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ANAFAS

ANÁLISE DE FALTAS
VERSÃO 4.3 - ABR/06
MANUAL DO USUÁRIO


ANAFAS
PROGRAMA DE ANÁLISE DE FALTAS SIMULTÂNEAS
VERSÃO 4.3 - ABR/06


MANUAL DO USUÁRIO

CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica
ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 4.3 Manual do Usuário

PREFÁCIO
O ANAFAS é uma ferramenta interativa e amigável para análise de faltas em
sistemas elétricos de qualquer porte, permitindo a modelagem fiel do sistema
(carregamento pré-falta, representação da capacitância das linhas e de cargas,
etc.) e a simulação de diversos tipos de defeito, que podem ser compostos
para definição de faltas simultâneas. Além disto, oferece outros serviços
auxiliares como: cálculo de equivalentes de curto-circuito, análise de
superação de disjuntores, diversos tipos de relatórios de dados, comparação
de configurações, evolução de nível de curto-circuito, saída de resultados para
o programa visualizador VISUANA (ver o Manual do Usuário do VISUANA) e
gravação de casos em formato XML para uso no programa FORMCEPEL.
Pode também ser processado de forma “batch”, através de um arquivo de
comandos (ver o Manual de Processamento “Batch”).
O ANAFAS é flexível, permitindo a execução de estudos individuais, onde o
usuário define cada caso; e de estudos macro, onde os casos são gerados
automaticamente pelo ANAFAS; ambos com solução orientada a ponto-de-
falta, cujo relatório de resultados apresenta as tensões e correntes de falta e
de contribuição; e solução orientada a ponto-de-monitoração, cujo relatório de
resultados apresenta o valor de grandezas definidas pelo usuário (combinação
linear de medições).
O ANAFAS tem baixo custo de instalação, ou seja, tem poucos requisitos de
“hardware” e “software”.
O desenvolvimento do ANAFAS é patrocinado pela ELETROBRÁS e suas
concessionárias, que contribuem decisivamente na gestão e execução desse
projeto.
Esperamos continuar contando com a colaboração e crítica de todos os
usuários e nos colocamos à disposição para o esclarecimento de eventuais
dúvidas com relação à utilização do ANAFAS.


CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica
Sergio Porto Roméro: tel.: (21) 2598-6409; e-mail: spr@cepel.br
anafas@cepel.br
Av.Hum, s/n - Cid.Universitária
21941 590 - Rio de Janeiro - RJ
fax: (21) 2598-6451


CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica
ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 4.3 Manual do Usuário
i
ÍNDICE
ITEM PAG.
1. INTRODUÇÃO................................................................................................. 1
1.1 NOVIDADES EM RELAÇÃO À VERSÃO 4.2 .................................................. 2
1.2 ALGORITMO DE SOLUÇÃO........................................................................ 3
1.3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................... 4
2. MODELAGEM DO SISTEMA ELÉTRICO .............................................................. 5
2.1 DEFASAMENTO EM TRAFOS DELTA-ESTRELA ............................................ 6
2.2 CARREGAMENTO PRÉ-FALTA ................................................................... 7
2.3 UTILITÁRIO ANAANA ............................................................................. 8
2.4 CAPACIDADE.......................................................................................... 9
2.5 ARQUIVO DE DADOS DO SISTEMA............................................................. 9
2.6 RELATÓRIOS DE DADOS DO SISTEMA ..................................................... 10
3. MODELAGEM DAS FALTAS............................................................................ 18
4. MODOS DE ESTUDO..................................................................................... 22
4.1 ESTUDO INDIVIDUAL.............................................................................. 22
4.2 ESTUDOS MACRO................................................................................. 22
4.2.1 CONJUNTO DE FALTAS................................................................... 23
4.2.2 CONJUNTO DE PONTOS-DE-FALTA .................................................. 23
4.2.3 CONTINGÊNCIAS............................................................................ 24
4.3 ESTUDO DE SUPERAÇÃO DE DISJUNTORES............................................. 24
4.3.1 DADOS PARA O ESTUDO ................................................................. 24
4.3.2 CONJUNTO DE BARRAS A SER ANALISADO........................................ 25
4.3.3 EXECUÇÃO DO ESTUDO ................................................................. 25
4.3.4 OPÇÕES DO ESTUDO..................................................................... 33
4.4 EQUIVALENTES PARA CURTO-CIRCUITO.................................................. 34
4.5 COMPARAÇÃO DE CONFIGURAÇÕES ....................................................... 36
4.6 EVOLUÇÃO DE NÍVEL DE CURTO-CIRCUITO............................................. 37
5. MODOS DE SOLUÇÃO................................................................................... 38
5.1 SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO DE FALTA.............................................. 38
5.1.1 RELATÓRIO DA SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO-DE-FALTA................ 38
5.2 SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO-DE-MONITORAÇÃO................................. 40
5.2.1 RELATÓRIO DE DADOS DOS PONTOS-DE-MONITORAÇÃO................... 43
5.2.2 RELATÓRIO DA SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO-DE-MONITORAÇÃO... 43
6. INTERFACE E NAVEGAÇÃO............................................................................ 44
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6.1 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE E FORMATAÇÃO DOS RELATÓRIOS ........... 44
6.2 ENTRADA / ESPECIFICAÇÃO DE DADOS INTERATIVA................................. 45
6.2.1 ALTERAÇÃO DE DADOS DO SISTEMA ............................................... 46
6.2.2 ESPECIFICAÇÃO DE UM CONJUNTO DE BARRAS................................ 46
6.2.3 ESPECIFICAÇÃO DE UM CONJUNTO DE CIRCUITOS............................ 47
6.3 ARQUIVOS DE ENTRADA E SAÍDA DE DADOS ........................................... 48
6.4 SELEÇÃO E CÓPIA DE TEXTOS............................................................... 50
6.5 TRATAMENTO DE ERROS....................................................................... 52

APÊNDICES

1. DADOS DO SISTEMA....................................................................................... 1
1.1 ARQUIVO DE DADOS DO SISTEMA............................................................. 1
1.1.1 TIPO DE MODELAGEM E FORMATO DO ARQUIVO................................. 2
1.1.2 TÍTULO E COMENTÁRIOS .................................................................. 3
1.1.3 BASE DE POTÊNCIA ......................................................................... 4
1.1.4 DADOS DE BARRA ........................................................................... 5
1.1.5 DADOS DE CIRCUITO........................................................................ 8
1.1.6 DADOS DE IMPEDÂNCIA MÚTUA ...................................................... 13
1.1.7 DADOS DE PROTEÇÕES MOV......................................................... 15
1.1.8 DADOS DE SHUNTS DE LINHA ......................................................... 16
1.2 CASOS-EXEMPLO ................................................................................. 18
1.2.1 SISTEMA EM REPOUSO (EXEMPLO 1) ............................................... 18
1.2.2 SISTEMA CARREGADO (EXEMPLO 2)................................................ 20
2. ARQUIVO DE ESPECIFICAÇÃO DE MACRO....................................................... 22
3. CONJUNTOS DE BARRAS E CIRCUITOS .......................................................... 25
4. DADOS DOS PONTOS-DE-MONITORAÇÃO....................................................... 27
4.1 DADOS DE PONTO ................................................................................ 28
4.2 DADOS DE GRANDEZA........................................................................... 28
4.3 DADOS DE FATOR................................................................................. 29

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1. INTRODUÇÃO
O ANAFAS é um programa para solução de faltas de diversos tipos e
composições, em sistemas elétricos de grande porte. As suas principais
características funcionais são:
• facilidade e flexibilidade na definição dos casos, permitindo a modelagem de
faltas compostas (simultâneas), aplicadas sobre barras e/ou pontos
intermediários de linhas de transmissão; modelagem de diversos tipos de
defeito, incluindo curtos-circuitos “shunt” , com ou sem impedância; e de
aberturas (interrupção) de circuito;
• grande capacidade, permitindo a solução direta de curtos-circuitos em
sistemas elétricos de grande porte, aliada a alta eficiência computacional,
devido ao uso intensivo de técnicas de esparsidade (matrizes e vetores
esparsos), resultando em execução rápida, independentemente do porte do
sistema elétrico;
• permite modelagem fiel do sistema elétrico, com possibilidade de
representação do carregamento pré-falta (tensão pré-falta, cargas,
equipamentos “shunt”, capacitância das linhas), defasamento de
transformadores, “tap” dos transformadores fora da posição nominal etc;
• execução de estudos macro (conjunto de casos gerados automaticamente),
especificados pelo usuário;
• solução orientada a ponto-de-falta ou a ponto-de-monitoração, onde o
usuário define as grandezas a serem observadas;
• outros serviços auxiliares como: cálculo de equivalentes de curto-circuito,
estudo de superação de disjuntores, diversos tipos de relatórios de dados,
comparação de configurações e evolução de nível de curto-circuito.
• possibilidade de gerar arquivos de resultados para serem visualizados pelo
programa VISUANA e casos em XML para elaboração de relatórios no
programa FORMCEPEL;
• possibilidade de processamento “batch” através de arquivo de comandos;
• possibilidade de conversão de arquivos de dados de fluxo de potência
através do utilitário ANAANA;
• uso interativo, com interface amigável e configurável pelo usuário, baseada
em “menus”, com “help” contextual “on-line” e memorização das
preferências;
• baixos requisitos de “hardware” (16 MB RAM) e “software”;

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1.1 NOVIDADES EM RELAÇÃO À VERSÃO 4.2
O programa ANAFAS, buscando atender cada vez melhor as necessidades
das empresas do Setor, procura sempre incorporar novas facilidades. A atual
versão (4.3) apresenta as seguintes melhorias em relação à versão anterior
(4.2):
• Aceita barras com numeração de 5 dígitos e áreas com 3 dígitos.
Arquivos antigos continuam sendo lidos sem necessidade de adaptações,
pois foram utilizadas colunas no arquivo de entrada que estavam
disponíveis.
Para maiores informações, consultar a página A5 do Apêndice deste
manual e o arquivo exemplo com a nova formatação na pasta
“EXEMPLOS\BARRAS 5 DIGITOS e TBTC”;
• Aceita o preenchimento do campo TB TC também em casos com
formato PECO (sem carregamento pré-falta), o que permite uma
representação mais adequada de transformadores do tipo delta-estrela de
dois enrolamentos sem barra mid-point, evitando que o ramo para a terra
seja confundido com um reator de barra e fornecendo corretamente a
corrente de contribuição, tendo em vista que a corrente de seqüência zero
do ramo “shunt” passa a ser somada automaticamente ao ramo série.
O Relatório de Transformadores passa a informar o TB TC de trafos shunt.
Para maiores informações, consultar a página A9 do Apêndice deste
manual e o mesmo arquivo exemplo citado no item acima, que contém
também um trafo delta-estrela representado com o campo TB TC;
• Permite que se selecione e copie para o “clipboard” do Windows© trechos
de telas do Anafas, utilizando a nova barra de tarefas na parte superior da
tela do programa.
Para maiores informações, consultar a página 50 deste Manual;
• Interpreta adequadamente teclas direcionais (direita/esquerda/cima/baixo)
nas telas de abertura de arquivos e seleção de barras, evitando a
ocorrência de erros;
• Na seleção de arquivos de dados, passa a ser utilizado o filtro
“.ANA .DAT .ANF”, facilitando a visualização de todas as bases que se
encontrem em uma determinada pasta;
• Passa a explicitar a possibilidade de seleção de barras por nome nos
relatórios de dados e na especificação de conjuntos de barras, através da
letra “X”;
• Correção da posição do cabeçalho de número de área na alteração
interativa de dados de barras;
• O nível de curto em barra, na segunda etapa do Estudo de Superação de
Disjuntores, passa a ser informado com duas casas decimais;
• Pequenas correções e melhorias de caráter geral.


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1.2 ALGORITMO DE SOLUÇÃO
A metodologia utilizada (ref.1,2,3) combina a representação em componentes
de seqüência para o sistema balanceado com a representação trifásica para a
parte desbalanceada do sistema (defeito). Esta combinação permite a
representação acurada de faltas assimétricas simultâneas e MOVs em um
algoritmo de solução geral, sem comprometimento da eficiência
computacional.
A rede elétrica é modelada por duas matrizes de admitâncias de barra
esparsas, uma assimétrica com estrutura simétrica para a seqüência positiva
(a de seqüência negativa é a transposta desta) e uma simétrica para a
seqüência zero.
O algoritmo geral de solução, para qualquer situação de falta, segue os
seguintes passos:
1. construção de equivalentes em coordenadas de seqüência referentes às
barras envolvidas na falta;
2. alterações balanceadas nos equivalentes (criação das barras fictícias
devido às aberturas e às faltas intermediárias);
3. construção de equivalente trifásico contendo somente as barras afetadas
pela falta (barras terminais de proteções MOV em condução – passo 8 –
são incluídas neste equivalente);
4. alteração do equivalente trifásico para representar as alterações
desbalanceadas referentes às faltas;
5. solução do sistema equivalente trifásico (caso haja MOVs em condução –
passo 8 – é feito um processo iterativo);
6. transformação novamente para os equivalentes em componentes de
seqüência, obtendo injeções correspondentes às correntes de curto;
7. obtenção, a partir das injeções de corrente, das tensões pós-falta em todas
as barras do sistema desejadas;
8. comparação das correntes nos capacitores série com proteção MOV com
seus níveis protetivos (retorna-se ao passo 3 caso haja MOVs em
condução).
Os equivalentes do passo 1 do algoritmo de solução são modelados por duas
matrizes cheias de dimensões reduzidas, uma assimétrica para a seqüência
positiva e uma simétrica para a seqüência zero.
Na construção dos equivalentes (passo 1 do algoritmo de solução) e para
obtenção das tensões pós-falta (passo 6 do algoritmo de solução), são
utilizadas técnicas de vetores esparsos (ref.4), que garantem a eficiência
computacional do algoritmo de solução.
Como conseqüência da utilização de equivalentes de dimensões reduzidas e
de técnicas de esparsidade, o tempo total gasto na simulação de uma falta é
quase independente do porte do sistema, dependendo basicamente do
número de barras em que se deseja calcular grandezas pós-falta.
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As transformações fase-seqüência e seqüência-fase que são feitas pelo
programa, seguem as seguintes expressões (ref.5):
Vabc = T V012
onde: Vabc - vetor de tensões ou correntes de fase (a, b, c);
V012 - vetor de tensões ou correntes de seqüência (0, 1, 2);
T a a
a a
a ≡

¸

(
¸
(
(
(

1 1 1
1
1
2
2
1 ∠ 120
o
= -0.5 + j 0.866
V012 = T
-1
Vabc
onde:
T a a
a a

¸

(
¸
(
(
(
1 2
2
1
3
1 1 1
1
1



1.3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. V.Brandwajn & W.F.Tinney - “Generalized Method of Fault Analysis”, IEEE Transactions on
Power Apparatus and Systems, Vol. PAS-104, No. 6, pp. 1301-1306, Junho de 1985.
2. F.L.Alvarado, S.K.Mong & M.K.Enns - “A Fault Program with Macros, Monitors and Direct
Compensation in Mutual Groups”, IEEE Transactions on Power Apparatus and Systems,
Vol. PAS-104, No. 5, pp. 1109-1120, Maio de 1985.
3. M.A.El-Kady & G.L.Ford - “An Advanced Probabilistic Short-Circuit Program”, IEEE
Transactions on Power Apparatus and Systems, Vol. PAS-102, No. 5, pp. 1240-1248, Maio
de 1983.
4. W.F.Tinney, V.Brandwajn & S.M.Chan - “Sparse Vector Methods”, IEEE Transactions on
Power Apparatus and Systems, Vol. PAS-104, No. 2, pp. 295-301, Fevereiro de 1985.
5. W.D.Stevenson Jr. - “Elementos de Análise de Sistemas de Potência” - Ed. McGraw-Hill do
Brasil - 1974.
6. S.P.Roméro & P.A.Machado - “ANAFAS - Programa de Análise de Faltas Simultâneas”,
IV STPC, Fortaleza, Maio de 1993.
7. D. L. Goldsworthy - “A Linearized Model for MOV-Protected Series Capacitors”, IEEE
Transactions on Power Systems, Vol. PWRS-2, No. 4, Novembro de 1987.
8. S.P.Roméro, J. Rossi & F. Hevelton - “Modelagem de Capacitor Série com Proteção MOV
em Programas Modernos de Simulação de Curtos-Circuitos”, IX SEPOPE, Rio de Janeiro,
Maio de 2004.
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2. MODELAGEM DO SISTEMA ELÉTRICO
O sistema elétrico é modelado por redes de seqüência positiva e zero, através
de 5 grupos de dados:
• dados de barra: identificação, tensão-base* e pré-falta* (opcionais) etc.
• dados de circuito: identificação (n
o
.barras terminais e n
o
.circuito), tipo de
circuito*, resistência e reatância de seqüência positiva e zero (em %)* etc.
• dados de mútua: identificação dos circuitos acoplados, resistência e
reatância de acoplamento (em %)*.
• dados de shunts de linha: identificação do circuito com shunts de linha,
potência reativa gerada por cada shunt, etc.
• dados de MOVs: identificação do circuito protegido, corrente de proteção,
etc (o circuito protegido precisa ser um capacitor série).
*Notas:
• A especificação da tensão-base das barras, possibilita a expressão dos
resultados em unidades físicas (kV, A, etc.). O ANAFAS verifica a
consistência da tensão-base, ou seja, se cada conjunto de barras
interligadas possui a mesma tensão-base (ver apêndice 1.1.4).
• A especificação da tensão pré-falta permite a modelagem de ramos de
circuito “shunt” que não sejam “geradores”, bem como da capacitância das
linhas (“line charging”) e de transformadores com “tap” fora da posição
nominal (1:a).
• O ANAFAS permite a classificação dos ramos de circuito em 6 tipos:
• linha;
• trafo (ramo série e ramo “shunt”);
• gerador;
• capacitor-série;
• capacitor / reator “shunt” (ligados a uma barra);
• carga (impedância constante).
Essa classificação pode ser definida pelo usuário ou deduzida pelo
ANAFAS, em função do tipo de ligação e da impedância do ramo de circuito,
e serve para análise de consistência dos dados e para apresentação em
relatórios.
• O ANAFAS permite a especificação da base de potência trifásica (MVA) do
sistema, e a especificação da tensão-base dos diversos subsistemas.
A especificação da base de potência possibilita o escalamento (%) mais
adequado dos dados (impedância) do sistema, o que é especialmente útil
para o estudo de sistemas de menor potência de curto-circuito, tais como os
sistemas de distribuição e industriais, onde a base de 100 MVA (“default”),
pode ser muito elevada.
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Os dados do sistema elétrico são apresentados nos Relatórios de Dados (ver
item 2.6, abaixo).
Os dados do sistema são analisados. Os eventuais erros são classificados em
2 tipos, conforme o nível de gravidade: “aviso” e “erro”. Todos os erros são
reportados pelo ANAFAS (ver item 6 - Interface e Navegação).
• Os “avisos” se referem a situações que podem ser resolvidas pelo ANAFAS,
e que não impedem o prosseguimento normal da execução do programa.
• Os “erros” invalidam a modelagem do sistema, como por exemplo, a
ultrapassagem da capacidade do programa. Nesses casos, o ANAFAS
cancela a leitura do caso e todos os dados são perdidos.
2.1 DEFASAMENTO EM TRAFOS DELTA-ESTRELA
A modelagem do defasamento em trafos com ligação delta-estrela permite a
correta determinação dos ângulos de fase para as tensões e correntes em
qualquer ponto do sistema, mesmo que entre este e o ponto de curto existam
trafos delta-estrela.
O valor do ângulo de defasamento é fornecido no bloco de dados de circuito
(ver apêndice 1.1.5). O ângulo de defasamento é definido como a diferença
angular introduzida pelo trafo delta-estrela nas tensões fase-neutro do lado da
barra “de” em relação ao lado da barra “para”. Por ex.: se o ângulo da barra
“para” está adiantado de 30° em relação ao ângulo da barra “de”, então o
ângulo de defasamento será de +30°. A presença destes defasamentos (ditos
implícitos) define as regiões do sistema com diferentes referências de ângulo.
Os valores das referências de ângulo aparecem no relatório de dados de barra.
O valor do ângulo de defasamento depende do tipo de conexão entre os
enrolamentos do primário e do secundário. A convenção mais usual diz que o
ângulo do lado de “alta” está adiantado de 30°em relação ao ângulo do lado
de “baixa” do transformador.
A tabela abaixo mostra a correspondência entre os diversos tipos de conexão
possíveis e seus respectivos valores de defasamento, supondo que o lado da
barra ”de” está ligado em delta e o lado da barra “para” está ligado em estrela.
Na tabela, convenciona-se que a tensão VAB = VA-VB , VBC = VB-VC e VCA
= VC-VA.
TIPO DE CONEXÃO DOS ENROLAMENTOS

Tensão de delta
associada a VA
Tensão de delta
associada a VB
Tensão de delta
associada a VC
Ângulo de
defasamento
VAB VBC VCA 30°
VBC VCA VAB -90°
VCA VAB VBC 150°
VBA VCB VAC -150°
VCB VAC VBA 90°
VAC VBA VCB -30°
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DEFASAMENTOS EXPLÍCITOS (TRANSFORMADORES DEFASADORES)
É possível a representação de defasamentos explícitos (transformadores
defasadores) no ANAFAS. Estes defasamentos são os mesmos que são
modelados nos programas de fluxo de potência e, diferentemente dos
anteriormente descritos (defasamentos implícitos), não afetam as referências
de ângulo das barras do sistema e, em vez disto, provocam um aumento no
fluxo que circula pelo transformador.
Usualmente, estes transformadores defasadores são transformadores delta-
estrela que são ligados entre barras de mesma referência angular, introduzindo
assim um defasamento explícito de 30°entre suas barras terminais
Os defasamentos explícitos só podem ser representados quando se utiliza
modelagem com tensão pré-falta (item 2.2), pois acarretam fluxos de corrente
pré-falta e, portanto, são recomendados para casos oriundos de programas de
fluxo de potência.
O valor do ângulo de defasamento explícito também é fornecido no bloco de
dados de circuito (ver apêndice 1.1.5), seguido da letra “E” (“Explícito”).
2.2 CARREGAMENTO PRÉ-FALTA
O ANAFAS permite a representação de sistemas com o carregamento pré-falta
(código número 0 - modelagem tipo ANAFAS com tensão pré-falta).
A representação do carregamento pré-falta fornece resultados (correntes e
tensões durante as faltas) mais próximos da realidade, em função de estar-se
utilizando uma modelagem mais fiel do sistema.
Porém, deve-se tomar alguns cuidados quando da utilização da modelagem
com tensão pré-falta. Deve-se representar o sistema da maneira mais próxima
possível da representação utilizada no “load-flow” no qual se buscou as
tensões pré-falta.
A simples inclusão das tensões pré-falta em um arquivo de dados com
modelagem tipo PECO não significa melhoria dos resultados obtidos, pelo
contrário, a qualidade dos resultados pode piorar, pois estar-se-ia utilizando
tensões pré-falta de um modelo em um conjunto de dados de outro modelo.
Assim sendo, deve-se representar os taps fora da posição nominal, os “line-
charging” das linhas, os reatores e capacitores shunt, e as cargas tipo
impedância constante. As demais cargas e injeções nodais, assim como os
mismatchs de corrente em cada barra, ficam automaticamente modelados
como injeções de corrente constante. Estas injeções nodais de corrente
permanecem constantes durante a simulação de qualquer falta (obs.: os
ângulos de fase destas injeções também permanecem constantes).
Recomenda-se que as cargas sejam modeladas como impedância constante,
pois caso contrário virarão injeções de corrente constante em módulo e ângulo.
As injeções de corrente constante podem ser consultadas no relatório de
dados de injeções de corrente pré-falta. Os fluxos pré-falta nos circuitos podem
ser consultados no relatório de dados de fluxos pré-falta.
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O programa automaticamente calcula, para todos os geradores do sistema, as
tensões internas pré-falta. Estas tensões são obtidas a partir das tensões
externas mais a queda de tensão provocada pela corrente pré-falta no gerador
(tensão atrás da reatância). Por simplicidade de modelagem, é utilizada a
reatância sub-transitória de seqüência positiva para o cálculo da queda de
tensão.
As tensões internas dos geradores permanecem constantes durante a
simulação de qualquer falta. No caso de não estar-se utilizando a modelagem
com tensão pré-falta (como, p.ex., na modelagem PECO), todas as tensões
internas são iguais a 1∠0°(tensão de referência).
As tensões internas dos geradores podem ser consultadas no relatório de
dados de geradores.
Quando se está utilizando a modelagem com tensão pré-falta, passa a ser
diferente a remoção de um circuito no arquivo de dados e a remoção do
mesmo circuito como uma falta individual tipo remoção. No primeiro caso
aparecerão duas injeções de corrente, nas barras terminais do circuito,
correspondentes à corrente que fluía no circuito removido. No segundo caso, o
programa recalcula todas as tensões nodais de modo a que o carregamento
continue a ser atendido sem a presença do circuito removido (análise de
contingência linear mantendo constantes as tensões internas - “atrás da
reatância” - dos geradores).
2.3 UTILITÁRIO ANAANA
Uma maneira de se montar um arquivo de dados de curto-circuito com
modelagem com tensão pré-falta a partir de um arquivo de dados de fluxo de
potência é através da utilização do programa utilitário de conversão ANAANA,
que converte arquivos de dados do ANAREDE para ANAFAS e é instalado no
mesmo diretório que o ANAFAS.
O ANAANA lê um arquivo de dados do ANAREDE e gera um outro arquivo de
dados para o ANAFAS com modelagem com tensão pré-falta. Neste arquivo
estarão representados todos os equipamentos shunt, todas as cargas
(impedância constante), taps e defasamentos de transformadores e line-
charging. Os capacitores série (bloco DCSC) são também copiados.
O programa ANAANA é de fácil utilização e sua operação é auto-explicativa.
Com ele é possível também gerar-se arquivos de curto-circuito com
modelagerm PECO, ou seja, sem carregamentos e tensões pré-falta. Neste
caso, a criação de cargas e shunts, somente na sequência zero, é opcional.
O ANAANA converte todos os dados de sequência positiva, que sejam
modeláveis pelo ANAFAS, encontrados no arquivo de fluxo de potência. Os
dados de sequência zero são inicializados com valores iguais aos de
sequência positiva e devem ser corrigidos manualmente após a conversão. Os
dados de acoplamentos mútuos, as indicações de barras mid-point e os
“caminhos para a terra” de sequência zero dos transformadores devem ser
acrescidos manualmente após a conversão.
As impedâncias dos geradores não fazem parte dos dados de fluxo de
potência, porém podem ser convertidas automaticamente de arquivos de
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dados do ANATEM contendo dados de máquinas (bloco DMAQ) e dados de
modelos de máquinas (bloco DMDG). O usuário pode escolher se deseja
converter os valores transitórios (X’
d
) ou sub-transitórios (X”
d
). As impedâncias
de geradores não encontrados nos arquivos do ANATEM são inicializadas com
um valor elevado (9999.98 j %). Caso não seja fornecido um arquivo de dados
do ANATEM, todos os geradores terão suas impedâncias inicializadas com
este valor elevado.
Informações mais detalhadas sobre o utilitário ANAANA podem ser
encontradas em seu manual, distribuído junto com ANAFAS.
2.4 CAPACIDADE
O ANAFAS tem grande capacidade permitindo a modelagem completa e
detalhada de grandes sistemas. Os principais limites são:
• 10000 barras;
• 20000 circuitos, incluindo:
• até 10000 ramos de transformadores;
• até 4000 ramos de geradores.
• 60 circuitos por barra;
• 4000 acoplamentos (impedâncias mútuas), envolvendo até 4000 linhas;
• 2000 grupos de acoplamentos, cada um com até 30 linhas.
• 160 proteções MOV.
Notas:
• Os valores dos principais limites aparecem no Relatório “Sumário de
Dados”.
• Se algum limite for ultrapassado, o ANAFAS reporta o erro, indicando o
limite excedido e impede a leitura do caso.
• Embora os limites previstos sejam bastante elevados, podem surgir
situações que requeiram a sua expansão. Esses casos devem ser
reportados para o CEPEL, para que seja providenciada a solução.
2.5 ARQUIVO DE DADOS DO SISTEMA
Os dados do sistema podem ser fornecidos através de um arquivo texto
(arquivo “primário”), editado pelo usuário, ou de um arquivo binário (arquivo
“histórico”), criado pelo ANAFAS.
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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 4.3 Manual do Usuário
10
O arquivo primário pode ser escrito em 2 formatos: PECO ou ANAFAS.
• O formato PECO é compatível com o do programa
Network Fault Analysis
1
, ou seja, o ANAFAS lê um arquivo (“deck”) de
dados desse programa sem alteração nos dados, requerendo somente que
o bloco de dados de barra preceda o de dados de circuito.
• O formato ANAFAS permite uma representação mais realista do sistema
elétrico, considerando as tensões pré-falta e incluindo a modelagem da
capacitância das linhas (“line charging”), equipamentos “shunt”, cargas tipo
impedância ou corrente constante, trafos com “tap” fora da posição
nominal, defasagem (ligação delta-estrela) etc.
Os dados adicionais incluídos no formato ANAFAS são incluídos em
campos livres do arquivo de dados no formato PECO, permitindo o
aproveitamento de arquivos existentes.
A estrutura do arquivo “primário” e o formato dos dados do sistema são
apresentados no Apêndice 1.1.
Além da configuração básica do sistema, o usuário pode especificar
configurações alternativas, através de alterações à configuração básica, que
podem ser definidas interativamente ou através de arquivo, contendo somente
os dados alterados.
2.6 RELATÓRIOS DE DADOS DO SISTEMA
O ANAFAS provê diversos relatórios de dados, que podem ser consultados
interativamente ou gravados em arquivo.
• Sumário de Dados: estatística dos elementos do sistema, indicando
também os limites do programa e estatística das matrizes de representação
e índices de esparsidade, com as seguintes informações:
• ELEMENTOS YPRIM: n
o
de elementos na parte triangular superior da
matriz de admitâncias primitivas de seqüência zero = n
o
de pares de
circuitos acoplados, direta ou indiretamente.
• ELEMENTOS ORIG.YBUS: n
o
de elementos na parte triangular superior
das matrizes de admitâncias de barra, de seqüência positiva e zero = n
o

de pares de barras ligadas direta ou indiretamente (acopladas).
• FILL-IN EM YBUS: n
o
de novos elementos incluídos nas matrizes de
admitâncias de barra, de seq.positiva e zero, após a fatoração (LU).
• ELEMENTOS YBUS: n
o
total (original + “fill-in”) de elementos na parte
triangular superior das matrizes de admitâncias de barra, de seqüência
positiva e zero, após a fatoração.
• CAMINHO MÉDIO / MÁXIMO: n
o
médio/máximo de linhas das matrizes de
admitância de barra, de seq.positiva e zero, que são utilizadas na solução

1
O programa Network Fault Analysis foi desenvolvido pela Philadelphia Electric Company
(PECO).
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11
de uma barra de contribuição. Este n
o
é função do porte e da esparsidade
do sistema e é uma medida do tempo que é necessário para determinar a
solução para cada barra de contribuição.
• Relatório de Barras: dados de barra, número, nome, tipo (normal, fictícia
de tranformador ou auxiliar/derivação), tensão pré-falta (módulo e ângulo),
referência ângular, base de tensão, capacidade de interrupção do menor
disjuntor conectado à barra, e número da área à qual pertence.
• Relatório de Geradores: dados dos ramos de circuito identificados como
geradores, incluindo a tensão interna (atrás da reatância), deduzida pelo
ANAFAS em função do carregamento do sistema.
• Relatório de Circuitos: dados dos ramos de circuito, ordenados por barra.
• Relatório de Transformadores: dados dos ramos de circuito identificados
como pertencentes a transformadores, destacando a relação de
transformação, o defasamento e o TB TC quando aplicável (apenas em
circuitos de tipo transformador, ligando uma barra que não seja tipo “mid-
point” à terra).
• Relatório de Mútuas: dados de acoplamento mútuo entre circuitos.
• Relatório de Grupos de Mútuas: dados dos blocos de circuitos acoplados
direta ou indiretamente.
• Relatórios de Impedâncias e Admitâncias Primitivas: matrizes de
impedância e admitância primitivas de seqüência zero (blocos diagonais
simétricos). Os blocos correspondentes a grupos com muitas linhas
acopladas, podem ser truncados em 8 linhas (na tela ou em arquivo no
formato de 80 colunas) ou em 15 linhas (em arquivo no formato de 132
colunas).
• Relatório de Impedâncias de Barra: apresenta a diagonal da matriz de
impedância de barra (Z
bus
) de sequência positiva e zero (impedâncias
equivalentes da barra), e o valor do Reator de Curto equivalente, para
auxiliar na simulação de faltas monofásicas em programas de cálculo de
transitórios eletromecânicos, como o ANATEM.
O reator vale Z0+Z2 (impedância equivalente de sequência zero da barra +
impedância equivalente de sequência negativa), e pode ser calculado em
admitância(%) ou impedância(%), em coordenadas polares ou retangulares.
Caso se queira saber o valor do reator em MVAr, como é usual, deve-se
pedir o reator em admitância e coordenadas retangulares (opção 1 da lista),
o valor de “B%” é o valor em MVAr (a susceptância percentual será igual ao
valor em MVAr sempre que a base de potência do sistema for 100MVA, o
que também é usual).
Uma falta monofásica também pode ser simulada utilizando o valor do reator
em impedância em coordenadas retangulares (opção 3) e executando uma
falta através de impedância no ANATEM. Pode-se ver um exemplo de
cálculo de reator de curto no Manual Tutorial do ANAFAS.
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12
• Relatório de Injeções de Corrente Pré-falta: indica as injeções (diferença
no balanço) de corrente pré-falta nas barras. Só são apresentadas as
ocorrências acima do limite definido pelo usuário.
• Relatório de Fluxo Pré-falta: indica o fluxo de corrente e potência pré-falta
nos circuitos.
• Relatório de Níveis de Curto-circuito: fornece, para as barras
selecionadas, os níveis de curto-circuito total (módulo em MVA e ângulo)
trifásico e monofásico e as respectivas relações X/R.
• Relatório de Dados de Curto-circuito: fornece, para as barras
selecionadas, as impedâncias equivalentes de sequência positiva e zero, os
níveis de curto-circuito total (módulo em MVA e ângulo) trifásico e
monofásico, as relações X0/X1 e R0/X1, o módulo da tensão fase-neutro da
fase sã durante o curto monofásico (maior valor entre fase B e C) em kV
(somente se a base de tensão tiver sido especificada) e a condição de
aterramento (ATR, ARS ou ARE) obtida a partir das relações descritas
acima de acordo com a seguinte convenção:
- ATR (efetivamente aterrado): X0/X1 ≤ 10 e R0/X1 ≤ 1
- ARS (aterrado por resistência): X0/X1 ≤ 10 e R0/X1 > 1
- ARE (aterrado por reatância): X0/X1 > 10
• Relatório de Capacitores Série Protegidos por MOV: dados das
proteções MOV, identificação do circuito que está sendo protegido (o
capacitor série ao qual está conectada a proteção MOV), base de tensão
das barras terminais do capacitor, corrente “Ipr” a partir da qual a proteção
começa a conduzir, corrente máxima que pode ser suportada pelo conjunto
capacitor+MOV (Imax), energia máxima suportada pelo MOV (Emax), e
potência instantânea máxima suportada pelo conjunto (Pmax).
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13
• Relatório de Modelos de Linha para Religamento Monopolar: fornece,
para cada circuito selecionado, o modelo PI equivalente de sequência
positiva para 5 casos de abertura monopolar (abertura de apenas uma fase
da linha), para uso em programas de análise de transitórios eletromecânicos
como o ANATEM.
Parâmetros iniciais de sequência positiva do circuito selecionado:






Os valores iniciais da linha são mostrados no relatório, a título de referência.

Equivalentes para cada tipo de evento:

1) Abertura Dupla







2) Abertura Simples barra “De”











BF BT
Seq. positiva
a
b
c
BF BT
=>
R1 + j X1
Line Charging de
sequência positiva
BF BT
RAMO SÉRIE
PI Equivalente
SHUNT
“DE”
SHUNT
“PARA”
Fases abc Seq. positiva
=>
BF BT
RAMO SÉRIE
PI Equivalente
SHUNT
“DE”
SHUNT
“PARA”
Fases abc Seq. positiva
a
b
c
BF BT
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14
3) Abertura Simples barra “Para”







4) Abertura com Aterramento barra “De”







5) Abertura com Aterramento barra “Para”








O ramo série equivalente é sempre fornecido em impedância (%). Já os
shunts podem ser fornecidos em admitância(%), impedância(%) ou
impedância(pu). As unidades escolhidas aplicam-se também aos valores
originais da linha impressos no relatório.
Sugestão de uso no ANATEM:
- Usando MDCI, alterar a impedância série do circuito para o valor de RAMO
SÉRIE e zerar o line charging.
- Usando APCB, aplicar uma falta através de impedância na barra BF com o
valor de SHUNT DE (em impedância %).
- Usando APCB, aplicar uma falta através de impedância na barra BT com o
valor de SHUNT PARA (em impedância %).
Observações:
=>
BF BT
RAMO SÉRIE
PI Equivalente
SHUNT
“DE”
SHUNT
“PARA”
Fases abc Seq. positiva
a
b
c
BF BT
=>
BF BT
RAMO SÉRIE
PI Equivalente
SHUNT
“DE”
SHUNT
“PARA”
Fases abc Seq. positiva
FT
a
b
c
BF BT
=>
BF BT
RAMO SÉRIE
PI Equivalente
SHUNT
“DE”
SHUNT
“PARA”
Fases abc Seq. positiva
FT
a
b
c
BF BT
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15
- O valor do equivalente de uma linha com abertura monopolar depende
do restante do sistema. Se houver qualquer alteração próxima
(remoção ou inclusão de geradores, tranformadores, linhas, etc), o PI
equivalente de sequência positiva da linha precisará ser calculado
novamente.
- Se a base de potência do sistema for 100MVA e os shunts estiverem em
admitância(%), o valor do B(%) equivalente coincidirá com o valor em MVAr.
- O line charging de sequência positiva de um circuito com uma fase aberta
não é o mesmo que se tem com as três fases conduzindo. E, se apenas um
terminal estiver aberto, a susceptância deste em geral será diferente da do
terminal oposto (sem abertura).
- Se a linha não tiver line charging (ou se este não estiver representado), os
modelos equivalentes das aberturas dupla e simples (aberturas sem
aterramento) serão apenas um ramo série, sem shunt “de” ou shunt “para”.
- Apesar de que os shunts iniciais (line charging) fornecidos ao programa
serão sempre puramente capacitivos, os shunts equivalentes podem
apresentar também parcela resistiva.
- Os resultados obtidos usando o modelo 4 (Abertura com Aterramento barra
“De”) não são os mesmos obtidos usando o ramo série do modelo 2
(Abertura Simples barra “De”) e aplicando um curto com impedância Z
0
+Z
2

(impedâncias de sequência zero e negativa) na barra BF. Ou seja:








A descrição do método utilizado para o cálculo dos equivalentes se encontra
no artigo anexo “Modelo de Seqüência Positiva de Linhas com Abertura
Monopolar para Estudos de Estabilidade Transitória”, ao final deste manual.
BF BT
RAMO SÉRIE
PI Equivalente, situação 4
SHUNT
“DE”
SHUNT
“PARA”
Seq. positiva
BF BT
RAMO SÉRIE
Seq. positiva
RAMO SÉRIE Equivalente, situação 2

Z
0
+ Z
2

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• Relatório de Shunts de Linha: dados dos elementos shunt associados a
linhas. Estes elementos diferem dos shunts de barra pois são removidos
juntamente com a linha, caso haja abertura de circuito, e suas correntes são
embutidas na corrente da linha.

Todos os relatórios, exceto o Sumário de Dados, podem ser orientados a
barra, ou seja, contendo somente as ocorrências ligadas às barras definidas
pelo usuário. Por exemplo: o Relatório de Transformadores para as barras 1,
10 e 5, conteria somente os trafos ligados a essas barras.
Pode-se ainda selecionar as barras de interesse através de seu nome, ou
de partes de seu nome, teclando “X”, como se pode ver na sequência de
figuras a seguir:

1) Na tela “RELATÓRIOS DE DADOS”, seleciona-se um relatório qualquer,
neste exemplo o Relatório de Circuitos. Em “TIPO DE RELATÓRIO”, Relatório
por Barra;

2) Em “Especificação do Conjunto de Barras”, deve-se teclar <X> e <enter>;




3) Surgirá a tela “SELEÇÃO DE BARRA(S)”. Deve-se digitar o nome da barra
desejada, ou parte de seu nome. Neste exemplo, digita-se <iva> (parte do
nome das barras de Ivaiporã, entre outras) e <enter>;
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17

4) Na tela seguinte, pode-se ver uma série de barras que contém a expressão
“iva” no nome. Deve-se selecionar as barras desejadas da lista com a tecla
<tab> e teclar <enter>;

5) Surgirá novamente a tela “Especificação do Conjunto de Barras”. Deve-se
teclar <enter>. O relatório resultante mostrará as informações referentes às
barras selecionadas.





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18
3. MODELAGEM DAS FALTAS
O ANAFAS suporta a modelagem dos seguintes tipos de defeito:
• curto-circuito “shunt” em barras e em pontos intermediários de circuitos;
• curto-circuito “série”
2
;
• abertura de fases;
• remoção de circuitos.
Curto-circuito “Shunt”
O curto-circuito “shunt” é uma ligação, sólida ou através de impedância, entre
fases (de uma mesma barra) ou entre fase(s) (de uma mesma barra) e terra.
Os tipos básicos de falta shunt sólida (FT, FF, FFT, FFF) podem ser
especificados de forma direta. Os curto-circuitos não-sólidos são definidos pelo
usuário, através da especificação de um conjunto de impedâncias (R+jX) (em
p.u. ou Ohm) entre fases, entre fases e neutro e entre neutro e terra, como
mostrado na figura abaixo.
a
b
c
n

Os valores das impedâncias de curto-circuito são inicializadas como ∞ e
podem assumir qualquer valor, inclusive 0 (zero), ou seja, ligação sólida.
Os curtos-circuitos “shunt” podem ser aplicados em barras e em pontos
intermediários de linhas de transmissão, como mostrado abaixo, e também em
pontos fictícios associados a aberturas, como descrito adiante.
No caso de aplicação em pontos intermediários, a localização da falta é
definida como um percentual (%) do circuito, a partir da barra definida como
barra de origem (barra “de”) na especificação da falta. A barra fictícia criada
para aplicação da falta é designada como “barra interna”:
Barra
“para”
Barra
“de”
%
Barra
“Interna”

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19
Curto-circuito “Série”
2

Os curtos-circuitos série são ligações sólidas (“by-pass”) através de um ramo
de circuito, como mostrado na figura abaixo e podem ser aplicados sobre uma
ou mais fases, especificadas pelo usuário.

Embora o curto-circuito série seja tipicamente aplicável em capacitores série,
pode ser especificado também para transformadores (curto-circuito entre níveis
de tensão).
Abertura
A abertura é a interrupção do ramo de circuito e pode ser feita em uma ou mais
fases, especificadas pelo usuário, junto à barra, ou num ponto intermediário de
uma linha de transmissão, como mostrado na figura abaixo:
Abertura Simples


Obs: No algoritmo de solução, as aberturas são sempre trifásicas (alteração
balanceada). As fases não abertas são posteriormente representadas como
curtos-circuitos (alterações desbalanceadas), e dessa forma são apresentadas
nos relatórios de saída. Abaixo é mostrada uma abertura monofásica, na qual,
para a representação no programa, duas fases são curto-circuitadas
(eletricamente, as duas situações se equivalem):

2
Não disponível nesta versão do programa.
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20
No caso de aplicação em pontos intermediários, a localização da falta é
definida em percentual (%) do circuito, a partir da barra definida como barra de
origem (barra “de”) na especificação da falta. A barra fictícia mais próxima da
barra definida como de origem (barra “de”) na especificação da falta, é
designada como “barra de abertura” e a outra, como “barra interna”:
Barra
“de”
Barra
“para”
Barra
“Abertura”
Barra
“Interna”
%

As aberturas podem ser associadas a curtos-circuitos sólidos para terra nas
fases abertas (Abertura-com-Aterramento), ou a curtos-circuitos “shunt”,
inclusive com impedâncias, envolvendo quaisquer fases, abertas ou não:
Abertura-com-Aterramento

Abertura Simples associada a Curto-circuito “Shunt”

No caso de aberturas intermediárias, o defeito associado é aplicado na “barra
de abertura”.
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21
No caso da abertura de um ramo série de transformador delta-estrela de dois
enrolamentos representado sem barra mid-point junto à barra terminal, o ramo
“shunt” associado ao ramo série afetado pela abertura é transferido para o nó
fictício criado pela abertura, acompanhando o ramo “série”:

TB
TC
TB
TC


Remoção
A remoção é a retirada completa de um ramo de circuito e dos respectivos
acoplamentos. O efeito da remoção é equivalente ao da exclusão de um ramo
de circuito da configuração do sistema (CHNG=1), mas a remoção é
temporária, ou seja, só existe durante a simulação da falta, enquanto a
exclusão é permanente, ou seja, é válida para todas as faltas simuladas na
configuração alterada.
Na remoção de um ramo série de trafo delta-estrela, o ramo “shunt” associado
através dos campos TB e TC é automaticamente removido, mas a recíproca
não é verdadeira, ou seja, a remoção de um ramo “shunt” não implica na
remoção do ramo série associado, como mostrado na figura abaixo.

TC
TB
TC
TB
Remoção do Ramo Série Remoção do Ramo “Shunt”

Barras Fictícias
As barras fictícias, necessárias para simulação das aberturas e curtos-circuitos
intermediários, são criadas pelo ANAFAS e só existem durante a simulação da
falta. Os acoplamentos mútuos entre o(s) ramo(s) de circuito afetado(s), são
considerados na reconfiguração temporária.
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22
4. MODOS DE ESTUDO
O ANAFAS suporta 3 modos de estudo:
• Estudo Individual: cada caso consiste de 1 ou mais faltas simultâneas,
especificadas diretamente pelo usuário.
• Estudo Macro: cada caso consiste de 1 única falta (curto-circuito), aplicada
sobre 1 barra ou num ponto intermediário de 1 circuito (do tipo linha) e que
pode ser associada a 1 contingência simples, dupla ou tripla.
• Estudo de Superação de Disjuntores: através de simulações de diversas
faltas seguindo critérios que serão detalhados adiante, detecta disjuntores
com capacidade de interrupção superada ou próximos de a terem superada.
4.1 ESTUDO INDIVIDUAL
Nesse modo de estudo, o usuário especifica diretamente cada caso, composto
por 1 ou mais faltas simultâneas, até os seguintes limites por caso:
• 8 curtos-circuitos “shunt” + 3 curtos-circuitos série + 10 remoções e/ou
aberturas (simples ou com aterramento);
• 3 faltas (curto-circuito “shunt” ou abertura) intermediárias. Cada ramo de
circuito poderá conter, no máximo, 2 barras fictícias, ou seja, uma abertura
intermediária (simples ou com defeito “shunt” associado), ou até 2 defeitos
“shunt” intermediários.
4.2 ESTUDOS MACRO
Nesse modo de estudo os casos são gerados pelo ANAFAS, através da
combinação de tipos de curto-circuito, pontos-de-falta e contingências,
definidos pelo usuário, como mostrado na figura abaixo.
Estrutura dos Casos de um Estudo Macro
P.Falta
#1
P.Falta
# p
P.Falta
# Np
... ...
Falta
#1
Falta
# f
Falta
# Nf
... ...
Contig.
#1
Contig.
# c
Contig.
# Nc
... ...
caso
conj. faltas
conj. p. falta
conj. contig.

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23
4.2.1 CONJUNTO DE FALTAS
O conjunto de faltas é formado pela seleção de curto-circuitos sólidos pré-
definidos (φ
a
-terra, φφ
bc
, φφ
bc
-terra, 3φ).
O conjunto de faltas pode ser definido interativamente ou através de arquivo-
texto, especificado no Apêndice 2.
4.2.2 CONJUNTO DE PONTOS-DE-FALTA
As faltas podem ser aplicadas sobre barras ou em pontos intermediários de
circuitos, sendo a escolha feita interativamente.
• No caso de faltas em barra, o conjunto de pontos-de-falta é o conjunto de
barras onde serão aplicadas as faltas.
• No caso de faltas intermediárias, o conjunto de pontos-de-falta é a
combinação do conjunto de circuitos que sofrerão as faltas com o conjunto
de pontos intermediários (percentuais) onde as faltas serão aplicadas.
O conjunto de pontos-de-falta pode ser especificado interativamente, como
descrito nos itens 6.2.2 e 6.2.3, ou através de um arquivo-texto, definido no
Apêndice 3.
Nota: no caso de um Estudo Orientado a Ponto-de-Monitoração, os pontos de
falta, também podem ser definidos automaticamente, na vizinhança dos
Pontos-de-Monitoração, dentro dos respectivos raios-de-observação.
Conjunto dos Pontos Intermediários (%)
Os pontos de falta intermediária, são especificados através dos percentuais do
comprimento do circuito, correspondentes à distância até o terminal mais
próximo. Cada circuito pode conter vários pontos de falta. Os percentuais são
especificados interativamente, através da definição do intervalo de aplicação
(% inicial e final), entre 0 e 50%, aplicado simetricamente em relação ao centro
do circuito, e do intervalo entre pontos (∆%), de 1 a 50%.
Exemplos de Especificação de Pontos de Falta em Circuito
Intervalo ∆ ∆∆ ∆% Pontos de Falta (%)
10% 30% 5%
10, 15, 20, 25, 30, 70, 75, 80, 85, 90%

0% 50% 25%
0 25 50 75 100%

20% 20% -
20 80%

50% - -
50%

10% 25% 10%
10 20 80 90%

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24
4.2.3 CONTINGÊNCIAS
Para os curtos-circuitos em Barra, podem ser simulados os seguintes tipos de
contingência:
• Desligamento dos Circuitos Adjacentes: abertura e aterramento dos
terminais (“Line Off”).
• Remoção dos Circuitos Adjacentes: eliminação do circuito e dos respectivos
acoplamentos com outros circuitos (“Line Out”).
• Curto-circuito no Fim das Linhas Adjacentes (“Line End”).
Para os curtos-circuitos Intermediários, podem ser simulados os seguintes
tipos de contingência:
• Desligamento dos Circuitos Adjacentes e/ou Acoplados (“Line Off”);
• Remoção dos Circuitos Adjacentes e/ou Acoplados (“Line Out”).
Nota: o desligamento só difere da remoção se o circuito afetado pela
contingência for acoplado a outro(s), pois no caso do desligamento
poderá fluir corrente de sequência zero no circuito desligado (o ANAFAS
informa este valor caso exista).
Nota: quando o circuito a sofrer contingência (desligamento ou remoção) está
ligado à uma barra tipo “mid-point”, todos os demais ramos de circuito
ligados à esta barra “mid-point” também sofrem a contingência
(desligamento ou remoção).
Nos casos de desligamento ou remoção de circuitos, é necessário definir o
grau máximo das contingências, que podem ser só simples, simples e duplas,
ou então simples, duplas e triplas, isto é, afetar no máximo 1, 2 ou 3 circuitos
simultaneamente.
4.3 ESTUDO DE SUPERAÇÃO DE DISJUNTORES
Este estudo tem como objetivo principal detectar disjuntores com problemas de
superação. Segue padrões definidos no relatório "Estudos de Curto-Circuito -
Período 2004-2007", elaborado e distribuído pelo ONS.
4.3.1 DADOS PARA O ESTUDO
O Estudo de Superação de Disjuntores precisa de um caso-base com o
parâmetro “DISJUN” de todas as barras que se deseja analisar preenchido
(Apêndice deste manual, Dados de Barra, item 1.1.4). Este parâmetro indica o
valor da capacidade de interrupção do “menor” disjuntor conectado a uma
determinada barra.
No exemplo a seguir, uma barra de número “67” tem quatro circuitos
conectados a ela, cada um com um disjuntor em sua extremidade. Pode-se ver
as capacidades de interrupção.

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25
Entre os disjuntores conectados diretamente à barra, o de menor capacidade
de interrupção é o disjuntor de 13,50 kA, portanto, “DISJUN” desta barra vale
13,50 kA:








Representação no bloco de barras (código 38):

38
(NB C M BN VBAS DISJUN IA
(--- - - ------------ ---- ------ --
67 1 BARRA 67 345 1350 16
9999
4.3.2 CONJUNTO DE BARRAS A SER ANALISADO
O Estudo de Superação será feito em um conjunto de barras definido pelo
usuário. Pode ser uma porção do sistema definida através de expressões de
conjunto (item 6.2.2 deste manual), ou mesmo todo o sistema. Pode-se
fornecer o conjunto interativamente ou através de arquivo de barras (item 3 do
Apêndice). Após a definição do conjunto de barras pelo usuário, o ANAFAS
apresentará a opção de gravá-lo em arquivo.
As barras a serem analisadas precisam ter base de tensão especificada, pois
são feitas comparações em kA. As que não tiverem base de tensão válida
serão ignoradas, e o ANAFAS emitirá um aviso identificando cada uma destas.
Barras fictícias ou auxiliares/derivação serão ignoradas neste estudo.
4.3.3 EXECUÇÃO DO ESTUDO
A execução é divida em duas etapas, que serão detalhadas a seguir
4.3.3.1 PRIMEIRA ETAPA
Inicialmente, é feito um estudo macro no conjunto de barras fornecido. São
simuladas faltas trifásicas e monofásicas em todas as barras definidas pelo
usuário, e seus níveis de curto totais são comparados com seu parâmetro
DISJUN (seu disjuntor de menor capacidade).




Barra “67”
Circuito 1
Circuito 2
Circuito 3
Circuito 4
31,50 kA
13,50 kA
23,80 kA
23,80 kA
DISJUN:
Disjuntor de menor
capacidade conectado
diretamente à
barra 67 = 13,50 kA
Disjuntor 1
Disjuntor 2 Disjuntor 3
Disjuntor 4
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26
O princípio básico aplicado nesta etapa é:
Nos locais onde o nível de curto total da barra for inferior à capacidade de
interrupção do menor disjuntor, fica descartada a possibilidade de haver
superação.
Nos locais onde o nível de curto total for próximo ou superior à menor
capacidade de interrupção, existe a possibilidade de haver problemas de
superação (não quer dizer que necessariamente haja algum disjuntor
superado). Estas barras suspeitas terão suas contribuições analisadas na
segunda etapa do estudo, para verificar se realmente há ou não superação.

As barras definidas pelo usuário são separadas em subconjuntos de acordo
com seu nível de superação e relação X/R. Na tabela a seguir são descritos os
critérios utilizados para incluir uma barra em um ou outro subconjunto:
Subconjunto
Maior
X
R
entre 1F e 3F Maior
( )
Nivel de curto
%
Cap. de interrupção
entre 1F e 3F
(a) Menor que 16,96 > 90%
(b) 16,96 ~ 22,62 > 85%
(c) 22,62 ~ 28,28 > 80%
(d) 28,28 ~ 45,24 > 70%
(e) Maior que 45,24 Qualquer
(f) Qualquer 90% - 100%
(g) Qualquer > 100%
(h) Qualquer > “X” %
O subconjunto (h) é o de barras que serão analisadas na segunda etapa do
estudo (todas as barras com mais de “X” % de superação). O valor padrão de
“X” é de 100%, mas o usuário pode definir um outro valor qualquer, por
exemplo 95% (o ANAFAS perguntará o valor de X logo antes de começar a
execução do estudo.
Os subconjuntos de (a) a (e) seguem critérios estabelecidos pelo ONS.
O subconjunto (f) guarda todas as barras com superação entre 90 e 100%, ou
seja, barras em estado ALERTA, independentemente de seus X/R. O
subconjunto (g) guarda as barras com mais de 100% de superação, barras em
estado SUPERADO.
Uma barra pode estar em apenas um dos subconjuntos (a), (b), (c), (d) e (e).
Pode estar em apenas um dos subconjuntos (f) e (g), podendo, entretanto,
estar simultaneamente em um dos subconjuntos de (a) a (e), em um dos
subconjuntos (f) e (g) e no subconjunto (h). Por exemplo, uma barra que tenha
X/R monofásico igual a 25,00, X/R trifásico igual a 23,50 (pior X/R = 25,00) e
nível de superação igual a 98%, será incluída no subconjunto (c), será também
incluída no subconjunto (f) e, se o usuário definir “X” como 95%, estará
também em (h).
Cada subconjunto tem impressos sua descrição e os dados de cada uma de
suas barras:
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27
número, nome, área, base de tensão, X/R monofásico e trifásico, nível de curto
(em kA) monofásico e trifásico, capacidade do menor disjuntor (kA), percentual
de superação e situação (90 - 100% => ALERTA ; >100% => SUPERADO)

Exemplos de saídas do estudo:
- Considerando a base de dados de curto-circuito do ONS BR0712PL.ANA (de
02/09/2004), a barra 25 (ITUMB. 345) tem X/R monofásico igual a 22,5 e X/R
trifásico igual a 22,1. Logo, seu maior X/R é 22,5.
Seus níveis de curto monofásico e trifásico são, respectivamente, 23,6 e 22,8
kA. Logo seu maior nível de curto vale 23,6 kA., o que representa 99,2% da
capacidade de interrupção de seu menor disjuntor (23,80 kA).
Sendo assim, esta barra será incluída no subconjunto (b) (X/R entre 16,96 e
22,62, e superação maior que 85%). Será também incluída no subconjunto (f),
e talvez no subconjunto (h), dependendo do valor que for adotado para “X”.
A seguir, pode-se ver como será impresso o subconjunto (b) no arquivo,
inclusive a linha referente à barra 25. O conjunto analisado neste exemplo é o
das barras da área 16:

1.B) Barramentos com constante de tempo entre 45ms e 60ms (X/R: 16,96 - 22,62)
e corrente de curto superior a 85% da capacidade do menor disjuntor:
Total: 6
Superados: 5 (>100%)
Em alerta: 1 (90% - 100%)
Ok: 0 (<90%)
X---------------------------X-------------X-------------X------X------X---------X
Identificação da SE Relação X/R Nível CC Menor Maior %
(kA) Cap. da
Barra 16,96 - 22,62 > 85% Disjun. Cap.
Num. Nome Área VBase Monof. Trif. Monof. Trif. (kA) Nominal Situação
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X------X------X---------X
10 L.C.BAR.345 16 345.0 17.9 18.1 26.6 25.5 25.00 106.3 SUPERADO
25 ITUMB. 345 16 345.0 22.5 22.1 23.6 22.8 23.80 99.2 ALERTA
28 ITUMB. 230 16 230.0 19.9 18.4 22.1 20.6 19.00 116.6 SUPERADO
43 B.SUL 138 16 138.0 20.2 20.2 22.2 18.8 16.00 138.9 SUPERADO
62 MOGI-F 345 16 345.0 11.9 17.6 24.1 25.8 23.80 108.3 SUPERADO
155 T.PRETO 345 16 345.0 15.9 19.5 52.3 46.9 50.00 104.6 SUPERADO
São impressas a descrição do subconjunto e os dados de cada barra: número,
nome, área, base de tensão, X/R monofásico e trifásico, nível de curto (em kA)
monofásico e trifásico, capacidade do menor disjuntor (kA), percentual de
superação e situação (90 - 100% => ALERTA ; >100% => SUPERADO)











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- Exemplo de impressão do subconjunto (e):


1.E) Barramentos com constante de tempo acima de 120ms (X/R: > 45,24):
Total: 8
Superados: 0 (>100%)
Em alerta: 0 (90% - 100%)
Ok: 1 (<90%)
ND: 7
X---------------------------X-------------X-------------X------X------X---------X
Identificação da SE Relação X/R Nível CC Menor Maior %
(kA) Cap. da
Barra > 45,24 Disjun. Cap.
Num. Nome Área VBase Monof. Trif. Monof. Trif. (kA) Nominal Situação
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X------X------X---------X
3 FURNAS 13A 16 13.8 1981.4 1302.0 19.4 19.8 ND
4 FURNAS 138 16 138.0 2204.8 1758.3 1.7 1.5 ND
6 FURNAS 13B 16 13.8 1990.9 1298.6 19.3 19.7 ND
29 S.MESA 138 16 138.0 142.1 142.7 7.1 6.1 31.50 22.6
210 IguacuDC500 16 500.0 99.6 306.1 27.7 21.8 ND
246 BAND-CE1 10 16 10.0 ****** 105.9 4.7 39.2 ND
248 BAND-CE2 10 16 10.0 ****** 105.9 4.7 39.2 ND
2360 P.ANGICAL138 16 138.0 41.3 46.1 19.1 16.9 ND

O subconjunto (e) independe da capacidade de superação. Portanto, mesmo
barras sem o parâmetro “DISJUN” preenchido são incluídas (“ND” = “Não
disponível”)

- Exemplo de impressão do subconjunto (f):

Relação de barras em estado ALERTA:
(Nível de curto entre 90 - 100% da capacidade do menor disjuntor)
Total: 2
X---------------------------X-------------X-------------X------X------X---------X
Identificação da SE Nível CC Menor Maior %
Cap. da
Barra Monofásico Trifásico Disjun. Cap.
Num. Nome Área VBase Ncc(kA) X/R Ncc(kA) X/R (kA) Nominal Situação
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X------X------X---------X
9 M.MORAES138 16 138.0 13.1 10.6 12.4 8.5 13.50 97.1 ALERTA
25 ITUMB. 345 16 345.0 23.6 22.5 22.8 22.1 23.80 99.2 ALERTA

Pode-se ver que a barra 25 aparece simultaneamente nos subconjuntos (b) e
(f).
4.3.3.2 SEGUNDA ETAPA
As barras incluídas no subconjunto (h) (na opção padrão, todas aquelas com
mais de 100% de superação) podem apresentar problemas de superação de
seus disjuntores. É necessário analisar a contribuição dos circuitos destas
barras para saber se há realmente ou não problemas.

Para cada circuito de cada barra do subconjunto (h) são simuladas três
condições de falta, ilustradas a seguir:






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Condição Representação
(1)





(2)









(3)










Nas três situações, observa-se a corrente que passa pelo disjuntor. Na
condição (1), há curto na barra e se verifica a contribuição do circuito. Na
condição (2), há curto na saída da linha, e na condição (3), há curto na saída
da linha enquanto o outro terminal do circuito está aberto (três fases abertas).
As três simulações são feitas tanto para curto monofásico quanto para curto
trifásico (no total, são seis simulações por circuito ligado à barra).
Icc
Corrente considerada
Barra do
subconjunto (h)
Circuito 1
Circuito 2 Circuito 3
Circuito 4
Outra extremidade do
Circuito 1
Corrente considerada
Barra do
subconjunto (h)
Circuito 1
Circuito 2 Circuito 3
Circuito 4
Corrente considerada
Barra do
subconjunto (h)
Circuito 1
Circuito 2 Circuito 3
Circuito 4
Icc
Icc
Outra extremidade do
Circuito 1
Outra extremidade do
Circuito 1
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30
Cada barra do subconjunto (h) tem todos os seus circuitos analisados, um por
vez, verificando a contribuição mais severa entre as três condições acima
para curto monofásico, e a pior condição para curto trifásico. Em todas as
faltas é observada a fase A.
A condição (3) é a mais severa na maioria absoluta dos circuitos. Em circuitos
com ligação para a terra e em alguns poucos circuitos série, a corrente da
condição (2) pode chegar ser substancialmente maior do que a da condição (3)
no curto monofásico e ligeiramente maior no curto trifásico. A condição (1)
prevalece em poucos casos, notadamente em barras que possuem
alimentação apenas por um lado (se este lado for aberto, a contribuição zera
totalmente).
As correntes de cada situação são calculadas pelo programa da seguinte
maneira:
(1) => (Contribuição calculada diretamente pelo programa);
(2) => (Corrente de curto da barra) - (Corrente de contribuição do circuito);
(3) => (Corrente de curto da barra) - (Corrente de contribuição = 0, circ. remov)
= (Corrente de curto na barra).
Na versão atual, o ANAFAS considera o valor da capacidade de interrupção de
cada circuito como sendo igual à capacidade de interrupção do disjuntor de
menor corrente ligado à barra, pois este é o dado fornecido ao programa. No
entanto, futuramente será possível fornecer ao programa as capacidades de
interrupção de cada disjuntor ou de um determinado conjunto de disjuntores
que se deseje analisar, prevalecendo os dados dos circuitos quando houver
também dados de capacidade de interrupção da barra.

No relatório de saída será impressa uma relação das barras que pertencem ao
conjunto (h) e, logo em seguida, a análise das contribuições de cada uma
destas barras. A impressão das barras pertences ao subconjunto (h) funciona
como índice para a segunda etapa, e, se for usada a opção padrão (X =
100%), será bastante parecida com a impressão do subconjunto (g) (barras em
estado SUPERADO).

- Exemplo de impressão do subconjunto (h):

Relação de barras que terão suas correntes de contribuição analisadas na
etapa a seguir deste estudo:
(Todas as que tiverem nível de curto acima de 100.0 %
da capacidade do menor disjuntor)
Total: 16
X---------------------------X-------------X-------------X------X------X---------X
Identificação da SE Nível CC Menor Maior %
Cap. da
Barra Monofásico Trifásico Disjun. Cap.
Num. Nome Área VBase Ncc(kA) X/R Ncc(kA) X/R (kA) Nominal Situação
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X------X------X---------X
2 FURNAS 345 16 345.0 23.8 15.4 24.1 16.0 22.00 109.7 SUPERADO
10 L.C.BAR.345 16 345.0 26.6 17.9 25.5 18.1 25.00 106.3 SUPERADO
12 P.CALDAS345 16 345.0 16.8 10.2 22.7 12.2 22.00 103.1 SUPERADO
28 ITUMB. 230 16 230.0 22.1 19.9 20.6 18.4 19.00 116.6 SUPERADO

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31
São impressos um cabeçalho identificando o valor de X especificado para o
estudo e, em seguida, a relação de dados das barras: número, nome, área,
tensão base, nível de curto (kA) e X/R monofásicos, nível de curto (kA) e X/R
trifásicos, capacidade do menor disjuntor (kA), percentual de superação
(relativo ao maior nível de curto entre o monofásico e o trifásico) e a situação
da barra (90 - 100% => ALERTA ; >100% => SUPERADO).

- Exemplo de impressão de resultados de contribuição para a barra 2-
FURNAS:

X---------------------------X---------------------------X
Identificação da SE Nível CC
Barra Monofásico Trifásico
Num. Nome Área VBase Ncc(kA) X/R Ncc(kA) X/R
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X
2 FURNAS 345 16 345.0 23.8 15.4 24.1 16.0
X-----------------------------X------X-----------------------X---------------X---------X
Identificação do Cap. Corrente de contribuição Relação
Circuito Interr. ICC ICC/ICCS
ICCS Monofásico Trifásico (%)
N BT Nome BT NC NomeCI T (kA) (kA) Cond. (kA) Cond. Monof. Trif. Situação
X----X------------X--X------X-X------X-------X---X-------X---X-------X-------X---------X
1 T#FU 345 13A FCE T 22.00 22.49 2 23.37 3 102.23 106.25 SUPERADO
5 T#FU 345 13B FCE T 22.00 22.52 2 23.38 3 102.35 106.28 SUPERADO
7 M.MORAES345 FCE 22.00 22.26 3 22.21 3 101.18 100.94 SUPERADO
10 L.C.BAR.345 FCE 22.00 22.50 3 22.34 3 102.25 101.54 SUPERADO
12 P.CALDAS345 FCE 22.00 22.53 3 22.34 3 102.41 101.54 SUPERADO
12 P.CALDAS345 2 FCE 22.00 22.54 3 22.35 3 102.45 101.61 SUPERADO
71 ITUTINGA345 FCE 22.00 23.16 3 23.28 3 105.25 105.80 SUPERADO
71 ITUTINGA345 2 FCE 22.00 23.14 3 23.23 3 105.19 105.58 SUPERADO
389 PIMENTA 345 FCE 22.00 22.78 3 23.04 3 103.53 104.72 SUPERADO
0 REFERENCIA FCE G 22.00 16.12 2 19.27 2 73.26 87.60
389 PIMENTA 345 2 NOVA 22.00 22.75 3 22.96 3 103.40 104.35 SUPERADO

Primeiro são impressas as informações relativas à barra em questão: número,
nome, área, base de tensão, nível de curto (kA) e X/R monofásicos, e nível de
curto (kA) e X/R trifásicos.
Em seguida são impressas as informações de cada circuito conectado à barra:
• número e nome da outra barra terminal;
• número do circuito (“NC”), para circuitos em paralelo (em branco se só
houver um circuito);
• nome do circuito;
• tipo do circuito (em branco se for LINHA; “T” = transformador; “G” =
gerador; “H” = Shunt de barra; “S” = capacitor série; “C” = carga);
• capacidade de interrupção do disjuntor deste circuito, em kA (nesta versão,
todos os circuitos saindo da barra ficam com a capacidade de interrupção
do menor disjuntor da barra);
• maior corrente de curto monofásico passando pela fase A do disjuntor, em
kA (considerando as três situações citadas anteriormente);
• Número da pior condição para o curto monofásico (situação 1, 2 ou 3);
• maior corrente de curto trifásico passando pela fase A do disjuntor, em kA
(considerando as três situações citadas anteriormente);
• Número da pior condição para o curto trifásico (situação 1, 2 ou 3);
• Percentual de superação para o curto monofásico;
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32
• Percentual de superação para o curto trifásico;
• Situação (superação abaixo de 90% => em branco; superação entre 90 e
100% => ALERTA; superação acima de 100% => SUPERADO)

Ou seja, tomando como base as informações destacadas abaixo, referentes ao
circuito entre as barras 2 (FURNAS 345) e 7 (M.MORAES 345):

X---------------------------X---------------------------X
Identificação da SE Nível CC
Barra Monofásico Trifásico
Num. Nome Área VBase Ncc(kA) X/R Ncc(kA) X/R
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X
2 FURNAS 345 16 345.0 23.8 15.4 24.1 16.0
X-----------------------------X------X-----------------------X---------------X---------X
Identificação do Cap. Corrente de contribuição Relação
Circuito Interr. ICC ICC/ICCS
ICCS Monofásico Trifásico (%)
N BT Nome BT NC NomeCI T (kA) (kA) Cond. (kA) Cond. Monof. Trif. Situação
X----X------------X--X------X-X------X-------X---X-------X---X-------X-------X---------X
1 T#FU 345 13A FCE T 22.00 22.49 2 23.37 3 102.23 106.25 SUPERADO
5 T#FU 345 13B FCE T 22.00 22.52 2 23.38 3 102.35 106.28 SUPERADO
7 M.MORAES345 FCE 22.00 22.26 3 22.21 3 101.18 100.94 SUPERADO
10 L.C.BAR.345 FCE 22.00 22.50 3 22.34 3 102.25 101.54 SUPERADO
12 P.CALDAS345 FCE 22.00 22.53 3 22.34 3 102.41 101.54 SUPERADO
12 P.CALDAS345 2 FCE 22.00 22.54 3 22.35 3 102.45 101.61 SUPERADO
71 ITUTINGA345 FCE 22.00 23.16 3 23.28 3 105.25 105.80 SUPERADO
71 ITUTINGA345 2 FCE 22.00 23.14 3 23.23 3 105.19 105.58 SUPERADO
389 PIMENTA 345 FCE 22.00 22.78 3 23.04 3 103.53 104.72 SUPERADO
0 REFERENCIA FCE G 22.00 16.12 2 19.27 2 73.26 87.60
389 PIMENTA 345 2 NOVA 22.00 22.75 3 22.96 3 103.40 104.35 SUPERADO






















7 M.MORAES345 FCE 22.00 22.26 3 22.21 3 101.18 100.94 SUPERADO
22,26 kA
FURNAS 345
2
M.MORAES 345
7
1F
FALTA MONOFÁSICA
Pior situação de curto: 3 (falta
com outra extremidade aberta)

22,21 kA
FURNAS 345
2
M.MORAES 345
7
3F
FALTA TRIFÁSICA
Pior situação de curto: 3 (falta
com outra extremidade aberta)
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A linha destacada mostra que a situação de curto monofásico mais severa
para o disjuntor posicionado junto à barra 2 (FURNAS 345), no circuito que vai
para a barra 7 (M. MORAES 345) se dá na condição “3” (falta logo após o
disjuntor, com a outra extremidade do circuito aberta) e o valor da corrente
passando pelo disjuntor é de 22,26 kA. Mostra também que a pior situação
de curto trifásico também é a condição “3”, com corrente de 22,21 kA. O
percentual de superação para o caso monofásico é de 101,18% e para o caso
trifásico 100,94%. O maior valor entre os dois é 101,18%, que é maior que
100%, logo o disjuntor é considerado SUPERADO.
OBS: Na versão atual do programa, o valor do menor disjuntor é repetido em
todos os circuitos. O valor do disjuntor em questão, na configuração de 2007, é
de 41 kA, e não 22 kA. Portanto, o percentual de superação calculado pelo
programa deve ser visto com cuidado. A informação mais útil, na versão
atual, é a corrente de contribuição calculada pelo programa.
4.3.4 OPÇÕES DO ESTUDO
O Estudo oferece algumas opções para configurar o relatório de saída, como
se pode ver na figura abaixo:



O padrão do programa é imprimir o relatório completo, com todas as
informações. No entanto pode-se:
• Não imprimir as tabelas referentes aos subconjuntos (a), (b), (c), (d) e
(e) (ou são impressas as cinco, ou nenhuma das cinco);
• Não imprimir as tabelas referentes aos subconjuntos (f) e (g) (barras
com estado ALERTA, barras com estado SUPERADO). Ou as duas
tabelas são impressas, ou nenhuma das duas;
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34
• Alterar o valor de “X” (percentual de superação para a segunda etapa do
estudo). Se for reduzido, mais barras serão incluídas na segunda etapa
e terão suas contribuições analisadas;
• Não imprimir a tabela referente ao subconjunto (h) (índice de barras
para o segundo estudo);
• Imprimir, na segunda etapa do estudo, APENAS circuitos com estado
ALERTA ou SUPERADO (evita-se a impressão de informações
desnecessárias);
• Imprimir valores calculados com vírgula ao invés de ponto decimal (torna
mais fácil a importação pelo Microsoft Excel).

Pode-se ativar ou desativar livremente qualquer uma destas opções. As
opções selecionadas são evidenciadas no início do relatório de saída,
permitindo que se saiba posteriormente o que foi impresso.

4.4 EQUIVALENTES PARA CURTO-CIRCUITO
O cálculo de equivalentes é útil quando se deseja realizar estudos apenas em
uma região do sistema elétrico (área interna ou retida), sem interesse no que
acontece fora dela (área externa ou equivalentada).
O sistema equivalente não contém explicitamente a área externa, porém o seu
efeito nas grandezas calculadas na área interna é considerado através das
ligações equivalentes (série e shunt) que surgem na construção do sistema
equivalente.
A porção do sistema interno que está conectada ao sistema externo é
chamada de fronteira, e apenas entre as barras fronteira serão criadas as
ligações equivalentes. Normalmente, surgem ligações equivalentes entre a
maioria dos pares de barras fronteira possíveis. Assim sendo, para
equivalentes cujo o número de barras retidas seja grande (de dezenas a
centenas), o número de ligações equivalentes série criadas pode ser muito
grande, sendo que a maioria, geralmente, são ligações de alta impedância, que
poderiam ser desprezadas (ver alguns parágrafos abaixo).
Obs.: Durante o cálculo de equivalentes, o programa preserva todos os
circuitos originais ligados às barras de fronteira. Assim sendo, poderão ser
criadas ligações equivalentes paralelas àquelas já exixtentes originalmente.
Ao se definir o conjunto de barras retidas, deve-se tomar o cuidado de não
“partir” grupos mutuamente acoplados, ou seja, deixar algumas barras do
grupo dentro da área retida e outras fora. Caso isto ocorra, as contribuições de
sequência zero nos circuitos do grupo que foi partido, calculadas com o
sistema equivalente, ficarão erradas (diferentes das calculadas com o sistema
original). No entanto, as correntes totais de curto assim como as tensões pós-
falta estarão corretas (iguais às calculadas com o sistema original). O cálculo
de curtos-circuitos com contingências em algum circuito de um grupo que foi
partido também leva a resultados diferentes daqueles obtidos com o sistema
original. Para ajudar o usuário a lidar com este problema, existe uma opção
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35
para o programa automaticamente impedir que grupos mutuamente acoplados
sejam partidos. Neste caso, o programa inclui na área retida as barras
acopladas a alguma barra retida e que ficariam fora da área retida.
Como todo processo de cálculo numérico, o cálculo de equivalentes também é
afetado por problemas de precisão numérica. Assim sendo, pequenas
diferenças (geralmente desprezíveis) poderão ocorrer entre grandezas
calculadas com o sistema equivalentado e o sistema original.
Uma outra fonte de diferenças nos resultados, controlada pelo usuário,
acontece quando se despreza ligações equivalentes de alta impedância.
Como dito anteriormente, é muito freqüente o surgimento de ligações
equivalentes de grande impedância (principalmente ligações série), que podem
ser desprezadas sem grande comprometimento da precisão do equivalente.
Assim sendo, existe uma relação de compromisso entre precisão e número de
circuitos equivalentes que serão criados.
Para o cálculo do equivalente, o usuário define um valor máximo (Zmáx) de
módulo de impedância, acima do qual a ligação equivalente é desprezada (não
é criada). Para uma ligação equivalente ser desprezada, os módulos de sua
impedância, tanto de sequência positiva como de sequência zero, devem ser
maiores que Zmáx.
O melhor valor de Zmáx a ser utilizado dependerá das necessidades de cada
usuário. Porém, para auxiliá-lo nesta tarefa, o programa informa, após o
cálculo de um equivalente, os erros máximos (sistema equivalente comparado
com sistema original) de módulo (%) e ângulo (°) das impedâncias
equivalentes (Thévenin) de cada barra retida, tanto na sequência positiva como
na sequência zero. Assim sendo, se o erro máximo estiver acima do aceitável
para o usuário, ele poderá refazer o equivalente utilizando um valor de Zmáx
maior.
Após o cálculo de um equivalente, o programa informa uma estatística que
contém, além dos erros máximos, o número de circuitos equivalentes série e
shunt (criados e desprezados) e os totais de barras, circuitos e grupos
(internos e fronteira) que sobraram na área retida.
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36
OBS.: após o cálculo de um equivalente, o sistema retido resultante, além de
ser gravado na forma de arquivo de dados, substitui o original na memória do
programa, podendo, assim, ser gravado em um histórico, por exemplo.
A seguir, é mostrada uma tabela com a variação do erro máximo em função do
parâmetro Zmáx. Foi utilizado um arquivo de dados do GTP do ano 1997, e a
área retida foi a área 8 (Cemig) composta, na época, de 196 barras.

Zmáx(pu) # Circuitos
série criados
# Circuitos
série despr.
Erro máx.(%)
seq. positiva
Erro máx.(%)
seq. zero
9999. 106 14 0,03 0,01
999. 89 31 0,05 0,02
99. 70 50 0,33 0,35
33. 56 64 1,25 1,00
9. 48 72 3,75 2,31
4.5 COMPARAÇÃO DE CONFIGURAÇÕES
A ferramenta de comparação de configurações foi implementada com o
objetivo de facilitar a tarefa de comparação entre dois diferentes arquivos de
dados como, por exemplo, um arquivo antes e depois de ser editado para
alterações.
A comparação fornece relatórios com as diferenças encontradas entre os dois
arquivos. A comparação é feita em três blocos, a saber: dados de barra,
dados de circuito e dados de mútua. Para cada bloco são emitidos dois
relatórios: um com as diferenças encontradas entre as ocorrências que
existirem nos dois arquivos e outro com as ocorrências exclusivas do primeiro
arquivo, ausentes no segundo, perfazendo um total de seis relatórios.
Em cada bloco de dados, são comparados todos os tipos de dados existentes
naquele bloco, porém, a comparação de alguns tipos de dados é opcional,
sendo os demais sempre comparados. Os tipos de dados opcionais em cada
bloco são os seguintes:
• Dados de barra: nome, tipo, área, tensão pré-falta (módulo e ângulo);
• Dados de circuito: nome, área, tap, defasamento;
• Dados de mútua: área.
Para executar a comparação, o usuário deve carregar na memória do
programa o primeiro arquivo de dados e, em seguida, efetuar a operação de
comparação de configurações fornecendo o nome do segundo arquivo de
dados.
Os seis relatórios gerados pela comparação são escritos em um arquivo cujo
nome é fornecido pelo usuário.
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37
4.6 EVOLUÇÃO DE NÍVEL DE CURTO-CIRCUITO
A ferramenta de evolução de nível de curto-circuito foi implementada com o
objetivo de facilitar a tarefa de comparação entre configurações de dois anos
distintos de um mesmo sistema. São comparados os módulos dos valores (em
p.u.) trifásico (seq. positiva) e monofásico (fase A) das correntes totais de
curto-circuito em cada barra e das suas contribuições de primeira vizinhança.
O programa, normalmente, identifica as barras pelo número, porém,
opcionalmente, pode identificar por número e nome. Neste caso, só fará
comparações entre barras de mesmo número e nome.
São gerados seis relatórios, que são escritos em um arquivo cujo nome é
fornecido pelo usuário.
No primeiro relatório aparecem, para todas as barras onde houve variação
maior que um limite fornecido pelo usuário, a identificação da barra, os
módulos das correntes totais de curto-circuito trifásico e monofásico (nas duas
configurações), e as variações percentuais dos módulos (trifásico e
monofásico). Uma variação de 9999 % indica que o módulo passou de zero
para um valor maior que zero; uma variação de –100 % indica que o módulo
passou de um valor maior que zero para zero. O relatório, opcionalmente, pode
ser ordenado de forma decrescente de variação, ou seja, da maior para a
menor.
Nos dois relatórios seguintes aparecem, respectivamente, as identificações das
barras exclusivas da primeira e segunda configurações.
No relatório seguinte aparecem as evoluções (maiores que um limite fornecido
pelo usuário) nas contribuições de primeira vizinhança de todas as barras do
sistema. O relatório, opcionalmente, pode ser ordenado de forma decrescente
de variação, ou seja, da maior para a menor.
Nos dois últimos relatórios aparecem, respectivamente, as identificações das
contribuições exclusivas da primeira e segunda configurações.
Para executar a evolução de nível de curto-circuito, o usuário deve,
previamente, executar, para cada uma das duas configurações, um estudo
macro (curtos monofásico e trifásico sem contingência em todo o sistema ou
só na região de interesse) orientado a ponto de falta com saída em formato de
tabela e NBACK=1. O usuário pode escolher o nome dos arquivos que
conterão as duas tabelas.
Ao efetuar a operação de cálculo de evolução, o programa consultará as
informações contidas nas tabelas e escreverá os relatórios de saída no arquivo
especificado pelo usuário.
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38
5. MODOS DE SOLUÇÃO
A solução de um Estudo Individual ou Macro, pode ser orientada a Ponto-de-
Falta ou a Ponto-de-Monitoração
5.1 SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO DE FALTA
Nesse modo de solução, o ANAFAS determina a tensão e a corrente nos
pontos-de-falta, a tensão nas barras-de-contribuição, a tensão nas barras
vizinhas a elas e as correntes nos circuitos delas para as barras de
contribuição.
As barras de contribuição podem ser determinadas diretamente, como um
conjunto de barras especificado pelo usuário (ver item 6.2), ou indiretamente,
como uma vizinhança em torno dos pontos de falta, sendo o grau de
vizinhança (“NBACK”) definido pelo usuário.
A solução de um estudo pode ser apresentada sob o formato de relatório ou de
tabela. Ambos contém as mesmas informações, porém o formato relatório é
mais adequado para leitura humana, enquanto que a tabela é mais adequada
para exportação para outros programas, tais como, planilhas eletrônicas
(EXCEL
®
, LOTUS
®
, etc.). O relatório pode ser apresentado interativamente ou
gravado em arquivo, enquanto que a tabela só pode ser gravada.
5.1.1 RELATÓRIO DA SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO-
DE-FALTA
O relatório e a tabela da solução orientada a ponto-de-falta são compostos
pela descrição das faltas e pela solução nos pontos-de-falta e nas barras-de-
contribuição.
Descrição da Falta:
• No caso de um Estudo Individual, é a descrição do tipo e ponto de
aplicação de cada um dos defeitos que compõem a falta.
• No caso de um Estudo Macro, é o numero do caso, o tipo e ponto-de-
aplicação da falta e a descrição da contingência associada.
Solução no(s) Ponto(s)-de-Falta e na(s) Barra(s)-de-Contribuição:
• A solução nos pontos-de-falta é expressa pela tensão e corrente através da
falta.
• A solução nas barras-de-contribuição é expressa pela tensão nas barras-de-
contribuição e nas suas vizinhas e pela corrente destas para ela.
Obs: Quando a falta provoca condução de proteções MOV, há também um
relatório sobre seus estados. No modo iterativo, sua visualização é opcional.
Na saída em arquivo, este é emitido automaticamente, entre as duas soluções
descritas acima.
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39
A tensão e a corrente nos pontos-de-falta e nas barras-de-contribuição podem
ser apresentadas em coordenadas de fase (a-b-c) e/ou de seqüência (0-1-2)
3
.
A amplitude (valor eficaz) das tensões e correntes pode ser expressa em p.u.
ou em unidades físicas (kV e A ou “MVA” ).
• A apresentação em kV e A depende da definição da tensão-base (VBASE)
das barras-de-contribuição {ver Apêndice 1.1.3}. Caso a tensão-base não
tenha sido definida corretamente, a grandeza é expressa em p.u., mesmo
que tivesse que ter sido expressa em unidades físicas.
• Os valores de corrente expressos em MVA correspondem aos valores em
p.u., multiplicados pela base de potência, e multiplicados pela magnitude da
tensão pré-falta em p.u..
O ângulo de fase é opcional e é dado em graus, sendo que o da tensão é dado
em todo o círculo trigonométrico (-180
o
a +180
o
) e o da corrente pode ser dado
ou em todo o círculo (-180
o
a +180
o
) ou, pressupondo que ela seja indutiva, no
semi-círculo negativo (-180
o
a 0
o
).
A tensão do(s) ponto(s)-de-falta e das barras-de-contribuição é a tensão nodal,
fase-neutro. No caso das faltas que envolvem mais de uma barra (curto-circuito
série, aberturas e remoções), é apresentada a tensão nodal nos 2 terminais da
falta.
A corrente de falta é a corrente nodal, arbitrada como positiva quando está
saindo do ponto-de-falta. A corrente de contribuição é arbitrada como positiva
quando estiver incidindo na direção da barra-de-contribuição.
Os pontos-de-falta, as barras-de-contribuição e os circuitos de contribuição
(barra vizinha → barra-de-contribuição) são identificados pelos respectivos
nomes e números. No formato de “relatório”, as barras fictícias recebem uma
numeração seqüencial com sinal negativo, ou seja, são identificadas pelo
número “-#”, onde # é um contador de barras fictícias criadas na falta corrente.
Se o somatório das correntes que chegam a uma barra-de-contribuição tiver
magnitude maior que 0.005 p.u. em qualquer uma das seqüências, então este
valor de “mismatch” de corrente é escrito no relatório. Isto não significa
qualquer erro do programa, e indica que existe um problema de precisão
numérica perto desta barra-de-contribuição. Geralmente o problema de
precisão deve-se à presença de algum circuito com valor de impedância muito
baixo ligado à barra-de-contribuição. O usuário deve procurar evitar a
presença de circuitos de impedância muito baixa no arquivo de dados.
No formato de “relatório” os resultados para cada ponto-de-falta e para cada
barra-de-contribuição são apresentados em campos separados.
No formato “tabela”, os resultados são dados por circuito (uma linha para cada
circuito), identificados pelo número da barra “de”, barra “para” e número do
circuito:

3
As opções de relatório são pré-definidas, mas podem ser modificadas pelo usuário. Estas
opções não afetam a saída no formato “tabela”, no qual as grandezas são sempre expressas
em p.u. (a tensão-base é indicada num campo da tabela) e nos 2 sistemas de coordenadas
(fase e seqüência).
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• nos pontos-de-falta “shunt”, a barra “para” recebe a numeração 9999 ;
• as barras fictícias recebem a mesma numeração dada na descrição da falta;
• a tensão nas barras-de-contribuição é dada numa linha em que a barra de
“contribuição” = barra “de” = barra “para”.
5.2 SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO-DE-MONITORAÇÃO
Os Pontos-de-Monitoração são pontos de observação do sistema, através de
Grandezas Monitoradas, definidas pelo usuário.
Cada Ponto-de-Monitoração é definido pela sua localização e pelo respectivo
conjunto de Grandezas Monitoradas.
Os Pontos-de-Monitoração são “instalados” em qualquer terminal de quaisquer
circuitos. A localização de um Ponto-de-Monitoração é definida pelo número
das respectivas barras (local e remota) e pelo número do circuito, como
mostrado na figura abaixo.

Y ∆

Y
B.1
230 kV
B.10
6.6 kV
B.3
230 kV
B.4
230 kV
B.2
230 kV
B.12
6.6 kV
B.5
230 kV
B.7
230 kV
B.8
230 kV
B.6
230 kV
G
GER.1 TRF.1 TRF.2
G
GER.2
LT.13 LT.34-1
LT.34-2
LT.24
LT.35
LT.56
LT.78
LT.56
LT.68
LT.17 LT.26
PONTOS-DE-MONITORAÇÃO
Ponto 3:4:1
Ponto 4:3:2
Ponto 6:8:1

As Grandezas Monitoradas são definidas pela combinação linear de Fatores:
G K
F
F
i
i
j
j
=



• G: grandeza monitorada
• K: ganho constante (opcional)
• F
i
: fatores numerador
• F
j
: fatores denominador (opcional) .
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41
Os Fatores podem ser medições (opcionalmente multiplicadas por ganhos
constantes), ou outras Grandezas (opcionalmente multiplicadas por
constantes), ou ainda, simples constantes:
F
K M
K G
K
=
¦
´
¦
¹
¦
.
.
• M: medição (tensão / corrente / potência)
• G: grandeza monitorada (por qualquer ponto)
• K: ganho constante .
As Medições podem ser feitas em qualquer ponto do sistema, independente da
localização do Ponto-de-Monitoração ao qual a respectiva Grandeza esteja
associada.
As medições de tensão, corrente e potência podem se referir aos regimes pré
e pós-falta.
As Medições de Tensão podem se referir à qualquer barra do sistema, exceto
as do tipo “mid-point” e à barra de referência.
As Medições de Corrente e de Potência se referem a um terminal de qualquer
circuito do sistema, inclusive de circuitos “shunt”. A medição é polarizada na
direção do terminal de medição para o outro terminal do circuito, como
mostrado na figura abaixo:
a b
I
+I, +P
-I,-P

As Medições de Potência feitas em coordenadas de seqüência são
implicitamente multiplicadas por 3, sendo invariantes em relação às medições
em coordenadas de fase, ou seja: P
012
≡ 3 V
012
I
012
* e P
abc
≡ V
abc
I
abc
*; assim
sendo, a soma das potências nas 3 seqüências será sempre igual à soma das
potências nas 3 fases.
As Medições de Tensão, Corrente e Potência são sempre feitas em unidades
físicas (kV, kA e MVA), requerendo, portanto, a definição da tensão-base das
respectivas barras. No caso de medição de corrente ou de potência, junto à
uma barra do tipo “mid-point” (ramo de transformador) ou à barra de referência
(ramo “shunt”), o ANAFAS utiliza a tensão base da outra barra terminal do
ramo correspondente à medição. As medições podem ser definidas em
coordenadas de fase (a,b,c,n,bc,ca,ab) e/ou de seqüência (0,1,2).
As Grandezas podem ser mono ou tripolares, isto é, cada uma pode ter 1 ou 3
unidades de saída (x,y,z). Por exemplo, uma Grandeza pode ser a impedância
entre as fases a-b (Z
ab
), ou entre todas as fases (Z
bc
, Z
ca
, Z
ab
).
As constantes utilizadas na especificação das grandezas, podem ser reais ou
complexas(K = K
r
+ j.K
i
).
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42
Monitoração das Grandezas
A magnitude, o ângulo de fase, a parte real ou a parte imaginária de cada
unidade de saída de uma Grandeza podem ser monitorados, contra limite(s)
inferior e/ou superior, definidos pelo usuário. No caso de especificação de
ambos os limites (inferior e superior), se o limite inferior for menor que o
superior, a faixa monitorada é interna aos limites, caso contrário, isto é, se o
limite inferior for maior que o superior, a faixa monitorada é externa aos limites,
como indicado na figura abaixo.
Inf Sup

Inf Sup

A monitoração do ângulo de fase é feita do limite inferior para o superior, no
sentido anti-horário, ou seja, a condição de monitoração é atendida, se o
ângulo estiver avançado em relação ao limite inferior e atrasado em relação ao
limite superior, como ilustrado na figura abaixo.
OBS.: os ângulos das grandezas são expressos na faixa de (-180
o
a
+180
o
) e os valores limites para monitoração de ângulo devem também
ser fornecidos nesta faixa de valores.

Sup
Inf
Sup
Inf

Se somente o limite inferior do ângulo de fase tiver sido especificado, o limite
superior é considerado, implicitamente, como o ângulo 180
o
avançado em
relação ao limite inferior e vice-versa, ou seja, se somente o limite superior for
especificado, o limite inferior é considerado, implicitamente, como o ângulo
180
o
atrasado em relação ao limite superior, como mostrado na figura abaixo.
Inf
Sup
Inf
Inf Inf
Sup
Sup Sup

Raio de Observação e Controle dos Pontos-de-Monitoração
Cada Ponto-de-Monitoração pode observar (“ser ativado”) por faltas em
quaisquer pontos do sistema, ou somente na sua vizinhança, definida pelo
respectivo “raio-de-observação”. Por exemplo, se o Ponto-de-Monitoração
3:4:1, tiver “raio-de-observação” = 1, ele será ativado para faltas nos circuitos
1:3:1, 3:4:1, 3:4:2 e 3:5:1 e nas respectivas barras terminais, ou seja, para
faltas que ocorram na sua 1
a
vizinhança. O “raio de observação” é definido
para cada Ponto-de-Monitoração e pode ser alterado interativamente, durante
a execução do estudo.
O usuário também pode controlar (habilitar/desabilitar), o estado dos Pontos-
de-Monitoração. Enquanto estiver desabilitado o Ponto-de-Monitoração
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43
permanecerá inativo para qualquer falta, independentemente do seu “raio-de-
observação”.
Os Pontos-de-Monitoração podem ser definidos interativamente ou através de
um arquivo-texto, descrito no Apêndice 4.
5.2.1 RELATÓRIO DE DADOS DOS PONTOS-DE-MO-
NITORAÇÃO
A imagem da especificação dos Pontos-de-Monitoração é apresentada no
Relatório dos Pontos-de-Monitoração, que pode ser consultado interativamente
e/ou gravado em arquivo-texto.
A verificação da especificação dos Pontos-de-Monitoração é fortemente
aconselhada, pois a crítica feita aos dados não significa que eles sejam
realmente o que o usuário tinha em mente, mas apenas que a sintaxe está
correta.
5.2.2 RELATÓRIO DA SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO-
DE-MONITORAÇÃO
Os resultados de um Estudo Orientado a Ponto-de-Monitoração, apresentados
sob a forma de Relatório e/ou de Tabela, são o valor e o estado (“condição-de-
monitoração”) das unidades de saída das grandezas associadas a cada ponto.
O valor das grandezas é apresentado em coordenadas polares, isto é,
magnitude e ângulo de fase, sendo esse último opcional (pode ser omitido).
O Relatório de Resultados dos Pontos-de-Monitoração pode ser visualizado
interativamente e/ou gravado como arquivo-texto. A Tabela de Resultados dos
Pontos-de-Monitoração pode ser somente gravada como arquivo-texto e o seu
formato é simplificado, sem títulos e com os campos delimitados por “;”.
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44
6. INTERFACE E NAVEGAÇÃO
O controle da execução do ANAFAS é interativo, baseado em Menus de
manuseio intuitivo. Não obstante, a operação do ANAFAS é auxiliada por
textos explicativos (“help”) contextuais, definindo e/ou comentando o modo de
utilização e as opções que podem ser feitas a cada etapa.
A navegação através da árvore de menus é bidirecional, avançando segundo
as opções, ou retrocedendo, através do comando 〈ESC〉.
6.1 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE E FORMATAÇÃO DOS
RELATÓRIOS
O usuário pode configurar as cores da tela, bem como o formato (número de
linhas e colunas) dos relatórios de dados e de resultados e o título (nome da
empresa) aplicado em todas as telas e relatórios.
O usuário também pode controlar a apresentação dos relatórios, definindo as
seguintes opções:
• Tipo: relatório/tabela (somente para os relatórios de resultados - ver itens
5.1.1 e 5.2.2).
• Formato: número de linhas (60 ou 100, ou ainda, “Sem paginação”. Nesta
última opção, o programa imprime apenas um cabeçalho, no início do
arquivo, tornando a saída mais limpa – opção padrão do programa a
partir da versão 4.2 do ANAFAS) e colunas (80 ou 132).

• Modo de Representação e Unidades (somente para o relatório de resultados
da solução orientada a ponto-de-falta - ver 5.1.1): correntes e tensões
podem ser representadas em coordenadas de fase e/ou de seqüência e
podem ser expressas em p.u. ou em grandezas físicas, isto é, as tensões
em “kV” e as correntes em “A” ou “MVA” (MVA = p.u. x potência-base x
módulo da tensão pré-falta em p.u. ). Há ainda a opção “Impressão de
Barras Fictícias”, que permite suprimir das saídas de estudos
orientados a ponto-de-falta blocos referentes a barras fictícias e barras
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45
auxiliares ou de derivação, que normalmente são desnecessários,
tornando os relatórios mais limpos – opção padrão a partir da versão
4.2 do ANAFAS.

A expressão do valor de uma grandeza em “kV” e “A” requer que a
respectiva tensão-base tenha sido definida e aceita (ver item 2 e apêndice
0).
• Faixa do Ângulo de Fase: a apresentação do ângulo de fase é opcional nos
relatórios de resultados.
No relatório da solução orientada a ponto-de-falta, o ângulo de fase é
expresso em ± 180
o
. No caso das correntes o ângulo de fase também pode
ser expresso de 0 a -180
o
( “ângulo indutivo” ), invertendo o sinal da
magnitude, se necessário. Essa forma de apresentação é conveniente pois
as correntes de defeito são, tipicamente, indutivas e, usualmente, tem
ângulo de fase negativo.
• Impressão condicionada: no relatório da solução orientada a ponto-de-
monitoração, o usuário pode inibir a apresentação das grandezas cuja
condição de monitoração não tenha sido atendida. Essa opção pode ser
bastante útil no caso de um estudo extenso, no qual o usuário só está
interessado nos resultados de determinadas Grandezas, se estes
atenderem às respectivas condições de monitoração.
A configuração da interface e a formatação dos relatórios são registradas pelo
ANAFAS, no arquivo ANAFAS.CFG, e automaticamente carregadas quando o
programa é inicializado. Caso esse arquivo não seja encontrado, o ANAFAS
carrega um conjunto de opções pré-definidas (“default”).
6.2 ENTRADA / ESPECIFICAÇÃO DE DADOS INTERATIVA
Todos os dados de entrada para o ANAFAS podem ser fornecidos e/ou
alterados interativamente, através de menus e diálogos auto-explicativos,
exceto para os dados de sistema e na definição de um conjunto de barras ou
de circuitos, que seguem outras formas de especificação interativa, detalhadas
a seguir.
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46
6.2.1 ALTERAÇÃO DE DADOS DO SISTEMA
Os dados de barra, circuito, mútua e MOVs, bem como o título e os
comentários do caso, podem ser alterados, excluídos e incluídos
interativamente. A alteração utiliza o mesmo formato do arquivo de dados,
sendo o tipo de modificação indicado através do código de alteração (“change-
code”). A entrada dos dados é auxiliada por uma máscara de edição. As
alterações podem tanbém ser fornecidas via arquivo, contendo os blocos de
dados de alteração.
6.2.2 ESPECIFICAÇÃO DE UM CONJUNTO DE BARRAS
Um conjunto de barras é especificado pela enumeração das barras que o
compõe, através de uma lista ou faixa de numeração:
• B 1,3,6,7 ou 1,3,6,7→ barras 1, 3, 6 e 7;
• B 1:4 ou 1:4 → barras 1 a 4.
Um conjunto de barras também pode ser especificado pela enumeração das
respectivas áreas ou níveis de tensão:
• A 1,10,23 → barras das áreas 1, 10 e 23;
• A 1:5 → barras das áreas 1 a 5;
• V 69, 500, 230 → barras de 69, 500 e 230 kV;
• V 6:400 → barras de 6 a 400 kV.
As barras de um conjunto também podem ser selecionadas
interativamente, numa lista (menu), compreendendo as barras cujo nome
contenha uma cadeia de caracteres definida pelo usuário, ou todas as
barras do sistema, utilizando o nome “default” (“*”):
• X → →→ → lista de barras selecionadas interativamente (ver exemplo no item
2.6 deste manual).
Finalmente, um conjunto também pode incluir todas as barras do sistema:
• U → todas as barras do sistema (conjunto “universo”).
Um conjunto de barras também pode incluir as barras vizinhas às enumeradas:
• B 1,2@2 → barras 1 e 2 + as barras incluídas na 1
a
e 2
a
vizinhança delas;
• A 10@1 → barras da área 10 e a 1
a
vizinhança delas.
Um conjunto de barras pode ser combinado com outros, através de união (+),
interseção (&) e /ou exclusão (-):
• B 1,3,7 + A 10 → barras 1, 3 e 7 + barras da área 10;
• A 20,30 & V 230 → barras das áreas 20 e 30, com tensão-base de 230 kV;
• B 1:8 + A 20 & V 6:138 → barras 1 a 8 + barras da área 20, com tensão-
base entre 6 e 138 kV;
• A 20 - V 230 → barras da área 20, exceto as de 230 kV.
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47
As expressões para definição do conjunto de barras podem ser agrupadas por
parênteses
4
:
• B 1:8 + (A 20,30 & V 230) → barras 1 a 8, mais as barras de 230 kV das
áreas 20 e 30.
Notas:
• O conjunto de barras de falta pode ser formado, no máximo, por 50
subconjuntos de barras;
• O total de itens especificados através do número da barra / nível de tensão /
número da área, pode ser no máximo de 500 / 100 / 100, respectivamente.
O número de itens é o número de elementos utilizados na especificação do
subconjunto, que é igual ao número de elementos no caso de enumeração
direta, mas é igual a 2, no caso de especificação através de faixa de
valores.
6.2.3 ESPECIFICAÇÃO DE UM CONJUNTO DE CIRCUITOS
Um conjunto de circuitos (linhas) é definido pelos conjuntos das respectivas
barras terminais. Por exemplo:
• Subconjunto de circuitos → linhas que ligam as barras 1, 3 e 7 às barras da
área 20:
• barras locais → B 1,3,7;
• barras remotas → A 20.
• Subconjunto de circuitos → linhas de 138 kV, que interligam as barras da
área 20, às barras da área 30:
• barras locais → A 20 & V 138;
• barras remotas → A 30.
• Subconjunto de circuitos → linhas internas à área 20:
• barras locais → A 20;
• barras remotas → A 20.
Nota: nesse caso (conjunto das barras remotas = conjunto das barras
locais), o conjunto das barras remotas pode ser especificado por “*”.

4
Esta versão do ANAFAS suporta somente 1 nível de parênteses.
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48
• Subconjunto de circuitos → linhas de 138 kV, que interligam as barras da
área 20, ao restante do sistema:
• barras locais → A 20 & V 138;
• barras remotas → U - (A 20 & V 138).
• Subconjunto de circuitos → linhas de 138 kV, que interligam as barras da
área 20 entre si e ao restante do sistema:
• barras locais → A 20 & V 138;
• barras remotas → U.
Nota: O conjunto de circuitos de falta pode ser formado, no máximo, por 100
subconjuntos de circuito.
Para evitar redundância, no caso de 2 circuitos paralelos idênticos, não
acoplados com outros e sem pontos-de-monitoração, somente um deles é
incluído no conjunto de circuitos.
6.3 ARQUIVOS DE ENTRADA E SAÍDA DE DADOS
Todos os dados de entrada para o ANAFAS podem ser fornecidos através de
arquivos-texto e, no caso dos dados do sistema, também através de arquivo
histórico (binário).
Reciprocamente, todos os dados alterados e/ou especificados interativamente,
também podem ser gravados em arquivos-texto e, no caso dos dados do
sistema, também em arquivo histórico ou em formato XML (este último para ser
usado no programa FormCepel
®
, que auxilia na elaboração de relatórios).

É possível gravar casos que originalmente tinham formato PECO (sem
carregamento pré-falta) no formato ANAFAS (com carregamento pré-falta) e
vice-versa.

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49
Quando se grava um caso que tinha formato PECO usando o formato
ANAFAS, o programa preenche automaticamente os tipos dos circuitos e as
demais informações necessárias (em termos elétricos, a rede fica idêntica à
original).
Quando se grava um caso que tinha formato ANAFAS para o formato PECO,
todas as ligações para a terra na sequência positiva, exceto as de geradores,
passam a ter valor infinito, e todas as barras passam a ter tensão pré-falta
igual a 1/0 pu, entre outras alterações (ou seja, a rede resultante não é
eletricamente idêntica à original);

Também todos os relatórios produzidos pelo ANAFAS podem ser gravados em
arquivos-texto.
O nome e a localização (disco e diretório) dos arquivos de dados e de
relatórios são definidos interativamente pelo usuário, sem qualquer restrição,
exceto que os nomes de arquivo “ANAFAS.xxx” são reservados para os
arquivos utilitários do ANAFAS.
O ANAFAS registra o nome e a localização (“path”) dos diversos arquivos de
dados e relatórios, no arquivo ANAFAS.CFG, que é carregado na inicialização
do programa, sendo a opção “default” para identificação dos respectivos
arquivos.
A opção “default” para o “path” e nome do arquivo pode ser aproveitada no
todo, ou em parte, isto é, o usuário fornece o nome do arquivo, aproveitando
somente o “path” da opção “default”.
O usuário também pode fornecer um novo “path” (completo ou parcial) ou
ainda, optar por nenhum arquivo, o que, no caso da leitura de arquivo,
acarreta, se for o caso, a inicialização da especificação interativa dos
respectivos dados.
Uma opção importante é a seleção de arquivos através de um “diálogo” em
padrão Windows
®
, ativado pela tecla F4. Se assemelha ao processo de
seleção de arquivo de um programa padrão Windows
®
, como pode ser visto
abaixo:

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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 4.3 Manual do Usuário
50

Finalmente, o usuário também pode simplesmente cancelar a abertura do
arquivo, através do comando 〈ESC〉.
Os exemplos abaixo, ilustram as diversas opções, supondo a leitura das barras
de falta na especificação de um estudo macro, com a seguinte opção “default”:
→ 〈C:\ANAFAS\EXEMPLO\MACRO.BAR〉
Exemplos:
Opção Arquivo Selecionado Obs.
〈ENTER〉 C:\ANAFAS\EXEMPLO\ MACRO.BAR utiliza “default” completo
ARQ.BAR C:\ANAFAS\EXEMPLO\ ARQ.BAR utiliza o “path” “default”
..\DIRET\ ARQ.BAR C:\ANAFAS\DIRET\ ARQ.BAR utiliza parte do “path” “default”
\DIRET\ ARQ.BAR C:\DIRET\ ARQ.BAR utiliza só o “drive” “default”
X:\DIRET\ ARQ.BAR X:\DIRET\ ARQ.BAR não utiliza o “default”
“-” - especifica conjunto de barras
〈ESC〉 Nenhum cancela abertura do arquivo

6.4 SELEÇÃO E CÓPIA DE TEXTOS
É possível selecionar e copiar trechos de telas do ANAFAS para o Clipboard
do Windows©, através da barra de ferramentas na parte superior do programa:

Em qualquer tela do ANAFAS, deve-se escolher a opção “Selecionar Texto”;





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51
Em seguida, com o mouse, selecionar o que se deseja copiar;


Por último, utilizar a opção “Copiar”.


O texto será copiado para o Clipboard, ficando disponível para uso em
qualquer editor.
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52
6.5 TRATAMENTO DE ERROS
Os erros de dados e de operação são indicados através de mensagens que
indicam o nível de gravidade (erro ou aviso), o módulo e a rotina do programa
que detectaram o erro, o n
o
e a descrição do erro.
Para os erros mais complexos, ou cuja descrição contida na mensagem de
erro pode ser insuficiente, o ANAFAS provê um diagnóstico, indicado por “{*}”
na própria mensagem de erro, que pode ser consultado interativamente. A lista
completa de erros com os respectivos diagnósticos, pode ser acessada através
do “menu” principal.
Os erros detectados durante a instalação de um caso (dados do sistema), ou
durante a instalação dos pontos-de-monitoração, ou ainda, durante a solução
de uma falta, são registrados no arquivo ANAFAS.LOG, aberto na inicialização
do ANAFAS e que pode ser consultado durante a execução.



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APÊNDICES

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A1
1. DADOS DO SISTEMA
Esta seção apresenta a estrutura dos arquivos de dados de entrada, utilizados
pelo ANAFAS:
• Dados do Sistema;
• Pontos-de-Monitoração;
• Macro (Especificação de Defeitos);
• Pontos de Falta em Barra (execução de Macro);
• Pontos de Falta em Circuito (execução de Macro).
1.1 ARQUIVO DE DADOS DO SISTEMA
O arquivo primário (formato texto) de dados do sistema é composto pelos
seguintes blocos de dados:
• Formato do Arquivo (opcional se o formato do arquivo for PECO);
• Título (opcional);
• Comentários (opcional, max.20);
• Base de Potência (opcional se a base for 100 MVA);
• Dados de Barra;
• Dados de Circuito;
• Dados de Mútua (se houver);
• Dados de MOVs (se houver);
• Dados de Shunts de Linha (se houver);
Cada bloco de dados é precedido por um número identificador que especifica o
tipo de dado, no formato I3 (número inteiro com 3 algarismos, colunas 1 a 3).
Identificadores
Bloco de Dados Bloco de Dados
Modelagem 0 Dados de Circuito 37
Título* 1 Dados de Mútua 39
Comentários* 2 Dados de MOVs 36
Base de Potência 100 Dados de Shunts 35
Dados de Barra 38 Fim de Caso* 99
* Notas:
• Os blocos de Título (1) e de Comentários(2), incluem outros parâmetros,
detalhados adiante.
• O identificador de “fim-de-caso” é opcional, servindo para marcar o final dos
dados antes do final do arquivo. Por exemplo, se o usuário desejar
desconsiderar os dados de mútua, o cartão 99 seria inserido antes dos dados
de mútua (antes do cartão 39).
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A2
• O arquivo pode conter linhas em branco ou com comentários, em qualquer
número e posição. As linhas de comentário são iniciadas pelo caracter “(“
(parêntese).
Estrutura do Arquivo de Dados do Sistema
99
9999
{Dados de MOVs}
{Dados de MOVs}
39
9999
{Dados de Mútua}
{Dados de Mútua}
39
9999
{Dados de Circuito}
{Dados de Circuito}
37
9999
{Dados de Barra}
{Dados de Barra}
38
{Base de Potência}
100
{Comentário #20}
2 20
{Comentário #1}
2 1
{Título}
1 1
{Formato dos Dados}
0
{Dados Essenciais}
{Dados Opcionais}
Legenda

1.1.1 TIPO DE MODELAGEM E FORMATO DO ARQUIVO
• FMT: Formato do Arquivo:
• P: Formato PECO (default).
• A: Formato ANAFAS → permite a especificação de dados relativos à
condição pré-falta (tensão pré-falta e cargas), além de parâmetros
adicionais, tais como o tap de transformadores e line-charging de linhas.
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A3
• TPF: Especificação da Tensão Pré-Falta (requerido no formato ANAFAS)
• 0: tensão pré-falta = 1∠0
o
p.u.(default) → sem carregamento pré-falta.
• 1: tensão pré-falta especificada no próprio arquivo de dados (ver Dados
de Barra).
• 2: tensão pré-falta, especificada no arquivo histórico do ANAREDE
5
.
Coluna 1 3
Dado FMT TPF*
Formato A1 I1
Unidade - -
Valores P,A 0,1,2
Default P 0
OBS: “A1” significa “caracter 1”, ou seja, 1 caracter (neste caso, a letra “P” para
formato PECO ou a letra “A” para formato ANAFAS). “I1” significa “inteiro 1”, ou
seja, um número inteiro com apenas 1 algarismo (neste caso, o número “0”, ou
o número “1”, ou o número “2”).
Exemplos:
0 (“0” => indica especificação do tipo do arquivo)
A 1 (“A” => formato ANAFAS; “1” => tensão pré-falta)
ou
0 (“0” => indica especificação do tipo do arquivo)
P (“P” => formato PECO)
1.1.2 TÍTULO E COMENTÁRIOS
O título e os comentários são textos de até 80 caracteres, reproduzidos nos
Relatórios de Dados e de Resultados.
Os comentários só são considerados (incluídos nos Relatórios), se indicado no
identificador do título o parâmetro {incluir comentário} = 1. (na coluna 10). O
comentário é excluído (desconsiderado) se o texto do comentário for
“DELETE”.
Os comentários poderão ser numerados, para referência. A numeração dos
comentários deverá ser dada no formato I2 (“inteiro 2”) (Colunas 9 e 10). Se o
número do comentário já tiver sido dado a um comentário anterior, ele será
substituído pelo comentário atual. Se não for fornecido nenhum número, ou se
o número dado for zero, ou ainda, se o número do comentário for maior que o
número atual de comentários, o comentário será acrescentado após o último.
Por exemplo, se o bloco de título/comentários for preenchido desta maneira:

5
não disponível nessa versão do programa
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A4
1 1
CONFIGURACAO DEZ/2005 = VERSAO 30/11/2004
2 1
==============================================================================
2 2
BASE DE DADOS BR05.ANA GERADA A PARTIR DA BASE DE DADOS BR04.ANA
2 3
APLICANDO-SE OS ARQUIVOS DE ALTERACOES NNE5.ANA;SE5.ANA
2 4
E SUL5.ANA
2 5
==============================================================================

Nas saídas do programa será impresso o seguinte cabeçalho:
CONFIGURACAO DEZ/2005 = VERSAO 30/11/2004
==============================================================================
CICLO DO PAR ANO 2005 / 2007
BASE DE DADOS BR05.ANA GERADA A PARTIR DA BASE DE DADOS BR04.ANA
APLICANDO-SE OS ARQUIVOS DE ALTERACOES NNE5.ANA;SE5.ANA
E SUL5.ANA
==============================================================================
1.1.3 BASE DE POTÊNCIA
A especificação da Potência Base é opcional e deve preceder a especificação
dos dados de barra (37) e circuito (38).
Coluna livre
Dado Sbase
Formato livre
Unidade MVA
Valores > 0
Default 100

Exemplo (especificando base de potência de 10 MVA):

100 (Bloco de Base de Potência)
10.0000000 (Valor da nova base de potência)

OBS: A base de potência do sistema pode ser consultada no Relatório
Sumário de Dados.
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A5
1.1.4 DADOS DE BARRA
• NB: n
o
da barra. A numeração das barras não precisa ser contígua. A barra
de referência (NB = 0) é incluída automaticamente pelo ANAFAS e não
deve ser especificada pelo usuário.
• CHNG: código de atualização:
• 0: Incluir barra. O código “0” é o padrão, seu preenchimento é opcional.
• 1: Excluir barra (código adequado para arquivos de alteração de dados ou
para alterações interativas, item 6.2.1). A exclusão de uma barra acarreta a
exclusão automática de todos os circuitos incidentes e das respectivas
mútuas.
• 4: Modificar dados de barra (código adequado para arquivos de alteração
de dados ou para alterações interativas, item 6.2.1). Somente os dados
alterados precisam ser especificados.
• MP: tipo da barra:
0: barra “normal”. Código “0” é padrão, seu preenchimento é opcional.
1: barra fictícia de transformador (“mid-point”), utilizada na representação de
trafos (de 2, 3, 4 enrolamentos). Obs: O ANAFAS permite a representação
de trafos de 2 enrolamentos sem barra fictícia, através do preenchimento
dos campos “TB” e “TC”, que serão vistos no item 1.1.5.
2: barra de derivação ou auxiliar (“line-tap”). Utilizada para representação de
um ponto de derivação em linhas de transmissão, ou barras de capacitores
série, ou pontos de alteração dos parâmetros dos cabos de uma linha etc.
As barras internas e de derivação não são computadas pelo ANAFAS na
determinação das “barras de contribuição” (barras para as quais são
indicadas a tensão pós-falta e a corrente de contribuição para a falta),
evitando a necessidade de sobre-especificação do grau de vizinhança
(NBACK) para alcançar as barras externas.
• BN: nome da barra (até 12 caracteres). Opcional.
Nota: Se os 4 últimos caracteres do nome da barra forem numéricos, serão
interpretados como a tensão base da barra, caso esta não seja fornecida
explicitamente no campo VBASE (logo abaixo).
• VPRE e ANG: módulo e ângulo da tensão pré-falta (valor eficaz, fase-fase).
Opcionais e interpretados no formato ANAFAS com tensão pré-falta (código
“A 1”).
• VBASE: tensão-base (valor eficaz, fase-fase). Opcional. O valor de VBASE
é utilizado para apresentação dos resultados em unidades físicas (“A”, “kV”
etc), sendo opcional no caso de Estudos Orientados a Ponto-de-Falta, mas
essencial nos Estudos Orientados a Ponto-de-Monitoração.
Caso VBASE não seja fornecido, o ANAFAS interpreta os 4 últimos
caracteres do nome da barra (BN), se forem numéricos, como a tensão-
base. Os valores obtidos dessa forma são checados através da lista de
níveis de tensão que o ANAFAS considera plausíveis, definida no arquivo
ANAFAS.VBA (a lista de bases de tensão pode ser alterada pelo usuário,
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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 4.3 Manual do Usuário
A6
incluindo, excluindo ou alterando qualquer linha de ANAFAS.VBA). Caso o
valor de tensão não seja encontrado em ANAFAS.VBA, o programa
desconsidera a informação e a barra fica sem base especificada.
Importante: números inteiros junto de letras podem confundir a leitura do
programa, por exemplo na barra “FURNAS 13A”. É recomendável
preencher o campo VBASE, para garantir a correta especificação.
• O ANAFAS verifica a consistência das tensões base especificadas para
cada subsistema, isto é, se as tensões base de todas as barras de cada
subsistema são iguais entre si.
O ANAFAS grava no “registro de erros” (ANAFAS.LOG) as barras cuja
tensão-base for inconsistente (por exemplo, uma barra de 500 kV
conectada diretamente a outra de 230 kV por uma linha de transmissão,
sem trafo), indicando o nome e o número da barra, a tensão-base que foi
definida para a barra, a tensão-base do subsistema no qual ela se
encontra e a identificação dos circuitos onde foi detectada a
inconsistência.
A eventual inconsistência é indicada através de uma mensagem de erro,
podendo o usuário optar por anular ou manter a tensão-base dos
subsistemas onde foi encontrada inconsistência.
É recomendável optar pela anulação da tensão-base inconsistente, uma
vez que ela pode invalidar os resultados expressos em unidades físicas
(A e kV) e os resultados dos pontos-de-monitoração.
• DISJUN: Valor da capacidade de interrupção, em kA, do disjuntor de menor
capacidade ligado à barra (usado no Estudo de Superação de Disjuntores).
• IA: n
o
da área (subsistema). Opcional.



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A7
Formato dos Dados de Barra
Coluna 1-5 6 8 10-21
Dado NB CHNG MP BN
Formato I5 I1 I1 A12
Unidade - - - -
Valores 0…99998 0/1/4 0/1/2 -
Default 0 0 0 -

Coluna 23-26 27-30 32-35 37-42 70-72
Dado VPRE ANG VBASE DISJUN IA
Formato F4.3 F4.0 F4.0 F6.2 I3
Unidade pu graus kV Ka -
Valores 0.5…1.5 -180
o
…180
o
>0 >0 1…998
Default 1.0 0
o
- 9999999 1
Nota: Os dados sublinhados só são lidos no formato ANAFAS.

Exemplos:
Barras do caso-base.
OBS: a capacidade de interrupção do disjuntor da barra “2” é de 22,00kA
38
(NB C M BN VBAS DISJUN IA
(----= - ------------ ---- ------ ---
1 1 T#FU 345 13A 16
2 FURNAS 345 345 2200 16
3 FURNAS 13A 13.8 16
4 FURNAS 138 138 16
5 1 T#FU 345 13B 16
6 FURNAS 13B 13.8 16
99999


Alterando área da barra 6 para “20” (usando código “4”, necessário preencher
apenas o que será modificado):
38
(NB C M BN VBAS DISJUN IA
(----= - ------------ ---- ------ ---
64 20
99999

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A8
1.1.5 DADOS DE CIRCUITO
• BF: n
o
da primeira barra terminal (barra “de”) do ramo.
• CHNG: código de atualização:
• 0: Incluir circuito. O código “0” é o padrão, seu preenchimento é opcional.
• 1: Excluir circuito (código adequado para arquivos de alteração de dados
ou para alterações interativas, item 6.2.1). A exclusão de um circuito
acarreta a exclusão automática das respectivas mútuas.
• 4: Modificar dados de circuito (código adequado para arquivos de
alteração de dados ou para alterações interativas, item 6.2.1). Somente
os dados alterados precisam ser especificados.
• BT: n
o
da segunda barra terminal (barra “para”) do ramo.
• NC: n
o
do circuito, para identificar circuitos paralelos. Opcional. Se NC não
for fornecido e houver ramos paralelos entre duas barras quaisquer, o
ANAFAS atribui “NC” automaticamente aos circuitos lidos, de acordo com a
ordem em que estiverem no arquivo de entrada.
• TIPC: tipo do circuito:
• G: gerador.
• L: linha de transmissão.
• T: transformador.
• C: carga de impedância constante (R+jX).
• H: reator ou capacitor “shunt”.
• S: capacitor série.
O tipo do circuito é obrigatório no formato ANAFAS. No formato PECO, o
tipo do circuito é inferido pelo ANAFAS, utilizando o algoritmo mostrado na
figura a seguir e pode (e deve) ser preenchido no caso de transformadores
tipo estrela-aterrada-estrela-aterrada representados sem a utilização de
barra “mid-point”.
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A9

N
Definição
Tipo de Circuito
Barra BF ou BT
é MIDPOINT?
Barra BF ou BT é
REF.?
X
1
< 0, X
0
< 0,
R
1
= 0, R
0
= 0?
N
Z
0
= ∞ ?
CAPACITOR- SÉRIE S
N
TRAFO S
LINHA
N
Z
1 = ∞ ?
S
R
0
= 0 ?
S
REATOR SHUNT S
CARGA
N
GERADOR N
TRAFO S


• R1, X1, R0, X0: resistência e reatância de seqüência positiva e zero do
ramo.
• CN: nome do circuito. Opcional. Utilizado livremente, tanto para dar um
nome ao circuito, como para outras identificações.
• S1, S0: susceptância total da linha (“line charging”) nas seqüências positiva
e zero. Opcional e válida somente no formato ANAFAS.
• TAP: relação de transformação (TAP : 1). Valor em p.u. em relação à
primeira barra terminal (barra “de”). Opcional e válida somente no formato
ANAFAS.
• TB: n
o
da barra do trafo delta-estrela onde se encontra o lado delta
(preenchido no ramo shunt, ver figura abaixo).
• TC: n
o
do circuito do ramo série associado ao ramo shunt*, que está sendo
especificado (ver figura abaixo). Caso não seja especificado, é presumido
que TC = 1.

TB e TC são válidos para a especificação de um ramo shunt de
transformador associado a um ramo série. Este recurso é utilizado na
modelagem de transformadores delta-estrela de 2 enrolamentos sem barra
“mid-point”.
O preenchimento de “TB” e “TC” do circuito shunt abaixo permite ao
ANAFAS entender que ambos circuitos (serie e shunt) representam um
único transformador. Sendo assim, caso o trafo seja removido numa
contingência automática, ambos circuitos serão removidos. Além disso, para
obter a corrente de contribuição do transformador, o programa soma
automaticamente a corrente dos dois ramos.
CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica
ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 4.3 Manual do Usuário
A10
5980 5978

TC
TB
REF
*

Exemplo:
Considerando os dois trafos delta-estrela representados abaixo, entre as
barras 5978 e 5980, com o delta conectado à barra 5978;

Pode-se representar cada trafo utilizando dois circuitos, um ramo série com
impedância de seq. positiva e aberto na seqüência zero, e um ramo ligado à
terra no lado em estrela, aberto na seq. positiva e com impedância de seq.
zero.








Os campos TB e TC permitem associar cada ramo shunt ao seu ramo série.
No bloco de dados de circuitos, estes transformadores seriam representados
da seguinte maneira (supondo X
1
= 11,88%, X
0
= 10,88% e defasamento de
30
o
):

(BF C BT NCT R1 X1 R0 X0 CN TB TCIA DEF KM
(----= ===== --=------======------======------ -----==---=== ====
( Trafo 1
5978 5980 1 1188999999999999 3 30
0 5980 999999999999 1088 5978 1 3
(Trafo 2
5978 5980 2 1188999999999999 3 30
0 5980 999999999999 1088 5978 2 3
CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica
ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 4.3 Manual do Usuário
A11
Assim, o primeiro ramo shunt (0:5980:1), tendo TB = 5978 e TC = 1, será
associado ao trafo 5980:5978:1. O segundo ramo shunt, (0:5980:2), com
TB = 5978 e TC = 2, será associado ao trafo 5980:5978:2.
OBS
1
: Se NC for igual a 1, não precisa ser preenchido. O mesmo vale para TC.
OBS
2
: Os valores de TB TC lidos pelo programa podem ser consultados
no Relatório de Transformadores.

• IA: n
o
da área do circuito. Opcional.
• DEF: defasagem de trafo ∆-Y. Opcional. Valor, em graus, de quanto as
tensões da barra “para” estão adiantadas em relação às tensões da barra
“de”.
• IE: indicador de defasamento explícito (item 2.1). A letra ‘E’ indica que o
defasamento fornecido no campo DEF é explícito, caso contrário não.



Formato dos Dados de Circuito
Coluna 1-5 6 8-12 13-16 17
Dado BF CHNG BT NC TIPC
Formato I5 I1 I5 I4 A1
Unidade - - - - -
Valores 0…99998 0/1/4 0…99998 1…5000 nota 1
Default 0 0 0 nota 2 “L”

Coluna 18-23 24-29 30-35 36-41 42-47
Dado R1 X1 R0 X0 CN
Formato F6.2 F6.2 F6.2 F6.2 A6
Unidade % % % % -
Valores nota 3 nota 3 nota 3 nota 3 -
Default 0 0 0 0 -

Coluna 48-52 53-57 58-62 63-67 68-69
Dado S1 S0 TAP TB TC
Formato F5.2 F5.2 F5.3 I5 I2
Unidade MVAr MVAr pu - -
Valores nota 4 nota 4 0.8…1.2 1…99998 1…5000
Default 0 0 1.0 - -
CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica
ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 4.3 Manual do Usuário
A12
Coluna 70-72 73-75 76
Dado IA DEF IE
Formato I3 I3 A1
Unidade - Graus -
Valores 1…998
0
o
…360
o
‘ ‘ ou ‘E‘
Default 1 0
o
‘ ‘
Notas:
1. Para definição do tipos de circuito, ver descrição.
2. A numeração dos ramos paralelos é feita seqüencialmente.
3. O valor da impedância dos ramos (R1,X1,R0,X0) deve ser dado na base de
potência especificada. No caso dos trafos, as impedâncias devem ser dadas
para o “tap” nominal, mesmo que outro “tap” seja especificado (TAP). O
valor 999999, ou o caracter “X” em qualquer posição do campo, significa que
o valor correspondente (R ou X) é “∞“ (admitância nula).
No caso de especificação ou surgimento de barras isoladas da referência
(terra) na seqüência zero, o ANAFAS cria automaticamente um ramo “shunt”
de alta impedância (10
5
p.u.) daquela barra para a referência, para
possibilitar o cálculo do curto-circuito. Este procedimento não afeta o cálculo
dos curtos-circuitos em qualquer ponto do sistema.
4. O valor em MVAr da susceptância total da linha (S1, S0),deve ser dado para
a tensão nominal, mesmo que o valor da tensão pré-falta tenha sido
especificada.
5. Os valores sublinhados só são lidos no formato ANAFAS.

Exemplos:

37
(BF C BT NCT R1 X1 R0 X0 CN TB TCIA DEF KM
(----= ===== --=------======------======------ -----==---=== ====
652 654 516 904 1015 2353CER 1
812 655 -89 -89CER 1
813 655 -184 -184CER 1
651 656 25 65 545 212CER 1
811 656 263 668 583 2248CER 1
0 657 999999999999 4063CER 1
0 658 23090 6240CER 1
0 658 2 52600 7600CER 1
657 658 -480 -480CER 1
937 659 214 890 762 2767CER 1
658 660 1685 3481 3326 11480CER 1
658 661 2537 3551 4232 11866CER 1
661 662 1526 2016 2546 7138CER 1
662 663 3071 4058 5124 14369CER 1
9999

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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 4.3 Manual do Usuário
A13
1.1.6 DADOS DE IMPEDÂNCIA MÚTUA
• BF1, BF2: n
o
da primeira barra da linha 1/2
• CHNG: código de atualização:
• 0: Incluir mútua. O código “0” é o padrão, seu preenchimento é opcional.
• 1: Excluir mútua (código adequado para arquivos de alteração de dados ou
para alterações interativas, item 6.2.1).
• 4: Modificar dados de mútua (código adequado para arquivos de alteração
de dados ou para alterações interativas, item 6.2.1). Somente os dados
alterados precisam ser especificados.
• BT1, BT2: n
o
da segunda barra da linha 1/2.
• NC1, NC2: n
o
do circuito da linha 1/2. Opcional se os circuitos não forem
paralelos.
• RM: parte resistiva da impedância mútua (seqüência zero).
• XM: parte reativa da impedância mútua (seqüência zero).
O sinal de RM e XM é determinado pela polaridade da queda de tensão
induzida (por exemplo: ∆V
BF2-BT2
) em relação à direção da corrente indutora
(por exemplo: i
BF1-BT1
), como mostrado na figura abaixo.

BF1 BT1
NC1
BF2
NC2
BT2
I

V
RM+jXM
RM+jXM =

V/ I

• IA: n
o
da área da mútua. Opcional.

Formato dos Dados de Impedância Mútua
Coluna 1-5 6 8-12 13-16
Dado BF1 CHNG BT1 NC1
Formato I5 I1 I5 I4
Unidade - - - -
Valores 0…99998 0/1/4 0…99998 1…5000
Default 0 0 0 1


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A14
Coluna 17-21 24-28 29-32
Dado BF2 BT2 NC2
Formato I5 I5 I4
Unidade - - -
Valores 0…9998 0…9998 1…5000
Default 0 0 1

Coluna 33-38 39-44 70-72
Dado RM XM IA
Formato F6.2 F6.2 I3
Unidade % % -
Valores nota 1 nota 1 1…998
Default 0 0 1
Nota:
O valor da impedância mútua (RM,XM) deve ser dado na base de potência do
sistema.


Exemplos:

39
(BF1 C BT1 NC1 BF2 BT2 NC2 RM XM IA
(----= ----- ===----- ----- ===------====== ---
143 863 801 863 1234 5552 1
652 822 652 827 190 1121 1
652 868 652 870 1228 5635 1
656 865 884 865 349 2059 1
658 660 660 738 163 766 1
658 664 658 661 1696 7712 1
658 664 661 662 1020 4640 1
658 664 662 663 901 4097 1
9999

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A15
1.1.7 DADOS DE PROTEÇÕES MOV
• BF: n
o
da primeira barra terminal (barra “de”) do circuito protegido (o circuito
protegido precisa ser um capacitor série).
• CHNG: código de atualização:
• 0: Incluir proteção MOV. O código “0” é o padrão, seu preenchimento é
opcional.
• 1: Excluir proteção MOV (código adequado para arquivos de alteração de
dados ou para alterações interativas, item 6.2.1). Apenas a proteção
MOV será removida, não o capacitor série à qual está associada.
• 4: Modificar dados de proteção MOV (código adequado para arquivos de
alteração de dados ou para alterações interativas, item 6.2.1). Somente
os dados alterados precisam ser especificados.
• BT: n
o
da segunda barra terminal (barra “para”) do circuito protegido
(capacitor série).
• NC: n
o
do circuito protegido, caso haja capacitores série em paralelo.
Opcional.
• VBAS: base de tensão do circuito protegido.
• IPR: valor da corrente circulando pelo capacitor série no instante em que a
queda de tensão entre seus terminais atinge o nível de proteção do MOV
(Corrente de Proteção). O valor de IPR é fundamental para os cálculos
relacionados à proteção MOV.
• IMAX: valor de corrente que provoca o disparo do gap
6
. Opcional.
• EMAX: energia máxima que o MOV pode absorver. Opcional.
• PMAX: valor de potência instantânea dissipada no MOV que provoca o
disparo do gap. Opcional.
Formato dos Dados de Proteções MOV
Coluna 1-5 6 8-12 13-16 18-21
Dado BF CHNG BT NC VBAS
Formato I5 I1 I5 I4 F4.0
Unidade - - - - KV
Valores 0…99998 0/1/4 0…99998 1…5000 >0
Default 0 0 0 1 -


6
O disparo de gap, quando ocorrer, é indicado no Relatório de Estado de Proteções MOV. Na
presente versão do programa, o bypass do capacitor ainda não é simulado de forma
automática.
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A16
Coluna 23-30 32-39 41-48 50-57
Dado IPR IMAX EMAX PMAX
Formato F8.0 F8.0 F8.0 F8.0
Unidade A (rms) A (rms) MJ/fase MW/fase
Valores >0 >0 >0 >0
Default - 9999999,9 999999,99 999999,99

Exemplos:

36
(BF C BT NC VBAS Ipr Imax Emax Pmax
(----= ===== --- ==== -------- ======== -------- ========
3400 3403 500 4528 6222 12.8 999999
3400 3404 500 4528 6222 12.8 999999
3407 3400 500 4528 6222 12.8 999999
4000 4015 500 3328 6434 11.5 999999
4015 4016 500 2971 6081 22.3 999999
4650 4651 500 3060 6151 24.8 999999
9999

1.1.8 DADOS DE SHUNTS DE LINHA
• BF: n
o
da primeira barra terminal (barra “de”) do circuito ao qual o shunt de
linha (ou os shunts de linha, se houver um em cada terminal) está
associado. O circuito só será aceito se for uma linha.
• CHNG: código de atualização:
• 0: Incluir shunt(s). O código “0” é o padrão, seu preenchimento é
opcional.
• 1: Excluir shunt(s) (código adequado para arquivos de alteração de dados
ou para alterações interativas, item 6.2.1). A linha à qual o(s) shunt(s)
está(ão) associado(s) permanece intacta.
• 4: Modificar dados de shunt(s) (código adequado para arquivos de
alteração de dados ou para alterações interativas, item 6.2.1). Somente
os dados alterados precisam ser especificados.
• BT: n
o
da segunda barra terminal (barra “para”) do circuito ao qual o Shunt
está associado .
• NC: n
o
do circuito. Opcional.
• Q1 BF: potência reativa de sequência positiva gerada pelo shunt ligado à
barra “de”. Reatores devem ser representados com valores negativos de Q.
• Q1 BT: potência reativa de sequência positiva gerada pelo shunt ligado à
barra “para”.
• G0 BF: condutância de sequência zero do shunt ligado à barra “de”.
Considera-se quer o shunt apresenta resistência igual a zero, portanto, esta
condutância seria devida exclusivamente à resistência de aterramento do
Shunt, se houver.
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A17
• B0 BF: susceptância de sequência zero do shunt ligado à barra “para”. O
valor em % coincidirá com o valor em MVAr sempre que a base de potência
do sistema for 100MVA.
A admitância de sequência zero (G+ jB) depende também da forma de
conexão do shunt, delta ou estrela (se for delta, G0 e B0 serão
necessariamente iguais a zero, pois não haverá caminho para a terra).
• G0 BT: condutância de sequência zero do shunt ligado à barra “para”.
• B0 BT: susceptância de sequência zero do shunt ligado à barra “para”.
Formato dos Dados de Shunts de Linha
Coluna 1-4 6 9-12 13-16
Dado BF CHNG BT NC
Formato I4 I1 I4 I4
Unidade - - - -
Valores 0…9998 0/1/4 0…9998 1…5000
Default 0 0 0 1

Coluna 18-24 26-32 34-40 42-48 50-56 58-64
Dado Q1 BF Q1 BT G0 BF B0 BF G0 BT B0 BT
Formato F7.0 F7.0 F7.0 F7.0 F7.0 F7.0
Unidade MVAr MVAr % % % %
Valores nota nota nota nota nota nota
Default 0 0 0 0 0 0
Nota:
O valor em MVAr dos Shunts de Linha (Q1 BF, Q1 BT) deve ser dado para a
tensão nominal (1 pu).

Exemplos:

( TRES CIRCUITOS, CADA UM COM UM REATOR SHUNT DE -330 MVAr CONECTADO
( NA EXTREMIDADE LIGADA A BARRA 76

35
(BF C BT NC Q1 BF Q1 BT G0 BF B0 BF G0 BT B0 BT
(--- - ====---- ======= ------- ======= ------- ======= -------
73 76 -330 -330
74 76 -330 -330
75 76 -330 -330
9999



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A18
1.2 CASOS-EXEMPLO
1.2.1 SISTEMA EM REPOUSO (EXEMPLO 1)
G ∆ Y ∆ Y G
B.1
230 kV
B.10
6.6 kV
B.3
230 kV
B.4
230 kV
B.2
230 kV
B.12
6.6 kV
B.5
230 kV
B.7
230 kV
B.8
230 kV
B.6
230 kV
GER.1 TRF.1 TRF.2 GER.2
LT.13 LT.34-1
LT.34-2
LT.24
LT.35
LT.56
LT.78
LT.56
LT.68
LT.17 LT.26
AREA 10 AREA 30 AREA 20

B.1
230 kV
B.10
6.6 kV
B.3
230 kV
B.4
230 kV
B.2
230 kV
B.12
6.6 kV
B.5
230 kV
B.7
230 kV
B.8
230 kV
B.6
230 kV
DIAGRAMA SEQ.POSITIVA
B.9
M.P.
B.11
M.P.
E E

B.1
230 kV
B.10
6.6 kV
B.3
230 kV
B.4
230 kV
B.2
230 kV
B.12
6.6 kV
B.5
230 kV
B.7
230 kV
B.8
230 kV
B.6
230 kV
DIAGRAMA SEQ.ZERO
B.9
M.P.
B.11
M.P.

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A19
Barras
Barra Vbase (kV)
1 B.HUM Normal 230.0
2 B.DOIS Normal 230.0
3 B.TRES Normal 230.0
4 B.QUATRO Normal 230.0
5 B.CINCO Normal 230.0
6 B.SEIS Normal 230.0
7 B.SETE Normal 230.0
8 B.OITO Normal 230.0
9 B.NOVE Mid-point 230.0
10 B.DEZ Normal 6.6
11 B.ONZE Mid-point 230.0
12 B.DOZE Normal 6.6
Circuitos (Impedâncias Próprias em %, S
BASE
= 100 MVA)
Elemento R1 X1 R0 X0
GER.1 0 5.27 ∞ ∞
GER.2 0 4.47 ∞ ∞
TRF.1 4.58 4.58 4.58 4.58
TRF.2 3.78 3.78 3.78 3.78
LT.13 0.12 2.80 0.22 4.80
LT.17 0.12 2.80 0.22 4.80
LT.24 0.10 1.92 0.20 3.92
LT.26 0.10 1.92 0.20 3.92
LT.34-1/2 0.08 1.75 0.17 3.46
LT.35 0.15 3.47 0.53 10.63
LT.56 0.16 3.68 0.49 10.23
LT.68 0.15 3.47 0.53 10.63
LT.78 0.16 3.68 0.49 10.23
Impedâncias Mútuas (%, S
BASE
= 100 MVA)
Circuito 1 Circuito 2 RM XM
LT.34-1 (3→4) LT.34-2 (3→4) 0.52 2.19
LT.35 (5→3) LT.56 (5→6) 0.32 1.12
LT.56 (5→6) LT.68 (6→8) -0.58 -2.88
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A20
1.2.2 SISTEMA CARREGADO (EXEMPLO 2)
G ∆ Y ∆ Y G
B.1
230 kV
B.10
6.6 kV
B.3
230 kV
B.4
230 kV
B.2
230 kV
B.12
6.6 kV
B.5
230 kV
B.7
230 kV
B.8
230 kV
B.6
230 kV
GER.1 TRF.1 TRF.2 GER.2
LT.13 LT.34-1
LT.34-2
LT.24
LT.35
LT.56
LT.78
LT.56
LT.68
LT.17 LT.26
AREA 10 AREA 30 AREA 20

B.1
230 kV
B.10
6.6 kV
B.3
230 kV
B.4
230 kV
B.2
230 kV
B.12
6.6 kV
B.5
230 kV
B.7
230 kV
B.8
230 kV
B.6
230 kV
DIAGRAMA SEQ.POSITIVA
B.9
M.P.
B.11
M.P.
E E

B.1
230 kV
B.10
6.6 kV
B.3
230 kV
B.4
230 kV
B.2
230 kV
B.12
6.6 kV
B.5
230 kV
B.7
230 kV
B.8
230 kV
B.6
230 kV
DIAGRAMA SEQ.ZERO
B.9
M.P.
B.11
M.P.

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A21
Barras
Barra Vbase (kV) Vpré (pu) Pot. Inj. (MVA)
1 B.HUM Normal 230.0 0.953 ∠-6.2
o
-
2 B.DOIS Normal 230.0 0.954 ∠-6.1
o
-
3 B.TRES Normal 230.0 0.948 ∠-6.8
o
-
4 B.QUATRO Normal 230.0 0.950 ∠-6.6
o
-
5 B.CINCO Normal 230.0 0.935 ∠-8.3
o
-120 -j60
6 B.SEIS Normal 230.0 0.948 ∠-7.1
o
-
7 B.SETE Normal 230.0 0.946 ∠-7.5
o
-60 - j30
8 B.OITO Normal 230.0 0.949 ∠-7.8
o
-45 -j40
9 B.NOVE Mid-point 230.0 0.963 ∠-4.7
o
-
10 B.DEZ Normal 6.6 0.974 ∠-3.2
o
-
11 B.ONZE Mid-point 230.0 0.964 ∠-4.6
o
-
12 B.DOZE Normal 6.6 0.974 ∠-3.2
o
-
Circuitos (Impedâncias Próprias em %, S
BASE
= 100 MVA)
Elemento R1 X1 R0 X0
GER.1 0 5.27 ∞ ∞
GER.2 0 4.47 ∞ ∞
TRF.1 4.58 4.58 4.58 4.58
TRF.2 3.78 3.78 3.78 3.78
LT.13 0.12 2.80 0.22 4.80
LT.17 0.12 2.80 0.22 4.80
LT.24 0.10 1.92 0.20 3.92
LT.26 0.10 1.92 0.20 3.92
LT.34-1/2 0.08 1.75 0.17 3.46
LT.35 0.15 3.47 0.53 10.63
LT.56 0.16 3.68 0.49 10.23
LT.68 0.15 3.47 0.53 10.63
LT.78 0.16 3.68 0.49 10.23
CAP.SH.8 0 -166.67 0 -166.67
Impedâncias Mútuas (%, S
BASE
= 100 MVA)
Circuito 1 Circuito 2 RM XM
LT.34-1 (3→4) LT.34-2 (3→4) 0.52 2.19
LT.35 (5→3) LT.56 (5→6) 0.32 1.12
LT.56 (5→6) LT.68 (6→8) -0.58 -2.88
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A22
2. ARQUIVO DE ESPECIFICAÇÃO DE MACRO
O arquivo de especificação de faltas para um estudo macro é um arquivo-texto,
contendo a definição do tipo de defeito (faltas em barras ou faltas
intermediárias em circuitos), a definição das respectivas contingências
(remoção de circuitos adjacentes, desligamentos etc), e a definição dos curto-
circuitos (fase-terra, fase-fase, fase-fase-terra, fase-fase-fase).
OBS: normalmente é mais fácil especificar os parâmetros da macro no
ANAFAS e salvar em arquivo do que editá-lo manualmente.
Estrutura do Arquivo de Especificação de Macro
{X
nz
}
{R
nz
}
{X
1
}
{R
1
}
{Opções de C-C.}
{Contigências}
{Tipo de Defeito}
{Título}
ANAFAS.MAC

Tipo de Defeito
Coluna 2
Dado Tipo
Formato I1
Unidade -
Valores 1, 2*
Default -
*Nota: tipos de macro: 1: faltas em barra, 2: faltas intermediárias.
Tipos de Contingência (para faltas em barra)
Coluna 2 4 6
Dado LnOff LnOut LnEnd
Formato L1 L1 L1
Unidade - - -
Valores T/F* T/F T/F
Default - - -
*Nota: T = “true” (sim), F = “false” (não).
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A23
Tipos de Contingência (para faltas intermediárias)
Coluna 2 4
Dado LnOff LnOut
Formato L1 L1
Unidade - -
Valores T/F* T/F
Default - -
*Nota: T = “true” (sim), F = “false” (não).
Opção de Aplicação da Contingência (só para faltas intermediárias)
Coluna 2 4
Dado LnAdj LnAcopl
Formato L1 L1
Unidade - -
Valores T/F* T/F
Default - -
*Nota: T = “true” (sim), F = “false” (não).
Grau das Contingências (para LnOff e LnOut)
Coluna 2
Dado GRAU
Formato I1
Unidade -
Valores 1, 2, 3
Default -
Opção dos Tipos de Curto-circuito
Coluna 2 4 6 8 10
Dado FT FF FFT FFF Z(**)
Formato L1 L1 L1 L1 L1
Unidade - - - - -
Valores T/F* T/F T/F T/F T/F
Default - - - - -
*Nota: T = “true” (sim), F = “false” (não).
** não disponível nesta versão
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A24
Impedâncias de Falta {R,X} (para faltas tipo “Z”) (**)
Coluna 1-8 9-16 17-24 27-32 33-40 41-48
Dado Za Zb Zc Zbc Zca Zab
Formato F8.3 F8.3 F8.3 F8.3 F8.3 F8.3
Unidade p.u. p.u. p.u. p.u. p.u. p.u.
Valores
Default - - - - - -
(**) – não disponível nesta versão


Exemplos:

ANAFAS.MAC (identificador de arquivo de macro)
Testando (título do arquivo de macro)
1 (macro em barra)
F T F (desligamento=FALSE; remoção=TRUE; fim-de-linha=FALSE)
1 (contingência em 1 circuito de cada vez)
T F F T F (FT=TRUE; FF=FALSE; FFT=FALSE; FFF=TRUE)
(faltas monofásicas e trifásicas)


ANAFAS.MAC (identificador de arquivo de macro)
Teste2 (título do arquivo de macro)
2 (macro em circuito)
F F (desligamento=FALSE; remoção=FALSE)
F F (circs. adjacentes=FALSE; circs. acoplados=FALSE)
F T T F F (FT=FALSE; FF= TRUE; FFT= TRUE; FFF=FALSE)
(faltas fase-fase e fase-fase-terra)




CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica
ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 4.3 Manual do Usuário
A25
3. CONJUNTOS DE BARRAS E CIRCUITOS
Arquivo de Especificação de Conjunto de Barras
O arquivo de especificação de um conjunto de barras é um arquivo-texto,
contendo a lista das barras que compõem o conjunto.
OBS: É mais simples utilizar ou editar um arquivo de barras já criado pelo
ANAFAS do que criar um manualmente.
Arquivo do Conjunto de Barras
{# barra}
{# barra}
{Título}
ANAFAS.BAR

• O código ANAFAS.BAR, deve ser escrito em maiúsculas, iniciando na col.1.
• O título pode ter até 80 caracteres. A linha de título é obrigatória, mesmo
que o título seja deixado em branco.
Coluna livre
Dado Barra
Formato I5
Unidade -
Valores 1 ... 99998
Default -

Exemplo:

ANAFAS.BAR (identificador de arquivo de barras)
Teste barras (título do arquivo de barras)
2 (número das barras)
3
2333
2360
2361





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A26
Arquivo de Especificação de Conjunto de Circuitos
O arquivo conjunto de circuitos é um arquivo-texto, contendo a lista de
circuitos, definidos pelo número das barras terminais e número do circuito
(opcional).
OBS: É mais simples utilizar ou editar um arquivo de circuitos já criado pelo
ANAFAS do que criar um manualmente.
Arquivo do Conjunto de Circuitos
{#b.local #b.rem. #circ.}
{#b.local #b.rem. #circ.}
{Título}
ANAFAS.CIR

• O código ANAFAS.CIR, deve ser escrito em maiúsculas, iniciando na col.1.
• O título pode ter até 80 caracteres. A linha de título é obrigatória, mesmo
que o título seja deixado em branco.
Coluna livre livre livre
Dado B.Loc. B.Rem. N.Circ.*
Formato I5 I5 I2
Unidade - - -
Valores 1 ... 99998 1 ... 99998 1 ... 5000
Default - - 1
*Nota: o número do circuito só é requerido se
houverem circuitos paralelos.

Exemplo:

ANAFAS.CIR (identificador de arquivo de circuitos)
Arquivo teste (título do arquivo de circuitos)
2 7 1 (circuito: barra 2 – barra 7 – circuito 1)
2 10 1 (circuito: barra 2 – barra 10 – circuito 1)
2 12 1 (circuito: barra 2 – barra 12 – circuito 1)




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A27
4. DADOS DOS PONTOS-DE-MONITORAÇÃO
Os Dados dos Pontos-de-Monitoração são organizados hierarquicamente,
como mostrado na figura abaixo:
Estrutura de Dados de Pontos de Monitoração
...
Ponto de Monitoração
Grandeza
Fator
numerador
Fator
denominador
Grandeza
Fator
numerador
Fator
denominador
Grandeza
Fator
numerador
Fator
denominador

O ANAFAS suporta até 100 Pontos-de-Monitoração, 600 Grandezas, 600
Fatores e tantos Pontos de Medição de Tensão quanto barras e tantos Pontos
de Medição de Corrente e de Potência quanto terminais de circuitos.
Estrutura do Arquivo de Dados de Ponto-de-Monitoração
***
{Dados Ponto #1}
grandezas
ponto 1
{Título}
ANAFAS.PMT
***
{Dados Ponto "n"}
grandezas
ponto "n"
outros
pontos
===
{Dados Grandeza "1.n"}
fatores
grandeza 1.n
outras
grandezas
===
{Dados Grandeza #1.1}
fatores
gradeza 1.1
{Dados Fator 1.1.n}
{Dados Fator #1.1.j}
---
{Dados Fator 1.1.i}
{Dados Fator #1.1.1}
fatores
numerador
fatores
denom.

O arquivo de dados de Ponto-de-Monitoração é iniciado por um “cartão” de
identificação e um de título, seguido dos blocos de dados dos Pontos-de-
Monitoração.
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A28
Cada bloco de dados de um Ponto-de-Monitoração é composto pelos
respectivos Dados de Ponto, seguido pelos blocos de dados das respectivas
Grandezas. Os blocos de dados de Pontos-de-Monitoração são delimitados por
um indicador de “Fim de Ponto-de-Monitoração” = “***“ (col.1:3).
O bloco de dados de cada Grandeza é composto pelos respectivos Dados de
Grandeza, seguido dos dados dos fatores do numerador e do denominador, se
houver. Os dados dos fatores do numerador são delimitados dos dados dos
fatores do denominador, por “---” (col.1:3). Os blocos de dados das
Grandezas são delimitados por “===“ (col.1:3).
O arquivo pode conter linhas em branco, ou linhas de comentário (indicadas
por “(” na col.1), em qualquer posição após a linha de Título.
O Arquivo EXEMPLO.PMN, na pasta “Exemplos”, contém diversos exemplos
de especificação de Pontos-de-Monitoração.
4.1 DADOS DE PONTO
• Localização: número da barra local, da barra remota e do circuito. O n
o
do
circuito é opcional.
Notas:
• Os Pontos-de-Monitoração podem ser instalados em qualquer tipo de
circuito, inclusive em ramos “shunt”, mas não podem ser instalados junto à
barra de referência, nem junto às barras “mid-point” ;
• Cada terminal de circuito, só pode ser associado a um único Ponto-de-
Monitoração;
• Raio-de-Observação: grau de vizinhança máximo em relação aos pontos-
de-falta para ativação do Ponto-de-Monitoração. (Opcional). Se não for
especificado, a área de cobertura do Ponto-de-Monitoração engloba todo o
sistema.
Coluna 1 - 5 6 - 10 11 - 14 16
Dado B.Loc. B.Rem. Circ. Raio
Formato I5 I4 I4 I1
Unidade - - - -
Valores 1 … 99998 1 … 99998 1 … 5000 0 … 3
Default - - 1 -
4.2 DADOS DE GRANDEZA
• Nome: identificação da grandeza. Em cada Ponto-de-Monitoração, a
identificação das Grandezas deverá ser unívoca, ou seja, não é permitido ter
mais de uma Grandeza com o mesmo nome num mesmo Ponto-de-
Monitoração. A identidade da Grandeza inclui os eventuais espaços em
branco do nome.
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A29
• Ganho: constante real ou complexa, que multiplica todos os fatores da
Grandeza. (Opcional). O ganho deve ser ≠ 0.
• Componente Monitorada: (Opcional)
• M: magnitude do valor da grandeza.
• F: ângulo de fase do valor da grandeza.
• R: parte real do valor da grandeza.
• I: parte imaginária do valor da grandeza.
• Limites de Monitoração: limites inferior e/ou superior do valor da
componente monitorada. Os limites de monitoração da magnitude ≥ 0.
Quando ambos os limites, inferior e superior, forem especificados, o limite
inferior tem que ser ≤ limite superior, exceto no caso da monitoração do
ângulo de fase, quando esta restrição não se aplica.
Coluna 1-12 14-25 27-32
Dado Nome |Ganho| ∠ ∠∠ ∠Ganho
Formato A12 E12.0 F6.0
Unidade - - -
Valores - > 0 ± 180
o

Default - 1.0 0
o


Coluna 34 36-47 49-60
Dado Monitoração Lim. Inferior Lim. Superior
Formato A1 E12.0 E12.0
Unidade - - -

M
≥ 0
≥ 0
Valores
F
± 180
o

± 180
o


R, I
-
-
Default - - -
4.3 DADOS DE FATOR
• Polaridade: sinal do fator (±). O sinal positivo é opcional.
• Tipo do Fator:
• K: constante (Opcional).
• Vc, V: tensão pré-falta, pós-falta.
• Ic, I: corrente pré-falta, pós-falta.
• Pc, P: potência pré-falta, pós-falta.
• @〈 〈〈 〈grandeza referida〉 〉〉 〉: saída de outra grandeza definida anteriormente,
inclusive em outro ponto-de-monitoração (especificação recursiva). são
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A30
admitidos até 2 níveis de recursão, isto é, uma grandeza pode se referir a
outra que se refere a uma terceira, que não se refere a nenhuma outra, mas
não há limite quanto ao número de fatores que se referem a outras
grandezas.
Nota: O tipo do fator pode ser especificado em maiúsculas ou minúsculas
indiferentemente, exceto se o fator for a saída de outra grandeza, que
deverá ser especificado como ela foi especificada, incluindo os
eventuais espaços entre caracteres.
• Unidades de Medição: tipo das unidades de medição correspondentes às
unidades de saída da grandeza:
• A, B, C, F: medições de tensão fase-neutro ou corrente de linha. O tipo F
corresponde à especificação da trinca de medições A, B, C para as
unidades X, Y, Z da grandeza.
• BC, CA, AB, FF: medições de tensão entre-fases ou de corrente de delta. O
tipo FF corresponde à especificação da trinca de medições BC, CA, AB para
as unidades X, Y, Z da grandeza.
• N: medição de tensão ou corrente de neutro e medição de potência trifásica.
• 0, 1, 2, S: medições de tensão ou corrente em coordenadas de seqüência.
O tipo S corresponde à especificação da trinca de medições 0, 1, 2 para as
unidades X, Y, Z da grandeza.
• X, Y, Z: saídas da grandeza referida (especificação recursiva). (Opcional.
Ver notas abaixo).
Notas:
1. Todos os fatores deverão ter o mesmo número de unidades de medição,
isto é, se a grandeza for tripolar, então para todos os fatores deverão ser
especificadas as unidades de medição correspondentes às unidades X, Y e
Z da grandeza. Se a grandeza for monopolar, então todos os fatores
deverão ter somente uma unidade de medição.
2. A especificação das unidades de medição é obrigatória, exceto no caso do
fator se referir à outra grandeza (especificação recursiva). Nesse caso, se
as unidades de medição não forem especificadas, é feita uma adaptação do
número de unidades de saída da grandeza referida ao da grandeza
especificada, isto é, se a grandeza referida for monopolar e a grandeza
especificada for tripolar, então a saída X da grandeza referida é utilizada
nas unidades X, Y e Z da grandeza especificada; se a grandeza referida for
tripolar e a grandeza especificada for monopolar, então somente uma das
saídas (X, Y ou Z) da grandeza referida é utilizada na unidade X da
grandeza especificada; se a grandeza referida e a especificada tiverem o
mesmo número de unidades de saída, isto é, se ambas forem monopolares
ou tripolares, então as saídas da grandeza especificada corresponderão às
unidades da grandeza referida.
3. As unidades de medição podem ser especificadas em maiúsculas ou
minúsculas.
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A31
• Localização do Ponto de Medição:
• Pontos de Medição de Tensão: N
o
Barra.
• Pontos de Medição de Corrente: N
o
Barra Local, N
o
Barra Remota e N
o

Circuito.
• Ponto-de-Monitoração (especificação recursiva): N
o
Barra Local, N
o
Barra
Remota e N
o
Circuito.
Nota: Se a medição for local, isto é, se estiver localizada sobre o respectivo
Ponto-de-Monitoração, então a especificação da localização do ponto
de medição, é opcional.
• Ganho: Magnitude e Ângulo de Fase do fator. Opcional, se o fator não for
constante (K).
Nota: O sinal da Magnitude do Ganho é independente da Polaridade do
Fator, sendo que o fator será aditivo se ambos porem iguais (ambos
positivos ou ambos negativos) e, caso contrário, o fator será subtrativo.
Formato dos Dados
Coluna 1 2:14 16:17 19:20 22:23
Dado Polaridade Tipo Med.X Med.Y Med.Z
Formato A1 A13 A2 A2 A2

K - - -
Valores +/-
Vc, V, Ic, I, Pc, P nota nota nota


@〈grandeza〉 nota nota nota
Default + K
- - -
*Nota: As medições X, Y e Z podem se referir à grandezas de fase específicas
(A,B,C,N) ou genericamente (F); à grandezas entre-fases específicas
(BC,CA,AB) ou genericamente (FF); ou à grandezas de seqüência
específicas (0,1,2), ou genericamente (S).
Coluna 25-29 30-34 35-38 40-51 53-58
Dado B.Loc.Med. B. Rem.Med. N.Cir.Med. |Ganho| ∠ ∠∠ ∠Ganho
Formato I4 I4 I4 E12.0 F6.0
Unidade - - - -
Valores 1:99998 1:9998 1:5000 - ± 180
O

Default 1 0
O





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A32














ARTIGO APRESENTANDO A METODOLOGIA DE
CÁLCULO DO RELATÓRIO DE MODELOS DE LINHA
PARA RELIGAMENTO MONOPOLAR


* CEPEL – C.P. 68007 – Cidade Universitária – Ilha do Fundão – Rio de Janeiro – RJ – email: spr@cepel.br
IX SEPOPE – Simpósio de Especialistas em Planejamento da
Operação e Expansão Elétrica
23 a 27 de Maio – 2004
Rio de Janeiro (RJ) – Brasil
Modelo de Seqüência Positiva de Linhas com Abertura Monopolar para Estudos de
Estabilidade Transitória
Sergio Porto Roméro * Ricardo Diniz Rangel Fernando Hevelton Duarte Oliveira Sergio Luis Varricchio
CEPEL - Brasil CEPEL – Brasil CONENERGIA – Brasil CEPEL - Brasil
1 SUMÁRIO
Neste trabalho é proposta uma nova abordagem, de
caráter geral, para a obtenção de modelos de seqüência
positiva de linhas de transmissão com abertura
monopolar em programas de curto-circuito, para uso em
programas de estabilidade transitória. A abordagem
baseia-se no equivalente em componentes de fase
referente às barras terminais da linha com
defeito/abertura, e utiliza apenas operações simples de
redução de Kron e transformações de seqüência para
fase e vice-versa. São mostrados os modelos de defeitos
na linha necessários para a simulação no tempo. É
apresentado um exemplo de modelagem convencional
baseada em arranjos de redes de seqüência. São
apresentados resultados de casos exemplos com
destaque para cada uma das etapas do método proposto.
Palavras-chave: religamento monopolar, estabilidade
transitória, redes de seqüência, equivalentes,
componentes de fase.
2 INTRODUÇÃO
A ocorrência de falta com subseqüente abertura trifásica
de um circuito radial implica a interrupção do
fornecimento de energia à parte do sistema servida por
tal circuito. Por outro lado, em sistemas fortemente
carregados, mesmo não radiais, a ocorrência de falta em
um dos circuitos paralelos, seguida de seu desligamento,
pode comprometer a estabilidade do sistema
remanescente, uma vez que outras linhas deverão
assumir o fluxo de potência que, antes da falta, era
transportado pelo circuito desligado. Quando se
considera que a grande maioria das faltas em linhas de
transmissão é do tipo fase-terra e que, destas, a maior
parte é transitória, a introdução do religamento rápido
monopolar (RRM) pode ser uma alternativa confiável e
econômica para melhorar a confiabilidade de um
sistema, garantindo a continuidade de fornecimento e
manutenção da estabilidade.
Durante um RRM, há um período de tempo em que o
circuito sob falta opera com apenas duas fases (tempo
morto). Quando o RRM é malsucedido (não ocorre a
autoextinção da falta), há ainda um período de tempo
em que a linha opera com duas fases sãs e a terceira
conectada em apenas uma das extremidades, ficando
aterrada no ponto da falta. Portanto, a simulação correta
em programas de estabilidade transitória exige um
modelo de linha que reflita sobre os parâmetros de
seqüência positiva, os únicos ali representados, os
efeitos de uma fase aberta, com ou sem aterramento.
Tradicionalmente, esse modelo de seqüência positiva é
desenvolvido a partir de análise por componentes
simétricos, baseado em conexão de partes das redes de
seqüência através de transformadores ideais, de acordo
com o tipo de falta/abertura considerado. A partir dos
tipos de conexão realizados, resolve-se o circuito
resultante, obtendo um modelo correspondente para a
linha com defeito. Isso requer o desenvolvimento de
um modelo diferente para cada situação considerada
para a simulação da linha com defeito.
Neste trabalho é proposta uma nova abordagem, de
caráter geral, baseada no equivalente em componentes
de fase referente às barras terminais da linha com
defeito/abertura. Esse equivalente é um subproduto
natural do método de solução de programas modernos
de simulação de faltas (programas com método de
solução geral de faltas simultâneas), como o ANAFAS
[1], mas também pode ser implementado em um
programa convencional de cálculo de curtos-circuitos a
partir de elementos da matriz Z
bus
em componentes de
2
seqüência. Esta modelagem utiliza apenas operações
simples de redução de Kron e transformações de
seqüência para fase e de fase para seqüência, e já está
implementada no programa ANAFAS.
São apresentados resultados obtidos em dois casos
exemplos, com destaque para cada uma das etapas do
método proposto.
3 MODELOS PARA SIMULAÇÃO DE
DEFEITOS NA LINHA
Durante um estudo de simulação no tempo, utilizando
um programa de estabilidade transitória como o
ANATEM[2], pode ser necessária a modelagem de
diversas situações distintas para a linha que esteja
operando com o esquema de religamento rápido
monopolar.
A seguir é feita uma descrição dos modelos que podem
ser necessários durante a simulação.
• Falta monofásica intermediária com a linha ligada:
Esta é uma situação já coberta normalmente em
programas de estabilidade. Representa-se uma falta
monofásica como se fosse uma falta trifásica
através de uma impedância equivalente, cujo valor
é a soma das impedâncias de seqüências negativa e
zero do sistema original vistas a partir do ponto de
falta.
• Falta monofásica intermediária com a fase
desligada (aberta dos dois lados):
Tal situação ocorre durante o chamado tempo morto
do religamento. Após a ocorrência da falta, o
sistema de proteção identifica e abre a fase
defeituosa em ambas as extremidades. O sistema
então passa a operar de forma desequilibrada, com
apenas duas fases, durante o tempo adotado como
suficiente para a extinção do arco secundário
estabelecido no ponto de falta. Este é um dos
modelos a serem considerados durante a simulação
no tempo.
• Arco de falta extinto e fase desligada (aberta dos
dois lados):
Se a linha em questão estiver representada só por
um ramo série, sem susceptância (line charging), e
não houver reatores shunt a ela associados, esta
situação é idêntica à anterior, visto que, estando a
fase aberta, a presença ou ausência de arco
secundário não terá qualquer efeito sobre as fases
sãs. Caso contrário, em função dos acoplamentos
entre as fases, a situação não é idêntica à anterior.
Essa situação ainda faz parte do tempo morto.
• Terminal líder religado após a extinção do arco de
falta (fase aberta de um lado):
A configuração acima caracteriza um religamento
monopolar bem sucedido, com o fechamento do
terminal líder após a extinção do arco secundário.
Se a linha em questão estiver representada só por
um ramo série, sem susceptância, e não houver
reatores shunt a ela associados, seu modelo torna-se
idêntico ao da situação anterior, ou seja, linha com
uma fase aberta. Se, no entanto, a susceptância da
linha (y
suscep
) for representada, ou se houver a
presença de reatores (y
shunt
), o modelo
correspondente deverá ser obtido tal como no caso
a seguir, com a diferença de que o aterramento da
fase aberta será feito através de uma impedância
(igual a 2/y
suscep
, 1/y
shunt
ou associação de ambos).
• Terminal líder religado antes da extinção do arco de
falta (fase aberta de um lado e aterrada em algum
ponto):
Esta configuração é encontrada durante religamento
monopolar malsucedido, em que o fechamento do
terminal líder ocorre antes da autoextinção do arco
secundário. Tudo se passa como se uma nova falta
tivesse sido aplicada ao sistema, e o seu tempo de
permanência dependerá do esquema de proteção
adotado. Independentemente desse tempo, no
entanto, sempre haverá um certo período em que a
configuração acima estará presente, e a obtenção do
seu modelo correspondente é necessária.
• Linha recomposta (sem falta nem abertura):
Corresponde ao modelo original da linha, que já é
normalmente representado nos programas de
estabilidade transitória.
3
4 MÉTODO CONVENCIONAL
O modelo de seqüência positiva para simulação de
abertura monopolar em linhas de transmissão pode ser
obtido utilizando-se a abordagem convencional para
tratamento de faltas simultâneas [3].
Nesta abordagem são utilizadas conexões de partes das
redes de seqüência através de transformadores ideais, de
acordo com o tipo de falta/abertura existente em cada
ponto da linha. Resolve-se então o circuito resultante,
de modo a obter o modelo correspondente à linha com
defeito. Deve-se lembrar a necessidade de
desenvolvimento de um circuito diferente para cada
modelo de defeito previsto para a linha (ver item 3).
Para exemplificar esta abordagem, será considerado o
caso da linha aberta de um lado com a extremidade
aterrada (quinto modelo do item 3 e mesma situação do
caso teste do item 6.2).
Para representar esta situação, utilizam-se os
equivalentes em cada seqüência referentes às barras
terminais da linha com o defeito (barras 1 e 2) sem a
linha, que é modelada de modo explícito pela
impedância Z
L
, conforme mostrado na Figura 1. A fase
a da linha é aberta junto à barra 2, criando a barra 3, a
qual é aterrada na fase a.
0
2
0
1
0
1 S
Z
0
2 S
Z
0
12 S
Z
+
2
+
1
+
1 S
Z
+
2 S
Z
+
1 S
I
+
2 S
I
+
12 S
Z

2

1

1 S
Z

2 S
Z

12 S
Z
I
F
I
F
+
3
Z
F

3
0
3
I
F
I
F
+
L
Z

L
Z
0
L
Z

4
0
4
Figura 1 – Ligação das Redes de Seqüência
Na Figura 1 pode-se ver que as redes de seqüência estão
ligadas em paralelo nos pontos correspondentes às
barras 2 e 3 para representar a abertura de uma fase (por
simplicidade esta ligação foi efetuada sem a utilização
de transformadores ideais). A falta monofásica na barra
3 é representada através dos transformadores ideais
cujos secundários são ligados em série. Este circuito
pode ser modelado pelo seguinte sistema de equações
lineares escrito na forma matricial:


























=




















































+
+


+
+
+
2
1
0
4
0
1
4
1
3
2
1
66 65 63 61
56 55 54 52
45 44 41 42
36 33 32 32
23 22 21 22
16 14 12 11 11
25 24 23 22 22 21
11 12 11
S
S
F D D D D
D D D C
D D D C
D D D C
D D D C
D D D D C
B B B B A A
B A A
I
I
I
V
V
V
V
V
V
V
H H H H
H H H H
H H H H
H H H H
H H H H
H H H H H
H H H H H H
H H H
Este sistema pode ser expresso de forma compacta por:







=












0
j
x
x
H H
H H
A
B
A
D C
B A
(1)
onde:
[ ]
T
S S
I I
+ +
=
2 1 A
j , [ ]
T
V V
+ +
=
2 1 A
x
[ ]
T
F
I V V V V V
0
4
0
1 4 1 3
− − +
=
B
x
Os elementos das sub-matrizes H
A
, H
B
, H
C
e H
D
são
dados por:
+ + +
+ + =
L S S
A
Z Z Z
H
1 1 1
12 1
11
,
+
− = =
12
21 12
1
S
A A
Z
H H
0
12
0
2 12 2 12 2
22
1 1 1 1 1 1
S S S S S S
A
Z Z Z Z Z Z
H + + + + + =
− − + +
+
− = =
L
C B
Z
H H
1
11 11
,

− = =
12
22 22
1
S
C B
Z
H H

− = =
2
32 23
1
S
C B
Z
H H ,
0
12
42 24
1
S
C B
Z
H H − = =
0
2
52 25
1
S
C B
Z
H H − = =
0
11
1 1 1
L L L
D
Z Z Z
H + + =
− +
,

− = =
L
D D
Z
H H
1
21 12
0
41 14
1
L
D D
Z
H H − = = , 3
61 16
= =
D D
H H
− − −
+ + =
L S S
D
Z Z Z
H
1 1 1
12 1
22
,

− = =
1
32 23
1
S
D D
Z
H H
− −
+ =
2 1
33
1 1
S S
D
Z Z
H , 1
63 36
− = =
D D
H H
0 0
12
0
1
44
1 1 1
L S S
D
Z Z Z
H + + = ,
0
1
54 45
1
S
D D
Z
H H − = =
0
2
0
1
55
1 1
S S
D
Z Z
H + = , 1
65 56
− = =
D D
H H ,
F D
Z H − =
66
Eliminando o vetor x
B
do sistema de equações (1),
chega-se a:
A A Beq
j x y = ,
4
onde
C D B A Beq
H H H H y
1 −
− = é a matriz Y
bus
equivalente de seqüência positiva do sistema, com a
linha com defeito, referente às barras 1 e 2.
A partir desta matriz, pode-se sintetizar os elementos do
modelo pi correspondente à linha com defeito seguindo
os mesmos passos descritos no item 5.5.
5 MÉTODO PROPOSTO
O método proposto para obtenção do equivalente de
seqüência positiva para a linha com religamento
monopolar é de caráter geral, ou seja, serve para tratar
qualquer um dos modelos de defeito na linha
apresentados no item 3.
O método proposto é baseado no equivalente em
componentes de fase referente às barras terminais da
linha com defeito/abertura. Este equivalente é um
subproduto natural do método de solução de programas
modernos de simulação de faltas [4,5], como o
ANAFAS, porém, pode ser implementado em um
programa convencional de cálculo de curtos-circuitos a
partir de elementos da matriz Z
bus
em componentes de
seqüência.
O método proposto utiliza apenas operações simples de
redução de Kron e transformações de seqüência para
fase e de fase para seqüência. Nos subitens seguintes é
feita uma descrição detalhada de cada uma das etapas
(passos) do método.
5.1 Passo 1
Obtenção da matriz Y
bus
equivalente em componentes
de fase relativa às barras terminais da linha com defeito.
Em programas modernos de simulação de faltas, este
passo não requer nenhum esforço adicional, pois a
obtenção dessa matriz já faz parte do processo de
solução da falta. Em programas convencionais de
curto-circuito (baseados na geração de colunas de Z
bus
),
é necessária a obtenção da matriz Y
bus
em componentes
de fase relativa à linha sem o defeito para, em seguida,
alterá-la para representar o defeito/abertura(s).
Utilizando técnicas de vetores esparsos [6] obtêm-se 3
matrizes equivalentes Z
bus
relativas às seqüências zero,
positiva e negativa (Z
0
, Z
+
, Z

). Essas matrizes referem-
se apenas às barras terminais da linha com defeito e,
portanto, possuem dimensão 2x2. Pode-se também
utilizar rotinas já existentes de geração de colunas
inteiras de Z
bus
e extrair destas os elementos desejados.
Em seguida, invertem-se estas 3 matrizes, obtendo-se 3
matrizes equivalentes Y
bus
relativas às diferentes
seqüências (Y
0
, Y
+
, Y

).
Essas matrizes são agrupadas, então, para formar uma
única matriz Y
bus
de dimensão 6x6, com os elementos
ordenados por nós, conforme a estrutura matricial
mostrada abaixo para as barras terminais K e L.
K L
Z P N Z P N
Z
P K
N
Z
P L
N
A matriz assim obtida é transformada em componentes
de fase, elemento a elemento (cada elemento – KK, KL,
LK e LL – consiste em uma submatriz 3x3) através da
expressão abaixo:
Y
abc
= T Y
012
T
-1
,
em que T é a matriz de transformação de seqüência para
fase :
1 1 1
T =
1 a
2
a
; a = e
j2π/3
; j = (–1)
½
1 a a
2
Finalmente, efetuam-se na matriz Y
bus
, agora em
componentes de fase, as alterações necessárias para
representar a condição de defeito/abertura desejada.
Nessas alterações são introduzidos nós fictícios na
matriz, que serão eliminados no passo seguinte.
5.2 Passo 2
Eliminação dos nós indesejáveis da matriz obtida no
passo anterior. Esses nós correspondem aos pontos
fictícios introduzidos na linha em função da ocorrência
do curto-circuito intermediário e/ou abertura(s) na(s)
extremidade(s). A eliminação é implementada através
de um processo simples de redução de Kron. Após a
eliminação dos nós, a matriz Y
bus
equivalente em
componentes de fase volta a ter exatamente 6 linhas e 6
colunas (matriz 6x6), correspondendo às 3 fases das
duas barras terminais originais da linha.
A matriz abaixo ilustra esse processo de redução para
um caso em que, por simplicidade, se supôs a existência
de apenas um nó fictício na linha (barra F).
F K L
a b c a b c a b c
a
b F
c
é
a
b K
c
a
b L
c
5
5.3 Passo 3
Transformação de fase para seqüência da matriz obtida
no passo anterior. Neste passo, a matriz em
componentes de fase com dimensão 6x6 é transformada
de volta para componentes de seqüência. Essa matriz,
normalmente desacoplada entre as seqüências (3
matrizes 2x2), agora é cheia, em função do desequilíbrio
introduzido na linha com abertura monopolar. Os
elementos não nulos entre diferentes seqüências
correspondem às conexões que aparecem de forma
explícita na abordagem convencional (ver item 4). A
transformação é efetuada de forma análoga à mostrada
no Passo 1, através da expressão:
Y
012
= T
-1
Y
abc
T .
Após essa transformação, a matriz equivalente Y
bus
em
componentes de seqüência fica com a estrutura matricial
mostrada abaixo, onde os elementos foram reordenados
por seqüência e a seqüência positiva foi colocada
intencionalmente na última posição.
Z N P
K L K L K L
K
Z
L
K
N
L
K
P
L
5.4 Passo 4
Obtenção da matriz equivalente de seqüência positiva
relativa à linha afetada. Neste passo, a matriz
equivalente em componentes de seqüência relativa às
barras terminais da linha com defeito, obtida no passo
anterior, é reduzida de modo que só reste a seqüência
positiva (matriz 2x2). Essa redução corresponde a
refletir o efeito das demais seqüências (zero e negativa)
na seqüência positiva. Este é o passo mais importante
do método, pois permite obter um modelo só de
seqüência positiva, porém incorporando o
desbalanceamento introduzido pela falta/abertura
monopolar. Geralmente a matriz equivalente em
componentes de seqüência é desacoplada, e a operação
de redução nesta matriz não é usual. A operação é
implementada através de um processo simples de
redução de Kron, ilustrado na matriz abaixo:
Z N P
K L K L K L
K
Z
L
K
N
L
é
K
P
L
5.5 Passo 5
Obtenção do modelo de seqüência positiva da linha
desbalanceada. A matriz de seqüência positiva obtida
no passo anterior representa um equivalente de todo o
sistema (incluindo a linha desbalanceada) referente às
barras terminais da linha (Y
equiv
). Para obter o modelo
apenas da linha desbalanceada (Y
final
), é necessário
“retirar” o efeito do resto do sistema (Y
resto
). Para tal, é
necessário conhecer a matriz equivalente do sistema
original (sem desbalanceamento) referente às barras
terminais da linha (Y
orig
) e descontar dela o efeito da
própria linha original (Y
linha
). Essa matriz equivalente
original (Y
orig
) é a matriz Y
+
citada no Passo 1 e que em
programas modernos de solução de faltas já é calculada.
Basta, portanto, descontar dessa matriz o efeito da linha
original (sem desbalanceamento).
As expressões abaixo ilustram o processo de obtenção
da matriz referente apenas à linha desbalanceada:
Y
resto
= Y
orig
– Y
linha
Y
final
= Y
equiv
– Y
resto
K L
K Y
KK
Y
KL
Y
final
=
L Y
LK
Y
LL
Uma vez obtida a matriz equivalente final (Y
final
),
referente somente à linha com o desbalanceamento,
basta sintetizar o seu modelo Π (pi) equivalente,
mostrado na Figura 2.
y
série
y
shuntK
y
shuntL
K L
Figura 2 – Modelo Pi da Linha com Desbalanceamento
Onde:
y
série
= –Y
KL

y
shuntK
= Y
KK
+ Y
KL
y
shuntL
= Y
LL
+ Y
LK
6
Obs.: para os modelos de defeitos considerados (ver
item 3), Y
final
será sempre simétrica ( Y
KL
= Y
LK
).
Poderão surgir ramos com resistência negativa no
modelo Π equivalente da linha com abertura monopolar,
principalmente os ramos shunt. No exemplo
apresentado no item 6.2, esse fato ocorre.
O modelo Π equivalente assim obtido é utilizado, então,
em substituição ao modelo da linha original, em
programas de estabilidade transitória, para representar
uma das situações de defeito descritas no item 3.
6 CASOS TESTES
Para ilustrar a aplicação do método proposto, foi
utilizado um dos casos de exemplo do programa
ANAFAS, chamado EXEMPLO2.DAT, descrito em
[7]. A linha considerada nos testes é a linha da barra 7
para a barra 8.
6.1 Abertura simples
A primeira situação considerada refere-se à linha com a
fase a aberta em uma extremidade (sem aterramento), e
a abertura foi feita junto à barra 8. Como neste caso o
line charging da linha não é representado, e não existem
reatores, essa situação equivale àquela em que a fase
está aberta em ambas as extremidades. Em [8], essa
mesma situação é resolvida utilizando a abordagem por
arranjo de redes de seqüência.
A matriz Y
bus
equivalente em componentes de fase
relativa à linha 7-8 com a abertura monopolar em uma
extremidade, descrita no Passo 1 do método, obtida pelo
ANAFAS, é mostrada abaixo:
F 7 8
a a b c a b c
F
a
0,942 –
j21,333
–0,942 +
j21,333
0,237 –
j5,790
0,237 –
j5,790
0 –0,237 +
j5,790
–0,237 +
j5,790
a
–0,942 +
j21,333
1,356 –
j34,865
–0,251 +
j6,406
–0,251 +
j6,406
–0,229 +
j3,848
0,331 –
j7,175
0,331 –
j7,175
b
0,237 –
j5,790
–0,251 +
j6,406
1,356 –
j34,865
–0,251 +
j6,406
0,094 –
j1,385
–1,170 +
j25,181
0,331 –
j7,175
7
c
0,237 –
j5,790
–0,251 +
j6,406
–0,251 +
j6,406
1,356 –
j34,865
0,094 –
j1,385
0,331 –
j7,175
–1,170 +
j25,181
a
0 –0,229 +
j3,848
0,094 –
j1,385
0,094 –
j1,385
0,331 –
j9,546
–0,091 +
j1,739
–0,091 +
j1,739
b
–0,237 +
j5,790
0,331 –
j7,175
–1,170 +
j25,181
0,331 –
j7,175
–0,091 +
j1,739
1,273 –
j30,879
–0,329 +
j7,529
8
c
–0,237 +
j5,790
0,331 –
j7,175
0,331 –
j7,175
–1,170 +
j25,181
–0,091 +
j1,739
–0,329 +
j7,529
1,273 –
j30,879
A matriz acima possui 7 linhas/colunas em função da
existência de um novo nó (barra F), correspondente à
fase a aberta em uma extremidade. Pode-se observar
que a matriz é simétrica, porém as submatrizes 3x3
relativas às posições 7-8 e 8-7 são assimétricas. As
duas posições nulas da matriz (valor zero)
correspondem à fase a aberta junto à barra 8.
Após a eliminação do nó fictício (nó F), conforme
descrito no Passo 2 do método, a matriz fica com o
seguinte valor:
7 8
a b c a b c
a
0,414 –
j13,532
–0,014 +
j0,616
–0,014 +
j0,616
–0,229 +
j3,848
0,094 –
j1,385
0,094 –
j1,385
b
–0,014 +
j0,616
1,297 –
j33,294
–0,310 +
j7,978
0,094 –
j1,385
–1,111 +
j23,610
0,390 –
j8,747
7
c
–0,014 +
j0,616
–0,310 +
j7,978
1,297 –
j33,294
0,094 –
j1,385
0,390 –
j8,747
–1,111 +
j23,610
a
–0,229 +
j3,848
0,094 –
j1,385
0,094 –
j1,385
0,331 –
j9,546
–0,091 +
j1,739
–0,091 +
j1,739
b
0,094 –
j1,385
–1,111 +
j23,610
0,390 –
j8,747
–0,091 +
j1,739
1,214 –
j29,308
–0,388 +
j9,101
8
c
0,094 –
j1,385
0,390 –
j8,747
–1,111 +
j23,610
–0,091 +
j1,739
–0,388 +
j9,101
1,214 –
j29,308
A matriz possui agora 6 linhas/colunas, relativas apenas
às barras terminais da linha 7-8. As submatrizes 3x3
relativas às posições 7-8 e 8-7 agora também são
simétricas.
Após transformar a matriz acima de componentes de
fase para componentes de seqüência, conforme descrito
no Passo 3 do método, obtém-se a seguinte matriz:
Z N P
7 8 7 8 7 8
7
0,777 –
j20,567
–0,431 +
j9,345
–0,195 +
j4,133
0,195 –
j4,133
–0,195 +
j4,133
0,195 –
j4,133
Z
8
–0,431 +
j9,345
0,539 –
j14,335
0,195 –
j4,133
–0,195 +
j4,133
0,195 –
j4,133
–0,195 +
j4,133
7
–0,195 +
j4,133
0,195 –
j4,133
1,115 –
j29,776
–1,010 +
j20,861
–0,492 +
j11,495
0,492 –
j11,495
N
8
0,195 –
j4,133
–0,195 +
j4,133
–1,010 +
j20,861
1,110 –
j26,913
0,492 –
j11,495
–0,492 +
j11,495
7
–0,195 +
j4,133
0,195 –
j4,133
–0,492 +
j11,495
0,492 –
j11,495
1,115 –
j29,776
–1,010 +
j20,861
P
8
0,195 –
j4,133
–0,195 +
j4,133
0,492 –
j11,495
–0,492 +
j11,495
–1,010 +
j20,861
1,110 –
j26,913
Deve-se lembrar que na matriz acima as linhas e
colunas foram reordenadas por seqüência, e a seqüência
positiva foi colocada intencionalmente na última
posição.
Essa matriz, que normalmente é desacoplada entre as
seqüências (3 matrizes 2x2), agora é cheia, pelos
motivos comentados no Passo 3 do método. Pode-se
observar que todos os blocos não-diagonais são
simétricos.
A matriz permanece simétrica e pode-se notar que as
seqüências positiva e negativa são idênticas (como na
linha original).
Após a eliminação das seqüências zero e negativa,
conforme descrito no Passo 4 do método, obtém-se a
seguinte matriz equivalente de seqüência positiva
(Y
equiv
), relativa às barras terminais:
7 8
7 0,722 – j21,325 –0,616 + j12,410
8 –0,616 + j12,410 0,717 – j18,463
Para descontar o efeito do resto do sistema (Y
resto
),
procede-se como descrito no Passo 5 do método, o que é
detalhado a seguir.
7
A linha de 7 para 8 possui impedância de seqüência
positiva de (0,16 + j3,68) %, o que corresponde a uma
admitância de (1,179 – j27,123) pu. Logo, a matriz
correspondente à linha sem defeitos (Y
linha
) vale:
7 8
7 1,179 – j27,123 –1,179 + j27,123
8 –1,179 + j27,123 1,179 – j27,123
Para o sistema em estudo, a matriz equivalente original
referente às barras 7 e 8 (Y
orig
) vale:
7 8
7 1,607 – j41,271 –1,501 + j32,356
8 –1,501 + j32,356 1,602 – j38,409
Portanto, a matriz equivalente correspondente ao resto
do sistema, sem considerar o efeito da própria linha 7-8,
(Y
resto
) vale:
7 8
7 0,428 – j14,148 –0,322 + j5,233
8 –0,322 + j5,233 0,423 – j11,286
Retirando de Y
equiv
o efeito do resto do sistema (Y
resto
),
obtém-se a seguinte matriz referente apenas à linha
desbalanceada (Y
final
):
7 8
7 0,294 – j7,177 –0,294 + j7,177
8 –0,294 + j7,177 0,294 – j7,177
A seguir, basta sintetizar o modelo Π equivalente de
seqüência positiva da linha com a abertura. Pode-se
observar que, neste caso, só o ramo série é não nulo.
Isto se deve ao fato de que não houve aterramento da
fase aberta e também ao fato de que o line charging da
linha não foi representado e a linha não possui reatores.
y
série
= –Y
78
= (0,294 – j7,177) pu
Este resultado confere com o obtido em [8] para a
mesma situação, porém usando uma abordagem por
arranjos de redes de seqüência. Naquele trabalho foi
obtido um valor de impedância de seqüência positiva
para o ramo série de (0,57 + j13,91) %, o que
corresponde exatamente ao valor de y
série
acima.
6.2 Abertura com aterramento
A segunda situação considerada refere-se à mesma linha
com a fase a aberta e aterrada na mesma extremidade
junto à barra 8. Conseqüentemente, as matrizes Y
linha
,
Y
orig
e Y
resto
são as mesmas do caso anterior.
A matriz obtida pelo Passo 1 do método, neste caso, é
uma submatriz daquela obtida no mesmo Passo 1 no
caso anterior, excetuando apenas a linha/coluna
referente à barra F, ou seja, é uma matriz 6x6 referente
apenas às barras 7 e 8. Isto se deve ao fato de a fase a
da barra F estar aterrada. A matriz, portanto, é igual à
do caso anterior desprezando a primeira linha e a
primeira coluna.
Neste caso o Passo 2 não afeta a matriz, pois não há nós
referentes a barras fictícias na matriz gerada no Passo 1.
Após transformar a matriz mencionada acima, de
componentes de fase para componentes de seqüência,
conforme descrito no Passo 3 do método, obtém-se a
seguinte matriz:
Z N P
7 8 7 8 7 8
7
0,854 –
j22,053
–0,352 +
j7,580
0 0,156 –
j3,251
0 0,156 –
j3,251
Z
8
–0,352 +
j7,580
0,618 –
j16,430
0,393 –
j9,041
–0,235 +
j5,181
0,393 –
j9,041
–0,235 +
j5,181
7
0 0,393 –
j9,041
1,607 –
j41,271
–1,108 +
j23,315
0 0,393 –
j9,041
N
8
0,156 –
j3,251
–0,235 +
j5,181
–1,108 +
j23,315
1,129 –
j27,437
0,393 –
j9,041
–0,473 +
j10,971
7
0 0,393 –
j9,041
0 0,393 –
j9,041
1,607 –
j41,271
–1,108 +
j23,315
P
8
0,156 –
j3,251
–0,235 +
j5,181
0,393 –
j9,041
–0,473 +
j10,971
–1,108 +
j23,315
1,129 –
j27,437
Os elementos não nulos entre as diferentes seqüências
(blocos não–diagonais) correspondem às conexões que
aparecem de forma explícita na abordagem
convencional (ver item 4). Pode-se observar que desta
vez aparecem blocos não-diagonais assimétricos. A
matriz como um todo, contudo, permanece simétrica e
pode-se notar que as seqüências positiva e negativa são
idênticas (como na linha original).
Os elementos da matriz relativos à posição 7-7 são os
mesmos do sistema original sem a abertura monopolar.
Por isso não há acoplamentos entre as seqüências nesta
posição, e pode-se notar que os valores nas seqüências
positiva e negativa correspondem ao valor da posição 7-
7 da matriz Y
orig
, ou seja, (1,607 – j41,271). Isto se
deve ao fato de que não houve nenhuma alteração nas
ligações da barra 7. No caso anterior (abertura simples),
a eliminação da barra fictícia F introduz alterações na
barra 7, o que provoca o surgimento de acoplamentos
entre as seqüências na posição 7-7.
Após a eliminação das seqüências zero e negativa,
conforme descrito no Passo 4 do método, obtém-se a
seguinte matriz equivalente de seqüência positiva
(Y
equiv
):
7 8
7 0,980 – j29,408 –0,701 + j15,204
8 –0,701 + j15,204 0,744 – j19,428
Descontando o efeito do resto do sistema (Y
resto
),
conforme descrito no Passo 5 do método, obtém-se a
seguinte matriz referente apenas à linha desbalanceada
(Y
final
):
7 8
7 0,553 – j15,260 –0,379 + j9,971
8 –0,379 + j9,971 0,321 – j8,142
A seguir, basta sintetizar o modelo Π equivalente de
seqüência positiva da linha com a abertura e
8
aterramento. Pode-se observar que, neste caso, os 3
ramos possuem valor não nulo:
y
série
= –Y
78
= (0,379 – j9,971) pu
y
shunt7
= Y
77
+ Y
78
= (0,174 – j5,289) pu
y
shunt8
= Y
88
+ Y
87
= (–0,058 + j1,829) pu
Este resultado confere com o resultado obtido para a
mesma situação usando a abordagem convencional (ver
item 4), onde foram calculados os seguintes valores:
y
série
= (0,37819 – j9,97123) pu
y
shunt7
= (0,17297 – j5,28868) pu
y
shunt8
= (–0,05696 + j1,82800) pu
As pequenas diferenças de precisão verificadas entre os
resultados obtidos pelas duas metodologias se devem ao
fato de que a matriz equivalente em componentes de
fase, utilizada no Passo 1 do método proposto, foi
gerada pelo ANAFAS com 3 casas decimais de
precisão.
Pode-se observar que, neste caso, o ramo shunt ligado à
barra 8 possui resistência negativa. Este fenômeno pode
ocorrer, pois se trata de um equivalente apenas de
seqüência positiva relativo a uma linha desbalanceada e
com aterramento. Equivalentes com resistência
negativa não são fisicamente realizáveis utilizando
somente elementos passivos, o que poderia introduzir
dificuldades no seu emprego em simuladores
analógicos.
Testes devem ser feitos para verificar até que ponto a
presença de ramos com resistência negativa podem
afetar de forma prejudicial o processo de simulação em
programas digitais de estabilidade transitória.
Admitâncias (tanto condutâncias como susceptâncias)
com sinal invertido podem causar problemas de
dominância diagonal na matriz de admitâncias de barra
da rede, porém neste caso tal não ocorreria, pois os
valores absolutos tanto da condutância como da
susceptância do ramo shunt ligado à barra 8 são
menores que os valores do ramo série.
7 CONCLUSÕES
Neste trabalho é apresentado um método para a
obtenção de equivalentes de seqüência positiva de
linhas com abertura monopolar em programas de curto-
circuito, para uso em programas de estabilidade
transitória.
O método, baseado no equivalente em componentes de
fase referente às barras terminais da linha com
defeito/abertura, é de caráter geral e serve para tratar
qualquer modelo de defeito previsto para a linha durante
a simulação no tempo, o que não ocorre com métodos
tradicionais, baseados em arranjos de redes de
seqüência, que requerem o desenvolvimento e solução
de um modelo específico para cada situação de defeito
prevista.
O método proposto utiliza apenas operações simples de
redução de Kron e transformações de seqüência para
fase e vice-versa e, portanto, pode ser incorporado, sem
grandes dificuldades, a qualquer programa existente de
cálculo de curtos-circuitos.
Em programas modernos de simulação de faltas
(programas com método de solução geral de faltas
simultâneas), como o ANAFAS [1], a implementação
do método proposto é mais natural, pois o equivalente
em componentes de fase, no qual se baseia o método, já
faz parte do processo normal de solução das faltas.
8 REFERÊNCIAS
[1] S.P. Roméro e P.A. Machado, “ANAFAS –
Programa de Análise de Faltas Simultâneas”, IV STPC,
Fortaleza, Maio de 1993.
[2] “Programa de Análise de Transitórios
Eletromecânicos – ANATEM – Manual do Usuário –
V09-12/01”, Relatório Técnico CEPEL no. DPP/POL-
57/2002.
[3] P.M. Anderson, Analysis of Faulted Power Systems,
The Iowa State University Press, 1973, p.308.
[4] V. Brandwajn e W.F.Tinney, “Generalized Method
of Fault Analysis”, IEEE Transactions on PAS, vol.
104, no. 6, June 1985, pp. 1301-1306.
[5] F.L. Alvarado, S.K. Mong e M.K. Enns, “A Fault
Program with Macros, Monitors and Direct
Compensation in Mutual Groups”, IEEE Transactions
on PAS, vol. 104, no. 5, May 1985, pp. 1109-1120.
[6] W.F.Tinney, V. Brandwajn e S.M. Chan, “Sparse
Vector Methods”, IEEE Transactions on PAS, vol. 104,
no. 2, February 1985, pp. 295-301.
[7] “Programa de Análise de Faltas Simultâneas –
ANAFAS – Versão 3.0 – Manual do Usuário”,
Relatório Técnico CEPEL no. DPP/PEL-037/99.
[8] “Obtenção e Validação de Modelo de Abertura
Monopolar para Uso em Programas de Estabilidade
Eletromecânica”, Relatório Técnico CEPEL no.
DPP/PEL-919/98.
CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica
ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 4.3 Manual do Usuário
A33















ARTIGO APRESENTANDO A METODOLOGIA DE
CÁLCULO UTILIZADA NAS PROTEÇÕES MOV

*CEPEL – C.P. 68007 – Cidade Universitária – Ilha do Fundão – Rio de Janeiro – RJ – email: spr@cepel.br
IX SEPOPE – Simpósio de Especialistas em Planejamento da Operação
e Expansão Elétrica

23 a 27 de Maio – 2004
Rio de Janeiro (RJ) – Brasil


Modelagem de Capacitor Série com Proteção MOV em Programas Modernos de
Simulação de Curtos-Circuitos


Sergio Porto Roméro * Juan Rossi Fernando Hevelton Duarte Oliveira
CEPEL - Brasil CEPEL - Brasil CONENERGIA - Brasil



1. SUMÁRIO
O presente trabalho apresenta aspectos e resultados da
implementação de um modelo de Proteção MOV de
capacitores série em um programa de análise de curtos-
circuitos com metodologia moderna (método geral de
solução de faltas simultâneas). A dificuldade da
implementação reside na não linearidade deste tipo de
proteção, e estudos feitos sem nenhuma modelagem dos
MOVs são trabalhosos e podem levar a resultados
distantes da realidade. Proposições anteriores são
adaptadas ao algoritmo geral de solução e,
adicionalmente, é proposto um método de solução para
casos não convergentes.
1.1. Palavras-chave
Capacitor série protegido por MOV, simulação de
elementos não lineares, programa de curto-circuito,
compensação série.
2. INTRODUÇÃO
A compensação série capacitiva de linhas longas tem se
mostrado uma alternativa cada vez mais atraente para
elevar a capacidade de transmissão e melhorar a
estabilidade transitória de sistemas de potência. Permite,
entre outras coisas, utilizar de foma mais eficiente
corredores de passagem já existentes, evitando o
impacto ambiental de novas instalações.
Uma das principais considerações no projeto e
instalação de capacitores série é a sua proteção contra
sobretensões que possam danificá-los. Gaps
centelhadores convencionais utilizados com essa
finalidade vêm sendo substituídos por Varistores de
Óxido Metálico (Metal-Oxide Varistors, MOVs),
elementos não lineares que protegem os bancos com
melhor desempenho e maior confiabilidade, sendo
também de mais fácil manutenção. Quando da ocorrência
e eliminação de uma falta, permitem a reinserção
praticamente instantânea dos capacitores, sendo esta a
sua principal vantagem. No Sistema Interligado
Brasileiro já há um número considerável destes
varistores em operação, em especial na Interligação
Norte-Sul, e outros mais estão em fase de implantação.
O comportamento não linear dos MOVs é o que permite
que estes protejam os bancos de capacitores com
grandes vantagens sobre os gaps centelhadores. No
entanto, isto também torna sua representação, em
análises de curto-circuito ou de estabilidade transitória,
muito complexa. Análises de curto-circuito em sistemas
de potência fazem uso, costumeiramente, de modelos de
impedância constante para representar os equipamentos
presentes (máquinas síncronas, etc). A relação linear
entre os fasores Tensão (V) e Corrente (I) é dada por V
= ZI, onde Z é a impedância do equipamento em
questão, e, assim, tensão senoidal implica corrente
também senoidal. Isto não é válido para os varistores.
Uma tensão senoidal aplicada a um MOV não só não
implica corrente senoidal como também leva a uma
relação entre os valores de pico de V e de I não
constante.
Em estudos de curtos-circuitos feitos sem nenhum tipo
de modelagem de MOVs, as linhas compensadas são
representadas ou com a compensação presente, nas
chamadas faltas externas, ou sem a compensação, para
as faltas internas (fazendo o by-pass do capacitor),
obtendo valores de correntes de falta respectivamente
pessimistas e otimistas em relação ao valor real. Isto
2
torna os estudos muito trabalhosos e pouco fiéis à
realidade, tendo em vista que os valores pessimistas
podem ultrapassar o dobro dos otimistas, o que justifica
a busca de um modelo para a representação adequada
destes equipamentos.
Na literatura técnica foi proposto, inicialmente, um
modelo para tratamento apenas de faltas trifásicas em
programas convencionais de cálculo de curtos-circuitos
(programas baseados em colunas da matriz Z
bus
), fazendo
uso de um método iterativo [1]. Posteriormente foi
sugerida uma forma de tratar faltas desbalanceadas,
através de fontes controladas de tensão para representar
o comportamento do conjunto capacitor-MOV durante a
ocorrência de curtos assimétricos [2].
Neste trabalho é apresentada a implementação do
método iterativo encontrado na literatura em um
programa moderno de simulação de faltas (programa com
método geral de solução de faltas simultâneas).
Programas modernos apresentam uma etapa
intermediária da solução em que as características
trifásicas de um pequeno conjunto de barras são
restabelecidas, permitindo o acesso a virtualmente
qualquer elemento do sistema, o que dispensa o
tratamento por fontes fictícias de tensão mencionado.
Além de aspectos da implementação, são apresentados
resultados de estudos feitos a partir de um caso real do
Sistema Brasileiro e um método de solução para casos
que não convergem espontaneamente com o processo
iterativo.
3. PROTEÇÃO POR MOV
A Figura 1 mostra um arranjo típico de capacitor série
protegido por MOV:
Figura 1 – Arranjo de cap. série protegido por MOV
A não linearidade do varistor permite que este, em
tensões normais de operação, se comporte como um
circuito aberto, com condução desprezível de corrente,
mas que tenha impedância progressivamente menor a
partir de determinado nível de tensão (normalmente a
tensão a partir da qual se deseja que o MOV proteja o
capacitor).
Portanto, quando da ocorrência de uma falta próxima a
um conjunto capacitor-MOV que faça a tensão no
capacitor (produto X
c
I) ultrapassar o nível de proteção
do varistor, a cada meio ciclo a corrente se divide entre o
capacitor e o MOV, como se pode ver na Figura 2. No
entanto, a soma dessas parcelas permanece
essencialmente senoidal, o que sugere a representação
do conjunto por uma impedância linear.
16.670 22.225 27.780 33.335 38.890 44.445 50.000
[ms]
-14.0
-10.5
-7.0
-3.5
0.0
3.5
7.0
10.5
[kA]

Figura 2 – Correntes no capacitor e no MOV (MOV em
condução) e corrente total
4. PROPOSTA ORIGINAL
Em [1], Goldsworthy faz algumas proposições:
4.1. Modelo linear
Apesar de o varistor ter comportamento não linear, o
conjunto capacitor-MOV pode ser considerado como
uma impedância linear, cujo valor depende da corrente
passante:
) ( ) ( ) ( I jX I R I Z
eq eq eq
− = (1)
Através de simulações computacionais, Goldsworthy
chegou às seguintes expressões normalizadas para a
impedância equivalente:
I I I
c
eq
e e e
X
R
4 , 1 0 , 5 243 , 0
6 , 0 0 , 35 49 , 0 0745 , 0
− − −
− − + = (2)
I
c
eq
e I
X
X
8566 , 0
088 , 2 005749 , 0 1010 , 0

+ − = (3)
Nas expressões acima, X
c
é a reatância nominal do
capacitor e
pr total
I I I / = . A corrente de proteção I
pr
é a
corrente no capacitor que o faz atingir a tensão de
proteção, levando o varistor a conduzir.

A impedância equivalente, em função da corrente
passante, é ilustrada na Figura 3:
Linha de Transmissão
Varistor
Gap
By-pass
X
c
Capacitor Série
Circuito de
Amortecimento
Capacitor
Total
MOV
3
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
I
to t al
/ I
pr
X
e
q

/

X
c


e


R
e
q

/

X
c
X
eq
/ X
c
R
e q
/ X
c
L
i
m
i
t
e

d
e

c
o
n
d
u
ç
ã
o

d
o

M
O
V
:

I

=

0
,
9
8

.

I
p
r

Figura 3 – Impedância normalizada em relação a X
c

É importante destacar que para I < 0,98I
pr
, o MOV não
conduz. Assim, Z
eq
é a impedância do capacitor.
4.2. Processo iterativo
Como a impedância equivalente do conjunto capacitor-
MOV depende da corrente passando por ele e esta, por
sua vez, depende do valor da impedância, Goldsworthy
sugere um processo iterativo para chegar à solução de
faltas trifásicas:
1) Calcula-se o curto-circuito desconsiderando a
presença de varistores.
2) Se a corrente de algum conjunto capacitor-MOV
exceder sua I
pr
, deve-se incluí-lo no processo
iterativo.
3) De posse da corrente passando pelo conjunto,
calcula-se Z
eq
, através da Equações (2) e (3).
4) Com o novo Z
eq
, calcula-se novamente o curto-
circuito.
5) Se a variação de corrente for maior que uma
determinada tolerância, retorna-se ao passo 3. Caso
contrário, o processo converge.
4.3. Extensão para faltas desequilibradas
Em [2], Coursol e outros propõem o uso de fontes
controladas de tensão para estender o processo iterativo
de Goldsworthy às faltas desequilibradas, em programas
baseados em colunas da matriz Z
bus
. Para cada tipo de
falta se faz necessária uma análise separada. No entanto,
em programas com método geral de solução de faltas
simultâneas [3], este artifício se torna desnecessário,
devido à etapa intermediária da solução que restaura
características trifásicas de algumas barras do sistema,
como será visto a seguir.


5. IMPLEMENTAÇÃO GERAL
A proposta básica deste trabalho é a adaptação do
processo proposto por Goldsworthy e Coursol ao
método geral de solução de faltas simultâneas. Na Figura
4 é mostrado um fluxograma simplificado do processo já
adaptado:

Figura 4 – Fluxograma representando a implementação
de caráter geral
Inicialmente, calcula-se o curto desconsiderando os
MOVs, como em [1]. A partir daí, verifica-se a corrente
em cada fase de cada conjunto capacitor-MOV do
sistema, buscando as que tenham superado sua I
pr
. As
barras terminais dos MOVs que ultrapassarem sua
corrente de proteção passam a ser incluídas no pequeno
conjunto de barras que têm suas características
trifásicas restauradas. Estes capacitores-MOVs precisam
ter suas impedâncias equivalentes calculadas pelo
processo iterativo, e isto é feito tratando de forma
independente cada fase de cada conjunto.
Calcula-se novamente o curto. Com as correntes de
contribuição em mãos, calcula-se Z
eq
de cada fase de
-jX
eq
I
R
eq
X
c
I
Verificação da corrente de cada
fase de cada capacitor-MOV
Curto é calculado ignorando
efeitos dos varistores
Algum I > I
pr
?
Sim
Não
Barras terminais de MOVs
em condução incluídas

Curto é calculado ignorando
efeitos dos varistores
Cálculo de Z
eq
de cada fase
de cada MOV em condução
Curto é calculado com novas
impedâncias equivalentes
∆I
máx
< Tol
e ∆Z
máx
< Tol ?
Não
Sim
Checar correntes de capacitores-
MOV sem condução anterior
Sim
Não
Fim do processo
Algum I > I
pr
?
4
cada capacitor-MOV. Novamente o curto é calculado,
com os valores atualizados das impedâncias
equivalentes. Se a variação de corrente ou impedância
de ao menos uma fase de um capacitor-MOV incluído no
processo iterativo for maior que a tolerância adotada,
este não converge, e é necessário calcular novamente as
impedâncias equivalentes de todos os conjuntos. Isto se
repete até que todas as fases de todos os capacitores-
MOVs tenham variações entre uma iteração e a seguinte
inferiores à tolerância, atingindo a convergência.
O cálculo por fase é o que permite ao mesmo tempo dar
caráter geral ao processo de [1], permitindo aplicá-lo a
qualquer tipo de falta, e tornar desnecessária a
abordagem por fontes controladas de tensão [2].
5.1. Tolerância para convergência
Em [1] é recomendado observar variações de corrente
para fazer a verificação de convergência. Outros autores
recomendam observar variações de impedância. Podem-
se adotar os dois critérios simultaneamente, tendo em
vista que um não interfere no outro.
Correntes de proteção costumam ser de alguns
quiloampères. Uma tolerância de 10
-4
por unidade de I
pr

permite precisão de décimos de ampère, o que costuma
ser suficiente. A tolerância adotada para variações de
X
eq
e R
eq
é também de 10
-4
por unidade de X
c
.
5.2. Checagem de MOVs inicialmente sem condução
Ao fim do processo iterativo, variações de impedância
de alguns MOVs podem levar outros que inicialmente
não conduziam a entrar em condução. Como é mostrado
na Figura 4, caso isto aconteça, deve-se incluir estes
MOVs adicionais no conjunto de barras citado
anteriormente e refazer os cálculos, a fim de obter
resultados realistas.
5.3. Descontinuidade
Foi constatada uma descontinuidade nas Equações (2) e
(3), de Goldsworthy, em torno de I = 0,98I
pr
. Estas
descontinuidades podem levar alguns casos a não
convergir. Para resolver o problema, foram adotadas as
seguintes correções:
) 98 , 0 ( 35
047875290 , 0 3
− −
− =
I
c
eq
e ) Equação(
X
R

(4)
) 98 , 0 ( 35
002742769 , 0 4
− −
+ =
I
c
eq
e ) Equação(
X
X

(5)
6. CONVERGÊNCIA DO MÉTODO
A convergência do processo iterativo tem caráter
oscilatório. Na Figura 5 é mostrado o diagrama utilizado
na simulação de uma falta trifásica na SE Colinas, na
Interligação Norte-Sul do Sistema Brasileiro, com dados
de um MOV protegendo o capacitor desta subestação.
A Tabela 1 mostra valores de corrente e de Z
eq
a cada
iteração, e a Figura 6 o percurso do processo em um
gráfico de I x X
eq
. Alterna-se sempre entre um valor
acima da solução final e outro abaixo, já que a
compensação série equivalente cresce e diminui
sucessivamente.

Figura 5 – Curto-cirtuito trifásico na SE Colinas
Tabela 1: Processo iterativo

Iter

I(A)

I / I
pr


Pontos
no
Gráfico

X
eq
/ X
c


Z
eq
(%)
0

---

---

---

1,0000
0,0000
-j0,9500
1

4940

1,6144

1 => 2

0,6155
0,3154
-j0,5847
2

4195

1,3709

3 => 4

0,7384
0,2857
-j0,7015
3

4386

1,4333

5 => 6

0,7043
0,2971
-j0,6691
4

4330

1,4150

7 => 8

0,7141
0,2941
-j0,6784
5

4346

1,4203

9 => 10

0,7113
0,2950
-j0,6757
6

4341

1,4186

11 => 12

0,7121
0,2947
-j0,6765
7

4343

1,4193

13 => 14

0,7118
0,2948
-j0,6762
8

4342

1,4190

15 => 16

0,7119
0,2948
-j0,6763
9

4342

1,4191

17 => 18

0,7119
0,2948
-j0,6763
0. 9 1 1. 1 1. 2 1. 3 1. 4 1. 5 1. 6 1. 7
0
0. 1
0. 2
0. 3
0. 4
0. 5
0. 6
0. 7
0. 8
0. 9
1
I
t o ta l
/ I
p r
X
e
q

/


Xc
L
i
m
i
t
e
d
e
c
o
n
d
u
ç
ã
o
d
o
M
O
V
:
I
=
0
.
9
8
.
I
p
r
1
2
3
4
5
6
7

Figura 6 – Processo iterativo
7. CASOS NÃO CONVERGENTES
Em alguns casos, o processo iterativo não converge.
Quando isto acontece, alterna-se indefinidamente entre
um valor acima e outro abaixo da solução final, mas esta
não é alcançada. Para obtê-la, pode-se utilizar um dos
métodos de restrição de passo a seguir, ou, ainda, uma
combinação dos dois.
5
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
0
0. 2
0. 4
0. 6
0. 8
1
Itotal / Ipr
X
e
q

/

X
c
Variação normal
Variação com limitação de passo

Figura 7 – Restrição de passo
7.1. Redução Progressiva de Passo (RPP)
Restringe-se progressivamente o passo de corrente
permitido. Devem-se guardar os valores de corrente
normalizada de uma iteração, calcular a impedância
equivalente de cada fase de cada capacitor-MOV com
base nestes valores e, com estas impedâncias, calcular
as correntes para onde o processo tende a ir, como é
sugerido na Figura 7. Se esta variação, em módulo, for
maior que um dado limite, restringe-se o passo. Por
exemplo, se o processo tender a ir de I = 0,50 para I =
8,50, com passo máximo igual a 4,00, então o passo será
restringido e a impedância equivalente será calculada
com base em uma corrente de 4,00 + 0,50 = 4,50 e não
8,50. Se tender a ir de I = 3,50 para I = 2,50, com passo
máximo igual a 5,00, não haverá restrição.
São sugeridos os seguintes parâmetros para a RPP:
• Passo Máximo Inicial: 10,00 por unidade de I
pr
.
• Iteração para ativação da RPP: 3 (só haverá restrição
de passo, quando superado o limite permitido, a
partir da 3
a
iteração)
• Número de Iterações para Divisão (NID): 3 (a cada 3
iterações, o passo máximo é dividido por VD,
parâmetro ótimo obtido matematicamente).
• Valor de Divisão (VD): 3 (a cada NID iterações, o
passo máximo é dividido por 3). É importante que
VD seja igual a NID, para garantir que a solução
seja sempre alcançada.
7.1.1. Parâmetros ótimos para a RPP
Pode-se variar NID e VD para chegar ao menor passo
possível no mesmo número de iterações. Tem-se que:
) (
NID
ERAÇÕES NÚMERODEIT
NID
O PASSOMÁXIM
PASSOFINAL =
(6)
Variando apenas o valor de NID, o menor Passo Final se
dá quando NID = base neperiana. Como NID deve ser
um número inteiro, deve-se optar entre 2 e 3. Adota-se 3
por resultar em um Passo Final menor que com 2.
7.2. Aplicação de Freio
A partir de determinado número de iterações, multiplica-
se a variação de corrente pretendida por um valor entre 0
e 1. Sugere-se adotar 0,5 com base em comparações
experimentais com outros valores (0,6, 0,4 etc.). Por
exemplo, se o processo tender a ir de I = 0,50 para I =
8,50, deve-se utilizar o valor (8,50 - 0,50).0,5 + 0,50 = 4,50
para o cálculo de Z
eq
nesta iteração.
7.3. Avaliação da convergência
Deve-se levar em conta, na avaliação da convergência, a
diferença entre a corrente da iteração anterior e a
corrente para onde o processo iterativo tende a ir, e não
a corrente para onde efetivamente foi. Assim, evita-se
que a restrição de passo implique convergência
prematura para algum valor incorreto.
8. RESULTADOS
Foram feitos estudos a partir de um caso de curto-
circuito do Sistema Brasileiro, produzido pelo ONS,
acrescido de dados de 9 MOVs da Interligação Norte-
Sul, com o objetivo de verificar a relevância das
diferenças de resultados obtidos considerando ou
desconsiderando a presença das proteções por MOV e
de verificar o comportamento dos métodos de restrição
de passo.
8.1. Variação do Nível de Curto-Circuito
Foi feita a análise das variações nas correntes de curto
em faltas trifásicas e monofásicas da maior parte das
barras da Interligação Norte-Sul. As que apresentaram
maiores variações entre o caso sem nenhuma
representação das proteções MOV e o caso com a
modelagem de [1] e [2] são mostradas na Tabela 2. Há
variações de até 88%. Em alguns casos, destacados em
negrito, há variação negativa, o que contraria a
tendência geral. Estes casos têm Z
kk
de sequência
positiva com ângulo negativo. Assim, a redução das
compensações série capacitivas provocada por MOVs
em condução os leva à redução do módulo de Z
kk
.
Tabela 2: Variação de nível de curto-circuito em barras
da Interligação Norte-Sul.
Correntes
sem MOVs
(pu)
Correntes
com MOVs
(pu)
Redução (%)
Barra
em
curto
3F 1F 3F 1F 3F 1F
3407 1181 182 135 87 88,5 52,3
3404 1168 191 135 89 88,4 53,4
3403 962 212 138 90 85,6 57,6
4016 242 308 111 100 54,1 67,4
294 219 305 115 126 47 58,5
4014 303 577 447 698 -47,8 -20,9
4015 194 163 111 98 42,9 39,7
4652 95 38 59 38 37,3 < 1
4602 112 101 71 70 36,3 30,2
2308 160 138 102 91 36,1 34
297 95 37 79 37 17,2 < 1
4650 74 35 63 35 14,4 < 1
4651

75 36 64 36 14,2 < 1
6
4105 656 423 589 410 10,2 3,1
4013 142 208 150 221 -5,9 -6
296 70 33 67 33 5,3 < 1
295 67 33 63 33 5 < 1
4600 74 63 71 63 3,8 < 1
4106

244 193 239 193 2,1 < 1
8.2. Restrição de Passo
A Figura 8 mostra a comparação entre a RPP com
parâmetros ótimos e o método com freio usando
multiplicador 0,5. Pode-se ver o número de iterações
necessárias até a convergência para 68 faltas de
diferentes tipos (FT, FF, FFT, FFF), aplicadas em barras
da Interligação Norte-Sul, que apresentam condução de
MOVs. Em geral, o segundo método tende a ser mais
rápido e mais robusto que o primeiro. No entanto, alguns
valores adotados como multiplicador (entre 0,8 e 0,9)
fizeram com que determinados casos não convergissem.
A RPP, no entanto, chega à solução independentemente
dos valores adotados para NID e VD. Assim, seria
interessante utilizar uma combinação dos dois métodos.
Inicialmente aplica-se o freio, e, se ultrapassado
determinado limite de iterações, alterna-se-se para a RPP.
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
1 5 9 1
3
1
7
2
1
2
5
2
9
3
3
3
7
4
1
4
5
4
9
5
4
5
8
6
2
6
6
Númer o do caso
N
ú
m
e
r
o
d
e
i
t
e
r
a
ç
õ
e
s
R P P
F R E I O

Figura 8 – Número de iterações até a convergência, RPP
e FREIO.
9. CONCLUSÕES
Apesar de haver na literatura técnica um número
considerável de artigos abordando a modelagem dos
MOVs, não foram encontradas referências significativas
aos aspectos da sua implementação propriamente dita
em programas de solução de curtos-circuitos, e nenhuma
à sua implementação no método geral de solução de
faltas simultâneas, usado em programas modernos.
As discrepâncias entre os resultados com ou sem a
modelagem de MOVs podem chegar a 88%. Assim,
pode-se ver a importância da representação deste tipo
de proteção de modo a obter resultados mais realistas.
Considerando as complexas interações entre MOVs
situados próximos uns dos outros, como é o caso na
Interligação Norte-Sul, a prática costumeira de ignorar a
proteção ou by-passar os conjuntos capacitor-MOV
torna-se extremamente trabalhosa e imprecisa quando
não há ferramentas que permitam representá-los
adequadamente. Deve-se considerar também a enorme
distância que pode haver entre os resultados obtidos da
primeira forma ou da segunda, e a possibilidade de
elevação das correntes de curto quando da condução de
proteções MOVs, fato este difícil de prever. Esta
implementação torna as análises muito mais simples e
precisas.
A implementação por fase permite simular qualquer tipo
de ocorrência e simplifica os cálculos na medida em que
dispensa abordagens como a de criar fontes fictícias de
tensão, e os métodos de restrição de passo permitem
não só solucionar casos não-convergentes, como
também acelerar consideravelmente o processo iterativo
da maioria dos casos.
10. REFERÊNCIAS
[1] D. L. Goldsworthy, “A Linearized Model for MOV-
Protected Series Capacitors”, IEEE Transactions on
Power Systems, Vol. PWRS-2, Nº 4, November 1987.
[2] - M. Coursol, C. T. Nguyen, R. Lord, X. D. Do,
“Modeling MOV-Protected Series Capacitors for Short -
Circuits Studies”, IEEE Transactions on Power Delivery,
Vol. 8, Nº 1, January 1993.
[3] - Bradwajn, W. F. Tinney, “Generalized Method of
Fault Analysis”, IEEE Transactions on Power Apparatus
and Systems, Vol. PAS-104, Nº 6, pp. 1301-1306, June
1985.
[4] - F. L. Alvarado, S. K. Mong, M. K. Enns, “A Fault
Program with Macros, Monitors and Direct
Compensation in Mutual Groups”, IEEE Transactions on
Power Apparatus and Systems, Vol. PAS-104, Nº 5, pp.
1109-1120, May 1985.
[5] - F. Hevelton, “Análise da Viabilidade de Implantação
da Modelagem de Bancos De Capacitores Série
Protegidos por Metal-Oxide Varistor – MOV no
Programa para Cálculo de Curto-Circuito ANAFAS”.
[6] - S. P. Roméro, P. A. Machado, “ANAFAS: Programa
de Análise de Faltas Simultâneas”, IV STPC, Fortaleza,
maio de 1993.