Fisiologia do

)\IVG•GMS
4VSJ
E
. Ms. Michele de Souza
Fisiologia do Exercício
Homeostasia x Estado Estavel
,SQISWXEWME é definido como a manutenção
de um meio interno constante ou inalterado
(Walter Cannon, 1932).
Ambiente fisiológico constante.

Fisiologia do Exercício
Fisiologia do Exercício
Sistemas de Controle
Os sistemas de controle do organismo têm
como objetivo global a regulação de uma
variável fisiológica num valor constante ou
quase constante.
Sistemas mais especializados: intracelulares.

Fisiologia do Exercício
Sistemas de controle
Atuam para:
Regular atividades como degradação e síntese
protéica;
Produção de energia;
Manutenção das quantidades adequadas de
nutrientes armazenados.
Manter a homeostasia
Fisiologia do Exercício
Quantos sistemas de controle trabalham
para obter a homeostase?
Pesquisas em Fisiologia do Exercício

Fisiologia do Exercício
Natureza dos Sistemas de
'SRXVSPI
Sistema de controle biológico pode ser
definido como uma série de componentes
interconectados que servem para manter um
parâmetro físico ou químico do corpo num
valor quase constante.
Principais componentes:
6IGITXSV
Um centro de integração
9QIJIXSV
Fisiologia do Exercício

Fisiologia do Exercício
Fisiologia do Exercício
Regulacão da Pressão Arterial

Fisiologia do Exercício
Regulacão da Glicemia
Fisiologia do Exercício
Exercicio e Homeostasia
Aumento da concentração de ácido lático
durante exercício intenso;
Aumento da demanda de O

Aumento da produção de CO

Aumento da temperatura corporal.

Fisiologia do Exercício
Conhecer as necessidades de energia
para iniciar, manter e terminar com
eficiência um tipo de atividade física.
Para adaptacão Iisiologica eIicaz
ao exercicio é necessario
Fisiologia do Exercício
Energia para atividade celular
Origem da energia ÷ sol
Reações químicas nas plantas ÷ fotossíntese
÷ convertem a luz em energia química
EVQE^IREHE
Homem ÷ obtém energia através do consumo
de plantas ou animais que as consumiram

Fisiologia do Exercício
Fisiologia do Exercício
Metabolismo
'SRGIMXS Metabolismo é o conjunto de
reações químicas catalisadas por enzimas
que ocorrem em todas as células do
organismo, incluindo o ANABOLÌSMO e o
CATABOLÌSMO

Fisiologia do Exercício
Catabolismo
Fase degradativa do metabolismo
Via catabólica da reação
Nutrientes orgânicos moléculas mais simples
Liberação de Energia conservada como
ATP e carreadores de elétrons (coenzimas
reduzidas NADH e FADH

Fisiologia do Exercício
Anabolismo
Fase construtiva do metabolismo
Transformação de pequenos precursores em
moléculas + complexas (lipídeos, polissacaríHISW
proteínas)
Entrada de energia livre proveniente hidróPMWI
do ATP e força de redução das coenzimas
VIHY^MHEW

Fisiologia do Exercício
Finalidades do Metabolismo
Manter a saúde e a vida;
Permitir o crescimento e
desenvolvimento individual;
Permitir a reprodução.
Fisiologia do Exercício
Funcões do Metabolismo
1. Obter energia química pela degradação de nutrientes
ricos em energia oriundos do meio ambiente;
2.Converter as moléculas dos nutrientes em unidades
fundamentais precursoras das macromoléculas
GIPYPEVIW
3. Reunir e organizar estas unidades fundamentais em
proteínas, ácidos nucléicos e outros componentes
GIPYPEVIW
4. Sintetizar e degradar biomoléculas necessárias às
funções especializadas nas células.

Fisiologia do Exercício
Na realizacão de qualquer atividade Iisica,
o organismo humano necessita de energia
TEVE
Síntese de material celular novo, que reponha o que
foi degradado.
Transporte de substâncias contra gradientes de
concentração.
Manutenção da temperatura corporal adequada.
Realização de trabalho mecânico, principalmente
pelos músculos.
Fisiologia do Exercício
CARBOÌDRATOS
PROTEÍNAS
+36(96%7
d Quebra no interior das células ÷ liberação de
IRIVKME
d Sistemas biológicos - Kcal
Energia armazenada nos
EPMQIRXSW

Fisiologia do Exercício
Fontes energéticas
Composição dos alimentos: C, O, H e N
(proteínas)
Ligações moleculares dos alimentos ÷ fracas
÷ produzem pouca energia
Liberada das ligações dos alimentos e
armazenada ÷ ATP (composto altamente energético ÷
7,6 Kcal por mol de ATP)
Fisiologia do Exercício
Libera grande quantidade de energia ao hidrolisar-se
e liberar seus íons fosfato (Pi)

Fisiologia do Exercício
Outros compostos também possuem ligações
com alta energia, porém a quantidade de
ATP dos outros compostos é limitada e
relativamente baixa!!
Ìmportância da ressíntese constante de ATP.
Fisiologia do Exercício
Substratos energéticos para o Exercício:
Carboidratos
Proteínas
+SVHYVEW
Bioenergética
Sistema ATP-CP
Sistema Glicolítico (anaeróbio)
Sistema Oxidativo (aeróbio)

Fisiologia do Exercício
Substratos para o Exercicio
Fornecimento de energia para manutenção
do repouso e exercício
CARBOIDRATOS
PROTEÍNAS
0-4‰()37
Fisiologia do Exercício
Carboidratos
Constituem apenas 3% da matéria orgânica
HSGSVTS
Desempenham importante papel no
suprimento de energia para as funções do
organismo.

Fisiologia do Exercício
Forma de energia rapidamente disponível
Fisiologia do Exercício
+PMGSK“RMS
Glicogênio pode ser armazenado em dois locais no
organismo humano:
Músculos (400 g)
Fígado (90 a 110 g)
Glicose sanguínea (2 a 3g)
Total de energia armazenada:

Fisiologia do Exercício
Lipideos (Gorduras)
Boa fonte energética, porém não tão
prontamente disponível.
Fisiologia do Exercício
*YR˜IW
Ìsolamento térmico
Proteção dos órgãos vitais
Ìmpulso de transmissão nervosa
Estrutura das membranas dos tecidos
Saciedade alimentar
)RIVKME

Fisiologia do Exercício
Os alimentos ricos em proteínas são chamados
construtores.
São necessários para o crescimento e
importantes na reposição do que foi gasto
durante o funcionamento do organismo.
4VSXI•REW
Fisiologia do Exercício
Contribuição dos aa como combustível: 5 a

Grande importância como intermediários
glicolíticos do ciclo de Krebs

Fisiologia do Exercício
Contribuicão energética das
proteinas durante o exercicio
aa como fonte de energia depleção dos estoques de glicogênio muscular.
A redução do glicogênio muscular diminui a oferta de componentes para o ciclo de
/VIFW dificuldade de manutenção do exercício.
O aumento na oxidação dos aa cadeia ramificada (BCAA ÷ leucina, isoleucina e
valina) p/ atender necessidade de intermediários para o ciclo de Krebs.
Momentos finais do exercício de longa duração, os BCAA contribuem com cerca de
5 -15% de energia total do exercício.
Fisiologia do Exercício
ATP Doador Universal de Energia

Fisiologia do Exercício
Substratos energéticos para o Exercício:
Carboidratos
Proteínas
+SVHYVEW
Bioenergética
Sistema ATP-CP
Sistema Glicolítico (anaeróbio)
Sistema Oxidativo (aeróbio)
Fisiologia do Exercício
&MSIRIVK’XMGE
Células musculares quantidades limitadas de ATP
As células geram ATP através de três métodos:
Sistema ATP-CP
Sistema Glicolítico
Sistema Oxidativo

Fisiologia do Exercício
7MWXIQE%84'4
Sistema energético mais simples
CP (fosfocreatina) ÷ molécula de fosfato de alta
energia que também armazena energia
Energia da degradação da CP não é utilizada
diretamente pela célula para realização de trabalho
QYWGYPEV
Fisiologia do Exercício
Processo rápido que ocorre sem a presença de oxigênio ÷
Sistema Anaeróbio
Capacidade limitada
Atividade e altíssima intensidade e curtíssima duração ÷ 3
Exx

Fisiologia do Exercício
Fisiologia do Exercício
Envolve a produção de energia através da degradação de glicose
Todo tecido apresenta a capacidade de metabolizar carboidratos, mas esta
pode variar de um tecido para outro e da demanda energética
+PMGSWI
+PMGSK“RMS
%84
Ribose-5-IosIato
%VQE^IREQIRXS
Oxidacão via
KP•G—PMWI
Oxidacão via caminho
TIRXSWIJSWJEXS
Sistema Glicolítico

Fisiologia do Exercício
A produção de ATP envolve a produção de energia através da quebra
da glicose
Glicose ÷ 99% de todos os açucares circulantes no sangue
Originária da digestão de CHO e de glicogênio hepático
Liberação da glicose do fígado ÷ glicogenólise
Fisiologia do Exercício
Processo mais complexo que o sistema ATP-CP.
Não produz grandes quantidades de ATP e as ações
combinadas dos 2 sistemas ATP-CP e Glicólise)
permitem a realização de trabalho muscular quando o
suprimento de O é limitado.

Fisiologia do Exercício
Ganho do processo 3 ATP (glicogênio)
2 ATP (glicose)
Ìmportante limitação da glicólise ÷ acúmulo de ácido lático nos músculos
[lac] podem aumentar de 1mmol/Kg para 25 mmol/Kg em exercícios de
alta intensidade com duração de até 60'' (comprometimento da
degradação do glicogênio ÷ enzimas glicolíticas com função
prejudicada)
Fisiologia do Exercício
No exercício a taxa de uso de energia pode ser até
200 vezes maior do que no repouso!!
Sem outro sistema energético, os sistemas ATP-CP
(até 15'') e Glicolítico (até 90'') não conseguiriam
produzir energia para uma atividade de mais de 3
QMRYXSW

Fisiologia do Exercício
Fase final da produção de energia celular.
Sistema mais complexo
Ocorre no interior das mitocôndrias
Sistema aeróbio
7MWXIQE 7MWXIQE3\MHEXMZS 3\MHEXMZS
Fisiologia do Exercício
Musculatura necessita de suprimento constante de energia para
produzir continuamente força necessária para atividades de
longa duração.
Grande capacidade de produção de energia.
Principal método de produção de energia durantes os eventos
HIIRHYVERGI

Fisiologia do Exercício
'MGPSHI 'MGPSHI/VIFW /VIFW
3GMGPSHI 3GMGPSHI/VIFW /VIFW SGSVVIIQ SGSVVIIQEIVSFMSWI EIVSFMSWI
O sistema enzim O sistema enzim’ ’tico do ciclo est tico do ciclo est’ ’ localizado na localizado na
QEXVM^ QEXVM^mitocondrial mitocondrial
Š Š final comum no metabolismo dos carboidratos, final comum no metabolismo dos carboidratos,
PMT PMTš šdios e prote dios e proteš šREW REW
Fisiologia do Exercício
Conjunto de reações responsáveis pela transferência de
elétrons das coenzimas reduzidas (NADH e FADH

EX— S
oxigênio molecular através de enzimas específicas.
Melhor aproveitamento da Energia liberada
Ocorre na membrana interna da mitocôndria
Cadeia Respirat Cadeia Respirat— —VMEI VMEI
*SWJSVMPE *SWJSVMPE S S 3\MHEXMZE 3\MHEXMZE

Fisiologia do Exercício
Producão Final de Energia
%84 +84 %84 FosforiIação
NiveI Subst.
%84
%84
( (
2%(,
*%(,

' '
2%(,
*%(,

%&' %&'
2%(,
& &
%84 %84 838%0
%84

2%(, Coenzimas
%84 %84
JSVQEHSW JSVQEHSW
% % )XETE )XETE
A ÷ Glicolise
B ÷ Oxid. Piruvato a Acetil-CoA
C ÷ Ciclo de Krebs
D ÷ FosIorilacão Oxidativa
Fisiologia do Exercício
Oxidacão de Gordura
Estoques maiores que o de CHO
Estimativas baseadas num peso corporal médio de 65 Kg com 12% de gordura corporal (modificado de Costill & Wilmore, 2001)
8SXEP
Ìntramuscular
Subcutânea
+SVHYVEW
8SXEP
Glicose nos líquidos corporais
Glicogênio muscular
Glicogênio Hepático
Carboidratos
/GEP K
Reservas Corporais de substratos energéticos

Fisiologia do Exercício
Utilizacão de gorduras durante o
I\IVG•GMS
Grandes estoques no organismo;
Tecido adiposo, músculo e fígado;
Tecido adiposo
maior combustíveI de reserva
Fisiologia do Exercício
%VQE^IREQIRXSHIKSVHYVERS
SVKERMWQS
Tecido adiposo: os lipídeos são armazenados na
forma de triglicerídeos, essa reserva é de
aproximadamente de 50.000 a 70.000 Kcal em todo
o organismo (para indivíduos magros).

Fisiologia do Exercício
TrigIicerídeos intramuscuIar: também se armazenam como
glóbulos na fibra muscular, colocando-se esta fonte de energia
mais próxima dos locais de oxidação, eles contribuem com
cerca de 3000 Kcal, quantidade superior aos CHO que
contribuem no máximo com 2200 Kcal.
Fisiologia do Exercício
O mais importante não é que exercício
físico está fazendo, mas )78%6
*%>)2(3 EPKYQEXERCÍCIO FÍSICO
Dar continuidade à transformação da
energia é fundamental para a existência!

Fisiologia do Exercício
'SRXEXS
michele@unesporte.org.br

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