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AVALIAÇÃO ECONÔMICA SOCIAL DA IMPLANTAÇÃO DO PROJETO P1MC – ESTUDO DE CASO REALIZADO NA COMUNIDADE CHORA, MUNICÍPIO DE SANTANA DO ACARAÚ, ESTADO

DO CEARÁ

SOBRAL – CEARÁ - 2011 -

AVALIAÇÃO ECONÔMICA SOCIAL DA IMPLANTAÇÃO DO PROJETO P1MC – ESTUDO DE CASO REALIZADO NA COMUNIDADE CHORA, MUNICÍPIO DE SANTANA DO ACARAÚ, ESTADO DO CEARÁ

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MUNICÍPIO DE SANTANA DO ACARAÚ. ESTADO DO CEARÁ Data da Aprovação ___/____/_____ Nota: _________ _____________________________________________________________________ (Orientando) 2 . AVALIAÇÃO ECONÔMICA SOCIAL DA IMPLANTAÇÃO DO PROJETO P1MC – ESTUDO DE CASO REALIZADO NA COMUNIDADE CHORA.2011 – .CEARÁ .SOBRAL .

.......................................... 4........................ REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 3. 3.......................................2 Objetivos específicos........... OBJETIVOS 2......................4 P1MC......... METODOLOGIA 3 ..............1 Objetivos Gerais......5 2........7 3................. 3.............................................. 3....................2 O Semi-Árido Nordestino..........................7 2.......... INTRODUÇÃO............_____________________________________________________________________ (Orientador) OBSERVAÇÕES: SUMÁRIO 1....................................................................................3 Políticas Públicas.......................................1 Avaliação de Programas Sociais...........................................................

..... Norte do Espírito Santo.32 1 INTRODUÇÃO O Semi-Árido é uma das principais características do Nordeste brasileiro. É uma região territorial com irregularidade de chuvas ou deficiência da mesma. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.. 4 . Paraíba. Em épocas de seca chove cerca de 200 milímetros.. Possui precipitação média anual média de 750 milímetros.563..3km² e se compõe de 1.. Bahia. 2001)......133 municípios de nove estados do Brasil: Alagoas...... (CÁRITAS BRASILEIRA... Ceará.. ocasionando constantemente secas.. e em condições normais chega a mais de 1000 milímetros.. O problema se dá na má distribuição das chuvas na região...... Maranhão e Sergipe.... o Semi-Árido brasileiro possui uma área de 982.... Piauí.. onde a evaporação é superior a precipitação.. Rio Grande do Norte.5.. Norte de Minas Gerais. Pernambuco....... Segundo dados oficiais do Ministério da Integração divulgados em 2005. suficiente para uma família de cinco pessoas durante um ano...

o armazenamento de bens essenciais no período de chuva. dificultam a formação de reservatórios naturais. Por que “povos do gelo” aprenderam a viver no gelo. o Semi-Árido nordestino é um dos mais chuvosos do mundo. (FEBRABAN. Primeiro há a mobilização na comunidade. a mobilização da comunidade é ponto chave. É abordada a questão da convivência com o Semi-Árido. O fato agora não é acabar com a seca. é um mecanismo bastante eficiente para convivência com o meio. Essa água utilizada é responsável por várias doenças que assolam a população. um dos programas de ação da Associação com o Semi-Árido (ASA). ou seja. como a diarréia. expõe a possibilidade de convivência com o Semi-Árido. 2003) Durante muito tempo estudou-se mecanismos de mudar a realidade do povo dessa região. MALVEZZI (2007). visto que insere a conscientização do projeto na população local. o que gera um cuidado com o patrimônio adquirido. Com uma precipitação média de 750 milímetros anuais. viabilizando a idéia. No contexto de convivência com o Semi-Árido. . gerenciamento de recursos públicos e administração financeira dos recursos advindos do P1MC. A idéia é atender a demanda que sofre de déficit hídrico com a construção de cisternas com capacidade de 16 mil litros. 5 .que associado ao subsolo formado por rochas cristalinas rasas e altas taxas de evapotranspiração. que quando formados possuem água imprópria para uso. a água para o semi-árido. Neste processo. e os “povos do deserto” aprenderam a viver no deserto. é um marco para essa mudança. 1999). o Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido: Um Milhão de Cisternas Rurais-P1MC. Ainda segundo MALVEZZI (2007). e por último a construção delas. O paradigma vem mudando na medida em que o ponto de vista agora é a convivência com o com o Semi-Árido. (Articulação no Semi-Árido brasileiro. o gerenciamento de recursos hídricos. depois as capacitações para a construção das cisternas. partindo de um exemplo simples. e a população do semi-árido não? O segredo está em entender o funcionamento da região e adotar medidas que viabilizem a vida no local. e sim conviver com ela de forma inteligente e sustentável.

localizado no município de Santana do Acaraú.1 Objetivos Geral O presente trabalho visa determinar os resultados quanto à qualidade da saúde resultantes da implementação do P1MC. permitindo gerar credibilidade e continuação dos projetos. Significa medir o retorno econômico comparando seus custos e benefícios. podemos entender o mecanismo de desenvolvimento do programa nos grupos assistidos. 2. região norte do Ceará.2 Objetivos Específicos  Verificar os custos para implantação do projeto na comunidade.2 OBJETIVO 2. medir a eficácia e efetividade do programa desenvolvido para posterior comparação e verificação de desempenho e julgamento. 6 .  Avaliar através de questionários o impacto na saúde proveniente do uso de água de melhor qualidade. (CARVALHO) Ao avaliar um programa social temos subsídios para prestar contas com a sociedade. e melhorar sistematicamente sua implantação. armazenada em cisternas.1 Avaliação de Programas e Políticas Sociais Avaliar economicamente um programa ou política pública é assegurar através de métodos quantitativos e/ou qualitativos o quão eficaz o programa está sendo na obtenção dos resultados. Além da prestação de contas. O processo vai atribuir valor.Programa um Milhão de Cisternas na comunidade do Chora. os investidores e o público-alvo. 3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 5.

desigualdade e exclusão social e a insuficiente oferta de serviços sociais. Segundo Carvalho(1999). comenta a importância do planejamento. • A avaliação tornou-se imprescindível para captar recursos. (p.CURY(1999). As organizações que atuam na esfera pública precisam apresentar à sociedade os resultados/ produtos de sua ação. monitoramento e avaliação como um mecanismo para otimizar os recursos. pode se voltar a demandas realmente relevantes e coletivas. a avaliação tem vários motivos para ser realizada nas Organizações Não-Governamentais e Governamentais: A avaliação é um dever ético. Espera-se dessas organizações eficiência. sendo mais utilizada sistematicamente nos campos da saúde e educação. a probidade e a racionalização com relação aos recursos e a obtenção de impactos na intervenção social passam a ser exigência preponderante. (CARVALHO). é preciso reconhecimento científico para essa área. Cada vez mais as agências financiadoras exigem dados avaliativos dos resultados e impactos dos serviços. É uma maneira de se obter transparência do uso dos recursos públicos e garantir apoio social. A escolha de prioridades a serem atendidas e de alocação de recursos. avaliar os programas e políticas sociais se torna uma obrigação em favor da ética. dada sua importância. • A avaliação tem importância estratégica para acompanhar o comportamento das ações sociais e realimentar decisões e opções políticas e programáticas. 61) No Brasil a avaliação é ainda é recente. Diante da difícil correlação entre os altos índices de demandas trazidos pela situação de pobreza. Diante dos problemas sociais que o Brasil vive. Embora vejamos um aumento na variedade e riqueza de modelos. quando baseada em dados. (CARVALHO) 7 . eficácia e eqüidade na prestação de serviços de interesse do cidadão.

Foi composto por diversas instituições e ministérios ligados ao semi-árido brasileiro. (Cartilha) Em 2004. e do Centro-Oeste (FCO). a Lei n 7. Após essa definição. foi realizada uma atualização. do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene). a Portaria Interministerial n 6 de 29 de Março de 2004 instituiu 120 dias para apresentação dos estudos e propostas por parte do GTI. o Ministério da Integração assume as atribuições da Sudene.5. Assinada pelo então Ministro da Integração Nacional. Ciro Gomes e a ministra do Meio Ambiente. reuniu técnicos dos Ministérios do Meio Ambiente. (inciso IV do art 5 do Capítulo II Dos Beneficiários). Nordeste (FNE). definiu Semi-Árido como sendo: A região inserida na área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do NordesteSudene. da Ciência e Tecnologia e da Integração Nacional. definida em portaria daquela Autarquia. O índice pluviométrico. até então último critério para seleção de municípios do Semi-Árido nordestino se tornava insuficiente. Marina Silva. referente a nova delimitação.( Ministério da Integração Nacional. em 1995. que ficaria responsável pelo estudo que daria ao Semi-Árido uma nova área. e daí um estudo para a nova delimitação da região é iniciado. foi instalado o Grupo de Trabalho Interministerial (GTI). coordenado pelo MI.2 Semi-Árido Nordestino e sua nova delimitação Em 27 de Dezembro de 1989. Com a extinção da mesma.827 que criou e orientou recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FCO). da Agência Nacional de Águas 8 .com precipitação média anula igual ou inferior a 800 mm (oitocentos milímetros). por meio da Portaria n 1181 da antiga Sudene. da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).2005) O GTI.

a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) e o Banco do Nordeste (BNB). Sergipe.5.(ANA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). criação da ASA e o Programa Um Milhão de Cisternas Políticas públicas são ações do poder público. Alagoas. Pernambuco. onde foi tomado pior base os anos de 1960 a 1990.563. três foram utilizadas como critério para a adoção da nova área de delimitação do Semi-Árido brasileiro. Norte de Minas Gerais e Norte do Espírito Santo. (TEIXEIRA. 2005) Foram apresentadas cinco propostas de delimitação pelas várias instituições participantes.3 Km e um total de 1133 municípios distribuídos nos estados do Ceará. Rio Grande do Norte. (Ministério da Integração Nacional. Como resultado obtiveram um aumento da área do Semi-Árido. Participaram igualmente. o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 2002) 9 . a convite. (TEIXEIRA. Piauí. São elas: i. Precipitação pluviométrica média anual inferior a 800 mm. ii. Risco de seca maior que 60%. onde geralmente há aplicação de recursos públicos. São políticas explicitadas e formuladas em documentos que nortearão a ação. o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 5. Maranhão. Dentre elas. 2002) As políticas públicas envolvem diversos atores que nem sempre possuem os mesmos pontos de vista e interesses. totalizando 982. além da dificuldade de delimitação entre a esfera pública e privada. que visam atender uma demanda de um setor mais vulnerável da sociedade. Bahia. Todos esses critérios foram aplicados aos municípios que se localizavam na área da antiga Sudene. iii. Índice de aridez de até 0. o Instituto Nacional do Semi-Árido (Iesa).3 Políticas Públicas. Daí a necessidade de uma local de debate público que gere transparência. Paraíba.

acesso a educação e a água potável são alguns exemplos. (TEIXEIRA.O papel das políticas públicas. 2002) 5. em sua amplitude visa ampliar os direitos de cidadania. e por isso objetivam vários cenários.5 As cisternas de placa 4 METODOLOGIA 5. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES ATIVIDADES SET OU T Definição pesquisa Revisão Bibliográfica Apreciação do projeto Pesquisa em campo (aplicação instrumento) Levantamento dados dos X X X X do X X X X X X X X X da X X NOV DEZ JAN FEV MAR AB R MAI JUN Análise e Discussão dos Resultados X X X 10 .4 A importância da água para a saúde 5. Geração de renda. desenvolvimento sustentável.

(Col. Água de chuva: o segredo da convivência com o semi-árido brasileiro. de (coord. Célia M.) 11 . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS POLETTO. (Pensar Brasil) CARVALHO. 2007.Elaborando contextualizando monografia Apresentação Monografia e a X X X da X 6. Brasília: Confea. Da indústria da seca para a convivência com o semi-árido brasileiro. 1999. 2001 MALVEZI. Maria do Carmo Brant de. Avaliação de projetos sociais. FIAN/BRASIL. São Paulo:Paulinas. São Paulo. In: CÁRITAS BRASILEIRA. Gestores Sociais.). Roberto. Gestão de projetos sociais. AAPCS. Ivo. In: ÁVILA. Semi-árido .uma visão holística. COMISSÃO PASTORAL DA TERRA. 140p.

São Paulo. 2005. AAPCS. Gestão de projetos sociais. Gestores Sociais. In: ÁVILA. 1999. (Col. Brasília: março. Célia M. Relatório final do Grupo de Trabalho Interministerial para redelimitação do Semi-árido Nordestino e do polígono das secas. Thereza Christina Holl: Elaboração de Projetos Sociais. (Mídia impressa e eletrônica.) 12 . de (coord.CURY.) MINISTÉRIO da Integração Nacional-MI.).