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Organizações Aprendentes
Aprendizagem pela teoria vs Aprendizagem pela prática Comentar

Alertas
por Ana Neves

Sempre que se pensa numa reforma curricular surge a velha discussão das aulas práticas.
Deve a carta horária destas ser maior do que a das aulas teóricas? Quais os objectivos das
aulas práticas?

Pois bem, a minha opinião é a de que as aulas deveriam ser mistas. Poderiam começar com
uma pequena introdução teórica, seguida de um exercício prático que permitisse usar a
teoria oferecida mas que conduzisse os alunos à dúvida e despertasse neles o interesse pela
descoberta. Depois de lhes permitir questionar, investigar e experimentar, é tempo então de
lhes oferecer uma possível resposta, prestando atenção às conclusões avançadas pelos
alunos, e aproveitando-as sempre que possível.

Os benefícios da aprendizagem pela prática são vários: é mais


A tendência para o
fácil lembrar algo que se viveu do que algo que se ouviu, o
empowerment fomenta a
acto de experimentar actua como um incentivo à aprendizagem pela
aprendizagem, a pessoa sente-se livre de experimentar, e prática
geram-se outras ideias.
São vários os autores que defendem a aprendizagem pela prática. Schank e Cleary dizem
que "só há mesmo uma forma de aprender a fazer alguma coisa e é fazendo-a". Garvin
defende que as ideias geradas através da teoria constituem apenas potencial para melhoria
já que, não saber a forma como o trabalho é efectivamente feito, é um grande obstáculo
para a concretização dessas ideias. Talvez por isso a tendência para a especialização
profissional esteja a desaparecer. Cada vez mais as organizações procuram profissionais
com um vasto leque de experiências e conhecimentos. Isto torna-os capazes de gerar ideias
com base no que sabem ser possível fazer e de gerir eficazmente a sua realização.

Não me parece incrível que a teoria tenha surgido no sistema de ensino com o peso que
todos sabemos, mas surpreende-me que esse peso, ainda que menor, continue tão elevado.
Na verdade, as crianças aprendem pela prática: ninguém as ensina a brincar ou a falar ou a
andar, através de um livro ou de uma lição à secretária. As crianças aprendem por
experiência, através dos tombos ou das palavras mal pronunciadas que não têm o resultado
pretendido. Na sua vida profissional, e tirando o ambiente fabril onde o sistema ainda é
muito mecanicista e ditatorial, a tendência é para um "empowerment" cada vez maior que
possibilita e exige uma aprendizagem pela prática. Por que razão continua, então, o sistema
de ensino a intercalar com teoria este enfoque na prática?

A aprendizagem pela acção, no quadro do ensino superior, pode


ainda ser encarada de uma outra forma: os estágios
Leituras profissionais. Possibilitar a um aluno um estágio numa
organização, colocando-o frente-a-frente com desafios reais em
Leia o texto: Aprendendo tempo real, é a melhor forma de ele aprender. Esta é mais uma
com as crianças. das razões pelas quais os estágios profissionais são tão
importantes no processo de aprendizagem.
A nova necessidade para a educação demandaria a participação efetiva dos alunos no processo educativo, o
que é um patamar a se galgar para a superação do modelo vigente, que, muitas vezes, se vale pelo repasse de
informações feito pelo professor e memorização realizada por parte dos alunos, sem, contudo, contar com o
envolvimento real dos alunos com o conhecimento. O docente terá que levar seu aluno a transpor o mundo da
escola, e terá em mente que a educação, o aprendizado, não acontece apenas nos meios escolares. Assim, o
professor deve entender que o conhecimento não é estático, está em permanente movimento e construção, e
que por isso, é necessário o mesmo estar atento aos recursos tecnológicos que se apresentam na sociedade.
Tais questionamentos vêm de encontro às observações de Seabra, para ele:

Ideologias racistas hj
A PRÁTICA PEDAGÓGICA E A INCLUSÃO SOCIAL: UM DESAFIO

REGRAS PARA PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS


A publicação de trabalhos na revista QUÍMICA HOJE (periodicidade trimestral), segue
às seguintes regras:
1. Serão aceitos artigos técnicos e científicos, preferencialmente inéditos ou
apresentados em eventos públicos, revisões e experiências profissionais;
2. Os artigos são enviados a título de contribuição para o estudo e divulgação
Química, responsabilizando-se os autores por seu conteúdo e autoria;
3. O autor detém todos os direitos sobre o(s) texto(s) que enviar para publicação na
Revista;
4. A Revista Química Hoje, a seu exclusivo critério, poderá publicar ou não o artigo,
caso considere o mesmo inadequado para a linha editorial;
5. As opiniões emitidas pelos autores são de sua exclusiva responsabilidade, não
representando o pensamento da Revista Química Hoje;
6. Os autores que enviarem trabalhos não receberão qualquer remuneração;
7. A Revista Química Hoje reserva-se o direito de publicar ou não os trabalhos
recebidos e de sugerir qualquer alteração que se lhe afigure necessária.. Os trabalhos
encaminhados ao Conselho Editorial serão submetidos à avaliação de dois membros
do Conselho Científico, da área do artigo, que emitirão parecer recomendando ou
não a sua publicação. O Conselho Editorial se reserva o direito de fazer as revisões
gramaticais e ortográficas complementares, bem como adequá-las às normas
disciplinadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), caso sejam
necessárias e de interesse da Revista.

INSTRUÇÕES PARA ENVIO DOS TEXTOS


1. Os textos dos artigos deverão vir precedidos de carta solicitando o encaminhamento
do artigo para publicação ao comite editorial com os dados dos autores, contatos e
currículo Lattes.
2. Os textos deverão conter o título do trabalho e identificação do(s) autor(es),
mencionando, preferencialmente, categoria profissional, instituição vinculada,
formação acadêmica e profissional.
3. Os textos deverão conter, preferencialmente, no mínimo 02 (duas) e no máximo 4
páginas digitadas com espaço simples, fonte "Arial", tamanho 12, redigidos em
português ou inglês, observando a ortografia oficial.
4. Os textos devem ser enviados ao e-mail quimicahoje@terra.com.br em arquivo
anexado (attachment), contendo mensagem, autorizando sua publicação na Revista
Química Hoje.
5. Os textos devem ser enviados, preferencialmente, em arquivos “.doc” (versão do
aplicativo Microsoft Word para Windows) mais atual. As figuras, fotos ou similares
deverão vir em arquivo "tif".
6. O artigo deverá conter: Introdução, materiais e métodos, Resultados e discussão e
conclusões. As referencias bibliográficas deverão vir em ordem alfabética e
seguirão a norma ABNT 6023:
* Poderá ser consultado o livro Normas Técnicas para o Trabalho Científico - Nova
ABNT pelo e-mail quimicahoje@terra.com.br

RESUMO E PALAVRAS-CHAVES
É indispensável a apresentação de resumo explicativo e de palavras-chaves. O
resumo deve ter, no máximo, 150 palavras para fins de indexação, sendo respeitados
os seguintes itens:
a. Deve indicar e informar do que trata o artigo;
b. Deve ser escrito em língua portuguesa (com subtítulo RESUMO), no
idioma do artigo ou em inglês (com subtítulo ABSTRACT).
As palavras-chaves devem contar, no máximo, com cinco termos para fins de indexação

• Incentivar o envolvimento de docentes e estudantes em projetos que visem à solução de


problemas didático-pedagógicos de cursos de graduação;
• Fomentar a interação entre disciplinas e entre Unidades Acadêmicas na resolução de
problemas comuns;
• Auxiliar os Colegiados de cursos de graduação no desenvolvimento de ações que visem o
aprimoramento do ensino;
• Proporcionar ao estudante o aprendizado sobre o desenvolvimento de disciplinas práticas e/ou
teóricas, domínio de técnicas, elaboração de material didático, demais atividades de ensino,
conforme a proposta apresentada em projeto;
• Estimular a interdisciplinaridade;
• Oferecer oportunidades de participação em Atividades Acadêmicas Complementares.