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Direito Comercial As Regras dos Actos de Comércio

Maria Vargas 20040019 David Neto 20040054

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............ 4 SOLIDARIEDADE PASSIVA . 5 .. 5 PRESCRIÇÃO ...............6 CONCLUSÃO ........................................................................................................... 7 BIBLIOGRAFIA ........... 5 ..................................................... 3 REGRAS DOS ACTOS DE COMÉRCIO ..................................................6 ONEROSIDADE ............Índice NOTA INTRODUTÓRIA ........................................................................................ 4 FORMA ........................................................................... 3 ACTOS DE COMÉRCIO ................................................ 7 2 ...............................................

nem pelo seu espírito. Actos de Comércio O art. nem pelo te'to da lei comercial. O 'ri(c)*io da a+to(omia da vo(tade vigora amplamente neste ramo do direito.AS REGRAS D S AC! S DE C M"RC# #N!R D$%& Direito Comercial O Direito Comercial regula as relações entre as pessoas situadas numa posição jurídica equivalente.Com. or isso se di! que é um direito privado especial " porque se a#asta das regras gerais do direito comum e esta$elece um regime di#erenciado para uma classe especí#ica de relações jurídicas. presumindo.se . se o contr(rio do pr1prio acto não resultar. que. *ão mencionados na doutrina como valores do direito comercial+ 1. . que não #orem de nature!a e'clusivamente civil. . Di! o art. assumindo particular )n#ase no domínio da li$erdade contratual. e além deles todos os contratos e o$rigações dos comerciantes. . 3ão #ornecendo uma noção ou um conceito de#inidor indica dois critérios distintos e alternativos para que o interprete possa determinar quais os actos de comércio+ a/ Actos o.isenção de #ormalismos/.tutela e#ica! do crédito . serão decididas pelo direito civil. todos aqueles que se ac2arem especialmente nele regulados. Com. sempre que essas relações derivam do comércio. nem pelos casos an(logos nela prevenidos. ca$endo a este o papel de direito su$sidi(rio. e noutras leis comerciais avulsas. se as questões so$re os direitos e o$rigações comerciais não poderem ser resolvidas. sendo o 'ri(c)*io da li.a jurídica das transacções e da circulação de $ens ./ectivos " os que tiverem regulados no C.regra da solidariedade passiva/0 %.& do C.j4ris tantum/ que não tem nature!a e'clusivamente civil e que são praticados no 5m$ito do e'ercício do comércio.seg+ra(.& do C.con#iança/0 2./ectivos " os que #orem praticados pelos comerciantes.Com.erdade da -orma aplicado com grande a$rang)ncia.celeridade na cele$ração dos neg1cios . 2. independentemente da qualidade dos sujeitos que os praticam0 $/ Actos s+. %. % . considera actos de comércio.

%18.3ot. contudo.Com.11:%. (erosidade .& do C.li$erdade de língua nos títulos comerciais/. %6?. $em como o seu regime poder condu!ir a uma menor e'ig)ncia #ormal.C. em termos mais amplos do que o resultantes da regra do art.& do C.art.Com/.& do C.art.C e do art.& do C.Direito Civil/. 0orma " princípio da consensualidade . con#ere valor pro$at1rio aos telegramas cujos os originais.Com.lei civil não contem disposição equivalente ao 2& @ do art.. 68. 216.e'igindo #orma a partir de determinado valor/0 d/ 3o regime do pen2or mercantil.Com0 c/ O art.art. de %1. de 16.& do C. é por ve!es aplicado de #orma mais e'tensa no Direito Comercial. que prescinde de alguma #orma para o contrato de mutuo mercantil entre comerciantes.C. em que o 1& @ do art. normalmente é indicado como e'pedidor.%7.& do C. *ão regras pr1prias dos actos de comércio+ 1. 68& C. 199.& e :99. 0orma O 'ri(c)*io da Co(se(s+alidade o+ 2i.art. $/ do C. . tradu!indo os valores e necessidades que #omentam a autonomia e a especialidade do Direito Comercial #ase ao Direito rivado Comum . : . divergem dos art.Com/0 2.& do C. com a intenção de promover as relações mercantis. 68.&.valor da correspond)ncia telegr(#ica/. se prove terem sido e'pedidos ou mandados e'pedir pela pessoa " o comerciante.& do C.1o .& C.Com.& do C.#é. 67. $/ O art.C.erdade de 0orma.As Regras dos actos de comércio -s regras aplic(veis aos -ctos de Comércio constituem as lin2as jurídicas que enquadram esses actos. 8...art. <sta permissão tem.& . de 28..& do C. em$ora não escritos ou não assinados pela pessoa em nome de quem são e'pedidos.C.Com/0 %.& do C.& do C.Com. 67. . 192.& do C. os art. n&%.Com. . . 776. ::. Civil0 :. Solidariedade *assiva . %86. ao permitirem a mera entrega da coisa privada.2/. divergindo assim das regras gerais do art.& e 68. protegendo o crédito e a $oa. da =. e'cepções em matéria de contratos com o consumidor.? e D= 72>??. ou por outrem a seu rogo. 2:>67. em diversos diplomas . declara v(lidos os documentos comerciais qualquer que seja a língua em que estejam e'arados o que diverge com o art. %67. ao consagrar a admissão destes como documentos particulares.80 D=2%?>?7. o que leva a promover a simplicidade da #orma+ a/ O art. apesar de consagrado no art.& e 7?1. 'rescri.

Com.1%.O Direito Comercial consagra um regime de li$erdade de prova mais a$erto que o Direito Civil.%12.Com.. so$retudo os de car(cter pecuni(rio.se do art.ou que sendo comerciantes. Solidariedade 'assiva O art.& do C. os co. nos quais não e'iste solidariedade para os o$rigados relativamente aos quais o acto não #or comercial.que em geral são comerciantes lato sensu/ pelas suas vendas a não comerciantes . em virtude de se #undar na presunção de que o dé$ito #oi pago.& do C. em que o #iador pode licitamente recusar o cumprimento da o$rigação enquanto o credor não tiver e'cutido a totalidade dos $ens do devedor.& do C.C.Com.. D prestação de cada parte se #a!er corresponder uma retri$uição pela contraparte. se onerosos. .mercantis.& 6?.Com. salvo estipulação em contr(rio.& do C. consagra a solidariedade do #iador de o$rigação mercantil como a#iançado. odemos re#erir ainda. 199. preceitua que a solidariedade nas o$rigações civis que s1 e'iste quando resulta da lei ou da vontade das partes. prev). em regra. O devedor comerciante não poder( $ene#iciar desta prescrição. %18 do C. pelo #acto da actividade comercial visar o lucro para quem a desenvolve e. não e'iste motivo para a aplicação da prescrição de curto pra!o ou da presunção de liquidação do dé$ito. con#orme o art. sendo a sua regra a conjunção. independente de ser ou não comerciante. di#erencia.C. (erosidade 3os actos de comércio vigora o 'ri(c)*io da (erosidade. pois estes actos presumem. O art. que a #orça pro$at1ria prevalente nos livros dos correctores devidamente arrumados. a$alando a con#iança e criando condições des#avor(veis D concessão de crédito entre comerciantes. <ntre comerciantes.& do C. esta$elece a regra do decurso e contagem de juros em todos os dé$itos comerciais. O art. atendendo a que a lei privilegia a $oa. o devedor remisso seria #avorecido.C.se o pra!o de dois anos para a prescrição dos créditos dos comerciantes e dos industriais .o$rigados são solid(rios. 7%?& do C. o que constitui um regime ApesadoB para o #iador. 191. art. so$re outros documentos particulares. 'rescri. . <sta espécie de prescrição é denominada de prescrição presuntiva.#é e segurança das relações jurídico.& do C. a menos que se trate de actos de comércio unilaterais. con#orme re#ere o art.C. 3as o$rigações comerciais. .1o Cendo como regra o disposto na alínea $/ do art. que adquiram os $ens para seu uso privado/. 192. <'cluindo o $ene#ício da e'cussão.

C .6& do C. . da aplicação su$sidi(ria do regime da lei civil.6&. ?97. ..C.192& do C. . 192& C. em 2omenagem ao interesse da segurança nas transacções comerciais.& % declara inaplic(veis aquelas restrições Ise #orem contr(rias a regras ou usos particulares do comércioJ.192& do C..C aplica. ou a partir da noti#icação judicial ao devedor para capitali!ar os juros vencidos ou pag(.C. con#orme decorram de norma legal ou resultantes de estipulação das partes. singulares ou colectivas/. s1 permitindo tal pr(tica mediante convenção posterior ao vencimento da o$rigação de juros. a qual ter( um valor mínimo. que #i'ou a ta'a de juro em : M.& 261>299% de ? a -$ril de 299%/. prev) que seja #i'ada por portaria conjunta dos ministros das Linanças e Fustiça uma ta'a supletiva de juros morat1rios relativos aos créditos das . <sta ta'a de juros é aplic(vel aos juros determinados por norma legal ou aos que ten2am sido convencionados sem determinação de ta'a ou quantitativo. 3o entanto o @ %& do art. .& do C.empresas comerciais. E( que distinguir ainda Furos Gemunerat1rios ou Compensat1rios de Furos Horat1rios. -s convenções de juros em neg1cios comerciais estão sujeitas Ds limitações decorrentes dos art. importa ter presente. alem do regime geral do art. %& C.Com. a qual não poder(. O art.6& C. " repressão da usura . #i'ado nos termos do @:& do art.. aos juros comerciais " por #orça do art. cuja o$rigação seja determinada por norma legal . em principio.. <ste mesmo art. <stamos perante uma regra de direito comercial. <sta ta'a é aplic(vel aos juros legais " isto é.art.79& do C. aviso e'tracto n. isto é. 7 .se tam$ém. consagra restrições D pr(tica do anatocismo. dado que é destinada a atender as necessidades e interesses especí#icos das actividades e empresas comerciais.. ou seja.Com. e aos estipulados sem determinação de ta'a ou quantitativo " isto . correspondendo os primeiros D remuneração de um m4tuo e os segundos tidos como uma indemni!ação pelo prejuí!o causado ao credor pela mora do devedor no cumprimento de uma o$rigação .e 11:7. D contagem de juros.C prev) a #i'ação da ta'a de juros legal.portaria n. e'ige a #orma escrita para a #i'ação da ta'a de juros nos actos de comércio. o regime especial das o$rigações comerciais do art.?%M. isto para os juros convencionais.& do C. Kuanto aos juros legais. quer sejam compensat1rios quer morat1rios. quer morat1rios " que as partes ten2am anteriormente convencionado.Com. a$ranger juros de período in#erior a um ano. O art. 192& @1& do C.los.Com.cuja redacção actual é a resultante do disposto no art.192& . Deve e'istir a mesma #orma para a alteração da ta'a de juros " quer compensat1rios.& 8897>2997/ a ta'a de juro em vigor no 2& semestre de 2997 é de 6. respectivamente. é destinada a suprir a omissão das partes de #i'ar o montante de juros convencionais.Os juros poderão ser legais ou convencionais. so$ pena de capitali!ação. 7& do D= n. por #orça do @2. de cada ve!... no n.C/.2/.& do art. O art. dos @@%& e :& .Com.& %2>299% de 18. remetendo a sua #i'ação para a portaria conjunta dos Hinistros da Fustiça e das Linanças .. <sta ta'a de juros legal do C.

Direito da <mpresa.direitoeconomia.+ Direito Comercial. juros compensat1rios e juros morat1rios dos quais o credor não seja um comerciante. .. ( prestação de cada parte se #a!er corresponder uma retri$uição pela contraparte. . %18 $/ do CC. quanto ( #orma predomina a *implicidade. Kuanto ( *olidariedade assiva.com 8 . 3os actos de comércio são e'igidos #orma para a #i'ação das ta'as de juros. 3a Onerosidade. assim. mas o devedor comerciante.se onerosos pelo #acto da actividade comercial visar o lucro para quem a desenvolve e. vigora o rincipio das Onerosidade.6& C.o$rigados. não pode tirar proveito desta atendendo a que a lei privilegie a Noa #é e a segurança das relações mercantis.liogra-ia3 upo Correia 299. 192& C. que visa a promover as relações comerciais.ta'a #i'ada nos termos dos @@ %& e :& do art. Co(cl+s1o3 3o Direito Comercial. é aplic(vel aos juros morat1rios provenientes de actos de comércio dos quais o credor seja comerciante " pessoa singular ou colectivo. pois estes actos presumem. protegendo o Crédito Hercantil e a Noa Lé0 O Gegime de =i$erdade de prova no Direito Comercial torna. 2. nas o$rigações comerciais contrariamente (s o$rigações civis predomina a regra da *olidariedade dos co. 3a rescrição. 4i.ta'a #i'ada nos termos do art.Conclusão em relação aos juros+ 1. em regra.se.Com. so$retudo nos de caracter pecuniar. mais amplo que no Direito Civil. OOO. a regra geral no art. .C é aplic(vel aos casos em que sejam provenientes de actos de comércio + designadamente.