Capítulo 3: O xisto da formação Irati: estudo do risco do Brasil em explorar seus recursos de xisto. Profa. Dra.

Patrícia Helena Lara dos Santos Matai Profa. Dra. Marilin Mariano dos Santos. Neste capítulo são discutidos, de forma qualitativa os aspectos econômicos e os riscos envolvidos em projetos de explotação de xisto para produção de óleo crú e, quantitativamente um projeto existente na formação Irati.

1. Introdução
Projetos de explotação e produção de petróleo assim como os de xisto são carregados de grandes incertezas de ordem técnica, econômicas, ambientais e políticas. O leque de obstáculos e incertezas que afetam o desenvolvimento de recursos xisto incluem a falta de mão de obra, dificuldades de acesso aos recursos naturais, incertezas do desempenho das tecnologias utilizadas desde o processo de exploração até a produção do óleo; incertezas de capital e custos operacionais; royalties e regimes fiscais desfavoráveis; desafios aos padrões ambientais; prazos de licenciamento desconhecidos; significativos impactos socioeconômicos, entre outros. Dentre as barreiras para a exploração e explotação dos recurso de xisto visando a produção de óleo, destacam-se, o montante do capital investido, o alto custo operacional devido principalmente aos aspectos ambientais e, a volatilidade dos preços do barril de petróleo convencional, sendo essa volatilidade o principal fator de risco para o empreendimento, uma vez que é por este que o preço de venda do óleo de xisto é balizado. Assim, devido ao cenário de incertezas existentes para o desenvolvimento de projetos de exploração, explotação de xisto é necessário utilizar modelos matemáticos estatísticos que avaliam, a partir das incertezas, o risco econômico de um projeto, cujos resultados são distribuições de probabilidade que expressam o risco envolvido no desenvolvimento do projeto.

2. Aspectos envolvidos em estudo de viabilidade econômica de projeto de exploração e explotação de óleo de xisto.
Vários aspectos devem ser considerados quando do estudo de viabilidade econômica de um projeto de exploração e explotação de xisto. Esses aspectos podem ser de natureza determinística ou probabilística. Os aspectos com alto grau de incertezas envolvidas num projeto de exploração e explotação de xisto podem ser de natureza objetiva e subjetiva. As incertezas objetivas são aquelas passíveis de serem quantificadas como as incertezas relacionadas à quantidade de recursos, custos de investimentos, custos operacionais, enquanto que as incertezas subjetivas são aquelas afeitas a aspectos políticos e sociais e são de difícil quantificação. Usualmente são consideradas nos modelos de avaliação

segundo os critérios pré-estabelecidos pela Petrobras a época. valores muito menores que os estimados na década de 1970 e 1980 (SANTOS. vários estudos como o de Barros e Ramos (1982) reportarem que os recursos de xisto eram da ordem de 800 bilhões de barris de óleo crú. Santa Catarina. a Petrobras em 2009 divulgou que as principais áreas com recursos já classificados como reservas no Brasil são as da Formação Irati e estão localizadas nos Estados de São Paulo. Paraná. propriedades adequadas ao processo Petrosix.de risco de forma indireta uma vez que seus impactos são refletidos nas diversas variáveis que compõem o modelo de análise econômica (SANTOS. teor de umidade. 9 milhões de toneladas de gás liquefeito (GLP). a avaliação de um depósito mineral de óleo xisto compreende elementos econômicos e tecnológicos.  que a quantidade dos recursos na área fossem suficiente para justificar a instalação da unidade industrial. 2010). limitação das espessuras das camadas xistosas e inertes.  que o número de camadas xistosas e espessura das camadas fossem favoráveis a mineração. compensações financeiras. royalties entre outras. se o teor médio de óleo fosse no mínimo de 7% e se as quantidades existentes comportassem a instalação de uma . Essa produção. totalizam 889. Assim. somados às perspectivas futuras de explotação torna a tarefa de quantificação ainda mais complexa. dentre destacam-se a eficiência das tecnologias empregadas. Mato Grosso do Sul e Goiás. A Formação Irati foi definida como área prioritária a época devido a critérios pre estabelecidos pela Petrobras que impunham que a área deveria:  ser favorável a mineração a céu aberto (capeamento máximo admissível. Rio Grande do Sul. Essa incerteza normalmente é expressa como a fração dos recursos totais que são considerados como não conhecidos.1 milhões. Quantidade de recursos O grau de incerteza associado à quantificação total de um recurso mineral quando da avaliação do seu potencial é determinado em função do nível do conhecimento geológico do recurso. Segundo o Serviço Geológico dos EUA o conteúdo orgânico no xisto varia de cerca de 100 a 200 litros por tonelada métrica (l/t) de rocha. Outro aspecto importante envolvido na incerteza da quantidade dos recursos é a quantidade de óleo impregnada na rocha e a espessura da camada rochosa que contém o óleo impregnado (SANTOS. 25 bilhões de metros cúbicos de gás de xisto e 18 milhões de toneladas de enxofre. essa áreas representam 700 milhões de barris de óleo. 2010). Os aspectos determinísticos ou de alto grau de certeza são aqueles que baseiam-se em informações estatisticamente comprovadas. Igualmente aos recursos de óleo convencional. 2010). a área considerada viável economicamente se possuísse um capeamento máximo de 45 m. A seguir são discutidos os principais parâmetros econômicos relacionados a projetos de exploração e explotação de recursos de xisto.1. 2. No Brasil. sendo de 40 l/t o limite inferior utilizado para a classificação do xisto betuminoso.  que as características do xisto (teor de óleo. ausência de falhas estruturais significativas). que. no que pese na década de 1980. convertida para barris equivalentes de petróleo (bep). Segundo a Petrobras. Outras instituições sugerem um limite tão baixo como 25 l/t. se não possuísse perturbações estruturais significativas. taxas governamentais como impostos.

000 barris dia1 por 30 anos.4 anos de operação bem abaixo da vida útil da planta industrial.99 *: considerou-se que o valor encontrado nas bibliografias é a quantidade de óleo in situ (SANTOS. 50. 2010) A importância da quantidade dos recursos de xisto num estudo de viabilidade econômica de um projeto de exploração e explotação de xisto reside no fato da obrigatoriedade da quantidade de recursos serem suficientes para suprir a unidade industrial de extração do óleo da rocha durante a sua vida útil. explotação envolvem custos desde a etapa de exploração até a 1 Segundo Diny (2006) uma planta de 50.94 42. se considerarmos a quantidade de recursos in situ.94 13.unidade industrial com capacidade de produção de. Essa área foi descartada devido a umidade do xisto ser da ordem de 33% em massa. alteração do solo. Dentro da Formação Irati a única área descartada por motivos tecnológicos foi a do Vale do Paraíba. Os custos de mitigação ambiental referentes aos impactos decorrentes da exploração.000 barris dia.41 44. Entre esses impactos destacam-se como mais significativos o uso de recursos hídricos. independente da tecnologia empregada ser a de mineração a céu aberto ou mineração subterrânea. cálculos mostram que a área de Rio Negro/Rio Iguaçu não é viável de ser explotada devido a jazida ter vida útil de aproximadamente 13.000 barris dia exige a instalação de 20 retortas cuja capacidade de retortagem de cada uma é a máxima admissível segundo critérios técnicos. Ele argumenta ainda que número maior de retortas exigirá investimento iniciais incompatíveis com a viabilidade econômica.2. os impactos ambientais resultantes das atividades de exploração e explotação de óleo de xisto além de serem em grande número. 2. no mínimo. característica que inviabiliza a utilização do processo Petrosix devido ao balanço térmico desfavorável. 1987). Aspectos ambientais Os impactos ambientais devido o processo de exploração e explotação de óleo de xisto depende da tecnologia empregada e de sua eficiência. geração de resíduos e emissões de gases de efeito estufa. usualmente fixada em 30 anos e. são bastante significativos e as ações de mitigação necessárias envolvem custos muito altos que afetam significativamente a viabilidade econômica de um projeto de xisto. A demais áreas da Formação Irati. da quantidade de recursos ser suficiente para proporcionar viabilidade econômica ao projeto. a vida útil da planta de industrialização e a capacidade produtiva da planta de 50. alteração da qualidade do ar. Entretanto. com retortagem de superfície ou retortagem in situ. . O Quadro 1 mostra os valores de operação Quadro 1: Número estimado de anos de operação de cada usina em função da jazida da Formação Irati e da quantidade de recursos in situ Área São Mateus do Sul Rio Negro/Rio Iguaçu Papanduva\Três Barras São Gabriel\Dom Pedrito Barris de óleo in situ (MMbbl) * 737 220 737 705 Número de anos de operação 44. (CHESF.

levou a Petrobras a rever os seus planos de industrialização nacional do xisto. levou a Petrobras a iniciar estudos para a exploração e explotação de seus recursos de xisto da formação Irati. cujas as externalidades ainda não são monetarizados. Austrália. detentores de grande quantidades de recursos de xisto. em escala industrial. quando o Coronel Edwin Drake perfurou na Pensilvânia (EUA) o primeiro poço de petróleo. o óleo convencional. na época o xisto foi preterido em prol do petróleo. até então não explorados. destinação de rejeitos de processo e recuperação de áreas degradadas são partes integrante dos custos operacionais e. Preço do óleo cru A história mostra que o desenvolvimento de projetos de exploração e explotação de xisto como um recurso energético sempre esteve atrelado ao preço do seu maior concorrente. portanto proporcional a quantidade de xisto processado. 2. tem reflexo direto no preço do barril de petróleo . Congo. O objetivo da decisão de manter o projeto. O custos de mitigação afeitos ao controle dos poluentes gerados no processo como os de monitoramento de qualidade do meio físico. Entretanto. destinação dos rejeitos gerados. recuperação da área degradada pela mineração. mas com apenas uma retorta foi o de comprovar.3. solo e ar. Mais recentemente. Dessa maneira. o primeiro e o segundo choque de Petróleo cujas consequências foi a da elevação violenta do preço do petróleo no mercado internacional. principalmente devido ao custo de extração e beneficiamento do petróleo ser inferior ao de extração e beneficiamento de óleo de xisto. África do Sul. custos estes refletidos no preço de venda do barril de óleo. No Brasil. o problema da escassez e o alto preço do barril de petróleo têm levado países como Estados Unidos. Marrocos. a viabilidade técnica do processo de extração do óleo da rocha de xisto desenvolvido pela Petrobras (Processo Petrosix®) (PETROBRAS. a desenvolverem estudos técnicos e econômicos para uma possível explotação de seus recursos de xisto. monitoramento da qualidade das águas . 1982). em 1983 a estabilização do preço do barril de petróleo no mercado internacional e as recentes descobertas de petróleo na bacia de Campos. no Rio de Janeiro. a volatilidade do preço do barril de petróleo é fator de risco para qualquer projeto de exploração e explotação de recursos de xisto com o objetivo de produção de óleo crú. Os custo de mitigação englobam a instalação de equipamentos de controle de poluição e desativação do empreendimento são custos afeitos ao capital investido. o principais impactos são aqueles relacionados com as emissões de CO2. Data de 1859.desativação total do empreendimento. de difícil quantificação individual. fato que culminou com a decisão de construir uma unidade industrial em São Mateus do Sul com apenas uma retorta. Ressalta-se que os eventos relacionados a geopolítica do petróleo. a menos para a Noruega. que cobra a taxa carbono pelas emissões de CO2. No que se refere ao uso final do óleo de xisto. Jordânia. Esses custos compreendem a instalação de dispositivos de controle de poluição do ar e das águas superficiais e subterrâneas. Os fatos reportados acima mostram a dependência direta do desenvolvimento de projetos de exploração e explotação de xisto com o preço do barril de petróleo devido esse ser o seu principal concorrente direto. A operação de dispositivos de controle de poluição bem como custos com destinação final de rejeito e recuperação de áreas degradadas são relacionados a custos operacionais.

00 para o investimento e US$ 44. resultando no valor de aproximadamente US$ 6.00 Mineração de superfície 47.00 Mineração subterrânea 57. 2005 In situ 38. taxas e impostos No Brasil a explotação de recursos naturais. participação especial.00 SANTOS (2010) estimou o valor do investimento e o custo operacional a partir de informações de um projeto básico feito pela CHESF em 1980 para a implantação de uma usina de xisto utilizando mineração a céu aberto com retortagem de superfície com capacidade de produção era de 50.000 barris dia. 2. como no caso da utilização de pneus inservíveis. consideradas participações governamentais (SUSLICK. e da qualidade do recurso processado. as duas últimas. 2001). . está sujeito a participações governamentais como royalties. uma vez que o tempo de retorno do capital investido é muito longo. Tecnologia Preço mínimo (US$/bbl) Bartis. reflexos na viabilidade econômica dos projetos de explotação e explotação de óleo de xisto. e reduzindo assim o risco do empreendimento. Os números apresentados mostram que o investimento necessário para a implantação de uma usina para produção de 50. Os estudos realizados por Bartis (2005) indicavam.000. que para o nível de conhecimento das tecnologias existentes a época.internacional e.000.000 barris dias é muito alto e é fator importante nos riscos econômicos envolvidos. ainda. Em seu projeto Bartis estimou ainda que o valor do custo operacional e de manutenção da planta é da ordem de US$ 17 a 23 US$ por barril. Os valores estimados foram atualizados monetariamente para o ano de 2009.00 In situ modificado 62.000 barris dia. Esses dois aspectos. taxa de retenção ou ocupação de área e bônus de assinatura. CAPEX. 2.4. O preço mínimo econômico determinado por Bartis foi determinado considerando uma taxa de retorno de 15%. Bartis em 2005 estimou dispêndios com investimento entre US$ 5 bilhões e US$ 7 bilhões para uma planta de mineração e retortagem de superfície com capacidade de produção de 50. geram rendas adicionais que auxiliam o fluxo de caixa do projeto de exploração e explotação de óleo de xisto. Royalties. Ressalta-se que o estudo realizado por Santos (2010) mostrou que o emprego de tecnologias que possibilitem a valoração dos rejeitos do processo ou a valoração dos rejeitos em geral no processo de produção de óleo de xisto. Quadro 2: Preço mínimo econômico em função da tecnologia utilizada. não sendo. o preço mínimo econômico era o apresentado no Quadro 2. OPEX O valor do CAPEX e do OPEX está diretamente relacionado com a tecnologia empregada.00/barril de óleo produzido para o custo operacional.5. dessa maneira. considerada suficiente para cobrir o custo do capital e do risco técnico e financeiro do projeto. contribuição para pesquisa e desenvolvimento (1% da receita bruta) e pagamento de participação ao proprietário da terra. impactam fortemente a viabilidade econômica de um projeto de exploração e explotação de xisto. como o xisto.

o MINEROPAR. a atividade é enquadrada e o Estado passa a arrecadar a 5% do valor do óleo bruto extraído na usina da Petrosix em São Mateus do Sul. A alíquota da CSLL é de 9. Dos 5% do total do óleo bruto extraído. No estudo de Santos (2010). obtido por ocasião da venda do produto mineral obtido após a última etapa do processo de beneficiamento adotado e antes de sua transformação industrial. consequentemente reduzindo os risco financeiros do empreendimento. 70% são destinados para o Estado. a valoração dos rejeitos de processo é fundamental primeiro por incorporar receitas adicionais. Compensação Financeira pela Exploração Mineral. Ainda. Obseva-se que apesar de das várias demonstrações de viabilidade econômica da utilização de xisto para produção de óleo crú. o PIS/CONFINS/ICMS/IPI são os tributos incidentes. o produto faturado se enquadra na incidência de IPI uma vez que há uma transformação industrial e descaracterização mineralógica do xisto minerado. mesmo em proporções pequenas (no máximo 5% do total de xisto processado) reduzem significativamente os riscos financeiros envolvidos nos cenários analisados. segundo por possibilitar a destinação adequada de rejeitos de processo ou de produtos em fim de vida como o caso dos pneus inservíveis. que redistribui 25% do percentual para os demais município. Os resultados mostraram ainda que o tempo previsto para exaustão da mina considerando um projeto de produção de 50. é calculada sobre o valor do faturamento líquido. segundo a definição da CEFEM. desde que não resulte na descaracterização mineralógica das substâncias minerais processadas ou que não impliquem na sua inclusão no campo de incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). do valor arrecadado. Considerações finais Com um olhar para a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental dos projetos de exploração e explotação de xisto com vistas a produção de óleo cru.000. A introdução de pneus inservíveis no processo indicou que jazidas de pequeno porte como a de Rio Negro/Rio Iguaçu são possíveis de terem fluxo de caixa positivo com payback de 11 anos. No caso do xisto. havia um impasse sobre o enquadramento da atividade para a definição dos tributos a serem pagos. A definição judicial é algo muito similar ao sistema de royalties. em Janeiro de 2013. desde 1991 quando foi instalado modulo industrial para processamento do xisto em São Mateus do Sul. Entretanto.09% e a do IRPJ é de 15% sobre o lucro tributável com um adicional de 10% sobre o valor que exceder R$ 240.No que refere aos tributos incidentes sobre a explotação de recursos de xisto. a industrialização do xisto está . reduzindo o tempo de payback e. os resultados mostram que a introdução de pneus inservíveis no processo. para um mesmo preço do barril de óleo. Segundo o Instituto de Mineração do Estado do Paraná. igualmente a outros setores. os 30% restantes são destinados para o município produtor.00. a CFEM. No caso dos tributos indiretos.000 barris dias de óleo de xisto é aumentado em 6 meses. os tributos incidentes sobre um projeto de explotação de óleo de xisto compreendem o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica IRPJ e a Contribuição social sobre o Lucro Líquido-CSLL. as simulações de risco realizada para as áreas da Formação Irati foi contemplado a utilização de pneus inservíveis e a não utilização de pneus inservíveis no processo de retortagem.

Analisando o cenário onde os problemas ambientais decorrentes da produção de gás de xisto são reduzidos ou mitigados. cujo valor de reservas potenciais são gigantescos. Komedi. Cadernos Petrobrás.6. Rio de Janeiro: Serviço de Comunicação Social. Rio de Janeiro: BRASCEP Engenharia . Geology and resources of some world oil-shale deposits. Editora. 2001. v. Marilin Mariano dos. 2003. CHESF . 1982. et al. Oil shale development in the United States. China.. 1987.2.A.9. Santa Monica: RAND Corporation. SUSLICK. Curitiba. uma nova matriz energética mundial deve despontar se considerarmos o preço do m3 de gás de xisto anunciado frente aos demais energéticos.COMPANHIA HIDROELÉTRICA DO SÃO FRANCISCO. R. Atualmente outro grande concorrente do óleo de xisto é o gás de xisto. p.Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP. 2010. por serem tecnologias de alto custo seu emprego só é possível quando o preço médio de produção é menor que o do barril de petróleo. Campina. . Estônia. p 80. Tese (Doutorado em Ciências). PETROBRAS.215.. 3.B. Observa-se ainda que para países como Estados Unidos. Fontes Energéticas Brasileiras inventário/Tecnologia: XISTO.n. n. São Paulo. S. A industrialização do Xisto. p193-252. sofre das mesmas interferências que as demais tecnologias denominadas de backstop.2004 a 2007. 2005. portanto. 20. SP. Regulação em petróleo e gás natural.T. v. A Compensação Financeira pela Exploração Mineral no Paraná .Minerais do Paraná S. SANTOS. a explotação desse recurso é analisada não só pelos aspectos econômicos mas também com vistas a geopolítica energética. ou seja. 2010. MINEROPAR. Referencias Bibliográficas BARTIS. Jordânia. 90. tecnologias. Jams. que são grandes importadores de energia ou o xisto é o único ou o principal recurso energético. DYNI.atrelada sempre ao preço do barril de petróleo no mercado internacional e. 2008. Prospects and policy issues. CA. Canadá entre outros. Oil Shale Journal. bem como como os problemas ambientais anunciados. Xisto: um estudo de viabilidade econômica para o Brasil. p. J. p.