I N S T I T U T O

S U P E R I O R

M I G U E L

T O R G A

De p ar ta me nto de Ps ico lo gia

REGRAS DE ESCRITA DE TRABALHOS ESCOLARES, TRABALHOS DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICO E DISSERTAÇÕES DE MESTRADO

SEGUNDO AS NORMAS DA APA

HELENA ESPÍRITO SANTO (E OUTROS QUE VENHAM A COLABORAR) Coimbra 2009

Resumo
O objectivo deste documento é uniformizar a apresentação dos trabalhos escolares de licenciatura, trabalhos de investigação científicos e dissertações de mestrado. Este documento estabelece as regras para a realização de todos os trabalhos no Instituto Superior Miguel Torga. Apresentamos as regras, quer para o formato dos trabalhos, quer para a redacção dos textos. As regras de realização de trabalhos do Instituto Superior Miguel Torga seguem de perto as normas da American Psychological Association (APA, 2005).

Lombada de Capa de Dissertação de Mestrado! Anexo D .Acordo ortográfico de 1945! Anexo G .Acordo ortográfico de 1990! 21 23 25 27 29 31 33 37 .Modelo de Capa de Trabalhos Escolares e Trabalhos de Investigação! Anexo B .Índice Introdução! Considerações gerais! 2 2 Formato! Apresentação gráfica ! Linguagem e estilo ! Estrutura ! Estrutura 1 — Trabalhos Escolares! 7 Estrutura 2 — Trabalhos de investigação científica!8 Estrutura 3 — Dissertações de Mestrado!9 1 1 4 7 Escrita! Título! Dedicatória ! Agradecimentos ! Resumo ! Palavras-chave ou descritores! Índice! Epígrafe! Introdução! Revisão da literatura ! Materiais e Métodos! Resultados! Discussão! Conclusões ! Bibliografia ! Anexos e Apêndices ! 10 10 10 10 10 11 11 11 11 12 13 14 15 15 16 20 Bibliografia! Anexo A .Guia para a hifenização de palavras! Anexo F .Modelo de Folha de Rosto de Dissertação de Mestrado! Anexo E .Modelo de Capa de Dissertação de Mestrado! Anexo C .

devem constituir simultaneamente um exercício académico e um documento rico em informações científicas originais. O objectivo principal deste tipo de trabalhos é permitir aos alunos o domínio gradual da linguagem científica e do rigor dos métodos científicos. De acordo com o Decreto-Lei nº 216/92. de 13 de Outu- . As dissertações de mestrado são trabalhos científicos que visam a obtenção de um grau académico e devem representar sempre o culminar de um trabalho de investigação. Este tipo de formato constitui um trabalho completo que contém toda a informação relevante para que o leitor possa repetir o trabalho do autor ou avaliar os seus resultados e conclusões. Os trabalhos desta natureza têm como objectivo último a publicação em revista indexada e podem assumir a forma de Comunicação Breve. Neste sentido. O artigo de investigação original consiste na apresentação de resultados inéditos de pesquisa. análise de textos escritos e estruturação da informação recolhida. As apresentações de caso consistem na descrição de casos clínicos fundamentalmente relevantes para o debate de ideias ou para o questionar de teorias. da descrição das suas características e potenciais aplicações. Revisão de Livro ou Artigo de Investigação Original. Artigo de Revisão. O trabalho de revisão de livro trata-se de uma análise crítica de livros recentes. As comunicações breves são artigos originais curtos que abordam temas da psicologia e que apresentam resultados preliminares ou de relevância imediata. Os artigos de revisão englobam e avaliam criticamente os conhecimentos disponíveis sobre determinado tema. Os envolvidos ou os seus representantes devem consentir na publicação e devem ler o artigo antes da sua submissão. constituindo um resumo comentado. Nos trabalhos escolares não são esperáveis novidades científicas. nem o desenvolvimento exaustivo de uma temática e nem a proposta de teorias próprias. Cabe ao professor o devido acompanhamento da idealização do estudo e da evolução do trabalho e a verificação dos passos seguidos. Outros objectivos são o desenvolvimento de capacidade de reflexão. comentando trabalhos de outros autores. deve ser breve.Introdução Considerações gerais Um trabalho académico de licenciatura consiste no aprofundamento de um determinado tema e no contacto com bibliografia múltipla. com opiniões que possam dar perspectiva visão global da obra. Um trabalho de investigação científica consiste na narração de elementos inéditos obtidos em trabalho de campo ou na revisão de literatura. Apresentação de Caso.

a atribuição do “grau de mestre comprova nível aprofundado de conhecimentos numa área científica específica e capacidade para a prática da investigação”. . Para a sua divulgação a ESAE compromete-se a catalogá-las e a disponibilizá-las na biblioteca do ISMT. Pretende-se de futuro a sua divulgação via Internet.bro.

o título da dissertação. As margens superior. cor de letra e fundo. Nos títulos e nas legendas de figuras e quadros são aceites formatos de letra não serifada (e. A primeira linha de cada parágrafo pode ser indentada com cinco a sete espaços. Os índices são numerados em algarismos romanos.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Formato Apresentação gráfica Todos os trabalhos devem ser apresentados em folhas de tamanho A4. Arial. os blocos de citações. As páginas são todas numeradas com algarismos árabes a partir da primeira página da Introdução. A capa frontal pode ser ilustrada. Deverá ser impressa em papel branco e sem quaisquer ilustrações. a capa deve ter uma estrutura semelhante à que se apresenta neste documento (Anexo A). As notas de rodapé são numeradas continuamente desde o início do trabalho. o nome do autor. excluem-se o Resumo.. Palatino (11). exceptuam-se a Capa e o Resumo e as restantes páginas que antecedem o índice das dissertações (Dedicatória e Agradecimentos). Hoefler Text ou Book Antiqua.g. após o índice. desde que tal não prejudique a leitura dos elementos indicados. Na lombada deverá aparecer o logotipo do Instituto Superior Miguel Torga. Deverá seguir o modelo apresentado no Anexo B. as legendas dos quadros e das figuras. os títulos. A folha de rosto é a primeira folha do corpo da dissertação. a indicação de mestrado (M) e o ano da realização (ver Anexo C). Tahoma ou Verdana). São aceite variações no tipo e cor de letra e fundo.54 cm. No corpo do texto. a letra a utilizar deverá ser serifada com tamanho 12 e espaçamento normal entre letras. deve ter um cabeçalho na margem superior externa com uma versão resumida do título. Lucida. Podem usar-se três ou quatro níveis de títulos. a capa é uma cobertura (frontal e final) que tem como objectivo proteger o conteúdo do trabalho. e admitem-se variações no tipo. Tem obrigatoriamente que conter impressos os elementos constantes no Anexo D. 1 . Nas dissertações de mestrado.5) em todo o texto. inferior e laterais deverão medir 2. Os formatos de letra aceites são a Times New Roman. Nos trabalhos escolares e nos trabalhos científicos. Cada página. Helvetica. Os parágrafos deverão ter um espaçamento duplo (1. pelo que deve ser de papel resistente. o acrónimo.

As páginas em branco podem empregues nas dissertações de mestrado antes de iniciar um capítulo que deve começar em página ímpar.0) De “Demographic and mental health factors associated with pathological dissociation in a Portuguese sample” por H.8 (4.5) 117 (67. aparecendo depois do texto.2) 60 (34. 374.4 (8.6) 27. nem páginas em branco.0) 6 (23. L. Nos quadros.3 (4.4) 31.5) 91 (57. Excepcionalmente podem usar-se linhas em branco para evitar que um subtítulo fique isolado no fundo de uma página.3) 34 (68. Adaptado com autorização dos editores.0) 18 (69. Nos gráficos.2) 31 (52.5) 37. Pio-Abreu.5) 10. 2 .0) 30.7) Género N (%) Homens Mulheres 11 (29.1) 19 (32. Espírito Santo.3) 11. Recomenda-se que não se usem linhas em branco.6 (12.8) 28 (47.1) 11.0) 8 (30. Journal of Trauma & Dissociation.8) Estado civil n (%) Casados Não-casados 18 (48. Subgrupos Perturbações dissociativas PTSD Perturbações conversivas Perturbação de somatização Perturbações de ansiedade e depressão Não-clínico Total Notas: M = média.8) 35. cada eixo é legendado e são colocadas as unidades. 2008. e J.4) 19 (51.7 (4. Atente-se aos pormenores gráficos nos exemplos seguintes (Quadro 1 e Figura 1). Quando possível.2) 209 (41.0) 20 (76.5) 68 (42. Total Idade (anos) N M (DP) 37 50 26 59 174 159 505 34. Quadro 1 Características Demográficas dos Subgrupos para o Estudo dos Factores Sociodemográficos e Saúde Mental.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos As figuras e os quadros são numerados em separado.6) 13 (26.2) 26 (70. as legendas são colocadas por cima como se pode ver no Quadro 1 de exemplificação.4) 37 (74. Os quadros e figuras são sempre indicados no texto.7) 16 (32.7 (4. DP = desvio-padrão.8) 296 (58.7 (12.0) 11. As figuras devem também ter a mesma dimensão do texto ou da coluna de texto.0) 33.1 (12.8 (13.9 (4.3) 68 (42.9) 40 (67.9 (2.7) 302 (59.1) 10. p.7) 91 (57. Copyright 2008 por The Haworth Press.3 (12. sequencialmente e com números em árabe.5) 57 (32.8) 114 (65. Não se usam quadros verticais.7 (3.2) 203 (40.9) 12. os quadros devem ter a dimensão da largura do texto e a única linha divisória a usar é uma horizontal que divide o título do quadro dos títulos das colunas e do corpo do quadro.4 (13. 9.6) Escolaridade M (DP) 9. As figuras são legendadas por baixo (Figura 1).

75 0.75 1. 26 3 .25 1 0. 2009. Sebenta das Aulas de Etologia. De “Comportamento social dos primatas” por H.5 2. Números de nascimentos de pintos com diferentes sistemas de acasalamento.5 0.5 1. p. Espírito Santo.25 0 Nascidos Saídos do ninho Macho presente Macho ausente Figura 1.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos 2.25 2 Nº médio de jovens 1.

. … mas não exagere no uso de sinónimos para obter uma escrita elegante. cit. Assim. Dentre elas. termos científicos e noções-chave quando aparecem pela primeira vez no texto. 6. Evite os ecos (ex. aproxima mais") 9. b. (opere citato ou “no trabalho citado”). Consulte o Anexo B para as situações mais frequentes e os Anexos C e D com os Acordos Ortográficos de 1945 e de 1990.: "Medição da orientação") e cacofonias (ex. quando o escrever pela primeira vez no resumo e na primeira vez do texto. Conceitos inovadores. op. modismos. Gustavii. Use palavras precisas e específicas.: Pan paniscus (Schwarz). Ex. habituais e curtas. a linguagem deve ser clara.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Linguagem e estilo Qualquer trabalho deverá ser escrito como um artigo de uma revista científica.. designações específicas. substantivos aumentativos e diminutivos mais de uma vez num mesmo parágrafo . Palavras 1. 1975. 11. Evite o jargão.Explique palavras científicas específicas no texto ou em glossário separado quando as escrever pela primeira vez. Evite assuntos laterais. 8. Não o use para termos técnicos. Tenha particular atenção à hifenização. 2008). 2. Recorra com frequência a uma gramática. O uso de sinónimos deve restringir-se a verbos e substantivos comuns. 10. Coloque o nome completo da espécie e do seu investigador quando o escrever no título do trabalho.. objectiva. Tem disponíveis on-line o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa e o Ferramentas para a Língua Portuguesa (Priberam. Evite repetições. 3.: ". Corte todas as palavras inúteis ou que acrescentam pouco ao conteúdo (circunlóquios). prefira as mais simples. 2005. Palavras ambíguas que podem ter mais do que um significado. Evite abreviaturas habituais que caíram em desuso.Use o itálico com parcimónia e nas situações seguintes: a. c.. por exemplo. Procure não usar verbos. 7. Nomes das espécies. Use apenas os adjectivos e advérbios extremamente necessários. Trabalhe com um dicionário e uma gramática e consulte-os sempre que tiver dúvidas. 5. Booth. Títulos de livros e nomes de revistas científicas. escrita em discurso directo e com frases curtas (APA. d. como. 4 . lugares comuns e abreviaturas sem a devida explicação. 4. 2008). O nome do género vem em maiúscula e o do epíteto específico em minúscula: Pan troglodytes.

símbolos químicos (Ex. no máximo. Use sempre frases curtas e simples. Use as aspas duplas para palavras ou frases irónicas. i.. Abuse dos pontos finais. Prefira o ponto final e iniciar uma nova frase em vez de vírgulas. Use uma partícula por frase. 7. use a tradução das siglas latinas. Uma frase cheia de vírgulas está a pedir pontos. 14. parêntesis e travessões. Evite orações intercaladas.: LSD) ou letras gregas. Caso contrário está a cometer plágio. se o artigo não estiver disponível de forma gratuita. s.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos e. 9. vs. A citação de fontes secundárias (citar quem cita) com as referenciações adequadas não são encorajadas nos trabalhos escolares. 5 . Para obter um artigo pesquise na PubMed (National Library of Medicine. Prefira frases na voz activa (“Nós estudámos a depressão em doentes internados” em vez de “A depressão em doentes internados foi estudada pelos investigadores”). 3. Não se esqueça de indicar no Assunto do mail a referência do artigo. a Books Google iniciou uma parceria com bibliotecas de renome e com editoras de todo o mundo e permite a leitura de muitos livros ou de páginas de outros tantos. os autores ficam agradados pelo interesse que o seu estudo suscita.: teste t) 12. Duas ferramentas adicionais de pesquisa de livros são o Scribd que é um servidor de compartilhamento de livros online e o Archive Internet que consiste numa livraria digital de livros. 2. Evite as partículas de subordinação. Estas palavras alongam as frases tornando-as confusas e cansativas. 6.1 1 A internet tornou-se uma ferramenta que permite a consulta de praticamente todo o tipo de documentos. música e documentos audio. 8. et al. 4. Frases 1. embora. jargão. de se identificar como aluno do ISMT e de agradecer quando lhe responderem. versus.. Fora do parêntesis.). quando. Quando parafrasear ou citar o trabalho de um autor. 5. Por norma.. e os restantes. Nos trabalhos de investigação e nas dissertações de mestrado. tais como que. Para ler livros. as citações de fontes secundárias não são permitidas. imagens. Algumas revistas internacionais aceitam o parêntesis para reduzir a dimensão da frase. Símbolos estatísticos ou variáveis algébricas (Ex. Escreva sempre no discurso directo: sujeito + verbo + complemento. neologismos ou citações. deve indicar a sua fonte. Se a informação não merece nova frase é porque não é importante e pode ser eliminada. As abreviaturas latinas devem ser usadas entre parêntesis: e.. então peça-o ao autor principal através do mail. Prefira frases afirmativas (“A criança fez birra” em vez de “A criança não se portou bem”). O plágio é punido pela Lei 45/85 de 17 de Setembro na alínea a) do artigo 76 do Código do Direito do Autor. 13.).g. especialmente antigos.: a priori. por exemplo. onde.e.d. isto é. Não use o itálico em expressões e abreviaturas estrangeiras frequentes em português (Ex. etc.

d. Na primeira leitura. Na terceira. elimine todos os adjectivos e advérbios que puder. c. Na primeira leitura. Nas citações de texto de outros autores: a. o sentido de uma frase mal escrita. Veja se a divisão em itens e subitens está bem estruturada. Os parágrafos devem interligar-se de forma lógica. ecos. procure repetições. procure erros de grafia. Parágrafos 1. cacofonias. enfática e conter a informação principal. A última frase deve seguir de ligação ao parágrafo seguinte. verifique se as informações estão correctas e se realmente está escrito o que pretendia escrever. Veja se não está a adivinhar. e. 3. Um parágrafo é uma unidade de pensamento. d. Não o deve fazer no início e no final da citação. a. leia todo o texto três vezes e faça as correcções necessárias. observe se o texto está organizado segundo um plano lógico de apresentação do conteúdo (leia o subtópico Estrutura). Na quarta. imediatamente a seguir. tais como de regência e concordância. Se for necessário. se os subtítulos (título de cada tópico) reflectem o conteúdo das informações que se seguem. faça nova divisão do texto ou troque parágrafos entre os itens. b. verifique se está tudo no discurso directo. Analise se a mensagem principal está re6 . pelo contexto. frases intercaladas e partículas de subordinação. 2. Use colchetes para acrescentos ou explicações. Após a correcção de cada parágrafo em separado. Na segunda. corte todas as palavras desnecessárias. 4. deve inserir entre colchetes a sua ênfase: [itálico adicionado]. e. c. Use as reticências para indicar a omissão de material. b. Use o itálico para destacar uma ideia na citação mas. Use as aspas simples para citações incluídas noutras citações. As demais devem corroborar o conteúdo apresentado na primeira. digitação e erros gramaticais. Só o deve fazer no meio das citações. A primeira frase deve ser curta.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos 10. Use aspas para excertos com menos de 40 palavras inseridos no seu texto (citações com 40 ou mais palavras devem ser citadas em bloco sem aspas). Um parágrafo só ficará bom após cinco leituras e correcções: a. Na quinta.

Capa: Faça a capa semelhante à que se apresenta neste documento (Anexo A). Dellinger. modelos ou teorias suportados por referências bibliográficas — 50%. símbolos. Estrutura Estrutura 1 — Trabalhos Escolares O limite de páginas para cada trabalho escolar será estipulado pelo docente da unidade curricular. O número de palavras por divisão deverá corresponder. datas. 3. seguido do índice de quadros. citações de tabelas e figuras e as referências bibliográficas. Ceia. Anexos ou apêndices: Use os anexos para incluir documentos de outros autores e os apêndices para documentos do(s) autor(es) do trabalho. Índice: Indique as páginas dos títulos e subtítulos. consultem-se as Normas de Ceia (2008) ou o Guia de Estrela. Na segunda. c. 7. Introdução: Contextue o tema e indique o objectivo do estudo — 27% 6. acrescente um índice de figuras. 5. Bibliografia: Escreva todas as referências indicadas no texto e não escreva referências que não apresente no texto. Elimine todos os parágrafos que contenham informações irrelevantes ou fora do assunto do texto. 2005. equações. b. 1993.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos digida de forma clara a ser entendida pelo leitor. grosso modo. Na terceira leitura. às percentagens indicadas. Desenvolvimento: descreva as definições. observe se os parágrafos se interligam entre si. 2004. Sarmento. O trabalho escolar deve ser constituído pelas nove partes que a seguir se descrevem (Azevedo. Veja se não há repetições da mesma informação em pontos diferentes do texto. 2008): 1. Conclusão: Sintetize os aspectos principais — 20%. 7 . 2008. verifique todas as informações. escrita de forma diferente mas com significado semelhante. sobretudo valores numéricos. Soares e Leitão (2006). mas não genérico. Nota Para mais considerações. 2. 9. Sumário: Faça um resumo dos conteúdos do trabalho e apresente as conclusões básicas — 3% 4. 8. Frada. Caso o trabalho contenha figuras ou quadros. Título: Escreva um título curto.

Título: Escreva um título curto.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Estrutura 2 — Trabalhos de investigação científica Os trabalhos de investigação devem ser semelhantes a um artigo de revista. Se a sua intenção for a publicação numa revista. 2008). Capa: Faça a capa semelhante à que se apresenta neste documento (Anexo A). Resultados: apresente os valores obtidos — 25%. 1. Método. Palavras-chave ou descritores: Indique 3 a 5 palavras de acordo com o Medical Subject Headings (NLM. Artigo de Investigação Original. Resultados e Conclusão. O número de palavras por divisão deverá corresponder. instrumentos e procedimentos — 25%. Muitas revistas seguem os requisitos do International Committee of Medical Journal Editores (2008) ou do National Library of Medicine (s. Consoante as revistas. Sarmento.d. 9. O trabalho de investigação prática deve ser composto pelos elementos que a seguir se enumeram (APA.). 3. 4.) que poderá ter de consultar. Discussão e/ou Conclusão: Questione dos resultados e sumarie os aspectos principais — 30%. então siga as suas Instruções aos Autores de cada revista. O limite de palavras varia de revista para revista. às percentagens indicadas. Dellinger. s. o número de páginas varia também consoante o tipo de artigo: Comunicação Breve. 2005. 1975. Resumo: Faça um sumário e apresente as conclusões básicas. 8. Introdução: Enquadre o problema e indique o objectivo do estudo — 15% 6. Se pretender publicar numa revista. Bibliografia: Escreva todas as referências indicadas no texto e não escreva referências que não apresente no texto. 2. O número de páginas de um artigo de uma revista indexada com índice de impacto oscila entre as 2 e as 20 páginas. 2004. Frada. a bibliografia pode seguir as normas da APA. Booth. 7. grosso modo. Artigo de Revisão. Apresentação de Caso. mas não genérico. Azevedo. 10. 1993.d. Materiais e Métodos: descreva os participantes. Apêndices: Use os apêndices para documentos do(s) autor(es) do trabalho. 2005. 8 . O limite de palavras varia também de revista para revista. Carta ao Editor ou Revisão de Livro. Algumas revistas exigem que obedeça à estrutura seguinte: Objectivo. o sistema de Vancouver ou normas específicas de cada revista. oscilando entre as 120 a 200 palavras — 5%. Gustavii. 2008. 5.

2. indique o objectivo do estudo e/ou enuncie questões ou hipóteses— 3%. 9 . Descreva as bases teóricas.3. 1993. Índices e listas: Indique as páginas dos títulos e subtítulos. 5. PARTE 2 . 2008). 9.1. ANEXOS OU APÊNDICES: Use os anexos para incluir documentos de outros autores e os apêndices para documentos do autor do trabalho. Agradecimentos: Página facultativa. grosso modo.1. Sarmento. das variáveis. PARTE 1 .45%. mas não genérico. Azevedo. 9. Frada. Folha de Rosto: Construa a folha de rosto segundo o Anexo D. O número de palavras ou páginas por divisão deverá corresponder. 6. instrumentos e procedimentos — 5% . 8.10%. (Introdução): Enquadre o problema. Caso o trabalho contenha figuras ou quadros. 4. 3.4. 9. 2008. Discuta com o seu orientador sobre se é necessário designar ou considerar todas as secções descritas. 9. acrescente um índice de figuras. 7. às percentagens indicadas. Título: Escreva um título curto. do plano de estudo e da estrutura da dissertação (seus capítulos) — 3%.Discussão e/ou Conclusão: Questione dos resultados e sumarie os aspectos principais — 5%.ENQUADRAMENTO TEÓRICO 8. — 35% . INTRODUÇÃO (geral): Apresentação do tema.Materiais e Métodos: Descreva os participantes. Ceia. 1.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Estrutura 3 — Dissertações de Mestrado As dissertações de mestrado devem ser compostas pelos elementos que a seguir se apresentam (APA. Pode criar capítulos temáticos e terminar com uma síntese pessoal.CONTRIBUIÇÃO PESSOAL 9. Resumos: Faça uma síntese dos conteúdos da dissertação e apresente as conclusões básicas em língua portuguesa e em língua inglesa— 1% + 1%. 10. As regras do ISMT estipulam um máximo de 75 páginas para as dissertações de mestrado. Capa: Faça a capa e a lombada semelhantes às que se apresentam neste documento (Anexos B e C).Resultados: Apresente os valores obtidos — 5% .10%. 11. 2. 2004.Enquadramento teórico: Faça a revisão da literatura sobre o tema de investigação. BIBLIOGRAFIA: Escreva todas as referências indicadas no texto e não escreva referências que não apresente no texto. 2005. seguido do índice de quadros.

Escreva o resumo no pretérito perfeito. Prefira os verbos aos nomes abstractos (APA. com excepção da descrição dos resultados e das conclusões. 1975. específico e. Deve começar com uma frase clara sobre o objectivo do trabalho. Booth. declarativo em vez de neutro. por isso é muito importante. o limite é 350 palavras. Gustavii. Todas as dissertações devem ser acompanhadas de dois resumos – um em língua portuguesa e outro em idioma inglês. O título deve ser curto (não exceda as 20 palavras). Escreva-o no início e reexamine-o mais tarde. 2008). Faça uma lista com as palavras-chave e tente incluí-las no título. sempre que possível. 2005. Agradecimentos É também uma página facultativa das dissertações de mestrado onde o autor regista os agradecimentos a pessoas ou instituições que contribuíram de forma relevante para a elaboração do trabalho. Resumo O resumo é uma síntese analítica em que se descreve o problema e as questões ou informações mais importantes referidas no trabalho.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Escrita Título O título consiste na primeira impressão. Dedicatória É um elemento optativo das dissertações de mestrado onde o autor presta uma homenagem ou dedica o seu trabalho a alguém. 1975. 2008). 2005. As referências não são citadas aqui. Gustavii. em seguida indique os resultados obtidos e termine com uma ou duas frases que salientem conclusões importantes. 10 . A primeira palavra deve ser o conceito central que vai trabalhar. O resumo é o último trecho a ser escrito ainda que apareça no princípio do trabalho (APA. depois diga quais os métodos usados. Booth. O resumo deve circunscrever-se às 120-200 palavras para os trabalhos escolares e os trabalhos científicos. Nas dissertações de mestrado.

confirme com o seu orientador sobre a necessidade de incluir uma Lista de Abreviaturas ou de siglas depois dos índices. o índice geral pode incluir categorias de nível superior designadas por Partes. Neste índice só se colocam as páginas que o seguem e não se inserem as páginas antecedentes. No caso dos trabalhos científicos use 3 a 5 palavras de acordo com o Medical Subject Headings (NLM. 11 . Apresentação do problema. o Índice de Quadros.d. A epígrafe pode ser colocada na página que antecede o primeiro capítulo ou no início de cada capítulo. Não deve ultrapassar os cinco termos-chave. mas depois dos Agradecimentos e do Resumo.). o Índice de Figuras e o Índice Remissivo (optativo para as dissertações de mestrado). Este índice consiste na ordenação alfabética de assuntos e autores. Epígrafe Citação optativa do pensamento de um autor que resuma a ideia principal do trabalho ou que transmita um significado que foi relevante para a génese do seu trabalho. a seguir aos anexos. Nos trabalhos escolares e nas dissertações de mestrado há três (quatro) tipos de índices: o Índice Geral. sua importância. A introdução deve incluir quatro (seis) aspectos: 1. tendo em conta os seus níveis. Nas dissertações de mestrado. Os índices de quadros e de figuras aparecem depois do índice geral. subcapítulos e secções. O Índice Remissivo aparece no final.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Palavras-chave ou descritores As palavras-chave ou os descritores devem ser escolhidos pelo estudante. sua história. no caso dos trabalhos escolares e das dissertações. Introdução (geral) Na introdução descreve-se o problema e o objectivo do estudo de forma breve e sucinta. O Índice Geral aparece no início. implicações teóricas e descrição da estratégia de estudo. Índice Nos trabalhos científicos não se coloca índice. e por acordo com o seu orientador. Nesta parte há que responder à pergunta porque é que fez o trabalho. Nas dissertações de mestrado. O índice geral deve incluir os capítulos. s. em função da sua pertinência ou da terminologia em vigor na disciplina.

pode começar o seu trabalho por aqui e depois avançar para a Introdução geral e finalizar com o Resumo. Gustavii. defina os conceitos. salientando descobertas relevantes. Booth. Nas dissertações de mestrado. Nas dissertações deve ainda definir as variáveis e enunciar as hipóteses ou questões empíricas. Indicação dos objectivos gerais e específicos. Depois. A revisão da literatura pode ocupar mais do que um capítulo e estar enquadrada numa primeira Parte que se pode designar Enquadramento Teórico. a introdução e a revisão da literatura podem ser reunidas na secção Introdução. 6. descreva de forma sucinta a metodologia da parte teórica e da parte prática. Baseando-se na literatura. faça uma introdução onde sintetiza o que vai tratar e os critérios que usou para delimitar o assunto em investigação que vai rever. termina-se a introdução com a indicação da estrutura geral da dissertação e temas gerais de cada capítulo. resuma metodologia e sintetize resultados. Escreva a introdução no pretérito perfeito quando se referir à sua investigação e escolha entre o presente ou o pretérito quando se referir aos trabalhos de outros autores (APA. apresente explicações ou explane teorias. 4. isso deve ficar para a discussão. descreva a problemática em pormenor. 5. restringindo-se às áreas que se aproximam do assunto que investigou. mas não se alongue no debate de literatura relevante.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos 2. Apresente um modelo metodológico da investigação que pode complementar com uma figura que sintetize a investigação global da dissertação. 2008. Nesta secção. Nos trabalhos académicos e nos trabalhos de investigação. Para restringir o tamanho e evitar redundâncias bastam três referências para apoiar um conceito específico. No final faça uma síntese pessoal. 3. 2005. Resumo das descobertas conflituosas na literatura. 2008). Revisão da literatura No caso da dissertações de mestrado. 12 . Sarmento. 1975. Refira-se à literatura publicada. questões metodológicas importantes e conclusões principais. Nesta secção deve mostrar familiaridade com a literatura. Assuma que o leitor tem alguns conhecimentos na área. Nas dissertações de mestrado. Discussão sobre o que tem sido feito em trabalhos prévios. Inclua somente a informação que prepare o leitor para a questão em investigação.

Esta secção pode subdividir-se em várias subsecções conforme a natureza do trabalho (APA. exponha os critérios de inclusão e exclusão. a data (e. Participantes: Identifique os sujeitos e descreva a amostra adequadamente: apresente o número de sujeitos. nalguns casos. 2004). refira os grupos específicos. descreva as características demográficas principais (sexo. Inclua as instruções dadas aos sujeitos. diga se foi obtido consentimento informado e se foi aprovado por comité de ética e se segue as normas éticas da Declaração de Helsínquia (WHO. número de investigadores e seu papel. grau de escolaridade). 4. 1. indique os seus autores e apresente os valores da validade e de fidedignidade. métodos de amostragem. diga quais as medidas e a sua validade. idade. definir e articular as variáveis apresentar as hipóteses de investigação ou questões empíricas. 2008). Apresente integralmente os instrumentos nos Anexos. 3. a hora). Indique como analisou os dados. 2. antes de avançar para esta secção. a formação de grupos e intervenções específicas. Gustavii. Procedimentos: Descreva cada etapa da realização da pesquisa. Justifique o tamanho da amostra e explique como foi determinado. deve iniciar uma segunda Parte que pode designar por Contribuição Pessoal ou Estudo de … Depois deve reunir nesta parte uma Introdução. A amostra deve ser representativa. técnicas de observação. Na Introdução deve delimitar o problema. Instrumentos: Descreva os instrumentos. 13 .ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Materiais e Métodos Nas dissertações de mestrado. hardware e software e métodos estatísticos. número de sujeitos. Descreva os métodos de randomização. equipamentos. os Materiais e Métodos e os Resultados. técnicas de realização de ensaios cegos e outras técnicas de controlo. Local: Diga onde o estudo decorreu ou onde recolheu os dados. estatuto socioeconómico. Pode citar outras publicações para relatar variações das técnicas usadas. 2005. se executou alguma transformação dos dados e qual a justificação para tal. registo e armazenamento de dados. Justifique as variáveis. Escreva o local do estudo. Nos Materiais e Métodos dos trabalhos de investigação e nas dissertações de mestrado relate tudo o que é preciso para que outra pessoa possa repetir o mesmo estudo. 1975. Booth.

deve escrever-se 14 . Os números cardinais são escritos em numérico excepto quando iniciam uma frase.. Use sempre o mesmo número de casas decimais.g. p < 0. média ± DP = 30. cortisol (mg/dl)..80) e as probabilidades também com vírgula (e. 4.g. podem usar-se níveis de precisão maiores. F(2. Não interprete os dados. Coloque espaço antes e após dos operadores numéricos e lógicos (e.01). Excepcionalmente.. acompanham-se de quadros e figuras..g. 9) = 8. p > 0. Se um número for escrito por extenso a sua unidade também o deve ser (e.01). Gráficos. Apresente os resultados estatísticos de forma completa. Nos trabalhos de investigação escritos para publicação. Nos trabalhos académicos e nas dissertações de mestrado indique a casa decimal através de vírgula (e.. quando aparecem no título ou quando seguem outros números. Não refira outros trabalhos ou autores..06 ± 15. 3. permitindo que o leitor possa tirar as suas próprias conclusões (e. U = 1425.05). 5.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Resultados Nos trabalhos de investigação e nas dissertações de mestrado descreva os resultados e todas as conclusões que retirou da análise dos resultados. Não use espaço depois das estatísticas F ou t quando são seguidas pelos graus de liberdade [e. figuras e gráficos próximo e após o texto correspondente. Apresente os valores numéricos com as suas unidades [e. quando se apresenta a média. abelhas por minuto].g. No texto deve indicar cada figura ou quadro que resuma os resultados (e..g.80 e p < .37. 6. quadros e figuras devem ser simples com a informação suficiente para que sejam compreendidos por si mesmos. 5.01).g. indique a casa decimal e a probabilidade com ponto (e. Os resultados são descritos textualmente e.. A forma usual é apresentar os números decimais com duas casas. Coloque os quadros.g.40. “ver Figura xx” ou “segundo Quadro xx”). nem especule nesta subsecção. 5. quando complexos. Os quadros e figuras acompanham o texto escrito mostrando os detalhes dos resultados. “Dez milímetros de água”).g. Não se esqueça de apresentar resultados negativos — eles são importantes! 1.g.56. peso (Kg). p < 0. A legenda dos quadros e figuras deve ser completa e resumir informação do texto de forma a que o leitor retire a informação principal sem ler o texto. 2..

consulte os manuais da APA (2005). Discussão Nos trabalhos de investigação e nas dissertações de mestrado questione os resultados à luz dos trabalhos de outros investigadores. 2005. Booth. Termine. Não se limite a reformular e repetir aspectos já estabelecidos. 5. Evite expressões titubeantes do género “Isto parece sugerir que …”. Frada (2008) e Sarmento (2008). Nota Para mais reflexões. Recorra às fontes que já citou na Introdução e introduza novas fontes. Comente a possível generalização dos resultados a outros contextos ou populações. Cada frase deve contribuir para marcar a sua posição (APA. Escreva de forma que deixe uma marca e que o leitor se lembre do seu trabalho. Conclusões Nos trabalhos académicos passe da revisão da literatura para a Conclusão. Compare os resultados com investigações anteriores e explique porque é que os resultados diferem ou se assemelham. Debata o valor e implicações práticas ou teóricas dos resultados. fornecendo as pistas para prosseguir novas investigações. Nas dissertações de mestrado as Conclusões podem ser escritas numa secção separada ou inseridas na Discussão. 1975. objectivos (ou hipóteses) e achados. Gustavii. 2008).ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos também o desvio padrão e o nº de observações). 2. 3. Indique as limitações e os pontos fortes do seu trabalho. o tamanho da amostra e o nível de significância. 6. Forneça direcções para continuar novas investigações. A Discussão pode ter a estrutura seguinte: 1. 4. o valor dos parâmetros. A conclusão é o último parágrafo do seu trabalho em que deve destacar a mensagem do seu trabalho. 15 . Comece por resumir o contexto teórico. Diga que testes estatísticos usou. Azevedo (2004). Nos trabalhos de investigação a conclusão pode inserir-se na discussão.

2006) …].g. 4. Se o trabalho citado não tiver data (usual em páginas de internet). Irwin. Quando tem mais de cinco autores. 2009)].ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Bibliografia A maior parte das afirmações deve ser suportada por citações. coloque o nome do autor seguido da indicação “sem data” [e. (WHO. 2005. 2002b). As suas citações devem ser específicas e devem indicar a página de onde as retirou. 2. 7... quatro ou cinco autores.. ordene primeiro alfabeticamente e depois por ordem cronológica se tiver mais publicações do mesmo autor (e. use as letras do alfabeto como sufixos depois do ano (e. 2007b). O leitor deve ser capaz de encontrar a referência sem que para isso tenha de ler o livro inteiro (e. escreva somente o nome do primeiro autor seguido pela abreviatura et al.. Dorahy et al. 3. 2002a. Amaral. Se o autor for uma organização.g.g.g.. Se a estrutura de a frase exigir que o nome do autor fique entre parêntesis.g. 1866. 2005b. Silva.g.g. nas citações seguintes use a abreviatura do nome se ela for conhecida ou imediatamente entendível [e. 1999. Se tiver mais de que um trabalho citado no mesmo parêntesis.. pois não resulta directamente de trabalho de investigação.g. (e. nas citações subsequentes. Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (s. & Garcia.d. A citação pode ser na forma de transcrição. 6.. Outras situações particulares: 1. World Health Organization (2009)]. paráfrase ou resumo. 2005. Se um autor tiver mais de dois trabalhos no mesmo ano. et al. então faça do seguinte modo: (Silva & Lopes. 422). Näring & Nijenhuis. 2006). Citação no texto As citações no texto devem acompanhar-se do apelido dos autores [e. escreva o nome completo na primeira citação [e. Axenfeld. p. Lopes. Quando tem três. “Segundo Silva e Lopes (2005. escreva sempre o nome do primeiro autor seguido pela abreviatura et al. 5. indique os nomes de todos os autores na primeira vez em que os cita.... 2008)..)] 16 . Silva. Maaranen et al. 2003.

Autor. Cidade: Editora. Não coloque. & C. autores que não tenham sido citados no texto.). Título do Livro. 5. A. volume (caderno). que tal não é necessário. quando se tem duas ou mais publicações do mesmo autor no mesmo ano. as referências são listadas pela ordem alfabética do apelido dos autores e depois por ordem cronológica quando o nome do primeiro autor se repetir. Editor. carta pessoal.). & Autor. Os manuais portugueses que adaptaram as regras da APA (Azevedo. A. & Autor. mês.. Autor. em português. xxx-xxx). Para outras situações consulte-se o manual da APA (2005). A. então faça-o do modo seguinte: M. devem colocar-se letras minúsculas depois da data. (Ano). Editor. Se a citação for relativa a uma comunicação pessoal com uma individualidade de reconhecido mérito científico (entrevista. No instituto Thomson Reuters (2008) são fornecidas listas de toda a bibliografia que obedece a esse grau de exigência. Seguem-se alguns exemplos com as situações específicas mais comuns. A. Cidade: Editora. Título do artigo. 1993). B. O formato geral da Bibliografia é o que se segue: Autor.. Todos os nomes que apareçam no corpo de texto devem aparecer na secção Bibliografia. Bibliografia final Nesta secção. seguido do título traduzido.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos 8. B. mensagem e-mail. primeira-última páginas. 2008) não fazem a tradução dos títulos e consideramos. Nome da Revista. no nosso caso. As normas da APA indicam que se dê o título original de um livro escrito em língua estrangeira. Título do capítulo. (2000). Acedido em dia. Título do Livro (pp.. faça-o somente com trabalhos indexados que consistem em artigos que foram submetidos a revisão independente. A. B.. 2004. (Ano). Tal como nas citações no corpo de texto.. B. Título do documento. B. Sarmento. B. etc. A. Julho. Em A. A. (Ano). em: URL. B. & Autor. Não use livros de divulgação geral (para leigos) nos seus trabalhos. nesta secção. Autor. igualmente. Mahoney (comunicação pessoal. A. ano. 17 . Nota Quando citar artigos. Editor (Eds.

editor Halligan. Fauci. autor organizacional World Health Organization. Howieson. A. Livro completo.). S. rev. vários volumes Janet. História do terror.. dois ou mais autores. (2. (2001) The Executive Brain.. A. Paris: Alcan. & Loring. L. Lda. Porto: Porto Editora. Classification of mental and behavioural disorders. Livro completo. Lisboa: Ed. Harrison. R. Bloomfield. seis autores ou mais Wiener . Livro completo. C. E. o medo e a angústia através dos tempos (N. Livro completo. M. 1-3). Harrison's principles of internal medicine. E. psychologiques et cliniques sur les méthodes de la psychothérapie (Vols. T. Nova Iorque: Oxford University Press. Trad. A. D.. P. Livro completo. (1922). (2004). G. N.). D. Ribeiro Sanches (Ed. S. P. & David. sem autor ou editor Dicionário de Latim-Português.. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra. Kasper. Études historiques. self-assessment and board review (17ª ed.). (2008). M. (1919). D. Les médications psychologiques. Século XXI. um autor Goldberg. The ICD-10. (1999).).. Conversion hysteria: Towards a cognitive neuropsychological account (Cognitive neuropsychiatry). W. edição revista Lemos. Batalha.).. Genebra: WHO.ª Ed..ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Livros Livro completo. edições posteriores Lezak. Londres: Psychology Press.. frontal lobes and the civilized mind. Oxford: Oxford University Press. Livro completo. B.. Neuropsychological assessment (4ª ed. tradução Newman. D. et al. (Eds. (2004). W. Braunwald. (1994). (2001). (Trabalho original em inglês publicado em 2003) 18 . Nova Iorque: McGraw-Hill Livro completo.). P. Livro completo.

(2002). pp. Berlim: John Wiley & Sons. Agosto). child abuse history. and battering effects on women. S. não publicado Runyon. Vol. 19 .ª ed. (2001). (2003) Representation of color stimuli in awake macaque primary visual cortex [Resumo]. e Ed. M. 681–691. 415. CA. 165–168. Instituto Superior Miguel Torga de Coimbra. Sebenta de teorias da personalidade.. Annual Meeting of the American Psychological Association. D. T. Francisco. 1-3).. Strachey.. Curvas ROC: aspectos funcionais e aplicações. V. Braga. A.. Manuscrito não publicado e não submetido para publicação Espírito Santo. volume de uma obra. Clinical Neuropsychology: A Practical Guide to Assessment and Management for Clinicians (pp. Londres: Vintage (Trabalho original em alemão publicado em 1886) Teses e Dissertações não publicadas Braga. (1998. Disorders of Memory. H. J. (1998). trabalho republicado Freud. J. A. 1. Dissertação de doutoramento não publicada. C. Dynamic coding of behaviourally relevant stimuli in parietal cortex. 66-74). S. Nature. Trabalho apresentado numa conferência. 37. P. & Albright. Dicionário etimológico da língua portuguesa (6. & Assad. & Van Hasselt. Lisboa: Livros Horizonte. Manuscrito não publicado. Sellers. J. L. A. B. H. T. Capítulo de livro traduzido. Em L.. Goldstein (Eds). Neuron. (1990). J. Eating disturbances.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Enciclopédia ou dicionário Machado. Wachtler. Vols. Em The Standard edition of the complete psychological works of Sigmund Freud (J. T. Trad. (2003). Universidade do Minho. S. 1-15).. Artigos de Revista e Resumos Toth. Report on my studies in Paris and Berlin.. Capítulo de livro Evans. J. (2000). Sejnowski. J. H.

html Publicações electrónicas. Exceptuam-se os artigos de revistas listadas no ISI (Thomson Reuters. A g o s t o . (2009).lawandpsychiatry. The lasting effects of psychological trauma on memory and the hippocampus. J. formulários.) ou que o autor colocou na sua página na internet.com/html/hippocampus. Acedido em 1. (s. Acedido em 1.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Publicações electrónicas. 20 . A c e d i d o e m 5 . e devem constar no índice. Diabetes.apdp. sem data Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal. Anexos e Apêndices Estas secções são facultativas (quando não forem essenciais para confirmar ou infirmar questões trabalhadas no corpo do trabalho) e incluem os materiais necessários à elucidação do trabalho. maio.asp Nota As citações de artigos electrónicos ou de páginas da internet devem ser evitados pois a maioria deles não foi sujeita a revisão.int/diabetes/facts/en/index. Pubmed ou medline (NLM. e m http://www. s. Devem ser numerados e organizados segundo a sequência da sua apresentação no texto. autor Bremner. 2009. Diabetes programme. 2 0 0 5 . autor organizacional World Health Organization. 2008). em http://www. autorizações.pt/diabetes. Os apêndices contêm elementos do próprio autor: questionários. autor organizacional. Os anexos podem conter diversas ilustrações. pedidos de consentimentos. (1999). D. questionários. maio. em http://www. As tabelas podem figurar em apêndice. entre outros elementos de outros autores. e outros documentos.d.). 2009.who. desde que o seu tamanho seja superior à metade da mancha gráfica e não exceda a página A4.d.htm Publicações electrónicas.

Acedido em 16. Bergström. relatórios e trabalhos escolares.pdf Estrela. Ministério da Educação. Acedido em 30 de Março de 2006 em http://www. sugestões para estruturação da escrita (4ª ed. Maio.pt/thd/Etologia/Documentos/Dellinger%202005%20comoescrever.. J. (1993). Prontuário ortográfico e guia da língua portuguesa (42ª ed. A.). Guia prático para elaboração e apresentação de trabalhos científicos (3ª ed. Acedido em 16.Série I.google.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Bibliografia American Psychological Association (2005). E.). & Leitão.com/ Booth (1975). Breve guia de como escrever artigos e relatórios científicos. Washington DC: APA Archive Internet (2001). 2009 em http://books. C.* Frada. C. Soares.icmje.. (1997). Cambridge: Cambridge University Press. T. Uniform requirements for manuscripts submitted to biomedical journals: Writing and editing for biomedical publication. Writing a scientific paper. M. 2009 em http://www. How to write a scientific paper (2ª ed. Ceia..). Um guia completo para apresentar correctamente os seus trabalhos e outros documentos.org/index. B. M.php Azevedo. Normas para apresentação de trabalhos científicos (7ª ed.uma.). Books Google (2009).). Maio. & Reis. Acedido em 16. Maio. Lisboa: Editorial Notícias. Lisboa Dellinger. Lisboa: Dom Quixote. rev. J. J. Saber escrever uma tese e outros textos. (2004). (2008). N. M. Biochemical Society Transactions.archive. Lisboa: Editorial Presença. International Committee of Medical Journal Editores (2008). M.org/ 21 . 1-26. Diário da República nº236/92 . (2005). Publication manual of the American Psychological Association (5ª ed. * Gustavii. 3 (1). Teses. (2006). (2008). Lisboa: Cosmos. * Decreto-Lei nº 216/92 de 13 de Outubro.). 2009 em http://www. Lisboa: Universidade Católica.

aspx Priberam (2008). 2008 em http://www. (2008). Ferramentas para a língua portuguesa (FLIP).d.gov/sites/entrez National Library of Medicine (s.).nlm.nlm. Assembleia da República. PubMed.ISMT! Regras de Escrita de Trabalhos Lei 45/85 de 17 de Setembro. Guia prático sobre metodologia científica para a elaboração.com/ World Medical Association (2004). Acedido em 4.priberam. Alteração do Decreto-Lei nº 63/85.wma. ISI Web of knowledge.isiwebofknowledge. Maio.htm Nota Os livros assinalados com asterisco não seguem as normas da APA. 22 . 2009 em http://www. M. Acedido em 5.). 2009 em http://www. 2009 em http://www.nih. de 14 de Março e do Código do Direito do Autor e dos Direitos Conexos.scribd. Maio.net/e/policy/b3. World Medical Association Declaration of Helsinki.nih.Série I. Acedido em 16. Maio. Acedido em 4. 2009 em http://www.aspx Sarmento. 2009 em http://www. Medical Subject Headings.).ncbi. Lisboa Priberam (2008). Dicionário Priberam da língua portuguesa. Maio.html Thomson Reuters (2008a). Diário da República nº214/85 . Acedido em 16. Lisboa: Universidade Lusíada Editora.flip.com/ National Library of Medicine (s. Maio.pt/tabid/592/Default. Acedido em 16. Fevereiro.pt/dlpo/default. dissertações de mestrado e trabalhos de investigação aplicada (2ª ed. Acedido em 16.gov/mesh/meshhome. * Scribd (2007). Ethical Principles for Medical Research Involving Human Subjects. 2009 em http://www. Maio.d. escrita e apresentação de teses de doutoramento.

Modelo de Capa de Trabalhos Escolares e Trabalhos de Investigação ¶ ¶ ¶ Título do trabalho [16] ¶ ¶ ¶ NOME DO ALUNO [14] ¶ ¶ ¶ Nome da Unidade Curricular [14] N o m e do Professor [14] ¶ ¶ ¶ Coimbra. mês de ano [14] .Anexo A .

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Modelo de Capa de Dissertação de Mestrado ¶ INSTITUTO SUPERIOR MIGUEL TORGA [18] Escola Superior de Altos Estudos [14] ¶ ¶ ¶ TÍTULO DO TRABALHO [16] Subtítulo (opcional) [14] ¶ ¶ ¶ NOME DO ALUNO [14] ¶ ¶ ¶ Dis s e r t a ç ã o d e Mes tr ad o em … [ 14] ¶ ¶ ¶ Coimbra. ano [14] .Anexo B .

.

5 cm 7c m NO ME DO cm me D e iss rta ç de ão Me s d tra m oe … eA pel Co im br d ês a.7 c m 1.5 c m TÍT 10 UL O No 1.Lombada de Capa de Dissertação de Mestrado I NS U TIT TO Esc o er up la S SU P IO ER RM IG L UE TO RG A d ior s lto ea u est do s ISM T TÍ LO TU DO T B RA AL HO btí Su tul o U AL NO 4. m no ea ido m DATA 2c 1.5 cm .5 cm M 1.Anexo C .

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Modelo de Folha de Rosto de Dissertação de Mestrado ¶ ¶ ¶ Título do trabalho [16] Subtítulo (opcional) [14] ¶ ¶ ¶ NOME DO ALUNO [14] ¶ ¶ ¶ D issertação Apresentad a a o I S M T p a r a O b t e n ç ã o d o G r a u d e M e s t re e m … [ 1 2 ] Or ientador(a): Professor ( a ) D o u t o r ( a ) . c a t e g o r i a .Anexo D . mês de ano [12] . a f i l i a ç ã o [ 1 2 ] ¶ ¶ Coimbra. a f i l i a ç ã o [ 1 2 ] Co-orientador(a): Professo r ( a ) D o u t o r ( a ) . c a t e g o r i a .

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contramanifestação. p. ob. super h. h Malformação. sub SEGUNDO ELEMENTO b. intra. infravermelho. compaginar. infra. malacabado. pangermânico. semi h. 2004. supra-renal. Fica o resumo das situações mais frequentes (Azevedo. A) Hifenizar condicionalmente PRIMEIRO ELEMENTO Ab. ver Anexo C) e Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (Anexo D). arqui. ad-rogar. sub-reptício. i. intersubjectividade. em particular o disposto nas bases XXVIII a XXXII. sem vogal.Guia para a hifenização de palavras O uso do hífen é regulado pelo Acordo Luso-Brasileiro de 1945 (Dec. sem-razão Hiperacidez.º 35:228 de 8 de Dezembro de 1945. s Antialcoólico. contra-indicação. sobre-humano Anti. ad-renal Ante. neo-escolástico. r. semi-inconsciente Auto. pan vogal. entre. extra. anti-histérico.Anexo E . com-aluno. interrelação. sub-hepático Ad d. pelo que se recomenda o uso de uma boa gramática (um bom exemplo é a de Bergström e Reis [1997]) e a consulta dos Acordos. supra. r Mal. autocontrolo. contra. h. auto-estima. circum-adjacente Coacção. proto. h. r. m. subgrupo. pseudo. A utilização do hífen é difícil de resumir em poucas linhas. neo. r EXEMPLO Subescala. pseudodelírio. pan-americano .-Lei n. semideus. h. inter. infra-som. superego. sobre h Antebraço. sob. adnotação. n Segundo elemento com vida própria Circumpolar. 83) e alguns exemplos. entreabrir. co-herdeiro. super-regeneração Hiper. hiper-rancoroso. arquimilionário. com. s Autoconfiança. autoconsciência. ultra vogal. pseudo-sábio Circum Co. r Administrar. h.

sem-fios. nãoagressão C) Não hifenizar PRIMEIRO ELEMENTO Ab. pós. peri. pró-actividade. pós-escolar. psicofisiologia. metanálise. soto. multirracial. vizo-rei. hipo. neurobiologia. metalinguagem. sota-patrão Ex. recém Além-túmulo. aquém-fronteiras. póstero-inferior. electrocardiograma. aquém. pré-natal. agro-pecuária Derivados de toponónimos Advérbio Não é substantivo Espírito-santense. pró. bi. ob. vizo. sota Além. socioeconómico visuoespacial. microcéfalo. monoparental. sob. retroacção. re. hidrossanitário. Abaixo-assinado.B) Hifenizar sempre PRIMEIRO ELEMENTO SEGUNDO ELEMENTO EXEMPLO Ex-líbris. sobdominante. dorsolateral. recém-casado De origem adjectiva terminado em “o” De origem adjectiva Ântero-dorsal. retro. vice. monoácido. perirrenal. poliúria. hipomania. vice-director. multi. visuomotor . pré. cabo-verdiano. soto-mestre. poli. subalimentar De origem substantiva ou adjectiva terminado em “o” De origem substantiva Cardiorrespiratório. meta. bissexual. reidratar. sub SEGUNDO ELEMENTO EXEMPLO Ablactação.

XXXII Emprego do hífen em combinações ocasionais de formas diversas que não constituem propriamente palavras.°) por força da etimologia. que representam formas adjectivas. heis-de. hão-de). contudo. . falar-nos-emos. hélice. hum! Admite-se. juntar-se-lhe-ão. hoje. hora.°) em virtude de adopção convencional: há?. Alterado pelo Decreto-Lei n. quando ela está inteiramente consagrada pelo uso: erva. mas encadeamentos vocabulares. ervaçal. porém Montemor-oNovo. formas de origem erudita). desarmonia. quando o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos.Anexo F . a sua supressão. Conferência Interacadémica de Lisboa para a unificação ortográfica da língua portuguesa. em conjugações de futuro e de condicional: amá-lo-ei. em suas linhas gerais. inábil. com as «Instruções» de 1943. Áustria-Hungria. Grã-Bretanha. há-de.°) em virtude de tradição gráfica muito longa. dir-se-ia. e o elemento em que figura se aglutina ao precedente. (Exemplos: A estrada Rio de Janeiro-Petrópolis. dir-se-á. hera. humano. etc. 2. Documento n. Se um h inicial passa a interior.º 2 Bases Analíticas do Acordo Ortográfico de 1945 Base III O h inicial emprega-se: 1.º 35 228.Acordo ortográfico de 1945 Aprovado pelo Decreto n. apesar da etimologia. XXX Emprego do hífen em palavras formadas com sufixos de origem tupi-guarani. de acordo com o uso tradicional e corrente. desumano.) (…) Documento n. exaurir. sobre-humano. de 6 de Fevereiro. e. lobisomem. ervanário. com pronomes intercalados. Rio de Janeiro. transumar. e emprego do mesmo sinal nos derivados de compostos onomásticos desse tipo (vila-realense. suprimese: anarmónico. austro-húngaro). amá-lo-ia. Sargento-Mor). hás-de. como açu. haver. no entanto. pré-história. humor. ervoso (em contraste com herbáceo. numa palavra composta. herbanário. com origem no próprio latim e com paralelo em línguas românicas: húmido. pertence a um elemento que está ligado ao anterior por meio de hífen: anti-higiénico. Mantém-se. herboso. XXIX Regularização do emprego do hífen em palavras formadas com prefixos de origem grega ou latina. Belo Horizonte. em vez de herva. em compostos do vocabulário onomástico formados por justaposição de palavras (Vila Real. hem?. belo-horizontino. reabilitar. juntar-selhe-iam. o desafio de xadrez Portugal-França. Igualmente se suprime nas formas do verbo haver que entram. XXXI Emprego do hífen nas ligações da preposição de com as formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver (hei-de. quando. de conformidade. portanto. falar-nos-íamos. contra-haste. guaçu e mirim.º 32/73. biebdomadário. ou com outros análogos elementos de origem grega. reaver.º 1 Conclusões complementares do Acordo de 1931 XXVIII Limitação do emprego do hífen. por via de composição. Santo Tirso. 3. de 8 de Dezembro de 1945.

c) nomes em que se combinam simetricamente formas onomásticas (tal como em bispo-conde. lugar-comum.] Mamede de Ribatua. Santa Rita do Passa-Quatro. rosa-do-japão. arco-da-velha. esse uso limita-se apenas a alguns casos. brincos-de-princesa. madressilva. pára-quedas. guarda-chuva. erva-de-santa-maria. rainha-cláudia. menos-mau (=«sofrível»). Juiz de Fora. amarelo-claro. Norte-Americanos. ruge-ruge. deita-gatos. guarda-mor. em princípio. forma um sentido único ou uma aderência de sentidos. se os têm à parte). se o exigir a analogia com algum dos casos supracitados ou se entrar na sua formação um vocábulo escrito em hífen: A dos Francos (povoação de Portugal). são variadíssimos os compostos do mesmo tipo que prescindem desse sinal. Freixo de Espada à Cinta. grão-mestrado. exigem este sinal. médico-cirurgião. deveriam. Quer dizer: do mesmo modo que se escreve. mantida a noção da composição. Torre de Dona [ou D. sangue-frio. bem-te-vi.] Chama. faz-se a aglutinação completa: girassol. primeiro-sargento.(…) Base XXVIII Emprega-se o hífen nos compostos em que entram. assim-assim (advérbio de modo). pontapé. tio-avô. Belo Horizonte. Contudo. azul-topázio. Nova Zelândia. ou ainda outras combinações de palavras. troca-tintas. maria-já-é-dia. dois ou mais substantivos. grão-duque. como sul-africano. e em que o conjunto dos elementos. ligados ou não por preposição ou outro elemento. verde-negro. De acordo com as espécies de compostos que ficam indicadas. como todo-poderoso. como capitão-mor. quebra-luz. diz-que-diz-que. como norte-americano. Montemor-o-Novo. alcaide-mor. obra-prima. Vila Nova de Foz Côa. dois adjectivos ou um adjectivo e um substantivo com valor adjectivo. tanto dos que requerem como dos que dispensam o uso do hífen. à maneira do que sucede com os derivados directos de compostos similares do vocabulário comum. conta-gotas. foneticamente distintos (e. Croácia-Eslavónia. com a variação Castel Branco). quota-parte. Traga-Mouros. homem-bom. Se. guarda-moria. exigir o uso do hífen todas as espécies de compostos do vocabulário onomástico que estivessem em idênticas condições morfológicas e semânticas. madrepérola. azul-ferrete. grão-mestre. porta-bandeira. rico-homem. mais-queperfeito. Trinca-Fortes. Exemplos: águade-colónia. cabracega. verde-gaio. grande-oficial. uma forma verbal e um substantivo. pára-quedista. d) nomes que principiam por um elemento verbal: Passa-Quatro. grande-oficialato. um adjectivo e um substantivo. Foz Tua. São [ou S. bem-me-querzinho. bispo-conde. e) nomes que assentam ou correspondem directamente a compostos do vocabulário comum em que há hífen: CapitãoMor. Porto Alegre. bem-me-quer. Limitado assim o uso do hífen em compostos onomásticos formados por justaposição de vocábulos. Figueira da Foz. Lourenço Marques. belas-letras. um substantivo e um adjectivo. criado-mudo. Trás-osMontes. .): Áustria-Hungria. santa-fèzal. cristão-novo. está perdida a noção da composição. azul-escuro. como pele-vermelha. Entre Ambos-os-Rios. castanho-escuro. segundo-sargento. Exemplos: a) nomes em que dois elementos se ligam por uma forma de artigo: Albergaria-a-Velha. chove-não-molha. segunda-feira. primeiro-ministro. Ponte de Lima. boa-nova (insecto). em harmonia com bem-me-quer. Castelo Branco (topónimo e antropónimo. e apenas se admite que um ou outro o tenha em parte. Grão-Pará. verde-esmeralda. Peles-Vermelhas. guarda-nocturno. menos-mal (=«sofrivelmente»). Entretanto. os derivados directos dos compostos onomásticos em referência. Todo-Poderoso. puxa-puxa. baixo-relevo. Ouro Preto. duas formas verbais. com acentos gráficos. amor-perfeito. fogo-fátuo. finca-pé. Sul-Africanos. verde-claro. por simplificação ortográfica. etc. grande-oficial. decretolei. cor-de-rosa (adjectivo e substantivo invariável). portanto. torna-viagem. no conjunto dos elementos de um composto. Rio de Janeiro. tendo-se em consideração as práticas correntes. má-criação. b) nomes em que entram os elementos grão e grã: Grã-Bretanha. alto-relevo. por exemplo. verde-rubro. Quebra-Dentes. médico-cirurgião. porém. Minas Gerais.

mas verdadeiro composto. contanto que. proto-árico. isto é. contra-senha. por motivo de clareza ou expressividade gráfica. supra-renal. por certo. 3. cor de vinho (casos diferentes de cor-de-rosa. proto e pseudo. intra-raquidiano. depois de amanhã. arqui-secular. 2. de Vila Real. neo-republicano. de Porto Alegre. quando convém não os aglutinar aos elementos imediatos. ultra-oceânico. neo-socialista. por isso. extra-humano. mas conjuntos vocabulares em que os respectivos componentes. supra-axilar. semi-recta. auto-retrato. cão de guarda. etc. nós mesmos. entre-hostil. de Belo Horizonte.°) compostos formados com os prefixos anti. semi-homem. apesar de.). espírito-santense. c) locuções pronominais: cada um. nós outros. cabeça de motim. Príncipe Perfeito. supra-hepático. extra-secular. f) locuções conjuncionais: a fim de que. Convém observar. por cima de. por não constituírem unidades semânticas ou aderências de sentidos. h. r ou s: anti-higiénico. . ponte-limense. ultra-som. Rainha Santa. ou com outros elementos análogos de origem grega (primitivamente adjectivos). pseudo-apóstolo. quem quer que seja. Assim o documentam os seguintes casos: 1. semi-selvagem. acerca de. conjunção. por baixo de. juiz-forano. Estão assim em condições iguais às de todas as locuções do vocabulário comum. santa-fé. inteiramente dispensam este sinal. de Castelo de Vide. deve escrever-se: belo-horizontino. r ou s: auto-educação. infra-axilar. castelo-vidense. ele próprio. proto-histórico. à parte de. arqui-rabino. r ou s: contra-almirante. quanto a. anti-ibérico. sala de visitas. moço de recados. cor de café com leite. por lapso. uns aos outros. têm os seus sentidos individualizados) dispensam. quando o segundo elemento tem vida à parte e começa por h. neo-escolástico. por conseguinte. i. ultra-humano. advérbio. aquando de. visto como. enquanto a. ao passo que. neo-helénico. quando o segundo elemento tem vida à parte e começa por h: ante-histórico. arqui-hipérbole. que não é locução. de Espírito Santo. proto-sulfureto. Gália Cisalpina. note-se demais. h. como se pode ver em exemplos de várias espécies: a) locuções substantivas: alma de cântaro. sem prejuízo de este se manter em algum componente que já de si o possua: América do Sul.°) compostos formados com os prefixos ante. criado de quarto. extra (exceptuando-se extraordinário). semi-interno. d) locuções adverbiais: à parte (note-se o substantivo aparte). 6 No texto oficial. quando o segundo elemento tem vida à parte e começa por vogal. Beira Litoral. arqui-irmandade. infra. contra-harmónico. Demónio do Meio-Dia. a não ser que algum dos seus componentes tenha hífen (ao deus-dará. pseudo-sábio. debaixo de. à queima-roupa. contra-regra.pára-quedas. por ser preciso evitar má leitura.°) compostos formados com os prefixos contra. infra-renal. são-tomense. de Juiz de Fora. supra e ultra.).] Tomé. etc. e) locuções prepositivas: abaixo de. neo. a propósito. infra-som. apesar da associação que formam. ultra-romântico. intra-hepático. a par de. Base XXIX Emprega-se o hífen em palavras formadas com prefixos de origem grega ou latina. “com os prefixos”. as quais. extra-regulamentar. que as locuções onomásticas (as quais diferem dos compostos onomásticos como quaisquer locuções diferem de quaisquer compostos. sejam de que espécie forem. em cima. entre e sobre. de Ponte de Lima. intra-ocular. logo que. auto-sugestão. arqui e semi. porto-alegrense. vila-realense. a fim de. anti-religioso. de mais (locução a que se contrapõe de menos. ou por tal ou tal prefixo ser acentuado graficamente. sobre-humano.°) compostos formados com os elementos de origem grega auto. proto-romântico. infra-hepático. acima de. de São [ou S. etc. b) locuções adjectivas: cor de açafrão. pseudo-revelação. Coração de Leão. o uso do hífen. supra-sensível. extra-axilar. por se ter tornado unidade semântica). intra. quando o segundo elemento tem vida à parte e começa por vogal. anti-semita. Irlanda do Norte. 4.

h. Base XXXI Emprega-se o hífen nas ligações da preposição de às formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver: hei-de.°) compostos formados com o prefixo co. mas encadeamentos vocabulares: a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade. mal-humorado. bem-criado. heis-de. 6. sob-rojar. quando o segundo elemento tem vida à parte e começa por vogal ou h: pan-americano. pró-britânico. sota-patrão. ad-renal. para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam. circum-navegação. vice-primeiro-ministro. 7. hão-de. pró (com o sentido de «a favor de»). pré-histórico. ex-primeiro-ministro. bem-fadado. o percurso Lisboa-Coimbra-Porto. circum-hospitalar. pré (paralelo de pre). sob-roda. pré-socrático. inter-helénico. quando sinónimos desses: vice-almirante. bem-querente. quando o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: amoré-guaçu. não propriamente vocábulos compostos.°) compostos formados com o prefixo6 circum. quando este tem o sentido de «a par» e o segundo elemento tem vida autónoma: co-autor. recém-nascido. quando este tem o sentido de cessamento ou estado anterior: ex-director. há-de. circum-murado.°) compostos formados com os prefixos com e mal.°) compostos formados com os prefixos vice e vizo (salvo se o segundo elemento não tem vida à parte: vicedómino).°) compostos formados com o prefixo ex. soto-piloto. quando o segundo elemento começa por um r que não se liga foneticamente ao b ou d anterior: ab-rogar. além-mar. pós-socrático. anajá-mirim.°) compostos formados com os prefixos ab. mas está em perfeita evidência de sentido: bem-aventurado. a estrada Rio de Janeiro-Petrópolis. sem-número. sota-capitão. quando este mantém a pronúncia própria e o segundo elemento tem vida à parte: sem-cerimónia. 14. quando o segundo elemento começa por vogal ou h.°) compostos formados com o prefixo sub. pan-helénico. sub-hepático. andá-açu. pró-germânico. bem-aventurança. inter e super. sub-rogar. bem-humorado. Ceará-Mirim. recém: além-Atlântico. aquém-fronteiras. bem-vindo. ob-reptício. 12. em vez de sub-hastar). 16. vice-cônsul. bem-querer. 8. quando o segundo elemento começa por vogal ou h: com-aluno. sem-razão. superhomem. ex-rei. pan-helenismo. formando.°) compostos formados com prefixos que têm acentos gráficos. quando o segundo elemento começa por b.°) compostos formados com o elemento de origem grega pan. inter-resistente. ou então quando começa por consoante. super-requintado. hás-de. . como além. m ou n: circumambiente. bem-fazer. Base XXX Emprega-se o hífen nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjectivas. vizo-rei. co-dialecto. 9. vizo-reinado. co-herdeiro. aquém-Atlântico. mal-aventurado. pós (paralelo de pos). vizo-reinar. quando o segundo elemento tem vida à parte e começa por h ou por um r que não se liga foneticamente ao r anterior: hiper-humano.5. soto-mestre. soto-capitão. sota-piloto. 11. ou com o seu paralelo sob. e não o travessão. Base XXXII É o hífen que se emprega. capim-açu. como açu. bem-fazente. aquém. pan-americanismo. o desafio de xadrez Inglaterra-França. recém-casado. ad e ob. ou por um r que não se liga foneticamente ao b anterior: sub-bibliotecário. ou com os prefixos soto e sota. co-proprietário. 13. 15. por h (salvo se não tem vida autónoma: subastar. 10.°) compostos formados com o prefixo bem. quando o segundo elemento começa por vogal. guaçu e mirim.°) compostos formados com os prefixos hiper. pós-glaciário.°) compostos formados com o prefixo sem.

assim como em jornais e revistas. 6. em formações com pseudoprefixos de origem grega ou latina. sobretudo. Tornava-se. resulta.º 26/91. Págs. mas sobretudo por alterarem bastante a prática ortográfica neste domínio. apresenta-se alguma inovação. auto-aprendizagem e autoaprendizagem. m ou n (por exemplo: circum-murado.Estado da questão No que respeita ao emprego do hífen. algumas regras são formuladas em termos contextuais. agro-pecuária e agropecuária. devidas a uma certa ambiguidade e falta de sistematização das regras que sobre esta matéria foram consagradas no texto de 1945. pan-africano).3 .Anexo G . hiper-resistente). nem sempre bem compreendidas. ou seja. como sucede nos seguintes casos: a) Emprega-se o hífen quando o segundo elemento da formação começa por h ou pela mesma vogal ou consoante com que termina o prefixo ou pseudoprefixo (por exemplo: anti-higiénico. Eis alguns exemplos de tais oscilações: ante-rosto e anterrosto. 6. A posição que agora se adopta. Estas oscilações são. . porém. não tanto por uma ou outra incongruência resultante da aplicação das novas regras. Estas oscilações verificam-se sobretudo nas formações por prefixação e na chamada recomposição. 4370 a 4388 6 .O hífen nas formas derivadas (base XVI) Quanto ao emprego do hífen nas formações por prefixação e também por recomposição. Ao compulsarmos. etc.Emprego do hífen (bases XV a XVII). De facto. micro-onda e microonda. quanto ao emprego do hífen nos compostos. ou seja. sem dúvida. não há propriamente divergências assumidas entre a norma ortográfica lusitana e a brasileira. sucinto e simples. b) Emprega-se o hífen quando o prefixo ou falso prefixo termina em m e o segundo elemento começa por vogal. neste domínio não se verificam praticamente divergências nem nos dicionários nem na imprensa escrita. do estudo do uso do hífen nos dicionários portugueses e brasileiros. contra-almirante. locuções e encadeamentos vocabulares. Aprovado para ratificação pela Resolução da Assembleia da República n. nas formações com pseudoprefixos de origem grega ou latina. sobre-saltar e sobressaltar. geo-história e geoistória. Série I-A. provocaram igualmente polémica na opinião pública portuguesa. 6. de 23 de Agosto Diário da República nº 193. os dicionários portugueses e brasileiros e ao lermos. deparam-se-nos muitas oscilações e um largo número de formações vocabulares com grafia dupla. o que aumenta desmesurada e desnecessariamente as entradas lexicais dos dicionários. co-educação e coeducação. bolbo-raquidiano e bolborraquidiano. alvéolo-dental e alvealodental. agro-industrial e agroindustrial. sobre-saia e sobressaia. isto é. muito embora tenha tido em conta as críticas fundamentadas ao texto de 1986. apenas se reformulando as regras de modo mais claro. sistemático e simples. por exemplo. jornais e revistas. aero-espacial e aeroespacial. Assim.2 . pode dizer-se que. pré-frontal e prefrontal. necessário reformular tais regras de modo mais claro. se mantém o que foi estatuído em 1945. A simplificação e redução operadas nessa altura.1 . pois.Acordo ortográfico de 1990 Assinado em Lisboa a 16 de Dezembro de 1990.O hífen nos compostos (base XV) Sintetizando. Foi o que se tentou fazer em 1986. com hífen e sem hífen.

Nestas formas verbais o uso do hífen não tem justificação. microssistema). porém. sota. uniformiza-se o não emprego do hífen. 6. hás de. já que a preposição de funciona ali como mero elemento de ligação ao infinitivo com que se forma a perífrase verbal (cf.. como já sucede igualmente no vocabulário científico e técnico (por exemplo: antiaéreo. b) Nos casos em que o prefixo ou o pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente daquela. etc. hei de ler. excepto no caso das formas hei de.4 . vice.e pró-). estas consoantes dobram-se. como já acontece com os termos técnicos e científicos (por exemplo: antirreligioso. etc. sem hífen. pós-. Noutros casos.e vizo-. . as duas formas aglutinam-se. do modo seguinte: a) Nos casos em que o prefixo ou o pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. em que passa a suprimir-se o hífen. há de.e soto-. como acontece com oito delas (ex-. aeroespacial).O hífen na ênclise e tmese (base XVII) Quanto ao emprego do hífen na ênclise e na tmese mantêm-se as regras de 1945.). pré. na qual de é mais proclítica do que apoclítica.As restantes regras são formuladas em termos de unidades lexicais.