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DICCIONARIO
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Theatro Portuguez

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SOUSA BASTOS

DICCIONARIO
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Theatro Portuguez
OBRA PROFUSAMENTE ILLUSTRADA

LISBOA
Imprensa Libanio da Silva
•2<j,

Rua das Gáveas, 3i
1908

PM . .

esse gigante da nossa scena. ao lado de Gil Vicente e Garrett. o seu reformador e o notabilissimo mestre e e. para que assim conheçam os vÍ7idouros essa trindade sublime do t/teatro portugue^: o seu fundador. ao lado de Joaquim José Tasso.A' . O artista incomparável. para o apadrinhar com o teu nome glorioso. o maior génio que tem deslumbrado o nosso Iheatro. tista. que tu foste. ha de ser immorredouro José Carlos dos Santos. dedico este trabalho. notabilissimo archora ainda a scena portuguesa a lua perda irreparável.MEMORIA José Carlos dos Santos A ti. brilhante carreira do Iheatro. difficil e ao mesmo tempo Punge-me a saudade do teu convivia. mais tarde ou mais cedo tem de ser perpetuado no mármore. Ao lado de Emitia das Neves.xemplo de quantos ainda hoje labutam na espinhosa. Sé abençoado por todos nós! Sousa Bastos . grande actor. grande mestre do Iheatro portugue\ á tua inolvidável memoria.

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só DUAS PALAVRAS Isto não é uma obra litteraria nem pretenciosa. B. Pouco tinha a que recorrer na nossa terra. que oxalá seja proveitoso. agrade- çam-me ao qienos as boas intenções. porem. N'um paiz em que tanto se ama o theatro e tão pouco ser. livros francezes e italianos. Se com este trabalho não consegui os meus fins. São raríssimos em Portugal os livros sobre theatro. lanço mão d'ella. consultei. para auxiliar o emprehendimento. E' por isso que se impunha a neces- sidade d'um Dicciojiario do Theatro Porlugue^. julgo útil esta publicação. Isto representa em todo o caso grande somma de trabalho. que pudesse ser consultado pelos estudiosos e pelos que ignoram muito do que lhes seria indispensável saber. mesmo se sabe e se cuida. todavia. faltando mesmo os mais elementares. Não o pod'elle deria dada a insufficiencia do auctor. na nossa litteratura. aproveitando d'elles o que julguei conveniente para a obra. visto que os mestres se não dispõem á espinhosa tarefa. . e depois os competentes que a aperfeiçoem. Não sou certamente dos mais competentes para emprehender tão árduo e difficil trabalho. 6'.

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Os cantores são Abaixamento de voz bastantes vezes e quasi repentinamente accommettidos de abaixamento de vo^. Quando. no começo da Abrir o theatro epocha. Júlia a 3 também na 2. senta se a 3.» linha. durante os espectáculos. sem que n'ella caiba mais uma única pessoa. um theatro dá o seu primeiro espectáculo. o theatro fechar no meio de uma epocha e d'ahi a pouco recomeçar os seus espectáculos. Symphonia. devem estar promptas a poderem ser pelos porteiros rapidamente franqueadas ao publico. para se dobrar e melhor se prestará arrumação. Se. 50^. V. -— rod. o que lhes não permitte dar as notas límpidas e os obriga a desafinar. principalmente nas primeiras representações. Muitas vezes são os espectáculos de opera interrompidos. porque não é portugueza." linha. lev. a 6 sobe a 6.se. E" sempre inconveniente abuAbusar — — — — a Abono faz a —O qualquer empregam adiantamento que a empreza artista ou empregado. porque qualquer cantor soffreu um abaixamento de voj e não pode continuar cantando.Jui.se aos assignantçs de certo numero de recitas. Ca'-. ouvem-se immediatamente os prolongados «schiiis!» dos apagadores ou aba/adores. Musica executada pela orchesAbertura tra antes de subir o panno.i) — culo está completamente cheia. E' máu indicio sempre que Abatimento um theatro soffre abatimento nos preços dos seus logares. Quando a sala do espectáAbarrotar — de assignatura. passa a — : um. causado por cançaço ou desarranjo nas cordas vocaes. Carlos a 2 na 2. diz-se também que o novo theatro vae abrir as suas portas. que vae abrilhantar o espectáculo. em caso de incêndio ou pânico. impedindo por diversas formas os applausos do publico sincero. levanta. Abafar — E' o que fazem os aba/adores nos theatros. como não ha espaço para mais. Quando as palmas querem romper para festejar qualquer scena ou o desempenho de qualquer artista. diz se que o theatro vae abrir. O abatimento costuma fazer. diz-se que está a abarrotar.Henr. Assim são denominados os Âbafadores espectadores que.DICCIOiNARIO DO THEATRO PORTUGUEZ A Aba Peça saliente dos bastidores ou de qualquer reprego.— 5. que tem de ser inaugurada. e assim rodeia e desce a 5. e desc. A palavra n'esse sentido é — mal empregada. que ordinariamente se prega com machasfemeas. a 5 — Alberto a — a 3. aba/adores. Diz-se por exemplo a Abrilhantou o espectáculo o grande actor Taborda» ou «O espectáculo foi abrilhantado pela deliciosa peça A Ceia dos — : Cardeaes. per qualquer circumstancia. tratam sempre de impedir os applausos. Diz-se de um bom artista Abrilhantar que vae tomar parte n'um espectáculo. Todas as portas de sabiAbrir para fora da do theatro devem abrir para o exterior do edifício e. — = — = = — successivamente. i. Quando se trata d'uma casa d'espectaculos nova. O mesmo se pôde dizer de qualquer peça ou de qualquer scena importante n'uma recita. V. Quando a Abreviaturas na marcação marcação de qualquer peça se faz no próprio manuscripto ou na brochura. 1. diz-se que o theatro reabriu. pois que manifesta falta de concorrência. Henrique a 4 . Muitos palavra abono como synonimo — . =^ Aib. fazem-se as indicações em abreviaturas da segumte forma p.

Cezar de Lima. Leoni. Moreira. Baron. Accionado E' a principal divisão de qualquer Acto obra dramática. Goldoni. quatro. quatro ou cinco actos é inquestionavelmente a melhor. mais ou menos complicado. Entre nôs temos também a citar Gil Vicente. sendo aliás clara e impressionante. mais em — rosimil. muitos actores cómicos teem tido enorme agrado. dos mortos temos que recordar: António Pedro. Entre — um do. Cezar de Lacerda. n'uma revista. O grande Wagner fez cantar com o titulo O annel de Niebelung quatro operas seguidas. O acanhamento é grande deAcanhado feito no theatro. entre nós. Alem d'estes celebres escriptores. — São no theatro os adereços Accessorios ou pertences de scena indispensáveis.Act DíCCIONARIO mesmo acconteceu 10 Sar da paciência dos espectadores. que adivinhou a escola realista. em quatro noites Alexandre Dumas dividiu para três noites o seu Conde de Monte Christo ! A obra de Hardy Os castos e leaes amores de Théagene e de Chariclée era uma tragedia que se não representava em menos de oito dias I. arriscamse a Marquez de Pombal serem desfeiteados. ao mesmo tempo que ve- Acção — E' . O actor cómico distingue-se principalmente pela physionomia expressiva. O actor acanhado prejudica sempre os papeis de que se incumbe. pela verdade e naturalidade com que diz a phrase. três. António José de Paula. pelo gesto sóbrio e pelo olhar que o acompanha. seja fértil em situações e cheia de surpresas. José Romano. Braz Martins e Baptista Machado foram mais festejados como auctores do que como actores. Nos dramas está geralmente admittida a divisão em cinco actos. ou com gestos impróprios. Actor-auctor Sophocles e Aristophanes representavam os principaÈs papeis das suas tragedias e comedias. em todo o mundo civilisado. onde só o lhes concedeu foros de cidadãos. António Mendes I^eal. Auctores tem havido que estendem as suas obras dramáticas ou lyricas a tal ponto. . Got. Moutinho de Sousa. o mister d'actor era exercido por estrangeiros e libertos unicamente. e na alta comedia. José Romano. Costa Lima. Ha galans cómicos. Muitos dos citados maior gloria alcançaram como auctores do que como artistas. Em todo o caso. Primo da Costa e o grande José Carlos dos Santos. Entre os gregos a profissão d'actor foi muito honrosa. Também ha peças em que os actos se succedem sem intervallo. Salientaremos acima de todos o grande Taborda. citaremos ainda alguns actores. Júlio Vieira. deve sempre excitar o interesse dos espectadores.Leopoldode Carvalho. N'uma peça de costumes. em França. em diversos paizes. — foram auctores dramápara exemplo. Felizmente hoje. Bernardo Arejões. ou menos Basta. estes são ordinariamente divididos por intervallos. cinco. Foito. António Mendes Leal. Iffland. Eduardo. Cezar de Lacerda. que teem de ser representadas em mais de uma noite. Raríssimas são as que teem mais de seis. Beauvallet. Carvalho. Uma opereta ou uma comedia não deve passar de três actos. que dizia com a maior naturalidade e tinha uma expressão encantadora. que abusam. reconhece-se que o actor. depois de lida. Em França por muito tempo pezou sobre os actores uma verdadeira excommunhão. soltando phrases inconvenientes. por exemplo. um bom patriota e um excellente chefe de familia. foi Quando uma peça Acceitar uma peça entregue n'um theatro e. desempenhando qualquer papel. O seu rosto era já de si um verdadeiro cómico e os olhos fallavam mais do que a bòcca. Apoilinario d'Azevedo. fica para ser mais tarde representada. Moniz. A actual divisão das peças em três. Os dois grandes poetas dramáticos Shakespeare e Molière foram também actores. Sahindo d'esta regra. Lopes Cardoso. quando o romantismo ainda nos dominava. Samson. o actor reunir intelligencia e talento. o que quasi sempre fatiga os espectadores. V Gesto. parte dos quaes era brilhante no drama. pelo contrario. diz-se que foi acceita. Braz Martins. centros cómicos e ainda os antigos lacaios. citar na AUemanha. no Brazil. Legrand. Dias. Faria. na Itália. Quando uma peça tem mais — — — de um acto. Vasques. a dar saltos e cabriolas e a fazer caretas. mesmo aquelles que são mais estimados. conforme o género a que ella pertença. Izidoro. Garrick. Ha peças em um. ou quando muito quatro. como qualquer outro cidadão. dominando mesmo o publico. E' assim chamado o individuo Actor que apparece no palco. mas que eram também primorosos actores cómicos. Depois de Taborda. Assim. E' aquelle que representa Actor cómico com graça e arte os papeis cómicos. Izidoro^ distinctos. ticos. na Inglaterra. Regnier. Abel. Picard. Pedro Cabral. pôde ser um homem honesto. muitos outros actores. Portugal. os actores eram considerados funccionarios públicos. Tudo isto não passava de grandes estopadas. ou mesmo n'uma farça a acção pôde ser ligeira mas n'um drama convém que. e ás vezes seis actos. Em Roma. Baptista Machado. : — . Brêa. o actor desenvolto e o actor acanhado ha meio termo que dá sempre bom resulta- o enredo da peça. dois. O ! . receberá todas as honras e provas de consideração. Em Portugal tem havido notáveis actores cómicos. hoje intoleráveis. Furtado Coelho. Se a todas estas qualidades. Pierre Berton e muitos outros. Os actores. E' sabido que Eschylo. Nas suas grandes festas theatraes.

Nas feiras se tem creado bastantes artistas. Rosa Damasceno. Theodorico Theodorico Júnior. Isto não basta. bastando recordar Joaquim Silva e Alfredo Carvalho.'"' Luzy. Anna Cardoso. a que apenas mudam o local da acção para Hespanha e os nomes dos personagens. nos theatrinhos das feiras das Amoreiras. Em compensação temos no nosso feita sos. José Ricardo e Mattos. I. no Actrizes distinctas jà fallecidas fim do Diccionario. é necessário que tenha sofTrido modificações importantes. Cezar de Lima. Izidoro. Conforme se ouve bem ou mal n'uma sala d'espectaculo. Emilia das Neves. Actores de feira Em França ha muito tempo que os havia. Alguns escriptores hespanhoes não se contentam em chamar adaptações. Audinot. Os homens mais competentes teem feito as maiores experiências sem resultado satisfactorio. Mais tarde foram apparecendo os actores de feira e representavam por forma que o publico eslava constantemente dialo- Ada — de ingénuas e elegantes desempenhados por machaca^es. Rosa (pae). Augusto de Mello. Barbara Leal. Depois foram melhorando as companhias. Cezar Polia. e que não é raro na fidalguia encontrar mulheres devassas. não attendendo a que as ha boas e más em todas as classes. Ventura e Vi- V. fazendo parte de companhias que davam espectáculos nas feiras de Samt-Germain e Samt-Laurent. Ribeiro. Dos que felizmente ainda vivem é dever citar: Brazão. Lucinda do Carmo. Pereira do Gymnasio. Joaquim d'Almeida. como são o Fallar verdade a mentir que Garret extra- í . — — Lucinda Simões. Hermínia. — E' a parte da physica que trata Acústica do som. Eduardo Brazão. Heliodoro. Alfredo Carvalho. Leoni. Assim também teem feito muitos escriptores portuguezes. etc. Furtado Coelho. Florinda Macedo. Rosa pae.João Rosa. guez Amélia Vieira. foi prohibido ás mulheres representarem. taes foram. M. Francisco Fructuoso Dias. as mulheres foram admittidas na scena. Marianna Torres. Felizmente cedo acabou tal prohibição. chegam a classificar de originaes as peças francezas. Esther de Carvalho. Sargedas. apenas se davam espectáculos com marionettes. Santos. Assis. Em Portugal alguns se podem citar que. — e Virgínia. Belém e Campo Grande. Vasco. sendo os papeis de mulher — — desempenhados por homens. assim se diz que tem boa ou má acústica. Se existissem regras para dar boa acústica a uma sala d'espectaculo. na praça da Republica. Catharina Talassi. antigamente. Actrizes mais notáveis do theatro portnAdelina Abranches. Barbara Volckart. Entre nós. — gando para o palco. Anna Pereira. Em Roma. Cecília Rosa d'Aguiar. e theatros de feira tem havido onde se representa tão bem ou melhor que n'alguns de segunda ordem. um barracão construído ao acaso no local onde hoje existe um jardim publico. Ferreira da Silva. A escrupulosa ramha entendia que era escandaloso consentir mulheres no palco. Em calão «Actor de panno de fundo» theatral classiHca-se assim o actor que faz pequenos papeis e esses mesmos mal desempenhados. Amélia Barros. assim como ver no theatro senhoras dignas e virtuosas. Marcolino. Maggiolly. na Grécia. Florinda Toledo. Santos. começando nas feiras. Josepha SoUer. Taborda. chegaram a bons actores cómicos. Emilia Eduarda. Carlota Taiassi. chegando a occupar primeiros logares na Comedia Francesa e na Comedia Italiana. SargetJas. Joaquim Silva. já no desenvolvimento da acção. Actores mais notáveis do theatro portugnez António Pedro. Carvalho. já na construcção da phrase. não navia actrit^es. no reinado de Dona Maria I. foi o theatro Provisório. Pepa Ruiz. *é deficientissima. aperfeiçoando o repertório. porque era repugnante ver papeis idioma magnificas adaptações. Pedro António. n'esse ponto. Josepha Mesquita. — ctorino. Thomasia Velloso. ao contrario. no fim do «Diccionario». Moniz (pae). entre outros: Clairval. Emilia Adelaide. Epiphanio. E' difficillimo dar boa acústica a uma sala. Emília Letroublon. que. No começo da arte dramática. Pereira do Gymnasio Pinto de Campos. Laruette. Em Portugal.DO THEATRO PORTUGUEZ Moniz. Claudina Rosa Botelho. Palmyra Bastos. Gil Vicente. Montedonio. podendo citar-se em França alguns que nas feiras começaram e mais tarde foram verdadeiras notabilidades. Angela Pinto. José Antónia do Valle. Augusto Rosa. n'uma troça e n'uma gargalhada permanente. Ribeiro. Marcolino. Tasso. Assim se classihca geralAdaptação mente o trabalho de accommodar ao idioma e aos costumes d'um paiz a peça que foi n'outro de linguagem e hábitos diverAlguns escriptores teem erradamente chamado adaptação ou accommodação á obra a que apenas mudaram o logar da acção e os nomes dos personagens. Domingos Ferreira. Valle. Para se dar rigorosamente o nome de adaptação a uma peça. a começar pela Opera de Paris. Gertrudes Rita da Silva. Bernardo.eoni. todas as principaes a teriam. Augusto Rosa. No Rio de Janeiro o theatro que melhor acústica tem tido. Ludovina. Emilia Cândida. já no caracter dos personagens. Actores distinctos jà fallecidos V. Lucilia Simões. Joaquim d'Almeida. Actriz E' assim chamada a dama que desempenha qualquer papel n'uma peça. Manuela Rey. Margarida Clementina. Tasso e Theodorico. Delfina do Espirito Santo. Eugenia Camará.

Admiram alguns o repertório. estão muito altos. a fim de que todos obegeral é o deçam ao mesmo diapasão. gesto. lápis. com que afina um dos primeiros violinos. um relógio. Este mesmo individuo superintende nos empregados. ainda outros um actor em especial. ou pertence de scena São. scenario. — E' a com que forma artificial. uma bolsa. que collocam a mobilia. pôde dizer-se que esse artista é adorado. por vezes companhias completas. quando ao transportal-a para o nosso idioma. chamados comparsas de scena. isto é. Adiantamento No theatro pode entender-se por adiantamento a quantia que o artista recebe na occasião de assignar o seu contracto e que depois lhe é descontado em prestações mensaes. ciarinete que dá o «/a». scenographos. adereços: uma carta. um tinteiro. a Pobre^a envergonhada que Mendes Leal adaptou da peça franceza Les pauvres de Paris. se diz que para esse espectáculo ha grande affiuencia aos bilhetes. outros a companhia. António Pedro. Algumas tentativas tem havido em Portugal para — em França crear agencias n'este sentido . em sitio apropriado e bem visivel. o Asmodeu. tapete e adereços nos logares marcados. peças. uma bengala. E' o ralidade. mas a maioria dos admiradores são para as actrizes. a orchestra tem apurado a sua parte e. Diz-se que se adapta uma peAdaptar ça para portuguez. No palco. etc. como á mise-en- hira do Menteur veridique de Scribe. Muitas vezes. finalmente. Só depois de bem afinada uma peça deve doso e — á scena. deve afinal-os antes da hora do espectáculo. pôde ter o nome de adereço. pãesinhos e até de — cumpridor dos seus deveres. e algumas senta. Nas esquinas affixam-se os carAffixar sobre os cartazes affixam-se os contazes tra-annuncios ou as mudanças de peças. é detestácontrario da simplididade e natuE' um terrível defeito. exagese declama ou repre- São muito usadas Agencias theatraes e principalmente em Itália.. Rosa pai. cuida- Adereços — Tudo quanto na scena não é scenario. tornando egual o desempenho dos artistas. ou as pequenas im- — portâncias que recebe durante o mez e que n'esse mesmo mez lhe são descontadas na occasião do pagamento. A afinação e conveniente que seja feita no camarim da orches- — Em tra. . peça que obteve o premio em concorrência com originaes portuguezes. antes de começar o espectáculo. — — scène. E' o que fazem Afinar os instrumentos os músicos d'uma orchestra. ao contrario. finalmente todos os accessorios que a peça exige. ver se estão a altura conveniente. que sob sua responsabilidade os guarda e os coUoca em scena nos seus respectivos logares. nos nossos theatros. se muda o logar da acção para o nosso paiz e se amoldam quanto possivel aos nossos costumes as scenas e os caracteres dos personagens. pois. Santos. Este trabalho bem feito vale quasi um original. por intermédio d'ellas se contractam artistas. quando as massas sabem perfeitamente os seus logares e movimentos. Adorado — Quando pregados. dinheiro. na montagem dos pannos. affixam-se as tabeliãs de serviço e de multas e quaesquer avisos para os artistas e emir — . vestuário. uma caixa de rapé. Dado este caso. Tasso. o artista allia ao seu grande talento todos os dotes exigidos para a scena e qualidades pessoaes que muito o distinguem. idiotas. mandar descer os pannos para os afinar. guarda-roupa. fazendo arrastar os pannos no palco ou. mas todas . mesmo para as menos talentosas. tanto no que diz respeito ao seu desempenho pelos artistas. etc. Afinar os pannos — O machinista. e outros ainda. é esta operação feita á vista do publico. pode no em ambos — outras. ou se as cordas teem dado de si. na coUocação da mobilia e pertences de scena. deve todos os dias. mas tal não deve ser. vel. Entre outros poderemos citar: Taborda. Affluencia — Quando o publico concorre muito a tro tem lhetes são theatro. mas é raro. papel. um copo. para as coristas. antes do espectáculo. Epiphanio. mobilia. e que era adaptada por Cezar de Lacerda da obra franceza La part du diable. para se ver o conjuncto. Admirador O frequentador enthusiasta de qualquer theatro.Age DICCIONARIO ser na palavra ou os casos. Assim se chama ao individuo Aderecista que fabrica adereços e também ao empregado do theatro. sendo uma d'ellas a modéstia e a outra a affabilidade para com o publico. diz-se que esse theaaffluencia. adereços. Manuela Rey Affectação rada e falsa Izidoro. que depois o transmitte successivamente a cada um dos outros músicos. A affectação e. Anna Pereira. que prejudica sempre a representação e por vezes a torna ridícula. E' o perfeito conjuncto d'uma Afinação peça. Diz-se que se afina uma Afinar uma peça peça quando se apura. São raros os artistas que o conseguem mas alguns temos tido verdadeiramente adorados pelo publico. Também quando os bi- um com antecedência muito procurados para qualquer recita. Entre bastidores são estes sempre classificados de conquistadores. quando ha todo o cuidado na enscenação. para as bailarinss e até para as figurantes. fatos ou mobilia. se fazem ensaios como geraes de cada acto por si.

Valle. aproveitando-se as divisões feitas de principio. que. Hermínia. V. á primeira voz. ajudam a vestir ou despir os actores. da belleza de estylo. Augusto. Citarei os seguintes: Alfredo Carvalho. da distincção dos personagens. Alcatifa E* uma qualidade preciosa n'um Alegria artista. oblongos e até redondos. por Alçapões onde apparecem ou desapparecem rapidamente personagens ou objectos mais ou menos volumosos. ao passo que outros. Sargedas. constituindo isso uma das suas primeiras qualidades para o agrado do publico. a mobilidade na physionomia. Os outros. a animação no jogo de scena. Joaquim Silva. especialmente nos que triabalham no género cómico. Deve haver a maior cautella na confecção dos alçapões. Ha alfayate para cada ura dos primeiros actores. durante CS espectáculos. isto é. para vestir dois ou três dos inferiores ha também sempre um alfayate. alugar por diminuta quantia binóculos para serviço dos espectadores. José Ricardo. coristas e figurantes. pode o auctor aligeiral-a por meio de cortes ou substituição. deixando. Algumas vezes a ragem do fumo. que não querem ir para o theatro carregados com os seus. assim como para os coristas e outro para os comparsas. a agilidade nos movimentos. N'isto entra muito a arte. ou podem o ensaiador eos artistas aligeiral-a pelo movimento da scena ou pela forma de a declamar. concorrem muito para a alegria que se communica aos espectadores e torna o artista querido.. Aluguer de cadeiras E' costume nos nossos theatros haver cadeiras para alugar quando as que estão nos camarotes não chegam para as pessoas que d'elle assistem aos espectáculos. Brêa. Foito. Ha-os de duas classes no theaAlfayates tro. montagem de uma peça — por ordem da policia. possuir o dom de commover os espectadores. Os verdadeiros alfayates são os que cozem no guarda-roupa. não deixando intervallos ou aberturas e ficando exactamente ao nivel do palco. fazer por alli a ti- tensa. a fim de que se não tropece n'elles ao andar em scena. nobres de coração. com coberturas de ferro. do escolhido logar da acção. também — — — chamados alfayates. Tapete. O um um Aligeirar uma qualquer de scena — Quando uma scena uma peça parece pesada e ex- Alçapão obrig'a a abrir novos alçapões^ de maiores dimensões ou de feitio especial. São as aberturas no palco. se fazem correr. Taborda. da simplicidade ej finalmente. Moniz. Diniz. pois ha entes cruéis e insensíveis que possuem a maravilhosa faculdade de commover. arrancar-lhes lagrimas e tel-os suspensos da sua palavra. A vivacidade no modo de fallar. quando verdadeiramente são corrediças. Os alçapões podem ser quadrados. maior serviço que estes fazem é guardar os camarins. envidraçadas. O nosso meio c pequeníssimo para as sustentar e os contractos fazem-se directamente j:om as emprezas. puxando as cordas que estão amarradas a um dos lados do palco. César de Lima. são incapazes de communicar qualquer sentimento aos espectadores. Izidoro.i3 i)0 TllEAl KU l'UR'HJGUEZ Alu nascença. em caso de incêndio. Luiza Fialho e Rosa Paes. varrer e sahir a comprar o que o artista manda. Alta comedia Dá-se esta denominação á peça que vive principalmente do dialogo brilhante. Joaquim d'Almeida. Assim se denominam Alçapões do tecto grandes aberturas feitas no tecto do palco. Uma das primeiras qualidades do Alma actor é ter alma. O preço do aluguer de cada — — — — . Artistas temos tido verdadeiramente alegres na scena. O palco deve ser construido de forma que facilmente se possam abrir os teem morrido i\ — alçapões precisos. Com a montagem de muitas peças o palco fica quasi cheio de alçapões e cairias de todos os feitios e dimensões. Aluguer de binóculos Costumam os bengaleiros e porteiros dos theatros. Impropriamente se lhes dá o nome de a/f a/jões. Telmo.

O artista que dá animação ao seu papel e o ensaiador que dá animação ao movimento de scena. Póde-se ampliar uma peça. nas magiApotheose ao quadro final. dizse que os arti^stas a apepinaram.se por analogia o nome de amphitheatro á parte da sala de espectáculo que se eleva ao fundo. Apalpar O artista que deseja animar o seu papel com ditos mais picantes ou com mais vivacidade. O amphitheatro era quasi sempre circular. concorrem sempre em grande parte para o agrado da peça. que se distribuem nas ruas ou nos estabelecimentos. Aba/adores. por serem indispensáveis. e que contém muitas filas de logares. e pelos jornaes. auAmpliar gmentando-lhe um acto ou scenas. do balcão ou dos camarotes. Os encarregados d'esta transacção são os porteiros dos camarotes. na Gomédie Française e no Odéon. foram feitos á sua similhança. O que se construiu de pedra em primeiro logar. V. que se affixam nas esquinas. honra seja á sociedade artística que ulti- — mamente dirigiu o nosso theatro normal. concorre a boa enscenação e a profusão e boa combinação de luzes e focas. evitando assim um dos maiores perigos. — . que começou a ser edificado em Roma por Vespasíano e foi terminado por seu filho Tito. O mínimo que o annuncio pode produzir é o seu custo no jornal. e era na parle central. encarregado de um aparte. o não dirija ao publico. designada pelo Amphitheatro arena. Amphitheatro —Este nome foi dado pe- los romanos uma enorme construcção. affirmase que este foi apepinado. N'estes. Dá-se este nome. Annunoios Os espectáculos são annunciados por meio de cartazes. Curiosos dramáticos. Dar vivacidade a qualquer Animação scena é sempre conveniente. Apagadores V. em que tmham logar os combates dos gladiadores. proporcionando aos espectadores magníficos logares donde se gosa todo o palco. deve como que apalpar o publico. A'parte Chama se assim á observação — — — ou reflexões que um personagem faz a si mesmo. de que fazem parte peças ou trechos escolhidos entre as obras dos grandes poetas e um pequeno acto allusivo á vida do festejado. em que se apresenta o scenario mais rico e deslumbrante. A disposição é felicíssima. Quando o publico troça e apupa um artista. para saber de que humor elle está. Felizmen- pelos seus interlosido muito discutida a inverosímílhança dos apartes. algumas emprezas man- dava aos papeis de galans dramáticos. e só depois de o conhecer é que saberá como lhe convém representar. para mutações de scena. é que o actor. São os indivíduos Amadores dramáticos que. Gorneille e Racine com espectáculos. nome de dam fazer amumcios em letras grandes. quando assim convenha. de maneira a não ser ouvido por elles. No theatro dá. nas primeiras paginas. devem Tem comsigo mesmo. O aparte é indispensável no theatro para dar a conhecer ao publico os sentimentos secretos que dominam um personagem. que pôde e deve servir para os pannos de theatro. Quando o desempenho — — — geral é mau e a peça foi estragada. «Apepinado» Diz-se que um papel íoiapepinado por um artista. para subir e descer o panno. tendo sido substituído pelas campainhas eléctri- em — cas. O que é preciso. Apito Usava se n'outro tempo no theatro para avisar os artistas. está completamente banido. por amor á arte e por distracção. quando está em scena com outros. 14 cadeira é de cem réis. mas deixe perceber que cutores.Apo DICCIONARIO te. além dos avisos na — — Amoroso se — Classificação que antigamente a secção competente. os melhores adereços e os primores de guardaroupa. quando este completamente o estragou com uma falsa e exagefalia — rada representação. foi o admirável monumento conhecido pelo nome de Colyseo. Amélia. jamais deixam de ser commemorados os anniversarios de Moliére. e outros se seguirão. que interrompia a representação e cortava os effeitos da scena. pois dá elegância e majestade á sala. Toda a forma de annunciar é proveitosa para os espectáculos. etc. Todos os amphitheatros que se seguiram. Os primeiros amphitheatros foram construídos de madeira. Em Lisboa o único theatro que tem amphitheatro é o de D. e que não ser descobertos por cima da platéa. E' uma substancia mineral de Amianto que se faz um tecido incombustível. de programmas. Também. em frente da scena. que se travavam os combates. uns mais altos que outros. já alli começaram a ser commemorados os anniversarios de Gil Vicente e Garrett. Hoje o apito inconveniente. mas os que mais os combatem não deixam de os empregar. principalmente n'uma primeira representação. para o brilhantismo da apotheose. representam em sociedades particulares. Anniversarios Os grandes homens do nosso theatro foram por muito tempo esquecidos. Em França. mas ha ainda assim a vantagem de tornar bem conhecidas a casa de espectáculos e a peça que está em scena.

crime de sensação. ou mesmo nos sres. Aro a classificação que se dá geralmente pequenas. a sala e o palco. procurando já a afinação e recitando como o devem fazer nas recitas. O ensaiador indica o caracter do personagem. ou algum incidente burlesco. começa a marcação. d'um bosque ou d'outra qualquer parte do scenario. pois que apresenta enormes difficuldades a construcção de um edifício consagrado a representações theatraes. Os artistas dizem então os seus papeis. aguçada por qualquer successo politico. que devem ter uma grande harmonia entre si. gos. Este horrível invento acaba por fazer com que a platéa não applauda. luctando a maior parte das vezes com a falta de espaço e a configuração defeituosa do terreno. Actualmente perdem muito do seu valor. faz-lhe acertar as inflexões. porque ditíicil é distinguir os âpplausos sinceros do publico dos que a todo o momento prodigalisa a claque.até que estejam perfeitamente decorados. Muitas vezes surge também um grupo de diversas figuras. que appa- as precisas entradas. Alem de tudo. também acto por acto e scena por scena. de qualquer logar que occupe. Sem fallar do aspecto exterior que deve comportar o monumento. critica. — com Apparição — Assim se chama á chegada instantânea de qualquer figura. a conciliar coisas que parecem inconciliáveis. além da forte pateada. melhoramento importante. janellas. contém duas partes essencialmente distinctas. e em seguida a ratificação desse trabalho. mobília. com a com- — . de forma que o actor possa estar sempre em communicação com o publico. nas revistas. E' o preparo que se dá aos Apparelho pannos com massa ou coUa para depois seccarem e receberem a pintura scenographica. fazendo-as repetir as vezes precisas até ficarem certas. l^or vezes. Logo depois fazem-se os precisos ensaios com os papeis nas mãos dos artistas. mas nas peças — Depois de se provar Apuro d'uma peça qualquer neça e se verifica que os papeis estão certos. acertando com todos os personagens cada uma das scenas. as apotheoses não só se vêem nas magicas phantasticas. São muitas vezes dirigidos para Apupos a scena quando a peça desagrada por completo ou o desempenho está abaixo da. que são inspiradas por um acontecimento recente e que teem por fim excitar a curiosidade publica. No apuro cuidadoso e minucioso d'uma peça está muitas vezes o seu agrado e sempre um conjuncto apreciável. depois de se armar uma vista apropriada. O architecto tem. da graça e riqueza da decoração. mostra-lhe os gestos errados. ou outros quaesquer repregos. o talento superior de um grande artista electrisa por vezes os espectadores por tal forma. a expressão do rosto. Âpplausos ceros. etc. da pureza das linhas. — palco. adereços. Quando espontâneos e sinmelhor recompensa que um artista pode ambicionar. DO THEATRO I^ORTUíiUtZ Nas peças de maior esplendor fazem-se apotheoses no Hnal de cada acto. a voz. possa observar toda a scena nos seus menores detalhes. são feitos por assobios. Uma peça apupada não chega muitas vezes a ser toda representada. que os âpplausos rebentam espontâneos da sala inteira. Apezar de tudo. Quando assim acontece. pois receia misturar os seus louvores com os dos mercenários. Os apupos. nas oratórias. o architecto tem a preoccuparse com as qualidades acústicas. começa o apuro. da elegância das curvas. que semelhem o que a peça exige. e até nos dramas de grande espectáculo. quando o actor o comprehendeu erradamente. do conjuncto harmónico que no interior deve ofTerecer a sala. gradua-lhe o sentimento. acto por acto. gritos inconvenientes e até se tem chegado a partir cadeiras e arremessal-as para o Âproposito — E' a certas peças. Apparição rece no meio d'uma gruta. e que o espectador. são a — Em Portugal os applauios manifestam-se principalmente pelas salvas de palmas. pois.. E' uma compliArchitectura theatral cada especialidade para os architectos.

sua pequena mascara negra. subtil e alegre. Nos diversos pavimentos deve haver as mesmas medidas de segurança. Carlos e D. Maria poderiam ter hoje uns archivos preciosos. E' a isso que impropriamente chamam archivo. A — espada de páu ao lado. segurança e imprescindiveis necessidades d'uma casa de espectáculos. d'um sentimento pathetiço e profundo. são algumas peças. devendo ambos ter altura sufficiente para o movimento de scenario e machinismo. a auctoridade competente ainda não olhou com attenção. Tri- Leandro e Izabel. n"um theatro machinado. os levam comsigo. S. Era na verdade encantador esse pequeno Arlequim. Ar- com a sua carinha alegre. Arieta — Pequena ária. perdendo os archivos^ perdem muito do seu valor. Maria II. Arleqiiim que durante m. truído — i" peus de todas as edades de todas as condições e de ambos os sexos.. Muito niáos são também os do Gymnasio e Principe Real. Na musica dramática. Arlequim Typo encantador na sua graça elegante e sagaz. guerreiras ou burlescas. salão de pintura. etc. offereça todas as facilidades possiveis para a circulação attender aos salões. finalmente. ateliers de costumes e adereços. pouco melhor o da Avenida e sem classificação o da Rua dos Condes. a muito mais ha que attender. conduzindo todas a portas de sabida. são ainda hoje os melhores. Ha que estabelecer vastos reservatórios d'agua para acudir a qualquer Incêndio. sua quarto acto do Propheta. cuja chave está confiada sempre ao ensaiador ou ao ponto. Amélia. a boa disposição dos camarotes. coristas. a facilidade de communicaçóes. figurantes e comparsas. ou o urdimento. a todos os locaes indispensáveis n'um theatro. é indispensável primeiro que tudo estabelecer o porão ou subterrâneo e a parte superior. A falta de archivos nos theatros difficulra extraordmariamente escreverse a historia da nossa arte dramática e musical. No palco é egualmente preciso haver vastas escadarias e boas entradas e sabidas. Os theatros de S. a feliz distribuição da luz e do calor. no século xvii. porque esses theatros. chama-se ária Estas po- — — dem ser dramáticas. arrecadações. principalmente em valiosos autographos. Os mais antigos. O theatro D.ensaiador. não sendo couplet ou rondo. que de ordinário se dá na musica dramática á ária propriamente dita. patheticas. O da Trindade. seu pequenino chapeode feltro elegar>temente deitado sobre a orelha. Pantalon. o ultimo que se construiu. comilão. qualquer Ária trecho que se cante a uma só voz. na sua amável malícia. com os seus ligeiros saltinhos. fértil em recursos.iitos annos foram a alegria e o divertimento dos eurovelin. ponto e maestro. Pena é que assim seja. seu andar subtil. Egualmente se devem proporcionar todas as commodidades ao gabinete da direcção. porque as empresas. o renovamento incessante do ar respirável. aos foyers^ camarins dos artistas. que. que tem uma das nossas melhores salas e um perfeito systema de escadarias. tem um péssimo palco. Em quasi todos os theatros actualmente não existe tal empregado. aos depósitos de casacos e bengalas e. pata o palco do qual. mettido n'um horrível subterrâneo. e onde deve estar a bilheteira. para o trabalho se poder fazer com regularidade e rapidez e também para se poder sair com precipitação e sem perigo. cheio de espirito e de gentileza. preguiçoso. recta d'Italia. com as regras que a sciencia exige Archivista E' o empregado de theatro que tem a seu cargo a arrecadação das peças e musicas do reportório. Quando teremos nós um theatro cons- com Nenhum dos nossos theatros Archivos possue um archivo. de pouca duração geralmente. Tudo isto é d'uma extrema complicação e apresenta sérias difficuldades. E' preciso que os corredores e escadas sejam vastos e bem dispostos para facilitarem o accesso e principalmente a rápida evacuação da sala. Com respeito á scena. O que todos teem. destinada a dispertar no ouvinte uma mais sensação dramática muito intensa. que formam o repertório. manuscriptas ou impressas. o auxilio de uma forte ventilação. estando o serviço distribuído pelo . ficou ainda cheio de defeitos. Carlos e D. que não forma nem o desen- volvimenCo. é d'uma construcção bastante complicada. Infelizmente em Portugal não existe um único theatro que corresponda ás condições exigidas. bello modelo que se pôde citar n'este género é o admirável arioso que canta Fidès no — O forma da palavra arioso indica sufficientemente a sua proveniência italiana. para seu uso. com os seus amáveis e alegres companheiros Scaramouche. na sua esperteza teimosa e jovial. E' uma ária d'um género parArioso ticular. Alem do chão. veio em linha lequim. em caso de sinistro. pensar que o vestíbulo em que o publico se accumula. e dotado d'essn excellenie qualidade de pro- . suas posturas extravagantes. mas estão muito longe de satisfazer ás commodidades. ApI DICGIONARIO i6 modidade dos logares. de proporções tem a re- duzidas. com o seu costume justo e sarapintado. depósitos de scenario. ao mesmo tempo amoroso. hábil em todas as tentativas. unicamente cheio de actividade para os seus prazeres e para os do publico.

i. ou na maneira por que é interpretada. a fim de evitar o arrefecimento. o que depende do auctor. sabres. E' a palavra usada para mandar Arriar descer do urdimento ou da varanda os pannos. um cómico o que canta. O deposito de armamento. O artista que representa a tragedia. o que pertence ao actor. Ordinariamente os mestres dos nossos theatros. em qualquer passagem da peça. Emilia das Neves e Sousa. Uma denominação commum eguala todos os artistas que exercem esta profissão: artista dramático. usada em todos os povos e em todos os tempos. dor da scena. á hesitação. pistolas. Joaquim José Tasso. ain- da que por instantes. 2.» . carabinas. São os exageros Arrancos dramáticos na declamação de uma parte de drama ou tragedia. Entende-se por armamento Armamento — no iheatro as espingardas. 2. Barbara Maria Cândida Leal. e sempre incompleto. A arte theatral con siste em produzir verdadeira illusão na scena. um cantor. dama amorosa. Victorino Cyriaco da Silva. em rial theatro. E' uma arte particularArte theatral mente complexa. Para esses arrancos engrossam a voz.* característica. outro centro. Fortunata Josepha Soller. 2 ° centro utilidade. poderão evitar que a scena arrefeça. utilidade. um dança- — — — — . chuços. failando ao mesmo tempo ao espirito. Pierrot. velho cómico. uma sabida desleixada. José Maria Vannez. o que só se alcança com a representação de obras de verdadeiro valor. Marivaux e Flo- — rian. ou apressar a sua execução. utilidade. cutellos. Maria José dos Santos. settas." dama absoluta. centro. espadins e toda e qualquer arma de combate. alfanges. chama-se arrefecer ao que pôde dar logar. Chrispiniano Pantaleão da Cunha Sargedas. Manuel Baptista Lisboa. Assim se chamavam ouArlequinadas tr'ora as peças que tinham Arlequim por principal personagem. Occasióes ha em que um gesto. ou macção. galan cómico. phina dos Santos 2." amoroso ou galan de ponta de theatro.° centro de D. Epiphanio Aniceto Gonçalves. D'algumas d'essas peças foram auctores Saint-Foix.° galan. jamais deve deixar ao espirito ou á vista do espectador um instante de repouso. em vez de gritarem: arria!^ dizem arreia! Um Artistas admittidos na abertura do theaPrimeira classe: . cómica.° cómico absoluto. Leandro e Colombina. Maria II tro absoluto. ao ouvido e aos olhos. Uma entrada intempestiva. bamb&linas. Delphina Perpetua do Espirito Santo. \. Assim se designam as differentes es- scenica. com o tim de tirar efleitos. um pouco mais de vigor dado á dicção de uma phrase. 1. em afrouxar. O arrefecimento pôde produzir-se. i. E' a denominação geArtista dramático nérica de todos os que pisam o palco.* dama central absoluta. rompimentos.° amoroso ou galan de ponta de theatro. outro característico.* central 2. apresentar com perfeição óptimos machinismos. Antó- nio José Ferreira. escudos. Algumas vezes convém tornar o dialogo mais conciso. José Caetano Vianna . dama cómica e central. e produzmdo por isso mesmo impressões d'um raro poder e de espantosa intensidade. O artista que bem sabe articular é sempre apreciado. João Anastácio Rosa. — i — característico. Ignacio Caetano dos Reis. Carlota Talassi úa Silva. Tudo isto concorre para a perfeição da arte theatral. Segunda classe: i. um hábil ensaiador. espadas. um mimico . '7 DO THEATRO PORTUGUEZ Art vocar sempre o ri>o e a alegria em todos aquelles que o admiravam. estoques. António Maria de Assis. Miguel Archanjo de Gusmão. um movimento. quando convenha.* dama cómica. com rugidos na voz e aos guinchos.• cómica. Nada ha mais desagradável e mais fatigante para o espectador. tão variada nas suas manifestações como nos seus meios. do que ouvir um actor respirar violentamente. dando lhes o resultado contrario. que Armaria hoje raros theatros teem em Portugal. João dos Santos Matta. baionetas. Joanna Carlota Frayão q' Andrade e Silva. nunca deve que a acção puramente mate- pecialidades da acção theatral. pae nobre ou velho sério. forja em acção. ao silencio. o que dá a impressão de se estar ouvindo o folie de uma — — Arrumadores São os porteiros incumbidos de indicar aos espectadores os seus logares na platéa ou no balcão. centro cómico. punhaes. lanças. aproveitar bem os bailados e. gambiarras e tudo quanto estiver pendurado. podem arrefecer e fazer perder o effeito que se esperava de actor dramático conheceuma situação. 2. Theodorico Baptista da Cruz. utilidade. á imaginação. ein geral pouco instruídos. uma passagem. com costumes no rigor da epocha e bem confeccionados e magnifico scenario. em que a acção qualquer situação. respiram brutalmente e dão gritos ensurdecedores. Actualmente só : se chamam arlequina- das pequenas pantomimas em que ainda entram Arlequim. interpretadas por actores de intelligencia e bom gosto. !. que alguns actores empregam. cada um no que lhe diz respeito. Cassandra. bastam para evitar que a platea arrefeça." . i. Pronunciar clara e distinctaArticular mente as palavras.* dama. o que dança. i. é um trágico o que representa a comedia. Jose- Levy.. Arrefecer — No rino. e aproveitando para tal fim os ensaios. Judiciosamente se devem empregar as massas em evoluções pittorescas e racionaes. revolvers. o que faz pantomimas.

Georgina Pinto. Algumas vezes. formadas pelo espectáculo de inauguração e pelas primeiras representações das peças que teem de subir á scena. Emilia Brazão. Para estas recitas. Os logares de assignatura eram os melhores e mais caros. É assobiando que em França se manifesta o desagrado a uma peça ou a um artista. — bém quando sitados os principaes theatros são vi- António Joaquim Pereira. é auctor dramático. ouvem-se de mistura gritos Qassobios. Adélia SolPereira d'Almeida. Carlos. João. géneros eram pouco numerosos. se abrem assignaturas . Rosa da Silva Pinto. aos que trabalham por essa forma diz-se que trabalham ás noites. Portugal. Montedonio. Para as companhias lyricas do S. nos começos das epochas. Maggiolly. algumas recitas extraordinárias. Barreto. Eugenia Camará. dentro de um prazo marcado. e foi inventada a classificação de dramaturgo para applicar aos que se davam á cultura do drama. Alfredo Magno. a consciência que um artista tem do seu valor pela arrogância que quasi degenera em vaidade. quando os nhando uma pequena gratificação em cada recita. variando entre quatro e dez espectáculos. Vasco da Gama Cabral. Isto pôde dar-se por não ter valor o artista e ser apenas aproveitado n'uma peça ou n'outra. no meio da assignatura. Joaquina Rosa da Costa. Gertrudes Angélica da Cunha. Tam- — ». Artistas distinctos já retirados da scena V. Josephina Cordal. O assignante é obrigado ao pagamento. Margarida Cruz. todavia quando esse desagrado é grande e a pateada chega ao seu auge. Rosa Pereira. Primo da Costa. está vasio. e S. Assim se chamava antigaAssignatura mente aos primeiros logares da platéa antes de haver cadeiras e fauteuils. dos preços porque se annunciou a assignatura. Júlio Baptista Fidanza. Assignantes Nos theatros portuguezes muito pouco se usa hoje abrir assignaturas Èara os espectáculos. Calão theatral para indicar A's moscas que o theatro não tem concorrência. Todo o escriptor que Auctor dramático — — trata de theatro e apresenta em scena peças suas. Gusmão. é o contracto que se faz entre um individuo qualquer e a empreza d'um theatro. no fim do Diccionario. Amélia. Adelaide Amaral. diz-se: «O theatro está hoje ler. adiantado ou nos prazos marcados. ordinariamente. Wanmeyl. A's noites França diz-se que representa au cachet o artista que recebe uma gratificação em cada noite que trabalha. do Porto. sobre cujo vértice assentam que sustentam o vigámento do ur- /» dimento. sem ter qualquer outra espécie de contracto. theatro da Alegria. e auctor trágico áquelle que só escrevia tragedias. muito amesquinham o valor que possam ter. D'antes. o emprezario tem de dar as recitas com os espectáculos annunciados e nos prazos estipulados. Assignatura para espectáculos Em termo theatral. Por occasião do ultimatum da Inglaterra. Atellanas —Peças jocosas do theatro ro- — — — ds moscas Asnas deira ou as linhas — São as peças triangulares. Areias. Ribeiro. E' uma espécie de cruz. Carolina Emilia. ga- — Em Em mano. Maria da Rocha. quando o povo portuguez andava furioso contra os Jieis alliados. Artistas com preferencia de escripturas José Gerardo Moniz. Lupi. isto é. Carolina Falco. Camillo. José Baptista. José Franco. Amélia da Silveira. Venâncio. de Lisboa. alguns auctores teem mandado para os theatros as suas obras sem declararem o nome que as devia subscrever. O desagrado nos nossos theaAssobiar tros manifesta-se por pateada. ou porque o artista tem muito valor e exige ordenado fabuloso. chamava-se auctor cómico ao que só fazia comedias. appareceu anonymamente no.— Auc blCGIONARlO 18 cantante. José António da Silva. de Lisboa. ainAuctores anonymos da que raras. abrem uma pequena assignatura de seis ou sete recitas. — por notabilidades estrangeiras. Gervásio Corrêa e Beatriz Santos. Amélia Garraio. Artistas dramáticos portuguezes que morEsther de reram ultimamente no Brazil Carvalho. Romão António Martins. Lopes Cardoso. Maria Cândida Mendonça. Hoje a classificação geral de auctor dramático resume e reúne todos os géneros. Martins. Sebastião Alves. Júlio Vieira. Maria da Assumpção Radice. Maria ' Velutti. André Macedo. Apenas os theatros de Maria II e D. Assim. com que a empreza não pode arcar. O emprezario. Estevão Moniz. Daniel Costa. um apro- — . Júlia Eufemia Marques. sem o pensarem. Estes parece acreditarem que o publico é muito feliz em contemplal-os e ouvil-os. e. Feliciano da Silva Pinto. Thereza Martins. Também o emprezario tem de garantir ao assignante o camarote ou logar marcado na occasião de se effectuar o contracto. em forma de X e que — ajuda a sustentar as asnas do urdimento. Mais tarde baptisou-se com o nome de vaudevillista o que se occupava especialmente de vaudeville. hoje demolido. Alguns actores substituem Atrevimento o desembaraço pelo atrevimento. Júdice. de maferro. mas o numero de recitas é sempre insignificante. reserva-se o direito de dar. o assignante costuma ter preferencia. Sant'Anna do Príncipe Real. Rita. Isto desperta a curiosidade. Virgílio de Sousa. Foito. Por- — tugal. é que se fazem assignaturas. Júlio Sanl'Anna. a apparente modéstia alcança as sympathias do publico. Rodrigues. feita com Aspas paus atravessados.

abusos e prejuizos graves.frates ou fantoches. é vulgar pregado de theatro que leva aos jornaes os annuncios e recla«Assisti a uma audição da Cárdizer-se men» ou «O maestro Augusto Machado deu mes e avisa os artistas e músicos para qualhontem em sua casa a vários amigos a audi. passaram todas as attribuições e toda a fisAutómato Um calisaçáo dos theatros para o governador boneco machinado. que por eífeito de civil e para os commissarios da policia admimolas. de lância directa do director do Conservatório uma peça ou de uma Dramático.quer ensaio que se não tenha podido pôr ção de fragmentos da sua nova opera». cheio de disparates e clara.'9 DO THEATRO PORTUGUEZ Avi posito. — se diz: «Assisti hontem a uma audição da Morgadinha de Vai/lor». Mais tarde partitura. Os mente confeccionado por quem nada perce. o que era racional. mas sim «Assisti hontem á representação da Morgadinha».autómatos são também chamados bonibia do assumpto. Assim se chama o próprio Âutographo — — — : . N'outro tempo original. que obteve um êxito extraordinário e realmente tinha bastante valor. pezos. o que tem dado logar a excessos. Só mais tarde se soubeque o auctor era o festejado escriptor Campos Júnior. Pôde dizer-se de qualquer pe. mas a palavra é melhor applicada quanAutómato do se trata de uma opera.punho do auctor. Nunca na tabeila. tempo ainda foi publicado o regulamento imita os movimentos dos theatros. escripto pelo Ânctoridades theatraes os theatros de Lisboa estavam sob a vigi. Não ha muito cordéis ou arames. Audição Avisador— É o em. rodas e nistrativa.do corpo humano.-= ça. Assim. A Torpesa.

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Em Portugal não se gosta de umas coisas que actualmente se apresentam como bailados e que não passam de caricaturas. dão algum resultado. Rua dos Condes e Avenida. linguagem e personagens Também — são quasi burlescos. sem luz. de magnifica plástica. de ha muito não ha bailes no Gymnasio. como o Saltarello. mas applica-se pro- priamente ás que dançam bailados orientaes. A Trindade deixou de dar bailes na sala dos espectácu- — mimica e que é sempre pela musica. em S. e sujo. um espectáculo adorável. e por bons artistas dos dois sexos. uma grande parte dos espectáculos era formada por lindos bailes. no theatro de S. começando a 8 de dezembio. Affirmase geralmente que em Portugal se não gosta de bailes. Maria foram em tempo os mais animados hoje. Amélia. Os mais concorridos são inquestionavelmente os do D. E' o Bailarina — nome que se dá também ás dançarinas de theatro. que também se classifica de baixo bufo. —A um theatro muito pequeno. de qualquer theatro. Alem do grande valor das obras e e Real Colyseu.feira gorda. na terça. na qual concorrem unicamente a dança e a — da bella musica. E' por vezes Bailadeira synonimo de bailarina ou dan- — çarina. E' a voz mais grave do homem. Bailadeira acompanhada de é gria Quando a acção do baile é obra um verdadeiro poeta e a musica inspirada. Os bailes de D. Em S. Não é assim. verdadeira ale- dando os unicamente no salão. No tempo em que. sem arte nem gosto e execiftadas por feias mulheres. Também ha grande influencia nos bailes do Colyseu dos Recreios. Chama-se assim á comedia cuja acção. E' quasi um equivalente Baixa comedia da farça. que tem sempre um bello carnaval. múltiplas e sem análogas no dominio das artes. ou seja primeiro baixoy que também se chama cantante. sem commodidades chama-se uma dos camarins péssimos. Baixo Tem importante logar no repertório lyrico. para os — . Em quasi todos os Bailes de mascaras theatros de Lisboa se teem dado bailes de mascaras pelo carnaval. onde a palavra ballerina é mais usada que a de dan^^atrice. Pouco concorridos são ainda os do Príncipe Real los.Carlos. Baiúca baiúca. as companhias de baile eram formadas por formosas mulheres. E' uma Baile de theatro acção scenica. como synonimo de borracheira. situações. que produz sensações extraordinárias. o Duende do valle. a Esmeralda e outros. que foi uroa verdadeira bagaceira. Por não darem resultado. sem aceio. do espirito e dos olhos. ou segundo. sem ar. foi explendida a que dirigiu o notabilissimo dançarino e violinista Saint-Leon. Carlos ultimamente ha só uma noite de espectáculo e baile. ainda assim. Cailos. as Flores animadas. se diz que são verdadeiras baiúcas. verdadeiras negações da arte.. B — lor e Diz-se de uma peça sem vaBagaceira do desempenho que ainda menos valeu. Entre outras epochas. deliciosas. os bailes eram estimadissimos. nome que vem do italiano. Na primeira classe estão ainda os baixos profundos. em Lisboa.

servem bambolinas de ares ou bambolinas de roupas. E' no género o — reguladores. Bartholo o segundo. é o logar mais distincto d'um theatro e donde melhor se goza o espectáculo. Carlos José Naldi (1802). Petit ^867). referencia aos theatros lyricos. João. Nannetti ( 1880). O balcão enfeita muito uma sala. Baixo cómico — E' o actor que nas comeBambolina desempenha os papeis de centro burlesco. Nas companhias de opera-comica teem os baixos bufos um primeiro logar. . O baixo profundo e sempre um primeiro artista. E' o baixo cómico ou o seBaixo bufo gundo baixo de uma companhia lyrica. pelo menos.* ordem ao que já ou amphitheatro. Baixos notáveis que teem cantado no Real Theatro de S. Amélia chama se balcão de 2. fica Bambolina regia— E' a que Balde exactamente por detraz do panno de bocca e cae pela frente dos Bambolina regia Baile de mascaras Diaboy o Balthazar da Favorita. O balcão tem duas ou três filas defauteuils'. em todos os planos.Bam quaes DICCIONARIO Fornasari (1840). n'uma scena aberta. etc. No theatro D. Perelló (1899). Vidal (1876). o Cardeal da Hebrea^ o Marcello dos Huguenottes^ o Leporello do D. Baixo cantante E' classificação que pertence a um primeiro baixo. Tomam argura da scena e as suas extremidades assentam sobre o alto dos bastidores. dá-se o dias. Antonucci (1860). Bambolinas São grandes e largas tiras de panno pintadas em afinação com o scenano. Balcão Chama-se assim á primeira galeria. Francesco Uetam (1878). estão suspensas do urdimento. As emprezas dos theatros de LisBalde boa são obrigadas a ter no palco. em volta da sala de especta- foi escripta musica excepcionalmente grave. — — mais brilhante. Marcello Junca (1864). que. Bottero (1868). Baixo profundo E' a mais grave de todas as vozes. Na classe de primeiros baixos devem ser comprehendidos o Bertram do Tioberto o — Balcão culo e que fica sempre na primeira ordem. farças e operetas Com nome de baixo cómico ao segundo baixo ou baixo bufo. saliente. Quando o scenario não tem bambolinas próprias. distribuídos conforme houver sido determinado pelo pessoal dos é galeria — incêndios. doze baldes cheios de agua. No Barbeiro de Sevilha D. Basílio é o primeiro baixo e D. Hoje chama-se-lhe^de preferencia bambolina dos reguladores. Bagaggiolo (1867). Ercolani (1890). que executa peças de musica de excepcional gravidade.' — — para occultar á vista dos espectadores as gambiarras e tudo o mais que esíiver na toda a f>arte superior do palco. Eduardo DeReszké (1882). explorando a charge.

(iqo5). Giovani Giucciardi(i86i). operetas ou pe- fim as três palmadas. no Barytono canto. mas também o espaço que vae até á parede. ou todas de lona. Ha batons de diversas cores. sej transformar. animaes sábios e marionettes. que no theatro quasi sempre é cantada fora da scena. da antiga comedia portugueza. Nas operas lyricas e operas cómicas são importantissimas as partes de barytono. é expressamente prohibida a permanência nos bastidores.Fran- cesco Cresci Íi858). João.itutas de metal. chamam-se bastidores machinados. Umas vezes são todas de madeira. Bartolini (i832). Mário (1897). desdobrando-se. ças (J'espectaculo. Carlos — Personagem que comece. Pandolfiniii872). com que os regentes d'orchestra batem o compasso e indicam os andamentos á orchestra ou aos cantores. para apresentarem duas faces e portanto servindo em scenarios diversos. o Nevers dos Huguenottes. o Pedro na £"5trella do Norte. N'alBastidor guns theatros estão ainda em Batons— Canudos metálicos contendo oma preparação para os artistas se caracterisarem. ordinariamente Batuta de madeira. faz signal ao regente d'orchestra para contraregra. A bateria comprehende o triangulo. mais ou menos decentes. composição da orchestra. o Nelusko da Africana. Hoel na Dinorah. como esses outros instrumentos. não só aos extranhos. e porque se ajustam ao tom da orchestra. Assim se denominam os theaBarracas tros de feira^que ordinariamente não passam de verdadeiras barracas. Varesi (1842). imitando as dos barBarcaroila queiros ou gondoleiros de Veneza. o bombo e os pratos.uca (1899). N'outros o affastando um dos lados do panno. mas todas incommodas. Ha barracas de muitos feitios. Bary tonos notáveis que teem' cantado no Filippe Coletti Real Theatro de S. mais ou menos feias. Nos theatros barracas. Quando se diz nos bastidores. o tambor. Aldighieri (1876). mas até aos artistas que não teem de ir para a scena. São presos por ganchos aos tangóes que os sustentam e conservam em posição vertical. E' a voz de homem que. Victor Maurel (i8g3).- 23 DO THEATRO PORTUGUEZ uso para tal Bat tugal se Banda em scena — E* assim que em Porchama ás bandas ou fanfarras.. Beneven- tano(i857. o Guilherme Tell. uma única sonoridade. Battistini (18S9). Na bateria não entram os tympanos. Cotogni (1871). Pequeno bastão. outras cobertas de lona. Bastão — E' uma vara grossa com que alguns contraregrasdão as três pancadas do estylo para começar o espectáculo. mas assim usado por não ter ainda equivalente entre nós. porque elles não teem. encontrando-se dois em cada plano. O nome é francez. conserva o meio termo entre o baixo e o tenor. o Hamlet. que alguns preferem por serem mais luxuosas. Devoyod Menotti {1889).^ taes como o D. Bastidor mucliinado Squarcia (1864). Era assim designado o pae nobre. Merly (1868). etc. que entram tocando Barbas em operas. Nos theatros em que ha ordem e disciplina. entende-se não só estes. Assim se chama á reunião dos Bateria instrumentos de percussão que entram na dois — Kaschmann(i88i) (i883). um de cada lado. onde n'outro tempo só se viam saltimbancos. Canção. Bastidores — Formam as partes lateraes do scenario. hoje ha companhias que representam todo o género de peças. participando ao mesmo tempo de uma e outra. assim chamado por apparecer sempre com grandes barbas. Ha também b. Ancona Revnaud De-f. — — Bastidores machinados tidores são preparados por — Quando os baS' forma a poderem — — (ibSy). — . Regentes ha que gostam de bater o compasso e dar indicações com o arco da rabeca.

de diversas cores. Beneficies d' artistas— Quasi todos os artistas dos nossos theatros estão habituados a fazeram annualmente o seu beneficio. é bella a sua execução. Em Portugal muito Bibliotheca theatral pouco se tem publicado sobre theatros. para que elles passem os bilhetes em seu beneficio e tirem um certo lucro. Do realismo na arte por Silva Pinto. Estros e palcos por Luciano Cordeiro. já porque tem de cortar com a peça do beneficiado aquella que muitas vezes lhe estava dando tral beneficio os theatros do Gymnasio Real. Luiz da Costa Pereira. é bello o rosto de uma actriz formosa. pertencem ao artista beneficiado. acreditar um theatro. Depois de adquirirem este habito. Concorre isto para desinteresses. ou uma scena classificada de primorosa. incommodando os espectadores e especialmente as senhoras. muitas vezes iriam molhados. o que muito impedia as pateadas. Ordinariamente estas recitas servem de festa para o artista mas quando. Ganham n'alguns theatros uma pequena remuneração e n'outros são encargos gratuitos. Esta ordem parece disparatada. a todo o preço. visto que as emprezas já não podem mais augmentar os ordenados. Mocidade de Gil Vicente por Júlio de Castilho. os bilhetes que lhes restam. Lui:(a Todi por Joaquim de Vasconcellos. Se fosse permittida a entrada aos chapeos-de-chuva. teem o habito de se benzerem antes da sua primeira entrada em scena. — Também algumas emprezas de Lisboa. se não se benzessem. Actualmente entra quem quer de bengala e só é impedida a entrada de chapeos de chuva. Emilia das Neves e o Theatro Portuguej por Silva Pinto. vendem recitas para benejicio de pessoas estranhas ao theatro. Beneficio ^Chamam-se espectáculos em beneficio aquelles cujo producto. Manual do curioso dramático por Augusto Garraio. Bastantes jornaes da especialidade tem havido. Gymnasio e Príncipe Real. e as do Porto.a entrada de bengalas nas plateas dos theatros. é na arte o typo ideal. já por não ter tempo para ensaiar tantas peças novas. E' por vezes curioso estar observando as diversas entradas dos artistas. A belle:^a^ que se toma como Belleza synonimo de formosura. são bellas as suas formas. mediante umas senhas numeradas que entregam aos espectadores. — — Os bengaleiros estão em casas dispostas com cabides e que estão sempre próximas do salão d'entrada. Gil Vicente pelo visconde de Ouguella. mas de curta existência pela falta de animação do publico e principalmente dos artistas. A maioria dos nossos artisBenzer-se tas. não teem contracto. Gil Vicente por Brito Rebello. que o artista forma na sua phantasia e lhe serve de modelo para a execução das suas obras. Coisas de theatro por Sousa Bastos. o que dá em resultado venderem-se á porta por infimo preço bilhetes de camarotes e platea. guardam as bengalas. (Js Theatros de Lisboa por Juiio César Machado. é bella a concepção da obra. é bello o estylo brilhante do auctor. Historia do theatro portugue^ por Theophilo Braga. a fim de equilibrarem as suas finanças pela insignificância de alguns ordenados e pelos mezes em que. A belleza physica ou moral encanta sempre o espectador. Maria só por grande ex cepção permittia que os seus societários ali fizessem beneficio. e principalmente as actrizes. Em quasi todos os Benefícios vendidos theatros de Lisboa e Porto se vendem recitas aos contractadores. chapéus de chuva e sobretudos. nem agradariam. em cada noite. No theatro o que é bello encanta os olhos e encanta o espirito. de Lisboa. Origem da arte dramática por Licínio de Carvalho. por uma quantia relativamente módica. annunciam benefícios simulados a fim de poderem á ultima hora mandar vender por contractadores. Das obras scbre o assumpto poderemos apenas citar Álbum do actor Santos. entre ellas as da Trindade. e sem pensarem as emprezasnos prejuízos e no descrédito que d'ahi lhes advêem. — Bib DICCIONARIO Vivem principalmente d'essas 24 recitas de e Príncipe Beijinho da peça— Diz-se em calão theaque é o beijinho de uma peça o superior desempenho de um qualquer artista. sociedade artística do theatro de D. parecer-lhes-hia que nada fariam bem. no fim do Dic- — Assim se chamam os canudos Bengaes de fogo artificial. não consegumdo chamar concorrência por outra forma. Seria difricil prescindir d'esta regalia. pelo seu contracto. isto prejudica muitas vezes a empreza. elle tem peça nova no beneficio. T^idimentos da arte dramática pelo Dr. V. tendo de contentar-se com as gratificações que o publico lhes dá. compensação os seus A Em ordenados eram maiores do que em outro qualquer theatro e ainda tinham a vantagem da distribuição dos lucros no fim de cada epocha. muitos ben:^endo-se entre bastidores. deduzidas as despezas ordinárias do theatro. Arte Dramática de Manuel de Macedo. ou directamente aos interessados. Carteira do — — : . mas tem razão de ser. empregados no theatro para efTeitos diversos. Bengalelros — São os empregados de theatro que. Emilia das Neves por Gamara Leme.. Manual do ensaiador por Augusto de Mello. Real Theatro de S^ Carlos por Fonseca Benevides. Memorias do actor Izidoro. no estio. Assim. Historia critica do theatro por Luiz António d' Araújo. N 'alguns theatros Beneficies simulados mal administrados. Bengalas — Por diversas vezes tem sido prohibida. — Beneméritos do theatro cionario.

Binóculo «Este theatro está bodega». Espelho do palco. Mundo artístico. Ribaltas e Gambiarras. o numero da D. Revista theatral. Bocca de scena . Quando não é a claque c{ue os pede. Revista dos theaRaio theatral. mas o enthusiasmo do publico. Binóculo Óculo duplo. Espectador imparcial. Ecco musical. Theatro nacional. ou vendo pôr ção do — a má peça e diz-se: máo desempenho. que no theatro se usa para — é formada pelo arco do proscénio. Elenco. N'outro tempo o pedido de bis era signal infalível de ter a peçaou o trecho obtido um grande successo. assim como o demais material indispensável a esse serviço. em França é exercido por mulheres. ou mesmo dentro do salão. Desenjoativo theatral. n 48 N. portátil. Bilhete pel. No theatro empreBodega ga-se esta palavra para indicar as más condições de aceio. uma hora antes do principio do espectáculo. approximar da vista o que esta ou se passa no palco e as pessoas que estão a distancia nos camarotes ou plateas. Revista dos espectáculos. Chronista^ Jornal do theatro^ Jornal do Conservatório^ Theatro dramático. Arte musical. collocada próximo da entrada do theatro e onde se os bilhetes para os espectáculos. Entreacto. Apollo. Gil ViPalco. a data. Pedir bis a um trecho que o não merece. Dramático. o Vigia. diz-se que o theatro tem uma boa casa. O Interprete. tador. entre outros muitos. Lysia. Amador dramático. A Folha.dramática.: 25 DO THEATRO PORTUGUEZ Bis se Bof por Sousa Bastos.Semsabor. a agoa precisa para as bombas. e poucas mais. Bilhete recita. e a indicação do logar. Ulyssea dramática. Relâmpago. Bilheteiro E' o encarregado da venda de bilhetes para os espectáculos e que tem o seu cubículo junto á porta da entrada do theatro. Arte dramática. Rigoleto. publicaramse os seguintes Atalaia nacional dos theatros. Este logar. artista — E* a a Com pede phrase com que. O O Espectador. etc. 50 n THEATRO AMÉLIA 2^ O Bôcca de scena t- m 3 Z 1^ f OOP KECITA ^' Época de 1907-1908 ^ D' orche. Chronica theatral. Resenha theatral. Gazeta dos theatros. reguladores e bambolina regia. O Fauteuil. obtendo o som com a pancada quasi imperceptível da mão esquerda no próprio corpo. cente. Ò bis hoje tornou-se banal e rara é a opera ou opereta em que. Palcos e Circos. de luxo ou modestos. A Fama. Mundo theatral. Contemporâneo. que o espectador compra na bilheteira e entrega aos porteiros da sala. Bilheteira A pequena caza. Pirata.' õ 3 0^ U. o bis é muito agradável aos artistas. Assim Ha binóculos de theatro de diversas dimensões e qualidades. Ecco dos O Gaveta musical de Lisboa. O Pitorra. Boa casa. Thalia. Curioso dramático. de- á orchestra e que — vendem — — a empreza á disposipessoal dos incêndios. Revista do Conservatório. apezar de cair. Chronica musical. repetição de um qualquer trecho. — E' com o pedaço de cartão ou paos dizeres precisos. Todos os tneatros BôccAS de incêndio devem ter numero sufficiente de bôccas de incêndio e respectivas mangueiras e agulhetas para de prompto se acudir a qualquer sinistro. é exclusivamente dado a honiens. n'este ultimo caso como synonimo de borracheira ou pepineira. Semana theatral. ISo theatro o actor faz a menção de dar a bofetada uma — . em Portugal. Quando a sala de um theatro tem bastante concorrência. tros. Tim tim por tim tim. não se peça mais de meia dúzia de bis. O Esprei- Theatral. respeito a jornaes de theatro. Artista. no theatro. Os palhaços de circo provoBofetadas cam a gargalhada do publico com a menção de esbofetearem os companheiros. Recreio theatral.E' a parte da scena junto — theatros. Imparcial. Correio dos Neorama theatros. Chronica dos theatros. aborrece a maioria dos espectadores e concorre para o desagrado da peça. Theatro e Modas. Boletim theatral.

Os bombeiros são gratificados pelas emprezas. também os italianos. além de^mal enscenada e peior vestida. Quando tudo está em faz a declaração por escripto á auctoridade que tem de presidir ao espectáculo. que signifiBravo . E' o nome que se dá em calão Borlistas theatral aos individues que entram de graça nos theatros. Bosque -7E' uma scena em que estão pintadas muitas arvores. ouquan- — dacções dosj jornaes Estes pedinchões são conhecidos pelo nome de borlistas.se sempre a palavra bravo : . Bombacha —Espécie de calção curto. no meio dos' applausos ouve. porém. falta aos ensaios. podendo pagar. O bohemio é ordinariamente talentoso. fingindo que são ordem. Felizmente hoje são em muito menor numero: mas ainda os ha. que revela talento. diz-se que é uma — — borracheira. e se as bôccas de incêndio teem agoa sufliciente. Pode também ser uma matta ou uma nome que n'outro tem- floresta. a um actor. Ha muito quem.«^e chama o ingrediente Branco que alguns artistas dão no rosto. São muitos os preparados que para tal fim existem preciso. é o logar. A imitação é perfeita e dá sempre resultado. todos os espectáculos ha Bombeiros sempre no palco um piquete de bombeiros para acudir a qualquer sinistro. fazem os pedidos por intermédio dos artistas ou outros empregados. e se applica. DICCIONARIO ponto que. E' por isso que em Itália dizem bravo ao tenor ! bravo á cantora! bravo a todos! misturando estas ex- ca : : espectáculos. — — — «valente. do seu ! ib Bohemio Diz-se que um actor é bohemio quando pouco se entrega ao estudo dos seus papeis. esforçado». ou pelo menos chega tarde. que só até meio da perna. se acostumou a ir de graça aos Assim . a qual dá então ordem para se abrirem as portas. E' palavra italiana. é que o artista procure o de melhor efteito ao mesmo tempo que lhe não prejudique a pelle. Os que não teem relações com os emprezarios. e muitos ha que vão pedir os bilhetes ás re- clamações com os applausos. O artista precisa caracterisar-se. e isto muito prejudica as emprezas. antes de dar o vermelho. e são exigidas — — Em pelos costumes de determinadas epochas. que apresenta péssimas scenas. bonecos dos theatrinhos e ^ que hoje tam- bém se cha- mam onettes fanto- ches ou mari- Bordoada — Quando em Bonifrates scena é preciso dar pancada. a fim de se prepararem para os eflFeitos de luz que ha sempre na scena. n'este ponto. soltando inconveniências. — da na scena abusa do publico. ao mesmo tempo que faliam de dentro algumas pessoas. empregam-se uns cacetes ou bastões de panno pintado e cheios de algodão. aliás ficará no palco livido e baço. diz-se que tem bojo. porque perde as noites em orgias. ! Bra e para se obter o som. e Borzeguins chegam Botas justas e atacadas. Muito abundaram no theatro portuguez os bohemios. — E' assim que se chama ao máo Borrador scenographo.. dá uma palmada.E' hoje um abuso arreigado o pedir borlas nas recitas de cada theatro. mais ou menos fron- que não permittem que se abram as portas ao publico sem que elles verifiquem se estão cumpridas as prescripçoes policiaes. como testemunho de agrado. a um cantor. Em Portugal. d'um ou d'outro sexo. seguindo o systema de imitar os francezes e. Borla Assim se chama ao bilhete dado gratuitamente para vero espectaculo. Era o Bonirrates po se dava aos — dosas. Os francezes adoptaram a mesma exclamação. Bonecos Chama-se theatro de bonecos aos que apresentam fantoches trabalhando por corbombeiro déis. no começo da caracterisação. mas dizendo simplesmente: bravo! que empregam para um ou muitos artistas. mas a falta de estudo não o deixa progredir. o chefe — Bosque elles. Quando em qualquer theaBorracheira tro se representa uma peça má. e que o desempenho não a pôde salvar. Quando um artista mediocre faz Bojo papel muito superior ás suas forças. que os artistas usam em fatos de determinadas epochas.

em hespanhol.» Foi assim que em Paris. sentado de maneira seja visto pelos espectadores e que Buraco do ponto — os actores só lhe vejam a cabeça e os braços. No estrangeiro. que os Bravura francezes e os portuguezes adoptaram para dizer de um artista que tem expressão. Brindes ou festas artisticas. pôde dizer-se que o actor ou a actriz brilhou..Quando o artista representa de forma que faz valer todos os papeis e enthusiasma o publico. As peças do género.. que ficam em exposição nos camarins. e a segunda. á excelienie companhia. o repertório de Ofíenbach. teem sido representadas por companhias lyricas ou de opereta. até i83o. Só depois de i83o é que o publico se decidiu a dar o verdadeiro nome. theatro lyrico itaMadrid. uma bella companhia italiana installou-se definitivamente em Paris e o publico continuava a chamar-lhe buffos. é costume serem os actores e as actrizes brindados com grande variedade de objectos. ás farças. coberta com uma cúpula que não e na — qual toma logar o ponto. E' termo de calão theatral que Buchas indica as graçolas que um actor cómico mette no seu papel. em 1729. á altura de uma pessoa. applicando-se a vista a um d'esses buracos. Mais tarde. Assim se diz: «O actor F. que — pequeníssimas e disfarçadas na ornamentação da sala. as figu- Buracos do panno de bôcca São dois pequenos buracos fei- — tos á direita e á Em esquerda do panno de bôcca. operas-burlescaSy vem a dar na mesma. DO IHKATRO PORTUGUEZ Outro termo italianno. principalmente ás que teem Burleta — musica . apezar de cantarem já operas serias. pôde considerar-se um Bur — ou francezas. e isto pelo motivo de só cantar operas buffas a primeira companhia italiana que alli se estabeleceu. Em Portugal nunca houve companhia exclusivamente do género. ita- nos. admiradores e principalmente pelos collegas. sustentou-se com grande êxito a companhia de buffos de Arderius. Classificação. principalmente em França. ascupulas são pel. lianas Geralmente nãoselhes — chama mas o que operas-buffas. Buffos designaram os artistas do Theatro Italiano. em 1752. lianno. dada pelos italiae que em portuguez já se tem adoptado. diz-se que é um trabalho brilhante. muito mais tarde. se possa ver do palco o que se passa na sala. Entrenós as cúpulas são enormes. quando o panno está descido. a fim de provocar o riso dos espectadores.. A' frente d'este buraco ha uma pequena estante onde o ponto colloca a peça. e por isso nunca se denominou nenhuma de buffos. Buraco do ponto — actor ou uma actriz brilhante. sentimento e enthusiasmo! Quando o trabalho de um Brilhante grande artista é verdadeiramente superior e de grande etfeito. No desempenho de qualquer peBrilhar ça que se presta a bom trabalho e a que o artista deu grande relevo.*:. junto á orchestra. Esses brindes são offerecidos pelos amigos. esteve toda a noite a metter buchas no pa- — E' a abertura feita no palco. entre as duas filas da ribalta. porque cortam ra. de maneira que. Buracos do panno de bôcca representava principalmente. feias e prejudiciaes. Nas noites dos seus benefícios.

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onde correm os pezos necessários para a manobra das scenas. correndo n'ellas o que fôr cedida pela empreza em cada recita. augmenta o seu papel com uma tola graçola. quando um espectador carros. Amélia. diz «Vou á caixa. .dores ficam insensíveis. despertará em si mes- palco. feitas no palco. fica sendo um fundo do palco. Ha também calhas que atradica. bolos. tindo do subterrâneo. pasteis. com o preciso. o theatro tem a sua linguagem especial. — — . Se. Evita-se d'esta forq u e o fogo caia no chão ou ma vá de encontro Caceta ao scenario e origine algum incêndio. Quando esta de. com a verba de i^5oo réis mente tapadas e. Quando para qualquer companhia entra um discípulo que — — — — : — : — — — — : — . medicamentos.» andarem á vontade.tro artista. legados. Quasi todos os nos.de algumas epochas. como navios. é desastrado/logo Cadeiras seguem logo aos fauteuils. Se um actor. etc. serão fixas. chegando apenas quasi todos elles o serviço não é bom e as Calção bebidas inferiores. junto ás paredes lateraes do inflexões verdadeiras. em 29 de outubro de 1902. ou. prezas ao chão. café tro. dos recitas. a toda a altura. São os logares de platea que Cholópes.importância do papel que tem a desempetem fora do seu theatro. o seu calão. são os restos dos bengaes mettidos. em cada Chama-se vulgarmente caixa de plano. julgando obter grande successo. se abrem de cada beneficio que os sócios fizerem. Essas calhas estão ordinariacontribuintes. isto é. tabaco e comidas. fallar a F. Calças curtas. de ambos os lados. ao Caixas de soccorros theatros ter caixas de soccorros para os seus contrario. ha sempre no theatro quem diga Lá do cantor no que toca á maior ou menor joi para o porão I Se é uma peça em que se extensão e aos effeitos das notas. pequenos barcos. n'alguns. ha também sempre lhor se adaptam á voz do artista. transacções monetárias sentimentos que tem a manifestar. com actor. Gomo todas as profisCalão theatral sões.Cai bengaes para se DiCCIONARIO 3o queimarem.tem grande confiança e logo na primeira representação é pateada. garantindo assim a segurança das pessoas que teem de andar pelas coxias. com os juros do capital depositado. alem. Infelizmente assim não é. e permittir a esses sim. por exemplo. ajem de pateada. se incumbe de um papel superior ás suas forzas. c producto total das multas applicadas ás São as que. E' a terminação d'um trecho ças e no dia da representação faz completo Cadencia musical. giram no primeiro plano do subterrâneo. producto do irhposto sobre os bilhetes de Calor E' uma das grandes qualidades do favor. Cahir uma peça Assim se chamam as aberturas ça cahiu. coração e o seu cérebro estão d'accordo para Caixas dos pezos — São umas caixas fei. com pouco antes de funccionarem. Todas as cadeii'as e ban. cento dos ordenados mensaes dos sócios animaes. Como são precisos diversos carros artistas. recuarem tanto quanto seja necessário. aos joelhos e que são complemento de fatos Diz-se que qualquer pe. í'or em3uanto apenas existe a Caixa de soccorros em cada plano.mesmo em scena: Essa é das boas! Se outáculo. que me. que os artistas usam uns com os outros. Esta caixa gem de qualquer accessorio preciso á represustenta-se com a percentagem de 1 por sentação. não dá Calhas boas receitas e tem de ser retirada de scena. fundada pelos outros nas rápidas mutações de scena. mesmo debaixo. para dar passagem aos carros que susCaixa theatro ao palco e suas dependências As. o actor encontrará tas de madeira. mas á vontade fiasco. se o seu e pelos juros dos empréstimos aos sócios.de tudo. feito sobre regras. com excepção dos camarotes e fri. eram as cadeiras os pretensões a engraçado. que estão montados sobre rodas que quer ir visitar um artista ao seu camarim.no theatro quem diga Foi pelo buraco do Cafés dos theatros sos theatros possuem um café ou restaurante ponto abaixo! Estas e outras muitas phrases onde os espectadores encontram diversas fazem parte da linguagem technica do theaqualidades de bebidas. Em sas vezes. de maneira a avançaDeveriam todos os rem mais ou menos para a scena. donativos. mas que fora do theatro já se vae comprehendendo. Depois de feito o serviço e de descer o panno. parCalhas perpendiculares faltas commettidas no serviço do theatro. quando. do caracter de que está revestido. um coUega diz-lhe Cadeiras fixas cadas dos diversos logares da sala de espec. com nominação não existia.exprimir a idéa do poeta. a que teremos de nos referir por diverou chá e.lhe chamam canastrão. funeraes e pensões. empréstimos monetávessam a scena de lado a lado para a passarios.ou três calhas. Se se penetrou da os donativos dos sócios quando represen. mesmo com a caceta^ nos baldes com agua que estão ao mostra ter pouca vocação.tentam os bastidores. para serem substituídos uns os artistas do Theatro D. com o producto de nhar. digno d'este nome. com o fim de deve haver em cada plano pelo menos duas soccorrer os seus sócios com assistência me. sobem até ás abertucom a importância de um bilhete de fauteuil ras dos alçapões. a que os espectaprimeiros logares da platea.

ou em .DO THEATRO FORTUGUEZ mo esse cjlor communicativo. dos ro. ultrapas- Cam por baixo d'elie.* á direita ou á esquerda. No caso contrario. caracterisam e descanCamarim do electricista çam. Mas para que o ciilor produza os devieffeitos. se é apenas producto do estudo e da reflexão. Cada mais graduado tem um camarim esdos mais inferiores ficam dois ou três em cada camarim. os camarins são situados ao fundo do palco. D D D O a 3 ÍI ÍI Camarins— São quartos os que os arál tistas se vestem. tornar-se ha facilmente excessivo. despertará finalmente grande commoção na alma dos espectadores. ou por cima. convém que seja natural. ou ainda aos lados. Conforme a construcção do theatro. Camarim do electricista E' sempre collocado junto á bocca — de scena. sinceque de qualquer modo faça parte do temperamento do actor. sará os limites e. pelo próprio exagero. graças ao qual fará sentir ao publico as impressões que elle próprio sentir. Ha também camafins artista pecial. perderá a sua acção. Deve ser perfeitamente montado com todas as torneiras botões e apparelhos precisos para que o electricista tire d'alii e SSSSOQCSQa 1 i|i iTi I t II II iji i| com a maior a O facilidade todos os e tf eitos precisos da luz.

que vae começar o acto. podendo mais naturalmente chamar-se Ihes/rifaí. Reflexões sobre o preço regular. teem toiíos contíguos uns pequeninos gabinetes. Na Trindade ha Palais Royal.'^ ordem em volta que. O mesmo accontece no Príncipe scenas de um único personagem. São marotes de lado para gaz.áo pelo ensaiador do theatro do Gymnasio. C«n DICCIONARIO 32.concertos As cançonetas em Portugal estão também introduzidas de ha altura. Estes são gaz. 2^ e3. Campainha eléctrica sas ordens. Trindade Gymnasio. divididas Real. segue-se sentarem. No mesmo actor. No Real Colyseu de Lisboa os camamuito. camarotes reaes nos theatros de D. segue se que levou de cambio 200 réis.se prolongadamente a campainha do satros. caCanalisação Ha diversas no theatro.espectáculos. um artista se apresentava ao publico.res para dentro da sala. que se chamam os empregados de chamam camarotes de balcão. Achard. e ainda n'alguns outros tocar uma sisala. Ventura o bom velhote. Leopoldo de Carvalho. camarotes de balcão e de i. No theatro da Avenida ha apenas duas em coplas. apenas quatro pequenas /rij í75 e três ordens nos intervallos das peças que se representade camarotes No Gymnasio as frisas ficam á vam. Isto valeu grandes successos a frisas. Príncipe Real. e ainda hoje alcançam successo. agua e limpeza. Com todas é pree camarotes de ciso cautella mas principalmente com a do bocca. — — : — . camarotes de serviço.». ou aos lados d'este. ou torrinhas. outro meia hora e o ultimo cinco mipois alugam canutos antes de subir o panno.» e 3. sendo o primeiro uma hora camarotes e deantes. conforme os thea. não acerta com os gestos e frisas. Para este fim. O termo canastrão é muito usade D. Avenida. nas diver. ca. formam filas em volta da sala. se um bilhete d'iim bailarino. mo sobre o prós E' o termo de calão theatral Canastrão cenio No theatio que se applica ao mau actor que.Tem no theatro funcçóes bendo n'elles desde três a oito espectadores. Seo systema francez de dar cem o bastão três gundo a' posição fortes pancadas Noutros usa-se bater palque occupam na mas. ha os ques se chama para os encamarotes junto á platéa que entre nós to. Com ella se tuindo o balcão. quando se fatiga de rotes.. rotes são entre a platea e a geral. Estes são os melhores dos nossos theaensinar sem resultado qualquer discípulo ou tros. Amélia as frisas ficam junto á platea. a fim de não causar alguma explosão ou os que ficam mesincêndio. Quando outros querem entrar. tes de frente.^ ordens e torrinhas. em Paris. Maria ha frisas e três ordens de cama. toca. e que. Os camarotes teem diversos tamanhos. por mais de S.*. entre cada uma das quaes havia declamação. Amélia. Ha mais de setenta annos Cançoneta theatro D. etç. Colyseu dos Recreios e Real Coly- E' a que existe no los sala d'espectaculos de camarotes a uma espécie salão do theatro e que tode pequenos gabinetes. Também com ella Campainha eléctrica se chamam os espectadoI. Leordens de camarotes acanhados e maus. pois alem de espaçosos. para começar o espectáculo. 2. Entre nós. Com os seus toConforme a capacidade dos theatros. A moda foi-se populaColyseu dos Recreios tem duas ordens de rísando até chegar a muitos theatros e a íncamarotes de diversos tamanhos e a grande numeros cafés. ha camaroneta. tem entradas para quatro ou cinco peslão. ou quando são boas. com pram uns bilhetes especiaes de entradas para gados de que vae começar o espectáculo. camarotes de 1. Tio Matheus. No theatro da Rua dos Condes ha 4 diversos artistas.'' e 2. Campainha dos interval- — dá-se o nome — — . que tinha no seu repertório: Um Cambio ágio que os contraçtadores de bilhetes levam bravo do Mindèllo.*^ ordens. Can- Camarotes — N'uma de platea custa na bilheteira 800 réis e o contractador o vendeu por i^ooo réis. Ha camarotes de i. os melhores interpretes de cançonetas teem sido: o grande antes tulhas Chama -se cambio no theatro ao Taborda. uma ou duas vezes por noite. O vassor. altura da platea e ha também três ordens de cantando uma cançoneta. ha três toques. Assim.saios e egualmente para os mam o nome de frijas^ os camarotes substi. Para se avisarem os artistas e empresoas.^^ só de lado. diversas. No theatro as inflexões. que tanto foi o seu lucro. separados uns dos ca para avisar o publico de outros por frágeis divisões. Eram pequenas camarotes. nos theatros de Variedades e da sala e de 2. Tam- bém ha seu. entre outros Dejazet. a este outro camarote para os camaristas e ajudantes de ordens da família real.* ordem e ultima ordem.. Cada camarote. Carlos ha Camarote que o ensaiem. N'alguns theadeiras para se tros.

os espectáculos do carnaval eram constantemente interrompidos pelas brincadeiras dos espectadores entre si e para o palco. nunca perde o seu dinheiro nem o seu tempo. — se representam n'esses dias. César de Lima. tem de pôr cabelleira ou barbas. arranjando alçapões.35 Do THÊAtRO PORTUGUEZ Cat« tor cosmopolita. Bartholo do Barbeiro de Sevilha. Caracter O estudo dos caracteres e a sua adaptação a uma fabula. Mary Arneiro e Regina Paccini. Imita-se no theatrocom Canto das aves diversos instrumentos apropriados e simples. E' o baixo Cantor buffo — vação. em companhias africanas e muitas outras negociatas. que se associa para a exploração de um theatro a homem sério e que sabe do seu officio. que dispõe de meios suflicientes. pois se inhibia um qualquer espectador. as velhas pretenciosas. e até com os assobios de barro das noites de Santo António e S. que são os que trabalham de noite. Para o conseguir o escriptor deve ter um grande fundo d'obserí" — Caracteristicos São os actores que desos papeis typicos. que para lá — foram importadas da Hespanha com o nome de duenas. é sem duvi da um dos trabalhos mais delicados e mais difficeis para o escriptor dramático. correspondendo em França ás duègnes. fazer rugas. nos theatros de Lisboa. Chama-. de sustentar e de reforçar um caracter. V. por que motivo se não ha de arriscar algum capital nos theatros O capitalista. fazendo grades para repregos. fazerse corado ou pallido. contornando bastidores. quasi sempre preparadas por exploradores do dinheiro alheio. Júdice da Costa. os brinquedos. recebendo as receitas. engenhosamente imaginada. em estabelecimentos sem futuro. de ouvir a peça. como tem acontecido em D. principalmente no theatro de S. entra com pequenas quantias. pois que. degeneravam em verdadeiras brutalidades. seja no theatro. Telmo. são os propriamente ditos. peior ainda. Canto dramático Toda a espécie de canto que se mistura com a acção iheatral e d'ella E — — faz parte. caracterisar-se. seja em concerto. Dias. Cantores portuguezes V. CorcundaSy Boas ra^^ões^ Que pena. E' a cterisar-se . Preparado com que os artistas dão côr vermelha ao rosto. E' mister escolher e usar o bom carmim para não prejudicar a pelle. Agora dão apenas resultado nos theatros os últimos três dias n'outro tempo a epocha era de um mez e chegou a ser de dois. Francisco Andrade. ou arranjar o rosto de forma que o typo assente perfeitamente na personagem que tem a — desempenhar. Realmente elle não é bom. o capitalista. Outras vezes. N'outro tempo. Valle. Caracterisar-se — O actor. más conselheiras de filhas-familías. durante o espectáculo. Bensaude. que não dispõe de fundos suííicientes. velhacas interesseiras. José do Capote e muitas outras. Samuel.se mais tarde das receitas do theatro. que comprava o seu logar. já foi óptima. Esta epocha. dramas — . em explorações de minas. E' assim o D. governantes impertinentes. Ribeiro. José Ricardo. Entre os mais Cantores portuguezes distinctos que teem apparecido no mundo lyrico. em fundos duvidosos. para se preparar para a scena. Caracteristicas Assim se chama no theatro aos papeis de velhas typicas. São as velhas ridículas. isto que se chama cara- — cómico das companhias d'opera italiana. Verdade seja que d'antes escolhiam-se peças propriamente para o carnaval. ffeitos do vinho novo. João Veiga. E' o processo que o Caracterisação actor emprega para transformar o rosto no typo adequado ao papel que desempenha. Essas brincadeiras estão hoje quasi inteiramente prohibidas e com toda a justiça. agora até — empennam Carmim — — . ainda hoje boa Carnaval para as emprezas theatraes. porem. se tantos arriscam dinheiro em emprezas perigosíssimas. que trabáflham durante o dia para os preparativos das peças. Celestino. em caixas de credito.se assim no theatro Capitalista ao sócio da empreza que tem o dever de apresentar o capital para todas as despezas. contam-se: António Andrade. fim do Diccio- — nario. era tão lindo I. finalmente todos os papeis de velhas com situações cómicas e ridículas. mas. Augusto. Acontece muitas vezes que o capitalista se associa a individuo que nada sabe de theatro e por isso o prejuízo é infallivel. ou trecho. e ainda não ha muito. o Crispim do Crispim e a Comadre e o Geronte do Matrimonio secreto. eic. apoderando. A arte de deíenhar. Luiza Todi. Nome que se dá a Cantor e Cantora todo o artista que toma parte na execução vocal de qualquer obra. — gusta Cruz. Au-. O negocio de theatro é tido para quasi toda a gente como um péssimo negocio. Maria e Príncipe Real. para ser verdadeiro e principalmente verosímil. Seguem-se depois: Queiroz. principalmente o actor typico. é uma das partes mais importantes da arte dramática. No theatro ha Carpinteiros duas classes de carpinteiros . para lhes dar logar. quando se caracterisam. os seus melhores traços devem ser-lhe fornecidos pelo estudo da natureza de preferencia á sua imaginação. 3 . João. e. Carlos. Setta da Silva e ainda outros. e os chamados carpinteiros carpinteiro de movimento.

Tilmo. Ao fecundíssimo d'Ennery se dirige principalmente a classificação de carpinteiro theatral^ classificação que também já tem sido dada a Alexandre Dumas pai e que diaria- forme as necessidades da scena. m 3 ictn FREITAS BRANCO comiiiia buf lina triducfás liitfi ^ «glu por Em — ARTISTAS Cirdoso. a fim de imitarem a chama carros — trovoada. bastando citar Gesar de Lacerda. tujusio Michadt. como qualquer outro operário os segundos recebem os seus vencimentos todas as noites pelas folhas das diárias. lligriíit. ctc. Também se a uns esqueletos de madeira tosca. e assim entrarem ou saírem de scena. armando Carpinteiro theatral — E' esta a classifi- cação que a moderna critica dá aos auctores de peças cheias de situações de grande effeito. Riu Indrada. Estes. Jtsui. 8atbara. Carros São os apparelhos que giram com pequenas rodas. representando scenas das peças. de José — .ra« PROÇRAMMA DO SEXTETTO NO SALAO Typ -Viuva Costa SaoehM Larsoao Cvno 31 Cartaz Carro de trovoada por baixo do palco. A classificação em nada os deslustra. antes lhes abona qualidades bem apreciadas no theatro. são geralmente agora enormes. Portugal tem havido diversos carpinteiros theatraes. que n'outro tempo eram pequenos e simples. con- são annunciados por meio de cartares. para estes poderem avançar ou recuar. Livro publicado em Carteira do artista 1898 pela livraria editora Bertrand. barcos. Carros de trovoada São os que actualmente se fazem de rodas cortadas para correrem no urdimento. Em Lisboa. de uma acção intrincada e finalmente de tudo quanto pôde prender a attenção dos espectadores e levantar as plateas com enthusiasmo. Os primeiros recebem no fim da semana a sua feria. Jota Radri)<ui. em contracto com as emprezas dos diversos theatroe para affixação dos carta:^es. Pilmpa Ferreira • TK. Em Lisboa e Porto ha agencias especiaes. Monliiio. . de peripécias extraordinárias. José Romano e Gosta Braga.ia Saraivi. com pequenas rodas. animaes.Cai« DICCIONARIO 34 e desarmando as scenas e fazendo todo o serviço de machinismo necessário para o bom andamento do espectáculo. impressos a cores e illustrados com estampas. a fim de a elles se adaptarem repregos de carruagens. Htnriqut d'ilbu()uerqui. Porto e em quasi Cartazes todas as terras de província os espectáculos" — 't^EA^^O ftuiNTA Feira 20 dg mmmmMm â rtprescnlaçu da ks 8 horas e meia ^^ mente se dá aos modernos escriptores francezes Pierre Decourcelle e Gaston Marot. Judith. e a que estão presos os tangões em que se coUocam os bastidores. no primeiro pavimento J.

para opera-comica. documentos interessantes. Cario Felice de Génova e outros. dos artistas brazileiros antigos e modernos. Colyseu dos Recreios. catalogo das peças de cordel. comedias. Conservatório Dramático. tragedias. acrobáticas. E' um grosso volume de perto de 900 paginas. explora também o género alegre e peç^s d'espectaculo. . Theatro da Avenida. recitas notáveis. Theatro do Gymnasio. produzindo — um som forte e repinicado. relação dos livros a consultar sobre arte dramática. dos decretos. versos de Anthero do Quental. dos escriptores dramáticos e críticos theatraes. Pérgola de Floartistas Posto que não Cathegoria dos theatros officialmente. portuguezes. Francisco Palha e Moniz Barreto. Os espectáculos dos casinos são formados rença. dos principaes theatros de Portugal. dos pontos e scenographos. acrobáticos. E' o estabelecimento em que se Casino dão espectáculos de variedades. magica e revista. para companhias equestres. que se enfiam no dedo médio e se fazem bater uma contra a outra. dos grandes actores e actrizes estrangeiros. Maria II. restaurants. jornaes de theatro. Servem princi- — palmente para as bailarinas hespanholas se acompanharem em certas dansas. etc. criticos e jornalistas. das notabilidades da scena universal. dos emprezarios theatraes de Portugal e Brazil dos ensaiadores portuguezes e brazileiros. sociedades dramáticas. para exploração idêntica á do Colyseu dos Recreios. entre o dedo e a palma da mão. Theatro da Trindade. de diversos empregados de theatro. dos nossos principaes aderecistas. em 4. das diversas companhias de todos os nossos theatros e das estrangeiras que aqui teem vindo. das operas e danças notáveis. em hoCasa de Molière menagem ao grande escriptor que fundou a primtira scena de Paris. principaes cabelleireiros. cantores de notável nomeada. os theatros de Lisboa e Porto — podem-se julgar classificados pela imprensa e pelo publico na seguinte cathegoria : Em Communale de Bolonha. Theatro da Rua dos Condes. escriptores theatraes. com escolhida companhia portugueza de comedia e onde se apresentam as notabilidades estrangeiras. revistas e peças phantasticas notáveis. architectos. San Cario de Nápoles. o nosso theatro normal. Carlos. Comem noticias biographicas desenvolvidas e anecdoticas de muitos dos nossos principaes artistas da antiguidade e de quasi todos os da actualidade. exercícios gymnastícos. Ordinariamente teem annexos cafés. E' um livro curiosíssimo e indispensável aos artistas dramáticos. arredondadas. dos músicos nacionaes e estrangeiros. São cantores di primo cartello. illustrado com 700 gravuras. pateadas. E' o nome que. o nosso theatro de comedia ligeira. se dá em França e no mundo inteiro á Comedie Française. dos dramas. Também a Itália dá a mesma classificação aos seus melhores theatros. dansa. . Fenice de Veneza. tratados e outros documentos referentes ao theatro. Os italianos dão este nome . que exercem sobre o publico grande influencia. por pequenos números de canto. dos guardaroupas dos machinistas de theatro. Real Colyseu de Lisboa. No : . para o drama de paixões violentas. gymnasticas. — — — Lisboa Real Theatro de S.ios Cartello Casa dos adereços Castanholas Duas pequenas peças de madeira ou marfim. Assim se intitula o Casa dos adereços compartimento reservado para guardar todos os objectos que servem em scena e dos quaes é responsável o aderecista. decoradores e auctores de figurinos dos beneméritos do nosso theatro. quadros vivos. de muitas curiosidades theatiaes. Régio de Turim. dos contra-regras. Theatro do Principe Real. brazileiros e estrangeiros.35 DO THEATRO PORTUtíUEZ Cat Bastos. . dos cantores portuguezes em diversas epochas. lyricas e de zarzuela. escavadas por dentro. operas-comicas. sobre bailes de mascaras nos theatros. direitos de auctor e muitos outros artigos interessantes. Theatro de D. Amélia. para opera lyrica ^Theatro de D. etc. para o mesmo género da Trindade. portarias.° a 2 columnas. São di primo cartello os seguintes: Scala de Milão. vistas. Brazil e estrangeiros.

Sarah Bernhardt. Para no theatro se imitar a Cavalgada passagem ou chegada de uma cavalgada. a outra epocha de rigor e censura prévia. jornaes e peças de theatro. acabando por ninguém se entender. não se poder representar uma peça. Theatro do Palácio de Crystal. pelo ultimo regulamento dos theatros. Quando a peça ou o desempenho não satisfazem. que se realisa o centenário da peça! Como se a peça n'esse momento fizesse cem annos Canção antiga. magicas. dramáticas e apresentação de notabilidades. e a platéa. cantava a personagem desempenhada pela actriz Carlota Talassi. companhias lyricas ou dramáticas. para festas extraordinárias. ao maestro. cortar e até supprimir a obra. Censura theatral Passados os tempos em que a censura se exercia despoticamente sobre os livros. Foi muito popular em Portugal. mais tarde. que tapavam completamente a vista ás pessoas que lhes ficavam por detraz e que nada podiam ver do que se passava no palco. Houve uma epocha de desleixo. batendo mais ou menos forte. tem Centésima representação — Quando uma introduzir nos buracos feitos na madeira e segurar quaesquer repregos. diz-se que dadeiro charivari. Theatro Carlos Alberto. Quando um espectáculo corre Charivari mal por não prestar a peça e ainda menos o desempenho. Taborda. Para essa censura foram nomeados litteratos afamados. Duse. Manuela Rey. grita. que. vieram os abusos. ao ensaiador. aos artistas. o theatro quasi que se tornou pelourinho e chegámos.EpiphanioeRosapai.• sejado. além de um bom ordenado estabele- . com c/zamada especial. Só se deve chamar celebridade aos verdadeiros e sublimes génios. entende-se que a sala está cheia ou quasi cheia. «Da vingança estala o raio. Cazão — Quando se diz que o theatro tem «Ergue o inferno horrível brado: « Morte e aífronta ao assassino! «Morte e aífronta ao renegado!» — um ca^ão. António Pedro. quasi sempre ha também chamadas promovidas pela claque. revistas. vocifera e fala para o palco. approximar da rampa cada artista por sua vez. entre ellas Ristori. para companhias lyricas. — Pequeno reprego que se colloca qualquer sitio da scena. não só para reclame da peça e do theatro mas ainda para se obter uma enchente. fazer. Theatro-circo Águia de Ouro. gymnasticas e acrobáticas. creou-se no Conservatório Dramático uma censura para a moral. por isso mes» mo. Emanuel. faz chamadas ao auctor. Santos. Alguns eram de taes dimensões. Era realmente Chapéus das senhoras incommodativo para os espectadores da platea que fosse permittido ás senhoras assistirem aos espectáculos de chapéu na cabeça. Felizmente. Delphina. Theatro-circo do Príncipe Real.se com que os empregados dos adereços ou os comparsas batam com ambas as mãos nas pernas. costumes e trabalho litterario. João. que. por vezes foram aggredidos pelos seus excessos. podendo-se ainda assim mencionar Emilia das Neves. aos scenographos e até ao emprezario. é um ver- — Chaveta — Peça de ferro com palmeta para — que começa que mostra talento e disposição para o theatro costuma dizer-se que e centelha. no final dos actos e ao terminar a peça. para dar o efFeito de- — faz tamanho successo que chega a representar-se cem vezes seguidas. zarzuelas. depois de estarem em sçena todos os artistas que entram na peça. Dizendo grande disparate. que outra coisa não é. Foi uma medida acertadíssima. graduando o som. nos annos de 1840 a i85o. para operetas. Tasso. Bartet. o publico. Celebridade E' esta a classificação dada aos grandes artistas. n'essa occasião aflirmam muitos. O publico pagante deixa muitas vezes de applaudir para se não confundir — — com os claqueurs. no drama de — ! Mendes Leal Os Dois Renegados. para peças de grande espectáculo e dramas. Salvini. Cavatina — Era o nome dado pelos ita- lianos a uma ária brilhante e desenvolvida e que hoje não differe muito. Novelli. é costume fazer-se uma recita festiva na centésima representação. Em Lisboa teem representado grandes celebridades estrangeiras. Zaconi. podendo alterar. dando as suas atribuições á auctoridade administrativa e á policia. a politica especuladora. além de patear. e ha emprezas que assim chegam a annunciar. Esta adoptou agora. a Chácara. sem que primeiramente a auctoridade assista ao ensaio geral. zarzuelas e circo de cavalinhos. que terminava assim . ainda assim. uma opera. etc. Centelha D'um actor ou d'uma actriz : — Quando uma peça e o seu Chamadas desempenho agradam. de outra qualquer ária de «Porém. Cecilia Rosa de Aguiar. nem mesmo annuncial-a em cartaz. Rossi. muitas vezes Chácara intercalada nos dramas de capa e espada. affectando mesquinhas economias. Em Portugal é muito limitado o numero de celebridades. fechou o Conservatório Dramático. nem se ouvir nada Chapuz — em — do que se representa. é expressamente prohibido ás senhoras estarem na platea com chapéos. faz. para companhias equestres. Lá fora o cheje de claChefe de claque que.: Che DICCIONARIO peça 36 Porto: Real Theatro deS. quando a Virgem leva «Ao altar o condemnado. no que respeita á forma.

acceitando bilhetes para o seu beneficio E' difficil a escolha de um bom chefe de claque. etc. creada com o flm de satisfazer a ambição dos emprezarios e o orgulho dos artistas. cabos de coristas e comparsas. Foi Salvador Marques quem popularisou o termo. escriptores dramáticos.37 eido. mettem em scena e ensinam a executar os bailados que compozeram outros.- a quem senão pôde ou não convém nomear. movimentos e attitudes que constital — Chefes de serviço— São muitos n'um theacada um d'elles investido da auctoridade indispensável sobre os artistas ou empregados coUocados debaixo das suas ordens. figuras. e Virginia e os actores Tasso alçapões. commove sempre o publico e pro- — — — . Cada chefe tem o dever de instruir e dirigir os seus subordinados e o de manter a disciplina e boa ordem. que logo se dão a conhecer. mestre de baile. guarda-livros. se refere a jeito caricato. quando em scena não sabia o que havia de dizer. mestre de coros. Chicharel E' o pedaço de madeira ou ferro que assenta sobre as vigas transversaes. de viga a viga. conforme se indica no artigo Choreographia. que sabe chorar bem. com os bilhetes de que dispõe. verbo ou E' a classificação que em alguns theatros se dá aos discipulos sem valor. equitação e de clowns. empregando-© como substantivo. K' a arte de compor os Choreographia bailados. N'uma peça que elle fez subir á scena no antigo theatro dos Recreios havia um personagem insignificante que tinha adverbio Chòlopes 1 — nome. interrompendo a representação. diversos amigos. não choreographos^ mas quasi sempre tuem uma dança. mimica. e : Tem havido por vezes choreographos que inventam e compõem os bailes è depois elles mesmos os fazem executar com suas lições. Foi o papel distribuido a vários discipulos e cada qual o fazia peior. a fim de que esta applique aos delinquentes as multas respectivas. A claque está em uso em quasi todos os paizes e principal- — — . chegando a verter lagrimas nas scenas lancinantes. a um desconhecido. diz-se: o chochman. por se não lembrar do papel. bastido- res. cançonetistas. fallava rápida e atrapalhadamente. Salvador. e principalmente a actriz. exclamou certo dia: «Que sucia de cholópes!» E assim se ficou dando tal nome a quem anda pelos theatros fazendo papelinhos mal e porcamente. O fallecido actorauctor Baptista Machado. dando parte de qualquer falta á direcção. acrobática. em vez de os distribuir pelos claqueurs.o nome que se dá ao actor Chorão que em scena está sempre triste e lamuriento. Em Portugal o chefe de claque limita-se a escolher o seu pessoal. N'esses palcos por vezes se apresentam companhias lyricas e dramáticas. O actor chorão faz um papel cómico no mesmo tom e com a mesma cara com que desempenha um papel trágico. zes : Manuela Rey e Santos. adjectivo. * fiscal. que o festejam e presenteiam. já zangado. que tem lagrimas na voz. ou a al. que depois lhe retribuem a amabilidade. Todavia a maior parte dos choreographos. No theatro de D. a um suum ente imaginário. deixando o espaço para as calhas Os chichareis é que formam as linhas de afinação do palco. E'. Quando entrava para a platéa ia quasi sempre em tal estado que adormecia logo ás primeiras scenas. Maria houve em tempo um chefe de claque muito amante da pinga. illuminador e chçfe dos porteiros.cabelleireiro. e principalmente na actualidade. Os chinchareis são lançados de frente a fundo nos Assim se denomina o arChoreographo tista que compõe ou que ensaia e mette em scena um baile. De quando em quando acordava. raettendo sempre de permeio o chochman que para elle era o salvaterio. N'um theatro importante os chefes de serviço são ensaiadores de poema e de musica. por baixo do soalho. é DO THEATRO PORTUGUEZ Cia um poder junto do emprezario e gosa de todas as considerações por parte dos artistas. outros dirigem tão mal os applausos. aderecista. na linguagem de guem theatral. ordinariamente de gymnastica. Claque de origem bastante remota. e devem ser volantes para. por quem distribue os bilhetes d'entrada nos espectáculos. mestre de guarda-roupa. pouco escrupulosos. tro. Actualmente quasi todos os circos teem palcos *para exhibição de artistas de vários géneros. — voca enthusiasticDS applausos. no caso de ser preciso abrir as quarteladas além da afinação. como dançarinos. O mais que consegue o chefa de claque é contemplar. não terem de ser cortadas. vendem os bilhetes. Emilia Adelaide. N'estas occasiões a pista transforma-se em platéa. Alguns. Chochman — Faz parte do calão Quando um actor. começava a dar umas grandes palmadas e a gritar: «Bravo ao Santos!» O publico ria e distrahia-se completamente do espectáculo. sendo os chefes responsáveis perante a empreza pela boa execução dos serviços que lhes foram confiados. tomando etitão a casa a classificação de theatro-circo. O actor. e. com todos os seus passos. E' uma repugnante instituição. dizendo phrases inintelligiveis e Recinto circular destinado a esCirco pectáculos públicos. Foi preciso dispensal-o do serviço. machinista. Saber bem rir em scena é basChorar tante difficil mas não o é menos saber chorar. mimicos. sem mais nem menos. Bem chorar teem sabido no theatro portuguez as actriEmilia das Neves.

Nos princiCoberturas dos camarotes paes theatros é uso os porteiros. a que se chama coberturas dos camarotes^ por cima dos dourados e veludos. salva a qualquer outro individuo a faculdade de traduzir de novo a mesma obra. O — A — O — mente mtroduzida no nosso idioma por não termos outra com que indicar o individuo que faz parte da claque de um theatro. 58 .° vel ao diretio de traducção. para se não confundir com a claque^ ainda que sej^ boas a peça e o desempenho. a Opera-Comica. conservam os seus herdeiros." § único. n'um caso de incêndio. a Comedia Franceza. composta dos mais distinctos escriptores dramáticos e homens de theatro Actualmente a classificação é feita a requerimento dos próprios actores. ou na enscenação. ainda que lhe chamassem outra qualquer coisa Claqueur Esta palavra está perfeita- Em do reino. o Odéon e o theatro de Coqueiin. principalmenten'alguns. e em seu próprio nome. e que. quinhoando.i do palco gem do fumo. Classificação — Na primitiva sociedade ar- . e o pri- — — 1 . principalmente quando se varre a sala dos espectáculos. goza durante trinta annos do direito exclusivo de reproduzir a sua traducção. á tiraClaraboia. Os claqueurs em Lisboa são já conhecidíssimos e por isso os seus applausos dão muitas vezes resultado contrario. (Artigos refeCódigo Civil Portuguez Art. e que impropriamente são chamadas alçapões do — estrangeiro. para entrarem os espectadores. no fim do espectáculo. Alli os claqueurs são retribuidos com dinheiro. Portugal existe também a claque. cada sem consentimento d'este traductor.° Depois da morte de qualquer auctor.°. são tirados os pannos. quer seja portuguez. sem prejuízo da responsabilidade a que ficam sujeitos em conformidade da lei. 574. Antes de se abrirem as portas. nos theatros de Lisboa e Porto. seja no ponto de vista artístico ou litterario. e cada um d'estes coilaborar n'ella sob as mesmas condições. A claque tem o seu chefe. para os livrar da poeira. e. ou por proposta do com- missario do governo. esse saltimbanco coroado." E' licito a torentes ao theatro) dos publicar pela arte scenica qualquer trabalho litterario seu. nistro — — — — A disposto n'este artigo é applicaArt. de caução ou de alguma restricção mais. de obra que tenha cabido no dominio publico.— Cod DICCIONARIO tistica 38 mente em França. Uma idéa tão desgraçada só poderia partir d'um patife como elle era. para obter um grande effeito e excitar a admiração e o enthusiasmo dos espectadores.com que muitas vezes o publico não applauda. Isto faz. mas com ella Ciou nos servimos em calão theatral para indicar a parte ú'uma peça com que particularmente se conta. os artistas que para alli entraram foram classificados por uma commissão. enrolados e guardados até á occasião precisa. por despacho do mi- Circo todos. estenderem gi andes pannos. tendo ouvido o conselho dramático A palavra é franceza. obra manuscripta é propriedade do seu auctor e não pode em nenhum caso ser publiArt 577. recebendo um bilhete gratuito. tem por dever applaudir e obedecer ao seu chefe. quando cantava e tocava flauta. que recebe os bilhetes e os distribue e dá o signal para os applausos. Clarabóias do palco São as que giram por meio de corrediças ou se levantam por balanço destinadas. porem. quem inventou a claque. em Roma. quer § 2. cessionários ou representantes o direito de propriedade por espaço de 5o annos Art. ou bilhetes que o valem Honrosamente affastaram e rejeitaram a claque em Paris: a Opera. que directa ou indirectamente embarace o livre exercido d'esse direito. tradição diz que foi o terrível Nero. abusa-se escandalosamente delia." Quando uma obra tiver mais de um auctor. um certo numero de assalariados para o applaudirem. independentemente de censura prévia. este os proventos da dita propriedade com os herdeiros dos collaboradores fallecidos. e por isso não custa a acreditar que alli tivesse origem a claque. e o segundo periodo começará quando fallecer aquelle ultimo col- tecto. Nos theatros de Paris o publico chega a incommodar-se com os constantes applausos da claque a tudo e a que explorou o theatro de D Maria e quando o governo o administrou por sua conta. meiro período da duração d'esta propriedade se esteaderá até á morte do ultimo collaborador que sobreviver aos outros. Sjo. 379. Art. Mandava para o amphitheatro. permanecerá a propriedade da obra na pessoa de todos os seus co auctores.

Dizem sempre: F. I. Verdade seja que tros ou em outros quaesquer logares onde o a palavra collega. Demos um exemplo: Joaquim Augusto de Oliveira terra ou terras.° Quando.um dia para collaborarem n'uma grande magica. collegas plicaveis aos auctores de obras musicaes mas não são amigos. Véron e Nogueira fizeram em collai. as suas obras. vivacidade e brilho. não pôde na mesma localidade cedel-a. a outra empre. 600. Art. pregando todas as forças de que disponha CoUaboração no theatro— E' vulgarissima para lhe dar correcção. 599° O auctor que contractar Uma collaboraçáo ha natural e que dá os theatro. § único auctores dramáticos são inteiramente . sendo restri. exigir que a obra. cada uma que cta a auctorisaçao. dos auctores de magicas..court. Se Doniza. porque é diíficil 601. deve pre procurar o meio de dar colorido ao paser registrada no Conservatório Real de pel de que se incumbe. é um bom qualquer modo. não pôde ser representada sem consenti.ap. rava se um grande êxito. tem publico seja admittido por dinheiro. é a do escriptor com o obra. Goi. 5z. operas. § 3. que se suscitarem haver quem reúna as duas aptidões." a parte que pertence aos auctores no producto das recitas não pôde ser penhorada laboroii com Manuel Roussado n'uma peça pelos credores de qualquer empreza de thea. Piron. cessionários ou representantes tiverem a proprie- — — em todos os paizes. E' raríssimo que um maestro esnem alguma imitação d'ella. 2. laborador. feita por dois ou mais escriptores. representam nas mesmas As disposições a favor dos peças. principalmente em França. § 2. contractou a representação da sua obra. reunem-se nos mesmos palcos ou nos ria.° De fazer boraçáo muitas peças. Também Eduardo Garrido col5q7. Blondeau e Monreal. . seja communicada a pessoas estranhas ao Art. Marc Michel e outros. Sô uma collaboraçáo teve verdatender serem necessárias. Conseguil-o-ha emLisboa. não havendo sobre isso ex. a de Gervásio Losem consentimento de emprezario não al. sem consentimento. serão CoUaborador Um dos auctores de uma Art.teve êxito. 604. teem-se distinguido as firmas theadade d'ella. ou a um certo numero de Art. entre os auctores e os emprezarios. Labiche com Gondinet. depositando dois exemplares.° zetti fez o poema e musica da Bettly. cessionários ou representantes na forma seguinte: | i. resolvidas no foro civil. em conformidade do que collega. apresentavam era um successo. Bayard. mesmos tiveram dois desastres no Cócó.° Todas as questões. a obra dramática fôr levada á scena em theatro não auctorisado. se os não tiver trondo. nenhuma das quaes renunciado expressamente: na sua obra as alterações e emendas que en. etc. pôde o symphonicos e Wagner de todas as suas auctor retirar livremente a sua obra. ajustado.° De Alcaide e no Solar dos Barrigas. pois foi uma queda desastrosa. des e logo na primeira recita cahiu com esgoza dos seguintes direitos. mento de qualquer herdeiro ou outra pes.Berlioz dos seus poemas dramáticos ou presso accôrdo. entre muitas. com qualquer empreza a representação da sua melhores resultados. § 1. são.um escriptor de theatro. taes como Corneille e Molière. sendo manuscripta. finalmente.mesmos foyers . Boito do Mephistofeles. «Seguem a fica estabelecido para a propriedade litteramesma carreira. . são isto excepções. assim empregada.39 DO THEATRO PORTUGUEZ Col na litteratura theatral franceza.» Assim se' expressou pelo que respeita á sua execução nos thea. que intitularam Pelle de burro. Art.traes Meilhac e Halévy. em que se pague entrada.Chivot e Duru. Leterrier e nuscripto. o producto liquido da recita ou recitas.Vanloo. a cada no theatro teem sido menos felizes.creva o poema para. De ha muitos annos até a actualidade a maior parte das peças que se representam nos theatros de Paris são feitas em collaboraçáo Firmas ha de grande credito — : — — — — — — — — — — — — — — — . por entre si. ou um mau collega.°. Art.° Nenhuma obra dramática pôde ser representada em theatro publico. o fecundo Scribe com Mélesville.afont.° O auctor dramático que biu á scena no antigo theatro de Variedatro. ou. O Espelho da Verdade." Se a obra é posthuma. deiro êxito em Portugal. dentro de um anno. no Burro do Sr.6. do auctor ou dos seus herdeiros.. mas esses tere alguma parte essencial d'ella. muito de amável e familiar. Edmond e Jules De Gonsoa a quem pertença a propriedade do ma. GouSe a peça não fôr representada no tempo nod da Redempção. etc. comtanto que.bato e D. Art. 598. João da Gamara." O auctor peça.° Á auctorisaçao para representar uma obra dramática pôde ser illi. Art. espeles cuja licença é para isso necessária. emquanto durar o contracto. d'Orneval.phantastica. musico. Reuniram-se reverterá em beneficio d'aquelle ou d'aquel.. Em Portugal as collaboraçÕes mitada ou restricta a certo praso. Nos últimos tempos. Dumanoir e tantos outros. 5g5. por escripto.e Eduardo Garrido foram os mais festejatheatros. Lesage com Fuzelier.° Para garantir a propriedade de Colorido O artista dramático deve semqualquer obra dramática ou de musica. que suArt. não Reineta e Facada e no Valete de copas. este consentimento só é necessário sendo o auctor fallecido durante o tempo em que os seus herdeiros. Fréres Cogniard. de qualquer obt-a de musica tem direiío exCoUega E' o nome que os artistas se dão clusivo de fazer reproduzir a sua obra." Se a obra está impressa.

finalmente. por conta da empreza. Taborda. Izidoro. Theodo: Francesa. são peças de agrado — rante o estrangeiro um prestigio indiscutível. a montagem de peças. passando depois aos latinos. Trata de corrigir os costumes. o Jogador. seguro. Os francezes orgulham-se. interessar e moralisar. abalisado escriptor em assumptos theatraes. a França teria sempre o maior poeta cómico. dar espectáculos em outra qualquer terra. na qual se põem acçáo os caracteres. Era assim denomiComedia de caracter nada toda a comedia que tinha por fim o estudo e pintura dos caracteres. que se prestam á critica. de que infelizmente hoje só rico. Comedia lyrica Com muito mais proquaes : — — priedade se dava antigamente esta classificação ás peças com musica. Paul-Mounet. quando o theatro normal era administrado por conta do governo. Maria. Arthur Pougin. Emilio Augier saúda um dos restos gloriosos da antiga França. Hoje estas peças entram na classificação de comedias de costumes. Comedia Franceza— Qual é o portuguez que tenha visitado Paris. chamando a si os confrades. E' a que apreComedia de costumes senta á vista dos espectadores os hábitos de certas e determinadas classes. mais resplandecentes e mais in- Comedorias Quando uma companhia de Lisboa se desloca do seu theatro para ir. e que lhe asseguram pe- Delfina. que actualmente superintende no theatro de D. Leconte. Maria II. Encontrou-o completamente abandonado e elevou-o ao maior grau de prosperidade a que chegou. Outr'ora. Com a Comedia Francesa. como por exemplo O Avarento. vulgarisando-se maistarde por toda a Europa. a escolha do repertório e de pessoal artístico. Gertrudes. pelas obras primas que apresenta e pelo pessoal artístico que reúne. Carlota Talassi. o cargo de Commissario era muito mais importante. O penúltimo Commissario contestadas d'um grande povo. Os portuguezes admiram a Comedia francesa pelas suas viagens a Paris e pelo conhecimento da sua notável organisação. Vinte grandes artistas. resta um. Duflos e outros. conseguiu que se fizesse o jazigo para os artistas do theatro de D. Poderia ter dito que a velha França. obteve a reforma para os artistas. Quando bem feitas e bem conduzidas. Manuela Rey. d'essa notabilissima instituição artística. A Comedia Francesa e a Academia é o que lhe parece restar do antigo regimen. entre os : Mounet-SuUy. adivinhara o espirito moderno e o livre suíFragio dos académicos. os artistas. tro a companhia modelo que passamos a nomear Emilia das Neves. Tasso. ao gracejo ou ao ridículo. os costumes ou os factos da vida social. uma das glorias mais puras. creou o monte-pio dos actores. Commissario do governo— E' um funccionario. cumprindo-lhe fazer respeitar as clausulas com que o governo cedeu o theatro á actual empreza. e a instituição d'essa sociedade cooperativa. essas duas organisaçÕes. com toda a razão. que datam de dois séculos e funccionam segundo as leis sonhadas pelos reformadores de hoje. Avança o mesmo escriptor que. que é a Comedia. Bartet. dependente do Ministério do Reino. Féraudy. Marcolino e outros muitos.Com Comedia DICCIONARIO 40 Peça theatral. Carolina Emilia. N'um artigo consagrado á Comtdia n'ella na administração do governo. sem dedicar pelo menos uma das suas noites a assistir a um espectáculo na Casa de Molière. A Teve a sua origem entre os gregos. apresenta os ridiculos. João Rosa. etc. an- — em tiga ou moderna. desenvolveu e animou a litteratura dramática nacional. que hoje se intitulam operascomicas ou operetas. reuniu n'aquelle thearégio. o Tartufo. alem dos seus ordenados. Josepha Soller. que marcha sempre na vanguarda da civilisação. heróica comedia é uma ficção scenica e histórica. triumphante no meio das ruinas accumuladas. Emilia Adelaide. com toda a razão affirma que a Comedia Francei^a é um theatro único em todo o mundo da mesma forma que existiu um único Molière. Sargedas. que tende a instruir. Emilia Letroublon. Rosa pae. que elevou aquelle theatro a uma altura que nunca mais attingiu. Ha ultimamente emprezarios que obri- — gam os seus artistas a viajar sem comedorias. Companhia — Os artistas que formam o pessoal scenico d'um theatro tomam o nome . transporte gratuito das suas bagagens e uma quantia combinada para comedorias. e que as obras immortaes d'esse grande comediante e litterato só aquella companhia é capaz de as executar á altura do seu valor. teem passagens pagas. Lisboa tem tido ultimamente amostras do seu notabilissimo pessoal pelos grandes artistas que nos visitaram. alta ou baixa. que em si resume e personifica. o Misantropo. fundando essas duas instituições de que se honra a França moderna. o génio dramático francez conservar-se-hia intacto. ao mesmo tempo que diverte. foi Francisco Palha. elevou os ordenados. Santos. os maiores comediantes e o mais admirável theatro do mundo. Domingos Ferreira. porque tinha a administração económica do theatro. como é designada a Comedia Francesa f Cremos que nenhum. Cezar de Lima. Essa quantia varia entre 700 e líjbooo réis dia nos. A comedia pôde ser de caracter ou de costumes. se um inacreditável cataclys- mo dia te dos os fizesse desapparecer theatros da França e ficar só de pé a Co- um media Frace^a. com Molière e os seus illustres interpretes de mais de duzentos annos.

as mulheres que desempenham os papeis accessorios. — comparsa é o complemento mudo e colle- ctivo da acção dramática. com os emprezarios que alli levam companhias de diversas nacionalida- adiantamentos a costumam des e que actualmento são Celestino da Silva. debaixo da direcção do aderecista. que soltam exclamações e giitos inarticulados. porque isso seria uma fatalidade Nos theatros de declamação são os comparsas — rantes. Emanuel. instrumental. Antoine. Ré)ane. a marchar. umas vezes como camponezes. Companhias para o Brazil— E' muito difficil e poucas vezes se tem conseguido levar ao Brazil qualquer companhia completa dos theatros de Lisboa e Porto. etc. sem nunca se atrever a abrir a bôcca para pronunciar uma só palavra. Em França tomam o nome de troupe. sem tempo para bem se pre parar o repertório e com deficiências no — Comparsas Comparsas de scena— São os empregados que. usado entre nós. porque tanto se apresenta como compositor o musico banal que escreve uma péssima opereta ou cançoneta. pessoal artístico. etc. outras como fidalgos. Compositor— Dá-se este nome a todo o individuo que faz uma composição musical. orpheons. Assim se diz «A Companhia do D. mas que se não atreva a cantar. outras como viilões e ainda outras como militares. ultimamente. «A Companhia do Gymnasio». Sarah Bernhardt. O compositor dramático é o que escreve especialmente para o theatro. que pouco mais são do que figu- machina humana. musica Comprimaria No repertório lyrico. cantores ou instrumentistas. fim áo Diccionario. Amélia. opereta. porém. só impropriamente se arroga o titulo de compositor dramático. O Compte-rendu Outro termo francez. Zaccone. Amélia». Jane Granier. de musica de camará. des- tinada a andar. Entre muitos artistas celebres que teem vindo ao theatro D. Isto prejudica bastante e faz com que os lucros sejam muitas vezes inferiores aos que eram de esperar. Concerto E' a execução por muitos ou poucos artistas. Ao publico é que pertence distinguil-os. narrando a sua intriga. «A Companhia do Valle». A fim de obter theatro para se apresentar e o capital preciso para despezas de viagem e artistas. Amélia. como o artista de valor bem real que faz o Solar dos Barrigas ou o Tição Negro. Coquelin cadet. podem citar-se: Eleonora Duse. por systema de percentagem. tomam o que formam a multidão. outros pedem ordenados de tal ordem e impõem taes condições que impossível é satisfazer-lhes as exigências Por estes motivos as companhias para o Brasil teem quasi sempre de ser organisadas de novo. Sempre nos Companhias estrangeiras visitaram mais ou menos. Tina di Lorenzo. Alguns artistas recusam-se a ir alli. da mesma forma que em Itá(compagniaj. Os concertos são de diversos genaros: concertos com ou sem orchestra. seja opera lyrica. ou pelo do director ou pri meiro artista. collocando tudo nos seus logares. acção. desde que existe o theatro D. Coquelin ainé. Judie. Maria Guerrero. tenha ou não valor. Luiz Pereira. Novelli. Jane Hading. a agitar-se na scena ás ordens do ensaiador.— 4> DO THEATRO PORTUGUEZ Con lia de companhia. Etn Lis- — . arnram e desarmam a scena. O auctor de simjjles couplets de comedia ou pequenas cançonetas. de musica militar. para designar a apreciação. : Comparsa — E' uma Compositores portuguezes e mestres de W. situações. vaudeville ou ainda baile. imita os seus movimentos. Bartet. que representam o povo. José Fernandes de Carvalho e Rangel. Concertos popxtiares São utilíssimos para a educação musical d'um povo. As companhias são designadas pelo nome do rheatro em qie trabalham effectivamente. São elles que fazem as revoluções. etc. as companhias fazer contracto. «A Companhia Rosas e Brazão». Le Bargy. todos osannosn'elle se apresentam diversas companhias estrangeiras^ entre as quaes algumas de verdadeiras celebridades. de qualquer peça. etc. feita n'um jornal. que assaltam uma fortaleza ou raptam uma qualquer victima. de diversos trechos de musica vocal ou — nome de comprimarias. Nos theatros de canto o comparsa junta-se aos coristas. que os amadores de bom theatro alli podem admirar. opera cómica.

a fim de se verificar se foram cumpridas as condições indicadas na planta approvada e se offerece as necessárias precauções de segurança. porque custa a agradar n'uma parte em que outro tem feito successo e a razão é porque quasi sempre as primeiras impressões são as mais fortes e duradouras. commissario do governo junto do theatro de D. ás epochas.e ser construída sem prévia approvação da res- Mendonça. Jesuina e outros Fez-se ultimamente uma reforma do Conservatório. ter passado grande parte da vida dentro de um theatro. ou outro qualquer empregado de confiança. estar ao facto de todo o movimento theatral da Europa. centribuindo todos os artistas para o excellente êxito. ou ainda no dia seguinte de manhã. deve ser consultado o conselho dramático. Raros são os que conhecem bem o theatro. conhecer os principaes auctores dramáticos e todas as suas obras. Conde de Mesquita. escriptor dramático que o governo tenha — Assim se chama quando um desempenha um papel que já outro tem desempenhado. manda recolher todas as caixas onde os porteiros são obrigados a lançar os bilhetes que recebem. observando como elle caminha. Eduardo Schwalbach. Con boa tem-se feito valiosas tentativas DICCIONARIO de con- 42 H. pelo menos. Amélia Vieira. pois que. trata se então de os contornar.. alerri da verdadeira bossa theatral. para examinar se o numero d'esses bilhetes confere com o que vem mencionado na folha apresentada pelo bilheteiro. Leopoldo Carvalho. — E' actualmente for- deira fique á vista e acompanhe a pintura. escriptor dramático . sempre que funcciona. Confronto — um papel cheio d'eífeitos. porque. não ser estranho á historia dos costumes. Rangel de pela . mado não realisa o espectáculo annunciado. devida á iniciativa do seu actual inspector. Quantas vezes acontece um actor interpretar mal artista . escriptor dramático. que fornece a sua direcção e administração. escriptor publico. Conhecer bem o theatro Para bem se conhecer o theatro é indispensável a pratica. Maria Augusto de Mello. entre os quaes: Moniz. já preparando magníficos professores. á critica e ao publico. reprego ou machina. Maximiliano de Azevedo. O confronto é difficil. o secretario da empreza. verdadeiras celebridades. escriptor dramático . Emilia dos Anjos. ao ensarrafar um Contornar bastidor. Quando o contra-annuncio fôr motivado por doença de um artista. e não consegue agradar Isto explica-se pelas primeiras impressões. quando a sua representação é afinada. Em dança pouco se fez e hoje nada. Também se diz que — — — uma companhia tem bom Conselho dramático conjuncto. Construcção de theatros Nenhuma casa destinada a espectáculos públicos pód. Depois de concluída a construcção. inspecção das obras publicas. . E' o espectáculo menos do agrado do publico portuguez. com que muito lucrou a classe musical e de novo se crearam as aulas de arte dramática. inspector do Conservatório F. i)rofessor da escola dramática Malheiro Dias. quando pectiva planta pela camará municipal. Onde encontrar esta avis rara em Portugal? Diz-se de uma peça que tem Conjuncto bom conjuncto. deve ella ser justificada por attestado de medico que a comprove. professor da escola dramática. dança e arte dramática. Lima. Para qualquer resolução sobre o theatro de D. Lopes de mas sem resultado. . que os logares não são accessiveis ao José António Moniz. por qualquer motivo justificado e com auctorisação superior. . a historia do theatro em geral e em especial do seu paiz. alem da pratica na sua direcção e administração. finalmente ter. procederse-ha á vistoria do edifício. tem dado óptimos resultados. é indispensável conhecer bem a literatura dramática. E' a instituição creada Conservatório para o ensino da musica. no que respeita a musica. e por isso agradar muito aos espectadores menos intelligentes e menos illustrados! Vem como depois outro arelle tista fazer esse papel deve ser ! in- terpretado. mas estas vêem a Lisboa por tal preço. dá aos theatros elementos valiosos. abre-as com as chaves que conserva sempre em seu poder e procede á contagem dos bilhetes. mas sem que a ma- — — — todos os artistas que d'ella fazem parte teem valor e representam as peças com afinação. ou no fim do espectáculo. O Real Conservatório de Lisboa. um grande numero de conhecimentos. os embaraços e os meios a empregar para tudo resolver. e por isso os confrontos são sempre difficieis e a elles se recusam justificadamente muitos artistas. povo. governo civil e inspecção dos incêndios. Contagem Durante a representação do ultimo acto de uma recita. ou. E' o enredo ou o encadeaContextura mento de uma qualquer obra dramática. de musica teem por vezes animado concertos de grandes virtuosi. Quando. quaes as difficuldades. A escola da arte dramática tem sido por vezes injustamente supprimida. uma rara illustração e o segredo para ao mesmo tempo agradar aos artistas. ao progresso da pintura e de todas as artes què com o theatro se relacionam. Eduardo Schwalbach. já fornecendo bons artistas para os diversos theatros. E' o aviso de que se Contra-annuncio — seguinte forma: Júlio Dantas. Maria ou qualquer outro assumpto theatral a resolver. ha saliências que demandam reforço. Os artistas e os bons amadores certos populares.

por inteiro ou em divisões. Os maestros escrevem hoje muito menos para as vozes de contralto . ou se forem obrigados a vendel-os por menos do custo. Contrascenar E' saber ouvir e sentir espequando faliam outros personagens. que ainda não attingiu a maioridade. Giuseppina Pasqua (1882). auctorisando-a. Rosina Stoltz (i85o).43 DO THEATRO PORTUGUEZ Con Contractadoresdebeneficios— São pessoas que compram ás emprezas recitas por preços diminutos e depois as vendem. Marietta Alboni (1854). Virginia Guerrini (iSgS). indica a . Scalchi-Lolli (i885). mas não ha maneira de o evitar. de origem ita- Contractadores de bilhetes voz mais grave da mulher. aos que querem fazer beneficio. estes mandam compral-os por terceiras pessoas. houver chamadas. e portanto tomando a responsabilidade do seu cumprimento. Donizetti. Isabel Fabbrica (i836). como muitas vezes acontece. São os bastidores Contra-reguladores de roupas que ficam além dos reguladores. O empresário ou director que não obtivesse esta formalidade. deverá exigir que os pães ou tutores intervenham na escriptura. para depois os venderem com ágio. etc. sujeitava-se a não poder exigir perante a lei a validade de tal contracto. Barbara Marchisio (18^7). é indispensável que para ella tenha dado consentimento o mando. de fazer subir e descer o panno quando. Nos benefícios compram por diminuto preço os bilhetes ás pessoas a quem foram passados. assignando a auctorisação no próprio contracto. de primeiras representações ou de qualquer recita para que haja grande influencia. não tem valor legal e portanto ciaes — — não pôde exigir-se Contralto — Esta que se cumpra. recordando-lhes as primeiras palavras que teem a dizer. Como em todos os contractos em geral. O publico é prejudicado por esta espécie de Rossini. Contra-regra E' o encarregado de dàr todos os signaes para aviso aos artistas e ao publico de que os actos vão começar. substituindo no primeiro plano os bastidores que deviam afinar com o scenario. ou estão verbalmente combinados com a empreza. Pozzoni (i883). Gaff^orini (1804). depois de terminados os actos. Biancolini (1877). E' portanto um negocio lícito e usado em toda a Europa e na America. Nas recitas de influencia e primeiras representações compram os bilhetes pelo seu preço. Bellini e Contraltos e meio-sopranos notaveis*que teem cantado no Real Theatro de S Carlos — Elisabetta monopólio. Contracto — No theatro a palavra contracto é quasi sempre synonimo de escriptura. e se recusem a vender bilhetes aos contractadores. Contractadores de bilhetes e senhas — São os artistas ou empreContractados gados que teem escriptura assignada. e de examinar e prevenir que nada falte na scena. A voz de contralto é para as mulheres o que a de baixo é para os homens a sua escala e a sua extensão são as mesmas. se os bilhetes se não venderem. por isso se diz indifferentemente contractei : — São innumeros os que atacam proximidades dos theatros as portas e as em noites de be- ou escripturei um artista. para depois os ofFerecerem ao publico também por menos do seu valor. Felizes os theatros que conservam sempre ás suas portas os contractadores de bilhetes. Mercadante. mas tinham sempre logar nas operas de Gimarosa. uma oitava mais alta. liana. Os contractadores de bilhetes fazem o seu negocio. porque signal é de que são muito concorridos. ou passando um documento que o acompanhe. vou pedir um contracto ou vou pedir uma escriptura. o que prejudica a venda na bilheteira. Giulia Noveili (1884). Fazem-se também contractos espe- um artista com os auctores. fornecedores. Amélia Stahl (1886). neficio. Para Contractos com actrizes casadas que perante a lei tenha valor a escriptura assignada por uma actriz casada. Verdi. Sempre que o Contractos com menores emprezario queira contractar um artista. Ainda que as emprezas queiram salvaguardar os interesses do publico. sem essa auctorisação. de mandar entrar para a scena os artistas. — — — O . palavra. empregando capital e arriscando-se a prejuizo. uma escriptura de menor.

Convenção litteraria entre Portugal e a França Esta convenção foi feita em 1 de julho de 1866 e approvada em 14 de maio — 1 de 1867. desde os monólogos. tanto de obras nacionaes como estrangeiras. proceder-se-ha á apprehensão dos objectos contrafeitos e os tribunaes applicarão as penalidades determinadas pelas respectivas legislações. — E' o individuo encarregado de Copista as copias e papeis das peças. é absolutamente tudo convencional no theatro. con^posições musicaes e arranjos de musica gosam reciprocamente. São expressamente equiparadas aos originaes as traducçÕes feitas em um dos dois paizes. Hoje está quasi abandonado tal uso. em vez de contrascenarem ou mostrarem que. Os interessados podem exigir uma certidão authentica do registro. trechos feios. serão registradas no Ministério do Reino em Lisboa ou no Ministério do Interior em Paris. todo o caso a declaração deve ser apresentada no prazo dos três mezes que se seguirem á publicação da obra no outro paiz. O theatro vive e ha de viver eternamente da ficção e do convenciona- — lismo. pelo que o seu rosto exprime. respectivamente. para aproveitar. Em vez de copla é mais vulgar Copla — — adoptar-se a palavra franceza e dizer-se cowplet. estejam distrahidos. a qual poderá ser feita dos dois paizes e por mais de um anno depois da denuncia». Em Portugal o copista trabalha em sua casa e recebe uma quantia certa por cada acto que copia ou de que tira papeis. Cop DICCIONARIO 44 ctador deve comprehender o que sente e o que pensa o artista que está contrascenando. Para que as peças ou musicas publicadas pela primeira vez em um dos dois paizes obtenha o direito de propriedade no outro. além das formalidades prescriptas pelas leis. Quasi sempre as musicas coordenadas são bonitas. Em caso de transgressão. em cada um dos paizes. ou: Conversar — artistas em — : «Aquella cadeira conversa com a meza para indicar que a cadeira esteja de forma que alguém se possa assentar á meza. que trabalham mesmo no theatro. que passa com a rapidez precisa. ou fazel-a representar em um theatro d'esse mesmo paiz dentro do prazo de três mezes. producção não auctorisada no outro Estado. Usa-se no Conversar com os moveis theatro esta phrase para o aderecista indicar aos comparsas de scena. ser denunciada por qualquer No theatro de S. que lhes será passada unicamente pela despeza do sello. conversando baixinho uns com os outros e sem darem a minima attenção ao que se passa em scena. Os mesmos direitos que pertencem aos auctores são garantidos aos mandatários legaes ou representantes dos auctores. existe a casa de trabalho dos copistas^ que teem ordenado mensal e umas tantas horas de serviço. a contar da declaração feita. Estas traducções gosam da mesma protecção no que respeita á sua re- Em E' de péssimo effeito que os scena. e teem a mesma protecção e acção legal contra qualquer ofFensa dos seus direitos. até á forma de dizer. como se tal offensa fosse commettida em relação aos auctores de obras publicadas pela primeira vez no próprio paiz. Esta convenção foi feita por doze annos e continuará em vigor até. A certidão com a data exacta em que se tiver feito a declaração. até á caracterisação dos artistas. recebendo um tanto por cada folha de copia. CarCopista de musica de Lisboa. existem os copistas de musica effectivos. desde o tempo. Convencional No theatro tudo é convencional. Para os outros theatros os copistas trabalham em suas casas. São principalmente as revistas e magicas que aproveitam este uso. Na parte referente ao theatro diz: «Os auctores de obras dramáticas. antes percorrendo a sala com olhares inconvenientes. Este registro será feito sobre declaração escripta dos interessados. ainda assim por vezes apparecem no thea" . quer aos sobreditos ministérios. As peças com canto teem Coordenar muitas vezes musica coordenada de outras obras já ouvidas. desde a forma por que os artistas faliam para o publico. o aderecista diz «Aquella poltrona conversa com o sofá» para a collocar de maneira que uma personagem se assente a conversar com quem está sentado no sofá. ouvem o que se diz.. quer ás legações nos dois paizes. desde o modo de trajar. que apenas exprimem o pensamento da personagem. em muitos theatros. ou empregad^os da contraregra a collocação da mobilia. Querer apresentar na scena as pessoas e coisas como realmente são cá fora seria um grande erro. Assim. fará fé e constituirá o direito exclusivo de propriedade e reproducção. porque todos e tudo chegaria aos espectadores mesquinho e miserável. porque ninguém escolhe. das vantagens que são ou forem conferidas pela lei á propriedade das obras litterarias ou artísticas. até á disposição da scena finalmente. Esta orotecção ao traductor é quanto á versão por elle feita da obra original e não confere o direito exclusivo de traducção ao primeiro traductor de uma obra qualquer. Lá fora. até ao canto com que são cortados os diálogos. O auctor de uma obra dramática publicada em um dos dois paizes que quizer reservar para si o direito exclusivo e o de fazer representar a sua traducção nos theatros do outro paiz. durante o periodo de cinco annos. deve publicar a sua traducção no idioma do outro paiz. Assim é também no tirar — Brazil. los.

Isto quanto ao seu trabalho perante o publico. executando uns — Tanto os da sala. Nos outros theatros. se chama corrediças aos alçapões do tecto. Já os houve em Lisboa Corpo de baile magníficos. Verdade seja que pouco mais verosímil é estar uma noite inteira a ouvir alexandrinos. mas o publico conservou-se indifferente e não foi vêl-a. São peças de cordel as populares e de pouco valor. é bom coUega. Nada ha mais disparatado. dos Corredores camarotes e platea. mas que deita poeira nos olhos dos espectadores. principalmente cavallos. Cada um d'elles é formado por uma estancia de oito ou dez versos. bastidores e em tudo que o cordel se torna necessário para prendar ou atar. que alli se empregam em variados misteres. vindo á frente d'elle a notável bailarina Maria Villa. N'uma das ultimas epochas. Em — — a dos figurantes. A propósito de uma — de uma cerimonia ou de qualquer acção importante. ou com intermittencias. E' era primeiro logar a corda delgada que tem muitas applicações nas machinas. coros são trechos de musica. elephantes festa. — bailados ainda peiores do que ellas. Quando qualquer arCorda dramática tista. n'uma tragedia. o desfilar de um cortejo numeroso. bandas de musica. dispensou o corpo de baile e quando tornou a precisar de bailados contractou as seresmas que ahi honra da jusandam de palco em palco. a dos comparsas. pontual ao serviço e disciplinado. Julga-se muitas vezes que um . Diz-se ainda puxar os cordelinhos quando o ensaiador obriga os artistas a fazerem um trabalho íalso e só de imitação. se usava impnmil-as em folio e expôl-as depois á venda penduradas em cordéis. Felizmente isto tende a desapparecer. que mais propriamente se deveriam chamar clarabóias. Carlos vêem-se apenas os bailados das operas. Na vida intima do theatro o actor é correcto sempre que tem um comporta- — Um tal actor tem valor real. — — Fallar em scena a correr é granCorrer de defeito. apresentam-se umas péssimas e feias bailarinas. isto é. n'outro tempo. Magníficos bailes foram vistos nos theatros de Lisboa executados por primeiros artistas. Os bons compositores tiram magnifico partido dos coros. três ou quatro vozes (soprano. . em que nenhum personagem sabe fallar em prosa. tiça e do bom gosto é preciso dizer-se que o corpo de baile italiano de Maria Villa agradou extraordinariamente no Porto e chamou grande concorrência ao theatro do Príncipe Real. a dos carpinteiros. Esta palavra tem no theatro diCordel versas accepçóes. O actor que declama a correr nunca se faz entender bem e por- — tanto nunca pôde bem agradar. Dá-se o Corista mento irreprehexisivel. também enfeitados. como na opera cómica e na opereta. operas cómiCoros cas e operetas. com costumes fielmente históricos. Esta companhia custou caríssima. uma das melhores que teem visitado Portugal. talvez maior ainda do que fallar com excesso de pausas. desempenhados por péssimas bailarinas. como se houvesse alguém que cons- tantemente fallasse em verso ouvir versos de todas as medidas n'uma comedia poética. Nas operas lyricas. a dos comparsas de scena. no desempenho dos seus papeis. Resultado: o emprezario. demonstra sentimento. Corporação Ha no theatro diversas corporações. No theatro recorre-se muitas veCortejo zes ao cortejo. São as calhas em que corCorrediças rem os alçapões. sabendo o seu papel edesempenhando-o o melhor que as suas faculdades o permittem. ououvir cantar incessantemente como n'uma opera lyrica. um emprezario contractou em Itália para o theatro da Avenida um rasoavel corpo de baile. a dos al- fayates e costureiras.45 DO THEATRO PORTUGUEZ um Coi« tro comedias ou vaudevilles em que a acção é interrompida no dialogo para se cantar couplet. que o publico acceita de qualquer forma que lh'as ministrem comtanto que o commovam ou o distraiam. ou mais couplets. a dos músicos e a dos porteiros actor é correcto sempre Correcto que se apresenta bem vestido. Teem esta denominação porque. no fim da epocha. tenor e baixo) e quasi sempre com acompanhamento de orchestra Ha coros só para vozes masculinas e outros só para as vozes femininas. seis. dizse d'elle que tem corda dramática. Entre os bailados que apresentaram distinguiu-se a Fada das Bonecas^ de grande effeito. chegando a custar ás emprezas muito mais caros do que as companhias de declamação e canto. rico. Actualmente no Real Theatro de S. O que nos faz acreditar que o theatro é um composto de convenções. bem caracterisado. — Também — nome de corista ao ho- mem ou mulher que canta coros em qualquer opera lyrica. quando apresentado rica e convenientemente. pomposo. opera cómica ou opereta. Verdade seja que o publico de Lisboa pouco mais merece. escriptos a duas. vigor e expressão. Uma canção divide-se ordinariamente em três. como os do palco devem estar completamente desembaraçados e bem illuminados para prevenir um caso de incêndio e evitar atropellamentos. e muitas vezes até com animaes. Os corredores devem ser espaçosos e com fáceis sabidas para as escadas ou directamente para a rua. quando não faz mais do que obedecer aos cordéis que o ensaiador lhe puxa. quatro. que é de effeito seguro e de successo garantido. contralto. oito. Temos a corporação dos coristas. nas peças de espectáculo.

Dão-se então cortes para a obra e tornal-a mais. Portugal o costume histórico tem sido quásí sempre desprezado. na peça Viagem de Su^ette. Costureiras Ha -as de duas espécies no theatro. porque os commissarios ou chefes são incompetentíssimos para avaliar do valor de uma obra e dos seus defeitos.Cou biCCiONARlO 46 e camellos. Amélia. Foi o guarda-roupa do Gruz. Costumier E' o nome francez. Três rocas de crystal. Acontece muitas vezes que o que pareceu natural e lógico na leitura. E* ainda de notar o do final das Viagens de Gulliver. indica claramente os cortes a dar ainda na peça para a alliviar segunda recita Actualmente a policia. A obra sahiu de- Em Em A ficientissima. no theatro D. Este cortejo era seguido de grande sos. França. quando sejam de fazenda superior e com adornos dourados ou pintados Teem ainda as cortinas a vantagem de poderem os artistas sair pelo centro para agi adecer os applausos do publico. São verdadeiras costureiras as que trabalham no guarda roupa. interessante. Conforme se usa em vários Cortinas theatros do estrangeiro. Fausto o peti^. produz no espectador um effeito irresistível. ou mesmo deDois ás suas representações. o pobre Gi-uz affírmava que. a que se pôde dar o nome de verdadeiros cosmoramas. — no theatro antigo a en- Couraça e costas —Armadura do peito. no correr dos ensaios. mesmo com o . Joanninha e Joannica. A revolução nos costumes do nosso theatro foi feita por Carlos Cohen. Filha da senhora Angot. . fazendo mesmo pequeninas partes. Grão-Mogol. Peças ha com tal variedade de assumptos. Couplet— Termo francez. com o seu aspecto ou manifestações. apczar d'isso. Cosmorama E* uma exposição de vistas ou objectos. ou aos corpos de vestidos de senhoras feitio idêntico. Na primeira representação o publico. Fim de Século. como no italiano. para designar as coplas de qualquer peça. Chama-se cortes a todas as supCortes pressóes feitas. para vestir o Barba iá. o mais afamado. Coroa de Carlos Magno. que por vezes deslumbrou o publico com os seus fatos do Reino das Mulheres. sem ser preciso estar constantemente a subir e a descer o panno. que lhe arranca francos applau- Ainda não ha muito tempo. apresentou-se no final um cortejo que estava muito longe da perfeição mas ainda assim teve êxito e fez com que a peça tivesse hellas receitas. personagens e vistas. pela perfeição do trabalho e magnificência dos estofos. adoptado entre nós. mas. coryphea é synonimo á& figurante. que abrem para os lados. Joanna. Fructos d^oiro. outra peça phantastica.» acto da peça phantastica Vénus e ainda mais o do 3. no theatro D. já pela phantasia. adoptado entre nós. O cosmorama tem sido por vezes aproveitado no theatro. no texto litterario ou musical de uma peça que em breve deve subir á s-^ena. fazeremIhes a limpeza. Actual- — Couraças mente lambem se chama couraças aos cor- pos de alguns fatos de phantasia.!"»/. augmentados por meio de lentes e com luz que favorece o eff"eito da perspectiva. já pelo rigor histórico. o que não admira. mãos ignorantes tem andado esta parte essencialissima do theatro.° acto da mesma peça. etc. no 2. visto de pé apparece longo e pore — tanto aborrecido. Inglaterra e outros paizes os costumes de em personagens guerreiras. em iogar do panno de bocca. Deslumbrante foi o guarda-roupa das peças phantastícas Vénus e Viagens de Gulliver. Amélia. dão as- — o costumier Castello Branco. Algumas vezes ainda não bastam os ensaios para se perceber que a peça tem demasias. Duquepnho. etc. além da belleza. Costumes de theatro— Em Itália. ou figuran- pecto grandioso á sala. Depois. Actualmente. Coryphea — Era para guardarem os camarins. ajudando a confeccionar os costumes. para designar o director do guarda-roupa. Cothurnos Calçado que usam os artistas quando desempenham papeis de tragedia grega ou romana. As cortinas são mais decorativas. indica cortes bem disparatados. particchina. na rua de S. Actualmente está apresentando bons trabalhos no género os Lu^^iadas de Camões! sia tindo a um ensaio das peças. o palco é tapado por duas grandes cortinas. Sal e Pimenta. perdera muitas noites a ler e estudar imponente bailado. assis- No género phantaalgumas peças temos tido verdadeiramente bem vestidas. Roque. e já no nosso theatro lyrico. Rouxinol das salas. elle recorreu Francisco Palha quando quiz montar o Barba Ajul. mais com bom gosto do com que riqueza. Pátria. a que hoje se chama. As mulheres de vestir são impropriamente também chamadas costureiras e servem para ajudar a vestir e — — a despir as actrizes e as coristas tes. theatro teem tocado os limites da perfeição. no theatro da Avenida. no nosso theatro. foi surprehendente o cortejo das pedras preciosas. ou do peito carregada de dirigir ç guiar os coros.

do general Boum da Grã Duquesa. a fim de que o leitor a possa apreciar logo no dia seguinte á primeira representação! Mal chega o tempo para o trabalho material da escripta. Como ha de o critico expor a sua opinião. nos theatros illuminados a luz eléctrica. — .Apezar de. que não foi elle a crear. para dar luz á orchestra nos ensaios.47 Coxias t)0 THEATRO PORtílGUEZ Creanças Cui* entrada de creanças nas pe- Dá-se este nome aos espaços ene outro bastidor e ao que fica entre os bastidores e as paredes. A cúpida pôde ser pintada. N'outro tempo. Creador Diz-se de um artista que foi o creador d'um papel em qualquer peça. colbalta e — locada ao centro da rique occulta o ponto á vista dos espectadores. louras ou grisalhas. V. Usa-se uma de cada lado do palco. que é o actor José António do Valle. E' indispensável cortar as cúpulas. Foi assim Emilia das Neves a creadora. se o sabem fazer. mas estes tomam o nome de lacaias. Ha muitos papeis de creados. se nem teve tempo para a formar e amadurecer no seu espirito N'estas condições. gaz ou acetylene. Nos director de scena. por ter sido elle o primeiro a desempenhal-o. á imitação dos theatros de Paris. Critica theatral Quasi já desappareceu da nossa imprensa desde que ella tem de ser exercida depois do espectáculo e antes da folha entrar no prélO. com som com o da gui- que é obtido por meio de teclado e martellos batendo em cordas de arame. sobre o effeito d'uma ou outra scena. mas ordinariamente é coberta de velludo carCúpula do ponto mezim. o contraregra. Também podem servir. ou annunciar algum personagem Com os papeis de creadas acontece o mesmo. precisas para qual- InstrumenCravo to com forma de piano horisontal e — parecido tarra. mas de ordinário como os da gravura. Ha coxia da direita e coxia da esquerda. ou sua imitação. Bernardo Arejões. Creação. entre nós. o publico poderá ter uma noticia sobre o enredo da peça. Crepe — E' um dos elementos indispensá- o nome de coxias aos espaços que existem nas plateas e balcão para passagem dos espectadores. pretas. — inclinação.. sociedades : — . São pequenas madeixas ou trancinhas de cabello. São os creados que vão á scena entregar cartas. da Joanna a Doida . As cúpulas dos nossos theatros são exageradas. Isto quer dizer que foram elles os primeiros a desempenharem taes papeis. Durante a representação as coxias devem estar o mais livres possivel. vendo-se n'ellas apenas o tre — —A um ças é sempre sympathica ao publico. Júlio Vieira e outros fallecidos. esta palavra. Também no theatro se dá grupos fazem sempre grande effeito assim como nas marchas e cantando pequenos coros. Faria o creador^ entre nós. castanhas. sobre a qualidade dos espectadores. Braz Martins o creador do Santo António . os carpinteiros de serviço e os artistas que teem de entrar em scena. veis ao actor para a sua caracterisação.'' Alfredo Carvalho o creador do Lucas do Tim Tini. Creados — Os papeis de creados são por vezes papeis importantes e muito cómicos. V. lisa ou em forma de concha. que são insignificantes e quasi sempre desempenhados por artistas inferiores ou por discípulos. António Pedro o creador áo professor do Bebé. Carlos d'Almeida. e ainda não ha muito. alcançam muito êxito. Cultor Ao escriptor que se dedica ao theatro pôde chamar-se um cultor da litteratura dramática. que o actor applica ao rosto com auxilio do verniz a fim de fingir barbas. o grande Taborda o creador do Medico d força. Coxim alguns — Banco os pés estofada e sem encosto. ou bem aprendem nos ensaios. da mesma forma que um actor é um cultor dá arte dramática Cunho Diz se que uma peça é de cunho. verdadeiramente theatral e litte- Cúpula do ponto E' a caixa de madeira ou zinco. brancas. com em X ou em cruz. mas nunca uma critica séria. . o que dá tom á sala. quer papel que tenha a desempenhar. Santos também entre nós foi o creador do Luiz XVI da Maria Antonietta. como dizia Rossini. Desempenhando quaesquer papeis nas peças que o exigem. a palavra crear queCoxim rer dizer tirar do nada e o actor ter á sua disposição o poema e a musica. mas vive felizmente um dos primeiros. cortando as figuras que estão ao centro da scena e prejudicando a vista dos espectadores das primeiras filas. Cruzetas— São os canos de ferro em forma de T que servem para dar luz. já preparadas. N'estes papeis sobresahiram muito os nossos actores Marcolino. Assim foi Tasso o creador do Luiz Fernandes da Morgadinha . avisar de que o jantar está na mesa. está hoje admittido chamar creação ao trabalho do artista que primeiro interpreta qualquer papel. Creação — . Curiosos dramáticos Também se chamam amadores dramáticos os sujeitos que se dedicam a representar em sociedades particulares por mero divertimento. com — — é quando raria.

Jesuina. Floresta. ou por falta de ensaiadores. que se — dedicam á carreira - Cylindro do theatro. Anjos. d'esses theatrinhos aproveitam-se muito menos artistas. por falta de applicação ou por outros quaesquer motivos. Emilia Eduarda. Ge- Machado. Bayard. Garlos Vianna. Emilia dos Anjos. Taborda. de lá vieram: Rosa Paes. Álvaro. dos theatros do Aljube. Ainda assim. Os melhores theatrinhos de amadores muitas vezes forneceram artistas para as principaes casas de espectáculos. Gama. Baptista Machado. E' o que actualmente Curso dramático existe no Gonservatorio de Lisboa. Maria Joanna. Leopoldo e muitos outros. Therpsicore e de outros sahiram os artistas: Amélia Vieira. Posser. Ultimamente é muito maior o numero de sociedades dramáticas.Cyl havia arte WCGlONARIO cilia 48 em que se representava com mais do que em alguns theatros públicos. frequentado por alumnos de ambos os sexos. Cylindro Cynico— Assim denominava antigamente o papel de mau ou tyranno dos dramas. se . Armando de Vasconcellos e outros. E' o tambor em que se enro- Iam as cordas que se- gura m os pannos e que teem suspensos os pezos. Assim. mas.

Carlos tem este anno magnificas da: mas». Decoração na scena. — dicam Damas — São também assim denominadas : as actrizes. e por isso é só applicavel á tragedia. seja scenario. Em ras e peças phantasticas. Apezar de vulgarmente se Declamação chamar declamação a tudo quanto se diz na scena. Amélia tem muito boas damas». que condemna todos á morte. Nas suas Memorias o illustre Talma diz que «declamar é falar com emphase. de boa plástica e sabendo da sua arte. quando formosas. diz-se. distincta e vestir com elegância. E' uma ronda infernal. é uma impropriedade. artista. mas para a comedia é sempre preferível o verbo di^^er. este termo. por exemplo «A companhia do D. mobilia. Portugal o dançarino de ha muito passou de moda ao nosso publico custa a supportar um homem dando saltos e fazendo piruetas. a elevação. á vista que a scena representa. recita-se. fazendo grandes difficuldades. Dança macabra — Usada em algumas ope- á arte da dança. elles cá não voltaram. porque ha dançarinos de verdadeiro mérito. a sublimidade. Não é assim. mas não se declama. Nenhum Dançarina actor pôde fazer parte que desempenha boa figura na não a souber na 4 . Isto é uma injustiça. principalmente precisos na alta comedia. Conserve-se a declamação para a tragedia. na comedia e no drama. Decorar— Um dos primeiros trabalhos do quando tem de desempenhar qual- quer papel. A declamação é quasi uma cantoria. precisa ser formosa. em allegoria symbolisando a fatalidade. A actriz que os desempenhar. O caso é que. Dançarino ou Dançarina Os que — se de- Apezar de gallicismo. apesar da opinião contraria de — — alguns. o exagero. etc. é decoral-o com se todo o cuidado.D Dama coquette Forma um moderno género de papeis. As dançarinas. está em Debute portuguez adoptada esta palavra como synonimo de estreia. são sempre recebidas com enthusiasmo em toda a parte. Carlos. Querem alguns applicaresta Decoração palavra ao scenario. Hoje. V. depois das ultimas pateadas em S. ou oS. accessorios. — quer dizer: tudo quanto alli está. e portanto a arte da declamação é falar como se não fala». . A idéa da declamação traz logo comsigo a emphase. dançada por phantasmas ou esqueletos. Dizse.

O publico. outros mais baixo. ou para fallar.E" o desabamento em scena de uma casa. que se entretém em conversa e se esquece dos espectadores. tre si. Carlos. ou de manhã cedo. E' ainda forçado o descanço quando tem de se fazer ensaios geraes de uma peça de espectáculo. O tempo regular para um intervallo é de um quarto de hora. ou por desleixo do director de scena. conjunctamente com o seu papel. mal ensaiada e pobre de montagem. e ficando inhibido de entrar de novo para a sociedade durante o espaço de três annos.Des DIGCIONARIO bem 5o ponta da lingua. mas principalmente porque qualquer causa imprevista pôde occasionar mudança de peça á ultima hora. com pessoa competente. O deposito de scenario deve ser um grande armazém com condições para tal fim. mas de diverso comprimento. Derrocada ^. Pôde referir-se ao scenario quando os pannos estão mal pintados e portanto desafinados. A maior parte das vezes. Maria II sahiram os artistas: Joaquim d'Almeida. E' indispensável a Deposito de scenario qualquer empreza. E' portanto indispensável que o actor. o que é um grave não só pela grande despeza de transportes. Quando uma peça vae para mal sabida. um muro. Para fazerem verdadeiro eff"eito as derrocadas devem ser muito bem pintadas e principalmente muito oem machinadas. ou mal coUocados e poi isso também desafinados. Laura Cruz. houver scena de duello ou desa fio. pela difliculdade de armar qualquer scena complicada. Quasi todos os demais theatros teem os seus depositas em barracões alugados. Chama-se deixa á phrase que dá Deixa signal para o artista entrar em scena. nunca pôde satisfazer. diz-se que vae desalinhada e isto Desalinhar a scena — — prejudíca-a extraordinariamente.. que lhe era concedida. a demora é causada por alguns artistas. O artista que espera ouvir o ponto para fallar e que hesita a todo o momento. Angela Pinto e Luiz Pinto. o seu trabalho passa a ser desegual e sem brilho. perdendo o direito a todas as vantagens e regalias. — Quando. Para bem decorar convém lèr muitas vezes o papel na cama. mas d isso deve pedir-se com antecedência desculpa aos espectadores. lei que regia a ultima Sociedade do Theatro de D. Pôde referir-se ao modo por que os artistas declamam. Saber bem as deixas é preciso egualmente para não demorar as entradas em scena. ao levantar. O publico impacienlase e fica de mau humcr. a fim de que a scena se não torne ridícula. ou mesmo de uma cidade. aproveitando o silencio da noite. Lucinda do Carmo. Este processo dá sempre bom resultado. Pôde referir-se á enscenação quando na peça não ha conjuncto. E' sempre preDemora nos intervallos judicial para a peça que se representa a demora nos intervallos. São também forçados os descanços quando adoece ou desapparece um artista que tem papel principal na peça annunciada e não ha quem o substitua rapidamente. diz-se que teve desagrado. principalmente ás que montam peças de grande espectáculo. N'isto deve ser o actor ajudado longe dos theatros. Maria II. E' também muito útil. Por vezes é indispensável a demora nas primeiras representações. O governo. bem construído e com os elementos precisos para a boa arrumação e conservação do scenario. — peradamente. os artistas que o tiverem de realisar deverão. que gastam muito tempo em mudar de vestuário. Demissão Pela — Desafinar— Ha no theatro varias desajinaPôde o termo referir-se ao cantor e canlora quando desajinam n'umtrechode musica. uns mais alto. . Foi assim que do theatro de D. o mais espaçoso que seja possível. e por isso é o dialogo desafinado. para bem decorar um papel. Delphina Cruz. E' a palavra com que se exDescanço plica não haver espectáculo em qualquer theatro. estude as deixas para atacar immediatamente com a resposta que tenha a dar ao seu interlocutor. que discordam de gosto e de epocha enções. no mobiliário e nas scenas. A maior não deve exceder de um metro e meio as outras vão diminuindo de tamanho. . e impossível será haver tempo de ir buscar o material para a que tem da representar-se inesprejuízo. Os outros descanços são quasi sempre injustificados e muitas vezes o pretexto de que se servem — as emprezas quando não teem peça que chame concorrência. qualquer artista classificado podia pedir a sua demissão. Desagrado— Quando uma peça é recebida friamente ou com signaes de reprovação. uma egreja. Tomam -se oito ou dez taboas grossas da mesma espessura e da mesma largura. e portanto ha desafinação. que desde muitos annos tem gasto rios de dinheiro com o theatro de S. O descanço é obrigatório nas noites em que são prohíbidos os espectáculos. Na scena imitam-se Descargas — perfeita- mente as descargas de fuzilaria ou de artilharia por meio de um apparelho de facílima execução. em qualquer comedia Ou drama. inclusive a classificação e reforma. alguns d'elles pelo contraregra. tomar as Desafio — indispensáveis lições de esgrima. ainda ha pouco adquiriu os prédios que lhe ficavam contíguos para mandar construir nm óptimo deposito de scenario. copiai o uma ou mais vezes. quando se impacienta com a demora dos intervallos^ pateia e grita. porém. Muitas vezes ha também desafinação no vestuário.

E' indispensável ainda attender a que as cores dos costumes se não confundam com as do scenario. — morto! Calcule-se como acabou um drama de grande effeito Foi com uma gargalhada e uma troça enorme! E' indispensável ao artisDesembaraço ta. com o tamanho graduado. com — — . difficuldade que cresce de dia para dia. que ofFusquem os das primeiras partes. sem que o espectador o perceba. Acontece também frequentes vezes a arma não dar fogo. entre eJles: Raehael Bordallo Pinheiro. Para os artistas que trabalham no género cómico a desenvoltura é muito útil. umas sobre as outras e no chão. uma pistola ou um revólver. sem que conitudo possa prever de que maneira e por que meios lá se ha de chegar. DO THEATRO PORTUGUEZ que a ultima tenha no máximo metade do comprimento da primeira. Eduardo Machado e Augusto Pina. Manuel de Macedo. ou que ella seja carregada por empregado zeloso e de inteira confiança. mas que o anteveja.. que devem vesde forma que o conjuncto geral seja perfeitamente harmónico. vae ferir qualquer artista ou figurante. E'. Sahir do tom. de animação e desenvoltura. O desembaraço. O principal valor do desenlace é ser imprevisto. é pela incerteza que o espirito do espectador se conserva entre o receio e a esperança. Para o escriptor dramático o difficil não é achar o desenlace. o deseje. O tyrano cahiu de confeccionar os figurinos para os costumes de theatro. que vem cortar ou desfazer o nó do enredo e dar fim ás complicações . viveza. Desfechar Desinfecção No theatro. o seu trabalho é muito prejudicado.. partindo. Os grupos não devem brigar uns com os outros. Tem já acontecido a arma levar buxa. perder-se uma situação dramática e o artista ficar compromettido em scena. ou: «O actor F. por mais que se escrupulise. porque cada vez a arte mais exige e mais se procura a verdade histórica. E' bem difficil Desenhador de figurinos fazer com perfeição ^^wrí«o5 para os costumes de theatro. E' terrível a confusão irritante de cores mal escolhidas. pois. Em Portugal tem havido poucos desenhadores de costumes para theatro. Já se deu o caso. Convém egualmente não fazer tão ricos e brilhantes os costumes dos coristas e comparsas. bem difficil a arte apparelho é vantado até certa altura. gritando: «Pum!«. as cores devem matisar-se de forma que não firam a vista desagradavelmente. Estas taboas. agilidade. que os tons sejam escolhidos de forma que a luz os não irrite nem amorteça. e d'estes dois estados se produz o verdadeiro interesse. Este desapparece logo que o desenlace seja previsto. Esta difficuldade cresce quando a scena é vasta e accommoda gran- teresse. mas alguns tedm sido bons realmente. preparal-o. O interesse apenas se sustenta pela incerteza. A bulha que o bater das taboas produz dá perfeitamente a illusão das descargas. a desenvoltura é qualidade apreciável no theatro. fazer d'elle o seu objectivo desde a primeira scena da peça. solta-se a corda para deixar caDescargas hir com grande estrondo as taboas. convém que elle próprio examine a arma antes de entrar em scena. é indispensável a constante desinfecção. Quando um actor ou uma actriz se mostra em scena acanhado.. onde ha grande accumulação de gente e onde. sem saber como remediar o mal. Em toda a acção dramática o desenlace é o acontecimento final. é sempre uma bella conI — dição de agrado. Desentoar E' synonimo de desembaDesenvoltura raço. Quando é preciso ouvirem-se as descargas. sem prejudicar a riqueza e o esplendor. nem in- — — — um bello desempenho».se: desempenho à em geral dão «A peça teve Desenlace A palavra está a indicar de que se trata. ha sempre falta de aceio. presa ao roldana.creadas pelos incidentes anteriores. V. sem descambar no exagero. por meio de outra corda comprida. Descarregar Quando um artista tiver de descarregar em scena uma espingarda. que. da afinação. n'um drama em que o tyrano tinha de morrer com uma bala. Desenxabldo— E' assim que se chama ao actor ou á actriz insípidos. antes lhes conserve o brilho e a intensidade uma que devem ter. Descarregar. mas conduzil-o. a pistola falhar. Quando não é exagerada. Manuel Maria Bordallo Pinheiro. deu um bello desempenho á sua parte». de o ir complicando constantemente. Peça desenxabida é a que não tem graça. faltos de gosto. Por fim. espirito. o le- urdimento em de numero de personagens. Assim diz. Desempenho — Chama-se — interpretação que os artistas aos seus papeis. e quem tinha de dar o tiro fazel-o com a bocca. maior para maiorestãopresas entre si por meio de cordas até tir Des n'uma distancia de 20 centimetros umas das outras.

porteiros. Em theatro o diapasão pode ser synonimo de tom. que indica a extensão do som entre a nota mais grave e a mais aguda. Maria II. 52 especialidade nas retretes. aluguer do theatro. na noite em qpe o iheatro fecha. Despezas seraes São todas as que se incluem na diária. urinoes e arrecadações. carpinteiros. rainha ou pessoa real. á pureza do estylo. Diária Dá-se este nome á despeza que se paga ero todas as recitas. no dia de finados a 2 de novembro. pelo menos pela impressão intelligente e a — — comparação das obras entre chama agora — — — quenta luxo ou vaidade. patriarcha. Família do Colono no Gymnasio. mobilia. porque isso demanda despezas tão extraordinárias que os nossos theatros não supportam. O dialogo deve ser vivo. conciso. que são paniTos relativamente pequenos. não se afastando do assumpto principal e livre de demasias e inutilidades. objectos d'escriptorio e quaesquer outras despezas eventuaes. annuncios. estudando-o em todas as suas minudencias e como que enfeitando.com rico vestuário. illuminadores. decima. é certo o prejuízo. fogo. discípulos. polipostura de cartazes e mulheres e tudo quanto pode deslumbrar a do espectador. folha semanal d'empregados. illuminações. usa-se íazer e collocar diagonaes. licença. á propriedade da phrase que se emprega. bailarinas. Despezas geraes — N'um theatro são as seguintes: diárias dos espectáculos. se não debaixo do ponto de vista technico. segundo diz. bispo da diocese. bailas — cias. vista também o de despega seral. contractado para tal fim. (V. esta palavra. excellentes bailados. Pedro IV. sello. A' diária dá-se nome — — — — publicas. mostra verdadeiro amor á arte. dilettante ao individuo que freconstantemente o theatro lyrico por Também — — — que está á frente d'uma empreza theatral. adereços. morte do papa ou do monarcha de Inglaterra. ao espirito de que o auctor pôde dar provas. nem ao menos saiba distinguir o bom do mau. guardaroupa. no dia 24 de setembro. Dias de espectáculo— O theatro bem administrado dá espectáculo todos os dias. Palavra italiana. de ha muito Dilettante adoptada entre nós para designar o amador que.) Chama-se também diapasão um pequeno instrumento que dá uma nota constante e serve para se afinarem as vozes e os instrumentos musicaes. bem ou mal. Uma casa de espectáculos só deve fechar as suas portas quando a doença de um artista insubstituível o obriga a isso.o em todas as particularidades. A' maneira de dizer um papel Dicção chama-se dicção. madeira. Amélia. Ainda assim podemos classificar verdadeiramente deslumbrantes as montagens da Vénus e Viagens de Gulliver no theatro D. direitos de auctor. sem ter educação musical. banda. cartazes. ferragens. Dias em que são prohibidos os espectácuPela lei que rege os theatros. scenario. Pôde ser do próprio empreDirecção zario.Dir DICCIONARIO sellos. aluguer de guarda-roupa. homens e mulheres de vestir. Sendo certa a despeza. etc. dias de preces outras despezas. orchestra. Diagonaes Para completar scenas. Muitas vezes a palavra direcção é synonimo de empreza. drogas. é finalmente elle quem tem a responsabilidade de tudo quanto se passa no palco. anniversarlo da morte de D. é elle quem mette em scena as peças. E' todo o homem Director de theatro se si. Deve n'elle attender-se á forma de o conduzir. agua. ou quando algumas noites são indispensáveis para os ensaios geraes da peça que está para subir á scena. ou ainda -de um empregado superior. interessante. E' o encarreDirector do guarda-roupa gado da confecção de todos os costumes do — . ou engradadas e seguras com escoras Dialogo E' bem difEcil o dialogo n'uma obra theatral. no anniversarlo da morte do ultimo monarcha fallecido e nos dias de luto por morte do rei. ou para evitar que o scenario rompa. seja o próprio emprezario ou o representante d'uma sociedade. Prophecia e Pátria em D. não é los permittido dar espectáculos públicos na quarta.. Diapasão Termo musical. panno. e em que entra a illuminação. quem dirige os preparativos para que ellas subam á scena no menor espaço de tempo possível e com explendorj é elle quem preside aos ensaios. Poucas peças no theatro portuguez teem causado verdadeiro deslumbramento. Só assim poderá ser perfeito. Veja-se esta palavra. folha da companhia. Um actor passa por ter uma boa ou má dicção. o que decorou. Templo de Salomão. comparsas. deixando ver o que está ou se passa fora da scena. magníficos adereços. figurantes. vistosas marchas. forma o seu gosto e apura o ouvido na audição das grandes operas e assim discute e aprecia o valor d'ellas. guarda nocturno. Volta ao mundo e Fructos de ouro na Trindade. com pintura análoga ao resto da scena. bombeiros. Estas diagonaes podem ser dependuradas do urdimento. Deslumbramento E' o que causa uma peça de espectacuIo. notável scenario. tornando-o assim brilhante. do representante de uma sociedade. Dá-se este nome ao Director de scena empregado superior que tem a seu cargo superintender em tudo quanto respeita ao serviço do palco. quinta e sexta feira da semana santa. Detalhar E' importante para o artista saber bem detalhar um papel. sem que perceba coisa alguma de musica.

para designar um bailado que se executa no fim ou n'um intervallo da opera. que são indivíduos sem ordenado fixo. Diva Chama-se diva a uma primeira cantora que tem as boas graças do publico. Frondoni. pois que peças ha que pedem grande quantidade de fatos. Del-Negro. em qualquer theatro. Plácido Stichini. Maria. Filippe Duarte. Quando um artista desemDistincção penha qualquer papel com toda a correcção. Está hoje geralmente estabelecido nos thetros de Lisboa e Porto dar aos auctores. Symaria e Visconde do Arneiro. Todos os trabalhos para o vestuário das peças se fazem sob as suas ordens e a sua responsabilidade. todavia convém que se abstenha de o fazer. quando lhe não são pagos os direitos. No theatro D. porque o actor a diz mal. o — Uma permittam em determinados empreza só pode dissolver a Maria. ou porque os estatutos da — — sociedade casos. A disciplina exige penalidades e rigor para os que se afastam do caminho das suas obrigações. Dissolver Qualquer sociedade artística se pode dissolver por accordo entre a maioria dos sócios. atlendendo ao rendimento do theatro. a não ser no theatro de D. se não comparecer. Santos Pinto. uma phrase. Uma grande parte d'elles envelhece e morre em discípulo. Frederico Guimarães. Descarregar. ensaia a orchestra e rege os espectáculos com musica. Augusto Machado.^ representação quando a peça é original. Divertissement Palavra franceza. apresentando-se bem. onde os auctores e traductores recerecita uma percentagem sobre a receita bruta realisada. diz-se que tem distincção. Entre o artista e o corista Discípulos ha nos nossos theatros os discípulos. No theatro dá-se o nome Distribuidor de distribuidor á pessoa incumbida de fazer nas ruas e estabelecimentos a entrega de programmas dos espectáculos. E' a justa remuneraDireitos d'auctor ção que as emprezas theatraes dão aos auctores das peças que representam. Luiz Filgueiras. Casimiro — 1 — — Cyriaco Cardoso. faliando com nitidez e empregando todos os meios de agradar. Carlos Calderon. E' indispensável que n'um theatro a disciplina obrigue cada um a cumprir o seu dever. Manuel Benjamim. Ahi todos mandariam e ninguém quereria obedecer. da- bem em cada companhia por caso de força maior. tendo estudado a parte de que se incumbiu. o producto liquido da 5. que recebem por cada recita uma quantia combinada com a empreza. Marcos Portugal. ensaia elle mesmo. e porque este sabe melhor do que ninguém a falta que o artista fará. Alves Rente. uma oração com inflexão que está em completo desaccordo com o pensamento expresso. Sem disciplina seria impossivel existir um theatro. — — — — riam provas praticas. Superintende nos ensaios de musica. incluindo o contra-mestre e as costureiras. Esta responsabilidade não é pequena. previsto nos contractos ou por falta de pagamentos. para não desprestigiar o ensaiador. Dias Costa. pode mandar prohibir as representações. arripia-se de ouvir que a phrase sae estragada. O auctor ou traductor de qualquer peça. António Taborda. Gomes Cardim. ainda que menor do que em D. A disciplina vae no theatro dos indivíduos para as corporações. Uma platéa intelligente e que sabe apreciar. Distribuição E' dividir os papeis de uma peça pelos diversos artistas encarregados de a representar. — Distinctos compositores portuguezes de musica para theatro Alfredo Keil. Migone. O auctor de uma peça original tem o direito de a distribuir a seu gosto. o que torna a empreza fallida. como supremo arbitro do serviço do palco. diz-se que esse artista foi distincto. Freitas Gazul. Sá Noronha. Esteves Graça. pode também conceder taes dispensas. além dos direitos. José Maria do Carmo. Monteiro d'Almeida. percentagem que está estabelecida no contracto que a empreza tem com o governo. V. E' a ordem que se observa Disciplina em qualquer officina ou estabelecimento. Neuparth. faz a juncção de partes e coros. ganhando apenas 5oo ou 600 réis em cada noite que trabalham. E' claro que o emprezario. Debaixo das suas ordens trabalham os alfayates. e principalmente traductores. adoptada no nosso theatro lyrico. . Di^er — . Disparar — qualquer obra lyrica. Palavra italiana que significa deusa. Di^er mal é soltar uma palavra. Amélia também alguns auctores recebem percentagem. e que são incumbidos de desempenhar pequenos papeis. E" o individuo que no Director musical theatro tem a seu cargo a direcção de tudo quanto respeita á parte musical. A disciplina é mais precisa no theatro do que em qualquer outra parte.53 DO THEATRO PORTUGUEZ Diz theatro. Carlos Bramão. Os verdadeiros discípulos deveriam ser os do Conservatório. Auctores ha. Filippe Silva. Francisco Alvarenga. Miro. — Dispensa do ensaio A falta aos ensaios só pode ser auctorisada pela dispensa do director de scena. Do artista que se apresenta em scena bem vestido e com bom porte. mas alguns tem havido bem aproveitados. O actor que di^ mal produz Dizer mal o mesmo effeito do cantor que desafina. que alli apredem a parte theorica e depois. Rio de Carvalho. Não ha verdadeiramente tabeliã para o pagamento d'esses direitos. Também se chama divertissement ao bailado que faz parte de Júnior. Nos outros theatros variam os direitos de auctor entre i^5oo e 2ííí>ooo réis por cada acto.

finalmente todo o valor que os versos teem ex- — plicita ou occultamente. porque ha matinée. esse artista dizer com desdém: «O meu papel são dois ditos la Para os emprezaDomingo no theatro rios é o domingo o seu melhor dia. Já para os artistas se não pôde dizer o mesmo. Duo na opera-comica ou operetta. — E' synonimo de duetto na opera. Muitos teem classificado de dramas lyricos as obras de Wagner. d'uma forma mais familiar do que a tragedia. etc. — E' um adjectivo com diverDramático sas applieaçóes. cómica ou burlesca. Certas obras dramáticas eram chamadas de capa e espada. Quando tudo isto se consegue é de effeito seguro. — — assassínios. É' vulgar. seja em que género fôr. opereta — — ou vaudeville. E'. Além das operas. situações vulgares da vida. incêndios. Foi em i83o e 1840 que estes dramas tiveram voga. mas approximando-se d'ella pela natureza e complicação dos acontecimentos. admittindo todo o género de personagens. Esta classifiDrama de capa e espada tudo o que na scena nos sensibilisa. Effertivamente ainda hoje se chama dramaturgo a quem faz dramas. A participação que o Doença d'artista artista faz para a empreza. porque n'ellas appareciam personagens de varias cl-sses e cathegoiias. ou com elles estão relacionados. acompanhado pela orchestra. que raros artistas o conseguem. séria na essência. tirando da comedia os seus processos de intriga. desenvolvendo-se a acção entre os personagens que fazem parte d'esse lar. Drama . conteem também duettos — as operas-comicas. as que se representarem passa- dos cincoenta annos depois da hiorte dos auctores. E' sempre um drama pungente e com scenas mais ou menos violentas.1^ outro tempo. e já de ha muito. sobraçando capas e tendo espadas á cinta. Todavia usa-se chamar indistinctamente draescreve para o theatro. Até aos cincoenta annos os direi» tos pertencem aos herdeiros. apaixonado. isto é. a — E' o drama em que Drama phantastico acção assenta n'um assumpto phantastico e que tem o ponto de partida n'um facto — sobrenatural. scena dramática é a que commove o espectador. E'. Hoje. fosse embora trágica. o drama uma peça de caracter commovedor. ao mesmo tempo que uma se articule por forma a não se perder syllaba. Dramaturgo— Foi por muito tempo assim designado o escriptor ^\ie fazia dramas e assim devia ser. — . quando devia ser — Uma unicamente aquelle que escreve dramas. Chega a indignar ouvir um actor di:{er mal. é certo elles terem trabalho. attendendo mesmo á s:a etymologia. a sua linguagem natural e a copia dos costumes. quando a um qualquer artista é uma opera em que o sen- timento dramático. attendendo á etymologia da palavra. maturgo seja a quem em que género V. principalmente para alterar ou transferir o espectáculo. Considerado no ponto de vista Duetto puramente theatral. com luctas. esta qua- comparecer aos ensaios ou aos espectáculos. porque a auctoridade assim o exige. toda a ingenuidade. o impressiona e lhe faz até verO actor é dramático quando representa scenas tristes e por tal forma ter lagrimas. fôr. empolgantes que faz grande impressão no animo do tico auditório. Assim se diz dos papeis em Dois ditos que o actor pouco tem que dizer ou fazer. Não se pôde dispensar tal formalidade. Actualmente chama-se escriptor dramático ao individuo que faz qualquer peça para o theatro. finalmente. como todas as outras partes d'uma opera. em prosa ou verso. E' por isto que se diz: arte dramática. drai^iatica. n'esse dia. ou então ha ensaio de dia e espectáculo á noite. distribuído um insignificante papel. pois que. musica dramática. E' tão difficil di^er Dizer o «couplet» bem o cotiplet. Drama intimo Q drama passado no interior de uma familia. auctor dramático. as peças que cahirem no dominio publico. em que quasi toda a gente descança.e Duo mal DICCIONARIO 54 é dar um falso sentido vocal ás palavras que se foi incumbido de transmittir aos espectadores. formando o meio termo entre a tragedia e a comedia.. porque ha sempre concorrência de publico nos theatros. ou para o director de scena de que está doente e não pode — cação vem do theatro hespanhol. Drama lificação lyrico a — Dá-se por vezes séria. etc. pois. dramá- Dominio publico — Não tem que pagar di- reitos de auctor. exprimindo toda a sorte de sentimentos e em todos os estylos. segundo o nosso Código Civil. o duetto é um trecho a duas vozes. quasi sempre familiar. comediographo ao que faz comedias e escriptor trágico ao que compõe tragedias. as operetas e até os vaudevilles. pathetico. çlassificava-se de drama toda a obra theatral. toda a malícia. E' preciso dar-lhe toda a expressão. deve ser sempre acompanhada de um attestado medico. chama-se apenas drama á peça theatral. Desafio. Duello E' a denominação que se dá a Duéttino um pequeno duetto de opera cómica. Dramalhão Assim se chama vulgarmente ao drama de fortes situações. se eleva ao mais alto grau. e ás vezes duplicado.

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fazem-se entãoos ensaios de pare aos coristas. procede-se ao conjuncto com todos scenario. A emprega tem todos os encargos e os proventos. Epiphanio. Se o espectador. depois os segundos e por ultimo os de tudo que se faz no palco. nem dias. mas semanas e mezes que se gastam a estudar. Logo que os diversos grupos sabem Nos theatros lyri. Como. Joa. Só depois se pode bem proceder ca. ensaios de leitura. se entrega o pessoal — — — — . e. Ensaios de musica— Nos theatros lyricos. responde pelos seus actos no Tribunal do Commercio. opereta ou vaudeville. Car.ensaios de recordação. Moutinho de Sousa. ensaios de orchestra. quando se senta no seu logar para assistir á primeira representação d'uma peça. que tem também outros encargos. para aprender qualtabeliãs de serviço e de multas. porque deve estar los Posser.saiar cada corista de per si. manda começar os actos. assim. ensaios geraes. de vontade que cada um empregou até esse dia. Cunha Moniz. ensaios de musica. depois pectáculos. Além de muita aptidão para enparadamente os primeiros sopranos. fazem-se Garraio. Augusto Rosa. baixos. E' o serviço do ensaiador. precisa ser trabalhador e manter-se na os segundos. a fim de se conservarem em bom uma que um theatro tem enchente quando a sala está replecta de espectadores.os artistas. Com respeito aos coros não é do-os em tempo competente aos diversos possível. o ma.de uma peça. isto é. diz-se: «A peça tal tem dado constantes enchentes^. Quando. Eduardo fiasco era infallivel. finalmente todos os ensaios precisos até chegar a primeira representação. a apurar. repregos e bastidores. Diz-se assim quando com riEngradar pas e sarrafos de madeira se pregam ou grudam gabinetes. sem esses ensaios. José Carlos dos Santos. César de Li. ensaios de apuro. aluga um theatro. Costumam ser feiLuiz. São os últimos ensaios Brazão. ensaios de ratificação. um de partes e outro á enscenação. tal qual ccmo se se tratasse de um esJosé Ricardo. Primo da Costa. Duarte de Sá. adereços. ensaios para a policia. juntam-se todos os coros. vestuário. pudesse calcular o tempo e o trabalho de toda a espécie que foi preciso para apresentar tal obra.os ensaios por naipes. guarda os ma. ensaios de juncção. guarda-roupa e adereços. Augusto preciso que reappareça no cartaz. diz-se que a que explora theaemprega é tro é uma emprega theatral. porque seria muito demorado enempregados e fornecedores. e depois é Ensaiadores notáveis portuguezes fredo de Mello. César de Lacerda. Ensaiar desde que se prova e se apura até ao ensaio geral. José Romano. Izidoro. entregan.a emprega pode ser applicada a qualquer outra industria. e. a fim beiro.de se representar durante mezes. Encadernar— Não só os livros da escripturação de qualquer empreza devem ser encadernados. forma companhia. Nicolau ou não fôr de bom gosto. João Rosa. que devem ser feitos com quim d'Almeida. E' o individuo que. Enchente — Diz-se estado. Para se indicar que uma peça tem chamado grande concorrência e agradado muito. Tem a seu cargo ensaiar as cada artista tem com o mestre de musica Ensaiador peças desde a prova até o ensaio geral. como outro qualquer commerciante. ça do repertório de qualquer theatro deixa Al. a fazer sacrifícios enormes.d'estes ensaios. E' metter em scena uma peça. Não são horas. por si Emprezario ou representando uma sociedade. de coros. José António Moniz.as suas partes. A estes ensaiadores chamam nos Ensaios de recordação— Quando uma petheatros maestros.quer parte de uma peça. Augusto de Mello. existem ensaiadores de músitese coros. escolhe repertório e toma a responsabilidade de todos os — encargos. man. Ri. Rosa pae. Leoni.pectáculo. cada um sabe a sua parte tém a ordem no palco. Furtado Coelho. a trabalhar. Faz uma serie de ensaios. e em seguida os primeiros tesua importante posição de chefe de serviço nores. Leopol. a fim de ensinarem a Quando estes trabalhos preliminares estão musica das peças ou das operas aos artistas concluídos. Ensaiador de musica cos e nos de opereta. depois saiar. nos de opera cómica. fazem-se então nuscriptos do repertório sob sua responsa. ensaios de scenario ou machinas. de intelligencia. Lopes Cardoso. Isto tem a vantagem de se poder do de Carvalho. etc.Ens sociados. nunca se atreveria a patear essa peça. caracterisaAntónio do Valle. Chama-se assim á longa série Ensaios de trabalhos e estudos preparatórios a que — — A synonimo de emprezario. dirige os es. Braz Martins. ções. Salvador Marques de não tirar a surpreza da primeira representação e para que se não vejam os defeie Taveira. de energia. que DICCIONARIO 56 Empreza— O individuo ou individues astomam a seu cargo a explora- ção de qualquer theatro. quasi sempre dois. — d'um theatro até apresentar uma peça ao publico. GuiEnsaios geraes lherme da Silveira. José scenario. Ha diversas espécies de ensaios. Pinto Carneiro.tos os ensaios geraes á porta fechada. ensaios de marcação. Luiz da cortar ou emendar o que fizer mau effeito Costa Pereira. Romão. ensaiando sebilidade. mas também todas as peças do repertório e as partituras. salas. se fizesse uma pequena idéa da somma de esforços. tira os roteiros de musical.muito esquecida.

DO THEATRO PORTÍTGUEZ que ainda estão a tempo de ser emendados. ou sarrafos. união.° do Código Todavia nenhuma empreza se. Cantar no tom e afinado. segundo o mesmo regulamento. artistas e amigos da empreza. — Diz-se que uma peça Entrar a ensaios entra a ensaios quando se começa a preparar para subir á scena. as emprezas são obrigadas. vestuário e adereços. tem de ser substituída por outra. diz-se que causou grande enthusiasmo. considerada sob todas as faces e todos os aspectos. Entalação E' o nome que se dá á situação melindrosa em que se vê um actor quando a memoria o atraiçoa e o ponto lhe não acode. ou mesmo prohibindo a representação da peça. No theatro está adoptada a palavra ensemble para indicar o conjuncto do desempenho de uma peça. pregar-lhe peças de madeira. — Para amesqumhar costumam dizer os um . as dançarinas. os coristas. mas applicam o termo francez mise-en-scene. mas tem também o inconveniente de mostrar faltas que nas recitas não existirão. quando se referem á montagem. a fim de não atravessarem pelo meio dos espectadores. Uma boa entrada de tal personagem. comparsas. Isto pode ter vantagens. uma carta artista. Pelo novo Ensaios para a auctoridade regulamento dos theatros. quando querem ver espectáculo de graça. O emprezario : — tradas». os discipulos. seja bom ou seja mau. E' mesmo a contradicção e ofFensa do art. sem saber o que ha de dizer. e os cartazes. «Estou farto de dar endiz muitas vezes Os borlistas. — E' o enredo da peça. nem tos. como reclame. chama-se a isto uma grande entalação. Já se teem também feito ensaios geraes com convites á imprensa. o Entreacto espaço de tempo que decorre entre dois actos d'uma peça. por este motivo é mais racional chamar a tal ingresso entrada para o palco. Palavra franceza. Ent — mais nem menos do que a censura prévia. não só no que diz respeito aos movimentos isolados ou combinados de cada um dos personagens que concorrem para a execução da obra que se representa. E' o calão de theaEntrar para a vida tro que se emprega quando um homem ou — — uma mulher entram para Diz se de qualEntrar para o theatro quer pessoa que resolve seguir a vida de actor ou de actriz. dados gratuitamente pelo em- — prezario. e os artistas não teem dinheiro para d'alli sahirem. cortejos. ficando por alguns momentos parado. dá muitas vezes — — — um grande eíTeito theatral para o desenvolvimento da acção e para surprehender o espectador. natural e sem atropello. ou entre duas peças diffe- — o theatro. nem para pagarem aos hotéis. Pela entrada particular para a caixa do theatro entram as actrizes. para a auctoridade assistir.' E'. manda-se entregar o dinheiro aos espectadores que não concor- — — darem com Entregar o valor de a substituição. marchas. Quando uma peça. os figurantes. como se fosse espectáculo. essas evoluções com o conjuncto e os detalhes do scenario. os actores. abolida pelo nosso código. porque a auctoridade não põe o visto no cartaz sem ter assistido ao ensaio. quando uma companhia ambulante rebenta em qualquer terra. — em scena. a fazer um ensaio. — Entradas borlas E' no theatro synonimo de ou entradas de favor. E' a que faz o arEntrada em scena tista quando vem tomar parte na acção da peça. carpinteiros. combates. N'outro sentido. o seu Enthusiasmo desempenho e enscenação são recebidos com muito agrado e muito festejados pelo — rentes. depois das peças ensaiadas e antes da primeira representação. Também a palavra ensemble indica um trecho musical cantado por todos os personagens que estão — publico. dinha?» São bilhetes para o Entradas de favor espectáculo. ordenando as alterações e cortes que entender. escriptores dramáticos. Chama-se ensarrafar qualEnsarrafar quer bastidor ou reprego. em volta e nos sitios precisos para segurança e reforço. eximir a visto. bjo. harmonia. como o nome o indica. Entoar Todos os theatros Entrada dos artistas deveriam ter uma entrada especial para os artistas e todo o pessoal que trabalha no palco. o emprezario manda entregar o dinheiro ás pessoas que tenham já comprado bilhetes para o espectáculo que não se realisa Quando a peça annunciada. que signiEnsemble fica conjuncto. aderecistas. por motivo imprevisto. finalmente todos os que teem trabalho durante o espectáculo. ensemble e apuro de uma peça. chegam-se ao emprezario e dizem: «Pode ser hoje uma entra- . Geralmente no theatro. os músicos da orchestra e da banda. não podem ser aflixados sem Civil. para que seja verosimil. não só no que respeita ás evoluções das massas: grupos. Todo o serviço da sala e do palco devem ser completamente separados. O escriptor dramático tem sempre difficuldade em justificar a entrada ou sabida de qualquer personagem. homens e mulheres de vestir. etc. Enscenação E' a arte de regular a acção scenica. E' isto. pode tal exigência. Entrecho Quando um theaEntregar o dinheiro tro tem de fechar as portas por qualquer acontecimento que se tenha dado. mas também a harmonisar esses movimentos. não dizem enscenação. E' uma entalação.

por falta de recursos. Por sua — — — — — tante frequentada. e hoje novamente existe. como que um estoco desenhado. tinha o nome de escriptor trágico. sendo raríssimos os que funccionam todo o anno.do theatro no meio d'uma epocha. dividida em actos e em scenas. qualquer artista sae d'uma empreza para outra que mais lhe convém. ficando um exemplar em poder de cada um dos contractantes. ordinariamente em verso. collocada por cima do fato. auctor cómico. dá o plano completo da obra. D'uma má peça dizse por vezes que é um escândalo dramático. porque infelizmente no nosso paiz não ha leis especiaes sobre o assumpto. já porque são raras no nosso paiz as vocações e apti- Escarcéla parte. — does para a scena lyrica. costumam exigir que as escripturas se façam em qualquer notário. Por vezes algumas emprezas ou sociedades artísticas tentam a exploração de alguns theatros no verão. sempre algum proveito se tira Escoras São varões de ferro ou traves O — de madeira. Carlos está aberto apenas durante quatro mezes. bas- — — — buracos.Esc DICCIONARIO 58 collegas ou mesmo parte do publico que elle só serve para ir á scena entregar uma carta. fazendo-os conhecer as regras da arte. Maria. Entremez Classificação que n'outro tempo se dava ás farças ou comedias pequenas e jocosas. ainda assim. vaudevillista e dramaturgo. e os artistas nada podem reclamar. que. que teem de ser cumpridas. que é mal ensaiada e peior enscenatla. sobre o qual só ha que bordar. com intermittencias. a que se adaptam parafusos. Escola de canto Esta escola de canto existe no nosso Conservatório. S. E' assim que se chama o plano Esboço escripto de uma obra dramática. — Desde a fundação do Escola dramática nosso Conservatório por Almeida Garrett. Quando n'uma peça ha sceEscabrosa nas escandalosas e phrases inconvenientes. no fim do Diccionarlo. mas dando pouco resultado. fazendo os praticar e dandoIhes uma certa illustração. N'um ou n'outro caso ellas de nada valem. Episodio dramático Scena ou scenas. o resultado é quasi sempre fatal. com os seus livros — . tendo nas extre- i°3» 3» . fim d'essa escola é preparar para o theatro actores e actrizes. conforme o género a que o escriptor se dedicava. e ordinariamente essas tentativas terminam no fim de um mez ou dois. a diversas clausulas. Muitas vezes o emprezario. no fim do Diccionario. N'outro tempo. rados E' o contracto feito entre o Escriptura emprezario e o artista. em que se dava o desfecho da peça. quando a escola existe. Como em qualquer ouEscripturação tro estabelecimento commercial ou industrial. em determinadas epochas e determinados costumes. -^aoirij midades ^^^«""^ — O esboço ou esqueleto. Escarcéla Bolsa de couro. que se manifestam por varias formas desagradáveis. onde se obrigam. Em geral as escripturas fazem-se particularmente e em duplicado. para maior segurança. tempo houve. para fallar propriamente. Em Portugal. D. Carlos. á cintura. Muitas vezes uma peça. lecidos Escriptores dramáticos distinctos já retiV. Alguns emprezarios. Trindade. inEscândalo conveniente pelas scenas ou pelo dialogo. produz escândalo nos espectadores. Actualmente são todos designados com a classificação de auctor dramático. Apenas alli falta o dialogo e é. Se o nosso Conservatório Dramático não tem produzido quanto era para desejar. e o único recurso do emprezario é intentar judicialmente a cobrança da multa. a fim de os segurar. Os outros theatros de Lisboa e Porto variam as suas epochas entre seis e oito mezes. Rua dos Condes e Salitre.. a escola dramática. logo que está por completo na imaginação do auctor. por vários motivos. nunca chega a ser paga. em que se representa um acontecimento ou episodio dramático altamente trágico ou commovente. uma empreza theatral deve ter a sua escripturação em ordem. Verdade seja que alguns nem para isso servem. e ainda não vae muito longe. de parte a parte. Quadro final de antigos draEpilogo mas. íecha a porta. Assim foram os theatros de S. Todo o escriptor Escriptor dramático que trabalha para o theatro e que produz obras que sobem á scena. Ultimamente nenhum ha que funccione o anno inteiro. sob pena de multa estabelecida. Escriptores dramáticos distioctos já íalV. é escriptor dramático ou auctor dramático. já porque a maior parte dos que frequentam a escola de canto teem só em mira aprender o indispensável para cantarem nos clubs ou nas reuniões familiares. em que alguns theatros estavam abertos durante todo o anno. com todos os incidentes e situações que comporta. ou de fazenda. e que se collocam obliquamente contra os repregos ou parte do scenario. Gymnasio. como também lhe chamam. Em quasi todos os Epocha theatral theatros do mundo as epochas são resumidas. — — — tem existido alli. diz-se que essa peça é escabrosa.

ou n'alguns de província em que ha luz eléctrica. em qualquer theatro. quasi sempre em beneficio de artistas. que tem de soffrer todas as correcções. concertos. Os que o não estiverem por meio de documento. Estes expedientes nada adiantam e antes desacreditam a empreza que os põe em pratica. n*um circo. e por fim a peça cae redondamente. árias. por escripto entre empregado. levantados pelo presidente da Camará Municipal de Lisboa. Actualmente nos theatros de Escurecer Lisboa e Porto. em estando uma sala cheia. ou n'outro qualquer logar publico. de que o publico se não ri. o arcabouço. comedias em um acto. e nelle tomam parte ar- — imitação. esse papel é uma espiga. cançonetas. apenas delineada e que só tem o traçado da obra que se projecta. Espectáculo E' a representação ou ex- effeito estar n'elles a reflectir-se a sala do espectáculo com platéa e camarotes. Quando o mesmo emprezario recebe uma peça. não — chama no theatro a uns espectáculos. a monta com todo o cuidado e grande despeza. Quando está fechado o theatro de S. Dá-se este nome aos cómiEscudeiro cos das magicas. que pôde ter logar n'um theatro. arte de jogar as armas deEsgrima via lazer parte da educação do actor. apanha uma espiga. etc. N'outro tempo. representava metade do valor. havendo os vivas do estylo. que lhe estraga o seu trabalho. posição lyrica. n'uma barraca. equestre. acrobágymnastica. Como para Escripturas de menores qualquer outro contracto. E assim todos os casos em que ha desapontamento e prejuízo. 59 DO THEATRO PORTUGUEZ sijo. Na scena não se devem uzar Espelhos espelhos verdadeiros. devendo a empreza fazer requisição de um piquete de bombeiros e da força de policia. não podem assignar escriptusem auctorisação de seus pães ou tutores. dão sempre bom resul- segura. firmado por ambas as partes. compostos de tantos actos e tal variedade de intermédios» — que parece não terem fim. são observadas as mesmas medidas de segurança de um espectáculo. também apanha grande espiga. monólogos. QuanEspectadores nos ensaios geraes do n"um theatro se realisar um ensaio geral a que assistam indivíduos em quantidade superior á quinta parte da lotação da sala. dizem-lhe — . que acompanham os reis ou os príncipes nas suas aventuras. porque é de péssimo — — — por muitas vezes tem que simular em scena um duello ou outro combate. Com referencia ao theatro. tudo o que n'elle se exhibe forma um espectáculo. Usamsem-se os espelhos fingidos. em que se executa o hymno nacional. quando o programma é bem organisado. publico ou particular. o plano d'uma obra dramática. Espectáculos de gala a familia real e toda a corte assistem da tribuna do Real Theatro de S. tenha pago o seu logar ou não. dramática. com a indicação breve das principaes situações e dos episódios mais importantes. que —A ordif^^riamente zanga-se e grita quando a empreza annuncia um espectáculo maior mas quando a recita é em seu proveito. no escriptorio. devem considerar-se escripturados de palavra. Ess completos e competentemente sellados. é facílimo escurecer a scena ou a sala do espectáculo por meio das torneiras coUocadas -na casinha do electri- — — cista. Dava isto em resultado Isto Escripturar — O acto de firmar contracto a que. calão de theatro que se applica em diversos casos. Quando ao actor é distribuído um papel em que tem muito trabalho sem resultado. Maria II. ao espectáculo.. o risco primitivo. n'uma praça. os espectáculos de gala realisam-se com as mesmas formalidades no theatro de D. Carlos. Houve já uma empreza que annunciava espectáculos gratuitos e dava os bilhetes a quem os comprava para outra recita. Estes espectáculos. artista ra emancipados. dessem ao povo espectáculos de graça. a camará municipal ou o governo dava ás emprezas certa quantia para que. Carlos. Quando um emprezario contracta um artista em que tem grandes esperanças e elle não dá nada. Nos dias de gala. que julga uma boa Espiga — E' — tistas distinctos. Todos os artistas ou emEscripturado pregados n'um theatro se consideram escri- — pturados. E' o que assiste a qualquer Espectador representação. é enorme espiga. n'uma palavra. Htteratura dramática chaEsqueleto ma-se esqueleto ao esboço d'uma peça. empreza e o artista ou Espectáculos intermináveis — Assim O se E' o empregado da em^ Escripturario preza theatral incumbido de fazer a escripta de todo o movimento. todas as modificações possí- — Em tado. Assim se chaEspectáculos de retalhos ma aos espectáculos formados por actos de peças diversas. [Quando um artista Essa é das boas]! cómico qualquer accrescenta ao seu papel uma phrase inconveniente ou uma semsaboria. etc. os menores. tudo acha pouco para a variar. Se um qualquer emprezario acceitar a assignatura d'um menor em qualquer escriptura sem a devida auctorisação. Espectáculos gratuitos por occasião de festas nacionaes. mas devem ser — tica. onde a escripta esteja clara e em dia. nunca poderá exigir judicialmente o seu cumprimento. E'. Quando um artista tem de contrascenar com outro. em signal de rego- — veis. passou de moda.

está baixo Algumas vezes . N'uma obra litterario o estylo deve ser brilhante e cheio de artificio. essa tirada. convencer-se da forma de o representar. é pensar no papel. Só a policia tem o diEvacuar a sala reito de fazer evacuar a sala e isso mesmo — . se apresenta pela primeira vez n'uma terra ou n'um theatro. d'ahi a pouco Taborda revelavase um grande actor. com a pratica e estudo. 6o Essa é das demonstram o muito que ha Estandarte — Uma espécie de bandeira de diversos feitios com disiinctivos ou lisa. mas cheio de boa vontade. — — desafinação no conjuncto. : costuma dizer-se «Lá está elle a es- ticaras presilhas!» theatro Estopada — Calão de com que se designa a enorme tirada de qualquer papel. além de todo o prejuizo que dão ao emprezario. As estreitas ordinariamente são medíocres e arruinam as emprezas com' as suas intoleráveis pretensões. Esticar as presilhas Quando um actor começa a puxar muito um papel em scena. hesitante. o que causa Estandarte a esperar de seguir tão. aliás magistralmente dita pelo actor Santos. Emilio Doux. Por este motivo é louvável toda a indulgência do publico para com quem começa receioso. o estylo deve ser mais ou menos elevado. sendo já artista.Eva OS collegas boas! DICCIONARIO em calão theatral. espinhosa carreira. Nada esperava d'elle. Também se chama estribilho á phrase que um personagem repete constantemente. No drama sacro '/^ Estante de orchestra O Defensor da Egreja. qualquer fraqueza. O pel. meiro ensaiador do grande Taborda. que se sente em estado de Es'ante do ponto dar a medida completa das suas facculdades. Estreia-— E' a primeira apresentação no theatro dos que pretendem seguir a carreira d'artista. muitas n'aquella publico de hoje não supporta simiIhantes estopadas. de desenvolver todo o poder. O passo é arriscado e grande a temeridade. como esta. Tratando-se do papel de uma Estudar peça. N uma peça de costumes o estylo deve ser vulgar e claro. era umi grande E. a maneira de ouvir. Ha também a estante onde o ponto colloca a peça. tendo as exigências inherentes. fallando todos baixo. Será crueldade arrancar á nascença o botão da roseira. . Apezar de se dar a classificação de estrella a um actor ou a uma actriz. Quer isto dizer que nunca se deve desanimar com uma estreia. finalmente ver bem o modo de apresentar um ente natural e verdadeiro E' a forma que cada um adoptou Estylo para escrever. Conforme o género da peça e o meio em que a acção se passa. toda a belleza do seu órgão. Estar em voz — Quando um cantor está na posse de to- dos os seus recursos. Chama se também estreiánte áquelle que. usada nas magicas ou outras peças de espectáculo. Estreiánte O que pela primeira vez se apresenta no palco a desempenhar um pa- — arrastam uns aos outros. Ha estreias que desde logo estopada. investigar o caracter do personagem. são estas quasi sempre que assim se intitulam. nem sempre de grande valor. foi o pri- quem pretende . já está arruinado. procurar os eífeitos. tão excellente mestre. estudar verdadeiramente. Mais tarde ou mais cedo o publico desengana se de que a estrella nada vale mas quando o emprezario o percebe. estudar os gestos. epocha. E' a denominação que se dá «Estrella» a um artista. levadas á scena apoios porta-estandanes. diz-se que o actor F. Estantes Peças de ferro ou madeira para se collocarem as pastas de musica no logar da orchestra. adivinhava a futura escola do naturalismo e chegou a ser o maior de todos. — — : — — . mas que obteve muita influencia no conceito publico. o que é apenas um trabalho de memoria'. só para agradar a um publico me- — // y- (^ nos intelligente. Estar baixo Quando algum artista está em scena declamando em voz mais baixa do que os seus interlocutores. sem receiar qualquer contratempo. revelase o artista. chegando a aconselhal-o a que abandonasse a carreira e fosse para casa. chegando ás vezes a commetter inconveniências e a atropeilar o trabalho dos collegas. As estrellas. sem o deixar desabrochar e ver a belleza que em si contém. diz-se que está em vof. dizendo-se então que a representação está baixa. tão conhecedor de theatro. em que ainda não trabalhara. Nas peças com musica estriEstribilho bilho é o trecho ou motivo que se repete n'umas coplas ou em outra qualquer passagem. ainda communicam aos collegas a insubordinação. pôde applicar-se a palavra estudar em dois sentidos decorar as palavras de forma a poder recital-as sem hesitação. desmoralisando o theatro. E todavia. Outras parece nada indicarem todavia mais tarde. fallava em que um personagem sem mterrupção duran- te 20 minutos.

que tomam parte no desempenho de qualquer obra musical. nas magicas. Pôde dizer-se que um qualquer artista se exhibe. a que lhe permitte transmittir com precisão. — — — — — um to theatro. commove as multidões. Essas terras limitam-se a Coimbra. E' a parte da obra dramática. mas sem lhe deixar prever o desenlace. symphonia. finalmente. agita a alma do espectador e excita n'elle o enthuáiasmo e a admiração. E' na sua intelligencia. pois. etc. combates. em todas as peças de grande desenvolvimento scenico. — . Braga. organisar companhias especiaes. O grande segredo da exposição é excitar o mais possível a curiosidade do espectador. E' uma das mais nobres faExpressão culdades do actor. Diz-se que uma peça teve ejnVo. e interpretação no que diz respeito aos cantores. por desorentre os espectadores. Évora. com verdade. offende todas as regras da arte e as leis do bom gosto e da sobriedade. e o tempo. o continuo gesticular. empregando os meios para auferir legítimos lucros. as phrases inconvenientes. com limitado Acção collectiva de todos os Execução artistas que tomam parte na interpretação d'uma obra musical. muito embora seja para obter applaufeito — sejam cantores ou músicos. Convém saber pensar antes de fallar. não se demorando ali mais de um mez e. no seu intimo que o actor deve encontrar a fonte da verdadeira expressão. muito perde no conceito do publico in: Explosão Movimento súbito e estrondoso com detonações. Para digressão pelas províncias costumase. ataques. a palavra execução applica-se indistinctamente a todos os artis- — no publico. Aveiro. porque o rendimento dos theatros não da- — — para as despezas. As telligente e da critica. sos de um publico inconsciente. que a sala seja evacuada.6i DO THEATRO PORTUGUEZ Exp casos muito graves. cantantes ou músicos. não houver meio algum de tranquilisar o publico. Exigências São as condições e pedidos exagerados que os artistas fazem ás emprezas quando se julgam indispensáveis. chama-se explorar tas. a facilidade da expressão produz a harmonia e a harmonia é a musica do estylo. Na exposição o auctor deve demonstrar nitidamente o caracter dos personagens. etc. em que o auctor lança os fundamentos da peça. Nas grandes operas. explosões acompanhadas de derrocada dão sempre maior resultado na scena. Quando se trata de uma opera. é preciso muitas vezes operar movimentos importantes de marchas. diz-se execução com referencia a orchestra e coros. produzem grande ef- em dem coro. Guimarães. o bater com os pés. Exhibição Diz-se de qualquer coisa que se apresenta ao publico. Exposição Chama-se assim a forma por que o assumpto de uma peça é exposto ao espectador nas scenas que abrem a acção dramática e preparam as peripécias. Vianna do Castello. do que falia. que faz sempre effei- — no theatro quando é bem imitado. poema lyrico. Setúbal e ria poucas mais. quarteto. no seu coração. Quando se refere a um oratório. na comedia os modos grotescos. A esses movimentos é que se dá o nome de evoluções e que. quando um hábil ensaiador d'ellas tira todo o partido. tiram sempre bom resultado no Porto. Santarém. quando o seu pessoal tem valor e o repertório é escolhido. que interrompam constantemente o espectáculo. No drama os berros exagerados. nos draEvoluções mas de espectáculo. todo o pensamento do auctor. e em que toma parte na acção um numeroso pessoal. no canto as notas gritadas e os gorgeios de mau gosto são exageros insuportáveis. a policia manda pela força ao seu dispor. O actor que commette exaExageros geros. Quando. Excursões ao Porto e a Coimbra As companhias de Lisboa. dando trez ou quatro espectáculos em Coimbra. Executantes São os artistas. com calor. de Lisboa ou Porto. Também se diz que um actor alcançou êxito n'um papel quando satisfez o publico e foi muito applaudido. O actor que tal pratica. — numero de artistas. ou por excessivas manifestações de desagrado. O actor que tem o dom da expressão. Exploração O acto de fazer funccionar um theatro. Êxito quando agradou verdadeiramente e dá dinheiro. d'aquelles a quem se dirige e ainda dos que são citados no dialogo o logar da acção. Excursões á província A poucas terras das províncias de Portugal poderá ir uma companhia completa. esboça os caracteres dos personagens e prepara o inicio das situações que hão seguir-se e desenvolver se até ao desenlace final. — . antes a desordem tome proporções graves. na passagem.

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E' orFacho dinariamente de folha. transparente e ricamente vestida e trazendo ajvara do condão. O facho é muito \(f >vís( usado no theatro em scenas infernaes t^^^ ou scenas escuras^que precisam ser — peça.» ou «A actriz F. disse muito «O . Falia A's palavras formando sentido. A frontaria ou a parte em que Fachada está a entrada principal de um theatro chama-se a fachada principal. e dentro deposito de matéria que ^nti. ou em logar próprio. tendo no cimo bocal.° : chama-se /a//fl5.. ou tem de se mudar de — cando a falta. . E' uma espécie de archote. que qualquer artista tem a dizer no seu pa- — — — pel se 1. que apparece em magicas ou peças phantasticas.. . Fallar ao publico Ordinariamente é o contraregra o encarregado de sair fora do panno e dizer ao publico o que se passa 3uando á ultima hora tem de ser substituio qualquer artista. bem Fada tal falia. Personagem imaginaria."^ produz^ chamma. Assim costuma dizeractor F. Quando o inconveniente se dá a tempo. Fado muito dolente. um aviso ao publico. na falia da scena 12. de ler no livro do destino e de se transformar. coUoca-se sobre os cartazes. A fada nas peças tem dom de adivinhar. por se não conformarem com Fallir — Quando as alterações. ordinariamente acompanhada á guitarra. principalmente revistas. attribuindo-se-lhe faculdades extraordinárias.» do acto. e que muito agra. justifi- — illuminadas. A fada entra quasi sempre em scena por meio de uma transformação. uma empreza theatral não pôde satisfazer os seus compromissos. géFada nio ou divindade.^^^^° da quando introduzida em peças populares. e restitue-se o dinheiro aos espectadores que o exigirem. Cantiga e narrativa popular.F Fabula — A' acção ou enredo de uma qualquer peça chama-se também Jabula.

A jfarça é muito antiga no theatro portuguez. E' a quantia que no fim de cada Feria semana se paga tios theatros aos carpinteiros. Alguns actores ha intelligentes e que remedeiam a falta maâ outros ficam compromettidos de tal forma. que são as primeiras filas. Diz-se que um theatro Fechar o theatro fecha quando termina a epocha e portanto os contractos dos artistas. adoFiasco ptada em diversos paizes. Acompanhando qualquer marcha ou festival em scena. Quando uma peça agrada Fanatismo extraordinariamente. -64 á companhia nem aos fornecedoempreza está fallida e pode entregar-se ao tribunal do commercio. Fantoches E' o género de peça corresponFarça dente á pochade franceza. ou por Faltar á entrada falta de attenção ou porque são distrahidos. Fatiota Termo vulgar dado no theatro ao fato com que o artista vae para a scena. tro. machinista. diz-se que fez fanatismo. sem moFaltar ao ensaio tivo justificado. Palavra franceza adoptada no FiceUe nosso theatro para indicar os artificies de que um auctor se serviu para architectar — — — — — — . E' a roupa que o actor veste para Fato a scena. entre os quaes o nosso. junto á orchestra. para indicar que uma peça ou um artista desagradaram por completo. A tudo isto se chama fa^er effeito. Pôde calcular-se o embaraço dos artistas que estão em scena. porque. essa DIGGIONARIO gdis. por muito lon- Fazer effeito No theatro diz-se que /ef effeito qualquer peça que agradou. Diz-se também do desempenho completo de uma obra theatral. como qualquer outro negociante. comFanfarra posta só de instrumentos de metal. O mesmo se diz de um artista quando o — seu trabalho provoca o maior enthusiasmo. qualquer truc bem preparado que mereceu applausos. Também se emprega tal phrase quando um artista desempenha brilhantemente um papel e recebe do publico ovações extraordinárias Assim se diz. Fatigar — Ha peças que./uror» ou «O Brazão no Kean fe^ furor». havendo falta. Mas quando o enthusiasmo sobe ao ultimo grau e se falia com grandes louvores d'uma peça. O artista que.FIc não paga res. E' uma banda de musica. e o contraregra deve também alli estar. Reabre depois em Outubro. Maria fez completo fiasco» ou «O actor F. Dispensa verosimilhança e perfeito estudo de caracteres. Por este motivo o artista deve estar nos bastidores com attenção á deixa. ou seja de guarda-roupa ou de actualidade. por exemplo: «ACru!(da esmola de Schwalbach/e^j. para immediatamente entrar. faltam ás suas entradas em scena. da enscenação ou do desempenho. O mesmo se diz de uma empreza que tem tido bém — — — — uma epocha feliz. Também se diz que o í/jeai/ro/ec/m quando acaba uma empreza para não continuar. ou um papel estudado por forma a enthusiasmar o publico. mas está adoptado no theatro chamar -se fauteuils aos logares mais caros da platéa. A farça prende a attenção dos espectadores e obtém o seu agrado pelas situações extravagantes e burlescas e pelo es- pirito do dialogo. Fazer dinheiro Quando uma peça agrada e está dando enchente a um theatro. qualquer scena bem movimentada. é elle também o responsável. diz-se que /e^ furor. fiel e outros empregados. movidos por cordéis. dizse que esse theatro está fazendo dinheiro. Os fantoches são maiores do que propriamente os bonecos. Alguns artistas. Visa principal- — mente e quasi unicamente a divertir. o que é de péssimo effeito. assim como tamo fatigam os actores que arrastam os papeis e repizam as phrases. dizse /ef furor. Palavra de calão italiano. Em portuguez é cadeira de Fauteuil braços ou poltrona. Fantoches — Nome que os francezes dão aos fantoccini italianos e que nós adopta mos para designar os ou bonecos que retíteres presentam nos theatros de feira e em outros. o que ordinariamente acontece nos mezes de Maio ou Junho. não se cançando o publico de a applaudir. haven- doos tamanho até de natural. que bem manifestam ao publico o transtorno. no papel tal fez fiasco» ou ainda «O desempenho da opereta que hontem se representou na Trindade foi um grande fiasco». falta ao ensaio^ deve ser multado conforme o regulamento do thea- — . — falíffam o publico. aproveita-se muitas vezes a fan- — farra. O artista deve ter o maior cuidado em trazer sempre limpo e bem conservado o fato da scena. Assim por exemplo: «O draraa hontem representado em D. Fazer furor Quando uma obra theatral agrada extraordinariamente ao publico e é recebida na primeira recita com applausos enthusiasticos. esperando a entrada do personagem que não chega.

Diz-se por isso «Tal peça está cheia de ficelles« ou «O actor F. O intelligente e apreciável actor Carlos Santos é filho do grande mestre José Carlos Santos e da distincta actriz Amélia Vieira.». que tomam parte na acção como personagens mudos ou só cantando coros. e principalmente para peças de grande espectáculo e de phantasia. Figurantes figurantes os comparsas que melhor e mais limpos se apresentam. Figuração No theatro entende-se por /zguração o conjuncto de coristas. etc. em calão de theatro. — E' — ripia os espectadores. Bordallo Pinheiro e Eduardo Machado. ou . Superior a todos e verdadeiramente notável é o que ainda existe. Jornaes theatraes de Paris trazem ordinariamente as photographias. — Figurante Equivale no theatro a comparsa mas ordinariamente classificara-se de .65 DO THEATRO PORTUGUEZ mas illusionando Ffl uma de.^. São exemplos d'esta regra os distinctos actores João Rosa e Augusto Rosa. pho- — Filho de peixe Assim se diz de um bom actor que é filho de outro de egual mérito. D. Paula Vi- cente. Entre outros foram n'este sentido magnificos os jornaes. filhos do grande artista João Anastácio Rosa. quando. LArt de Théatre e ainda Le Photo-Programme. figurantes e comparsas. — A distincta actriz Lucilia Simões é filha dos primorosos artistas Furtado Coelho e Lucinda Simões.». faz um esforço e só solta uma terrível fifia. José António Moniz. B. La Revue Théatrale. etc.% i são numeradas pelas 2. O excellente actor João Gil é filho do velho e bom artista Gil pae. que arFiel theatro. Le Théatre. 3. o grito Fifia desafinado que solta um cantor ou cantora. guarda as chaves dos camarins dos artistas e é responsável pelo que está dentro do theatro. Serve também para indicar os meios fdlsos e contra todas as regras de arte. é filho do excellente cómico do Gymnasio. que são he\los figurinos. o empregado de confiança do que vigia a porta da entrada da caixa. Gerardo Moniz. — Figurinos La Scène. atormentada pelo pigarro. Muitas vezes se aproveitam os figurinos vindos de Paris e já até alli se teem mandado fazer de encommenda. as filas estão marcadas com as lettras A. são indispensáveis os figurinos para confeccionar o vestuário. ficellesn. Para muitas peças teem feito figurinos vários artistas portuguezes. Para peças com epocha deFigurinos terminada. Les Premières Illusírées. O excellente actor Júlio Soller é filho da notável actriz Josepha SoUer. o fundador do nosso theatro. encheu o papel de : togravuras e gravuras das personagens das peças. Esta é filha do distincto actor Simões. era filha de Gil Vicente. Partindo do palco para o fundo da platéa. fugindo á verdade e naturalidaos espectadores para obter applausos. enganando o publico. 4-^. de que alguns artistas se servem para obter applausos. C. Filho de peixe sabe nadar. que foi bom actor e é óptimo ensaiador. E. E'. 5. O estimado actor José Pinto de Camr . As — Fila filas letras do alphabeto ou por algarismos. Fila Chama-se fda a cada linha de cadeiras na platéa ou balcão do theatro. notável actriz e escriptora. peça. sendo os melhores os de Manuel Macedo.

Pois o mesmo deviam fazer para com os cantores que accrescena prosa tam ou emendam Meyerbeer ou Rossini. Fogacho E' a labareda ou chamma pro- — — duzida momentaneamente em pequena quantidade por matéria inflamável. mencionando em especial cada uma das verbas pagas. Circo Price. um coto de vela que se accende. Os espectadores não se contentam em ser indulgentes com esses audazes cantores. a fim simular um incêndio. No final da folha ha o resumo da receita. Fogo d'artificio Para em qualquer peça se poder queimar/o^o a artificio é indispensável consentimento do chefe do piquete de nos últimos tempos. sopra-se no canudo. Floresta Ne theatro chama-se scena de floresta á que representa uma matta espessa Jistalisa salões. estatísticas tem-se observado que quasi todos os thea- acabam pelo Em Portugal. onde não houve victimas. Quando se quer obter a chamma. attendendo a que se tem em mira evitar o incêndio. os feria — . Fiscal E' o empregado de theatro que — o serviço nas platéas. O fogacho obtem-se por um canudo de folha. e um pouco mais elevado. que pôde produzir tantas victimas. A eximia actriz Carlota Talassi era filha da não menos notável actriz CaIharina Talassi. e passando pela luz. V. Todas as medidas preventivas adoptadas nos theatros são poucas. corredores e a responsabilidade do comportamento dos porteiros e fiscalisa principalmente que elles não deixem entrar pessoa alguma sem bilhete. Todos os rigores da policia. ou para dar grande brilho ás apotheoses. a matéria inflammavel sae. Usa-se nas scenas de inferno. pelo guarda-livros ou pelo próprio empre: — — zario. foram demolidos por conveniência publica. incendeia-se. N'essa folha devem ser especificados pelos seus números todos os camarotes vendidos ou dados e o numero de todos os logares de platéa. attendendo ás terríveis desgraças que pôde causar o fogo n^uma casa de espectáculos. tendo n'uma extremidade um bocal por onde se sopra. a illuminação a luz eléctrica é para os theatros um grande melhoramento n'este sentido. para designar os floreios ou gorgeios que certos cantores lyricos se permittem introduzir nos trechos de uma opera que teem de cantar. Os theatros que desappareceram Salitre. que foi uma horrível catastrophe. de varias Fogo de Bengala cores. Tem também — e frondosa. Este fogo queima-se dentro das cacetas para evitar o perigo. Fernando. Nos nossos theatros a Folha da receita folha de receita de cada espectáculo é feita pelo bilheteiro e conferida pelo secretario. A A Fogo vivo. podem-se registar apenas dois theatros no Porto destruídos pelo fogo: o da Trindade.Foi DICCIONARIO 66 pos é filho do excellente artista Pedro Pinto de Campos. ha mais de um século que se não dá tal fatalidade. Foco se concentra a luz. Esta serve também para impedir que o fumo das bombas queimadas vá incommodar os artistas ou o publico. notável actriz Gabriella Dè-Vecchy era filha da festejada apreactriz Gertrudes Angélica da Cunha. mas ainda por vezes sia A bombeiros e da respectiva auctoridade. Nas diversas incêndio. na apparição de personagens infernaes e em diversos momentos nas magicas ou peças phantasticas. brilhante actriz ThomaVelloso era filha da também distincta artista Carlota Velloso. são desculpáveis. balcão ou galeria vendidos. queimando algumas bombas dentro de uma barrica com tampa. produzindo a chamma. pela electricidade. ás vezes excessivos. e o do Baquet. que se paga aos domingos. alem das perdas materiaes. Ao centro d'este deposito. Foguetes— Imita-se perfeitamente no theatro o estalar dos foguetes. Fogacho Folha semanal E' a folha que contem a da semana aos empregados inferiores do theatro. Está também adoptada entre Fiorituri nós esta palavra itaHana. E' o ponto onde. O fogo (^artificio para servir em scena deve ter um fabrico especial para que se apague rapidamente e assim se evite o perigo d'incendio. Recreios e Colyseo de Lisboa. que se queima da parte de dentro dos bastidores. Por meio de apparelhos apropriados pôde o foco espalhar luz de diversas cores. velho Rua dos Condes. E' a folha que em toFolha da diária das as recitas se faz da despeza total do espectáculo. A útil actriz Sophia Gomes é filha da antiga actriz Maria do Céo. Diária. exceptuando o incêndio de uma barraca no Rato. a que se junta o aluguer de cadeiras para os camarotes ou qualquer outra receita even- — tual. que illumina toda a scena ou uma parte determinada. e na outra um deposito para o material inflammavel. D. Posto que os não preserve completamente. ciável artista Lucinda Silva era filha da distinctissima actriz Gertrudes Rita da Silva. os applaudem com enthusiasmo! O que fariam os ouvintes se um qualquer actor se atrevesse a emendar e augmentar os versos ou de Gil Vicente ou Garrett? De certo se indignavam. N'esta folha entram o machinista e seu ajudante. Em Lisboa. Esta horrível desgraça Fogo no theatro todos os annos se repete em vários theatros — — — do mundo tros inteiro.

. Na Trindade ha apenas duas de cada lado e no Avenida uma de cada lado. e portanto não pôde agradar. em que assentam as vigas transversaes e depois em cima o soalho fixo ou volante do mesmo palco. immediatamente só devem ficar em scena os artistas que tem de apparecer no começo do acto. Principe Real e D. onde já houve um magnifico foyer. como agora ha camarotes. o illuminador e os serventes do theatro. Fazem parte do scenario. — — — — salas d'espectaculos. e peiores as da Rua dos Condes. Chama-se assim aos esFrequentadores pectadores que com frequência assistem ás recitas do mesmo theatro. o fiel. Fri^^as boas são as dos theatros de S. Nas outras casas de espectáculo de l isboa também não ha foyers n^m local para elles. perdendo assim a illusão. principalmente a gente de — — theatro. Fressuras Nome que antigamente se dava aos camarotes nos pateos de comedias e nos theatros. Havia fressuras em diversas ordens. afiFraldões nando com elle na pintura. . São dependurados do urdimento d'um lado e outro da scena.67 DO THEATRO PORTUGUEZ Fur carpinteiros que trabalham de dia. E' a exclamação do conFora de scena! traregra quando vae dar o signal para começar o acto. que assistiam innumeras vezes á representação d'uma peça Hoje só ha os frequentadores de S. Fumar E' expressamenFrizas te prohibido /«mar no palco e suas dependências. Ali os verdadeiros foyers são os camarins dos artistas. Costuma ser o foyer um logar de boa cavaqueira. Furiosos Aos amadores dramáticos ou curiosos costuma. Em D Maria existe um bom foyer. de Lisboa. durante o tempo em que estiverem representando. O artista que não sente o que diz. Carlos. afim de que os espectadores não vejam o que se passa alem dos bastidores. querem obrigar a sair da scena qualquer artista ou fazer baixar o panno de bôcca. criticos e os — — — amigos d'estes ou do emprezario. Quando são pronunciadas essas palavras. Carlos o foyer é na esquerda baixa do palco ali costuma estar o emprezario recebendo a imprensa e os frequentadores certos. auctores. A palavra foyer é franceza. camarins ou quaesquer outros sitios alcatifados. que não tem coração. chamar furiosos dramáticos. que não tem alma. porque o theatro está sempre completamente assignado e portanto os espectadores são sempre os mesmos. Quem representa com frieza não pôde impressionar o espectador. vendo tudo e senáo frequentadores de todas. N'outro tempo quasi todos os theatros tinham os seus frequentadores assiduos. São — — muito más as do Gymnasio. E' o grito que os espectadores Fora! dirigem para o palco quando. Frechaes Vigas que atravessam longitudinalmente o palco. Carlos e D. litteratura e ás vezes politica. No theatro de S. Frizas São os pequenos camarotes que ficam geralmente em volta das platéas nas . mas Foyer está adoptada nos nossos theatros para indicar a sala que existe n'alguns palcos. Maria II. Os francezes chamam foyer do publico ao que nós chamamos salão. quando o prédio contíguo ao theatro lhe estava annexado. o avisador. Amélia. onde se discute arte. onde se reúnem os artistas. afastado do palco. ha de ser sempre /rio na scena. e por isso deixou de ser frequentado. indignados com a representação. Nos restantes theatros não ha publico certo os espectadores andam d'umfis casas de espectáculo para as outras. O mesmo acontece no Gymnasio. Também é prohibido fumar nos corredores. menos aos artistas que tiverem de fumar em scena no desempenho dos seus papeis. que é onde os espectadores se reúnem nos intervallos. Frieza E' um defeito que destróe a melhor dicção.

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Pedro António. por cima dos camarotes. bellos galans de ponta de scena. com topete. Ha g^a/<3«5 dramáticos e galans de comedia^ segundo o um — Galeria E' o logar peior de uma sala de espectáculos. lenome de vantado na testa. Ha excepções a esta regra.Garrido. na ultima ordem. Um amador dramático conhecemos nós. e todavia nas recitas de amadores em que tomava parte não se lhe notava tal defeito. Para os galans exigem-se bons dotes physicos e bella apresentação é por isso que os . Gusmão. eram as mesmas que actuam agora no Brazil.- G Dá. Vasco. : rino. Isto são excepções. pois nas scenas mais dramáticas provocará o riso dos espectadores. que sirva de saleta. classificados de primeiro. Borges . a toda a largura da scena. Gambiarras Apparelhos d'illuminação que estão collocados na parte superior do palco para dar luz á scena. fumoir^ etc. Galan de ponta de scena Assim se denominava antigamente o primeiro galan dramático de qualquer companhia. ou a Índole do personagem. Bruno da Silva. de nome Gafforini. Ha uma gambiarra em cada plano. — O gaforina foi dado a taes penteados por se parecerem com os extravagantes que usava uma cantora italiana. Penteado ou cabelleira com o Gaforina cabello muito crescido e em desalinho. Fructuoso Dias. três ou mais galans. casa de costura. gago. — género da peça. mas a regra geral é que se deve affastar da scena bons são raros.se no theatro o nome de Gabinete gabinete a uma pequena sala em que se passa a acção de qualquer acto d'umapeça. onde se diz do artista. contendo um renque de luzes. n'outras epochas. e sus- — — — . A essa pequena sala. e. E' a classificação dada ao artista Galan que representa o papel de apaixonado. que está na primeira plana e mais em evidencia. dois. Luiz Ignacio Henriques. pois que o grande actor João Rosa. Sebastião Ambrosini. conforme a importância do papel. a toda a altura e que corresponde ás varandas ou galerias. Carlos. entre elles Alves. galans de ponta de scena. terceiro. mas até ridiculo. Fernando Queiroz. no theatro se designa indistinctamente por gabinete. escriptorio. Galinheiro E'. segundo. Assis. Manoel Rodrigues Lopes. Provavelmente as razões que se adduziam para chamar aos primeiros galans. Não se explica bem a classificação mas no entanto era. que esta na ponta ! No nosso theatro tivemos. a geralmente usada. que esteve cantando em Lisboa no Real Theatro de S. Manuel Baptista Lisboa. Uma peça pôde ter um. Arsejas. soffrendo um pouco de gague^^ por um estudo notável a disfarçava em scena por tal forma que nunca se lhe notou tal defeito e foi sempre considerado um grande artista. em calão theatral. que era dos mais gagos que teem existido. João Evangelista. chegando a fazer afflicção conversar com elle. Ventura e Vicio — . o nome que se dá aos últimos logares da sala de espectáculos. Um actor gago é não só insupGago — portavel em scena. que nos antigos dramas eram os personagens mais em evidencia. Tasso. António José de Paula. N'alguns theatros tem o nome de Varanda e em calão theatral Galinheiro.

Além da palavra. phrases de — — — — — — — . todas coDertas com largas Gambiarra redes de arame. Segundo. Diz-se de um actor que é geGenérico nérico quando aborda todos os géneros. se vêem na impossibilidade de satisfazer n'um papel sério e vice-versa. sendo tão distincto ou tão acceitavel no — Diremos então galans. na opereta como distinctos e illustres nunca chegaram a ser na revista. é também ordinariaChama-se género livre no Género livre theatro ás peças de assumpto pornographico. que saia natural e não desafinada. nos chegaram a assombrar. assim ha pois as Deja\et. reis.tros é o próprio emprezario quem tudo dirige. Uma gargalhada que pareça expontânea provoca sempre outras entre os espectadores. actor ou a actriz que as possue. o de D. e que satisfazer não pode uma actriz muito nova n'uma mãe nobre. Emilia das Neves. etc. finalmente pelas qualidades exigidas para o género em que o mes- Geral — monte o mais barato. Gerente tro. rainhas. aldeões. mães nobres. por ordem da policia. as Duga^^on. como que para aquecerem a garganta e afinarem a voz. criados. pois que muitas senhoras assistem aos espectáculos e não é licito nem decente proferir na sala d'um theatro o que se não pode dizer em qualquer outra sala. mentos pelas pectivas cordas que atam no urdimento. aperfeiçoadas Em com o estudo. mas d'esta forma: «os papeis da Emilia das : Neves» «Os papeis do género do Marcolino» «Eram papeis á Delfina» «Papel do género do Tasso»e te. Rossi. Duse.Ges pensa DICCIONARIO como os pannos de fundo e rompires- 70 se por muitas formas convencionaes os artistas. braços.. para estabelecer. Raros são os que teem tão varia. etc. lacaios. Amélia. aptidão que se manifesta pela figura. Mayeroni.-nentadas e tudo o que se possa classificar de menos decente. Mais difíicil ainda é dar em scena uma boa gargalhada. cap'a e espada. todo o ser humano dispõe de três meios poderosos de expressão. Os cantores quasi sempre garganteam antes de entrarem em scena. V.geniaes. Fazer escalas ou trinados Gargantear com a voz. ceniraes. palavras equivocas. Geniaes foram os grandes vultos que a Natureza dotou com excepcionaes qualidades de génio e talento e que. Para evitar que a luz das gambiarras incendeie os pannos. Tal género devia sempre evitar-se no theatro. Novelli. os Levassor. porque lhes faltava esse dom que a das aptidões mas quando ellas existem. assim também alguns artistas. pelo sentimento. Manuela Rey e António Pedro. Na actualidade ha apenas um theatro de Lisboa com gerente. Sarah Beinhardt. Chama-se género á Géneros no theatro aptidão especial de um artista para estes ou para aquelles papeis. ingénuas. coplas api. Aqui também se designam os papeis do género de alguns artistas que no nosso theatro se tornaram notáveis pelos seus nomes. a não ser a galeria o" varandas. pela voz. pães nobres^ centros dramáticos. mãos. nos theatros em que as ha. para o auxiliar ou substituir vantajosamente. tão precisamente quanto possível em tal assumpto. allusões transparentes. Gesticulação Gesto E' a expressão dos pensamentos ou das sensações por meio da cabeça. Rir bem em scena é basGargalhada tante difficil e depende de estudo aturado. lacaias. por cima dos camarotes. A ge' ral pode ficar no fundo da platéa. as qualidades d'alma. etc. Emanuel. pelo jogo de scena. Zacconi. Assim. mas ainda dar a medida e os si- — E' quem nomeado pela — — . Na França também se classificam os géneros com os nomes dos artistas que n'elles se tornaram notáveis. Diz-se que um artista é genial Genial quando galgou ás culminancias da arte. a palavra Gesto. Muitos bastante drama como na comedia. são utilisO logar peior classificado n'uma Geral simos no theatro. com situações escabrosas. Veja-se esta palavra. olhos. ou aos lados. mo ma zer artista tem de ser classificado. Da mes- forma que um actor velho não pode fa- um galan. Foi pois necessário. nos nossos theatros vimos os geniaes artistas: Ristori. — — sentido dúbio. Infelizmente no nosso theatro rarissimas vezes tal classificação se poderá ter dado com justiça. a parte que a cada um compete. podem classificar- administra um theasociedade que o exl>lora. aldeans. utilidades. nascidos para o género cómico. pois. e com o auxilio dos quaes pode não só manifestar os seus sentimentos. ou ainda na ultima ordem. Pezzana. sala de espectáculos. o Natureza só ccncede a raros eleitos. alguns theatros de PortuGazista gal e em todos do Brazil se dá tal classifição ao illuminador. os dotes physicos e as edades. formar convencionalmente o que se chama géneros. Ordinariamente nos nossos thea. Salvini. são.

Grizetas de álcool — Não mais de meio decilitro de capacidade as gri^etas de álcool. livrando assim de embaraços a empreza. que se preGirellas gam no urdimento ou onde mais convenha. que teem de ser cobertos de panno e depois pintados para completar qualquer scenario. Gloria Dá-se o nome de gloria ás vistas finaes. pelo contrario. Grades linguagem — Em O theasão os esqueletos. gambiarras. chuva de fogo. e esse em regulamento cahiu desuso para muita coisa. que se applicam entre dois Em tos em madeira. tendo de crescer na intensidade dramática. machinas em movimento. Grenha Cabelleira usada em diversas epochas por personagens do povo O cabello. de qualquer côr. começar logo em voz alta. Esses meios de expressão vem a ser o olhar. tendo de dizer longa. deve ser sóbrio e só acompanhar actor que esa palavra com propriedade. o gesto no theatro deve ser sóbrio e natural. cançar. Modulação. a voz. grenhado. a Por alguns contractos dá-se também um primeiro artista. transformações rápidas de scenario. e andarão dentro de ter devem uma caixa cinco vezes maior. de 20 ou i5 sobre o ordenado mensal. quando muito. impossibilitado de trabalhar. mais ou menos apparatosas. O gesto é um dos mais úteis meios de acção do actor. graduação da voz deve ser objecto de um estudo aturado. — Se o actor. voos. tivesse constantemente a gesticular. luz eléctrica. quer peça doestes géneros precisa vistas d^. é curto e des- — gloria nos finaes dos actos e principalmente no final da peça. ao artista que á ultima hora substitue outro. Roldanas especiaes para theaGirellas tro. uma gratificação por cada espectáculo em que trabalha. nas magicas. o grande defeito dos principiantes na arte.71 DO THEATRO PORTUGUEZ Gome — A roldana do moitão. uma falia A — % uma tabeliã de agradecimento. Grupos — Conjuncto e dispostas de figuras reunidas de forma que todas sejam vistas . quasi em forma de triangulo. fatigaria tanto o espectador como aquelle que esabuso do %esto é tivesse sempre a gritar. Para as vistas de gloria aproveitam-se os fogos de Bengala. feitral as^rííífes O que receiam parecer acanhados e começam resumo. chega a ponto de desafinar a declamação. a-gesticular a torto e a direito. oratórias ou peças phantasticas. — Graduar declamação é graduar — Na in- Grade dispensável saber pedaços de madeira. destinadas a accender as luzes. Gloria além do seu ordenado. para deslumbrar o publico e dar-lhe uma boa e ultima impressão. Era insigne n'este género a celebre Patti e também o é a cantora portugueza Regina Pacini. ascensões ou descida de figuras. que ordinariamente fazem os sopranos-ligeiros. imitando as aves. grupos de mulheres quasi despidas e tudo quanto possa deslumbrar a vista do espectador. convém no emtanto que não seja continuado nem exagerado. — enchendo-se com qualquer Grizeta de aiocol matéria de fácil embebição o espaço que mediar entre essa caixa e a grin^eta. bamram as cordas bolinas. Qual. o sorriso nas suas diversas manifestações e o gesto. dos repregos. em que gique do urdimento sustentam os pannos. etc. Verdade seja que essas gratificações estavam no regulamento dos theatros. ver-se obrigado a fazer pausas. Ultimamente teem cabido no esquecimento as gratificações e o artista que obsequeia a empreza recebe. simples e expressivo e absolutamente apropriado ao caracter e á condição do personagem que se representa. trinado e requebros Gorgeio da voz. Gru gnaes exteriores da sua intelligencia. ou de outros líquidos inflammaveis ou explosivos. que prejudicam o trabalho e terminar sem etieito algum. Gratificação E' costume dar-se no theatro uma gratificação.

Revolução. etc. Exemplifiquemos: «Chame \á o guardaroupa para saber em que altura vão os fa«Vá lá acima ao guarda-roupd e tos». Recebe as folhas do camaroteiro para conferir e egualmente as dos pagamentos das despezas seraes e as da semana. uniformes militares. precisa fatos á edade média. A% guarnições são ordmariamente pintadas de roupas. cotas de malha. Regência. No theatro o guarda-liGuarda-livros vros tem os mesmos encargos que n'outra qualquer casa commercial. á Luiz XVI. e tudo isto com os precisos accessorios: calçado. . etc. bem agrupadas^ dão um grande effeito. referindo se aos costumes que esse artista tem ou veste no seu repertório. tem um guar- — — Grupo na peça «Verónica» pos dependem da habilidade do ensaiador. plumas. 72 pelos espectadores. São os enfeites Guarnição do proscénio — — — ^ ti Guarnição do proscénio Guarda-roupa que ficam dos dois lados do proscénio. á Luiz XV. Os bons grií- onde trabalham as cosPode também dizer-se: o guarda-roupa de um artista. á Luiz xiii. que vae brevemente». Guarda-roupa Pode entender-se no theatro por guarda-roupa o encarregado da arrecadação e conservação do vestuário de — «A peça Grão Moda-roupa magnifico». Prepara também os recibos do pagamento nos fins dos mezes. gol tem um guarda roupa de primeira ordem». «O actor F. armaduras. espadas.G ua DICCIONARIO está armazenado e tureiras e alfayates. Também se chama guarda-roupa á casa onde esse vestuário nam com a sanefa para emmoldurarem o panno de bocca. O artista que quizer ter um guardaroupa seu tem de gastar muito dinheiro. As figuras. mande apartar os fatos da Mascoíte. meias. Afi- qualquer companhia. Também se chama guarda-roupa aos fatos de uma determinada peça. além do vestuário para peças phantasticas e peças á actualidade. á Luiz xiv. fivellas. mesmo junto ao panno de bocca. pois. E' elle quem faz toda a escripturação e quem se encarrega da correspondência. cabelleiras.

Muitas famílias estão habituadas a ceiar ou tomar chá antes de irem Lisboa e Porto os espara o theatro. ás 7 e meia. é quasi sempre sophismada e raras vezes as empresas chegam a pagar as multas. porém. os espectáculos em Lisboa começavam ás 6 horas e 3 quartos. pectáculos começam ordinariamente. de que o Hesitação deve abster em scena. os espectáculos teem de terminar antes da meia noite. Esta ordem. representavam-se por noite Lisboa. no máximo. ou.H artista se E' grande defeito.» representação da peça. por ordem da po6 ou 7 actos! licia. Nos theatros de Hora do espectáculo província os espectáculos começam quasi sempre tarde. que apresenta trabalho superior no desempenho de qualquer peça. mas por vezes teem sido dadas em homenagem a um primeiro artista. ás 7 horas. Homenagem — As recitas em homenagem costumam dar-se aos auctores na i5. Mas n'esse tempo os espectáculos eram enormes. E' mesmo preferível. no inverno ás 8 e I quarto ou 8 e meia. o artista substituir as palavras do seu papel. quando falha a memoria. V. que conseguiu agradar. Perdi^. E' assim Hoje tem pésinhos vermelhos — — que no theatro se diz quando ha pequena concorrência e a receita não chega para a despeza. no verão ás 8 e meia ou 8 e 3 quartos. ha trinta ou quarenta annos. Os pésinhos vermelhos referem-se á perdi^. A hesitação dá idéa da falta de estudo e compromette o trabalho dos outros artistas. — Em Em . N'outro tempo.

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Pierre de Portugal. continuação da antecedente. La Nouvelle Ine^ de Castro. de Maximiliano de Azevedo (iHgS) Ignacia do Couto. Inês de Castro. a tragedy* at it is Acted at lhe Theatre-Royal by hts Majesty's ServantsMistress Cockburn (i6q5). de António Cortesi. D. Nova Castro^ tragedia de Joaquim José Sabino (1818). representada a depois fazei. pelo mesmo auctor e publicada com a mesma data. a tragedy of Edwards (1796). D. traduzido em francez da tragedia de Nicolau Luiz (1797). Do7ia Inês de Castro. extracto. Igne^ de Castro. /«^f de Castro. a tragedy acted at the Theatre Royal in Drury-Lane {\yõ'ò).Nova Castro^ tragedia em 5 actos. melodrama em 3 actos e 2 intermédios por Victor Hugo (1819). Inês de Castro.uiz.o subir.1^-ar de machinismo theatral. António Ferreira (i535). Dona Igne:[ de Castro.. seguida da scena da Coroação. por Thomas Moore (i825). de Londres em i833. teem tido por assumpto os amores trágicos d'aauella que depois de morta foi rainha. Segue nota das peças francezas sobre o Inês de Castro. Inês di Castro. comedia famosa de Luiz Velez de Guevara (i632). scena tragico-lyrica de Don Luciano Francisco Comella (181 5). bailado histórico. Igne^i de Castro^ drama em 5 actos. tragedia de M. traduzida para francez da peça de João Baptista Gomes (1823). tragedia do licenciado Mejia de la Cerda (1618). I%ne:[ de Castro por Valentim Mahesgalhães e Alfredo de Souza (1889). Só o amor fa\ impossíveis. comedia de Mnnuel José de Paiva. La Reine de Portugal. versão para inglez da tragedia de António Ferreira. Igne^ de Castro. panhol ha as seguintes peças sobre o assumpto: Nise lastimosa. tragedia em 5 actos de Manuel de Figueiredo (1774). tragedia em 3 actos de Domingos dos Reis Quita (lySo). palavras de Salvator Cammarano. Nise laureada. Elvira. tragedia em 5 actos. Agnés de Chaillot. de Júlio de Castilho (1875). representada pelos Comediantes do Duque d'Orleans (1723). versão para inglez da tragédia de Nicolau Luiz. ou um reprego. parodia brazileira em 3 actos á tragedia D. tragedia de Geronimo Bermudez. Igne^ de Castro. comedia de Dominique. em 3 actos. Seguem as peças em inglez Agnes de Castro. tragedia. Igne^ de Castro. representada no Theatro Francez em 1823. tragedia em 5 actos. de João Baptista Gomes Júnior (i8o5). Reina de Portugal. drama em 5 actos em verso. da Academia Franceza (1723). Castro. Reinar despues de morir.. musica de Joseph Persiani (1840). em diversos idiomas. Inej. Igne^. tragedia lyrica em 3 actos. de Firmin Didot (1824). — mesmo assumpto: : Em . por Benjamin T\\om\>son{i%oo). representado no King's Theatre. tragedia de Nicolau l. por John Adamson (1808). Ennumeral-as-hei em seguida: Castro^ tragedia em 5 actos do dr. Houdart de La Motte. versão para inglez da tragedia de Domingos dos Reis Quita. tragedia em 5 actos de Lucien Arnault. poesia de Cammarano. Igne:[ de Castro. representada no theatro do Bairro Alto (1772). musica de Persiani. tragedia lyrica. São em grande numeIgnez de Castro ro as peças que. sob o pseudonymo de Sylvestre Silvério da Silveira e Silva (1764). com o pseudonymo de António da Silva (\5~'j). é prenoel-o ás cordas que descem do alto do palco e Içar — Termo um panno Dona Inês de Castro.

No Brazil dá-se o nome de gapsta ao illuminador. recebe na diária de cada espectáculo. ribaltas e tudo o mais que serve á illuminação interna ou externa do theatro. porThelo (1808). ma entreacto. vêem fazer concorrência ás nacionaes. tragedia allemã (1771). imitando de principio a fim o actor Izidoro e o actor Venâncio. principalmente o actor brazileiro João Caetano. Ha imitadores perfeitíssimos e que produzem sensação nos espectadores. que se não devem perder. Em allemão as que seguem Pedro und Inês. é com elle que se illuminam. /^ne5 dfe/CíJts/ro. aos bombeiros. na Da. acetylene. demais terras usa-se luz eléctrica. versão para allemão da tragedia de João Baptista Gomes. que terá grande responsabilidade em qualquer sinistro por incêndio. teem successo garantido. poesia de Fiorentino. e foram elles o amador Pedro Moreira. vertida para o allemão (1774). no theatro da Trindade. representada em Nápoles (i835). com o seu ajudante. E'. outro imitador perfeitíssimo que morreu no Brazil. quando os tem. n'uma scena intitulada Provas Publicas^ conseguia imitar bem diversos artistas. : : de S. á policia. Jnes de Castro. musica de Andreozzi. Concede livre entrada ás companhias estrangeiras que. — um pêndio d'uma verba importantíssima. : . poesia de Cammarano. Itie^ de Castro. Maria. Todavia as peças immoraes affastam das casas d'espectaculo as famílias honestas e atraiçoam o verdadeiro fim do theatro. de Jonathan Skelimpresso por subscripção (1841). já para evitar incêndios. Agora as italianas Ities de Castro. que imitava na per: — feição quasi todos os actores e actrizes portuguezes actor Trindade. compete a limpeza de todos os candieiros. Já agradam artistas que imitam um só collega. — Uma peça immoral dá muitas Immoral vezes lucros a uma empreza. Inês de Castro. um empregado. opera do maestro Coppola. drama lyrico em 2 actos. E' uma habilidade e não qualImitações quer género de arte a faculdade que um actor ou amador tem de imitar os gestos. que tem a seu cargo bellos effeitos de scena. Inês di Castro^ tragedia italiana. São assim instigados alguns auctores a tornarem pornographicas as suas producções. cargo que no theatro lUuminador E' devia ter mais importância do que aquella que realmente se lhe dá. Tropez. tragedia de De la Motte. cantada no Real Theatro de S. Ao illuminador e aos seus ajudantes. Igne^ de Castro. também muito feliz em taes scenas e que chegou. pois que a corrupção de costumes desperta a curiosidade de assistir á sua representação. /«ef di. no Her Ma)esty's Theatre em 1841. Inês de Castro. gambiarras. Os de todas as localidades. já para os bellos eíTeitos theatraes. em Génova (1837) e em Florença (1839). Illuminação no theatro Todos os theatros de Lisboa e Porto são já illuminados a luz eléctrica. é. em imitação a seu pae. O governo Impostos sobre o theatro portuguez nenhuma protecção dá aos theatros. representando o papel do drama Fidalgos da Casa Mourisca. de David Bertalotli (1826). drama em musica. cantado nos theatros da Corte de Itália (i8o3). petróleo ou stearina. que o tinha desempenhado. tragedia allemã. nas suas mãos está também o dis- Immediato tro ao trecho — E' o nome que se dá no theaTambém se lhe cha- que a orchestra executa antes de começar cada acto. nas suas mãos estão os effeitos de luz para a scena . que deve ser educar e moralisar. Os emprezarios dos theatros portuguezes pagam licença. Mas tantas vezes acontece um emprezario perder n'uma epocha quantia importante e ainda por cima pagar para o thezouro muitas centenas de mil — — duro e injusto! As relações dos theatros com Imprensa a imprensa em Portugal estão mal definidas réisl E' — . que agrava em excesso as despezas d'um thea- um empregado que precisa ser escolhido com escrúpulo. Castro^ drama histórico. mas sem deixar o publico ás escuras. onde ha gaz. musica de Persiani. a representar o Rei Bobeche do Barba Ajul. pois. que representou no nosso theatro de D. para illuminar o theatro com economia. ou recebe pela feria da semana. como alguns fazem . e até são obrigados a pagar as decimas que os artistas ficam devendo! Isto é esmagador para as pobres emprezas. que são o sustentáculo de centenares de famílias. finalmente. como por exemplo Humberto Amaral imitando Silva Pereira e Christina Tapa imitando Rosa Damasceno mas os que conseguem imitar muitos. conhecido pelo Trindade das imitações. por Alexandre Wittich( 1841). Nas mãos do illumin ador estãti as torneiras de segurança. decima de industria. Esse governo exige das emprezas sacrificios enormes. verba de sello.Imp DICCIONARIO em alguns dos seus papeis. musica de Zingarelli. O actor César de Lima Júnior fez a sua estreia no theatro. cantada no Theatio Real de Pérgola em 1793. sem pagarem coisa alguma. além do que. de Lisboa (1N42). tragedia lyrica em 3 actos. Ignes de Castro^ a tragedy in five acts (1846). Os melhores imitadores que temos tido já todos desapparece- ma ram do numero dos vivos. César de Lima. que apenas deveriam pagar uma percentagem sobre os seus lucros. O illuminador tem ordenado mensal. Nas ton. Carlos. a pose^ o órgão e a dicção de vários artistas tro. é um empregado. A illuminação preferida para os theatros deve ser a /i/f eléctrica.

dizendoIhe que se não atropellem. E' preciso. que recheiava as peças de ditos seus. desapparece o sangue frio. a interrupções de amizade. a inauguração dos espectáculos de qualquer companhia estrangeira. censura todas as ordens. não estuda. Isto é prejudicialissimo para a arte e para os artistas. porque de mais a mais as medidas policíaes e da inspecção de incêndios teem tudo prevenido para uma sabida rápida. apesar da sua clara intelligencia e boa disposição para o theatro. que. que do palco. saia o exemplo de socegar o publico. graça expontânea. ás mais terríveis imprudências. Ao contrario. derrubando senhoras e creanças. enthusiasma o publico e causa o successo d'uma peça. Também dois. França são os jornalistas unicamente convidados para as primeiras representações das peças. Assim estabelecidas as relações. O terror que se apodera do publico aos primeiros gritos de: incêndio! leva-o aos maiores excessos. e acaba — — inauguração de uma empreza. Era o que se devia uzar aqui também. Incorrecto O actor pode ser incorrecto por duas formas: ou como artista. isto é. Acontece portanto que uma empreza tem noites em que dá só á imprensa vinte e trinta camarotes! E quando se recusa muitas vezes se estabelece o conflicto e o theatro é bastante prejudicado. E' Portugal a única parte do mundo em que todos em boa ordem pelas sabidas que existissem mais ao seu alcance. Quem quizesse os seus espectáculos annunciados nos jornaes. Acontece. ao signal de alarme. o que transtorna da maneira mais imprevista as condições estabelecidas na acção dramática e que inutilisa todas as supposições que se podessem ter feito. enviados pelas próprias emprezas. Inculto Diz-se que o talento de um actor é inculto quando. que muitas vezes é pequeno. enredando-a. a vêem complicar augmentandoIhe o interesse e dando força á intriga. que é o ultimo. a situação de mais eífeito. toma o nome de lance inesperado. N'uma obra theatral os inciIncidente dentes são acontecimentos de maior ou menor importância. inauguração dos espectáculos de gala ou da moda. não respeita os superiores. porque teem muito tempo para todos sairem sem perigo e o mesmo elles fazerem para a sahida do palco sem atropellamentos nem desgraças. O incidente forte e inesperado. já porque esta lhe não estragaria os artistas com falsos elogios. despreza a tabeliã de serviço. três ou mais redactores de um jornal pedem no mesmo dia camarotes. Se. que. Inauguração Esta palavra applica-se no theatro em diversos sentidos. as emprezas teriam tudo a lucrar. n'um grande cataclysmo. todos se atropellam na anciã de fugir primeiro. sem que houvesse minima a suspeita. pagaria pela tabeliã que se estabelecesse. traga o desenlace. Tudo isto é um abuso contra o qual as emprezas não teem coragem de protestar. etc. que faziam grande etieito nos espectadores. sem nunca ser inconveniente nem obsceno. por falta de illustração e de estudo e por se apresentar em scena incorrectamente vestido e caracterisado. que são espesinhadas e tornando um incêndio. A melhor scena. é o festejado cómico Alfredo Carvalho. tudo isto diminuede resultado quando o publico já o espera. afim de darem a sua opinião sincera. a inauguração de uma epocha. ou pelo seu incorrecto comportamento perante as leis do theatro e da sociedade. em poucos momentos. bom senso e principalmente auctoridade sobre o publico. Pôde ser a de theatro não são mais do que um encadeamento de incidentes^ subordinados uns aos outros e tendendo todos para que se apresente o incidente principal. até que um novo incidente. o que determina uma grande surpreza e uma grande commoção no espectador. reclame constante egualmente devia ser Em O banido da imprensa. porque o publico já lhe não dá credito. Indisciplinado Chama-se indisciplinado ao actor relaxado no cumprimento dos seus deveres. a phrase mais enthusiastica. correm para as mesmas portas. quando se dá o signal de incêndio^ — — . derivando da acção ou quasi todos os jornaes teem cadeira eíTe- ctiva e gratuita nos theatros. que só os prejudicam. Verdade seja que uma grande parte dos jornaes se enche com reclames aos theatros. o que — — principal. já por poderem dispor dos logares que a imprensa occupa. Para improvisar em scena é Improviso — indispensável que o artista tenha verdadeiro mérito. a apparição mais extraordinária. Actualmente o único actor que improvisa com a maior felicidade. Todas as peças vem inesperadamente. desem- — penhando com incorrecção os seus papeis. O actor indisciplinado falta a ensaios e até a espectáculos. todos perdem a cabeça.11 DO THEATRO PORTÍIGUEZ todos se retirassem Ind e por isso teem dado logar a questões diversas. entaipando-as. não haveria a minima desgraça. e. Dá sempre grande resultado Imprevisto em theatro o imprevisto. que termina a acção. portanto. Um sinistro de tal ordem duIncêndio rante uma representação occasiona sempre as maiores desgraças pelo pânico que se estabelece e pelo terror que se apodera dos espectadores e até dos empregados do theatro. Foi um grande improvisador o excellente actor Izidoro. as salas d'espectaculo ficam completamente esvasiadas. dos artistas e empregados do theatro. porém. nunca estudou nem tratou de adquirir conhecimentos para aperfeiçoar os seus dotes naturaes e progredir na arte.

Int DICGIONARIO a fim e 78 por ser um cancro dentro d'um theatro. O actor precisa constante- — — — mente instruir-se. os papeis de tngenua podem ser de primeira. como manifestação contra a peça. segunda ou terceira cathegoria. seja qual fôr o local da acção. O espectáculo também pode ser interrompido por distúrbios na platéa e camarotes. duettos. poderá ser substituído por outro que a isso se preste. Tendo Inspecção geral dos theatros sido extincta esta repartição.se infantis Infantil ás companhias formadas unicamente por — creanças. que executam varias peças de mu- — — E' o dom de que o auctor Inspiração dispõe para architectar o seu drama. que manda descer o panno. devem estudar constantemente. Diz-se sempre: a interpretação d'este drama ou d'esta comedia. Ha também ingénuas dramáticas e ingénuas de comedia. e ainda infantis ás peças expressamente feitas para serem representadas por creanças. indispensáveis são aos actores. que bem precisa d'elia para a melodia da sua obra. E' o artista que toca Instrumentista qualquer instrumento musico. Ha peças estrangeiras que Intraduzível são verdadeiramente intradupveis para portuguez. quando ha referencia á acção scenica e aos actores propriamente ditos. Precisa ser nova. Em espectáculos extraordiIntermédio nários. d'onde é indispensável extirpal-o. Se a educação litteraria eos Instrucção variados conhecimentos são precisos a todos os homens. infantis aos theatros feitos unicamente para n'elles representarem creanças. Com mais propriedade a inspiração se applica ao compositor musical. se recitam poesias. em vez de interpre- — — — tação. Também se diz d'esta opera. vestir com — de lhes poder dar as devidas inflexões o justo valor. Ordinariamente declaram-se intransmissiveis os bilhetes de assignatura. comedia ou outra qualquer peça. No theatro chama. ou faz sahir os manifestantes e continuar o espectáculo. com previa auctorisação da auctoridade que presidir ao espectáculo e prevenção ao publico. contra os artistas ou ainda contra a empreza. Deve saber a historia do seu paiz e a universal. Ao actor que tem de applicar-se é absolutamente necessário o conhecimento da iineua franceza. Deve egualmente conhecer e estudar tudo o que ha escripto sobre a arte de representar. romanzas e se representam monólogos ou scenas cómicas. Os primeiros são muito mais difficeis de representar. — a palavra Orchestra. Quando essa referencia fôr em especial á parte da musica. nos quaes tomam parte artistas diversos. quadro ou scena de qualquer peça passada no Inferno. Todavia ha quasi sempre tolerância n'este ponto. E' a forma por que uma Interpretação obra dramática ou lyrica é representada pelos artistas incumbidos de diversos papeis. Como nos galans. São os artistas que tomam Interpretes parte no desempenho de qualquer peça. Chama -se também orInstrumentação chestração ao trabalho do compositor. o qual. Infernal E' o acto. suspender-se-ha o espectáculo. que as tornariam para nós inverosímeis e quasi inintelligiveis. pelas exigências da sua profissão. Intransmissivel — — . Instrumentos Só nos podemos referir aos instrumentos destinados a produzirem sons musicaes e que compõem a orchestra — sica. E' a reunião de factos e inciIntriga cortadas. porém. havendo-os. seja de que género fôr. ou então alteradas e Phrases que precisam mesmo d'um theatro. N'este caso intervém a auctoridade. diz-se execução. ou entre duas comedias. ficando. de pé os regulamentos e decretos que áquella diziam respeito e foram formulados por Almeida Garrett. formosa e — — elegância. Carlos. a começar pelos do nosso primeiro theatro lyrico. veis. o actor deve bem procurar a intenção das phrases que o auctor lhe pôz na bocca. mas em que tome parte o diabo. passaram todas as suas attribuições para o Governador Civil de Lisboa. E' o espaço que dista entre Intervallo o final de um acto e o começo do outro. Veja-se Intenção No seu estudo sobre qualquer papel. fazem-se algumas vezes intermédios. Ingénua Ao galan corresponde nas damas a ingénua. em que se cantam árias. do theatro ou de fora. havendo também partes de concerto instrumental. Em alguns theatros de declamação os intenallos são preenchidos pelas orchestras ou sextetos. nos intervallos da peça que se representa. ficando os bilhetes validos para outra recita. Se não houver artista para a substituição. que. Chamase também infernal a qualquer scena. Um espectáculo pode ser Interrupção interrompido pela doença repentina de um artista. que consiste em escrever todas as partes que devem ser executadas pelos diversos instrumentos que compõem a orchestra. quasi sempre em beneficios. se outras não puder conhecer. ou recebendo os espectadores a importância. São as diversas personaInterlocutores gens que entre si dialogam na scena. S. — — — também ha intradu^iser substituídas por equivalentes. taes são os entrechos e forma. além do talento indispensável para desempenhar papeis importantes como são os de primeira ingénua. Ao actor caprichoso e distincto nunca falta que ler e aprender. cançonetas.

79 DO THEATRO PORTUGUEZ Ins INSTRUMENTOS — 2 — Flautinha antiga — 3 — Pifano — — Flautim — 5 — Flauta — 6 — Corne inglez — — Oboé — 8 — Clarinete — 9 — Flajolé — 10— Gaita pastoril — 4 — Clarim — 12 — Trombeta — i3 — Trombeta 7d'harmonia — 14 — Pequeno piston — i5— Cornetim — 16 — Corneta de chaves— 17 — Trompa de caça — 18 — Trompa de chaves — 19 — Serpentáo — 20 — Saxophone soprano — 21 — Saxophone tenor — 22 — Saxhorne — 23 — Barytono — 24 — Baixo de 4 cylindros — 25 — Contrabaixo de metal — 26 — Hélircon — 27 Buzina — 28 — Trombone de pistons — 29 — Trombone liso — 3o — Trombeta de viagem — 3i — Ophclide — 32 — Sarrusophone — 33 — Harmónica — 34 — Gaita de folies — 35 — Outra gaita de folie — 36 — Ocarina — 37 — Harmónica — 38 — Flauta de canna — 39 — Acordeon — 40 — Gaita de Pan — 41 — Grande órgão — 42 — Harmonium — 43 — Realejo — 44 — Caixa de musica — 45 — Rabeca — 46 — Arco da rabeca — 47 — Violeta — 48 — Pequeno violino — 49 — Violoncello — 5o — Contrabaixo — 5i — Arco do contrabaixo — 52 — Rabequinha do mestre de dansa — 53 — Bandolim — 54 — Guitarra — 55 — Alaúde — 56 — Cega rega — 57 — Banjo — 58 — Lyra — 59 — Cithara — 60 — Harpa — 61 — Cravo — 62 — Espineta — 63 — Piano de cauda — 65 — Pandeiro — 64 — Piano vertical 66 — Carrilhão de fanfarra — 67 — Campainhas — 68 — Collar de guizos — 69 — Pratos — 70 — Triangulo — 71 — Caixa — 72 — Caixa maior — 73 — Vaquetas do tambor — 74 — Bombo — 75 — Maçaneta do br mbo 76 — Tamborino — 77 — Timbales — 78 — Sino — 79 — Castanholas — 80 — Berimbau — 81 — Xylophone — 82 — Metronomo — 83 — Diapasão. I —Fagote 11 - .

Ir pelo buraco do ponto abaixo E calão theatral. Quando um theaIrmandade da Graça tro tem pouco publico que pagasse o seu logar. do aderecista. pois. ou d'outros quaesquer empregados ou fornecedores do theatro. mais meia dúzia de recitas. : sempre pouco cuidadosos. pelo menos. Quando um cartaz de theatro diz que é a ultima representação irrevogavelmente de qualquer peça. que indica que uma peça desagradou por completo logo na primeira representação No dia seguinte a ter-se dado na Trindade a peça de espectáculo A Sexta parte do mundo. perguntava alguém a um artista dotheatro: « Que tal foi hontem a as antigas — — peça?» Resposta do actor: ^Foi pelo buraco do ponto abaixo». na palavra irrevogavelmente. Não se deve. Isto não é de certo por vontade do emprezario. Introducção Os modernos compositores dão o nome de introducção a alguns compassos symphonicos que hoje é uso tocar antes de começar a opera e que substituem symphonias. A inriga é a parte essencial para prender a attenção do espectador. enchendo-o de interesse e curiosidade. que tem tudo a ganhar em que a peça se represente o mais cedo possível mas por culpa dos scenographos. constituem o enredo d'uma obra dramática. quasi — . crer muito. mas apenas o faz para attrahir publico e quasi sempre com resultado. dimanando do assumpto principal. Quando um theatro Irrevogavelmente annuncia que uma peça nova subirá á scena em tal dia impreterivelmente. — ' — .Iri» DICCIONARIO 8o dentes que. em theatro. do director do guarda-roupa. já o espectador fica satisfeito quando houver só oito dias depois do impreterível. dizse «a maior parte pertence á irmandade da Graça». E' a idéa principal d'uma peça. mas se vê grande concorrência. ha já a certeza de que depois da irrevogável ha sempre. Aqui a culpa é do emprezario.

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Santos. O espaço occupado na profundidade por cada fila e respectivo intervallo seiá no minimo de — Bastos. são obrigados a ter luzes supplementares. Previnese assim o caso de. azougadas e quasi sempre criadas espertas e ladinas. pathetica. que bem os tem auxiliado no brilhantismo da sua carreira Bastará citar Tasso. contada da aresta anterior do banco ou cadeira ao immediato da frente e segundo os assentos forem moveis ou fixos. : que assiste aos ensaios geraes. quando a sabida principal se fizer pelo fundo da sala. Hermínia. Esta distancia poderá ser reduzida quando os assentos se levantarem automaticamente. Citarei. Alguns artistas temos tido com esta rara e poderosa faculdade.70 no centro. Luiza Fialho e Maria Joanna. Alguns artistas. dramática. já pela alegria. n'uma situação triste. Florinda Toledo. entre outras. Largura das coxias da platéa e balcão Essa largura não será inferior a o".SS ou o'°. e pela auctoridade nos cortes que faz nas peças. ter de apagar-se o gaz ou a eleLanterna de prevenção ctricidade.L Esta antiga classificação ainda Lacaias hoje se dá no theatro a um dos géneros de papeis mais brilhantes e alegres. arrancando. espeLagrimas na voz cialmente mulheres. Luiza Cândida. Jesuina Marques. direita ou esquerda. Barbara Volckart. DeJphina do Espirito Santo. contada na parte mais estreita ou apertada. Lance dramático e — E' a situação violenta o'". comtanto que fique perfeitamente livre uma passagem de o^SS entre as duas filas. que é bem difflcil obter quando a natureza não a concede.6o junto aos camarotes e a o°'. E' esta uma poderosa fonte de commoção. e como se essas lagrimas lhes viessem estrangular a garganta e impedir a voz na sua passagem. de effeito seguro que o auctor de uma peça encontrou para commover e interessar o publico. Manuela Rey. Emilia Adelaide.70. fornecidas — por velas de í>tearina. de ter lagrimas na vof Quer isto dizer que o seu órgão pôde facilmente tomar um tom por tal forma commovedor que. dos corredores e do palco. Cada uma d'estas está collocada junto das portas de sabida da sala. n'um — por incêndio. de sinistro — . Barbara Leal. Virgínia e Palmyra — Pelos últimos Lanternas de prevenção regulamentos da policia todos os theatros. que ardem dentro de lanternas. Anna Pereira.lhe applausos. verdadeiramente preciosa para a profissão que exercem. parece que realmente estão sob o peso de uma dôr pungente e faliam como se os olhos estivessem velados pela» lagrimas. Emilia Cândida. Lateral No theatro este adjectivo emprega-se para indicar as portas ou os repregos. Algumas actrizes temos tido com muitas aptidões para o género. talento. As lacaias no nosso theatro correspondem ás íoubrettes francezas. são dotados pela natureza com a faculdade. a distancia entre as filas será de o^. graça e desenvoltura. Adelina Abranches. para que se não fique no escuro completo. durante os espectáculos.45. que ficam nos lados da scena. São jovens. contando-se sempre do lado — . já pelo seu physico. No theatro o lapts é usado pelos Lápis artistas na marcação das peças. cómicas. vivas.

quando se reá esquerda. elevada. São raros os bons librettistas. como acima dissemos. Por não termos j^hrase Lever de rideau portugueza que claramente as classifique. e que. muitas vezes terão ensejo de levantar a representação. fazer alguns ensaios de leitura dos papeis. vantajoso. expressos em termos grandíloquos e eloquentes. quem os quer ter. servindo para encher o espectáculo. de a anima- ultimamente por papel. fácil e corrente. mais natural. a linhagem os inconvenientes de carregar extraordinariamente o urdimento. dá direitos. de ser muito mais dispendiosa e de se estragar mais facilmente a pintura. cheia de imagens ou forma. paga a locação^ isto é. conceituosa. assim como os peiores logares de platéa são os lateraes. Ler o papel E' uso lá fora. cuja epocha o exige. Se os actores assim fizerem. Nos nossos theatros não é uso fazer tal e portanto o publico não o admittiria.Loo fere DIGCIONARIO ficções. Amélia a locação só existe nas noites das primeiras representações. damos o titulo de lever de rideau ás comedias insignificantes. Em todos os outros géneros de theatro a linguagem tem de ser. educação e conhecimentos dos per- sonagens que a faliam. assente entre dois varaes compridos. pois que. parece bastante fria — res e arrastada. Que se ha de esperar de um maestro que tem um libretto lacaios. Litteraria ja' — Peça /ítterariíz é aquella c r^ que o não pôde inspirar í Palavra italiana adoptada entre nós para significar o poema ou a letra de uma opera lyrica ou opera cómica. Nos outros theatros não ha absolutamente locação. para conduzir pessoas de distincção. que consiste no seguinte: quem quer com antecedência ter o seu logar marcaéo para o espectáculo. Em Portugal o systema de locação só se usa no theatro de S. obrigar a dizer bem e ao mesmo tempo ir decorando. Levantar a representação Quando n'uma obra dramática. pois. fáe correcta a linguagem de qualquer peça de theatro. não pôde tomar parte no espectáculo. em forma de berlinda. — — um alçapão. á frente e outro um atraz. mais ou menos. para ver se conseguem que os defeitos não sejam percebidos pelos espectadores. e que se não pôde supprimir. Já de ha muito tem sido substituída pelo panno crú e ainda Linhagem — Fazenda . Era D. Locação— No estrangeiro. Na tragedia ou n'uma peça em verso é admittida e muitas cil. se representam emquanto o' publico não acaba de chegar. o que faz também com que rareiem os bons compositores. aos quaes seguram dois um — — rem com a representação. A linhagem exigia apparelho muito mais forte de cola e gesso. para assistir á peça grande e de successo Librettista— O auctor de librettos d'opera lyrica ou opera-comica. só próprios dos verdadeiros poetas. Na sala ha os camarotes lateraes. indica sempre a direita e vice. E' palavra mais usada nos Localidades theatros de Hespanha. H do espectador. e. por motivo de doença ou outro qualquer. Tinha. quebrava e cabia o apparelho e com elle a pintura.versa. correndo horisontalmente junto aos bas»-: tidores ou repregos lateraes. O libretto deve ser feito de forma a fazer brilhar o trabalho do compositor e mesmo inse mau Libretto — piral-o. paga-os. prevenir o publico e ir um actor disponível ler o papel que falta. mas não deixa de — . mas principalmente apropriada ao caracter. Linguagem — Deve ser o intelligivel vezes indispensável a linguagem poética. Leitura D'antes era costume no nosso theatro. depois da prova de uma peça. uma scena importante. ao dobrar os pannos. São as que se imaLinhas de afinação gina existirem de cada um dos lados da scena. um reprego ou — manifestando pensamentos nobres e maravilhosos. em que n"outro tempo se usava pintar os pannos de theatro. — usadas São em diLiteira versas peças. estando os artistas sentados á meza. Maria e D. que são quasi sempre aquelles que ficam peior collocados. e assim rica seguro de que ninguém pôde sentar-se no logar que elle marcou e pagou.th^atralvé todavia' primorosa no conceito. Levai E' a phrase de que se servem os nossos machinistas de theatro quando dão ordem para subir um panno. uns tantos por cento sobre o preço do bilhete. Este systema tinha a vantagem de dar bem a conhecer o que era a peça aos que n'ella entravam. Assim o actor. Traves sobre que asLinhas das asnas senta o vigamento do urdimento. em toda a parte. ainda que elegante. de um pequeno acto. Liteira — Cadeira portátil. está em uso h locação. Carlos e de ha pouco tempo a esta parte. recommenda-se aos aclo-que fazem os personagens. e quando não ha tempo para o fazer substituir. sem importância. Isto é commodo. começam logo os ensaios de marcação e depois os de apuro. o que ainda tornava os pannos mais pezados. em quasi todos os theatros. nos caracteres e es" pecialmente na linguagem. Hoje baniu-se tal uso. bastante grossa e pezada. Depois da prova. quando um artista.

para economizar gaz. atarraxando no chão. o que deve ser no fim dos ensaios. fatos maravilhosos e preciosos adereços. . etc. e assim com os adereços. promenoir . Amélia a galeria e o — . precisa primeiro — . Lustre Luz de petróleo te — Nas terras em que exis- archibancadas da geral e o promenoir. A medida adoptada melhorou as condições dos logares inferiores . no Principe Real a geral. scena aos camarotes de segunda ordem de frente e ás varandas.* ordem. de cada lado do palco. a parte Lógica da philosophia que ensina a pensar e raciocinar com exactidão. . Essas mesmas cruzetas servem para dar luz á orchestra. para onde se vendem logares avulso no Avenida a galeria e geral nos Colyseos as . diz-se Luxuoso — em que essa peça está luxuosamente montada. Maria e Gymnasio. são: a geral. que são lindos. para não tirarem a vista para a — excellentes effeitos que se podem obter. no Gymnasio a varanda e geral. Lustre bonito lustre era um lindo adorno n'uma sala de espectáculos. é a arte de formar a razão e de a dirigir em todas as suas operações a lógica ensina a indagar a verdade e a julgar rectamente. especialmente nas peças phantasticas e de grande espectáculo. O publico de Lisboa ou províncias. Para tornar mais difliceis Luz eléctrica os incêndios e para aproveitar a luz para — ter lógica. Maria pertence a esta cathegoria a varanda na Trindade a varanda e a geral. indo assistir a espectáculo de opera em qualquer theatro ou circo. a referencia é sempre ao theatro de S. Egualmente são illuminados a luz eléctrica os theatros do Funchal. Se apenas fõr bom o scenario. accende-se uma cruzeta de ferro com dois bicos. os theatros deveriam ser todos illuminados a /uf eléctrica. . se o guarda-roupa corresponder. a galeria ou varanda e o promenoir. No theatro chama-se logares este é luxuoso assim como que são luxuosos os fatos. São elles. diz muitas vezes vamos Luz nos ensaios — uma peça não — : ao lyrico. Também se chama lotação ao rendimento bruto de todos os logares do theatro. descobrindo a verdade. No Porto tal referencia só pôde fazer-se ao theatro de S. Quando se falia do theatro lyLyrico rico em Lisboa. São os mais inferiores Logares baratos e não são rwymer^áos o% logares baratos áo% theatros. Desappareceram muitos mas ainda se conservam os de D. João. — Um . e portanto mais baratos. diz-se que Quando os ensaios de são geraes. E'. Os /orarei inferiores. os fauteiiils^ as cadeiras e a superior. mas a belleza das salas foi muito pre- judicada. aos espaços reservados para cada espectador. em D. Os logares de preço elevado são numerados e mais commodos. para a illuminação gaz ou electricidade. o b?lcão. São estes os nossos dois únicos theatros lyricos. Quando uma peça foi posta scena com deslumbrante scenario. não é permittido o emprego da lu^ de petróleo ou de outro qualquer liquido inflammavel. Ponta Delgada. para quando se quizerem tirar. na Rua dos Condes os últimos camarotes da 4. ou de apuro. como todos sabem. Carlos. Guarda e alguns outros. No theatro diz-se lotação a Lotação designação total ou especificada do numero de espectadores que uma sala pôde conter nos diversos logares. Em D. Já o são todos em Lisboa e no Porto. São moveis. o nosso primeiro theatro lyrico de opera. Teem sido quasi todos arrancados dos seus logares.85 ser portugueza logares da sala DO THEATRO PORTUGUEZ e applicar-se Lyr aos diversos Logares — do espectáculo. Por tudo isto qualquer peça theatral que pretenda ter valor.

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agitando-a e voltando-a d'um lado para o outro. seja tornando brilhantes as figuras. tendo a um lado uma manivella. muito estimada em Portugal. com dois metros pouco mais ou menos de comprimento. a pronuncia e as inflexões. chegando os raios a ferir a vista dos espectadores. o que é sempre detestável. a Machina de chuva Tem forma de uma cornucopia. . Faz-se girar o cylindro. Machina de chuva Muitas vezes essa cornucopia está mettida n'uma caixa de madeira fina. Para este ultimo eífeito ha uma machina especial. Presta-se aos mais admiráveis efíeitos. destinadas a surprehender.M Macaqnear — Quando um artista qualquer. ordinariamente mediocre. produzindo assim o ruido do vento. procura^ na scena imitar um outro artista distincto. muito usada no Brazil. Machina de sol A electricidade no theatro operou uma completa transformação. arremedando-liie a jco. diz-se que o está macaqueando. — bor. auxiliando extraordinariamente os scehographos. ou apresentando admiravelmente o arco íris. Adapta-se ao cylindro um panno de seda. O movimento de um alçapão. um per- — sonagem ou d'um uma trans- formação. uma scena de gloria. seguro nas extremidades inferiores dos cavalletes. com grãos de chumbo ou ervilhas seccas no interior. opera às transformações das cores. Machiche gonçada — Dança em que egreja. e ultimamente de grande successo em Paris. com com um Machina de vento— Faz-se cylindro ou tam- acompanhamento d'uma musica especial predoafrica- minam instrumentos nos. a apparição ou desapparição rápida de objecto. já n'uma fonte luminosa. Para imitar a chuva faz-se girar a cornucopia. os gestos. se o feitade pasta. Alem de illuminar brilhantemente. desen- e requebrada. um vôo. como se vê na estampa.se. a que se applica a electricidade e que produz extraordinário efteito. ou o Sol com os seus vibrantes raios. feito em grade. collocado em dois cavalletes. tudo isto são machiMachina de vento nas. uma súbita mudança de . dando á manivella. a encantar a deslumbrar a fato. já n'uma scena de tempesseja illuminando os vitraes d'uma tade Machinas — No theatro dánome de machinas a to- Machina de sol dos os processos mechanicos com o auxilio dos quaes se produz na scena uma transformação instantânea.

será um homem orecioso n'um theatro. O verdadeiro machinista devia ser ao mesmo tempo. renovar o material deteriorado. são ainda os mesmos. e a arte tão complexa e tão difficil do machinista. que teem occupado. carpinteiro.«com as pernas á vela! A minha filha é ro Alto. quando acompanham as fimo de theatro se conserve estacionário. está a marcha regular das representações. devia selo. o machinista ou o mestre é a alma do theatro. intelligente e habilidoso. àpparelhos e de toda a espécie. Alguns tem havido habilidosos e trabalhadores mas na sua maioria ignorantes e incapazes de occuparem o importante logar. as apparições. Machinista N'um theatro em que so.no theatro os papeis de mulheres de certa ra completar uma scena. tem um logar importante. Entre os melhoMachinismo res que o theatro portuguez tem possuído. a comprehender que. os praticáveis. mechanico. incumbindo e explicando a cada um a parte que lhe compete. Devia ter também um génio inventivo. fazer-se respeitar por todo o pessoal que está debaixo da sua direcção. n'uma epocha em que João d'Amil. e não lhe deviam ser desconhecidas as leis da physica e chimica. que nós podemos viver». um machinista ou mestre. que todos os dias se operam verdadeiros Na maioria. em ção. — . — ! — — . O que concorre para a acção scenica sob o citam-se: Ignacio de Oliveira. Senão é. E' elle quem diriEram assim classificados Mães nobres ge a construcção de tudo que ha a fazer pa. reedade. inferiores. zelar incessantemente tudo o que se faz. machinas. Por todos estes motivos. pois lhas ao theatro. Dese lhe chama. Nas suas mãos está uma bem entendida economia.dizer: «A minha filha não representa este na. a organisação e execução de tudo artifícios . Lino. ver tudo e todos para evitar quaesquer consequências desastrosas do desleixo. Hoje estes papeis estão incluípreparar alçapões e calhas.«Que quer ? Tinha coisas mais importantes bem á scena peças de grande espectáculo. contornos de bastidores. se não «mem A minha filha não está prompta. que ás preciosas qualidades de caracter juntar o saber. marceneiro. quando bem executados. a confecção dos praticáveis. o «a tratar. serralheiro. auxiliando com as suas descobertas os auctores e os scenographos. «nha filha. a execução e a manobra dos trucs. dirigir todo vista do espectador. destinados a preparar o movimento das tnachinas. ainda nenhum tnachinista bom e completo tivemos nos nossos theatros. está a segurança para os artistas e para o próprio edifício. o sangue frio no perigo e os conhecimentos profissionaes. no ponto de vista material. «verdade a minha filha não veio ao ensaio. amanhã fica doente. Machinismo theatral— Comprehende ao mesmo tempo os instrumentos. Luiz da Luz.Mae DICGIONARIO peças de scenario. que sempre admira e se regosija com taes prodigios scenicos. Luiz Vieira. já tenho aqui E' também não tem sido grande o progresso no «a certidão do medico na algibeira machinismo theatral. dezenhista. — — — ! — . torneiro. Castello e Alfredo Rocha. Assumpa mechanica faz innumeros prodigios. ou o mestre como vulgarmente «nhor lhe dá. com apresentação e d'um género sépregos. Simão Caeponto de vista material e decorativo. Francisco Fernandes. são difMães das actrizes milagres no mundo industrial. arte com que se relacionam a construcção. Custa tano Nunes. rio e digno. do antigo Salitre e na velha Rua «honesta. veria serprohibido que as mães das actrizes Tem grande responsabilidade e precisa ser entrassem na caixa do theatro. «esperem para começar! Se multar a mino estrangeiro. é incapaz de enganar o seu hodos Condes. o movimento dos alçapões. prevenir qualquer inconveniente que possa sobrevir. Isto é lamentável mas lá fora. a auctoridade para com os subordinados. A toda a hora se lhes ouve o que n'este sentido se admira hoje na sce. Em resumo. o machinis. as mudanças repenem uma tinas de íatos. Não é com o ordenado que o semachinista. acertar todas as dos nos das damas centraes.ficeis de aturar. — . o que se gasta^ como se conserva. as transformações palavra. onde ha outros recursos. Sob o verdaMachinistas portuguezes deiro ponto de vista. se fosse possível. o preparo e collocação das vistas. o pessoal. é o mesmo que se via ha séculos Os «papel! A minha filha não se apresenta processos empregados nos theatros do Bair.

etc. Leilão do Diabo. empregando os meios de que disposesse para. que se deixasse arrastar pelo capricho da sua imaginação. Nós também chamamos maestros aos compositores e aos ensaiadores de musica. .. No velho Salitre foi posta. como em Portugal. encantar o espirito. | pJ bambolinas. n'uma palavra. Mais ou menos.. Malaguetas — São pequenas cavilhas \ inepcias. Torre suspensa^ Sete Castellos do Diabo. ao mesmo tempo que seduzisse a vista. Satana^ Júnior. — a^ul. Gata Borralheira. Magica E' uma peça de grande espectáculo cuja acção é sempre phantastica ou sobrenatural e onde predomina o maravilhoso.. Os nossos mais antigos theatros apre- Em sentaram magicas bem montadas. Amores do Diabo. ras e mas scenas intei- de madeira ou ferro presas obliquamente ás varandas do urdimento. etc . Rosa de i>ete folhas. que é em França. Malleavel Quando um artista dramático desempenha com grande correcção diversos papeis de géneros oppostos. Gato preto. tudo o que o desenvolvimento scenico mais deslumbrante. Três Cidras do Amor. Pomba dos ovos de ouro. São as calças e camiso. sas. Castello A^ul. Cabo da caçarola. diz-se malleavel. Apezar d'isto.. — .!l Malhas las usadas no theatro. Lenda do Rei de Granada. fez innumeras para o velho theatro da Rua dos Condes. De vários outros auctores se teem representado em Lisboa centenares de magicas. Moura encantada.. Cebola mysteriosa. Manuscripto só se tadas. Ramo de ouro. são ainda as magicas das peças que maior concorrência chamam aos Portugal. imitadas ou plagiadas das magicas francezas. que é o próprio original do auctor ou traductor. Espelho da Verdade. o modelo que tem sido de todas as m sempre imitado. conhecido pelo Oliveira das magicas Entre muitas outras. j^ As malhas podem ser de seda. escriptor brilhante. teve grande successo com as seguintes Loteria do Diabo^ Coroa de Carlos Magno. mas por vezes de cores J diversas para completar os costumes. xos. — i . ordinariamente \\ côr de carne. com as magicas seguintes: Fera de Salana^jf. em todo o comprimento. — quadros completos. etc. Sombra do Rei.gueta ra de seda. de bor. o auctor entrega-se abertamente á phantasia. a graça dos bailados. Eduardo Garrido. finos ou baij . o preparo e movimento dos pannos. não só as transformações. cómicos ou dramáticos. Infelizmente o género. deslumbrar e encantar o espectador. mais extraordinário e mais variado podem reunir para surprehender. a magica franceza As Pilulas do Diabo. grosserias e infantilidades tolas. Pata do Diabo. sendo as principaes: Serpente dos mares. — actrizes e actores. etc.: 89 DO THEATRO PORTUGUEZ Máp Haestrino Assim se denomina o compode musica ligeira E' a classificação dada em ItáMaestro lia a todos os compositores de theatro. os paizes. Diadema de Fogo. chegando todos os auctores a tirar d'ella. Termo francez de que nos serMaillots vimos nos nossos theatros para designar as calças de meia que vestem as bailarinas. teve grande êxito. A magica seria um espectáculo adorável. ha mais de setenta annos. todas são traduzidas. Má pronuncia E' grande dçfeito no arse está. O auctor mais celebre do género foi Joaquim Augusto de Oliveira. Ave do Parai jo. Corça branca. a rainha gicas. entre outras. n'um meio e n'um mundo convencionaes. chama-se trabalho magistral . — Ordinariamente as peças imprimem muito depois de represenou mesmo não chegam a ser impres- Por este motivo. de Escossia e de algodão. o encanto da musica. se desse nas mãos de um verdadeiro preta e de um primoroso sitor — — também denominado Pessoa das magicas. Lotelim Rapioca. Filha do Ar. Fada do Friths. cae em mãos inhabeis quasi sempre: e por isso é vulgar taes peças apparecerem muitas vezes cheias de Magistral Ao trabalho verdadeiramente notável de um artista superior. que esse artista tem um talento Manobra Tudo o que constitue a collocação. Fada de Coral. — Pomba litterato. Primo de Satanaij. — chama-se manobra ou movimento de scena. entre as quaes: Reino das Fadas. Valete de Copa-. Castello de bronze. da mesma forma se chama magistral ao óptimo desempenho de um papel de determinada peça e ainda se chama magistral á peça que possue todos os requisitos de superioridade. que permitte prescindir da lógica d'idéas e de acontecimentos. etc.. rompimentos. e pelo habito em que no theatro só se ensaia e se ponta pelo manuscripto da peça. Pelle de burro. como em quasi todos theatros. 3ilva Pessoa. Feiticeiro da Torre Velha. novos ou velhos. Lâmpada Maravilhosa. Em portuguez ainda não appareceu magica completamente original. para n'ellas se atarem ou prenderem as cordas que seguram os pannos. ou pela copia que se manda tirar. Cofre dos encantos. Fructos de Oiro. a riqueza do vestuário. Graças a este elemenro. ha grandes predilecções pelo género. visualidades e personagens. o explendor do scenario. Bico de Papagaio. todo o trabalho para mudança de scena. gambiarras e tudo que i está suspenso do tecto. Três Rocas de Crystal. sem pensar na verosimilhança e não tendo outro objectivo que não seja a illusão e o prestigio que lhe podem dar o luxo da enscenação.. patrocinado pelos deslumbramentos das visualidades e riqueza dos accessorios.

tem voz cavernosa. que outra coisa não são tes. nem o publico o suptes. isto é. que significa dinheiro. peça ha um bom papel.ceita. do-se então que matou também a peça. se mez de ordenados. entende-se o scelos com lenços ou outro qualquer signal. mexendo. ou por ter faz-se maquettes ou pequenos modelos das havido desleixo na enscenação. Marcação— Depois de feita a prova d'uma Este material representa sempre uma verba peça começa a marcação. ma significação bonecos. indicando-lhe pouco usados. mas também para reclame. tamMassa d'outra forma. e o logar que ctáculos dados de dia. como depois devem ser executadas. inMaravilha Quando uma boa peça obtém cumbido de o representar. que se soas que faliam de dentro! A origem d'estes prestam a acudir a qualquer doença repenespectáculos de bonecos remonta á maior tina durante o espectáculo e a verificarem antiguidade.sentadas por bonecos.: Mei DICCIONARIO 90 ústa pronunciar mal as palavras. o archivo.bilitados de trabalhar os artistas que assim tígios de taes espectáculos entre os egypcios o participam ás emprezas. mas de ha tempo para cá se egualmente as passagens e mudança de dão todos os domingos e dias santificados marcação. . na scena. accrescentanzer-se que tal peça é uma maravilha.os médicos teem nos diversos theatros camos e o encanto das creanças em toda a deiras efFectivas e gratuitas. está mettida em hendeu ou não o estudou. Este defeito pôde mais do que marionnettes.ou. por qualquer cirou modelo de qualquer obra. puxados por cordéis ou araEm theatro esta palavra é Mechanismo mes. não o compreum excellente desempenho. começa o importantíssima. quando vão passando os dão matinées. Como cá fora na vida real. movimentos. o guarda-roupa. No theatro do Bairro Alto espectadores que poderia conter e quando as celebres opereias do Judeu foram repre. to. ou bonecos. dançando.. os adereços.que não tem amigos. tas. Europa. diz-se que elle matou o papel.uma empreza de theatro. Marcar logares Os logares não numeraMaterial— Quando se falia do material de dos poderão marcar-se durante os interval.. anda de cabeça Marionnettes— Também em portuguez es. que. Ainda hoje nas nossas do syllabas. Depois de vencido o está em scena uma peça de grande êxito.vezes arrasta tudo comsigo. o publico tem a fim de se conhecer o seu eflfeito e de se manifestado ruidosamente o seu desagrado. gymnastica.. bonifrates. sempre com modos de arremetter.baixa. Com estes boTodos os nossos Medico do theatro necos se fazem representações. E' palavra também hoje inDiz-se no theatro que tal Maquette Matar a peça troduzida enfre nós para designar o esboço peça está morta quando. já cortan. Alguns prestame chegaram a grande perfeição na Grécia e se também a tratar os doentes que pertenem Roma. mas que n'uma liquidação ensaiador a marcar o sitio em que se ha de perde quasi todo o seu valor. e que. o quettes teem a apparencia de pequeninos theatro fica vasio logo nas primeiras repretheatros de creanças e. Em paga d'estes serviços bonifrates ou marionnettes são popularissi. o que é peior e mais significativo. titeres ser corrigido com muito estudo e exercido. o machinismo. nario. Marco Aurélio Assim chamam em calão Também nos theatros de Lisboa. Na scena visto que na nossa lingua temos com a mesou fora d'ella é sempre o mesmo mazombo. pelo pouco valor da peça. ou mesmo scenas. — — : — — « — — — — : — — — . havendo pes. pouco mais ou menos. devem marcar minuciosamente tudo Quando em qualquer Matar um papel quanto a scena ha de depois conter. nunca se ri e falia tá admittida esta palavra sem necessidade. Grê-se que foram os chinezes se efFectivamente estão doentes e impossios primeiros a admittil os. e muitas com todo o luxo e apparato. e assim convém aos actores e actrizes.sentações.se.theatros teem um ou mais médicos. para serem perfei. mas o artista. se tornarão insupportaveis bém no theatro a palavra massa é calão. onde taes espectáculos foram sempre meia casa. quando a sala tem metade dos muito apreciados. titeres e bonifra. quando theatral ao dinheiro. Ha séculos que os theatrinhos de cem á companhia. lia de scena. os actores dizem uns para os outros Mazombo— Actor mazombo é aquelle que aMuito tarda Marco Aurélio !» tem semblante carregado. Em Portugal eram occupa cada personagem. não só pelo augmento da redias sem que appareça tabeliã de pagamen. já não deixando bem entender feiras ha grande predilecção pelos theatriou carregando excessivamente nas consoan. imitam homens. fazerem as alterações precisas. etc. a mobímas nunca antes de começar o espectáculo. costuma di. collocar cada um dos moveis ou objectos São assim chamados os espeMatinées que teem de estar em scena.nhos de fantoches. São pequenos bonecos de madeira com porta. fazendo synonimo de machinismo. Assim accontece também em PorDiz-se que um theatro tem Meia casa tugal. também ha ves. nos theatros do Porto e n'alguns de Lisboa.na bilheteira se fez. em especial nos RR. fazendo má figuscena com grande propriedade e montada ra. Estas ma. No theatro cumstancia de mau desempenho.

dar uma peça que tenha estado retirada de scena durante muito tempo. Inglaterra e outros paizes. E' claro que se diz meia casa referindo. Nos nossos theatros designa-se Mestre pelo nome de mestre o machinista ou chefe — dos carpinteiros. — tecida nas mesmas meias com tal perfeição. sem preoccupação. porém sim que ellas teem a faculdade natural de decorar melhor. Ignacio Peixoto. Os que teem esta difficuldade devem fazer exercícios de memoria e estudar o melhor meio de decorar. : é essencialissima ao actor. se o artista não tiver memoria. das coisas ausentes. As memorias dramáticas são proveitosas para o estudo da arte. muito e methodico trabalho tudo se conseCopiar um papel. Sabemos que a maior parte dos nossos actores não teem a illustração precisa para escrever as suas memorias . Apenas ha publicado O Álbum do actor Santos e as Memorias do actor Isidoro. Entre nós. dramalhao. Melopea— Na musica é o acompanhamento que se faz a um recitativo. Mes metade do rendimento do theatro. Memoria E'a faculdade que temos de nos lembrar do pas- — — — ressantes as revelações que os artistas possam deixar escriptas sobre a sua vida e aventuras de theatro. Esta faculdade e guns tem havido que as poderiam ter deixado e na actualidade felizmente mais ha que as podem escrever. mas dos quaes ainda assim se tira algum proveito para o estudo da epocha em que viveram os dois grandes artistas. podem ainda deixar preciosas memorias. difficilmente poderá tomar parte no desempenho de peças esquecidas. Manuel Francisco Correia. Dos mortos poderiam pelo menos ter deixado apontamentos da vida theatral da sua epocha Apolinário d'Azevedo.! : QI DO THKATRO PORTUGUEZ gue. Augusto de Mello. é um bom meio também para o estudo. Pinto de Campos. Romão. para formar um conjuncto intelligivel e agradável ao ouvido. Nem todos podem ter excellente memoria. Lel-o bastantes vezes. Só no theatro lyrico é que. etc. Júlio Vieira. Álvaro Cabral. Ferreira da Silva. Quando alguma peça de espectáculo exige bailados. César de Lacerda. porque acontece muitas vezes a casa parecer cheia e todavia a maioria dos espectadores ter entrado de graça. Lopes Cardoso. uma e mais vezes. as memorias dramáticas não estão em uso. as emprezas precisam estar sempre variando os seus espectáculos. Pedro Cabral. e ainda de quando em quando apparece uma amostra do género nos nossos theatros. São assim' chamadas. Com alguns pela sua illustração. que as pernas mais magras e mais tortas pa- recem aos espectadores gordas e bem fei tas. chamam-se umas velhas bailarinas que por ahi ha e uma d'ellas é que ensaia. Rosa pae e Emilia Eduarda. em que as peças não se conservam em scena por largo tempo e dão um limitado numero de representações. Actualmente nos nossos theatros não ha mestres de baile. Moutinho de Sousa. infelizmente. segundo as leis do rhytmo e da tonalidade. Carlos Posser. de manha cedo e á noite na cama. Apezar de se fazerem ensaios de recordação. Corresponde nos homens á voz de barytono. outros pela sua intelligencia e constante estudo. Carlos Santos. Augusto Rosa. Cardoso Leoni. Ah pudessem comprar talento para desempenhar os seus papeis. E' a forma exagerada do Melodrama drama. Entre outros Eduardo Brazão. Christiano de Sousa. Em geral as actrizes decoram mais facilmente os seus papeis do que os actores. Itália. João Rosa. Entre nós chama-se-lhe por vezes. Lucinda Simões. de que convém nãoabusar paranão cançaro ouvido do espectador. Baptista Machado. Melpomene Uma das nove musas. Artistas ha que decoram e conservam os seus papeis com a maior facilidade . Quasi todas as actrizes magras as usam que se elles e também alguns actores. os grandes artistas deixam muitas vezes as suas memorias^ que são lidas com avidez por quantos os conheceram em vida ou por tradição. dç — . N'este ponto os theatros portuguezes chegaram á ultima decadência. Isto não quer dizer que estudem mais. as meias ou calças de meia com enchimentos de lã. E' uma successão de sons que Melodia se encadeiam. Nos Melpomene theatros portuguezes. todavia ai-' Em : — — sado. Braz Martins. Por este motivo convém ter todo o repertório sempre em pé e. Mestre de baile E' o artista incumbido no theatro de compor os bailados e ensaial-os. João Costa. ou quasi sempre. Fernando Maia. A deosa da tragedia. outros ha que só com muito custo decoram as partes que lhes são confiadas. Paulo Martins. Henrique Alves. e das quaes tem de se dar uma em cada dia. como o corrpram para ! Memorias dramáticas — São sempre inte- engrossar as pernas Voz feminina entre o soMeio soprano prano e o contralto. São ambos livros deficientissimos. António Pinheiro. Na prosa ou no verso recitado a tuelopea é a de clamação arrastada.se aos logares pagos. Dos que felizmente estão vivos. França. José António Moniz. ou trazem a cabeça menos preoccupada. Furtado Coelho. de quando em quando. Meias de talento sem que se saiba explicar a razão. ajuda a decoral-o. muito usada na primeira parte do século passado. principalmente no do Príncipe Real. das matérias que estudámos aprendemos.

conduzem os pannos para o deposito e de lá para o palco. Pertence lhes arrumar a scena para os ensaios. O mímico é muitas vezes um bailarino. como pela constante precipitação. o maestro escreve palavras sem nexo com medição precisa. fazem finalmente os serviços que lhes forem ordenados pelo emprezario. da sala. por gestos. Antiga dança introduzida n'alMinuete gumas peças do tempo em que ella se usava.Mor DIGCIONARIO ecom as devidas dimensões. E' egualmente uma os logares e os movimentos a cada artista. como uma boa dicção é a primeira qualidade do que tem de fallar. mandada falytographia. — Moeda usada zer é em notas Na scena a moeda papel. a representar. com egual numero de syllabas e a mesma accentuação. Ha minuetes nas operas Rigoletto. ou em tentos de jogar ou outras medalhas de diversas dimensões. sem ajuda da palavra. E' assim que denomina o actor ou disMoitão cípulo que se apresenta em scena mal vestido. A morte mal executada provoca sempre o riso. teem por nome o monstro. depois de pintados. vão á sala de pintura estender os pannos e. Metter os pés pelas mãos— Diz-se que um artista metteu os pés pelas mãos quando. Bons bailados houve também no theatro D. conduzil-os para o theatro. de Massenet. de madeira ou metal. mas com cezas e hespanholas e bailarinas italianas. apparecem uns bailados acceitaveis. marcando Metter cto. imitando as dos diversos paizes em — em que se passa a acção das peças. mal caracterisado. Perder-se. que toma parte no desempenho d'uma acção scenica. preparando scenario. sem usar da palavra. adereços e tudo ~ tras. e Manon Lescaut. fallando mal e representando peior. vestuário. na magica Gata Borralheira e n'ou- scena dramática ou cómica. Diz-se que se está Montar uma peça montando uma peça no theatro. E' sempre difficil re» Morrer em scena presentar em scena a morte. Mímico. Mímica— E' a arte de fallar aos olhos. e presta aos sócios soccorros médicos e auxilio para o funeral. girando por entre ellas uma roda pela qual passa a corda que facilita o mo- Q2 quando em quando. Uma mimica expressiva é a primeira qualidade do actor que representa a /^antoniima. São os empregados Moços de theatro incumbidos da limpeza do palco e suas dependências. com duas chapas ovaes unidas nos extremos mais longos. — para que por ellas o auctor da peça veja os versos que tem a fazer. Monstro servir — Quando versos para uma musica é preciso escrever os já feita e que ha de a em qualquer peça. compostos e ensaiados por mestre de baile estrangeiro. para fingir prata ou ouro o mais preciso para a apresentar ao publico. A falta de variedade nas inflexões produz horrível mono^ — tonia. mettendo em scena. V.E' o actor que representa a pantomima. acenos e movimentos do corpo. A dedicação de poucos é qu. estando sempre um ás ordens do ensaiador. brancas pu amarellas. se esqueceu do que tinha a dizer.e ainda sustenta o Montepio. E' a falta de variedade ne Monotonia voz ou na expressão. Quando a um artista de consciência é distribuído um papel em que tenha de morrer — — . — falia um só personagem. Dentro da peça ou nos intervallos. é preciso que o monologo seja bom e curto para não enfastiar o publico. geiras. quando se está ensaiando. posturas. aos coros e comparsarla. de uma obra dramática. salões e corredores. Esta Montepio dos actores portuguezes magnifica instituição foi creada em 1860. Moitões — As roldanas maiores. que um artista representa nos intervallos de qualquer espectáculo. Pôde ser causada não só pela dicção vagarosa e arrastada. que proporciona pensões ás famílias dos sócios fallecidos e aos inhabilitados. ensaiador ou pelo mestre. em scena— E' organisar o conjuncom todos os pormenores da enscenação. E' o ensaiador quem se incumbe de tal trabalho. sujeitos a certas leis. Só bons artistas e com grande estudo conseguem impressionar profundamente os espectadores. A' disposição do mestre. francom mestras estran- Mestre de musica E' o nome que alguns dão ao ensaiador do theatro que tem a seu cargo a — vimento do peso. Essas palavras desconnexas que o maestro junta. Bastaria que todos os artistas e outros empregados dos theatros se associassem e promovessem annualmente um beneficio em cada theatro para que tal instituição fosse a mais prospera de quantas existem entre nós. na comedia de Marcellino Mesquita. de Verdi. Per^i/to e sécias. Tem prestado beílos serviços e poderia estar n'um invejável gráo de prosperidade se á maioria dos actores não fosse indifferente. Amélia nas Vénus e Viagens de peças phantasticas : Gulliver. unicamente com o auxilio do gesto. dando então um sentido completo e ligado á peça. E' a scena da peça em que Monologo Mondongo — parte musical e ao regente da or- se chestra.

etc. Qualquer artista ou empregado Multas do theatro. quando falta por completo ao ensaio. ou mesmo nada n'alguns theatros. que o próprio artista faz transformar. á vista dos espectadores e por meios excepcionaes. — umas pequenas melhor ou peior adornadas. no subterrâneo e nas coxias. mandam armar nas coxias. Ordinariamente os personagens mudos são de minima importância e na distribuição dos cartazes designados por NN. Mourisco Género de scenario. costumes e pertences da Mourama. quando tem importância. já já n'uma enfermaria do médicos. quando apparece no theatro em estado de embriaguez. não teem tempo de as irem fazer aos camarins. já um outro por meio de fato machinado. Pequeno trecho musical com só usada nas magicas e nas peças phantasticas. já consultando lendo descripçÕes de últimos de qualquer personagem. . de ordinário o orago da freguezia. — — culos e os ensaios. não apparecer para o espectáculo. nos Açores. ou ainda alisar o cabello e compor a toilette. São as chamadas mulheres de toilette. que se repete no fim de cada estrophe. d'uma peça mática. O artista incorre em mídta quando chega tarde ao ensaio ou ao espectáculo. que se usava fazer nas povoações ruraes da ilha de S. Esta é proporcional á natureza da falta commettida. em forma com dravestuário colloca disfarçadamente para que lhe pu- apropriado ao assumpto. Ha faltas ainda mais graves. São umas pobres mulheres attenciosas e promptas para tudo. que nada tem de sobrenatural. Miguel. a mu- Mudo O papel de mudo. quando se porta mconvenientemente em scena.. ou no decorrer da peça. o artista pecisa ser também um bom mimico. As transformações de fatos em scena. A mudança de J ato. bem differentes das ouvreuses de França. junto aos bastidores uns camarins provisórios. opera-se instantaneamente. Esta. sujeitando-se ás pequeninas gratificações que as senhoras lhes dão. que ganham muitissimo pouco. é difficillimo de desempenhar e depende de grande estudo. Mudança de fato Apezar de quasi sempre ter de ser feita com certa rapidez. — — hospital. á vista do publico. N'estas representações figuravam de rigor santos e santas. Gomo o actor ou a actriz encarregada de papeis com mudanças de fato rápidas. Movimento Chama-se pessoal ào movimento aos carpinteiros e moços que fazem todo o serviço do palco durante os espectá- xem que o fato e deixem apparecer trazia vestido por baixo. por exemplo. junto do qual o artista se Mourisca — Representação sobre um ta- blado. espelho. obrigando a fechar as portas do theatro. Ha em cada uma d'essas casmhas uma mulher encarregada da limpeza e de fornecer a agoa. Alem de magnifico actor. Felizmente muitos artistas ha que nunca viram os seus nomes nas tabeliãs de multas. já por meio do alçapão. aonde as senhoras vão satisfazer as suas necessidades. pente ou o que preciso fôr. sem razão justificada. faz-se pelos processos ordinários e fora da vista do publico. Motivo Phrase predominante de uma composição musical. Gumpre aos ensaiadores e directores de scena infligir severas multas aos artistas e empregados negligentes e escandalosos. momentos feitio Hotète de trova ou cantiga. As multas teem unicamente por fim obter o regimen e a boa ordem n'um thea- — Mudanca de fato dança de fato ou costume é ainda assim muito diversa da transformação de vestuário. é castigado com multa pecuniária. e fechar os olhos ás faltas accidentaes e involuntárias d'aquelles que costumam ser pontro. Mulheres da tros ha toilette — — Em todos os theacasas. ou beber agoa.93 DO THEATRO PORTUGUEZ Mui em scemi. ao ar livre. O movimento ou as manobras de scena estão divididas pelo pessoal que trabalha no urdimento. quando falta ao respeito ao directcr de scena ou ao ensaiador. operam-se. para bem o desempenhar deve entregar-se a uma minuciosa observação. como seja. que falta aos seus deveres. por homens do povo.

ou outra qualquer vista que desce em um dos primeiros planos da scena para cobrir a decoração que estava. etc. Nas peças d'espectaculo. E' a arte de encantar. Carlos Calderon. O baile. Designam-se assim no theatro Músicos os professores da orchestra. é todo A para as magicas. pantomima também é seguida pela musica. Manuel Benjamim. Filippe Silva. tudo o que diz respeito ao repertório da musica chamada (Tensemble. por assim dizer. Cordeiro Fialho.. Se a musica não tem parte activa na tragedia. E'. Monteiro d'Almeida. acontecendo quasi o mesmo na opereta. Musica no palco A banda ou fanfarra pôde apparecer no palco á vista dos espectadores. quasi sempre tem o seu logar na symphonia e nos entreactos. e sem que desça o panno de bôcca. Luiz Filgueiras. Paschoal Pereira. Depende isto das exigências da peça que se representa. etc. ou pôde também ouvir-se sem se ver. porque es executantes estão da parte de dentro dos bastidores. Miro. O producto das multas é quasi sempre applicado a obras de caridade. Ha mesmo dramas com acompanhamento de orchestra e coros. como acontece no final do primeiro acto da Grã-Duque^a e no ultimo quadro da Filho do Tambor-mór. trios. representando um fundo de floresta ou de aldeia. Augusto Machado. a entrada de uma mente banal e só produz no espectador uma impressão quasi negativa. seja como elemento preponderante. seja como elemento necessário. ou ainda acompanhando rapidamente e com energia a entrada ou sabida d'um personagem. Manuel Innocencio. fazendo acompanhar a orchestra em surdina as falias importantes d'um dos principaes personagens. Freitas Gazul. quartetos. operetas. um fragmento symphonico de caracter mysterioso. vaudevilles e couplets de comedias: Alfredo Keil. Quando a mutjção á vista consiste n'um simples panno. Também se chamam músicos os que tocam na banda ou na fanfarra. emtim. operas-comicas. Casimiro Júnior. cuja execução é exclusivamente — confiada á orchestra. duos. Entende-se por mutaMutação á vista ção d vista a troca de scenario feita instantaneamente. Migone. na opera-comica ou burlesca a musica tem a parte principal. Marcos Portugal. Em toda a espécie de espectáculos a musica é convenientissima e muitas vezes indispensável. aberturas. João Arroyo. Esteves Graça. oratórias. de commover pela combinação dos sons. que muitas vezes d'ella não pôde prescindir. ou deixando ouvir. peças phantasticas. e — ou mais bandns é sempre de grande etTeito. Soares. de impresMusica sionar. no drama ou na comedia. entreactos. não a ser cantada ou dançada. como acompanhado com musica. Filippe Duarte. com ou sem acompauhamento de piano. Guilherme Cosáoul. a que a arte é com- . Carlos Bramão. Gomes Cardim. São os seguintes Músicos portuguezes os principaes compositores que temos tido de operas. Rio de Carvalho. Egualmente é ella um grande elemento a opera. Francisco Alvarenga. José Maria do Carmo. Stichini. O vaudeiille^ ainda que em menor proporção. quintetos. sublinhar a acção scenica. pois. como são as sympho- nias. Luiz da Costa e Faria. em que se executam sonatas. São infinitas as relações da musica com o theatro. puramente symphonica. Dias da Costa. Augusto José de Carvalho. João de Sousa Carvalho. Cyriaco Cardoso. mas para acompanhar ou. Alves Rente. Na opera lyrica ha musica de principio afim. parodias e revistas.Mut veres. á vista do espectador. em que ha coristas e — Mutação á vista (i. DICCIONARIO • -94 tuaes e respeitosos cumpridores dos seus de As primeiras multas costumam ser perdoadas. No theatro tudo é convencional e portanto bom é aproveitar a utilidade da musica de scena. não ha theatro em que a musica não tenha o seu logar. Em resumo. N'isto ha apenas um processo elementar.« aspecto) muita comparsaria. n'uma scena muda e prolongada. Sá Noronha. N'outro tempo era — no drama que mais se empregava a musica de scena^ ou n'uma situação triste ou pathetica. Nas operas lyricas quasi sempre a banda numerosa vem para scena tocar sob as vistas do maestro. Musica de scena Assim se chama a musica destinada. E' toda a espécie Musica symphonica de musica. é absoluta- — — comedias com coupleís. Santos Pinto. Musica de camará concertos — Ghama-se assim de corda aos de instrumentos ou — vento. precisa do auxilio da musica. Del Negro. José Cândido. Frederico Guimarães. Symaria e Visconde do Arneiro.

— .9^ DO THEATRO PORTUGUEZ ou religioso Braz Martins ainda Mys classificou pletamente estranha. depois. succede a outra scena de género absolutamente difFerente e também tão complicada. de mysterio a sua popularissima peça GaMysterio que tinha por objecto um assumpto biblico briel e Lusbel. tudo se illumina. os eíFeitos são ain- da mais surprehendentes. porque na realidade a coUocação da nova scena operou-se fora da vista dos espectadores e com o tempo necessário para a executar.° aspecto) transformação. estando feita a Mutação á vista (2. a arte do machinista ainda se não manifestou. uma scena muito complicada. porém. A scena e a sala escurecem por completo e. então é que é grande a surpreza. em poucos segundos. accidentada. todavia. d'uma architectura especial. Quando. muito accidentada. vulgo Santo António. o effeito produzido é naturalmente mais considerável. esse panno se levanta para mostrar um scenario mais vasto. Quando. também cheia de detalhes como aquella que a vem substituir. e que o effeito produzido parece tocar o maravilhoso Hoje. mais rico e mais movimentado. Antiga composição theatral. com o auxilio da luz eléctrica.

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Nào ter segredos — Do artista primoroso. A voz nasal é muito desagradáNasal vel em scena. Gina. O actor que tem voz nasal e não faz um estudo para a modificar. porque o espectador se convence de que está ouvindo declamar um — — fanhoso. que são umas scenas. se mencionam os nomes dos pei. tão diíficeis de adquirir. nas distribuições das peças. A ultima peça allusiva que em Lisboa se representou foi em 1874. Hoje estão quasi banidos os N. Mertro que dão o nçme de Christmas-pantomimas. Assim se chama ao theatro naNormal cional. Os theatros de Londres apresentom ainda hoje com grande luxo e solemnidade essas festas popularissimas. andar. Graziella. O . Hespanha também por vezes ainda se representam peças serias relativas ao Natal. vestir com elegância. Canária. em maus camponios e entre os Reis Magos. costuma dizer-se que a arte não tem segredos para elle. no antigo theatro da Rua dos Condes. Zitta. Uma das principaes quaNaturalidade lidades do actor deve ser a naturalidade. cedes. Estas qualidades. e por isso nos cartazes. etc. Dolores. que deve dar a norma a todos os outros nosso theatro normal é o theatro de — . Aurora. como se estivesse em sua caza. Nascer para o theatro — Do — artista que tem todas as qualidades e todos os dotes que devem distmguir um bom actor ou uma actriz. faz em scena uma brilhante figura. diflicilmente se supporta. um aproposito com o titulo O Natal do Redemptor. N. Alguns artistas e esNomes de theatro pecialmente actrizes usam no theatro nomes que não são os seus. amando muito a sua arte. Entre os nomes de theaversos. coristas. outros pelos nomes próprios. Ophelia. diz-se que nasceu para o boa theatro. só n'ella pensa. sem auxilio do ponto e sem se enganar uma só vez. Em Portugal a epocha é festejada com as melhores peças do repertório dos theatros. passadas entre Em que. Este uso é actualmente conservado na Inglaterra. movendo se em scena sem affectação nem embaraço. artistas. mas ciue adoptaram. conforme os meios de que dispõem os promotores das festas. tazes e tas vezes até — mudos. Na ponta da língua Quando um actor ou uma actriz tem decorado o seu papel de — qualquer peça por forma que o diz rapidamente. Deve fallar naturalmente. citam-se: Adocinda. e não eram os seus. N. Muitos são tratados pelos apellidos.N Assim eram designadas nos carprogrammas as pessoas que desempenhavam papeis insignitícantissimos e muiN. gesticular e rir sem constrangimento e sem que mostre qualquer embaraço. melhor ou peior armados. por extravagância ou por julgarem que com elles se tornam mais conhecidos. que são os próprios actores d'esses apropositos. As festas do Natal e Anno Bom Natal teem sido por vezes motivo de alegres espectáculos. e que. Iva. só se conseguem com a pratica. costuma dizer-se que esse artista tem o papel na ponta da língua. segundo todas as regras e com muito estudo. dando pretexto para no final apparecerem os presépios. a — que algumas actrizes adoptaram. Em muitas terras da província ainda se usa representar os presépios. figurantes ou comparsas que desempenham qualquer papor mais insignificante que seja.

Fernando Caldeira. Correia de Barros. é cedicondições de elevar a arte draFreitas 98 quando não do em mática. Silva lha. Braz Martins. Rangel de Lima. Luiz Filippe Leite. Júlio Gama. António Ennes. Pessoa. Manuel de Figueiredo. João Soler. Augusto César de Vasconcellos. D. Henrique Lopes de Mendonça. Guilherme Celestino. Ricardo Netto. P^austino da Fonseda Camará. D. Araújo Assis. Gil Vicente. de Lacerda. Júlio Howortn. José Agostinho de Macedo. Paulo MidoMoniz. António Ferreira. Luiz de Vascerda. Gomes d'Amorim. João de Deus. Alcântara Chaves. Moura Cabral. Passos Valente. João António Lopes. António da Costa. Sabino Correia. Santonillo. Quirino Fernandes. Pedro Maria da Silva CosDomingos Monteiro. Silva Leal. Cunha Faria. Nota dos mais conhecidos escriptores dramáticos portuguezes — Abel Botelho. João de Lacerda. Carlos Borges. Lorjo Tavares. Cândido Luzitano. Campos Júnior. tins. Firmino Pereira. Júlio Rocha. Luiz de Campos. José Jgnacio de Araújo. Nogueira Júnior. Bruno de Santos. e que. Pedro Cabral. Guedes de Oliveira. Alfredo Calleya. António Pedro Lopes de Mendonça António Pereira da Cunha. Aristides Abranches. Ludgero Vianna. Augusto Garraio. Furtado Coelho. Francisco Pa. Pereira Lobato. Ferreira de Mesqui. Mendes Leal Júnior. Nos camarins — A's costureiras ou mulhe- res de vestir e aos alfayates ou homens de vestir pertence o arranjo dos camarins^ tando-os sempre aceiados e em or. MenVasconcellos Correia. Souza. Ferreira da Costa. Francisco Xavier. Florêncio Sarmento. Manuel RodriBranco. Garrett. Teixeira de Queiroz. Costa Lima. Leite Bastos. João Baptista Ferreira. Jorge Ferreira de Vasconcellos. Cunha Bellem. Andrade Ferreira.Marques. Luiz José Baiardo. Luiz de Camões. quando chegam aos seus camarins. Júlio Vieira. Leoni. Marcellino Mesquita.dem. Palermo de tinho de Miranda. Silva e Francisco Manuel de Mello. Gonçalves de Freitas. Leopoldo de Carvalho. José Freire de Serpa Pimentel. principalmente os preparos para a caracterisação e os costumes que teem de servir na peça annunciada. Luiz Soromenho. Franco de Mattos. Manuel de Miranda. Guiomar Torrezâo. Cou. Portugal da Silva. João de Azevedo. za e Vasconcellos. Souza Bastos. Alfredo Athayde. José Pv. Francisco Soares Fran» Pinto. Sá Albergaria. José Joaquim Bordallo. Borges d'Avel. António Ribeiro Chiado. Cezar de Luca. CamiUo Castello Macedo. concellos. Jayme Séguier. António José de Paula. Garcia Alagarim. José de Torres. Salvador gão. Ernesto Desforges. Eduardo Chagas. Guilherme Rodrigues. Eliziario Caldas. Manuel Domingues lar. João Xavier. Maria II. Alfredo de Mello.Chaves. Correia Garção. Santos ta. ca. Eça Leal. Jayme Victor. António Joaquim da Silva Abranches. Santos (actor). José Manuel d'Abreu e Lima. Jacobetty. Libanio da da Silva. Almeida Araújo. Marianno PiCastilho e Mello. José Maria da Costa e Silva. Lopes Cardoso. Brito Aranha. Emilio Zaluar. Alfredo Sarmento. Guilherme de Azevedo. si. Souco. Bulhão Pato. João Baptista Gomes Júnior. Raphael Ferreira. Machado Correia. Luiz António d'Araujo. Silva Gayo. Cascaes. Bocage. Eduardo Coutinho. Baptista Diniz. João de Leiíios. João da devem encontrar tudo prompto para começarem desde logo a preparar-se para a scena. Francisco Serra. donça e Costa. Simão Machado. Augusto de Castro. Alberto Braga. Augusto La- Camará. Feijó. Artistas. Avellar Machado. . D.tano Pimenta de Aguiar. Eduardo Garrido. Accacio de Paiva. Henrique Van Deiters. José d'Almada. José de Souza Monteiro. Acácio Antunes. Lopes Teixeira. António José Henriques. António Xavier. José António Moniz. António Mendes Leal. Júlio Dantas. Anacleto d'01iveira. José P'eliciano de Castilho. Júlio César Machado. Andrade Corvo. Manuel Roussado. Castilho (Visconde). Moraes Pinto. António Diniz da Cruz e Silva. João Guilherme Teixeira. Joaquim José Annaya. Ernesto da Sildo José Fortuna. Luiz Francisco Lopes. RicarBicster. Pedro Pinto. António Castilho. Ferreira AraSá de Miranda. gues Maia. Eduardo Schwalbach. Pedro Vidoeira. Alexandre Herculano. Conde de Monsaraz. Ricardo Cordeiro. Diogo Seromenho. Manuel CaeBaptista Machado. Maximiliano d'AzevedOj zar de Lacerda. Luiz Mana Bordallo. Ernesto Rebello da Silva.na. Tavares. José Abranches. Luiz Galhardo. Ce. Luiz Augusto Palmeirim. Alfredo Hogan.Nicolau Luiz.omano. Cypriano Jardim. Guaidino de Campos. Luiz de Araújo. Santos Lima.Noi D. Rodrigo Felner. Mattos Moreira. Correia Moutinho de Souza. Pinheiro Coelho. Lino d'Assumpção. João de Aboim. António José. Gervásio Lobato. Penha Quita. Santa Rita. Parisini. Ernesto Rodrigues. figurantes e bailarinas. J osé António de Freitas. Duarte de Sá. Domingos dos Reis ta. Eduardo Coelho Júnior. António de Serpa Pimentel. Lucotte. Alexandre Castilho. Manuel Penteado. D. BÍCCiONAklÔ propriedade do estado. Cezar de Mello Barreto. João Carlos Massa. Apolinário d'Azevedo. Aguiar de Loureiro. Latino Coelho. António de Menezes. Branco. Queiroz. Izidoro Sabino Ferreira.Albuquerque. Rodrigo va. Joaquim Augusto d'Uliveira. é por elie administrado. Ramalho Ortigão. coristas. Navarro de Andrade. António Prestes. Rangel de Lima Júnior. Costa Braga. Alberto Pimentel. Eduardo Vidal. Joaquim Miranda. Eduardo Mar. Manuel de Carlos Barreiros.

napeas (nymphas dos bosques dryades) e limniades fnymphas dos tanques e pântanos). hamadryadas (nymphas dos carvalhos). Theotonio de de Mello. as criticas apaixonadas. as nullidades elevadas e as emprezas bajuladas ou perseguidas. e. naiades fnymphas das fontes). Urbano de Castro. theatro a palavra novidade Novidade — Nymphas ihologicos e quasi completamente despidas. Amélia a uma grande novidade. a peça é d'um género completamente novo entre nós». Noticias de theatro— Além dos jornaes da especialidade. Assim. E' a primeira d'uma nova peça de Schwalbachu Ou ainda: «Assisti hontem no D. das que se concluíram. Além de nymphas. são chamadas driadas fnymphas dos bosQues. montes e selvas). — Em applicase á appariçáo de um novo artista.^ Teixeira DO THEATRO PORTUGUÈZ de Uyríi Vasconcellos. Actor novel é o que começa a Novel carreira do theatro. dizse por exemplo: «No theatro de D. Tito Martins. dos factos diversos da vida dos artistas. com fatos my- O publico anda sempre bem informado do que se passa nos bastidores. a um novo género d'espectaculo. Thomaz Ribeiro. Da critica justa. que todos os dias apparecem para desapparecerem no dia seguinte. á representação de uma peça que ainda não tivesse subido á scena. o mérito deprimido. estreia-se como actriz uma formosa rapariga». Nympha— Divindade fabulosa do paganismo. Ou: «Temos hoje no Gymnasio uma grande novidade. raro é o jornal diário que não tem uma ou mais secções com respeito aos diversos theatros. Véron. principalmente. Felizmente nem toda a critica ainda se perdeu e. uma vez ou outra. Varella. Em scena as nymphas. Volkart e Xavier MarOliveira. das que entraram a ensaios. . areadas (também nymphas dos bosques). Maria ha hoje grande novidade. das peças que se vão escrever. etc. apparecem nas peças aproveitadas da mythologia e nas peças phantasticas. Trilho. imparcial e séria dependia principalmente o levantamento da arte dramática em Portugal. Pena é que por vezes as noticias sejam de pura invenção. as informações dos jornaes são conscienciosas. hyádas fnymphas da chuva). é um principiante na escola dos artistas. Thomaz ques. outras vezes os acontecimentos sejam adulterados. nereidas fnymphas do mar).

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No caso de o encontrarem. Odalisca— Mulher do serralho do sultão da Turquia. acompanhados peh orchestra e por vezes com bailados intercalados. — um Opera— Poema lyrico ou peça de theatro. em que seja preciso maior illusão. — vez a opera em 1720. . Na opera é a musica que tem a parte preponderante. Ena — São feitas depanno e tarlatana. e. onde o dono o poderá ir reclamar. que a opera teve inicio nos últimos annos do século XVI.. nos paços reaes. Foi em Itália. que imprimem á tela movimento caprichoso e continuo. que^seja bastante frouxo.o Objectos esquecidos Quando finda o espectáculo em qualquer theatro. que produz uma completa illusão das ondas. em Florença. de baixo'd'elle. escripta em verso e posta em musica Na opera ha o recitativo e o canto. seja qual foro género a que pertença. a auctoridade manda verificar pelos seus agentes se na sala ficou algum objecto esquecido. manda-se correr e agitarem-se alguns rapazes. abandona-se este processo antigo e fallivel. E' a designação geral Obra dramática de qulaquer peça de theatro. em seguida adquiriu impulso em Veneza e de lá se espalhou por toda a Europa civilisada. Oodas pintadas. Representase então o mar por um grande panno pintado. é levado para a esquadra policial. Academia da Trindad«. fingindo as vagas. Em Portugal só appareceu pela primeira Odalisca theatro publico só foi ouvida em i735.* Este panno deve cobrir completamente a scena. e montadas em repregos. a opera conta trabalhos admiráveis. Nas magicas e peças phantasticas são muito usados os costumes de odaliscas. atravessando a scena a toda a largura. cheios de sumptuosidade. N'umá peça de espectáculo. Durante os três séculos que tem existido. riqueza elascivia. dramática ou trágica.

GiroJléGiroJlá. Amor molhado. D Amélia e Principe Real. Mosqueteiros no Convento. com respeito á musica. assim como orchestra. Opereta Pôde dizer-se que é uma opera-comica de pequena importância. os theatros de opera ou opera-comica devem ter. segundo a sua importância. vinte executantes. etc. Carlos. Noite e Dia. Filha da sr. Audran. Taes teem sido: Offenbach. um — rinetes. de D. Messager. Estas peças costumam ter grande espectáculo. Para um theatro onde a orchestra só tem de tocar nos intervallos. um violeta. ou pode ter um sexteto. que correspondem a actos. Pompon. e nem todos os theatros lyricos se encontram em eguaes circumstancias. Roca de vidro. quatro baixos. podem apontar-se Solar dos Barrigas. Um theatro de vaudeville pôde limitar-se a uma orchestra de doze ou quatorze professores. Oratória E' uma peça sacra. mas podemos ainda citar: Alves Rente. Defensor da Egreja. comparsaria. Testamento da velha.se as operas burlescas. José d'Almada O Templo de Salomão. etc. Pela palavra orchestra desiOrchestra gna-se vulgarmente o espaço entre a scena e a platéa. quatro trompas. dois claxos. Fausto o peti^. dois . Varney. Argonautas. o oratório divide-se em partes. apezar de algumas d'ellas terem maiores exigências musicaes. Operas lyricas cantadas no Real Theatro V. Juanita. o numero de músicos deve ser de cincoenta. A formação da orchestra depende pois. bailados. oito violetas. Planquette. Entre ellas podem citar-se: iSanto António. e egualmente se designa a reunião de todos os professores que a formam Reíerindo-me a esta ultima interpretação. com forma theatral. A opereta tem principalmente florescido em França. três trombones. onde nos últimos tempos appareceram compositores de grande valor e que entre nós se popularisaram. Sinos de Corneville. Freitas Gazul. onde s músicos tocam. Rio de Carvalho e Stichini. que maior êxito teem obtido em Portugal. no género. de César de Lacerda . Coração e mão. Rainha Santa Isabel. cantar. um um piston. Martyres da Germânia. Milho da padeira. . Ave Ajul. violeta. Filha do Tambor mór. Lecocq. Alvarenga. oito contrabaixos. tocar ou executar qualquer coisa que não esteja annunciada com o respectivo visto da auctoridade.. oito violoncellos.. um — — i contrabaixo. de Braz Martins. de Men- fessores. E' o género intermediáOpera-comica rio entre a opera lyrica e a opereta.. doze segundos. Mascotte. Salteadores. no género das peças phantasticas. Bella Helena. de Soares Franco. O que não estiver annunciado — Não trompas é um violoncello. Samsáo ou a Destruição dos Philisteus. dois um fagote. a orchestra varia muito.. tem diversos personagans mais ou menos importantes e coros. Burro do sr. Gomes Cardim. pelo menos. um trombone. Cruj de ouro. que se preste ás situações musicaes. de Salvador Marques. Quitéria. total: treze proum permittido durante um espectáculo representar. Pericfiole. um segundo. Hervé. Al: — caide. de José Romano: Santa — — cionario. Hm âo Dicde S. dois contrabaidois segundos. No nosso pequeno meio. Boneca. dois flautas. segundo o género dos espectáculos e segundo as dimensões do theatro.Ore DICCIONARIO E' uma espécie de operaOpera-buffa comica. um oboé um timum bombo e um caixa. mas tem também dialogo... etc. trompas. total: quatro músicos. sessenta ou mais. basta que a orchestra tenha dois primeiros violinos. Uma boa compa- dois sempre uma grande orchestra. Del-Negro. dois e um timbaleiro. como os do Gymnasio. um flauta. para companhias lyricas. Boccacio. dois pistons. transformações. naturalmente dascondições do theatro. dois oboés. dois clarinetes. vinte e nhia lyrica deveria ter pistons. No género opereta podem incluir. A sua acção. corrposta dos seguintes instru- mentos: doze primeiros violinos. A Prophecia ou a Queda de Jerusalém. ainda que mais ligeira.. baleiro. Tição Negro. Surcouf. como a da opera. um trombone. de Alcântara Chaves. de José Romano. mas admittindo assumpto e personagens burlescos. Oratório E' um drama musical com assumpto extrahido do Antigo ou Novo Testamento.. Nos theatros d'opera cómica e opereta são precisos quatro primeiros violinos. tendo por assumpto passagens da Biblia ou a vida e milagres de um santo. como aconteceu com o de D. com visualidades. violoncello. Nem todos os theatros são lyricos. D. Entre nós algumas oratórias teem feito grande carreira. obtida na opereta. de Lisboa — des Leal.^ Angot. clarinete. Tem parte musical importante. Flor de Chá. um flautim. dois fagotes. musica. sobresahiram a todos Augusto Machado e Cyriaco de Cardoso. Beldemonio. O assumpto da opera-comica deve ser um mixto de drama e comedia. Barba Ajul. Verde Gaio. Archiduque^a. Entre as operetas^ portuguezas e estrangeiras. O género é verdadeiramente alegre e compositores tem havido de grande nomeada. dois flautas. um ophiclide. As pequenas orchestras teem um numero reduzido de instrumentos. ou mesmo para aquelle em que tem de acompanhar couplets ou executar musica de scena. Calderon. Um theatio de comedia pôde prescindir de orchestra. GrãDuque^fa. Da mesma sorte que a opera. typos engraçados e situações de baixa cómica. Maria. dois harpas. Milagre de Nossa Senhora da Na^areth. Roger e outros. Mam'^elle Nitouche.

Ova s. ou «Vou hoje ver o original do Gymnasio». quando o seu trabalho enthusiasma. diz-se: «Agradou muito o original do Lopes de Mendonça». um bombo. ou quando se trata da festa de uma actriz ou de um actor querido das platéas. Assim. etc Quando isto acontece. cem. . com que mal podem os diminutos rendimentos dos theatros de Lisboa e Porto. as únicas cidades de Portugal onde ha companhias permanentes. monólogos. dão-se espectáculos com actos differentes. Vo^ Órgão No theatro emprega-se a paOriginal lavra original como synonimo de peça. do imitador ou do traductor.io3 DO THEATRO PORTUGUEZ na. a fim de que o publico saiba. até enumerar tudo o que se annuncía. todavia as emprezas vêem-se sobrecarregadas com despezas extraordinárias. trechos de musica. sessenta. alguns dos quaes valiosos. Este era o maior e nunca d'elle passaram os grandes artistas: Taborda. a hora a que se representará o que deseja ver. Ovações— Acima dos applausos que o publico dispensa aos artistas. no final dos cartazes costuma pôr-se a Ordem do espectáculo. São verdadeiras noites de alegria aquellas em que os artistas recebem — — sinceras ovações.ixophones. resoam os abravos'» e o artista querido recebe dos collegas e admiradores innumeros brindes. Todavia ainda. total: 78 professores. de quando em quando. Ordenados As exigências da scena e a carestia da vida teem feito elevar muito os ordenados dos artistas. o que — Actualmente os ordenados sobem de quinze mil réis a quarenta. as palmas são incessantes. que se manifestam por verdadeiras acclamações. Também se chama original ao manuscripto do próprio punho do auctor. pouco mais ou menos. Delfi- — mil réis! As folhas das companhias em I^isboa variam entre um conto e duzentos e três contos de réis! V. Ha trinta annos os ordenados dos artistas variavam entre seis mil réis e setenta e dois mil réis. uma caixa e triangulo. N"essas noites de enthusiasmo o palco é coberto de flores. um timbaleiro. cento e cincoenta e duzentos segue e assim por diante. Tasso. O publico prefere uma peça que preencha a noite. Izidoro e outros. esses applausos transformam-se em ovações. indicando o que primeiro se representa. Ordem do espectáculo Já são pouco usados os espectáculos de retnlbos. n'um beneficio ou em recitas extraordinárias.

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Pânico Muitas vezes por um motivo fútil se estabelece grande pânico n'um theatro cheio de espectadores. pôde dizer-se: «as valavras da Bohemia«^ ou «as palavras do Èoccacio». O pan- des paixões empregadas outr'ora na tragedia para excitar na alma o terror e a piedade: hoje empregam-se da mesma forma no drama. antes. o disparate. atropellando-se e até esmagando-se. amor e o odio eram as duas gran- guarnições do proscénio. Acontece que alguns maestros. dizendo-lhe que não ha incêndio nem coisa alguma. a não ser a certas peças. que provoca o riso. Como este trabalho é diflicillimo de fazer-se. Em geral são maus os librettos das operas. em todo o caso. o que pôde causar grandes desgraças.Rg>mií. seria muito vasto para se tratar no curto espaço de que é permittido dispor. que se faz pagar bem. A palavra palhaço no tiíeatro applicase ao actor com pretenções a cómico e que — no de bôcca é como que a parede que divide a sala dos espectadores do palco.7íTtt- — pelas mesmas portas. — sem valor litterario. especialmente das antigas. Vejase o artigo Panno talão. Palavras A palavra. que o deva assustar. O panno de bôcca deve ser perfeitamente pintado. pelo contrario. sem verosimilhança. as emprezas ou os proprietários dos theatros a qualidade de exageros e verdadeiras palhaçadas para fazer rir os espectadores. que facilmente notarão qualquer defeito. O Cae lhe por cima a bambôhna regia. é a expressão verbal d'uma qualquer idéa. e quasi sempre em côr de purpura. que formam um sentido. todos o sabem. Palhaçada E' a classificação que se dá — si próprios. Palco scenico é a parte em que os actores representam. ChiN'E2A D . mas. E' indispensável o maior cuidado para que tal não aconteça. propriamente dito. demandando um perfeito scenographo. sem se lembrarem de que se pre- — Fabrica ' D£ LUVAS EINGCMMADAt. pois que está por muito tempo em exposição e próximo das vistas dos espectadores. os artistas devem logo socegar o publico. mas tira a belleza e aspecto artistico ao theatro e tem outros inconvenientes. Panno de annuncios E' aquelle em que o commercio e industria annunciam os seus artigos e que está á vista do publico durante os intervallos. Não tem logar n'este diccioPalhaço nario o palhaço áQ circo.f il»«* L J Panno de annunicos judicam a Palco Toda a parte do theatro do panno de bôcca para dentro. Ordinariamente taes pannos imitam cortinas e todos elles são feitos em roupas. Panno de bôcca E' o que desce entre — — Paniio de bôcca . é indispensável que as palavras se entendam. suppondo erradamente que o publico se não importa com as palavras^ trucidam as phrases. dão saltos e desmancham completamente as scenas e os versos do librettista. porque falta sempre a presença de espirito e todos querem fugir commette em scena toda incumbem a artistas inferiores . A sua significação no theatro vae mais longe.!* INGLCZA •r. é o som articulado d'uma ou mais syllabas. sem coisa alguma que as recommende. para que o espectador possa bem avaliar mesmo o trabalho do compositor. "CAMAS iCr. Para se designar o poema ou o libretto de uma opera. sem caracteres definidos. Está hoje muito adoptado. O palco comprehende a scena e todas as suas dependências. LOUOS r>í"T^ PtRfUMARIA|R{ Jos« Dias PROVEM Vinhos» Porto A. e por isso o alarme nunca deve partir do palco.Pan DICGIONARIO os reguladores e as io6 dar competência.

no seu regulamento dos theatros. Descer o panno de bôcca cortaria a acção da peça e prejudical-a hia. afastam-se. porque as trevas durariam muito tempo. Ordinariamente o panno talão. attendendo a que quasi sempre os fogos começam no palco e ahi se propagam por serem cm larga escala alimentados por matérias inflamáveis. mas. cisa se tarlatana e gaze. desce em seu logar o panno de ferro. o que não é do melhor gosto e indigno de qualquer empreza artística que tenha o mais pequeno vislumbre de respeito por si e pelo publico. Pantomimas se chamavam e ainda agora se chamam as peças. que o examinam minuciosamente. unicamente pela expressão do rosto e pelo gesto. espectadores. tem se estudado a forma de. alguns dos nos5os Panno de feiro theatros já está em uso o panno de ferro. O p. por n'esse momento não terem outra coisa que os distraia. incluindo Sarah Bernhardt e Coquelin. que tem tempo de as examinar. serve para indicar aos espectadores que não abandonem os seus logares porque o intervallo e. Um — Em pequeno. Avançam lentamente até se unirem por completo e. O melhor meio a empregar é dividir tal scena em duas. E' mais uma. os primeiro" artistas de França. não recorrendo á palavra. deve ser de grande etieito e rico. Emprega-se então outro processo que consiste em fazer apparecer um panno de nuvens. sendo hoje cochecidos por mímicos. de o divertir. N'esses theatros. tentativa de segurança. manobrando facilmente. uma paisagem. de ha muito determinou que todos tenham um panno d'estes. Já alguma coisa se tem conseguido. imitando as quatro paginas dos jornaes. acontece que uma importante mutação se não pode fazer absolutamente á vista dos espectadores. defender a sala. que eram então chamaáos pantomimos. Enganam-se redondamente. onde se pinta qualquer vista ou episodio relativo á peça que se representa. estão em exposição muito próximo do publico. que. substituem os pannos talões por pannos de annuncios. com os gestos. Pena é que os nossos bons artistas não as representem também de quando em quando. A policia. Os pannos de annuncios commerciaes distraem completamente o publico do interesse pela peça e dão idéa de um mercantilismo que se deve Panno de fundo —O panno que está na parte mais afastada da scena. pois é mais difficil ser um bom mimico. por meio de um liquido em que se embebam os pannos. que merece ser estudada. V. com a expressão do semblante. E' o que se usa nos Panno metálico theatros para. Afim de evitar Pannos incombustÍTeis quanto possível os incêndios nos theatros. até certo ponto. ao mesmo tempo que a orchestra toca musica apropriada á situação. do que um bom actor. allegorias. os Papeis centraes papeis de homem ou mulher representando — . logo que termina o espectáculo. é o melhor adorno de uma casa de espectáculo. pintado por bom scenographo. Mas os empenhos e as condescendências fazem com que alguns theatros o não tenham e outros os tenham tão maus. sobe o panno de boca e. certas obras de Panno de nuvens caracter phantastico ou em magicas. em caso de incêndio. como dissemos. junto a^ste. Designam-se assim. Para estes pannos de nuvens pre- — Em do theatro. Fazer descer do alto do theatro um panno de nuvens completo desmancha a illusão e o trabalho não pôde ser perfeito. N outro tem- Pantomima — E' com arte de fallar o pincel de um bom scenographo. a seu tempo. pode. tapando completamente o palco á vista dos — — po as pantomimas tiveram grande voga e havia artistas superiores no género. é quasi sempre o mais importante e mostra o interior de uma casa.107 DO THEATRO PORTUGUEZ Pap nos de bôcca com templos. Quando nos primeiros planos da scena ha rompimentos ou bastidores. o mar. estes se tornem imcombustiveis. Este dispõe da palavra. com roupas bem lançadas e de perfeito colorido. descer e tornar a sala completamente isolada do palco. pois que representa o fundo. Este panno tem diversas Panno talão applicações no theatro. Por vezes em casos excepcionaes. panno de ferro. desenvolvendo uma acção scenica unicamente pelo gesto. ou passagens mythologicas. nem mesmo escurecendo a scena. que fica próximo da vista dos espectadores. porque essas phantasias que. e a inspecção dos incêndios tem aconselhado as emprezas a empregar esse liquido. E' montado junto do panno de bôcca e desce em vez d'elle. outra de baixo e outras duas dos lados. o que ainda uma vez mostraria o que valem. Representar bem uma pantomima é difficilimo. vindo uma de cima.wno talão. o que tem occasionado milhares de victimas. panrto de bôcca. ou outro qualquer assumpto. deixando a descoberto o novo quadro. bonito apresentam logo grandes defeitos. representadas por mimicos e dançarinos. que não podem funccionar. de se fazer bem comprehender. etc. Esta linguagem é quasi sempre acompanhada com musica e por vezes com dança. aflFastar — a linguagem da acção. teem representado pequenas pantomimas com enorme successo. aquelle tem de enternecer o publico. no caso de incêndio. um jardim. a os olhos. Para a scena de nuvens o artista não deve só empregar o panno usual. Alguns theatros. o panno do fundo cae por detraz de todos para completar o quadro. tirando todas as vantagens. no que tira maiores effeitos. três ou quatro partes. com a mira no interesse. uma praça.

. cedendo a tal phantasia. Emilia Letroublon. Ferreira da Silva. as quaes podiam ser perigosaseexcitar Tammos- bém actrizes algumas se empregar com a maior discrição. que dividem entre si.Pap DICCIONARIO 108 personagens já de certa edaHe e exigindo boa apresentação. dos quaes. papeis j^ara que basta apenas abrir a bôcca para se tirar resultado. sejam de que género fôr. as phrases ditas por outro personagem. Isto pôde prejudicar os outros artistas. papeis de eflfeito. para salvar a situação em frente do publico. Dá isto desgostar todos os demais actores e sacrificar as peças. tenha para outras coisas. que é actor. quasi uma creança. No theatro. Entre nós. tantes. ou os papeis femininos interpretados por homens. emprezarios ou directores. assim como os papeis accessorios. Por melhor senso que o director d'uma companhia. ha também papeis diffiçeis. E' indispensável que o artista decore também as deixas que lhe servem de signal. que exigem um verdadeiro trabalho de composição da parte do actor. os papeis são caracterisados de diversas maneiras. papeis ingratos. acontece que os directores se apaixonam também pelos papeis bons. que são execráveis. muito embora completa- — feitamente. Pinheiro. que precedem immediatamente as que o actor tem de homem. Papeis dos directores os directores de companhias. Por mais esforços que faça. que demandam dotes especiaes de nobreza e distincção no physico e no porte. mas o publico só tem a ganhar n'este caso e ainda mais as peças. Está de ha muito Papeis «travestis» adoptada entre nós a palavra franceza travestis para indicar os papeis masculinos desempenhados por mulheres. prevenindoo de que chegou a sua vez de íallar. Ordinariamente. Entre nós ultimamente tem havido muito pouco quem bem represente os papeis centraes. nos theatros de sociedades artisticas. que é entregue ao actor encarregado de o representar e que lhe serve para o seu estudo. apenas. de tudo quanto tem a dizer um personagem. tão desejosas de fazer papeis masculiTravesti nos. usou-se entre nós por muito tempo. na actualidade. Braz5o. ou «João Rosa fez brilhantemente o papel do Abbade Constantino». O papel não contém unicamente as palavras que o actor tem a dise deve — tram tão espertas. pois que esses artistas. tantos são os papeis pequenos ou grandes. ha papeis brúhznles. e com especialidade os directores de companhias ambulantes. porque ao publico em geral repugna ver um homem vestido de mulher. No ponto de vista material. papel é a parte que Papel o actor tem a representar em qualquer peça. Maria I prohibido que as mulheres entrassem em scena. apezar de todos os esforços possíveis. Anna Pereira. o papel é a copia tirada da peça. Entre nós tem havido actrizes que vestem e representam os travestis com a maior elegância e perfeição. sem ser precisa explicação. Conforme a linguagem do theatro. Jesuina Marques e Josepha d'01iveira. Thomasia Velloso e Palmyra Bastos. Diz-se por exemplo: «o papel de protogonista coube ao actor Brazão». aos quaes o seu talentf ç desenvoltura se prestam per- a dizer. Amélia Barros. não se pôde tirar honra nem proveito. Augusto Antunes. Ha papeis bons e papeis maus. papeis de má situação. Augusto de Mello. Hoje só se apresenta no palco um actor vestido de mulher quando se pretende obter um effeito grotesco e ridículo. Júlio Soller. Entre ellas citaremos . que tem scenas provocadoras. Emilia das Neves. mesmo acontece com os . ou «Augusto Rosa foi admirável no seu papel». pequenos papeis e papeis impo. O papeis de musica. Gil. que estão no mesmo caso. Com respeito aos papeis de mulheres desempenhados por homens. posso citar com valor para taes papeis: Augusto Rosa. Também ha os papeis Ínfimos. perde a cabeça e faz asneira.por ter D. Lucinda Simões. Muitas vezes tam- mente avessos em resultado — bém se distribue a uma mulher um papel de apaixonado. que não teem importância absolutamente nenhuma. vivas e desembaraçadas com fatos zer. E ainda assim este meio só á sua índole artistica. que são actores. em consequência da antipathia que o personagem produz no espectador. sejam embora sérios ou cómicos. distribue esse papel a uma mulher para lhe dar mais graça e naturalidade. são sempre os melhores. No primeiro caso. cruéis e indignos. Quantos personagens ha n'uma peça. Emilia Adelaide. o que por si se entende. acontece que um auctor tendo de apresentar em scena um adolescente. que os auctores. ha ainda papeis de apresentação. Herminia. protestos. mas também as deixas. isto é. Margarida Cliementina. em se tratando da distribuição d'uma peça. Barbara. escolhem para si todos os melhores papeis das peças. escrevem para ellas papeis travestis^ que muitas vezes são representados na perfeição.

\àg_

DO THEATRO PORTriGUEZ

Par

São assim classifiPapel de mudanças cados os papeis escriptos para um determinado artista para, além do seu talento, mostrar a ligeireza com que muda de costumes e de caracteres. Ultimamente, desde que se representou o Tim.tim por Hm tim, as revistas do anno teem sempre uma estrella, que desempenha innumeros^íT/ie«5, apresentando-se de momento a momento com ricos costumes. Diz-se no theatro Papel (o) è que o fez que o papel é que o fe^ a propósito de um actor que, valendo muito pouco, obtém um papel magnifico e sem difficuldades, produzindo grande effeito no publico, Esse artista adquire nomeada, sem que bem se saiba porque, e então os coUegas, referindo- se a elle, dizem foi tal papel que o fej. Houve em Lisboa um corista, de apeilido Souza, que era um dos peiores da corporação, mas sabia muito bem imitar os saloics. Appareceu no theatro uma comedia, Isidoro o vaqueiro, em que o principal papel era o de um saloio; esse papel foi dado ao Souza, que obteve um grande êxito e a comedia deu muito dinheiro ao velho tneatroda Rua dos Condes. Durante bastante tempo o Souza foi muito fallado mas por fim teve de voltar a corista, porque nada mais soube fazer. Um curioso dramático, de nome Victor Torres, fazia nos theatros particulares com a máxima perfeição, o papel de aleijado na comedia Feio no corpo, bonito na alma. Uma empreza foi buscal-o e n'essa peça o apresentou ao publico, quo lhe fez grande ovação. D'ahi a pouco o Victor tinha de abandonar o theatro, porque em tudo que fazia era sempre o mesmo aleijado do Feio no corpo. Poder-se-hiam citar muitos exem-

Parada Nos theatros-barracas, principalmente nos das feiras, chama-se parada ás

:

Parada

scenas burlescas e discursos de charlatães feitos á vista do publico, n'um estrado que está á frente do theatro, a fim de chamar a attenção dos curiosos e attrahir espectadores.

;

E' uma denominação popular, Paraizo n'outro tempo muito usada, e que ainda hoje alguns dão á galeria ou varanda que existe na ultima ordem dos theatros. Quasi todos os theatros teem paraijo, que vem a ser o logar mais inferior. Também se diz fatPara os bastidores iar para dentro quando o artista que está em scena se dirige a um personagem invisí-

que se julga existir, to pelos espectadores.
vel,

mas que não

é vis-

plos d'estes.

Papel
indica,

mudo

— E', como

a classificação

o

papel em que nada na a dizer. Na maior parte dos casos, os papeis d'este género, não teem importância alguma e são até desempenhados por simples comparsas. Todavia, algumas vezes succede o contrario, e o papel mudo, em volta do qual gira toda a acção da peça, exige para a sua interpretação um artista de primeira ordem, cuja

um

E' a imitação burlesca de uma Parodia peça séria, na qual se procura voltar para o lado cómico as situações mais dramáticas, seja fazendo apparecer os defeitos da obra parodiada, seja apresentando o reverso da medalha, no sentido diametralmente opposto ao que se tratou a sério, seja emfim por todos os meios que a phantasia e o espirito sugerem ao imitador. Entre nós tem havido quem faça parodias com maior ou menor valor. Muitas teem cabido por mal feitas e semsaboronas; outras teem conseguido des-

mímica expressiva consiga commover profundamente os espectadores. Papeismudos de difliculdade havia nos dramas Ghigi e Cabo Simão, E' a phrase de que usa o Para a scena! contraregra antes de começar um acto, afim de que tomem os seus logares os artistas que primeiro teem de ali estar. Quando se trata de ensaio de apuro d'uma peça de grande espectáculo, com pessoal numeroso e que se vae ensaiar uma scena em que todos

pertar interesse no publico.
:

No numero

das

devem

estar reunidos, actores, coristas, dançarinas, comparsas, etc, o contraregra ou

mesmo

o ensaiador gritam
I

:

Para a scena

toda a gente

melhores contam -se Norma, Lucrécia Borgia e Traviata, parodias ás operas dos mesmos titulos, por José Romano; NÍ7ii, parodia ao Ernani, e O Andador das almas, parodia á Lúcia di Lammermoor, por Francisco Palha O Cantador, parodia ao Trovador, por Gosta Braga; José João, parodia ao drama João José, por Esculápio; O Barbeiro da Mouraria, parodia ao Barberillo de Lavapiés, por Jacobetty O Duque de Vijella, parodia ao Duque de Vijeu, também de Jacobetty, etc. No theatro pode esta palavra Parodiar ter duas significações: parodiar uma peça,
; ;

^at
ou

biCCiONARIÔ
feitios

fazer a imitação alegre e burlesca de qualquer obra theatral séria parodiar um trabalho ariistico de qualquer summídade no theatro, é apresentar a imitação d'esse trabalho, dando-lhe também o lado burlesco. Isto faz-se principalmente nas revistas do anuo, nos quadros dos espectáculos Também os compositores muitas vezes parodiam as musicas notáveis e alguns com felicidade, como por exemplo Hervé imitou
;

dos objectos que se desejam. Depois a essas formas pedaços de papel apropriado molhado em massa de farinha, uns sobre os outros, até que teem consistência e são postos, já com os feitios das formas, a seccar próximo do lume. São esses objectos de pasta depois desbastados com faca ou tesoura, e pintados, dourados ou prateados E' assim que se faz a obra de

vãose applicando

pasta.

Gounod no Petit Faust. Partes — No theatro a palavra partes é synonimo de papeis. V. esta palavra. Partes d'orchestra Dá -se este nome aos

Pateada
faz

com

E' o ruido que nos theatros se os pés ou com as bengalas para

está copiada, gravaria, imlythographada, em separado, a musica que deve ser executada por cada instrumento. Ha portanto partes de primeiro violino, de segundo, de contrabaixo, de flauta, etc. Quando uma estante da orchestra pertence a dois instrumentistas, serve para ambos uma só parte de violino primeiro e segundo e de violeta. Emquanto aos instrumentos de vento, que teem papel distincto na orchestra, copia-se na mesma parte com chave a musica de cada instrumento as duas flautas, os dois baixos e as duas trompas. Assim também o violoncello e contrabaixo, etc. Para os ensaios, e emquanto não ha tempo de decorar, ha também partes de coros. E' toda a parte musical de Partitura uma opera lyrica, opera cómica, opereta, etc. A partitura representa o conjuncto da obra, comprehendendo todas as partes de tanto e dos instrumentos, dispostas na forma que devem ter para que a leitura simultânea de todas essas partes seja possivel aos olhos experimentados do regente da orchestra. Chama- se também partitura á reducção para piano e canto, ou só para piano, de toda a parte musical da obra. São umas estreitas pontes Passadiços de madeira ou ferro, collocadas no alto do palco, atravessando o de lado a lado, ainda acima do urdimento, por onde passam os carpinteiros de movimento para auxiliarem qnalquer manobra scenica. È.s>Iqs, passadiços ofFerecem um certo perigo e só por elles deve andar quem a isso está habituado. Passagem E' o movimento que faz o actor para passar, conforme o exige a acção scenica, pela frente ou por detraz de um ou mais personagens que com elle estão em scena. Para se executarem as passagens com toda a naturalidade, precisão e verosimilhança, devem ser indicadas ou marcadas pelo ensaiador e bem estudadas pelo artista, sejam ellas rápidas ou tenham de fazer-se quasi sem o espectador as notar. Pasta Para moveis, pertences, couraças e toda a espécie de adereços costuma empregar- se a pasta. Fazem-se formas de barro, a que depois se applica o gesso, com os

cadernos

em que

pressa ou

:

mostrar o desagrado a qualquer peça ou a qualquer artista. Não é fácil contestar ao espectador o direito de patear quando não gosta, uma vez que se lhe concede o direito de applaudir quando o espectáculo lhe agrada. A pateada é por vezes justificada, quando o espectador é enganado, apresentandose-lhe uma peça sem valor litterario, mal feita e muitas vezes immoral. Assim também quando a obra é apresentada miseravelmente, com péssimo scenario e fatos que mais parecem farrapos. Egualmente se justifica a pateada ao artista que se apresenta cm scena sem saber o seu papel; ao actor que falta ao respeito ao publico no desleixo com que representa ou nas phrases que profere e que não estão no seu papel; e finalmente á actriz que se aparta da decência e se apresenta inconvenientemente, representando com tal desbragamento que off^ende as pessoas menos escrupulosas. A pateada faz muitas vezes entrar na ordem as emprezas e os artistas. Houve tempo em que certos grupos se divertiam, praticando uma inconveniência e uma injustiça, em ir para os theatros, nas primeiras representações de qualquer obra, patear a peça e os artistas. Felizmente isso acabou. Hoje, quando o publico pateia, tem mais ou menos razão. A prohibição de entrar nas platéas com bengalas tinha ajudado a evitar as paleadas; mas essa prohibição acabou. Denomiuiivam-se assim os priPateos meiros theatros que existiram em Lisboa. Eram toscos, primeiramente ao ar livre para

representações de dia e depois cobertos e com paredes de alvenaria, podendo já n'elles representar-.';e de noite. N'alguns os prédios contiguos tinham janellas para dentro dos pateos. Os pateos de que ha conhecimento terem existido são os seguintes: Pateo da Bitesga ou da Mouraria, Pateo dos Condes, Pateo das Fangas da Farinha, Pateo da Rua das Arcas e Pateo da Rua da Praça da Palha. Do latim patheticus e do grePathetico

go de

pathetico no theatro é effeito infallivel, uma vez que a sua expressão seja justa, verdadeira, sem expathos., paixão.

O

um

cesso

nem emphase,

e

apresentada

com con-

vicção. Quando uma scena verdadeiramente pathetica, representada com intimo senti-

bÒ THEATRO PORTUGUÊS
mento e com todo o esmero, não consegue enternecer e mesmo commover até ás lagrimas o espectador, é que este é inaccessivel a qualquer impressão, insensivel aos gritos da dôr, da paixão, da cólera e do ódio, a tudo que excita o pathetico, a tudo que gera as mais admiráveis bellezas que seja dado á arte poder exprimir e reproduzir. Pausas Na declamação do artista dá-se o nome de pausas ás interrupções que elle faz entre as differentes phrases que tem a pronunciar e entre cada um dos versos que recita o que produz uma horrivel monotonia.

PeC

Opera ou tragedia, comedia ou Peça vaudeville, drama ou magica, opereta ou parodia, oratória ou opera-comica, revista ou
aproposito, toda a obra representada n'um qualquer theatro recebe a qualificação genérica ÚQ pei^'a. Assim se diz: «E'umabella peça!« ou «A peça nova cahiu». Note-se que a classificação de peça só se emprega nas obras falladas ou cantadas, e nunca nos bailes ou pantomimas. Peça fresca— Classifica-se assim uma qualquer peça, cuja acção, situações e linguagem indicam assumptos licenciosos e phrases equivocas e livres. São assim classificadas Peças burlescas as peças que, muito embora feitas sobre assumptos de pura phantasia, se approximam das parodias; são sérias na forma, mas gro-

uma classificação, mas uma expressão para designar certas obras dramáticas que, sem serem sempre baseadas no phantastico, exigem todavia grande desenvolvimento scenico. Todas as magicas são peças d* espectáculo, mas nem todas as peças d'espectaculo são magicas. Muitos dramas se teem representado em Lisboa que são verdadeiras peças d espectáculo. Entre outros muitos, se podem contar: A Pátria, de Sardou; O Abysmo^ O Conde Monte-Christo, A Família do Colono, Miguel Strogoff, Os Filhos do Capitão Gran, O Drama no fundo do mar, etc. O mesmo se pôde dizer de quasi todo o repertório de opera, em que tem grande importância o e.spectaculo propriamente dito, o espectáculo para a vista, bailados, bellas mutações de scenario, marchas, etc. Peças em verso Exceptuando as peças clássicas dos nossos escriptores mais notáveis e que hão de sempre viver como modelos para estudos das epochas, nunca tiveram grande êxito em Portugal as peças em

d'aquellas a que acima me autos, tragi-comedias e farças de Gil Vicente, o fundador do theatro porguez; os autos de António Prestes, o contemporâneo de Gil Vicente; a Castro, do erudito António Ferreira; a Castro, Hermione e Licorne, do excellente poeta bucóverso.
referi estão
:

No numero

tescas

no fundo. Peças de cordel— Assim se denominaram as peças que se imprimiam para se exporem á venda em sitios públicos, penduradas em
seguros contra uma parede E' coUecção de peças de cordel, impressas desde ijSS até i853. Na Carteira do Artista, de paginas 717 a 720, vem indicados os titulos da maior parte das peças de cordel^ elevando se ao numero de 349. Peças de mulheres São assim classificadas certas peças d'um género especial, para o successo das quaes se conta mais do que com o valor da obra, que é sempre insignificante, com a presença em scena de grande numero de mulheres, cujas aptidões consistem em se apresentarem n'uns costumes tão simples quanto possivel, fazendo lembrar muito certas tribus f^elvagens isentas de qualquer prejuizo no que toca a vestuário. Estas mulheres apresentam-se sempre tanto melhor vestidas, quanto mais despidas. Estas exhibições de formosura e boas formas obteem sempre grande êxito e chamam enorme concorrência aos theatros onde se apresentam. A peça d'este género que melhor se tem exhibido em Lisboa, e por isso que maior numero de representações deu, foi o Reino das mulheres, representada nos theatros da Rua dos Condes, Trindade e Real Golyseu, de Lisboa, e nos de D. Affonso e Principe Real, do Porto. Peças d'espectaculo Não é propriamente

cordéis,

enorme

a

Domingos dos Reis Quita a Nova Casde João Baptista Gomes Júnior; as comedias de Jorge Ferreira de Vasconcellos, riquissimo thesouro de linguagem clássica; as três comedias de Luiz de Camões, o principe dos nossos poetas; as obras dramáticas do erudito Manuel de Figueiredo; as tragedias e dramas heróicos do fecundíssimo José Agostinho de Macedo; os innumeros trabalhos de José Maria da Costa e Silva, que escreveu mais de duzentos dramas originaes, imitados e traduzidos, e uma immensidade de elogios dramáticos; os autos e praticas de António Ribeiro, o Chiado, poeta cómico de muito valor; as peças originaes e traduzidas pelo grande e popularissimo poeta Bocage; Catão e Merope, do restaurador do theatro portugnez Almeida Garrett; o Fronteiro íí'/l/ricj, de Alexandre Herculano, o notável historiador e escriptor puríssimo; e o drama Camões e as inimitáveis adaptações de Molière do sublime poeta cego Visconde de Castilho. Na actualidade teem tido successo poucas/^eçíTS em verso de D. João da Camará, Lopes de Mendonça, César de Lacerda, Eduardo Garrido, Eduardo Vidal, Fernando Caldeira, Francisco Palha, Marcellino Mesquita, José Ignacio d' Araújo, José Romano e Thomaz de Mello. As peças em verso são difficeis de escrever e não mais fáceis de representar Uma grande parte do publico não as aprecia. Peças pornographicas— A despeito do rigor que a policia ultimamente tem querido
lico
;

tro.,

!

!

.

^eft

DlCCÍONARIO

lU

exercer sobre os theatros, prohibindo as immoralidades, algumas vezes em attenção aos empenhos que para tudo sempre apparecem, outras pela incompetência dos fiscaes da lei, ainda, de quando em quando, apparecem nos theatros peças pornographicas, que são uma torpe especulação. Uma grande parte do publico corre a ouvir verdadeiras indecencias, que applaude e os sujos especuladores continuam no seu propósito, reincipublico dindo no crime de lesa-moral. que não se respeita e se regosija de ver n'uma sala as senhoras vexadas pelos desaforos que a empreza e o auctor praticam, esse publico é uma creança malcreada, que a auctoridade tem o dever de ensinar. Se não se permitte que qualquer commetta a loucura de entrar n'uma casa de jogo, onde vae ser explorado, como se ha de permittir que se assista á representação de uma peça pornograpliica, que acaba de o perverter ?.. Triste idéa dá de si um povo, que deixa ás moscas o theatro em que se representa uma peça histórica e moral, e procura com empenho obter pelo dobro do preço bilhete para ouvir as obscenidades de qualquer auctor useiro e veseiro na indecencia DizPeças (As) são como as melancias se muitas vezes isto no theatro, e assim é. As melancias só depois de abertas se sabe o que são; as peças só depois de representadas mostram o que valem. A gente de theatro é a menos competente para prever o futuro de uma peça. Quantas vezes se está ensaiando com © maior cuidado, e gastando muito dinheiro na montagem de uma peça, em que ha a maior confiança, e ella cae redondamente na primeira representação! Acontece também o contrario isto é, ensaia-se mal e nada se gasta com uma peça, que parece cheia de defeitos, e todavia agrada extraordinariamente e dá grande numero de representações Vigas ou barrotes que desPenduraes cem das asnas sobre as linhas que sustentam o urdimento. Alguns priPercentagem nas receitas meiros artistas, aos quaes as e^ prezas não podem sustentar oroenados fabulosos, e ainda outros que só se contractam por um tempo limitado, ou para fazer apenas uma
;

do também perder o ponto. O actor intelligente, a quem talsuccede,substitue as phrases do papel por algumas suas, e acontece muitas vezes que o espectador não chega a perceber que elle se perdeu. Com esta taboa de salvação o artista dá tempo ao ponto para entrar em bom caminho e poder acudirIhe. actor medíocre e sem dom de impro-

O

visa r,jt?erieNíío -se, faz completo /íasco. do se dá caso d'estes, ou se diz

Quanque o

Um

um

actor se perdeu, ou, o que vem a dar na mesma, que metteu os pés pelas mãos. calão de theatro chama-se Perdiz— perdi^ a uma recita de pequena concorrência, em que a receita não chega para as despezas da noite. Peripécia Também se dá o nome de peripécias ás situações que surgem em qual-

Em

quer drama ou comedia, apparecendo a complicar a acção e retardando o seu desenvolvimento final. As peripécias podem ser dramáticas ou cómicas.

em

Personagens— Todos os indivíduos postos scena n'uma obra dramática, todos os

que tomam qualquer parte na acção imaginada pelo auctor, seja uma parte importante ou accessoria, formam os personagens da peça representada. Cada jperso«íT^c'wj é confiado a um actor ou a uma actriz, que fica assim encarregado de o personificar perante o publico e de sustentar o seu caracter com toda a naturalidade e toda a verdade possível.

Todos os objectos, Pertences de scena grandes ou pequenos, que devem estar em scena ao levantar do panno, ou todososque
os artistas, coristas ou comparsas devem levar para a scena, á vista do publico, ou occultos nas algibeiras para a seu tempo apparecerem. O aderecista é quem se responsabilisa pelos pertences de scena e, por meio dos seus empregados, os comparsas de scena, faz d'elles entrega ao contraregra em

;

tempo competente,

determinada peça, recebem como gratificação uma percentagem sobre a receita bruta ou liquida dos espectáculos em que tomam parte. Assim teem trabalhado por vezes nos nossos theatros os artistas António Pedro, César de Lima, Furtado Coelho, Izidoro, Joaquim d'Almeida, José António do Valle, Pinto de Campos, Rosa pae, Simões, Taborda, Amélia Vieira. Anna Pereira, Emilia das Neves, Lucinda Simões, etc. Perder- se Acontece algumas vezes que um artista esquece em scena o que tem a dizer, salta algumas falias e perde- se, íazen:

Pescar d'ouvido Diz-se do actor que, por preguiça ou por falta de memoria, nunca sabe os seus papeis e por isso vae seguindo o ponto, que tem de lhe dizer toda a parte, que elle pesca d^ouvido. E' calão theatral, mas é verdadeiro, pois que um actor n'estas condições, se não pescasse d' ouvido tudo quanto o ponto lhe diz, faria uma triste figura. Ainda assim, a figura nunca pôde ser muito boa, porque é impossível representar bem quem não sabe o que tem a dizer. O pessoal de um theatro varia Pessoal segundo a sua natureza e importância. Nas companhias ambulantes o pessoal é sempre muito reduzido, a fim de evitar despezas de viagem e para não sobrecarregar a folha, visto que os theatros de província teem pequeno rendimento. O theatro de S. Carlos, com o seu pessoal artístico, nunca inferior a 20 figuras, com os seus 5o coristas, 24 bái-

;

ii3

DO THEATRO PORTUGUEZ
grande orchestra, banda, machinis-

Pia

larinas,

tas, carpinteiros, alfayates, costureiras, illu-

minadores, cabelleireiros, porteiros, innumeros comparsas dos dois sexos, bengaleiros, moços do café, empregados de escriptonão tem pessoal inferior a 400 inrio, etc Nos outros theatros de Lisboa é divíduos também grande o pessoal, principalmente na Trindade, D. Amélia, Rua dos Condes, Avenida ou em qualquer outro que monte peças de grande espectáculo. Os theatros de D. Maria II, Gymnasio e Príncipe Real não teem grande pessoal; em todo o caso em
, !

res, que geralmente são indulgentes, e d'essa indulgência os actores abusam. Egualmente máu é o systema de alguns artistas, n'uma situação mais ou menos dramática, dizerem em voz baixa aos collegas graçolas que lhes provocam o riso e estragam o trabalho. A's piadas dão também os artistas e o publico o nome de buchas. Quando na musica ha a inPianíssimo dicação de pianissimo, que se marca com dois pp^ o trecho deve ser executado muito suavemente, diminuindo o som o mais pos-

sível.

nenhum

120 pessoas, que d'alli tiram o sustento de suas famílias. Pesos dos pannos— São os pesos que, nas extremidades das cordas que passam nos cylindros, descem para fazer subir qualquer panno, ou sobem para os fazer descer
d'elles

é

inferior

a

Phrasear— Apezar de

se

poder

applicar á declamação ou recitação a palavra phrasear, no sentido

Personagem da antiga comedia passando mais tarde para as comedias francezas e ultimamente introduzido nas pantomimas. Em termo theatral, dizer pinPintar-se tar-se equivale a dizer que se vae caracterisar; isto é, preparar a cara de forma que, em scena, faça o eífeito desejado.
Pierrot
italiana,

Plagiato

— Diz- se

ter

de exprimir as phrases com nitidez, é todavia á musica que pertence uma das qualidades mais raras e mais preciosas que pôde ter um cantor dramático. Para bem phrasear é indispensável muita attençãoe muita intelligencia. Bem phrasear é estabelecer e apresentar o período musical em toda a sua nitidez, com a graça e elegância que comporta, tendo em conta o valor rythimico das palavras, fazendo concordar o texto poético com o texto musical, sem desprezar qualquer minuciosidade que possa contribuir para o eífeito geral. Para bem phrasear é indispensável ter gosto e P.-so estylo e possuir um óptimo sen- j^J ^^^^^^ timento musical. Alguns artistas teem Phrases cortadas o insupportavel defeito de cortar phrases com grandes pausas, o que torna a decla-

commettido uva plagiato ou plagio aquelle que
apresenta como seu o trabalho alheio. E', pois, no theatro, um plagiaria

o que dá como original seu uma peça feita por outro, portuguez ou estrangeiro. Não deixa tambem de ser plagiário

quem rouba uma scena, uma falia, ou qualquer
pensamento para
duzir
intro-

em

peça sua.

mação d'uma morosidade

irritante.

Fazem

silencio entre duas phrases, entre dois períodos e até entre duas palavras que deviam estar intimamente ligadas uma á outra.

E' o mais importante dos Physionomia agentes da expressão, pois que n'ella tudo falia os olhos, a fronte, as narinas, os lábios e os músculos faciaes. A physionomia deve preparar o effeito, antes mesmo do ar:

sentimentos com a justa expressão physionomica. V. Jogo physionomico. Ghama-se assim a certos gracePiadas jos de peior ou melhor gosto, que alguns actores accrescentam aos seus papeis, quando se julgam senhores de si e do publico. N'isto ha por vezes grandes inconveniências 6' falta de respeito para com os espectadoe os

começar fallando. O panha sempre a palavra
tista

bom

artista

acom-

O Plano d'uma peça plano de uma obra draPierrot matica constitue o arcaboiço completo com todas as situações, todos os incidentes, todos os effeitos scenicos que se devem produzir no curso da acção imaginada pelo escriptor é como o esboço d'um quadro a que só faltam as cores, a luz e sombras para produzir á vista do admirador a impressão que o pintor espera obter. Da mesma sorte, ao plano d'uma tragedia, d'um drama, d'uma comedia, só falta o dialogo, que dará á obra o verdadeiro colorido. Depois de bem planeado o enredo d'uma peça, o começo da acção, o seu desenvolvimento e desenlace, os personagens que será preciso apresentar e os caracteres que devem ter, divide-se o assumpto por actos e estes em scenas, de maneira que cada acto, por bellas situações que tenha, deixe ainda antever outras maiores e conserve sempre o espectador na incerteza do que ha de acontecer até ao desenvolvimento final. O primeiro acto é sempre destinado á exposição do assumpto mas nos outros o dramaturgo deve interessar vivamente o espectador com situações fortes, violentas e cómicas, a produzir ver;

8

Pon

biCCIONARiÓ
d'uma do os

114

dadeiro enthusiasmo e despertar interesse

sempre crescente. Divide, pois, as scenas por cada acto, mettendo n'ellas os personagens necessários, não entrando nunca um
único sem justificação, todos com caracteres definidos e bem delineados e dizendo só o preciso. Quando o drama ou comedia está delineada, os actos bem marcados, os incidentes encadeados uns nos outros, as scenas bem ligadas e bem conduzidas, os caracteres bem desenhados, só falta ao escriptor dar-lhe as palavras, o estylo, o que de certo não é o mais difficil. Planos da scena Tanto para a collocação do scenario, como para a disposição dos personagens, divide-se a scena em fracções, todas de egual largura, partindo d'um lado para o outro, por uma espécie de linha imaginaria, que toma o nome úq plano e que indica a divisão do palco. D'esta forma, o espaço comprehendido entre o regulador e o primeiro bastidor toma o nome de primeiro plano^ o que fica entre o primeiro bastidor e o segundo, é o segundo plano, e assim successivamente até o espaço entre o ultimo bastidor e o panno do fundo, que é o ultimo plano. Por esta disposição pôde indicarse exactamente o sitio em que devem collocar-se os accessorios, o logar que deve occupar cada personagem e marcar d'uma forma certa as passagens, os movimentos e todos os effeitos de scena, sem que o publico perceba o processo usado, mas só os que conhecem paticamente o theatro. Entende-se por duas Planta da scena formas no theatro a planta da scena. Ou pôde ser a planta completa do palco, marcando o seu comprimento e largura totaes, a largura e altura da bôcca de scena, o buraco do ponto, as calhas, alçapões, varandas do urdimento, etc; ou pôde entender-se por planta da scena a que é especial para o local em que se passa qualquer acto ou quadro e qu« tem de ser feita segundo as exigências do auctor da peça. Ahi marca-se também o comprimento e largura da scena,

sala de espectáculos, comprehendenfauteuils, cadeiras, superior e geral. se chama platéa á reunião dos espectadores. Assim se diz por exemplo «a

Também

:

platéa applaudiu extraordinariamente» ou «tal phrase não chegou á platéa». E' isto em sentido figurado, porque, como acima disse, a platéa é a parte do theatro que fica entre a orchestra e os camarotes e onde se sentam os espectadores. O chão é em plano inclinado, afim de que os que estão adeante não tirem a vista aos que ficam atraz e assim todos possam ver distinctamente a scena. Tratando-se de uma opera, dáPoema

se por vezes o

nimo de
criptor, positor.

libretto.

nome de poema como synoO poema é a obra do esto-

como a partitura é a obra do comQuando se trata de uma opera-co-

mica ou opereta, costuma-se no theatro

peio poema toda a parte dialogada e canto a parte musical. Posto que muitos gePoeta dramático neralisem esta classificação a todos os escriptores de theatro, com propridade só se chama poeta dramático ao que escreve peças em verso, podendo ainda dividir-se esta classificação em poeta trágico., poeta dramático ou poeta cómico, conforme a peça em verso fôr tragedia, drama ou comedia. Todos os nossos Policia nos theatros theatros teem camarote que pertence á policia e d'onde assistem aos espectáculos as

mar

com rompimentos, bastidores, praticáveis e repregos, com tudo indicado nos respectivos logares. Entre nós dá-se a denominação Platéa

CS3

fiii^i'"'-!^

I

auctoridades que a elles presidem. Estas auctoridades são, desde o governador civil e commandante do corpo policial, até ao chefe de esquadra, incluindo o administrador do concelho ou bairro. A's ordens d'estes, e conforme as dimensões e importância dos theatros, vão sempre guardas, em maior ou menor numero, para a manutenção da ordem e cumprimento fiel do regulamento. Esta guarda é sempre gratificada pelas emprezas com a quantia determinada pela policia. Nos camarotes das auctoridades teem também entrada os commandantes da guarda municipal. N'alguns theatros ha um camarote especial para o governador civil e seu secretario e para o commandante da guarda municipal. Estas duas auctoridades teem á sua disposição dois camarotes separados em S. Carlos e D. Maria. Polymnia A musa da mímica, da memoria e dos hymnos aos deuses.

se
Platéa

Nome que Polytheama dá aos theatros-circos de

geral de platéa a todos os logares de qualquer classe existentes no pavimento baixo

grandes dimensões. Ponto— E' um dos empregos mais modestos, mas também mais úteis e mais importantes dos theatros. O ponto

Poiymnia

ii5

t)0

THEATRO PORtUGUEZ
impede

Prã

obrigado a assistir a todos os ensaios e a todos os espectáculos d"um theatro, seguindo constantemente o manuscripto da peça que se ensaia ou se representa, dando os começos das falias e acudindo aos artistas, aos quaes a memoria atraiçoe. O ponto vive quasi sempre enterrado no seu buraco, recebendo na bocca todos os micróbios, enchendo os pulmões de poeira, esfalfando a larynge a soprar as palavras e ainda com attenção aos signaes que tenha de dar para mutações, apparições, etc. E' o único empregado de theatro que não pódè faltar de dia nem de noite, e é quasi o peior remunerado de todos. Quando um artista não estuda os seus papeis e vae para a scena sem saber palavra do que tem a dizer, o ponto esfalfa-se a gritar todo o papel, e, como o artista tem forçosamente de fazer má figura, ainda por cima se queixa do pobre ponto. Este logar merecia ser bem remunerado, não só pelo trabalho excessivo que o ponto tem, mas também para que fosse
é

a entrada a toda a pessoa que não tenha auctorisação do director do palco ou do emprezario. Praça e Rua Para indicar aos empregados inferiores do palco o lado direito ou o lado esquerdo, chama r-lhe assim, faria grande confusão, pois que direita e esquerda po-

dem

ser

tomadas peias do actor ou do

es-

á outra. Assim, pois, seguindo o exemplo do que se faz em Fran ça, foram substituidas as palavras direita e esquerda por praça ou rua, conforme a situação do theatro. machinista, quando trata de afinar panno, grita, por exemplo: aArria da praça I» ou aLeva da rua!«, o que equivale a dizer «Desce o panno do lado direito e levanta do esquerdo!» ou vive-versa. N'alguns theatros varia-se a indicação, como por exemplo o lado direito de S. Carlos, que em vez de praça é Picadeiro., e o mesmo acontece com o lado esquerdo

pectador, oppostas

uma

O

um

:

do D Amélia.

dado a

um homem

intelligente e

com

certa

E' o fragmento d'uma vista, Praticável sobre lona, panno cru ou madeira, forman-

illustração, a tim de poder repentinamente acudir ao artista que se perde, começando

uma

phrase que não está no papel e que ficaria em meio, se o ponto lhe não soprasse a conclusão.

Por obsequio —Quando o publico applaude com enthusiasmo qualquer numero de musica, pede bis e este é satisfeito, se ainda quer nova repetição, quasi sempre acompanha o pedido com estas palavras: Por obse!

quio

l

Portas de communicação— Da scena para a sala ou para os corredores d'um theatro ha apenas uma ou duas portas de communicação, que durante o dia estão sempre abertas para os serviços indispensáveis, mas á noite, durante o espectáculo, se conservam fechadas, podendo apenas entrar e sahir por ellas o emprezario, o ensaiador, o illuminador e os bombeiros de serviço. Entram por ellas algumas vezes pessoas extranhas ao theatro, mas só com auctorisação especial do emprezario ou do director. N'alguns theatros as portas de communicação são de ferro e todas o deveriam ser, para isolar a sala quando de tal houvesse necessidade. No caso de incêndio, de que serviria o panno de ferro se o fogo pudesse atravessar e destruir essas portas? Ha-os de diversas classes e Porteiros

diversas attribuiçóes no theatro. Os que estão á porta de entrada, recebem os bilhetes aos espectadores e vigiam que ninguém entre sem elles. Os porteiros das pla-

com

Praticavel

téas,

balcão e galeria recebem egualmente os bilhetes dos respectivos logares, que são indicados pelos arrumadores. Os porteiros dos camarotes recebem também os bilhetes, á vista dos quaes abrem os camarotes indicados. O porteiro da caixa, ou palco,

do qualquer elevação na scena e representando um accidente do terreno, uma construcção, ou qualquer objecto sobre o qual um ou mais personagens possam estar, subir, andar, mover-se e entrar. E' claro que

De Ricci: Clara de Ro- O O : — e Desertor por amor. luctando sempre com difliculdades. os emprezarios vêem-se em difliculdades para satisfazer os pedidos de bilhetes. chama-se programma do espectáculo. Diz-se (\\ie procura effeitos o actor que se não contenta com os que naturalmente nascem das situações e diálogos do seu papel. Creio que também pouco se conseguiria com o systema. Nos outros theatros os fauteuils custam entre i^ooo réis e 700 réis. um cavalete. De Mercadan- — Castello dos esviritos e T&sta de bronBeijo e Mademoiselle de ze. A forma de annunciar os Programmas espectáculos por meio de programmas é Programma — — . não pôde pagar mais. segundo as vozes que possuem. Carlos custava 480 réis e nos outros theatros os primeiros logares custavam 400 réis e 320 réisl Apezar de tudo. fornecedores do theatro. estimados do publico. O Salteador e Um passeio pela Europa. Prestigio— Os bons artistas. annunciando-se antecipadamente e marcando-se-lhes um praso. Egual preço teem os logares de balcão. sendo assim impossível satisfazer a todos pelas exíguas dimensões dos theatros. De Balfe Os quatro filhos AyOlivo e Pascoal. Quando a primeira da peça annunciada é de sensação. são baratíssimos. um estrado ou qualqaer coisa. a fim de que o publico se não possa manifestar hostilmente. adoptando-se as palavras italianas. que começam frequente nos se conserva. Sô em Portugal o assignante paga mil réis por cada recita. Também em Portugal se dá a mesma classificação. á custa do bom senso e do bom gosto. porque me lembro que. Verdade seja que em taes recitas apparecem vinte e trinta redactores de cada jornal. De Donizetti Schiva O fanático pela musica. pois. comparados com os dos estrangeiros. e Dominó preto. Preços dos legares nos theatros Variam Precipitação e — E' um erro que n'outros de escriptores. De mon. isto é. Em Paris. onde os personagens pos- uma sam estar. limitam-se a compor. não podem augmentar os preços. nas Laranjeiras De Au- — ber te : : A Barcarola. De Victor Massé: A cantora encoberta. N'essas primeiras representações as salas estão cheias — O delineamento de qualquer espectáculo. ser um bom actor. que também no dia seguinte foi posta pelas ruas da amargura na imprensa. jornalistas. não se vendem logares para ellas. De Rossini Cenerentola e A occasião ja^ o ladrão. prejudicando o seu trabalho. antes de ser aberta a venda ao publico. — Principaes operas cantadas no theatro do Conde de Farrobo. De Potier O parlatorio do convento. — Procurar os effeitos— A phrase explica-se por si mesma. etc. e que effectivamente outra coisa não é. Em geral os preços dos nossos theatros. De Cordella e Giordani: Os semberg O : : : : : aventureiros. uma curta introducção de um sô movimento. volta-se á antiga. Preferencia Os assignantes de qualquer theatro teem sempre preferencia na escolha dos logares que desejem para as recitas extraordinárias. a phrase sabida da sua bocca nunca chega nitida aos ouvidos dos espectadores. que passou de moda os compositores escreverem para as suas obras theatraes symphonias ou aberturas. tendo as emprezas enormes encargos. artistas. E' defeito de que todo o artista dramático se deve cohibir. que perdem grande numero de palavras. além de não haver manifestações de desagrado.. De Barbier: Uma noite em Sevilha. Prima-donna E' assim que os italianos classificam as primeiras cantoras. O actor que tem uma dicção precipitada é sempre incorrecto. n'uma recita gratuita. Ha 40 annos. — segundo os theatros e segundo as commodidades que offerecem. De Frondoni Mérange. exercem sobre elle verdadeiro prestigio. Primeiras e segundas Assim se designam no theatro as coristas. As primeiras são as que cantam soprano e segundas as que teem voz de contralto. por todos os meios possíveis e mesmo impossíveis. Entre nôs já por vezes se tem querido adoptar este systema. De Boulanger: O diabo na escola. Os logares inferiores variam entre 5oo réis e 100 réis E já foram muito mais baratos os preços. Com isto. A' artista superior a todas n'uma companhia lyrica dão o nome de prima-donna assoluta. não se percebendo bem a razão. Preludio Hoje. e que se esforça. Carlos os camarotes. as Primeira representação primeiras representações das peças são feitas á porta fechada. Quem falia com precipitação não pôde ter inflexões nítidas não pôde. houve pateada á peça. um logar de platéa em S. as emprezas conseguem as boas graças da imprensa. offerecida á imprensa e aos artistas. centos de escriptores . De Daddi: Organista. muitos dos quaes apparecem depois á venda nas mãos dos contractadores. em forma de prefacio symphonico. De Miro O sonho do Zingaro e O Somnambulo.»ro DIGGIONARIO ii6 para este fim se adapta ao reprego pintado escada. Também são baratos em S. dramáticos e milhares de artistas. Duque de Olonna A Parte : do Diabo. em provocar nos espectadores falsas impressões e effeitos. os artistas que n'elle tomam parte e a ordem por que é executado. mas. a que dão o nome de preludio. amigos dos emprezarios. a começar pelos do theatro lyrico. designando as partes de que se compõe. ouvindo verdadeiras notabilidades. porque o publico.

porém. e por isso são bem poucas as peças que fogem á prosa. Uma boa pronuncia. ou ao fundo da platéa. entrega-o ao senhorio. Eífectivamente. Apezar de serem o — mam . Promenoir em Palavra franceza adoptada Portugal para designar uns logares mo- — cordato e o mais serio possível. em vez de serem prohibidas. os actores e o pu- — blico. Também se chama prologo á primeira parte de um drama. como no Colyseu dos Recreios. sacrificam-se as emprezas. Prosa O theatro portuguez teve sempre muito maior numero de peças em prosa do que em verso. Para isto são quasi sempre incompetentes as auctoridades que assistem aos ensaios geraes. deve renunciar á carreira d'actor. E' a maneira de articular. concordam os auctores. assim como os tratados litterarios com alguns paizes estrangeiros garantem. Nos outros theatros superintende directamente a policia. são mutiladas com cortes ou soffrem substituições de phrases. em egualdade de circumstanciâs. Promenoir dernamente creados em alguns dos nossos theatros. Fica. Na rua são entregues a torto e a direito. a peça tem tudo a ganhar com elle. leis a propriedade das peças ou musicas de theatro está perfeitamente garantida aos auctores. mas ha muitos que. O promenoir \)óáQ "ser por cima dos camarotes. Emquanto aos outros theatros. n'este ponto. Amélia. como no theatro D. que. Pretendem alguns que esta disposição prejudica a illusão. Se estas são muito mais fáceis de fazer. as exigências imperiosas da acústica obrigam os artistas a não ficarem na scena propriamente dita. é uma das mil convenções de theatro mais úteis e indispensáveis. provmcias e ilhas. com excepção do Príncipe Real. Quando algum d'estes consegue fazer uma boa epocha. na qual os actores se collocam para serem bem vistos e ouvidos pelos espectadores. mas quando é bem feito. Ainda se todos elles se contentassem com as grandes rendas que dão um juro fabuloso a essas propriedades. que é o pobre emprezario. E. exigem das emprezas camarotes e bilhetes em todas as recitas para os venderem. -Amélia é explorado pelos proprietários. sendo os garotos os mais das primeiras e mais indispensáveis qualidades de um actor. ou ainda o carregar nos RR. fazendo ainda concorrência ao seu inquilino. se n'outro tempo assim era. E' uma propriePropriedade litteraria dade como outra qualquer e assim o enten- — Prohibíção O fiscal do governo junto á sociedade artística do theatro de D. os trabalhos theatraes de uma e outra na- dem Nas nossas ção. que prohibe a representação de qualquer peça que offenda a moral publica.117 DO THEATRO PORTUGUEZ uma Pi»08 talvez a menos útil. Procurar uma forma nova de íazer programmas tem toda a vantagem. actualmente o publico só admitte os bons versos. pelo que. Maria II por diversas vezes impôz o seu veto á representação de peças que julgou inconveniente subirem á scena n'aquella casa de espectáculos. é a parte mais avançada da scena. vem fazer ao publico sobre o assumpto da mesma peça. mais do que nenhuma outra. cujo proprietário é o mais — Chama-se prologo de qualquer Prologo peça a exposição que um personagem. trazendo os actores muito á frente e fora do local que a scena representa. passada annos antes do seguimento da obra e onde se dá um acontecimento. bem estava. de Pronuncia emittir os sons das lettras. sendo o algoz o arrendatário. Quem não consegue perder a pronuncia viciada de algumas contemplados. portanto. quasi sempre fora do panno. juntas a um órgão sonoro e flexivel é — E' o que os francezes chaProscénio avant-scene e os romanos intitulavam proscenium. Actualmente em Lisboa apenas o theatro D. ou uma voz ciciosa. além do preço da renda. sob pena de não serem ouvidos. tem o dever de bem servir a arte e a moral. onde o publico está de pé ou passeia. Muitas vezes as peças. porque attrahe as attenções. que depois tem de ser desenvolvido. — lêem as peças. e n'outros ou embrulham n'elles os géneros ou os rasgam. uma articulação nitida. por preço diminuto. syllabas e palavras. pelas exigências dos senhorios. são também muito mais fáceis de representar. porque geralmente são mal distribuidos. gozando ao mesmo tempo o especta^culo. Conforme o seu nome indica. ou que — os códigos de quasi todas as nações. Não é fácil fazer um bom programma^ que prenda a attenção do transeunte e o obrigue a ir ver o espectáculo annunciado. á vista do publico quando o panno desce. A muitos estabelecimentos não chegam. O proscénio entra na sala e occupa todo o espaço entre o panno de bôcca e a orchestra. as instituições ou ataque as boas relações internacionaes. Esta. tudo o que devia ganhar. Proprietários dos theatros São quasi sempre os algozes dos emprezarios. pois nunca poderá ser um artista acceitavel.

Prova de papeis Os ensaios de uma — no nosso theatro. E' sobre elles que assenta o vigamento. em geral mal educado e ignorante. — justificar a sua opinião mettem os pés pelas mãos. para se dar ares e para sustentar a sua fama de abastado. porém. Pela etymologia da palavra. Estas. o prototogonista é o papel mais importante d'uma obra dramática. no drama e no melodrama. Estes prumos devem estar bastante distanciados uns dos outros e serem só o. porque a critica. e quando vérbios feito — — querem — . O publico do theatro de S. que podem melindrar os ouvidos dos espectadores e principalmente das senhoras. nas sciencias. os pulmões d'um artista chegam a dis. admittido também escrever-se e dizer-se protagonista. sem ao menos avaliar o trabalho dos artistas. No theatro. a burguezia. nas situações ou nas phrases. Quando muito. está. poucos theatros as teem. Não é para aqui fazer a physiologia do publico dos nossos theatros. que tem muito a revelar. ! — . a nobreza. dizendo toda a qualidade de disparates. Ri alvarmente com quantas baboseiras ouve. Protestar Quando na scena se apresenta uma peça audaciosa na these. — qualquer peça começam sempre pela prova de papeis. e onde se reúne a fina flor da sociedade portugueza. Diz-se também que o actor F. de protos. tudo quanto ha de illustre na litteratura. Como disse. n'um successo. Quando um actor possue uma voz forte e estridente e faz resoar o echo da sala de espectáculo com inflexões enérgicas e terriveis.« indispensáveis. não se apuram talvez cincoenta que entendam alguma coisa da arte de canto. Portugal. nas artes. Tem havido bastantes pro- que Proscénio frizas que entram no proscénio são muito procuradas. Publico A' reunião de pessoas que assistem a um espectáculo em qualquer theatro chama-se publico. Pateam ás vezes uma boa peça e applaudem delirantemente outra que nada vale O nosso publico em geral só vae ao theatro para se divertir e passar o tempo. diz-se que esse actor tem pulmões magníficos. alguns gostam realmente de ouvir musica mas tanto effeito lhes faz uma opera cantada por bons artistas comp tocada por um máu realejo. deve dizer-se: /rotogonista e assim se escreve. Pulmões São os órgãos da respiração. Carlos vae principalmente ali para se mostrar. Applaudem ou pateiam inconscientemente. seguindo pela peça o director. é o protogonista de tal peça. . por palavras ou gestos. Também não são muito entendedores os que assistem ás representações dos outros theatros. afim de se emendar qualquer erro de copia. A's vezes. o publico costuma protestar. os camarotes de avant-scene são os mais caros e mais estimados em França. que se colloca no logar mais proeminente ou de mais responsabilidade. Também eguaes protestos se levantam quando um artista. Em matéria de arte o nosso publico é bastante ignorante. n'um numero considerável de espectadores. applaude com enthusiasmo o actor palhaço e desdenha do trabalho consciencioso do artista correcto. que se collocam no subterrâneo para sustentar o palco. Para agradar e ter valor é indispensável que o auctor tenha imaginação e estylo elegante. onde só por empenhos se pôde obter um logar de assignatura. porém. que estraga auctores e actores. Fazer um provérbio não é tão fácil como pode parecer. que não transige com o máu gosto do publico. primeiro. ou mesme o ponto. se porta ieconvenientemente. combatente. não se tiram cincoenta verdadeiros conhecedores do assumpto. de preferencia aos camarotes. as Em sobre o qual inventam uma pequena acção. também estraga esse publico. Protogonista Esta palavra é derivada do grego. Qs auctores lançam mão de um provérbio. na acção. na imprensa. afim de que o subterrraneo fique o mais desembaraçado possivel.Pui DIGCIONARIO ii8 peiores para se gozar um espectáculo. No nosso theatro lyrico. Consiste ella em cada artista ler o que está escripto na sua parte. se desenvolve n'algumas scenas. mas poucos teem grande carreira. faltando ao respeito que deve ao publico. Prumos Pedaços de madeira prependiculares. ou o auctor. que teem por assumpto e por titulo qualquer provérbio. Provérbios São assim classificadas algumas pequenas comedias. dando vivos signaes de reprovação. por ser elle que representa o principal papel. E' a pessoa que mais se salienta n'um facto. e agonistas.

cabe aos primeiros artistas levantar ou puxar por todas as fórmas essa representação. Quando a representação corre Puxar fria e o publico começa a manifestar indif- — ferença ou inípaciencia. é preciso ter mais alguma coisa.119 DO THEATRO PORTUGUEZ Pux pensar o talento! Já na comedia e no vaudeville. . animando-a e tornando-a interessante. além da boa voz e dos bons pulmões. São os artistas muitas vezas que puxam e levantam uma peça.

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Para os quadres. Consistiam na reproducção exacta. : . com o auxilio de seres animados mas immoveis. as peças phantasticas e até muitos dramas. no decurso de qualquer acto. — Quadros vivos estão no seu posto e de que os artistas estão promptos. A resposta é esta Quando quiser. deve o contraregra percorrer os camarins de todos os artistas que pectadores.. os personagens vestiam-se com os costumes copiados exactamente do original para as esculpturas eram cobertos de mailloís e fazendas brancas. se não a ha. Pode ser o effeito plástico e pittoresco produzido no fim d'um acto pelo agrupamento de personagens que tomaram parte na acção. Para este fim. o effeito era extraordinário. Podiam ser observados de todos os lados.Q Esta palavra no theatro tem Quadro duas significações. o contraregra não dá o signal antes de ter a absoluta certeza de que todos — Tiveram grande voga e Quadros vivos por vezes se introduziram em peças de grande espectáculo. para levantar o panno. uma peça tem cinco actos e a acção se passa em vinte logares diversos e portanto com vistas diversas. Hoje os quadros vivos estão pouco em uso. Depois de ouvir de todos esta ou outra phrase similhante. Significa também as divisões d'uma obra dramática com vários locaes de acção em momentos diversos. o que realmente era de notável effeito. assim se diz: «o final do segundo acto apresenta um bello quadro». pois que os personagens eram collocados sobre uma roda que girava lentamente á vista dos es. perguntando a cada um se pôde mandar principiar. ou. Sempre que ha mudança de vista. fazendo-se a mutação á vista. Os grupos e a sua disposição eram rigorosamente observados com a maior exactidão. de quadros ou grupos de esculpturas celebres e de todos conhecidos. passa-se a um novo quadro. dá então o signal para romper a orchestra. Quando o panno se levantava sobre um quadro d'estes. — Para começar um esQuando quizer pectáculo. Se. quando chega a hora de começar. Estão n'este caso todas as magicas. Muitas vezes o panno de bôcca não desce para a mudança de quadro. entram no começo do acto. as revistas. as oratórias. por exemplo. diz-se que tem 5 actos e vinte quadros.

e um quando se deve começar ás quarto.Qui DIGGIONARIO Quarteladas As divisões feitas no soalho do paKo. Quinteto E' um trecho de musica a cinco vozes. porque forma O base que supporta todo o edificio instrumental. mas com taes contractos também pouco se adianta. Viagem d roda da Parvónia. da orchestra mais essencial. com ou sem acompanhamento de orchestra. muita verdade. quando é cantada costu- — um — — ma ter quarteto é acompanhamento de orchestra. A toda a hora se está sentindo a falta de leis especiaes. que ficam só na primeira representação. — . não provoque tiro ser executado o riso. etc. que só elles formam uma harmonia completa. n'uma grande parte dos casos. também a empreza não tem meio de haver a multa do artista. cahindo na primeira representação. E' a expressão que serve para Queda indicar o desagrado de uma peça. No theatro da Trindade. Quarteto E' uma peça de musica cantada por quatro vozes. para a submersão de navio. QuartellAS São as partes em que se dividem as quartelladas para n'ellas se abrirem os alçapões.. sem ter meio de os reclamar. São modelos de ideal perfeição os quartetos de Haydn. apezar da multa estabelecida para a quebra do contracto. para que. pois que. afim de que facilmente se possam abrir alçapões. em resultado de um ferimento. ou é ensaio geral. Chama-se a isto o quarto d'hora de espera. por assim o exigir a peça. N'um concerto instrumental. violetas e contrabaixos. em que um artista. ou tocada per quatro instrumentos. Os Vencidos da vida. houve tempo em que todas as peças eram paleadas nas primeiras recitas e depois tiveram innumeras representações Assim succedeu com o Barba Ai[ul. Ha ainda algumas emprezas que contractam artistas com as formalidades legaes. partes do mundo. se a empreza quebra o artista não tem de quem reclamar a multa. O também uma das formas mais musica instrumental. segundos violinos. ou mesmo levantar todo o palco ou uma grande parte para subir qualquer grupo de figuras. se levantam depois e fazem magnificas carreiras. Boccherini. Mozart quarteto é uma das fracções e Beethoven. Acontece. Ha peças que. Sal e Pimenta e outras. e por isso a empreza soffre os prejuízos causados pela sabida de um artis1 1 primeira representação e depois deram centos de recitas. e. em duello. a tolerância é de meia hora. os contractos verbaes ou escriptos costumam ser respeitados de parte a parte. Eva. Ha também quedas fataes. Por isto se diz que o ensaio é ás 1 1 hoa preso no reoertorio. principal- perfeitas da mente no que diz respeito a instrumentos de corda. Isto tem de com muito estudo. porem. Filha da Senhora Angot. etc. ou o artista deixa de receber os seus salários. Apezar de muitos Quebra de contracto emprezarios terem com os seus artistas unicamente contractos de palavra e outros terem assignadas escripturas sem as formalidades legaes e portanto não obrigarem perante as leis. um quarto de hora antes d'aquella a que devem rigorosamente começar. o quinteto é uma composição para cinco instrumentos concertantes. A palavra queda refere-se egualmente no theatro a qualquer scena. de das ná : — um ou de doença súbita. Quando o ensaio é com orchestra. pois que apresenta uma sonora homogeneidade. tem de cair desmaiado ou morto. Tem succedido isso a bastanOs Provincianos em Listes. á uma hora e três quartos para começar ás 2. muito cuidado. de Lisboa. fíejerro de ouro. que algumas vezes o não são. como se não poderia encontrar egual. por onde em Portugal se regulem os assumptos theatraes. da mesma forma que. entre ellas boa. quando esta consegue ir ao fim. As seis. Com as reta — vistas — este caso do anno quasi sempre se tem dado raras as que não foram patea: ras. E' costume em Quarto d'hora de espera todos os theatros marcar na tabeliã as horas dos ensaios. ao meio dia e um quarto para começar ao meio dia e meia hora. em vez de produzir grande commoção. em vez de um quarto d' hora. Isto tem principalmente por fim evitar o desarranjo pela differença do relógio do theatro e os dos artistas. peças que são pateadas e desagradam por tal forma. Gomprehende a reunião dos instrumentos de arco: primeiros violinos.

de petróleo. por qualquer motivo que seja. é mais usual dizer-se: A ribalta. os seus processos. e volta a tomar parte nos espectáculos. ao lado de verdades eternas e fundamentaes. Enfia-sen'esse arame um pequenino canudo. conforme a illuminaçao do resto do — Rampa e velas. — theatro. não mudam o seu velho modo de representar. diz-se que faz a sua reapparição. Raios Imitam-se no theatro da seguinte forma: Prende-se na varanda do urdimento um arame. Reapparição Quando um artista estimado do publico está durante algum tempo affastado da scena. Lança-se fogo a este na occasião opportuna. para indicar qual- — quer effeito na scena. não só para lisonjear o artista.. e principalmente nas artes de interpretação. d'um ao outro lado da scena. Costuma dizer-se. Dentro do theatro. Os cartazes assim o devem annunciar. dentro dos bastidores. ou mesmo de azeite empenhados por mesmo por coristas. ás vezes. Rampa— E' a linha de luzes que se estende sobre o palco.. e. em frente do panno de bocca. podem ser eléctricas. que elle se produz «á /«!• da rampa». certos detalhes de execução. mas é um erro. fazendo-o atravessar a scena com rapidez e estrondo. Ordinariamente estes insignificantes papeis são despeças. E' dividida em duas partes eguaes. que obliquamente atravessa a scena. existem. vista á lu^ da rampa. discipulos. e que volta aos seus trabalhos regulares. Actualmente. que estão sujeitos ao capricho da moda. que está preso a um buscapé. — — .R Rábulas São os pequeninos papeis das que pouco teem que dizer. é esta aproveitada para efiFeitos de raios.. de gaz. e dentro em pouco estão em completo desaccordo com a corrente da arte e com o que se passa em volta d'elles. que se renovam para assim dizer periodicamente e que exigem adaptar-se ao gosto do dia. A estes ensaios chamam alguns de rectificação. Também se pôde dizer: «A actriz F. Quando um theatro. dando representações. As luzes da rampa. porque n'elles se vae acertar ou ratificar a marcação e não rectificar ou emendar o que deve estar certo. E' isto que certos artistas de talento secundário não comprehendem. Ratificação— Assim se chama no theatro ao ensaio que se faz depois da marcação d'uma peça. diz-se que fez a sua reabertura. em nada modificam a sua forma. de acetylene. mas também para excitar a curiosidade do publico e dos amigos que o quererão ir festejar. a fim de bem acertar o que se combinou. esteve fechado durante um prazo maior ou menor. lançando chispas. até No Brazil chamam ás rábulas pontas. em vez de rampa. por Reabertura qualquer motivo. em Portugal. que se interrompem pela cúpula do ponto. E' d'estes artistas retrógrados que se diz que não passam do ramerrão. Ramerrão Em todas as artes. é realmente formosa. vindo prender no chão do palco. nos theatros em que ha luz eléctrica.

Além do reclame na imprensa tem elle sido feito por todas as formas. é o ponto de partida de todo o talento scenico. Receita si — A palavra receita define-se por A receita de Recitar— Para bem se recitar deve ter. Concorre tudo para a facilidade e mobilidade da recitação. apregoando como Recita de despedida — Quando um artista resolve abandonar de toda a scena. dizendo maravilhas de peças cabidas. intercaladas com vistas cómicas. que lhe vão demonstrar a pena que lhes causa tal resolução. que se realisam muitas vezes sem pretexto algum que as indique. as inflexões sejam dadas em que a voz deve ter. além de ser festejado. de mais a mais. que liga entre si as árias e outros trechos musicaes. Hoje. sem esforço. acompanhado de uma folha de receita com as verbas especificadas. não cumpre os seus contractos e se vê constrangida a fechar as portas do theatro. diz-se em calão theatral que o publico rebentou por já não poder mais. Amélia. que ordinariamente é muito concorrida pelo publico e amigos. fazer-se ouvir distinctamente e com clara comprehensão. taboletas passeian- . theatros públicos ou particulares. querendo ser agradáveis aos auctores de uma peça que difficilmente se arrasta. servem-se da imprensa. No theatro D. ilhas ou Brazil. Para estas recitas. junta5o recitas ordinárias. é uma das qualidades praticas mais preciosas que o actor pode adquirir. dão mais cedo a festa ao auctor. diz-se também em calão theatral que essa theatro de S. para o publico e para a pressa. Articular bem. guarda todo o producto liquido do espectáculo. ou pela venda de recitas em benefícios. quadros com retratos dos persona- Recita extraordinária — Noutro tempo chamava-se recita extraordinária a um espectáculo fora do commum e cheio de at tractivos. O publico já não confia n'uns nem n'outros. a que o publico bastante concor ria. cartas de convite aos chefes de família. a recita do auctor faz-se antes da decima quinta. Todas as noites. riquisssimos vestuários os farrapos. ou para logo depois a retirarem. bandeiras nas embocaduras das ruas. para as emprezas. ou se retira temporariamente para descançar. As recitas (T auctor incitam os escriptores dramáticos a apresentarem originaes. — para fazer reclames. Theatros ha em que as emprezas. o bilheteiro faz as contas e entrega ao caixa o dinheiro. são portanto vantajosas para elles. Quando uma empreza theatral. grandes letreiros com o titulo da obra á frente do theatro. ou para obra de caridade. por falta de recursos e por não conseguir chamar concorrência aos seus espectáculos. com que estão em boas relações.Rec Rebentar • DICCIONARIO 124 — Quando em frente d'um publi- CO paciente e amável os artistas abusam ao ponto de o indignarem. n'uma opera. naturalmente. ouvindo-se então pateada e protestos. programmas enormes em prosa e verso. ou mesmo para emprehender alguma tournée pelas províncias. dá com a companhia a que pertence a sua recita de despedida. Os que não empregam outros meios. que a decima quinta recita seja dedicada ao auctor. ou ainda para as victimas de alguma calamidade publica. quando se representa uma peça original. ou com o fim de ver se essa festa dá calor á peça. lanterna magica para apresentar reclames ás peças. algumas das quaes passo a enumerar: cartazes pomposos a muitas cores e com estampas representando scenas das peças. Pôde dizer-se que é um dialogo musical. que nós nacionalisámos e masculinisámos. Recitar á vontade. como as peças se esgotam mais de- mesma. porque. mais preciso. distribuídas por meio dos recenseamentos. Começou no theatro Recita d'auctor normal e agora está estabelecido em todos os theatros de Lisboa e Porto. mais completo. de accentuar por meio das inflexões da voz as phrases no sentido mais natural. A dicção é a maneira de dizer. a parte narrativa e dialogada. em que o compositor segue. louvando incondicionalmente desempenhos detestáveis. Recitas particulares isto theatro é o dinheiro produzido pela venda de bilhetes. sem precipitação e sem arrastar. chamando trabalhos superiormente artísticos a vistas cheias de borrões. a direcção de sociedade ou os indivíduos que as promovem são obrigados a observar todas as formalidades e medidas de segurança adoptadas nos espectáculos públicos Recitativo— E'. que. annuncia-se recita extraordinária sem qualquer pretexto que o gens das peças. quanto possível. essa recita extraordinária era em beneficio ». um — — em consequência do grande numero de logares que tem aquella casa d'espectaculos. arte. affirmando que as enchentes são consecutivas quando o theatro está todas as noites ás moscas! O maldito reclame não sabemos o que tem mais prejudicado e desacreditado. não faça reclame. justifique. Reclame Palavra franceza do género feminino. abre logo assignatura para 20 ou mais recitas extraordinárias. e tem razão. Carlos.ie um bom artista. se os theatros ou os jorn^es. a pronuncia é a forma de dar ás palavras o seu valor sonoro e phonetico. porém. mais ou menos. visto que lhes dá prejuízo.se boa dicção e boa pronuncia. dependendo de combinação com a empreza resolver-se qual deve ser a recita. O mente com as empreza rebentou. Não ha hoje entre nós theatro que. depois do segundo acto.

E' um trabalho indipensavel quando se trata de dar qualquer opera-comica ou opereta em pequenos theatros de provincia. tem O O de cuidar dos artistas. uma falta de respeito. enorme responsabilidadepende todo o conos bastidores de rou- Reguladores pas. e. Agora este uso está completamente abandonado e inútil seria.'\rtistas ha também cheios de vaidade. dos coros. Assiste ás primeiras representações. Este trabalho pôde ser feito pelo próprio compositor. da orchestra e do baile. Regente d'orchestra O titulo indica o cargo. Alguns ha que. é multado em 3o por cento do seu vencimento mensal. ou mesmo para piano. sustentar os planíssimos. E' sem duvida importante levar a compasso a or- — um A — chestra. para fins diversos. Reforma E' a pensão que se dá ao artis- de ambos os lados da scena. sobre o regente d^orchestra uma de. que algumas vezes dão logar á sabida do artista da companhia. prevê as infracções e estabelece a tabeliã das multas com que são punidas. Pesa. nada é em comparação com os trabalhos preparatórios do estudo e ensaios parciaes e geraes. Egualmente convém fazer a reducção. Outros ha ainda que. guém pôde Algumas emprezas mesmo mandaram imprimir o seu regulamento e distribuíam os exemplares pelos seus artistas e empregados.12 t)0 THEATRO portuguez Aeg do pela cidade com figuras a quanto publico. Os últimos societários do theatro de D. collocados — São O accordo tura. Ainda ha pouco tempo lodos os theatros de Lisboa tinham o seu regulamento mettido n'um quadro e aflixado no palco. A reforma foi por vezes concedida pelas camarás a artistas que. porque d'elle )uncto. dos ensaios geraes e. chamam grande dramaturgo a um imbecil e proclamam esque vale é trella uma qualquer nullidade. de que ha de resultar o artista despedir-se . que é também sempre o director musical do theatro e principal ensaiador de musica. sem terem os requisitos exigidos pela lei. finalmente. recebendo as suas pensões pelo cofre das aposentadorias os artistas: Taborda. Os 5o por cento do ordenado mensal é duro para o artista. ou quando se inutilisarem. parti- resumir instrumentação para uma pequena orchestra. a fim de apparedactor theatral. logo atraz do arco do proscénio. Por esta forma nin- — 1<À II í — que trabalhou durante certo e determinado tempo e foi classificado no theatro normal. pois. indicar a entrada a cada instrumento. tudo imaginação suggere para attrahir Segundo os regulaRecusa d'um papel mentos theairaes o artista que recusa um papel que lhe é distribuido. que tem de dirigir e organisar. além das criticas. indo depois da recrta ao jornal dar a noticia e fazer a critica da nova peça e do seu desempenho. Ainda que haja outro ensaiador da especialidade. regente d'orchestra. Pertence ao director musical Regência a regência d'uma qualquer peça com musica. Do regente d'orchestra depende principalmente a boa execução musical. Emilia dos Anjos e Jesuina Marques. inventa-as. das primeiras repre- — quem possa um sentações das obras com musica. ou seja n'uma quinzena de ordenado. com maior ou menor numero de artigos. porém. João Rosa. ás costas de garotos. que se familarisa com a obra e facilmente depois faz a reducção. A's vezes o emprezario. que julgam todos os papeis inferiores ao seu mérito e por isso os recusam. ta allegar ignorância Regulador das faltas que commette. manda-lhe distribuir papel que elle se vê obrigado a recusar e está aberto conflicto. organisa. prejudicando muitas vezes as emprezas. recer no dia seguinte. muitas vezes faltos de attenção. quando não as tem. é ao director musical que pertence a regência dos ensaios de juncção. pelo menos. tinham ainda assim prestado bons serviços ao theatro. mas acontece muitas vezes que ainda maiores são os prejuízos do emprezario por não ter outro ardistribuir o papel e assim terá de retirar de ensaios a peça em que fundava as suas esperanças. pelos quaes se deve guiar a vida interior do theatro. a fim de ser aproveitada pelos amadores que a pretendam executar. carros allegoricas. Regulamento E'o conjuncto de disposições. só para piano e canto. Fixa e limita as attribuições e os deveres de cada um. dar a cada cantor o signal para começar. alimentam a intriga de bastidores. ou então pelo ensaiador. porque nos nos- . que o publico está quasi sempre em destista a — Actualmente teem a sua reforma. Maria H teem direito a ser aposentados quando ali se tiverem conservado um certo numero de annos. tudo isto. junto ás tabeliãs. e tem principalmente de a todos inspirar confiança e ser obedecido cegamente. até mesmo de grande opera. E' aquelle que n'um Redactor theatral qualquer jornal tem a seu cargo a secção dos espectáculos. dar-lhe calor e animação quando é preciso. estes é a multa bem applicada. Estas recusas dão quasi sempre motivo a discórdias. dá diversas noticias sobre assumptos que dizem respeito ao theatro. para satisfazer caprichos d'artistas. manter firmes os coros. sem admittir um desmando. o andamento do serviço quotidiano para ensaios e espectáculos. com Redacção — Chama-se redupr uma a a critica. para se ver livre de artista. finalmente.

luar. diz-se d'ella que está fora do repertório. . No theaRepresentação — tro a palavra representação é quasi synonimo de espectáculo e de recita. tem sempre o velho repertório a que recorra. São ordinariamente de panno Repregos contornado de madeira. Applica-se também a numero de papeis que qualquer desempenha. trinta ou cincoenta representações .diz-se que a empreza palavra ao reestá fazendo repertório. Quando uma companhia faz tournée artística. Do outro extremo soprava-se no canudo. triste é dizel-o. tendo n'um dos ex- — tremos uma espécie de lamparina de álcool.» Esta palavra emprega-se Representar — Esta palavra no Repertório theatro tem diversas significações. produzindo muito mais illusão do que a simples pintura das scenas. «Hoje não se representa em D. collocando dois ferros com cabos nas extremidades de dois fios conductores.. de tempos a tempos.. ainda que se representem de quando em quando. de illuminações. o passa em revista. que em seriam injustamente multados. e Reprego cha. no theatro D. casa de espectáculos ainda não foram representadas e de que esse theatro pôde dispor. uma chamma brilhante e de perfeita illusão é immediatamente produzida. umas sobre outras. que — no theatro em diversos Renque de luzes sentidos. que «a represen'ação ou a recita de tal dia foi interrompida. a questões com os artistas. sem que pensem em a»empreza cogite de os sair. quantas as precisas para ficar bem ensaiada. diversas peças e se cordam as antigas. algumas vezes todos de madeira e ainda de cartão ou folha. a certa altura. diz-se: «E* hoje a primeira representação de tal peça» . dandolhe bons interesses. quando uma empreza está satisfeita com o trabalho de qualquer artista. que a toda a hora seria im- punemente transgredido. . dizendo-se: . poderá dar logar a questões com a policia adiantado. Todas as peças que n'um theatro estão montadas e sabidas pelos artistas.. peça de tal já tem dez. i5 ou 20 por cento sobre a receita de cada espectáculo. chama-se o grande reper- Relógio do theatro — Deve estar collocado sitio bem visível do palco. I^ep biCCIONARIÔ n'outra 126 SOS theatros quasi acabou a disciplina e a ordem e. outra empreza lhe não faça concorrência. Convém que esteja certo. Assim. Ultimamente tem havido emprezas. Pôde dizer se: «Esta noite representa-se a Mascotte no theatro da Trindade» o que quer dizer que essa peça vae ali ser representada. Quando n'um theatro se ensaiam. o que indica que o theatro está fechado n'essa noite. quando lhe cae uma peça nova. bom de artista «tal peça é do repertório do actor F. Amélia. . etc. Em muitos theatros de provincia ainda assim se usa fazer relâmpagos. — mente para indicar o numero de vezes que uma a peça sobe á scena. até prefazer a importância da totalidade da renda annual. Ordinariamente Renovar o contracto nos nossos theatros. trata annunciar o seu repertório. Quando uma peça durante muito tempo não subiu á scena e não está sabida pelos artistas. ordinariamente representadas por artistas notáveis. — — ensaiador obriga os artistas a repetir qualquer scena tantas vezes. Durante muito tempo no Relâmpagos theatro os relâmpagos eram feitos por meio de um canudo de folha. os repregos applicamse nas deco- — rações. rodeada de uma porção de lycopodio.para fa- effeito. desinquietando-lhe o artista com promessas e ofFerecimentos. Atrazado. Maria». a fim de que por elle se regulem as horas dos ensaios e as horas de começar e findar o espectáculo. porém nos theatros illuminados a luz eléctrica. por detraz do scenario. Ainda não ha muito que se viu. fazem parte do repertório.» A palavra representação applica-se principal- nem dis- pensar. fazendo chegar rapidamente um ao outro. a fim de que. A's peças clássicas. São colRenques de luzes locados no chão por detraz de repregos para illuminar as sceou zerem o nas. no fim da epocha. quanto valia o variado e excellente repertório da companhia Rosas & Brazão. que passava na chamma e produzia o clarão. não se pôde affixar um regulamento. Pintados conforme o scenario o exige. vinte. Paga-se conforme as Renda do theatro condições do arrendamento Em geral são as rendas tiradas por uma percentagem de 10. pois se diz: «o espectáculo ou a representação correu bem». trata de lhe renovar o contracto com muita antecedência. é esta applicada aos effeitos dos relâmpagos. ou antes diversas explicações. em que não ha contractos assignados e continuam os artistas de epocha para epo- — Um bom repertório é a riqueza d'uma empreza que. Durante os ensaios de apuro o Repetir tório. ou. O repertório d'um theatro compõe-se do conjuncto das peças que lhe pertencem. o vento levantava o lycopodio. «Todos os papeis da Morgadinha são .

o grande enthusiasmo que todos nós. esse ingrato. as emprezas sofFreriam grandes prejuízos. e pois. teimam em representar mal. Assim aconteceu no theatro D. Maria com o drama Maria Antonietta e o mesmo succedeu na Rua dos Condes com a peça phantastica Ali-Baba ou os 40 ladrões. da mesma forma que quando canta. Gerolstein. pateava-se a maior gloria do theatro portuguez. Respirar — O artista quando declama. etc. manifestando pela physionomia e pelo gesto o que não pôde dizer com a palavra. fazendo crer á nova geração que era falso quanto de bem se dizia a seu respeito. para deixar de si boa recordação no espirito publico e bom nome na historia do theatro. esse publico commetteu um crime tira de lesa-arte ! rem são obrigadas sa superveniente Retalhos — Diz-se ao começo do espectáculo. indicar que uma peça sobe á scena^ ou que está para subir. que não existe nem tornará a existir outra que se lhe compare! Emilia das Neves errou por se não retirar a tempo mas tinha desculpa no seu amor á arte . quando é formado por actos de diversas peças. E' o que se diz de Retirar-se a tempo actor ou de uma actriz que. pois. Entre ellas citarei: Alfageme de Santarém. não pode de forma alguma desempenhal-o bem. fazer bella carreira na reprise. Poderá. As emprezas Restituição do dinheiro — são obrigadas a restituir aos espectadores a importância das suas entradas quando o espectáculo não possa realizar-se ou continuar. Sinos de Corneville. Grátro. Dama das Camélias. de retirar a sua peça á empreza que a pôz em scena. já cortando-Ihe scenas ou falias inteiras. tista O artista que se já fatiga é um ar- mediocre. Emilia das Neves não deixou no espirito dos novos.. Remo das Mulheres.. Mas o publico. E' preferível que um artista se zangue. entende que o artista. que só a viram representar nos seus últimos annos. que estão vasias. pois que tinha pezar em affastar-se d*aquelle nobre campo de batalha. esta palavra costumam Reservado as emprezas marcar os logares que devem — Com ficar livres para a imprensa ou outras quaesquer pessoas que tenham direito a entrada gratuita na sala dos espectáculos. Por meio da respiração é que o actor dá á voz a entoação e a inflexão precisas para communicar os sentimentos e os pensamentos á alma dos es- pectadores. já não satisfazendo os direitos d'auctor. precisa saber bem respirar e conhecer o momento em que o deve fazer. Tim tim por tim tim. tínhamos pelo seu extraordinário talento. Reticencia — E' uma figura de rhetorica — que faz suspender toda ou parte de uma phrase para a expressão de uma ideia. esse bárbaro. isto passa como um axio- ma. já velhos. a quem foi dístribuido um certo papel. ou por comedias pequenas e intermédios. assim como a fazer a mesma restituição na hypothese da substituição do espectáculo ou na de qualquer artista annunciado.. o maior vulto que existiu na nossa scena. a fim de não prejudicar o conjuncto e comprometter a peça. Intrigai no bairro.. Alguns ha que. em que tão assignaladas victorias ganhou. Frei Lui^ de Sou\a. Peças ha que soffrem innumeras reprises e sempre com grande resul tado. deve retirar-lhe esse papel. desmemoriada. doente. As emprezas não a restituir a importância quando a mudança de peça. Muitas vezes as reprises dão mais do que peças novas e ha exemplos até de uma peça que no seu principio pouco deu. que um espectáculo é Quando o ensaiador. Outra palavra franceza que a Reprise nossa língua admittiu. já fazendo substituição na distribuição dos papeis sem o auctor ser ouvido. Se fosse permittido ao escriptor retirar a sua peça quando bem lhe aprouvesse. para indicar no thea- de retalhos. porém. Retirar um papel depois de se certificar em alguns ensaios. velhos. Mascotte. a zan- — . tendo outro que o substitua em melhores condições. Santo António. Saber. que pateou a rainha da scena. Gata Borralheira. Isto é muitas vezes difficil e precisa ser — Retirar a peça direito — Um bem estudado. que ha ou não espectáculo em certo theatro e que o artista representa ou interpreta tal papel. emquanto estiver no repertório. que ninguém conseguiu desthronar. quando os espectadores não concordan'essa substituição. se re- — um Duque^a de Kean. o actor emprega a reticencia. ou a substituição de artista seja determinada por cau- do theatro. fatigados e até sem memoria. Barba Ai^ul. ExpresRepresentar para as cadeiras são usada em theatro para indicar que são raros os espectadores e por isso se representa para as cadeiras. A palavra representar pode. reconhecendo que vae entrar na decadência. respirar convenientemente no justo momento é uma óptima qualidade que o actor deve adquirir por um estudo methodico e persistente. Saltimbanco. Nas ultimas peças em que representou chegou a ser pateada! E para isto deixa o artista de retirar a tempo! Patear Emilia das Neves! Ainda se não commeiteu maior crime no theatro portuguez! Porque estava velha. Morgadinha de Valjlor. auctor não tem o que se vae fazer reapparecer uma peça que de ha muito estava retirada de scena. Ghama-se a isto ter bom senso. 12-^ DO THEATRO PORTUGUEZ ftei bem representados-»^ o que mostra que os actores interpretam bem os seus papeis. Solar dos Barrigas. fazel-o quando a mesma empreza o pretender prejudicar.

Ritornello— E' a palavra mais usada. rindo com o Cezar de Lima. E' uma questão nervosa. grandes inventos. o chefe do piquete de bombeiros ou os seus subordinados passam revista a todo o theatro para que não fique alguma faulha que possa communicar fogo ao edificio. não ha perigo. A nossa distincta actriz Virgínia desempenhava um monologo intitulado Riso. Chama-se assim ao curto prelu- — dio symphonico. porque o publico ri conjunctamente. que depressa envelhecem. e os collegas que estão em scena não podem conter-se e largam todos uma gargalhada. As revistas. se a situação o permitte. rios. com que forem escriptas. Revista ao edificio Depois de terminado o espectáculo e de estar vasia a sala. de preferencia ao de rampa. até mes- — mo os de grande valor. que tem o dom de improvisar. sem o dever fazer. acima de todos. faz ou então situações dramáticas. para desopilar o fígado. profere uma phrase engraçadissima. — Em todas as artes. eto» Nas peças d'este género todas as coisas. Tudo isto hoje está prohibido. do muito movimento. dá-se ainda com o Valle e. os compositores e os actores. para terem agrado. espectáculos. E' preciso que o artista faça um grande esforço e disfarce por qualquer forma para que o publico nem sequer chegue a desconfiar de que elle se está rindo. Isto dava-se muitas vezes com o engraçadíssimo Izidoro e com o Taborda. Em Portugal ha grande predilecção por este género. visto que ou são empolados até á emphase. se dá em Portugal aos renques de luzes que. O que principalmente augmenta de anno para anno é a natural exigência do publico em querer ver essas peças luxuosamente montadas. Vi uma vez a plateia patear. em portuguez. também se adquire com o estudo. Aquelle que ri naturalmente e com estrondo. de couplets engraçados e boa enscenação. que precede e prepara um trecho de canto. Attentem n'isto os escriptores dramáticos. Já que aos ouvidos falta a critica mordaz. Ia gente de propósito ao theatro de D. Em rodriguinhos foe Pe- ram eximios os actores Theodorico reira. mas que lhes pôde causar semsaborias. que era pouco podem satisfazer pelo lado litterario. era isso preferível á porncgraphia de que quasi todas as revistas hoje estão recheiadas. nem ideal artístico. de um lado e outro da caixa do ponto. possuir tal faculdade E' a classificação que se dá a Revista certo género de peças. da alegria. Pois. dependem principalmente. Ribalta E' o nome que. ainda as mais abstractas. e quando já não podia rir mais. em que o auctor critica os costumes d'um paiz ou d'uma loca- — communicava egualmente o Alguns quando riso á salaartistas perdem-se de riso em scena o não devem fazer. Toca-se então o ridículo e torna-se rococó. nas revistas^ o escândalo predominava e eram festejadissimas as caricaturas de personagens importantes da politica. e ás vezes fora de todas as regras da arte. crimes. e algumas vezes também o termina. Houve epocha em que. da ligeireza. começa declamando precipitadamente e n'um crescendo vigoroso até que termina em grande excitação. JVIuitos artistas lançam mão d'este recurso. Na co- media Fogo no convento.ílol DÍCCiONARIO em que demonstrava e 128 garem-se todos os outros e o auctor da obra ser prejudicado. sinceramente. ás vezes mesmo passar á vista do espectador todos os principaes acontecimentos do anno findo: revoluções. modas. Maria. com a mesma retornello. tomando um calor inesperado. simplicidade e espontaneinade. em choro ou em gritos estridentes. applaudia estrondosamente. V. perdidos de riso n'uma situação dramática. mas em não precisamos italianisal-a. divertimentos. — — O rir e fazer rir como nenhum outro. porque temos significação. nas Variedades foram pateados os actores Joaquim d' Almeida e Brandão. por não poderem fallar. consegue transmittir esse prazer a todos os espectadores e durante bastante tempo a sala inteira ri a bandeiras despregadas. Acontece mesmo ouvir-se o ritornello no meio de uma ária. Quando estes casos se dão. a illustre Virgínia e o grande Tasso. em que mostra verdadeira alegria. em D. Muitas vezes um artista cómico. Maria. porque lhes falta naturalidade. vestuário e adereços. Rodriguinho Quando um artista. Pelo mesmo motivo. collaborando com o auctor. o que dá sempre resultado em applausos. desgraças. illuminam a scena. Rampa. seja para dar desenvolvimento á expressão dramática e scenica. acontecimentos artisticos ou litterarios. que é rococó não tem bom gosto. que gozem os olhos os deslumbramentos de scenario. e principalRococó mente quando se trata de talentos secundáha certos modos de sentir e de se exprimir. seja para dar ao cantor o tempo de respirar e tomar fôlego. são personificadas de maneira a facilitar apresental-as em scena. costuma dizer-se que fez um rodriguinho. O nosso actor Cezar de Lima sabia lidade. mas com grande trabalho e grande diflficuldade. Rir na scena Saber bem rir em scena é coisa difficillima para o artista. do espirito. ou preciosos até á pretensão. O Roletes — São uns pedaços de madeira ou . com o Alfredo Carvalho. que dá bellas gargalhadas. havia occasiões em que o publico ria com elle mais de um quarto de hora. O rir de tal forma e com tal perfeição é uma faculdade que raros possuem.

deve ser. o compositor contenta-se geralmente em alternar duas ou três phrases. Romanza Gomo acontece quasi sempre quando se trata de musica. outro ao aderecista e ainda outro ao director do guarda-roupa. Quando isto acontece é que se diz que os pannos rompem. R. mas como a successão não interrompida de phrases tão curtas e sempre novas seria d'um effeito fatigante. Os versos para o rondo são de costume divididos em quadras. Rondo E' uma espécie de recitativo melódico. aos movimentos scenicos. expressão e movimento dos actores nas diversas situações dos papeis. E' o director de scena ou o ensaiador quem tira os diversos roteiros. Essas indicações devem ser relativas ao scenario. terno ou melancólico. intercaladas no texto. para melhor intelligencia e execução da sua obra. ou romança^ é um agradável trecho de musica. o rondo. d'um pequeno poema cantado. ou as scenas estão mal montadas. com espigões dos dois lados. Rompimentos — Também se theatro pannos rotos. O actor que não pôde pronunciar bem o R. exprimindo um pensamento completo. d'um rythmo poético. perder — lados. Diz-se que o panno de bocca é Roupas de roupas quando n'elle estão pintados cortinados. ficam aberturas por onde os espectadores vêem o que está por detraz dos pannos. Gonforme o fundo que a scena deve ter. O auctor dramático deve enRubricas cher a sua peça de rubricas ou indicações. por todas as formas e com grande estudo e exercícios. dos objectos precisos para uma peça. ao mesmo tempo que todos dançam em roda e com as mãos dadas. que se vão succedendo. que entram nos logares preparados para os receber e que giram para fazer levantar ou abaixar as cordas. guarnições do proscénio e as bambolinas respectivas e sanefa. deue salientar-se principalmente pela clareza. aos accessorios. mas cujo estribilho é repetido accordocom o pensamento do auctor. quando é gracioso. e principalmente na opereta. tanto poético como musical. ou é expressamente escripta para se cantar isolada. R. . pode dizer-se. que passam nas aberturas que os roletes teem. de caracter apaixonado. aproveitamos os nomes italianos para designar o que queremos. de maneira que a leitura attenta da peça e suas rubricas permitta uma boa enscenação e o desempenho dos papeis de — uma só voz. Roteiro E' a relação. é de effeito dras dá logar a seguro. aos gestos. fallado musicalmente. deve. carregar nos R constantemente e com exagero. simplicidade e commoção. contrareguladores. Romper Quando o scenario não está feito á medida do theatro em que serve. mas o que tem o defeito contrario. que pôde fazer parte de uma opera ou opereta. Substituem chamam no com van- — — R Rompimento tagem os bastidores e as bambolinas. aos costumes. Substituemse também com roupas os tectos e a parte superior de scenas a que a pintura não pôde dar a altura devida. E' uma canção com estribilho. e que. De bons roteiros se tiram óptimos resultados para as peças. R. entregando depois com tempo um ao machinista. sem pretensão. Na opera-comica. O seu estylo. com o panno do fundo.bÒ TiiEAtkO PORTUGUÊS ferro. ordinariamente de meio metro de comprimento. tendo principal- — — mente importância as palavras. com as devidas explicações. A romanza. cantadas por — qualquer dos defeitos. é insupportavel. ligeiramente traçado. As scenas podem romper por cima ou dos Aub pelo coro. completar a vista. ás passagens a executar pelos personagens. Quem pretende seguir a carreira do theatro. Ronda composta de varias coplas. etc. na maior parte das vezes vermelhos. A roman^a é uma espécie de pequeno poema. ha um rompimento em cada plano para. São de roupas os reguladores. é desagradável ao ouvido. e cada uma d'essas qua- — uma phrase musical também completa.

I y . <J .

distrahindo-se completamente do que estão fazendo e deixando perder todo õ effeito para o publico. ou por vras que ouve. é dizer-se nos bastidores costume «Ho/e não saem . é uma rara qualidade e que poucos artistas teem em alto gráo. antes recebem friamente scenas empolgantes difficil — Em — Em : e que costumam ser victoriadas. anda. Estes troncam as phrases. certos casos e em certas situações eminentemente dramáticas. sem todavia desviar as attenções em detrimento do actor que falia. Este. representa. com o sentimento da realidade. entregando-se unicamente á sua arte. da mesma forma que as entradas de cada personagem. um poder e uma sagacidade dramática incomparável. conforme o exige a acção da peça e continua dialogando. Sabida No theatro. como se na realidade fosse o perso- bem o cipalmente n'uma situação dramática. sahida desastradamente ordenada pelo auctor é muito Uma — preguiça. existe apenas uma acção. como em tudo. conduz-se. as sahidas. dentro da qual.Saber estar em scena — E' também uma das mais apreciadas qualidades do bom actor e da boa actriz o saber estar em scena. passeiam a vista pela plateia e camarotes. Basta isto para prejudicar uma peça e desmanchar o conjuncto da representação. insensivel a qualquer distracção externa. Sahir á tyroleza calão theatral. na qual se en- contra envolvido e. em qualquer género de que se trate. nunca os sabem. Emilia das Neves sabia como poucas ouvir bem. ouve. Infelizmente no nosso theatro muitos artistas se afastam d'este grande preceito. ouvir interlocutor. outros. Sahida falsa Ghama-se assim ao movimento do actor que. Uma das primeiras grandes Saber ouvir qualidades do actor é bem saber ouvir. no momento em que o publico julga que elle vae desapparecer e quando estava quasi fora da sua vista. tal movimento adquire grande poder e produz notável effeito. Isto faz perder completamente a illusão. mostrando. Prin- — de executar pelo artista. João Rosa era também um dos nossos artistas que possuía esta quali- dade superior. Para elle não ha theanão ha publico. todos os seus esforços tendem a dar ao espectador a illusão mais completa. mas é difficillimo e reclama da parte do artista muita intelligencia e muito estudo. Artistas ha que sempre Saber o papel sabem os seus papeis. logo que entram em scena. quando os espectadores não applaudem. pela sua parte. ou por falta de memoria. falia. porém. devem — ser justificadas pela situação e produzir-se da maneira mais natural. nunca dão a deixa exacta e estão sempre hesitantes e atrapalhados. na qual elle toma parte. absolutamente convencido da importância do papel que lhe foi confiado. chegam a fazer cumprimentos para o publico e assim pas~ sam todo o tempo que se conservam á vista dos espectadores. prejudica o trabalho dos outros artistas e é em completo damno da peça que se representa. Alguns actores e principalmente algumas actrizes. seguir attentamente o que elle diz e acompanhal-o com o gesto e com o olhar. desce novamente. deve sempre ter o maior cuidado na forma por que effectua as sahidas. O artista sabe estar em scena quando. fazer comprehender ao espectador a impressão que lhe fazem as pala- nagem que tro.

que d'alli se dirigem para as fcplatéas Is. houve apelares ou em pequenas terras da provincia. bastante te.. Começou o des. N'outros falta o representava a peça ou em theatros particu. Sempre que a no se morre de frio e os pannos não enxugam. hoje nem sahiram á tyrole^a!» Devia ser uma sala Sala de concertos especialmente construída para a execução e audição de corjcertos vocaes e instrumentaes. construído em sitio desabrigado. pelo que o governo o cedeu agora ao Centro d' Esgrima. sibilidade dos espectadores. Foi um barracão representar a peça em frente d'uma plateia mandado construir de madeira. na altura da i.* ordem. Em alguns chove até. Realisam-se ordinariamente nos theatros. Deve ser espaçosa. nem á tyrole^aln A origem d'esta phrase é theatro que tenha uma verdadeira sala de já seguinte: um actor medíocre. tinha. Amélia tem á disposição do publico o amplo o bello jardim d'inverno. 66. até que um bello dia desabou e nunca mais foi levantado. se por acaso benefícios. O couplets e o publico cada vez mais frio. por muito favor. a começar pela de cima. Mas Cantou depois um duetto ea mesma impas.das Flores. além do bom salão de entrada. na altura da 1. Em Portugal não se tem pensado em tal. por obsequio. onde no inver. pela Sociedade proprietária do tou o peior que sabia o numero de entrada e Theatro da Trindade. onde se dão concertos. foi para a scena. Sala de pintura commodidades. que possuem salas que melhor se podem aproveitar. em recitas de nas uma única sala de pintura. conferencias e bailes de mascaras e que em todas as noites de espectáculo está aberto ao publico. O Real Theatro de Carlos tinha um bello salão nobre. era applaudido. Can. e. A maioria d'elles teem uns sótãos hoje vive. junto á praça exigente de um dos theatros de Lisboa. Este salão de entrada é o que dá ingresso aos |espectadores. de fácil — tei ac- Saláo dos o salão d'entrada. São Carlos e D. Tomou ares triumphantes. regoas.que parece incrível é que os theatros ultimamente construídos não tenham uma sala gas: «Estão de gelo! Mas não tem duvida. sem nunca ter repaapontamento do actor.espaço para estender um panno inteiro Feita expressamente para tal fim. ficou impassivel. arrecadações para o material. amplas entradas. AUi trabalharam por o publico. Ahi as condições acústicas são péssimas. Maria e no pequeno theatrinho do Conservatório.Ôal^ WCCIONARIO r32 . e no verão se arde pelo excessivo cafazia. Quando sahiu de scena. além de todos os outros ! I — — defeitos.* ordem e com magnifica varanda para o largo. muita luz e bem dis- tribuida.exposto á intempérie. foi-se deteriorando. ou. pincéis. Snla Qc piiUura cesso. no Salão da Trindade ou no de D. As emprezas entenderam dever vedai o ao publico e inutilisal o. Nenhum d'estes locaes está em boas condições. um elegantíssimo . disse para os colle." ordem um lindíssimo salão nobre. principalmente. Em Portugal não existe uma sala de concertos digna da arte e dos bons artistas. porque a musica era realmente lindissima e elle ordinariamente lor. O Theatro de D. senhores.o barracão. finalmente. O Theatro de D. Não ha um único ou camarotes. onde o publico fuma e passeia nos intervallos do espectáculo. que ainda pintura.no seu estafado repertório que aproveitam para tal fim. Maria. Seguiram-se uns ros. Salão Os nossos theatros teem quasi tocantou com o maior arrojo e os espectadores sempre impassiveisl Sahiu de scena furioso e exclamou: «Pois. para o que o tecto deve ser envidraçado. tem na altura da i. etç. Maria II. communicando com o pequeno salão de entrada. e. Aconteceu que em certa noite foi se lhe podia chamar sala.z opereta de Offenbach.-npo Procopio e Lambertini. Já por vezes se teem realizado coHcertos na monstruosa sala Portugal da Sociedade de Geographia. armários para deposito de tintas. vão ver agot-a guando eu cantar a ty roleta! de pintura capaz São ainda assim os mais A isso é que elles não podem resistir! E lá antigos.

que produz piedade ou terror. cahiu em sccmíi. mento — algum nem Assim se chama também á bamSanefa bolina que cobre a parte superior do panno de bocca. Estas scenas precisam ser conduzidas n'um crescendo que. cuja ponta e costuras são acolchoadas. Também. Tem no theatro diversas signifiScena cações. diz-se. O Colyseu dos Recreios^ além do grande átrio. Chama-se scena ás divisões de cada acto. referindo-se aos mais notáveis artistas d'opera. comd esmandos phrase. além do sj/5o d'entrada. não o fazendo. tem no alto da sala um grande promenoir e um enorme restaurant e café. Isto consegue-se usando de uma grande reserva e quasi saltando por cima dé certas palavras ou phrases. mas. não tem salão tro ou sae qualquer personagem. O salão da Trindade serve hoje apenas para bailes de mascaras e alguns concertos. — quanto apparece Chama-se scena ao ccnjuncto de tudo á vista do espectador. Scena lyrica Designa-se assim symbolicamente tudo o que diz respeito á união da poesia com a musica. . i33 DO THEATRO PORTUGUEZ 9ce foyer. Ainda se dá o nome de scena dramática ao theatro. a dançarina deve esfregar os pés n'uma pouca de resina. O TheaAvenida tem pequeno salão de entrada. Ultimamente para exhibição de animatographos. trabalham . aliás pequeno. Ainda que faça os seus estudos e exercí- — café. e por nós algumas vezes adoptada. acontecifunesto. enchia a scena /» etc. etc. muito tacto. em que tem de se desmontar a scena e armar a do acto seguinte.. Também se chama scena dramática ao monologo isolado. O Gymnasio tem apenas o acanhado salão d'entrada e uma escura sala na altura da 2. que accommoda centos de espectadores. e egualmente pelo jogo de scena. — — Classificação dada pelos franSaynete cezes e hespanhoes. Os cordões devem ser atados com cuidado. no theatro. recitado em qualquer intervallo'. reforçadas com algodão. Estes teem de empregar muita cautella. um salão melhor e mais espaçoso. No traje d'uma danSapatos de dança çarina a parte mais insignificante e todavia a mais essencial ao seu trabalho são os sapatos. a mobilia.. e mais E' a que. etc. com a ultima obra que lhe fizeram. onde até deveriam entrar as carruagens e com esse intuito foi feito. isto é. pois que.'» «A actriz F. sem que se atine com a causa. O despreso d'estes pormenores pôde comprometter a artista. . pela violência da ! : — pela descripção de um. commove a platéa pelas paixões que n'ella se desenvolvem. Muitas vezes se falia da scena lyrica como do theatro da opera. junto ao arco do proscénio.» ordem. que a impede de escorregar E' um pedaço de madeira que Sarrafo serve para applicar aos repregos ou bastidores e que também se prega nas regoas dos pannos quando estas partem. fazem adherir o calçado ao calcanhar. Algumas gotas de gomma. accrescenta-se: «Os grandes artistas da scena lyrica. no gé- — nero comedia ou vaudeville. onde o publico poderia estar á vontade durante os intervallos do espectáculo: mas. ou passada entre dois ou mais. muita habilidade para se salvarem a si e á scena escabrosa representada. para designar umas pequenas peças. recitada por Scena dramática um só personagem. com sapatos gastos. Assim... quando entra A scena nos intervallos tervallos. Os sarrafos teem outras diversas applicaçóes no theatro. O Theatro do Príncipe Real. cortaram essa commodidade ao publico e essa belleza ao theatro. O Theatro da Rua dos Condes. antes de entrar em scena. Fallando-se das mais notáveis partituras. Scena (A) nos intervallos Durante os in- — . «Quebella scena pintou o Machado » ou «Que bem disposta estava a scena !o ou ainda: «As scenas são muito curtas!» ou mesmo: «OactorF. O Real Colyseu tem á direita da entrada um comprido salão pouco aproveitado. postas com um fino pincel. cios a corre-se o perigo de susceptibilisar os espectadores e obter o resultado contrario ao que se desejava. que dá firmeza á seda do sapato e a faz manter na ponta do pé. pos* sam explodir.* ordem.» E. de dois ou três personagens.». provocando enthusiasmo. cas. O Theatro da Trindade tinha o me lhor saláo de Lisboa. seja a vista. Scena escabrosa E' assim classificada a scena ou situação atrevida. na altura da i. — delinguagem ou excesso de phrases equivo' que pôde ferir em demasia os ouvidos do publico e portanto precisa ser aligeirada pelo artista ou artistas incumbidos de a representarem. tem outro maior. quando entra para scena deve calçar sapatos novos. Chama-se scena á vista que foi pintada segundo as indicações do auctor da peça. por exemplo. adereços. no final do acto. onde se representa o drama. . que dá ing:esso ás platéas e communica com o botequim. diz-se: «As obras primas da scena lyrica.

para resolver quaesquer negócios. com excepção de Eduardo Machado. Já citei com toda a justiça como bom um Eduardo Machado. não deve alli permanecer nenhuma pessoa alheia ao serviço. Os bastidores estão dependurados nas grades ou mastros que giram de cada dos lados da scena. substitue sempre o emprezario no seu impedimento. que se começa a ouvir. a quem é dirigido. Ginatti. da parte dos auctores dramáticos. Muitas vezes. que tem a seu cargo a escripta. o Schiu! é sempre cruel. Dénis. Por este motivo. em que o e lados. E' uma especialidade que possue segredos. Grandes pintores de quadros não saberiam executar uma simples scena com perfeição. d'onde os fazem subir ou descer. visto que de tudo isto precisa para bem executar os seus trabalhos. que fazem verdadeiros milagres. Scenographo E' o pintor que tem a es- Agora está isso pecialidade das scenas para theatro. ou para o trabalho de um artista. vtrifica os pagamentos das diárias. ha uma scena d'estas engraçadissima. já se estranha quando em qualquer revista não ha quadro passado na sala. segurando-os por traves de madeira ou varões de ferro com parafusos. Em Port gal. que faz a correspondência. ainda que seja feita por um guarda-livros. não são dignos de discussão. Scenas episódicas No theatro moderno as scenas episódicas teem apenas a importância de um incidente que. Fernando. Também fazia sensação a scena do Kean. esta manifestação do publico. os carpinteiros de movimento. Os diversos ^r^iíicaveis e repregos collocam-se nos logares que a pintura exige. E' terrivel para o auctor de qualSchiu quer peça. pôde ás vezes salvar a situação. Luiz Salvador e José d'Almeida. Esta arte. eque se representou no antigo theatro de D. dá sempre resultado. manifestando-se desagradavelmente. esculptura. não devo esquecar o mestre era . rompimentos^ basti- — — perspectiva. o publico pôde tomar como indecente ou atrevida de mais. Scenas na sala Em muitas peças. não tem havido grande progresso na scenographia. para produzir verdadeiros effeitos. Apezar de já muito conhecido o truc. impondo silencio aos espectadores. mais ou menos ligado á acção principal. Por vezes ha abusos. dá os bilhetes de favor. os comparsas de scena e os illuminadores. Lambertini e Manini. alguns scenographos habilidosos. Segundo titulo No século passado houve a mania. trata com os auctores e. ferias da semana e ordenados mensaes. Os salões fechados são compostos de fundo parte do mundo. Da mesma forma estão os rompimentos e os fraldões. pelo modo de dizer e de representar. mas nunca chegam á perfeição por ignorarem a maior parte das coisas que um bom scenographo deveria saber. pintura. o Schiu! prolongado é quanto ha de peior em theatro. principalmente em revistas do anno. Temos tido. em que o Príncipe de Galles falia do camarote. no final de uma scena importante de qualquer artista. e que as — — . os principaes teem sido estrangeiros: Rambois. O Schiu ou quer impedir os applausos. Entre os actuaes distinguem-se Augusto Pina. palmas não sejam em maior numero. o Procopio. teste. Scena perigosa E' aquella que. Scenographos V. porque faz suppôr que o artista ou o auctor. e d'ahi dialogam entre si ou com os personagens que estão no palco. auxiliados com muito estudo e pratica.! Seg DICGIONARIO 184 afanosamente o machinisla. traduzida do francez por Joaquim Augusto d'01iveira. A pateada é desagradável. N'outro tempo isto era raro e por isso fez grande efFeito uma comedia intitulada Um escândalo. o seu ajudante. platéas ou galerias. A óptica do theatro exige o emprego de meios particulares para conseguir a verdadeira illusão e tirar grandes effeitos de pequeninas minudencias. tem por fim darIhe variedade e não cançar o espectador. faz os reclames para a imprensa. O verdadeiro scenographo deveria saber muito dezenho. d'este. Eduardo Reis. que magniíico scenographo também. Na Mariée de la rue St. — — — — protogonista vinha fallar para a orchestra. Entrenós. e a scena do Pae da actri^. e pricipalmente em França. que só o bom scenographo consegue descortinar. O artista. e para não demorar os intervallos. Em todo o caso. ou no final da representação de uma peça. architectura e — rarissimas vezes se ouve pateada. mas ha sempre quem proI que se adaptam e seguram por meio de fechos ou cordas que os unem. scenas ha em que os artistas tomam logar nos camarotes. O scenario compõese de pannos do fundo. repregos^ lados e fraldões. no fim do Diccionario. traduzida no Brazil com o titulo de Sabina e em Portugal com o de Rapto de Helena. muito em uso e tanto em Portugal como em Hespanha. O Schiu! é aterrador. mas nem sempre o consegue. Os pannos do fundo estão suspensos do urdimento. que devem ser reprimidos pelo contraregra. praticáveis. ou pretende fazer calar a pateada. infelizmente. por ordem do director de scena. Secretario da Empreza Em todas as emprezas theatraes costuma haver um secretario. pela situação ou pela phrase. vencendo de quando em quando os que protestam contra os pateantes. finalmente. Scenario Chama-se assim ás vistas que se apresentam ao publico para a representação de qualquer peça. precisa ser cultivada por talentos de primeira ordem. e ainda temos. que é empregado de confiança. redige as escripturas dos artistas. que teria sido um grande scenographo em qualquer dores.

E' o lance dramático prepaSituação te festejada.— i35 DO THEATRO PORTUGUEZ Soa de dar um segundo titulo ás suas producções. cuja importância produz Houve epocha em que as serenatas eram uma considerável mudança na respectiva 5ípratinho obrigado das operas bujfas ou de iuaçáo dos personagens e desperta na almeio. Quando uma peça alcança lados do panno. Operas-comicas e operetas ha e a do fundo..orchestra. quinta-feira de endoenças e sexta-feira de paixão são prohibidos os es.caracter. E' costume va. Também se fe de salteadores! ou o terremoto de ijSSI e quasi todos por chama sexteto á reunião de seis músicos que tocam em diversos theatros. costuma chamar-se um septimino. que.^ em prohibidos desde domingo de Ramos até todos os theatros está adoptado o toque de domingo de Paschoa inclusive. Ha sextetos em D.q de . Serenata. ou três palmadas. Quando a manifestação de desade dar peça nova em sabbado de alleluia. Para mostrar o Signaes de desagrado Nos três dias de quartaSemana Santa seu desagrado por qualquer peça ou por feira de cinzas. esta forma. o que era de campainha eléctrica. de MoSoalho fixo as linhas de afinação até ás paredes lateraes zart.ao regente da orchestra. isto é.ser as três pancadas solemnes no chão. de Suppé. Carlos quando. costuma dizer-se que fez sensarado pelo auctor para surprehender e enção. que o artista.ma dos espectadores a commoção e o estro cita-se acima de todas a maravilhosa e panto.ções podem e devem mesmo existir nas comedias e nas farças e passam então a chacos.manifestar-se dando com os pés no chão. do Porto. Por vezes o se.. Sexteto Trecho de musica para ser can-j theor: Trinta annos ou a vida d^um jogador! Paulo e Maria ou a Escravatura branca í tado a seis vozes. Isto estendia as denominações por forma. No theatro a Serenada. fazer signal com a cabeça Sensação verdadeiro agrado. — — — — — — — — . João. Entre as serenatas de thea. mento imprevisto. em logar de V. Serenata Designa-se assina.inesperada fór a situação. todo o acontecie terno. canta debaixo das janellas da sua apaixonada.a orchestra. Juanita e Boccacio. tudo o que o acto exige. o que bas. fazendo o galan. ou mar-se situações cómicas. Paschoal. conforme o theatro. João. dando tas teem ahi o seu maior descanço. Signal de começar fazerem qualquer digressão fora de Lisboa. e grado é maior. Soalho volante E' a parte do palco^coniSer reconduzido — Diz-se de um cantor prehendida entre duas linhas de afinação. drama.. dado. dido theatro de S. tocam n'um theatro sete músi. é uma canção de caracter amoroso Situação inesperada n'uma acção dramática. Acontece algumas vezes que as emprezas teem paleada. Amélia. durante a representação ou n'um intervallo finalmente cada um no seu posto. do das peças! Eram nada menos que d'este S.. o soalho é todo fixo. onde não ha quarteladas nem que teem bellas serenatas. ou apenas. o publico costuma. ou batendo com as bengalas. Quando sôa a hora annunciada e tudo está prompto. tendo agra. E' a parte do palco desde incomparável serenata do D.patear^ assobiar e dar gritos de indignação. o emprezario o contracta para a epocha seguinte. podem forme as vezes que servem. que quasi nos titulos desvendavam o enre.O mesmo se diz dos cantores do theatr. cantada em tercetto cómico e aquella em não ha calhas. o contraregra manda sair de scena quem alli não de e que deve tornar a entregar-se para se poder voltar a occupar o logar. renovando-lhe a escriptura. tem a pagar nasio e Principe Real. esta o palco não é feito em quarteladas e onde. GymSello pectador pretende occupar. por vezes também com Maria ou vinte annos depoisl Ha deze. tante contraria os actores. . e por isso os artis.vididas em quartelladas até o ultimo plano. nem alçapões. As situaorchestra. em vez que é peça com bellas situações. As senhas teem ve estar e dá depois o signal para romper ordinariamente um ou mais carimbos. — — ^ . con. o ponto no seu buraco. Tempo houve em que os espectáculos eram blico antes de começar o espectaculo. costumam as nossas platéas pectáculos em Portugal. Nos theatros em que as da D.. Para chamar ãpur.qualquer artista. sendo extraordinariamen. a scena com grave prejuízo para os theatros. quando explorado . podendo citar-se calhas. — — — Em — • — — — . Quando. que costumam Chega por vezes a não deixar continuar o aproveital-os para descançarem em casa ou espectáculo.. D'uma peca cKeia de effeitos. além de então ha ensaios n'esses três dias. cheseis annos ou os Incendiarias O Marque^ de Pombal seis instrumentos concertantes. coro femininino. concerto o sextéto é uma composição para Roberto. duzirá. Além do preço do logar que o es. abrindo um dos riar muito as senhas para evitar as fraudes. Titulos de peças. de Donizetti.acompanhamento de coros e orchestra. Trecho de musica para sete thusiasmar os espectadores. diz-se A palavra septuor é latina.• mais a importância do sello correspondente. a orchestra ou sexE' o cartão que os porteiros enSenha tregam a cada espectador que sae da sala tete no seu logar. Quanto mais Septuor vozes ou sete instrumentos. Também é notável a do D. maior effeito proptuor é acompanhado de coros e orchestra.

opera-comica. DICCIONARIO as calhas e os al- i36 Sociedades artísticas formado em Portugal. Paulina Sicard (1825) Constância Pietralia (1825). podendo servir de modelo a Societé des aucteurs et compositeurs dramatiques de Paris. Ortolani Tiberini (i8^3). As constantes divergências no modo de administrar. de Lisboa. dramáticos que tão bellos resultados teem produzido. Adelaide Varese (1824). promovendo e zelando os interesses dos escriptores dramáticos e dos maestros. Mamo Gemma Devriès (1884). os artistas divi- — — dem-se em duas classes : societários e contractados. Anaide Castellan (i852). Soprano Uma grande parte dos papeis femininos das operas são de soprano^ porque taes vozes abundam muito mais do que as de contralto. N'esta ultima classe. que teem real- rolina Sannazaro (i85i). Fidès (1882). porque os artistas. Sociedades de anctores e compositores Estas utilíssimas sociedades. instrumenta*. realisada antes de chegarem á puberdade. Giuseppina De-Reszké Bellincioni (i883). No fim do anno de 1799 voltaram a cantar no theatro as mulheres. são quasi sempre os pomos da discórdia. Luiza Mathcy (i836. Maria II. Ida Benza (1869). Ca- — — — sempre prosperado no estrangeiro. que cantou logo na abertura do theatro e muito agradou. a mais alta é a de soprano. N'um theatro dirigido por Societários uma sociedade artística. Adelaide Borghi-Mamo (1864). Contractados são os que recebem os seus ordenados e nada teem com os lucros ou prejuízos dos sócios. Por vezes se teem e particularmente em — Lisboa. regado da execução de um ou mais solos na representação de uma opera. etc. Esta castração para os cantores era apenas feita nos testículos. d'orchéstrà. sendo as primeiras: Marianna Albani e Luiza Gerbini. que foi estimadíssimo em Lisboa. que fornece trabalho aos sócios. Regina Paccini (1888). Houve sopranistas muito notáveis e alguns vieram a Portugal. o celebre Grescentini. Elisa Volpini (1864). Marietta Spezzia (i836). sociedades artísticas. Sopranos notáveis que cantaram no Angélica CataReal Theatro de S. teem Sopranistas Eram homens castrados. e depois voltou mais tarde. Augusta Albertini (1044). Muitas vezes os contractados. Carlota Marchisio (1867). Gustavo Lazzarini. Laura Harris (1870). Erminia Borghi tali (1880). Bianca Donadio (1881). Barili (1841). Maria Sass (1874). havia conservado e desenvolvido no órgão vocal o timbre da voz de soprano.se grande rivalidade e partidos entre ella e o sopranista Crescentini. Emma Turolla (1881). posto que bastante desunidos e em constantes rivalidades. annexo áquelía e que tem a forma de associação de soccorros mútuos. Theodorini (1886) vada (1887J. que causou no publico verdadeiro fanatismo. estabelecendo. aos quaes a amputação dos órgãos sexuaes. qve cantaram no Real Theatro de S. Com pequenas excepções. opereta. Maria Emma .Sop comprehendendo também çapões. Infelizmente em Portugal nunca vingou nenhuma das tentativas n'este sentido. poderiam tratar dos seus interesses e engrandecer a arte. que conduzem ao termo da sociedade. Francesco Angelelli. conservando-se aqui seis annos seguidos. Galletti (1873). Os auctores e compositores portuguezes. Maria II. por ter o governo de D. Entre os sopranistas mais distinctos.) Luigia Boccabadati (1*840). Giuli-Rossi (1857). Marcella Sembrich (1884). Carlos. tendo umas por sócios artistas dramáticos e outras artistas músicos. Carlos a celebre cantora Catalani. não trabalhando para tal fim. as eleições dos corpos da direcção e a divisão de lucros. Solista — Cantor ou instrumentista encar- passam a societários. sendo emprezario de sociedade com outro sopranista. Agradaram também muito outros sopranistas : Vincenzo Fedele. Tedesco Fricci (i858). teem ainda assim conseguido conservar a Associação Musical 24 de Junho. Michele Cavanna. representassem. Não é só á voz que se chama soprano. Carolina Neri-Passerini (1816). Cepeda (1879). Giovanni Grilli. que soífreu varias modificações e a sabida de bastantes sócios. como foi a ultima do theatro de D. Pena é que assim aconteça. Fortunata lina L oiti (1859). Bendazzi (1861). Rossi-Cacia (1843). mas egualmente se dá o nome de soprano á artista que possue tal voz. Felizmente pouco depois deixaram de vir a Lisboa os sopranistas^ cedendo o logar ás grandes cantoras da epocha. as rivalidades na distribuição de papeis. Clara Novello (1 85o). A maior parte das Sociedades Artisticas formam-se para digressões ás provincias ou ilhas. Solo Trecho de musica para ser cantado por unaa só voz ou tocado por um só — (1860). e o Montepio Philarmonico. até que o governo poz o theatro a concurso e o adjudicou a uma empreza particular com a obrigação de conservar os sócios classificados. Nos coros a quatro vozes. Em Lisboa ultimamente existiu a do Theatro de D. com os seus acompanhamentos NePatti (i885). canto religioso ou concerto. as sociedades de actores não vingam entre nós. Societários são os que fazem parte da socidade. A voz mais alta da mulher. contam-se: Domingos Caporalini. Maria I prohibido que as mulhere". Marcel- mente valor. Natale Rossi. Rey-Balla (1866). Vi(1877). Carlos lani (1801). recebem os dividendos e correm o risco dos prejuízos. Em 1801 veio ao treatro de S. soffrem a toda a hora as consequências do seu desleixo e falta de união.

Por baixo do palco ha muitas vezes dois. outras peças. — quando muito. Boccacio. Hoje. sabilidades.o panno e o ponto quem raneos são muito imperfeitos e o seu movimento é ainda quasi primitivo.i37 DO THEATRO PORTUGUEZ Suo Van-Zandt (1888). servindo-se para isso do cordão de uma campainha eléctrica que para tal fim junto d'elle está collocado. Em os qualquer theatro. quando o publico era mais exigente e os artistas mais tremiam das suas respon- por muito tempo de larga subvenção pecuniária. montadas sem cuidado nem despesa. mas chamando-se então primeiro ao que fica mais em cima. todos os dias se fazem substituições e as peças agradam da mesma forma. Vê-se todos os dias peças em que se depositam grandes esperanças e com que se gasta rios de dinheiro. artistas. — E' muito difficil prever um Successo grande successo no theatro. vão decorando á medida na scena — O fatalidade ha theatrosem que os subterrâneos estão cheios de arrecadações e de camarins de artistas e figuração.. sem tempo para se preparar. a toda a largura. A Sociedade artística que o explorava tinha as mesmas regalias que a empresa de 5. arrastarem-se miseravelmente durante algumfis noites. Adalgisa Gabbi (1891). isto é. Arkel (1802). Acontece que esse artista mal conhece a peça em que tem de entrar e não ha tempo para qualquer ensaio. Actualmente nenhum theatro em Portugal é subvencionado com verba certa. O Theatro de S. o papel de que se encarregaram e chega a parecer que o sabem. publico quasi não admittia os confrontos e ia assistir a elles sempre mal disposto. Snbir á scena Quando uma peça se representa pela primeira vez em qualquer theatro. durante as scenas em que não entram. Grã-Duque^a. alcançava duzentas ou trezentas reou. representada . só prevenido á ultima hora de que tem de fazer uma substituição. a todo o fundo e com mais ou menos altura. que giram apenas no primeiro pavimento. N"outro tempo isto era um pouco arriscado. Para maior — — o manda descer. A exploração do theatro lyrico é actualmente dos melhores negócios que existe em Portugal. é sempre o contra-regra quem dá os respectivos signaes. eram difliceis. próximo da scena e assim successivamente na ordem descendente. ao passo que. obtêem grande successo e fazem brilhante carreira. cahirem redondamente na primeira recita. Assim se chama aos subsiSubvenções dios que o Estado concede a alguns theatros com o fim de proteger a arte e sustentar condignamente as primeiras casas de espectáculos do reino. Ainda não ha muno tempo. em todos elles. com excepção das calhas para os carros dos tangões dos bastidores.. alçapões. Alguns. (1901). Mendioroz n89r). com as suas calhas. Bonaplata (1895). Tim Tim por Tim Tim. diz-se que essa peça sobe á scena. Também foi cortada a subvenção pecuniária de que por muitos annos gozou o theatro de D Maria II. Eva Tetrazzini (1889). Bianchini Capelíi (k^oS). se teem sangue frio para se apresentarem. as substituições hoje são fáceis e vulgares. pois que já não é pequeno subsidio ceder a uma empresa gratuitamente o theatro e todos os annos n'elle gastar importantes verbas em obras. tem de ser substituído. ensaiador. como aconteceu com o Santo António. quando uma peça obtinha verdadeiro successo. três e quatro andares. dotados de excellente memoria. Muitas vezes. Darclée (1893). Noite e Dia. theatro de graça e obras importantes quasi todos os annos.. devem corresponder exactamente ás aberturas que haja no palco. etc. Quando um artista adoece Substituir ou sae da companhia. etc. Carlos gosou — que a representação vae correndo. Emma Garelli.^/. Nos nossos theatros os subter» presentações. Assim se chama Subterrâneo ou porão ao espaço que fica por baixo do palco de um theatro. mesmo nos bastidores. Pêra de Santana^. o artista condescende para não prejudicar a empreza. porque raro era agradar o artista que fazia a substituição.. Nadina BuliciofF (1889). Barba lA^ui. Subterrâneo quando os applausos dos espectadores obrigam a subir e a descer o panno para apparecerem auctores. N'outro tempo. Como esses pavimentos são aproveitados para o movimento inferior da scena. Carlos. Subir o panno Nos treatros de opera ou opereta. é o regente d'orchestra quem manda subir o panno de bôcca. Hoje é preciso que o successo seja enorme para se contar com 100 representações! Fez apenas a isto excepção a revista O da guarda. scenographo ou machinistas. Nos theatros de declamação é o contraregra quem manda 52. ou descer nos tinaes dos actos. Foi bem supprimida essa estravagancia n'um paiz pobre.

e ainda por se- — rem longas. o qual torna surdas as vibrações. mente! Quando uma peça Successo de estima é na sua primeira representação muito festejada pelos amigos do auctor. Boieldieu. ou falias de qualquer peça. outras por questões da empresa com o auctor. Cherubini. Mozart. a acção complica-se e só tudo se explica pelo desenvolvimento final. Na acção theatral a surpresa Surpresa é produzida por um facto importante. d'um caracter particular. opera-comica. presos á parede por molas. augmenta o seu interesse e faz-lhe crescer o desejo de ver p desenlace. Rossini. sem que tenha valor para isso. Weber. o som revestese de um tom melancholico e triste. Por ordem da auctoridade Supprimir são por vezes supprimidas scenas. que. para todos os seus trabalhos de theatro. São nas plateas os legaSupplementos res que d'antes tinham o nome de dobradiças. quando essas representações provoquem tumultos. ou offendam a moral publica. E' uma pequenina peça de maSurdina deira ou metal. que assim parece ficarem incompletas. A acção da peça depende unicamente da imaginação do auctor. que se applica aos instrumentos de corda. que constantemente e no annuncio de todos as peças. Houve tempo em A — que. que produz um encanto e um enternecimento profundo E' um precioso recurso para o compositor que d'elle sabe usar. São incommodativos assentos. um accontecimento imprevisto. Verdi. . Bellini. opereta. que o publico tem sempre a fazer. e que só se vendem quando ha grandes enchentes e não é possivel — — obter outro logar. Donizetti. appare: — — vaudeville. Quando todos os instrumentos de corda de uma orchestra teem surdinas. e. tinham a rubrica «Harmonia na orchestra». Outras vezes são supprimidas por serem pateadas. suspendendo-se as suas representações. Muitas peças antigas. assim fizeram Gluck. Hoje raramente se lança mão de tal recurso. Para que uma peça excite verdadeiro interesse. nunca se deve poder adivinhar o seu desenlance. os grandes mestres escreviam óptimas symphonias. excita a sua attencção. finalmente. antes seja elle a ultima surpresa. Actualmente os modernos compositores envergonham-se de fazer symphonias para as suas obras. Umas vezes por doença de um artista que tenha papel importante. Sym O DIGCIONARIO i38 mais de 25o vezes no theatro do Príncipe Real. que hoje começa logo a ouvir trechos muitas vezes para elle incomprehensiveis. Herold. para ter alterações. quando a situação o admitte. siirprehende o espectador. começam por estas palavras: Grande successo! E muitas vezes a peça desagradou completa- cendo de repente. mais se enreda. Meyerbeer e outros. com qualquer surpresa. Mais propriamente se chama agora Abertura á musica escripta para se executar antes da obra. para soffrer cortes. A symphonia dispunha bem o publico.. N'outrõ tempo usava-se muito acompanhar com os instrumentos em surdina algumas scena patheticas e enternecedoras. Suspender as representações A carreira de uma peça pôde ser interrompida. por ordem da auctoridade. Effectivamente a peça. é desconfiar dos cartazes. ou mesmo drama symphonia é quasi sempre formada pelos melhores trechos que contém a obra. que apenas recebe leis da própria inspiração e da natureza do assumpto que trata. Entre elles. Méhul. n'essas situações. diminuindo portanto a sonoridade. pode affirmar-se que — foi um successo de estima. Symphonia E' a musica que a orchestra executa antes de se levantar o panno para começar uma opera. por diversos motivos.

conhece o palco. o que quer dizer que nunca foi multado O actor relaxado está sempre na tabeliã. Também é ta' blado o estrado ou palanque que se arma expressamente n'uma sala ou n'outra qualquer casa para ahi se representar provisopalco. ^ HOJE OUVAE-OURACH/^ RCVISTA MULTAS li. As tacholas são tachas grandes e prias a Taboleta com cabeças pró- poderem arrancar-se facilmente. que com ellas param nos sítios de maior passagem. São conduzidas por homens. tacholas Pregos que servem para pregar os pannos ás regoas. «a peça levou pateada» ou «a peça apanhou tacão!» diz-se indistinctamente: O^/recfor. theatros de segunda e hoje mandam annunciar os seus espectáculos por meio de Taboleta — Alguns terceira ordem aindíi ESPECTÁCULO N? AVISOS grandes taboletas^ em que são affixados os cartazes. a fim de deTablado Dá-se este nome á parte do onde se representa. Na ta hella se marcam as horas do ensaio. que se arrancam com facilidade para não rasgar o papel ou o panno. — . a peça ou peças que formam o espectáculo. da scena.cá secng _^4^^ íá«-<^*»***s^^ SESSÕES Tabeliã terminar todo o serviço do dia seguinte para os artistas e empregados do theatro. logar bem visível do palco. é bom actor. Taboas — Em linguagem theatral a pala- THE ATRO vra taboas costuma empregar-se como syno- D. ou antes.T em Tabeliã— Papeleta collocada n'um quadro. O artista caprichoso gaba-se de nunca ter ido á tabeliã. Servem principalmente quando as companhias viajam. ou os reprégos ás grades. ENSAIOS AMÉLIA nimo de theatro. Assim.) Tacão — No theatro — é sy- PHANTASTICA OL'AS nonimo de pateada. quer dizer ser actor. 'Pisa bem as taboas» isto é. Talento No theatro o /a/en/o é a aptidão e disposição natural para a arte dramática. Pisar as taboas. qualquer serviço extraordinário e as multas em que algum artista tenha incorrido. — N riamente.

Tardoz diz — As costas. costu- mam Tangôes ser reforçados ferro e ter uma espécie de degráos. para quando seja preciso por elles subir. outros conseguem o seu fim pelas qualidades de finura.Tol DICCIONARIO lados. em que muitas vezes na mesma recita apparecem trez ou quatro salas diversas.E' muito limitado o numero de palavras que se applicam unicamente ao theatro. Technologia theatral . ou mastros. o sexo. os mastros ou grades. no theatro édar ás palavras. pela verve. a arte de vestir. outros são expansivos. pela graça. Por baixo do tapete costuma haver uma cobertura de lona. Tampo dos alçapões V. N'estes theatros deve portanto haver mais do que um. que se conserva em todas as scenas. bastidores. para que não fiquem á vista do publico as irregularidades e pouco aceio — do soalho. Nos theatros de comedia. re- edade. repregos. o talento apparece claramente. Actores ha que teem o modo de representar concentrado. que é impossível analysal-o na sua generalidade. a pintura. a dança. Segundo a não o impedirem movimento dos carros a que estão presos os bastidores. de todos conhecidas. pedir os logares que deseja ao bilheteiro — com a vista de sala. prin- cipalmente o de bôcca. ou fios para a electricidade. Os bastidores ficam sempre um quasi nada r. pelo calor. Essas palavras estão disseminadas n'este diccionario pela ordem alphabetica. interpretação diversa e especial. O publico avalia o talento de qualquer actor pelo maior ou menor prazer que elle lhe causa.ais curtos do que os tangôes. Tangôes São as grades de madeira. ha o tambor graduado. N alguns theatros são os tectos substituídos por bambolinas de roupas ou pinta- — das d'acordo — to ao§ bastidores e illuminam a scena dos E' convenientíssimo o teleTelephone phone em qualquer theatro para o publico. Tangôes de luzes São os que estão jun- com chapas de quando se manda pintar uma vista pela parte de traz de outra: «pinte essa scena no tardo^ da outra». O que acontece. o que completa muito a scena. a natureza de tal ou tal papel. fazendo a continuação da parede. delicadeza a jovialidade. ou parte detraz dos etc. a mechanica scenica. o género. e que teem para contrabalanço os pe- descem e soTambor nas caixas próprias. Assim se bastidores. aquelle manifesta-se em arrebatamentos apaixonados. estantes de livros ou outros quaesquer com mo- tenha talento. . seria inconveniente apresentar todas com o mesmo tapete. também n'este diccionario se verá a significação de diversas palavras no theatro. Assim estão egualmente outras que se applicam indiíFerentemente á arte dramática e a outras que concorrem para a sua riqueza e esplendor: a litteratura. brilha de forma irresistível aos olhos dos espectadores. Alguns ha que brilham pela alegria. Tambor — E' o cy lindro onde enrolam as cordas que prendem os pannos. a fim de que estes possam correr livremente quando tenha de se fazer mutações de scena. Válvula. etc. tapadeiras com porta falsa. Para maior segurança. que se collocam a cada um dos lados da scena. pannos. colloTangôes de luzes cados em frente d'uma porta ou d'uma janella. por vezes. Segundo as necessidades de occasião e para variadas applicaçóes. Ainda hoje se usa pôr tectos nos Tectos salões" fechados. Para 140 O talento manifesta-se nos artistas por forma tão variada. para agradar verdadeiramente por qualquer das formas é preciso que o actor cebem a luz por meio dos cannos de borracha para o gaz. Ha também veis. presos aos carros que giram no primeiro pavimento do subterrâneo e a que se prendem os sos que bem — — E' synonimo de alcatifa e serve Tapete para cobrir o soalho do palco quando a scena representa uma sala. isto é os tangôes. as tapa por completo. em que seja possível. ou manifesta-se discretamente e com difficuldade. a musica. ou occulta-se. Emtodoocaso. Tapadeiras — São os repregos de qualquer salão pintados ou forrados de forma que. este é dotado d'uma ternura enternecedora.

Pôde egualmente a palavra theatro referir-se á collecção de obras dramáticas de um paiz ou de um auctor. da de sopranista. Nicolini (1870). do Porto. Luigi Bollis (1876). que. são fixos ou portáteis e existem desde os tempos mais remotos. De Marchi Tamagno (1894). De BassiBrogi (18S9).. Ambrósio Volpini (i856). assim como das companhias de opera-comica ou opereta. Raffaelle Mirati (i858). De Lúcia (1898). logo depois das vo^es de mulher. Marconi (iSgS). O logar de primeiro tenor é um dos mais importantes da scena lyrica. Propheta. ni (18S4). Tenores notáveis que cantaram no Real Domingos MomTheatro de S. Naudin (1867). emprega meios e modos para ter mais ordenado. pois. sem ter grandes méritos. Corrado Miraglia (i8. Assim acontece egualmente ao theatro de D. apezar de pertencer a uma sociedade. Fazia excepção a esta regra o theatro de S. Carlos belli (1804). Flávio (1843). Ainda se chama theatro ao logar onde se passa um accontecimento qualquer: «O theatro onde se deu o crime. O que iodas são obrigadas a ter e pagar é o telephone para a repartição dos bombeiros. Duc (1893). o ensaiador e os auctores. que tem o seu logar principalmente na opereta. Real Theatro de S. Tenorino ainda que ahnada. é claro.. Em concertos instrumenlaes. Maria. Gabrielesco {1890). Os nossos antepassados entregavam-se de preferencia aos exercícios da caça e outros que os adestrassem na arte da guerra. Ainda também cabe a phrase ao que. Fancelli (1872).. acompanhadas de dança. A voz mais alta do homem. Gayarre (i883). Huguenoties. Ha muitos tercettos nas operas. Uma das nove musas. canTercettõ tado a três vozes. melhor beneficio e melhores papeis. Caetano Fraschini (1859).141 DO THEATRO POkTUGtJE^ Theatral tral the para se fallar para as redacções dos jornaes. é posto a concurso mediante programma mandado elaborar pelo governo.» etc. é a de tenor. Roberto o Di:ibo e quasi todas as operas. A deusa da Thalia comedia. com Tenor excepção. com ou sem acompanhamento d'orchestra. quasi sempre que ficava vago era posto a concurso. Pietro Mongini (1862). Esta voz sobe uma oitava menos do que a voz de soprano. Assim. Mário Tiberini (1873). E' este o telephone da rede geral. Para classificar também se diz: theatro cómico. que d'ellas depende. a que davam o nome de momos. por este motivo as letras pátrias caminhavam a passos lentos e assim por consequência o theatro. Delmas (1898). Enrico Tamberhck (1S44). Uma das nove musas. — . para fazer valer o seu. Theatro a concurso Os theatros que não pertencem ao Estado quasi nunca são postos a concurso. Nas operas-comicas o mesmo acontece. que também pertence ao Estado. Fora da nossa especialidade ainda a palavra theatro tem diversas applicações. Care Theatro — E' pôde ter — O — — — propriedade do Estado.. assim se diz: «O theatro Portuguesa ou «O theatro de Garrett». João. como qualquer outra propriedade. Baldanza (1847). onde se representa. a que mais sobe. E' um trecho de musica. theatro trágico. a todos os outros artistas sobrelevam os tenores ào Guilherma Tell. Inquestionavelmente foi Gil Vicente o los.')3). Mariarcher íi8q3). a Terpsichore deusa da dança. das mais opulentas construcções até ás barracas de feira. a de tenor occupa o terceiro logar. João Paganini (i836). Eugénio Musick — Terpsichore Tlialia — — (i85o. Bonci (1899). A phrase de calão ntem Ter presilhas presilhas» é usada no theatro para indicar o actor que. Theatro em Portugal Nos primeiros séculos da monarchia apenas se encontram vestígios de umas representações mimicas. Garbin (1899). A mesma phrase é dirigida áquelle que em scena prejudica o trabalho dos collegas. o tercettõ ou trio (palavra italiana) é uma composição executada por três instrumentos. Fausto. — bem complexa esta palavra diversas accepções. Lúcia. Volpini (1846). E' o tenor de pequena voz. que não passa de uma voz falsa. Africana. usa uns processos para illudir o publico e fazer-se applaudir. A voz natural do homem. adulando o emprezano. que algumas emprezas não teem por economia. (1879). Por theatro pode entender-se a arte dramática. Nery-Baraldi (1857). Nos coros a quatro vozes. Ebrea.. — Diz-se que uma peça é theaquando tem todas as qualidades precisas para produzir effeito e agradar ao publico. Masini (1873). etc. para os médicos. theatro dramático. alugam-se particularmente. operas-comicas e operetas. Theatros podem ser os edifícios ou logares onde se dão espectáculos. Aos que possuem esta voz dá-se o nome de tenores. a arte de representar.

seria porem um grave erro comparar os tempos passados com os presentes. e que os modernos teem mais ou menos admittido. e os próprios portuguezes. Manuel e D. Aquellas devem a sua origem aos Jesuítas e foram representadas nos claustros com o maior apparato. canto. coros. observância fiel das regras mais rasoaveis e copia. Manuel de Gallegos e Rodrigo Ferreira. consideradas segundo as regras que os antigos haviam ordenado para taes composições. as tragi-comedias sagradas e as comedias magicas. um talento robusto. posto que inferior ao mestre. Maria I prohibiu que as mulheres representassem. No século xvni o theatro mais afamado foi o do Bairro Alto. baile e diversas machinas. que se repetiu juntamente com um novo auto em que entravam seis pastores. Pouco depois da fundação do theatro portuguez por Gil Vicente. (Vide este nome e Theatro do Bairro Alto). Algumas se re- presentaram no pateo da Bitesga. dez tragi-comedias. princípios e opiniões. dirigida pelo actor António Rodriguez. a afastarse d'aquella escola e escreviam mesmo em castelhano. que constam de dezesete autos. Por esse tempo a rainha D. Francisco Manuel de Mello. Com a dominação castelhana. O discípulo mais notável de Sá de Miranda foi António Ferreira. entre os quaes D. que muitos foram. de quem tinha talvez o talento e a erudicção. primeiro auctor e primeiro actor portuguez. no pateo do Conde de Soure. posto seja prováantes d'elle se terem representado algumas peças no gosto das do castelhano Enzina. faltando-lhe porém a veia cómica. etc. Pouco depois appareceram ainda dois novos e monstruosos géneros de composições theatraes. o que tornava enfadonhas as suas comedias. Estava perdido o theatro nacional apezar da abundância de escriptores portuguezes. mas com uma notável pureza de linguagem. nos palácios reaes e em outros logares. era ainda baseada no O mesmo trágico acontecimento. outros em Hespanha. que tomou depois o nome de Boaventura Machado. As operas de António José e muitas outras do theatro do Bairro Alto foram representadas por bonifrates. porém teve a gloria de estabelecer um género de theatro nacional. consistindo n'isto o seu único merecimento. fez nascer um novo género de litteratura. as operas portuguezas. lhe deu nova direcção. que se representaram nos paços dos reis D. dirigida florescia a litteratura dramápor Lope de Vega e Calderon de la Barca. foi também com ella arrastado o theatro portuguez. João III. O talento de Gil Vicente. mutações frequentes. Ainda assim. Sá de Miranda lançou os fundamentos da escola clássica. de presando as obras dos que em outros paizes o haviam precedido. havendo-se perdido a nossa litteratura. João IV. acompanhadas de grande orchestra. assombraria o mundo litterario. florescendo na actualidade. Comediantes hespanhoes aqui vinham apresentar o seu repertório. Ao contrario. a que depois nos deu Quita. nas matinas do Natal. Os artistas agradavam principalmente quando proferiam as maiores indecencias. Seguiram-se a estas varias obras. visto que as duas litteraturas caminhavam a par. não se atreviam. A introducção em Portugal da opera italiana. já então restaurada em Itália. desconhecer completamente as regras que os antigos haviam determinado. auctor do Belisario e d'outras peças. e aproveitavam se machinas que de ha muito serviam para as pantomimas. João V. A primeira obra de Gil Vicente que se representou foi a visita ao parto da rainha D. animada por D. uns residindo na sua pátria. Ali se representaram as operas do infeliz António José. e opulentada por D. propriedade e elegância de estylo. cabe-lhe o maior triumpho que teve o theatro clássico em Hespanha tica. onze farças. em que este auctor pretendeu conciliar o género romântico com o clássico e hoje apenas admiradas pelo magnifico estylo. pela influencia da epocha. No começo do século xix esteve funccionando n'aquelle theatro uma companhia hespanhola. As comedias magicas foram inventadas pelo celebre cómico Simão Machado. a 8 de Junho de i5o2 . a 142 pae do theatro portuguez. em cujo desempenho tomou parte a muito distincta actriz . Foram pela masma epocha muito estimadas as comedias de Jorge Ferreira. escrevendo intitulada Castro. da vida real. assumpto foi tão bem escolhido. não tendo durante dois annos apparecido mais tragedia alguma. levar-nos-hiam a julgar exagerados os elogios tecidos ao insigne cómico portuguez. Da leitutura das obras de Gil Vicente deprehende-se que ellas eram representadas nas egrejas. São d'isto testemunho as suas obras de devoção. musico distincto. As peças do primeira tragedia. machinismo deslumbrante. Não havia escola nem obras que elevassem os actores. etc. o que apenas se exigia era perfeição no scenario. quanto possível. Maria e nascimento de D. e que os castelhanos conheciam por imperfeitas tradncções. Gil Vicente mostrou nos seus trabalhos.Th© vel já DICCIONARIO portuguez. viveza e animação de dialogo. Os actores representavam já então em palco mais elevado que o local onde estavam os espectadores. que. Foi depois ali ensaiador Nicolau Luiz. um insigne poeta. varias trovas. As suas comedias Os Estrangeiros e Os Vilhalpandos mostram terem sido moldadas pelas de Terêncio e Ariosto. havia mutações de scena por meio de cortinas. postas em balanço com os actuaes costumes.constando de um monologo pastoril de doze estancias. as suas quatro comedias. João III. situado á Rua da Rosa.

Victorino. desenrolou a bandeira das economias. Apparetrinta e trez producções. Frei Lui^ de Sou^^a. construir o theatro de S. Maria e mandou-o pôr a concurso para a especulação particular. Delfina. e outros. pois que contava: Emília das Neves. também ali representou. Matta. principalmente na parte artistica. Emparedado. Dois renegados. foi aberto concurso para peças dramáticas originaes. Luiz da Costa Pereira. Marcolino.. Josepha Mesquita.. Em O Manuel Rodrigues Maia. ceram listas. Jóias de Família. O actor António José de Paula. publico deu também muito apreço ás peças do padre José Manuel d'Abreu e Lima. Ricardo José Fortuna e António Xavier Ferreira de Azevedo. João de Menezes. Seguiu-se a empreza de D. Avenida e D. Pinto de Campos. Ludovina a de Jacintho Heliodoro de Faria Aguiar de Loureiro. retirando-se. D. Dias. até que foi entregue aos . Isto durou até que. Carlos. O antigo pateo ou theatro dos Condes foi arrasado pelo terramoto de 1753 e reconstruído em 1770 pelo architecto Mazoni. aquella scena. que. mandaram se inaugurou a 3o de junho de 1793. Príncipe Real. Entre outras muitas. Ferreira. na Rua dos Condes e Salitre só se representava em portuguez. Alguns capitaentre os quaes o Barão de Quintella. Recreios. chamou ao campo da litteratura dramática muitos talentos nacionaes. formaram uma com1806 um tal Fapanhia para o Salitre. Epiphanio. que ali pôz em scena as Covas de Salamanca. Pobreza dourada e algumas primorosas traducções de excellentes peças francezas. optimamente reputados no theatro moderno. de nome Luiza Rosa d'Aguiar. Pouco depois de funccionar o theatro. Cura d^almas. Na Rua dos Condes e Salitre havia artistas de muito mérito. podendo citar-se entre ellas: Um auto de Gil Vicente. Cezar de Lima. Garrett. conseguiu Garrett que se começasse a edificar o theatro de D. Esta companhia influiu bastante para do nosso theatro. Também para este theatro escreveu diversas obras Manuel de Figueiredo. Diffamadores. Penitencia. deixou-nos Emílio Doux. Sargedas. A' custa de incalculáveis trabalhos e mil contrariedades. que mais despertou o gosto pelos dramas de Alexandre Dumas (pae) e Victor Hugo. e Noivado em Friellas. Jogo. Sociedade elegante. Emília Adelaide. Quasi todos os dramas originaes que appareciam eram postos em scena no Salitre. Talassi. Camões do Rocio^ Marquez de Pombal. Gertrudes. reunidos aos que por cá estavam dispersos. fez uma fortuna considerável. D. e. ria. Sisnando. trouxe de lá dinheiro e alguns actores. este obrigava o theatro nacional a dar preferencia aos originaes. que depois foi grande cantora Luiza Todi. Manuela Rey. pois que o theatro da Rua dos Condes. Homens do mar. Biester & Brazão. Operários. Santos. até que o governo entendeu acertadamente dever nomear um commissario régio e dar á arte dramática a protecção que lhe devia. Homens ricos. The Cecília a A irmã d'esta. foi dado a uma sociedade de actores para o administrar com plena liberdade. D'esta epocha em diante. Em i865 Francisco Palha abandonou o theatro normal para fundar o da Trindade. os seus esforços porém perderam-se no meio de um diluvio de péssimas traducções. representaram-se n'aquella epocha as seguintes peças originaes: Pedro. traduzido pelo capitão Manuel de Souza. O quadro artístico da companhia era o mais completo que o nosso theatro tem tido. Alfageme de Santarém. Fernando. Trindade. Izídoro. Concluída a edificação em 1846. nos anno5 de 1862 a i865. a quem se deve completa restauração do theatro portuguez. Era ali que se representava então a comedia nacional. sendo seu proprietário João Gomes Varella. Captivo de Fe^.. voltou a apresentar a comedia clássica. Em 1782 foi edificado o theatro do Salitre. a regeneração Lisboa. dirigido por um francez. e foi nomeado commissario régio o dr. Foi adjudicado á empreza da Trindade e mais tarde a Santos & C*. conseguindo Garrett a fundação do Conservatório Dramático. Domingos Ferreira. Por este tempo a Arcádia^ que bastante influiu para a restauração da litteratura nacional. no Tartufo. Creado o gosto pela litteratura dramática -portugueza.. Rosa pae. que havia ido ao Rio de Janeiro. Theodorico Júnior. que era também director de scena. Amélia. dava sempre preferencia ás peças francezas. entre outras peças.. apresentando o seu Auto de Gil Vicente. Polia e muitos outros artistas de merecimento. Emília Letroublon. Theodorico. existindo um excellente grupo artístico. Tomando as rédeas do governo o Bispo de Vizeu. Arsejas. Morgado de Fafe. que foi mestre de muitos. Appareceram logo bastantes peças originaes. Fortuna e trabalho. sendo escolhido o drama Álvaro Gonçalves o Magriço^ posto bém que que por vezes a opera italiana tamvisitasse aquella scena. Tasso. cortou o subsidio ao theatro de D. Vingança. Sendo commissario do governo junto ao theatro de D Maria Francisco Palha de Faria Lacerda. Barbara.143 DO THEATRO PORTUGUEZ Rosa d'Aguiar. João Rosa. taes como: Theodorico. destinadas á inauguração do mesmo theatro.. O gosto por este utilíssimo passatempo foise desenvolvendo a ponto de animar a edificação dos theatros do Gymnasío. A Portugal veio uma companhia de artistas francezes.. e por consequência o theatro portuguez teve a sua verdadeira edade de ouro. Prittieiros amores de Bocage. faltava apenas theatro digno da capital. Maria II em julho de 1842. Foi ali que esteve a celebre Zamperini.

Mourão. na Hollanda. Castro Marim. Vianna do cos o nome de fantoches. o gabinete e apparelhos de prestidigitação. os autómatos de ventriloquia. Ílhavo. etc. Miranda do Douro. Campo Maior. Condeixa. Chamusca. Gollegã. Por esta estatiática se vê. Cammha. Aviz. Montemór-o-Velho. Caldas da Rainha. A primeiro foi do actor José Rodrigues Chaves n'um theatrinho com o titulo de Bijou Infantil. etc. /illa Nova' de Gaia. na Turquia. Serpa.. para 5 milhões. Ponte de Lima. Castelio Branco. como nenhum fosParecia que a se senhor das suas acções. Alijó. que era incomparável trabalho compor para similhante< interlocutores^ que. Juntamente com estes fantoches começaram a apparecer o pequeno Guilherme Luz e a pequena Marianna Ramos cantando o Duo da Cadi:^ e o Caballero de Gracia da Gran Via. Barcellos. Lagens do Pico. Pavia. Mora. 22. Loulé. para 32 milhões. 5 no Porto e i em cada uma das seguintes localidades: Abrantes. Thiago do Cacem. Covilhã. Guarda. Villa Pouca de Aguiar. S. Grândola. Rezende. Pedro do Sul. Mafra. Lamego. Figueira da Foz. Luzo. na Hespanha. apezar de alguns dos nossos theatros terem pequena importância. E' elle mesmo que o affirma. Benavente. para 4 milhões. Gouveia. na Rússia. Guimarães. Ovar. mais tarde a outra sociedade artistica. i. Anadia. . Tentúgal. Cintra. Extremoz. S. dando-se aos bone- Montemór-o-Novo. 44. 194. 4. Lagos. Villa Franca de Xira. Santa Comba Dão. Tavira. Alcácer do Sal. Cadaval. Theatros da Europa Não é possivel garantir o numero exacto de todos os theatros da Europa. Gasteilo de Vide. quando no prologo do Theatro Cómico diz: «que os representantes animavam de impulso alheio^ que os affectos e accidentes estavam sepultados nas sombras do inanimado. instrumentos excêntricos. para 36 milhões de habitantes. Mon- — Alemtejo. Portel. para 2 milhões. Louzã. Campanha vários monólogos. Portalegre. Ferreira do Zêzere. Oliveira d' Azeméis. Pedro V n. — 1 . Funchal. que Portugal é. Pombal. ainda hoje n'algumas feiras e arraiaes se exhibem as antigas marionettes. Idanha-a-Nova. Seixal. Figueira de Castelio Rodrigo. Guimarães. 20. na Grécia. Ponta Delgada. Pampilhosa. Villa Nova de Portimão. ou quasi sempre com companhias. Certa. Beja. Torres Vedras. Alhandra. as operetas Intrigas no baireleitoral e Scenas na rua e ro. 34. 348. a revista Charivari. Ilha de Santa Maria. de invenção do mesmo actor. na Áustria. Apezar do progresso nos ter dado theatros de bonecos em tamanho natural e com movimentos. na Inglaterra. Arganil. Magdalena.the biCCIONARIO 144 nossos distinctos artistas Rosas & Brazão. um inde abril de 1893 descêndio. para 3 milhões. o drama Mãe de familij. Tondella. Gondomar. cançonetas. Bellas. Alcochete. Lourinhã. Villa Real de Traz-os Montes e Vizeu (3). Santa Cruz da Graciosa. Actor e seus risinhos. Alpedrinha. Figueiró dos Vinhos. Cabeço de Vide. Espinho. Ourique. Cascaes. na Servia. Garvão. João da Pesqueira. Faro (2). são. Por um tri^ e outras. Palmella. Alcobaça. estabelecido na rua de D. Velas. para 4 milhões. para 5 milhões. por e?te motivo lançarei mão de uma estatística publicada não ha muitos annos. Povoa de Varzim.°» 89 egi. Leiria. Funchal. para 2 milhões. Villa Nova de Famalicão. Valle Passos. Santarém. o Judeii^ foram representadas por bonifrates. Mação. Braga. Constância. ferramenta de relojoaria. na Noruega. Figueira da Foz. na noite de truiu por completo o theatrinho. Lavre. Vidigueira. Celorico da Beira.que começou por representar as comedias Uma Experiência. ha mais de lio theatros. Santarém. para 41 milhões. Duas tentativas Theatros de creanças se fizeram n'este sentido em Portugal. para 36 milhões. i52. para 24 milhões. 048 theatros. Almodovar. Vianna do Castelio. na Dinamarca. para í6 milhões. alma do arame no corpo da cortiça. Ponta Delgada e Vizeu. Azambuja. Fafe. na Bélgica. Martinho do Porto. para 2 milhões. Trancoso. Águeda. Os de Lisboa e Porto estão sempre. Mortagoa. Coimbra. para 6 milhões. Santa Cruz das Flores. Bragança. Ervedal. 10. Alvaiázere. Felgueiras. Em Portugal. Monforte. Peniche. para 2 milhões. . Evora-Monte. Setúbal (2). S. Castro Daire. Sobral do Monte Agraço. Pinhel. Faro. Grato. Soure. Reguengos. Évora. i5o. para 26 milhões de habitantes. Alvito. scenario. Thomar. São antiquíssimos Theatros de bonecos Vijla — estes theatrinhos. Foi inaugurado em julho de 1891 com espectáculos dos fantoches Androidos.. do Conde. Évora. e por ultimo a uma empreza particular. Óbidos. Sines. ic. Villa Nova de Ourem. Arruda dos Vinhos. Barreiro. na França. Vianna do Castelio. ardendo egualmente os fantoches Androidos. ambas em Lisboa e ambas infructiferas. Chaves. 4. na Roumania. Elvas. Aveiro. Angra do Heroísmo. Horta. Almada. Quando esta tentativa parecia querer vingar. sendo 11 em Lisboa. Aveiro. S. que teem ultimamente soffrido grande progresso. Mattosinhos. Tornou-se depois em companhia de creanças. na Allemanha. Roque do Pico. na Suécia. 160. Também durante o anno dão grande numero de espectáculos os theatros de Coimbra. na Suissa. Alemquer. para 86 milhões. Oeiras. Setúbal. Braga. . 3. Arrayollos. 8. Marinha Grande. dos paizes que possuem maior numero de theatros. No theatro do Bairro Alto as operas de António José. São ali indicados os seguintes: Na Itália. Ferreira do Alemtejo. Villa Nogueira de Azeitão. Villa Nova de Anços. Buarcos. Torres Novas. proporcionalmente. S. Odemira.

Real Theatro de S. no pateo do Conde de Soure (1720). que se representou com grande luxo de mise-en-scene. no Campo de S.que ainda existe. finalmente tudo quanto constituía o ganha-pão do tão habilidoso quanto infeliz actor Chaves. na Costa do Castello. Grande Casino de Paris. Setúbal. {1877). em Alcântara (1867). e algumasdas quaes ainda hoje existem. Condes. no Largo de S. Theatro da Trindade. de Lisboa. nos logares competentes. Por fim appareceram ali as comedias. que fez construir um lindo e luxuoso theatrinho na Avenida da Liberdade. na rua Direita do Rato (1879). As fei- ras onde melhores theatros appareciam. Porto. na Costa do Castello (1870). Affonso. no largo da Abegoaria (i8?7). Theatro Apollo. largo da Abegoaria 0735). em Belém (1814). na Rua de Buenos Ayres (1808). les Por muito tempo n'elTheatros de feira trabalharam gymnastas. na rua de S. Club do Tejo. D — IO . Theatro dos Paços cipaes theatros particulares de Lisboa teem da Ribeira. Carlos. Café Concerto. Taborda. Patriarchal Campo Grande. Theatros particulares— O gosto pelo theana rua Nova de S. Belém. no paço de Queluz (1760). na Ribeira (1720). sempre crescente. na rua dos Condes {1888). magicas e outras peças de espectáculo. na Avenida da Liberdade (1906)." Clara (1873). Theatro da Alegria." Justa (1849). pois. AJJonso. no fim do «Dicantigas e modernas . Theatro do Pateo do Tijollo.n'este género foi a de José dos Santos Libório. Amélia. Theatro Mechanico. nifrates que ali se diverte. Carlos (1793). que não possuem theatro seu. Theatro D. centenares de sociedades. pagando pouco. na quinta do Farrobo (1843). Nas mesmas condições fez representar depois a oratória Santo António e outras peças. Theatro da Avenida. tem feito crearem-se Pateo da Bitesga. Theatro do Gyntnasio. junto ás Amoreiras (1867). Theatro do Salitre.quenos theatrinhos. revistas. em Belém (1872). na rua da Escola Polytechnica (i855). na antiga praça da Trindade. Theatros e outras casas de espectáculo.m5 DO THEATRO PORTÍIGUEZ The guarda roupa e adereços do theatro. no Paço da Ajuda (1737). ( i853). original de Eduardo Schwalbach. Theatro de Buenos Ayres. janto á cadeia das mulheres. á praça das Flores. Em seguida os espectáculos dos thratros-barracas das feiras eram accrescentados com scenas cómicas e cançonetas. Coimbra. principalmente em Pateo da Rua das Arcas. em Alcântara. V. Anda. porque o prejuízo foi grande. AlTrindade. no Rocio (1846). a que deu o titulo de Theatro do Infante Era uma verdadeira maravilha de luxo e bom gosto. A peça com que abriu foi a magica infantil Historia da Carochinha. Colyseu dos Recreios. Para isto já os theatrinhos se começaram a construir de madeira. Novo Gymnasio Lisbonense. na rua Nova da Palma (18b:). junto á Annunciada (1740): Opera n'um pateo junto á egreja dos Inglezes. Theatro das Variedades. no largo da Annunciada (i858). Darei. no largo de S. tara. na calçada da Graça (1770). no largo — Theatro da Rua dos Condes (velho). A segunda tentativa. na rua do Olival (1880). Theatro D. Inglepnhos. Theatro D. na rua do Calvário (i8'>2). na rua Nova da Alegria (1890). não apparecem documentos. na rua Nova da Trindade (1867). Theatro do Calvário. Theatro do Príncipe Real. Augusto. Recreios Whyttoine. Theatro do Bairro Alto. onde os sócios reprecal em que hoje é o tribunal da Boa Hora sentam e que alugam para outras sociedades. Academia da sido: A Terpsicore. Pateo dos jos. não andam na tradição e nem mesmo ha publicadas obras dramáticas que n'elles se tenham representado. Pateo das Fangas da Farinha. no largo de S. Theatro D. Mamede (no anno 57). Theatro da Aju. Maria II. Theatro D. no pateo do Tijollo (1872). na rua do Salitre (1782). tro. Alguns actores appareceram nas feiras com certo valor e os espectáculos foram sempre. Roque (i8i5). em Alcântara (1872). Villa Franca. Graça. Os prin(1619). Theatro de Quelu^ç. no lo. Floresta Egypeia. Theatro Lui:^ de Camões. no Poço do Borratem. indo sobre elles noticias especiaes cionarioo. Theatro da Graça. hoje jube. Novo Theatro da Rua dos Condes. Começaram depois a apparecer ali animaes amestrados e mais tarde os bo- — ou viarionettes. Theatro das Laranjeiras. Alem de não existirem vestígios de muitos. na rua das Arcas Lisboa e Porto. Theatro do Rato. hoje rua Nova da Trindade {1846) Theatro de D. Theatro de Fernando. Theatro Popular d'AlJama. Era ensaiador das creanças Salvador Marques e a parte musical estava entregue ao professor Kilippe Duarte. etc Theatros de Lisboa Não é fácil enumerar todos os theatros que teem existido em Lisboa desde o tempo dos pateos sixé hoje. na rua dos Condes (1756).'° Antão (1890). Real Colyseu de Lisboa. Theatro da Boa Hora. farças. na rua Nova dá Palma (1887). mas a tentativa gorou. funambulos e palhaços. antigo Salitre (i858). em Alcântara. dramas e ultimamente oratórias. e ainda hoje são. muito apreciados pelo povo. na Avenida da Liberdade (1888). na rua da Bitesga (iSgi). indicações dos que por qualquer forma chegaram ao meu conhecimento. em Belém (1880). eram: Amoreiras. na rua da Cruz aos Anjos. Theatro de S. junto aos paços da Ribeira («755). Theatro Taborda. Roque. (t8qò). na travessa do Secretario de Guerra. Luiif. Theatro da Ilha dos Amores. que mandam construir pe(1601). Santa- rém. Alcân- Queimada. Theatro Romano. na rua António Maria Cardoso (1894).

Refiro-me á peça muito tempo houve a Em caso Torneira geral da illuminação de incêndio. E' o grito que muitas veTodos! Todos! zes se ouve no final da representação de uma peça. Bonecos. não se cança de gritar todos I todos I. de camarotes no theatro de S.*. São os camarotes da ultima Torrinhas ordem n'uma sala d'espectaculos. esta torneira só deve ser fechada por ordem do pessoal dos incêndios. n'uma tragedia ou n'um drama. Campainha ' — eléctrica. pois o publico é quasi indifferente ás constantes e prolongadas ovações. que as diversas vozes como que se fundam umas uma dita pelo artista.^ Fantoches ou MaTiteres bem — — rionnetíes. N'outro tempo as chamadas eram feitas a um ou outro grande artista que muito se distinguia n'uma peça. mas a comedia era tão boa. Tom Inflexão da voz. que até o titulo parecia elegante. teem egual intensidade sonora. guando a virtude triumpha cae por terra a tyrannia! Pedro o — — Grandt as visitando os seus estados! — Todas peças de Férrea Aragão: As duas orphãs portuguesas ou a ultima victima da Virdominação dos Fillipes em Portugal! gínia. ás vezes bem pouco merecidas. Nem todas as vozes. O nosso theatro está cheio Traducções de traducções de peças de todos os géneros. Tournée tre — Palavra franceza. mania de dar longos titulos ás peças. dita pelo actor em scena. Para que o publico a supporte com prazer é preciso que seja verdadeiramente primorosa e muito — theatros. se applica mesmo aos Torrinhas — — mente só ordem. para não ferir os ouvidos do publico. Gomo disse. as vozes apagadas aquecerão um pouco. Para tal fim. Ordinariamente estes gritos são soltados pela claque. V. pois. Nos últimos tempos lembro-me apenas de um titulo comprido. «. se dá o nome de torrinhas á ultima 4. «Tournée do actor Valle». Club Simões Carneiro. Alguns ha para os quáes é indifferente qualquer titulo. Classificação dada pelos hespaTiple nhoes ás vozes de soprano e egualmente ás palavra também cantoras que a possuem. Também por vezes se mandam affixar as tiras para prevenir o publico da presença de Suas Majestades ou para annunciar qualquer surpresa. Acontece por vezes n 'uma representação que.Tra DIGGIONARIO 146 da Graça. A sociedade onde a gente se aborrece. mesmo fallando. O que hoje se aprecia principalmente é um titulo curto e até uma só palavra. epocha houve em que o primeiro cuidado de um auctor era escolher um grande titulo. apezar de termo musical. junto ao casinhoto do illuminador deve estar em letras bem visiveis esta ordem: «Em caso de incêndio ou pânico não fechar nenhuma torneira sem indicação do pessoal do serviço de segurança municipal». etc. Amélia». com estudo e cautella. ou que a companhia de feita uma companhia — expressamente para esse fim. o órgão claro e viíjrante. os órgãos vibrantes abrandar-se-hão. alcançando perfeita unidade. ilhas ou Brazil. dando espectáculos.Tournée da Companhia do theatro de D. não teem tomado o tom da sala. o que foi completamente banido. logo os que estavam em scena começam a afinar no mesmo tom ou diapasão e d'ahi a momentos o conjuncto é perfeito. Ghega um novo personagem com a palavra sonora. agrade ou não a peça e o desempenho. Muitos auctores. E assim continua a representação agradavelmente. os artistas que estão em scena. a mesma tonalidade. — A Ghama-se assim no theatro a Tirada longa falia. etc. e jusTítulos de peças tificadamente. que ainda existe na rua Fé. E' indispensável. Por isso. Pôde no theatro ser synonimo de diapasão. aborrecendo os espectadores e prejudicando a obra que interpretam. Por — nas outras para formarem um conjuncto harmonioso. percorre diversas terras do reino. AJfonso e Corina ou o mais nobre saOs escrificio do coração de duas virgens! tudantes da Polytechnlca ou o sábio improvisado! E outras muitas como estas. visto que. em que os artistas agradaram. Assim diz-se: «Tournée da Companhia do theatro D. Ordinariamente á testa d'essas companhias váe sempre o nome de um artista que se impõe pelo seu talento e pela sua reputação. teem o maior cuidado em escolher para as suas peças títulos que despertem a curiosidade do publico. a voz bem timbrada. para indicar qualquer theatro. hoje a claque. O contra-regra é o encarregado Toques de dar os toques com as campainhas eléctricas no palco e para fora. traduzida por Gervásio Lobato. a Garlos. Maria II. egual extensão. ou «Tournée da actriz Emilia Adelaide». tomarão um só tom ou diapasão. São collocadas tiras Tiras nos cartazes sobre os cartazes ordinariamente para contrannunciar qualquer espectáculo por ter surgido um inconveniente. está admittida em Portugal. — O theatro francez é principalmente a fonte inexgotavel a que recorrem os nossos tra- . Actual- — de Pailleron. adoptada en- — nós. como estes por exemplo: Sophia ou a esposa de um dia. que espantou o publico. V. no theatro. onde se não canta. e por isso o dialogo se arrasta monotonamente e em grande desafinação. e. logo que elle esteja justificado pela acção da peça.

se pintam em separado. A tragedia é um poema dramático. Com Emilia das Neves. mudança rápida da scena. entre perso- Trambolhos — São assim chamados os pedaços de madeira ou ferro. nagens notáveis. Josepha SoUer. Maria José dos Santos. pore Euripides subirem para o urdimento. gedia n'unca floresceu." aspecto. Ventura e Victorino. o nome que se dá á Em Era uma composição draTragi-comedia mática de género mixto. inglez. as suas transformações e o seu desafogo. Todavia o que é certo. . — Trágico — Trágica — O que tem dotes actor ou a actriz e talento para representar a tragedia. acabando sempre por um íim trágico. Foi Eschylo quem lhe deu a forma regular e poderosa. DO THEATRO PORTUGUEZ Tra Algumas se tradu^^em também do do italiano e do allemão.a tragedia teve a sua infância. em que se representa uma grande acção. Tasso. excitando a compaixão e o terror. Mananna Torres. Theodorico velho. Pedro António. theatral. Se algumas tiveram um condicional agrado. da arte. Epiphanio. Em cada epocha theatral. a que chama palavra franceza que em tal assumpto ficaram aos gregos. Florinda Toledo. Depois d'esses ires grandes escriplores. João Evangelista. Muitas peças estranjeiras teem cabido entre nós pelas péssimas íraducções que d'ellas fazem. Rosa pae. mas relativamente são poucas. morreram os últimos interpretes da tragedia em Portugal. atados ás cordas e suspensos no urdimento. V. que os romanos bem inferiores em França que nós adoptamos. mas sem o desenlace funesto. Trans'ormaçáo Traineis (i. Gatharina Talassi. Rosa pae e Theodorico. Rita. Francisco Fructuoso Dias. Emilia das Neves. Traineis — São assim cha- mados os pedaços soltos de qualquer scena e que. Theodorico Baptista da Cruz. foram as traduzidas dos notáveis mestres francezes. E' género completamente banido. ordinariamente escripta em verso. Izabel Ro- gali. como o seu nome indicava. Tasso.ira grapho. que não sabem idioma algum nem mesmo o seu. Arsejas.! 147 ductores. Manoel Baptista Lisboa. e depois d'elle Sophocles Trambolhos para descerem quando ellas teem de amarrar os pannos e crearam n'esse género incomparáveis obras primas. São ou não prati- — conforme a peça o Collocam-se nos logares marcados pelo scenocáveis. principalmente porque nenhum artista nosso da actualidade tem a envergadura exigida. Servem para conservar as cordas nos seus logares p. Racine e Voltaire. exije. Foi mais tarde a tragedia readquiriu o seu esplendor. Claudina Rosa Botelho. para mais effeito. é que o nosso publico é muito menos indulgente para as peças originaes do que para as traduzidas. já levantando ou baixando o panno do fundo e trocando os . representam se nos theatros de Lisboa. Tramóia hoje se — Machinismo truc. Ceei lia Rosa de Aguiar. tratada brilhantemente por CorPortugal a traneille. Entre nós representaram tragedia os grandes artistas: Carlota Talassi. termo médio. vinte peças originaes e não menos de cem traducções Como todas as manifestações Tragedia Borges Garrido. Ninguém se lembraria hoje de explorar o género tragedia. pelo menos do nosso theatro. O theatro hespanhol tem dado grande contingente aos íraductores. Marianna Trindade. Transformação — E' truc. Josepha Guilhermina de Mesquita. a tragedia declinou.

que tem de ser substituido por outro de voz mais grave alta. Também se chama transformação á mudança de fato á vista do publico. no momento da deixa. ou enrouquecerem de repente. Este tratado litterario e artístico durará até que seja denunciado por qualquer das partes contractantes e um anno depois da denuncia. e é isto que se chama transportar. pelo que respeita ás suas traducçÕes. pertencentes ao dominio publico. os herdeiros gozariam esse direito pelo tempo que faltasse para completar o período de 5o annos posterior ao fallecimento. Os auctores de cada um dos paizes gozam no outro do direito exclusivo de traducção das suas obras. Os representantes legaes ou aquelles em quem os auctores deleguem os seus direitos. Os effeitos d'este tratado são applicaveis ás obras. o artista colloca-se disfarçadamente sobre uma calha aberta. do direito de propriedade. Aqui tem de fazer-se também o ou transporte. e então avisam o regente da orchestra para fazer o transporte. — tados sem auctorisação do proprietário da obra original. Este ultimo beneficio é exclusivamente concedido a favor dos auctores das obras ou dos seus herdeiros e de modo nenhum extensivo aos concessionários cujo contracto fosse anterior á epocha em que começou a vigorar o ultimo convénio.Tyr bastidores. on áquelle que. o que se executa trazendo o artista o fato de cima seguro apenas por papel collado e por baixo já o outro com tão apressadamente e por forma que não deixa perceber palavra do que diz. Acontece muitas vezes um cantor ou cantora estarem incommodados da larynge. Estes direitos são garantidos aos auctores dos dois paizes durante toda a sua vida. durante a vida do auctor e 5o annos depois do seu fallecimento. articula palavras sem nexo e sem sentido. puxam debaixo o fato que tem de desapparecer. para não ficar calado." aspecto) que ha de apparecer. E' prohibida a representação de obras dramáticas e a execução em publico de composições musicaes em cada um dos dois es- mesmos Transloi mai. e se o auctor tivesse já fallecido em i8eo. Mudança de Transplantar — Assim se costuma dizer de fato. opereta ou vaudeville chama-se trecho d'ensemble áquelle que é cantado por diversas vozes e também pelos coros. «Um trecho da marcha de Cadip>. chama-se trapalhão. Este processo é facillimo e de ha muito usado. a orchestra sobe ou desce meio tom ou um tom. ou as pessoas que os representarem em um dos dois estados contractantes gozam — dos direitos correspondentes no outro estado. Assim se diz: «Um trecho da symphonia do Guilherme Tell». Os traductores de obras antigas ou modernas. opera-coTrecho d'ensemble mica. confirmada em 4 de Julho de 188 1. Também por vezes acontece adoecer e ficar impossibilitado de trabalhar um cantor. gozam. — mais Trapalhão — Ao artista que em scena falia Na opera. mas não podem oppôr-se a que as mesmas obras sejam traduzidas por outros escriptores. já DICCIONARIO transformando quanto está 148 em scena por meio de machinismo. disfructam dos direitos que os próprios auctores. ou por não saber emit- — — . costumes e linguagem é passada de qualquer idioma para o nosso. V. os auctores dramáticos ou musicaes. e depois do seu fallecimento durante cincoenta annos aos herdeiros. Chama-se trecho ao pedaço de Trecho musica extrahido de qualquer peça vocal ou instrumental. uma peça. não sabendo o papel. Tratado litterario e artístico entre PorPor convenção de 9 tugal e a Hespanha de Agosto de 1880. cuja propriedade estava garantida pela convenção de 5 de Agosto de 1860. Quando um artista não Transportar pode cantar um qualquer trecho de musica conforme está na partitura. cuja acção. Quando está chegado o momento da transformação. «Um trecho da Traviata». etc.ão (2. e. São prohibidas as imitações das peças e os arranjos das obras musicaes sem o consentimento do auctor. E' muito desagradáTremidos na voz vel ouvir um cantor.

Esta palaTruc vra franceza está também admittida entre nós. e no theatro significa a illusão que. Por mais attenção que o espectador preste. perfeitamente decoradas e imponentes. quanto melhor os desempenha. a modificação ou a um Tribuna ticulares. mesmo em frente ao palco. Usa-se principalmente no canto ligeiro. Alem dos camarotes parTribuna real tir «a troupe do Taborda» «a troupe do Taveira». dar pelo menos três recitas para ver se é possivel levantal-a. V. sempre ingénua e de bons instinctos. pelo qual se "opera no theatro a apparição. A Carro de melhor imitação faz-se usando dos dois processos ao mesmo tempo. a desapparição. é porque o machinismo é mau. ouvindo-se lhe um tremido insupportavel. Quando os /rwcs falham. trovoada. Trovoada— Imita-se perfeitamente no theatro fazendo vibrar uma folha de ferro. — trinado. os que magnificamente interpretam os papeis de que se incumbiram. encontra-se especialmente na opera-buffa ou de meio-caracter. gorgeio ou garganteio á passagem rápida de muitas notas com a mesma syllaba. detesta os tyranos que vê em scena. o que se consegue com descanço e estudo. para explorarem um theatro ou percorrerem terras diversas. O cantor deve procurar perder tal defeito. No que respeita ao canto scenico. não pode ser comprehendido á primeira vista. processo occulto. O truc é uma coisa imperceptível. surprehendído pela rapidez da operação. se produz á vista dos espectadores. reunidos por conta d'uma empreza ou em sociedade. Entre nós está agora adoptado o termo. não conseguir sustentar o som puro. Quanto mais ingrata é a parte do tyrano. Entre nós esses papeis tiveram por muito tempo a classificação de cynicos. Todavia os trinados não são incompatíveis com o estylo puramente — — dramático e com as fortes situações. sem que o publico. ou em resultado do cançasso e fraqueza do órgão vocal. Quando se não tira resultado com os /rwc5. pen- — — dente do urdimento por meio de uma corda. mesmo depois de terminada a peça. cortes. quando uma peça cae na primeira representação. real em que Suas Magestades assistem aos espectáculos dos diversos theatros. para os dias de grande gala. que faz parecer a voz de um carneiro. Nome francez por que se desiTroupe gna uma companhia de actores. assim o demonstraram victoriosamente Bellini e depois Verdi. Papeis ingratos.149 DO THEATRO PORTUGUEZ Gymnasío» Tre a voz. Ambas tomam. Também se imita fazendo correr na varanda do urdimento um carro de madeira com as rodas em diversos ou um do. principalmente quando os artistas andam em viajem Assim diz-se: «A «a troupe do troupe do Príncipe Real» — — . se o truc é bem feito. Na arte do canto chama-se Trinado transformação d'um' personagem ou d'um objecto qualquer. Carlos e D. Na occasião própria o contra-regra — — seu empregasegurando por uma das extiemidades. Por este motivo já teem sido pateados. possa comprehender os meios empregados para tal resultado. a toda a altura das salas d'espectaculo. dá o preciso movimento para se produzir o som. ou por outra qualquer forma. A grande massa do publico. E' costume de ha muito Três recitas adoptado em theatros. e até depois do artista tirar a caracterisação. Maria II tribunas reaes. maior difliculdade ha em a representar. que são vistosíssimas. Ordinariamente é tempo perdido. e portanto o effeito é seguro. que tornam Tyranos tanto mais antipathico o artista. — Trovoada com bem preparado machinismo. o centro. Trussa Gallicismo adoptado no theatro para indicar os pequenos calções que os actores vestem por cima da calça de meia e justos ao corpo. e isso acontece muitas vezes nos nossos theatros. ha nos theatros de S. não ha magica que resista.

O theatro portuguez tem tido bons tyranos e entre elles: o Theodorico. atirou com um molho de chaves que tinha na algibeira ao actor Theodorico. só para não tornar a ver o tyratto. andou toda a noite passeiando ao frio por não ter a chave para abrir a porta de casa. e quasi feriu o actor. Dizia elJe que nunca mais podéra ver o actor que desempenhava taes papeis. . pharmaceutico. Em seguida retirou-se do theatro apressadamente.Tyr DICCIONARIO i5o Um te. aliás homem intelligennão se contentando em patear. e. que desempenhava o tyrano de certa peça. o Cezar de Lima e o João Gil.

por exemplo. . uma grande serie de cavilhas. etc. repregos. bambolinas. bambolinas. perfeitamente alinhadas. tapetes. chegando n'alguns. incluindo os corredores d'onde se executa o movimento de scena. E' n"estas cavilhas que se atam as cordas que sustentam os pannos. fraldões.u Costuma annunciar-se a ultima Ultima representação de uma peça para chamar sobre a recita a attenção do publico. contrapezos. N'esses corredores ha a todo o comprimento. Nos theatros bem construídos a altura do palco é pelo menos de doze metros. Esta parte do theatro é tanto ou mais necessária do que o subterrâneo para a manobra do scenario e está muito mais sobrecarregada de material Effectivamente é ali que estão suspensos os pannos de fundo e rompimentos. caixa Toda a parte superior da Urdimento do iheatro. escadas de communicação. porque a peça volta á scena. tamboretes. gambiarras. valendo aliás pou- — tima. sem desmancharem o conjuncto. tios d^arame. finalmente. Quando uma peça tem tido grande carreira. tudo quanto é preciso para o movimento de scena e ali se pode accommodar. como. pregadas obliquamente. Fazem também substituições á ultima hora para livrarem as emprezas de embaraços. cordas. que. Assim se chama aos artistas. Os artistas utilidades são muito precisos em qualquer companhia. Utilidades homens ou mulheres. gambiarras. pontes. Muitas vezes é uma simples especulação. Todo o serviço é feito dos corUrdimento CO. no final as recitas costumam ser annunciadas da seguinte forma: Ultimas representações Ultima semana— Ante.penúltima Penúltima Ultima Ultima e irrevogável Ultima e definitiva A pedido— A emprega garante que é a ul- — — — — — — — — redores do urdimento. — incumbem-se de quaesquer papeis de vários géneros. a vinte. na Opera de Paris. depósitos d'agua.

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V E' a tampa do alçapão. Ancelot. vigas e soalho. Teem a todo o comprimento malaguetas a que se atam as cordas que sustentam os pannos. Lamber Thiboust. Carlos. durante as representações. e tudo que tem de estar suspenso do urdimento. quasi sempre na ultima ordem — Varanda Hoje. Ultimamente tem-se substituido as válvulas por corrediças. quando o seu modo de representar provoca constantes gargalhadas dos espectadores e quando collabora com — — — — . Varandas do urdimento São duas. tendo musica ligeira. Hoje. com situações burlescas. Esta válvula é aberta ao centro e está presa dos lados por machas-femeas. diz-se que n'essa noite o theatro tem uma grande vasante. em vez de varanda. Mélesville. Veia cómica Applicase esta phrase ao escriptor de theatro que possue graça inexgotavel e enche de espirito fino os seus trabalhos. chama-se galeria. Também se diz de um actor que tem grande veia cómica. Clairville. Cogniard frères. que tem entrada pela rua Serpa Pinto e fica na sala escondida por cima da tribuna real. que se fazem correr rapidamente para um dos lados logo que o alçapão tem de funccionar. Em Portugal é ainda vaudeville a comedia recheiada de pequenos e ligeiros números de musica. ser feito pela Varas — Dos dois lados da scena. amda que sem musica. verdadeiras pochades. em piano inferior ao urdimento. Varanda E' o logar mais barato da sala de espectáculo. que foram: Scribe. Em França é que se applicava aos auctores dos vaudevilles. é costume conservar-se grandes varas^ de que os carpinteiros lançam mão para ajudarem a subida ou descida dos pannos. cahindo metade para cada lado e logo apparece a figura. os francezes adoptaram o systema de chamar vaudevilles ás comedias. mas está de ha muito adoptada entre nós. Bayard. Quando esta sae de cima — mento de scena que tem de parte superior. que se Válvula conserva fechada até quasi ao momento de subir a figura ou objecto que tenha de apparecer. Era propriamente uma comedia com couplets e ensembles. Vaudeville A palavra é franceza. etc. a válvula volta de novo ao seu logar. não podia ser chamada opera-comica ou opereta. gambiarras. na maioria dos theatros. uma de cada lado. tantos dos quaes fizeram successo entre nós. Vaudevillista Este termo nunca foi usado entre nós. As varandas devem ter largura sufficiente para todo o movi- — qualquer transtorno. os mestres do vaudeville. Por bastante tempo assim foi classificada a peça que. a válvula é destrancada. devidos ás pennas interessantes e folgazãs de nomes estimadíssimos no nosso theatro. Vasante Quando a sala de um theatro tem muito poucos espectadores. a fim de que não esteja o vácuo á vista do pubUco. Ficam juntas ás paredes lateraes. ou quando desce. Com o nome antigo de varanda apenas se conserva a do Theatro de S. construídas com frechaes. Dado o signal. rompimentos. para endireitar as bambolinas e para de repente acudirem quando haja do alçapão.

sem convenção. dar a cada personagem o ar. alegria. onde ha muitos artistas e muitas pessoas de bom gosto. — Verve — Palavra espirito e tudo quanto produz o bom humor no publico. Muitas vezes se dizia^de um homem vestido na perfeição: «Veste uma casaca como o Tasso!». que possue verdadeira vivacidade. que se adquira á primeira vista. Alfredo de Carvalho e José Ricardo. bem depende muito do artista. De forma que não é um elogio banal. Venda de porta Nas recitas regulares dos theatros toda a receita é feita na bilheteira. a graça que caracterisa o traje Luiz XV e o costume Luiz XVL não parecer incommodado com o habito de um frade.se modelos. E' um pó vegetal que ordinariamente se emprega como vermelho. — bem!» E Vestir Varanda do iirdimeiTiO isto quando se diz d'um artista: não se refere apenas ao á actualidade. Sem alguma phantasia. o andar e as maneiras que exigem o seu traje especial. Uma das grandes qualidaVestir bem des da actriz e do actor é saber vestir bem. que tudo e torna até ridicu'o. hoje admittida entre nós para se indicar que uma peça está escripta com graça e verdadeiro espirito. Também se applica a palavra verve á qualidade que distingue o artista cómico. Nas recitas de assignatura paga adiantadamente. E' com este fim que o artista se serve do vermelho na sua caracterisação. Verdade E' a imitação fiel. que se tornaria livido pela falsa projecção da luz. é indispensável que o verdadeiro ande alliado ao bello. O actor e a actriz precisam tornar. não é coisa fácil. A escola da verdade tem sido muitas vezes sacrificada — é que poucos são os irreprehensiveis na nossa scena. qualquer que seja o costume que tenha de apresentar. Emília das Neves. durante muito tempo. Verdadeira veia cómica linha Gervásio Lobato e teem hoje Eduardo Garrido e Eduardo Schwalbach. a casaca d'um fidalgo ou o fato d'jm camponez. que nenhuma illusão produziria no animo dos espectadores. em exposição perante um publico inteiro. a verdade chegaria tão pálida e tão pequena. cómica representavam Taborda e Izidoro. a perfeita expressão da natureza. ou nas de benefícios. e hoje representam Valle. á força de querer ser verdadeira no extremo. mas artistas temos tido modelos. A verdade no theatro é o supremo ideal da arte. Versão uma amesquinha — esta palavra. E' synonimo de traducção. Com verdadeira veia escola de falso realismo. Assim também Amélia da Silveira e Emília Le- . augmentando o seu papel com phrases de occasião e de bastante espirito. com naturalidade e com bom gosto é para a vista do espectador meio caminho andado. o que é inadmissível no theatro. mas sempre elegante e de bom gosto. franceza. por vezes um pouco exagerado. No nosso theatro geralmente ainda hoje se não veste bem e vestese principalmente com falta de gosto. em que ha passagem de bilhetes. calor. porque estão á luz da ribalta. chama se venda de porta unicamente á quantia que é apurada — na bilheteira. Outro modelo foi o Santos pitorra. readquira as cores naturaes. especialmente nos fatos de guarda-roupa. Vermelho A luz artificial do theatro obriga o artista a usar também de meios artificiaes para que o seu rosto. como por exemplo Tasso. . ter a nobreza que exige a casaca de leque e a comprida cabelleira á Luiz XIV. Mover-se com íj^cilidade com o capacete e a couraça d'um cavalleiro esforçado. era d'um porte e distincção admiráveis. Vestir com graça.Ves DICCIONARIO por «34 os auctores. V. mas é preciso. fácil vestir nveste trajar das diversas epochas e diversas condições. bom gosto e da elegância do A prova de que não é bem á actualidade. que era apontado como verdadeiro elegante.

Na ilha de S. com diversas indicações. esta palavra) havia um numero do espectáculo. Classificação. satyrisando em quadras diversas freguezias. e a da vof mais grave no menor numero de vibrações Assim o explica o Dicionário delia musica. e contralto. para dar aos músicos. estão já adoptados entre nós apparelhos muito engenhosos e aperfeiçoados para se executarem os voos. nas MouVillão riscas (V. Maria Pia d'Almeida e Palmyra Bastos. empregar-se a fallar ou a cantar. alguns cantores. e entre elles: Augusto Rosa.se também á vo:[ fallada órgão. Ainda hoje conservamos felizmente artistas que vestem primorosamente e que são verdadeiros modelos na scena. que é a media. e a vof de baixo. Chama. passado pela resina. A vof humana é o mais bello meio de execução que a musica possue. o meio-soprano á oitava aguda do barytono e o contralto á oitava aguda do baixo. comporta ella dois caracteres essencialmente distinctos. trabalho intelligente pôde corrigir certos defeitos do órgão. basta elevar os arames pelos meios conhecidos. tirada do itaVirtuosi liano. aquelles doce e acariciador. dá se que o tocador toma o mesmo nome. o que divertia os assistentes. A agudeza. as trez vo^es de mulher são da mesma maneira. Os instrumentos foram inventados para a imitar ou acompanhal-a. Ter um bom orgáo é um dos primeiros requisitos do actor. Para os fazer subir. conta ordinariamente três oitavas. Ultimamente. e estes dois géneros de vof subdividem-se em três classes. assim se chama a uma parte de primeiro violino. ou então prender as figuras pela cintura com cintos apropriados aos costumes e depois seguros a fios d'arame que ficam invisíveis e vão prender . Christiano de Souza. que é a mais alta. Violino conductor — Nos theatros de musi- ca. A vo^ humana. Os sons produzidos pelo ar expelVoz lído dos pulmões na larynge e modificados pelos órgãos da bocca. ou nas peças phantasticas. TIIF-ATRO PORTUGlir Z a Voz troublon. o gorgeio e o caracter individual da vo:f dependem da organisação e da alteração do órgão principal da vof. Alguns o teem ágil e harmonioso. Acontece que um virtuose — Um muito hábil pôde ser um mediocre artista. Alves. e uma articulação bem clara e bem pura poderá completar os bons resultados obtidos por esse trabalho. que assentam sobre os fechaes e prumos e são cobertas pelo soalho fixo e volante. outros sonoro e estridente. personagens n'um apparelho de ferro. Assim.i55 DO. assim como com todcs os outros. A vo:^ do homem comprehende a vo^ de tenor. A natureza do órgão deve ser apropriada á do individuo e ao género de papeis que representa Uma ingénua que tivesse uma vof d'estent r seria tão ridícula como um hércules com vof de creança. Cordeiro. Instrumento musico de quatro Violino cordas. Isto é de etfeito infallivel nos espectáculos. Assim se diz: viita de sala. considerado sob o ponto de vista do bom gosto. nas oratórias. Eduardo Brazão. Miguel. nas muito usada entre nós. em vez de atravessarem a scena. Lucília Ijimões. O soprano corresponde á oitava aguda davofdo tenor. etc. do estylo e do verdadeiro sentimento musical. mcio-soprano. Augusta um carro que corre n'uma calha no alto do theatro. pelas quaes se pôde dirigir uma opereta ou vaudeville. Já se usaram em S. soprano. vista de cárcere. reservado para o Villáo. A causa próxima de ser a vo^ mais aguda está no maior numero de vibrações do orgáo da vo:j'. E' o nome vulgar que se dá ao Vistas scenario do theatro. da mais grave á mais alta. sob o ponto de vista da arte. Carlos» «O segundo violino da Trindade» «O violeta do Colyseu» «O contra baixo da Rua do Condes» «O piston da banda «O flauta na festa da guarda municipal» — — — — — — — — — — de tal egreja» — — etc. que se disfarça com os vestuários. e obtem-se por diversas formas. constituem a vof que pôde. Amélia nas Viagens de Gulliver. São as que se emVigas transversaes pregam na construcção do palco. Com este instrumento. que susteera o tecto do theatro e também o conjunto das vigas transversaes que sustentam o palco. mas principalmente instrumentistas que se tornam notáveis pelos grandes dotes e habilidade em vencer todas as difficuldades praticas da execução musical. que é a mais grave. mas a escala completa dos seus diversos géneros dá uma extensão approximada de cinco oitavas. diz-se por exemplo: «O primeiro violino de S. a vof do homem e a voij da mulher. ver algum ou alguns personagens voando. Carlos na Danination de Faust e no D. outros ainda delgado e fraco. a força. que se ferem com o arco. víS/<2 de praça. que dialogava com outro sem mascara. estes um pouco áspero. Verdade seja que ha grandes cantores e grandes instrumentistas que são ao mesmo tempo Voar sempre de grande effeito nas magicas. importados de Itália e França. Com respeito á vof cantada. sendo a mais usual deitar o personagem ou — E' hábeis virtuosi. a lOf de barytono. que é a larynge. E' o conjuncto das vigas do Vigamento edifício.

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seguidilhas. porem. danças alegres. Está. mas a tentativa não vinga. pasacalles. lá viveu. pela falta de bons artistas e de publico que aprecie o género.z E' um género exclusivamente Zarzuela hespanhol. A ^ar^uela nasceu em Hespanha. decadente o género que em Portugal tinha bastantes admiradores. BarbeLavapiés. e outras tantas. Jugar con fuego. Por vezes se tem tentado traduzir e fazer representar nos nossos theatros as melhores ^ar^uelas. lá floresceu. De ha muito. mas toma ainda uma feição nacional pela introducção de trechos de canções populares. e todas com scenas populares. boleros. Salto dei Pasiego. . D'um caracter alegre e vivo. lá se arrasta. n'um acto ou dois. os libreítistas e d'esse género se ele rillo os maestros só fazem pequenas peças. A :^ar:iuela teve a sua epocha brilhante quando as peças chamavam: Marina. etc. marchas patrióticas. — malaguenas. e morrerá no dia em que a quizerem transplantar para outros climas.. approxima-se da opereta franceza. pois. porque a m^oria d'ellas é intraduzível e ainda mais irrepresentavel pelos nossos artistas de feição muito diversa da hespanhola.

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ACTORES DISTINCTOS JÁ FALLECIDOS .

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Maria II. esAlves treiandose alli aos ii annos dç edade e continuando a sua carreira artistica no Porto — principalmente nas comedias Gramm atiça e Abel em Coimbra até i863. onde Velloso. no theatro de D. No fim da vida trabalhou no velho theatro da Rua dos Condes. e esteve em seguida na Rua dos Condes. Começou n'uma empresa de Emilia das Neves. Amaro Nasceu a 28 de Outubro de 1S25 e morreu a i3 de Maio de 1896. conscien- ciosíssimo. Nasceu no Porto em 1841. Em 1864 veio para o Gymnasio. de Lisboa. anno em que veio para o theatro das Variedades. No Porto fizera os galans na companhia de Emilia das Neves. Apezar da sua voz arrastada e com o vicio provinciano. Como este theatro ardes- com muito agrado Em reu no Porto em 1892 este actor. que teve n'aquella cidade a sua epocha de muito agrado. Morreu contando apenas 28 annos. onde obteve bastante successo n'algumas peças. Tinha defeitos mas era uma utilidade e papeis houve em que principalmente ao ensaiador Romão. com a mesma actriz seguiu para o Porto e provindas e com ella veio para o theatro de D. de Lisboa. que alli fez parte de diversas companhias. a 9 de Setembro de 1882. Foi casado com a actriz Carlota e Tio Paulo. Os antigos tyrannos eram o seu género favorito. agradando ahi immensamente. passou a tra- verdade tista um ar- balhar no barracão dos Carmelitas e em outros theatros do Porto até que morreu. fez bella figura graças pularissimo na cidade do Porto. Amaro fez lá por fora os primeiros galans nas peças da grande Emilia. Era igualAmaral que nunca perdeu. Fernando. Amaral— Mor- substituiu António Pedro e Izidoro.ACTORES DISTINCTOS JÁ FALLECIDOS Nasceu em Vianna do Gastello. Era na se. era actor de mérito e bastante útil. Foi um actor muito estimado e até po- — servou por muitos annos. 1875 foi inaugurar o theatro da Trindade. do Porto. a Abel 22 de Janeiro de 1824 e morreu no Porto. Passou depois para as Variedades. Abreu — Foi Ahreu um antigo actor do Gymnasio que alli se con- hode comportamento exemplar. A' falta de artistas. mente um mem — II .

Sr. Com Santos passou para D. trabalhando em todos os géneros. em 1794. José. Foi representante de casas estrangeiras. tomou a empreza do theatro do Salitre. Percorrendo por quatro vezes o Brazil. começando então a sua epocha de ouro. Foi depois reformado como actor de 1. jornalista. Çebé. A' Volta. fazendo o papel de 5o/ na magica Loteria do Diabo. agente. negociante. a ponto de substituir o grande Izidoro. julgando-se melindrado no seu orgulho de artista. Duas noivas de Boisjoly. António Pedro Nasceu em Lisboa. photographo. onde fez maiores mado. começar no Armando Duval da Dama das a acabar no Rei da Joanna a Doi- verdadeiramente accla- Com esta re- commendação. Foi depois ao Brazil. fazendo parte da companhia de João Caetano. — a 18 de Janeiro i{?92. Na impossibilidade de citar todo o seu vasto repertório. Memorias do Diabo. Ladrões de Lisboa^ Saltimbanco. Jui^. bric-á-bra- quista. Paralytico. Cada peça era um novo triumpho para o insigne artista. Começou a sua carreira no theatro do Bairro Alto. O homem não é perfeito. para alli foi António Pedro. tendo sido pintor. em 1841. a de Maio de i836 e morreu a 23 de Julho de 1889. Escreveu e traduziu varias peças para serem representadas pela sua companhia. António José de Paula— Morreu em Lisboa a 19 de Maio de i8o'J. emquanto a saúde lh"o permittiu. Maria com a empresa Rosas & Brazao. sempre victorioso. Estreiou-se no theatro do Gymnasio em 1859 na comedia O tal sujeito.. mencionarei apenas algumas peças em que foi justamente mais victoriado: Hamlet. — musico. Maria. Sempre notável. tendo desbaratado sorte grande duas a e heranças. Foi descendo até que. Voltou para Lisboa. Foi para o Brazil em 1837. onde era primeiro actor festejadissimo. Tartufo. João o carteiro. ainda lhe deram papeis a que não podia chegar. Nasceu em 14 de Julho de 1771 Arsejas e morreu a 12 de Novembro de i838. de Rua dos Condes e Gymnasio. Acabou por não ter que fazer e também que comer. commerciante. Veio a Lisboa António Pedro quando este sa- hiu do theatro. depois para o Gymnasio e em seguida para a Rua dos Condes. D'ahi em diante o seu agrado foi em i85i representando nos theatros da extraordinário. Pedro Ruivo. Ramunculo. onde ganhou dinheiro. Sabichões. ao Hospital de S. indo findar os seus dias papeis. sahiu para o theatro da Rua dos Condes. Mocidade e honra. Homem intelliApollinario dAzevedo gente e emprehendedor. foi 162" Camélias e da. ao entrar em I>. abordou tam- bém onde o theatro. onde continuou a martar passa. a 14 de NoAreias vembro de 18196 morreu no Rio de Janeiro.. soavel rae 1 um bom Apollinario d'Azevedo ensai- dor. Quando Santos e Pinto Bastos tomaram de empresa o theatro do Principe Real. Foi durante 54 annos um artista de valor. em 1 858. em neiro — . Estie actor gosou no seu tempo de grande nomeada. Alli se estrelou progredindo e mais agradando dia a dia. Loíeria do Diabo. Solteirões. Era dos talentos mais expontâneos e asssombrosos que o nosso theatro tem pcssuido. • Maria.5 Ars a DICGIONARIO norte a sul. Nasceu em Lisboa. Rabagas^ etc. esteve depois na Rua dos Condes e Principe Real e morreu no Porto em 1879. de o actor António José Areias.^ classe. Vol- tou ao Rio de JaAreias em 1854 e no Brazil se conservou até á morte. Marion-Delorme. Trabalhou ainda em D. onde só o admitiram a trabalhar ás noites em pequeninos papeis. foi um actor — . Estreiou-se no theatro das Variedades. o noiabilissimo actor António Pedro de Sousa. Passou ao Porto. o actor-auctor António José de Paulq. burocrata. Scenas da guerra da Itália. mas não Amaro melhor figura.

mas recebeu sempre a pensão de quatro mil e oitocentos réis mensaes. Ha uma publicação ingleza. Brandão Nasceu em Lisboa. An- — — dou também pelas províncias. fez successo nas peças: Pretos e brancos. victimado pela febre amarella. Itália. desempenhando com grande applauso centros dramáticos. disticto actor José Joaqium ArFoi director e emprezario de varias companhias dramáticas. Viveu mais de oitenta annos. que tanto promettia e que seria talvez o único para substituir Marcolino. Fernando. Évora e outras terras da provincia. Se não foi actor distincto. dada pelos seus antigos collegas e sustentada por Emilio Doux quando tomou posse da R. em 1854. se a morte o não rouba tão cedo. passou para o Gymnasio. que traz o retrato do Arsejas. o actor Augusto César d'Almeida. Santos. Tendo vindo para Lisboa. No theatro normal o seu repertório foi sempre o mais escolhido e o mais litterario.i63 DO THEATRO PORTUGUEZ Brê Thomar. dos Condes. Ahi ficou com diversas emprezas e sociedades nos cargos de actor e er^^aiador. na magica A coroa de Carlos Magno. N'este ultimo theatro ainda trabalhava em 1814. Braz Martins V. Foi um actor que se caracterisou bem e os papeis excêntricos foram o seu género Morreu a 19 de Março de 1904. appareceu na Trindade. Começou no velho theatro do Salitre. foi muito distincto. onde esteve por muitos annos. Estreiou-se como actor. da sua escola e do seu tempo. foi uma utilidade e para ensaiador tinha a qualidade nhando de vencer as difficuldades. Acompao seu emprezario Pinto Bastos. a !3 de Novembro de i838. também como director de scena. Maria. extremamente sympathico de physionomia e de uns olhos vivos e animados que lhe coloriam a expressão. elegante. ou pães nobres como então eram classificados. passou á Rua dos Condes e depoisao D. Tendo ficado com-^ — pletamente cego. Era casado com a notável actriz Josepha SoUer. a 8 de Abril de 1841. infeliz artista. Gesar de Lima — — annos. onde esteve por muitos Augusto Fez também uma epocha no theatro do Principe Real. V. mstaladas nos antigos iheatros do Salitre e Rua dos Condes. Brèa Morreu em Lisboa. sendo bastante festejado. Era um bello . Nasceu a 20 de Julho de i835 Augusto e estreiou se no velho theatro da Rua dos e outros. foi escripturado para o theatro de D. a ó de Outubro de i857. a 25 de Setembro de 1868. Estreiou-se no theatro das Variedades. e morreu a i de Fevereinj de 1892 o actor-ensaiador — José António — Brandão. apeando-se. Até 1857 an- dou sempre em companhias que depois passando para o exploravam os theatros do Rio Brandão Gymnasio e. Escriptores draBaptista Machado máticos distinctos já fallecidos. para o que era preciso que fosse bem distincto. na comedia A Ramalheteira. recolheu-se a um asylo. N'esse theatro fez boa carreira. actor na cidade de Pelotas. Tinha então 22 aanos. Bernardo Arejóes Pouco tempo viveu e por isso foi depressa esquecido este actor. alli se estreiou romo Condes em i855. e que n'esse tempo eram nada menos que Taborda. Era alto. que tinha realmente muito mérito e um bello futuro diante de si. o engraçadíssimo actor António José Brèa. passou para o Principe Real e depois para a Rua dos Condes. Representou também no Porto. estreando se no drama Redempção. e Mentiroso. onde muito se distinguiu ao lado dos primeiros artistas da casa. no theatro do Salitre. Entre muitos papeis em que bastante agradou. Em i858 passou para o theatro de Variedades. Fez varias tournées ao Brazil como ensaiador e um dos primeiros actores. Tendo ido muito novo paraoBrazil. Assis — Morreu a 26 de Setembro de i85i o distincto actor António Maria de Assis. Filho-familias. na companhia de Florindo Joaquim da Silva. Como actor. Depois de fazer n'este theatro diversos papeis com bastante agrado. Foi um excelente actor de drama e alta comedia Possuía todos os requisitos para um perfeito galan. Cloiid. que contava apenas 33 annos de edade. o sejas. fazendo uma viagem do Porto para Lisboa. do começo do século passado. Escriptores Dramatiaos diitinctosjd fallecidos. sentiu-se repentinamente incommo- O dado na estação de Sant'Anna e. em Outubro de ibíSy. no drama O infanticidio ou a ponte de St. Grande do Sul. alli morreu Borges Garrido Foi um actor bastante distincto do começo do século passado tendo feito parte das companhias dos theatros do Salitre e Rua dos Condes. Por fim esteve dur?nte algumas epochas no Principe Real. em 1859. Izidoro.

Tinha immensa graça e pena era por vezes exagerar o seu trabalho.: Cez DICCIONARIO 164 actor cómico e tinha grande popularidade. mas salientou-se por vezes por boas caracterisações e feitios extravagantes que adoptava. Começou no velho theatro da Rua dos Condes ealli chegou a ser o primeiro cómico dos Condes. alem d'estas contrariedades physicas. Apezar d'isso muito agradava na baixa-comica. Carlos d'Almeida rissimo nos theatros de segunda Capistrano — Foi um actor popula- passando de- pois para a Rua ordem. Carlos 0'Sullivand Nasceu a 14 de Agosto de 1842. morreu a 3 i885. Carlos Lima Morreu a 16 de Janeiro de 1896 — este actor. na comedia deijfa Granartista Esteve depois na Rua dos Condes e em seguida foi n'uma tournée ao Norle do Brazil. fazendo papeis importantes. ligeiramente cambaio e. onde se poude salientar. — Por muito grande que fosse um papel. Morreu em Lisboa. Maria II. Foi casado com a actriz Margarida Lopes. os olhos pequenos e orlados de vermelho. Em seguida foi para o — maneta» — — . agradando sempre. n'um pequeno papel do drama Herdeiros do C^ar^ a 9 de julho de i85o. ensaiada a capricho pelo grande Esteve nos theatros da antos. Com a cabeça pendente sobre o hombro esquerdo. porque. o que levou José Carlos dos Santos a contractal-o para a sua companhia. tinha no theatro um largo e bello futuro. Brazão. Estreiou-se no theatro das Variedades em 1867. Co- Carlos Uma Era um actor característico Carvalho de primeira ordem Bernardino Augusto de Carvalho. Nos últimos annosda vida foi ensaia- dor dos espectáculos dos doidos em Carreira Rilhafolles. As peças em que mais agradou foram o Rachador Escoce^ e o Naufrágio da Fragata Medusa. lendo-o apenas uma vez. Nunca fez um trabalho de vulto. obteve um modesto logar de actor e contra-regra na companhia Rosas &. á qual ainda pertencia quando morreu. Fez parte das companhias da Rua dos Condes e Príncipe Real. d'um momento para o outro ia substituir qualquer collega. no Ghalet da Rua dos Condes. Era dos mais considerados artistas do theatro de D. possuía uma memoria prodigiosa. fazendo ahi papeis importantes com muito agrado. e por fim. meçou no — no Pará Maio de de Capistrano — Estrelou -se em 1859 no velho theatro da Rua dos Condes. quando na primitiva esta geça foi muito festejado. Vi- ctimado pelo beribéri. filho do actor Lima. elle. fez papeis em que muito se salientou. passou para o theatro da Rua dos Condes. Estreiou-se no theatro Cezar de Lima de D. já muito doente. Rua dos Condes. dos Condes e Avenida. sendo então contractado definitivamente para o theatro normal. Vide Escriptores draCezar de Lacerda máticos distinctos já fallecidos. em pouco tempo. Maria. Foi braço. Variedades. onde. Se não morresse tão cedo. R. theatro dos Recreios. Carreira Foi sapateiro e aleijado do pescoço e de um — (Valma. Como pouco ali fizesse. Voltando a Lisboa. um bom cómico agradando tanto em Lisboa como no Porto. Teve um bom nome e foi Quando ti- nha um ensaia- dor que respei- tasse era um Carlos d' Almeida actor muito útil. O papel que mais ficou accentuado pelo bom desempenho foi o do Principe Cornélia Gil na Grã-Duqueia. da Trindade. onde findou a sua carreira. alem de ser correcto.Principe Real e Gymnasio. estando depois no Principe Real. victimado pela epidemia da febre amarella. apezar de um escriptor da sua epocha d'elle dizer: «Um desgraçado. na qual foi uma utilidade. Pertenceu á companhia de Emilio Doux no velho theatro do Salitre. a 8 de novembro de 1857. Era uma verdadeira utilidade Gamillo no theatro este actor.

onde fez bella ficado tor de classe. do Porto. actor que no theatro de D. Cyp Gymnasio. Cor- que duran- nos bastantes anfez parte da no Gymnasio e Maria. o distincto actor Cejar Polia.^ Anna Pereira. te mesmo obteve a reforma. Gama. Devese-lhe o ter lançado no theatro os artistas: Virginia. Quando passou a fazer papeis centraes. em 1881. Seguindo a carreira administrativa. íntelligentissimo e illustrado. Nasceu em Lisboa em iSSz. Bayard. Quando regressou a Portugal. a i3 de abril Costa Lima ido para o Brazíl para se Correia entregar ao commercio. representou com bastante agrado as — Tendo — Cezar Polia de 18S1. e Lis- morreu em boa. no artista. Em — Cypriano José dos tendo de já 34 annos edade. donde depressa regressou. voltou para o theatro de D. que lhe deu muito dinheiro. A sua carreira em D. fez. mas sem também felicíssi- mo. O theatro portuguQz poucos galans cómicos terá tido como elle. o — Um — mas assim actor Manuel Francisco reia. no Gymnano Príncipe passou a ponto da companhia deFrancisco . fez ao governo importantes trabalhos eleitoraes e em recompensa. Adquiriu o Panorama de Portugal que para lá levara o photographo Henrique Nunes. Real. companhia do theatro D. a 19 de ju- nho de 1891. um actor correctís- ^ . José Bento e outros.^^ máff Margarida Clementina. Coelho Maria II fez importantes papeis ao lado dos primeiros artistas e mais tarde foi ensaiador e emprezario do theatro das Variedades. co- suas peças: Espadelada e Pupillos do escravo. Estreiouse em i858 no theaCypriano tro da Rua dos Condes. pois. Como actor teve uma epocha de grande e justíssima nomeada. Pouco agradou no difficil confronto com Ribeiro e sahiu do theatro.se lá actor e auctor. tornando ainda depois a contractar-se D. falleceu em Lisboa no fim do anno de 1907. onde conseguiu evidenciar-se. brilho. Deu depois uma série de recitas no theatro Baquet. foi classificado actor de segunda classe no theatro de D. i885 contractou-o Francisco Palha para a Trindade para fazer o papel de Gaspar nos Sinos de Corneville. mo Santos não teve grande carreira como actor pois que os seus drama Os Diffamadores. entregando-se ao commercio e só representava com amadores. no theatro normal. o que elle mais ambicionava. e depois II. Entregou-se de novo ao commercio até que morreu em novembro de 1897. Era homem . Correia Morreu em Lisboa. Nas suas emprezas Cezar de Lima era elle sempre o ensaiador. no Porto e outras terras da província e no Brazíl foi brilhante. Maria. Maria. no drama militar 2g ou honra e gloria. para o apresentar. e assignalado ficou o seu notável trabalho em muitas peças Foi casado com a actriz Maria das Dores. em 1867. Cezar PoUa Nasceu no Algarve. Maria classi- como ac- primeira do em De quanquando ^ÊIÊ 'ãÊf sahia para se fazer emprezario WM \ do Príncipe Real ou das Variedades. escreveu a peça de costumes A Espadelada. Voltou para Lisboa. Estreiou-se. no bairro e o tio Liças do Casa- mento do Descasca-milho.i65 DO THE ATRO PORTUGUEZ figura. quando ali foi com Taborda e. Maria II. foi simo. No mesmo theatro Coelho Cypriano sio. mos- melhores papeis foram o cabo geral das Intrigas trando grande valor. Esteve no Rio de Janeiro. Já retirado do theatro.

onde fez diversos papeis com graça e applauso. o distincto actor Dini^ Pinheiro. onde fez ainda progressos. Passou ao theatro Baquet. Ahi se con- — o génio arrebatado que tinha e que o não deixavam. e lá voltou para o Porto. do Porto. onde muito agradou.. andou nos últimos tempos da sua vida n'uma grande excitação nervosa. com o qual seguiu para a Trindade. na opereta Ave at^ul. onde teve a sua epocha de successo. i66 Palha. D'ahi foi para D. onde fez carreira e veio depcis para bella do para D. Começou a sua carreira no theatro do Salitre. em que esteve muitos annos. Era centro dramático e cómico. sendo muito festejado. o actor António Dias Guilhermino. Em Dias 1890 veio para o theatro da Rua dos Condes. dou d'onde voltou para o Porto. sobresaindo em muitas peças. Fez depois outra no Porto na empreza de Alves Rente e em 1880 foi ao Rio de Janeiro. Seguiu d'ali para as províncias com a companhia do Soares. Morreu a 20 de fevereiro de 1874. onde tembem agradou bastante. Foi logo depois para o Porto e ali esteve representando durante 20 annos consecutivos. a 28 de março de 1840. A 25 de novembro de 1893. Nasceu em Maiorca. o que o impossibilitava de fazer papeis de responsabilidade. N'este theatro esteve uma epocha e depois duas no Avenida. do Porto. sendo sempre muito querido. distincto ama- dor dramático. n'uma matinée^ no theatro do Príncipe Real. em março de i852. Voltou a Lisboa bastante velho e gordíssimo. onde reappareceu com grande êxito no Reino das Mulheres. no Um drama martyr da Domingos Ferreira e ali contractase conser- victoria. Maria como fiscal e caixa da empreza Rosas & Brazão e n'essa quali- as contrariedades dade morreu. foi contractado para o theatro do Salitre. cahiu fulminado em scena para nunca mais se levantar. do Porto. Era um artista de valor e engraçadíssimo. Conservou-se n'este theatro até 1892. Pa^. go depois para a Rua dos Condes. de Lisboa. A 20 de Diniz dezembro de 1884 estreiou-se — na Trindade. Estreiouse no theatro da e Km Domingos Ferreira— Sendo d'este passou. Fernando. Domingos Godinho Foi um antigo actor do theatro das Variedades. e — para o theatro de D. até ser reDomingos Ferreira Torformado. a 23 de setemDiniz bro de i835. Em i833 foi Trindade. passando lo- servou com muito agrado durante uma epocha. próximo da Dias Figueira da Foz. fazendo os primeiros galans de todas onde agra- peças com muito agrado. acabando assim o seu penar aos 39 annos. contractado por Alves Rente e depois Cyriaco de Cardoso. Na madrugada de 12 de abril de 1894 suicidou-se n'uma rua do Porto. que interpretou a primor. a fazer parte d'uma companhia dirigida por Emilia das Neves. que o trazia em constantes conflictos e acabou por lhe dar um fim desgraçado. Aqui arrastou a velhice pau- o Gymnasio de Lisboa. Estreiouse em Coimbra na comedia Dr._que só lhe deram desgostos e pre- . nou-se um actor muito distincto e muito útil. Foi em seguida as para as Variedades e mais tarde com Santos para o Príncipe Real. Com Domingos d'Almeida — Nasceu em Lisboa em i835. estando a representar o Solar dos Barrigas. Nasceu no Porto. até que uma terrível doença o afastou da scena e em breve o matou. estreiando-se no drama Os fugitivos das prisões de Leão. a sua terra predilecta. Teve papeis magníficos.Dom DICCIONARIO juizos. Em 1878 veio para o theatro do Príncipe Real. Domingos d Almeida 1870 foi contractado para o Baquet. Quando sahiu da Trindade começou tentando diversas em- prezas. fazendo enorme successo n'uma revista do anno. Maria vou por muitos annos.

Nasceu no Porto em 1844 o Firmino actor António Firmino da Rosa. foi para o das Variedades. Taberna e n'outras peças Aggravando-se a doença de que havia muito padecia. — de abrii Faria Duque^a. Dois dias no Campo Grande e n'outras peças. Sobresahiu muito no drama A phanio Aniceto Gonçalves. mas desconfiadissimo. Seguiu mais tarde para o theatro Baquet. Casal das Giestas. Fernando. fazendo ali parte de diversas companhias até que morreu no fim de 1907. Templo de Salomão. Era um homem honestissimo. No Principe Real lembram se todos da notável creação de Faria no general B o u m da GrãEduardo a 7 deveria chegar a ser um se bom a actor. pôde afoutamente dizer. sendo considerado uma boa utilidade. Foi ao Brazil. Maria II. Prophecia e outras peças de grande espectáculo. onde se estreiou na opera cómica A Barcarola. Abandonou os estudos para seguir a carreira d'actor. Retirou-se do palco por ter a saúde arruinada e morreu no Algarve em 1826.. Bombeiro. Reino das Fadas. Ca- minhou sempre de triumpho em triumpho em cada peça que ensaiava e representava. Novas intrigas. Et ccetera e tal. Passou para o theatro de D. Morreu victimado pela epidemia da febre amarella. Representou por alguns annos nos theatros de Lisboa com muito êxito. que foi inesperadamente interrompida pela morte. Ave do Pàrai^o. José. morreu no hospital de S. Em Lisboa trabalhou em diversos theatros. Das Variedades passou para a Rua dos Condes. etc. etc.3 167 DO THEATRO PORTUGUEZ Pomba Fio perrimo. Intrigas no bairro. no theatro de D. Maria. até que a morte deu allivio aos seus pezares. o excêntrico actor Justiniano Nobre de Faria. principalmente nos galans cómicos. Foi conhecido no theatro por Eduardo — Franco. do Porto. Voltou em 1887 para o Porto. fazendo ahi bella carreira. Teve o seu campo de glorias no velho theatro da Rua dos Condes. entre ellas o drama O verdadeiro heroísmo ou o annel de ferro. bom na extensão da palavra. Estrella do Norte. morte o não roubasse tão cedo. Soares dos ovos de oiro. Escreveu diversas peças. pela qual tinha paixão. Como artista.se que em actor burlesco e excêntrico é o que temos possuido de melhor. Emilio Doux V. Fagulha. Era entre todos rs bons artistas. Quando este theatro fechou. Foi ver dadeiramente um artista e um mestre de pri- meira ordem. onde foi presentou com muito agrado e desde creança em diversos theatros muito festejado no ^6. sem deixar de ser bastante correcto em papeis de outro género. Não menos agradou na Moléstia de pelle. — — . Foi Epiphanio o primeiro ensaiador portuguez de verdadeiro valor. Estreiou-se no velho theatro da Rua dos Condes em i85i. onde teve magnificas creações na Loteria do Diabo. sem que tivesse qualquer d'estes Reappellidos. Beneméritos do Theatro. Faustino Estreiou-se no velho theatro da Rua dos Condes em 1867 e ali fez importantes papeis. a 8 de janeiro Faria de i8jo. Trapeiro de Paris. passando depois a continual-as em D. Pobreza Envergonhada. Dois cadis. Alcaide de Faro e Espinhos e Flores. causada por uma desastrosa queda. a 9 de julho de i85o. — Eriphanio Epiphanio quem mais commovia e enthusiasmava o publico. mas os seus grandes papeis foram no Alfageme de Santarém. como o demonstrou no Alcaide de Faro. Florindo Nasceu em 19 de julho de 1826 e morreu em 25 de novembro de 1904. o que o afastava da convivência. obtendo grande êxito no Tuttiliniundi. Flor de de 181 Nasceu Epiphanio e morreu a i5 de outubro de 1857 o notável actor e ensaiador Epi- — Chá. que ali fez com muito agrado a maior parte da sua carreira artistica. Como actor teve um immenso repertório em que muito se distinguiu. em que bastante se distinguiu. onde muito agradou e regressou depois a Lisboa. para a Rua dos Condes. — — Nasceu em Lisboa. a 28 de abril de i883. Era natural Fernando José de Queiroz de Aveiro. Estreiou se n'um pequeno papel do drama Os Herdeiros do C^ar. que se representou no theatro da Rua dos Condes em 1821.

onde fez os primeiros Foito papeis e em pouco tempo era o actor mais querido da cidade invicta. Convidado pelo emprezario Parisini. para o novo theatro da Rua dos Condes. pelo que foi em 1875 escripturado para o theatro do — Príncipe Real. Passados annos partiu para o Rio de Janeiro.. Passou depois para a Trindade e ali trabalhou até á morte. o que lhe deu entrada como artista para o velho theatro da Ru ados Condes. António Florindo da Costa tinha a mania de imitar o notável actor Epiphanio. do PortO. mas logo no anno seguinte voltou para o Príncipe Real. onde teve muito êxito. percorrendo depois varias terras da província até Em i858 foi contractado que em 1860.Fui* DICCIONARIO i68 Graça de Deus. fazendo gresos. mostrando já bastante vocação para a scena. foi trabalhar no Porto. de Lisboa. oude se conservou até á morte. Começou a sua carreira de artista no Rio de Janeiro. Foito— Estreiou-se no theatro da Trindade a i5 de janeiro dei868 na peça Conspirai^ão na aldeia o actor Ale- xandre Augusto to. Entrou em 1871 para o velho theatro da Rua dos Condes como figurante. para o theatro de S. indo por diversas vezes ao Brazil. veio escripturado para o theatro de D. Em 1876. Passou depois para o theatro das Variedades e d'ali para um theatro popular de Belém. e por fim. das Neves FoiMostrou muita vocação para a scena. reapparecendo no Príncipe Real. o illus- — mensamente e em menos d'um anno conquistou trado e djstincto actor Lui:{ Cân- dido Furtado Coelho. Muito lhe deveu no Brazil a arte de representar. principalmente por trabalhar em todos os géneros e sempre com correcção. onde bastante agradou. Em 1874 conseguiu um logar na Camará Municipal de Lisboa. o que lhe grangeou muita troça e a alcunha de Epiphanio de m. João. voltou para o theatro das Variedades. Furtado Coelho Nasceu em Lisboa. Fortunato Pinheiro Foi um — que Furtado Coelho foi por muitos annos um Fortunatoj Pinheiro afamado curioso escriptor drama- Furtado Coelho . i885 foi contractado para o theatro de D. Fernando. Sem se notabilisar. Era artista de exem- enormes Em Em plar comportamento. em i856. dramático. do Porto. a 28 de dezembro de i83i. passando depois para o dos Recreios. com a empreza Valle. Infelizmente a febre amarella em trez dias matou-o o que muito contristou o publico por- doRiode Janeiro. Foi uma grande utilidade. passando depois a discípulo. Partiu depois para o Brazil e lá morreu.. tendo primeiro enlouquecido. nos Açores e no Brazil. onde era muitíssimo estimado. um bello logar ao lado dos primeiros cómicos. Morreu em 1892. tendo abandonado por completo o theatro. n'uma companhia organizada por Emilia Adelaide. que abandoFlorindo nou para se empregar como sub-prefeito na Casa Pia. Francisco Costa Nasceu em Castello Branco em i852 e morreu em Lisboa em 1907. em 1890. Maria. Em 1896 esteve no novo theatro da Rua dos Condes. alguns papeis fez com bastante agrado. Pouco depois foi para o theatro Baquet. Francisco Fructuoso Dias— Foi um antigo actor muito distincto dos theatros do Salitre e Rua dos Condes. onde agradou im- proFrancisco Costa 1878 voltou para Lisboa. onde foi infeliz.

Rua dos — — Condes e Princi- pe Real. Passou depois a societário do theaGama tro do Príncipe Real. V. brilhante. A Actri^. que percorreu por annos. Foi casado com a actriz Lucinda Simões e era pae de Lucilia Simões. Em julho de 1870 appareceu em D. onde os emprezarios lhe fizeram um beneficio no theatro D. esteve depois escripturado nos theatros da Rua dos Condes e Principe Real. correctíssimo e principalmente de notável diseur. e as suas companhias eram sempre modelos. a 22 de dezembro de 1864. Começou por Guilherme da Fonseca Gil Vicente — — — actor de província. Amélia. tendo principaes papeis em muitas comedias. Era uma utilidade e um actor disciplinado. Ahijfez bella carreira. onde muito agradou Fez-se depois ali emprezario. onde agradou. Nasceu em LisGuilherme da Silveira boa. Quando já nâí) representava. . Era pianista e tocava também na perfeição o copophone. Estreiou-se em agosto de i863. n'um pequeno papel do a 21 de outubro - -. do Testamento da Velha.169 DO THEATRO PORTUGUEZ Gui muito festejado. em 1875. Foi depois escripturado para o theatro Baquet. adquirindo bastantes sympathias e muita popularidade. ->j<^~. na comedia Cura de Pompone. um ensaiador primorosíssimo e um eraprezario arrojado e emprehendedor. onde fez progressos. veio para Lisboa. drama cia. Remorso vivo. o de S. mas que teve noites muitos Era um Gil (pa de bastante agrado. Nasceu a 2 de setembro de Gama 1840 e morreu a 16 de dezembro de iqoS o actor Joaquim Carlos da Gama. e mais ainda no Rio de Janeiro. quando aqui veio por três epochas dar espectáculos nos nossos theatros. Amor da arte. mas infeliz na sua carreira. Morreu em Lisboa. No Brazil o seu trabalho mais apreciado foi o Sete Ca» becas. Ensaiador nunca lá houve melhor. Gymnasio. etc. invariavelmente.. cheio de doença e privações. tendo uma vida agita. de 1900. Morreu ainda novo. fez peças que tiveram êxito. onde trabalhou por diversas epochas. que também agradou emLisboa. do Porto. Morreu no Porto. Em i885 seguiu para o Rio de Janeiro. onde se estrelou. Conseguiu entrar para o GymnaGuilherme da Silveira sio. a 21 de maio de 1870. Como actor adquiriu no Brazil a fama de excellente. que. entre as quaes: O Agiotico ta. Principe Real e Avenida-^Era um artista de merecimento. Trindade. Em 1872 partiu para o Rio de Janeiro. pae dos actores João Gil e Silvério Gil Foi um artista útil no Salitre. o actor Guilherme Squiner da Silveira. actor da velha escola. de Lisboa. durante muitos annos. Também fez magnificas traducções. Luiz e o Lucinda. a II de fevereiro de 1846 e morreu re- — pentinamente em Madrid. Peniten- Passou logo depois para o theatro das Variedades. na comedia Dois pobres a uma porta. Actor portuense. Dirigiu quasi lodos os theatros do Rio de Janeiro e dois lhe deveram a existência. no theatro de D. Maria. O Actor. Em 1899. tendo composto diversas partituras para peças. Estreiou-se na inauguração do theatro do Príncipe Real. trabalhou sempre com muito applauso. Como escriptor. Maria na Marion Delorme eyoutras peças fez com êxito. da mesma cidade e mais tarde foi sócio do Baquet. um actor de notável merecimento. representava duas ou trez peças novas por mez! Furtado Coelho foi também musico distincto. especialmente nas operetas Amor e dinheiro e Argonautas. do qual nada aproveitou por morrer logo em seguida. Auxiliado por uma memoria prodigiosa e muitas vezes impellido pela necessidade de variar os espectáculos. o seu repertório é incomparável com o de outro qualquer artista. viciimado pela morphea. onde muito agradou. Essa fama foi perfeitamente confirmada em Portugal. Maria. Beneméritos do Theatro. um instrumento que elle tornou agradabilíssimo ao ouvido. Gil (pae) o velho actor António da Silva Gil. Quando regressou a Lisboa esteve alternadamente :Contractado nos theatros de D. e prin- cipalmente em todas as terras de província. pois que. Furtado Coelho foi ainda por algum tempo ensaiador nos theatros do Rio de Janeiro. na segunGaspar da cidade do reino.

entrou de no- vo para o Gymnasio. etc. Foi em seguida com Francisco Palha para a Rua dos Condes e depois inaugurar o theatro da Trindade. agradando extraordinariamente. ter feito construir um dos primeiros theatros de Lisboa. dandose lhe o maior ordenado da casa. de excellente tista. Ludovma. co- ma mo actor e como mou o seu muito ensaiador. a 8 de maio Gusmão de 1809. Embarcou para o Brazil a 4 de Gusmão julho de 1847.~~^. Foi guida em secom uma ízidoro companhia para como a 7 a provincia. agradando muito.tornou-se bastante distincto nos papeis de que se m^^^ \ graça inexcedivel centos de comedias. Entrou depois discípulo no Gymnasio. ízidoro — Nasceu 1828. dirigido então por João Caetano. a 2 de nO' o notável actor Isfidoro Sabino Ferreira. a 21 d'outubro. indo depois ao Brazil com Emilia das Neves o distincto actor Heliodoro de Al- — de junho ras peças de diversos géneros. causando grande entnusiasmo. obtendo um enorme êxito na magica Loteria do Diabo. no theatro de S. Pedro. N'este theatro esteve Ipdoro até 1876. que tiveram muito agrado Ipdoro era condecorado com o habito . Ao regressar a Lisboa. Ahi teve então uma pri- epocha brilhantissima. representou no Fronteiro d' Africa e na farça Pagar o tnal que não fej. A de i86i foi Isidoro classificado como actor de primeira classe pelo conselho dramático. Em 1887 seguiu de novo para o Rio de Janeiro. A i de novembro de i863 entrou para o theatro de D. Maria e ahi. pois. chegando ao Rio de Janeiro a 7 de agosto do mesmo anno. trabalhou sempre ao lado de João Caetano. Deve se-lhe. — guintes peças: Gladiador de Ravenna. Heliodoro morreu no hospital de S. onde bastante agradou. Dama das Camélias. Furtado Coelho e outros artistas notáveis d'essa epocha. 1 vembro de Maria. na Pj:^ domestica. na comedia Atra^ d'umulher. de Lisboa. depois na Rua dos Condes foi primeiro artrabalhando sob a direcção de Emilio Doux. Martinho. a 17 de julho de 1875 Ignacio Caetano dos Reis Foi um actor cómico de primeira plana. a 16 de setembro de 1847 no drama Corte da Suécia. Pátria^ Jogo. regressando a Lisboa. A 3o de noes- vembro do mes- um mo anno treiou-se actor. nos incumbiu e em especial nas seHeliodoro Caturras. arranjou em prosa a Nova Castro. anno em que morreu. desempenhando morosamente meida Franco. N'essa occasião fez o eximio artista uma excursão a Évora e. Ahi agrae com dou immensamente nos Homens ricos. José. onde então fez fortuna. Logo em seguida. imitou e traduziu diversas comedias. Em no drama Os Mysterios de Londres. a 2 de março de 1886. na comedia Uma fraqueja. N 'este theatro. como se fosse salientando em cada novo papel. Marion Delorme.. Era homem consideradissimo. Isidoro confir- merecimento em innume1 : caracter. no \Coração e arte. Maria.Izi DICCIONARIO 170 dissima. etc. e. Estreiou-se ali. Areias. onde continuou agradando. Veio a Lisboa em 1884. a 23 de setembro Escreveu para o Gymnasio uma revista em 2 actos. Começou por ser comparsa no theatro de D. 1 em Lisboa. e. á volta. que falleceu no Rio de Janeiro. A sua morte foi causada por hemorrhagia cerebral. conservou se no Gymnasio até i858. Logo d'ahi a pouco obteve grande successo na parodia Andador das almas. estando ainda — ali em 1840. a 25 de abril de 1844. Louco d'Evora. de que era um dos proprietários. epocha em que foi inaugurar o theatro das Variedades. como Lisboa. Fez a sua estreia no theatro do Salitre. Gusmão^ no Rio de Janeiro. em no velho theatro do Salitre. tomou a iniciativa da construcção do theatro D. Nasceu em Lisboa. Amélia. parte n'uma recita publica no theatro de tomou Almada. este serviço. entrou para o theatro de D. Florindo. Começou a sua carreira no Heliodoro Porto. Joanna a Doida. N'este theatro e 849 - . estreiando-se de abril de i853. que esteve no velho theatro da Rua dos Condes e passou para o Salitre em 1834. o actor Miguel Archanjo de Gusmão. apezar de ter já adiantada a tísica de larynge que omatou. entrando para o Gymnasio.

Percorreu Mais tarde receber lições de arte dramática de E m i Doux. a 17 de dezembro de 1884. as seguintes peças: Andador das almas^ Tio Paulo. Maestro Favilla. que esteve em quasi todos os theatros de Lisboa e do Brazil. Auto de Gil Vicente e Primeiros Amores de Bocage. nos theatros de Lisboa. Morgado de Fafe. Para França por Tavira. Thiago. Gata borralheira.. em que cantava a canção do p'. Rosa popularidade. Thiago. Era mais conhecido pelo João Costa — Reitor. no Tio e sobrinho. Filho faniilias. Actor de primeira classe. sem grandes méritos. Conspiração na aldeta. papeis teve perfeitamente desempenhados. que já encontrou disposição a scena. no 66 e nas scenas cómicas Um provinciano em Lisboa. E' apontado como dos primeiros no Essai Statis tique de Adrien Balbi. No Principe Real em nada se salientou. em que alcançou grandes triumphos. Procopio Baeta. Criada atna. Este actor foi talvez o que maior numero de — . para attestal-o.yar. no drama Maria Tudor. que se vê no átrio do theatro de D. por muitos annos no velho theatro da Rua dos Condes e depois até á morte no Prin- cipe Real. casa de jantar e sala.o '7' DO THEATRO PORTUGUEZ Joa de S. Joaquim Ferreira Um actor-utilidade. Ramalho. Marque^ de la Seigliére. LoteNão é com essas! Homens ricos. sr. bastam. Era intelligentissimo e tinha habilidade para tudo. Actor que fez epocha. Morreu repentinamente estando a representar. Co^^inha. Representava ce«íros dramáticos. subsidiado pelo governo. Nas armas do touro. passando dos papeis importantes aos mais insignificantes. Do que valia como mestre e guia na difíicil arte de representar. ainda peiores do que as de seu irmão Izidoro. Escrevia muito correctamente e algumas peças fez de valor. e por isso pouca impressão fez a sua morte. Morreu em Lisboa João Maria Ferreira em 28 de julho de i883 este actor. por curiosidade trabalhou também em esculptura. Mysterios de Paris. Era notável nos papeis de pretos. tal para eram muito más. foi reformado. se tornaram dos raros notáveis da nossa scena. O Cego. desenhista de figurinos. 8. já no theatro de D Mana. uma grande utilidade jantar. Mulheres de mármore. Era condecorado com a ordem de S. Nasceu — em Redondo. Era ensaiador. O notável actor Rosa pae morreu em Lisboa. João Anastácio Rosa. conseguindo agradar e ser estimado. em que era notabilissimo. que era — — irmão do grande artista Izidoro. e moria do publico. a 28 de janeiro de i8y5. Foram ellas: O Primo e o Relicário. Foi um velho actor. No primeiro alguns papeis teve que ficaram na me- Joaquim Bento estudava os papeis ciosidades e em todas as suas minuapresentava. os seus dois discipulos queridos.. foi n'um theatro. O sr. Filha do Avarento. Escreveu algumas comedias. Fausto o petij.. No seu grande repertório figuravam. Maria e Principe Real. entre muitas outras. ainda depois d'isso representou nos theatros de D. Familia Benoiton. mas que teve bzstante — que logo o fez apparecer no velho theaJoão' Anastácio Rosa tro da Rua dos Condes. Jantar amargurado. na Vipnha Margarida. Dalila. etc. Frei Lui:^ de Sou^a. sendo seu o busto de Garrett. Sem Costa da luneta.os na perfeição. fosse qual fosse o género em que tivesse de trabalhar. Acceitava contracto para qualquer theatro. Precisase duma senhora para vi. João Evangelista no começo do século passado. Apenas esteve em dois theatros de Lisboa. Era verdadeiraJoão Anastácio Rosa mente uma alma de artista e sabia como poucos da arte a que se dedicava. Duas bengalas. para aperfeiçoar-se na arte de representar. seus filhos. Homens de Bronze.. Caturras. João Anastácio Rosa foi a Paris. que tendo seguido as pisa das do pae. Pupillas do ria do Diabo. Fidalgo pobre. Barba a^ul. Como actor.eto ribóla. scenographo. Joaquim Bento com pouco mérito. Maria. Per um trij. Dois irnmos uni' dos. e aos i5 annos de edade veio para Lisboa a fim de aprender pintura. João e Augusto. no Alemtejo. como o mestre Conde dos Dois dias no Campo Grande e os papeis que fez na Revista de i8j6. Coração e arte. etc. De peça para peça mais foi agradando e dentro em pouco. creou um brilhante repertório. finalmente. director de guardaroupa. Morreu em Lisboa. Pa^ domestica. actor. tendo tido um grande êxito n'uma revista de 18. Agiota em miniatura. Ricardo III. amigo e professor. Basta citar algumas peças. no theatro da Trindade. artista na accepção da palavra. Al/ageme de Santarém. que lhe i 1 quasi todos os theatros de Lisboa.

onde foi bastante útil. fazendo bella figura. Estreiou-se artista. Esteve depois na Joaquim Silva em feira. Maria dar alguns Joaquim Ferreira ram: Testamento da Velha e GrãDuqueí^a. muito novo veio para Lisboa de- — mercio. onde fez depois para o theatro Chalet da feira pequenospapeis. Piparote. — Jtílio SanfAnna comdis- em se i865. Incorporado n'essa companhia. como 1891. em no theatro da Rua dos Condes. e passou por fim para o Príncipe Real. e. alcançando um enorme successo. onde a febre amarella o victimou. não tendo ainda trinta annos de edade. Menina do telephone. no drama Filhos da Noite. Em 1894 entrou paJosé Baptista ra o Gymnasio. local José Bento mente na. na viagem para Pernambuco. Foi n'es- tempo um tincto amador dramático. n'uma parodia Joaquim Silva de dezembro de 1 — Nasceu espectáculos na província. Paulo seguiu para o Pará. ras-comicas A Filha do Tambor-mór e Ar- Julio Sant'Anna . que fez em seguida. Em 1894 regressou de novo ao theatro da Trindade. Tio Celestino. Do Rio de Janeiro e S. na operelta O fazendo depois com muito agrado as opetio Bra:^. elle ahi falleceu. se a morte o não victimasse.« Amoreiras e. Niniche li lisbo- nense.de julho de 1896. acabou na Avenida. e mais lon- ge iria.cómica A Toutinegra do Templo. d'ali foi ao Maranhão. etc. tendo-se o vapor demorado no Ceará. voltou á. onde se estrelou a i7 de setembro de 1887 na opera. José Carlos dos Santos Vide Beneméritos do Theatro. especialmente nas peças: Homem da Bomba. No anno te seguin- das Amoreiras 1881. foi a Manaus. Alcançando grande popularidade. de feira em passou para o theatro das Variedades. onde mais agradou. Tinha magníficos dotes para a sce- onde muito chegou a brilhar. especial- onde hoje está o theatro da Rua dos Condes. assim sempre muito agrado pelo trabalho correcto e pelassympathias que disfructava. principalmente na revista O Micróbio e na magica A Sombra do Rei. foi contractado para o theatro da Trindade. N'este theatro agradou extraordinariamente e fez um bello repertório. Em 1892 foi ao Brazil. de comedia ou de opereta e obtendo onde bastante agradou. Joaquim Silva tinha graça e naturalidade e era muito intelligente. As peças em que se distinguiu fo- como verão n'outras peças. Gato Preto. e dicar-se ao Nasceu em Cezimbra. Foi realmente pena perder-se um artista de tanto mérito e ainda na força da vida. no Rua dos Condes e Príncipe Real. onde adoeceu. Cossaca. empreza Cezar de Lima e ahi fez pa- peisimportantes. Passou ú^a- parsa para o theatro da Trindade. Ainda actor algum portuguez fez ali maior sensação do que Joaquim Silva. Foin'um com um grupo de artistas do theatro de D. Em 1895 voltou ao Brazil. Foi ahi que alcançou maior successo. sendo recebido com as maiores provas de sympathia e apreço. veio para o Salitre. indo alli DICCIONARIO José Baptista 172 — Estreiou-se em Lisboa. no theatro do Rato. Com o Chalet foi depois para Belém. com companhias de drama. em Lisboa a 1860 e morreu no Ceará (Brazil) a 4.1 Jul tournées fez ao Brazil. Entrou em 1870 como comJosé Bento — de Jacobetty. onde continuou a ser recebido com excepcional agrado. quando trabalhou sob a direcção de José Carlos dos Santos. Estrelou se n'um theatro da ru a do Olival.

de uma excentricidade maravilhosa. em que bastante agradava. Maria. na noite do espectáculo de despedida. Da Rua dos Condes passou para a Trindade logo na inauguração. o distincto artista Lopes Cardoso— Nasceu de Espozende. indo depois para o Principe Real cha e Rua dos theatro. Ahi fez um grande repertório até 1876. morreu na Bahia (Brazii) 1887 o actor- ria ni^ Francisco MaCardoso Leo- que se estreiou como actor no velho theatro da Rua dos Condes. Não podendo trabalhar. A sua pequena figura prestava se a uns papeis de garotos q outros typos. Foi depois para a provincia. depois para D. Júlio Vieira. como ensaiador e como auctor dramático tinha agradado muito no Rio de Janeiro.«73 DO THEATRO PORTUGUEZ Lop chiduque^a e a revista Fim de Século. no anno de 1842 e morreu no Cartaxo.etc. Morreu em i883 o actor Joaquim Lima Em — de Souj a Lima ^ que se estreiou no Gregório bre amarella a 26 de fevereiro JuUo Vieira 1894. Como actor. atacado pela febre amarella. ria. retirou-se para o Cartaxo. era Gymnasio. tendo aprendido muito pouco. seu logar ficou sendo um dos primeiros. de — veia cómica inexgotavel e. excellente ensaiador e também um bom traductor. que o victimou em trez dias. do Porto. partiu para Pernambuco. Apezar de . Recreios. perdendo n'elle o theatro um magnifico e notável actor. N'esta ultima terra foi. Maria. mas já muito doente. voltou ás Variedades. rara foi a peça em que não teve uma crea- uma O O Como ensaiador. até que. vindo a Lisboa em 1806. Lima utilidade das plateias. escrever cora certa facilidade umas peças populares. quando era preciso. a 21 d'agosto de 1893. Em 1892 partiu para o Brazii. Rua Lopes Cardoso dos Condes e D. que obtinham os applausos em que entrou para o theatro de D. quando quebom como poucos. Era intelligente ao ponto de. até que. companhia na de em oito i865 e aqui Francisco Palha. onde teve muito exito. Quando regressou. entrou de novo no Principe Real só de lá sair quando o destino o levou ao Brazii. desembaraço e uma certa graça. epo- tos importantes. até que César de Lima o escripturou por Õí^ooo réis mensaes para o Principe Real. tornandodos nossos primeiros actores n'esse se um género. Foi depois para a Rua dos Condes. a 3o de novembro de 18Õ7. para lá morrer de fe- para algumas das mais correctas e engraçadas versões das operetas que formavam nesse tempo o grande e escolhido repertório da Trindade. Começou no Gymnasio. Nasceu Leoni — Condes Era grande no em Lisboa. eram trabalho seu ção admirável. de Lisboa. como actor. Depois de grande demora no Rio de Janeiro e em S. sem conhecimen- de drama A mãe dos pobres. em 1882. Júlio Vieira n'um pequeno papel da comedia O Importuno. voltou ainda ao Gymnasio. Nas sociedades esteve durante annos nos theatros do Principe Leoni d'amadores fazia Leoni os galans dramáticos e foi Real. Maria. Leoni começou então a entregar-se ao género cómico. Fez-se actor no Brazii. de uma espantosa naturalidade. 1893 sahiu do theatro da Trindade para o da Avenida. onde adquiriu grande numero de sympathias. em Fão. tinha vivacidade. onde morreu. concelho em em i835. Era um artista estimadíssimo do publico. na abertura do theatro da Trindade. mas na scena portuseu repertório era enormissimo e gueza. No regresso veio ainda para o esse o género que quiz adoptar para o publico pagante. Mettia muito bem em scena uma peça e apurava-a a capricho. Como traductor. em 1874. auctor Manuel da Súva Lopes Cardoso. depois ás Variedades. Paulo. Não conseguiu agradar. não só na Trindade. foi contractado por 45íí)ooo réis mensaes para o theatro da Trindade.

Entrou mais tarde como societário de terceira classe para a ultima sociedade artística de D. Passou depois para o Ciymnasio. fazendo o diabo n'uma reprise da Loteria do Diabo e outros papeis fez na empresa Fernando de Lima. Marcolino Estrelou se no velho theatro da R. onde . Ideias aa Aubray. Escreveu uma parodia ao Olhello com o titulo O Tello. alli pouco tempo depois de estar. onde agradou. sobresaindo n'alguns papeis. a 26 de Dezembro de 1859. Fer'nando. Em iS/S voltou para a Bahia. Fernando e chegou a estar no de D Maria II. Maria. onde foi uma utilidade e alli se conservou até á morte. Morreu em Lisboa. Morreu no Rio de Janeiro. Foi um excellente actor. em 1873 e alli se Macedo — Foi um actor de varias aptidões. A sua nomeada foi como director da companhia. Rato e D. Nasceu a 3o de Julho Manuel Ferreira de 1841 e morreu em igoo o actor Manuel Ferreira Nunes. Passou para a Rua dos Condes.. Traduziu e imitou diversas peças. em se- Condes. Das Variedades passou para a Rua dos do Condes. onde fundou o jornal Diário de Noticias e ali morreu. onde muito agradou. adquiriu muitas sympathias. e em se- guida para o Gymnasio. Maria foi classificado na primeira classe. onde mor- de Emilia Adelaide seguiu para o Brazil. Voltou ás Variedades na empreza Pinto Bastos e com elle e seguiu Mdggiolly para o Principe Real. nunca mais de lá voltando. na magica A Coroa de Carlos Magno. Passou depois para o theatro de D. volManoel Nobre tando depois á Rua dos Condes. ilhas e Brazil. onde agradou em diversas peças e principalmente no drama Os Campinos. e 174 muito intelligente. Do Gymnasio passou para o Principe — — reu em 1881. não con- Luciano Real. Na abertura do theatro de D. nunca conseguiu agradar em Lisboa. a que ainda pertencia quande morreu. a que deu o seu nome e com a qual percorreu as províncias. — Estrelou se no tando ainda trinta annos. onde guida para o Gymnasio e por fim para D. Entrou depois para D. Começou trabalhando em Lisboa no demolido theatro de D.Mar DICCIONARIO fez magníficos papeis. ensaiador e director de companhia Antoiíio Augusto Xavier de Macedo. Estreiou-se no theatro das Variedades. Nasceu em Tavira em Manoel Nobre Fevereiro de i856 e morreu em Lisboa em Agosto de igoS. empreza Santos. Maria II. até 1878. escripta em — theatro de D. sendo sua a comedia O Rei justo vem do Céo. erc. que fez bastante falta nos theatros de Lisboa. entre ellas: (Conquistei o com a companhia México^ Christosr. Nos fins do séLuiz Ignacío Henriques culo xvui foi actor dramático nos theatros de l^isboa Lwíf Ignacio Henriques.Sqy. a 7 de Janeiro de i. Passou depois para a Rua conservou MaggioIIy — Foi um bom actor portuguez es- Caetano Eleutherio MaggioIIy. Era homem de grande estatura e bella apparencia. Começou no theatro Variedades onde logo demonstrou mérito. Filha única. Maria Santos II. que se treou no theatro das Variedades. e seguiu para o Gymnasio. dos Condes — a 26 de Maio i8í.* vão Colombo. Este actor era mais conhecido pelo Ferreira das velhas. Foi mais tarde contractado para o Porto. Foi um antigo Manuel Baptista Lisboa e bom actor dos velhos theatros do Salitre e Rua dos Condes. Amélia. de na co- media O Perdão d'acto em perspectiva ò excellente actor Marcolino Ki beiro /*m/o. Luciano —Era um novo de grande merecimento e bella figura para a scena. 1782.i. Maria li. Desde a creacão Marcolino . que também foi escriptor theatral. pela sua má figura e prenuncia aífectada.

onde. Em 1871 Montedonio abandonou o theatro para se entregar ao commercio. Cegou no ultimo quartel da vida. em que se distin- muito guiu. biu á scena em Lisboa. Mor- reu a 16 de Junho de 1873 tendo ainda pouco tem- po antes peca feito a **«"''' Gaiato de Lisboa. Depois foi mostrando em Lisboa e — Porto que pouco ou nada valia e acabou em pregoeiro de leilões. Regressan- que fez parte das companhias dos velhos iheatros da Rua dos Condes e Salitre. no theatro do Príncipe Real. o escudei- Marques de 1892. noel Hypolito Ferreira Marques. e acabou pelas companhias ambulantes. mereci- ilhas. substituiu Tasso no Sr. até que. Fazia uns aprendizes. entre outras. seguiu para o Gymnasio e chegou até D. do a Lisboa em 1867. Gymna- Matta O seu Matta\ mas era conhecido pelo — nome era João dos Santos revelando merecimento em pequenos papeis. Laroque da Vida de um rapa:^ pobre. N'uns papeis lypicos muito especiaes chegava a porque seria muito difficil egualal-o. a 23 de Setembro de 1820. mas o grande Santos. O Meneses pouco ou nada valia.. a 11 de Montedonio Agosto de 184:.-. uns excêntricos com a máxima naturalidade e perfeição. em que que fez até aos últimos papeis no theatro normal. com a sua extraordinária aptidão de ensaiador e á força de incalculável trabalho. Moniz (pae) Nasceu em Lisboa. Mathias d'Almeida — Percorreu primeiro as provincias com a companhia Soares este actor. Marcolino deixou no nosso theatro uma memoria honrosissima e um vácuo que ainda não poude ser preenchido.75 DO THEATRO PORTUGUEZ Perdão (Tacto.. Para os que o conheceram. Menezes — Quando pela primeira vez su- conhecendo-lhe bastante valor. Começou carreira a sua no theaSalitre. tro do passou para a Rua dos Condes. . entre outros pa- peis. Sello da roda^ Policia. Do Salitre passou Moni^ para o Gymnasio. contractou se no theada Rua dos Condes. Andou depois em companhias ambulantes pelas provincias e Mata -castelhanos um actor de muito mento. para o ro da celebre magica As Pilulas do Diabo. logo depois da sua inauguração. Mon do cautelleiro do foi insigne. muitissimo estimado. passando mais tarde para o da Rua dos Condes. Voltou outra vez para a Rua dos Condes. o actor João Baptista Montedonio. em iSjii entrou de novo para o Gymnasio e ahi teve a melhor epocha da sua carreira. Era um homem sério e honesto e tinha o seu valor artístico. Amigo dos diabos. o engraçadíssimo actor — José Gerardo Moni:^. onde o tro publico a começou re- Montedonio festejal-o. Foi muito conhecido e estimaMarques do o actor Maser notável. que n'ella se estreiou com muito agrado. que durante muitos annos foi artista do Gymnasio e depois que falleceu a 20 de Agosto de i853. com uma das quaes foi aos Açores e lá morreu. Nasceu em Lisboa. Alguns trabalhos teve de valor e desempenhando. a parte de tenor foi confiada ao actor Meneses. como depois se verificou. uns garotos. nas seguintes peças: O Penacho. Ahi tornou-se notável e popularissimo. Maria. Moniz (pae) theatro das Variedades. affirmandose como muito distincto centro cómico. Estreou-se aos 16 annos como discípulo no velho theatro da Rua dos Condes e — em 1861 entrou para o sio. a opera burlesca A Grã-Diique^a de Gerolstein. conseguiu que o Alone^es parecesse um bom artista. que veio depois para Lisboa. Morreu em Lisboa a 7 de novembro era o creado esfomeado do drama Zacharias e o Seringuinhas. entre outros papei. Marcolino manifestousempre um excellente artista e talvez se o único que temos tido no seu género.

76 Medicina de Bal^ac. Alli agradou muito e por lá se deixou ficar. Em Moreira 1893 partiu Pereira d'Almeida que pela primeira vez se representou a publico. em seguida para D. no theatro do Bairro Alto. nhou bastantes papeis com muito agrado. Era conhecido pelo PePedro António drinho o actor Pedro António Pereira. em 1857. Foi um actor caracterisPaulo Martins tico muito apreciado no Porto. Da Rua dos Condes passou para as Variedades. treiou-se no velho theatro do Salitre. na comedia As duas casacas. em — Era assim coPereira (do Gymnasio) nhecido o magnifico actor cómico António Joaquim Pereira. Maria II. Por diversas vezes foi no Pol-to emprezario e ensaiador. Era poeta e traduziu em foi — — consistia n'um estalar de palavras de morrer de riso. António Moutinho de dos primeiros Eslogares. dramático e cómico. Maria. Dizia bem e representava com bastante to. de pouco valor. Mascara verde. do depois para o Gymnasio. Nasceu em Pereira (do Principe Real) Lisboa. A sua Em graça principal Moutinho Também ensaiador no theatro da Trindade. Pronunciava umas coisas. onde fez ainda melhor figura. ria a gente sem o entender. engulia algumas. Morreu no Rio de Janeiro. para o Brazil. d'alli para o Principe Real. Em 1768 representou o papel de Tartufo na celebre peça de Molière. Morreu da febre amarella.Pei* DICCIONARIO verso a Zaira de Voltaire e . a de Abril de 1842 e morreu a 5 de Maio de 1888 o actor Augusto José Pereira. onde agradou. e alli desempe- para a companhia do Salitre. Mais tarde foi para as Variedades.. Nasceu em Lisboa. a 6 de JuMoreira nho de 1821. 'em 1888. indo com esta companhia diversas vezes ao Brazil Pereira era um actor muito útil e com bas- — 1 . fazendo os primeiros galans. a 10 de Outubro de 1^34 e alli morreu repentinamente a 27 de Abril de 1898. ditas um Pereira (do Gymnasio) pouco ao acaso. Estreiou-se na inauPereira d'Almeida guração do Novo Theatro da Rua dos Con- — des. Escreveu também em verso dois entremezes: O Outeiro ou os poetas fingidos e O Caçador. onde organisou o theatro portuguez. taramelava outras. que em 1842 entrou em — uma outra peça hespanhola a que deu o titulo de Honestos desdéns de Amor. de Lisboa. em 1884. que foi um bom artista trágico. por isso mesmo. Ha impressos alguns dramas seus. Entrou para o theatro do Gymnasio. discernimen Da Rua dos Condes passou para o Avenida. Era actor de mérito e foi por vezes ensaiador. depois para o Gymnasio e Rua dos Condes e finalmente para o Principe Real. que se estreiou no velho theatro da Rua dos Condes. morrendo 1887. donde somente sahiu quando foi reformado. Em pela febre amarella. e morreu em 1899 o actor Joaquim José da Silva Moreira. regressou a Portugal. Fez então o Frei Jorge do drama Frei Lui^ de Sousa. passan- Sousa. morreu no Rio de Janeiro 1894. indo depois novamente para o Salitre. a 3 de Abril de i863 t858. Victimado 1849 entrou Moreira para D. Foi depois chamado ao Rio de Janeiro. fazendo actores dos amadores. na cidade de Pelotas. Pesca da Baleia e Bailarino. mais burlescas. que no começo do Gymnasio alli teve um — o actor-ensaiador-emprezarioescriptor. Em 1846 passou para o Gymnasio. a 28 de Novembro de iSSg. Era um actor muito engraçado sem o parecer. Partiu para o Brazil com Furtado (Coelho. Moutinho de Sousa Nasceu no Porto. muito estimado em Lisboa. e. nos Açores e em Lisboa nos theatros do Gymnasio e Principe Real Tinha uma certa illustração e traduziu diversas peças. do Rio de Janeiro.

Maria II. Corsário Negro. Veio de novo para a Trindade e por fim para o Príncipe Real. na companhia de Francisco Palha. O outro d'este hia d 'a lli em Pereira (do 1'rincipe Real) quanto lhe não dessem palmas. em que para o Porto. na força da vida. a 16 de Setembro de 1854. 1902. porque. onde se demorou por muitos annos. Em 1860 voltou Nasce em Coimbra. Lisboa es- pa se estreiou a 29 de Outubro. mas orgulhoso ao ponto Um voltado de se metter casa. Cofre dos dos ovos de ouro. Maria II. na opereO Diabrete. Não fez alli carreira. do Porto. em que foi classificado actor de primeira classe. Quando o governo deifoi treiou-se no theatro da Trindade.''^*''^'**" to útil no theatro. Pinto de Campos Nasceu a 21 de D2zembro de i833 e morreu a 18 de Janeiro de 1889 o distincto actor Pedro Pinto de Campos. na comedia A Ramalheteira.'77 DO THEATRÔ PORTUG0E2 Pri tantes sympathias nas as. a 6 de Março de i835. Estreiou se em 1867 no Primo da Gosta theatio de D. gesticulava. Mysterioi de Lisboa. o que fazia perdoarIhe os defeitos que tinha como actor. que nas- Pomba — comedia A Raaté foi Lisboa Santos Pires de Dezembro de 1844 e morreu a de Fevereiro de Estreiou-se na Rua dos Condes. Em seguida esteve no Gymnasio. onde Em o Baquet. contractado para o theatro de S. Estreiou-se no velho theatro da Rua dos Condes. na opera-comica Portugal Pinto de Campos contractado para o Gymnasio. passando depois ta para Lisboa. bas- Em — Gentil Dunois e durante muitos annos alli fez um magnifico repertório. Tinha bastante valor e era mui. por Couto Guirrtarães e depois por Emília das Neves. pas sando logo depois para D. 1876. na encantos. João. a I de Ou- xou de administrar o theatro nermal. onde bastante agradou. indo depois para o Porto. mas d'esses partido. tubro de 1878. gritava e não sa- teve desempregado e deixar-se morrer de fome. Morreu repentinamente. Trindade. Foi em seguida para o Porto. (01 António dos Santos Pires. a 20 de Portugal Setembro de i85i e morre no Pará. fazendo as suas provas publicas como discípulo do Conserva- Em — tório. em que voltou para D. Pinto de Campos voltou para o theatro de D. Maria. plate- Era por^vezes axagerado. actor apelido. onde se conservou por algum tempo. Maria. tendo já a sua reforma. estreiou-se no velho theatro da Rua dos Condes. onde actor e bom esteve. Pinto de contractado para o theatro de Campos para D. Portugal possuía a mais linda voz de tenor que temos tido nos theatros portuguezes. onde muito agradou. Houve nos theatros de Lisboa e Pires Porto dois actores com este apellido. Grã. etc. Estreiou-se na inauguração do theatro da — ensaiador. fazendo boa i858. ao qual pertencia quando morreu. i8>)5 partiu para o Brazil. Ladrões de Lisboa. em es- publico. Era bom ceu a 22 1 1 em maiheteira. de quem damos o retrato. Começou ahi a progredir bastante até 1867. á mesmos tirava exageros Descia para o bôcca da[scena tante apreciados. Capitão Phanstasma. Mil Trovões. viciima de uma congentão cerebral. isto até 1877. quando podia ainda ser muito útil ao theatro. a 4 de Maio de 1896. mas onde encontrou a morte. onde esteve contractado nos theatros da Trindade e Príncipe Real. figura. o actorcantor António Augusto Portugal. o que nunca ralhava. Correio de Lyão. Esteve depois nas Variedades. Maria. Os seus melhores papeis foram nas seguintes peças: Pêra de Satana^ (o Rei Caramba). acenava quando com a cabeça e levantava os braços. apezar . onde se salientou n'um bello repertório. no drama Cule castigo.Duquesa (o Barão Puck). Príncipe Real e Trindade. Era um actor correctíssimo e de grande utiHdade no theatro.

dal
de dizer magnificamente, tinha carência de dotes physicos. Em 1868 partiu para o Rio de Janeiro.

DÍCCIONARÍO
theatro ficou assignalada por

178

P serie de triumphos. Em Junho de 1882 partiu
mes ovações

uma grande

Pouco

fez

como

actor; mas muito como ensaiador, para o que

tinha

bastantes

aptidões. Foi correctissimo traductor de
muitas peças rePrimo da Costa presentadas em Portugal e Brazil Nascera na Ericeira em iSSg e morreu repentinamente no Rio de Janeiro em 1896. Ribeirinho Estreiou se no theatro da Trindade, a 22 de Setembro de 1887, o actor yl;itonio José Ri-

para o Rio de Janeiro, onde alcançou enoraté que a morte o arrebatou na força da vida e no apogeu da gloria. Começou no theatro de D. Rodrigues Maria; mas teve a sua primeira epocha de bastante agrado no theatro da Rua dos Condes o actor Carlos António Rodrigues. Esteve depois nas Varie-

dades e mais tarde no Gymnasio,

sempre
do.

festeja-

Foi para o Brazil, onde, apesar de agradar,

nunca fez fortuna e onde mor-

em 1804, na capital da Bahia,
reu

Rodrigues

beiro,

conhecido

com 80 annos

de edade. Foi

um

artista

pelo Ribeirinho. Agradou bastante em diversos

papeis,

princi-

palmente nos das
peças: Ditoso fã' do, Homem da bomba, Cossaca^ Cigarra^ Tio Celestino e prin-

muito útil ao theatro. Rollão— Nasceu em Lisboa, a 18 de Maio de 1829 e morreu a 2:) de Julho de 1S64. o actor Joaquim António Rodrigues RolIão, que se estreiou no theatro do Gymnasio

em

1847.

Em

cipalmente na

Miss Helyett.
Morreu muito novo.
Ribeiro
cellente

Ribeirinho

— Era este o appellido de um
se estreiou

ex-

foi com Emilia das Neves para o Porto, e com ella veio para S. Carlos e

i85i

que das Variedades de Lisboa, em 1864 e morreu,
actor,

no theatro

D.Fernando.

Em

seguida escripturou-se no theatro da Rua dos

victima da febre amarella, no Rio de Janeiro a 21 de Março de i883. Joaquim Ferreira hiheiro
era cabelleireiro do theatro das

um

Condes, onde fez grande re-

Rollão

pertório.

1862 passou para o theatro das Variedades, mas já doente, e d'ahi a

Em

pouco faileceu. Não foi um grande actor, tinha vicios de declamação, exagero de sen
timento, mas estudava e fazia grandes esforços para agradar, o que quasi sempre conseguia.

Variedades. Por

impedimento do

grande
António
foi

actor
Pedro,

hibeiro subsRibeiro tituil-o nos seus importantes papeis e obteve grande êxito. No fim de duas epochas foi com uma companhia, que organi§ou, percorrer as provincias e os Açores. 1869 voltou escripturado para o theatro da Rua dos Condes, fazendo ahi bella carreira. Passou em 1871 para a Trindade. A sua passagem n'este

Em

V. Beneméritos do Theatro. Nasceu em Coimbra, a 27 de Salazar Janeiro de i834, o actor Francisco Emilio Salazar. Depois de ser por muito tempo distincto amador dramático, estreiou-se como actor no velho theatro da Rua dos Condes, na peça marítima A Salamandra. Ahi fez muito repertório. Esteve depois nos theatros das Variedades, S. Luiz, de Coimbra, Bocage, de Setúbal, Principe Real e Variedades. Voltou em 1878 para a Rua dos Condes e depois novamente para as Variedades,

Romão

— —

179

DO THEATRO portuguez
com António
Pedro,

Sei«

Em 1875 foi ao Brazil vindo depois para o Gymnasio e ainda por ultimo para a Rua dos Condes. Salazar
nunca
foi

pois de estudar preparatórios e theologia na Congregação do Oratório, seguiu a carreira do professorado, passando

em

1839 para
y^

amanuense do
Thesouro.

actor

Em
,

^

brilhante, nem mesmo correcto,

1840 foi para a

administração
de Santarém onde esteve até
tou para Lisboa,

mas

foi

verdadei-

ra utilidade

no

theatro;
dotes,

tinha
falta-

que em 1846 vol-

mas

va-lhe educação
artística.

Quasi
vida,
Salazar

empregado nas Contribuições
Directas. Seritou

no fim da

bem

atribulado pela doença, em
Brazil,

depois

praça

grande decadência

artística,

ainda

foi

ao

em

1892;

mas no seu regresso pou-

cos dias teve de existência. Samuel Nasceu em Lisboa, a t6 de Agosto de i85o, o actor Matheus Samuel da

Silva, que se estrelou no theatro das Varieda-

des,

na opereta

O Caldeireiro. Em 1871 passou
para a

Rua dos

e depois para o Príncipe Real. Em 1874 foi para os theatro s do Porto,

Condes

sargento Sargedas (padre) no batalhão do commercio, passando em 1847 conno brigadas para o batalhão do Joãosinho. Era n'este tempo um distincto curioso dramático; como lhe oíFerecessem escriptura para o theatro D, Fernando, acceitou, estreiando-se em i85o na opera cómica Barcarola, agradando muito. Em 1834 passou para o theatro do Gymnasio, onde fez bella carreira. Foi revisor do Jornal do Commercio e coilaborador de diversos jornaes. Em i856 resolveu ordenar-se, dizendo a primeira missa na egreja da Encarnação e pregando pela primeira vez na dos i.aetanos. Em 1857 foi nomeado cantor da Sé. Foi um padre estimadíssimo, como tinha sido um estimadíssimo actor. Sebastião Alves Nasceu em Lisboa

como

onde muito agradou. Tinha grande popularidade

em

1871

e

mor-

reu no Pará em igoS. 1890

Em

quando

alli falle-

ceu, a 6 de

Marco

Samuel

estreiou-se no Gymnasio e mui-

Lisboa o distinctissimo actor Chrispmiano Pantaleão da

de 1878. Sargedas

— Nasceu
i8i3.

em

progrediu, agradando basto
tante

em

divera

Cunha Sargedas, a 27 de Ju-

sos papeis. Foi

casado com

lho

de

Foi discípulo de

Emilio

Doux,

estreiando-se

em

actriz Adélia SoUer, que também morreu no Brazil, pouco

Maio de 1837, no theatro da Rua dos Conna comedes,
dia

depois de seu
marido
Sebastião AmEra um dos primeiros cómicos broslni dos theatros de Lisboa, em 1820. Sérgio d'Almeida Nasceu a 9 de Setembro de 1860 e morreu a i3 de Abril de 1896. Era um actor de merecimento que fez parte das companhias dos theatros das Variedades, Rua dos Condes, Príncipe Real, Gymnasio e Avenida. Os seus melhores papeis foram o Miguel Strogojf, o Tachadas do Solar dos Barrigas e o tjllysses do Tim^ Tim por Tim Tim. 1861 já era um distincto amador dramático e foram as ovações dos
Sebastião Alves

O

sario.

AnniverPara o

theatro de D.

Maria passou

como

societário
. .

cias^, Chnspimano Sargedas se e ahi fez briIhante figura. Morreu repentinamente n'uma loja maçónica da Rua do Ouro, em 1866. Nasceu em 1812 e morreu em Sargedas 1878 Joaquim Vital da Cunha Sargedas. De.

de primeira

Em

A

Tas

DICCIONARIO

i8o

theatros particulares que o levaram para o theatro como artista.

fora,

no

cavaco

intimo, era engraçadíssimo. Os collegas muito se divertiam com os seus ditos. Também foi por vezes ensaiador, mas de pouco mérito. que quasi sempre o prejudica-

O

onde adquiriu grande popularidade. A 28 d'Agosto de i858 estreiou-se no Gymnasio na comedia Doestes ha poucos. Ahi aeradou muito, principalmente no papel de Manoel Escota do drama Probidade. Foi ao Brazil em companhia do actor João Caetano dos Santos em 1061. Lá voltou por diversas vezes, sendo sempre recebido com agrado. Em Lisboa e Porto representou amda nos theatros do Gymnasio, Rua dos Condes, Baquet e Príncipe Real. Morreu a 21 de Fevereiro de 1904. Foi um actor de bastante utiSoccorro

va na scena era o seu feitio grosso e a sua natural brutalidade.

lidade que se estrelou no theatro

das Variedades
Sérgio d'Almeida

em

1872, passan-

Começou a sua carreira Silva Pereira artística no velho theatro da Rua dos Condes,

para o Gymnasio, onde foi muito feliz

do depois

em

iSSg, es-

em alguns

treia ndo-se na comedia O que é Lisboa^ o actor

papeis. Morreu muito novo em
1889.

Francisco TeiX eira da Silva Pereira. AUi fez
diversos papeis, até que, em i8ó3, entrou para o

Tasso
actor
foi

— Outro

notabilissimo
portuguez

Gymnasio, tomando parte em innumeras comedias,

Joaquim José Soccorro Tasso, que nasceu a 22 de Agosto de 1820 e falleceu a 27 de Maio de 1870. Nascido na obscuridade, sem illustração que o guindasse, só o génio, o Ifogo sagrado o elevaram ao apogeu da
gloria,

em que
Silva Pereira

tornando-o

um

actor incomparável.

muito agradou. Partiu para o
Brazil lá se

em

1872 e

demorou, adquirindo grande numero de sympathias. Voltou a Portugal em i88i, fazendo alternadamente parte das companhias de D. Maria, Trindade, Gymnasio, D. Amélia e Rua dos Condes. Em Lisboa morreu. Nasceu na fteguezia de Beijos, Simões bispado de Vizeu, em 10 de Março de 1826, o actor José Si-

era um artista previlegiado; era o eterno galan, era o rei da elegância e da distíncção, era, sobre tudo, o actor que

Tasso

mais commovia
e enthusiasmava

mões Nunes Borges. Estreiou-se no theatro de D. Maria II, a 9 de

o publico. Estreiouse no velho theatro da Rua dos Condes, a 18 de Dezem-

bro

de

1839,

Julho de i85o no drama Os herdeiros do C^ar.

n'um pequeno

Tasso

Sahiu d'alli pouco depois para ir para o theatro D. Fernando. Voltou para D. Maria II em Outubro de i853. 8 de Dezembro Simões de 1854 appare^ ceu no theatro da Rua dos Condes, onde
1

esteve até

i858,

como

actor e ensaiador, e

papel do drama Jaquelina da Baviera. N'aquelle mesmo theatro, com a morte de Ventura, tomou Tasso o logar de primeiro galan da scena portugueza. Seguiu depois para D. Maria, onde por muitos annos fez a epocha mais brilhante da sua carreira. Saindo d'alli, esteve uma epocha na Rua dos Condes, indo depois inaugurar o theatro da Trindade, em 1867. Alli se conservou até á morte. O seu repertório era vastíssimo. Era Tasso um homem de elevada estatura, uma figura arrancada de um quadro da edade media e vestida com trajo contemporâneo; do-

DO THEATRO PORTUGUEZ
tado de aspecto nobre, de olhar affavel, a sua presença despertava sympathias em quantos o viam. A sua conversação tornava-se logo intima; parecia que só nascera para viver entre amigos. Theodorico Baptista da Cruz Este muito conceituado actor estreiou-se no velho theatro da Rua dos Condes, na co-

Vid

SOU. Foi mais tarde para o Brazil e lá morreu. Ventura Foi actor de grande prestigio.

Era primeiro ^alan, antecessor do Tasso. Teve
a sua epocha brilhante no theatro da Rua

media
rio

O

armá-

das modas, a 3o de Maio de 1837. Nascera em Trabalha1818 va com muitas aptidões na tragedia, no drama e na farça. Foi para o theatro

dos Condes. Vicente Franco Foi um actor ainda do velho theatro da Rua dos Condes, que

trabalhava no baixo cómico e
teve certa popularidade. Morreu a 17 de NovemVentura

de D Maria logo na sua abertura
e ahi se conser-

vou até á morte, Theodorico sendo pelo seu caracter muito estimado de collegas e amigos e pelo seu valor artístico muito querido do publico. Falleceu em Lisboa a 18 de Janeiro de i885. Foi um actor de Theodorico (velho) grande nomeada dos velhos theatros do Salitre e Rua dos Condes. Em 1820 )á era apontado como dos primeiros. Em i836, na companhia dirigida por Emilio Doux, era o velho Theodorico um dos mais notáveis artistas da Rua dos Condes. tstreiou se no theatro das VaTorres riedades, no drama Pedro Sem, a 3 de Maio de 1873 o actcr Frederico Guilherme Torres. Dds Variedades, passou para a Rua dos Condes. Foi á província e aos Açores, donde regressou para o Príncipe Real, onde teve a sua melhor epocha. i'assou por fim para o theatro de D. Maria, onde pouco tempo esteve, porque a morte o prostrou. Foi um antigo galan cómico do Vannez velho theatro da Rua dos Condes. O seu nome todo era José Maria Vanne^. Tinha um bello aspecto, que o tornava sympathico ao publico. Na abertura do theatro de D. Maria II para lá entrou classificado na segunda classe, ao lado da velha Barbara, da SoUer, do Assis, do Matta e outros. Era um perfeito homem, que enVasco trou para o theatto do Salitre, como primeiro galan em 1843. O seu nome todo era Vasco da Gama Cabral. Na abertura do theatro do Gymnasio, em 1846, para lá pas-

bro de 1877. Os papeis em que mais agradou foram os das seguintes peças: Dois dias no Campo Grande. Sete Castellos do Diabo, Revista de i8j6. Oitava maravilha do mundo e Joven Telemaco, etc. Foi um afamado actcr dos Victorino velhos theatros do Salitre e Rua dos Condes, sendo depois classificado na primeira classe para o theatro de D. Maria II. Tinha lampejos de verdadeiro talento. O defeito que se lhe notava era uns certos meneios que o tornavam ridículo, defeito que obtivera em consequência de, no começo da carreira, ter desempenhado muitos papeis de dama. Actor que, se não morresse tão Vidal novo. teria alcançado um dos primeiros logares na scena portugueza. Bella figura, ele-

gância,

rosto
e ex-

sympathico

pressivo, voz agradável, sentimento
tico,

dramá-

intelligen-

cia clara, possuía

todos os dotes para ser o pri-

meiro galan do the atro portuguez. Começou no theatro das
Variedades, passando ao Gymnasio e por fim a Vidal D. Maria, onde substituiu o grande Tasso, quando este d'alli sahiu. Victimado por uma tísica de larynge, morreu a 20 de Setembro de 1869.

ACTRIZES DISTINGIAS
JÁ FALLECIDAS

posição que oc- cupava quando. 1884 retirou. quando tinha . onde teve papeis muito felizes. Quando muito em 1894.ACTRIZES DISTINGIAS JÁ FALLECIDAS Adelaide Douradinha — Morreu em Lis- ali voltar boa. Nasceu em Lisboa em 1857 e morreu na data Adélia Soller mãe. Era 'casada com o escriptor — ensaiador Augusto Garraio. Passou depois para o theatro publico e não teve que arrepender-se. onde a Pobre das ruinas era o seu cavallo de batalha. em seguida dama de sociedades particulares. morreu Amélia d'Avellar nova. quando fez a tournée ao Brazil e lá morreu victimada pela febre amarella. victimada pela febre amarella. Carlos e da Trindade. com a qual percorreu as províncias.se da scena. Nasceu em Alemquer em Adélia Soller 1873 e morreu no Pará em igoS. na comedia Uma fabrica — de casamentos. onde fez progressos. mas em 1895 escripturou-se no theatro — Avenida e passou depois a ser societária de 3. Abandonou de novo o theatro em 1892. para acima. passando em seguida para o theatro da Alegria. ti- Em nha sido na opereta. Lisboa es- Em treiou-se na Trindade. como o voz. Era Amélia Garraio uma actriz distincta na comedia. onde pouco fez. esta actriz. fez parte da antiga companhia Soares. D' essa companhia faziam também parte sua repentinamente. Rua dos Condes e Principe Real. Maria. que foi muito apreciada nos theatros das Variedades. muito auxiliados pela sua formosura. Foi a principio corista dos theatros de S. Estreiou-se no Porto. Amélia d'Avellar Entrou muito nova para o theatro da Trindade.* classe do theatro de D. o actor Sebastião Alves. tro em 1889. Morreu no Rio de JaAmélia Garraio neiro. a 8 de fevereiro de 1894. a cuja companhia pertencia. e seu pae Alfredo Soller. no género de papeis que desempenhava a primor e de que são exemplo a Frochard das Duas Orphãs e a mãe da Naná. reapparecendo no theaAvenida com bastante agrado e voltan- do depois para a Trindade. Fez ali a sua melhor carreira Veio depois para o Gymnasio de Lisboa. pouco depois de ali ter /^ morrido seu ma^ rido. depois para a Rua dos Condes e em seguida para o Gymnasio. em 1896. Silveria Soller.

Segundo informações de um escriptor da sua epocha. Era nova e formosa. Foi por trez vezes ao em Amélia da Silveira tural. Maria II. fazen- — isso mo chegaram a julgai. foi classificada em primeira classe para o theatro de D. Maria. Acompanhou depois o seu emprezario Santos para o Gymnasio e ahi ficou por muito tempo. to. Maria. no Estrangeirado e na Noite de Santo António na Praça da Figueira. começou a sua decadência no theatro da Rua dos' Condes. com um grande lenço pelos hombros. feia e de notável desenvoltura de lingua.-^ mulher de -— Estreiou-se no theatro da Rua dos Condes em i853 e appareceu depois brilhantemente no tjheatro de D. regressando a Portugal. quando a febre amarella a matou.~ Cam DICCIONARIO 186 talegre. mas perdendo ahi todo o seu prestigio. de quem hoje poucos se lembram. comedias e farças. que todos achavam bonita e por mas uma talen. no género cómico. etc. o publico acolheu-a com agrado e fo- zendo distinctissimamente um grande repertório de dramas. esCamilla Simões — . Em Lis. a distincta actriz Barbara Maria Cândida Leal. deformado pelo tempo. e. onde muito agradou. etc. Tia Anna de Vianna. Maria no Gaiato de Lisboa. onde ainda se tornou distincta nos dramas Morgadinha dos Canaviaes. Agradou pois nas características. Barbara Leal salgando as mais innocentes phrases e encaminhando-as para a obscenidade. formosura e • distincção. Ainda nos últimos annos da sua existência se salientou em D. Apresentava-se nos ensaios vestida de chita. e de- por essa occasião a fazer a Sr. Loucura ou santidade. fa- Mana na comeemdia Quem presta não me- Anna Cardoso lhora. estava no começo da sua empreza. Passou para o GymnasiOj onde esteve mais de vinte annos. depois para a Rua dos Condes e por fim para D. a Barbara era uma mulher gorda. Foi logo em seguida para D. deixou-se ficar no Rio de Janeiro. Da ultima vez quiz ser emprezaria.^ de Beatriz Rente Santis do Demi-^ monde e a Martinha das Sabichonas. chegando — amarella. do a Emparedada na peça O Rei e o kremita. mas que foi notabilissima. Dente da Baroneza. Ignorava o que fosse arte. onde também foi recebida com bastante agrado. onde se tou salien- diversos papeis. a i de janeiro de gerava a contento das plateias. Fernando. apezar do que. Maria. Visconde de Letorièi es. Nasceu em Portalegre. Formosa e distincta. Nem Cezar nem João Fernandes. Foi depois ao Brazil. pregado e repregado á antiga portugueza e na cabeça uma manta de algodão ou um velho chapéo. passando para o do Salitre. na comedia Convido o coronel. victimada pela febre por isso lhe ram distribuindo papeis de maior valor.a e a apregoal-a coa primeira ingénua portugueza. a representante mais directa das facécias do velho repertório portuguez do século xviii. Era natural de PorAmélia da Silveira Começou n'um theatro popular do — Porto. como então se chamava ás soubrettes. Beatriz Bente em 1859. até que a morte a roubou em 1906. Sahindo d'este theatro. esta rapariga de olhos grandes e languidos. — mas tinha talento natural.' . boa appareceu pela primeira vez no theatro dos Recreios.. Barbara Leal A 16 de setembro de 1857 morreu em Lisboa. sobresaindo na Tia Marta. entrou para o theatro de D. 1892. Barbara foi ainda. Tinha graça na- principalmente pela sua elegan cia. Fidalguinho. Ãnna Cardoso Morreu a 12 de outubro de 1878 esta insigne actriz. fazendo sempre primeiros papeis com bastante agrado. Era o que se podia chamar uma mulher feia. Começou no theatro do Bairro Alto. Aos i5 annos de edade estreiou-se no theatro de D. que exa- Brazil. Foi insigne nos> papeis de lacaia.

alem de outros papeis. a 23 de agosto de 1746 a notável actriz Cecilia Rosa d' Aguiar. importanRetirou-se theatro do Salitre. e por ultimo em D. a 4 de setembro de iSgi. Carlos. Aos 9 annos de edade estreiou-se no theatro de S. e uma bella carreira. Quando junto mente nos thea- tros de D. Bastante agradou Passou depois para o theatro de D. foi representar pela primeira vez no theatro das Larangeiras. na comedia O homem de cm^ento. da companhia do Salitre. Carolina £milia-Estadistinctaactrizestreiouse no velho theatro da Rua dos do sua reforma. Traduziu magnificamente varias peças para o theatro. a 16 de outubro de 1843. Maria. onde teve por mestre Emiiio Doux. a 2 de outubro de 1877.87 treiou-se DO THEATRO PORTUGUEZ Del em i85q no velho theatro da Rua dos Condes. no drama Uma Victima. Morreu em Lisboa. fez parte. Sendo bailarina do theatro de S. Amélia e D. Carlota Talassi Abandonou o theatro em a 1862. Era filha da actriz Catharina Talassi. Passou depois para D. . Catharina Talassi era filha do poeta Augusto Talassi. Também tomou parte nas peças de Nicolau Luiz: Igneijf de Castro e BeÍi:^ario. mas também pela sua honestidade.Ayres.1 . p r i n Cipalmente Carolina Kmilia Delfina do Espirito Santo Nasceu a 20 de abril de 1818 esta grande actriz. onde fez boa carreira. Era exemplar no theatro e por isso foi sempre querida e respeitada. Morreu em Pernambuco (Brazil) a 26 de agosto de 190b. annos de edade. representou primeiramente no theatro doSalitre. em que aílirma ser ella a' primeira actriz d'aquelles rior a sua irmã. Maria. depois ^ na Rua dos Con des. João do Porto. principalmente no Porto. Deixou esta actriz uma memoria respeitadissima no theatro portuguez. das tragedias de Voltaire. theatro e mais tarde comprima ria aqui e no Brazil. fazendo a creada da comedia Mulher^ — . que correu a Europa inteira como grande cantora. Antes de estar na Rua dos Condes. Fez magnifica carreira de actriz dramática. Carlos. tendo 67 Carolina Falco em veio para Lisboa. 1808 fazia parte da companhia do theatro Em 'v^ ^^^^ ^^ do Salitre. e entre elles os de Zaira e Aipra. Maria. A superioridade e excellencia d'esta actriz é citada por Manuel de Figueiredo nas suas obras e por Costa e Silva no seu Ensaio -bio graphico- — critico. Era mãe da actriz Carlota Talassi. Catharina Talassi— Foi actriz afamada dos seus tempos. fazendo pa- na comedia. Catharina Talassi representou no velho theatro da Rua dos Condes. Condes. Era mesmo supeLui^a Todi. Foi uma das maiores e mais justificadas glorias do theatro portuguez. se Camilla Teve morreu no Campo Grande. em i835. Cecilia Rosa d'Aguiar Nasceu em Setúbal. Carolina Falco Foi dançarina no velho — peis tes. Em -^'r?sr"~ - seguida n'este corista mais tarde á vida de familia e mesmo morreu em Lisboa no anno de 1905. não só pelos seus méritos de artista. 1 ** ::» J ^ c r^ í*^ tempos. que veio para Portugal ao serviço da Rainha D. em 1828. Porto a 20 de setembro de 181 cerda. que fez epocha no theatro do Bairro Alto. Foi reformada pelos serviços prestados ao theatro. Maria. onde esteve alguns annos. o de Joanna do Taco do Auto de Gil Vicente. de Garrett. 182J. no começo do século passado. depois em S. na peça Os ^#''''"~^SíS Mouros em Hespanha. Lá casou Carlota Talassí — Nasceu com oactor-auctor no César de Lafazendoactriz. Fez também parte de uma companhia que funccionou no theatro de Buenos. desempenhando principaes papeis. obten- Era intelligentissima e instruída. principal- a Lisboa. Claudina Rosa Botelho Foi uma distincta actriz que brilhou nos theatros de — Lisboa. Maria I.

Esteve mui tos annos retirada do theatro. em cia consequênda sua vida e Klvira Saldanha agitadíssima. onde treiando-se no drama Duas filhas. soffrimentos e saudades da irmã querida. uma voz seductora. do Porto. voltando mais tarde para o theatro do Principe Real. Delfina do Espirito Sanio. Dores Aço. e. Muito agra- ' dou se e. regressando a Lisboa. Salientouse em grande numero de peças. elevaram Delfina á cathegoria de um dos primeiros talentos do theatro portuguez! Acompanhando Francisco Palha. sendo n'este ultimo muito notada pelo desempenho que deu ao papel de que se incumbiu na peça A Torpeza. sendo classificada na primeira classe. Agradou tanto. Passou com muito agrado aos theatros da Avenida. captivante. onde fez a sua estreia no theatro Baquet. Morreu em Setembro de igoS. Fez uma viagem ao Brazil em igo3. Estreiou-se no theatro de D. percorreu e Brazil.^. a actriz chegou a fazer a Vida d'' um rapa!^ pobre ao lado do grande Santos. Começou nas barracas Eliza Aragonez — Em reira um grande talento scenico c multa disposição para o naturalismo. e com ella seguiu para o Porto. que ficou desde logo sendo a primeira ingénua do theatro. em i856. quantas creaçóes notabilissimas. Era formosa. Rua dos Condes e Principe Real. e s- passou depois para os theatros do Rato e da Alegria. finalmente todos os dotes requeridos n'uma actriz. Passou depois para o D.^^^ as províncias. AfTonso. Por occasião do incêndio do theatro Baquet fecharam todas as casas de espectáculo do Porto. Pimentel. Estava no apogeu da sua gloria quando formou companhia com que Cardeal Dubois. Nasceu em Silves. . Fez em seguida diversas peças sempre com granJe êxito. cheia da lagrimas quando era preciso. em 1866. o que n'aquelle tempo era raro. onde teve um bello logar. Ahi revelou grande talento para a scena e por isso foi festejadissima. Voltando ao Porto. fez uma bella epocha no theatro da Rua dos Condes e passou a inaugurar o theatro da Trindade e ali esteve até á morte. pouco tempo mais viveu. Maria II para este. vindo viver para Lisboa. Foi formosa e tinha valor.Emi marido DIGCIONARIO 188 e amante. Entrou depois para o theatro da Rua dos Condes. Maria. que perdera e que. Emilia Adelaide próximo de Castello Branco. no drama O salientou em grande repertório. Estava reformada como actriz de primeira classe. diversas peças mostrou Delfina desde o começo da sua car- acompanhar no tumulo. em menos d'um anno. morreuÇignorada. passando logo na inauguração do theatrc de D. na comedin A chávena quebrada. dia a dia. tinha um sorriso adorável. Veio para Lisboa com sua irmã. a distincta actriz Emília Ade- — i — laide Thereza Aço. sempre trabalhando e recebendo do publico as maiores ovações. Teve a sna epocha de Elvira Saldanha enthusiasmo no theatro das Vade feira. tendo tido toda a parte teve grande êxito. foi Em 1888 aos Açores e ahi agradou muito também. olhar expressivo e meigo. Estreiou se depois no Salitre fazendo em um resto de vida attribulada pela doença. a de Novembro de i836. Delfina ainda até hoje não foi substituida na nossa scena Falleceu a 22 de setembro de 1881. ilhas Emilia Adelaide ^ mais se salientou na comedia e drama. Nasceu n'uma aldeia. em i885. das quaes se podem destacar as seguintes Caridade na : Em . seguindo Dores Aço com a sua companhia para os Açores. foi mimica a scena do sonho do Roberto o Dia^ bo e a seguir o Peão Fidalgo. No anno de i8g6 retirou-se do theatro. D'ahi por diante. — riedades e até no Principe Real. Morreu em 1892. Era tormosaetinha bastante sentimento. quantos papeis de géneros bem diversos.

Sociedade onde a gente se aborrece. Uma mulher que se deita da janella abaixo^ Tartufo. A carreira de Emilia Cândida no Gymnasio foi brilhantíssima. Cozinha. Os médicos. Mostrou-o em volumes e artigos mnasio. Redempção. Mademoiselle de Belle Isle. Emilia Letroublon lias. Helena. Casamento d'Olympia. Tia Maria. Aventureira. Angelo. De papel para papel mais foi te. Entre as peças em que mais brilhou Emilia Cindida podem citarVelhice namorada. Fidalgos de tíois Doré. Claudia. Probidade. foi primeiramen^ Marido de 'io annos. Aniony. Emilia Cândida manifestou-se logo uma actriz in telligente. Quatro alminhas do Senhor. se: i de vários jornaes e ainda n'algumas peças. onde fez com grande brilhantismo a maior parte da sua carreira. Juij eleito. Campanologos portugueses. Gomo actriz teve uma bella carreira. estreia actriz toi ja. etc. estreíando-se na comedia Como se transjorma um caloiro. porque a voz era bonita e tinha o desem- — baraço preciso no género opereta. Mantilha de renda. Apezar de feia. Passando para o theatro de D. conseguia agradar. que se realisou no salão do jornal A Palavra. Sarah. Bibliothecario. Mei. etc. Morreu em Lisboa com 84 annos d'edade. te bailarinn em S. Mysterios sociaes. depois de recitar uma poesia. Fernanda. diversas sões ao Fez Emilia Eduarda lo. Os lanceiros. durante muitos annos no Gymnasio. pois era n'um momento substituía que faltasse.«89 DO TkEATRO PORTUGUEZ Émt sombra. Rogério Laroqiie. graciosa e com variadas aptidões para a scena. O luxo. Homens ricos Vida d' um rapaj pobre. Fez depois com muito agrado um longo repertório. Ali esteve até entrar para o theatro das Variedades e depois para o Príncipe Real. na comedia A esposa deve acompanhar seu marido. repre- londrino. Duas bengalas. Tanto ali era seu parente. Veio mais tarde para Lisboa e digres- estreiou se no theatro do Gy- Brazil. Frei Caetano Brandão. Ce^ar de Ba^an. Judia. A sua como em Bena companhia do Macedo. Idiota. Das trez lindas Emique foram contemporâneas e todas três — Norma. No. Sobrinha do Mar que^. na opereta As meninas grandes. Trabalho e honra. em outubro de 1861. que no drama Foi mais tarde para o Porto. Ao tomar parte n'uma matinée. Supplicit) de uma mulher. Carlos. Emilia Eduarda Nasceu em Lisboa no dia de janeir») de 1H45. . morreu repentinamente. Antony. notáveis actrizes. Começou nos primeiros tempos do Gymnasio. Zé Canaia. Maria. Ensaio da No theatro Emilia Eerreira de grande utilidade. Fernanda. Morgadinha de Vai Flor. Madrugada. no draEmília Cândida ma Fernando ou o Juramento. Pau como em esti- O Lisboa foi madíssima. Abbade Constantino. Solteirões. Pródigos e económicos. onde foi muito apreciada. Ao lado de Taborda e de Izidoro creou um nome notável e extraordinárias sympathias. Como muitas das actrizes da sua epocha. Projectos de minha tia. Mosca branca. O magnifico cpertorio de comedias. Emilia Cândida e Emilia Letroublon. Fortuna e trabalho. Pupillas do sr. Emilia das Neves. Emília Cândida— Nasceu em Lisboa. sem hesitação qualquer Morreu muito nova collega e muito desgraçada. Mãe dos pobres. casa de jantar e sala. em honra dos estudantes hespanhoes. Estreiou-se no Gymnasio. Reitor. Segredo da confissão. Tia Anna de Vianna. a i8 de Mhio de iSiS. em — 1 que fez verdadeiro successo. Autographo. Nem Ce^ar nem João sentando no género cómico ou dramático. Emilia Travessa. Mulheres de mármore. Nobres e pie beus. (h Velhos. Maria Antonieta. Fim de Sodoma. não foi 'esta a menos formosa e foi decerto a mais elegan- Talento também lhe não faltava. Tartujo. sustentou os seus créditos de actriz distinctíssima egualmente n'um longo repertório. Dama das Camélias. Jogo. Força da conscienci I.ssas alliadas. Fernandes. Emilia Eduarda era muito ínielligente e illustriída. Amor D. teve a dar-lhe brilhantismo a graça e talento de Emilia Cândida. que real mente merecia pelo seu alto valor. Odctte.i do saloio. Estreiou-se no theatro Emilia Ferreira da Trindade. em 2Q de fevereiro de iqo8. Guerra em tempo de pa^. Sineiro de S.

Hespanha e Brazil. onde teve epochas brilhantíssimas. Diogo Tinoco. D. em da Paris por Disde- Nasceu no Porto. Rédeas do governo. Doida de Montmayour. Maria. no drama Nobres e plebeus. do Porto. No salão do theatro de D. Fa!j[er fortuna. Martyres da Germânia. publicado ri. Gladiador de Ravenna. Drama da rua da Pa:^. fazendo pequenos papeis até que. tudo concorria para a tornar o modelo das actrizes. Mulher que deita . Foram ellas: Condessa do Freixial. O seu talento era de primeira ordem. Estreiou-se no velho theatro da Rua dos Condes. figurava Emília das Neves. Os dois campeões. tar ao palco. Vida de uma actri^. Tentações diabólicas. Ma- Emilia Lopes não era uma notabilidade. N'um grupo de actrizes celebres. e por ultimo era societária do theatro de D. províncias. Maria Telles. Jui^. arrebatava as plateias. — ao lado Rachel. Padou-a a natureza com todos os dotes para conquistar a celebridade. onde mais ainda agradou. Cheri. apezar de viver ainda 27 annos. o seu gesto imperioso. * -* '^ fa^fc' te um bus. que é uma obra prima. cnde appareceu no drama O CunhaEsteve àepois por algum temdo. Um drama no mar. A lei dos morgados. pas- sando em segui- da com Santos para o Príncipe Real. Na tragedia. Angelo. sendo por toda a parte acclamada e recebendo as mais justas e estrepitosas ovações que só merece uma actriz sublime e incomparável como foi Emilia das Neves. Foi uma das nossas primeiras actrizes de comedia. mas uma actriz conscienciosa.. As duas coroas. no drama ou na comedia. Da Rua dos Condes passou para D. o seu rosto formoso e expressivo. O Astrólogo. Marion Delorme. O padre Malagrida. dos Reis. basta apontar algumas em que as extraordinárias ovações a consagraram actriz sublime em todos os theatros de Lisboa. Innocencia e calumnia. a 8 de dezembro de i885. Nasceu em Bemfica. em 1892. Maria. Maria existe j3^ /*. lidade em qualquer companhia dramática. Amores de leão. ^^\ to de Emilia das Neves. O Captivo de Fe^. Arte e Coração. o maior astro que tem illuminado a scena portugueza. Ladjr Tartuffo. na peça de Garrett. O valido. impunha-se como génio rutilante que era. Ristori e outras notabilidades. Rose "^^Ê "^ . A Rainha e a Aventureira. Emilia das Neves a 5 de agosto de 1820 e morreu a 19 de dezembro de i883. Seria quasi impossível citar todas as peças em que Emilia das Neves se tornou notabifissima. Faustina. Casa nova. Porto. Um auto de Gil — Vicente. Álvaro Gonçalves o Magriço. Do Gymnasio passou para D. Abençoadas lagrimas. Anjo da meia noite. Cistei-na d'Atbi. Com a compa- nhia de Francisco Palha esteve um anno na Rua dos Condes. Bertha a flamenga. Aqui progrediu bastante. Cora ou a escravatura. a i5 de agosto de i838. contractada foi no theatro de D. Frei Caetano Brandão. a actriz Emilia das Neves e SoMfa. a 28 Emilia Lopes de dezembro de í863 e falleceu em Lisboa. era sempre sublime. o seu olhar dominador e insinuante. Pátria. A actri^. Veio em seguida para Lisboa. Passou para a sociedade artistica do theatro da Trindade. terna e varonil quando a situação o requeria. Mocidade de D. feito em lustre e mármore theatro Avenida. Pena de Talião.. a sua figura nobre e elegante. vol- em todos os theanos principaes das províncias e em muitos do Brazil. para o theatro do Gymnasio. representou depois loó agradando e chegou a ser a primeira actriz d aquelle theatro. Lucrécia Borgia. Tinha grande utiria. Como se sobe ao poder. Morreu a <> de julho de 1895.Émi bíCCIONAftlO Maria. Beatrij. Estreiou-se no theatro Baquet. onde fez com grande êxito a Grá-Duque^a de Gerols- Pouco tem Emilia Letroiiblon po depois Emilia Letroublon adoeceu para nunca mais tein. João V. a 22 de março de igo3 a actriz Emília Lopes. Lopo de Figueiredo. em que o glorioso escriptor e a grande actriz alcançaram um enorme triumpho. Brapa Parda.^ peloilinfeliz ^. tros de Lisboa e Porto. Tentação. a sua voz melodiosa. Maria Stuart. Seria uma gloria universal se houvesse nascido n'outro paiz. onde se estreiou na co- po no esculptor Soares Kmilia das Neves "íí Kmilia Lopes media O Intimo. correcta e tirando partido da serenidade e sinceridade com que trabalhava.

Estreiou-se no Gymnasio. Estella. 1869 passou para a Trindade e ahi fez com o máximo agrado um immenso repertório de operas cómicas. mas fazendo ao mesmo tempo loucuras. Mulher. uma gran- de utilidade n'uma companhia. Joanna a Doida. Os dois renegados. A erapreza fartou-se d'ella. etc. todavia. Cigana de Paris. zarzuelas e magicas. O Carlos. Magdalena. onde foi educada. 1-á era a admiração e o en- triz Florinda Ma- cedo. Homens Alfageme de Santarém. Gaveta dos Tribnnaes. publicou ali um volume de versos com o titulo de Esboços poéticos. Adelaide. uma zil. a 29 de outubro. Primeiras proei^as de Richelieu. Maria e. O peior é que tinha tanto de talentosa e de attrahente como de desequilibrada Era turbulenta e não havia meio de a fazer cumprir com os seus deveres. Era mtelligentissima. João. Pobre Camões do Rocio. e ella ainda mais da empreza. Egas Moni:^. Pouco depois foi contractada para o Gymnasio. Mulher que engana seu marido. Condessa de Senecey. era. A calumnia. Copo d'agua. Judith. na opereta O Cão de Malaquias. como em todos os theatros do Brazil. Foi acolhida com o maior enthusiasmo e acclamada. Trope^. emfim todos os dotes requeridos para um grande successo no theatro. Convidado de pedra. Eugenia Camará era também escriptora. Simão ladrão. a 20 de fevereiro de i852. regressando ao Rio de Janeiro em 1867 e ahi trabalhando até á sua morte. Viuva de i5 annos. indo ainda muito nova para a Figueira da Foz. Agradou muito.. tão talentoso e tão doido como a Esther. Martim de Fr titãs. João Baptista. Um — de mármore. Quando esteve no Porto. Duas mães. castello F^Í< cartas. n^um bello dia. Coração e Marquez de Pombal. Corte na aldeia. que percorpeu. foi distinc- Nos últimos annos da sua vida foi atormenta da pela doença Florinda Tole- do—Foi uma triz ac- tão notável na primeira parte do século passado. na comedia Somnambulasemoser fazendo logo depois com muito êxito a opera cómica de Miro. Adriana Lecouvreur. Tributo das cem don^ellas. Fez também muitas traducções para o Gymnasio. Sensibilidade no crime. Dalila. não só ahi. ainda ta. Lui:^. arte. Sem ser — em I acto. 1890 entrou para a companhia de D. operetas. Dote de Susana. Livro Negro. que lhe deliciosa. Au^enda. Florinda Macedo a 20 de novembro de 1845. Pobre das ruinas.no theatro do Gymnasio. Eugenia Camará Nasceu a 9 de abril de 18Í7 a distincta actriz Eugenia Infante da Camará. Duas educandas. Capitão Paulo. Estreiou-se aos 14 annos de edade. Nasceu em Rio Maior. que conseguiu ter o seu retrato no foyer da Comedia Fran- Florinda Toledo . Esther de Carvalho Em tinha uma voz presentando CO media e drama. Trabalhou em vários theatros de Lisboa. Diana de Chivri. O homem da mascara negra. Em i858 resolveu partir para o Porto. deram grandes desgostos e acabaram por a matar! Em poucos mezes jazia no cemitério de S. no theatro de S. do Rio de Janeiro. Fanatisou o publico. marido e amante. e ahi fez uma bella carreira. em Montemór-o-Velho. em 1879. Filippa de Vilhena. isto e po nos clubs todos a applaudiam e Foi Em que a fez en- thusiasmar-se pelo theatro. No Brazil escreveu um drama original Encarnação Reis Nasceu no Porto em i865 e morreu em Lisboa em 1901. A Marque^^a Foi canto dos banhistas d'aquella lo- calidade. Dama de S. a 3i de março de 1880. ao lado do seu infeliz companheiro. a acque foi — Esther de Carvalho— Estreiou se no theatro da Trindade. re- assembleias festejavam. o actor Ribeiro. auto de Gil Vicente. Nasceu de boa família. Madre Silva. onde appareceu. muito applaudido. com o titulo Uma entre mil. Cruj de S. Graça de Deus. actriz brilhante. Porto e Bra- sempre com agrado. E teve-o e foi subindo no conceito publico de peça para peça. Dama das Camélias. e. olhar vivo e penetrante. Retrato vivo. Quando ella cantava ou recitava nas por muito tema actriz canFlorinda Macedo tora mais predilecta do publico. e morreu em Lisboa a 6 de janeiro de 1896.igi DO THEATRO PORTUGUEZ de Faria^ Medéa. Gentil Bernardo. ella ahi vae pelo mar fora em direitura ao Rio de Janeiro. grande desembaraço.

do Rio de Janeiro. Georgina Pinto d'áquella cidade. em consequência de divergências na distribuição das peças. feito em péssimas quadras. pois chegou a ser societária da companhia do theatro da Rua dos Condes. Passou ao Gymna- onde fez papeis importantes. onde foi bastanfestejada até 1876. pedindo a sua detreiou-se missão. Percorreu depois asprovincias e muito cedo se retirou dascena. Amélia. manifestou claramente que podia ir que foi uma das mais notáveis damas de comeaia que o nosso theatro tem possuído. Mais tarde foi novamente para o Brazil. Gertrudes Carneiro— Estreiou-se no theatro da Trindade. onde o agrado foi egual. na comedia Fami lia Benoiton. Como actriz parece que não foi má. na companhia Rosas & Brazão. onde estava obtendo verdadeiro successo. Gabriella De-Vecchi a 18 de dezembro de 1821 e morreu na Bahia. Pouco tempo ali se conservou. onde muito agradou. Gertrudes Angélica da Canha Nasceu em Lisboa. Foi mãe da acGabriella De-Vechy. Começou no Porto em diversos papeis de revistas e operetas. Foi talvez por este motivo que ella emigrou para o Rio de Janeiro. onde pouco se conservou 1877 para o Gertrudes Carneiro Georgina Pinto—Actriz de valor e boa plástica para a scena. onde teve — nos de edade e depois seguiu paia o Brazil com sua mãe. graciosa e obteve triz uma Gabriella DeVecchi foi a primeira ingénua do muito agrado até 1869. Como escriptora perpetrou uma tragedia com o titulo Norma. Pedro d'Alcantara. Appareceu pela primeira vez na comedia de Pai- Gertrades Rita da Silva . Morreu em julho de i8g8. Estreiou-se no Porto aos 14 an- — mais longe nas suas aspirações. no iheatro do Principe Real. indo depois para o Principe Real e Rua dos Condes. Era bonita. E' um commentario aos artigos da Carta Constitucional. Maria. Em e d'onde saiu para nunca mais representar. Traduziu diversas peças. theatro de S. e depois do Gabriella De-Vccchi Gymnasio Dratico. Esno theatro da Rua dos Condes. Esta actriz cursou o Fortunata Levy Conservatório. Maria. Em i865 voltou a Portugal e entrou logo para o theatro de D. Nasceu no Porto. onde falleceu. recebendo o primeiro pre- Em — mio de declamação no anno de 1844. pois engordara despropositadamente e pouco pensava no theatro. classificada por portaria do governo. no theatro D. em 1867. esta actriz uma carreira brilhante e No drama Os dois garotos. da mesma cidade. a 29 de maio de «794. treiou-senotheatro de D. quando a terrível epidemia da febre amarella a matou a 12 de abril de 1903.João do sio.Gep DIGCIONARIO 192 ceza. Era senhora de fina educação. Erri i83i fazia parte da companhia do i835 Salitre e ainda ali estava em i833. estava Florinda Benevenuto Toledo no theatro da Rua dos Condes. depois no theatro de D. em an- diversas peças No seu tempo no no seguinte passou para o Gym nasio. que era a melhor. Foi por muito tempo o idolo das plateias brazileiras. Maria. O mais triste é que n'esj3s quadras ella tamhem se queixava de só comer batatas e pão e ter vendido a cama por se encontrar na ultima miséria. estabelecendo residência na Bahia. Maria II e por ultimo no Rio de Janeiro. a 21 de abril de que teve i85o. vida menos atribulada. Em le 1874 voltou para a Trindade. a actriz Gertrudes Angélica da Cunha. Porto. Logo que abriu o theatro de D. a 29 de outubro de 1845. e foi. no drama A Rainha e a Aventureira. a 7 de julho de 1882. mas pouco tempo lá esteve para ir escripturada por EmiliadasNeves para o theatro de S. que chega a ser phantastica. Entre outras obras. publicou uma com o titulo Miscellanea Constitucional. intelligentee instruída. Fortunata Levy para ali foi. Gertrudes Rita da Silva— Es- voltou Gymnasio.

em i883 para os Recreios. elegante e não lhe faltavam qualidades para a scena. donde regressou em 1897. fez uma digressão ás províncias e em 1894 foi para o theatro de D. Foi mais tarde para as Variedades e em 1878 para o Principe Real. Guilhermina Macedo onde se conservou até 1891. Tinha 20 annos quando entrou para o theatro do Gymnasio. o que lhe deu direito á reforma._ já representava papeis de creança na modesta companhia hespanhola de seu pae. o que n'aquelle tempo era raro. Depois fez-se actriz. Voltou depois á Rua dos Condes. e falleceu em Lisboa a 18 de janeiro de 1864. Chegou a ter certo pres- no publico por ser formosa e ler desembaraço. Casou com o distincto actor Assis. Estreiou-se na velha Josephina Cordal Rua dos Condes. já muito doente e impossibilitada de trabalhar. Era feia. Regressando em 1893. Acabou pedindo esmola e morreu no hospital de S. Isabel Rogali Foi primeira bailarina do theatro da Rua dos Condes em i83o. onde foi primeira dama central e característica e esteve mais tarde no Gymnasio. AíFonso. Logo depois foi classificada pelo Conselho Dramático como primeira dama de alta comedia. Foi uma actriz dramática de primeira ordem. Morreu em Lisboa. a 1 Luiza Fialho de fevereiro de i838 a festejada actriz Lui- — i3 . Rua dos vos. viciando muito LuizaCandida bem e com graça a pronuncia. em seguida para o Avenida e em 1888 foi piausos Do Salitre passou á Rua dos Condes Josepha Soller e depois a D. Nunca foi uma boa actriz. Ficando viuva. Foi uma noite de bellas esperanças e enthusiasticos ap- Guilhermina Macedo Esta actriz estrciouno theatro da. O seu repertório era vastissimo e dos mais escolhidos. onde foi muito apreciada. que pertenceu á antiga sociedade do theatro da Rua dos Condes. alcançando grande reputação no theatro do Salitre. Luiza Cândida Foi actriz dos theatros de D. Carlos. Fernando. ainda por muito tempo trabalhou no Rio de Janeiro. José. pelos annos de Em — 1840. Como actriz estreiou-se no theatro do Salitre no drama A Ciganinha. Gertrudes era formosa. Casou com o maestro Miro. Nasceu em Lisboa. Maria bem collocada. passando em seguida para o Principe Real e com essa companhia indo novamente ao Brazil. Josepha SoUer Nasceu — em Lamego. Visitou também o Brazil. — . em i835. já velha. elegante. mas de lá sahiu para ir com seu marido para o Brazil. não conseguiu escriptura. papeis importantíssimos. Foi por isso que se impoz ao publico e ficou sendo desde logo uma das suas artistas mais queridas. 1895 veio novamente para a Rua dos Condes. Dois casamentos de conveniência. Voltou em 1880 para a Rua dos Condes. Foi classificada em segunda classe pelo Conselho Dramático para o theatro de D. durante muitos annos. em que partiu para o Brazil. a 17 de agosto de 1900. No seu regresso a Portugal. a de setembro de 1822. matriculou-se na aula de dança do Conservatório e entrou como bailarina para o theatro de S. Joanna Carlota Foi uma actriz de bastante mérito. Josephina Miro Nasceu a 1 de novembro de 1826. — Condes e Prínci- pe Real. Vindo para Lisboa.5 igS DO THEATRO PORTUGUEZ nina Lul meirim. Nascera a 8 de agosto de i85i e morreu a 3 de abril de 1899. Passou d'ali para o Gymnasio. Maria. Fazia na pertigio nunca fez má figura. Mesmo depois de velha — ou tinha grande talento. a distinctissima actriz Josepha Soller de Assis. ou foi um dos muitos milagres que fez o ensaiador Romão. na comedia As criadas. Em Lisboa conservou-se sempre no theatro de D. Variedades.Rua dos Condes em 1872 na magica A cese — bola mysteriosa. a 4 de julho de i888. Chegou a estar no theatro de D. onde fez. Maria. distincta e representava com grande naturalidade. mas grande utilidade no theatro. Seguiu depois para o Brazil e lá morreu. deselegante e até fanhosal Para vencer todos estes estor- — inaugurar o novo theatro da Rua dos Condes. Maria. do Porto. Em pequei5 feição personagens do Norte. estreiando-se no drama Cabrito monte:^ Era formosa.

Fernando com o mesmo agrado. virgem. sendo ella o amparo e o ganha-pão da farailia. No idio- ma portuguez recitou pela primeira vez. onde se estreiou em 1857 "^ tello. crescente enthusiasmo. entre outros. Nunca. virgem e martyr. . Maria II. Circo Price e theatro D. de Lisboa. foi accommettida de um pequeno ataque de paralysia. que nunca mais poude levantar os braços. irmã da actriz e Anna treiou -se Pereira es28 a de setembro de 186!). que representou pela primeira vez a 21 de dezembro de i853. Foi um talento brilhante. Agradou extraordinariamente. que morreu em Lisboa. Manuela Rey Nasceu em Mondonedo (Hespanha) a 24 de outubro de 1843. Achando-se uma noite em scena. porque repetiu-se o ataque de paralysia por tal forma. mas foi — Portugalque adoptou por páonde morreu. ás 6 horas da tarde de 26 de fevereiro de 1866. que tantos foram aquelles que pizou o palco portuguez a notabilissima artista. em parte alguma do mundo. porque. Manuela Aey era formosíssima. Foi das mais tria e illustres artistas portuguezas." 47. alcançando em todos os papeis que ali desempenhou verdadeiros triumphos. E' interminável a lista do seu repertório n'esse tempo.Mah DICCÍONARÍO ás 194 fa Leopoldina Fialho. soffrendo com a maior resignação os horrores da terrível doença e as privações da miséria. viveu pobrissima. Filha bem guardada e Perdão d' acto. sempre com Margarida Clementina . a 7 de novembro de 1891. Melhorou um tanto. ainda representou a opereta João e Helena na Rua dos Condes. Santa. L j " breve abandonou a scena para casar com um industrial e capitalista. na peça Copmo. no seu proceder amabilissimo para com todos e no cumprimento dos seus deveres. no curto prazo de nove annos. Nasceu em Hespanha. Sempre permaneceu n'este theatro. Voltou em seguida para a Luiza Fialho Rua dos Condes. Tinha noites de representar sete actos e por vezes ainda nos intervallos can- necessidades da casa. cuja memoria jamais se deve apagar dos fastos do theatro portuguez. na rua do Cardai de S. em Alcântara. mas em . uma verdadeira martyr. „. na 'J^amalheteira. sobresaindo. uma actriz chegou a alcançar tanta gloria. sem que a tocasse a mais leve suspeita. para o Principe novamente Real. Augusto.° andar. em Manuela Rey Pinto Vianna do Cas- o papel de Wanda da Grã-Dug^MCffl. Margarida Clementina Esta sympathica comedia uma poesia. D'ella se poderia dizer que foi santa. Em i858 voltou para a Rua dos Condes e teve então ahi a sua grande nomeada. no carnaval de iSyS. Foi a ultima vez que representou. agradou immensamente e tomou em breve o primeiro logar da companhia. a notável actriz Manuela Rey. . viveu durante vinte annos atormentada por não poder accudir A alegria traz o susto com um successo nunca visto. onde. D'então até á sua morte. Apezar de contar apenas 16 annos. que foi logo contractada para o theatro de D. De i856 a i858 esteve Lui^a Fialho contractada no theatro D. porque a accommettera a terrivel paralysia que a matou. José.. Em i856 representou em hespanhol no theatro do Salitre no drama O Filho do Cego. uma trabalhadora infatigável. foi por conselho dos médicos fazer uma digressão á provincia. no velho theatro da Rua dos Condes. na inauguração do theatro do Principe Real. entre outras peças. passou para o theatro das Variedades e depois para o Principe Real. martyr. — formosa actriz. Com uma companhia ambulante h espanhola a re- começou uma ária ou fazia uma scena tava cómica! Em 1866. O dia da morte de Manuela Rey foi um dia de verdadeiro luto para todo o publico de Lisboa. ás 7 e meia horas da manhã. cuja perda o theatro ainda hoje deplora. . e mais tarde morreu de parto. no exemplo de honestidade que deixou no theatro. Sendepois tindo-se já doente. com tão extraordinário êxito. que a adorava. n. e. atravessando-o durante muitos annos. contractada por Bastos. i. a sua verdadeira epoçha de gloria. creou p r e s e ntar aos cinco annos de edade. na co- I media Dois po bres a uma porta. Graça de Deus^ Operários. um typo de belleza e elegância como raras vezes se encontra. donde voltou para a Rua dos Condes.

a cuja companhia pertencia quando falleceu. podendo citar-se os das seguintes peças Ópio e Champagne. Carlos. era mais conhecida pela Nasceu em Lisboa a 5 Maria do Céo de setembro de i835 e morreu a 24 de abril de 1887 a actriz Maria do Céo e Silva SantosFoi primeira bailarina no theatro de S. era elegante. de Lisboa. o que — de tro. Gymnasio. Miguel Strogojf. — Foi uma petulância Em com actriz formosa..i Margarida Cru^. Pela sua muita formosura agradara logo. peio que se resolveu a lá ficar. onde fez magnificas Margarida ra. Loteria do Diabo. passando depois a D. donde regressou para em breve morrer. deram masscenas. Thereja Raquin. no theaVeio de Se- provocou rivalidades. Era também utilida- — Cândida na magica. Maria. Passou depois para os theatros da Rua dos Condes. e como realmente possuía talento.abandonou por algum tempo o theatro. 1861 e streiou-se no theatro das Variedades. Bloqueio de Sebastopol. e ense na Trindaas nties- Como aqui Príncipe Real.. A formos. Adquiriu ahi grande popularidade em im- mensos papeis. Aos I 5 annos escomo treiou-se actriz no velho theatro da Rua — dos Condes. Foi ao Brazil. Foram principalmente estas qualidades que mais a recommendaram no theatro. nos últimos annos da sua carreira. onde pouco se conservou. fez parte da companhia do theatro do Príncipe Real. depois ao Principe Real e por fim aos Recreios. mas não querida. trelou que se esMargarida Lopes no theatro do Gymnasio. Com essa companhia partiu para o Rio de Janeiro e lá agradou bastante como actriz e mais como mulher. Foi também em diversas epochas ao Brazil e ali trabalhou com agrado. onde foi bastante estimada. Maria Joanna . Esteve por diversas epochas no Porto e. também nunca prejudicou qualquer peça. Maria Joanna insinuante.. lou- pes Margarida LoNasceu a 19 de abril de 1828 e morreu — epochas Voltou Maria do Céo á Rua dos Condes. como fazendo estrella. mas teve bastante agrado n'alguns papeis. sendo dentro em pouco victimada pela febre amarella. substituindo a actriz Luiza Morreu a 2 de maio Maria Adelaide de 1886 esta actriz que. Ali também pouco conseguiu salientarse. 1 mesmo no anno de 896 a actriz Margarida Lopes.195 DO THEATRO PORTUGUEZ Mar Estreiou-se em 1873 Margarida Cruz no theatro do Gymnasio. formosa e vestia bem. Niniche. Loteria do Diabo. em que se houve por vezes com grande distincção e sempre com muito agrado do publico. e vivacidade. se nunca fez trabalhos notáveis. Margarida Lopes. elevou-se acima de algumas artistas antigas da casa. Maria. etc. Era actriz conscienciosa e uma grande utilidade no theatro. Ave do Paraiijo. onde esteve algum tempo Passou depois para os theatros do Gymnasio e Gymnasio trar de. : n'este dia. Principe Real.. que possuia uns abundantes cabellos côr de ouro. Maria Adelaide reap parecendo mais tarde no Pr incipe Real. que a obrigaram a sahir do túbal para o theatro de D. Martyres da Germânia. apezar de pequena de estatura. Margarida Cruz um re- pertório de grande responsabilidade. Maria do Céo não foi actriz de grande nomeada. passando depois para o theatro das Variedades.

Manoel e da rainha D. e morreu a 3i de janeiro de 1888 — — a actriz Palmy- creançanos theatros de D. Filha de Gil Vicente. em que ninguém ainda a excedeu. que também morreu no Rio de Janeiro. indo em seguida para o Porto. na peça phantastical O Espelho da Vei dade. escreveu muitas comedias. Em 1870. Maria. a 6 de agosto de 1881 morreu tuberculosa. diz d'ella: «E' a primeira actriz portugueza. Nasceu em Lisboa. do Porto e no Brazil e por fim — — abandonou a scena para cazar Marianna Rochedo cora o Visconde da Trindade. e bastante falta fez ao theatro. Trovador e Elixir d^amor. Em 181 5 ainda estava no mesmo th eatro. Baquet. mas já luctando com a doença que em breve a matou. Depois de percorrer as províncias como actriz. a Palmyra (loura) 4 de fevereiro de 1859. Maria e Gvmnasio. já mulher. Retirou-se muito cedo do theatro. estudava com amor os seus papeis e era uma formosa mulher. Era formosa. Nasceu no Porto a 23 Rosa Damasceno de fevereiro de 1849 esta illustre actriz. Teve grande nomeada nos priMassey meiros tempos do Gymnasio a actriz Luiza Adelaide Massey. Paula Vicente Paula Vicente foi dama da infanta D. filha de el-rei D. Era filha do notável actor Pedrinho. voltando ra Beatri^ Ferreira. onde muito se desenvolveu e teve um superior agrado. Em 1887 veio para o theatro do Principe Real.» imperatri:^ da Rússia. Era bastante formosa. principalmente nos papeis violentos. A Rita foi actriz de grande nomeada. em Trabalhou então no theatro dos Recreios. Leonor e fez parte da academia de mulheres doutas que a illustrada princeza formou em sua casa. Maria José d'Almeida Foi uma sympathica actriz. 1880 para a Rua dos Condes. estreiou-se em Lisboa. Isto pelos annos de 1820. educada. Trindade. Em 1812 representou com grande successo no theatro do Salitre. Maria. do Porto. na opera-comica O Campo dos desafios. Era uma actriz portugueza. A sua estreia foi em 1842 na Rua dos Condes.hos Trindade e Baquet. Adrien Balbi. mais conhecida pela Pa/myra loura. Representou depois no Principe Real. Sem ser um grande talento. desde 1829 a 1840. cialidade era fazer DIGCIONARIÒ Royaume igé A sua espeparodias ás operas. filha de outra não menos distincta. Salitre e D. Actriz que chegou a ter bastante Radice nomeada nos theatros da Rua dos Condes. na abertura do theatro — — Marianna Rochedo — Foi discípula do Conservatório e es- treiou-se como actriz no theatro de D. Traviata. Salientou-se muito nas parodias da Lucrécia Borgia. intelligente. que falleceu na sua quinta do Gradil. sobresaindo muito nos papeis de paixão e na tragedia». especialmente nas peças Rei e Aventureiro^ Conde João e Fidalgo no tempo de •Napoleão. fallando de Marianna Torres no seu Essai Statistique sur le — — . onde fez então bella figura. e em 1879 foi para o Brazil na companhia de Emilia Adelaide. aonde tinha sido chamado para dirigir o theatro. Maria. tinha muito valor e alcançou nomeada no velho theatro da Rua dos Condes. Estreiou-seem 1873 no theatro do Gymnasio. Esteve ainda depois também no Gymnasio com muito agrado. Em 1879 passou para o Principe Real. '^^"^ ^^res e. O theatro perdeu com ella uma boa ingénua dramática de grande futuro. em 5 de outubro de 1904. Maria II em i865. rePalmyra (loura) gressando em 1880. Quando falleceu ainda estava longe dos 20 annos! Maria Rita Mesquita Esta actriz. Representou papeis de Maria Peres — ' — de Portugal. pas- ' sou depois para D. coUaborou com seu pae e foi uma das actrizes mais notáveis do seu tempo. próximo de Lisboa. que muito agradou pelos annos de 1840 no theatro do Salitre. Paula Vicente conhecia perfeitamente o latim e o grego. Esta actriz fez epocha Marianna Torres nos theatros de Lisboa. no drama Catharina 2. que Rita foi muito nova para o Brazil e iá morreu. appareceu com muito agrado no theatro da Ruai dos Condes. Josepha Mesquita. Norma.

Natural do Algarve. no Rio de a 4 de de 1891. te Th omme rcLV. Cão de cego. no thea- em Setú- quando ape- nas tinha seis annos de edade. Princesa^de Bagdad. nas seguintes: Martyr. do Porto. Aos Açores foi esta actriz por duas epochas e alli obteve muito agrado. sabendo que muito agradara a nova actriz. Foi ainda representar ao Porto e Povoa de Varzim. Era uma voca- ção completa. embarcando em seguida para o Rio de Janeiro. Pouco tempo maio do mesmo trabalhou em Lisboa. contando apenas 23 annos de edade. Cabana do pai Thoma^. Hamlety etc. anno. etc. proprietário do theatro Lethes. o que os desgostou e os fez seguir para o Porto. foi n'uma digressão ás províncias. onde apparaceu. no theatro Apollo. Amélia. em D. O Dr. Thomazia Vellozo Nasceu a 22 de abril de i865. Tho da Trindade. perfeita. Maria e D. entrandefi- Thereza Aço maio a empreza termi- nou. Cumano. em 1879. engraçada e dizia bem o couplet. ao Algarve. entre outras peças. Rosa Pereira era formosa. cuja perda foi sensível para o theatro. Cabo Simão. Noites da índia. Era inquestionavelmente uma actriz de valor. Maria onde esteve uma epocha. N'este theatro. Tinha vindo para Lisboa com i5 annos e estreiouse aos 17 no theatro da Alegria. Quando Janeiro. — samento a Theella reza Aço^ do também acceitou. Tomada da Bastilha. Maria tanto ella como o marido muito pouco trabalho tiveram. 1881 entrou para o theatro de D. victima da febre amarella. e falieceu. Filha do Mar. Rosa Pereira que era uma esperança para o theatro. nasceu em Valença do Minho. Marque^ de la Seiglière. Filho da Noite. onde bastante agradou. Thomazia Vellozo mostrou o muito que valia. Em 1890 veio contractada para o theatro Avenida. Poucas peças poude ali representar por ter fallecido a 4 de estreia tro foi bal. n'uma parodia ao Processo do Cancan.'97 DO THEATRO PORTílGUEZ de. Senhora da Bonança. O actor. Fidalgos da Casa Mourisca. guintes peças: Fritj^ Amigo Fo u r chambaulty Mantilha de renda^ João de especialmeno da Morgadinha de Vaiflor. onde. a sua carreira artística foi notavelmente glorio""^ sa. Debutara muito nova no theatrinho de Lagos. No theatro de D. de Faro. Victima de um typho. morreu no Porto a 6 de abril de 1888. Tinha futuro. profun- damente artística. por onde nitivamente na vida artística. a 12 de fevereiro de 1891 com enorme êxito. a 3i de outubro de 1869. Tio Milhões. tendo apenas 22 annos de edade. Thereja Aço representou com muito agrado. . Falsa adultera. ali Thereza Aço começou a sua carreira de actriz. Tinha valor e por isso era boa utilida- A sua — Em carreira brilhante foi no Porto. Entre innumeros papeis em Morreu a i3 de maio de 1892. mandou ccntractal-a para o seu theatro e ahi fez que foi notabilissima citam-se os que com grande brilho desem- com penhou nas se- muito valor papeis importantes. A sua — Rosa Pereira andou até que foi contractada no fim do anno de 1889 para o theatro Chalet. n'uma digressão Rosa Damasceno Madrugada. seguindo depois para o Porto e provindas e indo também aos Açores. propôz ca- Esta sympathica actriz. em uma recita com amadores. em variadíssimos papeis.empresário Taveira.

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ARTISTAS DISTINCTOS JÁ RETIRADOS DA SCENA .

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é então um elemento intelligente e valiosíssimo.. entre os quaes se salientaram os das seguintes peças: Oração da tarde. a Igne!{ de Condes e voltou para onde D. foi Maria. Moda. Foi grande a perda sua esposa. Luiz de Braga. em tudo superintende. onde tem prestado importantíssimos serviços. quando a companhia se desloca para a província. Miguel. O in- no drama cêndio do brigue Homens do mar. onde Amélia Vieira se notabilisou em innumeros papeis. depois em D. onde chegara antes a sua reputação. Começou por ser bailarina nos theatros de S. Passou Ao para o theatro do Rato e d'ahi em 1886 para D. Fernanda. que a impossibilita de trabalhar. Noventa e tre^. Avó. xonou como mulher actriz. Foi depois com uma Amélia Vieira — Nasceu em para o theatro. entre outras pe- Lisboa ças. Começou representando debaixo da direcção de Santes no Príncipe Real. as ilhas. Ladrões de Lisboa. Gymnasio. um actor Castro.. Se no theatro de D. Foi ahi que a viu o grande Santos. honestidade e com amor. Estreiou-se no theatro do Príncipe Real em Novembro de i885 1 — companhia representar para a sua estreia no theatro de S. nos theatros do Príncipe Real. sendo no drama Atlântico. Saltimbanco. Trindade e Rua dos Condes. que utilissimo. Amélia. quer em Lisboa. Rua dos Condes e Recreios. Maria. segui- Maria. Entrou depois para a Escola Dramática do Conservatório. Amélia Vieira e como Deu-lhe quanto lhe podia dar: fel-a mãe de seus filhos e uma notável artista. Está actualmente afastada da scena em consequência de uma horrível surdez. ilhas ou Brazii. Alfredo Santos tudo vê. Tosca. em da fez uma epocha na Rua dos regressar a foi contractada para o theatro de Variedades. AbandoAlfredo Santos nou a scena para ficar como empregado de confiança da empreza Rosas & Brazão e depois da empreza Braga & C.% do theatro D. representando também em sociedades de amadores. elle só move aquelle complicado machinismo com toda a proficencia. quer no Porto e no Brazii. Taberna. Carlos. tudo examina. tendo por ella se apai- sempre alcançado o agrado das plateas. Lazaristas. já com distincção. tão habilmente dirigida pelo Visconde de S. Amélia é indispensável. Depois da morte do esposo e mestre querido. Mirabeau. Judeu errante e tantas outras. que foi confirmada por applausos enthusiasticos. E' o braço direito d'aquella empreza. fazendo. Actor. Amélia Vieira proseguiu na sua carreira brilhante. Lisboa a 17 de Fevereiro de i85o.7 ARTISTAS DISTINCTOS JÁ RETIRADOS DA SCENA Nasceu em Lisboa a Alfredo Santos de Setembro de 1866. . Paralytico. Duas orphãs. Variedades e Rua dos Condes. Dois garotos.

contraindo uma doença que por bastante tempo a afastou da scena. abandonou o theatro. Rua dos Condes e D. onde representou no theatro D. onde fez papeis imporAntónia de Sousa Principe Real. Depois. Rosa de sete folhas. Recreios. viu-se obrigado a deixar a scena. que o forçaram a retirar-se da scena. na Rua dos Condes. Foi um bom discipulo da escola de Duarte de Sá no Conservatório e — foi também um amador distincto dramático. Reappareceu na Trindade a i3 de Fevereiro de 1890 e ahi se conservou até 1894. Foi pouco dej^ois para o Principe Real. Alquebrado pela doença. D. Princesa de Trebi^onda. Maria pela empresa Rosas & Brazão. em que ficaram memoradas as seguintes peças: Marechala^ João José. e alli esteve até se contra- Carlos Bayard ctou no Gymna- onde teve as melhores epochas da sua carreira. passando depois para o Em Gymnasio. Abandonou ainda o theatro por alguns annos. Antónia de Sousa — Nasceu em 1872. Rouxinol das salaSy Ave a:ful. de que ficou sendo o gerente. Maria. Reentrou para D. Voltou depois para D. Mocidade de Figaro^ Ultimo Jigurino. Porque Francisco alha o foi buscar para a inau- tíssima como primeira actriz de opereta. Amélia. na magica A Lenda do Rei de Granada. Ahi foram grandes os seus serviços á Arte e aos seus collegas.Cai* DIGGIONARIO Contractada para o theatro da Trinessa companhia seguiu para o Pará e voltou para a Trindade e em seguida tantes. Maria em 1907 e de novo o deixou em 1908. lhe deram taes desgostos. por sentir que o trabalho que d'ella exigiam. onde mais ainda mostrou o seu alto 28 de Maio de 1868 esmérito. Noite em claro. Em Anna Pereira 1874 passou para o theatro de D Maria. Tres rocas de Crystal. desgostou-se por tal forma pela queda d'uma peça em que entrava. Gaiato de Lisboa. e ainda tão nova. Pelos seus esforços conseguiu que o theatro de D. Maria fosse pelo governo cedido a uma sociedade artística. que tentou suicidar-se. Sargento Frederico. Só morre quem Deus quer. que teve. Depois de fazer brilhantemente diversas peças. em recompensa. conservou bellamente a sua posição e honrou o cargo de ensaiador. treiou-se no theatro da Trindade e ahi teve a sua epocha brilhan- para D. desem- penhando pri- meiros papeis com grande felicidade. 1864 veio contractada para o Príncipe Real. Esta notável actriz deu valor a um grande repertório. Ânna Pereira — Nasceu nos Cadafaes a Começou a sua carreira no Porto com Emília das Neves. onde muito agradou. Amélia. Barba Aí^id. Nasceu em Lisboa em Carlos Posser i85o. com a qual seguiu para o theatro D. mais tarde para o Principe Real. Com valor para progredir. foi distincta amadora es- dramática e treiou-se como actriz no theatro Avenida. que. Maria. Luiz. passou de27 de Julho de 1845. para alli voltou em 1880. era superior ás suas forças physicas. Tendo sido um distincto Carlos Bayard amador dramático. Maria e Trindade. Instado pelo grande José Carlos dos Santos. Passou ao theatro da A^venida. a 16 de Julho de 1854. dade. com pois para Coimbra. n'um papel de creança da — . onde pouco se demorou por ter sido chamado para o theatro de D. o que foi para lastimar. iniciou a sua carreira de artista no Gymnasio. Carlos Posser e outras muitas. Cem don^ellas guração do theatro da Trindade que sio. onde se conservou por pouco tempo. perigrinando n'estes dois theatros durante seis annos Saudosa do seu logar no theatro da Trindade. Estreiou-se esta actriz Carlota Velloso no velho theatro da Rua dos Condes. Fausto o petiz. Pepe Hitlo. começou brilhantemente a sua carreira de artista na comedia Dois pobres — A a uma porta. na inauguração do theatro do Principe Real.

— Começou como corista e n'essa Emília Anjos — dos qualidade foi ao Rio de Janeiro. tro donde regressou para abandonar a scena e contrahir matrimonio. era intelligente. Deve actualmente ter mais de sessenta annos e é duas vezes viuva dos actores Al. Aproveitando a bella a e disposição magnifica a fazer na comedia Por voz que possuía. . entrando em seguida para a Trindade. Muito agradou na Trindade e ainda mais no Brazil. O periodo mais brilhante da sua carreira foi no Gymnasio. Era lendo cur- uma boa corista. Em 1864 as- arraiaes Eloy no Gymnasio. trabalhar no theato. Poderia ainda ter prestado magníficos serviços á scena portugueza. Carlota Velloso era mãe da infeliz e talentosa Thoiuasia Velloso.2o3 DO THEATRO PORTUGUEZ cou actriz de Gin comedia Um casamento em miniatura. treiou-se no theatro Carlos Alberto. Maria II. onde obteve . do PorVeio depois para Lisboa. estreiando-se com muito successo tro da Avenida. sentou nhia deste theaGeorgina Cardoso ao Brazil. Esta actriz. deu provas publicas no theatro de D. ^^jf^r-l'. mais sabem e melhor conversam. Ultimamente foi n'uma companhia ás ilhas dos Açores. onde fez um grande repertório. onde fez um largo repertório. a 22 de Maio de 1846. Nasceu na em Lisboa. che- gando theatro a estar perfeitamente coUocada no de D. Depois circunstancias da vida fizeramandar pelos theatros de 3. um cabello. distincto amador dramático. abandonando em seguida o theatro. em Emilia dos Anjos começou que representou com o grande actor Santos. E' viuva do notável escriptor António Ennes. onde representou em muitas peças com bastante êxito. que já exercia e em que continua. onde também muito agradou em diversas peças. alcançando bastante agrado. passando em se- guida para a Trindade. Esteve por muito tempo sem representar. Começou depois fazendo muito bem alguns pe- sado o Conservatório. que é o seu verdadeiro nome. filha do Georgina Cardoso fallecido actor Rosado Cardoso. . porque o theatro perdeu n'ella uma boa actriz de opereta. ves e Salazar. sendo alli muitíssimo estimado. tou a sua carrei- Eloy — Nasceu no em em ^ i85o. es- Porto e em companhias de provinda. a 4 de Fevereiro de 1865. E' uma das nossas actrizes que mais lêem. que por — ordem em boa e Lis- Carlota Velloso muito tempo percorreu as províncias na Companhia Soares.» n'a logo n'esse theatro classificada como segunda classe. A sua carreira foi a começo bastante auspiciosa. indo com a compa- no na drama Mil epocha se- Trovões. N'este theatro se conservou até que abandonou a arte para de todo se entregar ao commercio de ourivesaria. Foi Em 1871 ence- ra artistica theatro do Principe Real. graciosa e dispunha de bonita voz. Gina Conde Esta Gina é abreviatura de Georgina. Durante o tempo em que representou mostrou bastante valor. Maria. Fi- Gina Conde primeiras partes. Lisboa. ]">e todas as artistas que ultimamente appareceram era a que mais promettia. Passou depois a ser societária do theatro de D. Foi pena. Com a companhia da Trindade foi ao Pará. companhia Taveira. Passou guinte Rua para a dos Condes. Maria. quenos papeis. Fez depois uma epocha com a companhia de Francisco Palha no theatro da Rua dos Condes.

indo para o Gymnasio. glorio-^ nome de Em chegando a ser classificado o primeiro entre os primeiros. onde tem sido um empregado utilíssimo áquelle importante estabelecimento. Em honrou o so pai. João Rosa a i5 de agosto 3i de oude i865. Foi um actor bastante — útil. distínctissimo como seu illustre pai. que alcançava uma coroa de gloria em cada novo papel que desempenhava. scenographo. Voltou logo depois para D. Maria. Um João Rosa — Nasceu seu em Lisboa em 1843. Muito notável como seu irmão Augusto. tra- nas aulas de de- clamação prémios tincções. que difficilmente será preenchida. mas é principalmente um grande infeliz. Carlos. no drama Sabina Maupin. do balhando com êxito no género cómico. nas desappariçóes de pessoas vivas. E' egualmente professor da escola dramática do Real Conservatório. entre elles o de general Boum da Grã-Duqueja. director e actor. estreiando-se na comedia Filha única. o que demonstrou em diversas compa- Nasceu em Lisboa José António Moniz setembro de 1849. — Gerardo Mo- niz. O verdadeiro José Rodrigues Chaves homem de habilidades. ensaiador. no drama Ricardo III. João Rosa representou pela primeira vezno Porto. Ultimamente construiu um theatro Julio Rodrigues . 1880 foi para o Brazil com a companhia Paladini e Brazão. nos golpes de sabre. empregou-se na Bibliotheca Nacional. Uma terrivel doença afastou das scena este notabilissimo artista. principalmente na Seraphina de Sardou. tubro do mesmo anno appareceu pela primeira vez no theatro de D. Filho do notável actor João Anastácio Rosa. Júlio Rodri- gues — Foi um Jornal do Commercio.<:ificado tro de D. 1878 resolveu-se a voltar para o theatro. Começou revisor do nhias de que fez parte. a todos sobrelevou e deixou no theatro uma vaga. clas. onde só obteve e dis- Dando publicas ficou José António Moniz depois a representar provas com agra- em logo 1868. Em 1866J actor muito matriculou-se apreciado no antigo theatro das Variedades. do no theatro actor de 2. Maria. inventor de fantoches articulados. Voltando a Lisboa. regente de orchestra. A como eximio ensaiador nos theatros do Príncipe Real. Representou ainda com Lucinda Simões e Furtado Coelho nas Variedades. a i3 Actualmente é também paleographo e lente de bibliologia. director e ensaiador de um theatro infantil. ao passo que se aproveitam tantas nul: por ser typographo. Entrou para a Trindade em 1874. Amélia e D. passando a ser lidades. na. especialmente em papeis de gallego. Em Avenida. Foi ainda depois muito utilisada pela companhia. agradando ahi muito. tem figurado no theatro como escriptor dramático. caricaturista. que não tem lógar em theatro. prestigiditador. nos trabalhos de hypnotismo e transmissão de pensamento! L' um notável artista de mérito. a 18 de outubro de 1872. Valle no theatro da Rua bello dia afastou-se da scedos Condes. Tendo obtido diploma de professor. e a mais traductor.Jul DICCIONARIO 204 applausos. abandonou a scena para reger cadeiras de portuguez. Alem de actor. Apesar de ter abandonado a scena como actor. Maria e D. ventríloquo. Percorreu depois n'estas condições todo o Sul do Brazil. Dicka. De 1875 a 1876 trabalhou com seu pai e Lucinda Simões no Príncipe Real. aderecista. Km Lisboa eslia. magico. já então com actor e ensaiador. Por este tempo era ainda typographo e revisor. tem-lhe prestado importantes serviços teiou-se no theatro de S. D. a sua falta foi sentida.* classe do thea1869 entrou para a empresa Santos. tendo imitado egualmente os artistas estrangeiros Serini. francez e agricultura. Maria. Chrowther. pintor repentista. Outros papeis desempenhou com muito agrado. onde trabalhou até 1906. Voltou ainda bastante Conservatório. no theatro do Príncipe Real. Ficou por essa occasião no Rio de Janeiro como emprezario. o que o tornou conhecido pelo Chaves gãllego. com o gabinete negro. D'este theatro sahiu para o Gymnasio. instrumentista excêntrico. na comedia As jóias de famí- de novembro de 1864. onde. Amélia. E' filho do antigo actor do Gymnaa 19 de sio. Onofroff. calculista mental.

Pedro de Cintra.. fazendo com muita felicidade o difficil papel de Claudino dos Dois Garotos. Tinha todos os elementos para fazer bella carreira. preza José — 1867. Cursou o Conservatório Dramático e deu provas publicas no theatro de D. foi Em . é correctíssimo traductor de muitas peças.A^rgus. passou depois ao theatro se 1871 convidado Leopoldo Carvalho para a companhia do Gymna- uma epocha que. Maria. no drama Simão o Tanoeiro. Maria. Voltou depois á Rua dos Condes e seguiu para o Nasceu em Lisboa a Leopoldo Carvalho 8 de junho de 1844. Com bellos dotes na- Maria Carolina turaes. que manda armar nas feiras de Alcântara e Belém e onde trabalha com fantoches por elie fabricados e por elle movidos. começou trabaLibania lhando no theatro de D. e fez allí em seguida com bastante agrado Em Em muitos e variados papeis. fazendo em seguida excursões pelas ilhas da Madeira e Açores e indo ao Brazil. como s. até que a doença o inhíbiu de continuar no theatro. Entrou mais tarde para o <jymnasio e ahí fez as suas melhores epochas n'um grande e excellente repertório de comedias. onde mais agradou. 1892 veio para o theatro da Trindade. até que passou para o theatro das Variedades. 1890 contractou-se para o theatro D. Pouco depois veio para Lisboa dirigir uma fabrica de marcenaria a vapor. e mais ainda no Brazil. escripturando-se no Avenida e passando em seguida para a Rua dos Condes. e logo depois" retirou-se da scena para se entregar exclusivamente á diflicil tarefa de ensaiador. Leopoldo Carvalho é dos raros bons ensaiadores que actualmente o nosso theatro possue. principalmente nos papeis de Zé Povinho das revistas do . onde poderia ter prestado bons serviços. no drama Rogério Laroque. o que lhe dava ainda mais graça. Começou representando no Porto em direcção de César de Lacerda. do Porto. em que poderia bastante ser Maria Costa Utíl. Esteve depois nos theatros da Avenida e Rua dos Condes. AfFonso e depois para o Príncipe Real. Percorreu as proi^W^"^ — theatro dos Recreioí. um pouco ciciosa. em duas epochas em que allí recebidas teoro. lustrada.o. Foi distincto amador dramático e desde logo ensaiador dos curiosos. 1869 foi escriptu- telligente e rado por Santos para o Príncipe Real. actor e ensaiador. — Maria Costa— Outra actriz que o casamento arrebatou ao theatro. em. Pouco tempo depois abandonou o theatro para se entregar ao commercio. Estreiou-se no velho theatro da Rua dos Condes. logar que exerce com a maior proficiência. que pertencia a seu pai. E' óptimo empregado da sua empreza e tem amigo em cada artista. Em 1889 entrou de novo para o theatro. De simpassou a accumular os cargos de se dos Recreios e em seguida ao Gymnasio. Foi o casamento que a roubou á scena. Foi Júlio Rodrigues quem construiu um bonito theatro que existiu em S. passou no theazia um um tro como um me- com bastante agrado. Intelligente e illustrado. ^^. e. tem conservado. progredir e muito Gomo . vestindo elegantemente.20 bo theatro portuguez uma em Mar chalet. ensaiador. Nos theatros de Lisboa foi recebida com muito agrado. — Marcellino Franco Nasceu em Lisboa 1846. salvo no Gymnasio ples actor. que estrelou no theatro de D. fez no Porto. i885 sob a Romano. onde esteve duas epochas.^^ÊL ^^^^a\. Justino Marques Nasceu em Lisboa em esteve. em que continua. Maria a 22 de Maio de 1867. Depois de mulher começou a sua carreira no Porto. se o amor não a roubasse á scena logo depois do começo. Maria Caroli- vincias e em ^^ na — Uma for inil- mosa actriz. nas comedias O Mealheiro e Viagem á China. Marcellino Franco agradando muitíssimo. di- muitíssimo bem. Muito creança.

Sinos de Corneville. Marina. a mais veneranda relíquia da arte nacional Para citarmos as peças em que mais sobresahiu. Intrigas no bain o. Estreiouse na abertura do theatro do Gymnasio. Alem d 'es- em 1908.1^^^' -^tífe- theatro agora. Trindade. é a jóia mais preciosa do palco portuguez. uma apreciável e bonita voz de barytono que aproveita com grandes vantagens. em outro actor crevi livro. teríamos de mencionar todas as do seu vastíssimo repertório. como cantor possue. um enormíssimo repertório. Duetto da Africana. Giroflé. Estreiouse no theatro da gica . quando ainda ninguém pensava n'ella. Segredo d'uma dama. Noite e Dia. Filha da Sr. sendo grande numero d'ellas por obsequio. na maA fada do amor. : Raymundo de Queiroj Sarmento. nos restanTaborda tes theatros de Lisboa. No Gymnasio princi palmente fez a sua brilhantíssi- Em ma tendo rante carreira. Precisa-se d'um criado de servir. pois 17 carreira. 206 creança representou com muita habilidade no theatrmho Bijou Infantil.Tab DIGGIONARIO Quem procura sempre muito útil. Fada do Amor. A par das aptidões que tinha. . dis- deração de quantos prezam o theatro. cha no theatro de D. Maria e durante duas no theatro da Trindade. que tem um amigo sincero e um admirador devotado em cada portuguez. A ultima peça que representou foi a revista de Camará Lima Tem o actor Queiro^ nome do Padre. também uma*Çpo- representado du- Em . Cincoenta e sete annos de bom servi'ço ar tis tico dão-lhe direito á estima e consi- te theatro. Dragões d'El-Rei. Corsário. 66. na revista Zás trás. Pepe Quando. Por causa d'um par de botas. agradando bastante. pois em todas ellas teve creaçóes brilhantíssimas.» Dez annos depois ainda confirmo tudo isto. i853 voltou á Rua dos Condes. Dalhador gavel e Rosa Paes e d'uma alegria communicativa. em que muito se distinguiu. Quero apenas aqui deixar os nomes de algumas em . com toda a satisfação «Tenho : balhado por muitas vezes. Castello de Bronze. pois se estreiou em i85i e só se retira do annos. que muitos que alli passam a vida inteira. a 8 de Janeiro de 1824. Era qunsi uma creança quanRosa Paes — do começou tinha então a — representar. esteteve no D. como escriptor compôz para o theatro algumas comedias engraçadíssimas.^^. Co- meçou a sua carreira no velho theatro da Rua dos Condes. tive de fallar do es- de considerar Queiro^ debaixo de quatro pontos de vista como homem é de uma honestidade exemplar e de um comportamento invejável no theatro.Giro/lá. Estreiou-se depois na Rua dos Condes.^ Helena. Taborda — O imcomparavel artista Francisco Alves da Silva Taborda nasceu em Abrantes. E' Queiroz doi actores portuguezes que teem mais longa acha como actor é correcto e trabalhador. Foi sempre um modelo um trainfati- / ^ ^. em que sobresaem A criada diplomata. onde se salientou em diversas peças. a 17 de Maio de 1846. Voltou em 1861 para a Rua dos Condes e de lá foi inaugurar o theatro da Trindade. Passou em i855 para o theatro de D.' Angot. Conspiração na aldeia. o que o theatro sentiu. Três inimigos d" alma. Gata Borralheira. em todos os do Porto e nos de quasi toda a província. Nogueira da avósinha. do actor Chaves. Em 1896 entrou para o theatro da Trindade. ainda aos 66 annos. etc. donde nunca mais sahiu. Nos poucos annos que esteve no theatro. Salamandra. . . que adivinhou a escola realista. porque em scena era fructava de artista disciplinado. Boccacio. esse artista sublime. sobresaindo todavia nas seguintes peças: Revista de i858. com especialidade no Claudino dos Dois garotos. porque fez grande falta. Retirou se do theatro para contrahir matrimonio Foi pena. esse caracter de ouro. Sr.^^ "" muitas sympathias. Barba A^m. Taborda. Amélia e Avenida. Fausto o peti![. em i832. Fernando. Postilhão da Rioja. Tem tra- Hillo. Retirou-se pouco depois para ser mãe de familia. Cru^i de oiro. Marselhesa. saindo em i858 para ir inaugur ar o theatro das Variedades. Nasceu em Lisboa. João e Sr. Trinta botões. conseguiu mais do alegre um actor de grandes aptidões. na farça O Janota almofai852 percorreu as províncias e em dado. Campanone.

207 DO THEATRO PORTUGUEZ foi Vip que o seu trabalho excepcional verda- deiramente único e assombroso. MedicoSy Medico á força. apenas com o intervallo d'uma epocha. Mocidade de Figaro. Amor londrino. Cosinha. O ensaio da Norma. Q/1 velhice namorada. Filho-Familias. que o theatro portuguez tem possuído. notável actriz Virginia Dias Virgínia da Silva nasceu em Lisboa a 19 de Março de i85o. pois: Primavera eterna. Miguel o torneiro. Andador das Almas e tantas outras. C/ímigo dos diabos^ <yl Policia.. Maria II e alli se conservou. A Marqueí^a. sendo director Gesar de em que sobresauma voz en- cantadora. estreiouse n'um pequeno papel da comedia Mocidade e honra.. em que es. Sr. Tio Torquato. Dominós brancos. Cantor cosmopolita. no iheatro do Príncipe Real.. Com —A Santos foi para o theatro de D. Misantropo. Citaremos.. . O chinello da cantora. km guerra particular antes da pa:^ geral. Lima. hia Procopio Baeta. Pouco depois tomou conta do theatro o grande José Garlos dos Santos. Doente de scisma. José do Capote.. Homens ricos. . casa de jantar e sala. teve na I rindade.. que aproveitou aquelle talento e aquelles dotes naturaes. E' uma das artistas mais illustres . Tagarellas. Mentiroso. Zé Palonso. Dois primos.

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BENEMÉRITOS DO THEATRO í4 .

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é sua a cartilha em que tantos aprenderam o a. Foi commissario do governo junto ao theatro de D.» Barão Conde do Farrobo. já pelo muito que luctou para tanto conseguir a favor da arte e o puríssimo e abalisado escriptor D. Ainda até á morte os seus estimados convivas foram os notáveis actores Taborda e Izidoro. São obra sua as melhores Almeida Garrett leise regulamentem tido theatro nacional. Escreveu o drama histórica em 5 actos.BENEMÉRITOS DO THEATRO Almeida Garrett Nasceu no Porto. o benemérito do — theatro Joaquim Pedro Quintella. e se os que depois vieram. no theatro. depois Visconde d'Almeida Garrett. Foi o mais bizarro e enthusiasta . foi traduzido em hespanhol. A Garrett se deve a restauração e a rehabilitação do theatro portuguez. já pelas suas obras boa. e publicou dois importantes relatórios sobre a sua admiD. homem a quem António (D. Molière^ que a critica da epocha considerou trabalho de primeira ordem. a 4 de Fevereiro de 1799. dando-lhe todo o brilho e esplendor compatível com a epocha.° Barão de Quintella. A Sobrinha do Marque^. o drama Frei Luiíç de Sousa. Philtppa de Vilhena. a II de Dezembro de 1801. A's peças do grande escriptor citam-se apenas os títulos para admiração de todos. Conde do Farrobo Nasceu em Lisboa. António dos artistas. E' este^ — prima do theatroT-portuguez. O de Quintella e filho /. allemão^e francez. Era . a 24 de da Costa No- — Nasceu em Lis- vembro de 1824 e morreu a 17 de Janeiro de 1892 primas de ratura litte- dramática. é seu e muito mais houvera se a morte o não arrebatara tão cedo. A obra da Costa de Sousa de Macedo. proprietário dos terrenos em que foi edificado o theatro de S. Foi emprezario do theatro da Rua dos Condes.) maisdeveotheatro portuguez. b. Um O do i. Carlos." 2. João Baptista da\Silva Leitão (T Almeida Garrett. Gil Vicente^ Alfageme de Santarém. Tio Simpíicio. é sua que o tos a verdadeira emancipação da classe artística. Maria. As Prophecias do Bandarra Noivado no Dafundo ou cada terra com e seu uso e cada roca com seu fuso.. Catão. é sua a forma brilhante da nova litteratura dramática. Merope. Fallar verdade a mentir. italiano. Foi um verdadeiro protector das bellas artes e um dedicado amigo dos artistas. Maria II. é obra dos seus persistentes esforços a edificação do que ha ainda de bom theatro de D. António da Costa nistração. O Conde do Farrobo foi o fidalgo mais opulento e cavalheiresco que Portugal tem possuído. auto de São ellas: Frei Lui^ de Sousa. c theairal . não pervertessem a sua obra.

Foram seus discípulos: José António Moniz. Conde do Farrobo pois ahi se deram festas que rivalisavam com as mais opulentas dos príncipes da Europa. Foi elle quem contractou Irmãs Ferlotti. Era um apaixonado da arte dramática e curioso distinctissimo. Mandou construir na sua maravilhosa quinta das Laranjeiras o mais bello e confortável theatro de Portugal. que fora ingratidão não collocar n'este diccionario em logar distincto na O — 1 secção Beneméritos do theatro. o tenor Patti. Foi elle quem escripturouasmais distinctas e for- mosas bailarinas. o tenor Sinico. Falleceu em Lisboa a 24 de Setembro de 1869. tão illustre no jornalismo politico como no litterario. Teve a mania dos calembourgs. Na sua quinta do Farrobo mandou fazer egualmente outro theatro. próximo a Sete Rios. para o que tinha um mestre contractado. por — conseguida. de que muito tem utilisado a escola dramática. que tem obtido as maiores victorias des- de o drama á revista. £milio Doux 14 de Janeiro de i853 estreiou-se no velho theatro da Rua dos Tem alli —A zia parte Condes uma companhia franceza de que fa-. já o havia para illuminar a quinta e o theatro da Laranjeiras. como seu inspector dignisimo. Foi quem mandou vir para Portugal os maestros Coppola e Frondoni. entre ellas. Amélia Vieira. Estudou com afinco e verdadeiro amor a arte de representar. que n'aquella epocha eram apreciadíssimos. teas celebridades lyricas nor Gonti. N'esta da especialidade. a Rozina Picco. João de Mozart. em Duarte de Sá 1823. Duarte de Sá fez grande numero de peças. e também aqui morreu repentinamente a 3i de Agosto de 1876. o barytono Varesi e o baixo Fornasari. Sylphide. Baseando-se principalmente no Aristippe. para o qual Garrett deu as primícias de algumas suas peças. Muda de Portici e o D. Eduardo Schwalbach Lucci. Este infati- gável e intelligentissimo trabalhador. os baixos Mariani e Speck. gueijfes Echo e Narciso. mas o das Laranjeiras foi o seu preferido. Alfredo de Mello. que mandava vir do estrangeiro. um lindo theatrinho. Phedra. Conquista de Malaca. Ilha dos : : representou Duarte de Sá e atè o próprio Garrett. Foi Duarte de Sá director do Conservatório. Adoração do Sol. N'algumas introduziu ihnumeros calemboiírgs. a Barili. Foi também elle quem apresentou os mais espectaculosos e lindos bailados Pelayo^ Daphnis. Orpheo tantos outros. Emília dos Anjos. Jesuina Marques. Possuia na sua quinta do Pinheiro. Nasceu em LisEduardo Scbwalback boa a 8 de Maio de 1 860. formada pelos seus creados. Leopoldo de Carvalho. um escriptor dramático. e. E' inquestionavelmente um benemérito do nosso theatro. dedicando toda a sua actividade ao de- senvolvimento d 'esse estabelecimento de instrucçáo artística. organisou um methodo de ensino Duarte de Sá portentos. Odaliscas. estudo dos temperamentos e*os complementos mentaes eram a /verdadeira base d'esse methodo. Tocava perfeitamente violoncello e contrabaixo e era eximio na trompa. Carlos jamais tem tido. aos quaes mandava ensinar qualquer instrumento. representaram-se nos diversos theatros algugumas traduções suas. que foi injustamente guerreado e até troçado. Nasceu em Lisboa. Foi elle quem apresentou pela primeira vez com o maior luzimento e esplendor as operas Roberto o Diabo.Emi DICCIONARIO 212 emprezario que o theatro deS. Sem que o seu nome fosse annunciado. O que principalmente lhe dá este logar é a ultima refor- ma do elle Real Con- servatório. Posser e outros. o Frei Luiif de Sousa. Tinha sempre em casa uma banda de musica. que realmente tinha bastante de aproveitável. Portu- em Tane ger. tocando em todos os gé- neros. como actor Emilio Doux. que foram representadas com muito agrado. a Boccabadatti. tem sido apreciável critico d'arte. em que dava exiraordinarios e luxuosos espectáculos com distinctos amadores da alta sociedade e com os mais afamados artistas da epocha. Foi esta companhia que desenvolveu no nosso pu- . Eduardo Schwaibach prestado importantes serviços. Muito antes de haver gaz em Lisboa. O Conde do Farrobo tinha enorme paixão pela musica.

outros em Barcellos e ainda outros em Lisboa. Emilia das Neves. Josepha Mesquita. com a morte de seu pae. Fernando. Ave a^ul. Ha tantas assim !. Rua dos Condes. onde frequentava a Universidade. Deve ter morrido com mais de sessenta annos e julga-se que na cidade de Évora. João III. comedias. que então se achava na capital. dar verdadeiros dades. em todas as festas do anno. Fabia. guez muito deve a Francisco PaFrancisco Palha lha. No livro ou na imprensa. levantou-o do abatimento em que jazia para o elevar ao maior grau de . para se entregar unicamente aos seus talentos poéticos. Tasso. em 8 de junho de i5o2. dando-lhe os mais difficeis impulsos theatro de D. a de Janeiro de 1824. vestido de pastor. etc. exemplos de progresso na arte aos actores portuguezes. fez construir o theatro da Trindade. n'esta principalmente. depois de. desen- volvendo notavelmente o gosto pela arte de representar. compondo Gil Vicente para esse dia o seu primeiro auto. tragi- comedias e farças. Fidanza.. 3l3 DO THEATRO PORTUGUEZ como commissario do governo junto ao Gil blico O gosto pela escola romântica. Maria. consideradas debaixo do ponto de vista dramático e das bellezas lyricas em que abundam. mulher de D. Garra de Leão. creou o monte. Florinda Toledo e outros. abandonou o estudo da jurisprudência. Gil Vicente — Foi o notável fundador do theatro portuguez. Matta. era um actor de primeira ordem. Manuel e do seu successor. Deixou muitas obras de theatro festejadissi- — mas entre ellas: O Andador das . freguezia de Urguezes. Loteria do Diabo. pediu-lhe que repetisse a sua composição em dia do Natal. em 11 de Janeiro de 1890. Camillo Castello Branco certifica que Gil Vicente era filho de Martim Vicente. lhe foi recitar ao seu quarto. Pelas suas obras prova-se que elle vivia em Lisboa. Tendo agradado muito á rainha D. Carlota Talassi. Era um verdadeiro homem de theatro e um talento superior. São as principaes Auto : . Gil Vicente não só escrevia as peças. Entre elles basta citar: Theodorico. Beatriz. que mais tarde foram verdadeiros ornamentos do theatro portuguez. obteve a reforma para os artistas. o monologo que Gil Vicente. Republica das letras. Manuel. A Morte de Catimbau. pois affirmam uns que veio ao mundo em Guimarães. As suas obras de theatro constam da Visitação. O theatro porturino. que dirigiu até á hora da sua morte. onde prestou ainda bastantes serviços ao theatro e onde morreu em 1876. por occasião do nascimento de D. Pepe Hillo. Emilio Doux. o distincto escriptor e habilissimo director de theatro. Emilio Doux. e.pio dos actores. e não teem menos valor pelo lado moral e histórico. Manoel e D. o que o levou a partir para o Rio de Janeiro. O que se pode affiançar é que elle nasceu no ultimo quartel dó século xv. As obras de Gil Vicente teem muito que admirar. Maria. e até de muitos artistas. contribuía sempre Gil Vicente com o seu brilhante talento. os seus elevados dotes de escriptor puro e sarcástico valeram-lhe em todos os tempos a admiração de amigos e inimigos. Gil Vicente no fim da vida. apezar dos importantes serviços que prestou. ourives. elevou os ordenados dos artistas. apresentou grande numero de discípulos distinctissimos. autos. tomou a direcção do nosso theatro nacional. Francisco Palha de Faria Lacerda. presidiu á fundação da associação do theatro das Varie- prosperidade a que chegou desenvolveu e animou a litteratura dramática nacional. durante os reinados de D. organisou uma companhia com que explorou durante uma epocha o theatro da Rua dos Condes. antes de 1495. Dias. O pedido foi satisfeito com mais propriedade. \5 Francisco Palha Nasceu em Lisboa. João III. conseguiu que ss fizesse o jazigo para os artistas de D. Gymnasio e D. tempo No em que Emilio Doux dirigiu os theatros do Salitre. Estes lhe valeram as sympathias que obteve na corte. fazendo alli subir á scena com óptimo desempenho magnificas peças. Floresceu em Lisboa nos reinados de D. Datam pois de i5o2 os primeiros ensaios dramáticos do nosso grande poeta. Almas. com a sua compa- nhia franceza. na sua interpretação. junto a Guimarães. sofFreu a maior guerra por parte da imprensa. Auxiliou a sociedade artística do theatro do Gymnasio nos seus primeiros annos. Parece que. Ultimo figu- Barba Ajul. cahiu em extrema pobreza. que então triumphava lá por fórn em toda a linha. nascimento ou casamento de pessoa real. Nini. Não ha noticias exactas do seu nascimento. residente no Casal da Lage. Epiphanio. D'ahi em diante. mas também as musicas de que ellas precisavam.

Auto da Luptania. Rubena. Leitora e Camarote da Ópera. Na sua administração (^'aquelle estabelecimento de ensino. formou nova empresa no theatro do Príncipe Real. ca. distincto escriptor dramático e correcto empresário José Carlos dos Santos. Ineijf Pereira. O homem das cautellas. Almocreves. etc. Ignacio de Oliveira Foi o architecto que D. Depois. Foi deputado em varias legislaturas e no parlamento se occupou por diversas vezes de questões de arte Por motivos de melindre por duas vezes regeitou o cargo de commissario do governo junto ao theatro de D. A companhia estava magnifica e as peças eram ensaiadas com o primor que Santos dava a todos os seus trabalhos. Castilho. Foi casado com a actriz Amélia Vieira Santos. Com José Joaquim Pinto foi o grande Santos ao concurso do theatro de D. José Carlos dos Santos Nasceu em Lisboa. Morreu a 19 de Janeiro de 1781. Foi ahi que se notabilisou António Pedro. : Luiz Augusto Palmeirim —Nasceu em Lisa 9 de Agosto de 1825 e aqui morreu a 4 de dezembro de boa 1894. em que mostrou todo o seu valor como artista e mais tarde para D. O Veterano e Camões. representadas em todos os theatros de Lisboa. escreveu bastantes peças oríginaes. : . Cortes de Júpiter. dando sem- Luiz Augusto Palmeirim Fernando. Sibila Cassandra. associado com Pinto Bastos. durante a ausência de Bibiena. Ignacio de Oliveira foi o celebre artista que dirigiu o theatro real de Queluz. do Abysmo. Jui^ da beira. onde realisou a epocha mais brilhante da sua carreira. o da Rua dos Condes e. Maria. foi ahi que appareceu Álvaro. Quem tem farelos. foram seus íntimos amigos e companheiros no cultivo das letras Herculano. Mendes Leal. Maria. Rebello da Silva. das aulas dramáticas sahiram as distinctas actrizes Adelina Abranches. Com Francisco Palha seguiu Santos para a Rua dos Condes. o mestre Coelho. a i3 de Janeiro de i833 e morreu a 8 de Fevereiro de 1886 o notabilissimo actor. Maria. As cortes decretaram-lhe a pensão mensal de 72. etc.se em D. Alem de innumeras traducções. Amádis de Gaula. em que ha magníficos capítulos com referencia a gente de theatro. A Vivandeira. primoroso ensaiador. Quatro tempos. quando já o accommettera a horrível doença que o cegou. especialmente as que tinham por titulo O Guerrilheiro.000 réis. onde foi discípulo de Benedetto Letti e de Paulo Mattei. Lucinda do Carmo e Jesuina Saraiva. Foi este o final da sua carreira brilhantíssima. que tanto prometteu. o mímico José Romão e o ponto . Foi Palmeirim no seu tempo cognominado o Beranger Portugue^. Foi um poeta popularissimo as suas poesias eram cantadas e recitadas em todo o paiz. E' sem duvida até hoje o melhor — — rante outra epocha ainda foi emprezario e ensaiador da Rua dos Condes. Publicou o exceli ente livro Os Excêntricos do meu tempo. Mofina Mendes^ Barca do Inferno. entre ellas A Missão. o da Opera do Tejo. Vivendo na brilhante epocha da litteratura em Portugal. que recebeu até á morte. sendo esta ultima recitada innumeras vezes pelo actor Rosa pae. Foi sócio eflfectívo da Academia Real das mestre que tem possuído o theatro Sciencias e Director do Conservatório. a actriz Barbara. como um dos primeiros actores. deJosé Carlos dos Santos pois para o Gymnasio. Novella em acção. João V mandou estudar a Roma. Foi essa a epocha brilhante do João o Carteiro. Sendo mais tarde o theatro dado a outra empresa. Maria. da Grã-Duque:ja e do Rossi. que lhe foi adjudicado. em seguida para o D. Foi vogal da missão de censura dramáti- Com temente. Nova epocha brilhante teve o theatro. foi ahi que tanto se evidenciou Virgínia. Bulhão Pato. Ro- magem de aggravados. entre ella os actores Carreira e Matta. A elle se deve construcção do theatro do Conservatório. Já completamente cego e torturado pela moléstia e pelas amarguras. O Anjo da pa^. onde já ãppareceu brilhan- acerca do ensino das artes scenicas. Silva Tullioe outros. O Segredo d'uma familia. Du- pre pareceres notáveis e fundamentados. o dos Congregados do Espirito Santo. portuguez. onde fez uns pequeninos papeis. Santos passou uma epocha ensaiando no Gymnasio. Dom Duardos. já corno primeiro actor e ensaiador. Estrelou. ainda representou n'alguns theatros de Lisboa e da província as peças: Irmá do cego.Lui DIGCIONARIO 214 pastoril portugue^. dos Solteirões. foi ahi que Amélia Vieira accentuou o muito que podia dar. passou depois para> em sua Leu sessão do Conservatório a Memoria a Rua dos Condes.

de Cypriano Jardim. o papel de Bernardim Ribeiro no o o l^pmâo elevado foi drama de Garrett. se inaugurou o theatro do Gymnasio. a scena-comica Gymnastica domestica. Marcolino. Rodrigues. escrevendose-lhes os nomes.) da Costa Pereira Funchal. co- — seus discipulos. de grande interesse para os que se dedicam de coração a tal arte. Maria. a i8jde dezembro de 1878. Valle. Quanto o honraram muitos dos Romão Em Nasceu a i de maio Manuel de Macedo de 1839. quando Emilio Doux abandonou Gymnasio. Por algum tempo ensaiou no Gymnasio. mo originaes: O sapateiro de escada. Maria e depois commissario régio. Manuel de Macedo tem traduzido primorosamente muitas peças que teem tido êxito. Júlio Soller. do Primo e o T{elicario. 'l^mão Qántonio Martins. o que accitou. Pedro V. Mestres como o Romão é]que[_ fazem falta no nosso theatro. N'esse tempo traduziu varias peças e representou. Em i853 foi convidado pelo governo para exercer o logar de — com verdadeiro rigor histórico e effeito pittoresco sob a sua scena Manuel Macedo intelligente e sabia direcção. no respectivo a trajes e accessorios. é fácil de saber. — de Maria. entre outras peças. . este illustre homem de theatro. da Q/lrte Dramática. representando no drama Camões. sob todos os pontos de vista. clamação do rei D. para terreno artistico. auto de Gil Vicente. Nasceu no Luiz (Dr. a 19 de agosto de 1819. representou. Escreveu ainda. porque durante muitos annos foi elle n'aquelle theatro dadeiro um ver- mestre. te êxito com as suas excellentes comedias é um illustre Conescriptor. Falleceu a 18 de janeiro de 1893. Foi por muitos annos ensaiador do theatro de D. Foi um distincto scenographo. Braz Martins. Izidoro. Foi também professor da arte de representar no Conservatório. Bernardo Arejóes e outros muitos. Imitou de Sardou Os amigos Íntimos e fez magnificas traducções do Marquei^ de la Seiglière. que eram nada menos do que: Taborda. Quando estudante de Coimbra.2l5 DO THEATRO PORTUGUEZ No theatro obteve bastan- Rom Ricardo Fortuna. do João Baudry e da Chuva e o bom tempo. que era bailarino em S. Algumas peças foram completamente postas em do grande artista. voltando depois ao theatro de D. Maria. era ensaiador do theatro de D. o Othello. Um Dr. Luiz da Costa Pereira aactor-ensaiador e esta resolução bem acertada foi. Carlos. Os nossos artistas estudiosos e as emprezas que desejam acertar frequentemente consultam a sua opinião auctorizada.' em 1846. Quando a morte o arrebatou. como Pouco tem- po depois. a pedido de António Pedro. Como se sobe ao poder ^ <yl domadora de feras e Dois casamentos de conveniência. es- ensaiador theatro c no D. que é. por occasião das festas do centenário do grande épiiSlo publicou os seus 'Tiudimentos co. por occasião da ac- treiou-se actor. como amador. Romão Quando. Emilia Cândida. que não chegou a ser representada em consequência da morte encamiseguiu nhar a arte scenica.

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CANTORES PORTUGUEZES .

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n'uma festa de caridade. Começou aos sete annos aprendendo musica com seus parentes. no theatro de Pádua. Rússia. Carlos. João. Foi depois para Turim. onde foi discipulo notável. D'ahi. Estudou musica e canto com Casimiro e Pontechi e a arte de triumpho. A sua estreia como artista foi a 11 de Novembro de 1890. do Porto. de Vigevano. Voltou depois a Itália e percorreu a Áustria e Hespanha e voltou ainda a S. a 19 de Março de 1884. com que deliciava o publico em innumeras operas.3 CANTORES PORTUGUEZES Nasceu em Lisboa em Alfredo Gazul 1844 e aqui morreu em 1908. morreu em Lisboa a 6 de Janeiro de IQOI. Tendo abandonado a scena para casar. Havana. todos músicos distinctos. etc. Com desejos de representar comedia. Mais tarde seguiu para Itália. A doença impossibilitou. Estabeleceu-se então em Lisboa como professor de canto até que a morte o arrebatou em 20 de Março de 1908. Em Lisboa estudou com o tnaestro Pontechí. drade — Tenor a portuguez. no Trovador. do Porto. de Lisboa. Tinha uma voz suavíssima e apaixonada. onde se aperfeiçoou na arte de canto. Áustria. Teve um grande êxito. de triumpho em triumpho. A sua estreia foi em Varesi (Itália) a 3o de Setembro de 1882. Estreiouse o tenor Alfredo Ga^ul no Theatro Communale.o mais tarde de continuar a sua carreira brilhante. Carlos. sempre aclamado. Fez ainda alli com muito agrado a Gata branca. Boccacio e Babuk. onde obteve successo. Luiz da Costa Pereira. na opera cómica Grapella. no theatro de S. de Milão. México. João. Desde — Nasceu em Vizeu. onde muito agradou no Elixir d'amor e a seguir obteve egual êxito no theatro Manzoni. Veio no anno seguinte para o S. percorreu os theatros de Itália. a fim de completar a sua educação artística. António An- — Dr. Passou depois ao Conservatório. na opera Lucrécia Borgia^ em 1872. Percorreu depois vários theatros de Itália até que. onde foi muito festejado. pas {Bensaude — . em que obteve Augusta Cruz um representar. Em 1889 partiu para Milão.com José Romano e António Andrade Estreiou-se no theatro da Trindade. o barytono portuguez Maurício Bensaude. de I Augusta Cruz Agosto de 869. em 1874 veio contractado para o theatro de S. Brazil. que começou sua carreira brilhantemente e teve de parar por ser atacado de uma impertinente surdez. Em Outubro de 1888. tomou parte no desempenho do Fausto. a 1 creança manifestou aptidões para o canto e por isso teve uma artísti- educação ca condigna.

O seu repertório é talvez o maior de quantos barytonos actualmente cantam nas scenas rido. Veio depois a Lisboa e aqui teve as merecidas ovações que nunca lhe regatearam tersburgo. César de Ba:ian.a nha uma voz potente e de timbre muito agradável. o que o animou a ir estudar para Itália.vier Todi. Luiz d' Aguiar que che- gou ra a ser consi- derada a primeiartista lyrica da Gosta Pereira. Foi recebida com enthusiasmo. Fez depois também com agrado o Rei de Lahore. Remo (Itália) na opera Aida. Tem percorrido com bastante êxito as diversas scenas lyricas da Europa e America. lyricas. fazendo-lhe ferimentos. Estando á janella de sua casa. estreiou-se com muito agrado n'um concerto promovido pela imprensa a favor das victimas do incêndio do theatro Baquet. reappare- cendo na opera cómica O Chalet. como na Rússia Pára lhe dar um sica. mais de 14 annos de edade. Carlos de Lisboa. Foi depois estudar para Itália e estreiou-se em S Carlos. re- onde foi definitivamente consagrado. Comboio de recreio. a 9 de Luiza Todi Janeiro. Era distincto e festejado amador lyrico. quando se fez ouvir e admirar na sua soberba creação do Rigoleto. Pontechi. Amélia e no Porto. a notabilissima cantora — Casimiro e Lui^a Todi. que lhe cauzaram a morte. Francisco Andrade Notável barytono portuguez que se estreiou em S. tendo pouco Francísco Andrade do mundo lyrico. que por muitos annos cantou com agrado no theatro de S. morreu repentinamente em Itália. Celestino Foi um barytono portuguez. e a arte de representar com José Romano e Dr. Quando estava cantando com muito agrado no Rio de Janeiro foi victima de uma grande desgraça. Voltou em 1888 para a Trindade. cantando no theatro D. e tando Cigarra. Gontineou uma bella carreira até que. . em portuguez. TiJoão Vcii. D. Estreiouse em Milão em dezembro de 1879 ^^^ ^ ^'^' vorita.. a i5 um — — Estudou musica com res os professo- de Março de 1881. Eram maiores as suas aspirações. Nasceu em Setúbal. Discípula do professor de canto Melchior Oliver. Aos lò anLuiza Todi com em Londres. Mauricio Bensaude é natural dos Açores. que tem dado á legendaria figura de D. Júdice da Gosta — Nasceu no Algarve. na Gioconda. Berlim e S. em 1890. Garrara. onde era perfeitamente recebido mas onde o atormentavam as saudades da mu. alcançando enorme successo. e alli. Surcouff. João de Mozart. pelo Bensaude que partiu para Itália a aperfeiçoar-se na arte de canto e alli se estrelou como barytono de companhias lyricas. Remo passou a Roma. musico nos casou da orchestra do theatro. Pe. Na presentou no Tartufo de Moliére. Em Lisboa foi discípulo de Guilherme Cossoul e Frondoni. Gesena e por fim a Milão. um Mar- quepnha e Gato preto. mão traiçoeira lhe arremeçou á cabeça uma garrafa.* António Maria Celestino. a 22 de Dezembro de 1882. a capital Bairro Alto. em Milão do barítono Corsi.Lui SOU DICCIONARIO e na Hollanda. assim p>ara a companhia de D. logar proeminente na scena lyrica basta a interpretação. a 12 de Junho de 1870. de lySS. Carlos e depois no Brazil. a opera cómica Dragões de Villars e a opera de Massenet. quando estava já contractado para o S. Em 1907 veio a Lisboa. a distincta cantora portugueza Maria Júdice da Costa. Foi contractada para o theatro do De S. fazendo a cega. Maria.Francisco XaAUemanha é o artista que.. no theatro S. represendepois a João Veiga Nasceu em Lisboa este baryto- — ^ ^ no portuguez. affirmada por todos os críticos allemães. João. do século XVIII. Foi desde logo consagrado e é hoje dos artistas portuguezes que honram o nosso nome nas grandes scenas estrangeiras.

Martha. entre muitas outras Lúcia de Lammermoor. Carlos. Z). 2. Ficou vivendo modestamente do producto de algumas lições até que em i8i3 perdeu um olho e em 1823 ficou completamente cega. na sua epocha. Pietro Pacini. Mathilde Marcello Cantora portugueza. N'uma carreira triumphal percorreu a Itália. Allemanha. Inglaterra. de Lisboa em 1888. te estreia no nosso theatro lyrico a 5 de Janeiro de 1888.° 2. Hamlet. A Somnambula e. Carlos. Elixir d^amor. ao mesmo tempo que representava no theatro do Bairro Alto. Hespanha e Rússia. tem sido um caminhar glorioso Regina Paccini — — — de triumpho em triumpho.DO THE ATRO PORTUGUEZ Lui^a Todi. E' filha do antigo director do theatro de S. : . outro astro surgiu de egual brilho e não menor grandeza. Regina Pacini Nasceu em Lisboa. Barbeiro de Sevilha. foi contractada como primeira dama cómica para o theatro italiano de Londres. Traviaía.' andar. França. Chrispim e a Comadre. Alli alcançou extraordinário êxito. Mignon^ Puritanos. Nos fastos da arte portugueza. que. tendo 80 annos. tendo ape- nas 17 annos de edade. Regina Pacini. filha do fallecido Visconde das Nogueiras. ao lado da grande cantora Luiza Todi. E' filha do visconde de Arneiro. Paschoal. etc. assim como em Paris e Madrid. Mary Arneiro Uma cantora portugueza de boa fama nos principaes theatros lyricos. e Reg mesmo thea- irmã do emprezario do José Pacini. E' já vastíssimo o seu repertório. Áustria. Foi accommettida de um insulto apopletico em Junho de i833 e expirou a I de Outubro do mesmo anno. em que se conta a opera da sua estreia. a 6 de Janeiro de 187 1. Lui^a Todi enviuvou em i8o3. Manon Lescauí. até que em 1796 voltou definitivamente para Portugal. De então até hoje ininterruptamente a sua carreira em toda a Europa e na America. Regina Pacini íez a sua brilhantro. em 1777. na travessa da Estrella n. 8 mezes e 21 dias de edade. que. Iniciou a sua carreira lyrica na Itália e cantou depois cora agrado no Real Theatro de S. assombrou o mundo inteiro com o seu incomparável talento e a sua voz prodigiosa. estudou a sublime arte com o insigne musico David Perez.

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COMPOSITORES PORTUGUEZES E MESTRES DE MUSICA .

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Alves Rentp Nasceu no Porto a 6 de setembro de i85i e morreu em Lisboa a 10 de março de 1891. António Taborda tem varias condecorações. Ce^ar de Ba^an. Musico distincto. em iSSg. que morreu em Lisboa. 1 1 mão — Nasceu em i835 e morreu em 1874. Princesa Ajulina. bom| ensaiador e por vezes regente deorchestra emgdiversos thea^'. Entre as suas innumeras composições para o theatro. . Rapé da bruxa Martha. Carlos Araújo MusicõJdaSé de Lisboa. populares portuguezes. tinha bastante valor. entre outras. apezar de muito accusado de plagiário. as celebres marchas fúnebres Dernier larme e A' mon père. E' um pianista sica e um hábil emprezario. Dorias e Mário Wet- Capitani — Um sua musico italiano. Diabrete.asoperas-comicas: O Sol de Navarra. as operetas: A guitarra. Samsão. Como compositor as suas obras são classificadas de pri- meira ordem. Filha do Tambor-mór. a inspirada valsa a lhador infatigáFoi o pri- meiro colleccionador de cantos António Taborda Miragem. Gui^o. Piccolmo. Foi um bom ensaiador de mu- Augusto Machado Nasceu em Lisboa. operas lyricas: Laureana. Como compositor. As suas melhores turas são: parti- Schah Pancas. E' auctor. etc. Tição Negro e Vénus. Como compositor. as mais apreciadas foram: Palavra Carlos Bramáo . em Augusto Machado /er. a opereta Os noivos da Margarida e a revista Da Parreirinha ao Lim/»eiro. compositor estimado. eximio professor de canto e director do Conservatório. ' que por - muitos annos exerceu a — profissão no Brazil e ultimamente se estabeleceu em Lisboa. ins- distinctissimo. António Leal Moreira Musico distincto. Leitora da Infanta. das seguintes operas: Stface e Sofonisba. Amélia e Avenida.. — m tros. A heroina luptana. La serva riconoscente. Tem incontestável valor. que se cantaram nos paços de Queluz e Ajuda. Gli affetti dei génio luptano. Revista de i8y8. VerAlves Rente de Gaio. a bilissimoem ins^api {BB Capitani trumentações. excellente director d'orchestra e ha- — da excellente banda da Guarda Municipal. A Cru^ de ouro. 11 Natale augusto. tem grande numero de peças para banda. Carlos. no palácio de Cruz Sobral e no theatro de S. Llmminei di DelfOy Esthcr^ Gli eroi spartani. trechos de musica religiosa. que só se apresenta em espectáculos de caridade. opera -cómica Dinah. os bailes Zeffiretto e Fausta. Pata de Cabra. Romã encantada. Processo da Luz Eléctrica. onde tem sido muito apreciado como director musical nos theatros de D. Chapéu de três bicos. A Maria da Fonte e Os Filhos do Capitão-mór. priAntónio Taborda meiro trombone do theatro de S. é também mestre .. Carlos. A saloia enamorada. Roca de vidro. Era artista de valor e trabavel. etc. Se eu fora rei. Raollo e A vingança da Cigana. D. E' um bom ensaiador de partes e coros. Compoz diversas e apreciadissimas operas. na Casa Pia. As principaes são as piração e era um trabalhador infatigável. O Desgelo. Bilha quebrada^ Rei de ouros. a 27 de dezembro de 1845 ojillustre maestro — — Augusto d'Oliveira Machado. Carlos Bra- i mar- cha da Cruz Vermelha.Câr DiCGÍONARIÓ 226 eximio professor de bandolim e é regente da Grande Tuna Feminina.

Rosa de musgo. E' Del-Negro-Notavel trompista. génio musiFoi mestre de capella da Sé ABC. Tinhagrande popularidade. Pagem d'El-T{ei. Reviravolta. Pupilla Beltrão. Dias da Costa- de Lisboa e deixou innumeras composições sacras e profanas. pois deixou 209 partituras de peças de diversos géneros. A herança do tambor -mór e Pelle de burro. solista de primeira ordem. Loteria infernal. Planeta Vénus. Joaquim Thoma:[ Del. Nasceu a 21 de abril Carlos Calderon de 1867. mais tarde para o theatro. O Tejo. Foi um musico distincto. Alcaide^ Solar dos Bar- — rigas. maravilhosa.217 de Rei. Templo de Salomão. longo enumerar todos os seus trabalhos Para honra do seu bom — nome de compositor basta citar as seguintes obras: Basoche. De muito novo se dedicou com o maior enthusiasmo á musica. Ensaiava primorosamente e dirigia na perfeição A sua morte deixou uma grande lacuna. etc. Vivinha a saltar. composi- um tor inspirado. Entre os seus magniíicos traba- Illustre professor eeximio pianista. Kinfá na China. Coração d'ouro. O Titnbaleiro. Nasceu Verde. positor Joaquim Casimiro Júnior. Musa dos estudantes. bresaindo. tem 147 composto actos! Seria ABC. Relógio magico e Testamento da velha. Académicos e futricas e O Cavalleiro da Rocha Vermelha.se os seguintes: Ave do Parai^o. Poeta em pancas. Banquete dos antropophagos. Semana dos nove dias. Arte Nova. DO THEATRO PORTUGUEZ Uma Emi vingança. era os querido e respei- tado entre que o admiravam como collegas.Negro é também distincto compositor e ensaiador de musica.Duque. Homem das botas e Tira dentes. salientando. Emilio Lami— Dias Costa çou mais popularidade e maior numero de applausos. Monteiro d' Almeida harmonia e contraponto. ma penada. Ainda compositor algum portuguez alcan- outras. Trocas e baldrocas. so- Nos theatros foi quasi o compositor exclusivo do seu tempo. Nasceu no Porto a 8 Cyriaco Cardozo de agosto de 1846 e morreu em Lisboa a ib de novembro de 1900. entre as suas peças: musicas para as — A de' D. Carlos e do theatro Real de Madrid. regedor. Homem das mangas. Volta ao mundo. Até hoje tas são. no Rio de Janeiro e por fim em Lisboa. premiado em to- um com- estimadíssimo e tem obtido successo Carlos Calderon em quasi todos os seus trabalhos theatraes. Carvalho milagroso. depois para piano. S. Grão. Del-Negro Filhos do Capitão-mór. As suas obras. estudando com Lâmpada lhos tiveram maior êxito os seguintes: Burro do sr. Varinos. que muitos são. que exerceu a sua profissão no Porto. Começou por escrever musica religiosa. Papagaio do sr. Casimiro Júnior Nasceu a 3o de maio de 1808 e morreu a 28 de novembro de 1862 o notável compositor dos os annos do C o n s e rvatorio. E' Casimiro Júnior em Cabo em 1860. Espelho da]Verdade. Cyriaco Cardoso primeiro trompa de S. Santo António de PWà Lisboa. Lisboa na Trevo de quatro folhas. P'rá frente!. Retalhos do Porto. Drama no fundo do mar. um cal. Mancheia de rosas. Jorge. Filha das Ondas. . obtendo distincção em todos os seus exames no Conservatório. Raphael o diabo. Alpandega. frente. Aventura regia. que mui- teem alcançado grande êxito. Filha do Feiticeiro.

Compoz diversas operas e bailes para S. aberturas e peças concertantes de muito valor. Filippe da Sil- mem va — Musico de etc. Gymnasio. vindo depois aperfeiçoar. era professor de musica e já compositor. Vindo para Lisboa. um composi- tor de verdadeira inspiração. Distincto musico Frederico Guimarães portuguez. Freitas Gaziil Garra de Leão. que s[inha. te um em musico distinctissimo. todas de valor. Basta citar a opera Frei Lui^ de Soiifa cantada em 1891 auctorde4oo composiçõesmusicaes. entre muitas. Trindade e Príncipe Real. a 2 5 de fevereiro de 1809. Rosa de sete folhas. sacras e contando-senellasarias. pres- excellente ensaiador. auctor da opera Beatrii^^ cantada — Carlos Escreveu depois varias operetas. Carlos composições. Três rocas de Crystal. Amor. Carlos.phantasias. Mar-.contractado pelo conde do Farrobo. Maestro Boví. O Beijo. Santo Mitonio e O Rei e o Eremita. Hoda bomba. Mocidade de Figaro. BelFrancisco Alvarenga demónio. de S. No theatro Em tem sido aproveitado. As cartas do Conde-Duque. E' natural de Setúbal. pouco mas eximio como instrumentista. E' egreja e musico de theatro. Lenda do rei de Granada. com libretos portuguezes para a Rua dos Condes. que rruitas são. magicas e revistas. As suas partituras mais afamadas são: O Rouxinol das salas. A Filha io Tambor mór. Frondoni março de Foi i883. bom regente de orchestra e compositor inspirado. e morreu em Lisboa. Mais tarde partiu para o Brazil. tendo obtido grande êxito com as suas bellas operetas. a 29 de março de 1882. marchas. as seguintes operetas cantadas na Trindade: CigarFada do ra. E' um dos nossos primeiros acompanhadores e n'esta qualidade tem figu- pela primeira vez no theatro de S. rado Foi maestro ensaiador do theatro de S. A sua primeira composição n'este género. E*"'"" ^-""^^ valsas. na Itália.fGorrt bíCCIONARlO 228 Exerce o professorado ha mais de 5o annos. As suas partituras mais estimadas são as guintes das sepeças: Amor e dinheiro. Três dias na berlinda. onde. continuou escrevendo diversas partituras e sendo ensaiador nos theatros. ambos os géneros tem bastante valor. Frondoni foi membro do Conservatório e óptimo ensaiador de musica. Carlos. Gil Braj. ensaiador de musica e regente de orchestra. Compositor distincto paFreitas Gaznl ra os nossos theatros. Já completou 70 annos de edade. — Um Filippe Duar Filippe da Silva i839. Laranjeiras. São innumeras as suas — em mnumeros concertos. E* — . algumas e é no theatro e. Nunca mais qui d'a- sahiu. Niniche^ O sino do eremitério. Frondoni Nasceu em Parma. Gomes Cardim onde começou a estudar musica. teve um successo espantoso e representou-se em três theatros. Carlos. a 4 de junho de 1891 o illustre maestro Angelo Frondoni. um magnifico ensaiador e hábil director de orchestra. O Periquito e O Visconde.se para Lisboa. Veio para Lisboa — compositor é distincto. Cofre dos encantos. ao mesmo tempo que se entregava ao commercio. para compositor e ensaiador do theatro de S. Nasceu em Lisboa Francisco Alvarenga a n de fevereiro de 1844 e foi assassinado no Rio de Janeiro a 8 de — tando sempre os maiores serviços á arte musical no nosso paiz. Fúrias d'amor.romanzas. Gata Borralheira. O Beijo.

Foi musico da Real Camará e vice-presidente da «Associação Musical 24 de Junho. con- tam-se as se- — guintes revistas: Nu n xe xabe^ Devag arinho. rf/m El poder de la Júlio harmonia e-muitas outras obras. A sua morte. José Maria do Carmo sitor — Foi um compo- muito popular e estimado das plateias dos theatros da Rua dos Condes e Vaiiedades. Vivinha a saltar. Jogo Jranco. ensaiando. outro Te-Deum para o casamento de El-Rei D. Raios X. etc. ulti- mamente dado bastantes provas.» Era condecorado com os hábitos de S. fó. porque realmente tinha inspira Luiz da Costa 6 Faria— Distincto musico. As suas principaes composições foram: Te Deum para a volta d'uma viagem de ElRei D. maestro era basta nte festejado. Jóias da coroa. Pedro V. lhe mais tarde abandonou paser teem dado honrosa classificação. Manuel Ben- jamim — Apre- ciado compositor que esteve por muito tempo no Porto. Foi emprezario do theatro de S. Família Piranga. Distincto professor do Júlio Neuparth versas peças com bastante agrado. Variações cantadas por Laura Harris. Entre as suas partituras maisapplaudidas no theatro. Luiz. Nasceu a 22 de abril Guilherme Cossoul de 1828. Indo para o Seminário de Santarém. empresa do actor Domingos. tendo Sul. Santo António em Lisboa^ O' da guarda e Pae e durante alseu director. em 26 de novembro de cello do nosso Conservatório gum tempo Adão. Fez principalmente couplets para comedias na epocha de i85o a 1860. Neuparth Luiz Filgueiras Nasceu em 1862. desde iSSy foi director da orchestra do theatro de S. Em Lisboa tem feito musica para di- 1 88o. Homenagem a Camões. QuichoFilha do Ar. Carlos. Compoz vários nasceu Vilhancicos. feste-jados Man cujos em diversos theatros. é cto to apreciado distin1887. onde é muito estimado pelo seu valor e qualidades. Tem ultimamente prestado bons serviços na companhia do theatro Lisbonense. Fazendo musicas de operetas ou revistas com bastante inspiração. 1861 foi nomeado professor de violon- mente é dos mais illustres directo- res musicaes que Í"^ ^^^ um theatro pôde obter. Era estimadissimo em Lisboa Guilherme Cossoul. Tem obtido successo em muitas obras para o theatro. onde zario foi também empredo theatro D. que voltou a exercer a sua profissão no Brazil e a DO THEATRO PORTÍlGUEZ também um primoroso compositor. Affonso. Tangerinas magicas. Fez falta nos theatros populares de Lisboa. cão. marcha. Carlos desde 1861 a 1873. as operetas: Casamento em Fanhães e Pela pátria! as peças phantasticas: J Frei Satanaz. Luiz Filgueiras Em Talve^ te escreva. illustre critico de arte. Em l^isboa com os notáveis músicos Santos Pinto e Casimiro Júnior. Musico distincto e compositor de mérito. Foi professor de musica e compositor mui- das inspiradas operas Igne^ . que em 1679. mostra sempre que é muito útil n'uma companhia do género alegre. Foi um talento musical de primeira ordem.229 u m compositor festejado. Thiago e da Conceição. o profes- sor Esteves Graça. í). Actual- — ahi começou a leccionar. -— -^ trabalhos. Fabula de Alfeo^ Gomes CarGomes Cardfm estudou muprofessor João de com o Setúbal em sica Deus Costa Soares. Te-Deum pelo restabelecimento de Campos Valdez. No Brazil estabeleceu-se como professor de musica no Rio Grande do Graça — Tem realmente valor. Manuel Benjamim — em Manuel Innocencio 1802 e morreu em — Nasceu em um Lisboa Conservatório. ra simples- mente commer- Gomo ciante. E' magnifico ensaiador e distinctissimo regente de orchestra. ou regendo orchestras.' foi muito sentida. Musico distincto dos Conservatórios de Lisboa e Paris.

Ginevra di Sco:^pa. escrevendo diversas operas para o theatro de S. encheu de partituras os Rio de Carvalho . Periquito e Flor do Tojo.") o compositor António Lui^ Miro. Ali teve trez ataques de paralysia até que morreu. em 1795 em Veneza I due Gobbi. Para a Academia Phylarmonica compoz a sica do drama íyrico Os Infantes em ta. Zaira.Rio DICCIONARIO e 23o de Castro Cerco de Diu. Capital Federal. di génio em Rovedava e 11 ma em La reggiratrice. De 1787 a 1790 compoz compositor Eugénio Ricardo Monteiro d' Al- Marcos Portugal diversas burlettas e meida. Carlos. gloria de Portugal. dos Con dramas al- legoricos para o theatro do Sali- tre. foi um distincto L'Eroe cinese. a 27 de muito agrado escrevendo obras de valor incontestável e diria gindo com cia a parte sical maior proficiên- mu- de varias emprezas theatraes. além de centenares de composições sacras. Compoz Deu em Parma La dona volubile. nascido em Lisboa a 24 de março de 1762 e falleeido no Rio de Janeiro a 7 de fevereiro dei 83o. Fecundo compositor que. Fernando in Messico. A sua primeira opera. Foi director musical do theatro de S. e no Nicolino Milano Rio de Janeiro obteve um nome glorioso de compositor e violi- Monteiro d'Almeida — jacamino. representada em Roma em 179?. musico lissimo portuguez. O illustre compositor. João VI partiu para o Rio de Janeiro. II triompho de Clelia e Sofonisba. VSítò Nasceu|em Lisboa. a 25 de julho — theatro de S. foi Manuel Innocencio de Turim. onde obtiveram bastante êxito as duas operas: Satnpiero e Mocana. Com D.. Foi chefe da orchestra dos theatros da Rua des. durante muitos annos. assim como para o theatro das Larangeiras. Veneza principedeSpaij- bastantes operetas e couplets de comedias. escripta para o theatro muCeu- 1848 obteve grande successo no theatro do Gymnasio com a sua opera-comica A Marquesa. Voltou a Lisboa em 1799. João. Marcos tugal — Notabi- Por- de iSi. voltou Em a 1791 Itália. duettos e partituras pequenas para os theatros do Salitre e Rua dos Condes. Carlos. D'ahi até á hora da sua morte foram mnumeras e notáveis as suas composições. Nasceu no Brazil. Trindade e D. quasi todas de enorme êxito e reputação europea! Migone Nasceu em Lisboa. Continuou a escrever prodigiosamente até apresentar a sua obra prima. em Bolonha L'ingano poço dura e // riíorno di Cerse. — Foi regente da orchestra dó maio de i8ii e morreu a 10 de junho de 1861 o distincto compositor Francisco Xavier Migone^ que fez para o theatro de S. Foi pouco depois para o Brazil e lá morreu. Professor do ConMonteiro d'Almeida Em — servatório de Lisboa. Rio de Carvalho Nasceu este musico dis- — tincto em i838. Foi também musico da Real Camará. De 1801 a 1806 Marcos Portugal compoí 12 operas! Entre estas: // duca di Foix. árias. Os seus primeiros trabalhos foram feitos e festejados em Itália. Maria. Em Marcos Portgual nista. Entre as suas partituras Nicolino Milano destacam-se as seguintes: João das Velhas. Carlos e para lá escreveu diversas operas. Em Lis- i794canta-seem Milão a sua opera boa alcançou Demofoonte. escreveu 40 operas. Nasceu em 1826 e morreu em 1898. seu secretario e director interino.

Fagulha. Carlos. Nasceu — José Augusto Ferreira da Veiga. Foi membro do Conservatório de Lisboa. Morreu boa em outubro de 1907. Era auc- Ginn. principalmente com os librettos de Garrett. tinha muita inspiração e bom gosto. Princesa dos Cajueiros e Os Noivos. que. Era um magnifi- — Doutora. UAretc. Compoz mais as operas: Bealrij de Portugal e Tugir e as operetas: Se eu fosse ret. Carlos. partituras para — d^Alcalá. Compoz musica para 20 danças. as suas partituras da revista Tim tim por tim tinv e das operetas Beijos do Diabo. entre outras. de e morreu ultimamente em Visconde do Arneiro . sem ter grande sciencia musical. Porto e Brazil. bém um distincto pianista. E' tam- Carlos e fez innumeos theatros de Lisboa. sendo um artista distincto. que se executaram intelligentee há- no Real Theatro de ras ensaiador de e musica regente de orchestra. que nasceu em Lisboa a ò de junho de 181 5. Roque tagnan. de Lisboa. natural de — Macau. Moleiro S. São suas as operas canta- do O sua opera Arco de Sanf a das no theatro de Sá Noronha S. Visconde do Arneiro. Santos Pinto Foi um estimado e talentoso compositor Francisco António Norberto dos Santos Pinto. Nasceu em Guimarães. José Romano.23l DO THKATRO PORTUGUEZ em Lis- Vis nossos theatros populares. Elixir da mocidade e Derellita e o baile Anna. Carlos. foi ouvida com muito agra- compositor. que tem sido aproveitado Lisboa. Morreu no Pará em 19 de agosto de 1897. Visconde do Arneiro Um distincto com p o si tor portuguez. como *Stichini e es- pontânea. O seu principal mérito era ter a melodia fácil Ssrmari a— Musico que começou a manifestar-se em Lisboa e depois seguiu a sua carreira no Porto. etc. o excellente compositor Francisco de Sd Noronha. que foi morrer ao Rio de Janeiro em 23 de janeiro de 1881. Era natural de Setúbal o comStichini positor Plácido Stichini. ensaiador e director de orchestra. em Na companhia portuense do theatro Carlos Alberto tem sido um bello elemento. No theatro de S. a 22 de novembro i838 Itália. professor da aula de instrumentos de metal. Cascaes. musico da Real Camará e da orchestra de S. Roqae bil — E' um um bom tor de grande numero de composições sacras ainda hoje muito apreciadas. Mam' zelle Diabrete. em Sà Noronha 1823. Rainha dos Bohemios. Casamento da Nitouche. Mendes Leal. co violinista e primoroso compositor. Foram muito applaudidas.

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ESCRIPTORES DRAMÁTICOS DISTINCTOS JÁ FALLEGIDOS .

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depois de 1828 entregou-se á lavoura. que o obrigavam a entrar no serviço militar. Das suas peças apenas se tornou conhecido o drama histórico cAlvaro Gonçalves o Magriço ou os Do^e de Inglaterra. Traduziu o drama Carlos III ou a Inquisi- rem ser artistas. Foi um distincto litterato. em Santarém. Foi primeiramente typographo. Garibaldi. a sua epocha de applaudido e popularissimo escriptor dramáti- puríssimo. Alexandre Herculano Nasceu em Lisboa. Escriptor cursar a Universidade. próximo a Santarém. redigindo jornaes e escrevendo para o theatro. Escreveu para o theatro as festejadas comedias: Cavali eiró de S. Teve . Alcântara Chaves Nasceu a 26 de Julho de 1829 e morreu em 1892.RAMAT1COS DISTINCTOS JÁ FALLECIDOS Aguiar de Loureiro — Tendo deixado de Herculano de Carvalho e Araújo. em consequência das luctas civis. Que- Mulher de dois maridos e O Coronel.0 grande historiador e notável escriptor Qálexandre — ção de Hespanha. a 28 de Março de 1810. que foi premiado pelo Conservatório e se representou na inauguração do theatro de D. a i3 de Setembro de 1877. Cul- Namorapríncipe. Jorge. victimado pela tuberculose. Proviciano em Lisboa. Maria II. — seguintes: Descascâ-milho. Alfredo AthayNasceu em de Lisboa em 1834 — e França Apesar morreu em em 1907. jornalista modelo. abordou também o theatro. alcançado com o exiio das suas peças. Cam- panologos portugueses. prin- cipalmente das Nasceu Alexandre Magno de Castilho em Lisboa a 12 de Novembro de i8o3 e morreu a 23 de Maio de 1860. Milagre da Alcântara Chaves Senhora da Na:(areth. de se Alfredo Athayde . Mar' tyres da Polónia^ MartyrioS e rosas. Era irmão do Visconde de Castilho. depois ponto de theatro. que foi extrahido do seu romance. deixou o drama histórico O FroNteiro d^QÁfrica e — o drama lyrico Os Infantes em Ceuta. c o n t r a-regríi e r~ -. Visinha Margarida. da do pa e perdão. Alexandre Herculano co. Alem do drama O Bobo. critico abalisado. etc. de primeira plana. ensaiador. — poeta primoroso. e morreu na sua quinta de Val-de-Lobos. Desde então applicou ás lettras as suas horas vagas.ESCRIPTORES D.

cto escriptor dramático. redactor da Gamara dos Pares. Entre estes po- demos citar os que alcançaram as suas peças: Pilatos no credo. GoUaborou bri- lhantemente em diversos jornaes e deixou obras valiosas. trologo e Não desprese sem saber. José Maria de Andrade Ferreira. entre muitas. escreveu a bonita comedia A menina dos meus olhosFoi um homem intelAlmeida Araújo — papadas. também obteve bastantes êxitos. mais com o fito de as vender aos editores. De noite todos os gatos são pardos. Nem tudo que luj é oiro. entre ellas: Tio Torquato. etc. O marido no prégo. Restauração de Portugal. . a 16 de collaboração Gama — — Fevereiro 1890 o Ilustre i de es- criptor Joào de Andrade Corvo. Foi professor de declamação. Distincto ho- mem vel. Escreveu as biographias dos artistas Delfina do Espirito Santo e Rosa pae.e a comedia Ha mais Marias na terra. 1\osario. escriptor ligentissimo. O Alttciador. Foi um distincto jornalista e fundador do importantíssimo jornal O Brazil. Era um litterato 1 — Nasceu em Lisboa. mas no fim da vida completamente desmoralisado pelo estado de embriaguez em escriptor drama- tico. ensaiador e emprezario do theatro prohibida pela policia. Roda da Fortuna. Ant DICGIONARIO 236 e a dedicar sempre á vida commercial. Maria. Escola Dramática do Conservatório. Nasceu em Torres NoAndrade Corvo vas. a 18 de Novembro de 1823. Imitou ^^^""^'' ^^^ii^ e traduziu diversas peças. e Ra- — do Gy'''= mnasio. Representaram-se duas peças suas: Antes na provinda. a i5 — distinctissimo e jornalista vigoroso e illustre entre os mais um illustres. que se representaram nos theatros de Lisboa e Porto. se não eram modelos no género. Apesar de escrever precipitadamen-* te todas as suas peças. Era bastante intelligente e instruído. Os Dissipadores. cavalleiro da Gonceição e de S Thiago. eram António tnnes «. representada no theatro do Gymnasio e depois sado. Para o theatro escreveu as comedias: lima noiva em dois volumes^ Amor de ingénua. pois deixou as seguintes peças: Nem tudo que luz é oiro. de francez e Italiano na — Vasceu a 2 1 — de Janei- Deixou importantes trabalhos sobre critica d'arte.— . Foi um conhecido Alfredo Sarmento jornalista e traductor de innumeros romances. Para o theatro escreveu dois dramas: Vasco da peças. a 29 de Março de 1875. Foi um distincto jor- O AsUm conto Andrade Corvo — nalista e principalmente um critico abali- Alfredo de Mello ro de 1842 e morreu a 3 de Outubro de iSyS.] jornalista notáfoi' romancista! distin- do que de as apresentar no theatro. e Melhoramentos materiaes. este em com Gosta Braga. quasi todas históricas. Dama dos cochichos. António Ennes de Agosto de 848 e morreu em Queluz em 190 1.w um primor de estylo e boa linguagem portu- . Depois de velhos gaiteiros. revista do anno de iSSg. se não era impeccavel. António Castilho Era sobrinho do Visconde de Gastilho e honrou as lettras. NinguejHJulgue pelas apparencias. como todos os seus parentes. e morreu em Oeiras. muito muito correcto. Abordou também o theatro com bastante felicidade e. Andrade Ferreira Nasceu em Lisboa. adquiriu grande fama. e as suas que constantemente andava. a 3o de Janeiro de 1824. primoroso. etc.^. Nordeste & C. Jui:[o do mundo. foi um apaixonado do theatro e escreveu muitas peças que tiveram bastante êxito. Gomo illustrado. de lettras. e morreu em Lisboa. Mascara social. Alfredo Hogan Nasceu em Lisboa em i83o e morreu em i865. Alfredo Hogan ao serão.Joanna ao oArco^ Sol de Navarra. comedia em 3 actos representada no theatro de D. batina e chambre.

Procurador. Os Zuavos. P. Nasceu em 1784 e morreu em 1814 As suas bbras mais conhecidas são: A sensibilidade no crime.237 DO THEATRO PORTUGUEZ Os Dezembro de 188 nos de edade. Foi um litterato illustrado e o creador do folhetim em Portugal. Foi vogal do Conselho Dramático. bom entendedor tneia vade Filippe IV. Já e tarde. uma veia cómica inexgotavel e uma alta propensão para ser o creador de uma escola e o reformador de um theatro. Foi contemporâneo de António Prestes Gil Vicente. que muitos lhe disputaram até se provar ser verdadeiramente sua e ou- — como dia- riamente o mostrava nas suas bellas gazetilhas do Jornal da Noite e Diário Illustrado e ccmo tros os plagiários. Os doidos. tendo estado doido durante cinco annos antes de fallecer. Leonor de Mendonça. Amphitryáo nu Júpiter e Alniena. Uma Corda sen- sível. Licçóes para corte maridos. Um poeta no tempo de El. As Variedades de Proteo e Precipício de Faetonte. D.Rei D. Os Engeitados. Roberto chefe de ladrões. António José demonstrou nas suas peças uma imaginação ardentíssima. O Saltimbanco. Ànt contando apenas 26 an- gueza Escreveu as seguintes obras dramátiLazaristas. desde 1733 a 1736. Casar ou metter freira. Este ultimo tem a indicação de ter sido representado em Lisboa. Deixou as peças seguintes theatraes: Affrontapor affronta. a 1 de Julho de i83 1. tendo apenas 41 annos de edade Foi o auctor da tragedia Castro. Como se perde um noiA. Bramia Parda. Escreveu para o theatro do Bairro Alto. Tutor e pupilla. Foi actor de província e no Brazil.etc. Mel e fel. Era intelligentis simo e cheio de graça. concelho de Oliveira do Hospital. mediante a penitencia imposta. que por duas vezes esteve nos cárceres da Inquisição. Casamento em miniatura. — o demonstrou muitas peças que escreveu. Labyrintho de Creta. Palafox em Saragoça. sendo muito applaudi- — António Pedro Lopes de Mendonça Nasceu a 14 de Novembro de 1829 e morreu a 8 de Outubro — de i865. António José (o Judeu) Nasceu a 8 de Maio de 1705. cA herança do Barbadão. Guerras do Alecrim e Mangerona. António Xavier Ferreira de Azevedo Escriptor dramático popularissimo. Ciosa. Marido. António Joaquim da Silva Abranches Nasceu na villa de Avô. Como escriptor dramático foi bastante apreciado. Lopes de Mendonça vo. mvejas e perseguições. fazendo parte da companhia Macedo. Esopaida ou Vida de Èsopo. nas principalmente nas duas revistas Twtili-mundi e Aiiionio Menezes Et ceei era e tal. no Rio de Janeiro. a 19 de Outubro de 1739. Também traduziu a comedia UfJia A A — das as suas atilas: Abel e Caim. O Luxo e A Emicas: gração. e lavra. que não as de uma vida atribulada por ódios. a em 9 de António Mendes Leal Junho de i858 e morreu a 17 de porta deve estar aberta ou fechada. as operas seguintes: Vida do Grande Don Quixote de la Mancha c do gordo Sancho Pança. victima. mulher António de Menezes (Argus) — Nasceu Lisboa. Mouro encantantado e Cantarinhos. |. e da segunda indo para a fogueira. Este erudito escriptor António Ferreira morreu a 3o de Outubro de iSõg.. Dois irmãos. Manuel Mendes Enxúndia. Foi auctor do festejado drama Captivo de Fe{ e da comedia Barão de Gallegos. São conhecidos sete Autos de António Prestes: Ave Maria. Nasceu em António Pereira da Cunha Vianna do Castello. Desembargador. Minas da Polónia. se n'elle se tivessem dado outras circumstancias. a 9 de Abril de 1819 e falleceu em 1890 Foi membro do Conservatório de Lisboa e festejadissimo auctor das excellentes peças: As duas filhas. e morreu a 4 de Agosto de 1871. Santo António It- — — — . A Companhia monstro e Victor Hugo em Guimarães. Os encantos de Medea. Maria. prohibida á terceira representação. João V. António Mendes Leal Nasceu em Lisboa. o celebre poeta cómico e notável escriptor dramático António José da Silva. e tio. membro do Conservatório Real de Lsiboa e commissario régio junto ao theatro de D. Nasceu em Torres Novas. Eugenia Milton. conseguindo escapar da primeira.

N'esta carreira não estudou mais do qUe como escriptor. Borges d'AveIlar Nasceu na Regea.. Gatato de Lisboa. Uma ex- escriptor de muito mérito e queperfeitamenle periência. a i5 de Setembro de 1765. Não envenenes tu a mulher. A estrella do Rei UJf. es- bro de o . Brios militares e Scenas da vida intima. começou por cegar e depois endoidecer. x4 1 conhecidíssimo actor-auctor Jo- creveu para a Rua dos Condes cMaria Bra^ õMartins. Os contos de Boccacio. a 6 de Maio de i832. O Visconde de Letorière. — Nasceu Lisboa. O positivo. Era sé um Baptista Machad" uma comedia em 1 acto. A mãe dos escravos. Escreveu apenas uma peça original. Edmundo Dantes^ O valle dos encantos. A preta de talento. cto mente um distinamador dra matico. Morreu repentinamente quando sahía do theatro Baquet. conhecia as Como escriptor dramático plateas. estreiou-se no theatro de D. Entre as suas peças de maior agrado contam-se as seguintes: Conde de Paragarà. qAs três rocas de Crystal. Senhora da Bonança. Atacado por terrível doença. Foi primeira- Fevereiro a de de morreu Novem1872. Quem tem medo . Depois de Ga- mões ainda nenhum outio poeta nacional conseguiu mais popularidade e admiração. Dois pescadores. ficio. e morreu a 16 de Agosto de 1892. ^osso fallar à sr. Um homcin politico. elo- gio dramático Botelho no para ser recitado porClaudinaRosa dia do seu bene- . O Capitão Carlota. Dar corda para se enforcar.. Nem todo o matto é oregãos. de Dezembro de i887. A gratidão. Para provar a primeira parte basta o seu excel- Braz Martins . MosÍuitos por cordaSy um agiota em miniatura. Bocage falleceu a 21 de Dezembro de i8o5. Maria.. Conde de Morcerf. Mais teria feito se aos seus trabalhos litterarios se entregasse com maior cuidado e não os fizesse todos a galope.Ôra DiCGIONARlO 238 vrando o pai do patíbulo. Atirar ao pae para caçar a Jilha^ Calumnia.^ Queirojf. que teve uma grande popularidade. Foi ensaiador dos theatros da Trindade e D. traduzido em verso. Ericia ou a Uestal. O Tormenta. Como se descobrem mazelas. Gomo actor. O advogado dos pobres. deixou as seguintes peças: Os homens do povo. Os Médicos. Desertor france:^^ Mulher ^elo^a^ Eunuchoy Velho perseguido etc. este distincto escriptor. Avellar Machado Nasceu em Abrantes. de Arnaud. tragedia traduzida em verso. confron- — tando com Joaquim d' Almeida no drama O Bobo. Qá virtude "'^"^^ etc. e por isso não progrediu. tendo apenas 40 annos de edade. Jornalista distincto e lestejado auctor dramático. e 17 de a em 3 actor-auctor António Pedro Baptista Machado. Foi um rasoavel ensaiador e chegou também a ser emprezario no Príncipe Real. Entre a cruij e a caldeira^ abordou todos os géneros e com felicidade. Mariquinhas a leiteira. Um casamento á queima roupa. Aristides Abranches Nasceu em Lisboa. Zulmira. Muito novo começou a escrever para o theatro e pode dizer-se que escreveu até o fim da vida. O medico dos jnortos. Mosqueteiros do Rei. Q/ís pilulas do diabo. Stambul. . Maria. mas viveu quasi sempre no Porto. Valentim o diabrete. drama representado no theatro do Salitre. . de ensaiar a Cármen. Baptista Machado— Nasceu em Lisboa. no hospital de Rilhafolles. Ainda muito novo. Por muito tempo foram guasi exclusivamente seus os repertórios do Gymnasio e da Trindade. o grande poeta Manoel Maria Barbosa du Bocage. A Mosqueteira. 6/í mosca branca^ Trovoadas de maio. 1823. tendo de a abandonar. Reino das Fadas. • Bocage — Nasceu em Setúbal. A familia do colono. onde foi jor- — emprezario e ensaiador. . Parteira anatómica^ Frenesi das Senhoras. Escreveu para o theatro o seguinte Eufemia eu : o triumpho da drama religião. Braz Martins nalista. A creança de go annos. a i5 de Dezembro de 1901. a 8 de Outubro de 1847 ^ morreu doido. o escriptor Jeronymo Alves de Avellar Machado. Pena de Talião. Matheus o chapelleiro. a 28 — laureada. mas traduziu innumeras peças de grande êxito. Pródigos e económicos. O diabo coxo. a magica A Coroa de fogo.

Giraldo sem sabor ou uma noite de Santo António na Traça da Figueira. mas. Castilho foi membro do Conservatório de l-isboa. César de Lacerda Nasceu em Lisboa. O illustre dramaturgo falleceu em Lisboa. o notável homem de letras António Feliciano de Castilho. A 'Pedra das carapuças. e as brilhantíssimas adaptações de Moliére: Avarento. Deixou as seguintes peças: Toesia ou dinheiro.. Fernando. scise Tartufo. a 7 de Março de 1898. fizeram a César de á elogio de portu- guez illustre que Cascaes todos respeitavam. Ultimo acto. depois IJisconde de Castilho. Passou por isso para o em — i Gymuasio. Ultima carta. o grande ro- — mancista. o distinctissimo escriptor dramático. A Liberdade. Cascaes Nasceu em Aveiro. U^em russo nem turco. etc Quando em i856 se organisou uma empresa para o theatro de D. onde teve a sua epocha gloriosa de artista e escriptor. torturado por desgostos e pela cegueira. que elle acceitou e para lá escreveu: Scenas de família. revela m-se sentimentos alta- de sciencia. a 6 de Dezembro de 1829. mente cos. cMorgado de Fafe amoroso. Miguel de Seide. pela abundância de artistas. Morreu O Medico á força. Espiyihos e flores. As Sabichonas neral foi Cascaes dos mais ca- um respeitáveis racteres e um dos vultos maisj sympathicos e| notáveis das nossas lettras e armas. elogio dramático. Maria. O Castello de Faria. se por vezes escasseiam as qualidades exigidas. na peça O Cavalleiro Duvervay. Fernando. tenho apenas aqui de referir-me ás suas relações intimas com o theatro. O Alcaide de Faro.. A lei dos morgados. O Estrangeirado. eloO — gio dramático. a 29 de Abril de i85i. S5o muitos os seus trabalhos para o theatro e todos de valor. O gei cem. O Carnide ou um camarada do cMarque de Sá e A Inauguração da estatua equestre. a 26 de Janeiro de 1800. íVw Sem enumerar os seus muitos trabalhos primorosos. scepticismo e creança. Real Espara o Visconde de Castilho Cambes. dramáti- gem linguabrilhante e castiça e a phrase engraçadissi- uma que pou- cos desconhe- ma da genuina Camillo Castello Branco comedia portugueza. São importantíssimos os seus serviços pátria como litterato. Turgatorio e Taraiso. São d'esse tempo as suas peças: Cynismo. Merece todas as homenagens quem passou uma longa vida de trevas entregue ao mais profícuo labor litterario e instructivo. Começou no Gymnasio. a 18 de Junho de 1875. viveu retirado em S. . O cMineiro de Cascaes. ^Dois mundos. Estreiou-se no theatro de D. U^em César nem João Fernandes. e alli se suicidou no dia de Junho de 1890. Joaquim da Costa Cascaes. Abençoadas lagrimas. drama em verso. Nas suas obras de theatro. que depois teve o titulo de Uisconde de Corrêa Botelho. traduzido do italiano. Castilho Nasceu em Lisboa. Quero apenas apontar quanto lhe deveu a litteratura dramática portugueza na paternidade das seguintes excellentes peças: O Valido. a 29 de Outubro de 181 5. Castilho escreveu as biographias das geniaes artistas Adelaide Ristosi e Emília das Neves. Agradou. pouco trabalho lhe davam. N'este diccionario não posso fazer o seu Lisboa. cMorgado de Fafe em Lisboa. O Doente de ma. drama em 4 actos. Camillo Castello Branco Nasceu em Lisboa.2^9 lente t)0 THEATRO PORTUGtfEZ homem Ced drama sacro O Evangelho em acção. e morreu a de Janeiro de 1903 o distincto actor auctor ^mgusto César de Lacerda. Justiça. Tathologia do casamento^ cMarque:^ de Torres Cf^ovas. O Condemnado e o Assassino de cMacario. Camillo Castello Branco. como militar e como Lacerda vantajosas proprostas. Nos últimos annos da sua vida. indo em seguida para a Trindade e mais tarde para o Porto. para provar a segunda é sufficiente o seu mysterio Santo António^ a peça que maior numero de representações tem em Portugal e Brazil. voltou ao Gymnasio. passando depois ao D. A este cego illustre de• — vem as leiras pátrias serviços importantíssi- mos. creveu theatro. Adriana Lecouvreur. Agostinho de Ceuta. Braj cMaríins foi também um actor muito estimado. a 16 de Março de 1826. O Tejo. A Caridade.

dando ahi também dois originaes seus: a Harpa de Deus e o Monarcha dos. fez para os nossos theatros as seguintes peças: O Anjo Maria. 1870 tomou a empresa do theatro do Gymnasio. Era um verdadeiro laureado com as — suas peças Jóias de família e Hocesar de Lacerda mens do mar. 1 Nasceu em LisCesar de Vasconcellos boa. secretario. Em Junho de iS63 partiu para o Brazil. Talavra de T^ei. do que lhe cia e dinheiro. copista e prin- Em cipalmente fecundo auctor dramático. Cezar Perini de Luca Era italiano. o brilhante poeta Pedro António Corrêa Garção. Foi toda a extensão da palavra um critico theatral serio. Na notável collecção das suas Obras Egreja e Trabapoéticas estão incluídos dois dramas de valho e honra. Coxilhas. tendo agradado principalmente as suas peças: Flor da arte dramática. Era um apaixonado do theatro do Gymnasio. em lySy. Foi ponto. foi em Lisboa professor da cadeira de declamação do Real Conservatório e ensaiador dos theatros do Gymnasio e Salitre. O botão d' ancora e o Asmodeu. mal.' o que lhe Mysterios sovaleu estar durante oito mezes no immundo ciaes. gerente. onde deu a sua peça 05 homens que riem. O que é Lisboa. a de Maio de 1828 e morreu a 5 de Maio de 1870 o distincto escriptor António César de Vasconcellos Corrêa.. como na politica imprensa e na partidária. para onde escreveu ainda: Os ^Viscondes d'Alg^irão^ Homens e feras. As suas obras que mais Cosia tíraga SUCCessO obtiveram. ensaiador. com que abriu o — — va es em i883. D. Revista do anno. Maria. bem intencionado e primoroso na forma. Emigrou para Portugal por motivos políticos aos trinta annos de edade. onde foi recebido com enthusiasmo. Flores sem cultura. A' cata d'um namorado. Em lor. Foi critico dramático em diversos jornaes e. que. O Marque^ de Pombal. Lá se casou com a actriz Carolina Falco e com ella voltou a Portugal em i^íóg. que já se deveria ter agora reo theatro norpresentado no theatro normal portuguez. e voltou contractado para D. escreveu na Gaveta de Lisboa. onde homem tro de thea- e teve a sua epocha como poucos. Conhecedor abalisado de theatro. circnmspecto. etc. 'Pretos e brancos. etc. e Os fabricantes de moeda falsa. Paulo e Maria. foi em em igo3. con- tra regra. resultou morrer no próprio dia em que foi ^Defensor da solto. O Conde Andeiro. Castigo e arrependimento. por vezes exaltado e parcial. contractando-se no theatro do Principe Real. em consequência de uns artigos que lhos^ 'Probidade. pois que deixou iio peças entre originaes e traducçoes. foram: O que é o oMundo. Escreveu em portuguez diversas peças que tiveram êxito. Ahi contiNasceu em Lisboa a 10 de Costa Braga nuou a sua noJaneiro de i83i e morreu a 12 de Maio de meada de actor correcto eauctor 1902 o popolar escriptor dramático Francisco da Costa Braga. Foi depois passar alguns mezes ao Porto. que se representaram em vários theatros aerido com Coutinho de Miranda Cunha Bellem— Nasceu em Lisboa em 1834 e aqui morreu João I. da celebre Arepocha voltou ao Gymnasio a continuar os^cadia. Criticava sem oflFensa e ensinava com auctoridade. A Itália. entre outras. No fim da«|um dos fundadores. peça que foi premiada. tomando o nome de Corydon Ery mantheo Foi perseguido pelo Marquez de seus triumphos com: Os filhos dos trabaPombal. em 1724. na freguezia do Soccorro. O mentiroso. Voltou á sua pátria em 1848 e alli morreu. O que são as riquezas. 1 — theatro e correcto traductor de muitas peças.6un blCCIONARIÕ 240 Martyr. justiceiro. entre ellas: A véspera de um desafio. Morreu nos OliCoutinho de Miranda esteve gravemente enfermo e donde regressou impossibilitado de trabalhar Cesar de Lacerda teve a sua epocha theatral brilhante como poucos. O Cigano. Foi auctor dramático e traductor bastante apreciado. Conhecedor . etc.'' Corrêa Garção — Nasceu em Lisboa. especialmente o que tem por titulo A 18Ó1 entrou para Assemblea. Aristocrasegredo de uma barbara prisão. Mais tarde Cesar de Lacerda voltou ao Brazil.

publicou diversos e apreciadís- Pei* de laranjeira^ opera-comica. a 6 de Janeiro de 1728. Segredo da Corte^ã.a4t DO THEATRO PORTUGUEZ valiosos trabalhos espalhados pelos jornaes. As suas peças originaes. Rapaziadas. Foi auctor das tragedias. o illustre poeta bucólico. opereta ou magica. Um drama no mar. Cunha foi Bellem for- Enriqueceu 01 nosso theatro! com óptimas tra-' ducções e três primorosos ori- mado em medicina desde i858. Fortuna e trabalho. recto. As Tupillas do Domingos dos Reis Quita — Nasceu em Lisboa. Rafael. Maio de ellas: Escreveu muitas comedias e entre bofetões. O Jogo. Fernando Caldeira Morreu a 2 de Abril de 1894 esta alma de ouro. Nos diversos géneros que foram cultivados na Trindade: Mo- drama. Carlos. Os Dijf amadores. Namorado exemplar. AtnorX Reitor. O limpa chaminés. Mãe dos pobres. a 23 de Abril de i835 e — morreu em Lis- boa. A Penitencia. conjugal. (Jiinha nifaffirmou sempre o seu alto bom gosto. fizeram successo as seguintes: A "Vingança. João V. alem de muitos e vários trabalhos para as estimadas farças de cordel. que foi representada nos theatros de S. Ernesto Biester Foi um dos mais fecundos auctores dramáticos e que mais possuia o segredo de agradar ás platéas. simos livros em prosa e verso. Eduardo Vidal — Nasceu em Lisboa. traductor incormas au- ctor dramático Ernesto Biester fecundo. e Salitre. logar em *-. meira ferior. Redempção. Nobreza d' alma. Castellã. opereta. ordem. Amores de 'Primavera. Primavera eterna. Ernesto Biester morreu em Lisboa. fidalgo em toda — 16 . a !4 de 1889. tempo. Hermione. muita illustração e clara intelligencia. dispunha de um grupo dei artistas de privia. come- Equilíbrios de amor. O seu prin- — cipal mérito era saber aproveitar as qualidades dos artistas para que escre- que mostrou a maior competência. deram bastante dmheiro ao theatro. Entre outras muitas. Conedia na rua. Licore e Castro. entre as quaes se salientou a que tinha por titulo O Enredador. Quando falleceu era cirurgião em chefe do exercito. Mocidade de D. a 12 de Dezembro de sr. Homens sérios. Homens ricos. Cunh:\ Bellem em verso: Saboiano. Fez diversas traducções de peças que se representaram com agrado e muito contribuiu Lisbaa — com ções de e Eduardo Coelho um poeta "Vingança de um beijo. Caridade na sombra. e morreu a 26 de Agosto de . Sombra de i85g. Os Operários. in- Foi jornalista empreza- riosem aptidões. Rua dos Condes. Pobreza dourada.177o. Eduardo Vidal Cunha Moniz — Foi traductor de ças para o theatro da Trindade varias pee foi principal- mente n'esse theatro o seu primeiro ensaiador. em 1841 e aqui morreu em 1907. Um fidalgo do século XIX. Amor aos Amor e\ . Um homem de consciência. Eduardo Coelho O fundador do diário de U^oticias nasceu em Coimbra. que não resistiam a uma critica severa e imparcial. comedia. Escriptor primoroso e poeta insigne. Ao luar e O que faginaes O jem as rosas. ^ ^ Cunha Moniz no seu e. dia. O Dr. faiseur de verdadeiro mérito. etc. amizade. 1880. Foi advogado e tabellião. Duas epochas da vida. Tribula- Fernando António Vermuel Nasceu em em 1777. comedia. Abnegação. etc. Um quadro da vida.

nos imitadores sae forçado e tolo. No fim da vida foi conhecido pelo Xavier dos Cartares porque redigia com muita originalidade e graça. este primoroso escriptor. Testamento da Velha. onde alcançou justa e verdadeira notoriedade. natural de Santarém. Todos os theatros sentiram a sua perda. CoUaborou depois em quasi todos os jornaes de Lis- Gervásio Lobato Publicou muitos volumes de contos. entrou com muito agrado no repertório do Gymnasio. Tinha apenas i annos de edade quando. que muito agradaram. grande Ódio Era um raça. a Faancisco Xavier 23 de Maio de 1797.) Manuel de Mello em Lisboa em i6ii e morreu em 1666 este — notável poeta. Alumno distincto do Curso Superior de Lettras. que. Eram suas as seguintes peças: O juramento dos Numes. — guir a carreira Morreu em Patendo apenas 33 annos de edade. Nasceu em Lisboa. cartazes d'espectaculos. de Ghigi. Medicas. Burro do sr. principalmente de touradas. Guiomar Tor- rezão — Desde muito nova se de- guns condisci- dicou com todo o amor ás lettras. As suas traducções para o theatro são innumeras. As noivas do Eneas. entre ellas: O arraial em Loures. José. Foi um excellente critico dramático e professor da escola dramática do Conser- Em vatório. Teve o maior êxito nas suas peças originaes. Nasceu em Gastão Fausto da Camará Lisboa em 1772 e aqui morreu em i852 o sócio do Conservatório Real de Lisboa D. Escreveu para o theatro diversas farças. Los secretos bien guardados. Solar dos Barrigas. O Cedro vermelho. reciada. a i3 de Agosto de 1827. Nasceu em Lisboa. auctor das comedias: Labyrintho de Amor.3 ' Gui a DICCIONARIO uma 242 extensão da palavra. em prosa e verso. muito sua e que debalde outros teem tentado imitar. Obteve verdadeiro successo nas deliciosas comedias: Mantilha de renda. Medicas e outras muitas. Na terra da sua naturalidade coUaborou com ris. que obti- veram êxito. Alcaide. mas o Gymnasio está ainda de luto por elle. no Minho. deixavam encantados' os que as ouviam. fundou o jornal yl Voj aca- começando logo a ser apre- démica. — Entre as suas obras dramáticas mais festejadas. com al- Escreveu mais tarde para o theatro de D. mas em importantes jornaes. pulos. a 4 de Novembro de 1891. e morreu no hospital de S. Era um escriptor correctíssimo. e mor- reu em Lisboa. especialmente nas seguintes: Condessa Heloísa. e O chalé. O que n'elle era espontâneo e graciosíssimo. o poeta e dramaturgo Francisco Gomes de Amorim. poeta primoroso e dramaturgo de fino quilate. Commissário de policia. depois de refeita. muitas em verso. que era o enlevo dos freqnentadores d'aquelle theatro. boa e Porto. De burlas ha^e amor veras e El Domine Lucas. mas o seu grande successo foi no theatro. Escreveu vários romances. As suas peças. Madrugada. Gastão Fausto da Camará Coutinho Foi bibliothecario da Marinha e capitão de fraerudito e escrevia com estylo correcto e boa veia cómica. a Gervásio Lobato 23 de Abril de i85o e morreu a 26 de Maio de 1895 o elegante e espirituoso escriptor Gervásio Lobato. da tragedia La Impossible e da farça Auto do fidalgo aprendi:^. viagens e critica. contam-se as seguintes. redactor dos jornaes O Ramalhete e Serões recreativos. digiu e coUabo- com immensa graça. Medicina. mas Lino d'Assumpção n'uma magica que se representou. que o fascinavam. visto não ter encontrado quem o podesse substituir na infinita graça. — graça especial. Gomes de Amorim— Nasceu em Avelomar. Guilherme de Azevedo — diplomática. Sua Excellencia. de Bal^ac. pensou ainda em segata. Os herdeiros do millionario e Melodrama dos melodramas. Esta teve um grande êxito no Gymnasio. Sapatinho de setim. Leonide. boa hora o diga. alli tudo abandonou para se entregar definitivamente ás lettras. Ó estalajadeiro de Milão. O morgado da Ventura e A velhice namorada sempre leva surriada. Maria a comedia 'J^salino. o popular escriptor Francisco Xavier Pereira da Silva. etc. Nasceu Francisco (D. Varina. fundou o Almanach das Senhorou Guiomar Torrezão . a 27 de Abril de i866.

| 243 ras. onde deixou obras primorosas. Carlos ou a familia d'um avarento e — verso as tragedias SMachabeos de. comedia em i de Morreu no João Baptista Gomes Júnior Porto em i8o3 este escriptor dramático. A e principalmente Os alcançou grande popula rid ade com as suas obras engraçadissimas e Foi um medico naval João de Lacerda e governador de Gabo . em 3 actos. p er tórios dos nossos primeiros theatros. A Grande Avenida. Cada com a sua mania. Maria H. drama em 3 actos. jacobettv ' engraçadisscena-comica O estudante em dia de sab- sima Entre os seus trabalhos para o theatro agradaram pricinpalmente. dra- mática. Ignacio Maria Feijó Apreciado escriptor dramático. comedia em 3 actos. Também Gomes Júnior tradu- — nalista e um pri- poeta. de um grande valor lit- em Lamotte — — terario e verdadeiras jóias da nossa litteratura dramática. O homem boa em 1890 o illustre escriptor João de Lemos Seixas Castello Branco. O recommendado de Lisboa. João de Lemos Nasceu em Pezo da ReRoa em 1819 e baíina. assim chamada para se distinguir das tragedias sobre o mesmo assumpto de Nicolau Luiz e de Domingos dos Reis Quita. Nas suas peças muito se distinguiram ofestejados actos largo coroa 3 actos do artista. Foi um notável jor- põe e doido acto. as seD.. O Anno das pontas. que se representou no theatro da Rua dos Condes e depois em D. Nascera em Lisboa a 26 de Novembro de 1845 e morreu a 22 de Outubro de 1898. Fez também algumas comedias originaes. Sempre receioso do fiasco.Foi por muito tempo alma e vida dos theatros populares o festejado escriptor Francisco Jacobetty. comedia em 2 actos. Duque de Vi:^ella^ O Theatro por dentro. para os iheatrosonde barracas. Para o theatro escreveu a comedia em 2 actos m o roso Um . etc. Trabalhou constantemente para os theatros de terceira ordem. conservando-se nos re- Pedro Sem. Litterato de primeira. que muito se popularisou com a sua tragedia U^ova Castro.. As nódoas de sangue.. uma res Joaquim Silva. que se representou no Gymnasio. — João de Aboim -Nasceu em Lisboa em falleceu em Lis- 1814 e aqui morreu repentinamente em \86i. Porziu Jod em to e Brazil. Alcácer. comedia em i acto. Também traduziu com esmero diversas peças para os theatros D. entre ellas a Educação moderna. Aftriste viuvinha. fallecido em \^S~. que foi muito represenJoão de Lacerda tada. que A obteve grande êxito no GymnaProduziu sio.Kibir. dos Condes. Muito amador da distincto litteratura — velhos. Dragões de Chaves^ Barbeiro da Mouraria. o principalmente o theatro. Foi muito festejada a sua comedia O Camões do Rocio. Maria. que foi membro do Conservatório Realj Lisboa. e Fayel de Armand. Os quatro volumes dos seus versos são encan-'"^^ '^^ '''^"'°' tadores. João da Camará guintes: D.Verde. O Micróbio. captivou. traduziu DO THEATRO PORTUGUEZ innumeras peças representadas quasi todos os theatros de Lisboa. ordem. Jacobetty . apresentando ahi qualquer obra dramática. Foi escriptor distincto e para o theatro deixou as seguintes obras: A' tarde entre a murta. escreveu a comedia-dra- que denotavam ma original em conhecimento das platéas para que escrevia. fonso VI. Gymnasio e R.-~^. A Torre do Corvo. Remechido o guerrilheiro. não pretendeu guindar se aos primeiros theatros. Entre estas devem ficar clássicas. Nasceu em Lisboa João (D) da Gamara a 27 de Dezembro de i832 e aqui morreu a 2 de Janeiro de 1908. Foi também auctor das seguintes applaudidas peças. Deus dispõe. Alfredo Caro e Oliveira.

victima de um atropellamento. Elogio recitado pela actriz Maria Ignacia da Luz. Maria.Jos susto felij e DICCIONARIO o drama 244 em 4 actos Maria Paes Jorge Ferreira lustre escriptor.. 1704 passou farças e drama^. Ave do Parai^o. que Joaquim Augusto d'01iveira d'ella foi ex- Em oratórias. Foi um notável pregador. no Convento da tomanGraça. Loteria do Diabo. oás Creadas. Clotilde ou o triumpho do amor materno. operetas. A sua obra posthuma Contos sem arte é de uma singeleza e de um encanto extraordinários. teve um raro êxito de livraria. — Morreu em í 585 este il- Ribeira. As suas comedias são ri- Joaquim Augusto d'01iveira— Nasceu a 22 de junho de 1827 e. os dramas: Dom Lui^ de Athayde ou a Tomada de Dabul. para o Gymnasio e percorreu depois todos os theatros. O naufrágio da fragata Medusa. José d' Almada e Lencas'tre. da Ordem até São também magnificas as suas revistas. em i858 e morreu em Lisboa em 1904. de ^ ^^°^^ •'°*^ Agostinho de Macedo presbytero secular. nas Laranjeiras.) d'Almada tendo apenas 33 annos de edade. Revista de i858. Ijidoro o vaqueiro. sempre com successo. Em SSo ellas: — 1 1778 professou Não fazia origi- naes.. pulso em 1792. Fundou com Collares Pereira a magnifica Revista Theatral e fez óptimas criticas no Economista. José de Santo Agostinho. Foi redactor da Nação nos tempos em que só ali eram admittidas» pennas de primeira ordem. O preto sensível e A volta de Âstrea. de qualquergenero. Morreu em 1861. que são: a tragedia Branca de Rossi.masaccommodava magnificamente aonosso meio e ao nosso idioma qualquer peça. a 5 de abril de 1901. O vicio sem ntaacara ou o philosopho da moda. cheio de talento e bastante erudito. Cartas do Conde Duque. Nos theatros de D. Somnambula sem o ser. o que princiÈalmente lhe dava os meios de subsistência. quíssimo thesouro da linguagem clássica. escandapelo que passou parte da vida enclausurado nos cárceres liário e loso. e os monólogos: Elogio na abertura do Real Theatro de S. Aqui apenas citarei as dramáticas. morreu em Lisboo. que alcançou um verdadeiro triumpho no theatro de D.. N'gtivo. um critico consciencioso e um verdadeiro amigo do progresso do theatro. O Oliveira das magicas foi um dos fundadores da Associação do Theatro das Variedades. Merédiano. Era mais conhecido pelo Oliveira das magicas. Ópio e Champagne. Uma ideia genial. Entre as perseguições da inveja se apura e se descobre o mérito e o talento. No Brazil teem sido representadas quasi todas as suas peças. A creada ama. Os seus trabalhos para o theatro foram de primeira ordem. As suas obras litterarias são innumeras. Ta um escripror fecundíssimo. Em Portugal poucos escriplores teem trabalhado para o theatro tanto como elle. o primoroso escriptor D. Para o theatro do Conde do Farrobo. Maria. q4 Ramalheteira. Má Dama — um escriptor distincto. Monologo ao começo do anno de 1812. Comedia Eufrosina. lllustração e Carreio da Manhã. de que se teem valido muitos pregadores de fama. Matheus o gageiro.Erâ frade atrabi- um Ainda ninguém arranjou magicas como elle. A Prophecia foi considerada uma peça modelo entre a ao estado — . Era agradável. escreveu a comedias. Lenda do Rei de Granada. Também traduziu as comedias: O adorado Celimare e Os peixes dourados. Gymnasio e Príncipe Real foram representadas com muito agrado as suas peças: Dito efeito. O Cabo da Caça?'ola. F'oi muito odiado pelo seu génio orgulhoso e irascivel. O Lago de Kilarney. José Agostinho de Macedo Nasceu em Beja em 1761 e morreu em Pedrouços em i83 o padre José Agostinho de Macedo. Lâmpada maravilhosa. jos reaes. Olho vivo. a começar pelo drama biblico A Prophecia ou a Queda de Jerusalém.. O repertório de Joaquim Augusto d' Oliveira é enorme e por isso apenas citarei as de maior êxito: A Filhado Ar. Publicou com o titulo de Orador sagrado um semanário com sermões eloquentíssimos. Favorita do Rei. Comedia Ulyssipo e Comedia Aulegrafia. o Bloqueio de Sebastopol. Coroa de Carlos Magno. Começou trabalhando comedia e^ filha bem guardada. Amores do Diabo. José (D. Joaquim Miranda Nasceu no Lumiar. O beijo de Fausto e A culpa dos pães. O voto e Apotheose de Hercules. Útil e cara e bom coração. etc. as comedias: Q/4 impostura castigada e Sebastianista desenganado d sua custa. do o nome de Fr. Carlos. A Gata borralheira. dá Moura encantada. Festedos cravos brancos. Elogio recitado pelo actor Ignacio da Silva.

entre ellas uma Collecção de cinco novellas. drama em 5 actos. ^esde . Era um distincto poeta e htterato. José Ignacio de Aranjo^ Nasceu em Lisboa em 1827 e aqui morreu em 1007. Symphronio e Giralda. Macheth. As suas obras poéticas são valiosas e bastante apreciado o seu Ensaio biographico-critico sobre os melhores poetas portugueses. Abordou o theatro com êxinas seguintes pecas originaes. Festejo dos Génios. nao chegou que presentar-se pora censura lhe fez cortes a que elle se não quiz sujeitar. O noivado em Paquetá.. nas suas horas vagas. Q/lmor e morte. logar que deixou por ter soffrido a mordedura de um bicho venenoso. em cada uma das quaes se não admitte utna lettra vogal. O Príncipe Escarlate. D. comedia. drama. entre ellas: Elysa e Lufo. ^^^^ Romano Teve innumeras peças nos Renhaunhau.] que se represen1 tou no theatro deD. t^-ão. chamavam-lhe o poeta-operario. Tiveram grande êxito D. Foi professor de instrucção primaria em Lisboa e publicou algumas obras innocentes e pueris. Era irmão do Visconde de Castilho. em 10 volumes. Cultivando a poesia com espontaneidade. Uma judia na corte de El-^J^ei D.. dá actrij. além de varias farças em prosa. Traduziu também em verso para o theatro de D. Rei Lear. em coilaboração com João Soler. estas duas ultimas traduzidas. Para o theatro escreveu os seguintes dramas: D. Para o theatro escreveu as segumtes peças: Os estudantes de Coimbra ou um fidalgo como ha muitos. estreia de uma artista. oAnti^ade. Sisnando. primor e graça. drama 5 actos. O Trapeiro. Fez representar mais de 200 peças suas.Dahi em diante José Romano não deixou mais de escrever para o theatro até á hora da sua morte. Um homem que tem cabeça e A viuva reli^arda. e Li- Boa lingua Casamento José Feliciano de Castilho Nasceu em Lisboa em 1810 e morreu no Rio de Janeiro em 1879. tragedia. pois que era ourives de profissão. Foi membro do Conservatório de Lisboa. opera-comica em 2 actos. Cosme Parola. Gymnasio e Variedades as suas peças: Casamento singular. José Maria da Costa e Silva Nasceu em Lisboa a i5 de agosto de 1788 e aqui morreu repentinamente a 25 de abril de 18Ó4. D. ultimo rei do 041garve. No theatro foi mais feliz. de Gorneille e o Frei Luij de Solida. cujo nome completo era José Filippe Ovidio Romano. Ambi- ções d\im eleitor. oá esposa da moda. José dAlmada D. Maria. opera-comica em 3 actos. entre Jos Polyeucte. Associação na familia. rectidão e constância. Meia do nos theatros de saloio. Procopio iman de corações. repertórios de todos os theatros e a maioria d'e]las originaes. O Alcaçar do Génio Luzo.. Maria a comedia oA mulher de Sócrates e. Artista. Sebastião. Últimos inomentos de um Judas. Jantar amargurado. . de Garrett. O Juramento de Marte. Um bico em verso. oá protecção de Vénus. José Romano — Nasceu a 3 de junho de Jose Freire de Serpa Pimentel — Nasceu em Coimbra em 1814 e morreu em 1870. foi auctor de muitos e importantes trabalhos litterarios. quasi todas em verso oA Princesa d'(l4rrentella. fez as seguintes peças em verso: Jesualdo. Durante 20 annos Costa e Silva viveu exclusivamente do theatro. For causa de utna Seraphina. D. AJfonso Henriques. AJfonso Henriques no Elysio. que teve mais tarde o titulo de Visconde de Gouveia. imitou a zarzuela Plato dei dia e fez a revista Um sonho do citado auctor. Carlos. pois. — — etc. qA Sombra do Sineiro. A rebellião debellada. D. Conde de Coimbra^ O oAlmançor c/íben Afan. comedia em 5 actos. Escreveu guida o em sedrama Sanío que a re- sacro Agostinho. drama em 5 actos. drama lyrico em 2 actos. e Brincar com fogo. Morte de to : 1825 e morreu ainda no vigor da vida o popular escriptor dramático José Romano. ^4 precipitação.245 tragedia clássica e o DO THEATRO PORTUGUEZ drama moderno. desde a cançoneta á magica. O sr. Sancho II. A em 1 Galvão. Homem de grande intelligencia e superior illustração. Era um trabalhador infatigável e um escriptor fecundissimo. Era musico distincto e primeiro trompa do theatro de S. comedia em acto. Escreveu em todos os géneros. Herança do Tambor-mór. A sua primeira producção dramática foi a comedia Um quadro da vida contemporânea. D. Dois curiosos como /w poucos. Nasceu em EiJosé Joaquim Bordallo vas em 1773 e viveu 80 annos. Pujol. Maria. Vamos para Carriche. — infeli^. Um velho de bom gosto.João III e a wrça (3Í boda em trajes de frasqueira. Alzira. q u e o d eixou aleijado da mão direita. João de Castro.

Nasceu em Ovar no anbém por suicidio. amores e cosinha. Lino d'Assumpção gearam grande a 7 de maio de numero de sym1844 s morreu defeitos.cartas. O numero i3.. 'fraviata. ria. A senhora está deitada. pois não soube resistir á perda. um jorlho. Capitão Biterlin. Na casa da guarda. entre ellas Consequências Nasceu em Lis. Gymnasio. Júlio Howrth Nasceu em Lisboa a 8 de junho de i852 e morreu no dia de no- de novembro de 1902. que tem inescnptor puro e numeras representações no Brazil. No Diccionario do Theatro Portu-"""^ ^"^'" tachado guês tem o seu logar bem marcado.cisco Leite Bastos. res. Foi traductor de grande numero de peças. Ciúmes. tNjovas intri- . Por algumas vezes galope romances incorrectos e estapafúrtentou também ser actor. Maria II.4 visão do crime. um folhetinista no de 1827. mas popularissimo e tendo por vezes bastante graça Estreiouse rio theatro do Gymnasio com a comedia T^or causa de um algarismo. Lino d'Assumpção — i vembro de igo5. um conJaneiro. Escrevia a Condes e Variedades. Soller.nios. faço eu. Principe Real. as seguintes: Eva. e morreu a 5 de dezembro de 1886. como poucos. como foram as seguintes: Amigos..mor d. Trimeiro o dever e Amor ás cegas. pois que foi. As suas peças tinham de Mello. Vem nalista digno. The^ouro do pobre. o estista de primeira criptor Licinio Fausto Cardoso de Carvaordem. a 17 Leite Bastos sa. o popular escriptor Franfoi dos melhores que temos tido. que lhe granNasceu em Lisboa.Lul a farça DICCIONARIO Í46 ao alto drama. Para o theatro escreveu. Norma. foi auctor da historia alegre dos theatros com o titulo Theatros de Lisboa. Depois das eleições. em que obteve grande êxito. Gomo ensaiador José Romano de setembro de 1841.. Deixou peças originaes muito festejadas. Tribulação Um heroe. tendo depois ido para o Rio de modelo.^em-se rapaces. 29 ou honra e glo. Os escravos do trabia. AmaLuiz de Araújo — em nhã vou pedil-a. representadas com agrado.. Campanha eleitoral. qM on s enho r. parodias da Lucrécia Borgia. Feio no corpo bonito na ai. Amigos! Para as eleições. tendo mesmo algumas um successo extraordinário. onde não ha muito falleceu. A herança do marinheiro. etc. Izidoro e Sargedas. e ventura. durante muitos annos um critico theatral auctorizado.dios. Rua dos ignorante.. CaMartyres da Germânia. Glorias do trabalho. entre ellas: Visita de casamento. um dade. etc.dhima inicial. Como emprezario teve quasi sempre pre)uizo. ha uma Historia da origem vros encantadoda Arte ^Dramática. O tio Taulo. sincero e digno. entre outras peças. O mundo e o Claustro e muitas outras. preparar situações e febalho. Escreveu innumeras peças. Camões em Coimbra. — — — — pathias e sincera em Paço cos. Filho familias. Foi Licínio Fausto um eácriptor primoroso. Corsário. O que elle char actos. Ajuste de contas. São as seguintes: Intrigas no bairro. Era um excêntrico. Escreveu mais as seguintes: Ça mas também boas qualidades. Trapeiros de Lisboa. Casa nwsterioNasceu em Lisboa.. teve de successo. Malditas Júlio Cezar Machado boa a I de outubro de i835 e aqui se suici. nuno primeiro o drama histórico Os dois prosma palavra. mas collaborou em diversos jornaes e para o theatro escreveu bastantes peças. No outro exemplar. Deivolume. Entre as suas peças de grande faz. Abençoados infortúdou a 1 1 de janeiro dè 1890. mas apenas citarei aquellas de maior agrado. bastante interessante. em que se estreiou o distincto actor Augusto Nasceu em Portalegre i833 e morreu em Lisboa em 1906. Esposa deve acompanhar seutnarido. Matou-o o co. O segredo do Theodoro e Via. Trin. Dedicou-se sempre ao commercio. Publicou dois volumes de theatro. João e a Sr. um criptos ou o jugo de Castella. Sa. além do drama heróico O Rajah xou muitos lide Bounsolo. tamO Tropheta e Incendiário da Tatriarchal. Alugam-se quartos. O annel da alliança. As botas do papá. de um filho querido. Ratices do mano Antunes. Abordou o theatro com felicidade e peças va. A mulher pirata. mas não agrada. êxito contavam-se as seguintes: Samsão.. Era um escriptor incorrecto. Taborda. mas que o publico lia com avidez. sendo a primeira a comedia em i acto ^5 informações. Foi um verdadeiro trabalha- dor das letras.^ Helena. Dois dias no Campo Grande. mas cheio de talento. O sr. escreveu brilhantemente as biographias dos notáveis artistas Tasso. ração. exerceu esse cargo nos theatros de D. a I d'Ar- admiração.

que o consultava nos seus trabalhos litterarios. e que o §eu theatro manifesta um conhecedor da lingua em que escrevia. tre entre os mais illustres. Um moléstia de pelle e o sr. Theophilo Braga diz que de todos os poetas que escreveram pa- — XX — ra o theatro portuguez. Templo da Innocencia. Doença de medn. Anjo da reconciliação. Villela da Silva aífirma que foi elle um dos que mais contribuíram para a restauração da poesia portugueza. Christierno rei de Dinamarca. Eudoxia Licinia. triões D. foi Manuel de Figueiredo o que teve verdadeiramente a consciência da sua missão. õMulher económica. Fizeram successo.io. Foram as seguintes: A Cricj. O tyrano domestico. entre as quaes: Arria. Gullistan. resume em si uma litteratura inteira. Foi jornalista e traductor de romances. "Virgínia. õMi- óMorte de Sócrates. A madrinha — O periquito no ar. como escriptor. entre muitas outras. O seu theatro. Rainunculo. Quero deixar apenas de Honra. Guerra aos nunes. sendo 24 comedias originaes e 5 imitadas. — fallar illus- ido em 1785 estudar para esteve ao serviço do governo militar francez. Na Arcádia teve õManuel de Figueiredo o nome de Lycidas Cynthio. Entre as mais festejadas e populares contam se as seguintes: O Doutor Sovina.247 gas. Para o theatro escreveu diversas peças originaes e algumas traduzidas.. etc. Tendo em 1790 e que. Atites de subir o panno. As pegas dos touros. Maria os seguintes dramas: D. O mudo de Ingouville. Carlos. Escreveu muitas tragedias. Foi um apaixonado da litteratura dramática. typographia e editor. João /. O filho da sombra^ Rosto e coração. Os Amphie Filode- ?. Nasceu em LisManuel de Figueiredo boa. A virtude triumphante ou os mágicos de Granada. em 14 volumes. O Marque^ de Pombal. ^b^ Historia de um pataco muito se salientou durante muitos annos o — Auctor muito Manuel Rodrigues Maia estimado de farças que se representaram nos theatros de S. Deixou inéditos oue tros dois dramas Um voto no século Amor pelo remorso. Dois irmãos inimigos. Situação difficil. sim. Garrett aflirmou que ãManuel de Figueiredo tinha inquestionavelmente o instincto de descobrir assumptos dramáticos nacionaes. etc. Rua dos Condes e Salitre. Destruição de Jerusalém. Nasceu no Funchal. A cardadeira por vida ou os amantes embuçados. Um homem honrado. Sebastião em Africa. Morreu em Lisboa a 29 de julho de 1804. Caracter dos Lw^itanos. a i5 de julho de 1725 e morreu a 27 de agosto de 1801. Nasceu em LisLuiz de Vasconcellos boa a 23 de setembro de 1818 e aqui morreu a 11 de fevereiro de i863. que estão impressas nas suas obras e que teem o cunho do grande poeta. DO THEATRO PORTUGUEZ O meu casamento. Conquista do Terú. Lagrimas de crocodilo. Foi amigo intimo do rei D. Foi negociante de bijouterias. alcançando o posto de capitão de cavallaria e a cruz da Legião de i832. Leonor de Bragança e Alma de ouro. O caminho escuro. As tranças de minha mulher. creando jornaes e publicando muRas obras. Deixou as seguintes peças. A chávena quebrada e Lúcia. Depois da lucta pediu a demissão e regressou á pátria. as seguintes: O mouro de Ormu^. Foi muito amante das letras pátrias. 12 tragedias. A Condessa de Lidiane. França. que foram muito festejadas: Um amigo de Lavater. capitão do exercito. sendo 8 originaes e 4 traduzidas e i comedia em verso castelhano com guel Ualadomir. papelaria. só pensava na reforma do theatro portuguez. que era um philosopho que conhecia a fundo o coração humano e que não ignorava as regras do género a que se applicou especialidade. quando era deputado pela Madeira. O aprendi:^ de ladrão. V^ão Abaixo as decimas. Luiz. tendo quasi todas successo. tNjobre^a por nobreza. a 22 de maio de 1765 e morreu em Lisboa a 21 de fevereiro — Luiz de Camões Não é para aqui largamente d'este notável portuguez. Figaro. Alberto I. Fugiu depois perseguido pelas auctoridades. Nasceu em Lisboa em Mattos Moreira 1845 e aqui morreu em 1899. Veio para Lisboa em 1821 e começou logo a escrever varias peças para os theatros da Rua dos Condes e Salitre. O ^Delator. se casem asimperador das casamento em FanhÕes. etc. Pez representar no theatro de D. Guerra russiana^ — . contem 42 peças. e que nenhum outro soube como elle apropriar á poesia dramática a metrificação que lhe convém. livraria. Luiz de Campos Camões — Nasceu em Farminhão em i83J e morreu em Lisboa em 1882 o distincto poeta e primoroso escriptor Lui^ de Almeida Coelho e Campos. algumas d'elle. O estreiou-se a actriz Emilia Adelaide. As luvas amarellas. Hariadan Barba 'Roxa. D. As desgraças graciosas do feirante. O combate de touros. Historia de um pataco.. etc. ceu Manuel Caetano Pimenta de Aguiar Nasna ilha da Madeira. Luiz José Baiardo a 3o de abril de 1775. menci onadas três comedias suas: El-Rei Seleuco. A Mat Na Chávena quebrada actor Cezar de Lima. Arábias.

António de Portugal. O sr. A arte e o coração. Herança e amor. Alva Estrella. cMarino Faliero. Foi director da Associação do theatro da Rua dos Contre a — . a sua primeira peça. D. O Caçador. O me^ das flores. O capitão UrgeL "Viriato. A herança do Chanceller. para onde fessor. Procopto Baeta. Trin-| dade e D. Aparentella. A GrandeDuque^a no penúltimo andar. Tribulações de um padeiro. José Frederico Parisini. O braço de C^Qero. Ainda a tragedia Thermacia e muitos elogios dramáticos. Foi também illustre jornalista. A esgray cala social. tinha sido desterrado pelas suas ideias libeEra discípulo e grande admirador de Bocage. para o qual escreveu com espantosa fecundidade excellentes peças. advogado. Paulo Midosi Nasceu em Lisboa. Deve ter florescido no meiado do século xviii. citarei tes: — como prin- cipaes os seguin- Os T)oisRenegados. A gloria do Oceano. Continuas surpresas. Dos triumphos bretões se apra^ Diana. que se representou no theatro do Bairro Alto. Os últimos momentos de Camões. O seu grande successo como escriptor foi o BeUífario. A tia Maria. O Misanthropo. Escreveu diversas peças e entre ellas as magicas Cofre dos encantos. Nicolau Luiz Foi um escriptor fecundíssimo. l)m dia de independênPaulo Midosi cia. etc. Desgostos de um homem feli^. a revista Celebridades de 1868. O tributo das cem donzellas Os homens de mármore.Pes DICGIONARIO 248 aos pares. Amor buscando amor. A sua grande nomeada.o em diversos jornaes e nas peças que escreveu para ol Gymnasio. A estancia do Fado. teem grande valor pela excellente adaptação. O tio André que vem do Brapl. Poderemos citar os seus dramas: A queda do despotismo. Entre muitos ou- tros trabalhos dramáticos de Mendes Leal. Receita para curar saudades. O seu amor ao theatro provou. O Pagem de Aljubarrota. o que o fez sustentar guerra encarniçada na imprensa com o Padre José Agostinho de Macedo. Maria D'essas peças as quemaisagradaram foiam En: — bigorna e o martello. A afilhada do Barão. atrahindo grandes enchentes o popular escriptor Carlos Augusto da Silva Pessoa. Carlos e Rua dos Condes. O marido de duas mulheres. Ausenda. cMaria de Alencastre. Os dois cegos. A pobreza envergonhada. que se representou no theatro dos Recreios. As trej cidras do amor. Foi cMendes Leal o primeiro continuador da obra de Garrett. Parisini Nasceu a 24 de Abril de 1809 e falleceu a 26 de Março de i885. um distincto O homem da mascara neA Tobre das T^ianas. subiu aos mais elevados cargos. pelo seu talento superior. que nasceu a 18 de outubro de 1820. Se nem todas as suas obras de theatro são perfeitamente originaes. Pomba a^yl e Talismans do Diabo. cuja origem foi beber na litteratura estrangeira. A maioria é portugueza e bem por_ _^^~\ '~~^-^ gueza na forma e — Nogueira Júnior Foi um distincto proDesde creança amador do theatro e curioso dramático. porque muitas escreveu.Silva. Abaixo a palmatória! e O senhor meu filho. José do Capote. Historia de um marinheiro. Foi um notável poeta draMendes Leal mático José da Silva cMendes Leal Júnior. O sr. Escreveu innumeras peças. Era natural de Lisboa. De 1874 a 1876 toi emprezario do theatro das Variedades. mais conhecido pelo Pessoa das magicas. o que lhe seguiu as pizadas. Flores efructos. O templo de Salomão. Martim de Freitas. todas representadas com agrado nos theatros de S.« — Condes a 9 bro de 1888. O throno. escreveu muitas peças de collaboração com Henrique Veron. — — raes. Ignora-se a data do seu nascimento e da sua morte. Saul. entre ellas o drama Heroes de 1820. Começou modestamente na imprensa e. A Marquesa. Madre. Foi um notável poeta e illustre litterato. de Cabo Verde. onde também obteve um grande êxito a sua Igne^ de Castro. essas. O homem de ouro. ainda assim. Amigo dos artistas. etc. lendo portanto 76 annos de edade. Nuno Pato Moniz Nasceu em Lisboa a 18 de setembro de 1781 e morreu em 1827 na ilha do Fogo. que se representou no Gymnasio e varias peças marítimas. Egas Moni^. D. representada no theatro da Rua do. Tae e ministro. Trabalhou muito Pessoa (das magicas) para o theatro. alcançou-a notheatro. Judith. o primeiro a alcançar premio nos concursos de obras dramáticas. Os captivos portugueses em Argel e O anti-sebasiianista desmascarado. que durante annos forneceu quasi todo o repertório dos theatros de Lisboa. a i de Dezembro de 1817 e morreu a 25 de Dezem- no assumpto. Era Mendes Leal de julho de iSSg e premiada pelo jury dramático.

Escreveu muitas farças que agradaram ás plateias populares. A ' — — Nasceu em Lisboa em 1774 e morreu em 1860. Um distincto traductor Pinto Carneiro e imitador de diversas peças. distin- FaRédeas do governo e Infano bom. Amor e Arte. 249 DO THEATRO PORTUGUEZ servatorio Dramático. Depois da Morgadinha escreveu Pinheiro Chagas outras peças não menos notáveis. Durante o combate e Lição cruel. privilegiado hu- morista. algumas das quaes alcançaram também grande successo Magdalena. Judia. A sua primeira peça. A Serpente dos Mares. Honra conOthelo. Marion Delorme. sua gloria é das maiores de Portugal. auctor da peça Mocidade de D. Nasceu a 2 de Abril Rebello da Silva de 1822 o distinctissimo escriptor Lui^ Augusto Rebello da Silva. Também são excellentes as suas traducções do Elogio^ mutuo.^ O Leilão do Diabo. A Júnior. João V. Antigo ponto dos Ricardo José Fortuna theatros da Rua dos Condes e D Maria. Foi festejado romancista. Helena. . Drama do Povo. Fez também primorosas traducções. Um cura dalmas. A Familia e Os parai^os conjugaes. Beatri^. pois que aproveitava o que havia de scenario. Portugal. */o5oi?i- cto historiador. etc. na Allemanha e na Suécia. e dinhei- de ro. A Torre suspensa. Foi durante algum tempo ensaiador do theatro de D. no Brazil. Assim foi que Silva Pessoa escreveu as peças de bas! tante tello nomeada : A Romã encantada^ OCas- de broti^e. como o é ainda hoje cada vez que se representa em . Aviso da Gaveta e Pagar o neral. GusRebcllo da Silva escriptor AfíTMoe/ Pinheiro Chagas. guarda-roupa. honradíssimo. Foi membro do Con- — mal que nao fe"^. Rodrig[0 Felner — Foi um esRodrlgõ^Felner erudito e um . Maria a 3 de Abril de 1869. da.0 primoroso escripior dramático. escrevia em poucos dias uma peça de espectáculo. imitador ou tra ductor das seguintes obrasl 1 musica Isto não é fácil de fazer. sem obrigar a empreza a dispêndios. Uma dupla lição e Rosa Miguel.. homem eximio de estaPinheiro Chagas. Roca de Hercules. possuia geraes sympathias Deixou este magnifico seguintes litterato as briRicardo Cordeiro lhantes peças originaes: Fernando. A Oitava maravilha do mundo. Nasceu a i3 de NoPinheiro Chagas vembro de 1842 e morreu a 8 de Abril de 1895 o notável theatraes direito : Por — quista. fiscal do Rod des. Quem desdenha. Na carreira militar chegou a ge: O arrependimento salva. Sociedade elegante.. Sociedade elegante e Parai^os conjugaes. Maria II. Foi o drama em 5 actos A Morgadinha de Vaiflor. As comedias. Quando O theatro estava em crise. foi talvez dos successos mais ruidosos que temos tido nos nossos theatros. obtiveram premio. Angelo.. afável. illustre poeta. Velho perseguido. Maria. 1 aí ainda não aconteceu a outra peça portugueza. entre outras. celebre politico. A Corça branca. para o que tinha summa competência. pelos muitos estudos que fez sobre arte dramática. te mão Santo. '• Ricardo Cordeiro Nasceu em Lisboa.. em Itália. adereços e ás vezes até Theatro de D. Deputado venha a nós. invejado jornalista. Foi um distincto critico theatral e um escriptor dramático entre os mais notáveis do nosso theatro. abalisado orador. em Hespanha. Homem de distincto ca- racter. porque dava para as glorias de muitos. representada no theatro de D. O Capricho. E foi successo n'essa epocha. ha perto de 40 annos. em beneficio da actriz Emilia Adelaide. Astúcias de Zangui jarra. A' volta do theatro. a 12 de — Fevereiro de 1882. Redempção. a 5 de Março de i8j6 e morreu n'esta mesma cidade. cardo Cordeiro do e magnifico dramaturgo. Entre o jantar e o baile. em França.

SantOJS Lima. o distincto jornalista e escriptor dramático José Maria da Silva Leal. tico nome Escriptor dramáSouza e Vasconcellos que teve uma certa nomeada. bastaria ter legado a sua notabilissima comedia Os Campinos. Se não fos'' Salvador MiTques se a sua excessiva modéstia. sendo sua a redacção do projecto d'estatutos. Imitações e traducções fez innumeras para todos os theatros de Lisboa. sob o nome de Fr. Uma amostra de barões. são modelos de estylo conceituso. ti- — um homem de theatro em toda a accepção da palavra.. o notável escriptor Francisco de Sá Miranda. duas horas. Era grande a sua bagagem litteraria e ao theatro. Costa e Silva escreveu d'elle: «Simão Machado foi um génio eminentemente dramático. para ter um respeitado e glorioso. Foi o auctor das comedias Os Estrangeiros e Os Vilhalpandos. Teixeira de Vasconcellos Nasceu no Porde novemto. Nasceu em Belém. inspector dos theatros.. Maria. j Tel DICCIONARIO 25o criptor correctíssimo. teria por certo subido a bella posição na sociedade e não teria morrido pobre. Simão Machado Era natural de Torres Novas e professou a regra de S. das peças: Era uma j:or Uma mulher notabilissirao jornalista e dis- tinctissimo r-dto.. A Duque:^a de A Mana Caminha e In- glês efrance^. um escriptor notável. secretario da inspecção geral dos theatros e do Conservatório da Arte Dramática. festejado auctor — re^ um rei!. Salvador Marques Nasceu em Alhandra no dia 9 de Julho de 1843 e morreu em Lisboa a 14 de Fevereiro de 1907.» Restam d'elle Comedias do Cerco de Diu (i. vogal da commissão inspectora do theatro de D. Rochedos de Constância. que foram àpplaudidissimas nos nossos principaes theatros. iMas deixou ainda uma linda comediadrama Fome e honra. o escriptor dramático José Guilherme dos Santos Lima. a magnifica oratória Santa Quitéria e algumas revistas do anno de successo. A Orphá de Aldoar. Ainda que de enredo insignificante. extrema bondade. vogal da com missão inspectora doj theatro nacional.* parte). o 1 — plantava. taes as exçellentes modificações que lhes fazia e a bella linguagem em que [as trans- dois entremezes e quatro loas. não deixou peça alguma original mas deixou magnificas imitações e iraducçÕes do italiano. membro do jury para classificar os actores. e cada uma d'ellas vale um bom original. censor régio do theatro de D.» e 2. Três mulheres. a Sá de Miranda 27 de Outubro de 1495. grande iliustração. a 20 de março de i883.» e 2. Nasceu em Lisboa. Escreveu muitas peças originaes de grande valor e traduziu do francez e do hespanhol muitas outras. — presidente jury dal commissão do dramático em 1879. que se deu a 4 de Março de 1880. Advogou muito a causa da Arte e o theatro teve sempre n'elle um defensor. Sócio do Real Conservatório de Lisboa. egual a Gil Vicente na facilidade do dialogo e muito superior a elie na contextura dos dramas. Nasceu em Lisboa. a 29 de julho de" 1878. Escreveu as seguintes peças: do Conselheiro. Maria. magnifico en- saiador. a 22 de Junho de 1828. Foi secretario do — Conservatório de Lisboa. foi um acti- vo um emprezario. Todas estas obras estão impressas com o titulo Comedias portuguejas/eitas pelo excellente poeta Simão Machado. o seu grande altruísmo. a 8 de ouSilva Leal tubro de i8i2. pois que seguiu sempre a carreira commcrcial até á morte. a 23 de fevereiro de 1840 e morreu — em 1902. Boaventura Machado. francez e hespanhol. Francisco no convento de Barcelona. nhecimento profundo do theatro. na variedade dos lances e no desenho e desempenho dos caracteres.» parte). Comedias da Pastora Aifêa (i. mem- bro da commissão organizadora — talento superior. o seu espirito morato. Os seus trabalhos para o theatro eram feitos nas horas vagas.! Nasceu em Coimbra. co- Com d'uma nova aca^''''^ ^^^' demia dramatica. e morreu em Lisboa. Modesta. e morreu em Paris. Zi^ania entre o trigo e Morte de gallo. a bro de 1816. litte- António Augusto Teixeira Teixeira de Vasconcellos . sem affectação e com a phraseologia da epocha.

Prato de arro^ doce. perfis e apontamentos biographicos e os romances: Roberto Valença. Foi atacado e censurado como poucos. Lisboa por um óculo e deia. sobresaindo a que tinha por titulo O Dente da Baronesa. V^a al- Collaborou tra- blicou diversos estudos. Alem de redactor e collaborador de importantes jornaes políticos e litterarios. mas teve também as honras e distincções. Viagens na terra alheia e Licção ao mestre. O camarim da actri:(. Eram enormes as brilhantíssimas qualidades de escriptor e o pulso vigoroso de jornalista ardente e publicista enérgico que adornavam Teixeira de Vasconcellos. A Illiístração. Urbano de Castro 22 de janeiro de i83i. Gajeta de Portugal e Jornal da Noite. o distincto escriptor — Mam ^elle Nitouche.25l DO THEATRO PORTUGUEZ Urb um de Uasconcdlos. que mereceu como raros. que foram muito ap- plaudidas: O Myslerio da Rua da Prata. Escreveu algumas comedias para o theatro do Gymnasio. Morreu aos 6 de novembro de 1902 . escrevendo criticas primorosas tes e as seguin- peças. O Arauto. Pu: Arthur Urbano Monteiro de Castro Era dedicadoao theatro. a com Gervásio Lobato nas ducções da Nasceu em Lisboa. Lili e T{ei Urbano de Castro de ouros. fundou os seguintes A Opposição Nacional.

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ESCRIPTORES DRAMÁTICOS DISTINCTOS JÁ RETIRADOS .

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Trevas e lu^. actualmente Conde de Mesquita. vindo também em iSSy. Jm tutor. com muito amador dramático. traductor Bulhão Pato illustre do Hamlet e Mercador de Veneza de Shakespeare e do Ruy Blas de Victor Hugo. das Flores agrestes. Fez o curso do Real Collegio Militar. Pena foi que abandonasse todos os seus trabalhos e desapparecesse do theatro. E' o briIhante poeta dos Versos. Nasceu em LisFerreira de Mesquita. Maria II. da Paquita. As lições de Joaninha.. ESCRIPTORES DRAMÁTICOS DISTINCTOS JÁ RETIRADOS ' Araújo Assis — Nasceu Campo a 9 1841 na casa do Pátria. das Chronica dos theatros. foi premia- No posto de assentou alferes praça ros. como oflicial do quadro geral adúanei- . Por muitos annos foi distinctOj que se representou no theatro de D. um excellente ensaiador e um emprezario celebrado. Íue é o destino. Foi também I dos redacto-' res do excellente jornal de arte um agrado. das Canções da tarde. como sempre foi. é para auctor da come- Amor virgem peccado- numa um go grande ami- do theatro. dos Cantos e satyras. em Hespanha. José Bento de Araújo Assis escreveu também a biographia da infeliz artista Luiza Fialho e a do Um •• ponto-auctor Ricardo José Fortuna. Raymundo António de Bulhão Pato. — onde do. Mesquita que interrompeu para entrar na carreira civil. O . Foi um auctor dramáAugusto Garraio tico festejadissimo. E' de Janeiro de dos Martyres da que nasceu em 1829 Portugal dia ra. A sciencia aos trambulhões. no regi- mento de lancei- Seguiu na Ferreira 'de — Escola Polytechnica o curso de engenharia. boa a 6 de Agosto de 1842 o distincto escriptor dramático — Augusto Cejar Ferreira de Mesquita. Primoroso poeta. onde ainda hoje habita. tes peças. Abençoada resignação e (2abo Simão as comedias Deus nos livre de mulheres. Bulhão Pata com bello êxito os dramas: O segredo d'uma esmola^ Duvidas do coração. Escre- creveu assegumtodas tadas quasi represen: Satyras e das Canções e IdilAraiiio Assis lios. Protecção encontro no omnibus e a e mysterio e farça lyrica Enganos e loucuras. onde o seu talento bêm preciso era.

Rua dos Condes e Variedades. O Judeu Polaco. Feios e bonitos. a commenda de S. Guerra e João José. depois . Assim aconteceu : Rangel de Lima ' muito festejadas. Manuel Roussado Nasceu em Lisboa a 24 de Maio de ib33 o distincto escriptor Manuel de Roussado. Entre muitos trabalhos litterarios escreveu para o theatro as seguintes alegres peças: Fossilismo e Progresw (revista). A con- dessa de Villar. Alem d'estes três originaes.. Em 1867 dava pequenas receitas ao theatro de D. Visão redemptora. Sempre por concurso com as primeiras Classificações foi promovido até ao importante logar que hoje tem de secretario do Conselho Superior . atrevido na corte e medo guarda a vinha. insuportável. criado de dois amos. Genro care criado. Coimbra e Tarimba. Dois sur- O O O — Porto e Brazil O portador d' esta . Um-visinho Carteiro. O barbeiro do VC' lie. . Espelho da Verdade. São innumeras as suas traducçóes de boas peças que se teem representado em todos os theatros de Lisboa e etc- Porto. A minha noiva e Nem tanto ao mar. em poucos dias escreveu a comedia O Ftdalguinho. O pai pródigo e O Meia O sentando muitas peças originaes. Abençoado Progresso. que.Barão de Roussado. . O paralytico. apre- Parentescos esquisitos." gg. Nas armas do touro. Em 1 870 cripto muito para o theatro e obtido successo. collaborou nos jornaes A Arte e Chronica sido deputado e par do dos íheatros. Os estróinas. Jornalista distincto. Ran DICCIONARIO 256 ro. a empreza do Gymnasio atravessava uma . Circular n. foi sem1 — pre bastante considerado pela sua illustracão e caracter. Florêncio Sarmento a 7 de Novembro de 1827 o escri- — Nasceu em com Lisboa de agrado sio. Como se enganam mulheres. Esperteza de rato. Lucrécia e . A P"rancisco Serra de um namorado. Egoismo.. A reiro de Nasceu a 19 de FeveFrancisco Serra 83? o distincto escriptor dramático Francisco Ferreira Serra. Condessa do Freixial. A primeira peça que o Conde de Mesquita fez. foi para o Gymnasio com o titulo Dois medrosos. O que o berço dá. Pedra ás seguintes de escândalo. O abysmo. em granD. que obteve um grande êxito e salvou a situação. . que eram recebidas apil. Rangel de Lima Nasceu em Lisboa — a 14 de Abril de iSSg^ o distincto escriptor suas imitações ç traducçóes. Gymna- Trindade. As : . Vingança de mulher. Recordações de Mabille. Antes do baile. entre as quaes No tempo dos franceses. O cabelleireiro poeta. D'um dia para o outro o Conde de Mesquita fez uma espécie de parodia com o titulo Amores de leoa. também recebidas com muito agrado. Lui^ XI e o poeta.: . creados e agiotas. O snr. De noite to- dos os gatos são pardos. Dr.. Caçadores de casamentos. reino. que muito agradou. Ditoso fado. Casa Nova. es- Tem Tem passagem do Conde de Mesquita pelo theatro foi assignalada por muitos êxitos. . teira de Mauriricio Lopes. A' cata . Foi sempre um amador das bellas lettras e para o theatro escreveu peças Príncipe Real.do Serviço Technico. Paj. Trej talentos. grande crise. João o Francisco Rangel de Lima. . Direito e avesso.onde militou por muitos annos. todas as peças lhe cahiam e por isso as receitas eram exiguas recorreuse ao Conde de Mesquita. Maria o drama Amores de leão. Casas. principalmente nas seguintes peças . Visão redemptora e Vêr e crer. Possue a carta de Conselho. Maria. . Ao calçar das luvas. que passoua acompanhar o drama no cartaz e obteve um successo. Bento d'Aviz e varias outras. a grã cruz de Izabel a Catholica. A varinha do conFlorêncio Sarmento dão. E' vogai do Conselho d'arte dramática e da Commissão de censura theatral. Teve como poucos a sua epocha de festejado auctor dramático. Quem o feio ama Pa^. A pérola preta. A boceta de Pandora. dos. que foram representados com muito êxito nos diversos theatros de Lisboa. Na imprensa periodica. Legitimas consequências. dando muitas enchentes. Conde de Neubourg. escreveu mais os seguintes. foram Força do : sexo fraco. ptor dramático Florêncio do Lago José Sar- mento.

X OPERAS LYRICAS CANTADAS NO Real Theatro de S. Carlos de Lisboa ( l DESDE A SUA ABERTURA ATÉ Á ACTUALIDADE VQB A I908) '7 .

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La virtuosa in Margellina^ de Guglielmi. . de Cimarosa. de garelli . . de Puzzi. . Ines de Castro. de Mosca. de Paesiello. de Averara . Armida. de Sacchini // figlio pródigo. Giulietta e Romeo. de Sarti . de Marino. Heroina lusitana. La molinara ossia l'amore contrastato e La Frascatana. de Martini 1 due casteLlani burlati. de Paesiello / Napolitani in America. Trionjo deli virtú. de Paesiello. de Marcos Portugal. D — — — . d'Osmano^ de Gazzaniga lina. Matrimonio secreto e // pittore parigino. de Salieri. Giulietta e Romeo. 11 La bella pescatrice. . La morte di Cleópatra. de Cimarosa Kreutzer. Leno^^e Le vicende amocampestre. Finta baronessa^ de Alessandro // mercato di Monfregoso. Gli turchi amanti e Tito Lodoiska. e Isola disabitata. La donna nc sã piú dei diavolo. Camilla osia la sepolta viva. II sedicente filosofo. de Guglielmi Juijo de Salomão. // desertore francese. 11 sciocco poeta di Campagna. . de Fioravanti Maga Circe. Lodoiska. . ZmCu- reira . . Carlos de Lisboa DESDE A SUA ABERTURA ATÉ Á ACTUALIDADE (lygS A I908) 1793 — La Ballerina amante e Chi (faltrui presto si . de Pae1794 siello . Una cosa rara ossia belle^a ed onestá. Semiramide. La principessa filosofa. e Artaserse. de Paer . . / Molinãri. L' imprudente fortunato. — . de Jomelli. de Cimarosa . de diversos Giulio SaLa . Isola piacevole. de Mayer. Eugenia. Débora e Sisara. . La Villanella rapita. / Viaggiatorifelici. de Sarti . de Caruso. de Marcos Portugal. Pimmaleone e La morte de Semiramide. de Cimarosa. de Cimarosa Le gelosie villane e Fra due litiganti il ter^o godé. de Giordanello. de Fabrizzi. I Ginochi d^Agrigento. Axur re d^Ormu^. de Sarti 11 fanático si veste — A 1797 Idue sordi burlati^ de Paer. de Vespasiano. de Nicolini rose e Le trame spiritose. — . de Naso1800 lini. de Nasolini . de Marcos Portugal. . de Borghi. il // furbo contra furbo. Avviso ai maritati. de Longarini La Capricciosa corretta. de Fioravanti. Ifigenia in Aulide. Voluntários do Tejo e l^aollo. de Guglielmi. 11 convitato di pietra e // palla^^o 1795 — Lo strambo in Berde Paesiello. de Fioravanti // convito. Anfossi. spoglia. 1801 Orfeo ed Euridice. V . de Leal Moreira. de . llfurbo malaccorto. La finta ammalata. de Leal MoVltaliana in Londra. de Isouard . de Anfossi. de Tritto Zemira ed A^or de Grétry Le trame delu^a. L'introgo amoroso de Paer. e Barbieri di Siviglia. de Guglielmi 1798 serva riconoscente de Leal Moreira . de Gazzaniga Le due gemelle. . de Bianchi Distru^ione de Geritsalemme. de Dalayrac . de Zingarelli La sposa volubile. I^ina pa^^a per amore. La cifra. de Cimarosa Isola desabitata. Idue Savoy1796 ardi. Adrasto ré d'Egitto. de Curcio . Dorval e Virgínia. de Jomelli. La grotta di Trofonio e La scuola dé gelosi. . La serva innamorata e Gli amanti delia dote. de Andreozzi. de Martini. . de Salieri. . de Martini La Vendemmia. de Gazzaniga 1 finti eredi. Le gare generose. de Paesiello audácia fortunata. de Guglielmi. de Leal Moreira Raollo signore dl Créqui. de Gluck. . de Caruso. Donna di génio volubile. Morte di Semiramide.— . de Dalayrac. de Mayer. . UOlympiade e Gli Orajp e riaífp. . de Zingarelli. de Cimarosa C/í vingança da Cigana. Rinaldo 1 799 di Ãste e 11 barone Spas[^acamino. bino. Didone. . La Modista raggiratrice. e Alessandra neWIndie. de Dalayrac. de Salieri . . Le Astupe feminili e // credolo. de Guglielmi . de Longarini intrico dei lettore. burlato. OPERAS LYRICAS CANTADAS NO Real Theatro de S.

de Generali. de Paesiello. Mernpe. Portugal. II Trionfo ai Clelia. Saule. Gli opposti caratteri. 11 signor Timonela. de Paccini. La Pulcella di Rab. Tm festa delia riconoscensfa. Clo1816 Portugal. La Figlia dellaria. de Gimarosa. de Rossini. de Zingarelli. Ingano felice. La O — — — Trionfo di Gusmana. de Rossini: Cambiamento delia Valigia. La Figlia di un padre. Duca di Foix. Elisa e Claudia. Ricciarda e Zoraide. a nessuna^ de Galuppi. de Rossini. // ivale di se stessa. de Marcos Portugal. de Rossini. de Mercadante.'áe Rossini. i6o — Alzira. de Rossi— Agnese. de Mosca. de Fioravanti. La vedava contrastata. de Niccolini. La donna de Mayer. de Paccini. La serva astuta. ossia il sotterraneo. sen^a interesse. Baccanali di Roma. de Mayer. de Rego. de Pavesi. Ginevra di Scapa. de Paesiello. de Puccita. de Marcos Portugal. de Goccia. 1806 Artaserse. blCCIONÀRIÔ in Aulide. de Rossini. Le no^je in comedia. de Marcos Portugal. Saule. Argénide. Elena e Constantino. Paccini. Clemen^a di Tito. de Fioravanti. // Trionfo di Emilia. La Cenorentolá. Scipiane in Cartagine. de Marcos Portugal. Tebaldo e Isolina. Bianca e Faliero. 820 Atai'. Marte e Fortuna. de Marcos Portugal. de Gimarosa. Sofonisba. La pietra di paragóne de Rossini. de Orlandi. de Guglielmi. de Rossini. — V . Oro no compra amare. Le donne cambiale. de Rossini. La Testa riscaldata. La prova d'tm opera seria.1814 Mestre Biajo sapateiro. de Paér. de Merca1824 dante. de Grazioli. Due gemmelle. Sacrifício d^Abramo. in Efeso. de Rossini. de Appiani. Penélope. de Goccia. Gli Ameride Tritto. Alessandra nelVIndie. Ci vuol pacienta. de Gimarosa. de Gnecco. ossia il moro de Ormu^. de Farinelli. 1821 La Caceia di Enrico IV. de Marcos Portugal. Vinagreiro.o nelVimbara^^o. Rosa biancae rosa rossa. / misteri eleusini. de Mayer. Zuleima e Selino. de Mayer. La domia soldalo. Circe. de Buzzi. de Mosca. Trajano in Dada. 1808 11 trionfo di David. Villano in angustie. J. de Gardi. de Fioravanti. Rinaldo d'Aste. de tildei colini. Gli Assassini de Trento. regina dlnghilterra. de Fioravanti. Artemísia. / baccanali di Eduarda e Cristina. Matrimonio per concorso. 1817 // Caceia di Enrico IV. de Mayer. de Generali. de A. . 1822 ni. de Paèr. de Farineili. Emma de Antiachia. oAnacréonte in Samo. // turco in Itália. de Tadolini. de Gelli. de Curcio. de David Perez. de Niccolini. de Andreozzi. de Goccia. / Cherusci. de Marcos — Vingano felice. de Paesiello. de Weigl. Coriolano in Roma. Fernando in Messico. de Goccia. Italiana in Algeri. 1818 — Carla Magno. de Paesiello. 1804 Andromaca. de Rossini. de Niccolini. Vamore conjugale. de Gneci8o5 — de Goccia. Aureliana in Palmira. de Marcos Portugal. 1 809 - 181Õ — // ^?»20/'í. de Fe- iSoy — Alessandra Amante di tuttefedele — derici. de FiQFavíinti. de Rossini. Zenobia.— Opó 1802 i8o3 cani. de Niccolini. — IJigenia Xa Cantatrice villane. Semplice per astúcia. L'orgóglio avvilito. de Mayer. Amnte per for^a. de Generali. La Uirtu ai cimento. La Contessina contrastata. Mandane. de Gelli i8i9-L'4. I due viaggiatori. Avviso ai gelósi. de Gnecco. Gli Scite. Teresa e Claudia. Idomenes. La sposa fedele. de Rossini. Jmene trionfante. de Niccolini. de Marcos rosa. de Gimarosa. Filandro e Carolina. 1825 Q/lpotheose de Hercules. de Fioravanti. de Andreozzi. de Fioravanti. de Marcos Portugal. Morte di Saule. de Generali. Le no^^e di Lauretta. de GtntmW. de Fioravanti. La Móglie di tre mariti. Elisabetta. de Marcos Portugal. de Paini. 1 — . Lagrime di vedava. de Vacai. de Fioravanti. de Generali. de Mozart. II matrimonio per susurro. Torvalda e Dorliska. — oádelaide di Bargogna. Mosé in Egitto. Fortunata combina^ione. El/rida^ de Pasiello. de Marcos Portugal. de Fioravanti. de Rossini. Rego. Pamela nubile. Sana quatro e paiono dieciy de Fioravanti. de Rossini. Nardone e Nannetta. de Marcos Portugal. Dídone. Podestá di Chioggia. de Zingarelli. Astupe faliaci. de Gimarosa. Emma. L'apprensivo roggirato. de Guglielmi. de Mercadante. de Trento. de Mer- Roma. Pirr-o ré d'Epiro. Fayel. de NicTheatro em confusão. La cMorte de oMitridate. de Pedrazzi. // trionfo dei bel sesso. Zelmira. Pietra il Grande. de Morlacchi. \S2'i co. de Ghiocchia. de Mercadante. La Dist}~u^iane di Gerusalemme. Otello. de Guglielmi. 1811 Quem a fa^ a espera. dei Lago. Tito Vespasiano. La donna delirante. de Nasolini. de Farinelli. Federico II ré di Prússia. de Marcos Portugal. de Gelli. de Rossini. Zaira. de Mayer. de Fabrizi. de Mayer. de Mosca. de Fioravanti. // Barbiere di Siviglia. de Kossini. 11 trionfo d^E^equias. Donna amante di tutti fedeleanessuna. La Festa delia Rosa. de Gardi. regina di Pérsia. de Fioravanti. Camilla. de Mosca. de Guglielmi. La Disfata di Dário. de Marcos Portugal. La gioventú di Enrico V. de Gima- de Paér. de Giordanello. Quinto Fábio. de Goccia. La Principessa di Navarra. // se dicente filosofo. Ginevra di Scojia. Vultimo giorno di Ponpeia. de Fioravanti. II notaro. — — . de Rossini.

de Hérold. de Mèrcadante. Virgínia. de Battista. de Donizetti. II Contestabile di Chester^ de Paccini. Betly. Roberto il Diavolo. de Donizetti. de Pereira da Costa. I cMartiri. Le conveniente teatrali. Chiara di Rosemberg^ de Ricci. Fingal. Anna la Prie. Torquato Tasso. de Donizetti. de Ricci. de Donizetti. de Miro. de Migone. Zoraida di Granata. de Ricci. do Frondoni. de Donizetti. Cerrado 1846 d'Altamura. Stefanella. de Coppola. Attila. Samos. Ernani. La Favorita. II Profeta de Meyerbeer. de Coppola. 1840^ Caterina di Cleves. de Mèrcadante. — cadante. JE'raM 1848 due ed ora sou ire. de Vaccai. Giovanna Iregina di USj^pole. iS54 Mocana. Stefano. Ipermestra. de Verdi. de Rossini. La Somnambula. La figlia dei reggimento. de Rossi. de Rossini. de Donizetti. de Donizetti. de Rossini. II terno ai loito. Linda di Chamounix. Innocen1841 cio dos Santos. Velisire d'amore. lldegonda. Le Trigioni d'Edimbourg. Alpra. Ines di Castro. Leonora de Mèrcadante. Rilorno d'Astreay de Schira. de Donizetti. Domingo. La Vestale. de Donizetti. LEsule di Roma úq \iomzetti. de Ricci. cMaria di T^den^. Gabriella di Uergy. de Paccini. de Halevy. de Frondoni. de Veidi. de Donizetti. de Mèrcadante. de Rossini. de Bellini. de Thorner. de Meyerbeer. i836 Atar. de Ricci. Mathilda di Shabrati. I Masnadieri. de Mèrcadante. La Bella Celeste. de M. Lucrécia Borgia. // Desertor e per amore. de Verdi. Giulietta e l^meo. i855 Galeoio Manfredi. La cMaresciaUa d'Ancre. de Speranza. i852 amima delia tradita. de Verdi. de Paccini. de Coppola. Zampa. Gli Ugonotti. de Perelli. Furioso nelrisota S. 1839 D. de Flotow. de Pacci- de Mercadente. de Mèrcadante. 1). de Verdi. de Mèrcadante. D. Gli 1834 Arabi nelle Gallie. de Donizetti. de Schira. de Ricci. 11 Somnambulo. de Vaccai. — — — — — . ni. 'Tibério Devereux. // Trovatore. de Schira. de Donezetti. Innocencio dos — 'O//0 mese in due ore. de Mozart. de Rossini: Nina pai^f<j per amore. de Mirecki. // Regente. de Miro. Un' avvenlura di — Scaramuccia. Nabuco 1843 donosor. Macbetto. oMaria di Rohan de Donizetti. de Donizetti. 1847 de Verdi. de Donizetti. 11 Ritorno di Columella. de Donizetti.5 Infantes em Ceuta. D. de Cordella. de Migone. // fanático per la t7iusica. de Nicolai. de Donizetti.— — 26 1 DO THEATRO PORTIÍGUEZ 11 Ope cadante. de Verdi. II Barone di Dolsheim. Ines di Castro. La Regina di Cipro. i85o D. Tetnistocle. de Ricci. Trionfo delia musica. Ines di Castro. de Mèrcadante. de Donizetti. LOrfanella di Ginevra. de Paccini. de Verdi. de Coppola. Uoccasione fa il ladro. de Donizetti. de Cagnoli. Caterina di Guisa^ de Coccia. de Donizetti. Rigoleto. de Donizetti. de Bellini. de Paccini. II Bravo. Lui^a Stro^p. Caritea. de Donizetti. Paolo e 'Virgínia. de Bellini. I Purilani. I falsi monetari. La scala di seta. Adélia ossia la figlia dei arciero. Semiramide. Chi dura vince. Guglielmo Tell. Giovanni di Calais. I due Foscari. de Coppola. I Lomba rdi. de Paccini. de Donizetti. de Meyerbeer. de Mèrcadante. Virgínia. 'Pasquale. de Ricci. de Bellini. de Generali. Anna Bolena. de Paccini. Sampiero. iSSy Ajo neirimbara^^o. Chiara di Rosemberg. de Donizetti. de Mèrcadante. Fausta. Tarisina. Sebastiano. l Cavalieri di Valenja. Maria T^adilla. de 1849 Verdi. i835 Assédio di Corinto. Alessandra neWIndie. de Nini. de Schira. de Aspa. Maria Stuarda. 1827 Astartea. i85i Charles VI. / Capuletti ed i Montecchi. i838 / Briganti. Esmeralda. — — — — — — — — — — U — — — . Giovanna d'Arco. de Marliani. La Regina di Golconda. de Auber. de Coppola. de Mèrcadante. de Verdi. de Savi. Lui^a Miller. de Donizetti. de Ricci. II Giuramento. de Verdi. 11 Pirata. de Rossini. Olivo e Pasquale. Margherita di Anfu. de Mèrcastello dei spiriti. TJggero it Danese. de Rossini. Gli Avventiirieri. de Donizetti. 1828 Adele ed Emerico. Adriano in Siria. 184. // Corsaro. de Mazzucato. de Ricci. Gli Illinesi. / U^ormandi a 'Parigi. Norma. 1 1844 'Profugi di Parga. Saffo. de Lillo. Beatrice di Tenda. Nuovo Mosé. de Schira. Beli^ario. La Straniéra^ de Bellini. de Verdi. 1826 Adelina.. de Bellini. de Paccini. Elena di Feltre. duca di Bari. Gli Orajji e Curia^^i. Giovanni. Didone abbandonata. La Muta di Portici. de Bellini. de Donizetti. 11 fanático per la tmisica. de Verdi. de M. Gemma di 'Vergy. de Donizetti. de Mèrcadante. de Vaccai. de Donizetti. de Coppola. de Rossini. L" Assedio di Diu. La Fidani^ata corsa-. Adina ossia il Califfo di Bagdad. Marino Falicro. Saneia di Castilla. de Sanchez. de Rossini. Lúcia di Lammermoar. Bucefalo. de Mèrcadante. I due Figaro. de Fioravanti. 7 due sergenti^ de Ricci. de Donizetti. de Miro. de Generali. de Saneili. i853 cAIalek-Adel. Zaira. / dueforsati. de Persiam. de Meyerbeer. de Mèrcadante. de Meyerbeer. de Mèrcadante. de Arieta. // Conte di Chalais. de Donizetti. de Mèrcadante. de Miro. de Nini. Luigi Rolla. La Traviaía. Maometto II. Crociato in Egito. 11 nuovo Figaro. Lajarello. Maria regina dUnghiterra. Egilda di Provença. La pastorella feudataria. 1842 de Donizetti. // Templário. Pia di Tolomei. de Donizetti. de Paccini.

de Frederico Guimarães. de Alfredo Keíl. de Puccini. de Wagner. Griselda. de Berlioz. de Mancinelli. de Alfredo Keil. de Rossini. de Petrella. lone. Serrana. Fedora. Bohéme. de Bizet. Pao~ 1908 lo e Francesca. Lackmé. //erorfjadc. de Franchetti. 1901 cagni. 1899 — Weríher. i883 — Lohengrin. de Bizet. — — — — — — — — —V — — — — — — — — — — — Ambroise Thomas 1882 — Beatrice. Sibéria. de Puccmi. — — Romeu Francesca de Rimini. de Gounod. 1871 Ruy Blas. de Verdi. de João Arroyo. Louise. Amor de 1907 perdição. de Sá Noronha. de Filliasi. 1895 — Manon. de Verdi. Dinorah. de Mascagni. de Verdi. de Apolloni. Poliufo. Laureana. de Wagner. 1886 — Gioconda. André Chenier. de Massenet. e Julieta. 1881 Mefistofele. i863 Fiorina. L'Ámico Frit^. Fausto. Darias. i885 Cármen. Hero e Leandro. do Visconde do Arneiro. de Ciléa. de Ambroise Thomas. de Charpentier. Adriana Lecouvreur. Adriana Lecouvreiír. de Massenet. de Boito. ^erelita. de Massenet. 1891 Frei Luij de Sousa. Samsão e Dalila. V\^avio Phantasma. 1869 de Petrella. 1893 — Orfeo. de Augusto Machado. Cavalleria Rusticana. Massenet. Hamlet. de Verdi. de Battista. de Rubinstein. de Verdi. de Gastoldon. de Wagner. Asrael. de íris. de Massenet. de Mancinelli. de Mercadante. 1896 Bohéme. 1903 — Germânia. oMarco UisconU. de Carlos Gomes. Marina^ de Arrieta. de Alfredo Keil. Le Jongleur de Notre Dame. 1877 Aia a. de — — — Weber. 1807 1868 Arco de Sant'Anna. Tristão e Isolda. de Halevy. 1890 — A Estrella do C/^orle. de Puccini. de Flotow.— Ope DICCIONARIO 262 i856 VAsssdio di Leyde. 1889 — Otello. Sapho. de Braga. de Massenet. — Dona Branca. 1874 1875 — Fra Diavolos de Auber. Esmeralda. Cabrera. Freyschut:^. de Dupont. 1903 — Thdis. de Meyerbeer. Manon Lescaut. 1859 1860 Aroldo. de Masca1892 — gni. de Gounod. de Franchetti. de Miguel Angelo. de Ricci. For^a dei Des1873 tino. de Verdi. de Massenet. de Puccini. de Augusto Machado. 189+ — Falstaff. Pei858 lagio. de Massenet. 1878 // Conte Ory. Mignon. de Meyerbeer. de Verdi. 1879 1880 Guarany. de Saint-Saens. 1872 Calígula. Carlos. 1 — . de Donizetti. de Meyer1888 beer. Pes1887 dores de pérolas. UEbreo. Un bailo in tnaschera. de Marchetti. i865 Crispino e la comare. Alala Pasqua. de Léo Delibes. de Freitas Gazui. Tanhãuser. de Wagner. de 1857 ni. 1900 de Giordano. do Vis1876 conde do Arneiro. 1884 Rei de Labore. de Giordano. de 1897 Leocavallo. 0)06— Damnaiion de Faust. de Leocavallo. Simão Bocane- — — — gra (refeita). Tosca. Irene. Manoel Menendez. de Verdi. de Franchi/ Vespre Siciliani^ de Verdi. de Ponchielli. — de Mas1902 — Mestres cantores. Eurico. 1870 D. Má1898 rio Wetter. de Giordano. Marta. de Gluck. L'Ebrea. de /erdi. Madame Butterfly. de Petrella. 1904 — Remonto. de Wagner. VElisire di giofvine^ífa. 1861 Simone Boccanegra. de Vera. de Pedrotti. Africana. Palhaços. de Augusto Machado.

PRINCIPAES ARTISTAS DRAMÁTICOS DA ACTUALIDADE .

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entre as quaes: O l< elogio maf^ico^ Semana dos nove dias. nas adegas ou em qual- quer parte. Veio depois fazer empreza no theatro da Trindade. honrando bastante aquelle a tem conser- em Pernambuco rado para e o iheatro de Maranhão. Maria em 1882. Foi escriptuD. novo que muito promette. a 24 de janeiro de i855. Mas o que é verdade é que o seu valor e a sua veia Alfredo Carvalho — Um cómica foram desde logo reconhecidos. Os emprezarios começaram a çHs- .' Ramerrão.isboa e ao Brazil. Affonso Taveira Traz-os-Montes. porque Ihonão permutem os seus pezados encargos de ensaiador. Alfredo CarNasceu valho — do e Santinhos fundou uma empreza no theatro D. dindo sempre. orgulha-se o engraçadíssimo artista de distincta família. onde prestou bons serviços. Âlegrim Cursou o Conservatório.tinuou nas provinciiis. conservando ainda parentes próximos optimamente colloeados. onde fezepochas com bella posição na sociedade lisbonense. Tangerinas magicas. que o é muito bom. Estreiou-se no Porto. com magnihcas Affonso Taveira digressões a I. Arte Nova e outras muitas. até em theatros improvisados nas escolas. Em 1879 foi pela primeira vez ao Brazil. Com José Ricar- do Gymnaque começou carreira e se a sua conserva progre- ainda. onde se conserva. de lá sahiu çorn sua carreira nos theatros da feira e nas barracas populares. Foi por alguns annos actor e ensaiador da empreza Alves Rente. contractado para o theatro Baquet. representando com muito agrado — boa fama e é dos raros que vado. Foi depois único em- este popular actor em Lisboa. e de emprezario arrojado.PRINCIPAES ARTISTAS DRAMÁTICOS DA ACTUALIDADE Nasceu em Crestello. de que tem dado innumeras provas. Capital federal. no drama O Lago de Kilarney. E assim coi. Vindo de Alegrim uma prezarionotheatro do Prmcipe Real. estabelecimento de ensino dramático. Affonso. ter começado a brilhantíssimas. Taveira já muito pouco representa. Foi no theatro sio lá No anno seguinte foi para o Porto. a 6 de janeiro de i85o. do Porto. montando luxuosamente peças de grande espectáculo.

Se eu fora rei. Avenida. a nostalgia do theatro e. Não ha outro artista que disponha do publico como elle. como são por exemplo: o Rei da magica <yl gata borralheira. no drama de Victor Hugo Nossa Senhora de Paris.. sem nunca ser inconveniente. a 29 de ja- neiro de 1848 o actor Álvaro Filippe Ferreira. Improvisa admiravelmente. O que faiçem as ro^as. Pouco tempo se conservou n'este theatro. sem que para Principe Real. Ahi fez progressos e mais ainda nas tournées que fealisava nas epochas de verão. districto de Álvaro — Maria. correcto . Esta dar Real. em março de igo8 reapparece com todo o seu antigo vigor. i estreia foi uma grande esperança e um verr dadeiro êxito. De lá sahiu para se contractar no theatro Avenida. bresahindo no Bibliothecario Com a empreza Rozas & Brazão passou para o Álvaro Cabral dedicando- se nas horas vagas á arte dra- mática.. Foram pasmosos os progressos que Álvaro fez no Principe Real e em seguida em D. isso tivesse motivos. com muito agrado importantes papeis. Chegou-lhe. uma recita no theatro do Príncipe onde então era emprezario José Carlos dos Santos.Alv putal-o e o seu progresso DICCIONARIO como artista desfoi 266 envolveu se extraordinariamente nos theatros dos Recreios. Amélia e tem ido ao Brazil. Poucos actores tiveram carreira tão brilhante pela excellencia dos papeis que lhe confiavam e pelo muito que o publico o festejava. Rua dos Condes. o Agapito do 5olar dos Barrigas. Foi depois ao Brazil na companhia de Emilia Adelaide e mais tarde n'outras. Gymnasio. Já ninguém mais esperava vel-o em scena. Ce^ar de Ba^an. no theatro de Almeida] Cruz i^ em que tem obti- do maior êxito são as seguintes: Bohemia. c^/fredo Carvalho tem graça natural. onde é apreciadissimo. provocando tempestades de riso. uma graça muito sua. Amélia. já pela sua bella figura. D. No mesmo theatro e com idênticos logares continua na empreza Galhardo. etc. so- um dos mais di- lectos discipulos do grande actor Santos. & Brazão. Álvaro acceitou e estreiou-se a 16 de setembro de acto. Alfredo Carvalho em todos os géneros tem papeis magnificamente interpretados. Veio para Lisboa seguir a vida commercial. como actor e secretario. fazendo em seguida os papeis em que tão festejado fora nos dramas As duas orphãs e Morgadinha de Valflor. que o viu representar e immediatamente lhe fez uma proposta para o contractar para a sua companhia.. na comedia em Eduardo Vidal. Nasceu na Vieira. abondonou a carreira e foi viver na terra da sua naturalidade. principalmente os seus coUegas. Nos compadres das revistas é inegualavcl. Estreiou-se no theatro da Rua dos Condes. represen- tando dores. com ama- Com estes Álvaro theatro D. já porque progride. entrando para — a empreza Rozas D. Trindade e D. em que fez Leiria. Nasceu em Villa Nova Álvaro Cabral de Gaya a 22 de junho de i865. lix Telles de Mas não é só nos compadres de revista que elle é insigne. A quantas peças d'este género tem elle dado longa vida com a feliz collaboração dos seus ditos impagáveis? Basta citar o Lucas do Tim íim por tim tini. Maria. já pela sua bonita voz. como muitos pretendem. ainda cheio de vida e de talento. o diplomata da V^iniche. empreza José Ricardo. Es- — treiou-senotheatro da Trindade e ali quasi sempre tem trabalhado. en- Um Na opera-comica e na Almeida Cruz opereta é hoje um dos artistas mais estimados. Verónica. oAlvaro Cabral é um espirituoso cavaqueador e um escriptor muito gracioso. onde [é um dos artistas mais apreciados eum bello auxiliar. As peças tregando-se durante quinze annos unicamente á cultura do solo e aos prazeres da caça e da pesca. o Cosme do Tamtam e o FéMeyrelles do Sal e Pimenta. Amélia. imitação de 1868. o Alcaide do Burro do sr. no theatro do Principe Real. em 1890 na revista Tim tim por tim tim. Fez uma pequena epocha no theatro D. alcançando sempre verda- deiros triumphos. o mordomo da Cigarra e tantos outros. Alcaide. porém. De volta do Brazil mais applaudido era no grande e magnifico repertório que desempenhou no theatro do bello dia. Dragões de Villars.

Frequentou com muita distincção as escolas dramáticas do Conservatório. um actor intelligente e um magnifico ensaiador. empreza Rozas & Brazão. Já ahi fez bella figura. prin- Antes de ser tista foi ardis- um tincto amador Armando Vasconcellos dramático. contando innumeros amigos. duas para o theatro D. 1895 entrou para o theatro da Rua dos Condes. Alcacer- Rogério Laroque. Nasceu em Tavira a António Pinheiro 21 de dezembro de 1867. Janeiro Tem di- visitado o Rio de com versas companhias e éali bastante estimado. 1894 foi contractado para o theatro D. Foi ao Brazil n'uma companhia organizada pelo actor Valle e muito lá agradou. Amélia com os títulos Género gordo e Exposição de S. salientando-se principalmente no Duque de 'Vijeu. Maria. como o demonstrou em 4 revistas do anno. do Porto. Tem — em Lisboa. cipalmente nas peças Kibir. Indus- Voltou ao Brazil na companhia de Furtado Coelho e lá passou Santos. Professa ideias modernas sobre arte.267 DO THEATRO PORTUGUEZ Aug e cheio de verve. ao fir- mou a sua repu- Augusto Machado . um bom director de scena. onde appareceu na magica Pelle de Burro. passando depois ao Principe Real. de Lisboa e em seguida para o do Principe Real. Penedos do Inferno. VI. fazendo ahi grandes progressos. Lui^ — feito reira da a sua carnos theatros Trindade e Avenida sempre agradando e progredindo. Em 1876 foi contractado para D. se Aiifiusto Antunes Augusto Antunes tem desempe- proficiencia importantes papeis de centros dramáticos. Maria. Luiz e duas para o theatro Avenida Familia Piranga e Santo António theatro de D.e um óptimo elemento em qualquer companhia. Maria II é ali actor e ensaiador. Ao regressar a Lisboa formou companhia para o Algarve. Bibliothecario e Leonor AjTonso Augnsto Antunes — Nasceu a 22 de outubro de 1849. dirigiu durante uma epocha uma companhia contractada para o Principe Real de Coimbra e. estreiando-se ali no dramarítimo O Botão d' Ancora. Organisou ma António Pinheiro No mesmo tro se thea- para a de Ismehia dos em seguida companhia para o estado de S. Amélia. Guerra em tempo de pas[. o ali D. e conserva. desde o começo da actual empreza do conservou por muitos annos na empreza Rozas & Brazão. A' sua iniciativa se devem muitos benefícios para a classe dos artistas dramáticos nacionaes. Voltando Gymnasio. E' dos actores portuguezes mais intellígenies e instruidos. XI. Estatua. onde tem feito brilhante figura como actor e ensaiador. já como actor-ensaiador. Morta. Estreiouse no Gymnasio em 1886 no drama Nobres e plebeus. Tem sido contractado nos theatros do Gymnasio e Principe Real. Estreiou-se em 1868 no theatro das Variedades. Pinheiro é hoje considerado um dos nossos primeiros artistas. no drama Amor da pátria. bella figura e caracteriza-se admiravelmente. Grande trial. Em 1889 voltou para D. E' um distincto discipuAraújo Pereira lo do Conservatório. Em 1897 voltou para o theatro de D. Maria. Telles. etc. conservando a estima dos seus coUegas e do publico. Aífonso. onde mais agradou. Maria II. Fedora. No anno seguinte passou para o theatro de D. Em com a qual pas- Em sou para Amélia. E' um apreciáArmando Vasconcellos vel tenor de companhias de opereta. onde bastante se salientou era diversos papeis de vários géneros. E' uma utilidade no theatro. Hamlet. que muito o teem distinguido. Começou no — Gymnasio. com a qual seguiu para o D. Paulo. Em 1869 passou para o theatro do Principe Real. Foi depois novamente ao Brazil. nhado com grande Tem Augusto MaE' um chado dos novos que — mais cotação teem alcançado.

onde continuou com o actor Santos. no drama Os Campinos. Trindade. Alfageme de Santarém. Augusto Rosa as em- brilhantissimololhe estava reservado. em 1872. desde Manáosa Porto Alegre. Tem representado em todos os thea- tros de Lisboa e com onde muito agrado bastantes papeis de géneros diversos Para o theatro de D. Vizeu. a 28 de janeiro de 1873. do Porto. Maria. e ali mostrou que realmente tem muito valor. 268 tacão de artista correcto e distincto.. é que tem muito merecimento e que actualmente^ha poucos que o egualem no género em que é excellente. Ali se con'W~^ servou até 1874. O seu verdadeiro género são os galans dramáticos. Augusto de Mello honra a scena a que peftence e o seu nome ficará memorado nos faslos do theatro portuguez. na comedia O Morgado de Fafe cm Lisboa. No cómico. O que é innegavel. Gymnasio. quando voltou foi escripturado para o theatro da Rua dos Condes. e. Familia americana. Rua dos Condes.Cáe DICGIONARIO Conspiração na aldeia. Recreios e Avenida. Estreioi'-se no theatro do Gymnasio em 1870 na comedia oAs informações. Triste viuvinha e muitas outras. Fallindo a empreza. próximo Emilia Adelaide. de norte a sul.. e. qualCaetano Reis Ba^nn. Sociedade onde a gente se aborrece. Maria. não é tão feliz. no theatro do «io. Andou depois por fora Alcacer-Kibir^ CuA^ul. mesma comedia se Gymna- em que acceitou escriptura para o Porto. onde muito agradou. Nasceu em Lisboa a Augusto de Mello i3 de julho' de i853. Ca^ar de podem confiar nelle. ao lado de seu pae. sa. No regresso entrou para o theatro D. de que era sócio Augusto Rosa foi com a sua excellente companhia para o theatro D. no lírazil. Caetano Reis — Nasceu em Lisboa a 9 de novembro de 1859. Que- D'ahi em Augusto de Mello diantetemtriumphantemenie percorrido todos os theatros de Lisboa: D. para o theatro da Trindade. no CarAlberto. voltou para Lisboa. entre os quaes os das peças D. E' inquestionavelmente um dos nossos primeiros actores e o primeiro dos ensaiadores. tendo sabido captivar as sympathias do publico. Estreiouse em 1892 no theatro da Rua dos Condes. o grande actor João Anastácio Ro- rendo fazer mais trabalho do que aquelle que lhe davam. em que gosta de trabalhar. Muito novo se estrelou no theatro dos Recreios. Com essa foi companhia Alexandre Azevedo — ao Brazil. Meia de Lisboa companhia na de • Azevedo a — Nasceu em Cabanas. Amélia. Amélia. Esteve depois na Trindade e no D. fez em que é sempre festejado. onde elle ainda hoje se conserva. a empreza Rosas & Brazão. E' também distincto professor da escola dramática do Conservatório. No mesmo anno e na estrelou em Lisboa. Tendo o governo dado o theatro de D. De um momento papreza s ra o outro. 1)1. em quasi todos os das províncias. Amélia. n'uma sociedade dirigida por Pedro Cabral. Duque de Leonor Telles^ Illusòes perdidas. Tio Milhões^ SUbstitue . do Porto. até que se evidenciou nas peças PrincefíT — JorgCy Helena e Condessa do Freixial. Da sua illusiração tem dado brilhantes provas na imprensa e nos livros que tem publicado. Andrea. nos principaes. Actor disci- plinado. no drama Mar e Guerra. continuando a ser um actor de primeira ordem e um excellente ensaiador. onde foi bastante festejado. Principe Real. para livrar de apuros. Jmmediatamente se salientou em notáveis trabalhos. AJfonso TJi^eu. percorreu por muito tempo as províncias até a que foi contractado para los empreza Miranda. Maria foi em 1876 occupar o gar que Porto. Passou depois a fazer pequenos papeis no theatro de D. nhado. Maria a outra sociedade artística. Augusto Rosa Nasceu em Lisboa a 6 de fevereiro de i852 e estreiou-se no theatro Baquet..

mais tarde para o Brazil. empreza Lucinda Simões. onde bastante se salientou em diversos theatros. tendo ahi trou para sociedade. ilhas des. depois o D. theatro em que ainda hoje se conserva e onde tem firmado a sua magnifica carreira artística. na magica ou revista. proemivel e nente n'um theatro de comedia. No anno seguinte foi contractado pela empreza Rosas òc Brazão para o theatro de D. trabalha. Ali fez ainda outros papeis. Em 1898 entrou como societário para o theatro de D. Seguiu depois para as províncias. Estreiou-se no theatro da Rua dos Condes. com que conquistou um dos primeiros legares d'aquella scena. por maior que seja o papel. — onde muito agradou. contractado por Lucinda Simões. Em i883 foi contractado para o theatro sio. tornando-se um actor útil. Estreiouse em 1898 no theatro de D. Maria na comedia em um acto O Leque e na comedia — do Gymnaonde ainda em 3 actos A kermesse Entrou ahi com distincção em diversas peças. no vaudeville ou opereta. tem um jogar incontestá- Zé Povinho. Eni 1896 enCarlos Leal a 27 — Nasceu Maria e n'este theatro se conserva. passando em 1894 para o theatro hoje se conserva. uma que importantíssimos papeis feito com muito vor. Chrispim. em todos os géneros: galans ou centros. Seita negra. onde muito agradou. com diversas companhias e em papeis de Carlos Santos variados géneros. Eslreiou-se ças: no theatro do Rato. Dentro dos limites da sua cathegoria. logar que lhe está reservado e onde poderá prestar importantissimos serviços Carlos Santos no theatro dos Recreios. Amélia. Nas suas muitas tournées ás províncias. principalmente nas pe.269 t>0 THEATRO PORTUGUEZ e Brazil tem Cai« quer collega. intelligentissimo. E'. muito illustrado. Seguiu depois para o Porto. sem fazer má figura. pela sua figura. Amélia. onde fez um grande repertório de comedias. Amélia. Carlos Oliveira pelo seu real valor. do Gymnasio. pre semconseguido ai incondicion d' agrado. de dezembro de 1878. tendo creado um magnifico e interminável repertório de coCardozo medias. Maria II e com essa empreza seguiu para o theatro D. pelo género em Cardozo — Nasceu em 1881 a 5 de abril de 1860. onde tem mostrado bastante progresso. pois. na Madame Sans-Gene. Carlos dOliveira Carlos Santos Nasceu a 5 de novembro de 1872. Fez uma digressão á ilha da Madeira. pas- — Ei^treiou-se - em Lisboa sando depois para o da Rua dos Condes. sempre com agrado crescente. Talentoso por herança. este artista honra o theatro portuguez. bem conveniente em qualquer thea'tro. Quatro noivos ríiim sarilho e Filha do sr. que d'elle espera ainda muito oomo actor e como ensaiador. Voltando a Lisboa tem . e por fim o da Rua dos Con- Carlos Sané filho do actor grande Carlos Santos Voltou ainda ao D. tos lou- explorava otheatro da Trindade. uma verdadeira utilidade. Carlos d'01iveira Nasceu a 14 de setembro de 1871. que se aistingue e de que ha tanta falta. Santos e da notável actriz Amélia Vieira. isto em 1895. cheio de distincção. Mar i a da Fonte. até que voltou Carlos Leal para o Principe Real de Lisboa. no drama ou na comedia. Ei>treiou-se em 1895 no theatro do Frincjpe Real em uma revista.

não o é menor j no valor artísti- co. onde ainda hoje se — de percorrer as provin- conserva. Amélia. Este artista é uma verdadeira utilidade n'uma companhia. Christiano de Souza GymEduardoBrazáo considerado querido. seja dita a verdade. Amélia. Estreiou-se actor bastante distincto para que o publico de Lisboa e pro- um Em vmcias e o Brazil tanto do o apreciem apezar da sua obesidaChaby Pinheiro de. Tem feito com felicidade diversas digressões pelas províncias e Brazil. entrou para os theatros de Lisboa. em 1888. Porto e provindas. E' realmente preciso que seja contractadópara o Príncipe Real. Em 1880 foi dispondo de uma voz. se é gran- acompaenorme volume de no physico. agradável — obteve bastante agrado e é in- questionavelmente ta um artis- de valor e Carlos bastante útil n'u- ma nha empreza. em uma revista do anno. Passou muitas terras da provincia e em quasi todo o Brazil o seu nome é hoj e bastante depois ao nasio. Porto. que. em de já fez melhores papeis. Avenida e D. em pequenos peis pa- Em no theatro Lis- do Príncipe Real D'ali sahiu para a Trindade. e onde bastante agradou e fez varias digres- . mas é um actor utilissimo. no Porto. conse- guindo nunca desmanchar o conjuncto. Nasceu em Lisboa a 6 Eduardo Brazão de fevereiro de i85i. um excel lente ensaiador e um incansável emprezario. onde era muito estimado. onde hoje — é um distinctis- — simo actor. Com muita disposição natural e a principio um actor brilhante. ilhas e Brazil Í7Ô sido escripturado dos theatros da Trindade. on- boa. No nosso theatro não ha melhor diseur.1 Edu DICCIOÍ^ÀRIÔ Depois Conde das com modesta companhia. para os theatros de Lisboa. Porto e Brazil. onde começaram a aproveitar-lhe a bonita voz que possuía. com bastantes aptidões e que sempre presta excellentes serviços ás emprezas que o contractam. principalmente no theatro D. pois que trabalha em todos os géneros. fazendo também diversas tournées ao Brazil. De então pasó d'ali regressando ra cá tem trabalhado incessantemente em quasi todos os theatros de Lisboa. NasCorreia Augusto Conde ceu em Lisboa em 25 de dezembro de 1854 o festejado actor José Maria Correia. Foi em seD. que o prejudica. seguiu para o Correia Rio de Janeiro. E' um actor utilissimo. guidaj para Maria II e logo depois para o Rato. Carlos Vianna— Veio de um theatro de Não é amadores. Vianna Chaby Pinheiro' este O retrato que artigo ^mostra o destejactor. onde já se salientou. Christiano de Souza Deixou magnifica posição na magistratura para se entregar de todo o coração ao theatro. Passou depois para o Variedades. onde muito pro1882 grediu. Estreiou-se em 1875 no velho theatro da Rua dos Condes. mas ainda contrários á sua Índole artística.

não podia deixar de fazer parte da companhia do Príncipe Real. operetas.» bO ThEATRO PORTUGUEZ 1 Gom soes ao Brazil. tendo feito uma boa administração. No Porto continuou por três epochas. empreza Perry & C. onde esteve até que a sociedade se desfez. Maria como societário de primeira classe. N'este ultimo anno voltou para D. Maria. Elogio mutuo. co- do sido rente. sendo mais tarde elevado á classe de mérito e ten- 19 de janeiro de 1869. AJfonso d Albuquerque. Eduardo Brasão é hoje dos primeiros e o mais brilhante dos actores portuguezes. estudioso. Trabalhou no Porto. se lhe não deu gran- des progressos. onde muito se desenvolveu como artista e onde deixou nome considerado. Alcacer-Kibir. Sena longo citar todo o seu vastissimo repertório em géneros vários. Ao regressar a Lisboa. eleito ge- em Ferreira da Silva medias. Eduardo Vieira no Príncipe Real tem sido uma verdadeira utilidade. na comedia O Desquite. Intelligente. Bibliothecario. Surpresas do divorcio. Maria II na comedia em acto A Herdeira. Muito tem progredido e muito d'elle ha ainda a esperar. dispondo de muito talento. Pouco ali se demorou. N'esta empreza seguiu para o theatro J">. Ferreira da Silva Nasceu no Porto a 5 de abril de 1859. Adversário. com que percorreu todo o Brazil. farças. Brazão & C* e em seguida sócio da empreza Rosas & Brazão. donde voltou em breve. A' força de estudo e aproveitamento dos grandes dotes que possue conquistou o logar proeminente em que se vê collocado. Alfa geme de Santa- rém e tantas outras. João José. Fura-vidas. que percorriam as províncias e ilhas. Isto. [D'ali sahiu em 1897 para ir fazer parte da sociedade artística que explorou o theatro da Trin- — em Lisboa a dade na epocha de 1897 a 1898. Entrou mais tarde para D. no theatro de S. em Ferreira da Silva continua n'este theatro. Fernando Maia Nasceu em Lisboa a 3o de maio de 1869. indo ao Brazil. bastante illustrado. Estreiou-se na terra da sua naturalidade eom a companhia dos actores Silvas. Estreiou-se no theatro de D. e voltou então ao theatro de D. 898. Ao organizar-se a sociedade artística que tomou o theatro de D. Limitar-nos-hemos a citar as peças em que maior êxito alcançou: Kean. D. Maria. deu-lhe um cerEduardo Vieira desenvolvit o mento. Em António 1890 veio para Lisboa COntrac- Gomes . Leonor Telles. passando depois a sócio da firma emprezaria Biester. Castellãs Os Velhos. Illustrado. Estreiou-se n'uma revista no theatro da Rua dos Condes e partiu logo depois para o Rio de Janeiro. como actor e ensaiador. onde conseguiu entrar na companhia Dias Braga. onde primeiro foi escripturado e discipulo do grande Santos. Amigo Frit^.. contractado na companhia José Ricardo. passando depois á primeira e mais tarde eleito]^ gerente.^napeça/^ríMce^a de Bagdad. dramas. em 1886. A/jfonso VI. João. Fidalgos da Casa Mourisca. Maria II. Eduardo Vieira — Nasceu hojedistincto loFernando Maia gar na scena portugueza. Amélia. desempenhando innumeros papeis tragedias. do Rio de Janeiro. onde se conserva como societário de mérito transcendente.â. empreza Rosas & Brazão. Severo Torelli. fazendo grandes progressos na empreza de Cyriaco de — 1 Cardoso. occupa \ Morta. Maria. oratóe magicas revistas. Estreiou-se no theatro de D. — Appareceu pela primeira vez no Porto. é innegavelmente hoje um dos primeiros artistas dramáticos portuguezes. Nasceu em Chaves a 14 de juGomes lho de i863. o theatro e a companhia que mais se equiparam ao Recreio Dramático e compannia Dias Braga. Fernando Maia entrou mo cosocietário de segunda classe. rias. occupando um dos primeiros logares. de que muito aproveitou.

Coífitrac tou-se depois com ValRua le para a dos Condes e ahi fez taes progressos.creios. Pôde ainda progredir e ser muito útil. Voltou ao Brazil e. 27a a Rua dos Condes. que em Lisboa ainda não foram devidamente aproveitadas. foi oflFe- pequena epocha no Porto com Portulez. mas ao de magnifico ensaiador. representou nos Alil Com pela empreza Rosas & Brazão. na revista Uvi sonho do citado auctor. sempre com muito agrado. o que acceitou. E' um artista de verdadeiras aptidões. de Lisboa. 1894 foi contrac-. Tem logar saliente em qualquer companhia e tem futuro. N'este theatro representou com o mesmo agrado durante trez annos. ilhas e Brazil. O seu merecimento não se limita ao logar de actor distmcto. se em S. Em Ignado Peixoto . Tem já um em qualquer dos primeiros theatros de Porlongo repertório de papeis cómicos.empreza Alves Rente. onde ainda hoje se conserva como dos pri.ção. estrelandose na revista Pastilhas do Diabo. no antigo theatro dos Reprincipalmente pela falta que na actualida. no regresso. Com a'morte d'este. em 1887. Estudioso em extremo. tem sem duvida um logar proeminente meiros artistas d'aquella caza. E' actualmente um dos nossos mais estimados e mais úteis artistas. sendo sempre festejadissimo. com a qual dade nas plateias de Portugal e Brazil. no Meno D Affonso. Ignacio Peixoto Nasceu no Porto a 20 muito tem agradado e nos quaes'é sempre festejado pelo seu publico. Fez ainda varias tournées ao Brazil e ás ilhas. occupando n'a quella companhia um dos pri- meiros logares. fez duas epochas no theatro D. fora. Paulo escripturou-se em i87q. Maria II drama tistica nha dade lia trovões. Tem grande populari- veio para o theatro Avenida. de Lis|B rf <j[ Gomes (i4lvcs tomado parte em diverHenrique' Alves sas tournées ás províncias. 't vastís- simo repertório. indo em seguida ao Brazil e regressando para o Porto. estreiando. de- — — Braga. No anno seguinte passou para o theaNasceu em Baião a 7 de setembro tro Chalet. e continuando bastante vam todos tugal. Com esta e outras companhias tem feito diversas epochas nos theatros de Lisboa e Porto e varias touruées ao Brazil. Estreiou-se no theatro Avenida. n'um ahi se desenvolveu extraordmariamente boa. em 1892.. EsGomes treiou-se no theatro do Príncipe Real no — Henrique Alves— Nasceu em Lisboa a 20 de julho de 1872. Amélia. que realmente de fevereiro de 1869. Vindo para Por- em di- Uma versaspeças. sua naturalidade. EnEm 1892 veio trando no Rio de contractado paJaneiro para a ra o theatro da companhia Dias Avenida. onde se conserva ainda. E' sempre um bello auxiliar das emprezas com que se contracta. Fez-se actor no Brazil. em que tugal. Nasceu em Lisboa em 1872. companhia agradando ahi que logo lhe recida escriptura para a Trindade. em que figura- em que fez grande successo. fez os gé- com agrado Grijó neros de theatro. Estreiou-se na terra da tem. intelligente. para a companhia de José Ricardo. que foi vantajosa- preza seguiu para o theatro D. dico á força. uma sociedade ardirigida por Pedro Cabral e que tiá frente o actor Valle. Grijó de 1S7Ó. onde bastante se salientou. Amélia. com bella dicda Trindade.Ign tado para biCGlONARIÓ o theatro da tanto. mostrando que a ellas se dedica e as auxilia. Demonstrou logo muito valor e por isso n'esse mesmo anno foi contractado para o theatro de D. Com essa em- theatros da Trine D Amébastante com agrado e mostrando muita disposição para os papeis cómicos. na revista Por dentro e por de ha de bons cómicos. Tem Henrique mente escripturado no theatro veres. cumpridor dos seus. distincto. e em 1891 para o Príncipe Real.

o que lhe deu um primeiro logar no theatro de D.SS. Seguindo para D. onde bastante agrada E' Javme Silva também apreciável i5 de no- como cantor. Maria II. Trabalhou depois na companhia José Ricardo e noutras sempre com bastante utilida- João Sih utilidade Faz actualmente parte da companhia do de. Voltou depoisao Principe Real e João Gil maistardeentrou de novo para D. Amélia e D. uma alia comedia. Porto. contractado pelo actor Valle. sido d'um brilhantismo ori- preza empreza Santos. menos que para substituir os notabilissimos actores Sargedas e Veio defi- Marcolino. Estreiou-se no theatro de D. N'esse theatro fez logo magníficos trabalhos. que ficará marcado nos annaes do nosso theatro. a qual passou para D. João Silva Nasceu em Lisboa em 1869. uma magica. Sem contestação é um dos primeiros. o velho actor Gil. na empreza Rosas & Brazão. tão em diante a carreira de Joa- radoparao theado Principe Real com a emCezar de Lima. em que muito se salientou. no drama patriótico dá restauração de Portugal. Joaquim Costa Nasceu em Lisboa a 29 de abril de i853. representa hoje o Lwíf Xh ánj^nhã as Duas Bengallas. Passou depois ao Principe Real e em seguida. Hespanha. E' ali estimadíssimo pelo seu mérito e pelo seu caracter. logo no Colyseu. — tante habilidade. Durante dez annos. logo o Cofre dos encantos e alternadamente um drama. provincias. ilhas e até em Trindade. no — drama O Cabo Simão. n'um immenso repertório de comedias Ignacio obteve grande nomeada e muitas sympathias. agora na Trindade. Tendo logo de começo feito bella figura na scena. Todo o seu inicio theatral foi feito sob a com ria. Fez um grande lepertorio.Tem percorrido as provincias e feito diversas tournees ao Brazil. Fez muitas tournees a todo o Brazil. ilhas e Brazil. uma farça. uma tragedia ou uma revista! E sempre brilhantemente. esteve nos theatros da >. ao lado de grandes — vembro de em 1861 no ve- artistas e nada lho theatro da Rua dos Condes. d'outra na Rua dos Condes e assim. o que faz que muitos o considerem o primeiro actor portuguez. Ali ficou depois com a quim d" Almeida tem ginal. TrabaJoaquim d-Almeida lhava hoje em D. D'en- nitivamente para Lisboa escriptutro ^^' . Ma- Gymnasio e Rua dos Condes. amanhã no Rato. Andou por muito tempo com seu pae. na magica Loteria do Diabo. theatro Avenida. onde dentro em pouco occupava um dos primeiros Jogares. João Gil — Nasceu em Lisboa a 1843. Estreiou-se Este artista tem realmente valor e é grande em qualquer companhia. muito progrediu sob a direcção do grande mestre José Carlos dos Santos. fazendo-se Rua dosCondes. em iS. agora o Papá Lebonnard. Maria. Amélia. em que muito se evidenciou e é ainda hoje uma figura primacial em qualquer companhia. percorrendo todos os theatros de Lisboa. Maria em 1870 na comedia Jui^ e parte. Jayme Silva Começou a sua carreira artistica como imitador do transformista Fregoli. já com Brandão e outros. Maria. ali tem conservado o seu bom nome de artista muito distincto. Maria 11. em companhias de província e ilhas. sempre applaudido e festejado.>' . justificadas pelo seu real valor. applaudir em Lisboa. Ultimamente esteve contractado no Principe Real. o que realisoucom bas- Pedro. Joaquim d'Almeida Nasceu em i838 e estreiou-se no theatro das Variedades. já com o notável artista António — 18 . d'uma vez no Gymnasio. em papeis de maior responsabilidade. provincias.273 DO THEATRO PORTUGUEZ Joa tado para o Gymnasio. com a qual seguiu para o theatro D. Estreiou-se em 1890 no theatro do Rato.

da Trindade e Avenida. Actualmente outra vez Júlio Soller comosimplesactor ou como en- José António do Valle faz parte da compa saiador e emprezario. Amélia. Maria. na comedia Taulo. tudo deve ao prestigio do seu nome. Nasceu em Lisboa a 14 de Júlio SoUer — um novembro de se tissimo. que tem José Alves representado nos theatros de D. José Ricardo . Gymnasio. no Principe Real. comedia. Estreiou-se no theatro de Variedades. A ordem é resonar. Ultimamente representou no theatro D. Madrinha de Charley e tantas outras. Estreiou-se no theatro do Gymnasio. Avenida e Rua dos Condes. com a qual percorreu as províncias e ilhas. Maria II. e também por protector. onde teve por ensaiador o notável Romão. Principe Real. AflFonso. na comedia de costumes. amigo e conselheiro o grande Taborda. Gato por homem. 1 | foi Joa- quim Costa no- meado societário de primeira clasmais tarde nomeado gerense e te. Foi pouco depois escriptura- exerceu com muita proficiência. vaudeville. províncias e Brazil. no D. Em boa hora o diga. que indiscutivelmente é dos mais cotados no nosso theatro. Tem feito varie s digressões ao Brazil. onde tem dirigido por vezes os theatros da Trindade.E' um artista de muito valor o actor Luciano de Castro. AfFonso. Contractado por Alves Rente. comedias: Commissario de poliDiabo atra:{ da porta. PrinReal. Noivas do Eneas. Um parocho virtuoso. emprezario. Passou logo depois para o Gymnasio. onde é muito estimado. bastando para sua gloria citar as nhia do Gymnasio. Gymnasio. José Ricardo é um magnifico ensaiador e como artista. Alcaide. até que veio para Lisboa. representa com a maior naturalidade e dispõe de grandes sympathias. E' um distincto actor. modesto actor. Porto. na Rua dos Condes. Poijá ensaiador dos theatros meiro marido de França. Trindade. se não se houvera feito apreciadíssimo não só n'aquelle theatro. fazendo com geito e limpamente pequenos papeis. que o publico com razão muito considera. além de ser engraçadíssimo. Pricia. deixar de caminhar a passos agigantados e tornar-se aqui e no actor queridoedistincBrazil do por Taveira para o Principe Real. e ultimamente se — Um revelou no theatro Avenida para maiores commettimentos. Principe Real e Rua dos Condes. drama e revista. ou cipe dos Condes e em todos os do Porto. Tem trabalhado çom muito agrado em todos os theatros de Lisboa. José António do Valle . pois. Maria. Estreiouno theatro do 1860 de Janeiro chefazer fanatismo e teria con- Gymnasio em com muito agrado. Burro do sr. Amélia.Nasceu em Lisboa a 20 de outubro de 1843. Não podia. E' um bello elemento para o drama. Luciano . Muito agrada e promette fazer muito mais. de Lisboa. No Rio 1843. do Porto e mais tarde para o Baquet. é muito intelligente. no D. em sociedade artística.Nasceu em Lisboa a 9 de fevereiro de 1860. Em seguida foi escripturado para o theatro do Príncipe Real. . muito distincto na comedia. grande utilidade.n'essa empreza esteve sete annoSj até que com Taveira e Santinhos se fez logar que Joaquim Costa emprezario do theatro D. a que o governo em 1898 cedeu o iheatro de D. Na comedia ou no drama tem sido um actor muito distincto e de. Na sociedade artística. que cresceu e o tornou gou a seguido uma for-' tuna. O seu repertório é enorme em opereta. O repertório do Valle é enorme. Foi depois contractado por Emilia Adelaide. Fez-se em seguida empreJosé Ricardo zario do theatro D.Aqui mas em Rua em Lisboa.que tem feito quasi toda a sua carreira no theatro do Principe Real.Luo DICGIONARIO 274 direcção do grande Santos.

Maria e D. no cido para o theatro. como actor. Açores e Brazil. E' dos melhores que ulti- DO THEATRO PORTUGUEZ Pat convenceu-se de que não era exagerada a fama. e. ensaiador. e reappareceu no theatro da Trindade.275 e até na revista. diz perfeitamente e. apresentase bem. salientando se logo no primeiro papel que desempenhou e fazendo successivos progressos. E' um actor correcto. ahi tem feito a maior parte da sua carreira. hombreando desfalleci- da carreira e pro- sem mento tas. co- papeis. Nasceu em Lisboa a 2 de marMattos ço de 1849 o actor aántonio Joaquim de Mattos^ que se estrelou no theatro da Trindade. em que desempenhou com muigraça a carium catura de ta O U^ascimenlo Fernandes está no começo polícia. mette ser um Nascimento Fernandes com os bom elemento primeiros lhe artis- O mesmo tem aconte- em divertournées á provincia. em i885. Nas suas tournées ás províncias. ilhas e Brazil. em 1884. sempre querido e festejado. muito agradou no Brasileiro Pancracio. Ahi agrado se demorou mais de vinte annos. e muito também o festejou. na magica A gata borralheira^ em 1869. onde. societário e emprezario. que se estreiou no theatro Chalet da Rua dos Con- — sas Luiz Pinto na magica A sombra do rei. Em Avenida e foi em seguida contractado para o theatro Chalet. até que em 1878 partiu com a companhia de Emília Adelaide para a provincia. que o levaram para os theatros de D. Luiz Pinto — Um actor novo Nascimento Fernandes bastante préstimo. Ahi agradou immensamente e mais se salientou fazendo o Zé Povinho da revista O Micródes. o publico um nalmente. que a seu respeito vinha do Brazil. Amélia. E' utilissimo n'uma companhia dramática. onde fez tro entrou em com muito os pri- muitas peças com agrado. em diversos theatros. tirando partido da simplicidade naturalidade e com que representa. Em 1887 escripturou-se no theatro Baquet. desempenho dos personagens de que se incumbe. mamente tem do as ti- compa- nhias organizadas para o Príncipe Real. do Porto. foi escripturado no theatro da Trindade. Nasceu a 29 de junho de Pato Moniz i863 o actor U^uno Alvares Pereira Pato Moni^. ensaiador e emprezario foi sempre dos artistas mais queridos. que se estreiou no Funchal. como ainda hoje o publico lh'o demonstra nas continuas tournées que ali faz com diversas companhias. entre outras peças. do Porto. disciplinado e natural. Quando regressou a Lisboa. Vindo para LisOliveira boa. durante este longo prazo. a Lisboa e Brazil tem agradado incondicioMattos meiros mo actor. tem alma e fogo. que tem sido muito útil na companhia do theatro do Príncipe Real eque ultimamente muito se sacom lientou na revista O' da guarda! — Começou este actor no theatro Luciano da Rua dos Condes. E' intelligente. no drama Alfageme de Santarém. N'este thea- — 1888 fez parte da companhia que inaugurou o theatro bio. Regressando ao Porto. contractando-se no theatro Avenida e de- — . Oliveira Nasceu em q de março de i852 o actor Manuel dos Santos Oliveira. No anno seguinte veio para Lisboa. o que já são apreser para qualidades suflicientes ciado.

e no Brazil. Solar dos Barrigas e Noite' e Dia. Nas emprezas de Taveira. José Ricardo e Sousa Bastos tem trabalhado em Lisboa. Avenida. Quando voltou a Lisboa entrou para o theatro dos Recreios. Ultimamente muito se salientou no theatro Avenida. Tem depois teito diversas epochas no Principe Real. até que Pedro Cabral voltou ás ilhas. Em 1880 passou para a Rua dos Condes e em se- inauguraro theatro Avenida. trabalhando ao sabor de todas as plateias. na mes- — mas. 276 comopoucastem havido nos nossos theatros. Trindade. Esteve depois duas epochas no theatro da Rua dos Condes. Amélia. principal- tado no Norte do Brazil. Nasceu no Porto a 23 de novembro Sá de 1860 o actor oAntonio Sá. Rua dos Condes. Seguiu d'ali para o Principe Real. D. n'um fatigante e intelligente trabalho. voltou para o Porto e ali se conservou até 1888. e Em Lisboa sabe representar ou na provincia. etc. Possue uma linda dor. Principe Real. ma companhia se estreiou como artista em — 1892. E' no drama um artista utilíssimo. depois de ter escreios. nas peças C/í Boneca. Gymnase sa- onde Em lientou em varias peças. Começou este artista n'um Santinhos theatrinho improvisado em Belém e seguiu depois para o f'orto. Esíreiou-se no theatro Avenida. onde tem feito a melhor parle da sua carreira.San pois no Príncipe Real. Pinto Ramos Nasceu em Lisboa em 1877. do Porto. em que veio mente no drama Mulher-demonio. indo ainda ao Porto e regressando para o theatro da Trindade. DIGCIONARIO voz de tenorino. Porto. depois de ser corista da companhia Taveira. Fez por bastante tempo parte da companhia José Ricardo. talvez a mais potente que os nossos theatros teem possuído. excellente ensaiacomo o tem provado nos theatros de D. Em 1890 foi dirigin- do uma companhia de opereta aos Açores. Quaesquer faltas que se lhe possam notar são desculpadas pela sua excellente voz de tenor. foi depois inaugurar o Koque da Avenida. D'ahi em diante. caminhando sem cessar de companhia para companhia. em 1880 para o theatro dos Recreios. para o sio. em seguida foi para o Porto evoltou para os Rei885. para o theatro dos — . como' até ahi. tido e te- tem conseguido o uiaior agrado. guida para o Baquet. principalmente. amigo da sua empreza e digno de toda a estima. ilhase Brazil. aonde tem feito diversas toiírnées. Fez ultimamente a sua primeira viagem ao Brazil. Avenida e Rua dos Condes e de quando em quando no Porto. onde foi muito bem recebido. Roque como actor é uma bella utilidade. na peça Kin-Fá na China. em 1877. E' disciplinado. passando em seguida para a Rua dos Condes. No regresso fundou uma sociedade com Valle e outros artistas para explorar os theatros da Trindade. obtendo sempre agrado. onde teve bastante êxito. em Alcântara. Em 1879 passou para o theatro do Principe Real. tem este útil actor passado uma vida de Judeu Errante. que. Amélia e Rua dos Condes. melhor do que quasi todos os tenores que te- mos mos. em que se tem mostrado não só correcto actor. de theatro para theatro. do Porto. de terra para terra. Augusto. Voltou ainda ao Pará e no regresso formou nova sociedade para exploração do Real Colyseu. veio fazer parte da que inaugurou o theatro D. que as emprezas nunca se arrependem de haver contractado. províncias. entrou logo sahira. que acompanhou ao Brazil e aqui e lá obteve sempre muito agrado. De regresso a Lisboa. NasRoque ceu em Lisboa a 21 de março de i85o. Depois de percorreras proPato Moniz — Pinto vincias n'uma companhia que d'aqui Pedro Cabral— Nasceu em Lisboa a i de julho de i85S e estreiou-se no Gymnasio na comedia Todos assim.

Tem muitas sympathías no publico de Lisboa. O Gymnasio ainda nao encontrou outro galan. onde muito agra- dou n'uma revista intitulada O Porto por um canudo. que mais agiadasse ào seu seu publico. assim — como não -^ e com elle se conserva no theaSantinhos tro da Trindade. canta afinadamente e agrada. No Gymnasio se tem conservado ha 28 annos. Foi com a companhia Taveira aos Açores e pois contractado em quasi todos os theatros de Lisboa. E' alegre. Affonso. províncias ou Brazil. que por muitos annos esteve no Gymnasio. Tem estado de- retirada da scena até que. E' um artista de bastante valor. Possue um longo repertório de operetas em que muito sobresahe. No theatro é uma verdadeira utilidade. Estreiou se no Gymnasio em 1&80. trabalhando principalmente em papeis cómicos. palmente na Re vista de i8j8. Na comedia não é menos útil. onde se se comprehende Isto não é de es- bem vel-o n'outro palco. porque assim acontecia com ogrande Taborda. mas é inquestionável que tem valor. E' um artista um pouco apagado. A falta de Telmo no Gymnasio seria bastante sensível. para os quaes a sua quando re- physionomia mais se presta. e ainda — Telmo Larcher tem um ímmenso repertório de comedias. Esteve no Porto e veio depois para o theatro Avenida. Em — Lisboa treiou-se no tro do Principe Real. Sarmento Actor bastante distincto. Com a mesma correcção e a mesma boa vontade faz uma rapariga desenvolta ou uma característica. agradando e sthea- scena requer. Cont ractou-se depois no Príncipe Real com Taveira. he- no estreiou-se theatro do princi Principe Real. é um cómico apreciável. tendo apenas 14 annos de edade.T)o apro- no drama Os ve Incendiários. suas ê Nas Telmo digressões pelas províncias Physicamente tem todos os dotes muito tem egnalmente Brazil agrí-dado. trabalhando com muita naturalidade. conserva. Adelaide CouNasceu tinho em Lisboa a 25 a n eiró de de an1861. Fez-se actor no Brazil. muito útil em qualquer compaSarmento nhia. com Valle outros. onde fez muitos ^ progressos e bastante agradou. Aos que a veste bem — — j 1 1 nos também sem sitações.. depois para o Baquet e mais tarde pard o Principe Real. gressou ao Porto tícou como societário no theatro D. n'alguns do Porto e tem feito diversas tournées ao Brazil. na magica Princesa A:^ulina. em que muito se tem salientado. uma fidalga ou uma camponeza. Setta da Silva agradando ali muito pelo seu trabalho e pela bonita voz que possuía. o que o torna ainda mais apreciável. principalmente pela talta de voz. com este emprezario tem ido ao Brazil Nasceu em Portalegre a i de jaTelmo neiro de 1866. de Lisboa. E' forAccacia Reis mosa e attrahente. expansivo. contractada na com- panhia da actriz Setta da Silva Paladiní. E' muito disciplinado. onde é bastante estimada. no do Porto e no Brazil. E' um artista typico.Este- em Lisboa da posito Processo lu^ eléctrica e n'outras peças. Se tem de entrar na opereta. tendo apenas feito uma epocha na Trindade e aproveitando as férias do seu theatro para veranear n"outros de Lisboa. e sabe dizer. Nasceu no Porto. ^ • tranhar.2 77 DO THEATRO PORTUGUEZ Ade Carmelitas. seguiu Adelaide Couliniio .

sempre applaudida e festejada. Seguiu d'ali para os Açores. De peça para peça mostrava enormes progressos. no dra- SoM:f<t. D. Ainda creança. entre as quaes se podem notar: Giroflé-Giroflá. diz muitíse está em scena á vontade e com pre sido justamente festejadissima. Juanita. na comedia Dora^ em 1880. D. Barba A^ul. estreiou-se no Rio de Janeiro. Sal e 'Pimenta. por muito tempo no Principe Real. depois no D Amélia e ultimamente em D. Bcccacio. onde fez um grande repertório muito variado. Passou mais tarde para a companhia Dias Braga. Estreiou-se no Pará uma guezas. 1876 veio para o theatro da Trindade.irros formosa. Maria II na comedia Os meninos grandes e ainda como creança muito agradou nas peças: Botão d' Ancora^ Palhaço. apparecendo no Rio de Janeiro. Mysterios de Lisboa. Desde que voltou. Amélia Barros nunca mais sahiu da Trindade. do Porto. Pouco depois retirava-se novamente da scena para só reapparecer em 1889 no mesmo iheatro de S. Real Colyseo e está agora escripturada para a Trindade. na companhia de Emilia Adelaide. estrelou se no theatro de D. Estreiou-se no Funchal. Graziela. que quasi só tem feito a sua carreira nas províncias e Brazil e por isso é quasi Joanna do Arco. onde muito agradou. tem semAmélia intelligente. Pedro d'Alcantara. scepiicismo e crença. Pedro. Niniche. estreiandose no theatro do Principe Real. Mulher que deita vista Já cartas e Rede i8y8.Ang DICCIONARIO a 27S das mais notáveis artistas portu- para o Brazil. Nasceu em Lisboa ao Amélia Barros de março de 1842. etc. Actualmente está de novo no Brazil como primeicompanhia Ghristiano de ra artista da Souza. Quando voltou a' Portugal teve honroso logar no Gymnasio e depois no Principe Real. Leonor de Bragança. de Lisboa. — no drama Cynismo. Actor. se os seus dotes e desejos de progredir forem dos. Tem diante de si largo e bom futuro. estreiando-se na comedia favor ao Procopio. no theatro de S. Tem feito parte de diversas companhias nos theatros D. que a tem elevado simo bem um desembaraço commedido. Adelina Abranches comacompanhia Pereira é do Principe Real. Estreiou-se em theatros populares. A sua carreira re- — . Missio- Oração dos náufragos. companhia Lucinda mões. Varina. para cá veio em i875. E' um talento hrilhante. Amélia Pereira Nasceu em Lisboa a 26 de junho de 1874. O publico tem por ella a maior predilecção. Amélia. Angela Pinto Nasceu em Lisboa a i5 de novembro de 1866. Estreiou-se no theatro da Em Um — Rua dos Condes. Nasceu em Lisboa a Adélia Pereira de novembro de 1880. como mulher. para onde fora ilhas e Amelia Pereira Brazil. intelligente e com vontade de progredir. na opereta em ma 1902. onde ainda hoje se conserva. na peça Si- Madame Sans-Gêne. Avenida. Almas do outro mundo. a i5 Adélia Pereira bem aproveita- Nasceu em Lisboa Adelina Abranches de agosto de i863. Duende. que ihe conseguiu umabella classificação de artista distincta. — fez com o mesmo applauso. Principe Real. rrei Lui^ de E' uma artista nova e Amélia B. Nas tournées que tem realizado ás províncias. Outras peças ali desconhecida em Lisboa. nários. Gato preto. Esteve já contractada no Porto. fazendo depois algumas recitas na Rua dos Condes. graciosa. em que muito agradou. Tendo sem duvida no continente o logar que de direito — i lhe pertencia. Gata Borralheira. Muito notável tem sido a sua carreira em innumeras peças. incumbida das ingénuas. Maria a sua carreira tem sido brilhantíssima. em iSgS. onde por muitos annosseconservou.

artisiica elevada a actriz de primeira clas- ou faz tournées pelas provincias toe Brazil. Maria II. Começou no theatro Avenida. tem hella figura e veste com o melhor gosto e elegância. na peça Joven Telemaco. já pelas sympathias que goza no publico. na um passou Barbara para o Principe Real. . tem cara logo galante e sentou zarzuella chica nos theatros Eslava e Principe Alfonso. que veste bem. voltou ao Avenida e ali se conserva. Cármen Cardozo E' hespanhola e bem o mostra na pronuncia. De Madrid para que entra o Porto. e ah teve um grande êxito na revista Sal e Pimenta. Depois de represen- — nomeada. galante. Da Rua dos Condes mando sempre dos primeiros logares. ern 1872. Ahi fez di- versas peça s sempre com agrado. Nascera em Jerez de la Fron- Em — tera. Augusta Cordeiro Começou a representar com amadores nos theatros do Algarve. alegre. Amélia. seria preciso cital-os todos. Nasceu em Lisboa a Barbara Volckart 20 de março de 1848. isso passou para a Rua dos Condes. d'este para D. Veio depois para Lisboa. Aqui tem feito parte das companhias de quasi todos os theatros. Maria II. 1892 estreiou-se com muito êxito no theatro da Trindade. onde entrou na companhia Taveira. Nas epochas de verão enfileira-se Barbara nas companhias de outros theatros — Em opereta oA menina do telephone. em 1867. Sem duvida com geito para a scena. da a parte tem Barbara Volckart sido sempre festejadissima. E' enorme o seu repertório e para citar os papeis em que se distinguiu. estreiou-se como artista no theatro da Rua dos Condes. um nome que sem duvida ficará vinculado. Nas suas tournées ao Brazil tem sempre tido êxito egual ao que alcança a toda a hora na sua teira natal. de Lisboa. to- tar com amadores. Veio depois para a Trindade. Voltou para o Porto e por lá se conservou com muito agrado. já pelas suas variadas aptidões de artista. onde esteve alguns e onde muito se notabilisou. passou ao D. na historia do nosso theatro. Diz correctamente. ob- partiu Carmen Cardozo em scena alcança as sympathias da plateia.279 guiar DO THE ATRO PORTUGUEZ começou no Porto. E' uma figurinha de biscuit. Angela Tinto é um talento de eleição. em 1888. onde fez uma epochacom do. agra- Ausenda liveira— E' actriz d'0- Foi em seguida para Madrid. uma onde repre- muito nova na edade e portanto muito nova na scena. alcanenormes Car annos çando sympathias. de Lisboa. onde se conserva e onde foi na socie- dade se. tem futuro. se estudar. Diz com graça e posSUe um fiosinho Ausenda d'01iveira tendo êxito. Na Trindade fez varias peças Augusta Cor- sem Augusta Cordeiro êxito e por deiro é triz uma acútil muito n'um theatro de comedia. O Gymnasio não pôde passar sem o seu concurso. como raros. depois voltou á Rua dos Condes e seguiu para o Gymnasio donde nunca Angela Pinto mais sahiu. na opereta Dragões d'ElRei. cantando o fadinho do Carro do Jacintho. uma actriz distinctissima. já pelo talento que a distingue. Estreiou-se no theatro da Trindade. até que passou para o theatro de D. Barbara Volckart é mquestionavelmente hoje uma das nossas primeiras actrizes. onde o successo foi rápido e obteve a maior de voz afinado.

Com as companhias Taveira e José Ricardo já por três vezes foi ao Rio de Janeiro. ainda que E' formo- insinuante e dispõe realmente de muito valor. Nasceu em Lisboa a Emília d'01iveira 25 de novembro de 1875 e estreiou-se em 1809 "° theatro do Príncipe Real na peça Dama de oiros. Regressou ainda ao theatro de D. na companhia Taveira em 1899. Tem inquestionavelmente valor. os do Porto e províncias. onde muito tem agradado. Cecília Machado Foi uma distlncta amadora. do. Em 1891 veio para o theatro da Rua dos Condes. Estreiou-se em 1900 no theatro da Trindade na opereta O moleiro de Alcalá. Tomando parte na representação de uma revista no theatro da Rua do:> Condes. ou por abundância de trabalho fora da Ctcilia Machado sua Índole artistica. no theatro D. onde é uma das primeiras Trindade. Percorreu depois diversos theairos. sa. Veio depois para o theatro Avenida. mostrando ção do ensaiador Augusto de Mello. ahi sobresahiu extraordinariamente acima de todos os outros ar- — . onde ss conserva e onde tem o seu logar marca'. Foi depois Dolores Rentini para a Trindade e por ultimo para o Avenida. Por muitas vezes tem ido ao Rio de Janeiro e S. a sua companhia ao Rio de JaUltimamente foi contractada para o theatro Avenida. logar primário nas companhias de opera-comica.Emi indo DICCIONARIO com 280 neiro. onde cada um esteja no seu logar. onde bastanre agradou. Amélia. Delfina Cruz— Começou no theatro da Rua dos Condes. onde se não salientou. que é nova e tem ainda muito para caminhar. figuras femininas. A sua carreira tem sido principalmente feita na província e no Brazil. Delfina Victor Nasceu em Lisboa no ànno de 1875. querendo ella. E' do Porto alli comeElvira Mendes çou muito nova e alli fez uma grande parte da sua carreira. onde se conserva. empreza Rosas & Brazáo e também logomostrouque era útil n'alguns papeisderesponsabilidade. Nasceu em 1S72. lhe dará logar saliente. Maria II classificada como actriz de segunda classe e beilamente começou a sua carreira. No género. Tem talvez estacionado. o Avenida. tem ella um posto proeminente. em que se tornará utilissima e notável. Paulo. Está actualmente contractada no theatro Avenida. — companhia do ahi visi- tou o Brazil. que entrou logo para D. fazendo pequenos papeis n'uma revista. de Lisboa. A estas qualidades deve o agrado — E' hespanhola. querendo o emprezario e querendo o ensaiador. O publico muito sympathisa com Cecilia Machado. Dolores Rentini e canta deliciosamente. Delfina Victor é in- questionavelmente uma boa cantora. que os tem. E' artista de bastante valor. Com essa . não outros dotes não tivesse. de Lisboa. Rua dos Condes. Entrou logo depois para o theatro de D. até que de novo entrou para a — grande utilidade. N'uma companhia bem organizada. é for- mosa que tem tido desde que se estreiou no Porto. que as emprczas aproveitam sempre. ali Em — . mas por falta de trabalho. Pouco depois voltou para a empreza Rosas & Brazão. ao fundarse a ultima sociedade artistica n'esse theatro. ficou como societária de segunda classe e ahi teve progressos sob a direc- Delfina Cruz diversos theatros em Lisboa. onde muito lhe apreciam os dotes que acima notámos. Maria. que. 1898. Regressou depois ao Porto e por fim tem feito parte das companhias de Maria II. pnncipalmente no género alegre. senbastíinte applaudida. a sua excellente voz e methodo de canto darlhe-hiam um Delfina Victor porque lhe faltem elementos para ir muito mais longe. onde o publico muito a aprecia. onde appareceu na opera com"ca Viagem á China.

no theatro D. Emilia Sarmento Uma actnzinlia muito nova. cujo reportório Em portu- mais se presta a aproveitar todos os seus excellentes dotes. foi o idolo da platea da Trindade. Amélia. bella modelo de e virtudes uma — para esperança o theatrò. Fausto e peti^. de que por muito tempo esteve retirada. vestindo no Avenida. Começou no Gymnasio em papeis de comedia. Barba oázuí^ Marselhesa. otheatroda Trindade. E' uma trou depois para boa utilidade. e muitas outras. tura. Francisca Martins Mais conhecida pela Chica Martins. se Gabriella Lucey — Francesa de nasci- onde mento. mas. Sarmento Dragões. para aqui veio como cantora de cançonetas. Sobresahiu principalmente nos papeis desenvoltos^ — 1 . Está de novo contractada no theatro Ave- Lisboa. muito grabella za Souza Bastos. logo lar que siga uma carreira regun'um bem dirigido theatro de comedia. começou no theatro Avenida n'uma empreza de Salvador pois variados papeis em muitas operetas. parodia da Lucrécia Borgia. Amélia e ultimamente na Trindade. Duque^inho. E' natural de Braga. fazendo um grande reportório. que captivára o publico com a sua en- A graçada physionomia. gante. Amor e dinheiro. Iza tistas. onde não teve ainda ensejo de mostrar o seu valor. sobre- saindo na Filha da senhora Au- Hermínia Adelaide — Marques. Passou depois a fazer das companhias de Souza Bastos e José Ricardo. que se prolongou até ao momento de abandonar a scena. Hermínia. salientou ao lado das primei- ras figuras da companhia. pasEmilia d'01iveira sando em a seguiGabriella Lucey da para empre- uma estampa de mulher. Ultimamente reappareceu em com tante graça. mais tarde no D. Esteve ainda depois na empreza Portulez. En- nida. em 1874. Alli se conservou durante oito annos. Foi agora contractada para o theatro D. Foi depois contractada no theatro da rua dos Condes pelo actor Valle. salientando-se nos paparte peis característicos. onde se estrelou ainda no para tournées á província e ao Brazil e voltan- mesmo anno na opereta Três Emili. muito elecaprichosamente. Izaura Ferreira Nasceu em Aveiro aio de outubro de 18Ó4 e estrelou se no theatro da Trindade. o que se chama guez estreiou-se em 1S98 no theatro do Príncipe Real n'uma revista. no Porto. E' formosa. Durante cinco annos. ha de salientar-se e ser excellente elemento para a scena. Hermínia Adelaide Estreiou-se em Lisboa no theatro do Príncipe Real. Rouxinol das salas. com voz harmoniosa e com intelligencia. Gata Borralheira. Amélia. na opereta Os Três T)ragôes. Não tem podido accentuar o seu lor. Passou logo para a Trindade. pois que é formosa. em 886. dizendo bem. muito bonita. Fez deva- do depois ao Avenida. veste com muito gosto e dispõe de boa e bonita voz. com ao Rio de Janeiro. elegante. c-omedia botija. que desempenha com bas- got. onde tem um logar saliente. Partiu para o Rio de Janeiro em 1879 e lá alcançou grande êxito. Tem Fraiicisca Martins feito diversas tournées ao Brazil. passando depois para o Avenida. onde muito tem agradado. na opereta a qual foi — ciosa. Sinos de Cornevilie.28 I DO THEATRO PORTUGUEZ mostrando que tinha muito valor. para o Águia de Ouro. com a sua desenvol- a sua bella vqz.

como can- appareceu no theatro do Príncipe Real na revista O' da guarda. na peça Viagem á Lua. onde continua occupando um distincto logar. Laura Cruz Começou n'uma — tournée ás pro- víncias n'uma companhia de que era primeira figura a illustre Virgínia. mostrando boa disposição para a scena. Amélia. em que teve grande exuo. onde foi muito bem recebida e onde desempenhou primorosamente muitas comedias.veira Durante i4annos alli fez com muito agrado innumeras opereEscripturou-se depois no Gymnasio. Sahindo do Gymuasio contractou-se no theatro da Rua dos Condes e depois no Avenida. — indo depois cursar a escola dramática do Conservatório e. Voltou depois ao Gymnasio. o campo das suas glorias. no Porto. Izaura Ferreira onde como disse. Logo Trindade. regressando depois ao Gymnasio. Amélia. — 1 esta actriz . no D. actriz Tendo agradado Laura Cruz . Para este género ! Tendo engordado muito e apresentan- do apparencia de velha. Passou mais tarde para o theatro D. na ope- — reta Equilibrios que abandonou em 1894. uma verutilida- dadeira de. estrelando se na comedia Hotel Lujo-Brapleiro e fazendo alli com muito agrado um grande repertório. onde se conserva. continuou no theatro Avenida. Em 1802 foi escripturada para o Gymnasio. tor- nando se distincta e de grande reappareceu em 1878. Lisboa. E' natural de Vizeu. que voltou e no Brazil. no Avenida. sempre festejada no género em que mais sohresae. Começou por bailarina. Josepha d'01. obtendo muito agrado. •'""*"^ Marques é Júlia Mendes Júlia dedicou-se especialmente ás características. Fez uma digressão ao Rio de Janeiro. para só reapparecer muito mais tarde na deamor^Qvn 1873. na comedia Duas lições n'uma só. Nasceu em Lislioa a Jesuina Saraiva de Novembro de i865. diversas casas d'espectaculo çonetista. Fez depois uma epocha de verão no Príncipe Real. Diz com intenção tem gesto sóbrio e a mascara é Mendes das melhores. Amélia . E' uma actriz de valor e útil n'uma companhia. que De pecai para peça foi firmando a reputa- ção de excellente actriz. onde fez bella até carreira. na Rua dos Condes. onde nasceu em i853. de agradou. Nos últimos annos tem feito parte da companhia do D. onde também muito /fíTí/zM já para o theatro da Trindade. nas revistas P'ra frente e oABC. é. tas. tornando-se uma das primeiras.1 Lau DICCIONARIO 282 sendo os mais lembrados o da Custodia do Brasileiro Pancracio e a criada dos Trinta botões. Pela predilecção que o publico tem pelas cançonatas apimentadas. Foi uma verdadeira utilidade no theatro. agradou muito e alli ficou logo contractada. sem o ser. onde obteve muito agrado. na província depois da sua estreia partiu para o Porto. dando provas publicas no theatro de D. de<licandose ultimamente ás caracteristicas. tem futuro. do melhor que temos. Nasceu em Lisboa a Jesuina Marques IO de Abril de i85o. Appareceu pela priJosepha de Oliveira meira vez no theatro da Trindade. Frequentou as aulas Começou a dramáticas do Conservatori( ser actriz n'uma tournée ás províncias. dirigida por Júlio Vieira. Depois de se apresentar Júlia Mendes — em utilidade. Maria. fazendo em ambos boa figura. onde fez longa e applaudida 'carreira. Em 1870 passou para o Gymnasio. em que muito sobresahe.

instruída. Amélia. Ainda nenhum artista honrou mais pelo talento os nomes gloriosos dos seus progenitores. progredindo muito e send° hoje considerada um bello elemento n'um3 comjjanhia dramática. faxendo com muito exilo a Casa de Boneca. & . são os votos ardentes que faço. Nunca artista alguma portugueza teve maior nomeada e mais noites de gloria. Começou muito nova no theatro de D. se Luz Veilozo guia de dia para Passou para o theatro dos Recreios. Estreiou-se no theatro do Gymnasio.283 DO THEATRO PORTUGUEZ Mar Em foi contractada pela empreza Rozas Brazão para o theatro de D. onde obteve grande exitonaMam"fe//e tr^iiouche. contractada na Rua dos Condes. o actor Simões. Maria e D. género em que quasi nim- — guem a i5 a eguala. Seguiu depois para o Brazil. uma scena do 2. nunca interrompida. Estreiou-se muito nova no theatro D. Maria e ultimamente no theatro de D. onde tem estado nos theatros da Trindade. devese em parte á frequência com que abandona as emprezas. N'uma sequencia. abandonando também a scena. vindo depois para Lisboa. D. onde chegou II a fazer papeis importantes. Que volte breve a continuar os seus êxitos brilhantes como actriz primorosa. intelligente. Lucinda do Carmo Príncipe Real. E' filha do notável actor Furtado Coelho e da grande actriz seguida a bastante agrado a Cigarra. com seu avô. Maria lí. todas as do Brazil e algumas da Hespanha. em Lisboa d'aquella cidade. em que distincl'ahi mais dia." acto do Frei Lui^ de Sou^a. Estação sa. ensaiadora distinctissima e exemplar directora de companhias. e com essa companhia foi ao Brazil. D. Maria II. Representou pela pri- me confrangeaalmaincluil-a entre os artistas retirados da scena. Lucinda Simões estreiouse no drama Bemvinda ou a V^oite de V^atai. é uma primorosa aclriz de alta comedia.onde ha annos se conserva. Nasceu eni Lisboa a 17 Lucinda Simões — — de Dezembro de i85o. Em i86g foi . Fez uma epocha no theatro de D. a 4 de Que encha de novo o palco com o seu talento Lucinda Simões brilhante e a sua admirável arte de representar. ella. Amelia. fez com de Junho de 1844. Maria das Dores Nasceu em Lisboa a — o que a fez contractar na Teindade. seguindo depois para o Porto e varias terras da província. tomou sempre um dos primeiros logares. dando logo grandes esperanças. Mais tarLucMia Simões de representou na empreza de sua mãe. illustração e notável forma de dizer. entre outras peças. fez na comedia calmo- contractou-sena companhia José Ricardo. Colloco-a n'este logar por- Lucinda Simões. onde. — Nasceu Príncipe Real. Avenida. tem obtido os maiores triumphos. Insinuante. onde alcançou enorme agrado. Maria II ou Príncipe Real. passando depois para o do maio de 1895. AfFonso. Lucinda do Carmo de Dezembro de 1861. Quando voltou ao Porto. em 1867. que meira vez em Coimbra. de triumphos tem esta artista notabilissima percorrido todas as scenas de Portugal. cheia de distincção. A' volta appareceu no theatro do Gymnasio. Nasceu no Rio de JaLucília Simões neiro a 2 de Abril de 1879. Se a sua carreira não tem muito. sido tão auspiciosa como se esperava. que tão bellos e tão importantes serviços pode ainda prestar ao theatro portuguez. que lhe pertence pela sua intelligencia. que se não realisaram mas ainda assim tem sido muito útil nas companhias dos theatros de D. Maria e em 1882. Nasceu no Porto a 3 de Luz Velloso Março de 1875. No anno de 1870 foi para o Porto e em 1872 para o Brasil. Ahi um grande rede co- pertório medias. no theatro da Rua dos Condes. sendo agora considerada uma das poucas primeiras artistas da nossa scena. isto.

Opinião do grande actor Taborda : «Pal- de uma empreza do thea. onde é hoje uma das mais fes- myra tejadas. Maria. trepou até o ZeEra actriz na que outras mal começam a bal- um envolveu até que veio para l. tem relâmpagos ou auroras no olhar. do seguir Porto. em 1890. amantissímn filha. mais consideradas e tistas. empreza Lucinda Simões. que faz votos pela continuação dos seus triumphos. na peça Os Cabotinos. para deMla escrever.u E' de Abel Botelho o seguinte: «Para fallar de Palmyra Bastos com imparcialidade e justiça. as apreciadíssimas virtudes de boa esposa e excellente mãe. E' digna por lodos os respeitos. que a tornam dibtinctissima entre as actrizes portuguezas. semnunca comprometter os papeis de que se incumbe. e allía aos seus merecimentos de atri?. Avenida e D Amélia. Estreiou-se no theatro da Rua dos Condes. No theatro é disciplinadíssima. o gosto de trabalhar.» — D'ella escreveu D. carinhosa mãe. Dores tem um a carreira muito honrosa das A tíssima ^^^ría das brilhancarreira artística de Pal- como artista. descrevêl-a. útil n'uma companhia. tem de se começar por dizer que na fulgurante piei. não só pela sua intelligencia. próximo de Alemquer. CO- Dores senhora e como mãe. onde ainda se conserva. dá aos papeis que desempenha. poisque aborda todos os géneros. Maria Santos Maria Santos é uma actriz mui- Assim se expressou Alberto Pimentel: «Passa da opereta para a comedia. e no carro triumphal. . mas pelos dotes que possue de elegância e distincção. alem do brilho do seu talento. tomou parte n'uma tournée rea- Em mais queridas arnão posso eu. sendo até considerada a DICGIONARIO tissimo 284 primeira ingénua d'aquella scena. á volta. põe lagrimas ou ironias na voz. Palmyra Bastos Nasceu a 3o de Maio de 1873 em Aldeagavinha. 1897 foi contractada para o theatro do Principe Real. todo o perfume da sua mocidade. Estreiou-se no theatro da Rua dos Condes. ide das nossas melhores ella Emilia das Neves incluída actrizes ficará occupando um dos logares primaciaes. a quem todos os seus collegas adoram. desdéns ou . se des- em relâmpago. Veste muitíssimo bem. Boa esposa. Maria Pia d' Almeida — Nasceu no Porto a 22 de junho de i8õo. pelo seu honestíssimo caracter. entrou como societária pennas. a 28 de fevereiro de iSgS. N'um theatro de comedia tem Maria Pia um logar saliente. E' casada com o actor Carlos Santos.Mana e.» bastante e agra- dado em muitos variadíssimos papeis nos theatros da Trindade. onde bastante se evidensocietária ciou. Intencíona a phrase com sentimento ou malícia. no tem- onde ainda va e se estreiou po que dura edade muito noali níth e por lá se deixou ficar. da comedia para o drama. Passou depoisl para o Principe Real. Nasceu no Porto em 1876. Em 1905 entrou como no theatro de D. na peça phantastíca O Reino das — Maria Mulheres. João da Gamara: «Foi brilhante a sua aurora. com a consciência. Rua dos Condes. começando por este é m^ra Bastos uma artística tro da Trindade. mo Bastos em Portugal e Brazil. Lançarei. Palmyra Bastos A das mais auctorisa das mão lizada por alguns artistas do theatro de D. Maria Santos velhinho. em que tem sido muito considerada. o talento. e porque hoje ainda pouco mais é do que uma creança. Por isso. mais rápido que o de Apollo. Amélia.ishoa com a companhia Taveira e aqui terri buciar os papeis.Maria Pia actriz distinctíssima.Pa\ contractada para o Gymnasio e ahi muito progrediu. como seu marido. pela sua requintada compleição artís- — — tica. pois. Passou em se- d'Almeida guida para o theatro D. empreza Rosas & Brazão.

Todos estes elementos reuniu a natureza para com tãobello conjuncto adornar aquelle adorável ser. que fez dizer a Daudet que era a sexta essência.. que a collocam em especialissimo logar. e em si tem alentos de intelligencia e de ooa vontade futuro tem garantia para seguir avante. magestade ou desenvoltura no gesto. Hoje é uma grande actriz. a tentação. os couplets mais apimentados teem o leve picante do aroma do cravo. na comedia. sentimento. A sua belleza tem as linhas austeras da Arte. — se lhe desdobram diante. Atravez dos seus lábios. que o nosso theatro possue. Palmyra Bastem este condão.» E' de Acácio Antunes o seguinte «Actriz dramática. de Suppé. no travesti. e aquelle encanto de mulher. 'Palmyra Bastos é um dos mais finos. sem sombra de duvida. plena no presente. o que : Escreveu Gomes Leal: «Em todas as revelações do talento de D. mais vibrantes temperamentos artisticos. E' isto. sente-se-lhe o perfume artístico. que a tornam distincta entre as primeiras.» Disse Collares Pereira: nPalmyra Bastos um largo quadro da scena e acha-se tão á vontade no palco. E' delicada na comedia. o seu talento cheio de subtilezas perfumam-lhe todos os personagens que interpreta. coração. que o seu jogo scenico dá-nos a impressão da mais perfeita desaffectação e naturalidade. o desespero. Podia invocar diversos testemunhos para justificar esta asserção. delicado. e a actriz que se chama Pabny^ra Bastos contrahiu comsigo mesma. engrandeceu-se realisação e acabou por dominar.» Assim se expressou Portugal da Silva: «O . tomou forma e alento. Palmyra Bastos ha sempre a irradiação de ama alma. não seria essa admirável interprete que todos temos applaudido em papeis tão differentes uns dos outros. vestal vestida de bachante. que pela sua conducta são a honra do seu sexo e da sua profissão » Assim se expressa Augusto de Mello: «Incontestavelmente Palmyra Bastos é uma organisação artistica de reconhecido valor.» Agora a opinião do Conde de Mesquita: «Em meu conceito Talmyra é como mucomo actriz surprelher— encantadora! : grande premio!» Opinião de Silva Graça: «O que principalmente admiro em Palmyra Bastos é o seu caracter.. que logo aos primeiros passos em scena se lhe advinhou. Feliz creatura.» Escreveu Firmino Pereiía: «(-onge de toda a discussão. na sua arte ha os contornos voluptuosos da belleza. que o cartaz do theatro faz voltear caprichosamente de dia para dia. no drama.285 DO THEATRO PORTUGUEZ se tos Pai caricias no sorriso. Palmyra pertence ao numero dos raros artistas. A intelligente Palmyra possue a vibração de nervos e o calor na palavra. correcção perfeita de gesto. de si própria. Dicção clara e nitida. destacada em serviço na opereta. e são elles enche Aos seus encantos pes^oaes — tantos e tão captivantes e ião Opinião de Rangel de Lima: «Sendo actualmente a nossa primeira cantora de é. inconfundível » A — : — hendente!» E' de Augusto Machado o seguinte «Só aos grandes artistas é dado produzir. apaixonada e vibrante no drama.» tes O Hygino de Mendonça assim se expressou: «Palmyra Bastos é uma actriz que.» chama: impressão de arte. [)orte garbozo. aquelle será opulência. mas que já deu provas brilhantes e seguras de que poderia também ser uma actriz dramática muito notável e a primeira na scena portugueza. aspecto gracioso e insinuante. Pód. como paginas de um mesmo livro. timbre de voz. terna. por circumstancias muito especiaes. interessante. Aqueiía figurinha de Saxe possue tudo: formosura.e dizer-se de Palmyra Bastos que ella é uma obra prima da creação e. o ciúme.» E' de Eduardo Schwalbach o seguinte: «O talento. a graça. porem. baso ta me. tem alem de tudo isto a intuição da arte. mas.» Escreveu a seu respeito Cunha Bellem: • Parar é morrer. na opereta. que cultiva. é um rouxinol a cantar de pintasilgo. sabida de uns lábios que de propósito parecem ter sido feitos para a emittir. O seu delicado espirito. que na loteria da vida poude tirar o pleta. Thalia disfarçada em Pierrette. a amargura. a moderna Dejazet portugueza. cohabora e inspira. que se requerem para a reproducção em scena das paixões ardentes nos dramas violentos.» Disse José António Moniz: «Palmyra é das raras actrizes em que encontro reunidos os dotes sempre exigidos n"uma artista comformas. voz dulcíssima. pois que a quinta não chegava para com justeza fazer o eiogio d'esse encanto. esmagou a prophecia. que se este é riqueza de gloria artistica. com o seu passado e com justificadas sympathias que o publico lhe dispensa. a obrigação de não parar nunca. se não imperasse n'ella a sua omnipotente vontade. a gaiatice. e acima de tudo alma. mais delicados. ella é interprete. physionomia expressiva e de fácil mobilidade. Largos horison- opereta. se tem dedicado mais ao género operetta.» Disse Sérgio de Castro «Na scena portugueza do meu tempo ainda não admirei artista de aptidões mais complexas do que l^almyra Bastos. Estatura. Não lhe falta nenhuma essencial condição para ser uma grande artista. — : primorosos! allia qualidades de espirito. creadora e musa: executa. physionomia. um que vale por todos Boccacio. é o amor.

onde se conserva ao lado de seu marido.AlfrecloMesquita. Fernando Reis. Maximiliano de Azevedo. Oscar May. e é talvez a comedia o género a que melhor se amolda o seu temperamento de artista de raça. Francisco Serra.» Disse Eugénio da Silveira: «Palmyra demonstrou que não errámos dizendo que ella será. pela força da sua poderosa intuição. Lorjó Tavares. João Costa. Luiz de Araújo. : em que tem cabido. dade. Augusto Lacerda.» Assim se expressou Salvador Marques: <^Pahnyra Bastos é um nome consagrado na estima e applausos do publico. Libanio da Silva. E' natural do Porto. estudo pertinaz e temperamento da mais fina vibratiiidade. estreiando-se na magica O Theieza Taveira — Começou em Diadema mysterioso. Raphael Ferreira. Joaquim d Almeida. Faustino da Fonseca. 1887. Bruno de Miranda. Brito Aranha. no apreço e louvores da critica Todos ad-miram essa artista de privilegiado talento. de triumpho em triumpho. Padre Freitas. Freitas Branco. mais tarde para o Principe Real. Rangel de Lima Júnior. Greenfield de Mello. alto plano. e.The DICCIONARIO 286. o emprezario Taveira. n'uma explosão vibrante da nossa sinceridade. escriptores dramáticos e jornalistas de Portugal e Brazil. onde muito agradou. Jayme Victor. tem sido sempre muito apreciada e festejada. Santos Tavares. Júlio de Menezes. está a mulher formosa. Alberto Braga. Fialho d'Almeida. que. Gamara Lima. Almeida Campos. Desejosa de se dedicar ao drama. F. Maria II.» revista. E a ambas se tributam homenagens gentis. Marques Pereira. Ultimamente entrou para o theatro de D. E'pois a illustre artista uma das figuras mais salientes do theatro portuguez. Carlos Borges.» Opinião de Luiz de Moraes Carvalho: «A Natureza reuniu em Palmyra Bastos todas as galas physicascom os mais bellos esplendores intellectuaes. como estas. Leopoldo de Carvalho. José Parreira. com toda a justiça e carinho. Júlio Rocha. passou para o theatro do Principe Real. se o theatro sair do marasmo 1 - . ThereTaveira é uma grande utilidade n'uma qualquer companhia. a magica. Foi depois contractada por Cyriaco Cardoso para o theatro Bapassando quet. onde espera occasião para progredir e d t *^ Palmyra Torres _ elevar se a mais . muitas peças tem em que se tornou verdadeiramente distincta. Onde está a artista applaudida. idênticas e laudatorias opiniões de: Accacio de Paiva. se tem elevado ao logar proeminente que hoje occupa no nosso theatro. Júlio Neuparth. onde se conservou até vir para Lisboa. Começou não ha muiPalmyra Torres tos annos no Gymnasio e ahi fez com mui- — tos louvores e applausos um grande repertório de comedias. Souza Monteiro. Villaça. Alfredo Gallis. Alcântara Carreira. que mais me admira na poderosa organisação d'esta artista é o ainda não ter sido consumida pelo seu enorme talento. a a comedia. Ludgero Vianna. no theatro Chalet. Em todas as digres- Senna sõesquetem feito com companhia em :^a Portugal e Brazil. Desforges. Pedro Vidoeira. d'aquella' cidade. Annibal Azevedo. Moura Cabral. para o theatro da Trin- E. professando amor pela sua arte.» E' de Santonillo o seguinte: «Representa com egual distincção a opereta. Na scena portugueza não ha nenhuma actriz de tanto mérito. Lopes de Mendonça e a quasi totalidade dos artistas. Mello Barreto. Eça Leal. a primeira das primeiras actrizes portuguezas. Carlos Posser. . no seu longo repertório. a breve trecho.

SCENOGRAPHOS .

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bom tico. Eduardo Machado Eduardo ReisE' um habilidoso e distincto scenographo. dos scenogra- epocha muitas scenas de valor. gosto artís- tendo estudado com bons mestres. aqui e Tem sido applaudidoemqua- em Paris. — d'Almei- — Era um brilhantíssi- de um mo scenographo. Porto e Brazil. — José José da Eduardo Reis da Scenographo portuense de bastante mérito. Foi útil. ha jjáfe muitos annos para a empresa Ta- A tem obti- que eram admiráveis e do os maiores louvores pelos seus trabalhos apreciáveis. Júlio d'AssumJosé d'Almeida pção Foi um scenographo habilidoso mas sabendo pouco da sua arte. phos portuguezes. — Trabalha com a maior facilidade e por ve- com zes obtém bastante êxito com as suas scenas. tem apresentado magníficos os traba- lhos em todos theatros de Barros Lisboa. . — Scejá fal- nographo lecido. Para todos os theatros de Lisboa e Porto trabalhou com êxito enorme e justíssimo. si Jesus Scenographo muito modesto e cujos trabalhos raras vezes são aproveitados na scena. talvez o melhor E' trabalhador infatigável. verdaar- deiramente tísticos os productos dos seus — pincéis. ultimamente contractado no theatro da Trindade. por- Pintando veira. principalmente quando trabalhou em collaboração com António Rocha. •9 . Bastante intelligente. produzindo em cada Lisboa. o que lhe permittia fazer uns trabalhos vistosos e correctos e logo em seguida outros muito maus.SCENOGRAPHOS E' um scenographo que Augusto Pina tem muito merecimento e progride sempre. Eduardo Machado ^ Augusto Pina tros todos os theade Lisboa.

Lambertini excellente scenographo. e trabalhou por morreu. Lw/f Manini nasceu em Crema. que deixou trabalhos importantes em Lisboa e principalmente no Porto e na Ilha — de las S. Luiz Salvador— Cursou Academia de BelArtes. Estu- — Um dou com Rambois e Cinatti. o que era de do especialisar-se os dos Friictos de ouro. em que mais se distinguiu. Propheta. e produziram as mais admiráveis scenas que qualquer theatro da Europa tenha apresentado. Nos theatros de S. 'lambem da sua carreira em Lisboa. O seu trabalho agradou immensamente e todos os theatros de Lisboa o disputavam para as suas peças. A sua vinda para Lisboa foi em 1879. Rambois e Cinatti Os mais notáveis scenographos que tem possuído o theatro portuguez. que viveu muitos annos em Lisboa e aqui phos que o nosso theatro tem possuído. Apresentou por muitas vezes trabalhos de pri- muito tempo com í^ambertini. Fausto o peti^. onde o seu valor se não pôde dispensar. Lima Foi um scenographo de bastante valor. pequena cidade da Lombardia. Foi por bastantes annos o scenographo exclusivo do theatro da Trindade. lharam juntos. Depois de Rambois e Cinatti ainda cá não tivemos melhor. D. Maria e Trindade ha trabalhos de Manini que são de primeira ordem. onde muito aproveitou. Foi sempre aclamadissimo nos seus trabalhos. Como scenographo foi discípulo de Ferrari. Roberto o diabo. Veio muito novo contractado para o theatro de S. '^Pepe Hillo. do Conde do Farrobo. Eram também Cinatti — os scenographos do theatro das Laranjeiras. grapho tem apresentado trabalhos importantes nos theatros de Lisboa e Porto. devendo especialisar-se os do Macbeth. Tiosa de sete folhas. Não sabe — . Carlos. Vieram para o theatro de S. sempre mais de Como sceno- 40 annos. Manini distincto — Um go periodo para o nosso theatro lyrico foram sempre primorosos. Carlos. deixou-a para se entregar a outros trabalhos. de um excellente caracter. pois que nunca Latnbertini faltou com o seu trabalho no dia promettido. sa epocha e até á morte traba- — grande conveniência para o bom andamento d'um theatro. Três Rocas de crystal e Gata borralheira. theatro Maria. Carlos. Procopio Foi um dos mais distm- aprese scenas n taram de pri- meira ordem no de D. que tem feito a dansas Esmerale Orphão da aldeia. deven- Manini meira Dotado ordem. Reis Júnior F"ilho do scenographo Eduardo Reis.Pte\ DÍCCIONARIO Machado 290 scenogra- Júlio — Tendo pouco êxito na ctos scenographia. scenoLuiz Salvador e os das celebres grapho italiano. de Lisboa. Foi alumno da Academia de Bailas Artes de Milão. como foda Muque deita cartas e Cora ou ram as lher a escravatura. as emprezas n'elle confiavam ás cegas. Miguel. Desde es-. o primeiro em 1834 e o segundo em i83C. Muito trabalhou de coUaboração com Procopio e depois com Eduardo Machado. Ultimamente voltou ao theatro. e é hoje dos mais considerados pelo Rambois lon- Os seus trabalhos durante tão seu talento e seriedade. segue as pisadas do pai. Era principalmente eximio na paysagem. principalmente as de grande espectáculo.

Desenha perfeitamente boa vontade que tem. que. mus vae praticando e progenitor. homem cumpridor provavelmente pela vida irregular. donde passou para o Albergue dos Inválidos do Trabalho. Scenastem apre- sentado. E' sério. Foi por muito tempo dezenhista das scenas do Manini. que levava. Villela á falta d'elles. reconhece-lhe o muito que vale. agrada- No seu regresso a Portugal mostrou retrocesso. Quando entrando para o Asylo da Mendicidade. Pintor italiano. por muito tempo pintou para os theatros de Lisboa. onde Roclia morreu.zgt bO THEATRO PORtflGUEZ com a Vil ainda muiio. que adquiriu uma boa reputação em Lisboa e depois a continuou no Brazil. que muito ram. — . ha de chegar ao seu bello scenographo. da sua palavra e já não é pouco. Deixou de trabalhar. Foi um máo scenographo. para o que o theatro precisa. de ha muito Samarani Samarani um artista d'esta — ordem chama outro qualquer para seu collaborador. c sabe perspecti- Rocha — Foi um como aquel- que a sabem. residmdo va les cm Lisboa.

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JÁ PELO AGRADO. JÁ PELO GRANDE NUMERO DE REPRESENTAÇÕES .SUCCESSOS THEATRAES RELAÇÃO DAS PEÇAS DE MAIOR ÊXITO EM PORTUGAL.

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representada no theatro do Principe Real em 1904 A' procura do badalo— Revista em 3 actos. Varias Andador das almas — á — — reprises. traducção de Aristides Abranches. na Trindade. Revista em 3 actos. original de Francisco Palha. original de Almeida Garrett. de Monsaraz. Domingos Monteiro. musica de Filippe Duarte. Mana por diversas epochas e depois no D. — — Âlfageme de Santarém Drama histórico 5 actos. Maria II pela companhia normal. Amazonas do Tormes — Zarzuela em 2 actos. representado no theatro de D. Drama phantastico Anjo da meia noite em D actos. Augusto Garraio. Anno em 3 dias original de Acácio Antunes e Machado Corrêa. Eduardo Schwalbach. JÁ PELO AGRADO. musica de Gomes Cardim representada no theatro do original de — — Principe Real. representada no theatro do Principe Real. traducção do Conde Argonautas Opera cómica em 3 actos. Varias reprises Parodia em 3 actos opera Lúcia di Lammermoor. sctos. Amélia. ori- musica de Cyriaco de Cardoso. representada no theatro do Gymnasio em 1864. Amélia. representada no theatro de D. Para a Rua dos Condes foi traduzido por Ernesto Biester. representado no theatro de D. de Amigo Fritz Erckmann e Chatrian. Maria U em 1906. em 1S98 Reprises em Lisboa nos theatros da Avenida e da Trindade. representado em 186Ó no theatro da Rua dos Condes pela companhia de Francisco Palha. representado no theatro da Rua dos Condes em 1842. e quasi todos os theatros. do Porto. — — Comedia em um acto. representada no theatro da Trindade em 1871. — em Alli. Maria por António Mendes Leal. representado no theatro do Gymnasio em i8óo. representada no theatro da Trindade em 1877. T^eprises na Rua dos Condes e Principe Real. traducção de Gervásio Lobato. Varias reprises no mesmo theatro. traducção de Passos Valente. para D. Maria. original Abel e Caim de António Mendes Leal. actos. Avarento — Comedia em 5 actos. Drama em 3 actos. Almeida Garrett. . original de Baptista Diniz. representada no theatro da Rua dos Condes em iSgS. Maria e D. . Reprises diversas no Gymnasio e Trindade. Amar sem conhecer — Zarzuelaem no mesmo theatro. Auto de Gil Vicente original de — Drama em 3 actos.SUCCESSOS THEATRAES RELAÇÃO DAS PEÇAS DE MAIOR ÊXITO EM PORTUGAL. e no mesmo anno no theatro de D. Comedia em 3 actos. à preta — Revista em 3 Oliveira. representada no theatro Trindade em 1872. Agulhas e Alfinetes original de Eduardo Schwalbacb. Maria em 1848. lieprises em D. representada no theatro do Gymnasio em diversas Anastácia & C^ epochas. representado no theatro da Rua dos Condes em i838. representada no theatro do Gymnasio em i85o. JÁ PELO GRANDE NUMERO DE REPRESENTAÇÕES Drama em 3 actos. de Mo . — Comedia em 3 actos. '7^- Amor londrino — original de prises no mesmo theatro. Reprise em D. original de revista em 3 actos. original de Henrique Lopes de Mendonça. ginal de Guedes de Almas do outro mundo — comedia em 2 3 actos. representada no theatro do Principe Real em 1902. Drama históAffonso de Albuquerque rico em 5 actos. oriAlcaide de Faro ginal de Joaquim da Costa Cascaes.

representada no theatro da Trindade em i835. Reprises no mesmo theatro. musica de F. de Jules Barbier. Cofre dos encantos original de José Frederico Parisini. Reprise no theatro Avenida em 1901. traducção de Cego — — em i856. musica de Nicolino Milano. da Silva Abranches. Opera burlesca em 3 actos Barba Azul e 4 quadros. Reprises n'este theatro. traduzida por Eduardo Garrido. — igoi. original Beijo de José Maria da Silva Leal. Re prise no theatro Avenida. representada no iheatro Avenida em 1890. representada no theatro da Trindade em 1893 e annos seguintes. traducCigarra ção de Acácio Antunes e Machado Correia. original de Sousa Bastos e Baptista Machado. em 1889 e annos seguintes. de iMeilhac e Halèvy. — origmal de Ignacio Maria Feijó. original de Salvador Marques. Botija Comedia em 4 actos. musica de Stichini. Reprise no theatro do Principe Real. Reprise — Rodrigo Felner. em 18Ó2 e nos annos seguintes. representado no theatro de D. musica de E. Castello de Bronze original de Carlos Augusto da Silva Pessoa. Maria em — 1907. Amélia. Reprise no theatro de D. musica de F. Brazileiro Pancracio Peça de costumes em três actos. Campinos Comedia de costumes em 3 actos. representada no theatro do Bairro Alto em 1770. Maria em 1862 e annos seguintes. DIGCIONARIO 296 accommodada á scena portugueza pelo Visconde de Castilho. Reprise na Rua dos Condes. Audran. Boccacio Opera cómica em 3 actos. original de Nicolau Luiz. representada no theatro da Rua dos Condes em 1840. Offenbach. traducção de Pinheiro Chagas. João da Gamara. na Trindade.Comedia em um acto. — em 5 actos. Amélia em 1901 e annos seguintes. Maria. imitação de Joaquim Augusto d'Oliveira. traducção de Marianno de Carvalho. na Rua dos Condes. Botão de Ancora drama em 5 actos. — Comedia em 4 Commissario de policia actos. ar- ranjada por Joaquim Augusto d"Oiiveira. Rua dos Condes e Avenida. de Suppé. representado no theatro da Rua dos Condes. T^eprtse em D. representada nu theatro das Variedades em ih'64 e i865. Fernando em i85o. Principe Real e Real Colyseu. Magica Ave do Paraizo — em 3 actos. Drama em 5 Cora ou a Escravatura actos e 7 quadros. representada no theatro da Rua dos Condes Magica em 3 actos. no theatro Avenida em Bola de sabão Comedia em 3 actos. — — Camões do Rocio — Comedia em 3 actos. representada no theatro da Trindade em 1884 e annos seguintes. Re prise no theatro da Rua dos Condes. original de Gervásio Lobato. de Meilhac & Halevy.Cor lière. representada no theatro da Rua dos Condes — — — em 1874. — annos seguintes. Reprise nos theatro da Avenida e Rua dos Condes. Maria em 1877. Captivo de Fez Drama em 5 actos. JMaria. musica de J. original de Sousa Bastos. — — Vaudeville em 3 actos. musica de Angelo Frondoni. representado no theatro de D. original de Sá d'Albergaria. imitação de Joaquim Augusto d'01iveira. representada na Rua dos Condes em 1861. representada no theatro do Gymnasio em 1873 e annos seguintes. traducção de Francisco Palha. Scena em verso. Casamento da Nitouche Vaudeville em 3 actos. Reprise no theatro de D. Bloqueio de Sebastopol . representada no theatro do Gymnasio em 1874. Drama em 5 actos. Reprises no mesmo theatro. Amélia e Avenida. Avenida e Principe Real. musica de Cyriaco de Cardoso. Magica em 4 Coroa de Carlos Magno actos e 21 quadros. original de Gervásio Lobato e D. Boneca — Opera cómica em 3 actos e 5 quadros. musica de Cordeiro Fialho. representada no theatro D. D. representada no theatro da Avenida em iqoo e annos seguintes Reprises em S. representada no theatro das Variedades. de Maucicio Ordonneau. traducção de Acácio Antunes e Sousa Bastos. Ceia dos Cardeaes origmal de Júlio Dantas. original de Cezar de Lacerda. Magica em 3 actos. musica de Freitas Gazul. Reprises nos theatros dos Recreios. Condes em 1841. representado no theatro de D. Revista do anno de Coisas e loisas 1873. Alvarenga. representada no theatro da — Rua dos Condes em Belizario — Tragedia 1844. representada no theatro da Trindade em 1903 e — Opera cómica em 3 actos. Reprises no mesmo theatro. musica de Rio de Carvalho. Rua dos Condes e Avenida. representado no theatro da Rua dos — Farça lyrica em um acto. representada no thea- — — . representada no theatro da Trindade em 1868 e seguintes. representado no theatro da Trindade em 1888. Burro do sr Alcaide Opera cómica em 3 actos. em 1874 e annos seguintes. musica de José Maria do Carmo. Reprises no mesmo theatro. Capital Federal — Comedia de costumes brazileiros em 3 actos. representada no theatro da Trindade em 1873 e annos seguintes. traducção de Ernesto Biester. Maria. representada no theatro do Gymnasio em 1890 e annos seguintes. original de Arthur de Azevedo. Barcarola representada no theatro de D. original de António Joaquim. Carlos e D.

representada no theatro do Salitre em 1806. Corsário original de José Romano. traducção de João Baptista Ferreira. Maria em 1886 e annos seguintes. representado no theatro de D. de Alexandre Dumas Filho. original — Drama em — 3 actos. Drama marítimo em 5 actos. — Egas Moniz so. Maria em 1854. Trindade. Diabo atraz da porta Comedia em um acto. Avenida. — — — traducção de Luiz Quirino Chaves. musica de D. traducção de Guiomar Torrezão. Maria em )88o e annos seguintes e no de D. em verso. representada no theatro do Gymnasio em varias epochas. representado no theatro da Rua dos Condes em ducção de Salvador Marques. Reprises no mesmo theatro e no do Príncipe Real. Comedia em um acto. original de Cezar de Lacerda. . original de Henrique Lopes de Mendonça. em 1876. Reprises nos theatros dos Recreios. Encantos de Medea Em — — Comedia magica de António losé (o Judeu). representada no theatro do Gymnasio em i835 e nos annos seguintes. em ver- de José da Silva Mendes Leal. em verso. representada no theatro do Bairro Alto 3 actos. Duende Zarzuela em 2 actos. Cynismo. original em em 1735. — Drama em Reprise no 5 Cso das Variedades theatro da Trindade Correio de Lyão^ Dois renegados — Drama em 5 actos. origínaes de Pedro Carlos d'Alcantara Chaves. Maria i865. imitação de Joaquim Augusto d'01iveira. Maria. Maria em i85o. traducção de Pedro Maria da Silva Costa. Dois surdos imitação de Manoel Roussado. representado no theatro do Gymnasio em i855 e annos seguintes. João da Gamara. Ditoso fado Comedia em um acto. representado no theatro da Rua dos Condes em i863 e annos seguintes. Dois mundos Comedia em 3 actos. traducção de Francisco Palha e Eduardo Garrido. representada no theatro da Rua dos Condes em 1870. ori- ginal de José da Silva actos. traducção de Ricardo José de Souza Netlo. : Duas orphãs— Drama em 5 actos. Dama das Camélias— Drama em 5 actos. — — 1839 e annos seguintes. Amé- — lia. Fernando em 1854. Gymnasio e Príncipe Real. Peça de espectáCovas de Salamanca culo em 5 actos. José Rogel. Creadas — Comedia em um acto. Amélia annos seguintes. original de D. Dois garotos Drama em 5 actos e 7 quadros. tra- Mendes Leal. original de Manoel Roussado. — Dominó preto Opera-comica em 3 actos. Collecção das seguinDescasca. imitação de Luiz Quirino Chaves. Baptisado do filho do De^casca-milho. representada no theatro de D. Comedia em um Crimes do Brandão acto. Faria.milho tes peças Luipnha a leiteira^ Descasca milho. Amélia em iqo4 e igof. Doidos com juizo Comedia e 3 actos. Rua dos Condes e Trin- — — dade. Duque de Vizeu Dramy em 5 actos. representadas no theatro da Rua dos Condes desde 1861 a i8b3. Cezar de Bazan de D'Ennery. Amélia. Reprise no theatro do Príncipe Real. original de Gervásio Lobato. representada no theatro de D. traduzida pelo Conde de Monsaraz. Reprises na Rua dos Condes e Príncipe Real. representada nos theatros do -Gymnasio. Reprise na Trindade. Cruz da esmola original de Eduardo Schwalbach. representada no theatro de D. musica hespanhola. representado no theatro D. Dragões d'£l-Rei Opera-comica em 3 actos. representado no Iheatro da Rua dos Condes no anno de 1877 ^ seguintes. 297 tro DO THEATRO PORTUGUEZ cm iSSq.. Rua dos Condes. Reprises no mesmo theatro. representada no theatro da Rua dos Condes em i856. representado no theatro da Trindade em 1898. Reprises no mesmo theatro e no da Trindade. Duas bengalas Comedia em um acto. de. de Pierre Decourcelle. Reprises em D. Dominós brancos — — Comedia em 3 actos. etc. Drama em 5 actos. Comedia em 5 actos. representada no theatro da Trindade em i88o e annos seguintes. Maria em 1890 e — . traducção de Ernesto Biester. scepticismo e creança Drama em 2 actos. Morte do Descasca-milho e Ainda o Descasca-milho. representada no theatro do Gymnasio em 18786 annos seguintes. Maria em 1860. Dom Affonso VI — Drama em 4 actos. D. traducção de Silva Abranches. representada no theatro do Gymnasio em 1891 e annos seguintes. Casamento do Descasca-milho. representada no theatro do Gymnasio em i85õ e annos se- — boa hora o diga Comedia em 3 actos. D. /íe/r/íes nos theatros das Variedades e Trindade. representado no theatro de D. representada no theatro de D. traducção de Freitas Branco. de D'Ennery. representado no theatro de D. na Trindade. Reprises em quasi todos os theatros. representada no theatro do Gymnasio em iqoo e annos seguintes. — — — — e outros. original de Cezar de Lacerda. guintes. representado no theatro de D. Reprise no theatro D. Maria em 1876 e annos seguintes. traducção. Esopaida ou a Vida de Esopo — Opera em . representado no theatro de D.

Ham

DICCIONARIO
Filhos

2oS

5 actos, original de António José (o Judeu), representada no theatrq do Bairro Alto em

dos Trabalhos

— Comedia-drama

1734.

Espelho da Verdade Peça phantastica actos, arranjo de Augusto Garraio, representada no theatro da Rua dos Condes em 1878 e annos seguintes. Reprises nos theatros Avenida e Trindade. Comedia era i acto, Esperteza de rato original de Rangel de Lima, representada no theatro do Gymnasio em diversas epochas. Et coetera e tal— Revista em 3 actos, original de António de Menezes, musica de Rio de Carvalho, representada no theatro dos Re-

em 4

Cezar de Lacerdtl, representada no theatro do Gymnasio em i858 e annos seguintes. Reprise na Rua dos Condes. Fortuna e trabalho Drama em 5 actos, original de Ernesto Biester, representado no theatro de D. Maria em i863 e annos seactos, original de

em 4

guintes,

Fossilismo e actos, original

Revista em 3 Progresso de Manoel Roussado, repre-

creios em 1882. Fallar verdade à mentir Comedia em um acto, imitação de Almeida Garrett, representada no theatro da Rua dos Condes em 1845. Reprises em D. Maria, Trindade e Avenida. Comedia em 5 actos, Família Benoiton

de Victorien Sardou, traduzida por Ernesto Biester, representada no theatro da Rua dos Condes em 1860. Reprises na Trindade e

Gymnasio.

Opereta em 3 actos e 4 Fausto o petiz quadros, traducção de Aristides Abranches, musica de Hervé, representada no theatro da Trindade em 1870. Reprise no theatro

Avenida em igoS. Feio no corpo bonito na alína

em um em

— Comedia Romano, representada no theatro da Rua dos Condes
acto, original de José
1857. Varias reprises

no

mesmo

theatro,
2

no Gymnasio
Fidalgo

e nas Variedades.

pobre

— Comedia

sentada no theatro do Gymnasio em i856. Drama em 5 Frei Caetano Brandão actos, original de Silva Gayo, representado no theatro de D. Maria em 1875. Frei Luiz de Sousa— Drama em 3 actos, original d'Almeida Garrett, representado no theatro do Salitre em 1847. 'Reprise em D. Maria cm i85o e n'outras epochas. Gabriel e Lusbel ou o Thaumaturgo (Santo Mysterio em 4 actos, original de António) José Maria Braz Martins, musica de Angelo Frondoni, representado no theatro do Gymnasio em 1854 e annos seguintes. Reprises em quasi todos os theatros. Comedia em 2 actos, Gaiato de Lisboa de Bayard, traducção de João Baptista Ferreira, representada no theatro da Rua dos Condes em i838. Reprises em D. Maria, Trindade, Avenida e Príncipe Real. Magica em 3 actos e Gata Borralheira i5 quadros, arranjo de Joaquim Augusto d'01ive!ra, musica de Angelo Frondini,represenntada no theatuo da Trindade em 1869 c

drama em

actos, traducção de José Carlos dos Santos, representada no theatro de D. Maria em 1860 e annos seguintes.

Drama em Fidalgos da Casa Mourisca actos, extrahido do romance de Júlio Diniz por Carlos Borges, representado no theatro de D. Maria em varias epochas, no Gymnasio e na Trindade. Fidalguinho Comedia em 3 actos, original de Ferreira de Mesquita, representada no theatro do Gymnasio nos annos de 1870 e segumtes. Opera cómica Filha da Senhora Angot em 3 actos, traducção de Francisco Palha, musica de Lecocq, representada no theatro da Trindade no anno de 1875 e seguintes. Reprise no theatro Avenida. Filha do Ar Magica em ? actos, traducção de Joaquim Augusto d'01iveira, representada nos theatros do Gymnasio, Rua dos Condes e Principc Real. Filha do Inferno Peça phantastica em 4 actos, traducção de Eduardo Garrido, representada no theatro da Trindade em 187Q e annos seguintes. Reprise no theatro Avenida
5

annos seguintes. 'Reprises no mesmo theatro e no Avenida. Magica em 3 actos, arranjo Gato preto de Augusto Garraio, musica de Freitas Gazul, representada no theatro da Trindade em 1889 e annos seguintes. Opera-comica em 3 actos, traGiraldã ducção, representada no theatro D. Fernando

em

i85o.

Graça de Deos

— Drama

em

i

actos, tra-

ducção, representado nos theatros do Salitre. Rua dos Condes e D. Maria. Opera burGrã-Duqueza de Gerolstein lesca em 3 actos e 4 quadros, de Meilhac e Halevy, traducção de Eduardo Garrido, musica de J. OtTenbach, representada no theatro do Príncipe Real em 1868 e annos seguintes. Reprises em quasi todos os thea-

tros.

Zarzuela de costumes acto e 4 quadros, imitação de Francisco Jacobetty, musica de Chueca e Valverde, representada no theatro do Rato em 1884. T^prises nos theatros da Avenida e

Grande Avenida

em um

Rua dos Condes.

em

1Q02.

Filha

do Mar

— Drama

marítimo

em

4

actos, original de Luccotte, representado theatro do Gymnasio em varias epochas.

no

CoGuerras do Alecrim e Mangerona media de António José (o Judeu), representada no theatro do Bairro Alto, em 1737. Hamlet — Tragedia de Shakespeare, traduzida por José António de F"reitas, repre-

200

DO THEATRO PORTIJGUEZ
Amé-

Lou

sentada nos theatros de D. Maria e D. lia em diversas epochas.

Homem da bomba Vaudevilleem 3 actos, traducção de Gervásio Lobato e Mendonça e Costa, musica de Freitas Gazul, representado no theatro da Trindade em 1887 e annos seguintes. Reprise no theatro Avenida
em
iqoS.

Homens de mármore

original de José da Silva

Drama em 5 actos, Mendes Leal, re-

presentado no theatro de D. Maria em 1860 e annos seguintes. Homens do mar — Drama marítimo cm 4 actos, original de Cezar de Lacerda, representado no theatro de D. Maria em 1862 e annos seguintes. Reprises nos theatros da Rua dos Condes e Príncipe Real. Comedia em 3 Hotel do livre cambio actos, traducção de Carlos de Moura Cabral, representada no theatro do Gymnasio em varias epochas e na Trindade.

de Abel Botelho, representada no theatro do Gymnasio em varias epochas. Tragedia em 5 actos de GiacoJudith metti, traduzida por José da Silva Mendes Leal, representada no theatro de D. Maria em 1860 e annos seguintes. Comedia de costumes em Juiz eleito um acto, original de Luiz António de Araújo, representada no theatro do Gymnasio em 1854 e annos seguintes. Júpiter e Âlmena Opera de António José (o Judeu) representada no theatro do Bairro Alto em 1736. Drama em 3 actos, de Alexandre Kean Dumas, traducção, representado no theatro das Variedades em 1860. Reprises nos theatros das Variedades, D. Mana, e D. Amélia. Opera de António Labyrintho de Creta José (o Judeu) representada no theatro do

Bairro Alto

em

1736.

Comedia em 2 Hotel luzo-brazileiro actos, traducção de Leopoldo de Carvalho, representada no theatro do Gymnasio em varias epochas.
Huguenottes -1- Comedia em 2 actos, traducção de Leopoldo de Carvalho, representada no theatro do Gymnasio em varias epochas.

Ladrões de Lisboa

— Peça

popular

em

5

Tragedia em 5 actos de Ignez de Castro Nicolau Luiz, representada no theatro do Bairro Alto em 1782. Reprises em diversos
theatros.

Incendiários

— Drama

em

5

actos, tradu-

zido do francez, representado no theatro das Variedades, em 1861 e mais tarde no Príncipe Rea-1. Comedia em um acto, Inglez e francez original de António de Sousa e Vasconcellos, representada nos theatros do Gymnasio, D. Maria e Trindade em varias epochas. Comedia em 4 actos, original Intimo

de Eduardo Schwalbach, representada no theatro de D. Maria no anno de 1892 e seguintes. Intrigas

Parodia ás operasno bairro comicas, em 2 actos, original de Luiz de Araújo, representada no theatro da Rua dos Condes em 1864. T^eprises em varias epochas em quasi todos os theatros. Izidoro o Vaqueiro Comedia em um acio, imitação de Joaquim Augusto d'01iveira, representada no theatro da Rua dos Condes em i853 e mais annos e no theatro D. Fernaruio. Drama em 5 actos, Joanna a Doida traduzido do francez, representado no theatro de D. Maria em 1860 e annos seguintes. Reprise no theatro da Rua dos Condes. Drama em 5 actos, traJoão o Carteiro ducção de Ferreira de Mesquita, representado no theatro do Príncipe Real em 18676 annos seguintes e em D. Maria. Comedia em 3 actos, original Ju^-unda

actos e 6 quadros, original de Sousa Bastos, representada no theatro da Rua dos Condes no anno de 1877 ^ seguintes. 'Reprises nos theatros do Príncipe Real e Avenida. Comedia em 3 actos, traducLagartixa ção de Eduardo Garrido, representada no theatro D. Amélia em varias epochas. Drama em 5 actos, Lago de Kilarney traduzido por Manoel de Macedo, representado no theatro do Gymnasio em varias epochas. 'Inprise na Rua dos Condes em 1876. Lâmpada maravilhosa Magica em 3 actos e 16 quadros, arranjo de Joaquim Augusto de Oliveira, musica de Carlos Bramão, representada no theatro do Príncipe Real em 1866 e seguintes. Drama em 3 actos, original Lazaristas de António Ennes, representado no theatro do Gymnasio em 1875 e annos seguintes. Reprises em vários theatros. Magica em 3 actos, arLeilão do Diabo ranjo de Carlos Augusto da Silva Pessoa, representada no theatro da Rua dos Condes em i863 e annos seguintes.

Comedia em 3 actos, traLenço branco ducção de Rangel de Lima, representada no theatro do Gymnasio em vaijias epochas. Reprises no theatro das Variedades e outros. Drama em 5 actos, origiLeonor Telles

nal de Marcellino de Mesquita, representado no theatro de D. Maria. Drama em 4 actos, traducLivro negro ção de Pedro Vidoeira, representado no theatro de D. Maria em varias epochas. Magica em 3 actos, Loteria do Diabo arranjada por Francisco Palha e Joaquim Augusto d'01iveíra, representada no theatro das Variedade em i858 Varias reprises

no mesmo theatro e no da Avenida. Louco de Évora Drama patriótico em 3 actos, original de João Ferreira da Cruz, representado no theatro de D. Maria em va-

rias

epochas,

Mol

DIGCIONARIO

Soo

Drama em 5 actos, de Lucrécia Borgia Victor Hugo, traducção, representado no thcatro D. Maria em 1874. Madrinha de Charley - Comedia em 3 actos, traducção de Carlos de Moura Cabral, representada no theatro do Gymnasio em varias epochas.
Madrugada

— Comedia

em

5 actos,

em

verso, original de

Fernando Caldeira, repre-

sentada no theatro de D. Maria em 1892. Reprises em D. Maria e D. Amélia. Drama em 4 actos, Mãe dos escravos imitação de Aristides Abranches, representado no theatro do Gymnasio em varias epochas e no da Rua dos Condes. Vaudeville em 4 Mam'zelle Nitouche actos, traducção de Gervásio Lobato e Urbano de Castro, musica de Rio de Carvalho, representado no theatro dos Recreios em 1886. Reprise na Trindade em 1887 com musica de Hervé. Reprises em quasi todos os theatros. Farça em um acto de Manoel Mendes António Xavier Ferreira de Azevedo, representada no theatro da Rua dos Condes no anno de 1820 e seguintes. Reprise no thea-

do Gymnasio. Comedia em 2 actos, Mantilha de renda em verso, original de Fernando Caldeira, representada no theatro de D. Maria em varias epochas e no de D. Amélia. Drama em 5 actos, Maria Antonietta de Giacometti, traducção de Ernesto Biester, representado no theatro de D. Maria, onde teve varias reprises e nos da Rua dos Condes, D. Amélia e Príncipe Real. Mariquinhas a leiteira Comedia em um acto, original de Aristides Abranches, representada no theatro do Gymnasio em vatro

rias

epochas.

Marquezã

— Opera

cómica

em um

acto,

original de Paulo Midosi, musica do maestro Miro, representada no theatro do Gymnasio, em 1848 e annos seguintes. Comedia em Marquez de la Seiglière 4 actos, traducção de Luiz Augusto Palmei-

rim, representada no theatro de D. Maria em varias epochas. l^eprises no Príncipe Real, Variedades e D. Amélia.

traduzido por Guiomar Torrezão, representado no theatro de D. Maria em varias epochas e no theatro da Trindade. Drama sacro em Martyres da Germânia 3 actos, original de José Romano, representado no theatro das Variedades em 1859 e annos seguintes Opera cómica em 3 actos, de Mascotte Chivot e Doru, traducção de Eduardo Garrido, musica de E. Andran, representada no theatro da Trindade no anno de 1881 e seguintes. Reprises na Trindade e Colyseo dos Recreios. Comedia em 5 actos, Medico á força de Molière, arranjo do Visconde de Castilho, representada nos theatros do Gymnasio, D. Maria e D. Amélia. Comedia em 3 actos, arranjo Médicos de Aristides Abranches, representada no theatro do Gymnasio em varias epochas, em D. Maria, D. Amélia e Recreios. Revista em 3 actos, original Micróbio de Francisco Jacobetty, representada no Chalet da Rua dos Condes em 1884 e i885, Drama em 5 actos, de Miguel Strogoff d'Ennery e Júlio Verne, traduzido por Carlos de Moura Cabral, representado no theatro dos Recreios em 1887. Reprises nos theatros da Avenida, Príncipe Real e Rua dos Condes. Milagre de Nossa Senhora da Nazareth— Drama sacro em 2 actos, original de Pedro Carlos d'Alcantara Chaves, representado no theatro da Rua dos Condes em 1864 e annos seguintes. Drama paMil seiscentos e quarenta triótico em 5 actos, original de Francisco Duarte de Almeida Araújo e Francisco da Costa Braga, musica de Eugénio Ricardo Monteiro d'Almeida, representado no theatro da Rua dos Condes em iSôi e annos seguintes. Reprise no Principe Real. Comedia de costuMineiro de Cascaes mes em 2 actos, original de Joaquim da Costa Cascaes, representada no theatro de D. Maria no anno de i85o e seguintes. acto, origiComedia em Misantropo nal de Paulo Midosi, representada no theatro do Gymnasio em varias epochas.
ry,

i

Drama em 5 actos, Marquez de Pombal original de Cezar Perini de Luca, representado no theatro do Salitre em 1841. Rcprises nos theatros das Variedades e Rua dos
Condes.
^

Marquez de Villemer

— Comedia

Comedía-drama em honra de José Carlos dos Santos, representada no theatro das Variedades em 1861 e annos seguintes. Reprise fio theatro do Principe Real.
Mocidade
e
2 actos, traducção

em 4

actos, de George Sand, traduzida por Ramalho Ortigão, representada no theatro de D. Maria em 1874 e n'outras epochas e no-

D. Amélia.

Martim de Freitas

— Drama

em

5 actos,

em

verso, original de José da Silva Mendes Leal, representado no theatro de D. Maria em 1S59. Mártyr Drama em 5 actos de D'Enne-

Comedia em 3 actos, Moços e velhos traducção de Rangei de Lima, representada no theatro do Gymnasio em varias epochas. Reprises em muitos theatros. Opera cómica em 3 Moira de Silves actos, original de Lorjó Tavares, musica de Guerreiro da Costa, representada no theatro da Trindade em 1891. Opera cómica em 3 Moleiro d'Alcalà actos, e.Ktrahida do romance de Alarcon, O

— —

3o 1

DO THEATRO P0RTUGUE2

Pob
'T^e-

chapéo de ires bicos., por Eduardo Garrido, musica de Justino Clerice, representada no theatro da Trindade em 1887 e annos segnintes e n'outros tlieatros. Morgadinha de Valflor

dos Condes em 1854 e annos seguintes. prise no theatro de D. Fernando.

O que

é o

mundo — Comedia de costumes

— Drama

em em
5 ac-

tos, original de Pmheiro Chagas, representada no theatro de D. Maria em 1869. Reprises quasi todos os annos em diversos

de Francisco da Costa Braga, representada no theatro da Rua dos Condes em 1854 e annos seguintes. Reprises nos theatros das Variedades e Principe
2 actos, original

Real.

theatros.

Morgado de Fafe

— Comedia em 2 actos,

original de Camillo Castello Branco, representada no theatro de D. Maria em 1861. Varias reprises no mesmo theatro, no Gymnasio e Príncipe Real.

Revista em 3 actos, Ou vae ou racha original de Celestino da Silva, representada no theatro da Rua dos Condes em 1908. Comedia em 5 actos, traPai da actriz

Mulher que deita cartas
actos e
7 quadros,

— Drama em

5

de Victor Séjour, traducção de Ernesto Biester, representado no theatro de D. Maria nos annos de 1861 e seguintes e no theatro do Principe Real. Comedia em 3 actos, Não é com essas! traducção de José Carlos dos Santos, representada no theatro do Gymnasio em varias

ducção de Rodrigo Felner, representada no theatro da Rua dos Condes em 1843 a 1843. I^prises em D. Maria. Comedia em 3 actos, traducção Papão de Freitas Branco, representada no theatro do Gymnasio em varias epochas.

Paralytico — Drama

em

5 actos,

traduzido

por Ferreira de Mesquita, representado no theatro de D. Maria em 1874 e annos seguintes. Reprises na Rua dos Condes, Gymnasio
e Principe Real.

epochas. Drama Naufrágio da fragata ''Medusa»> maritimo em 5 actos, traducção de Joaquim Augusto d'01iveira, representado nos theatros do Gymnasio, Rua dos Condes e Principe Real, em varias epochas. Vaudevillc em 3 actos, de MilNiniche laud & Hennequin, traducção de Sousa Bastos, musica de F. Alvarenga, representado no theatro do Principe Real em 1880 e 1881. Depois com musica de Boullard em quasi todos os theatros em varias epochas. Noite de Santo António na Praça da Figueira—Peça de costumes populares, em 3 actos, original de Joaquim da Costa Cascaes, representada no theatro de D.Maria nos annos de 1846 e seguintes. Opera burlesca em 3 actos, Noite e dia tradução de Eduardo Garrido e Cardoso Leoni, representada no theatro da Trindade em 1882. Varias reprises no mesmo theatro e nos da Avenida e D. Amélia. Comedia em 3 actos, Noivas do Eneas original de Gervásio Lobato, representada no theatro do Gymnasio em varias epochas. Tragedia em 5 actos, em Nova Castro verso, original de João Baptista Gomes Júnior, representada no theatro da Rua dos Condes em 1793. Varias reprises em diver-

Farça em um acto, Parteira anatómica António Xavier Ferreira d'Azevedo, representada no theatro da Rua dos Condes em 1804 e annos seguintes. Reprise no theatro da Trindade em 1898.
original de

Pedro

— Drama

em

5

actos, original de

José da Silva Mendes Leal, representado no theatro de D. Maria nos annos de i8G3 e seguintes.

Pêra de Satanaz

— Magica

em

3

actos,

arranjo de Eduardo Garrido, musica de Rio de Carvalho, representada em diversas epochas nos theatros das Variedades, Rua dos

Condes

e Avenida.

Comedia em 3 actos, Peraltas e Sécias original de Marcellino Mesquita, representada no theatro de D. Maria desde 1890. Comedia em um acto, Perdão d'acto original de Affonso de Lima, representada innumeras vezes desde i85i nos treatros da Rua dos Condes, D. Fernando e Varieda-

des.

Philippa de Vilhena - Drama em 3 actos, de Almeida Garrett, repre.^entado no theatro do Salitre em .1840. Teve depois varias reprises na Rua dos Condes e D. Maria.
original

sos theatros.

Revista em 3 actos, origiO' da guarda nal de Luiz Galhardo e Barbosa Júnior, musica de P^ilippe Duarte e Luiz Filgueiras, representada no theatro do Principe Real em

Pilulas do Diabo - Magica em 3 actos, traducção, representada no theatro do Salitre peio anno de i83o. Piperlin - Comedia em 3 actos, traducção de Eduardo Garrido, representada no theatro da Trindade em 1881 e depois no Gymnasio.

1907 e 1908. Drama em 3 actos, origiÓdio de raça nal de Francisco Gomes de Amorim, representado no theatro de D. Maria em 1854. Varias reprises em diversas epochas. Comedia em um Ópio e Champagne acto, traducção de Joaquim Augusto de Oliveira, representada no theatro da Rua

Drama em 5 actos, Piratas da Savana traducção de José Carlos dos Santos, representado no theatro das Variedades em 18Ó2. Teve reprises no mesmo theatro, e nos da Rua dos Condes e Principe Real. Drama em 3 actos, Pobre das ruínas original de José da Silva Mendes Leal, re-'

Ôín

DICGIONARIO
Reino da Bolha
ginal de

3c

presentado no theatro da Rua dos Condes,

— Revista

em

3 actos, ori-

em

1845.

Pobreza

envergonhada- Drama

em

5

actos, imitação de José da Silva Mendes Leal, representado no theatro de D. Maria em i856. Teve varias reprises no mesmo theatro.

Eduardo Schwalbach, representada no theatro da Rua dos Condes em 1897. Peça phantastica Reino das mulheres em 3 actos, imitação de Sousa Bastos, mu-

*

Por causa d'uma carta

— Comedia em

3

actos, de Sardou (Pattes de mouche), traducção, representada no theatro de D. Maria em i863. Teve reprises no mesmo theatro. Comedia em 3 actos, traduPorta falsa

zida do hespanhol, representada no theatro do Gymnasio em 1854, com varias reprises no mesmo theatro.

coordenada por Freitas Gazul, representada no theatro da Rua dos Condes em 1890. Reprises no mesmo theatro e no da Trindade. Revista em 3 actos, Retalhos de Lisboa original de Eduardo Schwalbach, representada no theatro da Trindade em 1896 Comedia em 4 actos, traRetrato vivo
sica

Por
ginal

um

triz

— Comedia em

um

acto, ori-

de Eduardo Garrido, representada no theatro do Gymnasio em i863, com muitas reprises no mesmo theatro e na Trindade.
P'rà frente !— Revista cm 3 actos, original de Camanho Garcia e Ayres Pereira da

Costa, representada no theatro da Avenida em 1907 e 1908. Opera de AntóPrecipício de Faetonte nio José (o Judeu) representada no theatro do Bairro Alto em 1/38. Precisa-se duma senhora para viajar Comedia em um acto, traduzida por Izidoro Sabino Ferreira, representada no theatro das Variedades em 1859 e 1860. Reprise no

ducçâo, representada no theatro da Rua dos Condes em 1843. Reprises em D. Maria, S. Carlos e D. Fernando. Revista de 1858 — Em 3 actos, original de Joaquim Augusto d'01iyeira, representada no theatro das Variedades em 181)9. Em 3 actos, original de Revista de 1876 Sousa Bastos, representada no theatro da Rua dos Condes em 1877. Em 3 actos, original de Revista de 1878 Sousa Bastos, representada no theatro do Principe Real em 1879.

Romã encantada — Magica em

2

actos,

Augusto da Silva Pessoa, representada no theatro da Rua dos Condes em i855. Reprises no mesmo theatro. Opera cómica em 3 Rouxinol das salas
original de Carlos

Gymnasio em 1861 e annos seguintes. Primo e o Relicário —-Comedia em 3 actos, traduzida do hespanhol por Luiz Augusto
Palmeirim, representada no theatro de D. Maria em i85o e annos seguintes. Comedia-drama em 3 actos, Probidade original de Cezar de Lacerda, representada no theatro do Gvmnásio nos annos de i838

actos, arranjo de Aristides Abranches, representada no theatro da Trindade em 1871. Varias reprises no mesmo theatro. Revista em 3 actos e 12 Sal e Pimenta

quadros, original de Sousa Bastos, representada no theatro da Trindade em 1894 e
1S95.

e seguintes.

Opereta em um acto, Procopio Baeta traducçâo de Paulo Midosi, musica de J. Offenbach, representada no theatro da Trin-

dade em 1868 e annos seguintes. Comedia em 2 Proesas de Richelieu actos, traduzida do francez, representada no

theatro da Rua dos Condes em 184'. Reprises em D. Maria e D. Amélia. Prophecia ou a Queda de Jerusalém— Drama biblico em 5 actos, original de D. José d'Almada e Lencastre, representado no theatro de D. Maria em i852. Pupillas do sr. Reitor— Drama em 5 actos, extrahido por Ernesto Biester do romance do mesmo titulo de Júlio Diniz, representado no theatro da Trindade em 1868 e annos seguintes. Reprise em D. Maria. Comedia em 3 actos, Rabo do Diabo traducçâo, representada no theatro do Gymnasio êm 1854. Reprises no mesmo theatro e no das Variedades.

Drama em 4 actos, origiSaltimbanco de António Ennes, representado no theatro do Gymnasio em 1877. Varias re/?Wses no mesmo theatro. Samsão ou a Destruição dos Philisteus—Drama biblico em 3 actos, original de José Romano, representado no theatro da Rua dos Condes em i853 e annos seguintes. Zarzuela em 3 Segredo d'uma dama actos, traducçâo de Aristides Abranches, musica de Barbieri, representada no theatro da Trindade em 1873. Reprises no mesmo
nal

theatro.

Senhor João
dio

em um

Comee senhora Helena acto, original de Luiz de Araújo,

ornada de musica de Monteiro d'Almeida, representada no theatro da Rua dos Condes

em

i863 e seguintes.

Regente

— Drama em

Sessenta e seis Opereta em um acto, traduzido por Garcia Alagarim, musica de Offeftbach, representada no theatro da J. Rua dos Condes em i86i. Reprises no mesmo theatro, nas Variedades, Trindade e
outros.
3

5 actos, original

de

Marcellino de Mesquita, representado no theatro de D. Maria em 1897. Reprise no theatro D. Amélia.

Opera cómica em Sinos de Corneville actos e 4 quadros, de Clairville e Gabet, traduzida por Eduardo Garrido, musica de

3o3

DO THEATRO PORTUGUEZ
em
e

Um
Trindade

Roberto Planquette, representada no theatro da Trindade em 1877. Reprises no mesmo theatro e no da Avenida. Sociedade onde a gente se aborrece

1859. Reprises nos theatros da

Rua dos Condes. Tio Milhões — Comedia em

5 actos, tra-

Comedia em

3

actos, de E. Pailleron, tra-

ducção de Gervásio Lobato, representada no theatro de D. Maria em 1882. Reprises no mesmo theatro e no de D. Amélia. Solar dos Barrigas Opera cómica em 3 actos, original de Gervásio Lobato e D. João da Gamara, musica de Cyriaco de Cardoso, representada no theatro da Rua dos Condes em 1892. Reprises no mesmo theatro, no Gymnasio, no D. Amélia e no Ave-

ducção de Acácio Antunes, representada no theatro de D. Maria em 1891 e annos seguintes. Reprise no theatro D. Amélia. Comedia em um acto, oriTio Torquato ginal de Alfredo Athayde, representada no theatro do Gymnasio em varias epochas e

nida.

Solteirões Comedia em 5 acto.s, de Victorien Sardou, traducção de Latino Coelho, representada no theatro do Principe Real em 1S67. Varias reprises no theatro de D.
IVlaria.

Sua Excellencia Comedia em 3 actos, original de Gervásio Lobato, representada no theatro do Gymnasio em varias epochas.
Supplicio de uma mulher Drama em 3 actos, de Girardin, traducção de Ernesto Biester, representada no theatro da Rua dos Condes em 1867. Reprises na Trindade, D. Maria e Principe Real. Taberna Drama em 5 actos e 7 quadros, de Zoia e Busnach, traducção de José Carlos dos Santos, representado no theatro da Rua dos Condes em 1882. Reprises nos theatros dos Recreios e Principe Real. Tartufo Comedia em 5 actos, de Molière, traduzida pelo capitão Manoel de Sousa, representada no theatro do Bairro Alto em 1768 e annos seguintes. A mesma peça, traduzida em verso pelo Visconde de Castilho, foi representada no theatro de D. Maria em 1878. Reprises no mesmo theatro. Templo de Salomão - Drama biblico em 5 actos, imitação de José da Silva Mendes Leal, representado no theatro de D. Maria em 1849 e seguintes. Reprise d'esta peça, traduzida por Maximiliano de Azevedo, no theatro do Principe Real em 190b. Tia Maria Comedia em 2 actos, imitação de Paulo Midosi, representada no theatro do Gymnasio em i856 e seguintes. Tição Negro Opera cómica em 3 actos, sobre motivos de Gil Vicente, original de Henrique Lopes de Mendonça, musica de Augusto Machado, representada no theatro da Avenida em 5901. Reprises no mesmo theatro e no de D. Amélia, Tim Tim por Tim Tim Revista em 3 actos, original de Sousa Bastos, musica de Plácido Stichini, representada no theatro da Rua dos Condes em 1889. Muitas reprises no mesmo theatro, no Real Colyseu e nos theatros de D. Amélia, Trindade e Avenida. Tio Braz Opereta em um acto, traducção de Garcia Alagarim, musica de J. Offenbach, representada no theatro do Gymnasio

quasi todos os theatros de Lisboa. Torre Suspensa— Magica em 3 actos, original de Carlos Augusto da Silva Pessoa, musica de José Maria do Carmo, representada no theatro da Rua dos Condes, em 1859. Tosca Drama em 4 actos, de Victorien Sardou, traducção de Maximiliano de Azevedo, representado no theatro do Principe Real em 1902. Varias reprises. Comedia-drama em Trabalho e honra 3 actos, imitação de César de Lacerda, representada no theatro do Gymnasio em i858. Varias reprises em diversos theatros. Trabalhos em vão Calembourg em um acto, original de Duarte de Sá, representada no theatro de D. Fernando em i85i. Reprise no theatro da Rua dos Condes. Opereta em um acto, traTrês Dragões ducção, representada no theatro da Trindade em 1874 e com varias re/rises no mesmo

em

theatro.

Três inimigos d'alma

— Comedia
Augusto da

em

5

actos, traducção de Carlos

Silva

Pessoa, representada no theatro da Rua dos Condes em i858. Varias reprises nos theatros das Variedades e Principe Real. Drama em 3 actos, oriTriste viuvinha ginal de D. João da Camará, representado no theatro de D. Maria em 1897. Reprise no theatro D. Amélia. Revista em 3 actos, oriTutti-li-mundi ginal de António de Menezes, representada no theatro da Rua dos Condes em 1881. Ultima carta — Comedia-drama em 3 actos, original de Cezar de Lacerda, representada no theatro do Gymngsio em 1857 e

annos seguintes. Ultimo Figurino - Zarzuela em um acto, traducçSo de Francisco Palha, representada no theatro da Trindade em ibSo e annos
seguintes.
original

experiência— Comedia em um acto, de Baptista Machado, musica de Freitas Gazul, representada no theatro da Rua dos Condes em 1867. Reprises em quasi

Uma

todos os theatros secundários.

Uma hora no Cacem - Comedia de costumes em um acto, original de Duarte de Sá, representada no theatro de D. Fernando em i852. Reprise no theatro da Rua dos Condes. Um drama no fundo do mar Drama em 3 actos, traducção de Pedro Vidoeira, representado no theatro de D. Maria e depois

na Trindade, em varias epochas. Variedades de Protheo— Opera de Anto-

Int

DiCCIONARIÔ
em
tros.

5o4 Muitas reprises

nio José (o Judeu), representada no theatro do Bairro Alto em 1737. Velhice namorada sempre leva sorriada Comedia em um acto, original de Francisco Xavier Pereira da Silva, representada durante muitas epochas no theatro do Gymna-

i85ò.

em

di verses thea-

sio.

Drama em 4 actos, original de Velhos D. João da Camará, representado no theatro de D. Maria em 1893. Reprises por diversas epochas no mesmo theatro e no de D. Amélia. Peça phantastica de grande Vénus espectáculo em 3 actos, arranjo de Acácio

Antunes, musica de Augusto Machado, representada no theatro D. Amélia nos annos de 1895 a 1S97. Drama em 5 Vida de um rapaz pobre actos e 7 quadros, de Octave P^euillet, traducção de Joaquim José Annaya, representado no theatro de D. Maria em i865. Varias reprises nos theatros de D. Maria, Trindade, Variedades e Príncipe Real. Drama Vinte e nove ou Honra e gloria militar em 3 actos, original de José Romano, representado no theatro da Rua dos Condes

Opereta Vinte e oito dias de Clarinha 4 actos, de H. Raymond & A. Mars, traducção de Gervásio Lobato e Accacio Antunes, musica de Victor Roger, representada no theatro da Trindade em 1894. 'Rfprises no mesmo theatro, no Príncipe Real, Real Colyseo e Avenida. Vivandeira do 16 de linha - Drama em 5 actos, traducção de Salvador Marques, representado no theatro da Rua dos Condes em 1877 e annos seguintes. Peça de Volta ao mundo em 80 dias grande espectáculo em 6 actos, traducção de Eduardo Garrido, representada no theatro da Trindade em i883. Varias reprises no

em

mesmo

theatro.

Comedia em 2 actos, traduZaragueta zida do hespanhol por Leopoldo de Carvalho, representada no theatro do Gymnasio

em

varias epochas.

Peça em 5 actos, de Pierre BerZazá tou & Charles Simon, traducção de Eduardo Garrido, representada por diversas epochas no theatro de D. Amélia.

NOTA
Para
correram com as suas peças os seguintes
criptores :
estes êxitos de at trair o publico cones-

q4s peças do theatro português (originaes ou traducções) que maior numero de recitas teem alcançado, são as seguintes:

Eduardo Garrido — fiS peças) Joaquim Augusto d'01iveira Sousa Bastos — (10 peças)
-

Alfageme de Santarém, de Almeida Garf^/s

peças)

rett.

César de Lacerda fq peças) José da Silva Mendes Leal (\) peças) Ernesto Biester (g peças) Francisco Palha (7 peças) António José, o Judeu (7 peças) Aristides Abranches (-] peças) Acácio Antunes (6 peças) Eduardo Schwalbach —{5 peças) Almeida Garrett (5 peças) D. João da Gamara (5 peças) peças) José Romano José Garlos dos Santos — (5 peças) Silva Pessoa (4 peças) Paulo Midosi (4 peças) Henrique Lopes de Mendonça (3 peças) Joaquim da Costa Cascaes (3 peças) Augusto Garraio (3 peças) Visconde de Castilho (3 peças) Salvador Marques (3 peças) Manoel Roussado (3 peças) Rangel de Lima (3 peças) Marcellino de Mesquita (3 peças) Carlos de Moura Cabral (3 peças) Leopoldo de Carvalho (3 peças) Ferreira de Mesquita (3 peças)

— — — —

Barba Azul, traducção de Francisco Palha.

— —

—p — —

Boccacio, traducção de Eduardo Garrido. Boneca, traducção de Sousa Bastos e Acácio Antunes. Brazileiro Pancracio, de Sá de Albegaria. Burro do sr. Alcaide, de Gervásio Lobato e D. João da Camará. Capital federal, de Arthur de Azeved^o. Commissario de policia, de Gervásio Lobato.
D. Cezar de Bazan, traducção do Conde de Monsaraz. Dama das Camélias, traducção de Silva Abranches. Duas orphàs, traducção de Francisco

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Palha.
Fr. Luiz de Sousa, de Almeida Garrett. Gabriel e Lusbel (Santo António j, de Braz Martii/s.

Gata Borralheira, imitação de Joaquim

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Augusto

d'01iveira.

Gato Preto, imitação de Augusto Garraio. Grã-Duqueza de Gerolstein, traducção de

Eduardo Garrido. Intrigas no bairro, de Luiz de Araújo.

Probidade. Loteria do Diabo. de César de Lacerda. Lazaristas. Sal e Pimenta. de Pinheiro Cha- Pêra de Satanaz. de Sousa Bastos. Noite e Dia. Mascotte. IO . João da Camará. de Sousa Bastos. traducção de Guiomar Torrezão. Volta ao mundo em oitenta dias. Tim Tim por Tim Tim. de Marcellino Mesquita. Valflor. Vida de um rapaz pobre. imitação de Eduardo Garrido. de Francisco Palha e Joaquim Augusto de Oliveira. Peraltas e sécias. de Luiz Galhardo e Bar- bosa Júnior. traducção de Eduardo Garrido. Solar dos Barrigas. traducção de Eduardo Garrido. Sinos de Corneville. ou Honra e Gloria. traducção de Eduardo Garrido e Cardoso Leoni. arranjo do Visconde de Castilho. traducção de Gervásio í. de José Romano. Zazá. traducção de Eduardo Garrido. Micróbio. Ninicbe. traducção de Gervásio Lobato e Acácio Antunes. Morgadinha de gas. de Francisco Jacobetty.obato e Urbano de Castro. traducção de José Joaquim Annaya.3o5 DO THEATRO PORTCGUÈZ 2at Lagartixa. de Gervásio Lobato e D. Martyr. Vinte e oito dias de Clarinha. Leonor Telles. traducção de Sousa Bastos. Mam'zelle Nitouche. O' da guarda!. de Mascellino Mesquita. Medico à força. traducção de Eduardo Garrido. Vinte e nove. de António Ennes. traducção de Eduardo Garrido.

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THEATROS E OUTRAS CASAS DE ESPECTÁCULO ANTIGAS E MODERNAS .

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Lorenza Fortini. Anna e Schiassi. Ao fundo ha um pequeno balcão com 20 logares. sobresaindo a actriz Henriqueta Veiga. J>eram-se ali concertos. Foram importantes os trabalhos de desaterro de 16 metros de altura e foram precisas grossas muralhas de O n'uma Ronzi. onde hoje está um estabelecimento de estofador. A inauguração do Casino foi a 27 de abril de 1907. Bento. em 1736.ác<7demia da Trindade. dos mesmos auctores. foi dado em beneficio das familias das victimas da febre amarella. medindo 85" de comprimento e 18° na maior largura. Começou em lySS. realisaram-se conferencias e era a casa preferida para os bailes de mascaras. O emprezario do theatro era o italiano Paghetti.<\nQ%\ todos os artistas que tinham estado na . tendo já feito por dia iooíií>ooo réis. A companhia era formada pelos artistas: Helena Paghetti. Pelos preços baratos que tem. O es- — — . Entre estas. Merle. Tem três platéas com 120 logares cada uma. de Metastasio scenographo foi Roberto Clerici. Este estabeleGafe Concerto (Lisboa). depois a Semiramis. Casino «Etoile» (Lisboa). Passado tempo augmentou o palco para ser utilisado na representação de outras peças. edificou A. pertencente a Jeronymo José Pereira. cada sessão de espectáculo pôde render 3oíJí)ooo réis. pois em 1709 já a opera italiana estava no theatro da Rua dos Condes. em frente do convento da Trindade. desempenhada por artistas modestos. Pôde calcular. sabendo-se que ali se deram operas adornadas com grandíssimo aparato. o actor Victor e o tenor Ribeiro. Giacomo Ferrari. Esta merece menção especial por ter sido o primeiro templo da arte lyrica. Thereza Zanardi. No anno seguinte foi a Olimpiada. mas de certo valor. Vieira da Silva um barracão bem construído e decente para espectáculos animatographicos e folies Bergére. Félix Checcacci. de cuja companhia fatini. na praça da Trindade. segundo rezam os libretos.THEATROS E OUTRAS CASAS DE ESPECTÁCULO ANTIGAS E MODERNAS Academia da Tnnáaide'( Lisboa) Foi o primeiro theatro publico de Portugal. Foi edificada nos vastisr simos terrenos próximos á egreja de S. bolonhez. Tem por emquanto pouco scenario de Augusto Pina e Rogério Machado. que hoje se chama largo da Abegoaria. — N'um terreno que existe no começo da calçada da Estrella. com frente para a rua de Santo Antão. onde o publico tinha ingresso. começando revista. No mesmo anno foi o Artaxerxes. qiie n'essa epocha devastava Lisboa. o Alexandre na índia.se a vastidão do palácio. — tabelecimento passou depois a denominarCasino Lisbonense.. ziam parte. Angela Paghetti. E' a maior casa de espectáculos que se tem construído em Lisboa. cimento foi fundado por uma empreza de accionistas. Domingos Galletti. O espectáculo de inauguração. junto á rua de S. Colyseu dos Recreios (Lisboa).. José For- Caetano Valletti e Alexandre Veroni. Luiz Rei de França. As obras do Colyseu dos RC' creios começaram em 1888 e foi inaugurado a 14 de agosto de 1890. Intitulava-se aácademia e foi arranjado em uma sala do palácio de Fernão Alvares de Andrade. Este theatro muito pouco durou. em que se estrelaram os cançonetistas Aubigny. Também ali houve alguns espectáculos com co*medias e operetas por amadores e artisr se tas. etc. Para beneficios aluga-se por réis 3oííí>ooo por dia. Norbert e Rossy. no largo da Abegoaria. Francisco Grisi. conta-se. onde se cantou opera italiana.

cantada por uma Colyseu dos Recreios (Lisboa) companhia italiana. Seguiu o modelo de idênticos estabelecimentos do estrangeiro. Cada um d'estes artistas recebia por dois mezes dez e doze contos de réis. grandes dimensões e presta-se a ser explorado com peças de grande espectáculo. Giziello. foi construído o Grande Casino de Paris por José dos San tos Libório. Bernardes. Foram seus archilectos e decoradores os illustres artistas^Bibiena. fazendo um pequeno palco. DICCIONARIO supporte de 6 metros de espessura. quadros vivos. onde se exhibiam artistas de vários géneros e tendo annexo um restaurant. Assim se mtitulava um barracão de madeira que. O director . Marcos. Elisi. Raaf. duas enormes galerias. O Novo GymnaLisbonense pouco tempo durou. O resto do capital foi coberto por acções e obrigações. Narciso e Lourenço da Cunha. quantia para que concorreu a verba entregue pela Sociedade de Geographia nisação que a e a indem- Companhia dos Caminhos de Ferro deu pela demolição dos antigos Recreios Whittoytie. A' frente do Colyseu está instalada em grandiosas salas a Sociedade de Geographia de Lisboa. O palco é de . O edifício custou mais de 200 contos de réis. O preço da superior e galeria era de 160 n'aquella epocha era espantoso. Raina. edificado junto aos — em menoir e uma espaçosíssima geral em toda a volta do circo. no local onde depois existia uma estancia de madeira. em i853. Chamava-se asOpera do Tejo f'Lis*oa).000 iio camarotes. — machinista Petronio Manzoni e scenographo Nicolau Servandoni. Azolini. Os espectáculos compunham-se de bailados. sob projecto de GouUard por Manuel Garcia Júnior. Veroli. Os primeiros canali estavam contractados: Manzuoli. em Berlim. Na Avenida da Liberdade. Grande Casino de Paris (Lisboa). Luciani. Pouco tempo depois deixou de existir. A admirável cúpula de ferro e vidro foi fabricada por Hein Lehmann. PaçosTda Ribeira e que foi inaugurado a 3) de março de 1735 com a opera de David Perez. O aspecto réis e 3íó' sio do circo é lindíssimo. Alessandro nelFIndie. Foi Novo Gymnasio Lisbonense (Lisboa). Não havia em toda a Europa theatro de taes dimensões e tão fabulosa riqueza. na propriedade em que existiu por alguns annos a — Empreza Liquidadora. i:5oo cadeiras. Paulo. A bella decoração da sala é trabalho do' scenographo Eduardo Machado a construcção metallica foi dirigida por Castanheira das Neves. Balbi. existiu no largo do Poço do Borratem. sim o grandioso theatro. Berardi. etc. vastíssimo pro- á o da geral 120 réis. o que tores do mundo Cafarelli.. Pôde comportar vontade 6:000 pessoas mas já teem estado 8. A recita de inauguração realisou-se com a opera cómica Boccacio. Guadagni e Babino. As obras em geral foram feitas.

letra de Metastasio. Para nada faltar ao luxo de tal theatro. o fundador dos pateos da Bitesga e da Rua das Arcas. Foi fundado por D. Também ali se representaram as notáveis comedias de Jacintho Cordeiro. Sete mezes depois de concluida esta monumental obra. hoje rua dos Correeiros. José só se encontra rendimento d'este pateo de 1601 em — — — Sabe-se que. Por documentos que existem no cartório do Hospital de S. José vê-se que o Pateo das Arcas estivera por bastante tempo como propriedade dos frades do Carmo. : . reedificou-o em melhores condições. primeiro pateo de comedias. Seguia até S.3ii DO THEATRO PORTUGUEZ pelas desavenças entre o senado. que devastou diversos prédios. em que. ou theatro. Durou muito pouco e com vida tormentosa O Em — Convento de Nossa Senhora da Boa Hora. Foi grande o incêndio. Querem uns que não. Agora. o celebre Bucephalo. i633 Luiz de Castro fez doação d'elle a uns religiosos. Durou portanto mais de um século. Não se sabe a data exacta em que começou a funccionar. inaugurou-se por conta de uma sociedade. de que ha noticia em Portugal. animatographo e outros divertimentos. havia um theatro com um pequeno palco. Havia uma grande marcha para manejar em scena o cavallo de Alexandre. são principaes gerentes Pires Marinho e Augusto Soares. o hospital e o proprietário. . pelo privilegio que este tinha de auctorisar esses espectáculos. Tinha o novo pateo 20 forçuras (camarotes) no primeiro andar. Entraram depois os padres do Oratório até 1674. Na opera Alessandra neirindie. Foi o primeiro o Pateo da Bitesga e o segundo o Pateo da rua das Arcas. E' este o Pateo da Bitesga (Lisboa). por escriptura de 3i de maio de 1593. nos terrenos juntos ao Keal Colyseu. porque a rua da Bitesga era a mesma que hoje existe e a Mouraria começava mais além. por escriptura de 9 de maio de 1591. Pateo das Fangas da Farinha nunca tsve popularidade. Além de patinagem. que transformaram os camarotes em pequenas cellas e o palco ou tablado em capella. No Pateo da rua das Arcas (Lisboa) cartório do Hospital de S. foi accrescentado o palco e preparado para se representarem peças de espectáculo. Existiu no local em que hoje é o tribunal da Boa Hora e antes foi convento de frades da Ordem de Santo Agostinho. Filippe III. no qual se fabricou o pateo. José Saraga. entraram na posse do pateo os Agostinhos Descalços. Em que sitio da rua da Bitesga era o pateo. Nada absolutamente se sabe sobre os espectáculos que foram dados no Pateo das Fangas. mas aflirmam outros com razão que não era crivei que n*aquella epocha existissem dois theatros tão próximos um do outro. de que. começando de novo a funccionar em 12 de abril de 1700. que os prédios contiguos tinham janellas sobre o pateo. Palma. entrava um esquadrão de cavallaria. Diversos investigadores contradizem-se sobre ser o Taleo da Bitesga o mesmo que depois se chamou Pateo da Mouraria ou Theatro da Mouraria. que não tinha rival em todo o mundo. Nunca se encontraram referencias aos dois na mesma epocha. Por fim. causando prejuizos de mais de um milhão. porque a 6 de julho d'esse anno começou o emprezario Fernão Dias Latome a pagar a parte que dos espectáculos pertencia ao Hospital de Todos os Santos. em 1907. em que se exhibiam cançonetistas. que deu depois o nome á travessa da Palha. tomando a empreza D. O Pateo da rua das oárcas ardeu a 10 de dezembro de 1697. Nicolau com o nome de rua das Arcas. pouco mais ou deante. Na Rua Nova da Paraizo de Lisboa. O Hospital. a phalange macedonica era representada por 400 homens. A este pateo vinham frequentemente companhias hespanholas com actores notáveis. por doação. O theatro devia ficar. O local em que ficava este theatro era no sitio em que hoje está a rua Augusta. que ali fundaram o era o celebre David Perez. até havia gravadores celebres para illustrar os hbrettos das operas. . nunca se poude apurar. em que o Hospital adquiriu a propriedade do pateo. para não perder os lucros que o pateo lhe dava. por occasião das festas com que em Lisboa foi recebido o rei D. que eram distribuidos aos espectadores. Era ahi um largo com o nome de praça da Palha. um terrível incêndio e o terramoto a reduziram a um montão de ruinas. Os padres hibernios ali estiveram até lí^Sg. que havia asque o preço de signaturas de camarotes e que já cada camarote era de 320 réis n'aquelle tempo havia grande numero de borlistas. um estabelecimento de diversões. glissagem. João Hiranço era sobrinho de Fernão Dias Latome. 21 camarotes no terceiro andar e outros 21 no quarto andar. Luiz de Castro era senhor da Casa de Barbacena e possuia um palácio nas Fangas da Farinha. se obrigou a construir dojs pateos em sitios convenientes. sabe-se apenas que existia em iSgi. D. no anno de 1619. Esta compra foi para cumprir o contracto com o Hospital de Todos os Santos. Pateo das Fangas da Farinha (Lisboa). sob a invocação de Nossa Senhora da Boa Hora. Fernão Dias Latome comprou ao commendatior D. Diniz de Alencastre umas casas e quintal que possuia na praça da Palha e rua das Arcas. junto ao Rocio. seis camarotes e assentos geraes com cinco degraus em roda de todo o pateo no segundo andar. Este contracto durou até 1698. João Hiranço e Luiz de Castro.

a beneficio dos Albergues Nocturnos. Até 1703 esteve o theatro arrendado a Manuel Rodrigues da Costa. - Sabugosa e a ministra d'Austria. De 1726 3 1729 esteve uma companhia com os notáveis artistas Francisco de Castro e José Garcez. uma commissao de setetn funcciopado com companhias eques-> nhoras.AlÍce Munró uma O . trabalharam. opera cómica. theatro. Apesar d'isso. casa de jogos diversos. Tendo -fallido a em- brilhante festa de caridade. em 1740 fez se novo arrendamento com Luiz Trinité ferro portuguezes.- DICCIONARIO menos. Estes artistas tinham percentagem nos lucros e. que foi inaugurado a 27 de maio de 1882. com quadros vivos e outraspartes de espectáculo. em que foi arrendado por nove annos a Franciscg Luiz Valente pela quantia até — — Real Colyseu de Lisboa acrobáticas. café. Tinha um circo. D.25 foi emprezario das companhias do Pateo das Arcas um tal José Ferrer. deram ali viuvo. Ali se construiu depois o Grande Colyseu.S? mais de um anno. onde hoje está o segundo quarteirão da rua Augusta.. No local Recreios Whittoyne (Lisboa) onde hoje existe o Avenida-Palace. da Condessa de Geraz de Lima. Era um explendido theairo-circo. a ponto de ter o Hospital de acabar com a exploração por causa dos prejuizo