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Açim, a coordenação sindética é um Processo geral de ex' i pressão lingüística, cujo objetivo é dar mais unidade e travamento a uma seriação informativa. Para isso, utilizam-se em português, como em muitas outras lÍnguas, dois mecanismos gra' maticais: um conjunto de Partículas especializadas para essa fun' de Ção, ou seja, "conjunções coordenativas"; uma série aberta a com concomitância em que locução, ou em advérbios, simples !c). coordenativo um elo modal estabelecem expressão

IX O LÉ,XICO PORTUGUÊS
I.
l.

APRECTAçÃO GERAL DO LÉXICO PORTUGUÊS

A típologia lormal do léxíco

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O léxico português, entendido Çomo o conjunto de nomes e de origem latina. verbos da lÍngua, é fundrtt'entalmente em larga escala os fatos entretanto, apresentam, !€ Nele é que do nosso léxico reÍlete, A história lingüÍrticos. de empréstimot lÍngua, ou seja, a da história externa a expresiva, maneira de história dos contactos da população de língua Portuguesa, a Partir do romanço lusitllnico, com as mais variadas nações aloglotas. Mesmo o aoeryo lexical latino rencialmente distintor, diyi4e-se em dois estratos es-

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De un lado, há o núdeo lexical que se radicou no romanço tusiúnico coln a adoção do latim P"l"t populaçõe nativas ibéri' ca.. De outro lado, há uma rica c complexa série de palawas, tomadac de empréstimo ao latim dássico e de cunho literário lato sensu, através da vida espiritual da região em toda a sua história a partir da romanizaçâo. São estas últimas palawas que se conheccm, em Íilologia portugu$a, pelo nome de "termos eru. ditos", em contraste com o núcleo lexical da língua, de origem v,ttg"r, denominado dos "termos populares". Do ponto de vista tipológico, os tennos populares é que são primordiais. A sua estrutuÍa fonológica e morfológica drões lexicais portugues€s. é que criou os pa-

ró) Gcncticemenrc, e conjunçIo cootdcnetive é rcPpr.c um edvêrblq Ero im clársico, por creoplo, ci eiíde rcm ug cmpr€gp rdvcrblel, quc é -o de '11mbém'. CÍ. einde o ggc r dirrc do dcrco' gem, cquivafcnA I nôçlo dc dc ric cm letim vulgar cooo conjunção copulative' íi-.ntó

O ristema fortêmico português e a tipologia silábica partem do que se fixou nos termos populares. Os empréstimos adaptaram-se à fonologia assim estabelecida. Mesmo nos terÍnos erudi-

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II).a declinação) é um masculino português. tenham partido. etc. uíríde-.>port. filiu-. Unr bom exemplo é preterir (lat. quer do ponto de vista formal. av6. A adoção do nominativo onus náo foi acompanhada da do plural nominativo latino onera. em qualquer época.ts nominais e verbais.. tnatre-. III).déia (. número dos nomes graves portugues€s tenninados em III) . f ocu. corno verbo simples (. mataxa ra" ) port. S 5. III). olho. de origem erudita. que não teria sentido na morfe logia geral portuguesa. dígítu-.a declinação).tos latinos ela se impôs preponderantemente e são Poucas as inovações fonológicas que essestermos nos trouxeram r) Também a estnltrtração morfolôgica foi determinada Pelog rerÍnos popularesr provenientes do latim vulgar. em primeiro lugar. oratru-. uua.f. patre-. em vez de apis. VI). que datam formas da linguagem infantil - do português moderno. terra. 190 191 .enatu-. caplita. das desinências de plural e feminino no ltome. intro duzido pela linguagem da Igreja sob a forma de nominativo deuses.ivo. a línguas asiáticas. 2. de acordo com a tipologia fonológica e morfológica portuguesa. de acordo com o acusativo latino. pelo mG Deus."larei' nëdio. Os empréstirnos a quaisquer outras línguas seguem as nìe$ rnas diretrizes.e. S ll.eusa. "fio" ) port.($ 12. arodo. invariável no plural porque se adaptou à tipologia de -s (cf. etc. mar. ao passo que em latim a palavra era de tema em -olú (2. das desinências núrnero-pessoais e mdgtemporais no verbo. são de origem complexa.. rei. criou-sc um -a. modeixa. em vez de aau-. isto porque a fornra do acusativo é que se fixou como forma única nominal no latim vulgar ibérico (. a sua flexão se adaPta à tipologia flexional portu' guesa. filho. coísa. Há. em latim vulgar. maÍe. part. devem ter provindo de padc. cam > cõo. saldos da 3.a de' em clelo dos nomes portugueses de singular clinação. mense-. boue. fixada pelo acrevo dos vocábuÌos populares. como um acervo básico do latim vulgar. Áspectos dos termos populares- Os teruros populares. e assim por diante.mês. port. nos nomes. ano. no acusativo. a | ínguas africanas. Entre os verbos. cattar. cantare em vez de conere. rege-.f. Outras vezes um derivado. Noutro termo erudito antiqüíssimo. em vez de edere ) port' t) Pai e mãc.e cap. Provenientes do latim vulgar. Vem em seguida termos que fo ram deslocados para outra área semântica em face da sua significação em latim clássico (causa. modre 2 ) mãezl. cune-.). de uenore "caçar" > port. S l. Pelo Processo geral da desinência do feminitardio) mais respondente empréstimo erudito (muito no latino dea adquiriu a estlutura fonológica Portuguesa coÍn a l) Entre as mair importantes. ai' nho.f. dedo. da forma de acusativo e façam o plural em -s.. Assim. c c átonc em 'io e 'ia' iA equi eprecied. lat. ) port. onus (gênero neuiro da 3. ônus. Iege-. anntl'. em vez d. III) . ) port. madc (Varoncelor l9ll. uaa."brilhante") port. verde. rlue se modelou pelo tipo ferir nas fotlnas rizotônicas.f . linrlr ditongaçãodo lel tônico em hiato . e um corfeminino d. gb9_A9. etc. estabeleceu-se analogamente o plural -s. aeado.: terra.. São muito raros nomes eru' ditos portugueses tirados clo nominat. Isto em rcferência ao gerrnânico. $ 3. em princípio. aos tupinisrnos no Ilrasil. em virtude do esvaimento do /e/ final de' pois de /s/ (.2 Port. uínu-. ot gruPot de mula cum mut. É expressivo neste particular que oc empréstimos feitos ao latim literário. Ela é que estabeleceu os padrões de tertt. emPréstimo ao nom. da mesma sorte. i. que dentro da gramática |atina é a forma nomitral central e Por assim dizer primária' Ainda assim. praeter * * ire).). cabeça. as palawas que são comuns ao latim vulgar e ao latim dássico. s 4. padre ) poi. quer -do ponto de vista semântico (exs. 88).. ocúlu-. termo jurídico > Port. apicúIa. u. criada nos termos populares. ao árabe. Íogo. boe 2 boi. nítidu. praeterire. foi preferido ao termo primitivo do latim clássico (aaiolu-. lei. comedere. há igualmente a adaptação à morlologia portuguesa criada na conjunção verbal de origem popular. A fonologia e a morfologia das línguas tipologica' mente rn:ris distanciadas do português foram mudadas nos empréstimos.

192 193 . É do que se pode dar uma amostra no siguinte quadro Rohlfs. mânia. pommc oncle iambc boullír . Comollnguapopular. o que explica port.> Por . de rauban.): Port. lunis. tosto. Cada região apresenta em parte uma seleção formal e semântica própria. em vez de iter. ii". eguus."air. poder. ipso facto. acompanha muito mais o provençal e. para a Parte humana.aPrecomo a signisentava atrevidas -.nangeÍ arriaer raìsin príer ëpauIe trouveí 4gneau lromage chef (tr. tnaçã. o intenso contacto coru os celtas resultava em celticismos (camisia "uma veste d.2 pot Port' dia. O catalão. raíz rih-. ungua clássica eram cuicladosamenteevitadas: os' crus' do' cl' lat' caiallu-. ) por sõcrus. variadas ruralismos. petra. erc. S 4. a nordeste. riccu-. podúle-.i"o 3) dra. ee pecialmente forte no plano lexical (. inuenire). rouhar.) . poutna ouncle canba bouli manià arribà rasin pregà espala trobà agnèu f roumagc cap Fr. 146 ss. que afinal. ao conftário. espalliados em Roma exemplo' em ziam helenismos vulgares (cara. em vez de oscularia. comum Em locuções nominais de substantivo e acljetivo era substantivo). aermelho. alflore (respectivamente' coso' cB' perna' boca' mus. rico). que afinal se firmavaln cle scrra "peça uso ficação genuína da palavra' Está nesse caso o "linha acidentada denteada para cDrtar madeira" no sentido de Anale sentido' ce montanhas". camisa. tcste. acltar. Por palúde-' > Port' paul. guatdar. até certo ponto o francês. sogra. O estudo da distribuição lexical é um dado precioso p:Ìra a compreensão das relações administrativas.) .e modelo céltico". ptícare (uela) "dobrar as velas" (para entrar no porto) > Port' chegar.vulgares em comer. (em a elipse de um dos constituintcs do conjunto: (fruc' purrurrdo a acumular o restante a significação pêssego. maÇiI tio perna lertter cotleí chegar uu4 tÒgar ombro aclnt cordeiro queiio cabeça (cf. lat. inclusive o castelhano. beijar). os empréstimos tra' România da outras e Partes gregos.) 5 ) o francês depois substituiu chel por seu sinônimo vulgar tëtc (tr. raubore. guardare.aius . Ioquí. como espanhol. potëre' port nítrus. caminho. donde Port' serra neste último da cara central gamente.> Port. só6a' contraste com a forma canônica (dia. 372).> Port . (mala'1 Pérsia" da > Port' persícum "fruto ium| "noz de Abela" . m4w4na tìo píerna herair comef llegar uva rogat hombro hallar cordero queso cabeza Cat. Iapis. Na peninsula ibérica. cLsa' búcca.csrd empregado metaforicamente para a "c:l^ça'). se superpôs a essa dialetação. a língua popular tinha palawas perna. nóro. fabulare. canúnu-. ErP. rostrufft "bico (de ave) ". chorda' Por ' cara' pe' port donde resPectivamente. por posse. Por etc. vulg'ar . do intercâmbio bélico ou paclfico com os ger'ma!ìo. (Jratre) germanu-t) . ' nora. falar.iáfor"r.' à cochonila) . cf. nota-se a esse respeito grande homo geneidade enrre o português e a dialetação do centro e sul da península..olatimvulgar. basiare. port. raíz irn-. 1960.) s) Mattius (C. Não faltam também variantes mórficas die'. ' port > port .f . ("referente uernúcúIuoutro nome de vestirnenta) verbo-nominal: locução em Analogamente. o princípio. e assim por diante" Ccmo já era de esperar do centrifugismo da linguagem.> abellana Mattiana3) > Port .s vinham germanismos i[utrro. Provavelmcnteumadjctivoderivadodonomepróprio (cf' Corornittas' 196t. I). > port. ant. nem sempre havia coincidências regionais nesse léxico vulgar espalhado pela Ro. à medida Os aumentavam' populares ciclade cosmopolita. de wardan. (núx) (mantum' ou irmão. poìna onclc carna bullir menjar arribar rahim pregar espatlla trobar anyell lormatge cap Prov. ant. suas' que na Por outro lado. ou empréstimos às mais l0' I) ' ' heterogeneidade étnica da plebe romana (tf S se tornava uma Roma que Com o correr do tempo. auelã.nitlltlacorrent'e. e assim por diante' certa dada línguas. de agricultuïa do séc' I a' G') M a t i u s . donde Port' ou gíria' de termos São valo. guerÍa. corda) . vez de caput." as'cttrli'" r : : ) mesma (da getmcn-inis de dcrivJdo Àáj. políticas e culturais entre as diversas partes do território românico.

ortícúIu'> artigoo ) artigo. Nascentes. aincla num perioclo pré' certo: português. apresentam mudanças [onéticas inrportantes. posteriornrente a queda {essa consoante e uma contração de vo' po' gais. a fonte prinrordial dos chamaclos d. ntanual 7) Para o "dedo do hoje desusado. digitu-): ded. mantêm elÌi prilcípio a estrutura fonológica latina. digital (lat. mísso> Port ' missa)0)' o e as vogais meclias são em princípio abertas. Com isso. propriamente siro separaclos tle termos "semi-eruditos". da lgreja. Durante toda a Idade Média não cessou o contacto com grande parte da literatura romana e a língua escrita portuguesa foi sempre daÍ tomando termos de empréstimo. houve a substituição de muitos terÍnos populares. caiom' etc. Os terlnos eruditos. capilar (lar. frol (e ainda chor). enseiia. ao contrário. da terminologia tlorrrirrou a . entre termos populares e termos eruclitos. Os que foram introcluzidos cm époc: muito remota no romanço lusitânico. há lÍngua e traz de início funda. 803) ' faz. entre o vocalismo Português e o la Assim.ro asPecto em contextos diferentes na ó) São vocáÌrulos eruditos. em vez de se partir do termo PoPular português correspondente. * substituíram definitivamente a consirar. II) não se encontram nos termos eruditos ou semieruclitos. 1932. calúnia.7 poboo 7 uo. as corTespondências tirro (. da coltpuração dos termos populares Porttrguesesconì seus c t i r n o s l a t i n o s ( l u e s e d e d u z e m a s l i n h a s g e r a i s d a f o r r c . nem nos termos semi<ruditos.{tr- . compendiadas no que s€ costuma denornin:tr as "leis {ortc(ticas". é leis fonéticas as mas não são sempre as mesmas que depreendem caso. assim. em face do raclical do respectivo substantivo: ocular (lat.f. Já em francês pre- 194 195 -i'-. enuetanto. pop. articuluotriuampluactuclauccommunicarc cogitarc dclicatulactumatcria oculos palparc plenusìgilluttrictu- uma diferença significativa.quando à vog:tl postônica se segue uma consoante sonora irrtcrvocálica. E. que introduz a prosódia grave. Ìnariteiro. entr:r num e nout. erud. II. artigo ótrio amplo a(c)to clavc comunicat cogitar dclicado la(c)to matërid óculos palpar plcno sigilo cstri(c)to . a queda da vogal posrônica dos csdrúxulos (.3. etc..o. Os primeiros termos eruditos (na realidade "semi€ruditos") entraram no romanço lusitano pela língua da Igreja.f.orretìte popular (ntonde. usso (provavelmente antes osso. . s l. capillu-): cabelo. popúlu. ocasião. llor. Nos semi-eruditos. mcssc\. dos termos eruditos. na Renascença. in' slida. l o g i al r i s tórica portuguesa.-. A designaregïa o étimo latitto. na fiistória da língua. Lat.m toclo lÌonìe o conì ditos. uÍso' Íace. coimo. mestno breves. Neles. oculu-): olho. centrais do vocalismo e consonantismo português. pela adminir tração romana e pelo ensino escolar. às vezes pro Port. a partir do séc. s 4. mundo. As lcís f onéticas É. as vogais latinas. uma série de adjetivos com radicais alomórficos. Também se desenvolveu um Processo de derivar palavras do latim literário. XVI que se deu a entÍada em massa dos termos eruditos. cf .são mantidas altas em portugliês (cf. com uma renovação do léxico português.XV e principalmente do séc. 'l'anrbcm não há.oublef s ou formzts divergentes. martírio.: complêtu-2 rentoto lel . Porque etn rluc dá cle um lado um termo popular e de outro lado um terrno rrucìito. Foi. latino tem vogal longa (cÍ. ção só teül um conceito mórfico.-.: múndu' ) port. artclhor) adro ancho outo chauc comunSat cuidar delgddo fcito madcirc olhos poupaf cheío sclo cstreito Port. É essa difererrça de tratamento fonológico histór'ico. por via literária. assim. considerar. mesmo qtrando étimo remato'> completo lçl. Daí.

. orroba) e assim por diante' No português do Brasil contam-se os africanismos (como tercochilar: Port. como já foi aqui acentuado (.bei "vaca". de populações . balsa. pereba il Note-se a freqtiente aglutinação do artigo árabe al. r0) É certamentc um tupinismo. manteiga. os derivados com sufixo de superlativo são outro exemplo do mes mo processo (. mense-): mês. 280).. objetos (alfinete.f . Delas se se param historicamente as que posteriormente foram tomadas de empréstimos à língua basca vizinha (esquerdo. rês. cadente-. conaeniente-. 57. decorrentes do contacto íntimo. atforge). quintal. alt'azema. Ilistoria externa dos emprestimos O superstrato. num mesmo território. ci. quando o termo latino literfuio é diverso do étimo do latim vulgar que deu o rerÍno popular correspondenre: ígneo (lat. S ll. bairro). S 7. da mesma sorte. os primeiros. de supersrrato (quando os dominadores adotam a língua dos vencidos) e de adstrato (quando duas línguas coexistem lado a lado e criam um constante bilingüismo) . mas não há documentação' Quanto aos empréstimos aloglóticos. bezerto P:Ìrece ser uma composição de elementos bascos .{r-F Qat. aqougue' alfageme. cachorro. A desintegração do grupo mórfico se verifica. caipora "indivíduo perseguido pela nrá sor. ài formas. Os germanismos do português têm uma origem românica geral. o conjunro de palavras dessa origem é pequeno e muito frag(sarno. Baldinçr. S 7. O adstrato árabe é que é singularÍnente importante. ocupadas pelos Árabes desde cedo na Idade Média. 1963. de committere): corneter. alcaide. cctmitente (lat. I). n. i. olmocadém. azenha.e. Mas os visigodos encaram na Hispânia já muito romanizados e a contribuição da sua língua pÍrra o português e o esPanhol é insignificante (. arroio. aliás. azinhaga. préstimos de subsrato (quando uma população conquisrada adquire a língua dos dominadores). aeiga. n. cenou. os tupigomb6 nismos. 4. argênteo (lat..com línguas distintas. "The leìser proportion be assurned to have adopted into current Mozarabic without the articìe may (Elcock the people more direcrly from the genuine Arab overlords" t. mensal (lat. ofícios (alfaiate. decorreria dos impé. é preciso distinguir enrre o que Bloomfield (t933. No português.chaga") e designações do mundo vegetal especialte. conaeniente (lat. zehor "filhote bovino". rJe cadere)z cair. pluuial (lar.como of Arabic words uma síliba inicial do radical do nome. ali' zar). plunbu-). alferes. rnentário 8) Há um adjetivo erudito pétreo. especialmente o visigótico. olgod.árabes vindas através dos mouros berbere não constituíam a massa da população muçutmana hispânica.a 1960. nora. os particípios presentes latinos enrraram como adjetivos em português (. basco: ezker. moleque Port. 196 197 .tt. a partir da existência do romarìço lusitânico. etc. pctra. III) .r.) el.ão. vI) : cadente (lat. chumbo. almotacé. de conaenire): conuir. argentu-\: prata. que podemos considerar um adstiato (. compreendem alguns termos comuns (xardro) "aqu€le que tem o mesmo nome que outro". etc. por meio das cruzadas e com as caravanas que seguiam o caminho do Volga até o mar Báltico (Baldinger. eur. denominações territoriais (oldeia. 461) chama "empréstirnos ínrirnos" e "empréstimos culturaic".).'um legume usual na cozinha brasileira". mos do vocabulário usual quitanda "casa de verduras".f. sdxeo (lat. caelu-): céu. rios bfubaros na penÍnsula. são elementos de campos semânticos como agricultura alimentação (arroz.) . Pesose medidas (quilate. 35). o árabe berberizado não tratava a partícula al . 7 ss. manu-): mão. ptuuio)i chuva. quin. "dormitar"..f ' $ 14. batuqTte "coÍo e m.armazérnf. derivado d.úsica africana radicados na cultura brasileira".azeite. allace. eur. o subsrraro é das línguas ibéricas pré-românicas. txakur "latir". I).f .). essencialmente germllnico.f . técnica de engenharia (chafariz. Convém. aunr-) : ouÍo.o lat. compreendem os em. "gaiato". como o tal mas como tem artigo.ra' alcaçuz. distingui-lo dos empréstimos árabes que se difundiram em todo o Ocidente pela Sicília e Malta. com variação morfoberberes que fonêmica ou não. scxr^l-): pedroet. zugur "astuto". e assim por diante. "bezerro") . alcoaa. celeste (lat. ?. 1963. igne)z íogo. olbufeira. plúmbeo (lat.committente-. etc. dureo (lat. zorra.

guês termos de origem latina com o sinete da morfologia histórica espanhola: aislumbrsrr). A CONSTTTUTçÃO DE ALGUNS CAMPOS SEMÂNTICOS semônticos O léxico dos campos Como a língua é sempre uma estrutura. Dalgado. II). Finalmente há o grande acervo de empréstimos ao grego antigo para a nomenclatura cultural. le16) . tapir. em número muito inferior aos . por exemplo. entretanto. são tÍpicos da fala corrente brasileira os adjetivos açu "grande" e mirim "pequeno" apostos a nomes como aumentativo e diminutivo respectivamente (ex. as palawas portuguesas que constituem os diversos camPos semânticos. pires)rtl (cf . acaiu. n. Hâ ainda. il). colcha. caudal. Ern referência aos empréstimos culturais. II. Assim. átono.o inglês. jongada. para levar em conta.^lto do grupo mn do lat.c. os empréstimos franceses voltaram a ser culturalmente importantissinrosa partir do séc. ao passo que . II) . proveniente da polÍtica de expansão colonial portuguesa nos sécs. iacarandd) e do mundo animar (perereca. do dialeto de Fu-Kiang. apesar dos contactos políticos que desde cedo houve entre Inglaterra e Portugal. neles. chortio. cania. do ponto de vista da importância lingüística. vocábulos compostos. certa inÍluência oriental. que se tornou particularmente relevante em português. ll) D o l a t . A importância lingüÍstica está aqui ligada à estrutura fundamental da cultura a que a língua serve e às designaçõesdas coi' sas e atividades humanas básicas. jardim. cuja estruturação apreciaremos nouuo capÍtulo. chdDl. de música. espanhol e francês.: uma planta mirim "uma plantinha") . velar (com a manurençãto ltl inrervo cálico). A influência italiana. xvIII. catana. dito "mandarino". no sul do Brasil. S l. 746).mente as pìantas próprias do território brasileiro (capim. o contacto conl o espanhol foi sempre intenso e trouxe para o portu. e o seu léxico representa palawas fundamentais. Os campos semânticos referentes a essascoisas e atividades. volacr. XV-XVI (bcngala. " ' O tllt^1r". r98 199 . o termo gramatical para indicar um tipo vocabular prosódico. trecho. hoje gcral nas lÍngrras ocidentais. do ponto de vista da origem. l u r n i n a t e . científica e técnica.) . passou ao italiano. arpejo. bússola. de caráter literário e artístico. aléru tlos adjetivos "m -ael.8 t 8 ) . lhano (com /l/ inicial. lr) A origem oriental é indubitável. Tambérn houve na lÍngua literária e na disciplina gramatical reação corìtra os enrpréstirnos a outra grande lingua moderna . dentro da estruturação cultural. Naturalmente esses campos semânticos têm urÌa hierarquia. em princípio. violoncelo. de pintura.ra os "galicismos". mandarimut). marca a época da renascença. São. palavras como jaula. Ium. 51. vieram dalém dos pirineus. cf . que procurou sem maior resuÌtado reagir cont. túncl (que é mais um exemplo de final 'el.e. cf. pagod. monga "fruta". crianclo na língua lirerária a reação do "purismo".. Há alguns que são nucleares.nc é genúnamente espanhol" (Nascentes 1 9 3 2 . tamanduó. hediondo (a mesma raiz que aparece no português genuíno feio) . fragata. Parece scr uma adaptação do malaio mantari (Dalgado 19t6. verbo). termos de poética. S 5. chapëu. mestno no plano lexical convém examinar. sempre na base de um intercâmbio cultural.rúxulo. charrua. como amdvel. Alguns "anglicismos" são estruturalmente rnteressantespor certa tipologia fonológica que com eles aparece em português: reaólver (criando um contraste prosódico com re.galicis mos". $ 14. bonzo. anum). júri (que pode criar distinção esporádica entxe lil átono e lrol. como soneto. além de outros te'nos culturais (pil<tto. mas são. pode se apreciar bem a maior ou menor relevância das contribuições que vieram de outras línguas Para o português. clireta. cÍ. são lz) Do chinês de Pequim. acord. etc. como aquarela. provenientes de coutactos a maior ou menor distância. e assirn por diante. 5. típico do espanlrcl). peru oa. ou lil:lel. há para assinarar no porruguês arcaico a inÍluência do provençal e do francês. corno piano. e esd.ido e inseguro. em Portugal. jóquci (com o ditongo árono final /çi/. r3) Foram os portugucses que lançaram o termo. mas o étimo especÍfico é controveri.

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