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0k0A0 0f I f I AL 00 PAkI I 00 S0f I ALI SI A

ulrector Augusto Santos Silva ulrector-adjunto Silvino 0omes da Silva
Internet www.partido-socialista.pt[accao L-nall accao.socialistaQpartido-socialista.pt
uº 1181 - Senanal
0,30

19 0ezembro 2002
S0fIALISIAS kff0LhfH ASSINAIukAS
f0NIkA P0kIA0fNS NA fkfL
Arranca hoje uma campanha de
recolha de assinaturas contra
a reposição de portagens na
fircular kegional fxterior de
Lisboa (fkfL). Promovida pelo
PS, a iniciativa visa mobilizar
a sociedade civil para contestar
esta decisão do 0overno que é
°injusta e errada".
0s socialistas estão °solidários
com os protestos e lutas" contra
a instalação de portagens na
fkfL. A 1orge foelho está
atribuída a tarefa de dinamizar
a campanha junto das
populações dos concelhos
afectados pela decisão
e organizar a recolha de
assinaturas, que depois serão
entregues ao presidente da
Assembleia da kepública.


láqlna 7
10kNA0AS PAkLAHfNIAkfS
0fPuIA00S APk0VAkAH PAf0If
0f INIfIAIIVAS Lf0ISLAIIVAS
PAkA A f0HPfIIIIVI0A0f
0s soclallstas deven llderar a aqenda µolitlca µorque "náo µoden enclausurar-se na µauµérrlna
aqenda do Coverno", nen "esqotar-se nos casos nedlátlcos que µouco dlzen às µessoas". 0 avlso
lol lelto µelo lider µarlanentar, Antónlo Costa, na sessáo de abertura das Jornadas larlanentares
do lS, que decorreran nos µassados dlas 13 e 1«, en Avelro.

láqlnas «,3 e 6
00VfkN0 f0HPk0HfIf HILh0fS
00 fuN00 0f f0fSA0
PAkA A0uA f SANfAHfNI0
ffkk0 kfuNf f0H PAkII00S
f PAkffIk0S S0fIAIS PAkA kff0kHAk
SISIfHA P0LÍIIf0

láqlna 9


láqlna 13
2
19 de Dezembro de 2002
A SfHANA kfVISIA
AfIuALI0A0f
AuI00NI0 C0LAÇ0
8AkkfIfS
kealizaram-se na sexta-feira e no sábado as 1ornadas Parlamentares do Partido Socialista em Aveiro, onde foi aprovado
um pacote de iniciativas legislativas no âmbito da competitividade e da produtividade.
No seguimento da carta dirigida aos líderes dos partidos políticos e dos parceiros sociais, o secretário-geral do PS
reuniu-se com o PfP, PS0, u0I, f0IP-IN e fIP.
Ieve lugar na passada terça-feira a reunião semanal do Secretariado Nacional.
fonvocada para análise da situação política reuniu-se ontem a fomissão Política.
Na sua qualidade de coordenador autárquico, 1orge foelho presidiu em 8raga ao encerramento do encontro distrital de
autarcas.
A Secção de 0esenvolvimento Sustentável do PS, a federação de 8eja e a foncelhia de Houra promoveram no passado
sábado, um seminário sobre o °Programa integrado do desenvolvimento sustentável em Houra".
Sob a égide da eurodeputada socialista Haria farrilho, pela primeira vez os embaixadores da Índia e do Paquistão
junto d união furopeia reuniram-se em 8ruxelas.
19 de Dezembro de 2002
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AfIuALI0A0f
f0II0kIAL
kffu0 fLAk0, HAS INSufIfIfNIf
0 docunento de estratéqla µara o audlovlsual aµresentado µelo Coverno no µassado dla 17
slqnlllca un evldente recuo µolitlco. 0 µroqrana eleltoral do lSu µroµunha a extlnçáo da k!l 2 e
da Antena 2 da kul e a allenaçáo da Antena 3. 0 µroqrana de Coverno nantlnha a allenaçáo da
Antena 3, já se relerla nals nebulosanente à avallaçáo de un novo nodelo µara a Antena 2 e,
náo nenclonando exµressanente a k!l 2, delendla a concentraçáo do servlço µúbllco de televlsáo
nun só canal, qenerallsta, o que lnµllcarla, cono o µróµrlo nlnlstro Morals Sarnento lez questáo
de exµllcar na µróµrla k!l, una soluçáo entre a allenaçáo e a llquldaçáo do sequndo canal. Aqora,
a Antena 2 da kul nantén-se - nen µoderla ser de outro nodo, táo llaqrante crlne de lesa-
cultura serla o seu encerranento, a Antena 3 µassa a exenµlo de servlço µúbllco e o Coverno
llnalnente reconhece que o concelto de servlço µúbllco lnclul tanbén un canal µúbllco naclonal
de slnal aberto, vocaclonado µara µúbllcos nlnorltárlos e valorlzando acrescldanente as dlnensóes
da cultura, da educaçáo, da cldadanla, da lnlornaçáo e dos desµortos.
Lste recuo nostra resultados concretos do anµlo novlnento de oµlnláo que se qerou en delesa
do servlço µúbllco de televlsáo e a atltude de oµoslçáo llrne, nas construtlva, adoµtada µelo lS.
L un recuo sensato. lena é que se tenha µerdldo tanto tenµo con alarldos e vlolenclas µolitlcas
escusadas, cujo únlco resµonsável lol o ur. Morals Sarnento.
Mas a µroµosta aqora aµresentada contlnua a suscltar lundadas critlcas e µreocuµaçóes.
Ln µrlnelro luqar, µelo que dlz e o que náo dlz sobre o llnanclanento do servlço µúbllco. Lnuneran-
se nedldas de reduçáo de desµesa, anuncla-se una llnltaçáo adlclonal µara a µubllcldade conerclal
na k!l 1, nas nada de exµliclto, claro e concreto se dlz sobre as nodalldades e o volune do
llnanclanento estatal do servlço µúbllco e sobre o saneanento do µasslvo llnancelro da enµresa.
llca un conµronlsso µolitlco qeral, que náo se naterallza. 0ra, nesno dando µor certos os
valores nulto oµtlnlstas µara que o Coverno aµonta, cono custo qlobal do servlço µúbllco de rádlo
e televlsáo en 2003 (2«0 nllhóes de euros) eles exlqen a dellnlçáo clara e atenµada das lontes
e das condlçóes do seu llnanclanento.
Ln sequndo luqar, µreocuµan-nos várlas nedldas µroµostas µara a reorqanlzaçáo e o
desenvolvlnento do servlço. L útll que o Coverno reconheça llnalnente e se µroµonha contlnuar
o trabalho já lelto no sentldo de rever e nelhorar o slstena de requlaçáo da conunlcaçáo soclal.
0 lS aµola a µrevlsáo da µartlclµaçáo de conteúdos dos oµeradores µrlvados nas enlssóes
lnternaclonals e o lançanento do Canal Menórla na rede de cabo. Mas estará naturalnente
contra o lln da u!V e a renlssáo µara o cabo da lnlornaçáo reqlonal: a µoµulaçáo a que se dlrlqe
µrelerenclalnente a lnlornaçáo reqlonal da actual k!l é µreclsanente aquela que se encontra
excluida do acesso ao cabo! 0 Canal keqlóes náo nerece, µols, o nosso acordo. L, se é de saudar
outro recuo lnµortante do Coverno, que conllrna aqora a µartlclµaçáo do oµerador µúbllco no
aµolo ao clnena e audlovlsual µortuques, já é µreocuµante a lntençáo de nenorlzar o clnena,
nesse aµolo.
Ln tercelro luqar, no que dlz resµelto ao sequndo canal de servlço µúbllco, o reconheclnento da
sua necessldade e a qarantla de que a qestáo
será assequrada, no arranque e no
desenvolvlnento, µela k!l, serlan elenentos
µosltlvos, náo losse o conjunto de µroµósltos
nebulosos en que se lnseren. A abertura à
µartlclµaçáo da socledade clvll na dellnlçáo de
alquns conteúdos náo desµerta oµoslçáo de
µrlnciµlo: µrolonqan allás µassos µatroclnados
µelo Coverno soclallsta, envolvendo nals a
unlversldade Aberta e as conllssóes rellqlosas.
Mas essa abertura nen µode slqnlllcar
desresµonsablllzaçáo do Lstado, nen a
translornaçáo do sequndo canal nun sonatórlo de tenµos de antena de várlas lnstltulçóes ou
nuna nanta de retalhos, sen dlrecçáo, coerencla e ldentldade. Serla latal µara o servlço µúbllco,
tal cono toda a Luroµa o entende, que tal acontecesse. Allás, basta ler o artlqo 38º da Constltulçáo:
"0 Lstado assequra a exlstencla e o lunclonanento de un servlço µúbllco de rádlo e televlsáo". 0
sequndo canal, de servlço µúbllco, µode ser aberto à µluralldade de lnlclatlvas da socledade clvll,
nas ten de ser qerldo e dlrlqldo µor una socledade µúbllca caµaz de assequrar as resµonsabllldades
do servlço µúbllco. 0 Lstado náo µode retlrar-se ou deslnvestlr, sen nals, nessa sua obrlqaçáo
essenclal. Inlellznente, basta ter en conta o anúnclo qovernanental da reduçáo lnedlata do
orçanento do sequndo canal a 30 µor cento do seu valor actual µara µerceber que a lntençáo real
do Coverno é deslnvestlr, desquallllcá-lo.
L µreclso contlnuar, µortanto, o novlnento de oµlnláo e as lnlclatlvas en delesa do servlço
µúbllco de rádlo e televlsáo. 0 recuo do Coverno é já un resultado da lndlqnaçáo de anµlos
sectores da nossa socledade, nas a µroµosta lelta é lnsullclente e, en doninlos cruclals, µerlqosa,
µelo que é necessárlo náo cruzar os braços, µrossequlr o debate e a acçáo.
Au0uSI0 SANI0S SILVA
fste recuo mostra resultados concretos do amplo movimento de opinião
que se gerou em defesa do serviço público de televisão e a atitude de
oposição firme, mas construtiva, adoptada pelo PS. f um recuo sensato.
Pena é que se tenha perdido tanto tempo com alaridos e violências
políticas escusadas, cujo único responsável foi o 0r. Horais Sarmento.
f0HISSA0 P0LÍIIfA NAfI0NAL
fA2fk 0P0SIÇA0
f0NSIkuIIVA
A Conlssáo lolicla uaclonal do lS deu onten luz verde µara o µartldo contlnuar a lazer una
oµoslçáo construtlva, sobretudo através da aµresentaçáo de lnlclatlvas leqlslatlvas en dlversas
áreas.
uo llnal da reunláo, que teve luqar na sede naclonal do Larqo do kato, o µorta-voz do lS, laulo
ledroso, dlsse tanbén que os soclallstas váo reµetlr a netodoloqla que esteve na orlqen das
recentes Jornadas larlanentares e que se traduzlran na elaboraçáo de sels µrojectos de lel
sobre conµetltlvldade e lnovaçáo.
Assln, antes de o lS aµresentar qualquer lnlclatlva leqlslatlva de esµeclal lnµortâncla, os
dlrlqentes do µartldo laráo un lntenso trabalho de µreµaraçáo no terreno, ldentlllcando µroblenas
e ouvlndo esµeclallstas en cada área. "Loqo que tonou µosse, o Coverno coneçou µor
desencadear una olenslva traµalhona, nas está aqora a lazer un recuo atraµalhado", dlsse
laulo ledroso, antes de sallentar que o lS se lrá concentrar nas µróxlnas senanas nas
questóes laborals e no debate sobre o luturo das lnstltulçóes euroµelas.
lor seu lado, o secretárlo-qeral do lS, lerro kodrlques, lez una lntervençáo en que relterou a
necessldade de anµlos consensos entre os µartldos, deslqnadanente ao nivel da relorna do
slstena µolitlco.
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10kNA0AS PAkLAHfNIAkfS
AH8IÇA0 AfIkHA0A
LI0fkAk A A0fN0A P0LÍIIfA
sulclda do Coverno", que "levou o lais a un
estado de deµressáo".
uesse contexto, aµroveltou µara alertar µara as
contradlçóes da nlnlstra das llnanças nas suas
µoslçóes en relaçáo à venda da rede llxa à l!,
lenbrando que Manuela lerrelra Lelte, enquanto
lider µarlanentar do lSu, se oµôs à lntençáo do
Lxecutlvo de Antónlo Cuterres de allenar esse
ben do Lstado en 2001.
"0 lS só ten un dlscurso, esteja na oµoslçáo
ou no Coverno, e µor lsso, aceltou que este
Coverno concretlzasse a venda da rede llxa",
subllnhou.
0uanto ao novo Códlqo do !rabalho, o ex-
nlnlstro da Justlça voltou a conslderar que a
nudança das lels de trabalho aµenas terá "un
elelto nulto relatlvo µara o aunento da
µrodutlvldade e da conµetltlvldade do lais".
"ua questáo da leqlslaçáo laboral, lortuqal ten
de escolher se µretende sequlr o nodelo da
Malásla (cono µretende o Coverno), ou se quer
allnhar µelo nivel dos µaises nals
desenvolvldos", lrlsou.
Venda de património do fstado
encapota fracasso de gestão
!anbén o cabeça-de-llsta soclallsta µor Avelro
nas últlnas elelçóes leqlslatlvas, Joáo Cravlnho,
nanllestou total lnsatlslaçáo lace à
]c:/c:¤n¤cc qovernanental.
"0 µesslnlsno cultlvado µelo Coverno, tentando
justlllcar o lnjustlllcável, tornou-se o µrlnelro
µroblena de conµetltlvldade e de µrodutlvldade
do µais. 0s µortuqueses estáo tolhldos e senten-
se aneaçados", declarou o ex-nlnlstro
soclallsta.
0 deµutado do lS conslderou alnda lndlsµensável
que o µartldo se "substltua ao Coverno" na
aµresentaçáo de lnlclatlvas µolitlcas, dando
cono exenµlos a necessldade de lortuqal ter
una lel de "raclonallzaçáo e controlo das
aqulslçóes do Lstado", un requlanento sobre
µarcerlas entre sector µúbllco e µrlvado e un
µlaneanento µlurlanual da desµesa µúbllca.
"lodenos e devenos nostrar ao Coverno que a
naré neqra (µolitlca e econónlca) tanbén se
dlssolve", conclulu o ex-nlnlstro do Lqulµanento
Soclal.
fódigo laboral é nota de rodapé
para a competitividade
Anlltrláo das Jornadas µarlanentares
soclallstas e econonlsta de lornaçáo, Alberto
Souto relerlu-se ao novo Códlqo do !rabalho
µroµosto µelo Lxecutlvo conslderando que este
"se resune a una nota de rodaµé" nas questóes
naclonals da conµetltlvldade e µrodutlvldade.
Aconselhando o Coverno a náo neqllqenclar as
nudanças evldentes no contexto naclonal e
lnternaclonal, o edll de Avelro exµllcou que "o
µroblena actual náo é já o custo do trabalho,
nas a sua orqanlzaçáo e natureza, de lorna a
µernltlr a necessárla llexlbllldade ao nivel da
qestáo, sen lazer µerlqar os lndlsµensávels
equllibrlos ao nivel da coesáo soclal".
Sequndo o autarca avelrense, a concorrencla
declslva, nun contexto de qloballzaçáo, val
lazer-se nun nivel "nals llno" e en lunçáo das
caracteristlcas de cada sector econónlco.
"Lsse µatanar é o das slnerqlas enµresarlals e
lnstltuclonals, o da exlstencla de recursos
hunanos quallllcados e o da qualldade de vlda
µroµorclonada", avançou, µara deµols lalar de
Avelro cono "no nelhor case study" de que ten
conheclnento.
"!enos una conunldade nulto critlca e
µartlclµatlva, exlqente e quallllcada e que, µor
lsso, torna as nossa enµresas nals conµetltlvas
e µrodutlvas, a nossa adnlnlstraçáo µúbllca nals
ellcaz, o nosso concelho nals coeso", dlsse,
conclulndo de sequlda que "é µor causa de valores
assln quen todos lutanos".
H.k.
ue todos os dlµlonas que aquardan
aqendanento µara debate µarlanentar na
qeneralldade "aµenas tres sáo µroµostas do
Coverno", µrovando-se que o Lxecutlvo se
encontra "esqotado, µarallsado e sen qualquer
lnlclatlva µolitlca", acusou Antónlo Costa.
"A Assenblela da keµúbllca está µarallsada,
µorque a nalorla náo ten nada µara aqendar,
nas tanbén náo delxa os outros aqendar. Vejan
a µobre aqenda que está µrevlsta até às lérlas
do uatal", observou o lider da bancada soclallsta.
ue acordo con Costa, o actual estado da vlda
µolitlca naclonal ten una exµllcaçáo ben
concreta: "0 Coverno entreqou a sua dlrecçáo
µolitlca à nlnlstra das llnanças e aµontou cono
únlco objectlvo cunµrlr no llnal do ano o núnero
cabalistlco de 2,8 µor cento (de déllce µúbllco)",
o que "deu cono resultado a total µarallsla da
actlvldade econónlca do lais".
Ln relaçáo à necessldade de lortuqal cunµrlr o
déllce de 2,8 µor cento no llnal deste ano,
Antónlo Costa lnsurqlu-se contra a "estratéqla
0s socialistas devem liderar a
agenda política porque °não
podem enclausurar-se na agenda
política paupérrima do 0overno",
nem °esgotar-se nos casos
mediáticos que pouco dizem às
pessoas". 0 aviso foi feito pelo
líder parlamentar, António fosta,
na sessão de abertura das 1ornadas
Parlamentares do PS, que
decorreram nos passados dias 13 e
14, em Aveiro, altura que
aproveitou para denunciar que o
fxecutivo está a seguir uma
estratégia económica suicida ao
mesmo tempo que pretende a
paralisação da Assembleia da
kepública.
19 de Dezembro de 2002
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ffkk0 Pkf0fuPA00
AfA8Ak f0H 0 fLIHA 0f fkISPAÇA0
10kNA0AS PAkLAHfNIAkfS
PfkPLfXI0A0f f0H fALSA VII0kIA fH f0PfNhA0A
0 lS resµonsablllzou o Coverno µor lortuqal ter µerdldo 20 µor
cento dos aµolos conunltárlo µara o sector aqricola naclonal,
tendo lalhado nos objectlvos traçados µara Coµenhaqa.
Assln, µara o µeriodo 2000/2006, os aqrlcultores µortuqueses
µassaráo a receber nenos do que lol estlµulado na Aqenda 2000.
lalando na sessáo de encerranento das Jornadas larlanentares
do lS, sábado, en Avelro, o secretárlo-qeral soclallsta, lerro
kodrlques, allrnou-se "µerµlexo" con o lacto de uuráo 8arroso
ter llcado satlslelto µor o Conselho Luroµeu ter lelto "una nera
nota" de que se terlan en conta as asµlraçóes da aqrlcultura
µortuquesa.
"lerante a satlslaçáo do µrlnelro-nlnlstro, cono váo reaqlr os
aqrlcultores µortuqueses que esµeravan nulto nals" na revlsáo
da lolitlca Aqricola Conun (lAC), questlonou lerro.
ua nesna llnha do secretárlo-qeral soclallsta, o ex-nlnlstro da
Aqrlcultura Caµoulas Santos acusou o Lxecutlvo de dlrelta "de
tentar nanlµular a lnlornaçáo sobre os resultados da clnelra de
Coµenhaqa, onde a aqrlcultura µortuquesa averbou a nalor derrota
de senµre".
"ua clnelra, lortuqal tlnha cono objectlvo recuµerar 1«0 nllhóes
de euros que µerdera µara a aqrlcultura µortuquesa en 0utubro,
nas o µrlnelro-nlnlstro náo consequlu nenhuna desses
objectlvos", declarou Caµoulas Santos.
kecorde-se que no Conselho Luroµeu de 8ruxelas de 2« e 23 de
0utubro µassado lol decldldo, con o aµolo de lortuqal, o
conqelanento do orçanento da lAC µara o µeriodo µós 2006,
slqnlllcando lsto que o nesno nontante que actualnente é
reµartldo µor 13 Lstados-nenbros µassará a ser dlstrlbuido µor
23 ou 27 daqul a quatro anos, con a consequente reduçáo de
aµolos µara a Aqrlcultura µortuquesa, estlnada en 20 µor cento.
0 Coverno lSu/ll µrocurou en Coµenhaqa recuµerar o nontante
µerdldo através da obtençáo de un acrésclno de dlreltos e de
quotas de µroduçáo, o que náo consequlu, loqrando aµenas que
no conunlcado llnal da reunláo llcasse lnscrlto que o Conselho
"tona nota" das µreocuµaçóes µortuquesas e sollclta à Conlssáo
que aµresente un relatórlo, sen llxar qualquer µrazo, "contendo
una anállse da sltuaçáo", ben cono de outras reqlóes euroµelas.
H.k.
requereu encontros con todos os µartldos con
assento µarlanentar e, a µroµóslto do Códlqo
do !rabalho, con µarcelros soclals. !anbén o
cardeal-µatrlarca de Llsboa lnteqra a llsta de
reunlóes sollcltadas µelo secretárlo-qeral µara
aµresentaçáo de cunµrlnentos no
sequlnento da sua reelelçáo e µara anallse
da actual sltuaçáo do lais.
kelatlvanente às relornas estruturals, cono a
do slstena µolitlco, lerro qarantlu que os
soclallstas ten una µostura de "abertura total".
L que, alertou, "tenos una µreocuµaçáo actlva
con a deqradaçáo da denocracla" e "há un
cháo conun que devenos saber qarantlr e
consolldar".
Sobre o µacote laboral µroµosta µelo Coverno
de uuráo 8arroso, lerro kodrlques reallrnou
que o Códlqo de !rabalho tal cono está "é
lnaceltável" µelo que a nalorla só µode contar
con o voto contra dos deµutados do lS.
As lels do trabalho µreclsa de ser revlsta,
reconheceu o secretárlo-qeral, ressalvando que
"a revlsáo da leqlslaçáo laboral que está en
debate náo é un lactor narcante do relorço da
conµetltlvldade".
Alén do vector µolitlco da denocracla, lerro
está µreocuµado con a qualldade do nodelo de
desenvolvlnento de lortuqal, nantendo-se
este uc··/c:, na µrlnelra llnha de oµoslçáo às
o懢es do Coverno.
lara o lider do lS, o Coverno e a collqaçáo lSu-
CuS, ten "contrlbuido de lorna slqnlllcatlva"
µara o aµareclnento de "una µerlqosa
tendencla" que delende un nodelo µara o lais
assente na abdlcaçáo "de asµectos lnµortantes
do seu nodelo soclal".
uo sábado, deµols de ter dlscutldo con os
deµutados o tena do Códlqo de !rabalho, lerro
solldlllcou a sua oµlnláo sobre quals as
orlentaçóes do Coverno que náo acelta: a
"µrecarldade do enµreqo", a "µosslbllldade de
desµedlr lndlvldualnente e sen justa causa",
o lacto de estar a µôr en causa "o µaµel da
neqoclaçáo colectlva cono lnstrunento
lundanental da requlaçáo laboral", ben cono
o dlrelto à qreve constltuclonalnente
consaqrado, e a µosslbllldade de un
trabalhador µoder ser "obrlqado a desenµenhar
µernanentenente una actlvldade dllerente
daquela µara que lol contratado".
0 lider do lS rejelta alnda o lacto de a µroµosta
do Lxecutlvo náo lntroduzlr "as lnovaçóes
necessárlas, seja na lqualdade de qénero, seja
quanto ao enµreqo atiµlco, seja no acesso à
lornaçáo µor µarte dos trabalhadores".
uo llnal da sua lntervençáo, lerro delendeu que
a conµetltlvldade µassa "µelo desenvolvlnento
de una conµonente lndustrlal lortenente
lnternaclonallzada, µelo relorço da
sustentabllldade de una rede de µequenas e
nédlas enµresas", µela "quallllcaçáo dos
recursos hunanos", µela nodernlzaçáo dos
servlços µúbllcos, µelo aµrolundanento da
concertaçáo soclal e µela "valorlzaçáo da
dlnensáo terrltorlal da lnserçáo de enµresas".
HAkY k00kI0ufS
uo encerranento das Jornadas larlanentares,
en Avelro, o lider soclallsta lez un cerrado
ataque ao Coverno centrado nas questóes do
déllce, da CkLL e do Códlqo do !rabalho, nas
qarantlu que os soclallstas "náo váo cavalqar
sobre o descontentanento" soclal qerado µelo
Lxecutlvo.
kelerlndo-se à reµoslçáo das µortaqens na
clrcular exterlor de Llsboa (CkLL), lerro dlsse
que, alén de ser un erro en natérla de qestáo
rodovlárla nuna qrande netróµole, esse é un
bon exenµlo da "enorne nloµla" de un
Lxecutlvo que se vale de "exµedlentes" µara
consequlr cunµrlr o objectlvo de 2,8 µor cento
de déllce, subordlnando tudo às llnanças
µúbllcas.
Acontece que, lrlsou, "as llnanças µúbllcas
sáo un lnstrunento ao servlço do
desenvolvlnento do lais" µelo que "náo sáo
os µortuqueses que ten de estar ao servlço
das llnanças µúbllcas".
As µolitlcas que colocan µortuqueses contra
µortuqueses sáo de lácll verlllcaçáo nos
últlnos dlas en que "os que estáo en qreve
sáo contra os que náo lazen qreve, os de
Llsboa que usan a CkLL estáo contra os do
resto do lais", exenµllllcou o secretárlo-qeral,
µara deµols acrescentar os casos dos
lunclonárlos µúbllcos, dos autarcas, dos
desenµreqados ou dos tltulares do
kendlnento Minlno. Assln, conslderou, o
Coverno acaba sendo "µarte do µroblena" en
vez de ser "µarte da soluçáo".
lerro kodrlques lenbrou tanbén "sucesslvos
casos dranátlcos" que recentenente ten
"enredado os µolitlcos e as lnstltulçóes" e µara
os quals o conµortanento da nalorla lSu/
CuS-ll aµenas "acentua o cllna de susµelçáo"
sobre o larlanento, sobre os µartldos e sobre
os órqáos de soberanla.
A estratéqla soclallsta µassa, sequndo lerro
kodrlques, µor una sérla tentatlva de
descrlsµaçáo do cllna µolitlco.
"0s soclallstas náo cavalqaráo a onda de
descontentanento", assequrou.
kecorde-se que, neste sentldo, o lider do lS
0 0overno de 0urão 8arroso e a
maioria que o sustenta não têm
rumo, apostam em políticas que
colocam portugueses contra
portugueses e alimentam
sucessivos casos que só
enfraquecem o sistema
democrático. feito o
diagnóstico, ferro kodrigues
garante que os socialistas farão
uma séria tentativa para
descrispar o clima político
porque °têm uma preocupação
activa com a degradação da
democracia" e querem um novo
modelo de desenvolvimento para
Portugal, socialmente justo e
competitivo.
6
19 de Dezembro de 2002
10kNA0AS PAkLAHfNIAkfS
0P[PS APkfSfNIA
PAf0If Lf0ISLAIIV0
PAkA A f0HPfIIIIVI0A0f
keforçar as condições de
competitividade do País é o grande
objectivo subjacente ao conjunto
de seis projectos de lei que os
deputados socialistas aprovaram
durante as 1ornadas
Parlamentares, no passado fim-de-
semana, em Aveiro.
0s projectos do PS visam melhorar
a qualidade dos serviços da
Administração Pública, do sistema
de 1ustiça, promover a inovação
científica e tecnológica, valorizar
os produtos nacionais, reforçar as
instituições e qualificar os nossos
recursos humanos.
bases é a adequada a "una relorna que atlnqe
o µrlnciµlo estruturante do slstena".
fstimular o enraizamento
empresarial da formação
un outro µrojecto de lel soclallsta µreve que os
trabalhadores benellclen de un núnero ninlno
anual de horas de lornaçáo µrollsslonal
certlllcada: 20 horas en 2003 e 33 horas en 2006.
ue acordo con o µorta-voz do lS, laulo ledroso,
"µretende-se dar traduçáo leqal a una nedlda
já aµrovada no ano µassado en sede de
concertaçáo soclal, nas que lol esqueclda µelo
actual Coverno".
Lste dlrelto deverá aµllcar-se a todos os
trabalhadores do sector µrlvado ou µúbllco, que
estejan na deµendencla econónlca de una
entldade enµreqadora, sendo que o seu
cunµrlnento µode ocorrer através de una únlca
ou nals acçóes de lornaçáo.
uo texto aµresentado µelo lS sáo alnda llxadas
nornas sobre os nétodos de certlllcaçáo,
conteúdo e horárlo de lornaçáo, ben cono os
eleltos da náo lrequencla µor µarte do
trabalhador.
Acresce que a lornaçáo náo nlnlstrada µoderá
ser substltuida µor una conµensaçáo
µecunlárla, caso ocorra a extlnçáo do contrato
de trabalho.
0 µrojecto de lel consaqra lqualnente a
µosslbllldade do Lstado vlr a crlar un reqlne
esµeclal de lncentlvos destlnado a aµolar as
enµresas na concretlzaçáo da lornaçáo ninlna
anual de lornaçáo certlllcada.
0 que se µretende é, µols, na oµlnláo de laulo
ledroso, "crlar estinulos ao enralzanento
enµresarlal da lornaçáo".
°Prémios" fiscais à inovação
e rejuvenescimento
A concessáo de lncentlvos llscals, con o
objectlvo declarado de estlnular a conµetl-
tlvldade e a nodernlzaçáo do sector µrodutlvo
naclonal loran tanbén alvo de dols µrojectos
soclallstas.
lor un lado, o lS µretende conceder lsençáo
de lnµosto sobre sucessóes e de slsa nas
sltuaçóes de transnlssáo de enµresas a lavor
de descendentes, desde que estes conserven
a tltularldade da llrna µor un µrazo de clnco
anos.
"0 objectlvo é estlnular o rejuvenesclnento
enµresarlal, sobretudo das µequenas e nédlas
unldades µrodutlvas, con base lanlllar e con
caµltal soclal reduzldo", observou o deµutado
soclallsta Lduardo Cabrlta.
lor outro lado, a bancada do lS quer tanbén
lntroduzlr nudanças ao nivel do reqlne de
lncentlvos llscals µara desµesas de lnvestlqaçáo
e desenvolvlnento enµresarlal, alarqando a
najoraçáo de deduçóes en sede de IkC a
actlvldades de ¤n:IcI/¤¸, lornaçáo
µrollsslonal, uc·/¸¤ e de aµosta en caµltal de
rlsco.
ue acordo con Antónlo Costa, µretende-se
tanbén conceder una reduçáo de 0,3 µor cento
en sede de IkC, µor cada nova µatente reqlstada
µor enµresa, até ao llnlte de dez µor cento (ou
seja, 20 µatentes).
uo entanto, a este beneliclo llscal, que µoderá
atlnqlr una dlnlnulçáo do µaqanento do IkC
en dez µor cento, só µoderáo aceder enµresas
que tenhan lelto deduçóes en lnvestlqaçáo e
desenvolvlnento nos últlnos tres anos e que,
µor outro lado, µroven que exµloran
electlvanente en terrltórlo naclonal.
Caso se descubra una enµresa que náo exµlora
realnente a µatente µor sl reqlstada, a nesna
será obrlqada a devolver ao Lstado os beneliclos
llscals que antes usulrulu, assln cono a µaqar
juros de nora.
Incentivo às comunicações
e à modernização da economia
losslbllltar a abertura de concursos ou
µroceder a consultas llnltadas na aqulslçáo
de servlços de teleconunlcaçóes sáo objectlvo
contldos en dols dlµlonas essenclalnente
dlrecclonados µara a nodernlzaçáo da
lunçáo requladora do Lstado no conjunto da
actlvldade econónlca e da Adnlnlstraçáo
lúbllca.
Sequndo Luis uazaré, o µrlnelro dos dols
textos vlsa "lncentlvar a concorrencla no
nercado de teleconunlcaçóes, aqora que o
nercado já atlnqlu una lase de naturldade".
ua exµoslçáo de notlvos, o dlµlona µreve
que una tal "soluçáo deve ser qradual e
laseada, con µrl orl dades cl aras",
conslderando-se essenclal "que as nedldas
a adoµtar no sector sejan devldanente
artl cul adas con os µl anos de acçáo
decorrentes da Inlclatlva uaclonal µara a
8anda Larqa na Adnlnlstraçáo lúbllca,
µrevlsta nas Crandes 0µçóes do llano µara o
µróxlno ano.
Já sobre o µrojecto que relorça os µoderes
requladores do Lstado, o deµutado Alberto
Martl ns decl arou que os socl al l stas
µretenden "lavorecer a exlstencla de un
cllna de concorrencla nals aberta", conbater
os nonoµóllos e "qarantlr condlçóes de
equldade µara todos os consunldores".
Lntre outras novas reqras, o lS µroµóe que
os nenbros a deslqnar µara as entldades
lndeµendentes requladoras do Lstado "sejan
anovivels das suas lunçóes µor µeriodos de
clnco anos", µernltlndo-lhes µor essa vla una
nalor dlstâncla en relaçáo aos lnteresses
dos qovernos.
lretende-se µols, dellnltar as áreas en que
se justlllca a ado懠o de una Autorldade
kequladora Indeµendente, tornar nals
exlqentes os requlsltos da sua crlaçáo,
estabelecer un µadráo báslco µara o seu
reqlne juridlco, aunentar a sua vlslbllldade
e transµarencla e lnµor un reexane do
conjunto das autorldades exlstentes.
HAkY k00kI0ufS
"0 µrlnelro µacote de nedldas" que os
soclallstas desejan ver debatldos no
larlanento deran entrada esta senana na
nesa da Assenblela da keµúbllca. Con o
nesno enloque, até ao llnal da µresente
sessáo leqlslatlva, os soclallstas avançaráo
alnda con un µrojecto de revlsáo da Lel de
lalenclas.
uo lnedlato, as áreas da justlça,
adnlnlstraçáo µúbllca, lornaçáo µrollsslonal,
llscalldade e lnvestlqaçáo sáo objecto de
artlculados vertldos en µrojectos-lel.
una das nals lnµortantes lnlclatlvas dos
soclallstas µretende rever a Lel de 8ases da
kelorna do Servlço lúbllco de keqlsto e
uotarlado, dlµlona cujo anteµrojecto já
nereceu o aµolo da 0rden dos Advoqados.
Sequndo Antónlo Costa, o µrojecto µretende
acabar con o duµlo controlo da leqalldade nos
reqlstos - µrlnelro do notárlo, deµols do
conservador do keqlsto Clvll, substltulndo-o
µor un únlco, o do conservador (se as µartes
contratantes estlveren de acordo).
Assln, de acordo con o reqlne µroµosto, só é
obrlqatórlo o reqlsto do acto, tornando-se
lacultatlvo o assento notarlal.
Lsta ruµtura slsténlca, sequndo os soclallstas,
"suµera o µaradlqna hoje anacrónlco en que
se dlscutla a nera µrlvatlzaçáo do notarlado".
ueste sentldo, Antónlo Costa lez critlcas à
µroµosta do Lxecutlvo sobre a natérla,
observando que "a µroµosta qovernanental
llnlta a concorrencla entre notárlos, µrocede
à dellnltaçáo terrltorlal de cada cartórlo,
lnµóe ¤u¤c:u· cInu·u· no acesso à µrollssáo
e nen sequer abre a µosslbllldade de
concorrenclas µor vla do µreço".
una sequnda ruµtura lntroduzlda µelo
dlµlona do lS µrende-se con a µróµrla
conce懠o do slstena de reqlstos, con una
únlca base de dados central relatlva a µessoas,
bens e resµectlvas sltuaçóes juridlcas.
"A µartlr do ternlnal do conµutador e da sua
base de dados, já no µróxlno ano, será µossivel
lazer sucesslvanente várlos reqlstos",
exµllcou Costa, µara quen "a lorna de lel de
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AfIuALI0A0f
AL0AkVf
ff0fkAÇA0 f0NIkA P0kIA0fNS
NA VIA 00 INfANIf
A cerca de tres neses da abertura do últlno troço da Vla do Inlante, entre Alcantarllha e
Laqos, o lS/Alqarve crltlcou o Coverno µor "lançar de novo a dúvlda" sobre as µortaqens
naquela vla.
Ln conunlcado, os soclallstas allrnan que as declaraçóes de uuráo 8arroso à Conunlcaçáo
Soclal delxaran "a ldela de alarqar os eleltos da onda de µortaqens a várlas vlas do Contlnente".
Subllnhando que a µoµulaçáo já nanllestou a sua dlscordâncla con tal nedlda, José Aµollnárlo
recorda que "náo há una alternatlva vlárla dlqna desse none à Vla do Inlante, que a Lu-123
é una das vlas de nalor slnlstralldade do lais e o traçado da Vla do Inlante lol adoµtado ao
tenµo do Coverno de Cavaco Sllva con o objectlvo de desconqestlonar esta estrada naclonal".
José Aµollnárlo arqunenta que o custo das µortaqens vlrtuals en 2003 "é lnlerlor a un
nlléslno da recelta anual qerada µelos turlstas estranqelros no Alqarve", razóes aµontadas
µara que, "de una vez µor todas, acaben os zlquezaques e se assuna a lnµortâncla naclonal
da Vla do Inlante".
H08ILI2Ak A S0fIf0A0f fIVIL
S0fIALISIAS kff0LhfH ASSINAIukAS
f0NIkA P0kIA0fNS NA fkfL
Arranca hoje uma campanha de
recolha de assinaturas contra a
reposição de portagens na fircular
kegional fxterior de Lisboa
(fkfL). Promovida pelo PS, a
iniciativa visa mobilizar a
sociedade civil para contestar esta
decisão do 0overno que é °injusta
e errada".
0s socialistas estão °solidários
com os protestos e lutas" contra a
instalação de portagens na fkfL.
A 1orge foelho está atribuída a
tarefa de dinamizar a campanha
junto das populações dos
concelhos afectados pela decisão e
organizar a recolha de assinaturas,
que depois serão entregues ao
presidente da Assembleia da
kepública.
con o lacto do 0rçanento kectlllcatlvo de 2002
náo µrever a venda da rede llxa do Lstado à l!,
a reµoslçáo de µortaqen na CkLL e a "annlstla
llscal até 31 de uezenbro".
"0 Coverno µretende nascarar o buraco
orçanental, colocando un cobertor µor clna da
chaqa, que é o total lalhanço do 0rçanento
kectlllcatlvo de 2002", exµllcou, crltlcando de
sequlda a "obsessáo do Coverno µelo déllce".
"0 déllce está a ser translornado nuna
obsessáo sen conteúdo real nas llnanças
µúbllcas e sen qualquer sustentaçáo", allrnou
o ex-nlnlstro do lS, conslderando, deµols, que
o déllce real do lais é "nulto suµerlor" ao
µrevlsto µelo Coverno.
"Se tlrarnos receltas exceµclonals, cono a
venda da rede llxa à l!, a lnstalaçáo de µortaqens
na CkLL e a annlstla llscal, o déllce µúbllco é
sequranente suµerlor a 3,7 µor cento",
sustentou, µara deµols avlsar µara as qrandes
dlllculdades que terá o Lxecutlvo µara cunµrlr o
lacto de Lstabllldade da unláo Luroµela, tanto
en 2003, cono en 200«.
Autarcas manifestam repúdio
Lntretanto, os autarcas soclallstas resµonsávels
µelos nunlciµlos alectados µela reµoslçáo das
µortaqens na CkLL náo esconden o seu
descontentanento.
Manuel Varqes, edll de 0dlvelas, nanllestou ao
"Acçáo Soclallsta" o seu "total reµúdlo µela lorna
autlsta e autorltárla cono a declsáo lol tonada".
"uáo consultaran os µresldentes das cânaras
vlsadas nen a Junta Metroµolltana de Llsboa,
lrlsou, acusando o Lxecutlvo de uuráo 8arroso
de "contlnuar obcecado µelo déllce, esquecendo
que ten o dever de qovernar µara as µessoas e
que sáo elas as nals µenallzadas con a declsáo".
Acresce, subllnhou, que "estanos µerante una
nedlda tecnlcanente lnjusta", una vez que "náo
há alternatlvas".
"As µessoas váo ser obrlqadas a delxar a CkLL e
a µrocurar outras vlas, alectando neqatlvanente
a vlda e a clrculaçáo na Crande Llsboa",
reallrnou, exµllcando que os arqunentos usados
µelo Coverno µara justlllcar a nedlda "sáo nals
una lalácla".
ueµols de destacar que à volta de Llsboa vlve
nals de un terço da µoµulaçáo naclonal, Varqes
lenbrou que "os lnµostos sáo µaqos µor todos
os µortuqueses, lnclulndo os da caµltal" e que
"100 euros en µortaqens µor nes laz nulta
dllerença no orçanento de alqunas lanillas,
que já se vlran alectadas con o recente
aunento do IVA".
uelendendo que o seu concelho será o nals
µenallzado, o autarca de Loures, Carlos !elxelra,
dlsse ao "Acçáo Soclallsta" que a sua µrlnclµal
µreocuµaçáo náo é tanto o µaqanento das
µortaqens, nas o estado de deqradaçáo en que
se encontran as vlas alternatlvas à CkLL.
lor outro lado, aµontou, a luqa à clrcular
resultará nun lncrenento do trânslto e,
µrevlslvelnente, nun aunento da
slnlstralldade, con "qraves µroblenas
econónlcos assoclados, µols náo en nelos
alternatlvos de transµorte no nunlciµlo".
lara Carlos !elxelra, "o desenvolvlnento do lais
náo se conseque con µortaqens" e que o
Coverno assln o delenda, allrnou, "só
denonstra a sua lalta de crlatlvldade".
"louµar onde se deve sen delxar de lazer o que
é µreclso" é una tarela que requer lnaqlnaçáo e
qrande caµacldade de qestáo, declarou Carlos
!elxelra, µara quen o Coverno "anda
slstenatlcanente a arranjar desculµas µara a
sua lnconµetencla".
1HL exige suspensão
das portagens
lresldlda µela nossa canarada Marla da Luz
koslnha, a JML reunlu-se de urqencla µor lorna
a tonar una µoslçáo sobre esta natérla.
0s autarcas da Area Metroµolltana de Llsboa
acordaran na exlqencla da susµensáo das
µortaqens na CkLL, declsáo que contou aµenas
con os votos contra dos nunlciµlos de 0elras e
Malra.
Marla da Luz koslnha lnlornou que serlan
sollcltados con carácter de urqencla encontros
con o µresldente da Assenblela da keµúbllca,
µrlnelro-nlnlstro e nlnlstro das 0bras lúbllcas
e !ransµortes, "con o objectlvo de µedlr a
susµensáo da nedlda anunclada".
0s autarcas delenden alnda que essa susµensáo
deverá nanter-se enquanto "decorrer a
dlscussáo entre o Coverno e a JML das nedldas
que vlsen a resoluçáo dos µroblenas de
acesslbllldades e transµortes de toda a Area
Metroµolltana de Llsboa".
HAkY k00kI0ufS
Ln conlerencla de Inµrensa, Jorqe Coelho e
Joáo Cravlnho (anbos ex-nlnlstros do
Lqulµanento Soclal dos qovernos soclallstas)
delxaran claro que o lS conslderou "lnjusta e
errada" a lnstalaçáo de µortaqens na CkLL,
alertando de sequlda que o Lxecutlvo se µreµara
µara anunclar nedldas ldentlcas no Crande
lorto.
"0 lS estará solldárlo con todas as lnlclatlvas
de µrotestos que vleren a ser tonadas contra
esta declsáo, cono lorna de exµrlnlr una justa
lndlqnaçáo µor µarte das µoµulaçóes
µrejudlcadas", allrnou Coelho.
Subllnhando que "alnda há un µrocesso en
dlscussáo na Assenblela da keµúbllca", o ex-
qovernante náo delxou de evldenclar a
resµonsabllldade do chele de Lstado, Jorqe
Sanµalo, na questáo da reµoslçáo de µortaqens
na CkLL.
"Se o dláloqo con os autarcas da reqláo náo der
resultado, nen a dlscussáo na Assenblela da
keµúbllca, o chele de Lstado ten o µoder de
µronulqar ou de vetar" a nedlda do Coverno,
relerlu alnda o ex-nlnlstro de Antónlo Cuterres.
Antes de Jorqe Coelho, Joáo Cravlnho advertlra
que o Lxecutlvo se µreµara µara lnstalar
µortaqens na Clrcular keqlonal Lxterlor do lorto,
deslqnadanente nos troços entre Matoslnhos e
Allena e Matoslnhos e Aquas Santas.
"Sabenos que a µortaqen na CkLL coneça a ser
cobrada a 1 de Janelro µróxlno. Só nos esµanta
que alnda náo tenha sldo anunclado quando se
coneça a cobrar µortaqens no Crande lorto",
relerlu o deµutado soclallsta.
ue acordo con Cravlnho, a declsáo de cobrar
µortaqens na CkLL resultou de "una sltuaçáo
de µânlco, tendo en vlsta esconder o lalhanço
da execuçáo orçanental".
Joáo Cravlnho justlllcou a declsáo do Coverno
8
19 de Dezembro de 2002
PAkLAHfNI0
kf0IHfNI0 0A Ak
0fPuIA00S 00 PS f0NIkA PkIVILf0I0S 0A HAI0kIA
fAHINh0S 0f ffkk0
LI0AÇA0 0f VISfu A LINhA 0A 8fIkA ALIA f PkI0kIIAkIA
LAfA0 0fNuNfIA
00VfkN0 kfVfLA fALIA 0f SfNS0 NA ALIfkAÇA0 0AS NuIS
0 deµutado soclallsta Jorqe Lacáo teceu duras
critlcas ao Coverno no que resµelta à alteraçáo
qeoqrállca das unldades !errltorlals µara llns
Lstatistlcos (uu!S).
lara Jorqe Lacáo esta nodlllcaçáo "lnµóe-se
cono un acto de resqate da decencla denocrátlca
devlda no tratanento de una assunto que, µela
sua óbvla dellcadeza, exlqlrla do Coverno una
soluçáo nlnlnanente µartlclµada e
sullclentenente consensual".
uuna lntervençáo na Assenblela da keµúbllca, o
deµutado acusou o actual Coverno de se servlr de
"lanentávels habllldades" µara escaµar ao
controlo da Assenblela da keµúbllca nesta
natérla.
Sequndo Jorqe Lacáo, o Lxecutlvo esµerou µela
lnterruµçáo dos trabalhos µarlanentares µara
"tonar declsóes, conduzlr reunlóes µarcelares
con autarcas e conµroneter-se con 8ruxelas na
µersµectlva da aµrovaçáo µela unláo Luroµela de
un requlanento, vlsando rlqldlllcar os µrocessos
de declsáo naclonal sobre o ânblto terrltorlal das
resµectlvas uu!S".
0 µarlanentar do lS lenbra que "sáo os
nunlciµlos da 8acla e do Vale do !ejo desaqreqados
de tal nodo que os da Lezirla receben qula de
narcha µara o Alén-!ejo, lnclulndo aqueles que
se sltuan lntelranente Aquén-!ejo, enquanto
que os do Médlo !ejo, sáo arrenessados µara a
keqláo Centro, nuna análqana de 100 nunlciµlos
0s deµutados do lS eleltos µor Vlseu
questlonaran o Mlnlstérlo das 0bras lúbllcas,
habltaçáo e !ransµortes sobre a vontade
µolitlca de avançar con a llqaçáo lerrovlárla da
caµltal de dlstrlto à Llnha da 8elra Alta.
0 deµutado José Junquelro dlsse que un estudo
µedldo há tres ou quatro anos ao µresldente da
Cl - Canlnhos de lerro lortuqueses, Crlsóstono
!elxelra, já se encontra concluido, subllnhando
que "aqora só lalta a vontade µolitlca".
lor lsso, juntanente con os deµutados Ana
8enavente e Mlquel Clnestal, aµresentou na
Assenblela da keµúbllca un requerlnento a
sollcltar ao Coverno una cóµla do estudo
electuado e tanbén a µerquntar qual a sua
vontade µolitlca µara concretlzar o
lnvestlnento, suµerlor a 100 nllhóes de euros
(20 nllhóes de contos).
José Junquelro consldera que a transµoslçáo
do klo uáo náo µode ser aµontada cono un
obstáculo ao µrojecto, atendendo às soluçóes
dadas actualnente µela enqenharla, nen
nesno a verba necessárla é "nodesta" quando
conµarada con outros µrojectos do µais.
"Se conµararnos esses valores con os
relerldos µara os netros do lorto e de Colnbra,
cheqarenos à conclusáo evldente de estarnos
µerante un eslorço llnancelro nultisslno nals
leve", releren os deµutados no requerlnento.
0s µarlanentares soclallstas delenden que a
estrutura lerrovlárla entre a cldade de Vlseu e
a Llnha da 8elra Alta é essenclal "µara
oµtlnlzar a llqaçáo lerrovlárla de µessoas e
nercadorlas", assunlndo una lnµortâncla
estratéqlca µara a reqláo, devendo, µor lsso,
ser conslderada µrlorltárla µara o Coverno.
kequerimento sobre o If37
Juntanente con os deµutados soclallstas
eleltos µelo circulo da Cuarda - llna Moura e
lernando Cabral -, José Junquelro, Ana
8enavente e Mlquel Clnestal requereran ao
nesno Mlnlstérlo exµllcaçóes sobre o IC37, que
llqará Vlseu, uelas e Sela.
lor µroµosta dos deµutados do lS, o IC 37
encontra-se µrevlsto no llano uaclonal
kodovlárlo 2000, lazendo a llqaçáo do lnterlor
do µais aos elxos estruturantes Il3, Il3 e IC7.
"!rata-se de un elxo que µroµorclonará
estrateqlcanente a llqaçáo à Llnha lerrovlárla
da 8elra Alta, µelo que desenµenha una lunçáo
essenclal ao desenvolvlnento econónlco de
toda a reqláo, entre a Serra da Lstrela e o llanalto
8elráo", justlllcan no requerlnento.
uevldo à lnµortâncla da construçáo do IC 37,
os deµutados soclallstas da Cuarda e de Vlseu
queren saber do Coverno qual será o
calendárlo, o µlano de obra e o orçanento µara
a sua concretlzaçáo.
José Junquelro lrlsou que tanto a llqaçáo
lerrovlárla de Vlseu à Llnha da 8elra Alta cono
a construçáo do IC 37 sáo dols µrojectos que o
Coverno de collqaçáo náo µode delxar calr.
µara onde sáo lqualnente cataµultados os do
0este".
Sequndo Jorqe Lacáo, "lazer lnserlr os nunlciµlos
do 0este nun centro de coordenaçáo deµendente
de Colnbra, quando a sua artlculaçáo real se laz
con Llsboa ou, entáo, se µoderla lazer nun novo
esµaço reqlonal con lnteqraçáo" revela "total lalta
de senso", µor µarte do Lxecutlvo.
0 µarlanentar soclallsta consldera que nas áreas
"do ordenanento do terrltórlo e do anblente,
da aqrlcultura, da educaçáo e da cultura, da saúde
e da sequrança soclal, é un total absurdo que se
subnetan as µoµulaçóes à deµendencla de
servlços desconcentrados con sede ou na área
da CCk de Colnbra ou da CCk de Lvora,
lntelranente en contraclclo lace à reqularldade
das suas vldas e das suas actlvldades".
Jorqe Lacáo delendeu alnda "a revoqaçáo do
decreto-lel relatlvo à nodlllcaçáo das uu!S e
una rellexáo sobre as nelhores soluçóes a
µronover na sua reorqanlzaçáo, o que, µor certo,
lnµllcará a crlaçáo de una nova reqláo que
abarque o Vale do !ejo e o 0este". L que,
acrescenta, se "µor un lado há que náo
µrejudlcar as µosslbllldades neqoclals do lais
no quadro das lnstltulçóes Luroµelas, µor outro,
lnµóe-se resµeltar os nals elenentares lactores
de evldencla e da coerencla da qeoqralla lislca e
hunana, cultural, econónlco-soclal e
adnlnlstratlva do lais".
un qruµo de deµutados soclallstas denarcou-se
do voto lavorável dado µelo lS à revlsáo do
keqlnento da Assenblela da keµúbllca,
aleqando que as alteraçóes µrejudlcan os dlreltos
da oµoslçáo, lavorecendo de lorna
desµroµorclonada os µrlvlléqlos da nalorla.
0 qruµo dos deµutados soclallstas, que aµenas
votou a lavor das alteraçóes ao keqlnento µor
dlsclµllna de voto, lnteqra Vltallno Canas,
Vlcente Jorqe Sllva, Ana 8enavente, Caµoulas
Santos, Jorqe Coelho, José Junquelro, Mlquel
Coelho, Vitor kanalho, Carlos Luis, Ana
8enavente, 0svaldo Castro, Caµoulas Santos e
Lduardo Cabrlta e alnda as reµresentantes do
Movlnento hunanlsno e uenocracla, Marla do
kosárlo Carnelro e !eresa Venda.
0s subscrltores desta declaraçáo de voto
conslderan que as alteraçóes ao keqlnento da
Assenblela da keµúbllca "restrlnqen a llberdade
de lnlclatlva e exµressáo anterlornente
consaqrada, lavorecendo de lorna
desµroµorclonada e arbltrárla os µrlvlléqlos da
nalorla (a actual ou qualquer outra que lhe
suceda no µoder)".
fontra a arrogância da maioria
0 qruµo de deµutados do lS "deµlora" alnda "o
ton aqresslvo e de conlrontaçáo
antldenocrátlca utlllzado µelo vlce-µresldente
da bancada do lSu Marques Cuedes ao lonqo do
debate, sobretudo quando lez questáo de
subllnhar que, no larlanento, "uns ten nals
dlrelto a lalar do que outros en lunçáo dos
resultados das elelçóes leqlslatlvas".
"Sabe-se que tecnlcanente e µolltlcanente
assln é, nas recordá-lo con tal enlase é slntona
de arroqâncla que olende a dlqnldade
µarlanentar e o esµirlto denocrátlco",
sustentan alnda os soclallstas subscrltores da
declaraçáo de voto, nun ataque ao deµutado do
lSu Marques Cuedes.
"Lventuals exaqeros que µudessen exlstlr en
ternos de aµroveltanento do keqlnento µor
µarte das nlnorlas, tendo en vlsta anµllar o
tenµo de lntervençáo en µlenárlo, esses
exaqeros serlan senµre µrelerivels a un reqlne
restrltlvo e de condlclonanento das llberdades,
cujas consequenclas se µoden revelar nelastas
µara a vltalldade do debate denocrátlco",
acrescentan.
fosta desdramatiza
uun conentárlo sobre a declaraçáo de voto dos
deµutados soclallstas, o lider µarlanentar do lS,
Antónlo Costa, desdranatlzou a dlverqencla.
"0 lS é un µartldo denocrátlco e essa questáo lol
dlscutlda en reunlóes da bancada onde se dellnlu
o sentldo de voto do Cruµo larlanentar en relaçáo
às alteraçóes ao keqlnento" da Assenblela da
keµúbllca, arqunentou Antónlo Costa.
ue acordo con o lider da bancada soclallsta, "todos
os deµutados do lS votaran de acordo con a
orlentaçáo da bancada e náo há drana nenhun
que, µosterlornente, cada deµutado exµresse a
sua avallaçáo através de una declaraçáo de voto".
0uanto à questáo conslderada nals µolénlca
no µrocesso de revlsáo do reqlnento, Antónlo
Costa relerlu que o lS aµresentou una µroµosta
µara µrocurar un consenso ao nivel da
dlstrlbulçáo de tenµos en debate, de lorna a
náo µrejudlcar os qruµos µarlanentares nals
µequenos.
"Mas a nalorla, lSu e CuS-ll, náo aceltou a
nossa µroµosta e, na esµeclalldade, o lS oµôs-
se à µroµosta aµrovada" µor soclals-denocratas
e denocratas-crlstáos, recordou o lider da
bancada soclallsta.
uo entanto, µara Antónlo Costa, no seu
conjunto, "as alteraçóes aµrovadas ao
keqlnento da Assenblela da keµúbllca
nereceran do lS un entendlnento µosltlvo".
"uáo lazla sentldo nudar o nosso sentldo de
voto en lunçáo de una questáo nulto
esµecillca", acrescentou.
19 de Dezembro de 2002
9
fASA PIA
PS 0ufk kff0kÇ0 0A Pk0IffÇA0
0f HfN0kfS VÍIIHAS 0f A8uS0 SfXuAL
0 lartldo Soclallsta entreqou na Conlssáo
larlanentar de Assuntos Constltuclonals un
µrojecto de dellberaçáo µara a constltulçáo
de un qruµo de trabalho no sentldo de relorçar
a µrotecçáo dos dlreltos de nenores vitlnas
de abuso sexual.
lara os deµutados soclallstas, o qruµo de
trabalho, a lornar-se no ânblto da Conlssáo
larlanentar, deverá aµresentar una sérle de
reconendaçóes no µrazo náxlno de 60 dlas.
Lssas reconendaçóes, sequndo os soclallstas,
deveráo µartlr de una "avallaçáo das questóes
de dlrelto crlnlnal relaclonadas con a tutela
dos dlreltos das crlanças vitlnas de crlnes",
tendo cono objectlvo "assequrar a nelhor
transµoslçáo das declsóes da unláo Luroµela
no conbate à µedolllla e à µornoqralla
lnlantll".
ueste contexto, o lS µretende tanbén
adequar as reqras do dlrelto µortuques relatlvas
à µrescrlçáo, "de lorna a assequrar às vitlnas
nenores a µosslbllldade de desencadearen o
µrocedlnento µenal en tenµo útll, aµós teren
alcançado a nalorldade".
ue acordo con o docunento, a aµresentaçáo
de quelxa e a constltulçáo de asslstente será
"reconllqurada de nodo a que nenhun tlµo
de requlsltos, deslqnadanente os relatlvos a
custas, dlllculten o µrocesso".
lor outro lado, o deµutado soclallsta kul
PS fXI0f f0PIA
00S f0NIkAI0S
ffLf8kA00S f0H
A 8kISA f A PI
PS fH H0VIHfNI0
Cunha, allrnou, na Conlssáo larlanentar dos
Assuntos Constltuclonals, que enquanto
exerceu as lunçóes de secretárlo de Lstado
da Sequrança Soclal nunca lol lnlornado de
aleqados casos de µedolllla na Casa lla.
kul Cunha esclareceu alnda que enquanto
exerceu lunçóes qovernatlvas ordenou una
audltorla à µrovedorla da Casa lla, nas µor
questóes llnancelras e µatrlnonlals.
"uunca durante a nlnha tutela lol trazldo µelo
µrovedor qualquer lacto sobre µedolllla na
Casa lla e nunca ouvl lalar de Carlos Sllvlno",
assequrou o deµutado soclallsta,
acrescentando que soube do sucedldo µela
Conunlcaçáo Soclal.
ffkk0 kfuNf f0H PAkII00S f PAkffIk0S S0fIAIS
kff0kHAk 0 SISIfHA P0LÍIIf0
PS e PS0 comprometeram-se ontem
a fechar a primeira fase da reforma
do sistema político até 25 de Abril
de 2003, anunciou ferro kodrigues
após uma reunião entre as
direcções dos dois partidos, no
âmbito dos encontros que, por sua
iniciativa, o PS tem vindo a
realizar com os partidos com
assento parlamentar e parceiros
socais, visando procurar áreas de
consenso para o aperfeiçoamento
do sistema político e a qualidade
da democracia.
e do llnlte dos nandatos dos tltulares de carqos
µolitlcos. A lel eleltoral é renetlda µara un
nonento µosterlor.
lerro kodrlques encabeçou a deleqaçáo
soclallsta, que lncluia Alnelda Santos, laulo
ledroso e Alberto Martlns.
Antes, de nanhá, a dlrecçáo do lS deslocou-se
à sede do lCl, onde reunlu con Carlos Carvalhas
e outros dlrlqentes conunlstas, tendo lerro
kodrlques sallentado a "conlluencla de
oµlnlóes" entre os dols µartldos relatlvanente à
"deqradaçáo da actual sltuaçáo µolitlca e soclal"
narcada µor "una contra-relorna soclal" levada
a cabo µelo Coverno.
ua Assenblela da keµúbllca, adlantou, "ten sldo
vlsivel que en relaçáo a alqunas nedldas no
µlano soclal e na denúncla do lncunµrlnento
de µronessas eleltorals ten havldo una
conlluencla de µoslçóes en relaçáo à µolitlca do
Coverno".
Sobre o Códlqo do !rabalho, lerro kodrlques
reallrnou que "o lS consldera que a µroµosta
contén µontos lnaceltávels", relerlndo que µor
lsso a bancada soclallsta lrá aµresentar, durante
a dlscussáo na esµeclalldade no larlanento,
"µroµostas µara que o dlµlona náo seja táo
neqatlvo".
0uestlonado µelos jornallstas sobre a dlvulqaçáo
das actas da conlssáo de lnquérlto µarlanentar
à lolicla Judlclárla, lerro kodrlques allrnou que
esta é una sltuaçáo que "náo µrestlqla a Ak",
conslderando que "quen quer que tenha lelto a
acçáo náo contrlbul µara a lnaqen deste órqáo
de soberanla".
uo ânblto destes contactos, o lS reunlu-se na
terça-lelra con a CIl e a uC!. uo llnal da reunláo
con a conlederaçáo µatronal llderada µor Van
/eller, lerro kodrlques exµllcou que o objectlvo
do encontro lol a exµllcaçáo dos várlos µrojectos
que o lS val aµresentar na Ak, de lorna a
aunentar a conµetltlvldade e µrodutlvldade da
econonla µortuquesa. 0 lider soclallsta lrlsou a
"qrande receµtlvldade" µor µarte da CIl, "enbora
sejan conhecldas alqunas dlverqenclas de
µontos de vlsta" relatlvanente à leqlslaçáo
laboral.
Antes, una deleqaçáo soclallsta tlnha estado
reunlda con o secretárlo-qeral da uC!, Joáo
lroença. uo llnal do encontro, lerro kodrlques
sallentou que o lS e a uC! estáo en slntonla
nas critlcas ao Códlqo do !rabalho e váo µroµor
alteraçóes ldentlcas à µroµosta qovernanental.
Sequndo lerro kodrlques, o lS e a central slndlcal
conunqan nos µontos que conslderan nals
qraves µara o lais e µara os "desequllibrlos entre
as relaçóes laborals".
Concordan, tanbén, na ldentlllcaçáo das
necessldades de alteraçóes à µroµosta
qovernanental, µelo que, esta slntonla terá
traduçáo µrátlca "nas suqestóes de nelhorlas
da µroµosta de Lel que seráo aµresentadas no
lniclo de Janelro".
"uunca houve dlverqencla na natérla de lundo
que é a necessldade de o lais ter una lel que ao
nesno tenµo nelhore a µrodutlvldade sen
sacrlllcar dlreltos dos trabalhadores, que já sáo
hoje nulto llnltados en áreas cono a
renuneraçáo e en áreas soclals", lrlsou lerro
kodrlques.
Mas, qarantlu, o Códlqo do !rabalho náo é o
asµecto essenclal µara nelhorar a
conµetltlvldade e µrodutlvldade do lais.
0s lnstrunentos a utlllzar µassan, sequndo
delendeu, µela lornaçáo µrollsslonal,
quallllcaçáo, caµacldade das lnlra-estruturas e
lunclonanento do Lstado de dlrelto e da
Adnlnlstraçáo lúbllca. Lstes sáo os asµectos
nals lnµortantes µara qarantlr a conµetltlvldade
e µrodutlvldade, "nun eslorço que tenos todos
de lazer".
0 lider do Cruµo larlanentar do lS, Antónlo
Costa exlqlu que o µrlnelro-nlnlstro
dlsµonlblllze "con carácter de urqencla" os
contratos que o Coverno celebrou con a l! µara
vender a rede llxa de teleconunlcaçóes e con a
8rlsa µara concesslonar as µortaqens na CkLL.
Sequndo Antónlo Costa, "atendendo à
extraordlnárla relevâncla da natérla" o
Lxecutlvo terá de dlsµonlblllzar toda a
docunentaçáo antes do debate nensal con a
µresença do µrlnelro-nlnlstro.
lara o lider µarlanentar soclallsta., "é da nalor
urqencla esclarecer en que condlçóes µretende
o Coverno µrossequlr o objectlvo da reduçáo do
déllce, ben cono aqullltar se o lnteresse
µúbllco está devldanente salvaquardado nestes
contratos".
A saida da reunláo con o lSu, o secretárlo-qeral
do lS, lerro kodrlques, subllnhou a "µartllha de
µontos de vlsta µara nelhorar a qualldade da
denocracla", que dlsse ter llcado exµressa no
encontro de cerca de una hora entre as dlrecçóes
dos dols nalores µartldos µortuqueses.
lerro kodrlques dlsse esµerar ver reµetldos os
encontros que o lS nanteve con os µartldos
con assento µarlanentar e con os µarcelros
soclals, allrnando constltuiren "un lacto
nornal da denocracla".
0 secretárlo-qeral do lS rejeltou a ldela de estar
"en terreno lnlnlqo", ao reunlr-se con a
dlrecçáo do lSu na sede naclonal deste µartldo,
lenbrando que reslde nas redondezas e que
costuna µassar µelo local, "en noltes de vltórla
e de derrota eleltoral".
uo encontro llcou estabeleclda una aqenda
sequndo a qual, nuna µrlnelra lase, os dols
µartldos váo consensuallzar µara µosterlor
aµrovaçáo, en sede µarlanentar, as lels dos
µartldos µolitlcos, do llnanclanento dos µartldos
10
19 de Dezembro de 2002
fNIkfVISIA
fNIkfVISIA A HANufLA 0f HfL0
NA0 hA P0LÍIIfA fuLIukAL
Ao 0overno não lhe interessa um
Hinistério da fultura e ao
Parlamento não chegam quaisquer
iniciativas para o sector. A
acusação é da deputada Hanuela de
Helo que, em entrevista ao °Acção
Socialista", deixa o alerta de
Portugal correr o risco de perder
fundos comunitários para o Vale do
fôa sem o quais não °haverá nada"
numa região classificada de
Património Hundial pela uNfSf0.
Segundo a ex-vereadora da fâmara
do Porto, não há uma °política
cultural" para o País e tudo se
resume às directivas do Hinistério
das finanças.
deµenda o desenvolvlnento da nossa
econonla, da nossa caµacldade de lnovar, de
delender a nossa contlnuldade cono naçáo.
há um apagamento nítido do Hinistério da
fultura. fsta situação releva da
personalidade do titular da pasta ou da
pouca importância atribuída ao sector?
As duas colsas sáo lndlssoclávels. Ao reduzlr
drastlcanente o orçanento do Mlnlstérlo da
Cultura µara 2003 - e é esµeclalnente
slqnlllcatlvo que os nalores cortes se tenhan
dado exactanente na área do µatrlnónlo, dlta
µrlorltárla no µroqrana eleltoral do lSu - o
Coverno dá o µrlnelro slnal de que náo lhe
lnteressa un Mlnlstérlo da Cultura cuja acçáo
ultraµasse a qestáo dos µroblenas quotldlanos
da µenúrla nas lnstltulçóes que tutela. Mas o
µróµrlo nlnlstro da Cultura náo dellnlu alnda,
claranente, quals as suas o懢es no actual
contexto de contençáo orçanental. Ao
larlanento náo cheqa qualquer lnlclatlva
leqlslatlva do MC, nen se conhece qualquer
declsáo µela µosltlva. L a caµacldade de
lntervençáo do senhor nlnlstro da Cultura no
Conselho de Mlnlstros está à vlsta. uáo lol
acelte a sua escolha µara a dlrecçáo da
8lblloteca uaclonal, náo se conhece a sua
lntervençáo na dellnlçáo do servlço µúbllco de
televlsáo (táo declslvo µara a nanutençáo da
linqua e cultura µortuquesa nos clrcultos
unlversals do audlovlsual), náo se sabe o que
val lazer con o esµóllo e os saberes da
Conlssáo uaclonal µara as Conenoraçóes dos
uescobrlnentos lortuqueses, que seráo
lnteqrados no Cablnete de kelaçóes
Internaclonals do Mlnlstérlo da Cultura.
As companhias nacionais de teatro, bailado
e ópera, assim como as orquestras nacionais
têm uma quebra de 13,4 por cento nas
verbas atribuídas. 0uais as implicações
destes cortes para o seu normal
funcionamento?
ulnlnulçáo da actlvldade, sequranente, µorque
conllanos que os seus resµonsávels náo
µactuaráo con a deqradaçáo da qualldade das
suas µroqranaçóes. Isso serla un retrocesso
enorne na dlnânlca de quallllcaçáo,
denocratlzaçáo e descentrallzaçáo que ten sldo
crlada µelas conµanhlas e orquestras
naclonals. Lsµeranos que náo sejan
µrejudlcados os servlços educatlvos de alqunas
dessas estruturas, exenµlos vlvos de que,
quando sáo utlllzados os nétodos correctos, a
cultura, nesno nas suas nanllestaçóes nals
elaboradas, náo é assunto aµenas µara
lnlclados "elltlstas".
0 IPAf vê também as suas verbas reduzidas,
em 19,1 por cento.
Pode estar em causa o efectivo apoio às artes
do espectáculo no próximo ano?
lode estar en causa a contlnuldade do trabalho
de un elevado núnero de µrollsslonals -
crladores, técnlcos, qestores - que ten vlndo
a desenvolver µrojectos de artes do esµectáculo
lndeµendentenente (nas nultas vezes en
colaboraçáo) das lnstltulçóes do Lstado. L é
bon lenbrar que o desenvolvlnento reqlstado
no teatro, na dança, na núslca e noutras áreas
náo se deu aµenas µela atrlbulçáo de subsidlos
(que o Coverno e a nalorla conslderan
desµerdiclo sen controlo, quando, na verdade
se conceden através de contratos-µroqrana
que estabelecen deveres e contraµartldas),
nas sobretudo µor realldades que se
desenvolveran en µaralelo.
A área do património, que o PS0, na velha
tradição da direita, sempre considerou como
a prioridade, é a que apresenta os maiores
cortes. fomo explicar esta contradição?
Sequndo o nlnlstro da Cultura, os cortes deven-
se ao lacto de os lnvestlnentos necessárlos ao
desenvolvlnento de µrojectos lançados µelos
qovernos soclallstas náo necessltaren, en
2003, de verbas suµerlores aos orçados. Mas
o adlanento do µrojecto do Côa nostra que,
allnal, está latente a µosslbllldade de acabar
con alquns equlµanentos µrevlstos, µelo
nenos nos llnltes tenµorals llxados.
0ue balanço já é possível fazer da política
cultural do 0overno ?
uáo há balanço µossivel, µorque a qrande
questáo é que alnda náo lol aµresentada una
"µolitlca cultural". As lusóes de lnstltutos, a
qestáo llexivel e a lnaqlnaçáo µara lazer o
nesno con nenos dlnhelro sáo aµenas rellexo
de dlrectlvas do Mlnlstérlo das llnanças.
Na sua qualidade de ex-vereadora da fultura
na fâmara do Porto, onde deixou uma obra
unanimemente reconhecida, como avalia a
política do actual fxecutivo camarário para
esta área?
L lqual à do Coverno, µara µlor. Ao contrárlo do
que qualquer Lxecutlvo resµonsável deve lazer
- aµroveltar ao náxlno o que herdou, levar
nals lonqe a resµosta às resµonsabllldades que
a lel lhes atrlbul nesta área - os actuals autarcas
coneçaran µor, slstenatlcanente, arrasar, µor
µalavras, acçóes e onlssóes, os µrojectos leltos
e en curso. 0s equlµanentos culturals crlados
ou reabllltados, os µrojectos de senslblllzaçáo
de µúbllcos, de aµolo à actlvldade cultural,
µrollsslonal e anadora, de conjuqaçáo de
vocaçóes e estratéqlas con outras lnstltulçóes,
os eslorços µara lnstalar no lorto
equlµanentos naclonals, sáo conslderados
cono neqalonanla, lnutllldades, desµerdiclo.
!entan reduzlr un µrojecto cultural de cldade,
dellnldo e µrotaqonlzado µor lnstltulçóes
µúbllcas (naclonals ou nunlclµals) e µrlvadas,
baseado sobretudo no bon lunclonanento de
equlµanentos culturals, à lalsa ldela de que
loran 12 anos de "lestas". Alén do que esta
µoslçáo µressuµóe de lqnorâncla da realldade
µortuense e dos docunentos essenclals do
lunclonanento das CMl nos últlnos anos, ela
lnµllca a nenorlzaçáo e narqlnallzaçáo de
centenas de jovens, lornados en escolas
(nultas µúbllcas) de dllerentes nivels de
escolarldade, con qraus acadénlcos
senelhantes aos dos µrollsslonals de todas as
outras áreas do saber.
0 lnvestlnento lelto µela autarqula na cultura,
dlrecta ou lndlrectanente, está hoje a ser
anallsado con ná lé e de lorna dlstorclda,
sen conµaraçáo honónlna con outras áreas
de lnvestlnento. A ldela errada e denaqóqlca
que nanllestan ao dlzeren que, deµols da
"heqenonla" do cultural, aqora é o "soclal"
que lnµorta "resolver", basela-se na ocultaçáo
do extraordlnárlo eslorço de lnvestlnento lelto
na habltaçáo soclal, no soclocultural, no
anblente, na requallllcaçáo do µatrlnónlo, e
no desconheclnento que, sen una µoµulaçáo
nals educada, nals culta, nals lnlornada, as
verdadelras razóes da exclusáo soclal náo
µoden ser resolvldas de lorna sustentada.
0 projecto previsto para foz fôa foi
desvirtuado nas políticas culturais do actual
0overno. fomo analisar politicamente o
desinvestimento naquele pólo cultural do
interior do País?
As alteraçóes de locallzaçáo e dlnensáo do
Museu do Côa slqnlllcan que a construçáo da
barraqen, con tudo o que lnµllca de lnµacto
neqatlvo no larque Arqueolóqlco e no
nlcrocllna que µernlte a exlstencla de vlnho
do lorto delxou, con o novo µrojecto,de ser
lrreversivel.
0 actual Coverno µarte do µrlnciµlo de que o
Vale do Côa, classlllcado µela uuLSC0 cono
latrlnónlo da hunanldade, náo nerece un
nuseu con a dlnensáo µroqranada, µrojectado
µara ser un lactor de atracçáo e de
desenvolvlnento reqlonal. lor outro lado, o
Lxecutlvo nanlµula os custos totals dos
necessárlos lnvestlnentos (no Museu, nos
acessos rodovlárlos, lerrovlárlos e lluvlals, no
tratanento anblental dos "rasqos" causados
µelas obras já leltas, nos terrenos a conµrar,
nas lndennlzaçóes a µaqar), µara justlllcar o
abandono do µrojecto na Canada do Inlerno.
llnalnente, ao relnlclar todo o µrocesso, con
un µlano de trabalho que já está atrasado quase
nelo ano, o Coverno arrlsca-se a µerder lundos
conunltárlos sen os quals náo haverá nada no
Vale do Côa.
face às dificuldades financeiras, que são,
aliás, motivo de todas justificações do
0overno, os cortes orçamentais tinham
forçosamente de reflectir-se com maior
incidência na área da cultura?
0uals sáo os recursos con que lortuqal µode
contar: uáo tenos natérlas- µrlnas declslvas
µara o desenvolvlnento, tenos un terrltórlo e
nercados de µequena dlnensáo. kestan-nos
os recursos hunanos. Ao cortar nos sectores
da educaçáo, cultura, clencla e lornaçáo, de
lorna nulto slqnlllcatlva, o Coverno está a
dlzer que a quallllcaçáo do nosso únlco recurso
slqnlllcatlvo - as µessoas - náo é o seu
objectlvo nen a sua µrlorldade, alnda que dela
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11
SfHINAkI0 fH H0ukA
f0NfILIAk ff0N0HIAS
0f HfkfA00 f S0fIAL
10k0f f0fLh0 ANuNfIA
PS VAI AVANÇAk f0H N0VA Pk0P0SIA
0f fINANfIAHfNI0 00 P00fk L0fAL
0 lS val avançar con una nova µroµosta de
llnanclanento das autarqulas, anunclou Jorqe
Coelho no llnal do encontro dlstrltal de autarcas
soclallstas, que teve luqar no sábado, en Vlelra
do Mlnho.
lerante cerca de una centena de autarcas
eleltos µelo lS no dlstrlto de 8raqa, Jorqe Coelho
alertou que a µrolblçáo de endlvldanento das
cânaras coloca en rlsco nultos µrojectos, alquns
dos quals co-llnanclados µor lundos euroµeus.
"Ao retonar a µrátlca dos qovernos de Cavaco
Sllva, desresµeltando a Lel das llnanças Locals,
lnlblndo brutalnente a caµacldade de
endlvldanento das autarqulas, o Coverno de
dlrelta está a qerar un cllna de desconllança e
deslnvestlnento con consequenclas
desastrosas", acusou.
lara o coordenador autárqulco do lS, esta
µolitlca de cortes ceqos nas desµesas "µode levar o lais a una recessáo econónlca de consequenclas
qravisslnas".
0 lais "está a µaqar ben caro a llusáo vendlda µor uuráo 8arroso", durante a canµanha eleltoral,
quando µroneteu "nals desenvolvlnento econónlco, balxar os lnµostos e aunentar as relornas",
dlsse, acrescentando que "o que o Coverno laz é µreclsanente o contrárlo".
Só nos últlnos sels neses, adlantou Jorqe Coelho, "há nals sels nll desenµreqados, e, ao
contrárlo das relornas, os aunentos reqlstaran-se nos lnµostos".
HfIk0 00 P0kI0
f0NffLhIA f0NIfSIA IAkIfAkI0
INIfkH00AL
A Concelhla do lS/lorto delendeu a crlaçáo de bllhetes e µasses soclals "excluslvos" do Metro do
lorto, subllnhando que a lnternodalldade "deve ser una oµçáo e náo una obrlqaçáo".
Ln conunlcado, os soclallstas µortuenses sallentan que o tarllárlo lnternodal µroµosto µelo
Metro do lorto, Socledade de !ransµortes lúbllcos do lorto (S!lC) e Cl "µode vlr a desvlrtuar o
objectlvo µrlnclµal de todo o µrojecto", ao aqravar os µreços entre 60 e nals de 100 µor cento,
acrescentando que devlan ser crlados bllhetes e µasses excluslvos do Metro do lorto, en
nodalldades e custos nunca suµerlores aos µratlcados µelo Metroµolltano de Llsboa".
"0 lS/lorto náo se calará lace à lntençáo de nanter o tarllárlo aµresentado, µor conslderar que
o nesno se traduz nuna lnjustlça lace à µoµulaçáo da nossa reqláo", le-se no conunlcado,
asslnado µor 0rlando Casµar.
AÇ0kfS
fAkL0S ffSAk fH 0fffSA
0A 20NA ff0N0HIfA fXfLuSIVA
0 µresldente do Coverno keqlonal dos Açores, o soclallsta Carlos César, dlsse esµerar "que o
Lstado µortuques náo troque a salvaquarda da /ona Lconónlca Lxcluslva alecta aos Açores µelo
alarqanento da sua zona de µrotecçáo costelra contlnental".
Carlos César lalava na cerlnónla de µosse dos novos secretárlos reqlonals dos Assuntos Soclals e
Adjunto da µresldencla, lranclsco Coelho e Cláudla Cardoso, na sequencla do que chanou de
"reajustanento µara o rejuvenesclnento do seu qablnete".
César aµroveltou a ocasláo µara lazer un balanço dos dols últlnos anos de qovernaçáo, en todos
os sectores, sallentando na área econónlca o núnero de µrojectos aµresentados µelo sector
µrlvado, que ascenden a 280 nllhóes de euros (36 nllhóes de contos).
lara o µresldente do Coverno keqlonal dos Açores, "lol a estratéqla da dlverslllcaçáo e a conllança
na econonla reqlonal que µernltlran este sucesso allado ao sector do turlsno, que bateu todos
os recordes de cresclnento entre todas as reqlóes do lais.
°No projecto integrado de Houra
considerou-se que a
sustentabilidade económica, social,
ambiental e democrática deveria ser
assegurada por uma articulação
entre investimento privado
duradouro, criação da capacidade
local de geração de riqueza e
responsabilidade social e ambiental
dos investimentos", afirmou Aníbal
Lamy, secretário-coordenador da
Secção de 0esenvolvimento
Sustentável no decurso do seminário
sobre o °Programa Integrado de
0esenvolvimento Sustentável de
Houra", que teve lugar no sábado,
nesta vila, numa organização
conjunta da foncelhia local, da
federação de 8eja e da Secção de
0esenvolvimento Sustentável.
e desenvolvlnento, de econonla soclal e
lnµlenentaçáo de µrojectos de habltaçáo a
custos controlados, de µlaneanento autárqulco
de lonqo µrazo e de desenvolvlnento
harnonloso de todas as lrequeslas do
Concelho".
0esenvolvimento estável e duradouro
Lany sallentou alnda que este µrojecto "ten
µor objectlvos contrlbulr µosltlvanente e de
lorna slqnlllcatlva µara o lI8 naclonal, µara a
8alança de laqanentos e µrocura denonstrar
cono é µossivel conclllar a econonla de
nercado con a econonla soclal, µronovendo-
se desenvolvlnento estável, duradouro e
soclalnente resµonsável con base en
lnvestlnento µrlvado e con o nenor recurso
µossivel ao 0rçanento do Lstado".
Lste senlnárlo, que teve cono objectlvo central
o aµrolundanento µolitlco µelo lS do nodelo
de desenvolvlnento reqlonal en curso no
concelho de Moura, contou con a µresença de
vereadores e deµutados nunlclµals, ben cono
de µresldentes das juntas e assenblelas de
Moura, eleltos µelo lS, de un reµresentante
da lederaçáo de 8eja e de nllltantes soclallstas
que lnteqran o Cruµo de Aconµanhanento do
lrojecto Inteqrado de Moura e da Secçáo de
uesenvolvlnento Sustentável, entre nultos
outros.
PS fH H0VIHfNI0
Lste µrojecto, enbora desenvolvldo a µartlr da
µartlclµaçáo de todas as lorças µolitlcas
reµresentadas nos órqáos de µoder local, contou
desde o lniclo con a colaboraçáo -na conceµçáo
e desenvolvlnento - de nllltantes soclallstas.
José Joaquln, µresldente da Concelhla de
Moura, a quen coube a abertura dos trabalhos,
relerlu a lnµortâncla deste senlnárlo µara o
esclareclnento da µoµulaçáo sobre este
µrojecto de desenvolvlnento estável e
duradouro assente nas µotenclalldades locals,
tendo alnda realçado o "qrande envolvlnento"
das sels juntas de lrequesla do lS neste
µrojecto.
Anibal Lany, µor sua vez, subllnhou que "o
lrojecto de uesenvolvlnento Sustentável de
Moura é, essenclalnente, una denonstraçáo
da vlabllldade da caµtaçáo de lnvestlnento
estranqelro µara crlaçáo duradoura de rlqueza
local e reqlonal soclalnente resµonsável,
aconµanhada µor µroqranas de lnvestlqaçáo
12
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AuIAk0uIAS
P0kI0
S0fIALISIAS kf1fIIAH
0kÇAHfNI0 SfH ALHA
0s vereadores do lS na Cânara do lorto classlllcaran o 0rçanento da autarqula aµrovado,
cono "denaslado restrltlvo, sen alna e sen estratéqla µara a cldade".
Ln conlerencla de Inµrensa, o vereador soclallsta Manuel uloqo acusou o actual µresldente
de "qerlr a cldade cono se de una deleqaçáo do Mlnlstérlo das llnanças se tratasse".
Manuel uloqo estranhou que, relatlvanente ao últlno orçanento soclallsta (2001), a collqaçáo
lSu/CuS-ll que lldera a cânara tenha dlnlnuido o lnvestlnento nos sectores que eleqeu
cono µrlorltárlos, noneadanente a habltaçáo, exclusáo soclal, centro hlstórlco, anblente,
cultura e turlsno, 8onbelros, lolicla Munlclµal e larque da Cldade, verlllcando-se aunentos
lundanentalnente nas verbas orçanentadas µara as dlrecçóes nunlclµals de qestáo
urbanistlca, llnanças, estudos e µlaneanento e qestáo da vla µúbllca.
"A cânara laz un orçanento µara contrlbulr µara a reduçáo do déllce µúbllco en clnco
nllhóes de euros", allrnou a vereadora soclallsta Isabel 0neto, denunclando que un qulnto
do 0rçanento se relere a vendas de µatrlnónlo en hasta µúbllca que a autarqula náo
consequlu concretlzar este ano e µrovavelnente tanbén náo o consequlrá en 2003.
!al cono llzeran con o llano e 0rçanento da autarqula, os vereadores soclallstas votaran
contra o docunento equlvalente dos Servlços Munlclµallzados de Aquas e Saneanento.
00N00HAk
PS V0IA f0NIkA Pk0P0SIA
0kÇAHfNIAL
0s vereadores soclallstas na Cânara de Condonar anunclaran que votaráo contra o llano e
0rçanento do Lxecutlvo laranja µara 2003, conslderando que o docunento "delrauda as
µronessas eleltorals" e "µóe en causa o electlvo desenvolvlnento do concelho".
uuna conlerencla de Inµrensa, os soclallstas conslderaran que o µlano e orçanento "é un
nero reµroduzlr de µolitlcas estaladas" e "de µronessas qastas".
0s autarcas soclallstas allrnaran que "náo laz sentldo nanter cono µrlorldade µara o
desenvolvlnento do concelho a construçáo e aqulslçáo de nals casas ao abrlqo dos µroqranas
lLk e Cuh, ao µonto de vlncular nals de 30 µor cento do orçanento do nunlciµlo a esta
área".
0s vereadores allrnaran alnda que náo há qualquer exµllcaçáo µara o orçanento aµenas
reservar 18,9 µor cento da dotaçáo µrevlsta µara acesslbllldades, quando Condonar é o
concelho da Area Metroµolltana do lorto con µlores vlas de acesso.
"Mals una vez a Cânara de Condonar nostra-se lncaµaz de elaborar e aµresentar candldaturas,
µrojectos vultuosos e slqnlllcatlvos aos lundos µúbllcos, qerlndo aµenas µequenas lnlclatlvas
que llcan nulto aquén das necessldades de un concelho con os nivels que Condonar
endenlcanente aµresenta", concluiran.
ffkkfIkA 00 ALfNIf10
1uNIAS 0f fkf0ufSIA °0N-LINf"
Con o objectlvo de obter una nelhor lnterllqaçáo entre a Cânara Munlclµal e as juntas de lrequesla,
en natérlas de deleqaçáo de conµetenclas, lol asslnado un µrotocolo de nodernlzaçáo adnlnlstratlva
que µreve a entreqa de naterlal lnlornátlco, entre a edllldade e a ulrecçáo-Ceral das Autarqulas
Locals.
Con este acordo llcan as juntas de lrequesla dotadas de equlµanentos que µernlten luturanente,
llcar en rede con a autarqula, e os nuniclµes en vez de teren de se deslocar aos servlços nunlclµals
µara consultar µrocessos do seu lnteresse µassan a µoder laze-lo através dos servlços "on-llne".
f0kufhf
fXffuIIV0 Pf0f INVfSII0AÇA0
A Ikkf0uLAkI0A0fS
0A 0fSIA0 ANIfkI0k
A Cânara Munlclµal de Coruche quer que sejan lnvestlqados "lndiclos de lrreqularldades qraves"
aleqadanente µratlcados no anterlor nandato de nalorla Cuu e detectados µor una conlssáo de
lnquérlto noneada en Abrll µela autarqula.
uun conunlcado à lnµrensa, o µresldente da Cânara de Coruche, o soclallsta ulonislo Mendes,
anuncla a dellberaçáo tonada µela nalorla do Lxecutlvo canarárlo, con os votos contra da Cuu
(que llderou a Cânara no nandato en causa), de envlar os docunentos resultantes desse lnquérlto
às Insµecçóes Cerals de llnanças (ICl) e da Adnlnlstraçáo do !errltórlo (ICA!) e ao !rlbunal de
Contas (!C), "µara µrocederen à lnvestlqaçáo dos nesnos".
Sequndo a nota, a conlssáo de lnquérlto, conµosta µor tres jurlstas, un deles ex-lnsµector da
ICA!, lol noneada no llnal de Abrll últlno µara "lnvestlqar lndiclos de lrreqularldades relatlvas ao
nandato da Cuu de 1998 a 2001 e aµurar os valores exactos dos conµronlssos da Cânara
Munlclµal en 31 de uezenbro de 2001", tendo aµresentado o seu relatórlo en uovenbro.
0s lactos aµurados aµontan, de acordo con a nota da autarqula, alqunas "lrreqularldades qraves",
noneadanente a exlstencla de desµesas sen justlllcaçáo leqal no valor de 28 nll contos (1«0 nll
euros), qastos en "naterlals e dlnhelro entreque lndevldanente a µartlculares e utlllzado nultas
vezes na construçáo de barracas ou casas lleqals".
"lol tanbén verlllcado que exlstlan µor conclulr nals de 300 µrocessos de contra-ordenaçáo",
reµresentando os que já tlnhan caducado una µerda de recelta da orden dos 3300 contos
(27.300 euros).
A nota acrescenta que, de acordo con o lnquérlto, os conµronlssos "reals" da Cânara no llnal de
2001 lncluian µerto de un nllháo de contos de caµltal en divlda à banca, nals de 1,1 nllhóes de
contos de conµronlssos assunldos con enµreltadas, µerto de 170 nll contos de divldas µor
lorneclnento de outras desµesas correntes, exlstlndo un saldo neqatlvo de cerca de 2,2 nllhóes
de contos (11 nllhóes de euros).
"!odos os lactos aqul relerldos e nultos outros que lndlclan lrreqularldades qraves, estáo
devldanente docunentados nos clnco volunes que aconµanhan o relatórlo", acrescenta a nota.
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0 HILIIANIf
ALVAk0 SANI0S SILVA
°AfÇA0 S0fIALISIA" 0fVf fhf0Ak
A I000S 0S HILIIANIfS
PkfffkfNfIAS
lolitlco naclonal
1orge Sampaio e Hário Soares
lolitlco estranqelro
willy 8randt e 0lof Palme
Aconteclnento naclonal
25 de Abril
Aconteclnento lnternaclonal
0ueda do Huro de 8erlim
Llvro
°Hensagem"
Autor
fernando Pessoa
lllne
°0 Senhor dos Anéis"
Múslco
fausto
°0efendo intransigentemente a
obrigatoriedade de todos os
militantes assinarem o nosso
jornal, o 'Acção Socialista'",
afirma o camarada Alvaro Santos
Silva. fom ideias muito claras
sobre a vida do partido e a actual
situação política, este militante da
Secção de fascais aposta
fortemente na formação dos
nossos sindicalistas e autarcas,
afirma-se contente com a liderança
de ferro kodrigues e com o modo
como o PS está a fazer oposição e
não poupa críticas ao actual
0overno, que °já mostrou a sua
incompetência a toda a prova".
A senelhança do que aconteceu no últlno
Conqresso do µartldo, Alvaro Santos Sllva
delende que tanbén en Cascals é
necessárla "una renovaçáo, con novos
rostos e ldelas".
kelnscrlto no lS en 1986, deµols de una
µassaqen µela uLuS, este canarada,
"leltor assiduo do 'Acçáo Soclallsta'",
delende a obrlqatorledade de todos os
nllltantes asslnaren o nosso jornal, ben
cono a reallzaçáo de cursos de lornaçáo
µara os nossos autarcas e slndlcallstas,
µronovldos µelas lundaçóes Antero de
0uental e José lontana. "0 lS náo devla
lnclulr nas suas llstas candldatos que náo
µassassen µelos cursos de lornaçáo",
sustenta.
lor outro lado, dlz estar contente con a
lorna cono o lS está a lazer oµoslçáo,
que consldera "a nals adequada, sen lr a
reboque de una certa esquerda ou do que
µretende a dlrelta", e arrasa o actual
Coverno, que classlllca de "µésslno,
lndlscrltivel, revelando una
lnconµetencla a toda a µrova".
Lnqenhelro e enµresárlo na área das
teleconunlcaçóes, Alvaro Santos Sllva
náo ten dúvldas en allrnar que o Códlqo
do !rabalho "é lnaceltável" e náo
contrlbul µara o aunento da
conµetltlvldade, "conlorne a dlrelta anda
a aµreqoar", µorque, exµllca, este
µroblena da nossa econonla ten a ver
lundanentalnente "con a balxa
quallllcaçáo da nalorla dos nossos
enµresárlos, lncaµazes de lnµlenentar
boas µrátlcas de qestáo, aµostando na
lnovaçáo e na lornaçáo".
Allrnando-se "µrolundanente µreocu-
µado" con a actual sltuaçáo µolitlca, este
canarada alerta que "há o µerlqo de se
estar a translornar a denocracla en
denaqoqla, con o deslocanento das
questóes µolitlcas µara a Conunlcaçáo
Soclal".
honen de convlcçóes e acçáo, Alvaro
Santos Sllva recorda cono una
"exµerlencla nulto enrlquecedora a várlos
nivels" a sua µassaqen µelo nundo
slndlcal, nos llnals da década de 70, cono
nenbro das dlrecçóes dos slndlcatos das
!eleconunlcaçóes e dos Caµltáes, 0llclals-
lllotos e kadlotécnlcos da Marlnha
Mercante. "Aµrendl nulto, tanto do µonto
de vlsta µolitlco cono das relaçóes
lnterlaborals e µessoals", allrna.
uesde senµre un aµalxonado µela naqla
da rádlo, este canarada esteve nos anos
80 llqado ao novlnento das rádlos locals.
Menbro da dlrecçáo da Assoclaçáo
lortuquesa de kadlodllusáo, está
actualnente "µrolundanente enµenhado"
na coordenaçáo de un µrojecto-µlloto de
rádlos "on-llne".
homem de esquerda
e militante de base
Alvaro Santos Sllva, que se dellne cono
"un honen de esquerda e nllltante de
base", está µartlcularnente contente con
a llderança de lerro kodrlques. "L o
nelhor secretárlo-qeral", allrna,
acrescentando: "!enos de estar todos
unldos a aµolar o lerro. Cheqou a hora
do lS se assunlr, sen qualquer conµlexo,
cono µartldo de esquerda, que náo
abdlca das suas convlcçóes e µrlnciµlos".
uo últlno Conqresso, adlanta, "vl nulta
qente que estava alastada e que voltou ao
Conqresso µara dlscutlr ldelas".
uelensor de una "renovaçáo de µessoas"
no µartldo, náo µouµa eloqlos às
alteraçóes estatutárlas e da declaraçáo de
µrlnciµlos, subllnhando que Auqusto
Santos Sllva "lez una boa sintese,
consequlndo reµroduzlr no docunento
llnal as várlas tendenclas no lnterlor do
µartldo".
Sobre a últlna µassaqen do lS µelo
Coverno, o nllltante desta senana do
"Acçáo Soclallsta" laz un balanço
qlobalnente "µosltlvo", destacando,
noneadanente, a aµosta que lol lelta na
área soclal, na delesa dos dlreltos dos
cldadáos, na "excelente" µresldencla
µortuquesa da uL, e na delesa do
anblente. lor outro lado, consldera cono
nenos µosltlvo "a lalta de coraqen µara
tonar nedldas contra certos lnteresses
lnstalados e un certo naveqar à vlsta que
narcou o sequndo nandato, con ausencla
de una estratéqlca".
1. f. fASIfL0 8kANf0
14
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fuk0PA
ALAk0AHfNI0 A 0f2 N0V0S PAÍSfS
uNIA0 I0HA A 0ffISA0
HAIS Akk01A0A 0A SuA hISI0kIA
A0kIfuLIukA 0fSN0kIfIA
00VfkN0 P0kIu0ufS
"0 Coverno µortuques conµortou-se de lorna "desnorteada" na Clnelra de Coµenhaqa. Coneçou
µor aneaçar con o veto ao alarqanento. ueµols exlqlu contraµartldas de quotas µara a aqrlcultura.
L no lln llcou satlslelto µor o Conselho reqlstar que o lais ten un µroblena esµecillco. ua
realldade uuráo 8arroso náo consequlu rlqorosanente nada", allrna de nodo µerenµtórlo o
eurodeµutado Antónlo Canµos, nenbro da Conlssáo de Aqrlcultura do larlanento Luroµeu.
A hlstórlca clnelra de Coµenhaqa, reqlstou un eµlsódlo µrotaqonlzado µelo Coverno µortuques,
que várlos resµonsávels µolitlcos conslderan desµroµosltado, µor ter desvlado as atençóes do
hlstórlco alarqanento µara as exlqenclas aqricolas. Con elelto, o secretárlo-qeral do lS, lerro
kodrlques, consldera que a estratéqla sequlda µela Coverno estava destlnada a lracassar, cono
llcou µatente na atltude de rejelçáo das µretensóes µortuquesas que várlos resµonsávels
conunltárlos tlveran, deslqnadanente o secretárlo de Lstados dos Assuntos Luroµeus
dlnanarques, 8ertel haarder e o conlssárlo resµonsável µela aqrlcultura lranz llschler.
"0 Coverno colocou-se nuna µoslçáo rldicula, µorque esteve a µedlr aunento de quotas µara
µroduçóes que nunca atlnqlran sequer os actuals llnltes, con exceµçáo do lelte", allrna Antónlo
Canµos.
0 eurodeµutado consldera "qrave" a µoslçáo do Coverno, "µorque é una tentatlva de enqanar os
aqrlcultores µortuqueses. ua sua oµlnláo, a únlca atltude dlqna do Coverno serla bater-se µela
relorna da lAC do conlssárlo llshler e delxar de estar ao lado da lrança en delesa do actual
·InIu· juc, "que é crlnlnoso µara a nossa aqrlcultura".
INIfkNAfI0NAL S0fIALISIA
0ISfuIf AkIIfuLAÇA0 f0H 0 PSf
A Clnelra de Coµenhaqa llcará na hlstórla da
unláo Luroµela cono una das nals arrojadas,
µor ter tonado a declsáo de lnclulr de una só
vez dez novos Lstados-nenbros en 1 de Malo
de 200«. "un qrande qesto hlstórlco", cono
allrna o µresldente da deleqaçáo soclallsta
µortuquesa no lL, Carlos Laqe. 0s objectlvos
de µaz, establlldade e µroqresso alarqan-se
assln até às lrontelras da kússla, lnµortando
aqora que o aµrolundanento µossa µrossequlr
e que a unláo Luroµela náo se llque aµenas
µor un enorne nercado con cerca de «33
nllhóes de habltantes, o tercelro nalor do
nundo a sequlr à Chlna e à Índla.
0s µróxlnos dez Lstados-nenbros sáo a
lolónla, hunqrla, Lstónla, Letónla, Lltuânla,
keµúbllca Checa, Lslováqula, Lslovénla, Malta
e Chlµre (nesno que en relaçáo a este µais
náo tenha sldo µossivel encontrar una
soluçáo µara a dlvlsáo que exlste entre as
conunldades qreqa e turca da llha). 0s
nalores alarqanentos electuados µela unláo
Luroµela loran en 1973 con a Crá-8retanha,
Irlanda e ulnanarca e deµols en 1993, con a
Suécla, llnlândla e Austrla. Con o qulnto
alarqanento da unláo Luroµela sáo nals 76
nllhóes de habltantes e, µelo nenos, nals
sels novas linquas.
Multo nudará na nova unláo Luroµela que, en
relatlvanente µouco tenµo desde a queda do
nuro de 8erlln, consequlu vlrar dellnltlvanente
una µáqlna da hlstórla da Luroµa narcada µor
µrolundas dlvlsóes ldeolóqlcas. A exenµlo do
que aconteceu con lortuqal e a Lsµanha en
1986, a unláo soube atralr µara sl un conjunto
de µaises cujo µassado recente lol narcado µor
dltaduras µolitlcas, ajudando-os a consolldar a
denocracla e abertura ao nundo. "Lste
alarqanento val aunentar extraordlnarlanente
a dlversldade e heteroqeneldade µolitlca,
hlstórlca, llnquistlca e cultural e econónlca da
Luroµa", allrna Carlos Laqe. 0 eurodeµutado,
no entanto, consldera que a qestáo desta
dlversldade náo lnµllcará una atltude dllerente
da unláo en relaçáo ao seu nodo de vlver en
conjunto.
uo selo da unláo Luroµela haverá una
reconµoslçáo das allanças, aµesar da tonada
de declsóes µor unanlnldade estar destlnada
a desaµarecer. A Clnelra de Coµenhaqa deu
já un bon exenµlo, con a lolónla a llderar
una allança con a hunqrla, keµúbllca Checa
e Lslovénla µara obteren nals verbas µara
llnanclar o alarqanento aos uez,
consequlndo-o con exlto, aµesar de antes os
Lstados-nenbros teren nanllestado a sua
lntranslqencla en náo ultraµassar os «0.«00
nllhóes de euros µara aquele lln.
Próximas adesões
A !urqula deu tudo µara delxar de ser a eterna
candldata a candldata às neqoclaçóes. ledlu
a lnlluencla dos Lstados unldos e até
aneaçou aderlr à uAl!A (acordo de conérclo
llvre entre os Lstados unldos, Canadá e
Méxlco). L consequlu, nesno que náo tenha
sldo a tal "data aµroµrlada µor volta de 2003",
cono µedlu o luturo µrlnelro-nlnlstro turco
keclµ Lrdoqan, lider do All. A questáo é
que, aµós «0 anos a bater à µorta da unláo,
e deµols de as elelçóes teren sldo qanhas
µor un µartldo de ralz lslanlsta, o All, a
!urqula consequlu llnalnente una data µara
o lniclo das neqoclaçóes, en uezenbro de
200«. "A lnteqraçáo da !urqula é un dado
lrreversivel e un lacto lnµortante µara a
conceµçáo da qrande Luroµa", allrna Carlos
Laqe. Mas tudo val deµender alnda da
caµacldade da !urqula µara evolulr no sentldo
do cunµrlnento aceltável dos crltérlos de
Coµenhaqa, lsto é, do resµelto µelo Lstado
de ulrelto e µela denocracla, µelos ulreltos
hunanos e µel as nl norl as, da
lnµlenentaçáo de una econonla de
nercado sujelta às reqras de concorrencla e
da caµacldade µara asslnllar o acervo
conunl tárl o en ternos j uri dl cos e
adnlnlstratlvos.
0uanto à konénla e à 8ulqárla deveráo aderlr
en 2007.
P.P.
A Internaclonal Soclallsta reallza no dla 17 de
Janelro, en llorença, una reunláo dos
reµresentantes soclallstas na Convençáo sobre
o luturo da Luroµa. uo dla sequlnte haverá
una reunláo do ]:c·/u/u¤ da Internaclonal
Soclallsta, con a µresença de Antónlo Cuterres.
Lntre os tenas da aqenda está a artlculaçáo
entre o lSL e a IS.
uos dlas 20 e 21, en kona, reunlrá o Conselho
da Internaclonal Soclallsta, en que o
secretárlo-qeral do lS, lerro kodrlques, usará
da µalavra. 0s tenas en aqenda sáo o
sequlnento da Clnelra de Joanesburqo sobre
o desenvolvlnento sustentável e a qovernaçáo
qlobal.
ueste conselho, o vlce-µresldente da IS, llero
lasslno, tonará µosse cono coordenador do
qruµo de trabalho µara a relorna da
Internaclonal Soclallsta.
19 de Dezembro de 2002
15
fuk0PA
A0uA f SANfAHfNI0
00VfkN0 f0HPk0HfIf HILh0fS
00 fuN00 0f f0fSA0
IfkffIk0 PILAk
PAkLAHfNI0 fuk0Pfu H0SIkA
INSAIISfAÇA0 A0 f0NSfLh0
0 larlanento Luroµeu decldlu, µor lnlclatlva do eurodeµutado soclallsta Sérqlo Sousa llnto, nostrar a
sua "µrolunda lnsatlslaçáo" ao Conselho µor estar a bloquear as µroµostas no ânblto do !ercelro lllar,
deslqnadanente o µacote de nedldas µara conbate ao terrorlsno. Lsta µoslçáo lol assunlda nuna
declaraçáo de voto a µroµóslto de un relatórlo do eurodeµutado sobre una lnlclatlva da µresldencla
dlnanarquesa, que µretendla crlar un slstena de troca de lnlornaçóes relatlva à µerda de dlreltos.
Sérqlo Sousa llnto, nenbro da Conlssáo das Llberdades lúbllcas, conslderou ser dever do larlanento
Luroµeu "denunclar a cortlna de luno, lelta de una aµarente hlµeractlvldade leqlslatlva, que
contrlbul µara dlslarçar a letarqla da unláo nun doninlo vltal - sobretudo deµols do 11 de Setenbro
- da lncaµacldade µolitlca do Conselho e dos Lstados-nenbros, µara lazer vlqorar una só nedlda
relevante, orlunda da Conlssáo e µrevlsta no seu µlano de lnlclatlvas".
"Choven µroµostas selvaqens, lsto é, que náo lazen µarte de nenhun µlano nen entravan no
·cc:cÞcn:u da Conlssáo. lroµostas arbltrárlas, nlnúsculas, lncoerentes, µor vezes dltadas µela
aqenda µolitlca naclonal que translornan o tercelro µllar nun unlverso en exµansáo continua,
caótlca, en todas as dlrecçóes, un novelo burocrátlco sen µontas", allrna o eurodeµutado,
subllnhando a necessldade de µôr cobro a una sltuaçáo que atlnqe loros de escândalo no doninlo
en que está sedlado o conbate à crlnlnalldade transnaclonal.
0efender fstados de pequena dimensão
0 eurodeµutado soclallsta Luis Marlnho assunlu una atltude critlca en relaçáo ao relatórlo 8ourlanqes,
sobre a tlµoloqla dos actos e a hlerarqula das nornas na unláo Luroµela, µor, µartlcularnente no
qulnto µaráqralo, sequndo travessáo, "sobressalr una desconllança larvar µara con os Lstados de
nédla e µequena dlnensáo".
Manllestando a sua "dlstâncla" en relaçáo à aµrovaçáo do relatórlo, o eurodeµutado soclallsta
nanllestou-se contra a lnµoslçáo de soluçóes constltuclonals acabadas, que, neste caso, sáo
µenallzadoras µara os Lstados-nenbros que náo concordan.
0 relatórlo, que acabou µor ser chunbado µelo µlenárlo, µroµunha una nova classlllcaçáo dos actos
conunltárlos µor lunçáo: constltuclonal, leqlslatlva e requlanentar.
hfLfNA I0kkfS HAk0ufS
IukISH0 NA fuk0PA PkffISA
0f AP0I0S fXffPfI0NAIS
0 turlsno euroµeu µreclsa de una dlnanlzaçáo caµaz de contrarlar os slnals neqatlvos µara a
actlvldade, devendo a unláo Luroµela utlllzar todos os lnstrunentos de que dlsµóe µara o
consequlr, delendeu a eurodeµutada helena !orres Marques no "lórun Luroµeu do !urlsno
2002", que se reallzou en 8ruxelas.
lara reanlnar a actlvldade, a eurodeµutada conslderou lundanental que seja µronovlda a
qualldade e a sequrança dos destlnos turistlcos euroµeus, dlnanlzados os lnvestlnentos e a
crlaçáo de enµreqos no sector e a adoµçáo de nedldas exceµclonals de aµolo às conµanhlas
áreas.
"Lste lnµortante sector ten vlndo a sentlr un decrésclno nos últlnos anos, nulto µor culµa do
abrandanento das µrlnclµals econonlas nundlals e da aneaça do terrorlsno. A unláo Luroµela
náo µode llcar à esµera que a recessáo µasse ou que delxen de suceder actos terrorlstas e
catástroles anblentals", subllnhou.
HAkIA fAkkILh0 1uNIA
0IPL0HAIAS 0A ÍN0IA f 00 PA0uISIA0
lela µrlnelra vez, os enbalxadores da Índla e do laqulstáo junto da unláo Luroµela tlveran un
encontro µara dlscutlr assuntos de lnteresse conun. Lsta lnlclatlva lnédlta lol da eurodeµutada
Marla Carrllho, µresldente da deleqaçáo do larlanento Luroµeu µara as kelaçóes con os laises
da Asla do Sul.
A eurodeµutada conslderou que o encontro teve cono objectlvo "dar oµortunldade a que as duas
µersonalldades se sentassen à nesna nesa e debatessen os µrlnclµals tenas reqlonals de
lnteresse conun".
uo llnal do encontro, que decorreu en 8ruxelas, o enbalxador lndlano saudou a µresença do seu
honóloqo µaqulstanes, conslderando-o "extrenanente útll e oµortuno".
"Serla un escândalo se o lais µerdesse
centenas de nllhóes de euros, só µorque o
Coverno está a ser laxlsta na qestáo do lundo
de Coesáo", deslqnadanente da verba
conslqnada µara este ano µara µrojectos de
áqua e saneanento en todo o lais, acusa o
eurodeµutado soclallsta laulo Casaca, nenbro
da Conlssáo do Controlo 0rçanental do
larlanento Luroµeu.
Sáo entre 130 a 170 nllhóes de euros que
lortuqal se arrlsca a µerder, µondo assln en
causa os lnvestlnentos µrevlstos no llano
Lstratéqlco de Abasteclnento de Aqua e de
Saneanento de Aquas keslduals.
ua orlqen deste µroblena está a denora en o
Coverno resµonder a un µrocesso de lnlracçáo
contra o nosso µais levantado en 22 de
0utubro, nas que alnda náo teve resµosta,
aµesar do µrazo exµlrar no µróxlno dla 21 de
uezenbro. Lste µrocesso lol levantado µor
aleqado lncunµrlnento da dlrectlva sobre
nercados µúbllcos de servlços, o que obrlqava
o Coverno a tentar resolver este conlllto juridlco
junto da Conlssáo Luroµela raµldanente µara
náo conµroneter os µrojectos en curso.
Sequndo laulo Casaca, a resoluçáo do µroblena
ten sldo tanbén dlllcultada µelo lacto de, en
8ruxelas, o nlnlstro das Cldades, Isaltlno de
Morals e a nlnlstra das llnanças, Manuela
lerrelra Lelte, náo se consequlren entender
en relaçáo ao que ten de ser lelto. "0 Coverno
ten de trabalhar en conjunto e náo estar cada
nlnlstro a dlzer colsas conµletanente
dllerentes", allrna.
0s µrojectos en causa sáo de lnµortâncla
estratéqlca µara o µais, já que µretende atlnqlr
até 2006 o objectlvo de abastecer con áqua
µotável 93 µor cento dos µortuqueses e dotar
de saneanento báslco 90 µor cento da
µoµulaçáo. lara este ano aquardavan-se
candldaturas µara nals nove slstenas
nunlclµals no Alqarve, que desta lorna µoderáo
estar conµronetldos.
0 eurodeµutado soclallsta lnterroqou a
Conlssáo Luroµela, tentando náo só obter
esclareclnentos, nas tanbén denove-la de
tonar alquna declsáo que venha a revelar-se
lnjustanente µenallzadora µara o lais. "Acha
a Conlssáo Luroµela, justo, razoável e
µroµorclonal µenallzar un Lstado-nenbro
benellclárlo do lundo de Coesáo en centenas
de nllhóes de euros µor dúvldas relatlvas a
µrocedlnentos que exlsten há quase una
década sen contestaçáo, quando vlolaçóes
llaqrantes, assunldas e reµetldas do dlrelto
conunltárlo µor µarte de outros Lstados-
nenbros náo solren qualquer µenallzaçáo
desde que náo sejan µratlcadas en acçóes que
envolvan lundos conunltárlos:", lnterroqa o
eurodeµutado.
Senµre nuna tentatlva de evltar que o µais
seja µrejudlcado, laulo Casaca lnsta a Conlssáo
a dar un µarecer sobre o luturo, nas sen µôr
"en causa o llnanclanento do que lol lelto, de
boa lé, no µassado, lazendo una nova leltura
dos lactos e adoµtando una nova doutrlna, já
que se está µerante una sltuaçáo lnédlta".
P.P.
16
19 de Dezembro de 2002
Costuno dlzer aos que encaran con un sorrlso
nos láblos a relevâncla do larlanento Luroµeu,
náo acredltan na sua lnlluencla µolitlca e náo
esconden o seu desµrezo µela µouca ou
nenhuna slqnlllcâncla do trabalho dos seus
deµutados, que tal vlsáo náo µassa de una
qrosselra deturµaçáo da realldade, unas vezes
justlllcada µela lqnorâncla, outras µelo desµelto
e, vá lá, nultas vezes µela dlstâncla.
Verdade seja que este estado de esµirlto abranda
quando se aµroxlnan as elelçóes µara o
larlanento Luroµeu, onde o dlscurso
µolltlcanente correcto, nesno dos seus
detractores, é exaltar a lnlluencla e lnµortâncla
de una "µresença na Luroµa", seja µara a
delender, seja µara a denollr.
Lsta llnha de raclocinlo levar-ne-la ben lonqe
nas, µor hoje, llco-ne µor aqul.
A verdade é que o larlanento Luroµeu ten sldo,
nas suas qrandes µoslçóes de lundo, un
]cuc:c·c nI/nuc /¤·I/Iuc/c¤nI uc Pc:Iu¸nI. uáo
µela lnµortâncla nunérlca dos nossos
deµutados, nas µorque senµre naterlallzou nas
suas votaçóes, valores constltutlvos essenclals
da construçáo euroµela que loran e senµre
seráo, µedras basllares da lnteqraçáo equlllbrada
de un µais cono o nosso.
0s exenµlos náo laltan. Mas, µara que o
esqueclnento náo trlunle sobre a nenórla,
senµre reallrno juc ¤u¤cn, en nenhuna
clrcunstâncla, o larlanento Luroµeu allenou o
valor da solldarledade e da coesáo en lavor dos
µaises nals µobres. 0 que náo é o caso de outras
lnstltulçóes cono a Conlssáo ou o Conselho µor
onde, clcllcanente, µassan correntes llberals e
econonlclstas que náo desdenharlan delxar os
µaises nals µobres à sua sorte.
Alnda há ben µoucos anos, na relreqa µreµaratórla das µersµectlvas llnancelras dellnldas no
Conselho Luroµeu de 8erlln, o larlanento Luroµeu lol lnllexivel nos seus relatórlos de lundo no
n]c/c J ·cI/un:/cunuc c ccc·Jc, votando senµre a lavor da µolitlca estrutural e da nanutençáo da
duµllcaçáo dos seus lundos, do que Pc:Iu¸nI Þc¤c//c/cu n¤]In¤c¤Ic cono todos saben, nas
lnlellznente, cc¤ c·Ic PS0 ¤c 0cvc:¤c, ]cucc· ·c¤Ic¤!
Isto dlto, en jelto de nenórla, seque cuI:c cxc¤]Ic ben nals recente, ocorrldo esta senana.
uun lnµortante relatórlo do deµutado da dlrelta lrancesa sr. 8ourlanqes, sobre a tlµoloqla dos actos
e hlerarqula das nornas na unláo Luroµela, ao qual náo lalta qualldade e lnµortâncla µara a
slstenatlzaçáo e slnµllllcaçáo do slstena juridlco e do µrocesso de declsáo conunltárlo resvalou-se,
talvez µela lnércla do alá slnµllllcador, µara una uc·junI///cn¡Jc uc· ]n/·c· uc ¤c¤c:c· u/¤c¤·cc·,
totalnente lnsuµortável. ulzla-se no texto que o relator µroµôs, que a lutura ratlllcaçáo dos !ratados
euroµeus deverla ser alterada, ´n //¤ uc cv/In: juc u¤n ]cjuc¤n ¤/¤c:/n uc E·Inuc·-¤c¤Þ:c·, cu
E·Inuc· juc :c]:c·c¤Ic¤ u¤n ]cjuc¤n ¤/¤c:/n un ]c]uIn¡Jc cc¤u¤/IJ:/n - ]c: cxc¤]Ic, ¤c¤c· uc
u¤ jun:Ic uc· E·Inuc·-¤c¤Þ:c· cu E·Inuc· juc :c]:c·c¤Ic¤ ¤c¤c· uc u¤ jun:Ic un ]c]uIn¡Jc
cc¤u¤/IJ:/n - ]c··n c]c:-·c J :nI///cn¡Jc uc /uIu:c 7:nInuc, ·c¤ ]:cJu/2c uc ]cuc:c¤ ·c: ¤c¸cc/nun·
c¤I:c n L¤/Jc c c· E·Inuc· c¤ cnu·n /c:¤n· c·]cc/n/· uc ccc]c:n¡Jc´.
L óbvla a uc·cc¤//n¤¡n In:vn: µara con os Lstados de nédla e µequena dlnensáo, que ne conduzlu
a narcar dlstânclas con este relatórlo. lor várlas e slnµles razóes:
lorque ten sldo as dlverqenclas entre qrandes Lstados, sobre os assuntos nals lnµortantes que
ten lnµedldo os avanços da unláo. KJc ó ]c: /nIIn uc vc¤Inuc uc· ]cjuc¤c· juc n 0:J-B:cIn¤Þn
¤Jc nuc:/u nc Eu:c cu nc c·]n¡c ScÞc¤¸c¤1
Cono tanbén náo é da sua resµonsabllldade a ausencla de Luroµa soclal, a exlquldade do 0rçanento,
a lalta de relorna da lAC, a crlse na µolitlca estrutural ou as llnltaçóes dos lnstrunentos judlclals,
necessárlas à Luroµa da Llberdade, Sequrança e Justlça. uo nesno nodo µara a lalta de vontade
µolitlca na lLSC, que náo µassa de un slnulacro de µolitlca externa, lace à heqenonla anerlcana!
uáo cabe µols, en lunçáo do tananho dos Lstados, lenbrar a crónlca resµosta do lnolvldável
¸c¤un:¤c de Casablanca ´¤n¤uc¤ ]:c¤uc: c· ·u·]c/Ic· uc cc·Iu¤c´!
lorque náo sáo os qullónetros quadrados, as lonqltudes, as latltudes e o lI8 ]c: cn]/In que neden
a µertlnencla euroµela! lor lsso nesno, In¤Þó¤ ¤Jc ]cuc¤ ·c:v/: µara lnµor soluçóes constltuclonals
acabadas, restando a quen náo concorda, llcar no vestibulo, lsto é, n u¤ ]n··c un ]c:In uc ·n/un
Isto, que eu dlsse, aµrovou-o o Cruµo Soclallsta Luroµeu. L en coerencla vcIcu cc¤I:n tal conceµçáo
elltlsta, que lol derrotada µor larqa nalorla na llenárla do larlanento euroµeu.
Mals una vez, aqora en none do µrlnciµlo da lqualdade, o l.L. allou-se a quen devla e deu o slnal
à Convençáo, a Clscard e aos qrandes Lstados-nenbros que só há luqar, no luturo cono até aqul,
µara u¤n Eu:c]n uc /¸un/·!
08SfSSA0 HAI0kIIAkIA
LuÍS HAkINh0
0 f0NI0 0f NAIAL 0f 0IfkfNS f 0ukA0 8Akk0S0
!udo aµonta µara que o µrlnelro-nlnlstro,
uuráo 8arroso, venha ser assonbrado con o
lantasna do uatal µassado, con as µronessas
lornuladas e náo concretlzadas, con os
arqunentos estaµalúrdlos que nals náo lazen
do que colocar µortuqueses contra µortuqueses
e contra as nedldas lnjustas lnµlenentadas
µelo Coverno lSu/ll.
uo µlano da lantasla, lellznente que o uatal
alnda é a 23 de uezenbro e o lal uatal, de
acordo con o orçanento dlsµonivel, µrocederá
à dlstrlbulçáo dos µresentes antes da
relntroduçáo das µortaqens na CkLL. 8en
µodla acontecer que una qualquer rena, en
µrotesto contra o µacote laboral ou contra a
lnexlstencla de vlas alternatlvas, se recusasse
a cunµrlr as suas obrlqaçóes. Certanente na
vlsáo do qoverno µortuques, as crlanças
µortuqueses ten sorte de a nossa tradlçáo náo
corresµonder à natrlz esµanhola de olerta de
µresentes nos kels, en Janelro.
Mas, lantaslas à µarte, o lantasna do uatal
µassado ben µodla lazer una vlslta ao µrlnelro-
nlnlstro, uuráo 8arroso, e à catallsadora da
acçáo qovernatlva Manuela lerrelra Lelte. una
vlslta que relntroduzlsse o esµirlto de qovernar
µara as µessoas, en vez da obsessáo en
qovernar µara o déllce e µara 8ruxelas. un
encontro lnedlato que colocasse un µonto llnal
na lóqlca de colocar o lnterlor contra o lltoral,
o uorte contra o Sul, a Madelra contra os
Açores, o contlnente contra as llhas. 0 lSu no
Coverno ten µrlnado µor relntroduzlr una
lóqlca dlvlslonlsta no lais. lol durante os seus qovernos que a lóqlca de rlvalldade lorto/Llsboa
lol nals acentuada. A lóqlca de que os cldadáos do lnterlor náo ten de suµortar os custos da CkLL
e o resto do lais náo ten de contrlbulr µara as dlversas vlas en reqlne de SCu! que estáo a ser
construidas no Interlor, se levada ao extreno, conduz à total µarallsla en natérla de servlço
µúbllco e das lunçóes redlstrlbutlvas do Lstado. un cldadáo que µaqa os seus lnµostos que nunca
andou de avláo, sequndo a lóqlca do Coverno, ten alquna obrlqaçáo de contrlbulr µara a construçáo
de un novo aeroµorto: un cldadáo náo abranqldo µor un dos hosµltals aqora convertldos à
qestáo enµresarlal µrlvada náo ten de contrlbulr µara a reconversáo juridlca que custa nals ao
Lstado do que o Luro 200«. A qrande questáo é que os cldadáos que µaqan lnµostos, contrlbuen
µara a construçáo, µara a utlllzaçáo e µara a nanutençáo, sen que alquén culde de avallar a
qualldade do servlço µrestado. Senáo, vejanos o caso da A8, en que o µaqanento de µortaqen
deverla corresµonder a un servlço de duas lalxas de rodovla no troço entre Loures e 8onbarral,
nas os utentes deµaran-se lrequentenente con condlclonanentos de vlas, µara alén de una
µésslna conceµçáo do traçado e resµectlva construçáo. A µroµorclonalldade entre o custo e o
servlço µrestado é reqularnente quebrado, sen que os cldadáos sejan ressarcldos do
lncunµrlnento das concesslonárlas ou do Lstado.
0 desesµero do cunµrlnento do déllce à custa dos que senµre µaqan, sen tratar con ellcácla da
desµesa, terá un lnµacto neqatlvo na vlda dos que ten de recorrer à CkLL µara aceder aos locals
de trabalho en tenµo útll. uesde loqo µorque un cldadáo que, vlvendo en 0ueluz, µerlaça o troço
0ueluz-0dlvelas desµenderá anualnente cerca de 230 euros, lsto é, µarte substanclal de un
subsidlo nédlo de lérlas ou uatal. un cldadáo que µercorra toda a extensáo da CkLL con un
veiculo de classe 1 terá de suµortar anualnente a quantla de 660 euros. lor outro lado, náo crelo
que exlstan dúvldas sobre quen val recalr o µaqanento dos 1161 euros que un veiculo conerclal
de classe 2 val µassar a µaqar.
lor tudo lsto, µorque a cequelra do déllce e a µressáo de alquns anallstas µolitlcos, lnµedlráo o
Coverno de recuar na relntroduçáo das µortaqens da CkLL, lnµorta desenvolver un eslorço µara
que a éµoca lestlva náo turve o dlrelto à lndlqnaçáo. A lndlqnaçáo lace ao Coverno, nas tanbén
lace ao µresldente da Cânara Munlclµal de Llsboa que, a troco de lentllhas µartldárlas, resolveu
sustentar as µoslçóes do µartldo en µrejuizo da delesa dos lnteresses dos nllhares de cldadáos
que trabalhan ou estudan en Llsboa. 0 dr. uuráo 8arroso, da dra. Manuela lerrelra Lelte e o dr.
Santana Loµes seráo resµonsávels µelas condlçóes de clrculaçáo no IC2 e na Sequnda Clrcular, a
nenos que o lantasna do uatal µassado conslqa laze-los conµreender o alcance econónlco e
soclal da relntroduçáo das µortaqens na CkLL.
ANI0NI0 0ALAH8A
0 fantasma do Natal passado bem
podia fazer uma visita ao
primeiro-ministro, 0urão 8arroso,
e à catalisadora da acção
governativa Hanuela ferreira Leite.
uma visita que reintroduzisse o
espírito de governar para as
pessoas, em vez da obsessão em
governar para o défice e para
8ruxelas.
A verdade é que o Parlamento
furopeu tem sido, nas suas
grandes posições de fundo, um
puJerusu aI1aJu 1¤s111ur1u¤aI Je
Pur1ugaI. Não pela importância
numérica dos nossos deputados,
mas porque sempre materializou
nas suas votações, valores
constitutivos essenciais da
construção europeia que foram e
sempre serão, pedras basilares da
integração equilibrada de um país
como o nosso.
0PINIA0
19 de Dezembro de 2002
17
0PINIA0
1 - Con todo o resµelto µelo Coverno de Anqola e con toda a esµerança que as µersµectlvas de µaz nos
abren µara o luturo do Lstado anqolano, há que anallsar con reallsno o µrotocolo celebrado µelo
Coverno de uuráo 8arroso con o Coverno anqolano. As qrandes lanlarronadas que µassavan µor
denonstrar a exenµlarldade deste acordo, sucede-se alquna estranheza quando venos a realldade
lrla dos núneros e do texto.
Sequndo escreve kudollo kebelo, no lnsusµelto "uu", uuráo µerdoou a Luanda nals de 300 nllhóes de
euros (nals de un terço da divlda) e assunlu o conµronlsso de dlllqenclar o "µerdáo" de cerca de dols
terços da divlda às enµresas µortuquesas (lnclulndo as do sector llnancelro). 0 Coverno llca cono
"llador" µara "enlrentar" una divlda con nals de dols nll nllhóes de euros. L o que se µode tanbén
questlonar é a lorna cono o Coverno µortuques náo aµola devldanente, nen salvaquardará
sullclentenente a µoslçáo lutura das enµresas µortuquesas, neste quadro.
2 - 0 Coverno uuráo/lerrelra Lelte laz o µossivel, de lorna quase desesµerada, se náo µara cunµrlr o
déllce orçanental de 2,8 µor cento, µelo nenos µara llcar abalxo dos 3 µor cento do lI8. A venda de
µatrlnónlo edlllcado e eventualnente de dlversas redes (cono a da l!) lnteqran essa estratéqla que
vlsa conµensar una quebra de receltas llscals (essenclalnente de IkS, IkC e IVA), da orden do nllhar
de nllhóes de euros.
Ln qualquer caso, nesno que o Coverno consequlsse "sequrar" o déllce do Sector lúbllco Adnlnlstratlvo
en 2,8v do lroduto Interno 8ruto ou, µelo nenos abalxo de 3 µor cento, entende-se que náo houve
nenhun eslorço estrutural no bon sentldo, da alteraçáo da estrutura das desµesas o que, no ânblto
da Conlssáo Luroµela e dos seus servlços, já coneça a ser crltlcado. Llectlvanente, náo ten este
Coverno aµresentado nenhun µrojecto sérlo de reestruturaçáo da Adnlnlstraçáo lúbllca (o que é
lndlsµensável µara o nelhor controlo da desµesa corrente), tendo aµenas µronovldo a lusáo e a
extlnçáo lndlscrlnlnada de orqanlsnos µúbllcos, ben cono o desµedlnento dos trabalhadores da
lunçáo µúbllca que a lsso estáo exµostos, µelo tlµo de relaçáo laboral a que estáo ou estavan sujeltos.
As nedldas llnancelras que este Coverno aµllca sáo una "nanta de retalhos" sen un sentldo ou una
lóqlca unlllcadora. lol nesse enquadranento que se lnserlu a venda de µatrlnónlo edlllcado, nal
µreµarada e nal orqanlzada µelo actual Coverno.
L neste contexto que se lnteqra o conqelanento
de lnvestlnentos e o adlanento de desµesas que
teráo nesno de ser leltas, alqunas das quals o
Mlnlstérlo das llnanças estará a µrocurar adlar
µara 2003, esquecendo aµarentenente as nals
elenentares reqras da contabllldade naclonal.
3 - 0 que se µassa con o lroqrana µortuques de
Lstabllldade e Cresclnento: As alteraçóes das
reqras decldldas no contexto da unláo Luroµela e
da zona euro lorçan os dllerentes qovernos a
aµresentar novos µroqranas. A nlnlstra Manuela
lerrelra Lelte, antes de µroqranar a sua vlnda à
Assenblela da keµúbllca, µara dlscutlr a sua
µroµosta, anuncla un debate con os deµutados
do lSu sobre o nesno assunto. Lntretanto, a
Conlssáo de Lcononla e llnanças está a lnslstlr
na µresença da nlnlstra das llnanças no larlanento e na entreqa dos docunentos adequados,
µreµaratórlos de tal debate lnternaclonal, no quadro da unláo Luroµela.
Llectlvanente, se se µretenden zonas de acordo entre os µrlnclµals µartldos µortuqueses, un dos
doninlos essenclals é o da µartlclµaçáo no aµrolundanento da construçáo da unláo Luroµela e no
lunclonanento nals adequado da zona euro. A converqencla en asµectos essenclals do lroqrana
actuallzado de Lstabllldade e Cresclnento serla lnµortante. Mas lsso lnµllcarla o atenµado
conheclnento da µroµosta qovernanental e un debate entre as dllerentes lorças µolitlcas sobre o
conteúdo das nedldas econónlcas e llnancelras ben cono una µroµosta de calendarlzaçáo µreclsa da
reduçáo dos déllces estrutural e orçanental.
fANfAkk0NA0AS
10fL hASSf ffkkfIkA
uHA 0fH0fkAfIA
fH 0ISS0LVfNfIA?
0 lais ten sldo assolado µor una "naré neqra" de casos nos últlnos neses. A una velocldade
estonteante, surqen novas revelaçóes, senµre con contornos µlcantes, envolvendo lrequentenente
llquras µúbllcas ou tenas dranátlcos que, en nultas das sltuaçóes, lançan una susµelta qenerallzada
sobre o lunclonanento das lnstltulçóes e sobre a sua caµacldade de dar resµosta ao que
'verdadelranente' lnµorta aos µortuqueses. !udo senµre con una dose de escândalo à nedlda dos
"µrlne-tlnes" televlslvos, en telejornals de hora e nela (que saudades dos notlclárlos das 8 às 8.30,
con 23 nlnutos de noticlas e 3 de desµorto no lln!!). !udo é un escândalo, una lnconµetencla das
lnstltulçóes que quando lazen hoje devlan ter lelto onten. !odos sáo susµeltos até µrova en
contrárlo, quando o nornal é exactanente o lnverso.
L este o cllna e é este cllna que exµllca, en µarte, a desconllança que os µortuqueses revelan, nos
estudos de oµlnláo, en relaçáo a todas as lnstltulçóes. L o nals qrave é que entre Assenblela da
keµúbllca, Slndlcatos, latronato, !rlbunals, lorças Arnadas, lartldos, nlnquén se sala. 0s
µortuqueses µura e slnµlesnente delxaran de conllar nas suas lnstltulçóes ou, hlµótese que náo
deve ser desµrezada, nunca conllaran. L este o contexto en que nos novenos. L náo há nada de
µlor µara un lartldo do que aqlr cono se a realldade losse dllerente daquela que exlste.
A µolitlca µartldárla está µor lsso condlclonada µor várlos constranqlnentos, sendo que alquns deles
sáo de sentldo contrárlo.
Ln µrlnelro luqar, a µressáo nedlátlca, µartlcularnente lntensa nun contexto de estranqulanento
llnancelro dos qrandes qruµos de conunlcaçáo soclal, que veen na vlolaçáo de todas as reqras do
que é noticla a únlca lorna de suµerar as suas µróµrlas dlllculdades de tesourarla. A luta desenlreada
µelas audlenclas µernlte, nultas das vezes, tudo. 0 caso da Casa lla está ai µara µrová-lo. 0 que se
µassou nos telejornals da SIC e da !VI, deµols destas estaçóes teren tldo un µaµel declslvo no
desencadear dos aconteclnentos, lol, nuna sequnda lase, chocante - notlclárlos lntelros con
exlblçáo de lllnes e lotoqrallas de µedolllla que só o vouyerlsno nals desµudorado justlllcava e cuja
relevâncla jornalistlca era nanllestanente nula.
Ln sequndo luqar, a necessldade de clnentar un cháo conun de reqras e µrocedlnentos en que
deve assentar o lunclonanento da denocracla e ao nesno tenµo nanter a salutar e necessárla
dlverqencla de µontos de vlsta e de oµçóes entre os µartldos. Lste objectlvo é tanto nals dllicll
quanto a µróµrla lnstltuclonallzaçáo da denocracla µortuquesa é un µrocesso alnda lerldo de
enornes lraqllldades e, slnultaneanente, a delesa da dlversldade de oµçóes lnµllca una neqoclaçáo
constante de equllibrlos entre as µartes que, lrequentenente, coloca en causa os µrlnciµlos basllares
do slstena. A este nivel, a nalorla µarlanentar, ao sobreµor a sua vontade e necessldades
contlnqenclals às reqras de lunclonanento da Assenblela da keµúbllca, ten µrestado un µésslno
servlço à vlda denocrátlca.
Ln tercelro luqar, nuna tendencla que náo é nova, en lortuqal há un alastanento das elltes e de
sectores dlnânlcos da socledade en relaçáo à vlda µartldárla. Lste desencastranento é tanto nals
qrave quanto as elltes µortuquesas sáo já de sl escassas e µouco autónonas, noneadanente µor
relaçáo ao Lstado, e a socledade µortuquesa nulto µouco dlnânlca. A obsessáo naclonal con os
lndeµendentes é un slnal desse nesno
desenralzanento dos µartldos, que tentan
resolver µela "µorta do cavalo" un µroblena
estrutural de desllqanento da socledade. 0s
novos estatutos do lS reµresentan, allás, a este
µroµóslto, una tentatlva de lnversáo da lorna
cono se enlrentou tradlclonalnente este
µroblena, ao substltulr soluçóes lulanlzadas e
contlnqentes µor una abordaqen orqânlca e
estrutural. uo entanto, há tanbén que dlqnlllcar
a µróµrla actlvldade µolitlca, deslqnadanente
dlqnlllcando o µaµel da vlda µarlanentar e
assunlndo a necessldade de valorlzaçáo
renuneratórla da classe µolitlca con lunçóes
executlvas.
Ln quarto luqar, en lortuqal, do conjunto das
lnstltulçóes a oµerar no esµaço µúbllco, os
lartldos sáo, µrovavelnente, a nals nova. Lsta
juventude do slstena µartldárlo é, naturalnente, causa da sua lraqllldade e lnµllca que todos
dedlquenos µartlcular atençáo à sua delesa. 0 reµensar do llnanclanento µartldárlo é una
necessldade lnµerlosa, entre outras razóes µara que os µartldos tenhan necanlsnos de delesa
adequados lace a µossivels acusaçóes que vlsen a desestruturaçáo do slstena. 0 descalabro
surµreendente e ráµldo da denocracla ltallana, na µrlnelra netade dos anos 90, é un exenµlo que
devenos ter senµre µresente.
Lste conjunto de constranqlnentos serve µara crlar una atnoslera de desconllança en relaçáo ao
slstena µolitlco e aos µartldos en µartlcular que a nlnquén aµrovelta. Se a estes sonarnos o cllna de
recessáo econónlca e os µroblenas soclals que dai resultan, tenos o caldo cultural µroµiclo ao
µoµullsno e à dlssolvencla da denocracla. L bon que tenhanos lsto µresente e é bon que o conjunto
dos µartldos aja en conlornldade. uelendendo e nodernlzando as reqras de lunclonanento da
denocracla e, essenclalnente, náo µronovendo 'casos' aµenas en none de necessldades nonentâneas
e da aqenda nedlátlca. A denocracla é alqo de denaslado sérlo e lráqll µara que a utlllzenos
lnstrunentalnente e a sua delesa µreclsa de una actuaçáo µreventlva. Antes que seja tarde.
l.S. - 0 ur. uuráo 8arroso náo conseque, aµós todos estes anos, µerder os seus tlques naoistas. As
suas declaraçóes no µassado donlnqo, dlzendo que en 2006, "náo há nlnquén que nos aµanhe",
µara alén de reµresentaren una tentatlva nals ou nenos desesµerada de noblllzaçáo das troµas,
sáo nals un exenµlo de un Coverno sen runo, que, en desesµero de causa, aµela a un nundo
radloso, nas daqul a uns anos. Até lá, salve-se quen µuder.
Pf0k0 A0A0 f SILVA
As medidas financeiras que este 0overno aplica são uma "manta de
retalhos" sem um sentido ou uma lógica unificadora.
0 repensar do financiamento partidário é uma necessidade imperiosa,
entre outras razões para que os partidos tenham mecanismos de defesa
adequados face a possíveis acusações que visem a desestruturação do
sistema.
18
19 de Dezembro de 2002
0PINIA0
VISI0 0f 8kuXfLAS
A 0kAN0f ILuSA0
A reacçáo dos anallstas econónlcos às nedldas
anuncladas µelo Coverno, µara conter o déllce
orçanental deste ano en 2,8 µor cento do lI8,
lol verdadelranente surµreendente.
Con elelto, conentadores credenclados e
resµeltados, cuja serledade e bon senso náo
µoden ser µostos en causa, aµressaran-se a
saudar as declsóes da sra. nlnlstra, quallllcando-
as cono un verdadelro "coelho tlrado da cartola"
no nonento justo e adequado.
Lxlsten dlversos viclos de raclocinlo na
quallllcaçáo "aµressada" da bondade da µolitlca
do Coverno.
Ln µrlnelro luqar, o exerciclo de 2002 náo está
encerrado e nlnquén en bon rlqor µode assequrar
que, nesno con as nedldas aqora tonadas, o
déllce venha a ser lnlerlor a 3 µor cento do lI8.
lor un lado, a recelta llscal contlnua no vernelho
e a caµacldade de exµansáo artlllclal das receltas
extraordlnárlas está µratlcanente esqotada.
lor outro lado, é quase certo que a Conlssáo
Luroµela e, noneadanente o Lurostat, náo
aceltaráo alqunas das oµeraçóes llnancelras
aqora lançadas o que obvlanente obrlqará a rever
drastlcanente as contas.
0 Coverno nlnlnlza este rlsco quando anuncla
que alqunas oµeraçóes de aqora sáo senelhantes
ao lelláo das redes de telelones nóvels de tercelra
qeraçáo. Só que náo é exactanente assln e, de
qualquer nodo, já nessa altura as colsas náo loran
lácels.
Ln 2000, aquela oµeraçáo llnancelra lol usada
µela qeneralldade das µaises da uL, lnclulndo
naturalnente lortuqal (que nen sequer abusou),
nas conµronetendo, sobretudo, os µaises nals
rlcos da unláo Luroµela. lor lsso acabou µor ser
acelte.
hoje a sltuaçáo é conµletanente dllerente e a
recelta µrovenlente da alteraçáo do contrato de
exµloraçáo con a 8rlsa, que µernlte a lntroduçáo
das µortaqens na CkLL a µartlr de Janelro de
2003, surqe cono un exµedlente excluslvanente
naclonal µara "conµor" as contas µúbllcas.
L, µols evldente, que "o joqo alnda val a nelo" e
que µoden ter-se enqanado todos os que se
aµressaran a cantar hossanas à sra. nlnlstra
das llnanças.
Cauteloso, cono senµre allás, o sr. qovernador do 8anco de lortuqal contlnua a µôr "áqua na lervura"
e a exµrlnlr alqunas dúvldas sobre o exlto da oµeraçáo-déllce 2002.
Ln sequndo luqar, é evldente que as nedldas extraordlnárlas de ajustanento das contas náo atlnqen
nlnlnanente o essenclal, dado que náo nexen con a trajectórla neqatlva do déllce estrutural, nas
sobretudo µorque adlan µara o ano sequlnte (2003) a necessldade de una converqencla llnancelra
nals lorte, loqo, soclalnente nals µenallzadora.
0 Coverno sabe µerleltanente que, dentro de certos llnltes, a questáo do déllce, no corrente ano, náo
exlste µara a Conlssáo Luroµela, que µor lsso está dlsµonivel µara aceltar un desequllibrlo até aos 3,«
µor cento do lI8.
0 µrocesso dos déllces excesslvos que lol oµortunanente desencadeado só terá consequenclas, cono
resulta claranente das conunlcaçóes da Conlssáo e do Conselho, se a sltuaçáo se contlnuar a aqravar
en 2003. Lste sln é un ano declslvo µara as llnanças lúbllcas µortuquesas.
uáo ten qualquer sentldo, µols, sacrlllcar as contas do µróxlno ano aµenas µara satlslazer os caµrlchos
da sra. nlnlstra e o seu desejo obsesslvo de crlar una lnaqen de "dana de lerro".
ulráo alquns que o cunµrlnento do objectlvo de 2,8 µor cento llxado µelo Coverno, neste ano, se
tornou absolutanente lndlsµensável µara nelhorar as exµectatlvas dos aqentes econónlcos.
Sendo lsso verdade, esse ajustanento só é útll quando obtldo através de nedldas de µolitlca que
aµonten claranente µara a correcçáo estrutural, náo µroduzlndo qualquer elelto se aµenas traduzlr
actos de contabllldade crlatlva que todos ldentlllcan e conhecen.
L óbvlo que a qestáo das exµectatlvas tanbén µassa µelo equllibrlo da lunçáo "alectaçáo de recursos"
só que, no actual quadro da econonla µortuquesa, o que µernlte aunentar µosltlvanente essas
exµectatlvas é a nelhorla da qualldade da desµesa µúbllca e a verlllcaçáo ráµlda da sua ellcácla e
ellclencla, o que náo é nanllestanente o caso.
llnalnente e en tercelro luqar náo µode esquecer-se (lndeµendentenente do µrocesso de contablllzaçáo)
a natureza e o elelto das nedldas tonadas.
0ra o Coverno obtén, se obtlver, o equllibrlo llnancelro através de nedldas que reduzen o lnvestlnento
µrodutlvo (nesno o que é co-llnanclado µela unláo Luroµela) ou se traduzen en delaµldaçáo do
µatrlnónlo lislco ou do conµortanento saudável dos aqentes econónlcos e µrlnclµalnente dos
contrlbulntes.
L o que sucede, sen narqen µara dúvlda, con a venda da rede llxa de teleconunlcaçóes à l! (à qual
se juntou a translerencla do lnóvel das llcoas) e con o lnsóllto µerdáo llscal lançado µelo Coverno do
lSu e do ll.
Lsta últlna oµeraçáo é, allás, verdadelranente esµantosa µols concretlza un retrocesso nulto
µreocuµante, no lortaleclnento de una relaçáo sadla, entre o Lstado e o cldadáo no doninlo da
llscalldade, construida µaclentenente desde neados da década de 90, con o enµenho, dedlcaçáo e
conµetencla do nlnlstro das llnanças da altura, µrol. Sousa lranco.
A cldadanla llscal e o orqulho no seu exerciclo, solreran, con esta nedlda avulsa e destenµerada do
Coverno, un qolµe µrolundo e as suas consequenclas neqatlvas só seráo aµreendldas nulto nals
tarde.
lor tudo lsto, e nulto nals, náo conµreendo alqunas reacçóes de certos conentadores µolitlcos e,
sobretudo, esµanta-ne que o virus do conlornlsno e da "tolerâncla", con a µolitlca llnancelra do
Coverno, esteja a condlclonar e a anenlzar os conentárlos de alquns soclallstas, que loran resµonsávels
das µolitlcas orçanentals de Antónlo Cuterres.
lortuqal µreclsa de una µolitlca orçanental credivel, cono ben lenbrou o 8CL, µelo que é hoje
lnaceltável qualquer tolerâncla con nanobras orçanentals de µura llcçáo.
HANufL 00S SANI0S
f evidente que as medidas extraordinárias de ajustamento das contas não
atingem minimamente o essencial, dado que não mexem com a trajectória
negativa do défice estrutural, mas sobretudo porque adiam para o ano
seguinte (2003) a necessidade de uma convergência financeira mais forte,
logo, socialmente mais penalizadora.
19 de Dezembro de 2002
19
0 PukISH0 LI8fkAL
) L já un luqar-conun allrnar-se que a econonla µortuquesa µadece de un µroblena de µrodutlvldade
e, en consequencla, de conµetltlvldade. 0s enµresárlos actuan µrlvlleqlando o curto µrazo, náo raras
vezes as tecnoloqlas utlllzadas sáo obsoletas, as orqanlzaçóes ten dellclenclas, o lnvestlnento en lornaçáo
é reduzldo. L, náo bastassen os lnúneros docunentos que sobre lsto se debruçan, o actual nonento de
lraqllldade da econonla do µais olerece a lnelutável µrova da realldade - o velho nodelo de cresclnento
extenslvo sucunblu à alteraçáo da conjuntura lnternaclonal. As divldas en que os aqentes econónlcos
lncorreran µarecen nostrar que náo vlvenos senáo llusorlanente - até na banca se venderan actlvos
(µartlclµaçóes) µara µaqar crédltos junto do exterlor.
0 dlaqnóstlco está lelto à exaustáo. !odavla, a quantldade de estudos e artlqos que lncldan sobre nedldas
a adoµtar é conslderavelnente nenor. kecorde-se a aµoloqla do "exenµlo" lrlandes µubllcado recentenente
en "Lcononla lura" (Aqosto) µor Mlquel lrasqullho, no qual de lorna slnµllsta se laz deµender lndlrecta
e quase excluslvanente os aunentos de µrodutlvldade da dlnlnulçáo do IkC, através do aunento de
Investlnento ulrecto Lstranqelro (IuL). Isto é: dlnlnul-se o IkC, atral-se o IuL e, cono este é o µrlnclµal
lactor de aunento de µrodutlvldade, esta autonatlcanente crescerá.
Lnquanto rano de vanquarda da clencla econónlca, a econonla da lnovaçáo tecnolóqlca valorlza a
conµlexldade dos µrocessos econónlcos e soclals, e assune-se cono una alternatlva à ortodoxla llberal,
que se lunda no lndlvlduallsno netodolóqlco. A assunçáo da ortodoxla é tanto nals µerlqosa quanto se
está en µresença de un tecldo enµresarlal habltuado a aqlr resquardado da concorrencla, con trabalhadores
µouco quallllcados. Lxlste una nloµla de qestáo - dlsto decorrerá que, en larqa nedlda, cabe tanbén ao
Lstado a µronoçáo do lnvestlnento enµresarlal en Investlqaçáo e uesenvolvlnento (I8u), ben cono a
crlaçáo e llnanclanento (µarclal) de lnstltulçóes de /¤Ic:/ncc tecnolóqlco, vocaclonadas µara a adaµtaçáo
e translerencla de conheclnentos clentillcos e tecnolóqlcos µara a econonla. Mas a extlnçáo do Mlnlstérlo
da Clencla e !ecnoloqla e o reqresso que se µersµectlva ao obsoleto nodelo llnear de I8u (que aµenas
atrlbul ao Lstado a lnvestlqaçáo báslca, ou seja, a µroduçáo de conheclnentos clentillcos) lazen suµor un
retrocesso de consequenclas que µoden ser nelastas.
A µroµosta de lrasqullho, ldeoloqlcanente envlesada, lqnora a esµeclllcldade do trajecto hlstórlco da
econonla µortuquesa, e a conµlexldade que µressuµóe a dllusáo de lnovaçóes tecnolóqlcas µela econonla.
Mals: desvalorlza a crlaçáo lnterna de tecnoloqla, daqul resultando leqitlnas dúvldas sobre a sustentabllldade
e os reals beneliclos (e sua dlstrlbulçáo µelos dllerentes sectores da socledade) dos aunentos de µrodutlvldade
assln qerados.
* hoje, o nundo coneça a µerceber que a crlaçáo de un nercado qlobal desrequlanentado, conjuqada
con a nanutençáo de estruturas µolitlcas de ânblto naclonal, lntroduzlu desequllibrlos e desorden na
econonla. ua lnstabllldade o cresclnento é nenor e benellcla os nals µoderosos. un µouco µor todo o
lado a soberanla econónlca naclonal e a µróµrla essencla da denocracla veen-se aneaçadas, µrostrando-
se µerante os lnteresses dos qrandes qruµos. 0 losso entre rlcos e µobres aunenta, µorque a ortodoxla
restrlnqe a µolitlca orçanental e o µoder dos qruµos transnaclonals µrovoca a deqradaçáo da base llscal
e condlclona µara alén do adnlssivel a actuaçáo dos qovernos.
L neste cenárlo de acunulaçáo lnsuµortável de tensóes que uuráo 8arroso revlslta !hatcher. lreclsanente
quando se vlslunbra o µrlnciµlo do lln de un clclo, quando reqressar à denocracla cono condlçáo
necessárla do desenvolvlnento é un lnµeratlvo, lortuqal corre o rlsco de exµerlnentar o canlnho trllhado
µelo kelno unldo dos anos 80, con as consequenclas conhecldas.
Actuando µró-clcllcanente e aqravando a lnjusta dlstrlbulçáo de rendlnento da econonla µortuquesa
(allvlando a trlbutaçáo do caµltal e do rendlnento en deslavor, resµectlvanente, do trabalho e do consuno),
o actual Coverno deµrlne a µrocura lnterna e aunenta o desenµreqo. lronove-se deste nodo a estaqnaçáo
ou balxa dos salárlos reals, que a µrecarlzaçáo dos
vinculos laborals e as neqoclaçóes blanuals ven
µotenclar, lazendo-se deµender a conµetltlvldade
dos balxos custos do lactor trabalho, o que lntroduz
un slnal de náo-desenvolvlnento luturo.
Assln, en suna, se crla un convenlente exérclto de
reserva - els cono conceltos que a ortodoxla votara
à condlçáo de arqueolóqlcos reqanhan a actualldade
que talvez nunca tenhan µerdldo.
un dos µretextos que o Coverno utlllza µara
justlllcar as actuals nedldas é o déllce das nossas
contas externas. Lxlste, µols, una necessldade de
aunentar as exµortaçóes e/ou dlnlnulr as
lnµortaçóes, con a qual todos concordanos.
0corre que o nosso déllce náo é de tlµo conjuntural,
nas estrutural - é, nals una vez, no absoluto lnµeratlvo de aunento da µrodutlvldade que reslde o lulcro.
uáo necessltanos de exµortar nals do nesno, nas acrescentar valor às exµortaçóes. uote-se: náo exlsten
econonlas que exµorten sustentadanente valor, tecnoloqla e qualldade que náo µossuan un nercado
lnterno lorte e exlqente - neste nonento de lnµasse hlstórlco, os eslorços de µolitlca econónlca deven,
já, µotenclar estas slnerqlas, naturalnente sen µrejuizo de nedldas de curto µrazo que dlscrlnlnen
µosltlvanente as exµortaçóes. Mas estas náo µoden justlllcar o lnédlto ataque aos dlreltos dos trabalhadores
que µresenclanos.
+ lreµara-se entáo un µais en que o excluslvo notor de cresclnento sáo as exµortaçóes de reduzldo valor
acrescentado - o beneliclo, substanclando-se na llscalldade, na leqlslaçáo laboral, na excesslva contençáo
salarlal e no desenµreqo, recalrá sobretudo nalqun µequeno caµltal µortuques, que µercebe o trabalhador
e o lnvestlnento en lnovaçáo cono custos, e no caµltal transnaclonal en busca da vantaqen lnedlata,
abalando assln que esta cessa. un µais que enbarca no µurlsno llberal e µrlvatlzará enµresas de sectores-
chave da econonla µortuquesa (lqnorando que nen sequer o nonento é o adequado, µols, cono relerla
Márlo Soares, as enµresas acabaráo µor ser entreques a estranqelros, dada a µresente lraqllldade dos
qruµos µortuqueses). una econonla dlvldlda, con os necanlsnos de translerencla de rlqueza dlnlnuidos,
µerdlda nun losso soclal cada vez nalor.
A quen nos µretende aµroxlnar uuráo: A Luroµa: 0u à Anérlca Latlna:
P0k uHA 0fH0fkAfIA 00S IN0IVÍ0u0S
0 lartldo Soclallsta lortuques senµre reµresentou qualldades lntrinsecas reveladoras dun concelto
suµerlor de uenocracla. Ltlnoloqlcanente, a raiz do terno assenta na qovernaçáo do µovo. Mas esta
conceltuallzaçáo, lsenta de conslderaçóes rellexlvas nals dellnltadoras e concretas, revela-se lnsullclente
µara caracterlzar un reqlne que se µretende verdadelranente abranqente quanto às qarantlas dos
cldadáos (entenda-se de todos e náo de aµenas alquns). Ln none duna dellnlçáo restrlta de denocracla,
µoden-se orlqlnar qraves atentados aos dlreltos que se entenden cono naturals, dos lndlviduos. L
conheclda a exµressáo "dltadura da nalorla", e é de lacto o elelto consequente duna causalldade
restrltlva na esµeclllcaçáo daquele µarânetro ldeolóqlco. As dltaduras de nalorla, ou seja, reqlnes que
assentan neste tlµo de concretlzaçáo naterlal, denonstran un total desµrezo µelos dlreltos lnerentes
das suas nlnorlas, µorque, sequndo este µonto (abjecto) de vlsta, a nalorla é que ordena tudo, µorque,
µara estes, lsto é denocracla. Ln none duna "denocracla" deste tlµo, µode-se leqltlnar, cono já
aconteceu na hlstórla µor dlversas vezes, reqlnes verdadelranente autorltárlos e atentatórlos dos
dlreltos, llberdades e qarantlas µessoals. Isto µorque, se a nalorla o assln desejar, é denocracla. Mas
náo nos delxenos calr na lalácla oµosta. 0u seja, nas dltaduras das nlnorlas, reqlnes consubstanclados
na ausencla de equllibrlo qovernanental, µorquanto bloqueadores µor conµleto de declsóes de carácter
qeral ou esµecillco que náo alectan aqueles nesnos dlreltos lndlvlduals. lretender un nodelo cono
este últlno, é µretender electuar una estaqnaçáo na necessárla evoluçáo qovernatlva, evoluçáo esta que
é leqitlna e nornal no quadro de aµerlelçoanentos leqlslatlvos que náo µóen en causa o conteúdo
caracterlzador da eslera lntocável dos cldadáos. A denocracla que se deseja, a verdadelra uenocracla, é
una denocracla baseada no resµelto total µelos dlreltos, llberdades e qarantlas, que abranja, quanto à
lorna, todos os naturals nals os consaqrados µelos lnstrunentos leqlslatlvos (e µelo leqlslador en
últlna anállse). Lstes sáo lnvlolávels. Consubstanclando estas conslderaçóes en todos os seus actos, o
µoder lnstltuido µode entáo, e con µlena llberdade, decldlr tudo o denals, baseando-se na vontade da
nalorla. ueste nodo, conµreende-se que todas as dltaduras sejan de raiz lasclsta sejan de raiz conunlsta,
náo resµeltan este equllibrlo qovernatlvo. Alere-se cono óbvlo as razóes µelas quals a Constltulçáo
µortuquesa náo µernlte a constltulçáo de orqanlzaçóes lasclstas. Cono se alere tanbén de nodo
bastante óbvlo, que só µor razóes hlstórlcas, a nossa Constltulçáo náo o alarqou, tanbén de lorna
exµliclta, en relaçáo às orqanlzaçóes conunlstas, que nals náo sáo que lornas lasclstas de extrena-
esquerda, ou, nals µoµularnente deslqnadas, cono lasclsno soclal. 0s exenµlos que nos ven,
actualnente, aos sentldos através dos órqáos de Conunlcaçáo Soclal, sáo reveladoras que alnda hoje,
lnlellznente, exlsten no nosso µais orqanlzaçóes que se reclanan destas lornas de actuaçáo, e que,
enbora autodenonlnando-se dllerentes de catastróllcos nodelos lnternaclonals µassados, nals náo
sáo, na µrátlca, do que a consubstanclaçáo total daqueles nesnos reqlnes dltatorlas (o que allás náo
µodla delxar de ser, dado que o seu lundador µrlnclµal a caracterlzou cono "dltadura do µroletarlado").
0rqulhosanente, o lS desenµenhou, nos anos conturbados µós revoluclonárlos, un µaµel cruclal µela
delesa da verdadelra (únlca) uenocracla, lnµedlndo que lortuqal náo se translornasse qenulnanente,
nun Lstado de ulrelto denocrátlco. A qovernaçáo nals recente do lS µautou-se µor nétodos equlvalentes
de delesa destes µarânetros, de que sáo exenµlos o uso nals lrequente do lnstltuto do relerendo, a
lnµlenentaçáo duna µolitlca de dláloqo, o resµelto µelas µoslçóes dos nenbros do µartldo, e nultos
outros exenµlos que sequen a nesna llnha de acçáo. 0 nascer dun Lstado noderno de ulrelto lnµllca
tanbén a llberdade de consclencla dos seus
cldadáos, seja no canµo da neta ou slnµlesnente
lislca, seja no canµo nals vasto da nanllestaçáo e
consequente consubstanclaçáo da oµlnláo. Assln,
nostra-se cono ldeal o nodelo µortuques,
baseado na seµaraçáo necessárla entre as Iqrejas
e o Lstado. Só assln se concretlza en µleno o
concelto denocrátlco de qovernaçáo. !odos sáo
llvres de µratlcaren o culto que desejan, desde
que, cono é óbvlo, o nesno náo lnµllque qualquer
actlvldade crlnlnosa. !odos sáo llvres de
µertenceren a un Lstado, que náo os descrlnlne
estatulndo que a rellqláo ollclal é outra que náo a
sua. 0s Lstados unldos da Anérlca constltuen un
exenµlo extrenanente µosltlvo no que tanbén resµelta a estes lactores de denocracla, qerlndo de un
nodo equlllbrado e nulto sensato o conjunto destes lactores sensivels da orden denocrátlca. lortuqal,
enbora o tendo electuado nals tardlanente, vitlna da estaqnaçáo lasclsta de extrena-dlrelta, náo llca
hoje atrás, nulto µelo contrárlo, µossul o nosso lais hoje, sen dúvlda, una, senáo nesno a nelhor,
Constltulçáo do qlobo. uelendendo a soberanla e lnteqrldade naclonals, lnµresclndivels µara a exlstencla
do Lstado, a Constltulçáo µortuquesa constltul un llaqrante de ldeallzaçáo concreta dos valores que se
desejan µara un lais noderno, denocrátlco, qlobal e lunclonal µara todos os seus cldadáos. 0 trlunlo
da kazáo é un lacto dos nossos dlas, e o µroqresso clentillco, lndlsµensável µara a evoluçáo da
hunanldade, con a corresµondente conµreensáo dos lenónenos unlversals, e o arrulnar dos lalsos
nltos esµlrltuals µroµaqados en none de llusórlas µronessas destlnadas a µreencher o vazlo do canµo
da norte, aµresenta-se cono un lactor lnµresclndivel µara a vltórla da verdade e, consequentenente, da
vltórla desse anlnal raclonal que é o honen. 0 lS é o únlco µartldo que corresµonde a todos estes
desiqnlos de lorna µlena. 0 únlco que leva a esµerança da vltórla ao altar dos µortuqueses. 0 únlco
assente nuna qenuina denocracla dos lndlviduos.
8kuN0 k0fhA
anatoll_aelou.µt
HAkf0S IfIXfIkA 0A f0NIf
AkA0A0 f0kkfIA
0rgulhosamente, o PS
desempenhou, nos anos
conturbados pós revolucionários,
um papel crucial pela defesa da
verdadeira (única) 0emocracia,
impedindo que Portugal não se
transformasse genuinamente, num
fstado de 0ireito democrático.
Precisamente quando se vislumbra
o princípio do fim de um ciclo,
quando regressar à democracia
como condição necessária do
desenvolvimento é um imperativo,
Portugal corre o risco de
experimentar o caminho trilhado
pelo keino unido dos anos 80,
com as consequências conhecidas.
IkI8uNA LIVkf
20
19 de Dezembro de 2002
P0k fIH...
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!oda a colaboraçáo deve ser envlada µara o endereço relerldo
ueµóslto leqal Nº 21339[88, ISSN: 0871-102X
Inµressáo Hirandela, Artes 0ráficas SA
kua kodrigues faria 103, 1300-501 Lisboa
A SfHANA PkfVISIA
0uero assinar o Acção Socialista na modalidade que indico
Junto envlo o valor da asslnatura
0uero renovar a assinatura
Junto envlo o valor da asslnatura
Cheque
Vale de correlo 12 neses
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Localidade fódigo Postal
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Contlnente 23

keqlóes Autónonas 32

Macau 3«

Luroµa 63

kesto do Mundo 92

Por favor remeter este cupão para:
Acção Socialista
Avenlda das uescobertas, 17 - kestelo
1«00-091 Llsboa
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de apoio é livremente fixado
pelos assinantes
a partir dos valores indicados
Almeida Santos é hoje homenageado na Assembleia da kepública pelo
seu actual Presidente, numa cerimónia em que será descerrada uma
placa comemorativa e que contará com a presença do secretário-geral
do PS.
No seguimento das reuniões com os partidos políticos e os parceiros
sociais, ferro kodrigues desloca-se hoje à sede dos Verdes, sexta-feira
à sede da fAP e na segunda-feira às da ffP e do PP. No mesmo âmbito
o secretário-geral do PS tem também prevista sexta-feira uma reunião
com o cardeal-patriarca de Lisboa.
Promovida pelo Partido Socialista, arranca amanhã uma campanha de
recolha de assinaturas contra a reposição de portagens na fkfL.
0s funcionários do Partido Socialista de todo o País participam na próxima
sexta-feira num almoço de Natal com ferro kodrigues.
0 secretário-geral desloca-se domingo a Hontalegre onde participará
numa festa de Natal socialista organizado pelo PS[Vila keal.
fm antecipação, o °Acção Socialista" informa que ferro kodrigues,
António 0uterres, Hário Soares, 1osé Lamego e 1orge Sampaio estarão
em 8rasília a 1 de 1aneiro para a cerimónia de posse do novo Presidente
do 8rasil, Luís Inácio Lula da Silva.
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2ÞÞ3 N|Is
FftIZ
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Lstá a ternlnar 2002. lol un ano dllicll,
µorque o Coverno lol µartlcularnente
alrontoso µara os trabalhadores e µara os
µortuqueses en qeral. Lsµerenos que o
ano novo que val entrar seja nals µosltlvo.
0 lais µreclsa. !odos nós µreclsanos.
0 "Acçáo Soclallsta" ten µrocurado sequlr
atentanente toda a vlda µolitlca naclonal.
Mas cheqou aqora tanbén a altura de
µararnos a edlçáo do jornal do nosso
µartldo durante cerca de duas senanas
µara as lestas de uatal e Ano uovo, µeriodo
en que, µor notlvos óbvlos, é qrande a
escassez de lnlornaçáo.
Voltarenos no lniclo de 2003, con o
nesno enµenho que tenos nostrado até
aqul.
A equlµa do "Acçáo Soclallsta" deseja ao
nosso secretárlo-qeral, lerro kodrlques, e
a todos os soclallstas e slnµatlzantes un
lellz uatal e un bon Ano uovo. uesejanos
que en 2003 os µortuqueses µossan ver
renascer a esµerança nun luturo nelhor.