29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 1

Semanário Regional de Informação
Director: João Campos www.jornalnordeste.com
nº 675. 29 de Setembro de 2009 . 0,75 euros
Rª. Abílio Beça, nº 97, 1º
Tel: 273 333 883 - BRAGANÇA
IMOPPI Nº 50426
Humberto Rocha faz revelações
surpreendentes e tanto ataca o
PSD como critica a forma como o
PS faz oposição em Bragança
“Jorge Nunes
sacrifcou barragem
das Veiguinhas”
Onde um
voto
conta
- Legislativas 2009
concelho
a concelho
- Saiba como se
votou nas vilas
que não são
concelho e nas
freguesias da ci-
dade de Bragança
- A análise e as
reacções dos
partidos com as-
sento parlamentar
2 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
VOX POP
“Saúde para todos” era um dos desejos que Elizabete Falcão pediria ao génio da lâmpada
Associação Entre Famílias – Bragança
A Asso-
ciação En-
tre Famílias
– Bragança
é um grupo
católico, que
se estende
por todo o
t e r r i t ó r i o
da Diocese
e Distrito
da cidade,
constituído
pelo Bispo
Diocesano, com personalidade jurídica
e que está a um passo de ser conside-
rada uma Instituição Particular de So-
lidariedade Social (IPSS), aguardando
a conclusão do processo de Registo na
Segurança Social.
Esta Associação pretende valorizar
o conceito de auxílio familiar na região
de Bragança, propondo-se apoiar, de-
fender e promover a família, bem como
todo o ser humano desde a sua con-
cepção até à sua morte natural, dando
especial atenção aos mais carenciados,
sem discriminar credo religioso, raça
ou cor de pele. Admite, desta forma,
cooperar com os serviços públicos e
instituições particulares competentes,
sempre relembrando o espírito de soli-
dariedade humana, cristã e social.
A Associação tem como grande
projecto a criação de um Centro de
Apoio à Vida para o Distrito de Bra-
gança, com acordo de cooperação com
a Segurança Social, que integrará uma
equipa técnica constituída por um As-
sistente Social, um Psicólogo, um Edu-
cador Social, entre outros. Este centro
ambiciona proporcionar condições fa-
voráveis ao desenvolvimento normal
da gravidez; assegurar condições de
nascimento e desenvolvimento do re-
cém-nascido; contribuir para o exercí-
cio de uma maternidade/paternidade
responsável e promover a aquisição de
competências pessoais, profssionais e
sociais, tendo em vista a inserção so-
cial, familiar e profssional. É um forte
projecto que, ao apoiar as famílias com
bebés e mães grávidas desfavorecidas,
constituirá um grande impulso no au-
mento da natalidade e do rejuvenesci-
mento, favorecendo, principalmente, a
população nordestina.
Com vista ao aperfeiçoamento cul-
tural, espiritual e moral das famílias,
na valorização das pessoas e na forma-
ção cristã dos seus associados e uten-
tes, constam várias acções e eventos no
plano de actividades desta associação.
Algumas destas actividades, como é o
caso de sorteios, quermesses, venda de
peças artísticas e artesanato, têm tam-
bém o objectivo de angariar fundos.
Através de donativos permite à As-
sociação l a distribuição de enxovais
aos bebés das mães grávidas mais ne-
cessitadas e de roupas calçados, brin-
quedos e outros materiais a famílias
com crianças. Para além disto, têm
sido distribuídos alguns alimentos,
fruto de donativos e recolhas feitas em
grandes superfícies. Oferece-se ainda
apoio psicológico dado por técnicos
em regime de voluntariado.
A crise com que nos temos depa-
rado nos últimos tempos faz com que
se verifque um aumento considerável
de famílias que procuram a Associa-
ção, todos os dias. Se passarmos para
os números em concreto, constatamos
que, neste momento, estão inscritas
110 famílias; dessas, 24 são muito ca-
renciadas e como tal, necessitam de
ser ajudadas com bens alimentares se-
manalmente, uma vez que comportam
53 crianças entre os 0 e os 12 anos de
idade.
Para a manutenção, evolução e
concretização dos propósitos deste
serviço de apoio às famílias mais ca-
renciadas é imprescindível o espírito
de mútua ajuda entre associados, vo-
luntários, amigos e cooperação com
serviços públicos e outras Instituições
de Solidariedade Social. É por isso que
a Associação Entre Famílias – Bragan-
ça, precisa do seu contributo, apoio e
atenção, de modo a aumentar o nú-
mero de Sócios e Colaboradores. Ao
inscrever-se e a colaborar está a apoiar
os valores da família e defender a vida
humana.
Participe, associando-se.
“As mulheres são muito falsas”
Factos
Nomeada: Elizabete Falcão
Tempo: 32
Lugar: Metro Bar
Signo: Balança
Origem: Rueil-Malmaison,França
Ofício: Sócia-gerente
Estado Civil: Solteira
1 @ Qual a bebida mais pedi-
da no Metro Bar pelos briganti-
nos?
R: Wiskhy e Vodka. Ela por ela.
2 @ A música faz parte da tua
vida. Conseguirias viver sem
ela?
R: Penso que não (risos:-)! Con-
seguiria se a isso fosse obrigada, mas
não por opção. Adoro, adoro, adoro
a música.
3 @ Se pudesses passar uma
noite com uma personalidade
mundial, seja política, desporti-
va, artística ou outra, em quem
recairia a tua escolha?
R: A Madonna! Porque sempre
fui sua fã, desde pequenina. Admiro
aquilo que ela faz com a idade que
tem e o que ainda representa. Toma-
ra eu ser como ela quando atingir a
sua idade.
4 @ És mais de arte ou de um
bom vinho?
R: Não, prefro um bom vinho
(risos:-). De preferência, Alvarinho,
branco.
5 @ Em época de eleições,
este tema não poderia passar
incólume. A política em Portu-
gal é de qualidade? E já decidis-
te em quem vais votar?
R: (Risos:-) Acho que não! Eu
não tenho nenhum partido, só isso
diz muito. Este domingo não vou vo-
tar e só o faria nas Autárquicas, caso
o meu pai se candidatasse a presiden-
te de Junta da aldeia onde ele reside,
como de resto, fz sempre.
6 @ O que poderia ou não de-
veria ser feito pela classe políti-
ca em Portugal?
R: Não deveriam existir tantas
“derrapagens” fnanceiras em obras
públicas, à semelhança do que acon-
tece, actualmente, com pontes, tú-
neis e auto-estradas. Deveria haver,
também, um grande investimento na
área da saúde e uma maior preocupa-
ção com os idosos.
7 @ Na primeira semana de
Outono e com a aproximação do
Inverno, sentes já saudades do
Verão? O que mais estimas na
época balnear?
R: Ainda não porque está muito
quente (risos:-)! No Verão as pessoas
estão de férias, há mais disponibili-
dade para sair, mesmo durante a se-
mana, e o calor, claro.
8 @ Uma viagem de sonho
contigo teria qual destino?
R: Maldivas ou Polinésia france-
sa.
9 @ O que te toca por dentro
e faz vibrar?
R: Aquilo que me toca por dentro
é a humildade das pessoas. Vibrar,
talvez a música. Também gosto de
sair com os amigos mas não há assim
nada em particular.
10 @ Qual o teu sentimento
em relação aos animais? Tens
algum de estimação?
R: Adoro animais, especialmen-
te cães. Neste momento, não tenho
nenhum mas, caso tivesse, seria um
pastor alemão.
11 @ O que consideras ser
inaceitável numa mulher?
R: A falsidade. As mulheres são
muito falsas, sobretudo, entre elas.
12 @ Sentes que és um ser
aberto e sem tabus?
R: Sim, sem dúvida! Tanto que,
a minha maior virtude é ser sociável.
Tento falar para todos de igual modo,
se bem que, por vezes, não é fácil.
13 @ Se pudesses pedir 3 de-
sejos ao génio da lâmpada, quais
seriam?
R: Saúde para todos! O segundo
seria acabar com a pobreza! Por úl-
timo, haver um espírito maior de en-
tre-ajuda, como aconteceu aquando
do 11 de Setembro. As pessoas não
deviam pensar tanto nelas próprias e
sim mais nos outros.
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 3
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Em nome do património
SANDRA CANTEIRO
Associação Terras Quentes
já trabalhou em mais de
sete mil peças de arte sacra
Novidades e afazeres não faltam
na Associação Terras Quentes, em
Vale da Porca, no concelho de Ma-
cedo de Cavaleiros. Todos os dias,
técnicos e voluntários trabalham em
prol da dignifcação, preservação e
conservação do património do distri-
to de Bragança.
Assim, desde 2002, ano em que
foi criada, esta colectividade tem tra-
zido a público um sem-número de
peças religiosas e exemplos arqueo-
lógicos que, durante anos, estiveram
degradados ou, simplesmente, es-
quecidos.
Actualmente, e desde 2004, a As-
sociação Terras Quentes leva a cabo
o inventário do património histórico
– artístico do concelho de Macedo
de Cavaleiros. Um projecto que, em
2006, foi alargado a toda a diocese
Bragança – Miranda.
“Temos trabalhado um pouco por
todo o distrito na inventariação e,
também, no restauro e conservação
de algumas peças”, explicou o presi-
dente da Associação Terras Quentes,
Carlos Mendes.
Pelas instalações da colectividade
já passaram cerca de sete mil obras,
sendo que algumas foram reabilita-
das. Trata-se de um trabalho dupla-
mente importante, pois além de pre-
ver a conservação de algumas peças,
permite que as autarquias e a diocese
Bragança – Miranda tenham conhe-
cimento do seu património, até pela
Associação integra técnicos, profssionais e estagiários
própria segurança e preservação.
“Pouco antes do assalto ao San-
tuário de Santo Antão da Barca, em
Alfândega da Fé, tínhamos feito um
registo fotográfco de obras de arte
sacra do concelho, pelo que, depois
do roubo, accionámos o protocolo
que temos com a Polícia Judiciária
e, em cinco dias, conseguiram reaver
todas as peças”, recordou o responsá-
vel.
Colectividade queixa-se de
difculdades fnanceiras, devido
a “entraves burocráticos”
Sendo a inventariação e reabilita-
ção de parte do património do distrito
de Bragança um dos seus projectos,
a Associação Terras Quentes efec-
tuou uma candidatura ao Quadro de
Referência Estratégico (QREN) que,
apesar de já ter sido aprovada, ainda
não foi colocada no terreno, devido a
entraves burocráticos.
“Até ao mo-
mento, ainda não
recebemos um tos-
tão, o que poderá
levar à extinção de
todo o programa”,
explicou Carlos
Mendes.
O projecto, or-
çado em 562 mil
euros, será fnan-
ciado em 55 por
cento pelo QREN,
sendo que o res-
tante valor será
suportado pelas
diversas Câmaras Municipais do dis-
trito de Bragança, às quais a colecti-
vidade prestará serviços.
“O nosso acordo com as autar-
quias previa que estas investissem
no inventário, com o compromisso
de verem, também, algumas das suas
peças serem restauradas. Contudo,
devido a estes problemas, não sabe-
mos como vai ser, já que nós temos
muitas despesas diárias e não fomos
reembolsados em um cêntimo se-
quer”, lamenta o responsável.
Com 59 protocolos celebrados
com entidades de ensino, segurança,
municipais e religiosas, entre outras,
a Associação Terras Quentes recebe,
anualmente, diversos alunos e pro-
fssionais de todo o País, sendo que
muitos chegam, mesmo, a colaborar
com a colectividade em regime de vo-
luntariado ou em estágios.
“É o reconhecimento do nosso
trabalho. Recebemos alunos de licen-
ciaturas, mestrados e doutoramen-
tos, já que temos condições de inves-
tigação para isso mesmo”, sublinhou
Carlos Mendes.
Além da inventariação, colectividade recupera peças de arte
4 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
FICHA TÉCNICA
FuNDADOR: Fernando Subtil - DIRECTOR: João Campos (C.P. Nº 4110) - SECRETáRIA DE REDACçãO E ADmINISTRAçãO: Cidália M. Costa
DEPARTAmENTO DE mARkETINg E PuBLICIDADE : Orlando Bragança e Bruno Lopes - REDACTORES PRINCIPAIS: Fernando Cordeiro,
Toni Rodrigues, Francisco Pinto, Rui Miranda, Bruno Mateus Filena, Vanessa Martins,Teresa Batista (C.P. Nº 7576) e Sandra Canteiro (C.P. Nº 8006)
FOTOgRAFIA: Studio 101
CORRESPONDENTES - Planalto mirandês: Francisco Pinto - macedo de Cavaleiros: Rui Miranda - mirandela: Fernando Cordeiro
Propriedade / Editor: Pressnordeste, Unipessoal, Lda - Contribuinte n.º: 507 505 727 - Sede,Redacção,Administração: Rua Alexandre Herculano,
Nº 178, 1º, Apartado 215, 5300-075 Bragança - Telefone: 273 329600 • Fax: 273 329601
REgISTO ICS N.º 110343 - Depósito Legal nº 67385/93 - Tiragem semanal: 5.000 exemplares
Impressão: Diário do Minho - Telefone: 253 609 460 • Fax: 253 609 465 - BRAGA
Assinatura Anual: Portugal - 25,00 €; Europa - 50,00 €; Resto do Mundo - 75,00 €
email:geral@jornalnordeste.com
NORDESTE REgIONAL
Mirandela
Escola vence
concurso de
recolha de pilhas
Crianças trocam
experiências na cozinha
Cursos com emprego garantido
Técnicas de Cozinha e Pastelaria, Técnicas de Serviço de Restauração e Be-
bidas e Operações Turísticas e Hoteleiras são os cursos ministrados pela EHTM,
que estão a ser adaptados aos planos curriculares de Lausanne, uma das melho-
res escolas do mundo.
“Esta é a novidade este ano. As escolas do Turismo de Portugal estão a ser
certifcadas pela Escola de Hotelaria de Lausane”, realça Dora Caetano.
A responsável enaltece, ainda, o facto dos cursos ministrados nesta escola
serem uma porta de entrada para o mercado de trabalho. “Os alunos que saem
daqui formados têm todos emprego”, garante a responsável.
Neste momento, frequentam a EHTM 85 formandos. “O número tem-se
mantido, mas poderíamos receber mais alguns”, concluiu Dora Caetano.
VOZES
Júlio Ferreira - 8 anos
“Fui o primeiro a ex-
perimentar fazer cocktails
com sumos de fruta. Provei
e estava muito bom. De-
pois vim para a cozinha,
pus o chapéu, mexi o arroz,
virei o bife e provei os cremes. Foi a
primeira vez que ajudei a fazer a co-
mida”.
Ana Catarina - 8 anos
“Gostei muito desta
experiência. Foi muito di-
vertida. Gostei de mexer o
arroz, virar os bifes e me-
xer a massa. Os cozinhei-
ros puseram-nos o chapéu
e foi giro. Para mim foi uma experiên-
cia nova”.
Ana mendo - 9 anos
“Foi a primeira vez
que tive uma experiência
na cozinha e no bar. Gos-
tei de mexer o arroz, virar
a carne e pôr o chapéu
de cozinheiro na cabeça.
Agora vou pedir à minha mãe para me
deixar ajudar lá em casa”.
TERESA BATISTA
25 alunos da Escola do 1º
Ciclo de Carvalhais puse-
ram as mãos na massa na
Escola de Hotelaria e Turis-
mo de mirandela
Transformar sumos de fruta em
cocktails sem álcool, mexer o arroz
ou virar a carne foram algumas das
experiências vivenciadas, na passada
sexta-feira, por 25 alunos da Escola
do 1º Ciclo de Carvalhais, concelho
de Mirandela.
Os mais pequenos foram convida-
dos a conhecer o que se faz na Escola
de Hotelaria e Turismo de Mirandela
(EHTM), no âmbito das comemo-
rações do Dia Mundial do Turismo,
uma iniciativa promovida pelo Turis-
mo de Portugal.
“Consideramos que é nas crianças
que está o futuro. Esta é uma forma
deles terem contacto com as profs-
sões ligadas à hotelaria e ao turismo.
É uma nova experiência, em que po-
dem mexer e ver aquilo que os nossos
formandos fazem”, realça a directora
da EHTM, Dora Caetano.
Já a professora Maria Conde enal-
tece que esta iniciativa é uma opor-
tunidade para as crianças alargarem
horizontes. “É tudo novo para eles.
É um dia diferente. Eles estão inte-
ressados e fazem muitas perguntas”,
acrescenta a docente.
Esta não foi a primeira vez que
estes alunos visitaram a EHTM, pelo
que reconheceram pessoas e espaços.
“No ano passado já tinham vindo cá
a uma peça de teatro protagoniza-
da pelos formandos desta escola e
foi giro, porque eles reconheceram
as personagens do teatro”, contou a
professora Graça Alves.
Para a docente, estas iniciativas
são fundamentais para a escola dar a
conhecer os cursos virados para vida,
que podem ser o futuro de muitas das
crianças que por aqui passaram.
“É também uma forma de sen-
sibilizarmos os mais pequenos para
enveredarem por esta área, que tem
empregabilidade”, concluiu Dora
Caetano. No fnal, os mais pequenos
degustaram a ementa que ajudaram
a preparar e, durante a tarde, visita-
ram o Hotel D. Dinis.
Crianças aprendem os truques da cozinha
O Agrupamento Vertical de Esco-
las Luciano Cordeiro, em Mirandela,
foi o vencedor do concurso de “Reco-
lha Selectiva de Pilhas nas Escolas”,
promovido pela empresa intermuni-
cipal Resíduos do Nordeste.
Os estabelecimentos de ensino
agregados ao agrupamento mirande-
lense reuniram 140 quilos de pilhas
usadas para reciclagem.
Este ano, o concurso contou com
a participação de 15 escolas, envolveu
cerca de 7516 alunos, que recolheram
um total de 818 quilos de pilhas.
Pelo quinto ano consecutivo, esta
iniciativa de educação ambiental visa
envolver a população escolar da re-
gião na resolução do problema dos
resíduos. Desta forma, os jovens são
consciencializados para a importân-
cia da recolha selectiva, nomeada-
mente no que se refere a pilhas e acu-
muladores usados, de modo a evitar
a sua deposição nos contentores de
resíduos indiferenciados. Além dis-
so, os estudantes são alertados para a
existência de um pilhão nos ecopon-
tos.
O objectivo é aumentar os valores
de retoma, para que as pilhas usadas
possam ser reutilizadas.
Ao longo dos cinco anos, foram
recolhidos 2832 quilos nas escolas,
o que demonstra o empenho e a par-
ticipação da comunidade escolar. Os
estabelecimentos de ensino também
têm, cada vez mais, um papel activo
na sensibilização dos alunos para a
deposição adequada dos resíduos.
No próximo ano, a empresa Re-
síduos do Nordeste vai dar continui-
dade a esta acção de sensibilização
ambiental, tendo em vista o aumento
das quantidades de pilhas usadas re-
colhidas.
T.B.
Pilhas com fnal feliz
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 5
NORDESTE REgIONAL
Lavagens
MARQUES
Tlm:
966830231
Parque do Feira Nova
BRAGANÇA
CASOS DE POLÍCIA
… em fagrante
Envie-nos as suas sugestões para geral@jornalnordeste.com
Vimioso
Roubo e tentativa
de extorsão
A Polícia Judiciária deteve um
homem como presumível autor
de roubo à mão armada ocorrido
no passado dia 1, a que se seguiu
tentativa de extorsão, na zona de
Vimioso.
No interior do estabelecimen-
to do ofendido, o arguido tê-lo-á
ameaçado com uma arma de fogo
que exibiu e que utilizou para o
agredir, apropriando-se de uma
quantia em dinheiro e de uma nota
de encomenda de materiais de
construção a si fornecidos, na qual
obrigou a vítima a manuscrever a
menção de pago, apesar da dívida
não estar saldada.
Nos dois dias imediatos, terá
ainda tentado extorquir a impor-
tância de 5 mil euros, através de
mensagens por telemóvel com
ameaças de morte dirigidas à pes-
soa da vítima e respectiva família.
O detido, de 37 anos de idade
e empregado da construção civil,
terá que apresentar-se semanal-
mente às autoridades e está proí-
bido de contactar com o ofendido.
Rossas - Bragança
Bomba de gasoli-
na assaltada
Uma bomba de gasolina de
Santa Comba de Rossas, no con-
celho de Bragança, foi assaltada,
na passada terça-feira, por um ca-
sal com idades entre os 20 e os 30
anos.
Depois de abastecer a viatura
em que ambos seguiam, um Mer-
cedes cinzento, o homem dirigiu-se
à caixa de pagamento, onde exibiu
uma caçadeira de canos serrados,
ameaçando a flha do proprietário
do posto de gasolina, que entregou
cerca de 400 euros.
A Polícia Judiciária tomou
conta do caso, tendo já interroga-
do um suspeito que foi encontrado
em Bragança.
Não se sabe quem es-
creveu, mas a verdade
é que há dois erros de
palmatória neste pai-
nel da Segurança So-
cial em Freixo de Espa-
da à Cinta. Basta virar
os assentos e fca tudo
resolvido…
GNR identifca Bombeiros
FRANCISCO PINTO
Contra fogo divide soldados
da paz e operacionais do
gIPS

O combate a um fogo que defa-
grou, na passada quinta-feira, em
Avinhó, concelho de Vimioso, “in-
cendiou” as relações entre bombeiros
e os militares do Grupo de Interven-
ção de Protecção e Socorro da GNR
(GIPS).
Ao que foi possível apurar, o 2º
comandante dos Bombeiros Voluntá-
rios de Vimioso e um chefe de grupo
chegaram a ser identifcados pelos
militares do GIPS, uma situação que
está a gerar mau estar no seio dos
bombeiros do distrito de Bragança.
Durante a acção terá havido in-
sultos, ameaças e bombeiros a pedir
para serem algemados. “O mau es-
tar entre as duas forças surgiu após
a decisão dos bombeiros no terreno
de fazer um contra fogo autorizado,
como forma de supressão do incên-
dio”, contou fonte dos bombeiros.
Por seu lado, o presidente da Liga
do Bombeiros Portugueses, Duarte
Caldeira, disse que as relações en-
tre agentes de protecção civil têm de
ser cordiais e pautadas pelo respeito
mútuo. “Por um lado, há um proble-
ma de uma lei bizarra, que retira aos
bombeiros a capacidade operacional
de decidirem a utilização do contra
fogo como uma técnica de supressão.
Esta técnica sempre foi utilizada e
com sucessos reconhecidos. Se hou-
ver um excesso de zelo pela força de
segurança, a lei conduz a situações
desagradáveis, como a que aconte-
ceu”, frisou o responsável.
Presidente da Liga dos Bombei-
ros pede clarifcação da lei para
evitar mal entendidos
Duarte Caldeira vai mais longe e
diz que nesta situação, como noutras
que já aconteceram, os bombeiros
são tratados como “ pirómanos ou
criminosos”.
“A utilização do contra fogos é
uma matéria que tem de ser clarifca.
Nesse sentido, voltaremos a abordar
o Ministério da Administração Inter-
na para que a situação seja revista,
para acabar com alguns excessos de
zelo por parte do GIPS”, avançou o
presidente da Liga.
O responsável não quer ver os
soldados da paz limitados no exercí-
cio da sua função, já que a técnica do
contra fogo é uma matéria que lhes
é ministrada durante a sua formação
e lhes que confere capacidade para o
exercício das missões de combate a
incêndios.
Situações deste género acontecem
como mais incidência nos distritos de
Bragança e Vila Real.
Incêndio aqueceu operação
8 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
LEgISLATIVAS 2009
DISTRITO DE BRAgANçA
ALFÂNDEgA DA FÉ
CARRAZEDA DE ANSIãES
mACEDO DE CAVALEIROS
BRAgANçA
FREIXO DE ESPADA À CINTA
mIRANDA DO DOuRO
TERRITÓRIO NACIONAL
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 7
LEgISLATIVAS 2009
mIRANDELA mOgADOuRO
TORRE DE mONCORVO VILA FLOR
VImIOSO VINHAIS
PSD 2 – PS 1
Mesmo com uma cabeça de lista
desconhecido na região, o PSD aca-
bou por eleger dois deputados pelo
distrito de Bragança.
Na hora da contagem dos votos,
o número 2 da lista laranja e presi-
dente da Comissão Política Distrital
do PSD, Adão Silva, apontou o dedo à
líder social-democrata, Manuela Fer-
reira Leite. “A líder nacional teve um
comportamento errado com o distri-
to de Bragança e injusto com aquilo
que foi feito pelas estruturas distri-
tais e concelhias do PSD”, afrmou
Adão Silva.
Na óptica do deputado, “o que vai
na alma é um sentimento de desola-
ção e decepção. A líder do partido de-
veria ter tido uma atitude mais justa
e adequada com o trabalho dos mili-
tantes”, observou.
Contudo, e apesar da derrota a
nível nacional, o dirigente social-de-
mocrata mostrou-se “feliz, pois in-
verteu-se situação de 2005”. “Temos
um conjunto de vitórias bastante sig-
nifcativo, como em
Moncorvo e em Frei-
xo”, sublinhou.
Já para o único
deputado eleito pelo
PS, Mota Andrade, os
resultados no distri-
to “são animadores
em vários concelhos
e freguesias, que nos
deixaram grandes ex-
pectativas e não são
desanimadores para a
disputa autárquica”.
Contudo, na óp-
tica do dirigente, a
perda de um deputado signifca que
“a representação parlamentar do dis-
trito fcou mais fragilizada”.
S.C.
Secções de voto concorridas na freguesia da Sé (Bragança)
8 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
ARgOZELO
LEgISLATIVAS 2009
TORRE DONA CHAmA
BRAgANçA - SÉ
IZEDA
SENDIm
BRAgANçA - STA. mARIA
As lições das eleições
J.C.
Das eleições de anteontem há que
tirar 5 conclusões:
1ª: as obras não signifcam votos.
Se assim não fosse, como se explica a
descida do PS em Torre de Moncor-
vo, numa altura em que a Barragem
do Baixo Sabor está em marcha? E
que dizer do distrito de Bragança em
termos globais, quando se montam
estaleiros e fazem-se expropriações
para avançar com a Auto-Estrada
Transmontana, o IP2 e o IC5?
2ª: o voto nas Legislativas anda
cada vez mais ao sabor do Poder
Local, tal como se comprova em Vi-
nhais, Vila Flor e Alfândega da Fé,
esta última a grande aposta do PS nas
Autárquicas de 11 de Outubro.
3ª: A escolha do cabeça de lista
em cada distrito é irrelevante, por-
que a sigla de cada partido fala mais
alto. Os socialistas apostaram em
candidatos residentes no distrito de
Bragança, mas o eleitorado deposi-
tou mais confança no PSD, apesar
do seu cabeça-de-lista ser totalmente
desconhecido em Trás-os-Montes.
4ª: O encerramento da materni-
dade levou a população de Mirandela
a dar um forte cartão vermelho ao PS,
retirando-lhe 11,33 por cento dos vo-
tos registados em 2005. Foi a maior
descida rosa no distrito de Bragança.
5ª: A desertifcação continua a
alastrar e há concelhos da região onde
8-9 votos equivalem a 0,17 ou 0,22
por cento na conta fnal. Veja-se os
casos de Alfândega da Fé e Miranda
do Douro. Em Lisboa, por exemplo,
os 0,17 por cento que separam o BE
do CDS-PP representam 1.844 votos!
Dramático…
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 9
NORDESTE REgIONAL
Miranda do Douro aposta no Turismo
Visitas ao Centro Histórico,
actuações de Pauliteiros
e passeios de comboio
assinalaram Dia mundial
do Turismo
As tradições de Miranda do Dou-
ro estiveram bem presentes nas co-
memorações do Dia Mundial do Tu-
rismo, que decorreram no passado
sábado, naquela cidade.
Enquanto os grupos de Paulitei-
ros animavam os Centro Histórico,
os turistas concentravam-se na Casa
da Cultura para embarcar numa via-
gem de comboio eléctrico, que já se
transformou em mais um atractivo
de Miranda do Douro.
Numa viagem de cerca de 20 mi-
nutos é possível conhecer os princi-
pais motivos de interesse da loca-
lidade, sempre ao som de música
tradicional em língua mirandesa.
História, museu, património, pai-
sagens, tradições, etnografa, gastro-
nomia, raças autóctones, “lhéngua” e
artesanato são alguns dos atributos
de um concelho que atrai portugue-
Comboio eléctrico efectuou diversas viagens ao longo do dia
Pauliteiros em acção no centro histórico
ses e estrangeiros (essencialmente
espanhóis) em busca das raízes de
um povo que faz questão de preser-
var a sua identidade. O turismo, de
resto, é uma das principais apostas
da Câmara Municipal de Miranda do
Douro, que tem vários projectos em
curso para dinamizar o sector.
Após a requalifcação do rio Fres-
no, a autarquia prepara-se para criar
uma outra zona de lazer de excelên-
cia: a Quinta Pedagógica/Parque das
Arribas. E, em parceria com a tutela,
está em fase de projecto a futura Por-
ta do Parque Natural do Douro Inter-
nacional.
Mas, a obras no Fresno não vão
fcar por aqui, estando já prevista a
arborização das encostas, a aquisição Visitas guiadas fzeram parte do programa
de canoas, gaivotas e barcos, a sina-
lização do parque, a criação de um
centro de interpretação, bem como
a construção de um viveiro. Segundo
o vice-presidente da autarquia, Amé-
rico Tomé, outra das prioridades é
a valorização do Mundo Rural e dos
produtos de qualidade do concelho,
através da criação de um centro de
recolha de produtos regionais.
Aliás, não foi à toa que a edilidade
criou um Posto de Turismo e de Ven-
da de Produtos Regionais, bem perto
da froenteira.
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10 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
AuTáRQuICAS 2009
“O PS não tem interesse
em fazer oposição à Câmara”
Numa entrevista recheada
de revelações, o candidato in-
dependente à Câmara de Bra-
gança, Humberto Rocha, acusa
o PS de não apoiar os vereado-
res da oposição e garante que
a Barragem das Veiguinhas só
não é uma realidade porque
Jorge Nunes preferiu “investir
em obras que lhe davam mais
votos”.
Sob o lema Movimento Sem-
pre Presente XIII, Humberto
Rocha promete devolver o Mer-
cado Municipal à Praça Ca-
mões.
Jornal Nordeste (JN) - Foi
difícil recolher as assinaturas
necessárias para avançar com
uma candidatura independen-
te?
Humberto Rocha – Não, não
foi difícil. Houve uma enorme dispo-
nibilidade da parte das pessoas em
colaborar. Recolhi cerca de 3000 as-
sinaturas e só à minha parte devem
ter rondado umas 2.000. Dessas que
passaram pela minha mão, apenas
20-30 pessoas não aceitaram assi-
nar. De resto, as pessoas, de forma
espontânea, puxavam do seu bilhete
de identidade e assinavam.
Se houvesse tempo teria recolhi-
do 5.000-6.000 assinaturas, mas tive
que parar para apoiar os processos de
candidatura nas Juntas de Fregue-
sia.
JN – Mas já anda a trabalhar
na sua candidatura há mais tem-
po, sempre em contacto com as
populações…
HR – Eu estive no executivo ca-
marário durante 8 anos. Antes disso
já conhecia muita gente. Após a pas-
sagem pela Câmara, o meu leque de
conhecimentos aumentou e, desde
aí, nunca mais perdi o contacto com
o eleitorado. Se considera isso tra-
balho de candidatura, dir-lhe-ei que
sim, mas a decisão de avançar, já com
dados concretos, foi há relativamente
pouco tempo. O essencial da minha
candidatura não veio da minha pas-
sagem pela Câmara, mas do meu re-
lacionamento com as pessoas no dia
a dia.
JN – Tendo em conta que foi
vereador da CMB em listas do
PS, não seria natural candida-
tar-se por este partido. Houve
contactos neste sentido?
HR – O PS não era obrigado a
contactar-me para o que quer que
fosse. Se o tivesse feito, eu teria re-
fectido sobre essa questão, mas com
>>
Humberto Rocha concorre à Câmara de Bragança e conseguiu fazer listas em 17 freguesias
isto não quero que tire conclusões
quanto à minha aceitação de encabe-
çar uma candidatura pelo PS.
O PS tem os seus órgãos próprios,
convida quem quer e, muitas vezes,
as decisões dos órgãos partidários lo-
cais só formalmente podem ser atri-
buídos aos partidos. Há infuências e
poderes paralelos que condicionam
as decisões dos próprios partidos.
Não me quero pronunciar agora so-
bre isso, mas durante o período de
campanha irei fazê-lo. Não sou ingé-
nuo ao ponto de pensar que a decisão
do PS passou só pela estrutura local
do Partido Socialista.
Sou militante do PS há 35 anos,
não sou daqueles que chegam quando
as difculdades estão ultrapassadas.
O meu passado enquanto militante
de base, dirigente local e vereador
não deixa dúvidas.
“Há infuências e poderes para-
lelos que condicionam as deci-
sões dos próprios partidos. Não
sou ingénuo ao ponto de pensar
que a decisão do PS passou só
pela estrutura local do Partido
Socialista”
JN – Tem consciência que
vai retirar votação ao PS?
HR – Tenho consciência disso
e o PS também tem, mas esse não é
um problema meu. Sou líder duma
candidatura independente que está a
crescer, com pessoas de diversos qua-
drantes que se revêem neste projecto.
Quanto ao resto é um problema dos
órgãos locais do PS, que terão que
dar conta aos militantes dos resulta-
dos que tiverem e justifcá-los. Nada
passará em claro e nada será como
dantes. O que posso garantir é que do
PS, tanto a nível dos seus dirigentes
locais como dos seus militantes, nun-
ca houve qualquer contacto comigo
sobre esta matéria. O PS nunca me
perguntou, sequer, qual a minha opi-
nião sobre a forma como o processo
autárquico estava a ser conduzido.
Como lhe disse, outros valores e inte-
resses se levantam…
JN – Mas houve uma fase em
que o PS-Bragança pensava que
o ia retirar dividendos do seu
trabalho. Alguns militantes até
diziam: “ele anda a trabalhar
para nós”…
HR – Exactamente, está bem in-
formado nessa matéria. Eu trabalho
para o meu concelho, mas também
não trabalho contra quem quer que
seja do PS. Aquilo que se dizia não
me preocupa. É evidente que às ve-
zes entrava num café e ouvia: “lá vem
ele”. E outros respondiam: “deixá-lo
andar que anda a trabalhar para nós”.
Não fcava nada preocupado com isso
e continuava com o meu trabalho, tal
como fz nos anos em que fui vereador
com o executivo camarário liderado
pelo actual presidente da Câmara.
JN – É difícil ser vereador da
oposição com este executivo ca-
marário?
HR - Qualquer pessoa constata
que o actual executivo não discute.
Havia reuniões em que presidente
da Câmara mudava de opinião e os
vereadores do PSD mudavam tam-
bém logo a seguir, gerando situações
verdadeiramente ridículas. Este é um
executivo que segue a vontade duma
pessoa, em que há um iluminado e
os restantes membros limitam-se a
seguir a opinião dele, independen-
temente do que ela traduza. Há uma
pessoa que manda e depois há uns
quantos vereadores que não têm von-
tade própria, que são meras peças da
máquina que ele monta e desmonta a
seu bel-prazer.
“Apercebi-me, claramente, que
o Eng. Jorge Nunes, na altura
chefe de Divisão de Obras e
Equipamento, trabalhava contra
o executivo camarário e assim
foi durante os 8 anos do execu-
tivo do Dr. Luís Mina”
JN – Nesse conjunto de pe-
ças inclui os vereadores do PS?
HR – Não vá por aí… os verea-
dores do PS estão numa situação bas-
tante desconfortável. Primeiro por-
que não têm o apoio do partido, que
tem o dever de reunir com os seus
vereadores, de preparar as reuniões
de Câmara e de fazer um trabalho co-
ordenado em prol do concelho, coisa
que não acontece. Tenho até a estra-
nha sensação que os dirigentes locais
do PS não têm interesse em fazer
oposição à Câmara, mas não quero
acrescentar mais nada.
Em segundo lugar, os vereadores
do PS estão claramente em minoria.
Eu sei, por experiência própria, o que
é participar numa reunião com o ac-
tual presidente da Câmara, que não
ouve nada nem ninguém. É a opinião
dele que prevalece, independente-
mente das sugestões que lhe dêem.
JN - Se for eleito vereador
assume o mandato ou fará como
candidatos anteriores do PS,
que não cumpriram o mandato
até ao fm?
HR – Eu sou o único candidato
nestas eleições que assumiu funções
desde o primeiro ao último dia en-
quanto vereador da oposição. E se
hoje é difícil trabalhar com o presi-
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 11
AuTáRQuICAS 2009
>>
dente da Câmara, imagine em 1997
quando ele chegou ao executivo,
cheio de arrogância.
JN – E quando chegou ao
poder, Jorge Nunes encontrou
logo um vereador do PS que
tinha feito parte do executivo
quando ele era chefe de Divisão
na Câmara…
HR – E o vereador que lhe fez
oposição, porque cedo me apercebi
das intenções de Jorge Nunes en-
quanto chefe de Divisão do executivo
a que eu pertenci. Alertei toda a gente
da Câmara e o próprio partido para
a intenção que movia este senhor e
ninguém me quis dar ouvidos. Não
foi nada difícil aperceber-me, logo
no primeiro mês do nosso primeiro
mandato, em 1989, do que estava em
causa e avisei logo o presidente da
Câmara da altura e todo o executivo
com quem trabalhei.
Apercebi-me claramente que o
Eng. Jorge Nunes, na altura chefe
de Divisão de Obras e Equipamento,
trabalhava contra o executivo cama-
rário e assim foi durante os 8 anos do
executivo do Dr. Luís Mina, sempre
com uma certa complacência do PS e
do executivo a que eu pertenci.
JN – Quais as principais fa-
lhas do actual executivo cama-
rário?
HR – É difícil resumir. Há erros
de morte em determinadas obras,
que por uma questão de não se dar
o braço a torcer não se corrigem. No
Polis e no PROCOM conseguiu-se
transformar ruas largas com 2 sen-
tidos em autênticos becos. É preciso
corrigir essas obras.
Por outro lado, há um divórcio
completo em relação às questões so-
ciais, numa altura em que há famílias
em Bragança a passar fome. Já viu
alguma acção da Câmara nesta área?
Não me repugna nada que se sacrif-
que uma obra para ajudar as pessoas
que fcaram sem emprego e que têm
flhos para sustentar.
Estamos numa época de crise em
que temos que proteger as empresas
do concelho. Admite-se que não haja
nenhuma empresa da região a traba-
lhar nas obras da Câmara? Temos cá
empresas com capacidade para exe-
cutar essas empreitadas, mas o que
vemos são empresas de Amarante
ou Penafel. A Câmara tem de criar
medidas de protecção às empresas
do concelho e, no caso de contratar
empresas de fora, é possível reservar
x por cento da mão-de-obra para as
pessoas da terra. Esta é uma medida
que tem suporte local.
JN – Acha que essa falta de
preocupação a nível social se
estende à questão do abasteci-
mento de água, que continua
por resolver?
HR – Ao contrário do que se diz,
a barragem de Veiguinhas ainda não
Rocha promete mais apoio social
avançou por falta de competência
técnica e política do actual presiden-
te da Câmara. Deixemo-nos de histó-
rias. O Eng. Jorge Nunes foi o único
que, ao longo de 12 anos, não pôs um
prego em obra. Quando chegámos ao
executivo a obra do Alto Sabor estava
em marcha e deve-se a um homem
a quem o concelho muito fcou a de-
ver, que é o Eng. José Luís Pinheiro.
Herdámos a obra em marcha e de-
mos-lhe sempre continuidade, sacri-
fcando outras obras no concelho de
maior visibilidade, porque não havia
os fnanciamentos que há hoje. Chega
1997 e o Alto Sabor parou. Foi reelei-
to 2 vezes e o Alto Sabor continuou
parado. Vir, hoje, levantar a bandeira
da barragem das Veiguinhas repug-
na qualquer munícipe minimamente
atento. Ele foi o único que não conse-
guiu cumprir o que quer que fosse no
Alto Sabor.
“A verdade é que se fzeram as
escolhas que o concelho me-
nos precisa e a barragem das
Veiguinhas foi sacrifcada pela
construção do túnel da Av. Sá
Carneiro”
JN – Mas em 1997, a barra-
gem das Veiguinhas fazia parte
do programa do Eng. Jorge Nu-
nes.
HR – Pois fazia, e continuou a fa-
zer. Só que o Alto Sabor não avançou
por uma razão muito simples: quem
fnancia não pode fnanciar tudo e o
actual presidente da Câmara optou
por uma política de túneis em de-
trimento do Alto Sabor, que não lhe
dava tanta visibilidade. Para o actual
presidente da Câmara era mais im-
portante fazer o túnel, que lhe dava
mais votos, mas o Governo que lhe f-
nanciou o túnel também tinha fnan-
ciado o Alto Sabor. Era uma questão
de opção.
JN – Mas há o entrave das
questões ambientais…
HR – As questões ambientais
levantam-se sempre que não há von-
tade política ou disponibilidade f-
nanceira. Nós também tivemos pro-
blemas ambientais quando fzemos
a conduta adutora e conseguimos ul-
trapassá-los. Quando se fazem outras
opções ou não há disponibilidade f-
nanceira, as questões ambientais dão
um jeito que nem imagina. A verda-
de é que se fzeram as escolhas que o
concelho menos precisa e a barragem
das Veiguinhas foi sacrifcada pela
construção do túnel da Av. Sá Carnei-
ro. Eu nunca faria essa opção.
JN – Revê-se na intervenção
que foi feita na Praça Camões?
HR – Não. Quando as pessoas
dizem que a Praça Camões parece
uma eira têm a sua razão. Por isso, o
meu programa contempla a transfe-
rência dos serviços administrativos
da Câmara Municipal para o antigo
Ciclo Preparatório e o regresso do
Mercado Municipal à Praça Camões.
O actual Mercado Municipal poderia
ser cedido para instalar os serviços
públicos que estão dispersos pela
cidade e poderiam ser concentrados
ali, facilitando a vida aos utentes.
JN – O que pretende fazer
em Izeda para dignifcar o seu
estatuto de Vila?
HR – É uma vila com uma com-
ponente rural extremamente impor-
tante e tem que ter um tratamento
adequado à sua condição. Criaram-se
expectativas em torno da construção
dos bairros para os funcionários do
Estabelecimento Prisional e nada se
concretizou. A Câmara tem que pe-
gar novamente nesta questão, fazen-
do compreender, a quem de direito,
que aquilo que se combinou tem que
ser cumprido. Além disso, pela sua
localização a 40 quilómetros da sede
de concelho, Izeda tem de ser con-
templada com a descentralização de
alguns serviços camarários, o que
não acarreta mais despesa nem mais
pessoal.
É preciso, também, acarinhar a
Cooperativa de Olivicultores de Ize-
da, que é um dos motores da eco-
nomia da vila, mas tem passado por
algumas difculdades, sem qualquer
preocupação por parte da Câmara.
Entrevista: João Campos
Listas em
17 freguesias
O Movimento Sempre Presen-
te XIII apresenta listas à Câmara e
Assembleia Municipal de Bragan-
ça, bem como às seguintes fregue-
sias: Santa Maria, Sé, S. Pedro de
Sarracenos, Sendas, Rebordãos,
Izeda, Serapicos, Pinela, Calvelhe,
Parada, Grijó de Parada, Salsas
Aveleda, Milhão, Rio Frio, Outeiro
e Rabal. A título de curiosidade, re-
fra-se que o PS não conseguiu for-
mar listas em Serapicos e em Rio
Frio, onde Humberto Rocha con-
seguiu reunir o necessário número
de proponentes e os respectivos
candidatos.
12 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 13
AuTáRQuICAS 2009
Jorge Gomes quer
capital em Bragança
SANDRA CANTEIRO
Candidato socialista apre-
sentou programa eleitoral
para o concelho
Casa cheia para assistir à apre-
sentação dos candidatos do PS aos
órgãos autárquicos do concelho de
Bragança, na passada sexta-feira, no
edifício Torralta.
Em noite socialista, o candida-
to à Câmara Municipal de Bragança
(CMB), Jorge Gomes, afrmou, pe-
rante cerca de mil apoiantes: “quere-
mos que Bragança seja uma capital e
pretendemos marcar a diferença”.
O socialista garantiu que, caso
seja eleito presidente da autarquia,
suspenderá, de imediato, o Plano Di-
rector Municipal (PDM). “Foi feito de
acordo com os interesses de grupos
económicos e não com os das popula-
ções”, sublinhou Jorge Gomes, acres-
centando que, para a sua execução,
nem todos os presidentes de Juntas
de Freguesia do concelho foram ou-
vidos.
O dirigente revelou, ainda, que o
investimento no mundo rural é uma
das suas propostas, pelo que preten-
de criar alargar o saneamento a todo
o território do concelho de Bragança,
apostando, também, na limpeza e
embelezamento das aldeias. Para tal,
“criaremos os Cantoneiros Munici-
pais”, reiterou.
Jorge Gomes comprometeu-se a
assegurar transportes públicos às po-
pulações rurais, mesmo “durante as
férias escolares”, salientou.
Já no que toca à reabilitação ur-
bana, Jorge Gomes adiantou: “vamos
despoluir o rio Fervença desde Cas-
tro de Avelãs e queremos, também,
mudar a Adega Cooperativa de local
e revitalizar aquela zona que está de-
gradada”.
“Não queremos que um pobre
seja humilhado por causa de um
livro”
A avenida João da Cruz foi, tam-
bém, tema de conversa durante o
comício, uma vez que o socialista ad-
mite “rectifcar o piso”, mas garante
que “a sua estrutura jamais será mo-
difcada”.
Em relação à instalação da Loja
do Cidadão em Bragança, o candidato
à CMB criticou o actual executivo por
“só disponibilizar um terreno jun-
to ao edifício da Segurança Social”,
apesar de “os comerciantes quererem
este equipamento no centro da cida-
de”.
Na área social, o candidato anun-
ciou que a distribuição gratuita de
manuais escolares a todos os alunos
até ao 6º ano é uma das medidas que
levará a cabo em caso de vitória. “To-
dos receberão livros. Não queremos
que um pobre seja humilhado por
causa de um livro”, salientou o diri-
gente.
A lista à CMB liderada por Jorge
Gomes é composta, no 7 primeiros
lugares, por Leonel Afonso, Maria
Salomé Mina, Geraldo da Assunção,
Nuno Machado, Eugénia Parreira e
Luís Pires.
Socialista apresentou equipa de candidatos
14 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
AuTáRQuICAS 2009
PS Macedo aposta no
Azibo e Zona Industrial
SANDRA CANTEIRO
Rui Vaz lamenta falta de
concretização de “projec-
tos estruturantes” para o
concelho
Em dia de festa, o candidato socia-
lista à Câmara Municipal de Macedo
de Cavaleiros, Rui Vaz, acredita que
a actual situação económica do mu-
nicípio pode condicionar os projectos
que tem em vista caso seja eleito.
“Temos pela frente um trabalho
árduo e sabemos que não vai ser fá-
cil. A autarquia está numa situação
fnanceira que não é a melhor, o que
nos limita os horizontes, pelo que
temos que ter linhas de conduta em
função do estado económico do mu-
nicípio”, adiantou.
Contudo, há um conjunto de obras
importantes para o concelho que Rui
Vaz quer concretizar, como a circular
urbana, o futuro Parque Urbano ou a
Central de Camionagem, que classif-
ca de “caricata e ridícula”.
“Temos projectos estruturantes
para a cidade, como o Parque Urbano
ou a Central de Camionagem, apesar
de sabermos que seria mais fácil exe-
cutá-las há oito ou dez anos atrás. No
entanto, queremos encarar a situação
com realismo e queremos arrumar a
casa”, sublinhou o responsável.
A Zona Industrial e o Azibo assu-
mem, também, um lugar prioritário
no programa eleitoral do candidato.
“Macedo tem vindo a defnhar
porque a Zona Industrial não foi en-
carada como o grande motor dina-
mizador da economia do concelho.
Essa é a primeira prioridade, para
que consigamos criar condições para
que todos os lotes sejam ocupados e
criar postos de trabalho”, avançou o
dirigente.
Rui Vaz acredita que o futuro do
concelho de Macedo de Cavaleiros
passa, também, por uma aposta mais
forte na área do Azibo. “Em termos
de turismo e potencial económico, o
Azibo tem um papel importante, pelo
que é evidente que o turismo está na
linha da frente”, assume o candidato.
Apesar da polémica em volta da
constituição de listas nas freguesias
do concelho, em que Rui Vaz acusava
o PSD de exercer pressão durante o
processo de recolha de assinaturas, o
dirigente conseguiu apresentar can-
didatos em 21 freguesias.
Socialistas apresentam can-
didatos em 21 freguesias do
concelho
“Tudo que eu disse foi provado.
Contudo, temos 21 listas excelentes
para disputar as eleições, ao passo
que nas 13 freguesias onde não cons-
tituímos lista era difícil vencer”, ex-
plicou o socialista.
Em Macedo de Cavaleiros o PS
apresenta os seguintes candidatoss:
Ala- Manuel dos Santos; Chacim:
António Gabriel; Cortiços: António
Rocha; Corujas: Dinis Rodrigues; Es-
padanedo: Óscar Morais; Ferreira:
António Gomes; Grijó: Bernardino
Cordeiro; Lamalonga: Camilo Mo-
rais; Lamas: João Morais; Lombo:
Francisco Rosa; Murços: Jaime Fer-
nandes; Olmos: António Paulos; Pe-
redo: Luís Almendra; Salselas: Luís
Escaleira; Talhas: Benjamim Rodri-
gues; Talhinhas: Jorge Asseiro; Vi-
larinho de Agrochão: Manuel Mico;
Vilar do Monte: Maria Pessegueiro e
Macedo de Cavaleiros: Joaquim Sea-
bra.
Candidato socialista à Câmara de macedo apresentou sede de campanha
Desenvolvimento Rural
para fxar jovens
S.C.
Candidato do PS à Câmara
de Vimioso aposta na juven-
tude e no mundo Rural
Apoiar o desenvolvimento rural e
local e fxar jovens no concelho são,
apenas, algumas das medidas apre-
sentadas pelo candidato do PS à Câ-
mara Municipal de Vimioso, Jorge
Fernandes.
Assim, uma das propostas priori-
tárias do programa eleitoral socialis-
ta é garantir o abastecimento de água
ao concelho, através da construção
de duas barragens nos rios Angueira
e Maçãs. “Como é que alguém pode-
rá investir em Vimioso, mesmo com
terrenos a preços reduzidos, quan-
do se depara com problemas no for-
Jorge Fernandes quer acabar com a falta de
água em Vimioso
necimento de água?”, questionou o
candidato. Para o cabeça-de-lista, o
actual executivo “nada fez em relação
à questão da água, sendo que só se
preocupa com isso quando é tempo
de seca”.
O apoio aos agricultores da região
é outra das bandeiras de Jorge Fer-
nandes que defende que os serviços
da Direcção Regional de Agricultura
em Vimioso devem estar abertos de
segunda a sexta-feira.
“É inaceitável que funcionem,
apenas, dois dias por semana, o que
obriga muitos agricultores a terem
que dormir à porta dos serviços para
serem atendidos”, sublinhou o diri-
gente.
O candidato não esquece, tam-
bém, a cultura e tradições do conce-
lho de Vimioso, ao propor a criação
de um Museu Rural, onde será pro-
movida a etnografa da região, e de
um Centro Vivo Artesanal, destinado
à produção, exposição e comerciali-
zação de trabalhos.
“Como é que alguém pode
investir em Vimioso com proble-
mas no fornecimento de água?”
“Vimioso é rico em actividades
artesanais, pelo que, com a instalação
deste equipamento, criaremos mais
valias e evitamos que o artesanato se
perca”, justifcou o responsável.
Em relação à juventude, o socia-
lista revelou que, em caso de vitória,
criará um conjunto de medidas de
apoios à fxação de jovens no conce-
lho, como programas de estágios em
instituições públicas e Juntas de Fre-
guesias ou a implementação de um
regime de isenção de taxas de cons-
trução de habitação própria.
No que toca às acessibilidades,
Jorge Fernandes aposta na requali-
fcação do troço entre Vimioso e Pi-
nelo e da estrada Pinelo – Argozelo,
que poderá servir as população caso
venha a ser criada a praia fuvial des-
tas duas localidades, como defende o
candidato.
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 15
“CDU marca a agenda
na Assembleia Municipal”
A CDU volta a apostar em
José Castro na corrida à Câ-
mara Municipal de Bragança.
Entre críticas ao PS e PSD, o ca-
beça de lista acusa o executivo
camarário de ter “retalhado a
cidade ao optar por vias rápidas
em detrimento de formas mais
modernas e sustentáveis de
transporte público, pedonal e
ciclável”.
Jornal Nordeste (JN) -
Concorre para ser Presidente
da Câmara ou contenta-se com
um lugar de Vereador?
José Castro (JC) - A lista da
CDU para a Câmara Municipal é
competente em todas as matérias
do domínio da política e gestão
municipal, seja pelo valor das
pessoas que a integram, seja pela
proximidade das populações com
que temos vindo a exercer a nossa
prática política.
Quem acompanha de perto o
trabalho do Grupo Municipal da
CDU na Assembleia Municipal sabe
o que tem sido a nossa prática.
Estamos por isso preparados para
assumir todas as responsabilidades,
assim os bragançanos o decidam no
próximo dia 11 de Outubro.
Ao longo do último mandato
fomos a única força política na
Assembleia Municipal que exerceu
o seu direito de agendar assuntos
da política municipal com interesse
para os munícipes, manifestando
aí as nossas ideias para a cultura, a
educação, o ambiente e as empresas
municipais. Nenhuma outra força
política o fez, deixando a actual
gestão PSD/PS governar sem juízo
nem escrutínio.
JN - Fala-se que no município
de Bragança existe um clima de
medo de enfrentar o executivo
PSD e de não alinhar nas listas
do PS. Sente isso na pele?
JC - Se há força política que tem
sido prejudicada por esse “clima
de medo” que refere, ela é a CDU
e não o PS que não tem deixado de
interferir sistematicamente com
o seu “magistério de infuência”
governativa na política local.
Ninguém acredita que alguém que até
há três meses era Governador Civil
possa agora ter outras difculdades
que não aquelas que derivam da
prática política do PS no executivo
municipal, que na maioria das
decisões, principalmente naquelas
que mais prejudicam os interesses
dos bragançanos, sempre esteve ao
lado da direita. É com essas práticas
José Castro não receia subida do BE
de conivência com o PSD que o PS
deve justifcar a derrota que parece
já estar a adivinhar.
JN - Acha que a candidatura
do Bloco de Esquerda vai retirar
votos à CDU?
JC - Desde a emergência do BE
que a CDU não tem parado de se
reforçar em votos e mandatos, quer
na Assembleia da República quer nas
Autarquias Locais. Por isso, bastaria
uma análise mais cuidada desses
resultados para saber de onde foram
“retirados” esses votos, nem mais
nem menos que aos responsáveis
pela governação de direita neste
País, PS e PSD.
JN - Parafraseando o
ministro Augusto Santos Silva,
acha que a candidatura do
Bloco de Esquerda representa
a “esquerda chique” de
Bragança?
JC - Deve ser perguntado a
quem diz respeito essa matéria. Já a
CDU afrma-se antes pela prática de
muitos anos, como a esquerda pre-
sente e necessária, já com todas as
provas dadas!
JN - Quais são as 5
prioridades da sua política para
o Município de Bragança?
JC - São mais do que cinco as
prioridades necessárias para alterar
o rumo tomado pelo actual executivo
municipal e que nos vêm afastando
dos níveis de desenvolvimento das
restantes capitais de distrito do
País. Ao longo do último mandato, a
CDU foi apontado essas prioridades
na Assembleia Municipal, fazendo
sempre propostas para alterarmos
esta política. É deste modo que
vamos ao encontro dos interesses do
Município e de todos os munícipes,
não só de alguns, quase sempre os
mesmos.
Neste momento urge
reestabelecer a coesão municipal,
recuperando parcerias reais com
todas a suas instituições municipais
implicadas no desenvolvimento
local para um diálogo que combata
o isolamento que pauta a acção
governativa do executivo; é o caso
das associações de produtores, de
industriais, do comércio e serviços, as
desportivas, culturais e recreativas,
as de solidariedade social, entre
outras.
Urge também combater a
precariedade no emprego que pauta
a acção governativa municipal na
educação, desporto e cultura, mas
também a precariedade laboral
que impera nas empresas a quem
o Município tem entregue os seus
serviços de segurança, água e
saneamento, resíduos, etc.
“Se há força política que tem
sido prejudicada por esse
“clima de medo” que refere,
ela é a CDU e não o PS que
não tem deixado de interferir
sistematicamente com o seu
“magistério de infuência”
governativa na política local”
Urge reabilitar o meio rural
do concelho tão esquecido quanto
maltratado pela visão pacóvia
pseudourbana do executivo
municipal, incapaz de desenvolver
as naturais aptidões de cada
comunidade, limitando-se à
distribuição repetitiva, avulsa e
cacique, de infra-estruturas.
Urge também alterar o modelo de
mobilidade urbana que este executivo
tem promovido, “retalhando” a
cidade ao optar por vias rápidas em
detrimento de formas mais modernas
e sustentáveis de transporte público,
pedonal e ciclável.
Urge ainda um forte compromisso
com a nossa memória colectiva tão
mal tratada com a degradação do
nosso centro histórico, dos nossos
núcleos rurais, e da generalidade da
nossa cultura e tradições locais.
JN - Na sua opinião, quais
são os 3 pecados capitais deste
Executivo Camarário?
JC - Não lhes chamaria pecados
capitais mas antes erros crassos
de uma força política que não
respeita os interesses do Município
nem de quem trabalha. E é difícil
encontrar só três mas entre os mais
importantes estão seguramente: a
precariedade de emprego que este
executivo camarário promove com
o patrocínio da transferência de
competências para os municípios
e o novo código laboral do governo
PSócrates; a falta de propostas para a
dignifcação das nossas comunidades
rurais; e a abertura irresponsável
de novas frentes de urbanização
para especulação imobiliária num
momento em que o centro da cidade
se degrada e a procura por habitação
está estagnada.
JN - O Aeroporto Regional
de Bragança é um delírio do
Presidente da Câmara ou um
sonho que pode tornar-se
realidade?
JC - A CDU considera que
Bragança precisa de viabilizar de
forma sustentável um aeródromo
para apoio ao desenvolvimento
regional, necessário num contexto
de progresso e articulação regional.
Porém, o que acontece actualmente
é exactamente o contrário; o
progresso da região continua a
ser sucessivamente adiado pelas
opções neo-liberais do PS e PSD que
suportam o executivo municipal, não
sendo Bragança reconhecida sequer
como capital do poder executivo da
CIM - Comunidade Inter-Municpal.
Não admira por isso que hoje
as ligações aéreas sejam hoje ainda
menos do que há quatro anos, com
a supressão da ligação internacional
(Paris), e muito menos do que as que
existiam há 20 anos.
JN - A bancada do PSD
na Assembleia Municipal de
Bragança apresenta propostas
ao Executivo ou limita-se a
viabilizar todos os projectos da
Câmara Municipal?
JC - A bancada do PSD suporta
o seu executivo, como lhe compete,
contribuindo assim com a sua cota-
parte para uma governação que tem
vindo a afastar ainda mais o nosso
Município dos índices de crescimento
das restantes capitais de distrito
no nosso País. Já a bancada do PS,
por oportunismo, tem entrado em
contradição com a conivência dos
seus vereadores que na generalidade
concordam com a governação PSD.
JN - Caso seja eleito, como
pensa marcar a diferença?
JC - A diferença da CDU para
as outras forças partidárias está
nas propostas e compromissos que
apresentam aos bragançanos, bem
como na proximidade relativamente
às suas difculdades e anseios e
na resolução com justiça dos seus
problemas.
É por isso que somos
reconhecidos e não vamos mudar;
nós não acreditamos em mudanças
de comportamento de última hora
para as eleições, nem no recurso a
“Photoshop’s” ideológicos.
Entrevista: João Campos
AuTáRQuICAS 2009
18 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
BREVES
Bragança
Moda assinala
Inverno
A Associação Comercial, In-
dustrial e de Serviços de Bragança
organiza, já no dia 02 de Outubro,
a 7ª Edição do “Bragança é Moda”,
desta vez dedicada à estação que se
aproxima a passos largos.
A Praça Camões ganhará vida
com um passerelle por onde des-
flarão 13 modelos profssionais
da Karacter Models, ao som do DJ
FabiTwo, e com apresentação de
Diana Chaves e Afonso Vilela.
Para andar trendy neste In-
verno, o público tem várias op-
ções que encontrará naslojas do
comércio tradicional na cidade de
Bragança, entre elas: Look Militar
/Aviador (inspirado nos anos 40
onde impera a sofsticação e a aus-
teridade) e Look Rocker (inspirado
nos anos 80 onde predominam as
lantejoulas, os brilhos associados
aos vestidos curtos, com destaque
para os ombros estruturados e as-
simétricos)
A produção está a cargo da Ka-
racter Fashion Events, sob a direc-
ção do coreógrafo Lido Palma.
O evento contará ainda com
um espaço cultural traduzido pela
actuação da Escola de Dança de
Salão da Junta de Freguesia da Sé.
NORDESTE REgIONAL
300 diplomas distribuí-
dos em Miranda
VOZES
Isabel Ropio
miranda do Douro
“ Concluí
o 12º ano. Foi
um processo
bastante enri-
quecedor. Pro-
fissionalmente
não sei se me
trará algo de
novo, mas ao
nível pessoal foi bom, já que me
obrigou a rever matérias dadas e
pesquisar muitos assuntos”.
Luís Ventura Diz
Vimioso
“ Este curso
trouxe coisas no-
vas e um convívio
excelente com as
pessoas. Adquiri
conhecimentos,
que ainda me
vão ser bastante
úteis. A motiva-
ção foi decisiva nesta nova etapa da
minha vida”.
FRANCISCO PINTO
População do mundo Rural
pôde frequentar as aulas na
sua terra natal

Depois de terminado o processo
Reconhecimento Valorização e Cer-
tifcado de Competências (RVCC),
no âmbito do Programa Novas Opor-
tunidades, o Centro Novas Oportu-
nidades do Município de Miranda
do Douro (CNOMD), entregou os
diplomas que conferem aos cerca de
300 formandos inscritos habilitações
para o nível básico e secundário.
A cerimónia de entrega dos cer-
tifcados decorreu, em ambiente de
festa, no Pavilhão Multiusos de Mi-
randa do Douro.
No total foram entregues 183 di-
plomas de nível Básico e 115 de nível
Secundário.
O Programa Novas Oportunida-
des é uma nova forma de aprender,
de valorização pessoal de quem tem
um baixo nível de escolarização e de
qualifcação profssional e, acima de
tudo, dá a possibilidade à população
de ver reconhecidas as competências
adquiridas ao longo da vida. Trata-se
de um mecanismo de reforço da auto-
estima da população.
A aposta no reconhecimento dos
saberes, das experiências de vida, do
saber empírico também é importan-
te para o desenvolvimento do saber
científco e constitui a grande novi-
dade deste programa.
A população dos concelhos de
Miranda do Douro, Vimioso e Mo-
gadouro, fcou mais enriquecida. Os
formandos sentem-se, agora, mais
integrados e aprenderam a conhecer-
se melhor a si próprios, num processo
de RVCC, que valorizou e respeitou o
perfl individual de cada aluno.
É de realçar que todo o processo
se realizou nas próprias localidades,
evitando a deslocação dos forman-
dos.
Segundo o director do CNOMD,
António Carção, há cerca de 1700 for-
mandos a frequentar o centro novas
oportunidades, estando já certifca-
dos mais de 900 pessoas.
“ Esperamos que cada um possa
ver as suas qualifcações reconhecidas
nos seus locais de trabalho. Ficamos
satisfeitos porque são formadas pes-
soas, não só do concelho de Miranda
do Douro, mas, igualmente, dos con-
celhos vizinhos de Mogadouro e Vi-
mioso”, concluiu o responsável.
Pavilhão multiusos acolheu a cerimónia de entrega
Macedo
Apoio
à imigração
O concelho de Macedo de Ca-
valeiros viu serem aprovadas duas
candidaturas promovidas pelo
Alto Comissariado para a Imigra-
ção e Diálogo Intercultural para o
desenvolvimento de projectos nas
áreas da promoção da intercultu-
ralidade e dos estudos de diagnós-
tico de caracterização da popula-
ção imigrante. A dinamização dos
projectos será feita pela Câmara
Municipal, com a colaboração de
entidades públicas e privadas do
concelho e do distrito.
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 17
VOZES
100 anos
de raça Mirandesa
Vítor geraldes
Fonte da Aldeia
“Os animais de
raça mirandesa são
resistentes as in-
tempéries e à seca
e têm uma carne
de excelente quali-
dade, a qual é reco-
nhecida por todos.
Ao nível de ajudas à produção, têm
sido mal distribuídas e não estão
ser atribuídas a quem trabalha.
Apesar da crise que ser vive na
agricultura, é importante investir
em qualidade”.
Aquiles Ferreira
São martinho de Angueira
“Já tive va-
cas mirandesas.
Actualmente não
tenho gado, pois
a minha idade já
não o permite,
mas acho que a
mirandesa está no
bom caminho e, com a criação da
unidade de transformação, os pro-
dutores vão encontrar mais valias
para o escoamento do seu produto.
O futuro poderá estar um pouco
tremido, mas achaco que a situa-
ção vai mudar”.
Norberto Ramos
Vila Boa de Serapicos
“Eu acho que o
futuro da raça mi-
randesa é promis-
sor. Para já as coi-
sas estão um pouco
más, com a seca.
Eu gosto deste
gado, são animais
que gosto e acho
que ainda vão sendo rentáveis.
Não há difculdades em colocar o
produto no mercado. Aassociação
paga o quilo de carne a 5,25 euros
por quilo”.
FRANCISCO PINTO
Ao longo de um século,
efectivo tem vindo a dimi-
nuir, mas há perspectivas
animadoras
A Cooperativa Agropecuária Mi-
randesa (CAM) prepara-se para in-
vestir cerca 4 milhões de euros na
expansão da carne de bovino miran-
dês. Este investimento já é encarado
como “uma alternativa à crise que se
vive no sector agro-pecuário”, segun-
do pelos responsáveis por aquela es-
trutura.
Se o projecto se concretizar, o fu-
turo da raça mirandesa é promissor,
pois actua num mercado onde a pro-
cura supera a capacidade de resposta
dos produtores de carne mirandesa,
um dos poucos produtos que resistiu,
nos últimos tempos, à queda acentu-
ada do preço pago ao produtor
Segundo o secretário técnico da
Associação de Criadores de Bovinos
de Raça Mirandesa, Fernando Sousa,
“com o investimento previsto o futu-
ro é promissor, porque vamos ganhar
competitividade e atingir maior quo-
ta de mercado”.
Actualmente, a CAM está a co-
mercializar cerca de 2 milhões de
euros de carne por ano e, com o pro-
jecto da unidade de transformação de
carnes na zona industrial de Vimioso,
a facturação poderá triplicar num es-
paço de cinco anos.
Por isso, o responsável acredita
que será possível atrair agricultores
que estão a perder rentabilidade nou-
tras actividades agrícolas.
Os enchidos de carne de vaca são
uma das aposta dos produtores, que
unidade de transformação pode impulsionar o aumento do efectivo
agora se pretendem lançar no mer-
cado externo, já que está pensada
uma forma de comercializar a carne
mirandesa na União Europeia (UE)
através de um distribuidor sedeado
em Paris.
Em Portugal serão colocados en-
trepostos em Lisboa e Porto, para
abastecer aquelas duas áreas metro-
politanas regiões onde a carne tem
muita procura.
Para além do mercado europeu,
os animais de raça bovina mirande-
sa já estão a chegar Angola, país que
depressa se apercebeu do potencial
desta raça.
Efectivo caiu de 228 mil vacas
para a 6 mil dos dias de hoje
No solar da raça mirandesa existe
um efectivo de cerca de seis mil vacas
de linha pura, mas tempos houve em
que número destes animais era supe-
rior.
“Houve tempos em que o solar era
composto 228 mil vacas. No presente
são seis mil, mas há ambição de cres-
cimento,” afançou Fernando Sousa.
Os agricultores encaram o futuro
com algum optimismo, já que cada
um recebe um subsídio de da UE que
ronda os 600 euros anuais por cabe-
ça, quando a venda de um vitelo pode
ir além dos 800 euros.
Todos os anos chegam ao merca-
do cerca de 360 toneladas de carne
mirandesa, a qual dá origem ao um
dos mais emblemáticos pratos da
gastronomia transmontana: a Posta
à Mirandesa.
Eis algumas das conclusões re-
tiradas das jornadas técnicas que,
no passado sábado, em Miranda do
Douro, pretenderam assinalar o 100º
aniversário do reconhecimento da
raça.
18 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
VOZES
LugARES
Olival é o ouro
de Mascarenhas
Luís gomes
- 60 anos
“Sou natu-
ral de Mascare-
nhas, cumpri o
serviço militar
em África e re-
gressei. Tenho
aqui o meu ne-
gócio e por aqui continuo. É uma
terra fértil ao nível da agricultura,
mas há falta de apoios para as pes-
soas se fxarem. Também já tive
um supermercado e tive que fechar
e fcar só com o café. Mesmo assim,
o negócio está em decadência”.
Constância dos Anjos
- 82 anos
“Vim para
cá servir com 8
anos para casa
de um padre.
Depois fquei
cá toda a vida.
Vem muita gen-
te a este largo
buscar água e
também visitam a aldeia, que tem
boas casas brasonadas. Gosto que
venham pessoas de fora, dão mais
movimento à aldeia”.
Jorge guilherme - 67 anos
“ Actual-
mente há me-
nos população
em Mascare-
nhas. Antes vi-
nha muita gente
para a apanha
da azeitona.
Agora a agricul-
tura dá pouco dinheiro e as pesso-
as vão deixando de cultivar. Eu fui
emigrante, mas ainda tenho algu-
mas oliveiras para me entreter”.
A lenda do Santuário
Reza a história que no cume de um cabeço, junto à povoação de Vale
Pereiro, a Senhora aparecera a um pastorinho e lhe mandara dizer aos mo-
radores daquela terra que lhe edifcassem sobre o alto daquele monte uma
ermida em sinal da sua embaixada. Em troca rebentaria, naquele mesmo
lugar, uma fonte de água, da qual ainda hoje se vêem vestígios, apesar da
água ter desaparecido.
TERESA BATISTA
Restaram, apenas, dois
lagares numa terra onde já
laboraram 17 unidades de
transformação de azeitona
A mancha de olival que se esten-
de ao longo da freguesia é o cartão de
visita de Mascarenhas. As oliveiras,
muitas delas seculares, que se esten-
dem ao longo de cerca de 100 hecta-
res são o ouro desta terra do concelho
de Mirandela.
Longe vão os tempos em que ha-
via 17 lagares a transformar o fru-
to em azeite e as pessoas do litoral
visitavam Mascarenhas aos fns de
semana para levar os produtos de
qualidade, mas fcaram vestígios des-
te passado que faz parte da história
desta freguesia.
Depois de parar a laboração, hou-
ve mesmo um lagar transformado
num restaurante afamado que dava
mais movimento à freguesia, mas
não resistiu à crise.
Actualmente, os agricultores po-
dem fazer o azeite nos dois lagares
que restaram, que vão aliando a mo-
dernidade ao tradicional.
“A força de Mascarenhas é a agri-
cultura. Temos cá um dos melhores
azeites do mundo”, enaltece o presi-
dente da Junta de Freguesia, António
Mouro.
Recuando no tempo, o início da
plantação das afamadas oliveiras de
Mascarenhas deve-se, segundo Aba-
de de Baçal, à Igreja Medieval. Este
marco histórico associa-se a outros
que enaltecem o nome de uma das
maiores freguesias do concelho de
Mirandela.
Por estas terras passaram famí-
lias ricas e poderosas que foram dei-
xando o seu património, que pode
ser visitado pelos forasteiros que por
aqui passam. Os solares imponentes,
habitados ou em ruínas são, igual-
mente, uma marca da freguesia.
Percorrendo os trilhos que sepa-
ram Mascarenhas, Paradela, Valbom
dos Figos e Guribanes podemos en-
contrar vestígios de casas brasona-
das, símbolo da passagem de pessoas
de linhagem por estas terras.
As casas brasonadas não pas-
sam despercebidas a quem visi-
ta a freguesia de Mascarenhas
A casa-solar do ex-morgadio de
Nossa Senhora do Desterro é o prin-
cipal testemunho da importância das
famílias de outros tempos. Aqui re-
siste, ainda, uma capela, actualmente
profanada, com um brasão de armas.
Contígua à capela é possível observar
uma janela de estilo Manuelino Tos-
co, datada de 1726.
Fazendo um périplo pela fregue-
sia, os visitantes podem, ainda, visitar
a igreja matriz de Mascarenhas, data-
da de 1721, o santuário e o castro ro-
manizado de Nossa Senhora do Viso,
em Vale Pereiro (ver caixa), ou o Nú-
cleo Rural de Guribanes. Este lugar
esteve mesmo ameaçado pela deser-
tifcação, mas graças à intervenção da
Junta foi possível fxar mais famílias
e preservar esta aldeia. “Só tinha um
morador. Com os melhoramentos co-
meçaram a vir outros e agora vivem
lá cinco famílias”, salienta o autarca.
Com 750 eleitores, Mascarenhas
tem vindo a perder gente, mas a au-
tarquia continua a fazer investimen-
tos em prol da população. O Centro
de Dia, a construção de uma nova Es-
tação de Tratamentos de Águas Resi-
duais e a conclusão da rede de sane-
amento são algumas das obras com
assinatura de António Mouro.
Casa-Solar de Nossa Senhora do Desterro é uma das construções emblemáticas de mascarenhas
Lagar de Azeite resiste em terra de azeitona
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 19
NORDESTE RuRAL
Outeiro abre museu
T.B.
História de uma das maio-
res freguesias do concelho
de Bragança congregada no
espaço que outrora acolheu
a Câmara e a cadeia
Quem passar por Outeiro, no
concelho de Bragança, vai poder co-
nhecer os marcos históricos daquela
que já foi uma das mais importantes
freguesias do município.
Longe vão os tempos em que Ou-
teiro era um concelho fronteiriço, que
integrava a linha de defesa e consoli-
dação do reino, tendo fcado o valioso
património edifcado e as memórias
de gerações passadas.
Para perpetuar a história desta
terra, a Câmara Municipal de Bra-
gança, em parceria com a Junta de
Freguesia, abriu, no passado dia 20,
o Núcleo Museológico de Outeiro.
O novo espaço, instalado no edi-
fício que já albergou a Câmara e a
cadeira e que foi requalifcado para o
efeito, pretende ser um testemunho
duradouro da história que marcou
estas gentes. Aqui resiste-se ao des-
povoamento, assente num passado
feito de momentos devastadores, mas
também de glória.
O museu de Outeiro vai funcionar
em rede com os restantes museus es-
palhados pelo concelho, onde os visi-
tantes podem encontrar a história e a
identidade do povo bragançano.
museu de Outeiro abre no edifício da antiga Câmara e Cadeia
Cadeira faz parte do espólio
Rio Frio – Bragança
Viagem à capital
Habitantes de Rio Frio em passeio
A Associação Cultural, Recreativa,
Social e Desportiva de Rio Frio, com
apoio da Câmara Municipal de Bragan-
ça, organizou uma viagem até Lisboa.
A primeira paragem ocorreu no Santu-
ário de Fátima, onde as pessoas apro-
veitaram para fazer as suas orações e
visitarem o Museu Luz e Paz.
Já na capital, os participantes jun-
taram-se num jantar convívio no Está-
dio da Luz, que contou com a presença
dos flhos da terra que se encontram
em Lisboa.
No segundo dia, os transmonta-
nos foram visitar Sintra, com para-
gem obrigatória no Palácio da Pena. O
almoço realizou-se na Base Aérea de
Sintra, onde, mais uma vez, os flhos da
terra se juntaram ao grupo. A comitiva
visitou, ainda, as instalações e o museu
militar.
No regresso, o grupo de viajantes
passou pela Invicta.
Caldeireiro resiste em Vale de Frades
FRANCISCO PINTO
Delmiro gonçalves trans-
forma o cobre em peças
requintadas usadas na
agricultura ou na lida
doméstica
A trabalhar numa pequena ofci-
na situada nas traseiras da sua ha-
bitação, rodeado de várias peças de
metal em tom alaranjado, Delmiro
Gonçalves, 74 anos, é o último de uma
geração de caldeireiros que ainda
trabalha e molda as folhas de cobre,
transformando-as em instrumentos
requintados e úteis para a lavoura
ou para uso doméstico. Da ofcina do
artífce, situada na pequena aldeia de
Vale Frades, no concelho de Vimio-
so, ainda vão saindo algumas “alqui-
tarras” – uma espécie de alambique
para destilar aguardente – tachos,
braseiras, candeeiros, caldeirões ou
pequenos objectos decorativos.
No entanto, a profssão de caldei-
reiro está a desaparecer. Na região
ainda havia alguns artífces, mas res-
tam um número reduzido de artesãos.
Houve tempo em que esta profssão
era nobre e alimentava muitas famí-
lias, já que os instrumentos produzi-
dos eram muito apreciados, não só
pelos homens da terra, mas também
pelas cozinheiras de renome e das
casas mais abastadas. “Polvo cozido
num tacho de cobre tem outro sabor,
tornando-se mais apaladado. En-
quanto a aguardente destilada numa
alquitarra também é mais suave”,
afança Delmiro Gonçalves.
Objectos moldados pelo último
caldeireiro de Vale de Frades
são muito procuradas para
decoração
No passado, a procura de objec-
tos em cobre era grande, pelo que os
caldeireiros não tinham mãos a me-
dir. “Tudo que era feito estava auto-
maticamente vendido. Os recipientes
de cobre eram muito utilizados na co-
zinha, tendo lugar de destaque para
a confecção da famosa doçaria regio-
nal”, conta o artesão.
Delmiro Gonçalves aprendeu a
arte como o avô, tendo continuado a
receber ensinamentos do seu pai. A
família percorria feiras e mercados da
região com os utensílios carregados
em cima de mulas. Mais tarde, o artí-
fce, que trabalha nesta arte desde os
10 anos, compra a sua primeira via-
tura, iniciando a difusão do negócio.
Com a proximidade da fronteira com
Espanha, houve uma procura mais
signifcativa dos objectos em cobre
fabricados pelos poucos caldeireiros
da região da raia trasmontana.
“ Eu prefro trabalhar o cobre do
que sair para fazer trabalhos agríco-
las. Na minha ofcina, são manufac-
turamos todos os componentes, quer
sejam para objectos em cobre polido,
quer sejam em cobre martelado”, re-
alça Delmiro Gonçalves.
Actualmente, não há quem queira
seguir as pisadas dos antigos caldei-
reiros e estes artefactos começam a
perder terreno. No entanto, ainda há
quem os compre para decoração de
salas ou adegas.
Delmiro gonçalves, o último caldeireiro da região
20 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 21
NORDESTE RuRAL
Valiosa
arte sacra
FRANCISCO PINTO
Associação Terras Quentes
descobriu retábulo qui-
nhentista da segunda meta-
de do século XVI
A Associação Terras Quentes
(ATQ) identifcou uma importante
peça de arte sacra. Trata-se um retá-
bulo quinhentista, que terá sido pinta-
do na segunda metade do século XVI
e integra uma singular pintura a óleo,
madeira de carvalho, com uma cena
do Pentecostes. A peça foi encontrada
no âmbito de um a trabalho de inven-
tário de arte sacra levado a efeito na
região trasmontana e promovido pela
diocese Bragança – Miranda.
“O achado foi feito na sacristia da
capela de Santo António, em Freixo de
Espada à Cinta. O painel encontrava-
se em mau estado de conservação, no
entanto a equipa de técnicos da ATQ
conseguiu descobrir o autor do traba-
lho”, revelou o investigador e docente
da Faculdade de Letras da Universida-
de de Lisboa, Vítor Serrão. O autor do
trabalho é António Leitão e esta é, ape-
nas, uma das muitas obras do gótico
espalhado pela região trasmontana.
“Este painel tem uma valor signif-
cativo, porque se trata de uma pintura
de elevada qualidade iconográfca no
tratamento do tema do Pentecostes.
O trabalho tem um valor acrescido,
já que se trata de um pintor bastante
enigmático”, acrescentou o investiga-
dor.
Riqueza arquitectónica identif-
cada pela Associação coloca a
região no mapa cultural nacio-
nal

António Leitão nasceu em Caste-
lo Bom (Beira Alta) por volta de 1530
e poderá ter falecido em Miranda do
Douro. O artista teve formação supe-
rior, já que foi educado junto da In-
fanta Dona Maria, que o mandou para
Roma aprender pintura, tendo vivido
em Antuérpia. Aos 30 anos deslocou-
se para a região raiana, tendo deixado
obra em Pinhel, Lamego e Vila Nova de
Foz Côa. “O quadro, alusivo ao Pente-
costes, ostenta, ainda, a sua estrutura
primitiva e mostra, a
par da especifcida-
des de estilo cromá-
tico, uma inesperada
largueza em termos
de composição. Em
torno da Virgem Ma-
ria, ladeada de São
Pedro, surgem mais
de 28 fguras, dentro
de um espaço clássi-
co da planta do Pan-
Preciosidade encontrada em Freixo de Espada à Cinta
teão de Roma”, explicou Vítor Serrão.
No entanto, dada a sua riqueza
arquitectónica, estas descobertos co-
meçam a colocar no mapa cultural na-
cional as regiões de Trás-os- Montes
e Beirã, tendo em conta a qualidade
das peças de arte sacra já inventaria-
das pela ATQ. Depois da inauguração
do Museu de Arte Sacra de Macedo de
Cavaleiros, no passado mês de Maio,
onde se encontram cerca de 80 peças
que resultaram do trabalho de inven-
tariação e recuperação levado a cabo
por algumas entidades, a Associação
Terras Quentes trabalha, agora, na
preparação de um equipamento seme-
lhante em Vimioso.
Segundo Carlos Mendes, “depois
da solicitação da diocese Bragança
– Miranda para que apoiássemos a
autarquia de Vimioso, começámos
em Junho com a recuperação de uma
peça de Algoso que irá para o Museu
de Arte”.
22 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
NORDESTE RuRAL
Confrarias promovem
a marca Douro
TERESA BATISTA
Confrades de diversas zo-
nas do País visitaram a
Região Património da Hu-
manidade
A beleza das paisagens e do pa-
trimónio do Douro e os afamados
vinhos foram o mote para a realiza-
ção do Encontro de Confrarias Bá-
quicas e Gastronómicas de diversos
pontos do País. Representantes de
24 congregações participaram, nos
passados dias 19 e 20 de Setembro,
numa visita à Região Património da
Humanidade, promovida pela Rota
do Vinho do Porto.
Durante o fm-de-semana, os
participantes trocaram experiências
e assumiram o compromisso de vol-
tar ao Douro e levar esta marca além
fronteiras.
“Temos aqui gente que nunca
veio ao Douro. Há confrades que se
deslocaram de diversas regiões do
País, do Algarve à
Madeira. Tenho a
certeza que vão re-
conhecer que o Dou-
ro tem produtos de
excelência, como os
vinhos, a gastrono-
mia e a paisagem”,
enalteceu o Grão-
Mestre da Confra-
ria dos Gastróno-
mos e Enólogos de
Trás-os-Montes e
Alto Douro, António
Monteiro.
O chefe da Es-
trutura de Missão
do Douro, Ricardo
Magalhães, também
salientou o suces-
so desta iniciativa,
que considera “mais
uma forma de abrir
esta região ao ex-
terior”, impulsio-
nando a economia
local.
“O Douro e as
confrarias têm que trabalhar em
parceira, pois são os principais pro-
motores das nossas regiões, dos nos-
sos vinhos e da nossa gastronomia
no mundo inteiro”, acrescentou o
responsável.
Confrarias podem ser um veícu-
lo importante de promoção dos
encantos do Douro
A importância da actividade das
confrarias na divulgação dos produ-
tos nacionais também foi enaltecida
pelo Mestre Procurador da Confra-
ria dos Enóflos da Região Demar-
cada do Douro, José Tijoleiro. “Não
basta fazer confrarias, é fundamen-
tal que elas sejam activas e que de-
sempenhem o seu papel”, sublinhou
o responsável.
A par da visita, os representantes
das congregações ligadas ao vinho e
gastronomia participaram, ainda,
num colóquio subordinado ao tema
“O Papel das Confrarias na Divulga-
ção dos Produtos e Eventos Regio-
nais”.
No fnal do encontro, o presiden-
te da Rota, António José Teixeira,
fez questão de enaltecer a boa ade-
são das confrarias.
“As entidades estão a adaptar-se
ao acordar do Douro, o que já não
era sem tempo”, concluiu o respon-
sável.
Confrades visitam o Douro
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 23
Tierra, giente i Lhéngua
A LA CUMBERSAQ CUN
Fernando de Castro Branco,
un grande poeta de Dues Eigreijas.
Muita beç se diç que las tierras nun co-
nhécen ls sous flhos, nien se dan de cuonta
de cumo las lhieban al cuolho pul mundo
i neilhas asséntan sues raízes. Cuido que
muito desso se passa cun Fernando de Cas-
tro Branco, seia an relaçon a la sue tierra,
Dues Eigreijas, seia an relaçon a la Tierra
de Miranda. Ye un ato de justícia tapar esse
buraco i por esso mos fumus a la cumbersa
cul poeta i assi cada beç mais mirandeses
puodan benir a coincer la sue obra i a tener
aprécio por eilha.
Nacido an 1959, an Dues Eigreijas,
Fernando Castro Branco studou pula tierra
de Miranda i apuis por Bergáncia i pul Por-
to. Nesta cidade antrou pa la Faculdade de
Lhetras, an 1977, ende sacando l curso de
Lhénguas i Lhiteraturas Modernas – Studos
Pertueses i Franceses. Zde 1981 ten sido
porsor de l ansino secundairo an scuolas
de Penafel, Porto, Bila Real i Bergáncia.
Eiqui ansina agora, na Scuola Secundaira
Eimídio Garcia. Pul camino fzo l mestrado
an Lhiteratura Moderna i Contemporánia,
cula tese Poética do Sensível em Alba-
no Martins (publicada por Roma Editora,
2004). Agora ten yá l sou doutoramiento
mui adelantrado, na mesma Faculade, an
Lhiteraturas i Culturas Románicas, stando
a purparar la tese subre la obra de Adolfo
Casais Monteiro, grande poeta i flósofo de
l Porto.
L que eiqui anterbistamos nun ye l
porsor ou académico, mas l poeta Fernan-
do de Castro Branco, esse mesmo que yá
publicou ls lhibros de poesie: Alquimia das
Constelações, 2005; Nome dos Mortos,
2006; Biografa das Sombras, 2006; Estre-
las Mínimas 2008; Plantas Hidropónicas
2008; Marcas de Verões Partidos, 2009;
Arte do Espaço, 2009. Estes dous redadei-
ros salírun antegrados an A Carvão – Poe-
sia Reunida, 2009.
Para mi, la çcubierta de Fernando de
Castro Branco ampeçou pula sue poesie i
lhougo me afç a gustar daqueilha poética:
trabalhada, mas tan simples; depurada até
la miolha, mas tan chena de bida; eilabo-
rada, mas tan znuda de artefícios einúteles;
cumpletamente colgada de las palabras,
mas cumprometida cula bida; ounibersal,
mas antegralmente mirandesa. Ye an Dues
Eigreijas que la poesie de Fernando Bran-
co nace pa l mundo, ende bota raíç, ende
respira, ende se le splica l mundo, ende le
cuntínan a falar las pessonas que ama i l
lhieban pula mano, bibas inda que muortas,
puis essa poesie amostra bien que solo se
mos muorre l que queremos que se muor-
ra. Un die destes hei de lhebar mais loinge
esta análeze, que eiqui nun hai campo para
mais.
Nun tengo dúbedas an dezir que Fer-
nando de Castro Branco ye l mais grande
poeta mirandés an lhéngua pertuesa, a la
par de Manuol Sardina, este yá ne l seclo
XIX. Stou cierto de que un die há-de oubir
la boç de la tierra i la sue giente na lhéngua
que ye la deilhes, aqueilha que melhor ls
diç. Mas esso percisa de tiempo i Fernando
de Castro Branco inda nun chegou al pico
de la muntanha de la sue criaçon poética.
Bamos-lo acumpanhando na fuorça de la
sue criaçon i dando-le ua upa para que nun
se deixe quedar pul camino. Poetas assi,
son ua proua para todos ls mirandeses i ua
mais balie pa la cultura nacional i mirande-
sa. Nun lo bamos a squecer, nien a calhar,
que sien poesie, seia an que lhéngua fur, la
bida deixa de respirar.
Amadeu Ferreira
Fuolha Mirandesa (FM) - Acabeste
de publicar l mais de ls tous poemas nun
solo lhibro. Porquei le deste l nome de
Carvão, que yá ben de l tou segundo lhi-
bro, Marcas de Verões Partidos?
Fernando de Castro Branco (FCB)
– Dei-le esse nome para marcar ua eideia
de fuorça, quiero spressar que nun quiero
ua belheza de aparecéncia, platónica, mas
ua belheza scundida atrás dua anti-belhe-
za, ua poesie al pie la prosa. Carbon tamien
de la pintura a carbon, clarica, bien acesa,
mas simpres. Seco, tamien, sem augarie-
lhas nien ólios a scorrer na lhéngua.
FM – “Um poema vive destas pe-
quenas mortes. Alimenta-se de nevoeiros
i sangue ressequido”. [“O que fca”, in
Marcas de Verões Partidos]. Fala-mos de
la tue arte poética.
FCB - Trabalho apaixonado de la lhén-
gua, mas tamien que an cada poema miu
haia algo de la mie carne, de l miu sangre,
de la mie bida, de la mie mimória. Cuido
que se metir un cachico de mi an cada poe-
ma el será anton un poema bibo. Scribo-lo
cumo quien le diç “alhebanta-te i camina”.
Fingimento poético, si, claro, mas tamien
outentecidade, lhiteratura biba, como dezie
José Régio. Spressar l que bai por dentro,
mas tamien quemunicar. Sien remissacos
que naide antende, mas tamien sien cedén-
cias ne l miu trabalho stético i artístico.
FM – Ne ls tous poemas faziste casa
para alhá morar muita giente. Un de ls
tous lhibros até se chama O Nome dos
Mortos. Quien son essas pessonas i quei
te dízen?
FCB - Son ls mius muortos. De famí-
lia, mas nien solo, tamien mestres que mui-
to me ansinórun cumo l miu mestre, padre,
>>
24 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
LA FuOLHA mIRANDESA
amigo i bezino, l Padre Mourinho, ou José
Augusto Seabra, miu porsor na Ounibersi-
dade i grande mestre na lhiteratura.
Mas esse lhibro ye dedicado a miu
abó materno, Ernesto de Castro, un home
sábio i justo; cun el daprendi quaije todo,
ls outros mestres i lhibros solo acabórun l
cachico fnal.
FM – Sós mirandés, de Dues Eigrei-
jas, i esso salta de la tue poesie. Quier
dezir que la poesie ten raízes cumo las
arbles, inda quando bola?
FCB - Tenes toda la rezon, nessa tue
pregunta tan sábia. Cuido que tengo un po-
ema an que falo de “paixarinas cun raízes
nas alas”. Quaijeque solo scribo poesie an
Dues Eigreijas, nas férias. Perciso sentir
las raízes de la casa, de ls, muortos, de ls
mius perros, de las nuossas streilhas, co-
nheço las casas, ls páixaros, ls caminos, las
huortas, las binhas, ls trigales, ls centenos,
las arbles, las peinhas. Deilhi puodo falar
de l mundo, mas nun hai mundo sien eilhi,
sien las raízes. I agora, que bou para bie-
lho, cada beç bou mais a Dues Eigreijas, la
mie pátria, cumo la de Torga, miu mestre
tamien, era S. Martinho de Anta.
FM – Yá stás cumbencido de que
tou abó tenie rezon quando dezie que “o
tamanho do mundo era inquietação / de
ociosos, de gente sem asas para alma de
pássaro” ou inda, falando de l riu de la
tue aldé, inda dizes “eu queria a todo o
custo ir nele para o mundo.” [“O Tama-
nho do Mundo”, in Plantas Hidropóni-
cas?].
FCB - Si, miu abó tenie toda la rezon,
i cada beç stou mais cumbencido disso. La
grandeza stá andentro de nós i nó por fuora.
Tu sabes que Fernando Pessoa dezie que la
seinha de l porbincianismo pertués era star
siempre a falar de las grandes cidades, puis
que un home ounibersal ten todas las cida-
des andentro del. You gusto pouco de biajar,
sou oubrigado pula família i puls cumbites
lhiterairos. Las férias que mais me gústan
ye star an Dues Eigreijas a la selombra dun
freixo, nun cerrado, a oulhar l nuosso cielo,
a oubir ls páixaros, culs mius perros a la
buolta a lhamber-me l nariç. Daprendi isso,
cumo te digo, cun miu abó, que dezie: “la
biaje que you mais gusto de fazer ye ir até
las Canhas a ber la mie huorta”. I iba todos
ls dies. Regaba ua lheira de cada beç, para
tener pretesto para alhá ir todos ls dies. Se
nun fusse, dezie el, las plantas chorában i
nun dában fruito. La berdade ye que tenie
las bóbedas mais grandes, las maiores ra-
bas, ls maiores pumientos, tematos i cebo-
lhas. Apostaba muita beç i ganhaba quaije
siempre.
Acabei por ir, ye berdade. Mas, como
dezie miu abó ne l poema, tengo l mundo
andrentro de mi. Leio ls poetas de todo l
mundo i digo-te, i nun cuides que ye bai-
dade, scribo de Dues Eigreijas para Pertu-
al, pa l mundo. L poeta quando parte pa l
poema ten que ser cun coraige i arrogança
de que bai a criar algo que anté ende inda
naide l criou assi. Hai melhor, muito me-
lhor, mas armano al miu poema nó. Se nun
pensar assi, ou quando sentir que nun sou
yá capaç, paro. Arrimo la pruma.
FM – “Um dia, parti. Fui calado es-
trada fora / e durante muito tempo mal
pude olhar para trás”. [“Naquele Tem-
po”, in Estrelas Mínimas]. Cuidas que
ye possible tornar, yá que “O Sol diz-me
que há sempre uma possibilidade de re-
gresso” [“Entropia”, in Estrelas Míni-
mas]?
FCB - Angraciado cumo stás a citar ls
mesmos bersos que la crítica Maria Augus-
ta Silva tamien citou nun testo que screbiu
subre Estrelas Mínimas, ne l Jornal de No-
tícias i Diário de Notícias. Na berdade par-
te l cuorpo mas quedamos na mimória, na
lhembrança i até na remenicença. Nós sali-
mos, mas las personas que amamos, ls per-
ros, las bistas, l cielo de l Praino, las rues,
las casas a sbarrulhá-se ban cun nós, ban
andentro de nós. Assi te digo que na dialé-
tica de las tues citaçones, hai uma síntese
que ye esta: na berdade nunca chegamos a
salir destas fragas, deste puolo, deste friu,
deste aire.
FM – “e nós subíamos pelas tuas
palavras / até aos montes, folheando
páginas de terra / escritas no Planalto”
[“Caçando os Caminhos”, in O Nome
dos Mortos]. Cunta-mos cumo ten sido
la tue relaçon cula lhéngua mirandesa?
FCB - Solo cumo oubinte. Deliciado
oubindo-la an sou cuntesto, ls mais bielhos
falando de sue bida, de l trabalho, fazendo
caçuada antre eilhes, jogando al chincal-
lhon. Na berdade, nien sei bien porquei,
nunca calhou de la falar. Ls mius dous ou
trés amigos mais chegados tamien nun la
falában. I mius abós, yá bés tu, cumigo fa-
lában siempre grabe. Mius pais éran eimi-
grantes an França, you fquei, porque mie
mai metiu-se-le na cabeça que you tenie
que tirar um curso. I eilha acertou. Na ber-
dade l mirandés faç parte de l miu die a die,
de las mes mimórias. Mas nunca l cheguei
a falar.
FM – Cumo ancaras l que ten sido
feito an relaçon a la lhéngua i quei achas
que se habie de fazer?
FCB - Nun nego que até hai bien pouco
tiempo nun acumpanhaba l que se staba a
fazer pul mirandés. A nun ser un momento
ou outro que te oubi a ti, ou a mais dous ou
trés, falando un cachico na telbison. Mas
cumo tu sabes assi la cousa resulta pouco
natural, falta-le l contexto, las repuotas
de ls recetores. Las personas achában ua
cousa angraçada, cuido que la tomában
cumo algo squesito i eisótico. Fruito de l
nuosso coincimiento acabei por saber dun
cunjunto mi grande de einiciatibas, traba-
lho an perfundidade, i assi, cuido que nun
solo quedará un magnífco acerbo artístico,
cultural, lhiterairo i decumental, cumo tal-
beç se crie l antresse de muitos moços que
anque l mirandés nunca seia yá la sue pur-
meira lhéngua, poderá ser ua outra lhéngua
adonde se mantenga la proua i l amor pul
rincon natal. Cuido que nesta altura ye am-
possible de fazer mais do que tu i outros
mais teneis feito. Hai que dar continidade
al buosso trabalho de amplantacion, cunso-
lidacion i alhargamiento als públicos mais
moços. Lhuitar para que l mirandés deixe
de ser bisto como algo eisótico i angraçado
para ser bisto como simplesmente la segun-
da lhéngua ne l territóiro cuntinental.
FM – Diç Italo Calvino de la poesie
de Tonino Guerra: “L Miel ye un lhibro
que se tornará mais guapo a cada anho
que passar i deiqui a cien anhos muitos
daprenderan romagnolo para ler ne l
oureginal la jornada de ls dous bielhos
armanos” [O Mel, ed. Assírio & Alvim].
Hai ua lhiteratura mirandesa an custru-
cion. Para quando un lhibro de poemas,
oureginal, an mirandés? Podemos tener
essa sprança?
FCB - Si na berdade beio que hai uma
lhiteratura mirandesa an custrucion, esse ye
mais un serbício einestimable que tu stás a
fazer pula nuossa tierra i la nuossa giente i
cultura. Agora un lhibro miu oureginal an
mirandés ye algo mais cumplicado. You
sinto la poesie cumo um matrimónio mie
fuorte antre mi i la lhéngua pertuesa. Ten-
go ls sous ritmos, las sues sonoridades, las
sues melodies, la sue música andentro de
mi, ne l miu sangre. Puodo-te dezir que ye
la lhéngua que me trai l poema mais do que
you l busco. Ye ua relaçon eirótica, se scri-
bir na outra lhéngua, mesmo na lhéngua
de ls mius abós, ye cumo se la stubisse a
anganhar. Depuis, cumo nun adomino bien
la scrita nien muito bocabulairo mirandés
iba-me a sentir lhemitado na mie spressi-
bidade. Ampecemos para yá cun las mag-
nífcas traduçones que tu tenes feito de la
mie poesie i adepuis, cun este treino que
stou a tener cuntigo, quien sabe se un die
la lhéngua mirandesa tamien nun me pide i
ampon poemas?
Anterbista feita por Amadeu Ferreira
>>
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 25
CuLTuRA
AgENDA CuLTuRAL
BRAGANÇA
Cinema
Forum Theatrum
Sacanas sem Lei
Até dia 30 de Setembro, Sala 1
ABC da Sedução
Até dia 30 de Setembro, Sala 2
Sem Provas
Até dia 30 de Setembro, Sala 3
Exposições
Centro de Arte Contemporânea
Graça Morais
Graça Morais
Sagrado e Profano
De 30 de Junho a 15 de Outubro
Paula Rego
Na Colecção Manuel de Brito
De 30 de Junho a 15 de Outubro
Música
Teatro Municipal
Drugstore Cowboy Quartet
Dia 1 de Outubro, às 21h30
MACEDO DE CAVALEIROS
Música
Centro Cultural
Festival de Folclore
Dia 3 de Outubro, às 21h00
TORRE DE MONCORVO
Cinema
Cine-Teatro
A Proposta
Dias 1 e 3 de Outubro, às 21h30
Exposição
Museu do Ferro
Vestígios... Património Arqueológico e
Arquitectónico da Região de Moncorvo
Até dia 30 de Setembro
Diversos
Centro de Dia da Sta. Casa da Misericórdia
Leitura a Idosos:
A Professora
Dia 6 de Outubro, às 15h00
VIMIOSO
Exposições
Casa da Cultura
Artesanato Local
Exposição permanente
VILA REAL
Exposições
Museu do Som e da Imagem
Cinco décadas de televisores em Portugal
De 2 de Agosto a 31 de Outubro
Teatro de Vila Real
Sala de Exposições
Douro Jazz 2008
Exposição de Fotografa
de José Luís Santos
Até dia 31 de Outubro
Música
Teatro de Vila Real - Café Concerto
Nokas e Zé Lima
Dia 30 de Setembro, às 23h00
Wondersfools & Pat
Dia 1 de Outubro, às 23h00
João Nuno Kendal Duo
Dia 5 de Outubro, às 23h00
João Mortágua e Uriel
Dia 6 de Outubro, às 23h00
Teatro de Vila Real
Drugstore Cowboy Quartet
Dia 3 de Outubro, às 22h00
“Um livro, um flho”
BRUNO MATEUS FILENA
“O que eu ouço, esqueço; o
que eu vejo, lembro; e o que
eu faço, aprendo”, Confúcio
A turma do 2ºB da Escola do 1º
Ciclo do Campo Redondo, do ano lec-
tivo de 2008/2009, apresentou dia
22, no auditório do Agrupamento de
Escolas Paulo Quintela, em Bragan-
ça, o trabalho desenvolvido ao longo
de um ano.
Trata-se de um livro “concretiza-
do em sala de aulas”, com poesias de
temáticas diversifcadas, referentes a
várias actividades como, por exem-
plo, o Dia da Mãe ou o Natal”, refere
Teresa Correia Fernandes, professo-
ra no ano lectivo anterior. Entretanto
colocada numa outra escola, confessa
visivelmente emocionada: “dói-me
por não poder continuar a trabalhar
com eles”. Este livro surgiu no âmbi-
to do Projecto Curricular de Turma,
num ano em que, “surgiram traba-
lhos lindos e invulgares para a idade,
que para durarem, deviam e mere-
ciam ser registados”, “assim, nasceu
a ideia de compilar as realizações dos
alunos”, refere a professora, aprovei-
tando para agradecer às três encarre-
gadas de educação que “abraçaram
este projecto, Sónia, Ana Cristina e
Conceição, tornando-o possível”.
Alice Lopes, membro da
direcção e responsável pelo
1º Ciclo, afrma que “esta
obra foi produzida porque
a sua professora se empe-
nhou seriamente, sonhou e
o sonho realizou-se”. Tam-
bém o empenho dos pais
foi notório, declara, nome-
adamente, algumas mães
que fzeram o trabalho de
digitalização de imagens e
textos. “Uma obra com con-
teúdo e grafcamente bem
conseguida, que se deve,
em grande parte, agradecer
à autarquia, já que foi ela a
responsável pelo fnancia-
mento da impressão do li-
vro”, refere Alice Lopes.
“É sexta-feira
um dia de Outono
é dia de brincadeira
com a neve como ador-
no”
(Raquel Rebelo Caste-
la)
Presentes no lançamento, além
dos inúmeros encarregados de edu-
cação e seus flhos, os autores do li-
vro, estavam Jorge Nunes, presiden-
te da Câmara Municipal de Bragança,
e Fátima Fernandes, vereadora da
Cultura.
No seu discurso, o autarca referiu
que “este é um livro de memória, que
integrará os currículos dos jovens que
nele colaboraram, um livro positivo
que demonstra a dedicação e o empe-
nho que os professores colocam nos
nossos alunos, no sentido de garantir
que o dia de amanhã seja melhor que
o de hoje”.
Num evento animado pelas mui-
tas crianças presentes e que teve, sen-
sivelmente, a duração de uma hora, a
apresentação do livro iniciou-se com
um momento musical protagonizado
por dois professores, Vasco e Mário.
Depois os discursos e logo após, um
flme realizado a partir de uma histó-
ria em poesia, intitulada “A princesa
e o violoncelo encantado”. Seguiu-se
a declamação de quadras retiradas
do livro, por parte dos próprios me-
ninos.
O acontecimento terminou com
a distribuição de livros às crianças
e encarregados de educação, uma
oferenda de surpresas aos autores, e
uma sessão de autógrafos dada pela
professora Teresa Correia Fernan-
des.
Livro concretizado na sala de aula orgulha alunos e professores
O mais novos dominaram as atenções
28 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
CuLTuRA
SAÚDE
Novo comprimido natural
à base de extractos de
pinheiro francês ajudou
homens a terem melhores
erecções e o dobro da acti-
vidade sexual
Um comprimido com extractos de
pinheiro marítimo francês pode ser
uma nova esperança para os homens
com disfunção eréctil. O segredo está
nos componentes biologicamente
activos do pinheiro martítimo fran-
cês (os falvonóides) que estimulam a
produção de óxido nítrico (uma sub-
stância natural produzida pelo cor-
po) provocando um relaxamento dos
vasos sanguíneos e um consequente
Inês Veiga*
Pinheiro francês ajuda
a tratar disfunção eréctil
aumento do fuxo de sangue por todo
o corpo. O pinheiro francês é uma
espécie que se desenvolve exclusiva-
mente na costa sudoeste de França e
de onde é extraído o Pycnogenol, que
em conjunto com a L-arginina - um
aminoácido muito usado em compri-
midos para a disfunção eréctil – com-
põe a associação patenteada e clini-
camente testada deste comprimido.
Este suplemento alimentar, Pre-
lox, foi testado num grupo de 50
homens
1
: aqueles que o tomaram re-
levaram sinais de melhoria relativa-
mente aos outros que tomaram outros
comprimidos sem substancia activa.
Os homens que tomaram Prelox, que
se encontra disponível em farmácias,
revelaram ter tido erecções normali-
zadas e o dobro da actividade sexual.
Outro estudo realizado nos Estados
Unidos, citado pelos produtores des-
te comprimido, avaliou o efeito de
Prelox em 37 homens com disfunção
eréctil ligeira. Resultado: em apenas
6 semanas, 81% dos homens obteve
um aumento no índice internacio-
nal da função eréctil – indicador que
mede o nível de ereção necessária
para que o paciente inicie, mantenha
e fnalize a relação sexual.
Uma solução natural
e sem efeitos secundários
Os produtores deste comprimido,
a Horphag Research, garantem que,
ao contrário de outros medicamen-
tos utilizados para tratar a disfunção
eréctil que devem ser conveniente-
mente administrados 30 minutos an-
tes da relação sexual, Prelox restaura
a função sexual permanentemente e
permite reagir espontaneamente pe-
rante uma estimulação sexual. Além
disso, no referido estudo feito a um
grupo de 50 homens não foram de-
tectados quaisquer efeitos secundá-
rios diferentes entre os homens que
tomaram Prelox e os que não toma-
ram.
1 – O estudo referido designa-se
“Improvement of erectile function
with Prelox: a randomized, double-
blind, placebo-controlled, crossover
trial”, publicado no International
Journal of Impotence Research e no
European Drug Research
* Farmacêutica
Armando Queijo
Honoris Causa
V.M.
Conselho Ibero-Americano
distingue Qualidade
e Excelência Educativa
Armando Queijo foi distingui-
do e laureado, no mês passado, na
cidade de Lima no Peru, pelo Con-
selho Ibero Americano em Honra à
Qualidade e Excelência Educativa e
pela Academia Mundial de Educa-
ção, com o título académico Doutor
Honoris Causa.
O laureado é sobejamente co-
nhecido. Foi presidente do conse-
lho directivo do Instituto Piaget e
esteve na origem do lançamento e
afirmação dos Campus Académico
e Universitário de Macedo de Ca-
valeiros e Mirandela, onde desen-
volveu e continua a desenvolver um
trabalho notável ligado ao ensino
superior e ao integral desenvolvi-
mento da região.
Na origem da atribuição do tí-
tulo Doutor Honoris Causa esteve
os “relevantes e altos serviços pres-
tados na educação e na formação
de jovens quadros superiores, bem
Armando Queijo com entidades ofciais do Peru
como pelo contributo dado para o
desenvolvimento económico, social
e cultural da região”.
De referir ainda que, Armando
Queijo foi também agraciado com
o título de Maestria em Tecnologia
Educativa, considerando o seu des-
tacado profissionalismo, a sua ca-
pacidade de direcção e de gestão e o
contributo dado para a qualidade e
excelência educativa em solo Ibero
Americano.
Actualmente, Armando Quei-
jo desenvolve a sua actividade no
Campus Universitário de Mirandela
do Instituto Piaget, onde o trabalho
desenvolvido tem sido brilhante e
que em muito tem contribuído para
a divulgação e a cada vez maior afir-
mação da cidade de Mirandela no
contexto regional transmontano e
alto-duriense.
Macedo de Cavaleiros
Ala mais
cultural
música tradicional encheu as ruas de Ala
S.C.
O Grupo Cultural e Recreativo da
Casa do Povo de Macedo de Cavalei-
ros, os Toca a Bombar, os Bombos de
Ala, os Caretos de Podence, a Banda
de Latos de Bagueixe, a Associação
Filarmónica, Recreativa e Cultural
do Brinco, a Banda 25 de Março e a
AJAM – Associação Juvenil dos Ar-
tistas Macedenses marcaram pre-
sença, no passado dia 20, em Ala, no
concelho de Macedo de Cavaleiros.
A segunda edição do encontro le-
vou, assim, a palco verdadeiros exem-
plos da riqueza cultural da região,
patentes nos espectáculos de dança,
teatro e música protagonizados pelos
oito grupos que animaram as ruas e
as gentes de Ala e de todo o concelho
de Macedo de cavaleiros.
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 27
18 25 26 27 48 38
17 18 21 3 9 6 34
8
III Divisão Série A
3 1
MIRANDELA
BRAGANÇA
Estádio São Sebastião
árbitro: Pedro mesquita (A.F.Vila Real)
EQUIPAS
Norinho
Jonas
Muller
Adriano
Pires
(Maktar, 46´)
José Luís
(Ivo Calado, 46´)
Rui Lopes
Rui Borges
Vaguinho
(Álvaro, 67´)
Aires
Nelo
Ximena
Pedrinha
Silvio
Rui Gil
Fernando Silva
Pinhal
Fábio Pinto
(Toni, 67´)
Móbil
Mirco
Marco Fontoura
(Valadares, 55´)
Badara
TREINADORES
Carlos Correia António Miranda
golos: Marco Móbil, 36´, Vaguinho, 61´,
Maktar, 64´, Aires, 90´
Disciplina: Amarelos: Fernando Silva
(48´, 89´), Marco Móbil (53´), Valadares e
Muller (59´), Rui Borges (75´), Manú (83´).
Aires (90´) e Norinho (90´+4´); Vermelho:
Fernando Silva (89´, duplo amarelo).
Vencer derby
e atingir
a liderança
FERNANDO CORDEIRO
Podemos dividir este der-
by, pautado pela correcção
e competitividade, em duas
metades muito distintas se-
paradas pelo intervalo. A pri-
meira em que o espectáculo
não foi muito brilhante, com
as equipas a arriscar muito
pouco, preocupando-se mais
em não errar do que em criar,
e uma segunda parte em que
as equipas arriscaram como
lhes competia e o espectáculo
foi total.
Em ambas as metades, os
locais foram mais empreen-
dedores e perigosos, pelo que
o resultado ao intervalo soava
a injustiça, apesar da bola no
ferro de Fábio Pinto e do mui-
to mérito de Marco Móbil no
golo. No tempo complemen-
tar, os alvi-negros estiveram
endiabrados e avassaladores,
sendo justos vencedores.
Aos 18’, Nelo consegue
isolar-se na cara de Ximena,
mas desperdiça por cima. Zé
Luís, aos 26,’ em excelente
posição vê Ximena a brilhar,
negando-lhe o golo para can-
to.
Em contra- ataque muito
bem gizado e em alta veloci-
dade, aos 36’, Badara assiste
Marco Móbil e este não des-
perdiça, mantendo a tradição
de marcar no derby. Em cima
do apito para o descanso, Va-
guinho tem um remate forte e
colocado, com o keeper foras-
teiro a brilhar.
O intervalo fez bem aos
pupilos de Carlos Correia.
Aos 61’, Aires desperdiça ex-
celente ensejo, mas Vagui-
nho corrige, estabelecendo o
empate, que Makhtar desfaz
para a vantagem, aos 64’,
num excelente remate de ca-
beça, a pedido de Rui Borges.
Rui Lopes e Aires protagoni-
zam um dos melhores lances
do encontro, aos 90’, com
Aires a fnalizar, assinando o
resultado fnal.
Entusiasmo nas bancadas do S. Sebastião
III Divisão Série B
1 0
OLIVEIRENSE
MONCORVO
Sintético de Santa maria de Oliveira
árbitro – Hélder Branco (Porto)
EQUIPAS
Freitas
Chibas
China
Duarte
Nuno
Sousa
Leal
(Paulinho 83”)
Ricardinho
(Moisés 69”)
Tiago
(Daniel 57”)
Arturinho
Pedro Moreira
Victor
Leandro
Teixeira
Glauber
Zé Borges
Filipe
(Fernando 46”)
Paulo Dores
(Pinto 80”)
Joca
Elísio
Jaime
Baba
(Alexandre 46”)
TREINADORES
António Amolgado Sílvio Carvalho
golos: Arturinho 10”
Disciplina: Tiago 26”, Elísio 46”, Sousa
50”, Pedro Moreira 63”, Pinto 86”, Alexan-
dre 90+2
Dois remates,
um golo
O golo de cabeça de Artu-
rinho, aos 10”, fez o resultado
do jogo em Santa Maria de
Oliveira. Cruzamento da es-
querda de Leal e a defesa visi-
tante deixou o ponta de lança
à vontade para fazer o golo.
Pela frente havia 80+4. O
Moncorvo assumiu a diantei-
ra, mas não conseguiu qual-
quer bola na rede, apesar das
inúmeras oportunidades.
Outro problema para os
rapazes de Trás-os-Montes
foi o sintético em mau esta-
do. A bola saltava muito e
era difícil construir jogadas
de futebol ao primeiro toque.
Antes do intervalo, 2º rema-
te com perigo dos rapazes da
casa, mas sem resultado.
A 2ª metade só deu Mon-
corvo, mas com tantas falhas
é impossível fazer golos.
O juiz da partida teve uma
tendência nas bolas divididas,
dando tudo a favor da Olivei-
rense. Por isso, nota negativa,
apesar de não ter interferido
no resultado fnal. Fica aqui
mais um exemplo do pro-
blema dos jogos das equipas
transmontanas na zona do
Minho, em que, na dúvida,
se benefciam as equipas da
casa.
Curioso foi o desabafo do
mestre Sílvio no fnal do jogo:
“ preferia ter 0 pontos na se-
rie A”.
Festa rija no 1º golo alvi-negro
28 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
NORDESTE DESPORTIVO

CLASSIFICAçÕES
Clubes P J
Classifcação
1 Sp. Braga 18 6
2 Benfca 16 6
3 FC Porto 13 6
4 Rio Ave 10 6
5 Sporting 10 6
6 P. Ferreira 7 6
7 U. Leiria 6 5
8 Olhanense 6 6
9 Leixões 5 6
10 Nacional 5 5
11 Marítimo 5 6
12 Belenenses 5 5
13 V. Guimarães 5 5
14 V. Setúbal 4 6
15 Naval 4 6
16 Académica 3 6
6ª. Jornada
Liga Sagres
V. Guimarães 28/09 U. Leiria
V. Setúbal 0-1 P. Ferreira
Benfca 5-0 Leixões
Olhanense 0-1 Sp. Braga
FC Porto 1-0 Sporting
Belenenses 12/10 Nacional
Marítimo 1-2 Naval
Rio Ave 0-0 Académica
Próxima Jornada
Sp. Braga 03/10 V. Setúbal
Académica 02/10 Marítimo
Sporting 04/10 Belenenses
Olhanense 04/10 FC Porto
Leixões 04/10 U. Leiria
Naval 03/10 Rio Ave
Nacional 05/10 V. Guimarães
P. Ferreira 05/10 Benfca
Resultados
Clubes P J
Classifcação
1 Joane 7 3
2 Serzedelo 6 3
3 Fafe 6 3
4 Vila Meã 5 3
5 Amarante 5 3
6 AD Oliveirense 4 3
7 Leça 4 3
8 Rebordosa 4 3
9 Torre Moncorvo 4 3
10 Famalicão 1 3
11 Infesta 1 3
12 Pedrouços 1 3
3ª. Jornada
III Divisão Série B
Joane 3-3 Rebordosa
Leça 0-1 Serzedelo
Amarante 1-1 Vila Meã
Pedrouços 0-3 Fafe
Infesta 1-1 Famalicão
AD Oliveirense 1-0 Torre Moncorvo
Próxima Jornada
Rebordosa 11/10 Leça
Serzedelo 11/10 Infesta
Famalicão 11/10 Amarante
Torre Moncorvo 11/10 Pedrouços
Vila Meã 11/10 AD Oliveirense
Fafe 11/10 Joane
Resultados
Clubes P J
Classifcação
1 Varzim 13 5
2 Padroense 13 5
3 Freamunde 9 5
4 Diogo Cão 8 5
5 V. Guimarães 7 5
6 Vizela 7 5
7 Sp. Braga 7 5
8 Régua 7 5
9 Rio Ave 6 5
10 Fafe 6 5
11 Limianos 3 5
12 GD Cachão 0 5
5ª. Jornada
Nacional Juniores B
Diogo Cão 2-2 Varzim
Régua 1-4 Fafe
Padroense 4-1 Vizela
Rio Ave 2-1 V. Guimarães
Freamunde 2-0 Sp. Braga
Limianos 3-1 GD Cachão
Próxima Jornada
Sp. Braga 04/10 Diogo Cão
GD Cachão 04/10 Freamunde
Varzim 04/10 Padroense
Fafe 04/10 Rio Ave
V. Guimarães 04/10 Limianos
Vizela 04/10 Régua
Resultados
Clubes P J
Classifcação
1 Mirandela 9 3
2 Maria da Fonte 7 3
3 Amares 7 3
4 Macedo de Cavaleiros 6 3
5 Valenciano 5 3
6 Limianos 4 3
7 Montalegre 4 3
8 Marinhas 4 3
9 Bragança 3 3
10 Fão 1 3
11 Santa Maria FC 0 3
12 Morais FC 0 3
3ª Jornada
III Divisão Série A
Valenciano 0-0 Limianos
Marinhas 1-0 Morais FC
Mirandela 3-1 Bragança
Macedo de Cavaleiros 2-0 Santa Maria FC
Amares 1-1 Fão
Montalegre 1-1 Maria da Fonte
Próxima Jornada
Limianos 11/10 Montalegre
Morais FC 11/10 Valenciano
Bragança 11/10 Marinhas
Santa Maria FC 11/10 Mirandela
Fão 11/10 Macedo de Cavaleiros
Maria da Fonte 11/10 Amares
Resultados
Futsal - I Divisão
Clubes P J
Classifcação
1 Gil Vicente 10 5
2 Feirense 10 5
3 Portimonense 10 5
4 Beira-Mar 9 5
5 Oliveirense 8 5
6 Freamunde 8 5
7 Santa Clara 8 5
8 Desp. Aves 7 5
9 Sp. Covilhã 6 5
10 Carregado 5 5
11 Penafel 5 5
12 Fátima 5 5
13 Varzim 5 5
14 Trofense 4 5
15 Estoril 3 5
16 Chaves 3 5
5ª. Jornada
Liga Vitalis
Gil Vicente 1-1 Fátima
Penafel 1-0 Sp. Covilhã
Carregado 0-0 Desp. Aves
Chaves 1-1 Estoril
Beira-Mar 1-0 Oliveirense
Freamunde 2-1 Varzim
Trofense 0-3 Portimonense
Santa Clara 1-1 Feirense
Próxima Jornada
Oliveirense 04/10 Chaves
Estoril 04/10 Beira-Mar
Desp. Aves 04/10 Gil Vicente
Fátima 04/10 Carregado
Sp. Covilhã 04/10 Trofense
Portimonense 04/10 Freamunde
Feirense 04/10 Penafel
Varzim 04/10 Santa Clara
Resultados
Clubes P J
Classifcação
1 V. Guimarães 9 3
2 Bragança 9 3
3 Sp. Braga 7 3
4 Vizela 6 3
5 Varzim 6 3
6 Ribeirão 4 3
7 AD Barroselas 3 3
8 Gil Vicente 3 3
9 Marinhas 3 3
10 Chaves 3 3
11 Famalicão 0 3
12 ARC Paçô 0 3
3ª. Jornada
Nacional Juniores C
Ribeirão 0-1 Marinhas
Sp. Braga 2-1 Famalicão
Bragança 3-0 Gil Vicente
V. Guimarães 6-0 Chaves
ARC Paçô 0-5 Varzim
Vizela 1-0 AD Barroselas
Próxima Jornada
Marinhas 04/10 Vizela
Famalicão 04/10 Ribeirão
Gil Vicente 04/10 Sp. Braga
Chaves 04/10 Bragança
Varzim 04/10 V. Guimarães
AD Barroselas 04/10 ARC Paçô
Resultados
3ª. Jornada
Clubes P J
Classifcação
1 Belenenses 9 3
2 Ins. D.João V 6 3
3 Benfca 6 2
4 Sporting 6 2
5 AD Fundão 6 3
6 Freixieiro 6 3
7 Mogadouro 6 3
8 Boticas 4 3
9 Alpendorada 3 3
10 FJ Antunes 3 3
11 AAUTAD/Real Fut 3 3
12 Onze Unidos 1 3
13 SL Olivais 0 3
14 Vila Verde 0 3
Clubes P J
Freixieiro 7-3 Boticas
SL Olivais 1-2 Belenenses
Onze Unidos 4-7 Mogadouro
AAUTAD/Real Fut 3-1 Vila Verde
Ins. D.João V 3-4 Alpendorada
AD Fundão 2-3 FJ Antunes
Benfca 24/10 Sporting
Próxima Jornada
Boticas 20/10 Benfca
Belenenses 03/10 Freixieiro
Mogadouro 03/10 SL Olivais
Vila Verde 03/10 Onze Unidos
Alpendorada 03/10 AAUTAD/Real Fut
FJ Antunes 03/10 Ins. D.João V
Sporting 03/10 AD Fundão
Resultados
Leia, assine e divulgue
Leia, assine
e divulgue
III Divisão Série A
2 0
MACEDO
STA. MARIA
Jogo no Estádio municipal de macedo
árbitro da A. F. Porto, Pedro Estela
EQUIPAS
Tiago Gil
Bernardino
Didácio
Corunha
Eurico (cap)
Branco
Wivisson
(Luís Gancho 41”)
Luís Carlos
Jaló
(Tomané 68”)
Toninho
Eduardo
Salgueiro
Magalhães
Tico
Zé Pedro
Tiago
Vendu
Celso
Piloto (cap)
Fábio
(Christophe int)
Bruno Silva
(Tiago Torres int)
Lamosa
TREINADORES
Rui Vilarinho João Salgueiro
golos: 2-0 ao intervalo – 1-0 Corunha g.p.
25’, 2-0 Jalo 34’
Disciplina: Corunha 1’, Eduardo 45’,
Toninho 57’, Gancho 63’, Branco 72’;
Magalhães 13” e 27” (c.v. p/acum), Fábio
24” (g.p.), Salgueiro 75”, Venu 87” ” c.v.
De futebol,
só o
resultado!
Tarde de futebol pouco
ortodoxo que os locais dese-
jarão rapidamente esquecer,
mas repetir muitas vezes o
resultado. Enquanto que, os
forasteiros desejarão repetir
o acerto na recuperação de
bola, mas esquecer a incapa-
cidade de não se aproveita-
rem desse facto.
Nunca tínhamos visto
uma tarde tão desastrada dos
macedenses a acusar o últi-
mo jogo e a conviver mal com
a pressão de ter de ganhar.
Mesmo os “certinhos infalí-
veis” entregaram, de “mão
beijada”, a bola ao adversário
proporcionando-lhe espaço
para aproximações, pelo me-
nos uma vez. Valeu a estreli-
nha que lhes faltou na taça e
no derby, não desperdiçando
o penalti e concretizando um
lance de levantar qualquer
estádio, pela perfeição da
construção e assistência, e
pela forma subtil e automati-
zada do disparo, intencional,
colocado e indefensável.
Ficou provado que estas
equipas estão ainda em fase
de construção, ajustando
arestas que as impedem de
apresentar uma dinâmica já
personifcada, padronizada,
regular e matadora, e daí a
diametralidade exibicional.
Faltando aos trasmontanos
apenas a simbiose exibição-
resultado, para se tornarem
candidatos naturais ao G6. E
aos forasteiros um patrão que
afne, controle e direccione a
propulsão irrequieta e irreve-
rente do seu jovem conjunto,
pela objectividade concreti-
zadora.
Quanto aos árbitros, ex-
celência técnica e um desas-
tre disciplinar, será que há
ordens do alto para causar re-
ceitas… ou a tarde foi mesmo
apenas má para todos os que
pisaram o relvado?!...
macedo teve tarde desastrada
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 29
NORDESTE DESPORTIVO
III Divisão Série A
1 0
MARINHAS
MORAIS
Complexo das marinhas
árbitro – Francisco Vicente (Vila Real)
EQUIPAS
Muchacho
Palheiras
Sobrinho
Edgar
Nuno Gomes
(Gil63”)
Tone
Nibra
Octávio
Ruben
(Novoa 76”)
Rodrigo
(Vale 89”)
Gamito
Stigas
Rui
(Filipe 57”)
Inácio
Arrábidas
Renato
(Rudi 70”)
Lixa
Pires
Ismael
Gene
Rui
TREINADORES
Mário Souto Fernandinho
golos: Sobrinho (gp) 57”.
Disciplina: Nibra 38”, Nuno Gomes
56”, Rui 56”, Edgar 71”, 87 (seguido de
vermelho), Sobrinho 80”.
Fernandinho
já foi ao vinho
O Morais viu um cartão amarelo
para Rui ao fazer falta desnecessária
dentro da área, permitindo o golo
da vitória a Sobrinho. Não fosse este
lance, o Morais poderia trazer pon-
tos, pois para além de ter sido um
bom jogo de futebol, o treinador vi-
sitante colocou a sua equipa a jogar
com classe. O jogo foi sempre muito
dividido e o empate acabaria por ser
mais justo.
A grande novidade foi mesmo o
futebol pratico pelos rapazes o con-
celho de Macedo, que já deram uma
imagem da boa recolha “da uva” fu-
tebolística. Além disso, um técnico
não pode ser o culpado de uma má
decisão de um jogador, que, curio-
samente, saiu logo após o lance que
derrotou a equipa. Vai ser uma prova
animada, porque este Morais é bom
a jogar à bola e sabe o que quer, mas,
muitas vezes, falta o principal, que é
a área onde o clube está e não dá jeito
a muitos jogadores.
Já na parte fnal do jogo, o Ma-
rinhas viu-se na obrigação de defen-
der o magro 1-0, com a expulsão de
Edgar.
Francisco Vicente esteve, como
sempre, em grande.
Futebol
Veteranos
de Bragança
em Valpaços
O Clube de Bragança viajou per-
to de 80km para jogar com os ami-
gos de Valpaços.
O Bragança foi surpreendido
com uma derrota por 4-2, os golos
da turma de Bragança foram da au-
toria de Pedra (o habitual) e Luís
Audi.
Foi mais um bonito jogo, desta
vez, entre rivais.
O Valpaços apresentou-se muito
forte e acabou por marcar por 4 ve-
zes perante a imponência de Marcos
Sénior, um guarda-redes que terá
apenas que dar tempo na situação
de bolas paradas.
Jorginho por duas vezes, Mário
e Joaquim fizeram os restantes go-
los da equipa do Distrito de Chaves.
Escusado será dizer que, na 3ª par-
te houve “goleada das grandes”.
Bragançanos foram surpreendidos por 4 golos
30 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
NORDESTE DESPORTIVO
Juniores A
3 0
TAIPAS
BRAGANÇA
Campo das Taipas (Pelado)
árbitro – Pedro moreira (Porto)
EQUIPAS
Ferreira
Gouveia
Gomes
João Paulo
Figueiredo
Sequeira
Zé Pedro
Martinho
Rodrigues
Sérgio
(Cunha 89”)
Alcino
(Silva 90+1)
Nelson
(Louçano 21”)
Nélio
Francisco
Alexandre
V Hugo
(Cend 41”)
Valentim
Padrão
(Ruben 60”)
Ricardo
TREINADORES
HG Marcelo Alves
e J Genesio
golos: Alcino 7”, 32”, Zé Pedro 68”
Disciplina: Ferreira 76”, Gouveia 34,80”,
Sequeira 87”, João Paulo 89; Vermelhos di-
rectos ” Francisco 10”, Nélio 35” e Gouveia
por acumulação
Juniores B
3 1
LIMIANOS
CACHÃO
Campo do Limianos
árbitro – A S (Porto)
EQUIPAS
Fonseca
Zeca
Julien
Adriano
(Marcelo Vaz 82”)
Cerqueira
Fábio
( Viana 76”)
Castro
Gui
(Dani 77”)
Leandro
Soares
Miguel
Ricardo
Fábio
Diogo
Fábio Silva
Manuel João
Daniel
Vila Franca
(J Paulo 70”)
João Pedro (F.
Alexandre 73”)
Hugo Castelões
(Fábio 60”)
Carlos Eduardo
Micael
TREINADORES
Ricardo Gomes Salvador
golos: Miguel 23”, Soares 49”, Carlos
Eduardo 67”, Viana 88”
Juniores C
3 0
GD BRAGANÇA
GIL VICENTE
Campo da CEE
árbitro – Hugo geraldes (guarda)
EQUIPAS
André Reis
Esteves
Ivo
Saraiva
Gonçalo
Luís Trigo
Chiquinho
(Luís Silva 60”)
Rui Alves
Zé Portugal
(Benzema 70+1)
Nuno
Luís Lisboa
Pedro
Hélder
Hugo
João Paulo
Ricardo

(Eira 36”)
Calais (Edú 18”)
Loureiro
Leandro
(V Diogo 45”)
Diogo (Nuno36”)
Fábio
(Digo 41”)
TREINADORES
Bétinho Antas Zé Manuel
golos: Nuno 5”, 44”, Zé Portugal 58”
Em 3 jornadas o GDB, já
viu 5 cartões vermelhos e 4
deles directos. Na verdade, o
juiz Pedro Moreira cumpriu
a sua missão nas Caldas da
Taipas, expulsando Francisco
por uma infelicidade. O de-
fesa do Bragança, em vez de
aliviar quis sair a jogar e per-
deu a bolam, fazendo penalti,
mesmo assim Nelson defen-
deu e adiou por um minuto
o primeiro golo do Taipas,
obtido por Alcino. O Bragan-
ça procurou o jogo pelo jogo,
mas não marcava quando ia
Os “Galos” também se abatem
Um jogo de grande qua-
lidade, por parte das duas
equipas, mas com um senão,
entrou melhor o Bragança
que aos 5”, por Nuno, abriu
o marcador. Jogada descaí-
da sobre a direita e o jovem
bragançano atirou cruzado
para a baliza de Pedro, a bola
ainda bateu ligeiramente em
Hugo e desviou a trajectória
batendo o guardião dos galos.
Uma entrada forte e uma pri-
meira parte onde os donos da
casa poderiam ter resolvido o
jogo, com duas grandes opor-
tunidades de Rui Alves e Zé
Portugal. Mas o guarda-redes
de Barcelos mostrou muita
categoria no lance com Rui
Alves, fcou claro que fsica-
mente os canarinhos fcariam
a perder para a 2ª metade.
Logo se viu o Gil Vicen-
te a pegar no jogo, mas uma
grande defesa de André Reis
reanimou a equipa e acabou
por marcar mais dois gran-
des golos e ainda Luís Sil-
va atirou ao ferro de Pedro.
Grande qualidade técnica
no Bragança com uma alian-
ça forte e táctica, mas um
Gil Vicente sempre sóbrio e
com alguns períodos de ata-
que mais físico. Com perigo,
uma defesa de luxo com um
guarda – redes como André
Reis, não deu possibilidades
à equipa da cidade minhota.
Uma arbitragem de muita
categoria que não mostrou
cartões e não cometeu erros
de grande monta, aliás, não
demos muito por isso, o lema
dos jogadores ajudou, entrar
em campo e jogar à bola.
para o ataque até que, mais
um azar bateu há porta de
Marcelo Alves, Nelson le-
sionou-se e Louçano tomou
conta da baliza. Mais, aos 35”
Nélio foi expulso ao pisar um
adversário, foi sem querer
é certo, mas o juiz viu como
agressão e cartão vermelho.
Antes, aos 32”, já Alcino
bisava e acabava o jogo para
os donos da casa. Foi sem-
pre o Bragança a mandar e
a perder, por diversas vezes,
a oportunidade de chegar
ao empate. A velha história
Levados
ao colo
Para mal dos pecados do
Cachão, o juiz da partida este-
ve mal e acabou por dar uma
péssima imagem da classe,
com um caseirismo de forma
a dar palmo ao Limianos de
avançar na tabela classifca-
tiva.
Se na semana passada, o
clube sabia bem da sua má
postura em campo, desta vez
foi exactamente o contrário,
jogou bom futebol, atacou
e criou oportunidades, mas
não deixaram que os pontos
viajassem para o nordeste
transmontano.
Pena foi que, um dirigen-
te do Cachão desabafasse de
uma forma simples e clar:
“em 10 anos nunca levantei
os braços para um árbitro e
este senhor derrotou-nos sem
sabermos porquê”.
De lamentar que, o Ca-
chão não tivesse ganho pelo
menos um ponto porque a
motivação seria outra para o
próximo jogo em casa. Mas
a equipa não vai baixar os
braços, assegurou Pedro Gri-
lo, presidente do cube trans-
montano.
Cachão critica arbitragem
Bragança gosta
de jogar com 9
de quem não marca mor-
re, aconteceu aos 68” por
Zé Pedro, mesmo assim, o
Bragança obrigou o Taipas a
anti-jogo, que resultou numa
expulsão e vários cartões com
jogadores a perderem tempo.
Bom trabalho do juiz e dores
de cabeça para os treinadores
do Bragança, quase sem defe-
sa para o próximo jogo.
Indisciplina deu em goleada
Bragança deu espectáculo
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 31
NORDESTE DESPORTIVO
Futsal
4 4
PIONEIROS
UTAD
Pavilhão municipal Bragança
árbitros – Rui Brás e Frederico Pires
(Bragança)
EQUIPAS
Serginho
Oliver Khan
Rafael
Bruno Silva
Paquito
Emanuel
Estrelante
Flávio
Matos
Machado
P Ferreira
Daniel
Ivo
Bruno Pinto
Gui
Camilo
André
Daniel Alves
Rafael
Tiago Teixeira
Rodrigues
Fábio
TREINADORES
Manuel Rodrigues Carlos Soares
golos: Matos 13”, Gui 16”, André 19”,
26”, 37” (Pioneiros), Ivo 22”, Daniel 31”,
Rafael 38”
Erro da AFB compromete
Académico de Mogadouro
Encontrar a forma
Mais um jogo de prepara-
ção da equipa da casa, desta
vez com uma jovem equipa de
estudantes de Vila Real, que
regressam ao Nacional de Ju-
niores da A F Vila Real, depois
de alguns anos de afastamen-
to da competição. No entanto,
vieram 3 jogadores da equipa
principal. Foi interessante
ver a partida, que acabou com
8 golos repartidos. Boa entre-
ga dos atletas, golos bonitos,
bons períodos de futsal. Os
golos foram a essência, pois
o principal estava na prepa-
ração dos conjuntos. Tendo
em conta os vários aspectos
dos dois campeonatos, a dife-
rença existe, na realidade, em
haver muitas mais equipas no
distrito vizinho, no que toca a
camadas jovens.
Entretanto, para a Taça
de Portugal, os Pioneiros jo-
gam em casa com o Futsal de
Azeméis (distrito de Aveiro),
mas devido às eleições do
próximo dia 11, deverá haver
um acordo entre os clubes,
devido à falta de pavilhão em
Bragança.
Para o campeonato, a
equipa violeta recebe o Ma-
cedense. Por sua vez, a turma
de Macedo joga para a Taça
em Lamas (Santa Maria).
Pioneiros empataram com os vizinhos de Vila Real
Depois da falha grave
na inscrição de três
atletas, Jorge Noguei-
ra pondera colocar
cargo à disposição
A Associação de Futebol
de Bragança (AFB) enganou-
se nos prazos de envio das
inscrições de três importantes
reforços do Clube Académico
de Mogadouro à Federação
Portuguesa de Futebol (FPF).
Este lapso impossibilita os
atletas de jogarem até Janeiro
de 2010, apesar do CAM ter
remetido, atempadamente,
toda a documentação exigida
para a inscrição internacional
dos últimos três reforços do
clube: Gildemário, Gilberto e
Renato,
A situação insólita foi
comunicada directamente
ao presidente do CAM pela
presidência da AFB, acompa-
nhada de um franco pedido
de desculpas. O presidente da
Associação, Jorge Nogueira,
enviou, ainda, um fax à FPF,
onde assume a responsabili-
dade pelo equívoco, na tenta-
tiva de resolver a questão.
No entanto, a Federação,
através do secretário-geral,
Ângelo Brou, eximiu-se da
responsabilidade e, indis-
cutivelmente, não aceitou o
pedido de desculpas do pre-
sidente da AFB. Perante esta
situação, Jorge Nogueira co-
locou em questão um pedido
formal de demissão do cargo
ocupado já há alguns anos.
Numa situação de “deses-
pero” está o clube por ter os
seus objectivos comprometi-
dos.
Além da possibilidade de
perda dos investimentos, in-
cluindo o transporte aéreo,
alojamento, alimentação,
cumprimentos de honorários
de contrato, legalizações jun-
to do Consulado Português
em Espanha, entre outros.
Perante esta falha grave, o
CAM terá que tomar deci-
sões, que serão discutidas
numa reunião de emergência
com a direcção. Certo é que
este “erro” afectará o grande
projecto do CAM para a épo-
ca 2009/2010.
Futsal I Divisão
4 7
ONZE UNIDOS
AC MOGADOURO
EQUIPAS
1 – Tolaças
4 - Mário Rui
0 - Zézito
15 - Filipe Penha
(1 golo)
0 – Alex (2 golos)
Jogaram ainda
16 - Barata
11 – Patolas
7 - João Paulo
9 – Barros (1 golo)
0 – Mija
1 - Pina
14 - Diego Man-
cuso
0 – Ricardinho (1
golo)
9 – Boi
0 – Freitas (4 go-
los)
10 – Pin (1 golo)
12 - Wallace
19 - Káká
0 - Vigário
0 - Pedro Piracha
Freitas dispara na artilharia
equipa que não soube gerir
o resultado, acabando por
tornar complicado um jogo
que, aparentemente, seria
tranquilo. Aos 8 min, Penha
marcou o primeiro golo ad-
versário, fnalizando o placar
do primeiro período. Só aos 8
minutos do segundo tempo,
Pin aumenta a diferença para
1X3.
Inesperadamente, Alex,
em 2 jogadas seguidas, igua-
la o marcador com dois go-
los, um a cada minuto (9 e 10
min).
A faltarem 6 minutos para
o fnal, Mário Freitas, que
tem subido de rendimento a
olhos vistos, sendo uma forte
promessa no futsal nacional e
seguido por Orlando Duarte,
arranca uma sequência de 4
golos. Os dois primeiros, aos
34 e 36 minutos de jogo, e os
dois últimos, aos 38 e 39 mi-
nutos. Alex intercala mais um
na baliza de wallace aos 38’.
O marcador encerrou a
contagem com uma boa van-
tagem para o CAM que ga-
nhou por 7 bolas a 4. Assim, o
Académico soma seis pontos
e sobe empatado (sem o jogo
do Sporting e Benfca) para o
segundo lugar da tabela clas-
sifcativa, juntamente com
Instituto, Fundão e Freixiei-
ro. Sporting e Benfca tam-
bém têm 6 pontos mas com
apenas 2 jogos.
mais dois reforços para o CAm
Nos primeiros 3 minutos,
já o Clube Académico de Mo-
gadouro (CAM) tinha con-
quistado um avanço de dois
golos. Mancuso e Ricardinho,
depressa tranquilizaram a
32 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 33
RODAS & mOTORES
100 À HORA
Clássicos sobre rodas
VANESSA MARTINS
40 participantes deliciaram-
se em mais uma iniciativa
do NAC
O Nordeste Automóvel Clube
(NAC) organizou, na semana passa-
da, o III Passeio de Automóveis Anti-
gos cujo destino foram uma vez mais
o Alto Douro Vinhateiro, as lagaradas
de Celeiros do Douro e o passeio de
barco no rio Douro.
Com os 18 carros e os 40 partici-
pantes apostos, iniciaram o passeio
percorrendo alguns lugares, nome-
adamente Balsa, Souto Maior, Sa-
brosa fazendo a primeira paragem
em Celeirós onde decorria a habitual
lagarada. Pena foi a falta de coragem
dos participantes para entrar no la-
gar, tendo aproveitado o tempo para
a visita mais demorada às várias ten-
das espalhadas pelas ruas da aldeia e
NAC aproveitou para fazer a entrega
de lembranças aos participantes e
também aos patrocinadores do even-
to. Após o repasto a caravana rumou
à Quinta do Paço em Vila Real para
pernoitar.
O segundo dia começou com a
deslocação para o cais do Pinhão
para os participantes entrarem a bor-
do de dois barcos rebelos e rumarem
rio abaixo até Folgosa do Douro, para
no restaurante Doc poderem apreciar
as iguarias preparadas para os parti-
cipantes.
Após o almoço os participantes
rumaram aos seus clássicos de barco
onde se deu por terminada o passeio.
De recordar que, a 7 de Novem-
bro vai para a estrada a 4ª edição do
passeio de S. Martinho, também or-
ganizada pelo NAC.
para a compra de alguns produtos da
terra.
O jantar teve lugar num restau-
rante em Sabrosa, onde a direcção do
Passeio também incluiu viagem de barco
Clássicos bem condizentes com as belezas do Douro
Renault
Objectivo: zero
emissões
A Renault prepara-se para lan-
çar uma gama completa de veícu-
los 100 por cento eléctricos com
zero emissões, a partir de 2011
O veículo eléctrico é a solução
de ruptura que permitirá oferecer
a mobilidade zero emissões para
todos. Em coerência com a política
ambiental Renault eco², os veícu-
los eléctricos Renault Z.E. foram
projectados para uma comerciali-
zação em larga escala.
Esta ruptura tem vindo a ser
sustentada e acompanhada por
uma vontade política, a
nível mundial através, nome-
adamente, de incentivos fscais
sobre as emissões de CO2 e o de-
senvolvimento das infra-estrutu-
ras necessárias a esta mobilidade
eléctrica.
O ano de 2011 marcará o início
da comercialização, em série, dos
veículos eléctricos
Renault, acessíveis a todos.
A Aliança Renault-Nissan visa
a liderança na comercialização em
larga escala de veículos zero emis-
sões.
Através de quatro “concepts
cars” a Renault apresenta a gama
de veículos eléctricos que serão
comercializados a partir de 2011 e
que visam responder a utilizações
e clientes bastante diferenciados:
TWIZY Z.E. Concept, veículo ur-
bano por excelência para quem
procura uma mobilidade efcaz e
prática na cidade; ZOE Z.E. Con-
cept, berlina compacta polivalente
destinada a todos os que efectuam
deslocações diárias, e que procu-
ram um espaço privilegiado e to-
talmente personalizável; FLUEN-
CE Z.E. Concept, berlina elegante
que permite transportar conforta-
velmente 5
pessoas; e KANGOO Z.E. Con-
cept comercial eléctrico destinado
às frotas e profssionais.
Novas apostas da marca francesa
Motocross
Rui Gonçalves é vice-campeão do Mundo
Rui Gonçalves obteve o melhor
resultado de sempre alcançado por
um piloto português no Campeonado
do Mundo de Motocross ao sagrar-se
vice-campeão do “Mundial” depois
de terminar em quarto classifcado
na prova fnal desta época disputada
em Canelinha, no Brasil.
Não era bem este o título pelo
qual muitos fãs portugueses aguar-
davam no fnal e Rui teria mesmo que
benefciar de um qualquer azar do
líder do campeonato, Marvin Mus-
quin, para dar a volta ao resultado.
O piloto da KTM – Red Bull obteve o
segundo posto nos curtos treinos de
qualifcação da manhã de domingo
uma vez que todas as sessões de trei-
nos de sábado foram anuladas devido
às intensas chuvas ocorridas no sul
do Brasil durante a semana.
Na temporada de 2010, o piloto
de Vidago vai subir à classe rainha de
MX1 onde certamente continuará a
Rui gonçalves na prova brasileira
ter um excelente desempenho ainda
aos comandos de uma KTM.
34 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
Jornal Nordeste - Semanário Regional de Informação Nº 675 de 29 de Setembro de 2009
OFERTA DE ESTÁGIO PROFISSIONAL
O Município de Freixo de Espada à Cinta promove estágio no âmbito do Programa Está-
gios Profssionais na Administração Local (PEPAL), com as seguintes características:
1-Destinatários:
Jovens entre os 18 e os 30 anos possuidores de licenciatura (nível V), que se encontrem
nas seguintes condições:
• Recém saídos dos sistemas de educação e formação à procura do 1º emprego;
• Desempregados à procura de novo emprego.
2-Número de estágios por habilitação e área funcional de oferta:
N.º de estágios Área Funcional de Oferta Área de recrutamento
1 Arquitectura Arquitectura
3-Local de realização dos estágios: Município de Freixo de Espada à Cinta
4-Duração dos estágios: 12 meses.
5- Método (s) de selecção: A Avaliação Curricular e Entrevista Profssional de Selec-
ção. Os critérios de apreciação e ponderação da avaliação curricular e da entrevista pro-
fssional de selecção, bem como a classifcação fnal, incluindo a respectiva fórmula de
classifcação, constam da acta da reunião do júri do concurso, sendo a mesma facultada
aos candidatos sempre que solicitada.
6-Oferece-se:
• Bolsa de estágio mensal, no montante de:
2 salários mínimos nacionais (correspondendo actualmente a € 900,)
para os estagiários com habilitação de nível superior (nível V);
•Subsídio diário de refeição (de montante equivalente ao fxado
para os trabalhadores da Administração Pública actualmente de € 4,27)
7-Prazo para formalização da candidatura: 5 dias úteis, contados da data de publi-
cação deste aviso.
8- Requisitos: Compete aos candidatos fazerem prova do preenchimento dos requisitos
exigidos, designadamente os previstos no art.3º do Decreto – Lei n.º 94/2006, de 29 /05
(idade e habilitações).
9- Documentos: Juntamente com a candidatura o candidato deve remeter Curriculum
Vitae datado e assinado, fotocópia do Bilhete de Identidade ou Cartão do Cidadão, Nú-
mero de Identifcação Fiscal, do Certifcado de Habilitações, Certifcados das acções de
formação, bem como documento comprovativo da situação de desemprego emitido por
uma das entidades: IEFP, Segurança Social ou Direcção Geral de Impostos.
10- Quanto aos requisitos mencionados no n.º 8, podem ser substituídos, até à data de
assinatura do contrato, por declaração do candidato, sob compromisso de honra, que
preenche tais requisitos.
11- Formalização da candidatura: as candidaturas deverão ser formalizadas obriga-
toriamente utilizando o formulário de candidatura que se encontra disponível no portal
da Direcção Geral da Administração Local ( www.dgaa.pt, em PEPAL – 3ª Edição/For-
mulários.
12- Envio da candidatura: As candidaturas devem ser entregues pessoalmente até ao
último dia do prazo, na Secção de pessoal da Câmara Municipal de Freixo de Espada
à Cinta, ou remetidas via CTT ao Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de
Freixo de Espada à Cinta Av. Guerra Junqueiro 5180-104 Freixo de Espada à Cinta,
mediante registo com aviso de recepção.
13- Podem ser obtidas informações complementares até ao último dia do prazo para
entrega de candidaturas, por consulta à secção de pessoal, presencialmente ou pelo te-
lefone n.º 279658160.
Paços do Concelho do Município de Freixo de Espada à Cinta, 25 de Setembro de
2009.
O Presidente da Câmara,
José Manuel Caldeira Santos

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Sábado - Bem Saúde
Domingo - Mariano
Segunda- Soeiro
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Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
TRIBUNAL JUDICIAL DE BRAGANÇA
1º Juízo
ANÚNCIO
2ª e última Publicação
Processo: 272-B/1999
Execução Sumária
N/ Referência: 1348378
Data: 09-09-2009
Exequente: Norberto Augusto Ramos
Executado: Aníbal Padrão e Filhos, Ld.a
Nos autos acima identifcados foi designado o dia 15-10-2009, pe-
las 09:30 horas, neste Tribunal, para a abertura de propostas, que
sejam entregues até esse momento, na Secretaria deste Tribunal,
pelos interessados na compra do(s) seguinte(s) bem/bens:
TIPO DE BEM: Bem Móvel
REGISTO: Bragança - Tribunal Judicial
REFERÊNCIA: Bragança - Tribunal Judicial
DESCRIÇÃO: Um calibrador para castanhas de cor verde, com
oito depósitos eléctricos com os respectivos motores com três ta-
petes rolantes sendo um de tunel/ tapete.
PENHORADO EM: 17-02-2009 10:00:00, AVALIADO EM:
5.000,00
PENHORADO A:
EXECUTADO: Aníbal Padrão e Filhos, Ldª, Documentos de iden-
tifcação: NIF - 502578343. Endereço: Parada, 5300-000 Bragança
MODALIDADE DA VENDA: Venda mediante proposta em carta
fechada
VALOR BASE DA VENDA:70 % da avaliação - €: 3.500,00
é fel depositário do móvel a vender o Sr. Norberto Augusto Ramos,
residente em Parada Bragança, o qual durante o prazo dos editais e
anúncios o mesmo obrigado a mostrar o bem a quem pretenda exa-
miná-lo, mas podendo fxar horas em que, durante o dia, facultará
a inspecção, tornando-as conhecidas do publico por qualquer meio
– artº 891º do C.P.C.
O Juiz de Direito
Dr. Miguel Ângelo França
O Ofcial de Justiça,
Amador Afonso
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO
Certifco, narrativamente, para efeitos de publicação, que por escri-
tura de hoje, exarada de folhas cento e treze a folhas cento e catorze
do respectivo livro número cento e trinta e cinco, FERNANDA
MADALENA AFONSO, NIF 157 484 181, e marido FERNANDO
AUGUSTO RAMOS, NIF 157 484 173, casados sob o regime da
comunhão de adquiridos, naturais, ela da freguesia de Rebordãos,
ele da freguesia de Castro de Avelãs, ambas do concelho de Bra-
gança, residentes na freguesia de Nogueira, também deste concelho
de Bragança;
Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores
do prédio rústico, composto de terra de cultura, com a área de nove
mil e novecentos metros quadrados, sito em “Cabanelas”, freguesia
de Nogueira, concelho de Bragança, a confrontar de norte e poente
com Carlos Sá Alves, sul e nascente com caminho, não descrito na
Conservatória do Registo Predial deste concelho, conforme certi-
dão que da mesma apresentam, mas inscrito na respectiva matriz
sob o artigo 1224, com o valor patrimonial tributável de € 17,47 e
idêntico atribuído.
Que o identifcado prédio foi-lhes doado no ano de mil novecentos
e oitenta, já no estado de casados, por Norberto Augusto Moreira
e Maria José Ramos, pais do justifcante marido, já falecidos, resi-
dentes que foram na aludida freguesia de Nogueira, por contrato de
doação meramente verbal, nunca tendo chegado a realizar a neces-
sária escritura pública.
Que, assim, não são detentores de qualquer título formal que legiti-
me o domínio do mencionado prédio. Que, não obstante isso, logo
desde esse ano de mil novecentos e oitenta, passaram a usufruir o
referido terreno, gozando de todas as utilidades por ele proporcio-
nadas, começando por ocupá-lo, limpando-o, cultivando-o, colhen-
do os seus frutos e produtos, e efectuando diversas benfeitorias,
designadamente o melhoramento das suas vedações, agindo assim,
sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, na convicção
de tal prédio lhes pertencer e de serem os seus verdadeiros donos,
como tal sendo reconhecidos por toda a gente, fazendo-o de boa
fé por ignorarem lesar direito alheio, pacifcamente, porque sem
violência, contínua e publicamente, à vista e com o conhecimento
de todos e sem oposição de ninguém.
Que dadas as enunciadas características de tal posse que, da forma
indicada vêm exercendo há mais de vinte anos, adquiriram o domí-
nio do dito prédio por usucapião, título esse que, por sua natureza,
não é susceptível de ser comprovado por meios normais.
Que para suprir tal título fazem esta declaração de justifcação para
fns de primeira inscrição no registo predial.
Está conforme.
Bragança, 20 de Agosto de 2009.
A colaboradora autorizada,
Elisabete Maria C. Melgo
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO
Certifco, narrativamente, para efeitos de publicação, que por escri-
tura de hoje, exarada de folhas sessenta a folhas sessenta e dois do
respectivo livro número cento e trinta e sete, MESSIAS DOS SAN-
TOS FLORES, NIF 102 778 060, e mulher MARIA DE LURDES
MALHÃO, NIF 144 380 919, casados sob o regime da comunhão
geral, naturais da freguesia de Samil, onde residem, concelho de
Bragança, declararam:
Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores
dos imóveis a seguir identifcados, ambos localizados na freguesia
de S. Pedro de Serracenos, concelho de Bragança:
número um - prédio rústico, composto de terra de cultura com oli-
veiras, com a área de dois mil setecentos e cinquenta e cinco metros
quadrados, sito em “Vergada”, a confrontar de norte e poente com
Manuel dos Reis Gonçalves, sul com João Martins Pereira Sampaio
e nascente com António Manuel Samões, inscrito na respectiva ma-
triz sob o artigo 459, com o valor patrimonial tributável de € 550,00
e idêntico atribuído; e
número dois - prédio rústico, composto de terra de cultura com oli-
veiras, com a área de dois mil setecentos e cinquenta e cinco metros
quadrados, sito em “Vergada”, a confrontar de norte e poente com
Manuel dos Reis Gonçalves, sul com João Martins Pereira Sampaio
e nascente com António Manuel Samões, inscrito na respectiva ma-
triz sob o artigo 460, com o valor patrimonial tributável de € 530,00
e idêntico atribuído.
não descritos na Conservatória do Registo Predial de Bragança,
conforme certidão que da mesma apresentam.
Que os identifcados prédios foram-lhes vendidos no ano de mil no-
vecentos e sessenta, já no estado de casados, pela forma seguinte:
a) o primeiro, por Ana Gestrudes Gonçalves, já falecida, residente
que foi na aludida freguesia de S. Pedro de Serracenos; e
b) o segundo, por Delfna Gonçalves, já falecida, residente que foi
no Brasil, em morada que já não se conseguem precisar;
ambos por contratos de compra e venda meramente verbais, nunca
tendo chegado a realizar as necessárias escrituras públicas.
Que, assim, não são detentores de qualquer título formal que legiti-
me o domínio dos mencionados prédios.
Que, não obstante isso, logo desde esse ano de mil novecentos e
sessenta passaram a usufruir os terrenos, gozando de todas as utili-
dades por eles proporcionadas, começando por ocupá-los, limpan-
do-os, cultivando-os, colhendo os seus frutos e produtos, e efec-
tuando diversas benfeitorias, designadamente o melhoramento das
suas vedações, agindo assim, sempre com ânimo de quem exerce
direito próprio, na convicção de tais prédios lhes pertencerem e de
serem os seus verdadeiros donos, como tal sendo reconhecidos por
toda a gente, fazendo-o de boa fé por ignorarem lesar direito alheio,
pacifcamente, porque sem violência, contínua e publicamente, à
vista e com o conhecimento de todos e sem oposição de ninguém.
Que dadas as enunciadas características de tal posse que, da forma
indicada vêm exercendo há muito mais de vinte anos, adquiriram
o domínio dos ditos prédios por usucapião, título esse que, por sua
natureza, não é susceptível de ser comprovado por meios normais.
Que para suprir tal título fazem esta declaração de justifcação para
fns de primeira inscrição no registo predial.
Está conforme.
Bragança, 2 de Setembro de 2009.
O Colaborador Autorizado,
José Manuel Brás Rosa
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO/JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que por
escritura lavrada no dia vinte e quatro de Setembro de dois mil e
nove no Cartório Notarial a cargo do notário Lic. João Américo
Gonçalves Andrade, sito na Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, 16
em Bragança, exarada de onze a folhas treze do livro de notas para
escrituras diversas número “Setenta – B” RAÚL JOSÉ LOPES e
mulher BEATRIZ LUCILIA LOPES, casados sob o regime da co-
munhão geral de bens, ambos naturais e residentes na freguesia de
Rio Frio, concelho de Bragança, NIFS 102 831 025 e 102 602 492,
fzeram as declarações constantes desta certidão, que com esta se
compõe de três laudas e vai conforme o original.
Bragança, Cartório Notarial, vinte e quatro de Setembro de dois
mil e sete.
A Colaboradora Autorizada
Bernardete Isabel C. Simões Afonso
Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem,
dos seguintes bens:
1 Prédio rústico, sito em Tuda de Cima, freguesia de Quintanilha,
concelho de Bragança, composto por cultura, com a área de qua-
tro mil e novecentos metros quadrados, a confrontar do norte com
Francisco Miranda, do nascente com Divisão de freguesia, do sul
com caminho e do poente com Francisco Miranda, não descrito na
Conservatória do Registo Predial de Bragança, mas inscrito na ma-
triz respectiva sob o artigo 5481, sendo de 11,69 euros, o seu valor
patrimonial, a que atribui o valor de quinze euros.
2 Prédio rústico, sito em Tuda de Cima, freguesia de Quintanilha,
concelho de Bragança, composto por cultura, com a área de qua-
tro mil e novecentos metros quadrados, a confrontar do norte com
Francisco Rodrigues, do nascente com Junta de Freguesia, do sul
com caminho e do poente com Junta de Freguesia, não descrito
na Conservatória do Registo Predial de Bragança, mas inscrito na
matriz respectiva sob o artigo 5485, sendo de 11,69 euros, a que
atribui o valor de quinze euros.
3 Prédio rústico, sito em Tuda de Cima, freguesia de Quintanilha,
concelho de Bragança, composto por cultura, com a área de oito mil
e quatrocentos metros quadrados, a confrontar do norte com Junta
de freguesia, do nascente com Crispimiano, do sul com caminho e
do poente com Junta de Freguesia, não descrito na Conservatória
do Registo Predial de Bragança, mas inscrito na matriz, respectiva
sob o artigo 5487, sendo de 19,86 euros, a que atribui o valor de
vinte euros.
Que entraram na posse dos referidos prédios, em mil novecentos
e oitenta, por compra verbal que deles fzeram a Meneses Cordei-
ro, residente que foi na referida freguesia de Quintanilha, sem que
no entanto fcassem a dispor de título formal que lhes permita, o
respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas, des-
de logo, entraram na posse e fruição dos identifcados prédios, em
nome próprio, posse assim detêm há muito mais de vinte anos, sem
interrupção ou ocultação de quem quer que seja.
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO/JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que por
escritura lavrada no dia dezasseis de Setembro de dois mil e nove
no Cartório Notarial a cargo do notário Lic. João Américo Gon-
çalves Andrade, sito na Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, 16 em
Bragança, exarada de setenta e um a folhas setenta e dois verso do
livro de notas para escrituras diversas número “Setenta –A” AN-
TÓNIO DOMINGOS FERNANDES e mulher ILDA DE JESUS
LOUSADA, casados sob o regime de comunhão adquiridos, am-
bos naturais e residentes na freguesia de Montouto, concelho de
Vinhais, NIFS 151 990 166 e 166 794 805, fzeram as declarações
constantes desta certidão, que com esta se compõe de três laudas e
vai conforme o original.
Bragança, Cartório Notarial, dezasseis de Setembro de dois mil e
nove.
A Colaboradora Autorizada
Bernardete Isabel C. Simões Afonso
Que, são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem,
dos seguintes bens:
1. Prédio rústico, sito em Valadares, freguesia de Montouto, con-
celho de Vinhais, composto por terra de centeio, com a área de
três mil e seiscentos metros quadrados, a confrontar do norte com
Estrada, do nascente com António Macias, do sul com caminho e
do poente com António Macias, não descrito na Conservatória do
Registo Predial de Vinhais, mas inscrito na matriz respectiva, sob
o artigo 2869, sendo de 7,71 euros o seu valor patrimonial, a que
atribuem o valor de dez euros.
2. Prédio rústico, sito na Abelaira, freguesia de Montouto, concelho
de Vinhais, composto por vinha, com a área de mil e duzentos me-
tros quadrados, a confrontar do norte com estrada, do nascente com
Maria Teresa, do sul com caminho e do poente com Adélia Cons-
tância Diegues, não descrito na Conservatória do Registo Predial
de Vinhais, mas inscrito na matriz respectiva, sob o artigo 2361,
sendo de 65,92 euros o seu valor patrimonial, a que atribuem o
valor de setenta euros.
Que entraram na posse dos referidos prédios, em mil novecentos e
oitenta, por permuta verbal que deles fzeram com José dos Santos
Rodrigues, residente em Bragança, sem que no entanto fcassem
a dispor de título formal que lhes permita, o respectivo registo na
Conservatória do Registo Predial; mas, desde logo, entraram na
posse e fruição dos identifcados prédios, em nome próprio, posse
assim detêm há muito mais de vinte anos, sem interrupção ou ocul-
tação de quem quer que seja.
Que essa posse foi adquirida e mantida sem violência e sem oposi-
ção, ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente em nome
próprio e com aproveitamento de todas as utilidades dos prédios,
nomeadamente, amanhando-os, adubando-os, cultivando-os e co-
lhendo os seus frutos, agindo sempre por forma correspondente
ao exercício do direito de propriedade, quer usufruindo como tal
os imóveis, quer benefciando dos seus rendimentos, quer supor-
tando os respectivos encargos, quer ainda pagando as respectivas
contribuições e impostos, mantendo-os sempre na sua inteira dis-
ponibilidade.
Que esta posse em nome próprio, pacífca, contínua e pública, con-
duziu à aquisição dos imóveis, por usucapião, que invocam, justi-
fcando o seu direito de propriedade, para o efeito de registo, dado
que esta forma de aquisição não pode ser comprovada por qualquer
outro título formal extrajudicial.
38 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
NORDESTE DESPORTIVO
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO/JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que por
escritura lavrada no dia dezassete de Setembro de dois mil e nove
no Cartório Notarial a cargo do notário Lic. João Américo Gon-
çalves Andrade, sito na Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, 16 em
Bragança, exarada de oitenta e três a folhas oitenta quatro verso do
livro de notas para escrituras diversas número “Setenta –A” FER-
NANDO ANTONIO RODRIGUES e mulher CARMINDA AMÉ-
LIA MARTINS RODRIGUES, casados sob o regime da comunhão
de adquiridos, ele natural da freguesia de Sortes e ela da freguesia
de Izeda, ambas do concelho de Bragança, residentes na referida
freguesia de Izeda, NIFS 181 864 398 e 181 864 401, fzeram as
declarações constantes desta certidão, que com esta se compõe de
duas laudas e vai conforme o original.
Bragança, Cartório Notarial, dezassete de Setembro de dois mil e
nove.
A Colaboradora Autorizada
Bernardete Isabel C. Simões Afonso
Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem,
do prédio urbano, sito na rua da Ataquilha, freguesia de Izeda, con-
celho de Bragança, composto por parcela de terreno, com a área de
duzentos e cinquenta e seis, virgula cinquenta metros quadrados,
a confrontar do norte com Rua Publica, do nascente com Alcino
Veiga e Outros, do sul com Helena Casimiro e do poente com Ma-
ria de Lurdes Martins e Outros, não descrito na Conservatória do
Registo Predial de Bragança, mas inscrito na matriz respectiva, sob
o artigo 827, sendo de 12 290,00 euros o seu valor patrimonial, a
que atribuem igual valor-.
Que entraram na posse do referido prédio, então como palheiro,
no ano de mil novecentos e oitenta e quatro, por doação verbal
que dele lhes fzeram, José António Rodrigues e mulher Maria da
Anunciação, residentes que foram no lugar de Viduedo, freguesia
de Sortes, concelho de Bragança, sem que no entanto fcassem a
dispor de título formal que lhes permita o respectivo registo na
Conservatória do Registo Predial; mas, desde logo, entraram na
posse e fruição do identifcado prédio, em nome próprio, posse que
assim detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação
de quem quer que seja.
Que essa posse foi adquirida e mantida sem violência e sem oposi-
ção, ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente em nome
próprio e com aproveitamento de todas as utilidades do prédio,
nomeadamente, fazendo obras de melhoramento e limpando-o e
enquanto palheiro nele guardando lenha, forragens, outros haveres
e diversos bens móveis, agindo sempre por forma correspondente
ao exercício do direito de propriedade, quer usufruindo como tal
o imóvel, quer benefciando dos seus rendimentos, quer suportan-
do os respectivos encargos e as referidas obras de melhoramento
e conservação, quer ainda pagando as respectivas contribuições e
impostos, mantendo-o sempre na sua inteira disponibilidade.
Que esta posse e composse em nome próprio, pacifca, contínua e
pública, conduziu à aquisição do imóvel, por usucapião, que invo-
cam, justifcando o direito de propriedade, para o efeito de registo,
dado que esta forma de aquisição não pode ser comprovada por
qualquer outro título formal extrajudicial.
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO/JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que por
escritura lavrada no dia vinte e dois de Setembro de dois mil e nove
no Cartório Notarial a cargo do notário Lic. João Américo Gon-
çalves Andrade, sito na Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, 16 em
Bragança, exarada de cento e vinte equatro a folhas cento e vinte e
seis verso do livro de notas para escrituras diversas número “Seten-
ta –A” JOÃO AMADOR e mulher ISMÉNIA DE JESUS COSTA,
casados no regime da comunhão geral de bens, ambos naturais da
freguesia de Macedo do Mato, concelho de Bragança, onde resi-
dem, NIFS 173 947 824 e 107 623 609, fzeram as declarações
constantes desta certidão, que com esta se compõe de duas laudas
e vai conforme o original.
Bragança, Cartório Notarial, vinte e dois de Setembro de dois mil
e nove.
A Colaboradora Autorizada, Bernardete Isabel C. Simões Afonso
Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem,
dos seguintes bens:
1- Prédio urbano, sito no Bairro da Costa, freguesia de Macedo do
Mato, concelho de Bragança, composto por casa de habitação de
rés do chão e primeiro andar, com a área de vinte e oito metros qua-
drados, a confrontar do norte com Frederico Emílio Parada, do sul
com horto do próprio, do nascente com Campo Baldio e do poente
com Ribeira, não descrito na Conservatória do Registo Predial de
Bragança, mas inscrito na matriz respectiva, sob o artigo 121 sendo
de 105,64 euros o seu valor patrimonial, a que atribuem o valor de
cento e cinquenta euros.
2- Prédio urbano, sito no Bairro da Costa, freguesia de Macedo
do Mato, concelho de Bragança, composto por casa de habitação
de rés do chão e primeiro andar, com a área de vinte e um metros
quadrados, a confrontar do norte com Campo Baldio, do sul com
Francisco Manuel Pereira, do nascente com Campo Baldio e do
poente com Ribeira, não descrito na Conservatória do Registo Pre-
dial de Bragança, mas inscrito na matriz respectiva, sob o artigo
122 sendo de 81,96 euros o seu valor patrimonial, a que atribui o
valor de cem euros.
Que entraram na posse dos referidos prédios, em mil novecentos e
sessenta, por compra verbal que deles fzeram a Frederico Emílio
Prada e Francisco Manuel Pereira, residentes que foram na mencio-
nada freguesia de Macedo do Mato, sem que no entanto fcassem
a dispor de título formal que lhes permita, o respectivo registo na
Conservatória do Registo Predial; mas, desde logo, entraram na
posse e fruição dos identifcados prédios, em nome próprio, posse
assim detêm há muito mais de vinte anos, sem interrupção ou ocul-
tação de quem quer que seja.-
Que essa posse foi adquirida e mantida sem violência e sem oposi-
ção, ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente em nome
próprio e com aproveitamento de todas as utilidades dos prédios,
nomeadamente, fazendo obras de melhoramento e habitando-os,
guardando ali os seus haveres e diversos bens móveis, agindo
sempre por forma correspondente ao exercício do direito de pro-
priedade, quer usufruindo como tal os imóveis, quer benefciando
dos seus rendimentos, quer suportando os respectivos encargos e as
referidas obras de melhoramento e conservação, quer ainda pagan-
do as respectivas contribuições e impostos, mantendo-os sempre na
sua inteira disponibilidade.
Que esta posse em nome próprio, pacífca, contínua e pública, con-
duziu à aquisição dos imóveis, por usucapião, que invoca, justif-
cando o seu direito de propriedade, para o efeito de registo, dado
que esta forma de aquisição não pode ser comprovada por qualquer
outro título formal extrajudicial.
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO/JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que por
escritura lavrada no dia dezasseis de Setembro de dois mil e nove
no Cartório Notarial a cargo do notário Lic. João Américo Gon-
çalves Andrade, sito na Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, 16 em
Bragança, exarada de setenta e três a folhas setenta quatro verso
do livro de notas para escrituras diversas número “Setenta –A”
MANUEL ERNESTO RODRIGUES e mulher ANGELINA DA
ASSUNÇÃO RODRIGUES, casados sob o regime da comunhão
de adquiridos, ambos naturais e residentes na freguesia de Baçal,
concelho de Bragança, NIFS 109 002 717 e 154 021 954, fzeram
as declarações constantes desta certidão, que com esta se compõe
de duas laudas e vai conforme o original.
Bragança, Cartório Notarial, dezasseis de Setembro de dois mil e
nove.
A Colaboradora Autorizada, Bernardete Isabel C. Simões Afonso
Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, de
QUATRO MIL QUATROCENTOS E SESSENTA E SETE CEM
MIL AVOS do prédio urbano, sito na Cruz do Concelho, freguesia
de Baçal, concelho de Bragança, composto por casa de habitação
de rés do chão e primeiro andar, com a área de cento e cinquen-
ta metros quadrados, a confrontar do norte com rua, do nascente
com José Aniceto Mateus, do sul com o mesmo proprietário e do
poente com rua, não descrito na Conservatória do Registo Predial
de Bragança, mas inscrito na matriz respectiva, sob o artigo 80,
sendo de 688,05 euros o seu valor patrimonial, a que atribuem o
valor de cem euros.
Que entraram na posse e composse do referido prédio, em mil
novecentos e sessenta, por compra verbal que dele fzeram a Ana
Virgínia Rodrigues, que foi residente na refrida freguesia de Ba-
çal, sem que no entanto fcassem a dispor de título formal que lhes
permita, o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial;
mas, desde logo, entraram na posse, composse e fruição do identi-
fcado prédio, em nome próprio, posse e composse assim detêm há
muito mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem
quer que seja.
Que essa posse e composse foi adquirida e mantida sem violência
e sem oposição, ostensivamente, com o conhecimento de toda a
gente em nome próprio e com aproveitamento de todas as utilida-
des do prédio, nomeadamente, fazendo obras de melhoramento e
habitando-o, guardando ali os seus haveres e diversos bens móveis,
agindo sempre por forma correspondente ao exercício do direito de
propriedade, quer usufruindo como tal o imóvel, quer benefciando
dos seus rendimentos, quer suportando os respectivos encargos e as
referidas obras de melhoramento e conservação, quer ainda pagan-
do as respectivas contribuições e impostos, mantendo-o sempre na
sua inteira disponibilidade.
Que esta posse e composse em nome próprio, pacífca, contínua
e pública, conduziu à aquisição do imóvel, por usucapião, que in-
vocam, justifcando o seu direito de propriedade, para o efeito de
registo, dado que esta forma de aquisição não pode ser comprovada
por qualquer outro título formal extrajudicial.
Jornal Nordeste - Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO
Certifco, narrativamente, para efeitos de publicação, que por es-
critura de hoje, exarada de folhas vinte e uma a folhas vinte e duas
do respectivo livro número cento e trinta e nove, FERNANDO DA
ROCHA GONÇALVES, NIF 168 327 058, e mulher ISABEL DA
CONCEIÇÃO PINTO DOMINGUES, NIF 162 992 459, casados
sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais ele da freguesia
de Mujães, concelho de Viana do Castelo, ela da freguesia de San-
tulhão, onde residem, concelho de Vimioso;
Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores
dos imóveis a seguir identifcados, ambos localizados na freguesia
de Santulhão, concelho de Vimioso:
número um - prédio rústico, composto de pastagem com castanhei-
ros, sito em “Tenente”, com a área de três mil cento e cinquenta
metros quadrados, a confrontar de norte com Serafm dos Anjos
Alves, sul com António Cordeiro Finão, nascente com José Maria
Canedo e poente com António Marques, inscrito na respectiva ma-
triz sob o artigo 2313, com o valor patrimonial tributável de € 15,30
e o atribuído de trinta euros;
número dois - prédio rústico, composto de pastagem, sito na “Rua
de São Lázaro”, com a área de trezentos e cinquenta e dois metros
quadrados, a confrontar de norte com Emídio dos Santos Rodri-
gues Cordeiro, sul e nascente com António Rodrigues Sá Morais e
poente com rua pública, inscrito na respectiva matriz sob o artigo
7504, com o valor patrimonial tributável de € 30,00 e o atribuído
de cinquenta euros;
não descritos na Conservatória do Registo Predial de Vimioso, con-
forme certidão que apresentam.
Que os identifcados prédios foram-lhes vendidos, no ano de mil
novecentos e oitenta e cinco, já no estado de casados, por José
Maria de Sá Morais, já falecido, residente que foi na freguesia de
Talhas, concelho de Macedo de Cavaleiros, por contrato de compra
e venda meramente verbal, nunca tendo chegado a realizar a neces-
sária escritura pública;
Que, assim, não são detentores de qualquer título formal que legiti-
me o domínio dos mencionados prédios.
Que, não obstante isso, logo desde meados desse ano de mil nove-
centos e oitenta e cinco, passaram a usufruir os referidos terrenos,
gozando de todas as utilidades por eles proporcionadas, começando
por ocupá-los, limpando-os, cultivando-os, colhendo seus frutos e
produtos e efectuando diversas benfeitorias, designadamente o me-
lhoramento das suas vedações, agindo assim, sempre com ânimo
de quem exerce direito próprio, na convicção de tais prédios lhes
pertencerem e de serem os seus verdadeiros donos, como tal sendo
reconhecidos por toda a gente, fazendo-o de boa fé por ignorarem
lesar direito alheio, pacifcamente, porque sem violência, contínua
e publicamente, à vista e com o conhecimento de todos e sem opo-
sição de ninguém.
Que dadas as enunciadas características de tal posse que, da forma
indicada vêm exercendo há mais de vinte anos, adquiriram o domí-
nio dos ditos prédios por usucapião, título esse que, por sua nature-
za, não é susceptível de ser comprovado por meios normais.
Que para suprir tal título fazem esta declaração de justifcação para
fns de primeira inscrição no registo predial.
Está conforme.
Bragança, 23 de Setembro de 2009.
A colaboradora autorizada,
Elisabete Maria C. Melgo
A CoraNE – Associação de Desenvolvimento dos Concelhos da
Raia Nordestina, convida as empresas formadoras com sede na sua
área geográfca de actuação (Concelhos de: Bragança, Miranda do
Douro, Vimioso e Vinhais), a apresentar propostas para parceria
nos projectos de formação em Educação e Formação de Adultos
(EFA), a candidatar ao Programa Operacional do Potencial Huma-
no (POPH).
A data limite de apresentação de propostas é o dia 2 de Outubro e
serão analisadas no prazo de 3 dias.
Para mais informações contactar a CoraNE através do número,
273332925.
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO/JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que por
escritura lavrada no dia vinte e três de Setembro de dois mil e
nove no Cartório Notarial a cargo do notário Lic. João Américo
Gonçalves Andrade, sito na Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro,
16 em Bragança, exarada de sete a folhas oito verso do livro de
notas para escrituras diversas número “Setenta –B” ARLINDO
ELISEU PIRES e mulher ADELAIDE DA CONCEIÇÃO PAU-
LOS, casados sob o registo comunhão adquiridos, ele natural da
freguesia de Rebordãos, e ela natural da freguesia de Pombares,
ambas do concelho de Bragança, e residentes na referida fregue-
sia de Rebordãos no lugar da Sarzeda, NIFS 165 802 960 e 169
954 447, fzeram as declarações constantes desta certidão, que
com esta se compõe de duas laudas e vai conforme o original.
Bragança, Cartório Notarial, vinte e três de Setembro de dois mil
e nove.
A Colaboradora Autorizada
Bernardete Isabel C. Simões Afonso
Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem,
dos seguintes bens:
1- Prédio rústico, sito em A Breia, freguesia de Rebordãos, conce-
lho de Bragança composto pastagem com a área de mil quatrocen-
tos metros quadrados, a confrontar do norte com António Joaquim
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO/JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que
por escritura lavrada no dia vinte e três de Setembro de dois
mil e nove no Cartório Notarial a cargo do notário Lic. João
Américo Gonçalves Andrade, sito na Avenida Dr. Francisco Sá
Carneiro, 16 em Bragança, exarada de quatro a folhas seis ver-
so do livro de notas para escrituras diversas número “Setenta
–A” JOSÉ AUGUSTO GOMES e mulher, OLGA DE LURDES
PRADA GOMES, casados sob o regime de comunhão geral de
bens, ele natural da freguesia de Rebordãos e ela da freguesia de
Nogueira, ambas do concelho de Bragança, residentes na Rua
de Alcântara, 361, freguesia de Campanhã, no Porto, NIFS 168
285 649 e 102 488 983, fzeram as declarações constantes desta
certidão, que com esta se compõe de três laudas e vai conforme
o original.
Bragança, Cartório Notarial, vinte e três de Setembro de dois
mil e nove.
A Colaboradora Autorizada
Bernardete Isabel C. Simões Afonso
Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de ou-
trem, dos seguintes bens:
1- Prédio rústico, sito em Lamas de Vieiros, freguesia de Re-
bordãos, concelho de Bragança composto por pastagem com a
área de três mil e quinhentos metros quadrados, a confrontar do
norte com António Gonçalves Xavier, do nascente com Cândi-
da Fernandes, do sul com Simão Domingues e do poente com
Benedita Rodrigues, não descrito na Conservatória do Registo
Predial de Bragança, mas inscrito na matriz respectiva, sob o
artigo 1192, sendo de 1,39 euros o seu valor patrimonial, a que
atribuem o valor de cinco euros.
2- METADE do prédio rústico, sito em Teixo, freguesia de
Rebordãos, concelho de Bragança composto por cultura e pas-
tagem, com a área de oito mil metros quadrados, a confrontar
do norte com Ermesinda do Céu Rodrigues, do nascente com
Francisco António Vaz, do sul com Lurdes Nogueiro e do poente
com Domingos de Sá, não descrito na Conservatória do Registo
Predial de Bragança, mas inscrito na matriz respectiva, sob o
artigo 2146, sendo de 11,31 euros o seu valor patrimonial, a que
atribuem o valor de quinze euros.
3 Prédio rústico, sito em Lamas de Colmeias, freguesia de Re-
bordãos, concelho de Bragança composto pastagem com quatro
castanheiros, com a área de mil e duzentos metros quadrados,
a confrontar do norte com Maria do Carmo Pires, do nascente
com Cândida Costa, do sul com Maria Emília Nogueira e do
poente com Maria do Carmo Nogueira, não descrito na Conser-
vatória do Registo Predial de Bragança, mas inscrito na matriz
respectiva, sob o artigo 3129, sendo de 2,64 euros o seu valor
patrimonial, a que atribuem o valor de cinco euros.
4 Prédio rústico, sito em Vale de Galinha, freguesia de Rebor-
dãos, concelho de Bragança composto pastagem e sete casta-
nheiros com a área de dois mil e quatrocentos metros quadrados,
a confrontar do norte com Sebastião dos Santos Pires, do nas-
cente com Maria do Carmo Pires, do sul com Umbelina do Ro-
sário Afonso e do poente com Dionísio Gonçalves, não descrito
na Conservatória do Registo Predial de Bragança, mas inscrito
na matriz respectiva, sob o artigo 3151, sendo de 8,42 euros o
seu valor patrimonial, a que atribuem o valor de dez euros .
5 Prédio rústico, sito em Teixo, freguesia de Rebordãos, con-
celho de Bragança composto cultura com a área de dois mil e
duzentos metros quadrados, a confrontar do norte com António
Gonçalves Xavier, do nascente com caminho, do sul com ca-
minho e do poente com Francisco António Vaz, não descrito na
Conservatória do Registo Predial de Bragança, mas inscrito na
matriz respectiva, sob o artigo 2133, sendo de 16,97 euros o seu
valor patrimonial, a que atribuem o valor de vinte euros.
Que entraram na posse dos referidos prédios no ano de mil no-
vecentos e setenta e nove, por compra verbal que deles fzeram a
António Joaquim Gomes e Adriano Alexandre Gomes residen-
tes em França, sem que no entanto fcassem a dispor de título
formal que lhes permita o respectivo registo na Conservatória
do Registo Predial; mas, desde logo, entraram na posse e fruição
dos identifcados prédios, em nome próprio, posse que assim
detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de
quem quer que seja.
Que essa posse foi adquirida e mantida sem violência e sem
oposição, ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente
em nome próprio e com aproveitamento de todas as utilidades
dos prédios, nomeadamente, amanhando-os, adubando-os, cul-
tivando-os e colhendo os seus frutos, agindo sempre por forma
correspondente ao exercício do direito de propriedade, quer
usufruindo como tal os imóveis, quer benefciando dos seus ren-
dimentos, quer suportando os respectivos encargos, quer ainda
pagando as respectivas contribuições e impostos, mantendo-os
sempre na sua inteira disponibilidade.
Que esta posse em nome próprio, pacifca, contínua e pública,
conduziu à aquisição dos imóveis, por usucapião, que invocam,
justifcando o direito de propriedade, para o efeito de registo,
dado que esta forma de aquisição não pode ser comprovada por
qualquer outro título formal extrajudicial.
Gonçalves, do nascente com Francisco António Vaz, do sul com
caminho e do poente com António Joaquim Gonçalves, não des-
crito na Conservatória do Registo Predial de Bragança, mas ins-
crito na matriz respectiva, sob o artigo 2844, sendo de 0,88 euros
o seu valor patrimonial, a que atribuem o valor de cinco euros.
2- Prédio rústico, sito em Costa, freguesia de Rebordãos, conce-
lho de Bragança composto por pastagem, com a área de sete mil
e quatrocentos metros quadrados, a confrontar do norte com Ani-
ceto António Domingues, do nascente com Adriano Gonçalves,
do sul com Fernando Augusto Quintas e do poente com caminho,
não descrito na Conservatória do Registo Predial de Bragança,
mas inscrito na matriz respectiva, sob o artigo 2849, sendo de
2,89 euros o seu valor patrimonial, a que atribuem o valor de
cinco euros.
Que entraram na posse dos referidos prédios no ano de mil no-
vecentos e oitenta, por compra verbal que deles fzeram a Aida
Maria Gonçalves e António Ferreira de Sá, residentes residente
que foram na referida freguesia de Rebordãos, sem que no entanto
fcassem a dispor de título formal que lhes permita o respectivo
registo na Conservatória do Registo Predial; mas, desde logo,
entraram na posse e fruição dos identifcados prédios, em nome
próprio, posse que assim detêm há mais de vinte anos, sem inter-
rupção ou ocultação de quem quer que seja.
Que essa posse foi adquirida e mantida sem violência e sem opo-
sição, ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente em
nome próprio e com aproveitamento de todas as utilidades dos
prédios, nomeadamente, amanhando-os, adubando-os, cultivan-
do-os e colhendo os seus frutos, agindo sempre por forma corres-
pondente ao exercício do direito de propriedade, quer usufruindo
como tal os imóveis, quer benefciando dos seus rendimentos,
quer suportando os respectivos encargos, quer ainda pagando as
respectivas contribuições e impostos, mantendo-os sempre na sua
inteira disponibilidade.-
Que esta posse em nome próprio, pacifca, contínua e pública,
conduziu à aquisição dos imóveis, por usucapião, que invocam,
justifcando o direito de propriedade, para o efeito de registo,
dado que esta forma de aquisição não pode ser comprovada por
qualquer outro título formal extrajudicial.
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 37
PuBLICIDADE
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
CARTÓRIO NOTARIAL
EXTRACTO
Notária Lic. Carmen Maria
Coelho Mota Neves
Rua Alvares Cabral, n.° 54 – 2.° andar sala 24
4400 - 017 Vila Nova de Gaia
CERTIFICO para efeitos de publicação que por escritura de justi-
fcação lavrada neste Cartório, em dezasseis de Setembro de dois
mil e nove, exarada de fs. 42 a fs 44 verso do livro de notas para
Escrituras Diversas número 141 - A, na qual Álvaro António Teixei-
ra, NIF 142 622 753 e mulher, Júlia Gabriela Janeiro Teixeira, NIF
141 937 750, casados sob o regime da comunhão de adquiridos,
naturais, ele da freguesia de Adeganha, concelho de Torre de Mon-
corvo, ela da freguesia de Mazouco, concelho de Freixo de Espada
à Cinta, residentes no Lugar da Junqueira, naquela freguesia de
Adeganha, declararam que são donos e legítimos possuidores, com
exclusão de outrem, dos seguintes imóveis:
a) Prédio rústico - terra para trigo com oliveiras, com a área de
trinta e dois mil oitocentos e vinte metros quadrados, a confrontar
do norte com caminho público, do sul com Dr. Horácio Gouveia, do
nascente com Abel de Jesus Sá Lemos e do poente com Vítor Ma-
nuel Teixeira, sito no Lugar de Barreiros, freguesia de Adeganha,
concelho de Torre de Moncorvo, inscrito na respectiva matriz sob
o artigo 1.720, com o valor patrimonial de 215,03€ e o atribuído
de cem euros;
b) Prédio rústico - terra com oliveira, com a área de cinquenta me-
tros quadrados, a confrontar do norte, sul, nascente e poente com
Dr. António Pegado Serrano, sito no Lugar de Barreiros, freguesia
de Adeganha, concelho de Torre de Moncorvo, inscrito na respecti-
va matriz sob o artigo 1.718, com o valor patrimonial de 1,65€ e o
atribuído de cem euros; e
c) Prédio rústico - terra com oliveiras, com a área de cem metros
quadrados, a confrontar do norte, sul, nascente e poente com Dr.
António Pegado Serrano, sito no Lugar de Moinho Velho, freguesia
de Adeganha, concelho de Torre de Moncorvo, inscrito na respecti-
va matriz sob o artigo 1.730. com o valor patrimonial de 4,79€ e o
atribuído de cem euros.
Que eles adquiriram os prédios acima descritos, por compra e ven-
da, efectuada verbalmente a António Roberto de Sá Lemos e Castro
e mulher, Dulce da Purifcação Roque, casados sob o regime da
comunhão geral, residentes que foram na freguesia de Lodões, con-
celho de Vila Flor, actualmente falecidos, em data que não podem
precisar, do ano de mil novecentos e oitenta e três, não havendo
qualquer documento ou qualquer outro titulo válido, que faça prova
do seu direito.
Que os referidos prédios se encontram descritos na Conservatória
do Registo Predial de Torre de Moncorvo respectivamente sob
os números mil e quarenta e cinco, mil e quarenta e seis e mil e
quarenta e sete, todos das fchas da freguesia de Adeganha, res-
pectivamente e aí registados a favor de Maria Olímpia Sá Lemos
de Carvalho e marido, José Damião de Carvalho; Maria Eugénia
Figueiredo Sá Lemos Rigueirinha e marido, José Fernando Dantas
Rigueirinha; Antero de Jesus Sá Lemos e mulher, Carmen Duarte
Sá Lemos; Acácio Augusto de Sá Lemos e mulher, Maria Genil-
de da Silva de Sá Lemos; Gualdino António Sá Lemos e mulher,
Elisabete Lobo da Silva; Isilda da Conceição de Sá Lemos Cae-
tano e marido, Vladimir Caetano; na proporção de um doze avos
indivisos, para cada um destes casais e a favor de Raúl Soares de
Sá Lemos e mulher, Maria do Carmo dos Santos Lemos; Dulce da
Conceição Sá Lemos Tavares e marido, José Tavares Júnior; Arnal-
do Augusto de Sá Lemos e mulher, Maria Edione Silvano Lemos
e ainda Gracinda Emília Sá Lemos Santinelli e marido, Valdemar
Santinelli, na proporção de um oitavo indiviso, para cada um destes
casais, pelas apresentações três de oito de Maio de dois mil e sete e
três de onze de Outubro desse mesmo ano.
Os referidos prédios foram registados em nome dos ora referidos
titulares inscritos, na qualidade de herdeiros, em virtude de, erra-
damente, terem sido partilhados, no inventário a que se procedeu
judicialmente por óbito daqueles, António Roberto de Sá Lemos e
Castro e Dulce da Purifcação Roque, apenas porque estes herdei-
ros desconheciam que os mesmos imóveis já tinham sido vendidos
verbalmente, pelos ora mencionados autores da herança, António e
Dulce, aos ora aqui justifcantes.
Que na verdade os justifcantes por si estão na posse e fruição dos
referidos prédios há mais de vinte anos, de forma pública, pacífca,
contínua e em nome próprio, tratando-os, limpando-os, sem inter-
rupção, de forma ostensiva, à vista de toda a gente e sem violência
ou oposição de quem quer que seja, de forma correspondente ao
exercício do direito de propriedade, pelo que os adquiriram por
usucapião.
Que, dadas as enumeradas características de tal posse e domínio,
adquiriram os mencionados prédios por usucapião, que aqui invo-
cam, justifcando, assim, o seu direito de propriedade, dado que
esta forma de aquisição não pode ser comprovada por qualquer
outro título formal extrajudicial.
Que, dada a existência dos referidos titulares no Registo Predial,
desta forma, se verifca uma quebra no trato sucessivo e para suprir
a falta de tal título, vêm prestar estas declarações em ordem ao es-
tabelecimento de um novo trato sucessivo.
ESTÁ CONFORME O ORIGINAL.
Vila Nova de Gaia, em dezasseis de Setembro de dois mil e nove.
A Notária,
Carmen Neves
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
IRENE PAIXÃO DOS SANTOS LEITÃO
NOTÁRIA
CELORICO DA BEIRA
Certifco, para efeitos de publicação, que por escritura lavrada hoje
em Celorico da Beira, nas instalações do Cartório Notarial na Rua
25 de Abril 14 C, exarada a folhas quarenta e nove e seguintes do
livro de notas para escrituras diversas cinquenta e seis P, que Alfre-
do da Assunção Carpinteiro, NIF 162 303 203, e mulher, Celisa das
Dores, NIF 143 514 954, casados sob o regime da comunhão geral,
naturais da freguesia de Cabeça Boa, concelho de Torre de Moncor-
vo, onde residem, no lugar de Cabeça de Baixo, se declaram donos
e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, há mais de vinte
anos, pelo facto de lhes ter sido adjudicado na partilha verbal, no
ano de mil novecentos e oitenta, por óbito da mãe da justifcante,
Doníria dos Prazeres Ferreira, partilha nunca titulada por escritura
pública, do seguinte:
Metade de um prédio Urbano, sito em São Luís, composto por casa
de rés do chão e primeiro andar, com a superfície coberta de seten-
ta e dois metros quadrados, a confrontar de norte com Caminho,
nascente, sul e poente com Próprio, inscrito na respectiva matriz da
freguesia de Cabeça Boa sob o artigo 184, com o valor patrimonial
correspondente à fracção de 332,18€ e atribuído de quatrocentos
euros, descrito na Conservatória do Registo Predial de Torre de
Moncorvo sob o número quatrocentos e cinquenta e três da cita-
da freguesia, inscrito um metade a favor de José Narciso Araújo e
mulher, Maria Cecília Carvalho, pelas apresentações onze de nove
de Janeiro de mil novecentos e noventa e sete, e sete de dezoito de
Outubro de mil novecentos e noventa e nove, e metade sem inscri-
ção de aquisição.
Que desde, então, e tendo-se operado a tradição material do bem,
o têm possuído e usufruído, ou têm permitido o seu uso e fruição,
com os demais co proprietários, habitando-o, fazendo nele obras de
conservação e restauro, tudo com ânimo de quem exercita um direi-
to próprio, de forma reiterada e contínua, à vista de toda a gente da
região, sem oposição de ninguém, sendo por isso a sua posse pacíf-
ca, pública, contínua e de boa fé, pelo que adquiriram a fracção por
usucapião, não tendo todavia dado o modo de aquisição documento
que lhes permita fazer a prova do seu direito de propriedade.
Está conforme o original
Celorico da Beira, 26 de Agosto de 2009
A Notária
Irene Leitão
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 674, de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO
Certifco, narrativamente, para efeitos de publicação, que por
escritura de hoje, exarada de folhas cento e quatro a folhas cento
e seis do respectivo livro número cento e trinta e sete, ANTÓ-
NIO JOAQUIM GONÇALVES ROLDÃO, NIF 168 087 464, e
mulher IRENE DO ROSÁRIO PIRES, NIF 168 087 456, casa-
dos sob o regime da comunhão geral, naturais da freguesia de
Rebordãos, residentes na freguesia de Samil, no Loteamento de
Cabeça Boa, ambas do concelho de Bragança, declararam:
Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possui-
dores do prédio rústico, composto de terra de cultura, com a
área de mil duzentos e oitenta metros quadrados, sito em “Vale
de Sanguinho”, freguesia de Rebordãos, concelho de Bragança,
a confrontar de norte e nascente com José Joaquim da Rocha,
sul com Venâncio Augusto Pires e poente com António Carolino
Faria, não descrito na Conservatória do Registo Predial deste
concelho, conforme certidão que da mesma apresentam, mas
inscrito na respectiva matriz sob o artigo 2053, com o valor pa-
trimonial tributável de € 1,26 e o atribuído de cento e cinquenta
euros.
Que o referido prédio veio à sua posse por adjudicação em par-
tilha efectuada com os demais interessados, por óbito do pai da
justifcante mulher, Venâncio Augusto Pires, residentes que foi
na aludida freguesia de Rebordãos, partilha essa efectuada no
ano de mil novecentos e oitenta e cinco e nunca formalizada
pela outorga da necessária escritura pública.
Que, assim, não são detentores de qualquer título formal que
legitime o domínio do mencionado prédio.
Que, não obstante isso, logo desde esse ano de mil novecentos e
oitenta e cinco passaram a usufruir o referido terreno, gozando
de todas as utilidades por ele proporcionadas, começando por
ocupá-lo, limpando-o, cultivando-o, colhendo os seus frutos e
produtos, e efectuando diversas benfeitorias, designadamente o
melhoramento da sua vedação, agindo assim, sempre com âni-
mo de quem exerce direito próprio, na convicção de tal prédio
lhes pertencer e de serem os seus verdadeiros donos, como tal
sendo reconhecidos por toda a gente, fazendo-o de boa fé por
ignorarem lesar direito alheio, pacifcamente, porque sem vio-
lência, contínua e publicamente, à vista e com o conhecimento
de todos e sem oposição de ninguém.
Que dadas as enunciadas características de tal posse que, da
forma indicada vêm exercendo há muito mais de vinte anos,
adquiriram o domínio do dito prédio por usucapião, título esse
que, por sua natureza, não é susceptível de ser comprovado por
meios normais.
Que para suprir tal título fazem esta declaração de justifcação
para fns de primeira inscrição no registo predial.
Está conforme.
Bragança, 7 de Setembro de 2009.
O Colaborador Autorizado,
Manuel João Simão Braz
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO
Certifco, narrativamente, para efeitos de publicação, que por
escritura de hoje, exarada de folhas oitenta e três a folhas oi-
tenta e quatro do respectivo livro número cento e trinta e cin-
co, LEONEL LOPES PIRES DIEGUES, NIF 222 220 694, e
mulher MARIA GORETI MATOS DA SILVA, NIF 241 919
649, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, natu-
rais, ela da freguesia de França, onde residem, concelho de
Bragança, ela da freguesia de Ponte, concelho de Guimarães;
Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possui-
dores do prédio urbano, composto de casa de habitação de um
piso com logradouro, sito na Rua do Souto do Santo, freguesia
de França, concelho de Bragança, com a superfície coberta
de sessenta e sete metros quadrados e descoberta, correspon-
dente a logradouro, de seiscentos e treze metros quadrados, a
confrontar de norte e nascente com caminho publico, sul com
herdeiros de Amélia de Jesus e poente com Junta de Freguesia
de França, não descrito na Conservatória do Registo Predial
deste concelho, conforme certidão que da mesma apresentam,
mas inscrito na respectiva matriz sob o artigo 293, pendente
da avaliação fscal e ao qual atribuem o valor de mil euros.
Que o identifcado prédio foi-lhes vendido no ano de mil no-
vecentos e oitenta e quatro. já no estado de casados, por Dou-
silia Conceição Fonteita, viúva, residente na aludida freguesia
de França, por contrato de compra e venda meramente verbal,
nunca tendo chegado a realizar a necessária escritura pública.
Que, assim, não são detentores de qualquer título formal que
legitime o domínio do mencionado prédio.
Que, não obstante isso, logo desde meados desse ano de mil
novecentos e oitenta e quatro, passaram a utilizar o referido
prédio, gozando de todas as utilidades por ele proporcionadas,
guardando nele seus haveres, efectuando regularmente obras
de conservação e reparação, como limpezas, substituição de
elementos danifcados e de benfeitorização, agindo assim,
sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, na convic-
ção de tal prédio lhes pertencer e de serem os seus verdadeiros
donos, como tal sendo reconhecidos por toda a gente, fazendo-
o de boa fé por ignorarem lesar direito alheio, pacifcamente,
porque sem violência, contínua e publicamente, à vista e com
o conhecimento de todos e sem oposição de ninguém.
Que dadas as enunciadas características de tal posse que, da
forma indicada vêm exercendo há mais de vinte anos, adqui-
riram o domínio do dito prédio por usucapião, título esse que,
por sua natureza, não é susceptível de ser comprovado por
meios normais.
Que para suprir tal título fazem esta declaração de justifcação
para fns de primeira inscrição no registo predial.
Está conforme.
Bragança, 19 de Agosto de 2009.
A colaboradora autorizada,
Elisabete Maria C. Melgo
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO/JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que por
escritura lavrada no dia vinte e dois de Setembro de dois mil e nove
no Cartório Notarial a cargo do notário Lic. João Américo Gon-
çalves Andrade, sito na Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, 16 em
Bragança, exarada de cento e vinte e sete a folhas cento e vinte e
nove verso do livro de notas para escrituras diversas número “Se-
tenta –A” MANUEL ANTÓNIO FERNANDES e mulher ELVI-
RA FELICIDADE LINO FERREIRA FERNANDES, casados sob
o regime da comunhão de adquiridos, ele natural da freguesia de
Baçal, concelho de Bragança, onde reside, no lugar de Sacoias e
ela da freguesia de S. Julião de Palácios, concelho de Bragança,
NIF 220 396 990 e 217 878 547, fzeram as declarações constantes
desta certidão, que com esta se compõe de três laudas e vai con-
forme o original.
Bragança, Cartório Notarial, vinte e dois de Setembro de dois mil
e nove.
A Colaboradora Autorizada
Bernardete Isabel C. Simões Afonso
Que os seus representados são donos e legítimos possuidores, com
exclusão de outrem, dos seguintes bens:
a) Prédio rústico, sito em Brunheiro, freguesia de Baçal, concelho
de Bragança, composto por cultura, com a área de três mil metros
quadrados, a confrontar do norte com Virgílio António Fernandes,
do nascente com José dos Santos Miranda, do sul com Daniel dos
Santos da Eira e do poente com João Ramos Gomes, não descrito
na Conservatória do Registo Predial de Bragança, mas inscrito na
matriz respectiva, sob o artigo 2346, sendo de 7,17 euros o seu
valor patrimonial, a que atribuem o valor de dez euros.
b) Prédio rústico, sito em Chara, freguesia de Baçal, concelho de
Bragança, composto por cultura, com a área de três mil metros qua-
drados, a confrontar do norte com Manuel dos Santos da Eira, do
nascente com Manuel dos Santos da Eira do sul com António Pine-
lo e do poente com José Miranda, não descrito na Conservatória do
Registo Predial de Bragança, mas inscrito na matriz respectiva, sob
o artigo 2284, sendo de 7,17 euros o seu valor patrimonial, a que
atribuem o valor de dez euros.
c) Prédio rústico, sito em Vale Cibrão, freguesia de Baçal, concelho
de Bragança, composto por lameiro, com a área de cento e vinte
metros quadrados, a confrontar do norte com Manuel José Vidal,
do nascente com caminho público, do sul com Leonel João Vidal e
do poente com Leonel João Vidal, não descrito na Conservatória do
Registo Predial de Bragança, mas inscrito na matriz respectiva, sob
o artigo 2387, sendo de 2,02 euros o seu valor patrimonial, a que
atribuem o valor de cinco euros.
d) Prédio rústico, sito em Vale Cibrão, freguesia de Baçal, concelho
de Bragança, composto por horta, cultura e uma nogueira, com a
área de mil e quinhentos metros quadrados, a confrontar do norte
com Leonel João Vidal, do nascente com caminho público, do sul
com Leonel João Vidal e do poente com Maria Amélia Fernandes,
não descrito na Conservatória do Registo Predial de Bragança, mas
inscrito na matriz respectiva, sob o artigo 2390, sendo de 29,67 eu-
ros o seu valor patrimonial, a que atribuem o valor de trinta euros.
e) Prédio rústico, sito em Vale Cibrão, freguesia de Baçal, concelho
de Bragança, composto por cultura, com a área de mil e quinhentos
metros quadrados, a confrontar do norte com Manuel José Vidal,
do nascente com Eduardo Acácio Leal, do sul com Leonel João
Vidal e do poente com António Augusto Barreira, não descrito na
Conservatória do Registo Predial de Bragança, mas inscrito na ma-
triz respectiva, sob o artigo 2383, sendo de 1,39 euros o seu valor
patrimonial, a que atribuem o valor de cinco euros.
Que os seus representados entraram na posse dos referidos prédios,
em mil novecentos e oitenta e cinco, por compra verbal que deles
fzeram a António Acácio Barreira, Anunciação dos Anjos Fernan-
des, Miquelina de Jesus Ferreira e Daniel António Ferreira Vidal,
residentes no lugar de Sacoias, da referida freguesia de Baçal, sem
que no entanto fcassem a dispor de título formal que lhes permita,
o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas, des-
de logo, entraram na posse e fruição dos identifcados prédios, em
nome próprio, posse assim detêm há muito mais de vinte anos, sem
interrupção ou ocultação de quem quer que seja.
Que essa posse foi adquirida e mantida sem violência e sem oposi-
ção, ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente em nome
próprio e com aproveitamento de todas as utilidades dos prédios,
nomeadamente, amanhando-os, adubando-os, cultivando-os e co-
lhendo os seus frutos, agindo sempre por forma correspondente
ao exercício do direito de propriedade, quer usufruindo como tal
os imóveis, quer benefciando dos seus rendimentos, quer supor-
tando os respectivos encargos, quer ainda pagando as respectivas
contribuições e impostos, mantendo-os sempre na sua inteira dis-
ponibilidade.
Que esta posse em nome próprio, pacífca, contínua e pública, con-
duziu à aquisição dos imóveis, por usucapião, que invocam, justi-
fcando o seu direito de propriedade, para o efeito de registo, dado
que esta forma de aquisição não pode ser comprovada por qualquer
outro título formal extrajudicial.
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de
29 de Setembro de 2009
EXTRACTO/JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que por
escritura lavrada no dia dezassete de Setembro de dois mil e nove
no Cartório Notarial a cargo do notário Lic. João Américo Gon-
çalves Andrade, sito na Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, 16 em
Bragança, exarada de oitenta e cinco a folhas oitenta seis verso do
livro de notas para escrituras diversas número “Setenta –A” IRON-
DINO RODRIGUES VIDAL, divorciado, natural e residente na
freguesia de Baçal, concelho de Bragança, NIF 215 944 232, fez as
declarações constantes desta certidão, que com esta se compõe de
duas laudas e vai conforme o original.
Bragança, Cartório Notarial, dezassete de Setembro de dois mil e
nove.
A Colaboradora Autorizada
Bernardete Isabel C. Simões Afonso
Que é dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrem, do pré-
dio rústico, sito em Coroa, freguesia de Baçal, concelho de Bragan-
ça, composto por cultura, com a área de três mil e trezentos metros
quadrados, a confrontar do norte com Estrada, do nascente com
Ismael Augusto Lourenço, do sul com João Inácio Morais e do po-
ente com Ramiro Fernando Diegues, não descrito na Conservatória
do Registo Predial de Bragança, mas inscrito na matriz respectiva,
sob o artigo 5541, sendo de 16,72 euros o seu valor patrimonial, a
que atribui o valor de vinte euros.
Que entrou na posse do referido prédio, em mil novecentos e oitenta
e cinco, ainda no estado de solteiro, por doação verbal que dele lhe
fez Herculano Alexandre Vidal, residente na referida freguesia de
Baçal, sem que no entanto fcasse a dispor de título formal que lhe
permita, o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial;
mas, desde logo, entrou na posse e fruição do identifcado prédio,
em nome próprio, posse assim detém há muito mais de vinte anos,
sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja.
Que essa posse foi adquirida e mantida sem violência e sem oposi-
ção, ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente em nome
próprio e com aproveitamento de todas as utilidades do prédio, no-
meadamente, amanhando-o, adubando-o, cultivando-o e colhendo
os seus frutos, agindo sempre por forma correspondente ao exercí-
cio do direito de propriedade, quer usufruindo como tal os imóveis,
quer benefciando dos seus rendimentos, quer suportando os res-
pectivos encargos, quer ainda pagando as respectivas contribuições
e impostos, mantendo-o sempre na sua inteira disponibilidade.
Que esta posse em nome próprio, pacífca, contínua e pública,
conduziu à aquisição do imóvel, por usucapião, que invoca, justi-
fcando o seu direito de propriedade, para o efeito de registo, dado
que esta forma de aquisição não pode ser comprovada por qualquer
outro título formal extrajudicial.
Jornal Nordeste – Semanário Regional de Informação Nº 675 de 29
de Setembro de 2009
EXTRACTO/JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que por
escritura lavrada no dia vinte e um de Setembro de dois mil e nove
no Cartório Notarial a cargo do notário Lic. João Américo Gonçalves
Andrade, sito na Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, 16 em Bragan-
ça, exarada de cento e catorze a folhas cento e quinze verso do livro
de notas para escrituras diversas número “Setenta –A” RAUL DOS
ANJOS ALVES, solteiro, MAIOR, natural e residente na freguesia de
Meixedo, concelho de Bragança, NIF 163 614 671, fez as declarações
constantes desta certidão, que com esta se compõe de duas laudas e vai
conforme o original.
Bragança, Cartório Notarial, vinte e um de Setembro de dois mil e
nove.
A Colaboradora Autorizada
Bernardete Isabel C. Simões Afonso
Que é dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrem, do prédio
rústico, sito na costa, freguesia de Meixedo, concelho de Bragança,
composto por Pastagem, com a área de duzentos e sessenta metros qua-
drados, a confrontar do norte com Corina Ramos Isidioro e cunhados,
do nascente com José Luís Esteves, do sul com Maria Joana Fernandes
e do poente com José Hipólito Rodrigues, não descrito na Conservató-
ria do Registo Predial de Bragança, mas inscrito na matriz respectiva,
sob o artigo 390, sendo de 0,25 euros o seu valor patrimonial, a que
atribui o valor de vinte euros.
Que entrou na posse do referido prédio, em mil novecentos e setenta,
por compra verbal que dele fez a José Fernando Fernandes, que foi
residente na mencionada freguesia de Meixedo, sem que no entanto
fcasse a dispor de título formal que lhe permita, o respectivo registo
na Conservatória do Registo Predial; mas, desde logo, entrou na posse
e fruição do identifcado prédio, em nome próprio, posse assim detém
há muito mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem
quer que seja.
Que essa posse foi adquirida e mantida sem violência e sem oposição,
ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente em nome próprio
e com aproveitamento de todas as utilidades do prédio, nomeadamen-
te, amanhando-o, adubando-o, cultivando-o e colhendo os seus frutos,
agindo sempre por forma correspondente ao exercício do direito de
propriedade, quer usufruindo como tal o imóvel, quer benefciando dos
seus rendimentos, quer suportando os respectivos encargos, quer ainda
pagando as respectivas contribuições e impostos, mantendo-o sempre
na sua inteira disponibilidade.
Que esta posse em nome próprio, pacífca, contínua e pública, con-
duziu à aquisição do imóvel, por usucapião, que invoca, justifcando
o seu direito de propriedade, para o efeito de registo, dado que esta
forma de aquisição não pode ser comprovada por qualquer outro título
formal extrajudicial.
38 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
TECNOLOgIA & INTERNET PASSATEmPOS
, Sudoku
O objectivo é preen-
cher um quadrado
9x9 com números
de 1 a 9, sem repetir
números em cada
linha e cada coluna.
Também não se pode
repetir números em
cada quadrado de
3x3.
Soluções no próximo número
LAZER
CARNEIRO
Diabo
TOURO
Louco
GÉMEOS
Roda Fortuna
CARANGUEJO
Julgamento
LEÃO
Papisa
VIRGEM
Amantes
BALANÇA
Força
ESCORPIÃO
Lua
SAGITÁRIO
Carro
CAPRICÓRNIO
Torre
AQUÁRIO
Estrela
PEIXES
Justiça
HORÓSCOPO Por Maysa
“Viver é aceitar que cada minu-
to é um milagre que não poderá
ser repetido”.
É importante que se sinta bem
consigo, que saiba aproveitar o
que tem á sua volta, sem questio-
nar ou interpretar as atitudes de
quem o rodeia. Já teve algumas
estrelas importantes na sua vida
e não conseguiu ver a mensa-
gem, talvez seja altura de perce-
ber o que lhe querem transmitir.
Momento favorável a negocia-
ções que envolvam instituições.
Nada assinalar.
“As paixões cegam. O verda-
deiro amor torna-nos lúcidos”.
Não é bom procurar o impossível
ou apressar-se imprudentemente
em busca do inatingível. A paixão
e o desejo, não o levam a lado ne-
nhum enquanto não puser os pés
na terra. É preciso parar e analisar
as opções o que poderá signifcar
inacção. Não é fácil mas é o mais
aconselhável.
Controle a situação fnanceira.
Evite gastos desnecessários.
Tenha mais calma, e lembre-se...
“Quando a cabeça não tem juízo o
corpo é que paga”
“As pessoas tiram da vida exacta-
mente o que investem nela” Está na
hora de deixar essa loucura. Sente
que o Universo conspira contra si,
que tem a vida toda do avesso, que
a frustração, medo, ansiedade, são
uma constante diária, e que já não
tem força para continuar nessa luta.
Talvez não tenha entendido que
apenas lhe pedem que Pare, Aceite,
esqueça o passado, assuma as mu-
danças que lhe estão a ser pedidas, e
saiba fazer “surf da vida”.
Tente não deixar que emoções ou
factores subjectivos o levem a rup-
turas profssionais.
Algum desgaste emocional.
“ Se quer ser feliz tente hoje mes-
mo”
Cada roda na nossa vida é um re-
começo, uma viragem para melhor
e também a fnalização e o começo
de alguma coisa. Tem tudo na mão
para dar a volta as situações menos
agradáveis dentro da sua relação.
Não se trata de um “golpe de sorte “
mas um “toque” de sorte que poderá
fazer a diferença. Esteja atento, de
modo a poder aproveite.
A nível material pondere situações
novas ou inesperadas.
Faça passeios ao ar livre.
“Viver é uma coisa rara no mundo.
A maioria das pessoas apenas exis-
te”
Apesar de não aceitar bem as mu-
danças, mas depois de uma análise
exaustiva sobre as situações, sente
uma certa libertação uma quase ple-
nitude, pois o portão está aberto, e...
tudo o que tem a fazer é transpô-lo.
Mas o importante é que não se afas-
te do caminho, que foi tão difcil de
encontrar. Pense em si e naquilo a
que tem direito: á Felicidade
No plano material, boas infuências.
Durma mais.
“Somos peregrinos nesta terra e
não sabemos até quando. Devemos
encarar a vida, não com tristeza,
mas com serenidade e esperança”
Convém não subestimar o poder
do adversário. Um comportamento
obsessivo ou a chantagem emocio-
nal, neste momento não serão con-
venientes. Pondere e reconheça que
nem sempre tudo pode estar á sua
maneira.
Cuidado com algum documento
que necessite da sua assinatura.
Algum cansaço.
“Faça com que as coisas mais be-
las da sua vida sejam actos e não
apenas palavras sejam factos e não
apenas desejos”.
A decisão está nas suas mãos, neste
momento poderá sentir uma pode-
rosa atracção, por um amigo.” Re-
ceia estragar amizade!!?, mas.. se
nada fzer, nunca saberá se seria ou
não a sua verdadeira alma gémea.
A nível profssional mostre frmeza
nas suas decisões.
Procure combater o nervosismo e a
fadiga.
“Não faça da sua vida um rascu-
nho, pois poderá ser tarde demais,
quando o quiser passar a limpo”
Precisa de ser forte, isto poderá im-
plicar atenuar ou calar os seus sen-
timentos. O anseio a frustração de-
vem ser contidos e suportados. Não
é fácil ter que se meter na “boca do
leão” sem mais armas que o prote-
jam além da sua força interior e das
suas convicções.
Realismo é absolutamente essencial
nas questões laborais.
A sua vitalidade poderá não ser a
melhor, tente relaxar.
“O homem começa a morrer na
idade em que perde o entusiasmo”.
Existe alguma incerteza ou mesmo
ilusão acerca dos teus sentimentos.
Talvez tenha necessidade de ques-
tionar tudo o que tem á sua volta, o
cenário poderá ter enganos, com-
plicados e dolorosos. Seja realista
encare as situações e defna o que
pretende para a sua vida.
Tenha cuidado com os seus inves-
timentos.
Instabilidade nervosa.
“Estar cheio de vida é respirar pro-
fundamente, mover-se livremente e
sentir com intensidade”.
Talvez tenha chegado a hora de as-
sumir um papel activo e não passivo,
tem oportunidade para alterar e de
uma vez por todas deixar de adiar as
situações, está nas suas mãos, ape-
nas necessita de coragem, confan-
ça, e alguma estratégia, mas...esta
terá que ser simples e não com fore-
ados, que é o que tem feito ao longo
da vida. A conjuntura é favorável a
mudanças, e poderá atingir os seus
objectivos.
Cuidado, não se distrai a conduzir.
“O verdadeiro poder chega: sem
ruído, sem alarde e sem violência”
Existe algum pesadelo pois sente
que os seus recursos estão a ser tes-
tados até ao limite. As suas emo-
ções perante triangulos amorosos,
não serão faceis de manter, brinca
com o fogo e sente que poderá es-
tar a arranjar lenha para se queimar
seriamente. Seja sensato.
Precisa de serenidade para consoli-
dar objectivos.
Saúde instável.
“Nada pior na vida do que desejar
o impossível e lamentar não ter
feito o possível”.
Talvez tenha necessidade de parar,
pesar os prós e os contras e olhar
para a situação compreender a re-
alidade, tentando ignorar as emo-
ções, acalmando e observando os
factos, e principalmente ter co-
ragem para se manter frme, pois
embora a situação não lhe agrade,
neste momento, a balança não po-
derá sofrer desequilíbrios.
Obstáculos burocraticos, poderão
ser ultrapassados.
Adquira novos conhecimentos,
sobre praticas alimentares.
O mundo
do socorro
www.cbbraganca.blogspot.com
Criado por bombeiros e dirigido a
bombeiros, o blog www.cbbraganca.
blogspot.com pretende dar a conhecer
o trabalho desenvolvido pela corpora-
ção do Nordeste Transmontano. As-
sim, além de informações sobre o ris-
co meteorológico em que se encontra
o distrito de Bragança, os leitores po-
dem, ainda, fcar a par de alguns con-
selhos da Protecção Civil, campanhas
que contam com o apoio dos Bombei-
ros e eventos, entre muitos outros.
29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE 39
INZONICES
foto
Novela
Pelourinho INCLINÓMETRO
PO
SITIVO
NEGATIVO
Adeus povo cruel!
Nem com a Auto-Estrada
me safei...
mesmo com a barragem
levámos cá um banho...
Ó mota, se não fosse
Vinhais levávamos 3-0!
Estou para ver como
se sai o meu Rocha!
José Sócrates
Primeiro-ministro
Mesmo com grandes obras
no terreno, o PS foi derrotado
no distrito de Bragança e perde
um deputado na Assembleia da
República. Nada que estranhar
num distrito que tem brindado
o PSD e o CDS-PP com algu-
mas das maiores vitórias a ní-
vel nacional.
Cooperativa Agropecu-
ária mirandesa
A raça Mirandesa tem 100
anos e há motivos para festejar,
pois não faltam projectos para
dinamizar o sector. Haja vonta-
de política para fnanciar a uni-
dade que a Cooperativa quer
criar em Vimioso, gerando ri-
queza e postos de trabalho.
Pergunta - Eng. Sócrates, com quem vai governar? Se dá pisca à Direi-
ta, tem o Alegre na passadeira e Portas a tentar atropelar muitos socialistas
na corrida aos tachos, tal como fez ao PSD na coligação de 2002. Se vira à
Esquerda, Louçã vai apitar para acabar com a avaliação dos professores e
Jerónimo de Sousa acenderá o sinal vermelho sempre que Sócrates ultra-
passar os direitos dos trabalhadores.
Enfm, parece que o caminho é o PSD,
mas com outra liderança, claro.
Pinóquio – Ferreira Gomes (que
para quem não sabe foi o cabeça de lista
do PSD no distrito de Bragança) diz que
Ferreira Leite não falou do IP2 e IC5 por-
que os jornalistas não lhe perguntaram.
Oh senhor professor… se lá para os lados
de Penafel se dá o dito por não dito desta
maneira, não queira agora enfar esta ane-
dota aos transmontanos…
Bloco Central – Domingo à noite
não houve motivo de festa nas sedes dos
partidos com assento parlamentar. No PS
chorava-se a perda de um deputado e no
PSD não se cantou vitória a nível distrital,
porque os resultados nacionais estraga-
vam logo a festa. Em termos de festejos, foi um verdadeiro “Bloco Central”!
40 29 de Setembro de 2009 JORNAL NORDESTE
Última Hora
Bragança/Vinhais
EN 308-3 em
obras até
ao fnal do ano
A EN 308-3, que liga Bragan-
ça a Dine, no concelho de Vinhais,
deverá entrar em obras até ao fnal
do ano. A garantia é dada pelo go-
vernador civil de Bragança, Vítor
Alves, que afrma que a empresa
vencedora do concurso vai ser di-
vulgada durante a segunda quinze-
na de Outubro.
Vítor Alves salientou que o
concurso para a benefciação desta
via foi concorrido, tendo levantado
o caderno de encargos 16 empre-
sas, nove das quais avançaram na
corrida para fcarem com a em-
preitada.
Em época de contenção fnan-
ceira, o governador salientou o fac-
to de todos os concorrentes terem
apresentado propostas abaixo de
2,5 milhões de euros, o preço base
estipulado pelas Estradas de Por-
tugal.
“Vê-se a luz ao fundo do túnel
em relação a uma via tão degrada-
da e tão útil para a população”, su-
blinhou o responsável.
Recorde-se que o processo foi
iniciado pelo ex-governador civil,
Jorge Gomes, que encetou um pro-
cesso de negociação entre os uten-
tes da via e o Governo.
A par da requalifcação do pa-
vimento e da implementação de
infra-estruturas, vai decorrer um
processo para a consolidação e
alargamento das pontes. “Este pro-
cesso está mais atrasado, é autóno-
mo, mas apesar do cronograma ser
diferente estará muito próximo,
visto que não faz sentido melhorar
o pavimento deixando de fora as
obras de arte”, realçou Vítor Alves.
Questionado sobre a disponibi-
lidade para continuar no cargo de
governador após a tomada de pos-
se do novo Governo, Vítor Alves
afrmou que o seu compromisso é
terminar a legislatura. No entanto,
o docente do Instituto Politécni-
co de Bragança admite ponderar
manter-se no cargo, caso seja con-
vidado pelo poder central.
Teresa Batista