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Karl Marx: O Capital Volume 1 - Parte I

Capítulo I
Mercadoria
Secção 1 - Os Dois Factores da Mercadoria: Valor-de-Uso e Valor-de_Troca ou Valor Propriamente Dito (Su st!ncia do Valor" #rande$a do Valor% Secção & - Duplo 'aracter do Tra al(o )epresentado na Mercadoria Secção * - + Forma do Valor ,ou o -alor-de-troca. + - Forma simples" ,sin/ular. ou acidental do -alor 10 Os dois p1los da e2pressão do -alor: a 3orma relati-a e a 3orma de e4ui-alente &0 + 3orma relati-a do -alor a% 'onte5do desta 3orma % Determinação 4uantitati-a da 3orma--alor relati-a *0 + 3orma de e4ui-alente e suas particularidades 60 + 3orma--alor simples" no seu con7unto 8 - Forma--alor total ou desen-ol-ida 10 + 3orma desen-ol-ida do -alor relati-o &0 + 3orma-e4ui-alente particular *0 De3eitos da 3orma--alor total ou desen-ol-ida ' - Forma /eral do -alor 10 Mudança de car9cter da 3orma--alor &0 )elação entre o desen-ol-imento da 3orma--alor relati-a e o da 3orma-e4ui-alente *0 Transição da 3orma--alor /eral : 3orma-din(eiro D - Forma-din(eiro Secção 6 - O Fetic(ismo da Mercadoria e o Seu Se/redo

Secção 1 Os Dois Factores Valor-de- so e Valor-de-!roca ou #Su$st%"cia do &alor' (ra"de)a do Valor* da Valor Mercadoria: Propriame"te Dito

+ ri4ue$a das sociedades em 4ue domina o modo-de-produção capitalista apresenta-se como uma ;imensa acumulação de mercadorias;01 + an9lise da mercadoria" 3orma elementar desta ri4ue$a" ser9" por conse/uinte" o ponto de partida da nossa in-esti/ação0 + mercadoria <" antes de tudo" um o 7ecto e2terior" uma coisa 4ue" pelas suas propriedades" satis3a$ necessidades (umanas de 4ual4uer esp<cie0 =ue essas necessidades ten(am a sua ori/em no est>ma/o ou na 3antasia" a sua nature$a em nada altera a 4uestão0 + ?ão se trata tão pouco a4ui de sa er como são satis3eitas essas necessidades: imediatamente" se o o 7ecto < um meio de su sist@ncia" ,o 7ecto de consumo". indirectamente" se < um meio de produção0 Todas as coisas 5teis" como o 3erro" o papel" etc0" podem ser consideradas so um duplo ponto de -ista: o da qualidade e o da quantidade. 'ada uma delas < um con7unto de propriedades di-ersas" podendo" por conse/uinte" ser 5til so di3erentes aspectos0 Desco rir esses di-ersos aspectos e" ao mesmo tempo" os di-ersos usos das coisas" isso < o ra da (ist1ria0, +ssim" a desco erta de medidas sociais para 4uanti3icar as coisas 5teis: a di-ersidade destas medidas decorre" em parte" da nature$a di-ersa dos o 7ectos a medir" em parte" de con-enção0 + utilidade de uma coisa trans3orma essa coisa num valor-de-uso.- Mas esta utilidade nada tem de -a/o e de indeciso0 Sendo determinada pelas propriedades do corpo da mercadoria" não e2iste sem ele0 O pr1prio corpo da mercadoria" tal como o 3erro" o tri/o" o diamante" etc0" <" conse4uentemente" um -alor-de-uso" e não < o maior ou menor tra al(o necess9rio ao (omem para se apropriar das 4ualidades 5teis 4ue l(e con3ere esse car9cter0 =uando estão em causa -alores-de-uso" su entendese sempre uma 4uantidade determinada" como uma d5$ia de rel1/ios" um metro de tecido" uma tonelada de 3erro" etc0 Os -alores-de-uso das mercadorias constituem o o 7ecto de um sa er particular: a ci@ncia e a arte comerciais0. Os -alores-de-uso s1 se reali$am pelo uso ou pelo consumo0 'onstituem o conteúdo material da riqueza, 4ual4uer 4ue se7a a 3orma social dessa ri4ue$a0 ?a sociedade 4ue nos propomos e2aminar" são" ao mesmo tempo" os suportes materiais do valor-de-troca. O -alor-de-troca sur/e" antes de tudo" como a relação quantitativa, a proporção em 4ue -alores-deuso de esp<cie di3erente se trocam entre si"/ relação 4ue -aria constantemente com o tempo e o lu/ar0 O -alor-de-troca parece" portanto" 4ual4uer coisa de ar itr9rio e de puramente relati-oA um -alor-de-troca intrBnseco" imanente : mercadoria" parece ser" como di$ a escola" uma contradictio in adjecto (C%00 Ve7amos a 4uestão mais de perto0 Uma mercadoria particular (por e2emplo um al4ueire de tri/o% troca-se por outros arti/os nas mais di-ersas proporçDes0 ,Portanto" o tri/o tem m5ltiplos -aloresde-troca" em -e$ de um s1.0 ?o entanto" o seu -alor-de-troca permanece imut9-el" independentemente da maneira por 4ue se e2prime: em x de cera" em y de seda" em z de ouro" etc0 ,Uma -e$ 4ue cada uma dessas coisas - x cera" y seda" z ouro - < o -alor-de-troca de 1 al4ueire de tri/o" elas t@m de ser - por sua -e$ - -alores-de-troca permut9-eis entre si e i/uais0 Da4ui resultam duas coisas: em primeiro lu/ar" os -alores-de-troca -9lidos para uma mesma mercadoria e2primem uma i/ualdadeA em se/undo lu/ar" por<m". o -alor-de-troca tem de ter um conte5do distinto dessas di-ersas e2pressDes0 Tomemos a/ora duas mercadorias" tri/o e 3erro" por e2emplo0 =ual4uer 4ue se7a a sua relação de

troca" ela pode ser sempre representada por uma e4uação em 4ue uma dada 4uantidade de tri/o < considerada i/ual a uma 4uantidade 4ual4uer de 3erro (por e2emplo" 1 al4ueire de tri/o E a 4uilos de 3erro%0 =ue si/ni3ica esta e4uaçãoF Si/ni3ica 4ue em dois o 7ectos di3erentes" em 1 al4ueire de tri/o e em a 4uilos de 3erro" e2iste al/o de comum0 +m os os o 7ectos são" portanto" i/uais a um terceiro 4ue" em si mesmo" não < nem um nem outro0 'ada um deles de-e" en4uanto -alor-de-troca" ser redutB-el ao terceiro" independentemente do outro0 Um e2emplo e2traBdo da /eometria elementar ilustra isso claramente0 Para medir e comparar as super3Bcies de 4ual4uer 3i/ura rectilBnea" decomp>mo-la em tri!n/ulos0 Depois redu$imos o tri!n/ulo a uma e2pressão completamente di3erente do seu aspecto -isB-el: ao semi-produto da ase pela altura0 Do mesmo modo" os -alores-de-troca das mercadorias de-em ser redu$idos a 4ual4uer coisa de comum, de 4ue representam um mais ou um menos0 Gste elemento comum não pode ser uma propriedade natural 4ual4uer - /eom<trica" 3Bsica" 4uBmica" etc0 - das mercadorias0 +s 4ualidades naturais destas s1 são tomadas em consideração" na medida em 4ue l(es con3erem uma utilidade 4ue as torna -alores-de-uso0 Mas" por outro lado" < e-idente 4ue na troca se 3a$ a stracção do -alor-de-uso das mercadorias" sendo a relação de troca caracteri$ada precisamente por essa a stracção0 ?a troca" um -alor-de-uso -ale precisamente tanto como 4ual4uer outro" desde 4ue se encontre na proporção ade4uada0 Ou" como di$ o -el(o 8ar on: ;Uma esp<cie de mercadoria < tão oa como outra" 4uando o seu -alor-de-troca < i/ualA não e2iste nen(uma di3erença" nen(uma distinção entre coisas de i/ual -alor-de-troca;01 'omo -alores-deuso" as mercadorias são" so retudo" de qualidade di3erenteA como -alores-de-troca s1 podem ser de quantidade di3erente ,e não cont@m" portanto" um s1 9tomo de -alor-de-uso.0 Ora" se a strairmos do -alor-de-uso das mercadorias" resta-l(es uma 5nica 4ualidadeA a de serem produto do trabalho. Gntão" por<m" 79 o pr1prio produto do tra al(o est9 metamor3oseado sem o sa ermos0 'om e3eito" se a strairmos do seu -alor-de-uso" a straBmos tam <m de todos os elementos materiais e 3ormais 4ue l(e con3erem esse -alor0 H9 não <" por e2emplo" mesa" casa" 3io" ou 4ual4uer outro o 7ecto 5tilA 79 não < tam <m o produto do tra al(o do marceneiro" do pedreiro" de 4ual4uer tra al(o produti-o determinado0 Huntamente com os caracteres 5teis particulares dos produtos do tra al(o" desaparecem o car9cter 5til dos tra al(os neles contidos e as di-ersas 3ormas concretas 4ue distin/uem as di3erentes esp<cies de tra al(o0 +penas resta" portanto" o car9cter comum desses tra al(osA todos eles são redu$idos ao mesmo tra al(o (umano" ,tra al(o (umano abstracto,] a um disp@ndio de 3orça (umana de tra al(o" independentemente da 3orma particular 4ue re-estiu o disp@ndio dessa 3orça0 'onsideremos a/ora o resBduo dos produtos do tra al(o0 Gles assemel(am-se completamente uns aos outros0 Todos eles t@m uma mesma realidade 3ant9stica" in-isB-el0 Metamor3oseados em sublimados id@nticos" 3racçDes do mesmo tra al(o indistinto" todos estes o 7ectos mani3estam apenas uma coisa: 4ue na sua produção 3oi dispendida uma 3orça de tra al(o (umano" 4ue neles est9 acumulado tra al(o (umano ,independentemente da 3orma concreta do tra al(o.0 Gn4uanto cristais dessa su st!ncia social comum" são considerados -alores ,"-alores-mercadoria.0 ,?a pr1pria relação de troca das mercadorias o seu -alor-de-troca aparece-nos como al/o de completamente independente dos seus -alores-de-uso0 Ora" se a strairmos e3ecti-amente do -alorde-uso dos produtos do tra al(o" teremos o seu -alor" tal como aca a de ser determinado0. O 4ue (9 de comum nas mercadorias e 4ue se mostra na relação de troca ou no -alor-de-troca <" pois" o seu -alor0 ,+diante -oltaremos a considerar o -alor-de-troca" como necess9rio modo de e2pressão ou 3orma de mani3estação do -alor0 Para 79" contudo" (9 4ue considerar o -alor independentemente dessa 3orma0. Vimos 4ue um -alor-de-uso ou um arti/o 4ual4uer s1 tem -alor na medida em 4ue nele est9 ,o 7ecti-i$ado". materiali$ado tra al(o (umano ,a stracto.0 Ora" como medir a grandeza do seu valor? Pela 4uantidade da su st!ncia ;criadora de -alor; nele contida" isto <" pela quantidade de trabalho. Por sua -e$" a 4uantidade de tra al(o tem por medida a sua duração" e o tempo de tra al(o mede-se em unidades de tempo" tais como a (ora" o dia" etc0

Poder-se-ia ima/inar 4ue" se o -alor de uma mercadoria < determinado pela 4uantidade de tra al(o /asto na sua produção" então 4uanto mais pre/uiçoso ou in9 il 3or um (omem mais -alor ter9 a sua mercadoria" pois empre/a mais tempo na sua produção0 'ontudo" o tra al(o 4ue constitui a su st!ncia do -alor das mercadorias < tra al(o i/ual e indistinto" um disp@ndio da mesma 3orça de tra al(o0 + totalidade da 3orça de tra al(o da sociedade, 4ue se mani3esta no con7unto dos -alores" s1 rele-a" por conse/uinte" como 3orça 5nica" em ora se compon(a de in5meras 3orças indi-iduais0 'ada 3orça de tra al(o indi-idual < i/ual a 4ual4uer outra" na medida em 4ue possui o car9cter de uma 3orça social m<dia e 3unciona como tal" isto <" empre/a na produção de uma mercadoria apenas o tempo de tra al(o necess9rio em m<dia" ou o tempo de trabalho socialmente necessário. O tempo socialmente necess9rio : produção das mercadorias < o tempo e2i/ido pelo tra al(o e2ecutado com um /rau m<dio de (a ilidade e de intensidade e em condiçDes normais" relati-amente ao meio social dado0 Depois da introdução do tear a -apor na In/laterra" passou a ser necess9rio tal-e$ apenas metade de tra al(o 4ue anteriormente era necess9rio para trans3ormar em tecido uma certa 4uantidade de 3io0 O tecelão manual in/l@s" esse continuou a precisar do mesmo tempo 4ue antes para e2ecutar essa trans3ormaçãoA mas" a partir desse momento" o produto da sua (ora de tra al(o indi-idual passou a representar apenas metade de uma (ora social" não criando mais 4ue metade do -alor anterior0 J" pois" somente a 4uantidade de tra al(o ou o tempo de tra al(o necess9rio numa dada sociedade para a produção de um arti/o 4ue determina a /rande$a do seu -alor02 'ada mercadoria particular conta em /eral como um e2emplar m<dio da sua esp<cie0 13 +s mercadorias 4ue cont@m i/uais 4uantidades de tra al(o ou 4ue podem ser produ$idas no mesmo tempo t@m" portanto" um -alor i/ual0 O -alor de uma mercadoria est9 para o -alor de 4ual4uer outra como o tempo de tra al(o necess9rio : produção de uma est9 para o tempo de tra al(o necess9rio : produção da outra0 ,;'omo -alores" as mercadorias são apenas medidas determinadas de tempo de tra al(o cristali$ado; 13a. + /rande$a de -alor de uma mercadoria permaneceria" e-identemente" constante se o tempo necess9rio : sua produção permanecesse constante0 'ontudo" este 5ltimo -aria com cada modi3icação da 3orça produti-a ou produti-idade do tra al(o" 4ue" por sua -e$" depende de circunst!ncias di-ersas: entre outras" da (a ilidade m<dia dos tra al(adores" do desen-ol-imento da ci@ncia e do /rau da sua aplicação tecnol1/ica" das com inaçDes sociais da produção" da e2tensão e e3ic9cia dos meios de produção e de condiçDes puramente naturais0 + mesma 4uantidade de tra al(o < representada" por e2emplo" por oito al4ueires de tri/o se a estação < 3a-or9-el e por 4uatro al4ueires somente" no caso contr9rio0 + mesma 4uantidade de tra al(o e2trai mais metal das minas ricas do 4ue das minas po res" etc0 Os diamantes s1 raramente aparecem na camada superior da crosta terrestreA para encontr9-los" torna-se necess9rio" em m<dia" um tempo consider9-el" de modo 4ue representam muito tra al(o num pe4ueno -olume0 J du-idoso 4ue o ouro ten(a al/uma -e$ pa/o completamente o seu -alor0 Isto ainda < mais -erdadeiro no caso dos diamantes0 Se/undo Gsc(Ke/e" o produto total da e2ploração das minas de diamantes do 8rasil" durante oitenta anos" não tin(a ainda atin/ido em 1L&* o preço do produto m<dio de um ano e meio das plantaçDes de aç5car ou de ca3< do mesmo paBs" em ora representasse muito mais tra al(o e" portanto" mais -alor0 'om minas mais ricas" a mesma 4uantidade de tra al(o representaria uma maior 4uantidade de diamantes" cu7o -alor ai2aria0 Se se conse/uisse trans3ormar com pouco tra al(o o car-ão em diamante" o -alor deste 5ltimo desceria tal-e$ a ai2o do -alor dos ti7olos0 Gm /eral: 4uanto maior < a 3orça produti-a do tra al(o" menor < o tempo necess9rio : produção de um arti/o" menor < a massa de tra al(o nele cristali$ada" menor < o seu -alor0 In-ersamente" 4uanto menor < a 3orça produti-a do tra al(o" maior < o tempo necess9rio : produção de um arti/o" maior < o seu -a1or0 + /rande$a de -alor de uma mercadoria -aria" pois" na ra$ão directa da 4uantidade e na ra$ão in-ersa da produti-idade do tra al(o 4ue nela se reali$a 'on(ecemos a/ora a subst ncia do -alor: < o tra al(o0 'on(ecemos a medida da sua grandeza! < a duração do tra al(o0 ,)esta analisar a sua "orma, 4ue 4uali3ica o -alor precisamente como -alor-detroca0 +ntes disso" por<m" importa precisar as de3iniçDes a 4ue 79 c(e/9mos0. ,1M.

"não conta como tra al(o. Gsta < condição de e2ist@ncia da produção de mercadorias" em ora reciprocamente a produção de mercadorias não se7a condição de e2ist@ncia da di-isão social do tra al(o0 ?as anti/as comunidades da Nndia" o tra al(o encontra-se socialmente di-idido sem 4ue por isso os produtos se tornem mercadorias0 Ou" tomando um e2emplo mais 3amiliar" em cada 39 rica e2iste uma di-isão sistem9tica do tra al(o" mas a essa di-isão não corresponde a troca" entre os tra al(adores" dos seus produtos indi-iduais0 Somente os produtos de tra al(os pri-ados ."mas não uma mercadoria.uma divis#o social do trabalho. 0Para produ$ir mercadorias" tem não somente de produ$ir -alores-de-uso" mas -alores-de-uso para os outros.G não asta produ$ir para os outros0 O campon@s medie-al produ$ia cereais para pa/ar o tri uto ao sen(or 3eudal e o dB$imo : i/re7a0 Mas nem o tri uto nem o dB$imo" em ora produ$idos para outrem" eram mercadorias0 Para ser mercadoria < necess9rio 4ue o produto se7a trans3erido para outrem" 4ue o utili$e como -alor-de-uso" por meio de troca.-alores-de-uso 4ualitati-amente distintos". do tra al(o do tecelão 4ue 3a$ o tecido0 Se estes o 7ectos não 3ossem -alores-deuso de 4ualidade di3erente e" portanto" produtos de tra al(os 5teis de 4ualidade di-ersa" não poderiam contrapor-se como mercadorias0 ?ão se troca um 3ato por um 3ato i/ual" um -alor-de-uso pelo mesmo -alor-de-uso0 +o con7unto dos -alores-de-uso de todas as esp<cies corresponde um con7unto de tra al(os 5teis i/ualmente di-ersos" con3orme o /<nero" a esp<cie" a -ariedade ."aut1nomos. o 3ato E & x.Uma coisa pode ser um -alor-de-uso e não ser um -alor: asta 4ue se7a 5til ao (omem sem pro-ir do seu tra al(o0 +ssim acontece com o ar" prados naturais" terras -ir/ens" etc0 Uma coisa pode ser 5til e produto do tra al(o (umano e não ser mercadoria0 =uem" pelo seu produto" satis3a$ as suas pr1prias necessidades" apenas cria um -alor-de-uso pessoal . tam <m o tra al(o do al3aiate 4ue 3a$ o 3ato se distin/ue .4ualitati-amente. -alores-de-uso sociais0 . e independentes uns dos outros se apresentam uns perante os outros como mercadorias" reciprocamente permut9-eis0 Gm suma: o -alor-de-uso de cada mercadoria cont<m um tra al(o 5til especial ou pro-<m de uma acti-idade produti-a 4ue responde a um 3im particular0 ?ão se podem contrapor -alores-de-uso como mercadorias a não ser 4ue conten(am tra al(os 5teis de di3erente 4ualidade0 ?uma sociedade em 4ue os produtos assumem em /eral a 3orma de mercadoria" isto <" numa sociedade de produtores de mercadorias" a di3erença entre os di-ersos /<neros de tra al(o 5til" e2ecutados independentemente uns dos outros como assunto particular de produtores aut1nomos" condu$ a um sistema multi-rami3icado" a uma di-isão social do tra al(o0 . O 3ato < um -alor-de-uso 4ue satis3a$ uma necessidade particular0 )esulta de um /<nero particular de acti-idade produti-a" determinada pelo seu 3im" modo de operação" o 7ecto" meios e resultado0 +o tra al(o 4ue se mani3esta na utilidade ou -alor-de-uso do seu produto c(amamos n1s" muito simplesmente" tra al(o 5til0 So este ponto de -ista" ele < sempre considerado com re3er@ncia : sua utilidade pr9tica0 +ssim como o 3ato e o tecido são duas coisas 5teis di3erentes" . Finalmente" nen(um o 7ecto pode ser um -alor se não 3or uma coisa 5til0 Se < in5til" o tra al(o 4ue cont<m < /asto inutilmente . e" portanto" não cria -alor0 Secção + Duplo Caracter do !ra$al4o 5eprese"tado "a Mercadoria ?uma primeira apro2imação" a mercadoria apareceu-nos so um duplo aspecto: -alor-de-uso e -alor-de-troca0 Vimos em se/uida 4ue todas as caracterBsticas 4ue 4uali3icam o tra al(o en4uanto produtor de -alores-de-uso desaparecem 4uando ele se e2prime no -alor propriamente dito0 Gste duplo car9cter do tra al(o consu stanciado na mercadoria 3oi posto em rele-o" pela primeira -e$" por mim 110 'omo a economia polBtica /ira : -olta deste ponto" precisamos de analis9-lo mais detal(adamente0 Tomemos duas mercadorias" por e2emplo" um 3ato e 1M metros de tecidoA admitindo 4ue a primeira tin(a o do ro do -alor da se/unda" então se 1M metros de tecido E x. 13$.

de modo 4ue uma dada 4uantidade de tra al(o comple2o corresponde a uma 4uantidade maior de tra al(o simples0 + e2peri@ncia mostra 4ue esta redução se 3a$ constantemente0 Mesmo 4uando uma mercadoria < produto do tra al(o mais comple2o" o seu valor e4uipara-a numa proporção 4ual4uer ao produto de um tra al(o simples" . ou mel(or" multiplicado. Sem d5-ida" a 3orça (umana de tra al(o" 4ue não 3a$ mais 4ue mudar de 3orma nas di-ersas acti-idades produti-as" tem de estar mais ou menos desen-ol-ida para poder ser dispendida so esta ou a4uela 3orma0 Mas o -alor das mercadorias representa simplesmente tra al(o do (omem" um disp@ndio de 3orça (umana em /eral0 Ora" tal como na sociedade ci-il um /eneral ou um an4ueiro desempen(am um /rande papel" en4uanto 4ue ao (omem -ul/ar ca em apenas 3unçDes secund9rias 1." são am as um disp@ndio produti-o de c<re ro" m5sculos" ner-os" mãos do (omem e" neste sentido" tra al(o (umano0 . todo o (omem comum" sem desen-ol-imento especial" possui no seu or/anismo0 J certo 4ue o trabalho simples m<dio muda de car9cter con3orme as re/iDes e as <pocas" mas numa dada sociedade < sempre determinado0 O tra al(o comple2o $s%illed labour." o mesmo se passa com o tra al(o (umano: < um disp@ndio da 3orça de tra al(o simples 4ue .Trata-se apenas de duas 3ormas di3erentes de dispender tra al(o (umano0.4ualitati-a.0 Os -alores-de-uso tecido" 3ato" etc0 .4ualitati-amente."em m<dia".são com inaçDes de dois elementos" mat<ria e tra al(o0 Se l(es retirarmos a soma total dos di-ersos tra al(os 5teis 4ue cont@m" sempre resta um resBduo material" 4ual4uer coisa 3ornecida pela nature$a e 4ue nada de-e ao (omem0 +o produ$ir" o (omem s1 pode a/ir tal como a pr1pria nature$aA 4uer di$er" ele apenas pode modi3icar as 3ormas da mat<ria01+ Mais: nessa o ra de simples trans3ormação" ele < ainda constantemente coad7u-ado pelas 3orças naturais0 O tra al(o não <" portanto" a 5nica 3onte dos -alores-de-uso 4ue produ$" da ri4ue$a material0 Gle < o pai e a terra a mãe" como di$ Oilliam PettP0 Dei2emos a/ora a mercadoria en4uanto o 7ecto 5til e -oltemos ao seu -alor0 Se/undo a nossa (ip1tese" o 3ato -ale o do ro do tecido0 Toda-ia" trata-se apenas de uma di3erença quantitativa 4ue" de momento" não nos interessa0 ?ote-se" pois" 4ue se 1 3ato < i/ual a duas -e$es 1M metros de tecido" &M metros de tecido são i/uais a 1 3ato0 Gn4uanto -alores" o 3ato e o tecido são coisas da mesma su st!ncia" e2pressDes o 7ecti-as de um tra al(o id@ntico0 Mas a con3ecção dos 3atos e a tecela/em são tra al(os .isto <" os corpos das mercadorias . di3erentes0 G2istem" contudo" situaçDes sociais em 4ue a mesma pessoa < alternadamente al3aiate e tecelão" em 4ue" portanto" estas duas esp<cies de tra al(o são simples modalidades do tra al(o de um mesmo indi-Bduo" e não 3unçDes 3i2as de indi-Bduos di3erentes" tal como o 3ato 4ue o nosso al3aiate 3a$ (o7e e as calças 4ue 3ar9 aman(ã são apenas -ariaçDes do mesmo tra al(o indi-idual0 Um simples ol(ar mostra ainda 4ue" na nossa sociedade capitalista" de acordo com as 3lutuaçDes da procura de tra al(o" uma dada porção de tra al(o (umano < 3ornecida ora so a 3orma de con3ecção de -estu9rio" ora so a 3orma de tecela/em0 J possB-el 4ue essas -ariaçDes da 3orma do tra al(o não possam e3ectuar-se sem atritosA contudo" elas são ine-it9-eis0 Gm 5ltima an9lise" se a strairmos do seu car9cter 5til" toda a acti-idade produti-a < apenas um disp@ndio de 3orça (umana0 + con3ecção do -estu9rio e a tecela/em" apesar da sua di3erença .De resto" < totalmente indi3erente para o 3ato ser usado pelo al3aiate ou por um dos seus clientesA em am os os casos" ser-e de -alor-de-uso0 + relação entre o 3ato e o tra al(o 4ue o produ$ tam <m não se altera a solutamente em nada pelo 3acto de a sua con3ecção constituir uma pro3issão particular" um elo da di-isão social do tra al(o0 Desde 4ue a necessidade de se -estir a isso o 3orçou" o (omem con3eccionou -estu9rio durante mil(ares de anos" antes 4ue al/u<m se tornasse al3aiate0 Mas a e2ist@ncia do tecido ou 3ato" ou de 4ual4uer elemento da ri4ue$a material não 3ornecida pela nature$a" sempre pressup>s um tra al(o produti-o especial destinado a adaptar as mat<rias naturais :s necessidades (umanas0 O tra al(o en4uanto produtor de -alores-de-uso" en4uanto tra al(o 5til" <" independentemente das 3ormas de sociedade" condição da e2ist@ncia do (omem" uma necessidade eterna" o mediador da circulação material entre a nature$a e o (omem ."isto <" da -ida (umana. tra al(o 4uali3icado% < apenas tra al(o simples potenciado.

1&. + e3ic9cia de um tra al(o 5til" num certo espaço de tempo" depende da sua 3orça produti-a ou produti-idade . e assim por diante0 Mas admitamos 4ue a duração do tra al(o necess9rio : produção de 1 3ato aumente para o do ro" ou se redu$a a metadeA no primeiro caso" 1 3ato passa a ter tanto -alor como anteriormente &" e no se/undo" & 3atos passam a ter apenas o -alor de 1" em ora em am os os casos o 3ato continue a prestar os mesmos ser-iços e o tra al(o 5til nele contido continue a ser da mesma 4ualidade0 Mas a 4uantidade de tra al(o /asto na sua produção" essa não permanece a mesma0 Uma 4uantidade maior de -alores-de-uso constitui" e-identemente" uma maior riqueza material& com dois 3atos podem -estir-se dois (omens" com um 3ato" apenas umA etc0 Toda-ia" a um acr<scimo da massa da ri4ue$a material pode corresponder um decr<scimo simult!neo do seu -alor0 Gste mo-imento contradit1rio deri-a do duplo carácter do trabalho.representando" portanto" apenas uma 4uantidade determinada de tra al(o simples 1-0 +s di-ersas proporçDes se/undo as 4uais as di3erentes esp<cies de tra al(o são redu$idas ao tra al(o simples" como sua unidade de medida" esta elecem-se na sociedade sem 4ue os produtores disso se aperce am" parecendo-l(es portanto esta elecidas pelo costume0 DaB resulta 4ue" na an9lise do -alor" todas as -ariedades de 3orça de tra al(o de-em ser consideradas como 3orça de tra al(o simples0 .11. precisamente por4ue t@m qualidades di"erentes& mas . (umana0 + tecela/em e a con3ecção criam o tecido e o 3ato .0 Por isso" o tra al(o 5til torna-se uma 3onte mais ou menos a undante de produtos na ra$ão directa do aumento ou da diminuição da sua 3orça produti-a0 Pelo contr9rio" uma -ariação desta 3orça não a3ecta nunca directamente o tra al(o representado no -alor0 Uma -e$ 4ue a 3orça produti-a pertence ao tra al(o concreto e 5til" 79 não poder9 a3ectar o tra al(o desde 4ue se a straia dessa 3orma concreta e 5til0 =uais4uer 4ue se7am as -ariaçDes da sua 3orça produti-a" o mesmo tra al(o" no mesmo tempo" produ$ sempre o mesmo -alor0 Por<m" num mesmo espaço de tempo" o mesmo tra al(o produ$ mais -alores-de-uso se aumentar a sua 3orça produti-a" e menos se ela diminuir0 =ual4uer -ariação da 3orça produti-a 4ue aumente a 3ecundidade do tra al(o e" por conse/uinte" a massa dos -aloresde-uso por ele produ$idos" 3a$ tam <m diminuir o -alor dessa massa assim aumentada" se redu$ir o . Portanto" do mesmo modo 4ue nos -alores tecido e 3ato se a strai da di3erença dos seus -alores-deuso" i/ualmente se a strai" no tra al(o 4ue estes -alores representam" da di3erença das suas 3ormas 5teis: con3ecção e tecela/em0 G tal como os -alores-de-uso tecido e 3ato são com inaçDes de acti-idades produti-as especiais com o 3io e a 3a$enda" en4uanto 4ue" ao in-<s" os -alores destas coisas são meras cristali$açDes de um tra al(o id@ntico -" assim tam <m os tra al(os contidos nesses -alores rele-am" não pela sua relação produti-a com o 3io e a 3a$enda" mas apenas como um disp@ndio da mesma 3orça .uma -e$ 4ue 79 3oi redu$ido a tra al(o (umano puro e simples. de tra al(o.0 ?o primeiro caso" trata-se de sa er como se processa o tra al(o e o 4ue < 4ue produ$A no se/undo" trata-se de sa er a 4uantidade" a sua duração0 'omo a /rande$a de -alor de uma mercadoria representa apenas a quantidade de tra al(o nela contido" daB resulta 4ue todas as mercadorias" numa certa proporção" de-em ter sempre -alores da mesma /rande$a0 Se a 3orça produti-a" por e20" de todos os tra al(os 5teis e2i/idos pela con3ecção de um 3ato" permanecer constante" então a /rande$a do -alor dos 3atos aumenta com o seu n5mero0 Se 1 3ato representa x dias de tra al(o" & 3atos representarão 'x.a su st!ncia de.como -alores-de-uso. os -alores do 3ato e do tecido" criam-na apenas na medida em 4ue possuem uma qualidade comum! a 4ualidade de tra al(o (umano0 'ontudo" o 3ato e o tecido não são apenas -alores em /eral" mas -alores de uma /rande$a determinadaA e" de acordo" com a nossa (ip1tese" 1 3ato -ale o do ro de 1M metros de tecido0 'omo se e2plica esta di3erençaF + e2plicação est9 no 3acto de o tecido conter apenas metade do tra al(o do 3ato" de modo 4ue" para a produção deste 5ltimo" a 3orça de tra al(o de-e ser dispendida durante o do ro do tempo e2i/ido pela produção do primeiro0 Se" portanto" 4uanto ao -alor-de-uso" o tra al(o contido na mercadoria apenas < rele-ante 4ualitati-amente" 79 no 4ue se re3ere : /rande$a do -alor" ele apenas rele-a 4uantitati-amente .

"-ul/ar. Gstão a/ora determinados a su st!ncia do -alor e a /rande$a de -alor0 )esta analisar a 3orma do -alor0 Secção . como mercadorias ou so a 3orma de mercadorias.comum".0 Gm 3la/rante contraste com a materialidade palp9-el da mercadoria" não e2iste um 5nico 9tomo de mat<ria 4ue entre no seu -alor0 Podemos" pois" dar -oltas e mais -oltas a uma certa mercadoria: en4uanto o 7ecto de -alor" ela permanecer9 inapreensB-el0 ?o entanto" se nos recordarmos 4ue as mercadorias s1 possuem -alor en4uanto são e2pressão da mesma unidade social .a stracto".1*." na medida em 4ue se apresentem so uma dupla "orma! a sua 3orma natural e a sua 3orma--alor0 + realidade do -alor das mercadorias distin/ue-se da ami/a de Falsta33" a -i5-a =uicQlP" pelo 3acto de não sa ermos onde a/arr9-la .Forma simples' 7si"9ular8 ou acide"tal do &alor x da mercadoria + E y da mercadoria 8" ou x da mercadoria + -ale y da mercadoria 80 (&M metros de . 4ue contrasta da maneira mais 3la/rante com as suas m5ltiplas 3ormas naturais . Importa a/ora 3a$er o 4ue a economia ur/uesa nunca tentou: 3ornecer a g(nese da "orma-dinheiro. 6 Forma do Valor 7ou o &alor-de-troca8 +s mercadorias -@m ao mundo so a 3orma de -alores-de-uso ou de o 7ectos-mercadorias" tais como 3erro" tecido" lã" etc0 J essa" precisamente" a sua 3orma natural .< a "orma-dinheiro.0 Toda-ia" s1 são mercadorias na medida em 4ue se apresentam so um duplo aspecto: como o 7ectos de uso e como suportes de -alor0 S1 podem" portanto" entrar em circulação . ou se7a" se/uir o desen-ol-imento da e2pressão do -alor contida na relação de -alor das mercadorias" desde o seu es oço mais simples e menos aparente at< essa 3orma-din(eiro 4ue salta aos ol(os de toda a /ente0 'om isso se resol-e e se 3a$ desaparecer ao mesmo tempo o eni/ma do din(eiro0 Gm /eral" a 5nica relação entre as mercadorias < uma relação de -alor" e a mais simples relação de -alor <" e-identemente" a relação de uma mercadoria com outra 4ual4uer mercadoria de esp<cie di3erente0 + relação de -alor ou de troca de duas mercadorias 3ornece" portanto" a uma mercadoria" a e2pressão mais simples do seu -alor0 6 . 4ue ele constitui o -alor das mercadorias0 Todo o tra al(o <" por outro lado" disp@ndio da 3orça (umana so esta ou a4uela 3orma produti-a" determinada por um o 7ecti-o particular" e < nessa 4ualidade de tra al(o concreto e 5til 4ue ele produ$ -alores-de-uso ou utilidades0 Tal como a mercadoria tem" antes de tudo" de ser uma utilidade para ser um -alor" assim tam <m o tra al(o tem de ser" antes de tudo" 5til" para ser considerado disp@ndio de 3orça (umana" tra al(o (umano" no sentido a stracto do termo01.tra al(o (umano -" 4ue" portanto" o -alor das mercadorias < uma realidade puramente social" torna-se e-idente 4ue essa realidade social tam <m s1 se pode mani3estar nas transacçDes sociais" nas relaçDes das mercadorias umas com as outras0 De 3acto" partimos do -alorde-troca ou da relação de troca das mercadorias para c(e/ar ao seu -alor" aB escondido0 Temos a/ora de -oltar a essa 3orma de mani3estação do -alor0 Toda a /ente sa e" mesmo 4uando não se sa e mais nada" 4ue as mercadorias possuem uma particular 3orma--alor .tempo total de tra al(o necess9rio : sua produção0 G -ice--ersa0 Das consideraçDes precedentes" resulta 4ue" em ora se não possa 3alar propriamente em duas esp<cies de tra al(o na mercadoria" toda-ia o mesmo tra al(o apresenta-se nela so dois aspectos opostos" con3orme se reporte ao -alor-de-uso da mercadoria" como seu produto" ou ao -alor dessa mercadoria" como sua pura e2pressão o 7ecti-a0 Todo o tra al(o <" por um lado" disp@ndio" no sentido 3isiol1/ico" de 3orça (umana" e < nesta 4ualidade de tra al(o i/ual" .

isto <" 4ue uma dada 4uantidade de tecido -al(a mais ou menos 3atos -" 4ual4uer dessas proporçDes implica sempre 4ue o 3ato e o tecido" como /rande$as de -alor" são e2pressDes da mesma unidade .?ão posso" por e2emplo" e2pressar o -alor do tecido em tecido0. que se excluem mutuamente." si/ni3ica somente 4ue &M metros de tecido são precisamente a mesma coisa 4ue &M metros de tecido" 4uer di$er" não são mais 4ue uma certa soma de um -alor-de-uso: tecido0 O -alor do tecido s1 pode" portanto" e2primir-se relativamente."coisas da mesma nature$a. 0Tecido E 3ato" eis o 3undamento da e4uação0 Mas as duas mercadorias" assim e4uiparadas na sua 4ualidade e na sua ess@ncia" não desempen(am o mesmo papel0 S1 o -alor do tecido < 4ue se encontra aB e2presso0 G comoF )elacionando-o com ."encontra-se so a 3orma de e4ui-alente. + e4uação: &M metros de tecido E &M metros de tecido . isto <" numa outra mercadoria0 + 3orma--alor relati-a do tecido pressupDe" portanto" 4ue uma outra mercadoria 4ual4uer se encontre em 3ace dele so 3orma de e4ui-alente0 Por outro lado" a mercadoria 4ue 3i/ure como equivalente não pode encontrar-se ao mesmo tempo" so 3orma--alor relati-a0 ?ão < ela 4ue e2prime o seu -alorA apenas 3ornece a mat<ria para a e2pressão do -alor da outra mercadoria0 J certo 4ue a e2pressão &M metros de tecido E 1 3ato ou &M metros de tecido -alem 1 3ato" cont<m a recBproca: 1 3ato E &M metros de tecido ou 1 3ato -ale &M metros de tecido0 Mas então torna-se necess9rio in-erter a e4uação para e2primir relati-amente o -alor do 3ato" e nesse caso o tecido torna-se e4ui-alente em seu lu/ar0 Uma mesma mercadoria não pode" portanto" re-estir simultaneamente estas duas 3ormas na mesma e2pressão de -alor0 Gstas duas 3ormas e2cluem-se como dois p1los0 . Somente então t@m o mesmo denominador e se tornam /rande$as comensur9-eis01/ =ue &M metros de tecido E 1 3ato" ou E &M 3atos" ou E 2 3atos" ."encontra-se so a 3orma relati-a do -alor. do seu lado quantitativo.los da expressão do &alor: a <orma relati&a e a <orma de e=ui&ale"te Duas mercadorias di3erentes" + e 8 (no e2emplo 4ue escol(emos: o tecido e o 3ato% desempen(am a4ui" e-identemente" dois pap<is distintos0 O tecido e2prime o seu -alor no 3ato e este 3ornece a mat<ria dessa e2pressão0 + primeira mercadoria desempen(a um papel acti-o" a se/unda um papel passi-o0 O -alor da primeira apresenta-se como valor relativo .tecido E l 3ato" ou &M metros de tecido -alem 1 3ato%0 O mist<rio de 4ual4uer 3orma--alor esconde-se nesta 3orma simples0 J portanto na sua an9lise 4ue se encontra a di3iculdade0 1: Os dois p. completamente.não < nen(uma e2pressão de -alor. 4ue se condicionam mutuamente".0 + se/unda mercadoria 3unciona como equivalente .0 + 3orma relati-a e a 3orma de e4ui-alente são dois aspectos correlati-os" insepar9-eis" . mas ao mesmo tempo são extremos opostos. +: 6 <orma relati&a do &alor a% 'onte5do desta 3orma Para desco rir como a e2pressão simples do -alor de uma mercadoria est9 contida na relação de -alor de duas mercadorias" < preciso primeiramente e2amin9-la" a straindo . Gm /eral 3a$-se o contr9rio" considerando na relação de -alor e2clusi-amente a proporção em 4ue se e4ui-alem 4uantidades determinadas de duas esp<cies de mercadorias0 Gs4uece-se 4ue coisas di3erentes s1 podem ser comparadas 4uantitati-amente depois de redu$idas : mesma unidade. isto <" p)los da mesma e2pressão de -alor0 Gssas duas 3ormas distri uem-se sempre pelas di-ersas mercadorias 4ue a e2pressão do -alor relaciona mutuamente0 .Ora" a 4uestão de sa er se uma mercadoria se encontra so a 3orma--alor relati-a ou so a 3orma oposta" a 3orma-e4ui-alente" depende e2clusi-amente da sua posição em cada caso na e2pressão do -alor: se < a mercadoria cu7o -alor se e2prime" ou antes a mercadoria na 4ual se e2prime o -alor0.

uma mercadoria de esp<cie di3erente" o 3ato" como seu equivalente.?ão l(es damos portanto uma 3orma--alor distinta das suas 3ormas naturais0.0 ?o entanto" o 3ato" o corpo da mercadoria 3ato" < apenas um simples -alor-de-usoA tal como a primeira peça de tecido" tão pouco o 3ato e2prime -alor0 Isto pro-a" simplesmente" 4ue ele si/ni3ica mais na relação de -alor do tecido do 4ue 3ora delaA tal como tantas pessoas 4ue são mais importantes dentro de um 3ato a/aloado do 4ue 3ora dele0 ?a produção do 3ato" 3oi realmente dispendida 3orça .Somente a e2pressão de e4ui-al@ncia de mercadorias distintas pDe em rele-o o car9cter especB3ico do tra al(o 4ue cria -alor" dado 4ue ela redu$ os di3erentes tra al(os incorporados nas di-ersas mercadorias :4uilo 4ue t@m e3ecti-amente de comum: tra al(o (umano em /eral0 1/a.-alor -" mas elas continuam a possuir apenas uma 3orma" a sua 3orma natural de o 7ectos 5teis0 . Toda-ia" não asta e2primir o car9cter especB3ico do tra al(o 4ue constitui o -alor do tecido0 + 3orça de tra al(o (umano em acção" ou o tra al(o (umano" cria o -alor" mas não < -alor0 S1 se torna -alor 4uando cristali$ado so a 3orma de o 7ecto0 Deste modo" as condiçDes 4ue < necess9rio preenc(er para e2primir o -alor do tecido parecem contradi$er-se0 Por um lado" < preciso represent9-lo como uma pura condensação de tra al(o (umano a stracto" pois 4ue" en4uanto -alor" a mercadoria não tem outra realidade0 +o mesmo tempo" esta condensação de-e re-estir a 3orma de um o 7ecto claramente distinto do pr1prio tecido mas 4ue" ao mesmo tempo" se7a comum a ele e :s outras mercadorias0 Gste pro lema 79 est9" por<m" resol-ido0 Vimos" com e3eito" 4ue a partir do momento em 4ue < considerado como e4ui-alente do tecido" o 3ato dei2a de ter necessidade de eti4ueta para a3irmar o seu car9cter de -alor0 ?essa 3unção" a sua pr1pria 3orma de e2ist@ncia < uma 3orma de e2ist@ncia do -alor . pois . 'oisa completamente di-ersa se passa 4uando se pDe uma mercadoria em relação de -alor com uma outra0 ?esse caso" o seu car9cter de -alor so ressai" a3irmando-se como propriedade inerente 4ue determina a sua relação com a outra mercadoria0 +o considerar-se o 3ato como e4ui-alente do tecido" considera-se o tra al(o contido no 3ato id@ntico ao tra al(o contido no tecido0 J certo 4ue a con3ecção do 3ato se distin/ue da tecela/em0 Mas a sua e4uiparação : tecela/em recondu-la :4uilo 4ue am as t@m de realmente comum" ao seu car9cter de tra al(o (umano0 J uma maneira indirecta de di$er 4ue a tecela/em" na medida em 4ue tece -alor" em nada se distin/ue da con3ecção de -estu9rio" isto <" < tra al(o (umano a stracto0 Gsta e4uiparação e2prime" portanto" o car9cter especB3ico do tra al(o 4ue constitui o -alor do tecido0 . em ora não dei2e perce er esta sua 4ualidade atra-<s da transpar@ncia dos seus 3ios" por mais /asto 4ue este7a0 G na relação de -alor do tecido" ele não si/ni3ica outra coisa .como coisa--alor". s1 e2primindo -alor < 4ue ele pode 3i/urar como -alor em 3ace de uma outra mercadoria0 Por outro lado" a pr1pria propriedade de -alor do tecido re-ela-se a4ui ou ad4uire a4ui uma e2pressão distinta0 'om e3eito" poderia o -alor 3ato ser posto em e4uação com o tecido ou ser-ir-l(e de e4ui-alente" se o tecido não 3osse tam <m -alorF Podemos ir uscar uma analo/ia : 4uBmica0 O 9cido utBrico e o 3ormiato de propileno são dois corpos di3erentes" não s1 na apar@ncia como tam <m nas 4ualidades 3Bsicas e 4uBmicas0 'ontudo" são compostos pelos mesmos elementos: car ono" (idro/<nio e o2i/<nio0 +l<m disso" cont@m-nos na mesma proporção: '6RLO&0 Se a/ora e4uacion9ssemos o 3ormiato de propileno com o 9cido utBrico ou se o constituBssemos" em seu e4ui-alente" o 3ormiato de propileno 3i/uraria nesta relação apenas como 3orma de e2ist@ncia de '6RLO&" ou se7a" da su st!ncia 4ue < comum a si e ao 9cido0 Uma e4uação em 4ue o 3ormiato de propileno desempen(asse o papel de e4ui-alente do 9cido utBrico seria" portanto" uma maneira um tanto can(estra de e2pressar a su st!ncia do 9cido como 4ual4uer coisa completamente distinta da sua 3orma corp1rea0 Se di$emos: en4uanto -alores todas as mercadorias são apenas tra al(o (umano cristali$ado" então estamos a redu$i-las a uma a stracção .1S.s1 nessa 4ualidade < 4ue ele < o mesmo 4ue o tecido".:-alor . (umana" so uma 3orma particular: nele est9 acumulado" portanto" tra al(o (umano0 So este ponto de -ista" o 3ato < suporte de valor. isto <" al/o 4ue pode su stituB-lo ou < permutável com ele0 J desde lo/o e-idente 4ue nesta relação o 3ato aparece e2clusi-amente como 3orma de e2ist@ncia do -alor" .de tra al(o.

1T. + sua propriedade de -alor mani3esta-se na sua i/ualdade com o 3ato" tal como a nature$a de carneiro do cristão na sua semel(ança com o cordeiro de Deus0 'omo se -@" tudo o 4ue a an9lise do -alor anteriormente nos (a-ia re-elado" di-lo o pr1prio tecido" ao entrar em contacto com uma outra mercadoria" o 3ato0 Somente 4ue ele s1 trai os seus pensamentos na lin/ua/em 4ue l(e < 3amiliar" a lin/ua/em das mercadorias0 Para re-elar 4ue o seu -alor pro-<m do tra al(o" na sua 4ualidade a stracta de tra al(o (umano" ele di$ 4ue o 3ato" na medida em 4ue -ale tanto como ele" isto <" en4uanto -alor" se compDe do mesmo tra al(o 4ue o produ$iu a si pr1prio0 Para re-elar 4ue a sua realidade et<rea como -alor < distinta da sua tessitura material" ele di$ 4ue o -alor tem a 3i/ura de um 3ato e 4ue" por isso" ele pr1prio" como coisa -aliosa" se parece com o 3ato" como um o-o com outro0 ?otemos de passa/em" 4ue a lin/ua/em das mercadorias possui" al<m do (e raico" muitos outros dialectos mais ou menos correctos0 + pala-ra alemã *ertsein. valoir e valer.cont@m a mesma su st!ncia de -alor" 4ue. 4ue a e4uiparação da mercadoria 8 com a mercadoria + < precisamente a e2pressão do -alor de +0 +aris vaut bien une messe.O -alor do tecido -aria en4uanto 4ue o -alor do 3ato permanece constante0 11 Se duplicar o tempo de tra al(o necess9rio : produção do tecido" em conse4u@ncia" por (ip1tese" de um menor rendimento do solo 4ue produ$ o lin(o" nesse caso duplica o seu -alor0 Gm -e$ de &M metros de tecido E 13ato" terBamos: &M metros de tecido E & 3atos" uma -e$ 4ue 1 3ato cont<m a/ora apenas metade do tempo de tra al(o contido em &M metros de tecido0 Se" pelo contr9rio" o tempo necess9rio : produção do tecido diminuir para metade" em conse4u@ncia" por (ip1tese" de um aper3eiçoamento dos teares" nesse caso o seu -alor diminui na mesma proporção0 Gntão terBamos: &M metros de tecido E 1U& 3ato0 Por conse/uinte" o -alor relati-o da mercadoria +" ou se7a" o seu .corpori$ado" encarnação do -alor.+ssim o tecido ad4uire uma 3orma--alor distinta da sua 3orma natural0.. custam am as o mesmo tra al(o ou se produ$em no mesmo tempoA mas esse tempo de tra al(o necess9rio : sua produção -aria com cada -ariação da 3orça produti-a do tra al(o 4ue as produ$0 Ve7amos a/ora a in3lu@ncia destas -ariaçDes so re a e2pressão relati-a da /rande$a de -alor0 I .0 +pesar do seu e2terior tão em a otoado" o tecido recon(eceu nele uma alma /<mea c(eia de -alor0 J o lado plat1nico da 4uestão0 ?a realidade" o 3ato não pode" de modo al/um" representar -alor" nas suas relaçDes com o tecido" sem 4ue ao mesmo tempo o -alor tome a 3i/ura de um 3ato0 Da mesma maneira" o indi-Bduo + não poder9 apresentar-se perante o indi-Bduo 8 como ma7estade" sem 4ue a ma7estade re-ista imediatamente aos ol(os de 8 a 3i/ura 3Bsica de +A pro-a-elmente < por isso 4ue essa 3i/ura muda de cara" de ca elos e de muitas coisas" com cada no-o pai-do-po-o0 ?a relação na 4ual o 3ato < o e4ui-alente do tecido" a 3orma 3ato sur/e" portanto" como 3orma--alor do tecido" ou e2prime o -alor do tecido no -alor-de-uso do 3ato0 Gn4uanto -alor-de-uso" o tecido < um o 7ecto sensi-elmente di3erente do 3atoA en4uanto -alor" < uma coisa igual ao "ato e tem o seu aspecto" como o pro-a claramente a e4ui-al@ncia do 3ato com ele0 . por e2emplo" e2prime menos nitidamente do 4ue os -er os rom!nicos valere. Gm -irtude da relação de -alor" a 3orma natural da mercadoria 8 torna-se a 3orma--alor da mercadoria +" ou mel(or" o corpo de 8 torna-se no espel(o do -alor de +010 O -alor da mercadoria +" assim e2presso no -alor-de-uso da mercadoria 8" ad4uire a 3orma--alor relati-a0 % Determinação 4uantitati-a da 3orma--alor relati-a =ual4uer mercadoria" cu7o -alor (a7a de ser e2presso" < uma certa 4uantidade de uma coisa 5til (por e2emplo" 4uin$e al4ueires de tri/o" cem li ras de ca3<" etc0%" 4ue cont<m uma 4uantidade determinada de tra al(o0 + 3orma--alor tem de e2primir" portanto" não somente -alor em /eral" mas um -alor de uma certa /rande$a0 ?a relação de -alor da mercadoria + com a mercadoria 8" a mercadoria 8 < e4uiparada a + não somente so o ponto de -ista da 4ualidade" mas ainda so o ponto de -ista da 4uantidade: uma certa 4uantidade de 8 e4ui-ale a uma certa 4uantidade de +0 + e4uação &M metros de tecido E 1 3ato" ou &M metros de tecido valem 1 3ato" pressupDe 4ue as duas mercadorias .

+s 4uantidades de tra al(o necess9rias : produção do tecido e do 3ato -ariam simultaneamente" no mesmo sentido e na mesma proporção0 ?este caso" permanece a e4uação &M metros de tecido E 1 3ato" 4uais4uer 4ue se7am as suas -ariaçDes de -alor0 Desco rem-se estas -ariaçDes por comparação com uma terceira mercadoria cu7o -alor permaneça constante0 Se os -alores de todas as mercadorias aumentassem ou diminuBssem e na mesma proporção" os seus -alores relati-os não so3reriam 4ual4uer -ariação0 + sua mudança real de -alor recon(ecer-se-ia pelo 3acto de" num mesmo tempo de tra al(o" se produ$ir em /eral uma 4uantidade de mercadorias maior ou menor 4ue anteriormente0 IV .0 O -alor relati-o de uma mercadoria pode -ariar" em ora o seu -alor permaneça constanteA pode permanecer constante" em ora o seu -alor -arieA e" 3inalmente" podem -eri3icar-se -ariaçDes simult!neas da /rande$a de -alor e da sua e2pressão relati-a sem 4ue "e2ista correspond@ncia entre elas012 ."isto <" sem ad4uirir uma 3orma-alor distinta da sua 3orma corp1rea.: 6 <orma de e=ui&ale"te e suas particularidades H9 -imos 4ue" ao mesmo tempo 4ue uma mercadoria + (o tecido% e2prime o seu -alor no -alor-deuso de uma mercadoria di3erente" 8 (o 3ato%" ela imprime a esta 5ltima uma 3orma--alor particular" a de e4ui-alente0 O tecido mani3esta o seu pr1prio car9cter de -alor mediante a sua e4uiparação com uma outra mercadoria" o 3ato" tal 4ual e2iste na sua 3orma natural .-alor e2presso na mercadoria 8" so e ou desce" na ra$ão directa da -ariação do -alor da mercadoria +" se o -alor da mercadoria 8 permanecer constante0 II .O -alor do tecido permanece constante" -ariando o -alor do 3ato0 Se o tempo de tra al(o necess9rio : produção do 3ato duplica" em conse4u@ncia" por (ip1tese" de uma ai2a na produção da lã" em -e$ de &M metros de tecido E 1 3ato" teremos a/ora: &M metros de tecido E 1U& 3ato0 Se" pelo contr9rio" o -alor do 3ato se redu$ a metade" então teremos: &M metros de tecido E & 3atos0 Permanecendo constante o -alor da mercadoria +" o seu -alor relati-o" e2presso na mercadoria 8" so e ou desce na ra$ão in-ersa das -ariaçDes de -alor de 80 Se compararmos os di-ersos casos compreendidos em I e II" constata-se 4ue a mesma mudança de /rande$a do -alor relati-o pode resultar de causas completamente opostas0 +ssim" a e4uação &M metros de tecidoE 1 3ato trans3orma-se em &M metros de tecido E & 3atos" 4uer por4ue o -alor do tecido duplicou" 4uer por4ue o -alor dos 3atos se redu$iu a metadeA e trans3orma-se em &M metros de tecido E 1U& 3ato" 4uer por4ue o -alor do tecido se redu$iu a metade" 4uer por4ue o -alor do 3ato duplicou0 III .ou na /rande$a do -alor relati-o.0 Gle e2pressa" portanto" o seu pr1prio car9cter de -alor no 3acto de uma outra mercadoria" o 3ato" ser imediatamente permut9-el com ele0 Gn4uanto -alores" todas as mercadorias são e2pressão i/ual de uma mesma unidade" o tra al(o (umano" su stituB-eis umas pelas outras0 Uma mercadoria <" por conse/uinte" permut9-el por uma outra mercadoria" desde 4ue possua uma 3orma 4ue a 3aça aparecer como -alor0 Uma mercadoria < imediatamente permut9-el por 4ual4uer outra de 4ue se7a e4ui-alente" isto <" o lu/ar 4ue ocupa na relação de -alor 3a$ da sua 3orma natural a 3orma--alor da outra mercadoria0 ?ão precisa re-estir uma 3orma di3erente da sua 3orma natural para se mani3estar como -alor : outra mercadoria" para -aler como tal e" portanto" para ser permut9-el com ela0 + 3orma de e4ui-alente de uma mercadoria <" portanto" a 3orma so a 4ual ela < imediatamente permut9-el com uma outra0 =uando uma mercadoria" 3atos por e2emplo" ser-e de e4ui-alente a uma outra mercadoria" tal como .Os tempos de tra al(o necess9rios : produção do tecido e do 3ato" assim como os seus -alores" podem -ariar simultaneamente e no mesmo sentido" mas numa proporção di3erente" ou num sentido oposto" etc0 + in3lu@ncia de todas as possB-eis com inaçDes deste /<nero so re o -alor relati-o de uma mercadoria calcula-se 3acilmente recorrendo aos casos I" II e III0 'omo se -@" mudanças reais na /rande$a do -alor não se re3lectem nem claramente nem completamente na sua e2pressão relati-a .

0 Podemos ilustrar isto recorrendo ao e2emplo de uma medida aplic9-el :s mercadorias na sua 4ualidade material" isto <" en4uanto -alores-de-uso0 Um pão-de-aç5car" sendo um corpo" < pesado" mas < impossB-el -er ou sentir o seu peso0 Tomemos a/ora di-ersos pedaços de 3erro de peso pr<determinado0 'onsiderada em si mesma" a 3orma material do 3erro < tão pouco uma 3orma de mani3estação do peso como a do pão-de-aç5car0 Toda-ia" para e2pressar 4ue este 5ltimo < pesado" coloc9mo-lo numa relação de peso com o 3erro0 ?esta relação o 3erro < considerado como um corpo 4ue apenas representa peso0 +s 4uantidades de 3erro usadas para medir o peso do aç5car representam" portanto" em 3ace da mat<ria aç5car" uma simples 3orma" a 3orma so a 4ual o peso se mani3esta0 O 3erro s1 pode desempen(ar este papel na medida em 4ue o aç5car" ou 4ual4uer outro corpo" cu7o peso se 4uer ac(ar" < posto em relação com ele so este ponto de -ista0 Se os dois o 7ectos não 3ossem pesados" não seria possB-el entre eles nen(uma relação desta esp<cie" não podendo" de modo al/um" um deles ser-ir de e2pressão ao peso do outro0 Se os pusermos a am os numa alança -eremos 4ue" como peso" são e3ecti-amente a mesma coisa" tendo portanto" numa determinada proporção" o mesmo peso0 Tal como o mat<ria 3erro" como medida de peso" representa em 3ace de um pão-de-aç5car apenas peso" assim tam <m na nossa e2pressão de -alor" a mat<ria 3ato representa" em 3ace do tecido" apenas -alor0 'essa a4ui" por<m" a analo/ia0 O 3erro" na e2pressão de peso do pão-de-aç5car" representa uma propriedade natural comum :s duas mat<rias ."ou 3a$er da 3orma natural de uma outra mercadoria a sua pr1pria 3orma--alor.o seu peso -" en4uanto o 3ato" na e2pressão de -alor .o tecido" ad4uirindo assim a propriedade caracterBstica de ser imediatamente permut9-el com ela" não 3ica com isso de modo al/um determinada a proporção em 4ue esta troca se pode e3ectuar0 Sendo dada a /rande$a do -alor do tecido" a proporção depender9 da /rande$a do -alor dos 3atos0 =uer o 3ato 3i/ure como e4ui-alente na relação de -alor e o tecido como -alor relati-o" 4uer se -eri3i4ue a in-ersa" a proporção em 4ue se 3a$ a troca permanece a mesma0 + /rande$a de -alor respecti-a das duas mercadorias" medida pela duração comparati-a do tra al(o necess9rio : sua produção" <" portanto" uma determinação completamente independente da 3orma--alor0 + mercadoria cu7o -alor se encontra so a 3orma relati-a < sempre e2pressa como /rande$a de -alor" en4uanto 4ue" pelo contr9rio" o mesmo nunca se passa com o e4ui-alente" 4ue 3i/ura sempre na e4uação como simples 4uantidade de uma coisa 5til0 =uarenta metros de tecido" por e2emplo" valem o 4u@F Dois 3atos0 Desempen(ando a4ui a mercadoria 3ato o papel de e4ui-alente" 3ornecendo o seu -alor-de-uso um corpo ao -alor do tecido" asta uma certa 4uantidade de 3atos para e2primir uma determinada 4uantidade de -alor de tecido0 Portanto" & 3atos podem e2primir a /rande$a de -alor de 6M metros de tecido" mas 7amais podem e2primir a sua pr1pria /rande$a de -alor0 + o ser-ação super3icial deste 3acto .indu$iu em erro S0 8aileP" em como muitos economistas antes e depois dele: consideram na e2pressão do -alor apenas uma relação 4uantitati-a0 Ora" so a 3orma de e4ui-alente" uma mercadoria 3i/ura como simples 4uantidade de uma mat<ria 4ual4uer" precisamente por4ue a 4uantidade do seu -alor não < e2pressa0 +s contradiçDes contidas na 3orma de e4ui-alente e2i/em a/ora um e2ame mais apro3undado das suas particularidades0 +rimeira particularidade da "orma de equivalente! O -alor-de-uso torna-se a 3orma de mani3estação do seu contr9rio" o -alor0 + 3orma natural das mercadorias torna-se a sua 3orma--alor0 ?ote-se" por<m" 4ue este quid pro quo s1 ocorre com uma mercadoria 8 (3ato" tri/o" 3erro" etc0% nos limites da relação de -alor 4ue com ela esta elece uma outra mercadoria + (tecido" etc0%" e somente nesses limites0 Isoladamente considerado" o 3ato" por e2emplo" < apenas um o 7ecto 5til" um -alor-de-uso" e2actamente como o tecidoA a sua 3orma < apenas a 3orma natural de um /<nero particular de mercadoria0 Mas como nen(uma mercadoria se pode relacionar consi/o mesma como e4ui-alente" não podendo portanto 3a$er da sua 3orma natural a e2pressão do seu pr1prio -alor" ela tem necessariamente de tomar como e4ui-alente uma outra mercadoria" cu7o -alor-de-uso l(e ser-e" assim" de 3orma--alor .4ue na e4uação do -alor" o e4ui-alente 3i/ura sempre como simples 4uantidade de um o 7ecto 5til .

do tecido" representa uma propriedade so renatural dos dois o 7ectos . .o seu -alor" al/o de puramente social.a stracto.egunda particularidade da "orma de equivalente! O tra al(o concreto torna-se a 3orma de mani3estação do seu contr9rio" o tra al(o (umano a stracto0 ?a e2pressão de -alor de uma mercadoria" o corpo do e4ui-alente 3i/ura sempre como materiali$ação do tra al(o (umano a stracto" e < sempre o produto de um tra al(o particular" concreto e 5til0 Gste tra al(o concreto ser-e a4ui" portanto" apenas para e2primir tra al(o a stracto0 Um 3ato" por e2emplo" < uma simples reali$ação do tra al(o a stracto" a acti-idade do al3aiate 4ue o produ$ < tam <m apenas uma simples 3orma de reali$ação do tra al(o a stracto0 =uando se e2prime o -alor do tecido no 3ato" a utilidade do tra al(o do al3aiate não consiste no 3acto de ele 3a$er 3atos .Gis portanto uma terceira particularidade da 3orma-e4ui-alente: o tra al(o pri-ado toma a 3orma do seu contr9rio" a 3orma de tra al(o directamente social0.0 O tra al(o do al3aiate <" assim" metamor3oseado em simples e2pressão da sua pr1pria propriedade a stracta0 -erceira particularidade da "orma de equivalente! O tra al(o concreto 4ue produ$ o e4ui-alente (no nosso e2emplo" o do al3aiate%" ser-indo simplesmente de e2pressão ao tra al(o (umano indistinto" toma a 3orma da i/ualdade com um outro tra al(o (o 4ue est9 contido no tecido%" tornando-se assim" em ora se7a tra al(o pri-ado como 4ual4uer outro tra al(o produti-o de mercadorias" tra al(o em 3orma directamente social0 J precisamente por isso 4ue ele se representa num produto 4ue < imediatamente permut9-el com outra mercadoria0 . na medida em 4ue uma mercadoria" como o tecido" se relaciona com ele como e4ui-alente0+3 Mas" tal como as propriedades materiais de uma coisa não t@m a sua ori/em nas suas relaçDes e2teriores com outras coisas" antes" se limitam a con3irmarem-se nelas" assim tam <m o 3ato parece retirar da nature$a e não da relação de -alor com o tecido a sua 3orma de e4ui-alente" a sua propriedade de ser imediatamente permut9-el" tal como acontece com a sua propriedade de ser pesado ou de reter calor0 DaB o aspecto eni/m9tico da 3orma de e4ui-alente" aspecto 4ue s1 3ere a atenção de3ormada do economista ur/u@s 4uando esta 3orma se l(e apresenta 79 aca ada" como din(eiro0 Para dissipar este car9cter mBstico da prata e do ouro" procura então su stituB-las surrateiramente por mercadorias menos ril(antesA 3a$ e re3a$ com um pra$er sempre reno-ado o cat9lo/o de todos os arti/os 4ue a seu tempo desempen(aram o papel de e4ui-alente0 Gle não se aperce e 4ue a e2pressão mais simples do -alor" como &M metros de pano -alem 1 3ato" cont<m 79 o eni/ma" e 4ue < so esta 3orma simples 4ue de-e procurar resol-@-lo0 .mas no 3acto de produ$ir um corpo" cu7o -alor transparece" cristali$ação de um tra al(o 4ue em nada se distin/ue do tra al(o reali$ado no -alor do tecido0 Para poder incorporar-se num tal espel(o de -alor < preciso 4ue o pr1prio tra al(o do al3aiate nada mais re3licta do 4ue a sua propriedade . dentro da relação de -alor " isto <".a stracta.concreto. de ser tra al(o (umano0 +s duas 3ormas de acti-idade produti-a" tecela/em e con3ecção de -estu9rio" e2i/em um disp@ndio de 3orça de tra al(o (umano0 +m as possuem" portanto" a propriedade comum de serem tra al(o (umano" e em certos casos" como" por e2emplo" 4uando se trata da produção de -alor" s1 de-em ser consideradas so este ponto de -ista0 ?ão e2iste nisso nada de misteriosoA mas na e2pressão de -alor das mercadorias" a 4uestão < in-ertida0 Por e2emplo" para se e2primir 4ue a tecela/em" não en4uanto tal" . mas na sua propriedade /eral de tra al(o (umano" cria o -alor do tecido" contrapDe-se-l(e um outro tra al(o .e se/undo o ditado" mon/es .como tra al(o concreto"." o 4ue produ$ o 3ato" o e4ui-alente do tecido" como a 3orma palp9-el na 4ual se materiali$a o tra al(o (umano . Dado 4ue a 3orma--alor relati-a e2prime o car9cter de -alor de uma mercadoria" do pano por e2emplo" como 4ual4uer coisa de completamente di3erente do seu pr1prio corpo" e das suas propriedades" como 4ual4uer coisa de parecido com um 3ato" por e2emplo" esta e2pressão dei2a entender 4ue nela se esconde uma relação social0 O in-erso se passa com a 3orma de e4ui-alente0 Gla consiste precisamente em 4ue um o 7ecto material" um 3ato por e2emplo" uma mercadoria tal como se apresenta em concreto e2prime -alor e" por conse/uinte" possui naturalmente 3orma de -alor0 J certo 4ue isto s1 < -erdadeiro .

em /eral. O 4ue impedia +rist1teles de dedu$ir da 3orma--alor das mercadorias 4ue todos os tra al(os são aB e2pressos como tra al(o (umano indistinto e" por conse/uinte" i/uais" < o 3acto de a sociedade /re/a repousar então so re o tra al(o dos escra-os .#o de igualdade.0 +l<m disso" ele aperce e-se de 4ue a relação de -alor 4ue cont<m esta e2pressão de -alor pressupDe" pelo seu lado" 4ue a casa < considerada 4ualitati-amente i/ual : cama" e 4ue estes o 7ectos" materialmente di3erentes" não se poderiam comparar entre si como /rande$as comensur9-eis sem a4uela i/ualdade de ess@ncia0 .na realidade.0 Mas" neste ponto" ele (esita e renuncia : an9lise da 3orma--alor0 .< impossB-el 4ue coisas tão di3erentes se7am comensur9-eis entre si. . .V leitos E um tanto din(eiro.< somente um e2pediente para atender :s necessidades pr9ticas.di$ -não pode ter lu/ar sem a i/ualdade" nem a i/ualdade sem a comensura ilidade.+s duas particularidades da 3orma-e4ui-alente e2aminadas em 5ltimo lu/ar tornam-se ainda mais 39ceis de compreender se nos reportarmos ao /rande pensador 4ue pela primeira -e$ analisou a 3orma--alor" em como tantas outras 3ormas" 4uer do pensamento" 4uer da sociedade" 4uer da nature$a: +rist1teles0 Gm primeiro lu/ar" +rist1teles a3irma claramente 4ue a 3orma-din(eiro da mercadoria < apenas o aspecto desen-ol-ido da 3orma--alor simples" ou se7a" da e2pressão de -alor de uma mercadoria numa outra mercadoria 4ual4uerA com e3eito ele di$: .0 -: 6 <orma-&alor simples' "o seu co">u"to + 3orma--alor simples de uma mercadoria est9 contida na sua relação de -alor ou de troca com uma outra 4ual4uer mercadoria de esp<cie di3erente0 O -alor da mercadoria + < e2presso 4ualitati-amente pela propriedade 4ue tem a mercadoria 8 de ser imediatamente permut9-el por +0 J e2presso 4uantitati-amente pela permuta ilidade de uma 4uantidade determinada de 8 pela 4uantidade dada de +0 Por outras pala-ras" o -alor de uma mercadoria e2prime-se autonomamente atra-<s da sua representação como valor-de-troca.+ troca . Gla re-elase so esse duplo aspecto .mas apenas na relação de -alor ou de troca com uma outra mercadoria di3erente.não di3ere.0 Deste modo" < o pr1prio +rist1teles 4ue nos di$ 4ual < o o st9culo : prossecução da sua an9lise: a 3alta de conceito de -alor0 =ual < essa ess@ncia i/ual" isto <" a su st!ncia comum 4ue a casa representa em 3ace do leito" na e2pressão do -alor deste 5ltimoF Uma tal coisa" di$ +rist1teles" .0 Gsclarecido isto" a terminolo/ia 4ue acima utili$9mos dei2a de ser e4uB-oca" ser-indo antes para a re-iar a e2posição0 )essalta da nossa an9lise 4ue < da nature$a do -alor das mercadorias 4ue deri-a a sua 3orma--alor ." isto <" 4ualitati-amente i/uais0 + a3irmação da sua i/ualdade ser9 necessariamente contr9ria : nature$a das coisasA . Portanto" se no princBpio deste capBtulo dissemos . de: .1L.0 Por4u@F + casa representa em 3ace do leito 4ual4uer coisa de i/ual" desde 4ue represente o 4ue e2iste de realmente i/ual em am os0 O 4u@" portantoF O trabalho humano.V leitos E 1 casa. essa relação de i/ualdade .não pode" na -erdade" e2istir. Somente a situação (ist1rica particular da sociedade em 4ue -i-ia o impediu de desco rir em 4ue < 4ue consiste .s1 pode ser deci3rado 4uando a ideia da igualdade humana ad4uiriu 79 a 3irme$a de uma con-icção popular0 Mas isso s1 tem lu/ar numa sociedade em 4ue a 3orma mercadoria se tornou a 3orma /eral dos produtos do tra al(o" onde" por conse/uinte" a relação dos (omens entre si como produtores e permutadores de mercadorias < a relação social dominante0 O 4ue mostra o /<nio de +rist1teles" < o 3acto de ele ter desco erto na e2pressão do -alor das mercadorias uma rela.4uando o seu -alor possui uma 3orma 3enomenal pr1pria" distinta da sua 3orma natural" a 3orma de -alor-de-trocaA e esta 3orma não a possui 4uando considerada isoladamente .4ue a mercadoria < -alor-de-uso e -alor-de-troca" contudo" para 3alar com ri/or" isso < 3also0 + mercadoria < -alor-de-uso ou o 7ecto de utilidade e valor.usando a terminolo/ia corrente .tendo por ase natural a desi/ualdade dos (omens e das suas 3orças de tra al(o0 O se/redo da e2pressão do -alor .a i/ualdade e a e4ui-al@ncia de todos os tra al(os" por4ue e na medida em 4ue são tra al(o (umano .a4uilo 4ue ela < realmente .?a -erdade WA acrescenta .

em relação a uma s1 mercadoria" o tecido0 'ontudo" a 3orma--alor simples . con-erte-se por si mesma numa 3orma mais completa0 J certo 4ue ela apenas e2prime o -alor de uma mercadoria + em uma s1 esp<cie de mercadoria di3erente dela0 Mas a esp<cie desta se/unda mercadoria < a solutamente indi3erente: 3ato" 3erro" tri/o" etc0 +s e2pressDes do -alor de uma mesma mercadoria tornam-se" portanto" tão -ariadas 4uantas as suas rela." e não o contr9rio: 4ue o seu -alor e a sua /rande$a do -alor deri-am da sua e2pressão como -alor-de-troca0 'ontudo" < essa precisamente a ilusão dos mercantilistas e dos seus modernos epB/onos" os Ferrier" os #anil(" etc0 +1" em como dos seus antBpodas" os modernos cai2eiros--ia7antes do li-re-cam ismo" tais como 8astiat e seus consortes0 Os mercantilistas pDem em rele-o so retudo o aspecto 4ualitati-o da e2pressão de -alor" conse4uentemente a 3orma-e4ui-alente da mercadoria" 4ue possui no din(eiro a sua 3orma aca adaA ao contr9rio" os modernos paladinos do li-re-cam ismo" tendo de desem araçar-se a todo o custo da sua mercadoria" 3a$em ressaltar o aspecto 4uantitati-o da 3orma--alor relati-a0 Para eles não e2iste" pois" nem -alor" nem /rande$a de -alor 3ora da sua e2pressão na relação de troca" isto <" praticamente s1 e2istem nas cotaçDes di9rias dos preços0 O escoc@s MacXeod" 4ue se imp>s a tare3a de adornar" com a maior erudição possB-el" a trapal(ada de preconceitos econ1micos da Xom ardstreet .o 7ecti-a. O n5mero das suas possB-eis e2pressDes do -alor < limitado apenas pelo n5mero das esp<cies de mercadorias di3erentes dela0.ou a sua e2pressão de -alor.numa contradição e2terna" isto <".relati-a. + e2pressão isolada do seu -alor trans3orma-se" assim" numa s<rie de e2pressDes simples 4ue se pode prolon/ar li-remente0 .3orma 4ue indica 4ue ele < imediatamente permut9-el ."sin/ular". simples" uma outra mercadoria re-este" por sua -e$" a 3orma de e4ui-alente simples0 +ssim" por e2emplo" na e2pressão do -alor relati-o do tecido" o 3ato apenas possui a 3orma-e4ui-alente . dessas coisas" o car9cter de seu -alor -" s1 nessa <poca < 4ue o produto do tra al(o se trans3orma /eralmente em mercadoria0 O produto do tra al(o ad4uire a 3orma-mercadoria 4uando o seu -alor ad4uire a 3orma de -alor-detroca" oposta : sua 3orma naturalA 4uando" portanto" ele < representado como a unidade em 4ue se 3unda esta contradição0 Da4ui resulta 4ue a 3orma simples assumida pelo -alor da mercadoria < tam <m a 3orma elementar so a 4ual o produto do tra al(o se apresenta como mercadoriaA e 4ue" portanto" o desen-ol-imento da 3orma-mercadoria coincide com o desen-ol-imento da 3orma--alor0 J e-idente a insu3ici@ncia da 3orma--alor simples" 3orma em rion9ria 4ue ter9 de so3rer uma s<rie de metamor3oses para c(e/ar : 3orma-preço0 'om e3eito" a 3orma simples apenas distin/ue entre o -alor e o -alor-de-uso de uma mercadoria" pondo-a em relação de troca com uma s) esp<cie de mercadoria" di3erente dela" em -e$ de representar a sua i/ualdade 4ualitati-a e a sua proporcionalidade 4uantitati-a com todas as outras mercadorias" =uando o -alor de uma mercadoria < e2presso nesta 3orma ./es de valor com outras mercadorias0+1a . na relação de duas mercadorias" relação em 4ue +" cujo -alor se pretende e2primir" 3i/ura imediatamente apenas como -alor-de-uso" en4uanto 4ue" pelo contr9rio" 8" na qual o -alor < e2presso" 3i/ura imediatamente apenas como -alor-de-troca0 + 3orma--alor simples de uma mercadoria <" portanto" a simples 3orma de mani3estação da contradição nela contida" entre -alor-de-uso e -alor0 O produto do tra al(o <" 4ual4uer 4ue se7a a 3orma social" -alor-de-uso ou o 7ecto 5tilA mas somente numa <poca determinada do desen-ol-imento (ist1rico da sociedade" em 4ue o tra al(o /asto na produção de o 7ectos 5teis re-este o car9cter de uma 4ualidade inerente .a rua dos /randes an4ueiros de Xondres -" constitui a sBntese aca ada dos mercantilistas supersticiosos e dos espBritos iluminados do li-re-cam ismo0 Um e2ame atento da e2pressão do -alor de + em 8 mostrou 4ue nessa relação a 3orma natural da mercadoria + 3i/ura apenas como -alor-de-uso" e a 3orma material da mercadoria 8 apenas como 3orma--alor0 + contradição interna entre o -alor-de-uso e o -alor" contida na mercadoria" mostra-se" portanto" ..

? .:De<eitos da <orma-&alor total ou dese"&ol&ida Desde lo/o" a e2pressão relati-a de -alor < incompleta" dado 4ue a s<rie dos seus termos nunca termina: a cadeia" de 4ue cada e4uação de -alor 3orma um dos elos" pode prolon/ar-se inde3inidamente : medida 4ue sur/em no-as esp<cies de mercadorias" 3ornecendo a mat<ria de no-as e2pressDes de -alor0 .da mercadoria ' ou E 2 da mercadoria G" etc0 (&M metros de tecido E 1 3ato" ou E 1M li ras de c(9" ou E 6M li ras de ca3<" ou E & onças de ouro" ou E 1U& tonelada de 3erro" etc0% 1: 6 <orma dese"&ol&ida do &alor relati&o O -alor de uma mercadoria (por e2emplo" o tecido% encontra-se a/ora representado em in5meros outros elementos .determinadas e concretas. Torna-se e-idente 4ue não < a troca 4ue re/ula a /rande$a de -alor de uma mercadoriaA pelo contr9rio" < a /rande$a do -alor da mercadoria 4ue re/ula as suas relaçDes de troca0 +: 6 <orma-e=ui&ale"te particular 'ada mercadoria (3ato" tri/o" c(9" 3erro" etc0% ser-e de e4ui-alente na e2pressão do -alor do tecido ." contido em cada e4ui-alente" apenas representa uma 3orma particular" isto <" uma mani3estação incompleta" do tra al(o (umano0 Gste tra al(o possui" < certo" a sua 3orma completa ou total de mani3estação no con7unto das suas 3ormas particulares0 Mas 3alta a unidade de 3orma e de e2pressão0 .Desse modo" esse -alor aparece ele mesmo pela primeira -e$ realmente como tra al(o (umano /en<rico" indistinto0.pode parecer 4ue < por acaso 4ue estas duas mercadorias são permut9-eis nessa determinada proporção0 ?a se/unda 3orma" pelo contr9rio" perce e-se imediatamente o 4ue esta apar@ncia esconde0 O -alor do tecido permanece o mesmo" 4uer se e2prima em -estu9rio" em ca3<" em 3erro" num sem n5mero de mercadorias di-ersas" pertencentes aos mais di-ersos possuidores0 ." contidas nos corpos das di-ersas mercadorias" representam outras tantas 3ormas particulares de reali$ação ou de mani3estação do tra al(o (umano puro e simples0 . e" portanto" de encarnação de -alor."determinado.com o mundo das mercadorias0 Gn4uanto mercadoria" ela < cidadã desse mundo.0 + mat<ria de 4ual4uer outra mercadoria torna-se o espel(o do -alor do tecido0++ .Forma-&alor total ou dese"&ol&ida $ da mercadoria + E u da mercadoria 8" ou E . Finalmente" se" como ter9 de acontecer" /enerali$armos esta 3orma" aplicando-a a todas as esp<cies de mercadorias" o teremos tantas s<ries di-ersas" e intermin9-eis de e2pressDes de -alor" 4uantas 3orem as mercadorias0 Os de3eitos da 3orma--alor relati-a desen-ol-ida re3lectem-se na 3orma-e4ui-alente 4ue l(e corresponde0 'omo a 3orma natural de cada esp<cie de mercadorias <" neste caso" uma 3ormae4ui-alente particular" ao lado de um sem-n5mero de outras 3ormas-e4ui-alentes particulares" apenas e2istem" em /eral" 3ormas-e4ui-alentes limitadas" 4ue se e2cluem umas :s outras0 I/ualmente" a esp<cie de tra al(o 5til" concreto .0 + 3orma natural de cada uma destas mercadorias < a/ora uma 3orma-e4ui-alente particular" ao lado de muitas outras0 I/ualmente as -9rias esp<cies de tra al(o 5til .0 +o mesmo tempo" a s<rie intermin9-el das suas e2pressDes mostra 4ue ao -alor das mercadorias < indi3erente a 3orma particular de -alor-de-uso 4ue ele re-este0 ?a primeira 3orma .Gm se/undo lu/ar" ela constitui um mosaico -arie/ado de e2pressDes de -alor di3erentes e descone2as0.não 79 apenas com uma 5nica esp<cie de mercadoria" mas. com todas as outras" .do mundo das mercadorias.&M metros de tecido E 1 3ato . =ual4uer outro tra al(o" se7a 4ual 3or a sua 3orma natural .costura" semeadura" e2tracção de 3erro ou de ouro" etc0 -" < a/ora considerado i/ual ao tra al(o incorporado no -alor do tecido" 4ue atesta assim o seu car9cter de tra al(o (umano0 + 3orma total do -alor relati-o pDe uma mercadoria em relação social .Desaparece a relação acidental de dois possuidores indi-iduais de mercadorias0.

+s 3ormas + e 8 apenas conse/uiram e2pressar o -alor de uma mercadoria como al/o de distinto do seu pr1prio -alor-de-uso ou da sua pr1pria mat<ria0 + primeira 3orma proporciona e4uaçDes deste /<nero: 1 3ato E &M metros de tecido" 1M li ras de c(9 E 1U& tonelada de 3erro" etc0 O -alor do 3ato < e2presso como al/o de i/ual ao tecido" o -alor do c(9 como al/o de i/ual ao 3erro" etc0A mas" estas e2pressDes do -alor do 3ato e do c(9 são tão di3erentes uma da outra como o tecido e o 3erro0 G-identemente 4ue esta 3orma apenas sur/e" na pr9tica" em <pocas primiti-as" 4uando os produtos do tra al(o s1 eram trans3ormados em mercadorias atra-<s de trocas acidentais e isoladas0 + se/unda 3orma e2prime" de um modo mais completo 4ue a primeira" a di3erença 4ue e2iste entre o -alor de uma mercadoria (por e2emplo" um 3ato% e o seu pr1prio -alor-de-uso0 'om e3eito" o -alor do 3ato assume aB todas as 3i/uras possB-eis em 3ace da sua 3orma naturalA al/o de i/ual ao tecido" ao c(9" ao 3erro" a tudo" e2cepto ao 3ato0 Por outro lado" esta 3orma torna impossB-el 4ual4uer e2pressão comum do -alor das mercadorias" pois 4ue" na e2pressão de -alor de uma mercadoria 4ual4uer" todas as outras 3i/uram como seus e4ui-alentes" sendo portanto incapa$ de e2primir o seu pr1prio -alor0 Gsta 3orma--alor desen-ol-ida sur/e na realidade 4uando um produto de tra al(o (por e2emplo" o /ado% se troca por outras mercadorias di3erentes" 79 não e2cepcionalmente" mas sim duma 3orma (a itual0 .+ 3orma--alor relati-a total ou desen-ol-ida consiste" toda-ia" apenas numa soma de e2pressDes relati-as simples ou de e4uaçDes da primeira 3orma" tais como: &M metros de tecido E 1 3ato0 &M metros de tecido E 1M li ras de c(9" etc0" em 4ue cada uma cont<m reciprocamente a e4uação id@ntica: 1 3ato E &M metros de tecido 1M li ras de c(9 E &M metros de tecido" etc0 De 3acto" se o possuidor do tecido o troca por muitas outras mercadorias" e2primindo portanto o seu -alor numa s<rie de outras tantas mercadorias" então os possuidores das outras mercadorias t@m necessariamente de troc9-las por tecido" e2primindo os -alores das suas di-ersas mercadorias numa s1 e mesma mercadoria: o tecido0 Portanto" se in-ertermos a s<rie: &M metros" de tecido E 1 3ato" ou E 1M li ras de c(9" etc0" isto <" se e2primimos a recBproca 4ue aB est9 79 implicitamente contida" o teremos: C -Forma 9eral do &alor 1 3ato E 1M li ras de c(9 E 6M li ras de ca3< E & onças de ouro E 1U& tonelada de 3erro E 2 de mercadoria + E etc0 E E E E E E E E E &M metros de tecido 1: Muda"ça de car@cter da <orma-&alor +s mercadorias e2primem a/ora os seus -alores: 1Y .de uma maneira simples" pois 4ue o e2primem numa 5nica mercadoriaA &Y .unitariamente" pois 4ue o e2primem na mesma mercadoria0 + sua 3orma--alor < simples e comum" e portanto geral.

o desen-ol-imento da primeira não < mais 4ue o resultado e a e2pressão do desen-ol-imento da se/unda0 J desta 4ue parte a iniciati-a0 + 3orma--alor relati-a simples ou isolada de uma mercadoria pressupDe uma outra mercadoria .?a e2pressão /eral do -alor relati-o" pelo contr9rio" cada mercadoria (tal como 3ato" ca3<" 3erro" etc0% possui uma s1 e mesma 3orma--alor (por e2emplo" a 3orma tecido% di3erente da sua 3orma natural0 Gm -irtude desta i/ualdade com o tecido" o -alor de cada mercadoria < a/ora distinto" não s1 do seu pr1prio -alor-de-uso" mas tam <m de todos os outros -alores-de-uso" sendo" por isso mesmo" representado como o car9cter comum e indistinto de todas as mercadorias0 Gsta 3orma < a primeira a relacionar as mercadorias entre si como -alores" 3a$endo-as aparecer umas em 3ace das outras como -alores-de-troca0 +s duas primeiras 3ormas e2primem o -alor de uma mercadoria 4ual4uer" se7a numa 5nica mercadoria de esp<cie di3erente" se7a numa s<rie de muitas outras mercadorias0 Gm am os os casos <" por assim di$er" assunto pri-ado de cada mercadoria sin/ular atri uir-se uma 3orma--alor" sem inter3er@ncia das outras mercadorias0 Gstas desempen(am" em 3ace dela" o papel puramente passi-o de e4ui-alente0 +o in-<s" a 3orma--alor relati-a /eral apenas sur/e como o ra comum das mercadorias no seu con7unto0 Uma mercadoria s1 ad4uire a sua e2pressão /eral de -alor por4ue" ao mesmo tempo" todas as outras mercadorias e2primem os seus -alores no mesmo e4ui-alente" tendo cada no-a esp<cie de mercadoria de 3a$er o mesmo0 'om isso" tona-se e-idente 4ue as mercadorias 4ue" do ponto de -ista do -alor" são coisas puramente sociais" tam <m s1 podem e2primir essa exist0ncia social atra-<s da totalidade das suas relaçDes recBprocas" tendo a sua 3orma--alor de ser" portanto" uma 3orma socialmente -9lida0 + 3orma natural da mercadoria 4ue se torna e4ui-alente comum (o tecido%" < a/ora a 3orma o3icial dos -alores0 J assim 4ue as mercadorias re-elam umas :s outras" não somente a sua i/ualdade 4ualitati-a . do tra al(o contido em 1 li ra de c(90 + 3orma--alor relati-a /eral do mundo das mercadorias imprime : mercadoria e4ui-alente" e2cluBda desse mundo" o car9cter de e4ui-alente /eral0 . mostra" pela sua pr1pria estrutura" 4ue ela < a e2pressão social do mundo das mercadorias0 )e-ela" por conse/uinte" 4ue nesse mundo das mercadorias o seu car9cter especi3icamente social < constituBdo pelo car9cter uni-ersalmente (umano do tra al(o0 +: 5elação e"tre o dese"&ol&ime"to da <orma-&alor relati&a e o da <orma-e=ui&ale"te + 3orma-e4ui-alente desen-ol-e-se simultaneamente e /radualmente com a "orma relati-aA mas . o tecido < a/ora imediatamente permut9-el por todas as outras mercadorias0 .+ sua pr1pria 3orma natural < a 3i/ura comum do -alor desse mundoA por isso. + sua 3orma natural <" portanto" ao mesmo tempo" a sua 3orma social0 + tecela/em" o tra al(o pri-ado 4ue produ$ o tecido" ad4uire por isso mesmo o car9cter de tra al(o social" a 3orma de i/ualdade com todos os outros tra al(os0 +s in5meras e4uaçDes de 4ue se compDe a 3orma--alor /eral e4uiparam o tra al(o reali$ado no tecido com o tra al(o contido em cada mercadoria 4ue sucessi-amente < comparada com ele" trans3ormando a tecela/em na 3orma /en<rica de mani3estação do tra al(o (umano .+ sua 3orma corp1rea apresenta-se como a incarnação -isB-el" a materiali$ação comum" social de todo o tra al(o (umano0.em /eral.como -alores em /eral.e < necess9rio acentuar em isso -.0 Deste modo" o tra al(o o 7ecti-ado no -alor das mercadorias não < representado somente duma 3orma ne/ati-a" isto <" como uma a stracção em 4ue se diluem as 3ormas concretas e as propriedades 5teis do tra al(o realA o 4ue a/ora ressalta nitidamente < a sua nature$a positi-a0 J a redução de todos os tra al(os reais ao seu car9cter comum de tra al(o (umano" de disp@ndio da mesma 3orça (umana de tra al(o0 + 3orma--alor /eral . de -alor0 +s /rande$as de -alor" pro7ectadas como 4ue so re um mesmo espel(o" o tecido" re3lectem-se reciprocamente0 G2emplo: 1M li ras de c(9 E &M metros de tecido e *M li ras de ca3< E &M metros de tecido0 Portanto: 1M li ras de c(9 E 6M li ras de ca3<" ou então: em 1 li ra de ca3< e2iste apenas 1U6 ." mas ainda as suas di3erenças 4uantitati-as .como /rande$as compar9-eis.da su st!ncia de -alor" ou se7a.4ue representa os produtos do tra al(o como simples cristali$açDes de tra al(o (umano indistinto.

4ual4uer como e4ui-alente acidental . /an(a consist@ncia o 7ecti-a" ad4uirindo -alidade social uni-ersal0 + mercadoria especial com cu7a 3orma natural a 3orma-e4ui-alente pouco a pouco se identi3ica na sociedade" torna-se mercadoria-din(eiro ou 3unciona como din(eiro0 + sua 3unção social especB3ica" e portanto o seu monop1lio social" consiste em desempen(ar o papel de e4ui-alente uni-ersal no mundo das mercadorias0 Gntre as mercadorias 4ue" na 3orma 8" 3i/uram como e4ui-alentes particulares do tecido" e 4ue" so a 3orma '" e2primem con7untamente no tecido o seu -alor relati-o" 3oi o ouro 4ue con4uistou (istoricamente esse pri-il</io0 Gntão" su stituindo na 3orma ' a mercadoria-tecido pela mercadoria-ouro" teremos: .&M metros de tecido E 1 3ato .0 .&M metros de tecido" E 1 3ato" ou E 1M li ras de c(9" ou E 1 al4ueire de tri/o etc0 -" uma esp<cie de mercadoria pode desen-ol-er completamente o seu -alor relati-o e re-estir a 3orma-alor relati-a total" por4ue" e na medida em 4ue" todas as outras mercadorias se encontram em 3ace dela so a 3orma-e4ui-alente0 ?este caso 79 se não podem in-erter os dois termos da e4uação sem mudar por completo o seu car9cter" con-ertendo-a de 3orma--alor total em 3orma--alor /eral0 Finalmente" a 5ltima 3orma" a 3orma '" 3ornece ao con7unto das mercadorias uma e2pressão /eral e social do -alor relati-o" por4ue" e na medida em 4ue" e2clui da 3orma-e4ui-alente . Portanto" so esta 5ltima 3orma" o mundo das mercadorias s1 possui uma 3orma--alor relati-a social e /eral" por4ue todas as mercadorias 4ue dele 3a$em parte são e2cluBdas da 3orma-e4ui-alente ou da 3orma so 4ue são imediatamente permut9-eis0 Pelo contr9rio" a mercadoria 4ue 3unciona como e4ui-alente /eral (o tecido" por e2emplo% não pode participar da 3orma--alor relati-a /eralA para isso" seria necess9rio 4ue ela pudesse ser-ir de e4ui-alente a si mesma0 O terBamos então: &M metros de tecido E &M metros de tecido" tautolo/ia 4ue não e2prime nem -alor nem /rande$a de -alor0 Para e2primir o -alor relati-o do e4ui-alente /eral" teremos de ler a 3orma ' ao contr9rio0 Gle não possui nen(uma 3orma relati-a comum :s outras mercadorias" mas o seu -alor e2prime-se relati-amente na s<rie intermin9-el de todas as outras mercadorias0 + 3orma--alor relati-a desen-ol-ida" ou 3orma 8" aparece-nos assim a/ora como a 3orma especB3ica em 4ue a mercadoria 4ue ser-e de e4ui-alente /eral e2prime o seu pr1prio -alor .relati-o. todas as mercadorias" com e2cepção de uma s10 Uma mercadoria (o tecido% encontra-se" conse4uentemente" so a 3orma de permuta ilidade imediata com todas as outras mercadorias ."unit9ria.ou so 3orma directamente social.0 Toda-ia" na mesma medida em 4ue se desen-ol-e a 3orma--alor em /eral" desen-ol-e-se tam <m a contradição entre os seus dois p1los: -alor relati-o e e4ui-alente0 H9 a primeira 3orma--alor ."particular.:!ra"sição da <orma-&alor 9eral A <orma-di"4eiro + 3orma-e4ui-alente /eral < uma 3orma do -alor em /eral0 Pode" pois" ca er a 4ual4uer mercadoria0 Por outro lado" uma mercadoria s1 pode encontrar-se so esta 3orma (3orma '% " por4ue e na medida em 4ue ela pr1pria < e2cluBda por todas as outras mercadorias" como e4ui-alente0 G s1 a partir do momento em 4ue este car9cter e2clusi-o se 3i2a de3initi-amente numa certa esp<cie de mercadoria" < 4ue a 3orma--alor relati-a .0 + 3orma--alor relati-a desen-ol-ida" essa e2pressão do -alor de uma mercadoria em todas as outras" a todas imprime a 3orma de e4ui-alentes particulares de esp<cie di3erente0 Finalmente" uma mercadoria especB3ica ad4uire a 3orma de e4ui-alente /eral" por4ue todas as outras mercadorias 3a$em dela a mat<ria da sua 3orma--alor relati-a /eral ./eral." por4ue" e na medida em 4ue" estas não se encontram nessa situação0+.unit9ria do mundo das mercadorias.cont<m esta contradição" mas sem a 3i2ar0 ?esta e4uação" um dos termos (o tecido% encontra-se so a 3orma--alor relati-a" e o termo oposto (o 3ato% so a 3orma-e4ui-alente0 Se por<m lermos essa e4uação ao contr9rio" o tecido e o 3ato mudam muito simplesmente de papel" mas a 3orma da e4uação permanece inalterada0 +ssim" < di3Bcil 3i2ar neste caso a contradição entre os dois termos0 So a 3orma 8 .

D . em trocas isoladas" 4uer como e4ui-alente particular ao lado de outros e4ui-alentes0 Pouco a pouco passou a 3uncionar" dentro de limites mais ou menos lar/os" como e4ui-alente /eral0 +o con4uistar o monop1lio dessa posição na e2pressão do -alor do mundo mercantil" tornou-se mercadoria-din(eiro e" somente a partir do momento em 4ue 79 se tornou mercadoria-din(eiro" < 4ue a 3orma D se distin/ue da 3orma '" ou 4ue a 3orma--alor /eral se trans3orma em 3orma-din(eiro0 + e2pressão simples do -alor relati-o de uma mercadoria (do tecido" por e2emplo% na mercadoria 4ue 3unciona 79 como din(eiro (por e2emplo o ouro% < a "orma-pre.o. E E E E E E E E E E & onças de ouroA ?a transição da 3orma + : 3orma 8 e da 3orma 8 : 3orma ' ocorrem mudanças essenciais0 + 3orma D" pelo contr9rio" em nada di3ere da 3orma '" a não ser no 3acto 4ue a/ora < o ouro 4ue possui" em -e$ do tecido" a 3orma-e4ui-alente /eral0 O pro/resso consiste simplesmente em 4ue a 3orma de permuta ilidade imediata e uni-ersal" ou a 3orma de e4ui-alente /eral" se incorporou de3initi-amente .Forma-dinheiro 7+3a8 '1 metros de tecido 2 3 "ato 2 31 libras de chá 2 41 libras de ca"( 2 35' tonelada de "erro 2 x da mercadoria 6 2 etc.por 3orça da pr9tica social. + 3orma-preço do tecido < portanto: &M metros de tecido E & onças de ouro" ou" se & li ras esterlinas 3or a desi/nação monet9ria de & onças de ouro" &M metros de tecido E & li ras esterlinas0 + di3iculdade no conceito de 3orma-din(eiro reside simplesmente na compreensão da 3ormae4ui-alente /eral" ou se7a" a 3orma--alor /eral" a 3orma '0 Gsta analisa-se na 3orma--alor desen-ol-ida" a 3orma 8" e o elemento constituinte desta 5ltima < a 3orma +: &M metros de tecido E 1 3ato" ou 2 da mercadoria + E P da mercadoria 80 + 3orma simples da mercadoria <" por conse/uinte" o /erme da 3orma-din(eiro0 Secção O Fetic4ismo da Mercadoria e o Seu Se9redo + primeira -ista" uma mercadoria parece uma coisa tri-ial e 4ue se compreende por si mesma0 Pela nossa an9lise mostr9mos 4ue" pelo contr9rio" < uma coisa muito comple2a" c(eia de su tile$as meta3Bsicas e de ar/5cias teol1/icas0 Gn4uanto -alor-de-uso" nada de misterioso e2iste nela" 4uer satis3aça pelas suas propriedades as necessidades do (omem" 4uer as suas propriedades se7am produto do tra al(o (umano0 J e-idente 4ue a acti-idade do (omem trans3orma as mat<rias 4ue a nature$a 3ornece de modo a torn9-las 5teis0 Por e2emplo" a 3orma da madeira < alterada" ao 3a$er-se dela uma mesa0 'ontudo" a mesa continua a ser madeira" uma coisa -ul/ar" material0 Mas a partir do . na 3orma natural e especB3ica do ouro0 O ouro s1 desempen(a o papal de dinheiro em 3ace das outras mercadorias na medida em 4ue 79 anteriormente desempen(a-a em 3ace delas o papel de mercadoria.como e4ui-alente sin/ular. Tal como todas elas" ele 3unciona-a como e4ui-alente 4uer acidentalmente .

na 4ual a4uela se representa. não tem a -er a solutamente nada com a sua nature$a 3Bsica .momento em 4ue sur/e como mercadoria" as coisas mudam completamente de 3i/ura: trans3orma-se numa coisa a um tempo palp9-el e impalp9-el0 ?ão se limita a ter os p<s no c(ãoA 3ace a todas as outras mercadorias" apresenta-se" por assim di$er" de ca eça para ai2o" e da sua ca eça de madeira saem capric(os mais 3ant9sticos do 4ue se ela começasse a dançar0+O car9cter mBstico da mercadoria não pro-<m" pois" do seu -alor-de-uso0 ?ão pro-<m tão pouco dos 3actores determinantes do -alor0 'om e3eito" em primeiro lu/ar" por mais -ariados 4ue se7am os tra al(os 5teis ou as acti-idades produti-as" < uma -erdade 3isiol1/ica 4ue eles são" antes de tudo" 3unçDes do or/anismo (umano e 4ue toda a 3unção semel(ante" 4uais4uer 4ue se7am o seu conte5do e a sua 3orma" < essencialmente um disp@ndio de c<re ro" de ner-os" de m5sculos" de 1r/ãos" de sentidos" etc0" do (omem0 Gm se/undo lu/ar" no 4ue respeita :4uilo 4ue determina a /rande$a do -alor ./lo al.] J por este 4uipro4u1 4ue esse produtos se con-ertem em mercadorias" coisas a um tempo sensB-eis e suprasensB-eis (isto" <" coisas sociais% 0Tam <m a impressão luminosa de um o 7ecto so re o ner-o 1ptico não se apresenta como uma e2citação su 7ecti-a do pr1prio ner-o" mas como a 3orma sensB-el de al/uma coisa 4ue e2iste 3ora do ol(o0 Mas" no acto da -isão" a lu$ < realmente pro7ectada por um o 7ecto e2terior so re um outro o 7ecto" o ol(oA < uma relação 3Bsica entre coisas 3Bsicas0 +o in-<s" a 3orma mercadoria e a relação de -alor dos produtos do tra al(o .0 Dado 4ue os produtores s1 entram em contacto social pela troca dos seus produtos" < s1 no 4uadro desta troca 4ue se a3irma tam <m o car9cter . de -alor dos produtos do tra al(oA a medida do disp@ndio da 3orça de tra al(o (umana" pela sua duração" ad4uire a 3orma de /rande$a de -alor dos produtos do tra al(oA 3inalmente" as relaçDes entre os produtores" nas 4uais se a3irmam as determinaçDes sociais dos seus tra al(os" ad4uirem a 3orma de uma relação social dos produtos do tra al(o0 .0 J somente uma relação social determinada entre os pr1prios (omens 4ue ad4uire aos ol(os deles a 3orma 3antasma/1rica de uma rela.especi3icamente.#o entre coisas.o 7ecti-a da i/ualdade. Gn3im" desde 4ue os (omens tra al(am uns para os outros" independentemente da 3orma como o 3a$em" o seu tra al(o ad4uire tam <m uma 3orma social0 Donde pro-<m" portanto" o car9cter eni/m9tico do produto do tra al(o" lo/o 4ue ele assume a 3orma-mercadoriaF G-identemente" dessa mesma 3orma0 + i/ualdade dos tra al(os (umanos ad4uire a 3orma . Para encontrar al/o de an9lo/o a este 3en1meno" < necess9rio procur9-lo na re/ião ne ulosa do mundo reli/ioso0 +B os produtos do c<re ro (umano parecem dotados de -ida pr1pria" entidades aut1nomas 4ue mant@m relaçDes entre si e com os (omens0 O mesmo se passa no mundo mercantil com os produtos da mão do (omem0 J o 4ue se pode c(amar o 3etic(ismo 4ue se a3erra aos produtos do tra al(o lo/o 4ue se apresentam como mercadorias" sendo" portanto" insepar9-el deste modo-de-produção0 .Gste car9cter 3etic(e do mundo das mercadorias decorre" como mostrou a an9lise precedente" do car9cter social pr1prio do tra al(o 4ue produ$ mercadorias0. como se 3ossem propriedades sociais inerentes a essas coisasA e" portanto" re3lecte tam <m a relação social dos produtores com o tra al(o /lo al como se 3osse uma relação social de coisas e2istentes para al(m deles. Os o 7ectos 5teis s1 se tornam em /eral mercadorias por4ue são produtos de tra al(os pri-ados" e2ecutados independentemente uns dos outros0 O con7unto destes tra al(os pri-ados constitui o tra al(o social .nem com as relaçDes materiais dela resultantes.O car9cter misterioso da 3orma-mercadoria consiste" portanto" simplesmente em 4ue ela apresenta aos (omens as caracterBsticas sociais do seu pr1prio tra al(o como se 3ossem caracter7sticas objectivas dos pr)prios produtos do trabalho. social dos seus tra al(os pri-ados0 Ou mel(or" os tra al(os pri-ados mani3estam-se na realidade como 3racçDes do tra al(o social /lo al apenas atra-<s das relaçDes 4ue a troca esta elece entre os produtos do tra al(o e" por interm<dio destes" entre os produtores0 DaB resulta 4ue para estes .isto <" a duração da4uele disp@ndio ou a 4uantidade de tra al(o -" não se pode ne/ar 4ue essa 4uantidade de tra al(o se distin/ue claramente da sua 4ualidade0 Gm todas as <pocas sociais" o tempo necess9rio para produ$ir os meios de su sist@ncia interessou necessariamente os (omens" em ora de modo desi/ual" de acordo com o est9dio de desen-ol-imento da ci-ili$ação0 +.

de produtos al(eios. de modo 4ue o car9cter de -alor destes o 7ectos < 79 tomado em consideração na sua pr1pria produção0 + partir desse momento" os tra al(os pri-ados dos produtores ad4uirem" de 3acto" um duplo car9cter social0 Por um lado" como tra al(os 5teis .sociais./es materiais entre pessoas e.0 Somente com o tempo o (omem procurar9 deci3rar o sentido do (iero/li3o" penetrar nos se/redos da o ra social para a 4ual contri ui" pois a trans3ormação dos o 7ectos 5teis em -alores < um produto da sociedade.Apor e2emplo" uma tonelada de aço e duas onças de ouro t@m i/ual -alor" tal como uma li ra de ouro e uma li ra de 3erro t@m i/ual peso" apesar das .isto <" < e4ui-alente a 4ual4uer outra esp<cie de tra al(o pri-ado 5til0 + i/ualdade de tra al(os 4ue di3erem toto coelo (CC% uns dos outros s1 pode consistir numa abstrac./es sociais entre coisas. =uando os produtores relacionam os produtos do seu tra al(o a tBtulo de -alores" não < 4ue eles -e7am neles um simples in-1lucro so o 4ual se esconde um tra al(o (umano id@nticoA pelo contr9rio" ao considerarem i/uais na troca os seus di-ersos produtos" pressupDem com isso 4ue os seus di3erentes tra al(os são i/uais0 Gles 3a$em-no sem o sa er +/0 Portanto" o -alor não tem" escrito na 3ronte" o 4ue ele <0 Xon/e disso" ele trans3orma cada produto do tra al(o num (iero/li3o .o 7ecti-a. social dos mais di-ersos tra al(os .especi3icamente.determinados.#o da sua desigualdade real.o car9cter socialmente 5til dos seus tra al(os pri-ados" no 3acto de o produto do tra al(o ter de ser 5til" e 5til aos outrosA e o car9cter social de i/ualdade dos di3erentes tra al(os. pura e simplesmente a e2pressão do tra al(o (umano /asto na sua produção" marca uma <poca na (ist1ria do desen-ol-imento da (umanidade" mas não dissipou de modo al/um a 3antasma/oria 4ue 3a$ aparecer o car9cter social do tra al(o como uma 4ualidade das coisas" dos pr1prios produtos0 O 4ue < -erdadeiro apenas para esta 3orma particular de produção" a produção mercantil WA a sa er" 4ue o car9cter ." de-em satis3a$er uma determinada necessidade social" a3irmando-se portanto como partes inte/rantes do tra al(o /lo al" isto <" do sistema de di-isão social do tra al(o 4ue se 3orma espontaneamenteA por outro lado" s1 satis3a$em as di-ersas necessidades dos pr1prios produtores" na medida em 4ue cada esp<cie de tra al(o pri-ado 5til < permut9-el . no car9cter comum de -alor desses o 7ectos materialmente di3erentes os produtos do tra al(o0. < 4ue o terão em troca dos seus produtos" isto <" as proporçDes em 4ue eles se trocam0 + partir do momento em 4ue estas proporçDes passaram a ter uma certa 3i2ide$" produ$ida pelo (9 ito" elas parecer-l(e-ão pro-ir da pr1pria nature$a dos produtos do tra al(o0 Parece e2istir nessas coisas uma propriedade de se trocarem em proporçDes determinadas" tal como as su st!ncias 4uBmicas se com inam com proporçDes 3i2as . rela. Somente pela troca < 4ue os produtos do tra al(o ad4uirem" como -alores" uma e2ist@ncia social id@ntica e uni3orme" distinta da sua e2ist@ncia material e multi3orme como o 7ectos 5teis0 Gsta cisão do produto do tra al(o" em o 7ecto 5til e o 7ecto de -alor" s1 te-e lu/ar na pr9tica a partir do momento em 4ue a troca ad4uiriu e2tensão e import!ncia astantes para 4ue passassem a ser produ$idos o 7ectos 5teis em vista da troca. na redução ao seu car9cter comum de disp@ndio de 3orça (umana" de tra al(o (umano a stracto" e < somente a troca 4ue opera esta redução" pondo em presença uns dos outros" num p< de i/ualdade" os produtos dos mais di-ersos tra al(os0 O duplo car9cter social dos tra al(os pri-ados apenas se re3lecte no c<re ro dos produtores so as 3ormas em 4ue se mani3estam no tr93ico concreto" na troca dos produtosA .5ltimos" as relaçDes .pri-ados" independentes uns dos outros.social. tal como o < a lin/ua/em0 + recente desco erta cientB3ica" de 4ue os produtos do tra al(o" en4uanto -alores" são ." consiste na sua i/ualdade como tra al(o (umano" e re-este uma 3orma o 7ecti-a" a 3orma--alor dos produtos do tra al(o -" isso parece aos ol(os dos (omens imersos nas en/rena/ens das relaçDes da produção de mercadorias" (o7e como antes da4uela desco erta" tão de3initi-a e tão natural como a 3orma /asosa do ar 4ue permaneceu id@ntica mesmo depois da desco erta dos seus elementos 4uBmicos0 O 4ue na pr9tica interessa em primeiro lu/ar aos 4ue trocam produtos < sa er 4ue 4uantidade . dos seus tra al(os pri-ados aparecem tal como s#o. ou se7a" não como relaçDes imediatamente sociais entre pessoas nos seus pr1prios tra al(os" mas antes como 8rela.

4ue" pelo contr9rio" se l(es apresentam 79 como imut9-eis -" mas do seu sentido 5ltimo0 +ssim" 3oi somente a an9lise do preço das mercadorias 4ue condu$iu : determinação da /rande$a do -alor" e somente a comum e2pressão das mercadorias em din(eiro le-ou : 3i2ação do seu car9cter de -alor0 Ora" < precisamente esta 3orma aca ada do mundo das mercadorias" a sua 3orma-din(eiro" 4ue" em -e$ de re-elar" dissimula o car9cter social dos tra al(os pri-ados e as relaçDes sociais entre os produtores0 =uando di/o 4ue o tri/o" um 3ato" otas se relacionam com o tecido como incarnação /eral do tra al(o (umano a stracto" a 3alsidade e o a surdo desta e2pressão salta lo/o : -ista0 Mas 4uando os produtores destas mercadorias as relacionam ao tecido . +s cate/orias da economia ur/uesa são 3ormas de pensamento 4ue t@m uma -erdade o 7ecti-a" en4uanto re3lectem relaçDes sociais reais" mas estas relaçDes pertencem somente a esta (poca hist)rica determinada" em 4ue a produção mercantil < o modo de produção social0 Se encararmos outras 3ormas de produção" lo/o -eremos desaparecer todo este misticismo . 4ue o scurece os produtos do tra al(o no perBodo actual0 Uma -e$ 4ue a economia polBtica /osta das robinsonadas.e das acçDes. das mercadoriasA mas a sua desco erta" mostrando em ora 4ue a /rande$a de -alor não se determina ao acaso" como poder9 parecer" não 3a$ com isso desaparecer a 3orma 4ue representa esta 4uantidade como uma relação de /rande$a entre as coisas" entre os pr1prios produtos do tra al(o0 + re3le2ão so re as 3ormas da -ida social" e por conse/uinte a sua an9lise cientB3ica" se/ue um camin(o completamente oposto ao do mo-imento real0 'omeça depois dos 3actos consumados" 79 com os resultados do processo de desen-ol-imento0 +s 3ormas 4ue imprimem aos produtos do tra al(o a marca de mercadorias e 4ue por isso são pressuposto da sua circulação" possuem" tam <m elas" 79 a 3i2ide$ de 3ormas naturais da -ida social" antes 4ue os (omens procurem dar-se conta" não do car9cter (ist1rico destas ./lo al. aparecem-l(es precisamente so esta 3orma a surda0 ."sortil</io e ma/ia.relati-os.4ue os tra al(os pri-ados e2ecutados independentemente uns dos outros" mas inteiramente interdependentes como rami3icaçDes espont!neas do sistema da di-isão social do tra al(o" são constantemente redu$idos : sua medida socialmente proporcional0 G por4u@F Por4ue nas relaçDes de troca" acidentais e sempre -ari9-eis" dos seus produtos" o tempo de tra al(o social necess9rio : sua produção impDe-se 3orçosamente como lei re/uladora natural" tal como a lei da /ra-idade se 3a$ sentir a 4ual4uer pessoa 4uando a sua casa desa a so re a sua ca eça0+0 + determinação da /rande$a de -alor pela duração do tra al(o <" portanto" um se/redo escondido so o mo-imento aparente dos -alores . 0 De 3acto" o car9cter de -alor dos produtos do tra al(o s1 se 3i2a 4uando eles se determinam como /rande$as de -alor0 Gstas 5ltimas mudam sem cessar" independentemente da -ontade e das pre-isDes .São 3ormas destas 4ue constituem as cate/orias da economia ur/uesa0. -isitemos então )o inson na sua il(a0+1 Gm ora naturalmente modesto" nem por isso tem menos necessidades di3erentes a satis3a$er" sendol(e necess9rio e2ecutar tra al(os 5teis de -9rias esp<cies" por e2emplo" 3a ricar m1-eis" 3a$er utensBlios" domesticar animais" pescar" caçar" etc0 +cerca das suas oraçDes e outras a/atelas semel(antes nada temos a di$er" pois 4ue o nosso )o inson encontra nisso o seu pra$er" considerando essas acti-idades como uma distracção toni3icante0 +pesar da -ariedade das suas 3unçDes produti-as" ele sa e 4ue elas são apenas as di-ersas 3ormas pelas 4uais se a3irma o pr1prio )o inson" isto <" são simplesmente modos" di-ersos de tra al(o (umano0 +s pr1prias necessidades o ri/am-no a di-idir o seu tempo pelas di3erentes ocupaçDes0 O 3acto de uma ocupar um maior" e outra um menor lu/ar no con7unto dos seus tra al(os" depende da maior ou menor di3iculdade 4ue tem de -encer para conse/uir o resultado 5til 4ue tem em -ista0 J a e2peri@ncia 4ue l(o ensina" e o . da4ueles 4ue trocam mercadorias" aos ol(os de 4uem o seu pr1prio mo-imento social toma assim a 3orma de um mo-imento de coisas" mo-imento 4ue os diri/e em -e$ de serem eles a diri/i-lo0 J necess9rio 4ue a produção mercantil se ten(a completamente desen-ol-ido" para 4ue da pr1pria e2peri@ncia decorra esta -erdade cientB3ica: .suas di3erentes 4ualidades 3Bsicas e 4uBmicas.ou ao ouro ou : prata" o 4ue -em a dar no mesmo -" como e4ui-alente /eral" as relaçDes entre os seus tra al(os pri-ados e o con7unto do tra al(o social .

nosso (omem 4ue sal-ou do nau3r9/io rel1/io" li-ro-ra$ão" pena e tinta" não tarda" como om in/l@s 4ue <" a anotar todos os seus actos di9rios0 O seu in-ent9rio cont<m a descrição dos o 7ectos 5teis 4ue possui" dos di3erentes modos de tra al(o 4ue a sua produção e2i/iu e" 3inalmente" do tempo de tra al(o 4ue l(e custaram" em m<dia" determinadas 4uantidades destes di-ersos produtos0 Todas as relaçDes de )o inson com as coisas" 4ue 3ormam a ri4ue$a 4ue ele pr1prio criou" são de tal modo simples e transparentes 4ue 4ual4uer po re de espBrito as poderia compreender sem /rande es3orço intelectual0 G" no entanto" estão aB contidas todas as determinaçDes essenciais do -alor0 Passemos a/ora da il(a luminosa de )o inson para a som ria Idade M<dia europeia0 Gm -e$ do (omem independente" todos a4ui se encontram dependentes: ser-os e sen(ores" -assalos e suseranos" lei/os e cl<ri/os0 Gsta depend@ncia pessoal caracteri$a tanto as relaçDes sociais da produção material" como todas as outras es3eras da -ida assentes so re ela0 G < precisamente por4ue a sociedade se aseia na depend@ncia pessoal 4ue todas as relaçDes sociais nos aparecem como relaçDes entre pessoas0 Por isso" os di-ersos tra al(os e os seus produtos não t@m necessidade de assumir uma 3i/ura 3ant9stica distinta da sua realidade0 Sur/em .sem necessidade de recorrer a um +dam Smit( .socialmente plani3icada. na . " ou se7a" a associação imediata" não precisamos de nos reportarmos : sua 3orma natural primiti-a . Uma parte ser-e de no-o como meio de produção" permanecendo social A mas a outra parte < consumida .4ue < uma 4uantidade determinada da sua 3orça de tra al(o pessoal 4ue ele dispende ao ser-iço do seu sen(or0 O dB$imo a pa/ar ao cura < em mais claro 4ue a @nção deste0 'omo 4uer 4ue 7ul/uemos os pap<is 4ue os (omens desempen(am nesta sociedade . nB-el de desen-ol-imento (ist1rico dos tra al(adores0 Supon(amos" apenas para esta elecer um paralelo com a produção mercantil" 4ue a parte a repartir por cada tra al(ador se7a proporcional ao seu tempo de tra al(o0 O tempo de tra al(o desempen(ar9 assim um duplo papel0 Por um lado" a sua distri uição ." tal como nos aparece no limiar da (ist1ria de todos os po-os ci-ili$ados0+2 Temos um e2emplo em perto de n1s" na ind5stria rural e patriarcal de uma 3amBlia de camponeses 4ue produ$" para as suas pr1prias necessidades" /ado" tri/o" tecido" lin(o" -estu9rio" etc0 Gstes di3erentes o 7ectos apresentam-se : 3amBlia como os produtos di-ersos do seu tra al(o" não se apresentando reciprocamente como mercadorias0 Os di3erentes tra al(os 4ue criam estes produtos . di-isão do tra al(o0 São as condiçDes naturais" -ari9-eis com a mudança das estaçDes" em como as di3erenças de idade e de se2o" 4ue re/ulam na 3amBlia a distri uição do tra al(o e a sua duração para cada mem ro da 3amBlia0 O disp@ndio das 3orças de tra al(o indi-iduais medido pelo tempo da sua duração aparece a4ui directamente como car9cter social dos pr1prios tra al(os" uma -e$ 4ue as 3orças de tra al(o indi-iduais 3uncionam .de tra al(o. como ser-iços e prestaçDes em esp<cie0 J tam <m a 3orma natural do tra al(o" a sua particularidade e não a sua /eneralidade" o seu car9cter a stracto" como na produção mercantil -" 4ue < a4ui a sua 3orma ." as relaçDes sociais das pessoas nos seus tra al(os respecti-os a3irmam-se com toda a nitide$ como as suas pr1prias relaçDes pessoais.espont!nea."espont!nea. não se dissimulando em relaçDes sociais das coisas" dos produtos do tra al(o0 Para encontrarmos o tra al(o comum .no mecanismo social. indi-iduais como uma 5nica 3orça de tra al(o social0 Tudo o 4ue dissemos do tra al(o de )o inson repete-se a4uiA mas a/ora socialmente e não indi-idualmente0 Todos os produtos de )o inson eram seu produto pessoal e e2clusi-o e portanto o 7ectos de utilidade imediata para ele0 O produto total da re3erida reunião de tra al(adores < um produto social.são" desde lo/o" na sua 3orma natural" 3unçDes sociais. " de-endo" por isso" repartir-se entre todos0 O modo de repartição -ariar9 se/undo o or/anismo de produção da sociedade e o ."directamente social. apenas como 1r/ão da 3orça .correspondente. como meio de su sist@ncia.naturalmente.directamente. pois 4ue são 3unçDes da 3amBlia 4ue" tal como a produção" de mercadorias" tem a sua .a/ricultura" criação de /ado" tecela/em" con3ecção" do -estu9rio" etc0 .uns perante os outros. comum da 3amBlia0 Fi/uremos 3inalmente uma reunião de (omens li-res" tra al(ando com meios de produção comuns" e dispendendo" de acordo com um plano concertado" as suas numerosas 3orças .de tra al(o. social0 + cor-eia" tal como o tra al(o 4ue produ$ mercadorias" < i/ualmente medida pelo tempoA mas todo o campon@s sa e muitBssimo em .

1 F1rmulas" 4ue lo/o : primeira -ista mostram pertencer a uma 3ormação social em 4ue a produção e as suas relaçDes comandam o (omem em -e$ de serem por ele comandadas" sur/em : sua consci@ncia ur/uesa como uma necessidade tão natural como o pr1prio tra al(o produti-o0 ?ada de espantar 4ue as 3ormas de produção social 4ue precederam a produção ur/uesa se7am tratadas da mesma maneira 4ue os Padres da i/re7a tratam as reli/iDes 4ue precederam o 'ristianismo0."se/undo um plano". desempen(a apenas um papel secund9rio 4ue" no entanto" ad4uire tanto mais import!ncia 4uanto as comunidades se apro2imam da dissolução0 Po-os mercadores" propriamente" apenas se encontram nos interstBcios do mundo anti/o" : maneira dos deuses de Gpicuro .&V. por 4ue < 4ue o tra al(o se representa no -alor" e a medida do tra al(o pela sua duração na /rande$a do -alor dos produtos0.< tão 3amiliar a toda a /ente 4ue nin/u<m -@ mal nisso0 'onsideremos outras 3ormas econ1micas mais comple2as 7+280 Donde pro-in(am" por e2emplo" as ilusDes do sistema mercantilistaF G-identemente do car9cter 3etic(e 4ue a 3orma-din(eiro imprime aos metais preciosos .3 Mas nunca p>s a 4uestão de sa er .espont!neo.por assim di$er" a (ist1ria ainda não cortou o cordão um ilical 4ue o li/a : comunidade natural de uma tri o primiti-a -" ou condiçDes de despotismo e de escla-a/ismo0 O ai2o nB-el de desen-ol-imento das 3orças produti-as do tra al(o 4ue as caracteri$a e 4ue por isso impre/na toda a es3era da -ida material" a estreite$a das relaçDes dos (omens" 4uer entre eles 4uer com a nature$a" re3lectem-se idealmente nas -el(as reli/iDes nacionais0 Dum modo /eral" o re3le2o reli/ioso do mundo real s1 poder9 desaparecer 4uando as condiçDes do tra al(o e da -ida pr9tica apresentarem ao (omem relaçDes transparentes e racionais com os seus semel(antes e com a nature$a0 + -ida social cu7a ase < 3ormada pela produção material e pelas relaçDes 4ue ela implica s1 se li ertar9 da nu-em mBstica 4ue a en-ol-e" no momento em 4ue ela se apresente como o produto de (omens li-remente associados" a/indo conscientemente . de um lon/o e penoso desen-ol-imento0 J certo 4ue a economia polBtica" em ora de uma 3orma muito imper3eita" analisou o -alor e a /rande$a do -alor .sociedade re/ula a 7usta relação das di-ersas 3unçDes com as di-ersas necessidadesA por outro lado" ser-e de medida : parte indi-idual de cada produtor no tra al(o comum e" ao mesmo tempo" : porção 4ue l(e compete na parte do produto comum reser-ada ao consumo0 ?este caso" as relaçDes sociais dos (omens com os seus tra al(os e com os produtos do tra al(o permanecem simples e transparentes" tanto na produção como" na distri uição .por4ue < 4ue esse conte5do re-este essa 3orma".+ O 4ue" entre outras coisas" mostra a ilusão produ$ida so re a maior parte dos economistas pelo 3etic(ismo inerente ao mundo mercantil ou pela apar@ncia material dos atri utos sociais do tra al(o" < a lon/a e insBpida 4uerela tra-ada a prop1sito do papel da nature$a na criação do -alor-de-troca0 Ora" dado 4ue o -alor-de-troca < apenas uma determinada maneira social de e2primir o tra al(o empre/ue na produção de um o 7ecto" ele não pode conter mais" elementos materiais do 4ue" por e2emplo" a cotação dos c!m ios0 ?a nossa sociedade" a 3orma econ1mica mais /eral e mais simples 4ue se li/a aos produtos do tra al(o . e sen(ores do seu pr1prio mo-imento social0 Mas isto e2i/e um con7unto de condiçDes de e2ist@ncia material . 0 O mundo reli/ioso não < mais do 4ue o re3le2o do mundo real0 Uma sociedade em 4ue o produto do tra al(o toma /eralmente a 3orma de mercadoria e em 4ue" portanto" a relação mais /eral entre os produtores consiste em comparar os -alores dos seus produtos e" so esta 3orma material" em comparar entre si os seus tra al(os pri-ados a tBtulo de tra al(o (umano i/ual" uma tal sociedade encontra no cristianismo" com o seu culto do (omem a stracto .e desco riu o conte5do escondido nessas 3ormas. da sociedade" 4ue por sua -e$ s1 pode ser produto .a 3orma-mercadoria ."uma ase material.Ase/undo esse sistema" o ouro e a prata na sua 3unção de din(eiro não .e" portanto" a e2ist@ncia do (omem como produtor de mercadorias.e so retudo nos seus tipos ur/ueses" protestantismo" deBsmo" etc0 -" o complemento reli/ioso mais con-eniente0 ?os modosde-produção da anti/a Zsia" e da anti/uidade em /eral" a trans3ormação do produto em mercadoria .0." ou como os 7udeus nos poros da sociedade polaca0 +4ueles anti/os or/anismos sociais são" so o ponto de -ista da produção" in3initamente mais simples e mais transparentes do 4ue a sociedade ur/uesaA mas eles t@m por ase" ou a imaturidade do (omem indi-idual .&S.

0 Gm -irtude de uma "ictio juris econ1mica" 4ual4uer comprador < considerado como possuindo um con(ecimento enciclop<dico ..0.4ue tem a mesma 4ualidade em toda a parte" tal como" por e2emplo" a do Bman de atrair o 3erro. .-alor-de-troca.. (?ic(olas 8ar on" 6 >iscourse on coining the ne? @oney lighter 1S\S" pp0 & e *%0 (retornar ao te2to% * . < um atri uto do (omemA o -alor" um atri uto das mercadorias0 Um (omem ou uma comunidade são ricos" uma p<rola ou um diamante possuem -alor (000% Uma p<rola ou um diamante possuem -alor en4uanto p<rola ou diamante. < uma propriedade das coisasA a ri4ue$a . 1\T1" p0 *V0% (retornar ao te2to% & .+s coisas possuem uma virtude intrBnseca.-alor-de-uso.das coisas. (Ho(n XocQe" .0..*M.0.representa-am uma relação social de produção" antes eram o 7ectos naturais com peculiares propriedades sociais.e%onomie.0 G a economia moderna 4ue se tem em alta conta e não se cansa de $om ar" insipidamente" do 3etic(ismo dos mercantilistas" ser9 ela menos -Btima das apar@nciasF O seu primeiro do/ma não consiste em considerar 4ue estas coisas (instrumentos de tra al(o por e2emplo% são" por nature$a" capital" e 4ue" pretender despo79-las deste car9cter puramente social" < cometer um crime contra a nature$aF Finalmente" os 3isiocratas" tão superiores em tantos aspectos" não ima/inaram 4ue a renda 3undi9ria não < um tri uto arrancado aos (omens" mas um presente 3eito pela pr1pria nature$a aos propriet9riosF Mas não nos antecipemos e contentemo-nos com mais um e2emplo a prop1sito da pr1pria 3ormamercadoria0 Se pudessem 3alar" as mercadorias diriam: .-alor-de-uso. 1LV\" p0 *0 $<ontribui. Xondres" 1TTT" -ol0 II" p0 &L%0 ?o s<c0 ]VII encontra-se ainda muitas -e$es nos autores in/leses a pala-ra *orth por -alor-de-uso e a pala-ra Balue por -alor-de-troca" per3eitamente de acordo com o espBrito de uma lBn/ua 4ue /osta de e2primir a coisa imediata em termos /erm!nicos e a coisa re"lectida em termos rom!nicos0 (retornar ao te2to% V?a sociedade ur/uesa .0 O economista parece e2primir a pr1pria alma das mercadorias" 4uando di$: .O dese7o implica a necessidadeA < o apetite do espirito" 4ue l(e < tão natural 4uanto a 3ome para o corpo (000% + maior parte . . retiram o seu -alor do 3acto de satis3a$erem as necessidades do espirito.Pode o nosso -alor-de-uso interessar ao (omem" 4ue para n1s" en4uanto" o 7ectos" isso <-nos indi3erente0 O 4ue nos interessa < o nosso -alor0 Demonstra-o a nossa relação recBproca como coisas de -enda e de compra0 S1 nos relacionamos umas com as outras como -alores-de-troca. InBcio da p9/ina Botas Ori9i"ais: 1 [arl Mar2" 9ur :ritic der politischen . < uma propriedade do (omem0 O -alor" neste sentido" pressupDe necessariamente a troca" a ri4ue$a" não.+t< (o7e nen(um 4uBmico desco riu ainda -alor-de-troca numa p<rola ou num diamante0 Os economistas 4ue desco riram ou in-entaram su st!ncias 4uBmicas deste /<nero e 4ue se reclamam da sua pro3undidade" ac(am 4ue o -alor-de-uso das coisas l(es pertence" independentemente das suas propriedades materiaisA en4uanto 4ue o -alor l(es pertence na sua 4ualidade de coisas0 O 4ue l(es -em con3irmar esta opinião" < a circunst!ncia particular de o -alor 5til das coisas se reali$ar para o (omem sem troca" 4uer di$er" numa relação imediata entre a coisa e o (omem" en4uanto 4ue" ao in-<s" o seu -alor apenas se reali$a na troca" isto <" numa relação social0 + 4uem < 4ue isto não 3a$ lem rar o om Do/ errP e a lição 4ue deu ao /uarda nocturno Seacoal: . $virtude < a desi/nação especi3ica de 8ar on para o -alor-de-uso% .a i/nor!ncia da lei a nin/u<m apro-eita.(Ser um (omem em parecido" < um dom da 3ortunaA mas sa er ler e escre-er < um dom da nature$a.ome considerationsA" 1S\1" in *or%s.#o para a <r7tica da =conomia +ol7tica.+ ri4ue$a . (l0 c0 p0 1S%0 + propriedade 4ue o Bman tem de atrair o 3erro apenas se tornou 5til 4uando" por seu interm<dio" se desco riu a polaridade ma/n<tica0 (retornar ao te2to% 6 .o -alor .O 4ue constitui o -alor natural de uma coisa < a propriedade 4ue ela tem de satis3a$er as necessidades ou as con-eni@ncias de -ida (umana.

$*ealth o" Gations. (?0 8ar on" l. (Pietro Verri: @editazioni sulla =conomia politica. c0" p0 L\*% 0 (retornar ao te2to% 1Ma . impresso pela primeira -e$ em 1TT* na edição dos economistas de 'ustodi" parte moderna" t0 ]V" p0 &1" &&%0 (retornar ao te2to% 1* c30 Re/el" +hilosophie des Fechts"^ 1\M0 (retornar ao te2to% 16 O leitor de-e notar 4ue não se trata a4ui do salário ou do -alor 4ue o oper9rio rece e por um dia de tra al(o" mas do valor da mercadoria na 4ual se tradu$ o seu dia de tra al(o0 +li9s" a cate/oria do sal9rio ainda não e2iste nesta 3ase da nossa e2posição0 (retornar ao te2to% 1V Para demonstrar 4ue . $..?ada pode ter um -alor-de-troca intrBnseco. se em 4ue a4ui o pr1prio Verri" na sua pol<mica contra os 3isiocratas" não sai a de 4ue esp<cie de -alor 3ala% .i/uais 4uantidades de tra al(o de-em ter" em todos os tempos e em todos os lu/ares" o mesmo -alor para o pr1prio tra al(ador0 ?o seu estado normal de sa5de" de 3orça e de acti-idade" e com o /rau m<dio de (a ilidade 4ue possua" ele tem sempre de ceder a mesma porção do seu repouso" da sua li erdade e da sua 3elicidade.0 8ar on acrescenta: . c...'em li ras esterlinas de c(um o ou de 3erro t@m tanto -alor como cem li ras esterlinas de prata ou de ouro. (Gd0 port0 cit0" p0 *L% 0. o" a thing C O -alor de uma coisa < precisamente a4uilo 4ue ela proporciona0 (retornar ao te2to% L ." di$ +0 Smit(: . Xi-0 I" '0 V0" p0 1M6" 1MV%0 Por um lado" +0 Smit( con3unde a4ui (em ora nem sempre% a determinação do -alor da mercadoria atra-<s da quantidade de trabalho /asto na sua produção com a determinação do seu -alor atra-<s -alor do trabalho.Todos os 3en1menos do uni-erso" se7am produ$idos pela mão do (omem ou pelas leis /erais da 3Bsica" não nos dão a ideia da criação no-a" mas somente de uma modi3icação da mat<ria0 )eunir e separar" eis os 5nicos elementos 4ue o espirito (umano ac(a" ao analisar a ideia da reproduçãoA e < tam <m uma reprodução de -alor.?ota : 60a edição0 O trec(o 4ue intercalei destina-se a e-itar o erro" muito 3re4uente" de 4ue" para Mar2" seria mercadoria 4ual4uer produto desde 4ue consumido por al/u<m di3erente do produtor0 F0 G0.e de ri4ue$a" se a terra" o ar e a 9/ua se trans3ormam" nos campos" em cereal" ou se a mão do (omem con-erte a secreção de um insecto em seda" ou se al/uns ocados de metal se or/ani$am de modo a 3ormar um despertador. (?0 8ar on" l. 4uando se trocam uns pelos outros < determinado pela 4uantidade de tra al(o necessariamente e2i/ida e ordinariamente /asta na sua produção. c0" p0 S e passim.[arl Mar2" l. in +hysiocrates. (Gd0 port0 p0 6*" 66%0 (retornar ao te2to% 1& . p0 V* e T%0 (retornar ao te2to% \ .dos o 7ectos de uso.#o de troca entre uma certa coisa e outra" entre uma certa medida de uma produção e uma certa medida de outra.One sort o3 Kares are as /ood as anot(er" i3 t(e -alue e e4ual0 T(ere is no di33erence or distinction in t(in/s o3 e4ual -alue.ome -hougnts on the Dnterest o" money in general.Todas as produçDes de um mesmo /<nero 3ormam propriamente apenas uma massa" cu7o preço se determina /enericamente e sem atender :s circunst!ncias particulares. Gd0 Daire" Paris" 1L6S" p0 LL\%0 (retornar ao te2to% T .O valor consiste na rela. (retornar ao te2to% 11 [arl Mar2" l c0" p0 1&" 1* e passim.somente o tra al(o < a medida de3initi-a e real com a7uda da 4ual o -alor de todas as mercadorias pode ser a-aliado e comparado em todos os tempos. p0 S% A ou como di$ 8utler: -he value Ds just as much as it ?ill br7ngE. (retornar ao te2to% 1M . . c. Xondres" pp0 *S" *T%0 Gste not9-el escrito an1nimo do s<culo passado não tem 4ual4uer data0 De acordo com o seu conte5do" < e-idente 4ue ter9 aparecido no tempo de Hor/e II" por alturas de 1T*\ ou 1T6M0 (retornar ao te2to% 1M . $valor-de-uso. (Xe Trosne" l. (Xe Trosne" >e lCint(r0t social.das mercadorias0 (retornar ao te2to% S ...O -alor deles .

?ota : 600 edição: + lBn/ua in/lesa tem a -anta/em de possuir duas pala-ras di3erentes para estes dois aspectos distintos do tra al(o0 O tra al(o 4ue cria -alores-de-uso e < 4ualitati-amente determinado c(ama-se .Um dos primeiros economistas 4ue" depois de Oilliam PettP" se aperce eu da nature$a do -alor" o 3amoso 8en7amin FranQlin" di$: . Iran%lin." em oposição a .O poder de dispor da 4uantidade (000% < o 4ue 3a$ o -alor. grandeza de -alor (retornar ao te2to% 1\ ." ele -@-se e recon(ece-se somente num outro (omem0 Tam <m este 5ltimo l(e parece" em carne e osso" a 3orma 3enomenal do /<nero (umano0 . Mas tam <m < certo 4ue ele tem em -ista o tra al(ador assalariado moderno0 Um dos predecessores de +0 Smit(" 79 por n1s citado" a3irma muito mais acertadamente: . 1L*T" p0 11%0 .Um (omem ocupou-se durante uma semana em 3ornecer uma coisa necess9ria : -ida (000% =uem l(e der uma outra em troca dela" não pode a-aliar mel(or 4ual se7a o seu e4ui-alente e2acto do 4ue calculando o 4ue l(e custou e2actamente o mesmo tra al(o e o mesmo tempo: o 4ue" de 3acto" não passa da troca do tra al(o de um (omem /asto numa coisa durante um certo tempo pelo tra al(o de um outro (omem /asto numa outra coisa durante o mesmo tempo. ed0 SparQs" 8oston" 1L*S" Vol0 II" p0 &ST%0 +o a-aliar o -alor das coisas ..Uma -e$ 4ue o com<rcio nada mais < 4ue a troca de um tra al(o por outro tra al(o" < pelo tra al(o 4ue se a-alia mais e2actamente o -alor de todas as coisas. (H0 8road(urst" . (retornar ao te2to% 1L O termo valor < utili$ado a4ui" como 79 aconteceu al/umas -e$es atr9s" por ." FranQlin não se aperce eu do 3acto de ter a straBdo da di-ersidade dos tra al(os permutados" e 4ue" portanto" os redu$iu ao mesmo tra al(o (umano0 Di$ o 4ue não entende0 Fala primeiro de . ?um escrito diri/ido principalmente contra a teoria do -alor de )icardo l@-se: .16. (retornar ao te2to% 1S Os poucos economistas 4ue" como S0 8aileP" procuraram 3a$er a an9lise da "orma-valor." 3inalmente de .outro tra al(o.KorQ." depois de ." simplesmente" como su st!ncia do -alor de todas as coisas0. .a humana de trabalho& mas conce e este disp@ndio e2clusi-amente como uma a ne/ação" como sacri3icio do repouso" da li erdade e da 3elicidade" e não" ao mesmo tempo" como a"irma.Somente pela sua relação com o (omem Paulo" como seu semel(ante" < 4ue o (omem Pedro se -@ a si mesmo como (omem0 Desse modo" tam <m o Paulo de carne e osso" na sua materialidade paulina" sur/e para Pedro como a 3orma de mani3estação do /<nero (omem0.KorQ.tra al(o.1V.eu sou eu..procurando portanto demonstrar 4ue i/uais 4uantidades de tra al(o t@m sempre o mesmo -alor0 Por outro lado" < certo 4ue pressente 4ue o tra al(o" na medida em 4ue se representa no -alor das mercadorias" < apenas um disp@ndio de "or. (retornar ao te2to% 1S_ .. (S0 8aileP" @oney..:.la our.pelo tra al(o.?ão podeis dei2ar de admitir 4ue" permanecendo constante o tra al(o necess9rio : sua produção" + ai2a por4ue 8" com o 4ual se troca" so e" caindo assim o -osso principio /eral a respeito do -alor (000% +dmitindo 4ue 8 ai2a relati-amente a +" 4uando o -alor de + so e relati-amente a 8" < o pr1prio )icardo 4ue destr1i a ase do seu /rande a2ioma se/undo o 4ual o -alor de uma mercadoria < sempre determinado pela 4uantidade de tra al(o nela incorporadoA pois 4ue se uma mudança nos custos de + altera não somente o seu -alor relati-amente a 8" com o 4ual se troca" mas tam <m o -alor de 8 relati-amente a +" em ora não se ten(a -eri3icado nen(uma mudança na 4uantidade de tra al(o e2i/ida para a produção de 8" então cai não somente a doutrina 4ue 3a$ da 4uantidade de tra al(o aplicado num arti/o a medida do seu -alor" mas tam <m a doutrina 4ue a3irma 4ue o -alor se re/ula pelos custos de produção." em oposição a .um tra al(o.#o normal da vida. $-he *or%s o" H..A o tra al(o 4ue cria -alor e 4ue s1 < a-aliado 4uantitati-amente c(ama-se .-alor 4uantitati-amente determinado" isto <" por. não podiam c(e/ar a nen(um resultado: primeiramente" por4ue con3undiam sempre o -alor com a sua 3ormaA em se/undo lu/ar" por4ue" so a in3lu@ncia /rosseira do ur/u@s pr9tico" se preocuparam desde o inicio e2clusi-amente com o aspecto 4uantitati-o0 .la our. (retornar ao te2to% 1T De certo modo" passa-se com o (omem o mesmo 4ue com a mercadoria0 'omo não -em ao mundo com um espel(o" nem como um 3il1so3o 3ic(tiano" cu7o Gu de nada tem necessidade para se a3irmar .ome -houghts on the Dnterest o" money in general p0 *\%0 ." F0 G0.Gsta discord!ncia entre a /rande$a do -alor e a sua e2pressão relati-a tem sido e2plorada pelos economistas -ul/ares com a (a itual sa/acidade0. $.

+ ilustração dessa utopia 3ilistina < constituBda pelo socialismo de Proud(on" 4ue" como 79 noutra altura mostrei. 1L6&" pp0 110 16%0 Mestre 8road(urst podia" do mesmo modo" di$er: considerando-se as 3racçDes 1MU&M" 1MUVM" 1MU1MM" o n5mero 1M permanece constante" decrescendo no entanto constantemente o seu -alor proporcional" por4ue a /rande$a dos denominadores aumenta0 +ssim cai por terra o /rande principio se/undo o 4ual a /rande$a dos n5meros inteiros < ." nem o m<rito da ori/inalidade possuiA muito antes dele" #raP" 8raP e outros tin(am 3eito o mesmo muito mel(or0 Isto não impede 4ue (o7e em dia tal sa edoria /rasse em certos cBrculos com o nome de . Ber"assung.onde 3altam os conceitos introdu$-se oportunamente uma pala-ra0. (retornar ao te2to% &V Gntre anti/os /ermanos" a /rande$a de uma 7eira de terra calcula-a-se pelo tra al(o de um dia" e daB o seu nome -age?er%.Romero" por e2emplo" e2prime o -alor de uma coisa numa s<rie de coisas di3erentes0. @easure and <ause o" value! chie"ly in re"erence to the ?ritings o" @r.pour encourager les autres. .re/ulada..&1. .. como a proud(oniana" pois .'omo o -alor de uma mercadoria denota a sua relação de troca" podemos assim 3alar do seu -alor-tri/o" do seu -alor-3ato" con3orme a mercadoria com a 4ual < comparadoA sendo assim" e2istem mil(ares de esp<cies de -alor" tantas 4uantos os /<neros de mercadorias" sendo todas i/ualmente reais e i/ualmente nominais. (&_ ed0" 1L&1%0 (retornar ao te2to% &1_ .ci@ncia.+olitical =conomy. Muni4ue" 1LV6" p0 1&\ s0.0 De resto" a e2pressão MjournalM de terre su siste ainda em certas re/iDes da . (retornar ao te2to% &* + 3orma de permuta ilidade imediata e uni-ersal não dei2a transparecer de modo al/um 4ue se trata de uma 3orma polari$ada" .ci@ncia.da mercadoria.Ver #eor/ XudKi/ -on Maurer" =inleitung zur Jeschichte der @ar% -" Lo" -. Ficardo and his "ollo?ers.. . (S0 8aileP" 6 <ritical >issertation on the Gature." contendo em si contradiçDes" tão insepar9-el da 3orma contr9ria" so a 4ual não < possB-el a troca directa" 4uanto o positi-o de um dos p1los de um Bman o < do ne/ati-o do outro p1lo0 Por isso" ima/inar 4ue se podem tornar imediatamente permut9-eis todas as mercadorias" seria o mesmo 4ue ima/inar 4ue todos os cat1licos podem ser 3eitos papas ao mesmo tempo0 Mas na realidade" a 3orma--alor relati-a /eral e a 3orma-e4ui-alente /eral são os dois p1los opostos" 4ue se pressupDem e se repelem reciprocamente" da mesma relação social das mercadorias0 Gsta impossi ilidade de troca directa entre as mercadorias < um dos principais incon-enientes li/ados : 3orma actual da produção" na 4ual" toda-ia" o economista ur/u@s -@ o nec plus ultra da li erdade (umana e da independ@ncia indi-idual0 In5meros" in5teis e ut1picos es3orços 3oram tentados para -encer este o st9culo0 Fi$ -er al/ures 4ue Proud(on tin(a sido precedido nesta tentati-a por 8raP" #raP e outros mais0 . (retornar ao te2to% &6 )ecorde-se 4ue" en4uanto o resto do mundo parecia estar tran4uilo" a '(ina e as mesas começaram a dançar 0. pela 4uantidade das unidades 4ue cont@m0 (retornar ao te2to% &M O mesmo acontece em outros domBnios0 Um (omem" por e2emplo" s1 < rei por4ue outros (omens se consideram seus s5 ditos e se comportam como tais0 Mas" ao contr9rio" eles acreditam 4ue são s5 ditos por4ue ele < rei0 (retornar ao te2to% &1 F0 X0 +0 Ferrier (su -inspector das al3!nde/as%: >u Jouvernement consid(r( dans ses raports avec le commerce" (1LMV% e '(arles #anil(: >es . (retornar ao te2to% && Gsta a ra$ão por 4ue se 3ala do -alor-3ato do tecido 4uando se e2prime o seu -alor em 3atos" do seu -alor-tri/o 4uando se e2prime em tri/o" etc0 'ada e2pressão deste /<nero d9 a entender 4ue < o seu pr1prio -alor 4ue se mani3esta nesses di-ersos -alores-de-uso0 .. 1L&V0 p0 *\%0 S0 8aileP" o autor deste escrito an1nimo" 4ue na altura deu muito 4ue 3alar em In/laterra" sup>s ter li4uidado 4ual4uer conceito positi-o de -alor com esta enumeração das -ariadas e2pressDes relati-as do -alor de uma mesma mercadoria0 +pesar da estreite$a do seu espBrito" não < menos -erdade 4ue por -e$es p>s a nu as de3ici@ncias da teoria de )icardo0 Pro-a-o a animosidade com 4ue ele 3oi atacado pela escola ricardiana" por e2emplo na *esteminster Fevie?. terra jurnalis ou diurnalisK. @anne?er%.0 Hamais uma escola a usou tanto da pala-ra .1\.istemes dC=conomte politique. etc.&M. etc0 $jurnale ou jornalis.

p0 1M $<ontribui.#o.Uma -e$ 4ue o com<rcio nada mais < 4ue troca de um tra al(o por outro tra al(o" < pelo tra al(o 4ue se a-alia mais e2actamente o -alor de todas as coisas.&*. 1LM*" p0 &&M% -" de-eria ter acrescentado: .'onsiderar 4ue a 3orma primiti-a da propriedade comum < uma 3orma especialmente esla-a ou e2clusi-amente russa < um preconceito ridBculo em -o/a nestes 5ltimos tempos0 J a 3orma primiti-a 4ue se encontra entre os )omanos" os /ermanos" os celtas" e de 4ue" ali9s" ainda (o7e se pode encontrar um mostru9rio completo com di-ersos e2emplares" ainda 4ue" em parte arruinados" na Nndia0 Um estudo apro3undado das 3ormas asi9ticas da propriedade comum" so retudo da Nndia" mostraria como das -9rias 3ormas da propriedade comum primiti-a resultaram di-ersas 3ormas da sua dissolução: +ssim" por e2emplo" os di3erentes tipos ori/inais da propriedade pri-ada romana e /erm!nica podem ser deri-ados das di-ersas 3ormas da propriedade comum indiana." est9 a a strair da di3erença dos tra al(os trocados" redu$indo-os a um tra al(o (umano i/ual0 De outro modo" de-eria di$er: uma -e$ 4ue a troca de otas ou de sapatos por mesas não < mais 4ue uma troca de tra al(o de sapateiro por tra al(o de marceneiro < pelo tra al(o do marceneiro 4ue se a-aliar9 com maior e2actidão o -alor das otas Ser-indo-se da pala-ra . editados por +rnold )u/e e [arl Mar2" Paris" 1L66%0 (retornar ao te2to% &L O pr1prio )icardo não dispensa a sua ro insonada0 ..(retornar ao te2to% &S Portanto" 4uando #aliani di$ 4ue o -alor < uma relação entre pessoas ...um 4ual4uer tra al(o ..#o.0 =uanto : insu3ici@ncia da an9lise de )icardo acerca da /rande$a do -alor -e < a mel(or -" ser9 demonstrada nos li-ros III e IV desta o ra0 ?o 4ue respeita ao -alor em /eral" a economia polBtica cl9ssica 7amais distin/uiu claramente ou e2pressamente entre o tra al(o en4uanto representado no -alor" e o mesmo tra al(o en4uanto representado no -alor-de-uso do produto0 J certo 4ue ela 3a$ de 3acto esta distinção" uma -e$ 4ue considera o tra al(o tanto do ponto de -ista da 4ualidade" como do da 4uantidade0 Mas não l(e ocorre 4ue uma di3erença meramente 4uantitati-a dos tra al(os pressupDe a sua unidade ou a sua i/ualdade 4ualitati-a" ou se7a" a sua redução ao tra al(o (umano a stracto0 Por e2emplo" )icardo declara-se de acordo com Destutt de TracP 4uando este di$: ...Se/undo ele" o caçador e o pescador primiti-os são mercadores 4ue trocam o pei2e e a caça : ra$ão da duração do tra al(o contido nesses -alores-de-troca0 +4ui comete o sin/ular anacronismo de p>r o caçador e o pescador a consultarem as ta elas de anuidades usadas em 1L1T na olsa de Xondres" a 3im de a-aliarem os seus instrumentos de tra al(o0 ..< o nosso 5nico tesouro primiti-o" e 4ue < sempre deste empre/o 4ue nascem todas as coisas 4ue c(amamos ens (000% tam <m < certo 4ue todos estes ens representam apenas o tra al(o 4ue os criou" e 4ue se eles t@m um -alor" ou mesmo dois -alores distintos" s1 podem e2trair estes -alores do -alor do tra al(o .uma relação escondida so a capa das coisas.tra al(o. (#aliani" >ella moneta.Uma -e$ 4ue < certo 4ue as nossas 3aculdades 3Bsicas e morais são a nossa 5nica ri4ue$a ori/in9ria" 4ue o empre/o destas 3aculdades . (retornar ao te2to% *M Um dos primeiros economistas 4ue depois de Oilliam PettP identi3icou o -erdadeiro conte5do do -alor" o c<le re FranQlin" pode ser-ir-nos de e2emplo da maneira como a economia ur/uesa procede na sua an9lise0 Di$ ele: ..=ue se (9-de pensar de uma lei 4ue s1 pode impor-se atra-<s de re-oluçDes peri1dicasF J simplesmente uma lei natural" assente so re a inconsci@ncia da4ueles 4ue a suportam. (Friedric( Gn/els: Nmrisse zu einer :riti% der Gationaloe%onomie..." em /eral" ele a strai do car9cter 5til e da 3orma concreta dos di-ersos tra al(os . p0 S6%0.França. . $-he *or%s o" Henjamin Iran%lin.Os paralelo/ramas do Snr0 OKen parecem ser a 5nica 3orma de sociedade 4ue ele con(ecia al<m da sociedade ur/uesa0.. t0 III da recol(a de 'ustodi dos ..[arl Mar2" 9ur :riti%.0 (retornar : nota% &T ..critori classici Dtaliani di =conomia politica..&T.< pelo tra al(o 4ue se a-alia mais e2actamente o -alor de todas as coisas. .[arl Mar2" 9ur :riti%. . .&&. +arte @oderna. p0 ST s40%0. (retornar ao te2to% &\ .&6..da )ic(e$$a < una ra/ione tra due persone.. pp0 *L" *\ $<ontribui. ed0 cit0" t0 II" p0 &ST%0 FranQlin ac(a tão natural 4ue as coisas ten(am -alor" como os corpos peso0 + seu -er" trata-se simplesmente de ac(ar a maneira de a-aliar o mais e2actamente possB-el esse -alor0 ?em se4uer nota 4ue ao di$er 4ue . p0 1M* nos >eutsch-IranzOsische PahrbQcher.

so a 4ual ela se torna -alor-de-troca0 São precisamente os seus mel(ores representantes" tais como +dam Smit( e )icardo" 4ue tratam a 3orma--alor como 4ual4uer coisa de indi3erente ou sem 4ual4uer relação intima com a nature$a da pr1pria mercadoria0 ?ão se trata somente de a sua atenção ser a sor-ida pelo -alor como /rande$a0 + ra$ão disso < mais pro3unda0 + 3orma--alor do produto de tra al(o < a 3orma mais a stracta e mais /eral do actual modo-de-produção" .representam o tra al(o 4ue as criou. ur/u@s. 1L*T" p0 11*%0 O mais di-ertido < 8astiat" 4ue ima/ina 4ue os /re/os e os romanos -i-iam apenas da rapina0 Mas para se -i-er da rapina durante -9rios s<culos" < necess9rio 4ue ten(a e2istido sempre 4ual4uer coisa para rou ar ou 4ue o o 7ecto das rapinas continuas se reprodu$a constantemente0 J de crer" pois" 4ue os /re/os e os romanos ti-essem tam <m o seu processo de produção" e portanto uma economia 4ue constituBa tanto a ase material da sua sociedade" 4uanto a economia ur/uesa constitui a ase da sociedade actual0 Ou pensar9 8astiat 4ue um modo-de-produção assente no tra al(o dos escra-os < um sistema de rou oF 'oloca-se então num terreno peri/oso0 =uando um .0 (Destutt de TracP" Rl(ments dCid(ologie" partes IV e V" Paris" 1L&S" p0 *V" *S% 0 .&L.Os economistas t@m uma maneira sin/ular de proceder 0 Para eles e2istem apenas duas esp<cies de instituiçDes" as arti3iciais e as naturais0 +s instituiçDes 3eudais são instituiçDes arti3iciaisA as da ur/uesia são instituiçDes naturais0 ?isto assemel(am-se aos te1lo/os" 4ue tam <m distin/uem duas esp<cies de reli/iDes: 4ual4uer reli/ião 4ue não se7a a sua < uma in-enção dos (omens" en4uanto 4ue a sua pr1pria reli/ião < uma emanação de Deus0 Deste modo" (ou-e (ist1ria" mas 79 não (9. +roudhon.Por isso sur/iu em sentido contr9rio um sistema mercantilista restaurado (#anil(" etc0% 4ue -@ no -alor apenas a 3orma social" ou mel(or" apenas a sua apar@ncia despro-ida de su st!ncia0. < o ri/ado a de ater-se la oriosamente com as tri-ialidades dum H0 80 SaP0 Por isso" no 3inal" 3ica tam <m muito espantado por se encontrar de acordo com Destutt 4uanto ao tra al(o como 3onte de -alor" 4uando este por sua -e$ est9 de acordo com SaP so re o conceito de -alor0 (retornar ao te2to% *1 Uma das 3al(as principais da economia polBtica cl9ssica < nunca ter conse/uido dedu$ir da sua an9lise da mercadoria" e especialmente do -alor dessa mercadoria" a 3orma.)icardo" -he +rinciples o" +olitical =conomy. F(ponse S la +hilosophie de la @isere de @. 4ue se contenta com as apar@ncias" rumina sem cessar" por necessidade pr1pria e para -ul/ari$ação dos 3en1menos mais not1rios" os materiais 79 ela orados pelos seus predecessores" limitando-se a eri/ir pedantemente em sistema e a proclamar como -erdades eternas as ilusDes com 4ue os ur/ueses /ostam de po-oar o seu mundo" para eles o mel(or dos mundos possB-eis0 . +crescentemos apenas 4ue )icardo atri ui :s pala-ras de Destutt" um sentido mais pro3undo do 4ue elas cont@m0 J certo 4ue Destutt di$" por um lado" 4ue as coisas 4ue constituem a ri4ue$a . (retornar ao te2to% *& . *0a ed0 Xondres" 1L&&" p0 **60. (-alorde-uso e -alor-de-troca% do . ([arl Mar2" @isere de la +hilosophie.--alor.de 4ue emanam.A mas" por outro lado" entende 4ue elas retiram os seus ." 4ue ad4uire" por isso mesmo" um car9cter (ist1rico" o car9cter de um modo particular de produção social0 Se se comete o erro de a tomar pela 3orma natural" eterna" de toda a produção em todas as sociedades" perde-se necessariamente de -ista o lado especi3ico da 3orma--alor" lo/o" da 3orma mercadoria e" em maior /rau" da 3orma-din(eiro" da 3orma-capital" etc0 J isto 4ue e2plica a ra$ão por 4ue se encontram em economistas" completamente de acordo entre si so re a medição de /rande$a do -alor pela duração do tra al(o" as ideias mais di-ersas e mais contradit1rias so re o din(eiro" ou se7a" so re a 3orma aca ada do e4ui-alente /eral0 ?ota-se isto so retudo 4uando se trata de 4uestDes como a dos ancos" por e2emploA < então um nunca mais aca ar de de3iniçDes do din(eiro e de lu/ares-comuns constantemente de itados a este prop1sito0 .-alor do tra al(o. +pro-eito para c(amar a atenção" uma -e$ por todas" 4ue entendo por economia pol7tica clássica toda a economia 4ue" a partir de Oilllam PettP" procura penetrar no con7unto real e intimo das relaçDes de produção na sociedade ur/uesa" por oposição : economia vulgar.dois -alores di3erentes.0 'ai assim no lu/ar comum da economia -ul/ar" 4ue pressupDe como dado o -alor de uma mercadoria (do tra al(o" por e2emplo% a 3im de determinar o -alor das outras0 )icardo interpreta-o como se ele dissesse 4ue o tra al(o (e não o seu -alor% se representa 4uer no -alor-de-uso 4uer no -alor-de-troca0 Mas o pr1prio )icardo distin/ue tão pouco claramente o duplo car9cter do tra al(o" 4ue em todo o seu capitulo Balor e Fiqueza.

\a../i/ante do pensamento como +rist1teles pode en/anar-se na sua apreciação do tra al(o escra-o" por 4ue < 4ue um economista anão como 8astiat (a-eria de acertar na sua apreciação do tra al(o assalariadoF +pro-eito esta oportunidade para responder sucintamente a uma o 7ecção 4ue me 3oi 3eita por um 7ornal /ermano-americano a prop1sito da min(a o ra: 9ur :riti% der +olitischen T%onomie" pu licada em 1LV\0 Se/undo ele" a min(a opinião de 4ue o modo-de-produção determinado e as relaçDes sociais 4ue dai deri-am" numa pala-ra" .. 1L&10 p0 1S%0 (retornar ao te2to% *6 .o modo-de-produção da -ida material domina em /eral o desen-ol-imento da -ida social" polBtica e intelectual.Value is a propertP o3 t(in/s" ric(es o3 man0 Value" in t(is sense" necessarilP implies e2c(an/es" ric(es do not. c0" pp0 1SV s40%0 (retornar ao te2to% *V O autor das . )edacção di3erente no alemão: . da4uela o ra0 ?as remissDes para essa o ra utili$9mos a ed0 portu/uesa" pu licada em Xis oa em 1\T1" alterando a tradução 4uando isso nos pareceu necess9rio0 .0 (retornar ao te2to% .1M.a estrutura econ1mica da sociedade" < a ase real so re a 4ual se ele-a o edi3Bcio 7urBdico e polBtico.11.bservation on some verbal >isputes in +ol." se/undo ele" esta opinião seria 7usta para o mundo moderno" dominado pelos interesses materiais" mas não para a Idade M<dia" onde domina-a o catolicismo" nem para +tenas e )oma" onde domina-a a polBtica0 Desde lo/o" < estran(o 4ue al/u<m se dispon(a a crer 4ue al/u<m i/nora estas tri-ialidades so re a Idade M<dia e a anti/uidade0 O 4ue < e-idente e 4ue nem a primeira podia -i-er do catolicismo" nem a se/unda da polBtica0 Pelo contr9rio" as condiçDes econ1micas de então e2plicam a ra$ão por 4ue" no primeiro caso o catolicismo e no se/undo a polBtica" desempen(a-am o papel principal0 De resto" um mBnimo de con(ecimentos so re a (ist1ria da rep5 lica romana" por e2emplo" asta para -er 4ue o se/redo da sua (ist1ria < a (ist1ria da propriedade 3undi9ria0 Por outro lado" nin/u<m i/nora 4ue 79 D0 =ui2ote te-e 4ue se arrepender por ter acreditado 4ue a ca-alaria andante era compatB-el com todas as 3ormas econ1micas da sociedade0 (retornar ao te2to% ** . <apital reprodu$em o conte5do do seu li-ro anterior 9ur :riti% der politischen O%onomie (1LV\%" para o 4ual 3re4uentemente remete e 4ue muitas -e$es transcre-e0 'ontudo" não 3oram incluBdos em O <apital nem os ane2os (ist1ricos +" 8 e '" nem a secção IV .Para simpli3icar" na nossa e2posição consideraremos 4ue toda a esp<cie de 3orça de tra al(o <" directamente" 3orça de tra al(o simples" o 4ue nos poupa apenas a .bservations e S0 8aileP acusam )icardo de ter trans3ormado o -alor-de-troca" de coisa puramente relati-a em al/o de a soluto0 +o contr9rio" ele redu$iu a relati-idade aparente 4ue estes o 7ectos (tais como a p<rola e o diamante" por e2emplo% possuem como -alor-de-troca" : -erdadeira relação escondida so esta apar@ncia" : sua relati-idade como meras e2pressDes de tra al(o (umano0 Se os partid9rios de )icardo s1 sou eram responder a 8aileP de 3orma /rosseira e nada concludente" isso s1 aconteceu por4ue não encontraram no pr1prio )icardo nada 4ue os esclarecesse acerca da relação Bntima 4ue e2iste entre o -alor e a sua 3orma" ou se7a" o -alor-detroca0 (retornar ao te2to% Botas dos !radutores: (C% 'ontradição nos termos0 (retornar ao te2to% (CC% 'ompletamente" inteiramente0 (retornar ao te2to% (`% .\.)ic(es are t(e attri ute o3 man" -alue is t(e atri ute o3 commodities: + man or a communitP is ric(0 a pearl or a diamond is -alua le (000% + pearl or a diamond is -alua le as a pearl or a diamond.O Processo de +cumulação do 'apital. 'omo o pr1prio Mar2 di$ no pre39cio : 1_ ed0 alemã" os tr@s capBtulos 4ue constituem esta 1_ Secção de . =conomy.. Gste par9/ra3o não e2iste na ed0 de3initi-a alemã0 Passou parcialmente da 1_ ed0 alemã para a ed0 3rancesa0 (retornar ao te2to% . ?a ed0 alemã: . $." de tal maneira 4ue . (S0 8aileP" l.Os metais preciosos.

?a an9lise 4ue precede" Mar2 re3ere-se : o ra de +rist1teles" Rtica a Gic)maco.#o. 1_0 Parte .&&. '3r0 S(aQespeare" Lenrique DB. ?a ed0 3rancesa: .&6.Forme monnaie ou ar/ent.pois argent si/ni3ica dinheiro e prata].1T. .1&. pode aplicar-se indistintamente a todas as mercadorias" sal-o os metais preciosos .0 De resto" a e2pressão .Paris -ale em uma missa." ou . ?a ed0 3rancesa esta nota e a se/uinte estão tradu$idas mais ou menos li-remente e sem re3er@ncia : <ontribui.&V. Gstes dois 5ltimos perBodos t@m redacção di3erente no alemão: . nota *M0 (retornar : nota% .&*. 4ue se l(e se/uiu" (ou-e um /rande entusiasmo" nos cBrculos das classes altas" pelo espiritismo" incluindo o 7o/o da .0 OKen" . .0 . .&Ma.#o para a <r7tica da =conomia +ol7tica. in/l@s (m0 em 1LVL% propu/na-a a criação de col1nias se/undo os seus planos de re3orma social" e tentou pro-ar 4ue a 3orma mais con-eniente para elas seria a do paralelo/ramo ou a do 4uadrado0 (retornar : nota% .&M.Força produti-a < sempre" naturalmente" a 3orça produti-a de um tra al(o 5til" concreto" e" de 3acto" apenas determina o /rau de e3ic9cia de uma acti-idade produti-a" com o 7ecti-o determinado" durante um certo espaço de tempo0.0 ?a -erdade" Mar2 nunca c(e/ou a desen-ol-er o importante pro lema da redução do tra al(o comple2o ao tra al(o simples0 (retornar ao te2to% .?a relação de -alor do tecido" o 3ato 3i/ura como 4ualitati-amente i/ual :4uele" como coisa da mesma nature$a" dado 4ue < um -alor0 Gle 3i/ura a4ui" pois" como uma coisa na 4ual o -alor se mani3esta ou 4ue na sua 3orma natural" palp9-el" representa -alor.mesa dançante.acalmia. )edacção di3erente deste perBodo no alemão: . li-ro V0 'ap0 V0 (retornar ao te2to% . +pro2im9mos o te2to do ori/inal0 (retornar : nota% .socialista ut1pico. '3r0 #oet(e" Iausto.1L.0 Gm nota 7ustl3ica-se: .Depois da derrota das re-oluçDes de 1L6L-6\ na Guropa e durante o perBodo de reacção e de . O te2to desta nota" 4ue não consta da ed0 3rancesa" < a reprodução" resumida" da primeira parte de outra nota da ed0 3rancesa0 IncluBmos os dois te2tos0 Ver in"ra.0 (retornar ao te2to% .0 teria dito Renri4ue IV em 1VL* ao con-erter-se ao catolicismo0 (retornar ao te2to% .Paralelo/ramos de OKen.=uarto de estudo.Para encora7ar os outros. ed0 portu/uesa (Xis oa 1\T1% p0T* (nota 66% e pp0 \1 se/0 (retornar : nota% . etc" e utili$aremos o termo moeda para tradu$ir o alemão @Qnze (no 3ranc@s tradu$ido" se/undo os casos" por numeraire ou espUcesK. Tam <m em Portu/al as pala-ras jeira e jornal desi/naram medidas da terra" 4uantidade de terra tra al(ada durante um dia por um (omem ou por uma 7unta de ois0 O seu uso su siste em muitas re/iDes do pais0 (retornar : nota% .0 +o mesmo tempo" na '(ina" a partir de 1LVM" da-a-se o le-antamento dos camponeses" con(ecido pela Fevolta dos -aiping.16.3orme-monnaie. Gste te2to apenas de3ine mais claramente a 3orça produti-a (ou produti-idade% do tra al(o0 (retornar ao te2to% .&1. (retornar ao te2to% . ?ão se poder9 di$er" por e2emplo" sem pro-ocar con3usão no espirito dos leitores: .3orme-ar/ent. ?a ed0 3rancesa esta nota -em mani3estamente deslocada" no inicio do^ *Y0 (retornar : nota% .3orme-ar/ent de laar/ent.0 (retornar : nota% .1*. Gste par9/ra3o cont<m uma das poucas passa/ens em 4ue Mar2 es oça os traços da sociedade 3utura" e mesmo assim não como antecipação mas apenas como (ip1tese de tra al(o0 ?ote-se" .1V. '3r0 de Mar2: @is(ria da Iiloso"ia-Fesposta S Iiloso"ia da @is(ria de +roudhon (1L6T%0 'ap0 1 e <ontribui.0 G-identemente" tal peri/o não e2iste no portu/u@s0 Por isso tradu$iremos sempre Jeld. etc" por dinheiro.laor de-ient ar/ent.+ tradução e2acta das pala-ras alemãs Jeld e Jeld"orm apresenta uma di3iculdade0 + e2pressão .1\. (retornar : nota% . apresenta um outro incon-eniente" pois em 3ranc@s a pala-ra monnaie < 3re4uentemente utili$ada no sentido de moedas (`% . I parte" III acto" cena III0 (retornar ao te2to% .tare3a da redução de um ao outro.1S.

?a ed0 3rancesa esta nota -em colocada no 3inal do^ *" al0 D0 Parece deslocada aB0 (retornar : nota% .0 (retornar ao te2to% .Uma -e$ 4ue a 3orma-mercadoria < a 3orma mais /eral e mais elementar da produção ur/uesa . )edacção di3erente destes dois perBodos na ed0 alemã: .&T.&L. S(aQespeare" @uch 6do "or Gothing.contudo" a re3er@ncia" tam <m rara nos te2tos cl9ssicos do mar2ismo" : plani3icação como caracterBstica da sociedade socialista0 (retornar ao te2to% .&S.&\. ?a ed0 alemã a presente nota começa a partir da4ui0 O te2to precedente constitui" resumido" a nota 1Ta" tam <m incluBda nesta edição0 (retornar ao te2to% .*M.ra$ão por 4ue sur/iu cedo" em ora não da maneira dominante e caracteristica de (o7e -" daB 4ue pareça relati-amente 39cil aperce er o seu car9cter 3etic(ista0 ?o caso de 3ormas mais concretas at< essa apar@ncia de simplicidade desaparece. Se/undo o 3il1so3o /re/o Gpicuro os deuses (a ita-am o intermundos" o espaço entre os mundos" não tendo in3lu@ncia so re a -ida do mundo e dos (omens0 (retornar ao te2to% . acto III" cena III0 (retornar ao te2to% .

processo de troca +s mercadorias não podem ir por si pr1prias para o mercado nem trocar-se a si pr1prias0 Temos" portanto" de ol(ar : -olta em usca dos seus /uardiães" os possuidores de mercadorias0 +s mercadorias são coisas e" por isso" não o3erecem resist@ncia ao (omem0 Se elas não 3orem d1ceis" ele pode usar de -iol@ncia" por outras pala-ras" apoderar-se delas (1C%0 Para li/ar essas coisas entre si como mercadorias os /uardiães t@m de se comportar entre si como pessoas cu7as -ontades residem nessas coisas" de tal 3orma 4ue cada um s1 de acordo com a -ontade do outro" ou se7a" cada um s1 por meio de um acto de -ontade comum a am os" se apropria da mercadoria al(eia" alienando a sua pr1pria0 Gles t@m" por isso" de se recon(ecer mutuamente como propriet9rios pri-ados0 Gsta relação 7urBdica" cu7a 3orma < o contrato" 4uer este se desen-ol-a le/almente 4uer não" < uma relação de -ontades em 4ue se re3lecte a relação econ1mica0 O conte5do dessa relação 7urBdica ou de -ontades < dado pela pr1pria relação econ1mica(*C%0 +s pessoas apenas e2istem aB umas para as outras como representantes da mercadoria e" portanto" como possuidores de mercadorias0 Veremos" em /eral" na continuação do desen-ol-imento" 4ue as m9scaras econ1micas das pessoas são apenas as personi3icaçDes das relaçDes econ1micas" en3rentando-se elas como portadores destas0 +4uilo 4ue nomeadamente distin/ue o possuidor de mercadorias da mercadoria < a circunst!ncia de 4ue" para ela" 4ual4uer outro corpo de mercadoria apenas -i/ora como 3orma 3enom<nica do seu -alor pr1prio0 ?i-eladora(SC% e cBnica de nascença ela est9 sempre pronta a trocar não s1 a alma mas tam <m o corpo com 4ual4uer outra mercadoria" mesmo 4ue esta se7a pro-ida de mais aspectos desa/rad9-eis do 4ue Maritornes0 Gste sentido W 4ue 3alta : mercadoria W para o concreto do corpo da mercadoria supre-o o possuidor de mercadorias por meio dos seus cinco e mais sentidos0 Para ele" a sua mercadoria não tem 4ual4uer -alor de uso imediato0 Senão ele não a le-aria ao mercado0 Gla tem -alor de uso para outros0 Para ele" ela apenas tem" de imediato" o -alor de uso de ser portador de -alor de troca e de" assim" ser meio de troca (TC%0 Por isso" ele pretende alien9-la por uma mercadoria cu7o -alor de uso l(e satis3aça0 Todas as mercadorias são não--alores de uso para os seus possuidores e -alores de uso para os seus não-possuidores0 So todos o aspectos" portanto" elas t@m de mudar de mãos0 Mas esta mudança de mãos constitui a sua troca" e a sua troca li/a-as entre si como -alores e reali$a-as como -alores0 +s mercadorias t@m" por isso" de se reali$ar como -alores antes de se poderem reali$ar como -alores de uso0 Por outro lado" elas t@m de se a3irmar como -alores de uso antes de se poderem reali$ar como -alores0 J 4ue o tra al(o (umano nelas despendido s1 conta na medida em 4ue ti-er sido despendido numa 3orma 5til para outros0 Se < 5til a outros" e" portanto" se o seu produto satis3a$ necessidades al(eias" s1 a sua troca o pode" por<m" demonstrar0 Todo o possuidor de mercadorias apenas 4uer alienar a sua mercadoria por outra mercadoria se o -alor de uso desta satis3i$er uma sua necessidade0 ?esta medida" a troca < para ele apenas processo indi-idual0 Por outro lado" ele 4uer reali$ar a sua mercadoria como -alor" ou se7a" em 4ual4uer outra mercadoria do mesmo -alor a seu /osto" ten(a a sua pr1pria mercadoria para o possuidor da outra mercadoria -alor de uso ou não0 ?esta medida" a troca < para ele processo social em /eral0 Mas o mesmo processo não pode ser para todos os possuidores de mercadorias simultaneamente apenas indi-idual e simultaneamente apenas social em /eral0 .O Crítica Karl Marx Capital da Cco"omia Política Xi-ro Primeiro: O processo de produção do capital Primeira Seção: @ercadoria e dinheiro Se/undo capBtulo0 .

Se o ser-armos mais de perto" cada mercadoria al(eia -i/ora para cada possuidor de mercadorias como e4ui-alente particular da sua mercadoria e a sua mercadoria" portanto" como e4ui-alente /eral de todas as outras mercadorias0 'omo" por<m" todos os possuidores de mercadorias 3a$em o mesmo" nen(uma mercadoria < e4ui-alente /eral e" assim" as mercadorias tam <m não possuem nen(uma 3orma--alor relati-a /eral na 4ual se i/ualem como -alores e se comparem como ma/nitudes de -alor0 Por isso" elas de modo al/um se encontram umas perante as outras como mercadorias mas apenas como produtos ou -alores de uso0 ?o seu em araço" os nossos possuidores de mercadorias pensam como Fausto0 ?o princBpio era a acção.] =t ne quis possit emere aut vendere... 8.?*\." etc0 + troca de mercadorias começa onde as comunidades terminam" nos seus pontos de contacto com comunidades estran/eiras ou mem ros de comunidades estran/eiras0 Por<m" lo/o 4ue as coisas se tornam mercadorias na -ida da comunidade com o estran/eiro" tornam-se tam <m" por repercussão" mercadorias na -ida interna da comunidade0 De inBcio" a sua relação 4uantitati-a de troca < totalmente casual0 Glas são troc9-eis atra-<s do acto de -ontade dos seus possuidores em alien9-las reciprocamente0 Gntretanto" esta elece-se /radualmente a necessidade de o 7ectos de uso do estran/eiro0 + constante repetição da troca torna-a num processo social re/ular0 Por isso" com o correr do tempo" uma parte dos produtos de tra al(o" pelo menos" tem de ser produ$ida intencionalmente com -ista : troca0 + partir deste instante consolida-se" por um lado" a separação entre a utilidade das coisas para o consumo imediato e a sua utilidade para a troca0 O seu -alor de .?6M. aut numerum nominis ejus.?*L. nisi qui habet characterem aut nomem bestiae. + 3orma da troca imediata de produtos <: x de o 7ecto de uso 6 2 y de o 7ecto de uso H(1MC%0 +ntes da troca" as coisas 6 e H não são a4ui mercadorias" mas apenas se tornam tal por meio dessa troca0 O primeiro modo de um o 7ecto de uso ser -alor de troca em pot@ncia < a sua e2ist@ncia como não--alor de uso" como quantum de -alor de uso 4ue e2cede as necessidades imediatas do seu possuidor0 Gm si e por si" as coisas são e2teriores ao (omem e" por isso" alien9-eis0 Para 4ue esta alienação se7a recBproca" os (omens apenas precisam" tacitamente" de sur/ir uns 3rente aos outros como propriet9rios pri-ados dessas coisas alien9-eis e" precisamente por isso" como pessoas independentes umas das outras0 ?o entanto" uma tal relação de estran(e$a recBproca não e2iste para os mem ros de uma comunidade natural" ten(a esta a 3orma de 3amBlia patriarcal" de comuna Bndia anti/a" de um Gstado inca.0% O cristal-din(eiro < um produto necess9rio do processo de troca" no 4ual produtos de tra al(o de di-ersa esp<cie são e3ecti-amente i/ualados entre si e" por isso" e3ecti-amente trans3ormados em mercadorias0 O alar/amento e o apro3undamento (ist1ricos da troca desen-ol-e a oposição" latente na nature$a das mercadorias" entre -alor de uso e -alor0 + necessidade de mani3estar e2teriormente esta oposição com -ista ao interc!m io condu$ a uma 3orma aut1noma do -alor das mercadorias e não descansa at< ela estar de3initi-amente alcançada atra-<s da duplicação da mercadoria em mercadoria e din(eiro0 Por isso" na mesma medida em 4ue se completa a trans3ormação dos produtos de tra al(o em mercadorias" completa-se a trans3ormação da mercadoria em din(eiro(\C%0 + troca imediata de produtos tem" por um lado" a 3orma da e2pressão simples de -alor e" por outro lado" ainda não a tem0 Gssa 3orma era x de mercadoria 6 2 y de mercadoria H.0 Por isso" eles 79 actuaram antes de terem pensado0 +s leis da nature$a das mercadorias acti-aram-se no instinto natural dos possuidores de mercadorias0 Gles s1 conse/uem li/ar as suas mercadorias entre si como -alores W e" portanto" apenas como mercadorias W na medida em 4ue as li/arem" por oposição" com outra mercadoria 4ual4uer como e4ui-alente /eral0 + an9lise da mercadoria deu isto0 Mas s1 o acto social pode 3a$er de uma determinada mercadoria e4ui-alente /eral0 +ssim" a acção social de todas as outras mercadorias li erta uma determinada mercadoria na 4ual elas omnilateralmente mani3estam os seus -alores0 'om isso" a 3orma natural dessa mercadoria torna-se 3orma de e4ui-alente socialmente -9lida0 Ser e4ui-alente /eral torna-se" atra-<s do processo social" 3unção especi3icamente social da mercadoria li ertada0 +ssim ela torna-se W din(eiro0 VDlli unum consilium habent et virtutem et potestatem suam bestiae tradunt.W(LC% (+pocalipse.

uso separa-se do seu -alor de troca0 Por outro lado" a relação 4uantitati-a em 4ue elas se trocam torna-se dependente da sua pr1pria produção0 O (9 ito 3i2a-as como ma/nitudes de -alor0 ?a troca de produtos imediata" cada mercadoria < meio de troca imediata para o seu possuidor e e4ui-alente para o seu não-possuidor" mas apenas na medida em 4ue < para ele um -alor de uso0 +ssim" o arti/o de troca não rece e ainda 4ual4uer 3orma--alor independente do seu pr1prio -alor de uso ou da necessidade indi-idual da4ueles 4ue trocam0 + necessidade dessa 3orma desen-ol-e-se com o n5mero e di-ersidade crescentes das mercadorias 4ue entram no processo de troca0 O pro lema sur/e simultaneamente com os meios para a sua solução0 Um interc!m io em 4ue os possuidores de mercadorias tro4uem e comparem os seus pr1prios arti/os com di-ersos outros arti/os nunca se -eri3ica sem 4ue di-ersas mercadorias de di-ersos possuidores se7am" no interior do seu interc!m io" trocadas por uma e mesma terceira esp<cie de mercadorias e comparadas como -alores0 Gssa terceira mercadoria" na medida em 4ue se torna e4ui-alente para di-ersas outras mercadorias" rece e imediatamente" se em 4ue dentro de limites estreitos" a 3orma de e4ui-alente /eral ou social0 Gsta 3orma de e4ui-alente /eral nasce e perece com o contacto social moment!neo 4ue l(e deu -ida0 De modo alternado e passa/eiro ad-<m a esta ou :4uela mercadoria0 Por<m" com o desen-ol-imento da troca de mercadorias" ela 3i2a-se e2clusi-amente a esp<cies particulares de mercadorias ou cristali$a na 3orma-din(eiro0 + 4ue esp<cie de mercadorias ela 3ica colada < primeiramente al/o casual0 R9" no entanto" duas circunst!ncias 4ue" /rosso modo" são decisi-as0 + 3orma-din(eiro ou se 3i2a aos arti/os de troca mais importantes -indos do estran/eiro" os 4uais" de 3acto" são 3ormas 3enom<nicas naturais do -alor de troca dos produtos indB/enas" ou ao o 7ecto de uso 4ue 3orma o elemento principal das posses alien9-eis indB/enas" como" p0 e20" o /ado0 Os po-os n1madas são os primeiros a desen-ol-er a 3orma-din(eiro por4ue todos os seus teres e (a-eres se encontram numa 3orma m1-el e" por isso" imediatamente alien9-el" e por4ue o seu modo de -ida os pDe constantemente em contacto com comunidades estran/eiras" solicitando-os" assim" para a troca de produtos0 Fre4uentemente" os (omens 3i$eram do pr1prio (omem" na 3i/ura do escra-o" o material-din(eiro ori/inal" mas nunca 3i$eram isso da terra0 Tal ideia s1 p>de sur/ir numa sociedade ur/uesa 79 desen-ol-ida0 Gla data do 5ltimo terço do s<culo ]VII" e a da sua consumação : escala nacional s1 3oi tentada um s<culo mais tarde na re-olução ur/uesa dos 3ranceses0 ?a mesma proporção em 4ue a troca de mercadorias re enta os seus laços apenas locais e o -alor das mercadorias" conse4uentemente" se alar/a a materiali$ação de tra al(o (umano em /eral" a 3orma-din(eiro trans3ere-se para as mercadorias 4ue" por nature$a" se adaptam : 3unção social de um e4ui-alente /eral: os metais no res0 O 3acto de 4ue" bem ora o ouro e a prata não se7am" por nature$a" din(eiro" o din(eiro <" por nature$a" ouro e pratac(11C%" mostra a con/ru@ncia das suas propriedades naturais com as suas 3unçDes(1&C%0 +t< a4ui" por<m" apenas con(ecemos do din(eiro a 3unção de ser-ir como 3orma 3enom<nica do -alor das mercadorias ou como o material em 4ue as ma/nitudes de -alor das mercadorias socialmente se e2pressam0 Forma 3enom<nica ade4uada de -alor ou materiali$ação de tra al(o (umano a stracto e" por isso" i/ual s1 pode ser uma mat<ria de 4ue todos os e2emplares possuam a mesma 4ualidade uni3orme0 Por outro lado" como a di3erença das ma/nitudes de -alor < puramente 4uantitati-a" a mercadoria-din(eiro tem de ser capa$ de di3erenças puramente 4uantitati-as" ou se7a" di-isB-el : -ontade e de no-o componB-el a partir das suas partes0 O ouro e a prata" por<m" possuem estas propriedades por nature$a0 O -alor de uso da mercadoria-din(eiro duplica-se0 +l<m do seu -alor de uso particular como mercadoria W como" p0 e20" o ouro ser-ir para a o turação de dentes cariados" mat<ria-prima de arti/os de lu2o" etc0 W" ela ad4uire um -alor de uso 3ormal" 4ue sur/e das suas 3unçDes sociais especB3icas0 'omo todas as outras mercadorias são apenas e4ui-alentes particulares do din(eiro e o din(eiro o seu e4ui-alente uni-ersal" elas comportam-se como mercadorias particulares para com o din(eiro como mercadoria uni-ersal(1*C%0 .

Vimos 4ue a 3orma-din(eiro < apenas o re3le2o" aderente a uma mercadoria" das li/açDes de todas as outras mercadorias0 =ue din(eiro < mercadoria(16C%" s1 constitui" pois" uma desco erta para 4uem parte da sua 3i/ura aca ada para depois o analisar0 O processo de troca d9 : mercadoria por si trans3ormada em din(eiro não o seu -alor" mas a sua 3orma--alor especB3ica0 + con3usão entre as duas determinaçDes le-ou a 4ue se considerasse o -alor do ouro e da prata como ima/in9rio(1VC%0 Por4ue o ouro" em determinadas 3unçDes" pode ser su stituBdo por um mero si/no de si pr1prio" sur/iu o outro erro de 4ue ele seria um mero si/no0 Por outro lado" (a-ia aB o pressentimento de 4ue a 3orma-din(eiro da coisa < e2terior a esta e mera 3orma 3enom<nica de relaçDes (umanas 4ue por detr9s delas se escondem0 ?este sentido" 4ual4uer mercadoria seria um si/no" por4ue" como -alor" < apenas o in-1lucro coisal do tra al(o (umano nela despendido (1SC%0 Por<m" na medida em 4ue se declara como meros si/nos os caracteres sociais 4ue as coisas rece em" ou os caracteres coisais 4ue as determinaçDes sociais do tra al(o rece em na ase de um determinado modo de produção" est9se simultaneamente a declar9-las como produto de re3le2ão ar itr9rio dos (omens0 Gsta era uma maneira en4uista de e2plicação no s<culo ]VIII" para retirar" pelo menos temporariamente" a apar@ncia de estran(e$a :s 3ormas eni/m9ticas das relaçDes (umanas cu7o processo de sur/imento ainda não se conse/uia deci3rar0 Foi 79 notado 4ue a 3orma de e4ui-alente de uma mercadoria não inclui a determinação 4uantitati-a da sua ma/nitude de -alor0 Mesmo 4uando se sa e 4ue o ouro < din(eiro e" por isso" imediatamente troc9-el por todas as outras mercadorias" não se sa e com isso 4uanto -alem" p0 e20" 1M li ras de ouro0 'omo 4ual4uer mercadoria" o din(eiro s1 pode e2primir a sua pr1pria ma/nitude de -alor em outras mercadorias" relati-amente0 O seu -alor pr1prio < determinado pelo tempo de tra al(o re4uerido para a sua produção e e2prime-se no quantum de 4ual4uer outra mercadoria na 4ual est9 coa/ulado o mesmo tempo de tra al(o(1\C%0 Gsta 3i2ação da sua ma/nitude de -alor relati-a tem lu/ar na sua 3onte de produção por ne/1cio de troca imediato0 Xo/o 4ue entra em circulação como din(eiro" o seu -alor 79 est9 dado0 Se 79 nos 5ltimos dec<nios do s<culo ]VII" era começo" muito ultrapassado" da an9lise do din(eiro sa er 4ue din(eiro < mercadoria isso era" por<m" tam <m apenas o começo0 + di3iculdade não reside em compreender 4ue din(eiro < mercadoria" mas como" atra-<s de 4u@ e por4u@ mercadoria < din(eiro(&&C%0 Vimos como" lo/o na e2pressão mais simples de -alor" x de mercadoria 6 2 y de mercadoria 8" a coisa em 4ue a ma/nitude de -alor de outra coisa se mani3esta parece possuir a sua 3orma de e4ui-alente independentemente dessa relação" como propriedade social natural0 Se/uimos a consolidação desta 3alsa apar@ncia0 Gla 3ica completa 4uando a 3orma de e4ui-alente uni-ersal se 3unde com a 3orma natural de uma esp<cie particular de mercadoria ou est9 cristali$ada na 3ormadin(eiro0 Uma mercadoria não parece primeiro tornar-se din(eiro por4ue as outras mercadorias omnilateralmente mani3estam nela os seus -alores: mas in-ersamente" elas parecem mani3estar nela uni-ersalmente os seus -alores por4ue ela < din(eiro0 O mo-imento mediador desaparece no seu pr1prio resultado e não dei2a 4ual4uer rasto atr9s de si0 +s mercadorias" sem a sua inter-enção" encontram a sua 3i/ura de -alor pr1pria pronta como um corpo de mercadoria e2istente 3ora e ao lado delas0 Gstas coisas" ouro e prata" ao saBrem das entran(as da terra" são simultaneamente a encarnação imediata de todo o tra al(o (umano0 DaB a ma/ia do din(eiro0 O comportamento meramente atomBstico dos (omens no seu processo de produção social e" por isso" a 3i/ura coisal das suas pr1prias relaçDes de produção" independente do seu controlo e do seu 3a$er consciente indi-idual" aparecem antes do mais no 3acto de 4ue os seus produtos de tra al(o assumem uni-ersalmente a 3orma-mercadoria0 +ssim" o eni/ma do 3eitiço do din(eiro < apenas o eni/ma do 3eitiço das mercadorias" tornado -isB-el e 4ue o3usca os ol(os0 continuaddd InBcio da p9/ina Botas de rodapD: .

?*T.(1C% ?o s<culo ]II" tão 3amoso pela sua piedade" aparecem entre estas mercadorias" 3re4uentemente" coisas muito delicadas0 +ssim" um poeta 3ranc@s da4uele tempo enumera entre as mercadorias 4ue se encontra-am no mercado de Xandit.K (retornar ao te2to% (TC% bPois o uso de cada em < duplo0 .000.#o portuguesa.K (retornar ao te2to% (VC% Gm 3ranc@s no te2to" respecti-amente: bnaturalidadec" ba3inidadec" be4uidade eternac" bmutualidade eternac" b-erdades eternasc" b/raça eternac" b3< eternac" b-ontade eterna de deusc0 (?ota da edição portu/uesa0% (retornar ao te2to% (SC% +lusão aos levellers (ni-eladores%" partido radical pe4ueno..e%onomie as pp0 S1 s440 (retornar ao te2to% (1MC% Gn4uanto a4uilo 4ue se troca não 3orem dois o 7ectos de uso di-ersos mas" como encontramos 3re4uentemente entre os sel-a/ens" se o3erecer uma massa ca1tica de coisas como e4ui-alente de uma terceira" a pr1pria troca imediata de produtos permanece na sua 3ase in3antil0 (retornar ao te2to% (11C% [arl Mar2" 10 c" p0 1*V0 bOs metais000 .I" *" 1&VTaS-1* W Gota da edi. 10 I" c0 \ . naturalmente moeda0c (#aliani" Della Moneta" na colect!nea de 'ustodi" Parte Moderna" t0 III" p0 1*T0% (retornar ao te2to% (1&C% Mais pormenores so re este ponto na min(a o ra aca ada de citar" secção: bOs metais no resc0 (retornar ao te2to% .K (retornar ao te2to% (LC% Gm latim no te2to: bGstes t@m um mesmo intento de dar 4uer a sua 3orça 4uer o seu poder : esta0 .#o portuguesa.ur/u@s" 4ue 4uer eterni$ar a produção de mercadorias e" ao mesmo tempo" a olir a boposição entre din(eiro e mercadoriac" ou se7a" o pr1prio din(eiro" pois ele s1 e2iste nessa oposição0 Seria o mesmo 4ue 4uerermos a olir o Papa e manter o catolicismo0 Para mais pormenores so re este ponto" -er no meu escrito 9ur :riti% der +ol." al<m de tecidos para roupa" sapatos" couro" instrumentos a/rBcolas" peles" etc" tam <m b3emmes 3olies de leurs corpsc(&C%0 (retornar ao te2to% (&C% Gm 3ranc@s no te2to: literalmente" bmul(eres loucas pelos seus corposc" isto <" com o 3o/o no corpo0 $Gota da edi.000.são.ur/u@s .K (retornar ao te2to% (*C% Proud(on cria" primeiro" o seu ideal de 7ustiça" da justice (ternelle(6C%" a partir das relaçDes 7urBdicas correspondentes : produção de mercadorias" atra-<s do 4ue W di/a-se de passa/em W se 3ornece tam <m a pro-a" tão consoladora para todo o pe4ueno..#o portuguesa].ur/u@s da <poca da re-olução in/lesa do s<culo ]VII" 4ue de3endiam a representação popular e a de-olução da terra sen(orial :s comunas0 $Gota da edi. G 4ue nin/u<m pudesse comprar ou -ender e2cepto a4uele 4ue ti-esse a marca ou o nome da esta ou o n5mero do seu nome0c (?ota da edição portu/uesa0% (retornar ao te2to% (\C% +7uB$e-se a partir da4ui a esperte$a do socialismo pe4ueno.pieXbQrger.#o portuguesa. se sa e mais acerca dela do 4ue os Padres da I/re7a 4uando di$iam 4ue ela contradi$ia a Vgr ce (ternelleW" a V"oi (ternelleW" a Vvolont( (ternelle de dieuWF (retornar ao te2to% (6C% Gm 3ranc@s no te2to: 7ustiça eterna0 $Gota da edi." de 4ue a 3orma da produção de mercadorias < tão eterna como a 7ustiça0 Depois" in-ersamente" ele 4uer remodelar a produção de mercadorias real e o direito real 4ue l(e corresponde de acordo com este ideal0 =ue se pensaria de um 4uBmico 4ue" em -e$ de estudar as leis reais da troca material e de resol-er determinados pro lemas com ase nelas" 4uisesse remodelar a troca material por meio das bideias eternasc da Vnaturalit(W(VC% e da Va""init(WF Ser9 4ue" 4uando se di$ 4ue a busurac contradi$ a Vjustice (ternelleW e a V(quit( (ternelleW e a Vmutualit( (ternelleW e outras Vv(rit(s (ternellesW. . Mas um < peculiar" o outro não < peculiar : coisaA como" por e2emplo" com a sand9lia o 3a$er de sand9lia e o ser trocada0 +m os com e3eito são usos da sand9lia" pois" com e3eito" 4uem troca sand9lia por din(eiro ou alimento com o 4ue precisa dela usa a sand9lia como sand9lia" mas não no seu uso peculiar0 Pois ela não sur/iu com o 3im da troca0c (+rist1teles" >e Fep.

ther. Xond0" . 1TV1" 'ustodi" Parte Moderna" t0 II0 ?a se/unda parte da o ra" nomeadamente" Pa/nini polemi$a com os sen(ores 7uristas0 (retornar ao te2to% (1TC% ?a edição 3rancesa: 1TSS" t0 II" p0 16L0 (?ota da edição portu/uesa0% (retornar ao te2to% (1LC% . as -hey .?61.0 b=ue nin/u<m possa nem de-a ter d5-idac" di$ o seu d1cil discBpulo P(ilippe de Valois num decreto de 1*6S .%" são000 mercadorias000 4ue so em e descem em -alor000 Metais no res" pois" podem ser calculados como sendo de -alor superior 4uando com um peso mais pe4ueno compram uma maior 4uantidade do produto ou manu3actura do paBsc" etc0(.tand in Felations to =ach .S0 'lement". pelo seu uso como din(eiro0c (Hean XaK" <onsiderations sur le num(raire et le commerce" na Gdit0 de G0 Daire dos Rconomistes "inanciers du YBDDD siUcle" pp0 6S\" 6TM0% (retornar ao te2to% (1SC% bO din(eiro < o seuc (dos /<neros% bsi/no0c (V0 de For onnais" Rl(ments du commerce" nou-0 <dit0" XePde" 1TSS" t0 II" p0 16*0% b'omo si/no ele < atraBdo pelos /<neros0c (X0 c" p0 1VV0% bO din(eiro < um si/no de uma coisa e representa-a0c (Montes4uieu" =sprit des lois.H0 '(ild". Hy a @erchant " Xond0" 1S\V" p0 T0% b+ prata e o ouro" cun(ados ou por cun(ar" em ora se7am usados para medida de todas as outras coisas" não são menos mercadoria do 4ue -in(o" a$eite" ta aco" tecido ou 3a$endas0c(. 6 >iscourse o" the Jeneral Gotions o" @oney.000.(1*C% bO din(eiro < a mercadoria uni-ersal0c (Verri" 10 c" p0 1S0% (retornar ao te2to% (16C% b+ pr1pria prata e o ouro (4ue podemos desi/nar pelo nome /eral de metais no res .euvres. .Ho(n XocQe" . Xond0" 1TST" t0 II" p0 *(1TC%0% O din(eiro bnão < um simples si/no" por4ue < ele pr1prio ri4ue$aA ele não representa os -alores" e4ui-ale-l(es0c (Xe Trosne" 10 c" p0 \1M0% bSe considerarmos o conceito de -alor" a pr1pria coisa apenas < encarada como um si/no" e -ale não por si pr1pria mas pelo -alor 4ue tem0c (Re/el" 10 c" p0 1MM0% Muito antes dos economistas" os 7uristas lançaram a ideia do din(eiro como mero si/no e do -alor apenas ima/in9rio dos metais no res" num ser-iço de sico3antas do poder real" apoiando o seu direito de adulteração das moedas ao lon/o de toda a Idade M<dia" com ase nas tradiçDes do Imp<rio )omano e nas concepçDes de din(eiro das Pandectas. -rade. -he =ast 7ndia -rade a @ost +ro"itable -rade" Xondon" 1STT" p0 60% (retornar ao te2to% (1VC% bO ouro e a prata t@m -alor como metais anteriormente a serem moeda0c (#aliani" 10 c0 .T(0 Papillon".0% XocQe di$: bO consenso uni-ersal da (umanidade deu : prata" em -irtude das suas 4ualidades 4ue a torna-am ade4uada para din(eiro" um -alor ima/in9rio0c .ome <onsiderations" etc" 1S\1" in OorQs" ed0 1TTT" -0 II" p0 1V0." p0 T&.1S de Haneiro. XaK" em contrapartida: bGu não seria capa$ de conce er como < 4ue di3erentes naçDes poderiam dar um -alor ima/in9rio a uma coisa 4ual4uer000 ou como < 4ue esse -alor ima/in9rio poderia ter sido mantidoFc Mas -e7a-se como ele pr1prio pouco entendia da coisa: b+ prata troca-a-se na ase do 4ue era a-aliado para os usosc" i0 <" se/undo o seu -alor realA brece eu um -alor adicional eune -aleur additionelle% . 6 >iscourse <oncerning -rade.aggio sopra il giusto pregio delle cose." bde 4ue a ?1s e : ?ossa Ma7estade real somente pertence000 o mester" a 3eitura" o estado" a pro-isão e toda a Ordenança das moedas dar tal curso e por tal preço como ?os apra$ e em ?os parece0(1LC%c Gra um do/ma 7urBdico romano 4ue o Imperador decretasse o -alor do din(eiro0 Gra e2pressamente proi ido tratar o din(eiro como mercadoria0 b=ue na -erdade a nin/u<m se7a permitido comprar din(eiro" pois 4ue" constituBdo para uso p5 lico" não < lBcito 4ue se7a mercadoria0c Uma oa discussão so re este ponto < a de #0 F0 Pa/nini" . and =xchange. and -hat in +articular o" the =ast-Dndies" etc" Xondon" 1SL\" p0 &0% b+ 3ortuna e ri4ue$as do reino não podem propriamente con3inar-se ao din(eiro" nem o ouro e a prata de-em ser e2cluBdos de serem mercadoria0c (.rdonnances des rois de Irance de la Ze race000" Paris" MD'']]I]" t0 II" p0 &V60 (?ota da edição 3rancesa0% (retornar ao te2to% (1\C% bSe um (omem pode tra$er para Xondres uma onça de Prata" e2traBda da Terra no Peru" no mesmo tempo em 4ue pode produ$ir um buschel de 'ereal" então um < o preço natural do outroA ora" se de-ido a minas no-as ou mais acessB-eis um (omem pode o ter duas onças de prata tão 3acilmente como antes o tin(a uma" o cereal ser9 a de$ 2elins por bushel tão arato como antes era a cinco 2elins" caeteris paribus(&MC%0c (Oilliam PettP" 6 -reatise o" -axes and <ontributions.bullion.

?6M.?*\. =stado inca W Gstado escra-ista 4ue e2istiu de princBpios do s<culo ]V a meados do s<culo ]VI no territ1rio do actual Peru" no 4ual se conser-a-am importantes -estB/ios do re/ime da comunidade primiti-a0 + tri o dos Incas ali dominante su di-idia-se em 1MM comunidades cl!nicas $aylluK. #oet(e" Iausto.?*L.?*T. 4ue se trans3ormaram /radualmente em comunidades rurais (de -i$in(os%0 (retornar ao te2to% . parte I" cena * (b#a inete de Tra al(oc%0 (retornar ao te2to% .?61.1SST" p0 *1(&1C%0% (retornar ao te2to% (&MC% Gm latim no te2to: em i/uais circunst!ncias0 (?ota da edição portu/uesa0% (retornar ao te2to% (&1C% ?a edição in/lesa: p0 *&0 (?ota da edição portu/uesa0% (retornar ao te2to% (&&C% Depois de o sen(or pro3essor )osc(er nos ensinar 4ue bas de3iniçDes 3alsas de din(eiro podem di-idir-se em dois /rupos principais: a4uelas 4ue o consideram mais e a4uelas 4ue o consideram menos 4ue uma mercadoriac" se/ue-se um con3uso cat9lo/o de escritos so re a ess@ncia do din(eiro atra-<s dos 4uais não se -islum ra se4uer a mais remota inteli/@ncia da real (ist1ria da teoria e" depois" a moral: bDe resto" não se pode ne/ar 4ue a maioria dos economistas nacionais mais recentes não le-ou su3icientemente em consideração as particularidades 4ue distin/uem o din(eiro de outras mercadoriasc (e a3inal: < mais ou menos do 4ue uma mercadoriaF%000 b?esta medida" a reacção semimercantilista de #anil(" etc" não < totalmente in3undada0c (Oil(elm )osc(er" >ie Jrundlagen der GationalO%onomie" *0a ed0" 1LVL" pp0 &MT-&1M0% Mais W menos W não su3icientemente W nesta medida W não totalmentef =ue determinaçDes conceptuaisf G o sen(or )osc(er" modestamente" apti$a um ecl<tico pala-reado pro3essoral deste tipo como bm<todo anat1mico-3isiol1/icoc da economia polBticaf ?o entanto" <-l(e de-ida uma desco erta" a sa er" a de 4ue o din(eiro < buma mercadoria a/rad9-elc0 (retornar ao te2to% Botas de <im de tomo: . @ercado de [andit W /rande mercado nas pro2imidades de Paris" reali$ado anualmente nos s<culos ]II a ]I]0 (retornar ao te2to% . 6pocalipse W o ra da literatura cristã primiti-a" 4ue 3a$ parte do ?o-o Testamento0 Gscrita no s<culo I" cont<m pro3ecias mBsticas so re o 3im do mundo e a no-a -inda de 'risto0 O autor do +pocalipse e2prime um sentimento de 1dio /eral ao Imp<rio )omano" ao 4ual d9 o nome de b estac e 4ue considera como encarnação do dia o0 +s passa/ens citadas di$em respeito aos capBtulos 1T e 1*0 (retornar ao te2to% . +andectas W nome /re/o do >igesto (lat0 digesta W colect!nea%" parte importante do c1di/o do direito ci-il romano0 'onstituBam uma colect!nea de e2certos de o ras dos 7uristas romanos e e2pressa-am os interesses dos propriet9rios de escra-os0 Foram pu licadas em V**" no tempo do imperador i$antino Hustiniano0 (retornar ao te2to% .