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Figura 3.6 – Resultado do primeio dia de pesquisa. As notícias do dia seguinte, a apenas dois da eleição, misturam o estarrecimento com o atentado com considerações políticas, apontando os responsáveis ora do ETA ora terrorismo islâmico, mas já claramente vinculam o autor dos ataques ao resultado da eleição. Na véspera do pleito, prisões de suspeitos marroquinos e um vídeo reinvidicando o atentado para a Al Qaeda reforçam a pista islâmica. O resultado das eleições de domingo com a derrota do partido no poder deixa claro que o espanhol não tinha dúvidas sobre a origem do atentado. Durante o levantamento, uma boa norma é recolher trechos importantes das notícias em um arquivo separado, de maneira análoga ao costume de iluminar partes de texto em estudo, resultando em um esboço do trabalho final. O Idealize possui o recurso de geração de relatório que utiliza a mesma metáfora de forma automática, que não foi explorado neste ponto. Será visto adiante. Assim, bastou analisar quatro dias para chegar à resposta da pergunta: desde o primeiro dia já havia desconfiança que a violência e a quantidade indiscrimida de vítimas não traziam assinatura da ETA. A derrota nas urnas, quando Aznar parecia vitorioso, foi um recado do povo para sua aliança bélica com os EUA e, também, por suas mentiras eleitoreiras.
☺ Veja o cenário Terror em Madri na pasta Cap. 3 do CD-Rom.

Exemplo 3.2 – Estruturar raciocício
Zenão de Eléia, (c. 495 aC - 430 aC) proclamou que o movimento não é possível. Argumentou que, para se dirigir de um ponto a outro, é necessário primeiro atingir a metade do caminho e, antes desta, a sua metade e assim sucessivamente até o infinito. Diógenes de Sínope (c. 413 aC - c. 323 aC), o Cínico, refutou Zenão caminhando de um lado a outro na sala, mostrando pelo exemplo que era possível se mover. Mas reprovou um discípulo que se satisfez com esta prova, defendendo que um argumento deve ser refutado por outro argumento. Aristóteles (384 aC - 322 aC) também discordou de Zenão utilizando infinito em dois sentidos, em divisão e em relação aos extremos: «Os infinitos em quantidade não podem ser tocados num tempo finito; mas os infinitos em divisão, sim, uma vez que o próprio tempo também é infinito dessa maneira.» (Física, VI, 9. 239 b 9).

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Figura 3.7 – Utilização de cores para qualificar argumentos O esquema da Fig. 3.7 estrutura o parágrafo acima. Os objetos em cor verde têm conteúdos favoráveis à tese de Zenão e os em vermelho, contrários. O uso de cores agrega valores que são rapidamente reconhecidos. As cores empregadas na figura, assim como outras que veremos adiante, têm um significado estabelecido pela configuração padrão do software. Estes atributos podem ser alterados pelo usuário, para aproximá-lo da sua forma pessoal de trabalhar [seção 3.2].
☺ Veja o cenário Movimento na pasta Cap. 3 do CD-Rom.

Exemplo 3.3 – Confiabilidade da informação
No mundo real, as informações com que se trabalha são geralmente imprecisas. Ao invés de fatos, manipula-se versões, opiniões, pareceres, palpites, cada qual com seu grau de precisão. Para manusear este tipo de conhecimento, o Idealize possui dois recursos: fator de confiança, através do qual se atribui valor numérico à confiabilidade, uma porcentagem que indica a credibilidade do fato em questão (ou da fonte que o relata), que pode variar de 0 a 100 – uma gradação entre informação absolutamente irrelevante até verdade indiscutível; e peso, já utilizado no exemplo anterior, explicitado através das cores. Pode receber diversos valores, mas postularemos principalmente as quantidades +1 e -1, significando, respectivamente, apoio à hipótese sendo discutido ou sua reprovação. A avaliação da confiança é atribuida pelo analista que estuda os fatos, por isso é pessoal e subjetiva, que, com a experiância os valores vão se adequando melhor. Devido a esta imprecisão, preferimos atribuir degraus grandes, múltiplos de dez ou vinte. Assim, pretendendo responder à questão O Comércio Eletrônico superará o convencional Reunimos as seguintes informações de várias fontes sobre o tema. (Estes dados são de fantasia, para ilustrar o exemplo). Analisaremos estes documentos atribuindo confiança e peso (em itálico ao final de cada item). 1. Digitalizamos um recorte de uma revista com notícia de estudos do Partner Group, baseado nos gráficos de crescimento do Comércio Eletrônico nos últimos três anos, projetando para daqui a quatro anos, que o volume de vendas eletrônicas e tradicional se igualarão, nos EUA e Europa. Nestes locais, em mais alaguns anos, as vendas tradicionais serão apenas marginais. Então, quem estiver fora da Rede Mundial, permanecerá virtualmente morto. Sendo o resultado de um grupo de estudo conceituado tem grande credibilidade [confiança 80%]; favorável à hipótese [peso +1].

Figura 3.8a —Recorte de revista digitalizado

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2. Site de notícias da Internet informou que Guillermo Portones, dono da Chicosoft, anunciou de sua empresa em Rojoford, que a próxima versão de seu produto Ventanas, utilizados pela maioria dos equipamentos pessoais e servidores, incorporará um gereciador de comércio eletrônico. “A tendência é irreversível”, afirmou. A inclusão do recurso na plataforma mais popular indica crescimento da tendência e credibilidade média [Confiança 60, Peso +1].

Figura 3.8b —Notícia capturada da Internet 3. Transparências da palestra de abertura da Conferência de Las Vegas, proferida por Steve Works, CEO da Big Apple, garantiu que a febre pelo comércio eletrônico “é apenas um modismo que está se arrefecendo”. Completou que “da mesma forma que o cinema não acabou com o teatro, nem a TV com os jornais impressos, ambos comércios – eletrônico e convencional – coexistirão e cada qual ocupará seu nicho. Não tenho notícia de ninguém que aderiu à Internet apenas para fazer compras.” Opinião de uma única pessoa, ainda que alto executivo da área, tem credibilidade média [50, -1].

Figura 3.8c —Arquivo em Power Pont 4. Em congresso realizado no Morumbi, em São Paulo, expositores de um painel sobre Comércio Eletrônico, chegaram à conclusão que seu alcance se restringe aos usuários da Internet (hoje menos de 10% dos potenciais consumidores). Ressaltaram a grande lista de fracassos no setor e que os dois maiores sucessos – Pão de Mel e Lojas Canadenses – são de empresas com forte infraestrutura de lojas de departamento. Um congresso regional tem menos gabarito que um internacional; credibilidade baixa [40, -1].

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Figura 3.8d —Arquivo de texto 5. O psicólogo Flávio Kilowatt, em entrevista ao Planeta Diário, afirmou que a “neuratização ocasionada pela violência nos grandes centros, obrigará cada vez mais as pessoas a se refugiarem em casa.” Garantiu que as pessoas tem medo de sair às ruas e o que “farão o mais que puderem fazer no recôndito de seu lar”. Por isso crescerão serviços como delivery, aumentando as necessidades de motoboys. “Encomendas de pizza por telefone, compras de tapete pela TV e de livros e CDs pela Internet deverão crescer assustadoramente”, completou. Opinião pessoal de um especialista de outra área, credibilidade baixa [30, +1].

Figura 3.8e —Arquivo de vídeo Em uma enquete realizada pela Rádio Difusora de Camanducaia, a reportagem ouviu diversas pessoas num shopping center. Eis algumas opiniões: 6. A dona de casa Amélia dos Santos Ferreira foi enfática: “Imaginem! Comprar pela Internet? Nem pensar. Acham que vou fornecer meu número de cartão de crédito assim, à vista de todo mundo?” Opinião pessoal de leigo, ainda de mostrando um receio recorrente, credibilidade baixíssima [20,-1] 7. Bruno Lelois, balconista do Rio Norte garantiu que o Comércio Eletrônico “não pega”, ao menos no Brasil: “E como? Brasileiro compra com as mãos...” Outra opinião leiga com credibilidade baixíssima [10,-1].

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Figura 3.8f —Arquivo de áudio
A Fig. 3.8g da a seguir resume os fatos levantados empregando estes dois fatores. As favoráveis estão em verde; as contrárias em vermelho. A gradação da cor indica o grau de confiança da informação, decrescendo dos tons mais fortes aos mais tênues. Os valores de confiança e peso estão indicados no retângulo amarelo para comparação.

Figura 3.8 – Diversas opiniões sobre o crescimento futuro do Comércio Eletrônico. Como dissemos atrás, a atribuição de confiança deve ser em degraus amplos por se tratar de uma avaliação imprecisa. Na figura utilizamos modulação de 10 para ilustrar as tonalidades que as cores podem assumir. Até estabelecer seus padrões pessoais, um bom ponto de partida é utilizar saltos de 20:
Fato inconstável Alto grau de confiança Confiança regular Confiança baixa Confiança baixíssima 100 80 60 40 20

☺ Veja o cenário CE na pasta 3.1 do CD-Rom.

Exemplo 3.4 – Cenários paralelos
Em muitos casos, necessitamos examinar diversas hipóteses simultâneas até chegar àquela que se revelará correta, seja por surgirem fatos novos ou interpretação mais precisa dos existentes. Estes cenários paralelos são empregados tipicamente em situações onde desejamos estudar tendências futuras, examinando diversas hipóteses mutuamente exclusivas, estabelecendo assim as pré-condições para cada caso. Surgindo novos fatos que possam inviabilizar alguns destes cenários, iremos restringindo o leque de

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opções até podermos eleger a hipótese mais provável com maior nível de certeza. O Idealize possibilita a construção destes cenários alternativos para que se possa estimar com mais consistência informações contraditórias. Para exemplificar, vamos imaginar a pesquisa eleitoral de candidatos a um pleito majoritário em dois turnos. Imaginemos que na situação atual, os diversos postulantes estão no quadro a seguir:
Partidos Partido Alto Partido ao Meio Partido Unido Partido Novo Candidatos Super-Homem Arqueiro Verde e Batman Demolidor e Hulk Mulher Maravilha

Dois dos quatro partidos ainda poderão lançar dois candidatos diferentes, com quatro possibilidades de confronto no primeito turno. Examinaremos três delas, cada uma em um cenário específico: 1) Arqueiro Verde e Demolidor; 2) Arqueiro Verde e Hulk; e 3) Batman e Demolidor. Os resultados hipotéticos estão na Fig. 3.9, a seguir.

Figura 3.9 – Diversos cenários possíveis para uma eleição majoritária De acordo com estas previsões, o Super-Homem seria favorito no primeiro turno em qualquer cenário e bateria tanto Arqueiro Verde como Hulk no segundo; mas perderia para o Batman no terceiro caso. Os símbolos reproduzidos ao lado, aparecem no canto superior esquerdo dos objetos em violeta, indicando cenários paralelos. No primeiro, informa a existência de outro cenário alternativo, sendo o original; no segundo há dois símbolos em seqüência, significando que há outro cenário e que este vem de um anterior; no terceiro mostra que vem de um anterior, mas não há outros a seguir.
☺ Veja o cenário Eleição na pasta Cap. 3 do CD-Rom.

– 57 – 3.2 – Como examinar um cenário
Para se analisar um cenário existente, é preciso manipular os conceitos de  Página;  Janela;  Visualização;  Navegação; e  Documento associado; que explicaremos neste item. Conforme já vimos, um cenário pode se estender por diversas páginas e que, cada uma destas, assim como documentos associados aos objetos, abrem janelas individuais. Por definição padrão, as janelas ocupam toda a tela sobrepondo umas sobre as outras, como as folhas de um livro. Será preciso prestar atenção aos indicadores para identificar qual página se está observando e também saber como folheá-las.

Figura 3.10 – Indicação de cenário ativo, navegação entre páginas e menu Janela. Observem na Fig. 3.10 à direita, a alça Principal logo a seguir aos menus. Os dois últimos símbolos são setas de navegação para acessar a página anterior ou a seguinte, respectivamente. Na parte inferior há lista dos cenários que já foram abertos, estando em destaque o atual. À direita encontra-se o menu Janela, em cuja parte inferior está a lista de todas as janelas abertas, indicando com um tique a corrente. Na parte superior há outras opções de se exibir as janelas, caso esta forma padrão não atenda ao caso específico: em cascata, quando ainda se sobrepõem, mas deixam à mostra seu título; horizontal ou vertical, quando o espaço da tela divide-se equitativamente para exibir seus conteúdos de acordo com uma ou outra orientação, ideal para poucas janelas abertas quando se deseja mostrá-las ao mesmo tempo. As outras duas opções são autoexplicativas. Cenários com muitos objetos podem se revelar confusos e muito poluídos para serem pesquisados. O recurso de rolagem da janela, tanto na horizontal como na vertical, permite que se agregue centenas de objetos, porém neste caso, sua análise fica prejudicada pela dificuldade de localização dos objetos. Este tipo de projeto deve ser evitado, como mostra o contraexemplo abaixo.

Figura 3.11 – Cenário com quase uma centena objetos.
☺ Veja o cenário BLaden na pasta Cap. 3 do CD-Rom.

A Fig. 3.11 acima mostra um cenário com número excessivo de objetos, o que dificulta seu manuseio. Na parte da esquerda, exibido em tamanho normal, aparece apenas uma parte dos objetos, sendo necessário rolar a tela para encontrar os demais. Há comandos que reduzem ou ampliam a visualização na alça

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Principal, inclusive um que coloca todo o cenário na janela, que foi acionado para a visão da direita. Embora apresente a visão geral do projeto, os objetos se tornam tão pequenos que se resultam inidentificáveis. Na Fig. 3.12 (página seguinte), aparecem os ícones da alça Principal que permitem modificar o zoom, discutidos atrás, e os de navegação entre páginas, que passaremos e explorar. Quando um cenário possuir um número muito grande de objetos, passará a não caber na tela. A alternativa de efetuar rolamento, vista atrás, é inadequadada, sendo preferível a opção de dividir o conteúdo em várias páginas permitindo distribuir melhor os objetos e, inclusive, estruturá-los. Os ícones de navegação aparecem nesta figura.

Figura 3.12 –Ícones da alça Principal para zoom e navegação Quando se desejar visitar uma página de continuação, deve-se destacar o objeto que o indica clicando sobre ele e, a seguir, clicando no ícone de continuação (seta para baixo), conforme indicado na Fig. 3.13 a seguir. Observe o objeto «A Investigação» no canto direito superior. Apresenta o ícone de continuação, a seta dupla para a direita e está destacado, o que é indicado pelo contorno de pequenos quadrados vazados. Na página seguinte, o objeto é repetido mas com a seta apontando para o lado direito indicando se tratar de página de continuação. De maneira análoga, para se retornar ao cenário que originou a continuação, destacase o objeto e se clica no ícone de voltar (seta para cima).

Figura 3.13 – Acessando página de continuação.
☺ Veja o cenário Policial na pasta Cap. 3 do CD-Rom.

Os cenários já abertos do projeto aparecem nas alças da parte inferior da tela, conforme a figura ao lado. Todos os cenários possuem extensão .cen. O primeiro é o de partida. As continuações são rotuladas pelo nome do objeto (truncado se tiver mais de doze caracteres), um sublinha e a cadeia “CONT” seguida de um número seqüencial. Para cenários anternativos a estrutura é análoga, com a substituição da cadeia identificadora por “ALT”. Os nomes dos objetos são uma sentença breve fornecendo apenas uma idéia de seu conteúdo. Para a análise, será necessário examinar o documento associado. Nem todos os objetos o possuem. A existência do documento é marcada por um ícone de um pequeno livro no canto superior esquerdo do objeto. Para acessar o documento associado a um objeto, clica-se com o botão direito do mouse no objeto que se abrirá um menu de contexto, onde “Documento Associado” é a segunda opção. Selecionando-a, o arquivo

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será aberto em uma janela que se sobreporá àquela que estava sendo examinada. O rodapé contém o botão Fechar que desativa a janela do documento, retornando à anterior.

Figura 3.14 – Documento associado ao objeto.
Nota: Tipos de documentos O Idealize interpreta diversos tipos de arquivos. Os da Internet, de textos e de imagens, trata com recursos internos (built in). Para os demais, ativa o programa associado àquele tipo de documento, como faz o Windows. Entre os mais comuns, o arquivo .pdf (portable data file, da Adobe) precisa do Acrobat Reader, o .xls, lança o Excel; o .ppt chama o Power Point e o .doc é aberto com o Word. Os arquivos do Word são fontes e podem não preservar toda a formatação, ao contrário dos .pdf que são em forma de imagem. Os formatos de imagem aceitos são os mais comuns: .bmp (bitmapped) e .wmf (windows meta-file) do Windows; .gif (grafic interchange format da CompuServ) e .jpg (padrão da Joint Photographic Experts Group ), usados na Internet. O primeiro utiliza um algoritmo de compressão LZW sem perdas, mas está restrito a 256 cores, sendo ideal para imagens com textos e gráficos; a compressão do segundo atinge milhões de cores (24 bits) mas é com perdas, cujo grau pode ser regulada para atingir uma fração do tamanho original (usualmente em torno de 15%), com diferenças visuais imperceptíveis. Ideal para fotografias, pinturas e imagens mais complexas. O formato .gif possue recursos adicionais que o tornam mais atraente, como o GIF animado, onde armazena num único arquivo várias imagens exibidas em seqüência, simulando movimento; e fundo transparente, quando a imagem adere melhor em fundos mais elaborados, sem o entorno branco. Os sites da Internet trabalham principalmente com arquivos .html (ou .htm) e imagem com os dois últimos formatos acima. Há sites publicados no formato .pdf, que origina arquivos maiores. A vantagem, neste caso, é que a visualização é a mesma em qualquer equipamento, enquanto que os .html são interpretados no cliente, podendo apresentar diferenças dependendo das condições do ambiente instalado.

Exemplo 3.5 – Cenário complexo com várias páginas
Vamos examinar agora, com mais detalhes, um exemplo de História, onde queremos responder à seguinte questão: Giotto era devoto de são Francisco? A pergunta procede devido ao fato de Giotto ter pintado os afrescos da monumental Basílica de Assis, menos de um século após a morte do santo. Para isso, reunimos um conjunto de documentos que abordem esta questão, ainda que de maneira indireta, montando o cenário da e seguintes.

Figura 3.15 – As duas primeiras páginas do cenário sobre Giotto e São Francisco.

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A página inicial do cenário apresenta dois objetos (em cor cinza) cujos objetos associados contém a biografia resumida destes dois personagens, para estabelecer as condições de contorno. O restante objeto remete ao primeiro conjunto de evidências que examinaremos a seguir. A primeira (em vermelho) «Giotto trabalha sob encomenda» é contrária à hipótese, que é contraposta pela seguinte «Giotto tinha pedidos bastante para escolher os temas». As três condições abaixo colaboram com esta afirmação. Primeiro ele era um homem rico; em segundo, pintou para mecenas importantes (o documento associado cita Roberto d’Anjou de Nápolis, Scrovegni de Pádua, Bardi e Peruzzi de Florença, Visconti de Milão e o papa Bonifácio VII) e em terceiro, foi condecorado com o título de “Mestres dos Mestres” de Florença. «Boa parte das obras foi sobre Francisco», no documento cita além dos 25 afrescos da igreja de Assis, oito na capela Bardi em Florença e diversos quadros isolados. Finalmente, «As representações foram feitas com devoção» pode ser resumida por algumas imagens como as mostradas na Fig. 3.11, página seguinte. Note o símbolo de um raio em alguns objetos, incluindo este. Indica que foi associada uma ação a este objeto. Este conceito é bastantee amplo, podendo ativar programas externos, chamar outro cenário ou outro arquivo – que é o caso aqui, da imagem vista a seguir. É acessado com um duplo clique sobre o objeto.

Figura 3.16 – Imagens de afrescos de Assis executados com cuidado e devoção. Finalmente, o último objeto é ponteiro para mais uma página de evidências (Fig. 3.14):

Figura 3.17 – Mais evidências sobre a hipótese lançada. O objeto inicial desta página contraria a hipótese: «Grande parte de sua obra versa sobre outros temas» citando a Virgem, Santa Ana, São Joaquim, o Juízo Final, Paixão de Cristo, além de alguns altares e crucifixos, indicando que o pintor não se dedicava a são Francisco com exclusividade. Abaixo, outra evidência negativa «A morte do santo era muito recente para criar devoções» é contraposta pela seguinte «Construíram uma igreja imponente», isto a partir de 1128, quando da canonização do santo, apenas dois anos após sua morte. E ainda «Monges cresceram de 5 a 200 mil em 50 anos»: por ocasião da morte de Francisco (1226) havia 5.000 membros das ordens 1ª e 2ª (monges e monjas) que até 1280 cresceram para 200.000 membros em 8.000 mosteiros. A devoção formou-se rapidamente. No lado direito mais fatos contrários: «Não há registro que Giotto pertenceu à ordem terceira». Porém, o objeto «Giotto foi provavelmte da ordem terceira» remete à outra página onde evidências favoráveis estão relacionadas (Fig. 3.18). Os membros da «Ordem 3a. não pegavam em armas», o que era muito interessante nesta época belicosa, plena de recrutamentos forçados. Assim, «Metade dos italianos eram da ordem 3a.». Logo, a

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probabilidade de Giotto pertencer à congregação era de ao menos 50%. Mais, «Dante era da Ordem 3a.» e «Giotto era amigo de Dante», afirmação que merece outra comprovação indireta, ilustrada pelos objetos que lhe são vinculados, como Giotto citou e pintou Dante, pintura esta feita numa época em que o poeta já estava banido. E, para completar, Francisco influenciou a ambos com o Cântico do Sol.

Figura 3.18 – Evidência de que Giotto tenha sido da Ordem Terceira. As afirmações listadas nos nomes dos objetos apoiam-se nos documentos associados.
☺ Veja o cenário Giotto na pasta Cap. 3 do CD-Rom.

Exemplo 3.6 – Um sistema baseado em conhecimento
Com os recursos do Idealize é possível se representar regras taxionômicas de forma a constituir um sistema baseado em conhecimento. Áreas como botânica, medicina ou direito podem ser estruturadas com facilidade nesta maneira, para permitir que a partir de certas pré-condições seja possível se identificar um elemento, constituir um diagnóstico ou parecer. Para demonstrar este potencial, construímos um Sistema de Identificação de Minerais, o qual, a partir de algumas verificações sobre uma amostra, pode determinar que mineral se trata. Sua utilização trabalha com conceitos da área, como clivagem, dureza, tenacidade, diafaneidade, luminiscência, ponto de fusão, entre outros, que remetem a iniciados em geologia. Baseia-se em classificação existente no “Manual de Mineralogia” de H. Dana (LTC, 1983), um clássico do assunto. A página inicial (Fig. 3.19) apresenta a bibliografia e os principais conceitos de mineralogia para auxiliar a pesquisa. Estes conceitos foram pesquisados na Internet em universidades como USP e UFRJ. Ao se encerrar a identificação, será exibida uma descrição do mineral, extraído do site do Museu de Minerais e Rochas “Heinz Ebert” da UNESP (Universidade Estadual Paulista). O encadeamento de páginas depende das escolhas feita. O primeiro critério é o brilho da amostra entre metálico e não metálico (Fig. 3.20 abaixo). No segundo caso será verificada a cor do traço. Mas optaremos pelo primeiro, onde será necessário testar a dureza da amostra. Caso deixe marca no papel será muito baixa. Senão, será comparada com a do aço: menor se riscada por um canivete; maior em caso contrário.

Figura 3.19– Página inicial do Sistema de Identificação de Minerais.

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Figura 3.20– Início da pesquisa a partir do brilho da amosta. Selecionamos a dureza “Riscado por canivete” (isto é, menor que a do aço), o que levará para uma nova página. O mesmo ocorreria em qualquer outra das hipóteses.

Figura 3.21 – Opções seguinte a “Riscado por canivete”. Agora, o critério é a cor do traço, a marca que a amostra imprime no papel. É bom lembrar que este nem sempre é o mesmo que a cor da amostra. A nossa escolha é preto.

Figura 3.22 – Nova seleção envolve a cor da amostra.

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O critério testado neste instante é a cor da amostra. As alternativas da direita (em cor azul) leverão ao teste de outros critérios, mas aqueles em verde já permitem a identificação. O sinal de ação (o raio) no canto esquerdo exige que o acesso de faça com duplo clique. Uma vez que a amostra esteja identificada, será exibido um arquivo com as suas descrição e características.

Figura 3.23 – O mineral identificado. Neste caso, houve a necessidade de três páginas de continuação, sendo utilizados quatro critérios. Mesmo nos casos mais complexos, no máximo serão necessários meia dúzia. Este número de critério que deve ser examinado para a identificação, caracteriza a profundidade do conhecimento envolvido. Como norma, é muito baixa nos sistemas baseados em conhecimento usuais.

3.3 – O navegador e registro de pesquisa na Web
O Idealize possui navegador próprio, o que permite acessar a Internet sem sair do programa e que lhe fornece uma das características mais atraentes: a possibilidade de armazenar as pesquisas que forem efetuadas na Internet para referência futura. Com isso, permite associar a objetos tanto o endereço (URL, Uniform Resource Locator) quanto o próprio conteúdo da página Web. Por ser a Internet muito dinâmica, em alguns casos, o endereço pode ser mais interessante, por mostrar sempre a situação atualizada; por outro lado, o conteúdo apontado pode também não ser mais encontrado na pesquisa seguinte, por haver sido retirado. Neste caso caso, será mais interessante trazer para o disco local todo o conteúdo da página sendo examinada, com texto, formatação e elementos gráficos – mesmo os indesejáveis, como banners, anúncios, logos e lista de links. Eliminar estes elementos inúteis pode ser desejável, mas em geral o esforço dispendido nesta tarefa não compensa por ser muito grande e não agregar valor, tendo efeitos apenas cosméticos. O navegador é ativado pelo ícone correspondente na alça Principal, conforme exibido na Fig. 3.19 abaixo. Contém parte da funcionalidade do Internet Explorer com o qual seu funcionamente se assemelha. O documento a ser aberto pode ser procurado no disco do usuário, em sua rede local, ou então na Internet, quando se utiliza diretamente o endereço desejado ou se inicia uma pesquisa acionando sites de busca listados nos Favoritos, como Google, Altavista e Cadê.

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Figura 3.24 – O navegador do Idealize. A Fig. 3.25 (abaixo) mostra os principais passos para efetuar a pesquisa na Internet. Após a abertura do navegador, (1) clica-se no ícone Favoritos para escolher o site de buscas, normalmente o Google, ativandoo; (2) no campo de busca da página inicial, digitar os parâmetros de pesquisa (no caso “Francisco Brennan”) e clicar no botão Pesquisa Google; (3) a tela de retorno com os sites da Web candidatos é quase instantânea; (4) em seguida, escolhem-se os resultados mais promissores, geralmente os primeiros.
Nota: Pesquisa Google O parâmetro de pesquisa neste buscador pode ser refinado caso o retorno apresente sites em demasia, casos em que a especificação não foi devidamente precisa e necessita ser mais apurada. Por padrão, quando a chave de pesquisa envolver mais de uma palavra, o Google retorna todos os sites onde apareça ao menos um dos termos (não levando em conta artigos e preposições, por exemplo, o que tornaria o aspectro muito amplo). Porém, classifica na ordem dos mais prováveis aqueles endereços onde estas palavras apareçam mais próximas. Em geral, isto será suficiente para a maioria das consultas. Caso contrário as principais restrições para limitar a quantida de de sites são:  Expressão entre aspas obriga o Google a pesquisar aquela exata seqüência de palavras;  O uso do sinal “+” entre duas expressões faz com que procure resultados que atendam a ambas;  O uso do sinal “-“ entre duas expressões sinaliza que se deseja sites que contenham a primeira mas não a segunda expressão.

Figura 3.25 – Pesquisa na Internet com o navegador do Idealize.

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Uma vez encontrado um material de interesse, o Idealize permite que se armazene seu endereço ou o conteúdo associado a um objeto, indicando no campo Origem o primeiro como Internet e o último como Arquivo do Usuário (Fig. 3.21, a seguir).

Figura 3.26 – Possibilidade de salvar o endereço ou conteúdo do arquivo. Caso a opção seja para salvar o conteúdo do arquivo será aberta uma caixa de diálogo Salvar página da Web, de maneira muito semelhante ao Internet Explorer.

Figura 3.27 – Registrando uma pesquisa na Internet. A Fig. 3.27 acima demonstra o registro de uma pesquisa na Internet sobre um tema. No objeto Pesquisa Google, foi guardado o endereço da pesquisa; assim, toda vez que for acionado levará a uma busca na grande rede, retornando sempre valores atualizados. Nos demais objetos, como por exemplo História da TV digital, ao contrário foram depositados os conteúdos dos sites pesquisados.
☺ Veja o cenário HDTV na pasta 3.3 do CD-Rom.

– 66 – 3.4 – Dependências factual e circunstancial
A Dependência factual ocorre no início do projeto, quando se estabelecem as linhas e temas de pesquisa que, posteriormente deverão ter apoio de documentos que os comprovem ou não. Com ela poderemos definir relações de dependências entre um tema central e um conjunto de sub-temas cuja veracidade, sendo mais fácil de estabelecer, colaborará para a verificação do objetivo central. Para se criar uma dependência factual a partir de um objeto, deve-se clicar sobre ele com o botão direito do mouse e escolher esta opção (1). Uma janela será aberta, onde poderão ser listados todos os elementos que julguemos que colaborem com a meta (2). No final do processo, resultará um esboço onde os elementos listados geram objetos dependentes do original (3). Todo o processo está ilustrado pela Fig. 3.23 na página seguinte. A fase seguinte, a de Dependências circunstanciais, agrega documentos que justificam as fases estabelecidas atrás. É criada pela opção correspondente do botão direito do mouse (1), vista na Fig. 3.28:

Figura 3.28 – Dependência factual. Nesta fase de Dependência circunstancial (Fig. 3.29, página seguinte) será aberta a janela com a identificação ‘Circunstancial’, seguida pelo nome do objeto relacionado (2). Selecionaremos o ícone da lupa no canto superior direito (3) para abrir a janela Captura documento (não mostrada na figura anterior) que permite busca em diversos locais, inclusive na Internet. Clicando no botão Arquivo... no canto superior direito será acessada a janela Documento descritivo (4) onde será possível navegar pelo disco do usuário procurando o arquivo desejado. Quando este for encontrado, clica-se no botão Abrir (5) na parte inferior direita, retornando à janela Captura documento. Se estiver correto, o botão OK retorna à janela Circunstancial onde constarão o nome e endereço do arquivo (6). Nesta altura, podem ser alterados os valores de credibilidade e peso que, por padrão são 100 e 1, respectivamente. Clicando-se na seta verde (7) apontada para baixo (sob o endereço), o nome do arquivo passará a fazer parte da lista na janela abaixo, incluindo sua credibilidade e peso (8). Esta ação incluirá o ícone do livro (9) no objeto em questão, indicando que existe um arquivo associado (10). Escolhendo o ícone da lupa, o processo poderá ser repetido. Se selecionado o botão OK na parte de baixo à esquerda (11), encerrará a reunião e, neste caso, será criado apenas um descendente a partir do documento de partida.

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Figura 3.29 – Etapas da dependência circunstancial

3.5– Instalação padrão

Figura 3.30 – Instalação do Idealize.

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Para instalar o Idealize, basta clicar no arquivo SETUP. EXE do disco de instalação, que será ativado o instalador que solicitará o acordo com o contrato de licença e, depois, o nome do usuário e o número serial. O valor default para a instalação, que pode ser alterada, é em Arquivo de programas/Idealize (Program files/Idealize se a versão do Windows for em inglês). Adicionalmente, associa e este programa os arquivos com extensão .cen. Desta forma, clicando-se em qualquer cenário, o Idealize será lançado para abri-lo. A instalação está na Fig. 3.25 acima. Por valor pré-estabalecido (que pode ser alterado caso o usuário desejar, como veremos na seção 5.2) os cenários serão armazenados no diretório Docs sob o de instalação do Idealize. Cada cenário ocupará ali um subdiretório com pastas para cada objeto criado, onde serão mantidos os respectivos arquivos associados.

Figura 3.31 – Localização dos cenários do Idealize.
A Fig. 3.31 acima mostra a organização dos cenários do Idealize. Sob a pasta Arquivos haverá uma pasta para cada objeto criado.
Nota: Transportabilidade de cenários Estes cenários podem ser transportos de um equipamento a outro, com alguns cuidados. Se envolverem ações, estas correm o risco de não funcionar corretamente. Devido à restrições do ambiente Windows, estarão amarradas a endereços absolutos, que dependem da instalação onde foram criados. Se forem transportadas em CD, os arquivos ganham o status de Somente leitura, mantido quando na gravação para outro disco rígido. Assim, antes de executá-lo, é conveniente remover este status, clicando com o botão esquerdo no mouse no diretório, selecionando Propriedades e desligando aquele atributo. Isto é necessário porque, no momento em que for salvar o cenário, ocorrerá erro pois os arquivos estarão protegidos contra gravação, sendo solicitado um novo nome.

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4. Criando um cenário
4.1 – Objetos, os tijolinhos da construção
Um cenário envolve os seguintes elementos:  Objetos  Nomes  Ligações  Imagens  Arquivos associados De forma sucinta, os nomes são a denominação dos objetos, as ligações entre eles estabelecem hierarquias de relacionamento, imagens e arquivos associados lhes atribuem significados. Estes elementos e algumas de suas características aparecem na Fig. 4.1 abaixo.

Figura 4.1 – Objetos, características e elementos associados. Para criar um cenário, manipulando objetos, suas características, páginas e arquivos associados será necessário utilizar outras Alças além da principal. Elas podem ser resumidas assim:  Alça Principal: usada para examinar um cenário;  Alça Objetos: para criar objetos, modificar sua forma, inserir imagens e estabelecer suas ligações;  Alça Desenho: modificar os aspectos visuais como cores e traços;  Alça Texto: modificar fontes, destaques e alinhamento dos textos;  Alça Modelagem: criar ou remover páginas de continuação, cenários alternativos e compartilhamento; criar ação associada a objetos ou iniciar aquisição automática do conhecimento Para a criação de um objeto, é necessário mudar para a Alça Objetos, cujas principais funções estão na figura ao lado. Nela deve-se clicar no símbolo do retângulo, conforme ilustrado na Fig. 4.2 a seguir:

Figura 4.2 – Criação de um objeto.

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Quando se aciona o ícone de criação de objetos, o ponteiro do mouse incorpora um retângulo cinza para informar qual ferramenta foi acionada. A posição da tela em que for solto indicará onde deve ficar o vértice superior esquerdo do objeto. Então, será aberta uma caixa de diálogos Texto do Objeto onde o nome deve ser informado de acordo com as convenções pré-estabelecidas, discutidas abaixo. Encerrada a digitação, clicando-se no botão OK o objeto será criado com tamanho definido de forma automática para comportar seu nome. Se for muito extenso, será quebrado em mais linhas, mantendo-se sempre o texto centralizado. O nome de um objeto é seu principal atributo e deve identificá-lo corretamente, sendo conveniente observar certas normas de formação:  Usar uma vinheta que o defina perfeitamente  Utilizar oração simples com sujeito e predicado  Preferir linguagem direta, mais compreensível  Evitar expressões prolixas ou adjetivos  Os nomes não podem ser repetidos para objetos distintos
Nota: Sobre os nomes Os nomes não somente serão o rótulo dos objetos, como também utilizados para a estrutura de arquivos associados – por isso precisam ser únicos. Eles podem ser submetidos a rotinas de processamento de conhecimento embutidos no Idealize, recursos que permitem efetuar diversas funções de análise e síntese. Para que isto ocorra, é necessário que os nomes possam ser escritos em linguagem formalizada, daí a origem destas convenções. Caso desejado, é possível associar um programa a esta caixa de diálogo, de forma a serem recusadas expressões que não atendam aos requisitos definidos.

A Fig. 4.3 abaixo, apresenta dois contraexemplos a respeito de nomes, demonstrando formas de como não devem ser usados. No primeiro caso, os textos são muito extensos, contendo toda a informação relevante; idealmente basta ser só um resumo do documento associado, este sim contendo toda a informação necessária. No segundo, pecamos por economia, o texto está tão compacto que se torna ininteligível. Após a criação dos objetos, eles podem ser ligados para se estabelecer a relação de dependência entre eles. Para isso, clica-se no símbolo correspondente, o segundo. Um sinal de + será agregado ao ponteiro do mouse para informar que esta ferramenta foi acionada. Por valor de instalação (que pode ser alterado) as ferramentas serão liberadas após o uso. Assim, se precisar repetir a operação será necessário ativá-la novamente. No entanto, na operação normal do Idealize, é raro se utilizar seguidamente a mesma ferramenta.

Figura 4.3 – Como não devem ser usados os nomes: muito prolixos ou pouco explicativos.

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Figura 4.4 – Ligação entre objetos. A Fig. 4.4 acima ilustra a ligação entre objetos. Quando criado, um objeto apresenta a cor azul claro (parâmetro que pode ser alterado pelo usuário; veja em 5.2). No momento em que for ligado a outro formando descendentes, passará a ter a cor violeta. Desta forma, a cor de criação valerá apenas para objetos que não tenham dependência. É possível construir cenários criando objetos e os ligando manualmente, porém será preferível utilizar métodos automatizados mais rápidos, como as já vistas Dependências Factual e Circunstancial além da Aquisição Automática do Conhecimento que será explicada na seção 4.6.

4.2 – O que fazer quando não se sabe o que fazer
O Idealize é um ambiente bastante complexo com centenas de recursos. Sendo assim, é possível que durante sua utilização o usuário fique em dúvidas sobre qual facilidade utilizar e como o fazer. Para estas situações, foi criado a Ajuda do produto, que pode ser acionada através do menu Ajuda (é o último), opção Ajuda | Manual, mostrado na Fig. 4.5 abaixo. A Ajuda está disposta em duas janelas de tamanho fixo, a primeira com o índice de matérias e a segunda com os conteúdos. A abordagem aqui não é didática; não se espera que com sua leitura se aprenda a utilizar o software. Foi pensada como uma fonte de pesquisa sobre aspectos específicos do funcionamento do Idealize. Assim, torna-se útil somente para quem tenha as noções gerais e deseje se aprofundar em algum assunto bem determinado.

Figura 4.5 – Ajuda do Idealize.

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Após a introdução, seguem-se cinco capítulos que descrevem com todos os detalhes os menus, as alças, a configuração, os objetos e a modelagem.

4.3 – A criação de um cenário complexo
Nesta seção mostraremos passo-a-passo como construir um cenário real com muitas dezenas de objetos envolvidos. O resultado servirá para análise do enfrentamento que ocorreu em São Paulo entre a facção PCC e as forças policiais, em meados de maio de 2006, com centenas de atentados, rebeliões e mortes. Para isso, foram levantados artigos de jornais que não fossem meramente descritivos porém que contivessem principalmente opiniões, publicados no período de 16 a 21 de maio daquele ano, objetivando levantar argumentos para respondam a questão : “Medidas a ser tomadas para diminuir a violência”. Para tal, examinaremos todos os artigos, organizando-os por temas e subtemas, agrupando as sugestões e críticas de algumas medidas tomadas ou que deveriam ser efetuadas. Quando necessário para tornar mais clara a argumentação, foi colocado um resumo no início do texto. O cenário aqui exibido já é a versão final. Para chegar a ela, foram precisos alguns esboços que foram paulatinamente sendo corrigidos e ampliados, conforme se incorporavam novos artigos, uma vez que o Idealize permite estas alterações incrementais. Reunimos os artigos nas segundo a classificação da Tabela 41 da página seguinte. Iniciaremos criando o objeto de partida. Para isso, mudaremos para a Alça Objetos. Porém, desejando dar um destaque especial para este objeto, clicamos no ícone de ferramentas e, na barra flutuante escolhemos Retângulo Arrendondado. Em seguida, informamos o nome do objeto, resultando a Fig. 4.6 da página seguinte. Descreve o ocorrido Enfatizam o pânico Condenam ação policial Mostram ação dos políticos Propõe endurecimento da Lei Ação mais efetiva do Estado Propõe melhorias na polícia Leis mais rigorosas para restringir crimes Propõe melhorias sociais Enfatiza a economia Enfatiza integração social Tabela 4.1 – Assuntos dos artigos.

Figura 4.6 – Criação de objeto com forma não padrão. Prosseguindo com a idéia de ressaltar o objeto, iremos modificar a fonte de texto. Para tal, mudaremos para a Alça Texto.

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Figura 4.7 – Mudando a fonte de texto.
O segundo ícone abre a janela Fonte, onde pode ser selecionada aquela desejada, conforme exibido na Fig. 4.7 acima. Neste caso, apenas aumentamos seu tamanho e peso, colocando negrito. Quando estas alterações ocorrem, o texto geralmente não se enquadra perfeitamente dentro do objeto, sendo necessários ajustes manuais. Para isso, clica-se no primeiro ícone ou, com o objeto destacado, pressiona-se a tecla Enter. Daí, todo o texto ficará destacado e pode-se, por exemplo quebrá-lo em duas linhas. Em seguida, para desativar a ferramenta Texto, clica-se com o botão direito do mouse. Se necessário, podem se ajustar as dimensões do objeto. No caso, reduzimos sua dimensão horizontal.

Figura 4.8 – Inclusão de sombra e moldura mais espessa. Para aumentar mais o destaque, podermos voltar para a Alça Desenho e acrescentar ao objeto uma sombra e moldura mais espessa, conforme a Fig. 4.8 (acima). Deslocando este objeto para a parte central superior da tela, estaremos aptos a começar a criar seus descendentes. Para tal, utilizaremos o recurso do dependência factual, criando os três descendentes listados na Tabela 4.1 atrás: Descreve o acontecido, Propõe o endurecimento da lei e Propõe melhorias sociais. Como os objetos gerados têm tamanho diferentes, voltaremos à Alça Desenho e o redimensionaremos pelo máximo, depois colocamos uma moldura mais espessa, resultando na Fig. 4.9 da página seguinte.

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Figura 4.9 – Uso do recurso Planejamento para os principais tópicos.
Completando com os subtópicos da Tabela 4.1, chegaremos à situação da Fig. 4.10:

Figura 4.10 – O esquema dos assuntos listados na Tabela 4.1. Os artigos somam 57, obviamente não cabendo na tela. Então vamos separá-los em páginas de continuação para os destribuir melhor. Destacando o primeiro dos itens, Enfatizam o pânico, mudando para a Alça Modelagem clique-se no ícone de nova página, gerando uma nova janela, exibida na Fig. 4.11 a seguir.

Figura 4.11 – Criação de página de continuação.

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Relacionando os artigos referentes a este assunto, usando dependência factual (para criar os objetos) e circunstancial (para incluir os documentos correspondentes), chegaremos à Fig. 4.12:

Figura 4.12 – Inclusão dos artigos referentes a este assunto. Concluída esta tarefa, voltamos à Alça Principal para retornar à página inicial e repetimos este processo até que todos os artigos estajam incluídos. Então, teremos todas as informações organizadas para que seja possível emitir um parecer.
☺ Veja o cenário Pânico em SP assim como seus arquivos fontes na pasta Cap. 4 no CD-Rom.

Nota: O uso dos recursos cosméticos descritos não é essencial, nem devem preocupar o usuário. Por isso não foram ainda tratados, sendo deixados para o capítulo 5, pois se espera mais desenvoltura do usuário com o Idealize.

4.4 – Coloque fator de confiança no cenário
Na maioria das situações não trabalhamos com fatos mas com versões, opiniões mais ou menos abalizadas, sentimentos, palpites e intuições que podem contribuir de maneira diferenciada para o problema em questão. Para auxiliar o julgamento deste acúmulo de informações díspares, podemos atribuir um número porcentual à credibilidade da fonte ou versão e um peso, positivo se contribuir com a hipótese e negativo em caso contrário. Para exemplificar, vamos levantar algumas contribuições para responder a seguinte questão, às quais terão grau de confiança atribuidos em degrau de 20%: O Brasil adotará o padrão japonês de TV digital? 1. Ministro das Comunicações propõe modelo japonês. Levando-se em conta que este Ministro é o mais importante componente da comissão que decidirá o modelo, esta opinião é extremamente importante. Confiança 100%, peso +1. 2. Redes de TV preferem padrão japonês. O padrão japonês preservará as atuais bandas de transmissão para as redes existentes, impedindo a concorrência das Teles. Além disso, as TVs são formadoras de opinião e podem oferecer palanque eletrônico neste ano eleitoral. [80%, +1]. 3. Teles apóiam padrão europeu. No modelo europeu, a banda de transmissão pode ser predividida, dando oportunidade a que as Teles passem a explorar novas redes de TV. As Telefônicas não tem tanta projeção junto ao público. [40%, - 1]. 4. Fornecedores de componentes desejam padrão europeu. O padrão europeu está em 72 países, o japonês apenas em um, havendo maior escala para fabricação das TVs digitais. Porém, estes fabricantes também têm pouca influência junto à opinião pública. [20%, -1] 5. O padrão japonês é melhor, mas há poucas diferenças tecnológicas. O avanço que um padrão oferecer sobre outro poderá ser compensado com novas versões do software. A questão técnica está pesando pouco. [20%, +1]. 6. Japoneses não garantem a instalação da fábrica de eletrônicos. Sem a fabricação local dos componentes necessários à TV digital, está previsto um gasto de US$ 1 bilhão/ano de importação, prejudicando a balança comercial. O fator comercial é importante para a decisão. [40%, -1]. 7. Consórcio europeu promete investimentos, parceria e fábrica. Assim, o software desenvolvido no Brasil poderia ser usado por todos os países, num ganho tecnológico para o Brasil. [60%, - 1].

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Figura 4.13 – Cenário com fator de confiança explicitado pelas cores. Adicionamente, pode ser calculada a confiabilidade do objeto central. Para isso devermos mudar para a Alça Apreciação e, depois de destacar o objeto desejado, clicar no último ícone, que avalia a confiança e peso, conforme a Fig. 4.14, onde explicitamos a confiabilidade dos demais particiantes:

Figura 4.14 – Cálculo de confiança e peso segundo o contexto.
☺ Veja o cenário e a tabela fonte em Padrão japonês pasta Cap. 4 no CD-Rom.

4.5 – Com Shazam você pode tudo
A Ação é um dos recursos mais poderosos do Idealize. Como o símbolo associado é um raio, o apelidamos de Shazam. Para ativá-lo devemos passar para a Alça Modelagem:

Figura 4.15 – Alça Modelagem e a Ação.

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Nota: Shazam Shazam era um mago que atribuiu superpoderes para Billy Batson se converter no Capitão Marvel, nos gibis de meados do século passado. Pronunciando a sigla, adquiria a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, o vigor de Atlas, o poder de Zeus, a coragem de Aquiles e a velocidade de Mercúrio – misturando num saco só tudo que é antigo, da Bíblia à mitologia grega. Na computação dos anos 70, passou a significar um programa emergencial que fizesse uma apuração especial, um quebra -galho geralmente escrito às pressas.

Através do uso da Ação, pode-se  Incluir uma página Web ou arquivo já existente;  Criar um novo documento (Word, Excel, texto, imagem ou outro cenário);  Ativar um programa Witty. Estes recursos estão ilustrados pela Fig. 4.16 abaixo.

Figura 4.16 – Ação pode incluir arquivo, já existe ou novo, além de ativar programa Witty.
Nota: Witty O Witty é uma linguagem para processamento de conhecimento embutido no Idealize. Bastante poderosa, com centenas de comandos, permite a construção de funções de interesse do usuário. Por isso mesmo, é bastante complexa, sendo abordada em outro manual.

Figura 4.17 – Símbolos de objetos com ação associada. A Fig. 4.17 acima exibe os símbolos criados nos objetos que possuam ação associada. O mais comum é o raio, mudado no caso em que se associa um cenário (raio em reverso). Para se executar a ação associada, é necessário um duplo clique sobre o objeto. Usando outros recursos pode-se incluir uma página da Internet, um arquivo ou cenário já existente. É novidade criar na hora um novo documento ou cenário para associar ao objeto – o que pode ser importante para inclusões emergenciais como um resumo que se estiver elaborando. Mas, a face mais interessante é poder ativar uma função Witty, trazendo o poder do mundo externo para dentro do Idealize. A Fig. 4.18 da página seguinte ilustra esta utilização.

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Figura 4.18 – Ação associando programa externo.

4.6 – Aquisição automática do conhecimento
A Aquisição do Conhecimento é uma das ferramentas mais úteis do Idealize para estruturar informações. Para iniciar, deve-se destacar o objeto de partida e, mudando para a Alça Modelagem e clicar no ícone correspondente. Será aberta a caixa de diálogos mostrada da Fig. 4.19 abaixo.

Figura 4.19 – Caixa de diálogos da Aquisição automática do conhecimentos. A caixa de diálogos da Aquisição apresenta quatro janelas: 1) A Dedução... contém o nome do objeto de partida; 2) a Resumo permite que se digite uma síntese do conteúdo abordado para auxiliar na fase de análise. As outras janelas são constituídas por conjuntos de botões: 3) encerram a aquisição neste nível, retornando ao anterior; 4) continuam a aquisição de diversas maneiras, conforme explicaremos adiante. Um pequeno parêntesis, para explicar a ordem que a Aquisição de conhecimentos segue. Primeiro desce em profundidade para os descendentes (filho, neto, ...), até que se esgotem. Então subirá solicitando confirmações até o nó original ou outras ramificações. Depois, o ciclo poderá se repetir para outros ramos. Esta explicação está representada na Fig. 4.20 da página seguinte.

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Figura 4.20 – Ordem seguida pela Aquisição. Voltando ao conjunto de botões n° 3, quando temos as opções: Confirma (verde), Nega (vermelho), Pendente (amarelo) e Adia (cinza). Entre parêntesis está indicada a cor atribuída ao objeto conforme a escolha efetuada, o que lhe empresta um significado específico (Estas cores são os valores padrão, podendo ser alterada pelo usuário; ver seção 5.2). Os dois primeiros são autoexplicativos. Pendente indica faltarem elementos para julgar; Adia significa que o trabalho será, por ora, interrompido continuando mais tarde. A diferença entre ambos é de conceito e da cor resultante, amarelo no primeiro caso e cinza no segundo. Ainda nesta janela, para ajudar a análise, podem ser quantificados a confiabilidade e o peso da informação tratada. A janela 4 contém os botões ...Desdobra, para continuar a Aquisição através de dependências factual ou circunstancial; Alternativa, cria um cenário paralelo; Compartilha, liga-se a um compartilhamento; Continua, cria uma página de continuação; Execução, adiciona uma ação; e Aborta, que encerra a aquisição. Para exemplificar, vamos adquirir os conhecimento seguintes:
Ancentrais do Homem Australapitecos (Circunstancial, arquivo Astralopetecineos.htm) Ramapitecus (Pendente) Homo (Adia)

sendo os dois últimos atribuídos por Factual. A Fig. 4.21 que esclarece esta Aquisição está dividida em três por razões de ordem gráfica e se espalham pelas página seguintes. A Fig. 4.21a (página seguinte), trata da primeira fase, a de dependência factual. Inicialmente criamos o objeto de partida e o destacamos. A seguir (1) clicamos no ícone de aquisição da Alça Modelagem, que lembra um funil. A janela Aquisição do Conhecimento se abre com o nome do objeto referenciado na primeira janela (Dedução...). Escolhemos o botão ...Desdobra (2), o que abrirá a janela Dependências com o nome do objeto na parte superior. O valor default é Factual, mas mudaremos para Circunstancial e clicamos no botão Seleciona (3). Na janela Circunstancial deixamos seu valor pré-escolhido (Arquivo) e clicamos na lupa (4) para procurar o arquivo desejado. Será aberta a janela Captura Documento (que permite abrir página Web ou arquivo já existente ou criar um novo). Caso se saiba o endereço, basta digitar no primeiro campo; caso contrário, clica-se no botão Arquivo (5) para ativar a janela Documento descritivo, onde o arquivo será procurado. Quando encontrado, basta deixálo destacado e clicar no botão Abrir (6).

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Figura 4.21a – Aquisição do Conhecimento, parte 1 (Circunstancial) Então, esta janela será fechada, retornando-se à janela Captura Documento onde o endereço completo do arquivo preencherá o primeiro campo (não exibido na figura). Estando a informação correta (senão voltase ao passo 5), pressiona-se o botão OK. Mais uma vez chegaremos à janela Circunstancial, onde o nome do arquivo e seu endereço ocuparão os dois primeiros quadros da janela. Clicando-se no triângulo verde (7) o nome do arquivo ficará em reverso no quadro intermediário. Um duplo clique nele, o exibirá no último quadro. Um OK (8) encerrará esta fase, passando para a Fig 4.21b da página seguinte.

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Figura 4.21b – Aquisição do Conhecimento, parte 2 (Factual) Subiremos um nível até o objeto de partida (Ancestrais do Homem) para o qual serão perguntadas quais as Dependências. Deixaremos o valor padrão (Factual) e clicamos em Selecionar (1). Será aberta esta janela onde informaremos os dois valores e clicamos em OK (2). De novo, a janela Dependências será aberta para caso desejarmos incluir mais alguns. Como não é o caso, selecionamos Retorna (3), encerrando esta dependência. Agora examinaremos os novos elementos acrescentados. Inicialmente Ramapitecus, para o qual daremos o status de Pendente (4). O sistema interpreta que faltam dados para analisar, e pede confirmação para cenário alternativo para o objeto de partida. Clicando em Não (5), o sistema passa para o outro objeto (Homo), que receberá o status de Adia (6), indicando que será manipulado em outra ocasião.

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Fig. 4.21c – Aquisição do Conhecimento, parte 3. Falta avaliar ainda um objeto referente à primeira dependência circunstancial e o arquivo associado aparecerá aberto para ser examinado (Fig. 4.21c, acima). Neste caso, concordando com o conteúdo, escolheremos o botão Confirma (7). Encerrada a aquisição, aparecerá o cenário produzido na Fig. 4.21d abaixo:

Figura 4.21d – Cenário final produzido pela Aquisição do Conhecimento. ` Sendo esta montagem bastante extensa, pode ocorrer que se atribua errôneamente o atributo a um objeto. Por exemplo, digamos que o primeiro, que foi confirmado, deveria ser negado. Para corrigir isto, basta clicar no objeto e iniciar nova aquisição. Na caixa de diálogos inicial, aparecerão todos os atributos, bastando então selecionar o correto. Então, este passo da aquisição se encerra, conforme mostrado na Fig. 4.22 da página seguinte. O mesmo processo pode ser utilizado para continuar a aquisição que precisou ser interrompida.

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Figura 4.22 – Correção do atributo de um objeto.

4.7 – Aprenda a registrar suas pesquisas na Web
Pode-se registrar buscas efetuadas na Internet, efetuadas de dentro do Idealize. Inicia-se com a criação do objeto de partida onde se inserirá um documento. Clicando na última figura da linha de ícones, serão listados os mecanismos de busca previstos (veja Fig. 4.23a na página seguinte). Selecionaremos o Google e já estaremos na Web. Forneceremos a chave de pesquisa e o disparamos. Quando o buscador retornar a primeira página dos resultados, clicamos na seta verde para que o endereço desta página ocupe a janela acima. Confirmando com o botão OK, este endereço será o documento associado ao objeto. Caso desejássemos salvar seu conteúdo, bastaria clicar no ícone do disquete. A seguir, vamos agregar arquivos que contenham informações relevantes para nossa pesquisa. Selecionamos o objeto e, mudando para a Alça Modelagem, inciamos a Aquisição do Conhecimento (Fig. 4.23a, pág. seguinte). Na caixa de diálogos que será aberta, clicamos no botão ... Desdobra para abrir a janela de Dependências. Selecionamos a Circunstancial e, clicando no ícone Home (casa), estaremos novamente na página de pesquisa.

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Figura 4.23a – Primeiro passo para salvar pesquisas na Web: associar o resultado da pesquisa ao objeto. Procuramos nesta página arquivos de interesse (veja na Fig. 4.23b, página seguinte). Uma vez selecionado, clicamos nele que será aberto na janela inferior. Após examinarmos, se o aprovarmos, clicaremos na seta verde para cima para colocá-lo na lista. Caso não antender nossa especificação, continuaremos a busca. Clicando no botão OK, um objeto com aquele arquivo associado será criado, como descendente do objeto de partida. A parte inferior da figura mostra o cenário montado até este instante. A janela Dependências fica novamente aberta (não exibido na figura) permitindo continuar a aquisição. Mudando para Circunstancial e clicando no botão de Seleciona, poderemos repetir os passos acima tantas vezes quantas forem necessário, até completar a pesquisa.

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Figura 4.23b – Segundo passo para salvar pesquisas na Web: seleção do arquivo

4.8 – As propriedades no botão direito do mouse
Quando alguma ferramenta for acionada, haverá sua indicação pela imagem acoplada ao ponteiro. Aprenda a reconhecê-las pela Fig. 4.24:

Figura 4.24 – Figuras associadas ao ponteiro do mouse indicando a função ativada.

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Clicando-se com o botão direito do mouse sobre um objeto, poderão ser examinadas diversas características a respeito dele, como  Objeto associado  Documento associado  Factual  Circunstancial  Propriedades

Figura 4.25 – Objeto associado. A Fig. 4.25 acima mostra o uso do objeto associado. As dependências podem ser editadas montandose outro arranjo. Os três seguintes já foram abordados atrás; o quinto tópico, Propriedades, é visto na Fig. 4.26 abaixo.

Figura 4.26 – Propriedades gráficas e lógicas do objeto. As propriedades dividem-se em duas alças: Gráficas e Lógicas. A primeira lista as cores, tipo, sombra e detalhes (explicitação de confiança e peso). Há possibilidade de alterar todas elas, se desejado. A segunda, mostra o melhor atalho para acesso à confiança e peso, quando se pode efetuar modificações.
Nota: O quadro Tradução O Idealize permite que se associe um programa Witty que será executado toda a vez que se forneça o nome a um objeto. Este programa, quando esta opção estiver ativada, o que não é o caso, por exemplo poderá traduzir o nome do objeto para lógica de primeira ordem e a tradução apareceria neste quadro.

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5. Outros recursos do Idealize
Este capítulo contém informações adicionais que podem ser omitidos na primeira leitura e abordados quando os conceitos fundamentais já estejam assimilados. Discute seções, pela ordem 1) os demais recursos sobre Objetos, Desenho e Texto, empregados para mudar somente a apresentação gráfica, o que não agrega novos valores, mas podem tornar as páginas mais atraentes; 2) as ferramentas que modificam a forma do Idealize funcionar, para adaptar à forma pessoal de trabalho do usuário.

5.1 – Enfeitando as páginas
Alça Objetos. O terceiro do segundo grupo é o ícone de Ferramentas associadas a objetos, através das quais é possível mudar a forma dos objetos, das ligações ou incluir imagens, um melhoramento plástico que não oferece novos significados. Por isso não é essencial, embora possa criar cenários mais claros, agradáveis e elegantes. O uso destas ferramentas está ilustrado nas figuras seguintes.

Figura 5.1 – Formas de objetos e sua modificação. Na Fig. 5.1, o primeiro exemplo mostra como modificar a forma de um retângulo. Arrastando os vértices, podem ser alteradas suas dimensões. Caso se pressione a tecla Alt quando um vértice for arrastado, a figura deixará de ser retângulo. No exemplo intermediário, estamos associando uma imagem ao objeto. As proporções que valem serão as do objeto e não as da figura, exigindo alguns ajustes para não deformá-la. No terceiro exemplo, cria-se uma elipse ao invés do retângulo padrão. Neste caso, esta será a figura associada ao ponteiro do mouse. Com devidos ajustes, a elipse pode-se converter em um círculo. No último, alteramos uma figura, de círculo para hexágono.

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A Fig. 5.2 (abaixo) destaca os diversos tipos de setas possíveis. O valor padrão é a seta simples. Mas existem também a pontilhada, tracejada e larga, além de linhas (que ligam dois objetos sem criar relacionamento) e setas duplas. Outras alternativas são as setas curvas em arco, cotovelo e sinuosa, além das respectivas reversas.

Figura 5.2 – Tipos de setas: simples, tracejadas, dupla ou curvas. Há mais dois ícones desta divisão. O conjunto seguinte é o de Operações que não será abordados aqui. Finalmente o último é o de Texto, que permite alterar o nome do objeto. Esta é a única ferramenta que não é liberada após o uso. Clicando-se nela e num objeto, pode-se modificar seu texto. Ela permanecerá ativa e será possível alterar outros nomes. Para desativá-la, clica-se

com o botão direito do mouse.

Há três ícones no primeiro conjunto: seleção, seleção através de nomes e deslocar. O primeiro é o valor default do mouse, o apontador. Clicando-se sobre um objeto, ele ficará destacado, indicado por quadrados vazados em torno da figura. O segundo lista os objetos do cenário e suas associações e está exibido na Fig. 5.3 a seguir. Selecionando um deles, ele aparecerá destacado e poderá sofrer a ação de alguma ferramenta ou função. O terceiro desloca todas as figuras do cenário permitindo ajuste mais preciso na tela.

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Figura 5.3 – Duas maneiras de localizar objetos em cenários complexos: pela lista na Alça Objetos e pela busca pelo nome na Alça Principal Nesta figura mostramos outra forma de busca de objetos em cenário com muitos elementos. Trata-se do ícone Procura pelo nome (um binóculo) da Alça Principal. Quando ele for acionado, se abrirá a caixa de diálogos Localizar, onde deverá ser informado o nome do objeto procurado. As funções de aperfeiçoamento da busca ainda não foram implementadas. Quando encontrado, o objeto procurado aparecerá destacado no centro da tela. Supõe-se que o emprego deste recurso deva ocorrer em telas com muitos objetos que exijam sua rolagem. Desta forma nem todos objetos estarão visíveis o tempo todo. Alça Desenho. Esta alça inclui as funções que permitem alterar a apresentação do objeto, podendo lhes atribuir destaques, como cores de fundo e da borda, sombras, espessura dos traços, alinhamento e rederecionamento dos objetos.

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Figura 5.4 – Alça Desenho. Esta alça separa os ícones em quatro conjuntos. O primeiro, de seleção, é idêntico ao da alça anterior. Os dois primeiros do segundo conjunto afetam a colocação relativa do objeto em destaque em caso de sobreposição de figuras: o primeiro coloca-o sobre as demais e o segundo por trás. Os demais ícones estão ilustrados na Fig. 5.4 acima. A Fig. 5.5 ilustra o recurso de alinhamento de objetos, que permite dispô-los de maneira mais estética e organizada na página. O primeiro conjunto mostra quando se prefere colocar as figuras em uma disposição retangular, permitindo alinhamentos para qualquer dos lados e também ao centro. Pode-se optar por uma organização circular, em quadrantes, exibida a seguir.

Figura 5.5 – Diversas possibilidade de alinhamento dos objetos.

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Na criação dos objetos, seu tamanho é estabelecido pela extensão de seu nome. Caso desejar, é possível torná-los todos do mesmo tamanho, utilizando o redimensionamento, que pode ser feito pelo tamanho máximo, mínimo ou médio do conjunto selecionado, conforme a Fig. 5.6 seguinte.

Figura 5.6 – Redimensionamento dos tamanhos dos objetos

Figura 5.7 – Cores, bordas, sombras e grade.
Os restantes ícones da Alça Desenho estão utilizados na Fig. 5.7 acima. O terceiro conjunto de ícones permite, pela ordem, criar sombra no objeto destacado e modificar sua espessura (esquerda, acima); o terceiro (esquerda, abaixo) modifica as cores, abrindo uma seleção mais restrita (60 cores) que pode ser expandida pelo botão Definir cores personalizadas >>. Permitem mudar a cor do objeto, da borda (ícone seguinte) ou do fundo da página (primeiro ícone do outro conjunto). A espessura da borda pode ir do normal (1 pixel) até 8 (esquerda, ao centro). A figura da direita demonstra a visualização da grade ao fundo, para a qual os objetos serão alinhados por padrão (opção que pode ser modificada). Igualmente por padrão, esta grade permanecerá invisível. Destaca também a janela de cores.

Figura 5.8 – Alça Texto, alteração de fontes, destaques e alinhamentos.

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Alça Texto. Permite modificar aspectos relativos ao texto dos objetos (Fig. 5.8 página anterior). O primeiro ícone permite modificar o texto do nome do objeto, o mesmo que aparece na Alça Principal. Quando acionado, o ponteiro do mouse ganha a indicação “Ab” para destacar a ativação da ferramenta texto. Então, clicando-se sobre o nome do objeto, o texto fica todo destacado em reverso azul, podendo ser modificado. Esta ferramenta permanece ativa até que se clique com o botão direito do mouse para desligá-la. Assim, é possível modificar o texto de outros objetos em seguida. O segundo ícone abre a janela Fonte, o que permite criar destaques no texto, como emprego de outras fontes, estilos como itálico, negrito ou sublinhado, diversos tamanhos e cores, da mesma forma que em editores de texto. A figura destaca a escolha padrão, Sans Serif normal, tamanho 8. Trata-se de uma fonte de boa visibilidade e que ocupa pouco espaço. Caso deseje sobressair um objeto, pode modificar para qualquer fonte disponível em sua instalação e em qualquer tamanho. A definição automática das dimensões do objeto só funciona para a fonte padrão. Se for modificada, poderá não mais ficar contida no objeto, exigindo seu redimensionamento. Em especial, se disposta em mais de uma linha, passará a ocupar linha única, sendo necessário sua quebra manual. Para isso, posiciona-se o cursor na posição da quebra e pressiona-se Enter. Os demais seis ícones tem a ver com a disposição do texto dentro do objeto, sendo autoexplicativos. O primeiro conjunto de três trata do alinhamento horizontal, sendo possíveis à esquerda, centralizado (padrão) e à direita. O segundo define o alinhamento vertical, com as seguintes alternativas: texto na parte de cima da figura, centralizado (padrão) e na parte inferior.

5.2 – Adaptando o programa a sua forma de trabalhar
O menu Ferramentas permite que se altere algumas características do Idealize estabelecidas por padrão para adaptá-lo melhor à sua forma de trabalho. Permite modificações nos itens       Opções do Witty Editor Aquisição Eventos Cálculo Diálogo

Figura 5.9 – Menu Ferramentas. O primeiro, Opções do Witty, será discutido no Cap. 15. A Editor possui quatro alças: 1) Geral – A primeira opção Liberar ferramenta após o uso está ativada. Caso não deseje esta opção desative-a. A última bloqueia continuação quando houver filho. Os demais itens se referem ao Witty. 2) Projeto – Cor de segundo plano do projeto (default branco). Tamanho (Grande). Imagem de fundo (não); Abrir as janelas maximizadas (sim); para evitar sobreposições: deslocar na direção X ou Y (nenhuma). Solicitar nome dos objetos ao serem criados (ativada); Permitir mais de uma ligação entre objetos (desligado). Grade de desenho: Ajustar ao grid (desativado), indicação de espaçamento entre as linhas e a cor da grade (cinza claro). Permitir a abertura de mais de dois cenários (ativado). Atualizar a confiança durante o cálculo dentro do contexto (desativado). 3) Objetos – Indica a ligação (seta) e figura (retângulo) padrões, sem sombra ou detalhes (explicitação de confiabilidade e peso), borda preta e fundo azul claro. Podem também ser indicados valores limites para confiabilidade e peso. 4) Diretórios – Onde pode-se redefinir os diretórios padrão para cenários e programas (que podem ser diferentes).

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Figura 5.10 – Opções de Configurar o Editor. Em todos, o botão OK implementa as alterações fornecidas e Restaurar volta ao default. A configuração da Aquisição permite modificar os mecanismos da aquisição automática do conhecimento, como associação de cores para os julgamentos Confirma, Nega, Pendente, Adiado e Depende. Os itens Aceitar avaliações já realizadas (desativado) e Avalia como dependência objetos conectados manualmente (ativado). O quadro Criar Alternativas pode acionar cenário paralelo para estas mesmas situações (ativado para Pendente). Também é possível alterar os nomes das janelas da caixa de diálogos da aquisição, conforme especificado em Apelidos.

Figura 5.11 – Configurar Aquisição e Eventos.

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A configuração de eventos permite estabelecer as condições para ativar programas Witty e será detalhada no manual respectivo.

Figura 5.12 – Cálculo e Diálogo Através da janela Cálculo é possível modificar o algoritmo para o Cálculo sob contexto da alça Apreciação, aplicado para se aferir a confiança e peso resultante. É possível utilizar programas do Witty ou externo além do padrão. A caixa Diálogo se aplica quando houver necessidade de comunicação com outro processo.