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Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação

Visibilidade e “accountability”:
o evento do ônibus 174
Rousiley C. M. Maia* “As imagens que correram o mundo são chocantes, apavoram”
( atista Chagas Almeida, !M, "#$%&. 'acional ( )*+ Resumo: , prop-sito deste artigo . e/aminar as possi0ilidades e os o0st1culos da visi0ilidade midi1tica na constitui2ão de um de0ate p30lico, identi4icando a emerg5ncia e a trans4orma2ão de interpreta26es de um evento particular ( o seq7estro do 8ni0us "9:, ocorrido no Rio de ;aneiro em *%%%. A transmissão “ao vivo” do seq7estro, por quatro horas ininterruptas, e/p8s ao olhar p30lico um caso e/tremo de viol5ncia ur0ana e provocou o pronunciamento do )residente da Rep30lica, do <overnador do !stado e de diversas autoridades p30licas. =nvestiga(se, em primeiro lugar, o modo pelo qual tal evento desencadeia um processo de accountability, convocando as pessoas p30licas a prestarem contas em público por suas a26es ou ina26es, no que di> respeito a duas 4aces de um pro0lema da ordem democr1tica? (a+ a e4ic1cia em promover a ordem social e a seguran2a p30lica, implicando na concentra2ão do poder sim0-lico e instrumental na organi>a2ão da pol@cia e (0+ o uso ar0itr1rio do poder pela pol@cia no com0ate ao crime. !m segundo lugar, e/amina(se, a partir do caso em tela, o pro0lema de trans4erir o potencial da comunica2ão do p30lico para o n@vel administrativo e pol@tico.

Visibilidade: mediação e a constituição pública de eventos
,s modelos de democracia deli0erativa, os quais esta0elecem um importante ideal .tico e pr1tico para o 4uncionamento da es4era p30lica, raramente se preocupam com o processo de mediati>a2ão operado pelos meios de comunica2ão. Como pr1tica e4etiva, o processo deli0erativo apenas pode tornar(se vis@vel A ser reconhecido e apreciado pelo cidadão comum A atrav.s dos ve@culos de comunica2ão de massa, a 4im de produ>ir um tipo de conhecimento “pu0lici>ado, compartilhado e socialmente acess@vel”, como ;. BeCey ("DE:+ in4luentemente escreveu. Be tal sorte, . 4undamental que as condi26es de possi0ilidade, as limita26es desse processo e os o0st1culos que lhe são impostos seFam identi4icados e discutidos. Muitos autores a0ordam a no2ão de deli0era2ão como uma 0usca cooperativa por solu26es corretas em circunstGncias de con4lito. A deli0era2ão não . uma atividade isolada, mas, sim, uma atividade interativa, envolvendo duas ou mais pessoas. !nquanto indiv@duos isolados, podemos ser Hre4le/ivosI, mas não Hdeli0erativosI (Jhapiro, *%%*?

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"D9+. Al.m de pautada pela interatividade, a deli0era2ão . uma atividade cooperativa, conFunta, de dar e e/aminar argumentos, 0uscando alcan2ar uma resposta considerada correta entre aqueles que se encontram envolvidos na discussão. “Beli0era2ão . uma atividade conFunta, ancorada na a2ão social do di1logo A o o4erecer e considerar ra>6es” ( ohman, *%%%? #*+ Meu prop-sito neste artigo . e/aminar empiricamente pr1ticas e4etivas de discurso pol@tico mediado, apreendidas em sua especi4icidade hist-rica e cultural. )rocuro a0ordar a m@dia não apenas como uma instGncia em que as 4alas dos atores sociais adquirem Hvisi0ilidadeI, i.e, tornam(se dispon@veis ao conhecimento do p30lico em geral, mas, tam0.m, como uma instGncia que constrange os interlocutores a seguirem certas regras pragm1ticas de trocas dialógicas em público, diante de uma platéia ampliada. )ara tanto, tomo como ponto de partida a transmissão do seq7estro do 8ni0us "9: ocorrido em "* de Funho de *%%% na cidade do Rio de ;aneiro, o qual criou um evento p30lico de not1vel repercussão glo0al. )rimeiramente, . preciso reconhecer que o poder das imagens . particularmente contundente para a constitui2ão propriamente p30lica deste evento. , 4ato de o seq7estro ao 8ni0us ser transmitido “ao vivo” por : horas ininterruptas con4eriu a ele um desdo0ramento in.dito. Je não 4osse a presen2a das
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cGmeras, . poss@vel supor que o acontecimento teria um des4echo r1pido, sendo eventualmente registrado nos prontu1rios da pol@cia local, seguindo os procedimentos rotineiros. Kma ve> que assaltos a 8ni0us são pr1ticas F1 0anali>adas nas grandes metr-poles 0rasileiras, tal acontecimento a4etaria as v@timas, constituindo(se numa e/peri5ncia pessoal, e não p30lica, sem maior valor de noticia0ilidade. L poss@vel di>er que o assalto adquiriu as propor26es de um evento p30lico, com caracter@sticas de Hespet1culoI, Fustamente por causa da plat.ia, estimada em E: milh6es de espectadores. Ao perce0er a presen2a das cGmeras de MN, o pr-prio seq7estrador esta0elece estrat.gias de comunica2ão com o p30lico , personi4ica o criminoso s1dico e
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encena dramati>a26es de mau(tratos Os v@timas. Atrav.s das imagens, a viol5ncia em ato A o descontrole do seq7estrador, o uso da 4or2a para manter os passageiros como re4.ns dentro do 8ni0us, a seq75ncia de amea2as A p8de ser “vista e ouvida por todos”. Bi4erentemente dos meios impressos que se 0aseiam na escrita linear de um autor a0strato e HdesincorporadoI, a m@dia eletr8nica proporciona um tipo de re(incorpora2ão visual do mundo social em que o corpo em movimento, a vo>, os sons, as a26es passam a 4a>er parte das 4ormas sim0-licas mediadas. As cenas do seq7estro “ao vivo” permitiram a viv5ncia mediada de “uma situa2ão aterrori>adora”, que interrompeu a

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rotina dos lares e de diversas institui26es no pa@s e motivou o pronunciamento do )residente da Rep30lica, do <overnador do !stado e de diversos agentes p30licos. !ste caso suscita a indaga2ão do modo pelo qual o espa2o de visi0ilidade midi1tica, entre outros e4eitos, promove a organi>a2ão e a administra2ão da comunica2ão e dos di1logos p30licos, não apenas no sentido meta4-rico, mas, tam0.m, no sentido de colocar em movimento lutas e intera26es dram1ticas dentre e entre os agentes sociais (!Pecrant>,"DD9+. Q1 muito se reconhece que o Fornalismo da m@dia, em sua 4un2ão de vigilante, escrutine as autoridades, seFa nas institui26es do governo, seFa em organi>a26es sociais ou no setor p30lico, a 4im de 4a>er com que os dirigentes seFam respons1veis por suas a26es (<urevitch e !dmund lumler, "DD%?*9%R 'orris, *%%%+. Besde urPe, a m@dia tem sido tradicionalmente vista como um dos atores cl1ssicos

que promove controle na divisão de poderes, atrav.s de mecanismos de “checks and balances”. Menos claro . o modo pelo qual a m@dia opera como um 4-rum para o de0ate pluralista, constrangendo os interlocutores a seguir certas regras pragm1ticas de trocas dial-gicas em público, diante de uma plat.ia ampliada. 'este artigo, interessa(nos apontar o modo pelo qual as imagens do seq7estro desencadeiam, na pr-pria m@dia, um de0ate p30lico envolvendo diversos atores da sociedade e$ou mo0ili>ando a a2ão de grupos e entidades da sociedade civil . )retendemos e/aminar particularmente o modo
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pelo qual a m@dia, diante de uma situa2ão pro0lema, aFuda a instaurar um processo de accountabilitity , isto ., de presta2ão de contas, de responsa0ilidade p30lica das pessoas
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p30licas.

Das diferentes dimensões de accountability
A questão da accountability como “o dever de prestar contas so0re as pr-prias a26es” ou “a o0riga2ão de dar satis4a26es” . 4undamental para a quali4ica2ão da democracia moderna. Bi> respeito ao requisito para que representantes, na disposi2ão de seus poderes e deveres, respondam aos representados, d5em respostas Os cr@ticas ou demandas a eles dirigidas, e aceitem (alguma+ responsa0ilidade por 4alhas ou 4alta de compet5ncia. 'o conte/to do !stado democr1tico, o processo central da accountability se d1 entre os cidadãos e os ocupantes dos cargos p30licos, dentre e entre as 4ileiras hier1rquicas dos representantes o4iciais, entre os pol@ticos eleitos e os representantes das institui26es 0urocr1ticas. =mplica, grosso modo, em direitos de autoridade, atrav.s da intera2ão e da troca social. Aquele que demanda accountability, por um lado, e/ige respostas e Fusti4ica26es, enquanto aquele que se mant.m accountable, por outro lado, aceita responsa0ilidades e d1 e/plica26es.

M5m como prop-sito 4a>er com que os o4iciais p30licos (representantes do p30lico+ aFam de acordo com as prescri26es normativas e as regras legais. a o0riga2ão de dar satis4a2ão+R d+ O dimensão presente na discussão p30lica. “tão ou mais importante do que o . seFam constrangidos de modo adequado.todos diversos de ´checks and balancesT para controlar as organi>a26es p30licas e as a26es de seus agentes (accountability como controle+. =ndependentemente da perspectiva anal@tica em questão. como prop6e Mulgan. Rom>eP e Bu0nicP. *%%"R Ro0erts. a o4erecer e/plica26es so0re suas a26es e aceitar san26esR c+ ao modo pelo qual os governantes visam atender aos deseFos e Os necessidades dos cidadãos e a eles dar satis4a2ão. Biversos autores da teoria democr1tica e da administra2ão p30lica (Qunold. "DS9+ v5em mostrando que o conceito de accountability pode desdo0rar(se em quest6es anal@ticas distintas? a+ ao senso interior de responsa0ilidade individual. e. Re4ere(se. “. tam0. *%%%? EED+. 4icando suFeitos a prestar contas. de troca dial-gica entre os cidadãos. o imperativo democr1tico de que as organi>a26es do governo devem responder Os demandas de representantes pol@ticos e do p30lico mais amplo” (Mulgan. o que a0range o desempenho consciente dos deveres e das 4un26es (accountability pro4issional ou pessoal+R 0+ O aplica2ão de mecanismos e m. . condi>ente com os interesses e as necessidades dos cidadãos. enquanto um processo coletivo. importante ressaltar que a dimensão normativa não di> respeito apenas a algum conFunto mais ou menos a0strato de valores . 5 *%%%+.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação A pro0lem1tica da accountability evidencia a tensão interna e/istente entre a dimensão normativa do sistema pol@tico democr1tico A relacionada aos 4ins a que deve responder A e a dimensão operacional A relacionada Os per4ormances o0tidas. Re4ere(se tanto ao 4uncionamento real das institui26es p30licas quanto O avalia2ão do desempenho destas? se . marcado pela historicidade e pela situacionalidade de atores concretos. independentemente da e/ist5ncia de controle 4ormal (accountability como “responsiveness”. o qual 4icaria dependente de 4ortes ideali>a26es. “A 4or2a motri> por tr1s de todo o sistema de accountability”. tam0.m. ao conFunto de e/pectativas que os cidadãos produ>em acerca do sistema e de seu desempenho. a partir da e/pectativa acerca do interesse p30lico esperado so0re determinada atua2ão. Be tal sorte.m.tico(morais. *%%*. mesmo quando não e/iste uma rela2ão 4ormal de autoridade e su0ordina2ão entre as partes envolvidas na rela2ão de accountability (accountability como di1logo+ (Mulgan.

“. *%%"?*+ A mediação de um problema complexo: ou por que o seqüestro do ônibus !" # um evento que demanda accountability $ As cenas do seq7estro do 8ni0us "9: desencadeiam v1rios mecanismos de presta2ão de contas entre as autoridades e mem0ros de institui26es encarregadas da seguran2a p30lica A incluindo a avalia2ão das pressuposi26es das institui26es. implorando a Beus por miseric-rdia. )ara nossos prop-sitos. o supl@cio do corpo. como destaca Uattman(Veltman. Je na sociedade moderna os atos de viol5ncia A a tortura. era realidade (comerciante+ & X! eis que. suplicando para que aquela Zest-riaZ tivesse um 4inal 4eli>[X 9 . para que o canalha morresse logo e dei/asse aquelas pessoas voltarem para suas casas. Yue pena que não era um 4ilme. A modernidade retirou a viol5ncia da cena p30lica e e/propriou a e/peri5ncia da viol5ncia da vida ordin1ria. como se adiantasse. um evento que demanda accountability não . a4lito. uma questão imediata. Biversos pronunciamentos de pessoas comuns veiculados na m@dia apontam que o epis-dio provocou uma que0ra da rotina. prestam contas Os suas necessidades e interesses” (Uattman( Veltman. a 0rutalidade enquanto e/i0i2ão da 4or2a 4@sica A continuam o0viamente e/istindo. para suas 4am@lias. ou podem ter. "DD"R Woucault. uma ruptura na ordem social reconhecida? XWiquei vidrado naquela televisão. de um instante para outro. ao chegar a minha casa depois de mais um dia cansativo de tra0alho. a percep2ão que os atores t5m. eles ocorrem geralmente longe do olhar do p30lico. interessa particularmente evidenciar a emerg5ncia e a trans4orma2ão de disputas pela interpreta2ão do sentido do evento no pr-prio espa2o de visi0ilidade midi1tica.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação desempenho real da democracia”. da audi5ncia em grande n3mero. "DS9+. Mas esclarecer por que o seq7estro do 8ni0us "9: . re>ando. a viol5ncia em ato chama a aten2ão do p30lico. !m primeiro lugar. a per4ormance da corpora2ão policial e as responsa0ilidades pessoais. me vi aFoelhada no meio de minha sala. acerca desse desempenho e de quanto o regime e seus mandat1rios respondem. angustiado. Wiquei torcendo.. como discutido por <iddens e Woucault (<iddens..

essa. a a2ão dessa viol5ncia\” . ! eu mesmo não consegui sair da 4rente da MNX (gerente de uma loFa de MN+ . derivado das o0riga26es .. as cenas do seq7estro são capa>es de provocar um sentimento tam0.rico de solidariedade.a seguran2a 4@sica da pr-pria vida tende a ser um valor 4undamental para todos. tamanha a concentra2ão de todos. no cen1rio ampliado da cidade. provocam um choque. mas. imprevis@vel.. . e. o drama ur0ano das metr-poles 0rasileiras e o risco que acomete a todos que precisam utili>ar as cal2adas e as vias p30licas? “Malve> a 4aceta mais peculiar das pr1ticas da viol5ncia ur0ana seFa o seu car1ter di4uso. *%%#? SD+. assume o papel impl@cito do outro? “'ão queria estar no lugar de nenhum dos passageiros” . o evento e/p6e não e/atamente o in4ort3nio dos passageiros do 8ni0us "9:. se as ruas estão repletas de viol5ncia e medo\. qualquer acontecimento. 'ão s.ia Uegislativa+.m gen. tam0. mas era realX (4uncion1rio da Assem0l.ticas e morais da comunidade social.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação Acho que se eu tocasse no controle remoto me 0ateriam. pode ser potencialmente violento” (Bi-genes. assim..m adota o ponto vista do que poderia ser chamado de “um outro generali>ado”? “h1 sempre uma trag. "% "" )residente da Rep30lica tam0. diretamente. !m uma sociedade com um dos mais altos n@veis de criminalidade e casos hediondos de viol5ncia ur0ana (=)!A. A viol5ncia ur0ana assume uma caracter@stica mais di4usa ainda que outras pr1ticas de viol5ncia. sim. suspendem o v. isso porque qualquer territ-rio.m. “Yual de n-s não so4reu. S )arecia que eu estava assistindo a um 4ilme. dentro de casa ou nos am0ientes de tra0alho. *%%%?EE+. !ssa menina poderia ser minha 4ilha” . sem HlugarI de4inido no corpo social. A "* . ap-s o epis-dio. Biversos entrevistados acionam lem0ran2as de e/peri5ncias violentas vividas ou potencialmente conce0idas . As imagens da viol5ncia em ato durante o seq7estro A a0solutamente corriqueiras em produ26es cinematogr14icas A ao negarem o estatuto 4iccional. qualquer um pode se ver no lugar das v@timas. como.u da realidade com a qual estamos ingenuamente 4amiliari>ados? que aparente tranq7ilidade . . Assim sendo. pr-prio D governador do Rio. num am0iente de viol5ncia ur0ana indiscriminada.dia pessoal por tr1s das estat@sticas so0re a viol5ncia”.

ardim otGnico A ocorrido em pra2a p30lica. o temor da viol5ncia encontra(se amplamente disseminado na sociedade 0rasileira? pesquisas de opinião indicam a viol5ncia ur0ana como um dos pro0lemas mais graves do pa@sR a m@dia tem e/plorado ad nauseam casos hediondos de viol5ncia ( elli.m por tiros provocados pela pr-pria pol@cia e a e/ecu2ão do seq7estrador dentro do carro da pol@cia a caminho da delegacia A poder ser per4eitamente identi4icado como sinal do 4uncionamento normal das institui26es policiais e de seus modos operat-rios A que a rigor nunca 4uncionaram 0em A o que mais se nota na m@dia . *%%%? "ES. F1 instalados no meio social. !m0ora não possamos esta0elecer uma correspond5ncia direta entre a propalada “escalada da viol5ncia” A 4en8meno perce0ido e re4letido pelas pesquisas de opinião como tendo um crescimento aparentemente inusitado e incontrol1vel A e alguma e/plosão s30ita de viol5ncia. 'esse sentido. de escGndalo ou crise (envolvendo mat. 'ão suportando o terror dessa viol5ncia na “vida real”.rias pass@veis de regulamenta2ão+. *%%%R Rocha. "# . =sso provoca uma troca de vis6es e . preciso haver um grau de sensi0ilidade e aten2ão. evento do . Apesar do des4echo do seq7estro A com a morte da re4. *%%%+. os meios de comunica2ão de massa permitem con4rontos diretos ou virtuais entre os representantes do aparato estatal(administrativo. interrompendo o curso das a26es ou “4a>endo Fusti2a com as pr-prias mãosI . diversos depoentes e/pressam o deseFo de “inter4erir nos eventos”. L preciso ressaltar que a 4orte dramaticidade do epis-dio não . Rondelli. condi2ão su4iciente para instaurar um processo de deli0era2ão. *%%#+. *%%"R =)!A. ela parece resvalar de uma outra ordem (Bi-genes. so0 os holo4otes da m@dia A tra> para o olhar p30lico o pro0lema da viol5ncia ur0ana e a correlata questão da seguran2a p30lica. esta . )ara que a deli0era2ão ocorra . Accountabilit% ao público em &eral: 'o pa(s não a&üenta mais) )articularmente em situa26es pro0lem1ticas. para situa26es que se con4iguram como pro0lemas que a4etam a coletividade. uma questão candente que tem mo0ili>ado a sociedade 0rasileira nos 3ltimos anos. como mostram diversos estudos ": que tratam do movimento da criminalidade ur0ana (Adorno "DD#R "E eato.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação viol5ncia emerge como algo não deveria ocorrer. os especialistas e os atores da sociedade civil. a interpreta2ão do processo como evid5ncia clara de uma intensa crise institucional. *%%#+ .

envolvendo a discussão entre v1rios atores sociais. não se pode adotar uma Hvisão realistaI do processo. que tam0. ao serem chamados a prestar contas. sens@vel aos . Be tal sorte. por e/emplo. )ara desenvolver minha argumenta2ão. atrav. como ressalta Mulgan. como se as regras e a interpreta2ão das a26es 4ossem claras de in@cio. *%%%? E&:+. 'ão o0stante. Mal pu0licidade constrange os representantes das institui26es p30licas a prestarem contas. !videntemente.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação interpreta26es num processo de idas e vindas.m da oposi2ão inicial dos enunciados de cada 4alante. "DDD+. o então presidente da Rep30lica. Ademais. . uma atividade que nem sempre resulta. pro4erimentos. Como numa atividade dial-gica. "DDER <omes. os o4iciais p30licos.s de pronunciamento transmitido em rede de televisão.m se rami4ica para al. Uogo ap-s o encerramento do seq7estro. d1 mostras de que . *%%%?ES+. posi26es e planos para o conhecimento geral (Maia. Ao inv. em um di1logo a0erto entre a administra2ão p30lica e seus p30licos. *%%*R Mhompson. As decis6es pr1ticas orientando a a2ão policial no cotidiano. interessa ressaltar que os meios de comunica2ão produ>em um tipo de pu0licidade 4raca. depende 4req7entemente da considera2ão de di4erentes pontos de vista. mais adequado conce0er que di4erentes tipos de accountability são acionados numa rede de rela26es. esta . a especi4ica2ão de uma dada norma e sua aplica2ão. lidar. que “geralmente possuem um conhecimento completo so0re os constrangimentos legais”. os quais encampam di4erentes demandas de Tpresta2ão de contasT A e/erc@cios de Fulgamento e de apura2ão de responsa0ilidades A com os quais os o4iciais p30licos precisam. “enquadram suas pol@ticas e decis6es de modo a se manterem dentro dos limites legais impostos a eles” (Mulgan. na pr1tica.s disso. na pr1tica. nem sempre são pautadas na lei. uma ve> que e/p6em 4en8menos. como a visão legalista da a2ão policial 4a> supor. aqueles 4alantes que se e/pressam na cena midi1tica podem incorporar e re(interpretar as contri0ui26es dos outros em seus pr-prios termosR podem adotar um voca0ul1rio não utili>ado anteriormente. ou que operassem de maneira relativamente autom1tica. alterar o Fulgamento e o pr-prio modo de e/pressão ( ohman. a e/plicarem e a Fusti4icarem suas a26es diante de seus p30licos. em cada situa2ão particular.

“! eu. so0retudo. os indiv@duos são e/propriados da utili>a2ão da viol5ncia para atingir seus 4ins.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação e4eitos mal. todos estarrecidos. a uma cena de um seq7estro de uma pessoa aparentemente drogada. Atrav. impedindo a26es violentas. mas. evento do 8ni0us "9: 4a> indagar. certo ponto contristado por não ver uma a2ão mais r1pida que 4osse capa> de evitar o desenlace 4atal de uma Fovem a0solutamente inocente”. o risco de morte violenta que alarmava Mhomas Qo00es e garante a ordem para os indiv@duos perseguirem o pr-prio interesse. o crime. numa viol5ncia a0solutamente inaceit1vel e at. com 4un2ão de prover prote2ão p30lica aos cidadãos contra os custos e/ternos O amea2a criminosa. ao povo so4rido das cidades do rasil. para com0ater a viol5ncia. A pol@cia. contra a propriedade e contra os costumes.4icos daquela “viol5ncia a0solutamente inaceit1vel”. X'-s aca0amos de assistir. inaceit1vel” . a droga.X WQC interpela os telespectadores como parte de uma mesma comunidade pol@tica de “todos os 0rasileiros” A um de n-s A que sente “um misto de pavor e indigna2ão com o que estava acontecendo” X "& =sso imp6e a todos n-s 0rasileiros e. Redu>. como presidente da Rep30lica. em termos do so4rimento humano a4etando as v@timas e dos danos envolvendo toda a coletividade. porque estamos chegando a um ponto que . a necessidade de uma a2ão conFunta. durante horas. como detentor do monop-lio do uso leg@timo da viol5ncia. tam0. não poderia dei/ar de dar uma palavra primeiro de solidariedade O 4am@lia. . como deseFava Adam Jmith. 4icando o !stado. em particular. a respeito da capacidade dos -rgãos p30licos em prover prote2ão e seguran2a p30lica.m. assim.s da ordem Fur@dica. se encarrega de prevenir ou impedir os delitos contra a pessoa. a n-s. mais e4ica>. Besde as primeiras teorias do !stado Moderno reconhece(se que . que temos responsa0ilidade de governo. 4inalidade m@nima de um <overno manter as condi26es que permitam a coe/ist5ncia pac@4ica entre grupos e indiv@duos. como a institui2ão de controle social por e/cel5ncia.

)or certo.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação 'esse sentido. ele rea4irma seu dever geral de 0uscar o 0em p30lico. no que lhes corresponde. "9 que os representantes o4iciais 4ormem “um mutirão de com0ate O viol5ncia”. negando O maioria da popula2ão os recursos 01sicos para auto(reali>a2ão. o presidente da Rep30lica. “no Gm0ito de suas a26es”. sem uma terapia espec@4ica recomendada para resolu2ão da constru2ão da ordem democr1tica. "DD&+. Watores s-cio(econ8micos (a persist5ncia da mis. para p8r um paradeiro a essa . uma aceita2ão leg@tima da responsa0ilidade dos representantes eleitos de dar respostas aos pro0lemas que a4etam a vida social. o princ@pio de igualdade A seFa como igualdade perante a lei. WQC sustenta igualmente a e/pectativa de ser respons1vel pelos outros agentes dentro do sistema pol@tico para encontrar as solu26es para os pro0lemas sociais. um pro0lema comple/o. "DD&? "%R Joares. 'esse sentido. *%%%R Nelho. de certa 4orma. seFa como responsa0ilidade coletiva pela e/clusão de classe A não chegou propriamente a se consolidar. a impossi0ilidade da constitui2ão de processos de reciprocidade entre os cidadãos tende a gerar impasses socioculturais e a irrup2ão da viol5ncia dentro e entre os grupos sociais (Nelho. de assist5ncia p30lica ou de rea0ilita2ão+ re4or2am os processos de segrega2ão e e/clusão social. presidente rea4irma que. . entende(se que “um conFunto de 4atores desencadeiam um conFunto de dispositivos. ao inv. direcionada ao p30lico. )rop6e. com uma cadeia de e4eitos que cru>am entre si” (]aluar. e signi4ica. para “agir com mais energia para coi0ir esses atos que são 4rancamente assustadoresX? Com todas as di4iculdades que e/istem. *%%%R Carvalho.s disso. “os representantes são respons1veis pelas pol@ticas que sustentam e tam0. a viol5ncia ur0ana . as autoridades 4ederais. !nquanto che4e do governo. n-s temos que nos dar as mãos? os governadores. mas. *%%%+. as Wor2as Armadas.m pelos resultados de tais pol@ticas” (<utmann ^ Mhompson.ria. a precariedade dos sistemas de educa2ão. o crescimento do desemprego nas cidades. nem como pr1tica do !stado de em(estar social ()aoli ^ Melles. apesar dos governos estaduais serem os respons1veis diretos pela seguran2a p30lica. nesse Gm0ito. Ademais. "DD&?E#+. as 4or2as de seguran2a. "DD&?"#9+. F1 estavam se “organi>ando para impulsionar um programa de emerg5ncia”. !studos contemporGneos não 0uscam mais e/plicar a viol5ncia ur0ana numa visão linear de causa e e4eitos. a presta2ão de contas de WQC . nem como ide1rio. Contudo. uma ve> que “a viol5ncia assistida _ pelo rasil o0riga uma velocidade maior” . 'uma sociedade com 4orte tradi2ão de rela26es hier1rquicas.

pelo real 4uncionamento das institui26es. tal no2ão contri0ui para mostrar os mecanismos que "D permitem aos mandat1rios 4a>er com que os agentes p30licos seFam responsa0ili>ados (ou responsa0ili>1veis+. *%%%? *&9+. dos che4es de di4erentes departamentos e/ecutivos aos servidores p30licos. Mal cadeia de delega2ão se espelha a uma cadeia correspondente de accountability.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação onda de viol5ncia que tem no crime organi>ado. . do legislativo Os ag5ncias do e/ecutivo. nota(se que o )residente da Rep30lica demanda que os agentes p30licos venham a dar respostas ao pro0lema? X. Apesar de algumas di4iculdades conceituais . a qual opera na dire2ão inversa (Jtrom. depende da a2ão direta de quem tem o comando so0re a pol@cia” . *" . *% Accountabilit% e controle: Da 'mel*or solução poss(vel) a uma operação 'sem rumo e sem controle) . do e/ecutivo aos di4erentes setores ministeriais com suas secretarias. Mas eu sei que. primeiro pronunciamento o4icial do <overnador do Rio apresenta uma avalia2ão mais espec@4ica de “quem tem o comando so0re a pol@cia”.XAcho que o pa@s não ag7enta mais "S A democracia representativa con4igura(se como uma cadeia de delega2ão de compet5ncias de decisão. que naturalmente me disse que eles estavam 4a>endo o que lhes correspondia e eu disse que estava preparado para aFudar no que ele necessitasse. como F1 4i> hoFe.aneiro. que ele elogiara a atua2ão en. governo 4ederal entrar1 em contato de imediato. Jeguindo a via institucional. com o governador do Rio de . nessas horas.rgica da pol@cia e que ele havia considerado que o 4inal do seq7estro havia sido Xa melhor solu2ão poss@velX . accountable ex post. (_+ a assessoria de imprensa de <arotinho in4ormou que o governador Xsentiu(se aliviadoX com o des4echo. na droga.m e reconhece o desempenho da pol@cia como satis4at-rio. governador lamenta a morte da re4. em di4erentes n@veis? dos eleitores aos representantes eleitos. as molas 4undamentais”. no sistema democr1tico.

!sta0elecem(se pol5micas principalmente em torno? a+ da “contur0ada” negocia2ão entre os policiais e o seq7estrador e. nem ao comandante da opera2ão e “a 4alha 4oi ter morrido algu.m apresenta(se como um acidente ou uma 4atalidade. 0aseados em controles hier1rquicos da corpora2ão policial e do Fudici1rio. a morte da re4. o qual provocou a morte da re4. os agentes da m@dia. mas se tivesse matado 'ascimento. a qual envolve a concentra2ão de poder sim0-lico e instrumental na organi>a2ão policialR (0+ a restri2ão ao uso do poder na produ2ão da ordem pelo policial A i. do tiro na hora da rendi2ão. novas 4alas v5m O cena. desencadeia mecanismos 4ormais de accountability.tica pro4issional da corpora2ão policial. 'ão h1 e/ig5ncia para e/plica2ão e Fusti4ica2ão.m de4ina a questão como sendo algo impr-prio. num primeiro momento. de maneira 0astante am0@gua. alterando tal quadro interpretativo. primeiro passo para desencadear accountability . o governador declara que o des4echo não agradou nem a ele. as duas 4aces do pro0lema da pol@cia na ordem social democr1tica? (a+ a e ic!cia na provisão da ordem. e a mo2a não 4osse atingida por disparos.e. Je. a a2ão teria sido correta” . nomear algo como um pro0lema ()ritchard. acionam as vo>es de diversos especialistas A . o que levanta a interpreta2ão imediata de que os policiais “e/ecutaram” o prisioneiro. Mam0.m” . *%%%? *D+. A segunda pol5mica. )ara comentar as t.m e 0+ da morte de Jandro do 'ascimento. e dos c-digos de .m o secret1rio de ** seguran2a p30lica do Rio a4irma. 0uscam escrutinar a atua2ão dos policiais durante o seq7estro. de maneira dram1tica. !ssas quest6es apresentam. ele 4e> uma avalia2ão errada. 0em como *: das normas das organi>a26es 0urocr1ticas.cnicas e os procedimentos adotados pela pol@cia na opera2ão. errado ou indeseF1vel. o uso ar0itr1rio de poder pelos agentes do !stado. "DD9? *#&R Joares. que os policiais dei/aram de corresponder ao desempenho esperado? “a a2ão do soldado 4oi inoportuna. dentro do carro da pol@cia que o condu>ia O delegacia. *# . *%%*+. *%%%+.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação 'o dia seguinte. de regras de opera26es de seguran2a. A primeira pol5mica pode ser caracteri>ada como um processo in4ormal de accountability A derivada do conFunto de e/pectativas pol@ticas e sociais. por sua ve>. em particular. seguindo um procedimento convencional do Fornalismo (Mouillaud. a menos que algu. no com0ate ao crime ()ai/ão e eato. 'o espa2o de visi0ilidade midi1tica.

apurar responsa0ilidades. contendo “uma 4alha atr1s da outra”. Be *D maneira semelhante. coron. ZZKma tropa 0em treinada não admite hero@smo individualZZ..+ o que se viu no des4echo 4oi que Kma ve> nomeado o pro0lema. . “A pior 4alha na a2ão 4oi a de comando. Ao longo do de0ate. #% rasil est1 despreparado.cnica e compet5ncia. segundo )richard (*%%%+. que “o des4echo *S do epis-dio dei/ou claro o despreparo dos policiais envolvidos na opera2ão” .s discursos especiali>ados proporcionam um tipo de constrangimento particularmente 4orte.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação pro4issionais em a26es t1ticas de seguran2a. em entrevista. então Ministro da Be4esa a4irma. o encaminhamento da questão para um tratamento Fur@dico ou para outros -rgãos de regulamenta2ão do !stado. uma Xsucessão de erros” . poss@vel esta0elecer a culpa de determinados atores constitui(se a terceira etapa da accountability. Biante da caracteri>a2ão da a2ão dos policiais como inadequada e imprudente. para en4rentar uma situa2ão limite (. Apurar responsa0ilidades e imputar culpas não são processos coincidentes. isto .til (_+ZZAquilo 4oi uma loteria e a pro0a0ilidade de erro era muito maior que a de acertoZZ . requerendo a aplica2ão 4ormal de puni2ão ou a e/ig5ncia de retrata2ão. o segundo passo do processo de accountability. com usos inadequados de *E equipamentos e con4usão nas opera26es t1ticas? “o atirador da )M carioca deu tiros considerados de alto risco para sua posi2ão (_+ a arma estava um pouco a0ai/ada e ele não tinha no2ão precisa da dire2ão do proF.is e delegados.. identi4icando os respons1veis pelas 4alhas. *& “Qouve desencontro de in4orma26es e 4alta de um comando centrali>ado A considerada uma regra das mais relevantes nesse tipo de situa2ão”. vai tornando(se cada ve> mais consensual que a a2ão dos policiais 4oi “desastrada”.. . pela aus5ncia de t. mem0ros da corpora2ão policial atuando em institui26es de di4erentes estados. N1rios estrategistas e representantes superiores da corpora2ão policial ressaltam que o processo de negocia2ão 4oi “completamente equivocado” . os mem0ros da corpora2ão policial . Jomente quando . *9 . com erros de avalia2ão. o então Ministro da .usti2a interpretou o epis-dio como uma demonstra2ão de “quanto o não havia rumo nem comandoX .

"DD&?"#9+. então. ZZ'eutrali>ar o seq7estrador. tam0. seFa a do Bireito. no caso. Be tal sorte. #" A responsa0ili>a2ão de agentes particulares por a26es espec@4icas depende da possi0ilidade de poder ou não determinar se eles estiveram genuinamente envolvidos na tomada de decisão so0re as a26es praticadas. os mem0ros da corpora2ão policial são chamados a e/plicar suas a26es dentro de duas l-gicas concorrentes A a da corre2ão dos princ@pios pautando seus atos e. .)!a para dois soldados do ope. Apelam. particularmente preocupados em salientar que eles agiram em con4ormidade com uma regra leg@tima.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação são chamados a investigar e a avaliar as a26es praticadas (ou não praticadas+. Ao 0uscar tornar e/pl@cito aquilo que estava latente em seus entendimentos. tendo em vista as conseq75ncias da a2ão. 'o Fargão dos policiais militares e civis 4luminenses. tam0. para que seus interlocutores 4a2am um e/erc@cio mental.m. os policiais t5m di4iculdades em equacionar as responsa0ilidades pessoais. “não somente uns diante dos outros. 4ica particularmente evidente o papel que a m@dia desempenha como instGncia de pu0licidade que constrange os interlocutores a seguir os padr6es da comunica2ão p30lica. mas.ZZ #* )or outro lado. !m tais circunstGncias. restrito ao pequeno grupo da corpora2ão ou so0 o dom@nio das pr1ticas da institui2ão. sendo que suas Fusti4icativas precisam apelar para o p30lico em geral” (<utmann ^ Mhompson. por um lado. a das conseq75ncias desses atos.m. imaginando des4echos alternativos para o caso? . uma atitude correta se houver risco de morte para as v@timas. A chamada “neutrali>a2ão” de Jandro 4oi particularmente questionada. seFa a do c-digo de conduta da corpora2ão. “neutrali>ar” uma pessoa . no caso concreto. que se posicionaram em0ai/o do 8ni0us . os policiais mostram(se. diante dos cidadãos. a mesma coisa que mat1(la (_+ A ordem de Yuintal `secret1rio de Jeguran2a )30lica do Rioa 4oi passada por )enteado `comandante do . apresentando argumentos pass@veis de serem de4endidos em p30lico.

ao serem chamados a prestar contas em instGncias e/ternas O institui2ão. Jantosa acertasse a ca0e2a do maldito viraria her-i nacional e o ope continuaria sendo a melhor tropa do mundo. . 'o processo de avaliar as responsa0ilidades individuais. não acertou” ## X'ão tenho como responder se a negocia2ão teria 5/ito caso o soldado não tivesse atiradoX #: !m diversas entrevistas . . "DS9+. . Mais padr6es de Fusti4icativa tendem a deslocar a responsa0ilidade individual para os atores coletivos. alguns apontam que representantes de .. =n4eli>mente. . Ao 0uscar responder quem seriam os verdadeiros respons1veis por aquela opera2ão “sem rumo e sem comando”. diversos interlocutores da corpora2ão 0uscam sustentar a inoc5ncia dos policiais. #9 .Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação “Je ele `soldado Marcelo . portanto.cnicas peculiares.s o4iciais superiores tendem a sustentar a perspectiva de que precisam con4iar em equipes especiali>adas e em empregados h10eis para proporcionar solu26es apropriadas e que. Bestaca que seus “homens são treinados para ter autonomia e tomar decis6es” . con4iam em seus su0ordinados para 4a>er o melhor tra0alho poss@vel ( om>eP e Bu0nicP. comum que os che4es de corpora26es adotem um padrão 4ormal de Fusti4ica2ão. minando a 0ase que permite imputar responsa0ilidades pelas conseq75ncias da a2ão a agentes singulares. 'um sistema particularmente con4igurado para adequar(se Os #& comple/idades do conhecimento pro4issional e Os compet5ncias t. pr-prio comandante do ope declara que a negocia2ão em casos como aquele e/igira “a a2ão de 4or2as especiais das pol@cias e não do e4etivo que cuida do policiamento rotineiro” . negando a responsa0ilidade da autoria da a2ão ou mesmo autoridade pessoal su4iciente para e/erc5(la.cnica ou treinamento quali4icado A para atingir as metas da institui2ão.utro padrão de Fusti4icativas utili>ado por mem0ros da corpora2ão policial 0aseia(se na dilui2ão das responsa0ilidades entre outras autoridades do centro do sistema pol@tico. o comandante do ope rea4irma que não deu ordem aos #E soldados para atirar.utros ressaltam que os policiais não contavam com os recursos necess1rios A aparelhagem t. organi>a26es e sistemas sociais.

pera26es !speciais ( .Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação setores superiores do e/ecutivo e/erceram um controle manipulativo da autoridade pol@tica.)!+ que atuava na cena do seq7estro” .osias Yuintal. que.aneiro pedindo que os policiais lan2assem g1s lacrimog5nio ou tomassem outra medida para dar um des4echo r1pido ao epis-dio . emitida logo ap-s o encerramento do seq7estro. a segunda controv. Assim que o laudo da per@cia m. a4irmando que Jandro chegou ao hospital F1 morto.rsia importante que se desdo0rou em torno do evento. "DS9+. Apesar de haver um acordo so0re a necessidade de 4a>er com que agentes particulares prestem contas de suas a26es A como um aspecto 4undamental a todas as tentativas de controlar o poder p30lico A h1 pouco consenso so0re qual tipo de accountability deve prevalecer em um dado momento. =sso so0retudo quando se trata de processos in4ormais de presta2ão de contas ou de apura2ão de responsa0ilidades pro4issionais ou pol@ticas que contam com redu>ido potencial de controle interno ou e/terno (Rom>eP e Bu0nicP. “A )M não teve li0erdade de agir porque o governador 4icou dando ZpiruadaZ (palpite+ por tele4oneX . :% atalhão Jegundo a "olha de #. não tem ca0imento em lugar nenhumX. :" Biversos autores que tratam da accountability na administra2ão p30lica apontam as di4iculdades para assegurar a responsa0ilidade p30lica dos agentes p30licos (Qunold. e reprodu>ida em diversos em Fornais impressos. *%%*+. por as4i/ia. A interpreta2ão de que os policiais usaram a 4or2a de maneira ileg@tima . o então governador do Rio nomeia. por sua ve>. o pro0lema? Xa pol@cia as4i/iou o 0andido. =sso . divulgado. . $aulo. intoler1vel. +omic(dio dentro do camburão e lon&e da visibilidade pública A morte de Jandro do 'ascimento dentro do carro da pol@cia que deveria lev1(lo O delegacia . o pr-prio )residente da Rep30lica teria tele4onado para o Jecret1rio de Jeguran2a do Rio de .dica . *%%"? "&"("&#R Ro0erts. :* . matinha contato com o comandante do . #S Kma nota o4icial da assessoria de imprensa do <overnador do Rio. sugere que uma rede de contatosI 4oi esta0elecida durante o seq7estro? #D “<arotinho esteve durante todo tempo em contato direto com o secret1rio de Jeguran2a )30lica do !stado. de imediato. impedindo uma atua2ão e4iciente da corpora2ão policial. do pr-prio ga0inete.

o0scurecem tal distin2ão. A utili>a2ão desta viol5ncia 4unciona. )or princ@pio. um elemento crucial da no2ão de cidadania.s policiais. na in4lu5ncia ou na legitimidade (Arendt.. :# A accountability . que se recusam a ser dominados pelo consenso da maioria” (Arendt. 'ota(se maior cautela por parte dos mem0ros da corpora2ão em tentar de4inir a situa2ão de maneira condi>ente com as normas gerais do direito (Uassiter et al.m apresentada pelo secret1rio de seguran2a p30lica do Rio? “estamos convencidos de que 4oi praticado um crime no traFeto e os cinco policiais que o acompanhavam F1 estão presos no quartel do ope e serão indiciados” . incomensur1vel e imprevis@vel. a viol5ncia que sustenta a e4ic1cia continuada de um poder coercitivo na produ%&o da ordem distingue(se da viol5ncia que alimenta uma situa2ão de terror. ao 4a>erem uso dos aparelhos e instrumentos da viol5ncia de maneira ilegal. e/ercida de maneira discriminada e ponderada.m o monop-lio da viol5ncia leg@tima para proteger os mem0ros da sociedade.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação tam0. . Como F1 apontado. e/ercida de 4orma cega. são mudos. .s che4es da :: . "DD9?*#E+. a0dicam do uso da linguagem que caracteri>a as rela26es de poder 0aseadas na persuasão. como o 3ltimo recurso de conten2ão “dos indiv@duos isolados . Convertem(se num aparelho de agressão e numa amea2a aos cidadãos que deveriam proteger. pois eles se v5m suFeitos a so4rer san26es por suas a26es impr-prias. Besse modo. . demandada em situa26es em que as e/pectativas e a coordena2ão das a26es 4oram rompidas. "DSE? "#+. A vig5ncia e4etiva dessas condi26es distingue o estado democr1tico do estado autorit1rio ()ai/ão e eato. Uonge da visi0ilidade p30lica A dentro do cam0urão A os instrumentos da viol5ncia.. pelo 4ato de a primeira ser mensur1vel e previs@vel. Manter a restri2ão legal ao ar0@trio policial no uso de viol5ncia . modelo de “ordem so0 lei” encontra na su0ordina2ão da pol@cia ao Fudici1rio e na con4ormidade compuls-ria do tra0alho policial Os regras do “due process” as condi26es que 4a>em da atividade policial a garantia da li0erdade humana. "DSE? *9+. a o0riga2ão dos policiais de Fusti4icar seus atos torna( se mais premente. enquanto prote2ão dos direitos e li0erdades civis potencialmente amea2ados pela coer2ão das organi>a26es do !stado. nos termos Q. ao passo que a segunda . como prop6e Q. a partir de controles hier1rquicos da pr-pria corpora2ão e do Fudici1rio. Arendt. o !stado Moderno det. Arendt. *%%"?E:+ .

!les estariam. de tal 4orma.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação corpora2ão a4irmam que os soldados agiram em Hlegitima de4esaI.m a da sociedadeII . A accountability p30lica e/ige uma es4era p30lica pol@tica em que todas as institui26es tornam(se suFeitas a dar respostas ao p30lico. porque eles F1 tinham in4ormado o que aconteceu durante o depoimentoX.s advogados passam a 4alar por eles. da cena p30lica. (_+ . completa. a retra2ão do espa2o p30lico não . procurando de4ender HHa pr-pria vida e tam0. 'esse sentido. Mesmo quando in4orma26es aparentemente 01sicas são 0uscadas para esclarecer os 4atos. . :S A es4era p30lica se estrutura pelo di1logo a0erto. !le argumentou que seus clientes t5m o direito de 4icar calados. um a4astamento. F1 que não tinham algemas. Como se sa0e. =nteressa ressaltar que. permanente. a con4issão ou a e/pressão de atos incriminadores de indiv@duos suspeitos ou indiciados são poderosas evid5ncias que podem ser usadas contra eles em processos de Fulgamento. ou a+ de accountability permanente dos atores em situa2ão pro0lem1tica e 0+ de engaFamento na comunica2ão generali>ada com outros interlocutores da es4era p30lica. v1rias 4ormas de argumenta2ão que lidam com as in4ra26es se organi>am a partir dos padr6es de comunica2ão que são resguardados por institui26es como a pr-pria lei.4alar em Fu@>o. :E “. :& . concomitantemente. e. As advogados 0uscam evid5ncias para sustentar essas proposi26es. entre a administra2ão p30lica e seus p30licos.s policiais envolvidos. advogado a4irmou que tinha orientado seus clientes a Xs. uscando esclarecer o que ocorreu dentro do cam0urão. tais in4orma26es somente 4arão sentido . ao se retirarem da cena p30lica. apesar de certas incoer5ncias . dos policiais envolvidos e um progressivo silenciamento de suas vo>es . Q1.. invia0ili>am a possi0ilidade de coopera2ão comunicativa. rea4irmam que os cincos policiais militares agiram HHno estrito :9 cumprimento do dever e em leg@tima de4esaII.s advogados da )M apresentaram uma peti2ão O "Eb Belegacia de )ol@cia. os advogados alegam que o seq7estrador resistiu O prisão e os policiais tiveram di4iculdades para imo0ili>1(lo. solicitando que os policiais não participassem da reconstitui2ão da morte de Jandro do 'ascimento. mesmo nesse caso.

Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação dentro do quadro interpretativo e e/plicativo assumido por aqueles que questionam. a viola2ão da integridade 4@sica de detentos etc. os atores podem perder o seu status p30lico como respons1veis (accountable+ diante de uma audi5ncia in4inita. um pro4erimento p30lico deve ser compreens@vel e deve responder Os o0Fe26es levantadas pelos outros. !stamos aqui diante de uma questão crucial da es4era p30lica. apenas so0 a perspectiva de alguma reivindica2ão que reFeitam” (. A es4era p30lica não tem poder de tomar decisão ou de aplicar san26es. pris6es sem mandato. assim. se muito. disseminado na cultura pol@tica 0rasileira. tais como a intimida2ão e a retalia2ão de suspeitos. 'ão o0stante. eles `os interlocutoresa t5m novas possi0ilidades? podem considerar os pontos de vista alternativos e novas ra>6es e.m. "DDD? D+. “A viol5ncia em rela2ão ao p30lico e a resist5ncia aos mecanismos e/ternos de controle t5m contri0u@do para criar uma imagem p30lica da pol@cia como uma institui2ão de 4ortes interesses corporativistas.I'eill citado ohman. preconceito e autoridade em suas comunica26es e cren2as ( ohman. A credi0ilidade da enuncia2ão . tam0. “A comunica2ão que pressup6e alguma autoridade al. *%%"?"E9+. !studos apontam que tais .m da autoridade da ra>ão pode dei/ar de comunicar com aqueles que não se encontram suFeitos O tal autoridadeR eles podem interpret1(la. Como aponta Jou>a. 'ão s. podendo ser aceitas ou contestadas. então. *%%? #D+ Juspeitas generali>adas colocam so0 questão a veracidade da a4irma2ão de que os policiais agiram dentro dos padr6es da legalidade. em detrimento da imagem como servi2o p30lico em con4ormidade com preceitos democr1ticos da cidadania” (Jou>a. comprometida so0retudo por um sentimento am0@guo com rela2ão O pol@cia. h1 continuidade de pr1ticas a0usivas do per@odo da ditadura.I'ora . *%%%? :%+. como. Je não. “Yuando a deli0era2ão se torna suspeita das ra>6es anteriormente aceitas e o car1cter genuinamente p30lico de suas comunica26es uns com os outros. reFeitar 4ormas inteiras de Fusti4ica2ãoR podem se tornar cientes de opera26es ocultas de poder.a 0rutalidade e os meios e/tra(legais 4a>em parte do repert-rio rotineiro da pol@cia desde a constitui2ão do !stado moderno (]aluar.

ou na m@dia A 4or2a(os a engaFar(se em um tipo de di1logo com seu p30lico. Bestacam que a puni2ão de policiais . como “ asta[ !u quero pa>”.s pr-prios relat-rios das . constantemente denegada.(_+ Jegundo ela. entendendo(o como parte de uma s. nos tri0unais.gio da Fusti2a corporativa.m. de suas a26es A no legislativo. Os camadas populares. apontar padr6es recorrentes de a0uso da 4or2a policial e o privil. A representante da organi>a2ão “Quman Rights Vatch” no rasil. por e/emplo. elo Qori>onte e Jão )aulo+ con4irmam a gravidade da viol5ncia a0usiva em am0as as pol@cias. como. tam0. marcada pela lentidão e pelo 4ormalismo . “Jou da )a>” e “Niva Rio”.uvidorias de )ol@cia de grandes cidades (tais como Rio de . tais como a “Anistia =nternacional” e “Quman Rights Vatch”. representantes de Conselhos Comunit1rios de Jeguran2a )30lica ou movimentos sociais. importante para reconstituir o processo de coordena2ão das a26es e a delega2ão da tomada de decisão na cadeia de accountability dentro do sistema pol@tico A os agentes da sociedade civil 0uscam generali>ar o ocorrido. (_+ .Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação pr1ticas são dirigidas.usti2a.aneiro. &uisa de conclusão: 'um desfec*o desastroso) e recursos para inovação institucional A demanda para que os governantes ou os representantes o4iciais prestem contas. . havendo “um grande n3mero de mortes com caracter@sticas de e/ecu2ão. A m@dia estende a . a ine4ic1cia dos mecanismos mesmos de accountability desta institui2ão. declara que o evento se constitui em uma “possi0ilidade de o governo 0rasileiro se posicionar e mudar o hist-rico de impunidade do pa@s.a :D discrepGncia entre as atri0ui26es p30licas da )M e o car1ter semi(p30lico dos procedimentos administrativos rotineiros. antes. pu0licamente. apesar do crime praticado pelo seq7estrador. ele tinha direito O de4esa na . Je as 4alas da corpora2ão policial procuram singulari>ar os acontecimentos do 8ni0us "9: A o que . 0uscam. civil e militar (Japori ^ Jou>a. Benunciam não s. *%%*?""E+. so0retudo. aqueles que resistiram O prisão ou tentaram escapar” (Avrit>er.rie de casos semelhantes. Ueigos e mem0ros de organi>a26es volunt1rias de prote2ão aos direitos humanos. *%%"? "9&+. “entre aqueles `suspeitosa que se entregaram. E% . sendo que o sistema Fudici1rio torna praticamente imposs@vel a condena2ão de policiais por crimes violentos.

ia e classi4icou(a `a a2ão da pol@ciaa como um 4racasso.m dos conte/tos de rotina.. o <overnador do Rio elogiou a a2ão “en.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação outros de maneira mais ampla do que seria poss@vel em intera26es 4ace(a(4ace ou presenciais. diante de uma audi5ncia impl@cita de cidadãos. al. 'ão o0stante. Criticou sua pol@cia e prometeu ver0as. tam0. "DDE+. . depois e/aminou os 4atos. programas e a26es especiais. 'esse sentido. e/plica2ão e Fusti4ica2ão.. como discutiremos adiante.m de indeni>ar os parentes de <e@sa . a s. o processo de accountability p30lica . A m@dia cria uma 0ase re4le/iva que permite os atores sociais mudar suas 4ormas de apresenta2ão. medido em termos de conquistas pr1ticas cont@nuas. We> incont1veis reuni6es. Yuando estendido para al. ineg1vel que a m@dia .rie de demiss6es da c3pula da )M seguiu press6es e negocia26es de interesses que se dão longe da visi0ilidade p30lica.. atrav. E" “Antes ele tinha uma visão. . !st1 associado a uma diversidade de mecanismos de coordena2ão.rgica” da pol@cia e considerou que o epis-dio teve “o melhor des4echo poss@vel”. “um des4echo desastroso. o potencial para que os representantes tornem(se respons1veis (ans'erable+ (Bahl. e/pressar e trocar interpreta26es pu0licamente pode alterar o modo pelo qual os agentes adquirem e usam o conhecimento.mudou de id. os mecanismos de inova2ão e os trGmites rotineiros das institui26es podem se ver pressionados a so4rer uma Hacelera2ãoI. olhou as 4otos e mudou de posi2ão e classi4icou(a como um 4racasso e trocou a che4ia da )M. imediatamente ap-s o 4im do seq7estro. 4oi a pior coisa que poderia ter acontecido” .s do agrupamento de questionamentos espec@4icos e da 0usca ativa por solu26es. A nem poderia ser A respons1vel pela cadeia de a26es que segue seu curso dentro das institui26es. no sistema pol@tico. E* A m@dia não . Je. a partir de preceitos morais e legais.0viamente. interpreta2ão e comunica2ão diante de atores concretos do sistema pol@tico. tal avalia2ão 4oi drasticamente alterada? <arotinho. "DSER Mhompson. 4undamental para a constitui2ão p30lica dos eventos A como o caso em tela A 0em como para catalisar o de0ate amplo so0re pro0lemas que se acumulam em certos setores ou institui26es. e.m. . Como vimos.

na m@dia. . Be 4orma 4req7ente. *%%%? ":S+. 4icou evidente o redu>ido espa2o para o aparecimento do suFeito da argumenta2ão. Ca0e indagar que tipo de accountability pode(se o0ter de agentes de institui26es cuFo o (odus operandi interno permanece não p30lico. 'o processo de discussão p30lica. Como di> Qa0ermas? . 'ão que os mem0ros da corpora2ão policial se negassem ar0itrariamente ao di1logo. =sso coloca pro0lemas para a e4etividade do de0ate p30lico e para os mecanismos de accountability. na maioria das ve>es. ou como um mecanismo de controle democr1tico. re4rat1rio ao controle e/terno e insens@vel Os demandas da sociedade” (Joares. as institui26es 0urocr1ticas podem não s. desviar(se de processos de supervisão independente. in4enso ao planeFamento. A an1lise dos padr6es argumentativos apresentados pela corpora2ão policial so0re o evento do 8ni0us "9:. tam0. as institui26es que negligenciam os anseios do p30lico e sistematicamente resistem Os demandas de trans4orma2ão perdem legitimidade. assim. e.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação !m rela2ão aos mecanismos de controle da accountability. esquivar( se do “dever de prestar contas”. considerada como o dever de atender os deseFos e as necessidades do cidadão.dei/ar de proporcionar instala26es e arranFos legais adequados.m.ra. mas eles 4icaram. correspondendo apropriadamente aos interesses p30licos. a accountability pressup6e e/atamente a e/ist5ncia de uma cone/ão entre o 4lu/o de comunica2ão do p30lico e o da institui2ão p30lica. enclausurados na repeti2ão de regras 4ormais. “estamos diante de um universo corporativista 4echado. .0viamente. O avalia2ão. com uma imagem p30lica negativa. da negocia2ão ou da demanda. )articularmente no caso da pol@cia carioca. sa0emos 0em que um aparato administrativo e legal adequadamente 4le/@vel e aFustado aos interesses dos cidadãos est1 longe de ser o resultado do deseFo de indiv@duos isolados. 4ortemente marcado por comprometimentos e cumplicidades degradantes.rie de o0st1culos e patologias que 0loqueiam a sintoni>a2ão do desempenho da corpora2ão com os interesses p30licos. como de4ine Uuis !duardo Joares. seguindo padr6es convencionais de Fusti4ica2ão. como. evidencia uma s. atado a tradi26es autorit1rias e 0urocrati>antes.

m. estes não s.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação Burante os processos de sintoni>a2ão. o p30lico não pode mais deli0erar de modo restrito. Como discute. . poss@vel mud1(los.s de modi4icar. não pode romper(se o la2o da delega2ão de compet5ncias de decisão. por parte da institui2ão. con4inado aos desenhos institucionais e/istentes . ao inv. aos 4lu/os comunicativos advindos da es4era p30lica. dispositivos e alternativas dispon@veis. Contudo. restaurar o car1ter auto(re4erencial do discurso p30lico. A deli0era2ão dentro de institui26es meramente re(arranFa. os quais t5m o direito e se encontram na condi%&o de perce0er. demandando aten2ão p30lica e nova regulamenta2ão. poss@vel conservar o v@nculo com o p30lico de cidadãos. Como aponta Qa0ermas. . identi4icar e temati>ar pu0licamente a inaceita0ilidade social de sistemas de 4uncionamento (Qa0ermas. 0loqueada por pr1ticas culturais cristali>adas ou por rotinas institucionais irrespons1veis. "DD9?S#+ Je h1 uma impermea0ilidade permanente. os agentes cr@ticos t5m que se engaFar precisamente nesse tipo de discurso cr@tico para alcan2ar o e4eito deseFado? rea0rir um di1logo ampliado e. argumentos e cr@ticas que se inicia 4ora das institui26es prepara o caminho para a renova2ão dessas mesmas institui26es. importa sa0er que constela26es de poder se re4letem nesses padr6es de a2ão de determinadas institui26es e como . mesmo quando a deli0era2ão 4racassa. ohman . assim. tam0. Yuando as institui26es tornam(se imperme1veis em rela2ão O es4era p30lica e a comunica2ão . Yuando a deli0era2ão e o modo “normal” de resolver pro0lemas mostram(se 0loqueados. o conFunto de instala26es. Bo modo de vista normativo do sistema democr1tico. o processo de trocar de vis6es.s atores cr@ticos precisam tra>er O tona pro0lemas latentes da institui2ão para o reconhecimento p30lico. tornam(se in-cuos para resta0elecer estruturas para a accountability pol@tica. Jomente assim . importante perce0er que.dei/am de resolver os pro0lemas que pretendem resolver como.

com propostas e programas direcionados a todos os elos dos 4lu/os de Fusti2a criminal e com signi4icativa cessão de recursos para E: as unidades su0(4ederativas. precisamente por ra>6es não(p30licas e por modos não(p30licos de atua2ão. requerem a coopera2ão continuada de . Como vimos. at. maior aten2ão p30lica. tudo contri0uindo numa pro0lemati>a2ão. 'os casos em que a percep2ão dos con4litos e as pr-prias pro0lem1ticas são trans4ormadas pelos con4litos. 4ocali>adas geogra4icamente. interesses corporativistas ou particularistas. 'ão se pode supor. era praticamente e/clusiva dos estados . ela se entrela2a com a 4ala de outros atores pol@ticos da sociedade comple/a e diversi4icada. . crucial. o planeFamento inteligente do governo central e/ige mais que vontade pol@tica e recursos 4inanceiros ( eato. "DD9? SD+. o E# )residente da Rep30lica decidiu antecipar o an3ncio do )lano de Jeguran2a 'acional A um am0icioso plano envolvendo "*: a26es.rsias geradas em torno do evento do 8ni0us "9: e da prolongada crise de legitimidade das institui26es encarregadas da seguran2a p30lica . a comunica2ão que se desenrola nos meios de comunica2ão . os atores da sociedade civil estavam menos preocupados em resta0elecer a coordena2ão das a26es particulares do epis-dio do 8ni0us "9: e mais em temati>ar os pro0lemas s-cio(econ8micos mais amplos que levam O viol5ncia ur0ana e os d.4icits do modelo de pol@cia vigente. 0usca intensi4icada de solu26es. com isso. “sensi0ilidades em rela2ão Os responsa0ilidades pol@ticas reguladas Furidicamente” (Qa0ermas. muitas ve>es.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação !sse novo modo de operar tem a consci5ncia de crise. Ainda que determinados atores se esquivem da comunica2ão a0erta e transparente. )rogramas de interven2ão social. Biante das controv. "DD9?SD+ 'esse sentido. uscam.s agentes da m@dia processam 4lu/os comunicativos de origem e orienta26es diversas. então. que. envolvendo aspectos normativos dos pro0lemas en4ocados (Qa0ermas. *%%"R *%%%?"*+ . uma EE cone/ão direta entre a pressão da opinião p30lica e os processos de inova2ão institucional. direcionando(os para um agregado comum. Ao inv. apesar disso. a comunica2ão não 4ica restrita a eles. pressupondo a26es multidisciplinares e E& interinstitucionais.s disso. o )lano evidencia o comprometimento do governo 4ederal com a questão da seguran2a p30lica. dentro do !stado de Bireito. no intuito de resguardar. atuali>ar.rsias na es4era p30lica. cresce a aten2ão e se desencadeiam controv. !4etivamente implementado em *%%%. )ara resolver pro0lemas comple/os.

esta0elecendo plata4ormas que permitam a e/pressão de pontos de vista de pol@ticos. ou das estrat. sendo que nenhum ator pode constitu@(la de maneira isolada ou e/clusiva. seFa no Gm0ito de suas organi>a26es institucionais. Resta sa0er como tornar a m@dia mais accountable. *)ousiley *. Bo ponto de visa normativo. no #E. " sem. 4inanciado pelo C')q e WA)!M=<. para que novas orienta26es e solu26es criativas seFam alcan2adas e passem a guiar os proFetos institucionais e as atividades pr1ticas.rgio. )or 4im. *%%%R MaV0y. que 0uscam controlar os 4lu/os e os conte3dos da comunica2ão. pp. #(*: AR!'BM. Refer-ncias AB.riminalidade /rbana Violenta no 0rasil1 /m recorte tem2tico. pro4essora adFunta no Bepartamento de Comunica2ão Jocial da KWM< e doutora em ci5ncia pol@tica pela Kniversity o4 'ottingham.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação diversos atores sociais e processos de aprendi>agem coletiva. Agrade2o a <isele <omes de Almeida. 4ormada por uma pluralidade de agentes. =nglaterra. Kniversidade de ras@lia. (aia . 4avorecendo a constru2ão de pr1ticas deli0erativas ampliadas. Da Violência3 ras@lia? !d. "DSE.+. +. a comunica2ão que se desenrola nos meios de comunica2ão não est1 o0viamente livre de seus pr-prios o0st1culos. . !ste te/to apresenta resultados parciais do proFeto de pesquisa intitulado “M@dia e dimens6es da deli0era2ão”.. seFa no Gm0ito de suas pr1ticas sociais..R'.gias visando administrar a pr-pria imagem (Mhompson. )ara al. Qannah. a visi0ilidade midi1tica . pela preciosa cola0ora2ão na coleta e na categori>a2ão do material emp@rico. "DD&. A . (. interessa identi4icar os o0st1culos que impedem a m@dia de cumprir sua 4un2ão como 4-rum de de0ate pluralista nas sociedades democr1ticas. *%%*+.m dos Fogos de interesses de atores sociais particulares. de representantes da sociedade civil e de grupos de interesse. olsista de =nicia2ão Cient@4ica. "DD#. J.

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ria com chamada na capa+R . (.. WishPin. S "S$%& A W. ]AUKAR. Al0a. 9 "S$%& A W. Qa0ermas. Cam0ridge? )olity N!UQ. # . corpus emp@rico constitui(se de "*S mat.UQA A cotidiano A CS. desenvolvida por diversos autores.sto D? * (mat. *%%"+. Political Scandal: Po/er and isibility. Al.UQA A cotidiano A C#+ "" <arotinho ("#$%& A W.UQA A cotidiano A C:+. pp. na m@dia e no document1rio “ini0us "9:”. de . )adilha. Cham0ers. " . * Jandro o0rigou uma das re4. que distri0uiu as imagens numa cadeia mundial. *%%*R Avrit>er. "DDD. <utmann.UQA A cotidiano A CS. !ditora KWR. seq7estro 4oi transmitido pelas principais redes de televisão do pa@s e pela C''. /m debate disperse: viol-ncia e crime no 0rasil da redemocrati7ação3 #&o $aulo em $erspectiva.ria de capa+R Lpoca? E (mat. e AUN=M.UQA A cotidiano AC& "% <arotinho ("#$%& A W. N!UQ.os. este termo vem sendo utili>ado em ingl5s na maior parte dos estudos so0re o tema (Rodrigues. . Al0a.aneiro. E Mal no2ão . <il0erto. simulou a morte de outra re4.UQA A cotidiano A C"" D "S$%& A W.#("9..ohn )ress. N!UQ. vol "*.rgs+. Rio de . .. Cohen. .#+ .aneiro..*idadania e violCncia.m disso.'. ]AUKAR.m a escrever com 0atom 4rases como “ele vai nos matar” no p1ra(0risa do 8ni0us. "DD&.ria de capa+. !ditora KWR. <.. .. A..a? " (mat. . sustentando um modelo descentrado de deli0era2ão. *%%*R Uattman(Veltman. A &lobali7ação do crime e os limites da explicação local3 ='. Marcos (. *%%%. W<N.*idadania e violCncia.. como esclarecido pelas vitimas em diversas entrevistas. Bry>eP e ..rias Fornal@sticas veiculadas entre "#$%&$%% a **$%&$%%. Rio de . : Bada a di4iculdade em tradu>ir o termo accountability de maneira precisa na l@ngua portuguesa.m e solicitou ao grupo que demonstrasse pGnico.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação MQ.rgs+. que 4ocali>am a deli0era2ão na sociedade civil. no #.. <il0erto e AUN=M. M.s da deli0era2ão em institui26es administrativas 4ormais. reali>ado em *%%*. Viol-ncia8 reciprocidade e desi&ualdade: uma perspectiva antropolJ&ica3 =n.. "*WQC (*"$%& A !M ( pol@tica ( p. W<N. assim distri0u@das entre os ve@culos? !stado de Minas? EER "olha de #&o $aulo6 &SR Be.M)J. & "S$%& A W. ao inv. tais como J. "DD&.

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UQA A cotidiano A C"*+.A A p.UQA A cotidiano A C&+R *"$%& A=JM. #: Menente coronel .UQA A cotidiano A C#+ :& **$%& A W. :E . p.)! do servi2o policial por tempo indeterminado.. #* Coronel . :# ":$%& A W.UQA A cotidiano A C: )E:. #D "#$%& A W. *D <eraldo Magela Yuintão( "&$%& A !M A pol@tica.os.UQA A cotidiano A C:.L A p. pesquisador da 1rea de seguran2a do =nstituto de Jeguran2a Wernand raudel. com o diagn-stico de depressão ("&$%& A W.UQA A cotidiano A C&.9R "&$%& W..UQA A cotidiano A C#. do lado de 4ora da viatura ("&$%& A !M nacional p. nenhuma declara2ão o4icial con4irmando tal tele4onema do )residente. #9"#$%& A W. nas mat. *9 Coronel da )M.:*(:#R W.UQA A cotidiano A C&+.UQA( cotidiano A C"+. *"$%&$*%%*. aplicando(lhe uma HHgravataII. Nicente da Jilva ("#$%& A W.E+ #" ":$%& ( W.os.. .UQA A cotidiano A C&.L A p.. )enteado ( ":$%& A W. e um des4echo tr1gico.os. soldado Marcelo . #E Menente(coronel .os.os.rias e/aminadas. (*"$%& A N!.L A p. quando o seq7estrador tentou apanhar a arma do policialR F1 outra advogada a4irma que o em0ate ocorreu no momento em que o policial tentava dominar o seq7estrador. )enteado (*"$%& A=JM.9 :" 'ão 4oi detectada. :% "#$%& A !M A nacional A p.::+ *S“Agonia.E #% .Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação *& Coronel da )ol@cia Militar de Jão )aulo. p. :: **$%9 A W.liveira dos Jantos . especialista em tiro de4ensivo e a26es t1ticas. a4astado pelo . sendo encaminhando a uma cl@nica.UQA A cotidiano A CE. As vers6es são controversas? uma advogada a4irma que o con4lito ocorreu dentro do cam0urão. #SCapitão re4ormado do !/.#% e #*. :* <arotinho A (":$%& A W.#% e #*+ #& *"$%& A=JM. :9 Km dos policiais teve o 0ra2o que0rado e os advogados encarregados do caso tomam esse 4ato como evid5ncia de que houve um em0ate entre os policiais e Jandro.rcito (":$%& A W. ## Menente coronel .UQA A cotidiano(":$%& A C"*+. NeFa. )enteado (":$%& A W. a2ão desastrada.UQA A cotidiano A C9 e C"*+.#% e #*+. <regori ("&$%& A !M A pol@tica A p.UQA A cotidiano A C#+.

UQA( cotidiano A C"+ :D !m Funho e Fulho de *%%*. o0soletos ou de4icientes (Joares *%%%. )lano 'acional de Jeguran2a )30lica apresenta propostas e programas direcionados O pol@cia (“)rograma Jeguran2a do Cidadão”.UQA A cotidiano A C". eato. em Gm0ito nacional. para Rj S9" milh6es. a institui2ão “Jou da )a>” organi>ou em *%%% a campanha “ asta[ !u quero )a>”.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação :S Chaia Ramos e Baniele raga ("&$%& A !M nacional p.aneiro em "S$%&. houve diversas mani4esta26es da sociedade civil demonstrando o sentimento generali>ado de e/austão diante da viol5ncia. “)rograma Jeguran2a do Cidadão”. WQC a4irma? “'ão sou demagogo.org$campanhas$inde/. E% "E$%& A W. . .m e solicitou ao grupo que demonstrasse pGnico. atuando em # 4rentes principais? (i+ promo2ão de de0ates so0re os diversos aspectos da viol5ncia. EE A e/ecu2ão or2ament1ria no Gm0ito do Minist. em *%%* (em valores reais. Jou>a *%%"+. “como se o pro0lema das pol@cias no pa@s 4osse meramente a insu4ici5ncia de recursos.aneiro ("E$%& A W. *%%". na m@dia e no document1rio “ini0us "9:”. Alem disso. E9 . como esclarecido pelas vitimas em diversas entrevistas.# e C"*.s de a26es comunit1rias (http?$$CCC. organi>a2ão de encontros e consultorias com especialistas so0re o tema e com lideran2as sociais representativas em todo pa@sR (ii+ desenvolvimento de a26es de mo0ili>a2ão social pelo desarmamento e controle radical do uso da arma de 4ogo (pelos criminosos. *%%#?D9+. reali>ado em *%%*. Be tal sorte.rio da . em estudo desde o in@cio do ano. uma de4ini2ão mais precisa acerca de modelos ideais de 4uncionamento das institui26es em que se queria intervir. E# “!le (WQC+ decidiu antecipar o an3ncio do plano. de . ainda. E" ":$%& A !M e W. reali>ada em mais de "E estados do pa@s em 9$%9. pela pol@cia e pela popula2ão em geral+R (iii+ valori>a2ão da pol@cia e desenvolvimento de mecanismos de coopera2ão entre os sistemas de seguran2a p30lica e a sociedade civil. em "DDE. .#". E* *"$%& A =JM.UQA A pol@tica e cotidiano A p.E+. ES Jandro o0rigou uma das re4. por e/emplo. atrav. Be4endendo(se de cr@ticas de oportunismo pol@tico. E& Ap-s # anos de implementa2ão do )lano.rio )30lico e O Fusti2a (com propostas de Re4ormula2ão do C-digo )enal e do C-digo do )rocesso )enal+. simulou a morte de outra re4. Al. principalmente na compra de ve@culos e na intensi4ica2ão do policiamento ostensivo. mais do que o esgotamento de um modelo policial ultrapassado” (=)!A.9 e "&$%& W. )adilha.rgani>ado”+R ao Minist.L A p. ao setor s-cio(educativo de rea0ilita2ão ()rograma de Re(inser2ão Jocial do Adolescente em Con4lito com a Uei+ e do pr-prio Jistema )enitenci1rio 'acional ()rograma Reestrutura2ão do Jistema )enitenci1rio+. investiu mais de Rj " 0ilhão de *%%% a *%%#.UQA( (cotidiano A CE+. os recursos aca0aram sendo destinados O reprodu2ão de modelos anteriores constitu@dos. seq7estro 4oi transmitido pelas principais redes de televisão do pa@s e pela C''.html+. 'ão h1 impacto que resolva o pro0lema da seguran2a do cidadãoR o que h1 . E:.m a escrever com 0atom 4rases como “ele vai nos matar” no p1ra(0risa do 8ni0us. a pre2os de de>em0ro de *%%"+ (=)!A.usti2a evidencia que as aplica26es em programas ligados O seguran2a p30lica aumentaram de Rj "*S milh6es. *%%#?DS+. “Com0ate ao Crime . “ asta[ !u quero )a>”.m disso. tais como as passeatas “Morro e As4alto” no Rio de .os. que distri0uiu as imagens numa cadeia mundial. a2ão continuada” ("&$%& A !M A pol@tica A p.soudapa>. por conta da a2ão desastrosa da pol@cia no seq7estro de um 8ni0us no Rio de . diversos estudos t5m apontado que diagn-sticos so0re cada questão em particular não 4oram reali>ados e não houve de0ates mais amplos que permitissem uma compreensão das vicissitudes presentes nos v1rios campos e.

orge Uuis de )aula aptista. .. o crime organi>ado vem tomando uma propor2ão in. sustentando um modelo descentrado de deli0era2ão. num intervalo de um tempo. Adorno.UQA A cotidiano A C#+ &9 <arotinho ("#$%& A W. Atores coletivos complicam o e/erc@cio de delega2ão e . 9# WQC ("#$%& A W.a? " (mat. que aca0aria com um ato de 0ravura dos mocinhos. a 4im de se apreender. . eu trocava de canal como se estivesse vendo um 4ilme violento. &* "S$%& A W.UQA A cotidiano A C&+ "S$%& A W. *%%*R Avrit>er. <utmann. Cohen. *%%#+. 9: "#$%& A W. entre "D#* e "DS9. . . Bry>eP e .ria de capa+.. A criminalidade nas capitais do sudeste tem declinado enquanto os crimes contra a pessoa t5m aumentado em muitas capitais do 'ordeste e do 'orte do pa@s (=)!A. 9E A visão da democracia representativa como uma cadeia de delega2ão e accountability . ap-s "DD* tal crescimento se evidencia particularmente na ta/a de assassinatos (= <!. &# "S$%& A W. desenvolvida por diversos autores.UQA A cotidiano A C*.UQA A cotidiano A CS. as ta/as m.s da deli0era2ão em institui26es administrativas 4ormais.S. 9* ":$%& A !M A pol@tica A p. *%%"+. *%%*R Uattman(Veltman.UQA A cotidiano AC& && <arotinho ("#$%& A W. "S$%& A W.s @ndices de criminalidade ur0ana violenta v5m crescendo paulatinamente em termos a0solutos nos anos S% e D% e. Qa0ermas. com atos de ataques orquestrados.dias de crime em elo Qori>onte e Jão )aulo decresceram su0stancialmente em rela2ão ao n3mero total de crimes e em rela2ão a cada categoria em particular ()ai/ão. &" Mal no2ão .ria de capa+R Lpoca? E (mat. "DD*("DDD+ . . . uma simpli4ica2ão em diversos aspectos.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação ED . relacionados principalmente ao narco tr14ico (=)!A?D9+. em grupo de discussão na =nternet. WishPin. A. &: "S$%& A W. 9% !m0ora o aumento da viol5ncia não guarde rela2ão com alguma e/plosão s30ita de criminalidade.#+ &D X'a minha 4antasia. 9" Km tratamento adequado do o0Feto e/ige que se discrimine analiticamente entre as tend5ncias e caracter@sticas das pr1ticas delituosas.UQA A cotidiano A C""+. assim distri0u@das entre os ve@culos? !stado de Minas? EER "olha de #&o $aulo6 &SR Be. comparativamente a um per@odo anterior. os agentes pol@ticos podem ser individuais ou coletivos. tais como J. que 4ocali>am a deli0era2ão na sociedade civil.UQA A cotidiano A C"" &E "S$%& A W. )rimeiro. corpus emp@rico constitui(se de "*S mat. &% Bada a di4iculdade em tradu>ir o termo accountability de maneira precisa na l@ngua portuguesa. "DD#?:+..UQA A cotidiano A C:+.UQA A cotidiano A CS.. este termo vem sendo utili>ado em ingl5s na maior parte dos estudos so0re o tema (Rodrigues.UQA A cotidiano A C*. quais as ocorr5ncias policiais mani4estam crescimento e retra2ão. por cidades ou regi6es. ao inv.ria com chamada na capa+R . 0andido seria alveFado com um tiro certeiro e as v@timas aca0ariam salvasX (.sto D? * (mat.rias Fornal@sticas veiculadas entre "#$%&$%% a **$%&$%%. assim como os “cidadãos” (principals+. Cham0ers.dita nos 3ltimos anos.s estudos de )ai/ão evidenciam que. &SWQC (*"$%& A !M ( pol@tica ( p.

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em estudo desde o in@cio do ano. por conta da a2ão desastrosa da pol@cia no seq7estro de um 8ni0us no Rio de . 'ão h1 impacto que resolva o pro0lema da seguran2a do cidadãoR o que h1 . atuando em # 4rentes principais? (i+ promo2ão de de0ates so0re os diversos aspectos da viol5ncia.liveira dos Jantos . houve diversas mani4esta26es da sociedade civil demonstrando o sentimento generali>ado de e/austão diante da viol5ncia. nenhuma declara2ão o4icial con4irmando tal tele4onema do )residente. reali>ada em mais de "E estados do pa@s em 9$%9.UQA A cotidiano A C". Alem disso.rias e/aminadas. “ asta[ !u quero )a>”.)! do servi2o policial por tempo indeterminado.UQA A cotidiano A C#+ "%* **$%& A W. Be4endendo(se de cr@ticas de oportunismo pol@tico. a4astado pelo .UQA( cotidiano A C"+. pela pol@cia e pela popula2ão em geral+R (iii+ valori>a2ão da pol@cia e desenvolvimento de mecanismos de coopera2ão entre os sistemas de seguran2a p30lica e a sociedade civil. "%# Km dos policiais teve o 0ra2o que0rado e os advogados encarregados do caso tomam esse 4ato como evid5ncia de que houve um em0ate entre os policiais e Jandro. aplicando(lhe uma HHgravataII.# e C"*. "%D “!le (WQC+ decidiu antecipar o an3ncio do plano. a institui2ão “Jou da )a>” organi>ou em *%%% a campanha “ asta[ !u quero )a>”. nas mat. soldado Marcelo .UQA A pol@tica e cotidiano A p. "%% **$%9 A W.UQA A cotidiano A C: )E:. "%: Chaia Ramos e Baniele raga ("&$%& A !M nacional p. WQC a4irma? “'ão sou demagogo. quando o seq7estrador tentou apanhar a arma do policialR F1 outra advogada a4irma que o em0ate ocorreu no momento em que o policial tentava dominar o seq7estrador.UQA( cotidiano A C"+ "%E !m Funho e Fulho de *%%*. em Gm0ito nacional. do lado de 4ora da viatura ("&$%& A !M nacional p.soudapa>. sendo encaminhando a uma cl@nica.9R "&$%& W.aneiro ("E$%& A W. atrav.UQA( (cotidiano A CE+.E+.L A p.html+. tais como as passeatas “Morro e As4alto” no Rio de . DS <arotinho A (":$%& A W. . com o diagn-stico de depressão ("&$%& A W.UQA A cotidiano A C&. "%S *"$%& A =JM.UQA A cotidiano A CE.UQA A cotidiano A C9 e C"*+.UQA A cotidiano A C:.#".9 e "&$%& W. "%9 ":$%& A !M e W. As vers6es são controversas? uma advogada a4irma que o con4lito ocorreu dentro do cam0urão. D& "#$%& A !M A nacional A p.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação DE "#$%& A W. organi>a2ão de encontros e consultorias com especialistas so0re o tema e com lideran2as sociais representativas em todo pa@sR (ii+ desenvolvimento de a26es de mo0ili>a2ão social pelo desarmamento e controle radical do uso da arma de 4ogo (pelos criminosos. "%& "E$%& A W.org$campanhas$inde/.9 D9 'ão 4oi detectada. "%" . a2ão continuada” ("&$%& A !M A pol@tica A p. DD ":$%& A W.aneiro em "S$%&.s de a26es comunit1rias (http?$$CCC.

*%%". o0soletos ou de4icientes (Joares *%%%. diversos estudos t5m apontado que diagn-sticos so0re cada questão em particular não 4oram reali>ados e não houve de0ates mais amplos que permitissem uma compreensão das vicissitudes presentes nos v1rios campos e.Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação ""%. “Com0ate ao Crime . a pre2os de de>em0ro de *%%"+ (=)!A. .usti2a evidencia que as aplica26es em programas ligados O seguran2a p30lica aumentaram de Rj "*S milh6es. principalmente na compra de ve@culos e na intensi4ica2ão do policiamento ostensivo. ainda. em "DDE. por e/emplo. . Be tal sorte. “)rograma Jeguran2a do Cidadão”. """ A e/ecu2ão or2ament1ria no Gm0ito do Minist. ao setor s-cio(educativo de rea0ilita2ão ()rograma de Re(inser2ão Jocial do Adolescente em Con4lito com a Uei+ e do pr-prio Jistema )enitenci1rio 'acional ()rograma Reestrutura2ão do Jistema )enitenci1rio+. . mais do que o esgotamento de um modelo policial ultrapassado” (=)!A. *%%#?D9+. para Rj S9" milh6es. eato. investiu mais de Rj " 0ilhão de *%%% a *%%#. os recursos aca0aram sendo destinados O reprodu2ão de modelos anteriores constitu@dos. “como se o pro0lema das pol@cias no pa@s 4osse meramente a insu4ici5ncia de recursos.rgani>ado”+R ao Minist. *%%#?DS+. em *%%* (em valores reais. ""* Ap-s # anos de implementa2ão do )lano.rio da .rio )30lico e O Fusti2a (com propostas de Re4ormula2ão do C-digo )enal e do C-digo do )rocesso )enal+. uma de4ini2ão mais precisa acerca de modelos ideais de 4uncionamento das institui26es em que se queria intervir. Jou>a *%%"+. )lano 'acional de Jeguran2a )30lica apresenta propostas e programas direcionados O pol@cia (“)rograma Jeguran2a do Cidadão”.