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-Importancia da Industria

Indústria, segundo o dicionário de economia do século XXI é um conjunto de ativi dades produtivas que se caracterizam pela transformação da matéria-prima em um produto acabado. Existem indústrias de diversos tipos e com diferentes estágios de desenvol vimento tecnológico. Algumas utilizam tecnologia de ponta e atendem o mercado mund ial, enquanto outras usam técnicas tradicionais e atendem apenas o marcado local, mas todas elas impulsionam a economia e dinamizam as atividades agrícolas e o seto r de serviços do país onde estão instaladas. A atividade industrial é muito import ante nas economias dos países desenvolvidos e de muitos países em desenvolvimento, e specialmente dos emergentes. A atividade industrial dinamiza a atividade agrícola, o comércio e os serviços. A agricultura moderna utiliza ferramentas, sementes selec ionadas, adubos, máquinas e diversos outros insumos que são produzidos industrialmen te. As diversas lojas existentes nas cidades não teriam mercadorias para vender ca so não existisse a indústria de bens de consumo. O mesmo se dá com as atividades de pr estação de serviços. Não existiria a manutenção de diversos aparelhos, fornecimento de energ ia elétrica, água, as telecomunicações, os transportes, entre outros, não fosse às indústrias de bens de capital produzir os equipamentos necessários para esses serviços essencia is funcionarem. Sem contar que para uma indústria funcionar são necessários serviços de administração, limpeza, transporte, manutenção, alimentação, segurança, etc.; ou seja, a ativ dade industrial gera muitos empregos no setor de serviços. Esses exemplos mostram que a indústria é um setor fundamental na economia de diversos países e está fortemente inter-relacionada com os outros setores da economia. A crescente automação, especialmente no s países desenvolvidos tem reduzido relativamente o numero de pessoas empregadas n as indústrias. Hoje nos países industriais mais avançados a maioria dos trabalhadores está empregada no setor de serviços. Quanto mais avançada uma economia, menos trabalha dores são empregados na indústria e mais nos serviços. LINKS: http://f1colombo-geografando.blogspot.com.br/2013/03/2-importancia-e-classificac ao-das.html http://thiagodageografia.blogspot.com.br/2012/04/importancia-da-industria.html -Distribuição das Industrias Fatores Locacionais

Os fatores locacionais são as vantage ns que um determinado lugar oferece para a instalação de indústrias. No momento de inv estir, os empresários levam em consideração quais os fatores são mais importantes para a umentar a sua lucratividade. Os principais fatores que atraem indústrias, de modo geral são: matérias-primas minerais e agrícolas; energia petróleo, gás, eletricidade, etc.; mão-de-o ra pouco qualificada (baixa remuneração), qualificada (alta remuneração); tecnologia par ques tecnológicos, universidades, centros de pesquisa e desenvolvimento; mercado c onsumidor relacionado a quantidade de pessoas e poder aquisitivo; logística dispon ibilidade de transporte, armazenamento e distribuição; rede de comunicações telefonia, i nternet, etc.; complementaridade proximidade das industrias afins; incentivos fi scais redução ou isenção de impostos concedidos pelo Estado. Durante a primeira Revolução Industrial , do final do século XVIII até meados do século XIX, a proximidade das fontes de energ ia e das matérias-primas eram fundamentais para a instalação de uma indústria, pois os s istemas de comunicação e transportes ainda eram precários. Com a evolução dos meios de com unicação e dos transportes essa necessidade foi diminuindo. Com os posteriores inves timentos em infraestruturas como rodovias, ferrovias e portos a logística para o a rmazenamento e o escoamento da produção tornou-se um ponto importante. Outros fatore s que anteriormente eram muito importantes para a localização de muitas indústrias, so

não só o mercado. produtora de material esportivo. Interessados em atrair novas fábricas. biotecnologia. bolsas. Os tecnopolos são o exemplo mais acabado da geografia industrial do capitalismo informacional. O grande ativo da Nike é a marca. que. o mercado é o mundo todo. Um fator em especial. para as grandes empresas. um fator fundamental para a escolha de sua localização é a existênci de mão-de-obra altamente qualificada. apesar da desconcentração em curso. foram à disponibilidade de mão-de-obra e de mercado consumidor. entre outras) se conce ntram próximas a tecnopolos ou parques tecnológicos. pessoas e informações se desloquem pelo espaço terrestre. como mão-de-obra mais barata e garantir suas vendas em escala mundial. de onde seus produtos são exportados par a o mundo inteiro. Por conta disso. e nos métodos de gestão. o fenômen o industrial ainda está distribuído de maneira bastante desigual. Hoje. telecomunicações.bretudo. está sediada nos Estados Unidos. Essa dinâmica atual permite uma maior especialização da atividade indu strial nos mais diversos países e regiões do mundo e a consequente intensificação das tr ocas comerciais em escala planetária. onde se reúnem fatores favoráveis para o seu desenvolvimen to como renomadas universidades e institutos de pesquisa (boa qualidade educacio . Essa desconcentração foi viabilizada pela modernização dos meios de trans portes e de comunicações. O crescimento econômico e populaciona l das grandes cidades tem provocado o aumento dos custos de produção devido à forte al ta no preço dos imóveis e dos impostos. A desconcentração industrial. as isenções fiscais geram a chamada guerra fi scal entre estados e entre cidades. Porém. que vai estampada em todos os seus produtos. mas cont rata outras fábricas para produzir seu material (tênis. por sua vez. l ocalizada em qualquer lugar do mundo. nas últimas décadas tem ocorrido um a reorganização da distribuição das indústrias no espaço geográfico nas escalas regional. que atraem outras fábricas que. camisas. informática. uma indústria automobilística japonesa pode conceber um projeto na sua sede e desenvolv e-lo em outro país com as vantagens que esses oferecem. Em geral fazem essas concessões a indústrias que tem efeito multiplicador. além dos consequentes avanços nos transportes e nas comunicações. Desse modo. muitas vezes até com a instalação de uma infraestr utura básica já implantada. as de bens de consumo. Esses novos centro s industriais estão associados à formação de profissionais qualificados e ao desenvolvim ento de pesquisa realizado pelas universidades. predominando em al gumas poucas regiões do espaço geográfico mundial. cada uma procurando oferecer os melhores ince ntivos para atrair a instalação da fábrica para o seu território. isto é. No capitalismo informacional a marca é mais importante que o produ to. m as também a produção. c ulminando na formação de grandes cidades que se tornaram centros industriais. É comum também a doação de terrenos p ra a instalação de unidades produtivas. as indústrias pa ssaram a não precisar mais necessariamente a se instalar próximas ao mercado consumi dor. da Ásia. Não é por acaso que indústrias de alta tecnologia (semicondutores. Desconcentração da Atividade Industrial Com a globalização e a Revolução Técnico-Cien tifica. A Nike. Na verdade. em muitos casos pode ser fabricado por qualquer empresa terceirizada. É por isso que o fenômeno industrial esteve ligado às concentrações urbanas. não terão incentivos.) em país es de mão-de-obra barata. etc. nac onal e mundial. Globaliza-se assim. diversas esferas de governo concedem is enções de impostos as empresas que pretendem se instalar em seus territórios. sobretudo. A maioria dos tecnopolos situa-s e nos países desenvolvidos. por e xemplo. requer-se menos tempo para que mercadorias. Os Parques Tecnológicos No caso das indústrias típicas da Revol ução Técnico-Cientifica. que resulta da necessidade de buscar c ustos menores. aos enormes congestionamentos de transito e a elevação dos custos da mão-de-obra. vem ganhando importância na hora da decisão sobre onde implantar uma indústria: os incentivos fisca is. Por outro lado.

A partir de 1913 desenvolveu seu próprio método de racionalização da produção ao introduzir esteiras rolantes nas linhas de montagem dos automóveis: as peças chegavam até os operários que. A inte rvenção do Estado na economia. parados. Com essas crises houve uma t endência da redução da taxa de lucro das empresas e o modelo fordista foi posto em xeq . os tr abalhadores podiam consumir cada vez mais. consolidou-s e em vários países. mão-de-obra qualificada.html . especialmente após a Segunda Guerra Mundial. linkS: http://f1colombo-geografando. Os tecnopolos concentram-se especialmente nos Estados Unidos. A produtividade não crescia em ritmo suficiente para atender os aumentos salari ais e a elevação dos custos do Estado de bem-estar. Essa onda de crescimento econômico foi interrompida em meados nos anos 197 0. Com os rendimentos em ascensão.html http://professormarcianodantas. Ford percebeu que a produção em grande escala exigia consumo em massa. Nesse período que se estendeu por mais d e 30 anos. embora existam em outros países desenvolvidos e em alguns países emergentes. no qual defendia a im plantação de um sistema de organização cientifica do trabalho. com o objetivo de aumentar a produtividade no interior das fábricas.br/2011/10/distribuicao-das-industri as. Porém. sobretudo nos países desenvolvidos ocidentais. ocorreram as maiores conquistas sociais e trabalhistas nos países indus triais.Organização da produção Industrial Taylorismo Em 1911. executavam sempre as mesma s tarefas referentes à produção de cada parte do carro.com. A partir dos anos 1950. nas décadas seguintes.br/2013/03/3a-distribuicao-espacial-da s-industrias. o engenheiro Frederick W. foi à solução encontrada. Para viabilizar a produção fordista era fundamental c riar um novo arranjo socioeconômico a fim de garantir a expansão capitalista.nal). capital para investimentos. a Ford Motor Company. A crise foi agravada pela crise do petróleo de 1973 e 1979 que inflacionaram os preços. bo a infraestrutura. o que pressupunha produtos mais baratos e salários mais altos aos trabalhadores. Consistia basicamente em controlar os tempos e os movimentos dos trabalhadores e fracionar as etapas do p rocesso produtivo. empresas inovadoras. Esse novo arranjo assentava-se no c0ombate ao desemprego e no constante aumento dos salários. de forma que o operário desenvolve-se tarefas especializadas e repetitivas. O Estado por sua vez. o modelo fordista-keynesiano criou as condições para o crescimento continuo das economias capitalista do pós-guerr a.blogspot. Estavam criadas as condições para a melhoria do padrão de vid a dos trabalhadores e para o desenvolvimento da sociedade de consumo.com. Esses novos procedimentos organizacionais aplicados às indústrias ficaram conhecidos como taylorismo. com a ascensão ao poder dos partidos socialdemocratas. socialistas e trabalhistas.blogspot. pois os aumentos salariais eram compensados com os crescentes aume ntos da produtividade e do consumo. nos moldes do keynesianismo. os empresários obtinham ma iores lucros. não ficando restrito as mu danças organizacionais no interior das fábricas. arrecadava mais impost os com a expansão econômica. Taylor publicou o livro Os princípios da administração cientifica . A elevação das receitas dos Es tados permitiu que os governos. o Estado de bem-estar social. imp lementassem uma ampla rede de proteção social. Dessa forma. Assim. Japão e União Europeia. o fordismo distinguiu-se do ta ylorismo por apresentar uma visão abrangente da economia. principalmente nos países desenvolvidos. Fordismo O industrial estadunidense Henry Fo rd inovou os métodos de produção conhecidos em sua época ao por o taylorismo em prática em sua empresa.

nas quais cada equipe fica encarregada de todo o process o produtivo. período em que também se aceleraram a vinda de imigrantes e a expansão da relação de trab alho assalariado. começaram a su bstituir cada vez mais os operários. nos países desenvolvidos. que era o sustentáculo da economia brasileira. novos processos de fabricação e novos produtos. elas desempenhavam as tarefas mais repeti tivas ou as mais perigosas e insalubres. pois a compra de escravos era um investimento alto e feito à vista. para aumenta-la. Ao mesmo tempo dissemina-se a prática da terceirização.br/2013/04/4-organizacao-da-producao-i ndustrial. a imigração e a exp ansão do mercado consumidor. em contraposição a rigidez do modelo fordista. Com essas mudanças. Além disso. an tes mesmo que eles começassem a trabalhar. pois t al controle passou a ser feito por toda a equipe ao longo do processo produtivo e. impedia a evolução industrial. com capacidade de aprendizagem permanente e mais envolvidos com a sua profissão. m uitos operários passaram a trabalhar em outros setores. A palavra de ordem passa a ser competitividade e. aliment ação. Esse fator reduziu significativamente os defeitos de fabricação. tendo se intensificado a pa rtir dos anos de 1930. a produção passa a se desce ntralizar.slideshare. os governos começaram a implantar novas politicas econôm icas e as empresas promoveram transformações tecnológicas e organizacionais que levari am a um novo modelo de produção. a aquis ição de máquinas. desenvolvida no interior das grandes fábricas rígidas é gradativamente substituída pela economia de e scopo. como limpeza.com.A industrialização brasileira A industrialização do Brasil começou no final do século XIX. Os fatores indispensáveis para a modernização do Brasil foi à abo lição da escravatura e a consequente expansão do trabalho assalariado. Foi apenas no final do século XIX que a escravidão acabou no Brasil. O desenvolvimento dessa nova organização da produção t em gerado novas relações de trabalho. foram introduzidas no processo produtivo máquinas cada vez mais sofisticadas. desenvolvida em plantas menores e flexíveis. Isso porque a própria existência da escravidão. Para superar essa situação.ue. Com a crescente automação das fábricas. e per mitiram uma nova fase de expansão para muitas empresas. mas não industrialização.blogspot. que consiste em rep assar para outras empresas atividades de suporte. as exportações de café e os capitais que elas geraram. Muitos também chamam essas i novações de toyotismo. A escravidão dificultava a modernização tecnológica do trabalho. A economia de escala. mas com o passar do tempo. LINKS: http://f1colombo-geografando. as empresas passaram a introduzir máquinas e equipamentos tecnologi camente mais avançados.net/rodrigogiacomelli79/organizao-da-produoindustrial-certi ssmo . No inicio. porque começaram a ser desenvolvidas nas fábricas da Toyota Motor Company. Isso tudo foi indispensável para a expansão industrial do país. em Toyota City. particularmente. Outra inovação da produção flexível são os círculos de controle de qualidade (CCQ) se sistema. ficar am conhecidas como produção flexível. a linha de produção típica do modelo fordista é substituída por equipes de tra balho ou células de produção. a evolução tecnológica pressupõem a e specialização do trabalhador. o mercado de trabalho tem ex igido trabalhadores cada vez mais qualificados. outros perderam seus postos de trabalho. Além disso. cortando custos e implantando novos pro cessos produtivos nas indústrias. segurança. não apenas no final. como os robôs e novos métodos de organização da produção. Ante s havia apenas algumas indústrias isoladas. e não convinha aos proprietários educar e especializar seu . como os de serviços. Essas inova implantadas no sistema produtivo. A Produção Flexivel Como resposta a crise do modelo de produção fordista. mais versáteis. Tudo isso. no Japão.html http://pt. muito artesanato e algum crescimento m anufatureiro. as empresas bus cam incessantemente racionalizar a produção. etc. Nesta. visando aumentar seus lucros.

que acabou por impulsionar o crescimento industrial no Brasil. Essas condições surgiram com as crises de exportações de café. Tratou-se de produzir internamente bens que eram importa dos dos países desenvolvidos. caráter substitutivo: ela foi um processo de industrialização de substituição de importações. pode-se afirmar que a industrialização brasileira teve. Para importar as máquinas e a tecnologia era preciso capital. LINKS: http://f1colombo-geografando. para que esses investissem na indústria. Após a Segunda Guerra Mundial e principalmente a partir da década de 1950. Outro fator importante para es se processo foi à imigração. os primeiros operários da indústria nascente. Como a industrialização brasileira foi tardia. Também. Como o Brasil não conseguia vender.html . o mercado consumidor se amplia. Além disso. com o trabalhador assalariado. já que não tem din heiro e vive do que o dono lhe fornece. Assim. Isso aconteceu devido a Primeira Guerra Mundial. pois começou com o praz o de mais de um século em relação aos países líderes da Revolução Industrial. Isso signi fica que não ocorreu aqui a passagem do artesanato para a manufatura.blogspot. o escravo não constituía um mercado consumidor. até o final da Segunda Guerra Mundial. mas importadas daqueles paíse s que já as desenvolviam há mais de um século. a industrialização no Brasil deixa de ser feita essencial mente com capitais privados em razão da expansão das multinacionais. a necessidade de importar máquinas e tecnologia deixou o Brasil dependente dos países desenvolvidos. Mas. pois canalizaram suas r eceitas para as despesas com a guerra. roupas.s escravos. o que fazia dos fazendeiros e dos comerciantes os detentores do capital. europeias e japonesas começam a se internacionalizar. A atividade fabril começou já em sua forma moderna ( para época). Isso aconteceu porque os países co mpradores do café brasileiro pararam de comprar o produto. esse processo de industrialização adquire novo caráter: as empresas estaduniden ses. pois já tinham o hábito de adquirir bens industrializados nos seus países de origem. Os imigrantes foram os primeiros trabalhadores assalariad os no Brasil.O RESTO DOS TEMAS SE ENCONTRAM TEXTOS NA APOSTA . A relação do trabalho assalariado apresenta efeitos contrários à escravi dão no que se refere à modernização tecnológica. o que favoreceu o processo de industrialização brasileiro.br/2013/04/5-o-processo-de-industriali zacao-do. e aumentaram o mercado c onsumidor do país. eram necessárias condições favoráveis. além de criar um grande número de empresas estatais. Ou seja. já que as indústrias europeias esta vam se dedicando a produção bélica. móveis. as máquinas uti adas e a tecnologia não foram produzidas internamente. então. bebidas e outras. tornam-se multinacionai s e começam a se instalar fortemente no Brasil. Esses fatos tornaram interessante o investimento d e capitais nas indústrias de produção de bens como alimentos. E os estabelecimentos comerciais já nasceram com o grande porte para época. Porém. O trabalhador rece e salário o que faz dele uma parcela do mercado consumidor de bens industrializado s. Nessa segunda metade do século XX. também não conseguia importar os produtos industrializados. à expansão da maquinaria. deixando de aplicar seus capitais na expansão das lavoura s cafeeira. O Estado passa. principalmente a Inglaterra. a associar-se ao capital estrangeiro.com. nesse perío do se expandiram no país as indústrias de bens intermediários e bens de capital. A la voura cafeeira era a principal atividade econômica do país nesse período. geralmente o indispensável para sobreviver e trabalhar.