INSPEÇÃO EM DUTOS

Elaboração: Raimundo Sampaio

FABRICAÇÃO DE DUTOS 1- FABRICAÇÃO DE DUTOS TERRESTRES No processo de instalação de dutos terrestres são várias as etapas envolvidas, destacando-se as seguintes: Faixa de domínio Corresponde ao local de abertura da vala e implantação da tubulação. A abertura desta faixa deve levar em consideração o menor impacto possível ao meio ambiente, devendo a diretriz da vala localizar-se em uma de suas laterais, de forma a possibilitar espaços para futuras instalações. Normalmente a faixa apresenta uma largura de 20 m, podendo ser de 15 m em áreas de reserva ambiental. Cursos d’água devem ser mantidos e canalizados, caso necessário. Traçado da diretriz da vala A diretriz definida pelo projeto deve ser marcada ao longo da faixa de domínio, que deve ser devidamente identificada. Abertura da vala A largura da vala deve ser compatível com o diâmetro do duto, de modo que o abaixamento não cause danos ao revestimento, sendo normalmente empregada uma folga de meio diâmetro da tubulação. A profundidade da vala varia conforme a classe de locação e tipo de terreno, devendo a terra escavada ser lançada sempre de um mesmo lado, próximo à vala, e do lado oposto de onde os tubos serão desfilados. É importante salientar que, no fundo da vala, não pode haver material duro que cause danos ao revestimento das tubulações (veja a Figura 1).

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INSPEÇÃO EM DUTOS
Elaboração: Raimundo Sampaio

Transporte e distribuição dos tubos Durante o processo de montagem, os tubos são transportados, com material macio entre eles (sacos de areia ou palha de arroz) e distribuídos ao longo da faixa de domínio, sendo movimentados com cintas próprias, de modo a não danificar o revestimento (veja a Figura 2). A distribuição dos tubos é feita ao longo da vala, do lado oposto ao solo escavado, sendo os tubos apoiados sobre sacos de solo selecionado ou de palha de arroz (veja a Figura 3). Tubos e curvas concretadas devem ser identificados com a localização dos pontos onde serão instalados.

Fig-1

Fig-2

Fig-3

Curvamento !"#$%&')'

em uma máquina própria. Fig-4 Fig-5 Concretagem de tubos e curvas Nos cruzamentos. e normalmente varia entre 25 mm e 75 mm. se for necessário. os tubos são curvados.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio De forma a atender à demanda da geografia do local onde será instalada a tubulação. Antes de ser concretado. !"#$%&'*' . travessias de rios. Para tal deve-se inicialmente qualificar um procedimento de curvamento. o revestimento deve ser inspecionado e reparado. A espessura do concreto é calculada pelo pessoal de projeto em função do diâmetro do tubo. brejos e áreas sujeitas a alagamento. os tubos e curvas são concretados de forma a dar-lhes maior proteção e peso (veja a Figura 6). denominada curvadeira (veja a Figura 4 e a Figura 5).

!"#$%&'+' . é necessário re-inspecionar o estado dos biséis e da superfície descoberta. ou metade da junta (para o caso de acopladores externos) — veja a Figura 7.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio Fig-4 Montagem Montagem e soldagem de dutos são termos que se confundem. de modo a se detectar e eliminar defeitos que possam existir. A montagem se caracteriza normalmente pelo acoplamento entre um tubo e uma coluna e a soldagem do primeiro passe. Inspeção das soldas Após a soldagem. Antes da montagem. as juntas são inspecionadas quanto à presença de descontinuidades. já que andam juntos. tendo com critério de aprovação requisitos de normas definidos em projeto. Fig-7 Soldagem A soldagem das juntas segue um procedimento de soldagem previamente aprovado e é realizada por soldadores qualificados (veja a Figura 8). seja totalmente (no caso de acopladores internos). sendo a soldagem uma atividade posterior à montagem.

e os espaços vazios devem ser preenchidos por solo selecionado ou areia. Inspeção do revestimento dos tubos Antes do abaixamento da coluna. Travessia refere-se ao cruzamento de trechos alagados. !"#$%&'.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio Fig-8 Revestimento de juntas de campo Todas as juntas de campo. A soldagem de tie-ins é sempre executada dentro da vala e entre dois pontos fixos. inspecionadas e aprovadas. Eventualmente pode ser aérea. depois de soldadas. mangues e brejos (veja a Figura 10). o revestimento dos tubos e curvas não concretados deve ser totalmente inspecionado no campo. Os defeitos detectados devem ser reparados. Antes do abaixamento. como rios. lagos. Eventualmente. por isso. de modo a se evitar novos danos no revestimento (veja a Figura 9). Tie–ins Tie-ins são pontos de ligação entre dois conjuntos previamente lançados. pode ser aéreo. devem ser protegidas pelo revestimento com uma manta de polietileno. Cruzamentos e travessias Cruzamento corresponde a trechos em que os dutos cruzam rodovias.' . deve ser abaixada à vala o mais rapidamente possível. podendo ser entre duas colunas ou entre uma coluna e um cruzamento ou travessia. Abaixamento da coluna A coluna. deve haver uma inspeção das condições laterais e de fundo da vala. uma soldagem de maior complicação devido à restrição da junta. uma vez aprovada. A coluna deve ficar totalmente acomodada no fundo da vala. sendo. que não deve conter pontas de pedra que possam danificar o revestimento. ferrovias ou outros trechos secos.

INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio Fig-9 !"#$%&'-' .

' . adjacentes à linha de produção.FABRICAÇÃO DE DUTOS SUBMARINOS Os tubos empregados na fabricação de dutos submarinos são revestidos com polietileno ou polipropileno para isolar a água do mar da superfície da tubulação. Existem também dutos totalmente fabricados em polipropileno ou material similar. As !"#$%&'. Fig-11 Rede de dutos submarinos O pré-aquecimento e a preparação das extremidades dos tubos para a soldagem ocorre no final dos racks de alimentação.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio Fig-10 Outras etapas • Proteção e restauração da faixa • Limpeza da linha e passagem de placa calibradora (pig) • Teste hidrostático • Identificação de pontos na faixa • Proteção catódica • Revisão do projeto as built • Condicionamento 2.

O primeiro tubo é rolado ao longo dos racks de alimentação até a linha de produção e movido até que sua extremidade coincida com a primeira estação de soldagem. recomeçando a atividade de acoplamento. !"#$%&'/' . podem ser realizados reparos nas estações de soldagem. se necessário. O número de estações intermediárias de enchimento é determinado pelo número de passes de solda requeridos para aprontar a junta para o acabamento (veja a Figura 14). sendo utilizado um dispositivo de alinhamento (acoplador interno ou externo) para ajustar a junta conforme os requisitos da EPS aplicável. Todas as estações intermediárias de enchimento são monitoradas quanto à conformidade com os requisitos da EPS aplicável. o duto será puxado por um cabo acoplado à extremidade do primeiro tubo. Fig-13 Esse processo continua até que a primeira solda esteja na estação de acabamento. até que a solda se alinhe com a segunda estação de soldagem.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio extremidades dos tubos são pré-aquecidas. ao mesmo tempo em que o terceiro tubo nos racks é rolado para a linha de produção. onde é realizada a inspeção visual. O segundo tubo é rolado até a linha de produção. o duto será puxado até o bunker de radiografia (pode ser também por ultra-som). Eventualmente. onde se iniciam os passes de enchimento. ou então é removida a umidade da região próxima à solda (veja a Figura 12). onde a solda é radiografada e imediatamente avaliada em conformidade com os critérios de aceitação aplicáveis. Fig-12 Quando o passe de raiz e o passe quente forem depositados — veja a Figura 13 —. O intervalo de tempo entre as atividades de puxar o duto é controlado pelo tempo levado para completar o número requerido de passes de solda na primeira e na última estação de soldagem. Após a inspeção visual da junta soldada.

dependendo do diâmetro do tubo (veja a Fig-16) Fig-15 !"#$%&'0' . Para a realização do revestimento das juntas. a superfície não revestida do duto é aquecida até 100° C utilizando um maçarico a gás. A tinta de fundo é misturada até se atingir uma consistência suave. garantindo um posicionamento no esquadro e eqüidistante e uma folga suficiente na parte inferior para permitir correta contração. A junta é envolvida com a manta termo-contrátil. Um ou dois operadores são utilizados para esta atividade. sendo aplicada numa camada fina e uniforme até a borda do revestimento de fábrica.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio Fig-14 O duto é então puxado para a estação de revestimento de juntas. Qualquer solda assinalada como carente de reparo passa pelas estações de revestimento sem sofrer qualquer atividade (veja a Figura 15). A manta é aquecida em toda a circunferência para se contrair. onde são executados a preparação de superfície e o revestimento das juntas. As áreas de sobreposição do revestimento de fábrica são então aquecidas para remover a umidade. começando pelo centro e trabalhando primeiro uma extremidade e depois a outra.

é rolado nos racks externos após a última solda. !"#$%&'(1' . assim permanecendo até a chegada do navio (veja a Figura 17).INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio Fig-16 Quando o duto sai do galpão. é movimentado para seu local de estocagem nos racks de estocagem utilizando pelo menos dois guindastes (veja a Figura 18). Todos os reparos pendentes de soldagem e/ou de revestimento são encerrados nos racks de estocagem (veja a Figura 19). Fig-17 Quando o stalk estiver completo e sobre os roletes. é acoplado um dispositivo que fica preso a um trator que o puxa à medida que as soldas são executadas. nesta fase denominado stalk. O duto.

o navio (veja a Figura 21 e a Figura 22) assume a operação de suspender o tubo pela rampa. Durante o lançamento do duto no mar. A partir daí. O navio então zarpa da base para lançar o duto submarino no local designado.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio Fig-18 Fig-19 Quando o navio atracar. o primeiro stalk a ser bobinado é colocado nos roletes centrais do rack de estocagem e então puxado ao longo da linha até a estação de tiein e em seguida até a popa do navio (veja a Figura 20). O segundo stalk a ser bobinado é içado até os roletes centrais dos racks de estocagem e movido até que sua extremidade esteja na estação do tie-in. a Figura 24. a Figura 25 e a Figura 26). os ensaios não destrutivos e o revestimento. são acoplados ao PLET (pipeline end terminator) — veja a Figura 28). quando é interrompido o bobinamento. O navio começa então a bobinar o duto no carretel (veja a Figura 23. por sua vez. A junta é acoplada e são executados a soldagem. indo até o carretel. onde o tubo é acoplado por soldagem ou por cabo. continuando até que a extremidade do stalk esteja localizada na estação do tie-in. O bobinamento recomeça e continua conforme já descrito acima até que seja bobinado o número necessário de stalks no navio. !"#$%&'((' . o endireitador / posicionador fica na posição vertical (veja a Figura 27). Nas extremidades de cada duto são soldados flanges que.

INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio Fig-20 Fig-21 !"#$%&'()' .

INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio Fig-22 Fig-23 Fig-24 !"#$%&'(*' .

INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio Fig-25 Fig-26 Fig-27 !"#$%&'(+' .

4 Pig Instrumentado de Corrosão (Pig de Corrosão) Equipamento com instrumentos. destinada à construção.' . 6 Pig Instrumentado Térmico (Pig Térmico) Equipamento com instrumentos. 3 Placa Calibradora Disco constituído de chapa deformável. correlacionando o gradiente de perda térmica com a eficiência do isolamento térmico. instalado junto a um copo do pig. para passagem interna ao duto. 7 Método de Pearson Técnica de inspeção de falha de revestimento aplicada em dutos enterrados. raios de curvatura ou outros acidentes mecânicos.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio Fig-28 3. para passagem interna ao duto. com finalidade de adquirir informações sobre a variação de temperatura do fluido. para passagem interna ao duto. empregado para verificar se a tubulação possui diâmetro no mínimo igual ao do disco. 2 Faixa de Domínio A área de terreno de largura definida no projeto. operação e manutenção de dutos. com finalidade de adquirir informações sobre a variação da espessura da parede da tubulação ou outras descontinuidades. montagem. realizada sobre a faixa do duto. 5 Pig Instrumentado Geométrico (Pig Geométrico) Equipamento com instrumentos. !"#$%&'(. ao longo da diretriz. com finalidade de adquirir informações sobre a variação do diâmetro da tubulação.INSPEÇÃO DE DUTOS JÁ MONTADOS Terminologia 1 Classe de Locação É a relação entre a quantidade de construção para ocupação humana numa área da unidade de locação de classe.

b) com a utilização de viaturas. b) Classe de locação 2 .3 A execução de obras por terceiros.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio 8 Método Passo a Passo Técnica de inspeção da proteção anticorrosiva de dutos (revestimento e proteção catódica) aplicada em dutos enterrados e realizada sobre a faixa do duto.1. 2. c) por helicópteros. seguida. travessia de cursos d’água com o duto aparente. c) Classe de locação 3 . pela fiscalização. afloramento do duto. deficiência na sua demarcação e sinalização de advertência. crescimento de vegetação. tais como: erosão. em todas as suas fases. a existência de irregularidades que possam ocasionar esforços mecânicos anormais nas tubulações ou colocar em risco as instalações existentes. deve ser acompanhada.1. movimentação de terra. Nota: Devem ser verificadas as condições de tráfego das estradas de acesso. por uma ou mais das seguintes maneiras: a) a pé. 2 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 2.2 (duas) vezes por ano.1. deficiência do sistema de drenagem da faixa. ao longo de toda a extensão da faixa. onde forem detectados problemas. queimadas. de uma inspeção local.2 A inspeção deve abranger toda a extensão da faixa e pode ser realizada.4 (quatro) vezes por ano. em pontos acessíveis. desmoronamento. que interfiram com a faixa.1 Inspeção da Faixa de Domínio 2. !"#$%&'(-' .2 (duas) vezes por ano. se necessário. 2.1 Deve-se observar nesta inspeção. por equipes destinadas a essa finalidade. a critério do órgão. invasão da faixa por terceiros.4 Periodicidade mínima das inspeções das faixas de domínio: a) Classe de locação 1 . tráfego de veículos e/ou equipamentos pesados sobre a faixa.1. submetido à correnteza das águas ou com processos erosivos que possam gerar risco ao duto. realização de obras nas proximidades ou que interfiram com a faixa (construções e detonações). Inspeção de faixa de domínio por helicóptero 2.

1.1 A inspeção visual deve avaliar as condições físicas e de conservação das tubulações. 2.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio d) Classe de locação 4 . a periodicidade deve ser idêntica à da classe de locação 4. consistindo na aplicação dos seguintes métodos. quando em travessias ou paralelos a rios. A Tubulação deve ser avaliada por uma ou mais das técnicas relacionadas a seguir.5 As periodicidades acima devem ser adequadas a cada caso.1 Inspeção Visual 2.1. devem ter sua periodicidade de inspeção igual à da classe de locação 3.6. enquadrados nas classes de locação 1 e 2. !"#$%&'(. 2.1. Caso contrário.1.6 As Faixas de Domínio nos trechos de classe de locação 1 e 2. podendo haver um número maior de inspeções.2. devem ter sua periodicidade igual à da classe de locação 3. independentes da classe de locação. 2. externa.1.2.2 Inspeção da Tubulação A Inspeção da Tubulação tem a finalidade de determinar as condições do duto quanto à corrosão interna. pintura e revestimento.' .6 (seis) vezes por ano.8 Os trechos dos dutos nos pontos de cruzamentos das Faixas de Domínio com ferrovias e rodovias pavimentadas.1. precipitação pluviométrica). em função das características específicas de cada duto e das condições locais da região (topografia. quanto a corrosão externa.2. visando detectar falhas para garantir sua integridade de parede quanto aos processos corrosivos internos e danos externos. 2. vazamentos. 2.2 A inspeção visual onde o duto aflora deve ser realizada com intervalo entre duas inspeções consecutivas não maior que 12 meses. A periodicidade da inspeção visual fica a critério do órgão operacional.2 Inspeção dos Trechos Enterrados Para inspeção dos trechos enterrados deverão ser executadas escavações em regiões predeterminadas para acesso ao duto e/ou através de Pig.1. Nota: O paralelismo considerado no item 5.2. deve ser utilizado o teste hidrostático. 2. Técnicas especiais poderão ser aplicadas em substituição às anteriormente mencionadas. refere-se a uma faixa de 200 metros para cada lado do duto. 2.7 No caso de mananciais para o abastecimento de cidades.1. danos mecânicos e estado do revestimento. mas nunca um número menor do que o indicado. 2. danos mecânicos. suportes e acessórios.

Nos trechos enterrados deve-se. Trecho com possibilidade de falhas no revestimento. Trecho com algum tipo de anormalidade nas medições do sistema de proteção catódica. o mesmo deverá seguir as orientações abaixo para localização das regiões para escavações: • • • • • • • • Trecho com histórico de processo corrosivo externo. Trecho com contaminação do solo. Croquis mostrando o perfil da escavação !"#$%&'(/' . Trecho com possibilidade de existência de corrente de interferência. Trecho de escavação com reparo anterior. Trecho onde foram executados serviços sobre a faixa de domínio. Trecho que não seja encamisado ou jaquetado. aproveitar outras escavações para execução da inspeção. sempre que possível.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio O PH da área é o responsável pela definição da quantidade e a localização dos pontos para inspeção. de modo a evitar reparos excessivos no revestimento.

2. b) complemento a uma das técnicas de inspeção (pig instrumentado.1 A inspeção do revestimento consiste na sua avaliação elétrica total ou parcial. b) trechos onde o sistema de proteção catódica atingiu seu limite. c) trechos com indícios de falhas no revestimento.4 Inspeção de Revestimento 2.2 A inspeção do revestimento deve ser executada em trechos de dutos que apresentem pelo menos uma das condições abaixo: a) trechos com histórico de processo corrosivo externo.2. 2.3. 2. ou outras descontinuidades. para avaliar as condições físicas da parede da tubulação.3.4. provadores de corrosão.2. através do método de Pearson.2. Medição de Espessura 2.2 A medição de espessura deve ser realizada nas seguintes condições: a) evidência de perda de espessura. quanto a corrosão interna. Passo a Passo e Pearson).1 A medição de espessura deve ser feita por ultra-som. 2. !"#$%&'(0' .2. externa.4.2.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio 2. Passo a Passo ou outro assemelhado.3. Considerar a viabilidade da utilização de Pig Instrumentado Térmico para dutos de produtos aquecidos.

2. onde os gradientes zeram. Inicialmente.5 Pig Instrumentado !"#$%&')1' . ou seja.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio Método passo a passo Este é um método de inspeção e localização de falhas do revestimento de dutos enterrados.2. Onde houver gradientes elétricos sobre o solo (saída ou entrada de corrente no duto). este é o indicativo de não-conformidade do revestimento (falha). dois operadores acompanham este sinal analógico sobre a tubulação. na seqüência. O defeito estará no ponto de nulo. aplica-se um sinal de corrente AC no duto enterrado e.

analisado caso a caso. 2.5.3 Recomenda-se que a inspeção com pig instrumentado de corrosão seja realizada em intervalos de 5 a 10 anos.2.2. 2.5.7 Inspeção do Sistema de Proteção Catódica 2.2. 2.2. de acordo com normas e procedimentos aplicáveis.6. externa.2.2. Especial atenção deve ser dada às condições de conservação e funcionamento dos retificadores e equipamentos de !"#$%&')(' .1 A Inspeção do Sistema de Proteção Catódica consiste em avaliar os níveis de proteção a que a tubulação está submetida. Nota: O tipo de provador (perda de massa. levando-se em conta na priorização as condições do duto do item 2.5.5. resistência elétrica ou outros).1 O provador de corrosão deve ser utilizado em dutos que transportem petróleo.6 Provador de Corrosão 2.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio 2. pontos de instalação e periodicidade de medição e/ou substituição deve ser definido por critérios técnicos. desde que a inspeção com o pig geométrico seja realizada imediatamente antes da inspeção com o pig instrumentado.2. A inspeção com pig instrumentado requer a habilitação prévia do duto através da utilização de pigs de limpeza e placa calibradora. c) duto com grande importância operacional. O pig geométrico também pode ser utilizado como instrumento de habilitação do duto em substituição à placa calibradora. gás natural e derivados corrosivos ou aditivados com inibidor de corrosão.2. 2. e) dutos que transportem produtos corrosivos. quantidade.1 A inspeção do duto com pig instrumentado consiste na avaliação das condições físicas da parede da tubulação. danos mecânicos e outras descontinuidades.5. d) duto com pressão de operação próxima da PMAO e com mais de 5 anos de operação. 2.7.2. b) duto com trechos sujeitos a correntes de interferência.2 A inspeção com pig instrumentado é recomendada para dutos que apresentem uma ou mais das condições abaixo: a) duto com histórico de danos mecânicos ou processos corrosivos externo ou interno.2. quanto a corrosão interna. f) dutos com alto risco ao meio ambiente ou situado em áreas densamente povoadas.

4 Periodicidade: a) Anual . em pontos de interferência. devido a correntes de interferências. medição de potenciais tubo/solo.2. pintura. registro contínuo dos potenciais nos pontos sujeitos a oscilações com pesquisa das possíveis fontes interferentes. quanto a vazamentos. b) Semestral . fica dispensada a periodicidade semanal. estrutura dos pontos de teste e caixas de interligação.Acompanhamento operacional com visita aos retificadores e equipamentos de drenagem elétrica. 2. Potenciais (tubo/solo) instantâneos devem ser medidos em todos os pontos de teste.3 É recomendado o emprêgo de supervisão por telemetria nos retificadores e equipamentos de drenagens elétrica. c) Trimestral .7. equipamentos de drenagem elétrica e galvânica com avaliação e registro dos parâmetros elétricos dos equipamentos em formulários próprios. pontos de testes.1 A Inspeção de Válvulas de Bloqueio consiste na inspeção visual para avaliar as condições físicas e operacionais das válvulas de bloqueio e acessórios. Estes serviços devem contemplar também pequenas intervenções preventivas e/ou corretivas nos equipamentos por profissional habilitado. nos lançadores e recebedores de pigs e em válvulas de bloqueio. lançadores e recebedores de pigs. corrente drenada.2.8. acesso e limpeza da caixa de válvulas.2. 2.Realização de registro contínuo de potencial tubo/solo.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio drenagem elétrica. 2. Nos equipamentos supervisionados por telemetria. utilizando o eletrodo de referência de cobre/sulfato de cobre.2. deve-se atentar para aferição dos instrumentos de medição.8 Inspeção de Válvulas de Bloqueio 2. tensões de saída. nos equipamentos. avaliação e registro dos parâmetros elétricos dos equipamentos em formulários próprios. O tempo mínimo de registro deve ser de 1 hora. efetuando-se nestes casos. Nas medidas de potenciais contínuos ou instantâneos. !"#$%&'))' . tubos-camisas e verificação da eficiência das juntas de isolamento.2. A posição do eletrodo no circuito de medição deve ser a mais próxima possível do duto. com base de escolha na última inspeção geral do sistema.2 Na inspeção dos retificadores e equipamentos de drenagem elétrica. tubo/trilho e da corrente drenada.Inspeção parcial no sistema de proteção catódica constando da verificação das condições físicas e operacionais dos retificadores. devem ser pesquisadas e delimitadas. dispositivos de proteção. condição dos varistores (pára-raios).Inspeção geral no sistema de proteção catódica. principalmente nos localizados em pontos críticos do sistema de proteção catódica. por faixa de dutos. Áreas sujeitas a oscilações. cuidados devem ser tomados quanto à aferição dos instrumentos e do eletrodo de referência.7. válvulas de bloqueio. constando de verificação das condições físicas e operacionais das estações retificadoras e equipamentos de drenagem elétrica e galvânica. para efetuar a leitura de: horímetro. revestimento.7. 2. podendo ser estendido a critério do órgão de Inspeção. inclusive o contador de horas. d) Semanal . Nos pontos supervisionados por telemetria fica dispensada a periodicidade trimestral. tensões de alimentação. registros contínuos dos potenciais tubo/solo.

2 A inspeção deve ser realizada com periodicidade máxima anual.8.INSPEÇÃO EM DUTOS Elaboração: Raimundo Sampaio 2. montagem e condicionamento de duto terrestre) Norma Petrobrás – N-2098 (Inspeção de duto terrestre em operação) Apostila da ESAB !"#$%&')*' . BIBLIOGRAFIA • • • • Procedimento de Inspeção de Dutovia _ Braskem Norma Petrobrás – N464 (Construção.2. Nota: Estes critérios não são aplicáveis para válvulas fabricadas para instalação enterrada.

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