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Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

2 – Relatório de Diagnóstico

SUMÁRIO GERAL RELATÓRIO DO DIAGNÓSTICO – SUBPRODUTO 3.2 VOLUME I TEMA – INFRAESTRUTURA E EQUIPAMENTOS REGIONAIS SUBTEMA 1 - SANEAMENTO AMBIENTAL APRESENTAÇÃO 1.1 INTRODUÇÃO 1.2 ABASTECIMENTO DE ÁGUA 1.2.1 Análise da prestação dos serviços 1.2.2 Sistemas produtores de abastecimento de água 1.2.3 Situação das bacias hidrográficas e da qualidade da água dos mananciais 1.2.4 Conclusões sobre o abastecimento de água 1.2.5 Ações previstas para o Sistema de Abastecimento de Água do Distrito Federal 1.2.6 Novos sistemas produtores de água 1.3 ESGOTAMENTO SANITÁRIO 1.3.1 Análise da prestação dos serviços de esgotamento sanitário 1.3.2 Sistema de Esgotamento Sanitário 1.3.3 Sistemas de Esgotamento Sanitário da Bacia do Lago Paranoá 1.3.4 Sistemas de Esgotamento Sanitário da Bacia do São Bartolomeu 1.3.5 Sistemas de Esgotamento Sanitário da Bacia do Alagado 1.3.6 Sistemas de Esgotamento Sanitário da Bacia do Melchior/ Descoberto 1.3.7 Conclusões sobre os sistemas de esgotamento sanitário 1.3.8 Ações propostas para o sistema de esgotamento sanitário do Distrito Federal 1.3.9 Configuração final do Plano Diretor de Esgotos-2000 1.3.10 Situação dos corpos receptores das ETEs do Distrito Federal 1.4 RESÍDUOS SÓLIDOS 1.4.1 Análise preliminar da prestação dos serviços 1.4.2 Sistema de manejo 1.4.3 Gestão dos serviços 1.4.4 Modelo de Gestão Pública 1.4.5 Modelo de Gestão Privada 1.4.6 Conclusões e ações previstas 1.5 DRENAGEM URBANA 1.5.1 Informações gerais 1.5.2 Caracterização do sistema de drenagem urbana 1.5.3 Problemas na drenagem urbana no DF 1.5.4 Limitações atuais na gestão do manejo de águas pluviais 1.5.5 Avaliações realizadas no âmbito do PDDU, considerando a situação atual e futura 1.5.6 Conclusões gerais sobre o manejo das águas pluviais 1.6 CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O SANEAMENTO BÁSICO NO DF SUBTEMA 2 – ENERGIA 2.1 ELETRICIDADE 2.1.1 Introdução 2.1.2 Caracterização do consumo 2.1.3 Descrição geral do sistema elétrico da CEB 2.1.4 Análise do sistema CEB 2.1.5 Previsão de demanda de energia elétrica para o Distrito Federal
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2.1.6 Intervenções previstas pela CEB 2.1.7 Conclusões gerais 2.2 COMBUSTÍVEIS SUBTEMA 3 – TRANSPORTES 3.1 INTRODUÇÃO 3.2 TRANSPORTE URBANO 3.2.1 Caracterização da rede viária 3.2.2 Caracterização das redes metroviária e ferroviária 3.2.3 Caracterização dos sistemas de transportes 3.2.4 Características das viagens por sistema de transporte 3.2.5 Principais equipamentos e deficiências dos sistemas de transporte urbano 3.2.6 Melhorias previstas para os sistemas de transportes 3.3 TRANSPORTE INTERESTADUAL 3.3.1 Modo rodoviário e ferroviário 3.3.2 Modo aeroviário 3.4 BIBLIOGRAFIA SUBTEMA 4 – COMUNICAÇÕES 4.1 COMUNICAÇÕES 4.2 CONCLUSÕES TEMA TRANSPORTE E COMUNICAÇÕES 4.3 BIBLIOGRAFIA SUBTEMA 5 – EQUIPAMENTOS REGIONAIS 5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 5.6 INTRODUÇÃO ÁREA DE EDUCAÇÃO ÁREA DE SAÚDE ÁREA DE SEGURANÇA OUTRAS ÁREAS BIBLIOGRAFIA

VOLUME II TEMA - SOCIOECONOMIA SUBTEMA 1 – POPULAÇÃO APRESENTAÇÃO 1.1 POPULAÇÃO 1.1.1 Introdução 1.1.2 Dinâmica e Estrutura Populacional 1.1.3 Distribuição Espacial da População 1.1.4 Fecundidade, Natalidade e Mortalidade 1.2 PROJEÇÕES POPULACIONAIS 1.3 POPULAÇÃO RESIDENTE POR COR OU RAÇA E PIRÂMIDES ETÁRIAS 1.3.1 Distrito Federal 1.3.2 Brasília (2000 e 2004)(aquí) 1.3.3 Gama 1.3.4 Taguatinga 1.3.5 Brazlândia 1.3.6 Sobradinho 1.3.7 Planaltina
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1.3.8 1.3.9 1.3.10 1.3.11 1.3.12 1.3.13 1.3.14 1.3.15 1.3.16 1.3.17 1.3.18 1.3.19 1.3.20

Paranoá Núcleo Bandeirante Ceilândia Guará Cruzeiro Samambaia Santa Maria São Sebastião Recanto das Emas Lago Sul Riacho Fundo Lago Norte Candangolândia

SUBTEMA 2 – CONDIÇÕES DE VIDA 2.1 ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO – IDH 2.2 GRAU DE INSTRUÇÃO 2.3 SITUAÇÃO DOS DOMICÍLIOS 2.3.1 Necessidades habitacionais 2.3.2 Acesso ao saneamento básico 2.4 INFRAESTRUTURA SOCIAL 2.4.1 Infraestrutura de Ensino 2.4.2 Infraestrutura de Saúde SUBTEMA 3 – ESTRUTURA PRODUTIVA DO DF 3.1 INTRODUÇÃO 3.2 ESTRUTURA PRODUTIVA DO DF 3.2.1 Caracterização geral das atividades econômicas 3.2.2 Caracterização Setorial e Espacial da Economia SUBTEMA 4 – EMPREGO E RENDA 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 DISTRIBUIÇÃO SETORIAL E ESPACIAL DO EMPREGO TAXA DE DESEMPREGO NO DISTRITO FEDERAL DISTRIBUIÇÃO SETORIAL E ESPACIAL DA RENDA CONSIDERAÇÕES FINAIS: SUBSÍDIOS PARA O ZEE BIBLIOGRAFIA

SUBTEMA 5 – PATRIMÔNIO HISTÓRICO CULTURAL 5.1 INTRODUÇÃO 5.2 SUBSISTEMA: PATRIMÔNIO CULTURAL MATERIAL 5.2.1 Plano Urbanístico de Brasília 5.2.2 Sítios Arqueológicos 5.3 IDENTIFICAÇÃO DOS BENS DE VALOR HISTÓRICO ARTÍSTICO E CULTURAL 5.4 BENS REGISTRADOS (IMATERIAIS) 5.5 PATRIMÔNIO HISTÓRICO NA RIDE 5.6 PAISAGENS 5.7 POLÍTICA DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO: ANÁLISE CRÍTICA 5.8 SITUAÇÕES DE RISCO, VULNERABILIDADES E CONSIDERAÇÕES FINAIS 5.9 BIBLIOGRAFIA

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VOLUME III TEMA - USO DA TERRA SUBTEMA 1 – SITUAÇÃO FUNDIÁRIA 1.1 INTRODUÇÃO 1.2 CONFLITOS FUNDIÁRIOS NO DISTRITO FEDERAL 1.2.1 Conflitos fundiários urbanos 1.2.2 Conflitos fundiários rurais 1.3 REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO DISTRITO FEDERAL 1.3.1 Regularização de ocupações urbanas 1.3.2 Regularização de ocupações rurais 1.4 BIBLIOGRAFIA SUBTEMA 2 - USO E OCUPAÇÃO DO SOLO 2.1 INTRODUÇÃO 2.2 PADRÕES DE USO DO SOLO 2.2.1 Padrões urbanos de uso do solo e da densidade 2.2.2 Padrões de uso do solo rural 2.3 PROCESSO E TENDÊNCIAS DE OCUPAÇÃO URBANA NO DISTRITO FEDERAL 2.3.1 A dinâmica da ocupação urbana 2.3.2 Tendências e planos de ocupação urbana 2.3.3 Centralidade urbana e regional do Distrito Federal 2.4 BIBLIOGRAFIA SUBTEMA 3 - PARCELAMENTO DO SOLO 3.1 3.2 3.3 3.4 3.5 INTRODUÇÃO PARCELAMENTO DO SOLO RURAL PARCELAMENTO DO SOLO URBANO CONCLUSÕES SOBRE O USO DA TERRA NO DISTRITO FEDERAL BIBLIOGRAFIA

TEMA – JURÍDICO-INSTITUCIONAL SUBTEMA 4 – ASPECTOS JURÍDICOS-INSTITUCIONAIS 4.1 INTRODUÇÃO 4.2 A CONTEXTUALIZAÇÃO NORMATIVA DO ZEE 4.2.1 Antecedentes 4.2.2 O marco normativo do zoneamento ambiental no Distrito Federal 4.2.3 Objetivos, diretrizes, pressupostos e conteúdo do ZEE/DF 4.3 ASPECTOS INSTITUCIONAIS DO ZEE/DF 4.3.1 Esferas de poder e o ZEE/DF 4.3.2 Identificação das principais instituições vinculadas ao ZEE/DF 4.4 POLÍTICAS, PLANOS E PROJETOS COM IMPACTOS NO ZEE 4.5 CONCLUSÕES DE ORDEM JURÍDICO-INSTITUCIONAL 4.6 BIBLIOGRAFIA TEMA - ARTICULAÇÕES COM A RIDE SUBTEMA 5 – ARTICULAÇÕES COM A RIDE DF-ENTORNO 5.1 INTRODUÇÃO 5.2 A RIDE DF-ENTORNO
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3.3 Articulações espaciais 5.2 – Relatório de Diagnóstico 5.3.5 BIBLIOGRAFIA 5 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 Articulações da infraestrutura 5.1 Articulações socioeconômicas 5.4 CONCLUSÕES SOBRE AS ARTICULAÇÕES DO DISTRITO FEDERAL COM A RIDE 5.5 Articulações institucionais 5.1 A estruturação regional de Brasília 5.3.3 O DISTRITO FEDERAL E SUAS ARTICULAÇÕES COM A RIDE 5.3.2.3.2 A criação da RIDE DF-ENTORNO 5.4 Articulações ambientais 5.2.

... 83 1......................... 99 1................. 18 1........................... 72 1...................3 ESGOTAMENTO SANITÁRIO ......................3....................................................................................................4.3..................................................5 Avaliações realizadas no âmbito do PDDU.....................4 Conclusões sobre o abastecimento de água ........................4..................................1........................................................................................... 54 1.............................................5................................ 70 1...................2 Sistema de Esgotamento Sanitário ...........................2 Caracterização do consumo .............................................................. 49 1...........1 INTRODUÇÃO ..................................................... 154 6 ...........3......................... 16 SUBTEMA 1 ................ 57 1...............................6 Conclusões gerais sobre o manejo das águas pluviais .......... 75 1.1...............................................3....considerando a situação atual e futura ..................5 Previsão de demanda de energia elétrica para o Distrito Federal.4 Modelo de Gestão Pública ................................1.............................2 Sistema de manejo ........................................................................................................ 18 1....... 17 1...3 Descrição geral do sistema elétrico da CEB .......6 Sistemas de Esgotamento Sanitário da Bacia do Melchior/ Descoberto ...........................................................................3........................ 79 1...............7 Conclusões sobre os sistemas de esgotamento sanitário .............. 83 1..4 Sistemas de Esgotamento Sanitário da Bacia do São Bartolomeu ......................... 133 SUBTEMA 2 – ENERGIA................. 46 1..........6 Novos sistemas produtores de água ........8 Ações propostas para o sistema de esgotamento sanitário do Distrito Federal................................... 17 1.....................4.....................2 Sistemas produtores de abastecimento de água .....................5 Modelo de Gestão Privada ........................................................................ 132 1.3 Sistemas de Esgotamento Sanitário da Bacia do Lago Paranoá............................3........ 55 1.....................2 Caracterização do sistema de drenagem urbana ........10 Situação dos corpos receptores das ETEs do Distrito Federal ...................... 115 1.3 Problemas na drenagem urbana no DF ............................... 137 2..................2.......... 136 2...............................5.............. 16 APRESENTAÇÃO ..........................................1 ELETRICIDADE .....2......................... 122 1.................................................................... 145 2............2 COMBUSTÍVEIS ................2 – Relatório de Diagnóstico SUMÁRIO – VOLUME I TEMA 1 – INFRAESTRUTURA E EQUIPAMENTOS REGIONAIS ................................... 40 1.................. 112 1................. 44 1.......... 113 1.................4............6 CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O SANEAMENTO BÁSICO NO DF ..............................1 Análise da prestação dos serviços de esgotamento sanitário ................5..........................5 Ações previstas para o Sistema de Abastecimento de Água do Distrito Federal ......................5........................................3............................................................1...3 Gestão dos serviços..5.....................2...........2 ABASTECIMENTO DE ÁGUA.............3....................... 92 1..................7 Conclusões gerais ............................................................... 137 2........6 Conclusões e ações previstas.... 54 1............................................................................... 130 1........1......3................SANEAMENTO AMBIENTAL ...........1 Introdução ................ 130 1.........................4.....................5 DRENAGEM URBANA .......................... 23 1........... 137 2............................... 149 2...........................6 Intervenções previstas pela CEB ...................5...............1 Análise preliminar da prestação dos serviços .......................................................2............2......................................... 111 1.................................. 67 1....................5 Sistemas de Esgotamento Sanitário da Bacia do Alagado ................................1......4 RESÍDUOS SÓLIDOS ...........................3...... 63 1................................................................................ 150 2.............................1 Análise da prestação dos serviços ............................................................9 Configuração final do Plano Diretor de Esgotos-2000 .............................................................................3 Situação das bacias hidrográficas e da qualidade da água dos mananciais ..2............................4 Limitações atuais na gestão do manejo de águas pluviais .................. 153 2........................................................................1.........................4 Análise do sistema CEB............ 113 1............................................. 148 2.........................Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3........ 108 1.........................1 Informações gerais ....4......................... 75 1..........

. 157 3......2 – Relatório de Diagnóstico SUBTEMA 3 – TRANSPORTES .........2 Modo aeroviário ........................................3 TRANSPORTE INTERESTADUAL ...................................................................... 201 OUTRAS ÁREAS ............ 201 ÁREA DE SEGURANÇA ........ 203 BIBLIOGRAFIA.............................................. 204 7 ......................................................2........................... 185 3.......................4 BIBLIOGRAFIA............................................................................................................ 157 3....1 INTRODUÇÃO .............................................................2..................................... 177 3.............................3 Caracterização dos sistemas de transportes.............................1 COMUNICAÇÕES ................................................. 188 SUBTEMA 4 – COMUNICAÇÕES ....... 186 3..........................................................2...................................4 5..................................... 197 SUBTEMA 5 – EQUIPAMENTOS REGIONAIS .....................................................................................1 5............................................. 198 5..............................................................................................................................3.............................................................. 177 3..............................5 Principais equipamentos e deficiências dos sistemas de transporte urbano....2 TRANSPORTE URBANO ......... 186 3....................................................................................... 199 ÁREA DE SAÚDE ........................................................................................3 BIBLIOGRAFIA..... 165 3.......................... 156 3....................1 Caracterização da rede viária .............................................................. 190 4.............................................................................................................................................6 INTRODUÇÃO ...1 Modo rodoviário e ferroviário ....................................................................5 5....Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.....................................2......2........................................ 171 3.............4 Características das viagens por sistema de transporte .............................6 Melhorias previstas para os sistemas de transportes ...................... 196 4..................................... 199 ÁREA DE EDUCAÇÃO .. 189 4...2 5.............................3............ 157 3............................................2 Caracterização das redes metroviária e ferroviária.......2 CONCLUSÕES TEMA TRANSPORTE E COMUNICAÇÕES ...........................................................3 5....................................... 168 3........................................................2.................................................

.......................................... Distrito Federal.................................... ...... 138 Figura 11– Número de consumidores de energia elétrica no DF por diferentes classes no período 2003 a 2007 ...............................Resíduos sólidos na voçoroca do Condomínio Privê.................................... 117 Figura 5.......... 184 Figura 28.................................................. Distrito Federal – 2000............... ................... 162 Figura 14 – Mapa da rede estrutural de transporte coletivo ............................... 185 Figura 30.......................................................... 129 Figura 9..... 170 Figura 20....................Variação Horária das Viagens Urbanas............................................... 180 Figura 24..... 2000 .....................................................................Trecho tipo da situação proposta da EPTG ................. 172 Figura 23– Rede proposta para os sistemas de transporte. 2007) ........................... ...Resíduos sólidos no interior de estrutura do sistema de macrodrenagem do Paranoá nas proximidades das Quadras 21 e 25..... 127 Figura 6..................Local de disposição de resíduos sólidos diversos..............................................Bacias hidrográficas e unidades operacionais do Sistema de Esgotamento Sanitário do Distrito Federal.................................Mapeamento das interconexões entre as redes de drenagem pluvial e de esgotos doméstico e industrial.....................................................Situação atual....2000 .................... 56 Figura 4 – Situação de cobertura da rede de drenagem pluvial no DF ...........................................................Modos de Viagem por Classe de Renda....................... 170 Figura 19– Viagens motorizadas........................................... na Ceilândia.. ..........................................2 – Relatório de Diagnóstico Lista de Figuras Figura 1 ...................................... por Região Administrativa........................ 169 Figura 17–Falta de Prioridade para o Transporte Coletivo no Distrito Federal ........................ 139 Figura 12– Concentração de ônibus na área central de Brasília no horário de pico ......................................... 166 Figura 16 ...........Percentual de população em relação à distância do Centro de Brasília ......... 184 Figura 27 ......... 129 Figura 10– Consumo de energia elétrica no DF por diferentes classes no período 2003 a 2007 ........Viagens por transporte individual .................................................................................... 183 Figura 25..Situação atual................................ 26 Figura 2 ...Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.... 169 Figura 18..........................PDOT. 187 8 ... 161 Figura 13– Exemplo de saturação de via (EPTG) .................................. 2009 ................................ ..Distribuição dos locais com lançamento irregular de esgotos na rede de drenagem pluvial.............................. Distrito Federal ......... .............................Situação proposta ..... por motivo............................................................................................. 164 Figura 15– Rede do Metrô do Distrito Federal ...................................... 127 Figura 7.......................................................................... 29 Figura 3 ........... no Paranoá........................................ 172 Figura 22.................................Sistemas de Abastecimento de Água do Distrito Federal (Fonte: SIÁGUA................................................Trecho tipo da situação proposta da Avenida Comercial..Evolução das vazões médias (vazões máximas diárias (1) calculadas aplicando-se o coeficiente K1 sobre toda a vazão média e vazões máximas diárias (2) calculadas aplicando-se K1 sobre a vazão média captada de mananciais sem barragem de acumulação (~37% do total)...........Viagens por transporte coletivo ...................................................... 185 Figura 31 – Localização do sítio aeroportuário do Aeroporto Internacional de Brasília ........ 184 Figura 26....................................................Situação proposta .................... 128 Figura 8..............................Intervenções Viárias Propostas no Programa de Transporte Urbano do DF ................... 2008)..................... 185 Figura 29... (SIESG.. 171 Figura 21................................................

........Desempenho Operacional da ETEB-Sul...................................................................................... 39 Tabela 15 ...................... 35 Tabela 10 ...................Características principais das Captações do Sistema Sobradinho/Planaltina ........ 44 Tabela 17 ...Índices de perdas adotados para o Distrito Federal e municípios do Entorno..........................................2 – Relatório de Diagnóstico Lista de Tabelas Tabela 1 ........Resultados mensais do IQA nas captações superficiais da CAESB em 2008 – Água Bruta (Fonte: SIÁGUA....................................................................... 2000 – 2040 (Hipótese média) ........................................... .........Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETEB – Norte ................................................. 20 Tabela 3 ................................................Características principais das Unidades de Tratamento de Água do Sistema São Sebastião.... 53 Tabela 23 ....................Informações e indicadores referentes ao abastecimento de água e ao esgotamento sanitário – Retirados do SNIS (2 de 3) ............................................................. .................................................. 52 Tabela 22.................Índices per capita de consumo adotados para o Distrito Federal... 2000-2040 (cenário otimista) ........... 62 Tabela 29 ......Informações e indicadores referentes ao abastecimento de água e ao esgotamento sanitário – Retirados do SNIS (3 de 3) ... 32 Tabela 8 – Características principais das Unidades de Tratamento de Água do Sistema Descoberto 34 Tabela 9 ... 60 Tabela 27 .Ribeirão Bananal – outorga prévia em l/s para o sistema operar 20 horas/dia.................. 37 Tabela 12 ..............................População urbana projetada para o Distrito Federal e municípios do Entorno.................................................................................Características principais das Unidades de Tratamento de Água do Sistema Sobradinho/Planaltina ..................Características principais das Unidades de Tratamento de Água do Sistema Santa Maria/Torto................................................................................................ 59 Tabela 26 .................. 2000 – 2040...Disponibilidade hídrica dos Sistemas Produtores do DF ...... em 2007.............. 21 Tabela 4 .......................... em 2007 ..............................................................................Desempenho operacional da ETEB-Norte. 41 Tabela 16 ........................Desempenho operacional da ETE Torto..........................Características principais das captações do Sistema Rio Descoberto ..................................................................................Características das Estações Elevatórias de Esgoto do SES da ETEB – Sul.................... 49 Tabela 21 ........................Dados e informações dos Sistemas Produtores de Água do Distrito Federal ...........Informações e indicadores referentes ao abastecimento de água e ao esgotamento sanitário – Retirados do SNIS (1 de 3) ...................... 36 Tabela 11 .......................................... 61 Tabela 28 ....................... 62 Tabela 30 ........Características principais das Captações do Sistema Rio Santa Maria/Torto ............................................ 48 Tabela 19 .................Ribeirão Torto – outorga prévia em l/s para sistema operar 24 horas/dia............................ em 2007 .................... 53 Tabela 24 ...................Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETE – Sobradinho....................................... 19 Tabela 2 .................... 63 9 ................................................................... 27 Tabela 6 ...............................Evolução das demandas de água para abastecimento no Distrito Federal e municípios do Entorno .....................Situação das bacias hidrográficas das captações sob responsabilidade da CAESB ........ ..........Desempenho operacional da ETE Riacho Fundo... 39 Tabela 14 ........... ......... 2008) ......................................................... 29 Tabela 7 ..................... 25 Tabela 5 ...................................................................Unidades operacionais dos sistemas de abastecimento de água da CAESB – Situação em 2007.............................. 48 Tabela 20 ................................... 47 Tabela 18 ............................................ .....Disponibilidade Hídrica (l/s) – Sistema Santa Maria/Torto/Bananal para operar 24 hs/dia. em 2007 ....................................................................................................Características principais das Captações do Sistema Brazlândia ...... 58 Tabela 25 .........Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3...... 38 Tabela 13 ..................................

............ em 2007... ...Resumo da Força de Trabalho atuante em dezembro de 2008..... ................. em 2007.. 87 Tabela 51 ......................... ..................... em 2007.................. ......... em 2007...............Desempenho operacional da ETE Gama.................................. 152 Tabela 64 – Capacidades e volumes de tráfego das rodovias do Distrito Federal......................................... 145 Tabela 60– Demanda de Ponta do Sistema da CEB......... em 2007.......Consumidores de energia elétrica por classes....................Consumo de energia elétrica por classes........Redes de águas pluviais executadas e cadastradas no Distrito Federal até 2009................ ....... em 2007.... 69 Tabela 42 .............................................. 142 Tabela 58 ..................Desempenho Operacional das ETEs Alagado e Santa Maria.. 163 Tabela 66................. 71 Tabela 46 ....... .......................................Desempenho operacional da ETE Planaltina................................. 67 Tabela 39 .................................... 68 Tabela 41 .................Características das Estações Elevatórias de Esgoto do SES da ETE – Recanto das Emas............................ 64 Tabela 34 ............. 65 Tabela 36 .....Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETE – Melchior...................................................................Distribuição das erosões lineares em meio urbano por bacia elementar ........ 88 Tabela 52 ............... ................. 70 Tabela 44 .......Desempenho operacional da ETE Sobradinho............................ .................................................................... 63 Tabela 32 ...................Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETE – São Sebastião ..Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETE – Brazlândia......Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3...... ................................................ . .. 85 Tabela 49 .......Desempenho Operacional da ETE Paranoá................... em 2007............. .........................Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETE – Gama...Desempenho operacional da ETE Samambaia. ....... 99 Tabela 53 ............................................................. 152 Tabela 63– Principais Subestações a Serem Ampliadas ....Informações e Indicadores Retirados do SNIS para Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos – 1 de 4 .... 71 Tabela 45 .................... 66 Tabela 37 ......................Informações e Indicadores Retirados do SNIS para Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos – 3 de 4 ...........Informações e Indicadores Retirados do SNIS para Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos 4 de 4............. 65 Tabela 35 ................................. em 2007...................... 140 Tabela 57 .............................. 151 Tabela 62– Principais Subestações a Serem Implantadas ..... 86 Tabela 50 ................................................................. 150 Tabela 61– Principais Linhas de Subtransmissão ............................População Urbana Distrito Federal e Viagens Diárias por Regiões Administrativas ..............Desempenho Operacional da ETE Recanto das Emas..............Balanço de Energia Elétrica no Distrito Federal – 2003 a 2009 ...........................Informações e Indicadores Retirados do SNIS para Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos 2 de 4 .......................................................................Desempenho operacional da ETE Melchior............ ..................... segundo as Regiões Administrativas – Distrito Federal 2007 .......................... .... 143 Tabela 59................ ............ 72 Tabela 48 ....................................Distribuição das Erosões Levantadas por Região Administrativa . 116 Tabela 54 ........... em 2007.......................................................Desempenho operacional da ETE Brazlândia.......................... em 2007 ............. 72 Tabela 47 .............Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETE – Planaltina.......................................................................................Rede Estrutural do Transporte Coletivo do Distrito Federal .........................................2 – Relatório de Diagnóstico Tabela 31 ............ 66 Tabela 38 ............. segundo as Regiões Administrativas – Distrito Federal em 2007 ............................................ ..Desempenho operacional da ETE São Sebastião... em 2007..........................................................Desempenho Operacional da ETE Vale do Amanhecer.............................................................. ........... 124 Tabela 55 .................................... 173 10 .....................................Consumidores de energia elétrica por classes............ .... 64 Tabela 33 ............ 159 Tabela 65.............. 124 Tabela 56............... 68 Tabela 40 .......................................... segundo as Regiões Administrativas – Distrito Federal 2007 ............................. 69 Tabela 43 .............................

.. 195 Tabela80 .............Caracterização dos Domicílios Urbanos................................ 193 Tabela 77– Número de pessoas de 10 anos ou mais de idade que utilizaram a internet em 2005 por local de acesso ....................... 192 Tabela 74 – Pessoas de 10 anos ou mais de idade.............................................................. por situação de ocupação................................................................................................................................ por situação de ocupação..... por situação de ocupação e posse de telefone móvel celular para uso pessoal para o ano 2008 ......................... na população de 10 anos ou mais de idade que utilizou a internet................. 200 Tabela 81 ................................... 201 Tabela 82 -Delegacias e postos policiais existentes......................................... 192 Tabela 73– Pessoas de 10 anos ou mais de idade.....Distribuição de pessoas de 10 anos ou mais de idade no Brasil e em Brasília.............. por situação de ocupação e posse de telefone móvel celular para uso pessoal para o ano 2005 – Dados Relativos (%)................. com acesso a internet nos últimos 3 meses do ano de 2008...............................2 – Relatório de Diagnóstico Tabela 67 .... 182 Tabela 69 ..... segundo a posse de bens e serviços por Região Administrativa no DF ......Distribuição de pessoas de 10 anos ou mais de idade no Brasil e em Brasília....................................... segundo as Regiões Administrativas ............. 191 Tabela 72 ...................................Distribuição de pessoas de 10 anos ou mais de idade no Brasil e em Brasília.....Unidades de saúde em funcionamento da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal entre 2004 a 2007 ................................................... no ano de 2005 nos últimos 3 meses do ano .. segundo as Regiões Administrativas no ano de 2008............. 193 Tabela 76 ...................................................................................................................................... 194 Tabela 78– Número de pessoas de 10 anos ou mais de idade que utilizaram a internet em 2008 por local de acesso ............................................................... 202 11 .....................................................................................................................Matriz de Origem e Destino das Viagens Diárias por todos os Modos e Motivos.. na população de 10 anos ou mais de idade que utilizou a internet. 193 Tabela 75 .............................................................2000 (viagens em um dia útil do mês de novembro 2000) ..... por situação de ocupação e posse de telefone móvel celular para uso pessoal para o ano 2008 – Dados Relativos (%)....Percentual das pessoas que utilizaram a Internet em cada local............................................................... com acesso a internet nos últimos 3 meses do ano de 2005 ......................................... no ano de 2008 nos últimos 3 meses do ano ................................................. 175 Tabela 68 – Intervenções físicas previstas no Programa de Transporte Urbano do DF ...................................................Distribuição de pessoas de 10 anos ou mais de idade no Brasil e em Brasília....................................... 194 Tabela 79 ..................................................................................................... por situação de ocupação e posse de telefone móvel celular para uso pessoal para o ano 2005 ...Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.............. 191 Tabela 71 ...........Distrito Federal ................ 190 Tabela 70 ....2004........................Infraestrutura Física das unidades escolares por rede de ensino.Percentual das pessoas que utilizaram a Internet em cada local. segundo as Regiões Administrativas do Distrito Federal no ano de 2008 ........

Pesquisa. Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal ADE – Área de Desenvolvimento Econômico ADOLESCENTRO – Centro de Referência. Capacitação e Atenção Integral à Adolescência e Família ANA – Agência Nacional de Águas ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária APA – Área de Proteção Ambiental APM – Área de Proteção de Manancial APPs – Áreas de Preservação Permanente ARIS– Área de Regularização de Interesse Social BELACAP – Serviço de Conservação de Monumentos Públicos e Limpeza Urbana do Distrito Federal TC – Tratamento Convencional CAESB – Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal CBMDF– Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal CCBB – Centro Cultural do Banco do Brasil CD – Câmara dos Deputados CEASA – Central de Abastecimento do Distrito Federal CEB – Companhia Energética de Brasília CECOP – Centro de Controle CELG – Centrais Elétricas de Goiás CNCO – Centro Nacional de Controle Operacional CONPRESB– Conselho de Gestão da Área de Preservação de Brasília CONAM-DF– Conselho de Meio Ambiente do Distrito Federal CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente CODEPLAN – Companhia de Planejamento do Distrito Federal COL – Composto Orgânico de Lixo COPASA –Companhia de Saneamento de Minas Gerais COS – Centro Operacional Sul DANO – Digestão acelerada nos bioestabilizadores DBO – Demanda biológica de oxigênio DEINFRA– Departamento de Infraestrutura Urbana DFTRANS – Rede Integrada de Transporte Coletivo DER-DF – Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal DF – Distrito Federal DODF – Diário Oficial do Distrito Federal DQO – Demanda Química de Oxigênio DETRAN/DF –Departamento de Trânsito do Distrito Federal DU – Diretoria de Urbanização EAB – Elevatória de Água Bruta EAT – Elevatória de Água Tratada EEE –Estações Elevatórias de Esgoto EIA/RIMA –Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental EMATER-DF – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal EPAR – Estrada Parque Aeroporto EPDB – Estrada Parque Dom Bosco 12 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório de Diagnóstico Lista de Siglas AD – Adutora de Água Bruta ADASA – Agência Reguladora de Águas.

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBRAM– Instituto Brasília Ambiental ICEP– Instituto Cultural Educacional e Profissionalizante de Pessoas Portadoras de Deficiência do Distrito Federal INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária IQA – Índice de Qualidade da Água MAPA– Ministério da Agricultura.Rio Descoberto ETE – Estação de Tratamento de Esgoto ETEB – Estações de Tratamento de Esgoto de Brasília FCA – Ferrovia Centro Atlântica FD – Filtração Direta FLONA – Floresta Nacional GLP – Gás liquefeito de petróleo GO – Estado de Goiás HRAN – Hospital Regional da Asa Norte IBAMA.Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil NUREL – Núcleo Regional de Limpeza Urbana NUROE – Núcleo Regional de Operações Especiais ONG – Organização Não Governamental ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico OSBRA –Oleoduto São Paulo-Brasília PAC – Programa de Aceleração do Crescimento PAD-DF – Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal PAN – Bacia de Esgotamento Sanitário Paranoá Norte PCCUB– Plano de Conservação do Conjunto Urbano de Brasília PDAE – Plano Diretor de Água e Esgotos do Distrito Federal PDD– Plano de Desenvolvimento da Distribuição PDE – Plano Diretor de Esgoto PDDU – Plano Diretor de Drenagem Urbana PDL – Plano Diretor de Abastecimento de Água do Distrito Federal PDOT – Plano Diretor de Ordenamento Territorial PIP – Bacia de Esgotamento Sanitário Pipiripau PNAD -Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNB – Parque Nacional de Brasília PRODIST – Programa de Distribuição de Energia Elétrica do Sistema Elétrico Nacional PTU– Programa de Transporte Urbano QAV .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório de Diagnóstico EPIA – Estrada Parque Indústria e Abastecimento EPTG – Estrada Parque Taguatinga ESECAE – Estação Ecológica de Águas Emendadas ETA – Estações de Tratamento de Água ETA-RD – Estações de Tratamento de Água. Pecuária eAbastecimento MDA – Bacia de Esgotamento Sanitário Mestre D’Armas MEC – Ministério da Educação e Cultura METRÔ/DF– Companhia do Metropolitano do Distrito Federal MG – Estado de Minas Gerais MS – Ministério da Saúde NOPEL – Núcleo Operacional de Planejamento Elétrico-Energético NOVACAP .Querosene de aviação RA – Região Administrativa 13 .

Habitação e Meio Ambiente SES – Sistema de Esgoto SGI– Sistema de Gestão Integrada SIÁGUA – Sistemas de Abastecimento de Água do Distrito Federal SIES – Sistema de Esgotamento Sanitário SIESG – Sistema de Esgotamento Sanitário do Distrito Federal SINDUSCON-DF – Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Distrito Federal SLU – Serviço de Limpeza Urbana SMU – Setor Militar Urbano SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento SOB – Bacia de Esgotamento Sanitário Sobradinho SOUILE– Usina de Incineração de Lixo Especial SOUTL– Usina de Tratamento de Lixo SP – Estado de São Paulo ST – Sem tratamento STCP-DF – Transporte Coletivo Privado STPC-DF– Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal TAB – Bacia de Esgotamento Sanitário Taboca TAC – Termo de Ajustamento de Conduta TKN – Nitrogênio Kjeldahl Total TMB – Tratamento de valorização mecânico-biológico TPS – Terminal de Passageiros UASB – Reator anaeróbio para esgoto UC – Unidade de Conservação UCCS– Unidade Central de Coleta Seletiva UCP – Unidades de Cloração de Poços UCTL – Usina de Tratamento de Lixo de Ceilândia 14 . SCADA –Supervisory Control And Data Acquisition SCIA – Setor Complementar de Indústria e Abastecimento SDAT– Sistema de distribuição de alta tensão SDBT – Sistema de distribuição de baixa tensão SDMT – Sistema de distribuição de média tensão SEAPA – Secretaria de Estado de Agricultura.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.A. Pecuária e Abastecimento SEB– Setor Elétrico Brasileiro SED– Subestações de distribuição SEDUMA – Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano.2 – Relatório de Diagnóstico RAP – Reservatório apoiado RAP-LS1 – Centro de Reservação Lago Sul RAP-PR2 – Centro de Reservação Paranoá RAPSS1 – Centro de Reservação São Sebastião RAP-TR1 – Centro de Reservação Tororó REBIO – Reserva Biológica REL – Reservatório elevado REQ – Reservatório de equalização RIDE-DF – Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno RSCC – Resíduos sólidos de construção civil RSS – Resíduos dos Serviços de Saúde RSU – Resíduos sólidos urbanos SAG – Sistema de Acompanhamento Governamental do Governo do Distrito Federal SIA – Setor de Indústria de Brasília SANEAGO – Saneamento de Goiás S.

2 – Relatório de Diagnóstico UGL – Unidade de Gerenciamento de Lodo UHE – Usina Hidrelétrica UILE – Unidade de Incineração da Ceilândia UnB – Universidade de Brasília UTS – Unidades de Tratamento Simplificado VLT – Veículo Leve Sobre Trilhos 15 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

SANEAMENTO AMBIENTAL 16 .2 – Relatório de Diagnóstico Tema 1 – INFRAESTRUTURA E EQUIPAMENTOS REGIONAIS 1 Subtema 1 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

Tendo em vista o nível de informações existentes para as áreas em estudos e levando-se em consideração os elevados níveis de atendimento à população.CODEPLAN. como se verificará no transcorrer do texto. prepararam-se diagnósticos da prestação dos serviços. foram utilizadas informações fornecidas por prestadores de serviços de abastecimento de água e esgotamento e de manejo de resíduos sólidos no Distrito Federal para o SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. Destaca-se que o Diagnóstico do SNIS é composto por informações preliminares fornecidas pelos prestadores de serviços e por indicadores. quando foram identificadas as principais limitações e restrições existentes.apresenta um diagnóstico referente à infraestrutura urbana no Distrito Federal. na área abrangida pela Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE/DF). buscando-se os fundamentos para orientar estimativas futuras.CEB (energia elétrica). c) de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos do DF. e d) Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos do DF. calculados a partir dessas informações. da Secretaria de Estado de Transportes (transporte urbano e interestadual) e de levantamentos realizados pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal . esgotamento sanitário. Com relação aos impactos diretos ou indiretos na população é importante destacar que sempre que houve pertinência foram acrescentadas análises com relação à população do entorno do DF. 1. acrescentando os ajustes que porventura tenham ocorrido no intervalo de tempo entre suas conclusões e a presente data. manejo de águas pluviais urbanas). energia. Para os 17 . para todas os componentes. Outra questão importante se reporta a uma análise de dados históricos no intuito de se ter uma visão crítica do que vem ocorrendo ao longo dos anos. manejo de resíduos sólidos. econômicos e ambientais.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Em seguida. Outras informações vieram da Companhia Energética de Brasília . Nesse aspecto. ocorrendo aprofundamento apenas nas análises qualitativas e que podem interferir na prestação dos serviços e gerar impactos à população e/ou ao meio ambiente. Os estudos ora apresentados tiveram como base os conteúdos dos Planos Diretores de: a) Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário do DF. entende-se que o objetivo maior desse capítulo é promover uma síntese de todos os estudos existentes. foi possível realizar o diagnóstico da prestação de serviços dos componentes em questão. principalmente no que se refere aos impactos no meio ambiente e na população beneficiada. além do Zoneamento Ecológico e Econômico da RIDE. para os componentes em que essas informações foram conseguidas. b) de Drenagem Urbana do DF.1 INTRODUÇÃO O saneamento ambiental compreende os componentes de abastecimento de água. d) Ordenamento Territorial. tendo como base os documentos referentes aos Planos Diretores. Para um melhor entendimento das atividades aqui desenvolvidas ressalta-se que os estudos ora apresentados não promovem análises detalhadas no aspecto quantitativo dos serviços prestados. envolvendo o saneamento ambiental (abastecimento de água. incluindo os aspectos técnicos. transporte e comunicação e equipamentos de alcance regional.2 – Relatório de Diagnóstico APRESENTAÇÃO Este Tema – Infraestrutura e EquipamentosRegionais . Após a análise dos dados históricos. por meio dos Diagnósticos da Prestação dos Serviços de Água e Esgotos (período de 1995 a 2008) e de Resíduos Sólidos Urbanos (período de 2002 a 2008). dando-se ênfase às unidades que proporcionam impactos mais significativos ao meio ambiente e à população. manejo de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais. esgotamento sanitário. inserindo uma visão crítica tendo como base os objetivos do Zoneamento Ecológico e Econômico do Distrito Federal.

Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório de Diagnóstico

componentes abastecimento de água e esgotamento sanitário, o SNIS apresenta sete famílias de dados: Descritivos, Gerais, Abastecimento de Água, Esgotamento Sanitário, Financeiros, de Balanço e de Qualidade. Essas análises não serão realizadas para duas dessas famílias: Balanço e Qualidade. Para a família de dados Financeiros serão realizadas análises somente para os itens que interferem de maneira significativa nos dados de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, não sendo objeto deste estudo efetuar avaliações sobre a situação financeira da CAESB. Para o componente Resíduos Sólidos Urbanos, o SNIS apresenta nove famílias de informações: Gerais, Coleta de Resíduos Domiciliares e Públicos, Coleta de Resíduos da Construção Civil, Coleta Seletiva e Processos de Triagem, Coleta de Resíduos de Saúde, Varrição, Capina, Outros Serviços e Unidades de Processamento de Resíduos Sólidos. As análises a serem realizadas para esse componente também serão pontuais e sempre buscando informações e indicadores que possam auxiliar no diagnóstico da prestação dos serviços. É importante destacar que a prestação de serviços está sob responsabilidade do SLU - Serviço de Limpeza Urbana de Brasília, uma autarquia do Governo do Distrito Federal.

1.2

ABASTECIMENTO DE ÁGUA

1.2.1 Análise da prestação dos serviços A Tabela 1, a seguir, retirada do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento – SNIS, apresenta as informações selecionadas, a partir do referido sistema de informações, para análises preliminares e referentes aos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário no Distrito Federal. Este último é analisado em detalhes no item 1.3.

18

Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório de Diagnóstico

Tabela 1 - Informações e indicadores referentes ao abastecimento de água e ao esgotamento sanitário – Retirados do SNIS (1 de 3)
AG001 AG004 AG003 AG014 AG021 AG002 População total Quantidade de Quantidade de Quantidade de Quantidade de Quantidade de Ano de atendida com ligações ativas economias economias ativas ligações totais ligações ativas referência abastecimento de água ativas de de água de água de água de água micromedidas água micromedidas [ligação] [ligação] [habitante] [ligação] [economia] [economia] 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 1.792.000 1.826.082 1.683.059 1.790.836 1.821.032 1.806.412 1.933.244 2.001.508 1.996.068 2.071.992 2.306.743 2.359.950 2.334.475 2.543.094 318.080 330.328 341.169 347.661 367.409 400.411 415.613 435.620 462.249 490.557 530.604 267.320 282.115 285.023 303.191 314.859 324.799 331.584 350.393 378.899 390.982 408.051 434.060 459.286 497.992 197.675 233.517 281.702 301.147 311.932 321.071 329.148 342.920 376.483 390.359 407.598 430.619 458.448 496.787 532.806 586.903 600.485 641.444 672.622 547.806 562.274 593.000 631.750 652.577 682.344 719.621 757.436 808.501 478.245 534.154 596.893 639.511 667.999 544.001 559.769 585.483 624.183 651.856 681.880 715.843 756.540 807.263 AG005 Extensão da rede de água [km] 4.338,00 4.405,00 4.397,00 4.562,00 4.939,00 4.809,00 5.035,00 5.242,00 5.547,00 5.862,10 6.176,30 6.469,00 6.991,00 7.506,84 AG006 Volume de água produzido [1.000 m³/ano] 182.500,00 180.675,00 170.820,00 178.951,00 183.970,00 179.513,00 173.661,00 182.056,00 184.679,30 190.429,90 197.893,00 205.264,00 220.490,00 224.806,00

AG015 AG012 AG007 - Volume Volume de Volume de Ano de de água tratado água tratada água referência em eta(s) [1.000 por simples macromedido m³/ano] desinfecção [1.000 m³/ano] [1.000 m³/ano] 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 159.505,00 173.375,00 157.315,00 162.631,00 166.844,00 161.694,00 161.339,00 169.224,00 171.959,00 176.245,80 183.301,00 188.921,00 203.381,00 208.513,00 22.630,00 7.300,00 13.505,00 16.320,00 17.126,00 17.819,00 11.090,00 11.944,00 8.387,00 4.753,00 8.443,00 15.455,00 16.978,00 15.088,00 63.510,00 104.390,00 53.687,00 119.580,50 121.447,00 141.000,00 157.198,00 157.057,00 125.558,00 173.552,00 179.327,00 203.753,00 205.111,00

ES001 AG008 AG010 ES009 População total Volume de Volume de AG011 - Volume Quantidade de atendida com água água de água faturado ligações totais esgotamento micromedido consumido [1.000 m³/ano] de esgoto sanitário [1.000 m³/ano] [1.000 m³/ano] [ligação] [habitante] 116.435,00 118.625,00 126.290,00 134.871,00 135.571,80 135.146,00 130.294,00 131.429,00 128.766,00 128.374,60 130.643,00 131.655,10 156.365,71 156.118,89 131.035,00 137.240,00 137.240,00 142.661,00 141.330,41 136.514,00 131.919,00 136.311,00 135.612,00 138.502,80 140.924,60 143.160,00 157.671,71 157.267,42 137.970,00 141.985,00 142.350,00 147.981,00 144.753,00 140.391,00 136.828,00 142.152,00 143.113,00 146.338,80 150.201,40 156.554,00 161.152,00 165.919,00 1.451.000 1.578.633 1.474.845 1.633.042 1.741.864 1.737.037 1.835.055 1.869.763 1.870.851 1.923.599 2.162.557 2.209.768 2.296.270 2.347.080 268.066,00 307.024,00 315.761,00 321.463,00 330.283,00 342.074,00 345.118,00 352.694,00 364.299,00 381.527,00 402.990,00

Fonte: SNIS – CD Série Histórica – Sítio da Internet – www.snis.gov.br

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Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório de Diagnóstico

Tabela 2 - Informações e indicadores referentes ao abastecimento de água e ao esgotamento sanitário – Retirados do SNIS (2 de 3)
ES008 ES003 ES002 ES005 ES007 Quantidade de Quantidade de ES004 ES006 - Volume FN002 - Receita Quantidade de Volume de Volume de economias Ano de economias Extensão da de esgoto operacional ligações ativas esgoto esgoto residenciais rede de esgoto referência ativas de tratado [1.000 direta de água de esgoto coletado faturado [1.000 ativas de esgoto [km] m³/ano] [R$/ano] [ligação] [1.000 m³/ano] m³/ano] esgoto [economia] [economia] 1995 191.996 460.993 313.112 2.792,00 91.980,00 44.895,00 112.785,00 80.693.698 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 205.360 227.794 259.129 295.024 302.606 308.199 314.797 324.678 329.276 335.693 346.239 362.357 382.906 494.665 529.056 584.949 640.916 522.375 535.968 554.337 573.740 586.358 604.259 624.535 649.583 682.555 335.083 376.879 421.328 478.652 493.094 505.403 522.192 536.152 552.324 569.572 589.471 613.392 644.097 2.862,00 3.465,00 3.975,00 3.986,00 4.025,00 4.143,00 4.392,00 4.483,00 4.549,60 4.680,50 4.735,60 4.870,50 4.934,94 88.695,00 88.695,00 96.678,00 91.855,00 92.794,00 91.790,00 94.782,00 94.233,00 99.128,10 97.698,00 108.438,50 105.783,00 110.096,41 43.435,00 53.290,00 56.428,00 58.961,00 60.871,00 60.177,00 62.299,00 62.665,00 74.766,10 85.991,50 108.438,50 105.783,00 110.096,41 115.340,00 114.975,00 124.045,00 129.199,00 128.050,00 124.897,00 127.910,00 127.417,00 128.544,90 130.349,60 132.479,10 134.467,00 136.525,58 120.708.687 130.393.449 134.222.222 135.754.836 145.550.318 152.427.354 182.351.435 206.210.215 251.629.858 316.890.097 366.517.625 401.206.973 427.038.024

FN005 FN003 - Receita Receita Ano de operacional operacional referência direta de esgoto total (direta + [R$/ano] indireta) [R$/ano] 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 62.152.789 94.234.665 103.475.873 106.417.158 112.671.546 124.639.157 129.618.477 153.666.151 177.455.931 207.669.623 259.723.052 297.503.328 323.119.104 340.839.343 153.450.107 229.820.774 246.256.623 253.218.540 262.591.388 282.964.815 296.504.656 353.298.357 405.535.649 484.671.957 609.519.377 694.011.649 752.333.482 810.635.891

FN006 Arrecadação total [R$/ano]

FN017 FN015 IN003 - Despesa Despesas Despesas de total com os totais com os exploração serviços por m3 serviços (dts) (dex) [R$/ano] faturado [R$/m³] [R$/ano] 154.743.682 163.928.458 182.851.872 188.147.436 191.285.751 211.417.592 235.134.513 287.852.110 332.171.381 415.657.619 471.036.493 557.912.592 552.991.262 570.602.367 203.370.583 225.826.920 265.099.628 254.081.643 258.380.253 282.200.780 309.738.417 373.317.065 431.358.042 494.191.747 581.058.113 690.207.929 698.934.428 763.095.071 0,81 0,88 1,03 0,93 0,94 1,05 1,18 1,38 1,59 1,80 2,07 2,39 2,36 2,52

IN004 - Tarifa média praticada [R$/m³] 0,57 0,84 0,91 0,88 0,91 1,01 1,08 1,25 1,42 1,67 2,06 2,30 2,45 2,56

IN005 - Tarifa média de água [R$/m³]

133.669.115 218.806.811 240.710.644 242.915.750 242.703.044 268.684.319 269.965.783 311.938.179 407.751.297 506.916.855 606.954.214 661.789.450 737.944.036 793.694.749

0,58 0,85 0,92 0,91 0,94 1,04 1,11 1,29 1,45 1,73 2,12 2,36 2,51 2,59

Fonte: SNIS – CD Série Histórica – Sítio da Internet – www.snis.gov.br

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Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório de Diagnóstico

Tabela 3 - Informações e indicadores referentes ao abastecimento de água e ao esgotamento sanitário – Retirados do SNIS (3 de 3)
IN009 - Índice IN011 - Índice IN006 - Tarifa Ano de de de média de esgoto referência hidrometração macromedição [R$/m³] [percentual] [percentual] 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 0,55 0,82 0,90 0,86 0,87 0,97 1,04 1,20 1,39 1,62 1,99 2,25 2,40 2,50 73,95 82,77 98,83 99,09 99,20 98,96 99,06 98,55 98,64 99,61 99,87 99,54 99,52 99,79 35,15 61,11 30,00 65,00 67,65 81,19 86,25 84,97 65,84 87,67 87,30 92,37 91,20 IN014 IN017 IN015 - Índice IN016 - Índice de Consumo Consumo de de coleta de tratamento de micromedido água faturado esgoto esgoto por economia por economia [percentual] [percentual] [m³/mês/econ.] [m³/mês/econ.] 20,29 18,51 17,63 18,18 17,28 18,58 19,67 19,13 17,74 16,77 16,33 15,70 17,70 16,60 50,40 49,09 64,63 67,77 64,99 67,97 69,58 70,15 69,94 71,83 69,54 76,32 67,52 70,42 48,81 48,97 60,08 58,37 64,19 65,60 65,56 65,73 66,50 75,42 88,02 100,00 100,00 100,00 21,58 20,16 19,75 19,86 18,36 19,17 20,54 20,33 19,36 18,92 18,70 18,48 18,07 17,50 IN020 Extensão da rede de água por ligação [m/lig.] 16,23 15,61 15,43 14,34 14,65 14,52 14,29 14,37 14,05 13,98 14,14 14,08 14,13 14,20 IN021 Extensão da rede de esgoto por ligação [m/lig.] 14,54 13,94 15,21 14,83 13,84 12,86 12,82 13,10 13,20 13,14 13,23 13,13 12,88 12,50

IN023 - Índice IN022 - Consumo de Ano de médio percapita atendimento referência de água urbano de [l/hab./dia] água [percentual] 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 200,33 205,91 223,40 225,02 214,41 206,21 193,29 188,15 184,69 185,88 175,82 166,83 182,87 175,60

IN024 - Índice IN056 - Índice IN044 - Índice IN026 IN053 de atendimento de de IN049 - Índice de IN055 - Índice Despesa de Consumo urbano de micromedição perdas na de atendimento atendimento exploração por médio de água esgoto referido total de relativo ao distribuição total de água m3 faturado por economia aos municípios esgoto consumo [percentual] [percentual] [R$/m³] [m³/mês/econ.] atendidos com referido aos [percentual] água municípios 89,82 72,73 0,62 88,86 97,75 97,00 99,48 98,40 92,43 91,72 92,22 95,32 94,94 84,50 85,00 90,71 94,12 88,88 87,74 87,29 89,34 88,15 96,93 96,94 97,77 95,98 0,64 0,71 0,69 0,70 0,79 0,90 1,07 1,23 1,51 1,68 1,93 1,87 1,89 86,44 92,02 94,54 95,93 99,00 98,77 97,28 95,57 93,03 92,98 92,66 99,80 99,86 20,28 22,79 23,65 23,69 24,83 26,46 27,23 28,76 30,23 28,48 30,04 19,15 17,93 18,64 19,81 19,49 18,34 17,91 17,54 16,89 17,68 16,60 92,17 93,27 91,15 90,80 98,87 99,00 95,06 99,45 87,49 87,13 85,44 84,29 92,69 92,70 93,50 91,78

100,00 100,00 99,40 100,00

Fonte: SNIS – CD Série Histórica – Sítio da Internet – www.snis.gov.br

A CAESB fornece dados sobre a prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário para o SNIS desde 1995, sendo importante apontar que a empresa é a única prestadora de serviços de abrangência regional que não fornece dados desagregados (por região administrativa). Por esse motivo só é possível desenvolver análises para o Distrito Federal como um todo. Ao se avaliar as informações fornecidas pela CAESB, para o SNIS, pode-se observar que, no período de 1995 a 2008 (14 anos de informações), a população total atendida (AG001) apresentou um crescimento de 41,91%, entretanto a quantidade de ligações ativas de água (AG002) teve uma elevação de 86,29% e a extensão de rede de água (AG005) cresceu 73,05%. O crescimento

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O consumo médio per capita de água(IN022) apresentou redução 12. O volume de água perdido a mais (por se ter índice de perda de distribuição próximo a 30%) foi de 21.81 x 106/ano (7.2 – Relatório de Diagnóstico significativo na quantidade de ligações ativas pode ser atribuído a expansão da malha urbana. Ainda com relação ao consumo médio per capita de água. o que corresponde a uma perda de aproximadamente 30%. entretanto ressalta-se que o menor consumo médio per capita no Distrito Federal.04% em 2008) pode-se inferir que houve uma redução no consumo médio per capita de água (IN022). a CAESB 22 .360. a criação dos parcelamentos urbanos horizontais (com predominância de residências unifamiliares) ocorrida no Distrito Federal nesses 14 anos de informações disponíveis. se a CAESB tivesse apresentado em 2008 o mesmo índice de perdas na distribuição que apresentava em 1998. o volume de água produzido (AG006) cresceu 23.47%.45%. Vale destacar que se esse volume de água perdido tivesse sido consumido.4%). O volume não consumido em 2008 apresentou crescimento de 86% em comparação ao mesmo volume em 1998. sendo que no ano de 2007 houve um crescimento significativo em relação a 2006 (7.70 m3/s). Essa redução pode ser explicada pelo adensamento das áreas urbanas (ocupação de lotes vagos) e pelo fato de que as áreas de expansão apresentam lotes com dimensões reduzidas.83 L/hab/dia). A título de ilustração. pode-se inferir que a CAESB deixou de faturar com abastecimento de água somente no ano de 2008 (tendo em vista a elevação das perdas na distribuição em quase 10%) um total de R$ 56.23 m/lig em 1995 para 14.91%. Essa elevação significativa no número de ligações micromedidas reflete.20 m/lig em 2008. a população atendida (AG001) cresceu 41. outra análise passível de ser efetuada se refere ao fato de que. que passou de 16.92% em 1995 para 100% em 2008.09% em 1998.33% passando de 89.95 x 106 m3/ano e a perda na distribuição correspondeu a 36. o valor que a CAESB teria deixado de faturar seria ainda maior. Ainda com relação a essas informações.32% indicando uma elevação no índice de hidrometração (IN009) que passou de 73.53 x 106/ano (2. a CAESB produziu 224. Considerando a tarifa média de água praticada em 2008 (IN005 – R$ 2. Mesmo com a expansão urbana verificada anteriormente observa-se que houve uma redução na extensão média da rede de água por ligação (IN020). o volume de água perdido seria de 45. ocorreu no ano de 2006 (166. O índice de atendimento da população total (IN055) em 2008 foi de 99. o que corresponde a uma perda de aproximadamente 20%. ainda.28% em 1998 para 30.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Se aliarmos a essa situação o fato de que os índices de perdas de distribuição (IN049) cresceram 48.00. A quantidade de ligações ativas micromedidas (AG004) cresceu 151.14 m3/s).18%. haveria uma elevação no volume coletado de esgoto sanitário e assim. conforme pode ser constatado pelos diversos núcleos urbanos criados nos últimos 13 anos. ao se avaliar as informações constantes no SNIS pode-se observar que há uma tendência de redução desse indicador na maioria das unidades da federação. Se por um lado.29 x 106 m3/ano. pode-se observar que no ano de 1998 a CAESB produziu um total 178.59 x 10 6/ano (1.45 m3/s). uma vez que a população do DF é praticamente toda urbana. para o período de estudo. chegando próximo dos 100% em 2008. por outro lado. Com relação ao Índice de Perdas na Distribuição (IN049).94 x 106/ano (0.13 m3/s) e a perda na distribuição correspondeu a 67. tendo ocorrido uma redução de 12.51%.95% em 1995 para 99.13% no período (passando de 20. O índice de atendimento da população urbana (IN023) cresceu 11. Considerando o ano de 2008. e desde então.827. caso não haja demanda para a água perdida na distribuição (não consumida).34% no período.59/m3). apresentando crescimento lento. Com relação ao volume de água produzido. uma vez que a maior parte dessas áreas foi destinada à população de baixa renda. pode-se observar que o crescimento ocorrido no período de 1995 a 2006 foi de apenas 12.

Esses Sistemas Produtores. Como essa situação ocorreu de maneira muito parecida para o volume de água produzido (AG006) essa imprecisão também pode ali ter ocorrido.7 L/s (considerando uma operação de 24 horas e em 365 dias/ano). No período de 1998 a 2006 houve uma redução importante no volume de água micromedido.15% em 1996 para 91. visando reduzir esses índices.32% no período).60 m3/mês/econ em 2008. verifica-se um crescimento no período de 20.15 m3/econ/mês em 1998 para 16.47% e no período de 2006 a 2008 foi de 5. Esse indicador apresentou crescimento no período. quando a tarifa apresentou crescimentos significativos verifica-se redução no consumo médio per capita de água (1998 a 2006). Essa situação pode indicar imprecisão nas informações de 2007. entretanto. se fosse considerado o período entre 1995 a 2006 esse crescimento foi de apenas 9.91%.2. O consumo micromedido por economia (IN014) também apresentou redução no período em 18. passando de 116.25% e no período 2006 a 2007 esse crescimento foi de 10. verifica-se que o valor consumido foi inferior ao de 2007. O indicador IN044 – Índice de micromedição relativo ao consumo.86 em 2008. utilizam. 1. A produção restante é obtida a partir de mananciais 23 . passando de 20. que respondem por aproximadamente 98% do volume produzido.58 m3/mês/econ em 1995 para 17. passando de 88. Planaltina/Sobradinho. Rio Descoberto.2 – Relatório de Diagnóstico poderia deixar de produzir um total de 0. mananciais superficiais.19%. no período de 1995 a 2006 o crescimento foi de 13. Essa redução no consumo médio per capita de água (IN022) também pode ser observada por meio do consumo de água faturado por economia (IN017) que passou de 21.02%. O volume de água macromedido AG012. entretanto. Com relação ao volume de água micromedido (AG008) é importante observar que no período de 1995 a 1998 houve um forte crescimento. basicamente.50 m3/mês/econ.29 m3/mês/econ em 1995 para 16. pode-se inferir que há necessidade de implementação de um programa de controle de perdas na CAESB.26%. Considerando o ano de 2008. Ao avaliarmos o consumo médio per capita de água (IN022) é possível verificar uma estreita relação desse indicador com a tarifa média de água (IN005). O Índice de consumo médio de água por economia (IN053) também reduziu. mantendo-se no mesmo patamar em 2008. voltando a crescer no ano de 2007. sendo que o índice de macromedição (IN011) passou de 35.60 m3/econ/mês em 2008 (redução de 13.13%. O volume de água consumido (AG010) apresentou crescimento no período de 20. Com relação ao volume de água faturado (AG011). indicando uma redução de 18. excluindo o de São Sebastião.98%.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. quais sejam: Santa Maria/Torto.87 x 106 m3/ano.2% em 2008.4 x 10 6 m3/ano para 134.2 Sistemas produtores de abastecimento de água Informações gerais levantadas junto à CAESB mostram que o abastecimento público de água do Distrito Federal conta com cinco Sistemas Produtores principais. apresentou um crescimento de 222. Esses números refletem a elevação no índice de hidrometração (IN009) descrito anteriormente.86% em 1995 para 99.96%. permite inferir que no ano de 2008 praticamente todo o volume consumido foi micromedido. bem como os custos de operação e de manutenção. Nos períodos em que a tarifa apresentou reajustes pequenos o consumo médio per capita de água elevou (1995 a 1998 e no período de 2006 a 2008). no período de 1996 a 2007. Tendo em vista as restrições de vazões nos mananciais existentes no Distrito Federal (normalmente de que pequeno porte). passando de 19. Brazlândia e São Sebastião.

754 m3/mês.2 – Relatório de Diagnóstico subterrâneos. Bacia do Rio Ponte Alta/Alagado Captação Alagado Captações Ponte de Terra 2 e 3 e Olho D’água Captações Crispim 1 e 2 Bacia do Rio Descoberto/Melchior Captações Descoberto. seguido pelos Sistemas Santa Maria/Torto e Sobradinho/Planaltina. que atendem a localidades isoladas e parte dos novos parcelamentos urbanos (principalmente condomínios em processo de regularização) que estão sendo incorporados aos sistemas de abastecimento existentes. As localizações das principais unidades dos sistemas de abastecimento de água do Distrito Federal e as respectivas áreas de atendimento estão apresentadas na Figura 1. tendo sido produzido um volume médio de 18. correspondente a 99. Bacia do Lago Paranoá Captação Catetinho Baixo 1 e 2 Captações Santa Maria e Torto Captações Taquari 1 e 2 Cachoeirinha Captações Cabeça do Veado 1.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. em relação às bacias hidrográficas do Distrito Federal: a. em 2007. bem como em um mapa apresentado em anexo. O Sistema Rio Descoberto responde por 60% desse volume de água.613. foi 2. Currais e Pedras Captação Capão da Onça e Barrocão Captação Engenho das Lajes A população atendida com água tratada pela CAESB.4% da população total. por 27% e 9% da 24 . responsáveis.867 habitantes. 3 e 4 b. Bacia do Rio São Bartolomeu Captações Contagem e Paranoazinho Corguinho Captações Brejinho e Fumal Captação Mestre D’Armas Captação Pipiripau Captação Quinze c. respectivamente.233. 2. Verifica-se que as captações superficiais estão distribuídas da seguinte forma.

não havendo outorga sazonal (variável ao longo do ano).11 Sobradinho / Planaltina Brazlândia São Sebastião Brejinho Contagem Corguinho Fumal Mestre D’armas Paranoazinho Pipiripau 1ª etapa Quinze Poços Sobradinho Poços Minichácaras Poços Arapoanga Poços Incra 8 Capão da Onça Barrocão Poços 1.154 1.393 84. Núcleo Bandeirante. Paranoá.439.247. Rec.323 2.2 – Relatório de Diagnóstico produção.034 2. A Tabela 4. Riacho Fundo e Candangolândia 1.393 83.4 Totais 11. Das Emas. 25 . 3e4 Cachoeirinha Santa Maria Taquari 1 e 2 Torto Poços Itapoã Alagado Catetinho Baixo 2 e 3 Crispim Descoberto Olho D’água Pedras Ponte de Terra 2 Poços Água Quente 3.489 9 Sobradinho / Planaltina 263.174.574 18. Santa Maria. apresentados na Tabela.380 2 2 Brazlândia São Sebastião 58. aproximadamente.559 399. atualizados recentemente pela CAESB. Lago Sul e Lago Norte 401. respectivamente.7% da população.632 258.72 99. e a Figura 1.103.112 64.613.195 1.51 3.867 2.6% e 3. Ressalta-se que os valores das disponibilidades hídricas dos mananciais. consideram os valores estabelecidos em outorgas de direito de uso de recurso hídrico e não os valores obtidos por cálculos hidrológicos. Ceilândia.2.233. abaixo. Destaca-se.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. de menor porte. Esses três sistemas produtores abastecem.57 186 218 288.310 27 Brasília.754 100 Lergenda: (1) Disponibilidade Hídrica – referência:vazão de outorga (2) Vazão Captada – referência: média mensal de 2007 (3) População – referencia: dez/2007 Fonte: SIÁGUA. 93.432. 2008. Cruzeiro. ainda. Guará.939 17. apresentam uma síntese dos dados de produção de água relativos a 2007.361 5.389 11. Samambaia.Dados e informações dos Sistemas Produtores de Água do Distrito Federal Sistema Subsistema/Manancial Disponib Hídrica (1) (l/s) Vazão Captada (2) (m3/mês) Regiões Administrativas Abastecidas Total População (3) Atendida % % Torto / Santa Maria Rio Descoberto Cabeça de Veado 1. Os Sistemas Brazlândia e São Sebastião.016 60 Gama. respondem pelo abastecimento de 2.939 401. que possibilita melhor aproveitamento do manancial. bem como das populações total e atendida e as regiões administrativas de abrangência de cada sistema de abastecimento.648.441 58.614 11. Tabela 4 . Taguatinga.99 6. que a CAESB apresenta outorga fixa para todos os mananciais contidos na Tabela 4.7% da população atendida.

Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.Sistemas de Abastecimento de Água do Distrito Federal (Fonte: SIÁGUA. 2008) 26 .2 – Relatório de Diagnóstico Figura 1 .

que alguns mananciais possuem vazões outorgadas maiores que as vazões mínimas (Q7. 27 .2 100.Disponibilidade hídrica dos Sistemas Produtores do DF Sistema Rio Descoberto Santa Maria/Torto (captações superficiais) Planaltina/Sobradinho(captações superficiais) Brazlândia (captações superficiais) São Sebastião (poços tubulares profundos) Poços tubulares profundos (áreas isoladas e condomínios) Total Fontes: CAESB.73 m3/s e 1.60 m3/s. conforme valores discriminados na Tabela 5.2007 (L/s) 5. ainda mais.020 L/s) e do ribeirão Santa Maria (1. ali.870 785 80 215 530 8.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. pode-se ampliar. ainda. Diante dessa situação. que correspondem a 86% da disponibilidade hídrica.935. Cabe mencionar novamente que a CAESB não vem utilizando a possibilidade de utilização de captação e outorga sazonal. Ressalta-se. a vazão disponível nesses 3 mananciais em conjunto. a importância dos mananciais subterrâneos. a ADASA e a ANA. no cômputo da disponibilidade hídrica total. Se efetuar esse mesmo procedimento para o ribeirão do Torto. obtidas a partir de estudos hidrológicos desenvolvidos no âmbito da Companhia e considerando outorga fixa. grande parte das outorgas de direito de uso de recurso hídrico encontra-se em processo de revisão junto às agências reguladoras. 2007 e Plano Diretor de Água-2000. ainda. Disponibilidade hídrica – 2000 (L/s) 5.500 A título de exemplo como essa situação pode impactar na disponibilidade hídrica nos mananciais atualmente utilizados pela CAESB. Para efeito comparativo.172 m3/s. Assim.10) e enquanto essa água é captada no manancial com captação a fio d’água. fato que permitiria um melhor aproveitamento dos mananciais. observam-se valores de disponibilidade hídrica dos mananciais superficiais um pouco maiores que os calculados em 2007. no caso. nessa Tabela.8 1.5 Disponibilidade hídrica . apontam para a possibilidade de aproveitamento do referido manancial com uma produção média de 1.260 L/s).10) efetivamente disponíveis nas captações. pode-se deixar a água acumulada na barragem de regularização do ribeirão Santa Maria.364. ou ainda a desconsideração de pequenos mananciais. a CAESB poderá captar água no ribeirão Bananal com vazões superiores à correspondente à crítica (Q 7. apresentam vazão regularizada. principalmente se levarmos em consideração que os mananciais do rio Descoberto (5.500 L/s. sugerindo possível tendência de redução de vazão ou mesmo não consideração de balanço hídrico para a bacia.2 789.020 1. totalizam 8.2 – Relatório de Diagnóstico As disponibilidades hídricas mínimas dos mananciais da CAESB. ainda. com vazão captada variando ao longo do ano com vazão crítica (Q7.8 199. Tabela 5 . Constata-se. informam-se. verifica-se que os estudos ambientais (EIA/RIMA elaborado pela empresa de consultoria NCA para a CAESB em 2009) referentes ao aproveitamento do ribeirão Bananal.316. aumentando sua capacidade de produção nos períodos de estiagens. Esses estudos também podem ser desenvolvidos para os mananciais que são utilizados pela CAESB e que compõem o sistema Rio Descoberto. na condição atual.10) entre 0.5 23 8. os valores de disponibilidade hídrica adotados no Plano Diretor de Água-2000.

992 L/s). para o sistema Santa Maria/Torto que apresentava disponibilidade hídrica total de 2. Pipiripau (547 L/s).104 L/s. Outro fato a ser destacado é o índice de atendimento da população informado pela CAESB e que se encontra próximo aos 100%. segundo a DVEL/CAESB. Sobradinho e Planaltina. Acrescenta-se. É importante destacar que tal folga não é significativa.2 – Relatório de Diagnóstico Ainda com relação à Tabela 5. quando se exclui as vazões captadas dos reservatórios. No entanto. conforme dados do SNIS.617 L/s. em 2007. a CAESB vem ampliando o atendimento às novas áreas urbanas em processo de regularização. ainda. a CAESB tem aplicado à vazão média o coeficiente k1 (com valor igual a 1. Taquari (21 L/s) e Cachoeirinha (39 L/s). será apresentada a estimativa da demanda calculada aplicando-se o coeficiente k1 apenas sobre as vazões médias captadas em mananciais que subtraem água a partir de barramento de nível. Para efeito dos estudos de capacidade do sistema. É importante destacar que os sistemas de Brazlândia. especialmente nas Regiões Administrativas do Lago Sul. Mestre D’Armas (150 L/s). era de 8. São Sebastião. Córrego Quinze (112 L/s) e Poços tubulares (não especificada a disponibilidade hídrica). Brejinho (52 L/s).925 L/s. Embora o documento da CAESB apresente este cálculo de demanda. Fumal (135 L/s). é importante destacar que nela não estão consideradas as informações constantes do Plano Diretor de 2000. correspondentes aos pequenos mananciais. Setores Habitacionais Por do Sol e Sol Nascente e novos condomínios. Vila São José. Jardim Botânico.181 L/s (sendo diferente da informada pela CAESB para o SNIS. os seguintes mananciais: Pedras (100 L/s) Catetinho 2 e 3 (55 L/s). Para o sistema Rio Descoberto tinha-se.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.128 L/s. Crispim (25 L/s). enquanto que os sistemas Santa Maria/Torto e Descoberto são interligados. que totalizava 5. considerando os períodos de estiagens. 28 . De acordo com a consideração da CAESB. Ponte de Terra 2 (37 L/s) e Olho D’água / Ponte de Terra 3 (24 L/s). a possibilidade de implantação de outorga sazonal nos mananciais utilizados pela CAESB. sendo que a disponibilidade total era de 1. deixando armazenada parte da água dos mananciais com barragem de regularização de vazão. foi de 7. tais como a região das Colônias Agrícolas Vicente Pires e Samambaia. Alagado (48 L/s). uma vez que o volume disponibilizado nos reservatórios é dimensionado para absorver as demandas médias anuais. em termos gerais para o Distrito Federal. que. alcance o valor de 8. visto que tem crescido. é possível empregar captação variável nos mananciais a fio d’água. ou seja. O sistema Sobradinho/Planaltina contava com os seguintes mananciais: Paranoazinho (35 L/s). diante da atual política da empresa na expansão de seus sistemas de água nas regiões de condomínios. A Figura 2 apresenta os valores médios mensais das vazões captadas e vazões máximas diárias estimadas pelas duas metodologias anteriormente explicadas. em 2007.389 L/s. Nos últimos anos. São Sebastião e Sobradinho/Planaltina são sistemas isolados. pouco diferente do valor informado na Tabela 5. incluindo os mananciais denominados Cabeça do Veado (154 L/s). Contagem (54 L/s). como por exemplo. verifica-se que a situação. É necessário ressaltar. apresenta uma folga de 9% para atingir a disponibilidade hídrica calculada pela CAESB. constata-se a proximidade da demanda de água com a disponibilidade hídrica dos mananciais. ainda. Corguinho (43 L/s). em agosto/2004. também. que o acelerado processo de expansão urbana no Distrito Federal tem provocado a expansão das áreas de atendimento dos sistemas existentes de abastecimento de água. para o período de 2003 a 2007. principalmente se se considerar o fato de que a maior parte da vazão captada advém de mananciais com vazão regularizada. em 2007. ainda. que representa a vazão máxima a ser captada. que seria utilizada nos períodos críticos com capacidade superior a atualmente considerada pela CAESB. o número de poços profundos incorporados ao sistema. fato que elevaria a disponibilidade hídrica. A disponibilidade hídrica total. foi de 6.2) e estima que a vazão do dia de maior consumo. verifica-se que a vazão média produzida. Considerando os valores de produção de água apresentados anteriormente.

Em 2007. estações de tratamento de água. considerando as captações. 2007. aempresa contava com 112 poços profundos em operação. muitos deles já perfurados pelos próprios condomínios. reservatórios. Em dezembro de 2008 a CAESB já apresentava um total de 222 profundos em operação Vazão (L/s) 9000 8617 8000 7212 7000 6455 6010 7391 6615 6159 6379 6594 7913 7655 6851 7082 7181 7712 6000 5000 Vazões Médias Captadas Vazões Máximas Diárias (1) Vazões Máximas Diárias (2) 0 1 2 3 4 5 4000 Ano 6 Figura 2 . estações elevatórias de água bruta e tratada. unidades de cloração.Unidades operacionais dos sistemas de abastecimento de água da CAESB – Situação em 2007 Fonte: SIÁGUA.Evolução das vazões médias (vazões máximas diárias (1) calculadas aplicando-se o coeficiente K1 sobre toda a vazão média e vazões máximas diárias (2) calculadas aplicando-se K1 sobre a vazão média captada de mananciais sem barragem de acumulação (~37% do total). A Tabela 6 apresenta uma síntese dessas unidades operacionais e indica o quantitativo dessas unidades. Tabela 6 . a CAESB tem complementado o atendimento com o uso de poços profundos. em operação no ano de 2007.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. boosters. 29 . Fonte: CAESB. 2008. Em termos de estrutura física. poços profundos e centros de controle.2 – Relatório de Diagnóstico Para suprir à demanda das novas áreas urbanas. os sistemas de abastecimento de água da CAESB são constituídos por 299 unidades operacionais.

quais sejam as captações e as unidades de tratamento.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. as captações se distribuem da seguinte forma: Captações Descoberto. um diagnóstico relativo aos cinco Sistemas Produtores de Água do Distrito Federal.0 m3/s. a estação elevatória de água de bruta. As outras 11 (onze) captações de menor porte são: Alagado.020 L/s. que resultaem 4. como reservatórios. As demais unidades componentes dos sistemas de abastecimento. que a demanda atual representa cerca de 85% das disponibilidades hídricas estimadas.). Na seqüência. a captação. ou seja. Observa-se.2. em 2007.2. verificase um desabastecimento quase que imediato para parcela da população. dessas unidades. Recanto das Emas. elevatórias. Ceilândia. Riacho Fundo (I e II). a seguir. estimar a vazão máxima diária a partir da aplicação do coeficiente do dia de maior consumo K1 em relação à vazão média captada dos mananciais em barramento de nível. Olho D’água e Crispim 1 e 2: são utilizadas para complementar o abastecimento na Região Administrativa do Gama. seja em termos de potencial para geração de impacto ou degradação ambiental.1 Sistema Descoberto O Sistema Rio Descoberto é composto por um conjunto de 12 (doze) captações de mananciais superficiais. é apresentada uma caracterização da situação das bacias hidrográficas dos mananciais superficiais utilizados para abastecimento e da qualidade de suas águas.243 L/s. ou seja. A captação no Córrego Currais encontra-se desativada. no entanto. Catetinho Baixo 1 e 2.A. enquanto a captação no Ribeirão das Pedras tem sido mantida como uma reserva para atender demandas futuras. Crispim 1 e 2. devido à qualidade da água ter sido prejudicada em função da ocupação urbana na região. A vazão média de água captada. Taguatinga. Captações Alagado. foi de 4. Da mesma forma. Núcleo Bandeirante Park Way. Pedras. além do Gama e da cidade do Novo Gama/GO (Sistema operado pela SANEAGO – Saneamento de Goiás S. Constata-se. Guará. se uma estação elevatória deixa de operar ou uma adutora apresenta problemas operacionais. aqui. a 30 . pela complementação da demanda de água do Sistema Integrado Santa Maria/Torto. para a população são observados de maneira imediata. que a única captação em operação é a do Rio Descoberto. Cabe. Com relação à capacidade de produção desse sistema é importante destacar que o sistema físico existente foi projetado para operar com uma vazão máxima de 6. responsável por 99% da produção desse sistema. Captação Engenho das Lages: sistema isolado que abastece a localidade de mesmo nome. a falta de água é observada quase que instantaneamente.2 – Relatório de Diagnóstico Apresenta-se. Samambaia. Em termos de área de atendimento.7% dessa vazão. Currais. sendo que a captação no Rio Descoberto corresponde a 98. Gama. também. É responsável. é a captação no Rio Descoberto. o Sistema Rio Descoberto possui disponibilidade hídrica da ordem de 5. adutoras e rede de distribuição não serão abordadas. Ponte de Terra 2 e 3. Santa Maria. a estação de tratamento de água. a adutora de água bruta. Candangolândia. sendo que o mais importante. por não se caracterizarem como unidades críticas. Captações Catetinho Baixo 1 e 2: complementam o abastecimento do Setor de Mansões Park Way (Núcleo Bandeirante). portanto. Currais e Pedras: abastecem as áreas urbanas das Regiões Administrativas de Águas Claras. Olho D’Água. Ponte de Terra 2 e 3 e Engenho das Lages. 1. Conforme mencionado.254 L/s. fato que obriga o prestador de serviços a realizar ações corretivas imediatas. sempre que houver algum problema operacional. ainda. seja em termos de condição de operação. incluindo a caracterização das principais unidades que os compõem. Os possíveis impactos.

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reservação e as adutoras de água tratada para conduzir a água tratada até os pontos de consumo foram projetados para operarem com capacidade máxima de 6,0 m3/s. Ressalta-se, no entanto, que, os estudos topobatimétricos, realizados em 2002, apontaram para uma redução do volume útil do Lago Descoberto da ordem de 17%. Esta redução é resultante do processo de erosão na bacia, seguido do carreamento dos sólidos e posterior assoreamento dos corpos d’água. Este processo tem sido intensificado na última década com o processo de ocupação urbana na bacia, em especial a cidade de Águas Lindas de Goiás. A perda do volume de acumulação no Lago se reflete em uma redução da vazão regularizada, estimada em 4.760 L/s, de acordo com a CAESB. É importante ressaltar, também, que o Sistema Rio Descoberto vem contribuindo significativamente para suprir a demanda da área atendida pelo Sistema Santa Maria/Torto. Em 2007, a vazão destinada do Sistema Rio Descoberto para o Sistema Santa Maria/Torto foi de 470 L/s, que corresponde a 11% da sua vazão de produção. As principais características das captações que compõem o Sistema Rio Descoberto estão apresentadas na Tabela 7, incluindo o tipo de captação, a vazão outorgada e a situação atual da unidade. Conforme citado, grande parte das vazões outorgadas está em processo de revisão para obtenção da outorga sazonal. Se por um lado os estudos topobatimétricos, realizados em 2002, apontaram para uma redução na capacidade produtiva do Lago do rio Descoberto, por outro lado, a CAESB desenvolveu Estudos de Viabilidade Técnico-Econômica para Alteamento da Barragem do Rio Descoberto, sendo que esses estudos foram realizados pela Magna Engenharia Ltda. e posteriormente foram aprimorados pela CAESB. Nos referidos estudos, foram apresentas alternativas para ampliação da disponibilidade hídrica do manancial, sendo que uma delas apontava para o alteamento da barragem em 2,0 m no intuito de promover um retorno de sua capacidade para 6,0 m3/s, com 96,5% de garantia. Essa alternativa implica em alteamento da crista da barragem, na elevação do nível de água máximo maximorum e no aumento área alagada pelo lago, mas considerada viável, técnica e ambientalmente. O estudo comparativo com solução de reforço do PDE-2000 chegou à conclusão de que o reforço no sistema do Descoberto, por meio de alteamento da barragem é menor que o custo de transposição de bacias (construção de um sistema no rio do Sal), demonstrando que o alteamento da barragem é economicamente recomendável. Dentre as alternativas estudadas, e levando-se em consideração somente o alteamento da barragem, não considerando alternativas fora desse manancial para suprir as vazões que deixariam de ser utilizadas, os estudos constantes da versão final entregue pela contratada, em novembro de 2003, que contém considerações relativas aos aspectos ambientais e quanto ao aumento da vazão regularizada, indicaram como alternativa de menor custo o alteamento da soleira do vertedouro em 1,50m, por meio de comportas segmento, elevando o nível de água máximo normal no lago em 1,50 m, mas mantendo o nível de água máximo maximorum e cota de coroamento da barragem. O Nível d’Água Máximo Maximorum de 1.032,00 m adotado na alternativa selecionada (comportas segmento), implica que o nível máximo de alagamento após as obras de alteamento não será alterado. O aumento do nível máximo operacional do lago de 1.030,00m para 1031,50m irá elevar o nível médio do lago, mas será possível não alterar o nível máximo maximorum em função do emprego de comportas de setor e de um programa de monitoramento pluviométrico na Bacia do rio Descoberto a montante da barragem. Este programa de monitoramento deveria ser detalhado na fase de Projeto Básico. Vale destacar que a crista do vertedouro permanece inalterada na cota 1.030,00 m, assim como a cota de coroamento da barragem, na cota 1.034,00 m, nos blocos à esquerda e à direita do vertedouro.
31

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Tabela 7 - Características principais das captações do Sistema Rio Descoberto Captação Tipo Vazão outorgada (L/s) Situação Atual Em operação. Há perda da capacidade acumulação devido ao processo de urbanização bacia do Lago Descoberto, além de redução disponibilidade em função dos diversos usos água do reservatório e seus afluentes. de na da da

Descoberto

Barragem de Acumulação

6.000

Currais Pedras Alagado Ponte Terra 2 Ponte Terra 3 Olho D’Água Crispim 1 Crispim 2 Catetinho Baixo 1 Catetinho Baixo 2

Barragem de nível Barragem de nível Barragem de nível de Barragem de nível de Barragem de nível Barragem de nível Barragem de nível Barragem de nível Barragem de nível Barragem de nível

184 184 76

Não operando, devido à perda da qualidade da água. Desativada, mas mantida como reserva estratégica. Não operando. Em operação.

24 Não operando, devido a problemas nas adutoras. 47 Não operando, devido a problemas nas adutoras. Em operação. 48 Em operação. Em operação. 50 Em operação. 6,94 Em operação.

Engenho das Barragem de Lages nível
Fonte: SIÁGUA (2008)

Os estudos efetuados incluíram a atualização da curva cota-área-volume do reservatório Descoberto. O levantamento acusou uma diminuição no volume total de 102,90 hm³ para 86,00 hm³ para a cota de 1.030,00 m (16,42% de redução em 28 anos). O volume útil reduziu-se de 91,90 hm³ para 76,02 hm³ (diminuição de 17,28%). Com o alteamento do nível máximo normal em 1,50 m, o volume total do reservatório passa para 106,27 hm³, o volume útil para 90,39 hm³. A área inundada pelo reservatório na cota 1.030,00 m, anteriormente de 14,90 km², passou para 12,55 km². Para a cota 1.031,50 m, o novo valor da área do reservatório é de 14,26 km². Com o alteamento do nível máximo operacional em 1,50 m, será possível obter um aumento na vazão regularizada de 400 l/s, ou seja, de 4,76 m³/s (obtido após a revisão dos estudos hidrológicos referentes à barragem de regularização existente no rio Descoberto, sendo que o PDAE32

Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório de Diagnóstico

2000 da CAESB apontava para esse manancial uma vazão regularizada de 5,1 m3/s) para 5,16 m³/s, para uma garantia de atendimento de 100%. Ambos estes valores foram revistos no escopo dos estudos desenvolvidos pela Magna. O aumento resultante decorre do efeito conjugado dos estudos hidrológicos efetuados (baseados em séries de vazões medidas na bacia de contribuição) e da redução no volume útil do reservatório. Assim, os estudos desenvolvidos pela Magna apontam para a necessidade do alteamento do NA Máximo da Barragem somente para garantir a vazão regularizada no rio de 5,1 m3/s. Nos estudos realizados pela Magna Engenharia, não consideraram como alternativa a retirada dos sedimentos (dragagem) para recompor a capacidade de armazenamento do reservatório. Assim, seria importante incluir estudos no sentido de levantar esses custos, comparando-os com outras possibilidades de abastecimento para o Distrito Federal. O Sistema Rio Descoberto possui seis unidades de tratamento de água para adequação da qualidade da água aos padrões de potabilidade. A ETA Rio Descoberto (ETA-RD), com capacidade nominal de 6.000 L/s, utiliza o processo de filtração direta para tratamento da água, o qual é indicado para mananciais com baixa turbidez. Com a ocupação urbana de Águas Lindas de Goiás, na Bacia do Rio Descoberto, tem-se verificado um aumento significativo da turbidez na água do Lago Descoberto nos períodos chuvosos, trazendo prejuízos ao processo de tratamento de água. Em termos de resíduos, é importante ressaltar que a ETA-RD possui sistema de recirculação da água de lavagem dos filtros, com vazão de reaproveitamento de cerca de 200 L/s. Conta ainda com sistema de desidratação de lodo, o qual é posteriormente encaminhado para disposição final em cascalheiras. Para minimizar os impactos advindos da urbanização de Águas Lindas, podem-se avaliar os custos advindos da implantação de bacias de retenção no sistema de drenagem, ou mesmo a construção de uma barragem de regularização de vazão no curso d’água que drena a área urbana para a barragem do Descoberto, funcionando essa barragem como receptora das partículas sólidas, reduzindo o assoreamento no reservatório criado a partir da barragem construída no rio Descoberto. As pequenas captações do Sistema Rio Descoberto, dado o seu porte e a qualidade de suas águas, são dotadas apenas de Unidades de Tratamento Simplificado (UTS), as quais promovem a cloração, fluoretação e correção do pH. Atualmente, devido a diversas ações antrópicas nas bacias de drenagem dos mananciais, têm-se observado a perda da qualidade da água em algumas captações, especialmente pelo aumento da turbidez. Assim, nos períodos chuvosos, as captações Olho D’Água, Ponte de Terra e Alagado são temporariamente paralisadas. Ressalta-se, ainda, que tais captações se encontram temporariamente desativadas por problemas operacionais. Em relação aos poços profundos, a CAESB dispõe de sistema de cloração em todas as suas unidades. A Tabela 8 apresenta as principais características e a situação atual das Unidades de Tratamento de Água desse Sistema. Visando adequar o processo de tratamento às atuais características de qualidade da água e atender às exigências da Portaria nº 518 – MS, a CAESB prevê a implantação da ETA Gama, que tratará a água oriunda das captações Ponte de Terra 2 e 3, Olho D’Água e Alagado, e a ETA Taquara, que tratará a água da captação do Catetinho Baixo. Há previsão, também, de substituição das adutoras de água bruta das captações Ponte de Terra 3 e Olho D’Água. A captação no Córrego Crispim é encaminhada diretamente para a Fábrica da Skol, onde é submetida a processo de tratamento específico.

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Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório de Diagnóstico

Tabela 8 – Características principais das Unidades de Tratamento de Água do Sistema Descoberto Unidade de Tratamento Tipo Capacidade (L/s) 6.000 Situação atual Em operação.

ETA Rio Descoberto Tratamento por filtração (inclui Captações direta precedido de Currais e Pedras) floculação UTS Baixo 2 Catetinho Tratamento simplificado (cloração, fluoretação e correção do pH)

35

Em operação.

Tratamento simplificado UTS Ponte de Terra (cloração, fluoretação e 2 correção do pH) UTS Olho D’Água Tratamento simplificado (cloração, fluoretação e correção do pH) Tratamento simplificado (cloração, fluoretação e correção do pH) tipo

30

Em operação. Não operando, temporariamente, por problemas operacionais. Não operando, temporariamente, por problemas operacionais. Em operação.

25

UTS Alagado

40

Tratamento ETA Engenho das convencional, Lages COPASA
Fonte: SIÁGUA (2008).

6

1.2.2.2 Sistema Santa Maria O Sistema Santa Maria/Torto possui 9 (nove) captações superficiais, sendo que as 2 (duas) de maior porte são as no Lago Santa Maria e no Ribeirão do Torto. As outras 7 (sete) pequenas captações são: Cachoeirinha, Cabeça de Veado 1, 2, 3 e 4 e Taquari 1 e 2. Em 2007, este sistema contou, ainda, com captações em 36 (trinta e seis) poços tubulares profundos, assim distribuídos: 6 (seis) poços tubulares profundos localizados no Itapoã, 2 (dois) poços na Vila Weslian Roriz, 4 (quatro) poços no Paranoá e 24 (vinte e quatro) poços no Jardim Botânico. Em termos de área de atendimento, as captações se distribuem da seguinte forma: Captações Santa Maria/Torto: abastecem as áreas urbanas das Regiões Administrativas de Brasília, Lago Norte, Lago Sul, Cruzeiro e Paranoá. Captações Taquari 1 e 2, Cachoeirinha e Poços: complementam o abastecimento do Paranoá. Captações Cabeça do Veado 1, 2, 3 e 4: complementam o abastecimento do Lago Sul. Demais Poços profundos: abastecem a Região Administrativa do Jardim Botânico. Considerando captação por meio de outorga para vazão fixa, a disponibilidade hídrica estimada para este sistema é de 1.870 L/s, sendo que a vazão média captada em 2007 foi de 1.919 L/s, dos quais 1.854 L/s são provenientes de captações superficiais. A captação no reservatório de Santa Maria, que contribuiu com a vazão média de 1.227 L/s representa 66% das vazões superficiais.
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Esta ETA encontra-se em fase final de obras de recuperação. Em operação.979 L/s. Conforme já citado. a vazão outorgada e a situação atual da unidade.2 – Relatório de Diagnóstico Aplicando-se o coeficiente do dia de maior consumo às captações em barramento de nível. grande parte das vazões outorgadas está em processo de revisão para obtenção da outorga sazonal. Conforme mencionado. Por tal motivo. para atender adequadamente à demanda da área de abrangência desse sistema. as outorgas de direito de uso que serão emitidas pela ADASA irão considerar as variações sazonais. ampliação e melhoria. Em operação. verificase que a demanda máxima atual atinge 1.Características principais das Captações do Sistema Rio Santa Maria/Torto Captação Santa Maria Torto Taquari 1 Taquari 2 Cachoeirinha Cabeça de Veado 1 Cabeça de Veado 2 Cabeça de Veado 3 Cabeça de Veado 4 Fonte: SIÁGUA (2008) Tipo Barragem de Acumulação Barragem de nível Barragem de nível Vazão outorgada (L/s) 1. capacidade de 2. podendo ampliar a disponibilidade hídrica em períodos de estiagens. o Sistema Santa Maria/Torto dispõe de 4 (quatro) unidades.478 1. enquanto a captação do Taquari conta com uma UTS – Unidade de Tratamento Simplificado. incluindo o tipo de captação. atualmente. poderá proporcionar elevação nas vazões captadas a fio d’água nos mananciais. A unidade de tratamento de maior porte. Os lodos gerados na estação são atualmente encaminhados para disposição final em cascalheiras. Em operação. Em operação. Em termos de tratamento de água. Em operação. foi necessário transferir vazões do Sistema Rio Descoberto. mas também a recirculação de toda água de lavagem dos filtros.647 21 Situação Atual Em operação. utilizadas na determinação das disponibilidades hídricas. ou como também é denominada de ETA Brasília. que possibilitará não somente a otimização do processo e o aumento da capacidade de tratamento. com valores médios da ordem de 470 L/s. Todos os poços profundos são 35 . a ETA Santa Maria/Torto. Barragem de nível Barragem de nível Barragem de nível Barragem de nível 174 Barragem de nível Barragem de nível --- Em operação. As principais características das captações que compõem o Sistema Santa Maria/Torto estão apresentadas na Tabela 9. portanto já ultrapassando a disponibilidade calculada para os mananciais desse sistema. Essa situação. Nos períodos chuvosos as vazões disponíveis nas captações excedem às vazões calculadas no período seco. permitindo a captação de vazões diferenciadas nos períodos seco e chuvoso. preservando as águas reservadas no lago Santa Maria. possui. As ETAs Lago Sul e Paranoá também utilizam processo convencional de tratamento de água.800 L/s e utiliza o processo de tratamento convencional.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Tabela 9 . Em operação. Em operação. se bem conduzida.

em Planaltina. que é realizada por meio de 48 (quarenta e oito) poços tubulares profundos. ampliação e melhoria) Em operação. COPASA tipo 60 UTS Taquari Fonte: SIÁGUA (2008) Tratamento simplificado 16 (cloração e fluoretação) 1. Há previsão de execução de obras de recuperação do canal de captação das captações 1. Corguinho. Sobradinho II.MS. bem como às exigências da Portaria nº 518 . (Fase final de obras de recuperação. Vivendas Campestre. Mestre D’Armas. Vila Basevi e Condomínios – Grande Colorado. ainda. A Tabela 10 apresenta as principais características e a situação atual das Unidades de Tratamento de Água desse Sistema. Morada dos Nobres. Pólo de Cinema. Captação Quinze: responsável pelo abastecimento do Vale do Amanhecer. sendo 8 (oito) localizados no Arapoanga.Características principais das Unidades de Tratamento de Água do Sistema Santa Maria/Torto Unidade de Tratamento ETA Brasília ETA Lago Sul ETA Paranoá Tipo Capacidade (L/s) 2. a vazão média captada alcançou 638 L/s. captada em mananciais superficiais com barramento de nível. Em 2007. Contagem. Paranoazinho e poços: abastecem a Região Administrativa de Sobradinho. 2 e 3 do Córrego Cabeça de Veado devido às perdas no mesmo. a saber: Brejinho. Tabela 10 . Mestre D’Armas e Pipiripau : abastecem a Região Administrativa de Planaltina e complementam o abastecimento do Setor Habitacional Arapoanga. e 40 (quarenta) localizados em Sobradinho (Córrego do Arrozal. RK e Vila Verde). As áreas de atendimento das captações desse Sistema são distribuídas da seguinte forma: Captações Contagem. a implantação da ETA Taquari para adequação às características de qualidade do manancial de mesmo nome.2 sobre a vazão média de 529 L/s. contribuindo para redução da disponibilidade hídrica nesse manancial. considerando a aplicação do coeficiente K1 de 1. Quinze. Captações Brejinho. Paranoazinho e Pipiripau. Em operação. tem-se uma demanda para o dia de maior consumo 36 . Tratamento Convencional Tratamento Convencional Tratamento Convencional. Corguinho. sendo que os poços profundos respondem por aproximadamente 17% desse total. Conta. Prevê-se.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. que são significativas. Jardim Europa. Em operação. Setor Habitacional Nova Colina.2. Vivendas Friburgo. Assim. é de 785 L/s. que é parcialmente abastecido por poços. Fumal.2. não contabilizando a contribuição dos poços profundos. em Planaltina. Nova Petrópolis. Fumal.3 Sistema Planaltina/Sobradinho O Sistema Planaltina/Sobradinho é composto por 8 (oito) captações superficiais. A disponibilidade hídrica estimada para o Sistema Sobradinho/Planaltina. com desativações temporárias no período chuvoso. também.2 – Relatório de Diagnóstico dotados de sistema de cloração. com uma contribuição significativa proveniente de mananciais subterrâneos.800 190 Situação atual Em operação.

que a região norte do Distrito Federal apresenta baixa disponibilidade hídrica. utilizando o processo de filtração direta de fluxo ascendente. grande parte das vazões outorgadas está em processo de revisão para obtenção da outorga sazonal.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. uma ascendente e outra descendente. o Sistema Sobradinho/Planaltina dispõe de 5 (cinco) unidades. o abastecimento de água tem sido prejudicado. além de ser importante vetor de expansão urbana. Em operação. Em termos de tratamento de água. Em operação. incluindo o tipo de captação. Em operação. nos períodos de seca. Fumal e Brejinho. o sistema ainda apresenta uma folga de aproximadamente 24%. Em operação. Conforme já citado. Essa situação pode caracterizar conflito de uso de água entre o abastecimento humano e a irrigação. Em operação. atualmente. para outros fins. Conta com sistema de recuperação de água de lavagem e sistema de desidratação de lodos. Em operação. Tabela 11 . possivelmente por problemas no sistema de distribuição e por redução da vazão dos mananciais devido a usos excessivos a montante. Destaca-seque o Sistema Sobradinho/Planaltina possui como aspecto crítico. principalmente se levar em consideração o ribeirão Pipiripau. Acrescenta-se. ainda. com desativações temporárias no período chuvoso.Características principais das Captações do Sistema Sobradinho/Planaltina Captação Paranoazinho Contagem Corguinho Mestre D’Armas Brejinho Quinze Pipiripau Fumal Fonte: SIÁGUA (2008) Tipo Barragem nível Barragem nível Barragem nível Barragem nível Barragem nível Barragem nível Barragem nível Barragem nível de de de de de de de de Vazão outorgada (L/s) 68 82 53 80 100 54 400 240 Situação Atual Em operação. A ETA Pipiripau. As principais características das captações que compõem o Sistema Sobradinho/Planaltina estão apresentadas na Tabela 11. Em operação. elevada demanda de água para fins agrícolas. a vazão outorgada e a situação atual da unidade. a falta de flexibilidade. responsável pelo tratamento das águas das captações do Pipiripau. para atingir a disponibilidade hídrica estimada para esses mananciais. os quais são encaminhados para disposição em cascalheiras. uma vez que ele não possui interligação com os demais sistemas de abastecimento do Distrito Federal.2 – Relatório de Diagnóstico de 635 L/s. Embora a situação apresentada indique certo conforto. Portanto. possui capacidade para tratamento de até 400 L/s e utiliza o processo de dupla filtração. A ETA Planaltina é responsável pelo tratamento das águas captadas nas captações Mestre D’Armas e Corguinho. A ocupação urbana na área da Bacia do Mestre D’Armas tem provocado aumentos de turbidez que 37 .

A CAESB está realizando estudos para verificação da viabilidade de alteração do ponto de captação no Ribeirão Mestre D’Armas para próximo da confluência do Córrego Sarandi com a Lagoa Bonita. sendo 1 (um) utilizado como piezômetro e os outros 21 (vinte e um) para o abastecimento da área urbana da Região Administrativa de São Sebastião. 60 Em operação. As águas das Captações Contagem e Paranoazinho.4 Sistema São Sebastião O Sistema de Abastecimento de Água de São Sebastião.2. 1. serão encaminhadas à ETA Contagem/Paranoazinho. A Tabela 12 apresenta as principais características e a situação atual das Unidades de Tratamento de Água desse Sistema. 35 Em operação.Características principais das Unidades de Tratamento de Água do Sistema Sobradinho/Planaltina Unidade de Tratamento Tipo Capacidade (L/s) Situação atual ETA Pipiripau (Captações Tratamento por Dupla Pipiripau. sendo que a vazão média de água captada em 2007 foi de 134 L/s. com desativações temporárias no período chuvoso. Em operação. fluoretação e correção do pH) 62 Em operação. o Sistema São Sebastião conta com duas unidades de tratamento simplificado. indicando que há uma folga operacional considerável.2 – Relatório de Diagnóstico levam à retirada de operação da unidade nos períodos chuvosos. O conjunto de poços desse sistema apresenta disponibilidade hídrica de aproximadamente 215 L/s.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. A Tabela 13 apresenta as principais características e a situação atual das Unidades de Tratamento de Água. Devido à utilização de manancial subterrâneo. foi concebido para operar utilizando captação de água subterrânea por meio de poços tubulares profundos. que está em fase final de obras. 38 . ETA Vale Amanhecer tipo 54 UTS Paranoazinho UTS Sobradinho (Captações Contagem e Corguinho) Fonte: SIÁGUA (2008) Tratamento simplificado (cloração e fluoretação) Tratamento simplificado (cloração. o Sistema contava com 22 (vinte e dois) poços tubulares profundos.2. dada a sua distância aos demais sistemas. Tabela 12 . Fumal e Filtração Brejinho) ETA Planaltina Tratamento Filtração Direta do Tratamento Convencional. COPASA 400 Em operação. que realizam a cloração e a fluoretação da água. Todos os poços profundos são dotados de sistema de cloração. atualmente tratadas por processo simplificado. Em 2007. com desativações temporárias no período chuvoso.

A disponibilidade hídrica estimada para o sistema que opera com os mananciais superficiais é de 80 L/s. As águas das Captações do Capão da Onça e Barrocão são encaminhadas para tratamento na ETA Brazlândia. grande parte das vazões outorgadas está em processo de revisão para obtenção da outorga sazonal. em função do uso da água excedente nas captações nos períodos chuvosos. a exemplo do Sistema Santa Maria/Torto.5 Sistema Brazlândia O Sistema de Abastecimento de Água Brazlândia é formado por dois sistemas produtivos que operam de forma independente: um composto por 2 (duas) captações superficiais (Barrocão e Capão da Onça) e outro que conta com 4 (quatro) poços tubulares profundos que abastecem o Núcleo Habitacional INCRA 8. 39 . A unidade encontra-se em situação normal de operação e é dotada de sistema de recirculação de água de lavagem.2.2.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Assim. Conforme já citado.3 Situação atual Tratamento UTS São Sebastião Simplificado (Setor Oeste) (cloração fluoretação) Tratamento UTS São Sebastião Simplificado (Setor Leste) (cloração fluoretação) Fonte: SIÁGUA (2008) e Em operação.Características principais das Captações do Sistema Brazlândia Captação Capão da Onça Barrocão Fonte: SIÁGUA (2008) Tipo Barragem nível Barragem nível de de Vazão outorgada (L/s) 73 103 Situação Atual Em operação. a vazão outorgada e a situação atual da unidade. possivelmente. Em operação. A situação desse sistema é preocupante por se tratar de sistema isolado sem possibilidade de interligação com os demais sistemas existentes. 1. e 95. com capacidade para até 165 L/s. sendo que a vazão produzida. que utiliza processo convencional. em 2007 foi de 105 L/s.9 Em operação. incluindo o tipo de captação. As principais características das captações que compõem o Sistema Brazlândia estão apresentadas na Tabela 14. o Sistema Brazlândia apresenta a produção média superior à disponibilidade hídrica.Características principais das Unidades de Tratamento de Água do Sistema São Sebastião Unidade de Tratamento Tipo Capacidade (L/s) 208.2 – Relatório de Diagnóstico Tabela 13 . Tabela 14 .

ocupações urbanas. no longo prazo. em virtude da impermeabilização de áreas ou dos novos usos da água a montante. extração de cascalho e areia. A Tabela 15 apresenta as principais características das bacias hidrográficas dos mananciais superficiais.3 Situação das bacias hidrográficas e da qualidade da água dos mananciais As ações antrópicas que ocorrem nas bacias hidrográficas a montante das captações superficiais. Mestre D’Armas. Brejinho. o que lhes confere certa proteção. quando da ocorrência de irregularidades. Cabeça de Veado. Além das ações de fiscalização. Considerando as alterações nele propostas. situação que pode proporcionar risco à qualidade da água dos mananciais. as APM para captação do Bananal e do São Bartolomeu (partes Norte e Sul). assim como aquelas situadas em APMs. ainda. que acionam os órgãos oficiais competentes para as providências necessárias. como conseqüência. Ponte de Terra e Pipiripau. Por outro lado. Torto. instalação de cercas e sinalização. Merecem destaque as captações do Alagado. O Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF . criação de animais.2 – Relatório de Diagnóstico 1. prevenção e combate a incêndios florestais. as captações situadas em Unidades de Conservação de Uso Sustentável. constatase que o PDOT 2009 estabeleceu. no entanto. dificultar e onerar o processo de tratamento. merecem destaques as seguintes situações: i) a criação da APM do Engenho das Lajes. As captações situadas no interior das Unidades de Conservação de Proteção Integral – Santa Maria.PDOT-2009 estabeleceu a criação de 25 (vinte e cinco) Áreas de Proteção de Mananciais (APMs). embora possuam proteção legal. têm sofrido sérios danos à qualidade de suas águas em virtude das pressões para uso e ocupação da bacia. Olho D’Água e Ponte de Terra devido ao processo de parcelamento do solo em suas APMs. tais como a do Rio Descoberto. a disponibilidade hídrica na captação. assegurando o controle do uso e ocupação do solo nessas áreas. que tem prejudicado sensivelmente a qualidade da água desses mananciais. tais como desmatamento. As bacias hidrográficas a montante das captações são áreas legalmente protegidas. Fumal. Para a captação do rio Descoberto verificam-se problemas tanto na ocupação urbana quanto no uso para fins de agricultura e pecuária. apoio à recuperação de áreas degradadas. Pedras. de acordo com as características específicas de cada unidade. cultivos agrícolas. que nem todas as APMs abrangem a bacia hidrográfica a montante da captação de água. Barrocão e Capão da Onça. bem como os principais problemas associados ao uso e ocupação do solo nessas áreas. ii) os ajustes às poligonais das APMs Cachoeirinha. Ressalta-se. em virtude da ocupação urbana. a CAESB mantém equipe de fiscalização nas bacias hidrográficas de seus mananciais. podem prejudicar sensivelmente a qualidade da água e. Currais. especialmente para expansão urbana e usos para fins de agricultura e pecuária.2. além de reduzir. Contagem e Paranoazinho – são unidades com menor risco de ocorrência de ações antrópicas. todas situadas em Unidades de Conservação. são desenvolvidas atividades de educação ambiental. 40 . Para evitar essas situações. Adicionalmente.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. planejamento e manejo. assegurando maior proteção aos recursos hídricos desses mananciais. especialmente nos períodos chuvosos. Cachoeirinha. Cabeça de Veado.

APA do Planalto Central APA do São Bartolomeu. FLONA APA do Planalto Central. Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESECAE) APA Gama e Cabeça de Veado.2 8. erosão do solo. Estação Ecológica do Jardim Botânico. atividades agrícolas sem práticas de conservação adequada 41 21. APA do Cafuringa. FLONA APA do Planalto Central.1 6. incêndios florestais e situação fundiária não definida Área de clube na proximidade.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Condomínio La Font e outros processos de urbanização instalados em metade da bacia Incêndios florestais Estrada cruzando a Bacia.3 18. águas pluviais e incêndios florestais Urbanização junto a BR-70. APA do Planalto Central APA do São Bartolomeu APA do Descoberto. sentido Sobradinho/Planaltina APA do Planalto Central APA do Descoberto.9 Unidade de Conservação APA do Planalto Central APA do Descoberto. cidade de Águas Lindas.1 3.1 25.5 9.Situação das bacias hidrográficas das captações sob responsabilidade da CAESB Captação Alagado Barrocão Brejinho Cabeça Veado de Área da bacia (km2) 12. APA Gama e Cabeça de Veado.3 9. parcelamento irregular do solo. REBIO da Contagem. FLONA Área de Proteção de Manancial PDOT-DF APM APM APM Principais problemas Expansão de Santa Maria e da Cidade da Aeronáutica Atividades agrícolas e estradas vicinais sem conservação do solo Estrada cruzando a Bacia. incêndios florestais. FLONA APA do Descoberto.4 8. incêndios florestais e trecho com uso agrícola (Fazenda Toca da Raposa) Incêndios florestais Loteamento do Itapoã.0 APM APM APM APM APM APM APM APM --- Cachoeirinha Capão Onça Catetinho Contagem Corguinho Crispim Currais Descoberto da . depósitos de entulho e lixo e invasão de área pública Invasão de terras públicas. Parque Ecológico do Córrego da Onça PNB. apenas na margem direta da BR-020. possibilidade de instalação da cidade do Catetinho e incêndios florestais Estrada cortando a Bacia e incêndios florestais Estrada cruzando a Bacia.2 – Relatório de Diagnóstico Tabela 15 .4 438. expansão urbana de Brazlândia.9 37.

0 9. incêndios florestais e trecho com uso agrícola (Fazenda Toca da Raposa) Loteamento Mestre D’Armas ao lado da captação. Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESECAE) APA do Planalto Central PNB. apenas no DF. uma vez que no Estado de Goiás não há UC APA do Planalto Central APA do São Bartolomeu.0 5. expansão urbana. APA do Planalto Central Área de Proteção de Manancial PDOT-DF APM APM APM APM APM APM APM APM APM APM APM APM Principais problemas Atividades agrícolas e estradas vicinais sem conservação do solo Estrada cruzando a Bacia. loteamentos e parcelamento do irregular do solo Parcelamento irregular do solo. APA do Planalto Central PNB.0 Unidade de Conservação APA do Planalto Central APA do Planalto Central.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESECAE) APA do Planalto Central. APA do Planalto Central APA do Descoberto.1 28. APA do Cafuringa.0 101. mineração e conflito pelo uso de água Parcelamento irregular do solo. APA do Planalto Central. 42 .2 – Relatório de Diagnóstico Tabela 15 . APA do Planalto Central. 2007. atividade agrícola sem práticas de conservação adequada Uso agrícola inadequado e conflito pelo uso de água Incêndios florestais Incêndios florestais Incêndios florestais e parcelamento do Lago Oeste Fonte: CAESB. REBIO da Contagem. FLONA APA do São Bartolomeu.3 2. expansão urbana e atividades agrícolas sem práticas de conservação adequada Estrada cortando Bacia e incêndios florestais Invasão de terras públicas.4 39.3 5. águas pluviais e incêndios florestais Uso agrícola inadequado.5 48. Parque dos Pequizeiros Parque Nacional de Brasília (PNB) APA do Lago Paranoá.0 52.Situação das bacias hidrográficas das captações sob responsabilidade da CAESB Captação Engenho Lajes Fumal Mestre D’Armas Olho D’Água Paranoazinho Pedras Pipiripau Ponte de Terra Quinze Santa Maria Taquari Torto das Área da bacia (km2) 51.4 210.5 195. APA do Cafuringa. uso agrícola experimental da Embrapa.

Boa 80 a 90 .2 – Relatório de Diagnóstico De acordo com o Plano Diretor de Água-2000.Totalmente imprópria 20 a 36 . Tal proposta foi ratificada pelos estudos de revisão do referido Plano. cloreto. a saber: 0 – 19 . d. A partir dos resultados. ferro total. c. exceto a captação no Ribeirão Mestre D’Armas. que apresenta redução da qualidade nos períodos chuvosos. as águas captadas nos mananciais do Sistema Santa Maria/Torto são classificadas de ―muito boas‖ a ―ótimas‖. estabelecendo a manutenção de todas suas captações superficiais. turbidez. b. calculado a partir dos seguintes parâmetros: coliformes totais. Avaliando-se os resultados pode-se concluir que: a.Aceitável 52 a 79 . cor. as águas captadas nos mananciais do Sistema Rio Descoberto são classificadas como ―boas‖ a ―muito boas‖. utiliza-se a classificação de Ramech para enquadramento em uma das seis classes de qualidade.Ótima Os resultados das análises de qualidade da água bruta dos mananciais superficiais para o ano de 2008 estão apresentados na Tabela 16. em especial no Barrocão. A qualidade da água dos mananciais utilizados pela CAESB é avaliada com periodicidade bimestral por meio do Índice de Qualidade da Água – IQA. pH e DQO.Muito boa 91 a 100 .Imprópria 37 a 51 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. além de considerar peculiaridades regionais. 43 . exceto nos períodos chuvosos. as águas captadas no Sistema Brazlândia são classificadas como ―boas‖ a ―muito boas‖. amônia. todas as captações da CAESB seriam mantidas. as águas captadas nos mananciais do Sistema Sobradinho/Planaltina são classificadas como ―boas‖ a ―muito boas‖ (exceto a captação do Mestre D’Armas). em 2003.

4 79.0 68.6 77.7 76. tratamento) Jan 08 80.4 84.5 67.7 73.6 77.1 Abr 08 Mai 08 79.2 76.6 69.4 Conclusões sobre o abastecimento de água As informações disponibilizadas pela CAESB.5 78.2 89.6 71.9 83.2 69.1 82.3 81.1 75.0 66. Entretanto outros sistemas apresentam determinadas folgas.6 81.0 75.0 75. referidas ao ano de 2007.0 81.4 76.1 79.0 82.6 79.10 – Vazão mínima em 7 dias consecutivos com tempo de recorrência de 10 anos).6 84.4 78.8 80.9 75.3 73.3 75.0 77.0 91.7 59.0 74.7 84.4 83.7 82.5 85.1 93.4 65.4 74.1 76.0 Fev 08 Mar 08 78.9 78.3 57.0 78.0 75.0 75.1 69.6 69. Maria FD 8.8 83.4 73.4 78. permitem constatar que a vazão necessária para atendimento à demanda do dia de maior consumo de algumas áreas de abrangência dos sistemas existentes já superava o volume de água mínimo disponível em mananciais em operação na empresa.2 71.2 81. Maria FD 15.1 85.3 80.2 55.0 74.0 77.1 77.9 80.0 78.9 70.0 57. 2008) Captação Tratamento Alagado UTS Barrocão C Brejinho FD Cabeça de Veado I FD Cabeça de Veado II FD Cabeça de Veado III FD Cabeça de Veado IV FD Cachoeirinha C Capão da Onça C Catetinho Baixo I UTS Catetinho Baixo II UTS Catetinho Nascente UTS Contagem UTS Corguinho UTS Crispim ST Engenho das Lajes C ETA Brasília -Bruta FD ETA RD Bruta FD Fumal FD Lago Descoberto FD 16m Lago Descoberto -9m FD Lago S.7 84.2 76.0 61.0 86.4 80.3 70.3 73.0 66.2.0 77.4 77.3 72.5 63.0 64.0 59.7 81.0 82.9 74.9 76.0 76.2 82.8 73.7 79.8 61.2 66.0 76.0 85.3 68.0 77.0 82.2 77.0 61. ST (Sem 1.0 79.0 77.7 82.0 75.0 81.4 78.6 77.5 83.0 77.8 82.0 75.7 64.8 87.6 80.3 83.2 57.0 80.2 83.7 81.3 82.0 73.2 Dez 08 82.3 81.4 79.2 82.1 72.0 69.2 82.0 66.5 66.6 62.0 76.1 90.5 94.8 76.0 82.7 78.0 79.6 73.6 81.Resultados mensais do IQA nas captações superficiais da CAESB em 2008 – Água Bruta (Fonte: SIÁGUA.2 81.2 70.3 79.5 Out 08 Nov 08 76.2 71.3 81. caso tenha vazões de estiagens críticas nos mananciais (Q 7.1 79.5 86.8 76.0 78.1 61.8 82.8 69.0 76.0 83.9 81.4 83.75m Lago S.0 76.5 78.0 81.5 76.7 80.7 83.0 85.1 83.4 81.0 74.1 79.6 72.0 83.3 83. C (Tratamento Convencional).0 81.0 79.4 75. Considerando um período de dois anos e o prazo necessário para implantação de novos sistemas de abastecimento.2 Jun 08 jul 08 83.2 – Relatório de Diagnóstico Tabela 16 .4 80.4 73.9 76.8 62.75m Mestre d' Armas FD Olho d' Água UTS Paranoazinho UTS Pedras FD Pipiripau FD Ponte de Terra I UTS Ponte de Terra II UTS Ponte de Terra III UTS Quinze C Taquari UTS Torto FD Legenda: FD (Filtração Direta).0 76.5 78.5 75.5 71.0 81.0 76.6 80.2 83.3 76.0 71.4 75.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.9 Ago 08 Set 08 75.8 81.6 85.0 56.0 77.0 82.3 78.6 83.0 UTS (Unidade de Tratamento Simplificado).3 80.0 78.1 77.0 80.0 83.2 84.6 78.8 87.7 77.6 82.0 71.7 79.0 77.4 82.0 75.3 76.0 74.0 77.2 60.6 82.2 82.7 80.1 77.5 77.8 78.8 82. verifica-se que poderá ocorrer falta de água em determinados períodos do ano.0 71.0 77.0 81.4 73. em alguns dos sistemas de abastecimento 44 .7 86.2 75.3 80.0 77.0 82.2 75.

Outro fato que pode alterar de maneira significativa a situação atual é a implementação de um programa de redução de perdas. possibilita assegurar a priorização do abastecimento público nos períodos de escassez de recurso hídrico. um programa de controle de perdas por parte da CAESB para evitar que essa situação ocorra. principalmente no que se refere a um programa de controle do usos dos reservatórios de água. haveria uma disponibilidade hídrica a mais correspondendo a 700 L/s (praticamente 10% do volume produzido em 2008). Pode-se ainda inferir que o processo de interligação dos sistemas de distribuição de água construídos pelos condomínios aos sistemas existentes poderá provocar aumento do índice de perdas. ampliando sua capacidade de exploração nos meses de estiagens mais críticas. retornando sua capacidade de disponibilidade hídrica aos patamares originais. a situação do sistema Santa Maria/Torto. de acordo com as informações disponibilizadas pela CAESB. A alternativa de se realizar um desassoreamento do Lago. no período de estiagem. seguida de implementação efetiva pela CAESB e fiscalização pela ADASA e ANA. com a instalação de uma captação a fio d’água no ribeirão Bananal. ressalvadas aquelas que sofreram intensa ocupação urbana em suas bacias. como as captações Mestre D’Armas. em 2008. Como descrito anteriormente. Alerta-se que essa folga pode se ampliada por meio de implantação de intervenções no sentido de altear a barragem. A situação do Sistema Descoberto é menos crítica quando se considera que ele possui uma folga de aproximadamente 500 L/s. Ainda em relação a esse aspecto. sem incluir as receitas com esgotamento sanitário. de caráter sazonal.2 – Relatório do Diagnóstico existentes e desde que a CAESB não promova ações que racionalize a utilização das águas. tende a se tornar cada vez mais crítico. Por outro lado. e outras que aguardam a execução de obras para melhoria do processo de 45 . no intuito de aumentar o volume de água armazenada. devido à possibilidade de que as redes de água tenham sido implantadas sem condições técnicas adequadas.8 milhões (considerando a tarifa média praticada em 2008) somente com abastecimento de água. Currais e Alagado. pode-se citar as negociações freqüentes. Para o sistema Santa Maria/Torto tem-se a previsão de ampliação. igual ao verificado em 1998.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Ainda em relação às disponibilidades hídricas. tanto no que se refere a racionalização do uso dos mananciais (redução dos impactos ambientais). devido ao processo de expansão do sistema de abastecimento nas áreas dos condomínios e do Setor Noroeste. é importante destacar que o estabelecimento da outorga de direito de uso. ou poderia proporcionar uma elevação nas suas receitas em mais de R$ 58. cabendo mais uma vez. Tal instrumento assegurará valores adequados de vazões a serem captadas para fins de abastecimento e para os outros fins necessários. quando no aspecto econômico. a maioria dessas unidades encontra-se em condição normal de operação. No que se refere às captações superficiais. no curto prazo. também deve ser avaliada. uma vez que os poços profundos existentes têm sido usualmente utilizados para complementação da demanda. ressalta-se a importância de que sejam estabelecidos. uma vez que se tem a possibilidade de deixar armazenada a água do Lago Santa Maria por maior período. que já apresenta déficit. da vazão disponível para ser captada. com brevidade. os novos valores de outorga de direito de uso de recursos hídrico. assim como a gestão integrada das bacias e a atuação de agências reguladoras. O Uso racional das águas dos ribeirões do Torto e do Bananal (com outorga sazonal) pode ampliar a disponibilidade hídrica desses três mananciais nos períodos de estiagens. para todos os mananciais do Distrito Federal. pois reduziria suas despesas e postergaria a necessidade de investimentos em novos sistemas produtores. A título de exemplo. caso a CAESB apresentasse índice de perdas de distribuição. com os usuários na bacia do Ribeirão Pipiripau. inclusive preservação da vida aquática. a curto prazo. que está sendo utilizada para suprir o déficit do Sistema Santa Maria/Torto. Com os números apresentados é possível verificar que um programa de redução de perdas pode ser extremamente vantajoso para a companhia.

conforme mencionado anteriormente.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Quanto ao uso do manancial subterrâneo para abastecimento público. Ressalta-se.058 habitantes. e Taquari. como as captações do Olho D’Águ a. 46 . enquanto o Entorno chegará a 837. Luziânia. ainda. As águas dos mananciais utilizados para abastecimento de água no Distrito Federal. A seguir. que a ADASA está intensificando o processo de regularização das outorgas para captação por poços profundos. já que o fator econômico é diretamente vinculado ao consumo de água. e a 2ª fase. perdas. especialmente o índice de perdas. por ocasião do desenvolvimento do projeto básico dos novos sistemas produtores. em que tais parâmetros foram revistos em função de novas diretrizes estratégicas da Companhia. a CAESB vem gradualmente ampliando o número de poços profundos em função da incorporação dos sistemas de abastecimento dos condomínios horizontais. intensificar as ações fiscalizadoras dos órgãos ambientais e de controle de uso e ocupação. o número de poços profundos contabilizados foi de 112 unidades e em dezembro de 2008 já era de 222 unidades. População: adotou-se a hipótese média na qual a população para o Distrito Federal. É importante destacar que na revisão do PDL 2000 foram considerados alguns municípios no Entorno para serem abastecidos em conjunto pela CAESB. Assim. Per capita de consumo: os valores de per capita foram variáveis por região administrativa. na qual foram definidos os parâmetros (per capita. Cidade Ocidental e Valparaiso. em 2040. o Ribeirão Mestre D’Armas. Para adequação às exigências da Portaria nº518 – MS e às atuais características de qualidade de água de alguns mananciais. estão sendo adequadamente destinados. os estudos de Revisão do PDL Plano Diretor de Abastecimento de Água do Distrito Federal2000 foram caracterizados por duas fases: a 1ª fase.2. sendo eles: Novo Gama. Taquari e Taquara. alcançará 3. É importante manter as ações fiscalização da CAESB.987 habitantes. diversas ações antrópicas vêm ocorrendo nas bacias hidrográficas e que já prejudicam a qualidade da água dos mananciais. bem como concluir a ETA Contagem/Paranoazinho.2.695.5 Ações previstas para o Sistema de Abastecimento de Água do Distrito Federal 1. A intermitência da operação da ETA Planaltina decorre da perda da qualidade da água do manancial. A preservação da qualidade da água dos mananciais está diretamente associada às condições de uso e ocupação do solo na bacia hidrográfica.5. Ponte de Terra 2 e 3. quais sejam as águas de lavagem de filtros e o lodo. Em relação às ETAs existentes.1 Previsão das Demandas De acordo com o documento intitulado Relatório Síntese. mitigando os potenciais impactos ambientais negativos dessas unidades. 1. Há ocorrências específicas de perda de qualidade decorrente das ações antrópicas na bacia. que é um número insignificante frente aos demais usos dos mananciais subterrâneos no Distrito Federal. sintetizam-se os parâmetros adotados para se estabelecer a demanda futura. podem ser consideradas de ―boas‖ a ―muito boas‖. é necessário construir as ETAs Gama. como é o caso da captação no Cachoeirinha e Mestre D’Armas. O menor valor do índice per capita adotado foi de 120 L/hab/dia (anteriormente proposto em 140 L/hab/dia) e foi utilizado para todas as localidades do Entorno. Em 2007. Não há sobrecarga nas estações e os principais resíduos do processo de tratamento. mas também. verifica-se que essas unidades estão operando com normalidade.2 – Relatório do Diagnóstico tratamento ou da própria unidade de captação e adução. coeficientes) e a população de final de plano (2040). em geral.

respectivamente.661 227. os valores de per capita.473 101.595 207.816 182.074 113.234 67.949 212.829 2040 262.614 438.408 85.335 188.838 190. Para o Entorno.808 234.327.502 28.215 355.345 2. Tabela 17 .938 74.150 41.786 17.056 L/s para o Entorno.576 2030 257. respectivamente.910 2.732 115.390 17.929 L/s e de 2.612 64. 18.505 15.951 180.919 423. A demanda estimada para final de plano para o Distrito Federal é de 11.250 72.461 51.039 356.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.809 139.873 55.321 28.337 171.179 96.872 36.484 87.036 137.621 153.052 98. os índices de perdas e os valores de demanda de água calculados para o Distrito Federal e Entorno. 2000 – 2040 (Hipótese média) Regiões Administrativas Brasília Gama Taguatinga Brazlândia Sobradinho Planaltina Paranoá Núcleo Bandeirante Ceilândia Guará Cruzeiro Samambaia Santa Maria São Sebastião Recanto das Emas Lago Sul Riacho Fundo Lago Norte Candangolândia Total DF 2000 198.146 2005 204.704 171.441 232.216 130.685 136.135 145.823 87.704 16.866 369.690.051.262 91.811 3.883 161.920. os valores de perdas foram estimados.477.987 89.269 395.236 79.152 470.813 104.930 454.877 67.427 193.978 37.413 196.385 63.820 94.782 2025 252.140 186.728 55.575 3.971 63.298 225. Destaque-se que o índice per capita de consumo para os municípios do Entorno foi fixado em 120 L/hab/dia.966 2010 217.207 56.122 115.216 109.966 299.727 77.700 151.187 269.479 17.787 73.599.899 351.989 193.701 342.918 60.011 30.875 59.946 151.730 79.806 18.470 120.695.770 148.735 191.830 96.965 369. nos quais foram estabelecidas perdas para o final de plano de até 22% e 29%.778 66.730 33.649 163.226 139.249 58. atualmente.552 171.444 108.155 17.815 417.821 240.177 185.742 127. as populações estimadas.262 107.856 176.833 313.228 397.944 356.931 2.365 463.597 104.668 98.418 96.111 34.População urbana projetada para o Distrito Federal e municípios do Entorno. atingindo 32% em final de plano.044 166.813 351.987 Fonte: Revisão do PDE 2000 47 .817 34.404 29.367 355.833 157.708 15.373 130. para o período de 2000 a 2040.145 343.509 43.350 344.936 123.173 2015 232.096 3.727 93.155 201.014 33.575 57.664 49. 19 e 20 apresentam.807 2035 260.605 243. em 34%.409 128.792 16.249 33.979 3.114 109.556 177.360 146.036 224.322 Ano 2020 245.167 3.149 447.585 81.986 132.379 45.426 69.2 – Relatório do Diagnóstico Perdas: foram definidos dois cenários.766 86.260 215.847 251.993 34.917 221.634 2.170 142.392 168.139 90.154.440 109.707 179. As Tabelas 17. um otimista e outro intermediário.820 280.340.076 91.084 31.133 52.117 63.218 312.526 160.456 142.472 345.751 185.783 284.967 277.699 88.548 142.147 118.

40 9.79 27.17 2030 9.10 30.77 36.85 36.01 24.50 23.43 25.69 22.70 37.34 40.56 31.64 28.47 33.03 34.94 23.Índices de perdas adotados para o Distrito Federal e municípios do Entorno.38 26.06 26. 48 .13 Fonte: CAESB.21 30.64 2010 8.79 25.74 23.05 28.41 26.08 26.48 35.69 22.15 24.38 23.52 8.53 2040 9.00 32. Regiões Administrativas Brasília Gama Taguatinga Brazlândia Sobradinho Planaltina Paranoá Núcleo Bandeirante Ceilândia Guará Cruzeiro Samambaia Santa Maria São Sebastião Recanto das Emas Lago Sul Riacho Fundo Lago Norte Candangolândia Média DF 2000 427 120 181 120 185 120 146 219 120 216 427 120 120 146 120 582 120 294 120 188 2005 427 120 181 120 185 120 146 219 120 216 427 120 120 146 120 582 120 294 120 188 2010 427 120 181 120 185 120 146 219 120 216 427 120 120 146 120 582 120 294 120 186 2015 427 120 181 120 185 120 146 219 120 216 427 120 120 146 120 582 120 294 120 185 Ano 2020 427 120 181 120 185 120 146 219 120 216 427 120 120 146 120 582 120 294 120 185 2025 427 120 181 120 185 120 146 219 120 216 427 120 120 146 120 582 120 294 120 184 2030 427 120 181 120 185 120 146 219 120 216 427 120 120 146 120 582 120 294 120 183 2035 427 120 181 120 185 120 146 219 120 216 427 120 120 146 120 582 120 294 120 183 2040 427 120 181 120 185 120 146 219 120 216 427 120 120 146 120 582 120 294 120 182 Fonte: Revisão do PDE 2000 Tabela 19 .74 2035 38.24 30.30 27.68 24.15 25.03 2015 40.15 29.92 37.27 9.05 2030 39.88 Ano 2020 8.45 32.71 Localidades Cidade Ocidental Luziânia Novo Gama Valparaiso Média Entorno 2000 42.03 33.06 25.69 23.06 29.79 29.37 41.15 23.06 31.54 40.20 28.26 32.49 36.79 2005 41.39 20.52 9.78 2015 8.46 28.24 31.15 30.62 24.84 41.03 34.35 2035 9.78 25. 2000 – 2040.15 26.69 22.86 31.86 26.90 8.25 27.28 22.14 26.76 28.26 26.15 27.06 26.76 38.32 32.48 30.03 32.40 25.05 29.36 30.50 26.74 24.00 32.82 26.94 24.24 39.06 30.90 23.39 24.56 32.66 27.01 2025 9.44 2040 38.06 27.02 39.23 42.20 23.09 28.03 34.74 26.03 33.26 25.48 30.60 41.00 24.06 30.29 26.29 28.88 25.81 38.06 25.52 44.92 30.29 31.68 31.86 30.54 43.25 34.86 28.46 29.86 22.98 26.06 21.48 23.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.96 33.46 24.14 23.44 34.65 38.39 2010 41.64 37.07 39.90 33.03 32.30 24.04 36.69 23.89 34.12 31.51 45.15 28.65 40. 2000-2040 (cenário otimista) Regiões Administrativas Brasília Gama Taguatinga Brazlândia Sobradinho Planaltina Paranoá Núcleo Bandeirante Ceilândia Guará Cruzeiro Samambaia Santa Maria São Sebastião Recanto das Emas Lago Sul Riacho Fundo Lago Norte Candangolândia Média do DF 2000 8.06 26.24 27.41 36.02 8.37 2025 39.65 8.61 2005 8.16 30.67 33.26 23.44 30.62 23.80 30.14 27.05 35.Índices per capita de consumo adotados para o Distrito Federal.06 28.79 32.70 24.22 40.77 8.36 34.80 23.60 23.79 32.21 40.84 32.65 31.34 23.58 24.29 30.62 26.39 48.69 23.66 33.15 27.29 37.67 29.69 22.81 28.04 27.91 42.66 23.97 40.01 34.84 38.10 39.03 32.34 24.69 23.69 23.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 18 .15 9.43 25.64 41.29 31.85 29.40 24.69 Ano 2020 40. 2007.80 35.79 30.10 33.24 26.05 27.28 41.14 34.03 33.61 32.70 26.94 26.62 35.01 30.54 24.50 23.54 23.

2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 20 .789 2040 1.490 213 1. 49 . posteriormente revisada e denominada Alternativa 4A.747 2030 196 778 436 456 1. devido às dificuldades estratégicas e ambientais para realizar a transposição das bacias dos Rios Palmas e Sal. Assim.056 Fonte: CAESB. Após análise da proposta. assim como a localização da ETA do Sistema Corumbá.388 207 972 959 195 418 855 808 699 436 378 447 339 371 230 325 43 11.866 2035 204 826 458 481 1.102 228 441 789 889 722 419 432 498 323 364 308 341 41 11.Evolução das demandas de água para abastecimento no Distrito Federal e municípios do Entorno Regiões Administrativas Brasília Gama Taguatinga Brazlândia Sobradinho Planaltina Paranoá Núcleo Bandeirante Ceilândia Guará Cruzeiro Samambaia Santa Maria São Sebastião Recanto das Emas Lago Sul Riacho Fundo Lago Norte Candangolândia Total do DF 2000 1.005 1.726 529 1.479 2015 1.614 2025 187 723 411 427 1.120 2010 151 524 312 316 1. com disponibilização imediata de recursos financeiros pelo Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e aproveitamento parcial das adutoras construídas por aquela empresa. a CAESB definiu como novos mananciais as captações no Rio São Bartolomeu e no Reservatório de Corumbá IV.800 L/s no Lago Paranoá.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. São Bartolomeu e o Areias (braço do Reservatório da UHE Corumbá IV).6 Novos sistemas produtores de água Os estudos desenvolvidos no âmbito do Plano Diretor de Água-2000 identificaram como novos mananciais de abastecimento do Distrito Federal os rios: Palma.505 2005 1.509 215 1. bem como a elevada dependência de energia elétrica.513 434 1.012 207 441 832 864 708 432 402 464 331 371 261 339 43 11. foi descartada a hipótese de captação no ribeirão Bananal. Na fase de revisão do referido Plano.445 210 1.707 520 1. Dessa forma.052 1. também houve modificações significativas na fase de conclusão dos estudos de viabilidade.322 202 932 901 179 390 870 765 683 437 352 430 343 368 199 310 44 10. tendo em vista a disponibilidade hídrica para a demanda prevista e a redução significativa de consumo de energia elétrica em relação à captação no Rio São Bartolomeu. a CAESB.031 1. aquela Agência se propôs a negociar junto à CEB o uso do Lago Paranoá como manancial de abastecimento. tais estudos avaliaram 17 alternativas considerando variações de localização dos pontos de captação no São Bartolomeu e no Reservatório de Corumbá IV.214 2030 1.596 470 1.244 190 891 773 169 349 898 666 660 442 321 400 347 358 163 288 44 10.324 377 955 156 762 467 148 239 932 479 570 441 265 279 306 327 112 251 44 8. À época. 1.681 509 1.058 217 445 810 880 719 425 420 485 327 368 287 345 42 11.466 Ano 2020 177 662 381 394 1. devido à possibilidade de parceria com a SANEAGO no Sistema Corumbá. 2007.163 176 829 691 158 288 908 609 626 440 288 364 345 343 129 264 44 9.646 497 1.281 320 836 143 524 376 142 200 970 446 413 442 240 221 254 327 90 235 45 7.410 405 1.150 Ano 2020 1. durante o processo de obtenção da outorga prévia junto à ANA.303 2015 165 596 348 357 1.793 2025 1.557 2035 1. Em relação ao Sistema São Bartolomeu. Tal estudo resultou na seleção da Alternativa 4.434 2010 1. promoveu as alterações necessárias para o desenvolvimento do projeto básico dessa nova proposta. devido a restrições ambientais. após obter a outorga prévia para captação de 2.969 2040 210 867 476 502 2. Sal.929 Localidades Cidade Ocidental Luziânia Novo Gama Valparaiso Total Entorno 2000 116 349 218 214 896 2005 136 444 270 270 1.2.

considerando a capacidade de final de plano.4 m³/s.8 m³/s e instalados equipamentos para a produção de 1. em virtude do aproveitamento de adutora de diâmetro 700 mm. Sistema Paranoá e Sistema Bananal. descrevem-se. com aproveitamento da adutora de diâmetro 700 mm nesse 2º Trecho.8 m³/s.77 metros. a ser interligada às 50 . Novo Gama. terá um trajeto paralelo à adutora existente. para a instalação das bombas principais. Cidade Ocidental e Luziânia.1 Sistema Corumbá Sul Descrevem-se. O sistema foi planejado com espaços para permitir uma eventual futura ampliação para 8m³/s. localizada no Reservatório da UHE Corumbá IV. haja vista que algumas de suas unidades foram inundadas pelo lago de Corumbá IV.2 – Relatório do Diagnóstico Outra situação modificada em relação ao Plano Diretor de Água – 2000. por meio de contrato firmado com a CAESB. As bombas boosters terão a função de pressurizar as sucções das bombas principais. No poço de sucção foram previstas cinco bombas verticais (denominadas de bombas ―booster‖). através de um canal lateral dotado de grades. as obras civis serão feitas em uma única etapa.Corumbá IV foi previsto o aproveitamento de suas águas para reforçar o abastecimento dos municípios Valparaiso. com extensão total de 3. projetada em dois trechos. localizada junto à captação e dotada de conjuntos motor bomba com capacidade de bombeamento entre 0. Na 1ª Etapa estão previstas duas fases. Na 1ª Etapa será executada uma adutora de diâmetro 1300 mm. a Saneago e a CAESB firmaram parceria para viabilizar a implantação desse sistema. que tem previsãopara ocorrer em 2 etapas. constante da outorga concedida às concessionárias.4 m³/s e a segunda fase com capacidade de 2. já a 2ª Etapa prevê a capacidade de 5. Na 2ª Fase serão instalados os equipamentos restantes para a produção de 2.0 m3/s destinado à CAESB e 2. que exigem um elevado NPSH requerido.6. as principais características do Sistema Produtor Corumbá Sul. além do Distrito Federal. no braço do rio Alagado. que teve o seu projeto básico elaborado recentemente para a CAESB. Na 1ª Fase da 1ª Etapa serão feitas todas as obras civis para a produção de 2. Assim. Elevatória de Água Bruta (EAB). a seguir.59 metros. Quando da formação do Reservatório da UHE .067. É importante ressaltar que na Captação e Elevatória de Água Bruta. Adutora de Água Bruta – AD-01.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.0 m3/s destinado à Saneago. A seguir. sucintamente. A vazão máxima permitida para esta finalidade é de 8.2. O 1º Trecho inicia-se nas proximidades da EAB até a adutora existente da SANEAGO. e que irão bombear a água bruta até a ETA Valparaíso. a primeira com capacidade de 1.6 m³/s.830. conforme as etapas de implantação. mas não utilizada em função da não conclusão das obras do sistema denominado Grande Luziânia. evitando a execução de obras excessivamente profundas e de grande área.0 m3/s. as principais características dos novos sistemas produtores de água: Sistema Corumbá Sul. O 2º Trecho.8 m³/s. O Sistema Produtor de Corumbá Sul será composto pelas seguintes unidades principais: Captação de Água Bruta. 1.6 m3/s. construída pela SANEAGO. refere-se ao aproveitamento do ribeirão Bananal. Na 2ª Etapa será implantada uma nova adutora de 1300 mm. tal modificação visou a reduzir o déficit do sistema produtor Santa Maria/Torto.7 m3/s até 5. face às dificuldades em implantar por etapas essas obras. com extensão total de 23. cujo projeto foi desenvolvido em nível básico pelo Consórcio Themagna. sendo uma de reserva. sendo 6. correspondente à máxima vazão que poderá ser captada no manancial.

8 m3/s. denominado RAPLS3. Do reservatório de Santa Maria a água tratada será recalcada para o Centro de Reservação do Catetinho pela Elevatória de Água Tratada EAT-3 através da adutora AD-03. a AD-14. existente a ser ampliado. em uma primeira etapa. a água tratada será recalcada para os municípios goianos por meio de adutoras. que irá alimentar o Centro de Reservação RAP-SS1 (São Sebastião). existente a ser ampliado. 51 . para o novo Centro de Reservação RAP-LS3 pela adutora AD-06. através da adutora existente AD-12 até o RAP-LS1 (Lago Sul). cuja responsabilidade é da SANEAGO. além de reforçar o abastecimento de Sobradinho. localizada junto à captação e responsável pelo recalque de água bruta do Lago até a ETA Paranoá. separada da área da ETA pelo ramal ferroviário mencionado anteriormente. localizadas na ETA Paranoá e que recalcarão água tratada do reservatório ―pulmão‖. responsável pelo recalque de água tratada do reservatório pulmão ao centro de reservação de Santa Maria.1 m³/s de água tratada. ETA Paranoá. pela adutora AD-07. e para o Centro de Reservação RAP-PR2. localizado na saída da ETA. Lago Sul. localizado na área da ETA. Reservatório Pulmão. As principais unidades que compõem o Sistema Produtor Paranoá estão apresentadas a seguir: Captação de água bruta no Lago Paranoá. Adutora de água bruta AD-05. com unidades de floculação. A implantação da ETA Valparaiso ocorrerá em conformidade com as etapas e fases mencionadas anteriormente.2. EATs AD-06 e AD-07. A partir da unidade de reservação situada na área da SANEAGO. e 2. que está localizada na área do Parque Bernardo Sayão e tem capacidade para abastecer até 2. a partir do qual será feita a adução. A ETA será dotada de módulos de tratamento com capacidade de 700 l/s. Do RAP-LS3 partirá também uma adutora de gravidade. localizada em Luziânia. por gravidade. respectivamente. Estações Elevatórias de Água Tratada. existente a ser ampliado.2 Sistema Paranoá O Sistema Paranoá foi concebido para produzir até 2. Paranoá e Itapoã.2 – Relatório do Diagnóstico adutoras da etapa anterior.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. localizada próxima ao barramento. Este reservatório será formado basicamente por duas unidades de reservação: uma anexa à área da ETA.6.8 m³/s. Além destes dois trechos principais existem dois pequenos tramos que interligam a adutora a EAB e ETA. Adutora de Água Tratada AD-06 para futuro Centro de Reservação. essa adutora abastecerá também o reservatório existente RAP-LS2 (Lago Sul). Estação de Tratamento de Água (ETA) Valparaiso. flotação e filtração. será responsável p ela acumulação das vazões produzidas para viabilizar o atendimento às vazões variáveis de adução de água tratada. no Parque Esplanada. no Distrito Federal. Estação Elevatória de Água Bruta . ao lado da rodovia BR 040/050 e do ramal ferroviário da FCA – Ferrovia Centro Atlântica. Elevatória de Água Tratada EAT-2 e Adutora de Água Tratada AD-02. Tem por objetivo possibilitar o abastecimento da região de Condomínios situados principalmente nas Regiões Administrativas do Jardim Botânico. responsável pela interligação da EAB-05 à ETA Paranoá.EAB-05. e outra em área já pertencente a SANEAGO. 1. Reservatório ―Pulmão‖. Através de uma derivação. em uma segunda etapa.

749 1. Adutora AD-09 que terá início na Estação Elevatória EAT AD-09 a ser implantada no Centro de Reservação RAP-PR2 e aduzirá água até o Centro de Reservação RAP-TQ2 (Taquari). Tabela 21 . A captação está prevista para ser construída em ponto fora da área do Parque Nacional para que seja reduzida consideravelmente as dificuldades de licenciamento ambiental. É importante destacar.838 1. a Tabela 21 apresenta as vazões consideradas na Outorga Prévia. realizado no dia 26 de abril de 2007 por meio do Ofício nº 101/2007 – TMAL/TMA/DT/CAESB.2 – Relatório do Diagnóstico Adutora de Água Tratada AD-13. sendo as mesmas sazonais.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.450 Fonte – Atualização do Estudo de Pré-Viabilidade Técnica e Ambiental para o Aproveitamento do Ribeirão Bananal da NCA. a ser implantada junto ao RAP-SO5. 1.6.566 1. sendo que a qualidade de água é compatível para abastecimento humano após tratamento convencional. e que irá alimentar o futuro Centro de Reservação RAP-NC1. podendo-se inferir que esse desmatamento não será significativo. por gravidade. bem como o reservatório existente Papuda. que terá inicio na Estação Elevatória EAT NC-1. possibilitando captação a fio d’água. além de proporcionar menor custo de implantação). desenvolvido pela CAESB em 2008 52 . a ser implantada junto ao RAP-LS3. Proporciona. ainda. Com relação à disponibilidade hídrica do ribeirão Bananal. que partindo do RAP-TQ2 alimentará em sua extremidade final.2. Adutora de Água Tratada AD-NC-1. Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho 1.3 Sistema Bananal A captação no Ribeirão Bananal possui Outorga Prévia concedida pela ADASA/DF por meio do Despacho/ADASA Nº. ainda.Ribeirão Bananal – outorga prévia em l/s para o sistema operar 20 horas/dia. o reservatório existente RAP-SO5 (Sobradinho I). facilidade de acesso tanto para a construção quanto para a operação e manutenção e menor necessidade de desmatamento. relativamente bem encaixado (o que reduz e simplifica as obras captação. 87 de 18 de setembro de 2007. além de proporcionar necessidade de menor extensão da adutora. além proporcionar maior disponibilidade hídrica. Adutora de Água Tratada AD-07 que aduzirá água para o Centro de Reservação RAPPR2 (Paranoá).170 1. que irá alimentar os futuros Centros de Reservação Mangueiral e RAP-TR1 (Tororó).730 940 820 Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 740 650 600 610 1. que terá inicio na Estação Elevatória EAT AD-13. Adutora de Água Tratada AD-10. que esse ponto está localizado em trecho estreito do ribeirão. existente a ser ampliado. e requerimento de Licença Prévia junto ao IBAMA-DF.

270 2. a CAESB poderá captar no ribeirão Torto uma vazão variando de 662 l/s.464 2. Tabela 22. conforme apresenta a Tabela 22 a seguir. ou seja. a CAESB detém outorga fixa para captar uma vazão de 1.469 2.116 4. para 24 horas de funcionamento. para 24 horas de funcionamento. desconsiderando-se a possibilidade de utilização de vazões sazonais. A CAESB detém. no referido relatório de atualização da CAESB tem-se a informação de que estudos hidrológicos revelam que a vazão máxima outorgável para essa captação. estudos hidrológicos revelam que a vazão máxima regularizada utilizável para essa captação.647 l/s no ribeirão do Torto.Disponibilidade Hídrica (l/s) – Sistema Santa Maria/Torto/Bananal para operar 24 hs/dia.357 3. ao longo do ano é variável.260 L/s.2 – Relatório do Diagnóstico De acordo com a Outorga Prévia. considerando a capacidade de regularização e a vazão mínima a ser disponibilizada a jusante.655 1.162 L/s. outorga para captar uma vazão de 1. Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho 4. desenvolvido pela CAESB em 2008 Por essa Tabela. Atualmente.655 l/s.551 1.122 3. resultando em uma média anual máxima de 1. para 20 horas de funcionamento. pois os referidos estudos foram realizados para uma operação em 24 horas/dia.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.591 1. Entretanto. é de 1.309 4.610 3.138 l/s.Ribeirão Torto – outorga prévia em l/s para sistema operar 24 horas/dia. desenvolvido pela CAESB em 2008 53 . segundo o relatório de atualização da CAESB.227 914 Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 770 662 709 842 887 1.647 2. em 2008). Pelos estudos inseridos no relatório da CAESB. resultando em uma média anual de 1. a CAESB poderá captar uma vazão variando de 600 L/s no mês mais crítico. a um máximo de 1. captação de uma vazão maior em períodos chuvosos. atualmente. a disponibilidade hídrica mensal para o Sistema Torto/Santa Maria/Bananal é a apresenta na Tabela 23.857 Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 2. no mês mais favorável (abril). no mês mais crítico (agosto) a um máximo de 1.478 L/s no Reservatório Santa Maria. Tabela 23 . considerando 24 horas de funcionamento. É importante citar que a outorga prévia difere dos estudos apresentados pela NCA (Atualização do Estudo de Pré-Viabilidade Técnica e Ambiental para o Aproveitamento do Ribeirão Bananal.366 4. quando da ocorrência de vazões de estiagens.277 Fonte: Atualização do Estudo de Pré-Viabilidade Técnica e Ambiental para o Aproveitamento do Ribeirão Bananal da NCA.745 Fonte – Atualização do Estudo de Pré-Viabilidade Técnica e Ambiental para o Aproveitamento do Ribeirão Bananal da NCA.574 1. sendo constante ao longo do ano. considerando as vazões em cada captação.838 L/s no mês mais favorável. Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho 1.

bem como da adutora existente são suficientes para o aproveitamento dos mananciais atualmente em uso e de um incremento significativo a partir do ribeirão Bananal. com captação variando entre 750 l/s e 500 l/s em regime de 24 horas de funcionamento com injeção direta nas adutoras existentes do sistema Torto/Santa Maria. os mesmos não levaram em consideração o aproveitamento máximo da outorga prévia emitida pela ADASA e a possibilidade de utilizar vazões sazonais maiores para captação. apresentada anteriormente e retirada do SNIS – Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento. No aspecto financeiro. Tendo em vista os estudos desenvolvidos pela CAESB. sem que haja necessidade de ampliações nas unidades existentes. Considerando os estudos desenvolvidos. sendo que os custos de implantação são reduzidos se comparados com qualquer outro manancial e o custo por m3 de operação e manutenção da água do Sistema Bananal é praticamente 10% do custo do Sistema Palma. A alternativa escolhida pela CAESB considera a captação no ribeirão Bananal e adução para a ETA Brasília utilizando as adutoras existentes do Sistema Torto/Santa Maria e a implantação de duas unidades: Captação no Ribeirão Bananal. em períodos não contínuos e dependendo da qualidade da água. sem parar totalmente. e chegou à conclusão de que não resta dúvida quanto às vantagens financeiras para a CAESB com a adoção do Sistema Bananal.3 ESGOTAMENTO SANITÁRIO 1. a ETA Brasília opera nesse regime. A CAESB avaliou a situação operacional das estações elevatórias de Santa Maria e do Torto. poupando o manancial Santa Maria. a CAESB desenvolveu comparações apenas entre as alternativas de aproveitamento do ribeirão Bananal com ele mesmo. valor praticamente igual ao Q7.10 do estudo de pré-viabilidade técnica e ambiental da NCA (726 L/s). chegando a conclusão que na situação em que todos os conjuntos moto-bomba das duas unidades de recalque estejam em operação.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. 1. É importante destacar que essas comparações foram desenvolvidas pela NCA considerando a alternativa escolhida no Plano Diretor para o atendimento da mesma área (Sistema Palma).800 L/s.76%. de 61.200 L/s. disponibiliza as informações selecionadas para as análises referentes ao sistema de esgotamento sanitário no Distrito Federal. a CAESB concluiu pelo aproveitamento do ribeirão Bananal. chegando a conclusão que as capacidades de bombeamento das elevatórias Torto/Santa Maria. O regime de 24 horas se justifica. Com relação ao esgotamento sanitário verifica-se que a população total atendida (ES001) apresentou um crescimento. a Capacidade da ETA Brasília é de 2. Elevatória de Água Bruta do Bananal (EAB-BA) interligando diretamente nas adutoras existentes do sistema Torto/Santa Maria (injeção direta nas adutoras). limitando à máxima de captação a 750 L/s. porém.1 Análise da prestação dos serviços de esgotamento sanitário A Tabela 1. podendo chegar a 3.3. Assim. enquanto que o número de 54 .2 – Relatório do Diagnóstico Conforme já citado anteriormente. quando da operação com vazão reduzida a CAESB optará pela utilização do ribeirão Bananal. pois. não desenvolvendo comparações de outros mananciais a serem utilizados para complementar as vazões não captadas no ribeirão Bananal. perfaz uma vazão total de 3. variando a vazão de acordo com a demanda. considerando a conclusão das obras de adequação no processo de tratamento. O referido sistema dispõe de informações relativas a 14 anos consecutivos.400 L/s. no período de 1995 a 2008.

tendo mantido esse índice nos anos subseqüentes.35%. O sistema de esgotamento sanitário do Distrito Federal contava.2 – Relatório do Diagnóstico ligações ativas (ES002) apresentou crescimento de 99.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.7%. segundo as bacias hidrográficas.3.3. respectivamente.43%. segundo a CAESB. que passou de 48. Com relação ao volume de esgoto faturado (ES007).78%.70%. 1. Com relação a esses índices.1 Bacia do Lago Paranoá: ETE Brasília Sul (ETEB Sul) ETE Brasília Norte (ETEB Norte) ETE Riacho Fundo ETE Torto 55 . Como a população atendida com abastecimento de água é superior à população atendida com esgotamento sanitário em 8. indicando que houve uma elevação no índice de tratamento de esgotos coletados no DF.98% em 2008. em 2008.23%. 39 estações elevatórias e 17 estações de tratamento de esgoto.05%. sendo que atualmente quase todas as áreas urbanas do Distrito Federal apresentam atendimento com esgotamento sanitário. As unidades do sistema de esgotamento sanitário estão situadas nas 4 (quatro) principais bacias hidrográficas. para 91.54 m/lig. ocorrendo pequenas variações. A extensão média de rede de esgotos por habitante (IN021) passou de 14. em 2001.49%. que passou de 72. foi de 91. dentre as 7 (sete) que integram o Distrito Federal. O índice de coleta de esgotos (IN015) apresenta valores próximos a 70% desde o ano 2001. A distribuição dos sistemas de esgotamento sanitário.935 km de rede coletora. entretanto o volume de esgoto tratado (ES006) cresceu 145.75% e quantidade de economias residenciais atendidas (ES008) cresceu 205. a extensão de rede de esgotos (ES004) cresceu 76. quando comparado aos demais estados brasileiros. pode-se inferir que taxa de retorno esgoto/água é da ordem de 80%. O índice de atendimento da população total e de tratamento de esgotos. ou seja. Ao se verificar o volume de esgoto coletado (ES005) observa-se um crescimento no período de 19. todo o esgoto coletado foi submetido a tratamento. o crescimento no período de 1995 a 2008 foi de 21. pode-se verificar houve uma ampliação significativa no índice de atendimento urbano (IN024).73% em 1995 para 95. que podem ser caracterizadas pelo maior grau de urbanização. em 2008. com cerca de 4. em 2008.50 m/lig. está apresentada a seguir: 1. valor pouco superior ao crescimento observado para o ES005.2. em 1995. A Figura 3 apresenta a configuração das bacias hidrográficas e as principais unidades do sistema de esgotamento sanitário.8% e de 100%. Pelos dados contidos no SNIS. Essa situação pode ser confirmada pelo indicador IN016 – Índice de tratamento de esgoto. enquanto que o índice de atendimento total (IN056) passou de 87. naquele ano.81% em 1995 para 100% em 2006. podendo-se inferir que o volume de coletado a mais foi também faturado. para 12. pode-se inferir que o sistema de esgotamento sanitário no Distrito Federal apresentou significativas melhorias no período de 1995 a 2008.2 Sistema de Esgotamento Sanitário O Distrito Federal se encontra em situação privilegiada em termos de esgotamento sanitário.

Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.Bacias hidrográficas e unidades operacionais do Sistema de Esgotamento Sanitário do Distrito Federal.3.2.2.2 – Relatório do Diagnóstico 1.3 Bacia do Rio Ponte Alta/Alagado: ETE Recanto das Emas ETE Santa Maria ETE Alagado ETE Vila Aeronáutica ETE Gama 1. 2007) 56 .3.4 Bacia do Rio Descoberto/Melchior: ETE Melchior ETE Samambaia ETE Brazlândia Figura 3 .2. (SIESG.3.2 Bacia do Rio São Bartolomeu: ETE Sobradinho ETE Paranoá ETE Planaltina ETE Vale do Amanhecer ETE São Sebastião 1.

Interceptores I e II. descritas a seguir. no caso ADASA ou ANA.3. porém ressalta-se que não há possibilidade de desenvolver um diagnóstico detalhado. Núcleo Bandeirante.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. 2 (duas) travessias subaquáticas sob o Lago Paranoá e 13 (treze) estações elevatórias de esgoto. comparativamente às metas de projeto. por falta de estudos e informações atualizadas sobre as mesmas e disponibilizados pela CAESB. serão verificadas. conforme classificação do corpo d’água.3. apresenta-se uma descrição sucinta das principais características dos sistemas de esgotamento sanitário do Distrito Federal. o sistema de transporte de esgotos é o que apresenta maior número de unidades operacionais dentre os demais sistemas de esgoto. Interceptor Geral). A situação operacional das estações elevatórias será verificada em função do seu percentual de uso. interceptores. 20% Pt (fósforo total). É composto das seguintes unidades: rede coletora. Destaca-se. As metas de eficiência estabelecidas para as ETE. Quadra QN1 do Riacho Fundo e Águas Claras (em caráter provisório). 1. contando com grandes interceptores (Asa Sul. ETE (tratamento terciário): remoção de 98% DBO (demanda biológica de oxigênio). o que permite verificar a existência de sobrecarga.3. parte de Brasília (Asa Sul e Setor de Clubes e Hotéis Sul). frente às metas de remoção das ETE estabelecidas no PDE-2000. estações elevatórias. que a CAESB aguarda a emissão das outorgas de direito de uso de recurso hídrico para diluição dos efluentes das ETE do Distrito Federal. se Distrital ou Federal. serão tratadas aqui apenas aquelas de maior porte. Os principais problemas relatados foram alguns poucos trechos com problemas de declividade e um número considerável de trechos com risco de corrosão por sulfobactérias. Sudoeste. travessias subaquáticas e ETE. Tais unidades apresentam diâmetro variando entre 600 e 1200 mm e foram executados em tubulações de concreto armado. Em relação às ETE. 60% TKN(Nitrogênio Kjeldahl Total). ainda. A situação operacional dos interceptores desse sistema foi avaliada no âmbito do Plano Diretor de Esgotos-2000. O estudo mais atualizado sobre o assunto é o Plano Diretor de Esgotos-2000. com destaque para as estações elevatórias e estações de tratamento. como interceptores e emissários. Os processos relativos às outorgas se encontram em análise junto as Agências Reguladoras. juntamente com a análise das eficiências de remoção de matéria orgânica e fósforo. serão as seguintes: ETE (tratamento secundário): remoção de 95% DBO (demanda biológica de oxigênio). as quais irão estabelecer metas de eficiência específicas para as estações. principal fator para ocorrência de extravasamentos. a avaliação irá considerar a condição operacional informada pela CAESB. sendo o utilizado.3 Sistemas de Esgotamento Sanitário da Bacia do Lago Paranoá 1. linhas de recalque. Oportunamente. Em relação às unidades lineares.1 ETE Brasília Sul O sistema de esgotamento sanitário da ETE Brasília Sul (ETEB – Sul) abrange toda a Bacia Sul do Lago Paranoá que inclui as regiões administrativas do Guará. Devido à extensão e às características da área de abrangência. Candangolândia. 57 . A disposição final do efluente tratado é feita no Lago Paranoá. ainda. 84% TKN(Nitrogênio Kjeldahl Total). 96% Pt (fósforo total). respectivamente. pelo PDE2000. Ressalta-se que este sistema ainda receberá novas estações elevatórias após a complementação do sistema de esgotos do Lago Sul e Setor de Clubes Esportivos Sul.2 – Relatório do Diagnóstico A seguir. SMU/ETE Sul. as cargas hidráulicas e de matéria orgânica afluente às ETE. A verificação da capacidade hidráulica realizada à época identificou que a maioria dos interceptores e coletores-tronco operava dentro dos valores recomendados. Lago Sul. Cruzeiro.

1 74 22.BS1 EEB.419 16.CS7 EEB. 58 .5 282. Ressalta-se que a maioria das estações elevatórias não possui gerador de emergência e poço de segurança.074 32.4 25.VM1 EEB.LS8 EEB.1 10.0 Potência Total (HP) 25 10 400 35 10 20 4 15 70 10 240 200 60 Volume Médio Bombeado (m3/mês) 1. SCES Tênis) Píer 21 ETEB-Sul Águas Claras Núcleo Bandeirante Guará QE-18 Guará QE-46 Guará Lago Sul Lago Sul Lago Sul Lago Sul Lago Sul (Acad.380 128. de Uso (%) 3 36 32 100 23 50 26 11 6 5 3 12 58 Fonte: SIESG. a condição das tubulações pode estar bastante crítica.971 56.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. As informações disponibilizadas indicam que as estações elevatórias de esgoto existentes.740 5.0 8.526 Perc. A Tabela 24 apresenta uma síntese das principais características das estações elevatórias pertencentes ao sistema de esgotamento sanitário da ETEB-Sul. 2007.0 14. em condições normais. que está funcionando com comprometimento de 100% de sua capacidade. no mínimo 20 anos.LS5 EEB. exceto apenas para a EEE – Provisória de Águas Claras.GU1 EEB.544 6. Tabela 24 . esta elevatória passou a sofrer extravasamentos freqüentes devido à sobrecarga nos períodos de pico. em virtude das condições locais e das características ambientais da região de implantação de cada estação. unidades que contribuem para mitigar o impacto de eventuais paralisações quando da ocorrência de falta de energia ou de serviços de manutenção.3 44.2 19. Recentemente.845 23.LS6 EEB.153 247.708 1.7 31.0 12. em 2007.6 13.0 Altura Manom.552 107. Vazão de Projeto (L/s) 18.Características das Estações Elevatórias de Esgoto do SES da ETEB – Sul Unidade de Elevação EEB.0 340.CS6 EEB.0 28. No entanto. que integram o sistema de esgotos da ETEB-Sul.632 95.5 30. agravados pelo elevado número de contribuições clandestinas de águas pluviais e por meio de infiltrações do lençol freático.340. (mca) 32.GU3 EEB.598 1.916 4.0 86.LS7 EEB.0 1.6 25.AC4 EEB.GU2 EEB.0 15.2 – Relatório do Diagnóstico Considerando que tais tubulações possuem.7 13. operavam. é necessário avaliar a viabilidade de instalação desses equipamentos.7 35.LS9 Loc.5 7. sendo que a maioria apresentou folga operacional.9 215.

é de 75%. com maior gasto de produtos químicos e aumento do volume de lodo. O processo de digestão. aproximadamente 8. SS. Tal processo trata os esgotos em nível terciário.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.125 DBO (% rem) 94. uma vez que opera com aproximadamente 75% de sua capacidade. implantação de sistema de coleta e tratamento de gases e demolição dos leitos de secagem. além de coberturas de tanques e canais onde há geração excessiva de odores.1 TKN (% rem) 70. dificultando a sedimentação dos flocos nos decantadores e induzindo. 2 Capacidade da ETEB-Sul: 1. substituição de equipamentos do tratamento preliminar e melhoria/ampliação dos sistemas de digestão e desidratação de lodos. o Lago Paranoá. que atingiu apenas 70%.5% maior que a população de projeto. DQO.Desempenho Operacional da ETEB-Sul.9 SS (% rem) 95. É importante ressaltar que o aporte do fósforo ao lago Paranoá é um aspecto critico para a preservação da qualidade de sua água. TKN. seja pelas características dos lodos gerados. os eventuais picos de vazão. O sistema de aeração dos reatores aeróbios está obsoleto. Tabela 25 . em termos hidráulicos. No entanto. seguido de polimento químico por flotação. seja pela limitação da capacidade dos equipamentos de digestão e desidratação.000 hab. porém abaixo da meta prevista para a unidade no Plano Diretor de Esgotos PDE-2000. considerando a contribuição per capita de 54 g/DBO/dia e a vazão média de 2007. A pior eficiência obtida foi na remoção de nitrogênio.: 1Percentual de utilização atual da unidade. Em relação à remoção de matéria orgânica. à geração de maior volume de lodo. que é 98%. recentemente. A Tabela 25 apresenta um resumo do desempenho operacional da ETEB-Sul. incluindo as eficiências de remoção para os parâmetros DBO. que se prolongam por algumas horas do dia. estima-se que a população equivalente atendida atualmente pela ETEB-Sul seja de 499. em 2007 Unidade de Tratamento ETEB-Sul 2 Vazão Média 1 (L/s) 1. desidratação e acondicionamento dos lodos na ETEB-Sul também apresenta deficiências. assegurando a remoção de nitrogênio e fósforo em níveis compatíveis com a capacidade de assimilação do corpo receptor.74 Obs. especialmente no braço do Riacho Fundo. é ainda confortável.000 habitantes.9% está um pouco abaixo da meta do PDE2000 para este parâmetro. a eficiência atingida de 94. bem como pela inadequação das instalações de lodo desidratado. têm levado os reatores a trabalharem com elevadas vazões. estabelecida em 96%. em termos de capacidade hidráulica.500 L/s e 460. Destaque-se que a CAESB contratou. prejudicando a eficiência do processo de remoção biológica de nutriente e de degradação da matéria orgânica. Fonte: SIESG. o que tem que ser compensado na etapa de polimento final. com o lodo biológico pouco digerido. Em relação à remoção de fósforo. para uma meta fixada em 84%.8 CF (% rem) 98.0 Pt (% rem) 94.2%). Em termos de carga orgânica. A atual situação operacional da ETEB-Sul. as obras de melhorias nas estações ETEB-Sul e ETEB-Norte.2 DQO (% rem) 93. o processo mantém remoções consideráveis (94. Pt e Coliformes Fecais. 2007 59 .2 – Relatório do Diagnóstico O processo de tratamento adotado na ETEB – Sul é o de Lodos Ativados com remoção biológica de nutrientes. em última instância. as quais incluem substituição do sistema de difusão de ar dos reatores aeróbios.

0 -- Potência Total (HP) 120 80 66 33 20 13 100 180 5 37 Volume Médio Bombeado (m3/mês) 16. Norte Vila Planalto Concha Acústica Lago Norte SHIN AE I Lago Norte SHIN AE IV Vila Varjão Taquari 2 Vazão de Projeto (L/s) 70. A disposição final do efluente tratado é feita no Lago Paranoá.8 5. Os principais problemas relatados foram alguns trechos com declividade invertida e um número considerável de trechos com risco de corrosão por sulfobactérias.0 216 60. operavam. interceptores. 2007. (mca) 63.258 1.413 EEB.269 Perc. É composto pelas seguintes unidades: rede coletora.208 72. Fonte: SIESG.0 8.0 14. sendo que a maioria apresenta folga operacional. o sistema de transporte de esgotos da ETEB-Norte é constituído por alguns interceptores de porte considerável (RCG. emissário e estação de tratamento de esgoto.416 EEB. De acordo com a avaliação realizada no âmbito do Plano Diretor de Esgotos-2000. Varjão e Taquari. em 2007. em condições normais. de Uso (%) 9 25 21 46 44 0 15 39 88 -- Obs.0 12.Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETEB – Norte Unidade de Elevação EEB. .LN3 EEB.VP1 EEB.928 116. estações elevatórias.LN1 EEB. Ressalta-se. incluindo a região norte do Plano Piloto (Asa Norte.2 ETE Brasília Norte O sistema de esgotamento sanitário da ETE Brasília Norte (ETEB – Norte) abrange toda a Bacia Norte do Lago Paranoá. Novas estações elevatórias ainda serão incorporadas a este sistema.0 50. A Tabela 26 apresenta uma síntese das principais características das estações elevatórias pertencentes ao sistema de esgotamento sanitário da ETEB-Norte. 1 (uma) travessia sob o Lago Paranoá e (10) dez estações elevatórias de esgoto.121 13.433 0 167. após a complementação do sistema de esgotos do Lago Norte.608 158. também.0 -- Altura Manom.0 25. Tabela 26 .0 422.CN1 EEB.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Em termos de unidades operacionais.0 8.: .968 69. a inexistência de gerador de emergência e de poço de segurança na maioria das estações elevatórias.0 250.Elevatória a ser desativada. os interceptores e coletores-tronco não apresentaram. Vila Planalto e Setor de Clubes e Hotéis Norte). que integram o sistema de esgotos da ETEB-Norte. SMU/ETE Norte e Asa Norte).TAQ2 1 Localização SHTN 413N 416N Set.Não há informações completas da unidade. Emb.6 12.EN1 EEB. Setores de Clubes Esportivos e de Hotéis e Turismo Norte.CN41 EEB. Considerando as informações disponibilizadas pela CAESB.0 69. 60 . além do Lago Norte.055 27.2 – Relatório do Diagnóstico 1.3.0 12.4 8. travessia subaquática.VJ1 EEB.0 11. linhas de recalque. à época.3. problemas hidráulicos significativos. as estações elevatórias de esgoto existentes.

763 habitantes. uma vez que lança seus efluentes no riacho Fundo. De acordo com as informações disponíveis. em 2006. SS. Em termos hidráulicos. as demais unidades do processo estão operando com normalidade. a ETEB-Norte apresenta desempenho pouco melhor que a ETEB-Sul. considerando os dados de 2007. em termos de contribuição de DBO.2 – Relatório do Diagnóstico O processo de tratamento adotado na ETEB–Norte. Atualmente tal situação foi contornada com a transferência desse esgoto para o Sistema Melchior. DQO. que armazena as vazões de pico horárias para inseri-las no processo nos período de baixas vazões.1 CF (% rem) 99. foi alcançada. 2 Capacidade da ETEB-Norte: 920 L/s e 250. No entanto.4 515 96.3 ETE Riacho Fundo O sistema de esgotamento sanitário da ETE Riacho Fundo é composto por rede coletora. sendo que para a ETEB-Norte está previsto substituições de equipamentos e reformas em diversas unidades da estação. a situação operacional da ETEB-Norte apresenta folga considerável. o processo passou a ter desequilíbrios devido ao aporte de efluentes industriais do Setor CSG de Taguatinga. Esta unidade implantou. ainda. Avaliando-se os dados apresentados. com remoção biológica de nutrientes. No geral. 61 . é de 56%. assegurando a remoção de nitrogênio e fósforo em níveis compatíveis com a capacidade de assimilação do corpo receptor. em termos hidráulicos. 1. foi possível otimizar o processo de tratamento. é o de Lodos Ativados com remoção biológica de nutrientes. Setor CSG e Setor de Mansões de Samambaia.3 TKN (% rem) 87. de 249. Em relação à remoção de matéria orgânica. Ressalte-se. Fonte: SIESG. praticamente a população de projeto da ETE. Por se tratar de tratamento biológico. Pt e Coliformes Fecais. o processo mantém valores consideráveis. em 2007 Vazão DBO Unidade de Média1( Tratamento (% rem) l/s) ETEB-Norte 2 DQO (% rem) 91.000 hab. estima-se que a estação esteja atendendo a uma população equivalente.3 Pt (% rem) 96.5 SS (% rem) 96. a partir de 2003. estimada no Plano Diretor de Esgotos-2000 em 96%. Dessa forma. O processo de tratamento empregado pela ETE Riacho Fundo é o de Lodos Ativados por batelada. incluindo as eficiências de remoção para os parâmetros DBO. 2007. idêntico ao da ETEB-Sul. de 98%.3. seguido de polimento químico por flotação. interceptor e a ETE. inclusive com redução de custos operacionais e melhoria do desempenho. Além de atender ao Riacho Fundo I. cujas obras de rede coletora estão em fase de finalização. A Tabela 27 apresenta um resumo do desempenho operacional da ETEB-Norte.Desempenho operacional da ETEB-Norte. o lago Paranoá. um sistema de equalização de vazões. a recente contratação das obras de melhorias nas ETEB-Sul e ETEBNorte. além da coleta e tratamento dos gases. tributário do Lago Paranoá. porém ainda abaixo da meta do PDE 2000.3 Obs. que possibilitará o controle de odores gerados na ETE. verifica-se que a eficiência de remoção de fósforo. com reflexos negativos no desempenho da estação. uma vez que opera com aproximadamente 56% de sua capacidade.: 1Percentual de utilização atual da unidade.3.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. este sistema passará a receber os efluentes de parte da ADE Águas Claras. Tabela 27 . TKN. Tal processo trata os esgotos em nível terciário.

Tabela 28 . A Tabela 28 apresenta um resumo do desempenho operacional da ETE Riacho Fundo. O processo de tratamento empregado é reator anaeróbio de fluxo ascendente compartimentado. em 2007. foi projetada para atender à Vila Weslian Roriz (Torto). em termos hidráulicos. respectivamente).1 CF (% rem) -- 1. 2 Capacidade da ETE Riacho Fundo: 94 L/s e 40.3. menor unidade de tratamento de esgotos do DF. seguida de infiltração no solo. A Tabela 29 apresenta os resultados do desempenho operacional da unidade relativo à 2007.3.8 Pt (% rem) 44. de 92.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. É importante destacar o lançamento do efluente desta estação no riacho Fundo. neste mesmo ano. em termos hidráulicos. A estação opera com normalidade apresentando bons índices de remoção de DBO e SS. estão baixas. Fonte: SIESG. O efluente excedente é clorado e também infiltrado no solo.7 Obs. relativos a 2007.: 1Percentual de utilização atual da unidade. Tabela 29 .000 hab.5 TKN (% rem) 64.1 92.500 hab.3% de sua capacidade hidráulica. Considerando os dados de 2007.6 2 SS (% rem) 94.4 ETE Torto A ETE Torto. O sistema de esgoto conta apenas com rede coletora.1 Obs.8 Pt (% rem) 87. que é o tributário do lago Paranoá que apresenta maior comprometimento em termos de qualidade da água. indicam que as eficiências de remoção de DBO e Pt.4 TKN (% rem) 63. a estação atendeu a uma população equivalente de 51.4% respectivamente. provocando impactos significativos no corpo receptor em alguns períodos do dia.2 DQO (% rem) 88. Fonte: SIESG. interceptor e a ETE. os horários de lançamento do efluente tratado é estrategicamente definido para evitar conflitos com os demais usos no corpo d’água. Segundo a CAESB. 1. em termos de concentração de fósforo.2 – Relatório do Diagnóstico Outro aspecto relevante na operação da ETE Riacho Fundo é o descarte do efluente que se dá em batelada. SS. em 2007 Vazão DBO Unidade de Média1( Tratamento (% rem) l/s) ETE Torto2 1 DQO (% rem) 88. que representa uma sobrecarga de aproximadamente 20% maior que a população de projeto. 2007 62 .3%. apresentando valores menores que as metas do Plano Diretor de Esgotos 2000 (98% e 96%. 2007.500 habitantes.2% e 87.Desempenho operacional da ETE Riacho Fundo. estima-se que. incluindo as eficiências de remoção para os parâmetros DBO. Capacidade da ETE Torto: 6 l/s e 2. DQO.4 SS (% rem) 83. TKN.766 habitantes.: Percentual de utilização atual da unidade.9 93. é de 50. Pt e Coliformes Fecais. é de 31. verifica-se que a ETE Riacho Fundo atingiu a contribuição de cerca de 50.6 CF (% rem) 97. com população estimada de 2.8%.Desempenho operacional da ETE Torto. Unidade de Tratamento ETE Riacho Fundo2 Vazão DBO Média1( (% rem) l/s) 47. Os dados apresentados. Em termos de DBO.

8 2 93. responsável por coletar e tratar os esgotos das localidades de Sobradinho. por meio da introdução do tratamento químico. A Tabela 30 apresenta uma síntese das principais características dessas estações elevatórias. é de 128%.26 Obs. Assim.4. para atender a população de 40. estima-se que a ETE Sobradinho atendeu.SB3 EEB.SB2 EEB.8 70.238 26. onde se pode verificar que. Exp. Tabela 30 .Desempenho operacional da ETE Sobradinho.4 Sistemas de Esgotamento Sanitário da Bacia do São Bartolomeu 1. O lançamento final é feito no Ribeirão Sobradinho.Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETE – Sobradinho Unidade de Elevação EEB. considerando as condições de operação e o processo de tratamento empregado.744 Perc.2 – Relatório do Diagnóstico 1. a uma população equivalente de 56. estações elevatórias. 56 L/s e 40. o processo de tratamento foi modificado para ampliar a capacidade de atendimento. a estação é capaz de tratar os esgotos de praticamente o dobro da sua capacidade inicial. as eficiências de remoção de DBO e SS foram razoáveis. A Tabela 31 apresenta um resumo do desempenho operacional da ETE Sobradinho. Fonte: SIESG.000 habitantes. é constituído por rede coletora.3. Com o crescimento da localidade.SB4 Vazão de Projeto (l/s) 5.0 41.5 DQO TKN Pt SS CF (% rem) (% rem) (% rem) (% rem) (% rem) 89. Econômica Quadra 13 Sobradinho II A ETE Sobradinho foi concebida com o processo de lodos ativados. de Uso (%) 22 14 35 Localização Set. tal alteração implicou no aumento do volume de lodos. em 2007. em termos hidráulicos.: 1 Percentual de utilização atual da unidade.000 hab.1 ETE Sobradinho O sistema de esgotamento sanitário da ETE Sobradinho.3. linhas de recalque e ETE. devido à falta de local adequado para tratamento e disposição dos resíduos.0 Potência Total (HP) 15 24 60 Volume Médio Bombeado (m3/mês) 3.849 habitantes. em 2007 Unidade de Tratamento ETE Sobradinho2 Vazão Média1 (L/s) 71.2 Altura Manom.3 95. o que tem levado à geração de odores desagradáveis nas imediações da ETE. que representa um acréscimo de 42% em relação à população de projeto.5 15. 2007 Capacidade da ETE Sobradinho: 63 . O sistema possui três estações elevatórias de esgoto que operam em condições satisfatórias. Tabela 31 . interceptores.0 46. No entanto.3 34.068 41.3 DBO (% rem) 89.1 93. em 2007. Em termos de DBO. (mca) 22.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

Tabela 33 . em termos hidráulicos. foi retirada de operação devido ao seu baixo desempenho. Tabela 32 .Desempenho Operacional da ETE Paranoá. interceptores. para viabilizar o recebimento dos esgotos provenientes do Itapuã. é de 27.38 (% rem) (% rem) 76. 2007 1. interceptor. O processo de tratamento empregado na ETE Paranoá é o reator anaeróbio de fluxo ascendente.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. A Tabela 32 apresenta um resumo do desempenho operacional da ETE Paranoá. Vazão Unidade de Média1( Tratamento L/s) ETE Paranoá2 30. seguido de lagoas de alta taxa.000 hab.315 Perc. (mca) 32. onde se pode verificar que. em breve. em 2007. A unidade opera em situação normal e suas principais características estão descritas na Tabela 33.4%.4 Potência Total (HP) 300 Volume Médio Bombeado (m3/mês) 241. 2 Capacidade da ETE Paranoá: 112 L/s e 60. tipo UASB. 2007 Localização Vazão de Projeto (L/s) 362. as eficiências de remoção de todos os parâmetros foram baixas. de Uso (%) 26 ETE São Sebastião 64 .7 DBO DQO TKN (% rem) 32. O sistema é composto por rede coletora.2 – Relatório do Diagnóstico 1. concebida em projeto. A estação elevatória desse sistema está localizada na ETE e tem por finalidade o bombeamento dos esgotos para o início do processo. a jusante da barragem que forma o Lago Paranoá.7 69. ETE e emissário. Fonte: SIESG.2 ETE Paranoá O sistema de esgotamento sanitário da ETE Paranoá atende a localidade de mesmo nome e é constituído por rede coletora.9 Altura Manom.3 ETE São Sebastião O sistema de esgotamento sanitário da ETE São Sebastião foi concebido para atender à região administrativa de São Sebastião e. A etapa de escoamento superficial.0 CF (% rem) 97. em 2007.4.6 Obs. A unidade está em fase de obras de reforma para melhorias e ampliação.Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETE – São Sebastião Unidade de Elevação EEB. da interferência das obras no processo. O lançamento final é feito no Rio Paranoá. possivelmente.4. estação elevatória e a ETE.: 1 Percentual de utilização atual da unidade.3.SS1 Fonte: SIESG.3.1 SS (% rem) 58. em decorrência.1 Pt (% rem) 18. passará a receber os esgotos gerados na Região Administrativa do Jardim Botânico. sendo que o lançamento final é feito no ribeirão Santo Antonio da Papuda.

3. seguido de escoamento superficial. A Tabela 34 apresenta um resumo do desempenho operacional da ETE São Sebastião.PL2 Vazão de Projeto (L/s) Altura Manom. Unidade de Elevação EEB.4. No mesmo ano. interceptores.3 SS (% rem) 79. Tabela 34 . Unidade de Tratamento ETE São Sebastião 2 Vazão Média 1 (L/s) 91. verificou-se que a carga contribuinte representa aproximadamente 62% da população de projeto. inclusive das áreas de expansão como os setores habitacionais Mestre D’Armas e Arapoanga. estações elevatórias.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETE – Planaltina. com folga considerável. linhas de recalque e ETE. é de 40. em 2007.6 29.6 485. Compõem-se por rede coletora. Sebastião: 226 L/s e 77. a eficiência alcançada na remoção de DBO está relativamente baixa em relação à meta estabelecida no Plano Diretor de Esgotos 2000. tipo UASB. de 95%. portanto. em termos hidráulicos.031 158. Verifica-se que. De acordo com as informações disponibilizadas pela CAESB. Tabela 35 . Fonte: SIESG. 2007. em 2007.2 – Relatório do Diagnóstico O processo de tratamento empregado na ETE São Sebastião é o reator anaeróbio de fluxo ascendente.: 1 Percentual de utilização atual da unidade. as 2 (duas) estações elevatórias de esgoto operam em condições satisfatória.0 Fonte: SIESG. Capacidade da ETE São 1.3 2 CF (% rem) 99.0 Pt (% rem) 40.5 Potência Total (HP) 10 375 Volume Médio Bombeado (m3/mês) 11.92 Obs. de Uso (%) 37 13 Localização Planaltina Norte Planaltina Sul 11. O lançamento final é feito no ribeirão Mestre D’Armas. 65 . em termos de DBO. conjugado com lagoa facultativa. 2007. A unidade está em fase de obras para melhorias e recuperação de algumas unidades do processo.767 Perc.717 hab.4 DBO (% rem) 89. com polimento em lagoa de maturação.Desempenho operacional da ETE São Sebastião.4%. (mca) 11.4 ETE Planaltina O sistema de esgotamento sanitário da ETE Planaltina é responsável pelo atendimento da região administrativa de Planaltina. O processo de tratamento empregado na ETE Planaltina é o reator anaeróbio de fluxo ascendente.2 TKN (% rem) 68. seguido de lagoa de maturação. A Tabela 35 apresenta uma síntese das principais características dessas estações elevatórias.4 DQO (% rem) 83.PL1 EEB. tipo UASB. A estação está em fase de obras para melhoria e recuperação de algumas unidades do processo.

fixada em 95%.4.Desempenho operacional da ETE Planaltina. interceptor e ETE. Amanhecer: 35 L/s e 15.919 habitantes. em termos de DBO.1 88. é composto por rede coletora.2 – Relatório do Diagnóstico A Tabela 36 apresenta um resumo do desempenho operacional da ETE Planaltina.5 ETE Vale do Amanhecer O sistema de esgotamento sanitário da ETE Vale do Amanhecer.3 DQO (% rem) 85.2 DQO (% rem) 76. que representa aproximadamente 93% da população de projeto. em 2007. onde se verifica que. a população equivalente em termos de DBO está estimada em 13.1 Pt (% rem) 34. porém ainda é menor que a meta do Plano Diretor de Esgotos 2000 para tratamentos secundários.0 2 SS (% rem) 87. seguido de lagoas aeradas e lagoa aerada facultativa. em 2007. No entanto. No mesmo ano. Tabela 36 . Capacidade da ETE Planaltina: 1. em 2007. Em termos hidráulicos.000 hab. em termos hidráulicos. a eficiência alcançada de remoção de DBO de 92. Unidade de Tratamento ETE Planaltina 2 Vazão DBO Média1 (% rem) (L/s) 63.3.2 CF (% rem) 98. onde se pode verificar que. Fonte: SIESG. para as condições de 2007. tipo UASB. 2007. Tabela 37 . 255 L/s e 138.58 Obs. A Tabela 37 apresenta um resumo do desempenho operacional da estação.8 2 SS (% rem) 72.1%.: 1 Percentual de utilização atual da unidade. é de 24. em 2007. apresenta uma folga considerável. de 95%. Unidade de Tratamento ETE Vale do Amanhecer 2 Vazão DBO Média1 (% rem) (L/s) 13. O lançamento final é feito no rio São Bartolomeu.000 hab.1 TKN (% rem) 25.: 1 Percentual de utilização atual da unidade. verificou-se que a carga contribuinte representa aproximadamente 40% da população de projeto. portanto.3 Pt (% rem) 28. a eficiência alcançada na remoção de DBO foi baixa em relação à meta estabelecida no PDE 2000. é de 40.86 Obs. em termos hidráulicos.8 TKN (% rem) 30. a ETE apresenta folga operacional considerável. Fonte: SIESG.9 92.3% pode ser considerada boa.Desempenho Operacional da ETE Vale do Amanhecer. 2007 Capacidade da ETE Vale do 66 . concebido para atender aquela localidade. O processo de tratamento empregado na ETE Vale do Amanhecer é o reator anaeróbio de fluxo ascendente.9%.1 CF (% rem) 99.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

A Tabela 38 apresenta uma síntese das principais características dessas unidades. passou a ter limitações quanto ao aporte de nutrientes. mesmo com a estação submetida às intervenções de obras. foram previstas modificações no processo de tratamento. A avaliação desta estação deve ser feita após a conclusão das obras e da fase de pré-operação da unidade. bem como a reforma de outras unidades na estação. onde se pode verificar que.0 150 54. por meio da adaptação da lagoa aerada de mistura completa para operar como lodos ativados por aeração prolongada.3. É constituído por rede coletora. O lançamento final é feito no Córrego Vargem da Benção.5.0 14.Características das Estações Elevatórias de Esgoto do SES da ETE – Recanto das Emas. estações elevatórias.107 5 EEB. para atingir o nível terciário. A Tabela 39 apresenta um resumo do desempenho operacional da ETE Recanto das Emas. O sistema possui três estações elevatórias de esgoto que operam em condições satisfatórias.RF2 143. Assim. porém menor que a estabelecida no Plano Diretor de Esgotos 2000. II 123. de Uso (%) -- Localização ETE Recanto das Emas Riacho Fundo (Asa) Riacho Fundo (Coca) II EEB. 67 .0 240 19.0 Potência Total (HP) -Volume Médio Bombeado (m3/mês) -Perc. seguido de lagoas aeradas de mistura completa e lagoas aeradas facultativas.0 42. o corpo receptor tributário daquela bacia. segundo informações da CAESB. Projeto (L/s) (mca) 43. Tabela 38 .RF3 Fonte: SIESG. em 2007. tipo UASB.880 17 A ETE Recanto das Emas foi concebida com o processo de reatores anaeróbios de fluxo ascendente. Unidade de Elevação EEB. a eficiência de remoção de DBO pode ser considerada boa.5 Sistemas de Esgotamento Sanitário da Bacia do Alagado 1. Tais alterações se encontram em fase final de implantação. interceptores.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.0 129. 2007.1 ETE Recanto das Emas O sistema de esgotamento sanitário da ETE Recanto das Emas foi concebida para tratar os esgotos das localidades de Recanto das Emas e Riacho Fundo II.2 – Relatório do Diagnóstico 1.3.RC1 Vazão de Altura Manom. Com a formação do Reservatório da UHE de Corumbá IV. ETE e emissário. linhas de recalque.

000 hab. seguido de lagoas de alta taxa e disposição no solo. em 2007.5 37.852 hab.6 DQO TKN Pt SS CF (% rem) (% rem) (% rem) (% rem) (% rem) 91.2 ETEs Santa Maria e Alagado O sistema de esgotamento sanitário de Santa Maria foi concebido para atender toda a localidade.2 26. uma vez que as populações equivalentes estimadas representam cerca de 24% para a ETE Santa Maria e 53% para a ETE Alagado.. As ETEs Santa Maria e Alagado foram concebidas para operarem com reatores anaeróbios de fluxo ascendente.5 SS (% rem) 76.4 10. o que é justificável.2 94. Fonte: SIESG.2%. 2007 68 .5 TKN (% rem) 46. que atenderá as duas estações. O efluente da ETE Santa Maria e da ETE Alagado é encaminhado para um interceptor que lança os esgotos tratados pelas duas ETEs no corpo hídrico receptor.9.4 89. em 2007. enquanto que a ETE Alagado recebe os esgotos da Região Oeste. Verifica-se que.5 72. A Tabela 40 apresenta um resumo do desempenho operacional das ETEs Alagado e Santa Maria. Tabela 40 .Desempenho Operacional das ETEs Alagado e Santa Maria. 2007 1. em termos hidráulicos.9 Pt (% rem) 56.8 90. Tais obras se encontram em fase final de implantação.97 96.7 79.0 DBO (% rem) 81. por gravidade. foi recentemente interligada ao sistema de esgotos da ETE Alagado e a ETE Vila Aeronáutica desativada.6% e 16. 2 Capacidade da ETE Recanto das Emas: 246 L/s e 125. as ETEs também apresentam folga considerável. Unidade de Tratamento ETE Alagado2 ETE Santa Maria3 1 Vazão Média 1 (L/s) 53.0 81. Recentemente. em 2007.5. 2 Capacidade da ETE Alagado: 154 L/s e 84. é de 47. ambas as estações apresentaram desempenhos similares.Desempenho Operacional da ETE Recanto das Emas.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 39 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. duas ETEs e emissários.: 1 Percentual de utilização atual da unidade.7 73.3.5 DQO (% rem) 80. Unidade de Tratamento ETE Recanto das Emas 2 Vazão Média1 (L/s) 116. A Vila Aeronáutica.17 Obs. A ETE Santa Maria recebe os esgotos provenientes da Região Leste de Santa Maria.852 hab. respectivamente. com valores de remoção de DBO relativamente baixos em relação às metas do Plano Diretor de Esgotos 2000. em função das obras executadas que afetam algumas unidades dos processos. é de 34. essas ETEs foram submetidas a reformas para melhoria de unidades internas e instalação de uma unidade de polimento químico por flotação para remoção de algas e nutrientes.1 DBO (% rem) 92.63 Obs. em termos hidráulicos. projetada para ter um sistema de esgotos independente. O lançamento final das duas estações é no Ribeirão Alagado.9 CF (% rem) 98. Em termos de DBO. por meio de sistema coletor.: Os percentuais de utilização das ETE Alagado e da ETE Santa Maria. interceptores. 3 Capacidade da ETE Santa Maria: 154 L/s e 84. Fonte: SIESG. tipo UASB. devido às novas exigências do corpo receptor.

0 18.3%. em termos hidráulicos. Tabela 42 .GA1 EEB.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. onde se verifica o alcance de eficiências razoáveis. Unidade de Elevação EEB. (mca) 31. por isso não dispõe de dados operacionais. O sistema possui três estações elevatórias de esgoto que operam em condições satisfatórias. A Tabela 42 apresenta um resumo do desempenho operacional da ETE Gama.81 Obs. em termos de remoção de DBO e Pt. foi estimada em 124. O lançamento final é feito no ribeirão Ponte Alta. ETE e emissário.2 – Relatório do Diagnóstico 1. É constituído por rede coletora. A Tabela 41 apresenta uma síntese das principais características dessas unidades. por meio do processo de reatores anaeróbios de fluxo ascendente.0 67. segundo informações da CAESB. linhas de recalque.520 habitantes. estações elevatórias. em fase de projeto. encontrava-se.3 88. em 2007. em 2007.0 30.Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETE – Gama.: Percentual de utilização atual da unidade. Fonte: SIESG. dotado de clarificador e polimento químico. em 2007. 2007 Capacidade da ETE Gama: 328 69 . de Uso (%) 18 36 -- Quadra 11 Quadra 13 Vila DVO Obs.0 DQO TKN Pt SS CF (% rem) (% rem) (% rem) (% rem) (% rem) 94.0 42.0 92.138 61. atualmente em operação. que representa cerca de 68% da população de projeto.3 ETE Gama O sistema de esgotamento sanitário da ETE Gama foi projetado para atender somente aquela localidade.3 99. Unidade de Tratamento ETE Gama 2 1 Vazão Média1 (L/s) 197.GA31 1 Localização Vazão de Projeto (L/s) 115.7 2 96. sendo que para o fósforo não foi alcançada a meta estabelecida no PDE 2000. Tabela 41 .992 -- Perc. interceptores. em termos de DBO. é de 60. em 2007. 2007. L/s e 182.0 Altura Manom.8 DBO (% rem) 98. seguido de lodos ativados com aeração prolongada.GA2 EEB. A ETE Gama foi concebida para tratar os esgotos em nível terciário.000 hab. A população equivalente.Desempenho operacional da ETE Gama.: A EEE da Vila DVO.0 Potência Total (HP) 80 126 80 Volume Médio Bombeado (m3/mês) 54. Fonte: SIESG.5. tipo UASB.3.

Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório do Diagnóstico

1.3.6 Sistemas de Esgotamento Sanitário da Bacia do Melchior/ Descoberto 1.3.6.1 ETE Samambaia O sistema de esgotamento sanitário da ETE Samambaia atende a localidade de mesmo nome e é constituído por rede coletora, interceptores, ETE e emissário. A disposição final do efluente tratado é o Rio Melchior. Os interceptores são em número de três, denominados interceptor A, B e Geral. O interceptor A recebe os esgotos das regiões nordeste e centro-oeste de Samambaia e tem diâmetros variando entre 300 a1000 mm; o interceptor B recebe os esgotos da região central e possui diâmetros de 300 e 350 mm; o interceptor geral recebe os esgotos da região sudoeste de Samambaia, bem como as contribuições dos interceptores A e B, encaminhando a totalidade dos esgotos coletados para a ETE Samambaia. De acordo com a verificação hidráulica elaborada pelo PDE-2000, tais unidades operavam com folga considerável à época. A ETE Samambaia foi projetada para atender à população de 180.000 habitantes, o correspondente à metade da população estimada para a localidade. O processo de tratamento previsto é o de lagoas facultativas, com reator anaeróbio de fluxo ascendente, tipo UASB, instalados internamente às mesmas (lagoas Samambaia), seguidas de lagoas de alta taxa e lagoas de maturação. Para adequação das novas exigências do corpo receptor, após a formação do Reservatório de Corumbá IV, o processo foi complementado para operar em nível terciário, por meio da instalação de uma unidade de flotação por ar dissolvido ao final do processo para remoção de algas e nutrientes. Adicionalmente as lagoas de Samambaia também foram submetidas à reforma para melhoria do sistema de coleta e queima de gases, bem como limpeza do fundo da lagoa. A Tabela 43 apresenta um resumo do desempenho operacional da ETE Samambaia, onde se pode verificar que, em 2007, foi alcançada a eficiência estabelecida para remoção de DBO de 98%. Porém, em termos de eficiência de remoção de fósforo total (Pt), que ficou em 90,7%, não foi possível alcançar a meta de remoção deste parâmetro, de 95%. Possivelmente, neste período, o processo de tratamento terciário ainda não apresentava condição operacional regular. Tabela 43 - Desempenho operacional da ETE Samambaia, em 2007. Unidade de Tratamento ETE Samambaia 2 Vazão Média DBO 1 (L/s) (% rem) 227,2 98,0 DQO (% rem) 93,1 TKN (% rem) 43,6 Pt (% rem) 90,7
2

SS (% rem) 93,8

CF (% rem) 99,9979

Obs.: 1 Percentual de utilização atual da unidade, em termos hidráulicos, é de 80%; 284 L/s e 180.000 hab. Fonte: SIESG, 2007.

Capacidade da ETE Samambaia:

1.3.6.2 ETE Melchior O sistema de esgotamento sanitário da ETE Melchior é responsável pelo recebimento dos esgotos das regiões administrativas de Taguatinga, Ceilândia e parte de Samambaia, com previsão de receber os esgotos provenientes das regiões de Águas Claras, Vicente Pires e Arniqueira. O lançamento final dos efluentes tratados é feito no rio Melchior. O referido sistema é constituído por rede coletora, interceptores, estações elevatórias, linhas de recalque, ETE e emissário. O sistema possui três estações elevatórias de esgoto que operam em condições hidráulicas satisfatórias, segundo informações da CAESB. A Tabela 44 apresenta uma síntese das principais características dessas unidades.

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Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório do Diagnóstico

Tabela 44 - Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETE – Melchior. Unidade de Localização Elevação Condom. Privê QNG/QNH Areal/ Águas Claras Vazão de Projeto (L/s) 20,2 85,8 48,6 Altura Manom. (mca) 51,7 18,0 44,0 Potência Total (HP) 120 76 75 Volume Médio Bombeado (m3/mês) 15.036 46.240 58.135 Perc. de Uso (%) 29 21 46

EEB.PV1 EEB.TG1 EEB.AR1
Fonte: SIESG, 2007.

A ETE Melchior, maior unidade de tratamento de esgotos do Distrito Federal, foi concebida com o processo de reatores anaeróbios de fluxo ascendente, tipo UASB, seguido de sistema de remoção de nutrientes, através de fluxo alternativo, Sistema UNITANK, cujo processo se fundamenta nos lodos ativados por aeração prolongada. A ETE iniciou sua operação experimental, em 2004, no entanto, parte das obras ainda não foi recebida, com pendências diversas, inclusive no sistema de aeração. A Tabela 45 apresenta um resumo do desempenho operacional da ETE Melchior, onde se pode verificar que, em 2007, foram obtidos resultados de eficiências baixas, em termos de remoção de DBO e Pt, devido possivelmente pela fase de operação experimental em que se encontra a estação. Tabela 45 - Desempenho operacional da ETE Melchior, em 2007. Unidade de Tratamento ETE Melchior 2 Vazão Média 1 (L/s) 724,4 DBO (% rem) 91,1 DQO (% rem) 88,0 TKN (% rem) 48,0 Pt (% rem) 62,3
2

SS (% rem) 88,9

CF (% rem) 96,31

Obs.: 1 Percentual de utilização atual da unidade, em termos hidráulicos, é de 80%; 1.500 L/s e 896.799 hab. Fonte: SIESG, 2007

Capacidade da ETE Samambaia:

1.3.6.3 ETE Brazlândia O sistema de esgotamento sanitário da ETE Brazlândia atende à região administrativa de Brazlândia e exporta os efluentes tratados para o Córrego Mato Grande, na Bacia do Rio Verde – GO. É constituído por rede coletora, interceptores, estações elevatórias, linhas de recalque, ETE e emissário. O sistema possui duas estações elevatórias de esgoto que são responsáveis pela exportação dos esgotos para a Bacia Hidrográfica do rio Verde, em Goiás. Em termos de condições hidráulicas, essas elevatórias apresentam condições satisfatórias, no entanto, em função do longo período de vida, tais unidades têm passado por intervenções freqüentes para manutenção, inclusive nas linhas de

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Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório do Diagnóstico

recalque. Ressalte-se que as elevatórias possuem grupo gerador de emergência, por se situarem na Bacia do Lago Descoberto. A Tabela 46 apresenta uma síntese das principais características dessas unidades. Tabela 46 - Características das estações elevatórias de esgoto do SES da ETE – Brazlândia. Unidade de Elevação EET.BZ1 EEB.BZ1
Fonte: SIESG, 2007.

Localização

Vazão de Projeto (L/s) 86,6 205,0

Altura Manom. (mca) 49,0 53,0

Potência Total (HP) 180 300

Volume Médio Bombeado (m3/mês) 103.868 103.868

Perc. de Uso (%) 46 20

Brazlândia Brazlândia

A ETE Brazlândia foi concebida para tratar os esgotos em nível secundário, por meio do processo de lagoas anaeróbias seguidas de lagoas facultativas. Embora a ETE esteja operando com sobrecarga em termos de população contribuinte, o baixo consumo per capita não provoca sobrecarga hidráulica na estação. A Tabela 47 apresenta um resumo do desempenho operacional da ETE Brazlândia, onde se pode verificar que as eficiências obtidas em 2007, foram bastante modestas. A população equivalente, em termos de DBO, foi de aproximadamente 45.076 habitantes, o que representa 52% maior que a população de projeto. A CAESB prevê o prolongamento do emissário para lançamento do efluente tratado em local mais adequado para proceder à diluição dos efluentes tratados no corpo d’água. Tabela 47 - Desempenho operacional da ETE Brazlândia, em 2007. Unidade de Tratamento ETE Brazlândia 2 Vazão Média 1 (L/s) 40,5 DBO (% rem) 85,6 DQO TKN Pt SS CF

(% rem) (% rem) (% rem) (% rem) (% rem) 64,3 14,6 9,4
2

64,8

99,254

Obs.: 1 Percentual de utilização atual da unidade, em termos hidráulicos, é de 46,6%; 87 L/s e 29.600 hab. Fonte: SIESG, 2007

Capacidade da ETE Brazlândia:

1.3.7 Conclusões sobre os sistemas de esgotamento sanitário Com base nas informações disponibilizadas pela CAESB, bem como de vistorias e informações com técnicos da empresa, além dos estudos desenvolvidos no Plano Diretor de Esgotos2000 e PGIRH, pode-se fazer as considerações e conclusões gerais, relacionadas a seguir: Não há estudos atualizados relativos à situação operacional das unidades lineares de transporte, como interceptores e emissários, integrantes dos diversos sistemas de esgoto. Assim, os poucos comentários efetuados referem-se às informações contidas no Plano Diretor de Esgotos-2000, que está relativamente desatualizado em virtude do tempo decorrido. Nesse aspecto, ressalta-se a importância

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Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório do Diagnóstico

de proceder à atualização da verificação hidráulica dos interceptores da Bacia Sul do Lago Paranoá, região submetida a um adensamento populacional considerável nos últimos anos, bem como avaliar o estado de conservação das tubulações de concreto nos locais sujeitos à formação de gás sulfídrico, tendo em vista o longo período de operação dessas unidades. É importante destacar que a CAESB contratou, em 1993, uma verificação hidráulica dos interceptores inseridos na bacia do Lago Paranoá com diâmetros iguais ou superiores a 300 mm, sendo que esses estudos podem servir de base para a verificação hidráulica da situação atual, uma vez que nos referidos estudos foram realizados cadastros técnicos e topográficos de todos os PV’s que pertencentes a esses mananciais. Praticamente a totalidade das estações elevatórias opera com significativa folga operacional, de acordo com as informações disponibilizadas pela CAESB. No entanto, outras avaliações podem ser feitas, no médio prazo, para verificar a confiabilidade operacional dessas unidades, em relação ao número de paralisações e de extravasamentos, condições de conservação das tubulações de recalque, das instalações civis, eletro-eletrônicas e mecânicas. Ainda com relação às estações elevatórias de esgotos, destaca-se que algumas unidades possuem geradores de emergência e poços de segurança, dispositivos que podem minimizar os impactos ambientais decorrentes de extravasamentos por falta de energia elétrica ou serviços de manutenção. No entanto, a viabilidade de instalação de tais dispositivos também deve ser avaliada sob a ótica ambiental, técnica e econômica para as unidades de recalque que não dispõem dessas unidades. Encontra-se em fase de implantação na CAESB o Centro de Controle e Operação que atuará nas unidades operacionais do sistema de esgotos, otimizando o monitoramento e agilizando o atendimento com serviços de manutenção corretiva. Esse centro de controle será de extrema importância para que seja possível uma otimização na utilização das unidades existentes, bem como racionalização nos investimentos de recursos financeiros, aplicando-os em unidades com maiores riscos operacionais. Apesar da deficiência das informações com relação ao monitoramento dos cursos d’água, esses se caracterizam pela qualidade de suas águas e pelas pequenas vazões, especialmente no período de estiagem. Dessa forma, algumas ETEs, mesmo apresentando elevados índices de remoção de matéria orgânica e fósforo, não atendem aos parâmetros estabelecidos para a Classe 2. Tal situação pode ser observada nas ETEs Sobradinho, Recanto das Emas, Alagado e Santa Maria. A gestão dos lodos de esgoto gerados na CAESB encontra-se em situação preocupante, uma vez que a destinação final atual só tem sido permitida para recuperação de cascalheiras e em projetos florestais. Provisoriamente, esses resíduos tem sido dispostos em áreas das ETEs Samambaia/Melchior, porém em condições inadequadas. A CAESB aguarda o licenciamento ambiental da Unidade de Gerenciamento de Lodo – UGL, bem como a construção dessa unidade, para se adequar à legislação e permitir o uso agrícola dos lodos de esgoto. Em termos de capacidade hidráulica, a maioria das ETEs apresenta folga considerável, indicando que ainda se encontram em condições satisfatórias para atender a população atual. Exceção a esta situação são as ETEs: Sobradinho (que está em fase de reforma para melhoria e ampliação) e Brazlândia (cujo projeto de melhoria está em elaboração). Em termos de carga orgânica afluente às ETEs, considerando a contribuição per capita de 54 g DBO/dia e as vazões médias anuais de cada estação, verificou-se que algumas estações já recebem contribuições equivalentes a uma população superior ou bem próxima à de projeto, como as ETEs: Brasília Sul, Brasília Norte, Riacho Fundo, Samambaia, Sobradinho e Brazlândia. Tal situação indica que o processo de tratamento pode não apresentar a eficiência prevista em projeto, especialmente aqueles que não possuem flexibilidade para a degradação de matéria orgânica.

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porém apresentando remoções razoáveis devido à flexibilidade do processo de tratamento químico. ETE Riacho Fundo: esta unidade apresentou valores de eficiência na remoção de DBO e Pt abaixo dos valores de referência. que são lançadas no lago Paranoá. em local próximo à barragem. no entanto. tendo em vista o tempo de vida dessas unidades. a gestão de lodos é preocupante devido à geração de odores nas proximidades da estação. prolongamento do emissário para ajuste do lançamento de efluente tratado. ETE Brazlândia: as estações elevatórias desse sistema precisam de reformas. ora em uso na estação. que as obras para reforma e melhoria dessas unidades já estão contratadas pela CAESB. A ETE Brazlândia tem apresentado baixas eficiências de remoção de DBO. possivelmente. sendo necessário proceder uma avaliação para identificar as ações necessárias para recuperação da unidade. para abastecimento humano.Sul e ETEB . ETE Melchior: O desempenho apresentado na ETE Melchior foi modesto em 2007. quanto dos corpos receptores. incluindo modernização. SS e Coliformes Fecais. sendo que a autodepuração ocorre nessas áreas. se for o caso. com a apresentação de diversos itens em pendências. em função da execução de obras de recuperação e melhorias. ETE Sobradinho: a ETE Sobradinho encontra-se em situação de sobrecarga. O sistema de digestão e desidratação de lodos também opera com limitações. bem como das características restritivas de aporte de fósforo nos corpos d’água da Bacia do Corumbá IV. a atual forma de disposição dos esgotos tratados no corpo d’água provoca impacto ambiental significativo. Na ETEB . bem como pela proximidade com a carga orgânica de projeto. No entanto.Norte: Estas estações têm apresentado queda gradual das eficiências de remoção de DBO e de Pt ao longo dos últimos anos. porém na ETEB-Sul. Essa situação pode ser constatada em todos os esgotos tratados pelas ETE’s Brasília Norte e Sul. Essa situação também é facilmente constatada em função da alternativa de utilização do rio São Bartolomeu (que tem como afluentes os corpos receptores dos sistemas de esgotamento sanitário dessas regiões administrativas) para o abastecimento humano. para que as eficiências sejam mantidas em índices razoáveis. uma vez que as cargas diárias são despejadas em curto período do dia. A autodepuração que ocorre no lago é tão significativa que atualmente tem-se a previsão para a utilização das águas do próprio lago Paranoá. tendo em vista o processo de tratamento adotado (lodo ativado por batelada). inclusive limpeza das lagoas e.Norte tal situação foi contornada com o uso de tanque para equalização de vazões. Além disso. proporcionando autodepuração significativa.2 – Relatório do Diagnóstico Em termos de considerações e conclusões de caráter específico. tanto dos efluentes tratados. Alagado e Santa Maria: as ETEs que integram esses sistemas apresentaram desempenhos abaixo do esperado. realizado pela CAESB. É importante destacar que os esgotos produzidos por boa parte da população do Distrito Federal são lançados em cursos d’água inseridos em áreas do próprio DF. tem-se contado com a unidade de polimento final. sempre no intuito de garantir qualidade de água compatível com os usos a jusante. Tais correções e complementações são de extrema importância em virtude do porte da estação. merecem destaque a situação operacional das seguintes estações elevatórias e estações de tratamento de esgoto: ETEB .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. devido provavelmente à deficiência nos sistemas de aeração. possivelmente em função da não conclusão das obras na estação. gerando acréscimos de custos operacionais e de volume de lodo químico. 74 . Ressalta-se. ETEs Paranoá. Os esgotos produzidos em Sobradinho e Planaltina são lançados em cursos d’água que apresentam caminhamento interno no Distrito Federal com extensão elevada. Os sistemas de esgotamento sanitário do Distrito Federal apresentam importante programa de monitoramento. não gerando impactos no entorno.

Bacia de Esgotamento Sanitário Paranoá Sul (PAS) Prevê a manutenção da ETE Brasília Sul e da ETE Riacho Fundo. a desativação de duas ETEs (ETE Torto e ETE Vila Aeronáutica) e a construção de oito novas ETEs (ETE Entre Lagos. Novo Gama. já impõe a necessidade de um controle rigoroso dos sistemas de esgotamento sanitário a montante do ponto de captação. ETE Brasília Sul: a ETEB-Sul continuará a receber as atuais áreas já contribuintes à estação e respectivas expansões e adensamentos. econômicos e ambientais. ETE Taboca. Sudoeste. 1. no intuito de se garantir que não haverá a sua eutrofização.8 Ações propostas para o sistema de esgotamento sanitário do Distrito Federal A solução para o sistema de esgotamento sanitário para o Distrito Federal.3. incluindo Brasília Sul. 75 . ETE Contagem 1. Dentre todas as ETE’s existentes para essas regiões administrativas. 1.3. foi definida levando-se em consideração aspectos técnicos. apenas a correspondente à Brazlândia não possui tratamento em nível terciário. Recanto das Emas (córrego Vargem da Benção/ ribeirão Alagado). Essa situação. Ceilândia. Vicente Pires e Arniqueira serão exportados para a ETE Melchior e os do Setor Habitacional Dom Bosco encaminhados à futura ETE Taboca. sendo que esse lago está previsto para ser utilizado como manancial abastecedor de água de cidades do Entorno (principalmente Luziânia. Cruzeiro. Octogonal. ETE Contagem 2.1 Bacia do Lago Paranoá a. Os esgotos da região de Águas Claras. ordenadas pelas suas respectivas bacias hidrográficas. as estações tratam seus efluentes em nível terciário. Candangolândia. proposta no Plano Diretor de Esgotos-2000. 1.3. onde estão inseridos as regiões administrativas de Brazlândia (exporta seus esgotos para o rio Verde). Guará. Destacam-se como novas áreas a serem interligadas na bacia de esgotamento na ETE os Setores de Clubes Esportivos e de Hotéis de Turismo. definida com vida útil de projeto até o ano de 2030.9. descreve-se sucintamente a configuração de final da alternativa indicada no Plano Diretor de Esgotos. Gama (ribeirão Ponte Alta / ribeirão Alagado) e Santa Maria (ribeirão Alagado).9 Configuração final do Plano Diretor de Esgotos-2000 A seguir. por si só. A ETEB-Sul deverá passar por uma expansão para ampliar sua capacidade de tratamento. ETE Engenho Velho e ETE Ponte Alta). ETE Sobradinho 2. Valparaiso de Goiás e Cidade Ocidental) e de parte do Distrito Federal (1ª Etapa incluindo Santa Maria e Gama). Nesta proposta está prevista. A utilização do tratamento em nível terciário se deve ao fato da existência do lago formado por Corumbá IV. ETE Tororó. Nesta bacia. Taguatinga e Samambaia (que lançam seus esgotos na Bacia do rio Melchior / rio Descoberto).Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Núcleo Bandeirante e Lago Sul.2 – Relatório do Diagnóstico Os maiores impactos que os sistemas de esgotamento sanitário realizam no Entorno estão concentrados na parte Sul do Distrito Federal. Riacho Fundo (parte). dentre outras intervenções nas unidades de transporte.

Os efluentes gerados nos condomínios situados na bacia do ribeirão Contagem serão conduzidos às novas ETEs Contagem 1 e 2.2 Bacia do Rio São Bartolomeu: a. O PDE-2000 propõe. incluindo condomínios como Arapoanga e Mestre D’Armas. continuarão a ser encaminhados à ETE Vale do Amanhecer. ETE Brasília Norte: esta estação receberá as áreas atualmente já contribuintes à mesma. incluindo Itapoã e parte norte do Condomínio Entre Lagos. para atender àquela comunidade. existente. c. b. com posterior lançamento no rio São Bartolomeu. Setor Noroeste. Esta estação deverá ser futuramente ampliada. e permanecerá apenas com a ETE Vale do Amanhecer. em primeira etapa. Bacia de Esgotamento Sanitário Mestre D’Armas (MDA) Na bacia de esgotamento do ribeirão Mestre D’Armas está prevista apenas a ETE Planaltina. incluindo Brasília Norte. a construção das seguintes unidades: ETE Entre Lagos para atender ao condomínio de mesmo nome.2 – Relatório do Diagnóstico ETE Riacho Fundo: esta estação continuará a receber os esgotos de Riacho Fundo. serão enviados à ETEB-Norte. com encaminhamento dos efluentes à ETEB-Norte.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. A ETE Torto será desativada e os esgotos serão interligados ao sistema de esgotamento sanitário da ETEB-Norte. e ETE Engenho Velho. mas futuramente serão conduzidos à futura ETE Sobradinho. A ETEB-Norte deverá passar por ampliação para atendimento à demanda de final de plano. Vila Weslian Roriz (após desativação da ETE Torto). Lago Norte e Vila Varjão. ETE Torto: estação a ser desativada. incluindo expansões e adensamento. ETE Vale do Amanhecer: os esgotos gerados nesta bacia. que também serão responsáveis por receber os esgotos gerados nas expansões e adensamentos dessa bacia. Setor CSC de Taguatinga e parte da Vila Areal. onde são tratados em nível secundário. Nesta 76 . para onde serão conduzidos os esgotos gerados na área urbana de Planaltina para tratamento em nível secundário. b. Bacia de Esgotamento Sanitário Pipiripau (PIP) Esta bacia de esgotamento compreende basicamente a área urbana do Vale do Amanhecer e Condomínio Quintas do Amanhecer. ETE Planaltina: a ETE Planaltina é responsável pelo atendimento de toda área urbana atual.3. Bacia de Esgotamento Sanitário Sobradinho (SOB) Nesta bacia de esgotamento está prevista a implantação de uma nova ETE Sobradinho (ETE Sobradinho 2) e a desativação da ETE Sobradinho existente. 1. com seus respectivos adensamentos. ETE Paranoá: esta estação receberá os efluentes do Paranoá e de suas áreas de expansão e adensamento. Como futuras áreas de atendimento destacam-se a Vila Estrutural. com respectivas expansões e adensamentos. ainda. Os efluentes do Setor Habitacional Taquari. A ETE Paranoá deverá ser submetida a ampliações e melhorias.9. bem como suas respectivas expansões e adensamentos. bem como parte do Setor de Mansões do Lago Norte. Bacia de Esgotamento Sanitário Paranoá Norte (PAN) Os efluentes sanitários gerados nesta bacia serão encaminhados para as duas ETEs existentes. ETE Brasília Norte e ETE Paranoá. Setor de Mansões do Lago Norte e parte do Taquari.

existente. no entanto. que ficará localizada à jusante da atual ETE Sobradinho. ETE Engenho Velho: esta estação tem previsão de receber os esgotos da Comunidade Engenho Velho e lançar os efluentes tratados no córrego do Engenho Velho. com tratamento em nível secundário. da RA de São Sebastião. Bacia de Esgotamento Sanitário Santana (SAN) Esta bacia compreende as áreas urbanas. A ETE São Sebastião deverá ter sua capacidade de tratamento ampliada. e parte do Setor Habitacional do Jardim Botânico situada na bacia do ribeirão Taboca. afluente do ribeirão Contagem. Bacia de Esgotamento Sanitário Taboca (TAB) Nesta bacia de esgotamento sanitário há previsão para implantação de uma nova ETE. Há previsão de implantar a ETE Tororó. ETE Sobradinho: o PDE-2000 prevê a desativação da atual estação. ETE Entre Lagos: esta estação tem o objetivo de atender ao Condomínio Entre Lagos. ETE Taboca: esta nova estação receberá os esgotos dos Setores Habitacionais São Bartolomeu e Dom Bosco (parte que será feita a exportação da Bacia do Lago Paranoá) e lançará o efluente tratado em tributário do Rio Paranoá.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. f. além do Setor Taquari. áreas de expansão dos condomínios à leste da zona urbana atual. Bacia de Esgotamento Sanitário Papuda (PAP) Esta bacia de esgotamento inclui basicamente a área urbana de São Sebastião e parte da bacia do ribeirão Taboca. e o Condomínio Mônaco. com lançamento em afluente do Córrego Caxeta. contribuinte do Rio Santana. junto à estrada de acesso à DF-440. da Vila DNOCS e adjacências.2 – Relatório do Diagnóstico bacia os esgotos são tratados em nível secundário. e. ETE São Sebastião: a estação receberá os esgotos de São Sebastião. 77 . inclusive com ampliação da capacidade de tratamento. que a CAESB está promovendo melhorias naquela ETE. relativamente isoladas. incluindo expansões e adensamentos. região dos Condomínios Mini Chácaras e expansão do Setor Oeste. ETE Tororó: trata-se de uma nova estação a ser construída para atender ao Setor Habitacional Tororó e adjacências. d. incluindo o Setor Residencial do Tororó. a jusante da barragem. Destaque-se. RA de Santa Maria. Setor habitacional Boa Vista. ETE Sobradinho 2: trata-se de uma nova unidade proposta pelo PDE-2000. incluindo as expansões e adensamentos. situadas na Bacia do Rio Santana. Os efluentes serão encaminhados para tratamento na ETE São Sebastião. Esta unidade receberá os esgotos de toda área atendida pela ETE existente. que deverá ter nível de tratamento secundário.

9. a ETE Recanto das Emas passará a ter tratamento em nível terciário e deverá ser ampliada. mas não passará por expansão de sua capacidade. por se tratar de tributário do Reservatório da UHE de Corumbá IV. à ETE Alagado. A ETE Samambaia foi submetida recentemente à reforma para possibilitar o tratamento dos esgotos em nível terciário. para lançamento no ribeirão Ponte Alta. Atualmente a estação está em fase final de obras para adequação no nível de tratamento e para ampliação parcial de sua capacidade. onde são submetidos ao tratamento terciário. b. Quando esta for atingida. parte de Samambaia. suas expansões e adensamentos. ETE Vila Aeronáutica: o PDE-2000 propôs a desativação dessa estação e condução dos esgotos. em nível terciário. para lançamento no ribeirão Ponte Alta. por se tratar de tributário do Reservatório da UHE de Corumbá IV. Bacia de Esgotamento Sanitário Alagado (ALA) Este sistema contempla o tratamento dos esgotos em duas ETE existentes. ETE Alagado: esta estação é responsável por atender a parte oeste da área urbana atual de Santa Maria. 1. 78 . por gravidade. incluindo Pólo JK.9. Todas as estações dessa bacia deverão tratar seus esgotos em nível terciário. ETE Recanto das Emas: a ETE Recanto das Emas é responsável pelo recebimento dos esgotos daquela localidade e da localidade de Riacho Fundo II. ETE Ponte Alta: esta nova estação tem por objetivo receber e tratar. além da Vila DVO e parte do Novo Gama.3. O lançamento final é feito em conjunto com a ETE Alagado. De acordo com o PDE-2000. e tratá-los em nível terciário. Vicente Pires e adjacências. em duas estações atualmente existentes: ETE Melchior e ETE Samambaia. os esgotos do loteamento Estância do Riacho Fundo. ETE Gama: esta estação é responsável por receber os esgotos da área urbana atual.3. O efluente tratado é lançado no ribeirão Alagado. bem como de suas expansões e adensamentos.4 Bacia do Rio Descoberto/Melchior: a. à ETE Alagado. ambas devem ter seus esgotos tratados em nível terciário.3 Bacia do Rio Ponte Alta/Alagado: a. ETE Santa Maria: atende a parte leste da área urbana de Santa Maria e receberá os esgotos de suas expansões e adensamentos. ETE Samambaia: a estação continuará a receber os esgotos da área urbana de Samambaia. a vazão excedente será conduzida à ETE Melchior. Bacia de Esgotamento Sanitário Melchior (MEL) Esta bacia de esgotamento sanitário prevê o tratamento dos esgotos. Bacia de Esgotamento Sanitário Ponte Alta (PON) O sistema de esgotamento sanitário da bacia do ribeirão Ponte Alta compreende os sistemas isolados da ETE Recanto das Emas. em nível terciário. bem como as respectivas áreas de expansão e adensamentos. Os esgotos tratados em nível terciário nesta estação são conduzidos. ETE Melchior: é a estação responsável pelo atendimento das áreas urbanas de Taguatinga. Águas Claras. Tal situação já está implantada pela CAESB.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. por gravidade. bem como de suas expansões e adensamentos.2 – Relatório do Diagnóstico 1. Ceilândia. ETE Alagado e ETE Santa Maria. da ETE Gama e da futura ETE Ponte Alta.

apenas o riacho Fundo. Bacia de Esgotamento Sanitário Chapadinha (CHA) Nesta bacia. O modelo matemático adotado foi o QUAL-IIE UNCAS. que utilizou o cenário proposto de vazões. que recebe os efluentes tratados na ETE Riacho Fundo. O atendimento às expansões fora dessa bacia tem sido limitado devido à localização na APA do rio Descoberto.3. foram desenvolvidos os estudos de modelagem de qualidade da água para os corpos receptores das ETEs do Distrito Federal.9.2 – Relatório do Diagnóstico b.3. Nas simulações. Esses estudos consideraram a configuração do Sistema de Esgotamento Sanitário do Distrito Federal. A avaliação da qualidade da água do Lago Paranoá. ETEs Contagem 1 e 2: as ETEs Contagem 1 e Contagem 2 receberão os esgotos provenientes de áreas urbanas de condomínios da Região Administrativa de Sobradinho.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.1 Bacia do Lago Paranoá Na Bacia do Lago Paranoá. em nível secundário. por ser este parâmetro o fator limitante ao processo de eutrofização. para exportação da bacia. porque o estudo considerou a hipótese de uma nova ETE na bacia (ETE Vicente Pires). adotada como o ano 2000. com lançamento final em tributário do rio Verde. respectivamente. de 98% e 96%. serão conduzidos à essas duas unidades. enquanto para as ETEs com tratamento em nível terciário foram adotadas eficiências de remoção de DBO e fósforo. uma vez que a análise efetuada no âmbito do PDE-2000 foi fundamentada na antiga Resolução CONAMA nº20/1986.10 Situação dos corpos receptores das ETEs do Distrito Federal No âmbito do PDE-2000. A seguir. situação que não foi adotada como solução final no PDE-2000. descreve-se sucintamente a situação da qualidade da água dos corpos receptores das ETEs. em 2030. ETE Brazlândia:é responsável por receber e tratar. 79 . para a situação de início de plano. As análises ora apresentadas foram reavaliadas à luz dos parâmetros estabelecidos na Resolução CONAMA nº357/2005. cargas e demandas de água no PDE-2000.10). corpo receptor da ETEB-Sul e ETEBNorte. pertencente à Bacia do rio Descoberto. 95% e 20%. Os resultados foram apresentados para a condição de vazão média (QLP) e vazão mínima (Q7. mas localizados na bacia do ribeirão Contagem. tem caráter específico. no entanto. e de final de plano. respectivamente. é corpo receptor de caráter lótico.5 Bacia do Rio Maranhão a. está situada a área urbana de Brazlândia e os esgotos provenientes da mesma são conduzidos à ETE Brazlândia. os esgotos gerados na área urbana de Brazlândia. a montante da barragem. não será ora avaliado.10. em 2030. em final de plano. 1. as eficiências adotadas para remoção de DBO e fósforo para as ETEs com tratamento em nível secundário foram.3. Bacia de Esgotamento Sanitário Contagem Nesta bacia está prevista a implantação de duas novas estações: ETE Contagem 1 e ETE Contagem 2. 1. Os esgotos provenientes de áreas urbanas de condomínios da Região Administrativa de Sobradinho. 1. por bacias hidrográficas. mas situados na bacia do Ribeirão Contagem. uma vez que a abordagem deve ser a concentração de fósforo. O resultado da simulação efetuada no Plano Diretor de Esgoto -PDE em 2000 para esse corpo d’água.

As concentrações de fósforo e os coliformes fecais atendem às condições de qualidade Classe 4. Na condição de vazão mínima (Q7. É importante destacar que tais simulações adotam condições de contorno que devem ser estabelecidas como metas a serem cumpridas. realizada no PDE-2000. o ribeirão Sobradinho atinge apenas os parâmetros da Classe 4. Em termos de OD e de nitrogênio amoniacal. a nova da ETE Sobradinho e a ETE Entre Lagos.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Em termos de nitrogênio amoniacal. atinge a Classe 2. no trecho imediatamente a jusante do lançamento da ETE Sobradinho.3.3.3 Ribeirão Mestre D’Armas/São Bartolomeu Estes cursos d’água recebem os efluentes tratados as ETEs Planaltina e Vale do Amanhecer. próximo à foz. utilizou o modelo CE-QUAL W2. As avaliações serão feitas de forma agrupada. na condição de vazão média (QLP). em termos de OD e DBO. enquanto os nitritos e nitratos mantém o curso d’água na Classe 2. os parâmetros OD. com o restante dos trechos mantendo-se na Classe 2. menor que a recomendação de 25% para manter níveis controlados de risco de eutrofização.4 Ribeirão Sobradinho Este curso d’água receberá. No entanto.2 – Relatório do Diagnóstico A simulação da qualidade da água do Lago Paranoá. em virtude das elevadas cargas de fósforo que aportam naquela bacia. é necessário observar que a situação crítica de risco de eutrofização do Lago Paranoá se encontra no braço do Riacho Fundo. os cursos d’água passam gradualmente da Classe 4.10. parte atende à Classe 3 e parte à Classe 2. para a Classe 3 e. Em termos de DBO. passando os demais trechos as Classes 3 e 2. assim como o nitrato. 1. visando a sintetizar os resultados. Na condição de vazão média (QLP). o curso d’água se enquadra na Classe 4 e 3. nitritos e nitratos. podendo-se destacar a eficiência de remoção de fósforo para as ETEs situadas na Bacia do lago Paranoá e os percentuais relativos do uso do solo associados às áreas rurais e urbanas. DBO. em termos médio para o Lago Paranoá. permitem que esses cursos d’água se enquadrem na Classe 2. está prevista a existência final de oito ETEs. respectivamente.10. mas grande parte atinge à condição da Classe 2. cerca de 23% dos valores de fósforo total nos atuais pontos de controle serão maiores que o valor de referência adotado naquela época de 25 μg P/L. enquanto que os coliformes fecais atendem aos parâmetros das Classes 3 e 4. Os resultados das simulações para a condição de exportação dos esgotos da região de Vicente Pires e Águas Claras indicaram que. Em termos de nitrito. há uma sensível perda da qualidade da água. De acordo com as simulações efetuadas no PDE-2000. 80 . Em termos de fósforo e de coliformes fecais. O nitrogênio amoniacal no trecho imediatamente a jusante do lançamento da ETE Planaltina atinge o parâmetro da Classe 3.10). as quais foram consideradas nas simulações realizadas no PDE-2000. em final de plano. As concentrações de fósforo em toda extensão. 1.2 Bacia do Rio São Bartolomeu Na Bacia do rio São Bartolomeu. portanto. constatou-se que a ocorrência de valores acima de 25 μg P/L será de 22%. alguns trechos referem-se às condições da Classe 4.3. Nas simulações isoladas de cada braço do Lago Paranoá. após o recebimento dos efluentes tratados. toda extensão a jusante do lançamento se enquadra na Classe 3.10. são compatíveis com a Classe 4. 1.

DBO.3. Em termos de fósforo total e coliformes fecais. fósforo e coliformes fecais atingem às condições estabelecidas para a Classe 4. a jusante do lançamento da ETE. Em termos de nitrito. as concentrações observadas mantêm o curso d’água na Classe 2. as concentrações de OD levam o curso d’água à condição da Classe 4 e Classe 3. bem como o lançamento da ETE Recanto das Emas no córrego Vargem da Benção. atingem a condição de Classe 2.10. e futuramente a ETE Taboca. enquanto o fósforo total e coliformes feca is o curso d’água atinge aos parâmetros da Classe 4. nitrogênio amoniacal.5 Rio Paranoá Este curso d’água recebe os efluentes da ETE Paranoá. enquanto a DBO. as condições observadas referem-se aos padrões da Classe 4.3.10). Os nitritos levam o curso d’água à Classe 4. as condições de qualidade são equivalentes à Classe 4 e gradualmente atingem a Classe 3. existente. o rio Paranoá atende aos parâmetros. os parâmetros OD. O nitrogênio amoniacal nos trechos a jusante do lançamento passa da Classe 4 à Classe 3.8 Bacia do Rio Ponte Alta/Alagado As simulações na Bacia do Rio Ponte Alta e Ribeirão Alagado consideram o lançamento das ETEs Gama. nitrito. As concentrações de fósforo e coliformes fecais levam o ribeirão Sobradinho à Classe 4. este curso d’água se encontra na Classe 2. Na situação de vazão mínima (Q7.10. às concentrações referem-se às condições estabelecidas para a Classe 4. os parâmetros OD. encontra-se na Classe 4 e 3.10). Apenas os nitratos se mantém nas condições equivalentes à Classe 2. 81 . o ribeirão Sobradinho.3. Em termos de DBO. 1.3. em termos de OD e DBO. 1. Quando da ocorrência de vazões mínimas (Q7. nitrito e nitrato atinge aos padrões da Classe 2. nitrito e nitrato. 1. nitrogênio amoniacal. nitrito.2 – Relatório do Diagnóstico Para a condição de vazão mínima (Q7. Devido a regularização de vazão na barragem do Paranoá. Na condição de vazão média (Q LP). Alagado e Ponte Alta. Santa Maria.10). nitrato.6 Ribeirão Santana O ribeirão Santana receberá futuramente o efluente da ETE Tororó.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.10. as condições simuladas para vazão média e vazão mínima são similares. as concentrações de OD e de nitrogênio amoniacal atingem aos padrões estabelecidas para a Classe 3. da Classe 4 e 3. imediatamente após o lançamento da ETE. Em termos de OD. nitrogênio amoniacal. Em termos de DBO e nitrogênio amoniacal. 1. fósforo total e coliformes fecais. enquanto os nitratos ainda o mantém na Classe 2. respectivamente. respectivamente. Em termos de fósforo e coliformes fecais.10.7 Ribeirão Santo Antonio da Papuda O ribeirão Santo Antonio da Papuda recebe os efluentes tratados da ETE São Sebastião. DBO. Na situação de vazão média (QLP).

Em relação ao fósforo total. Em relação ao nitrogênio amoniacal. apenas o trecho imediatamente a jusante da ETE Recanto das Emas não atinge a Classe 2. no entanto. Em relação aos coliformes fecais. em termos de concentração de OD. o ribeirão Melchior atinge à condição da Classe 4 em toda sua extensão a jusante do lançamento das ETEs Melchior e Samambaia. Em termos de fósforo total.10). o nitrogênio amoniacal atinge o parâmetro da Classe 2. os cursos d’água atingem às condições da Classe 3. em termos de nitrito. após a confluência com este tributário. próximo à confluência com o rio Descoberto. Os cursos d’água a montante dos lançamentos das ETEs atendem às condições da Classe 2 em termos de coliformes fecais (em substituição aos termotolerantes). nos trechos a montante dos lançamentos das ETEs. Em termos de DBO. Nitrito e Nitrato. praticamente toda extensão do desses cursos d’água se encontram na Classe 2. Em relação à OD. exceto os trechos imediatamente a jusante das ETEs Recanto das Emas e Alagado/Santa Maria. o ribeirão Melchior e o rio Descoberto. toda extensão atende à Classe 2. enquanto que os demais trechos estão na Classe 2. 82 . os cursos d’água se encontram na Classe 4. após receber o ribeirão Melchior. toda extensão dos cursos d’água a jusante dos lançamentos se encontra na Classe 4. Em toda extensão do ribeirão Melchior.2 – Relatório do Diagnóstico Para a condição de vazão média (QLP).9 Bacia do Rio Descoberto/Melchior Na condição de vazão média (QLP). o ribeirão Melchior atende às condições estabelecidas para a Classe 3. Quanto ao fó sforo total. praticamente toda a extensão do ribeirão Melchior a jusante do lançamento das ETEs se encontra na Classe 4. OD.10. enquanto nos demais trechos do ribeirão Melchior e no rio Descoberto. enquanto o rio Descoberto às condições da Classe 4. a jusante dos lançamentos os cursos d’água atingem à Classe 4. praticamente toda e xtensão dos cursos d’água da bacia atinge as condições estabelecidas para a Classe 4. e nos trechos a jusante na Classe 4. em termos de DBO. os trechos imediatamente a jusante dos lançamentos das ETEs Melchior e Samambaia se encontram na Classe 3. toda extensão dos cursos d’água da bacia atingem a Classe 2. Em termos de DBO. enquanto que o rio Descoberto atinge ao parâmetro da Classe 3 em praticamente toda sua extensão. em termos de OD. o nitrogênio amoniacal atinge o parâmetro da Classe 3. Quanto ao fósforo total. todos os trechos dos cursos d’água da bacia atendem aos parâmetros da Classe 2 em termos de DBO. os cursos d’água já se encontram na Classe 3. no entanto. Em relação ao nitrogênio amoniacal.10). passando à Classe 3. após o lançamento das ETEs.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. 1. Os nitritos e nitratos atendem aos parâmetros da Classe 2. nos trechos a jusante das ETEs os cursos d’água se encontram na Classe 3. apenas um trecho passa à Classe 3.3. A jusante dos lançamentos. em termos de nitrato. esses se mantém na Classe 2. apresentaram as condições de Classe 2 em toda extensão. mantendo-se nesta Classe até a sua foz. Em relação aos coliformes fecais. após o lançamento das ETEs. a jusante. Os nitritos e nitratos atendem aos parâmetros da Classe 2. que atende ao parâmetro da Classe 3. somente a montante dos lançamentos os cursos d’água atingem ao parâmetro da Classe 2. Na condição de vazão mínima (Q7. Na condição de vazão mínima (Q7. praticamente toda extensão dos cursos d’água fica na Classe 4. Em termos de nitrogênio amoniacal.

7% no período.594 empregados. Por outro lado. em 2003. Varrição. foi da ordem de R$ 268. 11. autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente – SEDUMA. as despesas com o manejo de RSU correspondem a aproximadamente de 4% das despesas do poder público (I003) até 2007. passando para R$ 83 . proporcionando uma autosuficiência financeira (I005) sempre inferior a 22%.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. que foram calculados a partir dessas informações. Verifica-se. esse subsídio foi de 163. ainda pode ser considerado significativo. para 3. tendo reduzido para 3% em 2008. Por outro lado. Coleta Seletiva e Processos de Triagem. que apesar de ser um número inferior ao de 2007. em 2003. Em 2003. para R$ 145.896 empregados.11%. no período de 2005 a 2007.728 empregados. Coleta de Resíduos Domiciliares e Públicos. dentro do período compreendido entre os anos de 2002 a 2008. são elas: Gerais. sendo que em 2008 essa relação foi de 35. de 05 de janeiro de 2007.38%. que foi de 2. esses valores são muito reduzidos se comparados com a despesa total com os serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos (Ge007). A parte executiva dos serviços de limpeza urbana está a cargo do Serviço de Limpeza Urbana . o SNIS apresenta 9 famílias de informações. para 33.445. em 2007. Outros Serviços e Unidades de Processamento de Resíduos Sólidos. de 23 de abril de 2007. quando foi realizado novo procedimento licitatório. e conforme Decreto nº. As análises a serem realizadas para esse componente serão pontuais e buscarão informações e indicadores que possam auxiliar no diagnóstico da prestação dos serviços. em 2007. no período de 2004 a 2007.80/hab. as Tabelas 48.SLU. correspondendo a 56. 50 e 51 a seguir apresentadas. passando de 54. 27. tendo sido firmados contratos emergenciais para a prestação dos serviços que vigoraram até o ano de 2009. Acompetência de regular e fiscalizar o cumprimento das diretrizes de saneamento básico relativas à limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos é da Agência Reguladora de Águas.8 milhões. em 2007.217 empregados e em 2008 passou a ser de 1.898.8%.SNIS. O diagnóstico do SNIS é composto por informações preliminares fornecidas pelos prestadores de serviços e por indicadores. Em 2008. esse indicador apresentou redução importante.2 – Relatório do Diagnóstico 1. 49. o que corresponde a aproximadamente 78. Para o ano de 2008.1 Análise preliminar da prestação dos serviços Para a realização de uma análise preliminar da prestação de serviços de resíduos sólidos urbanos. a redução na quantidade de agentes públicos envolvidos nos trabalhos relativos aos serviços de manejo de RSU (Ge015).4. Esse fato indica que as receitas arrecadadas não são suficientes e obrigam o poder público a subsidiar a prestação dos serviços de resíduos sólidos urbanos que. em 2007. As despesas per capita com o manejo de RSU em relação à população urbana (I006) passaram de R$ 92.6 milhões. nos Termos da Lei Federal nº. Essa situação reduziu a incidência de empregados próprios no total de empregados no manejo de RSU.51/hab. foram utilizadas as informações e os indicadores constantes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento . tendo ocorrido forte redução em 2008. em 2002. Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal– ADASA (Lei Distrital nº 4.853 empregados. É importante destacar que essa despesa per capita permaneceu praticamente constante. no período de 2002 a 2008. permitem observar que a receita orçada (Ge005) é inferior à receita arrecadada (Ge006). Neste contexto cabe ressaltar que cerca de 95% dos serviços de limpeza foram terceirizados pelo SLU para diferentes empresas prestadoras de serviço. Capina.4 RESÍDUOS SÓLIDOS 1. entretanto. o total era de 3.5% das despesas. Coleta de Resíduos da Construção Civil. Coleta de Resíduos de Saúde. a quantidade de trabalhadores de agentes privados (Ge016) passou de 2. No que se refere aos serviços de resíduos sólidos urbanos (RSU). Para o componente de Resíduos Sólidos Urbanos.285/2008).

alguns serviços de resíduos sólidos deixaram de ser considerados públicos. Outra situação que se observa com relação a essa informação é a possibilidade de ampliação da área de coleta ou a ocorrência de crescimento da ocupação do solo. considerando a coleta de resíduos domiciliares e públicos. houve alteração no processo de cálculo do centro de massa de um para o outro ano. pode-se inferir que. os resíduos sólidos de saúde. Essa redução nas despesas per capita pode estar relacionada com o fato de que. como por exemplo. para 99. sendo que em 2003 apenas 20% da população era atendida com frequência diária pelo serviço de coleta (Co134) e em 2005 essa porcentagem passou para 72%. sendo que em 2004 a 2007 esse índice foi de 28%. mantendo-se constante até o ano de 2007 e apresentando redução em 2008 para 60%.445/2007. o índice de cobertura em relação à população urbana (I016) é da ordem de 100%. esse indicador passou a ser de 5%.17%. A distância média de coleta de resíduos domiciliares e públicos desde o centro de massa (geração) até o descarregamento (Co139) era inferior a 15 km no período de 2003 a 2006. A Taxa de Terceirização do serviço de coleta de resíduos públicos e domésticos (I017) passou de 96. provavelmente.53/hab. entretanto em 2008.2 – Relatório do Diagnóstico 124. Segundo o SNIS. em 2003. permanecendo nula até 2007. em 2008. entretanto em 2007 passou a ser de 17 km e em 2008 chegou a 34 km.37%. em função da Lei 11. O percentual da população atendida 1 vez por semana (Co136) passou de 3% em 2003 para 0% em 2005. indicando que a distância de transporte dos resíduos sólidos tem aumentado ao longo dos anos. Como o dado de 2008 apresenta valor correspondendo ao dobro do apresentado para 2007. indicando que esses serviços são executados em quase sua totalidade por empresas terceirizadas. A porcentagem da população urbana que era atendida de 2 ou 3 vezes por semana (Co135) passou de 77% em 2003 para 35% em 2008.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. 84 .

518 1.679 1.790 1.45 145.48 4.396.Taxa de I003 .108 2.84 Co014 Co050 .326 2.146 3.8 2.57 102.26 41.262 3.839 2.409.383 49.289.043 1.014.População urbana do município [habitante] Ge005 .189.465.445 2.415 8.420.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.543 2.677.71 0.383.326 2.Despesa Ge015 .Quantidade Ge054 .28 4.286.094 772.023 1.270 1.182.Percentual Co139 .73 0.095 2.Existência de algum serviço delegado I001 .372.37 I027 .48 97.248 238.Quantidade com agentes de trabalhadores de privados executores agentes públicos dos demais serviços envolvidos nos de manejo de rsu serviços de manejo de [R$/ano] rsu [empregado] 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2.62 99.789 2.345 73.282.761.222 1.588 65.523 65.445.549 8.310 2.36 3.566 2.56 144.76 0.396.499 2.333.11 52. total de rdo coletada total de rpu coletada total de rdo e rpu atendida com atendida com por todos os por todos os agentes coletada por todos os serviço de coleta serviço de coleta de agentes executores agentes [tonelada/ano] de rdo [habitante] rdo [habitante] [tonelada/ano] [tonelada/ano] 546.09 4.468 73.Taxa da I022 .00 96.17 98.48 89.Quantidade Cs011 .54 98.85 101.101 4.38 33.381.557.Receita orçada com serviços de manejo de rsu [R$/ano] Ge006 .84 2.061 58.217 3.192 1.071.35 18.71 1.920 3.64 Sim 2003 2004 2005 2006 2007 2008 0.Quantidade Ge047 .000 56.Incidência de capita com manejo empregados próprios Ano de de rsu em relação à no total de referência população urbana empregados no [R$/hab] manejo de rsu [%] 2002 92.414.38 35.Distância I017 .282.116.302.70 1.231.Quantidade População urbana urbana do município.00 Sim 132.923 78.Percentual da Co136 .400 70.903 2.82 SIM Cs009 .42 2.82 3.Percentual Co134 .369 2.488 663.455.124.657 342.980.192 2.061 1.744 8.857 2.74 Sim 114.087 4.599 2.Incidência das I005 .Quantidade total de materiais Cs012 .380 588.145.205 2.Despesa total com serviços de manejo de rsu [R$/ano] 189.082 2.54 0.874 2.594 Ge044 .340 2.Receita arrecadada com serviços de manejo de rsu [R$/ano] Ge007 .779.675 810.63 54.490 9.464 66.37 1.146 2.66 1.286.372.967.86 Sim 197.Auto-suficiência empregados em despesas com o financeira da relação à população manejo de rsu nas Prefeitura com o urbana despesas correntes manejo de RSU [%] [empreg/1000 hab] da prefeitura [%] Não Não Não Não Não Não Não 2.678 589.051.885 3.41 19.73 35.893 85.79 121.282.98 100.049 2.000 189.836.906 2.Massa coletada da população média da coleta de terceirização do atendida com urbana atendida cobertura do serviço (rdo + rpu) per capita Ano de urbana atendida rdo e rpu desde o serviço de coleta de freqüência de 2 ou 3 com freqüência de de coleta de rdo em em relação à referência com freqüência centro de massa até (rdo + rpu) em vezes por semana 1 vez por semana relação à população população urbana diária pelo serviço o descarregamento relação à quantidade pelo serviço de coleta pelo serviço de urbana [%] [Kg/hab/dia] de coleta de rdo [%] [Km] coletada [%] de rdo [%] coleta de rdo [%] 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 20 65 72 72 72 60 77 34 28 28 28 35 3 <15Km 1 <15Km 0 <15Km 0 <15Km 0 17 5 34 112.465.694.86 0.142 320.76 21.Massa (rdo) quantidade total coletada per capita coletada de resíduos Cs001 Ano de em relação à públicos (rpu) em Ocorrência de referência população atendida relação à quantidade coleta seletiva com serviço de total coletada de coleta [Kg/hab/dia] resíduos sólidos domésticos (rdo) [%] 2002 0.853 Autarquia Autarquia Autarquia 142 Autarquia 26 Autarquia 921 Autarquia 1019 Autarquia Ge055 .853.396 Ge016 .118.300 136.021 43.02 0.362.350 6.091 6.772 1.572.311.Quantidade de papel e papelão de plásticos recuperados exceto de metais recuperada recuperada recuperada matéria orgânica e [tonelada/ano] [tonelada/ano] [tonelada/ano] rejeito [tonelada/ano] 7.728 2.446 2.298 56.754.77 96.Informações e Indicadores Retirados do SNIS para Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos – 1 de 4 Ge001 .094.843 610.446 2.77 0.138 2.43 104.555 Co135 .053 2.061.348.407.Quantidade Co115 .146 2.Quantidade Co119 .432 329.14 19.052.896 2.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 48 .População Co111 .082 1.19 2.Taxa de população urbana da população I016 .Despesa per I007 .80 124.952 1.346 711.População Ano de total do município referência [habitante] Ge002 .193.095 2.74 1.762 2.111 85 .Quantidade Cs010 .784 2.05 I006 .488 2.036 592 5.410.683 304.587 291.000 174.298 1.12 Sim 152.30 Sim 131.124.00 100.490 7.218 1.000 140.051.49 1.921 4.13 133.453 4.049 2.049 2.924 2.363 714.Natureza de trabalhadores de de empregados dos jurídica da Ano de agentes privados agentes públicos entidade referência envolvidos nos envolvidos nos demais responsável pela serviços de manejo serviços de manejo de gestão do manejo de rsu [empregado] rsu [empregado] de rsu 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2.74 143.249.279.96 2.158 2.Taxa de I021 .51 2003 2004 2005 2006 2007 2008 65.

00 610. domésticos [%] 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 25.Existência de outros materiais pela coleta seletiva coleta diferenciada de (exceto papel.00 12.Taxa de I040 .81 91.75 47.66 0.65 47.Existência de de serviço de I037 .88 Sim 45.84 87.924.27 0 0 0 0.09 7.9 13.00 12.19 416.54 1.01 100.45 86 .98 15.54 Sim 1.51 Sim Sim Sim Não 7.Incidência de metais no total de material recuperado [%] I039 .92 0.08 4.959.00 99.201.461.85 4.11 Rs025 .236.52 1. até 1 m3 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Sim 0.22 36.84 789.Taxa de rss serviço de coleta de coleta de rcd feita Va010 .21 15.4 26.Existência do total de do serviço de capina do serviço de capina do serviço de capina serviço de capina empregados no e roçada manual mecanizada química manejo de rsu [%] Sim Sim Sim 33.017.62 792. (exceto matéria recicláveis (exceto por todos os orgânica) em relação orgânica e rejeitos) matéria orgânica e agentes executores à quantidade total em relação à rejeitos) em relação da coleta seletiva coletada de resíduos quantidade total (rdo à população urbana [tonelada/ano] sól.367.Incidência de material recolhido Rs003 .Existência de algum controle coletada per capita em prefeitura ou de veículo exclusivo sobre os agentes relação à população empresa contratada para a coleta executores da coleta urbana [Kg/1000 por ela diferenciada de rss de rss hab/dia] [tonelada/ano] 7.222 13.57 0.53 447.6 1.17 0 0.Massa de rss de rss coletada pela Rs038 .96 Não Sim Cc018 .22 0.89 Ano de referência 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 189 200 171 77 23 21 12 Sim 24 Sim Sim Sim Sim 66 Sim I034 .Quantidade I033 .00 436.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.05 Sim 24.Incidência de Ano de papel e papelão no referência total de material recuperado [%] I035 .69 Sim 37.077.Existência Cc017 .Massa Cs026 .79 32.00 541.7 I042 .24 7.50 Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Ano de referência I041 .47 0.00 Sim 9.86 98.126.64 9.877.111 9.44 Sim Sim 0.00 Sim 6.18 Sim 7.89 Sim Rs004 .34 4.Extensão de Va011 .490.94 1.93 49.Taxa de terceirização dos varredores [%] 86.Existência de sarjeta varrida por referência à quantidade total autônomos que que utilizam agentes públicos agentes privados varrição mecanizada outros agentes [km] coletada [%] utilizam caminhões tipo carroças ou outro [km] [km] basculante tipo de veículo com capac. rss executada pelos plástico.96 6.Taxa de terceirização da extensão varrida [%] 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 I047 .Incidência de plásticos no total de material recuperado [%] I038 .01 3.07 98.Quantidade Rs026 .49 1.2 1.34 1.031.Extensão de Va012 .855.00 39.04 2.06 23.14 65. (exceto mat.59 0.2 Sim 21.63 64.Quantidade de cobrança em de rss coletada pelos Ano de separado pela geradores ou referência coleta diferenciada empresas contratadas de rss por eles [tonelada/ano] 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Não Não Não Não Sim Não 299 269 Rs028 .3 Sim Sim Sim Sim Sim 32.925.25 89.92 Sim Sim Sim 1.Incidência de varredores no Cp001 .66 24.205.Taxa de material recuperação de recuperada per total de resíduos recolhido pela coleta materiais recicláveis capita de materiais sólidos recolhidos seletiva (exceto mat.00 441.00 Sim 7.Ocorrência Rs008 .66 97.92 92. metais e orgânica) em relação geradores ou vidros) no total de à quantidade total empresas contratadas material recuperado coletada de resíduos por eles [%] sól.Existência Cp002 .2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 49 .Quantidade de vidros recuperada [tonelada/ano] Cs014 .794 10.57 Sim 6.Informações e Indicadores Retirados do SNIS para Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos 2 de 4 Cs013 .06 29.36 253.Taxa de I032 .Quantidade de outros materiais recicláveis recuperada [tonelada/ano] Cs022 Ocorrência de pesagem dos resíduos recolhidos pela coleta seletiva I031 .97 50.00 39.Existência I036 .49 Sim 6.Valor cobrado pela prefeitura para prestação da coleta de rss [R$/tonelada] 2.619.56 Sim 5.74 2. domésticos [%] + rpu) coletada [%] [Kg/hab/ano] 0.Existência Cp003 .82 94.35 0.804.96 0.87 34.281.925.Existência Cp004 .447 0.87 Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Não Não Não Não Não Não Não Não Não 93.Incidência de vidros no total de material recuperado [%] I053 .281.Extensão de Ano de coletada em relação rcd feita por por autônomos sarjeta varrida pelos sarjeta varrida por Va016 .

05 Sim 22.Incidência de Ca002 .58 0.Taxa de I052 .Quantidade de Up050 .Ano de inicio de operação da unidade Up003 .Unidade de Transbordo Núcleo Regional de Limpeza de Sobradinho UCTL Usina deTratamento de Lixo de Ceilândia Usina Trat.Usina de Compostagem Gama .Nome da unidade de processamento Up002 .Triagem UCTL UCCS UILE .Transbordo UTL .49 0.Quantidade de Up021 .Presença Ca004 .Quantidade de Up023 .36 Sim 1.Quantidade de associados [pessoa] Ca008 .Ceilândia Aterro do Torto 1963 1991 1963 1963 1984 1984 1986 1986 1986 1996 1987 1996 Lixão Unidade de transbordo Unidade de transbordo Unidade de compostagem (pátio ou usina) Unidade de transbordo Unidade de transbordo Unidade de transbordo Unidade de compostagem (pátio ou usina) Unidade de triagem (galpão ou usina) Unidade de triagem (galpão ou usina) Unidade de tratamento por incineração Unidade de transbordo Empresa privada Empresa privada Empresa privada Empresa privada Empresa privada Empresa privada Empresa privada Empresa privada Associação de catadores Associação de catadores Empresa privada Ano de referência Up020 . Lixo de Ceilândia . segundo o município informante Up004 .tipo de rpu quando executado utilizados no aterramento utilizados no aterramento utilizados no aterramento utilizados no aterramento licença obtida: licença por agente privado de resíduos sólidos de resíduos sólidos de resíduos sólidos de resíduos sólidos prévia/localização/opera [R$/tonelada] [unidade] [unidade] [unidade] [unidade] ção/funcionamento 15.Operador da unidade de processamento 2008 2008 2008 2008 2008 2008 2008 2008 2008 2008 2008 2008 Aterro do Jóquei UDBraz UTL .Valor contratual tratores de esteiras dos retro-escavadeiras dos pás carregadeiras dos caminhões basculantes da unidade de de aterramento de rdo e agentes privados agentes privados agentes privados dos agentes privados disposição . Lixo Ceilândia .Quantidade Ca003 .08 Sim Sim 24.36 5 1 1 3 Não existe Não existe Não existe Não existe Não existe Não existe Não existe Não existe Não existe Não existe Não existe Up051 Ocorrência de funcionamento da unidade de processamento Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Não 2008 2008 2008 2008 2008 2008 2008 2008 2008 2008 2008 2008 87 .Quantidade de Up022 .Quantidade de trabalhadores dos agentes Up063 .Informações e Indicadores Retirados do SNIS para Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos – 3 de 4 I051 .Características Up014 .Existência de organização formal Sim Sim Sim Sim Sim Sim Ano de referência Ca006 .2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 50 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.03 0.Tipo da unidade.Existência Ano de capinadores no total de catadores com de catadores com relação à população de catadores no de catadores referência empregados no idade até 14 anos idade maior que 14 urbana lixão ou no aterro dispersos manejo de rsu [%] [pessoa] anos [pessoa] [empreg/1000 hab] 2002 0.Quantidade públicos alocados de empregados dos em serviços das agentes privados unidades de [empregados] processamento [empregados] 187 102 10 28 81 249 184 170 154 480 Sim Sim 800 Sim 1200 Sim 800 Sim Sim Ca005 .03 Sim 4.8 Sim 586 Sim 2003 2004 2005 2006 2007 2008 0.36 Sim 0 0 0 0 Up062 .Quantidade de entidades associativas [entidade] Ca007 .Quantidade capinadores em Ca001 .UCTL compostagem Usina de Trat.Existência de trabalhos sociais direcionados aos catadores 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 1 4 4 9 11 12 9 0 898 Não 942 Não 3080 Não 2724 Não 2374 Não 1926 Sim Ano de referência Up001 .

223 158.Ceilândia UILE .335 6.014 2.157 215.Unidade de Transbordo Gama .922 225.772 211.511 864.140 16.373 54.563 53.767 127.Triagem UCTL Usina de Trat.804 6.UCTL compostagem Usina Trat.800 10.558 21. Lixo Ceilândia .577 1.424 2.064 10. Lixo de Ceilândia .Transbordo UTL .845 158.478 16.291 80.078 81.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 51 .102 6.424 194.404 194.Ceilândia UILE .981 3.527 Up008 Quantidade de rss recebida na unidade de processamento [tonelada/ano] Up009 Quantidade de rin recebida na unidade de processamento [tonelada/ano] Up011 Up010 Up067 Quantidade de Quantidade de Quantidade de outros tipos de rcd recebida na rpo recebida na resíduos recebida unidade de unidade de na unidade de processamento processamento processamento [tonelada/ano] [tonelada/ano] [tonelada/ano] Ano de referência Unidade 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2002 2005 2008 2004 2005 2006 2007 2008 2005 2006 2008 2007 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2004 2005 2006 2007 2008 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2004 2005 2006 2007 2008 2005 2006 2007 2008 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2005 2006 2007 2008 Aterro do Jóquei Aterro do Jóquei Aterro do Jóquei Aterro do Jóquei Aterro do Jóquei Aterro do Jóquei Aterro do Jóquei Aterro do Torto Aterro do Torto Aterro do Torto Gama .403 66.665 249.424 2.689 88.Transbordo UTL .242 149.067 1.904 214.Ceilândia UILE . Up080 Quantidade total de resíduos recebida na unidade de processamento por cada município [tonelada/ano] 828.751 66.Ceilândia UILE .669 891.577 1.Usina de Compostagem UTL . Lixo de Ceilândia .Transbordo UTL .Unidade de Transbordo Gama .398 189.010 1.665 249.580 22.981 3.853 51.804 6.Transbordo UTL .710 4.780 7.985.122 62.313 46.Triagem UCTL Usina de Trat.403 66.UCTL compostagem Usina Trat.Unidade de Transbordo Gama .095 45. Lixo Ceilândia .478 149.122 62.580 22.147 10.Usina de Compostagem 88 .335 6.157 215.UCTL compostagem UTL .325 7.278 6.147 10. Lixo Ceilândia .845 171.Transbordo UTL .511 864.Transbordo UTL .291 80.459 211.Ceilândia UILE .Unidade de Transbordo Núcleo Regional de Limpeza de Sobradinho Núcleo Regional de Limpeza de Sobradinho Núcleo Regional de Limpeza de Sobradinho Núcleo Regional de Limpeza de Sobradinho UCCS UCCS UCCS UCCS UCCS UCCS UCCS UCTL Usina deTratamento de Lixo de Ceilândia UCTL Usina deTratamento de Lixo de Ceilândia UCTL Usina deTratamento de Lixo de Ceilândia UCTL Usina deTratamento de Lixo de Ceilândia UCTL Usina deTratamento de Lixo de Ceilândia UCTL Usina deTratamento de Lixo de Ceilândia UCTL Usina deTratamento de Lixo de Ceilândia UDBraz UDBraz UDBraz UDBraz UDBraz UILE .548 5.286 6.689 88.457 60.330 158.010 1.614 40.985.Informações e Indicadores Retirados do SNIS para Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos 4 de 4.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.Usina de Compostagem UTL .903 214.800 10.Unidade de Transbordo Gama .772 45.UCTL compostagem Usina Trat.125 9.286 735.457 60.873 Up007 Quantidade de rdo e rpu recebida na unidade de processamento [tonelada/ano] 828.Usina de Compostagem UTL .Ceilândia Usina de Trat.078 81.Triagem UCTL Usina de Trat.902 37.014 2.278 6.751 66.563 53.527 846.710 4.910 1.097 205.615 12.764 623.Ceilândia UILE .922 225.Transbordo UTL .223 158.067 1.398 189.614 40. Lixo Ceilândia .102 7.873 46.286 6. Lixo Ceilândia .313 170.095 16.853 51.325 7.902 37.330 2.097 205.767 127.064 10.017 2. Lixo de Ceilândia .125 9.286 735.140 16.615 12.Triagem UCTL Usina de Trat.558 21.548 5.373 54. Lixo de Ceilândia .Triagem UCTL Usina Trat.

entretanto a população atendida (Co014) apresentou crescimento de 12.04 Kg/hab/ano. essa informação passou para 7.70 Kg/hab/dia em 2003 para 2.11% em 2008.0% no período de 2003 a 2007. em comparação ao anterior. atingindo 2. Ao verificar a massa recuperada per capita de materiais recicláveis (exceto matéria orgânica e rejeitos) em relação à população urbana (I032). sendo que essa participação foi superior a 65% em 2008. houve uma redução importante na quantidade de metais recuperada (Cs012).415 toneladas/ano em 2003 para 9.75 em 2008.0%.490 toneladas/ano em 2007.921 toneladas/ano em 2002 para 6. sendo esse valor o menor observado em todo o período. observa-se que um houve um crescimento no período.79 Kg/hab/dia em 2008. entretanto. A coleta é efetuada por meio de utilização de veículo exclusivo (Rs038).192 toneladas/ano em 2008.2% no período de 2002 a 2008. passando de 1. A incidência de metais no total de material recuperado (I038) passou de 23. Com relação à taxa de material recolhido pela coleta seletiva (exceto matéria orgânica) em relação à quantidade total coletada de resíduos sólidos domésticos.20% em 2003 para 1. indicando forte crescimento entre 2007 e 2008. a informação de 2008 apresenta significativa redução (23%).543 toneladas/ano em 2002 para 592 toneladas/ano em 2007.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. mas um forte crescimento em 2008.8% no período de 2003 a 2008.79% em 2003 para 26.82% em 2008. com um crescimento de 108. observa-se que em 2003 era de 4. A quantidade de plástico recuperada (Cs011) passou de 2.9% em 2003 para 7. enquanto que a incidência de plásticos no total de material recuperado (I035) passou de 47. entretanto. Por esses números é possível verificar que a recuperação de material plástico representa em torno de 50% do material recolhido em quase todos os anos de análise.0% no período. Esse indicador mostra que o crescimento da quantidade de resíduos sólidos reciclados foi inferior à quantidade de resíduos sólidos domiciliares e públicos coletados.087 toneladas/ano em 2007. A quantidade de papel e papelão recuperada (Cs010) permaneceu praticamente a mesma no período de 2002 a 2007. a taxa de recuperação de materiais recicláveis (exceto matéria orgânica e rejeitos) em relação à quantidade total de resíduos domiciliares e públicos (I031) passou de 0. que foi de 4. A incidência de papel e papelão no total de material reciclado (I034) passou de 25. A quantidade total de resíduos públicos (RPU) coleta (Co115) cresceu 42. esse crescimento foi de 97.96/tonelada.111 toneladas/ano.66% em 2003 para 0.89% em 2008. com o valor médio cobrado de prestação dos serviços (Rs025) de R$ 253. verifica-se forte queda em 2008. Por outro lado. No Distrito Federal há coleta seletiva diferenciada para os resíduos de saúde (Rs003).2 – Relatório do Diagnóstico A quantidade total de resíduos sólidos domiciliares (RDO) coletada (Co111) cresceu 30. passando para 5. 89 . Considerando o período de 2003 a 2008.64 Kg/hab/dia em 2002 para 0. Entretanto. Essa situação fez com que a massa de RDO per capita (I022) passasse de 0.4% no período. apresentando um crescimento de 28. com um acréscimo de 23. que passou de 1. Há ocorrência de coleta seletiva de lixo (Cs001) no Distrito Federal. entretanto.30% em 2003 para 197. sendo que para o ano de 2008 verificou-se forte redução.06% em 2008.4% no período. Essa situação proporcionou uma elevação da massa coletada (RDO + RPU) per capita (I021) de 1.34% em 2008. entretanto a cobrança em separado por essa coleta (Rs004) somente ocorreu em 2007.37 Kg/hab/dia em 2008. A Taxa da quantidade total de coleta de resíduos públicos em relação à quantidade total coletada de resíduos domésticos (I027) passou de 121.94 kg/hab/ano. Essa situação indica que o crescimento dos resíduos públicos coletados tem sido superior ao crescimento dos resíduos domésticos coletados. valor muito próximo ao obtido em 2007.97% em 2003 para 65.08 Kg/hab/ano. sendo que a quantidade total de materiais recuperados exceto matéria orgânica e rejeito (Cs009) passou de 7.

não existiam trabalhos sociais direcionados aos catadores (Ca008) até o ano de 2007.36 kg/1000hab/dia em 2006. verifica-se que 5 delas se referem a unidades de transbordo.70%. das 11 unidades de processamento. sendo que.00%. Em todo o período de informações não se verifica a existência de capina química (Cp004).45%. para 98. esse número chegou a atingir a 1. únicos anos em que esse indicador foi possível de ser calculado tendo em vista as informações apresentadas pela autarquia. UTL e UDBraz são unidades de triagem e eventualmente funcionam como transbordo.031. Verifica-se a existência de catadores dispersos (Ca004) em todo o período. em 2002. observa-se que a manual (Cp002) ocorreu em igual período e a mecanizada (Cp003) ocorreu apenas no ano de 2004.2 mil km. ao longo de todo o período. Pelas informações do SNIS. em 2006. em 2007.09 kg/1000hab/dia em 2008.25%. não há informações da ocorrência de catadores com menos de 14 anos (Ca002). UTL Transbordo (início de operação em 1963).5 mil km em 2002 para 12. bem como de carroças ou outro tipo de veículo com capacidade de até 1. para 2. chegando a 7. bem como a presença de carroceiros.0 toneladas/ano.926 pessoas em 2008.9%. Isso indica a existência de empresas especializadas para esse tipo de coleta. voltando para 9 em 2008. em 2008. A massa coletada de resíduos sólidos de saúde per capita em relação à população urbana (I036) era de 9. A quantidade de entidades associativas (Ca006) passou de 1. das quais 11 delas se encontravam em operação (Up051). Essa redução pode estar associada a uma elevação no índice de coleta desses resíduos por parte do próprio gerador. as unidades de Sobradinho e Gama funcionam exclusivamente como transbordo. entretanto. em operação em 2008.4 mil km em 2008. em 2008.2 – Relatório do Diagnóstico A quantidade de resíduos sólidos de saúde coletada (Rs028) em 2003 foi de 7. em 2002 para 100.374 pessoas. sendo UDBraz (início de operação em 1991).126 toneladas/ano. em 2003. havendo uma redução em relação a 2003 de 14. Verificada a existência do serviço de capina e roçada (Cp001). sendo que a quantidade de associados (Ca007) passou de 898 pessoas. em 2008.0 m3 (Cc018). com ocorrência em todo o período de dados. Em relação às unidades de processamento (Up001). Os números anteriormente apresentados apontam para um crescimento na taxa de terceirização dos varredores (I041) que passou de 86.9 mil km. em 2003. e 800 pessoas. Os catadores com mais de 14 anos (Ca003) eram 586 pessoas.51 kg/1000hab/dia em 2002 e foi de 7. As unidades UCTL. para 12. em 2008. sendo que esses trabalhos se iniciaram em 2008. Gama – Unidade de Transbordo (início de operação em 1984). Núcleo Regional de Limpeza de Sobradinho (início de operação em 1984) e UCTL Usina de Tratamento de Lixo de Ceilândia (início de operação em 1986). Pelas informações contidas no SNIS. A partir de 2005 houve redução nessa quantidade. bem como da taxa de terceirização da extensão varrida (I042) que passou de 93. para 792. em 2002. Segundo o SLU. Outra informação importante se refere à presença de catadores de lixo (Ca001). O aterro do Torto não se encontrava em operação em 2008. em 2007. sendo que em 2008 a quantidade coletada foi de 6.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. o mesmo ocorrendo com a sua organização formal (Ca005). Pelas informações prestadas pela autarquia. 90 . É importante destacar a existência de varrição mecanizada (Va016) em todos os anos de análise. Em contrapartida a extensão de sarjeta varrida por agentes privados (Va011) passou de 436. tendo passado de 32. essa unidade não apresenta operação desde 2003. verifica-se a existência desses serviços com a utilização de caminhões tipo basculante (Cc017). sendo que em 2008. a autarquia informou a existência de 12 unidades. A varrição de sarjeta por agentes públicos (Va010) vem reduzindo significativamente ao longo dos anos. Essa redução na quantidade coletada pode estar relacionada com o fim do controle sobre os agentes executores. Com relação aos resíduos sólidos da construção civil. em 2007 e de 1. apresentado crescimento nos anos de 2003 e 2004.200 pessoas. em 2002.

A última unidade de processamento informada é o Aterro do Jóquei. operando desde 1986. em 2008. Essa redução pode estar relacionada com os constantes problemas operacionais da unidade. 2006 e 2008. com início de operação em 1996. No que se refere a unidades de compostagem verifica-se a existência de duas. Com relação à unidade de transbordo Núcleo Regional de Limpeza de Sobradinho. As demais (de 2003 a 2007) apresentam crescimento contínuo. sendo que pelas informações todo o resíduo ali depositado seria de origem doméstica ou pública (Up007). indicando de maneira clara que houve equívoco no valor informado. Há uma unidade de tratamento por incineração. sendo que os valores informados apresentam-se compatíveis considerando os anos de 2004. A unidade de tratamento de lixo da Ceilândia – Triagem UCTL apresenta valor muito discrepante para o ano de 2004. denominada UILE – Ceilândia. Situação muito similar ocorre na unidade de tratamento de lixo da Ceilândia – UCTL Compostagem. denominadas de UTL – Usina de Compostagem (com início de operação em 1963) e a Usina de Tratamento de Lixo de Ceilândia – UCTL Compostagem. podendo estar indicando deficiências operacionais. Com relação a esse quantitativo é importante verificar que não havia. outra unidade operacional que receba resíduos sólidos de saúde. Verifica-se outra unidade de processamento operada por associação de catadores. A quantidade total de resíduos (Up080) recebida no Aterro do Jóquei apresentou crescimento. Fato muito similar ocorre com a unidade de compostagem UTL. Os quantitativos apresentados para a unidade de transbordo do Gama apresentaram variações significativas no período de 2004 a 2008. considerado pela autarquia como sendo controlado até o ano de 2007 e como lixão. sendo operada por associação de catadores e denominada de Usina de Tratamento de Lixo Ceilândia – Triagem UCTL.5% da quantidade recebida em 2007. Considerando os anos de 2005 a 2008 verifica-se variação na quantidade que aporta à unidade. entretanto o valor informado em 2007 é quase o dobro do apresentado em 2005. excetuando-se o ano de 2004. A quantidade recebida na UTL em 2007 corresponde a 73. sendo bem discrepantes dos valores apresentados em 2005 e 2007. Na unidade de Transbordo da Ceilândia (UCTIL) apenas as informações de 2002 e 2008 apresentam discrepâncias. a partir de 2008. os valores apresentados pra Up080 apresentaram crescimento contínuo. com início de operação em 1987. 91 . No que se refere às quantidades de resíduos sólidos recebidas nas unidades de processamento observa-se que não há informações para os resíduos sólidos industriais (Up009). indicando uma consistência nas informações prestadas. segundo o SLU. denominada UCCS. Para todas as unidades de processamento tem-se informação de apenas um tipo de resíduo. no período de 2002 a 2006.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. sendo que essa unidade foi desativada em abril de 2010.2 – Relatório do Diagnóstico Uma unidade corresponde a triagem. A unidade de incineração da Ceilândia (UILE) apresenta redução na quantidade recebida. devido os longos anos em que se encontra em operação. de construção civil (Up010) e serviços de podas (Up067) e quando esses campos são informados (2009) apresentam valores nulos. estando em operação desde 1963. ocorrendo uma redução em 2007 e forte crescimento em 2008.

Venâncio 2. dentre outros. e a licença ambiental para o novo aterro sanitário já foi emitida pelo Instituto Brasília Ambiental . 1 de 01 de janeiro de 2007. das Nações s/n°. 1 Aterro Sanitário Licenciado Ambientalmente (em fase de licitação). Chácara 03.Ceilândia. 4 Unidades de Tratamento de Lixo. iv. Samambaia. 02. regulamentado pelo Decreto nº 29. 24. às margens do L ago Sul. NURELSOB A/E para indústria No. viii. NURELTAG – Área Especial No. cobertura diária dos resíduos. xi. principalmente com relação ao tratamento e ao destino final do lixo coletado no DF.2 Sistema de manejo 1. que incluem pintura de meio-fio. do Contorno. Brazlândia. o SLU dispõe de estrutura física englobando: 12 Núcleos Regionais de Limpeza Urbana (i. 1 Unidade de Incineração de Lixo Especial. de 14 de agosto de 2008.2. 09. controle e fiscalização da coleta de resíduos sólidos de origem domiciliar. a Gestão e Operação de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos Urbanos no Distrito Federal. v. módulos ―G‖ a ―K‖. incluindo varrição manual e mecanizada. seus investimentos e as políticas públicas a serem adotadas. x. Gama. hospitalar e de remoção. medidas que deveriam começar a ocorrer em 2009. remoção de animais mortos. iii) serviços chamados complementares. Planaltina.000. ix. Para cumprimento de sua atribuição. autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente – SEDUMA. diversas atividades são desenvolvidas pelo SLU. Lote 02. iii. Setor Comercial Sul.591. Os estudos para implantação do novo Aterro Sanitário. Plano Piloto. 1 Unidade de Reciclagem de Entulho (locada no Aterro do Jóquei). lavagem de vias. NURELNORTE . 03. incluindo. A/E. vi. Lote 01 e 02. NURELPAR – Q05. sendo que deste total 60% não passam por nenhum tipo de tratamento. acarretariam mudanças na gestão da limpeza pública. O Plano Diretor de Resíduos Sólidos do DF. dentre outros. compactação. 27. O fechamento do Aterro do Jóquei e a construção do novo aterro sanitário do DF. A/E. catação de papéis em áreas públicas. Paranoá. limpeza e lavagem de áreas públicas.4. 4 Estações de Transbordo de Lixo.A/E No. digestão da matéria orgânica. com influências significativas no aspecto social 92 .4. NURELSAM – QR 302 A/E. NURELSUL – Av. Edição Extra nº. ii) serviço de limpeza de vias e logradouros públicos. indo diretamente para o Aterro do Jóquei. Norte. A referida autarquia tinha a denominação de Serviço de Conservação de Monumentos Públicos e Limpeza Urbana do Distrito Federal – BELACAP. NURELPLAN – A/E. Lote 23.SGAIN. Vargem da Benção. a operação e manutenção de sistema de drenagem de efluentes. Santa Maria Norte. alterada por meio do Decreto nº. dentre outras atividades. Em 2008 cerca de 2.). xii.1 Informações gerais Conforme descrito anteriormente.IBRAM. ii. podendose destacar as seguintes: i) supervisão. comercial. Lotes 04 a 06 – Sobradinho.SLU. publicado no DODF. o espalhamento. NURELBRAZ . orienta ações integradas de gestão de resíduos para os próximos 30 anos. NURELMAR – QR 408. bem como as ações administrativas necessárias à execução dessa atividade é de competência do Serviço de Limpeza Urbana . lavagem de monumentos e prédios públicos. Recanto das Emas. 1 Aterro Controlado de Resíduos Sólidos (Lixão da Estrutural – Aterro do Jóquei).399. para SLU – Serviço de Limpeza Urbana. Setor QNG. incineração de resíduos de saúde.000 toneladas/dia de resíduo domiciliar/comercial foram coletadas pelas empresas e pelo SLU.2 – Relatório do Diagnóstico 1. vii. iv) tratamento dos resíduos sólidos urbanos.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. em conformidade com suas características. NURELCEI – A/E No. v) disposição final dos resíduos em aterro controlado. NURELGAMA – Av. oficinas mecânicas e sede administrativa lotada no Ed. e para o encerramento e recuperação ambiental do atual Aterro do Jóquei foram realizados e concluídos dentro do Programa Brasília Sustentável com recursos do Banco Mundial. incluindo seleção de materiais recicláveis. Para a execução das suas atribuições. NURELCANTO – Av. LOTE 02. Taguatinga. Conjunto ―A‖ A/E.

UCTL. distribuição e aplicação do composto orgânico de lixo na agricultura. além de prover o DF de um local apto para a destinação final dos resíduos gerados.3 Compostagem Com relação à compostagem foi assinado o Termo de Ajustamento de Conduta nº 007/2008. Contribuiu para este desempenho a atuação das empresas contratadas.UILE e o fechamento do Aterro do Jóquei deverão sofrer intervenções buscando minimizar os passivos ambientais decorrentes das suas operações. padrões e procedimentos para a produção. unidade onde ocorre o processo de compostagem e posterior distribuição do composto orgânico. Os licenciamentos ambientais das unidades de tratamento e destinação final de lixo estão em processo de análise pelos órgãos ambientais competentes. a Usina de Tratamento de Lixo de Ceilândia . 01/2009 de 15 de dezembro de 2009.MAPA na Usina de Tratamento de Ceilândia no ano 2008. O SLU obteve. reflorestamento. e pela SEAPA/DF e SEDUMA como testemunhas. com o objetivo de ordenar o licenciamento ambiental das Usinas de Tratamento de Lixo do SLU. no caso o composto. distribuição. pelo IBAMA. É importante destacar que o objetivo do TAC 07/2008 foi atingido com a criação da Resolução no 001/2009 do CONAM/DF que regulamenta a produção e a distribuição do composto. florestamento.4. EMATER/DF e SLU/DF. sem o seu posterior aproveitamento. Com o objetivo de regulamentar a produção. face 3 lotes de contratos emergenciais durante o ano 2008. 1. visando benefícios e evitando riscos à saúde e ao meio ambiente. distribuição e aplicação do composto orgânico como fertilizante agrícola. Assim. mediante o estabelecimento de princípios e procedimentos para a produção. embargado também devido à ausência do licenciamento ambiental de todo o complexo de tratamento realizado na Ceilândia. iniciando com 3 empresas executantes e fechando o ano com 4 empresas executantes. Um dos motivos foi o embargo das atividades de comercialização do composto orgânico. no intuito de resolver questões relacionadas à gestão de resíduos sólidos. a Usina de Tratamento de Lixo da Asa Sul . como compromitentes. o GDF celebrou um consórcio com municípios do entorno.2. recuperação de áreas degradadas. pelo Governador do Distrito Federal. 1. pesquisa e na geração de outros produtos no Distrito Federal.IBRAM. uso e monitoramento do composto orgânico de lixo na agricultura. imposto pelo IBAMA e Ministério da Agricultura.2. o Conselho de Meio Ambiente do DF (CONAM-DF) aprovou a Resolução Nº.UTL. a Usina de Incineração de Lixo de Ceilândia . A quantidade de lixo processado nas Usinas de Tratamento teve decréscimo de 54. para a Usina de Tratamento de Lixo da Ceilândia . já que não justifica o funcionamento destas unidades produzindo um dos itens mais aproveitáveis da fração orgânica do lixo.UCTL.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. podendo estar refletindo a expansão econômica verificada no País.a licença operacional de número 003/009. Para enfrentar essa questão. acréscimos de mais de 10% em relação ao ano 2007 (comparando-se com os dados fornecidos pelo SLU ao SNIS). datado de 16 de setembro de 2008. que impediu o funcionamento das unidades de tratamento por período considerável do ano 2008. que estabeleceu as normas. IBRAM/DF e MPF.57% em relação ao ano 2007.2 Resíduos Domiciliares e Comerciais A coleta dos resíduos domiciliares e comerciais e das operações no Aterro do Jóquei apresentou em 2008.por parte do IBAMA. Pecuária e Abastecimento .2 – Relatório do Diagnóstico (inclusão de catadores) e operacional. no caso o IBAMA e o Instituto Brasília Ambiental . O Composto Orgânico de Lixo (COL) é o produto obtido do processo de compostagem da 93 .4. como Compromissários.

o que promoverá a reciclagem e a geração de emprego e renda. predominantemente domiciliares. Atualmente os materiais recicláveis são triados e comercializados pelas associações de catadores conveniadas ao SLU. tais como os Centros de Triagem para catadores de materiais recicláveis formalizados e o Pólo Integrado de Reciclagem. no ano de 2008. O SLU ressente-se de pouca estrutura de transportes. técnico agrícola. como a retirada de invasões. Como o SLU realiza serviços de coleta seletiva em algumas localidades do DF é salutar a disponibilidade de veículos para manutenção do atendimento regular e expansão do sistema para outras localidades e/ou serviços localizados especiais. Outros pontos relevantes na gestão integrada de resíduos sólidos em 2008 foram: o mapeamento de áreas degradadas por focos de lixo crônicos para a instalação de Ecopontos (Postos de Entrega Voluntária de resíduos da construção civil. O SLU está reativando e revitalizando gradualmente o Programa de Coleta Seletiva. As cooperativas de catadores formalizadas recolhem materiais recicláveis em alguns pontos de geração da cidade. A compostagem é o processo de oxidação biológica de resíduos orgânicos para obtenção de um produto final estabilizado e livre de agentes patogênicos. Para a obtenção de um COL estabilizado e livre de agentes patogênicos. Os interessados em utilizar o composto orgânico do lixo deverão procurar profissional habilitado (engº. dispondo servidores e veículos próprios para a sua execução. contando atualmente com uma frota antiga de caminhões coletores. engº. que deve seguir as exigências da resolução 01/2009. uma para a Secretaria de Agricultura. a resolução obriga a operadora de serviços de compostagem e/ou unidade geradora de composto (atualmente.2 – Relatório do Diagnóstico fração orgânica dos resíduos sólidos. agrônomo. O programa de coleta seletiva de resíduos recicláveis deverá ganhar impulso com a construção de novos centros de triagem previstos. veículos de apoio próprios e outros equipamentos.4 Reciclagem O Programa de Coleta Seletiva de resíduos recicláveis estava em fase de elaboração pelo SLU. responsabilizando-os na íntegra pela gestão e custos do manejo de seus resíduos desde a geração até a destinação final. descarga e uso final.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. recicláveis e especiais em pequenos volumes).2. a construção de Ecopontos para o recebimento voluntário de diversos tipos de resíduos e com a inserção de cooperativas/associações de catadores de materiais 94 . sendo o montante arrecadado da venda destes materiais dividido igualmente entre os associados. uma para a operadora de serviços de compostagem e uma para o transportador/usuário final). 1. a realização da mudança do modelo de gestão para os estabelecimentos de Resíduos dos Serviços de Saúde e para as grandes fontes geradoras. florestal) visando obter recomendação técnica para liberação e uso do composto orgânico de lixo. De posse da recomendação técnica e da autorização da SEAPA o transportador / usuário deverá procurar o SLU. que atuam nas usinas de tratamento de lixo do SLU (Asa Sul e Ceilândia). e ainda a elaboração de projetos que visam fomentar a reciclagem no DF.4. de 15 de dezembro de 2009. necessitando de urgente manutenção e reposição. Pecuária e Abastecimento – SEAPA. ainda de forma autônoma e desordenada e serão inseridas no Programa de Coleta Seletiva oficial. o Serviço de Limpeza Urbana – SLU) a tomar uma série de medidas para garantir um produto de boa qualidade. Ressalta-se que o transportador / usuário será responsável pela segurança física e ambiental durante o transporte. e ser emitida em quatro vias (uma para o responsável técnico. com o engajamento da população. Existe potencial para o aumento das quantidades coletadas seletivamente.

97% maior. transporte. tendo em vista a sua localização em borda de chapada. em decorrência das diretrizes para o Gerenciamento Integrado dos Resíduos Sólidos em estabelecimentos de saúde que vem sendo adotada no DF. identificação. influenciando o resultado regular de suas atividades. e outras. Estão previstas cerca de 100 Ecopontos e 15 Centros de Triagem foram pensados e locados de forma pulverizada pela região do DF. que não veio a ocorrer em 2008. onde não existia o serviço de varrição ao longo de sarjetas. A varrição mecânica de vias públicas. passaram utilizar este serviço. ocorreu face à regularização do serviço pelas empresas contratadas e utilização das varredeiras mecânicas de forma consciente. devido à grande possibilidade de quebras e interrupções no fornecimento do serviço. já incutindo nos geradores deste tipo de resíduo a responsabilização pelos processos internos de geração. com ligeira queda no quantitativo da coleta de RSS. tratamento e destino final. A partir de Decreto específico. que no ano de 2008 não sofreu paralisações em decorrência de manutenções corretivas. embora a pintura de meios-fios apresentasse resultado 60. ocorreu efetivamente o fechamento das atividades da Usina de Incineração de Ceilândia. Estrutural. A destinação dos Resíduos dos Serviços de Saúde (RSS) é a Usina de Incineração de Lixo Especial. também contribuem para elevar as quantidades varridas.83% superior em relação ao ano 2007 (comparação efetuada com as informações prestadas ao SNIS daquele ano). 1. quando da implantação do Setor Habitacional Sol Nascente e da Área de Regularização de Interesse Social – ARIS Pôr do Sol. permitindo assim que a pintura de meios fios ocorresse de forma mais intensa. sobre Coleta Seletiva e Resíduos dos Serviços de Saúde.4.IBAMA.4.6 Varrição Manual e Capina A varrição manual apresentou resultado 42.2. 95 . como em Arapoanga. em parte devido à urbanização verificada em algumas localidades carentes do DF. A Lei Distrital no 4. classificação. tratamento e destinação final dos RSS. em relação a 2007. com a previsão de recuperação da área ocupada pela UILE no prazo de 02 anos. tendo em vista os custos operacionais envolvidos e a cota de cada serviço no custo total. passando sua responsabilidade aos geradores. sensibilizados para a boa gestão de seus resíduos.86% inferior ao ano 2007. Todavia.2. As operações de mutirões de limpeza nas Regiões Administrativas. bem como das exigências expressas no Termo de Ajustamento de Conduta – TAC. firmado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis . A capina. não sendo mais obrigação do SLU. São Sebastião. apresentou resultado 49. o SLU não mais será responsável pelos custos com coleta. em abril de 2010. a ser regulamentado. a coleta dos Resíduos dos Serviços de Saúde (RSS) e o quantitativo de lixo incinerado apresentaram resultados semelhantes ao observado no ano 2007 e dentro da previsão oferecida no SAG (Sistema de Acompanhamento Governamental do GDF).Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. com desempenho superior a 47% em 2008.UILE. muitos estabelecimentos e geradores pontuais. regulamentou a gestão dos resíduos sólidos de saúde. 1. atividade que pode vir atrelada à pintura de meios-fios. O serviço de capina também realizado pela NOVACAP quando da realização de manutenção dos gramados pode ter influenciado nestes desempenhos operacionais.2 – Relatório do Diagnóstico recicláveis nesta rede.5 Resíduos Sólidos de Saúde Em 2008.352 de 30 de junho de 2009. Devido aos Seminários promovidos em 2008.

8 Unidades de Transbordo O Distrito Federal dispõe de cinco Unidades de Transbordo. Os Núcleos Regionais de Limpeza Urbana. localizadas no Gama. com a pá carregadeira. Sobradinho. As Unidades de Tratamento são responsáveis por processar os resíduos sólidos. de forma a permitir a sua destinação final adequada. As instalações físicas das Estações de Transbordo encontram-se bastante precárias. de acordo com suas características. visando otimizar os custos dessa fase.9 Unidades de Tratamento O Distrito Federal conta com cinco Unidades de Tratamento de Resíduos Sólidos Domésticos. com auxílio da pá carregadeira e de defletor que direciona os resíduos para a caçamba. submetidos ou não ao processo de tratamento. as Unidades de Tratamento e Unidade de Disposição Final. As Unidades de Transbordo são locais estrategicamente selecionados para possibilitar a mudança de modalidade de transporte de carregamento dos resíduos sólidos. Os demais resíduos gerados no Distrito Federal são dispostos no Aterro Controlado do Jóquei. para os veículos de carga de grande porte. são unidades responsáveis pela coordenação e fiscalização dos serviços de coleta de resíduos. Todos os resíduos que chegam às Unidades de Transbordo são transferidos diretamente ao Aterro do Jóquei.4. além de 1 (uma) Unidade de Incineração de Resíduos Especiais (Usina SOUILE). iv) posicionamento da carreta em ponto inferior do pátio de recepção. Brazlândia. incluindo prédios.4. 96 . a mudança é ―intramodal‖.2. Nas Unidades de Transbordo ocorrem as transferências de carga dos resíduos sólidos domiciliares. Em virtude de sua atuação ser voltada prioritariamente aos procedimentos operacionais. na Ceilândia (Usina SOUCTL) e em Brazlândia (Usina UDBraz). para otimizar o carregamento da etapa seguinte. No caso do Distrito Federal. O processo de transferência ocorre de acordo com as seguintes etapas: i) pesagem dos resíduos provenientes das rotinas de coletas. que totalizam 12 (doze) unidades no Distrito Federal.2 – Relatório do Diagnóstico 1. 1.2. estes não serão descritos neste tópico. Estas unidades são responsáveis por tratar cerca de 40% dos resíduos coletados pelo sistema de limpeza urbana. iii) organização dos resíduos no pátio de recepção. ou seja.2.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.4. coletados usualmente em caminhões de pequeno porte. além de impactos decorrentes da emissão de odores e material particulado. proporcionando impacto visual estético desagradável. ii) vazamento dos resíduos pelos veículos de coleta.7 Unidades Operacionais As Unidades Operacionais que compõem o Sistema de Gerenciamento de Resíduos Sólidos do Distrito Federal são as Unidades de Transbordo. pátios e os acessos. 1. descrevem-se as unidades operacionais com suas principais características e condições atuais de operação. A Unidade de Disposição Final é utilizada para depositar em caráter definitivo os resíduos sólidos. que possibilitam maior economia de escala. as quais se localizam na Asa Sul (Usina SOUTL e Usina UCCS). visto que os resíduos provenientes da coleta são levados em caminhões até as Unidades de Transbordo e nessas unidades são transferidos para carretas de até 45 m3 de capacidade. vi) lonagem da carreta para evitar derramamentos no trajeto até a disposição final. v) carregamento da carreta. mantém-se o meio de transporte rodoviário. Asa Norte e Ceilândia. A seguir.

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Descrevem-se, a seguir, as principais características dessas unidades, bem como suas atuais condições operacionais.

1.4.2.10 Usina SOUTL A Usina de Tratamento de Lixo - SOUTL localiza-se às margens do lago Paranoá e tem como área de atendimento a Asa Sul, Asa Norte, Lago Sul e Lago Norte. Iniciou sua operação em 1963, adotando o processo de tratamento com tecnologia DANO (dinamarquesa), com capacidade para processar até 600 toneladas diárias de resíduos sólidos, em 4 linhas de 150 toneladas/dia cada. O processamento dos resíduos ocorre de acordo com as seguintes etapas: i) identificação e pesagem dos resíduos na balança rodoviária; ii) disposição dos resíduos no pátio de recepção e manobra, e desses são enviados ao galpão de acumulação de resíduos, onde são submetidos a uma avaliação visual para retirada de materiais de grande porte que possam provocar danos aos equipamentos ou acidentes; iii) encaminhamento dos resíduos ao galpão de triagem e prensagem, onde ocorre a separação de materiais recicláveis por catadores membros de cooperativas, que envia os materiais selecionados à prensagem, para beneficiamento e estocagem; iv) encaminhamento dos resíduos orgânicos ao galpão de processamento, onde serão submetidos ao processo de digestão acelerada nos bioestabilizadores DANO, por um período de 4 dias, aproximadamente, à uma temperatura de 75ºC, e ao tratamento físico por meio de peneiras classificadoras responsáveis por retirar o material inerte ainda presente na massa orgânica. Os materiais finos passam, ainda, por separadores balísticos, para retirada de eventuais materiais contaminantes como pequenos plásticos, vidros, etc.; v) encaminhamento do composto orgânico ao setor de transbordo, de onde serão transportados à Usina SOUCTL para complementação do processo de bioestabilização; vi) encaminhamento dos materiais inertes e rejeitos do processo ao Aterro do Jóquei para destinação final. Em termos de estado de conservação das instalações físicas e equipamentos dessa Usina, pode-se dizer que estão em condições razoáveis, sendo necessário providenciar algumas melhorias nas instalações prediais.

1.4.2.11 Usina UCCS Unidade Central de Coleta Seletiva - UCCS iniciou sua operação em outubro de 1997 e está situada na Asa Sul, na mesma área da Usina SOUTL. Foi construída para receber e fazer a triagem dos resíduos ―secos‖ da coleta seletiva realizada na Asa Sul e na Asa Norte. Entretanto, atualmente, devido a desativação do Programa de Coleta Seletiva esta unidade recebe o lixo comum.

1.4.2.12 Usina SOUCTL A Usina Central de Tratamento de Lixo - SOUCTL localiza-se na Ceilândia e foi concebida para atender as localidades de Ceilândia, Taguatinga e Samambaia. Iniciou sua operação em 1987, adotando o processo de tratamento com tecnologia TRIGÁ (francesa), com capacidade para processar até 600 toneladas diárias de resíduos sólidos. As etapas de processamento de resíduos sólidos ocorrem de forma similar à descrita para a Usina SOUTL. No entanto, a Usina SOUCTL está com a etapa de biodigestão por compostagem acelerada (tecnologia TRIGÁ) desativada devido a excessivos problemas de manutenção e elevados custos de operação. Assim, a massa orgânica é encaminhada ao pátio de compostagem, onde ficarão dispostos por um período de 45 a 60 dias, para bioestabilização do composto juntamente com os

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resíduos orgânicos provenientes da Usina SOUTL. Após a estabilização, o composto passa por beneficiamento prévio e é utilizado para fins agrícolas e de jardinagem. Os efluentes líquidos gerados no processo ainda não possuem destinação adequada, devendo ser instalada o tratamento prévio do chorume para possibilitar a interligação ao sistema de esgoto da CAESB. As instalações físicas e eletromecânicas se encontram em estado precário, sendo necessário providenciar melhorias e substituições para adequação das condições operacional e de trabalho.

1.4.2.13 Usina SOUILE Esta Usina, situada junto à SOUCTL, iniciou a operação em 1986 com o objetivo de tratar os resíduos originários dos serviços de saúde, drogas, entorpecentes, resíduos industriais, animais de pequeno porte e produtos impróprios para o consumo. Utiliza o processo de incineração e tem capacidade nominal para incinerar 30 toneladas de resíduos por dia. As etapas de processamento dessa unidade podem ser sintetizadas da seguinte forma: i) pesagem dos resíduos em balança rodoviária; ii) recepção e transferência dos resíduos para 2 fossos; iii) alimentação do incinerador, por meio de guindaste e pólipo hidráulico, que ocorre de forma contínua e automática; iv) incineração dos resíduos por tratamento térmico; v) descarga e retirada das cinzas, continuamente, para um fosso situado abaixo do forno. As cinzas previamente escaldadas são transportadas automaticamente ao local de descarga e transportadas ao Aterro do Jóquei; vi) tratamento dos gases para remoção de partículas em suspensão e poluentes gasosos por meio de lavadores de gás, filtro de mangas e outros acessórios; vii) tratamento em unidades distintas dos efluentes líquidos provenientes dos fossos de recepção e do sistema de tratamento de gases; viii) exaustão de gases provenientes do sistema de tratamento de gases e da câmara secundária do forno.

1.4.2.14 Usina UDBraz A Usina de Compostagem e Reciclagem de Brazlândia – UDBraz situa-se em Brazlândia e iniciou a operação em 1992. Tem o objetivo de atender à cidade Brazlândia e possui capacidade nominal para tratar 20 toneladas de resíduos por dia. A Usina utiliza tecnologia simplificada, com a etapa de seleção de materiais recicláveis realizada por catadores de cooperativas e a digestão por compostagem. Os rejeitos são transportados para o Aterro do Jóquei e para esse transporte utiliza-se da unidade de transbordo.

1.4.2.15 Aterro Controlado do Jóquei O Aterro Controlado do Jóquei iniciou sua operação em 1963. Situa-se próximo à Vila Estrutural, às margens do córrego Cabeceira do Valo, afluente do córrego Vicente Pires, principal tributário do Riacho Fundo, um dos formadores do lago Paranoá. Além de se situar em uma Bacia de fragilidade em termos de recursos hídricos, faz fronteira com o Parque Nacional de Brasília, Unidade de Conservação de Proteção Integral. O referido aterro vem operando de maneira precária há vários anos, sendo que em alguns documentos do próprio SLU tem-se a denominação de lixão, haja vista a deficiência dos procedimentos que possam caracterizá-lo como aterro controlado, como por exemplo coleta e tratamento de gás e chorume, ausência de catadores, dentre outros. É importante destacar que a maior parte dos resíduos sólidos domésticos e comerciais produzidos no Distrito Federal é conduzida para essa unidade.

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No Programa Brasília Sustentável, há previsão de desativação e remediação deste aterro, após o início da operação do novo aterro que ficará localizado em Samambaia. Essa desativação, conforme descrito anteriormente, deveria ter ocorrido em 2009, o que não ocorreu até a presente data; o aterro do Jóquei continua em operação. Algumas medidas tomadas para minimizar os impactos provocados com a operação do aterro controlado foram: instalação de drenos de gás, instalação de lagoa para tratamento do efluente líquido, construção de vala lateral de talude e cercamento da área, entretanto esse procedimentos foram implementados apenas nas novas valas, sendo que as valas antigas (com mais de 45 anos de operação do aterro) continuam sem contar com essas melhorias. Em anexo apresenta-se um mapa com a representação dos principais sistemas envolvendo as unidades operacionais de tratamento de resíduos sólidos.

1.4.3 Gestão dos serviços 1.4.3.1 Recursos humanos e materiais De acordo com informações contidas no Relatório de Atividades do SLU, em 2008, em termos de recursos humanos o SLU contou com pessoas das seguintes situações: i) pessoal próprio; ii) prestadores de serviços do Instituto Cultural Educacional e Profissionalizante de Pessoas Portadoras de Deficiência do DF – ICEP; iii) servidores comissionados; iv) estagiários; v) funcionários prestadores de serviço, a cargo de empresa terceirizadas. Resumidamente, a força de trabalho está distribuída conforme a Tabela 52. Tabela 52 - Resumo da Força de Trabalho atuante em dezembro de 2008. Servidores Atividades Meio (1) Quadro do SLU 348 Requisitados, Comissionados 25 sem vínculo e similares. Estagiários 33 (2) Terceirizados Total 406 Atividades Fim 1185 3 3000 4188 Total 1533 28 33 3000 4594

Obs.: (1) O SLU dispõe ainda de 914 funcionários cedidos para outros órgãos, o que representa aproximadamente 60% de seu quadro próprio; (2) Número estimado de funcionários atuantes nas empresas contratadas para serviço de limpeza urbana. Fonte: SLU – Relatório de Atividades 2008

1.4.3.2 Modelo Operacional A sistemática operacional adotada pelo SLU compreende a realização das diversas atividades de sua competência, de acordo com as especificidades de cada atividade. A seguir, descrevem-se sucintamente, as principais características do modelo operacional adotado pelo SLU.

1.4.3.3 Coleta domiciliar e comercial Segundo o Plano Diretor de Resíduos Sólidos, no Distrito Federal, os resíduos com características domiciliares são coletados através de um sistema semimecanizado ―porta a porta‖, onde veículos coletores passam em dias e horários pré-determinados para fazer a remoção dos

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Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório do Diagnóstico

resíduos gerados nas residências e no comércio, não havendo distinção entre pequenos e grandes geradores. Os resíduos são ofertados, pela população, predominantemente de 2 (duas) formas: acumulação em contêineres de 1m³ de capacidade volumétrica e disponibilização direta por cada gerador domiciliar nos logradouros públicos, por meio de sacos plásticos. No Plano Piloto predomina o primeiro método, onde os moradores e comerciantes acumulam os resíduos em contêineres, em sua grande maioria metálicos, que ficam permanentemente estacionados nos logradouros públicos e nos pátios de estacionamento dos edifícios. Porém, no Plano Piloto, assim como nas cidades satélites, também ocorre a oferta dos resíduos através de disponibilização direta nos logradouros públicos (resíduos ensacados e depositados sobre o solo ou em cestas coletoras), sendo predominante este tipo de oferta nas cidades satélites. Os veículos utilizados para a coleta dos resíduos com características domiciliares são caminhões compactadores de capacidades volumétricas variadas, equipados com dispositivos de içamento de contêineres (lifter). Na rotina regular de coleta de resíduos sólidos com características domiciliares, atualmente também se faz a coleta dos resíduos públicos derivados das atividades de roçada mecanizada, varrição, esvaziamento de papeleiras e lixeiras, pequenas podas e catação de resíduos leves em áreas ajardinadas. Estes resíduos, que são produzidos pelos agentes de limpeza durante sua rotina operacional, são ensacados e deixados nos logradouros públicos, em local visível e de fácil remoção para os garis de coleta. Merece destaque o precário estado de manutenção de diversos contêineres espalhados pelo Distrito Federal. Outro fato usual que se verifica nesses contêineres está relacionado com suas capacidades volumétricas, sendo que em muitas situações são ultrapassadas pela grande quantidade de resíduos neles depositados. A disposição dos resíduos de maneira individual, com utilização de sacos plásticos apresentase bastante negativo em um ambiente urbano, pois, além de gerar impactos sobre a paisagem, traz um grande desconforto para os pedestres. Isto se agrava quando da permanência prolongada dos resíduos nos logradouros, pois podem proporcionar uma exalação mais intensa de odores e liberação de líquidos, além de se constituírem em foco potencial de proliferação de vetores transmissores de doenças. Outro aspecto negativo da longa permanência dos resíduos nos contêineres ou em sacos plásticos é a ação constante dos catadores em busca de materiais recicláveis misturados à massa de resíduos, ou até mesmo de animais de rua buscando alimento, fato que já é bastante comum no Distrito Federal. O Distrito Federal possui um plano de coleta seletiva em operação, porém funcionando apenas nas regiões da Asa Norte, Asa Sul, Lago Norte, Lago Sul e Brazlândia. Os serviços de coleta e transporte de materiais recicláveis são separados na fonte de geração e colocados para recolhimento nos dias e horários preestabelecidos pelo SLU, com destinação final para a Unidade Central de Coleta Seletiva – UCCS, junto a Usina de Tratamento da Asa Sul. A metodologia utilizada conta com a atuação dos moradores, que no próprio domicílio fazem a separação dos resíduos em 2 (dois) tipos – secos (recicláveis) e úmidos (predominantemente orgânicos), e posterior acondicionamento em contêineres específicos para os tipos de resíduos.

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SLU. que fazem a coleta dos resíduos e efetuam o seu vazamento em áreas descampadas ou terrenos baldios de fácil acesso.3. em todo o Distrito Federal.4 Coleta dos resíduos sólidos da construção civil Os resíduos sólidos de construção civil (RSCC) configuram-se numa das maiores problemáticas no Distrito Federal. o programa mencionado buscou a organização e o aproveitamento do trabalho dos mesmos. O Governo do Distrito Federal. máquinas e equipamentos específicos para a limpeza de terrenos baldios e remoção destes entulhos de obras.2 – Relatório do Diagnóstico Com relação à mão de obra para a execução da coleta seletiva. 1. pois não existem regras claras para este tipo de resíduo e não havia atribuições de responsabilidade para o seu correto manejo. Ainda segundo o Plano Diretor de Resíduos Sólidos. as 101 . implantou um programa alternativo com vistas à minimização do despejo irregular dos resíduos sólidos de construção civil. incentivando-os através de benefícios. Como benefício. áreas estas de pequeno.4. Por conta deste problema. Porém. Porém. a capacidade volumétrica das caçambas. programa este intitulado ―Limpeza à Galope‖. os carroceiros cadastra dos no programa recebem uma cesta básica a cada 40 (quarenta) viagens às áreas de transbordo oficiais. o que mostra que o tempo entre a entrega e a retirada não é compatível com a peculiaridade da obra em execução. a partir de 2004. sendo 20 (vinte) viagens em outras localidades. que contava com a ação integrada das Administrações Regionais. dos núcleos regionais de limpeza da BELACAP e do braço de ação social do Governo. não sendo vantajoso para muitos carroceiros percorrerem grandes distâncias para o correto vazamento dos resíduos. Entretanto essa situação é bastante diferente para os pequenos geradores. a efetuarem o correto vazamento dos resíduos coletados em áreas específicas e determinadas pelas Administrações Regionais. que em conjunto com entidades de assistência às populações carentes. na maioria dos casos. o número de áreas de transbordo oficiais nas cidades satélites é insuficiente se consideradas as grandes extensões territoriais. provendo o destino final segundo o especificado pelo Serviço de Limpeza Urbana . estava ultrapassada pela produção de resíduos. as então chamadas ―áreas de transbordo‖. Como os principais coletores de entulhos de obras de pequenos geradores são os carroceiros autônomos. provavelmente lançados indevidamente por comerciantes ou moradores próximos. utilizando-se de utensílios e ferramentas necessárias para a perfeita execução dos serviços.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. De um modo geral. As empresas especializadas em coleta de resíduos sólidos de construção civil operam com o uso de caminhões poliguindastes e caçambas estacionárias de aproximadamente 5 m³ de capacidade. Em outras localidades. numa rotina que varia segundo as demandas locais. Todos os produtos reciclados são de propriedade do SLU. os grandes geradores de entulhos de obras contratam empresas especializadas na remoção deste tipo de resíduo. foi verificado que a maioria das caçambas estacionadas em logradouros públicos para a coleta específica de entulhos de obras também recebem resíduos com características domésticas. médio e grande porte. os Núcleos de Limpeza Urbana solicitam ao Núcleo Regional de Operações Especiais – NUROE. estima-se que cada um dos Núcleos Regionais de Limpeza Urbana atue na limpeza de aproximadamente 15 (quinze) a 100 (cem) áreas de disposição clandestina de resíduos sólidos de construção civil. Além disso. onde se tem a predominância de contratação de carroceiros ou veículos autônomos. incentiva a formação de associações específicas para a comercialização desses recicláveis. cada guarnição é composta por motorista e 2 a 3 coletores. segundo o Plano Diretor de Resíduos Sólidos.

Segundo o Plano Diretor de Resíduos Sólidos. que há várias deficiências no 102 . De forma complementar as resoluções ANVISA 306/2004 e 358/2005 padronizam e regulamentam a gestão dos resíduos dos serviços de saúde. a partir da utilização de agregados reciclados.4. que os resíduos sejam manejados e estocados desrespeitando-se critérios de segurança e normas sanitárias. é comum em grande parte dos estabelecimentos de saúde no Brasil. o que resulta em riscos à saúde e considerável aumento do volume de resíduos que efetivamente necessitam de tratamento diferenciado. constatou-se no universo de estabelecimentos visitados. de onde são recolhidos pelo sistema de limpeza pública. As máquinas e equipamentos necessários para essa atividade têm sua base operacional no Núcleo Regional de Operações Especiais – NUROE.445/2007 aponta que a responsabilidade pela coleta. foram feitas pesquisas amostrais em diversos estabelecimentos de saúde localizados na Asa Sul e nas localidades de Guará e Ceilândia. O programa tem por meta o desenvolvimento e a pesquisa de um protótipo para habitações econômicas. transporte. químicas e infecto-contagiosas. Grande parte de resíduos de construção civil. conforme abordado anteriormente. Uma pequena parcela destes resíduos é encaminhada para áreas de transbordo do GDF. tratamento e disposição dos resíduos sólidos da construção civil é do próprio gerador. 1. causem ou possam causar degradação ambiental. devem ser manejados de forma diferenciada dos demais resíduos. Atualmente existe na área do Aterro do Jóquei uma frente de trabalho que atua no manejo deste tipo de material. de forma a atender aos requisitos ambientais e de saúde pública e saúde ocupacional. a Lei Federal 11. fazendo com que continuem a atuar na clandestinidade.3.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. com soluções de projeto fundamentadas nos princípios da sustentabilidade É importante destacar que essa parte do Plano Diretor de Resíduos Sólidos deverá ser atualizada. em parceria com a UnB e a ONG Ecoatitude. sequer. se cadastrarem. que é o Programa Entulho Limpo que tem como objetivo de estimular a reciclagem dos resíduos gerados nos canteiros de obra e criar um modelo sustentável para a gestão de resíduos sólidos urbanos. As áreas de transbordo e as áreas de disposição clandestina são limpas sem uma programação definida. tendo em vista que.5 Resíduos sólidos de serviços de saúde Os resíduos sólidos de serviços de saúde (RSSS). direta ou indiretamente. Em resumo. sem prejuízo de responsabilização solidária de todos aqueles. sendo alocados mão-de-obra e equipamentos segundo a solicitação dos núcleos regionais de limpeza urbana. é abandonada em logradouros públicos e em terrenos baldios. nesta área é realizada a destinação final do material. utilizando mão-de-obra despreparada e sistemáticas operacionais incompatíveis aos cuidados inerentes ao correto manejo deste tipo de resíduo. elevandose os custos operacionais do sistema. assim como ocorre com os resíduos domésticos. em função das suas propriedades físicas. pessoas físicas e jurídicas que. existindo ainda uma separação rudimentar do entulho pelos catadores. em especial os transportadores e operadores das instalações de tratamento e disposição final. oriundos dos resíduos sólidos da indústria da construção. Infelizmente.2 – Relatório do Diagnóstico poucas áreas de transbordo não incentivam os carroceiros a. A resolução CONAMA 358/2005 aponta em suas diretrizes que os geradores de resíduos dos serviços de saúde são responsáveis pelo gerenciamento dos resíduos desde a geração até a disposição final. Merece destaque ainda a iniciativa do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do DF – Sinduscon-DF. pelas suas características.

com prazo de liberação da autorização em até 20 dias.2 – Relatório do Diagnóstico manejo dos resíduos sólidos do serviço de saúde. transporte. tais como drogarias.352/2009 a responsabilidade pela coleta. o que resulta num maior volume final de resíduos a coletar e a encaminhar para tratamento especial. mas também na movimentação dos resíduos até os locais de acumulação para a coleta. tratamento e disposição dos resíduos sólidos de saúde pertence ao gerador. a partir da Lei Federal 11. a guia deverá conter o termo de recebimento pelo usuário ou representante cadastrado na empresa de saneamento. com um coletor em cada veículo. após a sua coleta. Para a coleta em estabelecimentos de menor porte. Cabe mencionar que o lodo de esgoto só poderá ser usado na produção vegetal se houver compatibilidade entre a classe do lodo de esgoto e a cultura pretendida. com dois coletores em cada guarnição. que estabelece normas. Atualmente. situado na Ceilândia no setor PSul e na região do entorno. reflorestamento. a seguir protocolar o projeto técnico na Secretaria da Saúde e Secretaria de Agricultura do DF e de posse do protocolo. que abrirá processo administrativo para análise. Além dos riscos à saúde pública. requerer autorização ao órgão ambiental. são utilizados quatro veículos leves (3 Fiorinos e 1 Doblô). uma vez que a Usina de Incineração de Ceilândia encontra-se atualmente desativada. De acordo com o SLU no Distrito Federal os resíduos de serviços de saúde. o que não dispensa o seu transporte para destino final. É importante destacar que essa parte do Plano Diretor de Resíduos Sólidos deverá ser ajustada. tem características com grande potencial para o reaproveitamento na harmonia paisagística de parques e jardins. em especial os custos de coleta. a empresa de saneamento emitirá uma guia de transporte com a quantidade de lodo liberada pelo órgão ambiental. deverá ser assinado no ato do 103 . padrões e procedimentos para distribuição e uso de lodo de esgoto na agricultura. tem-se que para a coleta nos hospitais e clínicas de maior porte utilizam-se quatro caminhões compactadores de 6m³ de capacidade. mais especificamente no município de Santo Antônio do Descoberto. As cinzas geradas no processo são posteriormente encaminhadas para a cidade de Contagem em Minas Gerais. o que já vinha sendo feito no DF. de 18 DE julho de 2006. que geram aproximadamente 400 toneladas diárias de lodo de tratamento. os lodos gerados pelas ETEs do Distrito Federal estão sendo dispostos prioritariamente em cascalheiras para recuperação de áreas degradadas ou armazenados em suas unidades operacionais.6 Resíduos Especiais a.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. são encaminhados para incineradores particulares da empresa Serquip. A CAESB aguarda o licenciamento ambiental. 1. não apenas no interior dessas unidades (acondicionamento primário junto a cada fonte geradora). porém em volume bastante incipiente. Tais deficiências se manifestam.445/2007 e da Lei Distrital 4.4. Para obter a autorização do órgão ambiental inicialmente deve-se procurar um escritório da Emater-DF para fazer o projeto técnico. o lodo gerado nas estações de tratamento de esgotos. tendo em vista que. Lodo de ETEs: embora este tipo de resíduo não seja coletado pelo sistema de limpeza pública do Distrito Federal. O usuário é responsável por providenciar o transporte seguro e por meios autorizados do lodo de esgoto da ETE até à área em que será aplicado. estas deficiências contribuem para a elevação dos custos operacionais. O Conselho do Meio Ambiente do Distrito Federal – CONAM-DF aprovou a RESOLUÇÃO Nº 03/2006. que permitirá a continuação do uso agrícola do mesmo. Ainda pelo Plano Diretor. processamento e pesquisa no Distrito Federal. se já estabilizado. recuperação de áreas degradadas.3. clínicas oftalmológicas e clínicas odontológicas. uma vez que há falta de uma rotina eficiente de separação dos resíduos por tipo. Com a autorização e o projeto técnico.No Distrito Federal há 17 (dezessete) estações de tratamento de esgotos. a partir da data do requerimento.

mais notadamente nas cimenteiras que utilizam o material como combustível para geração de energia nos autofornos. por um caminhão que passa recolhendo o material nos Postos de Coleta para. inclusive o SLU.082 de 11 de julho de 1989. tintas e solventes. Com relação aos pneus usados existe um convênio do SLU com uma empresa particular (ReciclaAnip) que visa realizar a coleta de pneus usados depositados nos diferentes distritos de limpeza existentes no DF para posteriormente dar destinação para o seu reaproveitamento.a seguir. Outros igualmente importantes são pneus. As embalagens dividem-se em duas categorias: a lavada e a contaminada. próximo a vias de domínio público. todavia grande parte da comunidade científica. como os pneus. produtos de químicos de limpeza. com a devida autorização do órgão ambiental. já se aplica o princípio poluidor-pagador. em áreas sujeitas a encharcamento ou alagamento.PAD-DF. nesses casos é importante a participação da população no encaminhamento ao fabricante desses resíduos. em áreas irrigadas por inundação ou sulcos e por fim em áreas onde o lençol freático atinja 2 (dois) metros da superfície em seu nível elevado. Resíduos perigosos: Incluem-se como resíduos perigosos os derivados dos serviços de saúde. um situado em Brazlândia. embalagens de agrotóxicos. pilhas e baterias.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Neste caso recomenda-se que os consumidores utilizem pilhas e baterias recarregáveis. No DF existem ações isoladas de alguns postos autorizados e redes de asistência técnica que visam receber este tipo de resíduo para posterior encaminhamento ao fabricante no intuito de realizar o devido tratamento. No entanto. dos núcleos rurais de Brazlândia. O produtor que descumprir a lei será advertido e no caso de reincidência multado. Todavia grande parte deste tipo de resíduo ainda tem como destinação o Aterro do Jóquei. No caso das embalagens de agrotóxicos existem no DF dois postos de coleta deste tipo de material. em Áreas de Proteção de Mananciais – APMs. onde terão o tratamento final adequado. próximo a captações de água dos mananciais de abastecimento público (distância mínima de 600 metros). c. principalmente. Alexandre de Gusmão e Ceilândia e outro no Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal . drenos interceptadores e divisores de águas superficiais de jusante e a trincheiras drenantes de águas subterrâneas e superficiais (distância mínima de 15 metros. As consideradas contaminadas são incineradas e as recicláveis passam por um tratamento de higienização. os quais já foram citados anteriormente. levá-los à Central de Recebimento de Luziânia. 2 estações de tratamento de água que apresenta unidades de tratamento de águas de lavagem. Cabe mencionar que se a pilha ou bateria exibir a imagem do bonequinho 104 . os agricultores têm até um ano após a compra do produto para devolver as embalagens vazias dos agrotóxicos. Segundo a lei nº 7. nas residências e áreas de frequentação pública (distância mínima de 100 metros. pela coleta da assinatura no termo de recebimento e pela devolução da guia para empresa de saneamento. aproximadamente 50 toneladas por mês. atualmente. Lodo de ETAs: a CAESB opera. b.2 – Relatório do Diagnóstico recebimento da cargaum termo de recebimento e o transportador será responsável pelo transporte e descarga seguros do lodo de esgoto. Com relação a destinação de pilhas e baterias a Resolução CONAMA 257/1999 prevê que este tipo de resíduo pode seguir para aterros juntamente com o lixo comum. diverge da idéia de destinar pilhas comuns para aterros sanitários. No DF o recolhimento destas embalagens é realizado uma vez por semana. ainda que esporadicamente. lubrificantes. pilhas. baterias e lubrificantes. são dispostos em cascalheiras. É proibida a utilização do lodo de esgoto nas seguintes localidades: em Áreas de Preservação Permanente – APPs. que atende à demanda. sendo que os lodos gerados nessas ETAs (Descoberto e Pipiripau). próximo a poços do tipo cacimba. obrigando os fabricantes e geradores dos resíduos a procederem à sua correta destinação final ou reaproveitamento. lâmpadas fluorescentes. Para alguns desses materiais.

Varrição de logradouros públicos: os serviços de varrição manual e/ou mecanizadas de praças. No DF existem algumas empresas especializadas que realizam a coleta e fazem a destinação final deste tipo de resíduo. logradouros públicos e sarjetas são executados em quase sua totalidade por empresas terceirizadas. situado na Ceilândia no setor PSul em Ceilândia. que aponta que o re-refino (reciclagem) é a única destinação correta para o óleo lubrificante usado. limpeza de feiras livres e áreas de eventos. Serviços de tratamento de áreas verdes: Compreende as atividades de roçagem mecanizada de áreas gramadas. O esvaziamento de papeleiras inclui-se nesses serviços. frisagem de meio-fios. que são armazenados em um centro de triagem no próprio aeroporto. Serviços complementares ou especiais: incluem-se como serviços complementares: pintura de meio-fios. Os resíduos gerados pelas aeronaves são de responsabilidade das companhias aéreas que contratam prestadores de serviços para realizar a destinação final do material coletado. f.De acordo com o Relatório de Atividades do SLU no ano de 2008 foi realizada a varrição de aproximadamente 809. No entanto. Tais serviços são executados pela NOVACAP. rastelagem de áreas gramadas entre outros serviços de tratamento de jardins (esta última somente no Plano Piloto. em sistemas de esgoto e evacuação de águas residuais. h. que é o documento que demonstrará que o estabelecimento agiuconforme a lei determina. sendo que o material coletado teve como destinação final o Aterro do Jóquei. com periodicidade diária. poda de árvores. d. em casos de risco às suas 105 . em vista de seu potencial tóxico pela presença de substâncias químicas. ainda não há informações relativas ao tratamento e à disposição final desse tipo de resíduo. No Distrito Federal. A fiscalização e controle desse serviço ficam a cargo dos Núcleos Regionais. Quando da elaboração do Plano Diretor de Resíduos Sólidos do DF. com responsabilidade social e ambiental. Com relação à gestão de lubrificantes a Agência Nacional de Petróleo formulou portarias que regram o mecanismo de coleta e destinação de óleos lubrificantes usados. o produto deve ser entregue depois do uso. Tais serviços têm sido executados por empresas terceirizadas e fiscalizadas pelos Núcleos Regionais. cujos conteúdos objetivam reforçar o cumprimento da Resolução CONAMA nº 09/1993.2 – Relatório do Diagnóstico jogando o produto no lixo. águas subterrâneas. que possuam sobre o tanque uma bomba de sucção para fazer aretirada do liquido dos tambores que são utilizados nos pontos geradores. com a sua desativação este tipo de resíduo é encaminhado para um incinerador particular da empresa Serquip. sendo proibidos quaisquer descartes em solos. varrição mecanizada e lavagem de passagens subterrâneas e abrigos para pedestres. órgão do GDF. desta forma todo o óleo lubrificante usado ou contaminado deve obrigatoriamente ser recolhido e ter a destinação adequada. e equipamentos deidentificação e sinalização. eles podem ir para o lixo comum. g. de forma a não impactar negativamente o meio ambiente. os resíduos sólidos oriundos do aeroporto ainda eram encaminhados para a Usina de Incineração de Lixo Especial – SOUILE. ao estabelecimento que o comercializou. Lago Sul. Lago Norte e Sudoeste). Eletro-eletrônicos: a crescente utilização de produtos eletro-eletrônicos e o seu descarte tem sido alvo de grande preocupação por parte das autoridades dos países desenvolvidos. ou seja. sendo que os coletores autorizados devem emitir e entregar o certificado de coleta. caso a imagem for cortada por um X. e. remoção de animais mortos. Resíduos de aeroportos: O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek possui um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos que contempla as medidas necessárias para o manejo dos resíduos sólidos gerados no sítio aeroportuário.000 km de vias públicas.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. A CEB. catação de resíduos leves em áreas gramadas e ajardinadas. que geram impactos ambientais graves junto aos corpos d’água das bacias urbanas que recebem os efluentes da drenagem pluvial das vias urbanas. é fundamental a participação da população para que se tenham resultados efetivos na limpeza dessas áreas. A coleta deve ser realizada porcaminhões específicos.

valorização e eliminação obsoleta e insuficiente. Disponibilidade de locais para infra-estrutura de resíduos muito limitadas (proteção ambiental do DF). b. 106 . Contexto Demográfico e Territorial Elevada taxa de crescimento populacional (impacto sobre os serviços públicos).3.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Modelo urbanístico muito espalhado. Grandes dimensões do DF. Frota de veículos de coleta insuficiente e inadequadamente mantida. Vazio institucional no relativo ao gerenciamento de resíduos não domiciliares.7 Situação operacional do modelo de gestão atual Segundo o Plano Diretor. Modelo de financiamento do SLU não sustentável (taxa de limpeza insuficiente). 1. Debilidade e vulnerabilidade do sistema de gerenciamento de resíduos e das suas instituições respeito do contexto político. Ausência de instrumentos econômicos suficientes. d. Impacto do Entorno (povoação flutuante. Contexto Social e Político Grande porte e problemática social associada ao setor informal de trabalhadores do lixo. geradora de resíduos).2 – Relatório do Diagnóstico linhas de transmissão também poderá executar os serviços de poda de árvores. Infraestrutura de coleta.Os resíduos gerados são encaminhados para o Aterro do Jóquei para destinação final. Grandes distâncias entre cidades. Caráter exemplar e modelo que deveria ter o DF no contexto federal. Cooperativismo incipiente e outras formas de organização do setor incipientes.4. Baixa implantação do modelo de coleta seletiva. c. transbordo. Resíduos Domiciliares Meios insuficientes para adequada disponibilização de resíduos. a situação atual para as principais correntes de resíduos sólidos produzidos no DF podem ser resumidas no seguinte: a. Esgotamento do sistema atual de eliminação de resíduos (capacidade do Aterro do Jóquei esgotada). na maior parte do DF. pouco verticalizado. Normativa de resíduos incompleta. Contexto Normativo e Geográfico: Política de gerenciamento de resíduos incompleta e pouco consolidada.

Inadequada separação dos resíduos perigosos/não perigosos. A Lei Distrital n o 4. Resíduos Sólidos dos Serviços de Saúde (RSSS) Meios e capacitação insuficientes para adequada disponibilização de resíduos. e. sendo que parte das licenças ambientais necessárias se encontra em processo de obtenção. f. 107 .8 Modelo de gestão proposto no Plano Diretor O modelo de gestão proposto para o manejo de resíduos sólidos no Distrito Federal pelo Plano Diretor definiu dois âmbitos distintos: a. A partir da Lei Federal 11. cabe ao gerador a coleta.352 de 30/06/2010 regulamentou a gestão do RSS. etc.4. Resíduos produzidos em atividades comerciais. Insuficiência de práticas de separação seletiva. que por sua composição e características. são similares aos produzidos nos domicílios particulares.445/2007.2 – Relatório do Diagnóstico Eficiência limitada da organização atual do sistema. Resíduos produzidos em áreas verdes e recreativas públicas. Resíduos volumosos domésticos e similares (móveis. seguindo as recomendações da Lei Federal. Sobrecarga técnica e financeira do SLU no relativo aos RSSS.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. produzidos nos domicílios particulares. ficando ao SLU e ao Estado o papel de fiscalização. cabe ao gerador a coleta. etc. Resíduos Sólidos da Construção Civil (RSCC) Ausência de infra-estruturas de tratamento. Lodos de ETEs e ETAs. sem controle adequado. o tratamento e a disposição final. Resíduos inclusos no âmbito do serviço público de saneamento básico: Resíduos urbanos ou municipais. ficando ao SLU e ao Estado o papel de fiscalização. o tratamento e a disposição final. Existência de depósitos de resíduos sem controle adequado. Sobrecarga técnica e financeira do SLU no relativo aos RSCC. Animais domésticos mortos..445/2007. 1. o transporte. Resíduos de Construção Civil produzidos em pequenas quantidades a partir de pequenas obras domiciliarias. eletrodomésticos. A partir da Lei Federal 11.). o transporte. Monitoramento ambiental das infraestruturas insuficiente. Existência de depósitos de resíduos. Resíduos da varrição e limpeza de vias e logradouros públicos. Resíduos gerados nos Serviços Públicos de Saúde. escritórios.3.

desenvolver mecanismos de participação e controle social nos serviços públicos de manejo dos resíduos sólidos e de drenagem e de manejo das águas pluviais. Participarão do acordo o Estado de Goiás. Alexânia.4.4. Em específico: Resíduos da Construção Civil produzidos em grandes quantidades. Formosa.1 Consórcio Público Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos Este modelo de gestão foi implantado objetivando estabelecer uma parceria entre o Distrito Federal e os municípios do entornopara promover a gestão associada dos serviços públicos de manejo dos resíduos sólidos. E. Águas Lindas de Goiás. O projeto prevê a promoção e a gestão ambientalmente adequada dos resíduos sólidos na região. Tal iniciativa deverá resultar em forte estímulo para a universalização do atendimento. o Distrito Federal e os Municípios de Abadiânia. Novo Gama. Caberá ao consórcio executar tarefas de planejamento desses serviços públicos ou delegar sua prestação por meio de contrato de programa ou de concessão. principalmente. Resíduos perigosos. tendo sido proposto a alteração. aumentar a concorrência para a prestação dos serviços e reduzir os custos operacionais. atendendo a totalidade da população (universalização).4. Cidade Ocidental. incrementando o número de contratos de terceirização existentes no intuito de possibilitar a concorrência de empresas e de cooperativas de pequeno e médio porte. O pagamento pelos serviços também seria modificado. todos os resíduos distintos aos especificados na coluna anterior.2 – Relatório do Diagnóstico b. 1. Em geral. Os principais objetivos do consórcio é promover a setorização dos serviços. Resíduos não inclusos no âmbito do serviço público de saneamento básico. Padre Bernardo. Essa adaptação deverá ser 108 . a reciclagem e a correta destinação final dos resíduos não reciclados. com utilização de caminhões para coleta.4 Modelo de Gestão Pública Para o modelo de gestão pública foi proposto que sua abrangência ocorra em todo o Distrito Federal. Pirenópolis. 1. envolvendo ações relacionadas ao transporte. Água Fria de Goiás. secundário e terciário. implementando a coleta seletiva. Mimoso de Goiás. tratamento e destinação dos resíduos sólidos de uma região com 3. Resíduos não perigosos originados por atividades econômicas do setor primário. por meio de disponibilização de recipientes adequados.4. Cabeceiras. com a inclusão de diversas variáveis no sistema de pagamento. completamente terceirizado. em curto prazo. adotando tecnologias apropriadas e soluções de menor custo. como modelo de execução descentralizada dos serviços.2 Resíduos domiciliares e comerciais (com características próximas aos domiciliares) É proposta a coleta em massa para os resíduos domiciliares. Planaltina. Cocalzinho de Goiás. para a prestação indireta do serviço. que por sua composição e características não são similares aos produzidos nos domicílios particulares. beneficiando a população dessa região.4. Luziânia. Corumbá de Goiás. Resíduos dos Serviços de Saúde gerados em estabelecimentos privados. Valparaíso de Goiás. Vila Boa e Vila Propício. 1.6 milhões de habitantes. Santo Antônio do Descoberto.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Cristalina.

O transporte dos resíduos domiciliares e comerciais deverá ocorrer por meios mecânicos. 109 .000 t/a. Usina SOUTL. por meio de disponibilização de recipientes e coleta em caminhões (horizonte 2030).000 t/a. possibilitando a automação da coleta no horizonte de 30 anos. Usina de Planaltina (de alta capacidade e automatização média) desenhada para tratar 125. considerando uma frota de reserva de veículos.000 t/a. no Guará.000 t/a. Unidade de valorização do Gama (baixa capacidade. e alta participação do coletivo de catadores (horizonte 2010). também. não se considera necessário reforçar a rede de infra-estruturas de transbordo existentes. a localizar em Planaltina. desenhada para o tratamento de 280. mas apenas modernizá-las. desenhada para o tratamento de 280.000 t/a.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. metal e brick) e rejeito. As novas usinas de tratamento (valorização) previstas para o DF funcionarão.2 – Relatório do Diagnóstico progressiva. para 25. Usinas e unidades existentes. em todo o Distrito Federal. para 50. na Asa Sul. Unidade de valorização do Jóquei (baixa capacidade. baixa automatização). para 25. b.000 t/a. Unidade da Brazlândia (baixa capacidade. Sobradinho ou São Sebastião (no mesmo local do aterro Leste em caso de construção deste). como estações de trasbordo de resíduos. localizada na Área 3 (Samambaia). Todos os resíduos domiciliares coletados (tanto mediante coleta em massa quanto mediante coleta seletiva) serão objeto de um tratamento de valorização mecânico-biológico (TMB). vasilhames (de plástico.000 t/a. onde o tratamento mecânico (ou semimecânico será de tipo separação ou triagem) e o tratamento biológico será de tipo aeróbio – compostagem – numa Rede de Usinas formada por: a. Usina Leste (de alta capacidade e alta automatização). com capacidade para 200. a localizar em Paranoá. Usinas e unidades de TMB de nova construção: Usina Oeste (de alta capacidade e alta automatização).000 t/a. que deverão ser modernizadas e progressivamente adaptadas para receber e tratar resíduos procedentes da coleta seletiva: Usina SOUCTL. O objetivo é proporcionar um processo de automação crescente à coleta seletiva. Progressivamente deverá ser adotado um esquema de separação em quatro frações: papel/papelão. em São Sebastião. baixa automatização). Com relação à coleta seletiva foi proposta a sua implantação de forma progressiva. em Ceilândia. anexa ao aterro do Jóquei (após desativação). com capacidade para 125.000 t/a. Unidade de valorização de São Sebastião (baixa capacidade. para 50. baixa automatização). devendo ser promovida a renovação (contínua) e a ampliação (progressiva) da frota. baixa automatização). vidro. Inicialmente foi proposto o esquema atual de separação das frações úmida e seca. Em consequência. com um nível alto de intervenção manual no processo.

ou contratar os serviços de carroceiros privados autorizados pelo Órgão Ambiental. serão coletados e eliminados mediante os sistemas próprios dos resíduos domésticos. com capacidade para tratamento de 300. etc. os rejeitos do tratamento de valorização de resíduos domiciliares deverão ser eliminados em dois novos aterros sanitários (Aterro Oeste e Aterro Leste).4.2 – Relatório do Diagnóstico Como destinação final dos resíduos sólidos tem-se a previsão para a desativação do aterro do Jóquei tão logo seja possível. com meios próprios. Sobradinho ou São Sebastião). Os RSSS não perigosos.4 Resíduos Especiais produzidos em pequenas quantidades Existem correntes de resíduos domiciliares especiais que prejudicariam tecnicamente o tratamento de resíduos no caso de serem coletados e tratados no circuito de resíduos domiciliares.3 Resíduos de construção civil de pequeno porte Serão coletados através da Rede Pública de Postos de Entrega Voluntária. Após o encerramento do aterro do Jóquei. será inscrito no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).4.5 Resíduos gerados nos serviços públicos de saúde Os RSSS perigosos produzidos nos Serviços Públicos de Saúde do DF continuarão a ser tratados mediante incineração na Usina SOUILE da Ceilândia.4.4. As infraestruturas de tratamento deste tipo de resíduos a serem implantadas no período 20152030. Deverão ser realizados investimentos necessários para prolongar esta vida útil. d) Aparatos elétricos e eletrônicos de pequeno e médio porte fora de uso.000 t/a. até 2015. 110 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. e) Resíduos vegetais de jardinagem e podas particulares.4. sendo que o produtor do resíduo poderá fazer a entrega voluntária. b) Aterro Leste (nova área a determinar – em Paranoá. em condições ótimas. ou uma moderna instalação de esterilização (autoclave) de 3.4. tubos fluorescentes. Esses resíduos são normalmente produzidos em pequenas quantidades nos domicílios.). produzidos nos Serviços Públicos de Saúde do DF. a construir em: a) Aterro Oeste (Área 3 Samambaia). pinturas. b) Pequenas quantidades de resíduos da construção civil. consideradas aptas para o DF poderão ser: uma moderna usina de incineração. Em caso de se optar pela construção de um único Aterro Sanitário. em caso de resultar técnica e economicamente viável. 1. dentre outros. para 5. até o final de sua vida útil.000 t/a de capacidade. 1. aerossóis. dissolventes e outros produtos químicos usados nos domicílios. São os seguintes: a) resíduos perigosos domésticos (restos de produtos de limpeza.6 Resíduos da varrição e limpeza de vias e logradouros públicos Os resíduos da varrição manual serão triados in situ pelos garis da coleta.000 t/a cada um. f) Roupa usada. 1. também denominados Ecopontos. este seria localizado na área 3 de Samambaia. c) óleos de fritura. O aterro deverá ser desgasificado e. e teria uma capacidade suficiente para dar serviço a todo o DF (600.4.000 t/a de rejeito). Os resíduos da varrição mecânica serão considerados diretamente rejeito e eliminados nas infra-estruturas públicas de tratamento de resíduos urbanos. 1. pilhas e baterias.4. Os resíduos de varrição mecânica e manual tem como destinação final o Aterro do Jóquei.

visando a sua valorização energética (setor privado: cimento. etc. para produzir um composto de alta qualidade. porta a porta.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Estes exercem a sua atividade no marco de livre concorrência. Neste momento de desenvolvimento da tecnologia. a partir de grandes produtores de matéria orgânica (mercados. Em determinadas situações. o qual pode ser utilizado para a manutenção das áreas verdes públicas do DF ou na agricultura.). verifica-se que a principal unidade existente no 111 .7 Resíduos das podas urbanas em áreas verdes e recreativas públicas Esses resíduos. junto com outros resíduos orgânicos de origem vegetal de alta qualidade coletados seletivamente. 1. o produtor poderá solicitar a gestão externa dos resíduos por parte do Serviço Público de Saneamento Básico. c) Secagem térmica ou solar de lodos desidratados. baseada em tecnologias de valoração.5 Modelo de Gestão Privada A responsabilidade da execução da gestão dos resíduos não inclusos no item anterior (modelo de gestão pública) é de responsabilidade exclusiva dos produtores que podem gerir os resíduos mediante meios próprios (autogestão) ou contratados (gestão externa). Após essa data. essa alternativa de tratamento ficará vedada no DF a partir de 2010.4. cerâmico. visando a sua valorização agronômica. Não existe nenhum gestor privado no DF autorizado para a gestão dos resíduos considerados ou existem gestores privados autorizados mas não operam no marco de livre concorrência. deverá estar autorizada e pronta para funcionamento. No que se refere às unidades operacionais.4. De posse da recomendação técnica e da autorização da Secretaria de Agricultura. Esta alternativa é aceitável somente quando concorram as circunstancias abaixo: O Serviço Público de Saneamento Básico de Resíduos dispõe dos meios apropriados para a coleta e tratamento dos resíduos considerados (infra-estruturas com capacidade de tratamento de reserva suficiente). Tanto os produtores quanto os gestores devem estar autorizados para realizar essas funções no DF pelo órgão ambiental competente em matéria de resíduos.2 – Relatório do Diagnóstico 1. etc. uma infra-estrutura própria e específica desses lodos. Portanto. serão tratados de forma diferenciada na linha de compostagem na Rede de Usinas de TMB do DF. as seguintes tecnologias: a) Compostagem de lodos desidratados visando a sua valorização agronômica (usina). consideram-se aptas e apropriadas.4. que segue as exigências da resolução 01/2009.8 Lodos de ETEs e ETAs A composição e características físico-químicas dos lodos de ETEs e ETAs condicionam que o depósito em aterro sanitário não seja considerada uma alternativa ambientalmente viável de tratamento para os mesmos. 1. Conforme explicitado anteriormente os interessados em utilizar o composto orgânico do lixo deverão obter uma recomendação técnica para liberação e uso do composto orgânico de lixo.4. para determinados resíduos. estabelecendo preços abusivos de gestão.4. Os gestores contratados podem ser transportadores e/ou receptores finais dos mesmos. pagando as correspondentes tarifas. b) Secagem térmica ou solar de lodos desidratados. Pecuária e Abastecimento –SEAPA o transportador / usuário deverá procurar o SLU para receber o composto. de 15 de dezembro de 2009.).

de um aterro sanitário na área do Distrito Federal. isso pode ser constatado pela baixa quantidade de resíduos reciclados e pela inexistência.305. transporte. d. de maneira clara. a serem implantados. principalmente. 1. precariedade das instalações físicas de coleta. econômicos. haja vista a sua localização.2 – Relatório do Diagnóstico Distrito Federal (Aterro do Jóquei) não gera impactos ambientais.6 Conclusões e ações previstas Por todo o exposto anteriormente. deverão ser mantidas medidas de controle para que se permita evitar problemas de degradação ambiental no âmbito das atividades previstas no Plano Diretor. é possível verificar que a situação atual do manejo dos resíduos sólidos do Distrito Federal apresenta diversos problemas. Com relação a esse marco regulatório é importante destacar a recente aprovação da Lei Federal No 12. e. para a sua plena implementação. inexistência de um marco regulatório. e dá outras providências. 112 . altera a Lei no 9. uma vez que os resíduos sólidos que aportavam nessas unidades apresentavam características diferenciadas das inicialmente previstas.4. As demais unidades operacionais também não geram impactos significativos no Entorno. de 12 de fevereiro de 1998. são: Programa de infraestruturas públicas de gestão de resíduos sólidos. operação. Programa de marco normativo. Os programas propostos pelo Plano Diretor. o Plano Diretor elaborado para o Distrito Federal propõe tecnologias oriundas de outros países. entretanto. ambientais. b. Esse fato já ocorreu anteriormente.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. c. institucionais. de 02/08/2010. problemas sociais graves decorrentes da presença de catadores em locais de disposição no solo (Aterro do Jóquei) e em alguns outros pontos do Distrito Federal. f. sendo que os indicadores propostos no Plano podem ser utilizados para este fim. motivados. As ações previstas no Plano Diretor visam a resolver os problemas técnicos. sociais e econômicos do manejo dos resíduos sólidos do Distrito Federal. apesar de proposto pelo Plano Diretor de Resíduos Sólidos. Programa de fomento de prevenção e de valorização. que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Programa de infraestruturas públicas de eliminação de resíduos dos serviços de saúde. podendo-se citar: a. ou sociais no Entorno. tratamento e disposição final. baixa conscientização da população e do poder público quanto à gravidade do componente resíduo sólido. quando da implantação das unidades de tratamento de lixo da Ceilândia e da Asa Sul. manutenção e gerenciamento do resíduos. decorrentes de um cooperativismo ainda incipiente. pela pequena conscientização da população e pelo tipo de coleta realizado. sendo que durante toda a vida útil dessas unidades foi possível constatar problemas operacionais. deficiência no aspecto de planejamento. Programa de melhoria contínua dos serviços de coleta e transporte de resíduos domiciliares.352 de 30/06/2010 regulamentou a gestão dos resíduos sólidos de saúde. sendo que algumas dessas instalações se encontram obsoletas e com insuficientes capacidades. Essas situações indicam.605. Além disso. A Lei Distrital 4. tem-se necessidade de decisões políticas. até a presente data. o direcionamento de esforços no intuito de otimizar a prestação dos serviços de resíduos sólidos.

Programa de prevenção e correção do impacto ambiental. Programa de fomento dos sistemas integrados de gestão de fluxos de resíduos especiais. subordinado a Diretoria de Urbanização.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. A microdrenagem é definida pelo conjunto de estruturas (condutos pluviais ou canais) existentes em um loteamento ou de rede primária urbana. Programa de pesquisa. diretamente ou por contratos e/ou convênios com entidades públicas e privadas. mediante a alocação de recursos da Secretaria de Obras. Programa de inclusão social do setor informal de trabalhadores no lixo. intitulada Termo de Referência para a Elaboração de Projetos de Sistema de Drenagem Pluvial. formação e sensibilização em matéria de resíduos. implantação e manutenção de obras. Programa de fortalecimento do setor privado de gestão de resíduos sólidos no DF. o crescimento urbano das regiões administrativas no Distrito Federal e os sistemas de drenagem implantados vêm provocando impactos significativos no meio ambiente. 113 . pavimentação e construção civil de interesse do Distrito Federal.5 DRENAGEM URBANA 1. bem como o controle do cadastro do sistema de drenagem urbana do Distrito Federal. tornam-se necessárias ações no sentido de inserir e compatibilizar as ações previstas no Plano Diretor de Resíduos Sólidos no contexto dos demais serviços que compõem o saneamento básico. parques e passeios. os sistemas de drenagem urbana são classificados na fonte como: microdrenagem e macrodrenagem. a NOVACAP possui normatização específica. sendo que compete ao Departamento de Infraestrutura Urbana – DEINFRA. ou seja. projetos. incluindo a implantação de redes de drenagem. amortecimento de vazão e redução de carreamento de partículas sólidas. vinculada à Secretaria de Obras e integrante da Administração Indireta do Governo do Distrito Federal. Para efeito de conceituação do que seja macrodrenagem. Programa de informação. o Plano Diretor de Drenagem Urbana .1 Informações gerais A prestação dos serviços de manejo de águas pluviais urbanas no Distrito Federal está sob responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – NOVACAP. Historicamente. Em geral. abastecimento de água. Por fim. A drenagem na fonte é caracterizada pelo escoamento que ocorre no lote. ainda.PDDU considerou toda rede ou galeria que possui diâmetro igual ou superior a 1000 mm ou seção equivalente. uma empresa públicade economia mista. estacionamentos. incluindo-se as unidades de captação das águas de chuvas. A NOVACAP está estruturada em quatro diretorias. A empresa recomenda a utilização do Método Racional para estimar as vazões e o dimensionamento da drenagem urbana.2 – Relatório do Diagnóstico Programa de fortalecimento institucional. a responsabilidade pela elaboração de estudos. esgotamento sanitário e manejo das águas pluviais urbanas. Para a elaboração de projetos.5. 1. A empresa tem como responsabilidade a execução de obras e serviços de urbanização. desenvolvimento e inovação. dispositivos de redução de velocidade. condomínio ou empreendimento individualizado. além de um período de recorrência de 5 anos. para bacias com área de drenagem inferiores a 300 ha. A macrodrenagem envolve os sistemas coletores de diferentes sistemas de microdrenagem e incluem.

As unidades foram definidas levando-se em consideração a relação entre as características físicas. desencadeados. Com a ocupação de áreas ribeirinhas. que os rios utilizam durante os períodos chuvosos como zona de passagem da inundação. o escoamento das águas precipitadas o mais rapidamente possível para jusante. por parte da população. controlar a ocupação de áreas de risco de inundação. Dessa forma. detenção e retenção. em magnitude. as bacias elementares que foram simuladas hidrologicamente correspondem àquelas que contêm rede de drenagem pluvial com diâmetro equivalente superior a 1000 mm. caracterizando-se por transferir o problema para áreas ali localizadas. acrescidas daquelas que apresentam urbanização presente e futura. ribeirão Alagado/ribeirão Ponte Alta. garantir a sustentabilidade ambiental dos corpos receptores a jusante. os recursos hídricos e os aspectos políticos e socioeconômicos. no mapa de Infraestrutura. pela ocupação urbana sem planejamento. podendo ser caracterizados por solucionar parcial e pontualmente o problema. operados e mantidos são agravados. Para minimizar essas situações. Os projetos de drenagem urbana apresentam. por meio de uma abordagem compensatória e ambientalmente adequada. minimizar a poluição do escoamento pluvial. pela forma como os sistemas de drenagem são projetados. aumento do carreamento de partículas sólidas (proporcionando assoreamento em alguns locais e surgimento de processos erosivos em outros). impactos sobre o ecossistema aquático. rio Paranoá. Este Plano tem seus resultados decorrentes da utilização das Unidades Hidrográficas do Distrito Federal. 114 . lago Paranoá. é de fundamental importância o desenvolvimento de novas soluções procurando favorecer o controle na fonte. os objetivos da gestão da drenagem urbana devem compatibilizar a urbanização e sua infraestrutura com o escoamento pluvial de forma a evitar impactos sobre a sociedade e o meio ambiente e proporcionar um ambiente sustentável a longo prazo. buscando evitar alagamentos nas áreas urbanas. as bacias que foram simuladas em detalhe no PDDU são: ribeirão Mestre D’armas. córrego Santa Maria. As soluções compensatórias. através da utilização de dispositivos de infiltração. verifica-se a redução da capacidade de escoamento. quem produz o impacto geralmente não é o mesmo que o sofre. pois não consideravam a bacia hidrográfica como um todo. Os problemas anteriormente descritos. principalmente. eliminar processos erosivos.SEMATEC e apresentadas. alteração da qualidade da água (contaminação de aquíferos). a vazão máxima. dentre outros). ribeirão Sobradinho.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. respeitando as principais metas do sistema de drenagem urbana (eliminar alagamentos em áreas ocupadas. agindo em conjunto com as estruturas convencionais. sem controle do uso do solo e com ocupação de áreas de risco. definidas em 1994.estas previstas na revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial . em anexo. implantados. pela antiga Secretaria de Meio Ambiente e Tecnologia . com construções e aterros.como objetivo. possibilitando a distribuição das águas pluviais no tempo e no espaço.PDOT 2009. dentre outros. O PDDU estudou todas as bacias de macrodrenagem urbana do DF e forneceu diretrizes para as futuras expansões da área urbana. Como exemplo claro desse fato pode-se citar o Setor Habitacional Vicente Pires.2 – Relatório do Diagnóstico podendo-se citar as alterações no regime hidrológico dos rios (aumento das vazões de cheias e redução das vazões de estiagens). não se preocupando com as conseqüências no meio ambiente. Esse procedimento aumenta. A ocupação destas áreas de risco resulta em prejuízos evidentes quando o rio utiliza seu leito maior. em algumas situações. Dessa forma. a frequência e o nível de inundação de jusante. ou seja. No entanto. É importante mencionar que recentemente tem-se verificado um esforço por parte do Governo do Distrito Federal no intuito de minimizar essas questões e uma das ações desenvolvidas foi a elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU). Assim. os princípios de controle passam a priorizar o planejamento do conjunto da bacia. buscam compensar os efeitos da urbanização. evitando a transferência dos impactos para jusante.

de risco geológico e de carreamento de lixo para os cursos d’água. segundo levantamento da NOVACAP. 115 . econômico.É importante destacar. que esses estudos podem apresentar imprecisões. realizado em 2006. Quando dos detalhamentos de projetos. 1. incluindo os aspectos técnico. esforços no sentido de regular a prestação dos serviços. Entretanto. sendo necessário. É importante destacar que o PDDUaponta as medidas necessárias para que o manejo de águas pluviais urbanas no Distrito Federal se torne sustentável.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. fato que possibilitou conclusões com precisões compatíveis às exigidas por um Plano Diretor. bem como dados de atualização do Relatório da Diretoria de Urbanização (DU. haja vista a utilização de informações mais acuradas. essas conclusões precisam ser reavaliadas. incluindo os problemas de erosão urbana. acrescidos de informações complementares levantadas junto aos órgãos responsáveis pela prestação dos serviços do manejo das águas pluviais urbanas na capital federal.2 Caracterização do sistema de drenagem urbana Tendo como base os objetivos do Zoneamento Ecológico e Econômico. para a preparação do Programa Águas do DF. lago Descoberto.5. ambiental e social. praticamente toda a rede de drenagem do Distrito Federal foi projetada e implantada para o escoamento rápido de águas para longe dos centros urbanos.2 – Relatório do Diagnóstico ribeirões Santa Maria/Torto.NOVACAP) para o ano de 2009. ribeirão Sonhim e ribeirão Tabocas. sendo que o grande desafio é a viabilização da sua implantação. foi elaborada uma caracterização sucinta da rede de macrodrenagem. essas imprecisões não inviabilizaram a estruturação de uma modelagem hidráulica do sistema de macrodrenagem. tendo como base os estudos desenvolvidos no âmbito do PDDU. Como já mencionado anteriormente. inclusive com indicações dos principais pontos críticos na rede. haja vista a deficiência do cadastro técnico da NOVACAP. ainda. A referida Tabela é apresentada no PDDU. os estudos a seguir apresentados. A Tabela 53 apresenta a extensão das redes de drenagem instaladas por RA. ainda. constituem uma síntese dos resultados observados no PDDU do Distrito Federal. Assim.

122# 327.531# 57.938.598@ 71.830@ 175.531# 57.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.360@ 85. atualização 26/01/2009.522* 63.460* 3. * Relatório Pró-Moradia.413@ 27.360@ 85.483@ 251.598@ 71.503* 27.175@ 19.830@ 175.408@ 53.699 @ XXVII Jardim Botânico XXVIII Itapoã XXIX Total: Fonte: Novacap/SEAU. Complem.115@ 16.213@ 6.228* 34.522* 63.058@ 37. # SIA Relatório da Diretoria de 116 .Redes de águas pluviais executadas e cadastradas no Distrito Federal até 2009.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 53 . de Indústria e Abastecimento) Sobradinho II Extensão da rede (m) 251.505# 13. Região Administrativa I II III IV V VI VII VIII IX X XI XII XIII XIV XV XVI XVII XVIII XIX XX XXI XXII XXIII XXIV XXV XXVI Brasília Gama Taguatinga Brazlândia Sobradinho Planaltina Paranoá Núcleo Bandeirante Ceilândia Guará Cruzeiro Samambaia Santa Maria São Sebastião Recanto das Emas Lago Sul Riacho Fundo I Lago Norte Candangolândia Águas Claras Riacho Fundo II Sudoeste/Octogonal Varjão Park Way SCIA (S.838# 2.356* 110.122# 327. 2009.960@ 6.356* 110.816@ 2.816@ 17. 2007. Urbanização/Novacap.

ilustra a situação de implantação das redes de drenagem no Distrito Federal e os limites das bacias hidrográficas elementares. Sobradinho II. São Sebastião. Lago Norte. Figura 4 – Situação de cobertura da rede de drenagem pluvial no DF Fonte: Plano Diretor de Drenagem Urbana Com exceção das Regiões Administrativas do Lago Sul. Núcleo Bandeirante. Sudoeste/Octogonal. em função de constantes alagamentos. A figura 4 apresenta a situação de implantação do sistema de drenagem pluvial dentro do DF. Riacho Fundo I e II. No grupo implantado parcialmente. até meados da década de 90. significa apenas que grande parte do sistema está concluído. Importante ressaltar que o fato dessas cidades estarem enquadradas como sistema de drenagem pluvial implantado. Guará. encontram-se as Regiões Administrativas de Brasília. no Distrito Federal. existem algumas áreas ainda carentes de drenagem pluvial. Varjão e Ceilândia. Paranoá e quase a totalidade do Gama (existe uma pequena porção não implantada. Santa Maria. Sobradinho. apresentado em anexo. seus sistemas de drenagem pluvial quase que totalmente 117 . SOF-Sul. conforme apontado na figura 4. SCIA e Torto. Águas Claras. Brazlândia. Candangolândia. Samambaia. Taguatinga. as demais cidades tinham. Planaltina. Lago Norte e SIA. No grupo implantado. pode-se situar a drenagem pluvial em quatro grupos: implantado. em implantação e não implantado. implantado parcialmente.2 – Relatório do Diagnóstico Segundo o PDDU. Recanto das Emas. Cruzeiro. ou que ainda causa muito transtorno à população e ao meio físico. porém. estão as Regiões Administrativas do Lago Sul. Também se encontram com sistemas parcialmente implantados as localidades de Taquari (1ª etapa implantada).Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. O mapa de infraestrutura. SIA.

dos quais 124 são pontos de lançamento de águas pluviais no Lago Paranoá. As obras de implantação do sistema de drenagem do Itapoã estão sendo realizadas no âmbito do programa Pró-Moradia e as da Cidade Estrutural no âmbito do Programa Brasília Sustentável. e estruturas de lançamento final (bacias de dissipação). tem-se implantado bacias de detenção. Mesmo a dissipação da energia hidráulica do escoamento pluvial não acontece a contento. Alguns desses pontos estão afogados. A situação. com diâmetros variando de 400 a1500 mm e galerias celulares com seções quadradas. no intuito de reduzir as vazões de pico e melhorar a qualidade da água antes do lançamento final no corpo receptor. que chegam ao sistema de drenagem e 118 . 500 e 600 mm e em tubos de concreto armado para diâmetros de 800. ocorrendo.2 – Relatório do Diagnóstico implantados. sendo interligadas aos poços de visitas por meio de ramais de ligação (normalmente com DN 400 mm). Setor Habitacional São Bartolomeu e grande parte dos condomínios irregulares. No terceiro e mais crítico grupo. dentre outras substâncias. Outro local onde o sistema está em implantação é o da Região Administrativa do Jardim Botânico. Setor Habitacional Tororó. tendo como distância máxima de 80 m. Em alguns locais. tendo como data prevista de conclusão o ano de 2010. com a criação dos assentamentos e as expansões irregulares. moldadas in loco. possibilitando a condução das águas junto ao meio-fio. Vicente Pires. para permitir a inspeção e limpeza. cujas medidas variam entre 1. outros apresentam dissipadores. Normalmente as vias públicas no Distrito Federal apresentam inclinação transversal para apenas um dos lados. Esses lançamentos caracterizam-se por tubulações circulares. logo necessitando de ampliações para atendimento dessas novas áreas. o não implantado. a cobertura pelo sistema de drenagem pluvial tornou-se parcial. 1000. denominadas bacias de amortecimento ou dissipadores localizados Segundo o PDDU.65 a 3. poços de visitas (pontos de inspeção). As galerias são de concreto armado. As redes tubulares são em tubos de concreto simples para diâmetro interno de 400. Fercal. o cadastro da rede de drenagem da NOVACAP apresenta um total de 373 lançamentos de drenagem pluvial. com seções quadradas variando de 1.00 m. redes tubulares e galerias celulares (condutores das águas pluviais). Os poços de visita são localizados no início das redes e na interligação das mesmas. podendo ser adotado tampo de concreto. entretanto. estão áreas do Park Way. no lado mais baixo da via.40 m (dimensão da galeria de lançamento pluvial ao lado da ETE Sul. Asa Sul). consistindo na 3ª etapa do projeto. São geralmente construídos em blocos de concreto para redes com diâmetro até 800 mm e em concreto armado para os diâmetros de 1000. detergentes. 1200 e 1500 mm. As extremidades dos pontos de lançamentos são dotadas de estruturas dissipadoras de energia. bocas-de-lobo e de leão (pontos de captação de água). Arniqueira. Setor Habitacional Água Quente e Condomínios Colorado/Contagem. nesse lado. quando em áreas verdes (não pavimentadas). nas mudanças de direção e nos pontos de interligação com as bocas de lobo. anteriormente descrita. fechadas e/ou a céu aberto. é agravada pela ausência de estruturas de sedimentação.65 a 5. Lago Oeste. As Regiões Administrativas do Itapoã e SCIA (Cidade Estrutural) se encontram em fase de implantação dos seus sistemas de drenagem pluvial. assentados sobre base de concreto armado. Entretanto. chaminé de acesso em anéis prémoldados (aduelas) de concreto com diâmetro interno de 600 mm e tampão de ferro fundido quando em pavimento. a captação por intermédio de bocas de lobo. pela deficiência na dissipação da energia da água. Os sistemas de drenagem urbana do Distrito Federal são compostos basicamente pela conjugação das ruas (escoamento superficial em sarjetas).Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. 1200 e 1500 mm. óleos e graxas (provenientes da lavagem dos veículos em estacionamentos e em alguns casos em postos de gasolina). pelo lançamento de águas servidas que contém. que inclui também os lançamentos. entre si. nenhum deles possui estruturas/técnicas que atuem no sentido de melhorar a qualidade da água lançada no Lago Paranoá.

Outro aspecto importante sobre o sistema de drenagem pluvial está relacionado com o lançamento clandestino de esgotos sanitários. verifica-se situação precária da drenagem urbana. Como exemplo. mesmo para áreas onde o sistema se encontra plenamente implantado verificam-se deficiências no sistema de escoamento das águas pluviais. A caracterização da erosão urbana foi conduzida pela identificação de focos erosivos quanto à sua natureza e quanto à sua ―produtividade‖ ou grau de avanço. pode-se citar o Guará e Plano Piloto. ainda. pode-se citar a norma que estabelece que os novos sistemas de drenagem não lancem nos corpos receptores vazão específica superior a 24 l/s/ha. é verificada a existência de esgotos sanitários em parte da rede pluvial. sendo que esses critérios seguiram as recomendações apresentadas no PDDU.2 – Relatório do Diagnóstico proporcionam impactos ambientais significativos no Lago Paranoá. estabeleceu os critérios e procedimentos para outorga de direito de uso de recursos hídricos para lançamento de águas pluviais em corpos de água de domínio do Distrito Federal. Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal. não se permite a mistura do esgoto pluvial e sanitário. determinando -se as causas prováveis dos processos erosivos específicos.2. Recanto das Emas e Gama. 2003). seja porque a rede de esgotos não atinge a toda a população ou até porque na construção da rede de drenagem pluvial houve o cruzamento ou ruptura da rede de esgotos sanitários. No entanto. A ausência de estruturas de sedimentação pode ser responsável pelo aporte de aproximadamente duas toneladas por hectare ao ano de sedimentos. Os principais motivos para essa situação são o aumento da área impermeabilizada (elevação da taxa de ocupação de lotes) e a ampliação dos espaços ocupados. Podem ser encontradas algumas destas estruturas nos sistemas de drenagem implantados mais recentemente. existem poucos reservatórios de detenção ou retenção. sendo que essas unidades funcionam como medidas de controle. Outras informações relativas às erosões e despejo de resíduos sólidos na rede de drenagem pluvial também foram avaliadas.5. em Samambaia. os pontos de lançamento de esgotos sanitário na drenagem pluvial. verifica-se a existência de pontos com mau cheiro em áreas de fundo de vale – por onde correm os cursos d’água a céu aberto – que. Riacho Fundo II. propiciam a proliferação de vetores de doenças e a degradação da qualidade da água. No Distrito Federal. o que traz consigo inúmeras outras perdas de qualidade ambiental. É importante destacar que algumas medidas previstas no PDDU já estão sendo seguidas pela NOVACAP. do tipo compensatória. É importante destacar que a rede pluvial do DF foi projetada para operar segundo o regime separador absoluto. O PDDU cadastrou. bem como nas áreas onde esses sistemas são inexistentes.1 Locais em que o sistema de drenagem pluvial é deficiente É importante destacar que. 1. Como conseqüência 119 . Como conseqüência dessa situação. Taquari. por exemplo. por sua vez. provenientes de processos erosivos laminares. isto é. Como exemplo. segundo dados do Plano de Gestão e Preservação do Lago Paranoá (CAESB/CONCREMAT. uma vez que a ADASA – Agência Reguladora de Águas. O aporte de águas servidas e esgotos clandestinos têm sido responsáveis pela deterioração da qualidade da água do lago. Outras estruturas similares se encontram em fase de implantação nas áreas onde o sistema de drenagem está sendo construído. como. Entretanto. em todas as áreas onde os sistemas de drenagem não se encontram plenamente implantados.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. seja pelo fato de ocorrerem lançamentos clandestinos.

Wagner Piau. em frente à antiga Agência do BRB. em baixo do Eixo Monumental. Via interna do Parque da Cidade. portaria da Embrapa. Já em Sobradinho. são observadas duas áreas críticas de alagamento. Viaduto de saída do Guará. Na elaboração do PDDU. o sistema de drenagem implantado não mais suporta as precipitações com recorrências pequenas. Avenida L2 Sul. a saber: EPCB. Tesourinha da 203/204 Norte. sendo: Saída da Avenida L2 Norte para o Eixo Monumental.QE 32 – Conjuntos J e K. Q e S. Av. entre AE 1 e 2). e encontro das Av. Via de ligação Eixinho Norte/Leste à L2 norte ao lado do DNIT. no cruzamento com HCE 1 (Semáforos). Setor Médico Hospitalar Local Sul (716). 120 . e EPIG. foram levantadas informações junto à Defesa Civil do DF. Setor de Oficinas Sul – não existe rede de captação de águas pluviais. sentido EPTG. Avenida W3 Norte. verifica-se alguns pontos de alagamentos. Eixinho Norte/Oeste entre o Setor Comercial Norte e o HRAN. os pontos de alagamentos identificados durante períodos chuvosos foram assim localizados: SQS 416 – Estacionamento do Bloco S. a saber: encontro da Av. QE 40 – Anel Viário. há alguns pontos de alagamento. QE 08. na área entre as casas 09 e 15 da Rua 01 do Setor dos Engenheiros – Metropolitana. Passagem de níveis do Eixo Rodoviário Sul. haja vista a defasagem temporal entre as expansões das áreas urbanas e a efetiva ampliação dos sistemas de drenagens. Tesourinha 215/216 Norte. Na Asa Sul. entre a TV Nacional e o Pátio Brasil. Setor de Oficinas do Núcleo Bandeirante. dos Pioneiros. Avenida W3. Contorno (entre Quadra 1 e Quadra 3). nas proximidades do parque infantil Ana Lídia. AR 7/AR 5 (muro do cemitério). em frente ao HRG. C. em frente ao Setor de Autarquias. AR 13 Conjunto 17. Pontilhão que liga a Divinéia à Metropolitana. Av. verifica-se deficiência na drenagem nos seguintes pontos: Quadra 02 (área central). AR 10 Conjuntos 11 e 12. Tesourinha da 202 Sul. Avenida W2 Norte. Na Asa Norte é possível identificar alagamentos durante períodos chuvosos em pelo menos 14 pontos. QI 33 – Entorno do Edifício Consei. No Cruzeiro. Rua dos Transportes próximo ao balão e CBMDF. balão de acesso ao SAAN e RCG.1 do Setor Norte. em frente àAdministração Regional. altura da 110/210. QE 07 – AE. Balão do SESC – Guará I. Setor de Chácaras (Chácara nº 02 até a ponte da Metropolitana). altura da 111/211. Rotatória ou Balão da SQN 202/402. dos Bombeiros e Padre Alessandro Ferloni.2 – Relatório do Diagnóstico tem-se alagamentos em diversos pontos das áreas urbanas. QE 15 – Conjuntos C. Ação do Córrego Riacho Fundo.Área especial 1. Av. sendo que os locais estão espalhados por todo o DF. Avenida W3 sul. Via W1 Norte e SQN 115. atualmente existentes sejam erradicados ou amenizados pelas obras de infraestrutura em andamento. Setor terminal Norte em frente ao Hipermercado Extra. espera-se que muitos dos problemas. a saber: Vila Cauhy. No Guará.No Núcleo Bandeirante. Rua 10 (Quadra 17. Setor terminal Norte.SQN 402 Blocos F e G. entorno do colégio JK. tendo sido possível identificar diversos pontos de alagamentos durante eventos chuvosos. Setor Bancário Norte em frente ao prédio sede dos correios e em frente à parada da galeria. a saber: Via do Contorno. Av. dos Bombeiros. D. B. QE 07 – Comércio. entre a SQN 311 e a SEPN 511.No grupo dos locais com drenagem em implantação. em frente ao Setor de Rádio Televisão Norte. Tesourinha da 211/212 Norte. E e F. Na Região Administrativa do Gama. Viaduto do metrô abaixo da estação da feira do Guará. Tesourinha da SQN 202. VIA EPAA. em frente à Agência dos Correios. Anel Viário – em frente ao Centro de Saúde 02. em frente ao conjunto B da Q. QE 32 – Conjunto M.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Passagem de níveis do Eixo Rodoviário Sul. e os seguintes locais tem apresentado alagamentos freqüentes: QE 17 – Conjuntos A. JK e Pioneiros. para a obtenção dos locais onde o sistema de drenagem é deficitário. Na Candangolândia são apresentadas duas áreas críticas de alagamento.

nas Quadras 600 a 800. acima do Conjunto F da Quadra 08. lote 07. Casas 46 a 48 – margeando a Árie JK (apresenta correntezas formadas pela descida da água em grande volume e velocidade). Goiás próximo a ponte do rio Mestre D’Armas. os pontos de alagamento estão assim localizados: atrás da escola classe da QS 318. passagem de servidão. lotes 15 e 16. entre a EPCV e o Parque Canjerana. QI 21. Travessia do córrego do Atoleiro (Arapoanga). EmBrazlândia. entre a Quadra 102 até a Quadra 105. conjunto 01. estendendo-se até o lote 01 do mesmo conjunto. QNM 23. Conjunto a da Quadra 05 e o Conjunto D da quadra 07. entre os conjuntos O e P. áreas que ficam abaixo do setor Taquari. Quadra 15.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. na QNM 22. em frente a BR-070. Av. Comércio da SMDB. Já em Samambaia. onde o sistema também foi recentemente implantado. Riacho Fundo I e II. os pontos de alagamento são: Av. Avenida Sul. na ligação entre a Quadra 05 do setor norte.conjunto A-1. Taguatinga: QSC 19 (fundos do Clube Primavera). QI 29. Avenida Norte. antiga Vila do Matadouro. conjunto D. Conjunto B. os pontos com problemas são: EPDB (Estrada Parque Dom Bosco) da QL 14. Nas regiões administrativas apresentadas a seguir. são: Quadra 08. QR 401. QNM 25. os pontos de alagamento são: SQSW 302 bloco B. são indicadas as seguintes áreas sujeitas às inundações: área entre a Rua da Grota. Quadra 02. os pontos de alagamento ocorrem na Av. lote 01. conjunto B. entre os conjuntos M e P. conjunto M. na altura da entrada da QI 21. No Paranoá. bueiros que ligam a antiga fazenda Sucupira para o Riacho Fundo II e bueiros que ligam o Instituto de Saúde Mental do Riacho Fundo II. Q 05 do SRI. apesar das situações serem críticas. 404. acima do Conjunto F da Quadra 04 e acima do Conjunto B da Quadra 02. HI 60 (este alagamento traz maiores preocupações devido à sobrecarga da lâmina de d´água que chega a atingir 40 cm). Nos Lagos Norte e Sul. que os sistemas de drenagem se encontravam em fase 121 . lote 01. conjunto 02. SQSW 104 bloco C. conjunto J. EQNM 18/20. Setor Veredas e Balneário Veredinha. Vargem da Benção da Quadra 102 até Quadra 111. em local defronte ao Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. 19/21 e 21/23. No SIA. EPDB (DF 025). 17/19. os pontos de alagamento estão assim localizados: Via Independência. conjunto E. à época da elaboração do PDDU. 408 e 410 (casas são inundadas). lote 03. da altura da QR 511 até a garagem da Viplan. conjunto 05 casa 02. HI 70. Em Planaltina. acesso ao SMDB 25(Setor de Mansões Dom Bosco). na Colônia Agrícola Riacho Fundo. Avenida Norte. Avenida Norte. conjunto 09. EPDB (DF 025). em frente as QR 425 e 625. ponte entre a QI 21 e QI 09. 406. Quadra 18. margem direita da BR 060.2 – Relatório do Diagnóstico No Recanto das Emas. Em Ceilândia. Recanto das Emas (canteiro central). conjunto 12. QSC 12. No Sudoeste. próxima ao Conjunto C da Quadra 05. entre os conjuntos O e F. onde o sistema de drenagem foi recentemente implantado. conjunto M. Rua da Gameleira. Via NS1.QS 16. Quadra 18. Em São Sebastião. no Trecho 1/2. 402. na altura da QI 25. QR 602 até 614. No Varjão. Comercial – Rua 48. verificava-se. SQSW 300 bloco N. entre os conjuntsos K e N. Quadra 20. Quadra 108. lote 03. lotes 04 e 05. em frente a QR 510. acima do Conjunto H da Quadra 06. entre o conjunto O e P. Quadra 15. Quadra 16. Av. via adjacente. Quadra 20. Expansão da Vila São José. QR 601 até 617. Rua da Escola (entre os bairros Vila Nova e São José). Quadra 34. conjunto 04. Quadras 45 a 48 e 55 a 58 e em frente ao hospital regional. até o posto Ipiranga. QI 21. na via.

Dom Bosco com Avenida do Sol. 1. próximo à Igreja Cristã do Brasil. a empresa somente permite o lançamento de águas pluviais em 122 .5. No Jardim Botânico: Condomínio Solar de Brasília – Quadra 03. área de lazer no Condomínio Estância Jardim Botânico. H e D. O agravamento dos problemas erosivos está diretamente relacionado ao crescimento vertiginoso da população urbana. dentre outros. que se desenvolve em condições de equilíbrio com a formação do solo. tais como: subdimensionamento das estruturas hidráulicas. Quadra 12/17. a captação é adequada. por exemplo. em diversas áreas do Distrito Federal. Avenida entre a Quadra 12 e a 10.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Setor de Chácaras. Área especial 03 praça central. e erosão acelerada ou antrópica. em frente ao posto de saúde e o colégio. Até a década de 80. na Cabeceira do Córrego do Valo. não consideração das águas subterrâneas.Em algumas situações específicas. o campo fica alagado. Quadra 05/07. Nesse estudo serão avaliadas as erosões aceleradas. DF 205. a NOVACAP permitia o lançamento final da drenagem urbana em talvegues. num processo de rápida urbanização. ravinas e voçorocas nas áreas urbanas e seu entorno e o seu lançamento inadequado pode proporcionar a erosão dos leitos e margens dos corpos receptores. antes da implantação do sistema de drenagem e da definição da cota mínima de ocupação do setor. Por outro lado. é possível verificar que a situação da drenagem no Distrito Federal apresenta diversos problemas que precisam ser resolvidos. próximo ao conjunto C.5.2 – Relatório do Diagnóstico de implantação. Essa situação ocorria em São Sebastião. Km 01. em frente ao Bar do Maranhão. não permite a sua recuperação natural. porém as galerias não são suficientes. as ineficiências de algumas obras de combate implantadas são destruídas em curto espaço de tempo por vários fatores. sem planejamento ou com projetos e práticas de parcelamento do solo inadequados ou ineficientes. Km 2. Quadra 09. o problema pode ocorrer em função de a urbanização estar localizada em área de inundação do rio. DF 205 leste. a partir do lote 33. DF 205 leste. Atualmente. ausência de estruturas de dissipação no lançamento final pelos emissários. Km 01 Quadras 19 e 20. Quadra 02. 325 e 327. G. Fercal II. pois há situações em que esses problemas ocorrem em função da deficiência do número de bocas de lobo ou mesmo de suas localizações inadequadas. próximo aos Conjuntos D e F. Na Fercal: Comunidade Queima Lençol. avenida que liga ao Lixão. Em outros casos. Quadra 15 Conjunto C. conjunto A.3. cuja intensidade. ao lado e em frente à Quadra 350. Conjuntos E e C. Quadra 1/2. Em Itapoã: via de ligação DF 250/440. Pelo exposto anteriormente. Lote 78-A. Quadra 18. O diagnóstico da causa dos alagamentos deve ser a primeira etapa. em frente à Quadra 377. No SCIA/Estrutural: Quadra 08 Conjunto 1. Quadras 324. sendo superior à da formação do solo. conjuntos F. bifurcação da Av. drenagem pluvial urbana e falta de conservação e manutenção das obras instaladas. conforme a abordagem dos processos erosivos: erosão natural ou geológica. Quadra 11. Quadra 3 Lt 31. Em outros casos. Quadra 15/13. A falta e/ou a deficiência de sistema de drenagem de águas pluviais pode ser causa de erosão superficial e formação de sulcos. entre o posto policial e o circo. Essa situação proporcionou o surgimento de muitos processos erosivos.1 Erosão urbana A erosão se classifica em duas formas. os alagamentos surgem em função da obstrução dos pontos de captação (bocas de lobo) ou da rede de drenagem. destacando-se a avenida. Entrada da Vila Estrutural no Viaduto.3 Problemas na drenagem urbana no DF 1. Entrada da cidade. ao longo da margem da DF 250. em frente à quadra 12 Conjunto A.4. avenidas com alagamento. próximo à Igreja Assembléia de Deus.

esses pontos foram se multiplicando e espalhando por todo o Distrito Federal. área agrícola. voçorocas e família de sulcos) localizadas nas bacias elementares onde há aglomeração urbana no Distrito Federal.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Com relação à distribuição dos tipos de processos erosivos identificados nas 12 bacias elementares. sendo que essas feições erosivas normalmente ocorreram em locais próximos à área urbana. foi realizado um levantamento das erosões lineares (ravinas. estradas não pavimentadas e estradas pavimentadas próximas aos núcleos urbanos. sendo que essa exigência reduziu sensivelmente diversos problemas ambientais proporcionados pela drenagem urbana. No Distrito Federal é possível verificar a ocorrência de alguns focos erosivos desde o princípio da sua ocupação. Melchior/Belchior. É importante destacar que as bacias elementares Pedreira. sendo que os primeiros relatos são de 1954. 123 . Diante do grande número de erosões identificadas. A Tabela 54 mostra a distribuição de erosões lineares em meio urbano de acordo com as bacias elementares do Distrito Federal.Com o passar do tempo. durante a elaboração do PDDU. 59% a ravinas e 27% pertencem à família de sulcos. O número dessas erosões tende a aumentar devido a grande quantidade de áreas de empréstimo existentes.2 – Relatório do Diagnóstico cursos d’água perenes. que se encontram associadas aos processos erosivos. verifica-se 14% corresponderam a voçorocas. Alagado/Ponte Alta e Sonhim englobam mais de 70% das erosões lineares identificadas.

2 0.4 7. Tabela 55 .4 100 Considerando a distribuição dos processos erosivos por regiões administrativas.2 4.3 0.3 0.7 15.Distribuição das erosões lineares em meio urbano por bacia elementar Bacia Elementar Pedreira Melchior/Belchior Alagado/Ponte Alta Sonhim Lago Descoberto Bananal Sobradinho Riacho Fundo Mestre D’Armas Vereda Grande Lago Paranoá Santa Maria/Torto Total Fonte: Plano Diretor de Drenagem Urbana .4 5. Sobradinho. são as que esses processos mais ocorrem. Gama e Samambaia.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.6 5.9 2.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 54 . Ceilândia e Gama concentram mais de 70% dos processos erosivos identificados.9 17.7 14.6 3. As erosões levantadas ocorrem em 12 RAs.3 4. por exemplo. Paranoá.PDDU.4 0. e as que apresentam declividade de moderada a forte. Percebe-se que as regiões administrativas de Sobradinho.5 5.6 1. verifica-se que aquelas situadas próximas a bordas de chapadas.6 3 2. tais como Ceilândia.9 15. Taguatinga. Nº de erosões identificadas 51 48 37 37 15 13 13 7 6 3 1 1 232 Nº de erosões identificadas (%) 22 20.9 6.3 100 124 .9 38. conforme é possível verificar na Tabela 55.Distribuição das Erosões Levantadas por Região Administrativa Região Administrativa Águas Claras Brasília Brazlândia Ceilândia Gama Paranoá Planaltina Recanto das Emas Samambaia Santa Maria Sobradinho Taguatinga Total Nº de erosões identificadas 1 13 9 41 33 2 5 10 10 2 89 17 232 Nº de erosões identificadas (%) 0.

a população tem contribuído com aceleramento. É uma voçoroca de grande porte. 125 . cujas coordenadas geográficas do local são 15°46'43. sulcos (13) e voçorocas (8). Muitas destas paredes estão em ruptura. estando distantes apenas 10.QNN 26/28. Aparentemente essa erosão está controlada. eram de aproximadamente 130. pois se encontra bastante ativa (apresenta aproximadamente 150 metros de comprimento. Em virtude da proximidade desta erosão à população local. sendo que uma das ravinas observadas localiza-se ao lado da rodovia DF-150. 15m e 10m. próximo ao Condomínio Serra Azul. afluente do rio Melchior. a falta de um sistema de captação adequado da BR-070.0 m das residências. no entanto. com a base alargada e aspecto retilíneo que existe há aproximadamente 20 anos. constata-se a necessidade de implantação de medidas de controle em curto prazo. ocorrem algumas fraturas na superfície. à época. visto que algumas partes dela se encontram em evolução e. Algumas dessas erosões apresentam risco a população existente nas proximidades. que surgiu em 1989. pode-se citar a falta de um sistema de drenagem eficiente no Setor O de Ceilândia. porém não estabilizada. sendo que a área a montante da erosão é uma área de solo exposto. largura e profundidade médias de aproximadamente 150m. Suas dimensões.5 m (profundidade). visto que o escoamento pluvial desta área se dá em direção ao Condomínio Privê. As paredes laterais apresentam contorno sinuoso e inclinação variando entre 80° e 90°. A possível causa dessa erosão sucede da falha no sistema de drenagem da rodovia DF-150. Além disso. da infraestrutura ao lado da erosão e da declividade do terreno. a declividade do terreno e a ação humana. Outra erosão de grande porte é verificada no Condomínio Sol Nascente . porém não estabilizada. visto que algumas partes dela se encontram em evolução. o PDDU mostra que o entorno da Rodovia DF-150 apresenta grande susceptibilidade. foram identificadas 41 áreas com processos erosivos.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. na cabeceira do córrego do Valo. A jusante está o córrego Grotão. na Ceilândia. nos períodos de chuva. chegando a colocar em risco as pessoas que transitam pela Rodovia DF 150. 10. quando da visita de campo realizada no âmbito do PDDU. Na área a montante da erosão. Dentre as prováveis causas. bem como ao fluxo de água proveniente do lençol freático.0 m (largura) e 2. quando da elaboração do PDDU. um de grande destaque é a erosão localizada próxima a Rua 10 e 11. trata-se de uma voçoroca de grande porte que vem aumentando a cada período de chuva. entre eles. e seus moradores vêm enfrentando diversos problemas. respectivamente. As coordenadas geográficas deste processo erosivo são 15°37'49. o processo pode aumentar consideravelmente. Parte da bacia de contribuição é ocupada pela porção oeste da RA Ceilândia. que indicam uma tendência a progressão lateral. Está situada próximo à usina de resíduos sólidos de Ceilândia.55"S e 48°08'09. A bacia de contribuição compreende a quadra QNP 28 e a via P5. e solo exposto na cabeceira da drenagem.03" S e 47°51'27" O. sendo elas ravinas (20). foi a erosão de grande porte na QNP 28 do Setor P Sul. uma erosão preocupava bastante os moradores daquela região. extensão. A possível causa dessa voçoroca refere-se à concentração de fluxo superficial de águas provenientes das quadras residenciais a montante. dispondo resíduos sólidos de maneira inadequada na área. sendo que aparentemente ela se encontrava controlada.54". Essa voçoroca apresentava. cujas coordenadas geográficas são 16°00’56’’ S e 47°59’47’’ O. Trata-se de uma voçoroca de grande porte que está situada próxima às quadras 416/516.2 – Relatório do Diagnóstico Das erosões identificadas em Sobradinho. Além da chuva.0 m (extensão). Outro exemplo encontrado quando da elaboração do PDDU. como por exemplo a erosão de grande porte existente próxima ao Condomínio Privê. A profundidade. 10 metros de profundidade e 5 metros de largura). encontra-se a DF-150. Essa erosão ocupa uma área de aproximadamente 65 mil m² e um perímetro de aproximadamente 1000 m. se comparada às demais. Na Região Administrativa de Ceilândia. A Região Administrativa de Santa Maria não concentra muitas erosões.

utensílios domésticos. manancial abastecedor do Novo Gama/GO. claramente percebidos. Dessas erosões. distando aproximadamente 300 m de rua pavimentada. condutos e galerias.200 m.2 – Relatório do Diagnóstico em alguns pontos. britas.5. As possíveis causas são a concentração de fluxo de água do Setor Sul do Gama e da rodovia DF-290. pedaços de galhos. obstruindo bocas-de-lobo. também podem chegar até as galerias pluviais. bem como extração de solo nas proximidades da erosão. 126 . estes resíduos acumulam-se nas vias públicas ou áreas desocupadas. Apresenta extensão. o acondicionamento inadequado do material de construção civil (areias. merece destaque uma de grandes dimensões. a fim de reduzir a velocidade do escoamento e volume de pico das águas nas áreas suscetíveis a processo erosivo 1. o avanço desta voçoroca foi sensivelmente reduzido. atinge entre 10 a 15 m. respectivamente. É comum retirar das galerias de águas pluviais animais mortos. 25 m e 20 m. Ressalta-se que bacias de detenção de águas pluviais vêm sendo implantadas pelo GDF. o qual desvia o escoamento de atingir a área da erosão. Além dos problemas sanitários e estéticos desse acúmulo. Nas áreas não urbanizadas plenamente tem-se. e. tais como cercamento da área e reflorestamento próximo das bordas. Um dos principais problemas para as galerias de águas pluviais são os resíduos lançados a céu aberto pela população. Outro problema ainda freqüente é a reduzida educação ambiental da população. ou seja. como folhas. bem como os rejeitos provenientes da vegetação. dentre outros. O principal impacto dessa erosão é o assoreamento dos córregos a jusante. localizada entre a DF-290 e a VC-379. os materiais provenientes de processos erosivos laminares. animais mortos.2 Problema de carreamento de lixo para as galerias de águas pluviais Quando os serviços de coleta e disposição de resíduos são inexistentes ou não funcionam de maneira adequada. O lançamento de lixo nas vias públicas ou mesmo em terrenos baldios (principalmente os provenientes de restos de construção civil. a ocorrência de chuvas pode provocar o carreamento destes resíduos para o sistema de drenagem. sendo 15 ravinas.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Em áreas onde ainda se verificam construções. não acondicionados adequadamente. a montante da voçoroca. cuja coordenada geográfica é 16°01’39‖ S e 48°05’44‖ O. Com relação à Região Administrativa do Gama. A possível causa do surgimento dessa voçoroca está relacionada com a deficiência do sistema de drenagem. também podem ser carreados até as entradas das bocas de lobo. de acordo com os dados do estudo realizado no âmbito do PDDU. que lança diretamente nos poços de visitas materiais que não mais interessam. dentre outros materiais. Após a construção do canal de drenagem em concreto. ainda. pelo carreamento pelas águas das chuvas. foco de doenças pela presença de lixo e água parada no fundo. conseqüentemente. Diante do exposto faz-se necessário um programa de recuperação em longo prazo e implantar algumas medidas de recuperação em médio prazo. estão localizadas aproximadamente 14% das erosões identificadas. Os principais impactos causados pela evolução da voçoroca constituem-se no risco para as residências adjacentes e no assoreamento do Ribeirão Santa Maria. material de entulho) depositado em vias públicas. conhecida como Grand Canyon. sendo que a bacia de contribuição inclui toda porção Sudoeste e o Setor Sul do Gama e a rodovia DF290. dentre outros). e os oriundos das varrições das vias. com a concentração do fluxo de água proveniente do lençol freático e com a extração do solo. 04 voçorocas e 14 famílias de sulcos. afetando seu funcionamento e contribuindo para a degradação da qualidade das águas pluviais. dos cursos d’água aos quais estas águas são encaminhadas. largura e profundidade média de 3. Tal erosão está em plena atividade.3.Parte da cabeceira da voçoroca foi aterrada com lixo e entulho de construção que estão sendo carreados para jusante. a fim de minimizar o impacto das águas pluviais. pelo fluxo superficial. porém não eliminado.

controle ou acompanhamento técnico. sem nenhum planejamento.Resíduos sólidos no interior de estrutura do sistema de macrodrenagem do Paranoá nas proximidades das Quadras 21 e 25. em área de drenagem pertencente a bacia elementar do Lago Descoberto. Figura 5. Fonte: Plano Diretor de Drenagem Urbana Figura 6.2 – Relatório do Diagnóstico As Figuras 5. na Ceilândia. Os moradores da redondeza aproveitam-se da área degradada para lançar resíduos sólidos diversos. também proporciona graves problemas aos cursos d’água. em locais onde se constatada ocorrência de processos erosivos. conforme identificado pela Figura 6. 6 e 7apresentadas a seguir. O lançamento de resíduos sólidos. no Paranoá. ilustram algumas das situações detectadas no PDDU. Fonte: Plano Diretor de Drenagem Urbana 127 .Local de disposição de resíduos sólidos diversos. Essa situação é verificada nas proximidades do Condomínio Prive.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

2 – Relatório do Diagnóstico Figura 7. filma e tira fotografias dos locais desejados.Resíduos sólidos na voçoroca do Condomínio Privê. O procedimento empregado permite identificar fissuras. presença de resíduos sólidos e ocorrência de obstruções que provocam alagamentos em épocas das chuvas. o PDDU coletou informações contidas nos relatórios de Vídeo Inspeção. O serviço produz informações sobre o estado da rede de drenagem a partir de um robô que vistoria o interior das tubulações.3 Problema de lançamento de esgotos em galerias de águas pluviais Para caracterizar o problema dos lançamentos de esgotos em galerias de águas pluviais e vice-versa. Foram levantadas as principais interconexões existentes entre as redes de drenagem e esgoto. assim como outras interferências na drenagem que possam ter impacto no normal escoamento das 128 . Fonte: Plano Diretor de Drenagem Urbana 1. na Ceilândia.5.3.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. gerados por um serviço terceirizado para a NOVACAP. ligações clandestinas de esgoto.

Mapeamento das interconexões entre as redes de drenagem pluvial e de esgotos doméstico e industrial. A Figura 8 contém. de maneira esquemática. Figura 8.2 – Relatório do Diagnóstico águas pluviais.Distribuição dos locais com lançamento irregular de esgotos na rede de drenagem pluvial. por Região Administrativa. o mapeamento dos locais onde existe interconexão entre a rede de esgoto pluvial e sanitário e a Figura 9 apresenta a distribuição desses lançamentos por região administrativa.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Fonte: Plano Diretor de Drenagem Urbana 129 . Fonte: Plano Diretor de Drenagem Urbana Figura 9.

5. Para o cenário futuro. no intuito de proporcionar um manejo sustentável para a prestação dos serviços de águas pluviais urbanas no DF. Pelas conclusões apresentadas no PDDU. e) necessidade de complementação da formação técnica dos profissionais existentes e dos novos que poderão integrar a empresa.5.considerando a situação atual e futura Com base nas informações levantadas. 10 e 25 anos de tempo 130 . a ser utilizada em projetos de drenagem urbana no Distrito Federal.2 – Relatório do Diagnóstico 1.5. os principais aspectos limitantes identificados. limitando a capacidade de avaliação e fiscalização que levam a sustentabilidade dos projetos urbanísticos. O cenário atual ou de diagnóstico da rede de macrodrenagem utilizou os dados de ocupação atual do território.Foi realizada. foi ainda construída uma nova relação Intensidade-Duração-Frequência. d) número reduzido de pessoal para atuar na drenagem urbana. com sugestões de algumas medidas de controle. dentre outros. em conjunto com a rede de drenagem atualmente existente. f) os serviços de drenagem estão distribuídos por várias divisões.4 Limitações atuais na gestão do manejo de águas pluviais Pela análise realizada no âmbito do Plano Diretor de Drenagem Urbana. ainda. c) análise fragmentada dos projetos. de acordo com o crescimento tendencial. análise da rede de macrodrenagem do Distrito Federal para dois cenários distintos: cenário atual ou cenário de diagnostico e cenário futuro ou prognóstico. b) dívida trabalhista da NOVACAP e sua baixa capacidade de implementar a gestão prevista na nova legislação. o que não permite uma gestão integradora da drenagem urbana e a dispersa a capacidade de atendimentos dos serviços g) a manutenção dos novos dispositivos e mesmo existentes necessita de indicadores eficientes para evitar que soluções como a detenção se torne áreas degradadas. conforme preconizado no PDOT. O cenário futuro teve como base a ocupação do solo ou.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Esse é o cenário de uso de solo utilizado para avaliar os impactos que a população pode sofrer caso o processo de urbanização continue e nenhuma obra de drenagem ou medida para o controle do escoamento seja implantada. Com os dados obtidos. h) os serviços de águas urbanas na cidade não mostram grande integração na redução dos problemas de interfaces entre os mesmos. i) a falta de indicadores de avaliação dos serviços quanto à eficiência. possibilitando um diagnostico dos problemas da drenagem urbana do Distrito Federal. foram os seguintes: a) falta de regulação dos impactos gerados pelas novas construções na drenagem urbana existente.5 Avaliações realizadas no âmbito do PDDU. os riscos de projeto foram analisados para 2. foi caracterizado o regime hidrológico e sua estabilidade e a característica de distribuição das precipitações nos pontos de amostragem do DF. 1. é possível inferir que o modelo de gestão atual da NOVACAP precisa ser revisto. considerando as taxas de densidades e o aumento da impermeabilização do solo ao longo dos anos.

9 e 10 também se apresentaram como insuficientes já para uma chuva com 2 anos de período de recorrência. sendo um rico instrumento para nortear os planos de investimentos do prestador de serviços. a partir do resultado das simulações. foi possível detectar trechos da rede cuja capacidade está sendo superada. dos locais críticos e os respectivos volumes excedentes. sendo que para a modelagem hidráulica foi escolhido o Storm Water Management Model (SWMM). Essas macrobacias foram caracterizadas.Alem disso. Ainda. para ilustrar as atividades desenvolvidas no âmbito do PDDU. constituindo o diagnóstico do sistema de drenagem implantado. apresentadas em figuras no PDDU que permitem uma visualização espacial.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. o PDDU desenvolveu uma modelagem para a verificação das redes de macrodrenagem. sendo que esse montante de água pode ficar armazenado ou escoar pelas ruas.Esses resultados indicaram o grau de comprometimento das redes de drenagem quando sujeitos a eventos de precipitação com períodos de retorno de 2. foram avaliados um total de oito cenários diferentes. os volumes excedentes nos trechos das redes cujo comprometimento supera a capacidade de escoar. foi possível verificar que o grau de comprometimento da capacidade hidráulica das galerias de macrodrenagem aumenta conforme aumenta a recorrência do evento de diagnóstico. Os canais responsáveis pelo lançamento das macrobacias 7. nesses locais. 5.2 – Relatório do Diagnóstico de retorno. se computados entre os cenários simulados. visando nortear a implantação do controle nestes locais. verificou-se que a bacia de detenção projetada nas proximidades da DF 430 e rua A. configurando insuficiência do sistema de escoamento pluvial. Para uma chuva com 10 anos de período de recorrência. foram identificados e localizados aqueles para implantação de medidas estruturais (por exemplo. reservatórios de detenção). Assim. dependendo das condições locais e de topografia 131 . 8. Desta forma. ocasionando extravasamentos e alagamentos. Essa atividade proporcionou o levantamento das principais carências do sistema de drenagem considerando a situação e futura. tem-se volumes de água que não conseguem ingressar nas redes de drenagem devido à falta de capacidade do sistema. foi possível conhecer. verifica-se que existe um grande número de redes de drenagem com capacidade comprometida. Os resultados das simulações realizadas para a rede de drenagem permitiram avaliar o seu desempenho atual. Os resultados das simulações. Já para uma recorrência de 2 anos. É conveniente ressaltar que. no intuito de racionalizá-los. bem como a rede de drenagem responsável pela extravasão dessa estrutura. Definidos os parâmetros de projetos e utilizando-se do cadastro disponibilizado pela NOVACAP. 10 e 25 anos. sendo cada um deles representado mediante simulação matemática da rede de macrodrenagem. como é esperado. separados por bacia elementar simulada. considerando os cenários de diagnóstico e prognóstico para suas diferentes sub-bacias de simulação. não possuem capacidade suficiente para o armazenamento e escoamento das águas pluviais já para um evento com 2 anos de período de recorrência. A título de exemplo. bem como trechos onde a rede está funcionando de forma satisfatória. apresentase uma síntese das atividades desenvolvidas para a Região Administrativa de Brazlândia. que foi subdividida em 11 macrobacias. Os principais trechos críticos encontram-se ao longo das ruas Q46 e Q6 e BR 080/251. boa parte dos trechos das redes de macrodrenagem tem sua capacidade totalmente comprometida. os cenários de diagnostico (situação atual para os mesmos períodos de retornos). com folga no comprometimento da capacidade. Com base nessas informações fornecidas pela modelagem. Considerando a situação das simulações realizadas. e o seu funcionamento para os cenários futuros de ocupação do solo. ou seja. respectivas avaliações e indicações de possíveis locais para implantação de medidas de controle dos volumes excedentes foram apresentados para cada região administrativa.

dentre outros) e chegando ao modelo de gestão. Diante do quadro encontrado.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. reduzindo sobrecargas e situações de alagamentos. a priori. possam ser indicados aqueles locais de particular interesse.2 – Relatório do Diagnóstico da região. ocupações de áreas de montantes não previstas inicialmente. passando pelo processo operacional (com deficiências de equipamentos. foram pensadas soluções para os problemas detectados. pois considera apenas os aspectos técnicos e desconsidera os aspectos ambientais e econômicos).6 Conclusões gerais sobre o manejo das águas pluviais Por todo o exposto. Essas deficiências são agravadas pela expansão urbana acelerada e com modificações nos seus princípios iniciais. por exemplo. indo desde o conceito adotado para a implantação dos sistemas de drenagem (não sustentável. 1. que proporcionam impactos significativos no sistema de drenagem pluvial urbana. pode-se observar que a prestação dos serviços de águas pluviais urbanas no Distrito Federal tem apresentado graves deficiências ao longo dos anos. esforços devem ser empreendidos no intuito de elevar o índice de cobertura do sistema de drenagem. Seria recomendável. A diferença de velocidade entre a ocupação urbana e a implantação da drenagem proporciona a situação de áreas sem sistemas em operação e outras áreas com sistemas parcialmente implantados. que foram avaliadas as possibilidades de os volumes excedentes em uma mesma sub-bacia e/ou bacia de análise poderem ser armazenados em um ou mais locais. esse mapeamento preliminar permite que. antes de serem implantadas. com elevação do índice de impermeabilização do solo. É claro que a escolha definitiva dos locais que serão efetivamente utilizados para armazenamento passa pelo processo de planejamento de cada unidade de bacia. dentre outros. Para uma chuva com 5 anos de período de recorrência. tendo em vista as simulações efetuadas. com reflexos nas taxas de impermeabilização de lotes. motivado pela presença de gases e líquidos ácidos provenientes desses resíduos. de acordo com a disponibilidade de áreas. Todos os trechos críticos. também.5. rotinas de manutenção preventiva e corretiva. boa parte dos trechos das redes de macrodrenagem tem sua capacidade totalmente comprometida. continuam apresentando problemas. em razão de uma menor previsão de aumento na taxa de impermeabilização. Assim. deveriam ser submetidas a parecer técnico da NOVACAP. buscando a universalização. em que o sistema de drenagem se mostrou insuficiente. da mesma forma. Assim. com o aparecimento de novos locais críticos. Vale ressaltar. quantidade de pessoal. com relação ao cenário de diagnóstico. Para o prognóstico. Para algumas sub-bacias o aumento do número de locais críticos é menos visível. as simulações desenvolvidas no PDDU mostram a evolução do comprometimento da capacidade das redes de drenagem. conduzindo assim. para a reservação/aquisição da área para esse fim. As áreas de expansão da ocupação urbana. pois a ocupação atual já está bastante consolidada nessa região. foram identificados locais que têm potencial para serem utilizados como área de armazenamento (para construções de bacias de detenção ou retenção). O lançamento inadequado de esgotos e lixo nas galerias de águas pluviais proporciona a aceleração do processo de deterioração das tubulações de concreto. No entanto. fossem encaminhadas ao prestador de serviços para parecer técnico quanto aos impactos nos sistemas existentes ou projetados 132 . previamente indicados no diagnóstico. que todas as alterações nas ocupações de áreas urbanas consolidadas. no intuito de se avaliar os impactos dessa nova área urbana nos sistemas existentes ou projetados de drenagem.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O SANEAMENTO BÁSICO NO DF Ao longo dos anos. A regulação do manejo de águas pluviais urbanas também é de fundamental importância. Outra situação grave que necessita de acompanhamento imediato está relacionada com o surgimento de processos erosivos. devem ser contratados estudos mais detalhados no intuito de definirem as soluções mais adequadas no aspecto técnico. é fundamental. sendo que o objetivo principal é reproduzir a hidrologia de pré-ocupação da baciaatravés do controle de todoespectro de frequência dos eventos de chuva. bem como da possibilidade de minimizar esses problemas com a implantação de estruturas de amortecimento de vazão (bacias de detenção ou de retenção). deve-se avaliar a possibilidade de sua implantação. Pelo descrito anteriormente. no intuito de reduzir o lançamento inadequado de esgotos em águas pluviais e de águas pluviais em redes de esgotos. A implantação das ações previstas no PDDU será de extrema importância para tornar sustentável o sistema de drenagem urbana no Distrito Federal.apontam para o fato de o saneamento básico não sersó uma questão de engenharia e sim. Esse modelo busca evitar impactos sobre a sociedade e o meio ambiente e proporcionar um ambiente sustentável de longo prazo. possibilitando a distribuição das águas pluviais no tempo e no espaço. É recomendável o planejamento do conjunto da bacia. econômico e ambiental para que os sistemas existentes possam operar de maneira adequada. detenção e retenção. como. reduzindo os impactos nesses dois sistemas. esses processos normalmente são causados pela ausência ou deficiência do sistema de drenagem. resíduos sólidos. nos vários âmbitos de governo. abastecimento de água e esgotamento sanitário. Entretanto. sendo que algumas medidas previstas no PDDU já estão sendo seguidas pela NOVACAP.Ações conjuntas entre a NOVACAP e CAESB e órgão ambientais também podem ser implementadas. 133 . incluindo os componentes de drenagem urbana. também. óleos e graxas De posse dos resultados das limitações hidráulicas das redes existentes da NOVACAP. A implementação de um novo modelo de gestão para o manejo de águas pluviais urbanas também é recomendável. uma questão de engenharia. Por fim. Um programa de monitoramento conjunto entre a NOVACAP e a CAESB deveria se iniciado. devendo ela tratar da definição de objetivos. detergentes. princípios.2 – Relatório do Diagnóstico de drenagem. os discursos. para que o saneamento básico se torne efetivamente sustentável é recomendável a elaboração do Plano ―Estadual‖ de Saneamento Básico. por exemplo. 1. É importante mencionar o recente esforço por parte do GDF no intuito de minimizar essas questões e uma das ações desenvolvidas foi a elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU). Recomenda-se o desenvolvimento de novas soluções que proporcionem uma abordagem compensatória e ambientalmente adequada para os novos sistemas a serem implantados. sendo que alguns deles proporcionam riscos a parte da população urbana.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. O aspecto de qualidade das águas também deve ser acompanhado. metas e estratégias para o Distrito Federal. a definição e a implantação da Política de Saneamento Básico. no intuito de reduzir o lançamento de materiais inadequados. Como o PDDU propõe um modelo sustentável. evitando a transferência dos impactos para jusante. É recomendável o desenvolvimento de estudos que apontem as causas e as soluções dessem problemas. através da utilização de dispositivos de infiltração. incluindo-se a de Drenagem Urbana. bem como para os sistemas existentes a serem ajustados.

migração. aos setores participantes. Deve-se destacar que o uso múltiplo de águas inclui agentes que estão ligados à água. como e para onde a cidade vai expandir). de educação. apoiando programas setoriais específicos e facilitando o tratamento integrado de temas transversais de interesse. de crescimento populacional (incluindose aí componentes de natalidade. por exemplo). precisam ser implementadas. qualidade. clareza. 134 . As ações integradas possibilitam. culturais. participação. a economia. a qual está estruturando instrumentos de regulação. Esgotamento Sanitário. os órgãos de recursos hídricos/saneamento precisam interagir com os demais setores que afetam ou utilizam a água para que passem a se preocupar com esse recurso natural em suas políticas. dentre outros). tem-se necessidade de projetos que apresentem como objetivo dar suporte à implantação de políticas e planos no Distrito Federal. sendo fundamental a articulação institucional para que os diversos setores que compõem o saneamento básico desenvolvam ações integradas. sociais. como por exemplo a agricultura. a educação ambiental. a pesca. Pelo exposto nos itens anteriores.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Assim. de planejamento urbano (quanto. tanto na proposição quanto na execução das ações. pode-se verificar a deficiência na integração de ações que superam a área de atuação de um determinado componente. dentre outros. de saúde pública. Assim. como. como. emigração. outorga. etc. sejam as estruturantes. guia na avaliação. responsabilidade. mas que não estão inseridos no setor saneamento. Recentemente foi criada a ADASA – Agência Reguladora de Água e Saneamento do Distrito Federal. o meio ambiente. seguindo as recomendações da referida Lei. fiscalização. Verifica-se a necessidade de buscar melhor articulação e coordenação de ações no sentido de criar um ambiente integrador. tais como planos. na definição de soluções dos graves casos de processos erosivos verificados no Distrito Federal. o lazer. esses planos diretores não foram elaborados de maneira conjunta e não atendem à universalidade da prestação de serviços (áreas urbanas e rurais.2 – Relatório do Diagnóstico Isso se deve ao fato de que não se pode pensar em saneamento básico sem avaliar questões ambientais. O fortalecimento de iniciativas de articulação intersetorial. reduzindo deseconomias causadas por deficiências na articulação e na coordenação intersetoriais. por exemplo. sendo que muitos deles foram elaborados buscando atender a diversos quesitos necessários ao planejamento adequado do setor saneamento. nos setores de recursos hídricos/saneamento básico. econômicas. os mesmos não são suficientes. a urbanização. como as não estruturantes. fato que não permite caracterizá-los como partes de um plano diretor de saneamento básico para o Distrito Federal. dentre outros. dentre outros. a segurança. a pecuária. Essas ações integradas também proporcionam: maior transparência. de tal maneiraque todos os interesses possam ser preservados. credibilidade. o esgoto condominial) e tratamento mais explícito de temas transversais prioritários precisam estar presentes nas políticas públicas do GDF. mortalidade. Para isso. por exemplo. dentre outros. por exemplo. Manejo de Resíduos Sólidos e Manejo de Águas Pluviais Urbanas para o Distrito Federal. no entanto. como recomenda a Lei 11. porém com autonomia e flexibilidade. eficiência.Não se pode pensar em saneamento básico apenas no aspecto de implantação dos sistemas. mas também de priorizar as questões de operação e manutenção. Apesar desses instrumentos serem necessários. guia na gestão e supervisão. ainda. buscando maior eficiência na implementação e respostas mais rápidas. verifica-se a necessidade de promover atualizações nesses estudos. mas que afetam a população. A continuidade de programas setoriais exitosos (como. a produção de energia. acordo entre as partes. Ao analisar os referidos documentos. é possível verificar a existência de Planos Diretores de Abastecimento de Água. sendo que diversos deles foram provocados por deficiência no sistema de drenagem. redução de conflitos.445/2007 (Lei de Saneamento). uma racionalização na aplicação de recursos públicos no setor saneamento. enquadramento.

esgotamento sanitário. Esse programa de fortalecimento institucional precisa incluir. manejo de águas pluviais urbanas e manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana. ações que elevem a conscientização da população e do poder público. o planejamento.2 – Relatório do Diagnóstico Ainda no setor saneamento.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. incluindo-se um forte programa de educação ambiental. a prestação de serviços e aumentar a satisfação dos usuários. 135 . foi possível verificar a necessidade de estruturação de um programa de fortalecimento institucional que englobe as empresas envolvidas na prestação dos serviços de abastecimento de água. no intuito de melhorar a gestão. Em anexo apresenta-se um mapa com a indicação das áreas de risco de contaminação ambiental dos diferentes sistemas de saneamento ambiental. também. quanto à gravidade das questões que envolvem o setor saneamento básico.

2 – Relatório do Diagnóstico Tema 1 – INFRAESTRUTURA E EQUIPAMENTOS REGIONAIS 2 Subtema 2 – ENERGIA 136 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

1 Introdução A CEB – Companhia Energética de Brasília detém a concessão para a prestação dos serviços de eletricidade em todo o Distrito Federal. 2. Esses estudos apresentam. que apresenta um caráter estratégico de fornecimento de energia para a Esplanada dos Ministérios e Praça dos 3 Poderes. 137 . sendo que o Plano de Desenvolvimento da Distribuição (PDD) apresenta estudos de previsão de demanda no sistema de distribuição de alta tensão – SDAT e subestações de distribuição .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório do Diagnóstico 2.SED. comercial e poder público. onde percebe-se um crescente aumento na demanda total de energia no período entre 2003 a 2007.1. sendo que a principal atividade desenvolvida pela CEB é a de distribuição de energia elétrica. bem como a prospecção das principais obras estruturantes. do PRODIST – Programa de Distribuição de Energia Elétrica do Sistema Elétrico Nacional. queda de tensão e ainda dados físicos como extensão de rede primária.1 ELETRICIDADE 2. O mesmo Plano de Desenvolvimento da Distribuição (PDD) também apresenta os resultados dos estudos de planejamento do sistema de distribuição de média tensão (SDMT) e de Baixa Tensão (SDBT) no horizonte de 5 anos. de modo a atender aos critérios técnicos e econômicos para os horizontes de médio e longo prazos. A CEB apresenta planejamento decenal. perdas na rede primária. conforme é estabelecido no modelo dos procedimentos de distribuição da companhia. carregamento. a seguir. entre outros. incluindo planos de obras no horizonte de ano (2009-2018). bem como os resultados do planejamento do sistema de subtransmissão da CEB. buscando sempre proporcionar confiabilidade e viabilidade econômica. Para a realização desses estudos faz-se inicialmente uma análise de todos os alimentadores.2 Caracterização do consumo A Figura 10. A única unidade de geração de energia elétrica da CEB na área do Distrito Federal é a localizada na barragem do lago Paranoá. apresenta a caracterização do consumo de energia no DF. resultando plano de obras. apresentando para cada um deles o seu desempenho operacional em relação a interrupções. Os estudos desenvolvidos pela CEB atendem às exigências da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. mais notadamente em função do crescimento mais significativo na demanda por parte dos segmentos residencial. Com base no crescimento de carga previsto para as subestações a CEB analisa também o efeito desse crescimento sobre alguns itens de desempenho operacional dos alimentadores.1. Os setores rural. de iluminação pública e de serviço público apresentaram um aumento na demanda menos expressivo quando comparado aos anteriores e o setor industrial apresentou uma redução no consumo considerando-se o mesmo período. quantidade de transformadores. o detalhamento da expansão. como objetivo principal. ampliação e reforços necessários no sistema de distribuição.

Poder Público Estadual ou Distrital e Poder Público Municipal. não incluídas as subclasses seguintes. Escola Agrotécnica. entre outros.500. diretamente ligadas à prestação de serviços de eletricidade. exclusivamente. incluído nesta classe o fornecimento provisório. Iluminação Pública e Serviço Público. Consumo Próprio – Fornecimento destinado ao consumo de energia elétrica da própria concessionária. destinado a atender eventos e festejos realizados em áreas públicas.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.000.000 3.000 0 2003 2004 2005 2006 2007 Figura 10– Consumo de energia elétrica no DF por diferentes classes no período 2003 a 2007 Fonte: Companhia Energética de Brasília – CEB – Diretoria de Produção e Operação – Núcleo Operacional de Planejamento Elétrico-Energético – NOPEL – Boletim de Mercado Nota: Poder Público – Fornecimento para unidade consumidora onde.500. Esgoto e Saneamento. for solicitado por pessoa jurídica de direito público que assuma as responsabilidades inerentes à condição de consumidor.000 1.500. devendo ser consideradas as seguintes subclasses: a) Próprio – Fornecimento para escritório. saneamento e tração elétrica urbana e/ou ferroviária. Serviço Público – Fornecimento. e também solicitado por pessoa jurídica de direito público.000.000 500. apresenta a distribuição do número de consumidores de energia elétrica no DF.000. 138 . b) Canteiro de Obras – Fornecimento para canteiro de obras da própria concessionária.000.000 3. no período entre 2003 a 2007. esgoto. de interesse do Poder Público.2 – Relatório do Diagnóstico 4. devendo ser consideradas as seguintes subclasses: Poder Público Federal. máquinas e cargas essenciais à operação de serviços públicos de água. para motores. explorados diretamente pelo Poder Público ou mediante concessão ou autorização. com exceção dos casos classificáveis como Serviço Público de Irrigação Rural. oficina. abaixo.000 1. onde destaca-se a maior representatividade dos segmentos residencial e comercial.500. Água. c) Interno – Fornecimento para instalações e dependênciasinternas de usinas.000 2. A Figura 11. subestações e demais locais diretamente ligados à produção e transformação de energia elétrica.000 2.independentemente da atividade desenvolvida. devendo ser consideradas as seguintes subclasses: Tração Elétrica. almoxarifado e demais instalações da própria concessionária.000 4.

entre outros.independente da atividade desenvolvida.000 300. b) Canteiro de Obras – Fornecimento para canteiro de obras da própria concessionária. diretamente ligadas à prestação de serviços de eletricidade. Serviço Público – Fornecimento.000 400.000 700. máquinas e cargas essenciais à operação de serviços públicos de água. para motores. almoxarifado e demais instalações da própria concessionária. Poder Público Estadual ou Distrital e Poder Público Municipal. apresentam a distribuição. devendo ser consideradas as seguintes subclasses: Tração Elétrica. pelas Regiões Administrativas do DF. saneamento e tração elétrica urbana e/ou ferroviária. de interesse do Poder Público. oficina. exclusivamente. c) Interno – Fornecimento para instalações e dependênciasinternas de usinas. destinado a atender eventos e festejos realizados em áreas públicas. 139 . e também solicitado por pessoa jurídica de direito público.000 100. Esgoto e Saneamento.000 600. esgoto. com exceção dos casos classificáveis como Serviço Público de Irrigação Rural. explorados diretamente pelo Poder Público ou mediante concessão ou autorização.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.000 0 2003 2004 2005 2006 2007 Figura 11– Número de consumidores de energia elétrica no DF por diferentes classes no período 2003 a 2007 Fonte: Companhia Energética de Brasília – CEB – Diretoria de Produção e Operação – Núcleo Operacional de Planejamento Elétrico-Energético – NOPEL – Boletim de Mercado Nota: Poder Público – Fornecimento para unidade consumidora onde. for solicitado por pessoa jurídica de direito público que assuma as responsabilidades inerentes à condição de consumidor. Iluminação Pública e Serviço Público. devendo ser consideradas as seguintes subclasses: a) Próprio – Fornecimento para escritório. do consumo de energia e o número de consumidores por diferentes classes. Consumo Próprio – Fornecimento destinado ao consumo de energia elétrica da própria concessionária. não incluídas as subclasses seguintes.2 – Relatório do Diagnóstico 800. devendo ser consideradas as seguintes subclasses: Poder Público Federal. subestações e demais locais diretamente ligados à produção e transformação de energia elétrica.000 500. As Tabelas 56e 57apresentadas a seguir. Água. incluído nesta classe o fornecimento provisório. Escola Agrotécnica.000 200.

...463 156..605 61..861 53. .205 103.. . . ..2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 56. .187 83.999 5..274 57.852 52. Sobradinho II Jardim Botânico Itapoã SIA (2) 140 .852 430 6.627 48.379 1.586.106 18. Residencial 1.... .704..773 .097 173.276 166...347 4. .635 110. Industrial 164..775 618 1.932 15.364 6..176 74.506 30..565 284..292. .205 27..407 1..226 5.761 169. .Consumo de energia elétrica por classes.064 738.702 50..090 18.626 64..... Comercial 1. .876 29.209 76. .. . .498 9. .544 13. ....859 8.750 50.272 361 988 343 . .640 8..435 95..713 10.434 104.. .056 669 1. . . . .662 3.. segundo as Regiões Administrativas – Distrito Federal em 2007 REGIÕES ADMINISTRATIVAS DISTRITO FEDERAL Brasília Gama Taguatinga Brazlândia Sobradinho Planaltina Paranoá Núcleo Bandeirante Ceilândia Guará Cruzeiro Samambaia Santa Maria São Sebastião Recanto das Emas Lago Sul Riacho Fundo Lago Norte Candangolândia Águas Claras Riacho Fundo II Sudoeste/Octogonal Varjão Park Way SCIA (1) CONSUMO DE ENERGIAELÉTRICA (MWh) Total 4.165 386... .625 261. ...157 11...195 .512 90.437 30.. .148 559...801 26..274 32. .556 93.824 45...730 22.... ..Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.. ..153 44.. .969 141.850 231.989 24....262 69.. .. .. .496 162.....310 23...940 8... ..303..409 6.421 .263 52.020 35... .435 87....635 19.289 290. .099 26. ..... ..354 38..353 175..

. .663 11. Consumo Próprio 4..287 4..245 558 1.. .210 7.. .422 876 ...883 56... .483 8... . ... .. segundo as Regiões Administrativas – Distrito Federal 2007 (Continuação) Regiões Administrativas Rural DISTRITO FEDERAL Brasília Gama Taguatinga Brazlândia Sobradinho Planaltina Paranoá Núcleo Bandeirante Ceilândia Guará Cruzeiro Samambaia Santa Maria São Sebastião Recanto das Emas Lago Sul Riacho Fundo Lago Norte Candangolândia Águas Claras Riacho Fundo II Sudoeste/Octogonal Varjão Park Way SCIA Sobradinho II Jardim Botânico Itapoã SIA (2) (1) Consumo de Energia Elétrica (MWh) Iluminação pública 236.167 1...989 3.523 2. .312 151 40 8. .284 4.. .992 121.318 2.885 15. ....119 2.028 6..Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.170 7.504 2.025 315 3..677 384. .338 1. ...852 3.... ...021 1.336 23..496 5.017 22. ..940 1... .563 18..641 2. ..074 1......113 5.. .588 2.674 44.089 4. ... . ....815 13. .. Fonte: Companhia Energética de Brasília – CEB – Diretoria de Produção e Operação – Núcleo Operacional de Planejamento Elétrico-Energético – NOPEL – Boletim de Mercado 141 .. .165 5.983 4..873 7.911 1..725 4... 108.....047 238 .415 3...490 6.199 8... Poder público 524.. .... .. ..930 77..625 8.362 7.473 1.817 3. ... .....599 3.659 880 ...612 5..783 9...... . .422 3.. .665 18 . . . .236 2.980 5.674 2.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 56 .413 7.482 13.Consumo de energia elétrica por classes.. ....787 3...470 12. ..659 2.711 8. .329 2... . .337 19 103 13 35 65 25 28 691 490 8 12 11 10 377 12 .303 11.856 2..186 64... .970 1..760 1.... . .... . . Serviço público 246.

almoxarifado e demais instalações da própria concessionária.082 11. saneamento e tração elétrica urbana e/ou ferroviária. Escola Agrotécnica.522 28.880 39.075 25.268 5.330 82.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.721 5.590 43.827 620 2. diretamente ligadas à prestação de serviços de eletricidade.797 13. esgoto. ( ) Setor Complementar de Indústria e Abastecimento.917 18.328 42.806 27. de interesse do Poder Público. para motores. ( ) Setor de Indústria e Abastecimento 2 1 Tabela 57 .115 47. for solicitado por pessoa jurídica de direito público queassuma as responsabilidades inerentes à condição de consumidor. subestações e demais locais diretamente ligados à produção e transformação de energia elétrica. explorados diretamente pelo Poder Público ou mediante concessão ou autorização.818 721 1.017 99. b) Canteiro de Obras – Fornecimento para canteiro de obras da própria concessionária.324 2.960 26.304 1. exclusivamente.526 15. máquinas e cargas essenciais à operação de serviços públicos de água. c) Interno – Fornecimento para instalações e dependênciasinternas de usinas.489 18.464 214 95 293 26 74 55 21 46 142 191 143 69 15 11 17 18 10 Comercial 78. Poder Público Estadual ou Distrital e Poder Público Municipal.690 17. Serviço Público – Fornecimento.762 Industrial 1.027 18.472 122. devendo ser consideradas as seguintes subclasses: Poder Público Federal.568 Residencial 673.879 36.295 49. segundo as Regiões Administrativas – Distrito Federal 2007 Regiões Administrativas DISTRITO FEDERAL Brasília Gama Taguatinga Brazlândia Sobradinho Planaltina Paranoá Núcleo Bandeirante Ceilândia Guará Cruzeiro Samambaia Santa Maria São Sebastião Recanto das Emas Lago Sul Riacho Fundo Número de Consumidores (posição em 31/12) Total 766.334 89.120 615 803 1.850 524 142 .794 40.440 14.independente da atividade desenvolvida.Consumidores de energia elétrica por classes.562 3.179 20. Iluminação Pública e Serviço Público. oficina. e também solicitado por pessoa jurídica de direito público.714 46. Esgoto e Saneamento.788 38.724 4. Água.496 13.414 32.743 35.909 18.606 1.013 41.2 – Relatório do Diagnóstico Nota: Poder Público – Fornecimento para unidade consumidora onde.440 16. não incluídas as subclasses seguintes. devendo ser consideradas as seguintes subclasses: a) Próprio – Fornecimento para escritório. Inclui-se a Estrutural. incluído nesta classe o fornecimento provisório.887 11.449 46. com exceção dos casos classificáveis como Serviço Público de Irrigação Rural. Consumo Próprio – Fornecimento destinado ao consumo de energia elétrica da própria concessionária.185 112. devendo ser consideradas as seguintes subclasses: Tração Elétrica. destinado a atender eventos e festejos realizados em áreas públicas.322 87.

.. .2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 57 .. .. ... .. .273 .. .. . . 11...... 13 11 .. ... .. ... ..922 . . segundo as Regiões Administrativas – Distrito Federal 2007 Regiões Administrativas Lago Norte Candangolândia Águas Claras Riacho Fundo II Sudoeste/Octogonal Varjão Park Way (1) SCIA Sobradinho II Jardim Botânico Itapoã (2) SIA Número de Consumidores (posição em 31/12) 12. .. ..... ..205 894 176 707 65 230 235 173 Poder Público 3..Consumidores de energia elétrica por classes.......... . .. .......249 4. .....374 936 2... ........ ...021 222 849 213 1.... . 611 314 .. .Consumidores de energia elétrica por classes.. .406 3. . segundo as Regiões Administrativas – Distrito Federal 2007 Número de Consumidores (posição em 31/12) Regiões Administrativas DISTRITO FEDERAL Brasília Gama Taguatinga Brazlândia Sobradinho Planaltina Paranoá Núcleo Bandeirante Ceilândia Guará Cruzeiro Samambaia Santa Maria São Sebastião Rural 9.. . .... .. ....Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.. . Tabela 58 ...985 2.102 127 263 89 136 158 82 54 196 145 109 107 80 56 Iluminação Pública 19 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Serviço Público 202 23 12 8 9 45 23 8 6 5 4 1 4 9 28 Consumo Próprio 45 13 2 4 2 4 2 2 2 4 3 1 2 1 143 . .... ... . . .

. . subestações e demais locais diretamente ligados à produção e transformação de energia elétrica... .. 1 1 1 1 1 .. ...... diretamente ligadas à prestação de serviços de eletricidade. explorados diretamente pelo Poder Público ou mediante concessão ou autorização. .Consumidores de energia elétrica por classes. 2 7 3 5 .... com exceção dos casos classificáveis como Serviço Público de Irrigação Rural... Serviço Público – Fornecimento... . destinado a atender eventos e festejos realizados em áreas públicas... Iluminação Pública e Serviço Público. ... .. Sobradinho II Jardim Botânico Itapoã SIA (2) Fonte: Companhia Energética de Brasília – CEB – Diretoria de Produção e Operação – Núcleo Operacional de Planejamento Elétrico-Energético – NOPEL – Boletim de Mercado Nota: Poder Público – Fornecimento para unidade consumidora onde. ( ) Setor Complementar de Indústria e Abastecimento.... devendo ser consideradas as seguintes subclasses: a) Próprio – Fornecimento para escritório. .. 1 1 1 . .... . . . .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3... .. de interesse do Poder Público.. ...... Inclui-se a Estrutural. e também solicitado por pessoa jurídica de direito público... .2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 58 .. saneamento e tração elétrica urbana e/ou ferroviária. . Escola Agrotécnica... . . . devendo ser consideradas as seguintes subclasses: Tração Elétrica.... .. . ( ) Setor de Indústria e Abastecimento 2 1 144 ... for solicitado por pessoa jurídica de direito público que assuma as responsabilidades inerentes à condição de consumidor.... . .... Esgoto e Saneamento.. .... Consumo Próprio – Fornecimento destinado ao consumo de energia elétrica da própria concessionária. . . c) Interno – Fornecimento para instalações e dependênciasinternas de usinas.... independente da atividade desenvolvida. . b) Canteiro de Obras – Fornecimento para canteiro de obras da própria concessionária. ...... ... .... . exclusivamente. para motores........ . . ... incluído nesta classe o fornecimento provisório... Poder Público Estadual ou Distrital e Poder Público Municipal.. ..... ..... máquinas e cargas essenciais à operação de serviços públicos de água. oficina.. .. . Água. . não incluídas as subclasses seguintes.. 70 76 48 64 23 .. . segundo as Regiões Administrativas – Distrito Federal 2007 Número de Consumidores (posição em 31/12) Regiões Recanto das Emas Administrativas Lago Sul Riacho Fundo Lago Norte Candangolândia Águas Claras Riacho Fundo II Sudoeste/Octogonal Varjão Park Way SCIA (1) 106 266 220 148 2 .. esgoto.. . almoxarifado e demais instalações da própria concessionária. devendo ser consideradas as seguintes subclasses: Poder Público Federal.. . . ..

694 4.254 207.988 4.297 3.772 2009 - - - - 141.006.770 3.428 968. das Usinas de Corumbá IV e Paranoá.666.596.379 --5. e. bem como um acréscimo no consumo total da ordem de 19%.885 5.198 .397 4.033 3.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.036.540 4.233.915 3. no período entre 2003 a 2007.989.701 livre Consumo total 3.006. Tabela 59.139.075.971 113.059.839.640 4.852 956..346 4.3 Descrição geral do sistema elétrico da CEB Inicialmente.016 3.334 581.055 4.602 312.569 763.130 4. fornecida por Furnas e Itaipu.595 3.102.844 972.553.319 968.881 336.124 4.334 5.655 737.899 6.096 4.006.811 2007 5.2 – Relatório do Diagnóstico 2.251 624.292.002 2006 5.584 1. apresentada a seguir.006.911 1.297 4.141.772 4.440 4.569 6.276. sendo proveniente. apresenta o Balanço da Energia Elétrica dentro do DF.209 365.124.492 956. a Tabela 59.251 5.965. respectivamente.803.601 4.664 532.885 Fonte: Companhia Energética de Brasília – CEB – Diretoria de Produção e Operação – Núcleo Operacional de Planejamento Elétrico-Energético – NOPEL – Boletim de Mercado 145 .253 5.456 4.962.062 Consumidor 86.351.664 4.403 4.785 299.688.em maior parte.070 3.772 2.334 770.367.314 124.351.366.664 3.124 660.171 ENERGIA ELÉTRICA (MWh) 2004 118. do crescimento populacional e do incremento das atividades econômicas.951 528.367.1.568. onde se percebe um constante aumento na energia recebidaatualmente.367.397 4.698 580.096 3..141.323.683. 3.075 2008 6.687.347.094 3.585.Balanço de Energia Elétrica no Distrito Federal – 2003 a 2009 BALANÇO 2003 Geração própria Energia recebida CEB geração – Corumbá IV CEB geração – Paranoá De Itaipu De Furnas Energia requerida Suprimento Carga própria Energia disponível Perdas 82. reflexo da intensificação da ocupação do território. no mesmo período.211 3.688.569 609.078 466.569 --6.568.154.688. cuja geração é feita pela própria CEB. A mesma Tabela aponta.965.173 2005 118. também.256 4. um acréscimo de 29% na demanda de energia requerida no DF. em menor parte.687.463 106.251 596 5.965.

8 kV . Subestação BRASÍLIA NORTE . QL 05 .CAC .Qd.8 kV .AE 1 ao lado da academia de Polícia (Final da Ceilândia Sul).5 / 13. Subestação 06 . Subestação CONTAGEM .SIA . próximo ao cemitério velho e em frente ao Posto de Gasolina (entrada da cidade de Brazlândia).34.2 – Relatório do Diagnóstico O sistema atual de distribuição da CEB se encontra interligado ao sistema supridor de Furnas e é constituído de 31 subestações.Lt.8 kV . Em anexo encontra-se o mapa geoelétrico do Distrito Federal. Subestação 10 . Subestação CEILÂNDIA NORTE .Est.SAIN .Setor de 146 . Subestação 03 .subsolo do Ministério da Educação MEC. Abastecimento .entre a garagem do Congresso e a garagem do Palácio do Planalto (atrás da gráfica do Senado).W/5 Norte (ao lado da Casa do Ceará e do Colégio Santa Dorotéia).5 / 13.5 / 13. Subestação 08 .Qd.Entrequadras 704/904 . Bernardo.5 / 13.Conj.8 kV . para o ano de 2009.Margem da rodovia BSB X Pe.DF 08 . Subestação ÁGUAS CLARAS .Área de Serviços Públicos .34.8 kV .5 / 13. 4 .5 / 13.138 / 34.8 kV .Área A Via par RCG (Regimento de Cavalaria e Guarda).Qd. Subestação 04 .5 / 13. Subestação CEILÂNDIA SUL .Esplanada dos Ministérios .Quadra 07 .8 kV .Entrequadras 910/911 (em frente ao hospital Naval).Tr. sendo 12 alimentadas em 138 kV. entre Quadras QI 21/23 Área Especial F (ao lado do Posto de Saúde nº 5).5 / 13. ao lado dos Transmissores da rádio Educadora do Ministério da Educação. Subestação 05 . em frente a QNO 07/15 (antes do Condomínio Privê). A seguir apresenta-se uma descrição sucinta das suas principais características.Área Especial Lago Sul . Subestação 01 .Centro Administrativo e Cultural Ceilândia . Subestação 07 .8 kV .34.34.Próximo à entrada para Sobradinho II.Área Especial 2 .W/5 Sul . 902 .8 kV . Águas Claras Taguatinga – DF.5 / 13.8 kV . Subestação BRAZLÂNDIA . Subestação 09 .34.138 / 69 / 13. 806 (em frente à Embaixada da Suécia).Setor de Embaixadas Sul .Via DF 150 .8 kV . A .138 / 34. Subestação BRASÍLIA CENTRO .Via LW-1 .SGAN . bem como suas localizações.691 MVA.5 kV.8 kV .SHIS Estrada Parque Dom Bosco.Margens da BR-70 Via para Barragem do Descoberto.Área Especial (próximo a AEUDF).8 kV .Avenida Sibipiruna nº 23. Subestação 02 . perfazendo um total de 1.34.8 kV e USINA TÉRMICA .34.W/5 Sul .138 / 13.SGAN .34.34.às margens do Lago Paranoá. 07 .5 / 13.SHIN .Conjunto "J" . 911 .64 / 13.34.GIANFRANCO CACNI .Via N2 .34.138 / 13.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Subestação EUGÊNIO RAZZERO DE MORAES SARMENTO .5 / 13.Lt.Península Norte.8 kV . Paranoá – DF.5 / 13.5 / 13.8 kV .8 kV .W/5 Norte (ao lado do Colégio Militar). A (perto do Moinho de Trigo Jauense). 3 alimentadas em 60 kV e 16 em 34.SAIN .138 kV / 13.8 kV .Lote 01.

cuja finalidade é atender melhor as áreas do Cruzeiro. a CEB dispõe de um sistema de subtransmissão constituído de 34. E-6 . As subestações de Brasília Sul e Samambaia. Monjolo.138 / 34.Setor Norte (em frente QNA 13/14 .8 kV . Sudoeste.SHD .8kV . Subestação PLANALTINA .Fazenda Santo Antônio (margem da rodovia DF-270-Km 07). de propriedade de FURNAS. numa extensão total de 813 km. 1 .Próximo ao Memorial JK.Qd.8 kV .Sobradinho (em frente ao conjunto Residencial E-1).QE 08 . Asa Norte. Contorno .Via DF-075 . Independência .Lote 1 .8 kV . A subestação Brasília Norte tem como área de abrangência a Região Central do Plano Piloto.5 kV. Subestação GAMA . Subestação NÚCLEO BANDEIRANTE . Santa Maria. Subestação SOBRADINHO .138 / 69 kV . Subestação SÃO SEBASTIÃO . assumindo parte das cargas então atendidas pela subestação Brasília Norte.Área Especial .8 kV . Subestação TAGUATINGA .34.Margens da BR-020 .Área Especial K .Balão .Santa Maria.São Sebastião. em dezembro de 2008.Riacho Fundo II margens da pista que liga Samambaia ao Gama e Recanto das Emas. Planaltina e PADF). O sistema de subtransmissão em 69 kV e atendido pelas subestações Ceilândia Sul e Sobradinho Transmissão. acesso no início da Estrada Parque.5 / 13. É importante destacar que.Av.CLSW 300 .8 kV .138 / 13. sentido Planaltina (em frente ao Reservatório da CAESB). composto pelas subestações Águas Claras. Subestação SOBRADINHO TRANSMISSÃO .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.Lt. Essa subestação está sendo 147 . região do Cruzeiro (Cruzeiro. a CEB inaugurou a subestação Sudoeste. Conjunto 2. Lago Norte. Buriti e Setor Gráfico.5 / 13.5 / 13. Contagem.34.8 kV .QN 16. Lote 02 . Ceilândia Sul.8kV . em frente ao Posto de Gasolina nº 02 e próximo ao SLU junto a entrada da cidade. Brasília Norte. 69 kV e 131 kV.69 / 13.8 kV .Km 11 saída de Sobradinho.Mód. Sudoeste. Brasília Centro.138 / 13.Lote CEB. "F" .Guará I (Margens da EPTG).Início da Av.AE 1 .34.5 / 13.Estrada Parque Paranoá.ÁC 105 Conj.EPTG .próximo ao viaduto de acesso a Taguatinga Centro). Sobradinho.Acesso pelo Lago Sul . Subestação SUDOESTE .Av. Subestação SANTA MARIA .8 kV .Núcleo Bandeirante (Fundos HJKO .5 / 13.34.138 / 13.69 / 13.8 kV . são fontes para o sistema de 138 kV da CEB.Área Especial . enquanto que o sistema em 34.5 kV está polarizado em torno das subestações de Brasília Norte e Taguatinga da CEB e também da subestação Brasília Geral de Furnas.Rodovia DF 135 .IAPI). Em frente ao Morro Azul .34. em frente ao Desafio Jovem. Contorno. próximo ao viaduto sobre a ferrovia. Sobradinho Transmissão e Taguatinga. Subestação USINA DO PARANOÁ . Subestação GUARÁ .69 / 13.8 kV .Setor Administrativo. Subestação PADF . Para a alimentação dessas subestações. SAI e Sudoeste) e juntamente coma subestação Sobradinho Transmissão e Contagem atendem à Região Leste do DF (Fábricas de Cimento.Estrada Parque Dom Bosco ou acesso pelo Lago Norte .5 / 13. Ceilândia Norte. Lago Sul. Subestação MONJOLO . A .2 – Relatório do Diagnóstico Embaixadas Sul. Núcleo Rural PAD-DF RA nº III.NR PAD/DF .

Brazlândia. ainda. Brasília Geral e Samambaia. É importe destacar a conexão ao sistema da Companhia da Usina de Corumbá III. Riacho Fundo. o que certamente proporcionará ganhos importantes em termos de qualidade e confiabilidade ao sistema de atendimento. o de distribuição. as quais estão diretamente conectadas ao sistema de distribuição da CEB. O atendimento às regiões Oeste e Sul do DF está inserido na área de influência das subestações Taguatinga. A subestação Brasília Centro desempenha um papel importante no sistema elétrico da CEB. Monjolo e Santa Maria. de geradores. por parte do Lago Sul. que ocorre por meio das subestações Brasília Sul. a subestação de Samambaia passou a integrar o sistema de suprimento à CEB. por meio da linha de distribuição Samambaia/Sudoeste. foram energizadas as primeiras duas linhas a partir da subestação Samambaia (FURNAS) em 138 kV. responsável. Núcleo Bandeirante. Samambaia. conectadas às subestações Brasília Norte e Monjolo da CEB. Águas Claras. As subestações de Brasília Sul e Samambaia alimentam. indicando uma necessidade de expansão a partir da subestação de Samambaia. além da UHE Corumbá IV com 123 MW de potência instalada. Brasília Geral (230/34. ela terá uma segunda fonte de alimentação. Águas Claras. dividindo com a subestação Brasília Centro esse atendimento. objetivando avaliar o fluxo de potência na rede.5 kV) e Samambaia (500/345/138 kV) com capacidades de 900 MVA. sendo que. uma vez que alimenta importantes cargas na área central de Brasília (Ministérios. Recanto das Emas. ao analisar o carregamento das interligações para o ano 2008. Palácios e Setor de Autarquias). pertencente a FURNAS. para agravar ainda mais a situação. operando desde 2006. No primeiro caso. Em dezembro de 2004. Gama e Santa Maria. Quanto ao segundo subsistema. sendo complementada pelas subestações 02. Com mais esse ponto de interligação.2 – Relatório do Diagnóstico alimentada radialmente pela subestação Brasília Norte. através das subestações 01. observase uma tendência de esgotamento da capacidade das duas primeiras subestações. como forma de reduzir a limitação do sistema. com potência instalada de 93 MW. A subestação Embaixada Sul. também. que irá reforçar.1.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. de cargas e tensões. em breve. tendo como base os parâmetros da rede. as quais atendem às cidades de Taguatinga. vem assumindo gradativamente parte dessas cargas. O atendimento da Asa Sul está sob a responsabilidade da subestação Brasília Geral. o suprimento de energia ao Distrito Federal é realizado por FURNAS Centrais Elétricas. Além das subestações de FURNAS e de Corumbá IV. em especial o mercado da área central de Brasília. a partir de 2009. o suprimento de energia ao DF é realizado também pela Usina Hidrelétrica do Paranoá e. Com relação à interligação CEB/FURNAS. 03 e 06. 148 . Ceilândia Sul e Norte. as perdas e os carregamentos do sistema elétrico. a CEB realizou análises. Com essas linhas. 02 e 05. as subestações Brasília Sul e Samambaia também suprem cargas da CELG – Centrais Elétricas de Goiás. É importante destacar que. pela Usina Térmica (SIA). por meio das subestações Brasília Sul (345/138 kV). cargas da CELG utilizadas no Entorno do DF.4 Análise do sistema CEB O sistema CEB é analisado a partir de dois subsistemas: suprimento e subdistribuição. como já mencionado anteriormente. Ceilândia. respectivamente. 2. Guará. eventualmente. a confiabilidade do sistema. o sistema de subtransmissão da CEB está se expandindo dentro da filosofia de criação de anéis de 138 kV. 240 MVA e 450 MVA.

Outro fato importante levantado pela CEB foi a elevação do consumo residencial.1. possibilitando a elaboração de um plano de obras visando a solução dos problemas identificados e melhoria dos serviço prestado. com 98% de participação em número de consumidores.7% entre o previsto e o verificado. Nessa mesma frente de ações.5% ao ano. com previsão para atingir um total de 2 milhões de consumidores no ano de 2018. com ciclo de análise de 5 anos (2009 a 2013). em comparação com os mesmos meses de 2006. é de 7. com a expansão da capacidade produtiva no DF.1%. Com base nas informações anteriores. utilizando índice de crescimento o calculado para a área de abrangência de cada subestação na qual o alimentador está inserido. foram estimados crescimentos da carga para o horizonte de estudo (2013). para a realização do Diagnóstico. tanto no que se refere ao carregamento das instalações quanto em níveis de tensão. As taxas de crescimento consideradas estão por volta de 5. Para a unidade Brasília Sul. Esse crescimento foi superior ao previsto pela CEB. desde que seja efetivado o plano de obras previsto por essa companhia. o Plano de Desenvolvimento da Distribuição (PDD) da CEB.5 Previsão de demanda de energia elétrica para o Distrito Federal Para realizar uma previsão de demanda de energia elétrica para o Distrito Federal. junho e julho apresentaram crescimentos superiores a 10%.3x106 MWh.367 GWh. sendo que essas duas classes de consumo são responsáveis por 70. Em 2008. possibilitando o atendimento ao crescimento de demanda do mercado a partir das subestações. O mercado consumidor da CEB é predominantemente residencial e comercial. dividiu os estudos em etapas de levantamento de dados e as respectivas comparações com os valores limites adotados. A principal justificativa vista pela CEB para o crescimento da demanda acima do previsto foi o aquecimento da economia brasileira. Já para a previsão otimista. a partir de dezembro de 2011.6x106 MWh. verificada na análise da CEB. Com relação a Brasília Geral a capacidade nominal é de 240 MVA e a efetiva é de 180 MVA. entretanto a efetiva é de apenas 724 MVA. Atualmente. tem-se a previsão para aumento da capacidade instalada da subestação Samambaia para 3 x 225 MVA. sua capacidade nominal é de 900 MVA. obtendo um crescimento. por ordem de prioridade. no intuito de atender a expansão do sistema de subtransmissão da CEB e da CELG.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. de 8. No se refere ao sistema de distribuição de média e baixa tensão. (Tabela 60) 149 . sendo que os meses de abril.3x106 MWh e a previsão para o ano de 2018. FURNAS está efetivando a substituição gradativa de transformadores de 30 MVA por unidades de 60 MVA. verificou-se um consumo total de energia de 4.2 – Relatório do Diagnóstico Outra questão importante.5% e 6. o consumo previsto é de 8. motivado pela elevação da renda familiar. em 2007. seu sistema de subtransmissão é satisfatório para o decênio 2009/2018. Segundo considerações da própria CEB. No ano de 2009. reforma ou melhoria. diz respeito à relação entre as capacidades nominais de transformação das subestações Brasília Sul e Brasília Geral e as capacidades efetivas. em comparação com 2006.1% da energia total consumida no DF. Essa situação indicou a necessidade de revisão na projeção de demanda para o Distrito Federal. 2. a CEB efetuou uma análise da carga de energia utilizada em 2007. no período. atingindo. tendo proporcionado um desvio de 2. para o ano de 2008. a CEB possui aproximadamente 768 mil clientes. 5. tendo sido possível identificar os alimentadores onde se tem necessidade de providências de expansão. respectivamente. considerando o aspecto tendencial. estava prevista a instalação de três transformadores de 60 MVA nessas subestações.

346 1.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Essas obras previstas representam um investimento na ordem de R$ 513. A capacidade transformadora em 138 kV será em ampliada em 1. tendo sido estudadas soluções visando garantir a qualidade do atendimento aos consumidores do Distrito Federal.2 – Relatório do Diagnóstico Nos estudos de planejamento.5 milhões ao longo dos 10 anos. assim.4 km de linhas de distribuição de 138 kV e a entrada em operação de 22 novas subestações em 138 kV. a previsão de cargas elétricas nas subestações da CEB é realizada com auxílio de software de previsão de cargas por subestação. Tabela 60– Demanda de Ponta do Sistema da CEB.494 1.206 1.659 1. a programação de intervenções necessárias para o decênio (Plano de Obras).145 1. havendo necessidade de investimentos em curto prazo para a ampliação da capacidade instalada e elevação da confiabilidade do sistema.1.349 MVA e a compensação reativa será acrescida em 408 MVAr no decênio. 150 . gerando. está prevista a construção de 265.747 Fonte: Plano de Desenvolvimento de Distribuição da CEB 2. são apresentadas as principais intervenções previstas para serem realizadas nas linhas de subtransmissão e subestações (novas e ampliações).087 1. aprovado pela ANEEL. em decorrência dos elevados carregamentos que se tem verificado em algumas subestações e em linhas de subtransmissão da CEB.573 1.273 1. Ano 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 MVA 1. foi possível identificar os pontos do sistema onde seriam necessárias intervenções.6 Intervenções previstas pela CEB A partir dos estudos anteriormente descritos. a seguir. decorrentes do crescimento da demanda ocorrido nos últimos anos.419 1. É importante destacar que a construção de novas subestações e a expansão do sistema de subtransmissão tem papel preponderante na melhoria da qualidade do fornecimento ao consumidor. denominado PREVISOR CEB. Para o período de 2009 a 2108. Nas Tabelas 61. além de obras de expansão e reforma de várias instalações existentes. sendo que 50% desses investimentos estão concentrados nos primeiros 3 anos. 62 e63.

0 11.0 15.2 12.5 2.0 28.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 61– Principais Linhas de Subtransmissão Origem Mangueiral Tap Monjolo x Sta Maria Samambaia Trevo Guará Santa Maria Samambaia Tap TG x RAD Samambaia Oeste Trevo Guará Aeroporto Tap Santa Maria Tap Taguatinga Norte Monjolo Mangueiral Altiplano Tap Brasília Norte x Sudoeste Sobradinho Transmissão Samambaia Destino Brasília Centro Gama Trevo Guará Rodoferroviária Mangueiral Samambaia Oeste Brazlândia Ceilândia Norte Aeroporto Embaixadas Sul Pólo JK Estrutural Mangueiral Altiplano Sobradinho Transmissão Noroeste Contagem Ceilândia Sul Total Tensão Extensão Ano de (kV) Implantação (KM) 138 138 138 138 138 138 138 138 138 138 138 138 138 138 138 138 138 138 21.0 6.0 38.0 2.0 7.0 16.4 2009 2009 2010 2010 2010 2010 2010 2011 2011 2011 2011 2012 2013 2013 2013 2015 2017 2018 Fonte: Plano de Desenvolvimento de Distribuição da CEB 151 .2 40.0 265.2 10.0 7.0 12.3 26.0 9.0 2.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

0 2013 138 40.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 62– Principais Subestações a Serem Implantadas Nome SE Gama SE Mangueiral (São Sebastião) SE Riacho Fundo (N.0 2014 138 32.0 2017 138 32.0 2012 138 32.0 152 .0 2010 138 32.0 2014 138 64.0 2011 138 32.0 2010 138 32.0 2018 936.0 2016 138 32.0 2012 138 32.0 2012 138 40.0 2014 138 32.0 2011 138 64.0 2009 138 66.0 2009 138 25.0 2010 138 32.0 2017 138 32.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.0 2009 138 32.0 2010 138 64.0 2011 138 32.0 2016 138 32.0 Tabela 63– Principais Subestações a Serem Ampliadas Nome SE Sobradinho Transmissão SE Brasília Norte SE Santa Maria SE Ceilândia Sul SE Sobradinho Transmissão SE Gama SE Sobradinho Transmissão SE Embaixadas Sul SE Brasília Centro SE Samambaia Oeste SE Mangueiral SE Taguatinga Total Fonte: Plano de Desenvolvimento de Distribuição da CEB Tensão Potência Ano de (kV) (MVA) Implantação 138 25.0 2016 138 64.0 2009 138 32.0 2015 138 32.0 2010 138 64.0 2012 138 32.0 2012 138 2013 138 64.0 2015 413.0 2009 138 25.0 2014 138 64. Bandeirante) SE Samambaia Oeste SE Taguatinga Norte SE Brazlândia SE Cidade Digital SE Aeroporto SE Pólo JK SE Guará II SE Estrutural SE Altiplano SE Asa Norte SE Guariroba SE Asa Sul SE Noroeste SE Núcleo Bandeirante SE Autarquias Norte SE Park Way SE Nova Sobradinho SE Catetinho SE Rodeador Total Fonte: Plano de Desenvolvimento de Distribuição da CEB Tensão Potência Ano de (kV) (MVA) Implantação 138 32.0 2010 138 32.0 2009 138 72.

autorização ou permissão do Estado. redes de 153 . que passou por processo de revisão a partir de meados da década de 90. havendo um total de 23 conjuntos. superior a 98% da população. regulamentadas. O marco regulatório do SEB. Em diversos desses conjuntos. autorização ou permissão do Estado. próximo à universalização. deveres e direitos do poder concedente. nas atividades típicas de geração. sem fins lucrativos. Para tanto. médio e longo prazos. para torná-las adequadas aos padrões exigidos pela ANEEL. transmissão. tem-se várias obras pontuais. É importante destacar. bem como uma tomada de ações. O Setor Elétrico Brasileiro . assegurar o equilíbrio oferta/demanda no curto. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é uma entidade de direito privado. sendo que diversas delas de pequeno porte. Atendendo às atribuições que lhe são definidas pelo órgão regulador. A CEB apresenta esse detalhamento no Anexo I do Plano de Desenvolvimento da Distribuição do Sistema de Média (SDMT) e Baixa (SDBT) tensão.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. sendo que para esse tipo de análise os estudos foram desenvolvidos por setor de distribuição. sendo que no Distrito Federal quem fornece energia é FURNAS. cujo titular pela prestação de serviços é o Governo Federal. A CEB Distribuidora funciona basicamente como um agente distribuidor. Assim. proporcionando uma longa lista de intervenções. provendo serviços públicos de eletricidade à população. cabe à CEB promover uma transmissão adequada e suficiente da energia desde os pontos de fornecimento do operador (ONS). responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). sob uma fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Presentemente é o serviço público na área de infraestrutura com maior extensão de atendimento.848/2004. O Operador é constituído por membros associados e membros participantes. até os consumidores. subestações. não tendo responsabilidades diretas com a geração de energia.7 Conclusões gerais A CEB não apresenta um Plano Diretor de Energia Elétrica para o Distrito Federal. distribuição e comercialização de energia elétrica.1. definindo o marco extensivamente como atribuições. o funcionamento do SEB é altamente regulamentado. em todo o Distrito Federal. entidades e agentes setoriais. foi consolidado pela Lei 10.2 – Relatório do Diagnóstico As intervenções previstas nas redes distribuições. sendo que o principal motivo está no modelo de prestação de serviços do Setor. além de suas responsabilidades típicas de Estado como uma definição da matriz energética nacional. a CEB necessita garantir qualidade no processo de distribuição de energia interna no Distrito Federal. onde estão estabelecidas as regras que definem o seu funcionamento. portanto. criada em 26 de agosto de 1998. agência reguladora. para gestão da continuidade do suprimento no curto e médio prazos. médio e longo prazos. também foram definidas pela CEB. Para tanto lhe reserva o planejamento e a gestão da outorga dos empreendimentos de expansão da oferta. mais uma vez. O marco regulatório atribui ao poder concedente. tem-se necessidade de linhas de subtransmissão. 2. que a regulação dos serviços prestados pela CEB é realizada por uma agência nacional e não local.SEB opera sob concessão. tudo com o objetivo fundamental de assegurar a gestão da segurança do compromisso do suprimento e modicidade tarifária no curto. Em todos os 23 conjuntos serão necessárias intervenções. visando atender aos consumidores e buscando a universalização da prestação de serviços. Enquanto serviço público exercido sob concessão.

derivados. além dos custos desses serviços. para os terminais da Transpetro. A Transpetro atende às atividades de transporte e armazenamento de petróleo e derivados. A CEB vem atendendo às exigências dos órgãos reguladores e vem estruturando suas instalações físicas para que possam atender de maneira apropriada aos consumidores do Distrito Federal. 154 . é importante que seja avaliada a viabilidade desse novo ponto de suprimento para o sistema da CEB. Esse novo ponto de suprimento seria uma subestação derivando da LT Luziânia x Serra da Mesa 500 kV que corta o Distrito Federal naquela região. De lá. Ao final do decênio. apesar da possibilidade de instalação de uma quinta unidade em Samambaia. em seguida. Tendo em vista a forte concentração da carga na região central de Brasília e a posição das fontes de suprimento atuais. álcool. podendo-se citar desde o processo de regulação até o da prestação de serviços propriamente dito. Essa nova interligação permitiria desafogar toda a rede de 138 kV. foi criada em 12 de junho de 1998. de biocombustíveis e de gás natural. Após o refino. Dos campos de produção. que não incluem os ambientais e sociais. A Transpetro é responsável por uma rede de ―estradas invisíveis‖. formada por mais de 11 mil km de dutos – entre oleodutos e gasodutos – que interligam todas as regiões brasileiras e abastecem os mais remotos pontos do País. sem grandes investimentos nessa rede. de acordo com a legislação (Lei nº 9.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. por si só. mas apenas os técnicos e econômicos. Uma questão importante a ser destacada está relacionada com a não integração das atividades desenvolvidas pela CEB com as demais concessionárias prestadoras de serviços públicos no Distrito Federal. Não foi possível obter informações quanto aos procedimentos de operação e manutenção da CEB. a ser localizado a Leste de Brasília. por oleodutos e ou navios. atendendo ainda outras empresas no transporte e etanol e insumos industriais. A rede de dutos e os terminais operados pela Transpetro constituem um importante elo na cadeia logística da Petrobras. fato que. gás natural. uma parcela dos derivados é novamente transportada pelos dutos até os terminais. biocombustíveis e gás natural. refino e distribuição da Petrobras e atuando na importação e exportação de petróleo e derivados. para. o petróleo é transportado. bem como suas rotinas preventivas e corretivas. torna-se recomendável a implantação de um novo ponto de suprimento para o sistema distribuidor do Distrito Federal. Entretanto é importante destacar que a regulação econômica já é efetuada pela ANEEL em todo o território nacional. unindo as áreas de produção.478/1997) que reestruturou o setor de petróleo no Brasil. liberando capacidade de atendimento ao crescimento de mercado por um horizonte de longo prazo. 2. seguem por oleodutos até as refinarias. Outra situação digna de menção está relacionada com os aspectos considerados nos planos de desenvolvimento da CEB. À malha de dutos se aliam terminais e uma frota de navios-petroleiros. movimentando petróleo.2 COMBUSTÍVEIS A Petrobrás Transporte S/A – Transpetro é a maior armadora da América Latina e principal empresa de logística e transporte de combustíveis do Brasil. subsidiária integral da Petrobras.2 – Relatório do Diagnóstico distribuição de baixa e média tensão e ligações prediais. serem entregues às companhias distribuidoras que vão abastecer o mercado. interligando-se na subestação Sobradinho Transmissão. já proporciona mecanismos para uma operação em regime de eficiência. A empresa. a CEB aponta para uma tendência de esgotamento da capacidade de transferência de novas cargas da subestação Brasília Sul para Samambaia. Assim.

Além disso. A tecnologia. para atender ao crescimento da região central do País. Uberaba (MG). O caminhamento do referido oleoduto encontra-serepresentado. 155 .2 – Relatório do Diagnóstico Com 980 quilômetros de extensão. em anexo.juntamente com o mapa geoelétrico do Distrito Federal. é conhecida pela sigla SCADA (Supervisory Control And Data Acquisition).001. da segurança para seus trabalhadores e instalações. com uma vazão média de 1.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. que abastecem os terminais de armazenamento e distribuição de Ribeirão Preto (SP). ele corta três estados brasileiros (São Paulo.2 milhão de litros por hora. Por dia. Na época da construção do poliduto. Técnicos se revezam 24 horas na sala de operações. onde os operadores acompanham. uma das mais modernas do mundo. são bombeados 28 milhões de litros de derivados de petróleo. atendendo à demanda de diesel. álcool e gás. Uberlândia (MG) Senador Canedo (GO) e Brasília (DF). 9. todo o carregamento era pago pela Petrobras e ressarcido por um fundo embutido no preço dos combustíveis. de Norte a Sul. O compromisso com a segurança nas faixas de dutos também se estende aos moradores das comunidades ao longo do percurso do poliduto.8 mil pessoas. Inaugurado em 1996. com informações que garantem a segurança de todos. que promove a melhoria contínua na qualidade de seus produtos e serviços.001. O Plano de Comunicação de Convivência e Corresponsabilidade com as Comunidades do Entorno da Faixa de Dutos envolve mais de 5. no Rio de Janeiro. as áreas por onde passa o poliduto tiveram desenvolvimento acelerado em função de sua instalação e operação. do cuidado com o meio ambiente e a saúde dos trabalhadores. A unidade monitora segundo a segundo o transporte de líquidos derivados de petróleo. O sistema permite identificar anomalias nos dutos. bem como fazer a distribuição dos produtos de forma mais rápida e precisa. baseado nas normas ISO 14. em tempo real. O Osbra possui um Sistema de Gestão Integrada (SGI). Todas as operações de transporte dutoviário são monitoradas à distância pelo Centro Nacional de Controle Operacional (CNCO). GLP (gás liquefeito de petróleo) e QAV (querosene de aviação) no eixo São Paulo-Brasília. o Osbra (Oleoduto São Paulo-Brasília) é o maior poliduto existente no País – completa 14 anos de atividades. os detalhes da movimentação dos produtos líquidos e gasosos e interagem por meio de telecomandos. oriundos da refinaria de Paulínia (Replan). gasolina. Minas Gerais e Goiás) e o DistritoFederal. Operado pela Transpetro. Leste a Oeste do Brasil.001 e OHSAS 18. que recebem um atendimento especial da Transpetro. acompanhando todo o transporte de líquidos à distância. o Osbra permitiu a redução de custos no transporte de derivados.

2 – Relatório do Diagnóstico Tema 1 – INFRAESTRUTURA E EQUIPAMENTOS REGIONAIS 3 Subtema 3 – TRANSPORTES 156 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

e de 200%. Vicente Pires.2%. em nível.2 – Relatório do Diagnóstico 3. entre 2000 e 2009. Outras categorias existem.8% (Correio Braziliense. São Paulo com 6. uma vez que os gastos públicos no setor foram direcionados. para as soluções viárias. Taguatinga.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. como de trânsito rápido. composto pela Estrada Parque Núcleo Bandeirante – EPNB (DF075) e pela BR-060 (ligação com Goiânia). 03/07/2009). 157 . • Corredor Sudoeste. no DF.2. cerca de 1 milhão e 100 mil e uma elevada taxa de crescimento anual. em torno de 8.2005). beirando a casa dos 2.1%. a BR-040 (direção Belo Horizonte) e a Estrada Parque Ipê (DF-065/DF-480). teve um crescimento de 100%. conforme sua espécie. hoje. elevada. e. conforme o tipo de sua estrutura (via em túnel. essas vias caracterizam-se em radiais. secundária ou coletora e local. a Estrada Parque Dom Bosco – EPDB (DF. com prolongamento na BR-070 e a Estrada Parque Taguatinga – EPTG (DF-085).048. O deslocamento de pessoas é feito por transporte coletivo (ônibus e microônibus) e individual (carros e motos). principal ou arterial. responsáveis. composto por duas vias paralelas. que dá acesso à cidade do Gama. Ceilândia e Brazlândia. Essas rodovias são dimensionadas de modo a permitir o tráfego em velocidades elevadas. • Corredor Oeste. por exemplo. conforme as regras de circulação impostas para facilitar o uso por seus usuários (via em sentido único.2 Transporte urbano 3. 3. nos deslocamentos interurbanos. necessitam interligar cidades ou assentamentos em áreas rurais. Isso se deu porque os investimentos no setor de transporte público coletivo urbano pouco acompanharam o crescimento da frota veicular que. de acordo com as Normas Viárias do Distrito Federal (Decreto nº. na Região do Entorno. Já o transporte de cargas se dá por meio de caminhões e camionetes. Esses deslocamentos ocorrem. setor que concentra a maior demanda de passageiros de transporte coletivo do Distrito Federal. em trincheiraetc).6%. em via urbana e interurbana. superando Belo Horizonte com 7. a Via Estrutural.1 Caracterização da rede viária O modo rodoviário de transporte urbano se utiliza das vias classificadas. a Estrada Parque Ceilândia EPCL (DF-095). composto pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento – EPIA (DF003) e seus prolongamentos. o modo rodoviário também utiliza vias sob a jurisdição do governo Federal quando. principalmente. de 20. e Rio de Janeiro com 3. Curitiba com 5.5 milhões de habitantes. ao longo de cinco corredores viários. direta ou indiretamente.075) e a Estrada Parque Aeroporto – EPAR (DF-047) (direção Plano Piloto).2%.1 INTRODUÇÃO O diagnóstico ora apresentado foi elaborado a partir de informações obtidas junto aos diversos órgãos setoriais do Governo do Distrito Federal e do Governo Federal. visando reduzir congestionamentos da elevada frota de veículos existentes. prioritariamente. De acordo com o seu posicionamento no contexto da área urbana. Pode-se observar que.07. a saber: • Corredor Sul. os problemas de circulação e de transporte extrapolaram em muito as expectativas do crescimento populacional havido. pelo tema Transporte e Comunicações. em duplo sentido ou interditado). Além dessas. 26. perimetrais e de ligação. Águas Claras. segundo ordem decrescente de hierarquia. fazendo a ligação com as Regiões Administrativas de Guará. para uma população.

cuja função principal é receber o volume de tráfego das rodovias federais. faz a ligação com as Regiões Administrativas de São Sebastião e do Paranoá . são a DF-003. DF-085 e a DF-095. ao norte. Existem ao todo 23 Estradas Parque. Por este motivo. pela falta de marginais nas passagens sobre as áreas urbanizadas. composto pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento – EPIA (DF-003) e seus prolongamentos. • Corredor Leste. DF-051. conforme relação e características apresentadas na Tabela 64. Por sua vez. A grande maioria de suas rodovias apresenta poucos problemas em sua capacidade. exceto as Estradas Parque. 158 . pela BR-060. a sudoeste. a DF-085 – Estrada Parque Taguatinga (EPTG) está sendo considerada como o principal projeto do Programa de Investimento Brasília Integrada. com o objetivo de solucionar os graves problemas operacionais do transporte público coletivo no Corredor Oeste. pela falta de continuidade dos trechos duplicados. pela BR030. DF-075. ainda que com característica semiurbana. é formado pela BR-010. com o centro de Brasília. em boa parte de seus trechos. a BR-020. pela BR-050.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. quando se observam níveis elevados de congestionamento. via Lago Sul e via Setor de Mansões Lago Norte. pela BR-040.EPDB (DF-075). A grande maioria dessas rodovias federais apresenta situações críticas em sua capacidade. diariamente. pode-se dizer. no entendimento de que. segmentos superpostos a outras rodovias federais e distritais e. concentrados nos dias úteis da semana. pela BR-070. encontram-se servindo. em cuja característica física se observa duas pistas separadas por canteiro central. composto por um conjunto de oito rodovias radias com origem do Distrito Federal. ao nordeste. também ao noroeste. onde se justifica aumentar a capacidade de atendimento. fazendo a ligação com Sobradinho e Planaltina (direção Fortaleza). pela falta de tratamento adequado nas soluções adotadas para as interseções existentes com as vias urbanas. além da rodovia de ligação BR-450 e da rodovia lesteoeste BR-251. mas que. como os constantes congestionamentos existentes que ali ocorrem. composto pela Estrada Parque Dom Bosco . ao sul. Esse Sistema apresenta. estruturadas pelo DER/DF. a leste. O Sistema Rodoviário Federal. ao sudeste. verdadeiramente. além de representarem a espinha dorsal da malha rodoviária para atendimento aos deslocamentos de longa distância.2 – Relatório do Diagnóstico • Corredor Norte. uma vez que o volume observado nessas vias é alto. aos deslocamentos casa/trabalho das cidades do entorno e das regiões administrativas mais distantes. quando foram planejadas tinham a função de servir aos deslocamentos de longa distância. principalmente nos horários de pico. pela Estrada Parque Cabeça de Veado (DF-035) e pela Estrada Parque Juscelino Kubitschek (DF-027). a oeste. pela BR-020. DF-047. parcialmente financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID. acolhe mais diretamente o tráfego de média distância gerado pela região do Entorno. pela Estrada Parque Paranoá – EPPR (DF-005). Os pontos críticos do sistema rodoviário do Distrito Federal. e pela BR-080. o Sistema Rodoviário do Distrito Federal possui uma extensa malha na área interurbana com a função voltada para o apoio à produção rural.

723 742 615 598 2. RODOVIA DF-001 – Estrada Parque Contorno (EPCT) DF-003 – Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA) DF-004 – Estrada Parque das Nações (EPNA) DF-005 – Estrada Parque Paranoá (EPPR) DF-006 – Estrada Parque Centro de Atividades (EPCA) DF-007 – Estrada Parque Torto (EPTT) DF-008 – Estrada Parques Universidade de Brasília (EPUB) DF-009 – Estrada Parque Península Norte (EPPN) DF-015 – Estrada Parque Tamanduá (EPTM) DF-025 – Estrada Parque Dom Bosco (EPDB) DF-027 – Estrada Parque Juscelino Kubitschek (EPJK) DF-035 – Estrada Parque Cabeça do Veado (EPCV) DF-047 – Estrada Parque Aeroporto (EPAR) DF-051 – Estrada Parque Guará (EPGU) DF-055 – Estrada Parque Vargem Bonita (EPVB) DF-065 – Estrada Parque Ipê (EPIP) DF-075 – Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB) DF-079 – Estrada Parque Vicente Pires (EPVP) DF-081 – Estrada Parque Interbairros (EPIB) DF-085 – Estrada Parque Taguatinga (EPTG) DF-087 – Estrada Parque Vale (EPVL) DF-095 – Estrada Parque Ceilândia (EPCL) DF-097 – Estrada Parque Acampamento (EPAC) C (v/h) 6. caracterizando-as como corredores principais do sistema de transporte coletivo.000 2. por eixos longitudinais no sentido Sul-Norte. Essa assimetria diz respeito ao fato de aproximadamente dois terços da população do Distrito Federal ter acesso ao Plano Piloto pela Asa Sul.55 1. o sistema viário principal é composto.000 6.204 1.064 45 10. se for considerado que a população do próprio Plano Piloto perfaz pouco menos de 10 % da população total do Distrito Federal.000 4.02 1.82 0.000 6. Destaque dos trechos críticos O volume diário de passageiros transportados por ônibus destaca a importância dessas vias. E. além das vias centrais de cada uma das demais Regiões Administrativas.124 2.000 4. O Plano Piloto é o centro do conjunto urbano do DF e apresenta uma acentuada assimetria de acesso com relação à distribuição da população do Distrito Federal.483 6.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 64 – Capacidades e volumes de tráfego das rodovias do Distrito Federal. No Plano Piloto.000 6. Foram estimados com base no volume máximo de 2. Considerando o elenco de vias arteriais do Plano Piloto. entende-se que a via W3 divide com a via L2 a responsabilidade de dar continuidade na interligação entre as Asas Norte e Sul.000 2. Central.000 6. na sua maioria.11 1. destacam-se as avenidas Hélio Prates (Taguatinga e Ceilândia). são vias arteriais com características de vias expressas.91 1. tem-se que apenas 17% da população restante (moradores de Sobradinho.000 6. Planaltina e dos condomínios da região nordeste do Distrito Federal) o acessam pela Asa Norte.19 0.677 10.12 0.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.55 0.000 4.000 4.53 0. Os eixos W-Sul/Norte e L-Sul/Norte.34 Fonte: Os cálculos da Capacidade (C) e do Volume na Hora de Pico (VHP) se apresentam em veículos por hora (v/h).000 4.030 V/C 0. interseções em desnível e restrições de acessibilidade às vias de tráfego local.15 0.46 1. que margeiam a DF-002 (Eixo Rodoviário). Nas demais Regiões Administrativas. 159 .000 VHP (v/h) 5.000 4.85 0. Samdu e Comercial em Taguatinga.526 2.829 6.209 543 3.000 6.75 0. uma vez que possuem poucas interferências laterais.000 4.15 0.358 11.000 v/h admitido por faixa e na hipótese de que o VHP está em torno de 10% do TDM (tráfego diário médio). que fazem a ligação entre Brasília e as demais cidades satélites e o Entorno.000 4. Os valores foram extraídos do relatório do DER/DF de 2008.215 8.298 1.59 1.70 0.

tendo como resultado uma taxa de ocupação da ordem de 25. que não operam de forma articulada. nas horas de pico. resultaram na manutenção do modelo de linhas com serviço do tipo porta-a-porta.45%. conforme o Relatório Operacional de 2009 do Metrô/DF. falta de cumprimento da programação operacional. Em decorrência. e ociosidade no resto do dia (Figura 12). esse valor não chega a um passageiro por quilômetro.2 – Relatório do Diagnóstico representando o principal eixo de transporte adjacente a importantes pólos geradores de viagens. o que permitiu a igualdade tarifária. correspondente a relação entre os 132. por parte das linhas interestaduais (como as das cidades do Entorno). das mesmas vias e mobiliários urbanos (pontos de parada e terminais) das linhas regulares do STPC/DF. tal situação veio se agravando diante do surgimento de serviços superpostos que operam com base no mesmo conjunto de rotas e utilizam a mesma infra-estrutura de apoio. Ainda persiste a dificuldade de otimização e de aproveitamento da frota. mecanismos de controle e fiscalização ultrapassados. do qual resulta um número excessivo de linhas. Nos últimos anos. microônibus e metrô. enquanto as principais capitais brasileiras trabalham com um índice em torno de dois passageiros por quilômetro. aumento de frota e da quilometragem percorrida. De outra parte. É assim que o planejamento de viagens. além da grande a complexidade para operar e fiscalizar os serviços. As vulnerabilidades do sistema de transporte público coletivo podem ser percebidas tanto no modelo de gestão. no Distrito Federal. mantém seu atendimento limitado aos usuários lindeiros. é difícil a compreensão de seu funcionamento para o usuário. visando atender à expansão dos serviços e conseqüente redução do IPK. Com isso. vê-se prejudicado pela existência de serviços de ônibus. tanto em termos de área como no aspecto temporal. concentração das viagens pela manhã e á tarde. causando a saturação e degradação dos equipamentos.6 milhões que foram ocupados. as políticas de ocupação do solo – que privilegiaram a existência de amplos espaços vazios. como forma de preservar a característica político-administrativa de Brasília – conjugadas a um sistema de transporte público coletivo que cresceu sem conexão com a expansão urbana periférica e sem o planejamento integrado entre as diferentes modalidades. 160 . que deveria se ajustar à demanda. que passa parte do dia ociosa. Sob a ótica do modelo operacional. concorrência entre o serviço do Transporte Especial de Vizinhança e o serviço Convencional. quanto no modelo operacional e na infra-estrutura que o suporta. de emprego e de comércio.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. em face da baixa quantidade de linhas integradas.12 milhões de lugares que foram ofertados e os 33. em razão de desconto no primeiro. utilização. descaracterização do sistema de atendimento da área rural pelo surgimento de condomínios nas áreas rurais. o Metrô/DF. tratamento inadequado aos usuários. Esse sistema está estruturado em um modelo físico-operacional de linhas diretas. Os principais problemas do sistema são: baixa produtividade e estrutura operacional ineficiente para promover transferências modais e para atrair demandas potenciais. envelhecimento e falta de manutenção da frota de veículos.

mediante ações judiciais. ausência de política tarifária que considere o mercado e o segmento da demanda a ser atendido.2 – Relatório do Diagnóstico Figura 12– Concentração de ônibus na área central de Brasília no horário de pico superposição do tráfego local com o transporte rodoviário. que regula o repasse de receita entre os operadores. tanto na construção quanto na manutenção – ausência de terminais e de pontos de controle adequados à operação e de melhorias físicas das vias utilizadas pelo transporte público coletivo. como determina a legislação. à renovação de frota e à atualização tecnológica. saturação de tráfego nas principais vias internas das cidades e nas vias de ligação especialmente na EPTG. que abrigam serviços com itinerários sobrepostos. funcionamento precário da Câmara de Compensação Tarifária. resistência das empresas operadoras (serviço convencional e de vizinhança). 161 . nos corredores EPIA e EPNB. especialmente o de carga. (Figura13). principal corredor de transporte de passageiros do Distrito Federal. baixos investimentos na infra-estrutura do sistema de transporte.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

sem qualquer integração entre elas. os congestionamentos afetam sobremaneira os seus usuários. Este modelo propicia que a maioria das linhas apresente um longo tempo de espera e funcione apenas no período do pico. Em resumo. a rede viária no Distrito Federal é. A rede secundária é formada por vias utilizadas para o transporte coletivo de alta e média capacidade. seja nos semáforos. de boa qualidade. Na medida em que não existe prioridade de circulação para o transporte coletivo. em geral. com prioridade desta categoria sobre as demais. interligando-se à rede viária primária. A rede primária é constituída por vias utilizadas para o transporte coletivo de alta capacidade. maiores custos de produção dos serviços. vários serviços convivem sem qualquer hierarquia ou integração e o metrô opera com sua capacidade saturada apenas nas horas de pico. As baixas velocidades alcançadas implicam maiores tempos de viagem. destinadas à articulação de grandes núcleos urbanos e do entorno imediato. O PDOT/2009 identifica uma Rede Viária Estrutural entre as vias existentes que interligam as Regiões Administrativas do Distrito Federal e que permitem os deslocamentos para as demais regiões do país. Essa rede. seja em termos de reserva de espaço viário. No entanto. organizar os fluxos metropolitanos do Distrito Federal e seu entorno e desafogar o sistema viário urbano do Plano Piloto (Tabela 65 e Figura 14). Além disso. limitando a acessibilidade daqueles usuários moradores de áreas de baixa densidade. deve ser organizada de modo a criar mobilidade e fluidez. com prioridade desta categoria sobre as de menor capacidade 162 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. destinadas à integração dos núcleos urbanos no território. vários segmentos da rede apresentam sinais de saturação nos períodos de pico. composta de um conjunto de vias de trânsito rápido e de vias arteriais. necessidade de maior frota. num processo que resulta em menor eficiência e menor atratividade pelo transporte coletivo.2 – Relatório do Diagnóstico Figura 13– Exemplo de saturação de via (EPTG) O atual sistema de transporte coletivo do DF é estruturado em linhas diretas entre as origens e os destinos de viagens. maiores tarifas. incluindo-se nesta classificação o sistema metroviário.

BR 020. via Samambaia Av. BR 030 W3 Norte W3 Sul L2 Norte L2 Sul Estrada Parque Núcleo Bandeirante EPNB Via Principal do Setor ―M‖ Norte Eixo Monumental Via de ligação L4 Sul a DF 001/ Ponte JK Secundária Estrada Parque Núcleo Bandeirante EPNB DF 463 (Via de Ligação São Sebastião) Pistão Norte Pistão Sul BR 251/DF 001 trecho entre Samambaia e BR 040/060 DF 065 Via de ligação Samambaia. N3 (Ceilândia) Via entre o Setor de Administração Municipal. Setor de Terciária Recreação Pública Norte e Setor Militar Urbano Avenida Principal do Recanto das Emas sentido Via N3 (Ceilândia).Rede Estrutural do Transporte Coletivo do Distrito Federal Classificação Via Eixo Rodoviário Metrô (Águas Claras sentido Samambaia) Metrô (Centro sentido Taguatinga) Via entre Setor Policial Sul e Setor Hospitalar Sul.2 – Relatório do Diagnóstico Por fim a rede terciária é constituída por vias utilizadas para o transporte coletivo de média capacidade. Comercial Norte e Sul (Taguatinga) Setor de Indústrias Gráficas Av. interligando-se à rede secundária. 2009. ligando o Eixo Rodoviário W até a Primária Octogonal Estrada Parque Ceilândia EPCL Estrada Parque Taguatinga EPTG Estrada Parque Indústria e Abastecimento EPIA sentido BR 040 e BR 060 Estrada Parque Indústria e Abastecimento EPIA sentido BR 010. destinadas à integração de localidades internas aos núcleos urbanos.Taguatinga e seu prolongamento pela via LJ1 (Setor ―L‖ Norte) Secundária/ Estrada Parque Dom Bosco EPDB Terciária Estrada Parque Paranoá EPPR L4 Norte L4 Sul Estrada Parque Vicente Pires EPVP Av. Hélio Prates (Taguatinga) DF 015 trecho de ligação Paranoá e EPPR DF 005 Fonte: PDOT. Setor de Garagens Oficiais.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Tabela 65. com prioridade desta categoria sobre as de menor capacidade. 163 .

Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. 2009 164 .PDOT.2 – Relatório do Diagnóstico Figura 14 – Mapa da rede estrutural de transporte coletivo .

31 km compreendem o ramal que parte da estação Águas Claras. Ainda em estudo. onde se dá sua bifurcação. onde fica a estação Praça do Relógio da linha Verde. Outros 14. passa entre o Guará I e II. Suas estações são equipadas com escadas fixas. de 10 quilômetros. Pretende-se.2. além de afetarem física e economicamente os usuários. Baixa velocidade/maior tempo de viagem. ligando o Plano Piloto à Samambaia: a Via Interbairros. e Falta de integração ampla entre todas as modalidades. 8. O metrô trafega pelo subsolo no trecho entre a estação Central e a estação 114 da Asa Sul e o trecho sob Taguatinga. atualmente. na malha viária urbana do Distrito Federal. Ela é justificada pelo fato de. As duas linhas têm um trecho em comum de 19. escadas rolantes e elevadores.2. O gabarito dos trilhos é de 1600 milímetros e a alimentação dos trens é feita por um terceiro trilho. que atendem a duas linhas. com ela. via Taguatinga Sul. uma frota de 20 trens. O sistema funciona com intervalos 165 . No Metrô-DF a velocidade comercial é de até 80 km/h. e transporta uma média de 150 mil passageiros ao dia. existem apenas três grandes eixos para atender aos deslocamentos diários entre os setores oeste e o centro de Brasília: as vias EPCL. são eles: Congestionamento. Necessidade de maior frota/maior custo de produção dos serviços. e a EPNB. ao norte. entre a região de Águas Claras e o Plano Piloto. de modo a deixar livre a superfície para outras necessidades urbanas. até Ceilândia. das quais 23 estão em funcionamento. principalmente.5 km). ao centro. Linha Verde (32. Águas Claras e Taguatinga. até Samambaia. A Linha Laranja compreende o trecho entre a estação Central (CTL) e a estação Samambaia (SAM). seja nos semáforos. A Linha Verde estende-se da estação Central (CTL) à estação Terminal Ceilândia (CEI).2. contando com uma extensão de 42. próximo da via W3-Sul. mais ao sul. Por fim. com distância média. O sistema possui. o Governo do Distrito Federal planeja a implantação de uma longa avenida. passando pela Asa Sul e pelas RAs do Guará.6 km) e a linha Laranja (27. tão logo ela seja enterrada. seja em termos de reserva de espaço viário.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. O seu traçado inicia-se na Samambaia.1 Modo Metroviário O projeto original do METRÔ-DF é composto por 29 estações.38 km de linhas que ligam a RA Brasília às RÃS de Ceilândia e de Samambaia. diminuir as distâncias de deslocamento. inserida no contexto da malha rodoviária. esta via fará uso do local onde hoje passa a linha de transmissão que liga Samambaia ao final da Asa Sul. a EPTG. cruza a EPIA ao lado da nova Rodoviária e termina no Setor Policial Militar Sul. que vai da Estação Central (CTL) à Estação Águas Claras (CLA). gerando diversos problemas que.2 Caracterização das redes metroviária e ferroviária 3. 3. Dos 42. Tarifas mais elevadas.4 km chamado de Tronco. Atualmente. entre elas.19 km interligam a estação Central – localizada na Rodoviária do Plano Piloto de Brasília – à Estação Águas Claras. percorrendo Taguatinga Centro e Norte.2 – Relatório do Diagnóstico Em síntese.38 km de extensão. 19. o grande gargalo no transporte urbano pelo modo ônibus é a falta de prioridade de circulação para o transporte coletivo. Os outros trechos são basicamente pela superfície.8 km abrangem o trecho que liga a estação Águas Claras. resultam em menor eficiência e menor atratividade do transporte coletivo.

construção de mais oito terminais rodoviários junto às estações do METRÔ-DF.2 – Relatório do Diagnóstico entre trens que variam de 4.5 a 21 minutos. elevado custo de implantação e de expansão da rede. no HRAN. Para enfrentar esses problemas estão previstas ou em implantação as seguintes medidas: conclusão das implantações das três estações na Asa Sul do Plano Piloto. São vinte e três estações prestando serviço ao público em Operação Comercial. Os principais problemas no modo metroviário podem ser resumidos em: dependência total de integração ampla desta com as demais modalidades. no Plano Piloto conclusão da implantação da estação do Guará. construção da primeira estação da Asa Norte. Figura 15– Rede do Metrô do Distrito Federal 166 . processo construtivo demorado e com sérias restrições de espaço e de localização. e construção de bicicletários nas estações. Com a aquisição de novos trens. de acordo com o horário. A Figura 15 apresenta uma caracterização da rede metroviária do DF atualmente existente.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. uma estação não operacional e quatro estações em construção. o dia e o percurso desejados. o intervalo mínimo será reduzido para 3 minutos. tanto da via permanente como das suas estações.

A retomada do transporte de passageiros na linha férrea que liga Brasília a Valparaíso depende apenas do Governo Federal. há um terminal pronto. Pode-se imaginar que as 55 mil pessoas que vão e voltam de Valparaíso para Brasília. diariamente. processo construtivo demorado e com sérias restrições de espaço e de localização. poderiam fazer esse trajeto mais rápido. com os mesmos contratos de concessão com as empresas que já exploram a malha ferroviária. na manhã de 21 de abril de 1968. gasolina. ônibus mal conservados e vans desconfortáveis. Não há previsão de implantação de qualquer medida para atenuar os problemas acima. que durante anos transportou passageiros no percurso BrasíliaSão Paulo. em função de possível demanda firme e com renda suficiente.2. Se faz necessário retomar negociações visando novas tratativas com o Governo Federal para que sejam tomadas novas iniciativas visando a reestudar a exploração do trecho Valparaiso – Brasília para o transporte de pessoas. ainda que haja o reconhecimento de que a malha ferroviária é viável. a FCA tem concessão do Governo Federal apenas para transporte de carga. porém abandonado. hoje. cujo serviço seria oferecido junto com o de carga. A Estação Bernardo Sayão nem de longe lembra o terminal que. a exemplo de medidas anteriores. A ANTT – Agência Nacional de Transporte Terreste não fala em prazo e limita-se a informar que o trecho Valparaíso-Brasília integra os estudos preliminares patrocinados pelo BNDES. e a empresa iniciou a operação dos serviços públicos de transporte ferroviário de cargas em 01/09/96 Como as demais companhias que administram a malha ferroviária no Brasil. nas mesmas linhas e. levar os moradores daquela cidade à Capital Federal. publicado no Diário Oficial da União de 27/08/96. para um serviço regular. foi palco de uma grande festa. não havendo. tanto da via permanente como das suas estações. Hoje. Entre o Guará e o Núcleo Bandeirante.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2. dependência total de integração ampla desta com as demais modalidades. possivelmente. óleo e álcool não podem.2 Modo ferroviário A malha férrea Centro-Oeste. Os principais problemas no modo ferroviário podem ser resumidos em: identificação de responsabilidades junto a Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT e empresa concessionária de prestação de serviço e atribuição de punições e sanções administrativas pelo mal uso na exploração dessa rede ferroviária. 167 . também. elevado custo de implantação e de expansão da rede. cuja autorga foi efetivada por Decreto Presidencial de 26/08/96.Pires do Rio (GO). entre Brasília – Luziânia . seguro e barato em trem. a estação abriga famílias que invadiram as instalações e dela fizeram sua moradia. qualquer previsão sobre data para a reativação dos trens de passageiros e para a expansão dos trens turísticos.2 – Relatório do Diagnóstico 3. em carros. que hoje puxam apenas cereais. com integração ao sistema de transporte coletivo existente nos modos rodoviário e metroviário. O abandono de parte da estrada de ferro que corta Valparaíso incomoda aquela comunidade que não entende por que as mesmas locomotivas. é administrada pela Ferrovia Centro-Atlântica SA.

A movimentação urbana no DF caracteriza-se por ser predominantemente pendular. visando a iniciar tratativas com todas as esferas de Governo para que sejam tomadas as primeiras iniciativas para a exploração de serviço. características e da distribuição dos empregos no Distrito Federal. O controle.2. Faz-se necessário abrir negociações. 3. a seguir. se encontra 2/3 da população com as maiores aglomerações nas cidades de Taguatinga. existindo apenas uma embarcação para uso coletivo em passeios turísticos. Não há exploração comercial de apoio à travessia para atender a demandas regulares do tipo casa x trabalho entre as duas margens do Lago Paranoá. observa-se a concentração urbana na região sudoeste do Distrito Federal onde. seria de esperar que. hoje. Os principais problemas no modo aquaviário podem ser resumidos em: falta de tradição local para a exploração comercial de embarcações para operar em travessias de ferry boats ou similares. o que trás implicações para o transporte urbano. observa-se a formação de uma única estrutura urbana.3. pelas obras viárias realizadas nos últimos anos e algumas melhorias no sistema de transportes. a regulamentação e a fiscalização das embarcações estão a cargo da Capitania dos Portos do Ministério da Marinha.2 – Relatório do Diagnóstico 3. não há previsão de implantação de qualquer medida.2. elevado risco e custo inicial de implantação para definição de uma rede inicial. Esta tendência repete o fenômeno ocorrido em outras cidades do país onde rodovias funcionam como eixos de expansão urbana. Além disso.2. com muitos vazios entre os núcleos.2. em termos de IDH. conforme a Figura 16. porém. Da mesma forma. com mais de 60% deles concentrados no Plano Piloto. o planejamento do ordenamento territorial estivesse sincronizado com o de transporte público coletivo – o que não ocorreu. o seu uso limita-se apenas à circulação de embarcações para turismo e de lazer no Lago Paranoá (lanchas e barcos de propriedade privada para uso estritamente particular). 168 . dependência total de integração ampla desta com as demais modalidades. mais ou menos articulada pelo sistema viário e de transporte. Diante das especificidades da tipologia.1 Desenvolvimento segmentado do DF e Entorno e a gestão do sistema Como se observa no diagnóstico referente à Socioeconomia há grandes disparidades entre o DF e o Entorno. processo construtivo demorado e com sérias restrições de espaço e de localização de terminais ou pier apropriado.3 Modo Aquaviário Quanto ao sistema de transporte no modo aquaviário. Esta tendência se deve a ―aproximação‖ (distância / t empo) de diversos núcleos urbanos em relação ao Plano Piloto. oferta de emprego e prestação de serviços de saúde e educação.3 Caracterização dos sistemas de transportes 3. como tendência de sua ocupação urbana. mais do que em qualquer outro lugar. Para enfrentar esses problemas.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Samambaia e Ceilândia. com picos em determinados horários e movimentos direcionais fortemente concentrados em alguns poucos corredores de transporte que tendem à saturação.

Figura 17–Falta de Prioridade para o Transporte Coletivo no Distrito Federal A Figura18 mostra que 97% da população do Distrito Federal e Entorno reside num raio de até 58 km do centro da capital federal. que. Distrito Federal.Pesquisa Domiciliar de Transporte ano 2000 O agravamento das condições de tráfego urbano tem afetado os modos coletivos de transporte (ônibus e microônibus). partilham o espaço viário com os modos individuais (autos. táxis e motos). o percentual 169 . sem qualquer prioridade.Variação Horária das Viagens Urbanas. a seguir. como pode ser visto na Figura 17. A partir de 25 km do centro de Brasília.2 – Relatório do Diagnóstico Figura 16 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. 2000 Fonte: CODEPLAN .

como mostra a Figura 19.Percentual de população em relação à distância do Centro de Brasília Fonte: Relatório de Avaliação Ambiental Estratégica do Programa Brasília Integrada . na faixa entre 25 e 58 km concentram-se84% da população do Distrito Federal eEntorno. Outros meios de transporte (metrô. 94% 86% 100% 97% 81 Distâncias % Acumulado (População) 66% 52% 38% 24 31% 30 25 12% 16% 33 80% 72% 78% 70% 46 82% 88% 57 50 52 58 20 11 6 9% 3% 7% 15 35 42 43 39 40 Figura 18. etc) ficam com os restantes 2.57%das viagens pessoais. com 26. Os motivos das viagens motorizadas são principalmente trabalho.2000 Fonte: CODEPLAN . Assim.19%.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Entre os modos motorizados. Figura 19– Viagens motorizadas. por motivo. e estudo. a distância em relação à Capital. motos. utilitários ou táxis.2008 A distribuição do perfil de deslocamentos encontra-se assim distribuída: os modos motorizados respondem por 72% de todas as viagens realizadas.85%) é feita por automóveis.2000 170 . aproximadamente metade das viagens (50. em termos proporcionais.2 – Relatório do Diagnóstico acumulado da população começa a superar.58% das viagens se fazem nos modos coletivos de ônibus. enquanto 28% delas se fazem a pé.Pesquisa Domiciliar de Transporte . com 52.42% delas. 46. Distrito Federal .

2020 e 2030. as viagens realizadas por transporte coletivo e individual. em que. inclusive com o metrô. SEDUH.Modos de Viagem por Classe de Renda.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. e algum tipo de tratamento viário. As alternativas concebidas foram avaliadas em termos operacionais e econômicos para um horizonte de 25 anos. SUCAP.Pesquisa Domiciliar de Transporte ano 2000 3. e seu decréscimo posterior pela absorção inicial de viagens a pé e. conforme a Figura 20. Esses estudos subsidiaram a previsão da demanda futura de transportes. DER. ii) mais viagens em modos motorizados privados.4. Para a alternativa selecionada. respectivamente.SEPLAG. estão sendo desenvolvidos projetos de engenharia para as intervenções viárias e para os terminais. 2010. Os estudos e projetos estão sendo desenvolvidos com a colaboração das equipes dos diversos órgãos que têm interface com o programa .2. representando a evolução do sistema atual e duas alternativas de rede de transporte que admitiram a reformulação da rede de transporte coletivo.2. Figura 20. Secretaria de Obras.1 Levantamento do número de viagens diárias por cidade Embora o Programa de melhorias proposto pelo GDF preveja a implantação de suas propostas num horizonte de até cinco anos. aos maiores níveis de renda se associam: i) menos viagens a pé. Para cada cenário e horizonte de tempo. determinaram-se as matrizes de viagens por modo coletivo e privado. 171 . As Figuras 21 e 22 representam. Algumas redes de transporte foram montadas com uso de software especialista: uma. perda de demanda daqueles que passam a ter a opção do automóvel. e. Secretaria de Transportes.2 – Relatório do Diagnóstico A distribuição dos modos de viagem por classe de renda mostra que também no DF prevalece o padrão nacional. Inicialmente. Administrações Regionais. a integração operacional e tarifária. DETRAN e Metrô. iii) algum crescimento do uso do modo coletivo até determinado nível de renda. subseqüente. a metodologia utilizada para o seu desenvolvimento apoiou-se em estudos aprofundados e técnicas sofisticadas utilizadas em planejamento urbano e de transportes. desenvolveu-se um estudo específico para construção de cenários territoriais e demográficos para o Distrito Federal e municípios do entorno imediato com horizontes temporais de 2006.4 Características das viagens por sistema de transporte 3. Distrito Federal – 2000 Fonte: CODEPLAN .

Viagens por transporte coletivo Fonte: Secretaria de Transportes – Estudos do Programa de Transporte Urbano – PTU-ST/DF Viagens por Transporte Individual Figura 22.2 – Relatório do Diagnóstico Figura 21.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.Viagens por transporte individual Fonte: Secretaria de Transportes – Estudos do Programa de Transporte Urbano – PTU-ST/DF 172 .

Para grande parte da população do Distrito Federal o principal meio de locomoção é o ônibus.778 211.341 127.2 Viagens diárias no Distrito Federal por modo de transporte Tomando como base as pesquisas da CODEPLAN sobre os hábitos da população nos seus deslocamentos diários.09 1.91 1.588 357.615 154. em algumas cidades.507 75.105 108. Em Brasília concentram-se cerca de 45% das oportunidades de emprego do Distrito Federal.509 50.964 95.00 Viagens Diárias 408. 67%. como no caso de Paranoá.918 60. As viagens de ligação entre as cidades e o Plano Piloto caracterizam-se por uma distância média de 38 km e pela baixa renovação de passageiros ao longo do percurso.85 2.955 212.82 2.239 37.73 100.960.785 27. no transporte coletivo. com a dependência do transporte coletivo.890 117.86 7.18 1. apresentada a seguir.22 1.45 2.54 1.164 52.00 Fonte: SEPLAN/CODEPLAN – Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios – PDAD – 2000.2.17 3.318 30.88 1.144 53.24 1.177 60.961 435.618 42. Na Tabela 66. 2000).92 4.08 5.730 119.51 12.74 6.378 27.03).87 15.19 6.86 7.83 0.160 49. Tabela 66.341 14.69 3.65 4.896 31.População Urbana Distrito Federal e Viagens Diárias por Regiões Administrativas Região Administrativa Brasília Gama Taguatinga Brazlândia Sobradinho Planaltina Paranoá Núcleo Bandeirante Ceilândia Guará Cruzeiro Samambaia Santa Maria São Sebastião Recanto das Emas Lago Sul Riacho Fundo Lago Norte Candangolândia Distrito Federal Total de Habitantes 219.55 2.62 17.092 51. 2000). e 65%. em Santa Maria (Codeplan.817 40.067 126. tarde e noite). 173 .99 100.915 175.763 350. consolidando assim a importância do transporte público para os trabalhadores das demais Regiões Administrativas e para as próprias atividades produtivas (cerca de 52% das viagens são por motivo de trabalho (Codeplan.71%) e Guará (9.86 6.72 7.081 134.33 12.773.389 2.485 % 11. pode-se observar essa realidade por região administrativa.77 1.45 3. chegando a 71%.102 89.742 40. tem-se que cada cidadão produz mais de uma viagem por dia. no Recanto das Emas.90 4.662 235.18 6.387 131.39 0. seguidos por Taguatinga (10.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.593 % 14.76 4.289 1.671 70.61 3.2 – Relatório do Diagnóstico 3.4.020 105. Mais de 60% das viagens estão concentradas nos horários de pico (manhã.59 1.02 2.

apresentada a seguir. Ceilândia. Gama e Santa Maria. Taguatinga. vinculado à Secretaria de Estado de Transportes.Corredor N.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Eixo Sudoeste . Tomando como base as pesquisas da CODEPLAN sobre as origens e destinos das viagens por passageiros nos seus deslocamentos diários.2 – Relatório do Diagnóstico As viagens de ligação com o Plano Piloto estão distribuídas em cinco eixos que a ele convergem: Eixo Oeste . 174 . Eixo Leste . a realidade dessas viagens nas regiões administrativas com volumes mais expressivos.Corredor São Sebastião/Paranoá.Corredor Planaltina/Sobradinho. tais como. Guará. O Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal STPC/DF é gerenciado pelo DFTRANS. Brasília. A população do Distrito Federal é servida por cerca de 800 linhas de ônibus urbanos e uma frota em torno de 3. Bandeirante/Recanto das Emas/Candangolândia/Riacho Fundo. Eixo Norte . tem-se na Tabela 67.Corredor Gama/Santa Maria.000 veículos. e que está estruturado a partir de dois tipos de serviços: o básico (majoritário) e o complementar.Corredor Taguatinga/Ceilândia/Samambaia/Brazlândia/Guará. Eixo Sul . Samambaia.

21 681 2.22 2205 1.13 0.66 11342 1300 69 726 14.48 0.19 213 0.33 2.66 0.00 160316 100.92 2.13 32 0.14 98 0.75 0.82 0.15 54.98 0.22 64 0.74 17252 819 239 870 10.99 13013 1041 33 302 28.33 1134 0.95 5405 2.33 0.28 0.34 0.00 44230 100.37 0.1 133 0.63 225757 60.23 14734 7.9 0.19 0.5 816 0.91 825 33 2.25 647 1.38 2.00 198772 100.04 348 0.02 3368 7.09 33 0.88 238791 3031 66.16 169 0.37 1904 3854 4.48 535 0.76 11901 1291 3.92 378 0.32 80 0.32 206 0.11 1638 2.00 19552 100.54 0.03 9369 51966 66 35 11.18 305 0.11 35 0.01 529 202 713 130 68 0.07 80 0.09 0.11 489 0.55 446 344 0.26 171 0.17 286 43650 7706 5.05 2174 213 3.04 692 377 1121 34 149 0.09 0.88 0.59 0.04 Brazlândia Planaltina Ceilândia Lago Sul Cruzeiro Paranoá Brasília Região Administrativa de Origem Sobradinho Lago Norte Guará Gama 175 .18 93 0.13 1640 0.08 0.51 755 0.87 710 3.14 34 0.00 80973 100.43 239 0.32 3.71 0.21 0.09 0.28 61.07 0.69 11.42 44 0.3 28 0.92 0.04 0.95 41924 1562 292 33934 44.06 114 0.95 3553 21559 2.74 18328 1148 179 1010 11.66 2.7 0.11 431 0.63 562 1.8 828 0.00 154060 100.25 0.71 1019 1267 377 6016 4119 1.75 0.93 3253 2.06 3374 3.5 0.24 917 0.02 7.12 102 0.84 0.24 242 0.18 0.5 11940 1892 6.26 590 0.77 20844 12.41 0.01 0.14 77 0.25 2297 4.13 46 0.00 54573 100.61 2.04 6910 1.07 184 35 127 27982 167 0.58 207 0.79 0.1 0.58 59.14 112078 9297 173 184 40 72.00 100473 100.9 0.1 0.75 6.82 37420 2709 778 2759 10.61 80327 79.31 0.12 0.2 108 0.68 41320 7698 11.69 519 1.56 2039 300 2.24 1.39 1.3 8.44 0.31 35.78 2313 1042 4.1 2251 471 2.14 65 0.05 85 0.41 2144 0.11 0.1 217 0.41 2256 4.69 0.44 1775 0.09 38 0.85 0.69 5602 122 3.13 655 0.95 1491 981 3.04 1175 35 4450 0.00 45314 100.12 0.46 0.81 0.31 0.72 1222 2.46 130 0.76 0.47 0.29 102 0.81 18154 588 7167 289 59.00 356846 100.65 4616 546 161 23.6 1.48 1 1.05 176 0.32 0.85 0.18 0.5 5.12 2.23 3066 3.Matriz de Origem e Destino das Viagens Diárias por todos os Modos e Motivos.36 1641 1114 2.29 0.74 0.84 1.93 0.57 64.00 94848 100.55 0.39 104 35 90 108 242 0.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.51 0.07 0.18 422 1.11 237 0.16 852 302 3732 190 63 1.36 80276 3431 0.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 67 .14 213 65 409 28 1.5 690 16943 2.67 103369 64.75 0.87 2.08 109 64 0.65 8.66 13.47 1.21 0.47 0.08 505 0.52 59 0.03 765 2.Distrito Federal 2000 (viagens em um dia útil do mês de novembro .22 288 Recanto das Emas Núcleo Bandeirante Santa Maria Samambaia Taguatinga Brasília % Lago Sul % Lago Norte % Cruzeiro % Guará % Núcleo Bandeirante % Candangolândia % Taguatinga % Samambaia % Ceilândia % Recanto da Emas % Gama % Santa Maria % Riacho Fundo % São Sebastião % Paranoá % Planaltina % Sobradinho 400489 19628 18416 41970 54.26 0.00 46307 100.08 575 1.2 16.37 32 130 28416 0.9 6044 377 63 212 13.01 1.3 95185 2934 47.48 3210 14905 6.5 2 0.27 0.3 780 1.16 828 44 0.71 1038 0.06 7919 40.21 5227 4116 281 97 13.94 1449 2.00 39805 100.47 209 0.07 6943 1420 4.52 0.7 670 0.75 21275 654 436 739 44751 13128 6.94 0.6 546 1 121 0.83 2342 5.42 399 63 1 0.11 6067 284 6.71 698 190 1.7 14409 2552 3.69 20303 8847 500 1534 37.92 1.17 239 33 17547 11379 6174 8922 5254 2.21 0.25 286 0.08 0.58 86 0.92 914 702 251 95 97 0.1 0.78 44917 2349 758 5934 22.14 31 0.08 0.4 0.33 71.1 2.07 1.21 0.09 0.93 23.25 627 0.00 30526 100.55 34 0.11 0.97 0.64 96 0.01 0.06 11.32 835 1.22 2.54 0.78 0.04 48 38697 5.32 251 0. segundo as Regiões Administrativas .67 802 846 0.07 0.1 2943 1997 2069 665 327 1.38 1.00 68601 100.07 40 0.7 8129 213 31 506 11.06 37 0.13 2.3 0.19 1771 2287 9.61 0.58 0.06 169 0.08 0.03 0.38 35 0.34 0.00 110459 Candangolândia Riacho Fundo São Sebastião Zona Externa 1060 0.91 41083 11.73 0.2000) Regiões Administrativas de Destino Total das Origens 737185 100.03 0.00 371513 100.43 0.93 32.39 237 31 0.2 1.96 0.42 1024 1571 2.04 1031 344 1372 96 1.11 0.55 247 103 27 207 281 0.78 904 0.04 207 66 24006 127 32 0.15 0.24 12069 595 765 755 12.13 10.89 1.49 21080 5.06 0.14 0.48 8909 5988 207 95 19.54 44046 2069 237 2503 12.68 0.52 0.61 352 0.51 7500 10.85 3144 40937 4.01 0.34 0.41 0.65 0.62 2698 856 1.05 0.43 913 1.24 85 114 31 80 422 12031 1.3 269 0.33 0.78 31 0.04 90 0.34 0.12 386 133 1.14 3464 1605 3493 355 31 0.

42 1.07 0.63 75.67 288 2.Distrito Federal 2000 (viagens em um dia útil do mês de novembro .81 0.38 0.4 Fonte: CODEPLAN .87 2.26 39453 381 82.03 666 62 1.07 0.97 1665 15.26 0.38 0.38 33 34 0.2000) Regiões Administrativas de Destino Total das Origens 100.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.00 47661 100.78 0.91 0.2 1.72 0.67 0.22 38 0.31 153986 80734 44295 45288 39838 5.03 0.03 0.04 660 80 1.63 1.57 500 4.06 0.67 3546 237 35 273 7.7 0.98 0.00 2772493 100.22 0.38 0.74 356873 68034 12.44 3.00 Candangolândia Riacho Fundo São Sebastião Zona Externa Recanto das Emas Núcleo Bandeirante Santa Maria Samambaia Taguatinga % Brazlândia % Zona Externa % Total de Destino % 19.13 737712 54844 30486 94892 26.08 330 3.62 8.57 709 58 223 6.13 1057 601 10.16 1.6 1.55 2.00 10479 100.2000 Brazlândia Planaltina Ceilândia Lago Sul Cruzeiro Paranoá Brasília Região Administrativa de Origem Sobradinho Lago Norte Guará Gama 176 . segundo as Regiões Administrativas .89 371018 13.77 0.62 1891 3.6 1.82 198726 45234 19511 7.09 5.28 47624 11132 1.08 0.07 0.91 1.98 1.4 0.75 110480 3.77 161200 5.Matriz de Origem e Destino das Viagens Diárias por todos os Modos e Motivos.15 100586 3.45 0.55 2.5 0.07 2475 878 32 23.39 0.17 650 200 86 6.1 0.64 3.1 3.8 381 346 3.44 0.26 272 0.Pesquisa Origem-Destino Domiciliar .2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 67 .59 0.

os principais equipamentos que estruturam o METRÔ-DF são as 29 estações. ciclistas e motoristas) acessibilidade universal adoção de novas tecnologias de transporte coletivo modernização dos sistemas de controle de oferta e demanda 177 . para operar o serviço Básico (ônibus . das 6h às 23h30. como se sabe. se caracterizam pela frota de mais de 3. de uma parte.5 Principais equipamentos e deficiências dos sistemas de transporte urbano No Distrito Federal. distribuídos nas 13 empresas e 21 operadores autônomos.2 – Relatório do Diagnóstico 3.STPE).STCP). segundo o órgão. de Transporte Coletivo Privado (fretamento . Essa estrutura conta ainda com 42. no baixo comprometimento para cumprimento dos serviços especificados. em contrapartida.STCEV) com cerca de 11 linhas. Serviço de Transporte Público Básico (Microônibus . Os principais equipamentos que estruturam o transporte coletivo urbano por ônibus. atende satisfatoriamente aos passageiros cativos que se localizam nas proximidades de cada uma das 800 linhas. Isso. fundamentada na falta de prioridade para circulação. a frota de 20 trens que transporta uma média de 150 mil passageiros ao dia.STPC/TA) com cerca de 65 linhas. uma prestação de serviço de baixa qualidade aos demais usuários que se localizam a maiores distâncias dos eixos dessas linhas ou que pretendam se deslocar fora dos horários de maior movimento. justamente por não se beneficiarem das facilidades dos sistemas completamente integrados.000 ônibus urbanos.STPB) e o Serviço Próprio de Empregados (fretamento .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. na baixa qualidade profissional dos prepostos e operadores. resultando. cuja mudança esperada ainda está em via de implantação.6 Melhorias previstas para os sistemas de transportes O Programa Brasília Integrada ligado a Secretaria de Transportes do DF representa um marco conceitual que pretende estabelecer as novas diretrizes relativas à melhoria do transporte urbano do Distrito Federal. de segunda a sexta-feira.38 km de linhas em funcionamento. domingos e feriados. linhas e serviços. que se utilizam dos 29 terminais de ônibus. Desta forma espera-se que todas as ações desenvolvidas para a área de transportes no DF devem estar em consonância com os conceitos do Brasília Integrada: integração das políticas urbanas e de transporte do DF priorização do transporte público coletivo e dos modos não motorizados visando o desenvolvimento sustentável instituição do sistema integrado de transporte melhoria da mobilidade dos cidadãos e segurança de tráfego (pedestres.STPC) co m cerca de 800 linhas. o serviço especial Autônomo Rural (rural . As principais deficiências de mobilidade do atual sistema de transporte coletivo estão na baixa qualidade do serviço. estão sob o controle do DFTRANS e. como também pela dificuldade para promover a integração completa do sistema entre todos os seus operadores. se fundamenta na característica de atendimento porta a porta que o sistema atual possui. sendo um em cada uma das Administrações Regionais. o serviço Especial de Vizinhança (―zebrinha‖ . das 7h às 19h.2.2. 3. Quanto as deficiências nos serviços de transporte as principais se identificam com a questão de acessibilidade ao sistema de transporte coletivo em operação que. e aos sábados. na falta de equipamentos adequados à prestação de cada serviço. das quais 23 estão em funcionamento.

que permeia a gestão do transporte urbano e o gerenciamento e execução do Programa. outros investimentos são feitos com apoio de agências de fomento internacional. O Programa deTransporte Urbano . estão abaixo resumidas: 178 . A tomada de decisão sobre as intervenções do Programa considera um conjunto de políticas do Distrito Federal que norteiam as ações nas áreas de planejamento urbano e habitação. se apresenta como um limitante ao processo de desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal e Entorno. desponta como importante que o componente fortalecimento institucional contemple este caráter do Programa e não apenas promova ações isoladas junto aos co-executores. preservação do patrimônio histórico. permite depreender a complexidade desse contexto e a multiplicidade de organismos que. cuja situação atual deixa a desejar pela péssima qualidade da infra-estrutura. cujos objetivos convergem com as intervenções propostas pelo Programa Brasília Integrada. além de melhoramento da infraestrutura de outros tantos já construídos. bem como expandir e modernizar os meios de transporte público coletivo.PTU/DF. meio ambiente e assistência social. assumem diferentes competências e responsabilidades complementares. O que está sendo proposto no Programa deTransporte Urbano . para a produção de resultados efetivos. A forma integrada que caracteriza o Programa exige um alto poder de articulação e execução do núcleo gerenciador.PTU vem cobrir uma área crucial para a vida metropolitana que.2 – Relatório do Diagnóstico elaboração de projetos de infra-estrutura de apoio compatíveis com as necessidades da população Neste contexto o Governo do Distrito Federal desenvolveu vários projetos que procuram revitalizar e ampliar a malha viária. componente do Brasília Integrada e que tem como objetivo geral promover a mobilidade no DF. hoje. deve possuir uma dinâmica de contínuo entendimento e integração de esforços. como é o caso do Programa de Saneamento do Distrito Federal (BID) e o Programa Brasília Sustentável (BIRD). O Programa deTransporte Urbano . o qual está sendo finalizado pela Secretaria de Estado de Transportes do Distrito Federal. o Programa de Transporte Urbano do DF . Em virtude de se haver identificado um potencial conflito entre diferentes atores institucionais.PTU para modernização e melhoramento dos equipamentos do sistema de transporte no âmbito do Distrito Federal está relacionado com a construção de cerca de novos terminais urbanos de ônibus nas novas regiões administrativas e demais terminais nas integrações Metrô x Ônibus. exigindo a ativação de uma rede de papéis e de relações que. As várias políticas e planos governamentais. resultado de deficiências na manutenção de rotina. dentre eles.PTU é parte de um conjunto de políticas que vem sendo empreendidas no sentido de dotar o DF de capacidade gerencial e de infra-estrutura para manter o elevado nível de desenvolvimentohumano atualmente observado. pois cada um desses órgãos ainda trata isoladamente seus desejos de expansão. nem tampouco refletem um conjunto integrado de medidas entre os diferentes órgãos setoriais. sem contar com a participação conjunta dos demais na discussão das futuras diretrizes. na instância governamental. Esses programas se complementam por atuarem nas áreas do saneamento ambiental e da gestão territorial. Essa breve caracterização do ambiente institucional do Governo do Distrito Federal.Neste sentido. Possui um caráter integrado e é o primeiro grande investimento estruturado no setor de transporte urbano nesta década.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. As medidas previstas para ampliação da rede do sistema viário e das modalidades dos sistemas de transporte ainda não estão respaldadas no PDTU – Plano Diretor de Transporte Urbano.

para enfrentar esses problemas do transporte no Distrito Federal. se notabiliza como umas das legislações pioneiras na proteção ambiental. No geral. em implantação. com mais detalhes no tema Uso e Ocupação do Solo. Está descrita com mais detalhes em capítulo incluído no Meio Físico e Biótico. organizar a demanda e oferta de transporte e integrar as cidades do Distrito Federal. Samdu e Comercial. a seguir. tendo o Conselho de Gestão da Área de Preservação de Brasília – CONPRESB como fórum privilegiado para discussão. na região de Ceilândia e Taguatinga. 179 . Programa Habitacional O Programa Habitacional foi iniciado em 1999 e vem tendo continuidade desde então. encontra-se em elaboração na SEDUMA. o Plano de Conservação do Conjunto Urbano de Brasília (PCCUB). que estão sendo alvo de melhoramentos com investimentos de agentes financeiros internacionais. construção e reforma de passarelas e de travessias no Eixão e diversos outros pontos críticos de travessia de pedestres. as seguintes medidas: obras de melhoria para aumento de capacidade da EPTG. e obras de melhoria para aumento da rede cicloviária. procurando promover uma ocupação mais organizada do solo urbano e atender também aos inscritos nos diversos programas habitacionais anteriores e que foram atendidos. tendo a SEDUMA e o IPHAN como agentes institucionais responsáveis. obras de melhoria para aumento de capacidade das via EIG e ESPM. A Rede Estrutural de Transporte Coletivo do Distrito Federal deve atender a demandas elevadas ao longo dos seus eixos. A Figura23. obras de melhoria para aumento de capacidade da EPIA. estão previstas ou. Hélio Prates. Visa a atender as expectativas da população de baixa e média rendas do Distrito Federal. É analisado. construção e reforma de mais de 20 terminais urbanos de ônibus. e estabelece as categorias de uso do solo em seu macrozoneamento. e a localização dos terminais e das estações. mostra o mapa esquemático da rede proposta. Plano de Preservação de Brasília As normas legais do tombamento de Brasília e plano diretor da área tombada são os instrumentos para sua gestão.2 – Relatório do Diagnóstico Política de Meio Ambiente A Lei 41/1989 da Política Distrital de Meio Ambiente. obras de melhoria para aumento de capacidade das Avs. Atualmente.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. por meio de sub-sistema estrutural de alta e média capacidade e mediante tratamento que priorize o transporte coletivo sobre o individual motorizado. Plano de Ordenamento Territorial do Distrito Federal – PDOT Trata-se do marco legal de planejamento territorial vigente.

2 – Relatório do Diagnóstico Figura 23– Rede proposta para os sistemas de transporte Fonte: Secretaria de Transporte do DF – Programa de Transporte Urbano do DF 180 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

espera-se que o custo de realização do trajeto completo entre origem e destino. Política tarifária Outra política proposta é a tarifária. compostas de duas linhas circulares e uma de ligação. gestantes e outros portadores de necessidades especiais. Nos terminais ou em qualquer ponto da rede. mas também sua integração tarifária. Adicionalmente. atendendo a idosos. Por outro lado. os passageiros podem trocar de veículo fazendo o trajeto mais conveniente às suas necessidades. transferindo deslocamentos a pé para o sistema de transporte público. consideradas isoladamente. em particular. sendo explicitamente tratado como um dos eixos troncais no planejamento. possibilita-se ao usuário o deslocamento entre dois pontos da rede com o pagamento de uma só tarifa. os quantitativos e o perfil da frota de ônibus. seja menor do que aquele da situação anterior. incentivando movimentos no período entre-picos. A nova rede de transporte público deverá manter as possibilidades de deslocamento anteriormente disponíveis como. v) definir uma estrutura tarifária simples e adequada às peculiaridades do Distrito Federal. a Secretaria de Transportes definiu cronograma de renovação da frota para os operadores atuais. para efeito do primeiro objetivo de incentivar substituição de deslocamentos a pé. rapidez e confiabilidade do transporte. Tal solução considera uma hierarquia funcional entre os serviços de transporte público mediante a qual veículos de maior capacidade circulam continuamente entre terminais de maior porte. estão previstas diversas intervenções físicas que irão beneficiar o tráfego geral e o transporte coletivo. Para tanto. deverá melhor servir a algumas áreas. ou apenas uma circular e uma de integração (em qualquer ordem). A partir da indicação da demanda para o Sistema Integrado de Transporte. uma de ligação (troncal) e outra circular. foram definidas a especificação básica. também. dentro do intervalo definido como limite para a viagem integrada. trafegando em vias ditas troncais com algum tipo de tratamento viário preferencial. Para dar suporte à nova concepção físico operacional. descritas na Tabela68 e ilustradas na Figura24. não obstante a necessidade de transbordo entre veículos — nos terminais ou ao longo da própria rede. além de aumentar as condições de conforto. em alguns casos.2 – Relatório do Diagnóstico O novo modelo operacional admite integração operacional e tarifária em um esquema conhecido como tronco-alimentado. iii) manter o equilíbrio econômico-financeiro do Sistema Integrado de Transporte. ii) induzir movimentos internos nas cidades do DF para facilitar a geração de empregos locais. a ser executado em quatro anos. a tarifa integrada. vi) controlar a utilização de gratuidades e descontos e vii) gerenciar a demanda. O novo perfil da frota considera veículos de maior capacidade nas linhas troncais e de menor capacidade nas linhas alimentadoras e distribuidoras. em que se utiliza sucessivamente ou uma linha circular. conforme legislação federal. as tarifas das linhas circulares (alimentadoras / distribuidoras) internas às cidades devem ter o menor preço das linhas do sistema de transportes. parte da frota disporá de características físicas que favoreçam a acessibilidade universal. 181 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Dessa forma. Ela tem como objetivos: i) elevar a acessibilidade da população de baixa renda. Isto porque fazem parte da nova concepção. Serão permitidas até duas integrações. Além disso. não poderá ser superior à maior das tarifas do metrô ou dos ônibus que comporão a viagem. O metrô faz parte dessa concepção. iv) incentivar a integração tarifária do sistema de transporte. não apenas a integração física e operacional dos serviços. Além do menor tempo despendido em deslocamento urbano.

Central (Taguatinga) Av.para aumento de capacidade e prioridade para o transporte coletivo EPTG / AGUAS CLARAS EPTG / EPVL EPTG / ACESSO GUARÁ EPTG/ EPVP EPTG / SIA EPTG / SOF SUL EPTG / EPIA EPIG / ESPM EPTG/ EPCT EPIA/ EPCL EPIA/ EPNB EPIA/ EPGU EPIA/ Acesso ao SOF Sul EPIA/ Acesso ao SIA EPNB/ Acesso ao Park Way EPNB/ Acesso ao Riacho Fundo 182 . SAMDU (Taguatinga) EPTG. adequação de interseções LOCALIZAÇÃO Av.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 68 – Intervenções físicas previstas no Programa de Transporte Urbano do DF INTERVENÇÃO FÍSICA Tratamento viário com melhorias para o transporte coletivo – implantação de faixa exclusiva. EPIA Aumento de capacidade para o tráfego geral – construção de vias marginais. Comercial (Taguatinga) Av. construção de faixa de tráfego adicional Av. Estádio EPCL EPTG EPNB EPIA EPGU EPDB/ EPAR EPIG Implantação de obras de arte especiais . Hélio Prates (Ceilândia/ Taguatinga) Av. EPNB. implantação de faixa preferencial. Estádio (Taguatinga / Ceilândia) Av.

Intervenções Viárias Propostas no Programa de Transporte Urbano do DF Fonte: Secretaria de Transporte do DF – Programa de Transporte Urbano do DF 183 .2 – Relatório do Diagnóstico Figura 24.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

Situação proposta 3. e com a seguinte configuração: duas faixas de tráfego por sentido. Figura 25. em Taguatinga. 184 . a situação atual e a proposta.3 Intervenções viárias propostas na Avenida SAMDU Para a Avenida SAMDU. Figura 27 . sendo uma compartilhada entre o ônibus e o tráfego geral.6. está sendo proposta a implantação de um corredor de transporte.2. os ônibus continuarão operando à direita. como mostra a Figura 27. está sendo proposta a implantação de um canteiro central. mas sem exclusividade para o transporte coletivo. está sendo proposta a implantação de um corredor com exclusividade para o transporte coletivo.6. com a seguinte configuração: duas faixas de tráfego por sentido.2. sendo uma compartilhada entre o transporte coletivo e o tráfego geral.1 Intervenções viárias propostas na Av. respectivamente. As Figuras 25 e 26 representam. em Taguatinga .2 Intervenções viárias propostas na Avenida Comercial Na Avenida Comercial.2. respectivamente. Hélio Prates Para a Avenida Hélio Prates.Situação atual Figura 26. onde os ônibus operarão à esquerda.6.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.Trecho tipo da situação proposta da Avenida Comercial 3. sendo uma exclusiva para o transporte coletivo (ônibus). onde a operação também será à esquerda e junto ao canteiro central. junto ao canteiro central.2 – Relatório do Diagnóstico 3. As Figuras 28 e 29 representam.Ceilândia. a situação atual e a proposta. requalificando e ordenando a via. com a seguinte configuração: 3 faixas de tráfego por sentido.

Trecho tipo da situação proposta da EPTG 3. ferroviária e aeroviária. com os ônibus de maior capacidade operando à esquerda. Centro-Rio de Janeiro. O corredor de transporte visa dar exclusividade para o transporte coletivo. Centro-Sul.2 – Relatório do Diagnóstico Figura 28. como os Corredores Centro-Leste (Brasília-Vitória). Paranaguá e Rio Grande. As vias marginais irão operar em mão única com duas faixas por sentido. considerando melhorias viárias. como mostra a Figura 30.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. a capital federal constitui-se em ponto de interligação dos grandes eixos viários do país. eliminação de interseções em nível e conclusão das obras das vias marginais. Figura 30.4 Intervenções viárias propostas na EPTG Na via EPTG. convergindo para o Mercosul e corredores CentroNordeste e Centro-Norte. sendo uma exclusiva para o transporte coletivo (ônibus).3 TRANSPORTE INTERESTADUAL O Distrito Federal está conectado ao resto do país por meio de malhas rodoviária. No primeiro caso. contemplando diversos corredores estratégicos de transporte. 185 . com a seguinte configuração: quatro faixas de tráfego por sentido.Situação atual Figura 29. a proposta vai além da implantação do corredor de transporte. junto ao canteiro central.2.6.Situação proposta 3. com acesso aos portos de Santos.

856. BR-040 para Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ).781 toneladas foram embarcadas e 247.3.6 mil passageiros por dia que serão atendidas por 46 empresas de ônibus que estão operando atualmente.151 toneladas foram desembarcadas. DF 270. BR 251. BR-060 para Goiânia (GO) e BR-070 para Cuiabá (MT). Os projetos executivos de engenharia das rodovias integrantes do Anel Viário do DF e os serviços de elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica. atingiu 598. No novo terminal embarcarão e desembarcarão passageiros com destino superior a 75 quilômetros da capital federal. passando pela W3. sob a responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER/DF). segundo informações fornecidas pela Diretoria de Logística da Ferrovia Centro Atlântica. Prevê-se uma demanda aproximada de 4. e que propõe a interligação das principais rodovias federais e distritais que atravessam o Distrito Federal. A outra vai operar como uma espécie de circular entre a rodoferroviária e a nova rodoviária. em 2006. a melhoria das condições do asfalto. Estação Shopping do metrô. cujo terminal está localizado ao lado da estação Shopping do Metrô.297 desembarcados no Terminal Rodoferroviário.2 – Relatório do Diagnóstico 3.561 embarcados e 1. Em 2007.EPIA. a atualização da sinalização horizontal e vertical e a iluminação pública das vias. de forma a proporcionar uma nova dinâmica ao fluxo do trânsito em Brasília. às margens da Estrada Parque Indústria e Abastecimento . de acordo com o relatório de atividades de 2009 do DER/DF. 98. O transporte ferroviário restringe-se ao movimento de carga que. enquanto na Rodoviária (no centro da cidade de Brasília) foram embarcados 182. Ressalta-se que foi inaugurada recentemente a nova Rodoviária de Brasília.806 passageiros atendidos no Distrito Federal.1 Modo rodoviário e ferroviário As principais rodovias radiais federais que ligam Brasília ao resto do país são: BR-010 para Belém (PA). é considerado o concentrador da aviação civil. estes com destino à região do Entorno. A proposta de implantação do novo anel viário prevê a duplicação de pistas.111 vôos internacionais. feito por carretas. pelo menos duas novas linhas de ônibus estão sendo testadas a partir de hoje para melhorar o acesso à nova rodoviária. a 186 . no mesmo ano. em 2007. O transporte rodoviário interestadual de passageiros atendeu. A proposta do novo anel viário é desviar do centro da cidade todo o trânsito pesado. trucks e caminhões. O projeto já possui estudo de impacto ambiental e na sua concepção pretende minimizar os impactos ambientais decorrentes da sua implantação por aproveitar o traçado já existente das seguintes rodovias: DF 205. ponto de conexão para destinos em todo o País.3.228. BR-020 para Salvador (BA). Terminal da Asa Sul e Rodoviária do Plano Piloto. totalizando 251 quilômetros de extensão. Por sua localização estratégica. foram registrados 15. Com isso. ou seja.2 Modo aeroviário As grandes distâncias entre as cidades brasileiras favorecem a utilização do meio aéreo. deste total 351. 3. desembarcados e em trânsito. Uma fará o trajeto nova rodoviária. passando pela Candangolândia. De acordo com a Secretaria de Transportes. entre embarcados.932 toneladas. Foram registrados. Fórum. BR 080 e BR 040.049. Dentro do contexto do transporte rodoviário merece destaque o projeto do novo anel viário do DF. DF 180.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. Econômica e Ambiental (EVTEA) encontram-se em andamento. e que irá promover a ampliação de 151 quilômetros de vias. tendo sido construído por meio de Parceria Público Privada (PPP). O Aeroporto Internacional de Brasília é o terceiro em movimentação de aeronaves e o quarto em movimentação de passageiros do Brasil. DF 206.923 vôos domésticos e 1. DF 100. BR-050 para São Paulo (SP) e Região Sul. DF 290.356 passageiros. melhorando a circulação de veículos no Plano Piloto e entre as cidades.

Mas as obras de ampliação devem continuar. salas de embarque e desembarque.2 – Relatório do Diagnóstico movimentação de pousos e decolagens é bastante intensa. o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos (―Bonde Moderno‖). com um movimento de 12 milhões de passageiros por ano. em dezembro de 2005. serão acrescidos cerca de 80 mil metros quadrados. que podem chegar a ter numa concentração no horário de maior movimento do dia. resultando num volume considerável de veículos circulando na principal via de acesso ao aeroporto.700 passageiros partindo e mais 1. com a finalidade de levar e trazer essa demanda.000 pessoas. o que permitirá atender a um movimento de 25 milhões de passageiros por ano. foi entregue a segunda pista de pousos e decolagens que ampliou a capacidade operacional do aeroporto para 555 mil pousos e decolagens por ano. controles de entrada de passageiros (raios-x). No atual terminal. uma vez que já foi iniciada a elaboração dos projetos de reforma e ampliação do Terminal de Passageiros (TPS) e do acesso viário do aeroporto. além de outros volumes de viagem com outros motivos. Com a ampliação do TPS. falta de serviços especiais de transporte coletivo com ônibus executivos. estimado para ser atingido em 2018. com cerca de 1. é o terceiro do país. em torno de 34. Hoje.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.700 passageiros chegando. Os principais problemas no modo aeroviário podem ser resumidos em: dependência total de integração ampla desta com as demais modalidades. Guará Lago Sul Park Way Figura 31 – Localização do sítio aeroportuário do Aeroporto Internacional de Brasília 187 . Para enfrentar esses problemas está em processo de implantação uma modalidade de transporte coletivo especial. A Figura31 apresenta a localização do sítio aeroportuário do Aeroporto Internacional de Brasília. incluindo saguão. chegando e partindo. meio fio de desembarque e a área de bagagens. com uma movimentação média diária de passageiros. Para atender a esta demanda. está previsto haver melhoria física em aproximadamente 8 mil metros quadrados. check-in.

Relatório do Programa de Transporte Urbano –PTU: Brasília Integrada.Brasília Integrada.Secretaria de Transportes. 2004-2007. da Secretaria de Transportes.ST/DF. Anuário Estatístico do Distrito Federal. e do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal – DER/DF. Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios . Pesquisa Domiciliar de Transporte 2000 CODEPLAN.2004 CODEPLAN. 2006 GDF . 2007. os quais subsidiaram os estudos e propostas contidos no Relatório Final do Programa de Transporte Urbano (PTU) . Relatórios de Missões do BID para a Preparação do PTU.2 – Relatório do Diagnóstico 3. Programa de Transporte Urbano – PTU:Brasília Integrada.4 BIBLIOGRAFIA CODEPLAN. do Transporte Urbano do Distrito Federal – DFTRANS. Relatório de Avaliação Ambiental Estratégica – RAAE. 188 . Diversos. Unidade de Preparação do Programa (UPP) . da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal – METRÔ/DF.Secretaria de Transportes. 2009 GDF .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

2 – Relatório do Diagnóstico Tema 1 – INFRAESTRUTURA E EQUIPAMENTOS REGIONAIS 4 Subtema 4 – COMUNICAÇÕES 189 .Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.903 telefones encontram-se em serviço. pode ser considerado como tendo uma quantitativamente elevada oferta de meios de comunicação. possuindo 887.58% da população do DF com acesso ao uso de telefonia móvel celular para uso pessoal.840 1. elas são um importante aliado na redução da demanda de transporte Nesse aspecto. Oi.069 416 Brasil DF 152.A. jornais e internet. Segundo dados obtidos no sitio da ANATEL para telefonia fixa o DF é atendido pelas concessionárias. naquele ano.349 447 Unidade da Federação Não possuíam Total Total Não possuíam 48.955 55. Segundo dados disponibilizados pelo IBGE. por situação de ocupação e posse de telefone móvel celular para uso pessoal para o ano 2005 Pessoas de 10 anos ou mais de idade (1.2 – Relatório do Diagnóstico 4. com 22 localidades atendidas e. na Pesquisa Nacional de Amostragem de Domicílios 2005 / 2008. Em anexo apresenta-se um mapa com a representação dos equipamentos das redes de telefonia móvel com a representação das torres de telefonia celular. que foi de 53.381 243 Não possuíam 48. GVT.Distribuição de pessoas de 10 anos ou mais de idade no Brasil e em Brasília.297 96. percebe-se que o DF apresentou um crescimento de 319. apresentando uma teledensidade de 24. Com relação à telefonia. Tabela 69 .286 1. e Embratel. podendo. As Tabelas a seguir representam a distribuição de pessoas de 10 anos ou mais de idade no Brasil e em Brasília. incluídos telefonia.896 telefones instalados. no período 2005 a 2008. muito acima da cobertura no país.454 658 Fonte: IBGE. por situação de ocupação e posse de telefone móvel celular para uso pessoal. para os anos 2005 e 2008. Brasil Telecom S.até por ser a capital da República. no mesmo período. 18.616. desde março de 2010. totalizando 1. Embratel. o Distrito Federal. deste total 613.436 862 17.000 pessoas) em 2005 Posse de telefone móvel celular para uso pessoal Total Possuíam Ocupadas Posse de telefone móvel celular para uso pessoal Possuía m 86. Vivo.434 são telefones públicos.800 1. apresentando 651 telefones adaptados para deficientes motores e 29 para deficientes auditivos.000pessoas com posse de telefone celular.8% da população. o que representou.42 telefones/100 habitantes. Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios 2005/2008 190 .447 850 Não ocupadas Posse de telefone móvel celular para uso pessoal Possuíam 65. várias são as empresas prestadoras de serviço que operam no Distrito Federal: Brasiltelecom. um total de 75. emissoras de rádio e de televisão. inclusive contribuir para que sejam evitados deslocamentos desnecessários. TIM e Claro.000 celulares para o ano de 2008.092 38.1 COMUNICAÇÕES No entendimento de que as redes de comunicação representam o mais rápido e fácil instrumento para o transporte de informações e mensagens.

Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios 2005/2008 Tabela 71 .3 77.8 Unidade da Federação Total Não possuíam 73.000 pessoas) em 2008 Posse de telefone móvel celular para uso pessoal Total Possuíam Não possuíam Total Ocupadas Posse de telefone móvel celular para uso pessoal Possuíam Não possuíam 33.783 1.Distribuição de pessoas de 10 anos ou mais de idade no Brasil e em Brasília.3 63.649 575 Não possuíam 40.2 Brasil DF 100 100 36.612 166 68. por situação de ocupação e posse de telefone móvel celular para uso pessoal para o ano 2008 Pessoas de 10 anos ou mais de idade (1.2 100 100 Não ocupadas Posse de telefone móvel celular para uso pessoal Possuíam 26.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 70 .Distribuição de pessoas de 10 anos ou mais de idade no Brasil e em Brasília.042 Fonte: IBGE.7 100 100 44.517 356 Brasil DF 160.6 66.207 58.432 1. Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios 2005/2008 191 .3 33. por situação de ocupação e posse de telefone móvel celular para uso pessoal para o ano 2005 – Dados Relativos (%) Pessoas de 10 anos ou mais de idade (%) em 2005 Posse de telefone móvel celular para uso pessoal Total Possuíam Não possuíam Total Ocupadas Posse de telefone móvel celular para uso pessoal Possuíam Não possuíam 55.138 86.616 74.561 2.395 1.129 522 92.166 931 Não ocupadas Unidade da Federação Total Posse de telefone móvel celular para uso pessoal Possuíam 27.8 Fonte: IBGE.5 51.7 22.5 48.

incluindo privadas e públicas. com acesso a internet nos últimos 3 meses do ano de 2005 Pessoas de 10 anos ou mais de idade (1. Já em relação à televisão. Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios 2005/2008 192 . conta com sucursais dos principais jornais e revistas do país.8 75. o DF conta com 5 jornais diários (um deles de circulação nacional) e diversos de periodicidade semanal.3 Fonte: IBGE. em dezembro de 2009.385 1.955 804 120.074 288 53. por situação de ocupação.896 1. Além disso. por situação de ocupação e posse de telefone móvel celular para uso pessoal para o ano 2008 – Dados Relativos (%) Pessoas de 10 anos ou mais de idade (%) em 2008 Posse de telefone móvel celular para uso pessoal Total Possuíam Não possuíam Total Ocupadas Posse de telefone móvel celular para uso pessoal Possuíam Não possuíam Não ocupadas Posse de telefone móvel celular para uso pessoal Possuíam Não possuíam Unidade da Federação Total Brasil DF 100 100 53.151 86.819 1. o Distrito Federal conta com mais de vinte emissoras FM e cerca de dez AM.199.4 38.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. segundo dados da ANATEL.Distribuição de pessoas de 10 anos ou mais de idade no Brasil e em Brasília. um público de 1.7 59.4 100 100 63. sendo que o principal acesso foi realizado nas residências e em segundo lugar nos locais de trabalho.3 36. totalizando.840 19.360 575 Fonte: IBGE. o DFapresentou um incremento de 49% do número de pessoas com acesso.6 86.havia 201. sendo que.436 862 12.019 576 65.6 46. em 2008. ligadas às redes mais importantes do País.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 72 . estão presentes no DF unidades que fazem partede redes de televisão aberta e paga. Em termos de acesso à internet.602 assinantes de TV.000 pessoas) em 2005 Utilização de internet no período de referencia dos últimos 3 meses Total Utilizaram Não utilizaram Total Ocupadas Utilização de internet no período de referencia dos últimos 3 meses Utilizaram Não utilizaram Não ocupadas Unidade da Federação Total Utilização de internet no período de referencia dos últimos 3 meses Utilizaram Não utilizaram Brasil DF 152. Em termos de imprensa escrita. no período de 2005 a 2008.6 61.7 100 100 40. Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios 2005/2008 Em termos de emissoras de rádio.092 516 67.4 13.286 31.2 24. Tabela 73– Pessoas de 10 anos ou mais de idade.000 de pessoas com algum tipo de registro de utilização de internet.

Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios 2005/2008 Tabela 76 .199 104.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.5 22.8 Outro local 31.2 Centro público de acesso gratuito ou pago 28.0 Centro público de acesso gratuito ou pago 37.7 36.0 47. no ano de 2008 nos últimos 3 meses do ano Unidade da Federação Brasil DF Local de Acesso Domicilio em que moravam 57.1 60.9 75.Percentual das pessoas que utilizaram a Internet em cada local.664 491 45.7 15.207 33.899 1.6 Local de Trabalho 39.9 Fonte: IBGE.8 28.138 55.Percentual das pessoas que utilizaram a Internet em cada local.39 5 1.1 Fonte: IBGE. na população de 10 anos ou mais de idade que utilizou a internet.502 440 Fonte: IBGE. no ano de 2005 nos últimos 3 meses do ano Local de Acesso Unidade da Federação Brasil DF Domicilio em que moravam 49.1 26. com acesso a internet nos últimos 3 meses do ano de 2008 Pessoas de 10 anos ou mais de idade (1. na população de 10 anos ou mais de idade que utilizou a internet.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 74 – Pessoas de 10 anos ou mais de idade.166 931 22.7 36.000 pessoas) em 2008 Utilização de internet no período de referencia dos últimos 3 meses Total Utilizaram Não utilizaram Total Ocupadas Utilização de internet no período de referencia dos últimos 3 meses Utilizaram Não utilizaram Não ocupadas Utilização de internet no período de referencia dos últimos 3 meses Utilizaram Não utilizaram Unidade da Federação Total Brasil DF 160. por situação de ocupação.1 19.662 939 92. Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios 2005/2008 193 .561 2.160 499 68.3 Estabelecimento de ensino 25.0 Local de Trabalho 31.8 Outro local 19.235 708 59.7 Estabelecimento de ensino 17. Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios 2005/2008 Tabela 75 .

no ano de 2008 nos últimos 3 meses (1000 pessoas) Unidade da Federação Domicilio em que moravam 31.957 232 Outro local Brasil DF 12. disponibilidade de micro computador e uso de celular coincidem com as Regiões Administrativas cuja renda domiciliar e renda per capita são as mais altas. Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios 2005/2008 Tabela 78– Número de pessoas de 10 anos ou mais de idade que utilizaram a internet em 2008 por local de acesso Pessoas de 10 anos ou mais de idade que utilizaram a internet. as Regiões Administrativas de menor renda domiciliar e per capita apontam os menores percentuais de acesso a bens e serviços relacionados à internet.022 238 Fonte: IBGE. Brasília e Sudoeste/Octogonal. micro computador e uso de telefonia celular. no ano de 2005 nos últimos 3 meses (1000 pessoas) Unidade da Federação Domicilio em que moravam 15. por Região Administrativa.191 177 9. segundo a posse de bens e serviços.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.788 182 11. 194 . como Lago Sul. Lago Norte.911 290 Fonte: IBGE.150 321 Local de Trabalho Estabelecimento de ensino Outro local Brasil DF 17. Por outro lado.891 907 Centro público de acesso gratuito ou pago 21.921 482 Local de Trabalho Estabelecimento de ensino Centro público de acesso gratuito ou pago 8.331 435 9.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 77– Número de pessoas de 10 anos ou mais de idade que utilizaram a internet em 2005 por local de acesso Pessoas de 10 anos ou mais de idade que utilizaram a internet.655 383 8. Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios 2005/2008 A Tabela a seguir aponta a caracterização dos domicílios urbanos no DF. onde se verifica que os maiores percentuais de localidades com acessos a internet.

8 1.3 5.6 Nº Médio de Celular por Domicílio 1.4 11.4 72.6 24.9 84.0 22.0 24.1 82.3 56.4 0.8 25.0 1.4 70.9 33.2 2.0 26.5 0.8 77.7 62.0 2.2 Fonte: SEPLAN/CODEPLAN – Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios 2004 195 .6 Microcomputador 67.0 69.5 41.9 1.8 0.5 2.3 56.2 69.2 31.8 60.2 89.3 12.8 18.0 50.1 1.9 89.7 1.0 11.7 62.1 17.2 1.5 82.5 9.1 74.9 3.5 47.4 0.1 6.8 55.0 0.6 12.9 57.5 8.6 7.2 74.5 97.8 2.5 7.1 0.8 12.8 1.Caracterização dos Domicílios Urbanos.9 82.3 13.7 24.0 2.7 1.1 0.4 Domicílios que possuem celular (%) 92.6 4.6 42.4 0.6 86.1 0.8 91.6 56.7 1.3 0.6 0.0 1.8 81.3 52.6 69.7 71.4 3.8 77.8 40.5 19.5 1.3 49.6 43.5 1.7 1.2 – Relatório do Diagnóstico Tabela 79 .1 12.3 86.6 0.5 96.8 1.4 5.3 19.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 57. segundo a posse de bens e serviços por Região Administrativa no DF .5 2.4 29.4 19.5 30.8 97.3 35.0 2.8 16.2004 Internet Regiões Administrativas Ranking I Brasília II Gama III Taguatinga IV Brazlândia V Sobradinho VI Planaltina VII Paranoá VIII Núcleo Bandeirante IX Ceilândia X Guará XI Cruzeiro XII Samambaia XIII Santa Maria XIV São Sebastião XV Recanto das Emas XVI Lago Sul XVII Riacho Fundo XVIII Lago Norte XIX Candangolândia XX Águas Claras XXI Riacho Fundo II XXII Sudoeste/Octogonal XXIII Varjão XXIV Park Way XXV SCIA (Estrutural) XXVI Sobradinho II Itapoã DISTRITO FEDERAL 3 13 9 17 10 18 14 8 16 6 5 19 22 15 21 1 15 1 11 7 20 2 23 4 24 12 25 % 59.6 1.

que atualmente encontra-se no limite de sua capacidade operacional.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. problemas esses que resultaram em um sistema ineficiente do ponto de vista do usuário e até mesmo dos operadores. uma vez que a exclusão digital apresenta reflexos na sociedade trazendo consequências culturais. à semelhança de outras metrópoles brasileiras. das mesmas vias e mobiliários urbanos (pontos de parada e terminais) das linhas regulares urbanas do DF. bem como a necessidade de integração ampla entre os usuários e prestadores de serviço do modo aeroviário com as demais modalidades Já em termos de comunicação pode-se observar que os dados disponibilizados nas pesquisas apontam que o Distrito Federal possui uma elevada disponibilidade e cobertura dosmeios de comunicação. causando a saturação e degradação dos equipamentos e por fim a necessidade de integração das diferentes modalidades de transporte urbano. Dentre as principais iniciativas voltadas para a inclusão digital no Brasil merece destaque a disponibilização de laboratórios de informática nas escolas públicas brasileiras. o problema central no sistema de transporte coletivo do Distrito Federal não reside em custos operacionais elevados. jornais e internet. a processos históricos de desestruturação do órgão gestor do sistema e ausência de política tarifária que considere o mercado e o segmento da demanda a ser atendido. Os maiores percentuais de acesso relacionados à posse de bens e serviços de comunicações são verificados nas Regiões Administrativas cuja renda domiciliar são as mais altas. por parte das linhas interestaduais (como as das cidades do Entorno). o envelhecimento e falta de manutenção da frota de veículos. Na dimensão institucional. falta de cumprimento da programação operacional. visto que a distribuição desigual da tecnologia. tratamento inadequado aos usuários e a utilização. acesso à computadores conectados a internet beneficia apenas um determinado número de pessoas. mas sim está distribuído em duas dimensões: institucional e modelo operacional. envolvendo telefonia. 196 . No modo aeroviário merece ser destacada a necessidade de aumentar a capacidade de atendimento do Aeroporto Internacional de Brasília. tendo em vista que o DF possui boas condições climáticas. malha viária pavimentada e os congestionamentos existentes são localizados e em horários de pico. que atualmente é um assunto muito comentado nos meios de comunicação. sociais e econômicas. o que indica a necessidade de prover programas relacionados à inclusão da população de baixa renda nos diferentes meios de comunicação. e vem sendo discutido no cenário político. o acesso facilitado à população de baixa renda à internet com banda larga e a criação de escolas públicas de informática e cidadania.2 – Relatório do Diagnóstico 4. enquadram-se desde aspectos relacionados a deficiências do marco legal do transporte público coletivo. Na dimensão operacional merece destaque a ineficiência dos mecanismos de controle e fiscalização que são ultrapassados.2 CONCLUSÕES TEMA TRANSPORTE E COMUNICAÇÕES Com relação ao transporte urbano. Neste contexto merece destaque as ações e programas de inclusão digital. emissoras de rádio e de televisão.

Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios 2004 IBGE.3 BIBLIOGRAFIA ANATEL. Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios 2005/2008 197 . Sítio da Internet.2 – Relatório do Diagnóstico 4. Acesso em agosto de 2010 CODEPLAN.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.

Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3.2 – Relatório do Diagnóstico Tema – INFRAESTRUTURA E EQUIPAMENTOS REGIONAIS 5 Subtema 5 – EQUIPAMENTOS REGIONAIS 198 .

VII – ampliar as condições de acessibilidade aos equipamentos regionais já instalados.2 ÁREA DE EDUCAÇÃO Na área de educação o DF dispõe de uma rede de 1. em Samambaia – RA XII. quatro faculdades integradas e 65 instituições de ensino superior (faculdades. públicos e privados. quatro centros universitários. que registrou no ano de 2008 um total de 607. VI – destinar para a criação de setor de garagem e manutenção de transporte público a área prevista para as quadras 525 e 527.2 – Relatório do Diagnóstico 5. segurança pública.605 alunos matriculados. dispõe de um grande número de equipamentos setoriais. IV – garantir a localização dos equipamentos regionais prioritariamente nas proximidades das vias integrantes da Rede Estrutural de Transporte Coletivo e das áreas integrantes das Estratégias de Dinamização de Áreas Urbanas. promovendo-se melhor dinâmica urbana e otimização da infraestrutura urbana instalada. recuperação. escolas 199 . IX – promover parcerias público-privadas na implantação. abastecimento e cultura. V – destinar área para implantação de plataforma logística multimodal. que atendem a uma demanda que extrapola os seus limites territoriais. avaliando-se a possibilidade de alteração de uso quando de interesse público. como metrópole nacional por assumir funções público-administrativas e representar um pólo socioeconômico e cultural de uma vasta região. duas universidades. observadas as densidades demográficas e as condicionantes socioeconômicas da região em que se inserem. saúde. De acordo com o Plano Diretor de Ordenamento Territorial – PDOT consideram-se equipamentos regionais os estabelecimentos em que são prestados os serviços das áreas temáticas de educação. manutenção e gestão dos equipamentos regionais. Tais equipamentos foram definidos em função de sua abrangência regional. dentre elas. A seguir apresenta-se uma caracterização da infra-estrutura dos principais equipamentos regionais existentes no DF.1 INTRODUÇÃO O Distrito Federal. de Estruturação Viária e de Implantação de Pólos Multifuncionais. III – otimizar a utilização dos equipamentos regionais. X – reavaliar os parâmetros urbanísticos de áreas propostas para equipamentos regionais. otimização. No ensino superior.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. As principais diretrizes setoriais previstas no PDOT / 2009 para o provimento de equipamentos regionais no território do Distrito Federal encontram-se apresentadas abaixo: I – garantir a distribuição equânime dos equipamentos no Distrito Federal. transporte. caracterizados pelo porte e especialidade e por suas implicações na definição da estrutura do território. considerando-se os níveis de saturação de equipamentos nas áreas do Distrito Federal.080 unidades escolares ligadas a rede pública e particular de ensino. II – prever prioritariamente equipamentos regionais nas áreas em processo de consolidação urbana. existem 75 instituições. XI – reavaliar áreas destinadas a equipamentos ainda não implantados. considerando-se os níveis de saturação de equipamentos nas áreas do Distrito Federal. VIII – promover a revitalização ou a recuperação de equipamentos regionais degradados ou subutilizados. de acordo com informações da Secretaria de Estado de Educação. revitalização. 5.

Destaque. Embora não haja dados sobre o tamanho dessa demanda de fora.Subsecretaria de Desenvolvimento Educacional . segundo as Regiões Administrativas do Distrito Federal no ano de 2008 Região Administrativa Rede pública Total Urbana Rural NÚMERO DE UNIDADES ESCOLARES Rede particular Conveniada Rede Não conveniada à SEE à SEE federal Urbana Urbana Rural 12 85 1 24 2 73 1 4 1 1 2 27 13 1 6 9 2 50 1 30 11 1 26 7 1 1 5 13 1 10 8 1 1 1 5 2 7 4 4 1 1 Escola Escola não vinculada á vinculada à SES SEE Brasília 188 87 1 1 Gama 73 42 6 Taguatinga 132 57 Brazlândia 33 16 11 1 Sobradinho 64 23 12 Planaltina 76 34 27 1 Paranoá 33 13 13 Núcleo Bandeirante 18 7 1 Ceilândia 141 83 6 Guará 52 21 Cruzeiro 19 8 Samambaia 66 38 1 Santa Maria 33 25 1 São Sebastião 25 15 5 Recanto das Emas 36 22 1 Lago Sul 17 4 Riacho Fundo 20 7 3 Lago Norte 9 4 Candangolândia 7 4 Águas Claras 10 2 Riacho Fundo II 9 5 Sudoeste/Octogonal 5 1 Varjão 2 1 Park Way 2 1 SCIA(1) 1 1 Sobradinho II 6 6 Jardim Botânico 1 1 Itapoã 2 2 SIA(2) DISTRITO FEDERAL 1. sabe-se que algumas municipalidades da região do Entorno disponibilizam transporte específico para o deslocamento de alunos.853 alunos matriculados no ensino superior de graduação.742 na área pública e 6.637 professores. Tabela80 . No segundo semestre de 2006.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. pela sua importância nacional e padrões de excelência. haviam 122.2 – Relatório do Diagnóstico e institutos). sendo 1.895 na particular (MEC).Diretoria do Censo Escolar Núcleo de Disseminação de Informações e Estatísticas Educacionais (1) – Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (Estrutural) e (2) – Setor de Indústria e Abastecimento 200 . para a Universidade de Brasília.080 529 87 28 425 3 3 4 1 Fonte: Secretaria de Estado de Educação . A Tabela80 apresenta a disponibilidade de infraestrutura das unidades escolares existentes no DF por Região Administrativa. Os estabelecimentos de ensino superior contam com um corpo docente de 8.Infraestrutura Física das unidades escolares por rede de ensino. matriculados no DF.

Águas Lindas de Goiás. Brasília dispõe. 201 . principalmente da região do Entorno. Tabela 81 . de apoio financeiro e técnico do GDF a municipalidades vizinhas. O Sarah atende a pacientes de todo o Brasil.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. segundo dados da Gerência de Estatística do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública e Defesa Social ligado à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social. abrangendo as patologias do sistema nervoso central.Subsecretaria de Planejamento e Política de Saúde .4 ÁREA DE SEGURANÇA Na área de segurança pública o DF conta uma rede de delegacias e postos policiais distribuídas pelas diferentes regiões administrativas do DF. especializado no tratamento das doenças do aparelho locomotor.2 – Relatório do Diagnóstico 5. sendo que as Regiões Administrativas de Brasília. do Hemocentro de Brasília. na construção de seu hospital. ainda. criado há mais de 20 anos. No ano de 2008 foram registradas 363. que sobrecarrega a sua capacidade de atendimento. por exemplo. além dela. É fato notório e objeto de freqüentes crises no sistema de saúde do DF que a rede pública – postos de saúde.602 ocorrências em todo o DF.Núcleo de Documentação e Informação .Unidades de saúde em funcionamento da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal entre 2004 a 2007 ANOS Tipo de Unidade 2004 2005 2006 2007 Hospitais 15 15 15 15 Centros de Saúde 61 61 60 61 Postos de Saúde 10 10 9 9 Diretoria de Saúde do Trabalhador – DISAT 1 1 1 1 Unidades Mista de Saúde 3 3 3 3 Centro de Orientação Médico Psicopedagógico – COMPP 1 1 1 1 Centro de Atenção Psico-social – CAPs 1 1 3 4 Central radiológica 1 1 1 1 Núcleos de inspeção 21 21 21 21 Laboratórios regionais 2 2 2 2 Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal – LACEN 1 1 1 1 Adolescentro 1 Policlínica 1 1 Fonte : Secretaria de Estado de Saúde .3 ÁREA DE SAÚDE A rede hospitalar do Distrito Federal conta com 55 hospitais particulares e 15 públicos. Isso leva a algumas experiências. Taguatinga e Ceilândia concentram os maiores números de ocorrências registradas. como. entidade sujeita a supervisão direta do Ministério da Saúde. de origem congênita ou adquirida. e o Hospital de Reabilitação Sarah Kubitschek. criado em 1960 e pertencente à Fundação das Pioneiras Sociais. hospitais regionais e o hospital de base – atende a uma demanda externa. com uma área de atendimento que atinge a Região Geoeconômica de Brasília e. em alguns casos. ainda em implantação. conforme apresentado na Tabela 82.Relatório Estatístico 5.SUPLAN .

Tabela 82 -Delegacias e postos policiais existentes.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. com destaque para os atendimentos de emergência médica com mais de 50% dos registros. 3 Batalhões de Busca e Salvamento. de acordo com os dados disponibilizados pela Assessoria de Comunicação Social do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal – CBMDF. além de diferentes Unidades Administrativas.Centro de Informações e Administração de Dados .199 ocorrências no ano de 2008.Seção de Administração de Dados 202 . segundo as Regiões Administrativas no ano de 2008 Postos Policiais Regiões Administrativas Delegacias Militar Circunscricionais Civil Militar especializado Brasília 3 1 94 59 Gama 2 13 Taguatinga 4 1 13 Brazlândia 1 8 Sobradinho 1 8 Planaltina 2 12 Paranoá 1 5 Núcleo Bandeirante 1 1 7 Ceilândia 4 1 15 Guará 1 147 Cruzeiro 1 4 Samambaia 2 12 Santa Maria 1 6 São Sebastião 1 Recanto das Emas 1 3 Lago Sul 1 1 4 Riacho Fundo 1 1 6 Lago Norte 1 Candangolândia Águas Claras Riacho Fundo II Sudoeste/Octogonal Varjão Park Way SCIA(2) Sobradinho II 1 Jardim Botânico Itapoã (3) SIA 1 1 DISTRITO FEDERAL 31 7 357 59 Fonte: Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social .Centro Integrado de Operações de Segurança Pública e Defesa Social .Gerência de Planejamento e Polícia Militar do Distrito Federal . O corpo de bombeiros registrou um total de 79. 21 Companhias Regionais de Incêndio.CIAD .2 – Relatório do Diagnóstico Com relação a infraestrutura disponível no Corpo de Bombeiros Militar do DF podemos destacar a existência de 4 Batalhões de Incêndio. 1 Companhia Independente de Guarda e Segurança.

Ressalta-se ainda a vocação do DF para as atividades relacionadas ao ecoturismo e ao turismo rural. se caracterizam pela frota de mais de 3.000 ônibus urbanos. em termos de cultura e turismo. Park Shopping e Iguatemi) e lojas de departamentos (Ponto Frio. segundo o órgão. estão sob o controle do DFTRANS e. dentre outras). Ricardo Eletro. das quais 23 já estão em funcionamento. evidentemente. Abastecimento Já no setor de abastecimento. com grandes cadeias de hipermercados (Carrefour. o Teatro Nacional. um grande entreposto de bens alimentícios. uma frota de 20 trens que transporta uma média de 150 mil passageiros ao dia. dentre eles. de segunda a sexta-feira. a Feira do Paraguai.2 – Relatório do Diagnóstico 5. a Feira da Torre e as grandes atrações culturais. este último em fase de ampliação de sua estrutura física. também. Casas Bahia. Extra.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. tais como: o Parque de Exposições do Torto. para a CEASA. Renner. Cultura e Turismo Finalmente. shopping centers (Conjunto Nacional. cachoeiras. Com relação aos equipamentos destinados aos deslocamentos interestaduais de passageiros destaca-se a nova estação rodoviária de Brasília. da própria área tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade. com compra e venda da/ e para a área do futuro pólo atacadista que ficará situado as margens da rodovia BR 060 em frente a cidade do Recanto das Emas e pretende oferecer a logística necessária para a instalação de empresas voltadas às atividades de distribuição de mercadorias no atacado. onde se destaca a existência de hotéis fazendas. o Centro Cultural do Banco do Brasil –CCBB e o Centro Cultural da República.5 OUTRAS ÁREAS Transporte Os principais equipamentos que estruturam o transporte coletivo urbano por ônibus. além. trilhas ecológicas e diversos monumentos naturais. sendo praticamente um terminal para cada Administração Regional. Ressaltam-se ainda os equipamentos que estruturam o METRÔ-DF que prevê a implantação de 29 estações. Wallmart e Makro). Em anexo apresenta-se um mapa com a representação dos principais equipamentos de alcance regional. o DF apresenta um conjunto de equipamentos que atendem a uma população regional. situada ao longo da Estrada Parque Indústria e Abastecimento – EPIA nas proximidades do Park Shopping e o Aeroporto Internacional de Brasília. que se utilizam 29 terminais de ônibus. cavernas e paisagens. Destaque. Brasília se constitui em importante pólo varejista e atacadista. 203 . de modo que ambos os equipamentos constituem o foco de conexão da população com os demais estados.

2009 BRASIL Lei Complementar nº 803 de 2009.6 BIBLIOGRAFIA CODEPLAN. Anuário Estatístico do Distrito Federal.Zoneamento Ecológico-Econômico do DF Subproduto 3. 204 .2 – Relatório do Diagnóstico 5. Aprova a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal — PDOT e dá outras providências.