C.L.C.

As tecnologias da informação e comunicação ao serviço da ergonomia

Formando: Pedro Crespo Formadora: Liana Jóia Março 2009

 O que é ergonomia, nomeadamente ergonomia do trabalho?

A ergonomia é a ciência que tem como objectivo a compreensão das interacções entre o Homem e os outros elementos de um sistema de trabalho. A profissão de ergonomista aplica teorias, princípios, dados e métodos para a concepção de produtos e sistemas de trabalho, visando de forma integrada a saúde, a segurança e o bem-estar do indivíduo, bem como a eficácia dos sistemas. Também é chamada de Engenharia dos Factores Humanos e, ultimamente, também se tem preocupado com a Interface HomemComputador. As preocupações com a ergonomia estão a tornar-se um factor essencial à medida que o uso de computadores tem vindo a evoluir. A Ergonomia pode ser aplicada em vários sectores de actividade (Ergonomia Industrial, hospitalar, escolar, transportes, sistemas informatizados, etc.). Em todos eles é possível existirem intervenções ergonómicas para melhorar significativamente a eficiência, produtividade, segurança e saúde nos postos de trabalho. A Ergonomia actua em todas as frentes de qualquer situação de trabalho ou lazer, desde o stress físico nas articulações, músculos, nervos, tendões, ossos, etc., até aos factores ambientais que possam afectar a audição, visão, conforto e principalmente a saúde.

 Problemas que poderão surgir nos postos de trabalho.
Muitas pessoas que utilizam computadores regularmente e por longos períodos de tempo sofrem frequentemente de dores de costas, dores e tensão nas mãos e dedos, rigidez do pescoço e ombros, tendinites nos pulsos, pernas cansadas, aparecimento de varizes e problemas oculares. Na sua maioria, estes problemas estão relacionados com posturas incorrectas do corpo e com outros hábitos que podem mesmo dar origem a lesões graves e incapacitantes para o trabalhador.

O trabalho em ambientes muitas vezes monótono e solitário conduz também a outros tipos de problemas, como por exemplo: ansiedade, irritabilidade, depressão e stress.

 Como resolver esses problemas (com exemplos, se possível).
A prevenção dos problemas causados pela utilização continuada do computador, pode passar por estimular os trabalhadores a evitarem comportamentos graves. . Os trabalhadores deverão evitar certas atitudes no local de trabalho, tais como: manter-se em posturas estranhas ou forçadas; manter a mesma postura durante longos períodos de tempo; realizar tarefas repetitivas que requeiram uma posição estranha ou acções forçadas, sem permitir que o corpo recupere.

As atitudes a promover num local de trabalho:  Ajustar a altura do encosto da cadeira, de maneira que haja contacto entre esta e a parte mais curva das costas;

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Se necessário elevar a cadeira para obter uma posição recta dos pulsos e usar um apoio para os pés; Usar apoio de braços enquanto escreve, sem se apoiar nele para descansar; Colocar o monitor a uma distância de 45 a 80 centímetros dos olhos, evitando reflexos ou contrastes luminosos muito acentuados; Fazer pequenas pausas para descanso e relaxamento; Realizar pequenos exercícios musculares e para os olhos.

Posto de Trabalho

 Tecnologias de acesso ao computador para portadores de deficiência.
A história das pessoas com deficiência é marcada pela exclusão, restrição ou proibição na inclusão, acesso e direitos legais. Muitas vezes foram banidas, confrontadas ou retiradas dos grupos sociais. A luta e o movimento de defesa dos direitos e inclusão social de pessoas com deficiência começam a alcançar sucesso a partir dos anos 70, com alteração da percepção social e também na promoção da adopção de leis e políticas que reconhecem o direito das pessoas com deficiência e sua necessidade para a inclusão social.

Apesar dos resultados alcançados, a deficiência não tem recebido atenção suficiente em muitos aspectos da vida social, inclusive na área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), que incluem telefone, computadores, aplicações de softwares, tecnologias relacionadas à Internet e numerosos dispositivos tecnológicos que se relacionam às telecomunicações. Na sociedade contemporânea, a inclusão social pelas TICs é necessária para a maior parte das actividades diárias. As TICs são acessíveis para portadores de deficiência se elas puderem ser usadas de forma semelhante por todos os usuários sem privilégio de uma determinada habilidade ou sentido específico. Muitas TICs, se desde sua concepção, desenvolvimento e implementação, tiverem como característica inerente a inserção das preocupações relativas à acessibilidade poderão ser usadas pelas pessoas portadoras de deficiência. As TICs que não têm essa característica inerente ao uso devem ser flexíveis o bastante para funcionarem com vários dispositivos de tecnologias assistidas (sintetizadores de voz, teclados alternativos, software activados por voz, etc), podendo ajudar pessoas com várias tipos de deficiência.

 Acessibilidade dos conteúdos da internet
O termo acessibilidade dos conteúdos da internet encontra-se associado à efectiva disponibilização da informação a todos os utilizadores, independentemente da tecnologia e plataforma utilizadas e das capacidades sensoriais e funcionais do utilizador. Apesar de “Acessibilidade na Internet” estar geralmente associada às pessoas com limitações físicas ou sensoriais, os benefícios que advêm da preocupação com estas questões beneficiam muitos mais utilizadores. A Internet é, muitas vezes, mais importante para pessoas com necessidades especiais do que para pessoas sem essas necessidades, pois pode ajudar a ultrapassar as barreiras físicas

tradicionais.
As pessoas com deficiências visuais (cegos, amblíopes ou daltónicos) são os que, com actual estado da Web, têm mais dificuldades de acesso, pois a maioria das páginas é fortemente visual. As principais tecnologias utilizadas por estes utilizadores funcionam à base de leitores de ecrã –

sintetizadores de voz ou aparelhos que apresentam o conteúdo das páginas em Braille. Na construção de páginas é importante fornecer alternativas às imagens apresentadas, de forma a não excluir os utilizadores que dependem destas tecnologias. Em deficiências auditivas incluem-se pessoas surdas ou com dificuldades de audição. Desde o início, a Web é um meio bastante visual, confiando maioritariamente em gráficos e textos para transmitir a informação. Raros são os casos em que sons são necessários para a compreensão do conteúdo. No entanto, sempre que o som é utilizado em sítios da Web, é importante ter em mente as necessidades das pessoas com deficiências auditivas, fornecendo formas visuais alternativas. A solução é fornecer de todos os trechos sonoros apresentados e legendas, no caso dos vídeos com áudio. Actualmente, para pessoas com incapacidades ao nível da fala não existem grandes dificuldades em utilizar a Web, pois os principais meios de interacção utilizados são o rato e o teclado. No entanto, com as evoluções na área das tecnologias de reconhecimento de voz, é necessário ter este facto em atenção e evitar criar problemas futuros. Deficiências motoras podem incluir fraqueza, limitações no controlo dos músculos, limitações sensoriais ou falta de membros. Algumas das limitações físicas podem incluir dor que impeça o movimento. As páginas devem sempre suportar comandos de teclado alternativos que correspondam aos comandos do rato. A interacção com determinada página não deverá depender unicamente de movimentos precisos do rato.

Acessibilidade à documentação.
A documentação em papel continua a ser uma componente essencial a um Posto de Trabalho, constituindo muitas vezes uma dificuldade para pessoas com problemas de visão e manipulação.

Para as pessoas com deficiências motoras, agarrar um livro e folheá-lo pode ser uma tarefa impossível, por essa razão um livro ou documento deve ser encadernado de forma a permitir uma abertura fácil, sem necessitar de estar suportado para estar aberto ou folhear uma página e o papel também não deve ser acetinado. As pessoas com baixa visão podem recorrer a filtros, ajudas ópticas ou electrónicas para ler um documento. De qualquer maneira a cor do papel e as características gráficas dos documentos são factores que podem influenciar o esforço visual na leitura. O acesso tradicional à documentação impressa por parte das pessoas cegas passa pela digitalização e pelo reconhecimento de caracteres efectuado por Software próprio para posterior impressão em Braille, ou pelo uso de leitores de ecrã (programas informáticos que enviam a informação do computador para um sintetizador de fala ou para um terminal electrónico braille). Porém, actualmente já existem no mercado soluções integradas que dispensam a utilização de um computador.

FIM

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