CURSO DE MERCADO

FINANCEIRO
CURSO DE MERCADO
FINANCEIRO
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COORDENADORES
IRAN SIQUEIRA LIMA
GERLANDO AUGUSTO SAMPAIO FRANCO DE LIMA
RENÊ COPPE PIMENTEL
Alexsandro Broedel Lopes
André Moura Cintra Goulart
Andrea Fernandes Andrezo
Antônio Carlos Dias Coelho
Bruno Meirelles Salotti
Celina Yumiko Ozawa
Diego Carneiro Barreto
Edilson Paulo
Fernando Caio Galdi
Flávio Donizete Batistella
Gerlando Augusto S. Franco de Lima
Giovani Antônio Silva Brito
Iran Siqueira Lima
Jaime Gregório
Luiz Nelson Guedes de Carvalho
Mara Jane Contrera Malacrida
Marcelo Cambria
Marcia Regina Calvano Machado
Marcial Tadeu Borelli
Marina Mitiyo Yamamoto
Renê Coppe Pimentel
Rodrigo Lopes da Luz
Sergio Augusto Malacrida Júnior
Silvia Maura Rodrigues Pereira
FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS CONTÁBEIS, ATUARIAIS E FINANCEIRAS
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a
EDIÇÃO
Livro-texto e exercícios indica-
dos para as disciplinas Mercado
Financeiro e Mercado de Capitais de
cursos de Administração de Em-
presas, Economia, Ciências Contá-
beis, Ciências Atuariais e Direito.
Recomendado para programas de
graduação, pós-graduação e cursos
de especialização. Leitura comple-
mentar para a disciplina Adminis-
tração Financeira.
Iran Siqueira Lima é professor doutor
do Departamento de Contabilidade e Atuária
da FEA/USP. Doutor e mestre em Controla-
doria e Contabilidade pela FEA/USP, possui
especialização em Engenharia Econômica,
Administração Industrial e Mercado de Ca-
pitais; é graduado nos cursos de Economia
e Contabilidade. É diretor-presidente da FI-
PECAFI e conselheiro e consultor de diversas
empresas. Foi diretor do Banco Central do
Brasil, da Secretaria de Controle de Empresas
Estatais (SEST), da Telebras, e possui exten-
sa experiência como executivo e consultor de
grupos empresariais. É, também, autor/coau-
tor de outras obras sobre mercado financeiro
e de capitais, entre as quais Fundamentos dos
investimentos financeiros; Mercado financeiro: as-
pectos conceituais e históricos; e Mercados de inves-
timentos financeiros, publicadas pela Atlas.
Gerlando Augusto Sampaio Fran-
co de Lima é professor doutor do Depar-
tamento de Contabilidade e Atuária da FEA/
USP. Coordenador dos cursos de Ciências
Atuariais e Ciências Contábeis da FEA/USP.
Mestre e doutor em Controladoria e Conta-
bilidade pela FEA/USP. Pós-doutorado em
Economia pela Faculdade de Economia da
Universidade de Coimbra. Foi professor visi-
tante da Faculdade de Economia da Universi-
dade de Coimbra e participou de diversos se-
minários, congressos e encontros na área de
controladoria e contabilidade. Ex-consultor
técnico do Banco Itaú.
Renê Coppe Pimentel é professor e
pesquisador da FIPECAFI e consultor sênior
do Centro de Estudo de Mercado de Capi-
tais (CEMEC). Doutor, mestre e bacharel em
Ciências Contábeis pela Faculdade de Eco-
nomia, Administração e Contabilidade da
Universidade de São Paulo (FEA/USP). Pes-
quisador visitante da Universidade de Sou-
thampton (UK) em 2009. Atuou na implanta-
ção de sistemas informatizados de gestão de
diversas empresas e na controladoria do ban-
co Bradesco na área de demonstrações finan-
ceiras, com ênfase na consolidação de opera-
ções de tesouraria. É também coautor do livro
Curso de contabilidade para gestores, acionistas e
outros profissionais, publicado pela Atlas.
Este livro abrange de forma mais aprofundada tópicos especiais sobre o mercado finan-
ceiro, destacando-se por juntar a teoria à prática, já que os autores são professores e
pesquisadores acadêmicos que têm, em sua forte maioria, experiência profissional com
trabalhos no mercado financeiro em suas diversas vertentes: setor privado, setor público
e órgãos normatizadores.
Formada por 20 capítulos, a obra contém a estrutura, a análise e a contabilização de produ-
tos no mercado financeiro, as características do mercado financeiro, seus conceitos funda-
mentais, funções, desenvolvimento e regulação, incluindo aspectos matemáticos e quantita-
tivos, lançamentos contábeis, casos reais e, principalmente, exercícios e casos para estudo.
O texto parte dos clássicos aspectos dos mercados de renda variável e fixa, com e sem in-
termediação financeira, adentra nas operações de seguros, previdência privada, consórcio,
derivativos. Estuda, ainda, os campos da lavagem de dinheiro e da governança corporativa
para, finalmente, discutir riscos de mercado.
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Alexsandro Broedel Lopes Iran Siqueira Lima
André Moura Cintra Goulart Jaime Gregório
Andrea Fernandes Andrezo Luiz Nelson Guedes de Carvalho
Antônio Carlos Dias Coelho Mara Jane Contrera Malacrida
Bruno Meirelles Salotti Marcelo Cambria
Celina Yumiko Ozawa Marcia Regina Calvano Machado
Diego Carneiro Barreto Marcial Tadeu Borelli
Edilson Paulo Marina Mitiyo Yamamoto
Fernando Caio Galdi Renê Coppe Pimentel
Flávio Donizete Batistella Rodrigo Lopes da Luz
Gerlando Augusto Sampaio Franco de Lima Sergio Augusto Malacrida Júnior
Giovani Antônio Silva Brito Silvia Maura Rodrigues Pereira
FIPECAFI – Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras
Coordenadores
Iran Siqueira Lima
Gerlando Augusto Sampaio Franco de Lima
Renê Coppe Pimentel
Curso de Mercado Financeiro
SÃO PAULO
EDITORA ATLAS S.A. – 2012
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a
Edição
Portal Atlas
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 2
Sumário
Capítulo 01 – Introdução ato Mercado Financeiro, 1
Capítulo 02 – Estrutura do Sistema Financeiro Nacional, 7
Capítulo 03 – Mercado Acionário (primário e secundário), 13
Capítulo 04 – Depositary Receipts, 18
Capítulo 05 – Risco de Mercado, 23
Capítulo 06 – Mercado de Renda Fixa, 31
Capítulo 07 – Commercial Paper e Debentures, 36
Capítulo 08 - Securitzação, 42
Capítulo 09 – Captações no Exterior (Euronotes e Eurobonds), 49
Capítulo 10 – Risco em Operações de Renda Fixa, 55
Capítulo 11 – Derivatvo, 60
Capítulo 12 – Fundos e Clubes de Investmento, 66
Capítulo 13 – Operação de Leasing – Arrendamento Mercantl, 71
Capítulo 14 - Factoring, 78
Capítulo 15 – Seguros, 83
Capítulo 16 – Previdência Complementar, 89
Capítulo 17 – Capitalização e Consórcio, 95
Capítulo 18 – A Sistemátca da Informação no Mercado de Capitais, 100
Capítulo 19 – Crime de lavagem de dinheiro, 105
Capítulo 20 – Governança Corporatva, 111
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Capítulo 01 – Introdução ato Mercado Financeiro
Discursivas
1. Conceitue poupança e investmento.
Poupança é a parte da renda não consumida enquanto investmento é a utlização dos recursos poupados,
próprios ou de terceiros, para ampliar a capacidade produtva representa um ato de investmento.
2. Caracterize as unidades econômicas superavitárias e as defcitárias.
As unidades econômicas superavitárias são aqueles que apresentam desejo de investr inferior à capacidade
de poupança e as unidades econômicas defcitárias são aqueles que apresentam desejo de investr superior
à capacidade de poupança.
3. Indique a remuneração em que as insttuições fnanceiras recebem ao reter um risco.
À diferença entre a remuneração paga pelos tomadores de recursos e o custo do dinheiro captado pelo ban-
co dá-se o nome de spread.
4. Pela Lei 6385/76, como fcaram caracterizados os ttulos de valores mobiliários e, posteriormente, quais
foram adicionados?
As operações no mercado de crédito visam suprir as necessidades de caixa de curto e médio prazo dos diver-
sos agentes econômicos (pessoas fsicas ou jurídicas), além do fnanciamento produtvo de pequenas, médias
e grandes empresas, tais operações podem ser direcionadas para o fnanciamento do consumo de bens e
serviços das famílias.
As operações no mercado de crédito podem assumir diversas modalidades como desconto de duplicatas,
fnanciamento do capital de giro, crédito rotatvo, hot money, fnanciamento de para aquisição de bens, cré-
dito direto ao consumidor (CDC), fnanciamento à importação e à exportação e adiantamentos de contratos
de câmbio. Compõem ainda o mercado de crédito as operações de arrendamento mercantl (leasing) e ope-
rações de repasses nacionais (principalmente do BNDES) e internacionais.
5. O que diz a Lei da reforma bancária (Lei nº 4.595/64) no artgo 17? Qual critca pode ser feita a esse artgo?
O mercado fnanceiro é, por excelência, o mercado das insttuições fnanceiras. A Lei de Reforma Bancária
(Lei no 4.595/64), em seu artgo 17, conceitua insttuições fnanceiras como as “pessoas jurídicas públicas
ou privadas, que têm como atvidade principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de recursos
fnanceiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de propriedade
de terceiros”. Além disso, equipara às insttuições fnanceiras as pessoas fsicas que realizam qualquer dessas
atvidades de forma permanente e eventual. Uma critca a ser feita é a sua interpretação literal, que torna o
conceito tão amplo a ponto de abranger, por exemplo, operações de mútuo entre pessoas fsicas.
6. Pela Lei 6385/76, como fcaram enumerados os ttulos de valores mobiliários e, posteriormente, quais
foram adicionados?
O mercado de capitais, por sua vez, é, por excelência, o mercado dos valores mobiliários. A Lei no 6.385/76
enumerou taxatvamente como valores mobiliários os seguintes ttulos: ações, partes benefciárias, debêntu-
res, cupões desses ttulos, bônus de subscrição e certfcados de depósito de valores mobiliários, excluindo-se
desse conceito os ttulos da dívida pública federal, estadual ou municipal e os ttulos cambiais de responsabi-
lidade de insttuição fnanceira, exceto as debêntures. Além desses, a referida lei autorizou que outros ttulos
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 4
criados ou emitdos pelas sociedades por ações podem ser considerados valores mobiliários a critério do
Conselho Monetário Nacional. Posteriormente foram considerados como valores mobiliários Notas promissó-
rias destnadas à oferta pública; Quotas de fundos de investmento em valores mobiliários; Direitos de Subs-
crição de Valores Mobiliários; Recibos de Subscrição de Valores Mobiliários; Opções de Valores Mobiliários;
Brazilian Depositary Receipts; Certfcados de Recebíveis mobiliários; Índices Representatvos de Carteira de
Ações; Quotas de fundos de investmento imobiliário; Certfcados de investmento audiovisual; Certfcados
representatvos de contratos mercants de compra e venda a termo de energia elétrica.
7. Quais mudanças foram estabelecidas pelas Leis nº 10.198/01 e 10.303/01?
A Lei nº 10.198/01 estabeleceu que “consttuem valores mobiliários sujeitos ao regime da Lei nº 6.385/76,
quando ofertados publicamente, os ttulos ou contratos de investmento coletvo, que gerem direito de par-
tcipação, de parceria ou de remuneração, inclusive resultante da prestação de serviços, cujos rendimentos
advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros”. Além disso, a Lei no 10.303/01 estabeleceu que os
contratos derivatvos, independentemente dos atvos subjacentes, são valores mobiliários, mas excluiu partes
benefciárias do conceito de valores mobiliários, proibindo sua emissão por companhias abertas.
8. Quais as diferenças entre mercado primário e secundário?
A emissão e a negociação de valores mobiliários ocorrem inicialmente no denominado mercado primário en-
quanto no mercado secundário abrange as negociações de transferências de ttulos entre investdores, após
já ter ocorrido a primeira venda. Portanto, não há ingresso de recursos novos para a entdade que emitu o
ttulo, mas apenas um resgate de valor para quem o havia adquirido.
9. Quais as diferenças de oferta pública e privada?
Oferta pública colocação de valores mobiliários junto ao público em geral, havendo esforço de venda, carac-
terizado, por exemplo, pela utlização de listas ou boletns de venda ou subscrição, folhetos, prospectos ou
anúncios destnados ao público, por qualquer meio ou forma; procura de subscritores ou adquirentes inde-
terminados para os valores mobiliários, por meio de qualquer pessoa natural ou jurídica; negociação feita
em loja, escritório ou estabelecimento aberto ao público destnada a subscritores ou adquirentes indetermi-
nados; ou utlização de publicidade, oral ou escrita, cartas, anúncios, avisos ou qualquer forma de comuni-
cação dirigida ao público em geral com o fm de promover, diretamente ou através de terceiros que atuem
por conta do ofertante ou da emissora, a subscrição ou alienação de valores mobiliários. Nesses casos, há
necessidade de registro desta oferta junto ao órgão regulador, com a principal fnalidade de garantr fuxo de
informações aos investdores. Oferta privada em um conceito amplo, é a colocação de valores mobiliários dis-
pensada de registro junto ao órgão regulador, em razão de alguma partcularidade, como, por exemplo, valor
unitário dos valores mobiliários ofertados, valor total da oferta, plano de distribuição dos valores mobiliários,
público destnatário da oferta. Um exemplo seria a oferta dirigida exclusivamente a investdores qualifcados,
os quais entende-se que são fortes e sofstcados o sufciente para solicitar informações e analisar a oferta,
sem que seja necessária a tutela estatal.
10. Do seu ponto de vista, é possível o mercado fnanceiro infuir no crescimento econômico de um país?
Essa questão gerou e gera um grande debate no meio acadêmico. Existem duas correntes principais de pen-
samento, uma considera o desenvolvimento do mercado fnanceiro como conseqüência natural do cresci-
mento econômico (denominada “Demand Following”) a outra linha considera o desenvolvimento do merca-
do fnanceiro como causa do crescimento econômico (denominada “Supply Leading”). Assim: Conseqüência
(“Demand Following”) - as insttuições fnanceiras são conseqüências do crescimento econômico (a necessi-
dade de insttuição fnanceira é função da taxa real de crescimento) Causa (“Supply Leading”) - através das
insttuições fnanceiras pode-se provocar o crescimento econômico (ou acelerar) => o que se espera é que o
empresário veja a abundância do fator capital.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 5
Testes
1. Em razão de o mercado fnanceiro envolver recursos da poupança popular e geralmente exercer funda-
mental importância no crescimento econômico, justfca-se a intervenção do Estado (regulação), que deve
ter como objetvos principais:
a) proteger, a exemplo de outros países, a poupança popular, assegurando todo e qualquer valor apli-
cado no mercado fnanceiro, independentemente do montante aplicado;
b) direcionar a aplicação de recursos por parte dos investdores insttucionais para atvidades não
abrangidos pelos investmentos governamentais;
c) regular o livre acesso as operações pratcadas pelas insttuições autorizadas a funcionar pelo Banco
Central do Brasil;
d) proteger a poupança popular, evitar riscos sistêmicos. Promover o desenvolvimento do mercado
fnanceiro, a fm de que cumpra sua função de alocar poupança popular em investmentos de ma-
neira efciente;
e) nenhuma das respostas anteriores.
2. No mercado fnanceiro, os bancos são parte da intermediação fnanceira entre as insttuições defcitá-
rias e as insttuições superavitárias. Assim, suas relações são compostas pelas seguintes operações:
a) Operação passiva, em que recebe recursos e deve devolver no futuro com uma bonifcação de ju-
ros, e operação atva, em que empresta recursos e deve receber esses recursos de volta acrescido
de juros;
b) Operação passiva, em que empresta recursos e deve receber esses recursos de volta acrescido de
juros, e operação atva, em que recebe recursos e deve devolver no futuro com uma bonifcação de
juros;
c) Os bancos são apenas responsáveis pela operação atva, em que recebe recursos e deve devolver
no futuro com uma bonifcação de juros, por imposição do Bacen;
d) Os bancos são apenas responsáveis pela operação passiva, em que recebe recursos e deve devol-
ver no futuro com uma bonifcação de juros, por ser mais lucratvo para a insttuição;
e) Nenhuma das alternatvas
3. Sabe-se que um banco comercial, para realizar suas operações atvas, obtém recursos junto aos seus
acionistas e investdores, estes últmos pela alocação de recursos provenientes da compra de ttulos emi-
tdos pela mencionadas insttuições. A diferença entre essas duas modalidades operacionais (operações
atvas e passivas), que, na realidade, consttui o ganho do banco comercial, é conhecida pelo nome de:
a) lucro operacional
b) superávit
c) necessidade de fnanciamento líquido
d) spread
e) ganho fnanceiro
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 6
4. O mercado fnanceiro é, por excelência, o mercado das insttuições fnanceiras, podendo estas serem
conceituadas da seguinte forma:
a) Pessoas jurídicas públicas ou privadas, que têm como atvidade principal ou acessória a coleta, a
intermediação ou aplicação de recursos fnanceiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional
ou estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros;
b) Empresas que captam recursos junto a investdores insttucionais que administram carteiras equi-
valentes a US$ 100 milhões, para que esses recursos sejam direcionados para aplicação em pro-
jetos sócio-ambientais aprovados , anualmente, pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e
Social;
c) Insttuições integrantes do sistema de distribuição do mercado de capitais, com vistas à interioriza-
ção das atvidades desse setor junto à comunidade fnanceira dos municípios com receita tributária
acima de R$ 1 bilhão;
d) Entdades conveniadas com bancos de fomento internacionais para incentvar projetos diferencia-
dos de fnanciamento de operações de underwritng.
e) Entdades sem fnalidade lucratva que têm como objetvo principal reunir os aplicadores e consu-
midores, com vistas à obtenção de signifcatvas redução do custo dos empréstmos;
5. Assinale a afrmação falsa:
a) Operação atva é a denominação dada às operações de captação de recursos pelo banco.
b) Em uma operação passiva, o banco é devedor na relação jurídica.
c) Spread consiste na diferença entre a taxa de aplicação de recursos e a taxa de captação dos mesmos.
d) No mercado primário, investdores subscrevem valores mobiliários, ocorrendo efetvo ingresso de
recursos na companhia.
e) O mercado secundário abrange as operações de compra e venda entre investdores de ttulos e
valores mobiliários emitdos anteriormente.
6. Oferta pública é:
a) Colocação de valores mobiliários dispensada de registro junto ao órgão regulador;
b) Colocação de valores mobiliários junto ao público em geral caracterizado, por exemplo, pela utli-
zação de listas ou boletns de venda ou subscrição, folhetos, prospectos ou anúncios destnados ao
público, por qualquer meio ou forma;
c) Colocação de valores mobiliários apenas para investdores qualifcados;
d) Lançamento apenas de Debêntures e Comercial Papers, sem a necessidade de prospecto e registro
junto ao um órgão regulador;
e) Nenhuma das alternatvas
7. Não pode ser citado como funções do mercado fnanceiro:
a) divisibilidade: um intermediário fnanceiro, ao atuar com inúmeros poupadores e tomadores, pode
negociar montantes variados com o mercado, reunindo volumes signifcatvos de poupança ou di-
vidindo alternatvas de investmento em pequenos volumes;
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b) liquidez: os intermediários fnanceiros podem oferecer alternatvas de aplicação e captação de re-
cursos mais rapidamente do que os agentes conseguiriam por conta própria;
c) gestão de riscos: intermediários fnanceiros possibilitam a composição de carteiras diversifcadas,
de menor risco.
d) maior segurança: como os intermediários fnanceiros atuam em nome próprio, assumem riscos,
tais como perdas decorrentes de roubos, acidentes e inadimplência;
e) economia de escala: os intermediários fnanceiros atuam com custos sempre maiores por parte dos
custos inseridos na remuneração que não incorriam se poupadores e tomadores operassem sozinhos.
8. Como diferença entre o mercado de capitais e o mercado fnanceiro pode ser citado:
a) No mercado de capitais as operações normalmente são efetuadas diretamente entre poupadores e
tomadores enquanto que no mercado fnanceiro a insttuição fnanceira atua como parte na inter-
mediação;
b) Existe nenhuma diferença entre os dois mercados, sendo a divisão apenas para fns didátcos;
c) No mercado de capitais as operações sempre são feitas com o auxilio de um intermediário fnan-
ceiro enquanto que no mercado fnanceiro a insttuição intermediária raramente partcipa das ope-
rações;
d) Em ambos os mercados a insttuição fnanceira está sempre envolvida.
e) Nenhuma das respostas anteriores.
9. Para as possíveis razões abaixo, qual motvo não indica a relação correta entre desenvolvimento do
mercado fnanceiro e a impulsão do crescimento econômico:
a) Para uma dada taxa de poupança fnanceira sobre o PIB, a intermediação fnanceira e os mercados
de capitais propiciam um nível mais elevado de investmentos, reduzindo a destnação de recursos
para reservas e outros atvos não produtvos usados como reserva de valor;
b) O desenvolvimento do sistema fnanceiro, ao propiciar mecanismos efcientes de mobilização e
alocação de recursos, faz com que estes sejam destnados aos investmentos mais produtvos;
c) Um sistema fnanceiro efciente permite oferecer aos investdores as condições de retorno, risco e
liquidez que atendam a suas preferências e transferir esses recursos ao setor real da economia, em
volume, prazos e custo compatveis com o requerido para a realização dos investmentos;
a) O desenvolvimento de mercados com liquidez permite transformar poupanças de curto e médio
prazos em fnanciamentos ou suprimentos de capital de longo prazo;
b) Portólios investdos em um único atvo proporcionam menores riscos, assim os investdores aves-
sos ao risco (conservadores) tentem a optar esse tpo de investmento;
10. Sobre Demand following e Supply Leading não é possível afrmar:
a) Segundo o conceito de Demand following, insttuições e serviços fnanceiros são criados à medida
que faltam recursos para atender ao impulso do investmento
b) O conceito de Supply Leading consiste na criação de insttuições fnanceiras e no fornecimento de
serviços fnanceiros, anteriormente ao surgimento da demanda, de modo a induzir o desenvolvimen-
to econômico.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 8
c) O conceito de Demand following implica que o sistema fnanceiro é essencialmente passivo em
relação ao crescimento econômico
d) No conceito de Supply Leading o desenvolvimento fnanceiro é atvo, possibilitando o crescimento
econômico. Ela não é uma precondição para iniciar uma economia auto-sustentada; pelo contrario,
representa uma oportunidade de induzir o crescimento real.
e) Nenhuma das alternatvas
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 7
Capítulo 02 – Estrutura do Sistema Financeiro Nacional
Discursivas
Sobre os órgãos reguladores do Sistema Financeiro Nacional, comente sobre seus objetvos entre os exercí-
cios 1 a 5:
1. Conselho Monetário Nacional – CMN.
Diversas são as atribuições do Conselho Monetário Nacional sendo as princpais:
• Adaptar o volume dos meios de pagamentos às necessidades da economia nacional e seu processo
de desenvolvimento.
• Regular o valor interno da moeda, para tanto prevenindo ou corrigindo os surtos infacionários ou
defacionários de origem interna ou externa, as depressões econômicas e outros desequilíbrios
oriundos de fenômenos conjunturais.
• Regular o valor interno da moeda e o equilíbrio no balanço de pagamentos do País tendo em vista
a melhor utlização dos recursos em moeda estrangeira.
• Orientar a aplicação dos recursos das insttuições fnanceiras, quer públicas, quer privadas, tendo
em vista propiciar, nas diferentes regiões do País, condições favoráveis ao desenvolvimento har-
mônico da economia nacional.
• Propiciar o aperfeiçoamento das insttuições e dos instrumentos fnanceiros, com vistas à maior
efciência do sistema de pagamentos e de mobilização de recursos.
• Zelar pela liquidez e solvência das insttuições fnanceiras.
• Coordenar as polítcas monetária, creditcia, orçamentária, fscal e da dívida pública, interna e ex-
terna.
2. Banco Central do Brasil – BACEN.
Dentre as principais funções e objetvos destacam-se:
• Emitr moeda.
• Executar os serviços de circulação do dinheiro.
• Receber os recolhimentos compulsórios, os depósitos voluntários das insttuições fnanceiras
• Realizar operação de redesconto e empréstmos às insttuições fnanceiras.
• Exercer o controle do crédito sob todas as suas formas.
• Efetuar o controle do capital estrangeiro.
• Ser depositário das reservas ofciais de ouro e moeda estrangeira.
• Exercer a fscalização das insttuições fnanceiras e aplicar as penalidades previstas.
• Conceder autorização de funcionamento às insttuições fnanceiras.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 8
• Efetuar, como instrumento da polítca monetária, operações de compra e venda de ttulos públi-
cos federais.
• Entender-se, em nome do Governo Federal, com insttuições fnanceiras estrangeiras e internacio-
nais.
3. Comissão de Valores Mobiliários – CVM.
Principais objetvos e funções de:
• Disciplinar e fscalizar:
  − a emissão e distribuição de valores mobiliários no mercado
  − a negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários.
  − a organização, o funcionamento e as operações das bolsas de valores.
  − a administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários.
  − a auditoria de companhias abertas
  − os serviços de consultor e analistas de valores mobiliários.
• Fixar limites máximos de preços e comissões cobradas pelos intermediários.
• Fiscalizar companhias abertas, dando prioridade às que não pagam dividendos.
• Suspender a negociação de determinado valor mobiliário.
• Divulgar informações para orientar os partcipantes do mercado.
• Conceder registro para negociação em bolsa e no mercado de balcão.
4. Superintendência de Seguros Privados – SUSEP.
Principais objetvos e funções de:
• Fixar diretrizes e normas da polítca de seguros privados.
• Regular a consttuição, organização, funcionamento e fscalização dos que exercem atvidades su-
bordinadas ao Decreto-Lei nº73/66.
• Estpular índices e demais condições a serem observadas pelas Sociedades Seguradoras.
• Fixar as característcas gerais dos contratos de seguros.
• Fixar normas gerais de contabilidade e estatstca a serem observadas pelas Sociedades Seguradoras.
• Estabelecer diretrizes das operações de resseguro.
• Disciplinar as operações com cosseguro.
5. Secretaria de Previdência Complementar – SPC.
Principais objetvos e funções de:
• Fixar diretrizes e normas da polítca da polítca complementar a ser seguida pelas entdades fecha-
das de previdência complementar.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 9
• Regular a consttuição, organização, funcionamento e fscalização dos que exercem atvidades em
entdades fechadas de previdência complementar.
• Estpular as condições técnicas sobre custeio, investmentos e outras relações patrimoniais.
• Estabelecer característcas gerais para planos de benefcios.
• Estabelecer as normas gerais de contabilidade, atuaria e estatstca a serem observadas.
• Conhecer dos recursos de decisões dos órgãos executvos
6. Explique o que são investdores insttucionais e dê exemplos:
Investdores insttucionais compreendem entdades que possuem ou administram um passivo formado por
obrigações futuras perante um grupo de pessoas que efetuam contribuições periódicas ou integralizam quo-
tas, com um objetvo comum pré-defnido. Por envolver recursos de uma coletvidade de pessoas, estas ent-
dades reúnem volumes signifcatvos de recursos que precisam ser administrados. Os principais investdores
insttucionais são: fundos de pensão, companhias seguradoras, fundos de investmento, companhias de capi-
talização, sociedades de investmento, consórcios e clubes de investmento.
7. O que é o mercado fnanceiro e como ele pode ser dividido?
Mercado fnanceiro é o ambiente onde existe a gestão, intermediação, oferecimento e procura de recursos
monetários (dinheiro), nesse ambiente existe a formação de canais de comunicação que se entrelaçam na
formação de sistemas.
Sob o ponto de vista fnanceiro, encontra-se, tradicionalmente, a divisão do mercado fnanceiro em basica-
mente duas categorias, levando-se em conta, principalmente, os prazos das operações: (1) Mercado de Crédi-
to e (2) Mercado de Capitais.
8. Cite pelo menos duas diferenças entre mercado primário e mercado secundário.
Mercado primário é aquele onde se negocia a subscrição ou venda de novos ttulos fnanceiros. Enquanto o
mercado secundário é onde se da a troca de ttulos entre diversos investdores, ou seja é o onde se dá liqui-
dez aos ttulos já emitdos. Assim, nas operações do mercado primário existe ingresso de novos recursos para
empresa emissora enquanto que no mercado secundário, não há novos ingressos de recursos para a empre-
sa. Os mercados podem ser esquematzados conforme abaixo:
9. Em que se consttui uma Insttuição Financeira? Pessoas Físicas, Bolsas de Valores e Companhias de Se-
guros e de Capitalização podem ser caracterizadas como tais?
Uma insttuição fnanceira consttui-se de uma entdade que atua no processo de intermediação fnanceira
entre agentes poupadores (superavitários) e agentes investdores (defcitários), as insttuições fnanceiras
formam, portanto, a base do mercado fnanceiro e são caracterizadas como agentes de atvidades bancárias
que buscam alocação efciente dos recursos na economia. Pessoas Físicas, Bolsa de Valores e companhias de
seguros e de capitalização podem ser caracterizadas sim como tais, sendo denominadas “equiparadas às ins-
ttuições fnanceiras”.
10. O que são as Câmaras de Liquidação e Agentes de Custódia, ou clearings? Quais as suas funções e
quem são essas entdades no Brasil?
As câmaras de Liquidação e Agentes de Custódia , ou clearings, são entdades responsáveis por promoverem
a liquidação das operações realizadas e que fazem a custódia dos ttulos. Assim, tais entdades têm como fun-
ção registrar os diversos ttulos, bem como, processar o pagamento e o recebimento dos recursos fnanceiros
dos ttulos e valores mobiliários negociados. No Brasil tais funções são realizadas pela SELIC, CETIP E CBLC.
6926.indb 9 22/10/2012 08:44:34
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 10
Testes
1. O Conselho Monetário Nacional é composto pelos seguintes membros, exceto:
a) Presidente da Comissão de Valores Mobiliários.
b) Presidente do Banco Central do Brasil
c) Ministro da Fazenda
d) Ministro do Planejamento Orçamento e Gestão
2. Qual é a função do Sistema Financeiro Nacional?
a) Emitr moeda quando as taxas de infação crescem.
b) Promover e facilitar a transferência de recursos dos agentes superavitários para os setores defci-
tários da economia.
c) Regular o sistema fnanceiro através do Banco Central, emitndo moeda e enxugando o mercado
através do depósito compulsório.
d) Receber recolhimento compulsório
e) Reunir-se uma vez ao mês para determinar a taxa Selic.
3. A regulação atual do sistema fnanceiro permite que o Presidente da República nomeie o Presidente
e Diretores do Banco Central, após a aprovação dos seus nomes pelo Senado Federal. No que concerne a
demissão desses dirigentes, a legislação prevê o seguinte procedimento:
a) Não há qualquer possibilidade de os diretores do Banco Central serem demitdos uma vez que eles
tem mandato fxado por lei;
b) O Presidente da República pode demitr esses dirigentes quando bem entender, sem que os mes-
mos tenham cometdo qualquer irregularidade;
c) Só é possível essa demissão, caso seja devidamente comprovada a prátca de crime de corrupção
ou falta de condições técnicas para o exercício dessas funções;
d) Essa demissão só pode ser efetvada após a concordância do Senado Federal;
e) Nenhuma das alternatvas
4. (CVM-2010) O sistema fnanceiro nacional é formado por insttuições:
a) Autárquicas e entre si independentes.
b) Autarquias dependentes de autorização do Poder Executvo para funcionarem.
c) Subordinadas ao Conselho Monetário Nacional.
d) Operadoras dos mercados fnanceiros.
e) Que devem executar polítcas públicas na área bancária.
5. (CVM-2010) A organização do sistema fnanceiro obedece a critérios que levam em conta:
a) Separação das atvidades por critérios subjetvos.
6926.indb 10 22/10/2012 08:44:34
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 11
b) Critérios de polítcas públicas.
c) Combinação de atvidades fnanceiras de forma a dar mais efciência ao sistema.
d) Consagradas prátcas internacionais.
e) As funções e especialidades das insttuições que compõem o sistema.
6. (CVM-2010) A CVM, como autarquia federal à qual compete a fscalização do mercado de valores mobi-
liários, tem competência para:
a) Garantr que operações de interesse do Poder Público sejam aprovadas por sociedades privadas.
b) Determinar aos administradores de sociedades fechadas que se abstenham de pratcar certos atos.
c) Interferir no funcionamento dos órgãos colegiados das companhias abertas.
d) Impugnar atos pratcados pelos diretores no exercício de suas atribuições.
e) Fiscalizar todos os agentes que dele partcipam.
7. (CVM-2010) Regulação e auto-regulação são modalidades de intervenção na economia que:
a) Visam a estmular ações comuns das pessoas a elas submetdas.
b) Facilitam a prevalência dos interesses dos regulados na modelagem das normas.
c) Refetem normas socialmente tpicas.
d) Alteram comportamentos quando dissonantes dos interesses gerais.
e) Resultam em captura do mercado.
8. (CVM-2010) A competência da CVM visa a garantr o regular funcionamento do mercado de valores mo-
biliários, porém não recai sobre:
a) Investdores individuais.
b) Administradores de companhias abertas.
a) Acionistas de sociedades fechadas.
b) Insttuições bancárias em geral.
c) Operações como derivatvos negociados em bolsa.
9. (BANCO DO BRASIL-2010) O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é consttuído por todas as insttuições
fnanceiras públicas ou privadas existentes no país e seu órgão normatvo máximo é o(a)
a) Banco Central do Brasil.
b) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
c) Conselho Monetário Nacional.
d) Ministério da Fazenda.
e) Caixa Econômica Federal.
10. (BANCO DO BRASIL-2010) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia ligada ao Poder
6926.indb 11 22/10/2012 08:44:34
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 12
Executvo que atua sob a direção do Conselho Monetário Nacional e tem por fnalidade básica
a) Normatzação e controle do mercado de valores mobiliários.
b) Compra e venda de ações no mercado da Bolsa de Valores.
c) Fiscalização das empresas de capital fechado.
d) Captação de recursos no mercado internacional
e) Manutenção da polítca monetária.
6926.indb 12 22/10/2012 08:44:34
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 13
Capítulo 03 – Mercado Acionário (primário e secundário)
Discursivas
1. O que caracteriza um ttulo de renda variável? Dê um exemplo?
Os ttulos de renda variável são caracterizados por terem sua remuneração dependente de eventos futuros
incertos, como o desempenho de uma empresa; um exemplo é dado pelas ações, mas podem também ser
citados os derivatvos e as debêntures com partcipação em lucros.
2. Quais os conceitos de ações nominatvas e escriturais? Como são as ações, comumente no Brasil?
Ações Nominatvas: a propriedade presume-se pela inscrição do nome do acionista no “Livro de Registro de
Ações Nominatvas” ou pelo extrato fornecido pela insttuição custodiante.
Ações Escriturais: a propriedade presume-se pelo registro na conta de depósito das ações, aberta em nome
do acionista nos livros da insttuição depositária.
Deve deixar claro que, hoje em dia, no Brasil, quase todos os ttulos são escriturais. Em ser escritural, não se
deixa de ser nominatva, pois o controle escritural é feito nominalmente à pessoa que tem posse.
3. Quais são as característcas das ações?
Como exemplos das característcas das ações temos a possibilidade de ser escriturais ou representadas por
cautelas ou certfcados, havendo mercado secundário atvo (boa liquidez – negociabilidade), são conversíveis
em dinheiro, a qualquer tempo, tpo: ordinárias (com direito a voto) ou preferenciais (preferência no rece-
bimento de dividendos), de acordo com as naturezas conferidas aos que contêm sua posse, modalidades de
rendimento: dividendos, bonifcação em ações ou em dinheiro, direito de subscrição, venda de direitos de
subscrição, sua lucratvidade, em determinado período de tempo, é composta pela variação do preço (ganho
de capital) mais rendimentos e exercício de direitos, o valor da ação (preço de compra e venda) é determina-
do em mercado, variando principalmente em função do desempenho fnanceiro ou previsto para a compa-
nhia, bem como da conjuntura econômica doméstca e internacional.
4. Qual a diferença entre ação preferencial e ação ordinária?
A diferença básica entre ambas é que cada ação ordinária concede direito a um voto nas deliberações da
assembléia geral da companhia. Por outro lado, ações preferenciais têm prioridade no recebimento dos divi-
dendos ou no reembolso do capital em caso de liquidação da companhia. O número de ações preferenciais
sem direito ou com restrição ao exercício do direito do voto não pode ser maior que 50% das ações emitdas.
5. Quando uma companhia é considerada aberta?
Uma companhia é considerada aberta quando promove a colocação pública de valores mobiliários em bolsas
de valores ou no mercado de balcão.
6. Dê exemplos de valores mobiliários e os explique?
Os valores mobiliários mais comuns e que dão condição de empresa aberta são as ações, as debêntures e os
bônus de subscrição. As ações são ttulos nominatvos negociáveis que representam, para quem as possui,
a menor fração do capital social da empresa emitente, as debêntures são ttulos nominatvos negociáveis
representatvos de dívida de médio/longo prazos contraída pela companhia perante o credor, neste caso cha-
mado debenturista e os bônus de subscrição são ttulos nominatvos negociáveis que conferem ao seu pro-
6926.indb 13 22/10/2012 08:44:34
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 14
prietário o direito de subscrever ações do capital social da companhia emissora, nas condições previamente
defnidas.
7. O que é uma operação de underwritng? No mercado interno e externo, quais ttulos podem utlizar
essa operação?
Uma companhia realiza uma operação de underwritng quando coloca ou subscreve, primariamente, ttulos
e valores mobiliários no mercado. No mercado interno, as companhias podem emitr valores mobiliários tais
como ações, debêntures e commercial papers. Já no mercado externo, podem emitr Depositary Receipts
(American DRs, Global DRs), Euronotes, Eurobonds, commercial papers, como exemplo.
8. Que tpo de garantas são oferecidas pela operação de underwritng?
As garantas podem ser do tpo frme aonde a insttuição coordenadora da operação subscreve um lote deter-
minado de ações (ou o total), ao preço pactuado com a empresa, assumindo o risco da colocação junto aos
investdores, caso no 30o dia de colocação não seja vendida toda a quantdade ofertada pela empresa, stand-
-by em que : a insttuição coloca os ttulos para negociação no mercado e delimita um período após os 30
dias para que a empresa aguarde que ela venda o resto das ações que ainda faltam. Caso essa venda ainda
não seja efetuada, a coordenadora fca responsabilizada pela subscrição da parcela que o mercado não ad-
quiriu, best-efort em que a insttuição coordenadora se compromete a desempenhar os melhores esforços
para disponibilizar os ttulos e valores emitdos a seus clientes, por prazo determinado, não absorvendo risco
algum, e por fm o book building ou global ofering em que os valores mobiliários são oferecidos no mercado
interno e no externo.
9. O que é um prospecto e qual a sua função?
É um documento em que a companhia emissora conjuntamente com a insttuição líder apresenta informa-
ções claras e objetvas sobre o valor público que está sendo emitdo, sendo obrigatório das distribuições pú-
blicas, e tem como função esclarecer ao investdos os riscos e a oportunidades que o investmento lhe trará
contribuindo para decisão do investmento.
10. Apresente vantagens e desvantagens na operação de underwritng?
Como vantagens da operação de underwritng podemos apresentar a possibilidade de aumento de capital de
giro e capital fxo e maior interesse dos produtos no mercado devida a exibição que a operação trará. Como
exemplos de desvantagens tempos maiores responsabilidades dos administradores, maiores informações a
disposição da concorrência e altos custos de emissão devida a manutenção da companhia aberta.
Testes
1. Qual dos seguintes investmentos não é negociado na Bolsa de Valores de São Paulo:
a) Ações de companhias abertas.
b) Títulos do governo.
c) Direitos e recibos de subscrição.
d) Debêntures e notas promissórias.
e) Opções sobre ações.
2. “São ttulos nominatvos negociáveis que representam, para quem as possuem, a menor fração do capi-
tal social da empresa emitente” esta defnição refere-se a:
6926.indb 14 22/10/2012 08:44:34
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 15
a) Debêntures
b) Derivatvos
c) Ações
d) Bônus de subscrição
e) Commercial Paper
3. Assinale a alternatva correta:
a) As operações de abertura de capital precisam ter autorização da Receita Federal.
b) O Banco Central do Brasil é o órgão fscalizador do mercado de capitais brasileiro.
c) Uma companhia é considerada aberta quando promove a colocação pública de valores mobiliários
apenas em bolsas de valores.
d) O mercado primário compreende o lançamento de novas ações no mercado, com aporte de recur-
sos à companhia.
e) As negociações do mercado secundário proporcionam maior entrada de recursos na empresa.
4. Assinale a alternatva correta:
a) As negociações com ações em bolsas de valores podem ser processadas de três formas: Viva Voz
(pregão fsico), sistema eletrônico de negociação e sistema postal.
b) Títulos públicos são negociados no segmentoBovespa.
c) O mercado de balcão consiste em negociações fora do âmbito dos pregões das bolsas.
d) A BM&FBovespa administra o mercado de balcão organizado no Brasil.
e) A liquidez das ações é viabilizada pelos fundos de investmentos e bancos múltplos.
5. Relacione as linhas:
A. Promove a colocação pública de valores mobiliários em bolsas de valores ou no mercado de balcão
B. Podem ser ações, debêntures, bônus de subscrição, cotas de fundos de investmento ou de clubes
de investmento, notas comerciais
C. Títulos nominatvos negociáveis que representam, para quem as possuem, a menor fração do capi-
tal social da empresa emitente.
D. Títulos nominatvos negociáveis representatvos de dívida de médio/longo prazos contraída pela
companhia perante o credor
E. Títulos nominatvos negociáveis que conferem ao seu proprietário o direito de subscrever ações do
capital social da companhia emissora, nas condições previamente defnidas.
Viabiliza a liquidez das ações.
(D) Debêntures
(F) Market makers
6926.indb 15 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 16
(B) Valores Mobiliários
(C) Ações
(A) Companhia Aberta
(E) Bônus de Subscrição
6. (CVM-2010) A importância do mercado secundário de valores mobiliários visa a:
a) Dar liquidez às ações emitdas por companhias fechadas.
b) Permitr a mudança de posições nos mercados futuros.
c) Dar suporte a operações de abertura de companhias.
d) Promover a desintermediação bancária.
e) Tornar simples a circulação de ações.
7. (BANCO DO BRASIL-2010) Com a fnalidade de captação de recursos, muitas empresas abrem seu capi-
tal e emitem ações para serem negociadas no mercado primário ou secundário, dependendo da ocasião da
emissão das ações. A emissão de ações no mercado primário ocorre quando a
a) Negociação é realizada no pregão da Bolsa de Valores.
b) Negociação das ações não se concretzou no mercado secundário.
c) Empresa emite ações para negociação somente com empresas do setor primário.
d) Empresa emite pela primeira vez ações para serem negociadas no mercado.
e) Rentabilidade das ações não atngiu o patamar desejado.
8. (Adaptado BANCO DO BRASIL-2010) As operações de underwritng (subscrição) são pratcadas pelos
bancos de investmento que realizam a intermediação da distribuição de ttulos mobiliários no mercado.
A Garanta Firme é um tpo de operação de underwritng no qual a insttuição fnanceira coordenadora da
operação garante a
a) Colocação dos lotes de ações a um determinado preço previamente pactuado com a empresa emis-
sora, encarregando-se, por sua conta e risco, de colocá-lo no mercado.
b) Rentabilidade das ações colocadas no mercado, responsabilizando-se por devolver o dinheiro à
empresa emissora em caso de uma desvalorização repentna.
c) Renovação da subscrição das ações colocadas no mercado e que não encontraram compradores
interessados.
d) Oferta global das ações da empresa tanto no país quanto no exterior, assumindo todos os riscos
relacionados à oscilação de mercado.
e) Prátca de melhores esforços para revender o máximo de uma emissão de ações para os seus clien-
tes por um prazo determinado.
9. (Adaptado de IBA-2005) O Índice BOVESPA é:
a) Um índice setorial que foi criado para possibilitar aos agentes econômicos e aos demais partcipantes
do mercado ter um instrumento de referência sobre o desempenho da economia, por segmentos.
6926.indb 16 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 17
b) É um indicador da lucratividade de uma carteira teórica de ações, composta pelas ações que
representam 80% do volume fnanceiro total negociado no segmento Bovespa no período de 12
meses anterior à formação da carteira, sendo os preços das ações individuais ponderados pelos
respectvos volumes de negócios.
c) Composto pelas 100 ações que atendem prioritariamente o seguinte critério (sempre com relação
aos 12 últmos meses): estarem entre as 100 melhores classifcadas quanto ao seu índice de nego-
ciabilidade.
d) Um indicador das empresas que partcipam do Novo Mercado ou estejam classifcadas nos níveis 1
e 2 do segmento Bovespa.
e) É um indicador da lucratividade de uma carteira teórica de ações, composta pelas ações mais
negociadas no segmento Bovespa no período de 12 meses anterior à formação da carteira, sendo
os preços das ações individuais ponderados pelos respectvos tamanho das empresas (“free foat”).
10. (BANCO DO BRASIL-2010) As Companhias ou Sociedades Anônimas podem ser classifcadas como
abertas ou fechadas. São classifcadas como abertas quando
a) Seu passivo está atrelado a opções de mercado futuro.
b) Seus principais atvos são ações de outras companhias de capital aberto.
c) Sua estrutura de capital permite a entrada de sócios estrangeiros.
d) Suas ações são negociadas na Bolsa de Valores ou no mercado balcão.
e) Suas ações são propriedade dos sócios fundadores e não estão à venda.
6926.indb 17 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 18
Capítulo 04 – Depositary Receipts
Discursivas
1. O que é um ADR?
Um “American Depositary Receipt”, ou simplesmente ADR, é um Recibo de Depósito de ttulos e valores mo-
biliários de empresas não americanas, negociável no mercado norte-americano, seja em Bolsa de Valores ou
em Mercado de Balcão organizado, dependendo do tpo de programa.
2. Qual o principal Risco embutdo no lançamento de um ADR?
O risco de liquidez é a provável perda de negociabilidade do ttulo no mercado, ou seja, um recibo negociável
de uma empresa pode não ter compradores no mercado após a sua passagem pelo mercado primário.
3. Quais as principais vantagens e desvantagens em emitr um ADR?
Como vantagens podemos apresentar a expansão do market share através do alargamento e maior diversif-
cação da exposição a investdores com grande potencial de liquidez, o qual poderá aumentar ou estabilizar o
preço da ação, visibilidade e imagem dos produtos, serviços e instrumentos fnanceiros da companhia real-
çados fora do seu mercado originário e mecanismos fexíveis para levantar capital e um veículo corrente para
fusões e aquisições, nas desvantagens observamos que o custo de implantação motvará, apenas, empresas
de grande porte, pois a adaptação das demonstrações contábeis às normas norte-americanas, bem como a
auditoria dessas demonstrações, elevam os custos de implantação com a contratação de advogados e audi-
tores especialistas no atendimento das exigências da SEC e o tempo de preparação dos documentos exigidos
pela SEC, inclusive o mencionado no item anterior, faz com que a companhia tenha que planejar com uma
antecedência aproximada de seis meses para evitar quaisquer tpos de imprevistos de últma hora, mesmo
porque a SEC pode efetuar seus possíveis comentários que deverão ser atendidos pela empresa emissora.
4. Quais os tpos de ADRs e suas principais diferenças?
Existem basicamente cinco tpos de ADRs entre elas tempos ADR – Nível 1, ADR – Nível 2, ADR – Nível 3,ADR
144/A e Regra S. Apenas existem captação de novos recursos as ADR – Nível 3, ADR 144/A e Regra S, essa
com as mesmas característcas do ADR 144/A, enquanto as outras duas, ADR – Nível 1e ADR – Nível 2, não
captam novos recursos. Apenas são listadas em bolsas a ADR – Nível 2 e ADR – Nível 3 em quanto as outras
três não estão listadas.
5. Como é conceituado um BDR?
Os BDRs são conceituados como certfcados representatvos de valores mobiliários de emissão de compa-
nhia aberta, ou assemelhada, com sede no exterior e emitdos por insttuição depositária no Brasil.
6. Quais tpos de BDRs existem? Cite algumas característcas de cada tpo?
As BDRs são divididas em três tpos BDR Nível 1, BDR Nível 2 e BDR Nível 3.
A BDR de Nível 1 é a única a ser negociada em mercado de balcão não organizado também dispensa registro
da CVM enquanto os de Nível 2 e 3 são negociados em bolsas de valores, mercado de balcão organizado ou
sistema eletrônico de negociação e é exigido registro da companhia da CVM.
7. Cite, pelo menos, 2 vantagens e desvantagens de uma emissão de ADR de acordo com os seus tpos.
6926.indb 18 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 19
• Programa de ADRs de Nível 1:
  − Vantagens: Proporciona maior liquidez às ações da empresa. Está sujeita a um menor nú-
mero de exigências.
  − Desvantagens: Não permite captação de novos recursos. Fica restrito ao mercado de bal-
cão não expandindo a imagem da empresa ao mercado em geral.
• Programa de ADRs de Nível 2:
  − Vantagens: Proporciona maior liquidez às ações da empresa. Investmento disponível para
maior número de investdores.
  − Desvantagens: Não permite captação de novos recursos. Empresas devem cumprir com um
maior número de requisitos exigidos pela SEC e demais regulamentações.
• Programa de ADRs de Nível 3:
  − Vantagens: Proporciona maior liquidez às ações da empresa. Investmento disponível para
maior número de investdores. Proporciona captação de novos recursos.
  − Desvantagens: Empresas devem cumprir com um maior número de requisitos exigidos pela
SEC e demais regulamentações. Responsabilidade na prestação de contas pelos gestores
aumenta signifcatvamente e numerosas regulamentações de valores mobiliários norte-
-americanos.
• Programa de ADRs sob a Regra 144A:
  − Vantagens: Proporciona maior liquidez às ações da empresa. Investmento disponível para
maior número de investdores. Proporciona captação de novos recursos. Proporciona cap-
tação de novos recursos. Não requer registro junto à SEC sujeitando-se a um menor núme-
ro de exigências
  − Desvantagens: Não são listados nas bolsas de valores norte-americanas.
8. Quais as vantagens das empresas emitrem DRs no Mercado Brasileiro?
• Desenvolvimento de novos centros de liquidez para os ttulos emitdos, ampliando sua base acioná-
ria e aumentando a presença no mercado fnanceiro brasileiro, que é o maior da América Latna.
• Aprimoramento da imagem insttucional
• Captação de novos recursos fnanceiros para investmento
• Formação de arranjos societários e alianças estratégicas
9. Qual a diferença entre Banco Depositário e Banco Custodiante em uma emissão de Underwritng no
exterior? Um Banco Depositário pode ser ao mesmo tempo Custodiante e vice-versa?
• Insttuição Custodiante - no país de origem, juridicamente competente, que presta serviços de
custódia dos ttulos e valores, especifcamente para a emissão dos DRs;
• Insttuição Depositária - emite ou cancela os DRs no país destno, com base nos valores custodia-
dos o país de origem; custodia as ações locais; internedia operações com as corretoras, mantém
os controles de transferência e acionistas, coordena a distribuição dos dividendos, processa ações
corporatvas e informa os acionistas.
6926.indb 19 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 20
Para dar segurança e seriedade nas emissões, os agentes custodiante e depositário devem ser insttuições
diferenciadas e preferencialmente de boa reputação no mercado.
10. O que diz a ADR Regra S?
Na Regra S, as ações não podem ser negociados por pessoas nos Estados Unidos.Elas são registradas e emit-
das para pessoas, não americanas, ou ofshore fora do país. Sobre as vantagens e desvantagens, possuem as
mesmas característcas da Regra 144/A.
Testes
1. Qual(s) tpo(s) de BDR (Brazilian Depositary Receipts) podem ser negociados em bolsa de valores?
a) BDR Instrução CVM 331
b) BDR nível I e BDR nível II
c) BDR nível II e BDR nível III
d) BDR nível III e BDR Instrução CVM 331
e) BDR nível III
2. Marque a alternatva falsa sobre a emissão de ADRs.
a) Empresas não americanas que pretendem iniciar a negociação secundária, de suas ações neste
mercado, devem estabelecer um programa de ADR Nível 1 ou 2.
b) Empresas que pretendem captação de recursos devem optar pela ADR nível 3 ou ADR 144/A.
c) São negociados em Bolsas de Valores as ADR Nível 1, ADR Nível 2 ADR 144/A.
d) Apenas são negociadas em Bolsas de Valores as ADR’s Nível 2 e Nível 3
e) Na ADR Nível 3 não há captação de recurso.
3. Dependendo do volume de recursos que uma empresa necessite para tocar seus projetos, a decisão
pode ser acessar o mercado internacional de capitais, quer de renda variável (ADRS) ou de renda fxa (no-
tes) ou ainda de empréstmos/fnanciamentos de bancos estrangeiros. Se a opção recair em um programa
ADR (American Depositary Receipt), a Companhia poderá optar em um dos seguintes tpos de ADRs:
a) Nível 1;
B. Nível 2;
C. Nível 1, seguido do Nível 2;
d) Regra 144-A e Nível 3
e) Nenhuma das respostas anteriores.
4. Um programa de ADR Não Patrocinado pode ser caracterizado pelo seguinte aspecto:
a) Trata-se de iniciatva isolada de um acionista de uma Companhia que tem como objetvo vender a
sua posição em mercado com maior liquidez a um melhor preço:
b) Operação realizada em conjunto com a empresa emissora dos papéis e do acionista responsável
6926.indb 20 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 21
pela operação, no intuito de conseguir um preço mais justo para a venda dos papéis;
c) É do interesse isolado de um investdor ou de um grupo de investdores sem que haja qualquer
apoio da empresa emissora;
d) Enorme interesse da empresa emissora, uma vez que essa operação pode facilitar a concretzação,
em momento posterior, de uma operação de ADR Patrocinado;
e) Nenhuma das respostas anteriores.
5. Dentro das característcas de um Programa de ADR, as ações que servem de lastro à emissão dos ADRs
devem fcar custodiados e inegociáveis em um Banco Custodiante, devidamente autorizado pelo Banco De-
positário. Assim, na hipótese de ocorrer uma demanda excessiva por papéis de empresas com programas
de ADRs, a conseqüência poderá ser:
a) Diminuição do número de programas de ADRs por não atender a demanda insatsfeita por esses
papéis;
b) Deslocamento do centro de liquidez da Bolsa de Valores Local para uma Bolsa de Valores Interna-
cional, podendo, até mesmo, em situação extrema, de paralisar as operações de negociações da
Bolsa Local;
c) Recompra, por parte da Empresa Emissora, dos ADRs, com vistas a reequilibrar a demanda com a
oferta desses papéis;
d) Alteração das característcas do programa de ADRs, com vistas essa demanda insatsfeita;
e) Nenhuma das respostas anteriores.
6. No planejamento de um programa de ADRs, Nível 3, a empresa deve contar com o concurso (partcipa-
ção) de diversas outras entdades, dentre as quais merecem destaque:
a) Insttuição coordenadora , banco depositário, banco custodiante, advogados (nacionais e estran-
geiros), auditores externos;
b) Bolsa de valores local e estrangeira ;
c) Insttuição coordenadora e bolsa eletrônica;
d) Os advogados internacionais
e) Nenhuma das respostas anteriores.
7. Quais níveis de programas ADRs devêm atender maiores exigências da SEC?
a) Nível 1 e Nível 2
b) Nível 3 e Regra 144/A
c) Nível 1 e Regra 144/A
d) Nível 2 e Nível 3
e) Apenas Nível 2
8. Quais níveis de programas BDRs devêm ter registro na CVM?
a) Apenas Nível 1
6926.indb 21 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 22
b) Apenas Nível 3
c) Nível 2 e Nível 3
d) Nível 1 e Nível 2
e) Nível 1 e Nível 3
9. Quais níveis de programa BDRs são Negociados em bolsa de valores, mercado de balcão organizado ou
sistema eletrônico de negociação.
a) Nível 2 e Nível 3
b) Apenas Nível 1
c) Apenas Nível 3
d) Nível 1 e Nível 2
e) Nível 1 e Nível 3
10. Marque com um X o item que indicar como característca básica do programa de ADR.
Nível
Características
Nível I Nível II Nível III
Regra
144/A
Distribuição privada X X
Distribuição Pública X X
Lastro em ações já negociadas X X X
Lastro em ofertas iniciais (novas ações / block trade) X X
Atendimento das normas contábeis norte-americanas X X
Atendimento parcial às exigências da SEC X X
Atendimento completo às exigências da SEC X X
Negociação no mercado de balcão. X X
Negociação em bolsa de valores X X
Colocação apenas junto a investidores qualificados X
6926.indb 22 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 23
Capítulo 05 – Risco de Mercado
Discursivas
1. Como são divididos os Riscos fnanceiros? Conceitue esses riscos.
O risco fnanceiro é dividido em risco de mercado, que é um risco oriundo de alteração nos preços dos artgos
fnanceiros, risco de crédito, sendo um risco referente ao não pagamento de um ttulo por uma determinada
contraparte, risco de liquidez, que diz respeito à falta de recurso fnanceiro imediato para saldar uma obriga-
ção e risco operacional, que diz respeito à possibilidade de perda devido a falhas em sistemas, falhas huma-
nas ou controles inadequados.
2. Suponha dois Atvos A e B com volatlidade de 5% e 9% ao ano, respectvamente. Se a correlação entre
esses atvos é -1, encontre a carteira que possui volatlidade igual a 0% ao ano.
Temos que σ
A
= 0,05 e σ
B
= 0,05. Além disso, ρ
AB
= 0,05. A fórmula para volatlidade de uma carteira P que
possua somente os atvos A e B é :
B A AB B A B B A A P
w w w w σ σ ρ σ σ σ 2
2 2 2 2 2
+ + =
. (i)
Como 1 = +
B A
w w , temos que
B A
w w − =1 . Substtuindo os valores conhecidos e esta últma equação em
(i), temos que:
09 , 0 . 05 , 0 ) 1 ( ) 1 ( 2 ) 09 , 0 ( ) 1 ( ) 05 , 0 (
2 2 2 2 2
− − + − + =
A A A A P
w w w w σ
) 1 ( 009 , 0 0081 , 0 ) 2 1 ( 0025 , 0
2 2 2
A A A A A P
w w w w w − − + − + = σ
2 2 2 2
009 , 0 009 , 0 0081 , 0 0162 , 0 0081 , 0 0025 , 0
A A A A A P
w w w w w + − + − + = σ
0081 , 0 0252 , 0 0196 , 0
2 2
+ − =
A A P
w w σ
.
Como queremos que a carteira P tenha volatlidade igual a 0, fazemos 0 =
P
σ e obtemos a seguinte equa-
ção do segundo grau:
0 0081 , 0 0252 , 0 0196 , 0
2
= + −
A A
w w
Pelo método de Báscara, temos que 0 00063504 , 0 00063504 , 0 = − = ∆ .
Como
1 = +
B A
w w
, segue que % 71 , 35 3571 , 0 = =
B
w .Assim, uma carteira com 64,29% no atvo A e
35,71% no atvo B possui volatlidade igual a 0% aa.
3. Suponha três Atvos A,B e C com volatlidade de 2%,3% e 6% ao ano, respectvamente. Os retornos es-
perados para os atvos A,B e C são 8%,15% e 19 % ao ano, respectvamente. Suponha que as correlações
entre esses atvos são todas iguais a 0. Calcule o risco e o retorno de uma carteira que tenha 10% no atvo
A, 20 % no Atvo B e 70 % no Atvo C.
Temos que
02 , 0 =
A
σ
,
03 , 0 =
B
σ
e
06 , 0 =
C
σ . Com relação aos retornos, temos que
08 , 0 =
A
r
,
15 , 0 =
B
r e 19 , 0 =
C
r
. Assumiu-se que todas as correlações são iguais a zero. Dada uma carteira P com 10%
0,6
0,08
0,15
0,02 0,03
0,19
Temos que:
35,71
Como
0,05.0,09 0,09 0,05
AB
Logo w
A
0,0252+0
3.0,0196
0,0252
0,0392
= =0,6429 = 64,29%
=
6926.indb 23 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 24
no atvo A, 20% no atvo B e 70% no atvo C, temos que encontrar o retorno e o risco dessa carteira.
Retorno
A fórmula para o retorno da carteira P é dada por:
C C B B A A P
r w r w r w r + + =
% 10 , 17 171 , 0 19 , 0 70 , 0 15 , 0 20 , 0 08 , 0 10 , 0 = = + + = x x x r
P
Logo, o retorno da carteira P é 17,10% aa.
Risco
A fórmula para o risco da carteira P é dada por:
C B BC C B C A AC C A B A AB B A C C B B A A P
w w w w w w w w w σ σ ρ σ σ ρ σ σ ρ σ σ σ σ 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2
+ + + + + =
.
Substtuindo os dados conhecidos e usando o fato de que todas as correlações são iguais a zero, temos que:
% 2474 , 4 042474 , 0 001804 , 0
001804 , 0 ) 06 , 0 ( ) 70 , 0 ( ) 03 , 0 ( ) 20 , 0 ( ) 02 , 0 ( ) 10 , 0 (
2 2 2 2 2 2 2
= = =
= + + =
P
P
σ
σ
Logo, o risco da carteira P é 4,2474% aa.
4. Refaça O exercício anterior supondo que a correlação entre os atvos A e B é 0,5 e as correlações entre
os demais atvos é 0.
O retorno é o mesmo do exercício anterior, pois a correlação não tem implicação sobre o retorno esperado.
Já para o risco da carteira P, temos novamente que:
C B BC C B C A AC C A B A AB B A C C B B A A P
w w w w w w w w w σ σ ρ σ σ ρ σ σ ρ σ σ σ σ 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2
+ + + + + =
.
Como
5 , 0 =
AB
ρ
,
0 =
AC
ρ
e
0 =
BC
ρ
, temos que:
% 2614 , 4 042514 , 0 001816 , 0
001816 , 0 ) 03 , 0 )( 02 , 0 )( 5 , 0 )( 20 , 0 )( 10 , 0 ( 2 ) 06 , 0 ( ) 70 , 0 ( ) 03 , 0 ( ) 20 , 0 ( ) 02 , 0 ( ) 10 , 0 (
2 2 2 2 2 2 2
= = =
= + + + =
P
P
σ
σ
Logo, o risco da carteira P é 4,2614% aa.
5. Suponha 3 atvos A, B e C com volatlidades de 6%, 8 % e 11% ao ano respectvamente. Suponha que as
correlações entre os atvos sejam todas iguais a 0. Calcule o VAR paramétrico de cada um dos atvos com
80% e com 95% de confança.
Os fatores da distribuição normal associados a 80% e 95% de confança são aproximadamente 0,8416 e
1,6449 respectvamente.
Assim, com 80% de confança temos que:
aa % 05 , 5 0505 , 0 06 , 0 8416 , 0
% 80 ;
= = = x VaR
A Ativo
aa % 73 , 6 0673 , 0 08 , 0 8416 , 0
% 80 ;
= = = x VaR
B Ativo
aa % 26 , 9 0926 , 0 11 , 0 8416 , 0
% 80 ;
= = = x VaR
C Ativo
Já com 95% de confança temos que:
0,10 0,02 0,20 0,70 0,06
06
08
11
0,10 0,08 0,20 0,70 0,19 0,15 17,10
0,10 0,20
0,03
0,03 0,02 0,70 0,06
0,10)(0,10)(0,20)(0,5)(0,02)(0,03) = 0,001816
5,05
6,73
9,26
AB AC BC
AB AC BC
AB
AC BC
aa
aa
aa
80
80
80
6926.indb 24 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 25
aa % 87 , 9 0987 , 0 06 , 0 6449 , 1
% 95 ;
= = = x VaR
A Ativo
aa % 16 , 13 1316 , 0 08 , 0 6449 , 1
% 95 ;
= = = x VaR
B Ativo
aa % 09 , 18 1809 , 0 11 , 0 6449 , 1
% 95 ;
= = = x VaR
C Ativo
6. Usando os dados do exercício anterior, calcule o Var paramétrico com 80% e com 95 % de confança das
seguintes carteiras:
a) $1000,00 em A, $2000,00 em B e $2500,00 em C
b) $2000,00 em A, $1000,00 em B e $2500,00 em C
Expresse suas respostas em valor fnanceiro
Como as correlações são todas iguais a zero, a matriz de covariâncias é dada por:










=










0121 , 0 0 0
0 0064 , 0 0
0 0 0036 , 0
11 , 0 0 0
0 08 , 0 0
0 0 06 , 0
2
2
2
.
Os fatores da distribuição normal associados a 80% e 95% de confança são aproximadamente 0,8416 e
1,6449 respectvamente.
a) usando a fórmulo VaR temos que:
( )
49 , 272 $
00 , 500 . 2
00 , 000 . 2
00 , 000 . 1
0121 , 0 0 0
0 0064 , 0 0
0 0 0036 , 0
00 , 500 . 2 00 , 000 . 2 00 , 000 . 1 8416 , 0
% 80 ,
% 80 ,
R VaR
VaR
Carteira
Carteira
=




















=
Como o valor da carteira é R$ 6.500,00, temos que o VaR em % é % 19 , 4
00 , 500 . 6
49 , 272
=
b) usando a fórmula do VaR temos que:
( )
54 , 535 $
00 , 500 . 2
00 , 000 . 2
00 , 000 . 1
0121 , 0 0 0
0 0064 , 0 0
0 0 0036 , 0
00 , 500 . 2 00 , 000 . 2 00 , 000 . 1 6449 , 1
% 95 ,
% 95 ,
R VaR
VaR
Carteira
Carteira
=




















=
Como o valor da carteira é R$ 6.500,00, temos que o VaR em % é
% 24 , 8
00 , 500 . 6
54 , 535
=
4,19
49
24
54
54
54
49
0,08
0,06
0,06
0,08
0,11 18,09
13,16
9,87 aa
aa
aa
80
80
95
95
95
95
95
6926.indb 25 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 26
Cotações para as questões 7 a 10:
Data
Cotações
VALE 3 PETR3 BBAS3
14/01/2011 59,96 30,77 31,77
13/01/2011 59,70 30,50 31,60
12/01/2011 60,12 31,47 31,92
11/01/2011 58,50 30,50 31,37
10/01/2011 57,89 30,21 31,00
07/01/2011 58,00 30,00 30,95
06/01/2011 58,44 30,45 31,70
05/01/2011 59,20 30,63 31,98
04/01/2011 58,15 30,06 31,53
03/01/2011 56,97 30,30 31,40
VALE 3 - EMPRESA VALE DO RiO DOCE
PETR 3 - PETROBRAS
BBAS 3 - BANCO DO BRASIL
7. Calcule o risco e o retorno para um portólio com as ações VALE3 e PETR3 com partcipação no portólio
de 60% e 40% respectvamente.
VALE3 X PETR3
Retorno 0,4094301%
Risco 1,3888633%
8. Calcule o risco e o retorno para um portólio com as ações VALE3 e BBAS3 com partcipação no portólio
de 70% e 30% respectvamente.
VALE3 X BBAS3
Retorno 0,436904%
Risco 1,2653642%
9. Calcule o risco e o retorno para um portólio com as ações PETR3 e BBAS3 com partcipação no portólio
de 60% e 40% respectvamente.
PETR4 x BBAS3
Retorno 0,154681%
Risco 1,5051237%
10. Faça um gráfco Risco X Retorno de cada portólio estudado entras as questões 7 e 9 e mostre qual in-
vestmento é melhor. Justfque
6926.indb 26 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 27
O melhor investmento entre os 3 portólios estudos é o da VALE3 X BBAS3 pois é possível observar que além
de ter um retorno maior também apresenta um risco menor em detrimento dos outros dois portólios.
Testes
1. (Adaptado do Concurso SUSEP-2010) Um ttulo cujos os retornos tenham covariância negatva com os
retornos de um outro atvo exercerá o seguinte sobre uma carteira da qual façam parte, outros fatores sen-
do iguais:
a) Aumentará o risco sistemátco da carteira, caso seu peso na carteira seja muito grande.
b) Reduzirá o risco não sistemátco da carteira.
c) Aumentará o valor do coefciente beta da carteira.
d) Aumentará o retorno esperado da carteira, se o retorno esperado do ttulo for justo.
e) Fará com que a soma dos pesos dos componentes da carteira fque abaixo de 100%.
2. (Concurso SUSEP-2010) A determinação da fronteira efciente para o mercado de ações requer o conhe-
cimento de valores numéricos para os seguintes elementos, entre outros
a) Volatlidade da taxa de juros livre de risco e coefciente beta da carteira de mercado.
b) Número de ttulos que podem fazer parte da carteira e seus retornos esperados.
c) Betas das várias ações e volatlidade da carteira de mercado.
d) Beta do atvo livre de risco e grau de aversão ao risco do investdor que está determinando a fron-
teira.
e) Coefcientes de assimetria e curtose da distribuição de probabilidades dos retornos das ações.
3. (IBA-2005) Sobre risco de investmento, pode-se afrmar:
6926.indb 27 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 28
a) Investmentos de maior risco tendem a ter maior retorno.
b) A diversifcação de uma carteira, normalmente, reduz o risco do investdor.
c) No mercado de renda fxa, os atvos com vencimento mais longos costumam apresentar maior vo-
latlidade.
d) Independente dos parâmetros utlizados em ambos, um fundo de investmento que apresenta VaR
maior que outro, tende a ser um produto mais arriscado.
e) Todas as alternatvas anteriores.
4. (IBA-2006) O risco de uma carteira formada exclusivamente por dois atvos é sempre maior que o risco
do atvo de menor risco entre os dois se, e somente se, esses atvos forem:
a) Correlacionados positvamente.
b) Perfeitamente correlacionados negatvamente.
c) Correlacionados negatvamente.
d) Perfeitamente correlacionados positvamente.
e) Correlatvamente neutros.
5. (IBA-2008) Um fundo de investmento tem 50% do Patrimônio Líquido (PL) investdos no atvo A e os
outros 50%, no atvo B. Ambos os atvos têm volatlidade de seus retornos de 25% ao ano e retorno diário
médio de 0,1%. Nesse caso, em relação à correlação entre A e B é correto afrmar que:
a) Se ela for igual a –3, o risco do fundo é menor que o risco individual de cada atvo;
b) Se ela for igual a –2, o risco do fundo é menor que o risco individual de cada atvo, embora não tão
baixo quanto seria se a correlação fosse igual a –3;
c) Se ela for igual a –1, o VaR (Value at Risk) paramétrico é igual a zero;
d) Se ela for igual a 1, o risco da carteira é menor do que o risco individual de cada atvo e será o me-
nor risco possível;
e) Se ela for igual a zero, o risco do fundo também será igual a zero.
6. Considere os dados do quadro abaixo e marque a alternatva que apresente a interpretação adequada:
95% de confiança 99% de confiança
Extremo Inferior Extremo Superior Extremo Inferior Extremo Superior
Ação A -3,2906% 3,3736% -4,6639% 4,7469%
Ação B -2,6661% 2,4195% -3,7140% 3,4674%
Ação C -3,7061% 4,8281% -5,4647% 6,5867%
a) Com 95% de chance o retorno da ação C será pior que -3,7061%
b) Com 99% de chance o retorno da ação B será maior que -3,7140% e até 3,4674%.
c) Com 95% de chance o retorno da ação A não será maior que -3,2906%.
d) Há indícios de que um investmento na Ação B tem maior exposição ao risco de mercado.
7. (SUSEP-2010) A magnitude do value at risk (VAR) de uma carteira de atvos de renda fxa é crescente com:
6926.indb 28 22/10/2012 08:44:35
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 29
a) o valor de mercado da carteira.
b) a assimetria da distribuição de probabilidades dos retornos dos atvos componentes da carteira.
c) o ratng médio dos atvos componentes da carteira.
d) a probabilidade de ocorrência de retornos dos atvos não muito distantes de suas médias históricas.
e) a liquidez dos atvos componentes da carteira.
8. (IBA-2005) Um investdor pretende investr em duas ações: X e Y. A ação X tem um retorno esperado de
10% e desvio padrão Z, a ação Y tem um retorno esperado de 20% e desvio padrão 2Z. Após investr em
ambas as ações, o retorno esperado daquele investdor é de 12,50%, com desvio padrão igual a Z.
A correlação linear entre os retornos das ações X e Y é:
a) - 0,50
b) - 0,25
c) 0,00
d) 0,25
e) 0,50
9. (IBA – 2011) Considere as seguintes característcas dos atvos abaixo. Identfque a conclusão correta.
a) O atvo B é preferível ao Atvo A
b) O atvo D é preferível ao Atvo C
c) O atvo C é preferível ao Atvo A
d) O atvo D é preferível ao Atvo B
e) O atvo A é preferível ao Atvo B
10. Risco oriundo da possibilidade de variações nos preços de atvos fnanceiros:
a) Risco de Liquidez.
b) Risco de Mercado.
A
retorno
risco
B
C
D
6926.indb 29 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 30
c) Risco de Crédito.
d) Var (Value at Risk).
e) Risco Inerente.
6926.indb 30 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 31
Capítulo 06 – Mercado de Renda Fixa
Discursivas
1. Leia o texto abaixo e analise a pergunta a seguir:
“Mercado Financeiro - A divulgação da ata da últma reunião do Federal Reserve, na tarde de terça-feira, re-
velando que os juros ainda não alcançaram patamar capaz de acomodar os preços nos EUA, provocou nova
onda de aversão ao risco, produzindo queda generalizada dos ttulos de dívida dos países emergentes. No
Brasil, por conta do feriado, esse efeito só foi observado na quinta-feira, quando as preocupações com o
futuro da polítca monetária americana frente aos riscos de aumento da infação se fzeram sentr nos prin-
cipais segmentos do mercado doméstco, reduzindo as apostas em corte superior a 25 pontos percentuais
na meta para a Taxa SELIC na próxima reunião do Copom.” (Informatvo ANDIMA de 17 de Outubro de 2005,
Caderno Conjuntura).
A partr do texto acima, percebe-se que estamos em um mundo globalizado e as mudanças nas conjunturas
econômicas em países desenvolvidos trazem resultados em outros países do globo. Sabendo que o Brasil,
como um grande país em desenvolvimento, tem uma forte relação com o mercado fnanceiro global, pergun-
ta-se:
a) Essa notcia terá algum impacto para as empresas brasileiras? Se sim, em quais tpos de ttulos e
por quê?
Certamente essa notcia afeta as empresas brasileira pois quando o governo americano aumenta a taxa de ju-
ros da economia, os investdores direcionam seus recursos para o Tesouro Americano pois este é considerado
um ttulo livre de risco no mercado internacional, com isso os investdores reduzem a exposição ao risco de
países emergentes como o Brasil. Esse efeito pode ser observado em grande variedade de ttulos mas ocorre
principalmente na Bolsa de Valores fazendo com que os preços das ações brasileiras caiam e no mercado in-
ternacional de bonds exigindo maior retorno por meio da desvalorização dos ttulos de renda fxa.
b) O Tesouro Brasileiro possui, também, algum tpo de ttulo que será afetado por essa notcia? Se
possuir, quais?
Sim, pois o Tesouro Brasileiro emite bonds no mercado internacional e caso o Governo Americano aumente a
taxa de juros irá ocorrer fuga de investmentos de risco ou ainda os investdores irão exigir maior prêmio pelo
risco, e conseqüentemente, mais alto será o custo da dívida brasileira.
2. Qual a diferença entre “Mercado de Balcão” e “Bolsa de Valores”?
Mercado de Balcão:
• As negociações: pessoalmente ou por telefone, por intermédio de corretores.
• São negociados inclusive ações de empresas não registradas em bolsa e operações específcas es-
truturadas de derivatvos.
• As transações não são abertas a público, bem como é possível a realização de transações com at-
vos que não são padronizados.
Bolsa de Valores:
• São associações civis, sem fns lucratvos, com funções de interesse público.
6926.indb 31 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 32
• Orienta e fscaliza os serviços prestados por seus membros.
• Facilita a constante divulgação de informações sobre as empresas, e Propiciam liquidez para as
operações de curto e de longo prazos, por intermédio de um mercado contnuo, representado por
seus pregões diários.
3. O que são operações compromissadas?
As operações compromissadas são operações que envolvem a venda de um ttulo de renda fxa com compro-
misso de recomprar esse ttulo após um tempo pré determinado (muitas vezes após um dia). Tais operações
permitem às insttuições fnanceiras a administração diária do fnanciamento de sua carteira de ttulos e das
disponibilidades pois podem ser utlizadas como forma de aplicar recursos (compra de ttulo com compro-
misso de revenda) ou de captar recursos no mercado (venda de ttulos com compromisso de recompra).
4. Qual a diferença entre Sistema SELIC e taxa SELIC?
O Sistema Selic é um sistema que simplifca a sistemátca de negociação e custódia dos ttulos públicos no
mercado aberto, o sistema é utlizado para custódia, movimentação, resgates, ofertas públicas e as respec-
tvas liquidações fnanceiras dos ttulo. Já a taxa Selic é a taxa básica da economia, é a taxa que o Governo
negocia os ttulos no mercado primário e conseqüentemente muito próximo da taxa de negociação interban-
cária.
5. O que defne um ttulo de renda fxa?
Os ttulos de renda fxa são caracterizados por terem previamente defnida a forma de remuneração. Esses
ttulos podem ser prefxados ou pós-fxados. No primeiro caso, os ttulos apresentam valor de resgate pre-
viamente defnido; no segundo, o valor de resgate do ttulo só será conhecido no vencimento, uma vez que
esses ttulos estão atrelados a algum indexador (IGP-M, IPCA etc.), taxa de juros (TR, TJLP), ou mesmo ao
câmbio (taxa de valorização do dólar, por exemplo), cuja variação não se conhece no momento em que se faz
a aplicação.
6. Como podem ser divididos os ttulos de renda fxa em relação ao emissor? Dê exemplos desses ttulos.
Os ttulos de renda fxa podem ser classifcados como públicos ou privados. Os ttulos públicos são emitdos
pelos governos federal, estaduais ou municipais. Os mais comuns são os emitdos pelo governo federal, sen-
do exemplos as LTNs (Letras do Tesouro Nacional), que são prefxados, as LFTs (Letras Financeiras do Tesou-
ro), pós-fxadas com base na taxa Selic e as NTNs (Notas do Tesouro Nacional). Os ttulos privados podem ser
de diversos tpos e podem ser emitdos por insttuições fnanceiras para captar recursos junto aos investdo-
res, são exemplos de ttulos emitdos por insttuições fnanceiras os CDBs (certfcados de depósito bancá-
rios), os RDBs (recibos de depósito bancário), os CDIs (certfcados de depósitos interfnanceiros), as letras de
câmbio (LC), as letras hipotecárias (LH) e as letras fnanceiras (LF).
7. Conceitue as LTNs.
As LFT podem ser emitdas em duas séries distntas: Letras Financeiras do Tesouro Série A (LFT-A) e Letras
Financeiras do Tesouro Série B (LFT-B). A Série A (LFT-A). A emissão das LFT pode ser feita através de oferta
pública, leilões, ou diretamente, em operações com autarquias, fundações, empresas públicas ou sociedades
de economia mista, integrantes da Administração Pública Federal, mediante autorização expressa do Ministé-
rio da Fazenda, sua remuneração é pós-fxada.
8. Conceitue as NTNs.
As NTN podem ser emitdas em dez séries distntas: A, B, C, D, F, H, I, M, P e R, subsérie 2. As NTN série A po-
dem ser emitdas em nove subséries, quais sejam: A
1
, A
3
, A
4
, A
5
, A
6
, A
7
, A
8
, A
9
e A
10
. A forma de colocação das
6926.indb 32 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 33
NTN pode ser direta ou por oferta pública, com a realização de leilões pelo Bacen. Em geral, as NTN são pós-
-fxadas atreladas a um indexador da economia.
9. Uma LTN de 61 dias foi adquirida pelo preço de $ 965,65. Sabendo que, nesse período, existem 42 dias
úteis, qual a rentabilidade obtda pelo investdor? Sabe-se que o PU é de 1000.
R: 23,33%
Determine o preço unitário de um NTN-F com prazo de 2 anos com cupom de 6% a.a. com pagamentos se-
mestrais e seu resgate apenas será feito na data de vencimento assumindo uma taxa efetva anual de 10%.
10. R: $ 931,57
Testes
1. Que tpos de papéis são registrados no SELIC?
a) Unicamente ttulos públicos federais.
b) Títulos públicos, ações e debêntures.
c) Ações e debêntures
d) Todos os ttulos que pertencem à Bolsa de Valores.
e) Todos os produtos de investmento.
2. Os CDBs, RDBs, Letras Hipotecárias, CDIs e Letras de Câmbio são custodiados:
a) No SELIC.
b) Na CETIP.
c) Na CIP.
d) Na CBLC.
e) SELIC e CETIP
3. Que tpos de papel são registrados na CETIP?
a) Títulos públicos, ações e debêntures.
b) Todos os ttulos que pertencem à Bolsa de Valores.
c) Todos os produtos de investmentos.
d) Somente ttulos privados e ttulos públicos estaduais e municipais.
e) Unicamente ttulos públicos federais.
4. Um ttulo de dívida de dez anos, 15% de cupom, com valor nominal de $ 1.000, pode ser resgatado em
quatro anos ao preço de resgate antecipado de $ 1.060. Após um ano de sua emissão, o ttulo é vendido
por $ 1.200. Caso você compre esse ttulo, qual a taxa de retorno corrente?
a) 11,34%.
6926.indb 33 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 34
b) 15%.
c) 12,50%.
d) 8,94%.
e) nda
5 (Adaptado de BANCO DO BRASIL–2010) A letra de câmbio é o instrumento de captação específco das
sociedades de crédito, fnanciamento e investmento, sempre emitda com base em uma transação comer-
cial e que, posteriormente ao aceite, é ofertada no mercado fnanceiro. A letra de câmbio é caracterizada
por ser um ttulo
a) Ao portador, fexível quanto ao prazo de vencimento.
b) Com renda fxa e prazo determinado de vencimento.
c) Atrelado à variação cambial.
d) Negociável na Bolsa de Valores, com seu rendimento atrelado ao dólar.
e) Pertencente ao mercado futuro de capitais, com renda variável e nominatvo.
6. Uma LTN de 35 dias foi adquirida pelo preço de $ 985,65. Sabendo que, nesse período, existem 26 dias
úteis, qual a rentabilidade obtda pelo investdor, sabendo que seu preço unitário é de $1000,00.
a) 15,04%
b) 14,11
c) 16,10
d) 14,55
e) 15,54
7. (IBA-2008) Em relação aos ttulos públicos LTN, LFT, NTN-B e NTN-F, emitdos pelo Tesouro Nacional,
avalie as seguintes afrmatvas:
I - As LTNs e LFTs pagam juros e amortzação apenas na data de vencimento; as LTNs são ttulos prefxados e
as LFTs são indexadas à taxa Selic.
II - As NTN-Bs são indexadas à TBF e a NTN-Fs, ao Franco suíço.
III - As NTN-Bs são indexadas ao IPCA e as NTN-Fs são ttulos prefxados.
Está correto o que se afrma em:
a) I e II, apenas;
b) I e III, apenas;
c) II e III, apenas;
d) I, II e III;
e) II, apenas.
8. Uma LFT de 160 dias corridos e 126 dias úteis foi adquirida em leilão por um preço a $ 950,00. Com o
6926.indb 34 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 35
valor de face de R$ 1.000 e sabendo que, nesse período, a taxa SELIC média fcou em 15,76% a.a., qual a
taxa de deságio?
a) 10,80%.
b) 8,41%.
c) 15,76%
d) 28,26%.
e) NDA.
9. Sobre os ttulos de renda fxa, não se pode afrmar?
a) Com relação ao emissor, os ttulos se dividem em: ttulos públicos e ttulos privados.
b) Um ttulo que paga certa taxa referenciada mais 2%, é um ttulo de renda fxa pré-fxado.
c) Quanto às taxas, podemos dividir os ttulos em: pré-fxados e pós-fxados.
d) Quanto à periodicidade dos rendimentos, podemos dividir os ttulos em: periódicos e pagamentos
fnais.
e) Um exemplo de um ttulo com 3 característcas quanto ao emissor, quanto à taxa e quanto à perio-
dicidade do pagamento é: um ttulo público que paga juros de 2% mensalmente.
10. Para uma LTN com taxa de rentabilidade efetva de 12 % a.a e 360 dias úteis, usando como base de
cálculo 252 dias úteis como ano, qual seu preço unitário sabendo que seu valor nominal é de $ 1000.
a) $ 894,64.
b) $ 836,95.
c) $ 850,53.
d) $ 1000,00.
e) $ 899,45.
6926.indb 35 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 36
Capítulo 07 – Commercial Paper e Debentures
Discursivas
1. Conceitue e caracterize as debêntures segundo a sua espécie.
As debêntures podem assumir quatro espécies a partr da forma de garanta de acordo com a Lei das S/As:
• Com Garanta Real – Limitada a 80% do valor das garantas consttuídas.
• Com Garanta Flutuante – A garanta atnge os bens da Companhia em geral e os ttulares de de-
bêntures preferem aos demais credores da companhia.
• Quirografária (ou sem preferência) – Os debenturistas concorrem em condições de igualdade com
os demais credores quirografários, em cado de falência, limitadas ao valor do capital social.
• Subordinada – Os credores preferem somente aos acionistas e não estão sujeitas a limites.
2. Em que se consttui a Cédula Pignoratcia de Debênture e quais as vantagens para a empresa emissora?
Cédula Pignoratcia de Debênture (ou cédula de debênture) é um ttulo de emissão privada de insttuições
fnanceiras, garantdo pelo penhor de debêntures, ou seja, são atvos fnanceiros baseados em outros atvos
fnanceiros – as debêntures.
Vale lembrar que insttuições fnanceiras não podem emitr debêntures em seu nome, porém com esse me-
canismo um investdor pode comprar uma cédula de debênture com característca de debêntures mas com
as garantas de uma insttuição fnanceira.
3. Admitndo que uma empresa esteja disposta a captar recursos, com a emissão e colocação de uma
Commerical Paper com valor de face de $ 9.000.000, cujos prazos de vencimento são de 90 dias, oferecen-
do uma taxa de desconto de 1,2% a.m., sendo que essa empresa também está disposta a arcar com os cus-
tos de emissão, lançamento, registro etc., relatvos a 0,5% do valor da captação. Determinar:
a) Valor descontado do ttulo;
PV =
9.000.000
= 8.683.623,23
(1+0,012)3
b) O valor efetvamente recebido pela empresa, líquido dos encargos correspondentes;
Valor com deságio = 8.683.623,23
(-) encargos = (45.000,00)
Valor líquido recebido = 8.638.623,23
c) Custo efetvo da operação;
Taxa de Juros = $316.376,77
Custos de Emissão = $ 45.000,00
Custo Total = $ 361.376,77
6926.indb 36 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 37
d) E os lançamentos contábeis da empresa para toda a operação;
Na captação:
D – Disponibilidade 8.638.623,23
D – Juros a Apropriar 316.376,77
D – Despesa na Emissão 45.000,00
C – Commercial Paper 9.000.000,00
Apropriação da Despesa:
D – Despesa com Juros 3 1 6 . 3 7 6 , 7 7
C – Juros a Apropriar 3 1 6 . 3 7 6 , 7 7
Pagamento:
D – Commercial Paper 9 . 0 0 0 . 0 0 0
C – Disponibilidades 9 . 0 0 0 . 0 0 0
4. Uma commercial paper foi adquirida por R$ 850,00. O P.U. (valor nominal ou de resgate) é de R$
1.500,00 e o prazo para resgate é de 120 dias. Qual a rentabilidade mensal para o investdor?
Valor Futuro: 1.500,00
Valor Presente: 850,00
Meses: 4
i:?
1500 = 850 (i + 1)4
i = 15,2572 % a.m.
5. O que é uma Commercial Paper e qual a sua utlização?
Os commercial papers (CPs) podem ser considerados como notas promissórias emitdas pelas empresas com
prazo de vencimento de, no mínimo, 30 dias até o prazo máximo de 180 dias para companhias fechadas ou o
prazo máximo de 360 dias para companhias abertas. Devido ao curto prazo de vencimento, tais instrumentos
não são usados para o fnanciamento do atvo imobilizado mas apenas para fnanciar seu capital de giro (du-
plicatas a receber e/ou estoques).
6. Qual a diferença básica entre uma debênture e uma commercial paper?
As debêntures são ttulos de médio e longo prazo, jáa commercial paper é um ttulo de curto prazo, podendo
serem ambas emitdas por sociedades anônimas.
7. A empresa “Papa Jerimum S/A” emitu uma debênture de 20 anos que remunera com um cupom de
10% ao ano. Investdores adquiriram esse ttulo após um ano de sua emissão. O papel foi adquirido pelo
valor de 866. Calcule a rentabilidade até o vencimento (YTM) desse ttulo, sabendo que ele possui valor de
face de 1.000,00.
i= 11,7428%?
6926.indb 37 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 38
8. Como os commercial papers podem ser adquiridos?
Os commercial papers podem ser adquiridos diretamente pelos investdores insttucionais, carteiras de ban-
cos ou pelas corretoras de valores, sendo que estas últmas adquirem os ttulos e os revendem ao público
auferindo comissão. Os investdores são atraídos pela diversifcação, prêmios de risco satsfatórios e pela cur-
ta maturidade que o ttulo proporciona.
9. Quais são as fases da emissão de debêntures?
Para efetuar uma emissão pública de debêntures, são necessários:
• registro de companhia aberta e registro de emissão na CVM;
• arquivamento, no registro do comércio, e publicação da ata da assembléia-geral, ou do conselho
de administração, que deliberou sobre a emissão;
• inscrição da escritura de emissão no registro do comércio;
• consttuição das garantas reais, se for o caso.
O processo total de emissão da debênture é de cerca de 8 a 14 semanas, dependendo da complexidade da
operação.
10. Cite 03 tpos de Notas do Tesouro Nacional e indique suas característcas.
• NTN-B – Nota do Tesouro Nacional – série B: ttulo com rentabilidade vinculada à variação do
IPCA, acrescida de juros defnidos no momento da compra. Esses ttulos são indicados para formar
poupança de médio e longo prazo, garantndo seu poder de compra visto que existe correção do
principal pelo índice de ofcial de infação no Brasil. As NTN-B podem ter duas formas: (1) com
pagamento semestral dos juros e pagamento do principal no vencimento; (2) com pagamento do
principal na data de vencimento (ttulo negociado com deságio), esse segundo tpo de NTN-B é
chamado de NTN-B Principal.
• NTN-C – Notas do Tesouro Nacional – série C: ttulos com rentabilidade vinculada à variação do
IGP-M, acrescida de juros defnidos no momento da compra. Esses ttulos também são indicados
para formar poupança de médio e longo prazo, garantndo seu poder de compra. Existe pagamen-
to semestral dos juros e pagamento do principal na data de vencimento.
NTN-D – Nota do Tesouro Nacional – série D: ttulos com rentabilidade (juros) e correção do principal (valor
nominal) atualizados pela variação da cotação do dólar dos Estados Unidos. Atualmente, segundo estatstcas
da dívida pública não existem ttulos da dívida pública negociados no mercado interno e indexados a moeda
estrangeira, logo, desde julho de 2008 não são encontrados tais ttulos no mercado nacional, porém as NTN-
-D tveram grande importância na década de 90, com o início do plano real.
Testes
1. Como são classifcadas as debêntures?
a) Simples, conversíveis e permutáveis;
b) Simples, conversíveis e “swapadas”;
c) Simples, conversíveis e híbridas;
d) Conversíveis e permutáveis;
6926.indb 38 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 39
e) Nenhuma das alternatvas.
2. Qual é, normalmente, a fnalidade de um “commercial paper”?
a) Investmento.
b) Capital de giro.
c) Investmento com redução de despesas fnanceiras.
d) Obter ganhos de capital.
e) Dividas de longo prazo
3. Sobre debêntures, têm-se as seguintes afrmatvas:
I –A debênture é um ttulo representatvo de um empréstmo contraído por uma sociedade por
ações, que assegura aos detentores da mesma um direito de crédito contra a companhia que a emi-
tu, conforme as condições estabelecidas na escritura de emissão e do certfcado. São ttulos de
dívida de curto prazo.
II – Nas debêntures escriturais na há a possibilidade de emissão de certfcado, além de existr a
obrigatoriedade de contratação de insttuição fnanceira depositária. As debêntures escriturais são,
também, nominatvas.
III – Na debênture, na forma nominatva, consta o nome do ttular e é registrada em livro próprio,
sendo facultado à emissora contratar a escrituração e a guarda dos livros de emissão e registro
de transferência..
Está (ão) Correta (s):
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas II e III.
4. Quanto às garantas, as debêntures podem ser classifcadas em:
a) Garanta Real.
b) Garanta Flutuante.
c) Quirografária.
d) Subordinada.
e) Todas as respostas acima estão corretas.
5. Sobre debêntures, têm-se as seguintes afrmatvas:
I – Block Trade compreende distribuições públicas de grandes lotes de debêntures que já foram emi-
tdas e que estão nas mãos de controladores/ acionistas da empresa ou qualquer outro investdor.
II – As debêntures podem ser emitdas por sociedades por ações (abertas ou fechadas), que não se-
jam: sociedades de crédito imobiliário ou insttuições fnanceiras (se recebem depósitos do público).
6926.indb 39 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 40
III – Historicamente, os principais investdores em debêntures têm sido os fundos de investmento,
fundos de pensão e seguradoras (investdores insttucionais), que só podem adquirir debêntures
provenientes de distribuição pública.
Está (ão) Correta (s):
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
6. Sobre Commercial Paper é incorreto afrmar:
a) É um ttulo de crédito emitdo pelas companhias, abertas ou fechadas, com uma data de vencimen-
to e um valor de face defnidos.
b) Confere a seus ttulares direito de crédito contra o emitente, ou seja, o emitente do commercial
paper promete pagar ao investdor possuidor do ttulo uma certa quanta fxa em uma data fxa
determinada.
c) É cotado no mercado através de um deságio (discount rate basis). Assim, convencionou-se cotar o
preço de uma nota promissória pelo seu valor atual, com base no chamado desconto comercial.
d) Somente as companhias que atendam às exigências do Banco Central podem emitr notas promis-
sórias.
e) O prazo mínimo de vencimento das commercial papers é de 30 dias, tanto para empresas abertas
quanto fechadas.
7. Sobre as Commerical Papers, têm-se as seguintes afrmatvas:
I – O prospecto deve necessariamente ser entregue a cada adquirente de nota promissória, e a
insttuição líder do lançamento deve, a pedido da CVM, comprovar tal entrega. Geralmente, o pros-
pecto está na internet para os investdores baixarem.
II – O prospecto é o documento que contém os dados básicos sobre a operação e a companhia
emissora.
III – Normalmente, não têm garanta e os investdores tomam decisões de adquiri-los ou não com
base no nome da empresa e nas classifcações das agências de ratng.
Está (ão) Correta (s):
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
8. Sobre as Notas Promissórias Comerciais, pode-se afrmar que:
6926.indb 40 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 41
a) O custo de colocação é baixo e bastante rentável para a empresa.
b) A vantagem para o emissor em relação a um empréstmo bancário é que a operação é isenta de
CPMF.
c) O prazo mínimo deve ser de 30 dias e o máximo, de 180 dias para sociedades anônimas de capital
aberto e 360 dias para sociedades anônimas de capital fechado.
d) As notas promissórias emitdas podem ser comercializadas através do Sistema NOTA da ANDIMA e
operacionalizadas na CETIP ou na BOVESPA FIX.
e) Nenhuma das alternatvas
9. (Banco do Brasil – 2006) O Brasil vem presenciando nos últmos anos um ambiente favorável à emissão
de debêntures. Sobre tais ttulos, é correto afrmar que:
a) São valores mobiliários representatvos de dívida de médio e longo prazos.
b) Correspondem a atvos das empresas emitentes, para vencimento geralmente de curto e médio
prazos.
c) Somente as companhias fechadas podem efetuar emissões públicas.
d) Não podem ser conversíveis em ações, pois são ttulos de dívida.
e) Não podem ser negociadas no mercado secundário.
10. Qual dessas entdades abaixo pode emitr debênture:
a) Insttuições Financeiras, em geral;
b) Seguradoras;
c) Sociedades corretoras;
d) Agências de fomento;
e) Sociedade de arrendamento mercantl.
6926.indb 41 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 42
Capítulo 08 - Securitzação
Discursivas
1. O que é securitzação e qual a sua função?
Securitzação é uma operação fnanceira que faz a conversão de atvos em ttulos negociáveis – as securites
(que em inglês se refere a valores mobiliários e ttulos de crédito). Esses ttulos são vendidos a investdores
que passam a ser os novos benefciários dos fuxos gerados pelos atvos. Dessa forma, securitzar tem o signi-
fcado de converter determinados atvos em lastro para ttulos ou valores mobiliários a serem emitdos pos-
teriormente. A securitzação serve, portanto, como suporte para a emissão de ttulos ou valores mobiliários.
2. Quais os principais objetvos referentes ao processo de securitzação?
Os principais objetvos referentes às operações de securitzação são:
• Diminuir o custo de capital;
• Ajustar os Fluxos de Caixa das empresas fnanciadas ao tempo de espera requerido pelos Invest-
dores;
• Administrar a redução e diluição de Riscos entre os agentes econômicos;
• Gerenciar a redução de Custos de Transação, ajustados a menores níveis esperados de Risco.
3. Quais os objetvos em relação ao Risco que podemos quando se faz uma securitzação?
• Diluir o Risco de Crédito, que diz respeito à possibilidade de não cumprimento da obrigação pelos
devedores, distribuindo-se a análise de crédito e o monitoramento do devedor entre o banco e a
securitzadora, além de ceder este risco diretamente para os investdores; ademais se adicionam
outros componentes à gerência deste risco específco, através de ratng dos ttulos e, em alguns
casos, de garantas subsidiárias;
• Equacionar o Risco de Liquidez, que é representado pelo grau de facilidade com que os atvos po-
dem se transformar em outro atvo; no caso extremo, em dinheiro. Como ele decorre de fatores
do tpo descasamento dos fuxos de atvo/passivo e da inexistência de mercado secundário, na
securitzação, isto é gerenciado pela alteração da qualidade dos ttulos que passam a ser negociá-
veis;
• Conviver com o Risco de Mercado, que se traduz na probabilidade de variação negatva do valor
do atvo no momento de sua negociação ou liquidação. Como tal possibilidade está associada à
instabilidade de condições macroeconômicas, que alterem hipóteses subjacentes ao preço dos
fuxos futuros esperados, na securitzação, o investdor pode se desfazer de atvos indesejados,
pois tais ttulos são negociáveis;
• Reduzir o Risco de Taxas de Juros e de Câmbio, o qual contém a possibilidade de se apurar resulta-
dos reduzidos pela futuação destas taxas. Na securitzação, em que se tem operação casada com
o fuxo original, a possibilidade de fugir a este risco é aumentada, a partr da montagem de fuxos
adaptados ao padrão de risco do investdor, remunerando com menores taxas aos ttulos emitdos
com menor probabilidade de pré-pagamentos (Saunders, 1995). Outra forma de minimizar o im-
pacto deste risco se dá através do mecanismo de fundos, com cálculo de rentabilidade pelo siste-
ma de cotas;
6926.indb 42 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 43
• Escapar do Risco Legal, que diz respeito ao impacto de pareceres, documentos legais e adequação
do instrumento aos ttulos emitdos;
• Minimizar o Risco Operacional, que se refere à qualidade de controles e procedimentos internos
aos bancos e entdades envolvidas com qualquer processo de emissão de ttulos. Na securitzação,
como várias entdades são envolvidas no processo há, naturalmente, minimização da ocorrência
de tais problemas. Vale destacar que as centrais de custódia, são instrumentos relevantes neste
processo, pois elas validam recebíveis e contratos; controlam e operam fuxos de recursos e docu-
mentos para cada emissão; e mantêm registro, controle e cobrança dos ttulos;
• Proteger-se contra o Risco de Insolvência, o qual representa a possibilidade de não se conseguir
cobrir prejuízos oriundos de quaisquer dos tpos de riscos acima listados, podendo levar a inter-
venções indesejadas em insttuições fnanceiras.
4. Uma SPC foi criada com um capital de $ 1,00 através de dinheiro pela empresa Genipabu. A SPC captou
um certo fuxo de dinheiro no montante de $ 5.000 no mercado através do lançamento de debêntures e
comprou da empresa Abracadabra recebíveis no valor de $ 5.100 com um deságio de 5%. Após o período
estpulado para maturação das debêntures, a SPC recebe os recebíveis e salda sua dívida com as debêntu-
res (ocorrem juros de 5,1% neste período) lançadas ao mercado. Desconsidere qualquer forma de tributa-
ção para a resolução desse exercício.
Demonstre os lançamentos contábeis do caso acima, na visão da SPC.
Consttuição da SPC
D – Disponibilidade 1,00
C – Capital Social 1,00
Emissão de Debêntures
D – Disponibilidade 5.000
C – Debêntures 5.000
Compra dos Recebíveis
D – Créditos a Receber 5.100
C – Receita a Apropriar 255
C – Disponibilidade 4.845
Apropriação da Despesa com Juros
D – Despesas com Juros 255
C – Debêntures 255
Apropriação da Receita
D – Receitas a Apropriar 255
C – Receita Operacional 255
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No Recebimento dos Créditos
D – Disponibilidades 5.100
C – Créditos a Receber 5.100
5. Qual a principal diferença entre Securitzação e Factoring?
Na operação de factoring os créditos a receber são vendidos diretamente para a empresa de factoring en-
quanto que na securitzação é feita indiretamente por meio de emissões de valores mobiliários de uma em-
presa sociedade de propósito específco (SPC) criada para atender a operação de securitzação.
Dessa forma, a empresa de Factoring adquire o direito creditório e tenta recebê-lo, ela fnancia a empresa
adquirindo seu risco e cobra pela conversão do ttulo em dinheiro. Já a SPC é um intermediador que não visa
lucro que faz um papel de ponte entre a empresa e o mercado, fnanciando esta com o objetvo apenas de
pagar os encargos dos agentes partcipantes da operação, uma vez terminada a operação, a SPC extngui-se.
6. Quais as vantagens de uma empresa fazer uma Securitzação de seus recebíveis?
• O risco de crédito referente aos atvos removidos do Balanço da originadora passam a ser da SPC,
já que há transferência de propriedade dos recebíveis.
• Dado que a securitzação remove os atvos da originadora, ao mesmo tempo em que o dinheiro
respectvo é assegurado, nem os índices de endividamento nem suas linhas de crédito bancário
são comprometdos;
• Estmulo de prátcas mais efcientes de gestão e controle, já que a securitzação abrange etapas e
análises complexas e extremamente detalhadas, necessitando que a originadora atualize constan-
temente seus sistemas de informação, de modo a possibilitar a análise histórica dos atvos para
avaliação de performance;
• Diversifcação das fontes de recursos e acesso ao mercado de capitais: a redução dos riscos possi-
bilitam uma redução das taxas de captação e alongamento dos prazos.
7. Analise o seguinte caso:
“Uma empresa ‘A’ implementa uma securitzação de seus recebíveis, elencando para a SPC os melhores
créditos que contnha em sua carteira. Após alguns meses, essa empresa pede falência, não atngindo, com
isso, a SPC. Os credores da empresa ‘A’ entram na justça, afrmando que a empresa ‘A’ utlizou os melhores
créditos para fazer a securitzação e isso foi um dos motvos para a devida falência”.
Qual seria, conforme os seus conhecimentos no assunto, a possível solução desse caso?
Essa pode ser uma polêmica que pode causar o processo de securitzação de recebíveis, no entanto a secu-
ritzação já é uma prátca comum no mercado e envolve operação à primeira vista um pouco complexa mas
muito útl para as empresa, existem diversos procedimentos técnicos para o securitzar créditos. No entanto,
caso seja comprovada má fé dos administradores em prejudicar qualquer interessado na empresa pode ser
realmente questonado.
Caso a operação tenha sido feita com a intenção de melhor as atvidades da empresa, o que, na prátca, é o
mais comum, não é justfcável tal argumento pois os melhores créditos devem, sim, ser objeto da securitza-
ção, para motvar os compradores dos valores mobiliários emitdos pela SPC.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 45
8. O que é FIDIC?
Os Fundos de Investmento em Direitos Creditórios (FIDC) são aqueles em que mais de 50% do patrimônio
líquido é aplicado em direitos creditórios. São considerados direitos creditórios fuxos de caixa futuros oriun-
dos de operações estritamente comerciais, e de outras atvidades que envolvam a criação de valores econô-
micos futuros, como a prestação de serviços.
9. O que é FICFIDC?
Os Fundos de Investmento em Cotas de Fundos de Investmento em Direitos Creditórios (FICFIDC) são
aqueles em que se destnam pelo menos 95% do patrimônio líquido para aplicação em cotas de FIDC. Esses
fundos podem ser abertos ou fechados. No fundo aberto, os condôminos podem solicitar resgate das cotas
a qualquer momento, de acordo com o estpulado no regulamento do fundo. Por outro lado, nos fundos fe-
chados, as cotas só podem ser resgatadas de acordo com os eventos dispostos no regulamento dos fundos,
podendo ser:
• término do prazo de duração do fundo, ou série ou classe de cotas;
• liquidação do fundo; e
• amortzação de cotas por decisão da assembléia geral de cotstas.
10. Quais as característcas do FIDC e do FICFIDC?
Os fundos FIDC / FICFIDC apresentam as seguintes característcas:
• Serão consttuídos na forma de condomínio aberto ou fechado;
• Somente poderão receber aplicações, bem como ter cotas negociadas no mercado secundário,
quando o subscritor ou o adquirente das cotas for investdor qualifcado;
• Cada classe ou série de cotas de sua emissão destnada à colocação pública deve ser classifcada
por agência classifcadora de risco;
• Valor mínimo para aplicação é de R$ 25.000,00;
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Testes
1. Faça a correspondência entre as colunas, com relação à atvidade de Securitzação.
I. Agência de ratng
II. Empresa Originadora ou Cedente
III. Securitzação
IV. SPC ou SPE.
V. Agente Fiduciário ou Trustee.
(III) É a forma de acesso ao Mercado de Capitais através da
emissão de Debêntures lastreadas ou vinculadas em
direitos creditórios, também denominados simples-
mente recebíveis.
(IV) Sociedade que tem como objetvo exclusivo a aquisi-
ção de direitos creditórios e que emite valores mobi-
liários para pagar os recebíveis adquiridos.
(I) Empresa que avalia o risco da operação, a partr, basi-
camente dos níveis de inadimplência histórica dos re-
cebíveis que servem de lastro aos valores mobiliários
emitdos. Este trabalho pode ser realizado com a ajuda
de um atuário.
(V) Representante dos investdores perante a SPC, que
deve zelar pelos interesses deles.
(II) Empresa credora dos recebíveis.
2. Sobre a atvidade de Securitzação, têm-se as seguintes afrmatvas:
I – O risco de crédito referente aos atvos removidos do Balanço da originadora passam a ser da Sociedade de
Propósito Específco, já que há transferência de propriedade dos recebíveis.
II – Dado que a securitzação remove os atvos da originadora, ao mesmo tempo em que o dinheiro respect-
vo é assegurado, tanto os índices de endividamento como suas linhas de crédito bancário são compromet-
dos.
III – Uma das vantagens da securitzação para a originadora é que há estmulo de prátcas mais efcientes de
gestão e controle, já que a securitzação abrange etapas e análises complexas e extremamente detalhadas,
necessitando que a originadora atualize constantemente seus sistemas de informação, de modo a possibilitar
a análise histórica dos atvos para avaliação de performance.
IV – Diversifcação das fontes de recursos e acesso ao mercado de capitais: o aumento do risco possibilita
uma redução das taxas de captação e alongamento dos prazos.
Está (ão) Correta (s):
a) Apenas I e II.
b) Apenas II e III.
c) Apenas I e III.
d) Apenas I, II e III.
e) I, II, III e IV.
I. O exportador compromete seu fuxo de exportações para a
obtenção de fnanciamento no exterior a custos mais baixos
(fuxo de moeda forte).
( II ) Securitzação Imobiliária.
( III ) Securitzação através de Fundos.
( I ) Securitzação de Exportação.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 47
II. Esta é feita com base em ttulos lastreados em crédito imo-
biliário, que se chamam os Certfcados de Recebíveis Imobiliá-
rios, os CRIs.
III. Diversos formatos de carteiras e recebíveis podem ser secu-
ritzados, entre os quais, podemos destacar: o crédito ao consu-
midor, o cartão de crédito e o fnanciamento de veículos.
3. Entre os signifcados de securitzação, não se pode afrmar que:
a) É um processo de “desintermediação” fnanceira.
b) Pode-se entender como uma venda de toda ou de parte da carteira de créditos de uma insttuição.
c) Pode ser a transformação de uma carteira de direitos creditórios em outros ttulos, que são vendi-
dos no mercado.
d) É a “desintermediação” fnanceira através da criação de fundos que adquiram total ou parte da
carteira de direitos creditórios.
e) Pode ser dividida em: securitzação de direitos creditórios, securitzação de importação e securitza-
ção de exportação.
4. Entre os principais objetvos referentes às operações de securitzação, não se pode citar:
a) Diminuir o custo de capital.
b) Ajustar os fuxos de caixa das empresas fnanciadas ao tempo de espera requerido pelos investdo-
res.
c) Administrar a redução e diluição de riscos entre os agentes econômicos.
d) Gerenciar a redução de custos de transação, ajustados a menores níveis esperados de risco.
e) Ajustar o risco da carteira, fazendo com que os ttulos com classifcações menores sejam enviados
para a SPC, e com isso, diminua o custo de capital da empresa originadora.
5. Sobre securitzação, não se pode afrmar:
a) Se os ttulos são garantdos por um fuxo de recebimentos futuros líquidos e certos, os investdores
incorrem em um risco reduzido.
b) Nos EUA, após avaliação ou estmação dos riscos dos ttulos oriundos de securitzação, esses, se
recebem altas classifcações, estmularão uma crescente demanda por esses ttulos, ainda que o
risco do gerador seja relatvamente alto.
c) A securitzação imobiliária é feita com base em ttulos lastreados em Crédito Imobiliário, que são
os Certfcado de Recebíveis Imobiliários lançado pelo FIDC (CRI).
d) Na Securitzação de Exportação, o exportador compromete seu fuxo de exportações para a obten-
ção de fnanciamento no exterior a custos mais baixos (fuxo de moeda forte).
e) A securitzação de Exportação é uma operação de emissão de ttulos no mercado internacional las-
treados nas vendas a serem realizadas no exterior.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 48
6. Na estruturação da operação de securitzação via SPC, pode-se destacar os seguintes componentes, ex-
ceto:
a) Devedores da empresa
b) Agência de Ratng
c) Auditor
d) Investdor
e) Fundo de Investmento.
7. Assinale a alternatva incorreta referente à securitzação.
a) Gera uma opção de investmento para o mercado.
b) Gera oportunidade de reorganizar o fuxo de caixa para empresas.
c) Propõe a emissão de debêntures lastreadas em recebíveis.
d) Transforma carteira de recebíveis em caixa.
e) É feita por meio da intermediação do agente fduciário.
8. Diversos atvos são passíveis de securitzação. Entre eles, não se pode citar:
a) Créditos Imobiliários.
b) Faturas de Cartão de Crédito
c) Mensalidades Escolares.
d) Passivos Imobiliários.
e) Fluxos de Caixa Esperados de Vendas e Serviços Futuros.
9. Entre as formas de securitzação de recebíveis, não se destaca:
a) Através da afetação.
b) Através de Sociedade de Propósito Específco.
c) Através de Fundos.
d) Através de Agentes Fiduciários.
e) Através de uma Trust.
10. Qual item abaixo não indica uma remuneração possível para os Certfcados de Recebíveis Imobiliários.
a) Variação cambial mensal;
b) IGP-M;
c) IPCA;
d) IPA-10;
e) IPC-10.
6926.indb 48 22/10/2012 08:44:36
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Capítulo 09 – Captações no Exterior (Euronotes e Eurobonds)
Discursivas
1. Qual a vantagem para a empresa emitr um eurobond com uma cláusula “call”?
A cláusula call permite que o emissor efetue o resgate antecipado, visando renegociação a uma taxa menor,
a seu único e exclusivo critério. Assim a vantagem de emitr um eurobond com tal cláusula é que a empresa
pode se prevenir de um eventual aumento na taxa de juros o que oneraria adicionalmente a emissora.
2. Qual a vantagem para um credor em adquirir um euronote com uma cláusula “put”?
A cláusula put da ao investdor a opção de resgatar o ttulo em determinada data antes do vencimento est-
pulado. A vantagem para o investdor é que caso a taxa de juros de mercado esteja acima da taxa de juros no
ttulo ele poderá resgatar junto ao emissor, pelo valor estpulado, e investr em ttulos que acompanha a taxa
de mercado.
3. Explique a diferença entre a repactuação em uma emissão de debêntures e a cláusula “put” em uma
missão de euronotes/eurobonds?
A repactuação em uma emissão de debêntures diz respeito à renegociação entre as partes emissora e inves-
tdora, a fm de chegar a um ponto de equilíbrio entre as duas partes, enquanto que e a cláusula “put” em
uma missão de euronotes/eurobonds é uma cláusula pré defnida que garante a recompra do ttulo pela em-
presa emissora.
4. Cite e caracterize os três principais aspectos da Resolução 63/67.
A Resolução nº 63/67 permitu aos bancos de investmento ou de desenvolvimento privados, autorizados a
operar em câmbio e instalados no país a contratar diretamente empréstmos externos para repasssa-los a
empresas no país, estabelecendo assim, uma ponte entre o Sistema Financeiro Nacional e o Internacional.
As principais característcas são relatvas a: (1) liquidação – o mutuário se obriga a liquidar o empréstmo
mediante cláusula de paridade cambial; (2) operação cambial – a venda da moeda estrangeira somente pode
ser efetuadas em bancos autorizados a operar em câmbio; (3) divulgação – as insttuições fnanceiras devem
encaminhar ao Bacen a relação dos empréstmos contratados no mês anterior.
5. Qual a diferença entre uma captação de recursos por intermédio de uma operação 63 e uma 4.131 (lei
4.131)?
A forma de captação externa pela Lei nº 4.131 é direcionada a uma empresa específca e não a uma gama
delas. Seu fundamento principal é consubstanciado no mecanismo denominado Name Recogniton, que se
refere ao crédito lastreado no branch da companhia.
Por meio da Resolução 63 um banco brasileiro capta recursos no exterior em seu próprio nome, por meio de
empréstmos ou de emissão de ttulos, e repassa esses valores a diversas empresas brasileiras.
6. Uma empresa emitu ttulos com valor de face de $ 1.000 que promete fuxo de caixa anual com taxa de
juros de cupom de 8% ao ano e prazo de vencimento de 15 anos. Após um ano da emissão, a taxa de juros
de mercado é de 6% ao ano. Qual o valor do ttulo após um ano de sua emissão? (Lembre que restam 14
anos para o vencimento).
N=14; PMT= 80; FV=1.000; i=6%; PV=?
6926.indb 49 22/10/2012 08:44:36
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 50
PV = 1.185,90
7. Os ttulos de dívida da Cia. Emissora têm dez anos restantes até o seu vencimento. Os juros são pagos
anualmente, os ttulos têm um valor nominal de $ 1.000 e a taxa de juros de cupom é de 5%. Os ttulos de
dívida de mercado, com prazos semelhantes, têm uma taxa de retorno até o vencimento de 8%. Qual é o
atual preço de mercado desses ttulos?
N=10; PMT= 50; FV=1.000; i=8%; PV=?
PV = 798,70
8. Um bond é emitdo sem vencimento defnido (bond perpétuo) pelo valor de face de $ 1.000 e promete
pagar uma taxa de 12% ao ano perpetuamente. Pergunta-se:
a) Qual o valor desse ttulo no momento de sua emissão?
PV(perpetuidade) = 120/0,12 = $ 1.000
b) Qual será o valor deste mesmo ttulo após cinco anos caso a taxa de juros de mercado for de 10% a.a.?
PV(perpetuidade) = 120/0,10 = $ 1.200
c) E qual será o valor do ttulo no 10º ano caso a taxa de juros seja de 14%?
PV(perpetuidade) = 120/0,14 = $ 857,14
9. Considere um ttulo emitdo com valor de face de $ 1.000 e com taxa de cupom igual a zero (zero cou-
pon bond), com vencimento de dez anos e emitdo com deságio de 53,68% de seu valor de face. Qual a
rentabilidade até o vencimento do ttulo (YTM)?
YTM = (100-53,68)% = 46,32% a.a.
10. Um bond de valor de face de $ 1.000 promete pagar taxa de juros anuais de 9% ao ano e tem venci-
mento de dez anos. Pede-se:
a) Calcule a duraton deste ttulo.
Duraton = 7 anos.
b) Calcule a duraton para ttulos com mesmo cupom (9%) e valor de face, porém datas de vencimento de 8
e 12 anos. É possível identfcar com os resultados alguma propriedade da duraton?
Para 8 anos, a duraton é igual a 6,76.
Para 12 anos, a duraton é de 7,81.
A propriedade da duraton que se pode perceber é que quando a taxa é a mesma e o valor de face também,
caso tenha menos anos a duraton é menor e quando se tem mais anos a duraton é maior.
6926.indb 50 22/10/2012 08:44:37
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 51
Testes
1. Relacione os desenhos abaixo com a Lei ou Resolução os quais eles se relacionam.

I
Mercado
Externo
Insttuição
Financeira
Nacional
Empresas
Nacionais
Empresas
Nacionais
Empresas
Nacionais
II
Mercado
Externo
Insttuição
Financeira
Nacional
Empresas
Nacionais
Empresas
Nacionais
Empresas
Nacionais
a) Resolução 63 = 1
b) Lei 4.131 = 2
2. Sobre as operações com Bonds e Notes, não se pode afrmar:
a) Mesmo que o lançamento de bonds não se efetue no mercado europeu, também se aplica o termo
Eurobonds, que é utlizado para aqueles bonds lançados no mercado externo ao da companhia
emitente.
b) b) A autorização societária para a emissão de bonds deverá ser feita conforme estabelecido
no estatuto social ou no contrato social da emissora..
c) c) Devido às severas leis de valores mobiliários americanas, bonds brasileiros são tpicamente
vendidos nos EUA, por meio de colocações privadas (Rule 144/A).
d) d) A documentação básica para uma oferta de Eurobonds consiste em um Ofering Circular ou
prospecto, um contrato de subscrição (mais conhecido como contrato de underwritng ou um acor-
do de compra nos EUA) e um Contrato de Agente Fiscal.
e) Os Bonds e Notes e/ou Eurobonds e Euronotes são apenas emitdos em dólar, por ser uma moeda
forte e mais comercializada.
6926.indb 51 22/10/2012 08:44:37
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 52
3. Faça a correspondência entre as colunas.
I. Eurobonds.
II. Spread
III. Bonds ou Notes
IV.Resolução 63.
V. Cláusula Put.
VI. Cláusula Call.
(III) São ttulos de dívida, emitdos por empresas fnanceiras ou não-
-fnanceiras, com colocação pública ou privada, que rendem juros
fxos (Fixed Rate Notes) ou futuantes (Floatng Rate Notes), além da
correção cambial
(IV) Permitu os bancos de investmento e de desenvolvimento privados,
autorizados a operar em câmbio e instalados no país, contratar di-
retamente empréstmos externos para repassá-los a empresas no
país, estabelecendo assim uma ponte entre o Sistema Financeiro
Nacional e o Internacional.
(I) São ttulos, com valores nominais estabelecidos em dólares listados
em bolsas de valores européias, geralmente, a de Luxemburgo e
têm prazo de pagamento acima de 10 anos.
(V) Opção de o investdor resgatar o ttulo em determinada data antes
do vencimento estpulado.
(VI) Permite que o emissor efetue o resgate antecipado, visando renego-
ciação a uma taxa menor, a seu único e exclusivo critério.
(II) Nome que se dá à diferença da taxa de remuneração de Bônus do
Tesouro Americano e a taxa de remuneração de um ttulo brasileiro
e que representa o risco-Brasil e o risco da empresa.
4. Faça a correspondência entre a denominação de um ttulo no mercado internacional e o respectvo país
de emissão.
I. Bulldog Bonds
II. Yankee Bonds
III. Samurai Bonds
IV. Matador Bonds
V. Rembrandt Bonds
VI. Treasury Bonds
VII. Caravela Bonds
(III) Japão
(I) Inglaterra
(V) Holanda
(II) Estados Unidos
(VII)
(VI)
(IV)
Portugal
Governo norte-americano
Espanha
5. Sobre os Notes e Bonds, não se pode afrmar que:
a) Podem ser emitdos em qualquer moeda forte, mas a emissão em dólar é predominante.
b) Representam notas promissórias, sem garanta real de qualquer natureza, mas podem ter garanta
por fança bancária.
c) Podem Possuem a Cláusula put, em que consiste em uma opção de o investdor resgatar o ttulo
em determinada data antes do vencimento estpulado.
d) Podem possuir uma Cláusula Call, em que permite que o emissor efetue o resgate antecipado, vi-
sando renegociação a uma taxa menor, a seu único e exclusivo critério.
e) A maturity é igual à duraton quando se tem um ttulo com foatng ou fxed rates.
6. Indique a afrmatva correta:
6926.indb 52 22/10/2012 08:44:37
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 53
a) Uma operação 63 consiste em um empréstmo externo obtdo diretamente por uma empresa
brasileira, enquanto a operação 4131 consiste em um empréstmo externo obtdo por insttuição
fnanceira brasileira, destnada a repasse a empresas.
b) Euronotes representam ttulos com prazos inferiores a dez anos, enquanto eurobonds são ttulos
com prazos superiores a dez anos.
c) No mínimo, 50% do capital social de uma companhia deve ser representado por ações ordinárias.
No caso de uma insttuição fnanceira, esse limite é de 2/3.
d) As ações preferenciais nunca podem conferir direito de voto.
e) Underwritng é a colocação ou distribuição de ttulos e valores mobiliários somente no mercado
secundário.
7. Marque a alternatva correta. Dentre as inúmeras modalidades de captação de recursos por parte das
empresas brasileiras, destacam-se:
a) Operações de swaps, undewritng e de bonifcações.
b) Operações de undewritng, eurobonds e fnanciamentos interno e externo (resolução 63 e lei 4131);
c) Lançamentos de partes benefciárias, com base no programa ADR Nível I e Regra 144/A;
d) Somente com empréstmos obtdos junto a insttuições fnanceiras nacionais.
e) Nenhuma das alternatvas
8. Admitndo que uma empresa esteja disposta a captar recursos, com a emissão e colocação de um bond
com valor de face de $ 9.000.000, cujo prazo de vencimento é de 90 dias, oferecendo uma taxa de desconto
de 1,2% a.m. Essa empresa está disposta a arcar com os custos de emissão, lançamento, registro etc., rela-
tvos a 0,5% do valor da captação. Determinar o valor descontado do ttulo.
a) 8.683.623,23.
b) 8.638.623,23.
c) 9.000.000,00.
d) 361.376,77.
e) 45.000,00.
9. Sobre eurobonds e euronotes é incorreto afrmar que:
a) A cláusula put dá a opção de o investdor resgatar o ttulo em determinada data antes do venci-
mento estpulado.
b) A cláusula call representa o direito de a empresa recomprar os papéis, bem como de recolocá-los
posteriormente em uma data pré-fxada, utlizando uma taxa diferente de remuneração, o que se-
ria possível, no caso de a empresa prever uma redução do risco-país ou uma redução nas taxas de
juros pratcadas no mercado.
c) Mesmo que o lançamento de bonds não se efetue no mercado europeu, também se aplica o termo
Eurobonds, que é utlizado para aqueles bonds lançados no mercado externo ao da companhia
emitente
6926.indb 53 22/10/2012 08:44:37
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 54
d) Eurobonds brasileiros são tpicamente vendidos nos EUA, por meio de colocações privadas (Rule
144A).
e) O termo Euromarket tem por hábito se referir aos mercados internacionais de capital fora do país
emissor, que inclui e se limita à Europa.
10. Indique qual a defnição certa de cada conceito
Call Provision ( 3 )
Put Provision ( 6 )
Cláusula Bullet ( 4 )
Exchangeable Opton ( 2 )
Opção para proteção cambial ( 1 )
Bonds com warrants ( 5 )
1. algumas emissões no mercado internacional dão ao investdor o direito de escolher a moeda na
qual o fuxo de caixa será pago. Esta opção dá, à parte com o direito de escolher a moeda, a opor-
tunidade de se benefciar de um movimento cambial favorável, ou ainda proteção contra variações
cambiais desfavoráveis.
2. um bond conversível é uma emissão que dá ao detentor do ttulo o direito de trocá-lo por uma
quantdade especifcada de ações ordinárias ou preferenciais. Tal característca permite que o de-
tentor do ttulo se benefcie de movimentações favoráveis do preço das ações do emitente.
3. este dispositvo dá ao emitente o direito de quitar a dívida, total ou parcialmente, antes da data de
vencimento prevista. A inclusão de uma opção de compra benefcia os emitentes de bonds ao per-
mitr que substtuam uma emissão antga de bond por outra emissão de custo de juros mais baixo,
caso as taxas de juro de mercado caiam. Assim, tal opção permite que o emitente altere o venci-
mento de um bond.
4. com tal dispositvo, fca acordada entre as partes a não-amortzação periódica do principal, ou seja,
há um único pagamento total na data do vencimento do ttulo.
5. são ttulos semelhantes aos ttulos conversíveis pois são emitdos com warrants anexados. War-
rants são opções que permitem ao detentor comprar outros ttulos por determinado preço, ofe-
recendo ganho de capital caso o preço do ttulo suba. Em geral, os bonds emitdos com warrants
possuem taxas de cupom mais baixas devido ao direito dado ao investdor para entrar em outra
transação fnanceira com o emitente. A maioria dos warrants é destacável do bond ao qual está
anexada, ou seja, o detentor pode destacar o warrant e vendê-lo.
6. este dispositvo permite ao detentor do bond mudar o vencimento do ttulo; assim, é concedido ao
investdor o direito de vender a emissão de volta ao emitente pelo valor ao par em datas predetermi-
nadas. A vantagem para o investdor é que se as taxas de juros subirem após a data de emissão, redu-
zindo o preço do bond, o investdor pode forçar o emitente a resgatar o ttulo pelo valor ao par.
6926.indb 54 22/10/2012 08:44:37
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 55
Capítulo 10 – Risco em Operações de Renda Fixa
Discursivas
1. O que é risco de crédito em operações de renda fxa?
O risco de crédito está associado à possibilidade do emissor do ttulo não honrar os pagamentos periódicos
de juros ou o resgate do papel no vencimento, gerando perdas para o investdor. Os investdores geralmente
avaliam o risco de crédito dos emissores com base nos ratngs emitdos pelas agências de classifcação de
risco.
2. O risco de crédito se concretza por meio da ocorrência de um evento de default. Quais as situações que
caracterizam um evento de default?
Há diversas situações que caracterizam um evento de default, como o atraso no pagamento de uma obriga-
ção, o descumprimento de uma cláusula de proteção (covenant), o início de um procedimento de reorganiza-
ção (recuperação judicial ou extrajudicial) ou liquidação (falência), uma solicitação de renegociação da ope-
ração pelo devedor, etc. Há, também, o chamado default econômico, que ocorre quando o valor econômico
dos atvos da empresa devedora se reduz a um nível inferior ao valor das suas dívidas, sinalizando que os fu-
xos de caixa esperados não serão sufcientes para liquidar as obrigações assumidas. Nesse caso, os proprietá-
rios optariam por entregar os atvos da empresa aos credores, como pagamento das dívidas.
3. Quais os principais fatores envolvidos na análise do risco de crédito de uma entdade emissora de ttu-
los de renda fxa?
A análise do risco de crédito de uma empresa emissora de um ttulo de dívida envolve a avaliação de dois
grandes fatores: a intenção de pagamento e a capacidade de pagamento. O primeiro fator está associado
aos valores morais dos gestores e dos proprietários da empresa, bem como aos incentvos econômicos que
eles têm para honrar suas obrigações. O segundo fator decorre do potencial de geração de fuxos de caixa do
emissor e sua análise normalmente envolve a situação econômica e fnanceira da empresa, o seu desempe-
nho operacional, o caixa gerado pelas suas atvidades, a capacidade administratva dos gestores, o seu posi-
cionamento de mercado, as perspectvas setoriais e as condições macroeconômicas, entre diversos outros
aspectos.
4. Como é denominado o conjunto de procedimentos e parâmetros para atribuição de ratng?
O conjunto de procedimentos e parâmetros utlizados pelo analista para atribuição do ratng à empresa ou à
operação é denominado sistema de classifcação de risco
5. Quais são as principais agências internacionais de classifcação de ratng?
As principais agências internacionais de classifcação de risco são a Standard & Poor´s, a Moody´s e a Fitch, e
entre as nacionais temos a SR Ratng e a Austn Ratng.
6. Quais categorias de ratng são consideradas grau de investmento e quais são consideradas como grau
especulatvo?
Os ratngs das categorias Aaa, Aa, A e Baa são considerados grau de investmento (menor risco), enquanto os
ratngs das categorias Ba, B, Caa, Ca e C são considerados grau especulatvo (maior risco).
7. Quais os impactos da variação nas taxas de juros em ttulos de renda fxa?
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 56
A variação nas taxas de juros altera o valor presente do ttulo de renda fxa, podendo gerar perdas para o
investdor. No caso de ttulos prefxados, a elevação nas taxas de juros de mercado reduz o valor presente do
ttulo, o que implica em perdas para o investdor.
8. Qual o comportamento do valor de um ttulo prefxado caso exista aumento das taxas de juros?
O valor de um ttulo varia inversamente às variações na taxa de juros, logo, o valor do ttulo deverá cair quan-
do a taxa de juros aumentar.
9. Em operações de renda fxa, quais os principais componentes do risco de mercado que fazem o valor de
um ttulo variar?
Em renda fxa, o risco de mercado, refere-se ao fato de que preço de um ttulo pode variar em função (1) de
mudanças nas taxas de mercado ou (2) de mudanças na estrutura de prazo das taxas de juros.
10. O que é duraton de um ttulo?
A Duraton representa o prazo médio de um ttulo ponderado por seus fuxos de caixa intermediários a valor
presente, portanto, ela leva em conta não só o vencimento de um ttulo (maturity), mas os pagamentos in-
termediários de juros e amortzações, representando uma forma mais adequada de avaliação do tempo de
retorno de um atvo.
Testes
1. São componentes do risco de mercado, exceto:
a) Variação nas taxas de juros de mercado.
b) Variação na classifcação de ratng de uma entdade.
c) Variação nas taxas de câmbio.
d) Variação nos preços de commodites.
e) Variação na taxa de infação.
2. A classifcação de risco (ratng) é uma opinião da agência quanto à qualidade geral de crédito de um
emissor, ou de um emissor relatvamente a um determinado ttulo de dívida ou outra obrigação fnanceira
emitda. A seguir, são apresentados os itens de avaliação das agências de ratng, exceto:
a) Número de funcionários alocados à atvidade operacional.
b) Capacidade de pagamento das obrigações fnanceiras dentro do prazo acordado.
c) Fatores que possam afetar a qualidade das obrigações emitdas pela empresa ou país.
d) Garantas dada ao credor em caso de default.
e) Qualidade geral de crédito desses emissores.
3. Conforme classifcação da Moody´s Investor Service, são considerados ttulos com classifcação de risco
grau de investmentos:
a) Aaa, Aa, A, Baa, Ba e B
b) B, Caa, Ca e C.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 57
c) Aaa, Aa, A e Baa.
d) Aaa e Aa.
e) Somente Aaa.
4. Assinale a alternatva correta:
a) As agências de classifcação de risco atribuem ratngs em escala global e ratngs em escala nacio-
nal para alguns mercados, nos quais a escala global não é adequada para capturar o risco de cré-
dito dos emissores e das emissões.
b) As agências de classifcação de risco atribuem ratngs de acordo com o padrão norte-americano,
portanto facilitando a comparação entre os diversos mercados independentemente da moeda ou
das condições de econômicas de um país específco.
c) As agências de risco são entdades ligadas às empresas emissoras e, na maioria das vezes, recebem
incentvos dos gestores para elaborarem classifcações mais subjetvas atendendo o interesse dos
gestores.
d) O ratng em escala nacional é uma opinião da agência de classifcação sobre o risco de crédito de
um emissor (ou emissão) que visa comparar diversos países.
e) As classifcações de ratng interferem apenas na determinação do prazo de uma emissão, que que
haja impactos no retorno exigido de um ttulo.
5. Assinale a alternatva correta:
a) O valor de um ttulo varia de forma independente das variações na taxa de juros.
b) O prazo de um ttulo pouco interfere em seu valor.
c) O retorno de um ttulo é determinado apenas em função de seu nível de risco.
d) O valor de um ttulo varia no mesmo sentdo que as variações no mercado de ações.
e) O valor de um ttulo varia inversamente às variações na taxa de juros que tem seu efeito reforçado
com o aumento do prazo de maturidade dos ttulos (maturity).
6. (IBA-2005) Com relação a uma NTN cujo cupom é de 6% ao ano, o mercado deseja um retorno de 9% ao
ano. Como o próximo cupom de juros vai ser pago em 6 meses, podemos afrmar:
a) A NTN será negociada ao par.
b) A NTN será negociada com ágio.
c) A NTN será negociada com deságio.
d) Ninguém vai comprar um ttulo que paga cupom de 6% ao ano quando espera um retorno de 9%
ao ano.
e) Nenhuma das respostas anteriores.
7. (IBA-2005) Baseado nas informações abaixo:
I – Se os juros aumentam, a marcação a mercado de um ttulo de renda fxa pré-fxado diminui o
seu valor.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 58
II – Se os juros caem, o preço de mercado de uma debênture diminui.
III – Se o prazo diminui e os juros se mantém, o valor de uma carteira de ttulos de renda fxa
sobe.
IV – Se o prazo diminui e os juros caem, o preço de uma LTN sobe.
Assinale a opção correta:
a) Todas as afrmações são verdadeiras.
b) Somente I e IV são verdadeiras.
c) Somente I, II e III são verdadeiras.
d) Somente I, III e IV são verdadeiras.
e) Todas são falsas.
8. Pode-se dizer que a duraton:
a) É uma media pouco útl para ttulos de renda fxa, tendo sua principal função na gestão de ttulos
de renda variável.
b) Representa o potencial de perdas derivadas da variação cambial e da variação nos preços das com-
modites.
c) Representa o total da vida útl de um ttulo, sendo apresentada em números de dias até a últma
amortzação prevista no contrato.
d) Representa o prazo médio de um ttulo ponderado por seus fuxos de caixa intermediários a valor
presente.
e) Só pode ser utlizada em ttulos do tpo zero coupom bonds.
9. A duraton representa a duração média de um ttulo de renda fxa, tomando por base três aspectos si-
multaneamente:
a) Tempo, classifcação de ratng e taxa de juros.
b) Tempo, taxa de juros e preço do ttulo.
c) Classifcação de ratng, taxa de juros e forma de amortzação.
d) Classifcação de ratng, tpo de indexador e forma de amortzação.
e) Tempo e risco de crédito.
10. São propriedades da duraton, exceto:
a) A duraton é maior quanto menor a taxa dos cupons, mantda a maturidade constante.
b) A duraton de um ttulo geralmente aumenta em função do tempo para a maturidade, mantda a
taxa do cupom constante.
c) A duraton sempre aumenta com a maturidade para ttulos vendidos ao par ou com prêmio sobre o
par.
d) A duraton aumenta em função do nível de risco e classifcação de ratng.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 59
e) Mantdos os outros fatores constantes, a duraton de um ttulo com cupons será maior quando o
yield to maturity do ttulo é menor.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 60
Capítulo 11 – Derivatvos
Discursivas
1. O que são derivatvos e onde são negociados?
No mercado de opções são negociados direitos de compra ou venda de um lote de ações, com preços e
prazos de exercício preestabelecidos. Por esses direitos, o ttular de uma opção paga um prêmio, podendo
exercê-los até a data de vencimento (no caso de opção no estlo americano) ou na data de vencimento (no
caso de opção no estlo europeu), ou revendê-los no mercado.
2. Como funciona a negociação dos derivatvos?
Quando uma série de opções tem sua negociação em pregão autorizada, permanece válida até o seu venci-
mento, embora possam ser introduzidas novas séries, com diferentes preços de exercício. As operações no
mercado de opções somente podem ser efetuadas por corretora autorizada pela Bovespa.
3. Qual o motvo de haver um mercado secundário para derivatvos e por quem é organizado?
A Bovespa organiza e disciplina o mercado secundário de opções de maneira a manter as melhores condições
para a sua negociação, bem como a criação de liquidez neste mercado. É no mercado secundário que ocor-
rem as operações de aumento e de fechamento de posição, parcial ou total, tanto de ttular como de lança-
dor.
4. Quais as garantas e por quem são efetuadas em uma transação de derivatvos para opção de compra?
Quando um aplicador assume uma posição lançadora de opções de compra, compromete-se também, con-
tratualmente, a, se designado para atender um aviso de exercício, entregar as ações-objeto a que se refere
a opção exercida contra o recebimento do preço de exercício. O cumprimento dessa obrigação do lançador
perante o sistema é garantdo pelo depósito efetuado pela corretora das próprias ações-objeto em custódia
(lançamento coberto) ou pelo depósito de margens que o lançador é obrigado a efetuar e manter nos níveis
requeridos pela CBLC (lançamento descoberto).
5. Faça um resumo dos principais termos utlizados no mercado de opções.
Conceito Defnição
Prêmio Preço da Opção: em função dos direitos adquiridos e das obrigações
assumidas no lançamento, o ttular (comprador) paga e o lançador
recebe uma quanta denominada prêmio. O prêmio, ou preço da
opção, é negociado entre comprador e lançador, por meio de seus
representantes no pregão da bolsa. Ele refete fatores como a oferta
e a demanda, o prazo de vigência da opção, a diferença entre o preço
de exercício e o preço a vista da ação-objeto, a volatlidade de preço,
bem como outras característcas da ação-objeto.
Atvo-objeto É o atvo sobre o qual a opção é lançada (ações e índices).
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 61
Mês de Vencimento É o mês em que expira a opção. Na Bovespa, os vencimentos ocorrem
nos meses pares e no mês ímpar mais próximo, na terceira segunda-
-feira do mês de vencimento.
Preço de Exercício É o preço pelo qual será exercida a opção. Os preços de exercício das
opções são determinados pela bolsa, segundo critérios por ela estabe-
lecidos.
6. Conceitue o que é operação a termo. Como funciona a liquidação desse mercado e por quem é opera-
da?
A liquidação de uma operação a termo, no vencimento do contrato ou antecipadamente, se assim o compra-
dor o desejar, implica a entrega dos ttulos pelo vendedor e o pagamento, pelo comprador, do preço estpula-
do em contrato. Essa liquidação é realizada na CBLC sob sua garanta, fscalização e controle, o que assegura
o cumprimento dos compromissos, de acordo com o que as partes envolvidas estpularam em pregão.
7. Faça um resumo dos custos de transações da operação a termo para um aplicador
Conceito Defnição
taxa de corretagem Taxa livremente negociada entre as partes e calculada sobre o valor
dos negócios executados no pregão;
taxa de registro A base de 0,012% do valor total do contrato, cobrado de cada uma
das partes
emolumentos 0,019% cobrados sobre o valor da operação
custos CBLC: Taxa de Liquidação: 0,006% sobre o volume fnanceiro, cobrado de
cada uma das partes, e Taxa de Registro: 0,028% sobre o valor fnan-
ceiro cobrado de cada uma das partes;
tributação – Imposto
de Renda
Incide sobre todas as operações, sendo que os procedimentos são di-
ferenciados para operações fnanceiras e não fnanceiras.
8. Uma empresa importadora efetuará um pagamento de US$ 1 milhão em 11/08. Em 06/08, faz uma
operação de hedge de mínima variância de dólar futuro SET3 a R$ 3,0315. Em 11/08, o dólar atngiu a co-
tação de R$ 3,0410. Dado que a razão de hedge é de 0,90 e que neste dia o valor do contrato JAN3 é de
R$ 3,0604, determine que tpo de operação deve ser realizada (compra/venda) e calcule o resultado desta
operação.
Solução:
Número ótmo de contratos = (0,90 * 1.000.000)/50.000 = 18 contratos.
Pagamento da dívida = 1.000.000 * 3,0410 = (R$ 3.041.000,00)
Resultado do Hedge = (3,0604 – 3,0315) * 18 *50.000 = R$ 26.010,00
Resultado da Operação = (R$ 3.041.000,00) + R$ 26.010,00 = (R$ 3.014.990,00)
Resposta: Resultado da Operação, (R$ 3.014.990,00).
9. Calcule o PU de um contrato futuro de DI de um dia, cotado à taxa de 11,27% a.a., sabendo que este
contrato está a 32 dias úteis do vencimento.
6926.indb 61 22/10/2012 08:44:37
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 62
Solução:
PU = 100.000/(1 + 0,1127)
32/252
= 98.653,0960
Resposta: 98.653,0960
10. Calcule a taxa anual de um contrato futuro de DI de um dia, cujo PU equivalente é de 98.225,00, a 25
dias úteis do vencimento.
Solução:
98.225 = 100.000/(1 + i)
25/252
(1+i) = 1,01807
1/0,09921
(1+i) = 1,01807
10,07963
(1+i) = 1,19783
i = 1,19783 – 1
i = 19,78% a.a.
Resposta: 19,78% a.a.
Testes
1. As operações em bolsa são efetuadas nos seguintes mercados, exceto:
a) A Vista, no qual compradores e vendedores estabelecem um preço para um lote de ações a ser en-
tregue e pago no prazo determinado, atualmente D+3.
b) A Prazo, no qual são negociados os depósitos a prazo emitdos por insttuições fnanceiras e que
possui pagamentos de rendimentos em diversos meses do ano.
c) A Termo, no qual as partes fxam um preço para a liquidação fsico-fnanceira da ação em prazo
futuro determinado.
d) De Opções de compra ou venda, no qual as partes negociam o direito de comprar/vender a ação a
preço e prazo futuro determinados.
e) Futuro, no qual ocorre a compra ou venda de ação a um preço acordado entre as partes para liqui-
dação em data futura específca.
2. São característcas do mercado a vista, exceto:
a) Os custos das operações realizadas no mercado a vista são, basicamente, a taxa de corretagem
pela intermediação, taxas de emolumentos, taxas de liquidação e as taxas de honorários e comis-
sões dos agentes postais.
b) Os preços são formados em pregão, pela dinâmica das forças de oferta e demanda de cada papel, o
que torna a cotação pratcada um indicador confável do valor que o mercado atribui às diferentes
ações.
c) São negociadas todas as ações de emissão de empresas admitdas à negociação na Bolsa, bem
como direitos e recibos de subscrição, recibos de carteira selecionada de ações e outros atvos au-
torizados pela Bovespa.
d) A realização de negócios no mercado a vista requer a intermediação de uma corretora que poderá
6926.indb 62 22/10/2012 08:44:37
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 63
executar a ordem de compra ou venda de seu cliente por meio de um de seus representantes (ope-
radores).
e) O Processo de liquidação abrange duas etapas entrega dos ttulos e liquidação fnanceira.
3. Assinale a alternatva correta:
a) Os swaps têm característcas de contratos a termo.
b) Os swaps possuem mais similaridades como contrato futuro que com o contrato a termo.
c) Os swaps possuem mais similaridades com o contrato de opções que o contrato a termo.
d) Os swaps possuem mais similaridades como contrato de opções que com o mercado de renda fxa.
e) Os swaps em nada se assemelham como contrato a termo.
4. Marque a alternatva errada:
a) Só podem existr derivatvos sobre atvos e mercadorias que possuem seu preço de negociação
livremente estabelecido pelo mercado.
b) Não existem derivatvos para Mercadorias que possuem controle de preços, onde não há risco ou
não há interesse por parte de um ou mais partcipantes o mercado.
c) Os derivatvos podem ser fnanceiros e não-fnanceiros.
d) Dentre os derivatvos fnanceiros, destacam-se: taxas e juros, moedas, ações e boi-gordo.
e) O principal objetvo dos derivatvos é que agentes econômicos possam se proteger contra riscos de
oscilações de preços, taxas de juros, variações cambiais, ou outros produtos existentes.
5. Sobre as característcas dos derivatvos, é incorreto afrmar que:
a) O instrumento derivatvo tem uma ou mais variáveis às quais se refere.
b) O instrumento derivatvo possui um ou mais valores nocionais ou provisões de pagamentos ou am-
bos.
c) O instrumento derivatvo não requer investmento inicial ou o investmento inicial requerido é re-
latvamente pequeno.
d) Sua liquidação requer encerramento das posições com pagamento em dinheiro ou encerramento
pela entrega de um atvo.
e) Prestam-se a ser referência para contratos derivatvos, mercadorias que possuem controle de pre-
ços, onde não há risco ou não há interesse por parte de um ou mais partcipantes do mercado.
6. Sobre hedgers e hedges, não se pode afrmar que:
a) São agentes econômicos que desejam se proteger dos riscos derivados das futuações adversas nos
preços de commodites, taxas de juros, moedas estrangeiras ou ações.
b) Procuram reduzir o seu risco.
c) Normalmente, sua atvidade econômica principal está diretamente relacionada com a produção ou
o consumo da mercadoria.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 64
d) O objetvo econômico do hedge é transferir o risco de preços para outro agente econômico, que
se dispõe para assumir tal risco ou por ser um outro hedge ou por conta da expectatva de retorno
sobre a posição especulatva que assume.
e) Em um exemplo de uma operação de hedge entre um cafeicultor, uma empresa de torrefação de
café e um grande supermercado, o supermercado seria o hedger, que está numa posição vendida.
7. Sobre os especuladores, não se pode afrmar que:
a) São agentes econômicos, pessoas fsicas ou jurídicas, que estão dispostos a assumir os riscos das
variações de preços, motvados pelas possibilidades de ganhos fnanceiros.
b) Sua presença no mercado é indispensável, pois são eles quem se dispõem a assumir os riscos dos
hedgers.
c) Os especuladores projetam os preços, ou seja, eles formam a expectatva dos preços dos bens.
d) Os mercados futuros estmulam a partcipação dos especuladores, pois sem eles as duas funções
econômicas básicas dos mercados futuros – transparência de riscos e visibilidade de preços – na
prátca fcariam inviabilizadas.
e) Provocam distorções artfciais nos preços dos contratos para auferir ganhos fáceis, geralmente
assumindo posição simultânea no derivatvo e no atvo-subjacente.
8. Qual das alternatvas abaixo não indica uma diferença verdadeira entre contratos a termo e futuro:
a) Enquanto mercado a termo pode ser negociado antes do vencimento o mercado a termo não pode
ser negociado;
b) O contrato de futuro é negociado na bolsa de mercados e futuros diferentemente do contrato a
termo que é negociado pelas partes envolvidas;
c) O contrato a termo não pode ser negociado antes do vencimento diferente do contrato de futuro;
d) O objetvo do contrato de futuros é a proteção contra variações nos preços e especulação sem que
haja na maioria das vezes transferência das mercadorias enquanto o contrato a termo é a proteção
contra variações nos preços, normalmente com entrega do produto contratado;
e) Em ambos os contratos sempre são exigidos alto padrão de credibilidade.
9. Abaixo estão especifcados mecanismos de proteção da clearing. Qual alternatva não indica uma afr-
matva correta sobre os mecanismos utlizados para proteção:
a) Marcação a mercado das posições em aberto;
b) Ajuste apenas no fnal do contrato, para minimizar as perdas.
c) Estabelecimento de Margens Iniciais de Garanta, calculadas sobre oscilações máximas;
d) Estabelecimento de limites de oscilação de mercado;
e) Limites de concentração de posições abertas;
10. Um comprador de uma opção PUT fechou com um lançador um preço de exercício para certa ação no
valor de R$ 36,00, com um prêmio de R$ 3,00. No momento de exercer ou não a opção, o preço da ação,
no mercado à vista, estava custando R$ 37,00. Marque a alternatva errada.
6926.indb 64 22/10/2012 08:44:37
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 65
a) O lançador recebeu o prêmio de R$ 3,00, pois não importa se o ttular exerça a opção ou não.
b) O ttular não exerceu a opção, pois no mercado a vista o preço estava maior do que o preço de
exercício.
c) O comprador da put espera que o preço caia o mais baixo possível.
d) O lançador amargou um prejuízo total de R$ 4,00 por não ter exercido a opção.
e) O comprador, caso exerça a opção ou não, tem uma despesa de R$ 3,00.
6926.indb 65 22/10/2012 08:44:37
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 66
Capítulo 12 – Fundos e Clubes de Investmento
Discursivas
1. O que são os FIDCs (Fundo de Investmento em Direitos Creditórios) e onde são negociadas as suas co-
tas?
O fundo de investmento em direitos creditórios – FIDC – é um fundo de recebíveis que potencializa a secu-
ritzação de carteiras de fnanciamentos como uma alternatva de captação de recursos junto a investdores
insttucionais. Esse fundo é composto por parcela considerável de direitos creditórios. O FDIC é uma alter-
natva à securitzação de recebíveis usual com a vantagem de ter menor custo. São em geral negociados no
mercado primário de ttulos e valores mobiliários porém, somente poderão receber aplicações, bem como
ter cotas negociadas no mercado secundário, quando o subscritor ou o adquirente das cotas for investdor
qualifcado.
2. Com quantos membros é permitdo se formar um clube de investmentos?
Clube de investmento é um condomínio de pessoas fsicas, cujo objetvo é a reunião de poupança para apli-
cação conjunta em ttulos e valores mobiliários, usufruindo de vantagens, tais como redução do custo de
corretagem e diversifcação da carteira. Formado no mínimo por 3 membros e máximo de 150. Não há limite
de números de pessoas quando o clube é formado por membros de classe, exemplo Clube de Investmento
da Força Sindical.
3. O que é taxa de performance?
É uma taxa ligada ao desempenho do fundo. Sempre que um fundo superar um indexador utlizado como
referência, cobra-se um percentual entre o que o fundo rendeu e o “benchmark” estabelecido.
4. O que é um Fundo de Ações?
É um fundo que tem como objetvo o maior retorno possível, mediante a aplicação em uma carteira compos-
ta de no mínimo 67% de ações negociadas no mercado à vista, em bolsa de valores ou balcão organizado.
5. O que é um clube de investmentos?
É um tpo de aplicação fnanceira criada por um grupo de pessoas fsicas que desejam investr seu dinheiro
em ações. Pode ser criado por profssionais do mesmo ramo ou por pessoas que têm um objetvo em co-
mum.
6. O que são os fundos referenciados?
São fundos que buscam acompanhar o desempenho de algum tpo de indicador de referência, como por
exemplo: DI, Selic ou IGP-M.
7. O que são cotas de um fundo de investmento?
É um determinado valor que o investdor precisa disponibilizar para fazer a aplicação fnanceira.
8. O que você entende por um Fundo de Investmento?
Um fundo de investmento é consttuído por investdores que depositam recursos em conjunto com outros
investdores, visando um objetvo comum.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 67
9. Do que consiste o “come-cotas”?
Consiste em reduzir a quantdade de cotas da cada contribuinte em valor correspondente ao imposto devido.
10. Qual a classifcação dos fundos de investmento e sua composição?
Fundo de curto prazo deve aplicar exclusivamente seus recursos em ttulos públicos federais ou privados pre-
fxados ou indexados a uma taxa de juros ou indexados.
Fundo referenciado devem identfcar em sua denominação o seu indicador de desempenho, benchmark,
função da estrutura dos atvos fnanceiros integrantes das respectvas carteiras deve ser composto por 80%,
no mínimo, de seu patrimônio líquido representado, isolada ou cumulatvamente, por ttulos de emissão do
Tesouro Nacional e/ou do Banco Central do Brasil; e ttulos e valores mobiliários de renda fxa cujo emissor
esteja classifcado na categoria baixo risco de crédito ou equivalente, com certfcação por agência de classif-
cação de risco localizada no País.
Fundo de Renda Fixa: os fundos classifcados nessa classe devem possuir, no mínimo, 80% da carteira em
atvos relacionados diretamente, ou sintetzados via derivatvos, aos principais fatores de risco da carteira.
Fundo de Ações: os fundos classifcados nessa classe devem possuir, no mínimo, 67% da carteira composta
por ações admitdas à negociação no mercado à vista de bolsa de valores ou entdade do mercado de bal-
cão organizado, bônus ou recibos de subscrição, quotas de fundos de ações, quotas de fundos de índices de
ações e BDRs, níveis II e III
Fundo Cambial: os fundos classifcados nessa classe devem possuir, no mínimo, 80% da carteira em atvos
relacionados diretamente, ou sintetzados via derivatvos, aos principais fatores de risco da carteira.
Fundo de Dívida Externa: os fundos classifcados nessa classe devem aplicar no mínimo, 80% de seu patri-
mônio líquido em ttulos representatvos da dívida externa de responsabilidade da União, os quais devem
ser mantdos no exterior em conta de custódia, no Sistema Euroclear ou na LuxClear – Central Securites De-
positary of Luxembourg (CEDEL); e no máximo, 20% de seu patrimônio líquido em outros ttulos de crédito
transacionados no mercado internacional, os quais devem ser custodiados em entdades habilitadas a prestar
esse serviço pela autoridade local competente.
Fundo Multmercado: os fundos classifcados nessa classe devem possuir polítcas de investmento que en-
volvam vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator em especial ou em
fatores diferentes das demais classes defnidas anteriormente.
Fundo de Investmento para Investdores Qualifcados: são fundos de investmentos consttuídos e destna-
dos exclusivamente a investdores qualifcados. Os empregados ou sócios das insttuições administradoras ou
gestoras do fundo podem ser admitdos como quotstas, desde que expressamente autorizados pelo diretor
responsável da insttuição perante a CVM.
Testes
1. Em um fundo de investmento:
a) A rentabilidade da cota é igual para todos os investdores.
b) Os valores das cotas podem ser diferentes para diversos investdores, dependendo do valor aplicado.
c) Não existe um valor de cota, existe um valor de investmento.
d) Cada cotsta pode determinar como gostaria de ter seu dinheiro aplicado.
e) Dependerá da entrada do cotsta no fundo
6926.indb 67 22/10/2012 08:44:37
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 68
2. O que são “disclaimers”?
a) São as aberturas e detalhamentos dos ttulos que compõem os fundos de investmentos aos cots-
tas.
b) São os prospectos e os regulamentos de um fundo de investmentos, que devem ser assinados pe-
los cotstas.
c) São os detalhamentos sobre as aptdões do administrador do fundo de investmentos, que devem
ser conhecidas e aprovadas pelos cotstas.
d) São regras que asseguram que o investdor receba todas as informações importantes e relevantes
para uma decisão de investmento, evitando desta forma eventuais acusações de fraude ou má-fé
na negociação.
e) É a classifcação de um fundo de investmento
3. “A meta determinará o risco do fundo”. Esta afrmação:
a) É sempre verdadeira, pois dependendo do objetvo do fundo, serão adquiridos atvos fnanceiros de
vários graus de risco, cuja composição deve constar no prospecto.
b) Nem sempre é verdadeira, pois existe diversifcação dos papéis.
c) Não é verdadeira, pois meta e risco são duas coisas diferentes, principalmente quando se trata de
fundos de investmento.
d) Pode ou não ser verdadeira. Nem sempre a meta é atngida e nem sempre o fundo é de risco.
e) Sempre falsa, pois o risco é determinado pelo mercado
4. Nos fundos atvos:
a) O objetvo é acompanhar (replicar) um índice de referência.
b) O objetvo é superar um índice de referência.
c) O objetvo é diversifcar o máximo possível à carteira de atvos.
d) O objetvo é fcar abaixo de um índice de referência
e) O objetvo é não utlizar um índice de referência.
5. Nos fundos passivos:
a) O objetvo é acompanhar (replicar) um índice de referência.
b) O objetvo é superar um índice de referência.
c) O objetvo é diversifcar o máximo possível à carteira de atvos.
d) O objetvo é fcar abaixo de um índice de referência
e) O objetvo é não utlizar um índice de referência.
6. O Fundo Cambial é:
a) Um fundo consttuído sob a forma de condomínio fechado, onde os cotstas determinam em que
tpos de moedas o fundo deve aplicar.
6926.indb 68 22/10/2012 08:44:37
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 69
b) É um fundo consttuído sob a forma de condomínio aberto, e seus recursos destnam-se à aplicação
em apenas dois tpos de moedas.
c) É um tpo de fundo onde é exigido que, no mínimo, 80% da carteira esteja relacionada diretamente
ou através de derivatvos, à variação de preços de moeda estrangeira.
d) É um fundo consttuído sob a forma de condomínio aberto. A carteira é diversifcada, entre os
quais existem moedas, ttulos públicos, derivatvos, opções e até 80% de ações.
e) 100% do patrimônio líquido deve ser aplicado em ttulos representatvos da dívida externa de res-
ponsabilidade da União.
7. Em um Fundo de Dívida Externa:
a) No mínimo, 80% de seu patrimônio líquido seja aplicado em ttulos representatvos da dívida exter-
na de responsabilidade da União.
b) Poderão ser utlizados ttulos das dívidas externas dos Estados e Municípios.
c) O investdor não precisa se preocupar com o risco, pois os ttulos do Governo têm risco zero.
d) 100% do patrimônio líquido deve ser aplicado em ttulos representatvos da dívida externa de res-
ponsabilidade da União.
e) Devem possuir no mínimo em atvos relacionados diretamente ou sintetzados via derivatvos
8. Que tpo de fundo tem como exigência 80% da carteira (no mínimo) relacionada à variação da taxa de
juros doméstca ou índice de infação?
a) Os fundos referenciados.
b) Os fundos multmercados.
c) Os fundos exclusivos.
d) Fundo de Ações
e) Os fundos de renda fxa.
9. Em um fundo aberto:
a) A liquidez das cotas é imediata.
b) A rentabilidade esta pré-defnida.
c) A liquidez das cotas é imediata e a rentabilidade esta pré-defnida.
d) A liquidez das cotas normalmente está vinculada a um prazo pré-determinado.
e) A liquidez depende do fundo
10. (IBA-2008) Um fundo de investmento tem 100% do PL investdo em ttulos pré-fxados. Nesse caso, é
correto afrmar, sobre as cotas do fundo, que:
a) Se a curva de juros usada para marcar a mercado os ttulos apresentar um deslocamento para
cima, a cota do fundo marcada a mercado subirá na mesma proporção;
b) Se a curva de juros usada para marcar a mercado dos ttulos apresentar um deslocamento para
6926.indb 69 22/10/2012 08:44:37
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 70
cima, a cota do fundo marcada a mercado cairá;
c) Se a curva de juros usada para marcar a mercado os ttulos apresentar um deslocamento para bai-
xo, a cota do fundo marcada a mercado cairá na mesma proporção;
d) Título pré-fxado tem uma taxa de juros previamente conhecida. Como todos os ttulos do fundo
são pré-fxados, o valor de mercado deles não é sensível a movimentações na curva de juros, já
que as taxas são previamente conhecidas, portanto a cota marcada a mercado não apresentará
variação;
e) Quando ttulos pré-fxados são marcados a mercado não há variação nos seus preços e, portanto,
as cotas do fundo também não sofrem variação.
6926.indb 70 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 71
Capítulo 13 – Operação de Leasing – Arrendamento Mercantl
Discursivas
1. Conceitue a operação de leasing.
O arrendamento mercantl é representado por um contrato no qual uma empresa cede a terceiros o direito
de usar bens de sua propriedade durante um período determinado. Tais bens devem ser entendidos em seu
sentdo amplo, caracterizando-se por imóveis, automóveis, máquinas, equipamentos, etc.
2. Quem são os integrantes da operação de leasing?
Os intervenientes que integram uma operação de arrendamento mercantl são o arrendador, o arrendatário
e o fornecedor. O arrendador adquire o bem do fornecedor e a entrega é feita ao arrendatário. O arrendador
é o legitmo proprietário do bem, bem este que foi adquirido segundo especifcações do arrendatário que o
utliza mediante pagamento de contraprestações.
3. Quais são os aspectos fscais da operação de leasing?
Os aspectos fscais são:
Imposto de Renda na arrendadora e arrendatária: o valor das contraprestações na arrendadora é considera-
do receita operacional tributável e na arrendatária é despesa operacional dedutvel.
Depreciação acelerada dos bens na arrendadora: no cálculo da quota de depreciação do bem sujeito a arren-
damento mercantl, o prazo de sua vida útl poderá ser reduzido em 30%. Tal depreciação acelerada, contudo,
aplica-se exclusivamente à operação de arrendamento mercantl que tenha como arrendatária pessoa jurídi-
ca e seja contratada por prazo equivalente a, no mínimo, 40% do prazo de vida útl normal do bem arrenda-
do.
Imposto sobre Produtos Industrializados: o IPI incide sobre alguns bens destnados ao arrendamento mercan-
tl. Nesses casos devem integrar o custo do bem e ser atvado no imobilizado da arrendadora.
Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis: o ITBI incide nas empresas arrendadoras e arrendatárias em se
tratando de imóveis.
Imposto Sobre Serviços: o ISS incide sobre as prestações de arrendamento mercantl e integram o valor das
contraprestações efetuadas pela arrendatária.
4. Cite, pelo menos, 5 vantagens da operação de leasing.
• Aspecto tributário da operação – depreciação acelerada.
• Opção de fcar com o bem ou devolvê-lo no fnal do contrato.
• Forma alternatva de fnanciamento das operações.
• Prazos maiores para operação.
• Não atvação do bem na arrendatária.
5. Quais as diferenças entre o leasing operacional e o leasing fnanceiro?
Leasing operacional (Brasil)
• Valor presente dos recebimentos do contrato £ 90% do custo do bem na data da operação
6926.indb 71 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 72
• A recuperação do investmento não é possível em um único contrato
• “Opção de Compra” = Valor de mercado (obrigatório)
• Risco associado ao bem é da empresa de leasing
• Não pode haver cobrança de Valor Residual Garantdo
• Prazo contrato £ 75% do prazo de vida útl econômica
• Essência econômica – Locação
Leasing fnanceiro (Brasil)
• “Opção de Compra” por valor pré-estabelecido
• Existência de cláusula de Valor Residual Garantdo
• Possibilidade de pagamento de valor residual durante o prazo do contrato (sem caracterizar a op-
ção de compra)
• Essência econômica – Financiamento
6. Para que um contrato de Arrendamento Mercantl se confgure como tal, quais as especifcações míni-
mas a serem determinadas contratualmente?
• Descrição dos bens que consttuem o objeto do contrato.
• Valor das contraprestações a que a empresa arrendatária fca sujeita e a forma de seu pagamento
por períodos, não superiores a um semestre..
• Prazo de vencimento do contrato de arrendamento.
• Direito da empresa arrendatária de, no vencimento do contrato, optar pela devolução do bem,
renovação do contrato ou aquisição dos bens.
• O critério para reajuste do valor da contraprestação.
• Concessão à arrendatária de opção de compra do bem arrendado devendo ser estabelecido o pre-
ço para o seu exercício
• Despesas e encargos adicionais que fcam por conta da arrendatária ou da arrendadora.
• As demais responsabilidades adicionais que vierem as ser convencionadas.
• Condições para renovação do contrato.
• Faculdade de vistoriar os bens objeto de arrendamento e exigências quanto à preservação dos bens.
7. Quais as fontes de recursos podem ser envolvidas na operação de leasing
• capital próprio;
• emissão de ttulos e valores mobiliários:
  − debêntures;
  − commercial paper;
6926.indb 72 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 73
  − certfcados de depósito interbancário;
  − notes e bonds (no exterior);
• empréstmos:
  − empréstmos com bancos externos;
  − empréstmos com bancos nacionais;
  − repasses de insttuições ofciais (Finame);
• cessão de créditos e de direitos creditórios;
• fnanciamento:
  − direto por fornecedores;
  − automátca em operações de Vendor;
  − por meio de consórcios.
8. Quais as principais vantagens apresentadas pela opção de arrendamento em relação a outros tpos de
fnanciamento?
o fnanciamento do bem pelo seu valor total, inclusive com inclusão de todas as despesas necessárias ao seu
funcionamento; isto ocorre por causa da não-transferência da propriedade. No caso de hipotecas, os bancos
geralmente limitam o fnanciamento a uma percentagem do valor do bem;
por conta dos arranjos contratuais, a operação leva a menores riscos, gerando, por conseqüência, um espera-
do menor custo de capital;
este processo de arrendamento tende a produzir maior transparência que as operações de fnanciamento ou
aluguel, além de vantagens fscais automátcas; isto também traz expectatvas de menor custo de capital;
os prazos de pagamento são associados ao uso do bem e não ao funding do fnanciador, melhorando a ges-
tão de tesouraria das empresas e, por últmo, espera-se uma posição privilegiada da arrendadora frente a
outros fnanciadores em caso de falência, novamente se esperando menor custo de capital.
9. Qual o motvo do seguro, na maioria dos casos, ser requisitado na operação de leasing? Sobre quem irá
recair as despesas com seguros.
O seguro raramente é dispensado, pois qualquer processo que envolva danos a terceiros poderá envolver a
arrendadora que detém a propriedade do bem, embora conste em contrato que a responsabilidade seja da
arrendatária. As despesas com seguros irão recair sobre a arrendatária do contrato de leasing.
10. Existe a possibilidade de rescisão de contrato de leasing?
O contrato de arrendamento não pode ser rescindido pela cláusula da irretratabilidade, entretanto, pode
ocorrer a rescisão no caso de falecimento (arrendatária pessoa fsica), furto ou roubo do bem, sinistro com
perda total ou parcial do bem e mudança do objeto social da arrendatária.
6926.indb 73 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 74
Testes
1. Leia as seguintes afrmatvas sobre Leasing:
I – Leasing Operacional é uma operação de fnanciamento sob a forma de locação partcular, de
médio a longo prazo, com base em um contrato, de bens móveis ou imóveis,em que intervêm
uma empresa de leasing (arrendador), a empresa produtora do bem objeto do contrato (forne-
cedor) e a empresa que necessita utlizá-lo (arrendatária).
II – Leasing Financeiro é a operação, regida por contrato, pratcada diretamente entre o produ-
tor de bens (arrendador) e seus usuários (arrendatários), podendo o arrendador fcar responsá-
vel pela manutenção do bem arrendado ou por qualquer outro tpo de assistência técnica que
seja necessária para seu perfeito funcionamento.
III – O contrato de leasing fnanceiro, por ter um prazo mínimo defnido pelo BACEN, não per-
mite a sua quitação antes desse prazo. O direito de opção de compra do bem só é adquirido ao
fnal do prazo de arrendamento.
Estão Corretas:
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
2. Calcule o valor do ajuste a valor presente da carteira de arrendamentos, considerando os dados a se-
guir:
I – Arrendamentos a Receber – R$ 20.000,00
II – Rendas a apropriar de arrendamentos – R$ 20.000,00
III – Bens Arrendados – R$ 17.000,00
IV – Depreciação Acumulada – R$ 500,00
V – Valor presente da carteira de arrendamento: R$ 15.000,00
a) Superveniência de R$ 16.500,00.
b) Insufciência de R$ 15.000,00.
c) Superveniência de R$ 1.500,00.
d) Insufciência de R$ 1.500,00.
e) nda.
6926.indb 74 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 75
3. O banco múltplo LSG realiza, dentre outras operações de crédito, arrendamento de veículos a terceiros,
sob a modalidade de Leasing Financeiro. É correto afrmar que os bens objetos do arrendamento a tercei-
ros deve ser contabilizado na Insttuição Financeira:
a) No atvo realizável a longo prazo.
b) No atvo imobilizado.
c) No atvo circulante.
d) No atvo circulante e no realizável a longo prazo, de acordo com os prazos das parcelas que faltam
receber.
e) Somente em notas explicatvas, pois este bem pertence à arrendatária e, portanto, não pertence à
arrendadora.
4. Qual o valor presente da carteira de arrendamentos, considerando os dados a seguir:
  − Arrendamentos a Receber - $ 40.000,00
  − Rendas a Apropriar de Arrendamentos - $ 40.000,00
  − Bens Arrendados - $ 20.000,00
  − Depreciação Acumulada - $ 2.000,00
  − Valor Presente da Carteira de Arrendamento - $ 1.000,00
a) Superveniência de $ 17.000,00.
b) Insufciência de $ 18.000,00.
c) Insufciência de $ 17.000,00.
d) Superveniência de $ 1.000,00.
e) Insufciência de $ 1.000,00.
5. (Banco do Brasil - 2010) O arrendamento mercantl (leasing) é uma operação com característcas legais
próprias, como
a) Destnação exclusivamente à pessoa jurídica.
b) Cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras - IOF.
c) Cessão do uso de um bem, por determinado prazo, mediante condições contratadas entre arrenda-
dor e arrendatário.
d) Prazo mínimo de arrendamento de três anos para bens com vida útl de até cinco anos.
e) Aquisição obrigatória do bem pelo arrendatário ao fnal do prazo do contrato.
6. (CETES - 2009) A modalidade conhecida como arrendamento mercantl ou leasing envolve o cliente (ar-
rendatário) e a empresa de leasing (arrendador) e, dependendo do contrato, o cliente, ao encerramento do
prazo contratual, poderá exercer o direito de compra do bem em pauta. Assinale a alternatva que aponta,
corretamente, uma vantagem dessa modalidade.
a) O arrendatário pode depreciar o bem e, consequentemente, aproveitar os benefcios tributários.
6926.indb 75 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 76
b) O risco de obsolescência do bem é do arrendador.
c) Usar o valor residual que normalmente o bem terá ao término do contrato.
d) Os pagamentos efetuados a ttulo de aluguel são dedutveis como despesas do exercício, com refe-
xos na liquidez da empresa.
e) Alterações e melhorias no bem não necessitam de aprovação do arrendador.
7. (CAIXA - 2008) O leasing, também denominado arrendamento mercantl, é uma operação em que o
proprietário de um bem móvel ou imóvel cede a terceiro o uso desse bem por prazo determinado, rece-
bendo em troca uma contraprestação. Em relação às operações de leasing analise as afrmações a seguir.
I – Ao fnal do contrato de leasing, o arrendatário tem a opção de comprar o bem por valor pre-
viamente contratado.
II – O leasing fnanceiro ocorre quando uma empresa vende determinado bem de sua proprieda-
de e o aluga imediatamente, sem perder sua posse.
III – O leasing operacional assemelha-se a um aluguel, e é efetuado geralmente pelas próprias
empresas fabricantes de bens, com prazo mínimo de arrendamento de 90 dias.
IV – Uma das vantagens do leasing é que, durante o contrato, os bens arrendados fazem parte
do Atvo da empresa, agregando valor patrimonial.
V – O contrato de leasing tem prazo mínimo defnido pelo Banco Central. Em face disso, não é
possível a “quitação” da operação antes desse prazo.
Estão corretas APENAS as afrmações
a) I, III e V
b) I, IV e V
c) II, IV e V
d) I, II, III e IV
e) II, III, IV e V
8.  (BND - 2004) A operação de Leasing é uma operação de crédito, considerada um aluguel de equipa-
mentos por um período estabelecido, com algumas característcas especiais. Em relação a essa operação,
analise as afrmações de I a IV:
I – o Leasing, ou arrendamento mercantl, é uma operação em que o cliente pode fazer uso de
um bem sem necessariamente tê-lo comprado;
II – a operação de Leasing é destnada apenas para pessoas jurídicas do setor industrial;
III – caso o cliente deseje adquirir o bem defnitvamente deverá pagar o valor residual defnido
entre as partes no início do contrato;
IV – os contratos de Leasing são feitos por tempo indeterminado.
Marque a alternatva CORRETA:
a) São verdadeiros os itens I e II.
6926.indb 76 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 77
b) São verdadeiros os itens I, III e IV.
c) São verdadeiros os itens I e III.
d) São verdadeiros os itens III e IV.
e) Apenas o item III é verdadeiro.
9. (Banco do Brasil - 2006) Analise: O princípio básico do I é o de que o lucro vem da II de um bem e não
da sua III .
Preenchem correta e respectvamente as lacunas I, II e III acima:
a) Leasing utlização propriedade
b) Vendor fabricação venda
c) Crédito direto ao consumidor utlização compra
d) Cheque especial aquisição fabricação
e) Compror utlização compra
10. (Banco do Brasil - 2010) A empresa XYZW frmou um contrato de leasing fnanceiro de uma máquina.
Caso queira adquirir essa máquina ao término do contrato, deverá pagar à empresa de leasing:
a) O Valor de Mercado da máquina deduzido das contraprestações desembolsadas no período do con-
trato.
b) O Valor da Depreciação acumulada do bem.
c) 10% da soma das contraprestações desembolsadas no período do contrato.
d) O Valor de Mercado da máquina.
e) O Valor Residual Garantdo.
6926.indb 77 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 78
Capítulo 14 - Factoring
Discursivas
1. Conceitue a atvidade de Factoring.
A atvidade de factoring, ou fomento mercantl, pode ser caracterizada como uma forma de fnanciamento
comercial no qual um pequeno comerciante, que encontra difculdades para um fnanciamento convencional,
vende suas faturas a uma sociedade de fomento mercantl, mediante um desconto sobre o valor de face. As-
sim, para ver seu capital de giro incrementado, o comerciante não precisa esperar que suas duplicatas sejam
pagas, evitando um período de, por exemplo, 60 dias para receber os valores relatvos às vendas realizadas a
prazo.
2. Quais as diferenças entre a atvidade bancária e a atvidade de Factoring?
A atvidade bancária é de captar recurso de terceiros e repassá-los a tomadores de empréstmo. No entanto
uma empresa de factoring presta serviços contnuos de apoio, compra os direitos creditórios gerados pela
empresa-cliente nas vendas a prazo, em caráter defnitvo, tomando para si todos os riscos do crédito, dessa
forma às agências de factoring são entdades mercants e são proibidas de pratcar operações privatvas das
insttuições fnanceiras. Resumindo temos:
Bancária Factoring
Capta e empresta recursos (intermediação). Não capta recursos, presta serviços e compra
créditos.
Empresta dinheiro e há direito de regresso. Serviços não creditcios à disposição do clien-
te.
Cobra juros. Compra à vista (fator), créditos gerados pelo
cliente pró-soluto.
Utliza-se do spread. Utliza-se do fator.
IR/CSLL. ISS e IR/CSLL.
3. Quais foram as intervenções do BACEN nas atvidades de Factoring e por quê?
O Bacen em 1988 por meio da Circular nº 1.359 passou a exigir das empresas de factoring que estas provem
que não agem como insttuições fnanceiras, isso porque muitas empresas estavam distorcendo a atvidade
mercantl de prestação de serviços e de compra de direitos creditórios. Dessa forma o Bacen procurou por
meio da Circular nº 1.359/88 procurou reiterar que pessoas fsicas e jurídicas que realizem factoring de forma
inadequada, assemelhando-o à atvidade privatva de insttuições fnanceiras fcam sujeitas à pena cabível.
4. Quais os benefcios para as empresa que se utlizam do Factoring?
A atvidade genuína de factoring é uma alternatva de grande valor para as pequenas e médias empresas e
para pessoas com situação fnanceira difcil, que podem contar com serviços profssionais de gestão de seus
créditos e riscos, além da antecipação dos créditos, o que lhes permite maior poder de barganha junto aos
fornecedores e melhor fuxo de caixa. Assim, pode-se simplifcar os benefcios conforme abaixo:
• simplifcação na obtenção de capital de giro para as empresas
• redução dos custos operacionais
• recebimento antecipado dos créditos (aumento da liquidez)
6926.indb 78 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 79
• garanta pelo inadimplemento do devedor
• auxílio a empresas em difculdades econômicas
• simplifcação dos serviços contábeis
• Há garanta de segurança nas transações, inclusive, no mercado externo, posto que os pagamen-
tos não são mais problema do produtor ou comerciante
• a terceirização dos serviços relacionados aos créditos, envolvendo todas as tarefas, leva a dar mais
liberdade à empresa em concentrar suas energias e preocupações no setor produtvo.
5. Quais são as modalidades de Factoring existentes?
Além do conventonal factoring, existem o maturity factoring, o trustee, o export factoring e o factoring
matéria-prima. Cada uma dessas espécies, apesar de não possuírem todas as característcas do factoring,
com exceção do convencional, possuem nítidos traços deste instituto, ora privilegiando seu aspecto de
adquirente de créditos, ora de prestador de serviços.
6. Cite benefcios que o fomento mercantl, ou Factoring, possibilita.
O fomento mercantl, pratcado dentro da legalidade, pode oferecer benefcios para a empresa cliente, ca-
bendo destacar os seguintes:
a) parceria: aconselhamento ao empresário em suas decisões importantes e estratégicas, além do
apoio às suas atvidades rotneiras;
b) eliminação de seu endividamento;
c) melhora da compettvidade no ramo de negócio e racionalização dos custos, permitndo-lhe apri-
morar a produção e as vendas.
7. Dentre os benefcios apresentados pelas Factorings, quais as vantagens observadas?
Dentro desses benefcios, observam-se as seguintes vantagens: dinheiro em caixa para movimentação dos
negócios; assessoria administratva; compra de matéria-prima; administração do caixa; assessoria contábil;
cobrança de contas e outros serviços para os quais tenha preparo e competência, no sentdo de contribuir
com a atvidade mercantl da empresa-cliente.
8. Conceitue o conventonal Factoring?
Também chamado de tradicional, ou de old line factoring, é o fomento mercantl propriamente dito. Abrange
todos os aspectos já vistos, de prestação de serviços, destacando-se pelo adiantamento de valores a comer-
ciantes que realizam vendas a prazo. Também é marcado pela garanta que oferece ao comerciante, já que,
ao adquirirem os créditos, mediante endosso ou cessão, arcam com a possibilidade de inadimplência do
sacado ou devedor, não havendo direito de regresso contra a empresa cedente dos créditos, exceto quanto
a vícios do crédito em si, quanto à sua existência ou validade. Nesta espécie, existe a compra e venda de di-
reitos futuros, passando a factoring a ser a legítma detentora dos créditos que adquiriu, podendo exigi-los
na data de seu vencimento, bem como se valer de qualquer medida necessária para obter o pagamento. É
a espécie maciçamente mais utlizada, sendo, também por isso, a mais estudada. Ao falar em factoring, ne-
cessariamente a imagem que se faz é desta modalidade, pois foi desta maneira que este insttuto se desen-
volveu e repercutu em todo o mundo. Foi com estas característcas que o factoring surgiu e foi difundido e é
reconhecido como prátca comercial.
6926.indb 79 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 80
9. Como se dá as relações de compra e venda mercantl.
No contrato de fomento mercantl, a empresa comercial ou de serviços literalmente vende seus créditos
à factoring, e esta os adquire, pagando-os a vista, passando a ser a legítma detentora do ttulo. Aqui apa-
rece um ponto fundamental a ser destacado quanto a este tpo de contrato, que é a vedação do direito de
regresso da factoring contra a empresa que lhe cedeu os créditos, em caso de inadimplência do devedor. O
risco assumido do não-pagamento do terceiro é, portanto, inerente a esta atvidade. No entanto, responde a
empresa que cedeu os créditos em caso de inexistência, nulidade ou vício do crédito, que lhe impossibilite o
pagamento.
10. Além das duplicatas qual outro ttulo é de grande aceitação para as empresas de Factoring.
Cabe observar que, além das duplicatas, outra modalidade de recebível de grande aceitação pelas empresas
de factoring são os cheques pré-datados. Embora a Lei nº 7.357, de 2 de setembro de 1985 (Lei do Cheque),
no seu art. 32, estabeleça que o cheque é uma ordem de pagamento a vista, o acórdão do Superior Tribunal
de Justça julgou procedente ação de indenização movida por partcular contra uma sociedade comercial,
que descontou cheque pré-datado antes da data previamente estpulada. Esta decisão sacramentou o que na
prátca representa uma das principais modalidades de parcelamento de débito nas transações comerciais no
nosso país e, conseqüentemente, de recebíveis na mão das médias e pequenas empresas.
Testes
1. Assinale a alternatva correta sobre factoring no Brasil:
a) A factoring realiza intermediação de recursos de terceiros.
b) A remuneração da factoring é derivada da cobrança de juros com base no valor de face de ttulos
comerciais.
c) O risco da factoring está associado à capacidade de pagamento da empresa comercial de relaciona-
mento.
d) O direito de regresso que possui a factoring é um meio de minimizar seu risco.
e) Nenhuma das alternatvas anteriores.
2. São recursos fnanceiros passíveis de serem utlizados pelas factorings no Brasil, exceto:
a) Recursos próprios.
b) Empréstmo bancários.
c) Letras de Câmbio.
d) Recursos de empresas coligadas
e) Lucros de exercícios anteriores
3. A defnição do fator, na atvidade de fomento mercantl, depende de alguns aspectos, exceto:
a) Custo de funding das empresas de factoring.
b) Despesas administratvas e de cobrança da empresa de factoring.
c) Impostos.
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Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 81
d) Valor do Patrimônio Líquido Esperado da empresa de Fomento Mercantl.
e) Margem de lucratvidade esperada.
4. Qual o principal funding das empresas de fomento mercantl no Brasil?
a) Através de emissão de debêntures.
b) Através de emissão de Commercial Paper.
c) Através de linhas de crédito bancário.
d) Através de emissão de Bonds.
e) Através de letras hipotecárias.
5. Analise afrmatvas abaixo sobre Factoring:
I – Uma operação de factoring consiste na aquisição de direitos creditórios resultantes de vendas
mercants a prazo;
II – Os ttulos de crédito descontados por meio do factoring servem como garanta da operação,
caso o sacador não realize o pagamento da dívida no prazo e na forma combinados;
III – O risco de crédito dos ttulos que são objeto das operações de factoring é de responsabilida-
de da empresa vendedora;
IV – Há incidência de IOF sobre os juros pagos em uma operação de factoring.
É correto o que consta em:
a) I, apenas.
b) I, II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) II, III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
6. Marque a alternatva correta. Um grupo estrangeiro para consttuir uma empresa de factoring depende
de:
a) Autorização do Banco Central, pois neste caso se equipara a uma insttuição fnanceira.
b) Não há necessidade de qualquer autorização governamental, a não ser da SUSEP.
c) Autorização dos órgãos competentes, que devem observar a legislação aplicada ao ingresso de
capital estrangeiro;
d) Não pode se consttuída, ainda, no Brasil uma empresa de factoring com controle estrangeiro.
e) Nenhuma das alternatvas
7. Marque a alternatva correta. As operações de factoring podem ser realizadas:
a) Somente por empresas de micro, pequeno e médio porte.
6926.indb 81 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 82
b) Somente para pessoas fsicas que não exerçam atvidades liberais;
c) Para toda e qualquer empresa e para pessoas fsicas que exerçam atvidades comerciais, inclusive
liberais;
d) Para toda e qualquer empresa, com exceção apenas daquelas que se dediquem à atvidade agrope-
cuária.
e) Nenhuma
8. Nas assertvas abaixo, preencha com a letra “B” quando for atvidade bancária, e com letra “F” para a
atvidade de Factoring:
a) ( B ) Realiza a intermediação Financeira, com captação e aplicação de recursos de terceiros.
b) ( B ) Utliza recursos da poupança popular.
c) ( F ) Utliza-se de recursos próprios para realizar atvidade.
d) ( F ) Ganha sua remuneração na compra, a um valor menor, de um bem móvel (créditos), através
de um fator, e presta, também, serviços.
e) ( B ) Remuneração com cobrança de juros.
9. Dos itens abaixo qual não indica um preceito que as empresas de factoring devem seguir.
a) Não intermediar recursos de terceiros no mercado;
b) Somente comprar créditos oriundos de legítmas transações comerciais;
c) Somente operar com pessoas jurídicas;
d) Não envolver, em suas atvidades, a concessão de empréstmos nem a cobrança de juros (atvida-
des exclusivas de insttuições fnanceiras);
e) Adquirir créditos de atvidades oriundas de atos ilícitos ou obscuros.
10. (BANCO DO BRASIL–2010) A operação de antecipação de um recebimento, ou seja, venda de uma du-
plicata (crédito a receber) para uma sociedade de fomento mercantl, mediante o pagamento de uma taxa
percentual atrelada ao valor de face da duplicata, consttui o
a) Leasing.
b) Hot money.
c) Spread.
d) Factoring.
e) Funding
6926.indb 82 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 83
Capítulo 15 – Seguros
Discursivas
1. Qual a origem do seguro?
A atvidade de seguros surgiu como tentatva de diminuir grandes perdas ocasionadas por fenômenos
naturais, através da reunião de indivíduos e entdades para que coletvamente pudessem suportar possíveis
perdas individuais – base do mutualismo. De uma forma ou de outra, mesmo sem ser por meio de relações
jurídicas estabelecidas através dos contratos, o homem sempre procurou prevenir-se de eventuais sinistros
que pudessem prejudicar o seu patrimônio ou a sua vida.
2. A empresa “Xaxim Suspenso” possui uma fábrica no norte de Santa Catarina. Com a grande incidência
de furacões no mundo todo, ela decide contratar um seguro para suas instalações. A empresa “Xaxim” está
um pouco temerosa com os riscos que terá com essa contratação, por isso quer contratar o seguro com
duas seguradoras, do mesmo bem. A empresa “Xaxim” pode realizar essa operação? Caso ocorra o sinistro
a empresa receberá o valor do bem pelas duas seguradoras?
Não pode ser feito mais de um seguro para um mesmo bem, a não ser no caso de complemento de seguro,
mas sob a condição expressa de que a existência de outro seguro seja declarada na respectva apólice.
3. Como uma empresa seguradora pode pulverizar os riscos de um seguro?
O risco de uma seguradora pode ser pulverizado através dos procedimentos de:
• Cosseguro: a seguradora assina um contrato para a cobertura de um risco superior aos seus limites
técnicos e operacionais. A parte do risco excedente é transferida para as cosseguradoras. Cada segu-
rador fca responsável por uma quota ou parte do montante total do seguro e o prêmio pago é dividi-
do na proporção das quotas de cada segurador;
• Resseguro: a seguradora transfere à resseguradora o excesso de responsabilidade que ultrapassa o
limite de sua capacidade econômica de indenizar. É o seguro do seguro;
• Retrocessão: o ressegurador repassa ao mercado segurador nacional os excessos e responsabilidades
que ultrapassarem o limite da sua capacidade econômica de indenizar.
4. Quais os três ramos de seguro que uma empresa seguradora pode trabalhar? Quais são os órgãos que
regulam esses ramos?
• Seguros Elementares (regulado pela CNSP/SUSEP)
• Seguro de Vida (regulado pela CNSP/SUSEP)
• Seguro Saúde (regulado pela ANS)
5. Existe capital mínimo para uma empresa atuar nos ramos de seguro elementar e seguro de vida? Qual o
valor?
O Capital Mínimo Exigido para Seguros de Ramos Elementares e de Vida
(Resolução CNSP n.º 73/2002)
Atuação Nacional - R$ 7,2 milhões
Integralização – 50% em dinheiro ou ttulos públicos federais e o restante conforme disposições regulamenta-
res
Parcela Fixa Mínima – R$ 1,2 milhões
Parcela Variável Mínima – de acordo com a UF
6926.indb 83 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 84
6. Quais as diferenças nas contabilizações que existem entre o órgão internacional (IASB) e o órgão regula-
dor brasileiro (SUSEP) quando o assunto é Receitas de prêmios? E as despesas de comercialização?
RECEITAS DE PRÊMIOS
IASB
• Valor presente esperado (alta probabilidade) de todos os prêmios esperados;
• Mudanças subseqüentes nas estmatvas são reconhecidas imediatamente na demonstração do resul-
tado.
SUSEP
• Os prêmios são diferidos e ganhos ao longo do contrato
• Base: Prêmio Retdo
• Calculo: pro rate tempore
• Os prêmios não ganhos consttuem a PPNG
• Contabilizados no momento da emissão da apólice
DESPESAS DE COMERCIALIZAÇÃO
IASB
• Registro direto no resultado do exercício em que ocorrer
SUSEP
• Calculada apólice por apólice
• Base: Prêmio Retdo
• Calculo: pro rate tempore
• Diferimento no Atvo ou como alternatva em conta redutora no Passivo (provisão para risco em
curso)
7. Quais as funções sociais do seguro.
As funções sociais do seguro são:
• proteção aos indivíduos pela liberação de recursos para reparar perdas ocorridas;
• promover a formação de poupança, pois os recursos arrecadados das atvidades das seguradoras
são aplicados em investmentos que objetvam garantr as necessidades fnanceiras que os segura-
dos possam ter no futuro;
• garantr operações mercants e créditos em transações comerciais que necessitam de garantas, fa-
cilitando a efetvação dos negócios e, por sua vez, minimizando os riscos e os custos das operações
mercants;
• contribuir para a minimização de sinistros, pois as seguradoras incentvam e fnanciam, através de
prêmios, bônus, descontos etc., iniciatvas que venham a proteger os indivíduos e entdades, e seu
patrimônio.
8. Qual a defnição da IASB, Internacional Internatonal Accountng Standard Board, referente ao seguro?
Para a Internatonal Accountng Standard Board , seguro é um contrato pelo qual uma das partes (segurado-
ra) aceita riscos signifcatvos da outra (segurado), obrigando-se com a outra (segurado) a ressarci-lo, ou a
terceiros, por elas indicadas (prejudicados ou benefciários), se um determinado evento futuro incerto ocor-
6926.indb 84 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 85
rer (sinistro).
9. Quais as característcas da atvidade seguradora.
As característcas são:
  − mutualismo: os prejuízos não são suportados individualmente, e sim distribuídos entre os
diversos segurados, ou seja, as empresas seguradoras utlizam os prêmios pagos por segu-
rados que não tveram sinistro para indenizar os segurados que o tveram;
  − aleatório: depende de acontecimento futuro e incerto, seja quanto a sua realização ou
quanto à data de sua ocorrência;
  − indenizatório: visa indenizar o segurado ou benefciário somente os prejuízos sofridos, ou
seja, o recebimento de indenização não pode propiciar lucro a quem a recebe. Por isso, o
art. 778 do Código Civil estabelece que no seguro de dano, a garanta prometda não pode
ultrapassar o valor do interesse segurado no momento da conclusão do contrato;
  − reversão do ciclo produtvo: o valor do prêmio é calculado e recebido pelas seguradoras
antes da ocorrência de sinistros, ou seja, sem que as seguradoras conheçam os seus custos
efetvos.
10. No Brasil, como são divididas as categorias do setor de seguros?
Atualmente, no Brasil o setor de seguros é dividido em três categorias:
• seguros de danos (também conhecido como elementares): visam a garanta de perdas e danos, ou
responsabilidades provenientes de riscos de fogo, transporte, acidentes pessoais e outros eventos
que possam ocorrer afetando coisas e bens, obrigações, responsabilidades, garantas e direitos;
• seguros de pessoas (ou vida): são os que, com base na duração da vida humana, visam garantr o
pagamento a segurados ou benefciários, dentro de determinado prazo e condições, de quanta
certa, renda ou outro benefcio;
• seguro saúde: o objetvo é o reembolso de despesas com cirurgias, estadas em hospitais, trata-
mento e consultas médicas feitas pelo segurado. Poderá cobrir consultas médicas de rotna, o que
deverá ser especifcado no contrato, elevando o valor do prêmio a ser pago. Existem certos con-
tratos em que são montados convênios médico-hospitalares, nos quais o segurado tem um limite
estabelecido no seu contrato, dentro do qual não precisará desembolsar nada ao se utlizar dos
serviços conveniados.
Testes
1. Na atvidade de seguros, podemos afrmar que Prêmios Retdos são:
a) Prêmios que os segurados ganham por não utlizar o seguro, o que barateia a próxima contratação
do seguro.
b) Os prêmios por excelência na proteção dos segurados que uma companhia obtém ao logo de sua
história.
c) Valores de indenização que a seguradora não repassou ao segurado por suspeita de fraudes.
d) Valores das apólices de seguros contratados em determinado período que fcam em poder da pró-
pria companhia.
6926.indb 85 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 86
e) Valores que o Governo repassa às seguradoras que atuam em projetos de assistência social.
2. Na atvidade de seguros podemos afrmar que Provisões Técnicas são:
a) Provisões atuariais sobre o desenvolvimento de técnicas de fraudes e sinistralidade.
b) Provisões contngênciais, trabalhistas e fscais da empresa seguradora.
c) Provisões atuariais sobre a receita de aplicação fnanceira oriunda dos prêmios recebidos.
d) Valores projetados de prejuízo operacional em períodos futuros.
e) Provisões atuariais mínimas que representam a perspectva de necessidade de recursos para a se-
guradora honrar as obrigações assumidas.
3. De acordo com a legislação brasileira, as seguradoras brasileiras, devem consttuir obrigatoriamente as
seguintes Provisões Técnicas, exceto:
a) Provisão de Sinistros não Cobertos em Contrato.
b) Provisão de Prêmios não Ganhos.
c) Provisão de Insufciência de Prêmios.
d) Provisão de Sinistros a Liquidar.
e) Provisão de Sinistros Ocorridos mas não Avisados.
4. Na atvidade de seguros, podemos afrmar que Limite Técnico, é:
a) Falta de preparo dos atuários na previsão de sinistros e cenários econômicos.
b) O montante de recursos referente à responsabilidade que a seguradora pode reter em cada risco
isolado.
c) Capacidade de uma empresa cumprir seus compromissos assumidos.
d) Valor máximo cobrado pelas seguradoras para assumir um risco.
e) Incapacidade de uma seguradora comprar um novo veículo a um segurado.
5. Dada as afrmações a seguir, assinale a alternatva correta:
I – Seguradora é a empresa que tem por fnalidade básica assumir os riscos de terceiros, median-
te o recebimento de quanta previamente acordada.
II – A SUSEP é o órgão responsável pela fscalização e regulamentação de entdades seguradoras,
de previdência aberta e de capitalização.
III – Para pulverizar os altos riscos assumidos por entdades seguradoras, elas utlizam-se de ope-
rações de co-seguro, resseguro e retrocessão.
IV – A ocorrência do sinistro representa a realização do risco previsto no contrato de seguro.
a) I e II estão corretas
b) I e IV estão corretas.
c) I, II e III estão corretas.
6926.indb 86 22/10/2012 08:44:38
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 87
d) I, III e IV estão corretas.
e) Todas as afrmações estão corretas.
6. De acordo com a legislação brasileira, as seguradoras, devem consttuir obrigatoriamente as seguintes
Provisões Técnicas, exceto:
a) Provisão de Sinistros não Cobertos em Contrato.
b) Provisão de Prêmios não ganhos.
c) Provisão de Insufciência de Prêmios.
d) Provisão de Sinistros a Liquidar.
e) Provisão de Sinistros Ocorridos mas não avisados.
7. Pode-se dizer, relatvamente ao seguro que:
a) Seus principais elementos são o comensalismo, a incerteza e a previdência.
b) Não há restrição para que seja feito mais de um seguro para o mesmo bem, desde que por inter-
médio de diferentes companhias de seguro.
c) A apólice é a formalização do acordo frmado entre as partes, no qual a seguradora se compromete
a pagar, por prazo determinado, o valor do bem segurado, havendo a concretzação de algum sinis-
tro nela não previsto.
d) A franquia é o limite de partcipação do segurado nas perdas decorrentes do sinistro.
e) A sinistralidade é a qualidade de ser suspeito, provocando a incerteza quanto
à sua ocorrência ou confabilidade.
8. Relatvamente à atvidade de seguro, pode-se afrmar que:
a) No resseguro, o ressegurador pode repassar ao mercado segurador nacional os excessos e respon-
sabilidades que ultrapassarem o limite da sua capacidade econômica de indenizar.
b) No cosseguro, cada segurador fca responsável por uma quota ou parte total do seguro e o prêmio
pago é dividido na proporção das quotas de cada segurador.
c) O seu alcance social pode ser descrito pelo fato de prover proteção individual ou coletva; ser um
instrumento de formação de poupança; poder representar uma proteção operacional; e se esforçar
pra que haja redução do número de casos qos quais fca obrigada a indenizar o segurado, dada a
sua ocorrência.
d) Podem ser consttuídas sob a forma de sociedades por ações ou cooperatvas agrícolas, quando for o caso.
e) Todas as alternatvas anteriores.
9. (BANCO DO BRASIL–2010) A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) é o órgão responsável pelo
controle e fscalização do mercado de seguros, previdência privada aberta e capitalização. Em relação a
esse órgão, considere as atribuições abaixo.
I – Cumprir e fazer cumprir as deliberações do Conselho Nacional de Seguros Privados.
II – Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores do mercado de seguros, previdência pri-
vada aberta e capitalização.
6926.indb 87 22/10/2012 08:44:39
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 88
III – Regular e fscalizar as operações de compra e venda de ações e ttulos públicos realizadas no
mercado balcão.
IV – Prover recursos fnanceiros para as sociedades do mercado de seguros, previdência privada
aberta e capitalização por meio de aporte de capital, quando necessário.
V – Disciplinar e acompanhar os investmentos das entdades do mercado de seguros, previdên-
cia privada aberta e capitalização, em especial os efetuados em bens garantdores de provisões
técnicas.
São atribuições da SUSEP APENAS
a) I, II e IV.
b) I, II e V.
c) III, IV e V.
d) I, II, III e IV.
e) II, III, IV e V.
(10. SUSEP - 2010) A competência do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) em confronto com a
da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) evidencia:
a) tratar-se de autarquias federal e estadual, respectvamente.
b) operarem no mesmo plano hierárquico.
c) caber ao CNSP estabelecer as diretrizes aplicáveis aos seguros privados sendo a SUSEP órgão exe-
cutvo.
d) pouca coordenação entre as duas entdades no delineamento da polítca de seguros privados.
e) haver confitos regulatórios dada a sofstcação do sistema securitário.
6926.indb 88 22/10/2012 08:44:39
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 89
Capítulo 16 – Previdência Complementar
Discursivas
1. Leia o texto abaixo e responda a pergunta.
“Os três pilares já foram mais frmes... - A maioria de nós já ouviu falar do conceito dos três pilares da previ-
dência. Segundo ele, a renda de um aposentado é garantda por três pilares: Previdência Social, a Previdência
Complementar Fechada e a Previdência Aberta/Poupança. Não há como negar que ao menos um destes pila-
res não está tão sólido quanto antes. E, aqui estamos falando da Previdência Social. Diante do maior envelhe-
cimento da população e alongamento da expectatva de vida das pessoas, quase todos os países estão sendo
forçados a rever seus sistemas previdenciários. Para você, isso deve se traduzir no pagamento de benefcios
proporcionalmente menores aos que eram recebidos pelas pessoas que se aposentaram há algum tempo.
Além disso, nem todos nós temos acesso ao chamado segundo pilar, ou seja, aquele que é representado pe-
las contribuições que efetuamos para os planos de previdência oferecidos pelas nossas empresas. Afnal, as
micro e pequenas empresas ainda são grandes empregadoras no Brasil, respondendo por 60% da força de
trabalho, mas ainda são muito poucas as que conseguem oferecer este tpo de benefcio aos seus funcioná-
rios. Finalmente, não é fácil construir o terceiro pilar, composto da previdência privada individual, ou outros
investmentos que você possa ter. Pior ainda, as estatstcas indicam que ao menos 40% da renda de aposen-
tadoria das pessoas é composta por este pilar. Este é, na verdade, o grande dilema da vida moderna. Nosso
futuro depende cada vez do que acumulamos individualmente ao longo da vida, mas temos mais difculdade
em poupar!” (INFO MONEY PESSOAL, Aposentadoria: Cinco verdades que todos devem saber, 21/10/2005).
A partr do texto acima, percebe-se a importância da previdência – seja ela aberta, fechada ou pública – para
a população. Com relação às previdências complementares abertas e fechadas, quais são os riscos que elas
correm? Justfque a sua resposta.
RISCOS ATUARIAIS
O risco atuarial pode ser defnido como o risco decorrente da adoção de premissas atuariais que não se con-
frmem, ou que se revelem agressivas e pouco aderentes à massa de partcipantes ou do uso de metodolo-
gias que se mostrem inadequadas.
Podem ser de:
• Risco de sobrevivência
Cálculo da expectatva de vida a partr de uma tábua de mortalidade.
• Risco de taxa de juros e retorno dos investmentos
Para se calcular o valor presente dos compromissos de um plano de aposentadoria, bem como seu crescimen-
to fnanceiro, deve ser utlizada uma hipótese de taxa de juros. Podendo gerar défcits fnanceiros.
• Riscos de Crescimento Salarial;
• Riscos de Benefcio da Previdência Social.
2. Quais as Tábuas de Mortalidade mínimas que as entdades de previdência aberta e fechada devem utli-
zar?
Para as entdades abertas, a mínima é a AT-83. Já para as entdades fechadas já é a AT-83.
3. Você, como grande e potencial investdor do mercado fnanceiro, percebeu que seu fundo de invest-
mento previdenciário não está obtendo rentabilidades mínimas em relação às taxas reais de inflação e
juros reais de mercado. Com isso, avaliando outros fundos de investimento previdenciários, você percebe
6926.indb 89 22/10/2012 08:44:39
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 90
que a instituição financeira concorrente da sua possui rentabilidades melhores. Com isso, qual instituto
você pode exercer sobre esse caso e qual a perda que poderá ocorrer fazendo-se uso desse instituto?
Há o insttuto da Portabilidade: direito garantdo ao partcipante de, durante o período de diferimento e na
forma regulamentada, movimentar os recursos da provisão matemátca de benefcios a conceder para outros
planos. Não há perda alguma.
4. Há diferença no processo de contabilização das Entdades de Previdência Fechada e Aberta?
Sim, há diferenças no processo de contabilização das entdades entdade de previdência seja no tocante a
estrutura patrimonial (uma entdade fechada não possui patrimônio líquido, sendo consttuída apenas por
obrigações previdenciárias e operacionais, enquanto que uma entdade aberta possui) ou ainda na consttui-
ção de reservas técnicas e de atvos garantdores.
5. O que são riscos atuariais?
São riscos decorrentes da adoção de premissas atuariais que não se confrmem, ou que se revelem agressivas
e pouco aderentes à massa de partcipantes ou do uso de metodologias que se mostrem inadequadas.
6. Dê exemplos de riscos atuariais e explique-os.
Risco de Sobrevivência:
Risco de Sobrevivência ocorre quando a tábua de mortalidade utlizada pela entdade aberta de previdência
complementar se mostra inadequada à população coberta.
Risco de taxa de juros e retorno dos investmentos:
Para calcular o valor presente dos compromissos de um plano de aposentadoria, deve ser utlizada uma hipó-
tese de taxa de juros.
7. Quais são os principais produtos de uma Entdade Aberta de Previdência Complementar (EAPC)?
• Planos Tradicionais
• PGBL
  − Soberano
  − Renda fxa
  − Composto
• PRGP, PRSA, PAGP
• Seguro de Vida com Opção de Sobrevivência
• Plano de Renda Imediata
• FAPI
8. Indique qual a questão básica da previdência complementar.
A questão básica da previdência complementar é “acumular recursos que sejam sufcientes para gerar um
benefcio que começará a ser pago em uma determinada data por um período defnido ou indefnido de tem-
po”.
6926.indb 90 22/10/2012 08:44:39
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 91
9. Defna o que é plano de benefcio defnido.
É aquele em que o valor do benefcio, pagável de uma única vez ou sob a forma de renda, e das respectvas
contribuições é estabelecido previamente na proposta de inscrição, ou seja, neste caso, o partcipante, ao
contratar um plano de previdência, defne qual será o valor do benefcio a ser recebido na idade estpulada
para início do recebimento da renda contratada.
10. Para os planos de previdência complementar e aberta qual a principal função das provisões. Dê um
exemplo.
Para a garanta de suas operações, as entdades de previdência complementar consttuirão provisões técnicas
com os critérios e as normas fxados pelo órgão regulador e fscalizador. A principal provisão, e única em co-
mum dos planos abertos e fechados, é a provisão matemátca de benefcios que corresponde ao valor atual
dos compromissos da entdade com seus partcipantes e assistdos.
Testes
1. Com relação aos atvos garantdores nas entdades de previdência, é correto afrmar que:
a) São atvos que garantem o pagamento das despesas administratvas da entdade de previdência.
b) São atvos que devem ser vendidos diariamente para o pagamento dos benefcios dos partcipan-
tes.
c) São recursos que garantem as provisões técnicas e podem ser alocados em ttulos de renda fxa, de
renda variável e em imóveis.
d) Só podem ser ttulos de renda fxa ou imóveis.
e) São representados pelos atvos imobilizados da companhia (atvo permanente).
2. Assinale a alternatva correta:
a) No plano de benefcio defnido, a entdade de previdência não assume o compromisso de paga-
mento de contribuições aos aposentados que aderiram aos respectvos planos.
b) Para a avaliação de risco de insolvência ou de liquidez, as entdades de previdência que operam
planos de benefcios defnidos se utlizam de recursos atuariais para determinação da sobrevida
média da população, mas isso não tem refexo algum sobre o cálculo das contribuições necessárias
ao funding desses benefcios.
c) No plano de contribuição defnida, as contribuições dos partcipantes é que são previamente def-
nidas, tanto em valor como em periodicidade, sendo as contribuições das patrocinadoras variáveis,
dependendo da situação econômico-fnanceira das mesmas.
d) No plano de benefcio defnido, caso o regulamento estabeleça que o benefcio deverá comple-
mentar a aposentadoria pública, mantendo a mesma remuneração da fase atva, na hipótese de o
sistema público diminuir o valor teto de benefcio, mesmo respeitando os direitos adquiridos, será
necessário um ajuste no valor ou mesmo uma alteração do regulamento do plano.
e) Nenhuma das afrmatvas anteriores.
3. Quanto à Previdência Complementar, pode-se afrmar que:
a) Os valores dos benefcios desse programa são vinculados aos valores dos benefcios da Previdência
6926.indb 91 22/10/2012 08:44:39
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 92
Social Básica.
b) No caso da previdência aberta, esta é destnada a uma clientela geral, desde que atrelada a uma
determinada companhia aberta.
c) As entdades têm sua consttuição, organização e funcionamento subordinados à prévia autoriza-
ção do governo federal.
d) O plano de contribuição defnida para as entdades de previdência não representam qualquer risco
de liquidez.
e) As entdades fechadas deverão manter estrutura mínima composta por conselho deliberatvo, con-
selho fscal e diretoria-executva e são
4. Faça a correspondência entre as colunas.
I. Riscos Atuariais
II. Plano: Benefício Definido.
III. Plano: Contribuição Definida.
IV. Provisão Matemática a constituir

(IV) Define, atuarialmente, o valor atual de par-
te dos compromissos da entidade para com
seus participantes ainda não integralizados,
mas que já possui cobertura assegurada
pelo (s) patrocinador (es) e/ou pelos pró-
prios participantes.
(III) É um plano de acumulação de capital, onde
o benefício será diretamente proporcional
ao que foi acumulado e capitalizado ao lon-
go do tempo.
(I) Riscos decorrentes da adoção de premis-
sas atuariais que não se confirmem, ou que
se revelem agressivas e pouco aderentes à
massa de participantes ou do uso de meto-
dologias que se mostrem inadequadas.
(II) O participante e/ou a empresa, ao contratar
um plano de previdência, define qual será o
valor do benefício a ser recebido na idade
de saída.
5. Sobre as Entdades de Previdência, têm-se as seguintes afrmatvas:
I – Os Atvos Garantdores das Entdades Fechadas de Previdência são os mesmos para as Entda-
des Abertas.
II – A SUSEP é o órgão normatzador para todos os tpos de Entdades de Previdência.
III – Os recursos das Entdades Fechadas de Previdência devem ser discriminados,controlados e
contabilizados, de forma individual para cada plano de benefcios, sendo vedada a realização de
operações entre planos de benefcios, exceto em casos especiais.
IV – As EFPC podem realizar operações com derivatvos que se caracterizem como renda fxa, seja
na Bovespa ou na BM&F.
Com isso, marque a alternatva correta:
a) I e II estão corretas
b) III e IV estão corretas.
c) I, II e III estão corretas.
6926.indb 92 22/10/2012 08:44:39
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 93
d) I, III e IV estão corretas.
e) Todas as afrmações estão corretas.
6. Dadas as afrmações a seguir, assinale a alternatva correta:
I – A previdência privada foi criada com o objetvo de complementar ou suplementar os benef-
cios do seguro social provido pelo Estado.
II – Previdência Aberta é destnada a grupos restritos, tais como empregados de determinadas
empresas e membros de determinados sindicatos.
III – Nos Planos de Benefcios Defnidos entdade de previdência assume o compromisso de pa-
gamento de benefcios de aposentadoria predefnidos.
a) I e II estão corretas
b) I e III estão corretas.
c) II e III estão corretas.
d) I, III e IV estão corretas.
e) Todas as afrmações são falsas.
7. Com relação aos Atvos Garantdores nas entdades de previdência, é correto afrmar que:
a) São atvos que garantem o pagamento das despesas administratvas da entdade de previdência.
b) São atvos que devem ser vendidos diariamente para o pagamento dos benefcios dos partcipan-
tes.
c) São recursos que garantem as provisões técnicas e podem ser alocados em ttulos de renda fxa, de
renda variável e em imóveis.
d) Só podem ser ttulos de renda fxa.ou imóveis.
e) São representados pelos atvos imobilizados da companhia (atvo permanente).
8. São característcas das Entdades Abertas de Previdência Privada (EAPP), exceto:
a) Podem ser com ou sem fns lucratvos.
b) Os planos de cobertura são pré-aprovados pela SUSEP.
c) Não existem riscos atuariais.
d) Podem ou não garantr rentabilidade.
e) Um exemplo de um de seus produtos é o PGBL.
9. (Banco do Brasil – 2006) Dentre as modalidades de investmento abaixo, aquela que permite a dedução
dos valores investdos na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda, até o limite de 12% da renda
bruta do contribuinte, é:
a) O CDB.
b) o VGBL.
6926.indb 93 22/10/2012 08:44:39
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 94
c) o Fundo de Investmento Referenciado DI.
d) a Caderneta de Poupança.
e) o PGBL.
10. O capital mínimo de uma EAPC que opera em todo o território brasileiro é (0,5):
a) R$ 6.000.000,00
b) R$ 1.200.000,00
c) R$ 12.000.000,00
d) R$ 7.200.000,00
e) R$ 600.000,00
6926.indb 94 22/10/2012 08:44:39
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 95
Capítulo 17 – Capitalização e Consórcio
Discursivas
1. O que é um ttulo de Capitalização?
Os ttulos de capitalização são os produtos emitdos por sociedades de capitalização e podem ser caracteriza-
dos em duas modalidades: pagamento mensal e pagamento único.
2. Qual o prazo mínimo de vigência de um ttulo de capitalização?
O prazo de vigência mínimo é de 12 meses.
3. Quais são as modalidades de ttulos de capitalização? Descreva suas característcas.
As modalidades dos títulos de capitalização são duas: pagamento mensal e pagamento único.
O pagamento mensal é um plano em que os seus pagamentos, geralmente são mensais e sucessivos. É pos-
sível que, após o últmo pagamento, o plano ainda contnue em vigor, pois seu prazo de vigência pode ser
maior do que o prazo de pagamento estpulado na proposta.
O pagamento único é um plano em que o pagamento é único (realizado uma única vez), tendo sua vigência
estpulada na proposta.
4. O que são Atvos Garantdores? Existem limites para sua utlização?
Atvos garantdores são coberturas a aplicações que satsfaçam exigências mínimas de segurança. Nas socie-
dades de capitalização, os limites de aplicação dos atvos garantdores são: em renda fxa até 100%, renda
variável até 49% e imóveis até 12%, sendo que em 2007 passa para até 8%.
5. Qual a importância de uma administradora de consórcio?
A administradora é a prestadora de serviços com a função de gestora nos negócios do grupo, nos termos do
contrato. As administradoras de consórcio devem ter como objeto exclusivo de sua atvidade a administração
de grupos de consórcio, com exceção das associações ou entdades civis sem fns lucratvos autorizadas a ad-
ministrar grupos de consórcio. O papel importante está em reunir os consorciados e fazer garantr os direitos
de todos no papel de entrega dos bens a serem entregues.
6. Como é calculado o número de partcipantes de um grupo de consórcio?
O número máximo de partcipantes de cada grupo, nada data de sua consttuição, será o resultado da mult-
plicação do número de meses fxado para a sua duração pela quantdade de créditos prevista para contem-
plação mensal, só podendo ser o grupo convocado para consttuição após a adesão de, no mínimo, 70% da
quantdade máxima de partcipantes prevista para o grupo.
7. Como se encerra um grupo de consórcio?
• 60 dias após a últma assembléia de contemplação
• Comunicação aos consorciados com créditos, excluídos e consorciados em geral
• 120 dias após a últma assembléia de contemplação
• Encerramento contábil do grupo
6926.indb 95 22/10/2012 08:44:39
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 96
• Transferência para a administradora dos recursos não procurados e dos valores pendentes de re-
cebimento.
8. Descreva aspectos contábeis das administradoras de consórcios.
O patrimônio liquido ajustado de uma administradora de consórcio deve ser:
• R$ 180.000, para administração de grupos referenciados em bens móveis duráveis ou serviços tu-
rístcos;
• R$ 470.000,00 para administração de grupos referenciados em bens imóveis
• As demonstrações contábeis são:
• Administradora: BP. DRE, DOAR, DMPL.
• Grupos: Demonstração dos Recursos de Consórcios Consolidada (DRC), Demonstração das Varia-
ções nas Disponibilidades de Grupos Consolidada (DVDC).
9. Quais as durações máximas de grupos de consórcios?
Bens imóveis. Máximo de 180 meses
Caminhões, ônibus, tratores, equipamentos rodoviá-
rios, máquinas e equipamentos agrícolas, aeronaves
e embarcações.
Máximo de 100 meses
Automóveis, camionetas e utilitários. Mínimo de 50 meses
Máximo de 60 meses
Serviços turísticos Máximo de 36 meses
Eletroeletrônicos Mínimo de 24 meses
Máximo de 60 meses
Outros bens Máximo de 60 meses
Fonte: Circular Banco Central nº 2.766, de 03 de julho de 1997
10. Faça um resumo do limite de aplicação dos atvos garantdores.
Renda Fixa Até 100%
Renda Variável Até 49 %
Imóveis Até 8%
Testes
1. “Sistema que um conjunto de pessoas físicas ou jurídicas forma um grupo fechado, com a finalidade de
acumular poupança para adquirir bens, direitos ou serviços” Tal definição refere-se a:
a) Capitalização
b) Clubes de Investmento
c) Fundos de Investmento
d) Consórcio
e) Bolsa de Investmentos Privados
2. Assinale a alternatva correta:
6926.indb 96 22/10/2012 08:44:39
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 97
a) As sociedades de capitalização são organizadas sob a forma de sociedade anônima, limitada ou por
cotas de responsabilidade.
b) As sociedades de capitalização têm o direito de, a qualquer momento, distribuir lucros ou fundos
correspondentes às reservas patrimoniais.
c) A autorização de funcionamento das sociedades de capitalização será concedida através de Carta-
-Circular do Banco Central do Brasil e com liberação da Receita Federal.
d) Historicamente, a capitalização se originou na Ex-União Soviétca após o período da guerra fria.
e) No momento da consttuição a sociedades de capitalização devem possuir capital mínimo para o
funcionamento.
3. Assinale a alternatva incorreta:
a) Prêmio é o valor pago pelo adquirente para quitação do ttulo de capitalização.
b) A sociedade de capitalização pode garantr que um ttulo específco seja sorteado em um período
menor que 15 dias.
c) O prêmio do ttulo de capitalização é consttuído por: quota de capitalização, quota de sorteio,
quota de carregamento.
d) O ttulo de capitalização poderá partcipar de sorteios, podendo o ttulo sorteado contnuar em
vigor ou não.
e) O capital a ser resgatado é consttuído da quota de capitalização dos prêmios pagos acrescidos dos
juros.
4. as sociedades autorizadas a operar em capitalização, devem consttuir, mensalmente, as seguintes pro-
visões técnicas, exceto:
a) Provisão para Sorteios a Realizar.
b) Provisão para Resgate de Títulos.
c) Provisão para Oscilação do Risco de Crédito dos Consorciados.
d) Provisão de Sorteios a Pagar.
e) Provisão Matemátca para Resgate.
5. Com relação à contabilidade das insttuições de capitalização, pode-se afrmar que:
a) As Sociedades de Capitalização são obrigadas a elaborar e publicar demonstrações fnanceiras
mensalmente.
b) As demonstrações fnanceiras obrigatórias abrangem apenas os seguintes relatórios: Balanço Pa-
trimonial, Demonstração dos Resultados, Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos, e
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.
c) Deve ser feita, obrigatoriamente, a publicação no Diário Ofcial da União ou no Jornal Ofcial dos
Estados.
d) Segundo legislação, o reconhecimento das receitas decorrentes de contribuições é sempre pelo
regime de competência, independente do recebimento.
6926.indb 97 22/10/2012 08:44:39
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 98
e) O procedimento de reconhecimento da receita está de acordo com as prátcas internacionais e de
acordo com a teoria da contabilidade.
6. Assinale a alternatva incorreta:
a) O consórcio pode ser considerado um mecanismo de compra programada de um bem.
b) Os recursos coletados mensalmente irão fnanciar a compra do bem do integrante contemplado a
cada mês
c) O único encargo presente nas prestações de um consórcio é o percentual fxo a ttulo de taxa de
administração.
d) O consorciado, contemplado ou não, tem liberdade para transferir, a qualquer momento do plano
de consórcio, sua cota a terceiros, desde que homologado pela administradora do grupo.
e) Segundo estudos a origem do consórcio foi na Inglaterra em meados do século XX.
7. Podem ser objetos de consórcio, exceto:
a) Bens não-duráveis
b) Bens móveis duráveis.
c) Bens imóveis.
d) Serviços turístcos.
e) Veículos
8. As prestações do consórcio podem ser compostas pelos seguintes itens, exceto:
a) Fundo de reserva.
b) Contratação de seguro.
c) Taxa de corretagem.
d) Fundo comum.
e) Taxa de administração.
9. Sobre consórcio, assinale a afrmatva correta:
a) Os grupos de consórcio são consttuídos com fnalidade de obtenção de lucro.
b) Para garantr transparência, os recursos dos grupos de consórcio devem integrar a contabilidade da
Administradora de Consórcio.
c) O Grupo de Consórcio é remunerado e se viabiliza por meio da taxa de administração
d) O Grupo de Consórcio não tem autonomia em relação aos demais grupos, caso sejam administra-
dos pela mesma insttuição.
e) O Grupo de Consórcio é consttuído com tempo defnido.
10. Assinale a alternatva incorreta:
a) Prêmio é o valor pago pelo adquirente para a quitação do ttulo de capitalização.
6926.indb 98 22/10/2012 08:44:39
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 99
b) A sociedade de capitalização pode garantr que um ttulo específco seja sorteado em um período
menor que 15 dias.
c) O prêmio do ttulo de capitalização é consttuído por: quota de capitalização, quota de sorteio,
quota de carregamento.
d) O ttulo de capitalização poderá partcipar de sorteios, podendo o ttulo sorteado contnuar em
vigor ou não.
e) O capital a ser resgatado é consttuído da quota de capitalização dos prêmios pagos acrescidos de
juros.
6926.indb 99 22/10/2012 08:44:39
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 100
Capítulo 18 – A Sistemátca da Informação no Mercado de Capitais
Discursivas
1. O que é Mercado Efciente?
Mercado Efciente seria aquele no qual os agentes que possuem as mesmas informações, aversão a risco e
capacidade de interpretação e precifcação da informação, avaliam todas as informações relevantes que se
tornam disponíveis de forma imparcial e as precifcam imediatamente. Para assumir esta hipótese, a Teoria
considera que (i) não existem custos de transação, (ii) toda informação disponível é acessível a todos os par-
tcipantes do mercado a custos irrisórios e (iii) todos os partcipantes possuem expectatvas homogêneas em
relação ao efeito das informações disponíveis nos preços dos atvos.
2. O que é Assimetria de Informações?
Quando um dos partcipantes tem informação capaz de impactar o preço de um atvo enquanto os outros
não a possuem. As informações não são, portanto, igualmente distribuídas.
3. Quando ocorre o processo de Seleção Adversa?
A seleção adversa ocorre quando um comprador racional interpreta informação não divulgada (ausência da
mesma em função de expectatva da divulgação) como uma informação não favorável sobre o valor ou qua-
lidade do atvo. Desse modo, a estmatva do valor do atvo passa a ser adversa, ou seja, na falta de informa-
ção, os investdores descontam o valor dos atvos até que se torne interessante para a companhia revelar a
informação, mesmo que desfavorável.
4. O que é Risco Moral (moral hazard).
Risco Moral relaciona-se às attudes de esconder, manipular ou fraudar a informação. Segundo o Dicionário
Cambridge, “hazard” é “to risk doing something which might cause harm (physical or other injury or damage)
to someone or something else”. Assim, risco moral (moral hazard) é a possibilidade de uma pessoa agir deso-
nestamente, e, em geral, surge quando as pessoas agem de uma determinada forma acreditando (ou saben-
do) que não serão punidas ou prejudicadas e sairão ilesas.
5. Quais são as principais informações periódicas obrigatórias para companhias abertas?
Formulário Cadastral. Formulário de Referência. Demonstrações Financeiras Padronizadas - DFP. Informações
Trimestrais - ITR. Demonstrações Financeiras. Assembléia Geral Ordinária - AGO. Reuniões do Conselho de
Administração.
6. Quais são as principais informações eventuais para companhias abertas?
Comunicado ao Mercado. Assembléia Geral Extraordinária. Ato ou Fato Relevante.
7. O que é um Rato Relevante e quais suas implicações.
De acordo com a Instrução n. 358 da CVM, por meio do seu artgo 2º, considera-se relevante qualquer de-
cisão de acionista controlador, da assembléia geral ou dos órgãos de administração da companhia aberta,
ou qualquer outro ato ou fato de caráter polítco-administratvo, técnico, negocial ou econômico-fnanceiro
ocorrido ou relacionado aos seus negócios que possa infuir de modo ponderável (i) na cotação dos valores
mobiliários de emissão da companhia aberta ou a eles referenciados; (ii) na decisão dos investdores de com-
prar, vender ou manter aqueles valores mobiliários; e/ou (iii) na decisão dos investdores de exercer quais-
6926.indb 100 22/10/2012 08:44:40
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 101
quer direitos inerentes à condição de ttular de valores mobiliários emitdos pela companhia ou a eles refe-
renciados. A divulgação de ato ou fato relevante tem por objetvo assegurar aos investdores, em tempo hábil
e de forma efciente, as informações necessárias para as suas decisões de comprar, vender, manter valores e/
ou de exercer direitos inerentes à condição de ttular.
8. O que é e qual a importância da Assembléia Geral Extraordinária?
A realização de Assembléias Gerais Ordinárias é um instrumento imprescindível para o processo de partcipa-
ção dos acionistas nas deliberações que afetam a realidade da empresa e dos investmentos. Em face da evo-
lução dos programas de governança corporatva das companhias, no que tange a ampliação dos direitos dos
acionistas minoritários, as assembléias tendem a contar com um número cada vez mais expressivo de partci-
pantes, por conta da dispersão acionária das companhias e da chegada dos investdores individuais. Ademais,
a Instrução nº 481/09 da CVM regulamentou as informações e documentos a serem divulgados para instruir
o exercício do direito de voto dos seus acionistas em assembléia e normas para os pedidos públicos de pro-
curação para exercício do direito de voto, com o objetvo de possibilitar que os acionistas da companhia te-
nham tempo sufciente para se organizar antes da assembléia geral.
9. Qual o objetvo da polítca de negociação de valores mobiliários.
A polítca de negociação de valores mobiliários tem por objetvo estabelecer regras de negociação aos acio-
nistas controladores, diretores, conselheiros e outros funcionários que detêm informações privilegiadas so-
bre a companhia. O objetvo é evitar com que o detentor da informação privilegiada não negocie os valores
mobiliários motvado por um dado ou informação ainda não disponível ao público. Caso ocorra negociação
dentro destes parâmetros, a CVM deve autuar a companhia e o executvo ou pessoal que obteve tal privile-
gio.
10. Quais as premissas básicas e o objetvo de um website de RI?
Um website de RI tem que duas premissas básicas: (i) qualidade e a acessibilidade que proporcionará ao in-
vestdor a facilidade ao acesso da informação e (ii) atualização do conteúdo das informações acompanhada
de seu histórico em especial as informações fnanceiras. Como não há limites de capacidade, o profssional
de RI, com objetvo de garantr a simetria informacional, pode usar a interatvidade para divulgar as outras
informações, como comunicados, anúncios de dividendos, planilhas com fundamentos e outros.
O website de RI tem como objetvo apresentar as informações de forma transparente e uniforme, abrir ca-
nais de comunicação com acesso fácil e tempestvo, disponibilização das informações corporatvas em um
único local e diminuir a quantdade de solicitações por meio da antecipação da demanda.
Testes
1. O objetvo da Regulaton FD (Fair Disclosure) é:
a) regulamentar a negociação de ttulos no mercado norte-americano.
b) regulamentar a prática comercial entre países.
c) regulamentar o uso de informações para prátca comercial e negociação de ttulos entre países li-
gados a Organização Mundial de Comércio, em especial à relação entre países europeus e asiátcos.
d) regulamentar a divulgação de informações por emissores, e para evidenciar as proibições contra a
negociação com informação privilegiada, a fm de equalizar o acesso à informação
e) desenvolver a Moderna Teoria de Finanças, fornecendo um fundamento teórico que permita rela-
6926.indb 101 22/10/2012 08:44:40
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 102
cionar as informações contábeis com os preços dos atvos no mercado.
2. As alternatvas a seguir referem-se às hipóteses de mercado efciente, exceto:
a) No Mercado Efciente não existe ações que proporcionem perdas aos investdores já que toda in-
formação ajuda os investdores a escolherem somente as empresas com informações mais transpa-
rentes.
b) No Mercado Efciente todos os partcipantes possuem expectatvas homogêneas em relação ao
efeito das informações disponíveis nos preços dos atvos.
c) No Mercado Efciente Mercado Efciente não existem custos de transação.
d) Mercado Efciente é aquele no qual os agentes que possuem as mesmas informações, aversão a
risco e capacidade de interpretação e precifcação da informação.
e) Mercado Efciente é aquele no qual os agentes avaliam todas as informações relevantes que se tor-
nam disponíveis de forma imparcial e as precifcam imediatamente.
3. Para assumir a Hipótese do Mercado Efciente, a teoria considera que:
I – não existem custos de transação.
II – toda informação negatva sobre a empresa é divulgada sempre que seu efeito for relevante
para os grandes investdores.
III – toda informação disponível é acessível a todos os partcipantes do mercado a custos irrisó-
rios.
IV – o preço dos atvos deverá incluir o valor de transação mais todos os custos associados a sua
compra ou venda.
V – todos os partcipantes possuem expectatvas homogêneas em relação ao efeito das informa-
ções disponíveis nos preços dos atvos.
Estão corretas as afrmações:
a) I, II e III
b) III, IV e V
c) I, III e V
d) II, III e IV
e) II, IV e V
4. Seleção Adversa ocorre quando:
a) Um comprador racional interpreta informação não divulgada como uma informação não favorável.
b) Uma informação prejudica o desempenho fnanceiro de uma empresa.
c) Um investdor obtém ganhos adicionais por utlizar informação privilegiada.
d) Uma empresa vende produtos de qualidade inferior e divulga informações falsas sobre esse produ-
to, tentando ludibriar os consumidores.
6926.indb 102 22/10/2012 08:44:40
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 103
e) Um investdor considera uma determinada informação divulgada como desfavorável ao fuxo de
caixa da empresa.
5. Risco Moral relaciona-se
a) Aos riscos inerentes a qualquer operação do mercado de capitais.
b) Às atividades operacionais com elevado risco de default em função da gestão da empresa.
c) Às attudes de esconder, manipular ou fraudar a informação.
d) Aos riscos fnanceiros derivados da alavancagem não suportada pela empresa.
a) Às atividades contra a moral e bons costumes de determinada sociedade, em especial à crimes con-
tra o patrimônio público.
6. A área de Relações com Investdores tem papel fundamental:
a) No acompanhamento das attudes dos investdores.
b) Na Redução da assimetria de informação.
c) Na divulgação de polítcas públicas.
d) Na elaboração de apresentações restritas aos investdores qualifcados.
e) No controle das atvidades da gestão das empresas.
7. Qual das alternatvas a seguir não representa um objetvo das companhias ao implementar um Progra-
ma de RI?
a) Atender às exigências de divulgação.
b) Comunicar o valor intrínseco do negócio (incluído a administração de expectatvas).
c) Construir relacionamentos com investdores.
d) Aumentar o número de informações positvas sobre as empresas.
e) Prover à administração com o feedback do mercado.
8. Considera-se Ato ou Fato Relevante qualquer decisão de acionista controlador, da assembléia geral ou
dos órgãos de administração da companhia aberta, ou qualquer outro ato ou fato de caráter polítco-admi-
nistratvo, técnico, negocial ou econômico-fnanceiro ocorrido ou relacionado aos seus negócios que possa
infuir de modo ponderável:
I – na cotação dos valores mobiliários de emissão da companhia aberta ou a eles referenciados.
II – na decisão dos investdores de comprar, vender ou manter aqueles valores mobiliários.
III – na decisão dos investdores de exercer quaisquer direitos inerentes à condição de ttular de
valores mobiliários emitdos pela companhia ou a eles referenciados.
Estão corretas:
a) Apenas I
b) Apenas II e III
c) Apenas I e III
6926.indb 103 22/10/2012 08:44:40
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 104
d) Nenhuma está correta.
e) Todas estão corretas.
9. O website de RI tem como objetvo:
a) Apresentar as informações de forma transparente e uniforme, abrir canais de comunicação com
acesso fácil e tempestvo.
b) Divulgar produtos e serviços da companhia de forma ampla.
c) Divulgar informações referentes às normas contábeis e setoriais em que a empresa está envolvida.
d) Divulgar estatstcas comparatvas entre os principais concorrentes e exaltar as principais caracte-
rístcas da empresa e ocultar os pontos fracos.
e) Divulgar informações de caráter geral sobre economia, fnanças e, sempre que possível divulgar os
principais produtos oferecidos.
10. As Apresentações Públicas Periódicas ou Reuniões Públicas são aquelas:
a) Realizadas unicamente com os acionistas controladores. Em seu conceito, são exclusivamente com
o objetvo de divulgar e esclarecer os controladores acerca de suas informações periódicas.
b) Realizadas mensalmente com todos os membros integrantes da gestão da empresa. Em seu concei-
to, são exclusivamente com o objetvo de divulgar e esclarecer aspectos fnanceiros e contábeis.
c) Realizadas no âmbito de um cronograma prévio e específco determinado pelas companhias aber-
tas. Em seu conceito, são exclusivamente com o objetvo de divulgar e esclarecer o mercado acerca
de suas informações periódicas, fora do contexto de uma oferta pública.
d) Realizadas anualmente com todos os membros do conselho de administração. Em seu conceito,
são exclusivamente com o objetvo de divulgar e esclarecer aspectos fnanceiros, operacionais,
econômicos e contábeis.
e) Realizadas casualmente e têm como objetvo principal atrair novos investdores e apresentar os
diferenciais da empresa em termos fnanceiros.
6926.indb 104 22/10/2012 08:44:40
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 105
Capítulo 19 – Crime de lavagem de dinheiro
Discursivas
1. Como pode ser defnida a operação de lavagem de dinheiro?
A lavagem de dinheiro refere-se ao processo de conversão de recursos fnanceiros originários de uma atvi-
dade criminosa, em fundos de origem aparentemente lícita. Assim, trata-se de aplicação dos lucros, obtdos
nas diversas modalidades do crime organizado, em atvidades legais e seu retorno ao fnanciamento de ações
criminosas.
2. Quais as etapas que estão envolvidas no crime de lavagem de dinheiro?Qual o intuito.
De acordo com prátcas nacionais e internacionais de combate à lavagem de dinheiro, divide-se o processo
de lavagem em três etapas: (1) a etapa da colocação (placement); (2) a etapa da ocultação, difusão ou camu-
fagem (layering); e (3) o processo de integração (integraton).Essas etapas podem ocorrer em momentos
distntos ou simultaneamente. Basicamente, elas têm como intuito:
• o distanciamento, a desconexão e despersonalização dos recursos de suas origens verdadeiras,
evitando associação dos fundos com o crime que os originou;
• o encobrimento e disfarce de suas origens por meio de várias transações e operações difcultando
o rastreamento desses recursos;
• a reintegração, aparentemente lícita, dos recursos à economia e, conseqüentemente, retorno do
dinheiro ao refnanciamento criminal, depois de ter sido “devidamente lavado” no ciclo de lava-
gem e ser considerado “limpo”.
3. Cite algumas precauções que as insttuições fnanceiras deveriam tomar em combate à lavagem de di-
nheiro.
As insttuições fnanceiras devem, além de manter os registros e controles das operações conforme deter-
minado por lei (circular n. 2.852/99, apresentada na p. 523 do livro), conhecer o cliente e suas atvidades de
forma mais abrangente possível, tendo respostas imediatas a perguntas do tpo: ““O que o cliente faz?”; “Os
dados de identfcação, residência, formas de contato existem de fato e são relatvas ao cliente?”; “Quanto
fatura?”; “Seus atvos e instalações são condizentes com o faturamento?”; “Operações de valores elevados
com o exterior fazem parte normal da atvidade do cliente?”; “Qual a origem dos valore que traz ao banco?”
etc.
4. Conceitue, com suas palavras, o crime de lavagem de dinheiro.
A resposta deve conter os seguintes conceitos/idéias a “Lavagem de Dinheiro (money laundering) refere-se ao
processo de conversão de recursos fnanceiros originários de uma atvidade criminosa, em fundos de origem
aparentemente lícita. Assim, trata-se de aplicação dos lucros obtdos nas diversas modalidades do crime orga-
nizado, em atvidades legais e seu retorno ao fnanciamento de ações criminosas.”
“Crimes de “Lavagem” ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores são condutas caracterizadas por meio da
ocultação, dissimulação da natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens,
direitos ou valores, oriundos de crimes como: tráfco de entorpecentes, terrorismo e seu fnanciamento, con-
trabando ou tráfco de armas, extorsão mediante sequestro, crimes contra administração pública nacional ou
estrangeira, crimes contra o sistema fnanceiro nacional e os pratcados por organizações criminosas.”
6926.indb 105 22/10/2012 08:44:40
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 106
Simplifcadamente, “Lavagem de Dinheiro refere-se ao ato de “limpar o dinheiro sujo”, tornando lícito (legal)
recursos provenientes de alguma atvidade ilícita desenvolvida por indivíduos ou organizações criminosas.”
5. Quais as operações fnanceiras que devem ser comunicadas ao Banco Central do Brasil?
No artgo 4º da Circular 2.852/99 do Bacen, fca defnido que devem ser comunicadas ao Banco Central do
Brasil - sem que seja dada ciência aos envolvidos – operações que possam indicar a existência de crime con-
forme previsto na Lei nº 9.613/98:
• As operações de envolvendo moeda nacional ou estrangeira, ttulos e valores mobiliários, metais
ou qualquer outro atvo passível de ser convertdo em dinheiro, cujo valor seja igual ou superior a
R$10.000,00 (dez mil reais);
• As operações de que, realizadas com uma mesma pessoa, conglomerado ou grupo, em um mes-
mo mês calendário, superem, por insttuição ou entdade, em seu conjunto, R$10.000,00 (dez mil
reais);
• As operações que possam indicar a existência de crime, bem como propostas no sentdo de sua
realização.
As comunicações de boa-fé, conforme previsto no art. 11, parágrafo 2º, da Lei nº 9.613/98, não acarretarão
responsabilidade civil ou administratva às insttuições e entdades mencionadas, seus controladores, admi-
nistradores e empregados.
6. Cite e comente algum método de lavagem de dinheiro. Segundo o método escolhido, como o processo
de lavagem poderia ser combatdo?
Os métodos apresentados no livro são:
• Operações Bancárias
• Estabelecimentos Comerciais
• Negociação de Bens de Alto Valor
• Estabelecimentos Of-Shore
• Insttuições Seguradoras
• Operações em Mercados Derivatvos
• Cassinos, Bingos e Loterias
• Paraísos Fiscais
Qualquer um dos itens pode ser escolhido para resposta da questão e os fatores de risco específcos de cada
um são demonstrados no tópico 15.5 “Métodos utlizados na lavagem de dinheiro”. No entanto, para todos
eles o forma básica de combate é o controle das operações.
Em todos os casos é extremamente importante a atuação e o combate às prátcas criminosas nos pontos
mais sensíveis e delicados no processo de lavagem do dinheiro que são:
• Entrada do dinheiro em espécie no sistema fnanceiro (colocação).
• Transferências, tanto dentro quanto fora do sistema fnanceiro (ocultação).
• E os fuxos de dinheiro entre diferentes países (ocultação).
6926.indb 106 22/10/2012 08:44:40
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 107
7. Comente com as suas palavras as etapas do processo de lavagem de dinheiro.
A resposta deve conter:
• Colocação: a primeira etapa do processo é a colocação do dinheiro no sistema econômico. Objet-
vando ocultar sua origem, o criminoso movimenta o dinheiro em países com regras mais permis-
sivas e naqueles que possuem um sistema fnanceiro liberal. A colocação se efetua por meio de
depósitos, compra de instrumentos negociáveis ou compra de bens. Para difcultar a identfcação
da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofstcadas e cada vez mais dinâmicas,
tais como o fracionamento dos valores que transitam pelo sistema fnanceiro e a utlização de es-
tabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em espécie.
• Ocultação: a segunda etapa do processo consiste em difcultar o rastreamento contábil dos recur-
sos ilícitos. O objetvo é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de in-
vestgações sobre a origem do dinheiro. Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica,
transferindo os atvos para contas anônimas – preferencialmente, em países amparados por lei de
sigilo bancário – ou realizando depósitos em contas “fantasmas”.
• Integração: nesta últma etapa, os atvos são incorporados formalmente ao sistema econômico. As
organizações criminosas buscam investr em empreendimentos que facilitem suas atvidades – po-
dendo tais sociedades prestar serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez mais
fácil legitmar o dinheiro ilegal.
8. Para quem comente o crime de lavagem de dinheiro qual é a motvação? Dê um exemplo.
È importante ter em mente que o objetvo dos meios utlizados para lavagem de dinheiro não é conseguir
auferir lucro, mas sim a dissimulação da origem ilícita dos valores. Nesse sentdo, negócios considerados in-
viáveis economicamente são instalados. Um exemplo simples é a utlização de combinações de apostas em
jogos de loteria que se destnam a não perder muito dinheiro e conseguir uma comprovação de origem de
parte da quanta.
9. O que faz o mercado de derivatvos ser atraente para pratca de lavagem de dinheiro?
Em diversos casos, as corretoras de valores operam no mercado de derivatvos em nome de seus clientes
utlizando o próprio nome da insttuição corretora. Devido ao fato dos agentes que operam no mercado de
derivatvos não serem identfcados é que o mercado pode ser muito explorado para lavagem de dinheiro.
10. Indique os atos normatvos expedidos pela SUSEP, CVM e BACEN.
Normas do Banco Central: Carta-Circular no 2.826, de 4.12.1998; Circular no 3.030, de 12.4.2001; Carta-Cir-
cular no 3.098, de 11.6.2003; Carta-Circular no 3.196, de 17.5.2004; Carta-Circular no 3.342, de 02.10.2008;
Circular no 3.461, de 24.7.2009
Normas da CVM: Instrução CVM no 335, de 4.5.2000; Instrução CVM no 387, de 28.4.2003; Parecer no 31,
de 24.9.1999; Instrução CVM no 463, de 8.1.2008
Normas da Susep: Resolução CNSP no 97, de 30.9.2002.; Circular SUSEP nº 380, de 29.12.2008; Circular SU-
SEP no 74, de 25.1.1999
Testes
1. O Banco que recebe uma garanta oriunda de lavagem de dinheiro poderá ser punido?
6926.indb 107 22/10/2012 08:44:40
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 108
a) Nunca. Fica difcil saber a origem de determinada garanta.
b) Nem sempre. Somente se o cliente for comprovadamente pratcante de crimes de lavagem de di-
nheiro.
c) Sim. Também consttui operação de lavagem de dinheiro quem recebe em garanta atvos oriundos
da prátca de lavagem de dinheiro.
d) Não. A prátca de lavagem de dinheiro somente poderá ser imputada ao cliente, nunca ao banco.
e) Talvez. Dependendo dos valores da lavagem de dinheiro.
2. Quais são, em ordem, as três fases de uma operação de lavagem de dinheiro?
a) Colocação, estratfcação (ou ocultação) e integração.
b) Integração, colocação, estratfcação (ou ocultação).
c) Estratfcação (ou ocultação), colocação e integração.
d) Colocação, integração e estratfcação (ou ocultação).
e) Nenhuma das alternatvas
3. Qual destas situações pode despertar suspeita de lavagem de dinheiro?
a) Pagamento a um fornecedor.
b) Envio de 300 dólares para o exterior para auxílio no custeio dos estudos de um flho.
c) Pagamento de um alto valor de cartão de crédito.
d) Pagamentos de compras com cheque
e) Operações estranhas e/ou movimentação de recursos incompatvel com a atvidade e/ou patrimô-
nio do cliente.
4. Qual é o prazo exigido pelo Banco Central, no sentdo de guarda de comprovantes dos tpos de opera-
ção realizadas, seu valor em reais, CPF ou CNPJ do cliente, pelas insttuições fnanceiras, para monitorar e
coibir as operações de lavagem de dinheiro?
a) Cinco anos.
b) Dez anos.
c) Três anos.
d) Vinte anos.
e) Doze anos
5. Quando houver uma suspeita de lavagem de dinheiro, a comunicação do fato ao Banco Central deverá
ser feita:
a) Com conhecimento e anuência do cliente, por escrito.
b) Sem qualquer conhecimento do cliente.
c) Depende da gravidade. Se a operação for acima de R$ 10.000,00, o cliente deverá ser avisado.
6926.indb 108 22/10/2012 08:44:40
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 109
d) Com conhecimento do cliente, mesmo de forma verbal, para não haver acusação de violação do
sigilo bancário.
e) Apenas se o cliente for reincidente
6. O que acontece se houver uma suspeita de lavagem de dinheiro, e as investgações comprovarem que o
cliente era inocente?
a) O Banco Central punirá a insttuição fnanceira com multas e, em certos casos, com o encerramen-
to de suas atvidades.
b) O Banco Central entenderá a comunicação pela insttuição como de boa-fé, não consttuindo viola-
ção de sigilo bancário.
c) O cliente poderá denunciar a insttuição fnanceira por quebra de sigilo bancário, e certamente
será parte vencedora.
d) O banco deverá pagar uma indenização ao cliente de 100 vezes o valor que deu origem à comuni-
cação.
e) O cliente poderá acionar o Ministério Público contra o Banco Central
7. Relacione as insttuições com sua respectva característca:
(1) Financial Acton Task Force on Money Laundering (FATF)
(2) Financial Crimes Enforcement Network (FinCEN)
(3) Unidade de Inteligência Financeira (FIU – Financial Inteligence Unit)
(4) Egmont Group
(5) Conselho de Controle de Atvidades Financeiras (COAF)
( 3 ) São agências centrais de inteligência de diversos países.
( 2 ) Tem a fnalidade de atuar contra crimes contra o sistema fnanceiro norte-americano, representa a
Unidade de Inteligência Financeira dos EUA.
( 5 ) Tem como função disciplinar aplicar penas administratvas, receber, examinar e identfcar as ocor-
rências suspeitas de atvidades ilícitas no Brasil.
( 1 ) É uma insttuição intergovernamental que desenvolve e promove polítcas nacionais e internacio-
nais de combate à lavagem de dinheiro e ao fnanciamento do terrorismo.
( 4 ) É uma associação global de unidades operacionais de inteligência trabalhando bilateralmente.
8. (Banco do Brasil – 2011) Depósitos bancários, em espécie ou em cheques de viagem, de valores indivi-
duais não signifcatvos, realizados de maneira que o total de cada depósito não seja elevado, mas que no
conjunto se torne signifcatvo, podem confgurar indício de ocorrência de:
a) Crime contra a administração privada.
b) Fraude cambial.
c) Fraude contábil.
d) Crime de lavagem de dinheiro.
e) Fraude fscal.
9. (Banco do Brasil – 2011) A Lei nº 9.613, de 1998, que dispõe sobre os crimes de lavagem de dinheiro e
ocultação de bens, determina que as insttuições fnanceiras adotem alguns mecanismos de prevenção.
Dentre esses mecanismos, as insttuições fnanceiras deverão:
6926.indb 109 22/10/2012 08:44:40
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 110
a) Instalar equipamentos de detecção de metais na entrada dos estabelecimentos onde acontecem as
transações fnanceiras.
b) Identfcar seus clientes e manter seus cadastros atualizados nos termos de instruções emanadas
pelas autoridades competentes.
c) Verifcar se os seus clientes são pessoas politcamente expostas, impedindo qualquer tpo de tran-
sação fnanceira, caso haja a positvação dessa consulta.
d) Comunicar previamente aos clientes suspeitos de lavagem de dinheiro as possíveis sanções que
estes sofrerão, caso contnuem com a prátca criminosa.
e) Registrar as operações suspeitas em um sistema apropriado e enviar para a polícia civil a lista dos
possíveis criminosos, com a descrição das operações realizadas.
10. Órgão do Poder Executvo Federal que exerce o poder de polícia administratva, especifcamente,
quanto às atvidades ilícitas em geral, previstas na Lei nº 9.613/98 como sendo relacionadas com a “Lava-
gem de Dinheiro”, disciplinando procedimentos, aplicando penalidades e identfcando as ocorrências sus-
peitas de incidirem nesse tpo de ilicitude, é :
a) A Comissão de Valores Mobiliários.
b) A Secretaria de Direitos Econômicos do Ministério da Justça.
c) O Conselho Monetário Nacional.
d) O Conselho de Atvidades Financeiras.
e) O Banco Central do Brasil.
6926.indb 110 22/10/2012 08:44:40
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 111
Capítulo 20 – Governança Corporatva
Discursivas
1. Você concorda com o seguinte conceito? Em caso negatvo, apresente sua opinião. “O objetvo fnal da
polítca de divulgação de informações para o mercado de capitais pode ser entendido como um processo
de aprimoramento do mercado de capitais, cujo maior objetvo é o aumento da capacidade fnanceira das
insttuições que integram o mercado de capitais”.
A afrmação é muito coerente da perspectva insttucional no sentdo de aumento de capacidade fnanceira,
porém, é muito importante observar a perspectva do investdor, pois o objetvo de divulgar informações
adicionais é também proteger e informar investdores, melhorando a efciência do mercado na tomada de
decisões de investmentos. Com a divulgação de informações haverá aprimoramento do mercado de capitais,
e conseqüentemente, aumento da capacidade fnanceira das empresas.
2. O que é IBGC? Quais os principais pilares da Governança Corporatva evidenciados por esse órgão?
Trata-se do Insttuto Brasileiro de Governança Corporatva (IBGC), entdade sem fns lucratvos fundada em
1995 e é o primeiro órgão criado no Brasil com foco específco em Governança Corporatva.
Para esse órgão, Governança Corporatva é o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas,
envolvendo os relacionamentos entre Acionistas/Cotstas, Conselho de Administração, Diretoria, Auditoria
Independente e Conselho Fiscal. As boas prátcas de governança corporatva têm a fnalidade de aumentar o
valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade.
Dessa forma, a empresa que opta pelas boas prátcas de governança corporatva adota como linhas mestras
transparência, prestação de contas (accountability), eqüidade e responsabilidade corporatva.
3. O que são os Níveis Diferenciados de Governança Corporatva propostos pela Bovespa?
A BOVESPA defne como um conjunto de normas de conduta para empresas, administradores e controlado-
res consideradas importantes para uma boa valorização das ações e outros atvos emitdos pela companhia.
A adesão a essas prátcas distngue a companhia como Nível 1 ou Nível 2, dependendo do grau de compro-
misso assumido pela empresa.
Classifque os Níveis Diferenciados de Governança Corporatva propostos pela Bovespa:
4. COMPANHIA NÍVEL 1
Companhias comprometem-se, principalmente, com melhorias na prestação de informações ao mercado e
com a dispersão acionária. Assim, as principais prátcas agrupadas no Nível 1 são:
• Manutenção em circulação de uma parcela mínima de ações, representando 25% do capital;
• Realização de ofertas públicas de colocação de ações por meio de mecanismos que favoreçam a
dispersão do capital;
• Melhoria nas informações prestadas trimestralmente, entre as quais a exigência de consolidação
das demonstrações contábeis e de revisão especial de auditoria;
• Informar negociações de atvos e derivatvos de emissão da companhia por parte de acionistas
controladores ou administradores da empresa;
• Disponibilização de um calendário anual de eventos corporatvos;
6926.indb 111 22/10/2012 08:44:40
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 112
• Apresentação das demonstrações do fuxo de caixa.
5. COMPANHIA NÍVEL 2
As empresas comprometem-se, além da aceitação das obrigações contdas no Nível 1, a empresa e seus
controladores adotam um conjunto bem mais amplo de prátcas de governança e de direitos adicionais para os
acionistas minoritários. Resumidamente, os critérios de listagem de Companhias Nível 2 são:
• Conselho de Administração com mínimo de cinco membros e mandato unifcado de um ano;
• Disponibilização de balanço anual seguindo as normas do US GAAP ou IFRS;
• Extensão para todos os acionistas detentores de ações ordinárias das mesmas condições obtdas
pelos controladores quando da venda do controle da companhia e de, no mínimo, 70% deste valor
para os detentores de ações preferenciais (tag along);
• Direito de voto às ações preferenciais em algumas matérias, como transformação, incorporação,
cisão e fusão da companhia e aprovação de contratos entre a companhia e empresas do mesmo
grupo sempre que sejam deliberados em assembléia geral;
• Obrigatoriedade de realização de uma oferta de compra de todas as ações em circulação, pelo
valor econômico, nas hipóteses de fechamento do capital ou cancelamento do registro de nego-
ciação neste Nível;
• Adesão à Câmara de Arbitragem para resolução de confitos societários.
6. COMPANHIA NOVO MERCADO
O Novo Mercado é um segmento de listagem destnado à negociação de ações emitdas por empresas que se
comprometem, voluntariamente, com a adoção de prátcas de governança corporatva e transparência adi-
cionais em relação ao que é exigido pela legislação.
A valorização e a liquidez das ações de um mercado são infuenciadas positvamente pelo grau de segurança
que os direitos concedidos aos acionistas oferecem e pela qualidade das informações prestadas pelas empre-
sas. Essa é a premissa básica do Novo Mercado.
A entrada de uma empresa no Novo Mercado signifca a adesão a um conjunto de regras societárias, generi-
camente chamadas de “boas prátcas de governança corporatva”, mais rígidas do que as presentes na legis-
lação brasileira. Essas regras, consolidadas no Regulamento de Listagem, ampliam os direitos dos acionistas,
melhoram a qualidade das informações usualmente prestadas pelas companhias e, ao determinar a resolu-
ção dos confitos por meio de uma Câmara de Arbitragem, oferecem aos investdores a segurança de uma
alternatva mais ágil e especializada.
A principal inovação do Novo Mercado, em relação à legislação, é a exigência de que o capital social da em-
presa seja composto somente por ações ordinárias. Porém, esta não é a única. Resumidamente, a compa-
nhia aberta partcipante do Novo Mercado tem como obrigações adicionais:
• Realização de ofertas públicas de colocação de ações por meio de mecanismos que favoreçam a
dispersão do capital;
• Manutenção em circulação de uma parcela mínima de ações representando 25% do capital;
• Extensão para todos os acionistas das mesmas condições obtdas pelos controladores quando da
venda do controle da companhia (tag along);
• Conselho de Administração com mínimo de cinco membros e mandato unifcado de um ano;
• Disponibilização de balanço anual seguindo as normas do US GAAP ou IFRS;
• Introdução de melhorias nas informações prestadas trimestralmente, entre as quais a exigência de
consolidação das demonstrações contábeis e de revisão especial de auditoria;
6926.indb 112 22/10/2012 08:44:40
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 113
• Obrigatoriedade de realização de uma oferta de compra de todas as ações em circulação, pelo va-
lor econômico, nas hipóteses de fechamento do capital ou cancelamento do registro de negociação
no Novo Mercado;
• Informar negociações envolvendo atvos e derivatvos de emissão da companhia por parte de acio-
nistas controladores ou administradores da empresa;
• Apresentação das demonstrações de fuxo de caixa;
• Adesão à Câmara de Arbitragem do Mercado para resolução de confitos societários.
Todas essas regras estão consolidadas em um Regulamento de Listagem, cuja adesão é voluntária. Os compro-
missos assumidos pela companhia, seus controladores e seus administradores são frmados em contrato entre
essas partes e a BOVESPA.
Leia o texto abaixo e responda a pergunta.
“A valorização e a liquidez das ações de um mercado são infuenciadas positvamente pelo grau de segurança
que os direitos concedidos aos acionistas oferecem e pela qualidade das informações prestadas pelas empre-
sas”.
7. De acordo com a Bovespa, qual segmento de listagem possui essa premissa básica?
Companhias que estão listadas no Nível Novo Mercado.
8. Segundo as prátcas de governança corporatva o que um conselheiro precisa ser?
A fgura do conselheiro independente é fundamental. É a pessoa que não tem outro interesse que o de de-
fender o melhor interesse da empresa como um todo. Não é empregado, não é acionista, não tem nenhum
vinculo de amizade.
9. O que diz a Teoria da Agência?
A Teoria da Agência está baseada no conceito da frma. Portanto, na frma, existem indivíduos com objetvos
confitantes e estes se tornam equilibrados a partr de uma estrutura de relações contratuais.
10. Quem são os sujeitos envolvidos na questão da Teoria da Agência? Dê exemplo entre principal e agente?
O Principal é o sujeito atvo, ou seja, ele solicita atvidades para os agentes. O Agente é o sujeito passivo,
realiza as tarefas solicitadas pelo Principal e recebe uma remuneração por isso. Alguns exemplos de relações
contratuais entre principal e agente são descritos a seguir:
• acionistas e gerentes: estes aumentam a riqueza dos acionistas;
• clientes e gerentes: estes asseguram a entrega dos produtos aos clientes dentro das condições
especifcadas;
• acionistas e auditores externos: estes validam as demonstrações contábeis e dão seus pareceres
aos acionistas, afrmando a veracidade (ou não) das informações contábeis.
Testes
1. (Petrobrás -2010) A Governança Corporatva tem como um dos seus pilares a consttuição e o funciona-
mento de um Conselho de Administração. Uma das melhores prátcas de Governança Corporatva, vincula-
da ao Conselho de Administração, é a:
6926.indb 113 22/10/2012 08:44:41
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 114
a) Criação de um comitê de auditoria.
b) Elaboração de um Manual de Procedimentos Internos.
c) Aplicação de um sistema de árvore funcional.
d) Separação das funções de presidente do Conselho e executvo chefe.
e) Criação de um sistema de avaliação de desempenho justo e transparente.
2. Qual dos níveis diferenciados da Bovespa indica um maior nível de Governança dentro da empresa:
f) Nível 1;
g) Nível 2 ;
h) Novo Mercado;
i) Bovespa Mais;
j) Nenhuma das alternatvas.
3. Para o investdor, maior nível de Governança Corporatva é importante devido:
a) O investdor saber que maior nível de governança possibilitará decisões melhores com a fnalidade
de maximizar a perspectva de geração de valor de longo prazo para o negócio;
b) Demonstrar apenas que a empresa tem interesse em se atualizar com prátcas mais modernas;
c) Para o investdor em geral não existe nenhuma relevância a adoção das prátcas de Governança
Corporatva;
d) Possibilitará maiores poderes a uma pessoa, e consequentemente melhores decisões serão toma-
das sem haver confito de interesse;
e) Nenhuma das alternatvas.
4. Para resolver o problema de agency e, tendo a controladoria como uma ferramenta para auxiliar esse
processo, podem-se utlizar algumas interfaces para solução. Indica a melhor resposta.
a) Apenas valor da Empresa;
b) Apenas desempenho da Empresa;
c) Apenas auditoria;
d) Apenas transparência das informações;
e) Todos os itens em conjunto.
5. No que se refere à questão de Governança Corporatva, é correto afrmar que:
a) É o sistema pelo qual as empresas são dirigidas e controladas, devendo especifcar a distribuição
dos direitos e obrigações às várias partes da empresa, tais como estoques, copa, manutenção e
limpeza.
b) A preocupação maior é o estudo de como melhorar a efciência das empresas por meio de uma
adequação da estrutura insttucional, abrangendo legislação, conselhos de administração, conse-
lhos fscais, comitês de auditoria e organograma.
6926.indb 114 22/10/2012 08:44:41
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 115
c) É um assunto que só diz respeito ao acionista e a proteção de seu interesse.
d) Não matem relação com conceitos, tais como: compliance ou accountability.
e) A Contabilidade não tem meios de prestar suporte adequado para que as empresas pratquem a
boa governança.
6. Assinale a alternatva correta:
a) Insider Informaton é a informação de caráter geral, mas que apenas circular no ambiente interno
da empresa.
b) Insider Trading é a negociação de informações, realizada entre os departamentos da empresa e
que representa uma prestação de serviço de um departamento para outro, impactando seus res-
pectvos resultados.
c) Insider Informaton é a informação específca que não é pública.
d) Insider Trading é a negociação de informação de acesso restrito.
e) Uma forma de reduzir o insider trading é a redução da periodicidade de divulgação das informa-
ções contábeis.
7. Ao se tratar de Controles Internos, é possível afrmar-se que:
a) A medida de efciência pode ser obtda do quociente entre os resultados alcançados e os resulta-
dos pretendidos, e signifca “fazer algo certo”.
b) O design do sistema de controles internos reside no fato de que podem dar ensejo a ações corret-
vas e de reforço, quando do confronto das informações sobre as atvidades exercidas e dos padrões
que foram estabelecidos, prescindindo de revisão, já que seria necessário tempo o sufciente para
que pudesse haver a ocorrência de atvidades sem o devido monitoramento.
c) Que um sistema de controle interno adequado é aquele que se preocupa única e exclusivamente
com os processos industriais, buscando garantr a manutenção do padrão de qualidade dos produ-
tos.
d) Que os controles internos são essenciais para a credibilidade das demonstrações contábeis.
e) Que controle é o processo implementado por diretores, gerentes e empregados, destnado a pro-
ver segurança razoável para atngir objetvos de efcácia e efciência operacional e compliance com
leis e regulamentos.
8. Indique qual o conceito que defne corretamente transparência das informações:
a) É a relação entre os acionistas e a diretoria em que o primeiro espera que o segundo elabore de-
monstrações contábeis o mais transparente possível;
b) comportamento dos administradores em não maximizar o desempenho operacional da empresa e,
conseqüentemente, esse fato pode ocasionar o aumento do custo de capital próprio;
c) comportamento do administrador em tomar decisões que não benefciem as empresa e sim deci-
sões em benefcio próprio;
d) fscalização, por uma entdade externa ou interna, que é responsável pelos interesses dos acionis-
tas em relação a integridade das informações contábeis e dos controles internos das empresas.
6926.indb 115 22/10/2012 08:44:41
Curso de Mercado Financeiro | Lima / Lima / Pimentel 116
e) Nenhuma das alternatvas.
9. Governança corporatva signifca:
a) Um conjunto de ações voltadas para a preservação dos interesses sociais e o bem-estar da comuni-
dade envolvida pela organização.
b) Um conjunto de estratégias que visam desenvolver produtos e serviços que atendam às necessida-
des do mercado-alvo.
c) Um conjunto de prátcas com a fnalidade de rastreamento e de padronização de toda a cadeia
produtva.
d) Um conjunto de prátcas com objetvo de otmizar os resultados de uma organização, protegendo
os investdores, empregados e credores.
e) Um conjunto de técnicas com a meta de aprimoramento e de capacitação dos colaboradores.
10. Análise abaixo quais indicam mecanismos que visam harmonizar a relação entre acionistas e gestores
pela redução dos custos de agência:
I – Conselho de administração;
II – Sistema de remuneração;
III – Mercado de trabalho compettvo;
IV – Relações contábeis periódicos fscalizados externamente;
V – Sistema de remuneração aos acionistas;
a) Apenas a I,II
b) Apenas I,IV e V
c) Todas as alternatvas
d) Nenhumas das alternatvas
e) Apenas III,IV e V
6926.indb 116 22/10/2012 08:44:41