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Direito Administrativo - Professor Fabiano Pereira

Olá, colega concurseiro (a)! Seja bem vindo (a) à nossa primeira aula de Direito Administrativo para o concurso do Ministério Público da União - MPU. Fico muito satisfeito em poder contribuir para essa grande conquista que se aproxima: seu ingresso no serviço público! Entretanto, antes de iniciarmos a nossa aula, gostaria de me apresentar rapidamente. Meu nome é Fabiano Pereira, sou advogado especializado em concursos públicos (forneço “socorro jurídico” aos candidatos que tiveram algum problema durante ou após a realização do concurso público) e em direitos estatutários (direitos dos servidores públicos), professor universitário e de cursos preparatórios para concursos públicos em várias cidades do Estado de Minas Gerais e do Brasil (já que também ministro aulas em cursos telepresenciais). Aqui no Ponto dos Concursos ministrei alguns cursos regulares de Direito Administrativo e também ministrei aulas no curso preparatório para o concurso da ANEEL, cujas provas foram aplicadas na semana passada. Nesses últimos anos, tive a oportunidade de sentir “na pele” a deliciosa sensação de ser nomeado em razão da aprovação em alguns concursos públicos, a exemplo da Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste do Brasil, Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, entre outros. Entretanto, a minha realização profissional somente se concretizou na docência, o que me fez abrir mão desses empregos e cargos públicos para “mergulhar” na preparação de candidatos de todo o país. Tenho a docência como um verdadeiro sacerdócio, portanto, além de auxiliar candidatos de todos os países em demandas judiciais provenientes de injustiças realizadas pelas bancas examinadoras, dedico o restante de meu tempo, exclusivamente, às aulas em universidades e cursos preparatórios para concursos públicos. Sendo bastante realista, gostaria de tranqüilizá-lo (se é que isso é possível...) afirmando que o Direito Administrativo é muito simples, principalmente nas questões de concursos. A grande dificuldade do Direito Administrativo está na inexistência de um Código Administrativo, assim como acontece com o Código Civil, Código Penal, Código de Processo Civil, etc. Isso acaba complicando um pouquinho o estudo, pois é necessário estudar várias leis isoladas, como a Lei de Licitações (Lei 8.666/93), Lei de Processo Administrativo Federal (Lei 9.784/99), Estatuto dos Servidores Públicos (Lei 8.112/90), entre outras.

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Direito Administrativo - Professor Fabiano Pereira
Iremos basear as nossas aulas de Direito Administrativo no conteúdo programático incluído no último edital do MPU, cujo concurso foi organizado pela Fundação Carlos Chagas, em 2006. O conteúdo é razoável, abordando os principais tópicos do Direito Administrativo. Eis o programa:

DIREITO ADMINISTRATIVO: Conceito, fontes e princípios do Direito Administrativo. Administração Pública: Estrutura Administrativa: conceito; elementos; poderes; organização; órgãos públicos; agentes públicos. Atividades Administrativas: conceito, natureza, fins e princípios básicos. Poderes e deveres do administrador público. Uso e abuso do poder. Poderes Administrativos: Poder vinculado, Poder discricionário, Poder hierárquico, Poder disciplinar, Poder regulamentar e Poder de polícia. Atos administrativos: Conceito e requisitos. Atributos. Classificação. Espécies. Anulação e revogação: efeitos. Organização Administrativa Brasileira: administração direta e indireta. Centralização e descentralização. Licitações (Lei nº 8.666/1993 e suas alterações): Conceito, princípios, objeto e finalidade. Obrigatoriedade, dispensa e inexigibilidade. Modalidades. Procedimentos e fases. Revogação e anulação (fundamentos, iniciativa e efeitos decorrentes). Comissão Permanente de Licitações (constituição e responsabilidade). Contratos administrativos: conceito, características e principais tipos: reajuste de preços: correção monetária: reequilíbrio econômico e financeiro. Servidor Público - Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis (Lei nº 8.112/1990 e suas alterações).
Nesta primeira aula, que versa sobre o conceito, fontes e princípios do Direito Administrativo, utilizarei questões da Fundação Carlos Chagas a fim de que você tenha uma noção geral sobre o estilo de questões elaboradas por esta banca. Entretanto, a partir da próxima aula somente irei comentar questões do CESPE. Isso porque já existe um forte “boato” de que o CESPE será o responsável pela organização do próximo concurso do MPU. E, como você bem sabe, onde há fumaça há fogo!

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Como você irá perceber posteriormente, as questões elaboradas pelo CESPE possuem um nível de dificuldade bem superior àquelas elaboradas pela Fundação Carlos Chagas. Todavia, tenho comigo que “quem sabe mais, sabe menos”. Portanto, se você está preparado para fazer uma prova difícil, “tirará de letra” as provas fáceis ou de dificuldade mediana ... No mais, “simbora” iniciar os nossos comentários às questões de Direito Administrativo. Bons estudos! Fabiano Pereira.

Obs.: use e abuse do fórum de dúvidas ... estou à sua disposição para o esclarecimento de quaisquer questionamentos!

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Entre aqueles mais cobrados em concursos públicos. Esse critério foi bastante criticado e. O conjunto de normas que regem as relações entre a Administração e os administrados. a doutrina e a jurisprudência. destacamos aqui as principais características que devem ser assimiladas para responder às questões de prova: 1º) Critério legalista: para os doutrinadores que utilizam esse critério. (Analista Judiciário/TRE-PE 2004/FCC) Administrativo for conceituado como: Se o Direito I. o teleológico. o das relações jurídicas. II. Ademais. Comentários Primeiramente. (D) da administração pública. é sabido que a atividade administrativa também é exercida no âmbito dos Poderes Legislativo e Judiciário. repousa nos critérios denominados. (E) teleológico. 2º) Critério do poder executivo: para os defensores desse critério. o do serviço público. desprezando os princípios. Entretanto. FONTES E PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO 01. III. (B) negativo ou residual. Isso porque restringe o Direito Administrativo a um simples “conjunto de leis”. do serviço público e do Poder Executivo. o do poder executivo. da administração pública e da atividade jurídica ou social do Estado. (A) das relações jurídicas. portanto. da atividade jurídica ou social do Estado e teleológico. (C) do serviço público. Seu fundamento respectivamente. das relações jurídicas e da administração pública. O sistema dos princípios jurídicos que regulam a atividade do Estado para o cumprimento de seus fins. O conjunto de princípios que regem a Administração Pública. que estão no âmbito do Direito Constitucional e não do 4 . atipicamente. Para facilitar o entendimento de cada um deles. encontra-se superado. é importante esclarecer que vários foram os critérios utilizados para tentar conceituar o Direito Administrativo. o Direito Administrativo pode ser conceituado como um conjunto de leis administrativas que regulam a Administração Pública. o Direito Administrativo se restringe a regular os atos praticados pelo Poder Executivo.Direito Administrativo . o negativista e o da administração pública. podemos destacar: o legalista. o Poder Executivo também pratica atos de governo. do Poder Executivo e residual ou negativo.Professor Fabiano Pereira CONCEITO.

que define o Direito Administrativo como o conjunto de princípios que regem a Administração Pública. Analisando-se os itens e as alternativas apresentadas na questão. 4º) Critério das relações jurídicas: alguns estudiosos. já que outras disciplinas jurídicas também regulam as relações jurídicas entre a Administração e os administrados. influenciando a construção do Direito. diz respeito à (A) jurisprudência. Direito Tributário. tal critério se mostrou insuficiente para conceituar o Direito Administrativo. 5 .Professor Fabiano Pereira Direito Administrativo. Desse modo. conceituavam o Direito Administrativo como o conjunto de normas responsáveis por disciplinar as relações jurídicas entre a Administração e os administrados. Não demorou muito para que surgissem as críticas a esse critério. constata-se que deve ser marcada como resposta a letra “E”. 6º) Critério negativista ou residual: aqueles que adotam esse critério tentam conceituar o Direito Administrativo através da exclusão das atividades legislativa e jurisdicional. do fomento e da intervenção na propriedade privada. a satisfação do interesse público.Direito Administrativo . (D) analogia. entre outros. (B) doutrina. Esse critério também se encontra superado. 5º) Critério teleológico ou finalístico: conceitua o Direito Administrativo como um sistema composto de princípios jurídicos que disciplinam as atividades do Estado para o cumprimento de seus fins. Desse modo. A grande imperfeição desse critério está no fato de ter associado o Direito Administrativo aos fins do Estado. a exemplo de Otto Mayer e Gaston Jèze. o que não é aceito pela doutrina majoritária. pois o Direito Administrativo também regula outras atividades exercidas pelo Estado. 3º) Critério do serviço público: bastante propagado por Leon Duguit. Tal critério demonstrou-se impreciso e insuficiente. Direito Constitucional. (Analista – Área Orçamento/MPU 2007/FCC) A reiteração dos julgamentos num mesmo sentido. 02. esse critério conceitua o Direito Administrativo como a disciplina que tem por objeto de estudo o serviço público. a exemplo do poder de polícia. ou seja. a exemplo do Direito Penal. sendo também fonte do Direito Administrativo. toda atividade que não seja a legislativa e a jurisdicional estaria no âmbito de estudo do Direito Administrativo. 7º) Critério da administração pública: esse critério é defendido no Direito brasileiro pelo professor Hely Lopes Meirelles. (C) prática costumeira.

vinculando todos os órgãos a ele subordinados. funções atípicas (funções secundárias).Direito Administrativo . o Legislativo.Professor Fabiano Pereira (E) lei. devendo ser tomadas pela maioria absoluta de seus membros se de conteúdo disciplinar. que se apresenta como um instrumento de interpretação. não se sujeitando. (Juiz Substituto / TJ RN 1999/FCC) As decisões administrativas de um tribunal caracterizam exercício de função (A) jurisdicional. mas não formando coisa julgada. “princípio. Por outro lado. sobre um determinado tema. Fique atento ao responder às questões de prova. Comentários O art. A função típica de um poder é atípica dos outros. (E) administrativa. a jurisprudência é a fonte do Direito Administrativo que responde ao enunciado da questão (alternativa “A”). (D) administrativa. 6 . destaca-se que a função típica do Poder Legislativo é criar leis e exercer a fiscalização contábil. no mesmo sentido. 2º da CF/1988 declara que “são Poderes da União. ainda. pois não é correto denominar de jurisprudência uma decisão isolada de juiz ou tribunal. (B) jurisdicional. exigindo-se que sejam sempre motivadas. (C) jurisdicional. Comentários Segundo o dicionário Larousse da Língua Portuguesa. Esta harmonia pode ser demonstrada pelo fato de que cada poder possui funções típicas (que são as suas funções principais) e. Na verdade. todavia. os poderes da União não exercem suas funções de forma isolada. Por outro lado. aos princípios previstos constitucionalmente para a Administração Pública. De todas as alternativas apresentadas na questão. origem. a única que não pode ser considerada fonte do Direito Administrativo é a analogia. o Executivo e o Judiciário”. Desse modo. Como é possível contatar no próprio texto do dispositivo constitucional. causa”. independentes e harmônicos entre si. A título de exemplo. devendo manter uma permanente harmonia com os demais. orçamentária e patrimonial da Administração. 03. financeira. podendo formar coisa julgada. fontes do Direito Administrativo são as regras e/ou comportamentos que podem influenciar direta ou indiretamente a criação das leis (fonte primária). o vocábulo fonte significa ”lugar em que continuamente nasce água”. a jurisprudência pode ser conceituada como o conjunto de decisões proferidas por um tribunal.

atípica. o administrador passou a ter a disponibilidade sobre os interesses públicos confiados à sua guarda e realização. lembre-se de que o inc.Direito Administrativo . quando realiza um concurso público para o provimento de cargos em sua estrutura. o que nos leva a concluir que está sendo exercida a função administrativa (função atípica) e não a função jurisdicional (função típica). sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros”. bem como no momento da sua execução em concreto pela Administração Pública. o que torna a assertiva “D” correta. ou da supremacia do interesse público. está presente no momento da elaboração da lei. A mesma situação também se verifica no âmbito do Poder Judiciário. condicionando a atuação do legislador. o interesse do todo. 19. de 4/6/98. Comentários (A) A expressão “interesse público” geralmente é utilizada pelos principais doutrinadores brasileiros em oposição à expressão “interesse privado”. 93 da CF/1988 prevê que “as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública. que exerce a sua função típica quando aplica o Direito ao caso em concreto (decide um conflito de interesses que lhe é apresentado) e. etc. o Poder Legislativo também realiza concursos públicos. o tribunal proferiu uma decisão administrativa. (C) O princípio da finalidade. (D) Em nome do princípio da eficiência. (Procurador de Estado / PGJ RN 2001 / FCC) Assinale a alternativa que contém uma afirmação incorreta: (A) A noção de interesse público encerra conceito jurídico indeterminado. O professor Celso Antônio Bandeira de Mello. introduzido na Constituição Federal pela Emenda Constitucional n. Na situação apresentada pela questão. os interesses de cada indivíduo enquanto partícipes da sociedade”. um dos poucos a discorrer sobre o tema. nada mais é do que a dimensão pública dos interesses individuais. relativizando o princípio da legalidade. (E) A Administração Pública pode se submeter a regime jurídico de direito privado ou a regime jurídico de direito público. 04.Professor Fabiano Pereira atipicamente. ou seja. 7 . quando concede férias ou licenças aos seus juízes e serventuários. (B) O regime jurídico administrativo é composto por prerrogativas e sujeições. X do art. etc. nos informa que “o interesse público. concede férias e licenças aos servidores do seu próprio quadro. Por outro lado.

Para responder às questões de concurso público. a recusa no pagamento administrativo de valores devidos a servidor público. . entre outros. entre outros. do todo social. a título de remuneração. a exemplo da obrigatoriedade de observância aos princípios gerais do Direito Administrativo. O interesse público primário justifica o regime jurídico administrativo e pode ser compreendido como o próprio interesse social.Professor Fabiano Pereira Perceba que nem mesmo o conceito elaborado pelo professor Celso Antônio Bandeira de Mello é capaz de esclarecer o real significado da expressão “interesse público”. o que torna a assertiva correta. entre outros. da necessidade de realização de concurso público para a contratação de pessoal. Por outro lado. 8 . é importante que você entenda ainda que o citado professor desmembra o interesse público em “primário” e “secundário”. do poder de alterar e rescindir unilateralmente os contratos administrativos. a exemplo da autoexecutoriedade dos atos administrativos. 3º da Constituição Federal. As prerrogativas nada mais são do que privilégios concedidos à Administração Pública para que possa atuar com o objetivo de satisfazer o interesse coletivo. nos seguintes termos: . as restrições ou sujeições limitam a sua atividade a determinados fins e princípios. tanto quanto as demais pessoas. O Estado pode ter. particulares. Esses interesses existem e devem conviver no contexto dos demais interesses individuais. mas sim a determinações que emanam do texto constitucional. que não são interesses ligados a escolhas de mera conveniência de Governo. interesses que lhe são particulares. notadamente do art. individuais. tendo como exemplos o pagamento de valor ínfimo em desapropriações. o interesse da coletividade como um todo. variando em conformidade com os critérios utilizados em sua formulação. da existência de um processo especial de execução judicial.Interesse público secundário: decorre do fato de que o Estado também é uma pessoa jurídica que pode ter interesses próprios. conforme afirmado corretamente na assertiva.Direito Administrativo . Pode-se afirmar também que os interesses primários estão ligados aos objetivos do Estado. o interesse secundário tem cunho patrimonial. Isso porque se trata de um conceito jurídico indeterminado. (B) A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que “o conjunto das prerrogativas e restrições a que está sujeita a Administração e que não se encontram nas relações entre particulares constitui o regime jurídico-administrativo”. Satisfaz o interesse da sociedade. De regra.Interesse público primário: coincide com a realização de políticas públicas voltadas para o bem estar social.

9 . atue com rigorosa obediência à finalidade de cada qual. o que torna a assertiva correta. vários outros também se impõem obrigatoriamente à Administração. é incorreto afirmar que. o que seria mais grave.” Alguns autores afirmam que o princípio da finalidade nada mais é do que o próprio princípio da supremacia do interesse público. no momento de sua execução. 37 da CF/1988. autarquias e fundações públicas de Direito Público) ou regime jurídico de Direito Privado (empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de atividades econômicas). inclusive quanto aos direitos e obrigações civis. quando um ente estatal (União. (E) Em regra.Direito Administrativo . devem sempre vislumbrar a satisfação do interesse coletivo. bem como uma autarquia ou fundação pública de Direito Público estão atuando em prol da satisfação do interesse público. que é o interesse público. a exemplo do princípio da indisponibilidade do interesse público. excepcionar o princípio da legalidade. trabalhistas e tributários. comerciais. § 1º. por exemplo. a Administração Pública se submete ao regime jurídico de Direito Público (regime jurídico-administrativo) em suas relações jurídicas. Dessa forma. Estados. mas também à finalidade específica abrigada na lei a que esteja dando execução. ao manejar as competências postas ao seu encargo. (D) O princípio da eficiência realmente foi introduzido no texto constitucional pela Emenda Constitucional 19/98. Além dos princípios expressamente previstos no caput do art. Isto é. no momento da elaboração da lei. através de seus órgãos administrativos. Entretanto. relativizando o princípio da legalidade. Esse princípio impõe que o administrador atue nos estritos limites da lei. Todavia. as empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica estão sujeitas ao regime jurídico próprio das empresas privadas. não podendo dispor do interesse público ou. II. DF. É o que acontece. com a introdução do princípio da eficiência o administrador passou a ter a disponibilidade sobre os interesses públicos. lembre-se de que nos termos do inc. perfeição e rendimento funcional. Municípios. cumpre-lhe cingir-se não apenas à finalidade própria de todas as leis. é correto afirmar que a Administração Pública pode submeter-se ao regime jurídico de Direito Público (União. quanto o administrador. ratificando a obrigatoriedade de que a atividade administrativa seja exercida com eficácia.Professor Fabiano Pereira (C) O professor Celso Antônio Bandeira de Mello nos ensina que o “princípio da finalidade impõe que o administrador. 173 da CF/1988. Municípios e DF). Isso porque tanto o legislador. do art. Estados.

10 .Professor Fabiano Pereira 05. no exercício da função administrativa. (B) A função administrativa pode ser exercida no âmbito de todos os poderes. está incorreta a assertiva ao afirmar que a atividade administrativa é imparcial. sob esse aspecto. bem como pelos Tribunais de Contas e Ministério Público. que é a denominada “ação social” (atividade de traçar as diretrizes sociais que devem ser seguidas pelo Estado). como ocorre com os concessionários e permissionários de serviços públicos. em posição de superioridade sobre os particulares. só deve atuar quando provocado. (D) Tem como pressuposto a satisfação do bem comum. faltando-lhe a característica de generalidade e abstração. distinguindo-se. É imparcial. materializar-se por meio de atos praticados por terceiros autorizados a agir em nome do Estado. (Procurador de Estado / PGJ RN 2001 / FCC) Sobre a função administrativa é correto assinalar: (A) Caracteriza-se por prover de maneira imediata e concreta às exigências individuais ou coletivas para a satisfação dos interesses públicos. também está presente em atos do Poder Judiciário e do Poder Legislativo. (B) Existe exclusivamente no seio do Poder Executivo. a exemplo dos concessionários e permissionários de serviços públicos). (E) Na sua abrangência não se incluem as atividades de fomento. No Poder Executivo. podendo. concreta e subordinada. A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro nos informa que “a atividade administrativa é parcial no sentido de que o órgão que a exerce é parte nas relações jurídicas que decide. único apto a editar atos administrativos. tipicamente. é subordinada porque está submetida ao controle exercido pelo Poder Judiciário. A função administrativa realmente caracteriza-se por prover de maneira imediata. É concreta porque aplica a lei ao caso em concreto. Comentários (A) É possível definir a função administrativa como a atividade desempenhada pelos órgãos e entidades da Administração Pública (ou por quem esteja no exercício de atividades estatais. da função jurisdicional”. e nos demais poderes. na medida em que não dispõe da iniciativa para dar à lei contornos concretos. (C) O administrador público. concreta e subordinada às exigências individuais ou coletivas. ainda. Por outro lado. Além de ser exercida pelo Poder Executivo. que são próprias da lei.Direito Administrativo . É imediata porque se afasta da atividade “mediata” (secundária) do Estado. que incumbe ao Governo. com o objetivo de satisfazer as necessidades coletivas. Ademais.

Direito Administrativo . Desse modo. Desse modo. entre seus dirigentes e o chefe do Poder Executivo. deve ser considerada correta. Desse modo. bem por particulares que atuam em nome do Estado. (C) A atividade administrativa é uma atividade direta. a assertiva deve ser considerada incorreta. (B) ausência de subordinação hierárquica. A função administrativa realmente pode ser exercida no âmbito de todos os poderes. 11 . dos Estados. a exemplo dos permissionários e concessionários de serviços públicos. deve ser considerada incorreta a assertiva. como acontece em relação ao Poder Judiciário. Comentários (A) Estão submetidos à Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8. em sentido jurídico. (C) desnecessidade de licitação para celebrar contratos que caracterizem atos regulares de gestão. contra a administração direta. serviços públicos e. (E) possibilidade de contratação. dos empregados integrantes de seus quadros. (D) A assertiva está em conformidade com o entendimento da doutrina majoritária e. 06. servidor ou não. de Território.Professor Fabiano Pereira atipicamente. pois a Administração é “parte” nas relações jurídicas de direito material e não precisa ser provocada para agir (acionada por um particular para tapar um buraco na rua. intervenção administrativa. (Auditor – TCE PI/2005/FCC) Uma nota característica do regime jurídico comum às entidades de direito privado integrantes da Administração indireta brasileira é a (A) não submissão de seus dirigentes às normas da Lei de Improbidade Administrativa. portanto. por exemplo). ao contrário do que foi afirmado. (D) ausência de sujeição de suas contas ao controle externo exercido pelo Poder Legislativo. não é correto afirmar que a função administrativa é exercida com exclusividade pelo Poder Executivo. pelo regime da CLT e independentemente de concurso público.429/92) os atos praticados por qualquer agente público. dos Municípios. do Distrito Federal. indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União. (E) A função administrativa inclui as atividades inerentes ao poder de polícia. de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual. as atividades de fomento.

a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União. deve ser considerado incorreto. benefício ou incentivo. com o auxílio do Tribunal de Contas da União e alcançará as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros. Portanto. de estabilidade. Estados. esta assertiva deve ser considerada verdadeira. Como o texto da assertiva afirmou que as entidades de direito privado integrantes da Administração Indireta estão excluídas desse controle. as autarquias. (E) Os empregados que compõem os quadros das sociedades de economia mista e das empresas públicas realmente são regidos pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). é importante esclarecer que estas entidades estão obrigadas a realizar concurso público para o provimento de seus 12 . Na verdade. de órgão público bem como daquele para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual. entre os dirigentes das entidades integrantes da Administração indireta e o Presidente da República. assertiva incorreta. mas apenas uma relação de vinculação. portanto. é incorreto afirmar que os dirigentes das entidades de direito privado integrantes da Administração Pública indireta não estão submissos à Lei de Improbidade Administrativa. e as contas daqueles que derem causa a perda. o que existe é uma vinculação administrativa que assegura às entidades e órgãos da Administração Direta a prerrogativa de exercer o denominado controle finalístico (também chamado de supervisão ministerial. também estão obrigados a licitar os fundos especiais. Distrito Federal e Municípios. Sendo assim.Direito Administrativo . (C) O parágrafo único do art.429/92 os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção. 71 da CF/1988. na esfera federal).Professor Fabiano Pereira Ademais. é correto afirmar que. Portanto. bens e valores públicos da administração direta e indireta. (D) Nos termos do art. também estão sujeitos às penalidades da Lei 8. as empresas públicas. incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal. extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público. o controle externo será exercido pelo Congresso Nacional. fiscal ou creditício. além dos órgãos da administração direta.666/93 (Lei de Licitações) declara que. nesses casos. Da mesma forma. Entretanto. 1º da Lei 8. não gozando. não existe subordinação. (B) Não existe subordinação hierárquica das entidades integrantes da Administração Pública Indireta em relação às entidades e órgãos da Administração Pública Direta. limitando-se. as fundações públicas.

mas também pela idéia geral de administração e pela idéia de função administrativa. o que torna a assertiva incorreta. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade. que impõe a obrigatoriedade de observância do princípio da finalidade. desprovidas de fundamentação lógica e racional. (B) moralidade. moralidade e razoabilidade. é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo”. considere: I. Estes conceitos dizem respeito. Item II – Esse é o mandamento previsto expressamente no inc. II do art. que impõe ao administrador público a obrigatoriedade de agir com bom senso. II. de modo a evitar restrições desnecessárias ou abusivas por parte da Administração Pública. XIII do art.171/94 (que aprovou o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal) afirma que “a moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal. finalidade e moralidade. sendo-lhe vedada a prática de condutas bizarras. Objetiva aferir a compatibilidade entre os meios e os fins. nos termos do inc. O inc. devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. (C) finalidade. aos princípios da (A) razoabilidade. respectivamente.Professor Fabiano Pereira empregos públicos. 07. (D) moralidade. Interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige. com lesão aos direitos fundamentais. finalidade e razoabilidade. III. 2º da Lei 9.784/99 (Lei do processo administrativo federal). razoabilidade e moralidade.Direito Administrativo . na conduta do servidor público. Comentários Item I – O texto contido neste item refere-se ao princípio da moralidade. É composto pelo conjunto de regras finais e disciplinares suscitadas não só pela distinção entre o Bem e o Mal. 37 da CF/1988. III do Decreto 1. (E) finalidade. Item III – Esse item faz referência expressa ao princípio da razoabilidade. (Analista Judiciário/TRE PI 2009/FCC) Sobre os princípios básicos da Administração Pública. 13 . razoabilidade e finalidade.

5º da CF/1988. lembre-se sempre de que o princípio da razoabilidade exige do administrador uma atuação com bom senso. Comentários O princípio da legalidade pode ser estudado sob dois enfoques distintos: em relação aos administrados e em relação à Administração Pública. enquanto o princípio da proporcionalidade exige uma adequação entre os meios adotados e os fins que se deseja alcançar. a alternativa “B” deve ser considerada correta. está previsto no inc. (Analista Judiciário/TRE PI 2009/FCC) O princípio da legalidade significa que (A) o administrador deve praticar o ato para o seu fim legal. a exemplo do professor Hely Lopes Meirelles. (B) a Administração pode fazer o que a lei não proíbe. Entretanto. o administrador público só pode atuar onde a lei autoriza”. no campo privado. 08. 14 . decoro e boa-fé. (D) a Administração Pública só pode fazer o que a lei permite. afirmam que o princípio da proporcionalidade está inserido no princípio da razoabilidade. No segundo caso. o que torna a alternativa “D” correta. perfeição e rendimento funcional. está previsto expressamente no caput do art. ao afirmar que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. podem fazer tudo o que a lei não veda. (C) o administrador deve atuar de acordo com os padrões éticos de probidade. que subordina a atuação da Administração Pública Direta e Indireta à autorização ou determinação legal.Professor Fabiano Pereira Fique atento para não confundir os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Diante de tudo o que foi exposto. Nas palavras do professor Hely Lopes Meirelles. algumas bancas examinadoras podem cobrar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade de forma autônoma. No primeiro caso. Alguns autores. vedada a imposição de obrigações. de modo a evitar restrições desnecessárias ou abusivas por parte da Administração Pública. “enquanto os indivíduos. (E) a atividade administrativa seja exercida com presteza. 37 da CF/1988. ao referir-se ao princípio da razoabilidade como aquele que objetiva aferir a compatibilidade entre os meios e os fins. II do art.Direito Administrativo . Esse foi o posicionamento adotado pela Fundação Carlos Chagas nessa questão. restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. Nesse caso.

Comentários (A) Os princípios administrativos não estão taxativamente previstos no art. da probidade administrativa. é correto afirmar: (A) O art. dentre outros. O art. o art. motivação. mesmo. 37 da Constituição Federal não é taxativo. enquanto a alternativa “C” está relacionada ao princípio da moralidade. outros princípios existem. da publicidade. da moralidade. a Administração pode fazer tudo o que a lei não proíbe. 37 da CF/1988. ampla defesa. (D) O princípio da autotutela significa o controle que a Administração exerce sobre outra pessoa jurídica por ela mesma instituída. 09. que devem ser obrigatoriamente observados por todos os órgãos e entidades integrantes da Administração Pública brasileira. existem princípios que sequer estão positivados em nosso ordenamento jurídico (não constam expressamente em leis). Ademais. da igualdade. Esses são considerados princípios básicos. do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. não expressamente contemplados no direito objetivo. da vinculação ao instrumento convocatório.Direito Administrativo . (C) O princípio da especialidade é concernente à idéia da centralização administrativa. a exemplo do princípio da proteção à confiança.784/99. ou. No mesmo sentido. contraditório.666/93 estabelece que os procedimentos licitatórios deverão observar os princípios da legalidade. razoabilidade. aos quais se sujeita a Administração Pública. (E) O princípio da continuidade do serviço público é a possibilidade de reeleição dos chefes do poder executivo. segurança jurídica. Por outro lado. aos princípios da legalidade. (Analista Judiciário/TRT 15ª Região 2009/FCC) Sobre os princípios da Administração Pública. (B) Segundo o princípio da legalidade. que acredita e espera que os atos praticados pelo Poder Público sejam lícitos e. 3º da Lei 8. a alternativa “E” traduz o mandamento contido no princípio da eficiência. proporcionalidade. da impessoalidade. previstos em leis esparsas. moralidade. 15 . finalidade. nessa qualidade. 2º da Lei 9. pois. A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro nos ensina que o princípio da proteção à confiança “leva em conta a boa-fé do cidadão. serão mantidos e respeitados pela própria Administração e por terceiros”. interesse público e eficiência.Professor Fabiano Pereira A alternativa “A” refere-se ao princípio da finalidade. declara que a Administração Pública federal obedecerá. por exemplo.

O princípio da tutela é consequência do princípio da especialidade. está incorreta a assertiva. o administrador público só pode atuar onde a lei autoriza”. a assertiva deve ser considerada correta. podem fazer tudo o que a lei não veda. o que torna a assertiva incorreta. Encontra fundamento nos princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público e decorre da ideia de descentralização administrativa. quando ilegais. (C) O princípio da especialidade impõe a obrigatoriedade de que as entidades da Administração Indireta cumpram fielmente as finalidades específicas previstas na lei responsável pela sua criação. em virtude de sua alta relevância para toda a coletividade. Desse modo. Diante do que foi exposto. É o particular que pode fazer tudo o que a lei não proíbe. no campo privado. o que não significa que ele não decorra implicitamente do ordenamento jurídico”. o princípio que permite à Administração controlar os atos praticados por outra pessoa jurídica (entidade da Administração Indireta) é o da tutela e não autotutela. Por outro lado. o princípio da autotutela é aquele que assegura à Administração a prerrogativa de controlar os seus próprios atos. não é passível de interrupção. em regra. A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro nos informa que. portanto. (B) O professor Hely Lopes Meirelles nos ensina que “enquanto os indivíduos. em consonância com o qual a Administração Pública Direta fiscaliza as atividades dos referidos entes. a 16 . pelo menos com essa designação. contrariamente ao que foi afirmado na assertiva (centralização). com o objetivo de garantir a observância de suas finalidades institucionais”. ou revogando-os.Professor Fabiano Pereira Informa ainda a professora “que no direito brasileiro não há previsão expressa do princípio da proteção à confiança. o que significa dizer que. (E) O princípio da continuidade do serviço público não tem qualquer relação com a possibilidade de reeleição dos chefes do Poder Executivo e. elaborou-se outro princípio: o do controle ou tutela. Esse princípio impõe que o serviço público deve ser prestado de maneira contínua. (D) É necessário ficar atento para não confundir o princípio da tutela com o princípio da autotutela. “para assegurar que as entidades da Administração Indireta observem o princípio da especialidade. quando inconvenientes ou inoportunos.Direito Administrativo . anulando-os. o que torna a assertiva incorreta. pois são muitas as questões elaboradas pela Fundação Carlos Chagas com o objetivo de tentar induzir o candidato ao erro (da questão).

o próprio texto constitucional estabelece a ressalva de que os atos cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado não serão publicados (CF/1988. A regra estabelecida na Lei n° 9. (E) IV. Os princípios da eficiência e da impessoalidade. o atendimento a fins de interesse geral. dos serviços de saúde. considere: I. III. não estão expressamente previstos na Constituição Federal. o que torna a assertiva correta. 5º. respeitando-se o princípio da finalidade. (B) II e IV. do transporte público. Entretanto. traduz o princípio da supremacia da prevalência do interesse público. de ampla aplicação no Direito Administrativo. previsto na Constituição Federal. salvo autorização em lei.Professor Fabiano Pereira exemplo da segurança pública. inc. II. 37 da CF/1988. Comentários Item I – O princípio da publicidade. dentre outros critérios. O princípio da fundamentação exige que a Administração Pública indique os fundamentos de fato e de direito de seus atos e decisões.Direito Administrativo . que se materializa no cumprimento da finalidade descrita em lei. IV. (Analista Judiciário/TRT 15ª 2009/FCC) Sobre os princípios da Administração Pública. O princípio da publicidade. 17 . de todos os atos praticados pela Administração Pública. previsto expressamente no caput do art. (D) III. Desse modo. vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências. Item II – É correto afirmar que o processo administrativo deve sempre buscar a satisfação do interesse geral. II e III. estar-se-á automaticamente satisfazendo o interesse público. realmente impõe a obrigatoriedade de que a Administração Pública divulgue os seus atos para que se tornem de conhecimento geral. Está correto o que se afirma SOMENTE em (A) I. exige a ampla divulgação. XXXIII). o que torna a assertiva incorreta. (C) II e III. abastecimento de água. entre outros. 10. sem exceção. A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que os princípios da supremacia do interesse público e o da finalidade são um só. art.784/99 de que o processo administrativo deve observar.

dos Estados. impessoalidade. 18 . (B) sujeita-se ao controle do Poder Judiciário. Por outro lado. com a possibilidade de anular os ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos. independentemente de recurso ao Poder Judiciário. pois a Fundação Carlos Chagas simplesmente alterou a expressão “motivação” por “fundamentação”. o texto constitucional impõe que as decisões judiciais devem ser necessariamente fundamentadas. Item IV – Alguns candidatos ficaram bastante surpresos ao se depararem com o “princípio da fundamentação” nesta prova. que pode anular ou revogar os atos administrativos que forem inconvenientes ou inoportunos. 37 da CF/88 determina expressamente que “a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. No mesmo sentido. este item está incorreto. sob pena de nulidade. IX do art. É importante esclarecer que o inc. 93 da CF/1988 prevê que as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública. Como é possível perceber. 93 da CF/1988 estabelece que todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros. e fundamentadas todas as decisões. (Analista Judiciário/TRT 15ª 2009/FCC) O princípio da autotutela significa que a Administração Pública (A) exerce o controle sobre seus próprios atos. Tanto é verdade que a assertiva foi considerada correta. em relação às decisões administrativas do Poder Judiciário. (C) Direta fiscaliza as atividades das entidades da Administração Indireta a ela vinculadas. 11. (D) Indireta fica sujeita a controle dos órgãos de fiscalização do Ministério do Planejamento mesmo que tenham sido criadas por outro Ministério. O candidato deve ficar atento para o fato de que a Fundação Carlos Chagas considera as duas expressões como sinônimas.Professor Fabiano Pereira Item III – O caput do art. publicidade e eficiência”. Portanto. o texto constitucional se refere à motivação e não à fundamentação. sob pena de nulidade.Direito Administrativo . moralidade. E não tinha como ser diferente. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. confundindo os candidatos. mesmo tendo o poder constituinte se referido a elas em situações distintas. A banca examinadora apontou como gabarito da questão a alternativa “B”. o inciso X do art.

(B) legalidade ou veracidade. Se você o conhecia. né? A Fundação Carlos Chagas queria saber se você conhecia o teor do caput do art. publicidade e eficiência”. (D) publicidade. anulando-os ou revogando-os. dos Estados.Professor Fabiano Pereira (E) tem liberdade de atuação em matérias que lhes são atribuídas por lei. sem a necessidade de interferência do Poder Judiciário. que é expresso ao afirmar que “a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. a apreciação judicial”. (C) moralidade. estamos diante do princípio da (A) especialidade. (B) legalidade. certamente marcou a alternativa “B” como resposta! 13. Desse modo. por motivo de conveniência ou oportunidade. razoabilidade e moralidade. indisponibilidade e razoabilidade. (Auxiliar Judiciário/TJ PA 2009/FCC) Quando se diz que a Administração não pode atuar com vistas a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas. (D) supremacia do interesse público. 12. publicidade e indisponibilidade. 37 da CF/1988. moralidade. (C) impessoalidade ou finalidade. porque deles não se originam direitos. impessoalidade. Comentários Questão simples. ou revogá-los. quando eivados de vícios que os tornam ilegais. respeitados os direitos adquiridos. A Súmula 473 do STF prevê que “a Administração pode anular seus próprios atos. está correta a alternativa “A”. eficiência e indisponibilidade. publicidade e eficiência. (E) indisponibilidade. 19 . (Auxiliar Judiciário/TJ PA 2009/FCC) Os princípios da Administração Pública que têm previsão expressa na Constituição Federal são: (A) autotutela. em todos os casos. (E) eficiência.Direito Administrativo . e ressalvada. Comentários O princípio da autotutela assegura à Administração Pública a prerrogativa de controlar os seus próprios atos. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade.

(B) que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza. O professor Celso Antônio Bandeira de Mello nos ensina que o princípio da impessoalidade “traduz a ideia de que a Administração tem que tratar a todos os administrados sem discriminações. 14. políticas ou ideológicas não podem interferir na atuação administrativa”. 37. de forma impessoal”.” Por outro lado. (Auxiliar Judiciário/TJ PA 2009/FCC) Princípio da eficiência na Administração Pública é o dever (A) do administrador de indicar os fundamentos de fato e de direito de suas decisões. perfeição e rendimento funcional. (D) segundo o qual a Administração só pode agir segundo a lei. E o fim legal é unicamente aquele que a norma de Direito indica expressamente ou virtualmente como objetivo do ato. caput).Direito Administrativo . nas provas da Fundação Carlos Chagas. sem favorecimentos ou perseguições injustas. 37 da CF/1988. Desse modo. Simpatias ou animosidades pessoais. decoro e boa-fé. a banca examinadora considerou o princípio da impessoalidade como sinônimo de princípio da finalidade. (C) a que se impõe a Administração de atuar segundo padrões éticos de probidade. Na presente questão. impõe a obrigatoriedade de tratamento igualitário e imparcial a todos os administrados. Nem favoritismos nem perseguições são toleráveis. pode aparecer sob a forma de princípio da finalidade ou princípio da isonomia. vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências. benéficas ou detrimentosas. lembre-se sempre de que o princípio da impessoalidade. 20 . referido na Constituição de 1988 (art. O princípio da impessoalidade. (E) pelo qual se exige do administrador atendimento a fins de interesse geral. considerando correta a alternativa “C”. previsto expressamente no caput do art. o professor Hely Lopes Meirelles informa que “o princípio da impessoalidade. Afirma ainda o professor que “o princípio em causa não é senão o próprio princípio da igualdade ou isonomia. o qual impõe ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim legal. jamais contra ou além da lei. Trata-se de uma faceta do princípio da isonomia. nada mais é que o clássico princípio da finalidade.Professor Fabiano Pereira Comentários É certo que o administrador não pode se valer do cargo público que ocupa com o objetivo de lograr proveito para si ou para outrem.

vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências é o da supremacia do interesse público ou finalidade. decoro e boa-fé é o da moralidade. a Administração apenas pode praticar os atos que sejam expressamente permitidos pela lei. as razões de fato (acontecimento real) e de direito (dispositivo de lei) que justificaram a edição do ato. em matéria administrativa. consta informação sobre o princípio da motivação. perfeição e rendimento funcional. Desse modo. (C) O princípio que impõe à Administração Pública a obrigatoriedade de atuar segundo padrões éticos de probidade.Professor Fabiano Pereira Comentários O princípio da eficiência. (B) a Administração poderá praticar os atos permitidos pela lei e. 21 . impõe ao agente público a obrigatoriedade de realizar suas atribuições com presteza. 15. em caso de omissão. estará legitimada a atuar se for habilitada a tanto por decreto do Chefe do Poder Executivo. A partir deste enunciado. que impõe à Administração Pública a obrigatoriedade de praticar as atividades administrativas com observância da relação custobenefício.Direito Administrativo . pela Administração. incluído no caput do art. jamais contra ou além da lei é consequência do princípio da legalidade. É necessário destacar também que o princípio da eficiência está diretamente relacionado com o princípio da economicidade. de modo que os recursos públicos sejam utilizados da forma mais vantajosa para o interesse público. (D) A obrigatoriedade de a Administração somente agir segundo a lei. deve ser marcada a alternativa “B” como resposta. ofende o princípio da legalidade porque elas não são consideradas lei formal. (C) a prática de atos por razões de conveniência e oportunidade é violadora do princípio da legalidade. 37 da CF/1988 através da Emenda Constitucional 19/98. (E) O princípio pelo qual se exige do administrador atendimento a fins de interesse geral. conclui-se que (A) a observância de medidas provisórias. (Técnico Superior de Procuradoria/PGE RJ 2009/FCC) De acordo com o princípio da legalidade. que impõe ao administrador a obrigatoriedade de apresentar. uma vez que o mérito do ato administrativo nestes casos não é definido em lei. vejamos: (A) No texto desta alternativa. por escrito. As demais alternativas não respondem corretamente ao enunciado da questão.

motivo e objeto. CF/1988). é incorreto afirmar que a sua obrigatoriedade ofende o princípio da legalidade. a Administração Pública está obrigada a respeitar integralmente o conteúdo de medida provisória editada pelo Presidente da República. Nesse caso. A discricionariedade (mérito administrativo) irá se manifestar nos elementos motivo e objeto. 62. Assertiva incorreta. finalidade. todos estes requisitos estão expressamente previstos em lei e o administrador não possui liberdade para definir sobre a conveniência e oportunidade no momento de sua edição. como forma de atendimento do interesse público na preservação desta legalidade. Desse modo. a medida provisória tem força de lei. 136. 22 . (C) O ato editado pelo agente público em razão de conveniência e oportunidade é denominado ato discricionário. Nos atos vinculados.Direito Administrativo . mesmo que habilitada a tanto por decreto do Chefe do Poder Executivo (com exceção dos decretos que instituem estado de defesa ou estado de sítio). a Administração está proibida de agir. forma. decreto que institui o estado de defesa (art. pois a autorização para a sua edição consta no próprio texto legal. isentos de controle jurisdicional. forma e finalidade). autoriza a Administração a praticar atos discricionários e arbitrários. assertiva incorreta. 137 a 139 da CF/1988). Não é correto afirmar que tal ato viola o princípio da legalidade. Desse modo. a exemplo da medida provisória (art. o princípio da legalidade pode sofrer constrição transitória com o objetivo de preservar a manutenção da ordem pública. Comentários (A) Apesar de não ser considerada lei em sentido formal (porque não se originou no Poder Legislativo). poderão ser criadas obrigações por instrumentos diversos da lei. que serão definidos em conformidade com a conveniência manifestada pelo agente público. Em circunstâncias excepcionais. É importante esclarecer que são cinco os elementos ou requisitos de validade do ato administrativo: competência. (B) A Administração Pública só pode fazer aquilo que a lei autoriza ou determina.Professor Fabiano Pereira (D) o controle de legalidade interno dos atos administrativos deve ser preocupação constante da Administração. Apesar de não ser considerada lei. Portanto. (E) o reconhecimento de circunstâncias excepcionais. como estado de sítio e estado de defesa. Todavia. diante de uma omissão legislativa. CF/1988) ou decreto que institui estado de sítio (arts. nos atos discricionários somente os três primeiros requisitos estão previstos e detalhados em lei (competência.

de outro lado. Comentários Esta questão foi formulada com fundamento no livro da professora Maria Sylvia Zanella di Pietro. 16. que serve de fundamento ao princípio da legalidade. estes devem ser editados nos estritos limites legais. um dos esteios do Estado de Direito. Desse modo.Direito Administrativo . (E) especialidade e supremacia do interesse público. finalidade e forma. a proteção aos direitos individuais frente ao Estado. portanto. a de necessidade de satisfação dos interesses coletivos. (D) publicidade e moralidade. quer para a prestação de serviços públicos”. o Poder Judiciário está autorizado a anular os atos arbitrários editados pela Administração. já que editados em desconformidade com o ordenamento jurídico. quando ilegais. A partir deles constroem-se todos os demais. que conduz à outorga de prerrogativas e privilégios para a Administração Pública. (E) Mesmo em situações excepcionais. porque deles não se originam direitos. (B) impessoalidade e legalidade. (C) legalidade e supremacia do interesse público. por sinal. (Técnico Superior de Procuradoria/PGE RJ 2009/FCC) Há dois princípios constitucionais fundamentais para o Direito Administrativo. (D) O texto da assertiva está em conformidade com o entendimento da doutrina majoritária e. A professora afirma que “o Direito Administrativo nasceu e desenvolveu-se baseado em duas ideias opostas: de um lado. o que torna a assertiva incorreta. está autorizada pela Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal a anular os seus próprios atos. São eles: (A) prescrição de veracidade e publicidade. apesar de a lei não definir o mérito administrativo nos atos discricionários. é o livro de “cabeceira” da Fundação Carlos Chagas. Sendo assim. quer para limitar o exercício dos direitos individuais em benefício do bem-estar coletivo (poder de polícia).Professor Fabiano Pereira Lembre-se de que. A Administração deve sempre primar pela legalidade e legitimidade dos atos editados no exercício da função administrativa. a exemplo do estado de sítio e do estado de defesa. principalmente no que se refere aos elementos competência. os atos praticados pela Administração estarão sujeitos à apreciação judicial. 23 . é a resposta correta. que.

apresentados na alternativa “C”. é imprescindível e essencial que você resolva o maior número de questões possível. respectivamente. para a professora Maria Sylvia Zanella di Pietro os dois princípios constitucionais fundamentais para o Direito Administrativo são a legalidade e a supremacia do interesse público. 17. considere: I. restrições e prerrogativas. sujeita-se a Administração Pública à observância da lei. do princípio da legalidade. são-lhe outorgados prerrogativas e privilégios que lhe permitem assegurar a supremacia do interesse público sobre o particular. é o princípio da eficiência que impõe a exigência de que a atividade administrativa seja exercida com presteza. perfeição e rendimento funcional. (B) legalidade e impessoalidade. 24 . Essas afirmações referem-se. É muito comum a Fundação Carlos Chagas reproduzir assertivas utilizadas em questões aplicadas em outras provas. pois isso aumentará bastante o seu índice de acerto em provas futuras. Comentários Item I – Perceba que o texto desta assertiva foi cobrado em várias questões que comentamos anteriormente. (E) impessoalidade e legalidade. necessária à consecução de seus fins. perfeição e rendimento funcional. II. é a aplicação. portanto. sem discriminação de qualquer natureza. Exigência de que a atividade administrativa seja exercida com presteza.Professor Fabiano Pereira E completa que “daí a polaridade do Direito Administrativo: liberdade do indivíduo e autoridade da Administração. A atuação da Administração Pública deve sempre ser dirigida a todos os administrados em geral. aos princípios da (A) eficiência e impessoalidade. Para assegurar-se a autoridade da Administração Pública. (D) moralidade e eficiência. (C) eficiência e legalidade. Para assegurar-se a liberdade. sem discriminação de qualquer natureza. o texto da assertiva está se referindo ao princípio da impessoalidade. Item II – Ao afirmar que a atuação da Administração Pública deve sempre ser dirigida a todos os administrados em geral.” Sendo assim. ao direito público. (Analista Judiciário/TRT SP 2008/FCC) Sobre os princípios básicos da Administração. A propósito.Direito Administrativo .

a questão não terá resposta). (Analista Judiciário/TRT 18ª 2008/FCC) A respeito dos princípios básicos da Administração Pública. (E) eficiência e proporcionalidade. (D) moralidade e proporcionalidade. contata-se que a resposta encontra-se na alternativa “A”. A Fundação Carlos Chagas costuma elaborar questões cobrando os dois entendimentos. restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. Lembre-se de que alguns autores afirmam que o princípio da proporcionalidade está inserido no princípio da razoabilidade.784/99 (pois. Por outro lado. Os itens I e II referem-se. II. como aconteceu neste item. previsto no inc. VI do art.Professor Fabiano Pereira Lembre-se de que o professor Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que o princípio da impessoalidade nada mais é do que o próprio princípio da igualdade ou isonomia. são comuns as questões de provas que apresentam o princípio da proporcionalidade de forma autônoma.Direito Administrativo . 25 . considere: I. (C) continuidade e moralidade. (B) legalidade e finalidade. Por outro lado. 18. Ao ser obrigado a observar um conjunto de princípios ou padrões morais no exercício de suas funções. o professor Hely Lopes Meirelles entende que o princípio da impessoalidade é sinônimo de princípio da finalidade. aos princípios da (A) finalidade e adequabilidade. vedada imposição de obrigações. obrigatoriamente. se o primeiro item se refere ao princípio da moralidade. caso contrário. Adequação entre meios e fins. o agente público estará atuando com respaldo no princípio da moralidade. respectivamente. Analisando-se os dois itens apresentados. Item II – Por eliminação. Conjunto de princípios ou padrões morais que norteiam a conduta dos agentes públicos no exercício de suas funções e a prática dos atos administrativos. Comentários Item I – O próprio texto da assertiva nos forneceu uma importante dica para apontar o princípio a que se refere. do princípio da proporcionalidade. 2º da Lei 9. o segundo terá que tratar.

para tanto. somente podendo ser aplicado concomitantemente com outro princípio. a resposta pode ser “razoabilidade” ou “proporcionalidade”. deve ficar bem claro que a Administração também deve respeitar vários outros princípios. forma e finalidade. Assertiva incorreta. (D) o princípio da moralidade. embora constitucionalmente assegurado.666/93). (B) o princípio da legalidade é princípio fundamental. Isso porque o ato discricionário também deve ser editado em conformidade com a lei. deve ser marcada como resposta a alternativa “D”. Comentários (A) O caput do art. somente podendo ser excepcionado pela aplicação do princípio da supremacia do interesse público. Sendo assim. moralidade administrativa. que somente pode ser excepcionado quando da utilização do poder discricionário. se você encontrar alguma assertiva informando que a Administração deve respeitar uma “adequação entre meios e fins”. em relação aos quais se pode afirmar que (A) os princípios aplicáveis são exclusivamente aqueles constantes do artigo 37 da Constituição Federal. traduz-se secundário. impessoalidade. dependendo do contexto apresentado. que sempre serão vinculados. Assertiva incorreta. bem como os princípios que são considerados implícitos. 2º da Lei 9. (E) o princípio da eficiência destina-se a garantir o alcance dos melhores resultados na prestação do serviço público. a exemplo do princípio da motivação (art. previstos expressamente em leis esparsas. 19. (B) O princípio da legalidade não pode ser excepcionado quando da utilização do poder discricionário. (C) o princípio da legalidade é princípio fundamental. mas não pode. Entretanto. a exemplo do princípio da proteção à confiança. mais precisamente em relação aos requisitos de competência. 3º da Lei 8.Professor Fabiano Pereira Desse modo. 37 da CF/1988 apresenta um rol de princípios básicos que devem ser observados por todos os órgãos e entidades da Administração Pública brasileira. legalidade. publicidade e eficiência. se sobrepor ao princípio da legalidade. O professor Celso Antônio Bandeira de Mello nos informa que o princípio da legalidade somente poderá ser excepcionado (constrição provisória) pela edição de medidas provisórias ou decreto do Presidente da República que institui estado de sítio ou estado de defesa.Direito Administrativo . 26 . quais sejam. (Promotor de Justiça/MPE PE 2008/FCC) A atuação da Administração Pública é informada por princípios.784/99) e princípio da vinculação ao instrumento convocatório (art.

independentemente do Poder Judiciário. (E) O princípio da eficiência realmente impõe à Administração Pública a obrigatoriedade de alcançar melhores resultados na prestação dos serviços públicos. mas é admissível o sigilo nas hipóteses legais. perfeição e rendimento funcional. devendo ser observado seja na elaboração da lei. Comentários (A) O princípio da autotutela realmente assegura à Administração Pública a prerrogativa de anular os seus próprios atos. para alcançar esse objetivo. (Técnico Judiciário/TRF 2ª 2008/FCC) A respeito dos princípios informativos da Administração Pública. A Administração Pública não pode excepcionar o princípio da legalidade sob o pretexto de implementação de atividades administrativas pautadas no princípio da eficiência.Direito Administrativo . pois deve a Administração Pública controlar a legalidade dos atos praticados. já que este não se sobrepõe àquele. (C) há proibição de constar nome. ou revogá-los. sendo obrigada a pautar a sua atuação em conformidade com a lei. Trata-se de um princípio autônomo que possui a mesma força normativa que os demais princípios assegurados no caput do art. é INCORRETO afirmar que (A) a autotutela decorre do próprio princípio da legalidade. 37 da CF/1988. (D) O princípio da moralidade não pode ser considerado um princípio secundário. Entretanto.Professor Fabiano Pereira (C) Os comentários apresentados na alternativa anterior respondem integralmente ao texto desta assertiva. a Administração não pode desconsiderar o princípio da legalidade. Assertiva incorreta. (B) o princípio da moralidade administrativa exige que o agente público aponte os fundamentos de fato e de direito nas suas decisões e atos. quando ilegais. (E) o princípio da publicidade exige da Administração Pública ampla divulgação dos seus atos. quando forem inconvenientes ou inoportunos. produzindo efeitos isolada ou cumulativamente com os demais. com efeitos ex tunc. seja quando da sua execução pela Administração Pública. Assertiva correta. 20. 27 . deve ser considerada incorreta. (D) o interesse público tem supremacia sobre o interesse individual. podendo anular aqueles editados com vícios. símbolos ou imagens que possam caracterizar promoção de agentes públicos na divulgação de obras ou serviços públicos. portanto. com efeitos ex nunc. atuando com presteza.

sob pena de responsabilidade. o que torna a assertiva correta. (D) É o que nos informa a professora Maria Sylvia Zanella di Pietro ao afirmar que o princípio da supremacia do interesse público “também chamado de princípio da finalidade pública. consta expressamente que “a administração pode anular seus próprios atos. está correto o texto da assertiva. por motivo de conveniência ou oportunidade. ao afirmar que “a publicidade dos atos. fica claro que. (C) Essa proibição decorre de uma das aplicações do princípio da impessoalidade e está prevista no § 1º do art. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. 5º da CF/1988. Analisando-se o teor do dispositivo citado. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”. que é expressa ao afirmar que “todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. (B) Nessa assertiva. dela não podendo constar nomes. pois essa prerrogativa lhe é assegurada pela Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal. (E) A assertiva está em conformidade com o disposto no inc. a banca examinadora simplesmente inverteu as definições dos princípios da moralidade e da motivação. obras. é possível declarar o sigilo de determinadas informações. Por outro lado. 28 . em todos os casos. Desse modo.Direito Administrativo . respeitados os direitos adquiridos. O princípio da moralidade é aquele que exige dos administradores públicos que atuem segundo padrões éticos. 37 da CF/1988. e ressalvada. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”. XXXIII do art. que serão prestadas no prazo da lei. informativo ou de orientação social. ou revogá-los. Em seu texto. em situações excepcionais. está presente tanto no momento da elaboração da lei como no momento da sua execução em concreto pela Administração Pública.Professor Fabiano Pereira É importante destacar que a Administração Pública não precisa recorrer ao Poder Judiciário para realizar a anulação de seus atos eivados de vícios. primando pela honestidade e disciplina interna em suas condutas administrativas. quando eivados de vícios que os tornam ilegais. Portanto. programas. a exigência de que o agente público aponte os fundamentos de fato e de direito nas suas decisões e atos decorre do princípio da motivação. Incorreta a assertiva. porque deles não se originam direitos. correta a assertiva. a apreciação judicial”. Ele inspira o legislador e vincula a autoridade administrativa em toda a sua atuação”. ou de interesse coletivo ou geral. Assertiva correta.

podendo formar coisa julgada. (C) do serviço público. (Analista Judiciário/TRE-PE 2004/FCC) Administrativo for conceituado como: Se o Direito I. da atividade jurídica ou social do Estado e teleológico.Direito Administrativo . das relações jurídicas e da administração pública. exigindo-se que sejam sempre motivadas. (Juiz Substituto / TJ RN 1999/FCC) As decisões administrativas de um tribunal caracterizam exercício de função (A) jurisdicional. seu fundamento respectivamente. (B) jurisdicional. 03. 02. (Analista – área orçamento/MPU 2007/FCC) A reiteração dos julgamentos num mesmo sentido. (B) negativo ou residual. (E) teleológico. (A) das relações jurídicas. do Poder Executivo e residual ou negativo. aos princípios previstos constitucionalmente para a Administração Pública. mas não formando coisa julgada. O conjunto de normas que regem as relações entre a Administração e os administrados. não se sujeitando. repousa nos critérios denominados. 29 . todavia. (D) analogia. (C) prática costumeira.Professor Fabiano Pereira RELAÇÃO DE QUESTÕES COMENTADAS 01. (C) jurisdicional. devendo ser tomadas pela maioria absoluta de seus membros se de conteúdo disciplinar. (B) doutrina. (D) da administração pública. (D) administrativa. (E) administrativa. do serviço público e do Poder Executivo. III. da administração pública e da atividade jurídica ou social do Estado. sendo também fonte do Direito Administrativo. diz respeito à (A) jurisprudência. II. O conjunto de princípios que regem a Administração Pública. (E) lei. O sistema dos princípios jurídicos que regulam a atividade do Estado para o cumprimento de seus fins. vinculando todos os órgãos a ele subordinados. influenciando a construção do Direito.

em sentido jurídico. bem como no momento da sua execução em concreto pela Administração Pública. introduzido na Constituição Federal pela Emenda Constitucional n. concreta e subordinada. materializar-se por meio de atos praticados por terceiros autorizados a agir em nome do Estado. também está presente em atos do Poder Judiciário e do Poder Legislativo. como ocorre com os concessionários e permissionários de serviços públicos.Professor Fabiano Pereira 04. 19. (D) Tem como pressuposto a satisfação do bem comum. Além de ser exercida pelo Poder Executivo. (Procurador de Estado / PGJ RN 2001 / FCC) Assinale a alternativa que contém uma afirmação incorreta: (A) A noção de interesse público encerra conceito jurídico indeterminado. (B) O regime jurídico administrativo é composto por prerrogativas e sujeições. único apto a editar atos administrativos. relativizando o princípio da legalidade. condicionando a atuação do legislador. ainda. (Procurador de Estado / PGJ RN 2001 / FCC) Sobre a função administrativa é correto assinalar: (A) Caracteriza-se por prover de maneira imediata e concreta às exigências individuais ou coletivas para a satisfação dos interesses públicos. (D) ausência de sujeição de suas contas ao controle externo exercido pelo Poder Legislativo. o administrador passou a ter a disponibilidade sobre os interesses públicos confiados à sua guarda e realização. (B) ausência de subordinação hierárquica. só deve atuar quando provocado. 30 . na medida em que não dispõe da iniciativa para dar à lei contornos concretos. 05. (B) Existe exclusivamente no seio do Poder Executivo. (C) O princípio da finalidade. 06. (C) desnecessidade de licitação para celebrar contratos que caracterizem atos regulares de gestão. (E) Na sua abrangência não se incluem as atividades de fomento. no exercício da função administrativa. de 4/6/98. (E) A Administração Pública pode se submeter a regime jurídico de direito privado ou a regime jurídico de direito público. podendo. (D) Em nome do princípio da eficiência. É imparcial. (C) O administrador público. (Auditor – TCE PI/2005/FCC) Uma nota característica do regime jurídico comum às entidades de direito privado integrantes da Administração indireta brasileira é a (A) não submissão de seus dirigentes às normas da Lei de Improbidade Administrativa. está presente no momento da elaboração da lei. entre seus dirigentes e o chefe do Poder Executivo.Direito Administrativo . ou da supremacia do interesse público.

a Administração pode fazer tudo o que a lei não proíbe. 37 da Constituição Federal não é taxativo. dos empregados integrantes de seus quadros. 07. de modo a evitar restrições desnecessárias ou abusivas por parte da Administração Pública. Objetiva aferir a compatibilidade entre os meios e os fins. (C) o administrador deve atuar de acordo com os padrões éticos de probidade.Direito Administrativo . (B) Segundo o princípio da legalidade. respectivamente. decoro e boa-fé. (E) a atividade administrativa seja exercida com presteza. Interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige. (Analista Judiciário/TRE PI 2009/FCC) O princípio da legalidade significa que (A) o administrador deve praticar o ato para o seu fim legal. considere: I. finalidade e razoabilidade. previstos em leis esparsas. razoabilidade e finalidade. (B) a Administração pode fazer o que a lei não proíbe. 31 . mas também pela idéia geral de administração e pela idéia de função administrativa. aos quais se sujeita a Administração Pública. (C) O princípio da especialidade é concernente à idéia da centralização administrativa. finalidade e moralidade. 09. mesmo.Professor Fabiano Pereira (E) possibilidade de contratação. outros princípios existem. (D) moralidade. não expressamente contemplados no direito objetivo. ou. III. perfeição e rendimento funcional. (E) finalidade. pois. com lesão aos direitos fundamentais. (Analista Judiciário/TRE PI 2009/FCC) Sobre os princípios básicos da Administração Pública. É composto pelo conjunto de regras finais e disciplinares suscitadas não só pela distinção entre o Bem e o Mal. é correto afirmar: (A) O art. (D) a Administração Pública só pode fazer o que a lei permite. (Analista Judiciário/TRT 15ª Região 2009/FCC) Sobre os princípios da Administração Pública. (C) finalidade. pelo regime da CLT e independentemente de concurso público. II. moralidade e razoabilidade. aos princípios da (A) razoabilidade. Estes conceitos dizem respeito. razoabilidade e moralidade. 08. (B) moralidade.

III. sem exceção. 32 . O princípio da publicidade. previsto na Constituição Federal. (B) II e IV. vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências. II e III. 10. de todos os atos praticados pela Administração Pública. (E) O princípio da continuidade do serviço público é a possibilidade de reeleição dos chefes do poder executivo. de ampla aplicação no Direito Administrativo. (C) Direta fiscaliza as atividades das entidades da Administração Indireta a ela vinculadas. (E) IV.784/99 de que o processo administrativo deve observar. não estão expressamente previstos na Constituição Federal. IV. independentemente de recurso ao Poder Judiciário. traduz o princípio da supremacia da prevalência do interesse público. Os princípios da eficiência e da impessoalidade. (B) sujeita-se ao controle do Poder Judiciário. o atendimento a fins de interesse geral. (C) II e III. O princípio da fundamentação exige que a Administração Pública indique os fundamentos de fato e de direito de seus atos e decisões. dentre outros critérios. 11. Está correto o que se afirma SOMENTE em (A) I.Professor Fabiano Pereira (D) O princípio da autotutela significa o controle que a Administração exerce sobre outra pessoa jurídica por ela mesma instituída. (D) III. salvo autorização em lei. considere: I. exige a ampla divulgação. (D) Indireta fica sujeita a controle dos órgãos de fiscalização do Ministério do Planejamento mesmo que tenham sido criadas por outro Ministério.Direito Administrativo . que pode anular ou revogar os atos administrativos que forem inconvenientes ou inoportunos. A regra estabelecida na Lei n° 9. com a possibilidade de anular os ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos. II. (Analista Judiciário/TRT 15ª 2009/FCC) Sobre os princípios da Administração Pública. (Analista Judiciário/TRT 15ª 2009/FCC) O princípio da autotutela significa que a Administração Pública (A) exerce o controle sobre seus próprios atos.

em caso de omissão. vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências. (E) eficiência. (Auxiliar Judiciário/TJ PA 2009/FCC) Princípio da eficiência na Administração Pública é o dever (A) do administrador de indicar os fundamentos de fato e de direito de suas decisões. (E) pelo qual se exige do administrador atendimento a fins de interesse geral. publicidade e indisponibilidade. a Administração apenas pode praticar os atos que sejam expressamente permitidos pela lei. (C) moralidade. estará legitimada a atuar se for habilitada a tanto por decreto do Chefe do Poder Executivo. (B) a Administração poderá praticar os atos permitidos pela lei e. A partir deste enunciado. (D) publicidade. razoabilidade e moralidade.Professor Fabiano Pereira (E) tem liberdade de atuação em matérias que lhes são atribuídas por lei.Direito Administrativo . conclui-se que (A) a observância de medidas provisórias. perfeição e rendimento funcional. (E) indisponibilidade. 33 . (Técnico Superior de Procuradoria/PGE RJ 2009/FCC) De acordo com o princípio da legalidade. (B) legalidade. (C) a que se impõe a Administração de atuar segundo padrões éticos de probidade. estamos diante do princípio da (A) especialidade. (B) legalidade ou veracidade. em matéria administrativa. (D) segundo o qual a Administração só pode agir segundo a lei. eficiência e indisponibilidade. decoro e boa-fé. (D) supremacia do interesse público. 12. (B) que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza. (Auxiliar Judiciário/TJ PA 2009/FCC) Quando se diz que a Administração não pode atuar com vistas a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas. indisponibilidade e razoabilidade. (C) impessoalidade ou finalidade. (Auxiliar Judiciário/TJ PA 2009/FCC) Os princípios da Administração Pública que têm previsão expressa na Constituição Federal são: (A) autotutela. ofende o princípio da legalidade porque elas não são consideradas lei formal. publicidade e eficiência. pela Administração. 14. 15. 13. jamais contra ou além da lei.

São eles: (A) prescrição de veracidade e publicidade. sem discriminação de qualquer natureza. isentos de controle jurisdicional. Os itens I e II referem-se. autoriza a Administração a praticar atos discricionários e arbitrários. Exigência de que a atividade administrativa seja exercida com presteza.Professor Fabiano Pereira (C) a prática de atos por razões de conveniência e oportunidade é violadora do princípio da legalidade. A partir deles constroem-se todos os demais. (Técnico Superior de Procuradoria/PGE RJ 2009/FCC) Há dois princípios constitucionais fundamentais para o Direito Administrativo. respectivamente.Direito Administrativo . (Analista Judiciário/TRT 18ª 2008/FCC) A respeito dos princípios básicos da Administração Pública. A atuação da Administração Pública deve sempre ser dirigida a todos os administrados em geral. (D) publicidade e moralidade. uma vez que o mérito do ato administrativo nestes casos não é definido em lei. aos princípios da 34 . restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. perfeição e rendimento funcional. Essas afirmações referem-se. respectivamente. (E) impessoalidade e legalidade. II. aos princípios da (A) eficiência e impessoalidade. vedada imposição de obrigações. (C) legalidade e supremacia do interesse público. (E) o reconhecimento de circunstâncias excepcionais. considere: I. como estado de sítio e estado de defesa. (D) moralidade e eficiência. (Analista Judiciário/TRT SP 2008/FCC) Sobre os princípios básicos da Administração. (E) especialidade e supremacia do interesse público. como forma de atendimento do interesse público na preservação desta legalidade. Conjunto de princípios ou padrões morais que norteiam a conduta dos agentes públicos no exercício de suas funções e a prática dos atos administrativos. (C) eficiência e legalidade. 18. considere: I. Adequação entre meios e fins. II. (D) o controle de legalidade interno dos atos administrativos deve ser preocupação constante da Administração. 17. (B) impessoalidade e legalidade. (B) legalidade e impessoalidade. 16.

(C) o princípio da legalidade é princípio fundamental. 19. se sobrepor ao princípio da legalidade.Professor Fabiano Pereira (A) finalidade e adequabilidade. somente podendo ser aplicado concomitantemente com outro princípio. impessoalidade. 35 . traduz-se secundário. moralidade administrativa. (C) continuidade e moralidade.Direito Administrativo . (E) o princípio da eficiência destina-se a garantir o alcance dos melhores resultados na prestação do serviço público. 20. legalidade. mas não pode. (B) legalidade e finalidade. publicidade e eficiência. devendo ser observado seja na elaboração da lei. embora constitucionalmente assegurado. para tanto. é INCORRETO afirmar que (A) a autotutela decorre do próprio princípio da legalidade. seja quando da sua execução pela Administração Pública. mas é admissível o sigilo nas hipóteses legais. quais sejam. independentemente do Poder Judiciário. pois deve a Administração Pública controlar a legalidade dos atos praticados. (B) o princípio da legalidade é princípio fundamental. (D) o princípio da moralidade. (B) o princípio da moralidade administrativa exige que o agente público aponte os fundamentos de fato e de direito nas suas decisões e atos. (D) o interesse público tem supremacia sobre o interesse individual. (Técnico Judiciário/TRF 2ª 2008/FCC) A respeito dos princípios informativos da Administração Pública. (E) o princípio da publicidade exige da Administração Pública ampla divulgação dos seus atos. (E) eficiência e proporcionalidade. somente podendo ser excepcionado pela aplicação do princípio da supremacia do interesse público. podendo anular aqueles editados com vícios. em relação aos quais se pode afirmar que (A) os princípios aplicáveis são exclusivamente aqueles constantes do artigo 37 da Constituição Federal. (Promotor de Justiça/MPE PE 2008/FCC) A atuação da Administração Pública é informada por princípios. que somente pode ser excepcionado quando da utilização do poder discricionário. (C) há proibição de constar nome. (D) moralidade e proporcionalidade. símbolos ou imagens que possam caracterizar promoção de agentes públicos na divulgação de obras ou serviços públicos.

Direito Administrativo .Professor Fabiano Pereira GABARITO 1) E 6) B 11) A 16) C 2) A 7) B 12) B 17) A 3) D 8) D 13) C 18) D 4) D 9) A 14) B 19) E 5) D 10) B 15) D 20) B 36 .