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MP/SP Oficial de Promotoria Em atenção às últimas retificações ao Edital nº 09/2011 para o cargo de Oficial de Promotoria I, seguem complementos ao conteúdo da apostila

. de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a formulação de quesitos e indicação de assistente técnico. § 4º. O assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo juiz e após a conclusão dos exames e elaboração do laudo pelos peritos oficiais, sendo as partes intimadas desta decisão. Perito Perito é aquele que traduz a qualidade de sábio, hábil, que tenha um conhecimento técnico ou científico profundo sobre determinado assunto. Perito criminal oficial É o funcionário público de carreira, investido no cargo por meio de concurso público, que exerce suas atividades junto ao Instituto de Criminalística – IC (dos Estados) ou IC da Polícia Federal. Este profissional realiza os mais diversos exames, tais como do local de crime, exames de laboratório, acidente de trânsito, entre outros, salvo os exames médicolegais, que ficam a cargo dos médicos legistas. O médico legista também é considerado um perito, mas com especialização em medicina, realizando suas atividades junto ao Instituto Médico Legal (IML). É, também, funcionário público de carreira (concursado) que realiza perícia em pessoas vivas ou mortas. O perito criminal está sujeito à disciplina judiciária (art. 275 do CPP), ou seja, sujeito às mesmas vedações dos juízes de direito (art. 280 do CPP). Quando no exercício de suas funções, exerce parte da soberania do Estado, sendo assim, considerado autoridade naquele ato. Havendo a obstrução para realização do exame, deverá imediatamente comunicar a autoridade policial, que, se necessário, prenderá em flagrante delito aquele que causar a obstrução. O perito criminal elabora peça técnica, que recebe o nome de laudo pericial. Perito criminal não oficial ou perito ad-hoc Conforme prevê o § 1º do art. 159, na falta de perito oficial, devem ser nomeados profissionais para realizar exame pericial específico. Assim, ad-hoc (expressão latina que significa “para isto”) é o profissional nomeado pelo juiz criminal para realizar tal exame. Os exames do corpo de delito e outras perícias são, em regra, feito por perito oficial, e na sua ausência o exame poderá ser feito por duas pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior, escolhidas de preferência as que tiverem habilitação técnica de área específica, relacionada à natureza do exame. Os peritos não oficiais devem prestar o compromisso de bem e fielmente desempenhar o encargo (art. 159, § 2º, do CPP). Assistente técnico Profissional especializado em determinada área ou que detenha conhecimento profundo sobre o assunto relativo à perícia, portador de diploma de nível superior (obrigatoriedade exigida por analogia ao § 1º do art. 159 do CPP). É contratado pela parte interessada para auxiliá-la no esclarecimento dos exames periciais já realizados, a fim de contestálos, reexaminar a prova, elaborar peça técnica denominada parecer técnico, entre outras atividades. No caso de necessidade de reexaminar a prova, o material probatório que serviu de base à perícia será disponibilizado

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Entre as infrações penais, a sua maioria deixa vestígios (delicta facti permanentis), como exemplo, homicídio, lesão corporal, furto, entre outros, mas há também aqueles que não deixam, em tese, vestígios (delicta facti transeuntis), ex.: injúria, quando cometida de forma verbal. Se a infração deixou vestígios, faz-se necessário a realização de exame pericial, para que reste comprovada a materialidade delituosa, sendo indispensável e imprescindível. Determina o art. 158 do CPP: Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. Pode-se conceituar o exame de corpo de delito como sendo a realização de perícia, cujo objetivo é a de analisar e reunir todos os elementos científicos que comprovam a materialidade do crime. Tal exame pode ser realizado em pessoas e objetos. Corpo de delito é o conjunto dos elementos sensíveis deixados pela infração penal, ou seja, conjunto de vestígios materiais deixados na cena do crime. O exame de corpo de delito direto é aquele realizado por perito criminal para provar a materialidade do crime; já o exame de corpo de delito indireto é aquele instrumento utilizado para provar a materialidade do crime por meio de prova testemunhal e ficha de registro médico. Tão importante é o exame de corpo de delito que nem a confissão do acusado supre sua falta, aliás é causa de nulidade, conforme determina o art. 564, III do CPP. Porém, o art. 167 do CPP prevê que se a realização do exame for inviável, devido ao desaparecimento dos vestígios, a prova testemunhal pode suprir – exame indireto. Para que a prova testemunhal seja aceita, o desaparecimento não pode ser imputado aos órgãos estatais incumbidos da persecução penal. O exame de corpo de delito poderá ser feito em qualquer dia e a qualquer hora. Isso significa dizer que sempre que haja obrigatoriedade da realização de perícia, ela deverá ser realizada, pouco importando o dia, a hora e o local, não sendo possível impor obstáculo à sua realização. Art. 159. O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial, portador de diploma de curso superior. § 1º. Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame. § 2º. Os peritos não oficiais prestarão o compromisso de bem e fielmente desempenhar o encargo. § 3º. Serão facultadas ao Ministério Público, ao assistente

EXAMe De CORPO De DeLITO e PeRÍcIAS eM GeRAL (ARTS. 158, 159 E §§ DO CPP)

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aplicável a crimes cuja pena máxima prevista Absolvição Sumária Com a resposta da acusação. c) sumaríssimo. qualificação do examinando. a fim de que se possa esclarecer as provas ou para responderem a quesitos. ou seja. A defesa arrola as testemunhas na peça em que apresenta a resposta à acusação (arts. objeto ou pessoa. do CPP). c) citação. a audiência de instrução e julgamento deverá ser marcada no prazo máximo de 30 dias após o recebimento da denúncia ou queixa. no prazo de 60 dias. não existe previsão legal de conversão das alegações orais em memoriais. A instrução criminal começa com a citação do acusado para que este apresente defesa escrita no prazo de 10 dias. f ) no caso de recebimento da denúncia. será marcada a audiência de instrução e julgamento. 159 do CPP. o Juiz poderá absolver o réu 2 .  discussão: é a análise criteriosa. no entanto. Difere do rito ordinário também quanto ao número de testemunhas: cada parte pode arrolar até cinco testemunhas. O assistente técnico é inovação. Rito sumário Muito parecido com o ordinário. o procedimento divide-se em comum e especial (processos de competência do Tribunal do Júri. contados a partir do recebimento da denúncia. é igual ou superior a quatro anos de privação de liberdade. g-X) sentença. g-VIII) diligências. hora e local da perícia. diante daquilo que viu. espécie de exame. interpretou e deve conter. que terá a prática dos atos acima identificados..  conclusão: momento em que o perito exara o que concluiu. 159. pena máxima seja de até dois anos previstas na Lei n. do CPP). inicia-se a ação penal. será designada audiência de instrução e julgamento. b) recebimento da denúncia ou queixa. observou. g-II) oitiva das testemunhas (acusação) – até o limite de oito. Após oferecimento e recebimento da denúncia (por parte do MP) ou da queixa (feita pelo ofendido). analisou. I e II. data. Realização dos exames Conforme o art. aquela que exige mais de uma área de conhecimento (art. ainda. Após. descreveu. Se o acusado não apresentar a resposta no prazo legal ou não constituir advogado.  descrição: descrição detalhada do que encontrou (vestígios patentes ou latentes). O prazo para apresentar a resposta será de 10 dias. Não mais se admite que o perito apenas descreva o que encontrou no local de crime. A conclusão deve ser lógica. § 6º. demonstrando o nexo de causalidade entre o vestígio e sua interpretação. e) novo recebimento da denúncia ou queixa (saneador) ou absolvição sumária. g-IX) alegações orais. aplicável a crimes cuja pena máxima prevista seja inferior a quatro anos e maior que dois anos de privação de liberdade. devendo discorrer sobre alterações da cena do crime e suas consequências. pela qual se dá o resultado da perícia realizada. 159. d) resposta à acusação (prazo de 10 dias). § 7º. ressalvando aquelas que possuem rito especial. portanto. salvo se for impossível por motivos de conservação (art. Laudo pericial Laudo pericial é a peça técnico-científica elaborada pelo perito criminal. b) sumário. g) audiência de instrução e julgamento. objetiva e clara. caso em que se admite mais de um perito e mais de um assistente técnico nomeado pela parte. Sempre que possível o laudo pericial deve vir acompanhado de fotografias e desenhos esquemáticos (croquis). aplicável as infrações de menor potencial ofensivo. bem como poderão indicar assistentes técnicos para apresentarem laudos ou também serem ouvidos em juízo (art. também no prazo de 10 dias. § 5º. O laudo em regra é composto das seguintes partes:  preâmbulo: com a qualificação do perito. g-V) acareações. considerada um grande avanço. competência originária das instâncias superiores). com base técnicocientífica dos dados fornecidos pelo exame e requisição. deve ser feita. g-IV) esclarecimento dos peritos e assistentes técnicos. O procedimento comum se divide em: a) ordinário. As partes No decorrer do processo. A exceção se dá quando a perícia a ser realizada for complexa. g-VI) reconhecimento de pessoas e coisas. nome do requisitante. ŠŠPáginas 38 e 39 DA INSTRUÇÃO cRIMINAL (ARTS. do CPP). sobre aplicação de determinada metodologia etc. analisou e interpretou. uma conclusão. no ambiente do órgão oficial e na presença de perito oficial. Possui as seguintes fases: a) oferecimento da denúncia ou queixa. em audiência. Este documento deve descrever de forma minuciosa o exame realizado (inclusive a metodologia aplicada).099/95. 159. 396 e 396-A do CPP). 394 A 405 DO CPP) No processo penal. o exame pericial deve ser realizado por um perito (e não mais dois como era a redação anterior). Além disso. o Juiz nomeará em Defensor para oferecê-la. g-III) oitiva das testemunhas (defesa) – até o limite de oito. é admitido às partes que requeiram a oitiva dos peritos. g-VII) interrogatório. tendo ele por obrigação analisar e interpretar os vestígios deixados naquele local. advinda da reforma processual de 2008. a metodologia empregada. Rito Ordinário É o rito destinado às infrações penais mais graves do ordenamento.º 9. constando ali o que o perito viu. g-I) declarações do ofendido. pois amplia o direito do contraditório e da ampla defesa.MP/SP Oficial de Promotoria para exame pelos assistentes.

§ 2º. do CPP proporcionou. Após os debates orais. quando a necessidade surgir na audiência de instrução e julgamento. pela acusação e pela defesa. prorro- 3 . para fazê-lo. poderá haver a prática dos seguintes atos processuais: declarações do ofendido. Realizada. indispensável contato físico e visual entre acusado e julgador. iniciando-se sempre pela acusação. iniciando pela acusação. suas alegações finais. c) que o fato narrado evidentemente não constitui crime. Destacamos aqui a importância do termo de audiência em livro próprio. do CPP) Não sendo caso de absolvição sumária. Audiência de Instrução e Julgamento (art. proferindo o juiz. gáveis por mais 10 (dez). De maneira a acabar com a situação exagerada existente anteriormente. e falará sempre depois do MP. oitiva das testemunhas (defesa). o Juiz proferirá a sentença. a absolvição sumária passa a fazer parte do procedimento comum e encerra o feito. bem como eventuais impugnações e requerimentos das partes e respectivas decisões judiciais. o Juiz marcará audiência de instrução e julgamento para ser realizada no prazo máximo de 60 dias. 397. O perito pode também responder a estes quesitos por meio de laudo complementar. ou sendo indeferido. terá o prazo de 10 (dez) dias para proferir a sentença. Na audiência. No caso de haver assistente de acusação. o MP. salvo inimputabilidade. destinada a obter maior fidelidade das informações. b) existência de causa excludente de culpabilidade. após a manifestação desse. em que conterá os quesitos. reconhecimento de pessoas e coisas.MP/SP Oficial de Promotoria sumariamente nos termos do art. 403. após o recebimento da denúncia ou queixa. para cada uma das partes. resumidamente. no prazo sucessivo de 5 (cinco) dias. sem que haja pedido das partes. prorrogáveis por mais 10 minutos. O art. será encaminhado às partes cópia do registro original. §§ 1º e 2º. 404. sem necessidade de transcrição. este terá o prazo de 10 minutos. Nesse caso. I a IV. do CPP: a) existência manifesta de causa excludente de ilicitude. em seguida. as partes apresentarão. § 2º No caso de registro por meio audiovisual. § 1º Sempre que possível. apresentarem memoriais (que são as alegações finais. determinando a intimação das partes. bem como a outros que lhe forme feitos em audiência. considerada a complexidade do caso ou o número de acusados. este será obrigado a comparecer em juízo. oitiva das testemunhas (acusação). contendo breve resumo dos fatos relevantes nela ocorridos. a audiência será concluída sem as alegações finais. Do ocorrido em audiência será lavrado termo em livro próprio. ofendido e testemunhas será feito pelos meios ou recursos de gravação magnética. 400. juiz abrirá a palavra para as partes oferecerem suas alegações orais. Se houver mais de um réu. assinado pelo juiz e pelas partes. prorrogandose por igual período o tempo de manifestação da defesa. respondendo tais quesitos oralmente. no qual deve ficar registrado. conceder às partes o prazo de 5 (cinco) dias sucessivamente para a apresentação de memoriais. o juiz proferirá a sentença. serão oferecidas alegações finais orais por 20 (vinte) minutos. Art. digital ou técnica similar. § 3º O juiz poderá. o tempo é individualizado para cada um deles. Art. Se a causa for complexa ou for grande o número de réus. a diligência determinada. Parágrafo único. § 2º Ao assistente do Ministério Público. o assistente de acusação e a defesa. feita por escrito). Desse modo. prorrogável por mais 10 minutos. pode o juiz converter as alegações orais em memoriais. 399. o tempo previsto para a defesa de cada um será individual. por memorial. onde cada parte terá cinco dias. mas se qualquer das partes insistir em ouvilo. e. Finda a instrução criminal. o juiz deve encerrar a audiência e depois de cumprida a determinação. Quando da oitiva de perito. a seguir. sentença. inclusive audiovisual. encaminhados com antecedência mínima de 10 dias. Não havendo requerimento de diligências. Quando não houver pedido de diligência ou se for indeferido. § 1º Havendo mais de um acusado. outro ouvia as testemunhas e um terceiro proferia a sentença. serão concedidos 10 (dez) minutos. no prazo de 10 (dez) dias. estenotipia. Ordenado diligência considerada imprescindível. indiciado. Art. os principais atos e incidentes ocorridos durante a audiência. interrogatório. diligências. onde um juiz interrogava o réu. de ofício tais diligências. Cada uma das partes terá 20 minutos. alegações orais. respectivamente. esclarecimento dos peritos. abrirá prazo de cinco dias. este deve receber a intimação por meio de mandato. sentença. podem requerer a realização de diligência. 405. de ofício ou a requerimento da parte. por meio de sua redação. o registro dos depoimentos do investigado. O Juiz pode determinar. acareações. ou d) extinta a punibilidade do agente. Quando for deferida a diligência.