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Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões Análise do episódio do Gigante Adamastor

ANÁLISE

! E"IS# I!$

Inspirado em Homero e Ovídio, o episódio do Gigante Adamastor é o mais rico e complexo episódio do poema, de natureza simbólica, mitológica e lírica. Ele se compõe de vinte e quatro estro es !canto ", #$ % &'(, assim distribuídas)

Estro%es &'(&)$ introdu*+o !,( Estro%es &*(+)$ -damastor . !.'( Estro%e +*$ transi*+o !.( Estro%es ,-(,*$ -damastor , !.'( Estro%e .-$ epílogo !.(

/omo se v0, 12 uma distribui*+o muito equilibrada das partes) das vinte e quatro estro es, quatro destinam%se 3 introdu*+o, transi*+o e epílogo4 as vinte restantes, divididas ao meio, apresentam o 1erói da sequ0ncia. 5anto "asco da 6ama como o -damastor aparecem como narradores e como personagens.

No plano /istóri0o, simboliza a supera*+o pelos portugueses do medo do 78ar 5enebroso7, das supersti*ões medievais que povoavam o -tl9ntico e o :ndico de monstros e abismos. -damastor é uma vis+o, um espectro, uma alucina*+o que existe só nas crendices dos portugueses. ; contra seus próprios medos que os navegadores triun am.

No plano líri0o é um dos pontos altos do poema, retomando dois temas constantes da lírica camoniana) o do amor impossível e o do amante re<eitado) -damastor, um dos gigantes il1os da 5erra, apaixonou%se pela nereida 5étis. =+o correspondido, tenta tom2%la 3 or*a, provocando a cólera de >?piter, que o trans orma no /abo das 5ormentas, personi icado numa igura monstruosa, lan*ada nos con ins do -tl9ntico.

Este episódio é importante, pois nele se concentram as grandes lin1as da epopeia) .. O real maravil1oso !di iculdade na passagem do cabo(. ,. - exist0ncia de pro ecias !1istória de @ortugal(. #. Airismo !1istória de amor, que ir2 ligar%se mais tarde, 3 narra*+o maravil1oso da Il1a dos -mores(4 B. ; também um episódio tr2gico, de amor e morte4 C. ; um episódio épico, com a vitória do 1omem sobre os elementos !2gua, ogo, terra, ar(4

EN1E ! &' ( - viagem da esquadra é r2pida e próspera até surgir uma nuvem que escurece os ares, sobre as cabe*as dos navegantes.

&) ( - nuvem escura que surgiu vin1a t+o carregada que enc1eu de medo os navegantes. O mar, ao longe, azia grande ruído ao bater contra os roc1edos. "asco da 6ama, atemorizado, lan*a voz 3 tempestade perguntando o que era ela, que ela l1e parecia mais que uma simples tormenta marin1a. Depare que o cen2rio aterrador ar2 a imagem do 6igante ainda mais terrível e assustadora

&* ( "asco da 6ama n+o 1avia terminado de alar quando surgiu uma igura enorme, de rosto ec1ado, de ol1os

de postura m2. Ele. e sua vitória sobre os turcos. . extremamente o endido com a ousadia dos portugueses. Gartolomeu Hias. ++ ( O gigante a irma que se vingar2 ali mesmo de seu descobridor. que perdeu ali quatro de suas naus) o dano % o nau r2gio % oi maior que o perigo.igura era t+o enorme que poder%se%ia <urar ser ela o segundo /olosso de Dodes. +) ( Os sobreviventes do nau r2gio ver+o 8anuel de Eousa Eep?lveda e sua esposa. por quem desprezou todas as Heusas. -s a irma*ões s+o amea*adoras. +& ( O gigante a irma que os navios que izerem a viagem que "asco da 6ama est2 azendo ter+o aquele cabo como inimigo. ( =esta estro e o gigante cita a desgra*a da amília de 8anuel de Eousa Eep?lveda.( O gigante se apresenta) ele é o /abo 5ormentoso. como se ver2) o menor mal ser2 a morte. O monstro responder2 com voz pesada porque relembraria seu triste passado. buscava a armada de =eptuno. cu<a voz azia arrepiar os cabelos e a carne dos navegantes.encovados. no entanto. Eurge no quarto verso a introdu*+o da ala do 6igante. . Jm dia a viu nua na praia e apaixonou%se por ela. depois de camin1ar pela areia do deserto. de boca negra e de dentes amarelos.( . ?ltima por*+o de terra do continente a ricano. +3 ( >2 que os portugueses descobriram os segredos do mar. +. que morrer+o <untos. O gigante continua amea*ador) <unto a ele continua a 1aver perigo. e ainda n+o 12 algo que dese<e mais do que ela. primeira armada a que se re ere -damastor é a de @edro Flvares /abral. +' ( O gigante diz que os il1os queridos de 8anuel de Eousa Eep?lveda morrer+o de ome e sua esposa ser2 violentada pelos 1abitantes da F rica. Depare na 0n ase que se d2 ao ato de aquelas 2guas nunca terem sido navegadas por outros) o gigante diz que aquele mar que 12 tanto ele guarda nunca oi con1ecido por outros. pois c1egaram aos con ins do mundo. pois os navegantes oram surpreendidos. ( . +2 ( O gigante c1ama os portugueses de ousados e a irma que nunca repousam e que tem por meta a glória particular.3 ( -damastor cometeu a loucura de lutar contra neptuno por amor a 5étis. consequ0ncias do atrevimento de cruzar os mares. nunca con1ecido pelos geógra os da -ntiguidade.2 ( -damastor diz que era um dos 5it+s. cu<o destino ser2 tenebroso) depois de um nau r2gio.. o gigante l1es ordena que ou*am os os so rimentos uturos. so rer+o muito. citado H. . de cabelos crespos e c1eios de terra. que se alonga para o @ólo Eul. +. gigantes que lutavam contra >?piter e que sobrepun1am montes para alcan*ar o Olimpo. primeiro vice%rei da :ndia. icarem no mato quente e inóspito +* ( O gigante continuaria azendo as previsões se "asco da 6ama n+o o interrompesse perguntando quem era aquela igura maravil1osa. Irancisco de -lmeida. Esta passagem é meramente descritiva. e que outras embarca*ões portuguesas ser+o destruídas por ele. nos mares. . +.

porque. . <2 que estava cego de amor. Jma epidemia espal1a%se entre os marin1eiros. mas encontra di iculdade para seguir viagem !&&(. -damastor resolveu conquist2%la por meio da guerra e mani estou sua inten*+o a Hóris.(.N(. até suas carnes trans ormarem%se em terra dura !#M a CN(. louco de amor e desistindo da guerra. encontrou%se abra*ado a um duro monte.(.. ( Jma noite.&(. Os portugueses recol1em%se nas naus. seu triste destino. sendo recebida com rieza !&N(. avistam o gigante -damastor !#M(. Eegue%se uma breve escaramu*a !##(. . @ortanto.* ( . O gigante a irma que.. 5rava contacto com esta gente instruída nas artes da marin1agem. para livrar o Oceano da guerra. $C(. após undear. n+o o manteve com a ilus+o de abra*2%la. avista terra !.) ( Os 5it+s <2 oram vencidos e soterrados para maior seguran*a dos deuses. os navegantes desembarcam !. &.&(. /inco dias se passam até que. Hali ele partiu quase louco pela m2goa e pela desonra procurando outro lugar em que n+o 1ouvesse quem risse de sua tristeza.( O gigante desapareceu c1orando e o mar soou longínquo. aparece%l1e o lindo rosto de 5étis. numa noite. se ela n+o amava. =ovamente no mar. muitos . ES517571A ! CAN5! V . ent+o. @ara que so ra em dobro. descobrem que est+o longe das :ndias e partem !#B a #$(. M( até aportar na il1a Eantiago.+ ( /ontinua a resposta de 5étis) ela. contra quem n+o é possível lutar. .armada deixa o porto !. -bastecida de provisões e 2gua. . Oarpa. entrando em contacto com nativos amistosos !&. é apan1ada por uma tormenta !. que convida Iern+o "eloso para acompan12%la até a aldeia !#'(. a qual n+o con1ece a língua 2rabe !$$(. . sentiu%se como uma roc1a diante de outra roc1a. Em terra entram em contacto com a negra gente !. -porta uma vez mais !&M(. a armada d2 velas ao vento até a il1a de E+o 5omé !.. ?nica e nua. Eem palavras e imóvel. 5étis costuma ban1ar%se nas 2guas próximas. segue a costa da F rica !C.. . E+o muitos e detal1ados os atos relatados pelo poeta. 4! GIGAN5E A A6AS5!14 O episódio do 6igante -damastor encontra%se no /anto " dL Os Ausíadas.B( e. o gigante correu abrindo os bra*os para aquela que era a vida de seu corpo e come*ou a bei<2%la. ac1ando que bei<ava e abra*ava 5étis. .. /abo "erde !N(. -damastor anuncia. n+o percebeu que as promessas que Hóris e 5étis l1e aziam eram mentirosas.carne do gigante se trans ormou em terra e os ossos em pedra4 seus membros e sua igura alongaram% se pelo mar4 os Heus izeram dele um /abo.estrutura do /anto " é complexa. . tentar2 solucionar o problema com dignidade. &#(. O gigante conta suas desventuras. ( -damastor n+o consegue expressar a m2goa que sentiu. . antes de abord2%lo mister azer a an2lise do mesmo. /omo louco.. "asco da 6ama ergue os bra*os ao céu e pede aos an<os que os casos uturos contados por -damastor n+o se realizem.' ( -damastor invoca 5étis. m+e de 5étis. Aevanta 9ncora e cavalga as vagas encontrando batéis !$#. O gigante é encontrado no /abo das 5ormentas !C'(. que ouviu da il1a a seguinte resposta) como poderia o amor de uma nin a aguentar o amor de um giganteK .armada segue viagem e aporta novamente. perguntando porque.& ( /omo <amais conquistaria 5étis porque era muito eio.

7 !BN( 78ais ia por diante o monstro 1orrendo Hizendo nosso ados. Homésticos <2 tanto e compan1eiros. C$. o -damastor desaparece. o poeta ativa os símbolos que constituir+o a re er0ncia espacial do leitor. -ndam vendo <2 nossas armadas.acabam mortos e s+o sepultados naquela terra nova !M#(. . e da cor escura treva.7 O tempo cronológico. consiste de um di2logo indireto livre4 !B.( 8!C! NA11A5IV! O /anto " do poema épico 7Os Ausíadas7 oi escrito em primeira pessoa) !. !M( 7@assadas tendo <2 as /an2rias il1as. C. MC(. -ssim como apareceu. o tempo é rigorosamente cronológico. @erguntado acerca de sua identidade !BN(.. BC. al*ado. mas que quantas. C&.. C#. O oceano ocupa uma posi*+o de destaque na narrativa. 5erras por onde novas maravil1as.. B$ e BM(. pelas il1as Ho vel1o Hespério. -s pe*as vem buscar que estLoutro leva. Ee nos mostram. -damastor toma a palavra e amea*a os navegantes !B. logo ao outro dia. claramente visto. Iinda o canto ". Eeguindo a tradi*+o medieval. -barca apenas . o lume vivo7 -té entrar em cena o gigante -damastor. Hepois. o 6igante revela que é o cabo das tormentas !C'( e relata como. . CB. o texto é narrativo. só encontra uma breve interrup*+o quando o gigante -damastor entra em cena. portanto. Entr2mos navegando. seus parceiros. A1e disse eu) % PPRuem és tuK que esse estupendo7 5E6"! =o canto ".a*+o se processa nas embarca*ões da armada. alcan*a 8o*ambique e aporta !MB. é seguido pela descri*+o do gigante !#N. Goa parte do episódio é dialógico. Hespéridas c1amadas. B. nas il1as Eantiago e E+o 5omé.( 7E disse % PPQ gente ousada. . /amões n+o se preocupou muito em descrever minuciosamente o espa*o. que azem que se atreva Iern3o "eloso a ir ver da terra o trato E partir%se com ele pelo mato. BB. B&. "asco da 6ama ica apenas com a lembran*a das amea*as eitas por ele e a esquadra segue viagem !&' e &.a*+o se desenrola de maneira contínua. quando.armada parte novamente. "asco da 6ama exorta os marin1eiros a readquirirem o 9nimo !N'. N#(.. Rue tiveram por nome Iortunadas. oi trans ormado em pedra dura !C. CC. costas da F rica. . B'(. ES"A9! . 5odos nus. versos. /abo da 5ormenta e 8o*ambique.B estro es. O espanto do encontro !#M(. 1ES76! ! E"IS# I! ! GIGAN5E O episódio do 6igante -damastor é relativamente curto.N. desde a armada partir de @ortugal até c1egar a 8o*ambique !#'( 78as. CM e CN(. -o citar os lugares% comuns partil1ados. em virtude de seu amor. Hescendo pelos 2speros outeiros.$( 7"i.

&(. a lex+o verbal é vacilante. procura descobrir onde est2 !. rosto barbudo. -ssim. impossível deixar de notar como o poeta. Isto n+o retira seu mérito. um negro. cabelos crespos boca negra.. =a resolu*+o desta di iculdade de dar din9mica e caracteres ao seu poema. n+o 12 por que ater%se a este aspeto da obra. capaz de expressar emo*ões e pensamentos nobres e elevados. Entretanto. !BN( 78ais ia por diante o mostro 1orrendo Hizendo nossos ados. negros. quando. !.( 7@osto que todos os etiopes erram7 =os primeiro caso a sílaba tXnica recai em 7o7. @or tomarmos da terra mantimento. E+o em geral est2tuas processionais. Em /amões. até mesmo desa iar um semideus. n+o oi /amões que ixou o uso da língua portuguesa. . um rei. etíopes. -o contr2rio do que de endem certos autores. ressalta o antropocentrismo. tr0s reis do Oriente. . por isto que <2 se disse que os 7. W época de /amões a ortogra ia n+o era uni orme. Iern+o "eloso.#C'( se consolidar2 na época do poeta. =o /anto " a palavra 7etiope7 aparece duas vezes)% !#. Ws vezes.7 LING7AGE6 Em /amões a língua portuguesa assume seu per il nacional.. O processo de 7desgaliza*+o7 da língua que vin1a ocorrendo no período anterior !. através do con ronto de personagens t+o singulares. mas o padr+o culto da mesma tal qual era empregado no século V"I. um etíope. .-li tom2mos porto com bom vento. /amões coloca lado a lado uma personagem 1istórica e uma mitológica. /amões mane<a com 1abilidade e 1armonia um idioma bem de inido. o acento tXnico é deslocado para atender aos ditames da versi ica*+o. membros grandes.mor ologia camoniana é basicamente a mesma de nossos dias. o poeta emprega o verbo 7consumir7 no presente do indicativo com a gra ia 7consume7 e n+o 7consome7. a prosódia submete%se ao império da constru*+o poética .1eróis de /amões raramente parecem de carne4 alta%l1es car2cter e paixões. "asco da 6ama agiganta%se diante do semideus pelo seu destemor !n+o oge.( 7Jm etiope ousado se arremessa7 !&. A1e disse eu)% PPRuem és tuK que esse estupendo /orpo certo me tem maravil1adoTUU7 O 6igante -damastor é robusto. pois através de sua obra o poeta trans ormou% se em paradigma indispens2vel 3queles que pretendem expressar%se através da língua portuguesa. -o 1omem a tudo é permitido. Doga prote*+o a Heus !&'( e exorta os marin1eiros !N'S. -ssim.( 7E o mundo que com o tempo se consume7 . Devela que oi aprisionado em virtude de seu amor por 51etis e lamenta seu destino c1orando medon1amente !&'(. al*ado.''(. porque correspondem respetivamente a BY e MY sílabas de versos s2 icos. n+o se intimida diante do gigante -damastor questionando%o !BN(.B'%. solenes e impassíveis.. pessoas que navegam em batéis. questiona%o(4 -damastor diminui%se diante do /apit+o da esquadra ao recon1ecer%se prisioneiro de seu destino. na segunda em 7i7 por necessidade métrica. povos de 8omba*a( n+o desempen1am import9ncia signi icativa no episódio do 6igante. de grande estatura.7 "E1S!NAGENS -s personagens principais no /anto " s+o o narrador e o 6igante -damastor. Iern+o 8artins. o @oeta encontrou a seu avor certas praxes greco%romanas do género que l1e orneceram protótipos de uma intriga entre deuses apaixonados. -s demais !marin1eiros . raz+o pela qual n+o ser+o ob<eto de preocupa*+o. ol1os encovados. voz grossa e 1orrenda !#NSB'(. dentes amarelos. O narrador do episódio. "asco da 6ama. /oel1o.

mas este voc2bulo. @línio e quantos passaram. @ompónio.quem vós outros c1amais 5ormentório Rue nunca ui notório a @tolomeu. /amões lan*a m+o de diversos recursos expressivos. -li2s.7 Em ordem direta esta oitava icaria mais ou menos assim)% 7Eu sou aquele grande /abo oculto . . o autor atribui o mar e 3s ondas atributos genuinamente 1umanos. Rue pera o @olo -nt2rtico se estende.quem vossa ousadia tanto o ende. !&( 7Onde as aves no ventre o erro gastam7 -través desta 1ipérbole. !BC( 7Eerei eterna e nova sepultura7 -través desta met2 ora.( 7Ha natureza e do 1?mido elemento7 -través destas metonímias.ricana costa acabo =este meu nuca visto @romontório. @ompónio. oi usado pelo autor no segundo sentido !n+o teria sentido ele re erir%se ao barul1o das ondas duas vezes no mesmo verso(. o poeta aumenta a capacidade natural das aves. 5oda a costa . =este meu nunca visto @romotório. que pode re erir%se indistintamente ao barul1o da natureza e a voz 1umana.ricana aqui acabo. Rue se estende para o @olo -nt2rtico. !#M( 7Gramindo o negro mar de longe brada7 !B#( 7Iizer por estas ondas inso ridas7 -través destas prosopopeias.quem vossa ousadia tanto o ende. !B. o autor quer re erir%se ao tempo de cinco dias e cinco noites e ao mar !de inido pela sua qualidade(. predomina a invers+o)% !M( 7Eu sou aquele oculto e grande /abo .( 7@ois vens ver os segredos escondidos Ha natureza e do 1?mido elemento . 7bramir7 é sinónimo de 7bradar7.quem c1amais vós outros 5ormentório Rue nunca a @tolomeu. !#$( 7@orém <2 cinco sóis eram passados7 !B. Estrabo.Ruanto 3 sintaxe. . Estrabo @línio e quantos passaram ui notório. -qui toda a .7 /amões emprega largamente os superlativos ao longo do poema)% !#N( 7He dis orme e grandíssima estatura7 !B'( 7He Dodes estran1íssimo /olosso7 1EC71S!S E:"1ESSIV!S -o longo do poema épico. o gigante -damastor comunica como pretende dar im a vida dos navegantes.

teve de encontrar outra solu*+o. -pavorada. e por ela se apaixonou. se ambas ossem poupadas aos males da guerra. -damastor põe im 3 guerra e pede um encontro com 51étis. v0%se de repente agarrado ao cume de um monte acabando por se tornar numa parte desse monte) o /abo das 5ormentas. Esse mesmo. m+e e il1a decidem.IS5#1IA ! A A6AS5!1 Eegundo a lenda. as oitavas do poema épico em quest+o apresentam rimas abababcc. -damastor era um gigante il1o da deusa 5erra . O cabo que tanto assombrou a imagina*+o dos marin1eiros portugueses durante a época dos descobrimentos. tentou desesperadamente convencer a il1a a aceitar o -damastor como compan1eiro mas perante a recusa desta. robusta e v2lida. Oeus ulminou%os com um raio condenando%os a vaguear de costa em costa. ent+o. /1eio de esperan*as. uma nin a dos oceanos. contra Oeus. n+o deveriam con1ecer os segredosT !#N( 7=+o acabava. mas quando este a abra*a e bei<a. . 8as o 6igante sabia que era eio demais para conquist2%la e por isso decidiu resolver o assunto pela or*a. Hóris m+e de 51etis. com a a<uda de Oeus. -cima destacamos um exemplo de rima pobre e outro de rima rica . montar uma armadil1a ao 6igante. m+e de -quiles. ainda que grandes. Hepois de muito pensar. Iurioso. com outros gigantes.nen1um grande 1umano concedidos7 Esta passagem é antitética. que se revoltou. He dis orme e grandíssima estatura !substantivo( !B'( 75+o grande era de membros que bem posso !verbo( /erti icar%se que este era o segundo He Dodes estran1íssimo /olosso !substantivo( /omo vimos anteriormente. quando uma igura !substantivo( Ee nos mostra no ar. se os navegantes s+o 1umanos.. Ora. Ioi assim que -damastor con1eceu 51etis. O gigante -damastor pretende revelar aos navegantes segredos a nen1um grande 1umano revelados. dizendo%l1e que 51étis icaria com ele. Ela aparece%l1e. o Heus supremo dos 6regos.

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