Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 2.5 Brasil.

ara ver uma c!"ia desta licença# visite htt"$%%creativecommons.or&%licenses%b'-nc%2.5%br% ou envie uma carta "ara Creative Commons# 55( Nathan Abbott )a'# *tan+ord# Cali+ornia (,-.5# U*A.

/0UA 1E2NAN0E*

A 230U453 LE6AL 0A 7LE6AL70A0E$ 3* 072E783* 9U:AN3* E A CUL8U2A ;U2<07CA B2A*7LE72A

8ese de 0outorado a"resentada no =mbito do ro&rama de !s-6raduação da 1aculdade de 0ireito da Universidade de *ão aulo# sob a orientação do ro+essor 0r. 1ábio >onder Com"arato# na área de concentração 1iloso+ia e 8eoria 6eral do 0ireito.

2

UN7?E2*70A0E 0E *53 AUL3 - 1ACUL0A0E 0E 072E783 *53 AUL3# 2..5.

@ou have selected the Atribui5A5Bo-Uso N5Bo-Comercial-?edada a Cria5A5Bo de 3bras 0erivadas 2.5 Brasil License. @ou should include a re+erence to this license on the Ceb "a&e that includes the CorD in Euestion. 9ere is the su&&ested 98:L$ FG--Creative Commons License--HFa relIJlicenseJ hre+IJhtt"$%%creativecommons.or&%licenses%b'-ncnd%2.5%br%JHFim& altIJCreative Commons LicenseJ st'leIJborder-Cidth$ .J srcIJhtt"$%%i.creativecommons.or&%l%b'-nc-nd%2.5%br%KKL-M."n&J%HF/a><br/HEsta obra está licenciada sob uma Fa relIJlicenseJ hre+IJhtt"$%%creativecommons.or&%licenses%b'-nc-nd%2.5%br%JHLicença Creative CommonsF%aH.FG--%Creative Commons License--HFG-- Frd+$201 LmlnsIJhtt"$%%Ceb.resource.or&%cc%J Lmlns$dcIJhtt"$%%"url.or&%dc%elements%M.M%J Lmlns$rd+IJhtt"$%%CCC.C-.or&%M(((%.2%22-rd+-s'ntaL-nsNJ Lmlns$rd+sIJhtt"$%%CCC.C-.or&%2...%.M%rd+-schemaNJH F)orD rd+$aboutIJJH

8ese a"rovada em MK de março de 2..5# na 1aculdade de 0ireito da Universidade de *ão aulo# "ela se&uinte banca eLaminadora$

ro+. 0r. 1ábio >onder Com"arato residente da Banca ELaminadora ro+. 0r. Ari :arcelo *olon ro+. 0r. 0almo de Abreu 0allari ro+. a 0r.a 1lávia iovesan ro+. 0r. :árcio Alves da 1onseca

-

2E*U:3$

Este trabalho tem como obOetivo a análise da "rodução le&al da ile&alidade no tocante P a"licação do 0ireito internacional dos direitos humanos "elo *u"remo 8ribunal 1ederal# "ara a identi+icação da di+iculdades de e+etividade dos direitos humanos na cultura OurQdica brasileira. A +ormação de uma cultura OurQdica isolacionista e contrária aos direitos humanos# "rinci"almente durante a ditadura militar RM(S,-M(K5T in+luencia o ;udiciário nacional mesmo a"!s a democratiUação do "aQs. or conse&uinte# os tratados internacionais de direitos humanos a"resentam "ouca e+icácia# ou uma e+etividade "aradoLal no Brasil. Leituras dualistas da hist!ria e do direito brasileiros demonstraram a di+iculdade das idVias estran&eiras liberais na adeEuação P +ormação social brasileira. Essas leituras +oram usadas "or interesses conservadores "ara Eue# em nome da tradição ou da se&urança nacional# +osse aceita a dominação eListente. Em veU disso# adotou-se aEui uma leitura conteLtual# a "artir dos "rincQ"ios do 0ireito internacional dos direitos humanos# "ara atender ao conteLto social de a"licação da norma# numa recusa de um estrito +ormalismo OurQdico# de +orma a tentar atin&ir a e+etividade dos direitos humanos.

ALA?2A*-C9A?E$
0ireitos 9umanos W rodução le&al da ile&alidade W E+etividade "aradoLal W 0ireito

internacional W Cultura OurQdica.

,

AB*82AC8

8his CorD aims at anal'Uin& the le&al "roduction o+ ille&alit' b' the BraUilian *u"reme Court# Chen it +ails to en+orce 7nternational 9uman 2i&hts# and at veri+'in& the di++iculties that human ri&htsX e++ectiveness meets Cithin BraUilian le&al culture. 8he ;udiciar'# even a+ter the return to the rule o+ laC# is still in+luenced b' the isolationist and human ri&hts adverse le&al culture +ormed mainl' durin& the militar' dictatorshi" RM(S,-M(K5T. ConseEuentl'# the international treaties on human ri&hts have little e++icac'# and "resent a "aradoLical e++ectiveness in BraUil. 0ualistic vieCs o+ BraUilian 9istor' and LaC veri+ied the di++icult adeEuac' o+ +orei&n liberal ideas to BraUilian social +ormation. 8hose vieCs Cere em"lo'ed b' conservative interests in order to maintain the relations o+ "oCer# in the name o+ national tradition or securit'. 8his CorD ado"ts a conteLtualiUin& vieC Rnot a dualisticT# ins"ired b' the "rinci"les o+ 7nternational LaC# re+usin& a strict le&al +ormalism# in order to achieve human ri&htsX e++ectiveness.

>E@)320*$
9uman 2i&hts W 7lle&al roduction o+ Le&alit' W aradoLical E++ectiveness W 7nternational LaC W Le&al Culture.

. Y... . MS. -Y 7.M A im"ortação das idVias liberais na +ormação do 0ireito Brasileiro na 2e"Zblica$ entre o "aradoLo e a +alta de e+etividade W ". MS 7. Y5 77. 3 . 55 7.2 7.urQdicos[ Unidade e Coesão do 0ireito W ". -5 7..Limitaç^es do 0ireito 7nternacional no tocante P e+etividade dos direitos humanos W ".udiciário brasileiro e a e+etividade do 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos a"!s a redemocratiUação W ".2 A "rodução le&al da ile&alidade[ a Euestão do conseE]encialismo na 8eoria 6eral do 0ireito[ a ambi&]idade da cultura OurQdica brasileira W ". A e+etividade "aradoLal e o 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos$ +inalidade e interteLtualidade din=mica W ". SS Ca"Qtulo 77 A "rodução le&al da ile&alidade e o 0ireito internacional W ".Elitismo e e+etividade do direito W ". M2M 777. 2S 7. KS 77. Y5 77. MS 7.M.5 Cultura OurQdica e +ormalismo W ". M2M 777.2 A dimensão social do direito P educação e a Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal . 7..5 *U:/273$ 7ntrodução$ Entre o acordo e o deseOo$ ara uma leitura do 0ireito internacional dos direitos humanos W ".2 3 direito internacional dos direitos humanos estaria +ora do lu&ar\ :odelos de 2oberto *chCarU e Al+redo Bosi W ". M.M 3 isolacionismo e os tratados internacionais de direitos humanos na Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal W ".M.M 0ualismo e democracia[ cultura OurQdica# "ositivismo e cienti+icismo W ".M luralismo e :onismo . oder e RiTle&alidade W ". Ca"Qtulo 7$ Cultura OurQdica e ile&alidade na +ormação social brasileira W ".2 0emocracia e mal-entendido W ".M.M.K Ca"Qtulo 777 3 0ireito internacional dos direitos humanos e a "rodução le&al da ile&alidade no *u"remo 8ribunal 1ederal W ".M. 2( 7..Nacional e internacional em con+lito\ 3 direito internacional dos direitos humanos no Brasil durante o re&ime militar W ". (K 77.

2..S 1ederal W ".2.2. Biblio&ra+ia W ". M5. M-.M 0imens^es individual e coletiva do direito P educação no 0ireito internacional e no direito brasileiro W ". M. MYK Conclusão W ". 777.As dQvidas da liberdade$ o *u"remo 8ribunal 1ederal e a "risão civil "or dQvidas W ". M(2..A Euestão da "roteção dos direitos sociais "elo 0ireito internacional e a dicotomia entre coletivo e individual no direito brasileiro W ".2 A Ouris"rud_ncia do 8ribunal *u"erior Eleitoral e do *u"remo 8ribunal 1ederal sobre vinculação orçamentária P manutenção e ao desenvolvimento do ensino W ". `r&ãos internacionais e o seu im"acto na cultura OurQdica$ o caso ar&entino e o caso brasileiro$ "ossibilidades trans+ormadoras de uma cultura dos direitos humanos W ". 777. MSY 777..2 777. M(S. M-. 777. .

Y 7N8230U453$ EN82E 3 AC3203 E 3 0E*E. ara a caracteriUação da cultura OurQdica nacional# um "ro+Qcuo instrumento de "esEuisa revela-se na veri+icação da vinculação e do cum"rimento dos tratados internacionais de direitos humanos. or esse motivo# o 0ireito internacional dos direitos humanos tornou-se re+er_ncia im"ortante "ara a avaliação da cultura OurQdica de cada Estado no tocante P &arantia desses direitos. Nesse as"ecto# o eLame da Ouris"rud_ncia V de vital im"ort=ncia# "ois no Brasil# assim como ocorre em outros Estados# o oder .3$ A2A U:A LE78U2A 03 072E783 7N8E2NAC73NAL 03* 072E783* 9U:AN3* a comum a"ontar a crescente internacionaliUação dos direitos humanos como caracterQstica da sociedade internacional a"!s a *e&unda 6uerra :undial.5# a tornar-se obOeto de tratados e instituiç^es internacionais. A"esar de o Brasil ter-se inserido com maior vi&or nos sistemas internacionais de "roteção aos direitos humanos a "artir da dVcada de noventa# essa inserção não veio acom"anhada do corres"ondente cum"rimento dos tratados. 3 "rincQ"io pacta sunt servanda1# Eue obri&a ao cum"rimento dos acordos# V M :as não de todo 0ireito internacional.e "ara Eue a re&ulação das relaç^es entre Estados or conse&uinte# V relevante investi&ar a Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal sobre a matVria# Euando leva P +alta de e+etividade .# con+eria um +undamento de ori&em moral ao direito internacional# ao sustentar Eue o "rincQ"io pacta sunt servanda seria a norma +undamental desse direito$ c3 direito internacional consiste em normas Eue t_m sua ori&em nos atos dos Estados d. dos direitos humanos... Esse Euadro# Eue nasceu do "!s-&uerra# &erou diversas convenç^es de direitos humanos da 3NU# bem como al&uns sistemas re&ionais de "roteção# entre eles o da 3r&aniUação dos Estados Americanos R3EAT e o do Conselho da Euro"a. >elsen# um dos "rinci"ais internacionalistas do sVculo bb# na "rimeira edição da Teoria Pura do Direito# de M(-. 2ecentes relat!rios da 3NU e da 3EA a"ontam a ainda "ro+unda de+ici_ncia desse Estado na matVria. A &arantia desses direitos "assou# &radativamente# com o advento da 3r&aniUação das Naç^es Unidas R3NUT# Eue teve a sua carta +undadora assinada em M(.udiciário V um dos "rinci"ais res"onsáveis "ela +alta de e+icácia e de e+etividade do 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos. Notadamente na Euro"a# esses sistemas acarretaram diversas conseE]_ncias nos ordenamentos OurQdicos nacionais# e hoOe a in+lu_ncia do 0ireito internacional marca-se nos "rincQ"ios "r!"rios da 8eoria dos 0ireitos 9umanos.

:uitas veUes# os tratados "ossuem "revis^es eL"ressas em +orma &enVrica# de +orma a acomodar as di+erenças culturais# "elo Eue sua maior ou menor e+etividade de"enderá do conteLto em Eue +or recebido.. die ursprün lich durch !kte von "taaten #$$$% &ur 'e elun der &(ischenstaalichen )e&iehun en er&eu t (urden.udiciário nacional.. Na se&unda edição da Teoria Pura# editada em M(S. 0evido Ps di+erenças entre os conteLtos sociais e OurQdicos dos diversos Estados# os mesmos tratados internacionais terão e+eitos di+erentes# eis Eue serão inter"retados de acordo com a cultura OurQdica local# Eue "ode con+erir mais ou menos e+icácia a esses tratados.# ". 8rata-se da cultura OurQdica# Eue se revela nas cdi+erenças locais e nacionais no "ensamento e na "rática OurQdicosg R2EBU11A$ M((-# ". ara eL"licar "or Eue determinadas normas internacionais "ossuem maior e+etividade em determinado conteLto# a ideolo&ia e as "ráticas dos Ouristas# Eue "odem ou não +erir essa do&mática# tambVm são determinantes. die man e(öhnlich mit der . A Convenção sobre 0ireito dos 8ratados de M(S(# Eue codi+icou as normas sobre os tratados internacionais# re"roduU o "rincQ"io no arti&o 2S# dis"ondo Eue o tratado em vi&or obri&a as "artes e deve ser cum"rido de boa-+V.T RM(-. Em obras "osteriores# >elsen re+ormulou essa visão$ na Teoria +eral do Direito e do 1stado# escrita em M(.M-(-M. Como as normas de direito internacional &eral Risto V# válidas "ara toda sociedade internacionalT t_m natureUa consuetudinária# e não convencional# a norma +undamental do 0ireito internacional s! "oderia ser a Eue +undamentasse o costume internacional W e não o pacta sunt servanda.# >elsen reti+icou a "rimeira edição# "ois aEuele "rincQ"io s! "oderia ser o +undamento do direito internacional convencional R+ormado "elos tratados internacionaisT.% -nter ihnen ist von besonder )edeutun die Norm.g RDas Völkerrecht besteht aus Normen.# ".K usualmente considerado o +undamento do 0ireito internacional convencional. . MYMT. Não basta re+erir-se P do&mática OurQdica "ara entender o "roblema$ os tratados internacionais de direitos humanos "oderão encontrar di+iculdades na "rodução de e+eitos em uma cultura OurQdica Eue seOa isolacionista# isto V# Eue tenda a não a"licar o 0ireito internacional[ a e+etividade lhes será di+Qcil tambVm em uma cultura Eue seOa contrária aos seOa en&endrada# a saber# no caminho do costume. Não se trata# "ois# de uma sim"les Euestão de do&mática OurQdica. Nesse caso# como o direito internacional não V um direito aut!ctone# mas recebido ou im"ortado# a sua e+icácia no =mbito interno de um Estado de"enderá da sua interação com o direito nacional. M2(T.RM(55# ". fuando ele deve &erar e+eitos não a"enas nas relaç^es interestatais# mas tambVm no =mbito interno# essa inter"retação será muitas veUes +eita "elo .e Acima dessas normas tem es"ecial si&ni+icado a norma habitualmente caracteriUada com a +!rmula h"acta sunt servandaX.ormel /pacta sunt servanda0 kenn&eichnet... und &(ar im *e e der +e(ohnheit$ #. 525T e no curso de 8eoria do 0ireito 7nternacional Eue ministrou na Academia de 0ireito 7nternacional em M(5.MT e re+lete uma cultura "olQtica. d.. 3 tratado deve ser inter"retado P luU de seu obOetivo e +inalidade# "rev_ o arti&o -M da mesma Convenção. R2.

3 Brasil a"enas veio a "artici"ar dos &randes tratados de direitos humanos na dVcada de noventa do sVculo bb# isto V# a"enas de"ois do +im da ditadura militar. A "er&unta "ossui uma "articular "ertin_ncia em relação a esse 0ireito devido 2 :uitas Constituiç^es nacionais re+letem a internacionaliUação dos direitos humanos# ocorrida a"!s a 2i 6uerra :undial.( direitos humanos W Eue hoOe t_m sua "rinci"al +onte não nos direitos nacionais# e sim nos tratados2. Como se verá adiante# V o caso da brasileira. A "artir de +ormulação de *Vr&io BuarEue de 9olanda Rmas# creio# reduUindo-lhe o alcanceT# 2oberto *chCarU# em estudo sobre :achado de Assis# a+irma Eue as idVias liberais estavam c+ora do lu&arg no Brasil do tem"o de :achado. AlVm da recente "artici"ação nos &randes tratados de direitos humanos e do re&ime militar# devem-se a"ontar tambVm# como de es"ecial interesse no caso brasileiro# as leituras dualistas da hist!ria# Eue buscam demonstrar a incom"atibilidade de idVias im"ortadas com a estrutura social brasileira. Estados Eue a"resentem uma cultura OurQdica com esses dois traços Ro isolacionismo e o desres"eito aos direitos humanosT# Euando inte&rem tratados de direitos humanos# tenderão a reduUir a e+etividade desses tratados# mesmo Euando as Constituiç^es nacionais com eles se harmoniUem Rnesse caso# tambVm o direito constitucional terá "ouca e+etividadeT. Esse ti"o de cultura OurQdica serve "ara atender Ps conveni_ncias de "oder Oustamente "or não considerar as condiç^es de a"licação da norma OurQdica. A +alta de "rática do . . Essas decis^es# "or meio de um eEuivocado +ormalismo OurQdico# re+letem os traços isolacionistas e contrários aos direitos humanos# acabando "or &erar a "rodução le&al da ile&alidade em relação aos tratados internacionais e atV mesmo em relação Ps normas constitucionais nesse cam"o.udiciário com essas normas internacionais# bem como a "ossQvel sobreviv_ncia de uma cultura autoritária do re&ime militar REue era +rontalmente contrário a esses tratadosT Oá serviriam como indQcio de Eue seria relevante um estudo com esse "er+il sobre a Ouris"rud_ncia brasileira. oderá ocorrer Eue a "r!"ria e+icácia +ormal desses tratados seOa ne&ada[ ou Eue seOam inter"retados de +orma a &erar e+eitos contrários P sua +inalidade. Neste trabalho# investi&a-se a e+etividade do 0ireito internacional dos direitos humanos no Brasil# tomando em consideração a cultura OurQdica brasileira tal como se mani+esta nas decis^es do *u"remo 8ribunal 1ederal. A "artir desse conceito# discutido no "rimeiro ca"Qtulo# "ode-se inda&ar se o 0ireito internacional dos direitos humanos# como idVia im"ortada na realidade social brasileira# estaria hoOe c+ora do lu&arg.

M. Nesse sentido# o trabalho adota um modelo "r!Limo do de Al+redo Bosi em Dial2tica da 3oloni&a45o# considerando Eue# de um lado# mesmo nos Estados onde se "ode traçar a &_nese dos direitos humanos# há di+iculdades de a"licação# e Eue# "or outro lado# sur&iram contribuiç^es te!ricas e iniciativas "ráticas em "rol desses direitos em Estados do chamado 8erceiro :undo. 3u seOa# +eU uso do nacionalismo "ara a de+esa da tortura# do "atriarcalismo# da escravidão. No se&undo ca"Qtulo# "rocura-se entender como# a "artir da +ormação hist!rica do monismo OurQdico# em con+ronto com o "luralismo# buscou-se a coer_ncia do sistema OurQdico# e como essa coer_ncia se articula com o "roblema da "rodução le&al da ile&alidade em relação aos direitos humanos. *e a &_nese desses direitos deu-se em determinada V"oca no ocidente# a sua le&itimação "ode bem a+astar-se dessa &_nese# e dar-se de +orma intercultural R9j11E$ M((-T. A discussão sobre os +undamentos de uma "retendida universalidade dos direitos humanos ocu"a milhares de "á&inas não s! de 0ireito# mas de 1iloso+ia# 6eo&ra+ia# Ci_ncia olQtica# 2elaç^es 7nternacionais. Estariam os direitos humanos# "or sua ori&em ocidental# +ora do lu&ar na China\ Em An&ola\ No Brasil\ Este trabalho a"osta Eue não W ou# ao menos# não necessariamente. Lembrar-se-á tambVm Eue o "ensamento OurQdico conservador no Brasil evitou +aUer esse ti"o de leitura# "re+erindo descartar em "rincQ"io os direitos humanos sob a ale&ação de Eue teriam uma natureUa irredutivelmente estran&eira. No entanto# EualEuer debate sobre a e+etividade de idVias im"ortadas Ro Eue inclui# no caso do Brasil# não s! o 0ireito 7nternacional como os direitos humanosT# V "reciso levar em conta o conteLto de a"licação. A"onta-se ainda a eList_ncia de limitaç^es do 0ireito 7nternacional "ara a e+etividade dos direitos humanos# tendo em vista a im"er+eiç^es dos sistemas de "roteção eListentes# e "elo +ato de esses sistemas não "oderem substituir os mecanismos nacionais# tanto "or raU^es OurQdicas Rcomo o "rincQ"io do es&otamento dos recursos . Esse ti"o de "rodução da ile&alidade# reitera-se# seria um traço tQ"ico da cultura OurQdica brasileira. Este trabalho não eL"lorará o tema# mas tão-somente o "roblema da e+etividade desses direitos no Brasil. P +alta de uma base antro"ol!&ica Eue lhe &arantisse a universalidade[ embora declaraç^es internacionais sustentem Eue ctodos os direitos humanosg são cuniversaisg# +ato V Eue a &rande diversidade cultural no mundo +aU com Eue os &raus de atendimento a esses direitos seOam muito variados. 3 "rimeiro ca"Qtulo aborda# em traços lar&os# a +ormação social brasileira e a cultura OurQdica brasileira na 2e"Zblica "ara discutir as leituras duais Rcomo a de ontes de :irandaT e a "olQtica conservadora Eue delas +eU uso.

A*# 2. 8rata-se do caso colombiano R?7LLE.udiciários nacionais.M# ". Como "ressu"osto te!rico desta tese# V "reciso descartar as se"araç^es rQ&idas entre le&alidade e ile&alidade e veri+icar como a ile&alidade "ode ser "roduUida "or meios le&ais# o Eue "ode se dar no estado de eLceção# Euando a eLceção REue "ode &erar severas restriç^es aos direitos +undamentaisT se torna a re&ra. A educação não corres"onde a"enas a um im"ortante +ator de desenvolvimento-$ alVm do atraso econkmico decorrente da menor "rodutividade de um .# ". -5(T# mas não mais do brasileiro Ro estado de eLceção ocorreu durante a ditadura ?ar&as e o re&ime militarT# em Eue a "rodução le&al da ile&alidade se dá "or caminhos discutidos nos dois "rimeiros ca"Qtulos.á eListem vários trabalhos Eue tratam do "roblema da a"licação da Convenção Americana sobre 0ireitos 9umanos no tocante P "risão civil do de"ositário in+iel.udiciário.# a taLa de escolaridade dos "aQses da 3r&aniUação "ara Coo"eração e 0esenvolvimento Econkmico Ror&aniUação Eue con&re&a Estados desenvolvidos como 1rança# Alemanha# .a matVria de controvVrsia o "eso eLato da educação no "rocesso de desenvolvimento# embora todos os oder .MM internosT# Euanto "or materiais$ não V de es"erar Rtam"ouco se deveria +aU_-loT Eue os tribunais internacionais tenham a "ossibilidade de substituir os . Com e+eito# a literatura brasileira sobre esses direitos V muito menor# e raramente vinculada ao 0ireito 7nternacional. 0ecidiu-se abordá-lo aEui "orEue o ti"o de análise adotada demonstraria mais um erro metodol!&ico da "osição do 8ribunal# não abordado "or outros autores# e revelador dos traços antes re+eridos da cultura OurQdica brasileira.udiciário brasileiro# e Eue tem com"et_ncia constitucional# metodolo&icamente a sua escolha Ousti+ica-se "ela in+lu_ncia Eue .. M-(T. Busca-se veri+icar como o *u"remo 8ribunal 1ederal sola"a a dimensão coletiva do direito P educação em um conteLto de "ro&ressivo atraso do Brasil nessa matVria$ em M(K.a"ão# Estados UnidosT e a da AmVrica Latina eram# res"ectivamente# 2#2 veUes e M#5 veUes maior do Eue a do Brasil.. . Como se trata do tribunal mais alto do detVm essa Corte sobre o restante do .. 3 terceiro ca"Qtulo estuda es"eci+icamente a Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal a res"eito dos tratados internacionais de direitos humanos# de acordo com o Euadro te!rico traçado nos dois "rimeiros ca"Qtulos. *eria "ossQvel ter escolhido outras cortes W o cam"o V# de +ato# rico em material "ara este ti"o de "esEuisa# Eue deve ser +eita em trabalhos ulteriores. Em M((Y# a di+erença aumentou "ara -#S R3C0ET e M#K RAmVrica LatinaT veUes a mVdia brasileira R73*C9 E# 2. 3utro "roblema estudado neste trabalho V o dos direitos sociais.

. M5(T. 0essa +orma# co discurso "olQtico Eue recorre a tabelas e &rá+icosg "ode en&anar atV indivQduos cconsiderados matematicamente al+abetiUadosg devido P +alta de instrumentos de crQtica R0XA:B23*73# 2. A divul&ação# em deUembro de 2. 3 Eue este trabalho não realiUará$ uma aborda&em do 0ireito em termos de e+icácia simb!licaS# com ins"iração em NietUsche ou em Bourdieu. 3 estudo dessa Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal V relevante# "ois# uma veU Eue ela concorre "ara um dos "rinci"ais +atores do atraso nacional e da violação dos direitos da cidadania. 3 ro&rama das Naç^es Unidas "ara o 0esenvolvimento R NU0T# ao calcular o Qndice de desenvolvimento humano R709T de cada Estado toma# entre outros +atores# a escolaridade. Não se adota aEui tambVm uma conce"ção do 0ireito "uramente estratV&ica# tendo em vista Eue não s! ela tem di+iculdade em o+erecer soluç^es em termos OurQdicos# como muitas veUes &era uma ne&ação radical do 0ireito "or meio de um reducionismo historicista. A norma não a"licada# mas Eue +oi editada "ara satis+aUer al&uma "ressão de &ru"os sociais R"or eLem"lo$ norma Eue criminaliUe o trá+ico da biodiversidade# a"rovada "or "ressão de cientistas e ambientalistas# "orVm Eue Oamais tenha &erado al&uma condenaçãoT# não tem e+icácia instrumental# mas simb!lica.# ".M2 trabalhador "ouco instruQdo# há aEui matVria de ne&ação da cidadania. 2-T.. .(l$ c3u seOa# nossa educação V Euase tão res"onsável "ela desi&ualdade de renda Euanto aEuela "raticada em um sistema educacional institucionalmente racista e discriminat!riog R73*C9 E# 2..2# dos resultados do 7NA1 Rindicador nacional de al+abetismo +uncionalT5 a"ontou Eue somente 2Ml da "o"ulação brasileira V ca"aU de entender in+ormaç^es a "artir de &rá+icos e tabelas# indicação cabsolutamente a+litivag# tendo em vista a conseE]ente di+iculdade de "artici"ação na cvida socialg de Euase K...A*# 2.l da "o"ulação do "aQs R13N*ECA# 2. 8ambVm leituras Eue tomam "or base certo marLismo "odem che&ar a esse ti"o de reducionismo# considerando o 0ireito como sim"les e"i+enkmeno da in+ra-estrutura social# retirando P Euestão da le&alidade EualEuer autonomia$ se o direito V mero re+leLo da hist!ria# sua violação não seria nada menos do Eue +aUer a hist!ria avançar# como lembra 9annah Arendt RM(K(T.M# ".. Y-T.# ". A Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal# isolacionista e contrária aos direitos humanos nessas matVrias# será ainda com"arada P da *u"rema Corte ar&entina# "ara demonstrar Eue# mesmo em um outro Estado da AmVrica Latina# Eue tambVm viveu "erQodos de ditadura# "ode-se che&ar a soluç^es diametralmente o"ostas P da Corte brasileira# +avoráveis P a"licação do 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos. -YT.2l da desi&ualdade social# e na /+rica do *ul# . Alain 2enaut lembra Eue esse cmodelo analistas concordam Eue ela seOa um +ator "ositivo.. 5 <ndice calculado "elas or&aniUaç^es 7nstituto aulo :ontene&ro e Ação Educativa. 9á estudos Eue a"ontam a educação brasileira como res"onsável "or ..# ".. S EnEuanto a e+icácia instrumental de+ine-se "elo uso de meios adeEuados "ara se che&ar a determinados +ins# a e+icácia simb!lica cin&e-se P "rodução de re"resentaç^es em conteLtos nos Euais "redomina a inter"retação R*AN83*[ ?7LLE. .

T# não V "ossQvel conceber Eue ele "udesse ser eLterior Ps relaç^es de "oder Eue tecem a realidade R2ENAU8[ *3*3E# M((M# ". M22-M2. Y. Não há tambVm uma teoria da Oustiça# tam"ouco uma de direitos humanos R13N*ECA# 2. 8ambVm não se adotará certo "ensamento "!s-modernista no 0ireito# com sua recusa Ps noç^es de suOeito e de direitos humanos universais# Eue tem levado a um cvácuo Vticog e não "ermite a resist_ncia P o"ressão RA2*LAN$ M(((# ". KYT# eis Eue a "r!"ria conce"ção OurQdica do "oder V um e+eito do "oder# Eue nasceu da sociedade monárEuica# e Eue está ultra"assada. K 6a eneralidad de la Declaraci7n -niversal 8 su tono 9undamental son precisamente la causa de su utilidad pol:tica 8 de su inutilidad moral o normativa$ .# 7?# ". 22-2-TK. 5(T.-2-MT Esse "ensador tem como +undamento +ilos!+ico um vitalismo ins"irado em NietUsche# "elo Eual a vontade de "oder# en&endrando as relaç^es de "oder e de resist_ncia# eL"licaria a hist!ria. 3 +undamento te!rico deste trabalho# "ois# V bem diverso do de :auricio 6arcQa ?illeOas# im"ortante Ourista colombiano# Eue escreveu im"ortante tese sobre a e+icácia simb!lica do 0ireito colombiano. (2-(-T[ se tudo V imanente P hist!ria# a distinção entre +atos e valores "erde o sentido W e a +orça e a tradição tomam o lu&ar do direitoY# com resultados +atalmente conservadores.# ". K.M- estratV&icog do direito trans+orma a hist!ria no ctribunal do mundog e conduU P cne&ação do direitog RM(((# ". 2MT. No entanto# ?illeOas daQ "arte# com base em uma aborda&em "ra&mática das relaç^es internacionais# "ara a a+irmação de Eue o teLto da 0eclaração +oi redi&ida "ara Eue os direitos humanos nas relaç^es internacionais não eListam RM((-# ". 2-.T# su"erestrutura ideol!&ica Eue serve a"enas "ara recobrir a dominação e a eL"loração R2ENAU8[ *3*3E# M((M# ". 22T. Esse ti"o de análise não V o Eue se "ro"^e aEui +aUer[ se# em um "lano descritivo# V "reciso constatar a ine+icácia social de certas normas# no "lano "rescritivo a o"ção deste trabalho corres"onde a a"ostar nas "ossibilidades de a"licação do 0ireito internacional dos direitos humanos em cada conteLto Ro Eue não V "ossQvel# deve-se ressaltar# sem o entendimento Y Esse reducionismo eL"lica "orEue não há uma teoria do direito em 1oucault RE)AL0# M((-# ". A"enas no +im de sua vida# na dVcada de oitenta# 1oucault tentou buscar a +undação te!rica da ccidadania internacionalg e dos direitos humanos como direitos Eue se o"usessem aos &overnos RM((.Y-Y.(T.KT. Não há norma OurQdica Eue esca"e Ps relaç^es de dominação# eis Eue o "oder re"roduU-se "or toda "arte R13UCAUL8# M(YS# ".. A sua ine+icácia instrumental corres"onderia P sua e+icácia simb!lica$ cA &eneralidade da 0eclaração Universal e seu tom +undamental são "recisamente a causa de sua utilidade "olQtica e de sua inutilidade moral ou normativag RM((-# ". . M(T[ seria en&anoso buscar um direito Eue +undamentasse o "oder R2ENAU8# M(((# ". ara esse autor# a 0eclaração Universal dos 0ireitos 9umanos da 3NU V um caso em Eue as "artes aderem ao teLto# mas não Ps conseE]_ncias# devido ao caráter &enVrico de suas "revis^es# e +oi Oustamente essa caracterQstica Eue "ermitiu o acordo entre Euase todos os Estados da 3NU em M(.K# ano em Eue +oi ela +oi votada RM((-# ". 2M. Não "osso discordar dessa a+irmação.T W a não ser# V claro# "or outras o"ress^es# de direita ou de esEuerda.. 3 direito# entendido dessa +orma# não teria autonomia diante da estratV&ia# e não "assaria de uma viol_ncia eu+emiUada R2ENAU8# M(((# ".

ara 2ancimre# o im"ortante não V denunciar esses direitos humanos como vaUios# ou como direitos do bur&u_s Rse&undo :arLT[ e sim +aU_-los instrumento "ara o "ovo tornar-se suOeito do "oder RM((5# ". 2YT(. et nous voudrions <u>ils nous donn?t des r2ponses. No tocante Ps crQticas sobre a &eneralidade das "revis^es dos tratados e declaraç^es internacionais# V interessante lembrar a "osição de 2ancimre$ a meta9:sica dos direitos humanos# a des"eito de BurDe# +oi alimentada "ara ccriar a cena da revolução modernag# dando P subversão um ccor"o novo de escritag RM((2# ". M25-M2ST.M.M# ".s bien <ue notre sa esse commence o= celle de l>auteur 9init. A+inal# o cima&inário OurQdicog# escreve 9es"anha# c"ode mesmo modelar ima&inários sociais mais abran&entes# bem como as "ráticas sociais Eue deles decorramg RM((K# ". <uand tout ce <u>il peut 9aire est de nous donner des d2sirs$ . 3 trabalho tambVm não se destina a ne&ar radicalmente o 0ireito devido a de+ici_ncias da le&alidade bur&uesa# ou sim"lesmente chamar os Ouristas de c&uardiães da hi"ocrisia coletivag RB3U207EU# M((M# ". 0e +ato# não outro V o obOetivo da leitura# se&undo roust$ c*entimos muito bem Eue nossa sabedoria começa onde a do autor termina# e deseOarQamos Eue eles nos desse res"ostas# Euando tudo Eue ele "ode +aUer V nos dar deseOos. 3 "ro"!sito V buscar "resti&iar teoricamente a e+etividade dos direitos humanos# "ara Eue a sua "rática seOa alavancada. das raU^es Eue "odem levar P ine+icácia socialT. 25T.g R2. Este trabalho tem como es"erança a ins"iração de novas "ráticas[ com isso# os seus limites talveU "ossam ser Ousti+icados# se &erarem sua su"eração "elos Eue a lerem. ( Nous sentons tr.-S5T. (ST.. S.

M5

7 W CUL8U2A ;U2<07CA E 7LE6AL70A0E NA 132:A453 *3C7AL B2A*7LE72A

I.1 A importação das idéias liberais na formação do Direito Brasileiro na República: entre o paradoxo e a falta de efetividade

Passava na rua um bacharel <ue na v2spera 9i&era sua estr2ia na tribuna, e <ue, depois de haver citado Victor @u o, 6ombroso, o rapto das "abinas, Prometeu, a batalha das Term7pilas, o cultivo da mandioca e o 3od$ 3ivil, pedira, num assomo de inspira45o sublime, a liberdade do r2uA1B :urilo :endes

I.1.1 Dualismo e democracia cultura !ur"dica# positivismo e cientificismo:

As leituras duais da hist!ria brasileira# a saber# as análises Eue "artem do "ressu"osto da não-ada"tação de idVias liberais no Brasil# não são novas# tam"ouco se restrin&em aos historiadores. No cam"o do 0ireito# "ode-se citar ontes de :iranda# um dos maiores Ouristas brasileiros de todos os tem"os# de obra enciclo"Vdica tanto em eLtensão Euanto nos assuntos abordados. Ainda na 2e"Zblica ?elha# a+irmava Eue as leis não "oderiam modi+icar a sociedade e Eue le&islar em desacordo com a cl!&ica coletivag "oderia &erar cin+luencia diversa da Eue se es"erava e "retendiag RM(M2# ". ((T. ara o Ourista# deveriam ser evitadas as normas Eue não re"resentassem co "roduto das necessidades eListenciaes de um "ovog. ortanto# a lei deveria limitar-se P ccodi+icação do costumeg RM(M2# ". ((-M..T. ontes de :iranda o+erecia como um dos eLem"los# cEue não nos escasseamg# a "r!"ria constituição re"ublicana da V"oca$ elas seria cdesastrosag# "ois im"lantou nos Estados co mais ver&onhoso re&imen de banditismog. or ter sido uma clei de em"restimog# cada"tou-se# en+im "elo desres"eito inte&ral da maioria de seus dictamesg# com o resultado de Eue não eListiam# se&undo
M. Crknica de 2K de setembro de M(2.. 7n$ E2E72A# :aria LuiUa *cher Ror&.T. Cma ina45o de uma bio ra9ia literDriaE os acervos de Furilo Fendes. ;uiU de 1ora$ U1;1# 2..,# ". M,,.

MS

o autor# atos inconstitucionais no Brasil# "ois a Constituição a tudo se ada"tava# se&undo os caUares da +orça e do momento "olQticog RM(M2# ". M..-M.MT. oder-se-ia desenhar# a "artir desse trecho de ontes de :iranda# o se&uinte Euadro do direito constitucional brasileiro de então$ • A Constituição de MK(M# ins"irada em modelos estran&eiros# como o +ederalismo dos Estados Unidos# não se ada"tava P cultura "olQtica brasileira# Eue era marcada "ela dominação oli&árEuica e "ela "assividade da cidadania[ • Como ela +oi inter"retada de +orma a atender aos interesses dessa cultura "olQtica# contrários P teleolo&ia constitucional# os seus e+eitos no Brasil +oram o"ostos ao "retendidos$ em veU do +ederalismo# tivemos cbanditismog[ • A inter"retação distorcida da Constituição acarretava a dissolução da "r!"ria constitucionalidade# "ois o 0ireito# distorcido em sua racionalidade# tornouse mero servo de conveni_ncias "olQticas. A a+irmação de ontes de :iranda "ossuQa al&um +undamento na realidade brasileiro. A obra citada +oi escrita durante a re"Zblica velha# caracteriUada "elo "acto oli&árEuico. 0urante o 7m"Vrio# o Brasil +oi um Estado unitário$ os residentes das rovQncias eram escolhidos "elo "oder central. :uitos "olQticos re"ublicanos de+endiam a bandeira do +ederalismo. 3 Eue se veri+icou com a 2e"Zblica# "orVm# +oi o +ortalecimento das oli&arEuias estaduais e do "atrimonialismo# eis Eue a administração "Zblica +oi a"reendida se&undo os interesses "rivados dessas oli&arEuias. 3 +ederalismo# introduUido "ela "rimeira Constituição re"ublicana# de MK(M# revelou-se conveniente Ps oli&arEuias estaduais e +acilitou o sistema "olQtico do coronelismo# Eue consistia em com"romissos "olQticos mZtuos em uma escala Eue "artia do che+e da "olQtica local# o ccoronelg atV che&ar P "resid_ncia da re"Zblica. Nesse sentido# ?ictor Nunes Leal# em sua obra clássica sobre o coronelismo# criticou os cOuristasidealistasg Eue deram aos &overnadores dos Estados os meios OurQdicos de +omentar as oli&arEuias estaduais RM((Y# ". M2,-M25T# "ermitindo a criação da g"olQtica dos &overnadoresg# com seus acordos oli&árEuicos Eue determinavam a escolha do "residente da re"Zblica e a corres"ondente adulteração da democracia. A mani"ulação eleitoral não nasceu# "orVm# na 2e"Zblica$ era "rática corrente no 7m"Vrio. Como ironicamente lembrava Nabuco# não eram os eleitores Eue escolhiam a

MY

C=mara# e sim o o"osto# na medida em Eue esta +orOava os resultados eleitorais $ cEm &eral su"^e-se Eue a C=mara V dele&ada dos eleitores$ V um en&ano "er+eito[ os eleitores V Eue são dele&ados# nem todos de "olQcia# da C=mara.g RM(((# ". M-.T. 0essa +orma# as instituiç^es do reinado não "ossuQam um conveniente ctom euro"eu de adiantamento e liberdadeg RM(((# ". M-MT. 3 adiantamento e a liberdade "rovinham# "ois# do estran&eiro# e seria conveniente "ara a ima&em do Brasil adotá-los. 0e +ato# o +oram# mas s! su"er+icialmente# sem Eue a estrutura "olQtica do 7m"Vrio e# de"ois# da 2e"Zblica ?elha# +osse "ro+undamente alterada. ontes de :iranda# a"esar da crQtica ao direito da V"oca# demonstrava Eue o seu "ensamento ia ao encontro da cultura "olQtica Eue ele criticava. ois o autor atacava as idVias democráticas# Eue seriam cso"hismas e illus^es +ra&eis do "oder dos +racos# as risiveis as"iraç^es de &overno "elo "ovo e de le&islação "o"ular. 3 "ovo deve servir ao muito "ara instrumento de veri+icação.g RM(M2# ". M2.T. 3 Ourista +undamentava seu ataEue Ps democracias Oustamente no "roblema do ctrans"lanteg de normas OurQdicas. As democracias# se&undo o autor$
Ao inveU de distillarem costumes em leis# aEuecem idVas ás labaredas de suas convicç^es +alaUes# a""etecidas "elo "ovo sedento de "oderio e de melhoras# W transmudam circumstancias e accidentes de ordem individual em decretos# trans"lantam instituiç^es estran&eiras# de Eue os es"iritos +uteis e os estadistas a++eitos á ar&ucia e conhecença ostentosa se "odem +artamente envaidar. 0eslembram-se# "orVm# de Eue a instituição nova V "lanta Eue se Euer ada"tar ao solo# Euando não V o e++eito necessario da lucta# ou# como talveU acontecesse no BraUil# +adi&a "ro+unda e di&ni+icante a"!s ás luctas enso+re&adas do abolicionismo. A lei verdadeira# nascida do costume d...e V imitativa "ela ori&em# tradicional# aristocratica# "ela essencia d...e RM(M2# ". M2.-M2MT

Evidentemente# não se trata de uma eLceção no "ensamento da V"oca# e sim de um re+leLo do "ositivismo de Comte# autor de &rande in+lu_ncia no Brasil dessa V"oca. 3 "ensamento "ositivista# com seu cienti+icismo e sua o"osição P democracia# marcaria "ro+undamente não s! o "ensamento daEuele Ourista# Eue não deiLou de eL"ressar a sua admiração "elo autor +ranc_s R2...# tomo 77# ". M(T# como tambVm o de uma &eração# Eue deiLou inscrito na bandeira da re"Zblica brasileira o lema cordem e "ro&ressog. Em MK(.# :i&uel Lemos e 8eiLeira :endes# "or eLem"lo# de+enderam as cBases de uma Constituição olQtica 0itatorial 1ederativa "ara a 2e"Zblica 1ederativa Brasileirag RL7:3N67# M((K# ". MYT. 0e EualEuer +orma# deve-se lembrar Eue não há novidade no ataEue aos direitos humanos "or não serem tradicionais. ?ários &overnos e "ensadores no sVculo b7b#

MK

contrários P 2evolução 1rancesa# reOeitaram as idVias iluministas e os cdireitos do homem e do cidadãog ale&adamente devido ao caráter estran&eiro# te!rico ou meta+Qsico Risto V# alheio aos costumesT dessas idViasMM. ;osV de Alencar# ao rea&ir P 1ala ao 8rono do 7m"erador de MKSY# Eue recolocou a abolição em debate no cenário "olQtico brasileiro Ro 7m"erador edro 77# como se sabe# era "essoalmente +avorável P aboliçãoT# contrastou o c+ato socialg da escravidão P carro&=nciag das teorias abolicionistas RCA2?AL93# M((K# ". 5-T. ara o senador conservador# o abolicionismo era uma teoria alheia P realidade brasileira. *e&undo ontes de :iranda# a democracia seria um trans"lante mal-sucedido# eis Eue os costumes a"ontavam "ara um outro ti"o de re&ime# o aristocrático. ara o autor# esse re&ime atenderia melhor P liberdade. 0e+endia# "ois# não co &overno "elo "ovog# e sim o c"ela com"etencia# "ela ca"acidade "ro+issionalg RM(M2# ". M2,T# e "ro"u&nava "or uma aristocracia cda cultura# Eue V o re&imen da com"etencia e da es"ecialidade[ e da moeda# Eue se "ermeia e V tambVm a medida commum dos valores sociais. Eis uma lei da evolução dos "ovos.g RM(M2# ". M25T. cA democracia# "ortanto# V um desvio# um erro# uma illusão +alaU e "eri&osa.g RM(M2# ". M(YT. orVm# de +ato# a caristocracia da moedag Oá estava no "oder... Ao &eneraliUar a solução aristocrática como clei da evolução dos "ovosg# o Ourista "arece con+undir-se ao +undamentar a aristocracia nos costumes W Eue são# todavia# di+erentes de uma sociedade "ara outra. ortanto# bem se "ode ima&inar Eue sociedades di+erentes adotariam soluç^es diversas RtalveU atV mesmo a democracia...T# Eue atenderiam melhor suas es"eci+icidades. No entanto# Oul&ava Eue a cevoluçãog "ara a aristocracia seria uma
MM 9annah Arendt# em seu livro "obre a 'evolu45o# destaca uma im"ortante di+erença entre as declaraç^es de direitos humanos elaboradas "ela 2evolução Americana e "ela 2evolução 1rancesa. As declaraç^es +rancesas re+eriam-se não s! aos cidadãos# mas tambVm a todos os homens# não im"ortando onde ou Euando vivessem[ no caso dos Estados Unidos# a _n+ase dava-se em relação ao &overno# Eue deveria ser limitado "or esses direitos. ara os +ranceses# "elo contrário# os direitos humanos eListiam inde"endentemente da estrutura "olQtica RM((.# ". M,K-M,(T. A declaração +rancesa de MYK( articulou# em muitos "ontos# Euest^es centrais do "ensamento de 2ousseau R0EN8$ M((S# ". M.5T. Esse "ensador# contudo# ne&ava Eue o homem moderno "udesse ser# simultaneamente# homem e cidadão R63@A20-1AB2E$ M(KY# ". S5T. ara a crQtica de ins"iração culturalista# tal universalidade não "oderia ser +undamentada# tendo em vista a &rande diversidade de culturas na sociedade internacional. A esse res"eito# Arendt estimava correta a crQtica de BurDe da +alta de antecedente hist!rico# "ois a declaração +rancesa Eueria tratar de direitos "rV-"olQticos# inerentes P natureUa do homem[ a "r!"ria eL"ressão cdroits de lXhommeg seria um oLimoro# "ois homo, em latim# era uma "essoa sem direitos W Eue era a"enas um homem RA2EN08$ M((.# ". ,ST. ara a crQtica reacionária da 2evolução 1rancesa# o homem não eListiria$ deve-se lembrar da +amosa obOeção de ;ose"h de :aistre RM((-T P Constituição +rancesa de MY(5$ ele Oamais tinha visto um homem# e sim a"enas +ranceses# italianos# russos... osição semelhante P de Bentham RM((-T$ os le&isladores +ranceses deveriam instituir direitos a"enas "ara os +ranceses# e não "ara os chomensg. No entanto# a crQtica Eue a"onta o caráter cte!ricog da 0eclaração# "or re+erir-se a um conceito abstrato de homem# corres"onde Oustamente P raUão do sucesso dos direitos humanos como bandeira "olQtica. Essa "retensão P universalidade V Eue "ermitiu Eue eles se es"alhassem como bandeira "ara di+erentes "ovos e em di+erentes tem"os atV a atualidade.

2(T. :i&uel *eabra 1a&undes# Eue inte&rava a comissão# dela se retirou.M-(-M.g RM(. -2T. 3 Ourista atacou a "ossibilidade de uma assemblVia constituinte a"!s o &ol"e militar de M(S.ustiça# Carlos :edeiros da *ilva# e +oi a"rovado sem modi+icação al&uma . M2TM-.M( lei dos "ovos em &eral# o Eue não "ode ser eL"licado "or um +undamento consuetudinário# a não ser Eue acreditasse em uma im"rovável uni+ormidade ou conver&_ncia das culturas no mundo. YMT.M# ". 8ais idVias liberais não seriam cuniversalmente válidas e a"licáveisg RM(Y2# ".MT[ o se&undo &ol"e de estado de 6etZlio ?ar&as nada mais teria Eue se&uido a tradição nacional$ c3 M. 25T.MT. Esse mito "eriodicamente retorna P cultura OurQdicaM2 brasileira em momentos de autoritarismo$ +oi o caso de 1rancisco Cam"os# autor da Carta de M(-Y# criticando os "arlamentos e as democracias# como no caso da Alemanha da 2e"Zblica de )eimar# Eue# se&undo o constitucionalista brasileiro# teriam "rocurado cinutilmente che&ar a uma decisão "olitica mediante os methodos discursivos da liberal-democraciag RM(.Levi Carneiro# 8emQstocles Cavalcanti# 3roUimbo Nonato com"unham a comissão de Ouristas Eue elaborou a "rimeira versão do "roOeto da Carta de M(SY.urQdicog# "or Euererem eEuilibrar os "oderes do Estado em bene+Qcio das liberdades individuais. M.ustiça socialg RM(SS# ". de novembro não inventou um sentido nem +orçou uma diretiva "olitica ao "aiU.$ ela seria al&o cabstratog e cilus!riog# Eue re"etiria cos mesmos erros de M(-. A"enas consa&rou o sentido das realidades brasileiras.M# ".Sg. 1rancisco Cam"os Ousti+icava a ditadura do Estado Novo# ale&ando o c+ato de termos vivido# durante mais de Euarenta annos# em re&imen theorico e em estado de inconstitucionalidade chronica# mal dissimulado "or instituiç^es Eue Oá haviam caducado antes de viverg RM(.M# ". No entanto# enEuanto 1rancisco Cam"os destaca a M2 Neste "onto do trabalho# basta lembrar Eue a cultura OurQdica corres"onde Ps cdi+erenças locais e nacionais no "ensamento e na "rática OurQdicosg R2EBU11A$ M((-# ". Creio# "ortanto# Eue o +undamento do "ensamento aristocrático dessa obra de ontes de :iranda seOa antes idealista do Eue antro"ol!&ico# e corres"onde ao cmito da autoridadeg$ crer Eue a "osse de um saber tVcnico# cientQ+ico ou +ilos!+ico automaticamente &arante o eLercQcio do "oder RC9AU<# M(KSb# ". e M(. 3 discurso da tradição# "ortanto# buscando am"arar o mito da autoridade. 0iscurso Eue &uarda semelhanças com o de :i&uel 2eale# no momento de outra ditadura# a militar# ao criticar os liberais "ela cabstração do Estado de 0ireito como Estado . *e&undo o Ourista# o cAto 7nstitucional de M(S. 3 "roOeto +oi revisto "elo :inistro da .g estava correto em "rever o envio de uma c"ro"osta constitucionalg ao Con&resso# ccom a colaboração de Ouristas atualiUados Eue# tanto "elo saber como "elo es"Qrito# esteOam e+etivamente P altura de +iLar as &randes matriUes ordenadoras do Estado de . 0evido a essas di+erenças# os mesmos tratados internacionais terão e+eitos di+erentes# eis Eue serão inter"retados não s! de acordo com o sistema OurQdico nacional em Eue +oram rece"cionados# mas de acordo com a cultura OurQdica local# Eue "ode con+erir mais ou menos e+icácia a esses tratados. .

(T. -YT# a"esar de reconhecer Eue ainda não se sabia o Eue si&ni+icava ao certo o novo modelo de :Vdici.S# e+etivamente a"rovadas "or AssemblVias# não eram sim"les resultado da obra de Ouristas e "ossuQam# "ortanto# um caráter bem diverso W a"esar de a "rimeira ter "revisto a eleição indireta "ara residente da 2e"Zblica "ara o mandato do "rimeiro Euadri_nio a"!s a "romul&ação da Constituição Rarti&o Mo. cacção charismatica do 1uehrerg RM(. MM(T.M# ". ode-se observar# em todas as ditaduras "or Eue "assou o Brasil# Eue o ataEue P e+etividade dos direitos humanos# "or meio de sua caracteriUação como meramente cte!ricosg# ou cut!"icosg# ou alheios P realidade ou P autenticidade nacionais# destinava-se a retirar-lhes a e+icácia OurQdica. Nada de ori&inal$ trata-se do velho "reteLto nacionalista. e M(. . Al+redo BuUaid# na Eualidade de :inistro da .ustiça do residente :Vdici# não deiLou de se&uir a mesma linha e de+endeu o re&ime militar# Eue# ale&adamente# corres"ondia a uma cdemocracia de conteZdo realg# c+u&indo a ins"iraç^es ut!"icasg RM(Y2# ".ontes e 1volu45o do Direito 3ivil )rasileiro# obra cuOa "rimeira edição data de M(2K# a+irmava$ J0emocratiUar a criação do direito não V entre&á-la "elo Con&resso Nacional# a"esar das várias emendas a"resentadas R*>70:32E# M(KK# ". 2(T# 2eale# com um ideário "olQtico distinto do outro Ourista# elo&ia a conce"ção de cdemocracia socialg do c residente E:<L73 6A22A*8AnU :a07C7g d&ri+o do ori&inale "or +u&ir tanto ao modelo dos Estados liberais Euanto do adotado "elos Estados alinhados com a União *oviVtica e a China RM(Y2# ". 0e +ato# a min&uada obra escrita de :Vdici R"elo menos a atV hoOe "ublicadaT não nos "ermite determinar com certeUa esse modelo[ mas o &eneral# elevado "elo insi&ne Ourista a cate&oria de "ensador social# a+irmou# durante a sua "resid_ncia# Eue cnada mais natural Eue a democracia brasileira se a+eiçoe Ps eLi&_ncias de nossas condiç^es sociais e não Ps de sociedades alienQ&enasg RM(YM# ". 3 idealismo OurQdico consiste no tratamento dos conceitos OurQdicos +ora de um conteLto social es"ecQ+ico# e na subordinação desse conteLto social a esses conceitos R:7A7LLE# M(K2# ".2. M(T.. . M. e "ará&ra+os das 0is"osiç^es 8ransit!riasT "ara +acilitar a continuidade de 6etZlio ?ar&as no "oder. 8al "ostura im"ediu-o de ver Eue não +oram os "receitos le&ais# e sim a estrutura social e "olQtica "atriarcal# "rivatista e oli&árEuica Eue &erou a "rimeira re"Zblica brasileira. MSST. Ele tambVm não viu Eue o seu "ensamento conservador não constituQa nenhuma crQtica radical# e sim re+letia a sua V"oca$ a re"Zblica oli&árEuica encontra um erudito eco no ideal aristocrático-OurQdico desse autor. -T. Em .# Eue o "ensamento de ontes de :iranda se ressente na a+irmação de Eue +oi a Constituição de MK(M Eue mer&ulhou o "aQs na situação Eue ele de"lorava. ortanto# V de idealismo# idealismo OurQdicoM. 3 &overno ditatorial conse&uiu Eue "revalecessem a eleição indireta "ara residente da 2e"Zblica e a "revisão de am"los "oderes "ara as autoridades "Zblicas a"urarem cin+raç^es "enais contra a se&urança nacional# a ordem "olQtica e socialg Rarti&o KoT. As Constituiç^es de M(-. A Carta então vi&ente# se&undo o então :inistro# buscava restaurar a cautenticidade brasileirag RM(Y2# "..

3 +inal do livro# com a descoberta do cadáver de Antknio Conselheiro# bem corres"onde P medicina le&al da V"oca$ c8rouLeram de"ois "ara o litoral# onde deliravam multid^es em +esta# aEuele cr=nio.g R2. 1oi com 3asa +rande e "en&ala Eue# "ela "rimeira veU no "ensamento social brasileiro# +oi assumida a ccontribuição civiliUadora do ne&rog R0A:A88A# 2. M. *e&undo o Ourista# a Jinação OurQdicaJ traUida "elo ne&ro# Eue era "raticamente a"enas ccoisag "ara o direito enEuanto a escravidão M5 Um eLem"lo clássico +oi o de Euclides da Cunha# a +alar na seção c3 9omemg de Gs "ertHes# sobre o con+ronto entre raça in+erior Ro cbroncogT e o euro"eu coloniUador R2. Y-T.e e os soros Eue imuniUam e +aUem sarar. ontes de :iranda# criticando a Jbenevol_ncia OurQdicaJ Eue caracteriUaria o direito brasileiro# a"onta um cul"ado "or ela$ o ne&ro...# "..-# ".YT. . (... a evidente Eue esse "ensamento cienti+icista encobria sobre um discurso tVcnico os "roblemas sociais# e buscava le&itimar o "oder desses tVcnicos W no caso# os ccientistasg do direito. 2YMT.-# ".-# ".. fue a ci_ncia dissesse a Zltima "alavra. a de lembrar Eue uma das ori&inalidades da obra de 6ilberto 1re're# se&uindo a antro"olo&ia cultural de seu mestre 1ranU Boas# +oi Oustamente abandonar as teses racistas de eL"licação do homem brasileiro# Eue acabavam "or condenar a misci&enação. MKT. 3 &overno e a le&islação deveriam ser deiLados aos cientistas# e o su+rá&io universal era esti&matiUado "or ontes de :iranda como co a priori da i&ualdade de eleiçãog# Eue não serviria ao "ovo# Eue cnão se satis+aU com istog RV claroT# e não "assaria de um cBello "rinci"io "olitico "ara o racionalismo# de+eituosissimo eL"ediente technico "ara a "olitica scienti+ica# Eue toma conta aos e++eitos sociaes das leis e dos s'stemas ReL"erimentação "olitico-sociolo&icaT.T. or eLem"lo# com a tese da cin+erioridade naturalg da mulher# o Eue lhe ne&ou# entre outros direitos# o da "artici"ação "olQtica# ou com o voto censitário# tão comum no sVculo b7b# Eue ne&ou esse mesmo direito Ps camadas menos "rivile&iadas da "o"ulação. 5YT# bem como a considerar c"reOudicialg ca mistura de raças mui diversasg R2.... Ali estavam# no relevo de circunvoluç^es eL"ressivas# as linhas essenciais do crime e da loucura. Uma aristocracia de Ouristas# concebida "or um deles# +undamentada em uma conce"ção cienti+icista da sociedade.. oder-se-iam tambVm invocar os eLem"los de 3liveira ?iana e *ilvio 2omero# entre outros.T.2M Ps assemblVias# nem diretamente ao "ovo# W V deiLá-la Ps vocaç^es# Ps "esEuisas tVcnicas# aos Eue eLtraiam do Eue 2 as leis da vida e os remVdios Eue curam d.. -S. M. 0eve-se lembrar Eue o "r!"rio liberalismo realiUou essa naturaliUação de di+erenças sociais. Não eram "rivilV&io desse Ourista# contudo# as metá+oras mVdicas$ o "ensamento conservador desse "erQodo hist!rico# muitas veUes in+luenciado "elo "ositivismo cientQ+ico# utiliUava-as amiZde "ara naturaliUar os "roblemas sociais.J RM(KM# ".# ".g RM(2.# ".# ". Como lembra ChauQ# essa naturaliUação no liberalismo cesvaUia a &_nese hist!rica da desi&ualdade e da di+erençag R2. 3s "roblemas brasileiros não teriam raiU na estrutura social# mas em +atores de ordem biol!&ica# como a raçaM5..T. 2emVdio# cura# imuniUação# eL"erimentação$ :i&uel 2eale acusou# com Oustiça# a eLcessiva crença de ontes de :iranda nas cleis cientQ+icas de "retensa obOetividade isenta e trans"essoalg RM((.

YT MS. b77T.$ cArt.. *ilvio 2omero# contudo# discordava de 8obias Barreto# a+irmando Eue a ci_ncia havia concluQdo com a cmáLima cautelag "ela eList_ncia de raças in+eriores. . A ontes de :iranda ocorriam a"enas motivos de ordem biol!&ica.g MK 0eve-se lembrar Eue se trata# em termos &eo"olQticos# da V"oca de &rande eL"ansão do im"erialismo# e as "ot_ncias euro"Vias e os Estados Unidos da AmVrica usaram as teorias do darCinismo social e do cracismo cientQ+icog "ara le&itimar sua dominação sobre "o"ulaç^es não-brancas. .# ".g R2. 5KT.e &T cuidar da hi&iene mental e incentivar a luta contra os venenos sociais.# ".... No +im do sVculo b7b e no inQcio do sVculo vinteMK# era comum a crença na determinação biol!&ica do crime# es"ecialmente a determinação racial W indivQduos ne&ros e MS 8ambVm durante a ditadura militar# Ouristas de+enderam a eu&enia# considerada então como matVria de se&urança nacional R E**3A# M(YM# ". 0essa +orma# o 0ireito internacional acolhia a distinção entre as naç^es csu"erioresg e as catrasadasg. MY revia a Constituição de M(-.... . MSYT.oaEuim Nabuco e 2ui Barbosa# "erdessem eleiç^es ainda na dVcada de MKK... M-.T# "redominava um Jliberalismo de +achadaJ tambVm in+undido de teorias racistas.# eL"ressando a visão "olQtica e OurQdica dessa V"oca# "revisse a ceducação eu&_nicagMY. 8obias Barreto +oi uma eLceção# e criticou o Eue chamava de cde+eito caracterQsticog da sua V"oca$ as teorias dos "siEuiatras e cmVdicos "at!lo&osg# "rinci"almente a Escola de Lombroso R2.J RM(KM# ".# ".e bT estimular a educação eu&_nica[ d.22 eListiu o+icialmente# teria este resultado$ Jmassa de homens sem "osses# sem "ersonalidade# da massa de homens J"ossuQdosJ# dos homens-coisas# Eue as leis biol!&icas e a hereditariedade social ainda re"roduUem de"ois da abolição da escravatura.. Nesse "onto tambVm# ontes de :iranda revela o "ensamento OurQdico de sua V"oca. W 7ncumbe P União# aos Estados e aos :unicQ"ios nos termos das leis res"ectivas$ d.... a si&ni+icativo Eue a Constituição de M(-. fuanto P 1aculdade de 0ireito de *ão aulo# lembra *chCarcU R2. Lilia :oritU *chCarcU lembra-nos como na 1aculdade de 0ireito de 2eci+e +oi recebido# no sVculo b7b# um "ensamento cienti+icista Eue identi+icava a mestiça&em com a criminalidade R2. p a+irmação de 8obias Barreto de Eue o "ovo brasileiro serviria de re+utação Ps teses racistas# devido ao destaEue conse&uido "or membros de raças su"ostamente in+eriores# 2omero redar&]ia$ cUma ou outra eLce"ção# um ou outro caso de su"erioridade no 9ilhinho do ne ro não "!de constituir uma re&ra# nem in+irmar a doutrina. Nenhuma "alavra sobre o sistema "olQtico e a estrutura social Eue levou o Brasil a abolir tardiamente a escravidão e Eue +eU com Eue not!rios "olQticos abolicionistas# como . M5MT..5T.. ortanto# coerentemente# de+endia a eu&enia# "orEuanto "ara o Brasil# sustentava# era necessária a Jdi+usão do socialismo de Estado# a +im de Eue# "or intermVdio dela# viessem as medidas eu&_nicasJ RM(KM# ".

A entrada de imi&rantes no territ!rio nacional so+rerá as restriç^es necessárias P &arantia da inte&ração Vtnica e ca"acidade +Qsica e civil do imi&rante# não "odendo# "orVm# a corrente imi&rat!ria de cada "aQs eLceder# anualmente# o limite de dois "or cento sobre o nZmero total dos res"ectivos nacionais +iLados no Brasil durante os Zltimos cinE]enta anos. 3 racismo não se diri&ia a"enas contra os ne&ros.g . 3 "ensamento OurQdico dominante na ditadura militar tambVm se eivava do cienti+icismo[ "ara Al+redo BuUaid# com a Constituição de M(SY# o "ovo teria# +inalmente# um &uia "ara am"ará-los nas escolhas eleitorais Ro Ourista não en+renta a Euestão de Eue essa M( 0eve-se lembrar Eue estudos recentes continuam a a"ontar racismo na .. Essas teses racistas# claro# eram im"ortadas RLombroso era um nome de &rande in+lu_nciaT.# ".T M(... a vedada a concentração de imi&rantes em EualEuer "onto do territ!rio da União# devendo a lei re&ular a seleção# localiUação e assimilação do alienQ&ena. ara Nina 2odri&ues REue era mulato# sinal da ambi&]idade das relaç^es raciais no Brasil RC3*8A# M(((# ". 1re're R2. 2M-T.-T..ustiça Criminal brasileira# devido P "ro"orção maior de condenaç^es de rVus ne&ros do Eue de brancos# maior Qndice de "ris^es em +la&rante "ara rVus ne&ros# menor "ro"orção de rVus ne&ros res"ondendo a "rocesso em liberdade do Eue rVus brancos# e menores Qndices de condenação Euando a vQtima V ne&ra do Eue Euando V branca RA032N3# M((ST. (. *e&undo esse autor# a mulata seria uma canormalg devido a uma "ermanente su"ereLcitação seLual R12E@2E# 2.. -YKTT# era "a"el da craça arianag# minoritária no Brasil# de+ender a cciviliUaçãog contra as craças in+erioresg. .# ". A "r!"ria Constituição de M(-. Y.S-M. 3 "ará&ra+o seLto desse arti&o restrin&ia "or cotas a entrada de imi&rantes cA So. 8eses racistas como essa in+ormavam moralmente a Oustiça criminal e# embora não tivessem &erado um direito se&re&acionista Rcomo se re+erirá mais adianteT# +ormavam# se&undo eter 1r'# um ccontra"onto semi-clandestino ao valor +ormal da i&ualdade "erante a leig R2. REue "ouco durou# mas teve o "a"el de es"elhar ideolo&icamente a cultura OurQdica da V"ocaT "revia critVrios raciais "ara a imi&ração no arti&o M2M2. Contudo# não sendo democráticas# encontraram res"aldo na cultura OurQdica brasileira dessa V"oca. 5S.g 3 "ará&ra+o sVtimo restrin&ia a liberdade de moradia do imi&rante em nome de uma "olQtica de assimilação$ cA Yo. M.e++re' Lesser a"onta a in+lu_ncia da +ormação OurQdica brasileira "ara a con+ormação ideol!&ica dos di"lomatas REuase todos +ormados em 0ireitoT ao cracismo cientQ+icog Eue teve "a"el "re"onderante na "olQtica imi&rat!ria da V"oca de ?ar&as# e se mani+estou nas restriç^es P imi&ração de Oudeus RM((5# "..# ".YT.2- mestiços a"resentariam tend_ncia maior P criminalidade# a+irmava# "or eLem"lo# Nina 2odri&ues# autor de &rande in+lu_ncia na medicina le&al no Brasil na V"oca R27BE723# M((5# ". 2.-5S-T escreveu Eue as "ro"ostas de "roibição da imi&ração asiática ao Brasil no 7m"Vrio ocorreram Oustamente em uma V"oca em Eue a Euro"a havia-se tornado a in+lu_ncia cultural dominante sobre o Brasil Ra"!s a decad_ncia da in+lu_ncia oriental# notadamente das <ndias# +orte durante o "erQodo colonialT# e os amarelos "assaram a ser considerados moralmente de&radados..

S. BuUaid che&a a a+irmar Eue# antes da ditadura# a "olQtica era cação meramente em"Qricag RM(Y. I. Esse autor# como V sabido# cunhou a +i&ura do chomem cordialg "ara eL"licar a "reval_ncia do nZcleo +amiliar# dos laços a+etivos2M e do "articularismo sobre a im"essoalidade "retendida "elo liberalismo e o universalismo almeOado "ela democracia. Uma conseE]_ncia da cordialidade são distorç^es nos instrumentos OurQdicos e administrativos "ara Eue os recursos "Zblicos "ossam ser desviados se&undo interesses "rivados# Eue distribuem c+avoresg aos cami&os do reig. .2. No entanto# V de lembrar o caráter estritamente elitista do con&resso brasileiro na V"oca da discussão do c!di&o# o retrocesso de al&umas das dis"osiç^es desse c!di&o em relação Ps 3rdenaç^es 1ili"inas e a +alta de re&ulação do trabalho. 2YT# sem caráter cientQ+ico.# ".1.oaEuim Nabuco# no sVculo b7b# bem "ercebia essas distorç^es na mec=nica "artidária da monarEuia$ o atraso "olQtico brasileiro ter-se-ia mani+estado não s! em haver um "artido re"ublicano antes de uma o"inião abolicionista# mas 2M BevilaEua caracteriUava o direito brasileiro como ca+etivog# "ois muitas de suas dis"osiç^es tinham "or motivo os csentimentosg[ "ara o Ourista# autor do "roOeto do c!di&o civil de M(MS# o "ovo brasileiro seria ca+etivo# liberal e idealistag RM(YSb# ". A reOeição a normas OurQdicas democráticas im"ortadas# "or ale&ada inadeEuação P realidade e aos costumes brasileiros# bem como a aceitação de idVias tambVm im"ortadas# contudo antidemocráticas# acabam tendo "or conseE]_ncia involuntária# no "ensamento de ontes de :iranda# o a"oio P manutenção do sistema "olQtico# Eue não era realmente democrático# e sim oli&árEuico.$ Democracia e mal%entendido: *Vr&io BuarEue de 9olanda# em "assa&em cVlebre de 'a:&es do )rasil# escreveu Eue a democracia no Brasil sem"re +oi um clamentável mal-entendidog RM((5# ". . A a+irmação enraQUa-se no di+Qcil trans"lante de um ideário liberal im"ortado P estrutura social brasileira. Constituição restrin&ia as eleiç^es diretas# "elo Eue não era eLatamente marcada "elo "restQ&io P escolha "o"ularT# e isso +oi +eito "orEue a ditadura militar teve como um de seus cmVritosg cconsiderar a "olQtica como uma ci_ncia e institucionaliUá-la como Vticag. a curioso# "ois# Eue o autor a+irmasse Eue o direito brasileiro era um re+leLo do caráter do "ovo# ccaráterg esse Eue ainda deveria ser veri+icado. Y(T# Eue eLi&iriam uma delimitação mais nQtida entre as es+eras "Zblica e "rivada. *e&undo *Vr&io BuarEue de 9olanda# a +ormação social brasileira# a"oiada no "atriarcalismo e no "ersonalismo da aristocracia rural# bem como no trabalho escravo# não se coadunava com cos traOes modernos de uma &rande democracia bur&uesag RM((5# ". M(--2M2T.T.

AmiZde ocorreu na hist!ria brasileira Eue idVias im"ortadas de liberdade ou de direitos humanos# embora incor"oradas P ordem OurQdica nacional# ou não eram a"licadas# ou o eram de +orma distorcida# de maneira a Eue esses direitos não encontrassem e+etividade ou so+ressem uma e+etividade "aradoLal# isto V# como se verá adiante# &erassem e+eitos contrários aos le&almente "revistos.# no arti&o M.5$ a marinha brit=nica "assou a ca"turar os navios ne&reiros.Y-... Anteriormente# em MKM.e tem resolvido de coo"erar com *ua :a&estade Britannica na causa da humanidade e Oustiça# ado"tando os mais e++icaUes meios "ara conse&uir em toda a eLtensão dos seus dominios uma &radual abolição do commercio de escravos.25 tambVm em os "artidos Eue se reveUavam no "oder não ostentarem cnenhuma o"inião remotamente distante do &overnog# devido P distribuição de cem"resas e +avoresg# o Eue +eU da escravidão cum estado no Estado# cem veUes mais +orte do Eue a "r!"ria naçãog R2. do 8ratado de aU e AmiUade com a 7n&laterra# Eue se se&uiu P vinda da +amQlia real "ortu&uesa ao Brasil# o c rQnci"e 2e&ente de ortu&alg# 0. 8utela e +avor[ como ar&umentou EmQlia ?iotti da Costa# em Da Fonar<uia I 22 No Con&resso de ?iena# em MKM5# ortu&al# "or "ressão in&lesa# havia se com"rometido a terminar com o trá+ico de escravos ao norte da linha do EEuador. MSST. Esse trans"lante# "ortanto# muitas se deu de +orma Eue o 0ireito im"ortado encontrasse limitada e+etividade. (-MMT. 0e +ato# a escravidão +oi Re V# tendo em vista Eue continua a eListir no "aQs no inQcio do sVculo bb7T um dos eLem"los Eue demonstram Eue o trans"lante das idVias liberais Re do 0ireito corres"ondenteT +oi realiUado a"enas na medida em Eue as relaç^es de "rodução não +ossem alteradas. M(KT. .-# ".. ois não a"enas uma determinada norma era inadeEuada$ "or veUes a "r!"ria le&alidade# de ori&em liberal# era reOeitada.g Note-se Eue a &radualidade sem"re +oi usada# tanto "or autoridades "ortu&uesas Euanto brasileiras# "ara im"edir a abolição.# ".KT. Em MKMY# concedeu aos in&leses o direito de visita e busca de navios ne&reiros RC3: A2A83# 2. :arilena ChauQ ressalta Eue se trata de caracterQstica do Brasil ainda do +im do sVculo bb# Eue as relaç^es sociais +undamentem-se na tutela e no +avor# não no direito# e a le&alidade se constitua como ccQrculo +atal do arbQtrio Rdos dominantesT P trans&ressão Rdos dominadosT e# desta ao arbQtrio Rdos dominantesTg RM(KSa# ". .oão ?7# com"rometeu-se# c"lenamente convencido da inOustiça# e má "olQtica do commercio de escravos d... Como resultado# o trá+ico de escravos# ile&al devido a tratados internacionais ao menos desde MK2S22 e ao direito interno desde MK-M Rano em Eue +oi a"rovada lei Eue "revia Eue todo escravo Eue che&asse ao Brasil seria considerado livreT# não era re"rimido atV Eue a "ressão brit=nica deiLou de dar-se a"enas em termos di"lomáticos a"!s a a"rovação# "elo "arlamento brit=nico# do )ill !berdeen em MK. 3 trans"lante era necessário "or conta# entre outros +atores# da ima&em eLterna do Brasil$ no sVculo b7b# a sin&ularidade da monarEuia brasileira no seio de um continente inte&rado "or Oovens re"Zblicas +oi usada "ela "ro"a&anda re"ublicana$ o Brasil tinha ver&onha de sua realidade e deveria cmerecer a a"rovação dos outrosg R93LAN0A# M((5# ". .

T. Com isso# o 0ireito "erde e+etividade# na medida em Eue serviria "ara constran&er os interesses dessa elite# Oustamente "orEue as condiç^es sociais de a"licação são determinantes em relação aos e+eitos Eue a norma "oderá "roduUir. . I. A Constituição de MK(M# Eue recebeu ins"iração do direito constitucional dos Estados Unidos# não "kde# "ois# con+ormar a realidade social. Essas duas caracterQsticas harmoniUam-se$ o le&alismo# de+inido "or uma "ostura estrita e estreitamente +ormalista na inter"retação do 0ireito# ao desconsiderar as condiç^es de a"licação da norma OurQdica W Eue são sociais W "resta-se servilmente P manutenção do status <uo# mesmo se as condiç^es de dominação "assam "ela violação do 0ireito Re o conseE]ente cinismo em relação Ps leisT.1.osV :urilo de Carvalho# se&undo a Eual a construção da cidadania no Brasil marcou-se "or uma cultura simultaneamente cEuase cQnica em relação ao "oder e Ps leisg e marcada "or um ceLtremado le&alismog RM((S# ". Ao mesmo tem"o# contudo# a +orma do liberalismo era vista como necessária ao "aQs# não s! como +achada# mas como sinal de avanço "olQtico. 3 carti+icialismo da 2e"Zblicag# se&undo qn&ela de Castro 6omes# devia-se P im"ortação das c+!rmulas "olQticoliberaisg RM((K# ". Essa contradição autoriUa leituras como a . 3u# então# &anha uma e+etividade distorcida# mani"ulada de +orma a atender a esses interesses W assim# teremos a "rodução le&al da ile&alidade# de Eue se tratará no se&undo ca"Qtulo deste trabalho. ontes de :iranda# como se viu# considerou-a desastrosa# não devido aos obOetivos constitucionais# Eue +oram distorcidos# mas "or seu caráter de clei de em"rVstimog# Eue s! se ada"taria P realidade brasileira W "aradoLalmente# acrescento W "elo desres"eito dos "receitos constitucionais. MSYT. 3s em"resários Eue se aliavam a determinados "olQticos e# assim# com licenças es"eciais# vanta&ens tributárias e contratos "Zblicos# o ne&ro ou mulato Eue tinha um c"adrinhog e# assim# "odia ser aceito em meios sociais onde cbrancosg "redominavam Rcomo no caso de :achado de AssisT# todos esses casos con+ormavam-se a essa cultura Eue mascara os con+litos sociais.& 'litismo e efetividade do direito: .2S 'epJblica# a &rande maioria da "o"ulação# nesse "erQodo hist!rico do +im do 7m"Vrio e do inQcio da "rimeira re"Zblica# estava enredada no sistema de "atrona&em e clientelismo Rou seOa# na de"end_ncia do +avor e da coo"tação "elas classes dominantesT# "elo Eue o liberalismo não se tornou he&emknico# não surtindo# assim# um e+eito mascarador das relaç^es sociais W a Vtica da "atrona&em o +eU RM(((# ". --(T.(.

-5--ST ortanto# não haveria como se considerar o Brasil um Estado de direito devido ao uso instrumentaliUado das normas OurQdicas Risto V# são a"licadas ou i&noradas de acordo com os interesses em Oo&oT. 8ratava-se antes de um dia&n!stico do Eue de uma solução# "ois os membros do . -ST. -5T. M(5T. -ST. RM((Y# ". -YT. Não "or acaso# encontra-se ainda na cultura OurQdica brasileira uma "ostura cQnica consubstanciada nas cleis Eue "e&amg e cleis Eue não "e&amg$ entre os "receitos da do&mática OurQdica e a e+etiva a"licação desses "receitos# o intervalo "oderia ser imenso# de acordo com as conveni_ncias do "oder. 2ui Barbosa# imbuQdo de uma crença democrática# Eue "recisaria rom"er com os costumes da cultura "olQtica nacional# a+irmava Eue uma a"licação metodolo&icamente correta do 0ireito era necessária W "ois as oli&arEuias distorciam o 0ireito.2Y A visão de 2ui Barbosa sobre a Constituição de MK(M era bem diversa da de ontes de :iranda. 3 "roblema# contudo# não se resumia P ori&em das leis# mas envolvia a a"licação# Euestão ainda mais &rave$ cmais vale a lei má# Euando ineKecutada# ou mal eKecutada R"ara o bemT# Eue a boa lei# so+ismada e não observada Rcontra eleTg RM((Y# ". No cVlebre discurso Gra45o aos Fo4os# escrito no +im de sua vida# ele o+ereceu a se&uinte visão sobre o 0ireito no Brasil$ ca verdade Eue a eLecução corri&e# ou atenua# muitas veUes# a le&islação de má nota.udiciário &eralmente re"resentavam ou acolhiam os interesses das oli&arEuias.g RM((Y# ". ara eLecutar bem# o Ourista aconselha a"elar "ara ca mão sustentadora das leisg# a Constituição RM((Y# ". 8odavia# antes de acusar o Ourista de le&alismo# V "reciso lembrar Eue# como lembra :arilena ChauQ# não V "ossQvel a democracia csem a eL"ressão simb!lica do "oder "o"ular no sistema das leisg RM(K(# ". :as# no Brasil# a lei se desle&itima# anula e torna ineKistente# não s! "ela bastardia da ori&em# senão ainda "elos horrores da a"licação. A ori&em bastarda# ile&Qtima# se&undo o discurso# corres"onde Ps oli&arEuias RM((Y# ". 3 cOeitinho brasileirog tem si&ni+icados di+erentes# . E# como 2ui Barbosa a"ontava# a lei no Brasil eL"ressava o "oder oli&árEuico$ 3ra# senhores bacharelandos# "esai bem Eue vos ides consa&rar P lei# num "aQs onde a lei absolutamente não eL"rime o consentimento da maioria# onde são as minorias# as oli&arEuias mais acanhadas# mais im"o"ulares e menos res"eitáveis# as Eue "^em# e dis"^em# as Eue mandam# e desmandam em tudo[ a saber$ num "aQs# onde# verdadeiramente# n5o hD lei# não o há# moral# "olQtica ou Ouridicamente +alando.

M-T.T. ((T. M(5T. Esse autor# em G idealismo da 3onstitui45o# a+irmava Eue o "roblema da democracia no Brasil estava mal-"osto# c"orEue em sido "osto á maneira in&leUa# á maneira +ranceUa# á maneira americana[ mas# nunca# á maneira braUileirag RM(2Y# ". 3liveira ?ianna# "ortanto# diU Eue s! daria o direito de voto ao cidadão sindicaliUado RM(55# ". A im"ort=ncia do direito "ara uma cultura democrática contrasta-se com o conservadorismo da leitura dualista de 3liveira ?ianna.T# sem Eue o cidadão brasileiro estivesse +ormado# "elo Eue a democracia no Brasil seria uma +icção.5T[ ademais# desde o NeolQtico os arianos viveriam sob uma democracia RM(55# ". 0e +ato# a distorção ou a ineLecução dos direitos humanos# bem como a acusação de Eue esses não deveriam ser a"licados "or +u&irem aos costumes nacionais# +oram invocados# como se viu# "ela crQtica reacionária.2K lembra :arilena ChauQ# de acordo com a classe social$ "ara as classes mVdias e a bur&uesia# trata-se de uma +orma de burlar a lei "ara tirar "roveito de determinada situação[ "ara as classes "o"ulares# corres"onde a uma +orma de +u&ir P lei# considerada c+eita contra os "obresg. 0aQ vem a noção do cmar&inalismog das elites# ou seOa# o seu eL"atriamento cultural "ara re+letir ideais da cultura euro"Via ou norte-americana. 3 autor atacava a cunidade +undamental da es"Vcie humanag e a ci&ualdade "sQEuica de todas as raçasg RM(55# ". 52ST. Como a democracia eLi&e a construção da ccidadania como re"resentação e o direito P "artici"açãog# bem como c"ela criação de direitos e "ela criação de novos direitosg# o Brasil estaria bem lon&e# de acordo com ChauQ# de ser democrático RM(K(# ". M(YT. 3 direito tambVm era im"ortado# e "or isso s! iluminaria cos visos mais altos da nossa hierarEuia socialg RM(55# ". SM-T# "orEue nosso conceito de democracia teria sido im"ortado da 1rança RM(55# ". M.. Y5T e a+irmava Eue os an&lo-saLknicos tinham o máLimo de ca"acidade "olQtica RM(55# ".g RC9AU<# 2. A "r!"ria e+etividade do 0ireito R"rinci"almente dos direitos humanosT# "ortanto# na medida em Eue ela "ossa ser libertária "ara as camadas "o"ulares# V com"rometida. 3 cOeitinhog# "ois# revela um bloEueio contra a cidadania RM(K(# ". (. 3s "ovos latino-americanos# sem &_nio "olQtico "r!"rio# caracteriUar-se-iam "ela imitação RM(55# ".. MM5T.-T e "elos trans"lantes e em"rVstimos culturais# "rinci"almente em instituiç^es "olQticas e direito constitucional RM(55# ". Como resultado# as leis são c+eitas "ara ser trans&redidas e não "ara ser cum"ridas nem# muito menos# trans+ormadas. SM. M. SMKT# "ois somente ele ultra"assaria o interesse meramente "essoal. . 3 Brasil seria um eLem"lo +arto de trans"lantes$ de acordo com 3liveira ?iana# o su+rá&io universal era canticientQ+icog Euando a"licado ao "ovo brasileiro RM(55# ".# ".

9umberto ?asconcelos e LuiU Carlos 1i&ueiredo# OuQUes do 2eci+e# determinam# "or "ortaria# Eue os menores seOam recolhidos de"ois das 22 horas. :as 3liveira ?ianna su&eria como alternativa a troca dos "artidos "olQticos "elos &ru"os "ro+issionais# a su"ressão do voto individual# a limitação dos "oderes do Le&islativo e a hi"ertro+ia do ELecutivo RM(55# ". 2-.-# ". A im"ortação do direito# ao traUer normas OurQdicas "ara uma cultura Eue lhes V estranha W ou atV avessa aos "rincQ"ios Eue in+ormaram essas normas# como ocorreu no Brasil no tocante Ps idVias liberais W "ode "ro"iciar a e+etividade "aradoLal. Nem todas as autoridades# "ortanto# res"eitam-no# tendo em vista sua inadeEuação P realidade social brasileira$ c0rs.gT# "enas aos Eue desres"eitarem a liberdade de ir e vir de crianças e adolescentes nos lo&radouros "Zblicos. Essas idVias# se im"lementadas# "ermitiriam a e+etividade dos direitos humanos no conteLto brasileiro\ Certamente Eue não. A e+etividade do sistema "ode eLi&ir Eue determinada norma# embora e+icaU# seOa rele&ada Euando# "or inadeEuada P realidade social# &erasse e+eitos contrários aos "retendidos em sua a"licação.S( de M((. Coisa muito diversa ocorre Euando determinada norma V inter"retada em desacordo com a sua +inalidade e com os "rincQ"ios corres"ondentes# e# submetida a uma raUão Eue lhe V estranha# acaba "or "roduUir e+eitos contrários PEuela +inalidade e PEueles "rincQ"ios.. 8rata-se mesmo de um traço +ormador da hist!ria do direito brasileiro$ "odemos a+irmar# com )olDmer# Eue a ctrans"osição do direito escrito euro"eug "ara a cestrutura colonial brasileirag &erou uma cestranha e contradit!ria conviv_ncia de "rocedimentos burocrático-"atrimonialistas com a ret!rica do +ormalismo individual e liberalistag R2.-T. 7sto V contra a lei.g RCA?ALL7E27# 2.. RcArt. 2.-5T# "or seus ideais an&lo-saLknicos. A Euestão da im"ortação do direito +aU necessário# "ois# Eue se "esEuisem as condiç^es de e+etividade OurQdica. Como em um re&ime ins"irado "elo +ascismo...or eLem"lo# o Estatuto da Criança e do Adolescente Rlei n r K.T "rev_# no arti&o 2-. Eles são homens de bem.detenção de seis meses a dois anos. . 8rata-se do Eue se chamará aEui de e+etividade "aradoLal# obtida "or meio de uma "rodução le&al da ile&alidade. ará&ra+o Znico. . 7ncide na mesma "ena aEuele Eue "rocede P a"reensão sem observ=ncia das +ormalidades le&ais. Esse dis"ositivo# na "rática# o+ende a di&nidade dos menores na medida em Eue "ermite Eue +iEuem nas ruas# eL"ostos ao crime# tendo em vista a enorme eLclusão social nas cidades brasileiras. Essa +orma de a+astar a e+etividade da norma V metodolo&icamente correta# e corres"onde ao Eue 2ui Barbosa chama de cmal eLecutar "ara o bemg. YT. . Essa conviv_ncia con+lituosa &erou contradiç^es entre os +ins deseOados "or determinada norma e os e+eitos alcançados na sua a"licação. A"licar-se-iam# "ois# os "rincQ"ios OurQdicos corres"ondentes# e não a norma inadeEuada2-.S(T.2( 2ui Barbosa teria sido o cmar&inalg tQ"ico RM(55# ". rivar a criança ou o adolescente de sua liberdade# "rocedendo P sua a"reensão sem estar em +la&rante de ato in+racional ou ineListindo ordem escrita da autoridade Oudiciária com"etente$ ena ..

5o.g RM((5# ". 25 A Constituição do Alabama REue ins"irou a Constituição sul-a+ricana do apartheidT# a"rovada em M(. MM(T. 2M.. R89E EC3N3:7*8# . com a "aulatina concessão de direitos "elo "r!"rio Estado e "elas elites# em veU de "or meio da conEuista do Estado "elo "ovo.ST.-..# bL77T# +oi a certeUa de Eue ela teria "ouca e+etividade. -. ode-se diUer Eue um dos +atores Eue concorreu "ara a a"rovação da lei# bem como da Lei Ca! de M((M# Eue tornou o racismo crime Rse&uindo a "revisão constitucional do art. 0ecerto o sim"les c+ormalismo individual e liberalistag seria sem"re insu+iciente "ara a realiUação da cidadania# es"ecialmente em um Estado marcado "or tanta desi&ualdade social e com conhecidas insu+ici_ncias no tocante aos direitos econkmicos# sociais e culturais. Essa construção levou a uma tradição# na AmVrica Latina# de i&norar a lei ou acatá-la# mas a distorcendo em +avor dos "oderosos e "ara a ccontenção dos +racosg R3X03NNELL# 2.. Essa cultura# cQnica em relação ao direito# corrobora# no caso brasileiro# a a+irmação de *Vr&io BuarEue de 9olanda a res"eito dos "aQses deste continente$ cAs constituiç^es +eitas "ara não serem cum"ridas# as leis eListentes "ara serem violadas# tudo em "roveito de indivQduos e oli&arEuias# são +enkmeno constante em toda a hist!ria da AmVrica do *ul. No tocante aos direitos humanos# a de+ici_ncia na AmVrica Latina decorre# como lembra 1ábio >onder Com"arato# da desi&ualdade da condição social# "rinci"almente devido Ps baiLas condiç^es de vida de Qndios e ne&ros# e do co+icialismo na +ormação das sociedades latino-americanasg RM(K(# ". 2.# ".# ". ois# desse descom"asso entre ideário e realidade# resultou o não menor descom"asso entre realidade e o 0ireito# na medida em Eue as normas OurQdicas tivessem como obOetivo &arantir a liberdade.. MK2T.M# somente +oi emendada no "receito Eue "roibia casamentos inter-raciais no ano de 2.T. . Como escreveu *Vr&io BuarEue de 9olanda# cos movimentos a"arentemente re+ormistas# no Brasil# "artiram Euase sem"re de cima "ara baiLog RM((5# ". Contudo# não V menos certo a+irmar Eue mesmo a conce"ção liberal da cidadania não +oi alcançada no Brasil# o Eue se "ode veri+icar no desres"eito aos direitos civis e P autonomia.-T# isto V# a construção da cidadania de cima "ara baiLo2.. Essa cultura OurQdica cQnica em relação Ps leis +oi um dos +atores RalVm de es"eci+icidades da +ormação social brasileira# como a &rande "resença de misci&enaçãoT Eue levou o direito brasileiro a ser neutro em relação P Euestão da raça# a"esar das teses racistas Eue eListiam no sVculo b7b e na "rimeira metade do sVculo bb# ao contrário do Eue ocorria nos EUA Ronde o con+ronto entre raças sem"re +oi mais direto e acirrado do Eue no BrasilT# em Eue a le&islação +oi "or muito tem"o se&re&acionista25. 3 caso da Lei A+onso Arinos# de M(5M# Eue tornava o racismo em contravenção "enal# corres"onde a um eL"ressivo eLem"lo de norma i&norada$ de M(5M a M((M# houve a"enas tr_s "rocessos com base na lei# dos Euais dois resultaram em condenação R12@# 2..

MM-MS e 2(T# consubstanciada em "ersonalismo domVstico# "atriarcalismo e re&ulação do trabalho em moldes individualistas e liberais.. .-# ".2T. 0essa +orma# os dis"ositivos Eue BeviláEua havia "revisto em seu "roOeto "ara a "roteção ao trabalhador não +oram a"rovados "elo "arlamento brasileiro. .-# ". a de lembrar Eue o 8ratado de ?ersalhes# em M(M(# "reviu# alVm da Li&a das Naç^es# a criação da 3r&aniUação 7nternacional do 8rabalho[ no Brasil# "orVm# a "roteção aos direitos dos trabalhadores +oi i&norada na codi+icação civil devido aos interesses da celite cultural do Brasilg R2. 3rlando 6omes denunciou esse atraso# li&ado ao conservadorismo da le&islação civil brasileira$ enEuanto ortu&al# Eue codi+icou o direito civil em MKSY# mostrou-se aberto a in+lu_ncias liberais +rancesas# o Brasil "ermaneceu +iel P le&islação colonial devido P sua cestrutura socialg# "resa P ctradição OurQdica lusitanag R2.5T# como a instituição do salário mQnimo Rem M(..... 3 trans"lante de modelos OurQdicos +oi# ele mesmo# &eralmente &uiado "elo conservadorismo# ou re"resentava idVias conservadoras# como no caso das teses eu&_nicas e racistas# Oá aludidas. Essa anteci"ação não +avoreceu a autonomia dos cidadãos# "elo contrário$ ela acentuou a "assividade da cidadania# "ois os direitos sociais alcançados "rinci"almente durante o Estado Novo RM(-Y-M(..-# ".-# ".T# a criação da . A"esar de aEuele "receito da constituição estadual violar a constituição +ederal# a emenda s! +oi a"rovada de"ois de muitos debates... 22T.T. 3 C!di&o não levava em conta as "o"ulaç^es cmantidas em um estado de com"leta ou meia escravidãog R2..T. M2ST..osV :urilo de Carvalho. 0e +ato# na área da "roteção social# "assou a eListir um descom"asso entre o 2.-M A construção da cidadania de cima "ara baiLo no Brasil tambVm levou a Eue os direitos sociais +ossem anteci"ados em relação aos civis "olQticos# como bem lembra .-T +oram "ercebidos "ela "o"ulação# a+irma .MT e da Consolidação das Leis do 8rabalho RM(.ustiça do 8rabalho RM(. A conEuista desses direitos veio# "or sinal# atrasada. 0urante a ditadura de ?ar&as# +oram conEuistados direitos sociais e econkmicos "elos trabalhadores urbanos# mas com o controle &overnista dos sindicatos e sob a ins"iração da le&islação italiana +ascista# Eue não se notabiliUava# muito "elo contrário# "elas &arantias da liberdade. 2.osV :urilo de Carvalho# como cum +avor em troca do Eual se deviam &ratidão e lealdadeg# "elo Eue a cidadania cera "assiva e rece"tora antes Eue ativa e reivindicadorag R2.2# ". Ademais# o C!di&o Civil# lembrava 3rlando 6omes# tinha um ccunho te!ricog no sentido em Eue re"resentava uma idealiUação da sociedade "ela elite$ ca su"erestrutura "olQtica era# em verdade# de +achadag# "elo Eue os "ro"rietários de terra não tiveram molestados os seus interesses R2.

M2KT.2T. M2ST.. 0essa +orma# amiZde "or meio da lei "kde-se criar# no sistema OurQdico# a ile&alidade# na medida em Eue os direitos "revistos ou não encontravam e+icácia social# ou# se a encontravam# eram distorcidos. meios indis"ensáveis P obra de reconstrução econkmica# +inanceira# "olQtica e moral do Brasil# de maneira a "oder en+rentar# de modo direito e imediato# os &raves e ur&entes "roblemas de Eue de"ende a restauração da .-2 direito brasileiro e o direito internacional# Eue se a"ro+undaria com o desenvolvimento do 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos a "artir da criação da 3r&aniUação das Naç^es Unidas R3NUT# com um descom"asso entre o direito o+icial e a "rática OurQdica# mormente no "lano dos direitos humanos e a "rática do Estado brasileiro. teve# con+orme decorre dos Atos com os Euais se institucionaliUou# +undamentos e "ro"!sitos Eue visavam a dar ao aQs um re&ime Eue# atendendo Ps eLi&_ncias de um sistema OurQdico e "olQtico# asse&urasse aut_ntica ordem democrática# baseada na liberdade# no res"eito P di&nidade da "essoa humana# no combate P subversão e Ps ideolo&ias contrárias Ps tradiç^es de nosso "ovo# na luta contra a corru"ção# buscando# deste modo# Jos.( )oder e *i+le. 5# de M.-# ". 3 re&ime "recisava# destaca esse autor# "erverter a lei# cutiliUando-a contra a leig R2. I..de deUembro de M(SK# bem demonstraria esse "aradoLo OurQdico$ 3 2E*70EN8E 0A 2E sBL7CA 1E0E2A87?A 03 B2A*7L# ouvido o Conselho de *e&urança Nacional# e C3N*70E2AN03 Eue a 2evolução brasileira de -M de março de M(S. 3 Ato 7nstitucional n..alidade: A di+Qcil e+etividade dos direitos humanos# tanto em relação aos "revistos em tratados internacionais Euanto em sede constitucional# encontrou um "erQodo "articularmente delicado durante a ditadura militar# Eue "ode ser caracteriUada# se&undo Leonel *evero 2ocha# "ela ccontQnua ru"tura dos "rincQ"ios OurQdicos mais elementaresg R2.-# ". A hist!ria constitucional do Brasil "arece a"ontar "ara essa caracterQstica das declaraç^es de direitos humanos$ terem uma +unção antes J"eda&!&ica do Eue e+etivamente re&ulat!riaJ# na eL"ressão de 1ábio >onder Com"arato R2. Nos dois casos# a c+unção re&ulat!riag do 0ireito encontra-se com"rometida "elos interesses do "oder# e a relação entre le&alidade e ile&alidade não "ode ser com"reendida "ela sim"les o"osição$ a le&alidade "ode servir de meio "ara en&endrar a ile&alidade# e vice-versa.1.

S2.. 2S 0esta +orma "revia o "receito constitucional$ cArt.. 2. 3 direito constitucional internacional era tambVm violado$ os numerosos em"rVstimos internacionais tomados "elos &overnos militares não receberam a"rovação "elo Con&resso Nacional# o Eue violava o arti&o .-- ordem interna e do "restQ&io internacional da nossa "átriaJ R re=mbulo do Ato 7nstitucional no M# de ( de abril de M(S.# de M(K-T# com seu conceito am"lQssimo de se&urança nacional# Eue "ermitia a violação dos direitos civis e "olQticos de trabalhadores# estudantes# Oornalistas e "arlamentares R12A63*3# M(K-# ".-T# +avoráveis P liberdade. W a da com"et_ncia eLclusiva do Con&resso Nacional$ 7 W resolver de+initivamente sobre os tratados# convenç^es e atos internacionais celebrados "elo residente da 2e"Zblica[g .... Ademais# a "r!"ria eList_ncia da lei &era al&uma limitação ao "oder.. da Carta de M(S(2S e seria sinal# se&undo 6o++redo da *ilva 8elles . .. M. C3N*70E2AN03# no entanto# Eue atos nitidamente subversivos# oriundos dos mais distintos setores "olQticos e culturais# com"rovam Eue os instrumentos OurQdicos# Eue a 2evolução vitoriosa outor&ou P Nação "ara sua de+esa# desenvolvimento e bem-estar de seu "ovo# estão servindo de meios "ara combat_-la e destruQ-la[ or Eue o 0ireito criado "elo re&ime militar ter-se-ia voltado contra a "r!"ria ditadura\ *evero 2ocha lembra Eue a sociedade "ode encontrar nas leis csentidos inatendidos "elas ditadurasg R2. or essa raUão# o re&ime militar caracteriUou-se "elo csimult=neo recurso e desobedi_ncia P leig R2.. M.-# ".. de M(YK RsubstituQda "ela lei no Y. 8rata-se do arbQtrio# sim"lesmente# e não do Estado de direito.-# ".T[ .....-T.# de um cre&ime de ile&alidade institucionaliUadag RM(K-# ". Com e+eito# o arti&o 2....T. 25MT....da lei "ermitia o arbQtrio das autoridades Oudiciais na caracteriUação do ti"o J raticar atos destinados a "rovocar a &uerra revolucionáriag. :as# de +ato# boa "arte das medidas re"ressivas não se coadunavam nem mesmo com a "r!"ria le&islação da ditadura# a começar "ela Carta de M(S( e o "r!"rio Ato 7nstitucional nr 5# o Eual sus"endia os direitos "olQticos e o habeas corpus em casos de crimes "olQticos# contra a se&urança nacional# a ordem econkmica e social e a economia "o"ular# mas não autoriUava os desa"arecimentos +orçados# as medidas de tortura e as eLecuç^es eLtraOudiciais# Eue eram inconstitucionais mesmo "ara os "adr^es da ordem OurQdica ditatorial.. Esse arbQtrio# entre outras medidas le&ais es"Zrias# evidenciava-se na lei de se&urança nacional nr S.MY.r. A lei não se coadunava com a Carta constitucional vi&ente ao desres"eitar o "rincQ"io da le&alidade estrita do direito "enal..

Lilia :oritU *chCarcU escreve Eue a 0eclaração de 0ireitos do 9omem da 3NU "kde ser aceita "elo Brasil "orEue não teria e+etividade devido P +alta do indivQduo e das instituiç^es R2. M-T. 0essa +orma# as Cartas não re"resentavam o Eue se chama de direito constitucional em um Estado de direito. *obretudo i&norado$ o "erQodo de ditadura militar coincidiu com a celebração de im"ortantes tratados internacionais de direitos humanos# como o acto de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais e o de 0ireitos Civis e olQticos da 3NU# ambos de M(SS# e o acto de *ão . 3 oder ELecutivo# atuando como cle&islativo revolucionáriog# não tinha seus "oderes restrin&idos "elas Cartas de M(SY e de M(S(# e as &arantias individuais "revistas no direito constitucional não "ossuQam e+icácia diante das restriç^es criadas "elos atos revolucionários. Esse Euadro# claro# era in+enso tambVm ao 0ireito 7nternacional. Não a"enas o direito constitucional# mas tambVm o 0ireito internacional dos direitos humanos era violado ou i&norado.T# devido ao direito P educação. M2T. Na medida em Eue# ao lado de uma ordem constitucional# convivia outra# a das medidas de eLceção Ros atos institucionais e os com"lementares# +undamentados no c"oder revolucionáriogT# houve Euem a+irmasse Eue o Brasil tinha duas ordens OurQdicas no mesmo ordenamento R E2E72A# M(YM# ".osV da Costa 2ica da 3r&aniUação dos Estados Americanos R3EAT# de M(S(. 2.. 0urante todo esse "erQodo# como se verá adiante# o Brasil recusou-se a inte&rar esses tratados W atitude com"reensQvel "or "arte do re&ime# eis Eue as suas leis não raro violavam o 0ireito 7nternacional. A ordem OurQdica derivada do &ol"e de Mo de abril de M(S. 3 0ecreto-lei no . M.5T W isto V# a norma internacional conse&ue ser rece"cionada no Brasil# desde Eue não encontre condiç^es . Essa medida violava não s! a Constituição vi&ente# como a 0eclaração Universal de 0ireitos 9umanos da 3NU# lembrava :i&uel *eabra 1a&undes RM(Y5# ".# ". 7ndubitavelmente# tais medidas contribuQram "ara alimentar a ccultura Euase cQnica em relação Ps leisg no Brasil. Ademais# as "r!"rias autoridades "Zblicas violavam a le&islação eLce"cional "roduUida com base nos c"oderes revolucionáriosg. eivava-se de contradiç^es. 55T. Como a+irmava *eabra 1a&undes# a "r!"ria ordem OurQdica ditatorial# cainda no seu mais drástico documentog Ro A7-5T# cdesautoriUa eLorbitar da noção de se&urança nacional "ara +erir# em nome desta# os direitos humanosg RM(Y5# ".YY# "or eLem"lo# de 2S de +evereiro de M(S(# "revia como "ena "ara estudantes# "or violação da se&urança nacional# a "roibição de matricular-se em EualEuer estabelecimento de curso su"erior "or tr_s anos.-.. *e&undo esse Ourista# mesmo as medidas re"ressivas ins"iradas "ela doutrina de se&urança nacional deveriam con+ormar-se a 0eclaração Universal RM(Y5# ".

# ". I. 0isso se tratará no ca"Qtulo tr_s deste trabalho.2T..--2.-5 "ara ser a"licada...T. 2.....1.e de se distin&uir dos demais "or al&uma virtude a"arentemente con&_nita e intrans+erQvel# semelhante "or este lado P nobreUa de san&ueg R2. A cinteli&_nciag dos brasileiros era csim"lesmente decorativag# eListia cem contraste com o trabalho +Qsicog e corres"ondia cem uma sociedade no +undo aristocrata e "ersonalista# P necessidade d..ereira# de uma caracterQstica do "atrimonialismo das elites ainda na "rimeira re"Zblica R2.# ". 3s seus estabelecimentos são verdadeiras o+icinas de enobrecimento# "ara dar tQtulos# "er&aminhos# W como o "ovo chama os seus di"lomas# o Eue lhes vai a calhar W aos bemnascidos ou "ela +ortuna ou "ela "osição dos "ais. Lima Barreto bem viu o motivo aristocrático# elitista do bacharelismo nesta crknica# !s re9ormas e os 0doutoresL# de M(2M$ 3 nosso ensino su"erior# Eue V o mais desmoraliUado dos nossos ramos de ensino[ Eue se im"re&nou# com o tem"o# de um es"Qrito de serviçal da bur&uesia rica ou dos "otentados "olQticos e administrativos# +aUendo sábios e# a&ora# "rivile&iados# seus +ilhos e "arentes W o nosso ensino su"erior# com as boas escolas e +aculdades# não V mais destinado a +ormar tVcnicos de certas e determinadas "ro+iss^es de Eue a sociedade tem c"recisãog. -. KST.T 8rata-se# como viu Bresser. R2. *Vr&io BuarEue de 9olanda via no bacharelismo cresEuQcios senhoriaisg de valoriUação do tQtulo# "ois as catividades "ro+issionaisg eram cmeros acidentes na vida dos indivQduosg RM((5# ".. 2.T. fue nocividade\ Em relação ao 0ireito# temos um idealismo OurQdico Rno sentido de crer Eue os "roblemas sociais es&otam-se e são su"erados no 0ireitoT e um +ormalismo OurQdico Rno sentido de Eue a com"reensão da norma OurQdica "ode-se dar em termos rado# em csemiletrados mais nocivos do Eue a .. 3 bacharelismo in+undiria a cultura OurQdica brasileira# consubstanciada# se&undo aulo "esteg RM((Y# ".. M5ST..ultura !ur"dica e formalismo: Essa +alta de condiç^es relaciona-se com uma cultura OurQdica em Eue a realidade social era "reterida em "rol de uma cultura "retensamente literária e erudita$ trata-se do bacharelismo# Eue se relaciona P +alta de con+ormação do Estado Ps "olQticas liberais R>3n7:A# M((S# ".

. assa# então# a descrever tal im"ortante +i&ura$ um suOeito sem idVias "r!"rias# Eue sabe da ci_ncia a"enas o vocabulário em moda e não atribui nenhum si&ni+icado Ps doutrinas e aos "artidos "olQticos# e Eue deve ter o se&uinte com"ortamento em relação ao 0ireito$ Al&uns costumam renovar o sabor de uma citação intercalando-a numa +rase nova# ori&inal e bela# mas não te aconselho esse arti+Qcio$ seria desnaturar-lhe as &raças vetustas. 22ST. Esses bacharVis# ctenderão a acreditar na mudança social "or decreto..-S estrita e estreitamente normativos# sem re+er_ncia ao conteLto socialT.. d. RM(S2# ". 8u "ou"as aos teus semelhantes todo esse imenso arranUel# tu diUes sim"lesmente$ Antes das leis# re+ormemos os costumesG W E esta +rase sintVtica# trans"arente# lQm"ida# tirada ao "ecZlio comum# resolve mais de"ressa o "roblema# entra "elos es"Qritos como um Oorro sZbito de sol. Eis aQ uma Euestão Eue "ode a&uçar as curiosidades vadias# dar enseOo a um inEuVrito "edantesco# a uma coleta +astidiosa de documentos e observaç^es# análise das causas "rováveis# causas certas# causas "ossQveis# um estudo in+inito das a"tid^es do suOeito re+ormado# da natureUa do mal# da mani"ulação do remVdio# das circunst=ncias da a"licação[ matVria# en+im# "ara todo um andaime de "alavras# conceitos# e desvarios.. 1aU-se uma lei# eLecuta-se# não "roduU e+eito# subsiste o mal.. 3 conto estrutura-se como um diálo&o em Eue um "ai# no aniversário de vinte um anos do +ilho# aconselha-o a se tornar um medalhão.T relaciona o bacharelismo com a Teoria do Fedalh5o de :achado de Assis# conto "ublicado em livro em MKK2# no Eual o escritor retratou o ideário e os "rocedimentos da elite "olQtica brasileira no tocante P "ublicidade# Ps relaç^es "essoais# P ci_ncia e tambVm ao 0ireito. 2(M-2(2T Não se trata# V claro# de um real "ro"!sito de mudar os costumes# "orEuanto o medalhão V um con+ormista# interessado na manutenção do status <uo# e se dedica sim"lesmente a c"ensar o "ensadog.g RL3 E*# 2.2# ". ader *ilveira R2. 3 Euadro da cultura OurQdica não V atualmente# muito diverso desse$ a redução do direito a uma sim"les ret!rica coaduna-se com uma cultura OurQdica caracteriUada "ela hi"ertro+ia le&islativa# isto V# com uma "roli+eração ca!tica de normas escritas# e da elaboração .e fuanto P utilidade de um tal sistema# basta +i&urar uma hi"!tese. Ele busca &arantir a +alta de e+etividade do direito# mesmo Euando +ormalmente e+icaU RceLecuta-se# não "roduU e+eitogT# "ela invocação da tradição Rc"ecZlio comumgT# "ara evitar Eue o direito# reduUido a uma sim"les ret!rica vaUia Rcas +rases +eitas# as locuç^es convencionaisgT# "ossa ser em"re&ado "ara mudanças sociais. :elhor do Eue tudo isso# "orVm# Eue a+inal não "assa de mero adorno# são as +rases +eitas# as locuç^es convencionais# as +!rmulas consa&radas "elos anos# incrustadas na mem!ria individual e "Zblica.

retruca$ c6rotius ne&a Eue todo "oder seOa estabelecido em +avor dos Eue são &overnados$ ele cita a escravidão como eLem"lo.-Y de eLtensos teLtos constitucionais# tend_ncia Eue encontra uma culminação na Constituição de M(KK. KKT[ essa +ormação acad_mica# "ois# cre"roduUiu as inconsist_ncias do liberalismo brasileirog RM(KK# ". Essa hi"ertro+ia convive com uma hermen_utica constitucional Eue tantas veUes em"resta "ouca e+icácia ao teLto da Constituição# como se verá no ca"Qtulo . 2K 6rotius ne&ava Eue o "oder deveria ser estabelecido em +unção dos Eue são &overnados# isto V# era contrário P soberania "o"ular$ a escravidão# Eue# obviamente# não +oi instituQda em "rol dos escravos# seria uma "rova# "ara esse autor# do c"eri&osog erro de conceber uma soberania Eue viesse do "ovo.iloso9ia do Direito de @e el# +aria crQtica semelhante P Escola 9ist!rica do 0ireito# Eue le&itimava ca i&nomQnia de hoOe "or meio da i&nomQnia de ontemg2(. . Ademais# a soberania "oderia ser adEuirida "or direito de conEuista# da mesma +orma Eue a "ro"riedade. No Livro 7# ca"Qtulo terceiro de Do Direito e da +uerra e da Pa&# ele a+irma Eue as naç^es não são soberanas em si mesmas# "ois a sua relação com o Estado V análo&a a dos escravos com o seu senhor. Ademais# se# de acordo com as leis Oudaicas e o direito romano# um indivQduo "oderia dar-se a outro em servidão se o Euisesse# com mais raUão# de+endia o Ourista holand_s# uma nação "oderia alienar totalmente a sua soberania a um soberano. *ua mais constante maneira de raciocinar V estabelecer o direito "elo +ato.. A incerteUa OurQdica decorrente dessa cultura corres"onde a outro dos +atores da "ouca e+etividade desse direito. 2ousseau# no ca"Qtulo 77 do livro 7 do 3ontrato "ocial. 0eve-se reconhecer no retrato +eito "or :achado a cultura OurQdica não s! da V"oca do 7m"Vrio# como "elo menos ainda da "rimeira re"Zblica Rcomo Alberto ?en=ncio demonstrou# o ensino OurQdico não mudou muito do 7m"Vrio P 2e"Zblica ?elha# e a necessidade de +ormar Euadros "ara servir ao Estado "ermanecia RM(K2TT. Essa Escola caracteriUar-se-ia "or uma +orma c"ositivag# isto V# cnão-crQticag# de ar&umentação$ 2Y or o teLto constitucional ser tão eLtenso e detalhado# "or diversas veUes# +oi "reciso a"rovar emenda constitucional "ara se alcançar mudança le&islativa W ele +oi emendado cinE]enta e uma veUes atV deUembro de 2.# o curso +oi trans+erido "ara 2eci+eT e em *ão aulo# visou atender as necessidades de cconstituir Euadros "ara o a"arelho &overnamentalg e de controlar co "rocesso de +ormação ideol!&ica dos intelectuais a serem reEuisitados "ela burocracia estatalg# como lembra *Vr&io Adorno em seu estudo sobre o bacharelismo durante o 7m"Vrio RM(KK# ".re de raisonner est d>2tablir le droit par le 9ait$ Gn pourrait emplo8er une m2thode plus cons2<uente. mais non plus 9avorable auK t8rans... Oá a"ontava em 6rotius W o Ourista holand_s Ousti+icava o absolutismo como re&ime "olQtico "ela eList_ncia da escravidão.# o Eue leva a uma desvaloriUação da "r!"ria hierarEuia constitucional entre as +ontes OurQdicas. oder-se-ia em"re&ar um mVtodo mais conseE]ente# "orVm não mais +avorável aos tiranos.%.g R+rotius nie <ue tout pouvoir soit 2tabli en 9aveur de ceuK <ui sont ouvern2sE il cite l>esclava e en eKemple$ "a plus constante mani. (elche die NiedertrMchti keit von heute durch die NiedertrMchti keit von estern le itimiert #. 3 ensino OurQdico contribui "ara esse Euadro$ a criação dos cursos OurQdicos no Brasil# "or lei de MK2Y# em 3linda Rem MK5. MS2T. A de+esa dos costumes em detrimento da lei REue V distorcidaT# tal como de+endia tambVm ontes de :iranda# corres"ondia a uma estratV&ia de le&itimar a dominação "ela dominação Oá eListente W velha tática de le&itimar o continuQsmo "olQtico# Eue 2ousseau# no 3ontrato "ocial.2K :arL# na Cntrodu45o I 3r:tica I .. A +alta de e+etividade do direito V alcançada na medida em Eue +avoreça a re"rodução do sistema "olQtico.T 2( 1ine "chule.deste trabalho2Y.

or conse&uinte# o autor a+irmava Eue ao cOurista cientQ+icog cabe tão-somente cconhecer e descrever a ordem OurQdica "ositivag RM(Y(# ". Antes de "assar "ara essa Euestão# V "reciso analisar Eue modelo de im"ortação de idVias "ossui maior "oder eL"licativo em relação ao 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos no Brasil. 0essa +orma# na medida em Eue no direito internacional# a "artir da criação da 3NU# os direitos humanos "assaram a ser "revistos# a Ouris"rud_ncia brasileira não evoluiu# como se verá# no mesmo sentido de abertura "ara os sistemas internacionais de "roteção da di&nidade humana.ede EListenU ilt ihm 9ür eine Autorittt. A cteoria "ura do direitog# buscando atribuir autonomia cientQ+ica ao 0ireito dentro de um es"Qrito cienti+icista ins"irado na e"istemolo&ia do sVculo b7b# eL"ur&ou do obOeto de estudo do Ourista tudo aEuilo Eue não +osse "uramente normativo$ >elsen não ne&ava# V claro# Eue as normas OurQdicas tivessem as"ectos econkmicos[ mas de+endia Eue eles deveriam ser estudados "elos economistas# e não "elos Ouristas. AlVm do ar&umento da tradição# o continuQsmo "olQtico# em termos de teoria do direito# era atendido "ela "ostura de eLcluir da re+leLão OurQdica o "roblema das condiç^es de a"licação da norma# isto V# "elo idealismo con+i&urado em um +ormalismo OurQdico. M5(T. Nede !utoritMt ilt ihm 9ür einen 6rund$c . M. Esse +ormalismo OurQdico V conveniente "ara o "oder em uma cultura Eue não está es"ecialmente interessada nos direitos humanos# eis Eue a Euestão dos e+eitos sociais da norma OurQdica W essencial "ara esse ti"o de norma# cuOa +inalidade V a &arantia da di&nidade humana W V descartada numa aborda&em +ormalista.ilos79ico da 1scola @ist7rica do Direito R0as "hiloso"hische :ani+est der historichen 2echstschuleT$ c*ie das rinUi". A cultura OurQdica brasileira deveria identi+icar-se com esses as"ectos do "ensamento de >elsen W mas su"er+icialmente# "or convenientemente i&norar# entre outros "ontos# o "ensamento "olQtico desse autor# liberal e internacionalista. Na seção se&uinte# "ois# com"arar-se-á a leitura dual de 2oberto *chCarU Ras cidVias +ora do lu&argT com a leitura conteLtualista de Al+redo Bosi. d$h$ unDritisch$ 1r kannt Deine Unterschiede$ . Caso contrário# sustentava >elsen# a Ci_ncia do 0ireito "oderia con+undir-se com a Economia# "or +alta de obOeto "r!"rio. Como escreveu em G Fani9esto . -. so ist die Ar&umentation @u os "ositiv..ST e Eue as conseE]_ncias sociais da norma OurQdica são obOeto de estudo "ara os soci!lo&os# não "ara os Ouristas.-K tomar cada eList_ncia como autoridade# e considerar cada autoridade como uma raUão-. Essa ccon+iançag do bacharel no c"oder mila&roso das idViasg tinha ori&em# se&undo *er&io BuarEue de 9ollanda em um csecreto horror P nossa realidadeg RM((5# ". 3 normativismo de >elsen# em "articular# "ode ser em"re&ado "ara atender esse ti"o de cultura.

ar1 2odelos de Roberto 3c04ar5 e Alfredo Bosi 2oberto *chCarU# em inter"retação da sociedade brasileira do sVculo b7b a "artir da literatura de :achado de Assis# +ormulou a hi"!tese de Eue as idVias liberais estavam c+ora do lu&arg no Brasil# devido a sua incom"atibilidade com a realidade social brasileira. Como lembra 1lorestan 1ernandes# o liberalismo teve im"acto no Brasil# a"esar das climitaç^es ou de+ormaç^esg# "ois acabou "or dar csubst=ncia aos "rocessos de moderniUação decorrentesg# o Eue inclui a ceLtinção do estatuto colonialg e a lenta desa&re&ação da ordem colonial# sem ter a+etado# "orVm# cos as"ectos da vida social# econkmica e "olQticag# Eue ainda tinham como centro a escravidão e a dominação "atrimonialista nas suas +ormas tradicionais RM(KM# ".-Y5T-M...# ". 3 Brasil# enver&onhado diante delas# devido P escravidão# adotava-as# contudo# ctambVm com or&ulho# de +orma ornamental# como "rova de modernidade e distinçãog R2.M# ".oaEuim Nabuco$ d.. 2KT. (T. .2# ". -ST.e uma C=mara cknscia de sua nulidade Eue s! "ede toler=ncia[ um *enado Eue se reduU a um ser "ritaneu[ "artidos Eue são a"enas sociedades coo"erativas de colocação ou de se&uro contra a misVria. 8rata-se de uma leitura dualista# "ois identi+ica uma im"ortação de idVias Eue não se ada"tam +acilmente Ps condiç^es brasileiras.-( I... Y. *chCarU não ne&a# evidentemente# Eue as idVias liberais tivessem +unção no Brasil im"erial. As -M Uma das +unç^es do liberalismo relacionava-se ao or&ulho nacional# como lembrava . 0essa +orma# as idVias im"ortadas teriam como +unção ocultar a cideolo&ia do +avorg "redominante na sociedade brasileira Ra +achada liberal serviria "ara encobrir os interesses e relaç^es "essoais da eliteT....e R2. M-ST.$ / direito internacional dos direitos 0umanos estaria fora do lu. 0emonstra-lo-ia o lon&o "rocesso de elaboração do "rimeiro c!di&o civil# Eue s! se encerraria em M(MS# de"ois do malo&ro de todas as tentativas durante o im"Vrio... A articulação dessas idVias com a realidade brasileira deiLava lu&ar "ara contradiç^es te!ricas como a eList_ncia# denunciada com esc=ndalo "or Nabuco# de um "artido re"ublicano antes de uma o"inião "Zblica abolicionista R2.# ". 8odas essas a"ar_ncias de um &overno livre são "reservadas "or or&ulho nacional# como +oi a di&nidade consular no 7m"Vrio 2omano d. >eila 6rinber& se&ue nesse "asso *chCarU# notando Eue os "r!"rios direitos civis seriam cde +achadag# "ois a cess_ncia "atriarcal da sociedadeg não havia sido trans+ormada R2. 3 Brasil re"oria as idVias euro"Vias em sentido im"r!"rio[ embora cim"raticáveisg no "aQs# tambVm não "odiam ser descartadas.

Adam *mith -2 Curiosamente# se lembrarmos do ar&umento da "rimaUia dos costumes# ontes de :iranda considerava "ositiva a cOustiça idealistag do liberalismo do C!di&o Civil RM(KM# ".2# ". Em "rimeiro lu&ar# identi+ica Eue a nossa inde"end_ncia não se deu "or meio de uma luta de classes# mas sim um con+lito de interesses entre a metr!"ole# Eue deseOava recoloniUar o Brasil# e os interesses dos colonos RM((2# ". Bosi# contudo# não se contenta com esse "lano e busca os conteLtos em Eue o liberalismo se desenvolveu.A res"eito da &rande di+erença na hist!ria dos direitos humanos no Brasil e na Euro"a e na AmVrica do Norte# lembra 1ábio >onder Com"arato R2.g . . -. Al+redo Bosi# em Dial2tica da 3oloni&a45o# "ro"orcionou-nos uma interessante alternativa P tese das cidVias +ora do lu&arg. E veri+ica Eue a doutrina do laisse&O 9aire era usada "ara le&itimar a escravidão no sVculo b?777 Rainda na 7n&laterraT...T.. d. M(Y-M(KT.2T Eue# no sVculo b7b# +oi o "r!"rio Estado Eue atuou em +avor das liberdades$ cA hist!ria do reconhecimento e da de+esa dos direitos humanos se&uiu entre n!s# "ortanto# um caminho bem diverso daEuele trilhado na Euro"a 3cidental e na AmVrica do Norte. di+iculdades na elaboração W e a sua im"ossibilidade enEuanto houve escravidão no Brasil W re+letia o caráter cim"ortadog do liberalismo Eue# no entanto# deveria caracteriUar o c!di&o civil "ara Eue o Brasil se libertasse dos cranços coloniaisg e o 0ireito se tornasse a c"orta de entrada "ara a civiliUaçãog R2. Evidentemente# o abolicionismo +oi# durante muitas dVcadas no im"Vrio# um ac!rdão dissonante Rem um tem"o ainda distante da obra de *chunber&T.. 8ratado internacional de MK2S# celebrado com a 7n&laterra# im"unha o +im do trá+ico de escravos e +oi desde o inQcio contestado em nome do nacionalismo$ tratava-se da economicamente com"rometida cde+esa "atri!tica do trá+icog RM((2# ".. Lá# as liberdades "rivadas e a i&ualdade "erante a lei +oram conEuistadas "ela bur&uesia ascendente contra os "rivilV&ios estamentais e a tirania dos reis. 2KT-2. M((T# mormente os comerciantes e "ro"rietários--. Bosi tambVm identi+ica um ctrans"lanteg de instituiç^es da metr!"ole "ara a colknia[ há# "orVm# cenLertos Eue vin&amg e cacordes dissonantesg# csu"er"osiç^es Eue não vin&amg RM((2# ". 9avia um dualismo no "lano conceitual entre os costumes nacionais e as idVias liberais im"ortadas. -. Al+redo Bosi# consciente do conteLto brasileiro# "arte "ara a leitura hist!rica dos conteLtos de onde o liberalismo teria sido im"ortado.e 3 esma&amento das liberdades# "or iniciativa e sob a direção "restante do a"arelho estatal# s! veio a ocorrer no curso do sVculo bb.5ST. A leitura de *chCarU V muito discutida$ :aria *'lvia de Carvalho 1ranco a+irma Eue a di+erença entre as naç^es metro"olitanas e as de"endentes# tal como "ressu"osta "or *chCarU# não leva em consideração Eue a de"end_ncia e a escravidão eram a contra"artida# a outra +ace do ca"italismo mundial RM(YST.. AEui# P +alta de uma s!lida estrutura estamental e com as classes "ro"rietárias dominando# desde os "rim!rdios# a atividade econkmica# +oi o Estado Eue atuou W ainda Eue di+icultosamente# V verdade W em +avor das liberdades individuais.

there9ore. and the nature o9 the (ork can a99ord it. MSYT a"ontava ainda uma tend_ncia "sicol!&ica a "re+erir o trabalho escravo# embora ele +osse a"enas rentável a"enas em lavouras muito lucrativas$ c3 or&ulho do homem +aU com Eue ame dominar# e nada o morti+ica tanto Euanto ser obri&ado a "ersuadir seus in+eriores. *em"re onde o direito lhe "ermitir# e Euando a natureUa do trabalho "ossa su"ortar# "ortanto# ele &eralmente "re+erirá o serviço de escravos ao de homens livres. Adam *mith RM(52# ". EmQlia ?iotti da Costa tambVm a"onta Eue as idVias liberais +oram adotadas "elas elites brasileiras no 7m"Vrio não como csim"les &esto de imitação culturalg# mas como carmas ideol!&icasg "ara alcançar metas econkmicas e "olQticas RM(((# ".T.M não "reconiUou o +im da escravidão# mas uma cboa administração dos escravosg "ara maiores clucro e _Litog das culturas RB3*7# M((2# ".. As mulheres ainda não votavam em nenhum desses Estados e s! &anharam cidadania "olQtica ativa no sVculo bb.2# ".. *e&undo Ana Lucia de L'ra 8avares# seria um traço do direito brasileiro Oustamente a "ro"ensão "ara uma cmescla&em Vtnica e culturalg R2..2# ". 2MYT-5. 3 cultivo de açZcar e tabaco "ode su"ortar o custo da mão-de-obra escrava.2# ".T. 2M2T. Essas oli&arEuias realiUavam# "ois# uma c+iltra&em ideol!&icag "or meio da Eual selecionavam determinados valores do liberalismo# os com"atQveis com a dominação oli&árEuica RB3*7# M((2# ". Nos EUA# os direitos dos ne&ros libertos +oram sendo &radativamente cerceados ainda no sVculo bb R2.. 2-KT.2T# Eue não estava deslocado no conteLto brasileiro# o Eual +aUia "arte de um c&rande esEuema de inte&ração "!s-colonialg RB3*7# M((2# ".(T. No sVculo b7b# não +altaram autores americanos Eue sustentassem a rentabilidade da mão-de-obra escrava se&undo o liberalismo RB3*7# M((2# ". A"esar de considerar Eue a mão-de-obra escrava era mais cara# Oul&ava-a a"ro"riada "ara o "lantio de al&odão e de tabaco# em virtude dos altos lucros-. T -5 rocesso análo&o ocorre no Eue# em termos de direito com"arado# chama-se de aclimatação OurQdica$ o e+eito da ada"tação de institutos OurQdicos isolados im"ortados a determinado sistema OurQdico. MM2.. M-. MM2-MM-T. Em verdade# os "olQticos brasileiros Eue sustentavam o trabalho escravo de+endiam um cliberalismo econkmico ortodoLog RB3*7# M((2# ". Uma ideolo&ia liberal-escravista sustentou ideolo&icamente as oli&arEuias a&ro-eL"ortadoras no inQcio do sVculo b7b no sul dos EUA# Cuba Re AntilhasT e Brasil RB3*7# M((2# ".K-2. he (ill enerall8 pre9er the service o9 slaves to that o9 9reemen$ The plantin o9 su ar and tobacco can a99ord the eKpense o9 slaveOcultivation. 2. Embora a cidadania +osse considerada um direito universal nesses tr_s Estados# os direitos "olQticos eram restrin&idos ce os brasileiros não tinham como ser di+erentesg R2. MM-T...g RThe pride o9 the man makes him love to dominate. Na 7n&laterra e na 1rança# o voto era censitário. Como a"onta >eila 6rinber&# mesmo nos "aQses Eue eram considerados modelos do liberalismo# 7n&laterra# 1rança e EUA# na "rimeira metade do sVculo b7b cboa "arte da "o"ulação não "ossuQa direitos "olQticosg R2. and nothin morti9ies him so much as to be obli ed to persuade his in9eriors$ *herever the la( allo(s it. Bosi# constatando as di+iculdades do liberalismo tambVm em outros conteLtos -.. 2M-T. . 2.

0evem-se ver dois liberalismos$ um "rimeiro liberalismo# de +eição utilitária# baseado naEuelas duas bandeiras# e um democrático# Eue começa a se a+irmar na dVcada de MKS. 2oberto *chCarU# em crQtica P Dial2tica da 3oloni&a45o# busca com"reender a diver&_ncia entre esse livro e a tese das cidVias +ora do lu&arg.2# "..g RM(KK# ".2 alVm do brasileiro# contra"^e-se P tese das idVias +ora do lu&ar e critica a cobsessão do descom"assog# +ruto da c"etri+icação do conceito de colkniag Eue im"ede um olhar mais nQtido sobre o "aQs RM((2# ". As oli&arEuias rurais de+endiam duas bandeiras liberais# a saber# o livre comVrcio e a re"resentação "arlamentar# Eue eram cliberais estruturalmente d&ri+o do autore# e não "or +arsa# comVdia# des"ro"!sito ou mero deslocamento de ideolo&ias euro"Viasg R2. SY5T. 8rata-se# V claro# não de um .2# ".e 3s construtores do Estado Nacional estiveram# "or sucessivas &eraç^es e durante Euase cem anos# acreditando Eue era "reciso "rimeiro ser livre "ara "oder ser democrático d.. Bosi corrobora a leitura de *Vr&io Adorno# Eue a+irmou Eue liberalismo e democracia não "oderiam ser tomados como sinknimos no 7m"Vrio RM(KK# ". 7nteressa-me a discussão desses dois modelos "ara o entendimento da rece"ção do 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos no Brasil.. As idVias novas eram motivo de esc=ndalo# não a"a&ado "elo aOustamento so+rido no Brasil. 2-T[ se&undo este autor# cem lu&ar de um dilema liberal# houve W e certamente ainda há W um dilema democrático Eue "ercorreu todas as +Qmbrias da ação estatal d. -SMT. 22T. A "erda de re+er_ncia a uma centralidade "ela leitura conteLtualista +aria "erder de vista o sistema transnacional.. Bosi# em livro mais recente# voltou a analisar a inter"retação de *chCarU sobre os romances de :achado de Assis# e criticou-a "or sua conce"ção &enVrica e abstrata do termo liberalismo# como se ele +osse incom"atQvel com o trabalho escravo W P visão das teses +ora do lu&ar +altaria ca dimensão "ro"riamente dialVtica da antQteseg R2. K.e *uas idVias não estavam +ora do lu&ar. R2.2# "...T# "ois sem"re se deveria considerar o sistema transnacional a Eue esses conteLtos estão relacionados# e no =mbito do Eual a "ro"riedade escrava era uma anomalia# embora caclimatadag localmente.. KMT# Eue não teria sido inventada "elos chistoriadores do sVculo bbg Rtam"ouco "or ele mesmoT# e sim era "ercebida como not!ria no Brasil oitocentista RM(((# ".. Em relação P noção de c+iltra&emg# *chCarU nota Eue os cconteLtos es"ecQ+icosg de Eue trata Al+redo Bosi não corres"ondem a c=mbitos inde"endentesg locais RM(((# ".T. K2T. Ele de+ende Eue o ccum"rimentog das +unç^es do liberalismo no Brasil marca-se "ela inadeEuação RM(((# ". 2. 2MT.

2. 3 direito P hos"italidade era considerado um direito natural e está na ori&em do direito internacional e do Ousnaturalismo moderno. No +im do sVculo b?777# como se l_ num clássico do 0ireito 7nternacional# :artens# as eLceç^es ao "rincQ"io da não-intervenção su"eravam a re&ra de Eue cada Estado deveria &uiar-se c"or suas "r!"rias luUesg RMKS. . MM-M2T.2# ". A im"osição das &randes "ot_ncias sobre Estados menos "oderosos seria "lenamente le&Qtima# mesmo Eue nunca houvessem ocorrido hostilidades entre as "artes do acordo. Na obra de ?itoria# um dos "recursores desse ramo OurQdico no sVculo b?7# o colonialismo es"anhol V Ousti+icado "or uma sVrie de direitos como ius commercii Rdireito de comerciarT# ius occupationis Rdireito de ocu"ar as terras sem "ro"riedade W e os indQ&enas das AmVricas não tinham um sistema de "ro"riedade im!velT# ius mi randi# Eue eram +alsamente universais# "ois os "ovos indQ&enas das AmVricas não os "oderiam "raticar# mas a"enas os euro"eus# como bem assevera 1erraOoli R2. -YMT. 3 im"erialismo nos sVculos b7b e bb usou o "rincQ"io do livre comVrcio "ara a subOu&ação.(T[ entre aEueles Eue o consideram "recursor desse ramo OurQdico# está radelle RM(5.(T[ dessarte# haveria um cdu"lo direito das &entesg sobre comVrcio e nave&ação$ "ara os Estados euro"eus e "ara as "ossess^es euro"Vias +ora da Euro"a RMKS.- direito aut!ctone# e sim im"ortado ou recebido# "elo Eue a discussão das leituras dualistas da hist!ria brasileira tem toda "ertin_ncia aEui.# ". Esse sub-ramo do 0ireito 7nternacional V recente$ constituiu-se a"enas na se&unda metade do sVculo bb.T.. 3 direito internacional dessa V"oca# "ortanto# le&itimava violaç^es aos direitos humanos Rconceito Eue# +iloso+icamente# s! se estabeleceu +iloso+icamente na 7dade :oderna e se consa&rou Ouridicamente a "artir do +inal do sVculo b?777T e +eria a autodeterminação dos "ovos. A Euestão não tem &rande interesse "ara este trabalho.. >ant "ercebeu tais e+eitos da coloniUação euro"Via em P Pa& Perp2tua. 8rata-se de um desenvolvimento recente# "ois o direito internacional nasceu no sVculo b?77 estreitamente vinculado aos interesses das "ot_ncias coloniais euro"Vias. obra de MY(5# de im"ort=ncia ca"ital na obra desse +il!so+o devido ao "a"el central Eue o direito tem "ara a +iloso+ia da hist!ria$ "ara >ant# a c"olQtica V a obra das liberdades humanas uni+icadas "elo -S 8rata-se de o"inião tradicional com"artilhada# entre outros# "or Arthur Nussbaum RM(.# ". No sVculo inQcio do sVculo b?77# 6rotius# considerado "or muitos o "rimeiro sistematiUador desse ramo OurQdico -S# em Do Direito da +uerra e da Pa&# de+endeu no ca"Qtulo EuinUe do Livro 77 os ctratados desi&uaisg$ acordos celebrados "ara o bene+Qcio eLclusivo de uma das "artes# instrumentos OurQdicos dos mais utiliUados "elo im"erialismo nos sVculos b7b e bb.

8rata-se de um direito su"ranacional Eue corres"onde# no tocante P universalidade# ao conceito de Nus co ens# Eue são normas im"erativas de direito internacional &eral. 2MS-2MYT. &u dem man sich in der kontinuierlichen !nnMherun &u be9inden nur unter dieser )edin un schmeicheln dar9.# >ant a+irmou Eue o con+lito im"ele os homens ao "ro&resso W mas trata-se de um im"erativo moral sair do estado de &uerra.g Rd. A democratiUação dos &overnos e a instituição de um +ederalismo de Estados livres corres"ondem# res"ectivamente# Ps condiç^es do "rimeiro e do se&undo arti&os de+initivos. direitog R9E22E23# M((M# ". A"enas no sVculo bb# a"!s o advento da 3r&aniUação das Naç^es Unidas R3NUT# Eue teve a sua carta +undadora# com ins"iração Dantiana# assinada em M(..# ". A +inalidade do direito cosmo"olita# Eue deveria eListir ao lado dos direitos nacionais e do internacional# V a "roteção dos direitos humanos# considerados csa&radosg "or >ant RDas 'echt dem Fenschen muss heili ehalten (erdenT -K.e die 'echtsverlet&un an einem Plat& der 1rde an allen e9ühlt (irdE so ist die Cdee eines *eltbür errechts keine phantastische und überspannte Vorstellun sart des 'echts. 3 direito cosmo"olita com"reenderia o direito civil e o direito internacional# elevando-se atV o direito "Zblico dos homens em &eral. 3 desenvolvimento social +aria com Eue se tornasse interesse dos &overnos# mesmo "or cmotivos e&oQstas e busca da &randeUag# cdiminuir as restriç^es aos cidadãos# am"liar as liberdadesg# c+avorecer a di+usão do conhecimentog R8E22A# 2. . ara manter a "aU e instituir o direito cosmo"olita# >ant elaborou uma sVrie de condiç^es no Eue chamou de arti&os "reliminares e arti&os de+initivos "ara a "aU "er"Vtua Ro livro "ossui a estrutura de um tratado internacionalT. so(ohl des "taatsO als Völkerrechts &um ö99entlichen Fenschenrechte überhaupt. No terceiro arti&o de+initivo# o +il!so+o de+ende a limitação do direito de visita e de hos"italidade dos estran&eiros# Eue +undamentava Ouridicamente o colonialismo euro"eu RCA7:7$ M((Y# ".. M. M(S-M(YT..rieden. *ua +inalidade seria a "roteção dos direitos humanos# e a violação desse direito seria sentida em todos os lu&ares da terra$ ca violação do direito em um lu&ar da terra seria sentida em todos os lu&ares$ lo&o# a idVia de um direito cosmo"olita não V um ti"o eLc_ntrico de re"resentação do direito# e sim um com"lemento necessário do c!di&o não-escrito# tanto do direito nacional Euanto do internacional "ara os direitos humanos em &eral# e lo&o "ara a "aU "er"Vtua# da Eual se "ode lisonOear a"enas sob a condição de se estar em contQnua a"roLimação dela. >ant atacou o colonialismo "or ser incom"atQvel com a "aU# distanciando-se# assim# radicalmente da doutrina do direito internacional de sua V"oca. 3 comVrcio contribuiria "ara a "ro&ressiva "aci+icação das relaç^es internacionais W sem"re incerta# "orVm# e "ara a Zltima e mais di+Qcil tare+a da humanidade# Eue# se&undo >ant# V a instituição do direito cosmo"olita. -K Na edição da Academia# há a nota de Eue >ant deveria ter escrito der Fenschen# "ois a declinação correta neste caso V o &enitivo# e não o dativo.ST# e a Zltima tare+a do homem seria Oustamente a da instituição do direito cosmo"olita-Y. und so &um e(i en . 3 "ensamento de >ant# contudo# não encontrou contra"artida na realidade internacional de sua V"oca...5# +oram criados sistemas internacionais -Y Na Cd2ia para uma hist7ria universal do ponto de vista cosmopolita# obra de MYK. sondern eine not(endi e 1r Mn&un des un eschrieben QodeK.T RM(YS# ?7# ". 5YT. ara a "roteção desses direitos# "ortanto# o +il!so+o Oul&ava ser necessário tanto a democratiUação dos &overnos Rno "rimeiro arti&o de+initivo# a+irmou Eue todos os Estados deveriam ser cre"ublicanosg# isto V# deveriam contar com um &overno re"resentativoT Euanto a criação de uma instituição internacional Eue con&re&asse os Estados.

Com o +im da 6uerra 1ria e da União *oviVtica# a tare+a revelou-se mais +ácil $ a 0eclaração Eue se se&uiu P Con+er_ncia a+irmou a inter-relação# a indivisibilidade e a universalidade dos 0ireitos 9umanos.K.T# a 0eclaração demonstrou Eue se está em -( .5 abran&entes de "roteção aos direitos humanos. Certos autores# como 0avidse RM((5T Oul&aram Eue essa 0eclaração não re"resentou "ro&resso al&um ao sistema internacional de "roteção Oá eListente. A 3NU "retendeu criar um &rande tratado de direitos humanos# a"!s a 0eclaração Universal de M(. 0urante a &uerra +ria# no entanto# em vários Estados do bloco ca"italista ocorreram &ol"es de estado# muitas veUes +omentados "ela su"er"ot_ncia ca"italista# "ara# entre outros +ins# im"edir Eue# no eLercQcio dos direitos "olQticos# houvesse uma a"roLimação ao bloco socialista Ro eLem"lo do Chile de *alvador Allende V bem claroT. ara outros# todavia# dentre esses Cançado 8rindade RM(((# ". -(.á lembrava Lauter"acht# ainda na dVcada de cinE]enta# Eue o tratamento em se"arado desses direitos não seria a melhor solução tVcnica$ a &arantia de direitos civis e "olQticos sem a de direitos econkmicos e sociais# e vice-versa# seria cilus!ria a lon&o "raUog R3 EN9E7:# M(55# ". Y. No entanto# devido ao Euadro bi"olar da sociedade internacional# com a o"osição econkmica# "olQtica e ideol!&ica entre os blocos ca"italista e socialista# somente "kde terminar esses trabalhos em M(SS# na +orma de dois tratados di+erentes$ o acto 7nternacional de 0ireitos Civis e olQticos e o de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais[ a "rimeira re"resentava os direitos humanos Eue seriam consa&rados "elos re&imes ca"italistas# e a se&unda# os Eue seriam consa&rados "elos re&imes socialistas. Notadamente na Euro"a# esses sistemas acarretaram diversas conseE]_ncias nos ordenamentos OurQdicos nacionais# e hoOe a in+lu_ncia do 0ireito 7nternacional marca-se nos "rincQ"ios "r!"rios da 8eoria dos 0ireitos 9umanos.T. or outro lado# os direitos sociais# econkmicos e culturais não eram realmente "resti&iados nos Estados socialistas# eis Eue# sem as liberdades "olQticas e civis# o indivQduo não tem realmente como +aU_-los valer contra o Estado W a hist!ria de de"ortaç^es em massa# &enocQdio# desres"eito a identidades culturais de minorias na União *oviVtica e na China Ra"enas "ara lembrar os dois maiores eLem"losT mostrou historicamente Eue# sem as &arantias +undamentais# os direitos sociais são uma Euimera-(.. A 3NU en+rentou essa Euestão "or meio da Con+er_ncia de ?iena de M((-.. . Esse Euadro# Eue nasceu do "!s-&uerra# &erou diversas convenç^es de direitos humanos da 3NU# bem como al&uns sistemas re&ionais de "roteção# dentre eles o da 3r&aniUação dos Estados Americanos R3EAT e o do Conselho da Euro"a.

MMT..M# ".MT Eue a crescente inte&ração econkmica não vem "roduUindo o"ortunidades i&uais na sociedade internacional# com e+eitos ne&ativos sobre o sistema +iscal# con+orme 8anUi R2. ......S uma nova era em relação ao 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos$ não a de sim"les csucessãog de novos direitos# mas a de eL"ansão e consolidação dos Oá eListentes. No entanto# a"esar do desenvolvimento te!rico incor"orado nas declaraç^es e tratados internacionais de direitos humanos# há ainda vários obstáculos ao "rocesso de internacionaliUação desses direitos# como os e+eitos desi&uais da mundialiUação econkmica. .2.MT# o Eual +o&e &radativamente do controle dos Estados. − e "revaleceriam atV mesmo sobre a soberania em caso de violaç^es maciças# nas Euais V le&Qtima a atuação do Conselho de *e&urança da 3NU R ELLE8# 2.osV Eduardo 1aria RM(((T. A mundialiUação econkmica# ademais# "roduUiria o en+raEuecimento dos Estados nacionais# o Eue lhes reduUiria a "ossibilidade de atender aos direitos humanos# de acordo com .. Esse "rocesso a+eta a "ossibilidade de os Estados atenderem aos direitos sociais# bem como limita# em certo &rau# os direitos "olQticos# eis Eue os centros de "oder deslocam-se "ara +ora dos Estados com menor ca"acidade de decisão internacional.MT# uma di+erenciação entre os direitos humanos$ al&uns deles seriam mais c+undamentaisg do Eue os outros# como o demonstram convenç^es internacionais e os ordenamentos internos[ ademais# eles se di+erenciariam "ela ori&em hist!rica Ras g&eraç^esg de direitos humanosT e "ela eLi&ibilidade# Eue "ode ser imediata ou c"ro&ressivag. Continua a subsistir# lembra Lo"es R2.-# ". 3s direitos humanos corres"onderiam# "or conse&uinte# se&undo 2aCls# a um climite "ara o "luralismo entre os "ovosg R2. M. Ademais# se&undo Belli R2. 2YST.# M((2# ".M.. M.5T e teriam o caráter de Nus co ens W normas im"erativas de 0ireito 7nternacional &eral. MS2T.MT# a rede+inição do 0ireito 7nternacional "elos 0ireitos 9umanos seria uma crevolução co"ernicanag# com a Euali+icação do indivQduo como suOeito do 0ireito 7nternacional Zblico.M 3 direito internacional econkmico "ossui um a"arato institucional de &arantia &eralmente su"erior ao de direitos humanos REue# comumente# somente "ossui um sistema de relat!rios entre&ues "elos "r!"rios Estados e de ins"eç^es "or comit_s[ os sistemas re&ionais de direitos humanos euro"eu# americano e# +uturamente# o a+ricano V Eue "ossuem tribunaisT# o Eue leva al&uns autores a considerar# como a"onta Carlos :anuel ?aUEueU# Eue hierarEuicamente o 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos se subordinaria ao Econkmico R2.. .. Lembra *treeten R2.bT. *e&undo al&uns autores# o cam"o dos direitos humanos no 0ireito alcançou desde a dVcada de noventa do sVculo bb um csentido universalg# com +undamento na Carta da 3r&aniUação das Naç^es Unidas e em diversos tratados internacionais R13N*ECA . 0eve-se lembrar# todavia# Eue a noção de norma de Nus co ens# embora consa&rada# "or eLem"lo# na Convenção de ?iena sobre 0ireito dos 8ratados de M(S(# continua bem inde+inida# "elo Eue ros"er )eil a considera mais uma carma de dissuasãog do Eue uma causa de nulidade dos tratados RM((S# ". Esse "onto será discutido no se&undo ca"Qtulo. :uitos autores# entre eles 0elaUa' RM(((T# a+irmam Eue o direito internacional das relaç^es comerciais V Eue estaria a comandar# na atualidade# a renovação do 0ireito..

.M# ".udiciário o+icial "ouco +unciona# .2T. Nesse continente# a União A+ricana celebrou uma convenção re&ional de direitos humanos Contudo# a"esar do en+oEue lar&amente comunitarista da Carta de BanOul de M(KM# caracterQstica ausente em convenç^es re&ionais como a euro"Via e a americana# a Carta so+reu a in+lu_ncia "ro+unda de outros tratados# da 3NU e do Conselho da Euro"a. A +alta de uma base antro"ol!&ica universal acarreta a necessidade de investi&ar as condiç^es de a"licação dos direitos humanos em cada cultura. ST..Y A universalidade e a indivisibilidade dos direitos humanos# a+irmada em M((-# recebe crQticas "or ser derivada de uma tradição ocidental# Eue não V un=nime na sociedade internacional. ode ocorrer Eue es"eci+icidades culturais minem a e+icácia e%ou a e+etividade desses direitos$ atV Eue "onto eles corres"ondem a uma su"erestrutura im"ortada# insuscetQvel de "roduUir e+eitos em determinadas realidades locais\ Em Estados advindos da descoloniUação# "ode-se +alar de um direito im"ortado da metr!"ole.M# ". 5T[ ademais# a +alta de recursos do &overno +aU com Eue determinadas "revis^es# como da am"liação do acesso P educação# não seOam im"lementadas R07EN6# 2.udiciário RcuOa estrutura +oi im"ortada do coloniUadorT# subsistem cOustiças "aralelasg Eue +uncionam não se&undo as doutrinas de direitos humanos# Eue são euro"Vias# mas se&undo os usos tradicionais# como a morte "or bastonadas e "elo +o&o em caso de +urto R:?3N03$ 2. -T. 0e +ato# não eListe uma base antro"ol!&ica Eue sustente o universalismo dos direitos humanos# como lembra 0onati RM((ST. 3 direito internacional V tão estranho Ps culturas locais Eue o "r!"rio oder . Este trabalho deter-se-á sobre esse Zltimo as"ecto.. No continente a+ricano# notadamente# há uma maioria de Estados Eue +oram "rodutos da coloniUação e s! se tornaram inde"endentes na se&unda metade do sVculo bb.M# ". Em 6uinV# o . Ademais# o "r!"rio conceito de direitos humanos não V de +orma al&uma aut!ctone$ "elo contrário# contrasta com direitos tradicionais a+ricanos# Eue o desconhecem...udiciário# muitas veUes# não o a"lica R07EN6# 2. or conse&uinte# a"esar da eList_ncia de uma convenção re&ional# a e+etividade dos direitos humanos ainda V baiLa em boa "arte da /+rica$ o direito costumeiro de ori&em tradicional# em muitas re&i^es# "revalece na "rática sobre o direito escrito local e internacional$ em Benim# "or eLem"lo# o casamento +orçado# a violação P idade mQnima "ara o matrimknio# restriç^es Ps mulheres do acesso P educação +undamental# o abandono de crianças de+icientes e nascidas de relaç^es incestuosas "revalecem sobre o direito internacional# a"oiadas "elo direito consuetudinário R07EN6# 2. Em Camar^es# +ora do controle do .

..T. MKT W não deve ser olvidado Euando se consideram as várias raU^es da baiLa e+etividade das convenç^es de direitos humanos em boa "arte da /+rica.# a &arantia da autodeterminação dos "ovos..2# eis Eue essa instituição +oi ori&inalmente "ro"osta a"enas "ara a reconstrução dos Estados atin&idos "ela destruição da 6uerra. 6raças a essa in+lu_ncia# tanto o acto 7nternacional de 0ireitos Civis e olQticos Euanto o de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais tem# em seu arti&o Mo..2T. . ..# "...K devido P corru"ção e "or derivar-se de modelos euro"eus# sendo mais comuns as soluç^es de controvVrsias "or meio de Oustiças in+ormais "r!"rias do direito costumeiro.-# ". . Com e+eito# o "r!"rio "er+il atual do Banco 7nternacional "ara 2econstrução e 0esenvolvimento RB720T# conhecido como Banco :undial# adveio da atuação dos Estados latino-americanos na Con+er_ncia de Bretton )oods em M(.# entrou em vi&or o rotocolo de M((K P Carta de BanOul "ara a criação de uma Corte A+ricana de 0ireitos 9umanos..2 8ratou-se de con+er_ncia internacional destinada a sistematiUar o sistema +inanceiro e econkmico internacional. elo contrário# os Estados asiáticos e a+ricanos# Eue# com a intensa descoloniUação Racelerada "ela decad_ncia euro"Via a"!s a *e&unda 6uerra :undialT# se tornaram a maioria na 3NU na dVcada de cinE]enta# colaboraram e+etivamente na elaboração dos tratados internacionais de direitos humanos. 3 "a"el hist!rico do colonialismo W raUão da +alta de le&itimidade de muitos Estados a+ricanos# delimitados "elo coloniUador R307N>ALU# 2.-# ". M-[ 2--2. -T# +altando-lhes instituiç^es internas e+etivas# "essoal ca"acitado e recursos +inanceiros R307N>ALU# 2. Em 2. A elaboração de um conceito de cdireito ao desenvolvimentog# ainda muito discutQvel# tambVm deriva da atuação internacional dos Estados em desenvolvimento. 0e +ato# os "r!"rios Estados ainda não terminaram sua +ormação R307N>ALU# 2. Contudo# seria eLa&ero considerar Eue o 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos corres"onde a uma idVia eLclusivamente ocidental e euro"Via. Esses mecanismos de solução de litQ&ios a"licam as normas consuetudinárias Eue reservam P mulher um status in+erior na sociedade# contrariando assim a doutrina dos direitos humanos R>3N0E# >U@U# LE 23@$ 2.. A maior "arte dos es"ecialistas# contudo# V cVtica em relação ao "ossQvel im"acto desse tribunal# tendo em vista o autoritarismo# a instabilidade "olQtica e a violação de muitos direitos civis básicos# ainda caracterQsticas de boa "arte do continente a+ricano R132*@89E# 2.. Como resultado# +oi acertada a criação do B720 e do 1undo :onetário 7nternacional R1:7T.-# ". M-5T# contrastante com os valores "resentes no direito internacional.

. 3 caso dos EUA V eLem"lar$ a"esar de esse Estado considerar-se a mais anti&a democracia do mundo# ele o+erece resist_ncia a vários tratados internacionais de direitos humanos$ não inte&ra# "or eLem"lo# o acto de *ão .. -((T. 8ambVm +oi "ioneira em "rever o direito dos "ovos P "reservação do eEuilQbrio ecol!&ico RC3: A2A83# 2. No tocante aos direitos da criança# a recusa ao tratado internacional +unda-se numa cultura e num direito local adversos aos "adr^es do 0ireito 7nternacional. Em diversos Estados dos EUA# menores são "rocessados como adultos Rtend_ncia crescente nesse "aQs# se&undo a Anistia 7nternacionalT# são "resos em conOunto com adultos# recebem "enas lon&as# de "risão "er"Vtua e atV mesmo de morte. MY de M(K5 do Conselho Econkmico e *ocial da 3NU# os Estados Unidos +oram o Znico Estado Eue votou em contrário RC3: A2A83# 2..osV da Costa 2ica# o acto 7nternacional de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais e a Convenção sobre 0ireitos da Criança. --KT. or sinal# Euando +oi votada a criação do Comit_ de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais# "ela 2esolução n. -(MT W como o direito P eList_ncia e P livre dis"osição de sua riEueUa e recursos naturais.. A contribuição dos Estados orientais no tocante aos direitos econkmicos# sociais e culturais W A"el# "or eLem"lo# destaca a contribuição chinesa "ara o debate R2. 1oi obOeto de reserva# "or eLem"lo# "ara Eue se "udessem "rocessar e "unir menores rVus como se adultos +ossem RAN7*87A 7N8E2NAC73NAL# M((KT.MT. Boaventura de *ousa *antos ressalta as contribuiç^es das culturas hinduQstas e muçulmanas "ara o alar&amento da conce"ção de direitos humanos# eis Eue a ocidental não "ode "retender ao universalismo RM((YT.-# ".-# ".( ode-se tambVm lembrar Eue a Carta A+ricana dos 0ireitos 9umanos e dos 0ireitos dos ovos# celebrada em M(KM# +oi a "ioneira em "rever os "ovos como titulares de direitos humanos W o Eue vai alVm do direito P autodeterminação# Oá a+irmado nos dois &randes actos da 3NU de M(SS RC3: A2A83# 2. 3 arti&o Yo. do 8ratado "roQbe tortura e "enas cruVis[ a reserva a+irma Eue o "aQs evitaria a tortura e tratamentos cruVis ou desumanos a"enas Euando "roibidos "ela Constituição dos EUA W isto V# o Estado busca evitar o controle "elo 0ireito . 0e um lado# o 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos não re+lete eLclusivamente uma tradição de ori&em euro"Via or outro lado# tambVm os "aQses ocidentais "ossuem "roblemas de e+etivação dos direitos humanos..-# ". 3 acto 7nternacional de 0ireitos Civis e olQticos +oi rati+icado "elos EUA# "orVm com várias reservas Eue violam a "r!"ria +inalidade do tratado.

(# eis Eue aos "risioneiros V ne&ada a Euali+icação de "risioneiros de &uerra$ "rivados do direito de de+esa e submetidos P tortura# são considerados "elo &overno americano como combatentes ile&ais RC3: A2A83# 2.. A &uerra ao terror lançada "elos EUA desde 2..M. . or conse&uinte# tal &uerra re"resentaria# cescandalosamenteg R2. 7m"ediram tambVm o acesso de indivQduos ao Comit_ da Convenção contra a 8ortura RAN7*87A 7N8E2NAC73NAL# M(((T. Esse tribunal# ao contrário da Corte 7nternacional de . 2YT# uma a&ressão internacional des+erida "elos Estados Unidos# e não uma +orma le&Qtima de de+ender-se.ustiça# Oul&ará indivQduos tendo em vista a sua res"onsabilidade internacional criminal "or crimes como o de trans+er_ncia +orçada de "o"ulação# &enocQdio# crimes de &uerra. Como esses ilQcitos são considerados de com"et_ncia universal# esse Estado vem tentando celebrar acordos bilaterais Eue isentem os seus nacionais# eis Eue# mesmo sem Eue esse Estado +aça "arte do tratado# seus cidadãos "odem ser Oul&ados "elos Estados si&natários do 8ratado de 2oma ou "elo 8ribunal Criminal 7nternacional# Eue tem com"et_ncia subsidiária em relação aos . 3s EUA retiraram a sua assinatura do 8ratado em 2..M# Eue se baseia em cataEues "reventivosg# contrários ao 0ireito 7nternacional. 3s EUA im"ediram o acesso de indivQduos ao Comit_ de 0ireitos 9umanos do acto 7nternacional de 0ireitos Civis e olQticos "ara EueiLas contra o Estado# deiLando de rati+icar o rotocolo 3"cional ao acto Rmais de noventa Estados rati+icaram o rotocoloT..udiciários nacionais. 7nternacional. a de notar Eue ela viola direitos humanos coletivos como a autodeterminação dos "ovos e o direito P "aU.-# tem levado P violação das Convenç^es de 6enebra de M(. 2eserva id_ntica +oi +eita em relação P Convenção contra a 8ortura da 3NU. ode-se tambVm re+erir P instituição do 8ribunal Criminal 7nternacional# "revisto "elo 8ratado de 2oma de M((K. Ademais# o res"eito aos direitos humanos "elos EUA de"ende tambVm do conteLto$ a tortura V vedada no territ!rio americano# mas não em 6uantánamo e em "aQses estran&eiros. 3s EUA recusaram-se tambVm a rati+icar a Convenção contra 8odas as 1ormas de 0iscriminação contra a :ulher# hoOe com MY( inte&rantes. 25--25.-# "..-# ".T# incoerentemente# "ois V a "r!"ria "risão Eue V ile&al. 8endo em vista Eue mesmo Estados Eue "ertencem P ccentralidadeg do sistema transnacional a"resentam di+iculdades com os direitos humanos# e Eue o 0ireito 7nternacional &anhou# e tem a &anhar com a contribuição de Estados "eri+Vricos# creio Eue o modelo te!rico de Al+redo Bosi# de uma leitura conteLtualiUada das idVias# eL"lica melhor as condiç^es de .5.3 "ro+essor 6uido 1ernando *ilva *oares# entre outros internacionalistas# considera a mencionada &uerra "reventiva uma involução do 0ireito 7nternacional# "or +erir o arti&o 5M da Carta da 3NU# Eue "rev_ limites muitos mais estritos "ara o eLercQcio da le&Qtima de+esa.

0e +ato# não se "oderia caracteriUar adeEuadamente a cultura OurQdica brasileira com uma remissão &enVrica P uma virtual cultura OurQdica da AmVrica Latina# ou# o Eue seria ainda mais im"reciso# dos "aQses em desenvolvimento. Ademais# "ode haver di+iculdades na e+etividade desses direitos mesmo em Estados Eue tiveram "a"el central na &_nese dos direitos humanos# como os EUA.ime militar: Na seção M.5M e+etividade do 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos# tendo em vista$ • A centralidade internacional# no cam"o dos direitos humanos Rem outras áreas# como o direito internacional econkmico# "ode-se veri+icar um "rocesso di+erente# devido ao "eso das &randes "ot_nciasT# vem des+aUendo-se desde a dVcada de sessenta do sVculo bb# a"esar do "a"el das "ot_ncias ocidentais na &_nese desses direitos[ • As di+iculdades de a"licação dos direitos humanos variam de acordo com os conteLtos locais[ as di+iculdades eListentes no Brasil não "odem ser assimiladas Ps da <ndia# "or eLem"lo# devido Ps di+erenças hist!ricas e culturais.& 6acional e internacional em conflito1 / direito internacional dos direitos 0umanos no Brasil durante o re. Este trabalho dedicar-se-á ao conteLto brasileiro# buscando veri+icar a sua es"eci+icidade. or essa raUão# no ca"Qtulo tr_s# será +eita uma breve com"aração da Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal brasileiro com a da *u"rema Corte ar&entina. I.M deste trabalho# +oram +eitas breves re+er_ncias a di+iculdades no tocante P e+etividade dos direitos humanos# Eue se relacionam com determinadas caracterQsticas .

52 da +ormação social brasileira# como o "atrimonialismo# a cordialidade# a construção da cidadania de cima "ara baiLo. 2MT# "ronunciouse no sentido de Eue os Estados "odem &arantir diretamente aos indivQduos direitos "revistos em tratado. wsse V o ideal a realiUar W e s! essa raça o "ossui e cultiva.aneiro RM(. Na seção M. 3 Eue será W internacional W V a declaração de direitos$ vstes continuarão a ser nacionais# "or isso mesmo Eue cada Estado os há de e+etivar na con+ormidade da declaração +eita "or todos.2# sustentou-se Eue uma leitura conteLtual V mais adeEuada "ara o estudo da e+etividade dos direitos humanos.ustiça 7nternacional W tribunal "ositivista e tradicionalista# como lembravam *celle RM(.# G con9lito das culturas# o descom"asso do "ensamento desse autor com a doutrina mais avançada da V"oca alia-se P concord=ncia com a "olQtica racista de 9itler# o Eue não sur"reende tanto# tendo em vista as idVias cienti+icistas Eue &rassavam ainda na academia OurQdica# com o seu caráter in+enso aos direitos humanos$ 8ão "eculiar P raça &erm=nica V _sse "rincQ"io de su"remacia do Estado# Eue se deve dar raUão a 978LE2 d&ri+o do ori&inale Euando# "ara asse&urar-lhe a realiUação# "roclamou a necessidade de de+ender a raça &erm=nica em sua "er+eita "ureUa.ustiça de M(5M a M(55[ no entanto# seu livro Direito Cnternacional e Democracia.(-MM. Como eLem"lo# "ode-se destacar Levi Carneiro# Eue +oi consultor OurQdico do 7tamara'# "artici"ou de con+er_ncias internacionais como a ?777 Con+er_ncia 7nteramericana de Lima RM(-KT e a Con+er_ncia 7nternacional do 2io de . 0aQ resulta# com "er+eita coer_ncia# a necessidade de asse&urar a inteira su"remacia dessa raça e de .T 3 autor brasileiro mostrava-se bem P mar&em da doutrina mais "ro&ressista$ Oá em M(2K# atV mesmo a Corte ermanente de .. RM(. M. "ublicado em M(.K# ". A di+iculdade da cultura OurQdica brasileira com o 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos não nasceu no "erQodo de ditadura militar. Neste momento# tem-se como obOeto a resist_ncia o+icial contra o 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos durante a ditadura militar no Brasil.T e Lauter"acht RM(55# ". Em con+er_ncia de M(.5# revela os limites da cultura OurQdica brasileira da V"oca$ 9á Euem aluda a cdireitos internacionais do homemg W mas esta eL"ressão não "arece eLata. *inais inEuietantes mani+estaramse anteriormente# mesmo entre os internacionalistas. 5M.YT# +oi membro da Corte ermanente de Arbitra&em e che&ou a ser ma&istrado da Corte 7nternacional de .5# ".

. . K. 2. 2SK-2S(T. Com o advento da 3NU# o Brasil Oamais +eU o reconhecimento +acultativo da Ourisdição obri&at!ria da Corte 7nternacional de .# ".2# "..# aliava-se muito curiosamente a uma visão in&_nua# idealiUada# P A+onso Celso# da cultura brasileira# visão Eue está na base de le&itimação do isolacionismo da cultura brasileira$ não "recisarQamos de com"romissos internacionais# Oá Eue a liberdade seria "r!"ria do Brasil# mesmo de"ois do 7m"Vrio# da escravidão# das oli&arEuias da "rimeira re"Zblica e da ditadura de ?ar&as$ 9averá "ovos ina"tos "ara a democracia W _sses são# "or i&ual# ina"tos "ara constituirem naç^es inde"endentes. Essa conce"ção# +rontalmente contrária P di&nidade humana.. 2eUeD lembra Eue essa recusa remonta ao tem"o da Li&a das Naç^es RM(M(-M(-(T$ o Brasil somente se vinculou P Corte ermanente de .-K5T AlVm da re+er_ncia a uma tradição democrática brasileira# curiosa constatação durante o Estado Novo# v_-se Eue Levi Carneiro le&itimava o im"erialismo sobre "ovos Eue não adotassem o &overno democrático se&undo o modelo ocidental. Como lembra 9annah Arendt# o &enocQdio não corres"onde sim"lesmente a um crime contra um &ru"o humano#e sim contra a "r!"ria humanidade# "or consistir num ataEue P diversidade humana RM((. RM(. 0eve-se conOu&ar essa visão com a resist_ncia a uma maior OurisdiciUação das relaç^es internacionais# mani+esta na tradicional recusa brasileira a tribunais internacionais. a M(-5# e de M(-Y atV o inQcio da *e&unda 6uerra :undial. YYT 3 eLtermQnio em "rol da "ureUa. Condicionar a inde"end_ncia P democracia si&ni+ica# contudo# violar a autodeterminação dos "ovos.ustiça 7nternacional# !r&ão Oudicial da Li&a# de M(-. 3 recurso ao arbitramento# diUia-o 9aroldo ?alladão como "arecerista do :inistVrio das 2elaç^es ELteriores# corres"ondia a uma c&loriosa tradição "átriag R2..5# ".5# ". RM(.-T.5- eLterminar tudo o Eue "udesse marear-lhe a "ureUa. 3 Brasil# "or sua vocação democrática# "or sua tradição democrática# há de considerar-se ca"aU de realiUar a democracia em seus termos essenciais.. A a+irmação da inde"end_ncia nacional envolve# desde lo&o# atV certo "onto# uma a+irmação de ca"acidade "ara a democracia W e o Ou&o de um des"ota nacional V# "or v_Ues# menos su"ortavel Eue a dominação estran&eira..ustiça R!r&ão Oudicial da 3NUT "revisto no "ará&ra+o se&undo do arti&o -S do Estatuto da Corte RM((Ya# ". -S2T.

T# em veU de considerarem de Eue se tratava de uma tentativa de criar um Estado "olicial# com a am"lQssima de+inição de se&urança nacional# e a sus"ensão do habeas corpus "ara aEueles acusados de violá-la# e com os "oderes eLce"cionais le&islativos do &overno +ederal. 0e +ato# a Constituição de M(SY# no seu arti&o K(# "revia Eue ctoda "essoa# natural ou OurQdica# V res"onsável "ela se&urança nacional# nos limites de+inidos em leig. M(YT. A a+irmação de Leal deve ser lida com a lembrança de Eue a ditadura militar não criou um re&ime totalitário# Eue se caracteriUa "ela busca de uma dominação com"leta nas es+eras "Zblica e "rivada# a "onto de desconstituir a es+era "rivada.uristas sim"áticos P doutrina consideravam Eue o Brasil# com essa "revisão# corres"ondia a uma cdemocracia or&=nicag R E2E72A# M(YM# ". -5-S. No re&ime militar# os de+ensores de direitos humanos# em suas mais diversas áreas# como a "roibição da tortura# a luta "elos direitos sociais# direitos das mulheres e dos ne&ros# eram considerados csubversivos comunistasg RC9AU<# M(K(# ". .5. -2. No entanto# não s! os meios utiliUados na im"lementação dessa doutrina costumavam violar os direitos humanos# como a de+esa desses direitos +oi assimilada a uma a&ressão comunista. 0urante o re&ime militar# a doutrina da se&urança nacional# devido ao seu ces"ecialismog# escrevia :ário essoa# não "oderia ser con+undida com um cle&alismo . *e&undo ?ictor Nunes Leal# a ceLacerbação do conceito de se&urança nacional# Eue "assou a dominar Euase todas as mani+estaç^es da vida cultural e "olQtica do "aQsg RM(KM# ". No re&ime militar# as tend_ncias isolacionistas e as contrárias aos direitos humanos combinaram-se na doutrina de se&urança nacional. 0ito isso# a se&urança nacional corres"ondia realmente a um cconceito eLacerbadog no "ensamento de seus ide!lo&os# como 6olber' do Couto e *ilva# Eue a+irmava$ csendo o "laneOamento de *e&urança Nacional# de caráter estratV&ico inte&ral# seu domQnio abran&erá todos os Euatro cam"os de atividades W o "olQtico# o econkmico# o "sicossocial e o militarg RM(KM# ". MST.T. 5.T. 8ratou-se# na verdade# de um re&ime autoritário. Novamente estamos no terreno das vis^es duais do Brasil$ o ar&umento da craUão nacionalX +oi usado# durante o im"Vrio# "ara Ousti+icar a escravidão RCA2?AL93# M((K# ". A doutrina +oi criada# na Escola *u"erior de 6uerra# em uma situação &eo"olQtica bi"olar# com o anta&onismo entre as su"er"ot_ncias ca"italista REUAT e socialista RUnião *oviVticaT# e uma de suas a"re&oadas +inalidades era a de im"edir uma a&ressão revolucionária socialista# Eue "oderia vir internamente# do "r!"rio "aQs.

T. K.. K(K de M(S( "reviu o combate ao Eue os militares consideravam uma cam"anha de di+amação do Brasil no estran&eiro# com a "revenção# no arti&o -o. 2Y. -. Ainda se&undo esse Ourista# cas normas re"ressivas do 0ireito da *e&urança Nacional "edem abstração das idVias &eralmente "redominantes nas outras disci"linas do direito.a# ".. Com"reende-se# todavia# "or Eue :ário essoa reclamava do 3cidente$ o &overno militar brasileiro recebia diversas crQticas internacionais e buscava a&ir internamente "or meio de medidas re"ressivas. 3 &overno :Vdici rea&iu bloEueando todas as tentativas de ins"eção internacional$ o Comit_ 7nternacional da CruU ?ermelha +oi im"edido de visitar as "ris^es brasileiras e a Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos não recebia res"ostas do Estado brasileiro a seus "edidos de in+ormação R3L7?E72A# M(((# ". 0essa +orma# Ousti+icava-se Eue civis +ossem Oul&ados "ela .YT.# o a"a# insus"eito de "ertencer a or&aniUaç^es subversivas# condenou a tortura no Brasil R*>70:32E# M(KK# ". A "r!"ria doutrina de se&urança nacional não se coadunava bem com a . 3 0ecreto-lei n. K5ST. .# sem"re teve uma atuação a"a&ada# e não +uncionou durante os &overnos :Vdici e 6eisel# tendo reativado no &overno 1i&ueiredo R:ELL3# 2.T. K-T. A curiosa eL"ressão c&uerra "sicol!&ica adversag corres"ondia# se&undo o "ará&ra+o se&undo do mesmo arti&o# ao cem"re&o da "ro"a&anda# da contra-"ro"a&anda e de aç^es nos cam"os "olQtico# econkmico# "sicossocial e militar# com a +inalidade de in+luenciar ou "rovocar o"ini^es# emoç^es# atitudes e com"ortamentos de &ru"os estran&eiros# inimi&os# neutros ou ami&os# contra a consecução dos obOetivos nacionaisg# o Eue si&ni+icava a violação do es"aço "Zblico Rno sentido dial!&icoT e o ataEue P "ossibilidade de crQtica ao "oder. As &arantias liberais no tocante ao "rincQ"io do devido "rocesso le&al deveriam ser a+astadas$ os OuQUes# in+undidos do le&alismo liberal# "rendem-se cPs eLi&_ncias ri&orosamente "robat!rias Euanto ao "roblemas da autoriag R E**3A# M(YM# ".ustiça :ilitar em caso de violação da se&urança nacional$ a Oustiça comum era muito in+luenciada "elas &arantias liberais.# da cda se&urança eLterna e interna# inclusive a "revenção e a re"ressão da &uerra "sicol!&ica adversa e da &uerra revolucionária ou subversivag.. 2. Em M(Y.5 0eve-se lembrar Eue o Conselho de 0e+esa dos 0ireitos da essoa 9umana# criado "ela lei n.. CrQticas Ps "erse&uiç^es "olQticas# Ps torturas e eLecuç^es eLtraOudiciais +aUiam-se ouvir na Comissão de 0ireitos 9umanos da 3NU desde M(YM R3L7?E72A# M(((# ". . Nesse "onto# sur&e con+lito# embora "arcial# com o Ouridismo atuante# Eue V en+ermidade ocidental tQ"icag R E**3A# M(YM# ".KT.5. 3 Ourista# "ortanto# de+endia uma doutrina es"eci+icamente brasileira# contrária Ps idVias estran&eiras liberais# consideradas uma cen+ermidadeg do 3cidente.-M( de MS de março de M(S.55 ortodoLo de +eiç^es liberaliUantesg.

3 Brasil +oi eleito "ara a Comissão de 0ireitos 9umanos da 3NU em M(YY# mas "ermaneceu na de+ensiva durante o re&ime militar R827N0A0E# 2. 5KT. 0e +ato# a sociedade internacional V anárEuica# no sentido de não haver um &overno mundial[ no entanto# ela V uma sociedade com direito# como bem eL"lica Bull R2. R827N0A0E# 2. -SYT. (.. Em M(YY# o Brasil +oi eleito "ara a Comissão de 0ireitos 9umanos# contudo# durante a ditadura militar# a "osição do &overno brasileiro +oi sem"re de evitar o mandato e os instrumentos da Comissão.T..T.# ". (KT# com "osiç^es isolacionistas R827N0A0E# 2. 5YT# e# tambVm nesse !r&ão# em M(YK# a+irmou# com base no "rincQ"io da não-intervenção# Eue os direitos humanos são da com"et_ncia eLclusiva de cada Estado e Eue era contrário a tribunais internacionais de 0ireitos 9umanos R827N0A0E# 2..T. Na "olQtica internacional# o re&ime militar brasileiro tomaria# de re&ra# uma "ostura de de+esa. (... 8rata-se de um ar&umento tQ"ico dos "ensadores Eue ne&aram a eList_ncia do direito internacional# como 9obbes W não seria correto# "orVm# com"ará-lo ao &eneral brasileiro# não s! devido P escala intelectual# mas "elo +ato de o +il!so+o ter escrito em uma sociedade internacional em Eue a "resença do direito nas relaç^es internacionais era muito menor do Eue na se&unda metade do sVculo bb. ....5S eList_ncia do direito internacional# deve-se lembrar..g RB2AN053# E2En# 2. S.. Em M(YY# na abertura da bb77 *essão da AssemblVia-6eral da 3NU# o :inistro das 2elaç^es ELteriores brasileiro# AUeredo da *ilveira# Oá o tinha a+irmado$ os direitos humanos são cres"onsabilidade do &overno de cada "aQsg R3L7?E72A# M(((# ".. 6olber' a+irmava Eue ca vida internacional do "lanetag continua a ser c"aisa&em anárEuica d.T corres"onde a um (ish9ul thinkin o+icial.S.S 0essa +orma# a a+irmação de Eue desde o discurso de AUeredo *ilveira csão traços caracterQsticos de nossa "olQtica eLterna de direitos humanos a interação entre as as"iraç^es internas "elo contQnuo a"er+eiçoamento das &arantias dos direitos e liberdades# a a+irmação da nossa identidade democrática e da interde"end_ncia entre direitos humanos e democracia# e a "romoção de uma nova inserção internacional do "aQs# Eue res"onda aos desa+ios contem"or=neos# nos "lanos interno e eLterno...# ". *omente em M((-# lembra o mesmo autor# o 7tamarat' abriria diálo&o com or&aniUaç^es da sociedade civil# "ara "re"arar a "osição brasileira "ara a Con+er_ncia da 3NU sobre 0ireitos .e# a des"eito de todos os es+orços des"endidos milenarmente em 8ratados e Li&as sem"re "ouco duráveisg RM(KM# ".. :i&uel 0arc' de 3liveira nota Eue# mesmo com a abertura "olQtica# "ersistiu essa atitude do &overno brasileiro# a"!s a revo&ação do A7-5 em M(YK e a anistia em M(Y( RM(((# ".-# ". 3 &overno brasileiro "ronunciou-se contrariamente P com"et_ncia da Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos a res"eito de direitos econkmicos# sociais e culturais na AssemblVia-6eral da 3EA em M(K.# ".T# o Eue re+lete# indubitavelmente# as ambi&]idades da "r!"ria abertura.

. SMT.Y. Alto Comissariado "ara os 0ireitos 9umanos# 2.K# em seu arti&o (o# Eue "revia a Ourisdição da Corte 7nternacional de . .. 3 reconhecimento +oi realiUado a"enas em 2. "ara Eue o Comit_ criado "ela Convenção receba denZncias de indivQduos a res"eito da violação desse tratado. Não "or acaso# uma das "rimeiras Convenç^es sobre a matVria# a de Convenção "ara a revenção e a 2e"ressão do Crime de 6enocQdio de M(. -K5T. A eleição do residente Carter nos EUA# Eue havia a"resentado uma "lata+orma eleitoral Eue vinculava a "olQtica eLterna P "roteção dos direitos humanos# causou atritos com o Brasil nessa área# de"ois de uma +ase de entendimento da ditadura militar com o &overno NiLon. A resist_ncia do &overno brasileiro não se re+eria a"enas aos direitos humanos# matVria "eri&osa "ara a ditadura militar# mas tambVm P "r!"ria OurisdiciUação das relaç^es internacionais# Eue retira "arte da discricionariedade do Estado em sua "olQtica eLterior. ". ode-se veri+icar essa resist_ncia no tocante ao combate ao apartheid$ embora o Brasil tenha a"licado a "artir de M(YY medidas contra a /+rica do *ul# ele não aderiu P Convenção sobre Eliminação e a 2e"ressão do Crime do A"artheid RM(Y-T e P Convenção contra o A"artheid nos Es"ortes RM(K5T R827N0A0E# 2.5Y 9umanos em ?iena# nesse mesmo ano RM(((# ".Y 3 &overno brasileiro# contudo# rati+icou em 2Y de março de M(SK a Convenção 7nternacional sobre a Eliminação de todas as 1ormas de 0iscriminação 2acial# coerentemente com a a+irmação o+icial de Eue o Brasil era uma cdemocracia racialg.ST. A "r!"ria recusa a aceitar a Ourisdição de tribunais internacionais corres"onde a uma +orma de "rivile&iar a "olQtica em detrimento do direito nas relaç^es internacionais[ no caso dos direitos humanos# trata-se de maneira "ela Eual a violação desses direitos di+icilmente terá di+iculdade de ser controlada internacionalmente.ustiça a res"eito de controvVrsias sobre o tratado# +oi obOeto de reserva da União *oviVtica# olknia# Bul&ária# 2om_nia e 9un&ria# Estados com re&imes autoritários Eue buscavam +u&ir P +iscaliUação internacional.. No caso do Brasil# essa +u&a ao direito internacional teve como +undamento ideol!&ico a doutrina da se&urança nacional# "rinci"almente no "erQodo de ditadura militar# V"oca em Eue os dois &randes actos da 3NU Rsobre direitos civis e "olQticos e o sobre direitos . A "rimeira dama dos EUA# 2osal'n Carter# visitou o Brasil em M(YY e recebeu denZncias de violação aos direitos humanos# o Eue +eU com Eue os militares da linha dura tentassem des"ertar os csentimentos nacionalistasg das 1orças Armadas contra as crQticas estran&eiras R*>70:32E# M(KK# ".2# mas ainda não +oram de"ositadas denZncias contra o &overno brasileiro R3NU. 3 "roblema não era "ro"riamente o conteZdo do tratado W no Brasil não havia apartheid# a+inal W e sim a sua +ormaliUação em tratado internacional. No entanto# durante a ditadura militar# não reconheceu a com"et_ncia "revista no arti&o M... (YT.

8em"oralmente V eLata a a+irmação do "arecerista de Eue o &overno brasileiro desde M(S( Rleia-se$ a ditadura militar a"!s o A7-5T considerava inconveniente "artici"ar de tratados dessa natureUa.5K econkmicos# sociais e culturais# ambos de M(SST e a Convenção 7nteramericana sobre 0ireitos 9umanos Rde M(S(T +oram celebrados. 3s ar&umentos contrários a esses tr_s &randes tratados internacionais de direitos humanos +oram condensados em um "arecer o+icial de M(KM# de autoria do então *ub"rocurador-6eral da 2e"Zblica# :arcos Castrioto de AUambuOa RB2A*7L# M(K2T$ 5. ois# ainda em M(SK# 9aroldo ?alladão# em "arecer "ara o :inistVrio das 2elaç^es ELteriores# "odia de+ender# com 0unshee de Abranches# Eue o Brasil deveria retomar a "osição cinvariávelg de de+esa de uma Convenção Americana sobre 0ireitos 9umanos R2. 3u seOa# o Estado brasileiro mostrava-se a +avor de instrumentos internacionais# contanto Eue não tivessem natureUa de direito internacional convencional W "ois as declaraç^es Rsão mencionadas as da 3EA e da 3NU# ambas de M(.K# com o a"oio brasileiro. 3utrossim# o Brasil votou a +avor da 2esolução da 3EA Eue# em M(5(# criou a Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos# cuOa "rinci"al +unção V a "romoção do res"eito e da de+esa dos direitos do indivQduo no continente americano.2# ". 2K. A matVria# entende o &overno brasileiro# deve ter tratamento não-"ol_mico e universalmente aceito# como +oi o caso# "or eLem"lo# da 0eclaração Universal dos 0ireitos do 9omem R3NUT e da 0eclaração Americana dos 0ireitos e 0everes 9umanos R3EAT# adotadas em M(. 0esde M(S(# V"oca da ne&ociação do acto de *ão ..osV# o &overno brasileiro vem considerando inconveniente sua adesão ao instrumento# entre outros motivos "or considerar nociva a "roli+eração de Conv_nios dessa natureUa# Eue não o+erecem &arantia mais e+icaU de res"eito aos direitos humanos# mas# ao contrário# "odem estimular con+litos de com"et_ncia e de "rioridades suscetQveis de conduUir ao desvirtuamento de seus obOetivos "rinci"ais. ortanto# o Estado brasileiro reOeitava o controle da Euestão dos direitos humanos "or meio de tribunais internacionais. E mostrava-se a +avor de instituiç^es internacionais de direitos humanos# contanto Eue não "ossuQssem com"et_ncia "ara "rolatar decis^es obri&at!rias aos Estados# como V o caso da Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos W V a Corte 7nteramericana Eue "ode emitir sentenças# Eue são irrecorrQveis. Não assim em M(K2# Euando o &overno brasileiro a+irmou# ainda no "arecer acima aludido# não cadmitir# contudo# a inter+er_ncia# Euer de !r&ãos internacionais# Euer de .T.KT# "ode-se de+ender# t_m natureUa antes "olQtica do Eue OurQdica.

3 "arecerista# contudo# deveria ter lembrado Eue# em M(. A "osição brasileira tem sido sem"re a de resolver as "end_ncias eLternas "or meios di"lomáticos# ou# P vista da im"ro"riedade destes# "or arbitra&em# decidida em com"romisso ad hoc.(-SM. A+irmava-se o re"Zdio aos mecanismos internacionais de direitos humanos a "reteLto de o+ensa P csoberania nacionalg# Eue era o nome dado P re"ressão "olQtica nesse "erQodo.2# ". Contudo# no "arecer de M(K2# a+irmava-se$ Y.K# +oi o &overno brasileiro Eue lançou a "ro"osta# na 7b Con+er_ncia de 7nternacional Americana Rem Bo&otáT# a idVia de uma Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos# "ois# em caso de re&imes o"ressores# os tribunais locais não seriam su+icientes R827N0A0E# 2. ara o Estado brasileiro# "ortanto# os direitos humanos corres"onderiam a Euestão estritamente interna e# em nome do "rincQ"io da não-intervenção# ne&ava-se ao indivQduo a "ossibilidade de recorrer a inst=ncias internacionais contra o Estado. 7m"orta ressaltar# a "ro"!sito# Eue o acto de *ão . 2K.osV criou uma cCorte 7nteramericana de 0ireitos 9umanosg# com atribuiç^es de caráter su"ranacional# +ato Eue contraria a "osição tradicional do 6overno brasileiro na matVria[ entre outras raU^es "elo risco de submissão incontrolável a terceiros de assuntos sensQveis no cam"o da soberania nacional.. Essa inter+er_ncia não +eria EualEuer "rincQ"io do direito brasileiro# como lembrou 9aroldo ?alladão# em "arecer de M(SK R2.-2KMT# a res"eito da "ossibilidade de o Brasil rati+icar o rotocolo 3"cional ao acto 7nternacional de 0ireitos Civis e olQticos da 3NU# Eue "rev_ a "ossibilidade de EueiLas de indivQduos "ara o Comit_ de 0ireitos 9umanos Ro Brasil ainda não "ermitiu essa "ossibilidadeT.# do Estatuto da Corte 7nternacional de .T.. 3 isolacionismo do &overno brasileiro# en+im# mani+estou-se ainda na a+irmação de Eue haveria obstáculos constitucionais P "artici"ação da Convenção Americana de 0ireitos . 8ratava-se da recusa# Oá antes re+erida# P com"et_ncia de tribunais internacionais# como um dos sinais da recusa a uma maior OurisdiciUação das relaç^es internacionais.ustiça.-# ". Esse esEuecimento do "assado não im"edia a mem!ria de uma tradição isolacionista do Brasil$ MM.5( outros "aQses# nas relaç^es entre o Estado brasileiro e as "essoas sobre as Euais tem Ourisdiçãog. Coerente com tal "ostura# o Brasil não aderiu# "or eLem"lo# P cláusula +acultativa de Ourisdição obri&at!ria contem"lada no arti&o -S# "ará&ra+o 2o. S.

9umanos$ M-.udiciário nacional. Antknio Au&usto Cançado 8rindade# hoOe ma&istrado da Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos# elaborou em M((5 o "arecer do :inistVrio das 2elaç^es ELteriores Eue o"inou "ela rati+icação "elo Brasil da Convenção 7nteramericana sobre 0ireitos 9umanos# bem como de outras convenç^es sobre a matVria# contra"ondo-se ao "arecer de M(KM# Eue# de +ato# antes re+letia uma determinada vontade "olQtica do Eue a"resentava ar&umentos OurQdicos. SYT. Contudo# somente em M((M +oram os tratados a"rovados "or decreto . No caso em tela# uma barreira constitucional ante"^e-se P aceitação "elo Brasil dos mecanismos de controle do acto de *ão .udiciário brasileiro# Eue V im"edido "ela Constituição 1ederal de dele&ar atribuiç^es atV mesmo a seus hom!lo&os internos# não "oderia dele&á-las W ou v_-las dele&adas W a entidades eLternas# como a Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos.osV *arne' enviou em 2K de novembro de M(K5 ao Con&resso Nacional mensa&ens com os dois &randes actos da 3NU de M(SS e a Convenção 7nteramericana sobre 0ireitos 9umanos. Ademais# não há relação hierárEuica entre tribunais internacionais e o . 3 obstáculo era de natureUa "olQtica e# como de es"erar# in+luenciava o 0ireito brasileiro na con+ormação de uma cultura OurQdica isolacionista e contrária aos direitos humanos. A eL"eri_ncia das Comunidades Euro"Vias e# hoOe# da União Euro"Via# tornava evidente o anacronismo do ar&umento do &overno brasileiro da V"oca. 3s direitos "or ele "rote&idos o são tambVm# e de +orma am"la# "ela Constituição e "elas leis da 2e"Zblica# +ato Eue carre&a consi&o um corolário elementar$ a mesma ordem OurQdica disci"lina o sistema de &arantia desses direitos# +aUendo re"ousar no oder .udiciário nacional a com"et_ncia "ara "ro"orcionar-lhes#em +oro cQvel# criminal ou trabalhista# o seu am"aro# e "ara coibir e "unir# a todo momento# o seu ultraOe. Em M(K5# começou o "rimeiro &overno civil desde a Eueda de ..S.. Não ocorre dele&ação devido ao "a"el subsidiário das cortes internacionais$ elas somente &anham com"et_ncia "ara a"reciar determinado caso Eue "oderia ser eLaminado em um tribunal nacional# se houve es&otamento dos recursos internos.oão 6oulart em M(S..osV.# ". 8rindade a+irmou Eue cnão havia# como nunca houve# im"edimentos de ordem constitucional ou ar&umentos de cunho verdadeiramente OurQdicog contra a "artici"aça^ do Brasil nesses tratados de direitos humanosg R2. 8ratava-se de mani+esto en&ano crer Eue houvesse caso de dele&ação de "oderes. 0esta +orma# o oder . 3 residente .

22S de M2 de deUembro de M((M.ustiça "ara os casos de controvVrsia a res"eito de nulidade# tVrmino e sus"ensão de tratado internacional# o Eue# se&undo con&ressistas# "oderia ser contrário ao interesse nacional. .ustiça "revisto no A 2o.2 re"resentam uma ru"tura em relação P tradição brasileira de +u&a a tribunais internacionais Ra emenda constitucional n.# Eue diU$ c3 Brasil se submete P Ourisdição de 8ribunal enal 7nternacional a cuOa criação tenha mani+estado adesão. . Ademais# a Ourisdição dessa Corte corres"onde a um dos obstáculos Eue en+renta a aceitação "elo Brasil da Convenção de ?iena sobre 0ireito dos 8ratados de M(S(# Eue codi+icou internacionalmente a matVria atV hoOe não +oi a"rovada "elo Le&islativo brasileiro# de"ois de ter-lhe sido enviada "or meio :ensa&em "residencial n. . do Estatuto dessa Corte.# acrescentou ao arti&o 5o o A .# o &overno brasileiro tentou sustentar# "erante a Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos# devido ao arecer Consultivo nr M. 2Y de 25 de setembro de M((2.SM le&islativo. Como "ro"osta "ara realiUação em curto "raUo# +oi "revisto cCriar e +ortalecer "ro&ramas internacionais de a"oio a "roOetos nacionais Eue visem P "roteção e "romoção dos direitos humanos# em "articular da re+orma e melhoria dos sistemas Oudiciários e "oliciaisg. . A +orma W e a demora W na a"rovação desses tratados revelava Eue a resist_ncia em relação ao tema "ersistia mesmo com o +im do re&ime militar# como se verá na seção se&uinte. As convenç^es da 3NU +oram obOeto do decreto-le&islativo n.K.( / 7udici8rio brasileiro e a efetividade do Direito Internacional dos Direitos 9umanos ap:s a redemocrati5ação *eria de es"erar Eue# com a democratiUação do Brasil na se&unda metade da dVcada de oitenta# os direitos humanos &radativamente se incor"orassem Ps "olQticas "Zblicas.5# de 2.JT No entanto# "ermanecem &randes lacunas$ o Brasil não +eU o reconhecimento da Ourisdição obri&at!ria da Corte 7nternacional de .(. 3 tratado da 3EA somente +oi a"rovado "elo decreto-le&islativo n. MMS de M((2.. Em S Oulho de M((2# os tratados da 3NU +oram "romul&ados "or decreto "residencial# e o acto de *ão ... I. dessa Corte# Eue a solução de con+litos entre lei interna e tratado internacional de"endia da visão de cada Estado# "osição obviamente isolacionista Eue demonstrou uma ccerta incom"reensãog da res"onsabilidade internacional do Estado R2A:3*# 2.. Em M((S# o &overno +ederal lançou o ro&rama Nacional de 0ireitos 9umanos# com a intenção de mobiliUar os tr_s oderes. a verdade Eue o reconhecimento da Ourisdição da Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos em deUembro de M(KK# bem como a rati+icação do 8ratado de 2oma Eue criou o 8ribunal enal 7nternacional em Ounho de 2.( Ainda tão recentemente como M((.K A resist_ncia P Ourisdição internacional ainda V visQvel no inQcio do sVculo bb7.M# "..osV da costa 2ica em S de novembro de M((2.o. Evidentemente# tratava-se de um &rande erro de cálculo do &overno +ederal ima&inar Eue se .. 3 arti&o SS da Convenção "rev_ a Ourisdição obri at7ria da Corte 7nternacional de .%M((.T.

Em deUembro de M((K# o Estado brasileiro reconheceu sua Ourisdição. Como "ro"osta em mVdio "raUo# c1ortalecer a coo"eração com or&anismos internacionais de "roteção aos direitos humanos# em "articular a Comissão de 0ireitos 9umanos da 3NU# a Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos# a Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos e o 7nstituto 7nteramericano de 0ireitos 9umanosg. (. Com a maior abertura P +iscaliUação internacional ocorrida na se&unda metade da dVcada de noventa# al&uns relat!rios de or&aniUaç^es internacionais &overnamentais v_m constatando de+ici_ncias do oder .udiciário brasileiro.udiciário. 3 2elat!rio es"ecial +eito "ela Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos em 2. 0e +ato# como se analisa a se&uir# embora os nQveis de violação dos direitos humanos tenham sido reduUidos relativa e "arcialmente# as violaç^es continuam a ser &raves e a im"unidade continua a ser a re&ra. A Comissão# con+orme se es"eci+ica neste relat!rio de acom"anhamento e em suas conclus^es# considera Eue o Estado em"reendeu aç^es Eue coincidem com as recomendaç^es constantes de seu relat!rio de M((Y# aç^es essas Eue começaram a criar uma in+ra-estrutura ca"aU de en+rentar e combater as violaç^es de direitos humanos# mas Eue não tiveram um e+eito decisivo..... R3EA$ 2. A ine+icácia Oudicial# no caso# re+ere-se não s! P lentidão "rocessual e ao acZmulo de trabalho# mas tambVm P corru"ção# contra a Eual o :inistVrio Zblico não estaria sendo e+iciente$ . Anteriormente# em M((5# a Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos recebeu "ela "rimeira veU autoriUação do &overno brasileiro "ara realiUar missão &eral de observação in loco no Brasil R827N0A0E# 2. Este trabalho não tratará das instituiç^es "oliciais# e da di+iculdade de desenvolverem uma cultura democrática# e sim re+erir-se-á Ps di+iculdades de desenvolvimento dessa cultura no . As instituiç^es de "revenção# de "romoção e de de+esa e "unição continuam ser de+icientes tanto +rente P ma&nitude das violaç^es e ao "oder Eue os violadores det_m# "articularmente certos setores "oliciais# como ante a ine+icácia Oudicial..S2 tratava de tare+a de rá"ido cum"rimento.T.T "ara o acom"anhamento da situação dos direitos humanos no Brasil constatou Eue# a"esar de o Estado brasileiro ter tomado cmedidas le&islativas Eue am"liam os mecanismos de de+esa dos direitos humanosg e ter rati+icado tratados internacionais de direitos humanos# nenhuma dessas aç^es teve um e+eito decisivo$ S.# "..

.. Esses "roblemas# "orVm# não se circunscrevem P Oustiça "enal. *e&undo o 2elat!rio# os casos de "edo+ilia na AmaUknia eram &eralmente marcados "ela im"unidade# e não eram noticiados "ela im"rensa# devido P in+lu_ncia e ao "oder das "essoas envolvidas# Eue incluQam membros do .T d...udiciário na violação de direitos humanos# como na eL"loração seLual de menores# como constatado "elo 2elator da Comissão de 0ireitos 9umanos sobre a venda de crianças# "rostituição in+antil e "orno&ra+ia in+antil# .. Nos casos analisados# os a&entes eram "essoas com in+lu_ncia# inclusive re"resentantes ou eL-re"resentantes do .udiciário# "ercebido socialmente como discriminat!rio$ 2-. Rnota$ Uma investi&ação "arlamentar concluiu Eue &rande "arte dos U*x-. Estudos realiUados "elo 7nstituto de Estudos da 2eli&ião e "ela 1undação 6etZlio ?ar&as revelam Eue a maior "arte da "o"ulação da re&ião metro"olitana do 2io de .. 0urante anos# os "romotores +oram inca"aUes de descobrir as "rovas obtidas "ela Comissão Ne( Rork Times# 22 de novembro de M(((. M-.udiciário e da "olQcia$ cM2. dye Um estudo sobre M2 casos de eL"loração seLual e "orno&ra+ia Eue ocorreram na re&ião amaUknica Oo&aram luU nos +atores Eue contribuem "ara o desenlace de um caso. 3utro caso de violação dos direitos humanos# analisado em relat!rio internacional sobre o Brasil da Comissão de 0ireitos 9umanos da 3NU# +oi o da +alta de e+etividade da Convenção contra a 8ortura e outros 8ratamentos ou enas CruVis# 0esumanas ou 0e&radantes# da 3NU RM(K5T# Eue +oi rati+icada "elo Brasil em M(K( "romul&ada# no Brasil# 5.. A lentidão e os "roblemas administrativos estão estreitamente vinculados P im"unidade e Ps di+iculdades em investi&ar os a&entes do Estado# em &eral "oliciais militares# como res"onsáveis "elas violaç^es de direitos humanos. perpetrators (ere in9luential people. Ademais# a "o"ulação não veria com bons olhos o oder .. de custos eLcedentes de construção de edi+Qcios "ara tribunais Rainda não terminadosT em *ão aulo "assou ao "ecZlio "rivado de um alto ma&istrado Oudicial e de um senador. 3 residente do Brasil con+irmou sua "reocu"ação Euanto a esse +ato numa eL"osição Eue +eU "erante a 3rdem dos Advo&ados do Brasil# em Eue reclamou a re+orma do sistema Oudicial a +im de en+rentar sua corru"ção administrativa e sua lentidão.. a de mencionar a atuação direta de membros do oder .S- 22.aneiro considera Eue a Oustiça trabalhista e a Oustiça civil são lentas e discriminat!rias.udiciário e da se&urança "Zblica.-5.uan :i&uel etit# em 2... Em suas recomendaç^es# a Comissão +ocaliUou as di+iculdades da Oustiça brasileira em cum"rir o com"romisso de "ro"orcionar P sua "o"ulação &arantias Oudiciais e o devido "rocesso. includin representatives or 9ormer representatives o9 the Nudiciar8 or public securit8$T ..% ! case stud8 on 1S cases o9 seKual eKploitation and porno raph8 that ocurred in the !ma&on re ion shed li ht on 9actors that contribute to the outcome o9 a case$ 1T$ Cn the cases anal8sed.g R1S$ #.e arlamentar..

Então# "ediriam "ara ser condenados a uma "ena menos severa. 9or eKample. 3 sistema Oudicial como um todo tem sido acusado "or sua ine+ici_ncia# em "articular "ela sua lentidão# +alta de inde"end_ncia# corru"ção# e outros "roblemas relativos P +alta de recursos# assim como "ela "ervasiva "rática da im"unidade dos "oderosos. *omente em M((Y# contudo# o crime de tortura +oi ti"i+icado "or lei interna# a de nZmero (. includin members o9 the 3ommission on @uman 'i hts o9 the 3hamber o9 Deputies. public prosecutors and the police corre edor o9 the "tate o9 Finas +erais and N+Gs. Como resultado# "romotores de direitos humanos de :inas 6erais relataram Eue# "or eLem"lo# houve a"enas dois "rocessos com base na Lei contra a tortura no Estado. A lei vem sendo raramente a"licada# todavia# o Eue levou ao 2elator da 3NU contra a tortura# Ni&el 2odle'# a uma ins"eção# com autoriUação do &overno brasileiro.. 8ambVm +oi dito Eue cabuso de autoridadeg e clesão cor"oralg são em"re&ados mais comumente "elos OuQUes "orEue são mais estritamente ti"i+icados do Eue o crime de tortura. human ri hts prosecutors o9 Finas +erais reported. *e&undo relatos# OuQUes e advo&ados t_m sido suOeitos a ameaças e intimidação.. 3 relat!rio +oi divul&ado em abril de 2. *e&undo al&umas autoridades# inclusive membros da Comissão sobre 0ireitos 9umanos da C=mara dos 0e"utados# "romotores "Zblicos e o corre&edor de "olQcia do Estado de :inas 6erais e 3N6s# casos de tortura são ainda +reE]entemente classi+icados "or OuQUes como clesão cor"oralg ou cabuso de autoridadeg. torture cases are still o9ten classi9ied b8 Nud es as 0bodil8 harmL or 0abuse o9 authorit8L$ 0!buse o9 authorit8L and 0bodil8 harmL (ere also said to be more commonl8 used b8 Nud es because the8 are more narro(l8 de9ined than torture$ !ccordin to public prosecutors (ho had dealt (ith torture cases. but onl8 slapped him/herL$ The8 (ould then plead uilt8 to a lesser char e$ !ccordin to N+Gs.. man8 Nud es consider the punishment applicable 9or the crime o9 torture as too severe$ !s a result. Nud es (ould o9ten act in dubio pro reo and accept latters> statements to the e99ect that the8 0had not beaten a detainee. *e&undo "romotores "Zblicos Eue lidaram com casos de tortura# de"ois de ouvir testemunhas tanto da ale&ada vQtima Euando dos a&entes "oliciais# OuQUes +reE]entemente a&em in dubio pro rVu e aceitam as a+irmaç^es dos a&entes de Eue cnão bateram noRaT detentoRaT# a"enas oRaT esta"earamg. that there had .e M55. a9ter hearin testimonies 9rom both the alle ed victim and la( en9orcement o99icials. d. em M((M dveri+icare. 0e acordo com 3N6s# muitos OuQUes consideram a "ena a"licável ao crime de tortura severa demais.S.udiciário brasileiros# Eue# Euando ti"i+icavam o crime# +aUiam-no como lesão cor"oral ou abuso de autoridade# e não como tortura# Eue V um ti"o "enal com "enas mais severas$ M5.M# no =mbito da Comissão de 0ireitos 9umanos da 3NU# e a"ontou Eue a ação criminosa da "olQcia era a"oiada "elo :inistVrio Zblico e "elo oder .55# "elo Eue# atV esse momento# o Brasil não "oderia cum"rir a mencionada Convenção# eis Eue o ti"o "enal somente +oi criado "ela lei interna# tendo o tratado internacional a"enas "revisto &enericamente a "roibição da tortura..5M 5M 1UV$ !ccordin to a number o9 o99icials. 0eve ser ressaltado Eue nin&uVm Oamais +oi condenado com base nessa lei no Brasil. A Convenção 7nteramericana "ara revenir e unir a 8ortura# de M(K5# +oi rati+icada em M(KS.

52 No tocante aos direitos sociais# "ode-se lembrar da crQtica no Comit_ sobre 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais Rem sessão de MK de maio de 2.55# de Y de abril de M((YT constituiu um marco no combate contra a tortura no Brasil. no criminal indictment has been issued in response to alle ations o9 torture.. Em muitos casos desde M((Y# ale&aç^es de "rática de tortura não t_m tido se&uimento atravVs de "rocessos "enais# seOa "ela aus_ncia de denZncia do :inistVrio Zblico# seOa "orEue os OuQUes alteram a denZncia "ara crimes menos &raves como les^es cor"orais ou abuso de autoridade. the proper authorities have not en9orced the la( in a satis9actor8 9ashion$ Cn man8 cases since 1YYZ. !pril Z. 3 re"resentante brasileiro# c*r. as (ell as the pervasive practice o9 impunit8 9or the po(er9ul$ Wud es and la(8ers have reportedl8 been subNected to threats and intimidation$ 52 The enactment o9 the la( that characteri&es torture as a crime X6a( Y$VUU.*e&undo Ariran&a 6ovindasam' illa' Rno "ará&ra+o MS do documentoT# então membro do Comit_. in particular slo(ness. lack o9 independence. corruption. edrog# res"ondeu da se&uinte maneira$ 25.-T de Eue o sistema Oudicial brasileiro# cne&li&ente# "reconceituoso e muito conservadorg5-# e de Eue os direitos "revistos no acto da 3NU sobre esses direitos não seriam &arantidos Oudicialmente. either because the Public Finistr8 9iled no complaint or because the Nud es chan ed the nature o9 the complaint to one involvin less serious crimes. Essa situação eLi&e não a"enas Eue se caminhe decisivamente "ara a conscientiUação e a mudança de mentalidade no seio da sociedade brasileira# mas reEuer tambVm a sensibiliUação da comunidade OurQdica "ara Eue se crie uma Ouris"rud_ncia a res"eito da Lei contra a 8ortura.udiciário na violação desse tratado internacional de direitos K. perhaps because torture a99ects underprivile ed se ments o9 societ8 almost eKclusivel8$ This situation re<uires not onl8 that decisive steps be taken to raise the a(areness and chan e the mentalit8 o9 people at the heart o9 )ra&ilian societ8. and 9or problems relatin to lack o9 resources and trained sta99. but also demands that the le al communit8 be made a(are o9 the issue in order to create Nurisprudence on the en9orcement o9 the la( on Torture. such as bodil8 harm or abuse o9 authorit8$ There seems to be a (idespread problemE torture is not understood to be a serious crime a ainst a democratic state that embraces the rule o9 la(. 9á um "roblema &eneraliUado$ a tortura não V "ercebida como um crime &rave contra o Estado 0emocrático de 0ireito# talveU "orEue a+ete Euase eLclusivamente as camadas menos +avorecidas da sociedade. .% 1UU$ The Nudicial s8stem as a (hole has been blamed 9or its ine99icienc8. 1YYZ[ (as a benchmark in the 9i ht a ainst torture in )ra&il$ Cn practical terms. a verdade Eue a inação de OuQUes tem sido "arcialmente res"onsável "ela eListente been onl8 t(o cases o9 prosecutions under the Torture !ct in the state$ Ct must be stressed that no one has ever been convicted o9 torture under the Torture !ct in )ra&il$ #. 5. ho(ever. A edição da Lei Eue ti"i+icou o crime de tortura RLei (..S5 3 &overno brasileiro# em humanos$ res"osta ao relat!rio# con+irmou o "a"el do :inistVrio Zblico e do oder . Em termos "ráticos# contudo# a a"licação da lei "elas autoridades com"etentes não tem sido satis+at!ria.

d. ortanto# um dos "roblemas de im"lementação dos direitos econkmicos# sociais e culturais seria a +alta de c+amiliaridadeg do . as a branch o9 overnment. Y(l não estavam in+ormados sobre o +uncionamento dos sistemas da 3NU e da 3EA de "roteção dos direitos humanos. but also amon those sectors o9 societ8.l s! o +aUiam raramente. not onl8 (ithin the Nudiciar8 and the le islature.ustiça Estadual do 2io de . d.e era "reciso des"ertar a atenção# não a"enas do .udiciário e da le&islatura# mas tambVm entre aEueles setores da "o"ulação# "articularmente os &ru"os mais vulneráveis# Eue ainda não "erceberam Eue são detentores de direitos. SSl dos entrevistados nunca a"licaram a Convenção Americana de 0ireitos 9umanos e 2. social and cultural ri hts o9 the poor$ 55 dye it (as necessar8 to raise a(areness. particularl8 the most vulnerable roups..# 2. relação com os direitos humanos RCUN9A.SS im"unidade# mas novos OuQUes são re&ularmente nomeados e# como um ramo do &overno# o . No entanto# os resultados "oderiam ter sido bem "iores se o universo da "esEuisa não tivesse sido reduUido$ Euarenta "or cento dos Euestionários não +oram res"ondidos# seOa "orEue o se OuiU recusou# sem motivo# a res"ond_-lo# ou a receber o "esEuisador# ou "or ter declarado Eue o seu trabalho não tinha... Ct (as true that the inaction o9 Nud es has been partl8 responsible 9or the eKistin impunit8 but ne( Nud es (ere re ularl8 bein appointed and.. 5. .aneiro# comarca da Ca"ital...udiciário era totalmente inde"endente.55 3 desconhecimento do 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos "elos a&entes "Zblicos mais diretamente li&ados P a"licação do 0ireito +oi veri+icado "or recente "esEuisa Eue teve como universo os ma&istrados da "rimeira inst=ncia da .udiciário com os tratados internacionais Eue deveria a"licar# e bem como a +alta de atenção aos "obres# Eue# "or sinal# i&norariam deter esses direitos$ 55. Não havia muita +amiliaridade com o acto no Brasil e# como em outros "aQses em desenvolvimento# a estrutura do "oder como um todo deveria ser induUida a dar mais atenção "ara os direitos econkmicos# sociais e culturais dos "obres. the Nudiciar8 (as 9ull8 independent$ There (as not much 9amiliarit8 (ith the 3onvenant in )ra&il and..5T. Em relação ao acto 7nternacional de 0ireitos Civis e olQticos e ao de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais# Y. Uma aborda&em mais holQstica era necessária. (-l nunca "artici"aram de al&uma entidade ou movimento de direitos humanos. that still did not reali&e the8 had ri hts$ ! more holistic approach (as re<uired$ . the po(er structure as a (hole must be induced to ive reater attention to the economic..e 5..l nunca estudaram a res"eito de direitos humanos. as in other developin countries..l e Y5l# res"ectivamente# são os Qndices dos ma&istrados Eue nunca os a"licaram.

.e AtV mesmo um conv_nio entre o *u"erior 8ribunal de . A 2elatora declarou# e isso constou do relat!rio divul&ado em 2K de Oaneiro de 2.. 3s "esEuisadores constaram Eue há uma dist=ncia entre a teoria e a "rática Rtão tQ"ica# devo diUer# do bacharelismoT# alVm de um desconhecimento dos mecanismos internacionais corres"ondentes.SY Em tese# "orVm# a maioria dos ma&istrados R5.esus RBAT# o Eue levou P atuação da olQcia 1ederal# se&undo res"osta do &overno brasileiro R3NU. 5Y 0es"o'# 2elator sobre a 7nde"end_ncia de ...T..ustiça e a Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos +oi celebrado no ano 2. ara &rande constran&imento das autoridades +ederais brasileiras# duas das testemunhas Eue +alaram com a relatora +oram assassinadas em se&uida5S. or sinal# a visita de relatores# tanto da 3NU Euanto da 3EA# s! "ode ocorrer com a "ermissão do Estado Eue os recebe# "elo Eue não há violação de soberania# eLceto se a concebermos ainda de acordo com os moldes absolutos# incom"atQveis com a 5S 1lavio :anoel da *ilva +oi morto na cidade de 7tambV R ET e 6erson de .#-lT considerou os direitos humanos como normas "lenamente a"licáveis.-.udiciário brasileiro ou da 3rdem dos Advo&ados do Brasil. .%6%--# 2.ustiça e do 8ribunal *u"erior do 8rabalho# res"ectivamente# P V"oca# os :inistros :aurQcio Corr_a# Nilson Chaves e 1rancisco 1austo# eis Eue identi+icaram nessa +ala uma su"osta intervenção nos assuntos internos do "aQs# uma ale&ada violação P soberania brasileira5Y...# "ara uma troca de eL"eri_ncias d.uQUes e Advo&ados# declarou não ter so+rido resist_ncia do .ahan&ir# esteve em missão no Brasil entre MS de setembro e K de outubro de 2..5. Em outro caso recente de +iscaliUação internacional da situação dos direitos humanos no Brasil# a 2elatora sobre 0esa"arecimentos e ELecuç^es *umárias da Comissão de 0ireitos 9umanos da 3NU# Asma ..eg.. 3 relat!rio re+erente P sua missão no Brasil deverá sair em abril de 2. 9ouve em se&uida um clamor do residente do *u"remo 8ribunal 1ederal# do *u"erior 8ribunal de .%2.esus bis"o# na de *anto Antknio de .....-T# Eue +oi residente da Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos# escreveu P V"oca Eue o termo usado na tradução da +ala da 2elatora W +iscaliUação# Eue não re"resenta o ceLato conteZdo das atividades de um relator es"ecialg W talveU tivesse causado as eEuivocadas reaç^es dos "residentes desses tribunais su"eriores.. 9Vlio Bicudo R2. C3N*EL93 EC3Nz:7C3 E *3C7AL# E%CN..# Eue era c+ortemente recomendadog Eue o 2elator Es"ecial sobre a inde"end_ncia dos OuQUes e advo&ados +osse encarre&ado de uma missão no Brasil# eis Eue havia sido constatado Eue OuQUes e Ourados so+riam "ress^es de "ro"rietários de terras e "olQticos locais# e Eue havia uma cultura da im"unidade# +ruto da ditadura militar. 3 Ourista eL"licou Eue cA visita de um observador internacional ao Brasil não si&ni+ica inter+er_ncia em nossa soberania d.

.ahan&ir# Leandro 0es"ou'# veio ao Brasil em outubro de 2.udiciário no tocante Ps normas internacionais Eue interessam Ps classes mais "obres. 3 oder ELecutivo brasileiro# como se viu# Oá res"ondeu Ps crQticas realiUadas "elos !r&ãos internacionais de de+esa dos direitos humanos ale&ando# entre outros +atores# Eue haveria uma i&nor=ncia do oder .. Como a nin&uVm V escusado desconhecer o 0ireito# e há visivelmente uma dimensão de dominação de classe na Euestão# "ode-se in+erir# "ortanto# Eue o "roblema não corres"onderia "ro"riamente a uma sim"les i&nor=ncia das normas internacionais# e sim P eList_ncia de uma cultura OurQdica no .udiciário brasileiro elitista R"ois de+iciente no tocante aos direitos humanosT e isolacionista R"ois avessa ao 0ireito 7nternacionalT.# "..5# ".g R3AB-2.ustiça brasileira# Eue não sabe a"licar as normas internacionais.SK sociedade internacional contem"or=nea# do anti&o "ensamento de Bodin. C3N*EL93 EC3Nz:7C3 E *3C7AL.. 2ST.. a de lembrar# ademais# Eue a autoriUação da visita V dada "elo residente da 2e"Zblica# não "elo do *u"remo 8ribunal 1ederal# de acordo com a Constituição vi&ente. C3:7**53 0E 072E783* 9U:AN3*# 2. *e&undo Celso 0elano de AlbuEuerEue :ello# c8ivemos uma vida "rovinciana e a &lobaliUação ainda não che&ou P .osV 6uilherme de Ara&ão R2.-T# notando Eue co "oder Oudiciário brasileiro não deve satis+ação a nin&uVmg# entre outras crQticas a :aurQcio Corr_a RhoOe a"osentadoT# a+irma Eue +oi esse :inistro Eue teria inau&urado a ctriste Ouris"rud_ncia no *81# a "kr "á de cal na validade dos tratados internacionais de direitos humanos no Brasilg# Euando creOeitou o ar&umento da insustentabilidade da "risão civil do de"ositário in+iel +ace P Convenção Americana dos 0ireitos 9umanos. 8rata-se de +ruto do hist!rico isolamento do Brasil# de sua inserção "eri+Vrica e de"endente na sociedade internacional e do +ato de ser um "aQs W como normalmente são os de dimensão continental − auto-re+erente 5(. Curiosamente# o 2elator su&erido "or .# 2. 3s direitos humanos# "or eLem"lo# são re&ulamentados hoOe "or tratados internacionais.g Esse "onto será obOeto do terceiro ca"Qtulo deste trabalho. 5( Não V de es"antar-se Eue outro "aQs continental# os Estados Unidos# tenham um hist!rico des"reUo ao 0ireito . 5K Eu&_nio . 3 e"is!dio revelou# "ois# certo desconhecimento do direito internacional "or "arte dos residentes desses 8ribunais *u"eriores# ou al&um ecli"se desse conhecimento devido a um nacionalismo eEuivocado. M-T. A"!s a visita# o 2elator acabou recomendando ao &overno brasileiro ciniciativas de +ormação "ermanente# ao lon&o da carreira dos ma&istrados# "articularmente em direitos humanos e direito internacionalg R3NU.. sem causar "er"leLidades ou so+rer entraves "or "arte do . Em certas declaraç^es "Zblicas# esse a"arente desconhecimento "arece ser con+irmado. E +_-lo sem muito es+orço de ar&umentação.udiciário brasileiro# "elo Eue o eEuQvoco# ou o ecli"se# deve ter sido des+eito nessa ocasião5K.

soit <ue>elle prot.# "reviu Eue a lei deveria ser a mesma "ara todosSM... 2tant 2 auK I ses 8euK. em cada lei. selon leur capacit2 et sans autre distinction <ue celle de leurs vertus et de leurs talents$ .. em cada despacho. No caso dos EUA# o im"erialismo# ao arre"io das normas internacionais# V decisivo.e e a recusa de Euarenta anos em rati+icar os modernos tratados de direitos humanosg RB2A0LE@[ 63L0*:789[ 2. de cima a baiKo.oesão do Direito 3 monismo OurQdico# a unidade e a coesão do direito estatal são historicamente recentes. SM 6a loi est l>eKpression de la volont2 2n2rale$ Tous les cito8ens ont droit de concourir personnellement. e viceOversa. v]em o universo ora por um. places et emplois publics. soit <u>elle punisse$ Tous les cito8ens. A Euestão V bem diversa do Brasil# contudo. A "rimeira 0eclaração de 0ireitos do 9omem e do Cidadão da 2evolução 1rancesa# em MYK(# no seu arti&o So. S. MYK.T# com cRentre outras coisasT a reOeição do 8ratado de ?ersalhes d.# ". 7:EN8A# Alberto.I/6A> 3laro <ue eu posso p\r a hip7tese de todos a<ui terem dois olhinhos de lado como os porcos$ Fas se todos t]m dois olhinhos de lado. mas 9in em <ue n5o$ N5o 9a&em outra coisa sen5o 9in ir <ue n5o. em cada decreto. 9in ir uma rande coer]ncia em tudo o <ue 9a&em$ Fas. II. ora por outro..# ". A cultura isolacionista e Len!+oba dessa nação Eue cinstintivamente# e Ps veUes veementemente# tem resistido contra a renZncia de sua soberania ao direito internacional e a instituiç^es internacionaisg RB2A0LE@[ 63L0*:789[ 2. Um eLem"lo recente V o em"re&o de tortura# +ora do territ!rio americano# como mVtodo de investi&ação. desautori&amOse em cada autori&a45o. 5-T# vem ao encontro de uma "olQtica eLterior im"erialista# Eue reOeita com"romissos OurQdicos Eue "ossam entravar seus interesses. sont 2 alement admissibles I toutes di nit2s. Deusas eK machina# Lisboa $ 8eorema# 2. Ela o +eU "orEue o 0ireito do Anti&o 2e&ime# caracteriUado "or uma "luralidade de ordens# era discriminat!rio e 7nternacional# como lembra LevesEue R2.# ".S( II.<=/ >'?A> DA I>'?A>IDAD' ' / DIR'I@/ I6@'R6A. ou par leurs repr2sentants I sa 9ormation$ 1lle doit ]tre la m]me pour tous.1 )luralismo e 2onismo 7ur"dicos# . e. isso complica imenso as coisas$ Por<ue se t]m dois olhinhos de lado.nidade e .... em cada ne 7cio #$$$% Alberto imentaS. S.MT... A )R/D.

Contudo# a i&ualdade +ormal# "revista na 0eclaração de MYK(# recebeu cVlebre crQtica de :arL. Na 7dade :Vdia havia servos# bens +eudais# cor"oraç^es de o+Qcio# cor"oraç^es de a"rendiUado etc. (eil Neder nur !rbeiter ist (ie der andre_ aber er erkennt stillsch(ei end die un leiche individuelle )e abun und daher 6eistun s9Mhi keit der !rbeiter als natürliche Privile ien an$ Es ist daher ein 2echt der Un&leichheit# seinem 7nhalt nach# Cie alles 2echt. "revia "rivilV&ios notadamente "ara o clero e "ara a nobreUa. 2YT. S. Portanto. Na 7dade :Vdia são id_nticos a vida do "ovo e a do Estado. se undo seu conteJdo. Na 7dade :Vdia a constituição "olQtica V a constituição da "ro"riedade "rivada# mas somente "orEue a constituição da "ro"riedade "rivada V uma constituição "olQtica. +elehrtenkorporation etc$.Y. .eudal ut.# isto V# na 7dade :Vdia a "ro"riedade# o comVrcio# a sociedade# o homem são "olQticos[ o conteZdo material dos Estados V "osto "or meio de sua +orma[ cada es+era "rivada tem um caráter "olQtico ou V uma es+era "olQtica# ou a "olQtica V tambVm o caráter das es+eras "rivadas. d&ri+os do autoreSS2 Dies leiche 'echt ist un&leiches 2echt 9ür un leiche !rbeit$ 1s erkennt keine Qlassenunterschiede an. d$h$.M# ".. Ele não reconhece di+erenças de classe# "ois cada trabalhador V como o outro[ mas reconhece tacitamente os desi&uais talentos individuais e# "ois# as di+erenças em e+ici_ncia como "rivilV&ios naturais. A eLtinção dos "rivilV&ios de nascimento era uma as"iração revolucionária. Na 3r:tica I . (eil die !bstraktion des Privatlebens erst der modernen `eit ehört$ Die !bstraktion des "olitischen *taats ist ein modernes Produkt$ Cm Fittelalter ab es 6eibei ene. 2 um direito da desi ualdade.Das Fittelalter (ar die 0emoDratie der Un+reiheit. Die !bstraktion des *taats als solchen ehört erst der modernen `eit. A esse homem abstrato corres"onderia P "revisão da i&ualdade +ormal# Eue V desmisti+icada "or :arL# "or não levar em conta as di+erenças de classe e as individuais RMKY5T$ Este direito i&ual V direito desi ual "ara trabalho desi&ual. A abstração do 1stado como tal "ertence "rimeiramente ao tem"o moderno# "ois a abstração da vida "rivada "ertence "rimeiramente a esse tem"o.iloso9ia do Direito de @e el# :arL a"ontou o caráter "olQtico da es+era "rivada na 7dade :Vdia# o Eue se "erderá com o Estado bur&u_s$ A 7dade :Vdia +oi a democracia da n5oOliberdade. +e(erbekorporation. 8al desi&ualdade corres"ondia a uma herança da 7dade :Vdia# V"oca de "luralismo "olQtico# com vários centros internos de "oder$ nobres# clero# universidades# cor"oraç^es# numa cconce"ção hcor"orativaX da vida socialg R)3L>:E2# 2. A abstração do 1stado pol:tico V um "roduto moderno. im Fittelalter . como todo direito$ ^S Na sociedade do Anti&o 2e&ime# não se "revia um "rincQ"io abstrato de i&ualdade entre os homens. 3 homem V o verdadeiro "rincQ"io do Estado# mas o homem n5oOlivre.

aber der un+reie Fensch$ S.reiheit des Fenschen als isolierter au9 sich &urück e&o ener Fonade$ SS Das Fenschenrecht des Privatei entums ist also das 'echt. Fensch politisch_ der materielle Cnhalt des "taates ist durch seine .# deu lu&ar ao homem isolado# sim"les membro da sociedade civil. :uitas veUes# essas cidades +oram adversárias da centraliUação OurQdica e "olQtica. S5 1s handelt sich um die . oder die Politik ist auch der 3harakter der PrivatsphMren$ Cm Fittelalter ist die politische Ver9assun die Ver9assun des Privatei entums. :arL# em ! <uest5o Nudaica RMK. Antes da +ormação dos Estados nacionais# o "luralismo OurQdico era a re&ra. "o&ietMt. (illkürlich XI son r2[.orm eset&t_ Nede PrivatsphMre hat einen politischen 3harakter oder ist eine politische "phMre. A emanci"ação "olQtica acabou "or revelar-se uma subtração do "olQtico# "or ter reduUido o homem a sim"les membro da sociedade bur&uesa como indivQduo e&oQsta e inde"endente. (eil die Ver9assun des Privatei entums politische Ver9assun ist$ Cm Fittelalter ist Volksleben und "taatsleben identisch$ Der Fensch ist das (irkliche Prin&ip des "taats. 3s direitos "revistos na 0eclaração e a na Constituição +rancesa de MY(-# a liberdade# a i&ualdade e a "ro"riedade# "ortanto# seriam direitos do homem e&oQsta# isolado$ c8rata-se da liberdade dos homens isolados como mknada retraQda em sigS5. Esse homem# distinto do cidadão Ra 0eclaração# deve-se lembrar# re+ere-se a ambosT# dedica-se es"ecialmente a seus interesses "rivados. ist 1i entum. or eLem"lo# os "rivilV&ios urbanos e territoriais concedidos na 7dade :Vdia a cidades a "artir do sVculo b7 sob a +orma de +orais R67L7**EN# M((5# ".# buscou estabelecer o monismo OurQdico e o "a"el "olQtico do Estado como Znico le&islador. @andel.. ohne )e&iehun au9 andre Fenschen. 2S5T. aber nur. 0e +ato# a bur&uesia necessitava da centraliUação da autoridade "ara a "roteção de seus bens# a &arantia dos ne&!cios e de seu caráter de classe dominante# a"ontavam :arL e En&els no Fani9esto 3omunista.YM A liberdade da 2evolução "recisava da dissolução da sociedade do Anti&o 2e&ime. unabhMn i von der +esellscha9t. das 'echt des 1i ennut&es$ . 0essa +orma# o sVculo b7b +oi uma V"oca de codi+icação e de triun+o do "ositivismo. a interessante retomar essa visão sob o as"ecto do "luralismo OurQdico$ o direito Eue emer&iu da 2evolução# como o C!di&o Civil de MK. sein Vermö en &u enieaen und über dasselbe &u disponieren.-T# sustentou Eue a dissolução das di+erentes ordens# cor"oraç^es e "rivilV&ios# sociedades distintas Eue eL"ressavam uma vida comunitáriaS. A "ro"riedade "rivada tambVm demonstraria a conce"ção e&oQstica do homem bur&u_s$ c3 direito humano da "ro"riedade "rivada V tambVm o direito# arbitrário RI son r2T# sem relação com outros homens# inde"endente da sociedade# de &oUar de sua riEueUa# e de dis"or sobre ela# o direito do interesse "r!"riogSS.

2-Y-2-YT lembra Eue o Anti&o 2e&ime na 1rança# a"esar do lema -n roi.# "..Y2 Um dos +atores "ara a lon&a duração da CiviliUação 2omana corres"ondeu Oustamente ao "luralismo OurQdico# como lembra 2ouland R2.-# "..-# ". 3 "rincQ"io da territorialidade das leis começou a se im"or na BaiLa 7dade :Vdia# "orVm o "luralismo OurQdico "ermaneceu# não somente com a diversidade de direitos consuetudinários# mas tambVm com o c"luralismo sociol!&icog$ a eList_ncia de diversas ordens se&undo os diversos &ru"os sociais$ havia o 0ireito da 7&reOa# dos nobres# dos comerciantes# dos servos# Eue "oderiam entrar em contradição W 2ouland recorda Eue a autoridade do senhor +eudal "oderia chocar-se com a da 7&reOa no tocante# "or eLem"lo# P autoriUação de casamento de um servo R2. No entanto# durante a 7dade :oderna# subsistia o "luralismo. . SYT. une loi# mantinha o "luralismo devido aos vestQ&ios +eudais Eue sobreviveram atV a 2evolução. A atividade le&islativa# Eue havia Euase desa"arecido durante a 7dade :Vdia# renasce no sVculo b77# mas a le&islação somente se constituiria como "rinci"al +onte do 0ireito a "artir do sVculo b?777 RCAENE6E:# M((5# ". MKM-MK2T# alVm do 0ireito romano ensinado nas +aculdades de direito# conhecido como cdireito comumg Rius communeT e o direito canknico# Eue tinham caráter transnacional. MK. 8ambVm em ortu&al# durante a 7dade :oderna# o "luralismo OurQdico "ermanecia$ alVm do 0ireito das 3rdenaç^es# havia normas consuetudinárias re&ionais e o 0ireito romano Eue# a"esar de o+icialmente ter um "a"el subsidiário Rse&undo a "revisão das 3rdenaç^es 1ili"inas# Livro 777# S.T# na "rática cera o direito "rinci"al# sendo mesmo a"licado contra o "receito eL"resso do direito localg# +ormando assim um costume contra le em R9E* AN9A# M((K# ". Com a centraliUação do "oder real# nos sVculos b? e b?7# o 0ireito começa a ser coli&ido Re não "ro"riamente codi+icado# se&undo a noção atual de c!di&o como sistematiUação normativa de um ramo OurQdicoT# o Eue &era um "rocesso tendente ao monismo OurQdico. MY(T$ os direitos locais não +oram# em re&ra# substituQdos "elo direito romano# o Eue se revelou e+iciente estratV&ia de conEuista# eis Eue os con+litos culturais com os "ovos conEuistados eram minimiUados.-T. KS-KYT.-MKMT.-# ". Na Alta 7dade :Vdia# o "luralismo "rosse&uiu com o "rincQ"io da "ersonalidade das leis$ os "ovos bárbaros mantinham seu direito consuetudinário# e as "o"ulaç^es romaniUadas eram re&idas "elo direito romano R23ULAN0# 2. 6urvitch RM(.ST# as :anuelinas RM5M... Em ortu&al# +oram coli&idas as 3rdenaç^es Al+onsinas RM. 9obbes# Eue "ro"u&nava "ela uni+icação nacional em torno de um soberano absolutista# "ode ser considerado como um dos de+ensores desse "rocesso.T e as 1ili"inas RMS..

Esse C!di&o bem re"resentava os valores iluministas# não s! "ela uni+ormiUação do 0ireito# mas "ela toler=ncia reli&iosa# "elo +im das taLas +undiárias e eclesiásticas sobre a "ro"riedade# "ela "revisão do casamento civil e do div!rcio e o +im da "roibição do em"rVstimo a Ouros RCAENE6E:# M((5# ". 0isso decorreu uma cideolo&ia estatalistag Eue levou a uma cbrutal redução do ima&inário "olQticog R9E* AN9A# M((K# ". MT. No sVculo b7b e no inQcio do sVculo bb# "revalecia a noção de Eue os SY 0urante o &overno de Na"oleão# seriam a"rovados ainda o C!di&o de rocesso Civil RMK. YT. 9es"anha RM((K# ".Y- 3 "luralismo sociol!&ico ainda era muito acentuado atV a 2evolução 1rancesa. A 2evolução marcou-se "or um deseOo de a"a&ar os anti&os "rivilV&ios. Nessa V"oca# . 8ambVm vinham ao encontro da classe bur&uesa as medidas discriminat!rias contra a mulher# "rinci"almente no direito do marido de administrar os bens da es"osa# e contra o trabalhador W se&undo o arti&o MYKM# a "alavra do em"re&ador "revalecia sobre a do em"re&ado Euando corriam dis"utas sobre "a&amento ou obri&aç^es recQ"rocas.KT e o c!di&o enal RMKM. MY2T. M5ST# em contraste com a "luralidade re&ional e consuetudinária do Anti&o 2e&ime# e o Estado identi+ica-se com a ordem OurQdica Znica# e o Estado de direito# com a ceLaltação da "ot_ncia estatalg R23ULAN0# 2.M# ".ohn Austin identi+icará a norma OurQdica com o c0ireito emanado e "ermitido "elo Estado c R)3L>:E2# 2. .YT# o C!di&o de 7nstrução Criminal RMK...MT. 3 sVculo b7b viria a assistir a diversos es+orços de codi+icação# a "artir do C!di&o Civil +ranc_s de MK. 0essa +orma# a 0eclaração de 0ireitos do 9omem e do Cidadão de MYK( nem mesmo menciona as minorias$ todos deveriam i&ualar-se sob o conceito de cidadão.. .SY. a de lembrar Eue o C!di&o Civil tentou "roibir o ccomentário doutrináriog sobre suas dis"osiç^es# não a"enas "ara asse&urar a uni+ormiUação do 0ireito Re im"edir a crQticaT# mas tambVm "ara "ro"a&ar a crença de Eue a nova le&islação era cauto-su+icienteg RCAENE6E:# M((5# ".-# ". 55T. Com a codi+icação# a unidade do Estado "assa a ser entendida estritamente ccomo um im"erativo de uni+ormidadeX R23ULAN0# 2.ST# o C!di&o Comercial RMK. 3 "a"el revolucionário do direito natural +oi rele&ado e o "ositivismo# "or le&itimar a autoridade estatal e a uni+ormiUação do 0ireito# tornouse a corrente Ous+ilos!+ica "re+erida "elo Estado bur&u_s.-# ".T. MSKT ressalta Eue essa i&ualdade abstrata# +ilha do 7luminismo# re"resentou um &rande avanço democrático no tocante aos direitos individuais e ao "rincQ"io da le&alidade R"rinci"almente no cam"o do direito "enalT# a"esar das crQticas de :arL# Eue ataca o liberalismo bur&u_s# e de *avi&n'# Eue# em nome da Escola 9ist!rica do 0ireito# de+endia um nacionalismo OurQdico contrário aos c!di&os universalistas do racionalismo..

Esses nelas encontram um &_nero de "er+eição Eue eles reconhecem# "orEue V im"ossQvel Eue deiLem de descobrir# os mesmos "adr^es na "olQcia# as mesmas medidas no comVrcio# as mesmas leis no Estado# a mesma reli&ião em todas as suas "artes. c!di&os "odem ser imortais e%ou universais# como criaturas da raUão e da civiliUação. :as isso viria sem"re a "ro"!sito# sem eLceção\ d.Y. S( 8rata-se do ca"Qtulo b?777 do Livro bb7b de Do 1sp:rito das 6eis$ b Cl 8 a de certaines id2es d>uni9ormit2 <ui saisissent <uel<ue9ois les rands esprits Xcar elles ont touch2 3harlema ne[ mais <ui 9rappent in9ailiblement les petits$ Cls 8 trouvent um enre de per9ection <u>ils reconnaissent. sans eKceptiond #$$$% 1t la randeur de 2nie ne consisteraitOelle pas mieuK I savoir dans <uel cas il 9aut l>uni9ormit2. MSKT. Com a codi+icação e o estabelecimento do monismo OurQdico# havia-se "erdido a "erce"ção antro"ol!&ica avant la lettre de :ontesEuieu sobre a im"ort=ncia do "luralismo$ 9á al&umas idVias de uni+ormidade Eue tomam Ps veUes os &randes es"Qritos R"ois elas in+luenciaram Carlos :a&noT# mas Eue atin&em in+alivelmente os "eEuenos. 8endo em vista a eL"ansão mundial do ca"italismo# a moderniUação si&ni+icava ocidentaliUaçãoSK. <u>importe <u>ils suivent la m]med e . les m]mes lois dans l>ctat. et dans <uel cas il 9aut des di992rencesd ! la 3hine. les 3hinois sont ouvern2s par le c2r2monial chinois.a"ão do sVculo b7b# Eue buscou abandonar suas instituiç^es +eudais# da China e da 8urEuia no inQcio do sVculo bb R9E* AN9A# M((K# ". les m]mes mesures dans le commerce. par le c2r2monial tartareE c>est pourtant le peuple du monde <ui a le plus la tran<uilit2 pour obNet$ 6ors<ue les cito8ens suivent les lois.M5-. les m]mes poids dans la police..YTS( A Escola da ELe&ese# no sVculo b7b# adotando o monismo OurQdico no sentido de Eue o Estado V o Znico "rodutor do 0ireito# che&ou mesmo a tentar ne&ar a "rodução social da norma "or meio do direito consuetudinário# Eue não "oderia mais ser considerado +onte +ormal do 0ireito RCAENE6E:# M((5# ". et les Tartares. parce <u>il est impossible de de ne le pas d2couvrir.MST# Oá na se&unda metade do sVculo b7b revelou-se eEuivocado$ alVm da criação do 0ireito "ela via Ouris"rudencial Rcomo a teoria da res"onsabilidade civil na 1rançaT# o direito in+ra-estatal Rcriado "or &ru"os sociaisT e o direito internacional continuaram SK 0eve-se lembrar Eue o "r!"rio conceito de moderno W e do modernismo em arte W nasceu no 3cidente.e E a &randeUa do &_nio não consistiria antes em saber em Eue caso V necessária a uni+ormidade# e em Eue caso são necessárias as di+erenças\ Na China# os chineses são &overnados "elo cerimonial chin_s# e os tártaros# "elo cerimonial tártaro$ "orVm# trata-se do "ovo Eue tem mais tranE]ilidade no mundo. fuando os cidadãos se&uem as leis# Eue im"orta Eue eles si&am a mesma\ RM(Y(# 77# -. M55-M5ST[ esse entendimento# Eue re"resentou uma reação no "a"el Eue o costume teve na le&itimação dos "rivilV&ios do Anti&o 2e&ime R67L7**EN# M((5# ".. E o direito euro"eu +oi eL"ortado com o im"erialismo$ não a"enas as colknias e "rotetorados o adotaram# mas tambVm determinadas culturas o receberam como medida moderniUadora$ +oi o caso do . . la m]me reli ion dans toutes ses parties$ Fais cela estOil touNours I propos.

:as# enEuanto uma lei constitucional em sentido +ormal não "ode ser mudada ou abolida "or meio de uma sim"les lei# e sim a"enas "or uma lei constitucional tambVm +ormal# o direito costumeiro "ossui e+icácia derro&at!ria tambVm contra uma lei constitucional +ormal[ atV contra uma lei constitucional Eue eLclua eL"licitamente a a"licação do direito costumeiro. .Y. 2--T. *ociolo&icamente# "ode-se diUer# com 6urvitch# Eue essa "reocu"ação decorre do Eue esse autor denomina "rincQ"io da soberania# Eue si&ni+ica a "re"onder=ncia da unidade sobre a multi"licidade# das tend_ncias centrQ"etas sobre as centrQ+u&as# +ormando um todo com unidade e coesão "r!"rias RM(. :arL acusou o caráter de classe da racionalidade desse novo ti"o de sistema OurQdico. 8rata-se da se&unda edição da Teoria Pura$ {+eset&recht und +e(ohnheitsrecht dero ieren einander nach dem +rundsta& der leL "osterior. Uma tese o"osta W a de Eue o Estado tem o mono"!lio da criação do 0ireito W seria autoritária[ com e+eito# a 7tália de :ussolini "reviu Eue o 0ireito emanado do Estado seria a Znica +onte reconhecida R9E* AN9A# M((K# ".Y5 +undamentando-se no costume R67L7**EN# M((5# ". Não V sur"reendente# como se viu# Eue o monismo tenha "ros"erado a"!s as revoluç^es bur&uesas. 2MMT. .(-T. A "reocu"ação do monismo OurQdico com a unidade e a coesão do 0ireito# Oul&ada "or >elsen como uma necessidade l!&ica# V historicamente recente e está sem"re ameaçada# na medida em Eue direitos não-o+iciais "odem estabelecer outras le&alidades# contrastantes com o direito estatal. sondern nur (ieder durch ein solches Ver9assun s eset& au9 ehoben oder ab eMndert (erden kann. *Mhrend aber ein Ver9assun srecht im 9ormellen "inne nicht durch ein ein9aches +eset&. hat +e(ohnheitsrecht auch einem 9ormellen Ver9assun s eset& e enüber dero atorische *irkun _ selbst einem Ver9assun s eset& e enüber.# ". :aL )eber# se&undo uma "ers"ectiva te!rica não-revolucionária# constatou Eue a racionaliUação# a "revisibilidade e a sistematiUação do 0ireito são eLi&_ncias da em"resa Y. 2. das die !n(endun von +e(ohnheitsrecht ausdrücklich ausschlieat$0 R>EL*EN# M((2# ". Esse "onto de vista da Escola da ELe&ese# no sVculo bb# não seria com"artilhado nem mesmo "or >elsen# Eue não "kde ne&ar a validade do 0ireito consuetudinário# Eue tambVm "ossui a natureUa# assim como as normas escritas# de direito "ositivo$ A lei e o costume derro&am um ao outro se&undo o "rincQ"io leK posterior.. a lei# como se sabe ao menos desde Arist!teles# não V ca"aU de "rever tudo# tendo em vista o contraste entre a &eneralidade da "revisão le&al e a multi"licidade dos casos "articulares da realidade.K5-.2T$ cada ordenamento OurQdico busca "re"onderar sobre os direitos dentro de seu =mbito de a"licação# de +orma a asse&urar essas Eualidades do todo.

1oram construQdas# tendo em vista Eue# historicamente# o 0ireito diversas veUes +oi discriminat!rio e contradit!rio. ara tratar dessa "rodução# V Ztil recorrer a YM d. -KT.e die hier theoretisch konstruierten 'ationalitMtsstu9en in der historischen 'ealitMt (eder überall erade in der 'eihen9ol e des 'ationalitMts rades au9einander e9ol t.. 5. or meio de uma inter"retação da norma divorciada dos conteLtos social Ro Eue obri&a a levar em conta os suOeitos coletivos de direitoT e normativo Ro Eue torna insu+iciente o estrito le&alismoT# "ode-se che&ar a resultados contrários P +inalidade da norma e# nesse sentido# P "rodução le&al da ile&alidade. noch auch nur überall.e Y2 0eve-se relembrar# como se re+eriu no "rimeiro ca"Qtulo# Eue esse "roOeto nasceu eivado de contradiç^es# com a discriminação contra a mulher# a +alta de "roteção ao trabalhador etc.. 3 "roOeto iluminista de racionalidade e i&ualdadeY2 no cam"o do 0ireito# Eue ainda "ersiste# so+re cotidianamente desa+ios# mesmo em Estados cuOo sistema OurQdico V "roduto desse "roOeto# como o Brasil# eis Eue as contradiç^es OurQdicas são &eralmente usadas em +avor dos mais "oderosos[ como resultado# as +ronteiras entre le&alidade e ile&alidade tornam-se "ouco nQtidasY-. a "reciso# "ois# am"liar esse "roOeto de racionalidade# su"erando as limitaç^es de um entendimento estritamente +ormalista do 0ireito$ a inter"retação da norma deve ser condicionada "elo conteLto social onde será a"licada Rde outra +orma# haverá uma de+ici_ncia sociol!&ica Eue revelaria uma de+ici_ncia democráticaT e não se deve divorciar dos "rincQ"ios OurQdicos Ro conteLto normativoT# sob "ena de inconsist_ncias na a"licação.Não "or acaso# a conce"ção de le&alidade do 7luminismo vem sendo desa+iada "elas novas re&ulaç^es do 0ireito econkmico# Eue visam atender aos interesses "articulares do ca"ital# em contraste com as dimens^es universalistas do bem "Zblico.. Y. Essas Eualidades do 0ireito não são dadas de antemão. . Nos dois casos# trata-se de avanços no cam"o Vtico. selbst im Gk&ident d.YS ca"italista# raUão "ela Eual sur&iram es"eci+icamente no 3cidente[ a"enas no 3cidente o 0ireito teria "artido de um estado inicial de má&ica e da irracionalidade# "ara de"ois "assar "elo Estado teocrático e "elo "atrimonial# atV o direito l!&ico-racional e sistemático do ca"italismo$ cos "assos te!ricos aEui construQdos de racionalidade não se sucederam na realidade hist!rica de +orma direta em todos os lu&ares na seE]_ncia dos &raus de racionalidade# tam"ouco em todos os lu&ares# mesmo no 3cidentegYM RM(K5# ". 0e +ato# alVm dos avanços no cam"o dos direitos individuais e no "rincQ"io da le&alidade# o "rocesso de codi+icação e de monismo OurQdico a "artir do sVculo b7b acabou "or incor"orar dois avanços democráticos$ maior acessibilidade do 0ireito com a "ublicidade Rna 7dade :Vdia# o direito erudito era de conhecimento restrito aos OuristasT e maior racionalidade# no sentido de tornar mais raras as contradiç^es entre os "receitos le&ais[ o direito erudito# na 7dade :Vdia# era antes de tudo obscuro e contradit!rio RCAENE6E:# M((5# "..5T.

SS-SYT..YT tenta demonstrar Eue a o"osição Eue 1oucault mantVm entre norma e disci"lina ocorre no "lano conceitual# mas não no das "ráticas# "elo Eue seria inadeEuado criticá-lo "or manter uma conce"ção estreita do 0ireito.T. M(. *e&undo o autor# não se trataria de uma irracionalidade do "r!"rio 0ireito# e sim de uma o"osição com as disci"linas# Eue corres"ondem a um in+ra-direito. . MSK-MS(T. Não se "ode sustentar# como o +aUia certo estrito "ositivismo# Eue não há contradiç^es no 0ireito. MMMT.2# ". M2-T. 22YT.YY 1oucault# sem se limitar ao uso Eue esse autor +aUia de seus "r!"rios conceitos. Creio# todavia# Eue V Oustamente no "lano conceitual Eue se deve criticar o "ensador +ranc_s# eis Eue as cate&orias te!ricas devem aOudar a entender a "rática Y. 1onseca R2.# 777# ". No entanto o 0ireito# V "reciso constatar# "ermite ele mesmo uma Jdivisão hierarEuiUada do mundo "elos "r!"rios suOeitosJ e Jnesse sentido o direito# ao contrário do entendimento +oucaultiano# "oderia ser entendido não como uma instituição de re"ressão# mas como disci"linaJ# como bem a+irmou Eduardo 6uimarães de Carvalho RM((M# ". 1oucault sabia Eue há na sociedade um d2 rad2 de ile&alismos# desde os "oderosos Eue distorcem a lei "ara lucrar com a ile&alidade atV os cile&alismos rudimentaresg do "eEueno criminoso Eue a"enas i&nora as leis RM((.S-M. No entanto# em Vi iar e Punir# ele sim"lesmente identi+ica o 0ireito P re"ressão e P i&ualdade# e a disci"lina ao controle e P assimetria.. M(5-M(ST.. ara 1oucault# instituiç^es "Zblicas como a "risão são o cam"o dos ile&alismos Risto V$ de &estão de ile&alidadesT# "orEuanto elas não os combatem$ "elo contrário# re+orçam-nos# criando hierarEuias entre os suOeitos# violando a universalidade dis"osta no direito Rembora o autor não se re+erisse ao sVculo bb# tam"ouco ao Brasil# as "ris^es brasileiras seriam belo eLem"lo "ara esse "onto de sua análiseT.# ". or Eue raUão a timideU do "ensador nesse "onto crucial\ A raUão# "enso# está no conservadorismo +undamental da conce"ção OurQdica de 1oucault# Eue era em"restada da de >elsen R13N*ECA$ 2. A ineList_ncia de contradiç^es corres"onde a um ideal# mas# como diU Lourival ?ilanova# a eL"eri_ncia demonstra Eue as "ro"osiç^es normativas "odem se contradiUer RM((Y# ". Nada disso "ode-se entender com a conce"ção de 0ireito adotada "or 1oucault. 3 "ensador +ranc_s# se&uindo o Ourista austrQaco# manteve uma conce"ção centraliUadora e anti-"luralista do 0ireito. Como LoschaD nota# 1oucault não +oi lon&e o su+iciente e não che&ou a ver como direito e disci"lina se inter"enetram na realidade concreta# tendo se limitado P di+erenciação no "lano ideal RM(K. SST.# ". M. a com"reensQvel# "ois# Eue um se&uidor desse "ensador como 1rançois ECald de+enda um cestrito "ositivismog RM((-# ". Contudo# o in+ra-direito# ou direito vul&ar# se&undo Carbonnier Ro direito es"ont=neo# di+erente do direito im"osto "elo EstadoT# entrelaça-se com o direito "ositivo de +orma Eue uma distinção entre c"ara-OurQdicog e c"seudoOurQdicog "erde sua "ertin_ncia# e o in+ra-direito e o direito "ositivo trans+ormam-se mutuamente R>E2C93?E[ 3*8$ M(KK# ".. Y. As disci"linas corres"onderiam a um JcontradireitoJ# "ois &eram assimetrias e eLcluem reci"rocidades RM(YY# ".

-S2T.-# ". No Brasil# se&undo *oriano RM((Y# ". A Euestão deontol!&ica# aEui# V de eLtrema im"ort=ncia$ a racionalidade Rno caso# uma racionalidade "ráticaT na a"licação do direito V um im"erativo de Oustiça.2(K2((T.. *ubordinar o 0ireito P raUão de Estado# "or eLem"lo# si&ni+ica a"oiar o "oder "or meio de uma arbitrariedade revestida sob +orma OurQdica.. Não "or acaso# Ouristas com"rometidos com "roOetos totalitários insistem em uma irracionalidade +undamental do 0ireito# como Carl *chmitt. M(K-M((T.YK 8rata-se de uma Euestão c+enomeonol!&ico-descritivag# enEuanto o reEuisito racional e de realiUação da Oustiça de Eue não devem eListir contradiç^es corres"onde a uma Euestão deontol!&ica RM((Y# ".. -MT re"resenta inscrever a "ura vida natural na ordem OurQdico-"olQtica do Estado nacional# e +undar a soberania desse Estado na "r!"ria cvida nuag W um eLa&ero evidente. 0eve-se tambVm mencionar# como um dos re"resentantes dessas concec"ç^es# A&amben Eue# "artindo da conce"ção de "oder bio"olQtico de 1oucault# che&a a a+irmar Eue a +unção real das declaraç^es de direitos "ara o Estado moderno R2.2# ". 8ais contradiç^es levam a uma crise do Estado de 0ireito# ressaltada "elos movimentos brasileiros do 0ireito Alternativo. . -YYT# o 0ireito o+icial V o"ressor e# "or meio de suas contradiç^es# leva a uma criação ile&al de "rivilV&ios. K(-(.T# a 9orce de loi# es"Vcie de universal trans-hist!rico e mQstico# Eue não "ode ser descontruQdo. 8rata-se tambVm de um risco# nem sem"re consciente# de doutrinas c"!s-modernasg do 0ireito# Eue o identi+icam a"ressadamente com a +orça# ou lhe atribuem um +undamento mQstico irracional# como V o caso de 0erridaY5..MT a 0errida# Eue +unda sua cosmo"olQtica numa escuta heide&&eriana do ser# Eue s! "ode ser cum"rida "elo alVm-do-homem# entre a cOustiça in+initag Ra hos"italidade absolutaT de um lado e# de outro# a Vtica# o direito e a "olQtica. Essa escuta silenciosa# Eue ultra"assaria as sim"les cVticas &re&áriasg como a de >ant# che&a a al&o Eue não "ode ser desconstruQdo Rnunca a revelação da verdade do ser estaria asse&uradaT# o Eue re"resenta a c&uinada mQsticag# como chama 6iesen# de 0errida$ a subOetividade concentra-se na crevelação da Oustiça in+initag# levando assim a uma imobilidade "olQtica Eue s! "ode +avorecer csoluç^es "olQticas sim"listasg. or isso# al&uns autores brasileiros# como )olDmer# buscam retomar# mas numa c"ers"ectiva secular e "ro&ressistag# a descentraliUação# o cor"orativismo e o "luralismo# valores crealçados na 7dade Y5 *obre as conce"ç^es "!s-modernas do 0ireito e 0errida# V interessante ler :ahlmann R2.-T. A esse res"eito# V util lembrar da crQtica de >laus-6erd 6iesen R2. A&amben adota# de 0errida# o c+undamento ankmico do direitog R2. Ainda de acordo com ?ilanova# co estatismo dá-se bem em com"anhia do irracionalismo# do decisionismo assistemático# da Ourisdição caso "or caso# sem subordinação a normas &erais e sem a construção &lobal do sistemag RM((Y# ". Na AmVrica Latina# a situação V di+erente$ há um direito o+icial Eue se "retende Znico W um monismo o+icial W e a o"ressão V "roduUida "or meio desse "r!"rio direito. A racionalidade "rática# como reEuisito Vtico "ara o 0ireito# tem conseE]_ncias no =mbito do "luralismo OurQdico$ a im"osição do monismo OurQdico na Euro"a# com o movimento de codi+icação a"!s a 2evolução 1rancesa# teve como +inalidade# lembra 2am!n *oriano# evitar a o"ressão causada "or uma diversidade OurQdica Eue consa&rava "rivilV&ios W o "luralismo não V necessariamente democrático RM((Y# ".

2.T.-# ".osV Eduardo 1aria# com o "oder econkmico transnacionaliUado# Eue com"romete a centralidade e a eLclusividade do direito estatal# de +orma a não +avorecer os direitos humanos. .$ A produção le.M# ".Y( :Vdiag R2. As novas inst=ncias locais de normatividade estariam sendo a"ro"riadas "elo ca"ital transnacional RM(((# "...2T. 3 "ositivismo de >elsen# em nome da cienti+icidade# deiLou de +aUer uma . 8rata-se de uma caracterQstica recente$ os Ouristas romanos# criadores da doutrina OurQdica# como lembra 2ouland# não deiLavam de discutir os valores R2. II.al da ile. Ademais# esse retorno a um direito a"arentado com o +eudal Oá estaria se dando# se&undo . A &lobaliUação seria marcada "or uma +ra&mentação# Eue estaria levando a um cdireito pessoal anterior ao direito territorial consolidado com a 2evolução 1rancesag RM(((# ". -2. A discussão sobre valores muitas veUes se deu "or meio da invocação do direito natural.Bidade da cultura !ur"dica brasileira: A +inalidade# Eue não era desdenhada "elos clássicos Rem Arist!teles# "or eLem"lo# temos as ccausas +inaisgT# "assou a &oUar de má +ama e"istemol!&ica desde Bacon Eue# no inQcio do sVculo b?77# retirou-lhe o status cientQ+ico.-# ". Antes da re+er_ncia ao 0ireito internacional# V "reciso tratar do "roblema da e+etividade do 0ireito# "ois V "or meio dele Eue se "oderá identi+icar a "rodução le&al da ile&alidade.--25T. A "erda de "restQ&io e"istemol!&ico da +inalidade e# "ortanto# dos valores no 0ireito# "assou a in+luenciar os Ouristas a "artir do sVculo b7b# como in+lu_ncia do "ositivismo.alidade a Auestão do conseABencialismo na @eoria ?eral do Direito a ambi.T. --... ode-se discordar dessa visão$ o "luralismo# no Brasil# bem "oderia incluir "ráticas ile&ais Eue mant_m situaç^es de eL"loração e o"ressão# correntes na sociedade brasileira# bem como calternativas inadeEuadas "ara um sistema OurQdico e+icienteg RL3 E*# 2. 2-5T. Esse Euadro# claro# não "ossui necessariamente as caracterQsticas "ro&ressistas buscadas "or )olDmer W talveU seOa bem o o"osto disso W e se caracteriUa "ela normatividade do 0ireito internacional econkmico.

A sim"les eList_ncia e validade de uma norma não asse&uram a sua e+icácia# se ela não +or auto-a"licável ou não estiver re&ulamentada.osV A+onso da *ilva desi&na como ce+icácia socialg uma conduta Eue esteOa de acordo com aEuela Eue V "revista "ela norma.. 55-5ST. A ce+icácia OurQdicag# "or sua veU# cdiU res"eito P a"licabilidade# eLi&ibilidade ou eLecutoriedade da norma# como "ossibilidade de sua a"licação OurQdicag R*7L?A# M(K2# ". 8odavia# mant_m a sua es"eci+icidade# "ois a a"licabilidade# V . M.. Corres"onde ao +ato da real a"licação e cum"rimento da norma. 3s dois conceitos são coneLos# como bem a"onta . ara LuQs 2oberto Barroso# a e+icácia OurQdica de uma norma cdesi&na a Eualidade de "roduUir# em maior ou menor &rau# os seus e+eitos tQ"icosg RM((-$YYT[ Oá a e+etividade si&ni+icaria ca realiUação do 0ireito# o desem"enho concreto de sua +unção socialg RM((-$Y(T[ a e+etividade de uma norma V condicionada P sua e+icácia e P "ossibilidade de realiUação +ática do e+eito "retendido.osV A+onso da *ilva denomina ce+icácia socialg# chamarei e+etividade[ e sim"lesmente ce+icáciag ao Eue denomina ce+icácia OurQdicag. Como a+irma Celso de AlbuEuerEue :ello# a ctend_ncia V de se inter"retar os direitos humanos de modo Eue eles seOam e+etivamente a"licadosg R2. No cam"o dos direitos humanos# contudo# não se deve +u&ir a uma inter"retação teleol!&ica# sob "ena de ameaça P di&nidade humana W valor Eue esses direitos se destinam a "rote&er. . No entanto# a inesca"ável incerteUa do 0ireito obri&a o Ourista a en+rentar os valores R23ULAN0# 2. 2-KT# eis Eue as normas destinam-se a realiUá-los em sua e+icácia social# ou e+etividade.osV Eduardo 1aria concebe duas de+iniç^es de e+icácia[ uma# estritamente OurQdica# "ela Eual as normas são Je+etivasJ Euando no sistema OurQdico são a"licáveis ou eLi&Qveis[ a outra# num sentido Jmenos OurQdico e mais sociol!&icoJ# corres"onde a sua aceitação e a seu cum"rimento na realidade social RM((2# ". A correta a"licação da norma OurQdica dá-se com a realiUação da +inalidade a Eue essa norma se destina W +inalidade Eue deve ser inter"retada de acordo com o conteLto do sistema OurQdico Re# "ortanto# de acordo com os "rincQ"iosT# e com o conteLto social onde ela deve ser a"licada.. pEuilo Eue . discussão de valores# Eue seria ideol!&ica e# "ortanto# não-cientQ+ica "ara esse autor.YT.-T. .K. A e+icácia +ormal das normas OurQdicas corres"onde P "ossibilidade de "rodução de e+eitos OurQdicos.osV A+onso da *ilva# "ois uma norma OurQdica s! "ode ser e+etiva se V e+icaU RM(K2$.-# ". or conse&uinte# uma norma "ode ter e+icácia OurQdica sem ter e+icácia social. K.a# ".S-M.(T.

udiciário na a"licação da norma# "ois# como salienta Eberhard RM((YT# a +alta de e+etividade de ordem le&al torna-se evidente Euando desres"eitada "elos "r!"rios !r&ãos OurQdicos e "elo &overno − e Euando os +ins dessa ordem não são com"artilhados "ela sociedade como um todo# o 0ireito não V ca"aU de traUer mudanças sociais. A e+icácia# "or conse&uinte# não si&ni+ica o e+etivo cum"rimento# Eue se relaciona com a e+etividade# Eue "ode ser de+inida como o J"rincQ"io de realiUação social do direitoJ RLA*C3U:E*[ *E2?E27N# M(KS$M. fuando se veri+ica a e+etividade "aradoLal# tal se "ode ter dado devido a uma a"licação da lei Eue# em verdade# +eriu o sistema OurQdico# "ois não se obedeceu a uma inter"retação teleol!&ica[ na +ormulação de :i&uel 2eale# na consecução do valor "ro"osto "ela norma# não se tentou realiUar o Ousto. 9á ainda normas Eue "ermitem uma am"la discricionariedade .KT[ ou o J&rau de realiUação# nas "ráticas sociais# das re&ras enunciadas "elo direitoJ RLA*C3U:E*# M((-$2MYT. 8rata-se# "ois# de um uso estratV&ico do direito "elos atores sociais "ara atender a outras +inalidades Eue não aEuelas "revistas na norma.osV Eduardo 1aria# tambVm "re+erirei ver dois conceitos# e+icácia e e+etividade# onde esse autor "re+ere ver dois conceitos de e+icácia# "ara salientar a diversidade de sua natureUa e o"tarei# "ortanto# "or usar Je+etivasJ a"enas "ara a Euestão da realiUação social da norma. Arist!teles Oá havia# no ca"Qtulo ?777 do livro 77 de ! Pol:tica# acentuado a Euestão da e+etividade "ara a lei[ "ara se +aUer obedecer# era necessário Eue a sua +orça viesse de um intervalo de tem"o[ "or isso# mudanças le&islativas +reE]entes en+raEuecem o "oder da lei. 3u seOa# se&undo o comentário de Bretone ao +il!so+o &re&o$ a lei deve ter a dis"osição intrQnseca de se trans+ormar em costume RM(((# ". MMMT. M. Nesse sentido# "ode-se considerar a e+etividade como o c"rincQ"io de realiUação social do direitog RLA*C3U:E* e *E2?E27N# M(KS$M. Contudo# V normal Eue a norma OurQdica tenha uma e+etividade a"enas "arcial RCA2B3NN7E2$ M(YS# ". 5KT. Nessa re+er_ncia# V im"ortante +risar o "a"el do .KM claro# não &arante a observ=ncia da norma na realidade social.(T[ ademais# mesmo as normas não e+etivas "orEue comumente violadas acabam tendo# "or veUes# um "a"el moderador daEueles Eue as violam RCA2B3NN7E2$ M(YS# ". Como "ode o 0ireito "roduUir os ile&alismos\ ara entender# V "reciso re+erir-se P estratV&ia e P e+etividade "aradoLal. Na e+etividade "aradoLal# busca-se atin&ir# "or meio da lei# a +raude ao 0ireito. Em relação P "osição de .KT. Não interessa# aEui# a e+icácia como "roblema "uramente +ormal do sistema OurQdico.

re$ YY *e&undo 3st e 9erchove RM(KY# ". A "rodução le&al da ile&alidade re"resenta uma desarticulação dos +ins da norma OurQdica com os e+eitos dessa norma# o Eue retira a Ousti+icação dessa a"licação errknea do direitoYY. .g RM(Y(# 77# ".. 7dil Boran R2. YK 8al +inalidade# eLceto "ara os autores Eue adotem um "ositivismo OurQdico radical# a Eue mesmo >elsen não +oi inteiramente +iel# deve obedecer a um +undamento Vtico R3*8[ >E2C93?E$ M(KY# ". A"esar de casos como esses# "ode-se a+irmar Eue# em re&ra# como Oá diUia :ontesEuieu no livro bb7b de Do 1sp:rito das 6eis$ c0a mesma +orma como as leis inZteis en+raEuecem as leis necessárias# aEuelas de Eue se "ode esEuivar en+raEuecem a le&islação. fuando os e+eitos "roduUidos corres"ondem a um telos estranho ao da norma# e "r!"rio dos interesses acolhidos "elo intVr"rete# "ode-se ter a "rodução le&al da ile&alidade. >elsen# "or eLem"lo# sustentou# na dVcada de trinta# Eue a busca da "aU internacional era o +undamento Vtico do 0ireito 7nternacional# eis Eue a "aU era o "r!"rio obOetivo de todo o 0ireito RM((ST. 1aU-se necessário# "or conse&uinte# "er&untar se a avaliação das "ossQveis conseE]_ncias deve contar "ara a a"licação da norma OurQdica. et il ne 9aut pas pemettre d>8 d2ro er par une convention particuli.5T YS orVm# "ode acontecer Eue a a"licação tenha se&uido uma inter"retação con+orme P +inalidade le&al e# mesmo assim# tenha-se um resultado contrário a esse +im.-M5T.K2 "or "arte do a"licador# como V o caso do direito econkmico# assemelhando-se antes a cláusulas +leLQveis do Eue a estatutos im"ositivos.5T sustenta Eue o conseE]encialismo "ode ser um bom &uia "ara as "olQticas "Zblicas# contanto Eue "reserve os direitos +undamentais e leve em YS 3omme les lois inutiles a99aiblissent les lois n2cessaires. MMT. -. Uma lei deve "roduUir seu e+eito# e V "reciso Eue não se "ermita sua derro&ação "or uma convenção "articular. Nesse caso# V le&Qtima a inter"retação contra le em# "ara Eue o resultado seOa a +avor do 0ireito. Nesse momento# se está diante da limitação da norma OurQdica em con+ormar a realidade# "or inadeEuação ao conteLto social onde deve ser a"licada. M. Como a a"licação da norma OurQdica sem"re se destina P realiUação de al&uma +inalidadeYK# a Ousti+icação lhe V inerente. 2Y-T# a norma V sem"re meio em vista de um +im almeOado "elo autor dessa norma. 3 0ireito a"reende# se&undo Christian Atias# somente as decis^es e aç^es Eue necessitam de Ousti+icação W e "or isso não "ode +u&ir P Euestão do +undamento RM(KY# ". celles <u>on peut eluder a99aiblissent la le islation$ -ne loi doit avoir son e99et. Na +iloso+ia moral# são conhecidas as obOeç^es ao conseE]encialismo# seOa "or não ser "ossQvel "rever todos e+eitos de certo ato# seOa "ela im"ossibilidade de determinar as causas de um acontecimento. a incabQvel# "ois# inter"retar a norma sem considerar a sua +inalidade# e Eue esta deve ser realiUada. :ás Ousti+icativas "odem com"rometer a racionalidade do 0ireito e &erar contradiç^es entre a lei e a ile&alidade# eis Eue tais Ousti+icativas não obOetivam realiUar o 0ireito# e sim al&um interesse es"ecQ+ico# cortando a coneLão entre +inalidade e e+eitos da norma OurQdica.

# ".YMT − a ambi&]idade como estratV&ia le&islativa. a "ossQvel veri+icar# no entanto# Eue os le&isladores nem sem"re buscam uma e+etiva a"licação da lei[ Eue esta V elaborada Oá com a intenção de# ou não "roduUir e+eitos Ra ine+icáciaT# ou de &erar os e+eitos "aradoLais$ como a"onta BlanDenbour&# tal seria o Jdu"lo discurso da "olQticaJ RM(KS# ". Nesse caso# a le&islação tem e+icácia simb!lica# ou seOa# con+ere uma satis+ação a"enas simb!lica# "ois não V .K- consideração o melhor resultado a"enas no momento em Eue a ação V realiUada W em um momento "osterior# seria muito di+Qcil determinar as relaç^es de causalidade.. 3 Eue leva a um outro "roblema$ a determinação da +inalidade da lei. 0eve-se# "ois# "ara uma correta a"licação do 0ireito# "artir do "ressu"osto Eue a veri+icação da realiUação social da norma W a sua e+etividade# derivada da a"licação concreta W V essencial "ara determinar se a lei# na sua a"licação# está sendo modi+icada ou não. Na relação entre a a"licação e a +inalidade da norma# "ode-se identi+icar a alteração da norma. or outro lado# não se "ode eLi&ir do a"licador a onisci_ncia$ "ortanto# os e+eitos Eue devem ser levados em conta são os imediatamente "roduUidos. ortanto# na a"licação da norma OurQdica# se se deve eLi&ir uma avaliação dos e+eitos Rcomo no caso das "olQticas "ZblicasT ou das causas Rcomo na sanção "enalT# V sem"re com um cancelamento de "arte do "assado ou do "resente W caso contrário# eLi&ir-se-ia uma onisci_ncia do a"licador e# em Zltima análise# não se a "oderia a"licar. -. 2etroceder Ps "rimeiras causas levaria muitas veUes ao "erdão e P não a"licação da "ena. ((T na &rande maioria dos casos.---T# V "reciso Eue o OuiU deiLe de considerar todo o "assado de certo criminoso Eue "oderia +aUer com"reender as raU^es "sicol!&icas e%ou sociais Eue levaram aEuele indivQduo P "rática do ato criminoso. 3 "ar=metro "ara a modi+icação está no eLame do atendimento de sua +inalidade.. enso Eue essa "osição V cabQvel "ara a 8eoria 6eral do 0ireito$ "or um lado# não V "ossQvel levar em consideração o conteLto social de a"licação das normas OurQdicas sem um cálculo dos "ossQveis e+eitos da norma nesse conteLto. 0eve-se lembrar Eue movimento semelhante# "orVm em sentido inverso# ocorre com a a"licação da norma "enal$ "ara a"licar a sanção "enal# lembra NietUsche em G !ndarilho e sua "ombra R2. A di+erença entre a"licação e mudança do direito "ode ser +luida# mas sua distinção V im"ortante "ela diversidade de e+eitos OurQdicos acarretados$ a inter"retação clari+ica o si&ni+icado do dis"ositivo# "or isso "ode retroa&ir# o Eue não V o caso da mudança le&islativa R897E22@ et alli# M(KS# ".

Em se&undo lu&ar# se isso acarreta# no =mbito da ci_ncia "olQtica# Eue não se "ode estudar se"aradamente a im"lementação de "olQticas e a sua +ormulação RBLAN>ENBU26# M(KST# no cam"o estritamente OurQdico devemos lembrar Eue o mVtodo hermen_utico de buscar o sentido da norma atravVs do retorno a mens le islatoris não corres"onde ao melhor critVrio.ne&ar a "ossibilidade de uma e+etividade "aradoLal "elo sim"les +ato de Eue Ja lei +oi +eita "ara não +uncionar mesmoJ . 8al +ato não ne&a a "ossibilidade de uma e+etividade "aradoLal da lei. rimeiro# "orEue a e+etividade se veri+ica na hora de a"licação da lei# não no momento de sua elaboração. ortanto# se# no "lano da análise "olQtica# V "ossQvel diUer Eue a má a"licação da lei atende a uma estratV&ia de "oder# deve-se ressaltar Eue# no "lano OurQdico# isso se dá atravVs da "rodução de um "aradoLo# eis Eue o +im da lei não deve ser con+undido com intenç^es escusas dos atores sociais Ro le&islador# inclusiveT. ortanto# cabe ao Ourista inter"retar a lei de +orma a lhe con+erir o máLimo de e+etividade# na medida em Eue esta atenda aos +ins sociais e ao bem comum. a"licada# e os interesses dos o"ostos P lei são mantidos R>E2C93?E[ 3*8# M(KK# ". *i&ni+ica# en+im# retirar ao 0ireito o +undamento Vtico# reduUindo-o P estratV&ia. Nessa li&ação entre moral e "olQtica# como a+irma em Teoria e PrDtica# >ant contra"^e-se a 9obbes. Em P Pa& Perp2tua# >ant a+irma Eue não deve haver o"osição entre teoria e "rática# e entre "olQtica# moral e direito. Na "ublicidade RPubli&itMtT o"era-se a li&ação entre "olQtica e moral R83*EL# M((. A "olQtica Eue leva ao estado de &uerra# escreve no "rimeiro aneLo do livro R"obre a oposi45o entre moral e pol:tica. A lei "ode ser mais inteli&ente do Eue o le&islador# na medida em Eue "ode ser a"licada a situaç^es Eue ele não "reviu[ na verdade# acorrentá-la a mens le islatoris seria eLatamente con+erir-lhe um caráter estático Eue retiraria EualEuer "ossibilidade de acom"anhar as mudanças da sociedade. EnEuanto 9obbes ins"irou# em relaç^es internacionais# as doutrinas realistas de eEuilQbrio de "oder# >ant ridiculariUa essa "r!"ria noção de eEuilQbrio$ no teLto sobre teoria e "rática# com"ara-a a uma casa ima&inada "elo escritor *Ci+t# Eue +oi er&uida . a respeito da pa& perp2tua T# V uma "olQtica imoral Eue se subtrai P idVia do direito. elo contrário# "ode-se identi+icar Eue a estratV&ia substituiu os +ins le&ais Euando há uma inter"retação Eue distorce a +inalidade da norma. Esse as"ecto V "articularmente sensQvel no cam"o do 0ireito internacional. ensar de outra +orma . MY2T. K(T.K.# ".si&ni+ica aviltar o 0ireito# retirando-lhe sua es"eci+icidade e tornando-o mero servo do "oder.

ne a_ divide et impera. Evidentemente# o &overno americano vem ne&ando tais máLimas# "ois# como >ant Oá a+irmava# elas não "odem ser assumidas em "Zblico. >ant considera-as csim"les arti+Qcios da "rud_nciag e Eue a +iloso+ia "rática# "ara ser conseE]ente# "recisa tomar como "rincQ"io +ormal o im"erativo cate&!rico REue V incondicionado# em o"osição ao hi"otVticoT# e não um "rincQ"io material Ra +inalidade da ação# ou um obOeto da vontadeT. or não resistirem ao teste de "ublicidade# demonstra-se Eue tais máLimas não estão em con+ormidade com os "rincQ"ios Vtico-racionais do direito "Zblico. OurQdico. 0evido a "roblemas das relaç^es de "oder nas relaç^es internacionais# a ambi&]idade "ode sur&ir como estratV&ia le&islativa# e o tratado "ossuir dis"osiç^es Eue o invalidam.Y( 8ais máLimas# tQ"icas da "olQtica im"erialista das &randes "ot_ncias# +ormam uma estratV&ia Eue não corres"onde verdadeiramente a com"ortamentos em con+ormidade com o 0ireito# mas sim violam o 0ireito usando como +ator de le&itimação a distorção de normas OurQdicas. 9á# "or conse&uinte# uma obri&ação moral de a "olQtica res"eitar os direitos humanos# Eue V violada "elas máLimas Eue &uiam as aç^es da "olQtica de conEuista das &randes "ot_ncias. Na eL"ressão de 6adamer# trata-se do caso em Eue a norma le&al "roduU a sua "r!"ria evasão RM((5# ". :uitas veUes# a +inalidade do le&islador está lon&e de ser clara# sendo sua "r!"ria determinação um eLercQcio Eue envolve a subOetividade. ara Eue a inter"retação da norma tenha ri&or# V "reciso considerar a norma como inte&rante do sistema . 3s con+litos entre ambas dão-se no "lano subOetivo# do suOeito W o Eue seria bom# se&undo >ant# "ara des"ertar a virtudeG Como a moral V a condição indis"ensável da "olQtica# esta deve inclinar-se diante dos direitos humanos# Eue são considerados sa&rados "or >ant# como Oá se re+eriu.. >ant a+irma# nesta seção# Eue não s! a honestidade V a melhor "olQtica# como V a "r!"ria condição da "olQtica W dessarte# não haveria nenhum con+lito obOetivo entre "olQtica e moral.. 7sto V# +aça e de"ois se Ousti+iEue Ra"!s o cometimento do ato ilQcito# busca-se uma norma OurQdica Eue "ossa# de al&uma +orma# Ousti+icá-loT[ ne&a o ilQcito# se o cometeu# e divida "ara dominar. MMYT. Em diversos casos# a letra da lei não revela o si&ni+icado − "elo contrário# Y( a interessante notar como os EUA# em sua invasão e conEuista do 7raEue# se&uiram essas máLimas so+Qsticas$ conEuistaram e somente de"ois se Ousti+icaram# "ois somente a"!s o 9ait accompli a 3NU acabou "or a"rovar resolução +avorável P intervenção[ ne&aram seus delitos de &uerra e ne&aram Eue o obOetivo da invasão era o "etr!leo iraEuiano[ +inalmente# "rocederam ao loteamento do Estado conEuistado. >ant chama-as de máLimas so+Qsticas Rsophistische FaKimenT# tomadas em raUão da +orça# não do direito.K5 se&uindo tão +ielmente as leis do eEuilQbrio Eue caiu tão lo&o um "ardal nela "osou. Essas máLimas corres"ondem a so+ismas Eue não "odem ser levados a "Zblico# sob "ena de reOeição$ 9ac et escusa_ si 9ecisti.

A e+etividade "aradoLal "ode ocorrer em um nQvel micro ou em um nQvel macro. 8rata-se de uma "rodução de ile&alidade "elas "r!"rias vias le&ais# e "elos "r!"rios !r&ãos do Estado. No "rimeiro caso# trata-se de uma norma Eue V mal-inter"retada# de +orma a não ter e+etividade# ou a Eue a sua e+etividade seOa distorcida. E "elo oder . a const=ncia da . No se&undo# determinado ramo OurQdico tem a sua e+icácia com"rometida# tendo em vista Eue a distorção V de maiores "ro"orç^es. Ainda mais Euando essa inter"retação V realiUada "or a&entes do Estado.udiciário$ com uma sentença Eue contraria a lei# temos uma norma individual Eue viola as normas &erais e Eue# se alcançar o e+eito de coisa Oul&ada# "assa a ter# em "rincQ"io# validade de+initiva# como lembra ?ilanova RM((Y# ". 2. No Brasil# devido aos traços da +ormação social re+eridos no "rimeiro ca"Qtulo deste trabalho# esse +enkmeno não V in+reE]ente.KS oculta%o# se não levarmos em consideração o sistema em Eue a lei se inte&ra.YT. Uma sentença Oudicial +ruto de inter"retação assistemática# desvinculada dos "rincQ"ios OurQdicos# e%ou i&norante do conteLto social onde a norma OurQdica deve ser a"licada# "ode &erar duas +ormas de "rodução le&al da ile&alidade$ • • A e+icácia dos direitos humanos V sus"ensa# de +orma Eue a sua le&alidade V ne&ada "ara a "o"ulação em &eral ou determinada "arcela da "o"ulação[ 3s direitos humanos# embora não tenham sua e+icácia ne&ada# são a"licados de +orma distorcida# o Eue &era e+eitos contrários aos "retendidos# isto V# a e+etividade "aradoLal. A letra da lei "ode ser desmentida "ela inter"retação sistemática# no sentido de Eue o teLto do dis"ositivo le&al# no =mbito do conteLto do sistema OurQdico# em verdade revela ter uma +inalidade di+erente daEuela Eue "oderia ser in+erida da sim"les análise isolada daEuele teLto# ou "ode ser desmentida "ela Euestão das relaç^es de "oder concernentes P a"licação desse dis"ositivo le&al. :achado de Assis aludiu a essa ambi&]idade +undamental da cultura OurQdica brasileira# entre le&alidade e ile&alidade# em crknica de MS de Ounho de MKYS$ 0uas coisas# entretanto# "erduram no meio da instabilidade universal$ WMo. Na medida em Eue resultados ile&ais são obtidos "or meio de uma inter"retação distorcida da lei# a relação entre le&alidade e ile&alidade torna-se "articularmente ambQ&ua.

A lei# "ara esse cidadão# não deve ter um caráter universalista$ deve servir "ara "rote&er a"enas a ele mesmo# e não o Eue V "Zblico# ou de outros.. 8al V a nossa conce"ção de le&alidade$ um &uarda-chuva escasso Eue# não dando "ara cobrir todas as "essoas# a"enas "ode cobrir as nossas[ noutros termos# um "au de dois bicos.--KMT :achado re+ere-se a um cidadão Eue reclama da violação de seus direitos individuais# mas Eue não se sente obri&ado a res"eitar as normas OurQdicas Rno caso# norma sobre os lo&radouros "ZblicosT. E V Oustamente "elo +ato de Eue tais coisas "rivadas esteOam indo muito bem# sinal da a"ro"riação "rivatista do "Zblico# Eue se "ode diUer Eue a dimensão "Zblica V "reOudicada... d.... d. *e a es+era "Zblica vai mal# não V "ossQvel Eue a "rivada "ossa ir muito bem W :achado não concebe o cidadão como um indivQduo isolado. Não menos certo V Eue# assinado o "rotesto# irá com a mesma mão acender uma "istola de lá&rimas[ e se outro urbano vier mostrar-lhe "olidamente o edital do che+e# o re+erido leitor aconselhar-lheá Eue o vá ler P +amQlia# Eue o em"re&ue em cartuchos# Eue lhe não esta+e a "aci_ncia.KY "olQcia# Eue todos os anos declara editalmente ser "roibido Eueimar +o&os# "or ocasião das +estas de *.e fue um urbano# eLcedendo o limite le&al das suas atribuiç^es# se lembre de "or em contacto a sua es"ada com as costas do leitor# V +ora de dZvida Eue o dito leitor bradará contra esse abuso do "oder[ +ará &emer os "relos[ mostrará a lei maltratada em sua "essoa.e fue tal\ 7n+eliUmente não dis"onho de tribuna# sou a"enas um "obre-diabo# condenado ao lado "rático das coisas[ de mais a mais mQo"e# cabeçudo e "rosaico. 0aQ vem Eue# enEuanto um homem de outro "orte v_ no busca-"V uma sim"les beleUa constitucional# eu veOo nele um ar&umento mais em +avor da minha tese# a saber# Eue o leitor nasceu com a bossa da ile&alidade... a dis"osição do "ovo em desobedecer Ps ordens da "olQcia.. d. . *e eu tivesse a honra de +alar do alto de uma tribuna d..e 0a tenacidade com Eue a "olQcia "roQbe# e da teimosia com Eue o "ovo in+rin&e a "roibição# +ica um resQduo comum$ o trecho im"resso e os +o&os Eueimados. RM(S2# 777# ". A "roibição não V uma sim"les ordem do che+e[ V uma "ostura munici"al de MK5S.e 3 leitor d.oão e seus comensais[ 2o.e V um estimável cavalheiro# "atriota# resoluto# manso# mas "ersuadido de Eue as coisas "Zblicas andam mal# ao "asso Eue as coisas "articulares andam bem[ sem advertir Eue# a ser eLata a "rimeira "arte# a se&unda +orçosamente não o V[ e# a s_-lo a se&unda# não o V a "rimeira.. -K.e diria Eue# sendo a nação a +onte constitucional da vida "olQtica# eLcede o limite máLimo do atrevimento em"ecer-lhe o uso mais ino+ensivo do mundo# o uso do busca-"V.. Esse ti"o de a"ro"riação do sistema le&al V obviamente "rivatista[ o escritor o sabia# "or isso comentou sobre ccoisas "ZblicasX e as c"articularesg. d. . A análise do autor# "orVm# so+re "or +altar-lhe uma distinção de classes sociais$ a a"ro"riação "rivatista de recursos "Zblicos "elas elites "ode +aUer com Eue suas +ortunas "essoais esteOam muito bem.

No se&undo caso de "rodução le&al da ile&alidade# o de e+etividade "aradoLal# um eLem"lo V o da le&islação urbanQstica. A "ro"!sito dela# ErmQnia :aricato a+irmou Eue eListe uma ambi&]idade entre le&alidade e ile&alidade em toda a sociedade RM((S# ". 3 montante de im"ostos arrecadados com a venda de escravos decrescia# eis Eue as transaç^es# "or clandestinas# não eram averbadas "ublicamente# tam"ouco os escravos eram matriculados. 7le&al no Brasil desde MK-M# no entanto milhares continuavam sendo traUidos "ara o Brasil. ois . A conciliação dos interesses +oi realiUada "or meio de uma cestratV&ia ladinag# na eL"ressão de )ilma eres Costa R2.2# corres"ondia a 22..2. mil rVis. Ao 8esouro interessava arrecadar# aos "ro"rietários# ocultar a com"ra ile&al.# a MYK.KK A metá+ora do "au de dois bicos V interessantQssima# "ois a dualidade ressalta a ambi&]idade. No tocante ao "rimeiro caso de "rodução le&al da ile&alidade "or a&entes "Zblicos do Estado brasileiro# a sus"ensão da e+icácia dos direitos humanos# temos um eLem"lo oitocentista# Eue deiLou "ro+undas marcas na sociedade brasileira$ o trá+ico de escravos.g R2. Essa lava&em dava-se em violação ao "rincQ"io OurQdico da c"reval_ncia da liberdadeg# eListente mesmo no 0ireito 2omano.K mil rVis[ em MK5.. Y-T.S. A arrecadação da taLa dos escravos aumentou imensamente$ em MK. *e&undo a autora# ocorria uma clava&emg do trá+ico ilQcito$ c&arantem-se o si&ilo e os direitos do contribuinte# evita-se eL"or a ile&alidade do trá+ico e +ornece-se ao mesmo contribuinte um recibo de Euitação Eue clim"ag a mercadoria ilQcita. No Brasil# tentou-se a"ontar no "rimeiro ca"Qtulo# determinadas caracterQsticas da +ormação social +iUeram com Eue as normas OurQdicas +ossem a"licadas "elas classes dominantes de +orma a contradiUer a "r!"ria +inalidade do 0ireito. A saQda dada "elo 8esouro do 7m"Vrio não corres"ondia realmente P melhor inter"retação do 0ireito brasileiro da V"oca# e sim a uma +orma de evadir-se desse 0ireito W "or meio de normas OurQdicas# a"licadas de +orma assistemática# sem re+er_ncia aos "rincQ"ios W "ara satis+aUer os &randes tra+icantes e os "ro"rietários de terras. odem ser citados al&uns dos eLem"los da de+iciente nitideU nas +ronteiras entre le&alidade e ile&alidade Eue disso resultam. 3 outro resultado era a ne&ação do direito de liberdade W e de todos os seus e+eitos le&ais W sobre a imensa "o"ulação Eue +oi traUida a +erros "ara o Brasil.-# ".-T$ o 8esouro deiLou de eLi&ir o tQtulo Eue le&itimaria a "ro"riedade na "rimeira matrQcula do escravo com o 0ecreto nr M5M de MS de abril de MK.. or conse&uinte# Euando o 0ireito so+ria ins"iração liberal e "oderia ser usado em "rol de uma visão democrática# ele era distorcido# de modo Eue a cidadania não tivesse e+etividade.. SMT.. 3corria# "ois# uma irracionalidade no "lano OurQdico# "ara o atendimento do "oder.

o 5K num Oul&amento de M((2.. 3 "ará&ra+o Mo do seu arti&o Mo traUia uma eLi&_ncia adicional "ara loteamento# em caso de "ro"riedade urbana# Eue era a de a"rovação da "lanta e do "lano "ela re+eitura :unici"al.do 0ecreto-lei n.o 5K[ no entanto# anos de"ois# al&uns tribunais ainda a"licavam a norma anti&a# Eue "rivile&iava o loteador.--. M((-T# em Eue +oi a"licado# com as conseE]_ncias Oá acima re+eridas# o arti&o 2. Como conseE]_ncia# os adEuirentes# devido ao inadim"lemento do loteador# +icavam im"edidos de socorrer-se do . Como não haviam sido "revistas sanç^es "ara o descum"rimento de seus dis"ositivos Rnem mesmo o "raUo "ara o loteador levar o "roOeto a re&istroT# o 0ecreto-lei +oi sistematicamente desobedecido "or loteadores.ames 9olston sobre os loteamentos irre&ulares em *ão aulo# num Jinstrumento de desordem calculadaJ RM((-T# em Eue a desordem corres"onde ao não-atendimento das necessidades vinculadas P moradia e o cálculo# a uma estratV&ia de dominação..M W será ca"aU de rever esse EuadroT. 0eve-se mencionar Eue a inter"retação Ouris"rudencial Eue ne&ava o direito P moradia +ormal "ara os adEuirentes de lotes re"resentava uma distorção da le&islação urbanQstica$ o conteLto social não era levado em contaKM# tam"ouco a +inalidade da lei REue era a K. 3corre# "orVm# Eue# ao lon&o de todos _stes anos# er&ueu-se# no incom"leto loteamento em causa# um "eEueno nZcleo residencial# com tr_s deUenas de habitaç^es Eue abri&am# se&undo o ale&ado# trabalhadores e suas +amQlias.K( essa le&islação# no Brasil# tornou-se instrumento de eLclusão social Re resta ainda a ver se a a"licação do Estatuto da Cidade W Lei nr M.YSS de M(Y(# o atual di"loma le&al sobre loteamentos# revo&ou o arti&o 2.do 0ecreto-lei n. KM Como a+irmava "arecer de rocurador do Estado da 6uanabara na dVcada de sessenta# contrário P demolição de im!veis construQdos em loteamento irre&ular$ cLe&almente# seria eLeE]Qvel a demolição do Eue +oi construQdo ile&almente. )aldemar 1erreira Ousti+icou esse dis"ositivo "elo +ato de a norma ter +u&ido de estabelecer sanç^es aos Eue não a cum"rissem. No caso dos con+litos +undiários# o "r!"rio uso da lei tem &erado irresoluç^es OurQdicas# "elo Eue os movimentos "o"ulares não associam o acesso P Oustiça com a realiUação do direito R1ALC53# M(K.(T.im"edia ação baseada no 0ecreto-lei em caso de não ter sido realiUado o re&istro do loteamento.udiciário e não "oderiam "edir a escritura de+initiva. ois o arti&o 2. . M52T.ustiça de *ão aulo# "ublicado "ela 'evista dos Tribunais R*ão aulo# S(S$MM5-MMY# out.. Essa "roibição Eue# deveria estender-se tão-somente ao loteador irre&ular# era inter"retada Oudicialmente de +orma a causar um im"edimento tambVm aos adEuirentes de lotes. ode-se lembrar do "rimeiro di"loma le&al +ederal sobre loteamentos# o 0ecreto-lei no 5K de M(-Y. ara Eue a"enas os a Eue cum"rissem &oUassem de suas cvanta&ens indiscutiveis e "rerro&ativas de valQa imensag# +oi eLi&ido Eue não "oderia cnenhuma ação ser admitida# nem de+esa al&uma# +undada nos seus dis"ositivos# sem a"resentação de documento com"robat!rio do re&istro "or ela instituQdog RM(-K# ".5T. 1lávio ?illaça a"onta Eue há um "aradoLo a"enas a"arente no +ato de Eue a le&islação urbanQstica tem in+luQdo "ouco ou nada Jsobre as condiç^es de habitação da maioria da "o"ulação urbana brasileiraJ RM(KS# ". 0essa +orma# a lei urbanQstica serviu "ara "ro"iciar o sur&imento de ocu"aç^es irre&ulares[ tornando-se# na conhecida análise de .T RCA2?AL93# M((MT R93L*83N# M((-T K.25Y de 2..T# "orEue essa le&islação V +eita Re nesse "onto entra o com"rometimento do Estado com o setor imobiliárioT "ara colocar J+ora da lei a maioria das +amQlias e suas casasJ[ Euem está +ora do mercado# está +ora da lei RM(KS# ". Não será Ousto nem humano buscar solução "ara o caso mediante sim"les consideraç^es de ordem . A lei nr S. E# "aralelamente# "elos cart!rios[ se estes +ossem cum"rir a lei# teriam Eue ne&ar aos adEuirentes de lotes a condição de "ro"rietários# devido Ps irre&ularidades cometidas "elos loteadores R)ALCACE2# M(KM# ". . A im"ossibilidade de recorrer ao . 2.udiciário# ale&adamente Ousti+icada "ela +alta de "uniç^es aos in+ratores# servia "ara &arantir essa "r!"ria im"unidade# o Eue eEuivalia a em"re&ar a lei "ara esca"ar aos ri&ores le&ais. 1oi o caso do ac!rdão do 8ribunal de .

.& >imitaçCes do Direito Internacional no tocante D efetividade dos direitos 0umanos Em "rimeiro lu&ar# V "reciso lembrar Eue as relaç^es internacionais não são muito OurisdiciUadas# Oá Eue não há um Estado su"ranacional a resolver con+litos entre Estados# muito menos um . II..egK.# ".RM(.. A internacionaliUação dos direitos humanos# ocorrida a"!s a *e&unda 6uerra :undial# con+irma essa Zltima tese. ce dernier poss2derait la primaut2$$$ K.e dans le cas d>2 ale intensit2 dans l>e99icience de l>ordonnancement national et international..# ". dans le probl.T.e .eg RA2As.3# M(S.. 7sto V# em termos sociol!&icos# "ode-se veri+icar a tend_ncia de o 0ireito internacional "revalecer# na medida em Eue aumenta a sua intensidade.T... 6urvitch v_ tambVm uma raUão de ordem deontol!&ica$ cao lado da estabilidade e da intensidade da e+ici_ncia dos ordenamentos OurQdicos# no "roblema de suas relaç^es interv_m sua enver&adura bem como a medida de sua ca"acidade de encarnar a Oustiça e de re"resentar o interesse &eral. K2 d. "roteção dos adEuirentesT# de +orma a atender os interesses de &rileiros e es"eculadores imobiliários. Antes de veri+icar Eue contribuição metodol!&ica teria traUido o 0ireito internacional "ara o cam"o dos direitos humanos# V "reciso lembrar das limitaç^es desse ramo OurQdico.(. 2. *ob esse "onto de vista# o ordenamento do direito internacional "ossuiria a "rimaUia d. *! um d_les# "orVm# "ediu licença "ara construir − e a obteve d. 3s com"radores dos lotes em situação irre&ular REue não "oderiam ter sido vendidosT ale&am boa-+V na o"eração de com"ra e desconhecimento da situação ile&al do loteamento.. Essa tend_ncia da cultura OurQdica brasileira# de ne&ar e+etividade aos direitos humanos "or meio da distorção do direito# "oderia ser revertida "or meio da a"licação do 0ireito internacional\ 6urvitch# no tocante Ps relaç^es entre direito internacional e direito nacional# observa Eue# cem caso de i&ual intensidade na e+ici_ncia do ordenamento nacional e internacional# este Zltimo "ossuiria a "rimaUiagK2 RM(.d.udiciário su"ranacional. 2....e I c\t2de la stabilit2 et de l>intensit2 de l>e99iciencedes ordonnanceements Nuridi<ues. A sociedade internacional +oi# "ortanto# diversas OurQdica# uma veU Eue a Euestão a"resenta evidente as"ecto social.MT..me de leurs rapports interviennent leur enver ure ainsi <ue la mesure de leur capacit2 d>incarner la Nustice et de repr2senter l>inter]t 2n2ral$ ! ce point de vue l>ordonnancement du droit international poss2derait la primaut2 d..

fuando n!s# Eue vivemos sob leis civis# somos constran&idos a celebrar al&um contrato Eue a lei não eLi&e# "odemos# em +avor da lei# retrucar contra a viol_ncia$ mas um "rQnci"e# Eue está sem"re neste Estado em Eue ele coa&e ou V coa&ido# não "ode se EueiLar de um tratado o Eual ele +oi obri&ado a celebrar "ela viol_ncia. :ontesEuieu descreve muito bem essa situação no se&uinte trecho do ca"Qtulo bb do Livro bb?7 de Do 1sp:rito das 6eis$ A liberdade consiste# "rinci"almente# em não "oder ser +orçado a +aUer uma coisa Eue a lei não ordena d. principalement.(M veUes# ao lon&o da hist!ria# Euali+icada como um estado de natureUa# isto V# sem direito. revenir contre la violenceE mais un prince. *e&ue daQ Eue os "rQnci"es# Eue não vivem entre eles sob leis civis# não são livres[ eles são &overnados "ela +orça[ "odem continuamente coa&ir ou ser coa&idos. E o cZmulo da estu"ideU +oi Eue eles não o condenaram "elas leis civis e "olQticas dos incas# mas "elas dos es"anh!is... Eles o acusaram de ter matado al&uns de seus sZditos# de ter tido muitas mulheres etc.2 deste trabalho# +eU-se uma alusão P +u&a dos EUA P OurisdiciUação das relaç^es internacionaisT. RM(Y(# 77# ".. I la 9aveur de la loi. 0isso se&ue Eue os tratados Eue +iUeram coa&idos são tão obri&at!rios Euanto os Eue eles teriam +eito de bom &rado. ne sont point libres_ ils sont ouvern2s par la 9orce_ ils peuvent continuellement 9orcer ou ]tre 9orc2s$ De lI suit <ue les trait2s <u>ils ont 9ait par 9orce sont aussi obli atoires <ue ceuK <u>ils auraient 9ait de bon r2$ fuand nous. As di+iculdades de estabelecer sanç^es "ara as &randes "ot_ncias corres"ondem a uma raUão de certos autores terem ne&ado a natureUa OurQdica desse ramo OurQdico. 6a libert2 consiste.rent par des lois civiles et politi<ues$ Cls l>accus. et <ue les autres princes 9ussent cito8ens I son 2 ard d. ne peut pas se plaindre d>un trait2 <u>on lui a 9ait 9aire par violence$ 3>est comme s>il se plai nait de son 2tat naturelE c>est comme s>il voulait ]tre prince I l>2 ard des autres princes. <ui ne vivent point entre euK sous de lois civiles. :ontesEuieu a+irma a res"eito da san&renta coloniUação da AmVrica "elos es"anh!is$ 3s "rincQ"ios Eue acabamos de estabelecer +oram cruelmente violados "elos es"anh!is.rent d>avoir 9ait mourir <uel<uesOuns de ses suNets.. <ui vivons sous des lois civiles. 3 inca Athual"a s! "oderia ter sido Oul&ado "elo direito das &entes[ eles o Oul&aram "or leis "olQticas e civis. I ne pouvoir ]tre 9orc2 I 9aire une chose <ue la loi n>ordonne pas #$$$% nous sommes donc libres. nous pouvons..TK5 K.. d>avoir eu .. <ui est touNours dans cet ctat dans le<uel il 9orce ou il est 9orc2.e RM(Y(# ". 3 im"erialismo "recisa reOeitar o 0ireito 7nternacional Rna seção M. M((-2. sommes constraints I 9aire <uel<ue contrat <ue la loi n>eKi e pas.e somos# "ois# livres# "orEue vivemos sob leis civis. a como se ele se EueiLasse de seu estado natural$ V como se ele Euisesse ser "rQnci"e em relação aos outros "rQnci"es# e Eue os outros "rQnci"es +ossem cidadãos no tocante a ele d. :ontesEuieu bem "ercebe o "a"el das relaç^es de "oder na con+ormação da sociedade internacional. M(KT K.e K5 8rata-se do ca"Qtulo bb77 do Livro bb?7 de Do 1sp:rito das 6eis$ | 6es principes <ue nous venons d>2tablir 9urent cruellement viol2s par les 1spa nols$ 6>inca !thualpa ne pouvait ]tre Nu 2 <ue par le droit des ens_ ils le Nu . parce <ue nous vivons sous des lois civiles$ Cl suit de lI <ue les princes.

Nesse "onto# deve-se notar a ousadia da visão antro"ol!&ica de >ant# com"arando# no se&undo arti&o de+initivo da P Pa& Perp2tua. 525T KY plusieurs 9emmes.KS Na doutrina do 0ireito internacional dos sVculos b?777 e b7b Rramo OurQdico Eue nasceu na Euro"a e atendia os interesses das "ot_ncias euro"ViasT# "revalecia# V claro# "osição muito diversa da de >ant$ 3 direito &eral de sociabilidade ou de comVrcio social$ Cada "ovo "ode eLi&ir Eue as condiç^es de um tal comVrcio não seOam recusadas "or nenhum outro "ovo[ haveria nesse caso de recusa um direito le&Qtimo de constran&er# mesmo "or meio da &uerra# "orEue as condiç^es &erais de sociabilidade devem ser "reenchidas "or cada "ovo em relação a todos os outros.T KY 6e droit 2n2ral de sociabilit2 ou de commerce social$ 3ha<ue peuple #peut eKi er <ue les conditions d>un tel commerce ne soient re9us2es par aucun autre peuple_ il 8 aurait en cas de re9us un droit l2 itime de contrainte. und lieber die `ahl ihrer -ntertanen. mithin auch die Fen e der *erk&eu e &u noch aus ebreitetern Qrie en durch sie &u vermehren (issen$ RM(YS# ?7# ".rent pas par les lois politi<ues et civiles de son pa8s. da manche "tMmme der let&teren von ihren .einden Mn&lich e essen (orden. etc$ 1t le comble de la stupidit2 9ut <u>ils ne le condamn.2 deste trabalho# re+eriu-se ao terceiro arti&o de+initivo de P Pa& Perp2tua de >ant# de limitação do direito de hos"italidade$ o +il!so+o a"!ia as restriç^es de China e . 3 +il!so+o atacou as Ousti+icativas do im"erialismo euro"eu# ne&ando uma su"osta su"erioridade dos coloniUadores. daa. As medidas tomadas "elos Estados Unidos contra o . RA92EN*# MKS.# ". parce <ue les conditions 2n2rales de sociabilit2 doivent ]tre remplies par cha<ue peuple envers tous les autres$ 6es mesures prises par les ctatsO-nis contre le Wapon sont irr2prochables sous ce rapport$ .(-2M.a"ão são inatacáveis sob esse =n&ulo.a"ão Ps "ot_ncias ocidentais. m]me par la uerre. os cselva&ensg da AmVrica e os da Euro"a# Eue se di+erenciariam "orEue os selva&ens euro"eus tiram do inimi&o um "roveito melhor do Eue com_-lo$ eL"lorá-lo$ A di+erença entre os selva&ens euro"eus e os americanos consiste "rinci"almente em Eue esses Oá devoraram várias tribos inimi&as# e aEueles# em veU de devorar os vencidos# sabem se a"roveitar deles melhor "ara aumentar o nZmero de sZditos e# dessa +orma# tambVm aumentar a Euantidade de instrumentos "ara &uerras ainda mais alastradas.(2 Na seção M. 2. die ersteren ihre gber(undene besser &u benut&en (issen. mais par les lois politi<ues et civiles du leur$ e KS #$$$% der -nterschied der europMischen *ilden von den amerikanischen besteht hauptsMchlich darin. als sie &u verspeisen. ois esse direito servia "ara le&itimar o im"erialismo. 3s euro"eus não "oderiam ocu"ar terras de outros "ovos# mesmo sob "reteLto de civiliUá-los# "ela +orça# mas a"enas "or contrato RA S2 da Doutrina do DireitoT.

A di+iculdade na determinação do sentido do tratado deve-se ao uso de noç^es va&as "elos ne&ociadores internacionais na tentativa de acomodar as di+erentes intenç^es dos Estados# ou de as ocultar[ a "r!"ria noção de so9t la(hY evoca antes uma natureUa moral do Eue OurQdica da obri&ação. 6rotius Oá estava atento a esse "roblema[ no ca"Qtulo b?7 do Livro 77 de Direito da +uerra e da Pa&# deve-se tomar como outra +onte de inter"retação a Eue se orienta "elas conseE]_ncias# "rinci"almente Euando a inter"retação literal de um arti&o de tratado levaria a conseE]_ncias estranhas ou contrárias P intenção do tratado.MT.# 7# ". . A +raEueUa te!rica de vários tratados internacionais decorre de Eue# amiZde# s! eL"ressam relaç^es de "oder.K# ".(- Na verdade# não se tratava de medidas inatacáveis# e sim de um ataEue "ro"riamente dito$ em MK5-# os americanos abriram P +orça os "ortos Oa"oneses. Y-TKK . des arran ements politi<ues$ K( 3 conceito de so9t la(# Eue tem esse norma "or não a"resentar o mesmo caráter coercitivo das outras normas internacionais# V &eralmente identi+icado Ps declaraç^es internacionais# como a 0eclaração de ?iena de M((-. A diversidade cultural# a necessidade de acomodar os di+erentes interesses re"resentados "elos ne&ociadores internacionais e tambVm as im"osiç^es das &randes "ot_ncias &eram outro "roblema$ a di+iculdade de identi+icação do sentido das cláusulas dos tratados internacionais.ean *almon Rse&uindo a lição de erelmanT# há o limite do uso raUoável$ a a"licação V abusiva se está em contraste com o +im buscado "elo 0ireito RM(K-# ". -. car elee ne traduit d>ordinaire <ue des situations d>2<uilibre des 9orces. a di+Qcil traçar a +ronteira desse ti"o de norma com as "romessas morais R)EN6LE2# M(K2# ". SK.T.K# *celle "odia escrever Eue o estudante de 0ireito internacional cs! "recisa de um nZmero reduUido de teLtos de 0ireito internacional "Zblico. . Em M(. No entanto# mesmo nas cnoç^es con+usasg de um tratado internacional# a+irma . No 0ireito 7nternacional os eLem"los de a"licação abusiva são variados. Esse direito# Eue Ahrens chama eu+emisticamente# ou talveU cinicamente# de ccomVrcio socialg era obviamente desi&ual# "ois "rivile&iava as &randes "ot_ncias colonialistas. A massa dos tratados "olQticos Eue se acumulou de"ois de mil_nios s! tem uma utilidade relativa do "onto de vista cientQ+ico# "ois ela ordinariamente a"enas traduU situaç^es de eEuilQbrio de +orças# arranOos "olQticosg RM(..2T.. ELem"li+ica com o tratado +eito "or Brasidas "ara evacuar o territ!rio de Be!cio# Eue +oi inter"retado "elo invasor no sentido de Eue não era territ!rio da Be!cio aEuele Eue Oá estava ocu"adoG Essa inter"retação +eU com Eue o tratado tivesse ce+eito nulog R2. or veUes a distorção dos tratados V assumida "elos internacionalistas sem a menor sombra de constran&imento[ um eLem"lo relativo P autodeterminação dos "ovos "ode ser KK 6>2tudiant #$$$% n>a besoin <ue d>un nombre r2duit de teKtes de Droit international public$ 6a masse des trait2s politi<ues <ui s>est accumul2e depuis des mill2naires n>a <u>une utilit2relative du popint de vue scienti9i<ue.

Essa ocu"ação# de acordo com o tratado# deve cessar# tão lo&o haOa um acordo comum# "or decisão das autoridades militares e tunisianas. dado no tratado Eue estabeleceu o "rotetorado +ranc_s sobre a 8unQsia$ A 1rança tem o direito de ocu"ar militarmente certos "ontos do territ!rio da 2e&_ncia. lors<ue diun commun accord.rance a le droit d>occuper militairement certains points du territoire de la '2 ence$ 3ette occupation.eccom"romisso internacional em matVria de crVditos o+iciais P eL"ortação do Eual seOam "artes "elo menos M2 membros ori&inais do "resente Acordo em Mo de Oaneiro de M(Y( Rou de . As "ot_ncias normalmente eLi&em Eue o 0ireito 7nternacional crie obri&aç^es i&uais a todos Euando os Estados mais "obres# em nome da eE]idade# "edem obri&aç^es di+erenciadas Ro Eue levou os EUA a reOeitarem a Convenção sobre a 0iversidade Biol!&icaT.K. 2(T (. Não se "ode# "ois# inter"retar a norma sem re+er_ncia aos +atos sociais# Ps relaç^es de "oder# ou seOa# Ps condiç^es "ara a sua e+etividade − "ois elas in+ormam o "r!"rio conteZdo da norma. R1376NE8# MK(2# ". doit cesser. d>apr. Em "rincQ"io# os subsQdios P eL"ortação são "roibidos# de acordo com o arti&o -o do Acordo. 0e +ato# a sim"les i&ualdade de condiç^es re+orça a desi&ualdade Euando há dis"aridade de "oder entre os atores sociais. les autorit2s militaires et tunisiennes le d2cideront$ 3ela veut dire <u>elle doit durer touNours$ (M 3 dis"ositivo re+ere-se a cd.s le trait2.. Um eLem"lo Eue beira o &rotesco está no aneLo 7# letra k do Acordo sobre *ubsQdios e :edidas Com"ensat!rias da 3:C. 7sso si&ni+ica Eue ela deve durar "ara sem"re. A dis"osição do tratado# ao re+erir-se a um cacordog entre as "artes# não "ode ser inter"retada corretamente sem Eue se considere a assimetria de "oder entre 1rança# a metr!"ole# e a 8unQsia. :as# se&undo o aneLo# há uma eLceção$ os subsQdios "revistos "ela 3r&aniUação "ara Coo"eração e 0esenvolvimento Econkmico R3C0ET# Eue con&re&a Estados como . 3 resultado +oi o &enocQdio de metade da "o"ulação RtalveU vinte milh^esT nos anos de Ou&o e a o+icialiUação do status de colknia em M(..T# ou de eventual or&aniUação Eue venha a substituQ-laG A re+er_ncia P 3C0E V muito indireta (M# "elo Eue V "ossQvel Eue muitos (. 6a . 1oi&net está correto em a+irmar Eue esse ti"o de "revisão le&al# em Eue se "ressu"^e Eue a i&ualdade OurQdica corres"onde a uma i&ualdade de "oder# na verdade não V e+icaU...(.a"ão# 2eino Unido# Alemanha# EUA# Canadá Rtão necessitados de desenvolvimento. A ata da Con+er_ncia de Berlim de MKK5# "or eLem"lo# tratou todo o tem"o de liberdade de comVrcio e considerou o Con&o Ratual naireT um cEstado livreg sob a soberania do rei bel&a. As "ot_ncias# "orVm# não se +urtam a rom"er a i&ualdade de condiç^es W Eue# "or si# Oá lhes V +avorável W em "roveito "r!"rio.

2# ". 0urante o &enocQdio de metade da "o"ulação do Con&o "ela BVl&ica# internacionalistas che&aram barbaramente a a+irmar Eue o cres"eito absoluto de toda soberania# mesmo bárbara# "revaleceu na Con+er_ncia de Berlimg R0E* A6NE8# M(. A +ormação dos &randes im"Vrios coloniais# como o "ortu&u_s e o holand_s# não raramente a"oiou-se em em"resas "rivadas. .. . As em"resas transnacionais não são consideradas suOeitos de direito internacional. or essa raUão# as em"resas transnacionais recusaram o C!di&o de Boa Conduta elaborado "ela 3NU# e o direito internacional de "roteção dos investimentos V criado sem "reocu"ação com os direitos ao desenvolvimento e P "roteção social W Eue se tornam um cdireito internacional dos "obresg# sem e+etividade RC9A2?7N# 2.-.--..MT. (2 a o Eue "er&untava 1ranU von LisUt RM(MK# ". MK-T.# ". 3 direito internacional "olQtico V "or elas neutraliUado# "ois as &randes "ot_ncias esca"am Ps suas sanç^es Rcomo os EUA na recusa em "artici"ar do 8ribunal Criminal 7nternacionalT# "ara Eue o direito internacional econkmico "ossa desenvolver-se se&undo os interesses do ca"ital transnacional# com as cincoer_ncias OurQdicasg decorrentes. Essa eLclusão V estratV&ica# na medida em Eue as a+asta dessa normatiUação. orVm# com"romisso Eue tenha substituQdo o "rimeiro e Eue tenha sido aceito "or esses membros ori&inaisTg.. 3utro ti"o de contradição OurQdica traUem os c"oderes "rivados transnacionaisg li&ados ao ca"ital +inanceiro. A Euestão econkmica leva-nos a outra limitação$ os direitos sociais# econkmicos e culturais corres"ondem a um desa+io "orEue se relacionam diretamente P distribuição de riEueUas na sociedade e P divisão de classes[ a sua realiUação variará muito de acordo não a"enas com o nQvel de desenvolvimento humano da sociedade# como se&undo a sua cultura.(5 Estados ne&ociadores não lhe tenham "ercebido o sentido.-5T.# ". a de lembrar Eue# não raro# os "aQses "obres e em desenvolvimento tambVm são contrários aos direitos humanos# como o testemunham recentes +racassos da Comissão de 0ireitos 9umanos da 3NU em re"reender a China "or violação desses direitos# devido P aliança com "aQses a+ricanos# Cuba# 7ndonVsia# aEuistão e 2Zssia RBU92E2# 2. .T# tentando sustentar o do&ma do Estado como Znico suOeito do direito internacional.T e Eue o Con&o teria sido# a"!s a Con+er_ncia# um Estado inde"endente# mas csob a soberania do rei da BVl&icag RB2@# M(M.... . 3 Con&o# a"!s a con+er_ncia de Berlim# tornou-se num estranho ser "ara o direito internacional# Eue somente aceitava como suOeitos de direito os Estados$ al&uns Ouristas incautamente "er&untavam-se em Eue "onto a em"resa de eL"loração do Con&o# comandada "elo soberano bel&a# teria se trans+ormado num cEstado inde"endenteg(2.

8ambVm a 3NU# "or meio da Comissão de 0ireitos 9umanos# em recente recomendação a res"eito dos direitos econkmicos# sociais e culturais# constatou Eue as "olQticas de aOuste estrutural "reconiUadas "elo 1:7 e "elo Banco :undial não levavam necessariamente P melhoria no &oUo desses direitos R3NU# 2. 3 "r!"rio Comit_ de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais da 3NU# criado "elo acto de M(SS# distin&ue-se entre outros !r&ãos de direitos humanos das Naç^es Unidas "or não "oder receber EueiLas de indivQduos e or&aniUaç^es internacionais# tam"ouco "rovenientes de Estados. Não raro# as "olQticas a"rovadas "or essas instituiç^es &eram +racassos sociais. olQticas sociais redistributivas di+icilmente im"lementam-se "or meio do 0ireito 7nternacional# "ois as or&aniUaç^es internacionais "ossuem um sim"les "oder de coordenação# e os interesses nacionais dos Estados muitas veUes reOeitam a concessão de aOuda internacional.2T. A sim"atia americana "ermanece como +ator im"ortante mesmo a"!s o +im do comunismo$ em 2. AlVm disso# "or de"enderem# em re&ra# de im"lementação "or meio de "olQticas "Zblicas# são &arantidos com di+iculdade "elo 0ireito 7nternacional# eis Eue não eListe um cEstado mundialg "ara "restar essas "olQticas# e a solidariedade internacional V dVbil.(S mesmo nos Estados mais ricos# o Estado de bem-estar social está em crise e bene+Qcios "revidenciários e assistenciais t_m sido cortados. 0essa +orma# os direitos sociais# culturais e econkmicos de"endem# em re&ra# de cim"lementação "ro&ressivag de acordo com o nQvel de desenvolvimento do Estado. 3 B720# a"esar da re"etida condenação da 3NU P "olQtica colonialista "ortu&uesa# não ne&ou recursos a ortu&al# tendo mesmo# em M(SY# violado resolução da AssemblVia 6eral da 3NU Eue tentava im"edir a concessão de em"rVstimos a esse Estado e P /+rica do *ul.2# no curto &ol"e Eue tentou retirar o "residente da ?eneUuela do "oder# os Znicos entes internacionais Eue reconheceram o e+_mero re&ime Eue durou horas +oram os EUA Rem +rontal violação P Carta 0emocrática 7nteramericanaT e o 1:7# o+erecendo em"rVstimoG 3 B720 "or anos con+undiu o sim"les crescimento econkmico com o desenvolvimento# Eue deve ser sustentável$ o Banco +inanciou diversos "roOetos "redat!rios ao .. A 6uerra 1ria +eU com Eue diversos re&imes adversos aos direitos humanos# "orVm ami&os de )ashin&ton# como a 7ndonVsia# recebessem aOuda internacional.. 3 1undo :onetário 7nternacional e o Banco 7nternacional "ara 2econstrução e 0esenvolvimento# duas autocracias de )ashin&ton# não "restam "ara esse +im[ a dicotomia entre o +inanceiro R1:7T e o desenvolvimento RB720T V estrutural nas instituiç^es de Bretton )oods. ?iolaç^es de direitos humanos não im"ediram a concessão de em"rVstimos.

*EC2E8A27A 0E E*8A03# 2.. S25T# traU desa+ios ainda maiores# "ois de"enderia de "olQticas internacionais redistributivas# "raticamente ineListentes..2# ". 2-5T.. 3 "rimeiro caso Oul&ado +oi a da em"resa americana :etalclad contra o :VLico# "or não ter recebido licença "ara o"erar com liLo industrial em área de "reservação ambiental.. orVm# hoOe# os recursos "ara investimentos ambientais# alVm de reduUidos# tendem a bene+iciar as em"resas dedicadas P biotecnolo&ia e se direcionar "ara as re&i^es mais ricas em diversidade biol!&ica. 3 direito ao desenvolvimento# com"osto "or declaraç^es internacionais de caráter antes moral e "olQtico do Eue OurQdico R1L32@# M((Y# ".(Y meio ambiente. Entretanto# como lembra 1rançois 0XArc'# os Estados mant_m o controle desse domQnio# não há su"ranacionalidade nas "olQticas sociais W e sim "ara o re&ulamento do mercado uni+icado R2. (.3 "rocesso re&e-se "elas normas de arbitra&em da Comissão da 3NU sobre 0ireito 7nternacional do ComVrcio Rem in&l_s# UNC782ALT[ as audi_ncias não são "Zblicas# eLceto se as "artes concordarem. 3 caso +oi Oul&ado em 2.[M55T.. 3 "redomQnio do econkmico sobre a "reocu"ação ambiental mani+esta-se ainda na "ossibilidade de Eue o "a&amento ao B720 dos em"rVstimos esteOa &erando mais devastação dos recursos naturais R7LE*# 2. Na 3r&aniUação :undial do ComVrcio R3:CT# "or eLem"lo# as eLceç^es abertas aos Estados mais "obres "ossuem caráter tem"orário atV o acesso ao livre mercado W Eue bastará "ara traUer desenvolvimento\ :ontesEuieu# no ca"Qtulo bb777 do livro bb de Do 1sp:rito das 6eis# a+irmou Eue são as naç^es Eue nada "ossuem as Eue mais t_m a "erder com o livre comVrcio. A base le&al corres"onde ao arti&o MMM. Na dVcada de noventa# a instituição +eU mea culpa.g R3ompensation shall be e<uivalent to the 9air market value o9 the eKpropriated investment immediatel8 be9ore the eKpropriation took place Xjdate o9 eKpropriationj[. and shall not . (..milh^es de d!lares P em"resa. 9abermas sabe Eue o direito internacional "ossui limitaç^es no cam"o social R2. 3utras normas internacionais "odem reduUir a e+icácia dos direitos humanos.. e o :VLico +oi obri&ado a "a&ar M.-# ".MT[ a sua es"erança V Eue o direito comunitário da União Euro"Via seOa ca"aU de realiUar as "olQticas sociais e redistributivas necessárias.T. Uma inVdita a"licação da doutrina americana de re ulator8 takin s "ermite# se&undo a inter"retação Eue vem sido adotada "or comiss^es de arbitra&em do sistema do NA18A Rsi&la em in&l_s "ara o Acordo de Livre ComVrcio da AmVrica do Norte# Eue en&loba Canadá# EUA e :VLicoT# Eue em"resas consi&am indeniUaç^es vultosas contra a le&islação ambiental# urbanQstica e administrativa dos Estados-membros(-. 3 caso em Eue o "edido toma maior vulto +inanceiro V o da em"resa canadense :ethaneL "ede um bilhão de d!lares em indeniUação contra o &overno dos EUA# "orEue o estado da Cali+!rnia "roibiu o uso da &asolina aditivada :8BE# causadora de vários danos ambientais no estado RE*8A03* UN703*. do Acordo no NA18A# Eue "rev_ Eue a desa"ro"riação "ode ocorrer de +orma indireta R"ará&ra+o "rimeiroT e# Eue a cindeniUação será eEuivalente ao valor Ousto de mercado imediatamente anterior P ocorr_ncia da desa"ro"riação Rcdata da desa"ro"riaçãogT e não re+letirá nenhuma mudança de valor ocorrida "orEue a desa"ro"riação "retendida +oi conhecida anteriormente. 3 direito da inte&ração econkmica vem criando novas tens^es entre le&alidade e ile&alidade.

Al&uns autores# como Al'sson :ascaro# v_em a cdestruição das "ossibilidades da le&alidadeg como cresultado "rático da din=mica da re"rodução do ca"italismo contem"or=neog R2.g R2. 0essa +orma# não seria eLato diUer Eue os direitos humanos trans+ormaram com"letamente o 0ireito internacional$ se&undo )ilhelm )en&ler# a"esar de lidar com os direitos humanos e ter como meta o bem comum da humanidade# o 0ireito internacional "Zblico ainda se concentra na ccoeList_ncia e na manutenção de uma "luralidade de Estadosg RM(K2# ".T Com a re&ulação traUida "elo NA18A o conceito de desa"ro"riação indireta está sendo am"lamente discutido nos EUA R 328E217EL0# 2.5T. .. Entre essas di+iculdades# a +raEueUa de muitos mecanismos de &arantia# bem como o "roblema de# "ara muitos# o 0ireito internacional não "ossuir ainda uma hierarEuia normativa clara W o Eue eLcluiria a "reval_ncia dos direitos humanos..3$ M(((T. Como lembra ellet# os mecanismos de re"aração dos direitos humanos em nQvel internacional continuam ancorados no 0ireito internacional R2. 8rata-se# "ois# da tensão entre direitos humanos e ca"ital# veri+icável tambVm no =mbito do 0ireito 7nternacional RC3: A2A83$ 2. 3s "r!"rios direitos civis e "olQticos# deve-se lembrar# tambVm so+rem uma redução com a inte&ração# devido ao escasso controle social das or&aniUaç^es internacionais. A "r!"ria Comissão de 0ireito 7nternacional da 3NU a+irmou recentemente Eue não eListe uma chierarEuia de valores bem desenvolvida ou tendo autoridade no direito internacional e# "ortanto# nenhuma hierarEuia re9lect an8 chan e in value occurrin because the intended eKpropriation had become kno(n earlier.. Como a+irmou o :inistro das 2elaç^es ELteriores do Brasil# Celso Amorim$ c2isco d..a# ".-T.. 1eliUmente# o Estado brasileiro# nas ne&ociaç^es internacionais# está consciente dos riscos da "rodução de ile&alidade urbanQstica e ambiental "or meio do direito da inte&ração econkmica.a# ". :esmo na União Euro"Via esse "rocesso tem-se veri+icado# com a a"rovação de tratados internacionais Rno caso# com o . . M2YT# com a eL"ansão da leK mercatoria e da auto-re&ulação dos setores econkmicos. M2M-T....(K 3 alar&amento dessas medidas com"ensat!rias dá vanta&em Ps em"resas estran&eiras sobre as nacionais e re"resenta uma +orma de "rodução de ile&alidade ambiental e urbanQstica "or meio do 0ireito de inte&ração(..a"ão# sobre autom!veisT "ela Comissão Euro"Via sem o devido "rocesso de +ormaliUação comunitária RE*8E?E* A2AU.M-.2# ".# ". (T[ o 0ireito internacional dos direitos humanos não seria um ramo OurQdico autknomo em relação ao 0ireito internacional# "ois usa as mesmas +ontes e conhece as mesmas di+iculdades "ara ser a"licado R2. (.e V voc_ descobrir Eue# se +iUer um c!di&o de á&uas "ara *ão aulo ou 2io# não "ode a"licar "orEue um investidor estran&eiro se sentiu lesado na sua eL"ectativa de lucro....-T# tendo em vista Eue os investidores estran&eiros# "or meio do sistema de arbitra&em "revisto no Acordo do NA18A# vem recebendo indeniUaç^es "or +atos Eue não "oderiam ser considerados desa"ro"riat!rios se&undo a le&islação americana. M5T.

2# ". A Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos# "or eLem"lo# acabou "or recuar diante das "ress^es do Estado brasileiro no caso do massacre do Carandiru RCA?ALLA23# 2.. 2.osV Eduardo 1aria# acentuou esse "roblema# e tem sido obOeto de estudo da Comissão de 0ireito 7nternacional da 3NU(S. 9á um con+lito "otencial# na medida em Eue o tratado de 0ireito ambiental "ode levar a restriç^es ao comVrcio com a +inalidade de redução da emissão de &ases RALBUfUE2fUE# 2.(Y (5 Cl n>8 avait pas de hi2rarchie des valeurs bien d2velopp2e ou 9aisant autorit2 en droit international et donc aucune hi2rarchie stable des techni<ues de r.(MT. ode-se dar como eLem"lo o con+lito entre normas de di+erentes re&imes internacionais# "or eLem"lo# entre o rotocolo de fuioto e os tratados da 3r&aniUação :undial do ComVrcio.-# ". .. 0eve-se buscar um mVtodo hermen_utico Eue atenda de +orma satis+at!ria P +inalidade da "roteção P di&nidade humana. A +raEueUa dos mecanismos de &arantia relaciona-se tambVm com a "ressão "olQtica dos Estados# o Eue V bastante visQvel Euando há EueiLas de indivQduos.# ". C3:7**53 0E 072E783 7N8E2NAC73NAL.T R2.# ". 2KYT. 3 0ireito internacional V descentraliUado R"ois não há um cEstado &lobalg Eue centraliUe a "rodução e a &arantia desse 0ireitoT[ essa caracterQstica torna-o mais suscetQvel P +ra&mentação# isto V# a "ossibilidade de sur&irem vários cre&imes autknomosg internacionais. A &lobaliUação econkmica# como se lembrou anteriormente na re+er_ncia a obra de . ... Nesse caso# deve-se inter"retar contra le em# de +orma a atender a +inalidade social.g Ra[ la 9ra mentation d2coulant d>interpr2tations anta oni<ues du droit 2n2ral_ b[ la 9ra mentation r2sultant de l>2mer ence d>un droit sp2cial en tant <u>eKception au droit 2n2ral_ et c[ la 9ra mentation d2coulant du con9lit entre di992rents t8pes de droit sp2cial.(( estável de con+litos de normasg(5 R3NU. (Y fuando a "r!"ria a"licação do tratado# mesmo sem ser distorcida# &era essas +inalidades o"ostas# trata-se de inadeEuação da norma OurQdica P realidade social..ST. lement des con9lits de normes$ (S Notadamente ca +ra&mentação derivada de inter"retaç^es anta&knicas do direito &eral[ bT a +ra&mentação resultante da emer&_ncia de um direito es"ecial como eLceção ao direito &eral [ e cT a +ra&mentação derivada do con+lito entre di+erentes ti"os de direito es"ecial. No cam"o dos direitos humanos# esse mVtodo# essencialmente teleol!&ico# ocu"ou-se es"ecialmente com o "roblema da e+etividade "aradoLal e está "revisto em tratados internacionais# como se verá na seção se&uinte. KT.. -. Essa "ressão# deve-se lembrar# não V estranha ao +ato de Eue são os &overnos Eue escolhem e a"rovam os inte&rantes dos !r&ãos de direitos humanos das or&aniUaç^es internacionais &overnamentais. 3 0ireito internacional "ode ser a"licado de tal +orma Eue a sua +inalidade seOa desviada# ou seOa# Eue os e+eitos da a"licação seOam contrários P +inalidade do tratado W trata-se da e+etividade "aradoLal da norma.

-. A intervenção da 38AN R3r&aniUação do 8ratado do Atl=ntico NorteT em >osovo em M((( causou muita discussão a res"eito# eis Eue não +oi autoriUada "ela 3NU Rno Conselho de *e&urança das Naç^es Unidas# os sVrvios# Eue "rocediam a uma lim"eUa Vtnica em >osovo# tinham a 2Zssia# Eue tem "oder de veto# como aliadaT. or esse motivo# "ara 2ichard 1alD# essa intervenção +oi um c"recedente muito de+eituosog "ara +uturas intervenç^es humanitárias RM(((T.( A efetividade paradoxal e o Direito Internacional dos Direitos 9umanos: finalidade e intertextualidade dinEmica A"esar dos "roblemas arrolados na seção anterior# a eL"eri_ncia do 0ireito internacional no cam"o dos 0ireitos 9umanos trouLe contribuiç^es te!ricas valiosas# entre as Euais se "odem destacar$ • 3 "rincQ"io da ccom"lementariedade solidáriag RC3: A2A83# 2.bTG ?irilio# em análise bem diversa da desses internacionalistas# considerou Eue todas essas sutileUas OurQdicas eram cmatVria de dece"çãog "ara encobrir a dominação americana R2. SYT# "elo Eual os direitos humanos são universais# indivisQveis# interde"endentes e inter-relacionados# como "revisto na 0eclaração de ?iena de M((-[ • A atenção ao conteLto moral da a"licação do 0ireito$ no cam"o das sentenças dos tribunais internacionais criminais# trata-se de assunto vital$ as decis^es internacionais s! t_m racionalidade e "ermitem a &arantia do direito se "artem do entendimento do conteLto moral da im"lementação da norma R9EN89A:# 2..-S[ M(((# ".-.. do arti&o 2o.bT. .5 R2.-# ".. *e&undo ellet# a intervenção em >osovo teria sido um c"recedente isoladog# em Eue ela teria a&ido de +orma le&almente embaraçosa# se&uindo o c"rincQ"io do norrog R2.M... . 8rindade lembra Eue s! em M(YM aceitou-se# no =mbito do Conselho Econkmico e *ocial da 3NU# Eue violaç^es +la&rantes e sistemáticas de direitos humanos esca"avam ao domQnio reservado dos Estados se&undo o A Yo... da Carta da 3NU. .. ara ellet# esse ti"o de intervenção V lQcito desde M(.T[ do Eue se&ue a necessidade de entendimento das "ráticas locais "ara a e+etividade da a"licação do direito internacional# Eue V um direito recebido# não-aut!ctone[ • • A "ossibilidade de intervenção da comunidade internacional em Estado Eue cometa +la&rantes e sistemáticas violaç^es aos direitos humanos(K[ A "rimaUia da norma Eue +or mais +avorável Ps "essoas "rote&idas# seOa a interna# seOa a internacional R827N0A0E# M((Y# ".YT[ (K 8rata-se de "onto muito controvertido# devido a suas im"licaç^es "olQticas..# ".S. Y(-KMT# e Eue lo&o os EUA +ariam novas intervenç^es "rescindindo da autoriUação da 3NU e da 38AN W o Eue ocorreu na invasão americana no 7raEue em 2.-. II...

Ao a"rovar esses tratados sobre direitos humanos# os Estados se submetem a uma ordem le&al dentro da Eual eles# "elo bem comum# assumem várias obri&aç^es# não em relação com outros Estados# senão com os indivQduos sob sua Ourisdição..+oi o c"rimeiro documento internacionalg a dar cvalidade transcultural te!rica dos direitos humanosg RAL?E*# 2.T M. 8odos os direitos humanos são universais# indivisQveis# interde"endentes e interrelacionados.g . concluidos en 9unci7n de un intercambio rec:proco de derechos. para el bene9icio mJtuo de los 1stados contratantes$ "u obNeto 8 9in son la protecci7n de los derechos 9undamentales de los seres humanos. A comunidade internacional deve tratar os direitos humanos &lobalmente de +orma Ousta e eE]itativa# em "V de i&ualdade e com a mesma _n+ase.M# ".. por el bien comJn. no en relaci7n con otros 1stados.-T[ • 3s tratados internacionais de direitos humanos "ossuem diretriUes de inter"retação Eue "rivile&iam a "roteção desses direitos em detrimento da inter"retação +ormalista do pacta sunt servanda# eis Eue di+erem em sua natureUa dos outros tratados internacionais# Eue re&ulam "rimordialmente interesses inter-estatais((. A com"lementaridade solidária dos direitos humanos +oi rea+irmada na 0eclaração de Co"enha&ue sobre o 0esenvolvimento *ocial de M((5# com eL"lQcita re+er_ncia ao direito ao desenvolvimento# no seu Com"romisso M# letra n$ c2ea+irmaremos e "romoveremos todos os direitos humanos# Eue são universais# indivisQveis# interde"endentes e inter-relacionados# inclusive o direito ao desenvolvimento# como um direito universal e inalienável e "arte inte&rante dos direitos humanos +undamentais# e lutaremos "ara asse&urar Eue seOam res"eitados# "rote&idos e cum"ridos.M. <ue los tratados modernos sobre derechos humanos. *eu obOeto e +im são a "roteção dos direitos +undamentais dos seres humanos# inde"endentemente de sua nacionalidade# tanto diante de seu "r!"rio Estado Euanto diante dos outros Estados "artes. Em relação ao "rimeiro "onto# deve-se a"ontar Eue a 0eclaração de ?iena de M((. tanto 9rente a su propio 1stado como 9rente a los otros 1stados contratantes$ !l aprobar estos tratados sobre derechos humanos.g RSY$ 6a 3orte debe en9ati&ar. en particular.T# como se v_ abaiLo$ 5. 8. As "articularidades nacionais e re&ionais devem ser levadas em consideração# assim como os diversos conteLtos hist!ricos# culturais e reli&iosos# mas V dever dos Estados "romover e "rote&er todos os direitos humanos e liberdades +undamentais# inde"endentemente de seus sistemas "olQticos# econkmicos e culturais.. (( A natureUa di+erenciada dos tratados de direitos humanos# Eue se destinam a "rote&er a di&nidade humana# em relação aos tratados usuais# Eue re&em as relaç^es entre os Estados e or&aniUaç^es internacionais# +oi en+atiUada "ela Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos no arecer Consultivo nr 2%K2$ cA Corte deve en+atiUar# sem embar&o# Eue os tratados modernos sobre direitos humanos em &eral e# em "articular# a Convenção Americana# não são tratados multilaterais de ti"o tradicional# concluQdos em +unção de um interc=mbio recQ"roco de direitos "ara o bene+Qcio mZtuo dos Estados contratantes. los 1stados se someten a un orden le al dentro del cual ellos. MM. sino hacia los individuos baNo su Nurisdicci7n.. sin embar o. no son tratados multilaterales de tipo tradicional. la 3onvenci7n !mericana. independientemente de su nacionalidad. en eneral.M • 3 "rincQ"io da vedação do retrocesso no cam"o dos direitos humanos# devido ao caráter "ro&ressivo das conEuistas nesse cam"o RC3: A2A83# 2.M. asumen varias obli aciones.

A Convenção Americana# assim como os demais tratados de direitos humanos# se ins"iram em valores comuns su"eriores Rcentrados na "roteção do ser humanoT# estão dotados de mecanismos es"ecQ+icos de su"ervisão# se a"licam em con+ormidade com a noção de &arantia coletiva# consa&ram obri&aç^es de natureUa es"ecial# Eue os di+erenciam de outros tratados# os Euais re&ulamentam interesses es"ecQ+icos entre os Estados-"artes e são a"licados "or esses# com todas as conseE]_ncias OurQdicas Eue daQ derivam nos ordenamentos OurQdicos internacional e interno. A "retensão desse Estado +oi ne&ada "ela Corte# e um dos +undamentos da decisão +oi o +ato de Eue se tratava de uma Corte com a +unção de "rote&er indivQduos contra os Estados R*3>3L# 2.2# "..T. .M *e&undo 6uido 1ernando *ilva *oares# o 0ireito internacional humanitário com"reende-se dentro dos direitos humanos lato sensu[ em sentido estrito# os direitos humanos são aEueles c&arantidos em tem"o de "aUg e Eue cdão con+i&uração democrática aos Estados Eue os consa&ramg R2. M.M$ se&undo o "ará&ra+o Euinto do arti&o S.2.2 Em re&ra# a violação substancial corres"onde a uma das causas "ara eLtinção ou sus"ensão de tratados internacionais.2 A universalidade dos direitos humanos não ne&a a diversidade cultural[ "elo contrário# nela se a"!ia "orEue# somente em uma leitura conteLtual Rcada cultura corres"onde a um conteLtoT# "ode-se atin&ir uma correta inter"retação dos direitos "revistos internacionalmente. A es"eci+icidade dos tratados e instituiç^es internacionais de de+esa dos direitos humanos V ressaltada nesta decisão da Corte 7nteramericana# "ro+erida no caso 7vcher Bronstein em 2. de setembro de M(((. A "r!"ria convenção Eue codi+icou o direito dos tratados# a Convenção de ?iena sobre 0ireito dos 8ratados de M(S(# abriu uma eLceção em relação cPs dis"osiç^es sobre a "roteção da "essoa humana contidas em tratados de direito humanitáriogM. A evolução do 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos vem &radativamente rede+inindo o "r!"rio "a"el das instituiç^es internacionais es"ecialiUadas. .M.osV da Costa 2ica. A Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos con+eriu-nos eL"ressivo eLem"lo no caso em Eue o eru tentou de deiLar de reconhecer a Ourisdição dessa Corte sem denunciar o acto de *ão .2[ a"esar da violação# a sua e+icácia mantVm-se "ara Eue a "roteção con+erida "or esses tratados se mantenha.MT e Eue# devido P natureUa dos tratados de direitos humanos# os Estados não "odem denunciar tais tratados na aus_ncia de cláusula "revista "ara esse +im R12U:E2# 2. --ST...# esses "actos não são eLtintos ou sus"ensos tendo so+rido uma violação substancialM. M..

.VS$ 6a 3onvenci7n !mericana..g R11Y$ 1l 1stado debe aranti&ar <ue los procesos internos tendientes a investi ar 8 sancionar a los responsables de los hechos de este caso surtan sus debidos e9ectos 8. 8 tienen una naturale&a especial. en el primero de dichos conteKtos. la prescripci7n 8 el establecimiento de eKclu8entes de responsabilidad$T M... as: como los demDs tratados de derechos humanos. la soluci7n internacional de casos de derechos humanos Xcon9iada a tribunales como las 3ortes Cnteramericana 8 1uropea de Derechos @umanos[.K.-# ". como es ampliamente reconocido. Com e+eito# a solução internacional de casos de direitos humanos Rcon+iada a tribunais como as Cortes 7nteramericana e Euro"Via de 0ireitos 9umanosT não admite analo&ias com a solução "acQ+ica de controvVrsias internacionais no contencioso "uramente inter-estatal Rcon+iada a um tribunal como a Corte 7nternacional de .M. Nesse sentido decidiu a Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos no caso do CaracaUo contra a ?eneUuela# Oul&ado em 2. no admite analo :as con la soluci7n pac:9ica de controversias internacionales en el contencioso puramente interestatal Xcon9iada a un tribunal como la 3orte Cnternacional de Wusticia[_ por tratarse. se inspiran en valores comunes superiores Xcentrados en la protecci7n del ser humano[. <ue los di9erencian de los demDs tratados. K. los 1stados no pueden pretender contar. M. 0evido ao "rincQ"io da e+etividade# o 0ireito internacional dos direitos humanos "revalece sobre as leis internas Eue tendam a lhe retirar os e+eitos# mesmo Euando se trate de leis de anistia# Eue +erem a e+etividade dos direitos humanos ao retirar as sanç^es aos seus violadoresM. de abstenerse de recurrir a 9i uras como la amnistia. los cuales re lamentan intereses rec:procos entre los 1stados Partes 8 son aplicados por 2stos. Como lembra :alcolm *haC# essa V a área do 0ireito internacional# Ounto com a dos tratados Eue constituem or&aniUaç^es internacionais# em Eue esse "rincQ"io V mais atuante R2. con todas las consecuencias Nur:dicas <ue de ah: derivan en los ordenamientos Nur:dicos internacional e interno$ Vh$ 1n e9ecto.T..- As diretriUes es"ecQ+icas de inter"retação dos direitos humanos decorrem do "rincQ"io da e+etividade$ deve-se buscar o entendimento da norma Eue melhor "ermita a "roteção da di&nidade humana e# em caso# de con+lito de normas# a Eue +or mais +avorável deve "revalecer.- .2-K.M.2$ c3 Estado deve &arantir Eue os "rocessos internos tendentes a investi&ar e sancionar os res"onsáveis "elos atos deste caso surtam seus devidos e+eitos e# em "articular# abster-se de recorrer a +i&uras como a anistia# a "rescrição e o estabelecimento de eLcludentes de res"onsabilidade. con la misma discrecionalidad con <ue han contado tradicionalmente en el se undo$ M. en particular.5 8rata-se do caso Chahal contra o 2eino Unido# Oul&ado em M((S# iniciado devido a decreto de eL"ulsão do 2eino Unido de cidadão indiano "ara a <ndia# Estado onde ele Oá havia sido torturado "or sua atividade "olQtica se"aratista siDh$ cA condição de Eue o recurso seOa ctão e+etivo Euanto "ossQvelg não convVm "ara um dano "elo . de conteKtos 9undamentalmente distintos.. estDn dotados de mecanismos espec:9icos de supervisi7n. consa ran obli aciones de carDcter esencialmente obNetivo. se aplican de con9ormidad con la noci7n de arant:a colectiva.ustiçaT[ "or tratar-se# como V am"lamente reconhecido# de conteLtos +undamentalmente distintos# os Estados não "odem "retender contar# nesse "rimeiro conteLto# com o Eue tradicionalmente tem contado no se&undo.5.# e sobre normas de se&urança nacional[ Oá decidiu a Corte Euro"Via de 0ireitos 9umanos Eue# mesmo sob o "reteLto da se&urança# o Estado não "ode violar a "roibição de tortura e de tratamentos desumanos ou de&radantes W condição essa desres"eitada "or vários Estados# não s! "elos EUAM.

Antes da 3NU# não havia um sistema internacional de "roteção aos direitos humanos W como lembra 9annah Arendt em Gri ens do Totalitarismo# eles não estavam institucionalmente &arantidos nem +iloso+icamente +undamentados.. Nenhuma dis"osição da "resente 0eclaração "ode ser inter"retada como o reconhecimento a EualEuer Estado# &ru"o ou "essoa# do direito de eLercer EualEuer atividade ou "raticar EualEuer ato destinado P destruição de EuaisEuer dos direitos e liberdades aEui estabelecidos. No marco inicial da internacionaliUação dos 0ireitos 9umanos# a 0eclaração Universal a"rovada "ela AssemblVia 6eral da 3NU em M(.K# o terceiro "ará&ra+o do arti&o 2( "roQbe o desvio dos direitos e liberdades contra os obOetivos e "rincQ"ios das Naç^es Unidas. 8rata-se de e+etividade "aradoLal$ um sistema de "roteção humanitária acabou "or ser "ervertido "ara +inalidade contrária P "reconiUada$ a subOu&ação de outro "ovo. No entanto# esse sistema +oi usado# com eL"ressivos e terrQveis resultados# "ela Alemanha$ com o "reteLto de Eue as minorias alemães nos *udetos estavam sendo "erse&uidas# a 8checoslováEuia# com a anu_ncia de 1rança e do 2eino Unido# acabou "or "erder sua soberania "ara os alemães em M(-K. Esses as"ectos Oá são bastante comentados "ela literatura es"ecialiUada..g R1UB$ #$$$% 6a condition <ue le recours soit b aussi e99ecti9 <u>il peut l>]tre e ne convient pas pour un rie9 selon le<uel l>eKpuslion de l>int2ress2 l>eKposera I un ris<ue r2el de subir un traitement contraire I l>article T. 0evido Ps mudanças "olQticas na Euro"a a"!s a rimeira 6uerra :undial Rnotadamente a consolidação da União *oviVticaT# o "roblema dos re+u&iados aumentou drasticamente# o Eue levou a Li&a das Naç^es a criar um sistema de "roteção Ps minorias e aos re+u&iados# Eue +oi lar&amente ino"erante R*9A)# 2. or conse&uinte# com a 3NU# o embrionário 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos buscou evitar a e+etividade "aradoLal "or meio de diretriUes de inter"retação da norma internacional.M..-T. A inter"retação não "ode &uiar-se "or uma +inalidade contrária P "roteção da di&nidade humana W se isso ocorrer# a a"licação da norma terá e+eitos contrários aos "retendidos e dar-se-á a e+etividade "aradoLal. domaine o= les <uestions de s2curit2 nationale ne doivent pas entrer en li ne de compte$T . A dis"osição se&uinte destina-se a evitar Eue esses mesmo direitos e liberdades seOam usados "ara a sua "r!"ria destruição$ Arti&o -. Neste trabalho# salienta-se outra Euestão$ a da tentativa de vedação da e+etividade "aradoLal "or meio de diretriUes teleol!&icas de inter"retação nos tratados internacionais. Eual a eL"ulsão do interessado o eL"orá a um risco de so+rer um tratamento contrário ao arti&o -o# domQnio onde as Euest^es de se&urança nacional não devem ser levadas em conta.

# "ará&ra+o -o.. 0e +orma a tentar Eue o 0ireito internacional# &eral e "articular# seOa coerente com esses "rincQ"ios# o arti&o M. MK.K da 3NU$ roibição do abuso de direito.M.5 Esse ti"o de norma# Eue corres"onde em verdade a uma eLi&_ncia racional da inter"retação# le&itima# "or eLem"lo# a "roibição no direito alemão de instituir um "artido naUista W eis Eue a +inalidade desse "artido seria Oustamente a de usar a liberdade "ara destruQ-la. As restriç^es +eitas nos termos da "resente Convenção aos re+eridos direitos e liberdades s! "odem ser a"licadas "ara os +ins Eue +oram "revistas. A Convenção Euro"Via "ara a roteção dos 0ireitos do 9omem e das Liberdades 1undamentais RM(5. 3 direito internacional convencional dos direitos humanos lo&o se&uiu essa "reocu"ação teleol!&ica# Eue tem como conseE]_ncia hermen_utica uma mudança no =mbito da .T ins"irou-se no eLem"lo da 0eclaração de M(. Art. MY.da Carta da 3NU "rev_ Eue# se houver con+lito entre obri&aç^es decorrentes da Carta e as de outra convenção# "revalecerão as "rimeiras W o Eue inclui o res"eito aos direitos humanos. Nenhuma das dis"osiç^es da "resente Convenção se "ode inter"retar no sentido de im"licar "ara um Estado# &ru"o ou indivQduo EualEuer direito de se dedicar a atividade ou "raticar atos em ordem P destruição dos direitos ou liberdades reconhecidos na "resente Convenção ou a maiores limitaç^es de tais direitos e liberdades do Eue as "revistas na Convenção. 0a mesma +orma# a seção bbb?777 da arte 7 da 0eclaração e ro&rama de Ação de ?iena RM((-T "rev_ Eue cEsses direitos e liberdades não "odem ser eLercidos de +orma contrária aos "ro"!sitos e "rincQ"ios das Naç^es Unidasg. Mo. Entre os "rincQ"ios da 3NU# está a cConse&uir uma coo"eração internacional "ara resolver os "roblemas internacionais de caráter econkmico# social# cultural ou humanitário# e "ara "romover e estimular o res"eito aos direitos humanos e Ps liberdades +undamentais "ara todos# sem distinção de raça# seLo# lQn&ua ou reli&iãog Rart. rev_ a seção bb?77 Eue os acordos re&ionais de direitos humanos devem re+erir-se Ps normas internacionais de "roteção e coo"erar com o sistema da 3 arti&o MY tem como antecedente o antes mencionado dis"ositivo da 0eclaração Universal dos 0ireitos do 9omem RLE :72E# M((5T[ o arti&o MK# conhecido como ccláusula anti-desviog# re"resenta uma dis"osição Eue im"re&nou toda a Convenção RC3U**72A8-C3U*8E2E# M((5T.T. Limitação da a"licação de restriç^es aos direitos. Art. 3NU.

e resta saber se as cdores ou so+rimentosg in+li&idos ao *r.. 3 seu arti&o "rimeiro contVm ti"i+ica as aç^es Eue "odem ser consideradas como tortura[ no entanto# como# se "rev_ no arti&o se&undo# c3 "resente arti&o não será inter"retado de maneira a restrin&ir EualEuer instrumento internacional ou le&islação nacional Eue contenha ou "ossa conter dis"ositivos mais am"losg W ou seOa# a Convenção não im"ede a e+icácia de norma Eue mantenham um controle mais estrito contra a tortura. A Corte estima Eue esse caráter ca&udog V# assim como o cmQnimo de &ravidadeg reEuerido "ara a a"licação do arti&o -o. ara a Corte# contudo# a inVrcia do :inistVrio Zblico +ranc_s na condução do caso demonstrou su+icientemente a +alta de e+etividade dos . *elmouni "odem ser Euali+icados como ca&udosg no sentido do arti&o Mo.S hierarEuia das +ontes$ em caso de con+lito entre normas de direitos humanos# seOa entre normas internacionais# ou entre norma internacional e o direito interno# "revalece a Eue +or mais +avorável P "roteção da di&nidade humana. da Convenção Euro"Via sobre a roteção dos 0ireitos 9umanos e das Liberdades 1undamentais "roQbe a tortura# e a distin&ue de tratamentos desumanos ou de&radantes... d. da Convenção da 3NU.M. ara de+inir "recisamente a tortura# a Corte lançou mão do arti&o Mo. recursos internos no caso. Nesse mesmo sentido# a Corte Euro"Via de 0ireitos 9umanos não se limita a a"licar a Convenção Euro"Via de 0ireitos 9umanos# "ara cuOa &arantia esse 8ribunal +oi criado# mas tambVm convenç^es da 3NU válidas "ara os Estados Eue são membros do sistema re&ional.... Um caso eLem"lar +oi o *elmouni contra a 1rança# Oul&ado em M(((. da Convenção da 3NU contra a 8ortura e outros 8ratamentos ou enas cruVis$ M. Em relação ao mVrito da causa# o arti&o -o. 3 Estado +ranc_s# buscando de+ender-se com a "reliminar de não-es&otamento dos recursos internos# ale&ou Eue os "oliciais envolvidos acabaram "or ser condenados "ela . *e o +iUesse# estaria contrariando a sua "r!"ria +inalidade# Eue V a de re"rimir a tortura e os tratamentos e "enas de&radantes. fuando +oi "reso# em M((M# +oi vQtima de tortura "ela "olQcia +rancesa.# relativo "or ess_ncia[ ele de"ende do conOunto dos dados da causa# notadamente da duração dos maus-tratos e dos seus e+eitos +Qsicos ou mentais# bem como# "or veUes# do seLo# da idade# do estado de saZde da vQtima etc.ustiça +rancesa em M(((. 8rata-se de outra eLi&_ncia racional da inter"retação teleol!&ica# Eue se "ode veri+icar# "or eLem"lo# na Convenção contra a tortura e outros tratamentos ou "enas cruVis# desumanos ou de&radantes de M(K. *elmouni era um cidadão holand_s e marroEuino# condenado na 1rança "or trá+ico de entor"ecentes W sua sentença transitou em Oul&ado em M((.

Y M. 8ais atitudes devem ser vistas como atos de tortura no sentido do arti&o -o. acimaT.da Carta Euro"Via de 0ireitos 1undamentais# Eue dis"^e sobre o cnQvel de "roteçãog desses direitos$ Nenhuma dis"osição da "resente Carta deve ser inter"retada no sentido de restrin&ir ou lesar os direitos do 9omem e as liberdades +undamentais reconhecidos# nos res"ectivos =mbitos de a"licação# "elo direito da União# o direito internacional e as convenç^es internacionais em Eue são "artes a União# a Comunidade ou todos os Estados-:embros# nomeadamente a Convenção euro"Via "ara a "roteção dos direitos do 9omem e das liberdades +undamentais# M. Essa interteLtualidade din=mica V con+irmada "elo arti&o 5.. de l>? e. la 3our ne peut <ue constater leur caract. par9ois. pris dans leur ensemble..S A Corte de Estrasbur&o# "ortanto# inter"retou a Convenção Euro"Via P luU da Convenção da 3NU# o Eue "ermite uma interteLtualidade din=mica no sistema re&ional de "roteção dos direitos humanos# a saber$ o di"loma le&al re+ere-se a outros di"lomas le&ais# de di+erentes ori&ens Rdireito interno# direito euro"eu# direito internacionalT# mas essa re+er_ncia não V estática# não se "rende a nenhum desses di"lomas W a norma Eue será a"licada de"enderá do &rau de "roteção atin&ido no momento da a"licação.e[ Eue um "olicial ulteriormente lhe a"resentou seu seLo diUendo-lhe c8ome# chu"e-og antes de urinar sobre ele[ Eue ele +oi ameaçado com um tubo e de"ois com uma serin&a R"ará&ra+o 2. relati9 par essence _ il d2pend de l>ensemble des donn2es de la cause. I l>instar du b minimum de ravit2 e re<uis pour l>application de l>article T. notamment de la dur2e du traitement et de ses e99ets ph8si<ues ou mentauK ainsi <ue. M. tu vas entendre <uel<u>un chanter e _ <u>un policier lui a ult2rieurement pr2sent2 son seKe en lui disant b Tiens. Nessas condiç^es# a Corte está convencida de Eue os atos de viol_ncia +Qsica e mental cometidos contra "essoa do reEuerente# tomada em seu conOunto# "rovocaram dores e so+rimentos ca&udosg e se revestem de um caráter "articularmente &rave e cruel.re b ai u e est. la 3our est convaincue <ue les actes de violence ph8si<ue et mentale commis sur la personne du re<u2rant.rement rave et cruel$ De tels a issements doivent ]tre re ard2s comme des actes de torture au sens de l>article T de la 3onvention$ . suceOle e avant de lui uriner dessus _ <u>il a 2t2 menac2 avec un chalumeau puis avec une serin ue Xpara raphe SV ciOdessus[$ Gutre la violence des 9aits d2crits. da Convenção.ve 2 alement <ue le re<u2rant a 2t2 tir2 par les cheveuK _ <u>il a dl courir dans un couloir le lon du<uel des policiers se pla4aient pour le 9aire tr2bucher _ <u>il a 2t2 mis I enouK devant une Neune 9emme I <ui il 9ut d2clar2 b Tiens. AlVm da viol_ncia dos +atos descritos# s! resta P Corte constatar seu caráter odioso e humilhante "ara EualEuer "essoa# seOa Eual +or o seu estado. du seKe. ont provo<u2 des douleurs et des sou99rances b ai uks e et rev]tent un caract. de l>2tat de sant2 de la victime.5.M.re particuli.-. <uel <ue soit son 2tat$ 1BU$ Dans ces conditions. etc$ 1BT$ 6a 3our rel.re odieuK et humiliant pour toute personne. A Corte acentua i&ualmente Eue o reEuerente +oi "uLado "elos cabelos [ Eue ele teve Eue correr "or um corredor ao lon&o do Eual os "oliciais se colocaram a"ra +aU_-lo tro"eçar[ Eue ele +oi colocado de Ooelhos diante de uma Oovem mulher d. M.S 1BB$ #$$$% reste I savoir si les b douleurs ou sou99rances e in9li 2es I F$ "elmouni peuvent ]tre <uali9i2es d>b ai uks e au sens de l>article 1er de la 3onvention des Nations unies$ 6a 3our estime <ue ce caract.

M.K

bem como "elas Constituiç^es dos Estados-:embros.

7sto V# de"endendo da situação# a solução "oderá ser dada seOa "elo direito interno# seOa "elo direito euro"eu# seOa "elo internacional# de acordo com o nQvel de "roteção atin&ido no momento. No mesmo sentido deve ser lida este outro arti&o da Convenção contra a tortura$
Art. MS# A 2.o - 3s dis"ositivos da "resente Convenção não serão inter"retados de maneira a restrin&ir os dis"ositivos ou EualEuer outro instrumento internacional ou lei nacional Eue "roQba os tratamentos ou "enas cruVis# desumanos ou de&radantes ou Eue se re+ira P eLtradição ou eL"ulsão.

*e norma interna +or mais abran&ente# ela "revalecerá sobre o tratado. A Carta *ocial Euro"Via de M(SM assim "revia$
Art. -2. As dis"osiç^es da "resente Carta não a+etam as dis"osiç^es de direito interno e dos tratados# convenç^es ou acordos bilaterais ou multilaterais Eue estiverem em vi&or e Eue seOam +avoráveis Ps "essoas "rote&idas.

3 acto 7nternacional sobre 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais da 3NU RM(SST "ossui dis"osição análo&a$
Art. 5.o d...e 2. Não se admitirá EualEuer restrição ou sus"ensão dos direitos humanos +undamentais reconhecidos ou vi&entes em EualEuer "aQs em virtude de leis# convenç^es# re&ulamentos ou costumes# sob "reteLto de Eue o "resente acto não os reconheça ou os reconheça em menor &rau.

3

rotocolo de *an *alvador RM(KKT# Eue com"lementa a Convenção

Americana sobre 0ireitos 9umanos# "rev_ o mesmo em seu arti&o ,o. 8ambVm a Convenção sobre os 0ireitos da Criança de M(K( acolheu o "rincQ"io da "reval_ncia da norma Eue +or mais +avorável# seOa ela nacional ou internacional# no arti&o ,M$
Art. ,M. Nada do esti"ulado na "resente Convenção a+etará dis"osiç^es Eue seOam mais convenientes "ara a realiUação dos direitos da criança e Eue "ossam constar$

M.(

aT das leis de um Estado-"arte[ bT das normas de direito internacional vi&entes "ara esse Estado.

3utra interessante +ormulação Eue se destina a evitar a e+etividade "aradoLal encontra-se no arti&o 5o e no arti&o So Rem relação P "ena de morteT do acto 7nternacional sobre 0ireitos Civis e olQticos da 3NU RM(SST$
Art. 5.o M. Nenhuma dis"osição do "resente acto "oderá ser inter"retada no sentido de reconhecer a um Estado# &ru"o ou indivQduo EualEuer direito de dedicar-se a EuaisEuer atividades ou "raticar EuaisEuer atos Eue tenham "or obOetivo destruir os direitos ou liberdades reconhecidos no "resente acto ou im"or-lhes limitaç^es mais am"las do Eue aEuelas nele "revistas. 2. Não se admitirá EualEuer restrição ou sus"ensão dos direitos humanos +undamentais reconhecidos ou vi&entes em EualEuer Estado- arte do "resente acto# em virtude de leis# convenç^es# re&ulamentos ou costumes# sob "reteLto de Eue o "resente reconheça# em maior ou menor &rau. Art. S.o S. Não se "oderá invocar dis"osição al&uma do "resente arti&o "ara retardar ou im"edir a abolição da "ena de morte "or um Estado- arte do "resente acto. acto não os

3s dis"ositivos transcritos "ossuem o mesmo +im$ &arantir a e+etividade dos direitos humanos e evitar Eue seOam a"licados de +orma a "roduUir e+eitos contrários P "roteção do indivQduo# ou seOa# a e+etividade "aradoLal. A Carta *ocial Euro"Via# a"!s a revisão de M((S# reZne tais "reocu"aç^es de caráter hermen_utico$
arte ? Arti&o 6 - 2estriç^es$ a. 3s direitos e "rincQ"ios enunciados na "arte 7# lo&o Eue eles seOam e+etivamente a"licados# e o eLercQcio desses direitos e "rincQ"ios# tal como V "revisto na "arte 77# não "oderão ser obOeto de restriç^es ou de limitaç^es não es"eci+icadas nas "artes 7 e 77# eLceto aEuelas "rescritas "ela lei e Eue são necessárias# numa sociedade democrática# "ara &arantir o res"eito dos direitos e das liberdades de outrem ou "ara "rote&er a ordem "Zblica# a saZde "Zblica e os bons costumes. 2. As restriç^es traUidos "or esta Carta aos direitos e obri&aç^es nela reconhecidos s! "odem ser a"licadas se&undo a +inalidade "ara Eue +oram "revistas.

MM.

Arti&o 9 W 2elaç^es entre a Carta e o direito interno ou os tratados internacionais$ As dis"osiç^es da "resente Carta não contrariam as dis"osiç^es do direito interno e dos tratados# convenç^es ou acordos bilaterais ou multilaterais Eue estão ou entrarão em vi&or e Eue seOam mais +avoráveis Ps "essoas "rote&idas.

3 "ará&ra+o "rimeiro do arti&o 6 destina-se a im"or limitaç^es Ps restriç^es Eue se "ossam +aUer aos direitos "revistos "ela Carta. 3 "ará&ra+o se&undo# ao im"or a teleolo&ia "r!"ria da Carta# destina-se a im"edir a ocorr_ncia de e+etividade "aradoLal W isto V# Eue +inalidades estranhas P "roteção dos direitos sociais seOam escolhidas "elos intVr"retes. 3 arti&o 9# "or sua veU# im"ede Eue a Carta seOa usada "ara restrin&ir normas internacionais ou internas mais +avoráveis. Essa &arantia V re+orçada "ela inter"retação interativa dos tratados de direitos humanos R827N0A0E# M((($ ,--YT# se&undo a Eual certa convenção "ode orientar a inter"retação de outra# de +orma a maLimiUar a "roteção# dada a universalidade dos direitos humanos e "or sua ineLauribilidade. 3 Estatuto do 8ribunal enal 7nternacional# assinado em M((K# alude de +orma interessante a essa ineLauribilidade Euando se re+ere Ps normas internacionais em desenvolvimento[ elas não deverão ser restrin&idas "elo Estatuto# o Eue re"resenta uma homena&em P evolução desse ramo tão recente do 0ireito 7nternacional. Neste caso# trata-se do "rincQ"io da inter"retação evolutiva dos direitos humanos$
Arti&o M.. Nada no dis"osto na "resente "arte se inter"retará no sentido de limitar ou "reOudicar de al&uma +orma as normas eListentes ou em desenvolvimento do direito internacional "ara +ins distintos do "resente Estatuto.

A interteLtualidade din=mica dos direitos humanos# consistente na conOu&ação dos "rincQ"ios da "reval_ncia da norma mais +avorável# da com"lementariedade solidária e da inter"retação evolutiva dos direitos humanos# tal como "revistos no 0ireito internacional# des+aU o +ormalismo na escolha das +ontes OurQdicas com a adoção de um pluralismo OurQdico# "ara &arantir a maior e+etividade desses direitos nos conteLtos de a"licação. 0essa +orma# a de"ender da situação# "ode ser a"licada ora uma norma de um sistema re&ional de direitos humanos# ora do sistema da 3NU# ou do direito interno. Em culturas OurQdicas isolacionistas# contudo# o 0ireito internacional tem di+iculdades de assumir esse "a"el# tendo em vista Eue a sua e+icácia V reduUida. 3 mesmo

MMM

ocorre em conteLtos onde a cultura OurQdica seOa in+ensa aos direitos humanos. Esses dois caracteres Risolacionismo e o"osição aos direitos humanosT "odem se unir no Eue :elissaris denomina de centendimento "ositivista do direitog# se&undo o Eual os csistemas OurQdicos estão hermeticamente +echados e não são ca"aUes de dar sentido a nenhuma outra ordem normativa como tal# a n5o ser <ue ela seNa redu&ida I pr7pria 9onte de validade desses sistemas$g R2..,# ". S(T. No ca"Qtulo se&uinte# ver-se-á Eue assim se caracteriUa a cultura OurQdica brasileira# tal como eL"ressa na Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal sobre os tratados internacionais de direitos humanos# o Eue en+atiUa a im"ort=ncia das instituiç^es internacionais como instrumentos RZteis# mas não su+icientesT de crQtica e de mudança da cultura OurQdica.

-. 2io de . 3 . de Luciano 1i&ueiredo. M. 3r&. 3artas 1Y^VO1YZV..M# 777# da Constituição 1ederal.# M((K# ". ed. 3 072E783 7N8E2NAC73NAL 03* 072E783* 9U:AN3* E A 230U453 LE6AL 0A 7LE6AL70A0E N3 *U 2E:3 827BUNAL 1E0E2AL 3omo o )'!"C6 2 o reino da dilui45o. 2.K A sZmula# de .. M.MM2 777.g . -(T A Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal mostrava cal&umas ades^es P tend_ncia restritivag RM(YM# ". M.K# Eue constran&ia# c"ela eLe&ese# a "ossibilidade de recorrerg RM(YM# ". <uem pode prever a e9icDcia de <ual<uer coisa <uanto ao conteKtod 9Vlio 3iticicaM.M.Y III.aneiro$ Editora U12.de abril de M(S. RM(YM# ".# dis"^e$ c0ecisão Eue deu raUoável inter"retação P lei# ainda Eue não seOa a melhor# não autoriUa recurso eLtraordinário "ela letra a do art.udiciário# a"!s o &ol"e militar# não estaria mais P altura da V"oca da 2e"Zblica ?elha# Euando se +ormou a doutrina brasileira do habeas corpus$ No "assado remoto# a Ouris"rud_ncia retirava de um "ará&ra+o# inserto na 0eclaração de 0ireitos# a seiva Eue lhe "ermitiria dotar o aQs de remVdio "rocessual ca"aU de acudir# com "resteUa# a todas as vQtimas do "oder arbitrário[ em nossos dias# havendo remVdio no direito escrito# substitutivo da criação Ouris"rudencial her!ica# amesEuinha-se a medida de sorte a torná-la inZtil em muitos casos. .2T.1 / isolacionismo e os tratados internacionais de direitos 0umanos na !urisprudFncia do 3upremo @ribunal Gederal: :i&uel *eabra 1a&undes# durante o re&ime militar# a+irmou# no ensaio ! evolu45o do sistema de prote45o Nurisdicional dos direitos no )rasil republicano# Eue houve um retrocesso na "ostura Oudicial em relação P "roteção dos direitos. 2i.Y CLA2># L'&ia[ 3787C7CA# 9Vlio.2T[ como eLem"lo# a sZmula . .

:aurQcio Corr_a# o 2elator# e Carlos Britto haviam votado# em 2 de outubro de 2.# o "edido de vista +oi renovado. Um dos cam"os em Eue se "odem identi+icar continuidades# em veU de ru"tura com a anti&a inter"retação constitucional# V o Eue se relaciona com as normas de 0ireito 7nternacional. 3s es"ecialistas nesse ramo OurQdico continuam a veri+icar resist_ncia e%ou desconhecimento desse ramo OurQdico "elo .M# ". de deUembro de M((S# Eue tornou "Zblica a denZncia da Convenção no M5K da 3r&aniUação 7nternacional do 8rabalho. MKT. . -K2--(MTM. A Constituição de M(KK aborda a Euestão da hierarEuia dos tratados somente em dois momentos$ o "ará&ra+o Znico do arti&o ..oaEuim Barbosa# nessa ocasião# "ediu vista do "rocesso# e o Oul&amento novamente +oi interrom"ido. do arti&o M. Em abril de 2.obim.. K..MM- A"!s o +im da ditadura militar e a entrada em vi&or da Constituição de M(KK# *eabra 1a&undes constatou Eue o . 22. 8rata-se da inter"retação do arti&o .. A Constituição de M(KK certamente não V clara a res"eito da celebração dos tratados# sobretudo em relação P com"et_ncia dos oderes ELecutivo e Le&islativo R:E0E723*# M((5# "..osV :arcos de :a&alhães escreve Eue as cautoridades Oudiciais e do eLecutivog não estão cacostumadas a dar maior im"ort=ncia a resoluç^es e a atos internacionais# mesmo Eue rati+icados "elo &overno brasileirog# e Eue o *u"remo 8ribunal 1ederal resiste contra a vi&_ncia de tratados de direitos humanos rati+icados "elo Brasil# mesmo os de &rande im"ort=ncia como o acto 7nternacional sobre 0ireitos Civis e olQticos da 3NU e a Convenção Americana sobre 0ireitos 9umanos R2.-# "elo "rovimento "arcial da ação# no sentido de Eue a denZncia somente +iUess e+eito a"!s o re+erendo do Con&resso Nacional.S25--# contra o 0ecreto nr 2. Ao menos desde M(YY# o *u"remo 8ribunal 1ederal entende Eue o "aQs# P +alta de "revisão constitucional eL"ressa# adota o monismo sem "reval_ncia do 0ireito 7nternacional. 3 Oul&amento somente "kde "rosse&uir em 2( de março de 2..(# 7 da Constituição brasileira. . de 2.udiciário não havia se ada"tado aos novos tem"os e estava crea&indo muito "ela inVrciag RM((M# ".udiciário brasileiro.. A Znica eLceção seria a dos tratados em matVria tributária# devido P "revisão eL"ressa do arti&o (K do C!di&o 8ributário Nacional de Eue os tratados "revalecem sobre a lei interna R2EnE># M((YcT.o.(.T# sem dar "lena e+icácia P ordem constitucional.obim.M..( 3 *u"remo 8ribunal 1ederal está a eLaminar a Euestão do "a"el do Le&islativo na denZncia de tratados internacionais na ação direta de inconstitucionalidade nr M. e o "ará&ra+o 2o. 3 Oul&amento +oi interrom"ido devido ao "edido de vista do :inistro Nelson . 9istoricamente# não se "ode constatar ri&or te!rico na Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal sobre a rece"ção dos tratados internacionais# Oá o demonstrou 0olin&er RM((ST. :as o :inistro .# V Eue teria +icado clara a "osição de Eue o tratado internacional "ossui# no =mbito interno# hierarEuia semelhante P da lei# "odendo ter sua e+icácia a+astada "or lei "osterior W a lei não "oderia revo&á-lo# eis Eue o tratado não de"endeu a"enas da mani+estação da soberania brasileira# ao contrário da lei..S# com voto contrário P ação de .. Em M(YY# com o Oul&amento do 2ecurso eLtraordinário n.

d&ri+os do ori&inale Note-se a solução aventada "elo 8ribunal# de uma emenda constitucional ROá Eue o "rincQ"io do "ará&ra+o Znico do arti&o .M# ".MM.M# ". 5. 3 arti&o 2. A ementa V bem clara a res"eito$ Embora dese!8vel a adoção de mecanismos constitucionais diferenciados# cuOa instituição privile.o K2Y(# Eue veio da Ar&entina# decidiu Eue o rotocolo sobre medidas cautelares do :ercosul não estava em vi&or no Brasil "or +alta de decreto "residencial Eue o "romul&asse W eLi&_ncia não "revista no teLto constitucional# necessária "ara Eue os tratados internacionais Rsem eLceção "ara os do :ercosulT tenham e+icácia no =mbito interno. 3 *u"remo 8ribunal 1ederal adotou entendimento contrário. . 2YMT.# ". 3 "rimeiro dis"ositivo trata do direito de inte&ração$ cA 2e"Zblica 1ederativa do Brasil buscará a inte&ração econkmica# "olQtica# social e cultural dos "ovos da AmVrica Latina# visando P +ormação de uma comunidade latino-americana de naç^es..\ ara :árcio :onteiro 2eis# a res"osta V "ositiva$ os tratados constitutivos do bloco econkmico "ossuiriam chierarEuia supra le&alg# embora não constitucional R2.g Essa "revisão con+ere aos tratados do :ercosul um status su"erior ao da lei# eis Eue o :ercado Comum do *ul tem como +inalidade a +ormação dessa comunidade latinoamericanaMM. 2SKT# e o direito derivado do :ercosul Rcomo normas administrativos emanadas em decorr_ncia dos tratadosT# embora suOeito P lei# bene+iciar-se-ia de sua natureUa de norma es"ecial R2..o. Em M((K# na a"reciação do a&ravo re&imental na carta ro&at!ria n. do 8ratado de Assunção# Eue deu ori&em ao :ercosul# "rev_ Eue a adesão ao :ercado Comum V reservada tão-somente aos membros da Associação Latino-Americana de 7nte&ração RALA07T..([ 2. (. No Oul&amento# un=nime# o "rincQ"io constitucional da inte&ração +oi considerado uma sim"les norma "ro&ramática$ *ob a V&ide do modelo constitucional brasileiro# mesmo cuidando-se de tratados de inte&ração# ainda subsistem os clássicos mecanismos institucionais de rece"ção das MM.ie o "rocesso de recepção dos atos# acordos# "rotocolos ou tratados celebrados "elo Brasil no =mbito do :E2C3*UL# esse V um tema Eue depende# essencialmente# Euanto P sua solução# de reforma do teLto da Constituição brasileira# reclamando# em conseE]_ncia# modi+icaç^es de !ure constituendo..o tornou-se ine+icaU com a inter"retação Eue lhe +oi dadaT# bem "r!"ria de uma cultura OurQdica cuOo +ormalismo leva a uma hi"ertro+ia da lei escrita e a uma hi"ertro+ia da Constituição# com a conseE]_ncia de Eue ambas encontram "ouca e+etividade..

Essa "ostura não nasceu no . Nesse Oul&amento# "ortanto# o tribunal# ne&ando a "ossibilidade de a"licabilidade direta do direito do :ercosul Ro Eue ocorreria# se não +osse necessário o decreto de "romul&açãoT# manteve a sua Ouris"rud_ncia sobre os tratados internacionais R*7L?A NE83# 2. . 0e acordo com o Ourista# o *u"remo estaria a o"or obstáculos ao "rocesso de inte&ração "or não inter"retar a Constituição se&undo os "rincQ"ios nela inscritos. rotocolo sobre :edidas Cautelares# ou rotocolo de Las Le}as e havia sido diri&ida P . . 3 entendimento do *u"remo 8ribunal 1ederal +oi criticado "or muitos internacionalistas.udiciário# mas decorre de uma +alta de com"rometimento "olQtico do ELecutivo com o a"ro+undamento do "rocesso de inte&ração. 2eduUilo a uma ceL"ressão literáriag não seria clevar a sVrio o constituinteg# e sim adotar uma c"ostura mais conservadorag RM((YcT. A carta baseava-se no *ul sem "assar "or BrasQlia. *e&undo a decisão# o :ercosul.o da Constituição e não se choca com o arti&o M. No a&ravo re&imental na carta ro&at!ria n.o# "ará&ra+o Znico# da Constituição da 2e"Zblica# Eue "ossui conteZdo meramente "ro&ramático e cuOo sentido não torna dis"ensável a atuação dos instrumentos constitucionais de trans"osição# "ara a ordem OurQdica domVstica# dos acordos# "rotocolos e convenç^es celebrados "elo Brasil no =mbito do :E2C3*UL..SM-# em M((Y# +oi anulada carta ro&at!ria Eue "rovinha da Ar&entina e não havia recebido eKe<uatur do *u"remo 8ribunal 1ederal# o Eue teria violado a com"et_ncia "revista no arti&o M.MT# ou seOa# não considerou Eue o "rincQ"io da inte&ração houvesse traUido al&o de novo ao re&ime dos tratados.. 5.r Y.2# 7# h# Eue não se re+eriria a todas as sentenças estran&eiras.osV :arcos de :a&alhães RM(((T considerou Eue a eLtraterritorialidade das sentenças e laudos arbitrais "revistos no rotocolo de Las Le}as tem como +undamento o "ará&ra+o Znico do arti&o .MM5 convenç^es internacionais em &eral# não bastando# "ara a+astá-los# a eList_ncia da norma inscrita no art.2# 7# h da Constituição# Eue "rev_ tambVm a homolo&ação de sentenças estran&eiras.ustiça do 2io 6rande do rotocolo não "oderia eLce"cionar da com"et_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal as cartas ro&at!rias dos Estados membros do . 1rancisco 2eUeD# em teLto de M((Y# lembra Eue a cinte&ração econkmicag# "revista na Constituição# tem um si&ni+icado tVcnico W a União Euro"Via demonstrou-o.M# ".

a de lembrar Eue o a"ro+undamento do "rocesso inte&racionista# Eue re"resentaria a"enas cum"rir os obOetivos do arti&o M.2T e :aUUuoli R2.MMS Como lembra .5# Eue acrescentou mais um "ará&ra+o a esse arti&o# Eue os tratados internacionais de direitos humanos "ossuem a mesma hierarEuia das normas constitucionais "ara Eue am"liem o rol de direitos e &arantias. . Como resultado# há um &rande inse&urança OurQdica no :ercosul na determinação de Eue normas "recisam ser incor"roradas ao ordenamento interno# e Euais Oá são e+icaUes.YT. 3 A 2.o do 8ratado de Assunção Risto V# a criação de um mercado comum entre os membros do :ercosulT# im"licaria ao ELecutivo "erder "ara as instituiç^es de inte&ração "arcela de seu "oder de coordenar "olQticas macroeconkmicas W e o Brasil não "arece dis"osto a +aU_-lo. da Constituição tenha re"ercussão no tocante P disci"lina dos tratados internacionais.ST.MT# liam no A 2.. Não V de es"antar# "ois# Eue a"esar da "revisão es"ecQ+ica da inte&ração econkmica# "olQtica# social e cultural REue s! "oderia ser atin&ida# evidentemente# "or meio de tratados internacionaisT# o *u"remo 8ribunal 1ederal não considera Eue o "ará&ra+o Znico do arti&o ..o.. .2# ".o do arti&o 5. . A outra "revisão es"ecQ+ica re+ere-se aos tratados internacionais de direitos humanos.o# antes da Emenda Constitucional n. -.# ". Não s! o Brasil# "or sinal$ a +alta de seriedade dos Euatro membros do bloco econkmico RAr&entina# Brasil# ara&uai e Uru&uaiT +eU com Eue nem mesmo a obri&ação de noti+icar a *ecretaria Administrativa do :ercosul a res"eito da inte&ração dos tratados P ordem interna# "revista no arti&o -K do rotocolo de 3uro reto# +osse realiUada atV 2. 9á# "ortanto# um obstáculo Eue V antes da cultura "olQtica brasileira REue se re+lete na cultura OurQdicaT do Eue OurQdico.o "receitua$ c3s direitos e &arantias eL"ressos nesta Constituição não eLcluem outros decorrentes do re&ime e dos "rincQ"ios "or ela adotados# ou dos tratados internacionais em Eue a 2e"Zblica 1ederativa do Brasil seOa "arte.g A maior "arte dos internacionalistas# e entre eles nos re+erimos es"ecialmente a 1lávia iovesan R2..oão :ota de Cam"os# mesmo em "aQses dualistasMMM# como 7tália e Alemanha# os tribunais nacionais acabaram "or reconhecer o "rimado do 0ireito comunitário Ro ordenamento da União Euro"ViaT sobre o direito interno RM((. RC3nEN0E@# 2.. 3 "ará&ra+o se&undo do arti&o 5o da Constituição da 2e"Zblica# caso seOa inter"retado como uma sim"les "revisão de Eue "oderiam ser celebrados tratados de direitos humanos# seria um dis"ositivo com"letamente inZtil# eis Eue V de comum MMM 3 dualismo corres"onde# em traços lar&os# a correntes do 0ireito 7nternacional Eue Oul&am haver duas ordens OurQdicas básicas# a internacional e a interna# "elo Eue os tratados internacionais não "oderiam ser e+icaUes diretamente na ordem interna.o do arti&o 5.2--.

. MM5-M2.o do Ato das 0is"osiç^es Constitucionais 8ransit!rias RA0C8T# Eue "receitua Eue o Brasil "ro"u&nará "ela criação de um tribunal internacional de direitos humanosMM2# no =mbito do Euadro hist!rico em Eue a Constituição de M(KK +oi "romul&ado# ou seOa# a redemocratiUação do "aQs# +aUem com Eue tanto a inter"retação sistemática como a hist!rica demonstrem ser esta a melhor leitura. .. 3 "rincQ"io da "reval_ncia dos direitos humanos Rart.o# 77T# combinado com o art. . Na condição de consultor OurQdico do 7tamarat'# em audi_ncia "Zblica da AssemblVia Nacional Constituinte realiUada em vinte e nove de abril de M(KY# ele "ro"ks Eue se acrescentassem cos tratados de Eue o "aQs V "arteg ao dis"ositivo do ante"roOeto Eue dis"unha Eue os direitos "revistos nesta Constituição não eLcluQam outros direitos e &arantais decorrentes do re&ime e do "rincQ"ios Eue MM2 Celso 0.oT# e "or# ou i&norar Eue Oá eListia essa Corte# Eue era a da 3EA# ou "or "retender a criação de um tribunal de com"et_ncia universal# o Eue seria uma ilusão R2...T.T. de AlbuEuerEue :ello# contudo# considera esse dis"ositivo cerrado em todos os sentidosg# "ois deveria estar entre os "rincQ"ios da "olQtica eLterior Rde +ato# deveria ter sido incluQdo com o inciso 77 do arti&o . 3 tratado internacional# contudo# "ode deiLar de ser a"licado# se "revir um &rau de "roteção menor do Eue o criado "elo direito nacional# devido ao "rincQ"io da "reval_ncia da norma Eue +or mais +avorável P vQtima R2. *e entendermos Eue a Constituição da 2e"Zblica não tem dis"osiç^es inZteis# torna-se mais claro ler Eue aos direitos "revistos no 8Qtulo 77 inte&rar-se-ão aEueles decorrentes de tratados internacionais# Eue serão dotados de valor constitucional caso venham a am"liá-los. Y.2a# ".-M. M2.b# ". 0e acordo com 1lávia iovesan# terQamos um sistema misto em relação aos tratados internacionais$ uma incor"oração automática "ara os de direitos humanos# e a necessidade de edição de decreto "residencial# a"!s a"rovação "elo Con&resso Nacional# dos demais tratados R2.. 8rata-se# "or conse&uinte# de um sistema aberto de direitos e &arantias# eis Eue o 8Qtulo 77 corres"onde a um mQnimo social# "odendo ser am"liado "ela norma internacional..2# ".T.2# "..KT. A consulta aos anais da constituinte tambVm a"onta no mesmo sentido# "ois o "ará&ra+o se&undo do arti&o Euinto +oi introduUido "or su&estão de Antknio Au&usto Cançado 8rindade# atual "residente da Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos.MMY conhecimento Eue "odem ser celebradas convenç^es internacionais sobre EualEuer ramo do direito e# "or essa raUão# em nenhuma outra "assa&em a Constituição "erdeu tem"o em a+irmar Eue matVrias seriam obOeto do direito internacional convencional. M. 2. *e&undo :aUUuoli# trata-se de uma dualidade de +ontes Ra internacional e a internaT do sistema constitucional de direitos humanos# Eue acaba "or cdeiLar a Constituição mais intensa e com melhor a"tidão "ara o"erar com o 0ireito 7nternacionalg R2..

-# ".o não "oderia ter o e+eito de con+erir hierarEuia constitucional "ara os tratados de direitos humanos# se&undo o :inistro :oreira Alves# no Oul&amento do habeas corpus n. Cançado 8rindade eL"licou Eue esse avanço era insu+iciente$ d.-Y5T. em M((5# c"ela sin&ela raUão de Eue não se admite emenda constitucional realiUada "or meio de tratadog RV de lembrar Eue somente com a emenda constitucional n.e vou um "ouco alVm da Comissão de Estudos Constitucionais e su&iro$ alVm das declaraç^es de Eue o aQs V si&natário# tambVm os tratados em Eue o aQs V "arte.2b# ".. 5..MMK ela adotava e das declaraç^es internacionais de Eue o Brasil +osse si&natário. Y. No entanto# como lembra :aUUuoli# &rande "arte da doutrina constitucionalista não considera Eue os tratados internacionais de direitos humanos inte&ram-se aos direitos e &arantias "revistos constitucionalmente R2.o# esses tratados +oram eL"licitamente alçados a nQvel constitucional# mediante votação cem cada Casa do Con&resso Nacional# em dois turnos# "or tr_s Euintos dos votos dos res"ectivos membrosg[ essa emenda será discutida adianteT. MYST Como V sabido# a su&estão +oi acolhida e acabou "or incor"orar-se P nova Constituição da 2e"Zblica.udiciário brasileiro# na sua maioria# ainda considerar Eue há "aridade entre os tratados internacionais de direitos humanos e a lei ordinária no novo re&ime constitucional.5# de K de deUembro de 2. A re+er_ncia Ps declaraç^es corres"ondia a um avanço em relação P Carta de M(S(# Eue não as mencionava.. Nesse caso# os e+eitos serão mandat!rios e o &overno brasileiro estará obri&ado a res"eitar# nos "lanos nacional e internacional# os direitos e &arantias individuais.r .# Eue acrescentou o A -o.... E a Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal não se alterou em relação P "osição de+inida sob a Carta de M(S(.# ". R827N0A0E# 2. Y2. do art. Cançado 8rindade v_ clamentável +alta de vontade RanimusTg# e não !bice OurQdico# em termos de do&mática R2. No entanto# tal não V o entendimento do *u"remo 8ribunal 1ederal# Eue mantVm a Ouris"rud_ncia de Eue não há dis"osição constitucional Eue asse&ure ao tratado "rimaUia sobre a lei interna[ lo&o# lei ordinária "osterior a EualEuer tratado internacional +aU com Eue este "erca sua e+icácia.. A "osição desse :inistro "revaleceu# e ele +oi o relator desse ac!rdão. S2-T# no +ato de o oder .M-M-2. 3 :inistro :aurQcio Corr_a votou no mesmo sentido$ . 3 "ará&ra+o se&undo do arti&o 5..

.# ".o# a c"reval_ncia dos direitos humanosg# outro dos "rincQ"ios constitucionais das relaç^es eLteriores do Estado brasileiro# tambVm não "ode ser i&norado# e entender a soberania como "reteLto "ara a violação dos direitos humanos viola não a"enas o 0ireito internacional# como tambVm a Constituição brasileira.. No Oul&amento de liminar na ação direta de inconstitucionalidade n... 3 constituinte# se&undo o :inistro# Euis ser c"eda&!&icog# "or isso teria sido redundante.o do arti&o 5. 3 :inistro# Eue v_ &randeUa em ser ortodoLo# revela des"osar uma "osição curiosamente isolacionista# e ima&ina constatar nos tratados internacionais uma minimiUação da soberania "o"ular.o Rcuriosamente# citando obra de 1rancisco 2eUeD# Direito dos Tratados# anterior P ConstituiçãoT. Como o direito de convenção Rdireito de celebrar tratadosT decorre da "r!"ria soberania e# alVm disso# não se "ode conceber na sociedade internacional contem"or=nea um Estado isolado# sem laços com outros "ovos# V +orçoso reconhecer nessa "osição isolacionista um tom# em termos OurQdicos# +rancamente arcaico. Acrescento Eue o inciso 77 do arti&o .o# deve ser inter"retado P luU do "ará&ra+o Znico do mesmo arti&o# Eue "rev_ a inte&ração econkmica# social e cultural W "elo Eue a soberania não "ode ser com"reendida de maneira absoluta R2. 3 :inistro *e"Zlveda ertence de+endeu a hierarEuia constitucional dos tratados internacionais de direitos humanos celebrados "elo Brasil antes da Constituição de M(KK# entendimento com"atQvel com a "osição adotada a "artir da tese do :inistro :oreira Alves# eis Eue não se "oderia ar&umentar Eue os tratados anteriores P Constituição +ariam as veUes de emenda constitucional.osV da Costa 2icaT o elastVrio Eue se "retende dar ao seu conteZdo# a "reteLto do A 2o do arti&o 5o da C1# sobre os direitos e &arantias concedidos "elo ordenamento constitucional# a res"eito dos com"romissos assumidos "elo Brasil em tratado internacional de Eue seOa "arte. (5YT.. 1oi o Znico# "orVm# a concluir Eue# se&undo essa inter"retação# o c"receitog era cdesnecessário# uma verdadeira redund=nciag# como Oá se re+eriu neste trabalho. E contrário P Constituição$ :árcio :onteiro 2eis lembra Eue o "rincQ"io da soberania# "revisto no arti&o . Elevar P &randeUa de ortodoLia essa hermen_utica seria minimiUar o "r!"rio conceito da soberania do Estado-"ovo na elaboração de sua Lei :aior.MM( d. 3 :inistro :arco AurVlio# relator do caso e vencido nesse Oul&amento# com"artilhava do mesmo entendimento sobre o e+eito do A 2.e não em"resto ao arti&o Yo# item Y# da Convenção Americana sobre 0ireitos 9umanos R acto de *an .o M.SY5-M 01# em M((Y# a+irmou$ .

Yo.T. Est_vão Couto realiUou uma análise estatQstica da Ouris"rud_ncia da Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal.. Essa "osição# contudo# não +oi adotada "elo 8ribunal# Eue decidiu Eue o dis"ositivo não con+eria hierarEuia constitucional a tratado al&um.. M-(-M. No entanto# aludir-se-á aos outros dois caminhos metodol!&icos. Ca""elletti "ossui como re+erencial a Corte Euro"Via de 0ireitos 9umanos e a Comunidade Euro"Via RM((M# ".e "arece inEuestionável W e sobre isso não houve controvVrsia na A07n M. Este trabalho de+ende a tese de Eue essa Ouris"rud_ncia decorre de uma cultura OurQdica in+ensa P internacionaliUação dos direitos humanos.o# "ará&ra+o Znico# Eue "ermitiria a criação de uma comunidade latino-americana.M2. or eLem"lo# "ara :auro Ca""elletti a Constituição brasileira era ceLem"larg no tocante P cdimensão transnacional do 0ireitog# se&undo o arti&o Y.K. odem-se em"re&ar diversas metodolo&ias "ara veri+icar a eList_ncia dessa cultura OurQdica..e Ainda# "orVm# Eue não Eueira o 8ribunal com"rometer-se com a tese da hierarEuia constitucional dos tratados sobre direitos +undamentais rati+icados antes da Constituição# o mQnimo a con+erir-lhes V o valor de "oderoso re+orço P inter"retação do teLto constitucional Eue sirva melhor á sua e+etividade$ não V de "resumir# em Constituição tão ciosa da "roteção dos direitos +undamentais Euanto a nossa# a ru"tura com as convenç^es internacionais Eue se ins"iram na mesma "reocu"ação. ode-se realiUar um estudo com"arativo# veri+icando# "or eLem"lo# a visão de Ouristas estran&eiros sobre a Constituição brasileira# ou Euest^es correlatas com as en+rentadas "elo *u"remo 8ribunal 1ederal.o do A0C8 e o arti&o . W Eue os direitos sociais dos trabalhadores# enunciados no art.. da Constituição# se com"reendem entre os direitos e &arantias constitucionais incluQdos no =mbito normativo do art. Em relação ao se&undo caminho metodol!&ico# o isolacionismo OurQdico# traço de uma cultura OurQdica dominante no Brasil# "ode ser constatado "ela di+erente visão de Ouristas estran&eiros a res"eito do nQvel de abertura internacional da Constituição de M(KK no tocante aos direitos humanos. 5o# A 2o# de modo a reconhecer alçada constitucional Ps convenç^es internacionais anteriormente codi+icadas no Brasil.. d. Este trabalho não se&uiu nenhum desses caminhos# "ois "re+eriu eLaminar a "rinci"iolo&ia das decis^es desse tribunal brasileiro# contrastando-a com a do direito internacional dos direitos humanos. .. d.

M2M ara os Ouristas "ortu&ueses AndrV 6onçalves ereira e 1austo de fuadros# o arti&o 5. Neste "resente trabalho# atribui-se esse dualismo a uma cultura OurQdica isolacionista. YK-Y(T. 2. M. .o Rqmbito e sentido dos direitos +undamentaisT M.-T$ Arti&o MS. Canotilho# "or seu lado# a+irma Eue a "aridade entre lei interna e tratado deve ser reOeitada c"elo menos nos casos de conteZdo materialmente constitucionalg# como a Convenção Euro"Via de 0ireitos 9umanos e os actos de 0ireitos 9umanos de M(SS da 3NU R2. 2.ustiça R2. 3s direitos +undamentais consa&rados na Constituição não eLcluem EuaisEuer outros constantes das leis e das re&ras a"licáveis de direito internacional.o# da Constituição brasileira V análo&o ao arti&o MS# 7 da "ortu&uesa# "elo Eue cdeve ser inter"retado como con+erindo &rau su"raconstitucional PEueles tratadosg R2. A"enas em M((2# com a redemocratiUação# o Estado brasileiro rati+icou as duas &randes convenç^es de direitos humanos da 3NU Ro acto 7nternacional de 0ireitos Civis e olQticos e o de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais# ambos de M(SST e a Convenção Americana de 0ireitos 9umanos# de M(S(.-# ".. 0eve-se notar Eue a redação do "receito da Constituição brasileira "ouco di+ere do "receito "ortu&u_s# eLceto "ela +alta de re+er_ncia eL"lQcita P 0eclaração da 3NU. A demora em rati+icá-los deveu-se ao lon&o "erQodo de ditadura militar# caracteriUado "or um calculado isolacionismo em matVria inckmoda "ara o re&ime.2# ".2# ". Em sua tese ! rela45o entre o Cnterno e o Cnternacional# Est_vão 1erreira Couto analisou estatisticamente a Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal# Eue a"resentaria um cdualismo brasileirog na a"licação de tratados internacionais# consubstanciado em cum +ormalismo eLcessivo re"resentado "ela menção recorrente P teoria da rece"ção ou incor"oração e ao decreto "residencial de eLecução das normas internacionaisg e cuma "redis"osição eL"lQcita em a"licar o direito internog R2... 3s "receitos constitucionais e le&ais relativos aos direitos +undamentais devem ser inter"retados e inte&rados de harmonia com a 0eclaração Universal dos 0ireitos do 9omem.o# "ará&ra+o 2..-# ". KMYT.(T. Não "or outro motivo# Couto constata Eue na se&unda dVcada de noventa V Eue há uma cconcentração eL"lQcitag de casos sobre 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos no *u"remo 8ribunal 1ederal e no *u"erior 8ribunal de . 3 outro caminho de "esEuisa seria o estatQstico.

. A não-"ermeabilidade corres"onde ao caso o"osto...-# ". ara a de+inição dos casos Eue seriam estudados# o autor usou a "alavrachave cinternacionalg "ara "esEuisa no sQtio da internet do *u"remo 8ribunal 1ederal R2. or essa raUão# +icaram de +ora todos os casos em Eue# embora houvesse uma Euestão relevante de direito internacional# ela +oi i&norada "elo tribunal e "elas "artes.M22 Couto constatou# em análise estatQstica da Ouris"rud_ncia destas duas Cortes# Eue as decis^es do *u"erior 8ribunal de . 2M-T# em relação aos direitos humanos# a situação V# deve-se ressaltar# inversa. MKMT# o Eue não im"ediu o autor de constatar certas re&ularidades se&undo o obOeto dos "rocessos$ V nos casos sobre de direitos humanos Eue ocorre a maior resist_ncia ao direito internacional# não obstante as "revis^es constitucionais. 9á uma csensibilidade muito maiorg no tocante a tratados comerciais# tributários e de eLtradição# Eue "revalecem sobre a norma interna devido ao "rincQ"io da es"ecialidade R2. No tema es"ecQ+ico dos direitos humanos# a Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal destaca-se "orEue cas normas internacionais d. 2.-T. *e houvessem sido considerados os ac!rdãos Eue i&noraram o 0ireito MM..A "ermeabilidade# "ara esse autor# si&ni+ica a maior abertura "ara a a"licação do tratado internacional. M(2T.ustiça R2.ustiça mostra-se cim"ermeávelg ao direito internacional dos direitos humanos# tal ocorre "or alinhamento P Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal R2..ao direito internacional do Eue o *u"erior 8ribunal de .ustiça sobre matVrias internacionais v_m aumentando# e as do *u"remo 8ribunal 1ederal# diminuindo 5. ConEuanto o *u"remo 8ribunal 1ederal seOa mais c"ermeávelgMM.. Nos casos em Eue o *u"erior 8ribunal de .-2.-# ".-# ".e são rechaçadas como um atentado P soberania nacionalg# ou t_m seus e+eitos restrin&idos em +avor de decreto-lei R2.. MK2T.udiciário brasileiro# in+luencia esse oder. ?eri+icou tambVm Eue a "osição do *u"remo 8ribunal 1ederal sobre a hierarEuia dos tratados internacionais no ordenamento OurQdico brasileiro V aleat!ria R2.l R2.-# ". Na c"ermeabilidade Euali+icadag# há uma inter"retação ou consideração conOunta das normas e +atores internacionais e internos.-# "... A "ermeabilidade absoluta corres"onde P a"licação da norma internacional# ou c+ator material eLternog# em detrimento das normas ou +atores internos.ST.-# ". 3u seOa$ V no cam"o es"ecQ+ico dos direitos humanos Eue o *u"remo 8ribunal 1ederal tem uma Ouris"rud_ncia mais re+ratária ao 0ireito internacional# e essa "osição# como era de es"erar "or tratar-se do tribunal Eue ocu"a o lu&ar mais alto no ...l na dVcada de setenta "ara a de oitenta e# desta "ara a de noventa# M. MKMT. 2. 3 Euadro "intado "or Couto# "orVm# so+re das limitaç^es da metodolo&ia em"re&ada na "esEuisa.-# ".

MM5 Ademais# "reviu-se# no A 5o do arti&o M. Adotar# no =mbito da União e dos estados# medidas le&islativas# administrativas e Oudiciais "ara a resolução de casos de violação de direitos humanos# "articularmente aEueles em eLame "elos !r&ãos internacionais de su"ervisão# &arantindo a a"uração dos +atos# o Oul&amento dos res"onsáveis e a re"aração dos danos causados Ps vQtimas.22.(.de maio de M((S..g MM5 MM.g 8endo em vista o tão moroso +uncionamento da . .... A"oiar iniciativas voltadas "ara a ca"acitação de o"eradores do direito em temas relacionados ao direito internacional dos direitos humanos. or isso# neste trabalho# +oi selecionada Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal Eue não +aU re+er_ncia aos tratados internacionais# e che&a a uma conclusão Eue os viola.# de M..2MM.M. A"oiar a ro"osta de Emenda P Constituição no 2(%2.udiciário# com vistas a$ aT asse&urar a todos# no =mbito Oudicial e administrativo# a raUoável duração dos "rocessos e os meios Eue &arantam a celeridade de sua tramitação[ bT con+erir o status de emenda constitucional aos tratados e convenç^es internacionais sobre direitos humanos a"rovados "elo Con&resso Nacional[ oder ELecutivo +ederal# no recente ro&rama Nacional de 0ireitos 9umanos# a"rovado "elo 0ecreto Note-se Eue a atuação dos c!r&ãos internacionais de su"ervisãog +oi um dos "rinci"ais motivos "elos Euais o &overno +ederal decidiu-se a criar um ro&rama Nacional de 0ireitos 9umanos# o Eue corrobora a im"ort=ncia da internacionaliUação dos direitos humanos "ara Eue seOam alcançados avanços no "lano interno. . 8endo em vista a Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal# o no ..r . A emenda constitucional n.# de M.o# Eue ca todos# no =mbito Oudicial e administrativo# são asse&urados a raUoável duração do "rocesso e os meios Eue &arantam a celeridade de sua tramitação.M2- internacional ReLem"lo máLimo de im"ermeabilidade a esse 0ireitoT# o Euadro levantado "or Couto certamente seria ainda menos +avorável P internacionaliUação dos direitos humanos.ustiça# em EualEuer +ase do inEuVrito ou "rocesso# incidente de deslocamento de com"et_ncia "ara a . .de maio de 2.# "reviu# "ara a &arantia do acesso P Oustiça$ -(.5 buscou con+erir status de emenda constitucional "ara os tratados internacionais de direitos humanos# como se verá adiante# e "rever# como uma &arantia +undamental# na redação do inciso Lbb?777 do arti&o 5.ustiça 1ederal# V "ossQvel Eue essa medida redunde em mais im"unidade. 3 "rimeiro ro&rama havia sido a"rovado "elo 0ecreto no M.# sobre a re+orma do oder .ustiça 1ederal..(# Eue cNas hi"!teses de &rave violação de direitos humanos# o rocurador-6eral da 2e"Zblica# com a +inalidade de asse&urar o cum"rimento de obri&aç^es decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos Euais o Brasil seOa "arte# "oderá suscitar# "erante o *u"erior 8ribunal de .

Esse direito deveria tambVm ser "revisto "elos Estados ca"italistas$ cAs constituiç^es do *eculo bb Eue não asse&urem# como direito irreductivel# o direito á subsistencia e á educação# serão +olhas tenues de "a"el "or sobre os ovos$ a "rimeira lu+ada as rom"e# a "rimeira crise as reduU a "oeira. bT A educação secundária em suas di+erentes +ormas# inclusive a educação secundária tVcnica e "ro+issional# deverá ser &eneraliUada e tornar-se acessQvel a todos# "or todos os meios a"ro"riados e# "rinci"almente# "ela im"lementação "ro&ressiva do ensino &ratuito.M2. . 3 0ireito 7nternacional# in+luenciado nesta Euestão es"ecQ+ica "elos Estados socialistas# contribuiu "ara con+erir uma dimensão coletiva ao direito P educação# no sentido de Eue se trata de um direito social Eue deve ser &arantido "elo Estado na +orma de "olQticas "Zblicas.1 DimensCes individual e coletiva do direito D educação no Direito internacional e no direito brasileiro: ontes de :iranda a+irmou Eue a &arantia constitucional da educação &ratuita corres"ondia a um im"ortante enriEuecimento da cconstrução constitucionalg traUido "elo cdireito socialistag RM(-2# ".e 2.g RM(-2# ".. . A Constituição +oi mudada devido P Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal[ isso mudar-lhe-á a Ouris"rud_ncia\ ara res"onder# V "reciso antes eLaminá-la. d. A instrução será &ratuita# "elo menos nos &raus elementares e +undamentais.2-T.$.$ A dimensão social do direito D educação e a !urisprudFncia do 3upremo @ribunal Gederal III. 3s Estados-"artes no "resente acto reconhecem Eue# com o obOetivo de asse&urar o "leno eLercQcio desse direito$ aT A educação "rimária deverá ser obri&at!ria e acessQvel &ratuitamente a todos.. 3s Estados-"artes no "resente acto reconhecem o direito de toda "essoa P educação. III. A 0eclaração Universal dos 0ireitos 9umanos RM(.g Essa "revisão &enVrica recebeu maior detalhamento no acto 7nternacional de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais RM(SST# em seu arti&o M-$ M.KT "reviu# no arti&o 2S# Eue c8oda "essoa tem direito P instrução. -Y(T.

3 direito P educação# no 0ireito internacional# "ossui ineEuQvoca dimensão coletiva# no sentido de Eue esse direito não corres"onde a"enas a uma &arantia individual$ ele deve ser &arantido "or "olQticas "Zblicas. 3s Estados. 2S...T# Eue se "ode veri+icar se o Estado violou o direito P educação# tal como internacionalmente "revisto# e se uma eventual ale&ação de escasseU de recursos V verdadeira. 3 orçamento "Zblico deve "rever a educação como "rioridade. 2K# "rev_$ M.o do acto 7nternacional de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais# e no art. E V no eLame da eLecução orçamentária# lembra >umar R2.o# considerou o direito P educação como direito social# e determinou Eue o ensino +undamental V um dever do Estado e deve ser ..artes neste rotocolo reconhecem Eue# a +im de conse&uir o "leno eLercQcio do direito P educação$ aT 3 ensino de "rimeiro &rau deve ser obri&at!rio e acessQvel a todos &ratuitamente[ bT 3 ensino de se&undo &rau# em suas di+erentes +ormas# inclusive o ensino tVcnico e "ro+issional de se&undo &rau# deve ser &eneraliUado e tornar-se acessQvel a todos# "elos meios Eue +orem a"ro"riados e# es"ecialmente# "ela im"lantação "ro&ressiva do ensino &ratuito[ A Convenção sobre os 0ireitos da Criança RM(K(T# em seu art. 3s Estados-"artes reconhecem o direito da criança P educação e# a +im de Eue ela "ossa eLercer "ro&ressivamente e em i&ualdade de condiç^es esse direito# deverão es"ecialmente$ aT tornar o ensino "rimário obri&at!rio e dis"onQvel &ratuitamente a todos[ bT estimular o desenvolvimento do ensino secundário em suas di+erentes +ormas# inclusive o ensino &eral e "ro+issionaliUante# tornando-o dis"onQvel e acessQvel a todas as crianças# e adotar medidas a"ro"riadas tais como a im"lantação do ensino &ratuito e a concessão de assist_ncia +inanceira em caso de necessidade[ Como direito social# +ica suOeito P im"lementação "ro&ressiva R"revisto no arti&o 2. A Constituição de M(KK# no arti&o S.o da Convenção# os Estados deverão im"lementar o direito cno alcance máLimo de seus recursos dis"onQveis e# Euando necessário# no =mbito da coo"eração internacionalg.M25 3 arti&o M.do rotocolo de *an *alvador alar&ou esse direito# no =mbito da 3EA# ao "rever Eue a educação obri&at!ria e &ratuita não será a"enas a "rimária# mas a de todo ciclo +undamental$ -.# ". 2S da Convenção Americana sobre 0ireitos 9umanosT[ con+orme o arti&o .

2M2.M2S obri&at!rio e &ratuito...aneiro na 2e"resentação de 7nconstitucionalidade no SM%(K# Oul&ada em M.3 acesso ao ensino obri&at!rio e &ratuito V direito "Zblico subOetivo. A União a"licará# anualmente# nunca menos de deUoito# e os Estados# o 0istrito 1ederal e os :unicQ"ios vinte e cinco "or cento# no mQnimo# da receita resultante de im"ostos# com"reendida a "roveniente de trans+er_ncias# na manutenção e desenvolvimento do ensino. 2--T# o Eue se visa &arantir com a "revisão de vinculação mQnima de recursos da receita dos im"ostos P educação$ Art."ro&ressiva universaliUação do ensino mVdio &ratuito[ 777 . de +evereiro de 2. A Mo . 8al +oi o caso do :unicQ"io do 2io de . 2. A dimensão individual do acesso P educação V "articularmente "rote&ida "ela caracteriUação como direito "Zblico subOetivo# "ara Eue a ne&ativa de matrQcula em escola "Zblica "ossa ser combatida Oudicialmente "elo "reOudicado.aneiro$ o arti&o -2-# caput da Lei 3r&=nica "revia Eue c3 :unicQ"io a"licará# anualmente# nunca menos de trinta e cinco "or cento da receita de im"ostos# com"reendida a "roveniente de trans+er_ncias# na manutenção e desenvolvimento do ensino "Zblico.g Esses dis"ositivos da Lei 3r&=nica +oram declarados inconstitucionais "elo 8ribunal de . 3 dever do Estado com a educação será e+etivado mediante a &arantia de$ 7 .-# "..K.. 3 ensino mVdio deve obedecer ao "rincQ"io da c"ro&ressiva universaliUaçãog$ Art. ..ensino +undamental# obri&at!rio e &ratuito# asse&urada# inclusive# sua o+erta &ratuita "ara todos os Eue a ele não tiveram acesso na idade "r!"ria[ 77 .atendimento em creche e "rV-escola Ps crianças de Uero a seis anos de idade[ A Mo .# "or terem sido de iniciativa do oder Le&islativo# e não do ELecutivo# "elo Eue não "oderiam aumentar as des"esas deste oder R:UN7C< 73 03 273 0E .atendimento educacional es"ecialiUado aos "ortadores de de+ici_ncia# "re+erencialmente na rede re&ular de ensino[ 7? . dis"unha Eue c3 :unicQ"io destinará P educação es"ecial "ercentual de# no mQnimo deU "or cento do orçamento destinado P educação.T.g[ o "ará&ra+o 2o. 8ambVm +oi "revista a dimensão coletiva do direito P educação# co dever do Estado de criar condiç^es &erais "ara a sua satis+açãog R0UA28E# 2. A violação dessa dimensão coletiva# com o não-atendimento do "ercentual mQnimo de vinculação orçamentário "revisto constitucionalmenteMMS# deve &erar dois ti"os de MMS a de lembrar Eue al&uns :unicQ"ios cuOa Lei 3r&=nica "ossuQa dis"ositivos com Qndices mais altos de vinculação orçamentária conse&uiram Eue essas dis"osiç^es +ossem declaradas inconstitucionais.ustiça do Estado do 2io de .ANE723# 2.A "arcela da arrecadação de im"ostos trans+erida "ela União aos Estados# ao 0istrito 1ederal e aos :unicQ"ios# ou "elos Estados aos res"ectivos :unicQ"ios# não V considerada# "ara e+eito do cálculo "revisto neste arti&o# receita do &overno Eue a trans+erir.

g RM(KY# ". A Constituição de M(.g Esses 1undos# se&undo o "ará&ra+o "rimeiro desse arti&o# seriam constituQdos "elas csobras das dotaç^es orçamentárias acrescidas das doaç^es# "ercenta&ens sobre o "roduto de vendas de terras "Zblicas# taLas es"eciais e outros recursos +inanceirosg# Eue a União# os Estados e os :unicQ"ios deveriam a"licar ceLclusivamente em obras educativas# determinadas em leig. -5# 777 da Constituição da 2e"ZblicaT. ontes de :iranda# indi&nado# escreveu$ c3 "endor dos homens de M(-Y e M(S. 3 se&undo ti"o de "unição# Eue não se a"lica P União# V a intervenção da União no Estado Rart. 2YKT. Não +oi a"rovado# o Eue não sur"reende# tendo em vista o caráter oli&árEuico do Le&islativo na 2e"Zblica ?elha# cdando a cada Estado o direito de um dia decretar# se assim lhe "arecer# a abolição da "ro"ria &ratuidade do ensino "rimario num "aiU de anal"habetosg R23U2E# M(2.# 77# e# introduUido "ela emenda Constitucional nr M. traUia "revis^es Eue não +oram re"etidas "osteriormente no direito constitucional brasileiro# +avoráveis ao +inanciamento do ensino. No "ará&ra+o Znico do arti&o M5S# "reviu Eue c ara a realiUação do ensino nas Uonas rurais# a União reservará no mQnimo# vinte "or cento das cotas destinadas P educação no res"ectivo orçamento anual. -.g Ademais# se&undo o arti&o M5Y# cA União# os Estados e o 0istrito 1ederal reservarão uma "arte dos seus "atrimknios territoriais "ara a +ormação dos res"ectivos +undos de educação.. 3s dois dis"ositivos +oram alterados "ela emenda nr 2(%2. Nem seEuer prometeram destinação de verbas. A Constituição de M(S(# contudo# "revia a a"licação de vinte "or cento da creceita tributária munici"alg no ensino "rimário Rarti&o M5# A -o# 9T.l# e os Estados e o 0istrito 1ederal# 2.S manteve os Qndices# com eLceção dos :unicQ"ios# Eue "assaram a ter Eue destinar 2.l da receita dos im"ostos.K da Constituição "rev_ Eue c3 nãoo+erecimento do ensino obri&at!rio "elo oder Zblico# ou sua o+erta irre&ular# im"orta res"onsabilidade da autoridade com"etenteg.o do arti&o 2.MMY# cuOo arti&o M5S determinava Eue a União e os :unicQ"ios destinassem no mQnimo M. . -5(T.l "ara manutenção e desenvolvimento do ensino.M2Y "unição$ a res"onsabilidade das autoridades in+ratoras# cEue v_m a ser# em "rimeiro lu&ar# os titulares dos oderes ELecutivos R residente da 2e"Zblica# &overnadores de estado e "re+eitosTg RCA*823# M((K# ".. 1oi discutida# na constituinte Eue a"rovaria a Constituição de MK(M# a inclusão de arti&o Eue "reveria o ensino "rimário obri&at!rio &ratuito# Eue deveria ser re&ulado "elos Estados. A "rimeira "revisão constitucional de vinculação de recursos dos im"ostos P educação sur&iu na Constituição de M(-. MMK No re&ime militar# buscou-se criar uma vinculação P educação das receitas dos :unicQ"ios "or meio das leis +ederais 5S(2%M(YM e S5-S%M(YK. As Constituiç^es de "erQodos autoritários# M(-Y# M(SY e M(S(# não sur"reendentemente# tendo em vista seu caráter mais restritivo em relação aos direitos humanos# não "reviram vinculação do orçamento P educaçãoMMK. era "ara tomada do "oder e eLercQcio do "oder. "ara incluir entre as hi"!tese de intervenção o descum"rimento do mQnimo eLi&ido nos serviços de saZde. fual era a e+etividade dessas "revis^es\ Lembra into 1erreira# em MMY A Constituição de M(-.# ".%M((ST e do Estado no :unicQ"io Rart. or sinal# o A 2. KYT.

S. 3 8ribunal de Contas da União "kde veri+icar a metodolo&ia eEuivocada do ELecutivo$ A evolução dos &astos da União em educação mostra Eue as des"esas +ederais com a manutenção e o desenvolvimento do ensino diminuQram de 2x S#Y bilh^es em M((S "ara 2x 5#.(. No +im da ditadura militar# a Constituição de M(S( +oi contudo alterada Rtratou-se da emenda n. *ob a V&ide da Constituição de M(S(# "ela +alta de instrumentos "or meio dos Euais o direito P educação "udesse ser &arantido# ele era um cdireito "Zblico subOetivo inadimplidog RNA*C7:EN83# M((M# ".# do A0C8# dis"ositivo Eue trata da alocação de recursos orçamentários "ara a erradicação do anal+abetismo e o desenvolvimento do ensino +undamental# "elo ELecutivo# traduUiu-se numa metodolo&ia de cálculo indevida e Eue diminui os valores a serem alocados a essas aç^es# con+orme reiteradamente assinalado nas contas do 6overno. M.bilh^es em M(((# a "reços correntes. A lei nr Y-.# ". C3N*UL8327A 6E2AL 0A 2E sBL7CA# M(K. No entanto# somente com a lei orçamentária de M((.# o ELecutivo +ederal es"eci+icou as dotaç^es "ara manutenção e desenvolvimento do ensino con+orme "revisto e o 8ribunal de Contas da União "assou a a"urar a "orcenta&em re+erente na receita lQEuida de im"ostos.# enEuanto a receita de contribuiç^es cresceu 2x -.S não traUia sanção contra o descum"rimento da vinculação# "elo Eue não era cum"rida RB2A*7L.K de M(K5 eLi&iu a criação de mecanismos "ara o controle da vinculação de recursos.# o Qndice +oi de a"enas K#5l RCA*823# M((K# ".%M(K-# Eue +icou conhecida como Emenda CalmonT e "assou a "rever os Qndices de M-l "ara a União e 25l "ara Estados# 0istrito 1ederal e :unicQ"ios. A Constituição de M(. KKT. Nesse mesmo Euadri_nio as receitas de im"ostos aumentaram de 2x 5.bilh^es "ara 2x Y-#Y bilh^es# con+orme demonstrativos do Balanço 6eral da União re"roduUidos no subitem S. 3 oder ELecutivo +ederal não se di&nou "rontamente a cum"rir a nova norma constitucional$ em M(K.#. bilhão# a inter"retação do A So# do art. AlVm dessa diminuição de 2x M#.YT. :uitos "ro&ramas classi+icados como manutenção e desenvolvimento do ensino# na verdade# deveriam estar sob outra rubrica# como cde+esa terrestreg RCA*823# M((K# ". KY-(MT.2.M2K comentário P Constituição de M(KK# Eue# embora datasse de clon&o tem"og a vinculação de um "orcentual mQnimo P educação# ela csem"re +oi um malo&rog RM((5# ". or Zltimo# o descaso do 6overno 1ederal com a estruturação de uma base con+iável de in+ormaç^es "ode ser constatado "ela diver&_ncia entre os "roOetos%atividades incluQdos na . -5(T. bilh^es. Y5T. 2. 2K2-2K-T W "ara ontes de :iranda# contudo# seria "ossQvel intervenção +ederal no caso de violação "elos Estados ou "elos :unicQ"ios RM(KY# ". 8ornaram-se re&ra a mani"ulação contábil e a violação da vinculação constitucional.

ovem.#milh^es "ro&ramados em aç^es do 23:E0 W roOeto Escola ..(MT. A estratV&ia de trans+erir o knus +inanceiro "ara essas unidades e o controle dos &astos "ara a sociedade não "arece contribuir "ara a diminuição das desi&ualdades no aQs. 8odavia# V "reciso lembrar Eue esse Euadro ocorre "aralelamente ao declQnio da "artici"ação dos im"ostos nas receitas da União e o aumento das contribuiç^es sociais# cuOas receitas não são vinculadas[ e tambVm P desvinculação das receitas R"or meio de emenda constitucionalT# com o Qndice de vinte "or cento# o Eue levou a educação a "erder# estimadamente# 2x -#S bilh^es em 2... .Yg# cvinte "or cento da arrecadação da União de im"ostos# contribuiç^es sociais e de intervenção no domQnio econkmico# Oá instituQdos ou Eue vierem a ser criados no re+erido "erQodo# seus adicionais e res"ectivos acrVscimos le&ais.-. .a# ".-# "..a 2... Esse arti&o havia sido incluQdo "ela emenda nr 2Y# de 2.# suas metas não +oram eLecutadas uma veU Eue a liberação dos recursos# no "rimeiro caso# s! ocorreu em 2Y%M2%2.2 a vinculação constitucional +oi cum"rida "elo &overno +ederal R2. 5M(T M2.. Embora o nZmero de inscriç^es no sistema educacional tenha aumentado# há ainda cerca de MS milh^es de anal+abetos no Brasil# "rinci"almente nos estados mais "obres da 2e"Zblica. 0essa +orma# as dis"osiç^es constitucionais transit!rias tornaramse na +orma "ermanente de não-cum"rimento do cor"o "rinci"al da Constituição..M# ".-# com a"licação de -5l da receita lQEuida de im"ostos R2.e 0iversos autores t_m a+irmado Eue a ori&em da desi&ualdade social está no anal+abetismo e nos baiLos nQveis de escolaridade da "o"ulação..# ".R7NE # 2.. d.# se&undo o 8ribunal de Contas da União$ c3 Pro rama Desenvolvimento do 1nsino F2dio teve crVdito autoriUado de 2x 2-(#S milh^es# sendo 2x MS.T EnEuanto a receita de im"ostos da União ascendia# abismavam-se os a"ortes "ara manutenção e desenvolvimento do ensino.. No entanto# no eLercQcio de 2. .. Com isso# não eram incomuns os "ro&ramas Eue "raticamente não deiLaram o status de "revisão orçamentária# e não +oram eLecutados MM( W +ato# aliás# Eue costuma ocorrer com a lei orçamentária... A ile&alidade das "olQticas "Zblicas do ELecutivo# crknica na área da educação# "ersiste na Euestão do +inanciamento do 1UN0E1 R1undo de :anutenção e MM( Como eLem"lo no eLercQcio de 2.2 de M((-# re&e atualmente o assunto e desvincula# cno "erQodo de 2.. R2. e# no caso do 23:E0# os recursos não "uderam ser re"assados Ps unidades +ederadas em decorr_ncia da "roibição de trans+er_ncias de recursos em "erQodo eleitoral.g 3 "ará&ra+o 2o do mesmo arti&o eLclui da desvinculação a contribuição social do salário-educação..M2( lei orçamentária anual como atrelados P manutenção e desenvolvimento do ensino e aEueles in+ormados no Euadro do Balanço 6eral da União# Eue consolida os valores re+eridos.. MM(TM2. -2(---.SST[ tambVm em 2. A educação tem sido reiteradamente a"ontada como a +orma mais e+etiva de eEualiUação de o"ortunidades "ara os brasileiros.g R2.. *e&undo o 8ribunal de Contas da União# no eLercQcio de 2. 3 arti&o YS do A0C8# alterado "ela emenda nr ..# e "revia em sua redação ori&inal Eue a desvinculação dar-se-ia de 2.# "..... a 2...... milh^es "ara eL"ansão e melhoria da rede escolar incluQdos no crVdito es"ecial destinado ao roOeto Alvorada e 2x 2..

. 8CU.%(S M2M# de acordo com a emenda constitucional nr M.aneiro durante a &estão do &overnador :arcello Alencar# do artido da *ocial 0emocracia Brasileira R *0BT# Eue usou esse eL"ediente em M((S# Euando em"enhou M#. 3 8ribunal de Contas# desde M(((# tem recomendado ao &overno +ederal o cálculo correto da mVdia anual dos &astos "or aluno. em M((K# e a União Nacional dos 0iri&entes :unici"ais de Educação estima Eue o valor correto teria sido 2x .g R8CU# 2.2.(MT A mVdia nacional tambVm +oi subestimada "elo &overno do residente 7nácio Lula da *ilva em 2... Essa com"lementação vem sendo +eita desde M((K# e desde esse ano o &overno +ederal tem subestimado a mVdia W a União +iLou 2x -M5#. bilh^es de reais "ara cancelar Y5.T.# ".M# ".....2.# de 2.e 2. . do A0C8 "ara "rever Eue cNos deU "rimeiros anos da "romul&ação desta Emenda# os Estados# o 0istrito 1ederal e os :unicQ"ios destinarão não menos de sessenta "or cento dos recursos a Eue se re+ere o ca"ut do art..... 5. 0esenvolvimento do Ensino 1undamental e de ?aloriUação do :a&istVrioT# "revisto na lei no (.%(S# das Euais "ode-se eLtrair claramente Eue ineListe Ouridicamente a +i&ura do 1undo Nacional sobre o Eual se +undamenta toda a ar&umentação da mVdia nacional....M(#.M# ".T. 3 &overno +ederal ale&ou Eue co 1undo de :anutenção e 0esenvolvimento do Ensino 1undamental e de ?aloriUação do :a&istVrio W 1UN0E1 não V um 1undo Nacional# e sim vários 1undos estaduais# não cabendo# "ortanto# o cálculo do valor mQnimo anual "or aluno em +unção de uma mVdia nacional da "revisão da receita total em relação ao nZmero total de alunos matriculados no ensino +undamental# acrescido do total estimado de novas matrQculas. 3 artido dos 8rabalhadores R 8T abandonou as recentes crQticas ao "rocedimento id_ntico do &overno de 1ernando 9enriEue Cardoso "ara re"etir a mesma "olQtica R0A?7E*# 2. criou um sistema "elo Eual o &overno +ederal calcula a mVdia nacional de &asto "or aluno no ensino +undamental e com"lementa esse valor Euando o Estado da 1ederação está abaiLo da mVdia. 0avies R2.M# ". de deUembro de M((S# Eue deveria servir de base "ara a com"lementação da União aos recursos do 1UN0E1# não corres"onde ainda ao custo do padr5o m:nimo de <ualidade de ensino# na +orma de+inida "or dis"ositivos da Constituição# do A0C8 e da Lei de 0iretriUes e Bases da Educação Nacional. 2M2 da Constituição 1ederal# P manutenção e ao desenvolvimento do ensino +undamental# com o obOetivo de asse&urar a universaliUação de seu atendimento e a remuneração condi&na do ma&istVriog. milh^es no eLercQcio se&uinte. .S. 2..T *e&undo o ELecutivo# não haveria nem mesmo "revisão OurQdica "ara o cálculo$ c7n+orma# ainda# Eue embora estatisticamente seOa "ossQvel e+etivar a o"eração "reconiUada na mVdia nacional# a mesma não encontra EualEuer indQcio de "revisão OurQdica# Euer na Emenda Constitucional no M. K-T.T dá como eLem"lo o &overno do Estado do 2io de ..M-.%M((S modi+icou o arti&o S.2. So da Lei no (..2... 5.%M((S$ 2essalte-se Eue o valor mQnimo nacional do custo "or aluno# "revisto no art.. A situação da +iscaliUação contábil das contas "Zblicas em nQvel estadual e munici"al V "ior# tendo em vista a baiLa con+iabilidade tVcnica e institucional dos tribunais de contas[ uma das manobras contábeis consiste no em"enho de determinada Euantia "ara manutenção e desenvolvimento do ensino# enEuadrá-la como restos a "a&ar e# no eLercQcio se&uinte# sim"lesmente cancelá-la. RB2A*7L.g R8CU# 2. A lei nr (.(-5.# ".. 3 8ribunal de Contas do M2M A emenda constitucional nr M.%(S# Euer na Lei no (.. R3L7?E72A# 2.. 3 1UN0E1# instrumento de redução das desi&ualdades re&ionais# durará atV 2. .

Embora estudando com outra metodolo&ia outro "roblema da educação# com"artilho da conclusão de 2anieri de Eue o desaOuste entre cas "ráticas in+ormais e a le&alidade +ormalg "ode c"rovocar a desarticulação do sistema OurQdico e a arbitrariedade# com &raves "reOuQUos P im"lementação das "olQticas "Zblicas em &eralg R2."ara EualEuer car&o$ d. de M((S# a Lei de 0iretriUes e Bases da Educação# e a re&ulamentação ne&a o Eue +oi "revisto na lei R2.e dT os Eue tenham contra sua "essoa re"resentação Oul&ada "rocedente "ela . A ile&alidade crknica das "olQticas "Zblicas de educação não se limitam P Euestão do +inanciamento da manutenção e do desenvolvimento do ensino# mas abran&e outros cam"os. 0eve-se notar Eue a im"lementação de+iciente dessas "olQticas corres"onde a uma violação ao com"romisso internacional relativo ao direito P educação# o Eue se verá adiante.. Mo *ão inele&Qveis$ 7 .# ".# ".. Nina BeatriU 2anieri# em sua notável tese sobre a educação su"erior no Brasil# demonstrou como as normas in+rale&ais# como decretos e "ortarias# "erverteram o sentido da lei nr (..# ".$. or eLem"lo# os limites le&ais da autonomia das universidades são comumente violados "elo &overno +ederal R2. 2SMT.M-M Estado a"rovou as contas sem nem mesmo mencionar# ou talveU notar# a manobra# e se manteve inerte diante de denZncias a res"eito# bem como o :inistVrio Zblico.Rtr_sT anos se&uintes[ eT os Eue +orem condenados criminalmente# com sentença transitada em Oul&ado# "ela .. 2S2T. de MK de maio de M((.-(.# Eue "rev_ as hi"!teses de inele&ibilidade$ Art..$ A !urisprudFncia do @ribunal 3uperior 'leitoral e do 3upremo @ribunal Gederal sobre vinculação orçament8ria D manutenção e ao desenvolvimento do ensino$ Nesse "anorama# deve-se analisar a Ouris"rud_ncia do 8ribunal *u"erior Eleitoral a res"eito da lei com"lementar nr S.ustiça Eleitoral# transitada em Oul&ado# em "rocesso de a"uração de abuso do "oder econkmico ou "olQtico# "ara a eleição na Eual concorrem ou tenham sido di"lomados# bem como "ara as Eue se realiUarem . III.... -ST.

2.Rtr_sT anos se&uintes ao tVrmino do seu mandato ou do "erQodo de sua "erman_ncia no car&o[ Não V +reE]ente Eue contas do ELecutivo seOam reOeitadas# tendo em vista o Oul&amento antes "olQtico do Eue tVcnico dos tribunais de contas e do Le&islativo. resentes# "ois# os "ressu"ostos de inele&ibilidade da letra &.ardim# em seu voto# +oi +avorável P decisão de inele&ibilidade$ d.M-K W * # Oul&ado em M((2..Rtr_sT anos# a"!s o cum"rimento da "ena[ +T os Eue +orem declarados indi&nos do o+icialato# ou com ele incom"atQveis# "elo "raUo de . A"enas em determinadas conOunç^es "olQticas em Eue o ELecutivo não consi&a maioria no Le&islativo# o administrador +altoso tem suas contas reOeitadas# como nesta$ o *0B recorreu ao 8ribunal *u"erior Eleitoral contra decisão Eue inde+eriu a candidatura de Bruno . fue a C=mara de ?ereadores a"rovou o "arecer dá conta o "r!"rio recorrente R+l. REuatroT anos[ &T os Eue tiverem suas contas relativas ao eLercQcio de car&os ou +unç^es "Zblicas reOeitadas "or irre&ularidade insanável e "or decisão irrecorrQvel do !r&ão com"etente# salvo se a Euestão houver sido ou estiver sendo submetida P a"reciação do oder .ustiça "ara des+aUer a reOeição das contas# "elo Eue# P evid_ncia# se a"licaria o "revisto no arti&o Mo# 7# da lei com"lementar nr S. 25 W 25v. A letra & não "ermite distin&uir a destinação da verba "Zblica malversada "ara se +aUer incidir ou não a inele&ibilidade. 25MT. 3 relator# :inistro 8orEuato . d&ri+o do ori&inale .M-2 "rática de crime contra a economia "o"ular# a +V "Zblica# a administração "Zblica# o "atrimknio "Zblico# o mercado +inanceiro# "elo trá+ico de entor"ecentes e "or crimes eleitorais# "elo "raUo de .oão atelli a re+eito de Cam"o Lim"o aulista# "ois teve# em M(K(# suas contas reOeitadas do eLercQcio de M(KS# Euando eLercia o car&o de re+eito# "or não ter a"licado na manutenção e desenvolvimento do ensino 25l das receitas de im"ostos.. 8ratou-se do recurso eleitoral nr M. M2(T# notQcia re"etida no ac!rdão recorrido R+l. 3 candidato não havia recorrido P ..udiciário# "ara as eleiç^es Eue se realiUarem nos 5 RcincoT anos se&uintes# contados a "artir da data da decisão[ hT os detentores de car&o na administração "Zblica direta# indireta ou +undacional# Eue bene+iciarem a si ou a terceiros# "elo abuso do "oder econkmico ou "olQtico a"urado em "rocesso# com sentença transitada em Oul&ado# "ara as eleiç^es Eue se realiUarem nos .. Não me "arece des"reUQvel Eue a reOeição das contas seOa "ela não a"licação do "ercentual# constitucionalmente obri&at!rio# em educação# como o entende o :inistVrio Zblico Eleitoral# "ara a+astar a inele&ibilidade.T.e o 8ribunal de Contas de *ão aulo certi+icou Eue o "arecer "rVvio +oi "ela reOeição das contas R+ls.

ardim +eU Euestão de lembrar Eue a lei n5o a+irma Eue# "or reOeição de contas devido P violação da vinculação constitucional "ara a manuten45o e desenvolvimento do ensino# o candidato n5o "erde a ele&ibilidade.bT. 3 abuso de "oder tem "revisão le&al distinta$ trata-se das letras d e h do inciso 7 do arti&o M. d&ri+o do ori&inale a curiosa a _n+ase do :inistVrio "Zblico no ensino# como se se tratasse de assunto de mQnima im"ort=ncia. A a"arente obviedade teve Eue ser ressaltada "orEue o :inistVrio Zblico assumiu outra "osição. Com e+eito# a Znica notQcia eListente# nos autos# V a de Eue as contas +oram reOeitadas cunicamente "or ter aEuele !r&ão entendido Eue a re+eitura não a"licou no EN*7N3 os 25l do montante arrecadado com im"ostos "r!"rios e im"ostos trans+eridos.M-- 0e +ato# a lei de inele&ibilidades +ala tão-somente de decisão irrecorrQvel# Eue havia ocorrido# e de reOeição das contas "or irre&ularidade insanável.(#-l R7NE # 2. Aristides . A letra e V Eue se re+ere a crimes contra a administração "Zblica e o "atrimknio "Zblico. Ademais# a vinculação# como se viu# tem "revisão constitucional. No Oul&amento# o relator +oi vencido. A letra # "revisão da inele&ibilidade em virtude M22 Entre os "ossQveis "reOuQUos do +inanciamento "recário da educação# está a taLa de distorção idade-sVrie# Eue mede o atraso escolar.. arece claro# mas 8orEuato . 5KT.osV C=ndido# Eue acom"anhou o relator# merece uma breve análise$ deve-se lembrar Eue não se trata de sim"les cdeterminada atividade &overnamentalg[ trata-se da Eue era# nessa V"oca# a Znica eLceção# entre as "olQticas "Zblicas# P "roibição de vinculação de receitas "revista no arti&o MSY da Constituição.. No Brasil# o "ercentual de alunos Eue está em atraso# no ensino +undamental# V de --#(l e# no ensino mVdio# de . *e"Zlveda ertence# Eue +oi um dos :inistros Eue discordou do voto do relator# sustentou Eue cesse dV+icit de a"licação do mQnimo constitucional em determinada atividade &overnamental# não denota# em nenhum dos seus caracteres# nem nos mais lar&os critVrios do 8ribunal# o conceito de im"robidade ou de abuso do eLercQcio do car&o "Zblico Eue está P base da inele&ibilidadeg. Como o ano orçamentário não "ode mais voltar Ra+inal# V caracterQstica natural do tem"o não retroa&irT# não "odem mais ser des+eitos os "reOuQUos Eue# naEuele ano escolar# so+reram os alunos e os "ro+issionais de ensinoM22. . 3 ar&umento# com"artilhado "elos outros :inistros# eLceto .g R+l...unEueira Alvaren&a# então "rocurador-&eral eleitoral# em seu "arecer a+irmou$ :erece "rovimento o recurso# uma veU Eue nos autos a notQcia das irre&ularidades restrin&ese a +atos Eue não im"licam im"robidade..o da lei com"lementar no S.

A orientação tomada "elo 8*E# "ortanto# corres"ondeu a uma revo&ação desse dis"ositivo le&al. 3 :inistro 8orEuato .ibilidades# "roclamou Eue a +alta de a"licação de um "ercentual mQnimo no ensino "Zblico não se subsume P noção de irre&ularidade insanável# a"ta a a+etar# nos termos da Lei Com"lementar no S.osV de Nadai# candidato do artido do :ovimento 0emocrático Brasileiro R :0BT a re+eito do :unicQ"io do *umarV# "orEue teve suas contas reOeitadas devido ctão-somenteg R"ara usar a eL"ressão do :inistro Celso de :eloT cP inobserv=ncia do "ercentual mQnimo &arantido ao Ensinog Euando re+eito em M(KS.. Ao não con+erir e+eito# no =mbito do direito eleitoral# ao descum"rimento de norma constitucional auto-a"licável e evidente em si mesma# no Eue tan&e a utiliUação de dinheiros "Zblicos# o e&rV&io 8ribunal# com as devidas v_nias P maioria Eue nele Oá se com"ks# enseOará conseE]_ncias im"revisQveis ao erário munici"al e# "articularmente# P manutenção e ao desenvolvimento do ensino.-2-K * # em M((-# o *u"remo 8ribunal 1ederal teve a o"ortunidade de a"reciar a Euestão.r MS. 9avia sido im"u&nada a candidatura de ..ardim resolveu alertar# sem sucesso# "ara "ossQveis conseE]_ncias ne+astas dessa Ouris"rud_ncia do 8*E$ 2essalvo meu entendimento de Eue a desobedi_ncia a norma constitucional# auto-a"licável da declarat!ria de "rincQ"io# deve sem"re ter conseE]_ncia no cam"o do direito "ositivo. A Euestão che&ou ao *u"remo 8ribunal 1ederal no Oul&amento do recurso eLtraordinário n.e a Corte Eleitoral# limitando%se a interpretar o estatuto le.# Euando reOeitadas as contas do Administrador "or !r&ão com"etente# a ca"acidade eleitoral "assiva do cidadão. da reOeição de contas# corres"onde a uma outra hi"!tese# Eue não deve ser con+undida com as outras# muito menos eLi&ir# como aconteceu# Eue ela s! "udesse ser a"licada se outras hi"!teses de inele&ibilidade acontecessem simultaneamente.. M5# A -o# d# da Carta de M(S( e no art. .M-. No recurso eleitoral nr M..%(.al das inele.. 3 "ronunciamento do 8ribunal *u"erior Eleitoral# dessa maneira# não im"ortou em EualEuer o+ensa ao teLto da Constituição# mesmo "orEue a hi"!tese de inele&ibilidade em causa# estando unicamente prevista em lei complementar# não teria o condão de enseOar# no es"ecQ+ico conteLto destes autos W e Euanto P de+inição do seu alcance W o debate em torno da a"licação do "receito constitucional inscrito no art.2SS-* # Oul&ado dias de"ois# em Eue +oi recorrente )alter *antana :enD# candidato a re+eito de CananVia "elo *0 R artido *ocial 0emocráticoT# a mesma Euestão +oi eLaminada. 3 relator# Celso de :ello# mani+estou-se +avoravelmente P Ouris"rud_ncia do 8*E$ d.

A Ouris"rud_ncia do 8ribunal *u"erior Eleitoral# con+irmada "elo *u"remo 8ribunal 1ederal# corres"onde a uma "erversão do sistema criado "ela Constituição# na medida em Eue a Zltima medida# e mais drástica# Eue V a intervenção# torna-se "raticamente a Znica. 0esse modo# a Znica conseE]_ncia OurQdico-constitucional Eue "ode emer&ir do inadim"lemento dessa obri&ação im"osta "ela Lei 1undamental consiste na "ossibilidade de intervenção estadual nos :unicQ"ios RC1# art. 0e +ato# o 8ribunal *u"erior Eleitoral# a "artir da Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal# rati+icou seu entendimento de Eue não havia res"onsabilidade do administrador nesses casos. No recurso eleitoral es"ecial nr M-. d&ri+o do ori&inale a sur"reendente Eue seOa re+erendada "elo tribunal constitucional brasileiro a "osição de Eue não V &rave o descum"rimento da vinculação constitucional de receita "revista na Constituição.M-5 2M2 da Constituição de M(KK. ortanto# a Znica sanção a"licável "or violação do "ercentual mQnimo seria# no caso# a intervenção estadual$ 3 +ato Eue resultou inEuestionável neste caso# *r. 8rata-se de uma "ostura +ormalista# na medida em Eue i&nora Eue# no mundo dos +atos# tal inter"retação "ermitirá mais violaç^es ao re+erido arti&o 2M2# e "or recusar-se a ver inconstitucionalidade na inter"retação dada "elo 8ribunal *u"erior Eleitoral de um di"loma le&al Eue V constitucional. 2(ST.-# ". 8ais +ormas de controle# Eue deveriam ser usadas em "rimeiro lu&ar# deiLam de s_-lo# o Eue V muito interessante aos "olQticos Eue desviam verba da manutenção e desenvolvimento do ensino.. d&ri+os do ori&inale Não haveria# se&undo o :inistro# o+ensa direta P Constituição[ todo o "roblema dar-se-ia em "lano in+ra-constitucional# a saber# a inter"retação da Lei com"lementar nr S. Clarice *eiLas 0uarte lembra Eue chavendo outros meios de coerção# como a via Oudicial# a via "olQtica RC=mara dos ?ereadoresT e o controle eLterno do 8ribunal de Contas# estes devem ser utiliUados em "rimeiro lu&ar# sem "reOuQUo de# num se&undo momento# em caso de condenação# utiliUar-se a outra modalidade de intervençãog R2. residente W a "artir do entendimento consubstanciado no ac!rdão recorrido W# V Eue a norma constitucional institutiva dos "ercentuais com destinação com"uls!ria e a"licação es"ecQ+ica ao ensino não impCe ao Administrador +altoso# Eue deiLe eventualmente de cum"ri-la# a sanção "olQtica da inele&ibilidade..2(--*E# Oul&ado em M((S# o . -5# 777T.

orEuanto a Constituição a"enas "reviu# como se re+eriu acima# intervenção nos Estados e nos :unicQ"ios "or descum"rimento do "ercentual mQnimo W não seria "ossQvel intervenção na União "elos outros membros da +ederação. MSKT. A Constituição di+icultou# "or sinal# a "ossibilidade de intervenção# e o maior !bice V# se&uramente# o do § M.$ cA Constituição não "oderá ser emendada na vi&_ncia de intervenção +ederal# de estado de de+esa ou de estado de sQtio.. 7sto "orEue a a"licação de recursos V um ato com"leLo do Eual "artici"am Le&islativo e ELecutivo# "or envolver a "revisão de verba# matVria de lei# e a eLecução orçamentária# ato do "re+eito.. A inadeEuação da Ouris"rud_ncia "ode ser constatada ainda "elo +ato de Eue a intervenção# a"esar de ter Eue se&uir tr=mites OurQdicos# V essencialmente uma medida de natureUa "olQtica# e não uma sanção OurQdicaM2-# raUão "ela Eual ainda não houve# desde a Constituição de M(KK# intervenção +ederal em Estado# a"esar dos vários "edidos..e a res"onsabilidade em tal hi"!tese# V do municQ"io e não do "re+eito munici"al individualmente.2ubens 2icZ"ero che&ou a a+irmar Eue a intervenção +ederal# Eue seria o Znico instrumento de Eue dis"oria a União Euando os Estados +ederados violassem os tratados internacionais# V um cmecanismo voluntáriog RM((S# "..MY5# relativa ao eLercQcio de M((M. .M-S relator 1rancisco 2eUeD adotou como motivação "ara o seu voto "arecer do :inistVrio Zblico no Oul&amento acima re+erido do *81# se&undo o Eual$ d..g Não há momento em Eue não esteOa sendo discutida ou votada emenda constitucional. 3ra# V "er+eitamente "ossQvel identi+icar a res"onsabilidade do re+eito Euando a violação da vinculação constitucional decorre da eKecu45o do orçamento# Eue V controlada "elos tribunais de contasG Essa Ouris"rud_ncia# +avorável a maus administradores# em verdade revo&a "arte da lei das inele&ibilidades.. A inconsist_ncia da "osição assumida "elo 8*E de aniEuilamento da "revisão de "unição "ara a autoridade res"onsável "elo inadim"lemento do dever constitucional mani+esta-se# entre outras conseE]_ncias +unestas# na ineList_ncia de "unição "ara a área +ederal.o do arti&o S. 0essa +orma# embora +ormalmente e+icaU# o "receito constitucional da vinculação tende a ter sua e+etividade reduUida. A lei desres"eitaria o dis"osto no arti&o S. do A0C8 Eue# na V"oca# "revia Eue ao menos cinE]enta "or cento das receitas vinculadas P manutenção e ao M2. Contra a lei orçamentária da União# Oá se tentou ação direta de inconstitucionalidade# "ro"osta "ela rocuradoria-6eral da 2e"Zblica# no caso da lei nr K.

M5T. A violação ocorre# deve-se ressaltar# "or meio de uma "osição isolacionista# "orEuanto a +orça vinculante dos "rincQ"ios internacionais da "ro&ressividade dos direitos sociais e da &arantia da dimensão coletiva do direito P educação V i&norada em "rol de su"ostas restriç^es do direito nacional. Com isso# V +erido o com"romisso internacional de im"lementação "ro&ressiva do direito P educação# na medida em Eue V com"rometida a &arantia de +inanciamento da manutenção e desenvolvimento do ensino. p inconst=ncia dos ar&umentos corres"onde a imutabilidade dos resultados$ o "reOuQUo P educação. Esse arti&o Oamais +oi cum"rido "ela União# "ois ela tem seus &astos concentrados no ensino su"erior# e +oi alterado "ela emenda constitucional nr M. 3s direitos Eue demandam a"licação stricto sensu são aEueles Eue "odem ser obtidos diretamente "or meio da "restação Ourisdicional# ou diretamente "elo interessado. Na Ouris"rud_ncia sobre inele&ibilidade# o ar&umento usado +oi Oustamente o o"osto$ essa de+ici_ncia não se caracteriUaria como irre&ularidade insanável# "ortanto não "oderia &erar o e+eito de limitar os direitos "olQticos do mau administrador.# "ois a lei de M((M W anual W não era mais vi&ente. 0e +ato# tendo em vista a +alta de celeridade do . E o "rincQ"io# lembra-nos Com"arato# distin&ue-se das re&ras "ela cmaior am"lidão do seu cam"o de incid_nciag# cmaior +orça OurQdicag e c"erman_ncia em vi&or em caso de con+lito normativog RM(((# ". EnEuanto essa "revisão era vi&ente# tentou-se asse&urar o seu cum"rimento "or meio de ação direta de inconstitucionalidade. *em o controle das "olQticas "Zblicas Rneste caso# do +inanciamentoT# não se "ode &arantir a e+etividade desse ti"o de direito. A ação# de nZmero 5-5# +oi Oul&ada "reOudicada em M((.M-Y desenvolvimento do ensino deveriam ser usadas "ara celiminar o anal+abetismo e universaliUar o ensino +undamentalg nos deU "rimeiros anos da "romul&ação da Constituição. A normatividade dos "rincQ"ios con+ere o caráter .udiciário nacional# esse ti"o de ação Oamais será a"reciada# "elo Eue ineListem recursos e+etivos contra esse "roblema no direito brasileiro. 3s direitos Eue necessitam de im"lementação são aEueles Eue não "odem ser obtidos diretamente "or meio da "restação Ourisdicional# uma veU Eue de"endem da consecução de uma "olQtica "Zblica. A im"lementação "ode ser conceituada como o conOunto de decis^es# de or&anismos e de com"ortamentos de atores# concernentes P concretiUação de uma lei ou de um "ro&rama "olQtico RBLAN>ENB3U26# M((-# ". Curioso notar Eue# neste caso# a de+ici_ncia na vinculação de recursos P educação não "kde ser Oul&ada "orEue o dano tornou-se insanável W o ano orçamentário Oá havia "assado. 2(MT. de M((S.

M-K

obri&at!rio P 0eclaração de 0ireitos 9umanos da 3NU RC3: A2A83# M(((# ". M,T e de diversas "revis^es dos tratados internacionais# cuOa am"lidão de incid_ncia caracteriUa-as como "rincQ"ios OurQdicos. 0essa +orma# não há o Eue se estranhar na a+irmação de Eue as "revis^es do 0ireito internacional acerca dos direitos econkmicos# sociais e culturais incidem diretamente sobre as "olQticas "Zblicas[ asseveram ?ictor Abramovich e Chrstian Courtis Eue cabe Ps decis^es Oudiciais ser instrumento "ara a +ormação dessas "olQticas RM(((# ". -S.--SMT[ os tratados internacionais nessa matVria "odem ser a"licados diretamente "elos tribunais nacionais. *cheinin RM(((# ". -SS--SYT evoca o eLem"lo do direito P assist_ncia social# "revisto na Carta *ocial Euro"Via e a"licado "elos tribunais da *uVcia# embora seOa um Estado dualista# "elo Eue# em "rincQ"io# o tratado não teria a"licabilidade direta. Com a ne&ação do acesso P educação# o ensino su"erior mantVm seu caráter elitista# e mantVm atualidade o Euadro Eue Lima Barreto a"ontou na crknica antes aludida# !s re9ormas e os 0doutoresL# de M(2M$ cd...e os Oovens doutores "odem se encher de várias "rosá"ias e a+astar concorrentes mais ca"aUes. Não tem outro +im atualmente o nosso ensino su"erior.g R2..,# ". -.,T. 7nteressante V notar Eue a dimensão individual do direito P educação V &arantida "elo *u"remo 8ribunal 1ederal# ou seOa# encontram solução satis+at!ria casos em Eue V solicitado o de+erimento da matrQcula de alunos em escolas "Zblicas# ne&adas "elo "oder "Zblico &eralmente "or ale&ação de +alta de va&as. ;á há decis^es Eue determinam Eue o :unicQ"io "ro"orcione atV mesmo matrQcula em "rV-escola Rou seOa# o dever constitucional não en&loba a"enas o ensino +undamentalT. 3 :inistro :arco AurVlio decidiu como relator no recurso eLtraordinário nr ,MM.5MK-2 * # Oul&ado em 2..,# Eue o :unicQ"io de *anto AndrV deveria +aUer a matrQcula de menor em creche# tendo em vista o dis"osto no arti&o 2.K# 7? da Constituição da 2e"Zblica$ V dever do Estado o catendimento em creche e "rV-escola Ps crianças de Uero a seis anos de idadeg. 8odavia# a realiUação da dimensão individual desse direito social "ode ser e+etiva# se a dimensão coletiva V ne&ada\ A res"osta# evidentemente# V ne&ativa. 8Vrcio *am"aio 1erraU ;Znior# como eLem"lo de +alta de ce+icácia socialg dos direitos humanos# re+ere-se Oustamente P educação$ c*e se obri&a a +reE]_ncia da criança P escola atV os M, anos de idade# mas não se dão escolas ou condiç^es mQnimas "ara Eue a +amQlia "ossa sustentá-la# esta norma V letra morta.g R2...# ". 2(,T. *em a dimensão coletiva desse direito social# Eue V o da realiUação

M-(

de "olQticas "Zblicas e+icientes# a "r!"ria dimensão individual V com"rometida. Essa noção# "resente no 0ireito internacional# V discutida na seção se&uinte.

III.$.& A Auestão da proteção dos direitos sociais pelo Direito internacional e a dicotomia entre coletivo e individual no direito brasileiro:

A dicotomia entre as dimens^es individual e coletiva não V incomum no 0ireito brasileiro. Em certos cam"os# ela V estrutural# como no 0ireito do trabalho$ ao lado da le&islação trabalhista# há o direito sindical. A estrutura sindical brasileira# ins"irada# ao tem"o de ?ar&as# "elo modelo do +ascismo italiano# ainda não se libertou com"letamente das ori&ens# marcadas "ela necessidade de autoriUação do Estado "ara a criação das or&aniUaç^es sindicais e "ela "ossibilidade de intervenção do :inistVrio do 8rabalho. A Constituição de M(KK# en+im# "roibiu a inter+er_ncia e a intervenção do Estado# bem como a autoriUação do Estado "ara a criação das or&aniUaç^es sindicais Rart. K# 7T. Contudo# "ersistem o "rincQ"io da unicidade da re"resentação sindical na mesma base territorial Rart. Ko# 77T e a contribuição com"uls!ria# conhecida como im"osto sindical Rart. Ko# 7?T# Eue "ermite Eue sindicatos sem nenhuma re"resentatividade e+etiva sobrevivam Ps custas da cate&oria. 8arso 6enro v_ uma crelação contradit!ria entre a le isla45o do trabalho individual Eue a+irma o trabalhador como "ortador de direitos subOetivos Eue se es&otam na sua individualidade# e a le isla45o do direito sindical e coletivo# Eue concretamente V um obstáculo P consolidação de direitos subOetivos coletivosg d&ri+os do ori&inale RM(KK# ". S(T. Essa contradição decorre da dicotomia entre individual e coletivo# "aralela P contradição entre "articular e "Zblico# Eue :achado de Assis a"ontava na crknica de MKYS sobre a cultura da ile&alidade no Brasil. A"esar de direitos individuais serem "revistos# os instrumentos coletivos e associativos Eue serviriam "ara &aranti-lo so+rem de+ici_ncias Eue limitam a e+etividade daEueles direitos. A Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal# no tocante Ps normas internacionais de direitos sociais# t_m re+letido essa dicotomia# "resente em nossa cultura OurQdica# Eue re+orça uma cultura "olQtica contrária P autonomia das classes trabalhadoras. Um

M,.

eLem"lo +oi a re"resentação de inconstitucionalidade nr K.-# "romovida "ela rocuradoria6eral da 2e"Zblica contra o 0ecreto le&islativo nr -- de M(S,# Eue rati+icou a Convenção nr MM. da 3r&aniUação 7nternacional do 8rabalho R378T. Essa Convenção# de M(5K# diU res"eito aos trabalhadores em "lantaç^es e +oi rati+icada "elo Brasil em M(S5. EL"ress^es dos arti&os S2# S, e SK# A 2o +oram consideradas inconstitucionais em M(YY. 3 Brasil# "orVm# Oá a havia denunciado em M(Y.# "elo Eue o tratado Oá não mais o vinculava. Na ementa do ac!rdão Re durante o Oul&amentoT# os :inistros cometem um evidente erro de 0ireito internacional# induUidos "elo rocurador-6eral da 2e"Zblica. Na 2e"resentação# o rocurador a+irmou Eue o cCon&resso nacional a da Convençãoe rati+icou "elo 0ecreto le&islativo nr --%M(S,g. 3s :inistros re"etem o mani+esto eEuQvoco em seus votos. 0e acordo com a lon&eva "rática internacional# e tambVm se&undo a Constituição brasileira da V"oca Re a atual# "ode-se acrescentarT# a com"et_ncia "ara a "rática do ato internacional de rati+icação de tratado V do oder ELecutivo. A a"rovação do tratado "elo oder Le&islativo# Eue deve ser "rVvia P rati+icação# V ato interno e não vincula o Estado internacionalmente. A rocuradoria-6eral da 2e"Zblica e o *u"remo 8ribunal 1ederal# "ois# demonstravam "ouca intimidade com conceitos básicos do 0ireito internacional. A "ouca +amiliaridade com esse ramo OurQdico desdobrou-se em hostilidade durante o Oul&amento# com uma tomada de "osição nitidamente isolacionista e tambVm contrária aos direitos sociais na sua dimensão coletiva. revia a Convenção$
Art. S2. 3s em"re&adores e os trabalhadores sem EualEuer distinção t_m direito# sem autoriUação "rVvia# de constituir or&aniUaç^es de sua escolha# bem como de se +iliar a essas or&aniUaç^es# com a Znica condição de se suOeitarem aos estatutos desta Zltima. d...e Art. S,. As or&aniUaç^es de em"re&adores e as de trabalhadores não são suOeitos a dissolução ou sus"ensão "elas autoridades administrativas. d...e Art. SK d...e 2. A le&islação nacional não deverá ser contrária nem a"licada de modo contrário Ps &arantias "revistas "ela "resente "arte da Convenção.

3 "ará&ra+o se&undo do arti&o SK re+eria-se P seção sobre liberdade sindical# P Eual "ertencem os outros arti&os transcritos.

M,M

A Carta de M(S( "revia a liberdade sindical no arti&o M5(# dis"ondo sobre as or&aniUaç^es sindicais Eue ca sua constituição# a re"resentação le&al# nas convenç^es coletivas do trabalho e o eLercQcio de +unç^es dele&adas "elo "oder "Zblico serão re&uladas em leig. p evid_ncia# a Convenção não "oderia ser considerada inconstitucional# uma veU Eue estava de acordo com o "rincQ"io constitucional da liberdade sindical# e tinha traUido a re&ulamentação le&al reEuerida. Contudo# essa liberdade# na "rática# era ne&ada "ela re&ulamentação in+raconstitucional. E não convinha P ditadura militar# "ressurosa de intervir nos movimentos de trabalhadores# conceder-lhes autonomia. 3 *u"remo 8ribunal 1ederal# embebido na cultura autoritária# deiLou-se &uiar "elo "rincQ"io hermen_utico Oamais eL"resso# mas tantas veUes im"lQcito# da ine+etividade das dis"osiç^es constitucionais sobre direitos humanos# e considerou inconstitucionais as eL"ress^es csem autoriUação "rVviag e ccom a Znica condição de se suOeitarem aos estatutos destas Zltimasg do arti&o S2# de +orma a tutelar a liberdade sindical[ cou sus"ensãog do arti&o S,# "ara a intervenção do Estado na vida sindical[ e o A 2o do arti&o SK# de maneira Eue# hermeneuticamente# a le&islação nacional# Oá inter"retada se&undo o "rincQ"io da ine+etividade da liberdade constitucionalmente "revista# "udesse s_-lo em desacordo com a liberdade "revista no tratado internacional. 3 rocurador-6eral da 2e"Zblica em"re&ou como +undamento da re"resentação de inconstitucionalidade o Eue 6ara"on chama de c"rovincianismo constitucionalg# a saber# limitar no 0ireito o universalismo "elo constitucionalismo# numa eEuivocada inEuietude "ela identidade da cultura OurQdica nacional RM((2T. 9oOe# como Canotilho bem lembra# o 0ireito constitucional V# ccada veU maisg# internacional e tambVm Rno caso da União Euro"ViaT comunitariamente de"endente R2..2# ". 2M2T. 3 "rovincianismo constitucional corres"onde a um isolacionismo OurQdico Eue# no caso# serviu "ara im"edir Eue os direitos humanos +ossem am"liados "elo 0ireito internacional. rosse&uia o rocurador-6eral$
d...e a"licada a Convenção# de Eue se trata# como lei interna# ocorrerá drástica e radical subversão no sistema sindical brasileiro# alienando-lhe as "eculiaridades e sin&ularidades Oá estrati+icadas de"ois de lon&a eL"eri_ncia le&islativa. AlVm do mais# todo um sistema embasado em "rincQ"ios Vticos# +ilos!+icos e "olQticos# consubstanciando as as"iraç^es nacionais e eL"rimindo a vocação das classes "rodutoras W em"resários e o"erários W# não "oderia ser destruQdo# "or +orça de convenç^es internacionais# sem "or em &rave risco a se&urança das or&aniUaç^es classistas Oá eListentes.

M,2

A autonomia das or&aniUaç^es sindicais# embora "revista na Constituição# +oi atacada como estran&eirismo violador dos valores nacionais. 0e +ato# atacar esses su"ostos valores não estava entre os "lanos da ditadura militar. 3 isolacionismo da "osição V claro na "osição de Eue não "oderia haver mudança le&islativa "or tratado internacional. 3 ar&umento não +aUia sentido no sistema constitucional# tam"ouco em relação P le&itimidade democrática Rsei# contudo# Eue não se trataria de um ar&umento a ser levado em conta em V"oca de atos institucionais e decretos-leiT devido P a"rovação "elo Con&resso do tratado. 3 a"elo do rocurador P tradição +aU-nos remontar Ps consideraç^es no "rimeiro e no se&undo ca"Qtulos a esse tQ"ico ar&umento do conservadorismo# denunciado "or 2ousseau a res"eito de 6rotius e "or :arL sobre a Escola 9ist!rica do 0ireito# a Eual le&itimava a i&nomQnia de hoOe "ela de ontem. 3 :inistro 0Oaci 1alcão# relator da re"resentação# viu a"enas contrariedade P lei# e a isso chamou inconstitucionalidade# em relação ao arti&o S,$ ao "erceber Eue a Convenção "revia de +orma di+erente da Consolidação das Leis do 8rabalho e do Estatuto do 8rabalhador 2ural. A Convenção cNão se coaduna# desse modo# com a diretriU le al. 8enho# "ois# como inconstitucional a eL"ressão cou sus"ensãog.g d&ri+os meuse. a de notar Eue não são raros os casos em Eue o *u"remo 8ribunal 1ederal conheceu hi"!teses de inconstitucionalidade indireta. Na Ouris"rud_ncia antes re+erida sobre a lei de inele&ibilidades# ocorreu o+ensa Eue# 9ormalmente# era indireta Ra inter"retação não tirava a e+icácia +ormal do arti&o sobre vinculação de receitas ao ensinoT# mas materialmente direta P vinculação constitucional# tendo em vista Eue a inter"retação dada "elo 8ribunal *u"erior Eleitoral retira a &arantia OurQdica Ra sanção da inele&ibilidadeT de e+icácia social# ou e+etividade daEuela vinculação. Na "resente re"resentação de inconstitucionalidade# o anta&onismo da Convenção em relação P lei nacional Oá eListente +oi convertido em inconstitucionalidade# em veU de se considerar Eue as normas le&ais internas contrárias ao tratado haviam sido revo&adas W trata-se# "ois# de uma inconstitucionalidade indiretQssima# na verdade transversa# "ois a Convenção a"enas mantinha o "rincQ"io da Carta de M(S(... Em relação ao A 2.o do arti&o SK# o relator não encontrou mais a diUer senão ccontra"^e-se ao es"Qrito do art. M5(# da Constituição 1ederal# antes esclarecidog. 3 eLtremo laconismo da motivação# se se "ode +alar em motivação no caso# "arece-me ocultar# sob o vVu retumbante do sil_ncio# o "ro+undo anta&onismo da dis"osiç^es com a principiolo ia adotada "elo *u"remo 8ribunal 1ederal. Este V o "onto mais im"ortante$ se&undo a orientação do 8ribunal# as

osV da Costa 2icaT. Não se trata a"enas de irracionalidade[ ocorre uma +orma de "rodução le&al da ile&alidade# Oá há muito "raticada. 0esta +orma :arL re+ere-se aos cdetalhesg le&ais Eue ne&am os "rincQ"ios constitucionais$ As eternas contradiç^es deste absurdo de uma Constituição mostram de +orma su+icientemente clara Eue# embora a bur&uesia em palavras "ossa ser democrática# mas não em suas aç^es# ela reconhecerá a verdade de um "rincQ"io# mas nunca o im"lementará W e a verdadeira cconstituiçãog +rancesa não se encontra na Carta# Eue n!s inter"retamos# e sim nas leis or&=nicas "romul&adas acima do +undamento constitucional# as Euais n!s brevemente esboçamos ao leitor. Estudou-se# na seção 77. 3 "roblema# contudo# V Eue se trata de uma norma sobre direito W norma secundária# na teoria de 9art W Eue limitava a inter"retação e a a"licação da lei "ara Eue +ossem con+ormes com o "rincQ"io "rote&ido.. de novembro de MK. deste trabalho# como o "rincQ"io da e+etividade# no 0ireito internacional dos direitos humanos# V "revisto "ara evitar a "rodução le&al da ile&alidade e# assim# tentar &arantir a máLima e+icácia desses direitos em um determinado conteLto. 8rata-se não a"enas de uma inter"retação assistemática# como tambVm in+ensa aos direitos humanos Resse ti"o de inter"retação# ver-se-á na seção -. 3 dis"ositivo da Convenção nr MM. Com isso# houve uma brutal redução do eleitorado# devido ao voto censitário# Eue eLcluiu as classes trabalhadoras da "artici"ação "olQtica. A orientação hermen_utica do *u"remo 8ribunal 1ederal era bem o"osta$ a de# "or meio da lei +ederal RcuOa ratio "assa# numa inversão do sistema OurQdico# a determinar o sentido constitucionalT# im"edir a e+etividade do "rincQ"io da autonomia dos trabalhadores.K# revelou como a letra da Constituição# aludindo a cdireitos democráticosg# era ne&ada "ela lei eleitoral$ a constituição "revia Eue todos os +ranceses Eue "udessem eLercer direitos "olQticos eram ele&Qveis# mas deiLava P lei a tare+a de determinar Euem "oderia eLercer esses direitos. "revia tão-somente Eue a lei interna deveria res"eitar o "rincQ"io da liberdade sindical "revista naEuela seção do tratado# Eue# como se viu# estava "revisto na Constituição. a claro Eue# tendo eL"ur&ado do tratado o Eue Oul&aram inconstitucional# não haveria sentido al&um em ver al&uma o+ensa no A 2o do arti&o SK# eis Eue nada mais haveria sobrado# na Convenção# de o+ensa P lei interna.deste trabalho# ainda V adotada "elo *u"remo 8ribunal 1ederal# em relação ao acto de *ão .M. :arL# na cVlebre análise da Constituição +rancesa de .- liberdades "revistas na Constituição deveriam ser inter"retadas restritivamente# "odendo ser limitadas "or normas in+ra-constitucionais. 3s princ:pios estavam P mão W os detalhes +oram deiLados ..

3 Con&resso Nacional a"rovou-a um "ouco mais de deU anos de"ois de o Brasil t_-la assinado "or meio do decreto le&islativo nr SK de MS de setembro de M((2. die (ir (ieder e eben haben.rankreichs 9indet sich nicht in der 3harta. Essa Convenção "revia a "roteção do trabalhador contra a demissão inOusti+icada mediante reinte&ração ou indeniUação. Die e(i en *idersprüche dieses @umbu s von einer Qonstitution &ei en klar enu .o da Constituição "rev_ M2. de novembro do ano se&uinte# a Convenção deiLaria de vi&orar "ara o Brasil.M. M2S Na 1rança# não há dZvida sobre a sua e+icácia$ o Conselho de Estado considerou-a e+icaU no "lano interno em outubro de 2. Nessa área# "ortanto# o 8ribunal +eU com Eue lei anterior ao tratado o anulasse. Ela havia sido muito discutida na doutrina trabalhista$ seria auto-a"licávelM2S\ Constitucional\ 3 inciso 7 do arti&o Y. es aber nie in die PraKis umset&en O und die (irkliche jQonstitutionj . (elche (ir dem 6eser kur& umrissen haben$ Die Prin&ipien (aren vorhanden O die Details (urden der `ukun9t überlassen. "ara o +uturo# e com esses detalhes a descarada tirania +oi de novo er&uida como leiG M2. No Oul&amento da re"resentação# o :inistro Elo' da 2ocha discordou da "osição isolacionista dos outros :inistros$ cfuando a Constituição "receitua Eue a lei re&ulará a constituição do sindicato obsta a Eue convenção internacional a re&ule\g[ c3 ar&umento da maioria V este$ a convenção não "ode revo&ar lei ordináriag. und mit Nenen Details (urde die schamlose T8rannei (ieder &um +eset& erhobenA M25 A morosidade na a"rovação dessa Convenção não re"resentou um caso isolado$ a ur&_ncia raramente in+unde a a&enda social dos oderes no Brasil. No "rimeiro ca"Qtulo# a+irmou-se# com *chCarcU# Eue a norma internacional conse&ue ser rece"cionada no Brasil# desde Eue não encontre condiç^es "ara ser a"licada. Em relação aos direitos sociais# "ode-se destacar mais um caso$ a recente rati+icação e a denZncia "elo Brasil da Convenção no M5K da 378. de abril de M((S# o residente da 2e"Zblica en+im a "romul&ouM25.. sie (ird die *ahrheit eines Prin&ips anerkennen. 3 oder ELecutivo rati+icou-a em 5 de Oaneiro de M((5# e# um ano de"ois# ela entrou em vi&or "ara o Brasil. Com o decreto nr M. aber nicht in ihren @andlun en. daa die )our eoisie &(ar in *orten demokratisch sein kann.5# em decisão sobre a lei do contrato de cnouvelles embauchesg Rnovas contrataç^esT e a incluiu .# de 2.K55# de M. Em 2. de deUembro de M((S# tornando "Zblico Eue# em 2.. de novembro do mesmo ano# todavia# o ELecutivo resolveu denunciá-la# e o residente da 2e"Zblica editou o decreto nr 2. 0e +ato# o Oul&amento deiLou clara a "osição de Eue o direito internacional# na medida Eue trouLesse direitos sociais Rna área de acordos tributários# "or eLem"lo# o *u"remo 8ribunal 1ederal adotaria "osição bem outra# sustentando a e+icácia interna de tratados mesmo diante de normas internas "osteriores Eue lhes eram contrárias# devido ao arti&o (K do C!di&o 8ributário NacionalT# somente "oderia ser e+icaU se não contrariasse as normas in+raconstitucionais Oá eListentes. sondern in den au9 ihrer +rundla e erlassenen or anischen +eset&en.M..

d&ri+os do ori&inale A "osição de Eue não eListe o "roblema de con+lito de normas devido ao na +undamentação da decisão# não veri+icando con+lito entre a lei e a convenção.da Constituição.r M. 0ecisão de abril de 2. A Con+ederação Nacional do 8rans"orteM2Y e a Con+ederação Nacional da 7ndZstria "ro"useram a ação direta de inconstitucionalidade n. *e&undo o relator$ 3 primado da Constituição# no sistema OurQdico brasileiro# V opon"vel ao "rincQ"io pacta sunt servanda# inexistindo# "or isso mesmo# no direito "ositivo nacional# o "roblema da concorrFncia entre tratados internacionais e a Lei 1undamental da 2e"Zblica# cuOa su"rema autoridade normativa deverá sempre "revalecer sobre os atos de direito internacional "Zblico.. L'choCsDi lembra Eue esse direito constitucional ins"ira-se na doutrina da nulidade da des"edida arbitrária RM((Y# ". A controvVrsia Oudicial continua. contra a Convenção.T# "elo Eue deve haver reinte&ração ou "a&amento de indeniUação adeEuada se o em"re&ado +or des"edido arbitrariamente RM((Y# ". M2Y Essa Con+ederação +oi eLcluQda do "rocesso# "or ter sido considerado ile&Qtima P luU do arti&o M.5 ser um direito dos trabalhadores urbanos e rurais# crelação de em"re&o "rote&ida contra des"edida arbitrária ou sem Ousta causa# nos termos de lei com"lementar# Eue "reverá indeniUação com"ensat!ria# dentre outros direitosg.o R2. 3 &overno# com a "ol_mica# decidiu denunciar o tratado# o Eue +oi uma atitude inconsistente# se&undo 8rindade# "ois o Brasil havia# tr_s meses antes da denZncia rati+icado o rotocolo de *an *alvador# Eue tambVm "rev_ a "roteção contra dis"ensa ou demissão inOusti+icada em seu arti&o Y.. 3s tratados internacionais celebrados "elo Brasil W ou aos Euais o Brasil venha a aderir W não podem# em conseE]_ncia# versar matéria posta sob reserva constitucional de lei complementar. ..S do Conselho de rudXhommes de Lon&Oumeau considerou Eue a lei violava a norma da 378# "ois o "erQodo desse novo contrato de eL"eri_ncia# Eue não dá &arantias em caso de demissão# V de dois anos. 9á controvVrsia# no entanto# sobre essa com"atibilidade.-# ". (.arta )ol"tica subordina o tratamento le&islativo de determinado tema ao exclusivo domQnio normativo da lei com"lementar# Eue não "ode ser substituQda "or AualAuer outra es"Vcie normativa in+raconstitucional# inclusive "elos atos internacionais Oá incor"orados ao direito "ositivo interno.. KKT. Em setembro de M((Y# "ouco mais de dois meses antes de ela deiLar de vi&orar "ara o Brasil# Euase deU meses de"ois da denZncia# o *u"remo 8ribunal 1ederal Oul&ou a medida liminar "ara de+erila em "arte# sem redução do teLto. a Eue# em tal situação# a pr:pria . S2(T.K.M. 8al duração não seria raUoável e# "or isso# tendo em vista a hierarEuia su"erior da norma internacional sobre a interna# a nova lei estaria c"rivada de e+eito OurQdicog R"rivVe dXe++et OuridiEueT.

..e a diUer# ela contVm direitos e &arantias# Eue são direitos e &arantias +undamentais dos trabalhadores de cunho constitucional# na +orma do Eue estabelece o A 2o do art. 3 :inistro Carlos ?elloso discordou dessa "osição. 0e acordo com a inter"retação adotada neste trabalho ao dis"ositivo constitucional sobre tratados de direitos humanos# "enso Eue a "osição desse :inistro era a mais acertada. Carlos ?elloso tambVm considerou# em contraste com a maioria# Eue a convenção# em suas linhas &erais# era auto-a"licável.M.S c"rimado da Constituiçãog# re"etidas veUes corroborada "elo *u"remo 8ribunal 1ederal# Eue eEuivale a a+irmar Eue o 0ireito internacional V "arte do direito nacional W a+irmação incom"atQvel# escreveu >elsen# com a eList_ncia de uma "luralidade de Estados# e tributária da tese da soberania absoluta do Estado[ trata-se mesmo de uma cne&ação radical do direito internacionalg R>EL*EN# 2.o M5K s! "oderia ter +orça c"ro&ramáticag.M# a ação +oi Oul&ada eLtinta$ devido P denZncia# ela "erdeu o obOeto. como resultado# a Convenção n.2# ". Yo# 7# da C. 1.o do arti&o 5.. 3 ar&umento# "ois# demonstra certa di+iculdade do *u"remo 8ribunal 1ederal em "erceber a eList_ncia do mundo. Em 2. 3 se&undo "ará&ra+o V interessante "orEue eL"licita outra limitação "ara os tratados internacionais# dentro da cultura OurQdica isolacionista Eue o 8ribunal re+lete$ eles não "odem abordar matVria de lei com"lementar W Eue V "revista no inciso 7 do arti&o Yo da Constituição.. ..-M-2T. Não se trataria de con+lito com o arti&o Y.e V lQcito a+irmar Eue a Convenção M5K%378 incor"orou-se P ordem OurQdica brasileira com caracterQstica autknoma# vale diUer# inde"endentemente da dis"osição inscrita no art. 5o# da C.. A Corte tambVm rea+irmou sua +alta de com"romisso com o "rincQ"io pacta sunt servanda W ver-se-á# a se&uir# Eue a Corte Ar&entina adota "osição o"osta.o# na cate&oria de tratado de direitos humanos$ d.. 1oi decidido cafastar EualEuer eLe&eseg Eue cvenha a t_-las das normas da Convençãoe como autoa"licáveisg d&ri+o do ori&inale. M-.e d. d.o# 7 da Constituição# "orEuanto a Convenção deveria inte&rar-se se&undo o A 2..1. Esse isolacionismo mani+esta-se aEui em uma "ostura +ormalista de ne&ação da eList_ncia de con+litos normativos# como se a harmonia do sistema OurQdico +osse dada de antemão Rcomos e viu no se&undo ca"Qtulo deste ca"Qtulo# a "r!"ria hist!ria do direito W alVm da "rática cotidiana dos tribunais W ne&am essa "retensãoT# e não tivesse Eue ser construQda "elos a"licadores do 0ireito.

3 8ratado de 2oma# Eue criou a Comunidade Econkmica Euro"Via# V eL"lQcito$ no arti&o M. 3 relator# :aurQcio Corr_a# e Carlos Britto votaram no sentido de Oul&ar a ação "rocedente em "arte "ara Eue a denZncia a"enas se tornasse e+icaU a"!s o re+erendo do Con&resso Nacional. Lembra :alcolm *haC Eue o Comit_ criado "elo acto 7nternacional sobre 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais da 3NU não V autknomo e tem meios +racos de im"lementação R2.obim votou "ela im"roced_ncia da ação.. "rev_ a ceLclusão de EualEuer harmoniUação das dis"osiç^es le&islativas e re&ulamentares dos Estados-:embrosg na área de saZde# e medida análo&a V "revista "ara a educação "Zblica no arti&o M52# A . -KST. 3 sistema euro"eu "ossui tambVm +alhas. A de+ici_ncia V maior no cam"o dos direitos econkmicos# sociais e culturais. 2KYT. A "etição inicial da ação +undamenta-se em "arecer de Arnaldo *usseDind# Eue o"inou# se&uindo a "osição de ontes de :iranda diante da Constituição de M(SY# "ela inconstitucionalidade de denZncia de tratado sem a anu_ncia do Con&resso Nacional devido P "revisão do arti&o .obim "ediu vistas dos autos e o Oul&amento da liminar +oi interrom"ido em 2 de outubro de 2...S o Oul&amento "rosse&uiu# e Nelson .2# "..deste trabalho# aludiu-se Ps limitaç^es do 0ireito internacional em &arantir os direitos humanos. Na seção 77. *omente em 2( de março de 2. 3s direitos econkmicos sociais e culturais# embora seOam obOeto de +iscaliUação internacional Rcomo da 3r&aniUação 7nternacional do 8rabalho e do Comit_ do acto de 0ireitos Econkmicos# *ociais e CulturaisT# normalmente recebem mecanismos de "roteção mais +racos# como o sistema de envio de relat!rios.da Constituição da 2e"Zblica.-# ". No Conselho da Euro"a# "or M2K A CU8# "or maioria# +oi eLcluQda do "rocesso# tendo em vista sua +alta de le&itimidade diante do arti&o M.M. Nessa ocasião# o :inistro . .oaEuim Barbosa "ediu vista dos autos. 3 :inistro Nelson .o# c.(# A ..o.(# 7 da Constituição$ com"ete eLclusivamente ao Con&resso cresolver de+initivamente sobre os tratados# acordos ou atos internacionais Eue acarretem encar&os ou com"romissos &ravosos ao "atrimknio nacionalg. Na União Euro"Via# áreas como educação e saZde estão eLcluQdas não são cam"o de normas de harmoniUação entre os Estados# "elo Eue a ação social comunitária se concentra "rinci"almente no cam"o do trabalho RBELL# 2.Y No entanto# a Euestão não +oi encerrada$ es"era Oul&amento a ação direta de inconstitucionalidade nr MS25# "ro"osta "ela Con+ederação Nacional dos 8rabalhadores na A&ricultura RC3N8A6T e a Central snica dos 8rabalhadores RCU8TM2K# Eue ataca a denZncia da Convenção nr M5K# +eita "elo residente 1ernando 9enriEue Cardoso.-..

o9 the CnterO!merican 3ourt o9 @uman 'i hts. 3 A So do arti&o M(# contudo# "rev_ duas eLceç^es$ em caso de violação do arti&o Ko# A Mo# a Rcdireito dos trabalhadores de or&aniUar sindicatos e de +iliar-se ao de sua escolha# "ara "rote&er e "romover seus interessesgT e M. 3 caráter "olQtico do Comit_ de :inistros +aU com Eue tenda a absolver os Estados na maior "arte das veUes RC9U2C97LL[ >9AL7f# 2. a claro Eue a a"reciação "ela Corte s! se dará em relação a Estados Eue lhe reconheceram a Ourisdição. a 5M e SM a S( da Convenção Americana sobre 0ireitos 9umanos.osV da Costa 2ica. (hen applicable. 3 "ará&ra+o se&uinte "rev_ a com"et_ncia tradicional da Comissão 7nteramericana "ara +ormular recomendaç^es aos Estados-membros da 3EA.# ".. throu h participation o9 the CnterO!merican 3ommission on @uman 'i hts and. A Corte 7nteramericana não tem com"et_ncia "ara Oul&ar as violaç^es desse rotocolo# Eue são controladas "or meio de um sistema de envio de crelat!rios "eri!dicos sobre as medidas "ro&ressivasg Rarti&o M(T adotadas "elos Estados "ara a im"lementação dos direitos "revistos. ..g 3 condicional c"oderiag# creio# re+ere-se ao +ato de Eue nem todos os Estados reconhecem a com"et_ncia da Corte# e P "ossibilidade de a Comissão não aceitar a "etição# caso não esteOam "resentes as condiç^es de admissibilidadeM2(. Como resultado# "or veUes a e+etividade do sistema tende a se con+undir com o sim"les envio de relat!rios "elos Estados Eue são membros do tratado. or eLem"lo# o Comit_ de :inistros# a"esar do relat!rio em Eue o Comit_ Euro"eu de 0ireitos *ociais constatou a violação da Carta "elo Estado "ortu&u_s# devido P EueiLa nr M de M((K# não diri&iu recomendação a ortu&al "or não combater a eL"loração do trabalho in+antil.K eLem"lo# há um sistema de EueiLas coletivas re+erente P Carta *ocial Euro"Via[ as EueiLas são enviadas ao Comit_ Euro"eu de 0ireitos *ociais# +ormado "or es"ecialistas inde"endentes# Eue "re"ara um relat!rio. :as V o Comit_ de :inistros# Eue re"resenta os &overnos euro"eus# Eue tem o "oder de +aUer recomendaç^es# com base nos trabalhos do Comit_ Euro"eu de 0ireitos *ociais# aos Estados Eue "orventura esteOam a violar a Carta *ocial. A 3EA a"rovou o rotocolo de *an *alvador# Eue se destinam a "rote&er os direitos econkmicos# sociais e culturais# Eue não são obOeto do acto de *ão . :as aEueles trabalhos tendem a ser desconsiderados# na maior "arte das veUes.YT.M.. M2( 3 teLto em in&l_s V mais assertivo# com o uso do verbo ma8 em veU de mi ht$ c!n8 instance in (hich the ri hts established in para raph a[ o9 !rticle h and in !rticle 1T are violated b8 action directl8 attributable to a "tate Part8 to this Protocol ma8 ive rise. to application o9 the s8stem o9 individual petitions overned b8 !rticle VV throu h U1 and ^1 throu h ^Y o9 the !merican 3onvention on @uman 'i hts$L ..Rdireito P educaçãoT# ctal situação "oderia dar lu&ar# mediante "artici"ação da Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos e# Euando cabQvel# da Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos# P a"licação do sistema de "etiç^es individuais re&ulado "elos arti&os .

+uillermo nlvare& @ernDnde&. de lo dispuesto por el Tribunal 3onstitucional peruano.-. 1BT$! la lu& de lo semalado en la 3onstituci7n Pol:tica del PerJ.# deiLaram de "restar serviços P *B* e +oram am"arados "elo re&ime de a"osentadorias "revisto no mencionado decreto-lei# adEuiriram o direito a Eue seus "roventos se re&essem se&undo os termos e condiç^es "revistos no mencionado decreto-lei e suas normas coneLas. 1oi uma saQda OurQdica muito criativa# "ois a Convenção não "rev_ o direito P "revid_ncia Rum direito socialT# mas o da "ro"riedade "rivada Rum direito civilT# no arti&o 2M. Em M((K e 2.5-.# o 8ribunal Constitucional tambVm decidiu em +avor deles.M.5-. 1oi ale&ado Eue lhes +oi violado o direito de "ro"riedade sobre as Euantias Eue deiLaram de receber. e nos termos do arti&o 2M da Convenção Americana. Em MK de março de 2..2# mas sem Ouros. M-. A Corte veri+icou a violação desse arti&o$ M. Nesse caso# 8orres Benvenuto# :uOica 2uiU-9uidobro# /lvareU 9ernándeU# Bartra ?ásEueU# e os "arentes de 6amarra 1erre'ra "ediram a di+erença de seus "roventos# Eue +oram rebaiLados em M((2 "elo 0ecreto-lei n~ 25Y(2 em a"roLimadamente YKl. A Corte *u"rema de .ustiça do eru decidiu em +avor dos autores em M((. Wavier FuNica 'ui&O@uidobro. 8rata-se do caso dos Cinco A"osentados contra o eru# Oul&ado em 2.erre8ra 8 'e8mert )artra VDs<ue& pa aron sus contribuciones al 9ondo de pensiones re ido por el DecretoO6e8 No SBUTB.2# +oram "a&as as di+erenças entre os valores devidos e os e+etivamente "a&os# de novembro de M((2 atV +evereiro de 2.# mas as sentenças não +oram cum"ridas# "elo Eue +oram "ro"ostas aç^es de nãocum"rimento "or tr_s dos autores.( 3 interessante V Eue a Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos Oá "ossui Ouris"rud_ncia sobre direitos econkmicos# sociais e culturais com base tão-somente na Convenção Americana# cuOo arti&o 2S "rev_ a "ro&ressividade desses direitos. M-. ad<uirieron el derecho a <ue sus pensiones se ri ieran en los t2rminos 8 condiciones previstas en el mencionado decretoOle8 8 sus normas .. esta 3orte considera <ue. Em outras "alavras# os a"osentados adEuiriram um direito de "ro"riedade sobre os e+eitos "atrimoniais do direito P a"osentadoria# em con+ormidade com o 0ecreto-lei no 2..avier :uOica 2uiU9uidobro# 6uillermo /lvareU 9ernándeU# :aLimiliano 6amarra 1erre'ra e 2e'mert Bartra ?ásEueU "a&aram suas contribuiç^es ao +undo de "ens^es re&ido "elo 0ecreto-lei no 2. deNaron de prestar servicios a la ")" 8 se aco ieron al r2 imen de Nubilaciones previsto en dicho decretoOle8. p luU do assinalado na Constituição olQtica do eru# do dis"osto "elo 8ribunal Constitucional "eruano# em con+ormidade con o artQculo 2(# b da Convenção W o Eual "roQbe uma inter"retação restritiva dos direitos W# e mediante uma inter"retação evolutiva dos instrumentos internacionais de "roteção de direitos humanos# esta Corte considera Eue# desde o momento em Eue os senhores Carlos 8orres Benvenuto# . desde el momento en <ue los semores 3arlos Torres )envenuto. de con9ormidad con el art:culo SY$b[ de la 3onvenci7n Oel cual proh:be una interpretaci7n restrictiva de los derechosO. 3s autores recorreram P Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos# Eue acabou "or levar o caso P Corte. 8 mediante una interpretaci7n evolutiva de los instrumentos internacionales de protecci7n de derechos humanos..-.. FaKimiliano +amarra .

ustiça. A Corte tambVm considerou ter havido violaç^es do arti&o 25 da Convenção# Eue trata da "roteção Oudicial# "orEuanto as sentenças do .Y.K. 3s direitos econkmicos# sociais e culturais t_m uma dimensão tanto individual Euanto coletiva.-# ".udiciário "eruano# +avoráveis aos autores# somente +oram eLecutadas em 2. 3s EUA são ainda a Znica &rande democracia a não ter rati+icado o acto 7nternacional sobre 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais R2. 5S2T. los pensionistas ad<uirieron un derecho de propiedad sobre los e9ectos patrimoniales del derecho a la pensi7n. Note-se Eue a Corte se&uiu os "rincQ"ios "r!"rios do 0ireito internacional dos direitos humanos$ a inter"retação não "oderia ser restritiva nesse cam"o# e as +ontes OurQdicas +oram tratadas de acordo com a interteLtualidade din=mica$ tratado e lei interna +oram correlacionados# e o direito +oi visto sob um "risma evolutivo. Esse ar&umento não +oi acolhido "ela Corte# não "orEue a "ro&ressividade não seria controlável "or via Oudicial Rar&umento re"etido "elos Eue ne&am aos direitos sociais# econkmicos e culturais o Eue os Ouristas americanos chamam de Nusticiabilit8# isto V# a "ossibilidade de um direito ser atendido "or meio da "restação Ourisdicional M-MT# e sim "orEue a violação não teria ocorrido no caso$ M. 7nteressa "articularmente# "ela novidade na Ouris"rud_ncia da Corte da 3EA# a decisão a res"eito do arti&o 2S da Convenção# Eue "rev_ a "ro&ressividade dos direitos econkmicos# sociais e culturais. . Lembra Linda >eller Eue o &overno americano sem"re +oi relutante em considerar Eue um "atamar mQnimo de meios "ara a sobreviv_ncia +osse considerado um direito.2 W oito anos de"ois das decis^es da Corte *u"rema de . *eu desenvolvimento "ro&ressivo# sobre o Eual Oá se "ronunciou o Comit_ de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais das Naç^es Unidas# se deve medir# se&undo o critVrio deste 8ribunal# em +unção da crescente cobertura dos direitos econkmicos# sociais e culturais em &eral# e do direito P se&uridade social e P a"osentadoria em "articular# sobre o conOunto da "o"ulação# tendo "resentes os im"erativos da eE]idade social# e não em +unção das circunst=ncias de um muito limitado &ru"o de "ensionistas não necessariamente re"resentativos da situação &eral "revalecente. coneKas$ 1n otras palabras. M... a evidente Eue esse Zltimo V o Eue ocorre no "resente caso e "or isso a Corte considera "rocedente não estimar a solicitude de "ronunciamento sobre o desenvolvimento "ro&ressivo dos direitos econkmicos# sociais e culturais no eru# no marco deste caso.M5. 3s autores ar&umentaram Eue# como os seus "roventos +oram diminuQdos# o "rincQ"io da "ro&ressividade havia sido violado "elo eru. de con9ormidad con el DecretoO6e8 No SBUTB 8 en los t2rminos del art:culo S1 de la 3onvenci7n !mericana$ M-M 7sto V# "ara o &overno americano# os direitos econkmicos# sociais e culturais não "ossuem natureUa OurQdica. A o"osição eL"lica-se "ela ideolo&ia individualista e liberal Eue "revalece nesse Estado# se&undo a Eual esses direitos contrariariam o es"Qrito da economia de mercado.

M-2 3 ar&umento V interessante$ seria a Corte com"etente a"enas "ara demandas individuais# e não em relação Ps coletivas\ Creio Eue a res"osta deve ser dada em +unção dos direitos Eue ela "rote&e$ se&undo o arti&o S2# A -.T[ erradicação do anal+abetismo Rart. :as o "recedente V im"ortante "orEue admitiu a "ossibilidade da Corte avaliar as "olQticas "Zblicas de um Estado-membro no tocante P "ro&ressividade "revista no arti&o 2S da Convenção Americana de 0ireitos 9umanos. -. 5. Creio Eue a re+er_ncia ao rotocolo deve ser entendida como P Zltima alteração em vi&or da Carta REue# hoOe# V a do rotocolo de :aná&ua# de M((-T# "ois o de Buenos Aires era o Zltimo rotocolo Eue se havia celebrado Euando +oi elaborado o acto de *ão .# h# art. -. 3 ma&istrado Carlos ?icente de 2ouL 2en&i+o discordou da maioria e sustentou em seu voto diver&ente$ *em embar&o# o raciocQnio se&undo o Eual seria "rocedente submeter ao test do arti&o 2S as atuaç^es dos Estados Eue a+etam o conOunto da "o"ulação não a"rece ter +undamento na Convenção# entre outras raU^es "orEue a Corte 7nteramericana não "ode eLercer W P di+erença do Eue ocorre com a Comissão W um trabalho de monitoramento &eral sobre a situação dos direitos humanos# Euer seOam os civis e "olQticos# Euer seOam os econkmicos# sociais e culturais. 8a sean los econ7micos. .osV da Costa 2ica# e "orEue não teria sentido Eue um teLto revo&ado continuasse em vi&or# "rinci"almente na área de direitos humanos# Eue deve ser re&ida "ela "ro&ressividade.M5M Como a "ro&ressividade re+ere-se P dimensão coletiva# e não P individual# dos direitos econkmicos# sociais e culturais# não seria "ossQvel a"reciá-la em demanda estritamente individual. entre otras ra&ones por<ue la 3orte Cnteramericana no puede eNercer −a di9erencia de lo <ue ocurre con la 3omisi7n− una labor de monitoreo eneral sobre la situaci7n de los derechos humanos.# 9[ art.T[ direito P alimentação Rart. no parece tener asidero en la 3onvenci7n. 2o# [ art.osV da Costa 2ica.o# ela "ossui com"et_ncia# em raUão da matVria# "ara Oul&ar violaç^es dos direitos "revistos no acto de *ão . 3 8ribunal somente "ode atuar diante de casos de violação de direitos humanos de "essoas determinadas# sem Eue a Convenção eLiOa Eue elas tenham Eue alcançar determinado nZmero. -. -o. 3 arti&o 2S do acto re+ere-se Ps cnormas econkmicas# sociais e sobre educação# ci_ncia e cultura# constantes da Carta da 3r&aniUação dos Estados Americanos# re+ormada "elo rotocolo de Buenos Airesg. A Carta da 3EA re+ere-se P erradicação da "obreUa crQtica Rart. sociales 8 culturales$ 1l Tribunal solo puede actuar 9rente a casos de violaci7n de derechos humanos de personas determinadas. sin <ue la 3onvenci7n eKiNa 2stas ten an <ue alcan&ar determinado nJmero.# NT[ M-2 "in embar o. el ra&onamiento se Jn el cual solo ser:a procedente someter al test del art:culo S^ las actuaciones de los 1stados <ue a9ectan al conNunto de la poblaci7n. 8a sean los civiles 8 pol:ticos.

M# ".udiciário não se omita diante da ile&alidade# ou da inconstitucionalidade das "olQticas "Zblicas W mas essa omissão# se&undo a autora# está arrai&ada na cultura OurQdica brasileira# sob o "reteLto de uma cneutralidade aLiol!&icag R2. K2T. arece claro# "or conse&uinte# Eue a Corte "ode a"reciar demandas de natureUa coletiva# Eue di&am res"eito a "olQticas "Zblicas do Estado. AlVm disso# a Corte 7nteramericana V com"etente "ara Oul&ar violaç^es aos arti&os K. A csolução naturalg desse cam"o V uma "olQtica "Zblica RM((. .(T[ acesso aos bens culturais Rart. -..YT.# ".# kT[ direito ao trabalho e P a"osentadoria Rart.udiciário torna-se inst=ncia de cne&ociação ou mediaçãog# em Eue ca +orma tradicional de adOudicação V menos e+icaUg R2.Y e . MMYT# .# ".udiciário relaciona-se com os limites entre o OurQdico e a es+era "olQtica# +aUendo-se necessário Eue o .. . Ademais# como lembra Clarice *eiLas 0uarte# a im"lementação dos direitos sociais "or meio do .# cT[ inclusão social Rart. Nesse "onto# deve-se reconhecer Eue haveria uma &rande di+iculdade de o . -.udiciário analisar tecnicamente as "olQticas "Zblicas e os "roblemas de "laneOamento# Euest^es a Eue esse oder não está habituado[ a análise tVcnica de "eritos seria ina+astável. -.T.# bT[ associação sindical Rart.do rotocolo de *an *alvador# como Oá re+erido.o# a e M..# hT[ educação Rart. -. fue ti"o de a"reciação ela "oderá +aUer a res"eito\ Em "rimeiro lu&ar# V "reciso lembrar Eue se trata de um cam"o# no mais das veUes# li&ado a Euest^es de Oustiça distributiva# isto V# de re"artição das riEueUas sociais# do uso dos recursos "Zblicos "ara a "romoção da i&ualdade e "ara a redução da eLclusão social[ "or essa raUão# .M52 direito P habitação Rart. 2. 5. .5T.# 9T[ "revid_ncia social Rart.osV 2einaldo de Lima Lo"es lembra Eue esse cam"o V de con+litos multilaterais# e não bilaterais# e o .T# entre outros direitos econkmicos# sociais e culturais. -. 3utro desa+io V a avaliação da "olQtica "Zblica# Eue# "or corres"onder# se&undo Com"arato# a cuma atividade# isto V# um conOunto or&aniUado de normas e atos tendentes P realiUação de um obOetivo determinadog# cuni+icada "ela sua +inalidadeg# essas normas e atos "odem se con+ormar# em si mesmas# Ps normas orientadoras de ação# embora a "r!"ria "olQtica "Zblica# enEuanto conOunto# viole os obOetivos dessas normas Eue im"^em determinados "ro&ramas de atividades RM((K# ". Com"arato entende necessária# no Brasil# uma emenda constitucional Eue "ermitisse uma demanda Oudicial de inconstitucionalidade de "olQticas "Zblicas com e+eito desconstitutivo e tambVm# se&undo a hi"!tese# inOuntivo ou mandamental RM((K# ".

. milh^es de d!lares.# A Mo. A di+iculdade de resolv_-lo W deveria ser a+irmada a "reval_ncia das normas de direitos humanos# caracteriUadas como Nus co ens W está li&ada atV a ineList_ncia de um tribunal internacional "r!"rio "ara esse ti"o de con+lito.udiciários nacionais# no =mbito do 0ireito internacional há mais um +ator com"licador$ a soberania. into con9ormit8 (ith its obli ations in respect o9 eKport subsidies under the ! reement on ! riculture. the Panel recommends that the Dispute "ettlement )od8 re<uest the 1uropean 3ommunities to brin its 13 3ouncil 'e ulation No$ 1S^B/SBB1.2# o re&ime do açZcar da União Euro"Via causou-lhe "erdas de .T M-5 Um eLem"lo V o rotocolo de fuioto# relativo P Convenção-fuadro das Naç^es unidas sobre a :udança do Clima.(. No relat!rio do caso# o 6ru"o Es"ecial Rpanel# em in&l_sT de árbitros recomendou Eue a re&ulação do Conselho das Comunidades Euro"Vias# bem como todas as outras medidas li&adas ao re&ime do açZcar# +ossem modi+icadas em con+ormidade com os dis"ositivos de subsQdios "ara eL"ortação do Acordo sobre A&ricultura da 3:C. oderia um tribunal internacional avaliar as "olQticas "Zblicas internas de um Estado\ 0eve-se reconhecer Eue# na realidade internacional# esse controle Oá ocorre no cam"o das or&aniUaç^es internacionais +inanceiras e econkmicas$ o 1undo :onetário 7nternacional R1:7T# "or eLem"lo# "or meio do "rincQ"io da condicionalidade# realiUa em"rVstimos a Estados membros com di+iculdades de ordem cambial ou +inanceira# se esses Estados se&uirem determinadas "olQticas econkmicas Eue# teoricamente# resolverão seus "roblemasM--. Nesse caso# ocorre um con+lito entre o 0ireito internacional dos direitos humanos e o 0ireito internacional +inanceiro. AlVm das di+iculdades a"ontadas "or esses tr_s autores sobre o eLame Oudicial das "olQticas "Zblicas no cam"o dos . M-. 0eve-se lembrar Eue tambVm o 0ireito internacional ambiental diU res"eito diretamente Ps "olQticas "Zblicas# não a"enas na área de "reservação ambiental# mas tambVm no tocante P "olQtica econkmica e industrial# na busca de reduUir a "oluiçãoM-5. Rh$U Cn li ht o9 the above conclusions. 3 Brasil reclamou Eue# somente em 2. 2S.. 3 trtatado "rev_ metas de diminuição de emissão de &ases de e+eito estu+a# Eue vem &erando o aEuecimento do clima do "laneta. . Entre outras medidas# "rev_ no arti&o 2o. Caso recente V o da EueiLa instaurada "or Austrália# Brasil e 8ail=ndia R)8%0*2SS%2T sobre subsQdios "ara a eL"ortação de al&odão# contra a olQtica A&rQcola Comum R ACT da União Euro"Via# Eue subsidia +ortemente os a&ricultores da União# numa situação de concorr_ncia desleal em relação aos "rodutores estran&eiros.2# ".-2SMT.eg.. as (ell as all other measures implementin or related to the 1uropean 3ommunitiesp su ar re ime. 3 sistema arbitral de soluç^es de controvVrsias da 3r&aniUação :undial do ComVrcio "ode avaliar a con+ormidade de uma "olQtica# "or eLem"lo# de incentivo aos "rodutores nacionais# em relação aos tratados constitutivos dessa 3r&aniUaçãoM-.# ? e ?7# como obri&aç^es aos Estados membros$ cA redução &radual ou eliminação de im"er+eiç^es de mercado# de incentivos +iscais# de isenç^es tributárias e tari+árias e de subsQdios "ara todos os setores emissores de &ases de e+eito estu+a Eue seOam contrários ao obOetivo da Convenção e a"licação de instrumentos de mercado[g e c3 estQmulo a re+ormas adeEuadas em setores relevantes# visando a "romoção de "olQticas e medidas Eue limitem ou reduUam emiss^es de &ases de e+eito estu+a d.M5- Eue se "ode com"arar P meta de neutralidade "olQtica da 8eoria ura do 0ireito. 7sto V# o tratado im"^e limites Ps "olQticas econkmicas em "rol da "reservação ambiental# motivo "elo Eual o "rinci"al emissor desses &ases# os Estados Unidos# recusou-se a rati+icá-lo...Com "osição bem contrária a essas instituiç^es internacionais# AndrV Carvalho 2amos V +avorável a res"onsabiliUar internacionalmente o Estado devido P im"lementação das "olQticas de aOuste estrutural "reconiUadas "or instituiç^es +inanceiras internacionais como o 1:7 R2. ortanto# não seria inusitado# no cam"o do 0ireito internacional# Eue a Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos eLaminasse a con+ormidade de uma "olQtica "Zblica a +ins M-.

. Neste caso# P luU da Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal# V "ossQvel "rovar Eue esses recursos não são e+etivos# "elo Eue não V necessário tentar +aUer uso deles "ara a"resentar a EueiLa P Comissão 7nteramericana. cuando se invocan ciertas eKcepciones a la re la de no a otamiento de los recursos internos.gM-S[ • No tocante ao "raUo de seis meses do arti&o . sino <ue indirectamente se estD imputando al 1stado involucrado una nueva violaci7n a las obli aciones contra:das por la 3onvenci7n. como son la ine9ectividad de tales recursos o la ineKistencia del debido proceso le al. *e&undo a Corte# no Oul&amento das "reliminares do caso ?eláUEueU 2odrQ&ueU contra 9onduras em M(KY# cos Estados "artes se obri&am a +ornecer recursos Oudiciais e+etivos Ps vQtimas de violação dos direitos humanos Rart. No caso aEui estudado sobre a violação do "ercentual mQnimo da vinculação constitucional das receitas de im"ostos P manutenção e ao desenvolvimento do ensino# trata-se da dimensão coletiva do direito P educação# "elo Eue a EueiLa "oderia +undamentar-se no "rincQ"io da "ro&ressividade dos direitos "revistos no arti&o 2S da Convenção Americana sobre 0ireitos 9umanos# bem como no arti&o M.% Por eso. 25T d.e or isso# Euando se invocam certas eLceç^es P re&ra do nãoes&otamento dos recursos internos# como são a ine+etividade de tais recursos ou a ineList_ncia do devido "rocesso le&al# não a"enas se está ale&ando Eue o o+endido não está obri&ado a inter"or tais recursos# senão Eue indiretamente se está im"utando ao Estado envolvido uma nova violação das obri&aç^es contraQdas "ela Convenção. . "ro"u&nados "or tratado internacional.do rotocolo de *an *alvador..% los 1stados Partes se obli an a suministrar recursos Nudiciales e9ectivos a las v:ctimas de violaci7n de los derechos humanos Xart$ SU[ #.M5.S# b# da Convenção Americana# deve-se contá-la a "artir do M-S Y1$ #. no s7lo se estD ale ando <ue el a raviado no estD obli ado a interponer tales recursos. No tocante P admissibilidade e ao "edido# devem-se destacar os se&uintes "ontos$ • Em relação Ps condiç^es de admissibilidade da EueiLa# deve-se a"ontar Eue a re&ra do es&otamento dos recursos de direito interno não V um !bice.

oderia a Corte determinar Eue o Estado adotasse um "ro&rama determinado# +aUendo as veUes do administrador "Zblico\ Creio Eue não# "or +altar ao tribunal internacional a le&itimidade "ara tanto.T. 2S.& As d"vidas da liberdade: o 3upremo @ribunal Gederal e a prisão civil por d"vidas A Constituição de M(KK "ermitiu Eue o le&islador ordinário criasse a"enas M-Y Como a Corte decidiu no caso 6arrido e Bai&orria contra a Ar&entina# em M((S. AndrV Carvalho bem recorda Eue as "olQticas econkmicas são +ruto de escolha ideol!&ica dos &overnos# re+erendada Rcem &eralgT "elo "leito "o"ular[ mas cabe aos !r&ãos internacionais condenarem o Estado "or "olQticas &overnamentais Eue violem a im"lementação dos direitos sociais R2.. .M55 conhecimento da violação do direito# o Eue "rovavelmente ocorrerá a"!s a eLecução da lei orçamentária[ • A violação "or Estado +ederado ou :unicQ"io tambVm acarreta a res"onsabilidade internacional do EstadoM-Y[ • Como a demanda se re+ere P dimensão coletiva do direito P educação# se&undo a Ouris"rud_ncia da Corte a "artir do caso dos Cinco A"osentados# o "rincQ"io da "ro&ressividade "ode ser a"reciado# o Eue não ocorreria se se tratasse da dimensão individual[ • Caso a Euestão não se resolva no =mbito da Comissão 7nteramericana# a sentença# se&undo o arti&o S-# deverá ser uma medida de Eue o Estado destine# ou com"ense# os recursos desviados da manutenção e do desenvolvimento do ensino.2# ". III.

Este "rincQ"io não limita os mandados de autoridade Oudiciária com"etente eL"edidos em virtude de inadim"lemento de obri&ação alimentar.g acto Eue a hi"!tese de "risão civil criada "elo decreto-lei +oi .o# "assou a vedar a "rivação de liberdade "or inadim"lemento de contrato$ cNin&uVm "ode ser "rivado da sua liberdade "ela Znica raUão de não "oder cum"rir uma obri&ação contratual.M5S duas hi"!teses de "risão civil# no inciso Lb?77 do arti&o 5. 0essa +orma# o devedor +iduciante inadim"lente "oderia ser constran&ido "or meio da medida de "risão civil. Não creio Eue seOa a melhor leitura$ o decreto-lei# em verdade# am"liou# "or meio de analo&ia entre o devedor +iduciante e o de"ositário in+iel# P revelia da Constituição# Eue eLi&ia# nesse "onto# uma inter"retação restritiva.r 5(2 de S de Oulho de M((2T antes da Convenção Americana# al&uVm "oderia sustentar Eue V desde esse revo&ada.g 3 *u"remo 8ribunal 1ederal veio a discutir a Euestão no tocante ao 0ecretolei n.o cNão haverá "risão civil "or dQvida# salvo a do res"onsável "elo inadim"lemento voluntário e inescusável de obri&ação alimentQcia e a do de"ositário in+iel. Lembra :oreira Alves Eue diversas decis^es Oudiciais ne&avam a "ossibilidade de "risão civil com base na lei do mercado de ca"itais Rlei nr . A norma# "ois# +oi editada "ara atender os interesses das instituiç^es +inanceiras# Eue "assaram a contar com mais esse meio de coação sobre os devedores. A "risão civil# hoOe um anacronismo OurQdico# +oi cada veU mais restrin&ida com o avanço dos sistemas le&ais[ sua sobreviv_ncia em casos muito limitados deve-se a raU^es de "olQtica le&islativa# muito Oustas# a meu ver# no caso de alimentos.o (MM de M(S(# sobre o contrato de alienação +iduciária em &arantia. da Convenção "ara a roteção dos 0ireitos 9umanos e das Liberdades 1undamentais do Conselho da Euro"a# em seu arti&o M.Y2K de M(SKT atV ela ser alterada "elo decreto-lei RM(Y(# ". rev_ o "ará&ra+o Yo do arti&o Yo da Convenção Americana sobre 0ireitos 9umanos Eue cNin&uVm deve ser detido "or dQvidas.o . No entanto# o 0ireito internacional dos direitos humanos# na mesma V"oca em Eue o decreto-lei +oi assinado# vinha limitando as hi"!teses de "risão civilM-K e "roibiu a Eue V "revista nessa le&islação da ditadura militar brasileira. M2T.g 3 acto 7nternacional de 0ireitos Civis e olQticos contVm "revisão análo&a$ cNin&uVm "oderá ser "reso a"enas "or não "oder cum"rir com uma obri&ação contratual. Nele se "reviu# Euando a obri&ação não +or adim"lida e o bem não +or encontrado# de"ois de +ormaliUada a busca e a"reensão# a conversão da mesma em ação de de"!sito.g Como o acto 7nternacional de 0ireitos Civis e olQticos +oi "romul&ado no Brasil R"or meio do 0ecreto n. Não se trata de institutos OurQdicos assemelhados# tendo em vista Eue a +inalidade da alienação +iduciária em &arantia V a alienação M-K No mesmo sentido# note-se Eue o rotocolo n .

.. 8ranscrevo "arte do voto do :inistro bavier de AlbuEuerEue# relator do recurso eLtraordinário n.# lembrava Clovis BevilaEua# havia abolido a "risão "or dQvida# entre as &arantias do arti&o M-.osV A+onso da *ilva denomina de norma de e+icácia contidaT. MY. 8rata-se# "ois# de uma inter"retação não-restritiva das eLceç^es a esse "receito constitucional de &arantia da liberdade. M2MT. *e&undo o Ourista# "ara o credor ca ação de de"!sito não V meio satis+at!rio de eLecução do crVditog RM(YM# ". R"revia o inciso -. Como escreveu 3rlando 6omes# o devedor+iduciante não recebe a coisa "ara &uardá-la# nem o credor +iduciário a entre&a com essa +inalidade RM(YM# ". A "risão civil# no entanto# V co mais enVr&ico meio "rocessual de obter-se a restituição de um bemg RM(YM# ".gT. M22T.$ cNão haverá "risão "or dQvidas# multas ou custas. A lei# contudo# "oderá instituir duas eLceç^es Ra Constituição# nota-se# não obri&a Eue o le&islador "reveOa essas eLceç^es[ trata-se do Eue . Como a "revisão constitucional corres"ondia a uma eLceção a um direito humano Ra liberdadeT# deveria ter sido lida restritivamente# ou seOa# trata-se de uma "revisão numerus clausus Eue não "oderia ter sido inovada "or norma in+ra-constitucional. . K. 3 *u"remo 8ribunal 1ederal decidiu# todavia# Eue a "ossibilidade .á P V"oca de nascença# o decreto-lei seria inconstitucional.T.e não se o+endeu o A MY do mesmo arti&o da Constituição darti&o M5-e# "orEue a lei eL"ressamente atribui ao devedor# na alienação +iduciária# a Eualidade de de"ositário# com todas as res"onsabilidades e encar&os Eue lhe incumbem de acordo com a lei civil e "enal. 3 *u"remo 8ribunal 1ederal# contudo# não o considerou assim.M5Y de bem# o Eue não ocorre no contrato de de"!sito. :oreira Alves# a"oiando-se em ontes de :iranda# a+irmou# em mono&ra+ia sobre o assunto# não haver inconstitucionalidade al&uma no decreto-lei# a"esar de a Constituição de M(S( não ter "revisto a alienação +iduciária em &arantia como eLceção P vedação de "risão civil# "ois a Carta estaria usando o csentido &enVricog de de"ositário in+iel# Eue re"resentaria todo "ossuidor ou tenedor da coisa alheia RM(Y(# ".g A norma V clara$ em "rincQ"io# não haverá a "risão civil W essa V a &arantia individual.T. 3 Eue "revia o dis"ositivo citado da Constituição de M(S(\ cNão haverá "risão civil "or dQvida# multa ou custas# salvo o caso do de"ositário in+iel ou do res"onsável "elo inadim"lemento de obri&ação alimentar# na +orma da lei. Essa inter"retação corres"ondeu a uma traição P hist!ria da Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal$ a Constituição de M(-. Y5.22M-6B# decidido em M(Y2# em Eue se considerou constitucional a "risão de civil do devedor em alienação +iduciária em &arantia$ d.

Em veU disso# "odese invocar o 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos# se&undo o Eual se deve adotar a inter"retação Eue con+ira maior e+etividade# e Eue não distorça a +inalidade da "revisão le&al# como se viu no ca"Qtulo anterior deste trabalho.M5K de "risão do de"ositário# "revista no C!di&o Civil# como +orma com"ulsiva de restituição do bem# não era "risão "or dQvida W inter"retação correta. 0essa +orma# con+orme se analisou no "rimeiro ca"Qtulo deste trabalho# a "r!"ria ordem constitucional criada "elo &overno autoritário era violada "or esse &overno se&undo uma cultura . 2Y-T$ Constituia constran&imento ille&al a "risão ordenada com +undamento no art. Não V "reciso lembrar da re&ra de inter"retação 1Kceptiones sunt strictissimae interpretationis# isto V# as eLceç^es devem ser inter"retadas restritivamente. 3 Brasil# "orVm# estava sob ditadura militar# não corres"ondia a um estado de direito. do *u"remo 8ribunal 1ederal# na 'evista do mesmo# vol. Com isso# houve a "rodução le&al da ile&alidade nesse cam"o es"ecQ+ico. 0essa +orma# o arti&o +oi inter"retado de +orma a ter subvertida a sua +inalidade Ra restrição da "risão civilT e "assou a ter uma e+etividade "aradoLal# na medida em Eue era inter"retado "ara a sua "r!"ria ne&ação. A Ouris"rud_ncia# "ortanto# era heterodoLa tanto em relação ao direito constitucional# Euanto em relação P "rinci"iolo&ia "r!"ria dos direitos humanos# Eue se re&e "elos "rincQ"ios da e+etividade e da "reval_ncia da norma Eue +or mais benV+ica. *e se tratasse de um de"!sito simulado# isto V# de uma com"ra e venda dis+arçada de de"!sito# a "risão civil# de acordo com o *u"remo 8ribunal 1ederal# seria ilQcita RM(YSa# ". L777# os --5T. 3 *u"remo 8ribunal 1ederal adotou "osição contrária$ a norma constitucional de liberdade "oderia ser restrin&ida "ela lei ordin8ria# bastando Eue a lei criasse novas eEui"araç^es com as duas eLceç^es "revistas no arti&o M5-# Eue deveriam ser Znicas. *e o "receito constitucional "roibia o uso da "risão civil Euando RatV mesmo em um contrato Eue tinha como +orma a do de"!sitoT# o intuito verdadeiro era a de com"ra e venda# como se "oderia aceitar# anos de"ois# Eue outro contrato Ra alienação +iduciáriaT# cuOo +im V a com"ra e venda# "udesse +aUer uso da "risão civil\ 0ecerto# na V"oca do re&ime militar# o *u"remo 8ribunal 1ederal era outro# menos atento P liberdade. M2KY do Codi&o Civil# desde Euando se mostrava Eue o de"osito era simulado# "ara encobrir uma o"eração de com"ra e venda# não "odendo o vendedor# "ara &arantia do "a&amento do "reço combinado com o com"rador +icar este como de"ositario da coisa com"rada RAcc.

o Y. Com o A7-5# a com"et_ncia do *u"remo 8rribunal 1ederal +oi diminuQda# tendo sido sus"ensa a concessão de habeas corpus em crimes contra a se&urança nacional# crimes "olQticos# contra ordem econkmica e economia "o"ular# e os habeas cor"us den&ados "ro outras Cortes "assaram a ser a"reciados "elo *u"remo a"enas "or meio de recurso# e não de ação ori&inária# o Eue tornava o tr=mite bem mais moroso..ustiça de M(S( a M(Y. 3 A7 S# de M(S(# retomou o nZmero de MM :inistros. 3 Ato 7nstitucional nr 2# de M(S5# aumentou o nZmero de :inistros de MM "ara MS. M.M-M-M-2. M(-T. M..M 3 ar&umento da Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal manteve-se# como se "ode ver no Oul&amento do @abeas corpus n. *e&undo NVri da *ilveiraM. ((T# de acordo com a letra a do inciso 777 do arti&o M.M5( "olQtica Re OurQdicaT contrária aos direitos humanos.o inciso Lb?77 REue "roQbe# em redação semelhante P de M(S(# Eue a lei crie +ormas de "risão civil# eLceto nos casos de dQvida alimentar e de de"ositário in+ielT# o *u"remo 8ribunal 1ederal continuou a considerar o 0ecreto-lei constitucionalM. A Constituição de M(KK trouLe a eLi&_ncia de "erman_ncia de cinco anos no car&o# o Eue im"ede Eue os tribunais su"eriores seOam tratados "elo ELecutivo como uma es"Vcie de +undo de "revid_ncia es"ecial "ara os ami&os do "oder. No entanto# o *u"remo continuava a&indo com inde"end_ncia.osV da Costa 2ica# invadindo a com"et_ncia constitucional do *u"erior 8ribunal de .o Y2.g R?ALE# M(YS# ".udciário..5# Eue "rev_ a este Zltimo 8ribunal a com"et_ncia de decidir o con+lito entre lei +ederal e tratado internacional. Em al&uns casos# menos laudat!rios "ara a moralidade "Zblica# o :inistro "ermaneceu no *u"remo 8ribunal 1ederal a"enas o tem"o su+iciente "ara a"osentar-se. Rno "erQodo das +Vrias +orensesT. Ademais# o Estado não era membro do acto 7nternacional de 0ireitos Civis e olQticos# tam"ouco da Convenção Americana sobre 0ireitos 9umanos. Como a+irmou Antknio 6onçalves de 3liveira# cCom aEuelas a"osentadorias e as alteraç^es na com"et_ncia do *u"remo# "erdeu-se o interesse na Euestão do nZmero de :inistros.udiciário em relação a esse outro oder e acentua o o+icialismo da cultura OurQdica brasileira em seu tribunal mais alto.# ".. .oão 1i&ueiredo# ele tomou "osse no *u"remo 8ribunal no dia -. RV"oca do &overno :VdiciT.. 0eve-se diUer Eue escolha de :inistros "elos &overnos militares contribuiu "ara essa cultura# tendo em vista a nomeação de al&uns Ouristas diretamente identi+icados com o "ensamento do re&ime. No entanto# ainda hoOe# o sistema de escolha de :inistros do *u"remo 8ribunal 1ederal# Eue se baseia na indicação "elo ELecutivo# re+orça a de"end_ncia do . M. 1oi o caso de Al+redo BuUaid# Eue +oi :inistro da .. Contudo# a"esar da "revisão do arti&o 5.ustiça R:A6AL95E*$ 2. 0essa +orma# não era de sur"reender Eue o *u"remo 8ribunal 1ederal# a"!s ter so+rido intervenção "elo ELecutivo "or meio do A7-5 em M(SK Rcom esse ato institucional# +oram a+astados os :inistros Evandro Lins e *ilva# 9ermes Lima e ?ictor Nunes LealM-(T# re+letisse essa cultura OurQdicaM..2# cuOa "osição tornou-se a "redominante na Corte# a Convenção Americana de 0ireitos 9umanos a"resenta-se na hierarEuia de lei ordinária no M-( 3 *u"remo 8ribunal 1ederal contrariava os interesses da ditadura "or a"licar o direito vi&ente# concedendo habeas corpus a &overnadores "erse&uidos "elo re&ime militar# como :auro Bor&es de 6oiás REue acabou de EulaEuer +orma a+astado# "or meio de intervenção +ederal a"rovada "elo Co&ressoT.2 No @abeas corpus n. de Oulho de M(K. Ademais# essa Corte eLaminou ainda se havia con+lito entre esse 0ecreto-lei e o acto de *ão .S25-K%M-.M. or indicação do residente .-* . de março de M(K2 e lá "ermaneceu atV se a"osentar "or decreto de 2. A Constituição de M(KK so+reu a in+lu_ncia da internacionaliUação dos direitos humanos. Com o A7-5# os :inistros La+a'ette de Andrada e Antknio 6onçalves de 3liveira "ediram a"osentadoria# em "rotesto contra a intervenção da ditadura no .

No caso# a norma &eral +oi sim"lesmente ecli"sada# "ois a "rinci"iolo&ia "r!"ria dos direitos humanos +oi esEuecida$ a eLe&ese adotada "elo *u"remo 8ribunal 1ederal "ermite Eue se criem eLceç^es aos direitos humanos sob a +orma de leis es"eciais.osV da Costa 2ica V uma lei &eral# ele teria revo&ado as dis"osiç^es do anti&o C!di&o Civil e do C!di&o de rocesso Civil sobre "risão civil do de"ositário in+iel# tendo em vista Eue esses c!di&os tambVm são leis &erais R2.a o"ortuno lembrar a interessante tese de :aUUuoli# Eue demonstra a inconsist_ncia do entendimento do *u"remo 8ribunal 1ederal$ se o acto de *ão .-# como o +eU o 8ribunal# a solução dada ao caso "arece-nos eEuivocada.o da lei de 7ntrodução ao C!di&o Civil.# ".osV da Costa 2ica# Oá na vi&_ncia da Constituição de M(KK# com hierarEuia de norma ordinária# não considero haOa revo&ado o 0ecreto-lei n. 2-S-2-KT. 2K(T M.o (MM. 5.... 22MT.T# "elo Eue as "r!"rias leis es"eciais Eue +aUem re+er_ncia a essas normas# como o "r!"rio 0ecreto-lei nr (MM%M(S(# teriam +icado cesvaUiadas do conteZdo "risionalg R2. :esmo Eue admitamos a sur"reendente inter"retação de Eue se trata de um con+lito entre norma &eral e norma es"ecialM.M# ". ordenamento OurQdico brasileiro e não "oderia ter revo&ado o 0ecreto-lei n.e le droit 2n2ral <u>elle 2carte au moment de son application ne disparaqt pas totalement_ il demeurera bI l>arri.o (MM%M(S(# "ois este corres"onde a norma es"ecial# Eue não V revo&ada "or norma &eral Ra ConvençãoT# se&undo o "rincQ"io "revisto na Lei de 7ntrodução ao C!di&o Civil$ fuanto P Convenção Americana de 0ireitos 9umanos *ão . 3 tribunal brasileiro adotou "ostura metodol!&ica bem diversa da recomendada "ela Comissão de 0ireito 7nternacional da 3NU no con+lito entre norma &eral e norma es"ecial$ co direito &eral Eue ela dnorma es"eciale a+asta no momento de sua a"licação não desa"arece totalmente[ ele continuará em cse&undo "lanog e orientará a inter"retação da re&ra es"ecialg R2.MS..reOplane et orientera l>interpr2tation de la r. *e&undo :aUUuoli# como o acto ter-se-ia incor"orado como norma constitucional# tal "revisão Rarti&o S52T seria nula R2. . 3 atual C!di&o Civil "rev_ a "risão civil do de"ositário in+iel. 22... M.o do art. Certo está# assim# Eue essa Convenção não revo&ou# com sua entrada em vi&or no "aQs as leis es"eciais Eue re&ulam as +i&uras de de"ositário in+iel# entre elas# o 0ecreto-lei n....M# ".o# A 2.M# ". A autonomia dos ramos de direito está li&ada P eList_ncia de "rincQ"ios "r!"rios de cada um[ inter"retar determinado dis"ositivo de acordo com "rincQ"ios Eue M..o# não cabe# aQ# ver senão a caracteriUação de norma &eral# Eue não revo&a norma es"ecial anterior# consoante o A 2. d.. le sp2ciale.o (MM%M(S(. *e# nesse acto# se "rev_ a "roibição de "risão "or dQvida# salvo em se cuidando de dQvida "roveniente de obri&ação de natureUa alimentQcia# cutg art. Um eLem"lo$ a"esar da &arantia do direito P vida# "oderiam ser criadas normas Eue determinem o &enocQdio de determinadas raças# ou de certos credos# o"ç^es ideol!&icas# orientaç^es seLuais# convicç^es OurQdicas# e Eue não seriam derro&adas "ela cnorma &eralg do direito P vida. 2.

aneiro# . MKYST. 8ivera o *u"remo 8ribunal 1ederal a"licado a "rinci"iolo&ia "r!"ria dos direitos humanos# terse-ia em"re&ado o "rincQ"io da "reval_ncia da norma mais +avorável P "roteção do indivQduo# e a conclusão seria bem outra# mesmo se aceitando Eue o tratado internacional "ossui o valor de norma ordinária em nosso ordenamento OurQdico. 5YY.o (MM%M(S(. liv.. do liv. . 3utro "rincQ"io adotado no sVculo b7b V o da "reval_ncia da liberdade# mesmo contra outros valores OurQdicos# "rincQ"io esse Eue remontava ao 0ireito 2omano$ Considerando Eue a causa da liberdade deve ser sem"re "rote&ida# "rinci"io aceito "elos direitos romano# "ortu&ueU e "atrio# e Eue são mais +ortes e de maior consideração as raU^es Eue há em +avor da liberdade# do Eue as Eue "odem +aUer Ousto o ca"tiveiro RLei de M de abril de MSK. MM A .-2.o [ revista civel n. 2.. tit. 0iversos eLem"los "odem ser citados.ustiça do Conselho de Estado de MY de setembro de MKY2# a"rovada "elo 7m"erador em K de outubro de MKY2 RG Direito.o tit.%abr.de ( de . 5.R(T$ 2M.ulho de MK5(T $ doutrina consa&rada i&ualmente no direito romano# Eue no 0i&. 2io de .# Oan. AM. .5 2esolução de consulta da *eção de ..5 − "rincQ"io oitocentista Eue se destinava a evitar a a"licação da norma contra os seus "r!"rios +ins# ou seOa# evitar a e+etividade "aradoLal da norma. . No caso em tela# a norma de direitos humanos de "roteção P liberdade +oi inter"retada como se +ora um dis"ositivo de 0ireito Civil# como o V o 0ecreto-lei n.ustiça do Conselho de Estado R!r&ão de assessoria ao 7m"erador e embrião de um contencioso administrativo Eue# no Brasil# não che&ou a vin&arT# decidiu Eue escravo Eue recebeu "erdão a"!s condenação P "ena "er"Vtua deveria ser considerado liberto devido ao "rincQ"io de Eue cnão V licito a""licar á bem da escravidão# e "ara a escravidão# uma lei toda destinada á liberdadegM.T [ Considerando Eue em +avor da liberdade são muitas as cousas outor&adas contra as re&ras &eraes de direito R3rd. A *eção de .MSM "ertencem a outro ramo OurQdico leva a uma a"licação errknea da norma. A Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal V tão mais sur"reendente# ao subordinar a liberdade humana a dQvidas contratuais# eEui"arando-a a um mero instituto de direito civil a"esar da "revisão le&al em contrário# "or remontar ao tem"o em Eue a liberdade e+etivamente era obOeto de contrato$ o direito do escrava&ismo.o "a&. Contudo# dentro dos "ar=metros OurQdicos do sVculo deUenove# as autoridades im"eriais buscavam "resti&iar# nas duas Zltimas dVcadas do 7m"Vrio# o valor da liberdade.# +irma Eue á bem liberdade muitas cousas se determinão contra o ri&or do direito − multa contra Nuris ri orem pro libertate sunt constituta −[ e Eue a mesma dis"osição se encontra na M.

uQUo de 0ireito de *orocaba# "ro+erida "elo OuiU de direito . 3 :inistro :arco AurVlio# no habeas corpus nr Y2. P Convenção$ cNin&uVm deve ser "rivado de sua liberdade a"enas "elo +ato de sua inca"acidade de cum"rir uma obri&ação contratualge "render uma "essoa se há raU^es alVm da inca"acidade material de cum"rir obri&aç^es contratuais# "or eLem"lo# se a "essoa re+erida deliberadamente recusa adim"lir a obri&açãog Rit is not prohibited under this provision to imprison a person i9 there are reasons apart 9rom the material incapacit8 to 9ul9il contractual obli ations.. A "roibição de "risão# "ois# não V absoluta no sistema euro"eu# "odendo ocorrer se houver má-+V do devedor e "revisão le&al a res"eito.o tit. A a"licação desse dis"ositivo aos escravos brasileiros re"resentou# "ois# uma Não V se es"antar Eue as instituiç^es +inanceiras no Brasil "recisem recorrer# e o +açam# "ara obter a "risão civil dos devedores +iduciantes# a uma ar&umentação OurQdica Eue "ode le&itimar# como acima visto# uma le&islação +ascista# e Eue talveU não +osse acolhida "elos OuQUes do sVculo deUenove. 8odavia# tudo há Eue ocorrer mediante estrita observ=ncia ao 8eLto :aior Eue# no caso# eLce"ciona a "roibição de vir-se a ter "risão "or dQvida civil# +aUendo-o de +orma limitada. 2. 0escabe admitir Eue a "arte +inal do inciso Lb?77 do arti&o 5o.o A . Não V o "ro"!sito deste trabalho# contudo# eLaminar os as"ectos constitucionais da Euestão# e sim de sua com"atibilidade com o 0ireito internacional. do rotocolo n.o[M.aneiro# Y.MS2 7nstituta# liv. inter"retação de re&ras Eue com"^em a ordem OurQdica.Y a interessante mencionar Eue# se&undo o entendimento da anti&a Comissão euro"Via de 0ireitos 9umanos# Eue tinha "or com"et_ncia o eLame de admissibilidade das EueiLas da Convenção euro"Via# cnão V "roibido "or essa "revisão darti&o Mo. M. a# contudo# motivo de admiração Eue o *u"remo 8ribunal 1ederal acolha o +unesto arraUoado.M-M# eL"ks entendimento diverso dos outros membros do 8ribunal# sustentando Eue haveria incom"atibilidade entre o decreto-lei e a Constituição$ *enhor residente# admito a criatividade# Euer no cam"o normativo# Euer no da inter"retação evolutiva# atenta ao novo conteLto social. do .oaEuim de 8oledo isa e Almeida RG Direito. Não há com"atibilidade.# ". . de setembro de MKY.Y. da Constituição 1ederal encerra caminho aberto a Eue o le&islador cole a contrato de com"ra e venda W al+im verdadeiro contrato de com"ra e venda de bem m!vel W esse meio coercitivo "ara o recebimento do "reço "actuado# Eue V a "risão.ustiça# a+irmou Eue a Convenção Americana sobre 0ireitos 9umanos +oi tratada como obra de eLtraterrestres "elo tribunal brasileiro RM((YbTM. 1rancisco 2eUeD# Eue hoOe V ma&istrado na Corte 7nternacional de .S 3 arti&o citado das 3rdenaç^es 1ili"inas tratava da venda de cativos mouros em ortu&al.(-5.o vol. Y.S *entença de M. M. e$ $ i9 the person concerned deliberatel8 re9uses to 9ul9il an obli ationT# em "etição de :ichael ChristaDis contra o &overno do Chi"re# Eue +oi considerada inadmissQvel "ela Comissão em M((Y.# MKY. M. .T. 2io de .

MS- No entanto# o mesmo autor# Euando :inistro do *u"remo 8ribunal 1ederal# che&ou a considerar cle&Qtimag a c"risão civil do devedor +iduciante Eue descum"re# sem Ousti+icação# ordem Oudicial "ara entre&ar a coisa ou o seu eEuivalente em dinheirog# como relator no Oul&amento do habeas corpus n.# Oá reconhecia a "rimaUia das normas internacionais de direitos humanos# mesmo sem teLto eL"resso a res"eito RCA:7N9A# M(((T. 2eUeD# em seu voto discordante do relator# :inistro NVri da *ilveira# considerou Eue a "revisão de de"ositário in+iel no seio de contratos Eue não são de de"!sito corres"onde a uma c+rontal a&ressão ao "receito constitucional maiorg e Eue o tratado internacional "ode limitar a ação do le&islador ori&inário[ não haveria# "ortanto# con+lito entre a "revisão do inciso Lb?77 do arti&o 5o da Constituição da 2e"Zblica e o acto de *ão . 2eUeD# no entanto# votou# "osteriormente# contra a orientação tomada "elo *u"remo 8ribunal 1ederal e conse&uiu# com o voto do :inistro :arco AurVlio# a concessão de habeas corpus na 2.ustiça a"licam o acto de *ão .# Euando o Brasil Oá havia rati+icado a convenção.osV da Costa 2ica# e este teria revo&ado a le&islação civil no tocante P "risão do de"ositário in+iel$ 3 necessário "ara Eue a 2e"Zblica se envolva num tratado V# no mQnimo# i&ual ao necessário "ara "roduUir direito ordinário.o Y. A "osição do *u"remo 8ribunal 1ederal V tão mais di&na de "asmo Euando se lembra Eue a Ar&entina# antes mesmo da re+orma constitucional de M((.-K--K :6T Al&uns tribunais estaduais e o *u"erior 8ribunal de .osV da Costa 2ica# e não o decreto-lei.o YM. R9C n. Entretanto# havendo-se raciocinado como se a convenção não +osse obra Eue s! nos vincula "or causa da nossa vontade soberana# eLorciUou-se a convenção como coisa estranha P brasilidade.. 5o# Lb?77# da Constituição 1ederal# V válida a eEui"aração do devedor +iduciário ao de"ositário in+ielg.i turma. arece-me Eue o teLto vincula# sim# o Brasil# em moldes "er+eitamente con+ormes P Constituição da 2e"Zblica# e Eue há Eue "restar-lhe a devida obedi_ncia# sob "ena de nos declararmos em situação de ilQcito internacional# "orEue nos obri&amos a +aUer uma coisa e os tribunais +aUem outra.. Note-se Eue a a+irmação de Eue a Convenção Americana não estaria em con+ormidade com a Constituição da 2e"Zblica# "or aEuela "rever um nQvel mais alto de "roteção# tambVm atenta contra a "rinci"iolo&ia do direito internacional dos direitos humanos# . 3 ma&istrado não mencionou o tratado da 3EA# tam"ouco o da 3NU# e sim"lesmente se&uiu a Ouris"rud_ncia mais recente do *u"remo 8ribunal 1ederal$ cembora ine&ável a eLce"cionalidade das hi"!teses de "risão civil# ante a redação do art.2KS-.

osV da Costa 2ica "or meio de decisão do . une plus rande 9ermet2 dans l>appr2ciation des atteintes auK valeurs 9ondamentales des soci2t2s d2mocrati<ues$ . et non de b torture e.re des conditions de vie actuelles e Xvoir. r Z1[.2# LoiUidou c.# "". p. s2rie ! ns T1B. pp$ 1UO1^. 2279. pp$ S^OSZ. Aydın pr2cit2. .K 101. compte tenu de ce <ue la 3onvention est un b instrument vivant I interpr2ter I la lumi. § 64. s2rie ! ns S^. la 3our estime <ue certains actes autre9ois <uali9i2s de b traitements inhumains et d2 radants e.udiciário brasileiro Eue determine a "risão do devedor +iduciante# o caso deve ser admitido devido aos se&uintes "ontos$ • 3 reEuisito de es&otamento dos recursos internos so+re aEui a eLceção# Oá reconhecida "ela Comissão M. arr]ts T8rer c$ 'o8aumeO-ni du SU avril 1YZh. parall. r T1.mars M((5# sVrie A nr -M. § 64. rr hTOhV et h^[$ 3ependant. La Cour a déjà eu l’ occasion de juger d’ affaires dans lesquelles elle a conclu à l’ existence de traitements ne pouvant être qualifiés que de torture (arrêts Aksoy précité. no tocante P "reval_ncia da norma Eue +or mais benV+ica. notamment.M. 2S-2Y# A YMT# a Corte estima Eue certos atos outrora Euali+icados como ctratamentos desumanos ou de&radantesg# e não de ctorturag# "odem receber uma Euali+icação di+erente no +uturo. pourraient recevoir une <uali9ication di992rente I l>avenir$ 6a 3our estime en e99et <ue le niveau d>eKi ence croissant en mati. pp$ 1hY1O1hYS. "oerin pr2cit2. Aydın acima citado# "". Contudo# levando em conta Eue a Convenção V um cinstrumento vivo "ara ser inter"retado P luU das condiç^es de vida atuaisg Rver# notadamente# os casos 8'rer contra 2eino Unido de M5 de abril de M(YK# sVrie A nr 2S# "". *e houver violação ao acto de *ão . MK(M-MK(2# AA K--K. A Corte já teve a oportunidade de julgar casos nos quais concluiu pela existência de maus-tratos que só poderiam ser qualificados como tortura (casos Aksoy acima citado. 8urEuie du 2. et KST. Com e+eito# a Corte estima Eue o nQvel de eLi&_ncia crescente em matVria de "roteção dos direitos humanos e das liberdades +undamentais im"lica# "aralelamente e inelutavelmente# em um maior ri&or na a"reciação dos atentados aos valores +undamentais das sociedades democráticas. p$ VB. 6oi&idou c$ Tur<uie du ST mars 1YYU.# A M.K A inter"retação# "ortanto# deve ser din=mica# evolutiva# na busca da maior e+etividade dos direitos humanos. r 1BS. da Constituição.lement et in2luctablement.. Em relação a esse "rincQ"io# "ode-se tambVm evocar a mesma decisão da Corte Euro"Via$ 101.re de protection des droits de l>homme et des libert2s 9ondamentales impli<ue. p.MS. M5-MS# A -M# *oerin& acima citado# ". Ademais# recusando-se a admitir a a"licação de uma norma mais +avorável do Eue a do arti&o 5o# Lb?77 da Constituição da 2e"Zblica# o *u"remo 8ribunal 1ederal acabou "or violar outro "rincQ"io do direito internacional dos direitos humanos# Eue V o de sua "ro&ressividade# e ne&ar a abertura do "ará&ra+o se&undo do arti&o 5o. 2279.

. A 8urEuia havia ale&ado tambVm o+ensa P soberania nacional RalVm da a"licação de tratado em sentido contrário a suas leis internasT na "revisão de Eue não tribunais nacionais# mas uma comissão internacional controlaria a a"licação do tratado W e a Corte tambVm não viu o+ensa al&uma P soberania nesse "onto.2# ".([ esse dever# "or sinal# está "revisto no arti&o 2o do acto de *ão .( 8rata-se de mera e conhecida conseE]_ncia do "rincQ"io pacta sunt servanda.osV da Costa 2ica[ • 3 Estado brasileiro "oderia ar&umentar# em sua hi"otVtica de+esa# Eue a sua ordem OurQdica não leva necessariamente P "risão civil desse devedor# e Eue o *u"remo 8ribunal o 1ederal direito teria a"licado A erroneamente brasileiro.udiciário nacional e o tribunal internacional. A Corte ermanente de . res"onsabilidade do Estado# "orVm# não V a+astada com esse ar&umento$ Oá decidiu nesse sentido a Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos no caso Cantos# Oul&ado em 2. 2.MS5 7nteramericana cOuris"rud_ncia • de 0ireitos adversa 9umanos# da bem-estabelecidag R827N0A0E# M(KK# ".. M.. 0eve-se lembrar Eue a sentença internacional cnão rescinde nem re+ormag a sentença interna R2A:3*# 2. -5(T# tendo em vista Eue# +ormalmente# não há hierarEuia entre o .-T[ 3 Estado brasileiro tem o dever de con+ormar sua le&islação aos tratados internacionais de Eue "artici"a# o Eue não con+i&ura violação de soberania# tendo em vista Eue a "r!"ria vinculação ao tratado decorre de uma decisão soberanaM. AEuela sentença sus"ende a e+icácia do da decisão Oudicial interna# em virtude do com"romisso assumido no tratado.2$ mesmo Eue em o sua ordenamento OurQdico# considerado inte&ridade# não viole o acto# se o .ustiça 7nternacional# tribunal da eLtinta Li&a das Naç^es# or&aniUação antecessora da 3NU# "kde estabelec_-la ainda na dVcada de vinte do sVculo "assado# no "arecer consultivo sobre a troca de "o"ulaç^es &re&as e turcas.udiciário deiLa de a"licar certas dis"osiç^es le&ais internas e# com isso# viola a obri&ação internacional# o Estado V res"onsabiliUado.

.. III. la( en9orcement o99icials and other actors responsible 9or the implementation o9 the 3ovenant. -5(T. 1h$ The 3ommittee is concerned that despite the eKistence o9 constitutional and le islative provisions and administrative procedures to implement the 3ovenant ri hts. especiall8 amon the Nudiciar8. 3 Comit_ se "reocu"a com a +alta de um treinamento adeEuado em direitos humanos no Estado-"arte# em "articular a res"eito dos direitos "revistos na Convenção# es"ecialmente no =mbito do .udiciário# o oder com"etente "ara cum"rir a decisão internacional de soltura do "reso R2A:3*# 2.udiciário# a&entes "Zblicos e outros atores res"onsáveis "ela im"lementação da Convenção. Nudicial or other(ise. there are no e99ective measures and remedies.entino e o caso brasileiro: possibilidades transformadoras de uma cultura dos direitos 0umanos 3 Comit_ da 3NU sobre 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais# em 2. 3 Comit_ se "reocu"a com o +ato de Eue# a"esar da eList_ncia de "revis^es constitucionais e le&islativas e "rocedimentos administrativos "ara im"lementar os direitos da Convenção# não há medidas e remVdios e+etivos# Oudiciais ou de outra natureUa# "ara &arantir esses direitos# es"ecialmente no tocante aos &ru"os des+avorecidos e mar&inaliUados. in particular (ith respect to the ri hts enshrined in the 3ovenant. Não se trata# de +ato# "ro"riamente de um "roblema de le&islação constitucional contrária aos com"romissos internacionais do Estado. .M5.( Hr. M(.udiciário.ãos internacionais e o seu impacto na cultura !ur"dica: o caso ar. 3 !r&ão da 3NU constatou Eue os direitos humanos# embora "revistos na lei interna# constitucional e in+ra-constitucional RalVm da Convenção da 3NUT# muitas veUes não eram e+etivos# o Eue se relacionaria a uma +alta de treinamento na matVria# inclusive dos membros do oder . especiall8 (ith re ard to the disadvanta ed and mar inali&ed roups$ 1Y$ The 3ommittee is concerned about the lack o9 ade<uate human ri hts trainin in the "tate part8.MSS Caso haOa a "risão indevida# V o "r!"rio c oder ELecutivo-Administrador enitenciáriog# e não o . to uphold these ri hts.2# ".-# em documento es"ecQ+ico sobre o Brasil# veri+icou Eue# entre a "revisão internacional e constitucional dos direitos humanos e a realidade brasileira# havia uma &rande lacuna$ MK. fuando a Constituição de M5.

. No entanto# nesses tr_s casos o *u"remo 8ribunal 1ederal inter"retou de maneira im"ermeável aos direitos humanos ou ao 0ireito internacional. 8 dispondrD su eNecuci7n 8 cumplimiento de con9ormidad con las normas 8 procedimientos internos vi entes sobre eNecuci7n de sentencia$ .M52 No entanto# tais normas "ouco adiantaram no caso etruUUi e outros# Oul&ado em M(((# em Eue o eru +oi condenado "or sua le&islação antiterrorismo# Eue "revia o M5M ! otada la Nurisdicci7n interna.5.# sobre a eLecutoriedade das decis^es de tribunais e or&aniUaç^es internacionais$ A resolução do or&anismo internacional a cuOa Ourisdição se ache submetido o Estado "eruano# não reEuer "ara sua validade e e+icácia de reconhecimento# revisão nem eLame "rVvio al&um.g M5M A lei nr 2-. 8rata-se de um caso em Eue as o"ç^es Ouris"rudenciais eL"licam-se antes "or uma cultura OurQdica Eue ne&a a e+etividade ao 0ireito# do Eue "or um ordenamento interno contrária P inte&ração ou aos direitos humanos. Como se trata de um "roblema da cultura nacional# ele se revela com clareUa Euando entra em Oo&o o 0ireito internacional# mesmo Euando as normas constitucionais não estão em con+lito com os tratados internacionais.S de K de deUembro de M(K2# 6e8 de @Dbeas 3orpus 8 !mparo# dis"^e# no arti&o . A Corte *u"rema de . <uien se considere lesionado en los derechos <ue la 3onstituci7n reconoce puede recurrir a los tribunales u or anismos internacionales constituidos se Jn tratados o convenios de los <ue el PerJ es parte$ M52 6a resoluci7n del or anismo internacional a cu8a Nurisdicci7n obli atoria se halle sometido el 1stado peruano.MSY M(KK "reviu normas es"ecQ+icas "ara tratados internacionais# o +eU no tocante aos direitos humanos e P inte&ração latino-americana. Caso eLem"lar da o"osição entre o ordenamento e a cultura OurQdica Eue o inter"reta e a"lica# +oi o do eru# ainda sob a ditadura de 1uOimori. 7&ualmente# ao tratar de vinculação orçamentária# "reviu es"eci+icamente o caso do ensino# no ca"ut do arti&o 2M2. no re<uiere para su valide& 8 e9icacia de reconocimiento. 3 arti&o 2.5 da Constituição "eruana "rev_ eL"ressamente a com"et_ncia de tribunais e !r&ãos internacionais$ cEs&otada a Ourisdição interna# Euem se considere lesado nos direitos Eue a Constituição reconhece "ode recorrer aos tribunais ou or&anismos internacionais se&undo tratados ou convenç^es dos Euais o eru V "arte. revisi7n ni eKamen previo al uno$ 6a 3orte "uprema de Wusticia de la 'epJblica recepcionarD las resoluciones emitidas por el or anismo internacional.ustiça da 2e"Zblica rece"cionará as resoluç^es emitidas "elo or&anismo internacional e dis"orá sobre sua eLecução e cum"rimento em con+ormidade com as normas e "rocedimentos internos vi&entes sobre eLecução de sentença.

.eM5. en el hipot2tico caso <ue la sentencia dictada por la 3orte Cnteramericana 9uera eNecutada en los t2rminos 8 condiciones <ue contiene.2# ". eKistir:a un imposible Nur:dico para darle cumplimiento baNo las eKi encias impuestas por dicha Nurisdicci7n supranacional. 8endo em vista se"aração entre a Corte internacional e o ..udiciário interno W não há nenhum relação +ormal hierárEuica no caso# não há Eue se +alar em ataEue P coisa Oul&ada R2A:3*# 2.ustiça :ilitar resolveu cdeclarar ineLecutávelg a sentença da Corte# "or ar&umentos de se&urança nacional Rluta contra o terrorismo# ar&umento muito corrente "ara Ousti+icar a violação dos direitos humanosT e isolacionistas$ d.dye tras rede la soberan:a de la Nurisdicci7n interna del PerJ. toda ve& <ue para proceder al encausamiento de las personas en el 9uero comJn. 8rata-se de um erro tVcnico evidente.. -5YT.. 3s ac!rdãos da Corte 7nteramericana +oram cum"ridos de"ois da +u&a de M5. 3s "rocessos deveriam durar a"enas deU dias.S5(# "or ale&adamente "ertencerem P or&aniUação terrorista 8u"ac Amaru# adotou uma "ostura eminentemente isolacionista$ a veri+icação de irre&ularidades "rocessuais "ela Corte# se&undo o Estado# ctrans&ride a soberania da Ourisdição interna do eru# desnatura o devido "rocesso interamericano e +avorece a Euem "retende desconhecer Eue os tribunais nacionais estão em melhor "osição "ara determinar os +atos e direito a"licável a um caso "articulargM5-.e no hi"otVtico caso em Eue a sentença ditada "ela Corte 7nteramericana +osse eLecutada nos termos e condiç^es Eue contVm# eListiria uma im"ossibilidade OurQdica "ara dar-lhe cum"rimento sob as eLi&_ncias im"ostas "ela dita Ourisdição su"ranacional# toda veU Eue "ara "rocessar "essoas no +oro comum# +osse reEuisito ineludQvel Eue "reviamente +osse modi+icada a Constituição do eru# assim como a le&islação antiterrorista d. as: como la 6e islaci7n !ntiterrorista dye .. 3 !r&ão militar ale&ou tambVm desres"eito P coisa Oul&ada# caso a sentença da Corte +osse cum"rida em detrimento dos tribunais militares. 8ais normas eram editadas diretamente "elo ditador 1uOimori "or meio de decreto-lei. A de+esa do eru# nesse caso em Eue +oram condenados cidadãos chilenos P "risão "er"Vtua# com base no decreto-lei nr 25. fue. ser:a re<uisito ineludible <ue previamente 9uera modi9icada la 3onstituci7n Pol:tica del PerJ. desnaturali&a el debido proceso interamericano 8 9avorece a <uienes pretenden desconocer <ue los tribunales nacionales estDn en meNor posici7n para determinar los hechos 8 derecho aplicable a un caso particular dye M5.MSK Oul&amento de rVus civis "or tribunais militares e a instituição de OuQUes e "romotores csem rostog# desconhecidos "ara os rVus# e "enas de morte e de "risão "er"Vtua. 3 eru +oi condenado e# como res"osta# o Conselho da .

.. de Oulho de 2.g Rtranscurridos mDs de seis amos de los hechos..2 e 2.T ... A condenação +undamentou-se na violação dos direitos P vida e P inte&ridade "essoal# devido ao assassinato# e Ps &arantias Oudiciais e P "roteção Oudicial# devido P im"unidade# &rande "roblema da "olQcia e do sistema Oudicial brasileiros. M5S A sentença +oi dada em .. A"esar de o ordenamento "eruano "rever a eLecução de decis^es internacionais# e de a "r!"ria Constituição re+erir-se P Ourisdição internacional# em uma cultura autoritária a sim"les "resença de leis não V su+iciente. Esse "rocesso teve como obOeto o direito de res"osta e a liberdade de im"rensa# "revistos no acto de *ão . No "ará&ra+o 2. A Corte a+irmou Eue o tratado internacional "revalecia na ordem M55 A Corte emitiu resoluç^es sobre o caso em Ounho e a&osto de 2.Y# a Corte "kde ressaltar Eue ctranscorridos mais de seis anos dos +atos# os autores dos tratamentos cruVis# desumanos e de&radantes# assim como da morte do senhor 0amião bimenes Lo"es não +oram res"onsabiliUados# "revalecendo a im"unidade..# ". los autores de los tratos crueles.MS( 1uOimori.2# e Rcomo os assassinatos de detentos voltaram a ocorrerT em abril REuando houve rebelião no "resQdioT e Oulho de 2.. 8alveU demore a +aU_-lo# devido ao ainda "eEueno nZmero de casos contra o Brasil na Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos.. Eue con+eriu a determinados tratados internacionais Rentre eles# o acto de *ão . ortanto# entendo menor a discussão sobre a necessidade de lei Eue re&ulamente a eLecução das decis^es da Corte 7nteramericana no Brasil[ "ara *antXAna# ela V necessária R2.. :esmo se a"licadas# elas "oderão ser distorcidas "ara se&uir as diretriUes deseOadas "elo "oder. inhumanos 8 de radantes as: como de la muerte del semor Dami5o timenes 6opes no han sido responsabili&ados.á se re+eriu aEui ao +ato de Eue a Corte *u"rema Ar&entina desde M((2# isto V# desde antes da emenda constitucional de M((. A *u"rema Corte Ar&entina tomou essa "osição desde o caso EDmeDdOian# :i&uel An&el contra *o+ovich# 6erardo e outros# Oul&ado em sete de Oulho de M((2.S.# no caso do resQdio Urso Branco# em 2oraimaM55.2T# enEuanto o *u"remo 8ribunal 1ederal brasileiro recusa-se a dar e+icácia P internacionaliUação dos direitos humanos "revista na "r!"ria constituição brasileira. 9avendo ou não a lei# as decis^es não serão eLecutadas se "revalecer uma cultura isolacionista e contrária aos direitos humanos.2# ". .(KT. 2YMT[ "ara AndrV Carvalho 2amos# não R2.. .T.. 3 *u"remo 8ribunal 1ederal ainda não a"reciou a Euestão. A "rimeira condenação do Brasil somente ocorreu em 2.S# no caso bimenes Lo"es contra o BrasilM5S.. A Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos P Corte havia# "ela "rimeira veU# obtido medidas "rovis!rias# dadas em 2... ((-M.osV da Costa 2icaT status constitucional# se&ue a Ouris"rud_ncia da Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos RC3U287*[ AB2AN3?7C9# 2. prevaleciendo la impunidad.M# ". 0eve-se# contudo# a"ontar Eue# tecnicamente# as decis^es da Corte 7nteramericana não se submetem a homolo&ação "elo *u"remo 8ribunal 1ederal# eis Eue não corres"ondem a decis^es Oudiciais de Estado estran&eiro R:A6AL95E*# 2. Em M(((# 0amião bimenes Lo"es# enEuanto se submetia a tratamento "siEuiátrico# +oi assassinado na Casa de 2e"ouso 6uarara"es no :unicQ"io de *obral RCearáT.osV da Costa 2ica.

de la 3onstituci7n Nacional[$ M5( 6a interpretaci7n del Pacto de "an Wos2 de 3osta 'ica debe uiarse por la Nurisprudencia de la 3orte Cnteramericana de Derechos @umanos$ 1ntre las medidas necesarias en el orden Nur:dico interno para cumplir con el Pacto de "an Wos2 de 3osta 'ica #. fue en el mismo orden de ideas.MS. M5K 6a dero aci7n de un tratado internacional por una le8 del con reso constituir:a un avance inconstitucional del Poder 6e islativo Nacional sobre atribuciones del Poder 1Necutivo Nacional.g R2.-# ". 3 acto deveria ser considerado e+icaU "or re+erir-se a uma csituação da realidadeg em Eue "odia o"erar imediatamente$ 2.M5K :ais interessante# contudo# V a "osição da Corte Ar&entina de Eue a inter"retação do acto de *ão . Uma norma V eLecutável Euando está diri&ida a uma situação da realidade na Eual "ode o"erar diretamente# sem necessidade de instituiç^es Eue deva estabelecer o Con&resso. KS# inc. las relaciones eKteriores de la Naci7n Xart$ h^.% deben considerarse comprendidos las sentencias Nudiciales$ MS.osV da Costa 2ica deve se&uir a Ouris"rud_ncia da Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos# e Eue entre as medidas necessárias "ara o cum"rimento do acto no direito interno com"reendem-se as decis^es Oudiciais M5(# "elo Eue o "r!"rio 8ribunal se "reocu"a em não &erar res"onsabilidade internacional "ara o Estado "or meio de decis^es Oudiciais contrárias aos tratados internacionais. se obli a internacionalmente a <ue sus 7r anos administrativos 8 Nurisdicionales lo apli<uen a los supuestos <ue ese tratado contemple. debe tenerse presente <ue cuando la Naci7n rati9ica un tratado <ue 9irm7 con otro 1stado. 7?# da Constituição NacionalT.. MKYT..MY. eKclusiva 8 eKcluventemente. inc$ CV. fue# na mesma ordem de idVias# deve ter-se "resente Eue# Euando a nação rati+ica um tratado Eue +irmou com outro Estado# se obri&a internacionalmente a Eue todos os seus !r&ãos administrativos e Ourisdicionais a"liEuem-no aos "ressu"ostos Eue esse tratado contem"le# sem"re Eue contenha descriç^es o su+icientemente concretas de tais "ressu"ostos de +ato Eue +açam "ossQvel sua a"licação imediata. <ue es <uien conduce. OurQdica interna devido P "revisão da Convenção de ?iena sobre 0ireito dos 8ratados de M(S( M5Y# e Eue não caberia ao oder Le&islativo Nacional derro&ar um tratado internacional$ A derro&ação de um tratado internacional "or uma lei do con&resso constituiria uma intromissão inconstitucional do oder Le&islativo Nacional sobre atribuiç^es do oder ELecutivo Nacional# Eue V Euem conduU# eLclusiva e eLcludentemente# as relaç^es eLteriores da Nação Rart. *e&undo :aUUuoli# cA"esar de não ter sido ainda rati+icada# a Convenção de ?iena de M(S( tem valor OurQdico "ara todos os Estados# "elo +ato de ser internacionalmente reconhecida como norma cdeclarat!ria de direito internacional &eralg. M5Y Essa convenção codi+icou o direito dos tratados e# no seu arti&o 2Y# "rev_ Eue cUma "arte não "ode invocar as dis"osiç^es de seu direito interno "ara Ousti+icar o inadim"lemento de um tratado. siempre <ue conten a descripciones lo su9icientemente concretas de tales supuestos de hecho <ue ha an posible su aplicaci7n inmediata$ -na norma es operativa cuando estD diri ida a una situaci7n de la realidad en la <ue puede operar inmediatamente sin necesidad de instituciones <ue deba establecer el 3on reso$ .g 3 Estado brasileiro ainda não a rati+icou# mas o :inistVrio das 2elaç^es ELteriores a se&ue# tendo em vista o caráter consuetudinário de muitas de suas dis"osiç^es.

....5 de K de deUembro de 2.... uiarse por la Nurisprudencia de la 3orte Cnteramericana de Derechos @umanos uuno de cu8os obNetivos es la interpretaci7n del Pacto de "an Wos2 X1statuto.................. MoT.. art$ 1[$ ...... 8ranscrevem-se mudanças +eitas "ela emenda$ Art# 5o d.......e a inter"retação do acto deve# ademais# &uiar-se "ela Ouris"rud_ncia da Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos W Eue tem como um de seus obOetivos a inter"retação do acto de *ão .. Como eLem"lo# a demora no reconhecimento da Ourisdição da Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos REue somente ocorreu em deUembro de M((K# mais de seis anos a"!s a rati+icação do tratadoT# não se deveu a Euest^es de do&mática constitucional do direito brasileiro# Eue V eL"lQcito a res"eito no arti&o Y...MYM or conse&uinte# a Corte ar&entina adotou como "rincQ"io "resti&iar a e+icácia do 0ireito internacional[ "ara isso# seria necessário "restar homena&em P com"et_ncia dos tribunais internacionais# uma veU Eue o Estado escolheu a eles submeter-se.. A Mo Ranti&o "ará&ra+o ZnicoT .............Y....udiciário# isto V# a emenda constitucional n.........r .. M... A ................... ortanto# ela deve inter"retar a Convenção Americana de acordo com a Corte 7nteramericana$ cd............ MSM fue la interpretaci7n del Pacto debe........gMSM 3 *u"remo 8ribunal 1ederal adota bem "ostura diversa# muito mais re+ratária ao 0ireito 7nternacional# o Eue não V estranho no conteLto brasileiro# como se viu Oá no "rimeiro ca"Qtulo deste trabalho..........o do Ato das 0is"osiç^es Constitucionais 8ransit!rias# e sim a uma cultura "olQtica contrária ao com"romisso internacional R*AN8XANA# 2.. Art............osV REstatuto# art...... ademDs.. ....o 3 Brasil se submete P Ourisdição de 8ribunal enal 7nternacional a cuOa criação tenha mani+estado adesão.e A -o 3s tratados e convenç^es internacionais sobre direitos humanos Eue +orem a"rovados# em cada Casa do Con&resso Nacional# em dois turnos# "or tr_s Euintos dos votos dos res"ectivos membros# serão eEuivalentes Ps emendas constitucionais.2# ".... A com"aração com o caso ar&entino "ermite avaliar o erro cometido com a re+orma do ... A 2o 3s 8ribunais 2e&ionais 1ederais instalarão a Oustiça itinerante# com a realiUação de audi_ncias e demais +unç^es da atividade Ourisdicional# nos limites territoriais da res"ectiva Ourisdição# servindo-se de eEui"amentos "Zblicos e comunitários. 25YT........ ...

. No tocante aos tratados internacionais# o resultado V dece"cionante................ustiça 1ederal o Oul&amento das &raves violaç^es de direitos humanos "revistos em tratados internacionais "arece demonstrar +alta de con+iança na a"licação do 0ireito internacional "elos ...o do arti&o M..MY2 A -o 3s 8ribunais 2e&ionais 1ederais "oderão +uncionar descentraliUadamente# constituindo C=maras re&ionais# a +im de asse&urar o "leno acesso do Ourisdicionado P Oustiça em todas as +ases do "rocesso..................ustiça 1ederal V ainda mais morosa do Eue a Estadual# talveU esse dis"ositivo não seOa muito Ztil[ de EualEuer +orma# caberá ao rocurador-6eral da 2e"Zblica avaliar....Y re+ere-se P com"osição e ao +uncionamento dos 8ribunais 2e&ionais 1ederais e o M...............ustiça# em EualEuer +ase do inEuVrito ou "rocesso# incidente de deslocamento de com"et_ncia "ara a ...# ".....T[ no entanto# "ara um tratado de direitos humanos de Eue seOa "ossQvel a denZncia# caberia ao ELecutivo resolver +aU_-la unilateralmente# sem ouvir o Con&resso\ A com"aração com a Constituição ar&entina# a"!s a re+orma de 22 de a&osto de 2............(.( "rovavelmente será invocado nos casos Eue esteOam so+rendo acom"anhamento de or&aniUaç^es internacionais de "roteção aos direitos humanos# numa tentativa de evitar a res"onsabilidade internacional do Brasil... RN2T Art...... ?-A as causas relativas a direitos humanos a Eue se re+ere o A 5o deste arti&o[ . A 5o Nas hi"!teses de &rave violação de direitos humanos# o rocurador-6eral da 2e"Zblica# com a +inalidade de asse&urar o cum"rimento de obri&aç^es decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos Euais o Brasil seOa "arte# "oderá suscitar# "erante o *u"erior 8ribunal de ...............ustiça 1ederal.. ......... 3 A 5.......# "ermite veri+icar a de+ici_ncia da emenda brasileira$ Arti&o Y5 W a da com"et_ncia do Con&resso[ A"rovar ou reOeitar tratados concluQdos com as demais naç^es e com as or&aniUaç^es ..........M-5............ 2e"roduUem-se aEui a"enas al&uns dis"ositivos# re+erentes aos tratados internacionais de direitos humanos............. A idVia de trans+erir "ara a ...... ?eOa-se Eue o "roblema da denZncia não +oi atacado[ se&undo 2eUeD# ela "ode ser +eita tanto "elo ELecutivo Euanto "elo Le&islativo# Oá Eue a vontade de ambos concorreu "ara Eue o Estado se tornasse membro do tratado RM(K. ...udiciários estaduais......... Como em muitas re&i^es a ......(# P com"et_ncia "ara "rocessar e Oul&ar dos OuQUes +ederais......... M. 5.. 3 arti&o M....................

lue o de ser aprobados por el 3on reso. A 0eclaração Americana dos 0ireitos e 0everes do 9omem[ a 0eclaração Universal de 0ireitos 9umanos[ a Convenção Americana sobre 0ireitos 9umanos[ o acto 7nternacional de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais[ o acto 7nternacional de 0ireitos Civis e olQticos e seu rotocolo 1acultativo[ a Convenção sobre a revenção e a 2e"ressão do Crime de 6enocQdio[ a Convenção 7nternacional sobre a Eliminação de todas as 1ormas de 0iscriminação 2acial[ a Convenção sobre a Eliminação de todas as 1ormas de 0iscriminação contra a :ulher[ a Convenção contra a 8ortura e outros 8ratamentos ou enas cruVis# desumanos ou de&radantes[ a Convenção sobre os 0ireitos da Criança[ nas suas condiç^es de vi&_ncia# t_m hierarEuia constitucional# não derro&am arti&o al&um da "rimeira "arte desta Constituição e devem entender-se com"lementares aos direitos e &arantias "or ela reconhecidos. previa aprobacion de las dos terceras partes de la totalidad de los miembros de cada 3Dmara$ 6os demDs tratados 8 convenciones sobre derechos humanos. en su caso. 8endo "revalecido a Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal Eue ne&ava e+icácia ao A 2o do arti&o 5o Rdis"ositivo credundanteg# no diUer do :inistro :arco AurVlioT# o Con&resso Nacional deiLou "assar a o"ortunidade de corroborar a hierarEuia constitucional dos &randes tratados e declaraç^es de direitos humanos$ a 0eclaração da 3NU e a da 3EA# ambas de M(. re<ueriran del voto de las dos terceras partes de la totalidad de los miembros de cada 3amara para o&ar de la Nerar<uia constitucional. por el Poder 1Necutivo nacional. Cnhumanos o De radantes_ la 3onvenci7n sobre los Derechos del Nimo_ en las condiciones de su vi encia. no dero an articulo al uno de la primera parte de esta 3onstituci7n 8 deben entenderse complementarios de los derechos 8 arantias por ella reconocidos$ "olo podran ser denunciados. .ormas de Discriminaci7n 'acial_ la 3onvenci7n sobre la 1liminaci7n de todas las . 3s demais tratados e convenç^es sobre direitos humanos# Euando a"rovados "elo Con&resso# "recisarão do voto de dois terços da totalidade dos membros de cada C=mara "ara &oUar da hierarEuia constitucional. 3 Con&resso brasileiro "re+eriu manterse silente sobre os tratados em &eral e deu um tratamento tQmido "ara os de direitos humanos.K# o acto de MS2 !rt:culo ZUo$O 3orresponde al 3on resoE !probar o desechar tratados concluidos con las demas naciones 8 con las or ani&aciones internacionales 8 los concordatos con la "anta "ede$ 6os tratados 8 concordatos tienen Nerar<u:a superior a las le8es$ 6a Declaraci7n !mericana de los Derechos 8 Deberes del @ombre_ la Declaracion -niversal de Derechos @umanos_ la 3onvencion !mericana sobre Derechos @umanos_ el Pacto Cnternacional de Derechos 1conomicos.MY- internacionais e as concordatas com a *anta *V. *omente "oderão ser denunciados# em seu caso# "elo oder ELecutivo nacional# "ela "rVvia a"rovação de dois terços da totalidade dos membros de cada C=mara.acultativo_ la 3onvencion sobre la Prevencion 8 la "ancion del Delito de +enocidio_ la 3onvenci7n Cnternacional sobre la 1liminaci7n de todas las . "ociales 8 3ulturales_ el Pacto Cnternacional de Derechos 3iviles 8 Politicos 8 su Protocolo .ormas de Discriminaci7n contra la FuNer_ la 3onvenci7n contra la Tortura 8 otros Tratos o Penas 3rueles. 3s tratados e concordatas t_m hierarEuia su"erior Ps leis. tienen Nerar<uia constitucional. MS2 A Ar&entina não se +urtou a tratar da hierarEuia dos tratados internacionais em &eral# e de destacar a dos acordos de direitos humanos.

.MY. A eL"eri_ncia da Ar&entina com a Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos V maior do Eue a do BrasilMS-[ na Corte 7nteramericana# Oá +oi "arte em Euatro casos R:aEueda# M((5[ 6arrido e Ba'&orria# de M((S[ Cantos# de 2. No Oul&amento de M(KM# o 2eino Unido +oi considerado violador do direito de "rivacidade a res"eito de . "etiç^es contra o Brasil# e .T.. 3 le&islador ar&entino o +eU.... Certamente essa "ossibilidade trans+ormadora# e o o+erecimento de instrumentos le&ais "ara uma cultura de direitos humanos# não se restrin&e P AmVrica Latina. Essas instituiç^es &radativamente incor"oram-se a determinadas lutas sociais# como lembra Arnaud RM((K# ".-# (M contra a Ar&entina e S5 contra o Brasil Rdados da Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanosT.MT "ode conceder ao 0ireito internacional o "a"el de via de calar&amento da cidadaniag. Esse ti"o de cultura eLi&e o uso dos instrumentos e or&aniUaç^es internacionais "ara Eue seOa alterada. contra a Ar&entina. MS.. Com isso# diminuiu a "ossibilidade trans+ormadora do 0ireito internacional no =mbito interno W e Eue V a sua "rinci"al +inalidade W# tendo em vista Eue não será tão cedo Eue serão ne&ociados tratados com a am"litude do olQticos.2T# "or eLem"lo# re+ere-se a esse im"acto no 2eino Unido REstado com um caráter notadamente conservador# e Eue sem"re enLer&ou com retic_ncias a inte&ração euro"ViaT# com a revo&ação# em deUembro de M(K2# da lei da 7rlanda do Norte Eue criminaliUava a "rática de atos homosseLuais em ambientes "rivados a"!s a derrota no caso 0un&eon contra o 2eino Unido# de M(KM# na Corte de Estrasbur&oMS.. *ão . a 2. Não o brasileiro.2[ Bulacio# de 2.. tem surtido e+eitos trans+ormadores na cultura OurQdica do Estado# tendo em vista Eue ela +oi levada a sVrio "elos !r&ãos Oudiciais$ a incor"oração +oi acom"anhada da a"licação de Euatro milh^es de libras "ara o treinamento de OuQUes na a"licação do tratado R2E7N3 UN703.ustiça nacional não "odia a"licar a Convenção MS. Y(T. A incor"oração "elo 2eino Unido da Convenção Euro"Via "ara a roteção dos 0ireitos do 9omem e das Liberdades 1undamentais "or meio do @uman 'i hts !ct em 2 de outubro de 2.. Easton R2. 3 cim"acto trans+ormativog nas culturas "olQticas e OurQdicas "or meio das instituiç^es internacionais R:U8UA# 2. 93:E 3117CE# 2... acto de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais# ou o de 0ireitos Civis e . Em relação a casos e "etiç^es "endentes# havia# em 2.osV da Costa 2ica e os &randes tratados de direitos humanos da 3NU. Antes do @uman 'i hts !ct# a ..-T.e++re' 0ud&eon[ em M(K-# a Corte condenou o Estado a "a&ar tr_s mil e treUentos e EuinUe libras P "arte. Estados desenvolvidos tambVm "odem ter muito a &anhar# em termos de cultura dos direitos humanos# com o 0ireito internacional..0e 2.-# +oram abertos -. Essa via não V "ercorrida# contudo# em uma cultura OurQdica hostil aos direitos humanos e isolacionista..

Contudo# as leituras dualistas Eue realiUavam uma reOeição a"riorQstica das idVias estran&eiras eram# de re&ra# conservadoras# na medida em Eue terminavam na aceitação da tradição e da dominação eListente.-# o assunto REue toca tão diretamente nas de+ici_ncias nacionais e estaduais de se&urança "ZblicaT estava sob discussão interna no :inistVrio das 2elaç^es ELteriores R3NU# 2. A"enas com a autonomia OurQdica dos suOeitos W indivQduos# or&aniUaç^es não-&overnamentais# de trabalhadores W os direitos humanos "oderão ser reivindicados e "raticados. Esse direito +oi "revisto no arti&o 22 da Convenção contra a tortura e tratamentos ou "enas cruVis# desumanos ou de&radantes# mas não +oi aceito "elo Brasil.MY5 "or +alta da incor"oração ao direito interno# embora o 2eino Unido +osse membro do tratado desde M(5M. 3 reconhecimento da Ourisdição da Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos +oi uma eLceção im"ortante. 3 2elator Es"ecial contra a 8ortura# da Comissão de 0ireitos 9umanos da 3NU# Ni&el 2odle'# Eue visitou o Brasil em 2.. Este trabalho tentou demonstrar as di+iculdades de criação de um Estado de direito no Brasil# ins"irado em idVias im"ortadas# tendo em vista traços autoritários e "aternalistas da estrutura social.. No caso do Brasil# V clara a necessidade de instituiç^es internacionais de &arantia dos direitos humanos. 7sso demonstra a inde"end_ncia das autoridades Oudiciais e o sur&imento de uma nova cultura de direitos humanos RELL7388# 2.-# ".MT[ entre outros "ontos# a autora critica a redund=ncia do sistema "robat!rio "erante a Comissão 7nteramericana de 0ireitos 9umanos e "erante a Corte. 3 sistema interamericano de direitos humanos# a"esar de seu +uncionamento moroso e burocráticoMS5# V uma das vias# contudo há outras Eue devem ser eL"loradas.# recomendou ao &overno brasileiro +aUer a declaração "revista no arti&o 22# de +orma a autoriUar as "etiç^es ao Comit_[ no entanto# ainda em 2. Com essa mudança# atV mesmo reEuerentes de asilo estão a ter seus direitos "rote&idos# a"esar da "retensão do &overno brit=nico de manter tal assunto R"oliticamente muito delicado em uma Euro"a Eue se deseOa +echar aos não-comunitários de "aQses "obres e de etnias e reli&i^es di+erentes das euro"ViasT como discricionário. Em veU disso# "re+eri a"ostar em uma leitura MS5 A res"eito# deve-se ler a obra de 3la'a 9anashiro sobre o +uncionamento do sistema interamericano de direitos humanos R2.. 5-MT. . 8radicionalmente# o Brasil V relutante em conceder acesso de indivQduos e or&aniUaç^es não-&overnamentais a instituiç^es internacionais... or esse motivo# as autoridades &overnamentais criticaram "ublicamente decis^es Oudiciais com base na Convenção# "retendendo Eue a concessão de asilo tivesse natureUa tão-somente "olQtica# não OurQdica# "osição sem sentido com o @uman 'i hts !ct.. 3utras iniciativas deveriam ser "ermitidas# como o direito de "etição individual ao Comit_ contra a 8ortura.T..

Em lon&o ac!rdão a res"eito do crime de racismo contra a comunidade Oudaica# o habeas corpus nr K2. Escolhi veri+icar as di+iculdades na e+etividade do 0ireito internacional dos direitos humanos "or denunciarem com clareUa os traços conservadores da cultura OurQdica resultante daEuela estrutura social..-2 2*# Oul&ado em 2.. 3 "edido +oi inde+erido "or maioria.ustiça# a des"eito da Ouris"rud_ncia da Corte constitucional# +eU "revalecer essa "osição mais +avorável P liberdade RdestaEue-se o Oul&ado# de 2.-# em Eue o "aciente# *ie&+ried EllCan&er# era um editor de livros Eue +aUia a"olo&ia contra o .2. a notável# "or eLem"lo# Eue o *u"erior 8ribunal de . As normas individuais aEui em muito transcenderam Eue "ode assumir a via do aniEuilamento da e+icácia de al&um direito +undamental[ analisou-se a ine+icácia# resultante da Ouris"rud_ncia# da dimensão coletiva do direito P educação. 3 *u"erior 8ribunal de . Em relação ao A 2o do arti&o 5o# tentou-se ver como# tendo a Ouris"rud_ncia lhe im"osto uma "rinci"iolo&ia avessa P do 0ireito internacional dos direitos humanos# ele acabou "or "roduUir e+eitos contrários P sua +inalidade# isto V# a a"resentar uma e+etividade "aradoLal.. 3 "r!"rio *u"remo 8ribunal 1ederal Oá vem entendendo Eue os tratados de direitos humanos corres"ondem ao menos a subsQdio "ara a inter"retação da Constituição da 2e"Zblica.ustiça divirOa do *u"remo 8ribunal 1ederal a res"eito da alienação +iduciária em &arantia# e considere Eue o acto de *ão .S-.MYS conteLtual# Eue# trans"ortada como "rinci"iolo&ia do 0ireito internacional dos direitos humanos# "assa a si&ni+icar a atenção aos conteLtos de a"licação da norma# numa recusa do +ormalismo "ara a busca da maior e+etividade dos direitos humanos. Essas di+iculdades "odem che&ar a distorç^es como a "rodução le&al da ile&alidade# Eue +oi estudada na edição de normas individuais W sentenças W Eue contrariam as normas &erais Ros tratados internacionais e a Constituição da 2e"ZblicaT.(. 8rindade RM(KK# ".# dos embar&os de declaração no habeas corpus nr M2.T.osV da Costa 2ica revo&ou o decreto-lei Rcomo +oi decidido nos embar&os de diver&_ncia em recurso es"ecial nr M.udaQsmo e os Oudeus.. 3 trabalho# "orVm# a"osta no 0ireito internacional# a"esar de suas limitaç^es Rcomentadas no se&undo ca"QtuloT# como instrumento "ara a criação de uma cultura dos direitos humanos no Brasil. M.YT a+irma Eue a creal si&ni+icação e o alcanceg dos . 3s obstáculos a essa e+etividade de"enderão de cada conteLto W a situação da Ar&entina# "or eLem"lo# V diversa da do Brasil.5MK# em M(((T.

udiciário nacional não houver sido ca"aU de re"arar a violação ao direito atin&ido# ou nem mesmo a ter a"reciado# se seria inZtil lhe submeter o casoMSS# ou se ele mesmo a violou. MSS 0esse "a"el subsidiário# decorre o "rincQ"io do es&otamento dos recursos internos como reEuisito de admissibilidade de uma EueiLa a or&aniUaç^es internacionais R827N0A0E# M(KK# ". Essa a+irmação não "ode ser entendida a"enas como e+eitos de ordem le&islativa ou constitucional# eis Eue a Constituição de M(KK Oá re+letia a internacionaliUação dos direitos humanos. 0eve-se entender Eue esse e+eito será realmente e+etivo se causar mudanças na cultura "olQtica e OurQdica dos Estados.. 5M d. 0e um lado# isso V verdadeiro devido ao "a"el subsidiário dos tribunais internacionais W eles somente se tornam com"etentes se o .MYY tratados internacionais de direitos humanos chão de ser medidos "or seus "ossQveis e+eitos no direito interno dos Estados "artesg. 0evido Ps im"licaç^es desses interditos na rotina militar dos adventistas# o "astor havia sido "reso "or uma ale&ada o+ensa P se&urança nacional. 3 :inistro :aurQcio Corr_a ins"irou-se lar&amente em "arecer do internacionalista Celso La+er# Eue realiUou um estudo da "roibição da discriminação racial nos tratados e declaraç^es internacionais$ 5. a interessante lembrar caso Eue Evandro Lins e *ilva conta de sua atuação "erante o *u"remo 8ribunal 1ederal no +im do Estado Novo.. a interessante notar Eue os ma&istrados Eue votaram contra o "edido# e caracteriUaram a conduta do "aciente como crime de racismo# ins"iraram-se no 0ireito internacional. d. 2. MSY Como se sabe# a &uarda do domin&o# Eue V realiUada# "or eLem"lo# "elos +iVis da 7&reOa Cat!lica a"ost!lica 2omana# não tem "revisão bQblica. Essa cconsideração irrestritag ainda não veio. 3 Ourista era então advo&ado e tinha como cliente um "astor adventista de *ão aulo Eue havia sido "reso "or "re&ar a "roibição absoluta de matar# mesmo em &uerra# e a "roibição absoluta de trabalho# "revista na BQblia# do "kr-do-sol das seLtas-+eiras atV o "kr-do-sol dos sábadosMSY.e Nas "alavras do ro+essor Celso La+er a "rinci"al +inalidade da Convenção da 3NU de M(S5 dConvenção 7nternacional sobre a Eliminação de todas as +ormas de 0iscriminação 2aciale +oi ca de9ini45o de normas contrDrias I discrimina45o racial e ao 9en\meno do racismo em todas as suas dimensHesL# motivada "elas "ráticas anti-semitas do naUismo e "elo desenvolvimento do apartheid na /+rica do *ul..2T..e a claro Eue essas normas internacionais ins"iraram e baliUaram a atuação da AssemblVia Constituinte de KK e do le&islador ordinário# merecendo# "or outra via# consideração irrestrita do intVr"rete da Carta 1ederal# es"ecialmente "or se acharem +ormalmente incor"oradas ao nosso sistema OurQdico. ..

MSKT 3 direito internacional "ode ter# como teve nesse caso# um e+eito "ro&ressista no tocante Ps liberdades e aos direitos humanos. fuando o . 7sso demanda in+ormação sobre os direitos humanos W o Eue +alta atV mesmo ao . RM((Y# ".udiciário brasileiro W e es"aços de ação "olQtica# institucional e OurQdica. .MYK 2eEueri um habeasOcorpus "ara esse "astor no *u"remo 8ribunal 1ederal# com base na "r!"ria Constituição# Eue asse&urava a liberdade de crença.udiciário nacional recusa-se a a"licá-lo# o "a"el das instituiç^es internacionais de direitos humanos revela-se im"rescindQvel. :as esse "a"el s! será e+etivo se os suOeitos W indivQduos# or&aniUaç^es W encontrarem a autonomia "ara tornar a liberdade em uma "rática. Evandro Lins e *ilva havia conse&uido# nesse caso es"ecQ+ico# Eue o *u"remo 8ribunal 1ederal a"licasse o direito internacional. 0a "rimeira veU +oi dene&ado# mas da se&unda# "ara não re"etir o +undamento anterior# invoEuei a Carta das Naç^es Unidas. Então# com base na Carta das Naç^es Unidas# de Eue Vramos si&natários# +oi concedido o habeasOcorpus "or cinco votos contra Euatro.

MY( C3NCLU*53$ Como antes se re+eriu# este trabalho tentou demonstrar o "a"el da cultura OurQdica em relação Ps di+iculdades de criação de um Estado de direito no Brasil. A "rinci"iolo&ia do 0ireito internacional dos direitos humanos eLi&e essa leitura conteLtual# consistente numa es"ecial atenção aos conteLtos de a"licação da norma# numa recusa de "ar=metros estreitos do +ormalismo OurQdico Rcomo uma a"licação rQ&ida do "rincQ"io pacta sunt servandaT "ara a busca da maior e+etividade dos direitos humanos. Adotou-se aEui uma visão conteLtualista da e+etividade dos direitos humanos# tendo em vista Eue aEuelas leituras "restaram-se# na hist!ria do direito nacional# a uma reOeição a"riorQstica das idVias estran&eiras# atendendo assim a interesses conservadores. 3 isolacionismo OurQdico +oi usado# ainda durante a ditadura militar# "ara le&itimar a dominação "ela dominação eListente$ os direitos humanos# se&undo essa visão isolacionista e não-democrática# seriam estran&eirismos Eue ameaçariam a tradição ou a se&urança nacional. As di+erentes normas de direitos humanos# de acordo com o 0ireito internacional# devem relacionar-se se&uindo uma interteLtualidade din=mica# Eue +aU com Eue as normas internas e as internacionais se articulem em cada conteLto. Na análise da Ouris"rud_ncia do *u"remo 8ribunal 1ederal# constatou-se$ • Um "er+il isolacionista no tocante ao 0ireito 7nternacional dos 0ireitos 9umanos# Eue +oi a"licado# desde a dVcada de setenta# "or veUes de +orma a não "ossuir nem mesmo e+icácia +ormal# tendo em vista Eue o tratado não "oderia revo&ar norma interna anterior[ . No entanto# este trabalho reOeitou as leituras dualistas# "or considerar Eue não basta veri+icar a inadeEuação das idVias im"ortadas no Brasil. Esse estado de direito# ins"irado em idVias im"ortadas Ro Eue V o caso do 0ireito internacional# "or não ser um ramo OurQdico aut!ctoneT encontrou limitaç^es nos traços autoritários e "aternalistas da estrutura social# re"roduUidos "ela cultura OurQdica brasileira.

MK. • Um "er+il isolacionista mesmo em relação Ps matVrias cinternacionaliUadasg "ela Constituição# como a inte&ração econkmica e os direitos humanos[ • A dissociação entre as dimens^es individual REue V "reservadaT e coletiva dos direitos sociais[ a dimensão coletiva# embora "revista no re&ime constitucional e tambVm nos tratados internacionais# não encontra e+etividade[ • A adoção de uma "rinci"iolo&ia contrária P do 0ireito internacional dos direitos humanos# com a adoção de uma inter"retação restritiva desses direitos# e a "ossibilidade de criar-lhe eLceç^es não "revistas em seu re&ime constitucional e internacional[ • Com essa "rinci"iolo&ia adversa# as "revis^es de direitos humanos ou "erdem e+icácia +ormal# ou "assam a "roduUir e+eitos contrários PEueles "revistos nas normas# isto V# "assam a a"resentar uma e+etividade "aradoLal[ • Em outros conteLtos# tambVm na AmVrica Latina# as Cortes constitucionais t_m adotado uma "rinci"iolo&ia muito diversa# como V o caso da Ar&entina[ nesse "aQs# a Ouris"rud_ncia da Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos serve de re+er_ncia "ara os tribunais internos[ • A Ar&entina# "orVm# Eue "ossui uma sociedade civil com maior ca"acidade de mobiliUação# teve uma eL"eri_ncia com o sistema interamericano maior do Eue a do Brasil# Eue somente reconheceu a Ourisdição da Corte no +im de M((K. A "artici"ação mais intensa do Brasil nos sistemas internacionais de direitos humanos "oderia ter um e+eito "ro&ressista .

3 +ato de o 0ireito inte&rar a su"erestrutura# no sentido marLista# não si&ni+ica Eue não "ossa &erar e+eitos sociais# ou Eue sirva a"enas "ara corroborar a dominação eListente[ ele "ossui certa autonomia diante das relaç^es econkmicas# "ois não se limita a re"roduUir diretamente as relaç^es de "oder. A mudança dessa tradição de"ende da or&aniUação da sociedade civil W Eue# no caso# da Ar&entina# Oá lo&rou resultados +avoráveis no recurso a inst=ncias internacionais.. ierre ?ilar bem a+irma Eue não há elementos "assivos no com"leLo hist!rico# nem mesmo o 0ireito# Eue "ossui# como Oá se aludiu antes# a ca"acidade de modelar as mentalidades na hist!ria RM(K-# ". REue# "or sinal# +icou aEuVm do es"erado# se com"arada com a re+orma ar&entina de M((..T. -S. -5K--S.. Não outro V o "oder das idVias$ tornar-se canal e veQculo "ara as"iraç^es sociais. 8hom"son RM(KY# ".T.MKM "ara a mudança da cultura OurQdica Ra"esar da +raEueUa da &arantia de muitos desses sistemasT[ • Não basta# deve-se lembrar# a mera re+orma constitucional no tocante ao assunto# como +oi o caso da emenda nr .T# nada há de inZtil em +aUer uma 9ist!ria do 0ireito$ o 0ireito não se resume a uma sim"les misti+icação do "oder de classe. 1leiner-6erster# entre outros autores# "kde +alar de uma ctradição da du"la le&alidadeg na AmVrica Latina$ o re&ime "atriarcal conviviria ao lado de constituiç^es democráticas não-a"licadas R2.S# ". A esse res"eito# V im"ortante lembrar do 2omance bb7 ou das 7dVias# do 'omanceiro da Cncon9id]ncia V um dos "ontos mais altos da "oVtica de CecQlia :eireles$ o "oema com"^e-se de seis estro+es de tamanho variável R2S a MS versosT[ cada uma delas a"resenta uma enumeração de elementos dQs"ares# Eue serviriam a com"or o Euadro da vida em :inas 6erais do sVculo b?777.T[ V "reciso Eue as normas e instituiç^es internacionais tornem-se es"aço de ação "ara os suOeitos. A &eo&ra+ia V descrita RcA alta muralha das serrasgT# mas tambVm são . M-. E a "r!"ria idVia de coer_ncia e de racionalidade# nele "resente# "ode +aUer com Eue a raUão OurQdica volte-se contra o "oder − "or isso# a+irma E.5 de 2. . 3 0ireito corres"onde a um meio onde con+litos sociais se travam W as leis "odem ser a"reendidas de di+erentes maneiras "elos atores sociais.

. As idVias# embora de ori&em estran&eira# "or meio de um uso no conteLto brasileiro# inte&ravam a "aisa&em de :inas# tanto como +antasma Ra imaterialidade "resenteT Euanto como "ressá&io Rmaterialidade +uturaT. 8odas as estro+es terminam com o mesmo verso$ cE as idViasg. fue essas idVias# "ossam# "ois# aOudar na construção de uma nova realidade. E# ao lembrar da inde"end_ncia dos Estados Unidos# menciona$ )ashin&ton. .T E as idVias..e++erson.. 1ranDlin R al"ita a noite# re"leta de +antasmas# de "ressá&ios. or Eue as idVias W e estran&eiras# como a"onta essa estro+e W +aUem "arte da descrição de :inas\ Autores como ?oltaire e 2ousseau eram "roibidos "ela Coroa ortu&uesa W os clivros "roibidosg a Eue alude o 2omance bb7? ou da Bandeira da 7ncon+id_ncia W e serviam "ara des"ertar os deseOos de inde"end_ncia. BatiUadosgT os homens RcNe&ras de "eitos robustosgT# a &eo"olQtica RcA Euro"a a +erver em &uerrasgT..MK2 mencionados os obOetos RcLam"arinas# orat!riosgT# "ráticas sociais RcNascimentos..

€€€€ 3ivil and Political 'i hts.# 2. )ra&il. €€€€ 3oncludin Gbservations o9 the 3ommittee on 1conomic. E%C.. Turke8 and -&bekistan$ . Note Verbale 9rom the Permanent Fission o9 )ra&il$ htt"$%%CCC.or&.2# 1ebruar' 2.or&%en&lish%bodies%cerd%stat.htm # consulta em M.or&. C3:7**53 0E 072E783* 9U:AN3*. E%CN..I/6AI3: 326AN7nA453 0A* NA4•E* UN70A* R3NUT..orms o9 'acial Discrimination. C3:7**53 0E 072E783* 9U:AN3*.. 3NU. Oun.or&.un. 2. "ocial and 3ultural 'i hts E )ra&il$ htt"$%%CCC.M2%2.un. AL83 C3:7**A27A03 A2A 3* 072E783* 9U:AN3*. 3NU.or&. 'eport o9 the "pecial 'apporteur. Cncludin the fuestions o9 Torture and Detention.M.or&.MK- BIB>I/?RAGIA: 1.ollo(Oup to the recommendations made b8 the "pecial 'apporteur$ Visits to !&erbaiNan.. 3hile.. 2. €€€€ 3ivil and Political 'i hts.# 2Y A"ril 2.-.S. "tatistical surve8 o9 individual complaints considered under the procedure overned b8 article 1V o9 the Cnternational 3onvention on the 1limination o9 !ll . Cncludin the fuestions o9 Disappearances and "ummar8 1Kecutions. D/.....-%*2. htt"$%%CCC.or&.M%MS.anuar' 2.or&.-.%2..-# 2K .ahan&uir.me session..un. C3N*EL93 EC3Nz:7C3 E *3C7AL.un.. A%5(%M. 'omania... htt"$%%CCC.%2. 3NU...KY. 2e"ort o+ the *"ecial 2a""orteur Asma . htt"$%%CCC.. MK :a' 2.. C3:78w *3B2E 072E783* EC3Nz:7C3*# *3C7A7* E CUL8U2A7*.un.%Y%Add. 3ivil and Political 'i hts... €€€ 'i hts o9 the 3hild$ 2e"ort submitted b' the *"ecial 2a""orteur on the sale o+ children# child "rostitution and child "orno&ra"h'# .. 'apport de la 3omission du Droit Cnternational$ 3in<uanteOneuvi. C3:7**53 0E 072E783 7N8E2NAC73NAL..M%SS%Add. E%CN. Droits cconomi<ues.%2. Cncludin the fuestions o9 Torture and Detention. E%CN.ohchr.M.%2. E%CN. "ummar8 'ecordin o9 the hth Feetin . E%C.:a' 2. en particulier des droits 2conomi<ues..%(%Add. htt"$%%CCC.M2%M%Add.2 3NU. sociauK et culturels# assinado "or Bernards :udho# CCC. :arch 2.K.un. FeKico.or&# 2. €€€€ 3ivil and Political 'i hts. "ociauK et 3ulturelsE 199ets des politi<ues d>aNustement structurel et de la dette eKt2rieure sur la Nouissance e99ective de tous les droits de l>homme.. Theo van )oven$ !ddendum$ .. htt"$%%CCC..uan :i&uel etit. Cncludin the fuestions o9 Torture and Detention$ 2e"ort o+ the *"ecial 2a""orteur Ni&el 2odle'# htt"$%%CCC.un..2# -.2'6@/3 I6@'R6A.un.

6es +rands Trait2s Politi<ues.>ARA<I'3 I6@'R6A... E%CN.or& . htt"$%%CCC. Convenção "ara a roteção dos 0ireitos do 9omem e das Liberdades 1undamentais RConselho da Euro"a# M(5. $.T.eu.. Ed.I/6AI3: 8ratado de aU e AmiUade entre ortu&al e 7n&laterra RMKM.-# 22 de +ebrero de 2..cidh. htt"$%%CCC.. aris $ 1VliL alcan# ".%Add.. €€€€ 3ivil and Political 'i hts. Note Verbale 9rom the Permanent Fission o9 )ra&il$ htt"$%%CCC.%2. Cn$ Correio BraUiliense.-# M.5T Cn$ :AnnU3L7# ?..or&.%6%--# MK :arch 2. Ror&. E%CN. -KK-.or&.. 326AN7nA453 03* E*8A03* A:E27CAN3* R3EAT.or& . €€€€€ 'elat7rio de se uimento do cumprimento das recomenda4Hes da 3CD@ constantes do relat7rio sobre a situa45o dos direitos humanos no )rasil X1YYZ[$ htt"$%%CCC.cidh.. en particular las cuestiones relacionadas conE la independencia del Poder Nudicial..int. 2Y--2K.KT Cn$ :AnnU3L7# ?.cidh.. la impunidad$ Cn9orme presentado por 6eandro Despou8.T 3olet?nea de Direito Cnternacional.T htt"$%%CCC..or& ..%deU. E%CN. €€€€€ Cn9orme !nual de la 3omisi7n Cnteramericana de Derechos @umanos SBB1$ htt"$%%CCC.%2. de 3. C3:7**53 7N8E2A:E27CANA 0E 072E783* 9U:AN3*.1ebruar' 2.or&.. +ac-similar.-.# 2. -(-5K# 2. . €€€€€ Cn9orme !nual de la 3omisi7n Cnteramericana de Derechos @umanos SBBT$ htt"$%%CCC.MK.5. 'elator 1special 1special sobre la independencia de los ma istrados 8 abo ados !dici7n$ Fisi7n al )rasil.or& . 2..Y# M(MM. *ão aulo$ 2evista dos 8ribunais# ". .un.un.5%S. Ror&. de 3.KT Cn$ :AnnU3L7# ?. €€€€ 6os derechos civiles 8 pol:ticos.. Carta da 3NU RM(. la administraci7n de Nusticia. Ata da Con+er_ncia de Berlim RMKK5T. Edição de Oul..M-..T 3olet?nea de Direito Cnternacional. 0eclaração Universal de 0ireitos 9umanos R3NU# M(.euro"a. *ão aulo$ 2evista dos 8ribunais# ".or& .un... Cn9orme !nual de la 3omisi7n Cnteramericana de Derechos @umanos SBBB$ htt"$%%CCC. Carta da 3r&aniUação dos Estados Americanos RM(. de MKM.%2..-. @RA@AD/3 ' D'.T 3olet?nea de Direito Cnternacional.. Cncludin the fuestions o9 Disappearances and "ummar8 1Kecutions.. Cn$ ALB7N# ierre. Ror&. de 3.%5S%Add.cidh.. €€€€€ Cn9orme !nual de la 3omisi7n Cnteramericana de Derechos @umanos SBBS$ htt"$%%CCC. M2-2(# 2.cidh.-... *ão aulo$ 7m"rensa 3+icial do Estado de *ão aulo# ".. *ão aulo$ 2evista dos 8ribunais# ".

Convenção de ?iena sobre 0ireito dos 8ratados RM(S(T Cn$ :AnnU3L7# ?.. -i. C3:7**53 A2LA:EN8A2 C3N.ilo. W Convenção sobre as condiç^es de em"re&o dos trabalhadores de "lantaç^es R3r&aniUação 7nternacional do 8rabalho# M(5KT htt"$%%CCC. Acordo de Livre ComVrcio da AmVrica do Norte RM((2T. P Convenção "ara a roteção dos 0ireitos do 9omem e das Liberdades 1undamentais RConselho da Euro"a# M(S-T htt"$%%CCC. Convenção Americana sobre 0ireitos 9umanos% acto de *ão . de 3.. M5--.Y.-. .int. C3:7**53 C3N.ilo. 5MK-5--# 2.. acto 7nternacional de 0ireitos Econkmicos# *ociais e Culturais R3NU# M(SST Cn$ :AnnU3L7# ?. BrasQlia$ *enado 1ederal# ".-.sice.SY# 2. de 3. htt"$%%CCC. .. *ão aulo$ 2evista dos 8ribunais# ".urisdicional em :atVria Civil# Comercial# 8rabalhista e Administrativa# ou A2LA:EN8A2 rotocolo de Las Le}as R:ercosul# M((2T Cn$ B2A*7L. acto 7nternacional de 0ireitos Civis e olQticos R3NU# M(SST Cn$ :AnnU3L7# ?. *ão aulo$ 2evista dos 8ribunais# ". ed. -i. Ror&.osV da Costa 2ica R3EA# M(S(T Cn$ :AnnU3L7# ?.or&. 5-.T 3olet?nea de Direito Cnternacional.T 3olet?nea de Direito Cnternacional.as" rotocolo de Coo"eração e Assist_ncia .-. rotocolo n. .. *ão aulo$ 2evista dos 8ribunais# ". ed.KS# 2. :7N7*8a273 0A* 2ELA4•E* Eb8E2732E*. Convenção nr M5K W Convenção sobre o 8Vrmino da 2elação de 8rabalho "or 7niciativa do Em"re&ador R378# M(K2T htt"$%%CCC.oas.UN8A# *E453 B2A*7LE72A.int.YY-. FercosulE 6e isla45o e TeKtos )Dsicos. *ão aulo$ 2evista dos 8ribunais# ".or&.euro"a. BrasQlia$ *enado 1ederal# ". de 3. Cn$ B2A*7L.eu. MS(-MKY# 2. de 3.T 3olet?nea de Direito Cnternacional. :7N7*8a273 0A* 2ELA4•E* Eb8E2732E*.UN8A# *E453 B2A*7LE72A.55-. 326AN7nA453 03* E*8A03* A:E27CAN3*. *ão aulo$ 2evista dos 8ribunais# ". rotocolo de *an *alvador R3EA# M(KKT Cn$ :AnnU3L7# ?..-.T 3olet?nea de Direito Cnternacional.25-.MK5 8ratado de 2oma RComunidade Euro"Via# M(5YT htt"$%%CCC..-..# 2. Convenção 7nternacional sobre a Eliminação de todas as 1ormas de 0iscriminação 2acial R3NU# M(S5T Cn$ :AnnU3L7# ?. . Ror&.T 3olet?nea de Direito Cnternacional. FercosulE 6e isla45o e TeKtos )Dsicos.. *ão aulo$ 2evista dos 8ribunais# ".-5# .YY# 2.eu. de 3. Ror&.# 2.T 3olet?nea de Direito Cnternacional. Ror&..-5.-. Ror&.or&%trade%na+ta. de 3.euro"a. . *erviço de 7n+ormação sobre ComVrcio ELterior. 8ratado de Assunção R:ercosul# M((MT. Ror&.-. Convenção no MM.

AD2I6I3@RA@IJ/3: A26EN87NA.. Acordo sobre *ubsQdios e :edidas Com"ensat!rias R3:C# M((. de 3. rotocolo de :edidas Cautelares R:ercosul# M((. Carta *ocial Euro"Via 2evista RM((ST htt"$%%CCC...K-.-. .eu.ustiça de MY de setembro de MKY2# a"rovada "elo 7m"erador 0.U<n3 0E 072E783 0E *323CABA$ .IAI3 /..euro"a. -5-5. FercosulE &. . C328E *U 2E:A$ • 2ecurso ELtraordinario. -i. Carta dos 0ireitos 1undamentais da União Euro"Via R2.euro"a. (--MMM# M((5.osV Lind&rem.# 2. :7N7*8a273 0A* 2ELA4•E* Eb8E2732E*. 5(K-SM..2T htt"$%%CCC. Cn$ 'esultados da 'odada -ru uai do +!TT.--.. C3:7**53 A2LA:EN8A2 C3N.M..5M# 2. *ão aulo$ Aduaneiras# ". B2A*7L.'R'3 D' HR?=/3 7.I3I'3 ' )AR'. C3:7**53 6e isla45o e TeKtos )Dsicos.-. .T Cn$ B2A*7L.T Cn$ B2A*7L. ed..T 3olet?nea de Direito Cnternacional. -K--..ul&amento em Y de Oulho de M((2. rotocolo de fuioto P Convenção-fuadro das Naç^es Unidas sobre :udança do Clima R3NU# M((YT Cn$ :AnnU3L7# ?.DI. rotocolo de 3uro reto R:ercosul# M((. 0eclaração de Co"enha&ue sobre o 0esenvolvimento *ocial R3NU# M((5T 7n$ AL?E*# . A2LA:EN8A2 C3N.int . BrasQlia$ *enado 1ederal# ". edro 77 em K de outubro de MKY2. *ão aulo$ 2evista dos 8ribunais# ". :7N7*8a273 0A* 2ELA4•E* Eb8E2732E*. ed. :i&uel EDmeDdOian contra 6erardo *o+ovich e outros. -i.MK# 2. D'.-2# 2. BrasQlia$ *enado 1ederal# ".. *ão aulo$ 2evista dos 8ribunais# ". 0eclaração e ro&rama de Ação de ?iena RM((-T Cn$ :AnnU3L7# ?. C3N*EL93 03 E*8A03$ • 2esolução de consulta da *eção de .T 3olet?nea de Direito Cnternacional. Ror&. .# 2..UN8A# *E453 B2A*7LE72A.. Ror&..T. 'ela4Hes Cnternacionais e Temas "ociaisE ! d2cada das con9er]ncias$ BrasQlia$ 7B27# ".eu.MKS 2.. de 3. B2A*7L.UN8A# *E453 B2A*7LE72A.. FercosulE 6e isla45o e TeKtos )Dsicos.int .

.ul&amento em 2S de outubro de M((-. M2-5.. *U 2E:3 827BUNAL 1E0E2AL$ • • • • • • • • • • • • 2ecurso eLtraordinário n.ul&amento em 2.o Y. 2elator$ 1rancisco 2eUeD.-K--K :6. 2e"resentação de inconstitucionalidade nr K.o M. . Ação direta de inconstitucionalidade n. .. 2i..SY5-M 01 W :edida liminar. 2elator$ bavier de AlbuEuerEue. Ação direta de inconstitucionalidade nr 5-5-( 01. 8urma.-2-K * . .. Ação direta de inconstitucionalidade nr M. 2elator$ Celso de :elo.# "ro+erida "elo OuiU de direito .de .S25-K%M-. 2elator$ Celso de :ello.01 Rmedida liminarT. 2i.2Y(-Ar&entina. . novembro de M((5. lenário.o Y5. de setembro de M((Y. .ul&amento em 2M de novembro de M(Y2.U*874A$ • • Embar&os de diver&_ncia em recurso es"ecial n.-01. 2elator$ *e"Zlveda . @abeas corpus n.ul&amento em 2.. *U E2732 827BUNAL 0E . 2elator$ 0Oaci 1alcão.. 2elator$ Celso de :ello. 2elator$ *e"Zlveda ertence. 2i 8urma.ul&amento em M5 de setembro de M(YY.ul&amento em 2S de outubro de 2. 2i. * .K. ertence.ul&amento em 5 de maio de M(((.o K. M. 2elator$ NVri da *ilveira.. 8urma.de abril de M((Y. 2elator$ NVri da *ilveira. @abeas corpus n. Corte Es"ecial. . .SM--Ar&entina.M-M-M 2.. 2elator$ :inistro Ar' ar&endler. .01. :6.ul&amento em 2de +evereiro de M((. de setembro de MKY. lenário. 2elator$ :inistro 2u' 2osado de A&uiar. . Mi.ul&amento em 22 de outubro de M((-. @abeas corpus nr YM.. . de a&osto de M((. 8urma. 2ecurso eLtraordinário nr MS.22M 6B. A&ravo re&imental em carta ro&at!ria nr Y. B2A*7L. .-.ul&amento em MY de Ounho de M((K. 8urma. de setembro de M((Y. Embar&os de declaração em habeas corpus n.. A&ravo re&imental na carta ro&at!ria n.2KS-. 2elator$ NVri da *ilveira.ul&amento em .ul&amento em .ul&amento em -.o Y2.MKY • *entença de M.. B2A*7L. @abeas corpus nr Y..ul&amento em 22 de outubro de M((S. .oaEuim de 8oledo isa e Almeida# no caso de :i&uelina ArchanOa ?elha contra :aria.(M5K-63. 2elator$ NVri da *ilveira.

Y-#2K. C3:7**53 EU23 a7A 0E 072E783* 9U:AN3*.. A&uardando Oul&amento.. . . 2elator$ :aurQcio Corr_a. *Vance du M.#2K5-Y.K.S. lenário. 2elator$ :oreira Alves.MM.M-K-* . @abeas corpus nr K2. 2elator$ Celso de :ello. *elmouni contra 1rança..o MS25-.ul&amento em 25 de outubro de M((S..ul&amento em 2S de Ounho de 2. 12AN4A.. 0ud&eon contra 2eino Unido. . de +evereiro de M(K-.ardim.ul&amento em Y de Oulho de M(((. . octobre 2. 2elator$ 8orEuato . C3N*EL93 0E E*8A03$ • Nos 2K-. fueiLa nr 25K. ..01.MKK • • • • Ação direta de inconstitucionalidade nr M.ul&amento em .-2 2*. .--*E. C3N*EL93 0A EU23 A.2SS-* . • etição de :ichael ChristaDis contra o &overno do Chi"re. setembro de 2. 2ecurso eLtraordinário nr .-.M. rimeira C=mara da Comissão..ul&amento em MK de setembro de M((2. fueiLa nr Y525%YS.de março de 2.ul&amento em 2Y de novembro de M((S.ul&amento em 22 de outubro de M(KM. Con+Vderation 6VnVrale du 8ravail et autres.ul&amento em 2. 2ecurso es"ecial eleitoral nr M-2.%M((5%5YS%SS2. Chabal contra o 2eino Unido. . . . Nr Y. 2ecurso eleitoral nr M. 0ecisão em 2M de maio de M((Y..5.ul&amento em MY de setembro de M((2. 2elator$ :arco AurVlio.01 W :edida liminar. 2elator$ 8orEuato .ul&amento em MY de B2A*7L. Ação direta de inconstitucionalidade n. hilli"e *..5MK-2 * .-.YM#2K. C328E EU23 a7A 0E 072E783* 9U:AN3*$ • • • • 0ud&eon contra 2eino Unido.U:EAU $ • A++aire Linda 0. 2K avril 2. C3N*EL93 0A EU23 A.2..S5. 827BUNAL *U E2732 ELE7832AL$ • • • 2ecurso eleitoral nr M. . fueiLa nr Y525%YS.. . vs.. 2elator$ 1rancisco 2eUeD. C3N*E7L 0E 2U0X93::E* 0E L3N6.ardim..-%(. 12AN4A.2M#2K.

2.ul&amento em 2S de Ounho de M(KY.. Caso do CaracaUo# contra a ?eneUuela.. 2M de +evereiro de M(25. 7vcher Bronstein contra o eru. 2. ELceç^es "reliminares.. .. :edida "rovis!ria. Cantos contra Ar&entina.. .S. C328E 7N8E2A:E27CANA 0E 072E783* 9U:AN3*$ • • • • • arecer Consultivo nr 2%K2.ul&amento em MK de Ounho de 2. de setembro de M(K2. ..U*874A 7N8E2NAC73NAL$ • arecer Consultivo nr M. . 326AN7nA453 03* E*8A03* A:E27CAN3*.2.-. :edida "rovis!ria.ul&amento em 2( de a&osto de 2. 326AN7nA453 :UN07AL 03 C3:a2C73$ • Caso da Austrália# Brasil e 8ail=ndia contra Comunidades Euro"Vias# sobre subsQdios "ara a eL"ortação de al&odão.ul&amento em 2.ul&amento em 22 de abril de 2. Caso de 0amião bimenes Lo"es contra o Brasil..ul&amento em -. de maio de M(((. • • • • Caso da enitenciária Urso Branco# contra o Brasil. :edida "rovis!ria.. • • • • Cinco A"osentados contra o eru.. ?eláUEueU 2odrQ&ueU contra 9onduras.ul&amento em 2K de novembro de 2. Caso da enitenciária Urso Branco# contra o Brasil. de Oulho de 2. e Y5T. C3N*EL93 *U 2E:3 0E . 8roca de o"ulaç^es 6re&as e 8urcas.U*874A :7L78A2$ • 2esolução do lenário do Conselho *u"remo de .. Caso da enitenciária Urso Branco# contra o Brasil.ul&amento em 2K de +evereiro de 2. . )8%0*2SS%2.ustiça :ilitar.2. de setembro de M(((..2. Caso da enitenciária Urso Branco# contra o Brasil. .ul&amento em 2 de +evereiro de M((S.ul&amento em . C328E E2:ANEN8E 0E ..ul&amento em Y de Oulho de 2. E2U. .. . El E+ecto de las 2eservas sobre la Entrada en ?i&encia de la Convenci!n Americana sobre 0erechos 9umanos Rart.. 2elat!rio em M5 de outubro de 2. 6arrido e Bai&orria contra Ar&entina. Y. .ul&amento em 2( de a&osto de 2.MK( L76A 0A* NA4•E*. 0eclaram ineLecutável .. . . Castillo etruUUi e outros contra eru.. :edida "rovis!ria. .

2K---. Gs aprendi&es do poderE o bacharelismo liberal na pol:tica brasileira. . aris$ aditions a'ot • 2iva&es# 2. Da !liena45o . Castanh_de e A. (... Cn$ 7Nn`N# 0.. 'evista de Direito Cnternacional e do Fercosul$ Buenos Aires$ La Le'[ *Qntese Editora# n.[ :A287N# C. MK# M((S# ". Vd. )etra8in the Roun E @uman 'i hts Violations ! ainst 3hildren in the -" Wustice "8stem.M. 2. M((K. -5Y--S2# M(((. >IJR/3 ' AR@I?/3: AB2A:3?7C9# ?ictor[ C3U287*# Christian.iduciDria em +arantia.2.osV Carlos :oreira.olha de "5o Paulo.-. BruLelles$ Bru'lantChristo"he# MKS. €€€€€ Not Part o9 F8 "entenceE Violation o9 @uman 'i hts o9 *omen in 3ustod8. 6a Dimensi7n Cnternacional de los Derechos @umanos. A6A:BEN# 6ior&io.M(.aneiro# vol. *ão aulo# A M. A:327:# Celso.aneiro$ 1orense# M(Y(. . AL?E*# . S# ". Y-MY# deUembro 2. 2io de .aneiro$ aU e 8erra# M(KK. 3 rotocolo de fuioto e as 2e&ras da 3:C$ em busca de uma harmoniUação de seus "rincQ"ios.. ALBUfUE2fUE# 2oberto Chacon. 2i ed. 2. M(((. )ashin&ton$ Banco 7nteramericano de 0esarrollo# ". 2io de . €€€€€ 2acismo# Criminalidade ?iolenta e . AN7*87A 7N8E2NAC73NAL RAN7*87A 7N8E2NAC73NALT. sentença ditada "ela Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos em caso de inte&rantes de or&aniUação terrorista. 3ours de Droit Naturel ou de Philosophie du Droit. 3. 'ela4Hes Cnternacionais e Temas "ociaisE ! d2cada das con9er]ncias$ BrasQlia$ 7B27# 2.. La Ousticiabilidad de los derechos econ!micos# sociales ' culturales. aQs Euer acesso ao mercado americano# com ou sem ALCA.5. A92EN*# 9.. Fo8ens sans 9insE Notes sur la politi<ue. *oliani. Oan. 5e. Entrevista dada a E.ustiça enal$ 2Vus Brancos e Ne&ros em ers"ectiva. 8orino$ Bollati Borin&hieri# 2. 1studos @ist7ricos. (# n. 0ecisão de MM de Ounho de M(((.osV Au&usto Lind&rem. AL?E*# .. 2io de .[ fU7N8ANA# 8.. €€€€€ "tato di 1cce&ione.# M. A032N3# *Vr&io.-.

-M5K# M((-. SSK.br%cadernos%cidMMMM2. Gri ens do totalitarismo.i&. 2io de . 8aDin& 2i&hts Less *eriousl'$ ostmodernism and 9uman 2i&hts# 'es Publica.-. La hiloso"hie du droit de .--.# Oanvier%mars 2.aneiro$ Editora 2io# M(YSa. ossibilidade de re&ulariUação. A2As.. An&leterre$ resses ocDet# ". BE?7LAfUA# Clovis.aneiro$ 2enovar# M((-. *o"hismes anarchiEues# traduit "ar 0umont.ean. M55-M5S# M(S. London$ en&uin# M((. Be'ond Euro"ean Labour LaC\ 2e+lections on EU 2acial EEualit' 0irective. ". *ão aulo$ 6riOalbo[ Edus"# M(YSb.. Gbsevat7rio da Cmprensa$.iloso9ia "ocial e Wur:dica. 3NU e o .. aris$ resses Universitaires de 1rance# M(KY. K# nr -# ". 2io de . BA2B3*A# 2ui. BEN89A:. 2a. London$ en&uin# M((. A87A*# Christian.. A2EN08# 9annah.M(M A EL# >arl-3tto. M5. Th2orie contre arbitraire.ultimose&undo. Gra45o aos Fo4os.]r&en 9abermas Ou&Ve du "oint de vue dXune "ra&matiEue transcendantale.M.. Rdir. -K. htt"$%%observatorio. €€€€ Gn 'evolution. Construç^es sem licença em loteamento não a"rovado. BrasQlia$ *enado 1ederal# 2.T 6es trans9ormations de la r2 ulation Nuridi<ue.# M((K. rinted in the Netherlands$ Qlu(er !cademic Publishers$# -: M(5W2M5# M(((.3# 7vens Bastos de. 'evista de Direito da Procuradoria +eral do 1stado da +uanabara$ 2io de .2. 37di o 3ivil dos 1stados -nidos do )rasil. Y5-K. 3L+ord$ BlacDCell ublishers# vol... BELL# :arD. €€€€ 1ichmann in Werusalem. . 2io de . 6es ctudes Philosophi<ues. €€€€€ .com... BA223*3# LuQs 2oberto. aris$ Librairie 6VnVrale du 0roit et .uris"rudence# ". M-# . Edição comentada. ed. 2. Cn$ )32:*# 1rVdVric. G Direito 3onstitucional e a 19etividade de suas NormasE limites e possibilidades da constitui45o brasileira.udiciário. BA22E83# 8obias.aneiro$ Ediç^es Casa de 2ui Barbosa# M((Y. La relation entre morale# droit et dVmocratie. A2*LAN nuhtu. A2NAU0# AndrV-. A2A653# Eu&_nio .htm # MM nov. Droits de l>homme et philosophieE une antolo ie. *ão aulo$ Com"anhia das Letras# M(K(. 7ntroduction Cn$ :A287N# 6.osV 6uilherme de. 1studos de Direito.--((# *e"tember 2..aneiro# N. 1uropean Wournal o9 Cnternational 6a(.

Dial2tica da 3oloni&a45o. €€€€ Fachado de !ssis. B3U207EU# ierre. B2A*7L.. B3*7# Al+redo. A olQtica ELterna de 0ireitos 9umanos. !rchives du Philosphie du Droit. aris$ Librairie 6VnVrale de 0roit et . *ão aulo$ Com"anhia das Letras# M((2. et alii. AM-# MK out.. Dictionnaire 1nc8clop2di<ue de Th2orie et "ociolo ie de Droit.-. €€€€€ 7m"lVmentation.%K-. B2AN053# :arco Antknio 0iniU[ E2En# Ana Candida.98: .br%"ortu&ues%"olitica€eLterna%temas€a&enda%direitos€humanos%"olitica.."lanalto. aris# tome . 5(-Y5# M(KS.acD L.. La 2echerche de lXE++icacitV de la Loi. Le consVEuentialisme et le "roblmme de "rVdiction. -. 2aU^es do 7tamarat' contrárias P adesão do Brasil P convenção americana de direitos humanos. Wornal do )rasil.# 2. 2V+leLions sur lXVtude de la mise en oeuvre RLe conce"t cdXim"lementationgT.as"H consultado em out. Ensino W 2eceita ?inculada W Emenda Constitucional nr 2.com Universit' o+ ?ir&inia$ *chool o+ LaC.5. 2io de . 'evista G!) 'W# n. C3N*EL93 0E 0E1E*A 03* 072E783* 0A E**3A 9U:ANA.-. B2A0LE@# Curtis A. Pro rama Nacional de Direitos @umanos. *EC2E8A27A E* EC7AL 0E 072E783* 9U:AN3*. )orDin& "a"er# :a' 2. )rasil$ Finist2rio das 'ela4Hes 1Kteriores.. *ão aulo$ ubli+olha# 2.. "ocial "cience 'esearch Net(ork.. 2.uris"rudence# ". Normes Nuridi<ues et r2 ulation sociale$ aris $ Librairie 6VnVrale du 0roit et .uris"rudence# n.. 3 . 7n$ A2NAU0# A.&ov. -YY--KM# M(K2. 2. :7N7*8a273 0A* 2ELA4•E* Eb8E2732E*. 2(M-2(-# 2e Vdition# M((-. C3N*UL8327A 6E2AL 0A 2E sBL7CA. arecer assinado "or :arcos Castrioto de AUambuOa. 2.[ C3::A7LLE# . Les Ouristes# &ardiens de lXh'"ocrisie collective.2. BLAN>ENB3U26# Erhard. 8reaties# 9uman 2i&hts and Conditional Consent. arecer assinado "or 2onaldo 2ebello de Britto oletti. htt"$%%CCC.K# ".udiciário e os or&anismos internacionais.aneiro# ". Droit et "oci2t2. htt"$%%CCC. CnE C9AnEL# 1.%C3LECA3% 2309. B2A*7L. B2A*7L.&ov.5--M. 2# ". M( ".. 'evista de Direito . aris$ Librairie 6VnVrale de 0roit et de .[ 63L0*:789# .2. B32AN# 7dil.uris"rudence# ".br%"ubli€.M(2 B7CU03# 9Vlio. (5((# M((M.ssrn... # FCCC.mre...

€€€€ 0a conOuntura "olQtica nacional.. Vd. *ão aulo$ :artins 1ontes# M((5.2.aneiro# n. BU92E2# .br# 2..M. €€€€ 'elat7rio e pareceres pr2vios sobre as contas do overno da repJblicaE 1Kerc:cio de SBBS.. . CAENE6E:# 2. !r<uivos do Finist2rio da Wusti4a. 'elendo 'a:&es do )rasil. 'umos pol:ticos da 'evolu45o )rasileira$ BrasQlia$ :inistVrio da .br # 2. B2@# 6eor&es..&ov. M(K. htt"$%%bresser"ereira. 6e Fonde.M(- !dministrativo. . CA: 3*# 1rancisco. CA: 3*# . Direito 3omunitDrio.# deU.aneiro$ .tcu. 2io de . Pr2cis cl2mentaire de Droit Cnternational Public. M(((. G 1stado Nacional. Lisboa$ 1undação Calouste 6ulbenDian# M((. ed.-. vvvv 'elat7rio e parecer pr2vio sobre as contas do overno da repJblicaE 1Kerc:cio de SBBB.. 'evista dos Tribunais. 827BUNAL 0E C3N8A* 0A UN753.M. ed. -i. 'elat7rio e parecer pr2vio sobre as contas do overno da repJblicaE 1Kerc:cio de 1YYY. B2E83NE# :ario.. -ma introdu45o hist7rica ao Direito Privado. 2io de ..br # 2..aneiro# ano 2(# n. de Carlos Eduardo :achado.tcu.M. CA:7N9A# :. BrasQlia$ E0UNB# 7 27[ *ão Estado de *ão aulo# 2.# "...or&. €€€€ 'elat7rio e pareceres pr2vios sobre as contas do overno da repJblicaE 1Kerc:cio de SBBT.ean-Claude. S.oão :ota de. CCC. C. Derecho 8 tiempo en la tradici7n europea$ :VLico$ 1ondo de Cultura Econ!mica# M(((.lemonde. M5K# ".&ov.. 2io de ..E2E72A# LuiU Carlos.. *ão aulo# KK RYSMT$ M5M-M5Y# mar. 8rad. 2Y(-2K(# out. C.&ov.br # 2.. B2E**E2.. CCC.osV 3l'm"io# M(. van. ! "ociedade !nDr<uica. B2A*7L. 3s .. BUnA70# Al+redo. aris$ 2ecueil *ire'# M(M.. M-2.br # 2.tcu.uQUes diante dos 8ratados 7nternacionais de roteção dos 0ireitos do aulo$ 7m"rensa 3+icial do 9omem.%deU. M(Y2. CCC. M2. htt"$%%CCC. BULL# 9edle'.i.tcu.ustiça# M(Y. . CCC.+r # M( avril 2.&ov. 0emi-victoire de la Chine devant la Commission des droits de lXhomme.

--Y--5(.aneiro# M((M. €€€€ )rasilE Fito 9undador e sociedade autoritDria. 2io de .2.0. 8oCard +air "la'. C9A2?7N 2obert. Direito 3onstitucional e Teoria da 3onstitui45o.aneiro$ Universidade 1ederal do Estado do 2io de .ean. Cidadania$ ti"os e "ercursos. .. AM. 2V&ulation OuridiEue et mondialisation nVolibVrale. CAN387L93# . Cn$ L@2A# 0oreod! ArauOo. MY-2Y# M(KSb.. C9AU<# :arilena.6.. CA2?AL93# .aneiro# vol.ilho. 3on9ormismo e 'esist]nciaE !spectos da cultura popular no )rasil. ed. €€€€ Pontos e )ordadosE 1scritos de @ist7ria e Pol:tica.-. Coimbra$ Almedina# 2. 1studos @ist7ricos. Wornal do )rasil.. . Si.. *ão aulo$ 1undação erseu Abramo# 2. BrasQlia$ AndrV fuicV# M((K..-# aulo$ . CA2?AL93# Eduardo 6uimarães de$ G Ne 7cio da Terra. MK5-2. CA2B3NN7E2# .or&%adi# Oanvier 2.. €€€€ 2oberto L'ra 1ilho ou da 0i&nidade olQtica do 0ireito. 2io de . 8he Collective Com"laints *'stem o+ the Euro"ean *ocial Charter$ An E++ective :echanism +or Ensurin& Com"liance Cith Economic and *ocial 2i&hts\ aris# ".(2# +all 2.. CA?ALL7E27# Al'rio. 6omes.M(. 0roit | mou ‚# droit | +lou ‚ et non-droit. CA?ALLA23# . Belo 9oriUonte$ Editora U1:6# M((K. .leKible DroitE teKtes pour une sociolo ie du droit sans ri ueur..aneiro$ CiviliUação Brasileira# 2. CEN82E NA873NAL 0E LA 2EC9E2C9E *C7EN8717fUE RCN2*T. ed.# -e Vdition# M(YS..2. Chica&o# ". 3s OuQUes de bem. Desordem e ProcessoE 1studos sobre o Direito em @omena em a 'oberto 68ra .aneiro# ". MK# M((S# ". ! educa45o na 3onstitui45o de 1Yhh e a 6D).. 2io de . C9U2C97LL# 2obin 2. !ctualit2 et Droit Cnternational# htt"$%%CCC.# 2K de abril de 2. CA*823# :arcelo LZcio 3ttoni. €€€€ 3idadania no )rasilE o lon o caminho.[ >9AL7f# Ur+an.. (# n. orto Ale&re$ *er&io Antonio 1abris Editor# ".KM-. 2io de .ridi.ames. fuel avenir pour la d2mocratie en !m2ri<ue 6atined M(K(. 3hica o Wournal o9 Cnternational 6a(. aris$ L. -i.2. €€€€ A Euand la dVmocratie au BrVsil\ 7n$ 12ANCE.2. *ão Brasiliense# M(KSa.osV :urilo de.

3 Brasil como morada$ A"resentação "ara "obrados e Fucambos. Cn$ C3N*EL93 1E0E2AL 0A 320E: 03* A0?36A03* 03 B2A*7L. €€€€ Ensaio sobre o OuQUo de constitucionalidade das "olQticas "Zblicas. -i. Para viver a democracia.2.# M(((.M. democracia e direitos humanos.. *ão aulo$ Unes"# M(((.-. *ão aulo$ 6lobal# 2. M5i. Y# ".... -M-. 3adernos do 31!F. -# ". 0XA:B23*73# Ubiratan. *ão aulo$ Nova Cultural# 2. BrasQlia# ano 777# n. Da Fonar<uia I 'epJblicaE Fomentos decisivos. ! 'ela45o entre o Cnterno e o CnternacionalE 3oncep4Hes 3ambiantes de "oberania. 0A:A88A# 2oberto. C3*8A# EmQlia ?iotti da.....-ND1.M(5 1uropean Wournal o9 Cnternational 6a(# vol..html # 2. C3U287*# Cristian[ AB2AN3?7C9# ?ictor. €€€€ ! !9irma45o @ist7rica dos Direitos @umanos. G . D@N1T# CCC. M5# n.br%direitos%militantes%com"aratobr. Cn$ 13N*ECA# :. Cn$ ANN3N7# 0anielle Ror&.. "obrados e Fucambos.aneiro$ 2enovar# 2.S# 2. CUN9A# Euclides. Pol:ticas e Desa9ios. -ni5o 1urop2iaE Cnstitui4Hes.MY-..urQdica# ". 0XA2C@# 1rançois. *ão aulo$ *araiva# 2. ed.T 6etramento no )rasilE @abilidades matemDticas. €€€€ Comentário ao Arti&o Mo.aneiro$ AmVrica .K# M((K. ed. €€€€ 0ireitos 9umanos no Brasil$ o "assado e o +uturo. C3: A2A83# 1ábio >onder. 2io de .5-SM# março 2.aneiro$ >onrad Adenauer *ti+tun&# 2. 2io de . C3nEN0E@# Carlos :árcio B. e as verbas da educa45o. Y(-(M# 2.-. A relev=ncia do "roOeto 7ndicador Nacional de Al+abetismo 1uncional W 7NA1 como critVrio de avaliação da Eualidade de ensino de matemática. Ror&.-.2..or&. 0A?7E*# Nicholas. Yi ed. Doutrina e Wurisprud]ncia dos Tribunais "uperiores do )rasil$ 2io de . 1.. ... . *ão aulo$ bamã# 2. 2. Gs "ertHes.T Gs novos conceitos do novo direito internacional E cidadania. -(-.2. C3U83# Est_vão. 3 sistema de incor"oração das normas do :ercosul P ordem OurQdica interna. . da C. Direitos @umanosE con<uistas e desa9ios$ BrasQlia$ Letraviva# ". BrasQlia$ *enado 1ederal# nr M-K# ".2. Cn$ 12E@2E# 6ilberto.. 'evista de Cn9orma45o 6e islativa. *ão aulo$ Brasiliense# M(K(.. M--2. *ão aulo$ 6lobal[ Ação Educativa[ 7nstituto aulo :ontene&ro# ".5S# 2. 1uentes de 7nter"retaci!n de los tratados internacionales de derechos humanos.dhnet.

As soluç^es da *u"rema Corte Brasileira "ara os con+litos entre o 0ireito 7nterno e o 0ireito 7nternacional$ Um eLercQcio de ecletismo. 2.. 3ours de Droit Cnternational Public. 'es Publica# n.# M((S.undamental na 3onstitui45o . MK# nr 2# ".-. Lisboa$ ?eOa# tradução de Ant!nio 1ernando Cascais# M((-. DicionDrio 'ousseau.M.ederal )rasileira de 1Yhh. BordeauL$ @.&ov%s%l%c5KMK.M(S €€€€ 3 +inanciamento da educação e seus desa+ios.aneiro# --. *ão aulo# mimeo# 2. 'evista . M((S. . "5o Paulo em Perspectiva. *ão aulo$ Centro Universitário Nove de . . MM--MMK# 2. 2io de . Brie+ re+lections on Chat ce++icac'g o+ a Chole order could mean − in contrast to the e++icac' o+ a sin&le laC.# 2. htt"$%%CCC.. EBE29A20# C.-. 9. ?ol.ridi.state. €€€€ 0ireito Zblico subOetivo e olQticas Zblicas Educacionais. a Grdem PJblica e a "e uran4a Nacional .. -# ".$ YM-M. 2io de .. 1A6UN0E*# :i&uel *eabra... *EC2E8A27A 0E E*8A03. €€€€ Direitos do @omem..ulho# v..htm # 2. 03L7N6E2# . S..Y# abr.. ! 1volu45o do "istema de Prote45o Wurisdicional de Direitos no )rasil 'epublicano. 6reat Britain. M# ".%Oun. *e"arata dos Anais da ? rinted in . 07EN6# :amadou :. 2M-.. 1eminist "ers"ectives on the 9uman 2i&hts Act$ tCo cheers +or incor"oration.or&%adi# avril 2..2. 52K-5-M# November 2. FethaneK 3orp$ v$ -nited "tates o9 !merica. . ELL7388# :arD. 0EN8# N. n. As'lum-*eeDers 9ave 9uman 2i&hts# 8oo.. E*8A03* UN703* 0A A:a27CA.. S2# n. !ctualit2 et Droit Cnternational.or&e nahar Ed. 0UA28E# Clarice *eiLas. 8ese de doutorado a"resentada P 1aculdade de 0ireito da Universidade de *ão aulo# sob a orientação do ro+essor 1ábio >onder Com"arato. Cadoret# M(. K# ". 2eci+e$ 7nstituto dos Advo&ados de ernambuco# M(YM. 2. EA*83N# *usan :. 1ccos. 3ambrid e 6a( Wournal. 0E* A6NE8# 1rantU. 3ahiers di!ntropolo ie du Droit# M((Y.oucaultE ! Norma e o Direito.. E)AL0# 1rançois.orense.S-S-# Oun. htt"$%%CCC. *ão aulo# vol... Les di++icultVs dXa""lication des Conventions en matimre de droits de lXhomme en A+riEue$ le cas de la Convention sur les droits de lXen+ant au BVnin.aneiro$ . Vd.. G Direito PJblico "ubNetivo ao 1nsino .

.or&%aOil%Dosovo.. A educação matemática e a am"liação das demandas de leitura e escrita da "o"ulação brasileira. :arlene 9olUhausen.oucault. de A. *ão :artins 1ontes# 2. BrasQlia# ". *ão aulo$ :aL Limonad# 2. 2Y--2(K# 2. 2. 2io de . !merican Wournal o9 Cnternational 6a(. *ão aulo$ :alheiros# M(((. S. €€€€ A crise do oder . NormaliUação e 0ireito. 13N*ECA# :aria da Conceição 1erreira 2eis. 1E22E72A# LuQs into. Wusti4a e 3on9litoE os Nui&es em 9ace dos novos movimentos sociais# *ão aulo# Editora 2evista dos 8ribunais# M((2. €€€€€ Fichel .aneiro$ Nau Editora# ". htt"$%%CCC. *ão aulo[ 2evista dos 8ribunais# M(-K..2.ustiça *ocial e . Entrevista. Cn$ N3B2E# :arcos[ 2E63# . 1E22An .asil... Ror&.. 13N*ECA# :arcio Alves da. >osovo# )orld 3rder# and the 1uture o+ 7nternational LaC.M(Y Con+er_ncia Nacional da 3rdem dos Advo&ados do Brasil. ?ol.osV :arcio Ror&.. 2io de .. 1E2NAN0E*# 1lorestan. -# ".oucault e o Direito.T 6etramento no )rasilE @abilidades matemDticas. 2MK-2-2# 2. 1AL># 2ichard A.aneiro$ nahar Editores# M(KM.S. *ão aulo$ Editora -. €€€€ G direito na economia lobali&ada. Ror&. ! 'evolu45o )ur uesa no )rasil$ 2io de . 1E22E72A# )aldemar.T 3onversas com . BrasQlia# M(Y5. 7n$ 1ALC53# . .# M((M. MM-2K# 2.[ 3283CA22E23# ?.sN732# 8Vrcio *am"aio. 2MY-22. 1A27A# .aneiro$ 1orense# ". da C. !nais da tCCC 3on9er]ncia Nacional da G!).# 3ctober M(((.. Cn$ B2ANC3# 6.T 'etratos de . 8rad. 1L32@# :aurice.. 1ALC53# . 1. 'evue +2n2rale de Droit Cnternational Public# aris# vol. C. 1LE7NE2-6E2*8E2# 8homas.htm ?ol.. *ão aulo $ *araiva# M((5.(-S--# M((Y.. ?77. Cn$ 13N*ECA# :. Teoria +eral do 1stado.udiciário..il7so9os )rasileiros. 3on9lito de Direito de Propriedade.M# M(K. de Arruda. Cn$ 320E: 03* A0?36A03* 03 B2A*7L. (-# n. aulo $ . G 6oteamento e a Venda de Terrenos em Presta4Hes.osV Eduardo. :ondialisation et droit international du dVvelo""ement..T. Ror&. Y(-M. .# ".ustiça Le&al$ con+litos de "ro"riedade no 2eci+e. *ão aulo$ 6lobal[ Ação Educativa[ 7nstituto aulo :ontene&ro# ".. 3omentDrios I 3onstitui45o )rasileira.

. Cntrodu45o hist7rica ao Direito.uan E. 12@# eter.Y-2-M# 2.ohn. Discurso. Viol]ncia e CnNusti4aE o N5oO1stado de Direito na !m2rica 6atina. vvvv Dits et ccrits 1YUVO1Yhh. M5i. 0u "rovincialisme constitutionnel. Democracia. M-M-M-2# M((2.. 6A2A 3N# Antoine. :acaQsta :alheiros... 5-. de A. "obrados e Fucambos..M.. @uman 'i hts in Cnternational 'elations. 12E@2E# 6ilberto.. . 67E*EN# >laus-6erd.. 2. 2io de . :. *ão aulo# n. 9es"anha e L.acEues 0errida. Cn$ *C9)A2Cn# Lilia :oritU. 67B*3N# . 6a volont2 du savoir. aris$ 6allimard# M(YS. 13UCAUL8# :ichel. Cambrid&e$ Universit' o+ Cambrid&e# 2. 12A63*3# 9eleno Cláudio.# trduUido "or Ant!nio 9all# M((5. 8ruth# 2econciliation# and the Creation o+ a 9uman 2i&hts Culture in *outh A+rica. 63:E*# qn&ela de Castro. M# M(YS. @eran4a e . . *ão aulo# -2# ". 7nstrumentos "ara a de+esa e &arantia dos direitos humanos. As idVias estão no lu&ar. ?ol. !nais do 3on resso Nacional de !dvo ados da Pr2O3onstituinte. 3aderno de Debates. 8rad. K5-MM2# 2.[ 3X03NNELL# 6. *ão aulo$ Com"anhia das Letras# ". 2.. Droit et "oci2t2. Cn$ 320E: 03* A0?36A03* 03 B2A*7L. 12ANC3# :aria *'lvia Carvalho. Lisboa$ Ediç^es Y. 7?. 8rad. *ão aulo$ 6lobal# 2. 2i. @ist7ria da Vida Privada no )rasil. 6a( w "ociet8 'evie(# ?olume -K# n..# 2. Lisboa$ 1undação Calouste 6ulbenDian# M((5.K-25S# M(K-. aris# nr 2.uturo da 1uropa. *ão aulo$ aU e 8erra# ".K(-55K# M((K. 3 hiato entre a Oustiça e a Vtica "olQticas$ a cosmo"olQtica de . €€€€ Vi iar e Punir$ etr!"olis$ ?oUes# M(YY. Cntrodu45o 3r:tica ao Direito$ orto Ale&re$ *er&io Antonio 1abris# M(KK.ames L.-2M# ". ed. 6EN23# 8arso. 67L7**EN# .M(K 132*@89E# 0avid . Cn$ :aN0En# . 6A0A:E2# 9ans-6eor&. aris$ aditions 6allimard# tomes 777 et 7?# M((. M# "... de :arta >aCano. Cor e Estado de 0ireito no Brasil.. A "olQtica brasileira em busca da modernidade$ na +ronteira entre o "Zblico e o "rivado.. :. ed.[ 7N9E723# aulo *Vr&io..aneiro$ 1olha Carioca Editora# ".

2 vol. C.. 'elat7rio do +rupo de Trabalho sobre . E*fU7*A* E0UCAC73NA7* AN<*73 8E7bE72A R7NE T. 2. 9EN89A:# 2al"h. €€€€ 'a:&es hist7ricas e sociol7 icas do 37di o 3ivil )rasileiro.. 93BBE*# 8homas... 6. G "istema Cnteramericano de Prote45o aos Direitos @umanos. *ão aulo$ Land'# tradução de :. 7LE*# Alaistar. 2# M((-. DiDlo o 3ient:9ico.M(( 63:E*# 3rlando.inanciamento da 1duca45o. *ão aulo$ Com"anhia das Letras# M((5. ed. DiDlo o entre um 9il7so9o e um Nurista. 2Y-55# 2. 93L*83N# . London# vol. 9ANA*9723# 3la'a *Qlvia :achado ortella. *ão aulo$ 1a"es"[ Edus"# 2. ed. htt"$%%CCC. 2ethinDin& 0i++erential 3bli&ations$ EEuit' Under the Biodiversit' Convention.ine".. Le&aliUando o 7le&al$ "ro"riedade e usur"ação no Brasil$ 'evista )rasileira de 3i]ncias "ociais.. 2# n. Conce"tualiUin& Access to ..]r&en. !liena45o . €€€€ Para uma nova @ist7ria..iduciDria em +arantia.M. clements de "ociolo ie Wuridi<ue. :em :artins$ ublicaç^es Euro"a-AmVrica# M((K..&ov. de :arcos Costa.. 2M# ". 5(-S(# M(KY.. aris$ :ontai&ne Aubier# M(.-. 2MY-25M# 2.br # . 'a:&es do )rasil. UniOuQ# 2. Los "rinci"ios universales del derecho ' la relatividad cultural. 6eiden Wournal o9 Cnternational 6a(# MS# ". 63@A20-1AB2E# *imone. Panorama @ist7rico da 3ultura Wur:dica 1uropeia. K# n.. 93LAN0A# *Vr&io BuarEue de.SK-K(# M((-. 3r&.ames..M.ustice and ?ictimXs 2i&hts in 7nternational *entencin&. Cambrid&e$ 8he :78 ress# 2. *ão aulo$ AN 3C*# vol. 8]bin&en$ 6eor& 9auser# vol. de Ciro :ioranUa. 2Si... G Direito da +uerra e da Pa&. 8rad. *ão aulo$ :artins 1ontes# 2.M. 62387U*# 9u&o. aris$ *ire'# tome -2# ".. 6U2?78C9# 6eor&es. 9E* AN9A# Ant!nio :anuel.a. M-RMT# ".. 7N*878U83 NAC73NAL 0E E*8U03* E acesso em deU. *ão aulo$ 2evista dos 8ribunais# M(YM. The Postnational 3onstellationE Political 1ssa8s$ 8ranslated b' :aL ensD'.-. Cu"ertino# 2. 9j11E# 3tt+ried. 7OuQ$ Ed.. *ão aulo$ erseu Abramo# 2. 2i. 2i ed. "ocial and 6e al "tudies. !rchives de Philosophie du Droit. 9ABE2:A*# . Les silences de 9obbes et 2ousseau.

>ELLE2# Linda :. €€€€ 'eine 'echtslehre$ 2.2. MMS-M-M# M(.# ". €€€€ RMY(5T `um e(i en . 5-2. Cambrid&e$ Cambrid&e Universit' ress# M((K. 'ecueil des 3ours$ !cademie de Droit Cnternational. CA: A6N3L3# U. >EL*EN# 9. Au+la&e M(S. Cn$ )erDe. 8ranslation b' :. NeC @orD$ "..2# K Oun. €€€€ Teoria +eral do Direito e do 1stado. 2. €€€€ .-# M(55. htt"$%%CCC. >AN8# 7mmanuel.rieden. *ão aulo$ :artins 1ontes# ". NeC @orD# n.. 8rad. ?7 Band..osV )anderle'..&ov. €€€€ Derecho 8 Pa& en las 'elaciones Cnternacionales.i ed. €€€€ RMY(-T "ur l>eKpression courante E Cl se peut <ue ce soit Nuste en th2orie.. 7nstituiç^es# ret!rica e o bacharelismo no Brasil. :VLico$ 1ondo de Cultura Econ!mica# 2. 1ranD+urt am :ain$ *uhrDam"# *. 1riedrich.... mais en prati<ue cela ne vaut rien$ 8raduction "ar L. de :arcela ?areOão. Cn$ )3L>:E2# Antonio in die rechts(issenscha9tliche Problematik.# NachdrucD. ?rin# M(Y2. €€€€ Cn9ormativo CN1P.. 8he American 2eOection o+ Economic 2i&hts as 9uman 2i&hts • the 0eclaration o+ 7nde"endence$ 0oes the ursuit o+ 9a""iness 2eEuire Basic Economic 2i&hts\ Ne( Rork 6a( "chool Wournal o9 @uman 'i hts. de LuQs Carlos Bor&es. *ão aulo$ 1rancis# 2. RMYK.T 7dea +or a Universal 9istor' Cith Cosmo"olitan 7ntent. M(M-25M# M(YS. >3n7:A# .2.-.(.# M((S. aris$ Librairie hiloso"hiEue . 73*C9 E# 6ustavo. €€€€ RMY(YT The Fetaph8sics o9 Forals. 8rad. €€€€ Th2orie du Droit Cnternational Public.. MMM-M-Y# 2. *ão aulo$ :artins 1ontes# 2. 7n$ 8he hiloso"h' o+ >ant$ 7mmanuelXs >ant :oral and olitical Critin&s. 1ranU . Direito Cnternacional e 1stado "oberano. 55Y-SM-# 2.. 'eine 'echtslehreE 1inleitun 0eutiDe$Lei"Ui& und )ien# M(-.uQUo sobre a tese de Umberto Cam"a&nolo.ine". A i&nor=ncia custa um mundo$ 3 valor da educação no desenvolvimento do Brasil.. M(# ".br Ano 2# nr . 6uillermit. >EL*EN# 9ans.b. 6re&or. )ien$ jsterreichische *taatsdrucDerei# M((2.. 8ranslation b' C. 8he 9a&e# tome K.

. . .aneiro$ 6rá+ica 3lQm"ia Editora# M(KM. 'evista -"P.S# M((S. Berlin$ ?erla& von .ustiça e "oder . 2io de . Das Völkerrecht. A relev=ncia da Convenção nr M5K da 3r&aniUação 7nternacional do 8rabalho "ara o 0ireito Brasileiro.osterin 3han e Throu h @uman 'i hts 6a(# )ashin&ton$ American s'cholo&ical Association# 2.. 7nternational 9uman 2i&hts ers"ectives on the 1undamental 2i&ht to Education-7nte&ration o+ 9uman 2i&hts and 9uman 0evelo"ment in the 7ndian Constitution.. €€€€ 3s . .# ".undamentos de @ist7ria do Direito$ Belo 9oriUonte$ 0el 2e'# ". de :arisa *anematsu. 2io de .M. 'evista da . 'ibeiro da 3osta e umas lembran4as do "upremo Tribunal . €€€€ G Direito na @ist7ria. 2io de . 22Y-2..2. LEAL# ?ictor Nunes. 2io de . 2io de .M Carlos.2. *ão aulo$ :aL Limonad# 2. L7*n8# 1ranU von.osV 2einaldo de Lima. aris$ Librairie 6VnVrale de 0roit et de . 8hVories et ratiEues de lXE++ectivitV du 0roit.. 3 "roOeto "olQtico de ontes de :iranda$ Estado e democracia na obra de ontes de :iranda. L@C93)*>7# 2odri&o. ?ol.. Wusti4a e Democracia. N. L3 E*# .aneiro$ Nova 1ronteira# M((Y.urQdicos e olQticosociol!&icos em aQses de Economia eri+Vrica. 2-K--K5# *"rin& 2. de 2achel ?alença.# M(KS.uris"rudence# n. 77.. diplomacia e preconceito.ulius *"rin&er# M(MK. enKada e votoE o munic:pio e o re ime representativo no )rasil.uQUes e a 2ealiUação dos 0ireitos 9umanos$ Al&uns roblemas 8e!rico-.. 22---# março%maio M((. M2# ".aculdade de Direito 3?ndido Fendes. Y(-KS# 2.aneiro$ 2enovar# M((K. Droit et "oci2t2.amil8 ViolenceE .aneiro# ano 2# nr 2# M((Y. *ão aulo$ U* nr 2M# ". -i. LE**E2# .M-M2.aneiro$ A&ir# 2. LA*C3U:E*# ierre et *E2?E27N# Evel'ne. 2i.M. >U:A2# C. L7:3N67# 0ante BraU.ederal. ed. 2. LE?E*fUE# 2o&er . 2io de . ed. "obral Pinto.udiciário ou a virtude con+ronta a instituição. L7:A BA22E83# A+onso 9enriEues de. M.. 3ulture and .. G )rasil e a fuest5o WudaicaE imi ra45o. 8rad.aneiro$ 7ma&o# M((5.. Cotia$ Ateli_# nr .e++re'. Tulane Wournal o9 Cnternational and 3omparative 6a(. Toda 3r\nica. 2aO. 3r&. €€€€ 3oronelismo. 2# ".

xltimas 1ntrevistas. 3 "rotocolo de Las Le}as e a e+icácia eLtraterritorial das sentenças e laudos arbitrais "ro+eridos nos "aQses do :ercosul. 7n$ E*C3BA2# C.T Fichel .oucaultE G Dossier. BrasQlia# ano -S# n.[ 2302<6UEn# C. htt"$%%&utenber&.aneiro$ 8aurus# tradução de Ana :aria de A.s"ie&el.# M(K. Para uma cr:tica da le alidade no )rasil contempor?neo. LaC and 1orce$ 2.# 2.M€-YK.(. Ror&. 'evista de Cn9orma45o 6e islativa.htm . M(((. M(--Y# 2.mlCerDe. M5-2. €€€€ G "upremo Tribunal ...%deU.. ?ol. Gbra completa.de%marL%he&lrech%me. 6..M. :. 2KM-2(M# out.M-. :A9L:ANN# :atthias.-. :A27CA83# ErmQnia.-.htm €€€ RMKY5T Qritik des +othaer Pro ramms.htm . (# ".. 2io de .# ". Lima# ".T `ur Qritik der @e elschen 'echtsphilosophie$ 1inleitun htt"$%%&utenber&. Netherlands$ >luCer# n. orto Ale&re$ Livraria do Advo&ado# 2.de%marL%&otha%meM(€.htm €€€€ RMK.-T `ur Wuden9ra e. an enommen am V$ November 1hVh$ htt"$%%CCC. 2io de .s"ie&el. €€€€ RMK5MT Die Qonstitution der . Bo&otá$ 7nstituto Latinoamericano de *ervicios Le&ales Alternativos[ Universidad Nacional de Colombia# "". L3*C9A># 0animle.. 2A:3*# AndrV de Carvalho.ederal e o Direito Cnternacional.de%marL%Ouden+ra%Ouden+ra. Fetr7pole na Peri9eria do 3apitalismo..osV :arcos de.Y€.M22-M2. :A2b# >arl RMK.T Derecho 8 "ociedad en !m2rica 6atina$ -n debate sobre los estudios Nur:dicos cr:ticos.2. htt"$%%&utenber&. Direitos @umanos em Wu:&oE 3omentDrios aos casos contenciosos e consultivos da 3orte Cnteramericana de Direitos @umanos$ *ão aulo$ :aL Limonad# ". 'es Publica. 22--25(# 2.A*# :.de%me%me..ran&ösischen 'epublik. htt"$%%&utenber&. 77. *ão aulo$ 9ucitec# M((S. 9. A.. A Euestão do direito..aneiro$ Nova A&uilar# M(S2.2T Das philosophische Fani9est der historichen 'echstschule. 8ese de doutorado a"resentada P 1aculdade de 0ireito da Universidade de *ão aulo# sob a orientação do . :A6AL95E*# .s"ie&el. €€€€ RMK.Y%me. M.2 €€€€ 0erecho de las desi&ualdades$ en torno a las +ormas no universales del "luralismo OurQdico. CnE ?7LLE.htm :A*CA23# Al'sson Leandro Barbate. Red.de%marL%schri+tM%me. €€€€ re+ácio. :AC9A03 0E A**7*# ..th Centur' 2adical Le&al hiloso"h'# ost-:odernism and the 1oundations o+ LaC.M€.s"ie&el.YK.

2.undamentais na Grdem Wur:dica )rasileira.2a.U*874A E An. M2. 6ei Gr ?nica do Funic:pio do 'io de Waneiro.# ". Direitos @umanos no )rasil 1YYSOM((-. *ão aulo# mimeo# 2. 3urso de Direito Cnternacional PJblico. :EL7**A27*# Emmanuel. De ly1sprit des 6ois. *ão aulo$ Ediç^es Lo'ola# M((. ?ol... I lu& do Direito Cnternacional.. 2.. 3r&. €€€ Ror&. deU.&ov. "ocial w 6e al "tudies. G Poder de 3elebrar TratadosE 3ompet]ncia dos poderes constitu:dos para a celebra45o de tratados.- ro+essor Ari :arcelo *olon. 2io de .2. 7.. :E72ELE*# CecQlia. :7LE*7# 2osita[ BA**E673# LuQs. 23CU2A0327A 6E2AL.. BrasQlia# n.. aris$ 1rançois :as"ero# M(K2. 5Y-Y(# 2.aneiro$ Nova 1ronteira# M(K(.2b.urQdica# 2.. CCC. *ão aulo$ 2evista dos 8ribunais# 2.aneiro$ AmVrica . London# vol. :AnnU3L7# ?alVrio de 3liveira.b. :7A7LLE# :ichel. ! Verdadeira Pa&$ BrasQlia$ 7m"rensa 3+icial# M(YM. Direito CnternacionalE Tratados e Direitos @umanos . 2io de . :E0E723*# Antknio aulo Ca"achuU de. NABUC3# . M2i. :UN7C< 73 03 273 0E . 5i ed.br # acesso em M.aneiro$ 2enovar# 2.aneiro$ Nova 1ronteira[ *ão aulo$ ubli+olha# 2.rio. 8he :ore the :errier\ A NeC 8aDe on Le&al luralism. :a07C7# EmQlio 6arrastaUu. 2 vol. -ne introduction criti<ue au droit. de aula Bei&uelman. ... aris$ 6arnier-1lammarion# M(Y(.oaEuim. 2io de ..-. do Direito 3omparado e do Direito 3onstitucional brasileiro$ orto Ale&re$ *er&io Antonio 1abris# M((5. :3N8E*fU7EU.. €€€€ Direito 3onstitucional CnternacionalE -ma introdu45o. M# ".M.rO.. :ELL3# Celso 0elano de AlbuEuerEue.T 3olet?nea de Direito Cnternacional. *ão aulo$ ers"ectiva# M(((.a. M-# n.. Woa<uim Nabuco ."&m. €€€€ G !bolicionismo. 'omanceiro da Cncon9id]ncia.. €€€ Direitos @umanos e 3idadania I 6u& do Direito Cnternacional.. €€€ 3s tratados internacionais de direitos humanos como +onte do sistema constitucional de "roteção de direitos.aneiro$ 2enovar# 2. 7n$ A2fU7073CE*E 0E B2A*<L7A W C3:7**53 0E . :i&rantes# re+u&iados e os direitos humanos no Brasil. 2io de .. -5-52.%set.# Oul. 'evista do 3entro de 1studos WudiciDrios.2..-M2. MK# ". 2io de . ed. Cam"inas$ :inelli# 2.ANE723.

.[ 7N9E723# aulo *Vr&io. Fanual de Direito Cnternacional PJblico. 2. Pu (ashE 3on9erences on "cience and *orld a99airs. Edited b' 9.aneiro# ano 2K# n. Direito da "e uran4a Nacional. London$ Lon&man# M(55. 2io de . . Educação hoOe$ Euest^es em debate.2.uan E. ELLE8# Alain. oliarEuias e a RinTe+etividade da lei na AmVrica Latina$ uma conclusão "arcial. Fhtt"$%%CCC. 1l caminante 8 su sombra. *tate *overei&nt' and the rotection o+ 1undamental 9uman 2i&hts$ An 7nternational LaC ers"ective.aneiro# n. Buenos Aires$ 6radi+co# 2. M# ".[ 3X03NNELL# 6. 3L7?E72A# 2omualdo ortela de et ali. Si. -SY# ". ! Grdem "ocial e a Nova 3onstitui45o. Coimbra$ Almedina# 2.htmH# 2.. Democracia.-. 8rad. 320E: 03* A0?36A03* 03 B2A*7L W *E453 03 E*8A03 03 273 0E .. Lauter"acht. 2io de .un.. | 0roit-de-lXhommisme ‚ et droit international..or&%laC%ilc%sessions%52%+rench%amado. M(YM. Cn$ :aN0En# .Y# v.. 2Y-Y2# set. --Y--Y-# 2. E2E72A# AndrV 6onçalves[ fUA023*# 1austo de.. ed."u&Cash.aneiro$ Aide# M((M. /reas e :unicQ"ios Eue 7nteressam P *e&urança Nacional. 1studos !van4ados."d+ # 2. E2E72A# .. (-M. 3X03NNELL# 6uillermo. 3L7?E72A# :i&uel 0arc' de. BacD to the +uture$ the im"erative o+ "rioritiUin& +or the "rotection o+ human ri&hts in A+rica.. Kth ed.T.a. 2io de ...2# ".aneiro$ Biblioteca do ELVrcito[ 2evista dos 8ribunais# M(YM. MM(# ". M--Y# 2. 307N>ALU# Chidi Anselm. Alicia ?arela. :esa-2edonda...b.2. 3 EN9E7:# L.. 2io de . Wournal o9 !9rican 6a(# . 3idadania e +lobali&a45oE a pol:tica eKterna brasileira e as GN+s$ BrasQlia$ 7nstituto 2io Branco$ 1undação AleLandre 6usmão$ Centro de Estudos EstratV&icos# M(((.. Cnternational 6a( 3ommmision$ htt"$%%CCC. NA*C7:EN83# 8u"inambá :i&uel Castro do.. M2-M-# Oan. ELLE8# Alain.or&%re"orts%rc%"ellet. N7E8n*C9E# 1riedrich.. *ão aulo$ aU e 8erra# ".ANE723 R3AB2. *ão aulo$ 7nstituto de Estudos Avançados da Universidade de *ão aulo# v.. 3 0ireito 6lobaliUado. Viol]ncia e CnNusti4aE o N5oO1stado de Direito na !m2rica 6atina. E**3A# :ário.M. !r<uivos do Finist2rio da Wusti4a. Tribuna do !dvo ado.essV 8orres.M# maio%a&osto 2. Cnternational 6a(E a treatise.

.net # 2.aneiro$ 6arnier# M(2. 2EALE# :i&uel. --(.aneiro$ 1orense# M(KY. 2AN7E27# Nina BeatriU.. 2io de .ontes e 1volu45o do Direito 3ivil )rasileiro.moUambooD.M.. 2io de . vvvv Processo Cnternacional de Direitos @umanosE !nDlise dos sistemas de apura45o de viola4Hes de direitos humanos e a implementa45o de decisHes no )rasil$ 2io de .# .aneiro$ Em"resa de 8echnicas# M(-2. 23U*8# :arcel. ed. htt"$%%CCC. 2A:3*# AndrV de Carvalho. ed. Ki.. 5i. -# ". aris$ 6alilVe# M((5. 3sasco# M(SS.. €€€€ 3omentDrios I 3onstitui45o de 1Y^Z.. 328E217EL0# :attheC C.aneiro$ 1rancisco Alves# M(M2..acEues. 2ANC7ƒ2E# . :oUambooD. Direitos @umanos e o Direito 3onstitucional Cnternacional.tomos# 2. *ão aulo$ Com"anhia das Letras# M((Y. 'etrato do )rasilE ensaio sobre a triste&a brasileira..anuar' 2.aneiro$ 1orense# M(KM. ed. 2-# n. 8omo ?7. 2i. *ão aulo$ :aL Limonad# 2. 2io de .. 2io de . €€€€ Gs 9undamentos actuaes do Direito 3onstitucional. Direito e 1stado na 6ei de Diretri&es e )ases X6ei nsYTYV/Y^[. aris$ aditions du *euil# M((2. ublicaç^es . Direitos @umanos em Wu:&oE 3omentDrios aos casos contenciosos e consultivos da 3orte Cnteramericana de Direitos @umanos$ *ão aulo$ :aL Limonad# 2. €€€€ Cntroduc45o D politica scienti9ica ou os 9undamentos da sciencia positiva do Direito .2. 3N8E* 0E :72AN0A# ?ilson 2odri&ues Alves.. €€€€ .. €€€€ "istema de 3i]ncia Positiva do Direito. *ão aulo$ Edus"[ 1A E* # 2. Les Noms de lX9istoire$ Essai de "oVtiEue du savoir.M. n Far em do DireitoE 1nsaio de Ps8cholo ia Wuridica... 2io de . 'evolu45o e Normalidade 3onstitucionalE Palestra pro9erida em comemora45o ao CC ano da 'evolu45o.. "ur la lecture. Cam"inas$ BooDseller# . "tan9ord 1nvironmental 6a( Wournal$ ?ol. 7nternational EL"ro"riation 2ules and 1ederalism.5 73?E*AN# 1lávia.2. 1duca45o "uperior.2. €€€€ 6a F2sentente. 2A03# aulo.aneiro$ 2enovar# 2.

!r<uivos do Finist2rio da Wusti4a. 93:E 3117CE. htt"$%%CCC. *ão aulo$ *araiva# M((Ya.aneiro$ 2enovar# 2. €€€€ Direito Cnternacional PJblico$ Yi.uD # Y 0ecember 2..o 2# :aio%A&. Rdir. 27Cs E23# 2ubens. Philosophie du Droit..M. M-(-M.uris"rudence# ".&ov... €€€€ Con+er_ncia. 2io de . 827N0A0E# A. 5S-SM# M((Yb.. 27BE723# Carlos Antonio Costa. Cançado Red.aneiro$ 1orense# M(K. ed.&ov. ed. Direito dos Tratados.cO+. orto Ale&re$ aulo Borba Rcoord. aris$ Calmann-LVv'# ". €€€[ *3*3E# LuDas.urQdico 7nterno$ Antinomia e Norma de Con+lito.. Direito comunitDrio do Fercosul. *ão aulo$ *iciliano# M((. *ão Leo"oldo$ Ed.T FercosulE Cnte ra45o 'e ional.-.aneiro$ Editora U12. ed. -ni5o 1urop2ia e 3onstitui45oE ! Cnte ra45o dos 1stados e os Grdenamentos Wur:dicos Nacionais. €€€€ Fercosul. 7n$ A2NAU0# A.i uras da Cnteli ]ncia )rasileira. Culture OuridiEue. 2io de .# M((5. 23C9A# Leonel *evero. (M5-(S(# 2. MS--MY-# M((S. Y5-(S# M(((.br# n. 7n$ CA*ELLA# 2enovar# ". 25-5.T. A. 7nter"retação Constitucional do Conceito de *oberania $ As "ossibilidades do :ercosul. 2io de .aneiro# ano 2(# n. aris$ resses Universitaires de 1rance# M((M. 3or e 3riminalidadeE 1studo e !nDlise da Wusti4a no 'io de Waneiro X1YBBO1YTB[.T 6es Philosophies Politi<ues 3ontemporaines.osV$ 7nstituto 7nteramericano de 0ireitos 9umanos# ".# deU.# M((-..T Dictionnaire 1nc8clop2di<ue de Th2orie et de "ociolo ie du Droit$ aris$ Librairie 6VnVrale de 0roit et de . €€€€ 8ratados e suas 2elaç^es com o 3rdenamento .. Livraria do Advo&ado# "..T ! incorpora45o das normas internacionais de prote45o dos direitos humanos no direito interno$ 2i. Cn$ ?EN8U2A# 0eis' Ror&. 2E7N3 UN703.. 'evista do 3entro de 1studos WudiciDrios. M(Y2. M((Yc. ed. 2EnE># 1rancisco.2... htt"$%%CCC. 2E7*# :árcio :onteiro.. Rdir. Unisinos# 2. 6overnment to cBrin& 2i&hts 9omeg on 2 3ctober 2. 2io de .homeo++ice. €€€€ .S €€€€ roblemas 7nstitucionais do Estado Contem"or=neo. 9umanisme ou vitalisme\ in$ 2ENAU8# A.aneiro$ . Normas internacionais de "roteção e di+iculdades internas..M# 2 Vd. 2io de . *an . M25# ". 1pistemolo ia Wur:dica e Democracia. 2i. 2ENAU8# Alain.-. 2i. 2EBU11A# 6.

Y(-(S# M((Y. *CELLE# 6eor&es. El "a"el ' el "otencial de la im"lementaci!n interna en el +ortalecimiento de la naturaleUa le&al de lso derechos econ!micos ' sociales. Colombia$ el revVs del contrato social de la modernidad.# M(K-. aris# n.osV A+onso da. Cn$ ?7LLE.[ *AN83*# Boaventura de *ousa.. 25--2YS# 2. Cambrid&e$ Cambrid&e Universit' ress# 2. )ashin&ton$ Banco .A*# :. *ão aulo$ aU e 8erra# 2. €€€€ 3ultura e Pol:tica.. 2. ?-b?777# 2.2. 2a. 23U2E# A&enor de. Cn$ BA22E83# 8obias. 16?# M((Y.. *7L?A# .. A. 23ULAN0# Norbert. ?ers une conce"tion multiculturelle des droits de lXhomme. Cn$ ANN3N7# 0anielle Ror&.M. -S5--SY# M(((. ?ol. *AN83*# Boaventura de *ousa. *AN8XANA# . *C9)A2n# 2oberto. 3ours de Droit Cnternational Public$ aris $ 0omat-:ontchrestien# M(... Bo&otá$ *i&lo del 9ombre Editores# ".ean . 1studos de Direito. *C9)A2Cn# Lilia :oritU. G sal5o dos passos perdidosE depoimento ao 3PDG3.-.[ fU7N8ANA# 8.-M(-. Le +ait dans lXa""lication du droit international.T Gs novos conceitos do novo direito internacional E cidadania.. Droit et "oci2t2.-.M. Cnternational 6a(. *ão aulo$ Com"anhia das Letras# M(((. -5# ". 7..K. BrasQlia$ *enado 1ederal# ". 6a Dimensi7n Cnternacional de los Derechos @umanos. Nos con9ins do Direito. €€€€ [ ?7LLE.. 5th ed. 6. "e<ü]ncias )rasileiras.A*# :auricio 6arcQa. *9A)# :alcolm.. E. de :. *7L?A# Evandro Lins e. 7. 2io de .M. 'ecueil des 3ours de l>!cademie du Droit Cnternational$ La 9a'e# tome MY5# ".anice Cláudia.aneiro$ AmVrica .Y 23:E23# *ilvio. de Almeida rado 6alvão. ed. !plicabilidade das Normas 3onstitucionais. ! 3onstituinte 'epublicana.. 3 Es"etáculo das 2aças$ cientistas# instituiç^es e a Euestão racial no Brasil MKY. democracia e direitos humanos. 3. MM-K-# 2. 2Y5-..[ :A287N# C..urQdica# ". *AL:3N# .aneiro $ 7m"rensa Nacional# M(2.2. 2io de . Cn$ 7nteramericano de 0esarrollo# ". *ão aulo$ Com"anhia das Letras# 2. 3 Brasil e a eLecução de sentença da Corte 7nteramericana de 0ireitos 9umanos. ?ol. 8rad. *ão aulo$ 2evista dos 7Nn`N# 0. orEue estou á +rente dXesta "ublicação. 1l 3aleidoscopio de las Wusticias en 3olombiaE !nDlisis "ocioOWur:dico.. *C9E7N7N# :artin. *ão aulo$ Com"anhia das Letras# 2.aneiro$ Nova 1ronteira[ Ed. 2io de .

*>70:32E# 8homas. Gld !labama (on>t leave politel8.2..K 8ribunais# M(K2. 'evista de Direito Cnternacional e do Fercosul$ Buenos Aires$ La Le'[ *Qntese Editora# n. Anais do debate ocorrido em *ão aulo# em novembro de 2. "or :ário *aviano *ilva. 2-5-2.M. *ão aulo# vol. *3A2E*# 6uido 1ernando *ilva.%a&.aneiro$ 1olha Carioca Editora# "... *7L?E72A# ader.unicam".. Aclimatação OurQdica e identidade do 0ireito brasileiro. M---M5K# +evereiro 2. *ão aulo$ aU e 8erra# M(KY. Barcelona$ Editorial Ariel# M((Y. M# ". M# "... !n Cn<uir8 Cnto the Nature and 3auses o9 the *ealth o9 the Nations$ Chica&o$ Enc'clo"aedia Britannica# M(52. -S2# n.Y# M(K-. 3urso de Direito Cnternacional PJblico. €€€€ Le&itimidade de uma &uerra "reventiva# em "leno 2. Qant e o Direito.aneiro$ ..2. . A a"licação do 0ireito derivado do :ercosul "elo OuiU nacional.-. 8E22A# 2icardo. Bottmann.. ----. 2. *ão aulo$ Atlas# 2. )rasilE de 3astelo a Tancredo.2. 8A?A2E*# Ana Lucia de L'ra. ed. 5--. *ão aulo$ Centro Universitário Nove de ...# :arch MSth W 22nd 2. *7L?A NE83# 3rlando da.. Unicam".. *ão aulo$ aU e 8erra# M(KK. "enhores e 3a4adoresE ! ori em da 6ei Ne ra. htt"$%%CCC. 2io de . *327AN3# 2am!n.# Oun. 89E EC3N3:7*8.-.or&e nahar# 2. Notas sobre 2aQUes do Brasil# de "2r io )uar<ue de @olanda e 8eoria do :edalhão# de Fachado de !ssis. K2S. Y--K."d+# acesso em março 2.-\ Pol:tica 1Kterna. Qant '2volutionnaireE Droit et Politi<ue$ aris$ resses Universitaires de 1rance# 2e.2. !nais do 3on resso Nacional de !dvo ados da Pr2O3onstituinte. Cn$ 320E: 03* A0?36A03* 03 B2A*7L.. 2io de .. 8radução de 0.ulho# ".# ". .br%siarE%sbh%*ilveria€Eder-2aiUes€do€Brasil-e8eoria€do€:edalhao. 7n$ 3ultura Griental e !m2rica 6atina. "ociolo :a del Derecho. *:789# Adam.# 6o++redo da *ilva. ?ol. 2i.. M2# n. ?ol. 7. Abran&_ncia dos direitos humanos. 8rad. 893: *3N# E. 8ELLE* . 83*EL# AndrV.# 2.

osV 3l'm"io# M(55. €€€€ Constitucionalismo "erverso. orto Ale&re$ *er&io Antonio 1abris# vol. 2io de .[ *AN83*# Boaventura de *ousa.aneiro$ . 9ierro.. 1conom:a.-.. 8rade *anctions and 9uman 2i&hts W ast# resent# and 1uture. Y(Y-K-(# 0ecember 2.A*# :. 3L+ord# ?ol. €€€€ Tratado de Direito Cnternacional dos Direitos @umanos. G Cdealismo da 3onstitui45o..2. Pareceres dos 3onsultores Wur:dicos do Ctamarat8. ?AnfUEn# Carlos :anuel. G "upremo Tribunal ..A*# :auricio 6arcQa. ?ENqNC73 17L93# Alberto. 6a e9icacia simb7lica del derecho$ Bo&otá$ Ediciones Uniandes# M((-. aulo$ :aL . 827N0A0E# Antknio Au&usto Cançado. 2io de . ?ol. 2io de . *ão Limonad# M((Y. ..( Vdition# M((. Belo 9oriUonte$ 0el 2e'# 2.# ". ?ol. Barcelona$ Ariel# M(K-.aneiro# M(KK. S# No. Normalidad ' anormalidad constitucional en Colombia$ M(5Y-M((Y.M.aneiro$ CiviliUação Brasileira# M(YS. ?7LLE. €€€€ Direito das Gr ani&a4Hes Cnternacionais. BrasQlia$ Editora Universidade de BrasQlia# 2. *ão aulo$ ers"ectiva# M(K2.# 2. €€€€ Cnstitui4Hes Pol:ticas )rasileiras. 7. Cn$ ?7LLE. Ca"achuU de :edeiros..ederal e a Cnstabilidade Pol:ticoOCnstitucional.. 3r&.2. ?7LA2# ierre. de A.aneiro$ 8erra de *ol# M(2Y. *ão aulo$ 6lobal# M(KS. 2i. Das !rcadas ao )acharelismo. Wournal o9 Cnternational 1conomic 6a(. 8raducci!n de N. ed. !s 1struturas 67 icas e o "istema do Direito Positivo. BrasQlia$ *enado 1ederal# 2. ?7LLA4A# 1lávio. G <ue Todo 3idad5o Precisa "aber sobre @abita45o. ?7LAN3?A# Lourival. 2io de .2. 2i. @istoria. ed. ! Prote45o Cnternacional dos Direitos @umanos. 2i. ?ALLA053# 9aroldo. ?ALE# 3svaldo 8ri&ueiro do. Derecho.. 777# 2. .aneiro$ *indicato dos Bancos do Estado do 2io de . ?7ANNA# 3liveira. -MY--Y. Bo&otá$ *i&lo del 9ombre Editores# ". La&o e 7. 1l 3aleidoscopio de las Wusticias en 3olombiaE !nDlisis "ocioOWur:dico. €€€€ ! prote45o internacional dos direitos humanos e o )rasil.. ed. ?7.-. 6.

A Nova Lei de Loteamentos. de Luciano ?ieira. *irtscha9t und +esellscha9tE +rundriss der verstehenden "o&iolo ie. 5. 2io de . Au+la&e.# M((S..(-MSS# M(KM. Pluralismo Wur:dicoE .2M. M. -i.. 'ecueil des 3ours$ !cademie de Droit Cnternational.M. )EBE2# :aL. (--Y.. ed.undamento de uma nova cultura no Direito. 8he 9a&e# tome M5K# ".. ublic 7nternational LaC$ aradoLes o+ a Le&al 3rder. *ão aulo$ Estação Liberdade# 2.aneiro$ 1orense# 2. . ?727L73# aul. )3L>:E2# Antknio Carlos.. €€€€€ @ist7ria do Direito no )rasil. )E7L# ros"er. 1strat2 ia da Decep45o$ 8rad. -i. *ão aulo$ Al+a 3me&a# 2. Le 0roit international en Eu_te de son identitV.aneiro$ 7BA: e Livros 8Vcnicos e CientQ+icos# ". 8he 9a&e# tome 2-Y#". 2io de . ed. )EN6LE2# )ilhelm. )ALCACE2# 1ernando. 8]bin&en$ :ohr# M(K5. 'ecueil des 3ours$ !cademie de Droit Cnternational. 7n$ E**3A# /lvaro Ror&. (-K5# M(K2.T Direito do -rbanismo.-.