara do juiz que a proferiu. nome. cabendo ao juiz. (art. posteriormente. em razão de enfermidade ou deficiência mental. data da sentença. estado civil. O juiz. sem deixar representante ou procurador. É imprescindível ainda que conste no registro. caso o curador ou requerente não tenha feito em 08 (oito) dias. nome do membro do Ministério Público atuante no processo. idade. se casado for. Prolongando-se a ausência. profissão. não havendo dela notícia. nome. fará a arrecadação dos bens do ausente. (art. será requerida a sucessão provisória e. (art. O registro da interdição dar-se-á em livro especial da serventia do 1º Ofício ou da 1ª Subdivisão de cada comarca. Ausência Considera-se ausente a pessoa natural que desapareceu de seu domicílio. bem como o nome do cônjuge. ao decretar a interdição do incapaz. terão seu registro junto ao cartório do domicílio anterior do ausente. domicílio e residência do curador e do requerente da interdição. sucessão provisória e sucessão definitiva. a conversão dela em definitiva. bem como os limites da curadoria. a data e cartório em que foram registrados o nascimento e o casamento. profissão. art. As sentenças declaratórias de ausência. quando esta restar-se parcial. Declarada a interdição pelo magistrado. dando-lhe curador. este deverá comunicá-la de ofício ao oficial de registro. I do Código Civil).FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Interdição A interdição pode ocorrer quando a pessoa (homem ou mulher) for considerada absolutamente incapaz para o exercício dos atos da vida civil. dando-se a solução da matéria em 03 (três) etapas. 1728. 3º. quais sejam: declaração de ausência. nome e vara do juiz proferidor. declarando-se a data da sentença. 60 . 94 da LRP). e declarará a ausência. portanto. que lhe impeça o necessário discernimento para os atos da vida civil. proporcionar-lhe curador e fixar os limites da curatela. que nomearem curador. e o lugar onde se encontrar internado o interdito. bem como os limites da curatela. para que só então o ato possa produzir os seus efeitos jurídicos. constandose a data do registro. estado civil. 6º. o tempo da ausência até a data da sentença. 1571.

95 e 96 da LRP.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . data em que foi prolatada a sentença.069/1990). 8. separação ou o restabelecimento da sociedade conjugal. nome do juiz. poderá ser feita a averbação da sentença de nulidade e anulação. Swensson (2005. ao lado deste. informando-se a data em que o juiz a proferiu. 4. p. 207) afirma que o fato ou ato jurídico posterior ao registro deve ser mencionado.655/65). 67. o disposto no § 2º. data). quando não houver espaço. Averbação no Casamento Quanto ao casamento. com as notas e remissões recíprocas. (Lei nº. por analogia. desde que consignado os nomes dos pais adotivos como legítimos e os ascendentes dos mesmos vivos ou falecidos. constando ainda a indicação minuciosa da sentença ou ato que a determinar. 205) A averbação é sempre vinculada à alteração de determinado registro. 61 .(SWENSSON (2005. As sentenças de legitimação adotiva serão registradas junto ao Registro Civil de Pessoas Naturais. de mandado ou de petição acompanhada de documento legal e autentico. Comarca. que possam facilitar a busca. “Se o Ministério Público manifestar-se contrariamente à averbação aplicar-se-á. de forma sintética. do art. a sua conclusão. em razão do segredo de justiça. com posterior audiência do Ministério Público. manifestando por escrito a adesão ao ato. sendo o mandado de registro arquivado. folhas. não podendo o oficial fornecer certidão. os nomes das partes e o trânsito em julgado. mas contendo todas as informações necessárias para que se entendam quais as alterações procedidas. livro. e previsto seu registro em conformidade aos arts. AVERBAÇÃO A averbação é o ato pelo qual o oficial da serventia registra os atos e fatos constantes de carta de sentença. no livro corrente. data do trânsito em julgado) ou o ato (se escritura serventia. que decidirá sem recurso”). como. indicação da vara e comarca. sendo esta feita à margem do assento e. seja possível identificar a sentença (número do processo. Uma vez feito o registro. será cancelado o assento de nascimento original do menor.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS LEGITIMAÇÃO ADOTIVA A adoção de criança é disciplinada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº. p. também. os autos serão encaminhados ao juiz. da LRP (“se o Ministério Público impugnar o pedido ou a documentação.

227.560/1992. se for o caso. das substituições dos curadores de interditos ou ausentes. interdição e ausências. separação dos cônjuges. e. - A averbação de escritura de adoção de pessoa cujo registro de nascimento haja sido feito fora do País. ser-lhe-á fixada pena pecuniária em dobro. caso não cumpra tal obrigação. legalmente traduzido. antes da averbação. perda da nacionalidade brasileira. 102 da LRP disciplinava sobre a averbação das sentenças que julgassem ilegítimos os filhos concebidos na constância do casamento. 20 da lei n. 8. 102. escrituras de adoção e atos que a dissolvessem. O Oficial comunicará. enquanto haja possibilidade de recurso. 100 LRP. aquele registro. 105 da LRP). conversão desta em divórcio. que declarassem legítima a filiação.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . e em caso de reincidência. excluindo-se de tais dispositivos o termo “filho ilegítimo” do item 4º. para que faça. da cessação ou mudança de internação. Outras Averbações - As sentenças que puserem termo à interdição. será trasladado. reconhecimento judicial ou voluntário dos filhos ilegítimos.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS As sentenças não poderão ser averbadas. no livro “A” do cartório do 1º Oficio ou da 1ª Subdivisão Judiciária da Comarca em que for domiciliado o adotante. podendo este inclusive perder seu cargo junto à serventia (art. a averbação ao magistrado subscritor da carta de sentença mediante registro postal. Entretanto. os itens 1º e 2º. § 6º da Constituição Federal. O art. 3º e 6º da Lei n. quando comunicada pelo Ministério da Justiça. ser lhe-á imposta uma multa de 5 (cinco) salários mínimos e a suspensão do cargo até 6 (seis) meses. (art. 62 . das alterações dos limites de curatela. 155 do Código de Processo Civil dispõe que correm em segredo de justiça os processos “que dizem respeito a casamento. a competente averbação. Averbação no Nascimento O art. não produzindo efeitos contra terceiros. bem como da cessação de ausência pelo aparecimento do ausente serão lavradas no livro de emancipação. 103 foram revogados pelos arts. e o art. no prazo de 48 horas. à margem dele. filiação. bem como a perda do pátrio poder. 8069/1990. sem ônus pra os interessados. do art. alimentos e guarda de menores”.

com as remissões recíprocas. para que proceda as anotações. interdição. RESTAURAÇÕES E SUPRIMENTOS Retificação – é a correção das informações constantes de um registro ou averbação. p. escrituras de adoção dos maiores de 18 anos. 107 da LRP). danificados ou inutilizados. contendo o resumo do assento. RETIFICAÇÕES. se os atos anteriores estiverem registrados ou averbados em outro cartório. caberá ao oficial que lavrou o ato posterior comunicá-lo por carta ao oficial da serventia em que foram lavrados os atos cronologicamente considerados primitivos. restabelecimento da sociedade conjugal. então. a sua anulação ou separação. para que os mesmos possam representar a máxima expressão da verdade.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . em razão do casamento. circunstância relevante que traga modificações em relação ao ato ou fato registrado (anulação ou nulidade de casamento. ou feitas às comunicações. ou. O óbito deverá ser anotado. Swensson (2005. 108 da LRP). pelo oficial em cujo cartório estiverem os registros primitivos. (art.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS ANOTAÇÕES Os registros ou averbações feitos pelo oficial. correspondendo à estrita realidade dos fatos. no prazo de 05 (cinco) dias. bem como a mudança do nome da mulher. e o casamento no de nascimento. se lançados em seu cartório. A emancipação. para que seja restabelecida a situação dos fatos ao estado anterior. 217) “a alteração pode ser em relação à situação da pessoa mencionada no registro (casamento. separação judicial. a interdição e a ausência serão anotadas pela mesma forma. A dissolução e a anulação do casamento. ou restabelecimento da sociedade conjugal.(art. 106 da LRP). (§ 2º do art. Suprimento – é a inserção ou acréscimo de informações que se encontravam ausentes à averbação ou registro. alterações e abreviaturas de nomes)”. nos assentos de nascimento e casamento. óbito. deverão ser anotados nos atos anteriores. Restauração – é a reconstituição de registros por ventura estraviados. bem como o restabelecimento da sociedade conjugal serão anotados nos assentos de nascimento dos cônjuges. adoção de criança ou adolescente). com remissões recíprocas. 63 . declaração de ausência. nos assentos de casamento e nascimento. Dessa forma. emancipação. dilacerado.

sem pagamento de custas ou taxas. restauração ou suprimento. Síntese da aula Neste tema. e se deferido. que determina a competência registral para os assentamentos junto à serventia do Registro Civil de Pessoas Naturais. averbações. emancipação. sendo em seguida submetida ao Ministério Púnblico e posteriormente conclusos ao juiz togado. o requererá em petição fundamentada e instruída com documentos e indicação de testemunhas. os interessados e o órgão do Ministério Público. ainda. ouvindo o Ministério Público ou interessados. data da sentença e seu trânsito em julgado. casamento. 109 da LRP). no prazo de 05 (cinco) dias e. pra que o juiz o ordene. retificações. mencionando número do protocolo. suprimentos etc. interdição. sentença declaratória de ausência. Da decisão proferida pelo magistrado caberá recurso de apelação nos efeitos devolutivo ou suspensivo. (art. Foram abordadas. Atividades 1. entre outros casos. qual é a área de abrangência e circunscrição territorial desta serventia? A Lei de Registros Públicos estabelece condições de isenção de emolumentos (custas)?. você pode compreender que os atos e fatos jurídicos dos seres humanos são disciplinados pela Lei de Registros Públicos. dentro do prazo de 10 dias ouvindo. uma vez que esta norma jurídica disciplina o nascimento. o juiz determinará a produção de prova.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A pessoa que pretender a retificação. estão diretamente ligados à vida das pessoas. em 03 dias. caso afirmativo. casamento. será averbado pelo oficial da serventia a retificação junto à margem do registro. interdição. mediante petição assinada pelo interessado.O Registro Civil de Pessoas Naturais. sentença que defere adoção à menores. emancipação. o nascimento. anotações. quais são as hipóteses de isenção de custa? 64 . caso ocorra impugnação. sentença declaratória de ausência. Os erros de grafia poderão ser corrigidos. sentença que defere adoção a menores. despachará em 48 (quarenta e oito) horas. quais sejam. as principais circunstâncias e atos da vida civil das pessoas naturais. Dessa forma. O Registro Civil das Pessoas Naturais é norma jurídica que deverá ser aplicada aos casos concretos da vida do homem no seu convívio social.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . óbito. óbito. sucessivamente. O Juiz de Direito. ou seu procurador. processando-se no próprio cartório onde se encontrar o assentamento. ao receber a petição devidamente instruída.

que poderá ser ampliado por mais 01 (um) ano caso a residência seja distante a mais de 50 KM do local do registro. averbações de sentenças de nulidades ou anulação do casamento. bem como a primeira certidão respectiva. custas e emolumentos para o registro civil de nascimento e de óbito.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . quais sejam: “registros de nascimentos. no prazo de 120 (cento e vinte ) dias. Na segunda parte. anotação ou fornecimento de certidões. c) O nascimento de uma criança deverá ser registrado junto à serventia de pessoas naturais. b) Se o oficial de registro civil recusar-se a efetuar o registro. ordenar que o oficial cumpra os atos necessários. se existem condições legais de isenção e quais são elas. 65 . o aluno deverá observar no texto acima. o juiz poderá impor uma multa de 01 (um) a 10 (dez) salários mínimos. da atividade é necessário que o acadêmico pesquise no texto acima. sentença declaratória de ilegitimidade ou legitimidade dos filhos na constância do casamento. com o requerimento de registro. interdições. sob pena de prisão de 05 (cinco) a 10 (dez) dias. opções de nacionalidade e sentenças que defiram a legitimação adotiva. e constatando-se a injustificada demora. e alterações de nomes”.29. desde que apresentado pelos nubentes. d) O casamento realizado no religioso. a prova do ato religioso e os documentos exigidos pelo Código Civil. somente àqueles especificados na LRP e Constituição Federal. a) A Lei de Registros Públicos estabelece que não são isentos todos e quaisquer emolumentos. no lugar onde melhor lhe convier. adoção. celebrado sem a prévia habilitação perante o oficial da serventia. sentenças declaratórias de ausência.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Comentário: Para desenvolver a atividade. Sobre o Registro Civil das Pessoas Naturais assinale a alternativa falsa. casamentos. emancipações. podendo ainda o magistrado.015/73 em seu art. Exercícios 1 – Todos os atos e fatos jurídicos que podem ser registrados ou averbados junto ao Registro Civil de Pessoas Naturais encontram-se determinados junto à Lei de Registros Públicos nº 6. como é definida a área de abrangência de cada serventia. poderá ser registrado. óbitos. averbação. a saber. o destinatário do serviço que sentir-se prejudicado poderá queixar-se junto à autoridade judiciária. reconhecimentos de filhos ilegítimos.

e posteriormente quais as providencias a serem tomadas pelo interessado. Alternativa c) – Consiste a proposição em levar o aluno a identificar o lugar do registro de uma criança e quais os prazos estabelecidos na LRP para faze-lo diante do caso concreto. e caso afirmativo quais as exigências para o ato.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Comentários: Alternativa a) – Para analisar esta proposição o aluno deverá identificar se existe a gratuidade de todos os emolumentos. e caso verifique não existir a gratuidade. Alternativa b) – Esta assertiva implica em verificar se o oficial de registro civil pode recusar-se a efetuar o registro. deverá identificar quais atos poderão ser beneficiados. ser registrado posteriormente.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . 66 . Alternativa d) – A assertiva tem por objetivo verificar a possibilidade de um casamento feito no religioso sem prévia habilitação.

de hipotecas legais. Trataremos. 172 da Lei de Registros Públicos. Atribuições do Registro de Imóveis: As atribuições do Registro de imóveis estão descritas no art. 2004. inter vivos ou mortis causa.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . 206/211. tanto para sua constituição. transferência e extinção. A legislação determina que serão feitos. Editora Saraiva. sua importãncia e consequências dos registros Introdução Neste tema. de contratos de locação de prédios nos quais tenha sido consignada cláusula de vigência no caso de alienação da coisa locada e para fins de exercício de direito de preferência na sua aquisição. nós dividimos essa classificação da seguinte maneira. translativos e extintivos de direitos reais sobre imóveis reconhecidos em lei. Essas são as suas funções legais. como para sua validade contra terceiros ou para sua disponibilidade. Vamos trabalhar com a contribuição de Lair da Silva Loureiro Filho e Cláudia Regina Magalhães Loureiro. Consistem no registro e na averbação de títulos ou atos constitutivos. a partir de sua Obra “Notas e Registros Público”. 67 . além da mátricula. de algumas outras inscrições que poucos conhecem. o fazem com uma outra metodologia.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 08 Registro De Imóveis Objetivo Conhecer as atribuições do Registro de imóveis. uma vez que é por meio desse registro que efetivamos a propriedade de nossa casa e de todos os nossos imóveis. registros e averbações de alguns atos e negócios jurídicos. ao citar a legislação. judiciais e convencionais. declaratórios. Para facilitar seu estudo. pois os autores. ainda. Do Registro: • • de instituição de bem de família. Você vai perceber que eles trabalham o registro de imóveis utilizando uma classificação por meio do ordenamento jurídico brasileiro. pg. iremos tratar sobre os Registros de Imóveis. enfocando sua aplicação prática.

EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS

de penhor de máquinas e de aparelhos utilizados na indústria, instalados e em funcionamento, com os respectivos pertences ou sem eles;

• • • •

de penhoras, arrestos e sequestros de imóveis; de servidão em geral; de usufruto e uso sobre imóveis, e o da habilitação, quando não resultarem do direito de família; de rendas constituídas sobre imóveis ou a ele vinculadas por disposição de última vontade; de contratos de compromisso de compra e venda, de cessão deste e de promessa de cessão, com ou sem clausula de arrependimento, que tenham por objeto imóveis não loteados, cujo preço tenha sido pago no ato de sua celebração, ou deva sê-lo a prazo, de uma só vez ou em prestação;

• • • • • •

de enfiteuse; de anticrese; de convenções antenupciais; de cédulas decrédito rural; de cédulas de crédito industrial, à exportação e comercial; de contratos de penhor rural; de empréstimos por obrigações ao portador ou debêntures, inclusive as conversíveis em ações; de incorporações, instituições e convenções de condomínio;

de contratos de promessa de compra e venda, cessão ou promessa de cessão de unidades autônomas condominiais a que alude a Lei nº 4.591/64, quando a incorporação ou a instituição de condomínio se formalizar na vigência da Lei nº 6.015/73;

• •

de loteamentos urbanos e rurais e desmembramentos urbanos; de contratos de promessa de compra e venda, cessão e promessa de cessão de terrenos loteados ou desmembrados na forma do DecretoLei nº 58/37, e da Lei nº 6.766/79, não compreendidas no nº 3, 2 ª parte, deste item;

• • •

de citações de ações reais ou pessoais reipersecutórias, relativas a imóveis; de fideicomisso; de julgados e atos jurídicos entre vivos que dividirem imóveis ou os demarcarem, inclusive nos casos de incorporações que resultarem em constituições de condomínio e atribuírem uma ou mais unidades aos incorporadores;

de

sentenças

que,

nos

inventários,

arrolamentos

e

partilhas,

adjudicarem bens de raiz em pagamento das dívidas de herança;

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dos atos de entrega de legados de imóveis, formais de partilha e sentenças de adjudicação em inventário ou arrolamento, quando não houver partilha;

• • • • • • • • • •

de arrematação e adjudicação em hasta pública; de dote; de sentenças declaratórias de usucapião; de compra e venda, pura e condicional; de permuta; de dação em pagamento; de transferência de imóvel à sociedade, quando integrar quota social; de doação entre vivos; de desapropriação amigável e sentenças que em processo de desapropriação, fixarem o valor da indenização; de ato de tombamento definitivo de bens imóveis, requerido pelo órgão competente, federal , estadual ou municipal, do serviço de proteção ao patrimônio histórico e artístico;

• • • •

de alienação fiduciária em garantia de coisa móvel; da constituição de direito de superfície de imóvel urbano; do contrato de concessão de direito real de uso de imóvel público; dos termos administrativos ou das sentenças declaratórias de concessão de uso especial para fins de moradia. Em todos os casos acima elencados será obrigatório o registro, para

que esses atos surtam todos os seus efeitos legais, uma vez que seu efetivo registro não é facultativo, mas sim expresso em Lei, e, portanto, obrigatório.

A Averbação: • de convenções antenupciais e dos regimes de bens diversos do legal, nos registros referentes a imóveis ou direitos reais pertencentes a qualquer um dos cônjuges, inclusive os adquiridos posteriormente ao casamento; • extinção de ônus e direitos reais, por cancelamento; contratos de promessa de compra e venda, cessões e promessas de cessões a que alude o Decreto-Lei nº 6.015/73; mudança de denominação e de numeração dos prédios, edificação, reconstrução, demolição e desmembramento de imóveis; • alteração de nome por casamento ou por separação judicial, ou, ainda, por outras circunstâncias que, de qualquer modo, tenham influência no registro e nas pessoas nele interessadas; • ato pertinentes a unidades autônomas condominiais a que alude a Lei nº 4.592/64, quando a incorporação tiver sido formalizada

anteriormente à vigência da Lei nº 6.015/73; 69

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• • • • • • • •

cédulas hipotecárias; caução e cessão fiduciária de direitos relativos a imóveis; sentença de separação de dote; restabelecimento da sociedade conjugal; cláusulas de inalienabilidade, impenhorabilidade e incomunicabilidade impostas a imóveis, bem como constituição de fideicomisso; decisões, recursos e seus efeitos, que tenham por objeto atos ou títulos registrados ou averbados; nomes dos logradouros, decretados pelo Poder Público; sentenças de separação judicial, divórcio, nulidade ou anulação de casamento, quando nas respectivas partilhas existirem imóveis ou direitos reais sujeitos a registro;

re-ratificação do contrato de mútuo com pacto adjeto de hipoteca em favor de entidade integrante do Sistema Financeiro da Habitação, ainda que importando elevação da dívida, desde que mantidas as mesmas partes e que inexista outra hipoteca registrada em favor de terceiros;

• •

contrato de locação, para os fins de exercício de direito de preferência; termo de Securitização de créditos imobiliários, quando submetidos a regime fiduciário; notificação para parcelamento, edificação ou utilização compulsórios de imóvel urbano; extinção da concessão de uso especial para fins de moradia;

• •

extinção do direito de superfície do imóvel urbano; cessão de crédito imobiliário; fusão, cisão e incorporação de sociedades; arquivamento de documentos comprobatórios de

inexistência de débitos para com a Previdência Social; • • indisponibilidade dos bens que constituem reservas técnicas das Companhias Seguradoras; tombamento definitivo de béns imóveis promovido pelo órgão competente, federal, estadual ou municipal, do serviço de proteção do patrimônio histórico e artístico. O local para serem efetuados os atos é o Cartório da Comarca onde se encontra o imóvel, já a averbação se dá na própria mátrícula ou à margem do registro, mesmo que não faça mais parte desta circunscrição, e em caso de imóvel com área em comarcas adjacentes, estes serão feitos em todas estas, sendo tal situação devidamente apontada em todos os Registros de Imóveis envolvidos. A designação de registro aqui adotada inclui a inscrição e a transcrição devidamente referidas na legislação civil. Em caso de desmembramento do território em que se encontra o imóvel, desde que já devidamente registrado, este não irá ser repetido na nova circunscrição.

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são os seguintes os elementos essenciais: a) número de ordem. 12. 186 da Lei nº 6. neste livro serão lançados os títulos apresentados para o cálculo e averiguação dos emolumentos devidos. a data em que foi expedido. b) c) d) e) nome do apresentante. sendo que este recibo: deverá conter necessariamente. desde que todos os títulos sejam lançados nele. (FILHO. o nome do apresentante. a data prevista para a prática de ato e a data em que cessarão automaticamente os efeitos da prenotação. natureza formal do título. Segundo os autores Filho e Loureiro (2004. sendo que os demais atos podem ser registrados diretamente no Livro de Protocolo. a data prevista para devolução e a expressa advertência de que não implica a prioridade prevista no art. não havendo custas a serem pagas quando do simples exame para calculo. 2004. que seguirá indefinidamente. Sendo que para a recepção de títulos para simples cálculo e exame será aceito com requerimento escrito e expresso do interessado. que será necessariamente em colunas. existem alguns livros específicos a essa atividades registral e que merecem especial atenção.015/73. p.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Da Escrituração dos Livros Nos Registros de Imóveis. com numeração compatível com à do livro de protocolo. Devendo o Cartório de Registro de Imóveis manter uma organização. Este livro deverá conter alguns elementos considerados pela legislação como imprescindíveis para a sua organização. do outorgante e outorgado. LOUREIRO. a natureza do título. Veremos as funções e as especificidades de cada um. criando mecanismos que controlem a tramitação simultânea sobre um mesmo imóvel. da Lei nº 6015/73. data de entrega ao interessado. que deve ser devidamente arquivados. parágrafo único. p. a data prevista para eventual devolução do título com exigências (máximo de 15 dias). 213). o valor do depósito prévio. É obrigatória a entrega de recibo dos documentos. Livro de Recepção e Títulos Segundo o disposto no art. data da devolução do título. O recibo-protocolo de títulos ingressados excepcionalmente na serventia apenas para exame e cálculo deverá conter a data em que foi expedido. e que não possuam prioridade. 214) 71 .EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS .

A legislação prevê alguns elementos necessários à escrituração do protocolo: a) número de ordem. que lhe será atribuída quando do primeiro registro ou quando se tratar de averbação que deva ser feita no antigo livro de transcrição da transmissão e não restar mais espaço neste. A entrega de títulos e restituição de valores deverá ocorrer sempre mediante a entrega de comprovante que deverá ser arquivado por um período mínimo de um ano. de preferência em relação a outros títulos que possam a vir sobre o mesmo imóvel. com exceção daqueles tratados no item anterior: para que seja efetivado o registro de um imóvel. de forma a não deixar nenhuma dúvida. anticrese ou penhor que abonarem especialmente tais emissões. sem prejuízo do registro eventual e definitivo. Os atos que serão registrados nesse livro são: a) a emissão de debêntures. f) devolução com exigência e sua data. (FILHO. por força de lei são atribuídos a este registro. resumidamente lançados. que seguirá indefinidamente. apenas no primeiro lançamento.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS As exigências devem sempre ser claras e específicas. nem sobre Seu conteúdo. 214) Livro Registro Geral Este livro tem por finalidade a matrícula dos imóveis e o registro ou averbação dos atos que não dizem respeito ao livro de registro auxiliar que estudaremos mais adiante. Livro Protocolo Este livro tem por finalidade apontar todos os títulos que são levados ao conhecimento do Cartório de Registro de Imóveis. muito menos sobre a sua legitimidade.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . b) data da apresentação. na matrícula do imóvel. LOUREIRO. sendo que existe a possibilidade de substituição dos Livros por fichas. c) nome do apresentante. 2004. g) data de reingresso do título. primeiramente precisamos levar este documento ao conhecimento do Registro. como forma de garantir a ordem. d) natureza formal do título e) atos formalizados. se na vigência da prenotação. firmando-se pela ordem 72 . bem como nos casos em que haja a fusão de um imóvel ou a requerimento expresso do proprietário do imóvel. Livro de Registro Auxiliar Nesse livro tem a finalidade de registrar os atos que mesmo não versando sobre imóveis. p. Importante frisar que cada imóvel terá sua própria matricula. com menção de sua data. da hipoteca. expondo as razões e a pessoa que está solicitando.

Livro Indicador Pessoal Tem por função reunir o nome de todas as pessoas que figurarem em qualquer dos outros livros. que constam do Livro de Registro Geral. de forma direta ou indireta. Livro de Registro de Indisponibilidades Esse livro se destina ao registro dos ofícios oriundos da CorregedoriaGeral de Justiça. instalados e em funcionamento.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS do registro a prioridade entre as séries de obrigações emitidas pela sociedade. sendo uma inscrição complementar. sem exceção. seja no pólo passivo. bem como dos interventores e liquidantes das instituições financeiras que. a requerimento do interessado. sem prejuízo da hipoteca cedular. Livro Indicador Real Este livro tem como finalidade servir de repositório das indicações dos imóveis. e) as convenções antenupciais. d) o penhor de máquinas e de aparelhos utilizados na industria. sem prejuízo do seu registro no livro de registro geral i) o tombamento definitivo do imóvel. 2004. em que há necessidade de comunicar-se a indisponibilidade dos bens de seus diretores e ex-administradores. de crédito industrial. trazendo sua identificação e seu número de matrícula. 228/229) Nesse livro os registros serão feitos de forma resumida.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . ativo. p. nem tampouco substitui a inscrição no Livro de Registro Geral. fazendo referência aos seus respectivos números de ordem. sem prejuízo do ato praticado no livro de registro geral. f) os contratos de penhor rural. sofrem intervenção ou liquidação extrajudicial. h) a transcrição integral da escritura de instituição do bem de família. g) os títulos que. de crédito à exportação e de crédito comercial. (FILHO. forem registrados no seu inteiro teor. Livro de Registro de Aquisição de Imóveis Rurais por Estrangeiros Este livro possui formato e lançamentos definidos por legislação própria e servem para auxiliar no controle de aquisição de terras no Brasil por estrangeiros. c) as convenções de condomínio. uma vez que não dispensa. arquivando o cartório uma via dos documentos que lhe deram origem. b) as cédulas de crédito rural. DO PROCESSO DE REGISTRO 73 . LOUREIRO. passando por dificuldades. com os respectivos pertences ou sem eles.

o número de ordem que lhes competir em razão da seqüência rigorosa de sua apresentação. os títulos prenotados no Protocolo sob número de ordem mais baixo. • • • • Todos os títulos tomarão. ainda que apresentados pela mesma pessoa mais de um título simultaneamente. sem que seja apresentado o título anterior. o oficial. • O disposto nos arts. e esta a preferência dos direitos reais. mesmo matriculado. o número de ordem respectivo e a data de sua prenotação. por escrevente auxiliar expressamente designado pelo oficial titular ou pelo seu substituto legal mediante autorização do juiz competente. Reproduzir-se-á. no mesmo dia. sob um único número de ordem no Protocolo. A Lei de Registros Públicos define expressamente a forma como se processa o registro. devidamente citados no art. A escrituração do protocolo incumbirá tanto ao oficial titular como ao seu substituto legal. proceder-se-á ao registro. pelo menos. Esgotado esse prazo. em cada título. Apresentado título de segunda hipoteca. que determinem. • O número de ordem determinará a prioridade do título. serão feitos os registros nas matrículas correspondentes. ainda que os primeiros não estejam nem afastados nem impedidos. não ocorrerá o registro que dependa de apresentação de título anterior em respeito à continuidade dos registros. o segundo será inscrito e obterá preferência sobre aquele. protelando-se o registro dos apresentados posteriormente. aguardará durante 30 (trinta) dias que os interessados na primeira promovam a inscrição. um dia útil. e pertencendo os imóveis à mesma circunscrição. O Protocolo será encerrado diariamente. • • Não serão registrados.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . para efeito de prioridade de registro. 190 e 191 não se aplica às escrituras públicas. da mesma data e apresentadas no mesmo dia. • • Protocolizado o título. depois de prenotá-lo.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A finalidade do registro é escriturar os atos translativos ou declaratórios referentes à propriedade dos bens imóveis e ainda os constitutivos de direitos reais. que correrá da data da prenotação. pelo prazo correspondente a. podendo ser feita. 167. uma vez que. • Em caso de permuta. sendo da sua essência a necessidade de existência de matricula prévia do imóvel. títulos pelos quais se constituam direitos reais contraditórios sobre o mesmo imóvel. ainda. Prevalecerão. 74 . dentro do prazo de 30 (trinta) dias. quando apresentados no mesmo dia. I da Lei de Registros Públicos. Mas a simples matrícula não é garantia do registro. salvo nos casos previstos nos artigos seguintes. no Protocolo. com referência expressa à existência de outra anterior.

poderá se socorrer com a declaração de dúvida. será o título. ainda assim. as razões da dúvida. certidão do mesmo. comprobatória do registro anterior. acompanhadas do título. será ela. o oficial exigirá a prévia matrícula e o registro do título anterior. • Havendo exigência a ser satisfeita. a ocorrência da dúvida. por meio de exigências. o oficial dará ciência dos termos da dúvida ao apresentante. julgada por sentença. remetido ao juízo competente para dirimí-la. Dúvida Diante da possibilidade de vício nos documentos apresentados ao registro. Não se conformando o apresentante com a exigência do oficial. • Se o interessado não impugnar a dúvida no prazo referido no item III do artigo anterior. a legislação prevê a probabilidade de o oficial exigir do apresentante algumas providências. • • O registro será feito pela simples exibição do título. rubricará o oficial todas as suas folhas. prevalecendo. sem dependência de extratos.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS taxativamente. e da existência ou inexistência de ônus. obedecendo-se ao seguinte: o no Protocolo. a prenotação e a suscitação da dúvida. mediante carga. à margem da prenotação. o em seguida. • • A matrícula será feita à vista dos elementos constantes do título apresentado e do registro anterior que constar do próprio cartório. a hora da sua lavratura. no título. para efeito de prioridade. ou não a podendo satisfazer. fornecendo-lhe cópia da suscitação e notificando-o para impugná-la. anotará o oficial. • Se o imóvel não estiver matriculado ou registrado em nome do outorgante. uma vez que não solucionados ou não concordando o apresentante com as exigências impostas. remeterse-ão ao juízo competente. Quando o título anterior estiver registrado em outro cartório. a que foi lavrada em primeiro lugar. 75 . para manter a continuidade do registro. o certificado o cumprimento do disposto no item anterior. fornecendo o oficial. o após certificar. qualquer que seja a sua natureza.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . O título de natureza particular apresentado em uma só via será arquivado em cartório. a seu requerimento e com a declaração de dúvida. perante o juízo competente. no prazo de 15 (quinze) dias. a pedido. o novo título será apresentado juntamente com certidão atualizada. o oficial indicá-la-á por escrito.

• o registro do penhor rural independe do consentimento do credor hipotecário. ou o apresentante desistir do seu registro. poderão interpor apelação. desde logo. Da sentença. nos atos a título gratuito. independentemente de translado.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • • • • Impugnada a dúvida com os documentos que o interessado apresentar. com o respectivo mandado. o interessado apresentará. incumbindo-lhe as despesas respectivas. Das Pessoas No que diz respeito ao Registro de Imóveis. com os efeitos devolutivo e suspensivo. se proceda ao registro. 76 . será ouvido o Ministério Público. a serem pagas pelo interessado. os seus documentos. a importância relativa às despesas previstas no art. para que a consigne no Protocolo e cancele a prenotação. os documentos serão restituídos à parte. declarando o oficial o fato na coluna de anotações do Protocolo. acompanhado da prova de aceitação do beneficiado. proceder-se-á do seguinte modo: o se for julgada procedente. o registro pode também ser promovido pelo transferente. somente serão devidas custas. uma vez prenotado. não há que se falar em qualquer espécie de vedação ao exercício dos atos de registro averbação. para que. o interessado. Cessarão automaticamente os efeitos da prenotação se. o juiz proferirá decisão no prazo de quinze dias. 14 será restituída. ou certidão da sentença. o Ministério Público e o terceiro prejudicado. que ficarão arquivados. Transitada em julgado a decisão da dúvida. deduzida a quantia correspondente às buscas e a prenotação. decorridos 30 (trinta) dias do seu lançamento no Protocolo. o título não tiver sido registrado por omissão do interessado em atender às exigências legais. de dúvida. quando a dúvida for julgada procedente. Se não forem requeridas diligências. no prazo de dez dias. • Se o documento.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . de novo. vejamos: • • o registro e a averbação poderão ser provocados por qualquer pessoa. • • A decisão da dúvida tem natureza administrativa e não impede o uso do processo contencioso competente. não puder ser registrado. o se for julgada improcedente. dando-se ciência da decisão ao oficial. pois a legislação permite que qualquer pessoa realize os atos necessários. com base nos elementos constantes dos autos. • No processo.

e registrados no cartório do Registro de Títulos e Documentos. o senhorio e o enfiteuta. o promitente comprador e o promitente vendedor. o usuário e o proprietário. 221. nas cessões de direitos. o locatário e o locador. certidões e mandados extraídos de autos de processo. o o o nas penhoras e ações. na constituição de renda.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . inclusive as lavradas em consulados brasileiros. nas promessas de cessão de direitos. legalizados e traduzidos na forma da lei. o autor e o réu. o beneficiário e o rendeiro censuário. na enfiteuse. o o o o o o no uso. o escritos particulares autorizados em lei. com as firmas reconhecidas. o cessionário e o cedente. assim como sentenças proferidas por tribunais estrangeiros após homologação pelo Supremo Tribunal Federal. formais de partilha. com força de instrumento público.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • são considerados. respectivamente: o nas servidões. na habitação. 77 . o atos autênticos de países estrangeiros. assinados pelas partes e testemunhas. o mutuante e mutuário. nas promessas de compra e venda. dispensado o reconhecimento quando se tratar de atos praticados por entidades vinculadas ao Sistema Financeiro da Habitação. • Somente são admitidos registro: o escrituras públicas. o promitente cessionário e o promitente cedente. para fins de escrituração. o cartas de sentença. o dono do prédio dominante e dono do prédio serviente. na anticrese. o o na locação. no usufruto. o usufrutuário e nu-proprietário. Dos Títulos A Lei de Registros Públicos admite apenas para registro os documentos constantes de seu art. não admitindo qualquer outro além dos enumerados neste artigo. o habitante e proprietário. credores e devedores.

mediante os elementos constantes do título apresentado e do registro anterior nele mencionado. • A matrícula será efetuada por ocasião do primeiro registro a ser lançado na vigência desta Lei. observar-se-ão as seguintes normas: o no alto da face de cada folha será lançada a matrícula do imóvel. seja de registro seja de averbação. AV-31. Cada imóvel possui apenas um número de matrícula que auxilia em sua localização. R-4-1. também. será feito o transporte para a primeira folha em branco do mesmo livro ou do livro da mesma série que estiver em uso. serão lançados. quando em virtude de alienação parciais. a matrícula será aberta com os elementos constantes do título apresentado e da certidão atualizada daquele registro. onde continuarão os lançamentos. • Se na certidão constar ônus. o oficial fará a matrícula e. o imóvel for inteiramente transferido a outros proprietários. R-2-1. etc.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Da matrícula Segundo nossa legislação vigente. AV-5-1.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . 176 e.) • A matrícula será cancelada: o o por decisão judicial. • Todo imóvel objeto de título a ser registrado deve estar matriculado no Livro nº 2 . averbará a existência do ônus. a matrícula pode ser definida como um ato que individualiza o imóvel. • No preenchimento dos livros. com os requisitos constantes do art. seguindo-se o número de ordem do lançamento e o da matrícula (ex: R-1-1. logo em seguida ao registro. • Cada lançamento de registro será precedido pela letra " R " e o da averbação pelas letras " AV ". 78 dos atos pertinentes ao imóvel . quando o ônus estiver lançado no próprio cartório. por ordem cronológica e em forma narrativa. descrevendo-o e situando-o geograficamente. a qual ficará arquivada em cartório. É na matricula que estão e serão escritos todo e qualquer ato. com remissões recíprocas.obedecido o disposto no art. o que o correrá.Registro Geral . no espaço restante e no verso. 176. os registros e averbações matriculado. sua natureza e valor. • Se o registro anterior foi efetuado em outra circunscrição. certificando o fato no título que devolver à parte. o preenchida uma folha.

será feita a averbação prevista no item anterior. constarem de matrículas autônomas. ou ainda em sua transcrição ou até mesmo na matrícula. com abertura de matrícula única: o dois ou mais imóveis constantes de transcrições anteriores a esta Lei. à margem das quais será averbada a abertura da matrícula que os unificar. Da Averbação e do Cancelamento A averbação pode ser definida como o ato responsável pela escrituração das alterações e extinções do ato do registro. ser unificados. 167. ao que estipula o item II do art. 233. as subrogações e outras ocorrências que. de novo número. as matrículas serão encerradas na forma do artigo anterior. encerrando-se as primitivas. 79 . Vejamos as definições legais de averbação e cancelamento. pode ele requerer a fusão destas em uma só. com firma reconhecida. As averbações a que se referem os itens 4 e 5 do inciso II do art. registrados por ambos os sistemas. juntamente com os ônus que sobre eles existirem. Os imóveis de que trata este artigo. sempre que ocorrer a transferência de uma ou mais unidades. Essas averbações serão feitas á margem da inscrição a que se refere. bem como os oriundos de desmembramentos. alterem o registro. serão desdobrados em novas matrículas. o dois ou mais imóveis. estando definidas no art.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . II da Lei de Registros Públicos de forma expressa e taxativa. Quando dois ou mais imóveis contíguos. ainda. A alteração do nome só poderá ser averbada quando devidamente comprovada por certidão do Registro Civil. procedendo-se. • Além dos casos expressamente indicados no item II do artigo 167. partilha e glebas destacadas de maior porção. por qualquer modo. nos termos do artigo seguinte. 167 serão as feitas a requerimento dos interessados. instruído com documento comprobatório fornecido pela autoridade competente. na matrícula. com firma reconhecida. nas transcrições. ilustrado com documento dos interessados. serão averbados. em seguida. • Podem.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS o • pela fusão. pertencentes ao mesmo proprietário. caso em que.

com as firmas reconhecidas por tabelião. 80 . sob pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 1. o em razão de procedimento administrativo ou contencioso. no prazo de trinta dias. sem prejuízo da responsabilidade civil e penal do Oficial de Registro.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . na matrícula. Constatada. a União requererá ao Oficial de Registro a averbação. assinada pelo oficial. o a requerimento unânime das partes que tenham participado do ato registrado. a existência de domínio privado nos limites da terra indígena. seu substituto legal ou escrevente autorizado. na forma prevista na Lei.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tratando-se de terra indígena com demarcação homologada. instruído com documento hábil. também. As providências a que se referem os §§ 2o e 3o deste artigo deverão ser efetivadas pelo cartório. a declaração de indisponibilidade de bens. bem como o título em virtude do qual foi feito. 698 do Código de Processo Civil). Far-se-á o cancelamento: o em cumprimento de decisão judicial transitada em julgado.00 (mil reais). durante o processo demarcatório. • • Averbar-se-á. e declarará o motivo que o determinou. • O cancelamento de hipoteca só pode ser feito: o à vista de autorização expressa ou quitação outorgada pelo credor ou seu sucessor. o A requerimento do interessado. dessa circunstância. o na conformidade da legislação referente às cédulas hipotecárias. a União promoverá o registro da área em seu nome. na respectiva matrícula. • • O cancelamento poderá ser total ou parcial e referir-se a qualquer dos atos do registro. contado a partir do recebimento da solicitação de registro e averbação. O cancelamento efetuar-se-á mediante averbação. no qual o credor tenha sido intimado (art. em instrumento público ou particular. se capazes.000.

ainda. 81 . data do instrumento e nome do tabelião que o fez. direito a cancelar a servidão. • • • O dono do prédio serviente terá. em juízo. o qual só produzirá efeitos a partir da nova data. para que mande publicá-la na imprensa local e. • Se. naturalidade e profissão do instituidor. sendo por força de lei impenhorável. mas para que surta todos os seus efeitos. a recurso. enquanto não cancelado.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • O registro. produz todos os efeitos legais ainda que. o instituidor apresentará ao oficial do registro a escritura pública de instituição. situação e característicos do prédio. O foreiro poderá.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . do qual constará: o o resumo da escritura. por outra maneira. declarando o instituidor que determinado prédio se destina a domicílio de sua família e ficará isento de execução por dívida. O cancelamento não pode ser feito em virtude de sentença sujeita. • Além dos casos previstos nesta Lei. só poderá ser feito com aquiescência do credor. nome. em forma de edital. extinto ou rescindido. o oficial fará a publicação. na da Capital do Estado ou do Território. a inscrição de incorporação ou loteamento só será cancelada a requerimento do incorporador ou loteador. expressamente manifestada. subsistirem o título e os direitos dele decorrentes. averbar a renúncia de seu direito. se prove que o título está desfeito. e promover o cancelamento do seu registro. cancelado o registro. nos termos da lei. é necessário a sua determinação por meio de escritura pública e conseqüente deve apresentá-la ao oficial do registro de imóveis em consonância com a legislação sobre o tema. enquanto nenhuma unidade ou lote for objeto de transação averbada. • Se não ocorrer razão para dúvida. anulado. Vejamos suas características: • A instituição do bem de família far-se-á por escritura pública. nos termos da lei. à falta. fazer prova da extinção dos ônus. reais. Do Bem de Família O bem de família constitui-se na residência escolhida pela família como seu lar. quando o prédio dominante estiver hipotecado. • Ao terceiro prejudicado é lícito. ou mediante o consentimento de todos os compromissários ou cessionários. • O cancelamento da servidão. sem dependência do consentimento do senhorio direto. poderá o credor promover novo registro. • Para a inscrição do bem de família.

dela fornecerá o oficial. se alguém se julgar prejudicado. possuindo direito de preferência sobre esse imóvel. contados da data da publicação. § 5º). se deferir o pedido será transcrito integralmente. art.7 Da Remição do Imóvel Hipotecado A remição do imóvel hipotecado consiste na prerrogativa que o credor possui de resgatar o imóvel dado em garantia de obrigação. cancelando a prenotação. a inscrição far-se-á imediatamente após o registro da transmissão ou. com a nota da inscrição. no prazo legal. Se o Juiz determinar que proceda ao registro. com a declaração de haver sido suspenso o registro. dentro em trinta (30) dias.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS o o aviso de que. de 19 de abril de 1941. se for o caso. com a matrícula. o oficial transcreverá a escritura. O despacho do Juiz será irrecorrível e. • Quando o bem de família for instituído juntamente com a transmissão da propriedade (Decreto-Lei n. ressalvará ao reclamante o direito de recorrer à ação competente para anular a instituição ou de fazer execução sobre o prédio instituído. cópia autêntica e lhe restituirá a escritura. 3. reclamar contra a instituição. sem que tenha havido reclamação. a citação dos credores hipotecários propondo.200. • Se for apresentada reclamação. 3. • Findo o prazo do nº II do artigo anterior. São elas: • Para remir o imóvel hipotecado. por escrito e perante o oficial. integralmente.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . arquivando um exemplar do jornal em que a publicação houver sido feita e restituindo o instrumento ao apresentante. deverá. no livro nº 3 e fará a inscrição na competente matrícula. 8°. A lei de registros públicos também se preocupou com esta situação e definiu algumas regras que devem ser observadas. sem embargo da reclamação. o adquirente requererá. juntamente com o instrumento. 82 . na hipótese de tratar-se de dívida anterior e cuja solução se tornou inexeqüível em virtude do ato da instituição. ao instituidor. O instituidor poderá requerer ao Juiz que ordene o registro.

EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . sub-rogando-se no produto da venda os direitos do credor hipotecário. sem prejuízo dos que lhe couberem em virtude da segunda hipoteca. não se opuser à remição. o preço por que adquiriu o imóvel. juntará o título e certidão da inscrição da anterior e depositará a importância devida ao primeiro credor. pedindo a citação deste para levantar o depósito e a do devedor para dentro do prazo de cinco dias remir a hipoteca. lavrar-se-á termo de pagamento e quitação e o Juiz ordenará. nem depois de assinado o auto de arrematação. autorizando a venda judicial a quem oferecer maior preço. requerer a remição. o lanço do adquirente. será preferido. por sentença. ou não comparecer. • Se o credor de segunda hipoteca. os fiadores e o próprio adquirente. não se efetuará antes da primeira praça. • Se o primeiro credor estiver promovendo a execução da hipoteca. o respectivo preço. notificar-se-á o credor para receber o preço. a remição.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS para a remição. consignar-se-á o preço à custa do credor. que abrangerá a importância das custas e despesas realizadas. • Se o credor. o Juiz mandará cancelar a hipoteca. os autos serão conclusos ao Juiz para julgar por sentença a remição pedida pelo segundo credor. o cancelamento de hipoteca. ficando sem efeito o depósito realizado pelo autor. 83 . em igualdade de condições. • Se o devedor comparecer e quiser efetuar a remição. sob pena de ficar o requerente subrogado nos direitos creditórios. dentro de quarenta e oito (48) horas. o valor será o proposto pelo adquirente. • Se o devedor não comparecer ou não remir a hipoteca. • Na remição de hipoteca legal em que haja interesse de incapaz intervirá o Ministério Público. citado. Na falta de arrematante. • Na licitação. comparecer e impugnar o preço oferecido. o Juiz mandará promover a licitação entre os credores hipotecários. citado. Se o credor. Arrematado o imóvel e depositado. embora não vencida a dívida. no mínimo. • No caso de revelia.

o IV . quaisquer interessados. Às plantas serão anexados o memorial e as cadernetas das operações de campo. confrontantes. O levantamento da planta obedecerá às seguintes regras: empregar-se-ão outros goniômetros de ou instrumentos maior precisão. 000m (1/5.a planta do imóvel.8 Do Registro Torrens • Requerida a inscrição de imóvel rural no Registro Torrens. e a indicação das respectivas residências.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . com o vendedor. o III .000). a planta será orientada segundo o mediano do lugar. cuja escala poderá variar entre os limites: 01h50min (1/500) e 1:5. de maneira que a à planta carta possa geral incorporar-se cadastral.a prova de quaisquer atos que modifiquem ou limitem a sua propriedade. 3. ligados a pontos certos e estáveis nas sedes das propriedades. • O requerimento será instruído com: o I . autenticadas pelo agrimensor. fixação dos pontos de referência necessários a verificações ulteriores e de marcos especiais. determinada a declinação magnética. 84 . o oficial protocolará e autuará o requerimento e documentos que o instruírem e verificará se o pedido se acha em termos de ser despachado.os documentos comprobatórios do domínio do requerente. escritura de venda do imóvel gravado.o memorial de que constem os encargos do imóvel os nomes dos ocupantes.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • • Das sentenças que julgarem o pedido de remição caberá o recurso de apelação com ambos os efeitos. o II . Não é necessária a remição quando o credor assinar.

85 . o procedimento será ordinário. marcando prazo não menor de dois (2) meses. o oficial inscreverá. cancelando-se. ou não. fará a descrição exata do imóvel e indicará os direitos reclamados e os títulos em que se fundarem. Da sentença que deferir. assim. Se não houver contestação.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • O imóvel sujeito a hipoteca ou ônus real não será admitido a registro sem consentimento expresso do credor hipotecário ou da pessoa em favor de quem se tenha instituído o ônus. • Em qualquer hipótese. mediante mandado. se notifiquem do requerimento as pessoas nele indicadas. a pessoa que se julgar com direito sobre o imóvel. submetido aos efeitos do Registro Torrens. se houver.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . distribuído o pedido a um dos cartórios judiciais se entender que os documentos justificam a propriedade do requerente. A contestação mencionará o nome e a residência do réu. que poderá impugnar o registro por falta de prova completa do domínio ou preterição de outra formalidade legal. que ficará. remetê-lo-á a juízo para ser despachado. que. arquivando em cartório a documentação autuada. na matrícula. Se o requerente não estiver de acordo com a exigência do oficial. O Juiz. será ouvido o órgão do Ministério Público. • • Se o oficial considerar em termos o pedido. poderá contestar o pedido no prazo de quinze dias. • • • Se houver contestação ou impugnação. • O Juiz ordenará. nem maior de quatro (4) meses para que se ofereça oposição. a prenotação. Transitada em julgado a sentença que deferir o pedido. o julgado que determinou a submissão do imóvel aos efeitos do Registro Torrens. • Se o oficial considerar irregular o pedido ou a documentação. o pedido. mandará expedir edital que será afixado no lugar de costume e publicado uma vez no órgão oficial do Estado e três (3) vezes na imprensa local. este suscitará dúvida. e se o Ministério Público não impugnar o pedido. de ofício ou a requerimento da parte. o Juiz ordenará que se inscreva o imóvel. poderá conceder o prazo de trinta (30) dias para que o interessado os regularize. cabe o recurso de apelação. no todo ou em parte. com ambos os efeitos. • Feita a publicação do edital. à custa do peticionário.

sendo importante frisar que esse tema assim como toda essa disciplina é extremamente positivista. seja no pólo passivo. Vejamos as definições legais de averbação e cancelamento. declaratórios. instigandoo a encontrar a alternativa que não corresponde ao que efetivamente se encontra no texto. Essas averbações serão feitas á margem da inscrição a que se refere. resumindo-se nestas as suas funções legais. procuramos trabalhar os diversos aspectos e peculiaridades referentes ao Registro de Imóveis. estando definidas no art. transferência e extinção. uma vez que os registros devem ser precisos e seguir seus ritos garantindo assim os princípios que o norteiam. translativos e extintivos de direitos reais sobre imóveis reconhecidos em lei. marque a incorreta: a) O Livro Indicador Pessoal tem por função reunir o nome de todas as pessoas que figurarem em qualquer dos outros livros. tanto para sua constituição. ou ainda em sua transcrição ou até mesmo na matrícula.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . demonstrando a importância dos atos praticados por este ofício. vimos os conceitos de matrícula. fazendo referência aos seus respectivos números de ordem. de forma direta ou indireta. ativo. 86 .FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Síntese da aula No decorrer deste tema. 167. fazendo uma análise de cada um de seus institutos e suas coesões. como para sua validade contra terceiros ou para sua disponibilidade. c) Na remição de hipoteca legal em que haja interesse de incapaz não intervirá o Ministério Público. Comentário Esta atividade tem como alvo incentivá-lo a leitura do texto. inter vivos ou mortis causa. II da Lei de Registros Públicos de forma expressa e taxativa. b) As atribuições do Registro de imóveis estão descritas no art. Atividade Dentre as afirmativas abaixo. d) A averbação pode ser definida como o ato responsável pela escrituração das alterações e extinções do ato do registro. 172 da Lei de Registros Públicos e consiste no registro e na averbação de títulos ou atos constitutivos. averbação e até mesmo registro. Dentre os temas abordados.

possuidor da fé pública. Os registradores são designados para receber e registrar informações pessoais dos documentos e títulos a serem registrados e com isso promovendo a sua autenticidade.da caução de títulos de crédito pessoal e da dívida pública federal. II . 127 menciona. assim para melhor compreensão vamos entender o que seria um Registro de Títulos e Documentos.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 09 Registros de Títulos E Documentos Objetivos Conhecer um pouco mais o funcionamento dos Cartórios de Registros de Títulos e Documentos. Depois de verificar o que são os Registros e suas funções. Discutir a importância dessa atividade prestada à sociedade. ou de Bolsa ao portador.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . iremos abordar um tipo de registro especifico. assim sendo. estadual ou municipal. que “no Registro de Títulos e Documentos será feita a transcrição: I . 87 .dos instrumentos particulares. Seria um registro que traz um domínio e segurança jurídica para vários de tipos de documentos. para a prova das obrigações convencionais de qualquer valor. discriminando a diligência e o desempenho de seus profissionais. ATRIBUIÇÕES São exercidas por profissionais que recebem confiança do Estado e. iremos estudar como é o funcionamento dos Registros e Títulos e Documentos. E com isso traz também a eternidade de um documento importante. Introdução Nesta aula. III . A lei 6015/73 em seu art.do penhor comum sobre coisas móveis.

para produzirem efeitos em repartições da União. recibos e contratos de compra e venda de automóveis. § 2º do Decreto nº 24. de bens e mercadorias procedentes do exterior. seja qual for a natureza do compromisso por elas abonado. sem trânsito em julgado. 19. qualquer que seja a forma de que se revistam. feitas por instrumento particular. de quaisquer documentos. pelas quais for determinada a entrega. os de alienação ou de promessas de venda referentes a bens móveis e os de alienação fiduciária. VII . de sub-rogação e de dação em pagamento. bem como o penhor destes. 2º) os documentos decorrentes de depósitos. de 20-4-1934).do contrato de parceria agrícola ou pecuária.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS IV .: VALE LEMBRAR QUE CABERÁ AO REGISTRO DE TITULOS E DOCUMENTOS A CONSUMAÇÃO DE QUAISQUER REGISTROS NÃO COMINADO EXPRESSAMENTE A OUTRO OFÍCIO. far88 . os quais são: 1º) os contratos de locação de prédios. 10 da Lei nº 492. Nos casos enumerados acima. certos títulos e documentos terão que ser registrados neste cartório. 7º) as quitações. com reserva de domínio ou não. obterá um prazo de vinte dias. quer em face de terceiros (art. de 30-8-1934. acompanhados das respectivas traduções. OBS. quando habitar estas em circunscrições territoriais diferente. não compreendido nas disposições do art. 4º) os contratos de locação de serviços não atribuídos a outras repartições. V . para sua conservação. I.do contrato de penhor de animais. juízo ou tribunal. do Distrito Federal. Para surtir efeitos a terceiros. dos Estados.150. 5º) os contratos de compra e venda em prestações. ainda que em separado dos respectivos instrumentos.do mandado judicial de renovação do contrato de arrendamento para sua vigência. 6º) todos os documentos de procedência estrangeira. nº 3.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . quer entre as partes contratantes. 3º) as cartas de fiança. 8º) os atos administrativos expedidos para cumprimento de decisões judiciais. contar da data da assinatura pelas partes. estes estão mencionado na lei em seu art 129. VI . serão registrados no domicílio das partes contratantes e. sem prejuízo do disposto do artigo 167. em geral. qualquer que seja a forma que revistam. ou de cauções feitos em garantia de cumprimento de obrigações contratuais. 9º) os instrumentos de cessão de direitos e de créditos. dos Territórios e dos Municípios ou em qualquer instância. pelas alfândegas e mesas de renda.facultativo.

O registro pode ainda ser literal ou resumido. com presteza. e) anotações e averbações. etc. c) natureza do título e qualidade do lançamento (integral. as certidões pedidas pelos nomes das partes que figurarem.Livro B . Visando assim à agilidade e praticidade neste serviço. a critério e sob a responsabilidade do oficial. d) o nome do apresentante. nos livros de registros. A lei dos Registros Públicos menciona. da lei 6015/73.para transporte integral de títulos e documentos. indefinidamente. é possível o oficial realizar o registro por meio de microfilmagem. penhor.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . por saída. seu amparo e validade contra terceiros. mencionando-se.para inscrição. II .protocolo para comentário de todos os títulos. desde que devidamente autorizado pelo juiz corregedor permanente. que em seguida ao registro. o número e a página de outros livros em que houver qualquer nota ou declaração concernente ao mesmo ato. III . que o protocolo deverá conter colunas para as seguintes anotações: a) número de ordem. consta. germinarão efeitos a partir da data da exibição. já no registro resumido 89 . substituível pelo sistema de fichas.). b) dia e mês.indicador pessoal. menciona que “ o Juiz. ainda que registrados por extratos em outros livros.Livro D . o qual é obrigado a fornecer. passando os microfilmes a fazer parte dos livros de registro. sem prejuízo da unidade do protocolo e de sua numeração em ordem rigorosa.Livro C . a data e a natureza dos documentos. porém. é necessário fazer o protocolo. também. por qualquer modo. OBS.: O art. de títulos e documentos. Literal é quando ocorre a translação de todo o título. documentos e papéis apresentados. resumido. IV . realizando contudo lançamentos remissivos ao protocolo.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS se-á o registro em todas elas. a fim de surtirem efeitos em relação a terceiros e autenticação de data. Vejamos o Funcionamento e a Organização desses Registros de Titulos e Documentos!!!!!!!! Consta que nos cartórios de Títulos e Documentos será obrigatório o uso de determinados livros os quais são: I .Livro A . também. nos seguintes. continuando. poderá autorizar o desdobramento dos livros de registro para escrituração das várias espécie de atos. Outro ponto importante é que. Caso esses registros sejam apresentados depois de acabado o prazo. para serem registrados diariamente. com todos os seus detalhes. remitindo o número do paginado livro em que foi ele lançado. Agora. considerando ainda o nome dos contratantes. 134. Sendo esses registros feitos sem antecedente distribuição. em caso de afluência de serviço.

se a falsificação for evidente deverá o oficial encaminhar o título ao juiz corregedor para que este tome as providências cabíveis. Sendo vedada a anexação de objetos. desde que devidamente solicitada pelo apresentante do título. Quando houver a utilização de microfilmagem. DA ORDEM DOS SERVIÇOS Ao ser apresentado um título ou documento para registro ou averbação.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . As certidões decorrentes dessas notificações deverão ser devidamente lavradas no livro competente. Essa notificação poderá ser feita via postal com Aviso de Recebimento (AR). DO CANCELAMENTO 90 . já no livro “C”. tomando todas as providências para realizar as notificações. data da assinatura. Não sendo possível sua efetivação imediata. à margem de seu respectivo registro. ou havendo registro simultâneo. Tratando-se de documento de interesse de fundação. tais certidões deverão ter sua referência no livro “D’. Seu apontamento deverá ser imediato e seqüencial.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS apenas será anotada a natureza do título se tratar de documento ou papel. estipulando o serviço. o nome de quem apresentou. serão anotados no protocolo a data em que foram apresentados. é imprescindível a intervenção do Ministério Público. Quando houver solicitação por parte do requerente. para fins de localização. a natureza do instrumento e a espécie de lançamento que será realizado. Havendo suspeita de falsificação do documento. data e escrevente que realizou. assim como o registro e a averbação. no livro “B” pode ser registrado em sua forma original. O título desprovido de suas formalidades legais terá necessariamente seu registro recusado. nomes das testemunhas. deverá tal documento ser apresentado já devidamente traduzido. mas. apenas papéis e documentos. Havendo o registro integral de título que já possuía registro por extrato. prazo. o oficial deve notificar todos os interessados no título ou documento apresentado. o oficial pode sobrestar o título já protocolado até a efetiva notificação do apresentante. e os valores e tipos de impostos recolhidos. bem como do reconhecimento de firma da partes. local de realização. Quando o título ou documento for escrito em língua estrangeira. deve ser feito o mais rapidamente possível de forma a não prejudicar a prenotação. seu valor. número de ordem e data de protocolo e averbação. este deverá ser devidamente mencionado no lançamento posterior. tudo sob o número de ordem seqüencial. nome e condições legais das partes. as notificações.

se os termos possuem meios de localização do conteúdo do microfilme e se o mesmo se encontra de 91 .398. o cancelamento e sua razão mencionando o documento que o autorizou. (FILHO. de 24 de abril de 1969. 87) Os requerimentos de cancelamento serão arquivados juntamente com os respectivos documentos que lhes instruíram. o oficial certificará. d) termos de correção ou emenda. e) certificado de garantia de serviços por de microfilmagem. se o filme se encontra em boas condições de conservação. ou filmes simultâneos em prata. na coluna das averbações do livro respectivo. mas para isso é preciso que se verifique alguns requisitos: a) requerimento de que constem a qualificação completa do apresentante e a indicação do número do rolo do microfilme. DA AUTENTICAÇÃO DE MICROFILMES As serventias de Registro de Títulos e Documentos podem desde que devidamente autorizadas pelo Juiz Corregedor Permanente ou pelo Ministério da Justiça. anotando-se ainda as providência tomadas em razão deste. p. quando as pela microfilmagem e pelos houver. Mas também é possível autenticar microfilmes apresentados por particulares. datando e assinando a certidão e de tudo fazendo referência nas anotações do protocolo. ou de exoneração do título registrado. 88/89) E. devidamente assinados pelo responsável documentos. LOUREIRO. (FILHO. esta poderá ser diazóica ou reproduzida por outro processo que assegure a durabilidade e permanência de imagens. b) filme original de câmara e rolo cópia. por fim. 2004. quando executadas firmas especializadas. ou de documento autêntico de quitação. Apresentado documento hábil. c) termos de abertura e encerramento de acordo com os modelos fixados pelo Decreto n. 2004. LOUREIRO. 64. p. microfilmar seus documentos.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . quando se tratar de cópia.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Podemos dizer que: O cancelamento de registro ou averbação será feito em virtude de sentença. os Serviços de Registro de Títulos e Documentos devem verificar para autenticar os microfilmes se o original confere com a cópia. também subscritos pelo responsável.

d) dos instrumentos não particulares para a prova das obrigações não convencionais de qualquer valor. as atribuições específicas desse cartório.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS acordo com a legislação vigente. Atividades 1-Quanto ao Registro de Títulos e Documentos. ou de Bolsa ao portador. é correto afirmar que será feita a transcrição: a) dos instrumentos particulares. de acordo com a legislação. estadual ou municipal e federal. considerando. tratamos o funcionamento de um Cartório de Registros de Títulos e Documentos.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . b) do penhor comum sobre bens imóveis. esmiuçando sua importância e função na sociedade. mencione quais são os títulos e documentos que terão que ser registrados para que surtir efeitos a terceiros! Comentários Questão 01: para retorquir esta pergunta será necessário que verifiquem o conteúdo exposto na apostila e a bibliografia indicada. No tocante ao conteúdo ministrado. Questão nº 2: nesta questão verifique no conteúdo exposto na apostila e na bibliografia indicada. 92 . Cumpridas todas as exigências acima descritas é expedida a certidão de validade do microfilme. também. à parte que relata sobre os efeitos a terceiros. 2. para a prova das obrigações convencionais de qualquer valor. cabendo ainda ao Cartório chancelar com marca indelével o início e o fim do filme. SINTESE DA AULA Neste tema. c) da caução de títulos de crédito pessoal e da dívida pública federal.

fazendo prova plena.lavrar testamentos públicos e aprovar os cerrados. Introdução Nesta aula. os tabeliães são encarregados de receber e registrar informações pessoais do cidadão e atestar a sua autenticidade promovendo. comum acordo e a paz social de um país. Por serem indivíduos que recebem confiança do Estado e. iremos abordar o Tabelionato de Notas. V . assim. II . portanto.lavrar escrituras e procurações públicas. Como relata a Lei 8935/94: Art. após passarem por rigorosa avaliação em um concurso público acessível a todo brasileiro formado em Direito. Os Tabeliães são pessoas que.lavrar atas notariais. 7º. Quanto a lavratura das escrituras e procurações públicas Quanto ao inciso primeiro do art.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . redigindo quaisquer atos ou contratos aos quais o cidadão queira garantida a fé pública.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 10 Tabelionato de Notas Objetivos Conhecer um pouco mais o funcionamento de um tabelionato de notas abordando a importância de suas atividades prestadas à sociedade. o titular deverá providenciar livros específicos para lançamento dos atos indicados. Para o devido cumprimento da lavratura das escrituras. 93 . vamos esclarecer quem são os indivíduos que exercem esta função. Antes de começarmos a discutir a matéria.reconhecer firmas. III . podemos dizer primeiramente que como todos os instrumentos.autenticar documentos. mencionando a atividade e funções de seus profissionais. 7º Aos Tabeliães de notas compete com exclusividade: I . IV . assumem a responsabilidade de administrar um tabelionato de notas. são dotados de fé publica. por possuírem fé pública.

e) em cumprimento de alvará judicial. profissão. registro na Junta Comercial ou no registro civil de pessoas jurídicas. com a indicação do modo de sua escolha. qualificando o representante legal. Ao final. indicação do horário de início e fim do lançamento. estado civil (referindo o cônjuge se casado). p. cumprindo compromisso anteriores ou não. Vale frisar que as partes figurantes em atos lavrados são indicadas em índices feitos em fichas. e. e data do traslado ou certidão. b) nome e qualificação das pessoas naturais comparecentes ao ato – nacionalidade. o ato será lido em voz alta para os presentes. a disposição estatutária ou contratual autorizadora do comparecimento. se for o caso. com prazo de validade. em dinheiro ou em cheque. de modo a garantir a continuidade. os elementos constantes dele. com quitação plena ou parcial). pormenorizando a declaração das partes (por exemplo: pagamento à vista ou a prazo. Walter Ceneviva (2002. por instrumento particular: com firma reconhecida.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . neste caso com endereço perfeitamente caracterizado). pois na sua falta o fato será considerado sem efeito.48. local da lavratura (na sede da serventia ou fora dela. se solicitado pela parte. entregue no ato. residência. d) para representação por procurador. c) nome da pessoa jurídica. livro e folha do serviço onde lavrado. este a ser completamente caracterizado. são lançados o montante dos emolumentos devidos e o termo de encerramento. incluindo numero do registro e cartório imobiliário onde. sobretudo antevendo o término dos livros anteriores. haja bem dos nubentes). f) indicação do objeto do ato ou do negócio jurídico referido. regime de bens (legal ou estabelecido por pacto antenupcial. assim sendo certificado. sendo esta de próprio punho (no caso de analfabetos será dado com a impressão digital do polegar direito).49 e 50). Após cumpridas estas formalidades. Importa ressaltar que a assinatura ou a impressão digital das partes é de fundamental importância. número do documento de identidade. seguido pela assinatura dos presentes. mês e ano. para que seja feita prova plena é necessário ressaltar alguns requisitos genéricos e específicos para a validade. De acordo com o autor. com identificação plena do juízo e da data da emissão. repartição expedidora e número de inscrição no CPF. mediante comprovação documental. A lavratura das escrituras e procurações exige alguns requisitos para que seja feito a prova plena. 94 . Por instrumento público: data. Senão vejamos: Requisitos genéricos Todos os atos realizados nos Tabelionatos e notas devem apresentar a) dia. domicílio. em livros ou em suportes eletrônicos.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS demonstrando sempre o número e condições compatíveis com o movimento diário. mediante comprovação documental.

No que diz respeito à escritura de imóvel. em caso de desmembramento. na forma das leis especiais referentes à seguridade social ou declaração de não sujeição aos encargos previdenciários. Tratando-se só de terreno. indica se lado par ou ímpar do logradouro. da certidão dos registros de imóveis. a serem especificados. o notário deverá tomar algumas cautelas. impostos e taxas. Vale ressaltar que foi criado pelo art. número. sujeitará os infratores a responsabilidades civil e penal. 21 da Lei 10. em forma atualizada. o direito de superfície. Se tais elementos constarem. verificando os aspectos abaixo: Direito de Superfície: Consiste no direito de um individuo conceder a outrem o direito de assentar qualquer obra.257/2001 (ESTATUTO DA CIDADE). Já em se tratando de imóvel rural. o notário pode apenas indicá-los com clareza no instrumento lavrado. por tempo determinado ou indeterminado. o trabalho do tabelião de notas inclui a verificação e a transposição dos dados adiante referidos: a) logradouro. o tabelião tem o dever de orientar as partes. a escritura deverá conter: a) indicação dos elementos essenciais do Certificado de Cadastro do INCRA (número. se referente à área inferior ao módulo. dispensando a transcrição. de acordo com sua missão. modulo. município e distrito da localização. em havendo plano diretor. A aquisição de imóvel por pessoas estrangeiras sofre algumas restrições em nome dos interesses nacionais. Assim.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Requisitos específicos Há. b) comprovante de pagamento do imposto municipal de transmissão. área do imóvel. é necessária a declaração de quitação de despesas condominiais. 95 .EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . valor) e autorização deste. d) tratando-se de unidade em condomínio. ou plantar em seu solo. b) titulo aquisitivo e respectivo registro imobiliário (transcrição ou matrícula e respectivos registros ou averbações). Portanto a escritura para esse efeito deverá observar a legislação urbanística do município e. ainda. sob as penas da lei. salvo se permitido o pagamento após o ato lavrado. ficando arquivada no serviço. mediante escritura pública registrada no cartório de registro de imóveis”. individualmente. ou a existência deles. salvo se dispensadas pelo adquirente. c) certidão negativa de debito (CDN) do INSS. com exibição das respectivas certidões. pelo qual o “proprietário urbano poderá conceder a outrem o direito de superfície do seu terreno. declarando inexistência de ônus ou impedimento. Caso não haja o seu preenchimento. requisitos a serem observados na produção de certos atos notariais. salvo se destinado a agregar-se a imóvel vizinho e se o remanescente for superior ao módulo. características e confrontações. proibido o ato escritural. quadra e distância métrica da esquina mais próxima.

Para ser aprovado pelo tabelião. o tabelião lavra o auto de aprovação. notas ou apontamentos”. Quanto aos requisitos específicos dos demais atos notariais: No que diz respeito a lavrar testamentos públicos. 1868 do Código Civil. quando a legislação especifica deve ser observada. pode ser autorizado pelo testador a comunicar a existência da disposição favorável a entidade beneficente. ao testador e testemunhas. ou sua revogação.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS a) é livre a aquisição para imóvel de área igual ou inferior a três módulos. que o testamento lhe foi entregue pelo testador para ser aprovado na presença das testemunhas. b) a soma das áreas rurais de propriedade de estrangeiro de nacionalidades diversas não pode ultrapassar a quarta parte da superfície do município. sendo também aplicável para a hipótese da letra seguinte. A autorização não é dispensada se houver aquisição de mais de um imóvel de área igual ou inferior a três módulos. declarando ser aquele seu testamento e que quer que seja aprovado. salvo se situado em área de segurança ou de fronteira. O tabelião deverá começar o auto de aprovação logo após a última palavra do testador. de acordo com as declarações do testador. sob sua fé. mês e ano) em que o testamento foi aprovado. 1864.ser escrito por tabelião ou por seu substituto legal em seu livro de notas. sob as penas da lei. podendo este servir-se de minuta. assim. vem relatando que: “são requisitos essenciais do testamento público: I . a seu rogo. conforme verificado no serviço do registro de imóveis. No tocante à lavratura das atas notariais. De acordo com o art. será entregue ao testador. o testamento cerrado é aquele escrito ou assinado pelo testador. ou por outra pessoa. o art. o tabelião lançará no livro nota do lugar e data (dia. primeiramente cabe perguntar: 96 . em presença de duas testemunhas. O tabelião. por pessoa física. bastando à declaração do adquirente estrangeiro nesse sentido.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . respeitando o dever do sigilo quanto ao conteúdo da declaração feita. declarando. e assinado por todos. em seguida. que é lido. a cerrar e coser o instrumento aprovado (art. ao representante legal desta. e a soma das áreas rurais de propriedade de estrangeiros da mesma nacionalidade não pode exceder de dez por cento da superfície do município. sendo um agente do Poder Público. passando. 1869 do Código Civil) Depois de aprovado e cerrado o testamento. do Código Civil. é necessário observar as seguintes formalidades: o testador entrega o testamento ao tabelião. I.

com o respectivo número.55). é exclusiva do tabelião. De acordo com o autor.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS O que é uma “Ata Notarial?” É um instrumento público solicitado ao tabelião de notas a pedido de um individuo com interesse legítimo. De acordo com os autores Lair da Silva Loureiro Filho e Claudia Regina Magalhaes Loureiro (2004. A diferença básica entre elas é que. Por ser um instrumento público solicitado por um indivíduo interessado. “a responsabilidade da redação dos atos notários. O reconhecimento de firmas só será possível a contar de fichários que contenham padrões das assinaturas a reconhecer . p. certidão de que depositante exibiu cédula de identidade. filiação e data do nascimento.Assim é porque o verbo e conhecer corresponde a afirmar a coincidência gráfica . De acordo com autores Lair da Silva Loureiro Filho e Claudia Regina Magalhaes Loureiro (2004. ao elaborar a ata. quando for o caso. Ceneviva (2002. f) no caso de depositante cego ou portador de visão subnormal. para poder indicar se a firma é autentica . nacionalidade. c) data do depósito da firma. bem 97 . entre a assinatura no documento apresentado e aquela que foi previamente lançada nas fichas do serviço. o conteúdo da ficha-padrão destinada ao reconhecimento de firmas deve trazer estas informações: a) nome do depositante. o tabelião apenas constitui um negócio jurídico. cujo número foi anotado. trata-se de uma atividade com caráter burocrático e repetitivo. já na escritura pública. b) indicação do número de inscrição no CIC. não poderá emitir sua opinião pessoal a respeito dos fatos presenciados. Ressalte-se que o tabelião. não devendo constar no instrumento afirmação de ter sido feita sob minuta”. 176).EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . na primeira. endereço. quando não lançada em presença do titular ou do substituto autorizado. e do documento de identidade.175). o qual tem o objetivo de constatar a verdade de um fato que o notário presenciou. a ata notarial é muito confundida com a escritura pública. p. profissão. p. o tabelião faz a forma narrativa do que presenciou cumprindo a objetividade dos fatos. data de emissão e repartição expedidora. aposta duas vezes. estado civil. visível a olho nu . Quanto ao reconhecimento de firma. e) rubrica e identificação do tabelião ou escrevente que verificou a regularidade do preenchimento. d) assinatura do depositante.

Quanto ao testamento cerrado. “o tabelião de notas não poderá praticar atos de seu oficio fora do município para o qual recebeu delegação”. Mas vale lembrar que o parágrafo único do art 7º da Lei 8935/94 menciona que é facultado aos tabeliães de notas realizar todas as gestões e diligencias necessárias ou convenientes ao preparo do atos notariais. Consideramos. 9º. também. nos traz que. Quanto à autenticação de cópias. do 2. 98 . Atividades 1. a ela a fé pública. especificando sua importância e função na sociedade.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS como de que as assinaturas do depositante e as de dois representantes. já o tabelião de notas possui competência restrita à sua área de delegação. c) neste testamento especificamente o tabelião poderá mencionar a sua opinião pessoal sob o ato jurídico. devidamente qualificados foram lançados na presença do notário. ou por outra pessoa. mas sim que é livre nesta escolha. d) a aprovação de testamento cerrado não faz parte das atribuições tabelionato de notas. por meio de cópia autenticada. assim demonstrando que as partes não estão obrigadas a escolher nenhum tabelionato determinado. As partes possuem liberdade de escolha de tabelionatos de acordo com suas necessidade. é correto afirmar que: a) o testamento cerrado é escrito ou assinado pelo testador. “é livre a escolha do tabelião de notas.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . requerendo o que couber. b) o testador entrega-o ao tabelião. 8º da Lei nos traz que. a seu rogo. O art. Síntese da aula Neste tema. qualquer que seja o domicilio das partes ou o lugar de situação dos bens objeto do ato ou negócio”. declarando ser aquele seu testamento e que quer que seja aprovado. seja em função de onde moram ou do local do negocio que será realizado. abordamos o funcionamento de um Tabelionato de Notas. Assim relatamos todas as funções dispostas na lei e exercidas dentro de um tabelionato de notas por seus profissionais competentes. trata-se de dar veracidade a uma cópia de um documento original. atribuindo. sem que seja necessário a presença de testemunha. assim. os requisitos específicos do tabelionato e expusemos a natureza do serviço dos profissionais dessa área. sem ônus maiores que os emolumentos devidos. Já o art. O que seria uma Ata Notarial? Neste ato o tabelião poderá emitir sua opinião pessoal a respeito dos fatos presenciados? Explique.

Resposta correta: a. 99 .FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Comentários Questão 01: para responder esta pergunta será necessário. a parte que relata os requisitos específicos das atribuições dos e funções dos Tabelionatos de notas. Questão nº 2: nesta questão verifique n o conteúdo exposto na apostila e na bibliografia indicada. que verifiquem o conteúdo exposto na apostila e a bibliografia indicada.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS .

o Distrito Federal e os Territórios. mencionando a atividade e funções de seus profissionais. Em primeiro lugar. Introdução Nesta aula. capazes de adquirir direitos e contrair obrigações. assim: Unidade Jurídica de agrupamento humano organizado. 247). Municípios são exemplos de pessoas jurídicas de direito publico. para assim podermos entender essa forma de registro.40-44.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 11 Registro Civil das Pessoas Jurídicas Objetivos Conhecer um pouco a importância do Registro Civil das Pessoas Jurídicas. assunto este já tratado na matéria de Direito Civil. como e onde é utilizado esse registro. distintas dos indivíduos que a compõem. as sociedades civis.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . quem são as pessoas jurídicas de direito público e privado: *Pessoas jurídicas de direito público interno: I-a União. fundações e etc. estável. *Pessoas Jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. 100 . Estados. iremos abordar o Registro Civil das Pessoas Jurídicas. União. O conceito de Pessoa Jurídica já foi tratado na matéria de Direito Civil O Novo Código Civil menciona em seus arts. vamos definir o que é uma pessoa jurídica. no tema 04.as associações. II-os Estados.. IV-as autarquias. para assim podermos questionar mais fatos que ocorrem em nosso dia a dia. V. com finalidade ou finalidades públicas ou privadas. pessoas jurídicas de direito privado. na apostila do 1º Bimestre. *Pessoas jurídica de direito privado: I . III-os Municípios.as demais entidades de caráter público criada por lei. (CASTRO. p.

seriam: a)Registrar os contratos.as fundações. adquirir direitos e deveres. e posteriormente. se quiser. os estatutos ou compromissos das sociedades religiosas. averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo”. e as empresas que tenham por objeto o agenciamento de noticias. Sendo esta somente para constituir fins religiosos. Já as fundações nascem quando o seu instituidor faz. entre si. 101 . As associações se fazem pela união de pessoas que se organizam para fins não econômicos sendo. empresas de radiodifusão que mantenha serviços de noticias. precedida. assim.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . de que esse registro trará a esta pessoa jurídica. dispõe que “começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro. Vista a definição de pessoas jurídicas. de autorização ou aprovação do Poder Executivo. p. logo após feita a escritura de dotação de bens.as sociedades. oficinas.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS II . registradas no Registro Civil das Pessoas Jurídicas. sendo ela Pública ou Privada. Quanto às sociedades. vamos agora estudar quais as atribuições do oficial de Registro Civil das Pessoas Jurídicas. para que assim elas possam assumir obrigações. Assim. reportagens . morais. b)registrar as sociedades revestidas das formas estabelecidas nas leis comerciais. por escritura pública ou testamento. debates e entrevista . III . com exceção das sociedades anônimas. especificando o fim a que se destina. c)registrar os atos constitutivos e o estatuto dos partidos políticos. E Qual Seria a Importância dos Registros Civil das Pessoas Juridicas? Seria a publicidade do ato. e das associações de utilidade publica. a maneira de administrá-la. os atos constitutivos. para o exercício de atividade econômica e a partilha. exceto as de direito publico. culturais ou de assistência. d)matricular jornais e demais publicações periódicas. e declarando. quando necessário. com bens ou serviços. cientificas ou literais. as quais de acordo com os autores Lair da Silva Loreiro Filho e Claudia Regina Magalhães Loureiro (2004. dos resultados.91).45. morais. são originadas por pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir. comentários . devem ser registrados no Registro Civil das Pessoas Jurídicas. pias. impressoras. bem como os das fundações. dotação especial de bens livres. O novo Código Civil. em seu art.

o registro de sociedades. atendidas as diligências das leis especiais em vigor. g)registrar e autenticar livros das sociedades.as sociedades civis que revestirem as formas estabelecidas nas leis comerciais. bem como seus respectivos estatutos. 92) que diz: a) O registro de quaisquer atos relativos às associações e sociedades. à apresentação de certos documentos e procedimentos para se obter o registro de pessoas jurídicas. Para que sejam aceitos os registros e arquivamentos dos atos que constituem as pessoas jurídicas. compromisso ou contrato. por constituírem atribuições exclusivas das juntas comerciais. bem como uma cópia reprográfica do termo de encerramento para arquivo no Serviço. no que diz respeito ao Registro Civil de Pessoas Jurídicas.os contratos. a suas emendas ou modificações. são requisitos para o registro de pessoa jurídica: “serão apresentadas duas vias do estatuto. O art. 95). A lição de Loureiro Filho e Loureiro (2004. 114. salvo as anônimas. pias. b) Na mesma comarca. p. científicas ou literárias.” Consta que se faz necessário. menciona que “ no Registro Civil de Pessoas Jurídicas serão inscritos: I . Além dessas atribuições. associações e fundações. f)dar certidões dos atos que praticarem em razão do ofício. religiosas.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . exigindo a apresentação do livro anterior. com reconhecimento de todas as firmas neles apostas. com a comprovação de. De acordo com os autores Loureiro Filho e Loureiro (2004. morais. o estatuto ou compromissos das sociedades civis. é importante conhecermos as limitações legais dos atos que podem ser praticados. da Lei nº 6015/73. todas as alterações supervenientes que importarem em modificações das circunstâncias constantes do registro. se os atos constitutivos não estiverem registrados no mesmo Serviço. p. 50% da utilização de suas páginas. Essa exigência legal estende-se. os quais são: 102 . os atos constitutivos. c) A execução de serviços concernentes ao Registro do Comércio.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS e)averbar . II . com a mesma denominação. bem como o das fundações e das associações de utilidade pública. pelas quais far-se-á registro mediante petição do representante legal da sociedade. é imprescindível a assinatura de advogado legalmente habilitado.os atos constitutivos e os estatutos dos partidos políticos. nas respectivas inscrições e matriculas . no mínimo. ainda. III .

*No caso da empresa ser microempresa será necessária a apresentação do formulário de enquadramento como microempresa. advogado. o art.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . com firmas reconhecidas dos sócios. dispõe que: I . *Deve constar do Contrato Social o nome do administrador. IV . economista. comentários. pertencentes a pessoas naturais ou jurídicas. como CRA. CRE e OAB. 2-Fotocópias autenticadas da Carteira de Identidade e CPF dos sócios. para melhor aprendizagem que existem as informações necessárias para matricula de determinadas empresas. CRC. não havendo esta menção. divisão de cotas e seu valor unitário.. etc. testemunhas e advogados. ainda. "Estado" e "CEP". deve-se apresentar certidão dos respectivos conselhos regionais. É dispensado o visto do advogado. III ."sala"". "número". Ressaltando.os jornais e demais publicações periódicas II . * É necessário o sócio rubricar todas as folhas do Contrato Social onde não constem as assinaturas. "cidade". 4-Caso objetivo social envolver atividades privativas de administrador. reportagens. as quais são: *Jornais ou outras publicações periódicas: 103 . 122 da lei 6015/73. em 03 vias.as empresas de radiodifusão que mantenham serviços de notícias. contabilista. bairro". todos os sócios serão considerados como gerentes. 5-Que o Capital Social terá que constar em moeda corrente no País. VALE LEMBRAR QUE: *Existem alguns Estados onde a prestação de serviço também pode ser registrada nas Juntas Comerciais. observando-se que.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS 1-O Contrato Social em 03 vias com firmas reconhecidas dos sócios. Empresas de Radiodifusão e Agências de Notícias.as oficinas impressoras de quaisquer natureza. Quanto aos Registros de Jornais Oficinas Impressoras. debates e entrevistas.as empresas que tenham por objeto o agenciamento de notícias. 3-Verificar se consta nos documentos da empresa o nome da "rua".

exemplar do respectivo estatuto ou contrato social e nome. c) nome. idade. residência e prova da nacionalidade do proprietário. e indicando. Síntese da aula Nesta aula. rua e número onde funcionam as oficinas e denominação destas. residência e prova de nacionalidade dos diretores. lugar. nacionalidade. os respectivos proprietários. b) sede da administração. para assim podermos adentrar no assunto central da aula. 104 . d) se propriedade de pessoa jurídica. b) sede da administração. neste caso. idade e residência do gerente e do proprietário. abordando a importância e as formas deste registro. *Empresas de radiodifusão: a) designação da emissora. residência e prova de nacionalidade do diretor ou redatorchefe responsável pelos serviços de notícias. se pessoa jurídica. idade e residência do gerente e do proprietário. c) exemplar do contrato ou estatuto social. quanto a estas. nacionalidade. d) exemplar do contrato ou estatuto social. debates e entrevistas. sede de sua administração e local das instalações do estúdio. gerentes e sócios da pessoa jurídica proprietária. consideramos o significado de Pessoa Jurídica. se são próprias ou de terceiros. sede da redação. comentários. esclarecendo. reportagens. idade. b) nome. que seria Registro Civil das Pessoas Jurídicas. se pessoa natural. *Empresas noticiosas: a) nome. idade. residência e prova da nacionalidade do diretor ou redatorchefe. se pertencentes a pessoa jurídica.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS a) título do jornal ou periódico. administração e oficinas impressoras. * Oficinas impressoras: a) nome. idade.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS . b) nome. se pessoa natural.

c)São consideradas pela lei. Estado e o Distrito Federal. Questão nº 2: Nesta questão. verifique no conteúdo exposto na apostila e na bibliografia indicada. as sociedades.FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Atividades No que diz respeito a pessoas jurídicas. 105 . as autarquias. pessoas jurídicas de direito privado somente as associações e as sociedades. a parte que relata quem seria as pessoas de direito privado. d)São consideradas pela lei pessoas jurídicas de direito publico interno somente a União. os Estados. as associações. as fundações. b)São consideradas pela lei pessoas jurídicas de direito privado. os Municípios. necessária a releitura da apostila na parte que defini o que seria uma pessoa jurídica. é correto afirmar que: a)São consideradas pela lei pessoas jurídicas de direito público interno: a União. o Distrito Federal os Territórios. 2)Como podemos definir a formação das associações? Comentários Questão nº 1: Para resolver esta questão será. as demais entidades de caráter publico criada por lei e os Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.EAD UNITINS – REGISTROS PÚBLICOS .