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Campanha Nacional de Escolas da Comunidade

ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO
Rua José Pereira Sobrinho, nº 200, Centro, Ouro Branco-MG, CEP 36420-970. CNPJ: 33.621.384/0354-76

CURSO TÉCNICO DE MECÂNICA, METALURGIA E ELETROTÉCNICA. MÓDULO I (QUALIDADE, SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE).
Professora: Sara Cristina da Silva Santos

QUALIDADE, SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE

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Índice
CAPÍTULO I Página

HISTÓRICO DA QUALIDADE --------------------------------------------------------------------------------------------------------04 Conceituação de Qualidade -----------------------------------------------------------------------------------------------------------05 Origem e Surgimento --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------05 Desenvolvimento da Qualidade como sistema administrativo-----------------------------------------------------------------05 Atributos da Qualidade. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------06 CAPÍTULO II TQC CONCEITOS E APLICAÇÕES -------------------------------------------------------------------------------------------------------08 Conceito de Controle de Qualidade total. --------------------------------------------------------------------------------------------------08 Aplicação do TQC pelo método PDCA. ----------------------------------------------------------------------------------------------------09 Ciclo de Controle Total. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------09 Objetivo da sua aplicação. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------10 CAPÍTULO III FINALIDADE DA SEGURANÇA DO TRABALHO. -------------------------------------------------------------------------------------11 História da Segurança do Trabalho. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------11 Objetivo E aplicação da Segurança do Trabalho. ----------------------------------------------------------------------------------------12 CAPÍTULO IV ACIDENTE DE TRABALHO E SUA IDENTIFICAÇÃO. -------------------------------------------------------------------------------14 Conceito de Acidente de Trabalho. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------14 Lei 8.213 (Acidente de Trabalho).------------------------------------------------------------------------------------------------------------14 Fatores Causadores de Acidentes de Trabalho ------------------------------------------------------------------------------------------15 Comunicação de Acidente de Acidente de Trabalho (CAT). --------------------------------------------------------------------------18 NBR- 14.280. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------18 Custos do Acidente de Trabalho. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------19 Estatística de Acidentes de Trabalho. -------------------------------------------------------------------------------------------------------21 Homem Hora de Exposição ao Risco. -------------------------------------------------------------------------------------------------------21 Taxa de Frequência. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------21 Taxa de Gravidade. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------21 Quase Acidente------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------22

CAPÍTULO V MAPA DE RISCOS. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------25 Classificação dos Riscos. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------25 Conceito de Mapa de Risco. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------25 Representação dos Riscos no Lay-out. ---------------------------------------------------------------------------------------------------25 Intensidade dos riscos e representação das intensidades. --------------------------------------------------------------------------27 CAPÍTULO VI NORMAS REGULAMENTADORAS Definição. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- ------------28 Quais são as normas regulamentadoras. ------------------------------------------------------------------------------------------------28 NR 04 SESMT. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------29
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NR 05 CIPA. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------30 NR 06 EPI.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------31 NR 09 PPRA.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------33 NR-17 Ergonomia.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------33 NR 23 Prevenção e Combate a Incêndio.----------------------------------------------------------------------------------------------34 NR 26 Sinalização de Segurança.--------------------------------------------------------------------------------------------------------36 CAPÍTULO VII LEGISLAÇÃO AMBIENTAL - Norma da ISO 14.000---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------39 - Norma ISO.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------39 - Objetivo da ISO 14.000.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------39 - Gestão ambiental e Responsabilidade social.--------------------------------------------------------------------------------------40 - Licenciamento Ambiental.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------43 CAPÍTULO VIII PROCESSOS DE GESTÃO AMBIENTAL. -------------------------------------------------------------------------------------------46 Meio Social. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- ------48 Processos Educativos. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------49 Coleta Seletiva. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------51 Fatores complicadores para a Gestão Ambiental. ----------------------------------------------------------------------------------52 Gerenciamento de Resíduos. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------53

Fontes de Referências. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------55

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CAPÍTULO I HISTÓRICO DA QUALIDADE. O que é Qualidade?

A “qualidade” pode ser Identificada como: 1. Aquilo que caracteriza uma pessoa ou coisa e que a distingue das outras; 2. Modo de ser; 3. Atributo, predicado, aptidão; 4. Melhoria contínua, conformidade com os requisitos e adequação ao uso, observados critérios como custos, controles internos e prazos, dentre outros.

Qualidade pode ser definida como o conjunto de atributos que tornam um bem ou serviço plenamente adequado ao uso para o qual foi concebido, atendendo a diversos critérios, tais como: operabilidade, segurança, tolerância a falhas, conforto, durabilidade, facilidade de manutenção e outros. Essa noção de qualidade como adequação ao uso, apesar de clara e concisa, não explicita algumas particularidades das atividades de produção, comercialização e atendimento pós-venda de um produto (ou, guardadas as proporções, de um serviço). De fato, são também associadas à qualidade outras características típicas da relação entre o fornecedor e o usuário, tais como a capacidade do fornecedor em se antecipar às necessidades do cliente, o seu tempo de resposta e o suporte oferecido. A qualidade de um produto é decorrente da qualidade do processo de produção. Para se obter um produto com qualidade, é necessário acompanhar o seu ciclo de vida, desde o projeto até o uso. Devem ser identificados àqueles atributos que irão determinar a qualidade do produto, de modo a projetá-lo para atender a tais atributos, produzi-lo dentro das especificações e acompanhar o seu uso, verificando se foi adequadamente projetado e corretamente produzido. Exemplo do ciclo de um produto.

A Qualidade deve estar em todas as etapas do produto ou serviço.

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A qualidade, então, é resultado de um esforço no sentido de desenvolver o produto ou serviço de modo tal que este atenda a determinadas especificações. Não se consegue atingir qualidade se esta não for especificada. A engenharia da qualidade é o conjunto das técnicas e procedimentos para estabelecer critérios e medidas da qualidade de um produto, identificar produtos que não estejam conformes a tais critérios, evitando que cheguem ao mercado, e acompanhar o processo de produção, identificando e eliminando as causas que levaram as nãoconformidades. O enfoque tradicional da engenharia da qualidade enfatiza o controle, seja através de inspeções de produto, seja através do controle do processo. Já uma visão mais moderna preocupa-se com as ações preventivas que possam garantir que a qualidade será alcançada, usando o controle apenas como apoio, quando for indispensável, em um contexto de gestão total da qualidade, estendida a todas as atividades da empresa.

ORIGEM E SURGIMENTO DA QUALIDADE O Controle de qualidade emergiu nos Estados Unidos. A História do desenvolvimento da qualidade como sistema administrativo, ou seja, integrantes dos objetivos e metas das organizações, permitiu que as organizações obtivessem diferenciais competitivos, dada a utilização desse controle. 1900 1939 1945
JUSE TAYLOR SHEWHART Deming Juran Feigenbaum Maslow MC Gregor Herzberg Concretização do Controle de Qualidade Total

1980

Círculos de Controle da Qualidade (CQC)

Início da Administração Científica

Segunda Guerra Mundial

O Panorama da Qualidade começou com Walter Andrew Sherwhart, que trabalhava para as forças armadas dos Estados Unidos, como estatístico, na produção da máquina de guerra, cujo objetivo era obter a maior qualidade possível. Sherwhart praticou todos os passos que hoje se observam no desenvolvimento e na manufatura de produtos. DESENVOLVIMENTO DA QUALIDADE COMO SISTEMA ADMINISTRATIVO A qualidade como sistema administrativo iniciou no século XX e chegou até os dias atuais, com ênfase maior no pósguerra, quando a necessidade de melhores produtos e a concorrência obrigam as empresas a desenvolver melhor bens e serviços. Após a segunda guerra mundial, o Japão se encontrava em estado de destruição, principalmente nas áreas de infraestrutura, como estradas, telecomunicações, energia. Preocupados com a reestruturação de sua economia, este país estabeleceu uma relação de colaboração com os Estados Unidos. A Troca de Informações entre os Japoneses e os americanos ocorreu por intermédio de Deming e Juran que tiveram posteriormente apoio e auxílio de Feigenbaum e da JUSE (União Japonesa de Cientistas e Engenheiros). Esse encontro entre Deming, Juran e a JUSE ocorreu aproximadamente no início da década de 1960. Sabiamente eles perceberam a importância de relacionar o fator técnico, que dominavam bem, com o fator humano, representados nas teorias de Maslow, Herzberg e Mc Gregor. Dessa forma, com a combinação de fatores técnicos e humanos, foram criados os grupos chamados de Círculos de Controle de qualidade (CCQ), os quais, na realidade, eram apenas uma das ferramentas utilizadas no grande programa de Controle de Qualidade desenvolvido no Japão pelos Estudiosos americanos e pela JUSE.
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A única forma de garantir a sobrevivência da organização é buscar imprimir nelas os atributos da qualidade. que denota o estado de espírito do trabalhador. consideramos que ele deve estar inserido num clima de motivação e boa vontade. Nos contratos sociais das instituições organizacionais. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 6 . pois.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Ouro Branco-MG. no que se refere ao “prazo de duração”. qualidade intrínseca diz respeito às características inerentes aos produtos e/ou aos serviços prometidas para os clientes que os adquirem. bula dos medicamentos. QUALIDADE. Em suma. encontramos invariavelmente a seguinte informação: “ A organizaç ão foi constituída por prazo indeterminado”. São eles os responsáveis pelo sucesso ou insucesso da organização. o qual é o atributo mais importante de uma organização já que se configura como alicerce para os outros atributos. CEP 36420-970. pois neles estão registrados tudo a que corresponde o produto ou serviço que dever ser cumprido. percentuais enormes de instituições sucumbem em pouco tempo. CNPJ: 33. os quais são: Sobrevivência da Organização Satisfazer ás Pessoas Qualidade Entrega Custo Segurança Intrínseca Moral MORAL: Ao tratar do Moral. Infelizmente as estatísticas mostram que muitas organizações não estão conseguindo realizar seus desejos. cardápios de restaurantes. Centro. Essa situação constitui-se em um problema para os investidores de um modo geral. nº 200. a organização existe para atender a um cliente e depois ela só existe por causa dos seus trabalhadores. O cliente deseja receber um produto ou serviço de acordo com as especificações e dentro dos parâmetros prometidos.384/0354-76 ATRIBUTOS DA QUALIDADE O desejo de qualquer organização é a sobrevivência.621. pois. Isto mostra que os investidores deseja que suas organizações durem o maior tempo possível ou que exista a possibilidade de se “perenizarem” no mercado. Exemplo: Os manuais de veículos novos. QUALIDADE INTRÍNSECA: Refere-se à qualidade dos produtos ou dos serviços da organização.

Qual é a importância do controle de qualidade numa organização? O que é “Satisfazer o cliente”? QUALIDADE. QUESTÕES PARA REVISÃO 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 10) O que é JUSE? Quais são os atributos da qualidade que se entendidos. SEGURANÇA: Esse atributo deve ser entendido tanto como segurança interna. CUSTO: Quando falamos deste atributo fazemos referência tanto ao custo de produção do produto quanto aos custos que incide sobre os consumidores. Centro. As primeiras dizem respeito aos processos dentro da organização.621. no processo de produção quanta segurança externa traduzida como garantia de segurança aos usuários do produto ou serviço. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 7 . CEP 36420-970. os riscos das embalagens de produtos químicos. Síntese A qualidade não é um assunto novo. os quais por sua vez. CNPJ: 33. permitem a sobrevivência da organização? Os atributos da qualidade podem ser utilizados para bens e serviços? Explique Por que o Moral é a base dos atributos da qualidade? O que é qualidade? O que são Círculos de Controle de Qualidade? Quem foi Walter Shewhart? Por que muitas organizações acabam falindo? Dê exemplo. A não observância deste atributo tem matado diversas organizações no mundo inteiro e muitas delas carregam o rótulo de não atender ao quesito e enfrentam grandes problemas. Os atributos da qualidade foram estruturados para trazer uma compreensão geral aos investidores da sua necessidade para sobrevivência no mercado.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. garantir o retorno aos investidores e fazer com que o produto ou serviço seja percebido pelos clientes como preço justo. na hora certa e com a qualidade certa. entretanto para ser entendida devemos estudar sua evolução. Segurança dos operários e trabalhadores ao desenvolverem suas funções na organização e a segunda diz respeito ao perigo em potencial dos produtos. Exemplo deste atributo é o prazo das construtoras civis que planejam seus serviços com data de entrega e raramente são atendidos esses prazos.384/0354-76 ENTREGA: Esse atributo tem a ver com o que o cliente espera que seja cumprido três exigências: O produto deve ser entregue no local certo. nº 200. Ouro Branco-MG. Exemplo às advertências em brinquedos indicando a faixa de idade a que foi destinado. analisamse os preços de vendas do seu produto ou serviço representam o custo merecido por sua aquisição. Os custos devem possibilitar a sobrevivência da empresa no mercado de trabalho.

SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 8 . Ouro Branco-MG. evitar que erros já identificados sejam cometidos novamente e comprometimento da alta direção.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. o que. é um sistema de gestão da qualidade que busca transcender o conceito de qualidade aplicada ao produto. Entretanto. No TQC a qualidade é entendida como a superação das expectativas não apenas do cliente. quando ele propôs a ideia de que a qualidade só poderá resultar de um trabalho em conjunto de todos os que estão envolvidos no desempenho da organização. que seria a responsável por resolver questões de qualidade que englobassem mais de uma área da empresa. “defeitos -zero”. o “controle estatístico do processo” permitiu a extensão do conceito de qualidade ao processo. QUALIDADE. Algumas empresas são conhecidas e famosas por aplicar o Kaisen. Uma delas é o Kaizen. materiais e desenho. fatos e dados. a Engenharia de Qualidade. qualidade em primeiro lugar. ou Total Quality Control (Controle de Qualidade Total). o conceito de qualidade ainda passaria por mais algumas mudanças incorporando o conceito de “custo da qualidade”. CNPJ: 33. era verificado na medida exata da intensidade de inspeções realizadas. chegando enfim. por sua vez. passando o controle da qualidade. O conceito de controle da qualidade total engloba os seguintes itens: orientação ao cliente. mas também na vida. Embora Feigenbaum também defendesse a criação de uma estrutura organizativa de suporte à qualidade. inclusive os clientes (internos e externos). CEP 36420-970. controle de processos e da dispersão (variação dos dados que indicam quando há uma possível falha no processo) e investigação das causas. não apenas de um grupo de pessoas.621. Ou seja. O primeiro conceito relacionado à qualidade referia-se ao enquadramento dos produtos/serviços dentro de suas especificações técnicas. Assim. qualidade era igual à ausência de defeitos no produto final. “próximo processo é o seu cliente” (para que cada funcionário tenha em mente que a qualidade de seu trabalho interfere na qualidade do produto na próxima etapa do processo). nº 200. ações orientadas por prioridades. Centro. identificação das verdadeiras necessidades dos clientes. em 1956. POR DENTRO DO TEMA: Você sabia A Qualidade conta com uma série de ferramentas para aprimorar seu desempenho contínuo. Mais tarde. sistema de produção da Toyota. principalmente os responsáveis por produção. de origem Japonesa que significa melhoria contínua gradual não só na empresa. Para compreender melhor vejamos um pouco da evolução do conceito de qualidade.384/0354-76 CAPÍTULO II TQC CONCEITOS E APLICAÇÕES O que é TQC? Onde se Aplica? O TQC. a englobar a satisfação ou superação das expectativas de todos os interessados. a abordagem proposta por Feigenbaum dá ênfase à comunicação entre os departamentos da empresa. e depois de. a englobar também as condições em que o produto é produzido. mas de todos os interessados. O termo “controle da qualidade total” foi usado pela primeira vez por Armand Feigenbaum. como por exemplo.

621.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. desenvolver. AGIR: Fazer as adequações necessárias e ajustar os desvios quando encontrados buscando a eliminação do problema. CHECAR. este ciclo pode identificar novos problemas para que sejam engenhadas novas soluções e como se trata de um ciclo. CEP 36420-970. No próprio nome o MASP apresenta como prioridade a palavra metodologia tamanha é a importância do conhecimento do método para a perfeita aplicação das ferramentas. CNPJ: 33. Centro. foi adaptado no Brasil por Falconi para o MASP (metodologia de análise e solução de problemas). o problema encontrado passa a ser então a primeira fase do PDCA no novo ciclo. nº 200. QUALIDADE. VERIFICAR: Acompanhar os resultados comparando com as medições realizadas e com os objetivos estabelecidos. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 9 .384/0354-76 APLICAÇÃO DO TQC PELO MÉTODO PDCA O ciclo PDCA (planejar. Na realidade. É a análise em direção da melhoria. e ajustar) de Deming. controlar. FAZER: Colocar em práticas os objetivos a que se quer chegar utilizando os recursos necessários. Considerando então que o PDCA é um método de melhoria contínua. Ouro Branco-MG. não esgota sua aplicabilidade com uma única utilização no processo. visto que implementa na organização uma cultura de superação que permeia todos os processos. O que se deseja. EXECUTAR. cuja siglas são as iniciais em inglês de cada etapa do processo do controle da qualidade. Qual é o projeto. CICLO DE CONTROLE TOTAL PLANEJAR: Definir os objetivos a serem alcançados.

qual é o motivo de tantas organizações falirem desativar seus empreendimentos? Por que as empresas buscam a padronização de seus sistemas. QUESTÕES PARA REVISÃO 1) 2) 3) 4) 5) Descreva o ciclo PDCA. CEP 36420-970. Centro. CNPJ: 33. Planejamento: Desenvolver: Controlar: Agir: 6) 7) 8) 9) 10) Faça o ciclo PDCA para sua vida escolar. Projeto: Vencer a partida de futebol. As organizações não sobrevivem sem a implantação de métodos que identifiquem problemas e soluções para seu aprimoramento. sua aplicação identifica problemas do inicio ao fim e desenvolve a obrigação do desenvolvimento da correção e melhoria. produtos e serviços? Quem deve implantar o PDCA? QUALIDADE.384/0354-76 Exemplo: P 1 2 3 4 5 6 ? 7 8 Identificação do problema Observação Análise para descobrir causas Plano de ação Ação para eliminar causas Verificação da Eficácia da Ação Bloqueio foi efetivo Padronização Conclusão CICLO NA NOVA FASE DO PROJETO.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Ouro Branco-MG. Qual é o objetivo do CCQ? Em sua opinião. Desenvolva seu objetivo e descreva os meios para alcança-lo.621. (Metodologia e Análise e Solução de Problema) D C A OBJETIVO DA APLICAÇÃO DO CONTROLE DE QUALIDADE TOTAL Como visto. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 10 . o ciclo PDCA tem como objetivo direto a sistematização do projetivo desde a sua idealização até as correções. Em suma. nº 200. Qual é a relação do PDCA e MASP? O que é Kaizen? Qual é a finalidade da Melhoria Contínua? No sistema abaixo identifique o PDCA em suas partes descrevendo os métodos.

384/0354-76 CAPÍTULO III FINALIDADE DA SEGURANÇA DO TRABALHO HISTÓRIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO Aspectos históricos do trabalho O trabalho desenvolvido pelo homem nem sempre teve a mesma conotação dos dias atuais. Nessa época Johanes Bauer escreveu o Primeiro Livro sobre o Trabalho que se tem registro na história. o homem que trabalhasse era considerado um mal patriota.2 O trabalho na idade média Corporações de Ofícios O que mais marcou o trabalho na Idade Média foram as Corporações de Ofício. confundindo o trabalho com o prazer (o que seria o ideal para todos nós. Nas Corporações de Ofícios os riscos inerentes das tarefas eram os mesmos para todos. pois antes disso o povo vencido em guerra era morto pelo vencedor. para aprenderem um Ofício: Marceneiro. Os aprendizes aprendiam fazendo e observando os Oficiais e Mestres. O homem pré-histórico e o Homem antigo sempre procuraram trazer o trabalho para bem perto do prazer em trabalhar. Centro. Ramazzini Um médico da Idade Média que introduziu a pergunta “QUAL É A SUA PROFISSÃO” na anamnese médica (história do paciente). iniciou a fase da agricultura e consequentemente o trabalho começou a ter que se organizar e a se intensificar. Ferreiro. Assim caminhou a humanidade. etc. Esse foi um grande passo para relacionar a doença com a atividade desenvolvida pelo paciente. CNPJ: 33. Revolução Industrial QUALIDADE. Ouro Branco-MG. até os dias de hoje). eram encaminhados pelas famílias para. e bem mais tarde desenvolveu a arte da caça. pois o escravo era considerado mero objeto. a ter animais e tinham também o direito de herança. 1. presente até os tempos atuais. Ceramista. trabalhavam para os senhores feudais. Outro tipo de trabalho dessa mesma época eram os afetos à Guerra (soldados). SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 11 . Os jovens. Sapateiro. pois não tinha tempo para pensar e contribuir para solução dos problemas da nação. Trabalhos de Mineração Foram os primeiros trabalhos que geraram interesse de pessoas em estudá-los. O trabalho na pré-história e antiguidade Desde que o Homem surgiu na face da Terra ele necessitou trabalhar para poder continuar a viver. tudo pod e ser veneno. Mestres. Os historiadores atribuem o surgimento do trabalho a um progresso da humanidade da época. E bem mais tarde apareceu o trabalho escravo.1. depende da dose. questionário que todo médico deve fazer quando procurado pelo paciente que apresenta uma queixa. tinham alguns direitos. Paracelsus – Veneno O cientista e filósofo Paracelsus estabeleceu uma “Lei” que vive até hoje: tudo pode ser remédio. os Oficiais sabiam fazer sozinhos e os Mestres eram aqueles que sabiam ensinar. nesta época o que marcou é que parte do trabalho era um pagamento pelo que lhes eram oferecidos pelo senhor feudal. relatando o trabalho desenvolvido nas Minas da Europa. Desde a idade média já se relaciona a doença com a atividade profissional desenvolvida pelo paciente. No início ele sobreviveu extraindo da natureza aquilo que ela poderia fornecer: alimentos (frutos e outras plantas) abrigaram-se em cavernas. Oficiais e Aprendizes. seu dono tinha o poder sobre a sua vida. seu senhor tinha a disponibilidade da vida do escravo e o seu único dever era o de alimentá-lo. confeccionou roupas de peles de animais mortos. nº 200. Açougueiro.621. Tecelão. Na Grécia Antiga. No Egito Antigo apareceu a primeira vez na História da Humanidade a figura do trabalho remunerado (emprego). O que plantavam eram divididos com o Senhor Feudal e a outra parte podia ser feito o escambo que deu origem a várias cidades. mas eram livres para abandoná-la. CEP 36420-970. e ele não tinha direitos. sempre respondendo às necessidades criadas. Os Aprendizes aprendiam. Alfaiate. devido às feiras para troca de mercadorias. com orientação dos Oficiais e sob a guarda dos Mestres. quer por hábitos ou mesmo por necessidades devido a crescente demanda da população em função do seu crescimento vegetativo. chamados de Aprendizes. ele passou por uma série de significações ao longo da história em função do momento político e econômico vivenciado.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Na época da escravidão não se ouvia falar em direitos trabalhistas. mas tinham direitos ao pasto. ficavam na terra por conveniência e por proteção. Trabalho de Servidão A servidão não diferiu muito da escravidão. Quando o ser humano começou a ter necessidade de produzir mais alimentos.

para movimentar as máquinas.  Administrativas.621. Evolução no Brasil O Brasil tem uma legislação relativamente nova em matéria prevencionista. que levou o homem a tornar-se independente das forças da natureza. as famílias “entregavam” suas crianças aos empresários que os faziam trabalhar nos teares sob as piores condições humanas possíveis. QUALIDADE. Nesta mesma época entrou em pauta o trabalho infantil.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. força dos ventos e dos rios. tal situação mudou radicalmente com a introdução da máquina a vapor por James Watt. e  Psicológicas Que devem ser aplicadas na prevenção de acidentes e doenças nas atividades gerais da empresa. o vapor de água nunca fora utilizado prática e economicamente. CNPJ: 33. nº 200. ou das forças naturais. que realizando melhor que os outros países. estabelecidas por portaria do Ministério do Trabalho. Tecnicamente falando o que propiciou a Revolução Industrial foi a “invenção” da máquina a vapor. que abrange todos os empregados. pôde criar condições para a introdução contínua de inovações técnicas e da forma fabril de produção.  Um imperativo técnico. A redação atual do Capítulo da CLT que abrange a parte de Segurança e Medicina do Trabalho (Título II.384/0354-76 A Revolução Industrial teve seu início em meados do século XVIII. que já então começavam a se concentrar nas cidades. a Revolução Industrial Inglesa. com a finalidade de:  Evitar a criação de condições inseguras. No início as crianças eram expostas aos mesmos rigores dos adultos e cumprindo as mesmas jornadas. A Segurança do Trabalho é um conjunto de medidas multidisciplinares:  Técnicas. A Segurança do Trabalho é a o mesmo tempo:  Uma imposição legal. ou com mais propriedade.  Corrigir as condições inseguras existentes. A Revolução Industrial começou pela Indústria Têxtil devido à grande necessidade de tecidos para “vestir” a humanidade cuja demanda era muito grande e o tecelão não dava mais conta de atender aos pedidos. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 12 . sem sombra de dúvidas.  Educacionais. Atualmente a legislação ordinária sobre proteção dos trabalhadores diante dos riscos no trabalho faz parte da legislação trabalhista e também está contida na CLT. Conceito de Segurança do Trabalho Caso algum profissional da área de Engenharia de Segurança do Trabalho tenha que resumir a sua atividade em uma única palavra. Um benefício. qualquer mecanismo tinha sua propulsão dependente ou da força humana e dos animais. não tinha o País se defrontado com problemas dos países . “PREVENÇÃO”. Centro. Ao que tudo indica surgiu à primeira lei para proteger as crianças e ficou decidido que elas somente iriam trabalhar enquanto a luz do Sol permitisse.que já contavam apenas com trabalhadores livres e com uma indústria crescente . O caráter verdadeiramente revolucionário desse processo. tendentes à proteção dos trabalhadores. CEP 36420-970.  Médicas. A Revolução Industrial. para realizar suas tarefas produtivas. localiza-se na força motriz. Portanto a responsabilidade pela segurança da empresa está diretamente ligada aos Departamentos que atuam nas áreas de risco: Produção. da área central da economia-mundo. Manutenção e demais Departamentos que tenham pessoas nas áreas. Tendo sido sua economia baseada no braço escravo e na agricultura.vinham conhecendo. administrativo e econômico. a acumulação primitiva de capitais. Até então. em decorrência da assinatura de tratados internacionais. dando a necessária independência ao homem das forças da Natureza. O detalhamento e a aplicação desta lei estão contidos em 36 normas regulamentadoras (NR’S). Só depois da 1ª guerra mundial é que o nosso País. esta seria. Capítulo V “Da Segurança e Medicina do Trabalho”. Sua adoção como fonte de força motriz tornou a fábrica uma realidade palpável. Tudo o que se aprende em um curso de Engenharia de Segurança do Trabalho visa prevenir a ocorrência de um acidente ou uma doença profissional. orientando as pessoas dos diversos Departamentos da empresa de como se comportar preventivamente diante da Segurança e Medicina do Trabalho. alimento e roup as. Ouro Branco-MG. Embora conhecido desde a Antiguidade como fonte de energia. Vale ressaltar que no hemisfério Norte. Em uma empresa de administração moderna o Setor/Departamento de Engenharia Segurança e Medicina do Trabalho atuam como um consultor.  Preparar as pessoas para prática de prevenção de acidentes. Sob a alegação que iriam dar abrigo. foi estabelecido pela Lei 6514 de 22/12/77 e se estende do Artigo 154 ao Artigo 201 da CLT). na época do verão. se cogitou de medidas legislativas. o Sol brilha entre 05:00 horas e 23:00 horas. como o tratado de Versalhes. ventos e rios.

Centro. QUESTÕES PARA REVISÃO 1) Em sua opinião. o que fez com que surgisse a segurança do trabalho? 2) Na frase de RAMAZZINI: “Qual é a sua ocupação?” o que ele queria saber e descrever com isso? 3) O processo de industrialização causou muitas mutilações. Porém. através de leis. decretos. por que as empresas passaram a se preocupar em diminuir estes índices? QUALIDADE. educacionais e psicológicas e. com um milhão de sequelas permanentes e 86 mil óbitos. ainda não alcançaram os seus objetivos. multidisciplinares. OBJETIVO DA APLICAÇÃO DA SEGURANÇA NO TRABALHO A verdade é que nos últimos vinte anos. Isto mostra que as tentativas passadas. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 13 . nos últimos anos. Os conceitos mais atuais sobre gestão empresarial falam sobre “Gestão Integrada” . técnicas. nº 200. o empregador. CEP 36420-970. e a qualidade dos resultados (Qualidade de Produtos / Serviços e bom retorno financeiro para os acionistas).621. Esta visão vem se desenvolvendo de forma gradativa e tende a se expandir com os novos conceitos que estão surgindo. relacionando a segurança com a qualidade e a produtividade. médicas.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. engenheiro de segurança e medico do trabalho dentro das fábricas? 6) Devido ao grande número de acidente de trabalho. abrangendo preocupações com a qualidade de vida no trabalho “QVT”. portanto. quando começou a surgir o conceito de segurança do trabalho? 5) Qual era o papel dos profissionais. Por que ocorreram essas mutilações? 4) No Brasil. devido aos custos diretos e indiretos que um acidente pode representar para sua empresa. legais. normas e procedimentos relacionados à saúde e segurança do trabalhador. Ouro Branco-MG. passou a preocupar-se mais com a segurança. ocorreram no Brasil mais de 25 milhões de acidentes de trabalho. empregadas na prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais”.384/0354-76 “Segurança do Trabalho é um conjunto de medidas administrativas. CNPJ: 33.

através de uma compensação financeira. CEP 36420-970.Doença do trabalho. inundação.Doença profissional. equipamentos e tempo. o acidente. c) em viagem a serviço da empresa. d) ato de pessoa privada do uso da razão. incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. haja contribuído diretamente para a morte do trabalhador.213/91: I . nº 200. A experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um mesmo tipo. perturbações ou doenças. resulta serem igualmente importantes todos os acidentes com e sem lesão. ou seja. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. c) ato de imprudência. devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das consequências do acidente. da capacidade para o trabalho".equiparam-se também ao acidente do trabalho. 2. Visando a sua prevenção. III . provocando. em virtude de não se poder prever quando de um acidente vai resultar. aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. Nota-se por aí que o acidente só ocorre se dele resultar um ferimento. Tipos de acidentes: Considera-se acidente do trabalho quando uma das situações abaixo é verificada: 1. Ouro Branco-MG. Prevencionista: Do ponto de vista prevencionista. Diferença fundamental entre a definição legal e a prevencionista. lesão no trabalhador.384/0354-76 CAPÍTULO IV ACIDENTE DE TRABALHO 1. inclusive de terceiro. Em todos os casos. IV . b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. ou não. porém. 3. mas. A definição técnica nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões pessoais. para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho.º 8. garantindo-lhe o pagamento de diárias. pois além do homem. haverá prejuízo à produção e sob os aspectos de proteção ao homem. ou seja. permanente ou temporária. ao legislador interessou basicamente e com muita propriedade definir o acidente com a finalidade de proteger o trabalhador acidentado. 300 vezes não ocorre lesão nos trabalhadores. essa definição não é satisfatória. embora não tenha sido a causa única.o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho.Conceito: Legal: O artigo 19 da Lei n.213. b) ofensa física intencional. aquela produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade. independente do meio de locomoção utilizado inclusive veículo de propriedade do trabalhador. em consequência de: a) ato de agressão. de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho. pois o acidente é definido em função de suas consequências sobre o homem. LEI 8. como máquinas.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho.o acidente sofrido pelo trabalhador ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. Na definição legal. doença ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução. enquanto que em apenas 30 casos resultam danos à integridade física do homem. II . Centro. segundo a Lei n. podem ser envolvidos nos acidentes. direta ou indiretamente.º 8. enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em decorrência do acidente. ou seja. entretanto. de 24 de julho de 1991 conceitua como acidente do trabalho "aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. outros fatores de produção. deve ser definido como "qualquer ocorrência que interfere no andamento normal do trabalho".621. CNPJ: 33. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 14 .213/91. d) no percurso da residência para o local de trabalho ou local de trabalho para sua residência QUALIDADE. ferramentas. e) desabamento. que interfere na produção. inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra. lesão corporal. as lesões.a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. ou de indenização.o acidente ligado ao trabalho que. se tiver sofrido lesão incapacitante permanente.

um dos muitos materiais com características agressivas. irregularidades técnicas.  Processos.  Iluminação inadequada ou incorreta. mas é um fator que aliado à dureza do objeto. São os chamados fatores de acidentes que se distinguem de todos os demais fatos que descrevem o evento que são: O agente da lesão. a energia elétrica em si. etc. Outros determinam ferimentos por atritos mais acentuados. O acidente tipo. Agente da Lesão: Agente da lesão é aquilo que. Já as Instalações mal feitas ou improvisadas. O ato inseguro.384/0354-76 2. CNPJ: 33.621. a ponta de uma máquina. há 5 tipos de informações de importância fundamental em todos os casos de acidentes. O fator pessoal inseguro. escorregadio. etc.Projeto ou construções inseguras. Apesar de a condição insegura ser possível de neutralização ou correção. armazenagem. por exemplo. basta um leve contato para ocorrer à lesão. Nós não devemos confundir a condição insegura com os riscos inerentes a certas operações industriais. operações ou disposições (arranjos) perigosos (empilhamento perigoso. cortante. as falhas. não pode ser considerada uma condição insegura. O mesmo se pode dizer do peso de objetos. nº 200. etc.). passa a ser um risco controlado e não constitui uma condição insegura. Pode ser. carência de dispositivos de segurança e outros. etc. que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas. a eletricidade. passagens obstruídas. uma ferramenta. não. QUALIDADE. em contato com a pessoa determina a lesão. etc. quando devidamente isolada do contato com as pessoas. em si.Fatores de acidentes Para fins de prevenção de acidentes. são condições inseguras. tubulações (encanamentos). como os ácidos e outros produtos químicos. sobrecarga sobre o piso. ou instalações elétricas. A condição insegura. Convém observar qual a característica do agente que causou a lesão.  Ventilação inadequada ou incorreta. qualidade inferior. a corrente elétrica. não constitui agressividade. Agente da lesão: disco Condição Insegura: Condição insegura em um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalhador. A corrente elétrica. CEP 36420-970. congestionamento de maquinaria e operadores. .Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. no entanto. fios expostos. queda.. por ser o perigo. por batidas contra a pessoa ou da pessoa contra eles. e a própria segurança das instalações e dos equipamentos. Exemplos de condições inseguras:  Proteção mecânica inadequada. fraturado. Centro. Ouro Branco-MG. escadas.  Condição defeituosa do equipamento (grosseiro. ela tem sido considerada responsável por 16% dos acidentes. Alguns agentes são essencialmente agressivos. em outras palavras. corroído. A lesão e o local da lesão no corpo é o ponto inicial para identificarmos o agente da lesão. pisos. determina ferimentos ao cair sobre as pessoas. por prensamento. defeitos. Por exemplo: a dureza de um material não é essencialmente agressiva. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvem eletricidade. o peso.. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 15 .). mas determina sempre alguma lesão quando entra em contato mais ou menos violento com a pessoa.

mesmo nos movimentos normais. pois trará mais trabalho do que resultado compensador. não devem ser considerados a razão para o comportamento da pessoa que os cometeu. isto é. ou se distrai e desvia sua atenção do local de trabalho. Quedas da pessoa: a pessoa sofre lesão ao bater contra qualquer obstáculo. A classificação usual estabelece os seguintes acidentes-tipo:     Batida contra: A pessoa bate o corpo ou parte do corpo contra obstáculos. a pessoa cai no mesmo nível em que se encontra ou em nível inferior. ou por não usar equipamento adequado de proteção e. 0 acidente em si. duas ocorrências quase sempre. lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento. Porém. nº 200.621. tais como coisas fora do lugar. por não haver protetores que isolem as partes perigosas dos equipamentos ou que retenham nas fontes os estilhaços e outros elementos agressivos. A pessoa cai por escorregar ou por tropeçar. descoordenados ou imprevistos. assim como o são também os meios preventivos.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Remoção de dispositivos de proteção ou alteração em seu funcionamento. outras vezes.384/0354-76 Comportamento Impróprio (Ato Inseguro) Ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe consciente ou inconscientemente aos riscos de acidentes. onde há pouca possibilidade de ocorrer quedas de níveis diferentes. Permanecer em baixo de cargas suspensas. Batida por: Nestes casos a pessoa não bate contra. dos braços ou do ombro da pessoa. classificado como batida contra. CNPJ: 33. o que se deve fazer tão somente é relacionar tais atos inseguros. brincadeiras grosseiras. Acidente-tipo: A expressão "Acidente-tipo" está consagrada na prática para definir a maneira como as pessoas sofrem a lesão. às vezes. Segundo estatísticas correntes. ou de qualquer lugar em que esteja o objeto apoiado . Em outras palavras é um certo tipo de comportamento que leva ao acidente. Abusos. Uso incorreto do equipamento de proteção individual necessário para a execução de sua tarefa. esse desdobramento é dispensável. Manutenção. cerca de 82% do total dos acidentes do trabalho são oriundos do próprio trabalhador. aparentemente como no segundo Acidente-tipo. nestes casos. de maneira a torná-los ineficientes.. quando há condições inseguras. etc. peças. pouco espaço. violação essa. a ocorrência que leva a pessoa. de condições QUALIDADE. ou opera sem os óculos e aparelhos adequados. Permanecer embaixo de cargas. Veremos os mais comuns: Levantamento impróprio de carga (com o esforço desenvolvido a custa da musculatura das costas). Operação de máquinas a velocidades inseguras. não raro o trabalhador se serve de ferramentas inadequadas por estarem mais próximas ou procura limpar máquinas em movimento por ter preguiça de desligá-las. como se dá o contato entre a pessoa e o agente lesivo. por colocar-se em lugar perigoso. Embora nesses casos a pessoa seja batida por. a classificação é à parte. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 16 . nos facilitará a identificação dos atos inseguros e condições inseguras. Portanto. seja este contato violento ou não. Devemos lembrar que a boa compreensão do Acidente-tipo. quando predomina o ato inseguro ou. Uso de equipamento inadequado. Ao se estudar os atos inseguros praticados. Centro. isto é. responsável pelo acidente. Vemos que se trata de uma violação de um procedimento consagrado. a bater contra alguma coisa é específica. etc.geralmente mal apoiado. Queda de objetos: esses são os casos em que a pessoa é atingida por objetos que caem. Duas quedas se distinguem. mas sofrem batidas de objetos. CEP 36420-970. Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado e treinado.e as medidas de prevenção também são específicos. má arrumação. os atos inseguros no trabalho provocam a grande maioria dos acidentes. Isto ocorre com mais frequência nos movimentos bruscos. para estudos mais aprofundados desdobra-se esse Acidente-tipo nos dois acima citados. A pessoa é ferida. pois.queda pela ação da gravidade e não arremesso . inseguro ou de forma incorreta (não segura). Essas quedas podem ocorrer das mãos. etc. Em alguns casos. Ouro Branco-MG. a ação do agente da lesão é diferente das demais .

o risco de vida quase sempre está presente. eventualmente. ou melhor. O tipo queda da pessoa poderá ser subdividido. Prostração térmica. pela quebra de escadas ou andaimes e. lesões na espinha. para ganhar tempo. Numa explosão. por confusão entre produtos. como já foi explicado.acidentemeio . Incluem-se também os contatos com produtos que apenas causam efeitos alérgicos. uma pessoa poderá ser batida por algum estilhaço. apesar de todo o cuidado.  Contato com produtos químicos agressivos: a pessoa sofre lesão pela aspiração ou ingestão dos produtos ou pelo simples contato da pele com os mesmos. o tipo é queda da pessoa se. que pela menor incidência não requerem uma classificação específica. Ouro Branco-MG. Os acidentes-tipo de contato com eletricidade são potencialmente mais graves. CEP 36420-970. outra poderá sofrer uma queda. CNPJ: 33. outra ainda poderá ser atingida por uma onda de calor. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 17 . quer sejam ambientais ou radiantes. Por exemplo: uma pessoa recebe contra o corpo respingos de ácido e sofre queimaduras. pois.que é objetivo visado. A prevenção desse Acidente-tipo..Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. ou do esforço excessivo empregado.  Exposição a temperaturas extremas: são os casos em que a pessoa se expõe à temperaturas muito altas ou baixas. Centro. do movimento brusco em más condições. pelo fato de a classificação proposta ser apenas genérica. nº 200.  Contato com eletricidade: as lesões podem ser provocadas por contato direto com fios ou outros pontos carregados de energia. Muito se fala se escreve e se orienta sobre os métodos corretos de levantar e transportar manualmente volumes e materiais e. assim como dos dois exemplificados anteriormente. o Acidente-tipo aqui referido está bem caracterizado. existem outros tipos menos comuns. para não desperdiçar tempo em detalhes que podem não compensar o esforço e o tempo despendidos em sua análise. sempre será necessário renovar treinamentos e insistir nas práticas seguras para evitar esse Acidente-tipo. Isto naturalmente será vantajoso em empresas com trabalhos em vários níveis. QUALIDADE. Eles podem ser identificados por não se enquadrarem em nenhum dos acidentes-tipo aqui relacionados.e nem com o gênero ou extensão das lesões. além de dispositivos de segurança dos equipamentos requer. cai por se desequilibrar. isto é. ou entra em contato com o agente lesivo. numa empresa de instalações elétricas certamente será vantajoso desdobrar o tipo contato com eletricidade.621. poderá ser vantajoso subdividir o tipo esforço excessivo ou "mau jeito" e. o que fazer para prevenir novas ocorrências. Porém. A classificação será. etc. decorrem da má posição do corpo. principalmente na espinha e região lombar. no trabalho. como na construção civil. A falta de ventilação adequada é responsável por muitas doenças ocupacionais causadas por produtos químicos.384/0354-76 inseguras evidentes. desde a sua definição até a sua interpretação na prática. Um mesmo acidente-meio pode causar diferentes acidentes-tipo.  Esforço excessivo ou "mau jeito ”: Nesses casos a pessoa não é atingida por determinado agente lesivo. sofresse também lesão de origem elétrica teriam ocorrido dois acidentes-tipo e o caso deveria ser assim registrado. é bom lembrar que a classificação aqui proposta baseia-se na maneira pela qual a pessoa sofre a lesão. muitas vezes simplesmente abuso do risco que sabe existir. poderá restar alguma dúvida. cujo objetivo deve ser uma prevenção sempre mais positiva dos acidentes. etc. e também devido ao fato de se colocar ou descansar as mãos em pontos perigosos de equipamentos. Mais uma vez. mas uma grande percentagem deve-se ao abuso e à negligência. se o ferimento foi só devido à queda. sempre é perigoso. É válido um desdobramento desde que seja vantajosa para o estudo que se propõe efetuar. por outro lado. treinamento e responsabilidades no que diz respeito às regras de segurança. mas sim a agressividade química do agente. sofre um ferimento. embalagens. Ocorre com relativa frequência devido a ato inseguro praticado no manuseio de peças. Muitos casos ocorrem por erros ou falta de proteção adequada. dos trabalhadores. Além dos citados. sem que a pessoa tenha tido contato direto com a fonte de temperatura extrema. o Acidente-tipo é "contato com produto químico" e não batida por. alguns dos tipos relacionados agrupam acidentes semelhantes. queimaduras por raios de solda elétrica e outros efeitos lesivos imediatos. ou com arco voltaico. em outro gênero de indústria o resultado desse desdobramento poderá não compensar. um pouco difícil nos casos em que o acidente puder. Portanto. pois o que determinou a lesão não foi o impacto. e nada tem a ver com a ocorrência física do ambiente . Em alguns casos. Numa indústria química. ou à falta de suficiente conhecimento de perigo. Outros acidentes-tipo: como é fácil notar. pertencer a dois tipos. Num armazém de carga e descarga com muito trabalho manual. O contato com a corrente elétrica. ou ainda. muitas instruções. por mais que se tenha feito. eventualmente. certamente será útil desdobrar o tipo que se refere a contato com produtos químicos agressivos. sofrendo as consequências de alguma lesão ou mesmo de uma doença ocupacional.. Uma pessoa recebe um choque que a faz cair e bater com a cabeça no chão. Porém conhecendo-se bem os pontos mais importantes para a classificação não haverá qualquer dificuldade. é preferível optar pela generalidade e dentro dela dar a devida atenção aos fatos específicos de destaque que possam servir para a conclusão geral do relatório . lesões com distensão lombar. são exemplos desse Acidente-tipo. São muitos os casos que ocorrem devido à falta ou má condição de equipamentos destinados a manipulação segura dos produtos agressivos.  Prensagem entre: é quando a pessoa tem uma parte do corpo prensada entre um objeto fixo e um móvel ou entre dois objetos móveis. aparentemente.

 Falta de conhecimento das práticas seguras  Incapacidade física para o trabalho. Espécie de acidente impessoal (espécie) caracterização da ocorrência de acidente impessoal de que resultou ou poderia ter resultado acidente pessoal. pela Previdência Social. mas no geral das investigações processadas. incapacidade permanente parcial. não podendo ser considerado como causador direto da lesão pessoal. Os fatores pessoais mais predominantes são:  Atitude imprópria (desrespeito às instruções).384/0354-76 Fator pessoal inseguro: É a característica mental ou física que ocasiona o ato inseguro e que em muitos casos.  Nervosismo. suas causas e consequências. substância. independentemente de percepção de auxílio-acidente. Morte: cessação da capacidade de trabalho pela perda da vida. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública. CEP 36420-970. Na prática. a destinada à previdência social.  Excesso de confiança. . Ouro Branco-MG. Comunicação de acidentes para fins legais .é o acidente que não causa lesão pessoal. por exemplo. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 18 . Acidente sem lesão . não prevalecendo nestes casos os prazos. tem garantido. energia ou movimento do corpo que diretamente provocou a lesão. O segurado que sofreu acidente do trabalho com afastamento superior a 15 dias. entidade ou estabelecimento interessado no estudo dos acidentes do trabalho. também criam condições inseguras ou permitem que elas continuem existindo. a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa.  Má interpretação das normas. independente do tempo decorrido desde a lesão. e para fim de estudo. Na falta de comunicação por parte da empresa.Comunicação que se faz com a finalidade precípua de possibilitar o registro de acidente. derrame. QUALIDADE.621.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Comunicação de interna de acidentes para fins de registro . A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o 1º dia útil seguinte ao da ocorrência e. Tipo de acidente pessoal (tipo) caracterização da maneira pela qual a fonte da lesão causou a lesão.queda ou projeção de objetos.280 (Cadastro de acidente e procedimento de comunicação). nº 200. esta lesão pode provocar incapacidade permanente total. Lesão com afastamento (lesão com perda de tempo ou incapacitante) lesão pessoal que impede o acidentado de voltar ao trabalho no dia imediato ao do acidente ou de que resulte incapacidade permanente.acidente no transporte privado Acidente pessoal acidente cuja caracterização depende de existir acidentado. após a cessação do auxílio-doença acidentário.vazamento. bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria. A empresa não se exime de sua responsabilidade pela comunicação do acidente feita pelos terceiros acima citados. essas indicações serão sempre úteis. incapacidade temporária total ou morte. COMUNICAÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO (CAT). à autoridade competente. Acidente impessoal acidente cuja caracterização independe de existir acidentado.NBR 14. seus dependentes. . a entidade sindical competente. sob pena de multa. de imediato. pelo prazo mínimo de doze meses. CNPJ: 33. podem formalizá-la o próprio acidentado. Fonte da lesão coisa.Qualquer comunicação de acidente emitida para atender a exigências da legislação em vigor como. Acidente inicial acidente impessoal desencadeador de um ou mais acidentes. em caso de morte. Os sindicatos e as entidades de classe poderão acompanhar a cobrança das multas. Da comunicação do acidente receberão cópia fiel o acidentado ou seus dependentes. Centro. Norma aplica-se a qualquer empresa. a indicação do fator pessoal pode ser um tanto subjetiva. . Demais condições. .

 Multas e encargos contratuais. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 19 .  Indenizações e honorários legais. quando se desejar fazer referência a acidentado. nº 200. esta lesão não provoca a morte. portanto.  Pagamento de horas-extras. Incapacidade permanente total: perda total da capacidade de trabalho.  Fisioterapia e assistência psicológica.  Atrasos no cronograma de produção e entrega. Acidentado: vítima de acidente. A) ambos os olhos. C) ambas as mãos ou ambos os pés ou uma das mãos e um pé.  Interrupção da produção. um olho e um pé. Permanecendo o acidentado afastado de sua atividade por mais de um ano. máquinas e equipamentos.  Necessidade de readaptação  Diminuição de sua eficiência  Dificuldade de arranjar novo emprego compatível com a sua deficiência. Incapacidade permanente parcial: redução parcial da capacidade de trabalho. excetuados a morte.384/0354-76 Lesão sem afastamento (lesão não incapacitante ou lesão sem perda de tempo) lesão pessoal que não impede o acidentado de voltar ao trabalho no dia imediato ao do acidente. em caráter permanente que. CUSTOS DO ACIDENTE DE TRABALHO Custos Diretos e Indiretos Para o Trabalhador  Lesão com sofrimento físico e mental. A incapacidade temporária parcial não causa afastamento do acidentado.  Redução da eficiência nos primeiros dias após retorno ao trabalho.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. civil ou criminal. Para a Empresa  Salário dos quinze primeiros dias após o acidente.  Cirurgias e remédios.  Cobertura de licenças médicas. QUALIDADE.  Investigação de causas e correção da situação. não provocando morte ou incapacidade permanente total. B) um olho e uma das mãos ou. respectivamente “lesão com afastamento” e “lesão sem afastamento”. em caráter permanente. no entanto.  Diminuição do poder aquisitivo. Incapacidade temporária total: perda total da capacidade de trabalho de que resulte um ou mais dias perdidos.  Desemprego.  Transporte e assistência médica de urgência. devem ser evitadas as expressões “acidente com afastamento” “acidente sem afastamento”.  Desamparo à família.  Perícia trabalhista.621. Ouro Branco-MG.  Depressão e traumas. incapacidade permanente total ou parcial ou incapacidade temporária total. a incapacidade permanente parcial e a incapacidade permanente total.  Danificação de produtos. desde que não haja incapacidade permanente. a lesão sem perda de tempo. CNPJ: 33.  Embargo ou interdição fiscal. é computado somente o tempo de 360 dias. Não é correto referir-se a “acidente”. prejuízos ao conceito e à imagem da empresa. CEP 36420-970. primeiros socorros ou socorro s médicos de urgência. ferramentas. matéria-prima e outros insumos. é a causa de perda de qualquer membro ou parte do corpo. sem morte.  Paralisação de setor. usado impropriamente para significar.  Treinamento de substituto.  Insegurança da equipe.  Próteses e assistência médica.  Aumento do prêmio de seguro. ou qualquer redução permanente de função orgânica.  Dependência de terceiros para acompanhamento e locomoção.  Destruição de máquina. exige. correspondendo. Centro. veículo ou equipamento.

Matéria prima Compreendem os três estágios. Tendo em vista o descrito anteriormente. A tarefa mais difícil é quantificar os prejuízos para os acidentados. ou mesmo a compra de novas máquinas. equipamentos e instalações. ou um prêmio. que podem ser danificados em caso de acidente. ou seja. benefícios previdenciários. Centro. maquinas.  Tempo despendido para investigar as causas do acidente.  Mais leitos nos hospitais. Material perecível. QUALIDADE. tais como: uma promoção por tempo de serviço ou mérito. às canalizações. causando uma redução nas quantidades produzidas e consequentemente causando uma redução na receita da empresa. Ainda existe o fato da empresa que não zela pela segurança dos seus empregados ser considerada pelos clientes como uma empresa sem responsabilidade social e hoje isso está fazendo diferença nas relações comerciais. hospitalares. qualquer acidente acarreta. A vida e a saúde não têm preço. farmacêuticas. pois as variáveis envolvidas são tão diversas que não conseguimos contemplar todas e mesmo que consigamos é impossível de se prever alguma mudança na vida do trabalhador envolvido no acidente. Outro aspecto importante a ser computado no acidente é o tempo necessário para que o substituto do acidentado levará para desempenhar as funções com a mesma produtividade e eficiência.  Aumento de impostos e taxa É impossível se calcular o custo real de acidente do trabalho.  Qualidade inferior da produção de um substituto com relação à de uma pessoa com maior capacitação.621. portanto. estimar a vida esperada do trabalhador e colocar o seu salário atual durante esse período. que o custo de acidentes envolve vários fatores de produção:  Pessoal  Maquinas e equipamentos  Matéria prima  Tempo. ou ainda um prédio novo é facilmente contabilizado. CNPJ: 33. com perda de tempo.  Maior apoio da família e da comunidade. pode ser perdido em caso de parada repentina do processo em virtude de um acidente. carros de transporte diretamente ligados à produção.  Intervenções cirúrgicas. além de gastos com indenizações por incapacidade. exigindo reparos. tanto na produção como na mão-de-obra. ou mesmo uma evolução normal na sua carreira em função de estudos.  Elevação de preços dos produtos e serviços. Instalações Gerais Compreendem danos as instalações elétricas. Como se tudo o que acima foi descrito não bastasse existe uma outra variável importante a ser citada que é o fato da empresa correr o risco de perder seu cliente de forma definitiva uma vez que não consegue entregar as encomendas dentro dos prazos contratados. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 20 . substituição de peças e serviço extra das equipes de manutenção. Ouro Branco-MG. Os aspectos materiais são os mais fáceis de serem avaliados: os custos das matérias primas e dos materiais auxiliares perdidos.  Tempo despendido para providenciar a substituição do acidentado e treinar o substituto. somente poderíamos fazer uma projeção da sua condição de emprego. nº 200.384/0354-76  Avaliação negativa da área. aos prédios. ao órgão segurador.  Aumento da taxação securitária. Pessoal Envolve todos os funcionários assalariados. CEP 36420-970. por exemplo. Tempo Invariavelmente. etc. entrada. Conclusão: Pode-se notar. Com isso estaríamos supondo que o trabalhador continuaria naquela condição de emprego até o fim de sua vida e isso pode não ser verdadeiro.  Instalações. Qualquer acidente determinará despesas médicas. o custo da manutenção que deverá acontecer. Maquinas e equipamentos Incluem ferramentas. processamento e saída como produto acabado.  Redução da população economicamente ativa ou perda de elemento produtivo  Aumento do desemprego e baixa do poder aquisitivo.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Para a nação:  Socorro e medicação de urgência.

SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 6000 6000 3.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. as consequências e os procedimentos corretos para evitar novos acidentes.280. cada um.Distal -----100 75 60 2º Falange. 3 x 160 = 480.280/99. dos quais 18 trabalham. B) Mão: Amputação atingindo Quirodáctilos (dedos da Mão) todo o osso ou parte 1/Polegar 2/ Indicador 3/ Médio 4/Anular 3º Falange. Há. taxa de gravidade e medidas de avaliação da gravidade (número médio de dias perdidos em consequência de incapacidade temporária total.000 HHT. total ou parcial. facilitadores de segurança. o procedimento denominado hipótese de acidente (HA). determinando as causas. no levantamento estatístico.621.medial (distal 300 200 150 120 para o polegar) 1º Falange . e tempo médio computado). É fixada conforme tabela constante da NBR 14. DD: Número de dias debitados. Já a NBR nº 14. líderes. Não são computados os acidentes SPT. 4 x 182 = 728. no período de tempo considerado. Os indicadores de acidentes do trabalho. DP: Número de dias perdidos pelo trabalhador acidentado (entre o dia seguinte ao do acidente e o dia da alta médica). ainda. como abaixo indicado: 18 x 200 = 3600. CEP 36420-970. 4 trabalham 182 horas por mês e 3. Deve ser elaborada logo após o acidente e deve ter como participantes os supervisores. 25 x 200 = 5. Do cotovelo até a articulação do ombro. com perda de tempo e sem perda de tempo de atividade). Estatísticas de acidentes são os controles realizados mensalmente com objetivo de verificar o desempenho de segurança da empresa ou de determinado setor. independente dos danos gerados) e a gravidade (severidade) dos acidentes em determinada empresa ou área específica desta. em um determinado período de tempo. nº 200. Total = 4808. 160 horas por mês. onde é desenvolvida a percepção de qualquer condição de risco que pode ocasionar um acidente. A OIT utiliza três indicadores para medir e comparar a periculosidade entre diferentes setores de atividade econômica de um país: o índice de frequência. Ouro Branco-MG. Exemplo de cálculo de HHT: 25 homens. Vários estudos elaborados por especialistas sugerem. São descritos os incidentes que poderiam acarretar um acidente. o acidentado (se puder). Centro. totalizam 4 808 horas-homem. 200 horas por mês. QUADRO I NBR 14280/2001 DIAS A DEBITAR I morte II incapacidade permanente total III perda de membro A) Membro superior Acima do punho até o cotovelo. apenas. são indispensáveis para a correta determinação de programas de prevenção de acidentes e possíveis melhorias das condições de trabalho. número médio de dias perdidos em consequência de incapacidade permanente. CNPJ: 33. São dadas pelas expressões: Taxa de Frequência: TF = NA x 1000000/HHT Taxa de Gravidade: TG = (DP+DD) x 1000000/HHT Onde: EFETIVO = Número de trabalhadores descontando os que estão afastados por motivos diversos. HHT: Número de horas homem trabalhadas (de exposição ao risco). representantes da CIPA e o pessoal da Engenharia de Segurança do Trabalho. encarregados.600 4500 5/Mínimo 50 100 200 400 4500 21 . sugere a construção dos seguintes indicadores: taxas de frequência (total. ainda. além de fornecerem indícios para a determinação de níveis de risco por área profissional são de grande importância para a avaliação das doenças profissionais. no punho (carpo) 3000 c) Membro inferior Acima do Joelho QUALIDADE.384/0354-76 ESTATÍSTICA DE ACIDENTE DE TRABALHO Há diversos indicadores que podem ser construídos visando medir o risco no trabalho. A análise de acidentes (sem afastamento) e (com afastamento ) é o estudo detalhado dos fatos e do local onde ocorreu o acidente. NA: Número de acidentes ocorridos em um determinado período de tempo. testemunhas. a adoção de um indicador que permita avaliar o custo social dos acidentes do trabalho. exclusive. correspondendo aos casos de acidentes com morte ou com incapacidade permanente. inclusive. o índice de gravidade e a taxa de incidência.Proximal 600 400 300 240 Metacarpianos 900 600 500 450 Mão. Além disso. Cálculos das taxas de segurança: São calculadas taxas que determinam à frequência (quantidade.

É fundamental. mesmo que seja reduzida na proporção do salário e com declaração expressa do empregado.Proximal Metatarsianos Pé No tornozelo (Tarso) IV – Perturbação funcional: Perda da visão de um olho haja ou não visão no outro Perda da visão de ambos os olhos em um só acidente Perda da audição de um ouvido haja ou não audição no outro Perda da audição de ambos os ouvidos em um só acidente OBS: No Brasil. a partir da Constituição Federal de 1988. diarista ou mensalista.ou por força de lei ou acordo coletivo -. QUALIDADE. Será nulo. 30 horas por semana (x) 5 semanas (=) 150 horas por mês. atingindo todo o osso ou parte 3000 Pododáctilos (dedos dos pés) 1/ Cada um demais 35 150 75 300 150 600 350 2400 1800 6000 600 3000 dos 3º Falange -distal 2º Falange – medial (distal para o pododáctilo) 1º Falange . 71§2) Deve-se considerar que algumas atividades . admitidas pela jurisprudência e fiscalização. 36 horas por semana (x) 5 semanas (=) 180 horas por mês. basta não ferir a proteção da lei. todo e qualquer acordo entre as partes. atualmente vigente. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 22 . Importante! Não é aceito pela legislação pátria a alteração da jornada de trabalho com prejuízos ao empregado. um empregado que trabalha 8 (oito) horas por dia e no máximo 44 horas na semana. Nota: Para se compor as horas trabalhadas por dia. Em circunstâncias diferentes teria resultado em acidente. exclusive. é admitirmos um mês comercial de 5 (cinco) semanas. ainda. QUASE ACIDENTE Um quase acidente é uma ocorrência inesperada que apenas por pouco deixou de ser um acidente com um trabalhador ou um acidente com um equipamento. não se deve computar o período de intervalo concedido ao empregado. CNPJ: 33. apenas assegura um limite máximo. não impossibilita que ela seja menor. Assim. (CLT art. por exemplo: PROFISSÃO Bancários Telefonista Operadores cinematográficos Jornalista Médico Radiologista LIMITE DE HORAS DIA 6 horas 6 horas 6 horas 5 horas 4 horas 4 horas O empregador pode formular período de jornada no contrato de trabalho de acordo com suas necessidades. a jornada de trabalho sofreu novas alterações. mas 8hs de trabalho excluindo o intervalo. Para todos os fins legais. 40 horas por semana (x) 5 semanas (=) 200 horas por mês. Art. possuem jornadas especiais. passaram a determinar que a jornada de trabalho não ultrapassasse às 8 horas DIÁRIAS e 44 horas SEMANAIS. diante de um quadro necessário à redução a participação por negociação coletiva (Sindicato) e Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Centro.384/0354-76 Acima do tornozelo até a articulação do joelho. nº 200. Ouro Branco-MG. CEP 36420-970. A CLT art. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. exista uma extensão através do regime de compensação e prorrogação das horas. D) Pé Amputação. tem carga mensal de 220 HORAS. 58. Embora. A interpretação mais aceita pela jurisprudência para entendermos a formulação dessas 220 horas. 7º inciso XIII – “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. Exemplo: das 8:00 às 17:00 com 1:00 hora de intervalo temos 9hs na empresa.621. A limitação da jornada de trabalho. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho ”.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Assim podemos ter empregado horista. 44 horas por semana (x) 5 semanas (=) 220 horas por mês.

realizou uma análise com mais de 1. QUESTÕES PARA REVISÃO 1) Qual é o conceito legal de acidente de trabalho? 2) Qual é o conceito prevencionista? 3) Qual é a diferença entre o conceito legal e o prevencionista? 4) Quais são os tipos de acidentes relacionados ao trabalho? 5) O que é acidente de trajeto? 6) Quais são os fatores que determinam o acidente de trabalho? 7) Conceitue cada fator de acordo com seu entendimento.621. acontecem 30 acidentes com danos materiais. o que se conclui pelas ocorrências de acidentes? 12) O maior número de acidentes que ocorrem é devido a: a) ( ) Ato inseguro b) ( ) Condição inseguro c) ( ) Catástrofe da natureza 13) Como podem ser classificados os acidentes? 14) Quando que o acidente é considerado COM LESÃO? 15) Quando que o acidente é considerado SEM LESÃO? 16) Complete: a) O acidente com afastamento pode ser devido: Incapacidade ____________________ Incapacidade_____________________ Incapacidade_____________________ 17) Conceitue: a) Incapacidade temporária: b) Incapacidade Parcial: 18) O que é CAT? 19) Qual é o prazo da comunicação da CAT? 20) Cite exemplos de custos indiretos do acidente de trabalho para a empresa: 21) Cite exemplos de custos diretos para o acidente devido ocorrência do acidente de trabalho: QUALIDADE.700 funcionários onde detectou que: Esta análise ficou conhecida como “A pirâmide de Frank Bird. CEP 36420-970. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 23 . 10 acidentes com lesões leves e 1 acidente sério ou fatal. pois eles indicam que algo anda errado e a qualquer momento o acidente pode acontecer. CNPJ: 33.384/0354-76 É muito importante tratarmos os quase acidentes na prevenção de acidentes. que retrata as ocorrências em que para cada 600 Incidentes ou Quase Acidente. Um Estudioso Americano Frank Bird. Ouro Branco-MG. 8) Cite três exemplos de: a) Ato inseguro: b) Condição insegura c) Eventos catastróficos 9) O que é incidente? 10) Por que devemos tratar os incidentes? 11) Segundo a teoria de HENRICH.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Centro. nº 200.

durante 2 meses: 2 acidentes SPT. 7) Uma Empresa com 50 empregados.000 homem-hora trabalhada. o qual provocou uma incapacidade parcial permanente com trezentos dias debitados. 10) Calcule a Taxa de Frequência (TF) e a Taxa de Gravidade (TG) para este período.) desta indústria. Sabendo-se que o efetivo da Empresa é de 500 empregados e cada um trabalha. cumprindo cada um 150 horas por mês. 5 empregados trabalham 140 horas / mês. cumprindo cada um 150 horas por mês. cumprindo cada um 150 horas por mês. 8) Uma Empresa com 25 empregados distribui suas jornadas de trabalho da seguinte forma: 10 empregados trabalham 160 horas / mês. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 24 . Centro. em média. cumprindo cada um 202 horas por mês. Houve dois acidentes no mês de Janeiro de 1999 e três acidentes em Junho de 1999. QUALIDADE. 170 horas / mês. Calcule a taxa de frequência. Calcule o Coeficiente de Gravidade (TG.) e o Coeficiente de Frequência (TF. CNPJ: 33. nº 200. 12) A empresa de produção têxtil “bons alunos” possui no seu quadro 300 empregados. 11) A empresa de produção têxtil “bons alunos” possui no seu quadro 300 empregados. Calcule o número de HHT para 1 trimestre. 1 acidente CPT. CEP 36420-970. Calcule a taxa de frequência do ano (acumulado) 13) A empresa de produção têxtil “bons alunos” possui no seu quadro 300 empregados. 10 empregados trabalham 120 horas / mês. Houve dois acidentes no mês de Janeiro de 1999.384/0354-76 QUESTÕES PARA REVISÃO 1) O que se entende por Estatística de acidentes? 2) Quais são os indicadores de índice de estatísticas de acidentes? 3) Como calcular o HHT? 4) O que são dias perdidos? 5) O que são dias debitados? 6) Resolva: Uma indústria teve trinta dias perdidos com cinco acidentes em um mês com 100. sendo 90 dias perdidos e 200 dias debitados. Houve dois acidentes no ano de 1999.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. 14) A empresa de energia “Luz alta” possui no seu quadro 1500 empregados. Calcule HHT para 1 ano. 09) Em uma Empresa ocorreram. cada um trabalha 8 horas por dia e 5 dias por semana. considerando que em 1 mês a 4 semanas. 1 acidente com perda do 1º quirodátilo (dedo polegar). Houve 1 acidente com afastamento no mês de Março de 2003. Calcule a taxa de gravidade do mês. Ouro Branco-MG. Calcule a taxa de frequência do mês. Ocorreu um sexto acidente com lesão.621. mês a mês e a do ano (acumulado).

Para que serve o Mapa de Risco? Serve para a conscientização e informação dos colaboradores e visitantes. Para facilitar o estudo dos riscos ambientais. Como são representados os riscos? AGENTES AMBIENTAIS A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza.Gases e vapores. Centro. equipamentos. bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção. São exemplos de riscos físicos: Calor Frio Umidade Ruído Vibrações Pressões anormais Os Agentes químicos que são as substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho e classificam-se. capazes de acarretar prejuízos à saúde dos trabalhadores: acidentes e doenças de trabalho. através da fácil visualização dos riscos existentes na empresa reunindo as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde dos colaboradores da empresa. sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caráter acumulativo e chegam.Aerodispersóides. entrevistando os colaboradores que trabalham em cada setor. Tais fatores têm origem nos diversos elementos do processo de trabalho (materiais. às vezes. podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde. podendo ser completo ou setorial). Como são elaborados? Depois de fazer uma inspeção e conhecer os diversos setores da empresa. CNPJ: 33. a troca e divulgação de informações entre eles. então são estudados os relatórios para reconhecimentos dos riscos. instalações. QUALIDADE.621. depois de reunir e avaliar os riscos de cada setor devem fazer a planta baixa de todo ou de cada setor individualmente para que sejam indicados através de círculos.384/0354-76 CAPÍTULO V MAPA DE RISCO O QUE É MAPA DE RISCO? Mapa de Risco é uma representação gráfica de um conjunto de fatores presentes nos locais de trabalho (sobre a planta baixa da empresa. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 25 . em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar. observando os agentes agressivos e organização mobiliária. CEP 36420-970.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Quem elabora o mapa de risco? Os membros da CIPA. eles foram classificados nos seguintes grupos:  Físicos  Químicos  Biológicos  Ergonômicos  Acidentes ou Mecânicos Os agentes físicos causadores potenciais de doenças representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o ambiente. suprimentos e espaços de trabalho) e na forma de organização do trabalho. também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano. Assim. os riscos. nº 200. segundo as suas características em: 1. para transformá-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais . ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores. durante a sua elaboração. é capaz de dispensar no ambiente de trabalho substâncias que. possibilitando. Ouro Branco-MG. a produzir graves danos aos trabalhadores. 2.

nº 200. CEP 36420-970.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. São exemplos de riscos mecânicos: Animais Peçonhentos Iluminação Eletricidade Equipamentos defeituosos REPRESENTAÇÃO DOS RISCOS QUALIDADE.384/0354-76 São exemplos de riscos químicos: Poeira Névoas Neblinas Os agentes biológicos são representados por organismos vivos. Centro.621. capazes de colocar em perigo a integridade física do trabalhador. São exemplos de riscos ergonômicos: Postura inadequada Jornada de trabalho Peso excessivo Turno de trabalho Os riscos mecânicos ou de acidentes ocorrem em função das condições físicas (do ambiente físico de trabalho) e tecnológicas impróprias. Estes riscos são contrários às técnicas de ergonomia. tais como: Parasitas Fungos Bactérias Vírus Os Riscos ergonômicos são encontrados no ambiente de trabalho ou nas ferramentas e também na realização da atividade. proporcionando bem estar físico e psicológico. que exigem que os ambientes de trabalho se adaptem ao homem. CNPJ: 33. Ouro Branco-MG. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 26 .

. Ouro Branco-MG. nº 200.. névoa..). QUESTÕES PARA REVISÃO 1) Quais são os agentes ambientais? 2) Por que devemos fazer o reconhecimento dos riscos antes do inicio das atividades? 3) Como são classificados os agentes ambientais? 4) Dê 3 exemplos de: a) Riscos físicos b) Riscos químicos c) Riscos Biológicos d) Riscos Ergonômicos e) Riscos Mecânicos 5) Classifique os agentes da primeira coluna de acordo com a segunda: ( ) Radiação ( ) Poeira de sílica ( ) Fumo metálico 1= FÍSICO ( ) Vibração 2= QUÍMICO ( ) Fungos ( ) Vírus 3= BIOLÓGICO ( ) Frio 4= ERGONÔMICO ( ) Calor 5= ACIDENTE ( ) Eletricidade ( ) Picada de cobra ( ) Ataque de ser vivo ( ) Iluminação ( ) Jornada prolongada de trabalho.) MARROM Representa os riscos biológicos (Bactérias. solventes.) VERMELHO Representa os riscos químicos (poeira. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 27 . vibração.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho.. calor.621. gás. ruído. vírus.. turnos de trabalho.) AMARELO Representa os riscos ergonômicos (postura. Centro..) AZUL Representa os riscos mecânicos (iluminação.384/0354-76 Os riscos são representados através de círculos de tamanhos grande. médio e pequeno... INTENSIDADE DOS RISOCS Grande Médio Pequeno VERDE Representa os riscos físicos (frio. 6) O que é mapa de risco? QUALIDADE. CNPJ: 33.. eletricidade. CEP 36420-970.. de acordo com a intensidade do risco e pelas cores correspondentes de cada risco que são padronizadas. fungos.

São as Normas Regulamentadoras do Capítulo V. também conhecidas como NR’S. nº 200. Quais são elas? NR -1 Disposições Gerais NR. Centro.5 CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidente) NR. Ouro Branco-MG. Pecuária Silvicultura. NR-12 Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos. São de observância obrigatória por todas as empresas brasileiras regidas pela (CLT).Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. NR-34 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval. NR-36 Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados. regulamentam e fornecem orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho no Brasil. NR-32 Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde.214 de 08 de junho de 1978. da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 28 . foram aprovadas pela Portaria N° 3. NR-21Trabalhos a Céu Aberto NR-22 Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração NR-23 Proteção Contra Incêndios NR-24 Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho NR-25 Resíduos Industriais NR-26 Sinalização de Segurança NR-27 Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho NR-28 Fiscalização e Penalidades NR-29 Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário NR-30 Segurança e saúde no trabalho aquaviário. CEP 36420-970. Título II. relativas à Segurança e Medicina do Trabalho.621.7 PCMSO (Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional) NR-8 Edificações NR-9 PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais).4 SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho).3 Embargo e Interdição NR. NR-10 Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade. Exploração Florestal e Aquicultura. QUALIDADE.6 EPI (Equipamento de Proteção Individual) NR. Atualmente há 36 Normas Regulamentadoras e cada uma delas determinam procedimentos que são obrigatórios dentro das empresas. NR-31 Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. NR. NR-14 Fornos NR-15 Atividades e Operações Insalubres NR-16 Atividades e operações perigosas NR-17 Ergonomia NR-18 PCMAT (PROGRAMA DE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO) NR-19 Fornos NR-20 Segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis. NR-11 Transporte. NR-33 Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados. NR-35 Trabalho em Altura. NR-13 Caldeiras e Vasos de Pressão. movimentação.384/0354-76 CAPÍTULO VI NORMAS REGULAMENTADORAS As Normas Regulamentadoras. CNPJ: 33. armazenagem e manuseio de materiais.2 Inspeção Prévia NR.

O dimensionamento do SESMT é realizado de acordo com o quadro II da NR-04 pelo grau de risco e número total de funcionários do estabelecimento. O objetivo do SESMT é promover a saúde e proteger a integridade dos trabalhadores no local de trabalho.384/0354-76 NR-04 SESMT Serviço Especializado Em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. nº 200. de acordo com o que determina a NR 6. j) manter os registros de que tratam as alíneas "h" e "i" na sede dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho ou facilmente alcançáveis a partir da mesma. i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho. pelo trabalhador. l) as atividades dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho são essencialmente prevencionistas. a utilização. mesmo reduzido. c) colaborar. h) analisar e registrar em documento (s) específico (s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento. Ouro Branco-MG. no mínimo. os fatores ambientais. b) determinar. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE JORNADA DE TRABALHO 3 horas tempo parcial ou 6 horas tempo integral 8 horas 3 horas tempo parcial ou 6 horas tempo integral No mínimo 3 horas 8 horas 29 . Técnico de Segurança do Trabalho. quando se tornar necessário. preenchendo. Entretanto. e) manter permanente relacionamento com a CIPA. nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa. as características do agente e as condições do (s) indivíduo (s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s). CNPJ: 33. descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional. de QUALIDADE.CLT. tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. além de apoiá-la. exercendo a competência disposta na alínea "a". f) promover a realização de atividades de conscientização. Engenheiro de Segurança do trabalho. embora não seja vedado o atendimento de emergência. e todos os casos de doença ocupacional. devendo ser guardados somente os mapas anuais dos dados correspondentes às alíneas "h" e "i" por um período não inferior a 5 (cinco) anos. com ou sem vítima. educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III. Centro. valendo-se ao máximo de suas observações. treiná-la e atendê-la. JORNADA DE TRABALHO DOS INTEGRANTES DO SESMT INTEGRANTES DO SESMT Médico do Trabalho Auxiliar de Enfermagem do Trabalho Enfermeiro do Trabalho Engenheiro de Segurança do Trabalho Técnico de Segurança do Trabalho Atribuições dos SESMT: a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. V e VI. a intensidade ou característica do agente assim o exija. sendo de livre escolha da empresa o método de arquivamento e recuperação. IV. COMPOSIÇÃO DO SESMT O SESMT é integrado pelos profissionais. de Equipamentos de Proteção Individual . desde que a concentração. devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro. sendo regulamentado pela NR 4 da portaria 3214 de 08 de junho de 1978 e torna obrigatória a manutenção deste serviço nas empresas que possuem empregados regidos pela Consolidação das leis do Trabalho. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade. a elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Médico do Trabalho. através do órgão regional do Ministério do Trabalho. quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir. estimulando os em favor da prevenção.EPI. pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos. desde que sejam asseguradas condições de acesso aos registros e entendimento de seu conteúdo. CEP 36420-970. conforme dispõe a NR 5. quando solicitado. inclusive máquinas e equipamentos. d) responsabilizar-se tecnicamente. de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador. g) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.621. Auxiliar de Enfermagem do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho.

NR-05 O Que é? Comissão Interna de Prevenção de Acidente que foi criada no ano de 1923. Como dimensionar a CIPA? A CIPA é dimensionada por estabelecimento e de acordo com o quadro I da NR 05 pelo grupo de CNAE e número de funcionários do estabelecimento. mas no Brasil somente começou e ser cumprida a partir de 1944. com a participação do maior número de trabalhadores. Centro. A CIPA deve realizar reuniões ordinárias mensais com calendário pré-estabelecido e reuniões extraordinárias quando houver necessidade por algum desvio. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 30 . A Comissão terá em sua composição: Um presidente indicado pelo empregador.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho. É proibido aos profissionais do SESMT a realização de quaisquer outros serviços dentro da empresa durante o horário de trabalho. CEP 36420-970. Ouro Branco-MG. CNPJ: 33. A CIPA é representada por duas partes: Representantes do Empregador e Representante dos Empregados. onde houver. escolhido em comum acordo entre a comissão e aprovado pelo empregador. com assessoria do SESMT. A CIPA terá por atribuição: a) identificar os riscos do processo de trabalho. A CIPA deverá elaborar um plano de trabalho para seguir um controle formal de seus trabalhos na prevenção de acidentes e doenças. A CIPA é obrigatória por empresas regidas pela CLT.384/0354-76 disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e ao salvamento e de imediata atenção à vítima deste ou de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas atividades. b) elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho. QUALIDADE. acidente ou mudança no processo da empresa. c) participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias. Para que serve a CIPA? O Objetivo da CIPA é prevenir Acidentes e Doenças do trabalho mediante controle dos riscos. A CIPA tem vigência de um ano e o todo o seu processo de substituição será realizado conforme a NR 05. A Empresa indicará seus representantes para a CIPA e os empregados elegerão através de eleição com voto secreto os seus representantes. As reuniões devem ser redigidas em atas cujo todos os membros devem receber cópias.621. e elaborar o mapa de riscos. nº 200. um vicepresidente escolhido entre os empregados eleitos da comissão e um secretário que pode ser da comissão ou não. CIPA .

em conjunto com o SESMT. a paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores. j) divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras. onde houver. da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados. l) participar. • Para atender situações de emergência. n) requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas. expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. EPI adequado ao risco. QUALIDADE. ou ao empregador. p) participar. das discussões promovidas pelo empregador. bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho. para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionado à segurança e saúde dos trabalhadores.621. de fabricação nacional ou importada. relativas à segurança e saúde no trabalho. A empresa é obrigada a fornecer ao empregado. h) requerer ao SESMT. CNPJ: 33. só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação . com o SESMT. em conjunto com a empresa. quando houver. para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que não tenham sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. NR-06 EPI O que é? EPI é todo dispositivo de uso individual utilizado pelo empregado. CEP 36420-970. Ouro Branco-MG. nº 200. de Campanhas de Prevenção da AIDS. verificações nos ambientes e condições de trabalho visando a identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores. a cada reunião. em perfeito estado de conservação e funcionamento. g) participar. • Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. anualmente. nas seguintes circunstâncias: • Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças ocupacionais. i) colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho. avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas. O equipamento de proteção individual. periodicamente. Centro. em conjunto com o SESMT. quando for o caso. e) realizar. gratuitamente. ou com o empregador. anualmente.384/0354-76 d) realizar. Para fins de comercialização o CA concedido aos EPI terá validade: a) de 5 (cinco) anos. b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do SINMETRO. onde houver a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT. m) requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores. f) divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho.CA. onde houver. o) promover. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 31 .

no caso de EPI importado. fichas ou sistema eletrônico. o lote de fabricação e o número do CA. o nome comercial da empresa fabricante. f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. Ouro Branco-MG.384/0354-76 Cabe ao empregador quanto ao EPI: a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade. b) exigir seu uso. o nome do importador. devendo esta constar do CA. podendo ser adotados livros. nº 200. g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. e. o órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho poderá autorizar forma alternativa de gravação.621. Alguns tipos de EPI: Capacete Óculos Protetor Facial Perneiras Luvas Protetor auditivo Respirador Calçado de Segurança Máscara Avental Macacão Creme protetor Cinto de Segurança Talabarte Trava queda QUALIDADE. h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador. ou. d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado guarda e conservação. quando danificado ou extraviado. a ser Cabe ao empregado quanto ao EPI: a) usar. Centro. CEP 36420-970. o lote de fabricação e o número do CA.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. O SESMT e a CIPA são responsáveis por recomendar ao empregador o EPI adequado aos riscos existentes no ambiente de trabalho proposta pelo fabricante ou importador. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 32 . e) substituir imediatamente. Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis. e. d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. Na impossibilidade de cumprir o determinado. CNPJ: 33. b) responsabilizar-se pela guarda e conservação. c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso. utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina.

conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora. consideram-se riscos ambientais os agentes físicos. de modo a proporcionar um máximo de conforto. NR-17 ERGONOMIA Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. reconhecimento. Centro. avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho.PPRA. O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores.NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. as condições de trabalho. através da antecipação. concentração ou intensidade e tempo de exposição. no mínimo. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. segurança e desempenho eficiente. aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. em função de sua natureza. cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho. devendo estar articulado com o disposto nas demais NR. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. CEP 36420-970. Esta NR estabelece os parâmetros mínimos e diretrizes gerais a serem observados na execução do PPRA. nº 200. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 33 . em especial com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PCMSO previsto na NR-7.384/0354-76 NR-09 PPRA Esta Norma Regulamentadora . Ouro Branco-MG. CNPJ: 33. transporte e descarga de materiais.621. devendo a mesma abordar. QUALIDADE. podendo os mesmos serem ampliados mediante negociação coletiva de trabalho. Para efeito desta NR. ao mobiliário. químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que.

CEP 36420-970. Centro. QUALIDADE. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 34 .Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. mobiliário e metodologia de execução de cada tarefa. Hoje há a prática e programas de ginásticas laboral nas empresas.384/0354-76 As análises ergonômicas devem ser elaboradas de acordo com os cargos e postas de trabalho de cada empresa. Ouro Branco-MG.621. sendo obrigatória a observação de tempo. nº 200. visando um conforme maior dos trabalhadores no seu início de jornada de trabalho. CNPJ: 33.

CNPJ: 33. indicando a direção da saída. As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento. O empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre: a) utilização dos equipamentos de combate ao incêndio. As aberturas. Os locais de trabalho deverão dispor de saídas. c) dispositivos de alarme existentes. em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança.621. em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis. nº 200. Centro. em caso de emergência. Ouro Branco-MG. saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos. QUALIDADE.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho.384/0354-76 NR-23 PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO Todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção de incêndios. CEP 36420-970. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 35 . b) procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança.

da Organização das Nações Unidas. CEP 36420-970.26 SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA Devem ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho. impressas ou gráficas. impressa ou anexada à embalagem que contém o produto. delimitar áreas. Os aspectos relativos à rotulagem preventiva devem atender ao disposto em norma técnica oficial vigente. As cores utilizadas nos locais de trabalho para identificar os equipamentos de segurança. A rotulagem preventiva do produto químico classificado como perigoso a segurança e saúde dos trabalhadores deve utilizar procedimentos definidos pelo Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS). da Organização das Nações Unidas. A classificação de substâncias perigosas deve ser baseada em lista de classificação harmonizada ou com a realização de ensaios exigidos pelo processo de classificação. Classificação. relativas a um produto químico. A rotulagem preventiva deve conter os seguintes elementos: a) identificação e composição do produto químico.384/0354-76 NR. devem atender ao disposto nas normas técnicas oficiais. que deve ser afixada. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 36 . confusão e fadiga ao trabalhador. QUALIDADE. Ouro Branco-MG. Centro.621. c) palavra de advertência. Rotulagem Preventiva e Ficha com Dados de Segurança de Produto Químico O produto químico utilizado no local de trabalho deve ser classificado quanto aos perigos para a segurança e a saúde dos trabalhadores de acordo com os critérios estabelecidos pelo Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS). Os aspectos relativos à classificação devem atender ao disposto em norma técnica oficial vigente. b) pictograma(s) de perigo. CNPJ: 33. Na ausência de lista nacional de classificação harmonizada de substâncias perigosas pode ser utilizada lista internacional. identificar tubulações empregadas para a condução de líquidos e gases e advertir contra riscos. a fim de não ocasionar distração. A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. O uso de cores deve ser o mais reduzido possível.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes. f) informações suplementares. A rotulagem preventiva é um conjunto de elementos com informações escritas. nº 200. d) frase(s) de perigo.

384/0354-76 Os trabalhadores devem receber treinamento: a) para compreender a rotulagem preventiva e a ficha com dados de segurança do produto químico. CNPJ: 33.621. nº 200. riscos. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 37 . medidas preventivas para o uso seguro e procedimentos para atuação em situações de emergência com o produto químico.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. b) sobre os perigos. QUALIDADE. CEP 36420-970. Ouro Branco-MG. Centro.

Ouro Branco-MG. Cite 3 tipos de luvas e sua indicação.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. CNPJ: 33. O que é CA? Quem Emite o CA? Cite 3 tipos de EPI indicados para proteção de membros inferiores. Cite 3 responsabilidades do empregado quanto ao EPI. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 38 .621. O que são riscos ambientais? O que é ergonomia? Cite 3 métodos de extinção de incêndio. Escolha uma profissão Industrial e determine todos os EPI a ele indicado pelo cargo. Quais são as classes de capacetes e suas indicações. O que é EPI? Cite 3 responsabilidades do empregador quanto ao EPI.384/0354-76 QUESTÕES PARA REVISÃO 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 10) 11) 12) 13) 14) 15) 16) 17) 18) 19) 20) 21) 22) 23) O que são Normas Regulamentadoras? Atualmente. Cite 3 tipos de agentes extintores Quais são as classes de incêndio? Qual é o objetivo de sinalização de segurança nas empresas? QUALIDADE. CEP 36420-970. Centro. nº 200. quantas e quais são as NR’S? Qual é o Objetivo das NR’S? O que significa SESMT? Quais são os componentes do SESMT? O que é CIPA? Qual é o objetivo da CIPA? Cite 4 atribuições da CIPA.

621. e congrega mais de 150 países-membros. que significa “igualdade”. mas as organizações com visão. a qual foi o embrião da série ISO 14000. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 39 . nos livros e na linguagem empresarial. QUALIDADE. Foi ainda no início da década de 1990 que surgiu o conceito de sistema de gerenciamento ambiental formalizado pela British Standard Institution (BSI) na norma BS7750. O Termo ISO é muito usado como antepositivo e vem do grego isos. Meio Ambiente como uma responsabilidade de todos e para todos.000 refere-se ao gerenciamento ambiental. surge um questionamento: por que a empresa decide tal implantação? As pessoas normalmente possuem relutância a fatos que possam envolver mudanças. CEP 36420-970. não existe determinação legal que obrigue as organizações a buscarem a certificação.” padronização” . porém.384/0354-76 CAPITULO VII LEGISLAÇÃO AMBIENTAL Norma da ISO 14. a sociedade tenta impor às empresas um comportamento voltado à preocupação correta com o meio ambiente através de leis e normas. de um sistema de gerenciamento que considera os possíveis danos causados ao meio ambiente por atividade de produção. sabem que essas certificações agregam valor ao seu produto e serviço. portanto. Ouro Branco-MG. ela é que irá nos interessar neste capítulo. para tanto procuram de algum modo expor opiniões de modo a tentar inibir a implantação. Contudo a sociedade e organizações voltadas à proteção da natureza apressaram de modo consolidado um processo em torno de questões relacionadas com a qualidade do meio ambiente nas últimas décadas de forma bastante evidenciada. A certificação e rotulagem ambiental não são obrigatórias.000.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. é muito comum citá-lo como referência ao órgão elaborador das normas. A ISO foi criada em 1947. OBJETIVO: A International Organization for Standardization (ISO) é um órgão cujo objetivo é elaborar e aprovar normas técnicas internacionais. nº 200. bem como aqueles causados por produtos que sejam postos a disposição do mercado. ou seja. Ao ser levantada uma ideia de implantação de um Sistema de Gestão Ambiental segundo a norma NBR ISO 14001/1996. A série ISO 14. Centro. que as fazem cumprir as regras de certificação. pois. O sistema de gestão ambiental possui etapas do seu desenvolvimento nas empresas (SGA). CNPJ: 33. Através do controle de órgãos ambientais. tem como sede a cidade de Genebra na Suiça.

Portanto. Das diversas normas constantes da ISO Série 14000. mantida e comunicada a todos os empregados. faz-se necessário que sejam estabelecidos e definidos determinados itens fundamentais para o sistema como um todo de modo que a organização estabeleça e mantenha um sistema de gestão ambiental em conformidade com a norma. são necessários à realização de monitoramentos e medições sistemáticas desse desempenho. 1996). escala e impactos ambientais de suas atividades. 1997). permitindo a uma organização formular uma política e objetivos que levem em conta os aspectos legais e as informações referentes aos impactos significativos.384/0354-76 GESTÃO AMBIENTAL E RESPONSABILIDADE SOCIAL Princípios do Sistema de Gestão Ambiental segundo a norma NBR ISO 14001 A ISO Série 14000 é um grupo de normas que fornece ferramentas e estabelece um padrão de Sistema de Gestão Ambiental. Estas normas abrangem seis áreas bem definidas: Sistemas de Gestão Ambiental.Mensurar. _ Inclua o comprometimento com o atendimento à legislação e normas ambientais aplicáveis e demais requisitos subscritos pela organização. com o objetivo de aprimorar o desempenho ambiental global. _ Planejar (P) . além de a alta administração definir a política ambiental da organização. para que o sistema implementado assegure a melhoria contínua do desempenho ambiental da organização. _ Forneça a estrutura para o estabelecimento e revisão dos objetivos e metas ambientais. Segundo este ciclo PDCA a organização deve seguir princípios básicos na implantação do Sistema de Gestão Ambiental. monitorar e avaliar o desempenho ambiental.Formular um plano para cumprir a política ambiental. (HODJA. _ Seja documentada. Ela se aplica aos aspectos ambientais que possam ser controlados pela organização e sobre os quais presume-se que ela tenha influência. Contém requisitos de sistemas de gestão baseados no processo dinâmico e cíclico de "planejar. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 40 .Analisar criticamente e aperfeiçoar continuamente o Sistema de Gestão Ambiental. implementada. seus objetivos e metas ambientais. A figura 1 demonstra de forma visual o procedimento de PDCA descrito: Figura: Ciclo PDCA Como pode ser observado na figura. Rotulagem Ambiental.é formulada para fins de certificação junto a entidades independentes. De acordo com Souza (2001). _ Checar (C) . Auditorias Ambientais. ela não prescreve critérios específicos de desempenho ambiental. CEP 36420-970. _ Desenvolver (D) . _ Esteja disponível para o público.Especificação para o Sistema de Gestão Ambiental . Avaliação de Desempenho Ambiental. nº 200. o mesmo ressalta que deve assegurar que ela: _ Seja apropriada à natureza. Centro. Em si.Desenvolver capacitação e os mecanismos de apoio necessários para atender a política. verificar e analisar criticamente" de forma a promover a melhoria contínua do sistema.621. (NBR ISO 14001. _ Análise Crítica Gerencial (A) . Aspectos Ambientais nas Normas de Produtos e Análise do Ciclo de Vido do Produto. Ouro Branco-MG. QUALIDADE. implementar. A política ambiental deve ser uma elaborada pela organização contendo intenções e princípios com relação ao desempenho ambiental global de acordo com CAJAZEIRA (1998). A Norma ISO 14001 especifica requisitos relativos a um Sistema de Gestão Ambiental. CNPJ: 33. apenas a Norma ISO 140001 .Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. a auditoria para certificação focalizará as exigências de conformidade à Norma ISO 14001. se a organização preferir almejar a certificação. através da análise destes resultados a organização poderá verificar a conformidade com a legislação e seus critérios internos de desempenho. _ Inclua o comprometimento com a melhoria contínua e com a prevenção da poluição.

001. De 1995 a 2000 a empresa ampliou seu parque fabril. Em relação ao método de coleta de dados. que possibilitaram um crescimento de aproximadamente 50% na capacidade de produção. A empresa decidiu pela implementação da Norma ISO 14001/1996. pois havia uma metodologia de trabalho que precisava ser mudada para que o processo de implementação fosse um sucesso. e a tomada de ação preventiva para tais problemas. foram incorporados ao parque fabril novos equipamentos. Sua missão empresarial é fornecer embalagens de aço para os principais fabricantes de produtos alimentícios do país e seus produtos são 100% recicláveis e 100% biodegradáveis. No final dos anos 1980. tecnológicos e estratégicos devem ser examinados particularmente no tocante a: − Recursos necessários disponíveis. do ramo metalúrgico. para obter primeiramente a garantia do total atendimento aos requisitos legais pertinentes a atividade da empresa. Depois de respondido o questionário. aplicou-se um questionário estruturado abordando 17 (dezessete) questões relativas à implantação do sistema de gestão ambiental. em relação aos objetivos é descritiva e quanto à natureza é uma pesquisa aplicada. que produz mais de 500 milhões de latas/ano. na abordagem que envolveu a pesquisa. O prazo para implantação do sistema de gestão ambiental demorou 1 ano para ser implementado e a empresa utiliza o sistema de gestão integrado.A. − Prioridade de investimento já acordados com acionistas e com outras partes interessadas. realizou-se a análise dos dados questão por questão da empresa. Nessa mesma época instala mais seis linhas de montagem de latas com eletrossolda na matriz em Ponta Grossa e nas suas outras três filiais. 5ª Etapa:  Análise crítica  Alimentação das Não conformidades O processo foi liderado pelo setor de Responsabilidade Ambiental. em segundo lugar para obter uma fatia de mercado que cada vez mais se preocupa com o desenvolvimento sustentável de suas atividades e dos produtos contratados. não seguindo nenhuma forma de requisito normativo. Estado do Paraná. Sem dúvida a maior dificuldade encontrada foi à quebra de paradigmas dos colaboradores.384/0354-76 Segundo Cajazeira (1998). ao que obteve-se que antes da implementação da Norma ISO 14001/1996 a empresa apenas obedecia as legislações aplicáveis..621. na sequência da pesquisa obteve-se informações após a obtenção da certificação. Centro. A empresa utilizou o método de implementação mais comum elaborado através de etapas: 1ª Etapa:  Estruturação de procedimentos estruturais  Levantamento de Aspectos e impactos ambientais  Levantamento dos requisitos legais aplicáveis 2ª Etapa:  Estabelecimento de controles operacionais  Levantamento dos registros a serem controlados 3ª Etapa:  Implementação e treinamento dos colaboradores 4ª Etapa:  Auditoria interna e revisão do sistema. utilizou-se a observação direta extensiva. obtendo-se as respostas de acordo com o respondente conforme segue: Inicialmente perguntou-se se já existia alguma iniciativa de sistema de gestão ambiental na empresa. CEP 36420-970. Estes questionamentos referiram-se a parte anterior a implantação do sistema de gestão ambiental. que são investigações empíricas com objetivo de formulação de questões ou de um problema para descrever uma intervenção no contexto real em que o fato ocorre. adquirindo uma linha de corte de bobinas de flandres (Littel). e compiladas na análise dos resultados e considerações finais. − Disponibilidade de tecnologia e qualificação. fundada há mais de 50 anos. Quanto ao problema. através de questionário enviado ao gerente da área ambiental. a Implantação do Sistema de Gestão Ambiental Segundo a NBR ISO 14001 efetuou-se conforme a seguir. Resultados: O caso da empresa Alfa S. as transcrições dos dados. envolvendo a geração de conhecimentos que tenham aplicações práticas. Metodologia O procedimento técnico de pesquisa de campo é exploratório. A empresa aqui denominada Alfa S. as quais o respondente salientou que a maior QUALIDADE. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 41 . Ouro Branco-MG. CNPJ: 33. nº 200. Para realização do estudo. dirigidas à solução de problemas específicos. fatores econômicos. a análise crítica pela administração deve considerar os problemas potenciais identificados e avaliados como sendo críticos. uma indústria de médio porte localizada em Ponta Grossa. representante da direção o qual dividiu tarefas e buscou incessantemente a conformidade dos processos. a pesquisa é qualitativa. A empresa iniciou suas atividades em 1948 na cidade de Ponta Grossa – PR.A.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. antes de iniciar-se a implementação da NBR ISO 14.

Após a certificação: . O comprometimento da alta administração e dos gestores de processo para implementação do sistema da empresa.Modificação das Instruções de trabalho a fim de torná-las mais operacionais. a maior dificuldade encontrada foi à quebra de paradigmas dos colaboradores. os princípios básicos para implantação de um Sistema de Gestão Ambiental conforme a norma NBR ISO 14000. as sistemáticas e procedimentos novos adotados em função da NBR ISO 14000 hoje fazem parte da rotina normal da empresa e são atendidas este com êxito e executados sempre e com naturalidade a empresa realiza periodicamente a auditoria interna a qual avalia o sistema de gestão da empresa como forma de manutenção do sistema de gestão ambiental NBR ISO 14000. nº 200. QUALIDADE. CEP 36420-970. . Centro. A eficiência do Sistema de Gestão Ambiental depende do comprometimento de todos. As principais mudanças provocadas pela adoção do sistema de gestão ambiental NBR ISSO 14000 foram: primeira: comportamental. são: Requisitos essenciais para empresas que almejam permanecer no mercado e expandir seu empreendimento. . pois havia uma metodologia de trabalho que precisava ser mudada para que o processo de implementação fosse um sucesso. porém em sua visão não há pontos negativos a serem considerados.384/0354-76 dificuldade está sendo o processo de transformação do sistema de gestão integrado para um sistema único englobando processos da empresa. Buscando assim o sustainability Scorecard da empresa.O atendimento dos requisitos legais como parte atuante do processo de implementação. Como etapa da implementação é garantia da operacionalização dos processos. Pode-se observar que de acordo com o gestor entrevistado.A elaboração de procedimentos para controle de aspectos da empresa. influenciando deste modo no desempenho e resultados da organização. Apresentou-se metodologicamente em caráter exploratório o processo de avaliação ambiental inicial. e a evolução da implantação deste sistema na prática em uma empresa do ramo metalúrgico.Consolidação dos processos o estabelecimento de indicadores de processo que ajudam a monitorar a eficácia do sistema de gestão. Ouro Branco-MG. preocupação com o meio ambiente compondo as atividades diárias da empresa e a abertura de mercado além da consolidação dos atuais parceiros (clientes). é que tornou possível a obtenção da certificação. e abertura de mercado e consolidação de parcerias com clientes. Com certeza tivemos o comprometimento da alta administração e dos gestores de processo para implementação do sistema da empresa. mas que com certeza podem ser evidenciáveis através da consolidação de processos produtivos foram obtidos através da implantação do sistema de gestão ambiental NBR ISO 14000. CONCLUSÃO: Apresentamos alguns dos princípios fundamentais do Sistema de Gestão Ambiental segundo a norma NBR ISO 14001.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 42 .Controle de processos para organização dos processos produtivos. e um exemplo prático da aplicação destes conceitos de gestão em uma empresa do município de Ponta Grossa – Paraná a qual possui esta certificação ambiental. visto que mudanças comportamentais.Organização do processo produtivo. CNPJ: 33. verificando que é uma possibilidade de crescimento da organização. . Não há pontos negativos a serem expostos com a obtenção da certificação NBR ISO 14001. As mudanças provocadas pela implantação do sistema trouxeram vantagens que podem ser consideradas competitivas no atual cenário globalizado. terceira: aberturas de mercado e consolidação dos atuais parceiros (clientes). Resultados não mensuráveis. As auditorias são consideradas como uma forma de avaliação do comprometimento dos colaboradores e da eficácia de atendimento dos requisitos normativos. segunda: com a preocupação ambiental como parte integrante das atividades da empresa. Dentre os principais benefícios da implementação do sistema de gestão da empresa com certeza foi o atendimento de todas as normas ambientais. . As principais mudanças ocorridas no processo de implementação foram: .621.

Importante notar que.621. LICENCIAMENTO AMBIENTAL O LICENCIAMENTO Ambiental é uma obrigação legal que deve anteceder a instalação de qualquer empreendimento ou atividade que possa poluir ou degradar o meio ambiente. desde que atendidas às precauções requeridas. Hoje. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 43 . E um compromisso com o Meio Ambiente é. ouvir e participar dessa mudança de cultura em relação a questões ambientais.384/0354-76 É importante aprender. Exemplo disso é a possibilidade legal de a licença ser cassada caso as condições estabelecidas pelo órgão ambiental não sejam cumpridas. ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que. restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor. possam causar degradação ambiental. por sua vez. a fim de resguardar o direito coletivo ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. dentro de sua capacidade de regeneração e permanência. o desempenho ambiental. O licenciamento é composto por três tipos de licença: prévia. de instalação e de operação. Contudo a sociedade e organizações voltadas à proteção da natureza apressaram de modo consolidado um processo em torno de questões relacionadas com a qualidade do meio ambiente nas últimas décadas de forma bastante evidenciada. Através do controle de órgãos ambientais. Centro. um compromisso com a vida. nº 200. que as fazem cumprir as regras de certificação. essa possui caráter precário. Ela é concedida ao empreendedor para que exerça seu direito à livre iniciativa. uma empresa que tem qualidade. instalar. deve atender aos compromissos legais e também procurar a melhoria contínua das práticas ambientais. CEP 36420-970. EX: Para se adquirir uma motosserra é necessário a licença do IEF e IBAMA para que sejam controlados o desmatamento de plantas e árvores. Sua contribuição é direta e visa a encontrar o convívio equilibrado entre a ação econômica do homem e o meio ambiente onde se insere. a vitalidade e a viabilidade econômica de uma grande empresa estão profundamente associados aos resultados de uma política ambiental que. devido à natureza autorizativa da licença ambiental. normas técnicas e guias de conduta. pessoa física ou jurídica. sob qualquer forma.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Afinal. para tanto procuram de algum modo expor opiniões de modo a tentar inibir a implantação. surge um questionamento: por que a empresa decide tal implantação? As pessoas normalmente possuem relutância a fatos que possam envolver mudanças. portanto. segundo os princípios do “desenvolvimento sustentado”. não agride o Meio Ambiente. acima de tudo. a sociedade tenta impor às empresas um comportamento voltado à preocupação correta com o meio ambiente através de leis e normas. Ouro Branco-MG. Busca-se a compatibilidade do desenvolvimento econômico e da livre iniciativa com o meio ambiente. CNPJ: 33. A licença ambiental é. A certificação pela ISO 14001 é um desafio para a competitividade da organização. uma autorização emitida pelo órgão público competente. Ao ser levantada uma ideia de implantação de um Sistema de Gestão Ambiental segundo a norma NBR ISO 14001/1996. A licença ambiental é definida pela Resolução Conama 237/97 como: Ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente estabelece as condições. QUALIDADE. para localizar. O licenciamento ambiental é instrumento fundamental na busca do desenvolvimento sustentável.

Esse princípio se desenha quando. os impactos ambientais e respectivas medidas mitigadoras e compensatórias. Ao conceder a licença de instalação. Para as atividades consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental. não podendo ser superior a seis anos. e é tomada a decisão a respeito da viabilidade ambiental do empreendimento. no mínimo. levando-se em conta sua localização e seus prováveis impactos. inicia-se então o detalhamento do projeto de construção do empreendimento. Concordado com as especificações constantes dos planos. igual ao estabelecido pelo cronograma de elaboração dos planos. que verificará se o projeto é compatível com o meio ambiente afetado. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 44 . Centro. É nessa fase que:       São levantados os impactos ambientais e sociais prováveis do empreendimento. O acompanhamento é feito ao longo do processo de instalação e será determinado conforme cada empreendimento. o órgão gestor de meio ambiente terá:      Autorizado o empreendedor a iniciar as obras. igual ao estabelecido pelo cronograma de instalação do empreendimento ou atividade. O prazo de validade da Licença Prévia deverá ser no mínimo.621. São discutidos com a comunidade. ao tempo necessário para a realização do planejamento.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. São ouvidos órgãos e entidades setoriais. deverá ser solicitada a licença de instalação junto ao órgão ambiental. A licença prévia possui extrema importância no atendimento ao princípio da prevenção. Sua finalidade é definir as condições com as quais o projeto torna-se compatível com a preservação do meio ambiente que afetará. a ação preventiva é a melhor solução. São avaliadas a magnitude e a abrangência de tais impactos. nº 200. programas e projetos ambientais. em confronto com as medidas mitigadoras dos impactos ambientais e sociais. Fixado as condicionantes da licença de instalação (medidas mitigadoras e/ou compensatórias). uma vez implementadas serão capazes de eliminar ou atenuar os impactos. seus detalhamentos e respectivos cronogramas de implementação. cujo impacto negativo muitas vezes é irreversível e irreparável. a concessão da licença prévia dependerá de aprovação de estudo prévio de ambiente (EIA/Rima). a ação preventiva é a melhor solução. programas e projetos relativos ao empreendimento ou atividade. com vistas a garantir que a fase de implantação do empreendimento obedecerá aos padrões de qualidade ambiental estabelecidos em lei ou regulamentos. A LP deve ser solicitada na fase preliminar do planejamento da atividade. O órgão ambiental realizará o monitoramento das condicionantes determinadas na concessão da licença. são analisados diversos fatores que definirão a viabilidade ou não do empreendimento que se pleiteia. aprovará sua localização e concepção e definirá as medidas mitigadoras e compensatórias dos impactos negativos do projeto. diante da ineficácia ou pouca valia em se reparar um dano e da impossibilidade de se recompor uma situação anterior idêntica. É ela que atestará a viabilidade ambiental do empreendimento. incluindo nesse as medidas de controle ambiental determinadas. Esses instrumentos também são essenciais para solicitação de financiamentos e obtenção de incentivos fiscais. É também um compromisso assumido pelo empreendedor de que seguirá o projeto de acordo com os requisitos determinados pelo órgão ambiental. ou seja. diante da ineficácia ou pouca valia em se reparar um dano e da impossibilidade de se recompor uma situação anterior idêntica. Antes do início das obras. Nesse conceito se encaixam os danos ambientais. em cuja área de atuação se situa o empreendimento. O prazo de validade da licença de instalação será. QUALIDADE. Verificado o atendimento das condicionantes determinadas na licença prévia. Essa licença dá validade à estratégia proposta para o trato das questões ambientais durante a fase de construção. Estabelecido medidas de controle ambiental. São formuladas medidas que. não podendo ser superior a cinco anos. LICENÇA DE INSTALAÇÃO– LI: Após a obtenção da licença prévia. Durante o processo de obtenção da licença prévia. São ouvidos os órgãos ambientais das esferas competentes.384/0354-76 LICENÇA PRÉVIA – LP. Ouro Branco-MG. CNPJ: 33. Esse princípio se desenha quando. CEP 36420-970. caso haja audiência pública.

atividades ou projetos de utilidade pública ou interesse social (Código Florestal.384/0354-76 LICENÇA DE OPERAÇÃO – LO: A licença de operação autoriza o interessado a iniciar suas atividades. 7º a 11). SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 45 . quatro anos e.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. modificações posteriores. Sua concessão é por tempo finito. alíneas “h” e “i”. Lei 4. O ideal é que esse prazo termine quando terminarem os programas de controle ambiental. Ouro Branco-MG. dez anos. com condicionantes supervenientes. Na renovação da licença de operação. A licença não tem caráter definitivo e. cujo cumprimento é obrigatório. O licenciamento é um compromisso. ao longo do tempo. a depender da natureza do empreendimento e dos recursos ambientais envolvidos. que dispõem sobre o Documento de Origem Florestal DOF). assumido pelo empreendedor junto ao órgão ambiental. pelo órgão ambiental.771/65.661/98). Outros exemplos de autorizações e licenças específicas são apresentados a seguir:  Concessão de licença de instalação para atividades que incluam desmatamento depende também de autorização específica do órgão ambiental (Código Florestal. Contém as medidas de controle ambiental (padrões ambientais) que servirão de limite para o funcionamento do empreendimento ou atividade.433/97. CNPJ: 33. mediante justificativa.771/65. dentro desse limite.     QUALIDADE. Atividades que se utilizam de recursos hídricos. seus prazos. no entanto. Autorização para queimada controlada em práticas agropastoris e florestais (Lei 4. art. art. o órgão ambiental monitorará. de atuar conforme o projeto aprovado. portanto. art. do efetivo cumprimento das condicionantes estabelecidas nas licenças anteriores (prévia e de instalação). A renovação da LO deverá ser requerida pelo empreendedor com antecedência mínima de 120 dias do prazo de sua expiração.771/65. Portanto. por exemplo. Cada uma refere-se a uma fase distinta do empreendimento e segue uma sequência lógica de encadeamento. 3º. CEP 36420-970. 4º). o órgão ambiental poderá estabelecer prazos de validade específicos para a licença de operação de empreendimentos que. Tem por finalidade aprovar a forma proposta de Cartilha de Licenciamento Ambiental no convívio do empreendimento com o meio ambiente e estabelecer condicionantes para a continuidade da operação. 26. Essas licenças. Licença para construção e autorização para operação de instalações nucleares e transferência da propriedade ou da posse de instalações nucleares e comércio de materiais nucleares (Lei 6. por exemplo. o que possibilitará uma melhor avaliação dos resultados bem como a consideração desses resultados no mérito da renovação da licença. Autorização para supressão de área de preservação permanente para a execução de obras. A decisão será tomada com base na avaliação do desempenho ambiental da atividade no período anterior. Centro.771/65. em regra. mantendo os limites mínimo e máximo de quatro e dez anos. O prazo de validade da licença de operação deverá considerar os planos de controle ambiental e será. também necessitarão da outorga de direito de uso desses. planos.189/74. o trato das questões ambientais e das condicionantes determinadas ao empreendimento. de. Lei 4. aumentar ou reduzir seu prazo de validade. nº 200. no máximo. e Especifica as condicionantes determinadas para a operação do empreendimento. O pedido de renovação deverá ser publicado no jornal oficial do estado e em um periódico regional ou local de grande circulação. § 1º e art. é facultado ao órgão ambiental. não eximem o empreendedor da obtenção de outras autorizações ambientais específicas junto aos órgãos competentes. que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos. conforme os preceitos constantes da Lei 9. 19 e Resolução Conama 378/06). redesenho de seu processo produtivo ou ampliação da área de influência. art. estejam sujeitos a encerramento ou modificação em prazos inferiores. Caso o órgão ambiental não conclua a análise nesse prazo. art. a licença ficará automaticamente renovada até sua manifestação definitiva. no mínimo. No entanto. por sua natureza e peculiaridades. Licença para transportar e comercializar produtos florestais (Lei 4. 27 e Decreto 2. Além disso. deverão ser levadas novamente ao crivo do órgão ambiental. sujeita o empreendedor à renovação. A licença de operação possui três características básicas:    É concedida após a verificação.621. Portaria MMA 253/06 e Instrução Normativa Ibama 112/06. Cada ente da federação determinará. como. sob pena de suspensão ou cancelamento da operação.

621. Como Instrumento de gestão ambiental da PNMA. QUESTÕES PARA REVISÃO 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 10) O que é ISO? Qual é o objetivo da Gestão Ambiental? Por que as empresas adotam e estão implantando a gestão ambiental? O que é Licenciamento Ambiental? Qual é o objetivo da ISO? Quais são os órgãos ambientais responsáveis por emitir licenciamento ambiental? O que é LP? O que é LI? O que é LO? O que é responsabilidade Social? QUALIDADE. CEP 36420-970. na zona econômica exclusiva. autorização para exploração de centrais hidrelétricas até 30MW (Resolução ANEEL 395/98) e autorização para Implantação. EX: IEF (Instituto estadual de florestas). Dividiu-se as competências para emitir licenciamento ambiental segundo abrangência territorial dos empreendimentos. Órgão ambiental de cada estado e o de cada município. estabeleceu a referida resolução (CONAMA nº 001/1986) as áreas de competência dos órgãos administrativos dos procedimentos e das leis agregadas. ampliação ou repotenciação de centrais geradoras termelétricas. Centro. Órgão ambiental municipal: Quando for o caso. Ouro Branco-MG. entre o IBAMA. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 46 . eólicas e de outras fontes alternativas de energia (Resolução ANEEL 112/99). nº 200. na plataforma continental. cabe licenciar empreendimentos localizados conjuntamente no Brasil e em países limítrofes no mar territorial. Órgão Ambiental Estadual: A ele cabe licenciar empreendimentos localizados ou desenvolvidos em mais de um município ou em unidades de conservação de domínio estadual ou de Distrito federal. como por exemplo. ele cabe emitir licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades de impacto ambiental local e daquelas que lhe forem delegadas pelo estado por instrumento legal ou convívio.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. em terras indígenas ou em unidades de conservação domínio da união. florestas e demais formas de preservação permanente. IBAMA: Instituto Brasileiro de Meio Ambiente. CNPJ: 33.384/0354-76  Concessões das agências reguladoras.

621. maiores serão a diversidade e a velocidade de recursos extraídos. de forma a adequá-lo às necessidades individuais ou coletivas. porém. A somatória dessas três variáveis e a maneira de geri-las definem o grau de impacto do ambiente urbano sobre o ambiente natural. QUALIDADE. No século XX. geográficas e topográficas.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. o resultado de aglomerações localizadas em ambientes naturais transformados. e A forma de disposição e tratamento dos seus resíduos e efluentes. a tendência pela procura e escolha para viver em ambientes urbanos. CEP 36420-970. A maneira de gerir a utilização desses recursos é o fator que pode acentuar ou minimizar os impactos. Ouro Branco-MG. maiores serão as adaptações e transformações do ambiente natural. Quanto maior for essa escala. que permite ou não a sua reposição. promovendo essas adaptações nas mais variadas localizações climáticas. nº 200. outra questão veio agravar o processo de adaptação do ambiente natural: a escala de aglomeração e concentração populacional. maiores serão a quantidade e a diversidade dos resíduos gerados e menor será a velocidade de reposição desses recursos. e que para a sua sobrevivência e desenvolvimento necessitam dos recursos do ambiente natural. A velocidade de extração desses recursos. Mas ainda. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 47 . pelo menos há doze milênios. tende a se manter neste início do século XXI.O processo de gestão ambiental inicia-se quando se promovem adaptações ou modificações no ambiente natural. Nesse aspecto. aprofundada e consolidada nas primeiras décadas do século XX. gerando dessa forma o ambiente urbano nas suas mais diversas variedades de conformação e escala. portanto. Esse processo de gestão fundamenta-se em três variáveis:    A diversidade dos recursos extraídos do ambiente natural. O ambiente urbano é. Centro. o homem é o grande agente transformador do ambiente natural e vem. CNPJ: 33.384/0354-76 CAPÍTULO VIII PROCESSOS DE GESTÃO AMBIENTAL .

na utilização do seu sistema viário e de laboratórios.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. absorvem matérias-primas e as transformam em produtos industrializados. Dever de todos Cuidar do meio ambiente é dever de todos: empresas. Mas para isso é preciso ir além do simples comprometimento. comercial. em casa. novos ambientes urbanos. difícil é fazer com que sua gestão se comprometa com projetos que procurem prevenir a ocorrência de danos ambientais. necessitam de alimento. Ora. governos e cidadãos. Uma instituição que age de maneira sustentável. Novamente a questão da escala está presente. água e oxigênio. CNPJ: 33. demandando quantidades gigantescas de recursos e gerando. mas também perante sua responsabilidade social. Falar de questões ambientais é fácil. in natura ou prontos para o consumo. nesses ambientes urbanos? Como continuar a promover adaptações no ambiente natural. Ouro Branco-MG. gerando excedentes residuais.621. na escola etc. emitindo no processo o gás carbônico. de forma multidisciplinar. Práticas simples como redução do consumo de energia e água já podem ser um bom começo. e produzindo resíduos. É preciso que as instituições se comprometam a fim de gerar ganhos não somente no aspecto econômico. se a realidade de hoje é tipicamente urbana. Vale ressaltar aqui que as populações rurais também utilizam a cidade para a aquisição de bens manufaturados e para as atividades de comércio e serviços. igualmente. Conceber produtos e processos de produção que sejam ambientalmente sustentáveis sem perder competitividade é o grande desafio. nº 200. brutos ou acabados. então. nas mesmas proporções. e podemos atuar no local de trabalho. são organismos vivos e pulsantes e. e tem como princípio o comprometimento ambiental. quantidades de resíduos. As normas legais devem ser referências para uma instituição que deseja adotar um sistema de gestão ambiental. Os agentes desta transformação somos todos nós. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 48 . como viver. A tomada de consciência e o ato de conhecer todas as questões que envolvem esta tão estreita trama de variáveis que compõem a realidade das cidades é parte da solução do problema.384/0354-76 MEIO SOCIAL O homem que habita o planeta Terra é um urbanita e vive em aglomerações urbanas cada vez maiores. CEP 36420-970. A efetividade da busca de maneiras que agridam menos o meio ambiente depende em grande parte do grau de comprometimento de todos. que geram suporte tecnológico para a melhoria da própria atividade do campo. consequentemente. As cidades ou aglomerações urbanas. entre outros. o próximo aspecto que se coloca é a necessidade de enfrentar. O transporte desses materiais. QUALIDADE. maximizando ou minimizando causas e efeitos. Uma vez conhecido o problema e as variáveis ambientais afetadas pelo ambiente urbano e pelos seus processos de expansão. gerando. e o transporte diário das populações envolvidas nesses processos demandam quantidades diversificadas de energia e insumos e geram quantidades e intensidades diversificadas de impactos. poderá estar nesse caminho. Centro. como os próprios organismos humanos. residencial. deve ser uma bandeira principalmente das empresas. Este é o objetivo da gestão dos processos que envolvem o meio ambiente: criar novas formas de utilização dos recursos naturais que causem o menor impacto possível sobre a natureza. de serviços públicos e de transporte. Isso significa dizer que o conhecer precede o agir. Por sua vez. os impactos então produzidos através da adoção de procedimentos que evitem todo e qualquer tipo de agressão ao meio ambiente. e a perspectiva de alterá-la a ponto de se viver maciçamente no campo é quase nula. O processo de gestão ambiental em uma organização deve estar vinculado às normas e leis que são elaboradas pelos órgãos públicos referentes ao meio ambiente. que incluem os setores industrial. sem esgotar os recursos naturais disponíveis? Uma primeira forma de abordagem organizada é uma Gestão Ambiental Urbana consciente.

sem que seja comprometida a capacidade de as gerações futuras satisfazerem suas necessidades. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 49 . É sua a incumbência de fiscalizar e promover iniciativas de desenvolvimento voltadas para o crescimento econômico sustentado em mecanismos comprometidos com o meio ambiente. QUALIDADE. O petróleo e a água são dois exemplos de recursos que têm sua existência ameaçada. CNPJ: 33.384/0354-76 O papel do poder público é fundamental. Os recursos naturais dependem de práticas responsáveis que devem ser geridas por uma ação coletiva das instituições. uma mudança de consciência que nos leve a pensar e adotar outras formas de viver o hoje. PROCESSOS EDUCATIVOS DE GESTÃO AMBIENTAL O Objetivo é “Desenvolvimento Sustentável”. particulares e independentes na luta deste foco. nº 200. CEP 36420-970. Ouro Branco-MG. municipais. Um processo de gestão ambiental deve abranger uma nova cultura. PROGRAMA DOS 3R’S. tanto no incentivo e na divulgação das políticas públicas para o meio ambiente quanto no efetivo controle da utilização dos recursos naturais. estaduais.621. O desenvolvimento econômico é importante.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Centro. Então exis tem diversos programas federais. mas deve ser realizado observando o atendimento às necessidades do presente. pensando no amanhã. dos governos e da sociedade como um todo.

nº 200. Programas de punições aos que poluem e agridem ao meio ambiente também já são implantados observando as leis para sua aplicação. QUALIDADE.621. CEP 36420-970. CNPJ: 33. Ouro Branco-MG. mas ainda é grande a contaminação de nascentes e rios. Muitos são os meios de se implantar a educação ambiental nas escolas e nas empresas. Centro. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 50 . nas escolas e universidades por meio de projetos educacionais. A Conscientização do consumo da água vem sendo aplicada nas indústrias.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. PROJETO MAIS VERDE PROJETO DE CONSCIENTIZAÇÃO DO CONSUMO DA ÁGUA Muitos são os indícios da redução da água potável no meio ambiente.384/0354-76 PROGRAMA MUTIRÃO DA LIMPEZA.

Ouro Branco-MG. EX: O papel utilizado num escritório pode ser 100% reciclado voltando ao uso. CEP 36420-970.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. uso de outras fontes de combustíveis senão o diesel. Estes programas educativos entre outros estão sendo implantados e conseguindo resultados promissores na preservação do meio ambiente. CNPJ: 33.621. reutilização de gases e vapores nas indústrias entre outros. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 51 . COLETA SELETIVA A coleta seletiva é um programa de separação dos resíduos conforme sua composição para que possa ser reciclado evitando o excesso de lixo descartado. QUALIDADE. nº 200. Centro. É aplicada em muitas empresas onde há parceria com empresas de reciclagem retornando o produto não mais necessário ao ciclo inicial de mercado.384/0354-76 MENOS POLUIÇÃO Os emissores de poluentes gasosos estão sendo controlados por meios de programas nacionais e internos sob fiscalização de emissão de fumaça preta de veículos.

desmatando. onde muitos acreditam que não vai acabar justamente por ser de grande quantidade existente no mundo. Depois de muito tempo é que é detectada a contaminação. infinitos. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 52 . Centro. É importante ressaltar que para solucionar estes fatores complicadores é preciso haver interesse geral da sociedade.  Carência: Exemplo: A falta de embarcação para fiscalização em alto mar. Ao mencioná -lo podemos estar nos referindo às:  Dificuldade: Exemplo: O problema da falta de fiscalização em alto mar. pois o processo é lento e demanda de incentivos educativos. Esta floresta jamais vai acabar. QUALIDADE.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. O segundo item pode-se dar o exemplo do uso inconsequente da água. Muitos falam: Este rio jamais vai secar. financeiros e fiscais. Ouro Branco-MG. entre eles destacam-se:    A dificuldade das pessoas para visualizarem as causas e consequências relacionadas com o comportamento humano no meio ambiente. empresas e governos. A sensação de impotência frente às questões ambientais. nº 200. Quando usamos a expressão “Problema Ambiental” atribuímos a ele vários sentidos. O terceiro item apontado por ser percebido no exemplo das invasões a áreas de preservação onde há conflitos e acabam contaminando. CNPJ: 33. poluindo recursos naturais e isto desmotiva e faz sentir sensação de impotência.384/0354-76 FATORES COMPLICADORES PARA A GESTÃO AMBIENTAL Quem atua na área ambiental sabe que são os fatores que dificultam e complicam o processo de gestão ambiental. O primeiro item pode-se dar o exemplo de um rio contaminado onde segue corrente a fora por vários quilômetros e muitas vezes isto não é visível. pois uma água aparentemente limpa pode estar contaminada com um metal pesado.621. A crença de que os recursos naturais são inesgotáveis. pois as sementes caem e nascem de novo. CEP 36420-970.

Nesse processo transferem a responsabilidade em relação ao gerenciamento de resíduos para empresas e pessoas (biólogos. e que.384/0354-76  Tarefas práticas Exemplo: O problema da falta da criação de uma unidade de conservação. Um subsídio relacionado à destinação e ao tratamento de resíduos é o plano de PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos). QUALIDADE.621. engenheiros. CEP 36420-970. transporte e destinação final de resíduos industriais perigosos. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 53 . A elaboração do PGRS é de responsabilidade dos gerados de resíduos e o plano deve ser apresentado ao órgão ambiental para sua aprovação. devemos estar cientes de que estes são apenas alguns significados. Um dos aspectos observados nesse movimento de adequação a uma política ambiental refere-se ao fato de as empresas dentro dos princípios da globalização. de serviços. comercial. Centro. No entanto. para determinado estágio ou processo. estarem promovendo parcerias e terceirizando as operações de tratamento dos seus efluentes industriais.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. como indústrias. acondicionamento. existem muitos outros. os quais permitam a avaliação dos efeitos ambientais bem como as respectivas medidas e as necessárias adequações dos empreendimentos a legislação vigente. agrícola. refere-se àquelas situações onde há riscos e ou danos social/ambiental. doméstica. não tem mais utilização viável são chamados de resíduos. Ouro Branco-MG. mas não há nenhuma reação por parte dos atingidos ou de outros atores da sociedade civil face ao problema. Devem fazer parte deste programa as discriminações de ações relativas ao manejo dos resíduos entre elas a minimização na geração. segregação. Devemos destacar que materiais no estado sólido ou semissólido que resultam das diversas atividades humanas. identificação. GERENCIAMENTOS DOS RESÍDUOS As áreas urbanas revelam uma necessidade de planos de estudo e levantamento. hospitalar. de verrição etc. Problema ambiental. químicos e administradores) da área técnica especializada em resolver problemas de geração. CNPJ: 33. nº 200.

384/0354-76 coleta e transporte (interno e externo). um processo totalmente satisfatório. as NBR’S e portarias. entre eles: saneamento de solos contaminados. ainda. municipais ou da cidadania na preservação ambiental. nº 200. SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 54 . Qual é o objetivo da coleta seletiva? Qual é o objetivo do programa 3 R’S? Quais são as cores da coleta seletiva? Qual é a importância do gerenciamento de resíduos das empresas? QUALIDADE. tratamento (interno e externo). Qual é a importância dos processos educativos na preservação do meio ambiente? Cite 4 tipos de ações empresarias. classificar e segregar os resíduos. Acondicionar e armazenar (aplicação das NBR’S 11. destino final. QUAIS SÃO AS EMPRESAS OBRIGADAS A ELABORAR O PGRS?       Etapas de um Plano de Gerenciamento Identificar.174 e 12.621. Centro. pirólise. recuperação de solventes. CNPJ: 33. caracterizar. armazenamento (temporário e externo).235 da ABNT). A legislação na qual se fundamenta um PGRS é basicamente as do CONAMA além das legislações estaduais e municipais no âmbito de suas respectivas abrangências bem como. Obter o Licenciamento Ambiental – apresentar folha adicional MCE Embora não seja. desumidificação. Controlar os documentos (CADRI + notas fiscais + movimento de carga). compostagem e incineração.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. QUESTÕES PARA REVISÃO 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) Quais são as variáveis do processo de gestão ambiental? Cite os Fatores complicadores para a gestão ambiental. há iniciativas de gerenciamento e tratamento de resíduos na busca pela redução dos impactos ambientais causados por solos contaminados como resultado da ação antrópica. Ouro Branco-MG. CEP 36420-970. Treinar os colaboradores Controlar o transporte interno e externo.

SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE 55 . Dicionário de ecologia e ciências ambientais. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi. Hamilton Alonso. Robson.mte. ed.2004. São Paulo: Revista dos Tribunais. Aspectos jurídicos do licenciamento ambiental. C. Site. 2005. São Paulo: Saraiva. 13. R. Rio de janeiro: Editora Lumen Juris. ART. Normas Regulamentadoras. portaria 3. São Paulo: Atlas. A. 2005. Introdução à legislação ambiental brasileira e licenciamento ambiental.br. ed. As ferramentas essenciais. M. SELEME. FIORILLO. VITERBO JUNIOR. Sandra Baptista. (Orgs./mar. Curso de direito ambiental brasileiro. Brasília: Ministério do Meio Ambiente. Rodrigo. DAWALIBI. Henry W. Ouro Branco-MG. 1997. JUNIOR. 2007. 5. São Paulo: Melhoramentos. São Paulo. M. Google. O zoneamento ecológico-econômico como instrumento para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. 81-91. 2003. Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente. MILARÉ. São Paulo: Malheiros. Daniel Roberto.). Curso de direito ambiental. nº 200. MACHADO.280. BECKER. 1990. H. Antônio José Teixeira (Org. Série ISO 9000. CNPJ: 33. Marcelo. Apostilas SENAI. 2011. Centro. Detalhamento da metodologia para execução do zoneamento ecológico-econômico pelos estudos da Amazônia Legal. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal: Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Tribunal de Contas da união. ed. SCHUBART. ed. jurisprudência e glossário. Paulo Affonso Leme.gov. Derly Barreto e. A.000. FINK. jan. Cartilha de Licenciamento Ambiental. 2005. 3.384/0354-76 Fontes de Referências BERTÉ. E. 2. 4. SILVEIRA. Série ISO 14. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. p. CEP 36420-970. Antônio Inagê de Assis. 2004. Rio de Janeiro: Forense Universitária. 08 de junho 1978. Curitiba. 4. K.. Vocabulário básico de meio ambiente: conceitos básicos de meio ambiente. Curitiba. ed. Rio de Janeiro. 2004. NBR 14.). Rio de Janeiro: Petrobrás. Direito do ambiente: doutrina. 2011. A Amazônia e a crise da modernização. 1998. Controle da Qualidade. O. . GUERRA. 2001. Celso Antônio Pacheco.Campanha Nacional de Escolas da Comunidade ESCOLA TÉCNICA CENECISTA DE OURO BRANCO Rua José Pereira Sobrinho. Gestão socioambiental no Brasil.214. In: D’INCAO. EGLER. RIO DE JANEIRO. 1998. Sistema integrado de gestão ambiental. I. Revista de direito ambiental. SILVA FILHO. ano 2. Site. 1997. Luís Carlos Silva de. G. Ministério do Trabalho/www. Avaliação e perícia ambiental. Édis. MORAES. A processualidade dadas licenças ambientais como garantia dos administrados. ed. B. et al. OLIVEIRA. Direito ambiental brasileiro. CUNHA.621. QUALIDADE. internet.