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José Roberto Castilho Piqueira SOROCABA Luís Ricardo ARRUDA de Andrade Ronaldo CARRILHO

F

ísica

Manual do Professor

DIRETOR GERAL Mário Ghio Junior DIRETOR EDITORIAL Miguel Castro Cerezo CONSELHO Editorial Helena Serebrinic Luís Ricardo Arruda de Andrade Marco Antônio Ferraz Milton de Gaspari Tania Fontolan REVISÃO TÉCNICA Rodrigo C. dos Anjos Barbosa ASSISTÊNCIA EDITORIAL Alex Alves de Almeida Carla F. Guimarães Costa Carlos Alberto Arie Creonice de Jesus S. Figueiredo Hosana Zotelli dos Santos Marília Gabriela M. Pagliaro Pâmela Pacheco Paula P. O. C. Kusznir PROJETO GRÁFICO Ulhôa Cintra Comunicação Visual ARTE, EDITORAÇÃO E FOTOLITO Gráfica e Editora Anglo S/A IMPRESSÃO E ACABAMENTO Gráfica e Editora Anglo S/A Gráfica e Editora Anglo S/A MATRIZ Rua Gibraltar, 368 - Santo Amaro CEP 04755-000 - São Paulo - SP (0XX11) 3273-6000

Código: 828152112

Apresentação
“Escreve-se pensando num leitor. [...] Quando a obra estiver terminada, estabelece-se um diálogo entre o texto e seus leitores (do qual está excluído o autor).”
Umberto Eco

Quando escreveu a frase acima, certamente Umberto Eco referia-se à obra literária, não a um livro didático ou a um sistema de ensino. O diálogo entre o material didático e o aluno, que é o leitor, é mediado pelo Professor, que explica, expande, exemplifica, relativiza a importância de cada item, contextualiza e cobra o conteúdo. O diálogo é a três: material didático, aluno, Professor. O autor do material didático escreve para um aluno médio, fruto de sua experiência em sala de aula, cabendo ao Professor fazer a adaptação para o aluno médio de sua sala de aula. O autor preocupa-se com a média, o Professor leva em conta o desvio padrão. Quem se utiliza do material didático de um sistema de ensino precisa conhecer as intenções do autor ao estabelecer uma programação, ao escrever cada aula, ao escolher um exercício, ao fazer certo recorte no conteúdo. O Professor pode preferir outra programação, escolher diferentes exercícios para fazer em sala, substituir uma parte do conteúdo por outra. Pode ainda querer expor suas dificuldades na utilização prática do material. Daí a necessidade de um meio de comunicação para o autor se explicar, o Manual, e de outro para o Professor se manifestar, o nosso site. No Manual, encontramos: • o desenvolvimento das habilidades do Enem; • a fundamentação pedagógica do sistema; • os objetivos gerais da matéria; • a programação da matéria; • os planos de aula detalhados. Sobre o último tema, um alerta: os planos de aulas apresentados são sugestões. É uma descrição de como o autor daria aquela aula, não se constituindo, em nenhuma hipótese, uma tentativa de impor um modo de proceder, que é prerrogativa exclusiva do Professor. Em resumo, em nosso Sistema de Ensino: “Escreve-se pensando num aluno hipotético […] Quando a obra estiver terminada, estabelece-se um diálogo entre o texto, o professor e seus alunos (sem que o autor esteja excluído).”

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LUIS RICARDO ARRUDA DE ANDRADE
COORDENADOR GERAL

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........................................... .............................. Fundamentação pedagógica................ 25 .... 15 Setor B Planos de aula ...................................Índice Desenvolvendo as habilidades do ENEM.................................... .................... 6 7 8 9 Programação anual.................................................................. 10 Física Setor A Planos de aula ................... Material didático: organização e utilização............................................. ........................... Objetivos gerais..................

Essa avaliação ganhou hoje uma importância nacional. cujas questões se aproximam cada vez mais do “padrão Enem”. podendo haver várias intersecções. Independentemente do porquê da utilização da prova. na Internet. etc. As questões são sempre contextualizadas. Repare no seguinte. As questões de vestibulares tentavam. Insistimos. sugerimos. Entre eles. medir principalmente o “conteúdo” assimilado pelo candidato. no decorrer do ano. o conhecimento de determinado ponto da matéria. está claro que há. um dia. Em função disso. que. sugerimos consultar a Matriz de Referência do Enem. um gráfico ou uma tabela. e. a leitura atenta do enunciado. Nesse sentido. transparece outra preocupação: o que o candidato é capaz de fazer com o conteúdo que aprendeu? Em outras palavras. sejam ressaltadas suas características e aquilo que se faz necessário para sua resolução: por exemplo. Indiscutivelmente. para algumas delas. a clara intenção do MEC de que o Enem venha a substituir. as habilidades que nos parecem mais compatíveis com a questão.gov. por vários motivos. Na verdade. sem se preocupar em demasia com formalismos pedagógicos que só interessam aos educadores. no portal do MEC: http://portal. uma leitura atenta das habilidades propostas pelo Enem evidencia que os limites entre elas nem sempre estão muito definidos. o modelo das questões do Enem tem influenciado. e deles selecionar as informações relevantes. fizemos uma análise das questões propostas pela nossa Apostila. ao discutirmos uma questão em classe. Como resultado. caro professor: para cada questão. a preocupação maior do aluno deve ser utilizar suas capacidades para resolver a questão. destacamos três pontos: sua utilização pelo MEC para distribuir as vagas do PROUNI . real ou fictício. sugerimos às vezes mais de uma habilidade. ler um texto e ser capaz de interpretá-lo. mas pelo fato de servir como “ferramenta” para resolver o problema que a questão propõe. não pelo conteúdo em si. nos últimos anos. Os autores Para maiores detalhes sobre a estrutura da prova do Enem – Eixos cognitivos. Por exemplo. um mapa. Nas questões do Enem. . suas sugestões. competências e habilidades –. trata-se apenas – para nós educadores – de analisar as questões e nos conscientizarmos das habilidades que elas implicam.mec. propõem um problema atual. mas pelo menos plausível. as questões do Enem representam uma inovação importante no processo de avaliação. E quanto a nosso aluno. analisar um esquema. finalmente. As habilidades mensuradas pelo Enem podem ser reconhecidas em muitas das questões que temos proposto em classe. assim.Desenvolvendo as habilidades do ENEM A prova do Enem existe desde 1998. no seguinte ponto: o Enem também cobra conteúdos.br/index. qual deve ser nossa atitude em relação às competências e habilidades? A nosso ver. no passado. algumas “capacidades” muito valorizadas e cobradas de forma recorrente. ou seja. Não deixe de nos enviar. utilizar as informações do enunciado e integrá-las ao conhecimento anterior. Basta entrar. sim. Isso não impede. os principais vestibulares do país. para resolver o problema proposto. essas questões se propõem a verificar as competências e habilidades do candidato para resolver um problema. como autores do material. a capacidade de entender o gráfico.php?Itemid=310&id=13318&option=com_content&view=article e clicar sobre o item “Matriz de Referência para o Enem 2009”. utilizando o conteúdo aprendido. o aproveitamento do desempenho na prova como nota parcial ou total em vários vestibulares. nas questões do Enem. é claro. Desejamos-lhe um bom trabalho para este ano letivo. o próprio vestibular. como o adquirido na escola.

❸ Aula bem dada Sempre que o professor conseguir motivar a classe. ❷ Aula bem preparada Os planos de aula são bem detalhados. Sempre que oportuno. No final de cada aula. no mínimo. Mas. mantendo um diálogo constante com os alunos. fazemos uma interligação do assunto em estudo com as tecnologias atuais e o cotidiano.Fundamentação pedagógica Nosso Sistema de Ensino apoia-se em cinco pilares: É natural que. É nesse momento que eles necessitam das respostas. incluímos as respostas em todos os Cadernos de Exercícios. É importante que você observe bem o material do aluno. veja as questões propostas e considere a possibilidade de introduzir audiovisuais. e eles sentirem que estão aprendendo. enviando-nos suas sugestões. ❹ Aula bem assimilada Exija dos alunos concentração. no mínimo. aula estudada. Como verificar se essa orientação está sendo seguida? • Fazer chamada oral precedida de visto no caderno das tarefas. Pensando nisso.série . vão ter prazer em estudar e se animarão para enfrentar as Tarefas Complementares. ao fazerem os exercícios em casa. fornecendo as informações necessárias para a preparação do seu trabalho. Procuramos dimensionar cada uma delas dando tempo suficiente para a exposição teórica e a realização de exercícios pelos alunos em classe. • prepara-os para assistir à aula seguinte. Esses fatores contribuem para que tenhamos um curso estimulante. Eles serão orientados pelo Coordenador Pedagógico a respeito de nossa importante estratégia: Aula dada. Por isso recomendamos o Plantão de Dúvidas. tem por finalidade proporcionar aos alunos uma oportunidade de se aprofundarem na matéria. vão adquirir hábito de estudo. Você poderá comentar uma ou outra tarefa em classe. ensino médio – bienal 7 1ª . certamente. propomos as seguintes atividades: Tarefa Mínima e Tarefa Complementar. Os alunos devem ser orientados para fazer a avaliação de seu desempenho após cada prova e procurar o Plantão de Dúvidas para esclarecimentos sobre as atividades propostas para casa. Isso representa um acúmulo de trabalho que. no Livro ou no Manual do Professor. A Tarefa Mínima é um convite para o estudo em casa e tem as seguintes características: • aborda de maneira simples a essência da teoria trabalhada. sacrificará o programa. para encorajar os alunos. Não pactue com os dispersivos. Resolva com antecedência todos os exercícios envolvidos. • Aplicar prova mensal baseada nas Tarefas Mínimas. A aula é o ponto central do nosso Sistema de Ensino. professor. • é planejada para 20 minutos. se resolver todas elas com a turma. A Tarefa Complementar. A avaliação final das aulas será feita por você. desorganizará a sua vida. ❺ Aula bem estudada É o resultado da resolução diária de todas as Tarefas Mínimas e de pelo menos parte das Tarefas Complementares. Além disso. dimensionada. utilizando o índice-controle de estudo para registrar o trabalho de cada dia. 2 horas diariamente. a aula terá sido eficiente. acreditamos que o procedimento de dar as respostas e as resoluções posteriormente apresenta uma outra desvantagem: obriga os alunos a fazer as tarefas do dia e conferir as anteriores. em média. ❶ Aula bem proposta O programa está distribuído criteriosamente pelas aulas de que dispomos para desenvolver cada curso. para 20 minutos. para eliminar dúvidas. Aos poucos. que poderá aperfeiçoá-las. A nossa meta é que todos estudem. Como estudar em casa? 1º -) Resolver todas as Tarefas Mínimas do dia. Examine as Tarefas Mínimas e as Complementares. até mesmo para ligar a aula com a anterior. os alunos queiram conferir os resultados. participação nos diálogos e muita garra durante as atividades de classe. 2º -) Resolver as Tarefas Complementares possíveis.

Material didático: organização e utilização O material didático do projeto do Ensino Médio reúne quatro componentes: Livro Contém toda a teoria correspondente à programação apresentada. com indicação das respostas dos exercícios feitos em aula. Apostila-caderno Utilizada nas aulas. desenvolvida em capítulos. Cada aula é estruturada da seguinte forma: • nesta aula – contém uma apresentação da aula. • em casa – contém as Tarefas Mínimas e as Tarefas Complementares que remetem o aluno para o Livro e/ou o Caderno de Exercícios. ensino médio – bienal 8 1ª . • referências interdisciplinares à tecnologia e ao cotidiano. • em classe – são os exercícios de aula. com modelos de aplicação e/ou exercícios resolvidos. • exercícios resolvidos. e traz também as respostas e as resoluções desses exercícios. esquema. • Apostila-caderno. Manual do Professor Contém: • planos de aula. O professor receberá: • Livro. Caderno de Exercícios Contém todos os exercícios propostos nas Tarefas Mínimas e nas Complementares. em forma de resumo. quando necessário. quando for o caso.série . roteiro ou descrição dos assuntos. conforme o caso. • Manual do Professor. quando for o caso. Inter-relação de atividades: característica fundamental do material didático do projeto do Ensino Médio. • Caderno de Exercícios. sinopse. • referências bibliográficas e sites da Internet. exclusivos do professor.

A Física. ainda se calcula uma estrutura e se projeta um prédio. A dinâmica em sala de aula deve habilitar o aluno à resolução autônoma dos problemas das Tarefas Mínimas e Tarefas Complementares. visualização de características gerais de movimentos – e pode. em um ambiente amigável de discussão e questionamento. permitindo o estudo eficiente de processos naturais complexos. a consciência da limitação de recursos e da necessidade de racionalização do uso desses recursos. ensino médio – bienal 9 1ª . As boas iniciativas do estudante devem ser sempre incentivadas e premiadas independentemente de seu acerto. Outra questão relevante a ser abordada está relacionada aos teoremas de conservação: energia e quantidade de movimento. Embora a Física Moderna tenha novas ferramentas vindas da Mecânica Relativística e da Mecânica Quântica. para que sua autoconfiança e seu gosto pela matéria e pelas aulas sejam desenvolvidos. ser utilizada para a conscientização da necessidade de uma “direção responsável”. um navio ou um porto usando as Leis de Newton. cujo entendimento dá ao aluno liberdade intelectual na compreensão e na elaboração de fatos ligados ao seu cotidiano e a fatos relacionados a avançadas tecnologias.série . e um erro eventual deve ser esclarecido. aparentemente simples e matemática. quando possível. cria habilidades – como leitura e interpretação de gráficos.Objetivos gerais A nossa proposta para o curso de Física do Ensino Médio procura contemplar as novas diretrizes gerais que estão sendo propostas para o ensino em nosso país. desse modo. Em particular. o estudo da energia proporciona uma visão de processos naturais que transcendem a Física. preservando a vida nas nossas estradas e avenidas. um aeroporto. levando em conta as explicações do problema. Isto é. ainda assim. • criação do conflito cognitivo. para uma abordagem quantitativa. um planejamento pedagógico poderá incluir: • diagnóstico do modo de pensar do aluno. uma das bases do raciocínio científico. um avião. É fundamental. apresentação e interpretação de medições acompanhe cada aula. que ele poderá relacionar com o desenvolvimento sustentável. Nessas condições. um automóvel. deve habilitar o aluno a exercer seu senso crítico na observação e descrição dos fenômenos da natureza. de maneira analítica e voltada. até. enunciadas de maneira simples e em linguagem acessível. habilitando o jovem a importantes discussões de fenômenos químicos e biológicos. • avaliação da mudança conceitual. preocupamo-nos com a ênfase em leis gerais. criando nele. portanto. O estudo desses teoremas mostra ao estudante um modo de pensar peculiar ao estudo da Física: várias grandezas são variáveis. que uma perspectiva de execução. • estudo da diferença entre as explicações do aluno e as explicações científicas possíveis. cabendo ao professor a iniciativa de procurar aprimorá-lo e complementá-lo. criando no educando a ideia de construção de modelos descritivos e prescritivos e proporcionando a possibilidade de organizar racionalmente os fatos que o cercam. mas. Cada assunto é acompanhado de exercícios que o professor deverá resolver ou propor durante as aulas. há como definir quantidades invariantes no tempo ou no espaço. apresentar a matéria de maneira contextualizada e integrada com a vivência diária do estudante. A Cinemática Escalar. imprescindível para a vida no planeta. Em cada tópico apresentado. Consideramos que o conhecimento inicial e intuitivo que cada estudante traz deve ser valorizado.

grau Posição — Espaço O movimento por gráficos e tabelas O movimento por gráficos e tabelas Equação dos espaços de um movimento e deslocamento escalar Velocidade escalar — 1ª .parte Velocidade escalar — 2ª .parte Velocidade escalar — 1ª .parte Movimento uniforme Movimento uniforme Deslocamento.parte Velocidade escalar — 2ª .série .grau Grandezas diretamente proporcionais — Função de 1º .PROGRAMAÇÃO ANUAL setor: FÍSICA A Caderno 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 Semana 1 1 2 2 3 3 4 4 5 5 6 6 7 7 8 8 9 9 10 10 11 11 12 12 13 13 14 14 15 15 16 16 16 Aula 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 O que é Física O que é Física Assunto Grandezas diretamente proporcionais — Função de 1º . necessidade de grandezas vetoriais Velocidade vetorial Velocidade vetorial Conceito de força Tipos de força Resultante: conceito e obtenção Resultante: conceito e obtenção Não confunda velocidade com força Princípio da Inércia: considerações experimentais e enunciado informal Enunciado formal do Princípio da Inércia Massa Aceleração escalar e tangencial Princípio fundamental da Dinâmica para o movimento retilíneo Princípio fundamental da Dinâmica para o movimento retilíneo Movimento uniformemente variado: equação da velocidade Movimento uniformemente variado: equação da velocidade Movimento uniformemente variado: equação horária Movimento uniformemente variado: equação horária Movimento uniformemente variado: equação de Torricelli ensino médio – bienal 10 1ª .

série .Caderno 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 Semana 17 18 18 19 19 20 20 21 21 22 22 23 23 24 24 Aula 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 Descrevendo um movimento circular Descrevendo um movimento circular Aceleração centrípeta Assunto Movimento uniformemente variado: equação de Torricelli Equação fundamental da Dinâmica para o MCU Equação fundamental da Dinâmica para o MCU Princípio da ação-reação Corpo apoiado Corpos sobre planos horizontais trocando forças normais Tração Intensidade do atrito Aplicações dos princípios da Dinâmica Aplicações dos princípios da Dinâmica Aplicações dos princípios da Dinâmica O problema do elevador ensino médio – bienal 11 1ª .

PROGRAMAÇÃO ANUAL setor: FÍSICA B Caderno 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 Semana 1 1 2 2 3 3 4 4 5 5 6 6 7 7 8 8 9 9 10 10 11 11 12 12 13 13 14 14 15 15 16 16 17 Aula 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 Semelhança de triângulos Semelhança de triângulos Assunto Representação do caminho da luz e fenômenos ópticos Representação do caminho da luz e fenômenos ópticos Representação do caminho da luz e fenômenos ópticos Estudo das leis da reflexão e características das imagens formadas pelo espelho plano Estudo das leis da reflexão e características das imagens formadas pelo espelho plano Espelho plano: Exercícios Espelho plano: Exercícios Introdução ao estudo dos espelhos esféricos Introdução ao estudo dos espelhos esféricos Introdução ao estudo dos espelhos esféricos Estudo analítico dos espelhos esféricos Estudo analítico dos espelhos esféricos Estudo da refração Estudo da refração O fenômeno da reflexão total O fenômeno da reflexão total Estudo do dioptro plano Estudo do dioptro plano Lentes esféricas Lentes esféricas Estudo analítico das lentes esféricas Estudo analítico das lentes esféricas O globo ocular O globo ocular Alguns instrumentos ópticos Alguns instrumentos ópticos Energia e suas transformações — Limitações das leis de Newton Trabalho de uma força Trabalho de uma força Teorema da energia cinética Teorema da energia cinética ensino médio – bienal 12 1ª .série .

Caderno 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 Semana 17 18 18 19 20 20 20 21 21 22 22 23 23 24 24 Aula 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 Energia potencial Energia potencial Teorema da energia mecânica Assunto Teorema da energia mecânica: exercícios Teorema da energia mecânica: exercícios Exercícios sobre energia Potência: conceito. Queda livre Queda livre Lançamento horizontal Lançamento horizontal Estática do corpo extenso: momento de uma força Condições de equilíbrio Exercícios de revisão ensino médio – bienal 13 1ª .série . definição e exercícios Potência e rendimento Balística.

Planos de aula Física – Setor A José Roberto C...................... função de 1o grau ................................. ........ ......... 21 Aula 8 Equação dos espaços de um movimento e deslocamento escalar ...................................................... Piqueira SOROCABA Luís Ricardo ARRUDA de Andrade Apresentação ............................... 18 Aula 5 Posição – Espaço .......... 22 Aulas 11 e 12 Velocidade escalar – 2a Parte ....................................... 17 Aulas 1 e 2 O que é física .......................... 19 Aulas 6 e 7 O movimento por gráficos e tabelas .... ........ 23 ............................................................... 21 Aulas 9 e 10 Velocidade escalar – 1a Parte . 18 Aulas 3 e 4 Grandezas diretamente proporcionais................................................................................................

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um dia. computadores. 1944). olharmos nossos modernos carros. da Química. Considerações gerais para o curso de Mecânica O curso de Cinemática é misturado com o de Dinâmica. Evitamos apresentar conceitos apoiados na promessa de.Física . tentamos. • Mínimo de formalismo. tendo como consultor o professor Luís Carlos de Menezes – é citada muitas vezes. telefones e satélites de comunicação. por meio de diversas linguagens. • Ideias tiradas do cotidiano. é observá-los de maneira vetorial (forças) ou escalar (energias). para isso. da vida e do ser humano (Schrödinger. e da Antropologia. A evolução de seus modelos teve contribuição decisiva no estudo da Biologia. Assim. Essa é uma das recomendações que constam da Proposta para a Área das Ciências da Natureza da Matemática e de suas Tecnologias no Ensino Médio. procurando mostrar que entender processos físicos. como se pode verificar pela programação apresentada. procuramos relacionar os assuntos abordados com a vivência dos alunos. explicativos ou preditivos (Piqueira. As que se seguem apresentam um grau de abstração crescente. ao longo do curso. Sempre que possível. habilitar o estudante à percepção das duas linhas mestras de modelamento da natureza: as interações entre os corpos (forças) e as trocas de energia entre eles (trabalho das forças). Nosso trabalho foi norteado pela premissa de que a Física é a ciência cuja proposta é estabelecer modelos descritivos. bastando. em linhas gerais. de um modo geral. Observe que. até se atingir o conceito. às novas diretrizes curriculares do Ensino Médio. nas diversas escalas. De modo geral. a Física sempre teve seu eixo de preocupações centrado na origem do universo. Originária da “Filosofia Natural”. por meio do aprimoramento das explicações em Fisiologia e Epidemiologia. a situação real precede a abstração. ensino médio – bienal 17 1ª .Setor A Apresentação Esperamos que nosso material satisfaça. respeitamos os seguintes aspectos. pelas explicações quânticas da estrutura da matéria. O tratamento rigoroso só é utilizado quando contribui para a melhor compreensão da Física. O impacto do estudo da Física nas tecnologias é também notável. • Cada conceito só é abordado quando se precisa dele. Para isso. pelas técnicas de identificação de tempos em processos dinâmicos.série . Como essa proposta – elaborada por uma equipe de professores. vamos nos referir a ela de agora em diante como A Proposta. sem deixar de lado o desenvolvimento das habilidades de formulação dos modelos científicos. mostrar para que servem. 1996) dos fenômenos da natureza. a primeira situação proposta é bem corriqueira.

relógio. A primeira é mostrar que somos todos usuários da Ciência. ao discurso lógico. Isso leva à última questão: uma introdução matemática. a não ser que sofra de qualquer uma das psicopatologias citadas no título. penicilina. as constantes e as variáveis. estabelecer a relação com a frase: em determinadas circunstâncias. procure estabelecer a relação entre progresso científico e tecnológico e a qualidade de vida de um país. misólogo – aquele que tem horror à lógica. função de 1o grau Objetivos • Habituar o aluno às descrições matemáticas dos fenômenos naturais que o cercam. misoneísta – aquele que tem horror a mudanças. o aluno a. radioatividade. pelas ciências. y é diretamente proporcional a x sendo que a constante de proporcionalidade depende da. etc. termômetro.. manômetro. discutindo medidores que fazem parte do dia a dia da sociedade atual: régua. Após a leitura do terceiro parágrafo. procure estabelecer a relação entre o progresso científico e tecnológico e os chamados confortos da vida moderna. relacionar o desenvolvimento científico e tecnológico com a qualidade de vida. Se até a 3a série do Ensino Médio essa meta for atingida devemos nos considerar vitoriosos. sendo que a constante de proporcionalidade é a densidade. Aplique os exercícios de aula de 1 a 3. saúde e educação. Procure não dar o significado das palavras que Aulas 3e4 Grandezas diretamente proporcionais. independentemente de sua função na sociedade. aparelhos de eletrocardiografia. eletricidade. a terceira é convencer os alunos de que a compreensão da natureza é importante para todos. Por exemplo: M = dV ⇔ para uma dada substância a massa é diretamente proporcional ao volume. voltímetro.. que depende da substância e da temperatura. A ideia é demonstrar que somos todos usuários da Ciência. como alimentação. Desenvolvimento das aulas Uma ideia é começar lendo o texto com os alunos. ensino médio – bienal • Capacitar. Estratégias • Indague dos alunos quais descobertas científicas eles conhecem: vacinas. a segunda. velocímetro. Tente demonstrar que o avanço tecnológico facilitou a satisfação das necessidades básicas de uma população.Aulas 1e 2 O que é Física Objetivos Nos preocupamos com cinco questões. Após a leitura do segundo parágrafo. o ideal é que todo aluno seja capaz de identificar.. mantendo um certo suspense. de imediato. Para o bom andamento das tarefas comentar o que é e como acessar a TV Web. tente mostrar que ninguém tem o direito de se alienar do conhecimento científico.série . Explique o significado das palavras do título: misóssofo – aquele que revela ódio ou desprezo pelo saber.. comunicação a distância… • Mostre que observar com eficácia implica medir e relacionar. Após a leitura do primeiro parágrafo. dada uma função do tipo y = kx. 18 1ª . constituem o título até o fim. dentro de uma lei física. Explicar que a Física se diferencia das outras ciências naturais por estudar fenômenos que admitem modelo matemático é o quarto tema discutido. A longo prazo.

Como. de comprimentos e ângulos. • Faça os exercícios de 1 a 3. da distância da Terra à Lua. O essencial é mostrar que. Tais considerações podem causar uma dúvida: e se as dimensões não forem desprezíveis? A resposta pode ser: então. como localizar. – deformação de molas. Aula 5 Posição – Espaço Objetivo • Estabelecer os modos de localizar um corpo – em particular. Em geral. Desenvolvimento da aula 1. Devemos insistir na ideia de referencial como sendo um corpo. Fale de topografia. temos de localizar quatro pontos do corpo que não estejam no mesmo plano. um bom começo é explicar quando um corpo está em movimento e quando não está. cap. a questão das medidas para a localização de corpos. há necessidade de referenciais.Estratégias • Através dos exemplos das experiências simples da aula. de medidas. Uma discussão possível é quanto ao tamanho do objeto. Uma possibilidade é comentar o método da triangulação. Peça para um aluno localizar um objeto (evite localizar pessoas) no interior da sala. Para o bom andamento das tarefas. Estratégia • A ideia básica é associar o conceito de espaço ao de marco quilométrico. b) a localização envolve medidas. 1. o modo de localizar um corpo que percorre uma trajetória conhecida. Pode-se optar por desenvolver. por exemplo. por exemplo. consideramos prematuro qualquer alusão ao tamanho do obensino médio – bienal α A β B 19 1ª . Concluir que: a) só é possível localizar um corpo em relação a outro (referencial).série . os alunos não têm o conhecimento de Geometria necessário para acompanhar essa explicação. Leve os alunos a concluir que movimento é mudança de posição – daí a necessidade de estudar como localizar um corpo. • Na segunda aula. de esquemas. ou não. de medidas de distâncias a pontos inacessíveis. O processo de localização que estamos propondo se limita a corpos de dimensões desprezíveis. jeto a ser localizado. Mostre. Mostre apenas a solução gráfica. qualquer objeto da sala pelos ângulos α e β da figura. Escolha uma borracha sobre uma mesa. comentar: – razão. Caderno de Exercícios. mostrar como se monta uma equação (Lei Física) a partir dos experimentos. Como a finalidade das próximas aulas é estudar o movimento. A e B. A borracha foi localizada em relação à sala. de modo geral. de convenções. o corpo se movimenta se a posição de qualquer um desses pontos se altera. conhecendo-se a distância entre dois pontos. Mostrar que uma função linear segue a expressão geral: y = kx • Chegar na ideia matemática de grandezas diretamente proporcionais e discutir o primeiro exercício da aula. 2. – temperatura. tratar da função de primeiro grau e fazer os exercícios 4 e 5. – fazer o exercício 12. no processo de localização. de elaboração de mapas.

Ver figura. A posição do prédio da escola foi determinada em relação ao início da rua.Se o colega se decidir por explicar o método da triangulação. não havia método de determinação da longitude. d) Indique a posição da nossa cidade pelas coordenadas geográficas. seria conveniente dar o endereço da sua casa pela latitude e longitude? Haveria alguma vantagem? Resolução a) Pelas coordenadas geográficas: latitude e longitude. Para essa pesquisa. a melhor fonte é a internet. Para evitar que o método da triangulação. o que um topógrafo está fazendo quando está olhando por um determinado aparelho são temas relacionados ao assunto. Essa questão pode ser apresentada no início do assunto. • saber o que é e como funciona o GPS. 20 1ª . por exemplo. Faça um comentário a respeito da localização de corpos sobre linhas curvas. Na época de Colombo. 8. do tipo “determinar a posição de pontos na quadra de esportes da escola”.colorado. pode recomendar a leitura do livro Longitude (de Dava Sobel. não havia como saber a parcela do globo que se tinha navegado. é associar a Física com a tecnologia. vamos começar determinando a posição de um objeto na sala. podemos localizar um corpo com o auxílio do GPS. Defina espaço. Para isso. 4. Faça o exercício 3. sem exigir referências terrestres. dois simples tubos para as visadas. A terceira é explicar como se faz a medida de distância da Terra até um astro. A quarta. O assunto pode ser retomado quando se discutir deslocamento vetorial. Latitude Longitude d) A resposta se encontra em um atlas geográfico. Ediouro). É importante destacar as finalidades de explicar o método da triangulação. Conclua. represente uma descontinuidade na matéria. 5. Imagine-se em um barco em alto-mar. há necessidade de uma convenção. em meio a um curso de Mecânica. o marco quilométrico de uma estrada. A primeira finalidade é introduzir os alunos no mundo das medidas. A segunda é a aproximação da Física com as questões práticas. Faça o exercício 2. a) Como você daria a posição do barco? b) Qual a vantagem da determinação da posição pelas coordenadas geográficas? c) Explique o que são coordenadas geográficas. Caso o colega considere conveniente. que discute a importância e as dificuldades da determinação da longitude. 6. mostrando como. convém propor um trabalho de campo. 7. Como medir um terreno ou a largura de um rio. b) for possível constituir grupos de pesquisa para: • descobrir como se determinava a latitude e a longitude de um ponto da superfície terrestre antes do GPS. Não há terra à vista. medindo dois ângulos. e duas lunetas ou. Por exemplo. é preciso um transferidor bem grande. e conclua que a localização de um corpo sobre uma ensino médio – bienal linha conhecida pode ser dada por um único número. do tipo usado em lousa. A escolha deve ser adequada à situação particular. 3. Comece com uma estrada retilínea. O problema da precisão das medidas dos ângulos e as dificuldades do método quando o ponto a ser localizado está muito distante são temas que podem ser explorados. e) Vimos diferentes modos de se indicar a posição de um corpo. b) A posição pode ser determinada com instrumento de bordo. Exercício extra (Desafio para a classe) A posição de um objeto em relação à sala de aula foi determinada pelas distâncias até as paredes. como um desafio. que no processo de localização de um corpo sobre uma linha conhecida. c) É importante ressaltar que as coordenadas geográficas são ângulos. Portanto.html há muita informação sobre o tema.série . No site www. Discuta com os alunos o número de uma casa em uma rua. pelo menos. do exercício 2. e última. propomos que esse assunto só seja introduzido se: a) houver um modo de os alunos realizarem um trabalho de campo fora do horário da aula. nos tempos atuais. Faça o exercício 1. A resposta seria: para entender como é feita essa medida.edu/ geography/gcraft/notes/gps/gps.

Aulas 6e7 O movimento por gráficos e tabelas Objetivo • Mostrar como descrever um movimento por meio de tabelas e de gráficos. A vantagem seria dispensar os mapas. Um modo de estudar o movimento é mostrar como o espaço varia com o tempo. Portanto. seja por tabelas. um fenômeno físico pode ser descrito por tabelas. ensino médio – bienal 21 1ª .série . Lembre que movimento é mudança de posição. Estratégia • Associe a descrição de um movimento à descrição de uma viagem. os alunos devem ser levados a perceber que. podemos encontrar gráficos dos índices da bolsa em função do tempo em dias. Se essa variação é apresentada na forma de tabela. Trate das unidades. podemos comentar que estudar a evolução de alguma coisa é mostrar como ela varia com o tempo. No caderno de Esportes aparecem gráficos do número de gols no campeonato brasileiro ao longo do tempo em anos. da inflação em função do tempo em meses. Você pode imaginar a dificuldade em distinguir a casa de longitude 30°12min 10. • Mostrar as vantagens e desvantagens de cada um dos modos de se descrever um fenômeno (por tabelas. • Trabalhar o deslocamento escalar (ΔS). tabelas da evolução dos preços de produtos ao longo do tempo. Nos cadernos de Economia dos grandes jornais.e) Há pelo menos dois inconvenientes de caráter prático. Descrever o movimento é indicar. O primeiro é a precisão exigida. Aula 8 Equação dos espaços de um movimento e deslocamento escalar Objetivos • Mostrar como descrever um movimento por meio de equações. comente o espaço medido sobre um arco de circunferência. gráficos ou equações. 2.2sW da casa 30°12min 10. Com auxílio desses gráficos e tabelas tirados de jornal. Para o bom andamento das tarefas. gráficos e equações). pois a diferença de coordenadas de uma casa para outra é tão pequena que seria muito difícil para ser determinada. uma discussão a respeito das vantagens de cada um desses modos de descrever um fenômeno físico é adequada a esse início do estudo da Física. gráfico ou equação. Seguindo uma recomendação da Proposta. como o espaço varia com o tempo. é uma questão de conveniência. Para o bom andamento das tarefas. Fazer os exercícios. superficialmente. Desenvolvimento das aulas 1. gráficos ou equações.4sW? O outro inconveniente é que sua casa só seria encontrada por um visitante que tivesse aparelhos e o conhecimento para a determinação de coordenadas geográficas. comentar o espaço de um ponto da traseira e um ponto da dianteira de um trem ou de um navio. de modo geral. e a posição de um corpo que percorre uma trajetória conhecida pode ser determinada pelo espaço.

Desenhe uma trajetória retilínea graduada. Comece com uma introdução bem parecida com a da Aula 6. Resolva o item b. ΔS  0: Mudança de posição a favor da orientação da trajetória. Resolva o item c do exercício 1. gráficos ou equações. determinar o instante em que o corpo passa pela origem. Recomendamos que o colega se refira à teoria que já foi dada. b) supondo que o gráfico seja uma reta no intervalo 0  t  10s. Procure convencer os alunos da importância de uma convenção que indique o sentido do movimento. S é uma função do tipo: S = 150 + kt k = 130 – 150 = –20m/s 1 A função é: S = 150 – 20t (com t em s e S em m) b) Quando o corpo passa pela origem: S=0 0 = 150 – 20t t = 7. Caso considere conveniente. Reforce a ideia de que podemos descrever o movimento de um corpo que percorre uma trajetória conhecida indicando.Estratégia • Mostre como. explicando que o velocímetro indica o módulo da velocidade escalar. é possível. e a explique novamente. Mostre a origem. Durante a resolução do item b. terá de ser empregada a teoria de função de 1o grau do Capítulo 1. S(m) 150 130 Desenvolvimento da aula 1. o espaço em cada instante. Explique o significado físico de ΔS e a definição ΔS = S’ – S. Faça o exercício 1 da aula. aparece o ΔS. leve para a sala de aula – ou peça para algum aluno trazer – o disco de ensino médio – bienal Desenvolvimento das aulas 1. um tacógrafo ou o gráfico da velocidade em função do tempo numa decolagem. Exercício extra A figura indica o gráfico do espaço em função do tempo de um determinado movimento. até concluir o importante: que um fenômeno pode ser descrito por tabelas. ou de um gráfico.5s Comente a dificuldade de uma solução gráfica para o caso. às vezes. a orientação e a posição do corpo a cada segundo. O sinal da velocidade escalar é dado de acordo com o seguinte critério: 22 1ª . por meio de uma tabela ou de um gráfico. Logo. Comente o sinal de ΔS. 1 t (s) Pede-se: a) determinar a equação que permita obter S para cada correspondente valor de t. Resolva o item a. chegar a uma equação que descreve o movimento. Resolução a) Verificamos pelo gráfico que S é uma função do 1o grau de t. a partir de uma tabela. ΔS  0: Mudança de posição contra a orientação da trajetória. Estratégia • A ideia básica é associar a velocidade ao velocímetro e a outros instrumentos de medida.série . Na resolução. Aulas 9 e 10 Velocidade escalar – 1a Parte Objetivo • Tratar da velocidade escalar instantânea sem se utilizar a palavra limite nem a palavra instantânea. 2.

não a indicação do velocímetro. tanto no caso de V constante como no caso de V variável. partindo de uma viagem na qual a indicação do velocímetro seja variável. 8. Aproveitamos a questão 6 para explicar como obter a velocidade escalar de um movimento a partir do gráfico dos espaços no caso deste ser uma reta. que varia. na questão 4 há espaços positivos e negativos. 10. 5. Desenvolvimento das aulas 1. 4. Na Aula 10 continuamos aplicando a relação Aulas 11 e 12 Velocidade escalar – 2a Parte Objetivos • Descrever um movimento com velocidade escalar variável e como obter ΔS do gráfico. 7. ΔS Explicar a relação para essa situação partiΔt cular. Resolva o exercício 3. 6. ensino médio – bienal – 20 2 4 t (s) a) o deslocamento do corpo no intervalo de 0s a 2s. 4. 11. Insista em que esse é um valor médio. Na questão 5 é fornecida a equação dos espaços do movimento. Por exemplo. • Explicar a propriedade da área do gráfico da velocidade. Imagine uma viagem na qual a indicação do velocímetro do carro. Mostre como seria um gráfico de velocidade variável. Exercício extra A figura abaixo mostra o gráfico da velocidade em função do tempo de um corpo lançado verticalmente para cima. Faça o exercício 1. seja variável. 5. ΔS 2. Faça o exercício 1. Determine: V (m/s) 20 Estratégia • Leve os alunos a descobrir as características de um movimento com velocidade escalar variável.+ se o movimento é a favor da orientação da trajetória. 6.série . Faça o exercício 2. 2. O que varia agora é a maior complexidade dos dados e/ou a fonte de informação. 3. exemplificando com uma viagem de carro na qual a indicação do velocímetro seja constante. Comente a questão das unidades de velocidade. 1 ΔS = ⎛ ⎛ 2 ⋅ (–20) = –20m ⎝2⎝ 23 1ª . Terminada a questão 5. Encaminhe os alunos a descobrir as características de um movimento com velocidade constante. Apresente a relação Vm = para o caso da veΔt locidade variável. Procure mostrar que a situação física descrita no exercício se aproxima muito do que acontece em uma viagem. 3. Resolva o exercício 2. Faça os exercícios 3. b) o deslocamento do corpo no intervalo de 2s a 4s. a velocidade no instante 4s é –20m/s. Resolução 1 a) ΔS = ⎛ ⎛ 2 ⋅ 20 = 20m ⎝2⎝ b) Como os dois triângulos são iguais. 4 e 5. – se o movimento é contra a orientação da trajetória. podemos relacionar equação dos espaços do primeiro grau com velocidade escalar constante. ΔS Δt para movimentos em que a velocidade é constante. que foi graduado em m/s. 9. Provavelmente a Aula 9 se encerra nesse ponto. Comentário para o bom andamento das tarefas: Explicar como obter a distância entre dois corpos a partir do gráfico da velocidade em função do tempo.

... 27 Aulas 1 e 2 Semelhança de triângulos ................................................................................................................. 28 Aulas 6 e 7 Estudo das leis da reflexão e características das imagens formadas pelo espelho plano ............... 29 Aulas 8 e 9 Espelho plano .................................................................................. . 38 Aulas 10 a 12 Introdução ao estudo dos espelhos esféricos .. 27 Aulas 3 a 5 Representação do caminho de luz e fenômenos ópticos ... 40 ...............................Planos de aula Física – Setor B Ronaldo CARRILHO Introdução ........................

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foram reservadas apenas 4 aulas. sem um detalhamento muito profundo. haja um recinto com total escuridão. Os professores das diversas áreas devem ter uma linguagem coerente... de se familiarizar com o Caderno de exercícios. dividimos esse setor em duas partes distintas. É de bom alvitre que os alunos também possam Estratégias Como essas aulas são destinadas a desenvolver uma parte da teoria de semelhança de triângulos. há alguns sistemas ópticos que devem estar disponíveis ao professor (espelhos. as experiências sugeridas não surtirão em resultados satisfatórios. Aulas 1e 2 Semelhança de triângulos Objetivo • Estudar semelhança de triângulos com uma abordagem voltada para os casos importantes da Óptica Geométrica. uma vez que energia passa a ser um conceito e um tema que nossa sociedade aborda em várias circunstâncias. inclusive no campo do exoterismo. Sem isso. é necessário que. Convém uma conversa prévia com o professor de Matemática. na escola. trabalharemos a Óptica Geométrica. complementaremos a Mecânica (tema do setor A): trabalho e energia. ensino médio – bienal 27 1ª . Além disso. certamente. Para o tema “Balística”. o enfoque foi direcionado para os casos que serão usados durante o curso da Óptica Geométrica (OG). não estudaremos o caso do lançamento oblíquo. é apropriado que o professor estabeleça uma comunicação com as outras matérias.) Durante o curso de Trabalho e Energia. Esse tema será abordado no 3o ano. Trata-se apenas de uma visão geral. Alguns exercícios das tarefas visam preparar os alunos para os casos das câmaras escuras e dos espelhos planos. No 2o semestre. o professor deve se apresentar e comentar como será o curso de Óptica Geométrica. Por exemplo. Durante o 1o semestre. é claro. No curso de Óptica. balística e estática. lanternas de laser. Essa atitude dá mais segurança ao aluno. recomendamos que o professor leia atentamente o Livro e as sugestões contidas nesse manual.Setor B Introdução A fim de adequar melhor nossa estruturação para o curso de Física do Ensino Médio. lentes. Por fim. para que as estratégias de determinadas aulas sejam plenamente desenvolvidas. além.Física . pode ajudar na preparação dessas aulas.série . Na primeira aula. pois ele.

Estratégias Iniciar esse conjunto de aulas com uma conversa a respeito dos objetivos da óptica geométrica. • Comentar que a semelhança de triângulos pode ser interpretada como um caso de fotocópias (tipo xerox) aumentadas ou diminuídas de triângulos. medianas etc. o aluno tem tarefas Mínimas e Complementares para serem feitas e essa atitude participativa do aluno será cobrada e incentivada por todos os professores do sistema.pinhole. aula estudada. A seguir. pedindo a distância total percorrida pela bola 1 até seu encontro com a bola 2. podemos obter o quociente de qualquer elemento correspondente dos triângulos (alturas. Como exemplo. No entanto.org/gallery/index. Mostrar que essa reensino médio – bienal 28 1ª . o professor poderá ainda aprofundá-lo. presentação geométrica corresponde ao raio de luz. que. todos os dias. recomendo: http://www. Penso ser desnecessária essa abordagem.).se apresentar. Ver que soluções os alunos propõem e estimular suas criatividades. fazer uma breve recordação dos principais conceitos da aula anterior. é indispensável em qualquer biblioteca de professor da área científica. Querendo. sem que haja a possibilidade de medir essa distância de forma direta. Na aula seguinte. Esse exemplo ilustra bem como podemos conhecer melhor nosso mundo usando a imaginação aliada a conhecimentos matemáticos. Boas aulas! Aulas 3a5 Representação do caminho da luz e fenômenos ópticos Objetivos • Mostrar a representação geométrica da trajetória da luz (raios de luz e feixe de raios de luz).cfm. Em casa. Este caso requer o uso de calculadora. de Michel Rival (Jorge Zahar Editor).série . • Explicar as cores dos objetos. estudaremos o comportamento da luz ao atingir determinados aparelhos ópticos. Como temos que analisar os fenômenos ópticos por meio de representações geométricas. Na lousa. Nesses casos. A razão de semelhança é o fator de ampliação ou redução da cópia. São semelhantes. Um conjunto de raios de luz que partem de um único ponto de uma fonte de luz é denominado feixe de luz ou pincel de luz. as figuras têm a mesma forma. Na internet. • Um bom texto que poderá ajudar no enriquecimento dessas aulas encontra-se no livro Os grandes experimentos científicos. bem como a formação das imagens por esses sistemas. • Mostrar a formação de sombras e penumbras e o funcionamento das câmeras escuras. o professor fornece a descrição dos feixes luminosos possíveis: convergentes. De forma sintética. Detalhes de alguns conceitos podem ser abordados nos exercícios 1 e 2. • Na execução do exercício 2 proposto em aula. há diversos sites que abordam as fotografias obtidas por câmeras de orifício (pin-hole ou pinhole). Trata-se do texto “Um estilete para medir a Terra”. é necessário desenvolver uma representação gráfica para as trajetórias descritas pela luz. abordar somente os casos que serão trabalhados na OG. explicar o funcionamento de uma câmera escura e propor o exercício 2. que se encontram em lados opos- tos de um lago. O professor deve ressaltar a importância do estudo diário: aula dada. Quando determinada a razão de semelhança. Comentar que a fonte de luz é qualquer corpo que pode ser visualizado ou fotografado por câmeras convencionais. que mostra como Eratóstenes conseguiu avaliar o tamanho do meridiano terrestre. • Analisar os principais fenômenos ópticos. o professor pode comentar a diferença entre fonte primária e fonte secundária. divergentes e paralelos (ou cilíndricos). • Antes do exercício 1. Iniciar esse grupo de aulas mostrando o que são ângulos e lados correspondentes. aliás. mostrar a situação-problema aos alunos: como medir a distância entre duas árvores.

Ou seja. interceptando parte do feixe com pedaço de folha de cartolina? O formato do feixe mudaria? Não. • Estudar as principais características das imagens formadas pelo espelho plano. Tentar mostrar também a sensação visual de um observador. quando representamos linha tracejada em continuidade a um raio de luz.ufrgs.br/eclipses/eclipse. Por fim.ufmg.htm. analisar os principais fenômenos ópticos. servindo como uma revisão. observa-se a formação de sombra. Propor o exercício 7. Pergunta aos alunos: Qual o feixe que atinge a lupa? E qual o feixe que emerge (sai) da lente? (Se for o caso. se um observador recebe luz em seu globo ocular.pt.br/index. comentando sobre os eclipses. Como representaríamos o caminho que a luz faria se não houvesse o pedaço de cartolina? Com uma linha tracejada. Basta uma régua e duas lanternas.eba. deixar para próxima aula.http:www. Ele deixaria de apresentar um vértice? Também não. Na Aula 5. aproveitando o caso da refração para falar na decomposição da luz branca ao ser refratada num prisma. estamos mostrando o caminho que a luz faria. caso não houvesse algum impedimento.html e http:www. Sobre esse tema. convenientemente posicionadas. Na representação gráfica. rever os conceitos de sombra e penumbra e propor o exercício 6. Nesse ponto.if. explicar que. Ao comentar sobre as cores da luz. observa-se a formação de sombra e penumbra. Para explicar a formação de sombra e penumbra.série . explicar que fenômenos ocorrem em corpos coloridos (absorção e difusão ou refração). chame algum aluno para representar. • No início da aula. se pudesse. com uma lanterna apontada para a régua. sua sensação é a de que a luz tem origem no vértice do feixe luminoso que o atinge.wikipedia. o professor pode ir direto aos exercícios 3 e 4. Numa sala escura. pro- por o exercício 5. Apontando-se duas lanternas. o aluno pode compreender o que é sombra e o que é penumbra. Caso ainda tenha tempo. caso 1: Imagine uma lupa sendo apontada para o Sol. Boas aulas! Aulas 6e7 Estudo das leis da reflexão e características das imagens formadas pelo espelho plano Objetivos • Analisar as duas leis que governam o fenômeno da reflexão. Feixe Paralelo Sistema óptico Feixe Convergente Estratégias • Reservar a Aula 6 para explicar as leis da reflexão e monitorar o aluno no manejo da régua nas construções geométricas. É possível mostrar a formação de sombra e penumbra com experimento simples.org/wiki/C%C35A2mera_ pinhole.) ensino médio – bienal P Vértice do feixe Mas. Caso contrário. também há diversos sites interessantes. nada melhor do que um esquema para representar o que o professor está explicando. e se não deixássemos o ponto P se formar? Por exemplo. 29 1ª . Recomendo http://astro.

abordar as leis da reflexão. Qual seria sua sensação visual? Ele terá a sensação de que a luz teve sua origem no vértice do feixe (encontro das linhas tracejadas). e usando exemplos diferentes. r ˆ : ângulo de reflexão. São leis gerais. placa de vidro etc. Nesse caso P é seu objeto real. as linhas tracejadas determinam uma possível localização da fonte de luz responsável por aquele feixe. é importante que os alunos percebam que. Mas. N: reta perpendicular a α no ponto de incidência (reta normal). Lembre-se: o que o observador vê faz parte da realidade visual dele! Anteparo Essa parte gera sempre uma certa confusão ao aluno. espelho. α: plano tangente ao espelho no ponto de incidência. î: ângulo de incidência. Entretanto. os alunos conseguirão compreender esses novos conceitos. S P: ponto de incidência. Se o obserensino médio – bienal 30 1ª . Fazer o desenho geral na lousa. vale a todos. conforme indicado no esquema. O que tem significado óptico para ele é o que ele vê. tem a finalidade de tornar mais fácil construir um espelho plano e evitar a corrosão da fina camada metálica que está colada a uma das faces da placa de vidro. Nesse contexto. b: raio refletido. É um tema bastante abstrato. Representaremos apenas um deles para podermos entender quais leis regem a reflexão. Além disso. S Sistema óptico qualquer: lente. em qualquer fenômeno de reflexão. nos espelhos comerciais. Mostrar um espelho (plano ou curvo) para os alunos e salientar que as figuras serão representadas de perfil.série . temos: a: raio incidente. indicando a nomenclatura correta dos elementos que formam o esquema. Importante: para o observador não importa se a fonte realmente é ou não o ponto P. o que vale para um raio de luz. esse ponto é o que existe opticamente para ele. independentemente da cor da luz utilizada ou da forma do espelho.vador enxerga P. î r ˆ P α P Nesse esquema. • A seguir. O termo “real” está sempre ligado ao contexto da óptica. Com calma. O que é um espelho? É uma superfície metálica lisa e polida. N a b P O pontilhado indica o caminho que a luz faria se pudesse. um pouco em cada aula. e o vidro? O vidro. caso 2: Suponha que um observador receba um feixe de luz em seu globo ocular. É preciso paciência e não explicar tudo de uma vez. incidirão infinitos raios de luz na superfície espelhada.

• papel sulfite (que será apoiado sobre a placa de isopor ou sobre a madeira). fixar a folha de papel sulfite (ou qualquer outra). • espelho plano (de preferência.5 m × 0. Uma maneira de mostrar a 2a lei da reflexão Materiais: • uma placa de isopor ou madeira mole (que dê para espetar alfinetes) com 0. Cada aluno escolhe um determinado ângulo visual e. mais ou menos no centro da folha. Explicar que o plano de incidência contém o raio incidente e a reta normal (N). O uso de pequenas varetas ou canudinhos de refrigerante torna essa tarefa relativamente fácil. com a cabeça mais ou menos um pouco acima do plano que contém a folha de papel. As leis 1a) O raio refletido está contido no plano de incidência. • 4 alfinetes (de preferência com cabeças coloridas. Alinhar o espelho sobre o risco. Fazer a seguinte montagem: sobre a placa de isopor ou madeira. Este será o objeto. perpendicularmente à folha de papel. A altura pode ser menor). Imagem Objeto O O’ ensino médio – bienal 31 1ª . se houver interesse do professor. espetar um alfinete na placa de isopor. • Para essa segunda parte. Chamar um grupo de alunos de cada vez (ou pedir para que eles tragam o material para que todos possam executar a experiência). Riscar.série . com largura aproximada à da folha de sulfite. • régua e transferidor. 2a) A medida do ângulo de reflexão é igual à do ângulo de incidência: î = r ˆ. há uma forma interessante de apresentar a segunda lei da reflexão (ver o texto a seguir).Mostrar aos alunos que os valores de î e de r ˆ estão compreendidos no intervalo de 0º a 90º (são ângulos de primeiro quadrante).5 m. Folha de papel Espelho Placa de isopor ou de madeira Diante do espelho. dois deles com cores idênticas). observa a respectiva imagem do alfinete. um segmento de reta.

os alunos devem fixar sobre a placa dois outros alfinetes. o aluno deve fazer a união entre os dois furos até a interseção com a reta sobre a qual estava apoiado o espelho. Prolongue o raio refletido (pontilhado) e. Espetar um alfinete (idêntico ao primeiro) em O’. aprofunde mais a experiência. liga-se a ponta do alfinete/objeto ao ponto P. levanta-se a reta normal (N). ensino médio – bienal 32 1ª . pelo ponto P.A seguir. É o ponto O’. medimos os valores dos ângulos de incidência e reflexão. Com o auxílio do transferidor. traçando uma perpendicular ao plano do espelho que passe por O. refletir sobre o espelho e atingir o globo ocular.série . marcar o encontro dessas duas retas. de modo a ficarem alinhados com a imagem (para isso deve-se utilizar apenas um globo ocular). Comparamos e tiramos a conclusão: eles têm a mesma medida. Salientar que foi usado o princípio da propagação retilínea da luz. com um lápis. O’ O O espelho e os dois alfinetes devem ser retirados e. N P ˆ i ˆ r m (r ˆ)=m(î) O Se desejar. P O Reta sobre a qual o espelho plano estava apoiado Com a maior precisão possível. Conclusão: acabamos de construir o caminho que um raio de luz realiza ao sair do objeto. Posteriormente. Essa interseção entre as duas retas é designada por P (ponto de incidência).

N Traçar o correspondente raio refletido.série . O’ N θ θ O Nesse ponto. sem o auxílio do transferidor. N N Tomar um ponto qualquer do raio incidente e determinar o seu simétrico em relação à normal. Mas. o aluno poderá observar (de qualquer ponto) que a imagem do alfinete coincide com aquele espetado em O’. em que posição está O’? Ele é simétrico de O. é recomendável fazer o exercício 1. em relação ao plano do espelho. Mostrar como.Colocando e retirando o espelho. Dado o raio incidente. Essa conclusão deve ser tirada pelo aluno. segundo a sequência dos esquemas a seguir. θ θ ensino médio – bienal 33 1ª . traçar a correspondente reta normal no ponto de incidência. é possível a construção de dois ângulos com medidas aproximadamente idênticas.

partindo do ponto P. o professor pode conceituar: Ponto Objeto Real é o ponto de encontro dos raios de luz que atingem o espelho. Em Óptica: dado um objeto real (pontual ou extenso) e um sistema óptico. o que significa estudar um sistema óptico? A resposta vale para toda a Física: estudar significa fazer previsões.série . vamos associar nosso conhecimento das leis da reflexão estudadas até agora. Pode-se especificar melhor o que queremos dizer com uma conversa assim: “Quando se olha em ensino médio – bienal Construir dois raios de luz quaisquer que. Nessa circunstância. E P P’ N ˆ i’ N N No triângulo BDC: β + 2î + (180º – 2î’) = 180º ⇒ ⇒ β = 2(î’ – î) (I) No triângulo ABC: α + (90º + î) + (90º – î’) = 180º ⇒ ⇒ α = (î’ – î) (II) Comparando-se (I) e (II) segue: β = 2 ⋅ α • Na Aula 7. os fenômenos físicos presentes na natureza não podem ser estudados única e exclusivamente com base em nossa intuição ou percepção. o objeto real. inicialmente. virtual ou imprópria). Para o espelho. Afinal de contas. maior ou menor em relação ao seu rosto? Sua sensação visual é que a imagem está na frente do espelho ou ‘atrás’ (dentro) do espelho? Dá para imaginar uma distância entre a imagem e o plano do espelho (como se fosse uma sensação de profundidade) ?”. 34 1ª . por exemplo: no banheiro de sua casa –. que eles irão estudar o primeiro sistema óptico com mais detalhes. atingem o espelho plano E. P’ é conceituado como ponto imagem virtual. Mas. no entanto. Conceito: ponto imagem virtual é o ponto de encontro dos r aios de luz de um feixe divergente que abandona o sistema óptico. tem-se: N ˆ i ˆ i A ˆ i ˆ i ˆ i’ D C B um espelho plano –. Algumas dessas perguntas não são muito difíceis de responder. como você descreveria as características da imagem formada pelo espelho? Ela está direita ou invertida. Trata-se do espelho plano. explicar. além de utilizar nossa experiência cotidiana. o ponto P é classificado como ponto objeto real para o espelho E. com ângulo α. tamanho (maior ou menor que o objeto) e orientação (direita ou invertida em relação ao objeto).Exercício extra: Um raio de luz incide sobre um espelho plano que sofre uma rotação em torno de um eixo que está contido no plano do espelho. quais são as características da imagem formada? As características da imagem englobam: localização (posição). Se quiser. para sermos mais precisos. num feixe divergente. Abordar o caso mais importante: o objeto diante do espelho ou seja. Comparando-se os dois raios refletidos – antes e depois da rotação – qual o ângulo formado entre eles? Raio incidente Raio refletido (1) N α N β Raio refletido (2) Resolução Pela figura a seguir. No espelho plano essas características já são conhecidas. natureza (real.

não conseguindo. Propor os exercícios 3 e 4. Baixou seu rosto. quem ele julgava ser uma criatura encantadora. tentando tocar aquela figura fascinante. Ver a representação gráfica na apostila do aluno. Acabou se apaixonando por si mesmo.Enfatizar que. Atlas etc. Tais pessoas são chamadas de narcisistas. Narciso morreu. que foi tema de um quadro famoso (ver a figura): Narciso era um jovem muito belo que caçava nos bosques e montanhas. objeto e imagem apresentam as mesmas dimensões. de forma alegórica. aumentando o fascínio de Narciso. Mas. Por esses relatos cheios de mistérios. Esta fugiu no movimento da água e. olhando com admiração sua própria imagem. mostrar com o auxílio de um espelho a propriedade da reversão. Entretanto. o que é a mitologia grega? Trata-se de histórias divulgadas por meio de obras literárias (por exemplo: “Odisseia” de Homero) e obras plásticas. para abraçar. que formavam a cultura religiosa do povo grego da Antiguidade. Muitas ninfas (divindades inferiores em forma de donze-las que habitavam as águas. Ficou. dando atenção ao caso d. aproveitando-se de uma ocasião em que Narciso estava cansado de caçar e. não conseguindo enxergar nada de belo a não ser a si mesmas. pintado por Caravaggio. que são ditas pagãs. ensino médio – bienal 35 1ª . Ou seja. Mas todas as tentativas resultavam em fracasso.série . Hércules. Zeus. ele as desprezava. o povo grego passava a cultuar seus ídolos em cerimônias politeístas. devido a simetria. semideuses e heróis: são os chamados mitos. para beijar. voltou a aparecer. O mito de Narciso é utilizado na psicanálise para definir pessoas que dirigem sua atenção sexual para seu próprio ser. à beira da fonte. Ele não conseguia pensar em outra coisa a não ser em tocar aquele ser que se encontrava dentro d’água. Narciso já não se alimentava nem repousava. Propor o exercício 2. ali. Os deuses atenderam ao pedido da ninfa. as aventuras dos deuses. Viu então sua própria imagem refletida e pensou que fosse um belo espírito que habitava as águas.Assim. momentos depois. O mito de Narciso Todos já ouvimos falar em mitologia grega e em alguns personagens da mitologia grega: Apolo. Apenas chorava de tristeza pelo amor não correspondido. “Narciso”. sentindo muito calor e sede. quando espelhos planos são dispostos a 45º com a horizontal. implorou aos deuses que Narciso também viesse a sofrer de um amor não correspondido. e mergulhou seus braços na água. Certo dia uma donzela tentou em vão atrair sua atenção e. os bosques e as montanhas) ficavam encantadas com sua beleza. debruçou sobre uma fonte de águas claras e tranquilas. sua imagem estará disposta na horizontal e vice-versa. Comentar que. Ficou ali dias e dias. se o objeto estiver disposto na vertical. Por fim. Cupido. o objeto e sua respec- tiva imagem são perpendiculares entre si. Essas lendas relatam. Um mito muito conhecido é o de Narciso.

série . observe este exemplo: “Considere dois espelhos planos (E1 e E2) dispostos de tal forma que façam entre si um ângulo de 90º. pode-se concluir que os raios são paralelos entre si. Qual é a trajetória descrita pelo raio de luz?” E1 α N E2 O correspondente ângulo de reflexão será α. Conclusão: o raio de luz que incide em um dos espelhos. segundo um ângulo de incidência α. podemos concluir que o ângulo com que o raio será refletido em E2 é de 90º – α. como o raio incidente ao primeiro espelho e o emergente no segundo fazem o mesmo ângulo com a reta normal ao espelho E1. perpendicular aos planos dos espelhos). simultaneamente. foram deixados espelhos planos sobre o solo lunar.Aplicação tecnológica: espelhos planos na Lua Em uma das viagens do homem à Lua. Como as retas normais aos dois espelhos nos pontos de incidência são perpendiculares. Portanto. Para entender por quê. E1 N1 E2 N2 ensino médio – bienal 36 1ª . após duas reflexões. podemos perceber que o ângulo entre eles será α. E1 N1 E2 N2 Prolongando-se a normal N1 até o encontro com o raio refletido por E2. retorna em trajetória paralela à do raio incidente (desde que o plano de incidência seja. Um raio de luz incide sobre E1.

Essa distância depende da posição da Lua em sua órbita ao redor da Terra. que é por volta de 390 milkm (aproximadamente. pode-se conhecer – com precisão de até 15cm – a distância entre nosso planeta e nosso satélite natural. 60 raios terrestres). ensino médio – bienal 37 1ª . a) Um pulso de laser disparado em direção à Lua. b) Os espelhos dispostos sobre o solo lunar.Um arranjo semelhante.série . em 1969. paralelamente ao incidente. Medindo-se o intervalo de tempo entre a emissão do pulso de laser e a recepção do pulso refletido. Eles refletem o raio de laser em uma trajetória paralela ao raio incidente. utilizando três espelhos foi colocado na superfície da Lua na missão da Apolo 11. Esse arranjo de espelhos serve para refletir um pulso de laser. que irá incidir sobre um arranjo de espelhos planos dispostos perpendicularmente entre si. que é emitido da Terra para a Lua.

série . Estratégias • Na Aula 8. Características da imagem formada pelo espelho plano Natureza: Posição (localização): objeto real → imagem virtual. olha-se em um espelho plano vertical pela abertura de uma porta. elaborando o quadro seguinte. conforme a figura a seguir.Aulas 8e9 Espelho plano Objetivos • Praticar a construção de imagens conjugadas pelos espelhos planos. Exercício extra: (FUVEST) Um observador. fazer. ensino médio – bienal 38 1ª . em sua resolução. Além disso. O exercício 4 pode ser resolvido por campo visual. Comentar também que o objeto não precisa estar bem diante do espelho plano. a imagem tem as mesmas dimensões do objeto. paralela ao espelho. inicialmente. objeto vertical terá sua correspondente imagem na horizontal. No exercício 3. há alguns cálculos. a imagem é revertida em relação ao objeto. desta vez. objeto e imagem são simétricos em relação ao plano do espelho. O I E Dimensões: em espelho plano. desenvolver o conceito de campo visual. O. a imagem do primeiro sistema passa a ser o objeto para o segundo. Ou seja. Comentar que o tamanho mínimo do espelho para que a pessoa possa se enxergar integralmente não depende da distância entre a pessoa e o espelho. Propriedades dos espelhos ⇒ Nos espelhos. propor o exercício 1 e. A próxima aula é reservada para resolver os exercícios 3 e 4. Explicar que simetria impõe que o ponto objeto e seu correspondente ponto imagem estão contidos sobre a mesma perpendicular que passa pelo plano do espelho. Para isso. como os espelhos planos estão dispostos a 45º com a horizontal. um resumo do conteúdo desenvolvido nas Aulas 6 e 7. • Desenvolver o conceito de campo visual. O exercício 2 também aborda o conceito de campo visual. Pode servir para que o professor consiga corrigir eventuais atrasos excessivos nesse conjunto de aulas. A seguir. comentar que. em uma associação de sistemas ópticos. o lado direito do objeto corresponde ao esquerdo da imagem. com 1m de largura. Mas. desenhar a figura do caso do objeto real. Ver a resolução proposta no material do professor. Recorrendo dar um certo tempo para os alunos resolverem.

série . a distância L entre esses dois pontos da régua. será utilizada pelo observador. determinação de O’ (simétrico de O em relação ao plano do espelho). b) Identifique D e E no esquema. pode-se usar a seguinte sequência de construções: 1. estimado. utilizando linhas cheias para indicar esses raios e linhas tracejadas para prolongamentos de raios ou outras linhas auxiliares. em metros.Segurando uma régua longa. à sua direita. Observador O D Régua E g Lado de trás do espelho Parede a) Trace os raios que. Vista de cima Régua E O D O’ L Escala 0 1m Parede Espelho b) Os pontos D e E encontram-se identificados no esquema do item a. Construa a solução. atingem os olhos do observador O. para avaliar os limites das regiões que consegue enxergar através do espelho (limite D. Indique. A partir da escala fornecida na figura: — L = DE = 1. determinação dos pontos D e E (encontro entre a linha tracejada e o segmento de reta que passa pela régua). 2. união entre O’ e os dois extremos da porta (linha tracejada). efetivamente. com uma seta. construção dos raios de luz que. sofrem reflexão e retornam ao globo ocular (linha cheia). ele a mantém na posição horizontal. o sentido de percurso da luz. Resolução a) Os raios de luz que partem de D e E e tangenciam os extremos da abertura da porta (no plano horizontal que contém a haste) delimitam a região do espelho que. paralela ao espelho e na altura dos ombros.5m ensino médio – bienal 39 1ª . e limite E. à sua esquerda). Para determinar esses raios de luz. partindo dos limites D e E da região visível da régua. partindo de D e E. 4. 3.

com cuidado. É importante. os passos que apresentamos como sugestão. fica fácil para o aluno perceber que o ângulo de abertura deve ser pequeno. principal ou secundário. • Observar a trajetória descrita por um raio de luz ao ser refletido num espelho esférico. Portanto. as imagens já apresentam nitidez bastante satisfatórias (principalmente na região próxima ao centro do espelho). • Analisar as características das imagens formadas pelos espelhos esféricos. o professor deve providenciar três ou quatro espelhos esféricos: um côncavo e um convexo não gaussianos e. Os alunos devem ter contato com os tipos de imagens formadas. Como consequência. com uma colher ou uma concha de cozinha. comentar que o sistema óptico que produz imagens perfeitas é o espelho plano. todo raio de luz que atingir o espelho passando pelo seu centro de curvatura (C). essa calota dá origem a um espelho côncavo ou convexo. quanto mais próximo do espelho plano. foco principal e uso no cotidiano. explicar como é um espelho esférico. representando os espelhos de perfil. o professor mostrar. o raio de luz incide segundo a reta normal. utilizando o que foi trabalhado no exercício da aula (caso já tenha sido feito) ou de forma intuitiva. propor aos alunos a seguinte questão: Qual desses espelhos trabalha como um sistema convergente e qual é aquele que opera como divergente? Desenhar na lousa dois espelhos gaussianos (um côncavo e outro convexo) e incidir neles um feixe cilíndrico. Comentar que uma outra forma de mostrar que o ângulo de abertura deve ser pequeno é dizer que o raio de curvatura deve ser grande. Desenhando um espelho com “curvatura pouco acentuada”. Dependendo da face espelhada. Fazer passar pela sala dois espelhos côncavos. – Em seguida. pelo menos. a propriedade dos eixos (“Todo eixo. Uma maneira de trabalhar esse conteúdo é fazer com que os próprios alunos percebam a existência desses pontos. nessa circunstância. Estimule-os a caracterizá-las: A imagem vista é maior ou menor que o objeto? É direita ou invertida em relação a ele? Ao tratar do foco principal do espelho. Eles podem construir o feixe refletido. Isso ocorre porque. Ressaltar que a palavra foco vem da palavra fogo (em latim focus). Desenhar na lousa uma casca esférica e fazer um recorte. pois esse é o ponto do espelho côncavo onde se concentra luz Estratégias • De início. A experiência mostra que para ângulos inferiores a 10º. nesse ponto. Aproveitar e. Corrigir. – Citar que os espelhos esféricos podem ser estudados. o espelho esférico deve se aproximar do formato do plano. tirando uma calota. Chamar um ou outro aluno para completar o caminho da luz. um gaussiano e outro não.Aulas 10 a 12 Introdução ao estudo dos espelhos esféricos Objetivos • Descrever os principais elementos de um espelho esférico. linha pontilhada atrás. Os espelhos esféricos formam imagens não nítidas. não esquecer das setas de orientação.). Explicar que a situação representa os espelhos voltados para o Sol ou para um objeto muito distante. introduzir a nomenclatura utilizada para os espelhos esféricos: centro de curvatura (C). etc. paralelo ao eixo principal. será refletido percorrendo a mesma trajetória. Basta que o aluno seja curioso e observador. a melhor maneira é ensino médio – bienal 40 1ª . Assim. Propor o exercício 1. na lousa. quando o professor abordar as condições de nitidez. um outro côncavo gaussiano. a maneira correta de representação da luz (linha cheia na frente do espelho. eixo principal (EP) e eixos secundários. em casa. com ângulo de incidência igual a zero. coincide com uma reta normal N” ). A fim de abreviar. vértice do espelho (V). não apresentar de forma direta as localizações dos pontos focais. Para isso. • A seguir. • Abordar ainda três tópicos restantes: condições de nitidez. ou seja. se necessário. raio de curvatura (R).série . mais nítidas serão as imagens. quando comparado com as dimensões do espelho.

Como a aula anterior é um pouco extensa em seu conteúdo. É normal que ele ocupe uma aula inteira. Com relação ao espelho convexo. O primeiro é o fato das imagens sempre apresentarem dimensões menores que os objetos. Ponto Imagem Real é o ponto de encontro de raios de luz de um feixe convergente que abandona o sistema óptico. com base no princípio da reversibilidade. AB será sua correspondente imagem. Após o término do desenho. como espelho de aumento. embora nem sempre ele funcione como tal.série .(energia). Por outro lado. A B’ B C A’ F V A B’ B C A’ F V A B’ B C A’ F V ensino médio – bienal 41 1ª . com o desenho feito na lousa. podendo ser utilizado para por fogo em algum objeto que esteja disposto sobre esse ponto. enquanto o foco do espelho convexo é virtual. apague as setas dos raios de luz e pergunte aos alunos: Sem as setas. associamos imagens pequenas a objetos distantes. ressaltar que o espelho côncavo é utilizado. como retrovisor. é possível dizer qual deles é o objeto e qual deles é a imagem? Resposta: Não! Se chamarmos AB de objeto. o espelho convexo apresenta uma grande desvantagem ao ser usado como retrovisores de automóveis ou motocicletas: o motorista perde a noção de distância e profundidade. aproveite o início da Aula 11 para terminar algum tópico restante. se A’B’ for um objeto luminoso. Isso se deve a dois motivos. Além da apresentação dos pontos focais. Em nosso cérebro. o que faz com que as reais distâncias entre as imagens não sejam perfeitamente distinguíveis. é conveniente o professor conceituar ponto imagem real. basicamente. similar ao apresentado na Apostila-caderno. é conveniente explorar o exercício. pode ser o primeiro tópico a ser abordado pelo professor). quando olha as imagens no espelho. Como exemplos principais. pois é um sistema capaz de aumentar o campo visual. Mas. Quais são nossas sugestões? Inicialmente. • Por último (entretanto. O segundo é o fato de todas as imagens formadas pelo espelho convexo estarem localizadas entre o foco F e o vértice V do espelho. explicar que ele costuma ser usado. ou seja: represente os principais raios incidentes sobre os espelhos esféricos. pois deve ser feito com muita calma. Observação: Esse conceito está colocado no livro do aluno. É importante que os alunos saibam construir a trajetória de cada um dos raios incidentes para que não estudem esse assunto como uma “decoreba” qualquer. O primeiro exercício é fundamental para a execução dos demais. Na apresentação do foco real do espelho côncavo. o aluno deve reconhecer em quais situações do seu dia a dia os espelhos esféricos estão presentes. o professor deve ainda explicar que o foco do espelho côncavo é de natureza real. A’B’ será sua correspondente imagem. Coloque um resumo na lousa. por exemplo.