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1ª PRÁTICA: Estudo cinético da reação de oxidação do iodeto de potássio pelo persulfato de potássio através do método do isolamento. Parte 1 e parte 2.

  • 1. Tratamento de dados:

    • 1.1. Foram utilizadas as soluções:

      • a) 200ml de KI 0,4 mol/L;

      • b) 1L de Na 2 S 2 O 3 0,001 mol/L;

      • c) 500ml de K 2 S 2 O 8 0,002mol/L.

1.2.A partir dessas soluções, misturo-se rapidamente 50ml de KI com 50 ml de K 2 S 2 O 8 e então, adicionou-se o cronômetro imediatamente após o termino da

adição.

  • 1.3. Após 5 mim, retirou-se uma alíquota de 10ml do erlenmeyer contendo a mistura reacional para um erlenmeyer contendo água destilada mais gelo de água destilada. Isso fará com que a reação seja paaralisada. Anotou-se o tempo de reação imediatamente após a transferência da alíquota para o erlenmeyer, sem parar o cronômetro.

  • 1.4. A solução a 0 ºC foi titulada, em presença de amido, com a solução de tiossulfato.

  • 1.5. Repetiu-se o procedimento mais 6 vezes em intervalos de 5 mim. E ainda, um dia depois do preparo da mistura reacional, caracterizando a titulação no tempo infinito.

  • 1.6. O procedimento foi realizado a temperatura ambiente (30ºC, temperatura do laboratório) e depois a temperatura de 20ºC.

2.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

De acordo com o volume de tiossulfato de sódio gasto para titular as amostras nos intervalos de aproximadamente 5 minutos e no tempo infinito, obteve-se as tabelas abaixo para cada temperatura de reação.

Tabela 1: Dados referentes a reação a 30ºC

 

V(L) Na 2 S 2 O 3 gasto

T (s)

Ln (Vinf Vt)

 
 

0,006

324

-4,50081

 

0,0106

588

-5,03595

 

0,0115

931,2

-5,18499

 

0,0133

1317

-5,57275

 

0,0145

1708,8

-5,95224

 

0,0153

2007

-6,31997

 

0,0166

2319

-7,6009

 

0,0171

-4,50081

 

Tabela 2: Dados referentes a reação a 20ºC.

 

V(L) Na 2 S 2 O 3 gasto

T (s)

Ln (Vinf Vt)

 

0,0023

323,4

-4,90628

 

0,0035

667,2

-5,08321

 

0,0042

980,4

-5,20301

 

0,0062

1332,6

-5,65499

 

0,0066

1639,8

-5,77635

 

0,0072

1944

-5,99146

 

0,0077

2251,2

-6,21461

 

0,0097

 
   

Kexp (30°C)

 
 

0

0 500 1000 1500 2000
0
500
1000
1500
2000

y = -0.0013x - 4.0242

 

2500

R² = 0.9045

 

-1

-2

 

ln(V∞ - Vt)

-3

-4

-4 Series1

Series1

-5

Linear (Series1)

 

-6

 

-7

-8

 

t (s)

Gráfico 1: gráfico de ln(V∞ - Vt) versus t à 30°C com linha de tendência linear.

Kexp (20°C)

0 1000 2500 2000 1500 0 500 -1 -2 -3 -4 -5 -6 -7 ln(V∞ -
0
1000
2500
2000
1500
0
500
-1
-2
-3
-4
-5
-6
-7
ln(V∞ - Vt)

t (s)

y = -0.0007x - 4.6299 R² = 0.9835

Series1 Linear (Series1)
Series1
Linear (Series1)

Gráfico 2: gráfico de ln(V∞ - Vt) versus t à 20°C com linha de tendência linear.

De acordo com a equação ln(V inf Vt) = ln(V inf V 0 ) - k exp .t, conclui-se que a constante cinética pode ser determinada a partir do gráfico de Ln(V inf Vt) x t, sendo, no caso, K exp o coeficiente angular da reta a partir da relação y = ax + b.

Onde y = ln (V inf Vt)

 

a = - k exp

 

x = t

b = ln

(V inf V 0 )

Assim,

Dados a 30ºC: k exp =

0,0013s -

 

k exp =

K*[I - ]

k =

Dados a 20ºC: k exp =

0,0007s -

 

k exp = K*[I - ]

k =

 

k 30°C = 3,25 x 10 -3 L.mol - .s

-

=

 

k 20°C = 1,75 x 10 -3 L.mol - .s

-

=

Determinando a energia de ativação E a : k = Aexp(-Ea/RT)

Ln k 1 /k 2 =

(

-

)

ln

(

=

-

)

Ea = 45,69 kJ.mol -

3.

Conclusão:

Observa-se que a reação em estudo possui uma energia de ativação elevada. Esta informação nos mostra que existe uma forte dependência entre a constante de velocidade e a temperatura. O valor de k 30°C (3,25 x 10 -3 L.mol - .s - ) experimental apresentou-se um tanto

próximo do valor encontrado na literatura (6,2 x 10 -3 L.mol - .s - ). No entanto o valor de k 20°C (1,75 x 10 -3 L.mol - .s - ) diferiu razoavelmente. A energia de ativação obtida foi 45,69 kJ.mol - , um tanto próximo do valor

encontrado na literatura que é de 52,668 kJ.mol - . As divergências dos resultados com a literatura podem ser atribuídas a fatores como imprecisão para aferição ou para verificação da viragem, variação nas concentrações, etc.

4.

Referências

ATKINS, P.W., Fisico-Química. Vol.3, 6ª edição. Ed.LTC. Rio de Janeiro: 1999; Moews, P.C., Petrucci, R.H., J. Chem. Educ., 41, 549, 1964.

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA FÍSICO - QUÍMICA 3 TRATAMENTO

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA

FÍSICO - QUÍMICA 3

TRATAMENTO DE DADOS DAS PRÁTICAS DE FÍSICO QUÍMICA III

ADERVANDO SEBASTIÃO

DANILLO ARAÚJO VIEIRA

JOÃO PESSOA,

ABRIL DE 2013