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INTERGERACIONALIDADE, REDES DE APOIO E PRESTAÇÃO DE CUIDADOS AO IDOSO DO SÉC.

XXI

A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO MANUAL DO FORMADOR

FICHA TÉCNICA

FICHA TÉCNICA

INTERGERACIONALIDADE, REDES DE APOIO E PRESTAÇÃO DE CUIDADOS AO IDOSO DO SÉC. XXI ENTIDADE PROMOTORA Santa Casa da Misericórdia de Mértola EQUIPA TÉCNICA Santa Casa da Misericórdia de Mértola IFH - Instituto de Formação para o Desenvolvimento Humano APOIO TÉCNICO DOCUMENTAL Associação Indiveri Colucci / Clínica Médica da Linha / / Casa de Repouso de Paço d’Arcos Paradoxo Humano AUTORIA Cristina Coelho GESTÃO E COORDENAÇÃO Emília Colaço (Santa Casa da Misericórdia de Mértola) José Silva e Sousa e Cláudia Miguel (IFH) CONSULTORES Cristina Coelho Marta Simões Ana Assunção DESIGN, PRODUÇÃO GRÁFICA, PAGINAÇÃO E REVISÃO IFH / PSSdesigners PRODUÇÃO VÍDEO IFH - Instituto de Formação para o Desenvolvimento Humano EDIÇÃO IFH - Instituto de Formação para o Desenvolvimento Humano

MANUAIS TÉCNICOS “A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO” CONCEPÇÃO Marta Simões REVISÃO E SUPERVISÃO DE CONTEÚDOS Cristina Coelho Santa Casa da Misericórdia de Mértola IFH - Instituto de Formação para o Desenvolvimento Humano DESIGN, PRODUÇÃO GRÁFICA, PAGINAÇÃO E REVISÃO IFH / PSSdesigners
Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS) Medida: 4.2. Desenvolvimento e Modernização das Estruturas e Serviços de Apoio ao Emprego. Tipologia do Projecto: 4.2.2. Desenvolvimento de Estudos e Recursos Didácticos. Acção Tipo:4.2.2.2. Recursos Didácticos. Co-financiado pelo Estado Português e pela União Europeia através do Fundo Social Europeu

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PREFÁCIO

Nos países tidos como mais desenvolvidos assistimos, presentemente, a um fenómeno curioso: o envelhecimento da população idosa. Como consequência, o sector da prestação de cuidados a idosos sofreu um incremento de actividade, multiplicando-se os serviços disponibilizados e diversificando-se o tipo de oferta dos mesmos. A nível nacional é importante apostar no desenvolvimento de redes sociais de apoio, eficazes e eficientes, em contexto institucional e a nível familiar. Para que tal se verifique, é através da formação qualificada que se poderão dotar os seus intervenientes, profissionais ou cuidadores, das competências necessárias para lidar com as problemáticas inerentes ao aumento da esperança média de vida e à crescente dependência dos nossos idosos, potenciando e facilitando o envolvimento dos familiares na tarefa. Neste sentido, e tendo já uma vasta experiência neste ramo de actividade, não só em termos formativos como também na intervenção diária em estruturas de prestação de cuidados, a Santa Casa da Misericórdia de Mértola propôs-se desenvolver o projecto “INTERGERACIONALIDADE, REDES DE APOIO E PRESTAÇÃO DE CUIDADOS AO IDOSO DO SÉC. XXI”, constituído por manuais técnicos do formador e do formando e vídeos sobre a mesma temática a utilizar de forma integrada. Temas: • A alimentação do idoso • Cuidar do idoso com demência • Animação intergeracional • Construção de uma rede de cuidados: Intervenção com a família e o meio social do idoso Pretende-se, como tal, colmatar, as dificuldades que os cuidadores, profissionais de saúde ou familiares, sentem diariamente, potenciando, em última consequência, o atraso da institucionalização dos idosos e contribuindo para o aumento da sua qualidade de vida.

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91 PÁG. 63 4 . NOÇÕES BÁSICAS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO Planificação. 83 PÁG. 129 PÁG. 29 PÁG.ÍNDICE ÍNDICE OBJECTIVOS GERAIS PRÉ-REQUISITOS DO FORMANDO PERFIL DO FORMADOR PLANO GERAL DE DESENVOLVIMENTO DE TEMAS 1. Orientação metodológica e Actividades formativas Avaliação Enunciados 5. Orientação metodológica e Actividades formativas Avaliação Enunciados 4. 7 PÁG. 35 PÁG. TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO ANEXO 2. 5 PÁG. 73 PÁG. Orientação metodológica e Actividades formativas Avaliação Enunciados 6. Orientação metodológica e Actividades formativas Avaliação Enunciados 7. SINTOMAS. Orientação metodológica e Actividades formativas Avaliação Enunciados 2. ASPECTOS PARTICULARES DA NUTRIÇÃO DO IDOSO Planificação. ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA Planificação. 11 SOLUÇÕES DAS ACTIVIDADES ANEXO 1. MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS. A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES Planificação. A NUTRIÇÃO DO IDOSO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E DIETAS ADEQUADAS Planificação. OUTRA INFORMAÇÃO ÚTIL Bibliografia aconselhada Outros auxiliares didácticos complementares Contactos úteis Agradecimentos PÁG. 19 PÁG. 8 PÁG. 53 PÁG. Orientação metodológica e Actividades formativas Avaliação Enunciados PÁG. 6 PÁG. PREPARAR A FAMÍLIA E AS INSTITUIÇÕES PARA PRESTAR APOIO NA ALIMENTAÇÃO DO IDOSO Planificação. DIAPOSITIVOS ANEXO 3. Orientação metodológica e Actividades formativas Avaliação Enunciados 3. CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO Planificação. 45 PÁG.

textos de aprofundamento temático. contactos úteis. fichas de avaliação que permitam avaliar os conhecimentos teóricos e listas de verificação para procedimentos. consequências e avaliação Alimentação entérica A nutrição do idoso: aspectos psicossociais e dietas adequadas Aspectos particulares da nutrição do idoso A preparação de refeições Preparar a família e as instituições para prestar apoio na alimentação do idoso • Fornecer um itinerário pedagógico que permita a condução de acções de formação. OBJECTIVOS GERAIS 5 . Para tal. Simultaneamente visa permitir uma adaptação ao estilo próprio de quem o utiliza e ao público alvo. • Disponibilizar actividades e exercícios práticos que consolidem a aprendizagem através do método activo. para facilitar a preparação dos temas e o seu aprofundamento. tentou-se ter em consideração o ritmo ternário da formação. estando o planeamento modular concebido de modo a sequenciar a recolha. sintomas. Ao estruturar este guia para o formador. conferindo ao formador ferramentas de trabalho para uma formação estruturada. tratamento e aplicação da informação a abordar.OBJECTIVOS GERAIS Este manual deve compilar um conjunto de indicações teóricas e práticas. • Dar a conhecer uma lista de recursos como bibliografia. pretende-se: • Dotar o formador de uma planificação integrada nos seguintes conteúdos temáticos: Noções básicas de alimentação e nutrição Má nutrição: causas. diapositivos e outros recursos complementares.

quer enquanto cuidadores formais ou informais. • Dinamismo e espírito de iniciativa. 6 .PRÉ-REQUISITOS DO FORMANDO PRÉ-REQUISITOS DO FORMANDO Os formandos devem estar ligados à prestação de cuidados aos idosos. • Auto-confiança para manter calma e tranquilidade face a situações menos agradáveis relacionadas com alimentação. ou com a comunidade. • Capacidade de resolver problemas e ultrapassar situações imprevistas. • Responsabilidade e maturidade emocional. para gerir e incentivar grupos. • Aptidão para o relacionamento interpessoal. Deverão ainda resumir os seguintes pré-requisitos: • Gosto pelo trabalho com a população geriátrica. quer enquanto profissionais que desenvolvam um trabalho de formação ou informação com estes. • Capacidade para trabalhar em equipa.

Conhecimentos e/ou experiência na área da confecção de alimentos. Em termos técnicos: • • • • • Domínio das temáticas propostas. Em termos pedagógicos: • Capacidade para motivar e incentivar os formandos. um perfil para os formadores que trabalhem na área da prestação de cuidados a idosos especificamente relacionados com alimentação. Conhecimentos e/ou experiência na área da saúde (geriatria) Curso de formação pedagógica de formadores. • Capacidade para proceder à avaliação da formação e do formando. Conhecimentos e/ou experiência na área da alimentação/nutrição. em linhas gerais. dinamizando e facilitando o processos de aprendizagem. A estrutura modular dos conteúdos viabiliza a existência de vários profissionais com competências nas diferentes áreas para ministrarem a formação. • Competência para demonstrar procedimentos.PERFIL DO FORMADOR Apresentamos. PERFIL DO FORMADOR 7 . • Domínio de estratégias pedagógicas devidamente adequa das às temáticas abordadas e à promoção do transfer destas para a prática diária dos formandos. desenvolvendo e conduzindo a prática na formação através de situações ilustrativas. facilitando a sua apreensão. para que estes invistam e trabalhem os conteúdos propostos. O formador não necessita de ter conhecimentos ou experiência em todas as áreas apontadas. desenvolvendo com estes uma rotina de auto-avaliação às práticas em contexto real.

• Reconhecer factores de risco para a má nutrição no idoso e sinais a ela associados. • Reconhecer as formas de avaliação da má nutrição. vantagens e vias de administração • Definir alimentação entérica. • Explicar a necessidade de hidratação na alimentação do idoso. • Indicar as consequências da má nutrição no idoso. • Executar os cuidados de higiene e manutenção da sonda. NOÇÕES BÁSICAS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO Grupos alimentares e seus constituintes Alimentação e nutrição Necessidades alimentares do idoso Necessidade de hidratação do idoso OBJECTIVOS GERAIS • Indicar os grupos alimentares e definir a sua constituição. • Identificar e caracterizar as necessidades alimentares dos idosos.PLANO GERAL DE DESENVOLVIMENTO DE TEMAS PLANO GERAL DE DESENVOLVIMENTO DE TEMAS TEMAS 1. • Preparar uma refeição para ser administrada por sonda. Tipos de alimentos utilizados na alimentação entérica 4. CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO Factores que afectam o consumo de nutrientes nos idosos Má nutrição A má nutrição: sintomas e sinais de alerta Consequências da má nutrição Avaliação do estado nutricional 3. MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS. ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA Alimentação entérica: definição. SINTOMAS. 2. 8 . • Definir má nutrição. • Identificar os factores que afectam o consumo de nutriente nos idosos. • Indicar as principais vantagens e limitações da sonda nasogástrica e da gastrostomia percutânea endoscópica. A NUTRIÇÃO DO IDOSO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E DIETAS ADEQUADAS Aspectos psicossociais da alimentação do idoso • Especificar aspectos psicossociais da alimentação do idoso. Procedimento de colocação da sonda nasogástrica e administração da alimentação entérica • Preparar o doente e administrar a alimentação entérica.

• Reconhecer os principais métodos de confecção de alimentos. • Elaborar um plano alimentar de acordo com os conhecimentos gerais. bem como no seu armazenamento e conservação. • Preparar uma ementa para um grupo específico. • Identificar as fontes de contaminação dos alimentos e os seus riscos. Actuar em situações particulares: vómito. bem como formas de a evitar. quando surgem dificuldades alimentares. 5. para o caso particular de um idoso. • Praticar a confecção de pratos adaptados às necessidades específicas dos idosos. de acordo com o procedimento indicado. 6. identificando estratégias que estes podem executar. PREPARAR A FAMÍLIA E AS INSTITUIÇÕES PARA PRESTAR APOIO NA ALIMENTAÇÃO DO IDOSO Cuidados específicos na alimentação Procedimentos para alimentação de idosos dependentes ou semi dependentes Cuidados específicos com a hidratação • Identificar as especificidades da alimentação do idoso no domicílio e na instituição e actuar de forma a melhorá-la. • Descrever os distúrbios alimentares mais comuns: anorexia e recusa da alimentação. no seu armazenamento e conservação Técnicas de confecção Receitas Culinárias • Indicar cuidados a ter na aquisição de alimentos. Intervir de forma adequada em situações de vómito e engasgamento. • Reconhecer os sinais e sintomas de desidratação e desenvolver acções para as combater e evitar. • Utilizar os procedimentos para a alimentação dos idosos dependentes e semi-dependentes. Higiene e segurança alimentar 7. ASPECTOS PARTICULARES DA NUTRIÇÃO DO IDOSO Cuidados nutricionais em função da doença Distúrbios alimentares mais frequentes nos idosos • Indicar os cuidados nutricionais específicos a ter com determinadas doenças. • Identificar formas de actuar em conformidade. engasgamento PLANO GERAL DE DESENVOLVIMENTO DE TEMAS 9 . A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES Cuidados na aquisição de alimentos.TEMAS As dietas adequadas: elaboração de ementas OBJECTIVOS GERAIS • Identificar quais os factores a ter em conta ao elaborar uma ementa. adaptada às suas necessidades.

Faz parte deste kit a apresentação em power-point com os mesmos. para a revisão dos conteúdos desenvolvidos até ao momento. Este deverá ajustá-las mediante o objectivo da acção (informar ou formar). dentro de cada capítulo. o formando na sua aprendizagem. 10 . recolha de expectativas e motivação dos participantes) ou. pretendendo servir como auxiliares ao formador na estruturação das suas sessões. estando estes numerados sequencialmente. devendo ser adaptados caso este número difira.Salienta-se que as planificações apresentadas de seguida são modulares e flexíveis. Como tal. no caso de sessões subsequentes. deste modo. da acção). situando a sessão no decorrer do módulo (e. guiando. Em anexo. importa relembrar que é necessário incluir no início de cada sessão um espaço para a introdução ao módulo (apresentação dos objectivos. relacionando-os com os já abordados e os que ainda serão desenvolvidos no módulo. Os exercícios e actividades apresentadas foram desenhados considerando um grupo de doze formandos. considerando o modelo de ritmo ternário da formação. são incluídos os diapositivos referidos em cada planificação modular. Deverá também ser previsto um tempo no final de cada sessão para a síntese dos temas trabalhados. consequentemente. o público-alvo (técnicos ou cuidadores informais) e o tempo disponível.

NOÇÕES BÁSICAS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO MANUAL DO FORMADOR 1 1 .

de acordo com a Nova Roda dos Alimentos. vitaminas. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS • Distingue Roda dos Alimentos. • Descreve os nutrientes (hidratos de carbono. e consequências da sua falta ou excesso (pelo menos uma). • Definir desidratação. sais minerais e água). • Identificar pelo menos quatro formas de perda de água do organismo mais comuns nos idosos. • Indica quais as necessidades alimentares. NOÇÕES BÁSICAS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO PLANIFICAÇÃO OBJECTIVOS GERAIS • Indicar os grupos alimentares e definir a sua constituição.1 . lípidos. Nova Roda dos Alimentos e Pirâmide Alimentar. • Identificar e caracterizar as necessidades alimentares dos idosos. indicando qual a sua função no organismo e os principais grupos alimentares (da Roda dos Alimentos) onde estão presentes. fibras alimentares. 12 . para cada nutriente. indicando quatro causas principais de desidratação no idoso. indicando as percentagens que devem estar presentes na alimentação. • Categoriza os alimentos por grupos. com condições atmosféricas amenas. • Explicar a necessidade de hidratação na alimentação do idoso. específicas dos idosos. proteínas. utilizando os conceitos que constam no Manual do formando no capítulo correspondente. identificando pelo menos 2 diferenças entre elas. no que diz respeito às proporções em que devem estar presentes na sua alimentação.

Computador portátil TEMPO 20 min.10 Videoprojector. Computador portátil 35 min. 15 min. 20 min. Apresentação: Diapositivo 1. Computador portátil 5 min. marcadores e cola Apresentação: Diapositivo 1.18 Videoprojector.3 Videoprojector. 10 min. Método activo 2 Diz-me que idade tens…e eu te direi o que precisas de comer Método expositivo 4 Enunciado 35 min.4 Videoprojector. Computador portátil Enunciado 15 min. Computador portátil Ficha de avaliação 10 min. Método interrogativo 1 Método expositivo 3 Quadro branco Marcadores Apresentação: Diapositivos 1. Computador portátil Quadro branco Marcadores Apresentação: Diapositivos 1.1 -1.11 . Avaliação 50 min.1.16 Videoprojector.17. folhas.1.5 . NOÇÕES BÁSICAS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO 13 . Método activo 3 Diz-me que idade tens…e eu te direi o que precisas de comer Método expositivo 6 20 min.ITINERÁRIO DE ACTIVIDADES Método expositivo 1 MATERIAL Apresentação: Diapositivos 1. 1 . Método activo 1 Método expositivo 2 Rótulos Flipchart. 1. Apresentação: Diapositivos 1.19 Videoprojector. Método interrogativo 2 Método expositivo 5 5 min.

Depois de concluído o trabalho em grupo é apresentado ao formador e aos restantes membros da turma. No caso deste planeamento não ser possível. registando as semelhanças e diferenças em relação às ideias feitas sobre as necessidades alimentares dos idosos."Diz-me que idade tens…e eu te direi o que precisas de comer". o formador sistematiza os conceitos relativamente à organização dos alimentos na Nova Roda e distribui a tabela das porções e percentagens com que cada grupo deve entrar na alimentação diária. Método expositivo 5 O formador apresenta diapositivos que contêm os principais factores que conduzem à desidratação no idoso.1 . pode ser ele a fazer a recolha do material. Parte daqui para explicar os tipos de nutrientes que existem e onde se podem encontrar. NOÇÕES BÁSICAS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS E ACTIVIDADES FORMATIVAS Método expositivo 1 Apresentação de diapositivos com imagens da Roda dos Alimentos. (Recorre ao diapositivo 1. da Pirâmide Alimentar e da Nova Roda dos Alimentos. que individualmente preencherá. e suas características principais. bem como os valores indicativos. bem como as definições de cada uma delas. O formador pede aos formandos que se organizem e seleccionem os alimentos de acordo com a Nova Roda.constatar que há alguns alimentos que não se incluem na Nova Roda e que o seu consumo deve ser apenas esporádico.4). Método interrogativo 2 O formador lança questões como: "O que significa desidratar?". recorre a diapositivos que resumem as principais características dos nutrientes. do exercício "Diz-me que idade tens…e eu te direi o que precisas de comer" e "A sabedoria popular". Método expositivo 4 Na sequência da actividade anterior. . O formador deve abordar as diferenças entre estas representações gráficas. Método interrogativo 1 O formador questiona os formandos acerca da função dos diferentes tipos de alimentos e respectivos grupos ao nível do organismo. Método activo 1 O formador solicita previamente aos formandos que tragam rótulos de alimentos variados que façam parte da sua alimentação. que contém provérbios acerca da necessidade de água. Poderão ser dados os seguintes tópicos para discussão: . É importante que tenha rótulos correspondentes aos diferentes grupos alimentares para os poder fornecer quando não estejam representados.verificar se os que aparecem com maior frequência. Método expositivo 6 É apresentado em diapositivo a definição e quais as formas mais comuns de perda de água que contribuem para a desidratação no idoso. segue-se a partilha com os restantes colegas e respectiva correcção. É distribuída uma folha de flipchart para colarem o material e anotarem os resultados das suas reflexões. ENUNCIADOS Apresenta-se o enunciado da Ficha de avaliação. . As respostas são registadas no quadro. Método activo 2 "Diz-me que idade tens…e eu te direi o que precisas de comer" É distribuído a cada formando o enunciado .analisar a composição dos alimentos e apurar a quantidade de nutrientes em que são mais ricos. Os formandos devem ser organizados em equipas de 3 a 6 elementos e cada um deve dispor de cerca de 6 rótulos. pede-se aos formandos que reflictam sobre os factores que podem levar à desidratação do idoso. Método activo 3 Sabedoria popular Utilizando o enunciado "Sabedoria Popular". Método expositivo 3 Após ter apontado as respostas dadas pelos formandos. o formador apresenta diapositivos que sintetizam as necessidades nutricionais dos idosos. Seguidamente solicita-se que se juntem em grupos e confrontem as suas respostas. bem como a sua função. Método expositivo 2 Depois da recolha dos contributos dos grupos. são pertencentes aos grupos alimentares cuja percentagem de ingestão é superior. Após esta primeira fase. 14 . AVALIAÇÃO Sugere-se a avaliação através da Ficha de avaliação que se apresenta de seguida. "De que forma é que o organismo pode perder água e contribuir assim para um saldo negativo no organismo?".

1. NOÇÕES BÁSICAS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO 15 .2. 1. 4. 4. intervindo em muitas outras reacções do organismo. e células. 4. Qual a principal inovação da Nova Roda dos Alimentos em relação à "velha" Roda dos Alimentos? 3. ________________ . Coloque o nome correcto dos nutrientes à frente da descrição da sua função no organismo. ________________ . Existem várias representações gráficas utilizadas para categorizar os grupos alimentares. (Indique pelo menos duas) 2. Massa Ovos Laranjas Grão Nabiças Corvina Ameixa Manteiga Abóbora Carne de vaca Pão Requeijão Cereais de pequeno almoço Iogurte Favas Azeite Manga Tomate Arroz Chocolate Batatas fritas Ervilhas Salmão Nabo Castanhas Banha de porco Queijo fresco Alimentos Cereais e seus derivados e túberculos Hortícolas Fruta Lacticínios Carne pescado e ovos Leguminosas Gorduras e óleos Percentagem na alimentação 4. ________________ . conservação e reparação dos órgãos. 4. mantêm o seu equilíbrio e são indispensáveis para o crescimento.Principal fonte de energia motora do organismo. tecidos.3.Nutrientes imprescindíveis para a renovação e conservação de tecidos e bom funcionamento das células nervosas.1. 1.4. Coloque os alimentos na linha correspondente ao seu grupo alimentar. 1 .FICHA DE AVALIAÇÃO NOÇÕES BÁSICAS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO A presente Ficha de Avaliação destina-se a verificar a aprendizagem dos conteúdos abordados ao longo do primeiro capítulo deste manual. Explique as principais diferenças entre elas. ________________ .Principais responsáveis pelo crescimento.2.1.Regulam grande parte dos processos que nele ocorrem. Indique as que conhece.

NOÇÕES BÁSICAS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO FICHA DE AVALIAÇÃO 4. Comente a seguinte frase: "Os idosos não necessitam de comer muita carne e peixe: uma vez por semana basta.São muito importantes para a regulação do organismo. Que outros factores podem conduzir à desidratação do idoso? 6.1 . Mara Emília (79 anos) teve que ser hospitalizada e o diagnóstico foi desidratação. Identifique no texto qual o factor principal que levou à desidratação. ajuda na regulação da temperatura e proporciona o meio onde ocorrem as reacções ao nível do organismo.2. prevenindo a obstipação.7." 6.5. 4. Não fornecem energia. mas actuam ao nível do intestino. protegem o organismo contra as agressões externas (principalmente contra o frio) e também são importantes na manutenção e crescimento de tecido.3. Leia com atenção o seguinte enunciado: “No Verão a D.” 6. 5.Serve de meio de transporte de todos os outros nutrientes.1. ________________ . ________________ . ________________ .6. Quais são as principais formas de perda de água do organismo? 16 . 6. 4.Essenciais para o desenvolvimento da visão e do cérebro. Achou estranhíssimo pois nem sequer achou que estivesse muito calor e não teve sede nenhuma.

e se optar por .ENUNCIADOS EXERCÍCIO: DIZ-ME QUE IDADE TENS… E EU TE DIREI O QUE PRECISAS DE COMER Imagine que pode escolher livremente o que vai fazer na sua “velhice”. se colocar = está a considerar que têm a mesma necessidade. 2. Alimentos Pão Carne Batatas Feijão Azeite Peixe Frutas Leite Ovos Hortaliça Água Arroz Queijo Bolachas As Crianças necessitam +. Compare os resultados com os dos colegas e discuta quais os motivos das diferenças. 1. Indique o que o faria ter uma velhice óptima e o que isso significa para si. Utilize os sinais: + . Compare as necessidades alimentares dos idosos com as das crianças e dos adultos. NOÇÕES BÁSICAS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO 17 . . ou = do que os idosos. Exemplo: Ao colocar + na 1º coluna significa que considera que as crianças precisam por exemplo de mais pão que os idosos.e = para preencher os espaços em branco no quadro seguinte. 1 . ou = do que os idosos.avalia a necessidade das crianças como menor do que a dos idosos. Os Adultos necessitam +.

"Água corrente.2. Aplicando-os ao caso dos idosos. 18 . Analise atentamente os seguintes provérbios populares. Reflicta sobre que tipo de situações podem conduzir à desidratação no idoso. NOÇÕES BÁSICAS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO ENUNCIADOS EXERCÍCIO: SABEDORIA POPULAR 1.1 .1. 2. analise a sua veracidade e pertinência. Tente recordar-se de mais algum que se relacione com água e com o seu consumo. não mata a gente" "Cava um poço antes de teres sede" "Água e conselhos só se dão a quem os pede" 1. Concorda com os provérbios? 1.

MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS. CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO MANUAL DO FORMADOR 2 2 . SINTOMAS.

culturais e sócio-económicos. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS • Indica factores psicológicos. • Aplica o Questionário de Avaliação do Estado Nutricional.exógena e endógena .2 . • Caracteriza os quatro factores fisiológicos digestivos e os três factores fisiológicos não digestivos. utilizando as directivas que constam no manual do formando. • Reconhecer factores de risco para a má nutrição no idoso e sinais a ela associados. • Diferencia os dois tipos de má nutrição . • Identifica 11 factores de risco para o aparecimento da má nutrição especificamente na população idosa. • Apontar a osteoporose. MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS. • Indica pelo menos quatro factores para além dos anteriormente já abordados. SINTOMAS. distúrbios cognitivos. que interferem no consumo de alimentos e conduzem à má nutrição.quanto à principal diferença e à rapidez com que se instalam. • Conhecer as formas de avaliação da má nutrição. • Distingue má nutrição de acordo com o Manual do formando. de forma a evidenciar os constrangimentos e dificuldades por elas induzidos. como consequências específicas da má nutrição na população idosa. • Indicar as consequências da má nutrição no idoso. obstipação. e interpreta o resultado final. • Elabora uma entrevista e um registo alimentar de auto-preenchimento para os idosos. • Reconhece oito sinais clínicos que podem traduzir má nutrição no idoso. CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO PLANIFICAÇÃO OBJECTIVOS GERAIS • Identificar os factores que afectam o consumo de nutriente nos idosos. • Definir má nutrição. que afectam o consumo de nutrientes (pelo menos dois de cada). indicando de que forma afectam o consumo de alimentos nos idosos. • Relaciona as consequências da má nutrição com 10 necessidades vitais e actividades da vida diária. • Indica quais as três dimensões fundamentais para avaliar o estado nutricional do idoso. 20 . indicando quais os correspondentes nutrientes em falta. • Classifica a anorexia e astenia enquanto causa e consequência da má nutrição. na população idosa. anemia e o aparecimento de escaras.

Computador portátil Quadro Marcadores Apresentação: Diapositivo 2. Ficha de avaliação 50 min. Método activo 4 Construa uma história Método expositivo 5 Método interrogativo 2 Método expositivo 6 Método activo 5 Método expositivo 7 30 min.1a e 2. Computador portátil Flipchart Quadro marcadores TEMPO 20 min.ITINERÁRIO DE ACTIVIDADES Método activo 1 Estudo de caso "BI" Método expositivo 1 Método activo 2 Estudo de caso "BI".parte II Método expositivo 2 Método activo 3 Estudo de caso "BI". Computador portátil Quadro Marcadores Apresentação: Diapositivo 2.3 e 2.5 e 2. 15 min.parte III Método expositivo 3 Método interrogativo 1 Método expositivo 4 MATERIAL Enunciado Apresentação: Diapositivos 2.6 Videoprojector. CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO . 10 min. Método expositivo 8 Método activo 6 Entrevista e Folha de Registo" Método activo 7 Questionário de Avaliação do Estado Nutricional Avaliação Apresentação: diapositivo 2. 15 min. 15min. 5 min. Enunciado 50 min.9 (3 slides) Videoprojector. SINTOMAS. 10 min. 10 min.10 Videoprojector. 10 min.7 Videoprojector. Computador portátil Enunciado Apresentação: Diapositivos 2. Computador portátil Enunciado Apresentação: Diapositivos 2. 10 min. MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS.4 Videoprojector. 10 min.8 Videoprojector.2 Videoprojector. folhas e marcadores Apresentação: Diapositivo 2. 120 min. 20 min. 10 min. Computador portátil Enunciado 5 min. Computador portátil Enunciado Flipchart. 21 2 .

. Será que a anorexia e astenia são causa ou consequência da má nutrição?" Pede aos formandos que reflictam individualmente sobre ela e que se agrupem depois para discutir o tema com os colegas ( 5 minutos). No final cada formando deve escrever os quatro factores no flipchart e o formador resume-os de forma breve. Método activo 6 Entrevista e Folha de Registo" Depois de constituir grupos de formandos com. Método interrogativo 1 O formador questiona acerca do significado de má nutrição. Método expositivo 8 O formador indica quais as três dimensões fundamentais para avaliar o estado nutricional do idoso. O objectivo é que a possam apresentar aos colegas através de leitura ou dramatização e estes consigam identificar os factores em causa. Apresenta um diapositivo. Aconselha-se que a actividade seja programada para uma sessão de duas horas 22 . no máximo. quatro elementos. MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS.2 . CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS E ACTIVIDADES FORMATIVAS Método activo 1 Estudo de caso : "BI" O formador estabelece os grupos e distribui os enunciados . o formador apresenta os diapositivos com as doenças e outros factores que contribuem para o aparecimento de má nutrição. Método expositivo 7 O formador apresenta algumas consequências específicas da má nutrição nos idosos. Método activo 3 Estudo de caso : "BI". Método expositivo 1 Utilizando as respostas resultantes do estudo de caso.Estudo de Caso "BI". culturais e socio-económicos. acompanhada da sua explicação. torradas e chá e ao jantar sopa). Aponta as ideias principais e parte para exposição. Pede aos formandos que respondam apenas à primeira pergunta. Método activo 5 O formador lança a seguinte questão: "Um idoso com falta de apetite que faz apenas duas refeições por dia (ao almoço. Método expositivo 2 Utilizando as respostas resultantes do estudo de caso. o formador apresenta os diapositivos com os factores fisiológicos digestivos e não digestivos. Depois da primeira tarefa concluída a resposta é partilhada com o formador e os restantes colegas. Método expositivo 4 Apresentação de diapositivos com a definição de má nutrição endógena e exógena. onde estejam incluídos factores de alerta para uma situação de má nutrição."Construa uma história".um registo do comportamento alimentar. Método interrogativo 2 O formador interroga o grupo sobre quais as necessidades vitais e actividades da vida diária que poderão ficar comprometidas com a má nutrição. SINTOMAS. o formador apresenta os diapositivos com os factores psicológicos. que explica que a astenia e anorexia podem ser causa e consequência da má nutrição. Método activo 2 Estudo de caso : "BI". Pede-se aos formandos que elaborem: .parte III Por fim é solicitado que respondam à pergunta nº 3. seguindo a mesma metodologia.uma entrevista para avaliar o risco de má nutrição. o formador distribui o enunciado do exercício: "Entrevista e Folha de Registo" e explica a tarefa. 2. Método expositivo 5 O formador apresenta um diapositivo com os sinais clínicos de risco de má nutrição. para ser preenchido pelo idoso ou pelo cuidador. Método expositivo 3 Utilizando as respostas resultantes do estudo de caso. Pede-se aos formandos que concebam uma pequena história.parte II O formador pede aos formandos que voltem ao enunciado e preencham a pergunta nº. Passado esse tempo apresentam as ideias ao formador. Método activo 4 Construa uma história O Formador forma quatro grupos e fornece a cada um o enunciado do exercício . Método expositivo 6 Utilizando diapositivos o formador mostra a possível relação entre as necessidades vitais e actividades da vida diária e a má nutrição. Aponta no quadro as ideias que se relacionem e escreve a definição. novamente pelo mesmo método. queixa-se de fraqueza e está a emagrecer.

" pedindo que o apliquem mutuamente. No final são discutidos os resultados. CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO 23 . Exercício: "Entrevista e Folha de Registo" e Questionário de Avaliação do Estado Nutricional. 2 . MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS. SINTOMAS. Estudo de Caso: BI. Exercício: "Construa uma história". ENUNCIADOS Apresenta-se o enunciado da Ficha de avaliação.Método activo 7 Questionário de Avaliação do Estado Nutricional O formador agrupa os formandos dois a dois e entrega o "Questionário de Avaliação do Estado Nutricional. AVALIAÇÃO Sugere-se a avaliação através da Ficha de avaliação que se apresenta de seguida.

Se sim quais? 6. pois anda sempre atarefada com os afazeres da paróquia. Exemplifique um aspecto cultural que interfira directamente com o consumo de alimentos. Osteoporose 7. é uma forma de esquecer a solidão. MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS. SINTOMAS. Explique pelo menos dois deles (um de cada). 4. SINTOMAS. sabe que não é bem assim. Acha que mais do que duas refeições por dia é um desperdício de tempo. Obstipação 8. No grupo excursionista da Associação "Idosos para o Futuro".1. fazem com que o dinheiro para a comida esteja sempre contado.3. De que forma a astenia e anorexia podem ser simultaneamente causa e consequência da má nutrição? 7. Responda. Explique como a má nutrição pode causar as seguintes doenças: 7.2. o que traz diversas consequências.1. A fraca quantidade de alimento ingerido (comer pouco) e a horas irregulares leva a um quadro de má nutrição. Leia com atenção o seguinte texto. Os fracos recursos económicos de que dispõe e o seu orgulho. 4.2. Um idoso deprimido torna-se vulnerável a uma situação de má nutrição? 1. Quem a conhece melhor. Ana? 5.2. vive sozinha e nem para comer tem tempo. toma 5 comprimidos por dia o que é um rombo na sua carteira. Existirão factores de risco e sinais que indiquem que a D. às seguintes questões. ou incapacidade física. existem pessoas com vidas muito diferentes. em 3 linhas. tendo que recorrer a lágrimas artificiais. CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO FICHA DE AVALIAÇÃO MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS. De que forma a solidão pode afectar a alimentação do idoso? 1. por limitações económicas. Desajuste entre as necessidades do indivíduo e os nutrientes ingeridos (quantitativamente e qualitativamente). Concorda com o diagnóstico feito pelas colegas da D. CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO A presente Ficha de avaliação destina-se a verificar a aprendizagem dos conteúdos abordados ao longo do segundo capítulo deste manual.1.1. Aponte factores fisiológicos do foro digestivo e não digestivo para a má nutrição. 1.2. Ana é solteira. e de sentir os olhos secos.2 .1. 1. Indique pelo menos duas doenças que podem estar na base de uma situação de má nutrição. Ana pode estar num estado de má nutrição? 5. 4. Ás vezes o orçamento para alimentação é quase tanto como para a farmácia. 2. 3. 5. Escolha a definição correcta para má nutrição: 4. 5. A impossibilidade de idoso ingerir o que deseja. Quais as três dimensões que avaliam o estado nutricional dos idosos? 24 . Ultimamente em conversa com as suas colegas queixou-se de o cabelo lhe cair muito.2. A D.3. As colegas tranquilizaram-na dizendo que tudo isso "é da idade". tornando-o mais vulnerável.

num prédio com apenas 2 moradores. numa vila pequena. Que outros factores encontra descritos que possam interferir na alimentação? 2 . Visita-os 1 vez por dia. Ambos os casos estão sinalizados como estando em risco de má nutrição. reformado • Autónomo • Hipertenso • Lúcido e capaz de realizar as actividades da vida diária incluindo as compras. nestes casos alterar.ENUNCIADOS ESTUDO DE CASO: BI 1. sem filhos Costureira reformada Fractura do colo de fémur. Leia e analise as seguintes fichas. Mora num 2º andar sem elevador. que a visita mensalmente para tratar das contas e arranjar a medicação. Os filhos vivem no estrangeiro. 4. Anda com ajuda técnica (andarilho). uma alimentação adequada. Recusa o apoio de terceiros: só recentemente recebem apoio de uma ajudante domiciliária para tratar da esposa. Mora numa vivenda. Manuel Patrão • 74 anos • Casado. Tem uma sobrinha. artroses Lúcida e capaz de realizar as actividades da vida diária. SINTOMAS. com quem tem pouco contacto. cultural e sócio-económica que poderão contribuir e afectar o consumo de alimentos. há 3 anos. MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS. com Cecília Patrão de 78 (acamada) • Comerciante. Osteoporose. Indique factores fisiológicos que possam. Notas: Vive com a mulher. que reportam duas realidades diferentes. o marido faleceu à 15 anos. CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO 25 . Indique quais os factores de ordem psicológica. 2. Notas: Vive sozinha. 3. Idalina Barradas • • • • • • 82 anos Viúva.

eles os consigam identificar. 3. MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS. 26 . construa um caso suficientemente congruente para que. ao apresentá-lo aos colegas. estado depressivo Problemas ao nível da boca e dos dentes Dietas EXERCÍCIO: CONSTRUA UMA HISTÓRIA C Tendo em conta os seguintes factores de alerta para uma situação de má nutrição. 2. 1. EXERCÍCIO: CONSTRUA UMA HISTÓRIA D Tendo em conta os seguintes factores de alerta para uma situação de má nutrição. física e psíquica.2 . construa um caso suficientemente congruente para que. Perda de autonomia. CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO ENUNCIADOS EXERCÍCIO: CONSTRUA UMA HISTÓRIA A Tendo em conta os seguintes factores de alerta para uma situação de má nutrição. Problemas com a deglutição. construa um caso suficientemente congruente para que. 1. ao apresentá-lo aos colegas. 2. 2. 3. solidão. eles os consigam identificar. SINTOMAS. ao apresentá-lo aos colegas. Perda de 2kg no último mês ou de 4 kg nos últimos 6 meses. eles os consigam identificar. 3. 1. Ingestão de mais de 3 medicamentos por dia. Rendimentos insuficientes Obstipação Duas refeições por dia EXERCÍCIO: CONSTRUA UMA HISTÓRIA B Tendo em conta os seguintes factores de alerta para uma situação de má nutrição. Viuvez. Qualquer doença. ao apresentá-lo aos colegas. construa um caso suficientemente congruente para que. eles os consigam identificar. 2. 1.

• capacidade para fazer compras e armazená-las em casa.EXERCÍCIO: ENTREVISTA E FOLHA DE REGISTO Com este exercício pretende-se que elabore: • Um guião de entrevista para avaliação do estado nutricional do idoso com base nos seguintes dados: • orçamento destinado à alimentação. CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO 27 . • outros que considere relevantes • Uma folha de registo para ser preenchida pelos próprios ou pelos cuidadores onde conste: • alimentos ingeridos • a quantidade (pesagem se for necessário) • a frequência • outros aspectos que considere relevantes Nota: Recorde-se que a população a que se destinam estes instrumentos tem alguns tipos limitações (visuais. SINTOMAS. • número de refeições diárias. • se o idoso está ou não a fazer alguma dieta específica. 2 . • preparação e confecção dos alimentos. MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS. auditivas) e assegure-se que a aplicação é viável. • preferências alimentares.

1 Refeição 1 . A. indicando a pontuação adequada para cada questão.se o resultado for igual ou inferior a 11.) 0 = menos de 3 copos 0.Sai de casa D. pelo menos uma vez por dia? 1 .Sim H.Não M.Não 1 .21≤IMC < 23 3 . 30 pontos) Apreciação do Estado Nutricional De 17 a 23. N. Quantas refeições (de verdade) toma o doente por dia? 0 . CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO QUADRO 2.Não I. pelo menos uma vez ou duas por semana? 2 . pelo menos duas vezes por dia fruta ou legumes? 0 . Consome. . Circunferência do braço (em cm) 0..Má nutrição Adaptado de Berger & Mailloux-Poirier.P. cerveja.Lacticínios.Demência ou depressão moderada 2 .Autonomia no interior 2 .B. complete o questionário para obter a apreciação precisa do estado nutricional.Risco de má nutrição Menos de 17 pontos .5 . chá. não é necessário continuar com a avaliação.Lacticínios.Perda de peso entre 1 e 3 kg 3 .Anorexia Moderada 2 . O doente considera-se mais ou menos saudável que a maior parte das pessoas da sua idade? 0 = menos saudável 0.Perda de peso > a 3kg 1 . vinho.23≤IMC Pontuação de Despistagem (sub total máximo: 14 pontos) 12 ou superior: normal.Sim 2 .. Quantos copos de bebidas bebe por dia? (água.Diariamente.sim 1 . Motricidade 0 . Escaras ou feridas subcutâneas 0 . leite. 16 pontos) Pontuação de Despistagem Pontuação Total (max. ou má nutrição moderada 2 = Sem problemas de nutrição P.B.P.5 .19 ≤ IMC <21 2 . Doença Aguda ou stress Psicológico nos três últimos meses? 0 . peixe ou carne de aviário? Sim Não 0 = se 0 sim 0. < 21 0.B. por falta de apetite. carne. >22 R.0 = C. O doente vive de forma independente no domicílio? 0 .2 .sim 1 .Anorexia Grave 1 .5 = se 1 sim 1 = se 2 sim L. dificuldades de mastigação ou de deglutição? 0 .<31 1=C. Adicione os pesos da parte Despistagem . .Demência ou depressão grave 1 .Não há anorexia B. problemas digestivos.IMC < 19 1 . Circunferência da barriga da perna (em cm) 0 = C. café. sumo.2 Refeições 2 .Não há perda de peso C.Da cama para o sofá 1 . Perda recente de peso (inferior a 3 meses). ≤22 1. Consome: 0 . Problemas Neuropsicológicos 0 . O doente apresenta perda de apetite? Comeu menos nos últimos 3 meses. Forma de se alimentar 0 = Necessita de assistência 1 = Alimenta-se sozinho com dificuldade 2 = Alimenta-se sozinho sem dificuldade O.Não J. ≥ 31 Avaliação Global (max. 0 .5 = 3 a 5 copos 1= mais de 5 copos . O doente considera-se bem alimentado? 0 = Má nutrição grave 1 = Não sabe.B. SINTOMAS. Avaliação Global G.Não sabe 2 . MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS.3 Refeições K. Q. Toma mais de 3 medicamentos 0 . 28 .QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL (QAEN) Responda à primeira parte do questionário.Não há problemas psicológicos F. 1995 .Não E.5 = 21≤C. Índice de Massa Corporal (Imc=peso/(altura)2.0 = C.5 = não sabe 1 = tão saudável 2 = mais saudável . em kg/m2 0 . continue a avaliação. 11 ou inferior: possibilidade de má nutrição..B. .Sim 2 .

ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO MANUAL DO FORMADOR 3 3 .

• Distingue a alimentação entérica quanto às vias de administração mais utilizadas nos idosos: percutânea e nasogástrica. sem auxílio. como descritos na ficha de procedimentos do Manual do formando. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS • Define alimentação entérica quanto à forma como se processa. seguindo os procedimentos que constam no Quadro 3.3. sem a consultar. • Indicar as principais vantagens e limitações da sonda nasogástrica e da gastrostomia percutânea endoscópica. ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA PLANIFICAÇÃO OBJECTIVOS GERAIS • Definir alimentação entérica. para o idoso. como exclusiva ou parcial. • Preparar o doente e administrar a alimentação entérica. ou através de bomba infusora). • Executa os procedimentos de preparação do doente para a administração da alimentação. • Identifica pelo menos duas vantagens e duas limitações dos dois tipos alimentação entérica (sonda nasogástrica e gastrostomia percutânea). seguindo os procedimentos que constam na ficha de procedimentos do Manual do formando. • Desempenha os procedimentos de higiene e segurança.1 do Manual de formando. tal como são descritos na ficha de procedimentos do manual do formando. por acção da gravidade. • Define sonda nasogástrica e gastrostomia percutânea. • Distingue entre os diferentes tipos de abastecimento na alimentação entérica (contínuo. referindo a sua constituição e a forma de utilização. 30 . • Prepara uma refeição para ser administrada através de sonda. • Preparar uma refeição para ser administrada por sonda. • Opera a administração de alimentação entérica. referindo-se às vantagens da alimentação parcial mantendo a via oral. ou intermitente. • Classifica a alimentação entérica. • Demonstra os procedimentos de vigilância e manutenção descritos na Ficha de Procedimentos do Manual de formando. apontando a principal diferença. na administração de alimentação entérica. as situações a que se destina e às condições de aplicação. • Executar os cuidados de higiene e manutenção da sonda. sem auxílio.

Videoprojector. Computador portátil Videograma Leitor de dvd´s Videopojector Videograma Leitor de dvd´s Videopojector Videograma Leitor de dvd´s Videoprojector Videograma Leitor de dvd´s Videoprojector Videograma Leitor de dvd´s Videoprojector Enunciado Bancada.6. Computador portátil Apresentação: Diapositivo 3. Método activo 1 Método expositivo 6 Método demonstrativo 1 20 min. Método demonstrativo 2 35 min. Método demonstrativo 3 25 min. Computador portátil Imagens 15 min.1 e 3. Método demonstrativo 4 65 min. 35 min.5 Videoprojector. 31 3. utensílios de cozinha e ingredientes Ficha de avaliação 10 min. ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA . Método expositivo 5 Apresentação: Diapositivo: 3. Computador portátil Folhas de flipchart Marcadores Apresentação: Diapositivo 3. Método expositivo 2 15 min. Método interrogativo 1 Método expositivo 3 Método expositivo 4 Quadro marcadores Apresentação: Diapositivo 3. 15 min.3 Videoprojector. Computador portátil TEMPO 10 min.7.2 Videoprojector.4 Videoprojector. e 3. 35 min.ITINERÁRIO DE ACTIVIDADES Método expositivo 1 MATERIAL Apresentação: Diapositivos 3. Método demonstrativo 5 90 min. Avaliação 60 min.

o formador expõe sobre a compatibilidade da alimentação entérica com a manutenção da alimentação oral. após a observação. Método activo1 O formador lança a seguinte questão: " Quais as vantagens e limitações da sonda nasogástrica e da gastrostomia percutânea?". Método expositivo 4 O formador mostra imagens que exemplifiquem os dois tipos de via de administração (percutânea e nasogástrica) indicando também as diferenças entre elas. possibilitando aos formandos visualizar a administração dos alimentos por via entérica. utilizando para isso diapositivos. e quais as refeições a confeccionar. Método expositivo 6 O formador resume as conclusões resultantes do exercício anterior e apresenta diapositivos que sintetizam as vantagens e limitações destas formas de alimentação entérica. Este distribui um guião de actividade onde consta o material necessário. Método expositivo 2 Através de um diapositivo. seguindo-se os formandos na experimentação individual. praticam utilizando os colegas como modelos. O formador demonstra também no modelo. Método expositivo 3 Partindo das respostas a que se chegou através da aplicação do método interrogativo. da parte que diz respeito aos procedimentos de higiene de segurança e faz posteriormente a demonstração utilizando um modelo. Método demonstrativo 2 O formador repete a passagem do videograma. os formandos preparam com o apoio do formador uma refeição para ser administrada por sonda. recorrendo a diapositivos. Método demonstrativo 3 O formador repete a passagem do videograma. ENUNCIADOS Apresenta-se o enunciado da actividade "Preparar refeições para alimentação entérica" 32 . praticam também com um modelo. AVALIAÇÃO Sugere-se a avaliação através da Ficha de avaliação que se apresenta de seguida. ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS E ACTIVIDADES FORMATIVAS Método expositivo 1 O formador explica o conceito de alimentação entérica. Método demonstrativo 4 O formador solicita aos formandos que executem os procedimentos de vigilância e manutenção. após observarem o vídeo e o formador. Pede aos formandos que respondam à questão individualmente e que depois se juntem em pequenos grupos para discutir os resultados individuais. Método demonstrativo 5 Após a visualização do vídeo. Método demonstrativo 1 O formador mostra o videograma e em seguida faz a demonstração dos procedimentos necessários para preparar o doente. Os formandos. Método expositivo 5 O formador apresenta diapositivos com as principais características da sonda nasogástrica e da gastrostomia percutânea. o formador apresenta os diversos tipos de abastecimento na alimentação entérica. Método interrogativo 1 O formador questiona o grupo sobre a hipótese de a alimentação entérica ser compatível com alimentação oral e regista no quadro essas respostas. No final registam as suas respostas em folhas de flipchart e apresentam aos colegas. após a demonstração no vídeo.3. Os formandos.

ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA 33 . Prepare uma refeição simples para administrar por sonda com os seguintes ingredientes: • Leite • Bolacha • Fruta Tenha em atenção os procedimentos aprendidos.1. É utilizada quando há dificuldades de deglutição ou/e obstrução do tubo digestivo. 3. de vigilância e manutenção. 2.3. 3.2. É composta por uma componente teórica e uma componente prática. que consiste na administração directa de alimentos sólidos no estômago ou jejuno e está indicada para situações em que não é possível assegurar o provimento de todos os nutrientes necessários oralmente (através da boca). 4. Quando o doente se encontra em coma ou semi-consciente. 4.1. 2. Em que situações são usadas e quais as vantagens ou desvantagens? 4. não é possível a sua utilização uma vez que é imprescindível que o tubo digestivo se mantenha intacto. A definição está correcta? 1. Analise a seguinte definição: A alimentação entérica é uma forma de nutrição natural. Se considera que não.4. identifique o que está errado e corrija. A alimentação entérica pode ser exclusiva ou parcial. 1. em situações de pós-operatório e anorexia grave. Administre uma refeição através de sonda nasogástrica. 4. Elabore um pequeno esquema que sintetize os tipos de abastecimento na alimentação entérica.FICHA DE AVALIAÇÃO ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA A presente Ficha de avaliação destina-se a verificar a aprendizagem dos conteúdos abordados ao longo do terceiro capítulo deste manual.2. Parte Teórica 1. 4. Qual o local de entrada da sonda nasogástrica? Qual o local de entrada de gastrostomia percutânea endoscópica? Qual a principal vantagem da sonda nasogástrica? Em que situações se utiliza a gatrostomia percutânea endoscópica? Parte Prática 1. Responda às seguintes questões com respostas curtas. não esquecendo os procedimentos de higiene.

Açúcar Receita 5 -1/2 lata de leite condensado Fruta .q. ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA ENUNCIADOS ACTIVIDADE: PREPARAR REFEIÇÕES PARA A ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA UTENSÍLIOS Varinha mágica Faca Tacho Fogão INGREDIENTES 1L leite 1 Iogurte Bolachas 100g Carne 100g de peixe 1 chávena de café de arroz e massa Frutas variadas Papa "Cerelac" RECEITAS Receita 1 Leite .3 ou 4 Açúcar . puré de batata a esparregado de nabiças.2.1 peça Bolachas . Pode acompanhar com massa. envolvido em molho bechamel.b. Receita 7 Juntar a um creme de legumes um prato de peixe triturado.2 ou 4 Açúcar Receita 3 Batido de leite com bolachas e fruta leite . ou coelho Cozer a carne e os legumes em água suficiente de modo a que depois de tudo bem cozido e triturado fique um creme homogéneo e aveludado.5dl Fruta .1 peça Bolachas 3 a 4 Receita 6 Batata Cenoura Abóbora Nabo Cebola Alho francês Legumes verdes Azeite Carne limpa de carneiro.2 peças Bolachas .q.3.1 peça Açúcar .b.5 dl Fruta . Receita 2 Iogurte -1 Fruta . desde que seja triturado. frango. Receita 4 Fruta . 34 .1 peça Bolachas .3 a 4 Sumo de fruta q. branco ou qualquer que goste.2. vaca. arroz.b.

A NUTRIÇÃO DO IDOSO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E DIETAS ADEQUADAS A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO MANUAL DO FORMADOR 4 4 .

responsável geral. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS • Descreve os aspectos psicossociais relativos à alimentação dos idosos. • Identificar quais os factores a ter em conta ao elaborar uma ementa. • Indica cuidados a ter ao nível da constituição de uma ementa para idosos (nº de refeições a incluir e forma de como se apresentam). • Reconhecer os passos para preparar uma ementa para idosos. • Reconhece as indicações necessárias para a elaboração de uma ementa. • Descreve as etapas a seguir para elaborar e divulgar uma ementa. adaptada a um público-alvo específico. numa instituição. adaptada às suas necessidades. 36 . numa instituição geriátrica e os aspectos importantes para o seu sucesso. • Elabora uma ementa de acordo com as indicações que constam no Manual do formador. A NUTRIÇÃO DO IDOSO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E DIETAS ADEQUADAS PLANIFICAÇÃO OBJECTIVOS GERAIS • Especificar aspectos psicossociais da alimentação do idoso. • Elaborar uma ementa para um grupo específico. diferenciando o contexto institucional e domiciliar no que diz respeito à forma como o idoso se adapta e às limitações. responsável pelo economato e representantes dos utilizadores) que deve estar implicada na elaboração de uma ementa para uma população de idosos em contexto institucional. • Indica qual a equipa multidisciplinar (nutricionista.4 . para uma população de idosos numa instituição de acordo com o que está descrito no Manual do Formador no respectivo capitulo. cozinheiro. com o auxílio de uma lista de indicações. tal como são descritas no Manual do formando no capítulo correspondente.

5 min. 30 min. Videograma Leitor de Dvd's Videoprojector Videograma Leitor de Dvd's Videoprojector 5 min. 5 min. 5 min.1 . 30 min. Computador portátil Quadro Marcadores Videograma Leitor de Dvd's Videoprojector Enunciado Apresentação: diapositivo 4. Avaliação Ficha de avaliação 35 min.5. A NUTRIÇÃO DO IDOSO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E DIETAS ADEQUADAS 37 .ITINERÁRIO DE ACTIVIDADES Método activo 1 Estudo de Caso: "No centro de dia Aqui não há tristeza" Método expositivo 1 Método Interrogativo 1 Método expositivo 2 Método activo 2 "Quem leva a melhor?" Método expositivo 3 Método activo 3 Método expositivo 4 MATERIAL Enunciado Flipchart Marcadores coloridos Apresentação: Diapositivos 4. Método expositivo 5 5 min. Videoprojector.4. 4 .4. Método activo 4 Como fazer uma ementa Enunciado 120 min. Computador portátil TEMPO 30 min. 15 min. Videoprojector.

Método expositivo 5 Visualização do vídeo. B. Pede que respondam as questões e que às apresentem ao grupo.aqueles que não são tolerados . Método activo 2 "Quem leva a melhor?" O formador convoca cinco elementos extrovertidos e com à vontade para desempenhar um role-play. Método activo 3 O formador divide a turma em grupos e propõe a elaboração de uma "ficha de gostos". Método expositivo 4 O formador apresenta o videograma onde é justamente abordada a questão dos cuidados a ter ao nível da apresentação de uma ementa para idosos numa instituição geriátrica. ENUNCIADOS Apresentam-se os enunciados da Ficha de avaliação."Quem leva a melhor?" (versão: A. O formador conclui.Aqui não há tristeza". O exercício é feito após a exposição teórica. Atribui um papel (enunciado . Método expositivo 1 Aproveitando os resultados a que os formandos chegaram. Método expositivo 2 O formador recolhe as respostas e em seguida recorre ao videograma que fala exactamente da constituição da equipa.pratos eleitos . No final o formando que observa fala acerca do que viu e das notas que retirou. AVALIAÇÃO Sugere-se a avaliação através da Ficha de avaliação que se apresenta de seguida. e os aspectos importantes para o seu sucesso. Método expositivo 3 O formador expõe sobre as etapas a seguir para elaborar uma ementa e recorre aos diapositivos.4 .outros aspectos que ajudem a personalizar os menus e a ir ao encontro das expectativas. do estudo de caso No Centro de dia: Aqui não há tristeza! do Role play . podendo no entanto o formador optar se por fazer o reforço daquilo que pretende ver incluído: .estrutura das refeições (ex: jantar só sopa. Método Interrogativo 1 O formador lança aos formandos a seguinte questão: Quem são as personagens envolvidas na elaboração de uma ementa? Regista e explora a pertinência da inclusão dos diferentes técnicos que vão sendo apontados.formas preferenciais de confecção de alimentos . Ao 5º elemento pede que registe as posições adoptadas por cada um intervenientes no decorrer do role play e que intervenha para moderar caso seja necessário. No final os formandos devem apresentar o resultado de forma a poder ser utilizado numa instituição.alimentos que não podem comer ."Quem leva a melhor?") a quatro dos formandos (dois homens e duas mulheres). Pede-se que estes elaborem uma ementa tendo em conta o público-alvo definido e as indicações a seguir para que esta tenha as opções correctas e equilibradas. com o objectivo de recolher dados sobre a preferência dos utentes. D) e do exercício: "Como fazer uma ementa". A NUTRIÇÃO DO IDOSO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E DIETAS ADEQUADAS ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS E ACTIVIDADES FORMATIVAS Método activo 1 Estudo de Caso: " No centro de dia . o formador apresenta diapositivos com os aspectos psicossociais da alimentação do idoso. onde são apresentadas as indicações necessárias para a elaboração da ementa.Aqui não há tristeza" O formador reúne grupos e distribui aos formandos o enunciado do Estudo de Caso: " No centro de dia . Método activo 4 Como fazer uma ementa O formador distribui os enunciados (Exercício: Como fazer uma ementa) a grupos de três formandos. ou beber só leite manhã) . 38 .C. Pretende-se que os formandos identifiquem as diferenças entre o contexto domiciliar e o contexto institucional.

1.3.1. 4. pratos repetitivos e pouco adequados às estações do ano. Imagine que tem a seu cargo a elaboração de uma ementa num centro dia. Que medidas tomaria para conseguir o sucesso na elaboração das ementas e a melhoria da satisfação geral em relação à alimentação? 5. 3. para poderem ser tidos em consideração.1. falta de afixação de ementas. Deve-se perguntar aos idosos o que desejam comer todos os dias. 2ª Feira Sopa Prato Sobremesa Dieta 3ª Feira Sopa Prato Sobremesa Dieta 4ª Feira Sopa Prato Sobremesa Dieta Almoço Lombardo Cozido à portuguesa Fruta da época Pescada cozida com batata e cenoura Almoço Creme de cenoura Frango guisado Fruta da época (maçãs) Abrótea cozida Almoço Juliana Frango estufado com esparguete Maçã assada Bife de frango grelhado Jantar Canja Bife de frango com natas e cogumelos Gelatina de Morango Frango grelhado Jantar Couve portuguesa Pescada frita com arroz de tomate Fruta da época Pescada Corada Jantar Canja Bacalhau com natas Fruta da época Pescada cozida 5. entre outras. Na Casa de Repouso da Boa vontade. 4. está a haver uma reestruturação dos serviços da cozinha. 4 . Demasiadas queixas fizeram com que a direcção tomasse esta opção. Assinale as opções incorrectas. A NUTRIÇÃO DO IDOSO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E DIETAS ADEQUADAS 39 . Mesmo que não se faça o que eles querem.2. Os seus gostos devem ser alvo de levantamento. eles ficam contentes por lhes terem perguntado. Indique pelo menos 6 cuidados a ter na elaboração de ementas. 5. Observe o excerto da seguinte ementa.FICHA DE AVALIAÇÃO A NUTRIÇÃO DO IDOSO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E DIETAS ADEQUADAS A presente Ficha de avaliação destina-se a verificar a aprendizagem dos conteúdos abordados ao longo do quarto capítulo deste manual. Leia atentamente o seguinte texto. O relatório efectuado revelava que o desagrado era essencialmente devido à monotonia das refeições. 2.2. Quais os aspectos psicossociais da alimentação do idoso? Distinga entre contexto domiciliar e o contexto institucional. Quem vai chamar para reunir consigo sobre o assunto? 3. Os idosos devem participar activamente na elaboração das ementas e a sua opinião deve ser recolhida regularmente. 3. Indique qual a orientação correcta e justifique? 3. 1. Não é aconselhável perguntar aos idosos o que acham da alimentação e que tipo de pratos preferem pois só vai levantar dúvidas e fazer-lhes confusão.

A NUTRIÇÃO DO IDOSO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E DIETAS ADEQUADAS ENUNCIADOS ESTUDO DE CASO: NO CENTRO DE DIA "AQUI NÃO HÁ TRISTEZA" 1. Júlia e a sua amiga D. Da sua parte vai insistir para que alimentação se mantenha o mais saudável possível e fritos à noite nem pensar. ROLE PLAY: QUEM LEVA A MELHOR? A Pretende-se com esta actividade compreender bem o papel de cada um dos intervenientes na equipa que decide a ementa. muitos grelhados e cozidos e muita verdura. Mas nem tudo são rosas: o centro de dia tem também uma valência de lar. mas torna-se muito intransigente quando se trata das suas escolhas alimentares ao nível profissional. Quais os aspectos psicossociais que interferem na alimentação do idoso. no entanto. Júlia viúva. fornecendo as suas preciosas receitas. 40 . Reflicta sobre a diferença de opinião dos utentes do lar e do centro de dia. Vai ter uma reunião com a restante equipa para elaborar a ementa da próxima semana.4 . a cozinha e a comida são exactamente as mesmas. no sítio mais barato que encontrava e recorria muito a torradas e peixe cozido. Dizem que a comida não tem apresentação nenhuma e que chega sempre fria e. solteira. comprava comida a peso. Também pensa dizer que é necessário introduzir opções diferentes nas ementas como o caso dos mariscos.3. Leia a personagem que vai interpretar e compenetrer-se no papel. gostam imenso da comida e até dão sugestões para as ementas. são as mais antigas frequentadoras. Agora recomendam sempre aos amigos para se juntarem a elas e já conseguiram arranjar mais convivas para os almoços animados. Por volta do meio dia. Geralmente não muda de opinião. é no Centro. Mas já ouviu dizer que há algumas outras questões por resolver. Só dizem bem. Mariana é muito competente. Mariana É uma jovem profissional muito interessada pela problemática da alimentação dos idosos. Ilda. Fica furiosa quando trocam as suas opções. e os utentes internos estão quase sempre descontentes com as refeições. Aponte as diferenças entre a alimentação no domicílio e na instituição. Ilda. A D. Zela para que a comida seja saudável: fritos.2.1. Parece que tem havido reclamações por parte dos utentes. 1. lá aparecem as duas. Antes de abrir o Centro era uma tristeza! A D. só de vez em quando. No Centro de Dia "Aqui não há tristeza!". tem que estar convicto das suas posições. Não se esqueça que para convencer os colegas. faça chuva ou faça sol. O único dia em que não comparecem é ao Domingo e porque ambas vão almoçar com as suas famílias: Uma com os seus filhos e a outra com uma irmã e o cunhado. Gosta de planear bem as refeições e não deixa que os pratos se repitam. Leia atentamente o seguinte caso. 1. Quer que os velhinhos ultrapassem todos os 100 anos. principalmente as que antigamente obtiveram melhores resultados. A Dra. comia sozinha e na maior parte dos dias não cozinhava uma única refeição. a D. 1. Bom trabalho! Personagem Nutricionista Dra. Seja coerente. De manhã tratam das suas vidas e o almoço.

Bom trabalho! Personagem Responsável geral Dr. Seja coerente. Barradas já anda nesta vida há muito tempo e sabe muito bem que há sempre queixas e defeitos a apontar. É muito boa senhora. Anda muito cansada pois praticamente não tem ajuda na cozinha. quando os fritos são o que lhe dá mais jeito fazer. . É afamada pela comida apimentada. tem que estar convicto das suas posições. Seja coerente. Idalina vai reunir com a restante equipa para decidir a ementa da próxima semana. Os seus pratos eram muito apreciados pelos operários.ENUNCIADOS ROLE PLAY: QUEM LEVA A MELHOR? B Pretende-se com esta actividade compreender bem o papel de cada um dos intervenientes na equipa que decide a ementa. mas conhecida pelo seu mau feitio. Mas sabe que há mais qualquer coisa para tratar. A sua especialidade são as pataniscas com arroz de feijão. Da sua parte tenta sempre gastar o mínimo possível pois nem sempre as verbas dão para bifes ou douradas. Idalina trabalha durante muitos tempo para cantinas de operários fabris. Talvez aproveite para reclamar com a nutricionista por esta nunca prever/ programar rissóis para o jantar. por isso. Leia a personagem que vai interpretar e compenetrer-se no papel. Vai presidir à reunião de equipa por causa das ementas e já sabe os pontos a tratar: . Fazia petiscos de se lhe tirar o chapéu. . Refila bastante porque "não se podem fazer omeletas sem ovos" e por vezes não tem matéria-prima à altura para fazer os seus cozinhados. Idalina Cozinheira há mais de 20 anos. tem que estar convicto das suas posições. ROLE PLAY: QUEM LEVA A MELHOR? C Pretende-se com esta actividade compreender bem o papel de cada um dos intervenientes na equipa que decide a ementa. faz-se hambúrgueres! Camarões? Tudo bem.. Não se esqueça que para convencer os colegas. quando tentam meter a colherada na "sua cozinha". principalmente aos jantares. altura em que tem que recorrer a coisas rápidas. Só há cerca de 6 meses está nesta instituição. a D.Conter os custos das refeições. Barradas O Dr. Leia a personagem que vai interpretar e compenetrer-se no papel.Falar sobre as queixas de alguns utentes que dizem que a comida é demasiso pesada e picante.Acabar de vez com os fritos ao jantar e não fazer mais do que uma vez fritos por semana como indica a nutricionista. 4 . Bom trabalho! Personagem Cozinheira D. Não se esqueça que para convencer os colegas. A NUTRIÇÃO DO IDOSO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E DIETAS ADEQUADAS 41 . A D.. mas só nos rissóis.

4 . A NUTRIÇÃO DO IDOSO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E DIETAS ADEQUADAS

ENUNCIADOS

ROLE PLAY: QUEM LEVA A MELHOR?

D

Pretende-se com esta actividade compreender bem o papel de cada um dos intervenientes na equipa que decide a ementa. Leia a personagem que vai interpretar e compenetrer-se no papel. Não se esqueça que para convencer os colegas, tem que estar convicto das suas posições. Seja coerente. Bom trabalho! Personagens Idoso - Representante dos utentes Sr. Silvério É o representante dos utentes e, para além de indicar as suas preferências, é responsável por fazer um levantamento das opiniões para dar feedback. Geralmente sonda os seus companheiros e transmite depois o que eles dizem. Ultimamente o pessoal anda descontente pois gostavam de ter umas refeições melhoradas: uns camarões de vez em quando, um arroz de marisco. Estão fartos de empadão de peixe. Vai estar na reunião e vai colocar a questão à equipa que costuma decidir as ementas.

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EXERCÍCIO: COMO FAZER UMA EMENTA?
1. Construa uma ementa semanal, para um centro de dia de uma aldeia de uma região a definir pelo grupo. A população a que se destina tem entre os 75 e os 95 anos, a maior parte deles com problemas de mastigação devido ao número de dentes insuficiente e falta de prótese. Tenha em conta todas as indicações abaixo apresentadas. Bom trabalho! “Por dia os idosos devem fazer 5 a 6 refeições: pequeno-almoço, almoço, lanche, jantar e ceia. Esta organização depende da hora de levantar e de comer. Pode acontecer que se a hora de levantar for às 7.00 horas e a hora de almoço às 13.00, a meio da manhã deve ser feito um pequeno lanche. As refeições principais devem incluir, sopa, prato e sobremesa e devendo constar assim nas ementas cuja estrutura e constituição deve seguir algumas directivas, para que se possam adequar às necessidades dos idosos a quem se destinam: 1. Haver alternância diária entre o peixe e carne, ao almoço e ao jantar (se ao almoço é carne, ao jantar deve ser preferido o peixe). 2. O peixe deve ser preferencialmente consumido ao jantar; 3. A carne não deve ser consumida em excesso, e as escolhas devem recair sobre as magras (peru, coelho, frango). A gordura visível deve ser removida dentro do possível; 4. Não existem restrições ao nível do tipo de peixe, no entanto é necessário estar atento, principalmente nos casos em que os seniores estão no domicílio, porque na sua preparação (grelhado, assado), tendem a salgá-lo em demasia. 5. A carne e o peixe podem ser substituídos pelos ovos algumas vezes; 6. Os acompanhamentos devem ser alternados, o arroz, a batata e a massa não devem ser repetidos ao longo do dia. A sobremesa escolhida, também não deve repetir o alimento, por exemplo: arroz de frango ao almoço e a sobremesa do jantar, arroz doce. 7. As leguminosas devem ser utilizadas preferencialmente na sopa (feijão, grão, ervilhas, favas). No entanto, podem ser consumido enquanto acompanhamento sob a forma tradicional, cozinhado com receitas saborosas e que podem ser do agrado dos seniores (ovos com ervilhas); 8. Os legumes escolhidos devem ser da época e as repetições evitadas; 9. Todas as refeições devem ser acompanhadas por salada ou legumes; 10. As sopas devem ser de legumes e o mais variadas possível, tentando ir ao encontro dos gostos e das tradições; 11. A gordura de eleição é o azeite, tanto para a confecção dos alimentos, como para adição no prato; 12. A sobremesa deve ser fruta crua, o mais variada possível, e em alguns casos pode ser cozida ou assada; 13. A sobremesa doce não deve exceder as três vezes por semana e preferencialmente deve ser láctea (leite-creme, arroz-doce, pudim, aletria) ou gelatina; 14. O consumo dos produtos lácteos deve ser feito com a periodicidade de duas a três vezes por dia sob a forma de leite, queijo, iogurte, doces de colher e outro tipo de preparados; 15. Dos tipos de confecção e de preparação dos alimentos, devem ser preferidos os cozidos e estufados em cru, bem como grelhados e assados (no capitulo seis serão abordados os procedimentos e técnicas para os elaborar); 16. Os fritos devem ser consumidos esporadicamente e preferencialmente ao almoço; 17. A forma de de confecção deve se variada, evitando, por exemplo, assados para o almoço e o jantar 18. Ter atenção ao tipo de associação de alimentos como, por exemplo, panados com batata frita; 19. Combinar a consistência dos preparados culinários utilizando, por exemplo passados e triturados”.

4 . A NUTRIÇÃO DO IDOSO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E DIETAS ADEQUADAS

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ASPECTOS PARTICULARES DA NUTRIÇÃO DO IDOSO A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO MANUAL DO FORMADOR 5 5 .

em doentes idosos. indicando os principais cuidados (os alimentos a restringir e os benéficos) e relacionando-os com as doenças mais frequentes na 3ª idade (obstipação. • Define "recusa de alimentos" enquanto distúrbio do comportamento alimentar. tipo de hidratos de carbono a consumir e a sua importância. 9 dificuldades alimentares no idoso o respectivo comportamento adequado para lidar com a situação. • Descrever os distúrbios alimentares mais comuns: anorexia e recusa da alimentação. • Explica como a mudança dos hábitos alimentares pode beneficiar o idoso. • Associa a pelo. escaras. • Lista estratégias para actuar em caso de anorexia do idoso (pelo menos três). • Indica qual o comportamento a adoptar face ao distúrbio "recusa de alimentos". alimentos ricos em gorduras a evitar. osteoporose.5 . OBJECTIVOS ESPECÍFICOS • Especifica os cuidados a ter com a alimentação de um diabético referindo o nº de refeições por dia. • Identificar formas de actuar em conformidade quando surgem dificuldades alimentares. consumo de fruta e hortícolas. quantidade de água a ingerir. menos. restrições e o consumo de produtos com substitutos do açúcar. • Define anorexia referindo-se ao seu significado e possíveis causas (apontando pelo menos quatro) no idoso. ASPECTOS PARTICULARES DA NUTRIÇÃO DO IDOSO PLANIFICAÇÃO OBJECTIVOS GERAIS • Indicar os cuidados nutricionais específicos a ter com determinadas doenças. 46 . referindo-se às características deste comportamento e possíveis causas (pelo menos dois). doenças cardiovasculares e gota úrica).

10 min.1. Método expositivo 5 20 min.4 e 5. Método activo 2 Estudo de Caso: Falta de Apetite Método expositivo 4 20 min.7 Videoprojector. Computador portátil 10 min. 120 min. 5 .3 (3 diapositivos) Videoprojector.5 Videoprojector. Computador portátil Ficha de Avaliação 20 min. (2 slides) Videoprojector. 15 min. Computador portátil Enunciado Apresentação: Diapositivos 5.ITINERÁRIO DE ACTIVIDADES Método interrogativo 1 Método expositivo 1 MATERIAL Quadro Marcadores Apresentação: Diapositivos 5. Método interrogativo 2 Método expositivo 2 Método activo 1 Fazer cartazes e panfletos Método expositivo 3 Quadro Marcadores Apresentação: Diapositivo 5. e 5. Avaliação 50 min. Videoprojector. ASPECTOS PARTICULARES DA NUTRIÇÃO DO IDOSO 47 . Computador portátil Enunciado Apresentação: Diapositivos 5. 20 min.6 e 5. Método activo 3 Colheres Iogurtes de aromas Apresentação: Diapositivo 5. Computador portátil TEMPO 10 min.8. 10 min.2.

doenças cardiovasculares e gota úrica. experimentem "forçar" a alimentação um ao outro. Deve sempre ressalvar que o idoso tem que seguir as indicações médicas e o cuidador deve ter isso em atenção. Método activo 1 Fazer cartazes e panfletos O formador divide a turma em grupos de quatro a seis pessoas e propõe a elaboração de panfletos ou cartazes de sensibilização para uma alimentação correcta. AVALIAÇÃO Sugere-se a avaliação através da Ficha de avaliação que se apresenta de seguida. Geralmente as opiniões divergem. utilizando diapositivos como auxílio. mas há muitos conhecimentos correctos que podem logo ser registados. ASPECTOS PARTICULARES DA NUTRIÇÃO DO IDOSO ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS E ACTIVIDADES FORMATIVAS Método interrogativo 1 O formador questiona os formandos sobre quais os cuidados específicos a seguir no caso dos idosos diabéticos. o que faz com que seja o momento certo para a desmistificar e dar a informação correcta. 48 . o exercício deve ser feito com uma pequena refeição de iogurte. o formador explica as precauções essenciais a nível da linguagem verbal e não-verbal a que o cuidador deve estar atento. Apresenta diapositivos para ilustrar a exposição. simulando uma situação de recusa alimentar. Método interrogativo 2 O formador pergunta aos formandos quais as doenças mais comuns que implicam uma alterações na alimentação. dois a dois. Método expositivo 5 Partindo da análise da experiência dos formandos no exercício anterior. as escaras. e pede-se que adaptem este recurso ao público alvo. ou imagens retiradas da Internet. A ideia é que cada um passe pela experiência e evite futuramente a situação de forçar os idosos. no que diz respeito a estas doenças específicas (Exercício: "Fazer cartazes e Panfletos"). o formador define a recusa de alimentos enquanto distúrbio do comportamento alimentar. empurrando a colher para boca e ralhando com estes. sopa ou papa ficando ao critério dos formandos e do formador. O enunciado contém uma situação de anorexia e eles terão que retirar as causas e identificar estratégias para lidar com a situação.5 . Método expositivo 4 A par da apresentação dos diapositivos. Este método serve também para levantar falsas crenças acerca da doença. Método expositivo 1 O formador explica os cuidados alimentares a ter em relação à diabetes. da actividade: "Fazer cartazes e panfletos" e o estudo de caso: "Falta de Apetite". Os formandos vão respondendo e o formador aponta no quadro. Método expositivo 2 O formador apresenta os diapositivos e expõe sobre os cuidados alimentares específicos para a obstipação. osteoporose. Método activo 2 Estudo de Caso: Falta de Apetite O formador distribui o enunciado (Estudo de Caso: "Falta de Apetite) e propõe a tarefa aos formandos já com os grupos formados. Sugere-se a utilização de recortes de revistas. Para que resulte. ENUNCIADOS Apresentam-se os enunciados da Ficha de avaliação. Método expositivo 3 O formador apresenta a definição de anorexia e possíveis causas. Recorre a diapositivos. Método activo 3 O formador propõe aos formandos que.

Escaras Osteoporose Doenças cardiovasculares Gota úrica 5 . salsichas. bróculos) e peixes com muitas espinhas. A carne de animais jovens e de caça. bem como os mariscos. O doente não deve ficar mais de 2 a 3 horas sem comer durante o dia e durante a noite. almoço. quer por uma questão cultural. queijo e leite gordo.4. Também os amendoins.7. lanche matinal. 1. devem ser abolidos ou consumidos com muita moderação. Determinados frutos como kiwi. este é um mau hábito difícil de corrigir. mel. 1.2. deve ser feita uma alimentação menos calórica. 1. Ingerir alimentos ricos em fibras. Os diabéticos devem: 1. compotas. As gorduras em excesso podem aumentar os níveis de glicemia 1. Classifique como verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações. O consumo excessivo de sal é dos principais factores que do ponto de vista alimentar interfere com os problemas cardiovasculares. As bebidas alcoólicas devem ser evitadas. dos vegetais de folha verde (espinafres. Uma alimentação rica em cálcio é essencial e este deve ser proveniente do leite e produtos lácteos. lanche. Também as gorduras devem ser evitadas.5l).5. A ingestão de hidratos de carbono não deve ser inferior a 180g/dia. 1. Os doentes devem ter acesso a suplementos ricos em calorias e proteínas.FICHA DE AVALIAÇÃO ASPECTOS PARTICULARES DA NUTRIÇÃO DO IDOSO A presente Ficha de avaliação destina-se a verificar a aprendizagem dos conteúdos abordados ao longo do quinto capítulo deste manual. DOENÇAS FREQUENTES NOS IDOSOS E CUIDADOS ALIMENTARES Obstipação Beber muita água de forma regular ao longo do dia (nunca menos de 1. as amêndoas e figos secos contêm uma quantidade elevada de cálcio. como a hipertensão arterial. No caso de obesidade ou excesso de peso. doces. refrigerantes. 1. melhorando o trânsito intestinal).8. por exemplo farelo de trigo (faz aumentar o peso das fezes. apesar de conterem mais gordura. Fazer 6 refeições por dia (pequeno-almoço. a ameixa e a laranja são conhecidos pelas suas propriedades laxantes. Caso a alimentação oral esteja comprometida.1. frutas cristalizadas. Os hidratos de carbono de absorção rápida (açúcar. com vista a perder peso e reduzir o risco deste tipo de doenças. Indique quais as doenças a que correspondem os cuidados alimentares a ter.6. A ingestão de água não deve ser inferior a cerca de 2.5l. Os alimentos com denominação liga contêm adoçantes e não devem ser preferidos por estes doentes. deve ser avançada a hipótese da nutrição entérica. Nos idosos. 2. Deve haver um cuidado acrescido com a hidratação. especialmente carne gorda. jantar e ceia). ou eliminadas.3. Deve haver um aporte hipercalórico (com elevado teor de calorias) e hiperproteico (com elevado teor proteico). 1. passas) devem ser consumidos apenas duas vezes por dia. 1. ASPECTOS PARTICULARES DA NUTRIÇÃO DO IDOSO 49 . O consumo de frutas e hortícolas é indispensável para o equilíbrio alimentar e revestem-se de particular importância no diabético. quer pela diminuição do paladar.

Que outros factores podem estar na base da anorexia? 4. Indique quais os comportamentos a adoptar para lidar com os seguintes casos.2. Leia a seguinte frase: A perda de um ente pode ser catastrófica na vida de um idoso: o mundo desmorona e até a comida deixa de apetecer. 50 . 3.5 . 5. Indique qual o efeito que a perda de alguém importante tem na alimentação do idoso.1. ASPECTOS PARTICULARES DA NUTRIÇÃO DO IDOSO FICHA DE AVALIAÇÃO 3. 5. Engasgamento. Não abrir a boca.3. 5. De que forma o cuidador pode actuar nos casos de recusa alimentar? 5. 3.2. Lentidão a comer.1.

Após a leitura do caso. Bom trabalho! ESTUDO DE CASO: "FALTA DE APETITE" O Sr. ASPECTOS PARTICULARES DA NUTRIÇÃO DO IDOSO 51 . Ainda não se recuperou totalmente. embora o prognóstico para voltar a deslocar-se autonomamente seja bom. osteoporose. 5 . doenças cardiovasculares e gota úrica. logo ele que gosta tanto de uns passeios. Anda em baixo porque está há muito tempo imobilizado. Lembre-se que a população a que se destina a mensagem são idosos que têm algumas limitações ao nível visual.ENUNCIADOS ACTIVIDADE: FAZER CARTAZES E PANFLETOS Produza panfletos ou cartazes apelativos sobre a alimentação específica a seguir na diabetes. nunca quer comer nada desde que partiu o colo do fémur. É importante pensar como sintetizar a informação e torná-la de fácil compreensão. mas a dentadura também não deixa. obstipação. 1. escaras. Tem pouca paciência para as próprias refeições e acaba por gostar mais de "petiscos" do que de se sentar à mesa para almoçar ou jantar. encontre estratégias para lidar com a anorexia. Por vezes gostava de comer um bom bife. Justino anda sem apetite.

52 .

A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO MANUAL DO FORMADOR 6 6 .

dividindo com os idosos tarefas ajustadas às suas capacidades. no Manual do formado. explicando o perigo que constituem para os idosos. • Refere. bem como formas de a evitar. • Assegura que os alimentos adquiridos estão em perfeitas condições e são boas escolhas para o idoso. • Distingue os métodos de confecção o cozido com elementos húmidos e com gordura. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS • Averigua o tipo de recursos que os idosos possuem e encontra alternativas para auxiliar na aquisição de bens alimentares. tal como é descrito no manual do Formando. segundo o que vem descrito no Manual do formando no Capitulo correspondente. • Indica os principais tipos de conservação de alimentos (desidratação. tal como está indicado nos cuidados a ter na aquisição de alimentos. gratinar. pasteurização. fritar. • Executa as receitas. • Praticar a confecção de pratos adaptados às necessidades específicas dos idosos. • Indica pelo menos 8 cuidados a ter ao nível da manipulação e confecção para prevenir a contaminação dos alimentos. cozinhar ao vácuo. no capítulo respectivo. • Reconhecer os principais métodos de confecção de alimentos. A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES PLANIFICAÇÃO OBJECTIVOS GERAIS • Indicar cuidados a ter na aquisição de alimentos. • Reconhece 4 possíveis fontes de contaminação responsáveis pelas toxinfecções. estufar. au sal e em papillote. bem como no seu armazenamento e conservação. 54 . sendo as mais comuns a refrigeração e a congelação) salientado os dois mais comuns e referendo três caracterísicas destes (refrigeração e congelação) • Reconhece 9 cuidados a ter no armazenamento e conservação de bens alimentares. indicando em que consistem as principais formas de cozinhar: cozer. • Identificar as fontes de contaminação dos alimentos e os seus riscos. • Demonstra cuidados de higiene pessoal no que diz respeito ao vestuário. cabelo e mãos. salga. assar. identificando estratégias que estes podem executar. saltear.6 .

5 Videoprojector. Computador portátil Enunciado Quadro Marcadores Videograma Leitor de dvd's. Computador portátil Enunciado Quadro e marcadores Apresentação: Diapositivos 6.7 Videoprojector.6. 15 min. Videoprojector.2 . 60 min Avaliação Ficha de avaliação 50 min. 180 min. A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES 55 .ITINERÁRIO DE ACTIVIDADES Método expositivo 1 Método activo 1 Entrevista Método interrogativo 1 Método expositivo 2 MATERIAL Apresentação: Diapositivo 6. Método interrogativo3 Método expositivo 6 Método activo 5 10 min. 15 min. Método activo 2 Lista de "Cuidados a armazenar" Método expositivo 3 Método activo 3 "Métodos de confecção dos alimentos" Enunciado Apresentação: Diapositivos 6. 10 min. Método expositivo 4 Método activo 4 Receitas Método expositivo 5 5 min. Videoprojector Fichas de receitas Videograma Leitor de dvd's Videoprojector Videograma Leitor de dvd's Videoprojector 35 min. 3 min. Método interrogativo 2 20 min. 20 min. 20 min.6 e 6. 120 min.1. Computador portátil Quadro Marcadores TEMPO 10 min. 6 .

Método activo 1 Entrevista O formador propõe um exercício de levantamento de dados através de entrevistas a idosos que vivem no domicílio para averiguar qual a sua capacidade de aquisição de alimentos sem auxilio de terceiros. bem como uma proposta de intervenção para aquela a pessoa. Método expositivo 3 Com recurso a diapositivos. ou pode propor a pesquisa de outras adaptadas aos idosos. Método activo 5 Os formandos. mariscos. o formador apresenta diapositivos com um quadro resumo das informações. Método activo 3 "Métodos de confecção dos alimentos" O formador divide os formandos em grupos. Método expositivo 2 No seguimento do exercício anterior. No final o formador faz a correcção do exercício no quadro. o formador vai apontando no quadro. praticam os cuidados anteriormente expostos no videograma ao executar uma receita escolhida por eles. Entregue-lhes um enunciado ("Entrevista") com um pequeno guião e posteriormente farão um pequeno relatório onde deve constar um resumo da situação do idoso. Método expositivo 5 O formador apresenta o videograma onde veem especificados possíveis fontes de contaminação. desenhos apelativos e uma linguagem simples e directa. Método expositivo 6 O formador passa o videograma onde são indicados os cuidados ao nível da higiene pessoal e da manipulação e confecção dos alimentos. divididos em grupos de dois. responsáveis pelas toxinfecções. Recorre a diapositivo. Método expositivo 4 O formador mostra no videograma a execução das receitas a título exemplificativo. Tem que ter uma letra visível. que se adeqúe à situação. o formador sistematiza as diferenças entre as formas de confecção (cozido com gordura e com elementos húmidos). Método activo 2 Lista de "Cuidados a armazenar" O formador propõe aos formandos sintetizar a informação sobre os cuidados a ter para o armazenar os alimentos numa pequena lista para ser colocada na porta do frigorifico do idoso. A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS E ACTIVIDADES FORMATIVAS Método expositivo 1 O formador sistematiza formas de averiguar os recursos alimentares dos idosos e estratégias de apoio na aquisição de alimentos. completando a informação. Método interrogativo 2 O formador questiona sobre quais os tipos de conservação de alimentos que os formandos conhecem. Método interrogativo 1 O formador lança ao grupo a seguinte questão: "Que tipo de cuidados têm ao comprar fruta. carne. dos exercícios "Entrevista" e "Métodos de confecção dos alimentos".6 . peixe. Método interrogativo 3 O formador questiona sobre os cuidados a ter ao nível da manipulação e confecção e da higiene pessoal para evitar a contaminação de alimentos. Apresentam-se algumas "fichas de receitas" que podem ser elaboradas na sessão. As respostas são apontadas no quadro. Anota no quadro. 56 . ENUNCIADOS Apresentam-se os enunciados da Ficha de avaliação. e para além das Fichas de Receitas. Método activo 4 Receitas Os formandos praticam a execução de receitas. e distribui os enunciados do exercício "Métodos de Confecção dos Alimentos". legumes. O objectivo é associar o nome do tipo de confecção e a sua descrição correcta. O formador pode optar receitas que constam no Manual do formando. AVALIAÇÃO Sugere-se a avaliação através da Ficha de avaliação que se apresenta de seguida. leite e iogurtes?" Assim que vão sendo respondidas.

assim. Complete o seguinte quadro indicando qual a nome do método de confecção a que corresponde.1. podendo também ser estufadas peças inteiras. Em que consiste a congelação e a refrigeração? 4. Ultimamente em virtude da falta de visão teve que deixar de conduzir e. permitido a coagulação das proteínas e impedindo que saiam os sucos naturais. e é seguidamente cozido dentro de um líquido (água ou vinho branco. 5. 3. impedindo assim a perda de sucos naturais. É composta por uma componente teórica e uma componente prática. O que sugere ao Sr. durante um período de tempo curto e produzindo um movimento de vaivém com a frigideira. proporcionando assim uma cozedura do produto sem perda de sucos naturais. submetidas a lume alto com pouca gordura.1. num ambiente húmido a uma temperatura inferior a 100º. Método de cozedura com gordura que se baseia na cozedura de fracções. Pode ser no forno. Processo de transformação de um produto submetido à acção directa do calor (brasa). João? 1. ou indirecta (chapa e forno). gostariam de manter este hábito. submetendo à cozedura. Geralmente emprega-se cortado em cubos. Que outras propostas pode o cuidador fazer. baseado na imersão do produto em gordura abundante a uma temperatura alta (180º). No entanto. mas ainda ficam longe. O líquido da cozedura serve-se como molho podendo ser ligado (engrossado com farinha e manteiga). para o caso de o Sr. Na rua existem mercearias.2. Quais são as principais fontes de contaminação dos alimentos? 6. Quais os métodos de conservação que conhece? 3. Métodos de Confecção Método em que o alimento é previamente corado em gordura. seguido de um arrefecimento rápido. A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES 57 . produzindo assim uma concentração do produto devido à alta temperatura. Que cuidados se podem tomar para evitar a contaminação dos alimentos? 6 . João não querer sair de casa? 2." 1. Consiste em colocar os alimentos dentro de um saco termo-resistente. passarem e não poder ir aos hipermercados para as suas visitas semanais. extrair o ar e selá-lo hermeticamente. João sempre gostou de fazer as suas compras com a esposa. Apresente pelo menos cinco cuidados a ter para que os alimentos adquiridos estejam em perfeitas condições e constituam boas escolhas. na maior parte dos casos). Leia o seguinte enunciado: " O Sr. 1. na brasa ou na chapa.FICHA DE AVALIAÇÃO A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES A presente Ficha de avaliação destina-se a verificar a aprendizagem dos conteúdos abordados ao longo do sexto capítulo deste manual. Método básico e cozedura com gordura.

A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES ENUNCIADOS EXERCÍCIO: ENTREVISTA Tendo em conta que muitos idosos enfrentam dificuldades ao nível da aquisição de alimentos. amigos. netos ou sobrinhos • Contacto regular com a família. Faça corresponder a cada um dos tipos de confecção descritos o nome correcto.6 . legumes) • Forma de se deslocar • Lojas onde vai • Periodicidade com que entram os bens alimentares em casa • Que tipo de produtos é que geralmente preferem • os mais baratos • os que gostam mais • Dificuldades em relação a esta tarefa • Vontade ou necessidade de ajuda para as compras • Proximidade ou visitas de filhos. e esta é uma das razões que pode levar a uma alimentação insuficiente. fruta. EXERCÍCIO: MÉTODOS DE CONFECÇÃO Observe a quadro seguinte. ou outro tipo de rede de suporte Depois da entrevista feita. os formandos devem produzir um pequeno relatório com um resumo dos dados e um plano de intervenção a curto ou médio de prazo no que diz respeito às compras. peixe. Nome dos tipos de confecção: • Cozido partindo de liquido a ferver • Cozido partindo de liquido frio • Cozido a vapor • Estufado • Assado • Salteado • Fritos • Gratinados • A vácuo • "Au sal" • Em papillote 58 . elabore uma pequena entrevista informal. cujo objectivo é analisar as necessidades do idoso com base nos seguintes pontos: • Quem é que faz as compras (mercearias. carne.

proporcionando assim uma cozedura do produto sem perda de sucos naturais. para não haver fugas de vapor e cozinhado no forno. impedindo assim a perda de sucos naturais. que depois é aquecido. permitido a coagulação das proteínas e impedindo que saiam os sucos naturais. baseado na imersão do produto em gordura abundante a uma temperatura alta (180º). num ambiente húmido a uma temperatura inferior a 100º. submetendo a cozedura. A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES 59 . bem fechado. na brasa ou na chapa. ou indirecta como na chapa e no forno. como na brasa. seguido de um arrefecimento rápido. submetidas a lume alto com pouca gordura. Consiste em cozinhar um produto envolto num papel sem poros. com o objectivo de a dourar. seja com queijo ralado. Técnica que se emprega sobretudo na zona mediterrânica que consiste me cozinhar o produto coberto de sal e cozinhado no forno. Método em que o alimento é previamente corado em gordura. Método em que se expõe a superfície do preparado à acção directa do calor forte. Baseia-se em introduzir o produto num líquido que se encontra em ebulição. acontecendo desta forma a cozedura do produto. 6 . extrair o ar e selá-lo hermeticamente. na maior parte dos casos). Esta fórmula consiste em aproveitar passagem do estado líquido a gasoso. Processo de transformação de um produto submetido à acção directa do calor. durante um período de tempo curto e produzindo um movimento de vaivém com a frigideira. Método básico e cozedura com gordura. ou gema de ovo. Consiste em colocar os alimentos dentro de um saco termo-resistente. e é seguidamente cozido dentro de um liquido (água ou vinho branco. pão ralado. produzido por resistências. Esta técnica requer a imersão do produto num liquido.TIPOS DE CONFECÇÃO DE ALIMENTOS TIPO DE CONFECÇÃO DESCRIÇÃO Método de cozedura com gordura que se baseia na cozedura de fracções. produzindo assim uma concentração do produto devido à alta temperatura. geralmente de alumínio. sem que exista contacto directo com o líquido. Pode ser no forno.

Dissolver a gelatina e juntar à pasta obtida. NOTA Confeccionada com fruta. acabar de misturar tudo. é fresca e nutritiva. A manga pode ser substituída.6 . sem levar um grande aporte calórico. são funções ao alcance das pessoas séniores. por maracujá ou ananás. 60 . o grau de dificuldade é baixo e portanto é simples de a colocar em prática sozinho. deitar em taças e deixar arrefecer. Bater as claras em castelo. PARA O IDOSO PARTICIPAR Para o idoso autónomo. Bater as claras em castelo e misturar os ingredientes. A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES ENUNCIADOS RECEITA: MOUSSE DE MANGA (4 PORÇÕES) INGREDIENTES • • • • • Mangas Sumo de 1/2 limão 2 Folhas de gelatina 2 Claras de ovo 50 g Açúcar MATERIAL • Colher • Espremedor • Batedeira eléctrica CONFECÇÃO Triturar a polpa das mangas (também se pode utilizar uma lata de concentrado de manga) e juntar sumo de limão e açúcar.

MATERIAL • Recipiente • Tabuleiro de forno • Ralador • Espremedor de alho CONFECÇÃO Num recipiente juntam-se todos os ingredientes. margarina q. podem sugerir-se outros formatos. Recomenda-se que os cuidadores insistam na questão da higiene das mãos na manipulação da carne. amassa-se tudo muito bem e reserva-se no frigorifico por cerca de 1 hora e meia. pimenta q. 6 . de modo a que a carne fique sem se ver. Se por acaso se tornar difícil fazer um rolo. pois é um produto que tem um elevado risco de contaminação. A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES 61 .b. PARA O IDOSO PARTICIPAR Este é um prato simples cuja preparação é fácil de colocar em prática sem auxílio. não deixando de ser um prato saboroso e com consistência.b.b. q. molda-se o rolo. à excepção da margarina e do bacon. Pode-se estimular os idosos a colocarem outros condimentos: ervas aromáticas ou legumes. NOTA A mastigação é facilitada.b.RECEITA: ROLO DE CARNE (4 PORÇÕES) INGREDIENTES • • • • • • • • • • 500 g de carne de vaca picada 2 colheres de massa de alho 1 ramo de salsa 1 ovo 1 colher de sopa de pão ralado 1 cenoura média ralada Sal q. bacon. dispõem-se por cima nozinhas de margarina e cobre-se com as fatias de bacon. Passado este tempo retira-se e. num tabuleiro de ir ao forno.

62 . NOTA Este é um prato apetitoso e que deixa os idosos bem alimentados com os nutrientes de que necessitam. A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES ENUNCIADOS RECEITA: SOPA DE PEIXE (4 PORÇÕES) INGREDIENTES • • • • • • • • • • • fi cabeça pequena de garopa 1 cebola 1 folha de louro 1 litro de água 1 colher de café de sal 2 dentes e alho 2 colheres de sopa de azeite 200g de polpa de tomate 80g de massa de cotovelos 1 molho de coentros 1 malagueta (caso gostem) • Descascador • Faca • Tábua de corte • 1 Panela • 1 Tacho MATERIAL CONFECÇÃO Cozer o peixe na água. torna-o uma boa opção para dias de calor em que o risco de desidratação é maior. Deixar 10 minutos após levantar fervura e juntar o peixe. O facto de ser uma sopa e poder servido como prato principal. Sendo feito em conjunto com o cuidador. juntamente com a malagueta. Deixar ferver mais 5 minutos e juntar os coentros picados. juntar a massa. Regar com água da cozedura do peixe e quando levantar fervura. pode ser sugerido que ao cozer peixe por exemplo para a refeição do jantar. e picar a cebola e os alhos. a água deve ser coada e colocada de parte. Pode ser acompanhado com uma salada de alface. já com sal e louro. para que ao almoço possa fazer este prato. No caso do idoso a elaborar sozinho. coza uma posta a mais e reserve a água no frigorífico. Deixar alourar. Juntar a polpa de tomate e deixar cozinhar um pouco.6 . PARA O IDOSO PARTICIPAR Este é um prato que os idosos facilmente podem confeccionar. Picar a cebola e os alhos e refogar no azeite. Caso se utilizem tomates frescos. Após a cozedura. pode colaborar a arranjar o peixe. O peixe deve ser desfeito às lascas e as espinhas retiradas. pode ainda pelá-los e esmagá-los.

PREPARAR A FAMÍLIA E AS INSTITUIÇÕES PARA PRESTAR APOIO NA ALIMENTAÇÃO DO IDOSO A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO MANUAL DO FORMADOR 7 7 .

• Explica pelo menos quatro obstáculos à alimentação dos idosos nas instituições. • Actua de acordo com a Ficha de Procedimentos nº 5 em situações de engasgamento. bem como um plano de ingestão de água específico e adaptado às situações particulares. • Elabora uma folha de registo da hidratação do idoso. • Intervir de forma adequada em situações de vómito e engasgamento. • Utilizar os procedimentos para a alimentação dos idosos dependentes e semi-dependentes. tal como são indicadas no Manual do formador. • Indica pelo menos 10 sinais e sintomas da desidratação mais frequentes nos idosos. • Actua de acordo com a Ficha de Procedimentos nº 4 em situações de vómitos nos idosos. de acordo com o procedimento indicado. PREPARAR A FAMÍLIA E AS INSTITUIÇÕES PARA PRESTAR APOIO NA ALIMENTAÇÃO DO IDOSO PLANIFICAÇÃO OBJECTIVOS GERAIS • Identificar as especificidades da alimentação do idoso no domicílio e na instituição e actuar de forma a melhorá-la OBJECTIVOS ESPECÍFICOS • Reconhece pelo menos 4 dificuldades da alimentação do idoso no domicílio e refere as respectivas sugestões de resolução. • Reconhecer os sinais e sintomas de desidratação e desenvolver acções para as combater e evitar. sem recorrer a esta no momento da demonstração. e à qualidade do serviço de sala (pelo menos seis) e dos quartos (pelo menos quatro) para tornar a alimentação nas instituições momentos agradáveis e estimulantes para os idosos. 64 . sem recorrer à mesma durante a execução. • Enumera medidas no que diz respeito à decoração e organização do espaço (pelo menos quatro). através de dois exemplos. sem recorrer à mesma ficha durante a execução. de forma a minimizar os riscos e prolongar pelo máximo tempo possível a permanência em casa e a manutenção das tarefas domésticas. iniciativas para criar momentos diferentes da rotina e catalizadores da partilha social no acto alimentar. • Demonstra o procedimento de alimentação de idosos dependentes e semi. tendo como referência Ficha de Procedimentos nº 3 do Manual do Formando. • Reconhece alterações a operar em casa dos idosos.dependentes. • Ilustra.7 .

Luvas. Método activo 5 Ficha "Plano de ingestão de água" 120 min. ao 7. Método expositivo 7 Videograma Leitor de Dvd's.4 Videoprojector.13 Videoprojector. copos. Computador portátil Enunciado Apresentação: Diapositivo 7. Computador portátil Enunciado Apresentação: Diapositivos 7. Amilcar Método expositivo 3 Método activo 3 Manual de boas práticas 60 min. 60 min. ou cereais.1 (2 slides) Videoprojector. talheres.9 ao 7. 20 min. Método expositivo 4 Método demonstrativo 1 Método expositivo 5 Método demonstrativo 2 Método expositivo 6 Apresentação: Diapositivos 7. Computador portátil Bacia. Método activo 4 "O Sol ainda brilha" 60 min.ITINERÁRIO DE ACTIVIDADES Método interrogativo 1 Método expositivo 1 MATERIAL Quadro Marcadores Apresentação: Diapositivo 7. 10 min. guardanapos (1 por cada formando) Leite papa “Cerelac” ou “Nestum”. Método activo 6 Alimentação de idosos Ficha de avaliação Enunciado 90 min. Esponja. Computador portátil Videograma Leito de Dvd's TEMPO 15 min. 40 min. Copo. iogurte. tabuleiros. Método activo 2 Estudo de caso: Sr. Tecido absorvente Apresentação: Diapositivos 7. Videoprojector Pratos. Método activo 1 Estudo de caso: D. 10 min. 25 min. Computador portátil Enunciado 15 min.2. (suficiente para os pratos de todos os formandos) 5 min. 7 .6 ao 7.8 Videoprojector. Computador portátil Apresentação: Diapositivo 7.14 (2 slides) Videoprojector. Toalha. 60 min. 60 min.Luisa Método expositivo 2 35 min. PREPARAR A FAMÍLIA E AS INSTITUIÇÕES PARA PRESTAR APOIO NA ALIMENTAÇÃO DO IDOSO 65 .5 Videoprojector. 60 min.

Método expositivo 5 Através dos diapositivos que contêm a Ficha de Procedimentos nº 5 (actuação em situações de engasgamento) o formador explica-os preparando a demonstração. Método activo 5 Ficha e plano de ingestão de água O formador solicita aos formandos que elaborarem: • uma folha ou ficha de registo da ingestão de água para ser preenchida pelo cuidador ou pelos próprios idosos. é solicitado elaborem um documento relativas a medidas de organização do espaço (refeitório) e à qualidade do serviço de sala e quartos. Regista no quadro os contributos do formando. Método activo 1 Estudo de caso "D. com indicações em jeito de Manual de boas práticas. PREPARAR A FAMÍLIA E AS INSTITUIÇÕES PARA PRESTAR APOIO NA ALIMENTAÇÃO DO IDOSO ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS E ACTIVIDADES FORMATIVAS Método interrogativo 1 O formador questiona os formandos acerca das dificuldades que o idoso pode encontrar no domicílio. tendo o formador por perto para corrigir em caso de necessidade. no que diz respeito às refeições. Pretende-se que os formandos. O orçamento comporta alguns excessos. Luísa" e forma os grupos de trabalho. pelo que se pretende que os formandos façam um levantamento e apontem também soluções. Após a visualização. em pares repetem os procedimentos sob supervisão do formador e treinam. que pode perfeitamente ser um formando. Método expositivo 2 O formador apresenta diapositivos com exemplos de alterações que podem ser feitas nas cozinhas dos idosos. Após uma primeira observação. o formador demonstra os procedimentos de actuação em caso de engasgamento. Método expositivo 4 Através de diapositivos. Se for necessário pode fazê-lo duas vezes. O grupo observa e tem depois oportunidade de repetir aos pares. Método activo 2 Estudo de caso: "Sr Amilcar" É distribuído um enunciado do estudo de caso "Sr. identifiquem constrangimentos ao nível da alimentação na instituição. Método expositivo 3 Recorrendo um diapositivo. Método activo 3 Manual de boas práticas O formador passa o videograma e pede aos formandos que estejam atentos e tirem notas. Método demonstrativo 1 O formador demonstra os procedimentos de actuação em caso de vómito com um modelo. Método activo 4 "O Sol Ainda Brilha" O formador coloca o seguinte desafio aos formandos considerando o cenário de partida: "No mês de Março é necessário criar duas novidades que captem a atenção e melhorem a satisfação dos utentes do Centro de dia e casa de repouso "O Sol Ainda Brilha". tal como aparecem na Ficha de Procedimentos nº 4. • um plano diário de ingestão de água onde deve constar: • Hora da ingestão. o formador explica os procedimentos de actuação em caso de vómito. Algumas delas já foram abordadas ao longo dos outros capítulos. a dificuldade será acertar nas escolhas. ao ler o estudo de caso. Método expositivo 6 O formador apresenta em diapositivos os sinais e sintomas da desidratação nos idosos. o formador expõe sobre o tema do exercício anterior." Com as informações disponibilizadas o formando deverá criar duas situações que possam ir ao encontro das preferências dos idosos. Método demonstrativo 2 Utilizando um formando como modelo. de forma a manter a sua funcionalidade. Amílcar" por grupo e o formador explica a tarefa. Método expositivo 1 O formador apresenta um quadro resumo em diapositivos para resumir o que pode constituir dificuldades existentes ao nível da alimentação no domicílio.Luisa" O formador entrega aos formandos o enunciado do estudo de caso "D.7 . 66 . Pretende-se que os formandos reflictam sobre que alterações podem ser realizadas na cozinha de um idoso.

Luísa" e o exercício "Sr. PREPARAR A FAMÍLIA E AS INSTITUIÇÕES PARA PRESTAR APOIO NA ALIMENTAÇÃO DO IDOSO 67 .• Tipo de bebida (chá. AVALIAÇÃO Sugere-se a avaliação através da Ficha de avaliação que se apresenta de seguida.) • Locais onde as bebidas vão ser dadas Os trabalhos devem ter um pequeno texto introdutório caracterizando o/a idoso(a) a que se destinam. estudo de caso "D. sumo. Amílcar". ENUNCIADOS Apresentam-se os enunciados da Ficha de avaliação. Método activo 6 Alimentação de idosos O formador junta os formandos dois a dois e solicita que repitam os procedimentos. 7 .. café. É possível que seja necessário repetir a visualização do videograma. Método expositivo 7 O formador passa o videograma que contém imagens dos procedimentos de alimentação de idosos dependentes ou semi-dependentes.

Dar líquidos nem alimentos.para que consiga fazer o esforço mais facilmente. Extremidades frias. Apoiar a testa do idoso com a mão. Pele seca. transmitir a situação aos técnicos de saúde e aguardar instruções.1. Imagine que ficou responsável por tratar do serviço das refeições de um lar. e se houver complicações. Numa situação de engasgamento em que o idoso tosse e faz um esforço para desimpedir a via respiratória. fazem parte de quadro? 4. Classifique como verdadeiro ou falso as seguintes afirmações. PREPARAR A FAMÍLIA E AS INSTITUIÇÕES PARA PRESTAR APOIO NA ALIMENTAÇÃO DO IDOSO FICHA DE AVALIAÇÃO PREPARAR A FAMÍLIA E AS INSTITUIÇÕES PARA PRESTAR APOIO NA ALIMENTAÇÃO DO IDOSO A presente Ficha de avaliação destina-se a verificar a aprendizagem dos conteúdos abordados ao longo do sexto capítulo deste manual. indique quais os procedimentos a tomar. Que alterações podem ser feitas em casa dos idosos de forma a facilitar a funcionalidade das suas cozinhas e permitir que mantenham as actividades culinárias? 3. serviço de quartos e outros pormenores.7 . 5.3. Em caso de vómitos. Redução do volume de urina. 3. não se deve: 5. Quais os aspectos que o cuidador pode verificar no domicilio do utente. Elabore um plano a colocar em prática com várias medidas. É composta por uma componente teórica e uma componente prática. até que o idoso se sinta melhor. olhos e mucosas secas. desde a decoração ao vestuário dos empregados. Estes sinais e sintomas: fazem parte de que quadro? Lábios.1. Língua seca e com crostas. Responda às seguintes questões de forma curta: 4. 4. Deitar o idoso para evitar piorar os vómitos e acalmar o estômago. 1. Ritmo cardíaco acelerado. Para que serve um registo de ingestão de líquidos? 5. 68 . 5.2. para se aperceber da quantidade de alimentos de que dispõe e se enfrenta ou não dificuldades económicas? 2. 5. 6. Quando há risco de engasgamento que tipo de medidas se podem tomar para manter a ingestão de líquidos.2. Lavar de imediato os dentes com pasta dentífrica e escova de dentes.4. Diminuição da pressão arterial. de forma mais segura' 4. com pouca elasticidade.3.1.

Ambos os implicados devem lavar as mãos antes (e depois) da refeição. Ter atenção que comidas como esparguete com carne picada. ou uma pequena bacia com água. cortados. não são muito apropriadas para quem tem dificuldade em se alimentar. uma toalhete impregnada em solução própria. Idoso e cuidador devem estar ao mesmo nível e não como acontece muitas vezes. Sempre que possível deve-se sair da cama para comer. PREPARAR A FAMÍLIA E AS INSTITUIÇÕES PARA PRESTAR APOIO NA ALIMENTAÇÃO DO IDOSO 69 . o cuidador pode providenciar. O ideal é a posição sentado de costas direitas. mesmo que tenha que arranjar argumentos como o fazer a cama. caso o idoso não consiga. ou semi-sentado. caso exista. Colocar o tabuleiro com o prato. Caso seja difícil deslocar-se até à casa de banho. que facilite os movimentos (os braços devem fazer um ângulo de 45º). peixe arranjado sem espinhas e pele (caso o idoso não goste) e partido e os restantes elementos como as batatas. uma toalha turca molhada. O cuidador deve insistir para que isto aconteça. copo e guardanapo. carne e outros alimentos. e que a comida não é derramada.Parte prática CHECKLIST PROCEDIMENTO DE ALIMENTAÇÃO DE IDOSOS DEPENDENTES Preparação o idoso Assegurar que o ambiente é tranquilo e que o idoso se sente confortável no espaço e com a companhia. ou recorrer a um tabuleiro com suportes laterais que permitem assentar na cama e ficar a uma altura. Procedimento No caso de o idoso não ter condições físicas. numa mesa de apoio. os alimentos devem ser administrados lentamente e em pequenas quantidades. Nunca deve ser dado qualquer tipo de alimento ou liquido com o indivíduo deitado. no caso de estar acamado. Verificar se os alimentos estão prontos a ser consumidos e arranjados de forma a evitar o engasgamento: as frutas descascadas e partidas. Assegurar que não são feitos movimentos demasiado bruscos. talheres. em que quem está a ajudar fica de pé. sabão e esponja. Verificar se está numa postura cómoda. Executa correctamente Não executa/ /executa incorrectamente 7 .

Se ocorrer vómitos ou tosse. Fornecer um copo de água e pasta dentífrica. Ter em atenção o tipo de alimentos que estão no prato. O tabuleiro deve ser retirado e a quantidade de comida ingerida deve ser registada. no caso de não se conseguir deslocar. Executa correctamente Não executa/ /executa incorrectamente 70 . PREPARAR A FAMÍLIA E AS INSTITUIÇÕES PARA PRESTAR APOIO NA ALIMENTAÇÃO DO IDOSO FICHA DE AVALIAÇÃO CHECKLIST PROCEDIMENTO DE ALIMENTAÇÃO DE IDOSOS DEPENDENTES Sempre que se verifique que o idoso está a ficar cansado. e no final tratar da higiene oral do utente. uma colher de vegetais. deve-se persuadi-lo a deixar que o ajudem. Devem ser dados alternadamente: por exemplo. CUIDADOS ESPECÍFICOS Limpar a boca. O cuidador deve estar por perto para supervisionar a refeição e estar atento às dificuldades que possam surgir. de quanto tempo não vai estar presente. Deve-se estimular a mastigação compassada e durante o tempo suficiente.7 . uma colher de carne. uma colher de batata. caso possa estar a causar náuseas. Lavar as mãos após todo o procedimento. Quando tiver que se ausentar deverá avisar o idoso. parar imediatamente a alimentação. sempre que o sénior não seja capaz durante a refeição. e dar o restante na boca. A comida deve ser retirada da frente. Deixar o idoso numa posição que favoreça a digestão.

pelo menos por enquanto. pois estava a tentar acender o bico do lado. Até as torneiras lhe custam mais a fechar. Amílcar.ENUNCIADOS ESTUDO DE CASO: D. Antes também se podia escolher os parceiros de mesa e agora dizem que são normas da casa não poder sair dos mesmos lugares. O fogão é novo. Luísa nem quer pensar nisso. Pelo menos uma vez por mês o Sr. Amílcar também gostava de fazer algumas sugestões de pratos. mas entretanto o director mudou e as coisas também se alteraram lá pelo refeitório. PREPARAR A FAMÍLIA E AS INSTITUIÇÕES PARA PRESTAR APOIO NA ALIMENTAÇÃO DO IDOSO 71 . Elabore uma lista de alterações a produzir na sua cozinha. Há seis meses teve outro percalço na sua cozinha: tropeçou na passadeira e caiu. ESTUDO DE CASO: SR. se torna aborrecido. AMÍLCAR O Sr. gostando sempre de ir às compras. Adora cozinhar. e tem vindo a travar uma das maiores batalhas da sua vida. As filhas dizem-lhe que ela já não tem condições para fazer comida e que o melhor é ir comer ao centro de dia ou virem-lhe trazer comida a casa. Não foi nada de grave. Ajude a D. Amílcar preferia jantar no seu quarto para ver um jogo de futebol e poder estar à sua vontade. 1. isso o que faz com que se deitem muito cedo. é a sua maior distracção e faz o almoço para os netos duas vezes por semana . Que mudanças implementaria para tornar os momentos das refeições mais agradáveis? 7 . mesmo que esporadicamente. A maior parte das pessoas queixa-se de jantar muito cedo. Uma coisa que a intriga muito é que parece que os armários da sua casa estão a subir cada vez mais. ficando muito triste porque antigamente isso nunca acontecia. 1. No outro dia teve que se sentar duas vezes durante a preparação do almoço. Luísa tem 76 anos e começa agora a notar os sinais da idade. LUISA A D. Os tachos e as panelas também estão mais pesados e difíceis de tirar dos armários. principalmente de Verão que ainda é de dia. Amílcar é residente de um lar há dois anos. Luísa a não ter que mudar de hábitos. As directivas agora são de que ninguém pode fazer refeições no quarto. e já apanhou um susto no outro dia. tem sempre umas óptimas ideias mas ninguém o ouve. A D. No início até gostou da comida. mas tem alguma dificuldade em acender os queimadores. O Sr. só duas noites com muitas dores e umas nódoas negras. Suponha que vai substituir o director do lar onde reside o Sr.

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SOLUÇÕES A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO MANUAL DO FORMADOR S SOLUÇÕES .

Lípidos 4. lacticínios.2. 3. Vitaminas 4.SOLUÇÕES SOLUÇÕES CAPÍTULO 1 NOÇÕES BÁSICAS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO 1.5. e não corres- ponde de forma nenhuma à realidade. Contém também a água no centro da roda. 2. Nova Roda dos Alimentos e Pirâmide Alimentar. lembrando a sua importância. seus derivados e tubérculos. As necessidades proteicas são até ligeiramente superiores do que as de um adulto jovem.2. 74 . pois estes são os alimentos que contêm maior teor de proteínas de origem animal. A "velha" roda apresentava 5 grupos alimentares. como infecções e intervenções cirúrgicas. Já a Roda dos Alimentos. fruta. Proteínas 4.3. Pode-se comparar a um prato o que permite uma percepção rápida das proporções. leguminosas. Alimentos Percentagem na alimentação 28% Cereais e seus derivados e tubérculos Castanhas Batatas fritas Arroz Cereais de pequeno-almoço Pão Massa Nabo Abóbora Nabiças Tomate Laranjas Manga Ameixa Iogurte Queijo fresco Requeijão Salmão Carne de vaca Corvina Ovos Ervilhas Favas Grão Banha de porco Azeite Manteiga Hortícolas 23% Fruta 20% Lacticínios 18% Carne pescado e ovos 5% Leguminosas 4% Gorduras e óleos 2% 4. A pirâmide alimentar assenta numa lógica de frequência de consumo. que são as mais adequadas às neste caso. 4. as proteínas têm um papel fundamental. peixe ou ovos diariamente.Água 5. enquanto que a nova roda é constituída por sete: cereais. não os hierarquiza. carne. Fibras alimentares 4. Hidratos de carbono 4. 1. daí que seja necessária pelo menos uma refeição de carne. pescado e ovos. frequentes neste grupo.4.6.7. O chocolate não se inclui em nenhum dos grupos alimentares. Roda dos Alimentos. Sais minerais e oligoelementos 4.1. apresentando no to-po os alimentos que devem ser consumidos mais esporadicamente. gorduras e óleos. principalmente quando os idosos enfrentam situações que os vulnerabilizam. hortícolas. Pelo contrário. A frase expressa um mito que foi criado.

inclusive. 7. 6. em situações de pós-operatório e anorexia grave. as próteses mal ajustadas ou a inexistência de dentes faz com que os idosos recorram amiúde a alimentos. desaparecimento de entes queridos e sentimento de inutilidade. pela boca no caso de haver vómito ou pelo ânus através das fezes. cerca de 500ml em situações normais (aumenta substancialmente no caso de haver febre). Carência de sais minerais . • Não se administram alimentos sólidos. 3.6. 2. A nível de sinais propriamente ditos. argumentando. pela solidão. CAPÍTULO 3 ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA 1. 6. A insuficiente capacidade de concentração de urina por parte dos rins. consegue comer. medidas antropométricas (medições corporais) e parâmetros bioquímicos. entre outros. dão origem a falta de apetite. É parcial quando o idoso.1 Sim.2. lanche e jantar) e recorrer à nutrição entérica SOLUÇÕES 75 . Não porque: • É uma forma de nutrição artificial. 6. leva a dietas desadequadas. por desconhecimento dos idosos e de alguns cuidadores. o principal factor foi a diminuição da sensação de sede.2. 1. e o facto de tomar mais do que três medicamentos por dia. muitas vezes. 4. A diabetes. ou podem aparecer só como reacção ao estado geral do organismo. Doenças do foro gástrico como esofagite de refluxo (azia crónica) e úlceras gástricas têm grande prevalência entre os idosos e são também condicionantes. CAPÍTULO 2 MÁ NUTRIÇÃO: CAUSAS. Abastecimento alimentar via enteral força da gravidade ou Contínuo por impulso de bomba infusora Intermitente . podem ter contribuído para causar a situação. cerca de 500ml num dia. 6.1. Carência de fibras alimentares e água 8. surge o risco de novos episódios. Sim 5. As situações de depressão.2. mas sim preparados líquidos ou pastosos. A solidão leva a um desinvestimento em si e ao desleixo na preparação de comida.3 As mulheres culturalmente dominam a culinária e muitos homens têm pouco contacto com a preparação da refeição. A história dietética.3.da urina. 1. Aparentemente.1. alterações ao nível do estômago e intestino e diminuição da capacidade mastigatória. A solidão. optar-se por manter durante o dia o esquema das refeições normais (pequeno-almoço.2. • É também utilizada quando o idoso se encontra em coma ou semi-consciente.através de seringa 3. podem constituir factor de preocupação.2. o volume deve rondar os 500ml. As perdas de líquidos fazem-se através: do suor. alterações motoras correspondem a outro factor fisiológico que dificulta os movimentos e a possibilidade de alimentar-se facilmente. os fracos recursos económicos. por muito pouco que seja. são factores de risco que em associação podem potenciar a má nutrição. do aparelho digestivo. 4. No caso de existir uma patologia aguda. se o aporte destes nutrientes não for rápido e eficiente. a depressão conduz à anorexia. A anorexia e a astenia. 5. CONSEQUÊNCIAS E AVALIAÇÃO 1.1. SINTOMAS. a alteração da dentadura é o principal motivo para a perda progressiva da capacidade de mastigar e ensalivar. Pode. problemas na deglutição. através de sonda fornecer o complemento. 1. O que faz com que na ausência da mulher a alimentação fique comprometida. 5. A exclusividade é inevitável se houver impedimento para a admissão oral dos alimentos. suprimindo alimentos que são essenciais. sendo que. almoço. (aumenta no caso de haver por exemplo dispneia ou ventilação mecânica). o consumo de calorias e proteínas aumenta substancialmente. Não. 1. bem como a secura dos olhos. as queixas da queda do cabelo.1. da respiração. 7. embora difira consoante os líquidos consumidos e da medicação. O aparecimento de cáries.3. Este deve ser estimulado e caso seja necessário. de modo a prevenir a escassez de reservas no caso de doença. exposição a situações de stress. 1. Factores fisiológicos digestivos: alterações do gosto e do olfacto. a osteoporose das gengivas. motivadas pela perda progressiva de autonomia. que cozinhar só para si não vale a pena. mesmo com dificuldade. Factores fisiológicos não digestivos: decréscimo de massa corporal e hídrica conduz a que a necessidade de comer e beber aumente.cálcio e vitamina D 7. o facto de fazer apenas duas refeições por dia. 2. Houve claramente uma falha ao nível da auto-regulação do seu organismo. • A sua utilização só é possível uma vez que o tubo digestivo se mantenha intacto. Outras situações que podem levar a um estado de desidratação são: demências ou limitações físicas que podem fazer com que o acesso aos líquidos seja dificultado.

Quando há intolerância em relação à sonda nasogástrica ou quando se prevê uma utilização prolongada. através da pele a cânula entra directamente no estômago. Na barriga. através de uma administração gota a gota por força da gravidade. 4.4.1. Parte Prática Sugere-se ao formador a observação para avaliação das tarefas. 4. Assegurar que o estômago está vazio para prevenir situações de enchimento exagerado. 1.2.SOLUÇÕES SOLUÇÕES como suplemento nocturno. Garantir que a cavidade bucal e a faringe estão limpas. A colocação é simples. Executa correctamente Não executa/ /executa incorrectamente 76 . que se baseiam na ficha de procedimentos. administrar 50ml de água no final de cada administração Verificar se está bem colocada (se a marca está no local apropriado) periodicamente Ter atenção à duração do material. Conservar a sonda limpa e permeável. antes e depois da administração. Lavar e secar as mãos antes e depois do manuseamento da sonda. A vantagem da manutenção da via oral é permitir que as rotinas sejam conservadas e que a mobilidade se mantenha. aspectos fundamentais quando se pretende minimizar os impactos da doença e da limitação. Procedimento Acoplar a seringa ou a embalagem com o preparado à sonda. Para isso são apresentadas check-lists. Encher lentamente o estômago. Manter bem limpa a extremidade da sonda.3. sem ser necessária intervenção cirurgia. Lavar a sonda e tapar a sua extremidade no final da administração Higiene e Segurança Assegurar que o ambiente que rodeia o idoso está limpo. 4. Fazer a higiene das fossas nasais com cotonete embebido em soro fisiológico e hidratar com vaselina. 4. Nariz 4. CHECKLIST ADMINISTRAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA Preparação do doente Colocar o idoso numa posição de sentando ou semi-sentado (caso não seja possível deitado de lado).

Preparar especialidades típicas. ou beber só leite manhã). A Região onde vivem. Criar sempre uma alternativa de "dieta" para quem pontualmente não possa fazer a refeição estabelecida. São os elementos que se recomenda que façam parte da equipa que elabora a ementa. levá-las em conta. Também a mudança das condições sociais é responsável pelo maior acesso à alimentação. Colocar o conteúdo na seringa e administrar. recorrendo a receitas antigas e a alimentos menos utilizados.CHECKLIST PREPARAÇÃO DE ALIMENTOS PARA ADMINSTRAÇÃO ENTÉRICA Preparação do local Limpar o local da preparação e os utensílios que vão ser utilizados para a confecção. poder pedir outra coisa. as crenças religiosas e a cultura dominante. Verificar a temperatura e deixar arrefecer se estiver muito quente. Uma das hipóteses é a feitura de uma ficha de "gostos" onde são indicadas as preferências dos idosos que utilizam determinado serviço. mangusto. são factores que levam a queixas e insatisfação com a alimentação. peixe. Conhecer os gostos e hábitos dos idosos consumidores das refeições. para que as opções sejam do agrado daqueles a quem se dirigem. alimentos que não podem comer. por exemplo: saladas e grelhados no verão. formas preferenciais de confecção de alimentos e outros aspectos que ajudem a personalizar os menus e a ir ao encontro das expectativas. não equilibradas e variadas o suficiente.3. Podem ainda ser levadas a cabo iniciativas. e cozido à portuguesa no Inverno. 4. 4. Executa correctamente Não executa/ /executa incorrectamente CAPÍTULO 4 A NUTRIÇÃO DO IDOSO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E DIETAS ADEQUADAS 1. bem como aqueles que não são tolerados. nestes casos é também salva guardada a hipótese de. A componente intergeracional é importante pois estimula o apetite e a vontade de partilhar momentos. o que para muitos idosos levou a um consumo excessivo de alimentos que anteriormente eram escassos como bolos. a fraca apresentação dos pratos. por exemplo: migas. Procedimento Lavar bem e descascar os alimentos Assegurar que a quantidade de água ou leite é suficiente. fazem variar a representação que os idosos têm da alimentação. 3. para evitar queimaduras.: jantar só sopa. responsável pelo economato e representantes dos utilizadores. as refeições incompletas. 3. permitindo satisfazer o desejo expresso pelos utentes. que lhe permitem chegar mais próximo dos hábitos alimentares dos indivíduos. No domicilio o facto de comer sozinho. já que comer sozinho tornar-se num acto penoso a ser evitado. caso isto não aconteça. Aqui podem ser registados. Liquidificar. carnes. Páscoa. devem ser passados por um coador. adaptando as escolhas às estações do ano. estrutura das refeições (ex. roupa velha. e a qualidade dos mesmos. 2. Relativamente às limitações nas instituições a despersonalização do atendimento. cozinheiro. dias comemorativos) para oferecer uma diversidade maior de iguarias. Utilizar pratos sazonais. SOLUÇÕES 77 . se alguém não gostar ou não lhe apetecer. É importante escutar quais são as preferências e expectativas em relação à alimentação e.1. responsável geral. os pratos eleitos. Aproveitar as festas (Natal. Afixar as ementas em local visível e com uma apresentação cuidada. com varinha mágica ou liquidificador As frutas devem dissolver-se inteiramente. para dissolver até adquirir uma consistência líquida. As comidas devem ser ricas em nutrientes e atractivas (bem apresentadas e a uma temperatura adequada). a falta de vontade de cozinhar para si leva uma alimentação cada vez mais incorrecta. Nutricionista.

• As leguminosas devem ser utilizadas preferencialmente na sopa (feijão.1. bem como grelhados e assados (no capitulo 6 serão abordados). • A carne não deve ser consumida em excesso. por exemplo. por exemplo: arroz de frango ao almoço e a sobremesa do jantar.SOLUÇÕES SOLUÇÕES 5. arroz-doce. frango). • As sopas devem ser de legumes e o mais variadas possível. 5. A gordura visível deve ser removida dentro do possível. como para adição no prato. queijo. tentando ir ao encontro dos gostos e das tradições. principalmente nos casos em que os seniores estão no domicílio. ao jantar deve ser preferido o peixe). por exemplo utilizar passados e triturados . • A sobremesa doce não deve exceder as três vezes por semana e preferencialmente deve ser láctea (leite-creme. e as escolhas devem recair sobre as magras (peru. coelho. assado). o mais variada possível. • Dos tipos de confecção e de preparação dos alimentos devem ser preferidos: os cozidos e estufados em cru. a batata e a massa não devem ser repetidos ao longo do dia. é necessário estar atento. Na resposta devem ser referidos seis dos seguintes cuidados: • Haver alternância diária entre o peixe e carne. porque na sua preparação (grelhado. • Todas as refeições devem ser acompanhadas por salada ou legumes. • A carne e o peixe podem ser substituídos pelos ovos algumas vezes. pudim. doces de colher e outro tipo de preparados. e em alguns casos pode ser cozida ou assada.2. ao almoço e ao jantar (se ao almoço é carne. • Não existem restrições ao nível do tipo de peixe no entanto. assados ao almoço e ao jantar. aletria) ou gelatina. • Os fritos devem ser consumidos esporadicamente e preferencialmente ao almoço. também não deve repetir o alimento. • A forma de confecção deve ser variada evitando. iogurte. • O peixe deve ser preferencialmente consumido ao jantar. arroz doce. • Combinar a consistência dos preparados culinários. cozinhados com receitas saborosas e que podem ser do agrado dos seniores (ovos com ervilhas). grão. por exemplo panados com batata frita. • Os legumes escolhidos devem ser da época e as repetições evitadas. podem ser consumidos enquanto acompanhamentos sob a forma tradicional. • Ter atenção ao tipo de associação de alimentos. tendem a salgá-lo em demasia. ervilhas. tanto para a confecção dos alimentos. A sobremesa escolhida. 2ª Feira Sopa Prato Sobremesa Dieta 3ª Feira Sopa Prato Sobremesa Dieta 4ª Feira Sopa Prato Sobremesa Dieta Almoço Lombardo Cozido à portuguesa Fruta da época Pescada cozida com batata e cenoura Almoço Creme de cenoura Frango guisado Fruta da época (maçãs) Abrótea cozida Almoço Juliana Frango estufado com esparguete Maçã assada Bife de frango grelhado Jantar Canja Bife de frango com natas e cogumelos Gelatina de Morango Frango grelhado Jantar Couve portuguesa Pescada frita com arroz de tomate Fruta da época Pescada Corada Jantar Canja Bacalhau com natas Fruta da época Pescada cozida 5. • Os acompanhamentos devem ser alternados: o arroz. • O consumo dos produtos lácteos deve ser feito com a periodicidade de duas a três vezes por dia sob a forma de leite. no entanto. favas). • A gordura de eleição é o azeite. 78 • A sobremesa deve ser fruta crua.

V. Na loja do bairro pode-se averiguar a possibilidade de entregarem as compras em casa. O consumo excessivo de sal é dos principais factores de risco. Beber muita água de forma regular ao longo do dia (nunca menos de 1. ARMAZENAMENTO E CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS E TÉCNICAS DE CONFECÇÃO 1. 1. nomeadamente a demência. Alguns medicamentos actuam de forma a que o paladar seja diminuído. 1. patologias digestivas como úlceras. para que se possa identificar a causa e agir de forma rápida. O cuidador pode sugerir a encomenda telefónica em lojas. Também as compotas e os batidos podem substituir os sumos. ou eliminadas. dos vegetais de folha verde (espinafres. bem como os mariscos devem ser abolidos. melhorando o trânsito intestinal). entre outras. DOENÇAS FREQUENTES NOS IDOSOS E CUIDADOS ALIMENTARES Gota úrica As bebidas alcoólicas devem ser evitadas. Em algumas patologias. F. Em alguns idosos existe a propensão para se engasgarem e é importante como medida de precaução tornar mais cremosos os líquidos que ingerem.7. ou reacções inflamatórias. Também os amendoins. as amêndoas e figos secos. CAPÍTULO 6 A PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES: CUIDADOS NA AQUISIÇÃO. que esse é um direito. deve ser feita uma alimentação menos calórica. 3. 1. ou pós espessantes.4. Deve ser admitido e respeitado o facto de esta ser uma expressão da vontade do doente. ou de cada vez que se desloca ao supermercado.5. o que pode contribuir para a fraca vontade de comer. problemas deglutição devidos a patologias neurológicas. assegurando. infecções.2. 1. por exemplo farelo de trigo (faz aumentar o peso das fezes. tocar levemente nos seus lábios com uma colher pode resolver a situação.2. A carne de animais jovens e de caça.2.CAPÍTULO 5 ASPECTOS PARTICULARES DA NUTRIÇÃO DO IDOSO 1. com auxílio dos filhos ou dos netos. a consistência modifica-se e diminui a probabilidade de engasgamento. Existem patologias que são responsáveis pela anorexia. 5. No caso de obesidade ou excesso de peso. A demência conduz também à falta de apetite. ou consumidos com muita moderação. ou a alterações a nível da digestão. 5. alcoolismo.6. Manter a calma e paciência e providenciar um prato térmico. F. F. Dependendo dos seus recursos. 79 SOLUÇÕES .1.3. Recomenda-se a ingestão de leite e produtos lácteos. Os doentes devem ter acesso a suplementos ricos em calorias e proteínas. 5. 4. pode-se ponderar uma ida de táxi ao hipermercado onde ia. sendo por isso preferível acompanhá-las com uma equipa multidisciplinar. 5. Ingerir alimentos ricos em fibras. V. V. 1. brócolos) e peixes com muitas espinhas. como problemas bucodentários.8.1. Escaras Obstipação Doenças cardiovasculares Osteoporose 3. 1.1. com vista a perder peso e reduzir o risco deste tipo de doenças. V. Algumas dietas exageradas reduzem a alimentação à ingestão de pratos pouco saborosos. Não é fácil lidar com estas situações. F 2. 1. para evitar o culminar da situação na morte. Deve haver um aporte hipercalórico e hiperproteico. pode acontecer que o doente não abra a boca. pelo que se deve motivar para a vida. 1. para que a comida não arrefeça. A intervenção deve estimular o interesse pelos alimentos.2. Pode ainda acompanhá-lo mensalmente para as compras maiores. e o paladar e oferecendo poucas quantidades.5l). Também pode sugerir as compras on-line. o que está evidenciado é a anorexia. melhorando o aspecto. maizena. ou tumores.3. Neste caso. Adicionando gelatina. mas que vai conduzir a uma destruição. assim como o iogurte substitui o leite. 1. nestes casos.

caudas e tenazes.SOLUÇÕES SOLUÇÕES 2. Método de cozedura com gordura que se baseia na cozedura de fracções. • Averiguar se as verduras apresentam sinais de contusões e mantêm um aspecto fresco. pois não está em condições de ser consumida. • O leite. o tempo necessário para a sua rigidez (dependendo do tamanho da peça). O líquido da cozedura serve-se como molho podendo ser ligado (engrossado com farinha e manteiga). • Comprar apenas os mariscos frescos de concha quando esta esteja fechada e. pois são os mais nutritivos e sujeitos a menor tratamento. 3.1. Método básico e cozedura com gordura. sem estarem grelados ou apresentar uma cor esverdeada. 4. submetendo à cozedura. as escamas bem aderentes à pele e também brilhantes. como qualquer outro congelado. baseado na imersão do produto em gordura abundante a uma temperatura alta (180º). • Preferir os produtos hortícolas e as frutas da época. se possuírem antenas. muito mole e com um cheiro intenso e desagradável. a cor e a textura. podendo também ser estufadas peças inteiras. as guelras húmidas. sendo as mais comuns a refrigeração e a congelação. e é seguidamente cozido dentro de um liquido (água ou vinho branco. • O peixe seco e salgado não deve apresentar coágulos de sangue e excesso de sal ou uma cor ligeiramente avermelhada. • Comprar sempre ovos devidamente acondicionados e verificar sempre se algum está partido. na maior parte dos casos). • Examinar o peixe fresco: consistência firme e rija. na brasa ou na chapa. olhos salientes e brilhantes. submetidas a lume alto com pouca gordura. • Escolher fruta não tocada ou com bolor e examinar brevemente o cheiro. • Recusar a carne escurecida. É o método através do qual a acção do frio é tal que os alimentos chegam á rigidez. salga. em que estas se movimentem. • Verificar sempre a validade. Consiste em colocar os alimentos dentro de um saco termo-resistente. Tal como na refrigeração os microrganismos param a sua reprodução. É depois conservado a uma temperatura de -18ºC. Existem diferentes métodos: a congelação tradicional. Métodos de Confecção Estufado Método em que o alimento é previamente corado em gordura. retardam a sua reprodução. seguido de um arrefecimento rápido. Deve referir-se: • Ter em atenção o estado da embalagem. Ao baixar a temperatura estes e as bactérias. • Rejeitar as embalagens de congelados que não estejam devidamente fechadas e sem gelo por dentro que é sinal que já foram descongeladas e voltaram a congelar. • Adquirir os tubérculos. durante um período de tempo curto e produzindo um movimento de vaivém com a frigideira. Desidratação. permitido a coagulação das proteínas e impedindo que saiam os sucos naturais. • Reservar a compra de peixe fresco apenas para locais que ofereçam garantias de higiene e da confiança ou recorrer a peixe congelado. incluindo a batata. a ultra congelação que se caracteriza pela rapidez com que se submete o alimento a uma temperatura de -40ºC. Pode ser no forno. em que os géneros alimentícios são submetidos a uma temperatura de -20ºC. num ambiente húmido a uma temperatura inferior a 100º. que se pode perguntar a alguém caso não se consiga ler. esverdeada. É o método de conservação mais utilizado. o iogurte e os enlatados devem ter as embalagens em perfeitas condições. Os microrganismos necessitam de uma temperatura mais amena para se reproduzirem. produzindo assim uma concentração do produto devido à alta temperatura. Salteado Vácuo Frito Assado 80 . Geralmente emprega-se cortado em cubos. pasteurização. ou indirecta (chapa e forno). extrair o ar e selá-lo hermeticamente. se apresenta rasgões ou vestígios de humidade. Consiste em submeter o produto a baixa temperatura sem chegar à rigidez. Processo de transformação de um produto submetido à acção directa do calor (brasa). impedindo assim a perda de sucos naturais. 3. e vermelhas vivas e o cheiro deve ser característico e não a "amoníaco". proporcionando assim uma cozedura do produto sem perda de sucos naturais.

2. bem como o frigorifico e deve abrir para um lado que o idoso tenha apoio e não corra o risco de queda. para além de limpo e funcional. • Garantir boas condições de insonorização. tachos. 6. tábua de corte. podendo optar-se por pontos de luz na parede. Ao nível institucional é mesmo proibida. • Por uma questão de segurança deve ser colocado um telefone na cozinha de fácil acesso. CAPÍTULO 7 PREPARAR A FAMÍLIA E AS INSTITUIÇÕES PARA PRESTAR APOIO NA ALIMENTAÇÃO DO IDOSO 1. Sendo sempre necessário o ensino dos procedimentos adequados e dos recipientes que podem ser utilizados. Utilizar pinças ou luvas sempre se que se justifique. e preferir cores como laranja. 7. • Se a utilização do fogão a gás. também pode constituir uma opção acertada. enquanto desempenha alguma tarefa como descascar batatas. sobretudo relativamente aos barulhos provenientes da cozinha que podem incomodar principalmente quem utiliza próteses auditivas. entre outros.é a contaminação de alimentos sãos por alimentos contaminados. representam um risco elevado. intestinos e pode assim contaminar os alimentos. Manter os alimentos abaixo dos 5ºC. ao poisarem em cima do lixo e em seguida no alimento. utilizar uma colher ou garfo e lavá-los em seguida. Separar os alimentos de origem vegetal. Não utilizar os mesmos utensílios (faca. por isso a sua presença muito próximo do local onde é manuseada a comida. utensílios e superfícies. • Também podem ser considerada a aquisição de ajudas técnicas.no pêlo e nas penas transportam bactérias nocivas. deve ter em conta os seguintes aspectos.5. Averiguar quais as refeições que são tomadas e o que é ingerido. ou contactar a rede comunitária e solicitar ajudas com alimentos ou com as refeições. 12. dos de origem animal. utensílios e equipamentos). • Observar a despensa e o frigorifico. 2.é portador de bactérias na boca. bancadas). • Privilegiar a luz natural. Evitar o contacto directo das mãos com os alimentos. deve ser evitada. onde o sénior se possa apoiar em caso de desequilíbrio. 3. garfo) para a preparação de alimentos crus e cozinhados. copos. espirrar e manipular os alimentos. • Insectos e roedores . retirar tapetes e objectos que permaneçam no chão. talheres. e onde se possa sentar para descansar. demasiado agressivos. Limpar bem e desinfectar o equipamento. caso o idoso de mostre receptivo à aprendizagem ou esteja já habituado a funcionar com ele. • Evitar a cor branca. base antiderrapante para tachos. Cozinhar bem os alimentos 11. algumas delas perigosas. • animais domésticos e aves . Utilizar preferencialmente papel para limpar as mãos. 3. afastando as fontes de calor e frio de quem está a comer. abre-latas. 10. ou constituir um risco. • Contaminação cruzada . • A escolha de produtos passíveis de serem cozinhados no micro-ondas. abre-cápsulas com fixação. Manter os alimentos em recipientes com tampa para evitar a contaminação com poeiras e insectos.transportam bactérias. As principais fontes de contaminação são: • o homem . • Manter a temperatura constante. sem ser necessário subir a bancos ou estar muito tempo baixo (inclinado para a frente numa bancada baixa por exemplo). protegendo os utentes do sol directo e distribuindo os lugares de modo a que quem tiver dificuldades acrescidas de visão fique de costas. • Devem ser colocados diversos pontos de apoio. As moscas por exemplo. não sendo necessário fazer força. 13. SOLUÇÕES 81 . No domicílio. Manipular (mexer) o menos possível os alimentos. for uma preocupação para o idoso. deve ser considerada a hipótese de colocar uma placa de indução. 5. Não provar os alimentos com o dedo. mãos. ou no caso de haver um telefone portátil estimular o idoso a andar sempre com o telefone no bolso (bolso do avental ou bata se usarem). directa (alimento com alimento) ou indirectamente (através do contacto com superfícies. • As torneiras de preensão facilitam o acesso. • Organizar a cozinha de uma forma prática e acessível. 8. • Facilitar a circulação aos diferentes lugares da cozinha. geralmente à venda em casas da especialidade: tábuas para o pão. Quanto às instalações da sala de refeições: • Deve ser acolhedor e atractivo. 4. • Colocar quadros consonantes com o estilo da decoração (podendo até ser elaborados pelos próprios utentes em ateliers de animação). Evitar o contacto dos alimentos com superfícies de trabalho sujas (utensílios. As mercearias devem estar também alcançáveis. ou fogão eléctrico. nariz. ao tossir. 6. 9. panelas. • Fornecer ajuda. pêssego ou amarelo. Separar os alimentos crus dos cozinhados. depois de os utilizar. pratos com rebordo antiderrapante. desimpedindo as janelas e portas vidradas. • Distribuir a iluminação para que não dique demasiado forte e crie um ambiente mais intimista. Deixar nos armários mais acessíveis os utensílios que necessita mais frequentemente: pratos. 1. os panos devem ser trocados de 3 em 3 dias. pois estimulam o apetite.

Os utentes terão que mudar de roupa e arranjar-se de forma especial para o jantar/almoço. argolas de guardanapos personalizadas (que podem ser construídas pelos utentes). partir o pão para dentro da sopa. • As sequências de pancadas e compressões. mudar as toalhas ou arranjar um menu mais requintado que se destaque do habitual. • pormenores como colocar candeeiros nas mesas.3. poderão também estar em consonância • Planear. • Adequar o fardamento do pessoal que serve no refeitório (um avental elegante.4. • Se objecto não tiver saído. quer em pequenos grupos. Procedimentos: • Deve-se inclinar o idoso para a frente para que a força da gravidade ajude a desimpedir a via respiratória. no mesmo posicionamento. Pode-se recorrer a pós espessantes. • Com força devem ser feitas 5 compressões abdominais. quer com familiares. Implicando alguma coordenação. • Formar os funcionários para que sejam delicados e tentem atender aos pedidos que são feitos. Os menus podem ser temáticos. 5. Iniciativas: • transformar a sala de refeições num restaurante podem fazer a diferença e motivar para os momentos da refeição. colocar a mão fechada com o polegar esticado. 5. ou o dia mensal das refeições típicas de determinada região ou país. saídas para comer fora. por exemplo) para que se transmita a ideia de um espaço diferente que se assemelha a um restaurante. 4. dado que alguns gostam da comida muito quente. em locais escolhidos pelos próprios. 5. • Alternar a ordem dos lugares ou do início da distribuição da comida para evitar as reclamações quanto à sua temperatura ou ao tempo de espera. Desidratação. devem ser alternadas até ocorrer a desobstrução. V. 4. 82 . cortar os alimentos).3. De imediato deve passar outro funcionário a auxiliar quem precise (retirar as espinhas. • Optar por detalhes como marcadores de pratos. V. • Implementar costumes como a semana gastronómica. fazendo pequenos roteiros após a refeição. • O movimento das compressões deve ser para dentro e para cima. • Passar com carros estufa ou um tabuleiro para mostrar as sobremesas e entradas. uma vez que a sensação de sede pode estar comprometida. enriquecem o dia-a-dia quebrando a monotonia • transformar o refeitório mensalmente num restaurante por um dia. enquanto que com outros acontece o contrário.2. para que a pressão do peito aumenta e o objecto saia.1. Para intervir ao nível da planeamento de ingestão. F. 4. sendo que a decoração poderá estar de acordo com o tema indicado. 5. entre as omoplatas. • Assegurar a temperatura correcta dos alimentos servidos pois quando demasiado quentes podem provocar queimaduras e se estão mornos ou frios são fonte de queixas e desagrado. Esta gestão pode ainda considerar os gostos dos utentes. com a mão aberta.1. A outra mão deve ser colocada sobre a primeira. uma jarra com flores.SOLUÇÕES SOLUÇÕES Relativamente à qualidade do serviço: • Preferir toalhas e guardanapos de pano e em consonância com a restante decoração.2. consegue-se pelo serviço imediato dos pratos (caso sejam preparados) ou pelo seguido com destacamento de um funcionário para 8 utentes. Por exemplo o jantar pode ser comida francesa e a decoração poderá ser à base de velas. V 6. com música francesa a criar ambiente e os clientes. • Se a passagem do ar está totalmente obstruída e não há tosse. 4. agarrando-a bem de forma a conseguir fazer pressão. deve se passar de imediato à Manobra de Heimlich: • O cuidador deve posicionar-se atrás da vítima. pequenas jarras com uma flor natural ou a colocação de velas decorativas nas mesas ao jantar para criar um ambiente diferente. contra o abdómen (entre um umbigo e o apêndice xifoide). 5. compassadamente de forma seca e enérgica. incliná-la para a frente e dar 5 pancadas secas.

TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO MANUAL DO FORMADOR t TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO .

sardinha. peixes "gordos" (salmão. lacticínios "gordos"... VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS A (Retinol) Essencial para o crescimento. arenque. leite e derivados ricos em gordura. atum..)... hortícolas (principalmente de folha verde escura).. Lisboa: Instituto do Consumidor. gema do ovo. batata. sangue e rins. Tem uma acção antioxidante.). Óleos de origem vegetal. feijão. frutos gordos (avelãs. D (Calciferol) E (Tocoferol) K (Menadiona) Regula os processos de coagulação do sangue. arenque.). nozes e amêndoas).... abóbora.. sardinha. cenoura. hortícolas de cor verde escura ou alaranjada (couves. peixes "gordos" (salmão.. atum. Contribui para a recuperação dos tecidos.TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO Os seguintes quadros são adaptados de : Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e Instituto do Consumidor (2004). Hortícolas (espinafres. formação de ossos e dentes e processo de visão. Intervém na síntese de algumas proteínas importantes para o sistema nervoso. cereais e derivados pouco refinados. Guia: Nutrientes. manteiga. gema de ovo e queijo.. cenoura. Fígado. Fundamental para a adequada formação dos ossos e dentes e para manter correctos os níveis de cálcio e fósforo no sangue. na protecção dos glóbulos vermelhos e anticorpos. 84 . brócolos.) gema de ovo. Protege a pele e as mucosas de infecções.. Aditivos e Alimentos.. couve-flor. funcionamento do sistema imunitário (defesas do organismo) e dos órgãos reprodutores. fígado. óleos vegetais.). Óleo de fígado de bacalhau. ossos. brócolos. leguminosas (ervilha. repolho.

levedura de cerveja. batata. Tem uma acção antioxidante. pescado. fígado. Promove a absorção do ferro. Pescado. espinafres. leguminosas. uvas. pescado. Frutos (especialmente laranja. leguminosas. limão e outros citrinos.. gema de ovo. kiwi. Vísceras (fígado e rim). no crescimento e reprodução. carne de porco. pimentos vermelhos. morangos. leite e derivados. leguminosas (feijão e ervilhas). carnes. frutos gordos (nozes e amendoins).). tomate. toranja e melancia). pescado. Participa na produção e crescimento das células do sangue. B1 (Tiamina) B2 (Riboflavina) B3. Intervém na obtenção de energia a partir dos macronutrientes. frutos gordos (nozes e avelãs). B8.).. nozes. ovos. gema de ovo. Levedura de cerveja. fígado. sobretudo dos hidratos de carbono. H (Biotina) B9 (Ácido fólico B12 (Cobalamina) Hortícolas de folha verde escura.. manga. PP (Niacina) B5 Ácido (pantoténico) B6 (Piridoxina) Vísceras. cogumelos. carnes. Levedura de cerveja.). Essencial para a resistência a infecções. dentes. Intervém na obtenção de energia a partir dos macro nutrientes. Intervém na obtenção de energia a partir dos macronutrientes e no crescimento celular. brócolos. frutos gordos. Previne malformações no tubo neural dos fetos. leguminosas. Intervém na produção de ácidos nucleicos (material genético das células). frutos (banana. cereais e derivados pouco refinados.. Importante na eliminação de produtos do metabolismo das proteínas. pescado. Contribui para a produção de corticosteróides e hormonas sexuais.... cereais e derivados pouco refinados. Vísceras (fígado. carne de aves. fígado. frutos (banana. gema de ovo.. papaia. Indispensável para muitas reacções enzimáticas. vísceras (fígado e coração). manga. agrião. cereais e derivados pouco refinados. Fundamental para a produção do material genético das células e para o metabolismo do ácido fólico. uvas. cereais e derivados pouco refinados. melão e hortícolas (couve-galega.. Intervém na formação de alguns aminoácidos e conversão de outros em hormonas. Essencial à actividade de enzimas que intervêm na decomposição dos ácidos gordos e dos hidratos de carbono. Essencial na formação de hemoglobina e para o normal funcionamento do sistema nervoso. Essencial para o crescimento e reparação dos tecidos. cereais e derivados pouco refinados.. cogumelos. TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO 85 . Intervém na obtenção de energia a partir dos macronutrientes. Contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso e das glândulas supra-renais.VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS C (Ácido ascórbico) Fundamental para a formação e manutenção de alguns tecidos (vasos sanguíneos.. frutos gordos. Acelera os processos de cicatrização.). frutos gordos (nozes e avelãs). Cereais e derivados pouco refinados. leguminosas. ossos. produtos lácteos (excepto manteiga). Intervém na produção de hormonas pelas glândulas supra-renais. marisco..

batata. Frutos (banana. Entra na composição de aminoácidos. alho. grão de bico. Magnésio (Mg) Cereais e derivados pouco refinados. laranja. pescado.)... leguminosas (feijão e grão)..). pescado. frutos frescos (banana. outros produtos salgados (batatas fritas. Participa na formação e crescimento dos ossos e dentes. Fósforo (P) Leite e derivados (excepto manteiga). Essencial para a contracção muscular.. gema de ovo.). Intervém na coagulação do sangue.). manutenção e reparação de todos os tecidos. Participa na formação e crescimento dos ossos e dentes. amêndoas).). Intervém no relaxamento dos músculos e em processos que permitem a actividade do sistema nervoso. levedura. nozes. hormonas e vitaminas. Favorece a defesa antioxidante. hortícolas de folha verde escura. para o transporte de nutrimentos através das membranas celulares e para a produção e armazenamento de energia. Contribui para a manutenção do equilíbrio hídrico e electrolítico. cacau.. leguminosas secas. cogumelos. produtos enlatados. ameixas secas. glóbulos vermelhos e diversas enzimas.. Promove o bom funcionamento do sistema nervoso e das defesas do organismo.). pescado (moluscos e crustáceos). Fundamental na cicatrização da pele. figo.. pescado.. leguminosas (feijão. Participa na formação de hemoglobina. Contribui para a manutenção do equilíbrio hídrico e electrolítico.. Contribui para a manutenção do equilíbrio hídrico e electrolítico. pescado.). espargos. Fundamental para o crescimento.. Cobre (Cu) Crómio (Cr) Cogumelos. 86 ... gema de ovo.. produtos enlatados. cacau. frutos gordos.. ovos. Potássio (K) Sódio (Na) Sal. nozes.TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO QUADRO DE MINERAIS E OLIGOELEMENTOS Cálcio (Ca) Essencial na formação e crescimento de ossos e dentes.. Lacticínios. outros produtos salgados (batatas fritas. Intervém na contracção e relaxamento dos músculos e em processos que permitem a actividade do sistema nervoso. frutos gordos (amêndoas. Auxilia os processos de coagulação do sangue e dos que permitem a actividade do sistema nervoso e contracção dos músculos.. produtos de salsicharia e de charcutaria.. frutos gordos (avelãs.. frutos gordos. manutenção da pressão sanguínea e nos processos que permitem a actividade do sistema nervoso.. frutos gordos (avelãs. Cereais e derivados pouco refinados. Cloro (Cl) Sal. pescado. Intervém no metabolismo da glicose e potencia a acção da insulina. castanha. hortícolas (cebola. Enxofre (S) Leguminosas. leguminosas. produtos de salsicharia e de charcutaria... Essencial para a contracção dos músculos e para os processos que permitem a actividade do sistema nervoso. soja). Promove a estabilidade dos ácidos nucléicos.

Favorece a defesa antioxidante. castanha. Intervém no crescimento e desenvolvimento dos órgãos sexuais. leguminosas. leguminosas (feijão.. Flúor (F) Iodo (I) Intervém na formação e desenvolvimento de ossos e dentes. hortícolas. Fundamental para o correcto funcionamento da tiróide. leite e derivados..QUADRO DE MINERAIS E OLIGOELEMENTOS Ferro (Fe) Indispensável na formação de hemoglobina e na actuação de determinadas enzimas. pescado (de mar). pescado. Nota: O teor em iodo dos hortícolas depende muito das características do solo em que foram cultivados. Água. Molibdénio (Mo) Selénio (Se) Leguminosas e sementes.). Importante para a manutenção das funções cerebrais. Intervém no metabolismo dos hidratos de carbono e dos lípidos. Importante na resposta imunológica (defesas do organismo) e cicatrização de feridas. Previne a cárie dentária e a osteoporose. rins)..). alho. chá. vísceras (fígado. cereais e derivados pouco refinados. gema de ovo. brócolos. hortícolas de folha verde escura. carnes. das pirimidinas e das purinas.. TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO 87 . Pescado (de mar). gema de ovo. Tem uma acção antioxidante. Tem uma acção antioxidante. leguminosas. Carnes. Intervém nos processos de crescimento e reprodução. levedura de cerveja. cereais e derivados pouco refinados.. na síntese de proteínas. Contribui para a produção de hormonas sexuais. Intervém no metabolismo dos compostos sulfurados. Pescado (crustáceos). Fundamental para produzir hemoglobina a partir do ferro armazenado no organismo.. frutos gordos (nozes. hortícolas (cebola. Manganésio (Mn) Pescado (crustáceos).. Tem uma acção antioxidante e promove a inactivação de substâncias com eventual acção tóxica. Zinco (Zn) Pescado (crustáceos e moluscos). na regulação da temperatura corporal. Fundamental para o funcionamento de muitas enzimas que intervêm no metabolismo dos macronutrimentos. no crescimento da pele e do cabelo. fígado.. tomate. Promove a integridade dos ossos e das cartilagens. carne. chá.). Intervém no metabolismo dos lípidos. na formação de células do sangue e na utilização de oxigénio nas células.. gema de ovo. cereais e derivados pouco refinados. nas funções nervosa e muscular.

molhos frios. seco) Salsa (fresca) Segurelha (fresca ou seca) Tomilho (fresco ou seco) Açafrão (partes da planta não maduras e secas) Canela (casca do tronco da caneleira. licores e sobremesas. Marinadas.TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO QUADRO DE ESPECIARIAS E ERVAS AROMÁTICAS Aipo (caule e folhas. em bocados ou em pó Sopas e caldos de carne. feijão. massas. Vasta utilização: carnes (especialmente carneiro). para aromatizar a água de cozedura de massa ou arroz. Aromatizar vinagre. espetadas. leguminosas. ervilhas e favas. fresca ou seca) Orégão (folhas ou em raminhos. massas e cozinhados com tomate. molhos. seco) Manjericão (folhas. empadas. sopas. molho de tomate.. Vasta utilização: tisanas. fresco) Alecrim (seco) Alho (bolbo) Cebolinho (folhas. Vasta utilização: peixe. Pizzas. Vasta utilização: molhos. fresco ou seco) Funcho bravo (sementes. molhos. Sopas. massa. sopas. Castanhas cozidas. Peixes (especialmente grelhados). guisados. caracóis. carnes. arroz. caldeiradas. doces com características regionais. fresco ou seco) Coentro (folha ou em grão) Erva-doce (semente. em cru. pratos de ovos e de queijo. pescado. aves. saladas e ervilhas.. Pratos de feijão verde ou seco. ervilhas e sopas de peixe. Saladas. conservas. seca) Estragão (folhas ou raminhos. caules e folhas. Saladas. 88 . guisados de carne. peixes. arroz e molhos. pratos de peixe. azeitonas. carne. fresca) Louro (folhas. pizzas. sopas.. pratos de peixe. Carnes. caldo para cozer peixe. saladas. sopas. saladas. Saladas. pratos de peixe e carne. Aromatizar bolos. Bolos. carne e caça. fresco ou seco) Manjerona (folhas. Saladas. produtos de confeitaria. fresco ou seco) Hortelã (folhas. molho de tomate. ovos e batata.. guisados e peixe (assado). guisados e cozidos de carne. Vasta utilização: sopa de legumes. Estufados. aves.

conservas de carne. molhos de pão. marinadas. Vasta utilização: patês. arroz. Caldos aromatizados. batidos.QUADRO DE ESPECIARIAS E ERVAS AROMÁTICAS Baunilha (vagem seca) Caril (em pó) Colorau ou pimentão (polpa do pimento doce maduro em pó) Coentro (grãos) Cominho (grãos) Cravinho (botões da flor depois de secos) Erva doce. dobrada e licor. caldeiradas e carnes. verde e vermelha) Piripiri (fresco ou maduro. TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO 89 . marinadas e bebidas. vinho quente. arroz. massas e molhos. cozinha chinesa. cogumelos. seco e reduzido a pó) Pimenta (preta. cerveja e brandy. sopas e carnes. carnes. bolos e licores. branca. bacalhau e outros pratos de peixe. ovos. guisados. ao natural ou conservado em azeite. Peixe. pratos de queijo. sopas de peixe. anis (grãos) Funcho (grãos) Gengibre (rizomas da planta) Mostarda (grãos inteiros ou em pó) Noz-moscada (grãos desengordurados) Paprika (pimento maduro. licores. pratos de ovos. Sopas de peixe. Todo o tipo de preparações culinárias. moluscos. produtos de pastelaria e licores. queijo. Marinadas. Carne de porco. carne de porco. pescado e molhos. Guisados. massa. doçaria e bebidas. seco em pó) Zimbro (baga seca) Leites aromatizados. molhos. conservas de legumes. ensopados. Pastas de queijo fresco. Pães especiais. Vasta utilização: pratos de carne estufados. sobremesas à base de leite. compotas e bolos secos. Vasta utilização: saladas. Molhos. saladas. aves. vinagres aromatizados. Bebidas.

& Alix. legumes. e o QAEN será repetido num prazo de três meses para avaliar a evolução do estado nutricional. GUIA PARA INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DO QAEN A pontuação QAEN é superior ou igual a 24 O doente apresenta um bom estado nutricional.Edições Técnicas e Científicas. Se o QAEN detecta uma insuficiência de bebidas (questão M). Devem procurar-se outras causas de desnutrição como a depressão. água de nascente. os caldos de legumes e as sopas são particularmente recomendados. por exemplo. Levar-se-á a cabo um levantamento dos factores etiológicos da desnutrição.TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO TEXTOS DE APROFUNDAMENTO TEMÁTICO O texto seguinte foi retirado de: Ferry. Loures: LUSOCIÊNCIA . menos lautos. loiça ergonómica. chá. o leite. consomem menos nutrientes essenciais e expõem-se deste modo a um risco acrescido de carências alimentares. água mineral (com gás ou natural).) destinadas a responder ás necessidades das pessoas idosas atingidas por reumatismo e outros distúrbios e para quem gestos simples da vida quotidiana são um verdadeiro teste. Com efeito. é necessário ver com o médico a possibilidade de aligeirar a prescrição (questão H). O QAEN é analisado como anteriormente se descreveu. também se pode propor os serviços de cuidados domésticos e/ou distribuição de refeições ao domicilio. café. São úteis conselhos de base sobre o equilíbrio alimentar. as pessoas que já não podem cozinhar em boas condições têm uma alimentação menos variada. e N). A pontuação QAEN está entre 17 e 23. infusões. É preciso considerar os diferentes itens que proporcionam a perda de pontos QAEN. As bebidas nutritivas como os sumos de frutas. mas de alta densidade nutritiva. É preciso preconizar instrumentos adaptados (copo com fundo de chumbo. etc. se a pessoa toma mais de três medicamentos por dia. é preciso aconselhar a pessoa idosa a ter á mão uma garrafa de água. gelatinas (em caso de dificuldades de deglutição ou de "falsos trajectos"). Estes utensílios de cozinha adaptados "facilitando a preensão" podem ajudar as pessoas que têm algumas limitações para a preparação das suas refeições. Podem reeducar-se as pessoas idosas que apresentem dificuldades de preensão ou disfagia. Aspectos fundamentais. carnes questões K. A pontuação QAEN é inferior a 17 O indivíduo apresenta uma desnutrição proteico-calórica. misturas nutritivas hiper proteicas). se possível. Se a família não se pode ocupar das refeições da pessoa idosa. Em caso de feridas na pele (questão 1). os conselhos para enriquecer as preparações em calorias e proteínas deverão ser acentuados. clínicos e psicossociais.5 A pessoa idosa apresenta um risco de desnutrição. Os resultados do QAEN devem ser analisados para identificar as causas da baixa pontuação. Serão dados conselhos adaptados aos resultados do QAEN e ao inquérito alimentar: fraccionar a alimentação (refeições principais e lanches mais frequentes. uma perda de autonomia ou a diminuição das funções cognitivas. Pode sugerir-se uma grande variedade de bebidas: água canalizada. dão-se conselhos para variar e equilibrar a sua alimentação. M. com asas ou bico. Se a pessoa idosa não consome alimentos dos vários grupos (frutas. Recomenda-se um inquérito alimentar. L. E. se não tem mais que duas refeições por dia ou sofre de anorexia (questões A e J) é preciso procurar a presença de perturbações do comportamento alimentar. A nutrição da pessoa idosa. abre-latas. uma intervenção precoce será de bom prognóstico. O QAEN será repetido num prazo de três meses. o peso deve ser vigiado de três m três meses. lacticínios. Um inquérito alimentar preciso será realizado. água por um pulverizador para hidratar a boca. para ir bebendo regularmente ao longo do dia. lda. 90 . deve considerar-se a hipótese de recorrer aos serviços de distribuição de refeições ao domicílio e/ou aos de cuidados domésticos.

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OBS.: __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 115 DIAPOSITIVOS .: __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ OBS.

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OUTRA INFORMAÇÃO ÚTIL A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO MANUAL DO FORMADOR i INFORMAÇÃO ÚTIL .

Edições Técnicas.gov/ 130 . trad. Nutrição clínica moderna na saúde e na doença.BIBLIOGRAFIA ACONSELHADA BIBLIOGRAFIA ACONSELHADA Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e Instituto do Consumidor (2004). D. Lisboa: Instituto do Consumidor Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e Instituto do Consumidor (2004). M. clínicos e psicossociais..nutricaoempauta.fda. lda. (2001). Guia-Os alimentos na Roda. Loures: LUSOCIÊNCIA . Pessoas Idosas. (Obra original publicada em 1996) Saldanha. Lisboa: Lusodidacta Martins.).pdf http://www.portaldasaude.. Geriatria (M.. Receitas Becel para uma vida saudável.consumidor. I. Carneiro. A nutrição da pessoa idosa. A. & Alix.pt/nonio/maletacre/recursos/guiao_al imentos.gastronomias. P. (1994). R.ese. Ltda. Mailloux-Poirier. & Llorente.. FimaProdutos Alimentares Ruipérez. uma abordagem global. Aditivos e Alimentos. D. (1998).Edições Técnicas e Científicas. M.com.pt www.. lda.ips. Referências de página de internet: http://www. In Berger. Fernandes M. Guia: Nutrientes. Teixeira. Lisboa: Instituto do Consumidor Ferry. M. L.pt http://www. T. Rio de Janeiro: McGraw-Hill Intramericana do Brasil. Aspectos fundamentais.com http://www. H. Lisboa: LIDEL. (1995) Beber e Comer. Gonçalves.br/ http://www. E.

OUTROS AUXILIARES DIDÁCTICOS COMPLEMENTARES Videograma A alimentação do idoso Manual do formando A alimentação do idoso OUTROS AUXILIARES DIDÁCTICOS COMPLEMENTARES 131 .

pt/ACS 132 . 7º piso 1049-062 Lisboa Tel. 45 1049-005 Lisboa Tel.apgerontopsiquiatria.: 218 430 500 Fax: 218 430 530 E-mail: dgsaude@dgsaude.pt www.colucci.015 Alcochete E-mail: geral@ifh. 9. Paço de Arcos 2780-637 Paço de Arcos Tel.pt www. Afonso Henriques. 6 .clinia. dos Combatentes da Grande Guerra. Med.php Alto Comissariado da Saúde Ministério da Saúde Avenida João Crisóstomo.: 214 468 622 Fax: 214 410 188 E-mail: geral@colucci.pa-net. Univ.pt Casa de Repouso de Paço d’Arcos Rua José Moreira Rato.Paço de Arcos 2770-109 Paço de Arcos Tel. 6. 1C 2890 . Hernâni Monteiro 4200-319 Porto Tel.2A 2770-106 Paço de Arcos Tel. Roberto Frias 4200-465 Porto PORTUGAL Tel.com http://www.pt http://www.pt Direcção Geral de Saúde Alameda D.: 286 612 121 Fax: 286 612 184 E-mail: scmertola@clix IFH Instituto de Formação para o Desenvolvimento Humano Av.: 214 468 600 Fax: 214 410 188 E-mail: geral@clinia. Prof.pt Clinia .pt Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto Rua Dr.min-saude. 2 .: 22 502 39 63 Fax: (Psicologia): 22 508 80 11 (FMUP): 22 551 01 19 E-mail: info@apgerontopsiquiatria.Clínica Médica da Linha Rua Lino Assunção.: 21 330 5000 Fax: 21 330 5190 E-mail: acs@acs.com/estatutos.pt Associação Indiveri Colucci Rua Lino Assunção.repouso@colucci.CONTACTOS ÚTEIS CONTACTOS ÚTEIS Santa Casa da Misericórdia de Mértola Achada de São Sebastião 7750-295 Mértola Tel.: 225 074 320 Fax: 225 074 329 SPCNA Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação Apartado 2528 4202-401 Porto Tel.acs.: 225 074 320 Fax: 225 074 329 Nutricia Portugal Nº verde: 800 20 67 99 APG Associação Portuguesa de Gerontopsiquiatria Serviço de Psicologia da Fac.: 214 427 520 / 214 427 570 / 214 437 421 Fax: 214 417 003 E-mail: casa.min-saude.min-saude. Porto Al.

permitindo. O nosso reconhecimento muito particular ainda a todos os colaboradores e funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Mértola e particularmente aos seus utentes do século XXI. AGRADECIMENTOS . O nosso obrigado ainda aos utentes e aos profissionais dessas instituições. Não seria justo. no local. com a colaboração activa de toda a sua prestigiada equipa técnica.AGRADECIMENTOS Nenhum projecto é possível sem a colaboração e a parceria dos diferentes actores sociais. portanto. dos mais aos menos novos. não deixar. pelo apoio no desenvolvimento. um agradecimento profundo às entidades com quem estabelecemos parcerias estratégicas que permitiram o desenvolvimento dos manuais técnicos e videogramas deste projecto.Casa de Repouso de Paço d'Arcos / Clínica Médica da Linha. A todos. e que reconhecendo a importância do nosso trabalho nos deram o alento e a motivação necessária na prossecução dos objectivos ambiciosos a que nos tínhamos proposto. o nosso Bem Hajam. que participaram de forma generosa nas diversas filmagens. de uma forma positiva em ambiente de grande qualidade. trabalhar e filmar situações-chave comuns às instituições de apoio ao idoso. Destaque especial para a parceria com a Associação Indiveri Colucci .

ENTIDADE PROMOTORA ENTIDADE PARCEIRA .